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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10portuguesefull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;CUMERH4_cCp7ImA9WxNUFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245</id><updated>2009-11-07T15:03:25.048-02:00</updated><title>Filosofando na Penumbra - Gilberto Miranda Junior</title><subtitle type="html">Blog de filosofia, crítica, crônicas, ciências, poesias, cotidiano e estudos filosóficos.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/" /><link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><link rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/FilosofandoNaPenumbra-Miranda" type="application/atom+xml" /><feedburner:emailServiceId>FilosofandoNaPenumbra-Miranda</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://add.my.yahoo.com/rss?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FFilosofandoNaPenumbra-Miranda" src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/us/my/addtomyyahoo4.gif">Subscribe with My Yahoo!</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.newsgator.com/ngs/subscriber/subext.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FFilosofandoNaPenumbra-Miranda" src="http://www.newsgator.com/images/ngsub1.gif">Subscribe with NewsGator</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://feeds.my.aol.com/add.jsp?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FFilosofandoNaPenumbra-Miranda" src="http://o.aolcdn.com/favorites.my.aol.com/webmaster/ffclient/webroot/locale/en-US/images/myAOLButtonSmall.gif">Subscribe with My AOL</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/FilosofandoNaPenumbra-Miranda" src="http://www.bloglines.com/images/sub_modern11.gif">Subscribe with Bloglines</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.netvibes.com/subscribe.php?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FFilosofandoNaPenumbra-Miranda" src="http://www.netvibes.com/img/add2netvibes.gif">Subscribe with Netvibes</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FFilosofandoNaPenumbra-Miranda" src="http://buttons.googlesyndication.com/fusion/add.gif">Subscribe with Google</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.pageflakes.com/subscribe.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FFilosofandoNaPenumbra-Miranda" src="http://www.pageflakes.com/ImageFile.ashx?instanceId=Static_4&amp;fileName=ATP_blu_91x17.gif">Subscribe with Pageflakes</feedburner:feedFlare><feedburner:browserFriendly>Bem vindo ao Feed do Miranda</feedburner:browserFriendly><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><entry gd:etag="W/&quot;A04ASHg_fyp7ImA9WxNXF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-498628995735404873</id><published>2009-10-05T07:52:00.001-03:00</published><updated>2009-10-05T07:52:29.647-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-05T07:52:29.647-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Tecnologia" /><title>Resgate da Razão Filosófica</title><content type="html">&lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SsnPz5TmG9I/AAAAAAAACeU/ZsrW_pmg6zE/s1600-h/ondas-quantica%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="ondas-quantica" border="0" alt="ondas-quantica" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SsnP0i91ZOI/AAAAAAAACeY/rUp1NzDKC-g/ondas-quantica_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="215" height="255" /&gt;&lt;/a&gt; As coisas mudaram por certo. De um passado glorioso que logo se tornou sectário e tendencioso, a capacidade humana de pensar-se e pensar o mundo foi cada vez mais direcionada a uma única maneira de pensar. Mas a Filosofia sempre foi filha de seu tempo (conforme nos ensina Hegel), embora a sectarização tenha tentado de todas as formas eternizar formas de pensar que responderam demandas específicas de quem detinha o poder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;Quando a Filosofia perde seu contato com o real e tenta encaixar o real em esquemas globalizantes a partir de pressupostos ideológicos, ela perde seu vigor, sua liberdade e seu aspecto mais fundamental: a geração efetiva de conhecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;Nenhum sistema filosófico consegue ou conseguirá esgotar a riqueza e a complexidade do real. Nenhum conhecimento humano será capaz disso. Enquanto a ciência se fragmenta e se especializa na crescente consciência dessa impossibilidade, ao mesmo tempo em que perde seu contato com o humano, a Filosofia se “encastela” nos seus sistemas se colocando cada vez mais distante da realidade. O dilema está posto. O papel da ciência é claro. E o da Filosofia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;Em que direções podemos especular e dialogar com os possíveis rumos que a Filosofia pode tomar para reconectar-se com a realidade trazida fragmentada pela ciência? Ao mesmo tempo em que procura uma construção de sentido para os diversos campos do saber, penso que a Filosofia deva abrir mão de impor uma visão a-histórica, determinando a realidade a partir de pressupostos doutrinários. Isso seria possível?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;Embora hoje já seja banal e terreno comum a idéia de que a ciência somente progride em suas fronteiras, ela própria, devido à sua especialização constante, impede-se de progredir e crescer devido à prisão oferecida por seus objetos de estudo. Caberia então, nesse cenário, não só à Filosofia enquanto saber, mas uma “atitude filosófica” dos cientistas, a dedicação à construção de sentidos nessas zonas fronteiriças, oferecendo à humanidade muito mais do que técnica, mas respostas à sua própria condição existencial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;Esse, talvez, seja o resgate, enfim, da Razão Filosófica. A Razão Filosófica no cenário contemporâneo estaria nas abordagens globais através do apelo a interação entre as disciplinas científicas, promovendo um “concerto” epistemológico que as desprendessem de seus próprios interesses e pudessem ser utilizadas em função de uma situação ou fenômeno em seus diversos matizes fatídicos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;Ou seja, ao invés das diversas disciplinas estudarem o ser humano sob seus pontos de vistas e objetos específicos, interagirem sob os auspícios da Razão Filosófica para entenderem melhor o ser humano como um todo, mesmo partindo de suas especificidades. Os cientistas já fazem isso de maneira incipiente (ou insipiente), utilizando dessa mesma Razão Filosófica. Mas e os Filósofos? Vão perder o bonde dessa demanda histórica encastelados em suas viagens metafísicas que partem de modelos alheios à realidade para explicar a realidade? Quanta ingenuidade. E a cada momento vemos a ridicularização da filosofia pelos irresponsáveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;O discurso filosófico, historicamente, sempre foi chamado a tornar a realidade inteligível, mas não cabe mais fazer isso à moda antiga nos moldes do Filósofo-Rei de Platão. Hoje, essa inteligibilidade da realidade precisa ser construída levando-se em conta a percepção cada vez mais complexa, plural e fragmentada do real, e só será possível abrindo-se em diálogo entre os diversos agentes construtores do conhecimento e não mais tentando encaixar modelos prontos na realidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;Antes do “deve ser”, é preciso entender “como é”, respeitando-se a visão plural que compõe o sentido do real. E como fazer isso? Vale, para refletirmos, uma leitura para reflexão:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;“&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Nos dias de hoje, o remanejamento da questão do sentido a leva [a Filosofia] a assumir uma nova função: a de superar o velho antagonismo com as ciências humanas e com elas restabelecer um diálogo aberto, profundo e fecundo numa perspectiva transdisciplinar de prática suscetível de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;importar e exportar de uma disciplina a outra ou de um contexto a outro noções, demarches e instrumentos&lt;/b&gt; instaurando certa transversalidade das disciplinas segundo um processo indo de um contexto a outro. Deve promover e incentivar, não só as metodologias interdisciplinares através da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;troca de conceitos, modelos e técnicas de análise&lt;/b&gt;, mas uma transdisciplinaridade visando a construir em comum objetos de pesquisa e os instrumentos de pensamento que eles exigem. As ciências humanas nasceram no prolongamento do projeto das Luzes e de uma fé nos progressos realizados pela Razão. Mas definiram seu empreendimento como uma crítica das ingenuidades inerentes à crença num possível domínio ou transparência da história humana por seus sujeitos. Seu papel histórico? Não só mostrar as diversas determinações pesando inconscientemente sobre o indivíduo e o social, mas objetivar as práticas sociais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Esta perspectiva abre o caminho para que a filosofia passe a desempenhar um papel significativo na reglobalização dos saberes fragmentados, na medida em que permite a utilização de seus recursos para se construir uma representação mais totalizante e adequada de uma situação e que se torna mais receptiva às questões de ética, direito e política e às questões sociais postas pelas ciências humanas, instaurando um diálogo franco e fecundo entre os pesquisadores das diferentes disciplinas. Numerosos são os estudantes de filosofia que manifestam um desejo sincero de aprender psicologia, história, direito, estética, política, economia etc: não querem mais viver o sentimento angustiante de serem acusados de estar fora ou acima da realidade: navegando no céu das idéias.&lt;/i&gt;” &lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;(JUPIASSU, Hilton. O Sonho Transdisciplinar: e as razões da filosofia. Rio de Janeiro: Imago, 2006. ISBN 85-31-0995-1, p. 10)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SsnP1Tnam1I/AAAAAAAACec/kye_y4G-VkE/s1600-h/i135323%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="i135323" border="0" alt="i135323" src="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SsnP2XKYqCI/AAAAAAAACeg/bkvHTptYkmE/i135323_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="411" height="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-498628995735404873?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/wuUxEiDJJjw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/498628995735404873/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/10/resgate-da-razao-filosofica.html#comment-form" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/498628995735404873?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/498628995735404873?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/wuUxEiDJJjw/resgate-da-razao-filosofica.html" title="Resgate da Razão Filosófica" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/10/resgate-da-razao-filosofica.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0MMQX89cCp7ImA9WxJWGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-2885408791492560698</id><published>2009-06-24T10:51:00.001-03:00</published><updated>2009-06-24T10:51:20.168-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-24T10:51:20.168-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pessoal" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sebo" /><title>Quase Férias… Leituras e livros…</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Poxa, falta pouco, e posso dizer que esse semestre foi puxado. Muitas decisões a serem tomadas, muitos rumos a serem definidos, pessoas importantes influenciando em meus pensamentos e, como sempre, uma correria atrás de recursos para fazer face às responsabilidades que acabamos assumindo na vida, na família e para nossos sonhos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas quero tentar aproveitar meu tempo de férias. Quero ler muito, preparar artigos, publicar (em revistas indexadas) e também reformular meu &lt;a title="Filosofando na Penumbra" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Blog&lt;/a&gt;, mudar o lay-out, andar muito de moto e definir de vez meu trabalho de graduação para o ano que vem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Essa semana tive um tarde livre e ao invés de postar aqui fui fazer algo que penso não decepcionar quem acompanha o Blog: levei meu filho, pela primeira vez, num sebo. É claro que ele queria ir ao shopping brincar na piscina de bolinha e comer no Mcdonalds rs… Mas quando chegou, adorou! E eu adorei que ele tenha adorado. Ficamos lendo revistas, olhando os livros, conversando sobre o que estávamos vendo. Puxa! Ele demonstrou curiosidades que nem sabia que ele tinha. Ele faz seu campo investigativo na circunstância em que vive, mapeando onde está e procurando os por quês da existência daquilo que o afeta. Em suma, parece já ter, incipiente, uma postura filosófica. Isso, claro, me deixa exultante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SkIvP2hYGWI/AAAAAAAACWM/KFBXPIBOGmQ/s1600-h/Img1169%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Img1169" border="0" alt="Img1169" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SkIvQTMsvkI/AAAAAAAACWQ/xc-Khpk8BtE/Img1169_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="242" height="184" /&gt;&lt;/a&gt; Impressiona-me também as associações que ele faz. Ao me perguntar a origem daqueles livros todos, respondi que as pessoas que tinham lido os livros que estavam ali, vendiam para o dono do local, que então revendia para outras pessoas que não tinham lido aqueles livros. Logo ele associou isso à quantidade de livros que tenho (adquiridos ao longo da minha vida, que não é curta rs). E isso me fez pensar na minha própria relação com os livros. Eu nunca vendi ou doei um livro. E por que? Minha relação com os livros é pessoal, não é impessoal. Cada livro que tenho parece fazer parte de mim e da minha história, mesmo que eu o renegue ou mesmo tenha me arrependido de ter lido; é parte de mim. Vende-los, doa-los ou (muitas vezes) até empresta-los soa-me como estar dispondo-me de mim mesmo e fragmentando ou destotalizando minha identidade. Que coisa mais tosca.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SkIvR4NU7kI/AAAAAAAACWU/CltyOgPa7Nc/s1600-h/Img1171%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Img1171" border="0" alt="Img1171" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SkIvSknUFII/AAAAAAAACWY/PE_D2Bxo4BA/Img1171_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="374" height="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois da conversa com ele, juro que tentei ver, em minha biblioteca, se eu poderia doar algum e dar a oportunidade para alguém lê-lo. Não consegui. Eu tentei, é sério. Talvez um dia eu monte uma biblioteca, já que emprestar até consigo, mas pareço uma sarna em cima dos amigos para que eles devolvam logo rs. Que coisa ! Mas valeu a experiência. Amei ver meu filho compartilhando comigo o ambiente que adoro e espero que ele também goste.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Logo eu volto, gente…&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-2885408791492560698?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=2-rpG575NVw:AjbHH1d8DYg:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=2-rpG575NVw:AjbHH1d8DYg:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/2-rpG575NVw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/2885408791492560698/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/06/quase-ferias-leituras-e-livros.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/2885408791492560698?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/2885408791492560698?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/2-rpG575NVw/quase-ferias-leituras-e-livros.html" title="Quase Férias… Leituras e livros…" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/06/quase-ferias-leituras-e-livros.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcNSHk_fCp7ImA9WxJSFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-6704675966282047261</id><published>2009-05-05T00:37:00.001-03:00</published><updated>2009-05-05T02:08:19.744-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-05T02:08:19.744-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cientificidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fenomenologia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Economia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teoria" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Epistemologia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Natureza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fato" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História da Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política e Ética" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Tecnologia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ética" /><title>Ciência &amp; Tecnologia – Imbricamentos e Relações</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em que sentido se circunscreve a idéia de que a ciência é o conhecimento capaz de produzir tecnologia?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Resolvi publicar em artigo ao invés de responder ao comentário do &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/20324280" target="_blank"&gt;Osame&lt;/a&gt; no artigo &lt;a href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/05/o-saber-cientifico-e-gripe-suina.html" target="_blank"&gt;O Saber Científico e a Gripe Suína&lt;/a&gt; porque além dele ter ficado longo, penso que traz reflexões que podem ser compartilhadas além do acaso dos leitores que se interessam em ler comentários. Muitas vezes os comentários são até melhores que os próprios artigos e essa discussão em que estamos parece-me ter esse aspecto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0LNGEuyI/AAAAAAAACCY/xPh3-yKJuA8/s1600-h/mainpage-pic_green%5B4%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img title="mainpage-pic_green" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="252" alt="mainpage-pic_green" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0L4CFxEI/AAAAAAAACCc/6b9HMeLgc3s/mainpage-pic_green_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="172" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Penso que nossa divergência está em algo muito mais amplo do que havia me atentado no início. Eu não vejo diferença, no entanto, no que chamamos exatamente de Técnica ou Tecnologia. Mesmo na definição da &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Technology" target="_blank"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt; em inglês abre-se um campo vasto para se entender o que vem a ser Tecnologia, mas como eu havia dito em minha resposta eu a entendo de uma forma bem específica que nada mais é do que um conjunto de Técnicas, que por sua vez se circunscreve em um fazer especializado, seja com base teórica ou não.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Técnica é você &lt;u&gt;ter e exercer o domínio, controle e manipulação de um aspecto material da realidade&lt;/u&gt;. Tecnologia é o domínio com sentido de uma técnica ou de uma série de técnicas. Não importa para a idéia que quero passar se o “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;logia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” como sufixo também traga o conceito de estudo sobre técnicas. Tecnologia &lt;u&gt;como conjunto de técnicas&lt;/u&gt; ou &lt;u&gt;como estudo de técnicas&lt;/u&gt; ou ainda &lt;u&gt;como o conhecimento de causa de um conjunto de técnicas&lt;/u&gt;, não muda, substancialmente, a idéia de que a ciência só é &lt;u&gt;ciência na ocidentalidade se trouxer nela o potencial tecnológico como desdobramento de sua própria existência&lt;/u&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A tecnologia, ou a técnica em si, porém, não dependem necessariamente da ciência. E isso me parece tirar o caráter tautológico da questão. O que precisamos ver é em que medida a Ciência dependeria da técnica para ser considerada como tal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Identifico dois pontos de divergências entre meu pensamento e de Osame:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um ponto diz respeito às motivações da ciência, que para mim soa como uma busca metafísica do fundamento da atividade científica. Não penso que o fundamento de algo deva ser buscado numa instância metafísica cuja essência anteceda sua existência e o que a caracteriza fenomenicamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Determinar o que se vê pelo que se conceitua previamente, parece-me ser anticientífico. Eu não busco esse caminho nem tampouco insinuo que o Osame esteja fazendo isso. Mas os conceitos que venho trazendo parecem-me dizer respeito a uma abstração de como a ciência se apresenta a nós fenomenologicamente e não como ela é vista por quem a faz ou como ela poderia ou deveria ser.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Outro ponto diz respeito ao Osame vincular o que trago a um necessário desdobramento tecnológico factual do conhecimento científico, excluindo a cientificidade daquilo que não produziu tecnologia factualmente. Eu não vinculo a cientificidade de um conhecimento a uma necessária produção tecnológica, mas sim ao potencial tecnológico do conhecimento. É essa a motivação científica, e antes de motivação, é a que torna ciências na ocidentalidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vou então, antes de argumentar a favor do que penso, responder a pergunta inicial desse artigo: em que sentido se circunscreve a idéia de que a ciência é o conhecimento capaz de produzir tecnologia? Resposta: &lt;strong&gt;no próprio método científico&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;Pensemos juntos&lt;/u&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se uma teoria só pode ser considerada científica se for possível depreender dela predições de eventos que podem ser corroborados por fatos, inferimos que todo conhecimento científico teórico se circunscreve no desenvolvimento de uma &lt;u&gt;técnica que possibilite ter e exercer o domínio, controle e manipulação de um aspecto da realidade&lt;/u&gt;. Não existe possibilidade desse domínio, controle e manipulação sem o desenvolvimento de uma técnica que os possibilite. A Teoria não dá a técnica, mas ela a exige para que se comprove sua validade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A técnica pode ser até vista como um subproduto da ciência, pode até ser vista como um fim marginal, mas sem a produção técnica, sem um saber prático específico que valide a universalidade da teoria, não se tem ciências. Se Técnica, como eu disse, é &lt;u&gt;ter e exercer o domínio, controle e manipulação de um aspecto material da realidade&lt;/u&gt;, e se a ciência não se valida sem isso, a Técnica é fim da ciência, portanto a define.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0M-hadPI/AAAAAAAACCg/gNcACcPtcnU/s1600-h/image93a%5B7%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img title="image93a" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; margin-right: auto; border-bottom: 0px" height="253" alt="image93a" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0Nk1iGUI/AAAAAAAACCk/JO-OusFc0Js/image93a_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="344" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O conjunto dessas técnicas compõe uma tecnologia a ser direcionada por quem a usa, mesmo que não seja, necessariamente, os únicos que deveriam usar. É aí que entram as decisões políticas, ideológicas e de interesses econômicos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se não fizesse parte da ciência, por definição, a necessidade do domínio, controle e manipulação de um aspecto da realidade, não haveria como consequência dela, necessariamente, a tecnologia. Mas se faz parte, o imbricamento é total, e no conceito de ciências não se pode excluir seu desdobramento potencial técnico.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que se faz depois com essa técnica dependerá das estruturas sócio-políticas-econômicas que destinam esse conhecimento científico. No capitalismo se faz produtos, mercadorias, se alimenta o mercado na sede incessante de lucros das empresas e na produção ideológica de uma vontade crescente de se consumir por parte das pessoas. Faz-se armas de destruição massiva e remédios poderosíssimos que nos transformam em celeiros de proliferação de supervírus e superbactérias. Mas isso não é culpa nem da ciência, nem da tecnologia que ela possibilita em seu imbricamento existencial.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Alerta Importante, porém….&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas aqui cabe um alerta importantíssimo&amp;#160; na presente abordagem e que escrevendo com muita sinceridade ao Osame, me sinto obrigado a fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Criticamos ambos, penso eu, um sistema que “rouba” da ciência e do conhecimento científico as descobertas que poderiam ser usadas para algo mais útil (ou meramente para sabermos mais do que nos cerca) e a usa como instrumento de opressão e domínio num sistema preocupado apenas com o lucro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Podemos ver a Tecnologia por dois prismas nesse aspecto:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. Como mera somatória de técnicas oriundas da necessidade de domínio, controle e manipulação da realidade que toda ciência faz e tem como fim;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2. Como um conjunto de técnicas agrupadas sob um significado dado &lt;em&gt;a posteriori&lt;/em&gt; e à revelia do conhecimento científico para cumprir um propósito e uma finalidade alheia à comunidade e à atividade científica, bem como alheia até às suas técnicas fins.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas nisso tudo, até onde vai a responsabilidade da ciência? Até onde esse elemento que “rouba” o conhecimento científico para fins particulares está na estrutura &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; da atividade científica?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0OWNPqVI/AAAAAAAACCo/uXalSPyHByk/s1600-h/Tecnologia0%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img title="Tecnologia0" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 0px 0px 5px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="216" alt="Tecnologia0" src="http://lh6.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0O3A7CKI/AAAAAAAACCs/rKXkCvlSGrg/Tecnologia0_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="218" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não é só ao definirmos Tecnologia meramente como conjunto de Técnicas, sem nada a mais que a caracterize além disso, que meu argumento se torna verossímil. Isso significa que nem ciência, nem técnica e nem tecnologia são responsáveis pela destinação duvidosa que o sistema e certos setores da sociedade dá ao conhecimento científico. Não em si mesmos, mas existe uma responsabilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O propósito do conhecimento científico é um conhecimento seguro, e seu critério de segurança é sua capacidade de domínio, controle e manipulação daquilo que conhece, portanto (mais uma vez) seu fim é a técnica. Ao agruparmos um conjunto de técnicas que gere outros conhecimentos científicos e sirvam como base para uma ampliação do conhecimento, teremos uma Tecnologia retroalimentando a própria ciência. Teremos a Tecnologia como fim da ciência e seu subproduto sendo usado por um sistema que usa sua essência com propósitos específicos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas levando em conta o item 2 e colocarmos na definição de Tecnologia, além do mero conjunto de Técnicas, um significado, isto é, um conjunto de Técnicas agrupadas sob um propósito e finalidade específica, então sim poderemos separa-la do conhecimento científico. Mas de que adiantaria isso?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se, à revelia da técnica como forma de domínio de um conhecimento teórico, agruparmos uma série de técnicas dando um sentido e propósito a elas, desenvolvemos uma Tecnologia sem vínculo com a estrutura apriorística da ciência. &lt;strong&gt;Penso que seja essa tecnologia que Osame se refira&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Isso é muito importante salientar, pois esse sentido, propósito e finalidade é algo colocado &lt;em&gt;a posteriori&lt;/em&gt; do processo científico e da aplicação do método, bem como no desenvolvimento da técnica que valida o domínio que a Teoria Científica procura proporcionar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Penso estar com isso estendendo meu entendimento ao que o Osame tenta me trazer em seus comentários. No entanto tem um outro problema ainda. Do que adiantaria tudo isso, esse malabarismo conceitual, se mesmo que não colocássemos a Tecnologia como fim da ciência (admitindo a definição 2), é o sistema que vai usar a tecnologia como bem quer que financia a própria ciência, seja diretamente ou por traz dos governos que promovem o incentivo à pesquisa?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Claro, isso não está no cerne da questão que estamos discutindo, mas se traz à baila automaticamente. Imaginemos que, por acaso, pudéssemos retirar completamente o interesse econômico por traz de toda pesquisa científica. Seja qual for o fim da ciência e o que a define, é dificílimo imaginar que aceitemos que o que define um conhecimento científico não seja a capacidade potencial desse conhecimento produzir saberes práticos e técnicos, suprindo nossas necessidades como seres humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No final do artigo anterior que causou o comentário de Osame, saliento a importância da comunidade científica ficar atenta ao mau uso de suas descobertas e aos riscos que ele acarreta, servindo como porta-voz da necessidade de uma postura ética de um sistema preocupado somente consigo mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com um medo cínico de me tornar muito longo, vou tentar justificar esse pensamento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Castores, Tautologias e Definições&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0SGHNb_I/AAAAAAAACCw/2yMMBWMZ6jg/s1600-h/castor%5B2%5D.png" target="_blank"&gt;&lt;img title="castor" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="252" alt="castor" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0TEgpcGI/AAAAAAAACC0/LyrzfpzfW5k/castor_thumb%5B2%5D.png?imgmax=800" width="179" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Osame pergunta-me se tenho a opinião de que a história da tecnologia começa no capitalismo e diz que, para ele, começa com os castores. O raciocínio por traz está no pensamento de que eu teria dito que a tecnologia é fruto exclusivo da ciência, o que traria o caráter tautológico da definição de ciência como conhecimento capaz de produzir tecnologia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Penso que nesse entendimento houve um equívoco. No artigo em que escrevo sobre o &lt;a href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/05/o-saber-cientifico-e-gripe-suina.html" target="_blank"&gt;Saber Científico e a Gripe Suína&lt;/a&gt;, eu não questiono enquanto técnica a decisão judaica em não comer porco. Só não a coloco como científica por que ela não se refere a um saber universal, abstrato e teorético que possibilite sua aplicação técnica em outros campos particulares.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que é preciso ficar claro que eu não defendo que é a Tecnologia é definida pela ciência, mas que a ciência é definida pela tecnologia que potencialmente produz. É diferente e não é tautológico. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim como os castores, grande parte do saber humano e que até hoje nos maravilha, foi construído com técnicas e tecnologias totalmente desvinculadas de um saber científico. Mas isso não exclui o fato de que a ciência, desde que nasceu, circunscreve-se conceitualmente em sua capacidade de produzir tecnologia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Definir, como etimologicamente o termo nos diz, é dar um fim a algo, demarca-lo, limita-lo. Conceituar é diferente de definir, embora no &lt;a href="http://www.dicionariohouaiss.com.br/" target="_blank"&gt;Houaiss&lt;/a&gt; traga dentro da acepção de “Conceito” a idéia de “Definição”. Conceituar é entender o mais profundamente possível alguma coisa em sua manifestação e conseguir detectar nessa coisa aquilo que a melhor caracteriza; o seu significado. Conceituando, a meu ver, é que se define.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu trago, portanto, dois conceitos envolvendo o que entendo por ciência. O primeiro conceito diferencia o que seria técnica e o que seria ciência, dizendo que técnica é um saber específico, particular, prático e ciência é um saber pretensamente universal, abstrato, teórico. Técnica ou Tecnologia (como conjunto de técnicas inter-relacionadas ou não, constituindo um único fazer ou não) podem vir delas mesmas e de suas práticas ou virem cientificamente de uma abstração que universaliza um conhecimento ou um conjunto deles.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No outro conceito, vinculo a validade do saber científico ao desenvolvimento de um fazer prático que o valide, dando corroboração à teoria pelos desdobramentos empíricos daquilo que prediz; dominando, controlando, reproduzindo e manipulando aquele aspecto da realidade que foi explicado. E justamente por se validar dessa forma, tem como seu fim a produção da Técnica e/ou da Tecnologia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas sabemos que só a partir de Bacon e já com o capitalismo comercial em voga e o industrial já em vias de dar sua cara na história é que podemos falar dessa necessidade de comprovação empírica e do nascimento da técnica como fim da ciência. Antes, a ciência especulativa era empírica somente na formulação de suas leis, mas não necessariamente na validação delas. Não se fazia o caminho de volta. Então, como era a ciência antes? Será que ela, antes disso, antes do capitalismo propriamente dito, possuía também esse imbricamento com a tecnologia?