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	<title>From Lady Rasta</title>
	
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	<description>whatever pops in my mind</description>
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		<title>Nota mental: emoção não é nervosismo</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 22:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[In my heart]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Conversando com o @diegomaia no Gtalk, o rumo da prosa me fez lembrar desse texto da Clarice Lispector (integrante  da compilação de &#8220;A Descoberta do Mundo&#8221;, presença eterna no meu criado mudo &#8211; alguns textos conheço praticamente de cor):

&#8221; Recebi uma lição de um de meus filhos, antes dele fazer 14 anos. Haviam me telefonado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Conversando com o <a href="http://www.thisblogisamovie.com/blog/">@diegomaia </a>no Gtalk, o rumo da prosa me fez lembrar desse texto da Clarice Lispector (integrante  da compilação de &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=268852&amp;sid=01523511812131775463890074&amp;k5=1A78D408&amp;uid=">A Descoberta do Mundo&#8221;</a>, presença eterna no meu criado mudo &#8211; alguns textos conheço praticamente de cor):</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em>&#8221; Recebi uma lição de um de meus filhos, antes dele fazer 14 anos. Haviam me telefonado avisando que uma moça que eu conheci ia tocar na televisão, transmitido pelo Ministério da Educação. Liguei a televisão mas em grande dúvida.   Eu conhecera essa moça pessoalmente e ela era excessivamente suave, com voz de criança, e de um feminino-infantil. E eu me perguntava: terá ela força no piano? Eu a conhecera num momento muito importante: quando ela ia escolher a &#8220;camisola do dia&#8221; para o casamento. As perguntas que me fazia eram de uma franqueza ingênua que me surpreendia. Tocaria ela piano?  Começou. E, Deus, ela possuía a força. Seu rosto era um outro, irreconhecível. Nos momentos de violência apertava violentamente os lábios. Nos instantes de doçura entreabria a boca, dando-se inteira. E suava, da testa escorria para o rosto o suor. De surpresa de descobrir uma alma insuspeita, fiquei com os olhos cheios de água, na verdade eu chorava. Percebi que meu filho, quase uma criança, notara, expliquei: estou emocionada, vou tomar um calmante. </em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em>E ele:  &#8211;Você não sabe diferenciar emoção de nervosismo? Você está tendo uma emoção. </em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em>Entendi, aceitei, e disse-lhe:  &#8211;Não vou tomar nenhum calmante.  E vivi o que era para ser vivido&#8221; .</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Foi bom lembrar desse texto. Eu tenho a tendência a confundir com nervosismo e angústia qualquer sensação que fuja dos meus padrões de comportamento &#8211; e por fazer esta confusão, por vezes tenho atiitudes infantis.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é bom lembrar que às vezes, uma emoção é só uma emoção, certo? É só sinal de que estamos vivos,  vivendo o que temos que viver e que que isso é bom.</p>
<p style="text-align: justify;">Daqui pra frente vou tratar de me lembrar mais vezes desse texto. Sugiro que vocês façam o mesmo <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fladyrasta.com.br%2F2010%2F03%2F07%2Fnota-mental-emocao-nao-e-nervosismo%2F&amp;linkname=Nota%20mental%3A%20emo%C3%A7%C3%A3o%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20nervosismo" target="_blank"><img src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share/Bookmark"/></a><div class="feedflare">
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		<item>
		<title>E no BBB do STF, Arruda fica</title>
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		<comments>http://ladyrasta.com.br/2010/03/05/e-no-bbb-do-stf-arruda-fica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 14:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assunto Sério]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[Arruda]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>

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		<description><![CDATA[
Para quem não conhece, os Trending Topics são o termômetro do Twitter  &#8211; à medida em que mostra as expressões (as nossas #hashtags) mais mencionadas naquele site.
Normalmente, vemos os nomes dos participantes do BBB: Dourado, Di Cesar, Cacau etc; como vocês podem ver por esse print tirado na madrugada:

No entanto, é com orgulho que conto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para quem não conhece, os Trending Topics são o termômetro do Twitter  &#8211; à medida em que mostra as expressões (as nossas #hashtags) mais mencionadas naquele site.</p>
<p style="text-align: justify;">Normalmente, vemos os nomes dos participantes do BBB: Dourado, Di Cesar, Cacau etc; como vocês podem ver por esse print tirado na madrugada:</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4481" title="TT3" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TT3.gif" alt="" width="338" height="312" /></p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, é com orgulho que conto a vocês que ontem o Trending Topics mencionava nada menos do que 4 Ministros do STF (obrigada por ter me avisado, <a href="http://obliterando.wordpress.com/">@caioabramo!</a>):</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4480" title="TT2" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TT2.gif" alt="" width="256" height="307" /></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso por causa do <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1516298-5601,00.html">julgamento do Habeas Corpus do Governador (licenciado) José Arruda</a>, transmitido ao vivo pela <a href="http://www.tvjustica.jus.br/#">TV Justiça</a>, tuitado durante horas pelo que eu decidi chamar de &#8220;<a href="http://twitter.com/ladyrasta/status/10003337222">Galera do BBB Jurídico&#8221;</a>, como se fosse final de Copa de Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tergiverso. O importante aqui é que o ex-governador vai continuar em prisão preventiva, em virtude de ter tentado atrapalhar as investigações; <span style="text-decoration: underline;"><strong>o importante é que no país do você-sabe-com-quem-está-falando, um governador eleito vai permanecer preso porque pretendeu atrapalhar as investigações e foi pego no flagra. </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Eu acho que este é um marco importante; há os que não<a href="http://algumasnotassoltas.wordpress.com/2010/02/12/carnaval-fora-de-epoca/"> veem assim</a>, mas eu, no maior clima &#8220;vou abusar do juridiquês&#8221;, humildemente peço vênia pra discordar.</p>
<p style="text-align: justify;">Um governador licenciado aqui no Brasil não fica preso &#8211; ou ao menos não é essa a ideia de nós temos. Pra grande maioria (pra não dizer totalidade da população) é voz corrente que rico não vai preso &#8211; que dirá um Governador de Estado (ainda que licenciado).</p>
<p style="text-align: justify;">Posso estar sendo ingênua, mas eu acho que é psicologicamente importante para esta Nação, onde a corrupção é endêmica, onde o sentimento de impunidade é dominante, ver que a lei também alcança os que estão no topo da pirâmide, ainda que muito raramente (pode ser um começo &#8211; e eu acho que é).</p>
<p style="text-align: justify;">Dirão os mais céticos: &#8220;ah, mas isso não é punição; isso é uma mera prisão preventiva&#8221;; e eu direi: justamente por isso é importante. Cinco, dez anos atrás, seria inconcebível ver um Governador ter uma  prisão  preventiva decretada e continuar preso a despeito de um HC.</p>
<p style="text-align: justify;">É  importante também ressaltar <span style="text-decoration: underline;">que esse julgamento foi tudo menos uma caça às bruxas</span>; não foi um justiçamento, não foi uma coisa &#8220;temos que dar exemplo pra nação e vamos forçar a barra pra deixar o José Arruda preso&#8221; &#8211; nada disso. O julgamento foi técnico, tranquilo, não tendo inclusive aqueles famosos barracos que vez por outra ocorrem no STF (e que me divertem muito, confesso).</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando bem, talvez por isso aqueles que o acompanharam tenham ficado tão satisfeitos: porque viam acontecer na nossa frente o que  aprendemos nas Faculdades de Direito; fiquei verdadeiramente emocionada com o voto do Ministro Ayres Britto, confesso a vocês, do qual destaco as frases mencionadas pela <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1516298-5601,00.html">matéria do G1</a>:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">&#8220;Dói em cada um de nós, dói na alma, dói no         coração ver um governador sair de um palácio direto para a         cadeia”</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">&#8220;Acabrunha um país como um todo e constrange a cada um de nós,         com seres humanos. Há quem chegue às maiores alturas para         cometer as maiores baixezas”</p>
<p style="text-align: justify;">Concordo com o Ministro: é triste quando vemos nossos representantes com conceitos éticos tão tortos; mas ao mesmo tempo, é só com o reconhecimento de que isto ocorre e com o repúdio efetivo a tais atos (expresso nesse caso pela manutenção da prisão preventiva, ainda que estejamos falando de um Governador do Estado) que há evolução.</p>