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um Pouco de História e Contextualização&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Técnica, ou a Tecnologia enquanto conjunto de técnicas, pode ser adquirida (como excelência em um fazer) apenas através da prática da tentativa e erro. Por isso fiz a conjectura do costume dos judeus em relação à carne de porco. Assim como os saberes arquitetônicos do Egito e outras civilizações que atingiram sua excelência sem um saber teórico que as fundamentassem, existe uma gama de saberes que prescindem da ciência para se estabelecer. E os castores sabem disso, pois sua excelência é um longo processo de tentativa e erro cuja validação se circunscreve na continuidade de sua existência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Suméria revolucionou a engenharia da época desenvolvendo um campo de saber específico na construção de represas, diques e canais que maravilha o mundo até hoje, mas que não era um saber teórico, e sim eminentemente prático e adquirido pela sintonia fina de tantas tentativas e erros. A necessidade move as descobertas e a técnica. Até aqui eu penso que estamos de acordo sem muitas divergências. Nada disso ainda é ciência, mas expressa a técnica e a tecnologia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0U355CJI/AAAAAAAACC4/U4KgGnctoa4/s1600-h/tales-de-mileto%5B6%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img title="tales-de-mileto" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 0px 0px 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="199" alt="tales-de-mileto" src="http://lh6.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0Vq7863I/AAAAAAAACC8/IRSyowE8ogQ/tales-de-mileto_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="167" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A ciência nasce na Jônia no século VI a.C. E ela marca seu nascimento por um modo novo de se pensar e não por uma motivação nova para se pensar diferente. As motivações humanas não parecem ter se modificado ao longo do tempo. Sempre estivemos em voltas de resolver nosso problema de existência. Sempre buscamos resolver os problemas práticos relacionados com a perenidade de nosso existir e de nossas idéias. Ou estamos preocupados com nossa existência ou com a perenidade de nossos conceitos, significados e sentidos. Toda busca humana parece se dar na direção da preservação de nossa vida e dos significados que atribuímos a ela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Imaginar que haja algo que valha por si só como parte integrante da natureza humana, parece-me ser assumir um modelo metafísico essencialista do universo e querer olhar a história a partir dele. Não há mal em si em ver dessa forma, porém carecemos de justificativas que nos façam assumir isso além de uma mera preferência pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tentando contextualizar o nascimento da ciência no sec....VI a.C. para buscar o que motivou um novo tipo de pensar sobre a realidade, nos deparamos muito mais com a questão pragmática do fazer ciência do que com uma corroboração possível de um fim nela mesma ao molde aristotélico. O pensamento abstrato, porém não formal, já existia em todas as civilizações, mas a confluência de fatores de fundo eminentemente práticos e ligados à questões de sobrevivência, desembocaram na necessidade de se buscar um saber abstrato que pairasse acima dos costumes de cada sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Grécia vivia um período de efervescência econômica e comercial, dominando boa parte da península e precisando expandir seus negócios. Cada nação que espremia a Grécia (que era formada por cidades-estado independentes politicamente) tinha uma cultura diferenciada, seus próprios costumes e seus campos de saberes atribuídos aos poderes divinos dos deuses que os protegiam. Na Grécia não era diferente, e a tradição impedia boa parte do crescimento econômico devido as divergências cosmovisionárias entre eles e seus vizinhos. Guerras eram freqüentes e isso não poderia continuar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Menos do que por qualquer coisa do que por necessidade, a meu ver, era necessário que se encontrasse pontos de convergência cosmovisionários, abstratos, em que se pudessem pautar as relações entre as diversas nações ali presentes. Sem isso o comércio era impossível, a expansão era impossível, a vazão do excesso populacional e o acúmulo de riqueza eram impossíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Grécia se torna privilegiada nesse aspecto, segundo os historiadores, por alguns motivos básicos: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. A capacidade discursiva e lógica de uma escrita herdada dos fenícios, mas que ao se incorporar as vogais deu amplitude comunicativa sem precedentes;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2. O uso corrente por uma princípio absolutamente abstrato de um indexador que colocava os valores das mercadorias numa mesma base de troca: a moeda. Esse é um símbolo da capacidade abstracional grega, cuja primeira moeda cunhada com esse fim nasce na Lídia (cidade-estado grega) no sec.... VI.a.C.;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3. A existência de uma classe de cidadãos que se abstém do trabalho e se dedica a uma atitude contemplativa e reflexiva perante a natureza e a realidade;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4. A experiência, desde o sec....VII dos jogos Pan-Helênicos congregando e promovendo a paz entre nações de unidades políticas independentes, além do sincretismo religioso promovido pelo politeísmo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5. Laicização crescente das instituições políticas gregas e a separação entre religião e estado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0WmmtTXI/AAAAAAAACDA/s2HOiDEEvrs/s1600-h/arte-na-grecioa-antiga%5B6%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img title="arte-na-grecioa-antiga" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="217" alt="arte-na-grecioa-antiga" src="http://lh6.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf-0XZGV6TI/AAAAAAAACDE/KXl67etGx68/arte-na-grecioa-antiga_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="195" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Notamos com isso que a capacidade abstracional já existente, a experiência da multiculturalidade religiosa, aliada a uma habilidade de descrição mais precisa de suas idéias e o ócio, perfazem as condições de possibilidade do nascimento da ciência e da filosofia. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Jônia era a porta de entrada e saída da Grécia continental. Mileto vivia, à época de Tales, seu apogeu. Os pré-socráticos foram os primeiros a tentar abstrair da diversidade os princípios naturais que regiam o universo, pairando acima daquele monte de deuses e buscando de forma universal aquilo que seria comum a todos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A ciência é subproduto disso. Ela já nasce como forma de um pensar politicamente engajada na necessidade de constituir saberes que fundamentam um aspecto utilitário. Toda especulação filosófico-científica feita pelos pré-socráticos nasce sob o pano de fundo pragmático da necessidade de expansão comercial grega e suas relações com outras nações. Podemos até arriscar em dizer que a ciência jônica nasce sob os auspícios da busca de uma tecnologia para um fazer diplomático, na busca de uma técnica ou uma excelência que daria aos gregos condições de expandir e dominar as nações além de suas fronteiras sem a necessidade de guerras, embora estivessem também dispostos a luta-las.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Essa visão contrasta em muito com o que nos foi passado nos cursos oficiais que coloca o nascimento da Filosofia como um “milagre” grego emergente de uma natureza humana cujo amor ao saber é espontâneo e constituinte. Essa construção visionária, inclusive, também se encontra encerrada no arcabouço ideológico necessário para que assumamos essa postura idealista. Antes de Aristóteles, Platão já nos via com um impulso de buscar o BEM através da razão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É aqui então que entra todo o humanismo renascentista, o iluminismo kantiano e por fim a Escola de Frankfurt a fazer uma crítica marxista dos postulados que coloca a ciência desinteressada e neutra. Ela pode ser, mas o homem e as estruturas que a controla não são.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fazemos confusão, até pela história recente que isso representa (estando intimamente ligada à contemporaneidade). com o grito de liberdade iluminista contra a medievalidade que encarcerava as mentes numa concepção de mundo autoritária e obscura. Esse grito de liberdade pode ter até tirado a subordinação da razão das estruturas metafísicas escolásticas, mas não a tornou independente do utilitarismo. Pensar num fazer científico sem seu desdobramento técnico (mesmo que potencial), tira dele a necessidade do rigor metodológico que é a pedra de torque de toda ciência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Concluindo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nem o imbricamento entre Ciência e Tecnologia, nem o Imbricamento entre Tecnologia e Capitalismo trazem necessariamente um imbricamento direto entre Ciência e Capitalismo. A questão é que, querendo ou não, o Capitalismo apropriou-se de toda atividade e motivações humanas, mesmo que particularmente muito de nós não concordem ou resistam de alguma forma.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A questão da Tecnologia ser fim e definir um conhecimento científico, não coloca a Ciência como necessariamente ferramenta capitalista em sua natureza. Parece-me que é esse o alerta que Osame faz ao pensamento que venho trazendo. Alerta acatado, penso que não fiz essa ligação. No entanto é impossível deixar de admitir que a natureza do fazer ciência cai como uma luva a um sistema que precisa do domínio, controle e poder manipulativo da natureza para chegar aos seus propósitos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf_E4yxHZHI/AAAAAAAACDI/HiWWbZ1Nx9I/s1600-h/DSC03702%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img title="DSC03702" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="165" alt="DSC03702" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf_E5fR8a0I/AAAAAAAACDM/fiOWjY684l4/DSC03702_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="216" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Os pontos que o Osame salienta distanciando a Ciência do Capitalismo são, a meu ver, pontos legítimos, mas que não anulam a idéia de que o conhecimento científico, por sua própria natureza, traz como fim o desenvolvimento de técnicas que controla e proporciona o domínio da natureza da forma que mais desejam os famintos donos das indústrias. É inegável o avanço científico causado pelas revoluções industriais ávidas pelas novas técnicas de domínio e controle da natureza fornecidas pelas mais variadas pesquisas científicas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que precisa ficar claro é que a tecnologia sendo fim da ciência, não significa que a exploração capitalista também o seja, nem tampouco que seja fim da própria tecnologia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Osame diz que vê a ciência muito mais próxima da filosofia do que julga nossa vã filosofia rs. E eu concordo com ele. O imbricamento que vejo entre Ciência e Tecnologia não exclui de maneira alguma o aspecto filosófico servindo como base ao pensar científico. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mesmo o pesquisador de posse de boa parte dos meios de produção do conhecimento científico e que não tenha financiamento capitalista, disponibilizando o que descobre ao mundo da forma mais altruísta e humanitária possível, terá como produto final de sua pesquisa uma técnica e uma tecnologia cujas consequências ele não terá controle algum.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nesse ponto, concordo com o Osame que a questão ética premente esteja relacionada com o uso da tecnologia gerada a partir daí e não necessariamente da ciência produzida. Mas enquanto houver a tutela do capital no uso e fruto da tecnologia gerada pela ciência, corremos o risco de estarmos virando um repositório e criadouro artificial de superbactérias e supervírus.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Teoria de Darwin proporcionou desdobramentos técnicos sem precedentes no combate biológico de pragas, mas seu uso irresponsável e uma desenfreada ambição, fazem com que a técnica que comprovou a validade da teoria, seja usada contra nós mesmos, mascarada de benefícios que o sistema finge nos proporcionar. Culpa de Darwin? Culpa da Tecnologia que comprova a validade de sua teoria? Claro que não… &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ninguém precisou patentear a descoberta de Darwin para fazer mal uso dela, e nem ele foi financiado por qualquer indústria, mas a técnica oriunda da própria validação de sua teoria está na iminência de nos matar a todos se não tomarmos cuidado. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É da ciência a geração da tecnologia. Mas é do homem, a decisão ética de usar responsavelmente essa tecnologia. Penso também que é daqueles que mais promovem nosso progresso e futuro a voz mais ativa na sociedade para tentar nos alertar contra o mau uso daquilo que eles nos proporcionam: &lt;strong&gt;OS CIENTISTAS&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-6704675966282047261?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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Desde que ela surgiu, inclusive associada à gripe aviária, me vi pensando sobre o assunto e tentando inferir meios de entender melhor os desdobramentos disso filosoficamente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Coincidentemente, na semana em que os casos se tornaram mais alarmantes, eu fui com minha família ao posto de saúde de minha cidade para tomar a vacina anual contra gripe que a prefeitura oferece gratuitamente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Influenza_virus.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 0px 10px; DISPLAY: inline" align="right" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Influenza_virus.png" width="139" height="139" /&gt;&lt;/a&gt; Essa é uma prática comum e mais de 150 milhões de pessoas no mundo se beneficiam da vacina que funciona basicamente pela inoculação de um vírus inativado que precipita o nosso sistema imunológico preparando-o para o caso de uma gripe real nos infectar. A cada ano é feita uma nova vacina, pois o vírus &lt;em&gt;&lt;a title="Vírus Influenza" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Influenza" target="_blank"&gt;Influenza&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; sofre mutações constantes e uma série de Grupos Regionais de Observação de Gripe (GROGs) sistematiza a coleta de informações para que a &lt;a href="http://www.who.int/en/" target="_blank"&gt;OMS&lt;/a&gt; (Organização Mundial de Saúde) forme as bases de elaboração da próxima vacina.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para saber mais, consulte: &lt;a title="Vacina contra gripe" href="http://www.adeusgripe.com.br/vacinacao.html" target="_blank"&gt;Vacina&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bem, o sistema funciona. Porém nos aponta numa direção estranha e que é foco do que escrevo nesse artigo, inclusive indo por outro caminho daquele analisado por Osame em seus posts nos Blogs onde participa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Osame foca sua análise nas condições de acondicionamento próprias da produção de carne em escala industrial, o que não deixa de ser um dado relevante na busca de explicação dos motivos que trouxeram esse vírus tão perigoso às manchetes do mundo inteiro. Explica, parece-me, a capacidade assustadora de alastre do vírus, mas não explica como ele se tornou tão potente e prejudicial aos humanos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O presente artigo possui dois focos básicos: uma breve análise sobre a &lt;u&gt;questão demarcatória entre conhecimento científico, não-científico e pseudocientífico&lt;/u&gt; e uma tentativa de &lt;u&gt;explicação dos motivos pelos quais o poder adaptativo do vírus se direciona para um poder cada vez mais avassalador e letal&lt;/u&gt;, levando em conta a Teoria da Evolução de Darwin.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O fundo da questão demarcatória está na troca de comentários entre eu e o Osame sobre meu artigo que atribui à &lt;a href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/teoria-evolucao-fato-e-cientificidade_12.html" target="_blank"&gt;ciência a questão tecnológica&lt;/a&gt;. O fundo da questão teorética da capacidade letal e mutacional do vírus está na tentativa de aprofundar-me nos desdobramentos possíveis da Teoria da Evolução de Darwin, e também levanta um questionamento sobre o uso tecnológico do conhecimento científico no sistema capitalista.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Questão Demarcatória (Cientificidade e Tecnologia)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IQByJk5I/AAAAAAAACAs/4ojubbjc8Jk/s1600-h/Torah_%282%29%5B9%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="Torah_(2)" border="0" alt="Torah_(2)" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IQ4rbTvI/AAAAAAAACAw/klJLzGjYc0I/Torah_%282%29_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800" width="219" height="208" /&gt;&lt;/a&gt; Pensando sobre a questão judaica da proibição do consumo de carne de porco, é irresistível pensar em como nós, céticos, atribuímos à tradição religiosa as mais inverossímeis fantasias explicativas para as coisas. Pensar que a proibição de carne de porco tomada pela tradição judaica pode ser classificada como pseudociência só faz sentido (pela própria demarcação sugerida pelo Osame) se essa tradição, frente à epidemia que se avizinha, traga como proposição uma suposta cientificidade por traz da prática, e por conseguinte, a proposta de que a existência de Deus possa ser deduzida logicamente desse fato. É claro que não estamos fazendo isso, nem tampouco dizendo que alguém o fez, mas conjecturemos que sim para efeito de análise.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que então, separaria a verossimilhança de uma explicação tida como pseudocientífica de outra explicação qualquer, mesmo as postuladas pelos usos e costumes tradicionais religiosos? O que então, além da questão de pseudociência e ciência, enquadraria um conhecimento como científico ou não? O conhecimento científico, eleito o mais seguro, anularia todos os outros, ou haveria outro tipo de conhecimento, também seguro, fora do científico?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Existe como contraponto a explicação científica que atribui ao mau acondicionamento e condições de abate do animal o risco de contaminação por diversas doenças. Essa é uma questão de higiene e possui por traz uma saber teórico corroborado pelo controle e desenvolvimento de técnicas que, supostamente, anulariam esse efeito nocivo, possibilitando a criação em larga escala e seu consumo sem oferecer mal a nós, humanos. É considerado científico por que promove um saber técnico, portanto prático, que controla, manipula e reproduz aquilo que prediz, podendo ser corroborado empiricamente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6ISKFmUcI/AAAAAAAACA0/69tzl4AG0Uo/s1600-h/moises%5B3%5D.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="moises" border="0" alt="moises" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6ITSY8qvI/AAAAAAAACA4/0t-ryHWdL_Y/moises_thumb%5B3%5D.png?imgmax=800" width="223" height="232" /&gt;&lt;/a&gt; Mas olhemos com os olhos de 1.500 a.C. onde supostamente teria vivido &lt;a title="Moisés" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mois%C3%A9s" target="_blank"&gt;Moisés&lt;/a&gt; e onde se começou a decodificar os costumes hebreus (que mais tarde com a tradição grega nos fundaria como civilização Ocidental). Lembro que somente mil anos depois é que teríamos evidências do surgimento de um novo campo de saber, o teórico, iniciado por Tales em Mileto. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Até então, as grandes civilizações e nações que povoaram a história tinham circunscritos em seus saberes técnicas e costumes que traduziam um conhecimento prático que era reproduzido porque dava certo. Era esse o critério vigente, e segundo a forma que classificamos, não era científico.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Antropologicamente os anciãos, os líderes, e/ou cúpula político-administrativa do grupo social era quem guardava esses saberes e legislava com base neles, estabelecendo a moral vigente. As práticas que se mostravam propícias e funcionavam, emergindo espontaneamente das próprias relações sociais, eram guardadas e preservadas por essa cúpula, transformando-as em leis e costumes a serem seguidos. E como emergiam espontaneamente do seio das relações sociais entre os membros, eram práticas já introjetadas em sua moralidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por uma questão até de um olhar privilegiado, por fora do cotidiano, portanto teorético (do grego &lt;em&gt;Theoria&lt;/em&gt; = contemplação), os legisladores e membros da cúpula podiam perceber e fazer associações sobre casos em que a causalidade parecia verossímil, mas que as pessoas inseridas no processo não veriam. Com isso, o saber, que nessa época já poderia ser teorético, teria que ser imposto por outros argumentos que melhor traduzissem a urgência de medidas rápidas de resolução.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IUHRwtxI/AAAAAAAACA8/BMWM8GSYyIY/s1600-h/porco1%5B6%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 0px 0px 10px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="porco1" border="0" alt="porco1" align="right" src="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IUv4OuZI/AAAAAAAACBA/DmLZaURB7Ds/porco1_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="175" height="172" /&gt;&lt;/a&gt; Fico imaginando um povo vagando à esmo no deserto, desesperançado e faminto, passando toda a sorte de privações e provações, preferindo até voltar a ser cativo no Egito do que viver com a promessa de uma Terra Santa, ouvir de um legislador que não pega no batente que a partir daquele momento o alimento mais acessível, fácil de criar e abundante não deveria mais ser consumido: o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;porco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Muito provavelmente esse olhar privilegiado e contemplativo do legislador associou o consumo da carne suína a diversos males, inclusive óbitos de parte das pessoas que estavam sob sua tutela. Era seu dever, por via das dúvidas, tomar as decisões cabíveis para que isso cessasse e não se alastrasse. Associação feita (hipotética), cabia-lhe a aplicação prática para que a empírea a corroborasse ou não.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Infelizmente a bíblia não nos narra se houve algum grupo de controle promovido por Moisés, isolando alguns membros em pelo menos dois grupos para que um continuasse a comer porco e outro se abstivesse da iguaria. A questão é que o saber indutivo é de tentativa e erro, bem ao sabor do que Popper nos lega em seus escritos pós 1.960. A tentativa foi feita; proibiu-se e pronto.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas como conseguir que essa proibição fosse levada à cabo? Desobedientes, desorientados, dispersos, rebelados, famintos e desesperançados os hebreus estavam até adorando ídolos, sem coesão, pressionados por todos os outros povos em seu destino errante e malogrado. Era uma questão de sobrevivência a elaboração de um guia de justiça social e moralidade comum a ser obedecido radicalmente por todos. É claro que aqui estamos reduzindo tudo ao recorte que escolhemos, que é o consumo da carne suína, mas parece-me que à época, esse era apenas mais um dos problemas enfrentados.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não é difícil de imaginar, como legislador e líder, numa situação crítica, marcial e de urgência, que Moisés usasse o que tinha em mãos para fazer valer o bom senso e não degringolar tudo aquilo que ele tinha reunido com esforços hercúleos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não vou entrar no mérito aqui se Deus falou com Moisés ou não, se Moisés existiu mesmo ou não, ou se algum outro patriarca fez o que foi atribuído a ele para que as coisas andassem da melhor maneira possível. Poderíamos até conjecturar que a própria idéia do monoteísmo teria respaldo na necessidade de se centralizar o poder decisório no intuito de promover um tempo de resposta adequado às urgências dos fatos. O fato é que no fim das contas deu certo. Não só em relação ao porco, mas em relação a muitos costumes que nos dão um desdobramento prático que funciona na convivência pacífica e saudável entre as pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É o caso, por exemplo, da Lei do Talião. Para uma época em que roubar uma galinha era vingado com a degola do assaltante, a lei de “&lt;em&gt;olho por olho e dente por dente&lt;/em&gt;” fazia o maior sentido do mundo. Mas para quem é o ofendido, é sempre mais atraente uma vingança exagerada que garanta que nunca mais se repetirá o ato novamente, de preferência eliminando de vez o agente do crime. E isso não poderia ser permitido, pois criava animosidades intermináveis.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IVXmgmfI/AAAAAAAACBE/3eKK3Wljuko/s1600-h/dar_a_outra_face%5B7%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="dar_a_outra_face" border="0" alt="dar_a_outra_face" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IV1TnPsI/AAAAAAAACBI/RffLPi-YuoI/dar_a_outra_face_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="203" height="171" /&gt;&lt;/a&gt; Regulamentar a vingança, estabelecendo-a como justa na mesma medida em que o delito foi cometido, foi um avanço jurídico que pôs fim às contentas intermináveis entre tribos e famílias da época. Hoje, a cultura cristã supera essa noção dizendo que é pedagógico não se vingar, que devamos perdoar setenta vezes sete se preciso e ainda oferecer a outra face. Mas a vingança está tão eticamente entronada em nosso inconsciente coletivo, que nosso sistema penal só quer recuperar presos no papel.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que parece estar por traz de tudo isso? Uma orientação divina preocupada com o dia a dia mesquinho de criaturas criadas para adorar seu criador, mas curiosamente criadas também com a capacidade de desobedece-Lo, ou a perspicácia humana de abstrair da experiência empírica os princípios práticos de um viver que melhor se adéqüe a seus objetivos? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se levarmos em conta a segunda opção, parece-me que sobra apenas a escolha da melhor forma de persuadir os envolvidos a aplicar o saber abstraído das circunstâncias, atribuindo sua obrigatoriedade a uma ordem que teria sanções se não fosse cumprida. Somos livres para não cumprir, mas assumimos a responsabilidade de sermos punidos se não cumprimos ou o gozo de sermos recompensados se cumprirmos. Um esquema realmente eficaz.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em que esses saberes todos, que regulamentam um melhor viver e atingem a um objetivo específico e desejado se diferem de um saber definido como científico? Para melhor tentar explicar isso preciso recorrer, tal qual fiz em minha resposta ao Osame no post &lt;a href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/teoria-evolucao-fato-e-cientificidade_12.html" target="_blank"&gt;Teoria, Evolução, Fato e Cientificidade - Questões Epistemológicas – Parte II&lt;/a&gt;, à questão do “&lt;strong&gt;para o quê&lt;/strong&gt;”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A teorização, isto é, o tipo de abstração contemplativa que gera um saber é que me sugere se aquilo que sabemos é científico ou não. No caso da conjectura que faço sobre a proibição judaica da carne de porco, a abstração de Moisés foi até ao ponto em que o problema identificado pudesse ser resolvido com vistas ao que ele pretendia, isto é, garantir a sobrevivência dos hebreus. Mas todo o processo circunscrito na observação, associação dos fatos, inferência hipotética e proposição preditiva foi feito de forma científica. E não só isso, foi corroborado quando aplicado, tanto que virou lei.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6LKGafG6I/AAAAAAAACBw/6z80DEWsvt4/s1600-h/porco%5B8%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; DISPLAY: block; FLOAT: none; MARGIN-LEFT: auto; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-RIGHT: auto; BORDER-RIGHT: 0px" title="porco" border="0" alt="porco" src="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6LK-zdmrI/AAAAAAAACB0/L_jprIRVscs/porco_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="350" height="269" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O único ponto que faltou para que de fato garantisse a cientificidade daquilo que ele estava fazendo, era fazer o caminho inverso e a partir da explicação dada deduzir predições que pudessem ser controladas, reproduzidas e manipuladas para estender-se a outros saberes possíveis. No entanto, na decisão tomada e nos resultados obtidos, houve a corroboração de que a medida era correta e o conhecimento era seguro. E por que então, não é científico? Simples, por que não se estabeleceu a possibilidade de um saber Universal a ser aplicado em práticas particulares diversas. Não se criou Tecnologia, não se aprimorou ou criou uma Técnica. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ambos são conhecimentos seguros, teoréticos e com desdobramentos práticos e empíricos. &lt;strong&gt;A explicação não científica não traz tecnologia a ser aplicada em outros fazeres, a científica traz&lt;/strong&gt;. Se o saber adquirido de proibir carne de porco fosse ampliado a todos os alimentos, eles virariam vegetarianos, o que também não seria nenhuma blasfêmia. Mas não foi, era específico e particular, logo, não científico.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No comentário do Osame sobre o post mencionado mais acima, ele questiona o imbricamento que faço entre Ciência e Tecnologia e eu respondo no sentido de que a ciência só é ciência por que produz tecnologia. Será que agora minha idéia faria mais sentido a ele?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Independente da questão que demarca de fato a ciência da pseudociência, parece-me ser a capacidade de produzir tecnologia que separa o conhecimento científico de qualquer outro, sem contudo invalida-lo. É essa a tese, enfim, que defendo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E a Gripe Suína?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora entra o segundo ponto que queria enfocar nesse artigo. Esse enfoque não se distancia do assunto sobre o imbricamento entre C&amp;amp;T em que eu e o Osame discutimos recentemente, mas traz a tentativa de entender melhor os desdobramentos do que vem acontecendo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IWk8X_rI/AAAAAAAACBM/7I1cyNcLAwk/s1600-h/Bad-Miss-Piggy--41323%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; DISPLAY: block; FLOAT: none; MARGIN-LEFT: auto; BORDER-TOP: 0px; MARGIN-RIGHT: auto; BORDER-RIGHT: 0px" title="Bad-Miss-Piggy--41323" border="0" alt="Bad-Miss-Piggy--41323" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IXSbEQyI/AAAAAAAACBQ/PY9Cepw-7_w/Bad-Miss-Piggy--41323_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="355" height="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por que a gripe suína, a aviária, e tantas outras saem do controle numa sociedade que domina cientificamente os mistérios da natureza? Penso que o princípio disso esteja intimamente ligado ao que discuto em outro artigo do &lt;strong&gt;Filosofando&lt;/strong&gt; chamado &lt;a href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2007/11/alerta-seleo-artificial.html" target="_blank"&gt;Alerta: Seleção Artificial&lt;/a&gt;, onde tento trazer uma reflexão a respeito do uso de enxaguatórios bucais a base de triclosan que estariam proporcionando a produção artificial de superbactérias arrasadoras.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando fui tomar minha vacina contra gripe, percebi que conforme os anos passam as gripes que pego são cada vez mais fortes e difíceis de serem debeladas. Claro que isso nos dá uma certa neura pensando na idade e tudo mais, mas sou jovem ainda rs…&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IYBAvCaI/AAAAAAAACBU/7iRqOxUTVa4/s1600-h/virus%5B11%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="virus" border="0" alt="virus" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IY2K2PHI/AAAAAAAACBY/x1rUYE6CilE/virus_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="178" height="141" /&gt;&lt;/a&gt; A questão é que numa população de vírus, assim como em qualquer pool genético, seus indivíduos variam entre si em suas expressões gênicas, mutando o tempo todo e mantendo situações de equilíbrio pontuado na luta pela sobrevivência ao dividirem o mesmo nicho ecológico. Num ciclo de vida ou reprodutivo alto, qualquer interferência que afete esse equilíbrio é preenchido rapidamente pelos indivíduos melhores adaptados às novas condições. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Toda vez que tomo minha vacina anual contra gripe o vírus inativado desperta meus anticorpos a produzir os mecanismos de reconhecimento dos antígenos das variações mutantes do vírus. Logo, se eu for atacado por uma população de vírus da gripe cujo antígeno for reconhecido pelos meus anticorpos eu estou protegido e eles todos são eliminados. E o que acontece? Eu funciono como um ambiente selecionador dos vírus melhores adaptados que sobrevivem e podem se proliferar a vontade. São justamente aqueles vírus dos quais não possuímos anticorpos para combater.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Viramos, tomando a vacina da gripe, pequenos universos selecionadores dos vírus mais fortes e resistentes, fazendo com que eles predominem. Com isso os GROGs trabalham intensamente para municiar a OMS de novas informações para a vacina do ano que vem. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IZprX6AI/AAAAAAAACBc/Sj9dWZ1QE4A/s1600-h/318%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 0px 0px 5px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="318" border="0" alt="318" align="right" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IaC5eNVI/AAAAAAAACBg/vniZdI8VwfY/318_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="198" height="166" /&gt;&lt;/a&gt; Estamos criando monstros só para que tenhamos um frugal conforto de não pegarmos mais gripes. As gripes que pegaríamos sem usarmos a vacina nos deixariam de cama alguns dias, doloridos e aos cuidados de nossos parentes como sempre foi. Talvez isso até aproxime mais as relações familiares ligadas por um cuidar mútuo. Mas não, o mercado exige que não faltemos ao trabalho, que não se gaste mais que o necessário em médicos, que a economia gire sem cessar e possamos estar sempre saudáveis para consumir, consumir, consumir….