<p style="text-align: justify;">Pro cara que mora na periferia, é difícil entender o que é prisão preventiva, imagino; sequer sei se ele saberá que um figurão essa noite ficou preso por tempo indeterminado  porque ousou se imiscuir numa investigação; mas alguma coisa ele vai pegar &#8211; nem que seja um &#8220;prenderam o bacana e não soltaram, alá!&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, muito político que acredita estar acima do bem e do mal seguramente vai dormir um pouco mais preocupado essa noite  &#8211; afinal, pode ser que dê uma zica um dia e ele se encrenque.</p>
<p style="text-align: justify;">E eu quero acreditar que isso vá fazer diferença daqui a 100, 200 anos. Quero ingenuamente acreditar  que há chances de um dia, o <a href="http://www.assembleia.go.gov.br/assessoramento_tematico/artigo0006_a_construcao_social_da_corrupcao.pdf">&#8220;você-sabe-com-quem-está-falando</a>&#8221; ser muito mais suave do que é hoje (quem sabe até, deixar de existir).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tenho que parabenizar e agradecer ao STF e ao Ministério Público. Ontem foi um dia em  que vou dormi feliz e orgulhosa de ter estudado Direito graças a vocês.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fladyrasta.com.br%2F2010%2F03%2F05%2Fe-no-bbb-do-stf-arruda-fica%2F&amp;linkname=E%20no%20BBB%20do%20STF%2C%20Arruda%20fica" target="_blank"><img src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share/Bookmark"/></a><div class="feedflare">
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		<title>Maureen Bisilliat por Flavita Valsani</title>
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		<comments>http://ladyrasta.com.br/2010/03/02/maureen-bisilliat-por-flavita-valsani/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 23:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Flavita Valsani]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[maureen bisilliat]]></category>

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		<description><![CDATA[&#60;abre parênteses&#62; hoje tenho uma convidada especial aqui no blog, falando sobre fotografia: minha xará queridíssima Flavita Valsani, fotógrafa de mão cheia (e dona de um texto delicioso e perspicaz, verdadeira fotografia em forma de palavras), que encanta a mim e àqueles que têm a sorte de conhecer seu Janela da Alma, . Enjoy &#60;fecha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>&lt;abre parênteses&gt; hoje tenho uma convidada especial aqui no blog, </em><em>falando sobre fotografia: </em><em>minha xará queridíssima Flavita Valsani, fotógrafa de mão cheia (e dona de um texto delicioso e perspicaz, verdadeira fotografia em forma de palavras), que encanta a mim e àqueles que têm a sorte de conhecer seu <a href="http://www.flickr.com/photos/janeladalma/">Janela da Alma</a>, . Enjoy &lt;fecha parênteses&gt;</em></p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu poderia falar sobre a história  da fotografia, os grandes mestres, em como a fotografia voltou a se  popularizar e se tornar a vedete da vez. Mas hoje quem merece destaque é  Maureen Bisilliat,  inglesa com ascendência irlandesa e naturalizada brasileira. Sua  exposição, desde 02 de março no Sesi é uma ode à fotografia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Desde o primeiro instante fui invadida por uma sensação mágica. É entrar em um universo de  cores e contrastes, pretos e brancos, claros e escuros. Com uma montagem grandiosa e  impressionante, Maureen compartilha com o público um olhar que vai além  das aparências.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://zoonzum.blogspot.com/2010/01/uma-inglesa-com-olhar-brasileiro.html"><img class="aligncenter size-full wp-image-4471" title="CenasdoDia-a-Dia dec70" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/03/CenasdoDia-a-Dia-dec70-.jpg" alt="" width="400" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Difícil não se deixar levar  pelas <a href="http://fotos.estadao.com.br/maureen-bisilliat,galeria,2715,,,0.htm"><span style="text-decoration: underline;">cores  da terra dos vaqueiros, pelo brilho da pele preta, pelo curioso Oriente  ou pelas nossas raízes indígenas</span></a>. Diante de cada imagem é  impossível não sentir algo maior do que o mero ato de registrar um  momento. Como a própria Maureen declara, “O meu negócio é a alma, mas  ela, sábia, nem sempre e quase nunca se deixa aprisionar”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://zoonzum.blogspot.com/2010/01/uma-inglesa-com-olhar-brasileiro.html"><img class="aligncenter size-full wp-image-4472" title="maureen2" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/03/maureen2.jpg" alt="" width="400" height="262" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É uma exposição para sair  pensando. Na vida. No que a gente olha e como olha. No que você troca  com o outro e em como as vidas estão interligadas, em como nosso País é  grande e diverso e em como a gente não conhece mesmo nada.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ir à exposição de Maureen é  inspirar-se. É ser surpreendido por emoções tão diferentes quanto os  olhares que ela cristalizou. E, mais, é entender melhor o processo de  toda uma vida dedicada à fotografia. Em série. Em livros. Em palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não é à toa que boa parte de  seu trabalho é inspirado por obras de autores como Graciliano Ramos,  João Cabral de Melo Neto e Euclides da Cunha. Como eles, ela também  conta histórias das entranhas do Brasil. Um Brasil que é necessário conhecer. Saia de casa  agora e vá para a exposição. Você não vai se arrepender.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde:</strong> Galeria de Arte do Sesi. Av.  Paulista, 1.313. Tel. 3146-7405. 10h/20h (2ª, 11h/20h; dom., 10h/19h).  Até 4/7. Grátis</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Vale a pena ler</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tramafotografica: <a href="http://tramafotografica.wordpress.com/2010/03/02/as-fantasticas-imagens-de-maureen-bisilliat/"><span style="text-decoration: underline;">As  fantásticas imagen</span><span style="text-decoration: underline;">s</span><span style="text-decoration: underline;"> de  Maureen Bisilliat</span></a> (aliás, o blog da jornalista e crítica de  fotografia <a href="http://tramafotografica.wordpress.com/"><span style="text-decoration: underline;">Simonetta P</span><span style="text-decoration: underline;">e</span><span style="text-decoration: underline;">rsic</span><span style="text-decoration: underline;">h</span><span style="text-decoration: underline;">etti</span></a> é obrigatório para quem  gosta e acompanha fotografia. Lá tem mais uma dica de exposição no Museu  Lasar Segall: <a href="http://tramafotografica.wordpress.com/2010/03/02/flagrantes-de-duas-cidades-em-transformacao/"><span style="text-decoration: underline;">Flagrant</span><span style="text-decoration: underline;">e</span><span style="text-decoration: underline;">s  de duas cidades em transformação</span></a>)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p>Estadão: <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,maureen-bisilliat-abre-sua-retrospectiva-em-sp,517697,0.htm"><span style="text-decoration: underline;">Maureen  Bisilliat abre sua retrospectiva em São Paulo</span></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">(</span>Flavita Valsani, 32, paulistana e fotógrafa, nunca mais vai ser a mesma  depois dessa exposição)</p>
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		<title>Falando um pouquinho dos velhos</title>
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		<comments>http://ladyrasta.com.br/2010/03/02/falando-um-pouquinho-dos-velhos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 04:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assunto Sério]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecer]]></category>
		<category><![CDATA[terceira idade]]></category>
		<category><![CDATA[velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[
“Acaso os adolescentes deveriam lamentar a infância e depois, tendo  amadurecido, chorar a adolescência? A vida segue um curso preciso e a  natureza dota cada idade de suas qualidades próprias. Por isso a fraqueza das crianças, o ímpeto dos jovens, a seriedade dos  adultos, a maturidade da velhice são coisas naturais que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 120px; text-align: left;">
<p style="padding-left: 120px; text-align: justify;"><em>“Acaso os adolescentes deveriam lamentar a infância e depois, tendo  amadurecido, chorar a adolescência? A vida segue um curso preciso e a  natureza dota cada idade de suas qualidades próprias. Por isso a fraqueza das crianças, o ímpeto dos jovens, a seriedade dos  adultos, a maturidade da velhice são coisas naturais que devemos  apreciar cada uma em seu tempo.” &#8211; Cícero </em>(tirado<a href="http://colunas.epoca.globo.com/pelomundo/2010/01/12/a-arte-de-envelhecer/"> desse post</a> do Paulo Nogueira)</p>