&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E assim é com os produtos mais inocentes que pululam sem receitas nas propagandas lindas que vemos. Sabonetes com bactericidas poderosíssimos veiculando propagandas com crianças saudáveis e protegidas da flora jurássica de bactérias que tiraria o sossego de qualquer pai atencioso. Enxaguatórios bucais que tiram todas as bactérias que causam o incômodo mau hálito mas seleciona para a posteridade bactérias cada vez mais poderosas e de poder destrutivo. Tudo em nome de uma assepsia de um mundo pasteurizado e padrão ao gosto de quem precisa prever e comandar cada passo de nossa humanidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6LMMz8iZI/AAAAAAAACB4/7PP4fP00kgo/s1600-h/corpo-humano00%5B4%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="corpo-humano00" border="0" alt="corpo-humano00" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6LM3iHsLI/AAAAAAAACB8/a21acLu_wz4/corpo-humano00_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="170" height="252" /&gt;&lt;/a&gt; Por fim, nos vemos humanos, tomados equivocamente como ápices de uma teleologia evolutiva, impedidos de usarmos toda a arma natural que nos tornou o que somos, pra nos submetermos à pasteurização artificial de uma assepsia que está criando monstros cada vez mais poderosos e devastadores de nossas próprias vidas, em nome do lucro incessante de uma indústria que usa o fim científico que é de todos, para seu enriquecimento particular e de um sistema absolutamente auto-destrutivo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora imaginem, caros amigos, constatar isso que é diretamente ligado a nós e imaginar se a produção de vírus cada vez mais poderosos vindo dos animais também não obedece esse princípio? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se numa questão de saúde pública, onde inferimos que o interesse econômico não seja tão forte assim, estão nos transformando em pequenos nichos selecionadores de vírus mais potentes, imaginem as doses cavalares e contínuas que a indústria de alimento prepara e imuniza suas criações em escala industrial? O poder e a velocidade do potencial destrutivo, mutacional e avassalador desses vírus pode escapar até ao poder preditivo dos modelos estatísticos do Osame e nos surpreender da pior maneira possível.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É importante agora que nos aprofundemos mais nessa questão, trazendo para ela o saber científico, a tecnologia e questões éticas do saber prático.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ciência &amp;amp; Tecnologia – Capitalismo &amp;amp; Ética&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um saber teórico, científico por gerar técnicas e saberes práticos eficientes, entregue a uma ética duvidosa pode desembocar na destruição em massa da raça humana. Alarmista? Pode ser, mas factual e verossímil.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6IbO7aNlI/AAAAAAAACCA/7VtdXM0b4Y8/s1600-h/capitalismo%5B5%5D.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 0px 0px 10px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="capitalismo" border="0" alt="capitalismo" align="right" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6Ib_lS_fI/AAAAAAAACCI/PGjM48VJhFE/capitalismo_thumb%5B5%5D.png?imgmax=800" width="182" height="219" /&gt;&lt;/a&gt; Osame, em seu comentário para meu artigo atribui a construção de um mito sobre a C&amp;amp;T no século XX por conta da Escola de Frankfurt. Eu não discordo. Penso de fato que existe um mito que vê o imbricamento entre C&amp;amp;T pernicioso. Adorno e Horkheimer nos denuncia em sua &lt;em&gt;Dialética do Esclarecimento&lt;/em&gt; onde o sonho iluminista do progresso necessário promovido pela razão nos levou com os horrores do holocausto e da Bomba Atômica. Mas eles não criticam nem a ciência nem a tecnologia em si, mas o uso racional da tecnologia viabilizada pelo conhecimento científico que é posta a serviço da ambição humana que promove a exploração e a opressão do próprio ser humano.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como esperar que qualquer conhecimento que é posto a serviço de princípios antiéticos possa promover o bem estar da humanidade? A questão é ética e política e não científica ou tecnológica, a meu ver.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vivemos num sistema que, se não tivesse essa lógica, talvez jamais chegássemos aos avanços tecnológicos que alcançamos, mas que por outro lado, por conta dessa mesma lógica, nos usurpa o benefício que nos lega através do domínio sistemático de nossa liberdade, consciência e futuro, de forma a potencialmente e possivelmente nos exterminar da face da terra.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A cientificidade da Teoria da Evolução é demonstrada a cada instante, mas seu poder preditivo ainda não parece ser do domínio do conhecimento humano, que mesmo sem conotação ética duvidosa (no caso das vacinas contra gripe), pode nos trazer consequências desastrosas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6LPs5Xe2I/AAAAAAAACCQ/xvj5lB-w1Ck/s1600-h/darwin%5B5%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; DISPLAY: inline; BORDER-TOP: 0px; BORDER-RIGHT: 0px" title="darwin" border="0" alt="darwin" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/Sf6LQfrj_lI/AAAAAAAACCU/v9kV6sA114g/darwin_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="184" height="188" /&gt;&lt;/a&gt; O medo que fica é ampliar de tal forma a discussão, que o senso-comum, acostumado com a tutela da autoridade, dobre-se frente a uma proibição arbitrária de pesquisas que produzam tecnologias com potencial destrutivo. Não poderia haver discussões amplas e democráticas sem o devido conhecimento de causa sobre as vantagens e desvantagens do uso tecnológico do conhecimento científico. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A se deixar na mão tendenciosa de parte da sociedade que pretende varrer do mapa as idéias de Darwin para colocar no lugar o obscurantismo da verdade por autoridade, abriremos mão da petição de princípio frankfurtiano tão caro a todos os pensadores livres e produtores de conhecimento legítimos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Será que não estaria na hora de uma Revolução Científica contra a tutela do capital na produção de tecnologia? Ou mesmo, na intensificação do trabalho de divulgação científica para leigos para o aumento sistemático do esclarecimento do senso-comum sobre o potencial dúbio da ciência em nos redimir enquanto humanidade ou nos destruir enquanto planeta?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;São coisas que podemos pensar juntos e que também me orgulham em ter meu Blog e os sites em que participo indexados na blogosfera científica de língua portuguesa. (&lt;a href="http://dfm.ffclrp.usp.br/ldc/index.php/anel-de-blogs-cientificos" target="_blank"&gt;Anel de Blogs Científicos&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://divulgarciencia.com/" target="_blank"&gt;Blogs de Ciência&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-1777479018303684164?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=jSg0T5WS3ws:HOVkblZA7Iw:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=jSg0T5WS3ws:HOVkblZA7Iw:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/jSg0T5WS3ws" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/1777479018303684164/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/05/o-saber-cientifico-e-gripe-suina.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/1777479018303684164?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/1777479018303684164?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/jSg0T5WS3ws/o-saber-cientifico-e-gripe-suina.html" title="O Saber Científico e a Gripe Suína" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/05/o-saber-cientifico-e-gripe-suina.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUcMRHc6cSp7ImA9WxJSEkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-1215829208385442003</id><published>2009-05-02T14:57:00.001-03:00</published><updated>2009-05-02T14:58:05.919-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-02T14:58:05.919-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Merleau-Ponty" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Existencialismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Heidegger" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Existência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fenomenologia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Faticidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sartre" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ontologia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Husserl" /><title>Existência na Fenomenologia</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Para a fenomenologia a existência é faticidade. Aquilo que se vê, sensível, interagente entre os de mesma categoria, existentes. No entanto, melhor seria separar essa faticidade considerada pela fenomenologia da faticidade considerada pelo existencialismo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A fenomenologia, assim como o próprio existencialismo, assemelha-se mais a uma abordagem, a um método para um pensar filosófico do que um corpo de princípios conceituais unificados que se possa denominar uma “Filosofia”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Portanto, dentre os que adotam o método fenomenológico para lançar um olhar sobre a existência, muitos deles escolheram questões teoréticas que ora privilegia a existência em si mesma, ora privilegia o existente e como ele olha para a existência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a title="Edmund Husserl" href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SfyJg7bsqAI/AAAAAAAAB_0/NqeHRrKpcHE/s1600-h/husserl_edmund%5B1%5D.gif" target="_blank"&gt;&lt;img title="husserl_edmund" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="205" alt="husserl_edmund" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SfyJhiIBz2I/AAAAAAAAB_4/MuHGygAjbjg/husserl_edmund_thumb.gif?imgmax=800" width="153" align="left" border="0" /&gt; Edmund Husserl&lt;/a&gt; (1859-1938), considerado pai da fenomenologia, foi o primeiro a tentar organizar o método fenomenológico, adotando uma teorética diferente dos existencialistas, embora tenha influenciado a todos eles e tenha sido pioneiro e inspirador das idéias de &lt;a href="http://www.iep.utm.edu/h/heidegge.htm" target="_blank"&gt;Heidegger&lt;/a&gt; (1889-1976), &lt;a href="http://www.iep.utm.edu/s/sartre-ex.htm" target="_blank"&gt;Sartre&lt;/a&gt; (1905-1980) e &lt;a href="http://www.iep.utm.edu/m/merleau.htm" target="_blank"&gt;Merleau-Ponty&lt;/a&gt; (1908-1961) entre outros. Husserl estava interessado no sentido subjetivo da existência, colocando a própria existência, segundo suas palavras, em “parênteses”. A faticidade existencial que preocupava Husserl era a que dava sentido à existência das coisas e determinava as coisas naquilo que elas são enquanto existentes. Dessa forma procurava a essência, o sentido que configurava a existência, aquilo que era determinante de sua figuração sensível. A existência dos fatos, em si mesma, deveria ser colocada em parênteses para que fosse entendida através dos sentidos que a colocava em evidência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há de se diferenciar, porém, que essa busca de sentido, do fundamento existencial das coisas, não se referia a uma busca de propósitos ou princípios pré-existentes que determinassem irresistivelmente a configuração das coisas como elas são. Procurar o sentido de algo existente enquanto tal, era, à partir de sua faticidade, mapear os conteúdos subjetivos e históricos que os categorizariam. Não era, portanto, partir de apriorismos que determinassem sua faticidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SfyJioRVKRI/AAAAAAAAB_8/p7i6vMs5WsQ/s1600-h/Heidegger%5B1%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img title="Heidegger" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 5px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="217" alt="Heidegger" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SfyJjToCWTI/AAAAAAAACAA/fP9N8jMAnkU/Heidegger_thumb.jpg?imgmax=800" width="152" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Heidegger, distanciando-se de Husserl nesse sentido, buscava no próprio fato existente o sentido que o configurasse, influenciando Sartre e Merleau-Ponty. Ponty, por sua vez parte de Heidegger para voltar a Husserl, tentando dar continuidade ao seu legado fazendo a ligação entre sentido e existência através da percepção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enquanto Husserl permanece na investigação do significado das coisas que existem, e Heidegger e Sartre se interessam pelo fenômeno em si, isto é, as coisas que existem como fato, Ponty tenta unir numa visão mais ampla e abarcante tanto o fenômeno quanto o sentido dado ao fato pela percepção e a intersubjetividade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SfyJkDUSAqI/AAAAAAAACAE/IAdnxXpBkdw/s1600-h/sartre%5B1%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img title="sartre" style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 0px 0px 5px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="256" alt="sartre" src="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SfyJlIwvAoI/AAAAAAAACAI/2gq59xNm4QQ/sartre_thumb.jpg?imgmax=800" width="173" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que interessava Husserl e posteriormente Merleau-Ponty é como o sujeito&amp;#160; apreende o fenômeno, os atos de consciência envolvidos nessa apreensão, indo ao interior e ao subjetivo. Husserl pretende fazer uma análise do ponto de vista do espírito e das motivações envolvidas na apreensão dos fenômenos. Ponty vai além e amplia a dimensão desse espírito para as questões da corporeidade, partindo dessa corporeidade como co-determinante da subjetividade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os existencialistas partem do próprio fenômeno, como existente, e suas implicações na sua relação com o sujeito. A própria existência humana e como ela se figura no mundo é objeto dos existencialistas, não se detendo com profundidade em como o próprio ser humano percebe e concebe esse fenômeno. O ponto que separa os existencialistas de Husserl é a questão da subjetividade, as motivações dos atos, onde Husserl se preocupa com essas motivações e os existencialistas com o próprio ato.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É a partir de Heidegger, mas sem voltar-se a Husserl como fez Ponty, que Sartre inaugura sua Ontologia Fenomenológica com &lt;em&gt;O Ser e o Nada&lt;/em&gt;, procurando esmiuçar e investigar as reflexões de Heidegger em &lt;em&gt;O Ser e o Tempo&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SfyJl3QxcsI/AAAAAAAACAM/EWxllWPa3rc/s1600-h/Merleau-Ponty2.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img title="Merleau-Ponty2" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="218" alt="Merleau-Ponty2" src="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SfyJm-cHSfI/AAAAAAAACAQ/SHC0mqCd9CY/Merleau-Ponty2_thumb.jpg?imgmax=800" width="175" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em linhas gerais, por gosto pessoais e filosóficos, fico mais com as definições existencialistas fenomenológicas de Merleau-Ponty; que diz ser a Fenomenologia uma tomada de partido contra o racionalismo quando este se une ao próprio empirismo concatenando um pensamento causal, cujo princípio desencadeia um propósito determinado a um fato ou a um fenômeno. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por esse pensamento, podemos dizer que a existência para a Fenomenologia se constitui no colocar-se para fora de algo que se torna algo nesse próprio colocar-se para fora, recebendo significados e sentidos na relação que tem com outros existentes, significando-os também. Portanto, existência se torna faticidade, seja lá como teoreticamente seja abordado: se partindo do próprio fato ou se partindo da própria percepção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Outro ponto que merece destaque em minha concepção, é a questão da Essência. Todo um legado de fundo eleata e pitagórico traz catalisado pelo Platonismo uma precedência de uma essência como determinante da existência. Isto é, a faticidade não se determina a partir de sua própria expressão, e sim é determinada previamente por um sentido independente. Aristóteles, embora una essência e existência na própria faticidade, engessa a expressividade do fenômeno a partir da relação potência e ato. A faticidade seria para ele a atualização de potenciais predeterminados por formas que participam de caminhos próprios separados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A fenomenologia não parte de pressupostos que determinem a existência em sua expressividade. Ela parte da própria existência considerada faticidade nela mesma e investiga sua figuração sensível significada a partir das motivações e espírito do sujeito. A essência, para a fenomenologia, que é o que ela busca como objeto colocando a existência em parênteses é justamente essas motivações espirituais que a determinam “como” algo existe; faticidade.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-1215829208385442003?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/oE1Y5U3kRC0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/1215829208385442003/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/05/existencia-na-fenomenologia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/1215829208385442003?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/1215829208385442003?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/oE1Y5U3kRC0/existencia-na-fenomenologia.html" title="Existência na Fenomenologia" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/05/existencia-na-fenomenologia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUQNSXwycSp7ImA9WxJTFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-8119386620978772729</id><published>2009-04-24T20:46:00.002-03:00</published><updated>2009-04-24T20:56:38.299-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-24T20:56:38.299-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Recados" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Coffe Prime" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Nietzsche" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Shopping" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jacareí" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ética" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Café" /><title>Café, empada e ética...</title><content type="html">&lt;p class="mobile-photo"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPmq1lahI/AAAAAAAAB-s/pgnJglRN_WQ/s1600-h/Img0276-758645.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328408834885380626" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPmq1lahI/AAAAAAAAB-s/pgnJglRN_WQ/s320/Img0276-758645.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-photo"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPm3_7FdI/AAAAAAAAB-0/-SWRi2jrHTo/s1600-h/Img0277-759423.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328408838418404818" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPm3_7FdI/AAAAAAAAB-0/-SWRi2jrHTo/s320/Img0277-759423.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-photo"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPnH3w0mI/AAAAAAAAB-8/1ZEo5zyi8UU/s1600-h/Img0278-760211.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328408842679145058" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPnH3w0mI/AAAAAAAAB-8/1ZEo5zyi8UU/s320/Img0278-760211.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-photo"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPnYWi5yI/AAAAAAAAB_E/BMuvqqtWCo4/s1600-h/Img0282-761065.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328408847103223586" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPnYWi5yI/AAAAAAAAB_E/BMuvqqtWCo4/s320/Img0282-761065.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="mobile-photo"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPnirAMxI/AAAAAAAAB_M/CofE-0r4awY/s1600-h/Img0287-762128.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328408849873384210" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPnirAMxI/AAAAAAAAB_M/CofE-0r4awY/s320/Img0287-762128.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Coisas da tecnologia. Estava meio impaciente pela demora em postar algo no Filosofando devido a inúmeros compromissos de trabalho e estudo. Diversos textos estão começados, mas falta concluí-los e com as coisas se atropelando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, um celular, quinze minutos livres num café ou até em meio a uma leitura já bastam para um blogueiro. Eis-me postando diretamente do Coffe Prime do Shopping Jacareí com meu Moto Q11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lendo o livro Ética em Movimento, da Paullus, organizado por Anor Sganzerla, Ericson S. Falbretti e Francisco V. Bocca. Tenho um trabalho de ética em Nietzsche para fazer e a localização que Haroldo Osmar de Paula Jr. e Jelson Roberto de Oliveira fazem da fundamentação de toda ética nietzscheneana no livro a Origem da Tragédia, lançou-me novos olhares da obra de Nietzsche que tive a oportunidade de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de coisa se constitui naquelas obviedades que não damos conta e que ao ouvirmos não nos espanta, embora nos sintamos constrangidos de não termos sacado antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Origem da Tragedia e o Espírito da Música é o primeiro livro de Nietzsche e o lançou no lugar eterno dos gênios. Nele, brilhantemente salientado pelos autores do texto, Nietzsche lança as bases de toda a sua filosofia, mesmo no futuro tendo criticado certa inocência em si mesmo quando o escreveu. Ele não chega a rejeitá-lo, porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei a ler esse livro a algum tempo em meus estudos sobre a questão da racionalidade e a arte, dança contemporânea e filosofia. Hoje sua leitura ganha outras dimensões e importância que ainda serão motivo de muitas postagem aqui no Filosofando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Tanto a crítica da racionalidade, a origem do niilismo, quanto a genealogia da moral e a ferrenha crítica ao cristianismo se encontram na Origem da Tragédia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acabou o café. Vou para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviado do meu Smartphone Windows Mobile®. Motorola Q11.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-8119386620978772729?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/hqP7FJtJjec" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/8119386620978772729/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/cafe-empada-e-etica.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/8119386620978772729?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/8119386620978772729?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/hqP7FJtJjec/cafe-empada-e-etica.html" title="Café, empada e ética..." /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SfJPmq1lahI/AAAAAAAAB-s/pgnJglRN_WQ/s72-c/Img0276-758645.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/cafe-empada-e-etica.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEINSH08eyp7ImA9WxJTFkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-6411620015606607608</id><published>2009-04-14T02:45:00.003-03:00</published><updated>2009-04-25T15:03:19.373-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-25T15:03:19.373-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teoria da Evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Merleau-Ponty" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Epistemologia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gênero" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Feminismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin" /><title>Facas, Gumes e Reflexões sobre a Cegueira</title><content type="html">&lt;span xmlns="xmlns"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Esse artigo é uma reflexão incidental sobre o artigo de minha amiga &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949" target="_blank"&gt;Paula Moiana da Costa&lt;/a&gt;, professora de biomedicina da Unipar, publicado em seu Blog (em parceria com Caio Mariani) &lt;a href="http://minestroneabolognesa.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Minestrone a Bolognesa&lt;/a&gt;. O artigo está em duas partes e chama-se &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#004040;"&gt;Facas Cegas de Um Só Gume&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (clique para lê-los: As Idéias, &lt;a href="http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2009/02/facas-cegas-de-um-so-gume_02.html" target="_blank"&gt;parte 1&lt;/a&gt; e Os Fatos, &lt;a href="http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2009/02/facas-cegas-de-um-so-gume_7131.html" target="_blank"&gt;parte 2&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Parcialidades&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a title="Olhar de olhares 70x100 cm - Tela de Teresa Robal" href="http://www.galeriaaberta.com/teresa_robalo/slides/Olhar%20de%20olhares%2070x100%20cm.html" target="_blank"&gt;&lt;img title="Olhar de olhares 70x100 cm - Tela de Teresa Robal" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; DISPLAY: inline; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="201" alt="Olhar de olhares 70x100 cm - Tela de Teresa Robal" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SeQiOegjZsI/AAAAAAAAB78/fN1bhbP24ZQ/olhares1%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="272" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não tem como não concordarmos com a tese que enxerga a ciência procurando a melhor descrição possível da realidade tanto quanto for alcançável a capacidade humana de observação. Porém é difícil hoje, na contemporaneidade, ainda mais com o aprofundamento dos estudos epistemológicos feministas e na concomitância das considerações filosóficas de Habermas, Kuhn, Derrida, Bachelard e outros, não considerarmos que essa "&lt;strong&gt;melhor descrição possível&lt;/strong&gt;" traz em seu bojo certa determinação interna de cada pesquisador; ditada por seus próprios contextos culturais e históricos e confirmados e reproduzidos por toda a comunidade científica.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;E desde sempre parece ter sido assim. Esse ideal de um olhar neutro do ser humano para a natureza com o intuito que ela própria se revele em seus segredos mais recônditos, não passa disso: um ideal. Um ideal talvez lockiano configurado por seu conceito de Tábula Rasa. Tanto culturalmente quanto por nossa própria condição de &lt;em&gt;seres-no-mundo&lt;/em&gt;, da carnalidade pontyana, todo o nosso olhar parece já se encontrar pré-configurado para ver determinadas coisas, mesmo que uma infinidade de outras estejam ali, bailando à nossa frente, se exibindo e querendo nos seduzir para serem notadas. (&lt;u&gt;Vide nota 1&lt;/u&gt;)&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Parece então que somos determinados a sermos parciais. Todo olhar voltado a algo pode se arvorar a ser neutro e imparcial, mas a explicação do que se viu, a construção de nexos daquilo que se precipitou aos nossos olhos, sempre terá como pano de fundo as crenças e a contextualização histórica do dono do olhar. Seria esse nosso determinismo? Se for, ele é muito mais poderoso que um decantado determinismo biológico que os defensores do "&lt;em&gt;Nurture&lt;/em&gt;" acusam as ciências biológicas.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Talvez seja possível ir mais além. O nosso olhar é, antes de mais nada biológico. Já possui suas próprias limitações no espectro que consegue captar a luz. Enquanto ferramenta de uma vontade, de um ato volitivo, ele já nos determina a ver somente aquilo que ele é capaz fisicamente. O ato de olhar, porém, ele não é apenas determinado pela fisiologia de nosso órgão, mas é condicionado por nosso psiquismo totalmente imerso num mundo que se dialetiza com a realidade percebida o tempo todo, determinado por nossas raízes históricas e sociais. Até a própria realidade que o olhar dialoga está impregnada de nossa contextualização.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;É de uma inocência ímpar acreditar que nossa maior determinação seja biológica. Se boa parte de nosso comportamento emerge pela confluência de fatores que nos trouxeram evolutivamente até aqui, não há dúvida que grande parte dele e que abarca quase nossa totalidade, é determinado por nossa cultura e contextualização histórica. Mesmo assim parece ser o gênero humano pródigo em romper seus próprios determinismos, sejam eles biológicos ou culturais. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Conseguir ir além nos possibilita até subverter o que naturalmente tendemos a pensar, isto é; que sofremos uma determinação biológica mas a rompemos na construção de nossa cultura. Parece-me muitas vezes ser exatamente o oposto: a natureza nos dotou da capacidade de rompermos qualquer determinismo, ao passo que culturalmente nos prendemos em idealismos que nos determina a sermos e pensarmos de uma determinada maneira, inclusive nos achando no direito de vigiar e punir o outro se por acaso não assumir nossa maneira de ser. E esse determinismo se impregna até no fazer ciência.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Olhares Possíveis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SeJ1L-1-9eI/AAAAAAAAB8A/4vjunohWP6I/s1600-h/olhares%5B1%5D.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img title="olhares" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; DISPLAY: inline; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="267" alt="olhares" src="http://lh5.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SeJ1MgPMKHI/AAAAAAAAB8I/G_YscGz0SeY/olhares_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="268" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Meu olhar particular, que não se arvora a ser imparcial nem neutro, parece trazer Heráclito no cerne das questões trazidas pela Teoria da Evolução de Darwin. Parece-me que a natureza nos dotou de uma &lt;strong&gt;capacidade infinita e indomável de nos indeterminarmos&lt;/strong&gt;. A realidade como eterno devir, parece refazer-se a cada segundo em suas potencialidades. Aliás, parece justamente romper com a idéia aristotélica de potência e ato, e se circunscrever no terreno das &lt;strong&gt;possibilidades contingenciais&lt;/strong&gt;. Contingencialmente, nossos genes parecem refazer-se em suas potencialidades e se expressar (se atualizar) de acordo com as possibilidades abertas pelo ambiente que interage. Essas noções depreendidas da própria leitura da obra de Darwin parece derrubar com a idéia de que o evolucionismo traz em seu bojo o determinismo. Nem ele, nem a própria natureza, cuja decodificação ainda não temos nada superior à Teoria da Evolução.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Se as dúvidas de Darwin começaram no questionamento da teleologia e principalmente no questionamento do fixismo, elas trazem por consequência a &lt;strong&gt;ausência de um finalismo determinístico&lt;/strong&gt; numa Dança Cósmica do constante devir como fundo, ou nas palavras de Julian Marias: como “&lt;em&gt;mobilidade constitutiva&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Darwin, sem noção de genética alguma, sem nem sequer ter lido os trabalhos de Mendel existentes antes de sua teoria, por pura observação naturalista captou todas essas possibilidades num exercício raro de indeterminação possível ao olhar humano. É difícil de imaginar que o próprio olhar naturalista de Darwin quisesse ver o que ele viu para construir os nexos que construiu como se houvesse já no olhar uma estrutura teorética de pano de fundo. Embora difícil, é algo que precisará sempre ficar em aberto. Mas temos que levar em conta que, segundo seus diários, embora já procurasse por algo, suas idéias tendiam a uma teleologia necessária que mais tarde ele foi obrigado a abandonar a favor daquilo que observou (ou do que viu como oportunidade de interpretar).&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;De qualquer forma, na construção de nexos daquilo que viu, Darwin propôs um mecanismo que traduzia também todo um contexto histórico que vivia. A efervescência da era industrial, o questionamento do fixismo por uma ideologia liberal burguesa e protestante, que questionava um poder central e privilégios natos, pode ser vista como pano de fundo à parte dos nexos que Darwin construiu.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Há de se separar a forma de olharmos a obra máxima de Charles Darwin. Uma é considerarmos apenas sua proposição conclusiva. Outra é acompanharmos e construirmos nossos próprios nexos a partir das longas descrições que ele faz daquilo que viu, tateando todas as possibilidades antes de concluir. Essa é a maior riqueza que ele nos lega, pois realmente dá a impressão de que ele chegou bem perto da imparcialidade ao descrever o que viu antes de construir a conclusão que tirou. A própria conclusão e formulação teórica permite vários olhares sobre ela: tanto contextualizados na &lt;em&gt;episteme&lt;/em&gt; da sua época, como fruto de uma força de vontade em busca da imparcialidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Essa postura de Darwin, num primeiro momento apenas descritiva, nos possibilita olhares plurais e variados numa natureza que não precisa de um olhar próprio sobre si e se abre aos curiosos da maneira que eles querem vê-la dentro de seus próprios contextos. Um desses olhares vai em sentido oposto daqueles que querem ver um determinismo necessário tanto na natureza biológica quanto na nossa cultura.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De que forma se configura nosso comportamento? É determinado pela cultura ou por nossa estrutura genética? &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;Determinismo x Indeterminismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;É curioso como nos perguntamos o que nos determina. Essa pergunta já direciona nosso olhar para encontrar “o” determinante. Não passa por nossa cabeça “determinada” que talvez possamos ser indeterminados, mas que assumimos determinações por algum motivo ou mecanismo que ainda não entendemos. Um dos caminhos contrários à boa Filosofia parece-me ser justamente formular a pergunta de forma equivocada. Seria esse o caso?&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Evocando ainda as evidências darwinianas e nosso velho e obscuro Heráclito, essa confluência contingencial de fatores que trabalham dialeticamente numa teia cuja síntese é um equilíbrio situacional, desemboca em estados que não nos dá garantia alguma que não irá mudar ao longo do tempo. Portanto, concordando com a Paula, determinar como natural o direito que emerge de nossos instintos é falacioso. Nossos instintos mudam de geração em geração, e hoje entendemos que a estrutura genética tem flexibilidade na maneira de se expressar diante de situações específicas.