<p style="padding-left: 120px; text-align: left;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Outro dia pensava com meus botões: a mídia não cansa de apontar esse culto da juventude eterna, que no mais das vezes beira o ridículo, e fiquei pensando que essa adolescência estendida acaba por se refletir no comportamento de uma forma mais ampla: virou tendência desprezar as opiniões e posicionamentos dos mais velhos, exatamente como os adolescentes fazem com os adultos na fase da auto-afirmação. Mas fazer isso depois dos 25 é um tanto quanto ridículo (como aliás ridículos são todos aqueles que depois de certa idade pretendem ter razão e estar certos em tudo ), certo?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://juliomoraes.blogspot.com/2010/01/o-bom-do-velho.html">Isso sem contar contar aquela ideia de  ter alma jovem significa comportar-se como um moleque de 25 anos</a>, o que obviamente deve trazer um sem números de cobranças e  frustrações para os velhos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E eu pergunto: o que acontecerá com esses eternos adolescentes no dia em  que não conseguirem mais fingir pra si mesmos que o tempo não passou?  Como será essa constatação? Vão se transformar em pessoas amargas que  não aceitam a passagem inexorável do tempo, vão buscar novas formas de  não envelhecer por dentro (esta sim, fonte de juventude inesgotável, a  meu ver) ou irão fingir até os últimos dias de suas vidas que ainda têm  25 anos e podem tudo?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas eu acho que nós também perdemos com esse desprezo pela velhice; dia desses, num <em>ladies who brunch</em> com  <a href="http://www.sitegourmet.com.br/index.php">@lenagasparetto</a> e <a href="http://www.praquemquisermevisitar.com/">@consescobar,</a> falamos do quanto pessoas mais velhas têm  de histórias para contar, do que podem nos transmitir de  experiência e, principalmente, <span style="text-decoration: underline;">do quanto podemos nos beneficiar com  essa troca</span> (@lenagasparetto está inclusive me devendo apresentar à  mãe dela, uma das primeiras mulheres a ter se formado em Direito na PUC,<em> among other things</em>) e como a maioria das pessoas simplesmente não se dá conta disso&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Alguns dirão: ah, mas velho é chato, tem manias, fica repetindo a mesma coisa o tempo todo, alguns são muito rabugentos e amargos, e até é verdade em alguns casos, mas&#8230; É aí que entra o respeito né? Entender que o outro tem suas dificuldades, que já não tem condições de interagir da mesma forma que as pessoas mais novas <strong>mas, a despeito disso tudo, tem algo a nos acrescentar.</strong><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E eu pergunto: será que ele seria tão ranheta e chato se tivesse um pouco de atenção, se ele fosse ouvido, se ele tivesse um lugar, se ele fizesse parte de alguma coisa? Pode ser que sim, né? Eu falava muito mais (sim, acreditem, eu era muuuito pior) antes de ter o blog porque não tinha onde colocar tudo isso. Ter com quem trocar abaixou minha ansiedade. Será que com eles não aconteceria o mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei  pensando aqui, depois daquela conversa, que um dos fatores  que piorou  esse descaso (ou essa desimportância &#8211; eu nem diria desrespeito, porque é  mais sério: <a href="http://twitter.com/doni/status/9778459941">simplesmente fingimos que eles não existem</a>) é essa  segmentação absurda de idades no lazer e no convívio.</p>
<p style="text-align: justify;">Costumo fazer umas associações de  ideias esquisitas, mas que a mim fazem sentido: outro dia, fui ao ensaio  de uma das escolas de samba mais tradicionais aqui de São Paulo, a Vai  Vai. E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi&#8230; que todo mundo  tinha um lugar. Lá estão as crianças, as passistas e&#8230;estão as baianas e a velha guarda, dois segmentos respeitadíssimos na escola, por tudo que representam. Ou seja, ali dentro daquele microcosmo, envelhecer faz parte do  processo, e você não deixa de ter importância (até ao contrário, porque  se de um lado as passistas chamam mais a atenção por causa da beleza e  da juventude, a aura que respeito e tradição que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ala_das_baianas#Ala_das_baianas">emana da ala das  baianas e da velha guarda é inquestionável</a>).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/phzioli/3314472451/"><img class="aligncenter size-full wp-image-4456" title="ala das baianas por Paulo Henrique Zioli" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ala-das-baianas-e1267501124246.jpg" alt="" width="350" height="524" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aí eu pergunto: qual é o lugar que os  velhos que não  pertencem a uma comunidade como a das escolas de samba  têm? Onde eles interagem e trocam com os mais jovens, transmitindo  sabedoria e recebendo um pouco de juventude, notícias do que seria  moderno e atual? Eu não sei responder.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas grandes corporações, não  há lugar para eles (e isso causa alguns problemas, pois como bem coloca  o <a href="http://twitter.com/gpavoni">@gpavoni</a>, <a href="http://techboogie.blogspot.com/2008/07/sabedoria-x-conhecimento.html">conhecimento é muito, muito diferente de sabedoria)</a> -  e tenho  certeza absoluta que muitas crises e situações de tensão que ocorrem  nas grandes corporações tivessem condição de ser amenizadas caso suas  equipes tivessem alguém com um pouco mais de experiência e tarimba.  Infelizmente, não é o que  ocorre hoje em dia, <a href="http://techboogie.blogspot.com/2008/06/procuram-se-mentores.html">com a separação entre  os  jovens e os adultos</a> (isso  em escritórios de advocacia, antigamente, era muito comum &#8211; aquele advogado velhinho que já nem tinha energia pra trabalhar muito, mas que sabia tanto e   no frigir dos ovos quebrava  um galho danado, vou contar pra vocês&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">As famílias estão cada vez  mais reduzidas; antigamente era muito comum ter um avô ou avó morando  junto com os pais (eu mesma tive uma avó que morou comigo a vida  inteira, e vou falar pra vocês que se não fosse ela&#8230;xapralá), mas hoje  isso é raro. E com essa coisa de ninguém ter obrigação nenhuma, esse  lance de &#8220;a gente tem que fazer o que nos dá prazer e só isso&#8221; levado ao  pé da letra, vemos cada vez menos os entes mais velhos da família &#8211; afinal, eles são velhos e chatos, né?</p>
<p style="text-align: justify;">O  resultado é que, com raríssimas exceções à regra (aqueles velhinhos mais  descolados, que acabam arrumando um meio de interagir com os mais  jovens) temos uma sociedade totalmente segmentada, careta e entediante:  crianças, os eternos adolescentes que não enxergam que irão envelhecer, e  os velhos. Aí temos as consequências, né? Lugares onde pais que não têm  paciência e &#8220;vontade de política&#8221; de educar os filhos frequentam porque  ali é permitido que crianças ajam como bárbaros, velhos mais amargos  esperando para morrer, sem ter com quem conversar a não ser com as  pessoas de sua idade (o que é igualmente chato, pois acredito que é só  na diferença que evoluímos).</p>
<p style="text-align: justify;">Todo mundo perde com isso. Perdem os velhos, porque se sentem  excluídos da sociedade, um peso, um nada; perdem os mais jovens, que  deixam de aprender e se aprimorar; perde a sociedade como um todo, de  uma vez que segmentada, sem uma rede formada (engraçado, né? Adoramos  falar que &#8220;internet é rede&#8221;, mas nos recusamos a fazer isso na vida  real).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu confesso a vocês: não gosto de determinados eufemismos politicamente corretos. Não gosto do termo &#8221; melhor idade&#8221;. Estou longe de querer voltar aos meus tempos de adolescente, mas é evidente que qualquer pessoa que seja sincera consigo, se pudesse, ficaria alguns anos além do permitido na casa dos 40-50 anos. Não acho que a velhice seja a época da melhor idade; mas acho que ela pode ter várias fontes de prazer (espero, ao menos!) se não teimarmos que ter  70 anos sejam iguais a ter 40.</p>
<p style="text-align: justify;">Como lembrou o <a href="http://colunas.epoca.globo.com/pelomundo/2010/01/12/a-arte-de-envelhecer/">Paulo Nogueira </a>no post ao qual me referi no início</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em>&#8220;todas as fases têm seus encantos, dizia Cícero. Ele lembra que Sófocles    ainda escrevia tragédias já velho, e perto da morte Sócrates aprendeu a    tocar lira. Catão descobriu a literatura grega em idade avançada. Para    ficar num caso doméstico, Machado de Assis começou a aprender alemão   com  mais de 60 anos&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: justify;">Well, o próprio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer">Niemeyer</a>, velhinho e do alto dos seus sei lá quantos milhões de anos, segundo o <a href="http://www.interney.net/blogs/oescriba/">Jorge Cordeiro</a> (que o entrevistou há pouco tempo), está estudando Filosofia e Cosmologia&#8230; Isso pra mim é espírito jovem: não perder a ânsia de conhecer mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Sério, eu fico feliz quando vejo que alguns velhos independente da idade, continuam buscando, continuam curiosas   (uma  curiosidade mais madura, vá lá, pois depois de um tempo se aprende   que  quase nada necessariamente ocorre como gostaríamos); a idade não    acabou com a ânsia de conhecimento, com a necessidade de saber o que    está acontecendo, com a vontade de participar da vida &#8211; e se de um lado    tal atitude faz com que essas pessoas não se sintam &#8220;velhas&#8221;, ou    descartadas, de outro faz com que a velhice seja menos doída. Fico feliz por aqueles que conseguem isso; mas fico chateada quando penso no que estamos perdendo de experiência, no que estamos deixando de aprender&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não gostaria que nossa sociedade fosse tão rígida quanto a sociedade oriental; mas vou falar pra vocês: adoraria que ela conseguisse formar uma &#8220;ala das baianas&#8221; para nossos velhos. Nós nos divertiríamos e aprenderíamos muito mais, com certeza.</p>
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		<title>Como punir crimes torpes cometidos por adolescentes?</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 22:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assunto Sério]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[delinquencia juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[ECA]]></category>
		<category><![CDATA[João Hélio]]></category>
		<category><![CDATA[legislação penal]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada  - em razão da notícia de que o rapaz   que matou o menino José Hélio de forma brutal iria para a Suiça custeado por uma ONG para que não corresse risco de vida ou que sofresse consequências pelo ato que praticou-, foi novamente levantada a questão da pena cabível para crimes cometidos por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Semana passada  -<a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,audiencia-de-jovem-ligado-a-morte-de-joao-helio-e-adiada,514551,0.htm"> em razão da notícia de que o rapaz   que matou o menino José Hélio de forma brutal iria para a Suiça custeado por uma ONG para que não corresse risco de vida ou que sofresse consequências pelo ato que praticou</a>-, foi novamente levantada a questão da pena cabível para crimes cometidos por menores, inclusive a questão da diminuição da idada da maioridade penal.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Fiquei pensando com os meus botões sobre o caso, conversei bastante com o @doni (<a href="http://www.verbeat.org/blogs/donizetti/2010/02/o-adolescente-delinquente.html">cujo  post sobre a questão da diminuição de idade da maioridade penal) </a> fez com que eu reavaliasse a questão, falei bstante com a <a href="http://letrapreta.wordpress.com/">@renatacorrea</a> (que me recomendou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K9TS_N2YbZ4">um ótimo documentário</a> que eu não conhecia) e&#8230; queria dividir com vocês algumas ideias e pontos que julgo importantes nesse caso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>1. Pena não serve para saciar desejo de vingança</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Esse é um ponto sobre o qual a chamada &#8220;parcela mais conservadora da sociedade&#8221; deve parar pra pensar:  pena, qualquer que seja ela, não tem como objetivo (ou ao menos eu acho que não deva ter) saciar sede de vingança. Isto é lei de Talião, é usar o que está prescrito no Alcorão para punir criminosos, e graças a Deus (e a meus antepassados) não moro no Ir; quero crer que tenhamos evoluído nos últimos 1500 anos, certo?  Achar que pena serve para saciar sede de vingança é digno daqueles  enforcamentos da Idade Média ao qual todos por falta de  televisão,  compareciam.</p>
<p style="text-align: justify;">Não  gosto de pensar como estaria caso a mãe do menino morto fosse eu. Mas quero crer que se eu tivesse conseguido passar pela fase de beber o sangue do cara(ah, todo mundo é humano e passa por isso), eu nunca mais iria querer saber do assunto, nunca mais iria querer saber o que aconteceu com o cara. Na boa? Tanto faz se ele apodreceu numa cadeia nojenta ou se virou milionário na Suiça; nenhuma das duas situações traria meu filho de volta, então nada importaria. Ouvir falar do assunto já doiria.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sem entrar em teorias de Direito Penal (não as conheço bem, diga-se de passagem), acho que o objetivo da pena deve ser a) restringir a prática do delito em questão   b) restringir a liberdade daquele que praticou por um período de tempo equitativo à gravidade do delito praticado, de forma a alcançar o item &#8220;a&#8221;; c) recuperar aquele que praticou o delito.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se existe alguma teoria afirmando o que afirmei acima, não sei o que vocês pensam, mas é no que acredito; e acredito também que, em não havendo um equilíbrio e dosagem corretas no item &#8220;b&#8221;, todo o mais se desequilibra.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, pra resumir esse item, eu diria que pena não serve pra vingar o crime, por mais doloroso que seja para a vítima e seus parentes; no entanto, ela deve levar em consideração a gravidade do crime praticado, pois sem isso a sociedade sente-se desamparada.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3><strong><span style="color: #ff0000;">2. Questões Sociais<br />
</span></strong></h3>
<p style="text-align: justify;">É complicado falar do ECA, de diminuição de maioridade penal, sem falar em outros tantos assuntos igualmente complicados do nosso país e que também se encontram em situação ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">Como falar em diminuição de maioridade penal, se não temos uma educação fundamental gratuita que dê estrutura para as crianças e adolescentes (principalmente aquelas com menos oportunidades, na maioria das vezes com situações de vida complicadas)? Claro, isso jamais acabaria com a delinquência juvenil, mas quero crer que diminuísse sobremaneira alguns crimes como pequenos roubos, ingresso de crianças no tráfico, etc.Não acho que todo mundo que entra no crime o faça por falta de condições de vida dignas, mas certamente a falta de condição de vida digna é um incentivo, não há dúvidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuando: como falar em maioridade penal sem falarmos de violência doméstica, que é bastante comum e que acostuma a criança desde cedo com a violência e sua banalização?</p>
<p style="text-align: justify;">Como falar em diminuir maioridade penal quando temos um sistema processual onde qualquer um com um bom advogado, sai ileso independente do crime que cometeu, enquanto aquele que não tem  tais condições fica preso  a despeito de já ter cumprido a pena?</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, como falar em diminuição da maioridade penal quando <a href="http://ladyrasta.com.br/2009/10/19/crime-organizado-tem-solucao/">sabemos muito bem quais são as condições e o estado das nossas prisões</a>, e a crueldade que existe por trás delas?</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que tudo isso tem que ser analisado; num mundo ideal, num país ideal, essas distorções seriam corrigidas ou sequer existiriam; mas não é porque tem muita coisa errada que não podemos criticar ou analisar cada uma delas, certo?</p>
<p style="text-align: justify;">O que estou querendo dizer é: a questão é muito mais complexa do que apenas questionar a idade da maioridade penal; no entanto, não é porque é complexa que devemos descartar a discussão &#8211; afinal, é dessa forma que se encontram soluções, certo?</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">3. Duração da Pena</span></h3>
<p><span style="color: #ff0000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que a gente leve em consideração tudo o que foi dito no item acima,  sem dúvida  não há como negar que há algo de muito errado numa sociedade em que uma pessoa é colocada em liberdade, considerada &#8221; quites para com a sociedade&#8221; (que frase cafona, meu Deus) apenas 3 anos depois de ter cometido algo próximo da barbárie, tendo<a href="http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/posts/2010/02/20/mp-nao-concorda-com-protecao-assassino-de-joao-helio-267985.asp"> inclusive praticado outros crimes durante sua internação</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é uma questão de sede de vingança; como eu disse, a vida daquele menino não vai voltar, e a vida daquela mãe jamais será a mesma, independente da pessoa ficar presa 3, 5, 10 ou 20 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas eu pergunto: tirar a vida de alguém pode &#8220;custar&#8221; apenas 3 anos da vida de um adolescente, quando tirar a vida de alguém se você tiver 18 anos pode custar 20 ou 30 anos? E faço a provocação óbvia , batendo pra baixo da medalhinha, de propósito: quando tirar a vida de um mico-leão dourado é muito mais custoso?</p>
<p style="text-align: justify;">Como fica uma sociedade e sua segurança (segurança aqui no sentido de estabilidade, e não <em>strictu sensu</em> de poder de polícia) <strong><span style="text-decoration: underline;">se a sanção por tirar a vida de alguém é ficar 3 anos interno</span></strong>? Há inevitavelmente uma sensação de injustiça &#8211; não tanto no sentido de &#8220;vingar a morte&#8221;, mas sim no &#8220;preço de uma vida&#8221;. (desculpem, não consegui achar um termo melhor, shame on me). Será que há alguém que ache que este é um &#8220;preço&#8221; justo? Eu não acho. E garanto a vocês que não é o sede de vingança que me move.</p>