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Temos então, pelo menos, cinco lados nessa “&lt;em&gt;moeda pentagramática&lt;/em&gt;”:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De um lado a variabilidade aleatória que abre possibilidades contínuas e diferenciadas de expressão;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De um outro um ambiente fluídico que muda interagindo num todo interligado e que favorece a expressão que melhor estaria adaptada;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De outro a variabilidade específica também moldando sua expressão ao ambiente; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De outro lado ainda o próprio ambiente sendo modificado pela interação das formas de vida e seus modos de expressão;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E de um outro lado a consciência atuando em diversas direções influindo e sendo influenciada nisso tudo.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Como então nos acharmos determinados por algo? Como não vermos desde dentro de nós o clamor irresistível da mobilidade constitutiva que nos faz todos, individualmente e enquanto espécies, inacabados, em construção, fluídicos frente às possibilidades estéticas que a confluência de todas as cores, gostos, sons, texturas que nos fazem irresistivelmente querer e sermos obrigados a experimentar?&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Parece-me que somos sim determinados. Determinados por tudo isso a sermos indeterminados. O que nos determina então é outra coisa: A Cegueira de Gume Afiado.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;A Cegueira de Gume Afiado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por que então, sabendo-nos indeterminados precisamos da tutela de algo parmenedianamente fixo, imutável e seguro para pautarmos nossa vida? José Saramago pareceu-me ter sido muito feliz nas reflexões que fez em seu &lt;em&gt;Ensaio Sobre a Cegueira.&lt;/em&gt; Algumas reflexões suscitam-se irresistivelmente em nossas mentes ao ler o livro e assistir o filme brilhantemente dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles. Alguns pontos podem ser destacados para minha argumentação. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A cegueira pode vir pelo excesso de luz. A metáfora parece-nos “clara”. A idéia de que a racionalidade, a razão, posta desde o Iluminismo nos daria a resposta pra tudo, nos trouxe uma cegueira imensa que desemboca na contemporaneidade. Assim como no filme; cegos, desorientados por tanta luz que nos tira a visão, caímos fácil na barbárie, na destemperança, na falta de rumos e sentidos. É preciso descer ao mais básico do gênero humano, ao mais primitivo, para nos vermos crus e começarmos a nos reconstruir como sociedade. Isto é, precisamos nos “incondicionarmos”, nos “indeterminarmos”. Não, talvez, para saber quem somos, mas talvez para nos reconstruirmos naquilo que queremos ser, dialeticamente construídos entre o desejável e o possível.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O esclarecimento parece nunca ser completo, pois nosso olhar precisa da sombra pra dar contraste ao que vê. Esse é nosso determinismo biológico que nos dá a limitação daquilo que podemos alcançar. No entanto, discordando e concordando com Kant, a base do esclarecimento possível só pode ser pautada pelo exercício irrestrito da liberdade e da autonomia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A luz excessiva, aquela que direciona nosso olhar a uma única direção (a razão ou a religião), nos rouba a espontaneidade de nos vermos indeterminados, livres, criativos e possíveis. Da mesma forma as trevas, a sombra excessiva do controle que oprime e desinforma nos coloca sob a responsabilidade da tutela alheia e instrumento de domínio de interesses que em geral passam à largo de nossas necessidades (talvez por isso insisto em filosofar na penumbra rs).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A cegueira, em ambos os lados, tem gumes afiados que cortam a carne das gentes sem que percebamos. Só nos damos conta quando, esvaídos em sangue, nosso corpo queda à mercê dos opressores. É a liberdade e a autonomia em dialogarmos na coletividade que nos garante o exercício da própria mobilidade constitutiva da natureza.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A cegueira da fixidez, seja ela pela pretensão de um esclarecimento total positivista e iluminista (excesso de pretensa luz racional), seja ela pelo tradicionalismo religioso (excesso de pretensa luz espiritual), nos faz conviver com paradoxos que facilitam que nos submetamos à tutela de terceiros frente ao nosso destino. A cegueira que nos &lt;strong&gt;irresponsabiliza&lt;/strong&gt; pelo nosso próprio destino nos deixa nas mãos dos poucos “iluminados”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É tão cega ou mais perniciosa que a cegueira da razão, a cegueira do dogma que querendo que a natureza seja ouvida (como suposta tradução da vontade divina), é contra a morte provocada artificialmente (o aborto), mas a favor da vida mantida artificialmente (a eutanásia). Seria ela contra, portanto, à possibilidade da eternidade dada pela ciência? Os critérios são contraditórios, típico de olhares que não assumem que não podem enxergar tudo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Essa mesma tradição fixa os papéis sociais humanos com base numa suposta criação finalística e determinada, denunciado pela Teoria de Gênero feminista que tem seus primórdios nas reflexões de Simone de Beauvoir:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino&lt;/em&gt;." - Simone de Beauvoir em &lt;em&gt;O Segundo Sexo&lt;/em&gt; de 1.949.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a title="Simone de Beauvoir" href="http://www.simonebeauvoir.kit.net/index.htm" target="_blank"&gt;&lt;img title="Simone de Beauvoir" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; DISPLAY: inline; MARGIN: 0px 10px 0px 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="272" alt="Simone de Beauvoir" src="http://lh3.ggpht.com/_Om7F1rpPYqA/SeJ1NOB0qII/AAAAAAAAB8Q/12AL0vfUCa0/simone%5B2%5D.gif?imgmax=800" width="238" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Essa frase de Simone sintetiza, por pura intuição filosófica, o que seria mais tarde a coluna basilar da teoria feminista. Além disso, ela parece se encaixar muito bem como todos os gêneros recebem suas determinações e condicionamentos para serem exatamente o que esperam deles, com base naquilo que pretendem (os que detém o poder) atingir como ideal de cidadão a ser controlado e vigiado aos termos de Foucault.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Embora possamos dizer que o homem se "tornou" o que bem quisesse e submeteu e oprimiu todos os gêneros e inclusive grande parte de si mesmo, determinando tudo como deveria ser de acordo com suas intenções particulares, culpar um gênero inteiro como se houvesse existido ações coordenadas e intencionais de quem usurpou poder e bens para defender seus próprios interesses parece ser exagero. Podemos até dizer que, fosse mulher, jamais fariam isso. Mas dizer isso é determinar uma essência no homem da mesma forma como ele determinou a das mulheres para melhor submetê-las a cumprir suas determinações.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;A cegueira tem gume afiado. Ela nos tira as possibilidades de sermos mais e buscarmos ser diferentes. Nos cativa e nos embota no fixismo que interessa a poucos.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Nem a ciência nem a tradição tem as respostas. As respostas somos nós que damos, podendo estar permeados pelo conforto que a religião que não domina e oprime pode dar, e pelas descobertas científicas que podem nos fazer enxergar mais longe. A interpretação do que a ciência nos lega é histórica, contextual e móvel, quando experimentado o doce sabor da liberdade e da autonomia.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Natural e Cultural&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Para finalizar fico com a frase da Paula:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;“&lt;em&gt;Ambos (naturalistas e culturalistas) não percebem que ao modificar o meio, modifica-se a expressão da característica, de modo que ela sempre resulta do meio, mesmo que seja inata&lt;/em&gt;.” Paula Moiana da Costa.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Parece-me encerrar nessa frase os 5 pontos que saliento na “&lt;em&gt;moeda pentagramática”&lt;/em&gt; que a vida negocia com o universo. A questão parece-me ser epistemológica. Ela nos dá a base do próprio movimento da vida e da possibilidade do conhecimento desse movimento. A pretensão de uma posição absoluta e de um olhar privilegiado para se emitir juízos sobre as coisas se constitui no maior exercício de cegueira que o ser humano pode se impor.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É natural que mudemos constantemente. É cultural e histórico queremos deixar de enxergar essa mudança e fixarmos as bases de qualquer entendimento possível das coisas. Culturalistas e Naturalistas são históricos, logo são tão cegos como todos nós.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agradeço à Paula pela inspiração, mas já refletia sobre isso, em outros âmbitos desde Novmebro de 2007: Naturalidade e Meio: &lt;a href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2007/11/reflexes-i-entre-naturalidade-e-o-meio.html"&gt;http://miranda-filosofia.blogspot.com/2007/11/reflexes-i-entre-naturalidade-e-o-meio.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;(1) Em meu entendimento, cada ciência, na construção de seu método científico, tem como meta principal a tentativa sistemática de neutralizar intencionalidades que interfiram na aferição de resultados. Mas o método não garante a direção em que o olhar do pesquisador estará voltado na construção dos nexos que darão corpo teórico explicativo ao fenômeno observado. Um dos balizadores é o resultado, mas ele pode dar suporte às mais inverossímeis teorizações, que serão descartadas somente quando nossa capacidade de observação aumenta. Outro balizador que controla o primeiro, é a aderência a um corpo teórico já consolidado e robusto. Isso significa que uma teoria que não tem respaldo em outra já consolidada, dando continuidade a ela, tende a ser desacreditada com mais facilidade que outra, que chega aos mesmos resultados, mas é aderente a um corpo teórico já consolidado. Tudo isso, de certa forma, dá coerência mas engessa a ciência, e o avanço parece ser muito mais lento do que poderia. Isso daria até um outro artigo.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-6411620015606607608?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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Não temos uma régua absoluta que nos diga isso &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Balizar a ciência como última palavra nas explicações que dá pra o mundo é querer que ela nos balize em toda nossa totalidade e na própria totalidade da realidade. Mas como querer isso se, conhecendo um pouquinho de ciências, sabemos que ela não pode sair do que pode ser observável se o fim dela, em nosso sistema político-econômico é a produção de tecnologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou abrimos mão desse finalismo da ciência dado pelo sistema a qual fazemos parte, ou encontramos outras epistemologias que respondam aos outros âmbitos de nossas vidas. Não me parece coerente tentar balizar a totalidade de minha existência a partir de conhecimentos que se reduzem a recortes modelares da realidade, abarcando apenas os aspectos que podem ser observados, controlados e reproduzidos. Nem tudo em nós pode ser observado, controlado e reproduzido, logo, nem todo conhecimento que podemos ter de nós mesmos pode ser reduzido ao conhecimento científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro é que se a totalidade da realidade pudesse ser reduzida a esses critérios, tudo estaria resolvido. Mas na impossibilidade da ciência abarcar essa totalidade, nos resta a percorrer terrenos não seguros balizados por outros critérios. Isso não significa ir contra a ciência, mas sim ir totalmente a favor daquilo que ela se presta a nos dar. Para o que foge de seu âmbito temos outros campos epistemológicos dos quais podemos nos servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez citando Gould, ele fala isso em seu livro &lt;em&gt;Pilares do Tempo,&lt;/em&gt; quando introduz a palavra magistério em seu conceito de &lt;strong&gt;MNI&lt;/strong&gt; (Magistérios Não Interferentes). Vale a pena lê-lo, até porque não é penoso, o que daria também outro artigo para falarmos sobre esse assunto. O fato é que a ciência é tanto mais digna quanto mais assume na figura de seus cientistas esclarecidos, que não tem todas as respostas e possivelmente não as terá. No entanto isso não interfere na pertinência e segurança do conhecimento que postula a partir do método que criou para cumprir suas intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu quero um propósito para viver, um sentido para a minha existência ou mesmo solucionar meus problemas sentimentais, preciso entender que a epistemologia científica trabalha com recortes modulares da realidade observável e não se presta a me fornecer isso, quanto mais talvez alguma tecnologia como ferramenta para que eu possa buscar através de outros magistérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAk8NE7lI/AAAAAAAAB5U/P0TIWXP_9zo/s1600-h/fig_08_microscopio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323677606653259346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAk8NE7lI/AAAAAAAAB5U/P0TIWXP_9zo/s200/fig_08_microscopio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É óbvio que aqui falo sobre as chamadas ciências naturais, mas mesmo nas humanas o aspecto modular descritivo não nos fornecerá o sentido que cada um de nós, como construtores de sentidos que nos valham para a vida, temos a responsabilidade e autonomia de construir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que o problema fundamental em torno dessa discussão é a tutela que o senso-comum precisa ou foi convencido que precisa para balizar sua forma de ser. Não queremos fragmentar nossa busca em caminhos distintos que nos dê uma resposta razoável naquilo que podemos construir de nexos por nós mesmos. Queremos coisas prontas, magistérios absolutos que nos dêem todas as respostas. Por isso temos de um lado positivistas absolutizando a ciência como resposta última de todos os problemas humanos e de outro as numerosas crendices que assolapam o bom senso para dizer, numa pretensão megalomaníaca, que o que ela diz é a verdade absoluta. Em suma, um exercício incoerente de interferências entre magistérios distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por termos sido convencidos que somos fragmentados e dicotômicos, nos recusamos a buscar nossas respostas em lugares distintos; queremos um &lt;em&gt;kit epistemológico&lt;/em&gt; completo para nos suprir a fragmentação que a civilização nos faz sentir desde dentro de nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não me parece coerente estabelecer hierarquização entre explicações do mundo, desde que não haja interferência nos magistérios a que se prestam os diferentes ramos epistêmicos em que possamos nos basear para compor os nexos que tornam nossa vida suportável. Não abriremos mão do mais avançado antibiótico feito com base na amplamente corroborada &lt;em&gt;Seleção Natural&lt;/em&gt; de Darwin, assim como não precisamos abrir mão do conforto psicológico ao ouvir palavras afáveis e que nos faz sentido de um clérigo qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos então da Teoria Científica, cuja validade e prevalência entre as outras, que fique claro, se circunscreve naquilo a que ela se presta, sem invadir magistérios epistemológicos dos quais estariam fora de seu âmbito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é Teoria Científica?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAlEKF1bI/AAAAAAAAB5k/uP5elcWDb6M/s1600-h/fig_11_cientificidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323677608788219314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAlEKF1bI/AAAAAAAAB5k/uP5elcWDb6M/s200/fig_11_cientificidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pudemos, juntos, construir um certo entendimento do que significa Teoria em sua acepção real, original e como ela foi usada para designar uma Teoria Científica. Construímos também um entendimento do que viria a ser um fato. Agora precisamos responder o que diferencia uma Teoria, nesse sentido grego que agora entendemos, de uma Teoria Científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ciência não basta apenas teorizar, mesmo no sentido grego do termo. Em ciências é preciso não só descrever, interpretar e explicar um fato, mas torná-lo, em seus princípios, “apreendido”; de forma a poder prever a partir dele outros fatos e/ou reproduzi-lo e controlá-lo. Vale lembrar que tudo isso é feito dentro de um recorte epistemológico que se vale da pedra basilar chamada "observação", mesmo que esse termo possa nos dar margem para duvidar daquilo que podemos ver. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não importa que não vemos tudo, em ciência vale o que pode ser visto. E quando se diz “ser visto”, muitas vezes não se vê o agente da ação e apenas seu efeito no espaço-tempo. A teoria científica entra para conjecturar como é esse agente a partir dos efeitos fenomênicos que podem ser detectados. Se essa conjectura prediz comportamentos que a observação do fenômeno reproduz, então é uma Teoria válida, e científica, corroborada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência pura constrói teorizações que podem prever fenômenos a partir de outros fenômenos, isto é, fatos de outros fatos a partir da explicação teórica de um fato. Exemplo é a física teórica. Por outro lado, a ciência aplicada constrói teorizações que podem prever fenômenos através da apreensão e controle do fato, manipulando-o e construindo a partir desse controle aplicações práticas, como por exemplo; a tecnologia e a produção de bens e serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, para uma Teoria ser científica, ela precisa fazer predições que possam ser verificadas e submetidas a testes empíricos que corroboram sua veracidade e acuracidade. A forma de tornar uma Teoria em científica é a aplicação do método científico, que a testa empiricamente naquilo que ela diz, tornando-a válida. Isso não significa que a torna eterna ou imutável (isso seria transformá-la numa doutrina), mas sim a estabelece como a melhor explicação de um fato até que surja outra. Uma Teoria Científica então é uma Verdade Provisória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoria Científica é o ápice da prática científica e não tem nada acima dela hierarquicamente em termos de ciências. E isso não invalida de forma alguma qualquer outro tipo de conhecimento construído em outros campos epistemológicos. Mas não existe, em ciências, um conhecimento que seja mais alto do que uma Teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAlfo4LpI/AAAAAAAAB5s/5TRF-8M7YgQ/s1600-h/fig_12_popper.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323677616165105298" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 0px 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAlfo4LpI/AAAAAAAAB5s/5TRF-8M7YgQ/s200/fig_12_popper.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É impossível falar em Teoria Científica no século XX sem falar de Sir Karl Popper. A demarcação popperiana do que seria um conhecimento científico não exclui a metafísica, por exemplo, como conhecimento legítimo, mas não a coloca na demarcação de cientificidade se submetida à lógica do critério de falseabilidade. Isso não significa que não seja conhecimento teorizarmos sobre alma ou mundo além túmulo para explicarmos algumas coisas que vemos e percebemos, mas jamais será um conhecimento científico enquanto não predizer fenômenos que possam ser falseados, isto é, contraditos pela observação. Se a predição não puder ser colocada à prova para que algo observável a corrobore, não possui cientificidade, mas não deixa de ser um conhecimento de um magistério distinto do científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as críticas que recaem sobre a ciência, suas bases epistemológicas e seus critérios de verdade enquanto explicação do mundo, de Carnap a Kuhn, Lakatos, Derrida, Bachelard, Habermas, Feyerabend, servem apenas para apurá-la em sua prática. No entanto, em meu entender, o núcleo popperiano que requer corroboração naquilo que se fala (não importa como e de onde se falou), será por muito tempo paradigmático no fazer científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAlbwo36I/AAAAAAAAB50/eNKiXOxOuWc/s1600-h/fig_13_kuhn.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323677615123914658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 133px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAlbwo36I/AAAAAAAAB50/eNKiXOxOuWc/s200/fig_13_kuhn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com Popper, as teorias científicas deixaram de ter um status de verdade absoluta ou definitiva e passaram a ser verdades provisórias, determinadas pela capacidade preditiva daquilo que poderia ser observado. A questão da cumulatividade do conhecimento e das limitações dos modelos epistemológicos em que se baseiam, podem se constituir em dificuldades para novas abordagens que explicariam melhor a realidade, mas a questão aqui é que, independente do corpo teorético-base de um conhecimento, havendo rupturas ou não para outros campos, o novo campo deverá ser corroborado por fatos observáveis. Logo, Kuhn e Lakatos não anulam Popper; o complementam de maneira brilhante para quem se coloca acima de partidarismos reducionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto todas essas considerações introdutórias, podemos então falar sobre a &lt;span style="color:#000066;"&gt;Evolução como Fato e Teoria Científica&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teoria da Evolução e o Fato Evolução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAxs6FkKI/AAAAAAAAB58/Z-IsEmv6I8w/s1600-h/fig_14_darwin_evolucao_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323677825885376674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAxs6FkKI/AAAAAAAAB58/Z-IsEmv6I8w/s200/fig_14_darwin_evolucao_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde antes da formulação da &lt;strong&gt;Teoria da Evolução de Darwin&lt;/strong&gt;, a evolução era tida como um fato. Isto é, os seres vivos mudam ao longo do tempo e isso é observável. Várias teorias tentaram explicar e interpretar esse fato e elas foram se sucedendo conforme sua capacidade de explicação não dava conta de explicar um olhar mais abrangente do fenômeno evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme a ciência e o método científico vão avançando, assim como as técnicas e instrumentos que podem corroborar as predições de uma teoria, elas vão caindo conforme não conseguimos as corroborações naquilo que elas predizem. Isto é, vão sendo &lt;em&gt;falseadas&lt;/em&gt;. Cada teoria ao ser lançada é testada exaustivamente por todo cientista e por toda a comunidade científica, até que, corroborado de fato as coisas que ela prediz, ela seja considerada válida. Isso pode durar anos até, e ao longo desse tempo, mesmo se tornando robusta, fatos concretos que a contradiz podem derrubá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, ao se ampliar nossa capacidade de observação e de testes, se as implicações do que ela diz não abarcar o novo escopo de realidade aberto, ela cai em desuso ou recebe complementações e novas interpretações, podendo ser substituída por outra que explique melhor o fenômeno e seja corroborada pelo método científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAx9YXRtI/AAAAAAAAB6E/YhGjAog8Bh0/s1600-h/fig_14_evolucao_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323677830307333842" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 0px 10px; WIDTH: 179px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAx9YXRtI/AAAAAAAAB6E/YhGjAog8Bh0/s200/fig_14_evolucao_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Assim se sucedeu com as teorias evolucionistas de Lamarck, Spencer e outros. Cada uma delas, em algum momento, deixou de explicar algum aspecto da realidade que fazia parte de seu escopo epistemológico. No entanto a Evolução nunca deixou de ser fato. Ela sempre foi um dado do mundo corroborado pelo fato dos seres mudarem ao longo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto é que Darwin, como naturalista, após ter lido a &lt;em&gt;Teoria das Populações&lt;/em&gt; de Malthus e mesmo sem ter lido os experimentos de Mendell com as ervilhas, começou a contrastar esses conhecimentos com sua observação da natureza, e após sua viagem a bordo do Beagle, começou a construir um entendimento, uma explicação, uma descrição do mecanismo em que se dá a evolução como fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há lacunas? É bem possível que haja. Nenhuma teoria pode ser considerada completa. E não porque se for completa ela vira fato (já falamos que não existe relação hierárquica entre fato e teoria), mas sim porque a realidade é multifacetada e a própria existência é um conceito histórico e tudo o que fazemos é relativo a esse conceito. Mas ao longo de 150 anos desde sua reformulação, com corroborações constantes e complementos que ampliaram sua abrangência, ela se consolidou como a explicação mais completa que temos em mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ela parte de pressupostos ou de uma visão de mundo que muita gente não concorda, ela não deixa de ser válida naquilo que ela se propõe, apenas deixa de ter a abrangência possível na cabeça dessas pessoas. Mas enquanto científica, ela goza de toda credibilidade que se espera da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAx7CSJVI/AAAAAAAAB6M/oB_17SKlF-I/s1600-h/fig_15_darwnxdeus.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323677829677851986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAx7CSJVI/AAAAAAAAB6M/oB_17SKlF-I/s200/fig_15_darwnxdeus.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Darwin nunca negou Deus. Alias, era teólogo formado em Cambridge e se não tivesse tido a guinada que teve em sua carreira, muito provavelmente ele teria se tornado um pastor ou presbítero (sacerdote), que era o desejo de sua esposa extremamente religiosa. Mas segundo seus diários, sempre o incomodou o dogma que dizia que os seres vivos tinham sido criados separadamente. E talvez esse fundo religioso tenha sido o mote de sua pesquisa que culminou em sua brilhante teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin explica o fato evolução através do mecanismo (teórico – estrutura de idéias explicativas) da &lt;strong&gt;Seleção Natural&lt;/strong&gt; e do postulado de que existam mudanças constantes nos seres vivos de uma geração a outra. A Seleção Natural seria responsável pelo caráter cumulativo das mudanças na medida em que conferissem vantagens e possibilidade reprodutiva aos indivíduos que as tivesse. Tanto o mecanismo como o postulado estão amplamente corroborados e tem aplicação prática nas mais diversas áreas biológicas e médicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conseqüência lógica de sua Teoria, isto é, o que ela prediz implicitamente, é que descendemos de um único organismo vivo e que toda a diversidade se deu no fenômeno chamado ESPECIAÇÃO; que em resumo é a mudança filogenética de um Ser em outro Ser que pudesse ser classificado em espécies diferentes. Lembrando que a classificação dos seres vivos em espécies é um critério histórico e não absoluto, e foi contestado por Darwin em sua obra máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, a Mudança "aleatória" filogenética, a Seleção Natural e a passagem de uma espécie a outra teriam que ser corroboradas por fatos e testes observáveis para que essa Teoria enquanto explicação do fato Evolução pudesse ser considerada científica. O avanço da pesquisa genética e o mapeamento do genoma, e testes reproduzindo com sucesso o mecanismo de Seleção Natural corroboraram em larga escala com esses postulados e suas conseqüências lógicas e hoje ela é Científica e comprovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar que até mesmo as controvérsias das últimas descobertas científicas que colocam o gene de forma ativa sendo influenciado pelo ambiente, encontram guarida no livro de Darwin. Mais notável ainda é saber que à época em que escreveu ele nem fazia idéia do que seria a ciência que mais corroboraria com o que ele disse a partir de uma minúcia ímpar de sua diligente capcidade de observação a bordo do Beagle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o criacionismo não é ciência, nem o DI pode ser considerado enquanto tal, por mais que esperneie os teístas e outros crédulos que querem que o mundo se encaixe em suas crenças. Eles podem ter uma teoria, mas não é cientifica. Enquanto eles se negarem a submeter ou proporcionar meios de testar e corroborar o que as idéias deles predizem, elas ficarão na instância teorética de outro magistério; da religião, do misticismo, seja lá o que for, menos do científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não tem o menor sentido tentarem empurrar o ensino do criacionismo nas escolas fora do escopo do ensino religioso, pois não é ciência e enquanto não cumprir o método científico nunca será. O método científico, por mais imperfeições que tenha, por mais reducionista que seja no que ele permite entendermos da realidade e por mais enrijecimento que promova nas diversas abordagens possíveis que um fato pode ter, é ele que garante, por exemplo, que eu suba num avião sem precisar contar com os poderes místicos de levitação do piloto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de ameaças infundadas de processos em virtude do trabalho em apontar problemas de verissimilhança na argumentação da maioria dos que questionam Darwin, a luta pelo esclarecimento precisa continuar, sabendo que ele é dialético e não absoluto, e que nesse meio tempo podemos sim mudar nossas idéias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dica de leitura&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Post de &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/sobre.php"&gt;Kentaro Mori&lt;/a&gt; no Blog &lt;strong&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/" target="_blank"&gt;100Nexos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; de autoria &lt;a href="http://www.lhup.edu/~dsimanek/pseudo/scipseud.htm" target="_blank"&gt;Donald E. Simanek&lt;/a&gt;: &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/04/o_que_e_ciencia_o_que_e_pseudo.php" target="_blank"&gt;O que é Ciência? O que é Pseudociência?&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Post de &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/20324280" target="_blank"&gt;Osame Kinouchi &lt;/a&gt;no Blog &lt;strong&gt;&lt;a href="http://comciencias.blogspot.com/" target="_blank"&gt;SEMCIÊNCIA&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;: Alguns &lt;a href="http://comciencias.blogspot.com/2009/04/alguns-pensamentos-soltos-sobre-ciencia.html" target="_blank"&gt;pensamentos soltos sobre Ciência e Pseudociência.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vale muito a pena ler...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obras de Referência para esse artigo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;DARWIN, Charles. A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural. Tradução: André Campos Mesquita. Vol. I. São Paulo, SP: Editora Escala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;GOBRY, Ivan. Vocabulário Grego da Filosofia. Tradução: Ivone C. BENEDETTI. São Paulo, SP: WMF Martins Fontes, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;GOULD, Stephen Jay. “Evolution as Fact and Theory.” Stephen Jay Gould Archive. Maio de 1981. http://www.stephenjaygould.org/library/gould_fact-and-theory.html.&lt;br /&gt;—. Os Pilares do Tempo: ciência e religião na plenitude da vida. Tradução: F. Rangel. Rio de Janeiro, RJ: Rocco, 2002.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. Edição: Coleção os Pensadores. Tradução: Valério Rohden. São Paulo, SP: Nova Cultural, 1996.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;KUHN, Thomas S. A Estrutura das Revoluções Científicas. Tradução: Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. São Paulo, SP: Perspectiva, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;LALANDE, André. Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia. 3ª Edição. Tradução: Fátima Sá COrreia. São Paulo, SP: Martins Fontes, 1999.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da Percepção. Tradução: Carlos Alberto Ribeiro de Souza. São Paulo, SP: Martins Fontes, 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;POPPER, Karl R. A Lógica da Pesquisa Científica. Tradução: Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota. São Paulo, SP: Cultrix, 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;QUAMMEN, David. As Dúvidas do Sr Darwin: o retrato do criador da teria da evolução. Tradução: Ivo Korytowsky. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2007.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-1445326405630867237?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/S1-x-UysUss" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/1445326405630867237/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/teoria-evolucao-fato-e-cientificidade_12.html#comment-form" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/1445326405630867237?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/1445326405630867237?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/S1-x-UysUss/teoria-evolucao-fato-e-cientificidade_12.html" title="Teoria, Evolução, Fato e Cientificidade - Questões Epistemológicas – Parte II" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeGAlM4LGlI/AAAAAAAAB5c/PFmI3124izE/s72-c/fig_09_hierarquia.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/teoria-evolucao-fato-e-cientificidade_12.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4MRHs8fyp7ImA9WxVaFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-3307049315021977102</id><published>2009-04-12T03:54:00.002-03:00</published><updated>2009-04-12T09:06:25.577-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-12T09:06:25.577-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Design Inteligente" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Merleau-Ponty" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Kant" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Stephen Jay Gould" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criacionismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teoria da Evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Karl Popper" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Epistemologia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teoria" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fato" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Thomas Kuhn" /><title>Teoria, Evolução, Fato e Cientificidade - Questões Epistemológicas – Parte I</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFITnGDDkI/AAAAAAAAB4Q/lUxTDohRmUM/s1600-h/fig_01_origemdasespecies.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323615736277700162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFITnGDDkI/AAAAAAAAB4Q/lUxTDohRmUM/s200/fig_01_origemdasespecies.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dando continuidade aos artigos/ensaios em comemoração aos 200 anos do nascimento de Darwin e 150 anos da publicação de A Origem das Espécies, opto por começar pelo argumento mais amplamente utilizado pelos detratores de Darwin. Não é raro lermos ou ouvirmos de quem não concorda com a TE de que ela é “apenas” uma teoria. Esse tipo de desdém com a palavra Teoria é curioso e tem origem cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral falam dessa forma por que atribuem um fato como um evento hierarquicamente superior a uma Teoria, como se ambos fizessem parte de uma escala de valores de credibilidade frente à realidade. Para esse tipo de olhar atribui-se fato ao conceito de LEI e Teoria a algo que precisa de comprovação, como se fosse uma mera hipótese ou suposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFITlMSiVI/AAAAAAAAB4Y/bpUPxiuy5DU/s1600-h/fig_02_gould.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323615735767009618" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 0px 20px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFITlMSiVI/AAAAAAAAB4Y/bpUPxiuy5DU/s200/fig_02_gould.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Gosto muito da abordagem sobre esse assunto dada por &lt;a href="http://www.stephenjaygould.org/biography.html" target="_blank"&gt;Stephen Jay Gould&lt;/a&gt; no artigo "&lt;a href="http://www.stephenjaygould.org/library/gould_fact-and-theory.html" target="_blank"&gt;Evolution as Fact and Theory&lt;/a&gt;" o qual os leitores do Filosofando na Penumbra podem ler no original e conhecer um pouco mais sobre esse evolucionista heterodoxo que não só ampliou a compreensão sobre a Teoria da Evolução de Darwin, mas pôde ampliar a própria teoria abarcando fenômenos que ela não contemplava em sua versão original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é Teoria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFIT-vjVjI/AAAAAAAAB4g/S9cHeQaexmM/s1600-h/fig_03_teoria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323615742625797682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 106px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFIT-vjVjI/AAAAAAAAB4g/S9cHeQaexmM/s200/fig_03_teoria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O vernáculo “Teoria” vem do grego &lt;em&gt;Theoria&lt;/em&gt; e significa contemplação. Embora filosoficamente tenha ganho significado em Platão (que usou esse termo poucas vezes, na República, em lugar de &lt;em&gt;noésis&lt;/em&gt; que significa pensamento; ambas no mesmo sentido), o termo ganha estatuto conceitual em Aristóteles; que a usa tanto para descrever a contemplação dos Princípios Primeiros, quanto para fundamentar a ciência política. Aristóteles nos explica que a própria Metafísica (que nele é chamada de Filosofia Primeira) é teorética, isto é, contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse sentido grego que o vernáculo “Teoria” ganha estatuto de verdade em ciências. No entanto, ele tem, no senso-comum, outra conotação, que antropologicamente tem origens nos EUA e é nesse sentido que se pronuncia também entre os criacionistas o desdém da Teoria da Evolução ser “ainda” uma teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFITzhuB4I/AAAAAAAAB4o/NpXcnqGRAbk/s1600-h/fig_04_advinhacao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323615739614988162" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 0px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFITzhuB4I/AAAAAAAAB4o/NpXcnqGRAbk/s200/fig_04_advinhacao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A cultura americana e anglo-saxã (boa parte protestante, pragmática e criacionista) usa o vernáculo “Teoria” dentro de uma escala de confiabilidade que vai de adivinhação, hipótese, teoria e fato. Para esse senso-comum, que inclusive é adotado por nós no Brasil (apesar de nossa influência também européia), teoria se relaciona com fato numa escala de valores credíveis, fazendo parte de uma hierarquia crescente de certeza. Essa acepção e conotação da palavra “Teoria” não tem a ver com a utilizada em ciências e nem ao seu sentido etimológico grego e enquanto o senso-comum não entender isso, ainda continuará a desdenhar as Teorias Científicas e se apegar a certezas não justificadas impostas por autoridades; sejam elas religiosas ou meramente ideológicas e doutrinárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ciência, Fato e Teoria são coisas diferentes e não fazem parte de uma escala hierárquica de certeza crescente. Tentemos esmiuçar mais... Teoria tem a mesma raiz etimológica grega que a palavra Teatro. Ambas sugerem significados ligados a contemplação e imaginação internalizadas mentalmente. Em Teoria (&lt;em&gt;Theorein&lt;/em&gt;) temos uma &lt;strong&gt;contemplação ativa&lt;/strong&gt;, que significa ver algo em seus aspectos mais abrangentes; o que significa compreender esse algo e dar-lhe um sentido, uma explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando essa palavra se latinizou e transformou-se em “&lt;em&gt;contemplare&lt;/em&gt;” houve um notável “&lt;em&gt;downgrade&lt;/em&gt;” em seu sentido original, assim como aconteceu com as palavras ética e moral, que têm o mesmo significado original, no entanto quando ética se latinizou em moral mudou seu sentido de “modo de ser” para “norma” (isso dá até outro artigo para falarmos a respeito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse “&lt;em&gt;downgrade&lt;/em&gt;” o contemplar ganhou um sentido &lt;strong&gt;passivo&lt;/strong&gt; que não busca um conhecimento daquilo que se está olhando, mas apenas a apreensão sensível daquilo que se vê. O teórico passou a ser contemplador, ganhando sentidos diferentes quando, originalmente, significavam a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFIUGjCOcI/AAAAAAAAB4w/ZOyLaNtNEQU/s1600-h/fig_05_teatro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323615744720779714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFIUGjCOcI/AAAAAAAAB4w/ZOyLaNtNEQU/s200/fig_05_teatro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na Grécia antiga comitivas e embaixadas dos países helênicos eram enviadas às Olimpíadas e nas festas religiosas de Atenas para que “teóricos” pudessem contemplar os espetáculos e narrá-los aos que os enviaram da melhor maneira possível. E a narração não era mera descrição, mas sim um entendimento e construção de sentido daquilo que era visto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFIaTVbwyI/AAAAAAAAB44/srU_Pqxd3gg/s1600-h/fig_06_olimpiadas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323615851232609058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFIaTVbwyI/AAAAAAAAB44/srU_Pqxd3gg/s200/fig_06_olimpiadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era um &lt;strong&gt;contemplar ativo&lt;/strong&gt; que explicava o fato contemplado. Assistir peças de teatro na Grécia não era apenas iludir-se com o que estava sendo representado, era contemplar o espetáculo para abstrair da representação seu sentido pedagógico e ético. A peça, enquanto fato, fenômeno, necessitava de um olhar teorético para entendê-la em toda sua dimensão. Após a latinização do termo, contemplar transformou-se em apenas ver e deixar-se iludir com as aparências que o Teatro mostrava, sem “teorizar”; explicar e apreender seu sentido. Essa noção explica muito da forma como concebemos e usamos a palavra Teoria hoje em dia no senso-comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas colocações acima são de suma importância para desconstruir a noção do senso-comum que conota “Teoria” como um nível de confiabilidade abaixo do fato. Como eu disse, em ciência, fato e teoria são coisas distintas e não participam de graus de certeza sobre a realidade. Teorizar, portanto, não é colocar algo percebido abaixo do fato, é explicar o fato em suas possíveis e perceptíveis dimensões além da mera afecção dele: é descrevê-lo de forma a explicar como ocorre e por que ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, como diz Stephen Jay Gould: “&lt;em&gt;Teorias são as estruturas de idéias que explicam e interpretam os fatos&lt;/em&gt;.” Logo, não é possível, nem coerente, afirmar que um fenômeno observável descrito numa teoria é menos real do que um fato, pois a teoria transcende o fato, sem negá-lo, para explicar-lhe o mecanismo fenomênico de sua existência e atribuir-lhe um sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas precisamos pontuar sobre o que viria a ser um Fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é Fato?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é um fenômeno observável. Quando falamos que algo é fato, estamos atestando sua existência pelo que conceituamos/intuimos como existência. Há controvérsias epistemológicas entre fato e verdade; na eterna discussão entre realismo x anti-realismo. Fato é uma verdade, seja ela relativa ou absoluta, não deixando de ser uma verdade que diz e atesta a existência de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da existência merece até um artigo à parte também. Existência parece ser uma daquelas palavras conceituais das quais Kant atribuiu às características do tempo e espaço. Existência, portanto, não é um conceito e sim é uma intuição racional &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; a qual sabemos identificar, mas temos imensa dificuldade em conceituar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou entrar no mérito se a idéia de Kant em relação ao tempo e espaço faz sentido, mas percebo que caracterizamos a existência por que simplesmente nos vemos como existentes, e intuitivamente identificamos coisas que participam de uma mesma condição nossa. Merleau-Ponty chama isso de “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;carnalidade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”. É uma espécie de pré-cognição que a razão apreende &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; por comungar da mesma condição daquilo que lhe afeta. Kant atribui isso a uma razão pura que independe dos sentidos, já Merleau-Ponty a coloca como uma pré-cognição advinda de nossa própria condição de &lt;strong&gt;ser-no-mundo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFIabyLfJI/AAAAAAAAB5A/wWpx30ysH8I/s1600-h/fig_07_fenomenofantasma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323615853500660882" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 0px 10px; WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFIabyLfJI/AAAAAAAAB5A/wWpx30ysH8I/s200/fig_07_fenomenofantasma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Meu entendimento é que seja a percepção de um fato que nos afeta enquanto fenômeno, sendo uma realidade que se relaciona ao nosso conceito de existência, que é histórico e consensual, logo relativo a ele. Há quem diga que seja uma verdade absoluta, mas não cabe aqui essa discussão. De qualquer forma, e espero que concordemos com isso, fato é definido como um fenômeno, um evento observável ou sentido ou mesmo percebido que atenda aos nossos critérios intuitivos de existência; localizado espaço-temporalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isso, podemos dizer resumidamente que fatos são os dados do mundo como se apresentam a nós, sendo possível tecer uma relação epistemológica entre teoria e fato, e por que eles &lt;strong&gt;não estão&lt;/strong&gt; imbricados numa hierarquia de graus de confiabilidade. Teoria é uma estrutura de idéias que explicam e interpretam os dados do mundo; os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda explicação que, atribuindo sentido ou não, descreve e esmiúça em graus variáveis de minúcia um fato observável, poderia ser chamada de Teoria. Teorizamos sobre as coisas o tempo inteiro. Aliás, parece ser o que nos resta enquanto humano, pois como sujeitos, apartados do objeto, num dualismo que caracteriza a própria civilização ocidental, jamais poderemos nos arvorar conhecer e atestar algo sem que nos apartamos dele para tentar explicá-lo conforme nosso ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse sentido que Teoria, então, precisa ser categorizada frente àquilo a que se propõe sua construção. Os positivistas postularam que existe um grau hierárquico entre as teorias e que as científicas, por seu caráter controlável e empírico merecem maior credibilidade. Poderíamos enveredar por considerações exaustivas para defender um ou outro lado dessa questão. No entanto, em meu entender, só vejo sentido em hierarquizar um conhecimento a partir daquilo a que ele se presta, isto é, seu fim. Nesse ponto me coloco como pragmático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na continuidade voltaremos às questões sobre Teoria, Teoria Científica e a Teoria da Evolução. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-3307049315021977102?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/joqnEHSGsYQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/3307049315021977102/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/teoria-evolucao-fato-e-cientificidade.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/3307049315021977102?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/3307049315021977102?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/joqnEHSGsYQ/teoria-evolucao-fato-e-cientificidade.html" title="Teoria, Evolução, Fato e Cientificidade - Questões Epistemológicas – Parte I" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SeFITnGDDkI/AAAAAAAAB4Q/lUxTDohRmUM/s72-c/fig_01_origemdasespecies.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/teoria-evolucao-fato-e-cientificidade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUGRXsycCp7ImA9WxVaFEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-6170768354153463871</id><published>2009-04-10T09:37:00.029-03:00</published><updated>2009-04-11T09:17:04.598-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-11T09:17:04.598-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Design Inteligente" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Popper" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criacionismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Wallace" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin-Wallace" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Feynman" /><title>200 anos Darwin - uma comemoração do mundo (Resposta a Conexões Epistemológicas) II</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os argumentos sobre o caráter de Darwin&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd8-VJ13eoI/AAAAAAAAB2o/Q0k3bw9ve9I/s1600-h/atbash-charles-darwin-ape.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323041817715243650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd8-VJ13eoI/AAAAAAAAB2o/Q0k3bw9ve9I/s320/atbash-charles-darwin-ape.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O restante do artigo, ideológico, anti-científico, tendencioso e repleto de falácias segue para os incautos (e digo isso me incluindo como incauto entre os amigos do Blogs de Ciência, já que o referido artigo é de 7 de fevereiro de 2009 e ninguém viu) a tentar denegrir uma Teoria Científica sem sequer tocar em seus postulados básicos, apenas tentando falar mal da pessoa Darwin naquilo que não tem a ver com o que ele legou à humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que Darwin, ao dizer em sua autobiografia que gostava de inventar histórias falsas para causar admiração, gostava de trapaça e se transformou num falsário como adulto é de uma leviandade ímpar. Isso pode significar que Hitler foi um exemplar de verdade quando adulto por ter sido uma criança disciplinada, de alma artística e defensor de suas idéias desde cedo. Em suma, o autor assume seu lado determinista, aceitando acusar seus desafetos da mesma coisa que pratica, quando aponta através da citação de Feynman que a TE seria determinista. Está óbvio que se trata de mais uma falácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insistência em tentar delinear a personalidade de Darwin a partir de recortes descontextualizados apenas confirma o expediente falacioso dos primeiros parágrafos, e não se poupam adjetivos (como “&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Darwin era copiador compulsivo, ´contumaz colador´, como se diz no primário&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”) que não tenha ressonância em qualquer conseqüência necessária ou suficiente do que foi dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais uma falácia para reforçar a idéia de falsário que quer passar de Darwin, ele tenta confundir o leitor (sendo ele mesmo confuso e contraditório) citando Bacon em uma frase própria, e depois Darwin se referindo a ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Um predecessor, o filósofo carrasco da natureza Bacon já sentenciara - a variedade dos indivíduos seria produto de obstáculos e desvios promovidos pela natureza. O Rei dos Macacos colheu o ensejo, e lascou:&lt;br /&gt;“Trabalhei sobre verdadeiros princípios baconianos e, sem nenhuma teoria, comecei a registrar dados em grandes quantidades.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro tiro no próprio pé. Darwin cita Bacon dizendo que estava trabalhando sobre verdadeiros princípios baconianos, pois não abriu mão do observável, do empírico, em nenhum momento. No entanto, Darwin, quando construiu sua teoria concluiu exatamente o contrário do que Bacon disse quando afirmou que a variedade dos indivíduos seria desvios promovidos pela natureza. Darwin concluiu por observação que a variedade era pressuposto da mudança da natureza e que essa mudança privilegia aqueles indivíduos já modificados naquilo que eles oferecem de vantajoso para sua sobrevivência em concorrência com outros. Darwin, porém, prudentemente, nunca descartou a possibilidade e realidade do ambiente também promover mudanças passíveis de hereditariedade, como veremos mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o autor pode ter usado algo contrário ao que pensa tentando atribuir plágio a Darwin quando ele conclui exatamente o oposto de quem o autor o acusa de ter copiado? Resposta: falácia para incautos. Incauto pelo jeito é o próprio autor, que não entende o que lê e no afã de justificar o que pensa acaba pegando até exemplos contrários daquilo que defende imaginando que está confirmando suas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, depois de tentar ligar Darwin às idéias de Lamarck, Malthus e à influência de seu avô Erasmo, fatos históricos que não são negados pelas pesquisas sérias, o autor chega à conclusão de que Darwin não poderia ter elaborado à Teoria da Evolução e acusa-o de plagiar Wallace que havia chegado às mesmas conclusões de maneira independente e também por observação minuciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A questão Darwin-Wallace &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323042299208304722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd8-xLiwiFI/AAAAAAAAB24/OiSjL3PTIDM/s400/fig4-Darwin-Wallace.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;A leviandade nesse ponto chega ao cume ao se fazer alusão a um episódio polêmico que não se justifica pela argumentação apresentada. O episódio Darwin-Wallace é repleto de conjecturas que colocam em dúvida a maneira amistosa, branda e respeitosa que dois naturalistas se trataram apesar de ambos terem chegado às mesmas conclusões científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, nesse caso, parece querer ser determinada pela vontade pessoal de quem emite opinião acerca do episódio. Muitas opiniões têm como base o caso Newton-Leibniz, cuja descoberta simultânea e independente do cálculo trouxe rusgas públicas, troca de acusações e animosidade entre ambos e seus seguidores. Isso talvez cause maior identidade nas pessoas; cientes de que a vaidade humana é forte e dominante. No caso de Wallace e Darwin nunca houve notícia de que tiveram qualquer desentendimento, inclusive trocando elogios e reconhecimento múto em público e em cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o autor do artigo enfatize como negativa a influência que a leitura de Malthus teria exercido sobre Darwin, esquece-se que Wallace também o teria lido e se influenciado por ele. A leitura dos diários de Darwin desde sua viagem no Beagle mostra que a idéia da Seleção Natural já era fato em sua mente, coisa que também o autor do artigo esquece ou escamoteia da informação que pensa estar passando com isenção, ou quer que acreditemos que esteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extrair e descontextualizar fatos para manipulá-los a favor de ideologias é uma das piores pragas a favor do obscurantismo. Darwin relutou por mais de 10 anos para publicar sua teoria; envolto em dilemas que não só tinham a ver com o impacto numa sociedade a qual era membro emérito; tradicional e rígida, como também em seu próprio relacionamento familiar, cuja formação foi toda voltada a assumir um cargo religioso, e seu casamento com uma religiosa fervorosa que acreditava na Bíblia de forma literal. Darwin viajou lamarckista e por assumir uma postura &lt;em&gt;baconiana&lt;/em&gt; foi mudando de idéia de acordo com aquilo que seus minuciosos olhos puderam observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se formos levar em conta a tendenciosa linha de raciocínio do autor do artigo, deveríamos considerar Wallace muito menos apto do que Darwin a chegar à conclusão que chegou, já que ele era conhecido também por seus arroubos místicos de pesquisas em ciências ocultas. Se as credenciais de Darwin não o legitimiza a mudar de idéia a partir de suas observações para formular a Seleção Natural, muito menos as de Wallace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não nos soa justo Alfred Wallace hoje ser apenas uma nota de rodapé na história da ciência, embora haja muitos trabalhos tentando resgatá-lo em seu mérito inquestionável, o qual Darwin nunca se opôs. Mas a devida contextualização da história toda ao menos nos impede de julgar Darwin de forma determinista e condenatória como o autor do artigo faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato, comprovado em seus diários, que antes de trocar correspondência com Wallace, Darwin já esboçava o que seria a teoria da Seleção Natural. Por uma série de motivos ligados aos dilemas que viva havia decidido não publicar nada ainda, e foi motivado pela carta que recebeu de Wallace a divulgar seus pensamentos. Teve a hombridade de apresentar, mesmo sem a presença de Wallace, ambas as teorias na Sociedade Científica de Londres. Instala-se aí outro dilema em Darwin: em mérito Wallace teria a primazia de ter escrito publicamente primeiro suas idéias, pois tornou conhecida para além dele através da carta que enviou a Darwin, e em direito, quando Wallace era apenas um adolescente fanfarrão, Darwin já tinha essas idéias formuladas e aguardando o momento correto de divulgá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história encarregou de privilegiar o mais abastado e presente na sociedade como quase o único representante da teoria, mas Darwin jamais fez qualquer esforço para que Wallace fosse esquecido, fazendo questão de conseguir cargos para ele com salários que pudessem sustentá-lo condignamente. Os interesses de Wallace eram outros, e jamais poupou elogios a Darwin e ter com ele relações amistosas. Darwin, no entanto, provavelmente sabia que ele poderia reivindicar a primazia a qualquer instante. Se ele o tratou bem por causa disso ou se ambos de fato mantiveram um contato amistoso e respeitoso de forma natural, apenas conjecturas poderiam responder e seriam respostas ao sabor daquilo que queremos que seja verdade e não a favor da verdade mesmo, se é que ela exista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são os fatos, o que nada impede, infelizmente, de serem distorcidos pela leviandade. E a leviandade chega ao cúmulo de continuar o referido artigo tentando desfilar uma lista de inabilidades de Darwin querendo provar não se sabe o quê.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Desconhecimento da Teoria da Evolução&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd8_ONRwfWI/AAAAAAAAB3A/acMjyJ9xoGo/s1600-h/Evolution.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323042797890076002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd8_ONRwfWI/AAAAAAAAB3A/acMjyJ9xoGo/s320/Evolution.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por fim, por citações que não contradizem o que Darwin disse, o autor do artigo demonstra não só sua ineficiência argumentativa, mas desconhecimento cabal da obra cujo autor quer denegrir através de falácias recorrentes. É citada a atual controvérsia sobre definição de genes cuja idéia ou realidade nem passava pela cabeça de Darwin. No entanto, no Capítulo V (Leis da Variação) de A Origem das Espécies, por mais sedutor que parecesse a idéia de que a variabilidade ocorresse de forma aleatória, Darwin prudentemente deixa em aberto a real possibilidade de parte dela ser afetada pelo ambiente causando hereditariedade, dando numerosos exemplos entre o que observou. Logo, o que hoje a genética está comprovando como possível, ao contrário do que se acreditava antes, Darwin já havia deixado em aberto em suas observações. Inclusive no Capítulo II ele cita e dá méritos a várias observações de Wallace na Malásia que corroboram com essas afirmações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin começa o Capitulo V falando sobre nosso erro em admitir que seja ao acaso a variação verificada nas espécies. Ele questiona também, com extrema propriedade, até os critérios de classificação da época do que seria uma espécie, considerado como arbitrário. Assim como disse no início desse artigo, "acaso" significa também para Darwin, apenas um nome dado à nossa ignorância sobre a causa de um fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, Darwin tem a prudência, o bom senso e a firme voluntariedade de não cometer imposturas e leviandades ao não afirmar categoricamente que as variações verificadas dentro de uma determinada espécie não sofram influências do ambiente. Ele admite que existam casos cujo ambiente promova uma variação na espécie passível de hereditariedade e admite também que essa variação aconteça sem ligação direta com as condições ambientais, apresentando-se de forma aleatória. Lembro que “aleatório” é o nome dado à situação de não termos condições de detectar ou determinar uma causa suficiente e necessária para um evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se que não é difícil perceber que quando não conhecemos a obra de quem queremos contestar, corremos o risco de argumentar contra suas idéias por coisas que ela mesma disse e concorda, nos expondo ao ridículo e nos auto-sabotando em nossa credibilidade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mais retórica para inglês ver&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já no final do referido artigo, o autor continua sua retórica adjetivada com alusão a falsidades, ludíbrios e uma mágoa intensa contra as festividades em torno do nome de Charles Darwin, citando quatro frases que, tirando a tosca comparação entre Einstein e símios feita por Trattner, em nada dizem qualquer linha contra a Teoria da Evolução de Darwin. Essas citações, porém, levando em consideração toda a retórica falaciosa anterior, dá a impressão contextualizada que reforçam as idéias do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, ainda podemos ser levados a links onde estão outros posts com o mesmo teor falacioso e tendencioso que perdem a oportunidade de não expor ao ridículo uma linha argumentativa que demonstra cabalmente as intenções do autor. Curiosamente um autor que não se revela e se esconde sob o pseudônimo de Almirante. Por certo de uma nau furada no obscurantismo do dogmatismo religioso travestido de pseudo-ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentável é perceber que existe uma cruzada violenta contra algo que se demonstra repleto de ignorância daquilo que se pretende atacar. Fico a imaginar se esse tipo de coisa acontece por inocência, fanatismo ou má intencionalidade, ou até um misto dos três promovido pela promiscuidade do obscurantismo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-6170768354153463871?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/zbEnN03dLzk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/6170768354153463871/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/200-anos-darwin-uma-comemoracao-do_10.html#comment-form" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/6170768354153463871?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/6170768354153463871?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/zbEnN03dLzk/200-anos-darwin-uma-comemoracao-do_10.html" title="200 anos Darwin - uma comemoração do mundo (Resposta a Conexões Epistemológicas) II" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd8-VJ13eoI/AAAAAAAAB2o/Q0k3bw9ve9I/s72-c/atbash-charles-darwin-ape.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/200-anos-darwin-uma-comemoracao-do_10.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUARHY_eCp7ImA9WxVaFEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-8264698996363068590</id><published>2009-04-10T08:54:00.022-03:00</published><updated>2009-04-11T09:17:25.840-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-11T09:17:25.840-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Design Inteligente" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Popper" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criacionismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Wallace" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin-Wallace" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Feynman" /><title>200 anos Darwin - uma comemoração do mundo (Resposta a Conexões Epistemológicas) I</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd83uStKq9I/AAAAAAAAB2A/iikuXkFVA4s/s1600-h/darwin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323034553010006994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 70px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd83uStKq9I/AAAAAAAAB2A/iikuXkFVA4s/s320/darwin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu me comprometi a escrever uma série de artigos em comemoração aos 200 anos de Darwin e aos 150 anos da publicação de a &lt;em&gt;Origem das Espécies&lt;/em&gt;, e mesmo já tendo lido o livro de Darwin algumas vezes e discutido por anos sobre sua teoria no Orkut e em diversos ambientes, e passando de um ceticismo não-dogmático a um razoável entendimento de seus postulados, toda vez que me debruço a escrever algumas linhas eu lembro que faço parte do &lt;a href="http://divulgarciencia.com/" target="_blank"&gt;Blogs de Ciência &lt;/a&gt;e que, possivelmente, serei lido por cientistas de todas as áreas a procura de uma escorregada não fundamentada em tudo que escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penso que isso seja ruim; o rigor quando se fala de ciência é algo desejável, e mesmo em qualquer outra área de conhecimento (inclusive e principalmente em Filosofia que é a minha) algo dito com leviandade pode afundar nossas pretensões acadêmicas de pesquisa ou mesmo a credibilidade que precisamos para ao menos sermos lidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd876lp_-VI/AAAAAAAAB2I/ToQQ3zSb6vs/s1600-h/sciences.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323039162301938002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd876lp_-VI/AAAAAAAAB2I/ToQQ3zSb6vs/s320/sciences.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esse Blog, embora honrosamente participe de um agregador de blogs científicos, tem uma pretensão extra-oficial filosófica. Sua idéia original foi servir de parteiro de idéias a serem desenvolvidas por mim posteriormente, como a própria apresentação dele afirma. No entanto, mesmo nas reflexões mais desprendidas que faço, procuro cercar o dito pelo que ele é: ora poesia despretensiosa, ora uma crônica, ora uma opinião sobre um caso notório e ora ainda sobre algum tema do qual tenho estudado e possa refletir a respeito com argumentos que procuro cercar de certo rigor metodológico. É claro que o Bruno, webmaster do &lt;a href="http://divulgarciencia.com/" target="_blank"&gt;Blogs de Ciência&lt;/a&gt;, sabe que a Filosofia precedeu e retroalimenta a ciência desde sempre, o que traz essa tolerância bem vida em ter-me lá entre os cientistas blogueiros do site. E que bom, mostra coerência e o espírito gregário e plural de nossos pesquisadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas a questão é que algo inusitado me tirou do armário e da prudência hesitante para me manifestar sobre esse assunto que queria tanto falar. Eu leio tudo o que posso no Blogs de Ciência e em fontes diversas sobre evolucionismo, me “antenando” nas mais recentes descobertas e, sobretudo, nas opiniões e argumentos que nossos amigos escrevem a respeito do tema. Em minhas pesquisas, me deparei com um artigo agregado ao Blogs de Ciências que me chamou muito a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse artigo é do Blog &lt;a href="http://allmirante.