<p style="text-align: justify;">Não acho que tenhamos que jogar o ECA no lixo, acho que há muita coisa boa ali; mas certamente falta uma adequação ou uma análise mais profunda quanto à duração das medidas sócio-educativas quando os crimes são torpes. Isto inclusive poderá acabar com um problema sério, que é a prática de crimes por maiores de idade, com menores assumindo a sua autoria em decorrência dessa discrepância entre o tempo de duração da medida sócio educativa e o da pena.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esse é um aspecto de suma relevância, porque numa sociedade que não sente que a lei seja eficaz e justa, questionamentos emocionais começam a surgir, como o <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2007/02/12/o_que_dizer/">Inagaki falou</a> há anos atrás, e daí para a ideia de se &#8220;fazer justiça com as próprias mãos&#8221; e para o surgimento de milícias, por exemplo, é um pulo.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">4. Diminuição da Maioridade Penal</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Eu li o <a href="http://www.verbeat.org/blogs/donizetti/2010/02/o-adolescente-delinquente.html">texto do excelente do @doni</a>, e apesar de inicialmente ser a favor da diminuição da maioridade penal, (argumentos favoráveis a ela você pode ler <a href="http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=4578">aqui</a>) concordo com o que ele disse, e volto atrás (viu gente, como faz? E estou inteirinha aqui, não doeu nadinha, vocês deveriam tentar de temps en temps&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;">Fico então com a bandeira de uma revisão do tempo de duração da medida sócio educativa (de forma a aumentá-la) de crimes mais bárbaros (sequestros, homicídios, latrocínio) dentro do próprio ECA ou em legislação similar. Para mim, sinceramente, não faz diferença alguma; se isso muda aos olhos dos adolescentes, como o texto do Doni, bem fundamentado, afirma, não é por isso que vou discutir. <strong>Meu desejo é ver uma legislação cuja pena pelo delito cometido esteja à altura de sua gravidade; se a pessoa será considerada maior ou menor, para mim, tanto faz. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Faço no entanto uma ressalva: a seguir-se a lógica do @doni (aliás, única justificativa fundamentada que li sobre o assunto, e não aquele amontoado de jargões vetustos e palavras de ordem que <a href="http://www.abmp.org.br/comunicacao.php?sec=noticias&amp;id=102">vi num site</a> recomendado pelo  <a href="http://twitter.com/projetolegal/status/3361755898">@projetolegal</a>), o cerne da questão está em não tratar como adulto quem adulto ainda não é. <strong><span style="text-decoration: underline;">Ora, se a questão não é tratar como adulto quem adulto ainda não o é, não há como coadunar-se tal teoria com a capacidade de votar de um menor de 16 anos, pois não há ato cívico mais importante do que exercer o seu direito de voto.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das minhas &#8220;implicâncias&#8221; com  a maioridade penal aos 18 anos é justamente essa: por que uma pessoa é considerada menor quando comete um crime, mas não é considerada menor quando se trata de votar? Não há como ser maduro para um ato e imaturo para outro (e seria realmente interessante &#8211; para não dizer divertido- ver alguém tentando coadunar esses dois pontos).</p>
<p style="text-align: justify;">Então, no que tange à diminuição da maioridade penal, me curvo aos argumentos apresentados, sem no entanto deixar de ressaltar que isso não inviabiliza um aumento significativo do tamanho da medida sócio educativa, nem tampouco soluciona essa incoerência que é declarar alguém imaturo para responder por seus crimes enquanto o declara maduro para exercer seu direito de voto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">5. Momento da Discussão</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Ouve-se muito falar que não dá pra se discutir o assunto no calor dos acontecimentos, com os ânimos exaltados, e  tendo a concordar; no entanto, há um ponto sobre a personalidade do latino e principalmente do brasileiro que deve ser considerado: nós só trabalhamos debaixo de pressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Não adianta, não somos, infelizmente, um país de pessoas racionais, previdentes; estamos mais para cigarras do que para formigas (Macunaíma, lembram?) e realmente não acho que consigamos, a curto prazo, agir diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, acredito que seja melhor  iniciar o debate da questão, ainda que no calor da batalha, do que não iniciá-lo, desde que as soluções não sejam abruptas;  felizmente, nosso processo legislativo é lento, e nesse caso a lentidão é útil e benfazeja, pois os ânimos se acalmam e o que  teve início de forma acalorada pode ser discutido então de forma mais racional.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">6. sociedade imatura<br />
</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Last but not least: fico chateada e com vergonha quando vejo algumas discussões sobre temas tão sérios serem levadas de forma tão simplista e maniqueísta pela nossa &#8220;zelite telequitual.&#8221; Nesses últimos dias fiquei (como tenho ficado cada vez mais) horrorizada com os termos utilizados, com a baixeza de argumentos, com a estreiteza de raciocínio, com a capacidade limitada de raciocínio de alguns (de ambos os lados da contenda, chamados respectivamente por seus antagonistas de &#8220;reaças&#8221; ou &#8220;neocons&#8221;  ou &#8220;comunistinhas&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;">Ia até colocar alguns exemplos aqui, mas acho que não devo dar publicidade a gente baixa, grosseira e de mentalidade tacanha. Tenho vergonha.</p>
<p style="text-align: justify;">Se é verdade que um dos princípios para a cura dos males é reconhecer que eles existem e falar, discutir aberta e civilizadamente sobre eles, devo tristemente admitir que temos um longo caminho para a frente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Os véus islâmicos e a liberdade da mulher</title>
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		<comments>http://ladyrasta.com.br/2010/02/05/os-veus-islamicos-e-a-liberdade-da-mulher/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 00:21:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assunto Sério]]></category>
		<category><![CDATA[burqa]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Islã]]></category>
		<category><![CDATA[muçulmanas]]></category>
		<category><![CDATA[vestes islâmicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem me conhece um pouco sabe que tenho uma  fascinação ingênua pelos véus islâmicos; acho que justamente pelo fato de adorar  usar um decote, aquele ar de mistério emanado pela burqa e congêneres me  é fascinante. Claro que não ignoro o que tem (aos olhos de uma  ocidental) de opressão naquelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem me conhece um pouco sabe que tenho uma <a href="http://ladyrasta.com.br/2008/03/28/burcas-decotes-liberdadee-a-nike/"> fascinação ingênua pelos véus islâmicos;</a> acho que justamente pelo fato de adorar  usar um decote, aquele ar de mistério emanado pela <em>burqa</em> e congêneres me  é fascinante. Claro que não ignoro o que tem (aos olhos de uma  ocidental) de opressão naquelas roupas, e as minhas fantasias são aquelas decorrentes de  toda ocidental que possui plenos poderes e direitos sobre si própria;  mas fantasias, como o próprio nome diz, não são exatamente a realidade,  certo?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A polêmica sobre a proibição das <em>burqas </em>na França aguçou minhas  reflexões sobre o tema (li bastante, inclusive<a title="um post ótimo" href="http://cynthiasemiramis.org/?p=1084"> um post ótimo</a> da @semiramis, apesar de não concordar muito com ele) e nunca havia  conseguido  formar uma opinião. Isso porque, se de um lado eu entendia  que a <em>burqa</em> poderia  ser um símbolo da opressão da mulher e da enorme  diferença de direitos existente entre homens e mulheres no Islã, de  outro havia a questão cultural, e por mais que meus olhos ocidentais tendessem  a enxergar alguns costumes como bárbaros, não podia deixar de pensar  que isso é meramente uma questão de ponto de vista.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais absurdo que  possa parecer, penso eu, o que é bárbaro para uma cultura não necessariamente é  bárbaro para outra &#8211; e o nome que se dá a impor nossos conceitos e  ideias sobre as de outrem não é exatamente democracia, não é mesmo?</p>
<p>Essa semana, com o burburinho causado por  decisão judicial afirmando que não é permitido usar <em>burqa</em> na França,  pensei com mais afinco quanto ao tema e (acho que formei) minha opinião.</p>
<p>Antes porém, queria analisar alguns argumentos utilizados para  proibir a <em>burqa</em> ( e outros contra a proibição) junto com vocês.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong></span></p>