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Conexões Epistemológicas&lt;/a&gt; e assinado por alguém que se intitula Almirante. O artigo o qual me refiro é &lt;a href="http://allmirante.blogspot.com/2009/02/darwin-ciencia-para-ingles-ver.html" target="_blank"&gt;200 anos de Darwin. Para inglês ver&lt;/a&gt;. Ao clicar para lê-lo na íntegra, já que a chamada me soou já estranha no início, vejo do lado esquerdo do Blog um mural de recado com um agradecimento de outro Blog chamado Design Inteligente. Suspeito, inclusive, que até já cheguei a trocar algumas palavras com alguém de nome Almirante em alguma comunidade do Orkut, mas mesmo assim continuo a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Argumentação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo começa com um enunciado que seria polêmico se ao menos no restante do artigo houvesse as justificativas e argumentos que demonstrassem sua validade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tais festividades agravam a mácula. Nenhum dos dois foi de fato cientista, muito&lt;br /&gt;menos original. Eram empiristas, calcados em dialéticas platônicas,&lt;br /&gt;exclusivistas. Ambos se valeram de uma gama de precedentes, meros preconceitos,&lt;br /&gt;por isso eivados de metafísicas, de equívocos epistêmicos e metodológicos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mácula a que ele se refere é a frase dita logo acima desse trecho a qual afirma que não seriam poucos os que consideram Newton e Darwin os cientistas britânicos mais importantes de todos os tempos, e depois emenda falando das festividades em torno dos 200 anos de Darwin. Por que seria uma mácula muitos considerá-los os maiores cientistas de todos os tempos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor tenta responder essa pergunta subentendida na afirmação inicial e argumentar a favor de seus pensamentos citando Feynman &lt;em&gt;in apud&lt;/em&gt; de Gleick no livro &lt;em&gt;A Natureza de um Gênio&lt;/em&gt; e depois Karl Popper em &lt;em&gt;A Ciência Normal e seus Perigos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é depois de afirmar que essas duas citações já seriam o bastante para afastar Darwin e Newton das crianças, afirmar também que exista um mito em volta de ambos e logo em seguida descartar o próprio argumento na esperança de desenvolver outros que sejam mais pertinentes do que esses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, ao menos parece que o autor do artigo percebe que os argumentos a que ele recorre na citação de Feynman e Popper de fato são pobres e merecem ser descartados. Só comete o exagero em dizer que eles seriam suficientes para afastar Newton e Darwin das crianças. Eu me coloco a imaginar qual seria a suficiência que essas citações teriam para que Darwin e Newton fossem afastados das crianças? Salvo engano ele fala das festividades que envolvem ampla divulgação entre as escolas e também do ensino de suas teorias na educação infantil. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui tudo já começa a ficar claro. Associar essa introdução ao elogio rasgado do Design Inteligente parece de fato esclarecer a linha de pensamento a que se destina o Blog em questão. O que me causa espanto é encontrá-lo em meio a artigos científicos uma propaganda rasgada e desarticulada de uma pseudo-ciência obscurecida por uma crítica ao “lado oposto”, que por coincidência é a Ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323047765658992354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd9DvXqKfuI/AAAAAAAAB3I/gxUOOIsZlTk/s400/metodo_cientifico_x_religioso.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd88jJOHauI/AAAAAAAAB2Q/eVDvXATUyAo/s1600-h/metodo_cientifico_x_religioso.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não discordo da crítica à ciência e ao método científico. Os próprios cientistas a fazem e eu, enquanto postulante a filósofo, me julgo legitimizado a fazê-la naquilo que posso argumentar nas possíveis incoerências que possam ser detectadas. Mas outra coisa, parece-me, é fazer a crítica levantando bandeiras ideológicas ou religiosas as quais querem substituir algo pelo que ele não é e nem tem como ser, por mais fanatismo que se possa alimentar dentro de si. Outra ainda é atacar a suposta vida pessoal do cientista querendo invalidar seu pensamento, que independe dela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela qualidade dos argumentos envolvidos na crítica do artigo mencionado, nota-se que ela tem a intenção obscura de desacreditar nomes importantes do pensamento humano a favor de idéias que não substituem e nem passam perto da verossimilhança que eles imprimiram nas deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que salta aos olhos essa intenção do autor? Por que é recorrente, quando defendemos uma idéia e não temos uma linha sólida e verossímil de argumentos para defendê-la, tentarmos denegrir o pensamento contrário, pegando frases e citações de pessoas que gozam de certa credibilidade para confirmar o que pensamos, mesmo que essas pessoas falem as maiores besteiras imagináveis. &lt;strong&gt;A falta de pensamento crítico ao pensamento que parece concordar com o nosso é uma falha lógica da mais alarmante&lt;/strong&gt;, e basta ser um pouco cauteloso para perceber que o interlocutor dá um tiro no próprio pé ao fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citar Feynman e Popper nos contextos aos quais foram citados, constitui um tiro no próprio pé da argumentação tendenciosa do Sr. Almirante. Primeiro que Feynman não é infalível e não argumentou cientificamente sobre o que estava falando. Ele era físico, e antes de tudo humano, o que não o exime e até o incentiva a também dizer besteiras sobre biologia. Segundo que Popper, depois de tanto criticar a Teoria da Evolução, reconheceu mais tarde que ela se circunscrevia em sua demarcação, pedindo desculpas públicas. Mas não vamos aqui apenas dizer o dito pelo não dito, vamos argumentar a favor do que pensamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Citação de Feynman&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd8854x_ZsI/AAAAAAAAB2Y/CrGFIZMAfJ0/s1600-h/td-feynman-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323040249767487170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd8854x_ZsI/AAAAAAAAB2Y/CrGFIZMAfJ0/s320/td-feynman-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Comecemos pela citação de Feynman. Ele afirma que nem a física de Newton nem a biologia de Charles Darwin “&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;disseram muito que possa contribuir para um quadro coerente de nos mesmos dentro do Universo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”. E daí? Deixam de ser ciências por isso? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feynman não seria leviano para dizer algo assim, a despeito do uso descontextualizado que o autor faz dessa frase. A ciência que tanto Newton quanto Darwin fizeram, notadamente reconhecida dentro de seus recortes modulares, não se presta a responder essa pergunta. Só seria cabível cobrar isso de suas teorias se fossem essas as suas pretensões. Feynman dirigia-se, logicamente, a quem quisera extrapolar o escopo epistemológico dessas teorias para respostas as quais elas não foram formuladas para dar. Nesse ponto, mesmo concordando com Feynman, é de um expediente pobre descontextualizá-lo para dar voz a ideologias pseudo-científicas, embora seja típico dos criacionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo abaixo, continuando a citação, Feynman diz: “&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A biologia darwinista, quer em sua versão original bruta é determinista (a sobrevivência do mais forte), quer na versão neodarwinista com ênfase na evolução aleatória tem pouco a nos dizer acerca do porque de estarmos aqui, de como nos relacionamos com o surgimento da realidade material e muito menos a cerca do propósito e significado de qualquer evolução da consciência além da conclusão muito simples e utilitária de que a consciência parece 'conferir alguma vantagem evolutiva'&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a demonstração mais cabal de que alguém, mesmo gozando de credibilidade e comparável a um gênio, fora do contexto que domina pode desferir besteiras homéricas quando emite opinião daquilo que pensa conhecer. Primeiro que não há qualquer justificativa que demonstre o que sustenta essas afirmações, nem na própria citação, nem depois por parte do autor que a cita &lt;em&gt;in apud&lt;/em&gt;. Logo, são opiniões pessoas que entram na suposta argumentação do autor baseadas numa suposta autoridade do citado. Pura falácia de apelo à autoridade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez, Feynman parece querer cobrar dos incautos que pensam que uma teoria científica precisasse responder questões morais, que se eles querem respostas, que procurem além das ciências, pois para ela não importa o propósito ou o significado da evolução, importa, na forma como foi feita, em descrever seu mecanismo de atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que demonstraria determinismo na Teoria da Evolução de Darwin? Talvez a frase extrapolada de sua obra pelos darwinistas sociais, a qual ele nunca disse, sobre a sobrevivência dos mais fortes? Feynman parecia estar mal informado ou dizendo diretamente a quem erroneamente interpreta Darwin dessa forma, mas contudo o autor do artigo o cita nessa gafe apenas por que ele diz algo com que ele concorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um olhar epistemológico sobre a chamada “versão bruta” da Teoria da Evolução de Darwin aponta em direção totalmente contrária ao um determinismo. Curioso notar que o Blog que traz essa pérola chama-se Conexões Epistemológicas, o que quase chega ser hilário. Onde estaria o determinismo num mecanismo que postula a necessidade dialética entre uma condição prévia de variabilidade filogenética numa população e as condições ambientais para garantir a sobrevivência e vantagem competitiva de uma espécie?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica claro por que na frase inicial do artigo o autor coloca Darwin como um “&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;empirista calcado em dialética platônica, exclusivista&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”, seja lá o que isso signifique. Ele confunde a dialética definida por Platão com os conceitos variados de dialética que existiam antes dele e os que foram construídos depois dele. Antes, embora não fosse chamado por esse nome, temos tanto Heráclito quanto os Sofistas delineando idéias de dialética. Depois dele temos tantos outros, já com esse nome mesmo, que mudaram totalmente o sentido platônico de dialética (nem é preciso citar Hegel, Marx e etc.). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A dialética platônica era determinista. Ela pressupunha o diálogo com alguém que já houvesse saído da “Caverna” para conduzir maieuticamente o interlocutor para um determinado fim. Confundir a base epistemológica evolucionista, dialética por excelência, com a dialética platônica determinista, parece-me ser desconhecer ambos ou estar de fato mal intencionado no obscurantismo proposital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto na citação de Feynman é ele afirmar que a suposta versão neodarwinista enfatiza a evolução aleatória. Que versão é essa? É claro que não sou um &lt;em&gt;expert&lt;/em&gt; a toda prova, mas desconheço essa tal versão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos dois prismas para analisar essa questão. Primeiro que a palavra &lt;strong&gt;acaso&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;aleatoriedade&lt;/strong&gt; se assemelham, a meu ver, em suas estruturas conceituais, a palavras como &lt;strong&gt;infinito&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;eterno&lt;/strong&gt;. São palavras que designam ignorância e não conhecimento. Chamamos de &lt;strong&gt;acaso&lt;/strong&gt; não algo que com certeza e comprovadamente não tem causa, mas sim algo cuja causa não se conseguiu detectar ou determiná-la com segurança. Chamamos de &lt;strong&gt;infinito&lt;/strong&gt; algo que não temos capacidade de determinar sua duração ou extensão e não algo que sabemos com segurança que não exista fim. Damos nomes à nossa incapacidade de determinar algo e acreditamos que a ignorância sobre o que ela designa nos revele a verdade. Um pouco de conexão epistemológica nos mostraria isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd__OeMW6oI/AAAAAAAAB3Q/8M2VQaAdZSM/s1600-h/craps.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323253908663364226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd__OeMW6oI/AAAAAAAAB3Q/8M2VQaAdZSM/s320/craps.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A aleatoriedade não está na evolução. A aleatoriedade está na impossibilidade da época e a atual em determinar se existe um propósito ou um finalismo na variabilidade verificada no pool genético de uma população que disputa um determinado nicho ecológico. &lt;strong&gt;A evolução é a relação dialética entre essa variabilidade e as condições do ambiente, que propicia a Seleção Natural das expressões existenciais filogenéticas mais eficazes&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só seria possível afirmar algum suposto finalismo nessa variabilidade se fosse possível conceber que naquele nicho houvesse uma inteligência metafísica que antevisse as condições ambientais futuras. E se houvesse seria desperdício de tempo e energia criar tanta variabilidade para sobrar poucos. Pois é, Deus parece jogar dados sim, ao contrário do que Einstein dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, Feynman falou besteira por desconhecimento de uma área que ele não tinha obrigação alguma de saber, embora pudesse ter sido mais prudente e menos leviano, e ainda é citado como autoridade para embasar um argumento mal construído e que não tem sustentação própria. Levando em conta que ele poderia estar direcionando suas palavras a quem pensasse mesmo daquela forma, ao inves de declarar que pensa assim, podemos ainda compreendê-lo, coisa que parece mais dificil quando tentamos compreender a argumentação do autor do artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Citação de Popper&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd89DkqKfqI/AAAAAAAAB2g/R3-2s98tkdg/s1600-h/popper-karl-01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323040416164642466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd89DkqKfqI/AAAAAAAAB2g/R3-2s98tkdg/s320/popper-karl-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outro caso é da citação de Popper. Nem entrarei no mérito da retratação que ele fez mais tarde reconhecendo a pertinência e a cientificidade da Teoria da Evolução. A opinião pessoal dele em relação a Darwin ser revolucionário ou não, não faz o menor sentido naquilo que o autor procura argumentar a favor do que pensa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que teria a ver o fato de Darwin não ter uma postura revolucionária e ter feito uma teoria revolucionária? Esse fato só pode ter a ver com a pretensão posterior do autor em desacreditar a originalidade de Darwin em sua teoria, entrando na polêmica não comprovada de que Darwin teria plagiado Alfred Wallace. Essa é outra questão que merece ser comentada e será, mas a causa aqui é que essa citação em nada reforça as afirmações iniciais que o autor faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer tudo isso e depois afirmar que o mito de Darwin continua atraindo os incautos e que empresas ligadas à comemoração dos 200 anos faturam como nunca, acabam por revelar a tônica do artigo; que não tem nada a ver com uma crítica fundamentada em relação às idéias em volta da Teoria da Evolução. Incauto parece ser quem engolir como um artigo sério as numerosas falácias que o autor faz uso nos nove primeiros parágrafos, logo de cara, dizendo aos cautelosos para o que realmente veio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece-me que quem quer criar um mito em volta de Darwin é justamente um movimento fanático e intolerante que não vê meios legítimos de descomprovar a Teoria da Evolução e usa dos expedientes mais desonestos possíveis para manchar a imagem do homem que a construiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo post continuo o comentário sobre o artigo em questão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-8264698996363068590?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/rRfT4K2lT2o" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/8264698996363068590/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/200-anos-darwin-uma-comemoracao-do.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/8264698996363068590?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/8264698996363068590?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/rRfT4K2lT2o/200-anos-darwin-uma-comemoracao-do.html" title="200 anos Darwin - uma comemoração do mundo (Resposta a Conexões Epistemológicas) I" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sd83uStKq9I/AAAAAAAAB2A/iikuXkFVA4s/s72-c/darwin.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/200-anos-darwin-uma-comemoracao-do.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU8HRnc9cCp7ImA9WxVaEUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-7861294852888284625</id><published>2009-04-08T04:59:00.002-03:00</published><updated>2009-04-08T05:03:57.968-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-08T05:03:57.968-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pessoal" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Recados" /><title>Testanto o Programa Shozu</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center"&gt;&lt;a href="http://media.shozu.com/cache/portal/media/5e0e4bd/16777220"&gt;&lt;img src="http://media.shozu.com/cache/portal/media/5e0e4bd/16777220_blog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;p align="right" &gt;&lt;a href="http://www.shozu.com/portal/?utm_source=upload&amp;amp;utm_medium=graphic&amp;amp;utm_campaign=upload_graphic/" target="_blank" &gt;&lt;img src="http://www.shozu.com/resources/messages/logo_blog.gif" alt="Posted by ShoZu" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava testando o programa ShoZu em meu SmartPhone Moto Q11 e acabei mandando para o Blog essa foto. Coitados de meus assinantes, receberam minha cara na tela de suas caixas postais. Desculpem pessoal... que fora rs...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-7861294852888284625?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/d4dq-MWNqJ0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/740881868885425853/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/dialogo-filosofico.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/740881868885425853?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/740881868885425853?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/d4dq-MWNqJ0/dialogo-filosofico.html" title="Diálogo Filosófico" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/dialogo-filosofico.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUQCQn0-fip7ImA9WxVaFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-3614845117768559384</id><published>2009-04-06T21:42:00.013-03:00</published><updated>2009-04-10T23:36:03.356-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-10T23:36:03.356-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Natureza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Borboletas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Butterfly" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gênero" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ontologia" /><title>A Borboleta</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sdqpt4IlJ6I/AAAAAAAAB1Q/liERkc0Kpdw/s1600-h/borboleta-26.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321752515319244706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sdqpt4IlJ6I/AAAAAAAAB1Q/liERkc0Kpdw/s320/borboleta-26.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A borboleta bate suas asas em direção ao infinito. Mas enquanto voa sabe lá no fundo que o infinito é apenas um nome humano dado a algo que ele não consegue ver o fim. Ela ri dos homens. Essa necessidade toda de nomear, delimitar, classificar, categorizar. O homem rotula e coloca em gavetas e prateleiras tudo o que vê e depois designa sistemas e pessoas como guardiões dessas gavetas e prateleiras para que jamais sejam mexidas; apenas sirvam de consulta a alguns privilegiados que traduzirão o que entendem para os outros de categoria menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio homem faz isso consigo mesmo. Ele se classifica, se separa, se categoriza e vive contestando e brigando por conta disso. Classifica e categoriza até as borboletas. A borboleta pensa sim. Mas não pensa como os humanos. Por que ela precisa ser uma lepidóptera? Que diferença faz ela ser lepidóptera ou um coleóptero? São nomes, apenas nomes, e seres humanos acreditam que nomes tragam o ser daquilo que eles nomeiam. Mas nomes não carregam essência, nomes são nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sdqp1wUQFoI/AAAAAAAAB1Y/V-Ti9tqmwx0/s1600-h/borboleta1-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321752650659665538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sdqp1wUQFoI/AAAAAAAAB1Y/V-Ti9tqmwx0/s320/borboleta1-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As borboletas vivem no mesmo mundo que os humanos, mas não tem as mesmas necessidades deles. Ela não precisa classificar em prateleiras o que vê, nem tampouco precisa organizar tudo para que tire o melhor proveito daquilo que a cerca. Tampouco precisa controlar, dominar e subjugar tudo o que pode para alimentar qualquer sentimento de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, em seu contato próprio, intrínseco com o mundo, tem o poder que lhe cabe; puro fluxo contínuo amalgamado com as coisas, cumprindo seu papel desde dentro naquilo que melhor expressa ela própria. Não precisa saber e objetivar, ela é, simplesmente é. E sendo o que é, cria no mundo sua marca de ser, sem se importar com o que é, apenas sendo, continuamente sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens não conseguem ser por si mesmos. Eles precisam mudar o ser dos outros para construírem-se como desejam. Subvertem a natureza a um quadro fixo e imutável das coisas, desrespeitando aquilo que ela tem de mais característico: a mudança constante de tudo. Não é admissível ao homem que a as coisas mudem, transformam-se, passem a não-ser no segundo seguinte que eram. Se mudam de categoria daquilo que o homem determinou que fosse, não é a categoria que está errada, e sim a coisa, pois ela não pode mudar. Se mudar era por que não era verdadeira, era falsa. Ahhh homens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde tudo isso começa? A borboleta sabe. Sabe por que sabe, e não por que racionalizou as coisas para que soubesse. Ela participa da sabedoria do mundo pois está dentro do fluxo contínuo das coisas, interferindo nele e sendo afetado por ele. Ela sabe que é a consciência da finitude que faz com que o homem fixe e imobilize tudo à sua volta. Ela sabe que é por isso que ele precisa nomear as coisas e imobilizá-las, por que dentro dele a percepção do tempo, da sucessividade e da mudança mostram ao homem que ele logo deixará de ser o que ele pensa que é. Imobilizar o mundo é a forma do homem eternizar o que ele pensa que conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdqqddUd98I/AAAAAAAAB1g/njn8E3YvPjM/s1600-h/Borboleta_img_6266.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321753332755068866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdqqddUd98I/AAAAAAAAB1g/njn8E3YvPjM/s320/Borboleta_img_6266.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O homem cria a idéia de infinito para que as coisas sejam eternas. As coisas que mudam e se sucedem no tempo, para o homem, são falsas. Logo, ele precisa ser eterno para que seja verdadeiro. Se ele pensa sobre isso, logo existe, e se existe é verdade. Se é verdade precisa ser eterno, pois só o que é falso muda e deixa de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A borboleta ri disso tudo. Ela sabe que sua eternidade está naquilo que a faz parte da própria natureza e no seu fluxo constante da vida, que muda e se espraia em possibilidades de acordo com o moto contínuo de tudo e dos rearranjos constantes na alteridade. Cada ser vivo é dialético com o mundo. Ele se faz e faz o mundo no contato com ele. Eis aí a sensação da própria infinitude: ela está na percepção do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprometer-se com o mundo e responsabilizar-se por si é respeitar aquilo que lhe dá máxima expressão existencial, a sua Aretê. Encontrando-a você será aqui que é, sem que precise determinar-se em categoria existencial alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voa borboleta, você sabe. Sabe tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;embed style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 320px" name="flashticker" align="middle" src="http://widget-dd.slide.com/widgets/slideticker.swf" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=bb&amp;amp;il=1&amp;amp;channel=3170534137683376605&amp;amp;site=widget-dd.slide.com"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="WIDTH: 400px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=3170534137683376605&amp;amp;map=1" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-dd.slide.com/p1/3170534137683376605/bb_t047_v000_s0un_f00/images/xslide1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=3170534137683376605&amp;amp;map=2" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-dd.slide.com/p2/3170534137683376605/bb_t047_v000_s0un_f00/images/xslide2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=3170534137683376605&amp;amp;map=F" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-dd.slide.com/p4/3170534137683376605/bb_t047_v000_s0un_f00/images/xslide42.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-3614845117768559384?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/8brLWomuAyw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/3614845117768559384/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/borboleta.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/3614845117768559384?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/3614845117768559384?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/8brLWomuAyw/borboleta.html" title="A Borboleta" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/Sdqpt4IlJ6I/AAAAAAAAB1Q/liERkc0Kpdw/s72-c/borboleta-26.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/borboleta.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUMNQnw-eCp7ImA9WxVaFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-2341645243101857972</id><published>2009-03-31T00:17:00.013-03:00</published><updated>2009-04-10T23:38:13.250-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-10T23:38:13.250-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Natureza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos e Crônicas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Identidade" /><title>Histórias antes de dormir....</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGNWRAbW6I/AAAAAAAAB0w/tAqpJC5pKsw/s1600-h/estrelas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319188048563100578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGNWRAbW6I/AAAAAAAAB0w/tAqpJC5pKsw/s320/estrelas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje eu resolvi não contar uma história ao meu filho. Ele estava esperando, querendo ouvir a fantasia fruto de alguém, tal qual Homero, que lhe desse parâmetros e direcionamentos de caráter; simples noção enquadrada na civilidade para que ele possa ser humano contextualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundo real histórico que Homero imprimia em suas narrativas tão bem delineadas e dentro de cada um dos gregos que o lia ou ouvia, apenas servia como base sólida para o verdadeiro sentido do mito: a instrução, a modelagem de caráter, o ensinamento e o exemplo a ser considerado para serem, os gregos todos, parte de um mesmo grupo, na mesma identidade. O mito nos comunga, é preciso contá-lo e revivê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje não. Hoje é o último dia de março e prenuncia o mês em que Saturno estará mais perto da Terra. O ano de 2009 é o ano internacional da astronomia e o mês de abril se inicia como o mês mais promissor à observação do céu. Portanto minha história para ele foi outra.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGNfI8huZI/AAAAAAAAB04/8YWtiNcsIQI/s1600-h/saturno01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319188201018079634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGNfI8huZI/AAAAAAAAB04/8YWtiNcsIQI/s320/saturno01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Contei que antes dele nascer eu havia comprado uma luneta semi-profissional; aquelas com tripé e tudo mais. E que assim que eu reaprendesse a usá-la, nós iríamos ver as estrelas e o céu bem de pertinho, sem precisar estar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me disse:&lt;br /&gt;- Nós vamos ver de pertinho, papai? Mas eu não consigo ir até a estrela, eu não alcanço.&lt;br /&gt;E eu disse:&lt;br /&gt;- Sim, nem você nem o papai. Nosso corpo não consegue. Mas a luneta pode levar nossa visão até lá.&lt;br /&gt;E ele:&lt;br /&gt;- Só a luneta? Eu queria ir todo.&lt;br /&gt;Nossa, ele tem 3 anos, e eu disse:&lt;br /&gt;- Só podemos ir inteiros quando imaginamos ou com uma nave espacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGNrCELUlI/AAAAAAAAB1A/qtAoCSJtNjU/s1600-h/img0044.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319188405329547858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGNrCELUlI/AAAAAAAAB1A/qtAoCSJtNjU/s320/img0044.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Curioso foi notar que ele tinha referências sobre naves espaciais. Os desenhos pululam o dia todo com naves, viagens interplanetárias. Isso ele já conhecia, não despertou curiosidade. Mas ele me perguntou sobre essa tal de imaginação. Dei-me conta que estava criando um ser totalmente racional e concreto, que tinha consciência dada pela experiência e pelos “nãos” que recebia de todos, e consciência, sobretudo, do quanto era limitado fisicamente e estava encerrado em algo do qual não podia sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refleti sobre isso. Um receio incrível de implantar nele um dualismo que o tirasse da perspectiva monista de um ser total e ilimitado, e implantasse uma dicotomia que separasse nele sua mente e sua corporeidade, afastando-o de se ver inteiro, embora cheio de possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o pano de fundo da realidade que pude conceber, construí assim o mito dessa noite; a história que ele me pedia para contar antes de dormir. Disse que nós, mesmo sendo corpo, estando aqui conseguindo pular mas não indo longe. Desse corpo se constituía algo que nos levava onde quiséssemos. Pus o dedo na testinha dele e disse que ali dentro, lembrando e imaginando, ele poderia estar onde quisesse sem sair do lugar. No entanto, o gostoso mesmo era ir onde quisesse para tentar ir inteiro sempre que fosse possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGN02HGUeI/AAAAAAAAB1I/HnkPZaSklxI/s1600-h/img0051.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319188573919269346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGN02HGUeI/AAAAAAAAB1I/HnkPZaSklxI/s320/img0051.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Embora não precisássemos de naves nem de luneta para nos sentirmos na Lua, o pensar na Lua e nos imaginarmos lá nada mais era do que uma tentativa nossa de ver os meios dos quais pudéssemos nos valer para ir de fato. Na impossibilidade talvez de ir, ficava a experiência e a sensação de ter sentido, e que isso valia por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não disse com essas palavras, no entanto não sei bem até onde ele entendeu. Sei que seus olhos brilhavam enquanto eu falava, e hoje, eu e ele estivemos entre as estrelas, pulamos na Lua, flutuamos no espaço sem ter saído daquele quarto aconchegante e na penumbra gostosa que nos unia. Fizemos juntos nosso mito e com base numa realidade percebida, construímos um modelo possível de nos relacionarmos com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-2341645243101857972?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/mvC61e6cv_o" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/2341645243101857972/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/03/historias-antes-de-dormir.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/2341645243101857972?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/2341645243101857972?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/mvC61e6cv_o/historias-antes-de-dormir.html" title="Histórias antes de dormir...." /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SdGNWRAbW6I/AAAAAAAAB0w/tAqpJC5pKsw/s72-c/estrelas.bmp" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/03/historias-antes-de-dormir.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck8ERHo8fyp7ImA9WxVWFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-6388169427706507203</id><published>2009-02-26T14:51:00.001-03:00</published><updated>2009-02-26T14:53:25.477-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-26T14:53:25.477-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pessoal" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Recados" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poesias" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vídeo" /><title>Ode a Liberdade</title><content type="html">O que é possivel esperar senão o infinito das possibilidades?&lt;br /&gt;A cada amanhecer a condição de se esvaziar em novas esperanças?&lt;br /&gt;Que essa consciência plástica que renega nossas determinações&lt;br /&gt;Possa nos fazer totalmente possíveis em nosso próprio inacabamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a incompletude seja nossa essência&lt;br /&gt;Que o amor seja nossa forma de reconstrução constante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos plenos em nosso inacabamento...&lt;br /&gt;Livres, mas fiéis ao corpo que traduz nossa história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos mito, somos religião, somos arte, somos filosofia&lt;br /&gt;Somos uma carnalidade em dialética com o mundo&lt;br /&gt;Somos um mundo em dialética com todas as carnalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos livres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://static.ning.com/relexus/widgets/video/flvplayer/flvplayer.swf?v=" width="448" height="364" type="application/x-shockwave-flash" flashvars="config_url=http%3A%2F%2Frelexus.ning.com%2Fvideo%2Fvideo%2FshowPlayerConfig%3Fid%3D2464688%253AVideo%253A2162%26x%3D6oPob2wewXG8NlWF1VnCeW70m5iftfGd&amp;amp;video_smoothing=on&amp;amp;autoplay=off" scale="noscale" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;a href="http://relexus.ning.com/video/video"&gt;Ache outros vídeos como este em &lt;em&gt;Reflexus Nexum Amplexus&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-6388169427706507203?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/qCYb4c7QsAo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/6388169427706507203/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/02/ode-liberdade.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/6388169427706507203?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/6388169427706507203?