<div id="attachment_4406" class="wp-caption aligncenter" style="width: 371px"><img class="size-full wp-image-4406" title="véus islâmicos" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/02/véus-islâmicos.jpg" alt="" width="361" height="512" /><p class="wp-caption-text">acima a partir da esquerda: burqa e chador; abaixo: hijab e niqab</p></div>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>1. Burqa é opressão ao  feminino.</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Sim, é opressão caso seu uso seja imposto  (e nem todas as mulheres gostariam de deixar de usá-lo). <span style="text-decoration: underline;">No  entanto, não acredito que ela seja mais opressiva para as muçulmanas do  que são para nós ocidentais  as revistas com mulheres irreais e a  exigência cada vez mais premente e ridícula da mulher se manter bela e  jovem como se tivesse 25 anos para sempre</span> (<a title="esse artigo  bárbaro" href="http://fredericksburg.com/News/FLS/2008/092008/09072008/407443/index_html?page=3">esse artigo bárbaro</a> nos explica isso muito bem &#8211; e o Fabio Hernandez o resumiu lindamente <a href="http://fabiohernandez.wordpress.com/2010/02/05/o-desejo-da-mulher-que-veste-burca/">aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Ora,  existem grupos feministas que abominam a exposição do corpo da mulher;  mas no que me diz respeito, acredito que somos donas dos nossos  narizes (ou das nossas pernas e peitos) para decidirmos se queremos  mostrá-los ou não (acredito também, com todo o respeito <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/2009/07/24/da-onda-feminista-i-choose-my-choice/">por quem pensa ao  contrário</a>, que sim, <em>we do choose our choices</em>); então, se vejo capacidade de  discernimento na mulher que opta por andar seminua na rua, não posso  (ou ao menos acho que não posso) negar capacidade de discernimento  a  uma mulher que opte por andar completamente vestida. Simples assim.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Para mim, a  opressão ao feminino através das roupas  ocorre quando a mulher não escolhe usar  determinada roupa, é obrigada a fazê-lo</strong> (como o marido ou namorado que  proíbe sua mulher de usar roupa decotada ou maquiagem); e se de um lado há mesmo  muitas muçulmanas que são obrigadas a usar <em>burqa</em>, de outro há aquelas  que gostam de fazê-lo, que se sentem mal sem eles.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não pretendo deixar as muçulmanas obrigadas a aceitar o véu à própria sorte; no entanto acredito que a sociedade deva dar  estrutura, força, instrumentos para que elas consigam deixar de ser  obrigadas e façam sua própria opção, e não impor uma alternativa. Com todo o respeito, não faz  sentido tirar a mulher de um algoz (no caso, aquele que a obriga a usar <em> burqa</em>) para entregá-lo a outro (o Estado que a obrigará a usar roupas  ocidentais, ainda que ela não deseja isso).  Aliás,  se não me engano, esse é exatamente o tipo de política que imperou entre os países  europeus na época da colonização da África: o &#8220;branco sabe tudo&#8221; impondo  sua cultura e seus costumes aos &#8220;negros ignorantes&#8221;.   <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>2. Há mulheres obrigadas a usar <em>burqa</em><br />
</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Há mesmo.  E eu acho que elas não deveriam ser obrigadas a fazê-lo. Mas eu  pergunto: por que a vontade das que são obrigadas a usar burqa deve  prevalecer sobre a vontade daquelas que o usam por prazer? Neste vídeo  temos um exemplo de que elas existem:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=OI7IZ88Xgug"><img src="http://img.youtube.com/vi/OI7IZ88Xgug/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
<p style="text-align: justify;">Eu tenho hoje plena  convicção de que ao invés de impor roupas ocidentais às muçulmanas,  dever-se-ia (através, isso sim, de coerção inteligente) dar às mulheres  condição para que exerçam sua vontade, para que sejam independentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A  proibição da <em>burqa</em> ou do <em>niqab</em> certamente fará com que muitas mulheres não possam  sequer sair mais de casa, e eu acho isso uma temeridade, <span style="text-decoration: underline;">um fato que  deve sim, ser levado em consideração, e não ser considerado um mal menor  perto do &#8220;horror&#8221;  (says who?) de usar a <em>burqa</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, tenho  certeza que ensino fundamental é obrigatório na França, seja para  muçulmanos, para judeus, católicos ou protestantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, não  acho que se possa proibir mulheres de usar o que bem entenderem, mas  acredito ser possível  criar penas severas para os pais que não deixem  suas filhas ir à escola. Estudo e instrução certamente garantirão que em  uma ou duas gerações elas possam estar aptas a impor sua vontade &#8211; até  porque há várias &#8220;categorias&#8221; de véus no Islã, e a combinação  estudo+instrumentos de apoio certamente fará com que aquelas que não  mais desejem usar a <em>burca</em> ou <em>niqab</em> passem a usar outro véu, caso queiram  chegar a um meio termo  entre a  cultura da nação onde  habitam e seus costumes ancestrais. Acredito que as mudanças paulatinas e mais embasadas sejam mais consistentes e por isso, tenham mais chance de se perpetuar (não nos esqueçamos que o finado Xá Reza Pahlevi proibiu o uso do véu como forma de &#8220;civilizar&#8221; seus súditos. Vocês lembram bem o que rolou depois de sua queda, né? Saca o Irã?)</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3><strong><span style="color: #ff0000;">3. Vestes incompatíveis com o mundo ocidental<br />
</span></strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Well,  como bem lembrou o <a href="http://twitter.com/pnogueira56">Paulo Nogueira</a>, não há como sustentar esse argumento  quando temos entre nós freiras que se vestem dessa forma:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4409" title="habito" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/02/habito.jpg" alt="" width="282" height="249" /></p>
<p>A pergunta que não quer calar: no que a veste  acima se distingue da veste abaixo?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_Uan5i7RRjig/SCLVhWxD02I/AAAAAAAAAMI/K9L2FRdJxcY/s400/muslim%2Bveil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4410" title="muslim+veil" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/02/muslim+veil.jpg" alt="" width="292" height="376" /></a></p>
<p>Não entendo porque não há um movimento proibindo o hábito das freiras,  ou dizendo que eles não cabem no nosso mundo&#8230; Eles não seriam também  opressivos?</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">4. País laico não pode permitir tais vestes<br />
</span></h3>
<p style="text-align: justify;">O fato de um país ser laico não significa que seus habitantes devam  igualmente sê-lo. Um país laico significa meramente um Estado separado da  Igreja (qualquer que seja ela), e que não tome decisões ou  promulgue  leis que privilegiem uma religião em detrimento de outra.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">Não é atribuição de um estado laico impedir que religiosos professem sua  religião em público, ou restrinjam serviços públicos àqueles que o  fazem, pois isto configura cerceamento de livre expressão e de professar  sua fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, um estado laico não pode ter uma cruz nas repartições públicas  (como acontece direto e reto aqui no Brasil), mas não vejo porque alguém  que adentre tal recinto não possa usar um crucifixo no pescoço, por  exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do mais, acho esta conduta um tanto quanto &#8220;método avestruz  amedrontada&#8221; : os conflitos inter-religiosos não deixarão de acontecer  porque não vemos seus símbolos em recintos públicos e sim, quando houver tolerância  religiosa &#8211; e esta só vem com o conhecimento e o respeito do que seja &#8220;o  outro&#8221;. É a ignorância e a intolerância ao que seja diferente que causa conflitos, e não a existência de diferenças em si.</p>
<p style="text-align: justify;">Cumpre lembrar que desde 2004 é proibido às mulheres adentrar as escolas    públicas francesas usando qualquer tipo de véu, o que me soa pouco    inteligente: por conta do que para nós não passa de um pano na cabeça,    muitas meninas podem deixar de ir à escola. Eu pergunto: o que é mais    importante? Que elas estudem e se estruturem para fazer uma opção  futura, ou que elas corram o risco de seus pais proibirem-nas de ir à  escola? Será que é mesmo na segurança e no bem estar das mulheres que a  França está pensando?</p>
<p style="text-align: justify;">Há portanto, que distinguir entre estado laico e estado que proíba  manifestações religiosas, motivo pelo qual considero absurda a proibição de meninas usarem o<em> hijab</em> nas escolas sob o argumento da laicidade do Estado.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"> <strong>4. Questão da segurança</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">O   <a href="http://www.blogdovladimir.wordpress.com/">@VladimirAras</a>, conversando comigo no Twitter disse uma coisa muito  importante, na qual não havia pensado: que há a questão da segurança. É  impossível reconhecer um criminoso que usa <em>burqa</em>. Tive que dar a mão à  palmatória,  esse é um critério objetivo,  não passa por juízo de valor de se avaliar qual sociedade é bárbara ou  não, qual costume é mais libertário ou não.</p>