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/qCYb4c7QsAo/ode-liberdade.html" title="Ode a Liberdade" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/02/ode-liberdade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUIGQ308fCp7ImA9WxVaFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-4165147495982301532</id><published>2009-02-25T22:53:00.008-03:00</published><updated>2009-04-10T23:38:42.374-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-10T23:38:42.374-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mulher" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Natureza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marx" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gênero" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Feminismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Identidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política e Ética" /><title>Contestando papéis</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SaX2-ZJiYRI/AAAAAAAAB0A/7lF4-zrVGFk/s1600-h/mulher_canhota.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306919287689208082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 123px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SaX2-ZJiYRI/AAAAAAAAB0A/7lF4-zrVGFk/s320/mulher_canhota.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"&lt;em&gt;Marianne, olhando-se nos próprios olhos diante de um espelho — menos para se ver e mais para refletir sobre si mesma — fala em voz alta: 'Pensem o que quiserem. Quanto mais vocês acreditam poder falar de mim, mais eu serei livre em relação a vocês. Às vezes, me parece que as novidades que aprendemos sobre as pessoas perdem logo o valor. No futuro, se qualquer um me explicar como eu sou — seja para me fragilizar ou para me tornar mais forte — eu não admitirei mais uma tal insolência'&lt;/em&gt;" Peter Handke.(1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ato de rebeldia da personagem do romance de Handke parece resumir o que toda mulher busca quando olha a si mesma e quer libertar-se dos papéis impostos a elas pela sociedade, nós homens e mesmo outras mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, essa é uma questão que transcende o feminismo e se instaura na pos-modernidade quando se desconstrói as estruturas fixas e determinantes que até então nos disseram quem somos e para o que existimos. E quem pode nos dizer tais coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A modernidade inaugura o caminho solitário da auto-descoberta, mas mesmo assim, a todo o tempo, individualizados e solitários, somos determinados por olhares moralizadores que ora nos colocam dentro e ora nos colocam fora dos parâmetros tomados pelo senso comum. Esse caminho solitário, porém, é dialogado, compartilhado e burilado a cada contato com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que somos o que vemos na medida que o outro nos dá em sua relação conosco, ou mesmo dizer que nos fazemos na alteridade, não significa em instância alguma nos deixar determinar por aquilo que os outros exclui ou acrescenta em nós em seus preconceitos e históricos existenciais. Deixar-nos determinar dessa forma não é ter na alteridade a ferramenta de auto-conhecimento, é tê-la como forja daquilo que podemos ser. Nada, nem ninguém, fora nós mesmos, tem o poder e a responsabilidade de nos construir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção é dolorosa e solitária, embora feita na alteridade. Começa por nos vermos inacabados enquanto seres, e estabelece seu modus operandis no desenvolvimento de uma força interna e auto-motivada para a luta contínua pela indeterminação externa voluntária e na luta contínua pela auto-determinação na medida de nossa relação com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SaX3OqvRn7I/AAAAAAAAB0I/1-7Eu5M5YmY/s1600-h/maos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306919567288803250" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SaX3OqvRn7I/AAAAAAAAB0I/1-7Eu5M5YmY/s320/maos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É a rebeldia de Marianne. É o ato subversivo de contestação dos papéis sociais impostos, dos roteiros prontos da cultura falocêntrica do capital. Embora nós, homens, sejamos intrinsecamente porta-vozes dessa cultura de submissão e exploração do outro, alguns de nós percebe de longa data o esgotamento epistemológico e ético desse modelo anacrônico e fatídico que ainda nos inserimos. Somos todos (homens, mulheres e transgênegos) como Marianne de Handke e nadamos juntos nesse mar de insatisfação. Só não admitiremos mais essas insolências quando nadarmos todos na mesma direção, mesmo de forma plural e diversificada além de todos os gêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Engels acertou quando disse que a exploração e a opressão do homem pelo homem começam na exploração e opressão da mulher pelo homem (2), arrisco a dizer que a erradicação da opressão e a exploração devam começar pela emancipação total da mulher, resgatando-a como sujeito histórico e não determinando seu papel na sociedade por extrapolações falocêntricas que defina seu gênero pela diferença sexual entre nós. Esse seria o primeiro passo ruma a liberdade de fato, pois libertar está acima do emancipar; está acima até de uma catogorização de Sujeitos Históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SaX3oI7NA6I/AAAAAAAAB0Q/AipBW_jSCwQ/s1600-h/mirror-image-perceptions-homem-mulher.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306920004888626082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SaX3oI7NA6I/AAAAAAAAB0Q/AipBW_jSCwQ/s320/mirror-image-perceptions-homem-mulher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Só faz algum nexo esse tipo de extrapolação se concebermos uma natureza fixa e essencial a partir de um pensamento teleológico que, embora de pretensão científica, está na contramão da cientificidade desde que Darwin derrubou os postulados de Lamarck a pelo menos 150 anos. Se a natureza é heraclitianamente contingencial e trabalha na expressividade dos seres vivos a partir de uma variabilidade necessária dentro das espécies, a falácia do binômio gênero/sexo se circunscreve exatamente no terreno em que deveria estar: no das falácias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o diálogo faça parte da construção dos sentidos sociais que devamos viver e que, se devemos desempenhar algum papel, que seja aquele diretamente ligado à nossa vocação e não determinado por estruturas que universalizam sujeitos a partir de inferências de essências fixas e eternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de acordo com Marianne, o primeiro diálogo a ser feito é conosco mesmo; olhando em nossos próprios olhos e protestando contra a insolência de quem pretende explicar quem somos fora daquilo que sentimos e pensamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências Bibliográficas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) HANDKE, Peter. A Mulher Canhota. São Paulo: Brasiliense, 1985. p. 34-35.&lt;br /&gt;(2) ENGELS, F. A Origem da família, da propriedade privada e do Estado. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 1974.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-4165147495982301532?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=dq0oELBSRrk:jMofpdBXht8:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=dq0oELBSRrk:jMofpdBXht8:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/dq0oELBSRrk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/4165147495982301532/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/02/contestando-papeis.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/4165147495982301532?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/4165147495982301532?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/dq0oELBSRrk/contestando-papeis.html" title="Contestando papéis" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SaX2-ZJiYRI/AAAAAAAAB0A/7lF4-zrVGFk/s72-c/mulher_canhota.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/02/contestando-papeis.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEGQHw7fip7ImA9WxVaFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-8646981530752234420</id><published>2009-02-10T12:50:00.013-02:00</published><updated>2009-04-10T23:40:21.206-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-10T23:40:21.206-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Design Inteligente" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criacionismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Darwin" /><title>Ano de Darwin – uma pequena contribuição...</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SZGVC7sPObI/AAAAAAAABzo/4A34delf-w4/s1600-h/467px-Charles_Darwin_01.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301182114007300530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SZGVC7sPObI/AAAAAAAABzo/4A34delf-w4/s320/467px-Charles_Darwin_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O ano para mim chegou atrasado. Estou desde dezembro, praticamente, sem postar no Blog e peço desculpas a quem acompanha. O que pretendo esse ano é publicar bem mais, e me dedicar a formatar uma visão mais ampla com desdobramentos filosóficos da Teoria da Evolução de Darwin, além é claro de dar continuidade a meus artigos e ensaios sobre filosofia em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim, porém, será tentar rivalizar em meus parcos conhecimentos de genética ou mesmo de biologia com Blogs tão bem feitos por especialistas como &lt;a href="http://vocequeebiologo.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Você que é Biólogo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://transgenicosintocaveis.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Antepassados Esquecidos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://lablogatorios.com.br/marcoevolutivo/" target="_blank"&gt;Marco Evolutivo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://discutindoecologia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Discutindo Ecologia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://dererummundi.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Rerum Natura&lt;/a&gt; e tantos outros que embora não mencionados diretamente abrilhantam a blogosfera científica levando conhecimento a muita gente, apesar dos detratores de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção também é divulgar, ajudando os que tanto lutam contra o obscurantismo do conhecimento. Mas pretendo também na medida do possível tratar de temas, a partir da Teoria da Evolução, que possam nos remeter a uma reflexão filosófica mais do que científica (já que não é, especificamente, minha área).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SZGVac40WxI/AAAAAAAABzw/CJY0RHXBLz0/s1600-h/349px-Origin_of_Species_title_page.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301182518055426834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SZGVac40WxI/AAAAAAAABzw/CJY0RHXBLz0/s320/349px-Origin_of_Species_title_page.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esse ano comemora-se 200 anos do nascimento de Darwin e, conjuntamente, 150 anos da publicação de a Origem das Espécies. Minha pretensão esse ano é entender e traçar um panorama antropológico e sociológico dos motivos que levam tanta gente ainda a resistirem em aceitar a Teoria da Evolução de Darwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin formou-se em teologia em Cambridge e se não fosse talvez sua falta de vocação em falar em público talvez tivesse seu destino como um presbítero, embora desde cedo se dedicasse a atividades introspectivas colecionando besouros e estudando compulsivamente geologia e história natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender como um homem de formação religiosa rígida em plena época vitoriana inglesa do fim do século XIX pode manter-se fenomenologicamente distante de preconceitos para deixar com que a natureza se mostrasse em sua essência, é percorrer toda a história do pensamento humano buscando epistemologicamente o que fundamenta nossa capacidade e disposição na perscrutação do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, em pleno século XXI assistimos estupefatos uma crescente onda de ojeriza a uma Teoria Científica que tem se mostrado consistente ao longo de 150 anos, sendo corroborada não só através do que Darwin já previa, como também através de conhecimentos que ele nem imaginava em sua época, como análises genéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo esse ano investigar, analisar e opinar justificadamente sobre esses temas e tentar entender ou construir conjuntamente um entendimento que nos dê a verdadeira dimensão do temor que cerca a aceitação dessa teoria. A sensação que tenho é que muito das coisas que insistem em dizer para tentar refutá-la se baseia em algo muito mais profundo do que os argumentos apresentados. Essa sensação se dá pela inepta construção de argumentos falaciosos que tentam jogar ao senso-comum com vista em desacreditar não só a Teoria da Evolução como a própria ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estaria por traz desses argumentos? O caminho proposto é analisá-los naquilo que eles deturpam numa visão imparcial das coisas e descortinar a verdadeira intenção daqueles que obscurecem um conhecimento sólido sem, contudo, oferecer uma alternativa que faça parte do campo epistemológico científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o julgamento de Dover em Pensilvânia (EUA) em 2004 revelou-se ao mundo a verdadeira intenção por traz da chamada “Teoria” do Design Inteligente. Ao estudarmos o que houve em todo processo, começamos a perceber onde o fundamentalismo religioso pode chegar: ao requinte de crueldade de contradizer a si mesmo em sua pretensão ética para alcançar seus objetivos. Mostrar isso não é um incentivo para que as pessoas percam sua fé, mas um alerta sério e importante para que as pessoas pensem até que ponto os dogmas irracionais que tomam como verdade tem o poder de subverter a própria noção ética que sua fé lhe indica e prescreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É espantoso, por certo, que ao invés de construírem argumentos suficientes para serem ouvidos pelo que sua “Teoria” prediz de fatos concretos que possam ser submetidos aos critérios de falseabilidade, preferem obscurecer o que supostamente trariam de conhecimento para tentar denegrir a Teoria da Evolução através de invenções, interpretações equivocadas e clara má intencionalidade em deturpações que só fazem sentido a um grupo de pessoas inocentes e manipuláveis, das quais os sustentam e repercutem suas idéias estapafúrdias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SZGbVevJEBI/AAAAAAAABz4/-vt_cEPj6Kg/s1600-h/Charles_Darwin_1860-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301189029722132498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SZGbVevJEBI/AAAAAAAABz4/-vt_cEPj6Kg/s320/Charles_Darwin_1860-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O preconceito irracional que as idéias de Darwin trazem só se justifica por uma interpretação literal das escrituras. Mas ninguém consegue justificar razoavelmente que devamos interpretar qualquer escritura religiosa de forma literal, transformando toda essa discussão em mero falso desacordo, muitas vezes até retórico, cercado, por certo, de má intencionalidade. Essa intencionalidade duvidosa não se restringe apenas aos religiosos, embora eles sejam muito mais ferozes e radicais que os ateus, mas também o ateísmo dá um “salto” na leitura da Teoria para tentar fundamentar suas próprias idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o primeiro passo nessa jornada que me proponho esse ano é deixar aqui um vídeo onde simboliza bem os argumentos entre os dois posicionamentos em relação à Teoria da Evolução. Não quero com isso fazer uma discussão sobre teísmo x ateísmo. Não é esse o intuito. A discussão aqui é entre a aceitação ou não da Teoria da Evolução de Darwin, e os motivos que levam as pessoas a não aceitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o vídeo, em artigos futuros, falaremos sobre o que é um Fato, o que é uma Teoria, o que é uma Teoria Científica e o que é a Evolução como Fato e Teoria. Ao longo do ano tentaremos analisar as mais freqüentes dúvidas e falsos desacordos levantados pelo lado detrator, e desdobrar os conceitos da Teoria e seus contrapontos em suas conseqüências filosóficas. Questões como acaso, aleatoriedade ou suposta intencionalidade, pressão ambiental, adaptação direcionada e finalismos serão abordadas tanto pelo lado científico (corroborado por fatos observáveis), quanto pelo lado especulativo (racional e lógico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem abaixo com os vídeos do Julgamento de Dover e por favor, comentem, participem, pois seus comentários serão o termômetros das novas abordagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cEOYTJczY4M&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cEOYTJczY4M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vídeos restantes estão nos seguintes links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 02: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=z9AxTpMrGWg" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 02&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 03: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gm05VFIzcc0" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 03&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 04: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tubUiXu2mVQ" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 04&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 05: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UzgX0H_x9l0" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 05&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 06: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SpFSCJPIqXM" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 06&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 07: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mp7I_IqIPhc" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 07&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 08: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cSA17otGUnw" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 08&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 09: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TtbllAPS7YQ" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 09&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 10: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=L-KOgL_cA2o" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 10&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 11: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=elLp__0A-BY" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 11&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 12: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LJYAR4jGQB0" target="_blank"&gt;Design Inteligente x Evolução 12&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-8646981530752234420?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=MDGm8hi79Hs:WetmD0OoWhM:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=MDGm8hi79Hs:WetmD0OoWhM:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/MDGm8hi79Hs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/8646981530752234420/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/02/ano-de-darwin-uma-pequena-contribuicao.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/8646981530752234420?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/8646981530752234420?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/MDGm8hi79Hs/ano-de-darwin-uma-pequena-contribuicao.html" title="Ano de Darwin – uma pequena contribuição..." /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SZGVC7sPObI/AAAAAAAABzo/4A34delf-w4/s72-c/467px-Charles_Darwin_01.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/02/ano-de-darwin-uma-pequena-contribuicao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEARX0-eyp7ImA9WxVaFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-5307379771816339093</id><published>2008-12-07T02:01:00.006-02:00</published><updated>2009-04-10T23:40:44.353-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-10T23:40:44.353-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marx" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Valor" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ontologia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Economia" /><title>Ontologia do Valor</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/STtMatoiGxI/AAAAAAAABx4/y8AmiHRs0Ac/s1600-h/valor_agregado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276895410204580626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/STtMatoiGxI/AAAAAAAABx4/y8AmiHRs0Ac/s200/valor_agregado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tanto o empirismo quanto o racionalismo, paradoxalmente, comungam de uma precedência causal necessária para se analisar um fenômeno que se nos apresenta à percepção. O método fenomenológico nos indica, porém, que é possível que a própria faticidade do fenômeno possa ser sua causa, isto é, sua razão de existir está em sua própria existência, e seus sentidos, significados e seus componentes essenciais podem apenas representar os afetos e intencionalidades de um sujeito em relação com o fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx ontologiza o valor colocando como substância do mesmo, isto é, sua causa, o trabalho contido na elaboração do produto. E o tempo despendido nele é a forma capitalista de medir esse trabalho. Só enquanto mercadoria, o tempo pode ser medida do trabalho, mas apenas como método arbitrário de medição. O próprio trabalho, ou a capacidade de fazê-lo, requer tempos despendidos de estudo, dedicação, treinamento, preparação e etc. Logo, cada trabalho parece ter seu próprio valor, ainda sim, atribuído arbitrariamente por um sistema de mercado que precisa de medidas padrão para comparação e equivalência de valor entre as mercadorias a serem mediadas por unidades monetárias. Isto é, existe uma consciência intencional por traz do sentido existencial do tempo como medida do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/STtMF8XPv6I/AAAAAAAABxw/k9KC3_MhlHw/s1600-h/2209028.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276895053381353378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/STtMF8XPv6I/AAAAAAAABxw/k9KC3_MhlHw/s200/2209028.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A questão é que, segundo minha percepção, não se segue da necessidade de se dividir o tempo de produção em unidades controladas, o fato de que é o trabalho que substancializa o valor de um produto. Essa relação de causalidade pode ser necessária mas não suficiente para se explicar a forma como um produto possa ser valorizado ou valorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que escolheu-se, arbitrariamente, uma linha de pensamento que à época de Marx era a vigente; colocando-se uma relação causal necessária à definição de um fenômeno. Curioso é notar, que após o Livro I, Marx aborda a história e a práxis de forma dialética, quando antes estabelece os postulados teóricos de suas idéias de forma ontológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Marx tivesse abordado seus postulados considerando o método dialético com que vê a história, sua noção de Valor poderia ter mudado radicalmente, e ele poderia ter dado outro rumo às idéias fisiocratas de Adam Smith e David Ricardo. Se seus pressupostos ontológicos do Valor levassem em consideração a dialética existencial entre a própria faticidade e àquilo que lhe dá essência e sentido, ele poderia chegar à conclusão de que o Valor de um produto não é dado ontologicamente pelo trabalho nele contido, nem qualquer outra coisa que fosse suficiente para substancializá-lo, mas em sua própria dialética existencial qualitativa (ligadas à sua necessidade, desejos e afetos que desperta ou satisfaz) e quantitativa (ligada ao equilíbrio entre a quantidade demanda e a disponível). Isso deslocaria toda a lógica da Teoria Marxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/STtNCgXmrkI/AAAAAAAAByI/XtGr6Gff4Mk/s1600-h/dialetica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276896093838683714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/STtNCgXmrkI/AAAAAAAAByI/XtGr6Gff4Mk/s320/dialetica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Essas constatações parecem indicar que haja talvez uma intenção camuflada de justificar ou dar sustentação ao desdobramento prático da Teoria Marxista. Parece que Marx, mesmo considerando a histórica como dialética, ele precisava legitimizar a pretensão revolucionária dos movimentos operários colocando a classe proletária como detentora de razões próprias para a tomada de poder. Parece que o que me salta aos olhos como óbvio para a socialização dos meios de produção, ainda carecia de uma argumentação mais contundente para se legitimizar. E foi colocando o trabalho como substância de qualquer valor que uma sociedade possa gerar que, automaticamente, se privilegia a classe que gera esse valor. Logo, está justificado por que os operários merecem o poder e em que medida os capitalistas, detendo os bens de produção, tem como pressuposto do acúmulo de riqueza a exploração e usurpação do trabalho alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se a história é dialética e é dada pela luta por hegemonia de classes antagônicas no seio das sociedades, a própria concepção da dinâmica da história na teoria marxista já legitimizaria a revolução. Talvez o grande entrave para essa idéia sem a sustentação argumentativa da Teoria do Valor, seja a episteme da civilidade preconizada no seio europeu à época. Fica aqui a dúvida se a Teoria do Valor, a meu ver com alguns problemas conceituais aqui apontados, teve em sua gênese essa intenção, ou se essa intenção foi um sentido a posteriori construído pelas próprias conseqüências lógicas da teoria. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-5307379771816339093?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/kZwRejF1Y0A" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/5307379771816339093/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/12/ontologia-do-valor.html#comment-form" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/5307379771816339093?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/5307379771816339093?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/kZwRejF1Y0A/ontologia-do-valor.html" title="Ontologia do Valor" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/STtMatoiGxI/AAAAAAAABx4/y8AmiHRs0Ac/s72-c/valor_agregado.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/12/ontologia-do-valor.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkYARHY8eCp7ImA9WxRWFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-3966060098132143923</id><published>2008-11-02T14:37:00.004-02:00</published><updated>2008-11-02T15:49:05.870-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-11-02T15:49:05.870-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pessoal" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política e Ética" /><title>Wish You Were Here</title><content type="html">Pink Floyd&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wish You Were Here (Roger Waters e David Gilmour)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-c7a1b6e090f66e03" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.blogger.com/img/videoplayer.swf?videoUrl=http%3A%2F%2Fvp.video.google.com%2Fvideodownload%3Fversion%3D0%26secureurl%3DqAAAAHZQAKfu6jF-JfdYz_38VljXGHsjEZw9StGYiAN1bH4mA4lJtF0QwgPXMmBQB6tc7kkoKHiLihH-5HQ4DoU0IxiZcfZN_WJGB2IPrVQoNhDB-i0ZWZN1hhhfsUYJOHOk5qG5pu6wBekZY5XD_ut_7tdmv1BHbhQNSt06MoYPJ6lyp4RWJV19Uq_qciYD-rhB9ZZqQDheDGzjLl665x05-7P7mPTY767eF4yudTb05027%26sigh%3DjuxalwNwgN2nSm8RDUT_almUCVc%26begin%3D0%26len%3D86400000%26docid%3D0&amp;amp;nogvlm=1&amp;amp;thumbnailUrl=http%3A%2F%2Fvideo.google.com%2FThumbnailServer2%3Fapp%3Dblogger%26contentid%3Dc7a1b6e090f66e03%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw320%26sigh%3DD1w_XjUWOO-vn76cjvekojJstyY&amp;amp;messagesUrl=video.google.com%2FFlashUiStrings.xlb%3Fframe%3Dflashstrings%26hl%3Den"&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, so you think you can tell&lt;br /&gt;Heaven from Hell,&lt;br /&gt;Blue skies from pain.&lt;br /&gt;Can you tell a green field&lt;br /&gt;From a cold steel rail?&lt;br /&gt;A smile from a veil?&lt;br /&gt;Do you think you can tell?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And did they get you to trade&lt;br /&gt;Your heroes for ghosts?&lt;br /&gt;Hot ashes for trees?&lt;br /&gt;Hot air for a cool breeze?&lt;br /&gt;Cold comfort for change?&lt;br /&gt;And did you exchange&lt;br /&gt;A walk on part in the war&lt;br /&gt;For a lead role in a cage?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How I wish, how I wish you were here.&lt;br /&gt;We're just two lost souls&lt;br /&gt;Swimming in a fish bowl,&lt;br /&gt;Year after year,&lt;br /&gt;Running over the same old ground.&lt;br /&gt;What have we found?&lt;br /&gt;The same old fears.&lt;br /&gt;Wish you were here.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos os mesmos velhos medos, ano após ano, caminhando nesse mundo que faz com que troquemos o que somos pelo que ele espera de nós. E o mundo só espera de nós que nos encaixemos em seu discurso hegemônico, definindo o que é normal e o que não é. Ele apenas nos diz o que devamos ser, sem nos perguntar nem o que somos nem o que queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós temos capacidade de distinguir aquilo que se nos apresenta como percepção nossa e aquilo que já vem cheio de dever-ser do mundo, do sistema, da tradição e dos costumes? Temos a capacidade de distinguir o frio conforto da mudança? Ou meras brasas, cinzas de algo que já não é mais, de uma árvore em sua plenitude existencial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram-nos trocar nossos heróis por fantasmas? Nossas esperanças por medos? Nosso ímpeto pelo conforto? E agora não distinguimos mais nada. Somos nada; niilistas vagando por um mundo cuja racionalidade chega ao último “por que” nos dizendo que as coisas não fazem o menor sentido e não vão a lugar algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forçaram-nos a usar a racionalidade como ferramenta de distinção das coisas. E logo, a racionalidade se transformou de meio; mera ferramenta, para fim; objetivo final de todo o conhecimento. Mas a racionalidade nos leva necessariamente ao niilismo, à nadificação de nossa humanidade, ainda mais quando ela se pretende neutra, sem reduzir-se à sedução de confirmarmos redundantemente nossas próprias crenças. Quando pensamos que ela nos liberta, ela nos prende ao vazio; e optamos por uma liderança na cela ao invés do caminhar livre em meio ao devir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahh Nietzsche, quão lúcido foi em sua loucura sapiente? A razão é a própria causa do niilismo, da nadificação dos sentidos. E isso não é um mal per si, até por que nos permite construir tudo em novas bases; nossas, adaptativas, preocupadas com a própria qualidade da vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos estados psicológicos, necessários à nossa sanidade (por isso talvez Nietzsche tenha ficado louco) engendram de forma precisa, cirúrgica, o que precisamos acreditar para nos conferir segurança. O fato é que não queremos responsabilidade pelo vir-a-ser. Queremos fugir da responsabilidade de nos tornarmos, por conta própria, sempre algo diverso do que éramos há algum tempo atrás. Isso não nos conforta, mas sim nos atordoa, e precisamos encontrar uma identidade; algo em nós que nos estabiliza e estabiliza o que está em nossa volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quais critérios temos para dizer que alguém é louco? É o critério daquilo que exclui o diferente ou o que não aceita a pasteurização do discurso dominante; da episteme vigente, já nos dizia Foucault.&lt;br /&gt;Para não sermos esse louco, delirante, num mundo à parte daquele que querem que engulamos, nossa racionalidade corre para nos salvar. Seu primeiro passo é criar categorias racionais como pressupostos de interpretação da realidade. Nietzsche classifica essas categorias em três, através de seu fragmento póstumo 11, intitulado Crítica ao Niilismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Para suportar sua existência, o homem precisa interpretar o vir-a-ser dotado de sentido e/ou finalidade;&lt;br /&gt;2. Como suporte de uma interpretação global do vir-a-ser, esse homem precisa supor esse sentido e/ou finalidade com origem única; numa totalidade, num SER que conectaria num sentido finalístico toda multiplicidade caótica aparente de seres individuais, efêmeros e contingentes.