<p style="text-align: justify;">Curvo-me portanto a esse  argumento no que tange ao uso do <em>niqab</em> e da <em>burqa</em>; inobstante, acho que  por uma questão de igualdade, deveriam ser proibidas todas as  vestimentas, orientais ou não, que deixassem à mostra apenas os olhos, e  isso não foi aventado, evidenciando que  cerne da questão  não é a  segurança, e  sim a proibição de se usar as vestimentas islâmicas.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">5. Discriminação disfarçada de defesa dos  direitos da mulher</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Antigamente, nos <em>blockbusters </em>americanos, o vilão era sempre um &#8220;russo  malvado&#8221;, tendo em vista estarmos vivendo, à época, a Guerra Fria. Nos dias de hoje, o vilão é sempre um árabe (e os  acontecimentos de 11 de setembro não deixam muitas dúvidas do motivo  para que isso ocorra, <em>d&#8217; accord</em>?).</p>
<p style="text-align: justify;">O islã é uma cultura (não acho que estejamos falando apenas de religião,  acredito que seja um conceito mais amplo que isso) que assusta pela sua  unidade, pela sua coesão, pela certeza daqueles que estão vivendo sob  seu manto (gostei da metáfora aqui, <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_lol.gif' alt=':lol:' class='wp-smiley' /> ). É um pouco maluco aos olhos  ocidentais ver religiosos que ainda hoje decidem morrer por sua fé para  praticar atos terroristas, acreditando naquilo, ou mesmo vivendo sob leis e conceitos que nos remetem à Idade Média.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que quando vemos mulheres andando de<em> burqas</em>,<em> niqabs</em> e  congêneres, essas ideias perpassam nosso cérebro, ainda que de forma  muito randômica, e nos assustam. Será que não queremos (estou usando o nós como  ocidentais de uma forma geral)  acabar com a visão dos véus islâmicos  para com isso, esquecer que há pessoas no mundo com valores, conceitos e  ideais muito diferentes dos nossos, <strong>eles também acreditando que nós  somos selvagens?</strong> Será que não queremos acabar com os véus islâmicos para  com isso não precisarmos questionar e refletir sobre nossos costumes? Será que não  estamos almejando uma homogeneidade que, como todos sabemos, sempre é mãe  de ideias tacanhas e da intolerância?</p>
<h3><strong><span style="color: #ff0000;">6. Inexpressividade dos números<br />
</span></strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A França tem<a title="63 milhões de hanitantes" href="http://www.brasilescola.com/geografia/franca.htm"> 63  milhões de habitantes</a>, aproximadamente. O total de mulheres adeptas  do <em>niqab</em> e da <em>burqa </em>é de <a href="http://www.20minutes.fr/article/346253/France-Un-peu-moins-de-deux-mille-femmes-portent-la-burqa-en-France.php">menos de 2.000 mulheres</a> (há <a href="http://news.stv.tv/world/112576-only-367-muslim-women-in-france-wear-full-veil-report/">pesquisas falando em 367</a> -!- mulheres). É um número ínfimo perto da  população francesa, vocês hão de convir comigo (não é à toa que alegam interesses do governo francês em aplacar os radicais de direita que detestam os imigrantes&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;">Causa espécie realmente que <strong><a href="http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2009/09/09/01016-20090909ARTFIG00040-deux-mille-femmes-portent-la-burqa-en-france-.php">apenas 2.000 mulheres </a>num universo de 64 milhões</strong> consigam nos impingir  um medo do Oriente e dos seus costumes.</p>
<p style="text-align: justify;">Faz pensar mesmo&#8230; Será que  elas não nos assustam porque no fundo, tememos que eles tenham mais  certezas que nós? Porque têm mais apego aos seus costumes que nós, que toda semana mudamos nossos hábitos de acordo com o que dita o mercado? Eu não sei. Mas eu sequer sei se é bom ter certeza de  alguma coisa <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_lol.gif' alt=':lol:' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Em resumo, me decidi: sou contra a proibição que o Governo Francês quer  impor às muçulmanas. E vocês?</p>
<p><span style="color: #ff0000;">******</span><br />
P.S. Não posso deixar de fazer aqui um  agradecimento especial ao <a href="http://colunas.epoca.globo.com/pelomundo">Paulo Nogueira</a> que, por conta desse debate no  Twitter, me municiou de textos, vídeos e ideias para que eu formasse  minha convicção. Muito, muito obrigada, viu? <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>P.S. II. Pra provocar um pouco, termino com o sexy e instigante vídeo  abaixo&#8230;</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=SoCg4wyauWY"><img src="http://img.youtube.com/vi/SoCg4wyauWY/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
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		<item>
		<title>5 moços da literatura com quem eu teria um affair</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/FromLadyRasta/~3/48Nq7QIDbdo/</link>
		<comments>http://ladyrasta.com.br/2010/02/03/5-mocos-da-literatura-com-quem-eu-daria-uma-voltinha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 15:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Moços]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todo mundo na noite de 3a feira só falava do #BBB, e eu estava assaz irritada com isso,  propus para o @luizmarcondes uma brincadeira: falar sobre as personagens da literatura que gostaríamos de ter um affair:

A @anamarialmada fez a listinha dela,


no que foi seguida pelo @mrguavaman:

Então, aí segue a minha seleção de moços da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como todo mundo na noite de 3a feira só falava do #BBB, e eu estava assaz irritada com isso,  propus para o <a href="http://afaseazul.blogspot.com/">@luizmarcondes </a>uma brincadeira: falar sobre as personagens da literatura que gostaríamos de ter um affair:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-4384" title="ladyrasta - livros" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ladyrasta-livros1-300x136.jpg" alt="" width="300" height="136" /></p>
<p>A<a href="http://twitter.com/anamariaalmada" class="broken_link" > @anamarialmada</a> fez a listinha dela,</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-4391" title="anaalmada" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/02/anaalmada-300x140.jpg" alt="" width="300" height="140" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-4392" title="anaalmada2" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/02/anaalmada2-300x136.jpg" alt="" width="300" height="136" /></p>
<p>no que foi seguida pelo <a href="http://twitter.com/mrguavaman">@mrguavaman</a>:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-4393" title="mr. guavaman" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/02/mr.-guavaman-300x137.jpg" alt="" width="300" height="137" /></p>
<p>Então, aí segue a minha seleção de moços da literatura que me fazem suspirar, devidamente motivada:</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>Arsène Lupin</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quem é: Personagem principal de uma série de livros muito antiga de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurice_Leblanc">Maurice Leblanc</a>, onde <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ars%C3%A8ne_Lupin">Arsène Lupin</a> era um ladrão sofisticadíssimo. Se James Bond fosse do mal, seria Arsène Lupin, certamente. Ele não gostava de violência, vivia dando nós no Inspetor de Polícia Ganimard, pregava altas peças em Herlock Sholmes (sim, uma paródia do famoso detetive) e era extremamente charmoso, galanteador, culto e com aquele senso de humor que só os bem sem vergonha conseguem ter.  Eu, do alto dos meus 12 anos, suspirava por causa dele. E hoje, mesmo (um pouco <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_lol.gif' alt=':lol:' class='wp-smiley' />  ) mais velha, continuo suspirando.  Os livros são ótimos, vale a pena ler (mesmo que você seja homem <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  )</p>
<p style="text-align: justify;">Achei dois trechos de filmes sobre o Arsène Lupin, uma versão nova, que coloco abaixo, e outra, d<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fLCWkAzxolU">e 1932</a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="padding-left: 60px;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sWCT3SpBqrA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/sWCT3SpBqrA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Petruchio</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Personagem principal da<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Taming_of_the_Shrew"> Megera Domada</a> de Shakespeare. Para quem não sabe, Petruchio é um grosseirão que se casa por interesse financeiro com a filha mais velha de um cara abastado, que tinha fama de ser uma peste. O pai só casaria  a filha mais nova depois do casamento da mais velha, e obviamente ninguém queria casar-se com aquela peste. Só que a Catarina não é uma peste; a braveza dela é aquela típica das pessoas muito doces que têm medo de se machucar, sabem?  E o Petruchio acaba por fazer aflorar o que tem dentro dela (e eu gosto de pensar que no afã de &#8220;domá-la&#8221;, ele começou a gostar dela também &#8211; mas eu sou uma romântica inverterada, como vocês bem sabem).</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu disse nesse post <a href="http://ladyrasta.com.br/2008/06/12/cliches-so-sao-cliches-porque-acontecem-muitosim-post-de-dia-dos-namorados/">aqui</a>:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;">&#8220;Ele, bonachão, estouvado, agressivo, grosseiro; ela aquela coisa “cavalo  bravo”, com aquela agressividade típica das pessoas que são frágeis  demais, doces demais e, de medo que as pessoas descubram isso, se fingem  de megeras (por que será que gosto dela hein? hehehe). Nas brigas que  eles têm, fica evidente que um morre de tesão pelo outro – e depois, com  o tempo, que eles se amam…O Petrucchio e a Catarina pra mim são o  Calvin e a Susie quando crescerem (crescerem? e lá apaixonados crescem?  acho que não)…&#8221; .</p>