&lt;br /&gt;3. E, por fim, absolutizando essa origem que daria finalidade a tudo, ele chega a negar o devir, repudia-o como mera aparência, não-Ser, falso, contraposto ao verdadeiro, ao SER que não muda e é sempre o mesmo em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a noção psicológica humana que dá estatuto de verdade às coisas que nos cercam; ao mundo. A invenção psicológica desse mundo confere a perspectiva de uma verdade a ser alcançada, e conforta. Mas ao mesmo tempo em que alivia as tensões da eterna mudança sentida desde dentro de nós e em tudo que está fora, também serve de instrumento de dominação, poder e submissão daqueles que detém o discurso hegemônico. Logo, quando construímos psicologicamente essas noções, também somos obrigados a nos submeter a quem tem a versão oficial dessas noções. E somos controlados através dos roteiros prontos que nos servem desde o nascimento, providos por quem domina e preserva a episteme vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para nós, quando esgotados de uma racionalidade que não se satisfaz até a regressão exaustiva dos “por quês”, e percebemos que não é possível antever esse fundamento finalístico no devir, nem tampouco identificar essa unidade organizadora, além de sentirmos na carne a realidade do que muda sempre; o mundo cai em ruína e o que nos resta é o niilismo... Eis o segundo passo da racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inauguramos então, psicologicamente, o único fundamento perceptível que talvez não seja mera construção para conforto e equilíbrio: o nada, o vazio, a dança sem coreografia que baila na superfície das coisas, em suas aparências, em suas movimentações. Assumimos o ritmo do mundo, desprezamos os sentidos fabricados e apenas vagamos, sem sentido, sem rumo e sem meta. É essa a alternativa mais sedutora para alguém que se vê destituído do Tudo fabricado e imerso no Nada constatado. Isto é, não temos força para aceitarmos o sentido que nos é dado, mas nos submetemos ao nada dos roteiros vazios; só para ficarmos bem na fita, só para não sermos julgados. Sem causas, repletos de vazio, expargindo inércia, o olhar alheio passa a ser nosso pior algoz, pois temos medo de sermos descobertos nadificados. No entanto não conseguimos fingir tão bem que o mundo o qual vivemos não tem o menor sentido para nós... Resultado? Angústia, náusea, fuga, mesmice, o morno, o cinza... E o vazio então, torna-se um refúgio; outro tipo de conforto: do apartamento de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emaranhados em nosso nada interno e no devir constante do multiverso do mundo, vamos nós, sem conseguir distinguir mais nada, tudo pasteurizado, tudo padronizado, tudo sempre mais do mesmo. Não há sonho, não há causa, não há pelo que lutar, nem por nós mesmos: entregues e vazios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... A ignorância é uma benção. Mordemos a fruta da Árvore da Vida e fomos expulsos daquele estado de inocência que supria nossas necessidades através da submissão voluntária e engajada aos roteiros convencionais. Pecamos... Caímos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez exista outro caminho. Mas ele é opcional. Parece-me que a racionalidade não nos leva a ele, pois requer dor, impulso, flor da pele, carne-viva. A racionalidade nos protege; ela sempre quer razões suficientes e necessárias para nos convencer a fazer algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alternativa é dolorida, mas é uma alternativa: termos a coragem de resistir. Resistir tanto ao vazio interno da constatação do Nada, quanto do Tudo externo que querem que engulamos palato adentro. Essa é a causa, essa é a luta, essa é a guerra. Caminhar livre em meio a guerra sempre será uma opção melhor do que ser líder e absoluto numa prisão. Mas jamais conseguiríamos sozinhos. A rebelião deve ser feita em conjunto: a união de gritos surdos no escuro, dos pecadores que se rebelaram contra o próprio diabo que os tentou: a razão, e contra o deus que os conforta: a ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caminho de volta da cobra mordendo o próprio rabo, da loucura, da desrazão, da rebelião dos anjos caídos que querem construir seus Tudos; sem uma totalidade fixa, sem negar o devir, sem conceber as coisas com sentido nelas próprias, mas construindo passo a passo e na alteridade aquilo que possam celebrar como fruto de suas próprias vidas. E aí sim seremos os ungidos; conscientes de nossa inconsciência, mas inconscientes da consciência alheia que quer seqüestrar nosso livre pensar e nosso livre sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero resistir. Quero lutar. Não consigo sozinho. Estão comigo? Ah, como queria que você estivesse aqui. “Wish you were here”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-3966060098132143923?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/iYpR-HHn6Xc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/3966060098132143923/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/11/wish-you-were-here.html#comment-form" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/3966060098132143923?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/3966060098132143923?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/iYpR-HHn6Xc/wish-you-were-here.html" title="Wish You Were Here" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/11/wish-you-were-here.html</feedburner:origLink><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="enclosure" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~5/-KBl51Ei4b8/video-play.mp4" length="0" type="video/mp4" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=c7a1b6e090f66e03&amp;type=video%2Fmp4</feedburner:origEnclosureLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEIHSHszeip7ImA9WxRRGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-3424621533888273948</id><published>2008-09-30T19:37:00.014-03:00</published><updated>2008-10-02T18:22:19.582-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-10-02T18:22:19.582-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História da Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política e Ética" /><title>Aspectos Críticos da Consciência Ocidental na Antiguidade Clássica</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKq0TyxeQI/AAAAAAAABjU/pDehD59FJcg/s1600-h/capa_video_01.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251947931110570242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKq0TyxeQI/AAAAAAAABjU/pDehD59FJcg/s200/capa_video_01.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Foi do dia 15 a 19 de Setembro de 2.008 que realizou-se na Faculdade Dehoniana de Taubaté a 4ª Semana Filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 15, apresentei um visão pessoal sobre a temática direcionada para a Antiguidade Clássica, até Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três crises foram analisadas, as chamadas: Crise Solipsista, a Ciência Jônica e a Crise Antropológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu foco foi na Crise da Consciência, a Consciência Crítica e a Crítica da Consciência desenvolvida nesses três momentos históricos de crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue o link para assistir ao vídeo em meu servidor, podendo assistí-lo inteiro ou em partes. Como às vezes dá problema da banda excedida nele, mais abaixo seguem os links para o Youtube também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gilbertomirandajr.org/palestra/player_videos.html" target="_blank"&gt;http://gilbertomirandajr.org/palestra/player_videos.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue o video dividido em 5 partes pode ser visto no Youtube nos seguintes endereços :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1: &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=6LZ-g8hzJ8c" target="_blank"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=6LZ-g8hzJ8c&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 2: &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=SjIjVmJ9XeI" target="_blank"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=SjIjVmJ9XeI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 3: &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=VhaZoOM8zHc" target="_blank"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=VhaZoOM8zHc&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 4: &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=UDmeOt2rTuo" target="_blank"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=UDmeOt2rTuo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parte 5: &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=cB-zXuK7TsA" target="_blank"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=cB-zXuK7TsA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto base da apresentação pode ser baixado em pdf no endereço:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://discovirtual.uol.com.br/disco_virtual/gil-jr/Filosofia/" target="_blank"&gt;http://discovirtual.uol.com.br/disco_virtual/gil-jr/Filosofia/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senha da pasta: filosofia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquivo: aspectos_criticos.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-3424621533888273948?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=FZWigTfP3zE:6EjeziZOgPI:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=FZWigTfP3zE:6EjeziZOgPI:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/FZWigTfP3zE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/3424621533888273948/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/09/aspectos-crticos-da-conscincia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/3424621533888273948?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/3424621533888273948?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/FZWigTfP3zE/aspectos-crticos-da-conscincia.html" title="Aspectos Críticos da Consciência Ocidental na Antiguidade Clássica" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKq0TyxeQI/AAAAAAAABjU/pDehD59FJcg/s72-c/capa_video_01.png" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/09/aspectos-crticos-da-conscincia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8CRnY4fSp7ImA9WxRRGEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-8135821013124306674</id><published>2008-09-30T18:44:00.009-03:00</published><updated>2008-09-30T19:14:27.835-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-30T19:14:27.835-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Metafísica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política e Ética" /><title>Reflexões Metafísicas II</title><content type="html">&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKjF51qldI/AAAAAAAABiM/zrW4znidBwA/s1600-h/fundamento.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ontologia, Epistemologia, Ética e Existência...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Percebo cada vez mais que a questão ontológica se entrelaça com a epistemológica toda vez que tendemos a questionar se aquilo que dizemos de uma coisa pode ter respaldo no que pode ser observado e vivenciado no contado com essa coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Ontologia se preocupa com o fundamento daquilo que percebemos como realidade, ela precisa se perguntar como, racionalmente, podemos ter acesso a esse fundamento para entendê-lo, descrevê-lo e conhecê-lo. Precisa se perguntar se esse acesso também nos revelaria um propósito nas coisas ou se esse fundamento apenas caracteriza a coisa sem que seja possível, sem tomada de pressupostos, inferirmos propósitos ou objetivos a priori.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionar esses elementos é fazer uma crítica da Ontologia sem, contudo, invalidar seu campo investigativo como quis muitos filósofos ao perceber o quão difícil era saber se existia esse fundamento ou se o homem poderia ter acesso a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj4K2vwRI/AAAAAAAABjM/KNeGNYDWF0I/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251940300849398034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj4K2vwRI/AAAAAAAABjM/KNeGNYDWF0I/s200/imagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A questão da corporeidade está intimamente ligada a esses questionamentos. O estatuto cartesiano que separa a mente do corpo, radicalizando a dualidade platônica, concebe que teríamos acesso às coisas sem que tenhamos de nos deixar afetar fisicamente por elas. No entanto, enquanto seres corporificados no mundo, nada do que possamos racionalizar é concebido em nós sem que nosso corpo e nossa mundianidade participem. Logo, investigar as essências e fundamentos das coisas é inferir racionalmente como essas coisas, no mundo, nos afetam em suas aparições fenomênicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais dualista que Platão se tornou posteriormente, a partir de A República, vemos que em sua fase socrática inicial ele nos mostra outro modo de funcionamento da mente; abstraindo das percepções físicas o que ele chama de “mundo inteligível”. Isto é, daquilo que parece se repetir no tempo, do que pode ser percebido de um ente em contato conosco é que extraímos o que pode caracterizá-lo: sua essência. Os acidentes mudam, mas é possível identificar na série de aparições do fenômeno aquele conjunto de atributos que, se reunidos, podem torná-lo inteligível em seu conceito. Isto é, conseguimos defini-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que quando tomamos consciência dessa nossa capacidade de “definir”, “tornar algo inteligível”, “conceituar”, acabamos por abstrair o fato de que é a existência das coisas (e a forma como esse existência nos afeta) que nos mostra suas essências (como o próprio Sócrates nos mostra), e inferimos o caminho inverso; acreditando que é uma essência precedente que determina a existência. Esse salto que fazemos cognitivamente para mudar a direção epistemológica de conhecimento do mundo, se dá a meu ver, por um recurso retórico que chamamos de Analogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se analogizarmos o mundo que está a nossa volta a partir das coisas que criamos, tudo o que percebemos partirá de um pressuposto que coloca a existência com um propósito definido por um ato voluntário e criativo. Isto é, supomos que o mundo se manifeste com o mesmo fundamento das coisas que estão mais próximas de nós: as coisas que criamos e desenvolvemos por um ato volitivo e intencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que é da mente humana a necessidade de referenciar o que vê a partir daquilo que conhece. Se o processo evolutivo que fez emergir essa mente, num certo momento, fez com que pudéssemos resolver a maioria de nossos problemas existenciais (e a prova disso é o nosso domínio sobre o planeta), fez também com que o acesso a realidade se dê apenas por um processo associativo daquilo que já temos referência. Eis talvez a raiz da Teoria da Reminiscência Platônica e do discurso agostiniano no De Magistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado temos então a imanência e a transcendência, evolucionismo e o criacionismo, a dialética e o determinismo. Somos criacionistas. A evolução darwinista nos fez assim. Curioso não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj3_1_g3I/AAAAAAAABjE/-pBwDi_K2f8/s1600-h/dois_mundos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251940297893446514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj3_1_g3I/AAAAAAAABjE/-pBwDi_K2f8/s200/dois_mundos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se nossa referência do surgimento das coisas parte da percepção de que as coisas que estão ao alcance de minha mão foram fruto de uma criação volitiva e intencional, infiro que tudo o que está além dessas coisas, no mundo dado desde que surgi, tenham um mesmo fundamento; isto é, foram criadas por uma mente intencional e volitiva com um propósito definido e direcionado. E ainda, se me percebo nesse mundo, como um ente que participa dessa mundianidade, logo também fui criado com um propósito intencional e direcionado para alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, porém, não sabemos. Mas ao nos seduzirmos pela racionalidade e sua suposta exatidão na perscrutação do mundo, aceitamos essa tese como lógica, exata e absolutamente coerente; quando na verdade apenas retoricamente ajustamos nosso entendimento do mundo a partir de associações análogas daquilo que estão ao alcance de nosso olhar. Poderíamos chamar isso de indução ontológica? Poderíamos, mas o que interessa são as conseqüências práticas dessa indução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj3_O5TdI/AAAAAAAABis/o7WRwN5yqXk/s1600-h/200px-Yin_yang_svg.png"&gt;&lt;/a&gt;É possível aventar que toda tradição que interpreta historicamente o mundo e inaugura sistemas de crenças, sistemas sociais e sistemas econômicos, tenham como base uma tendência essencializadora da mente humana que atribui um “dever-ser” intencional e propositado às coisas, cujos resultados cabem a nós fazer acontecer no mundo. Nós, antropicamente, tomados como ápice e propósito final da criação, somos os guardiões e executores desses propósitos, cujos fundamentos podem ser apenas fruto de uma simples analogia inocente que o homem fez para conhecer melhor aquilo que lhe cercava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, atribuir ao Criador as minhas próprias intencionalidades é, soberbamente, adequar o mundo ao que tomo como verdade; sem sequer sermos honestos com nós mesmos ao nos vermos temporais e finitos para saber o que uma suposta mente eterna e infinita possa ter como propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conseqüências práticas disso é nos vermos embrenhados numa sociedade cheia de deveres-ser essencialistas que nos fazem desempenhar papéis cujos fundamentos não podem mais ser abstraídos de suas existências fenomênicas. Tudo, carregados de sentidos a prioris e dados por tradição ou autoridade, bombardeia nossa existência impedindo que encontremos nossa própria forma de ser-no-mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj30tJz2I/AAAAAAAABi8/oJiadLysOCU/s1600-h/CAPITALISMO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251940294903582562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj30tJz2I/AAAAAAAABi8/oJiadLysOCU/s200/CAPITALISMO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E vamos nós, aqui e acolá, desempenhando papéis como um grande Show de Trumam; como coadjuvantes de um Reality Show cujos protagonistas detém o poder sobre nós: uma casta de seres acima do bem e do mal que assumiram-se como demiurgos da humanidade para a manutenção de um sistema tomado fisiocraticamente; definido por um propósito acima da vontade coletiva humana: o capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que rejeitemos o sistema, que desconstruamos sua lógica perversa, que o critiquemos naquilo que ele desumaniza a todos; ainda sim assumimos seus pressupostos através da carga de significados e propósitos que o legitimiza como estética de ser-no-mundo. Essa estética, essa forma de ser, que vem da capacidade racional que separa a essência do fenômeno e a coloca como dada e moldadora da realidade, nos coloca estéril e legitimadores de toda uma série de acidentes que nos convenceram que faziam parte de nossa essência. A necessidade de saber, de ter respostas e de sentir-se confortável em ser algo (não importa o quê), faz com que assumamos o que querem que sejamos e não o que realmente queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que ainda não sabemos o que queremos ser. E a angústia em se perceber sendo obrigado a ser o que não somos sem saber o que queremos ser, nos obriga a assumirmos os papéis que querem que desempenhemos; papéis vazios, sem significados, que nos tornam hipócritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj3-s3slI/AAAAAAAABi0/iMZYIzzRdV0/s1600-h/4252.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251940297586750034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj3-s3slI/AAAAAAAABi0/iMZYIzzRdV0/s200/4252.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Saber-se com a possibilidade de uma essência que não seja pré-determinada, é nos condenarmos à liberdade de nos construirmos como seres. E isso nos traz uma responsabilidade indigesta em que nos vemos sem desculpas para agir como agimos; nos obrigando a criar sentidos que legitimizem nossas ações. Os velhos sentidos já não satisfazem mais, e não existem novos. Temos que criá-los. Ou os criamos, na alteridade, na coletividade de um agir comunicativo habbermasiano; na extrema sinceridade de nos re-corporificarmos, ou nos entregamos a um nihilismo sem volta, onde a barbárie esteja à espreita para espraiar-se nas possibilidades existenciais do mundo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-8135821013124306674?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/AxRkRhDj7nc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/8135821013124306674/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/09/reflexes-metafsicas-ii.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/8135821013124306674?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/8135821013124306674?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/AxRkRhDj7nc/reflexes-metafsicas-ii.html" title="Reflexões Metafísicas II" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SOKj4K2vwRI/AAAAAAAABjM/KNeGNYDWF0I/s72-c/imagem.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/09/reflexes-metafsicas-ii.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUMNSHkzfSp7ImA9WxRREU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-7351100366794141075</id><published>2008-09-22T15:01:00.006-03:00</published><updated>2008-09-22T15:18:19.785-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-22T15:18:19.785-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pessoal" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Recados" /><title>Prêmio Dardos</title><content type="html">&lt;div&gt;Eu tenho a impressão que isso vai pegar... Senti-me tão bem ao receber a indicação de minha amiga Elis (Professora Elis do &lt;a href="http://sobreeducacao.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Sobre Educação&lt;/a&gt;) que é impossível não aderir a essa idéia. Para quem quiser saber mais, leia o post da Elis no blog dela &gt; &lt;a href="http://sobreeducacao.blogspot.com/2008/09/premio-dardos.html" target="_blank"&gt;Meme a quem é de Meme....&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, cada um de nós iremos indicar 15 Blogs ao Prêmio Dardos. Na verdade não sei se isso dará um prêmio de verdade, mas a ação da memória, de levar em conta, de lembrar quem nos é relevante, deveria ser tônica de nossas ações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248911493837714098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SNfhMZepcrI/AAAAAAAABiE/0UuRuJBzsKA/s200/premiodardos1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Tenho discutido muito sobre perspectivas... As coisas, em si mesmas, nessa pós-modernidade que desconstrói constantemente os "deveres-ser" de tudo, parecem não ter sentido. Aliás, a realidade e a própria existência, excetuando-se seus fins nelas próprias, parecem não ter um sentido que possamos dizer com propriedade qual é. No entanto, somos, enquanto humanos, construtores de sentidos... E o respeito, a vontade de congregar idéias, pensamentos e sentimentos, parece ter sentido próprio, pois independente de condicionamentos, nos sentimos bem quando somos lembrados. E por que não nos forjarmos a lembrar de quem nos faz, conosco, um história ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses blogs que eu indico aqui para o prêmio Dardos, de alguma forma me ajudaram a fazer minha própria história, pois em algum momento me fizeram refletir sobre minha condição de existente e ser-no-mundo em construção. Em algum momento fizeram-me ver que sem eles eu seria menos completo em minha mundianidade. Os premio então como agradecimento, respeito e profundo carinho, pois mal ou bem, essas pessoas, por traz de suas idéias, me tornaram o que sou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus 15 indicados....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://alinebrasil-dancaravida.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Dançar a Vida - Aline&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://crisfrenesy.zip.net/" target="_blank"&gt;Frenesy - Cris Correa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://deboinha.blog.terra.com.br/" target="_blank"&gt;Daniel Pianista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://minestroneabolognesa.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Minestrone a Bolognesa - Caio e Paula&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://filosofiatraduzida.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Filosofia Traduzida - Ezequiel&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://motonoticia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Moto Notícia - Rodrigo SP&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://hurisnaterra.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Descontrole de Pensamento - Harry&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://retalhosdamentemano.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Retalhos da Mente - Manoel&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://linguisticacom.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Linguística - Cris Cunha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sobreeducacao.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Sobre Educação - Professora Elis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mundoemmovimentos.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Mundo Em Movimentos - Sérgio Coutinho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://luc13be.blog.uol.com.br/" target="_blank"&gt;Eclipse Mental I - Yedra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://theoretikhos.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Theorein - Carol&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://essenciaeexistencia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Constantin- Idéias Filosóficas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://marcelo_mauricio.blog.uol.com.br/" target="_blank"&gt;Marcelo Maurício - Crônicas e Cotidiano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dererummundi.blogspot.com/" target="_blank"&gt;De Rerum Natura&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-7351100366794141075?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/aWj4URVh3mI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/7351100366794141075/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/09/prmio-dardos.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/7351100366794141075?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/7351100366794141075?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/aWj4URVh3mI/prmio-dardos.html" title="Prêmio Dardos" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SNfhMZepcrI/AAAAAAAABiE/0UuRuJBzsKA/s72-c/premiodardos1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/09/prmio-dardos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEUHSHo8eip7ImA9WxRSFk0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-7071139297367039860</id><published>2008-09-14T05:39:00.011-03:00</published><updated>2008-09-16T20:03:59.472-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-16T20:03:59.472-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><title>Aceitar a Realidade</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SMzOlDLFvII/AAAAAAAABh8/q5EpxqE6FI0/s1600-h/MyPhoto-080914-08.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245794801882086530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SMzOlDLFvII/AAAAAAAABh8/q5EpxqE6FI0/s200/MyPhoto-080914-08.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aquele ser humano que usa a Filosofia para olhar o mundo não "aceita" a realidade. Ele a perscruta, quer entendê-la, quer sondá-la para descortinar-lhe seus fundamentos e motivos.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso não se constitui uma fuga covarde. Não ir ao encontro cômodo de aceitar as coisas como elas são, exige um ato de coragem que faz com que sua consciência tombe perante aquilo que parece ser, mais pode não ser. Mesmo os que nos legaram um sentido objetivo e positivo da realidade e da natureza em si, não a aceitaram antes que a considerasse em "crise", isto é, antes de quebrá-la em partes e criticá-la para infeirir os motivos dela ser como ela é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse negócio de "aceitar" a realidade, parece ser mais afeito à Filosofia Oriental; contemplativa. Sem nenhum demérito, claro, até por que tem sua contrapartida no Estoicismo, cuja aceitação da fatalidade e manter-se equilibrado diante dos movimentos é o mote principal. Talvez isso seja uma fuga, mas não necessariamente convarde. Não existe covardia alguma na Filosofia. Tanto a inação contemplativa oiriental, quando a ação crítica que provoca cisões na realidade são atos corajosos que procuram levantar nossa consciência frente as crises intelectivas que a tombam perante nossas percepções.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas não podemos esquecer que o que nos chega da realidade em nós passa pela percepção e depois sofre uma interpretação interna; associativa, relacional e inferencial. É bem provável que tenhamos acesso aa apenas uma parte ínfima e não-substancial do que intuimos ser a realidade, e tomamos essa parte como todo e partimos a conceituar tudo com base nisso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-7071139297367039860?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=KvPVWpyAjL4:tV_63y4UTA4:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?a=KvPVWpyAjL4:tV_63y4UTA4:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/FilosofandoNaPenumbra-Miranda?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~4/KvPVWpyAjL4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/feeds/7071139297367039860/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/09/aceitar-realidade.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/7071139297367039860?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8809734013631677245/posts/default/7071139297367039860?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/FilosofandoNaPenumbra-Miranda/~3/KvPVWpyAjL4/aceitar-realidade.html" title="Aceitar a Realidade" /><author><name>Gilberto Miranda Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09044706641066929470</uri><email>gil-jr@uol.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="11346323767374532421" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Om7F1rpPYqA/SMzOlDLFvII/AAAAAAAABh8/q5EpxqE6FI0/s72-c/MyPhoto-080914-08.JPG" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://miranda-filosofia.blogspot.com/2008/09/aceitar-realidade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkANQng4fyp7ImA9WxdVEEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8809734013631677245.post-157094701024947736</id><published>2008-07-14T17:50:00.000-03:00</published><updated>2008-07-14T17:53:13.637-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-07-14T17:53:13.637-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História da Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História" /><title>História, Historicidade, Historiografia e Filosofia</title><content type="html">É engraçado como o problema real do ensino da História da Filosofia nos ensinos médios e superiores passa a largo da maioria das discussões sobre esse tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a História, enquanto disciplina, precisa se preocupar com as epistemes das épocas, ela não deveria ser tão impiedosa com os chamados perdedores e tão complacente com os chamados vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que serviria então a História enquanto ciências ? Aqui caberia fazer uma Filosofia da História para se saber como abordar a História da Filosofia, não é ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma falha imensa da Filosofia a meu ver. Quando ela, acertadamente, coloca como obrigatório o estudo histórico e a formação de uma bagagem de cultura geral antes do ato de filosofar, deveria antes praticar o que faz nas diversas ciências que analisa. Deveria, antes de tudo, ver se a forma como se faz a história responde realmente aos propósitos a que ela se propõe. Ela não faz isso, infelizmente... Aí, faz total sentido criticar as horas-aulas excessivas no ensino de História da Filosofia, tanto no ensino médio quanto nas Universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema então, não está numa suposta carga excessiva de conteúdo histórico na formação de um filósofo, mas sim na historiografia que se usa, herdada de posturas viciadas que legitimam e privilegiam uma cosmovisão específica, e que coloca em evidência apenas o que interessa a um pequeno grupo que, "historicamente", foi responsável por selecionar o que deveria ou não ser estudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se questiona, por exemplo, os pressupostos dos autores que escrevem a História. Cada momento da História se liga num contexto que “liga” e se lêem inseridos em seu conjunto de significados que devem ser inferidos muito mais por aqueles que os estuda, do que daqueles que os reporta a nós. É na dialética de uma longa duração histórica que um ponto histórico qualquer emerge em toda sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se estuda isoladamente Platão ou Aristóteles (que são os grandes privilegiados dessa historiografia viciada), perde-se toda uma confluência de pensamento que eles próprios, para produzir o que nos legaram, revisitaram exaustivamente. Furtam-nos, no modelo atual, de percorrermos esse mesmo caminho para pensarmos com eles, fazendo exatamente o oposto do que o estudo da História nos propõe em seus fundamentos epistemológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar essa historiografia acadêmica, é considerar a Filosofia como um museu departamentalizado pelos interesses políticos de seu curador, que o abre para ostentar sua posição, e não para o esclarecimento das pessoas que viveriam bem melhor adotando uma abordagem mais filosófica em suas vidas. Apresentar a história permeada de um sentido construído à revelia de quem a estuda, é perpetuar uma significação que se estanca num entendimento fixo do mundo, tão plural e multifacetado que a torna anacrônica e desestimulante aos olhos da juventude: foco máximo da reflexão filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sentido apolíneo da historiografia oficial, com seus sentidos, causas e feitos pré-determinados, se opõe ao verdadeiro espírito da própria cultura grega pré-indo-européia, dionisíaco per si, que nos requer garimpando cada eixo e detalhe de pensamentos diversos numa imensa colcha de retalho a ser trabalhado seu fio-condutor a posteriori; na construção de significados que os leitores tenham condições de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar um fio condutor alternativo, que não se renda, mas também não se oponha necessariamente, à historiografia oficial, é, sobretudo, libertar a Filosofia das amarras ideológicas que permeiam sua atividade de ensino. Só quem se viu livre delas pôde produzir obras de relevância que puderam cotejadamente, desvendar cada vez mais o homem, seu meio, e sua relação com ele e si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relegaram o corpo e o prazer a objetos abjetos que dificultam ou impedem que atinjamos idéias superiores. Se fôssemos capazes de existir sem corpo, e de nos relacionarmos com o mundo sem ele e nossas percepções, talvez fizesse algum sentido isso. Se esse corpo que habitamos nos impede de algo, é através dele que esse algo é percebido, e relegá-lo a uma segunda classe de natureza humana, é renegar nossa própria natureza enquanto existentes no mundo, almejando algo que apenas queremos que exista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofia se faz com o corpo, com a mente, e com as pessoas. Resgatar os pensadores que foram relegados nessa pseudo-história dos vencedores é função mais do que orgânica, é condição existencial de quem almeja uma filosofia livre e de bem com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos adoradores de Platão, Aristóteles e de toda historiografia oficial; nada contra eles ou contra ela mesma. Contra, estou a toda manipulação de informação a serviço de um status quo que legitima grande parte dos paradoxos infindáveis que a civilização ocidental se vê a mercê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma Filosofia da História que traga honestidade à História da Filosofia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Mensagem: Conheça o site Reflexus, Nexum e Amplexus - http://relexus.ning.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8809734013631677245-157094701024947736?l=miranda-filosofia.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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