<p style="text-align: justify;">Adoro o trecho onde ela finalmente começa a se render e concorda com tudo o que o Petruchio diz (u<a href="http://www.shakespeare-literature.com/The_Taming_of_the_Shrew/12.html">m dos meus trechos preferidos daobra</a>). Algumas correntes feministas detestam essa peça (especialmente o discurso final), mas eu adoro, e onde elas vêem submissão, eu vejo vontade da mulher em fazer as vontades do moço dela). O Petruchio  é um grosseirão sim, mas do jeito dele, sem declarações, fez  aflorar o melhor dela (e de certa forma, dele também &#8211; eu estou convencida que a peça termina com amor entre os dois); é aquele tipo de cara que você nunca na vida vai conseguir colocar cabresto, mas querem saber? Eu gosto disso, guardadas as devidas proporções evidentemente  &#8211; e cá entre nós, graças a Deus vivemos numa época em que as mulheres só se submetem porque assim o desejam, certo? <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">Aqui um trecho da peça no filme com a Liz Taylor e o Richard Burton:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=MlhC57L8WSE"><img src="http://img.youtube.com/vi/MlhC57L8WSE/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>3. Mr. Darcy</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Mr. Darcy é o chique, quieto e contido (e por isso soa esnobe) nobre por quem Elizabeth Bennet se apaixona em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pride_and_Prejudice">Pride and Prejudice</a>, uma das obras mais conhecidas de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jane_Austen">Jane Austen</a> (e particularmente, super recomendo a série gravada pela BBC, com os diálogos na íntegra). Eu, na minha costumeira contradição costumo dizer que o homem perfeito pra mim é uma versão up to date do Petruchio com o Mr. Darcy. Mas eles no fundo têm certa semelhança: ambos são contidos no que dizem (e eu sempre desconfiei de quem fala muito; quem fala muito, pra mim, sente pouco). Mr. Darcy não fala, mas faz; é do tipo que ajuda os seus queridos sem fazer alarde, para não melindrar os ajudados. E o fato de ser contido só aumenta a felicidade daquela que tem a bem aventurança de vê-lo explodir quando ele não aguenta mais. Acho que é isso que sempre me fascinou nele: alguém tão controlado perder o controle por causa da mulher que ele ama. &lt;suspiros&gt;.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JF3ueHjUc3k"><img src="http://img.youtube.com/vi/JF3ueHjUc3k/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">4. Capitão Rodrigo</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Personagem <a href="http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/u/um_certo_capitao_rodrigo">da saga de Érico Veríssimo</a>, o Capitão Rodrigo é um daqueles homens de espírito livre, inquietos, mulherengos  e guerreiros. Não é o tipo de homem que uma mulher gostaria de ter como marido, mas certamente é o tipo de homem que inspira umas voltinhas&#8230; Se não me engano, quando era menina, li um trecho do livro que continha a descrição do Capitão Rodrigo &#8221; um dia chegou a cavalo&#8230;) e meus olhos brilharam&#8230; A descrição está nesse trecho aqui:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=SrMsWLnZKtI"><img src="http://img.youtube.com/vi/SrMsWLnZKtI/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">5. Vadinho</span></h3>
<p>É, ué, o Vadinho, um dos<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dona_Flor_e_Seus_Dois_Maridos"> 2 maridos da Dona Flor</a>! Cafajeste, mulherengo, imprestável, bla bla bla mas&#8230; acho que toda mulher deveria dar uma volta com alguém assim um dia na vida (mas só vale se você esquecer que ele existe no dia seguinte, não pode se apaixonar!! <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>E vocês? Quais são as 5 personagens da literatura com as quais vocês dariam uma voltinha, hein? Me conta?</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fladyrasta.com.br%2F2010%2F02%2F03%2F5-mocos-da-literatura-com-quem-eu-daria-uma-voltinha%2F&amp;linkname=5%20mo%C3%A7os%20da%20literatura%20com%20quem%20eu%20teria%20um%20affair" target="_blank"><img src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share/Bookmark"/></a><div class="feedflare">
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		<title>Blogs e Direito na Campus Party</title>
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		<comments>http://ladyrasta.com.br/2010/01/28/blogs-e-direito-na-campus-party/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 13:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assunto Sério]]></category>
		<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Campus Party]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, às 15:45, participo da mesa de debates no Campus Party  sobre blogs e Direito, junto com Alessandro Martins,  Jorge  Araújo, e Marcel Leonardi,  com moderação doTrasel.

 
Estou  super animada. Pra quem não acompanha tão de perto, vale ressaltar que  em consequência do crescimento e da exposição que a Internet [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Hoje, às 15:45, participo da mesa de debates no Campus Party  sobre blogs e Direito, junto com <a id="eyom" title="Alessandro Martins" href="http://queroterumblog.com/">Alessandro Martins</a>,  <a id="rxpn" title="Jorge Araújo" href="http://direitoetrabalho.com/">Jorge  Araújo</a>, e <a id="v9vb" title="Marcel Leonardi" href="http://www.leonardi.adv.br/blog/">Marcel Leonardi</a>,  com moderação do<a id="j18d" title="Trasel" href="http://trasel.com.br/">Trasel</a>.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Estou  super animada. Pra quem não acompanha tão de perto, vale ressaltar que  em consequência <a id="akrf" title="do crescimento e da exposição que a Internet  tem hoje em dia" href="../2009/09/30/internet-e-o-direito-a-internet-esta-ficando-de-maior-e-agora/">do crescimento e da exposição que a Internet tem hoje em dia</a>,   <a id="f6ld" title="têm aumentado o número de processos sofridos pelos  blogueiros" href="http://queroterumblog.com/lista-de-blogs-processados-ou-ameacados-juridicamente/">têm aumentado o número de processos sofridos pelos blogueiros</a>,  nos últimos tempos (principalmente no último ano, como ressaltou a <a id="a13t" title="reportagem da Isto É" href="http://www.istoe.com.br/reportagens/35527_A+LIBERDADE+DE+EXPRESSAO+NA+ERA+DOS+BLOGS">reportagem da Isto É</a> recentemente, onde fui uma das  pessoas entrevistadas).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Há algumas ideias <a id="bk25" title="visando esclarecer os blogueiros  quanto aos seus direitos e deveres," href="http://queroterumblog.com/blogs-como-evitar-processos-e-se-preciso-garantir-ampla-defesa/">visando esclarecer os blogueiros quanto aos seus direitos e  deveres,</a> bem como há algumas parcelas da blogosfera empenhadas em  criar uma associação que os defenda (uma das dificuldades que vêm  enfrentando é justamente arcar com os custos de uma ação judicial – além  de, evidentemente, todo o desgaste emocional que isso implica). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">O Alessandro Martins<a id="ujrh" title="tem se empenhado bastante em  divulgar e tentar “amarrar as pontas” dessa questão;" href="http://queroterumblog.com/blogs-como-evitar-processos-e-se-preciso-garantir-ampla-defesa/"> tem se empenhado bastante em divulgar e tentar “amarrar as  pontas” dessa questão;</a> o Jorge Araújo, juiz de direito e blogueiro,  tem sido um norte para todos nós, tendo em vista suas ponderações (e é  ótimo ter alguém que enxergue não só o lado do Juiz de Direito &#8211; que é  uma visão diferente do advogado- como também o do blogueiro); Marcel  Leonardi, dentre outros títulos,  é ad</span><span style="font-size: small;">vogado graduado e  Doutor pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (as  famosas Arcadas, onde também me graduei), <a id="bcbu" title="integrou a EFF" href="http://www.leonardi.adv.br/blog/eff-minha-experiencia-e-as-possibilidades-de-uma-entidade-similar-no-brasil/">integrou a EFF</a> </span><span style="font-size: small;">e certamente fará uma contribuição  rica no debate; eu, além de pitaqueira de plantão pra tudo quanto é assunto, estive à frente da defesa de alguns blogueiros.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">O painel será transmitido ao vivo pela <a id="mw:e" title="TV do Campus  Party" href="http://tv.campus-party.org/">TV do Campus Party</a> – não sei o canal exato (acho que é o 7) &#8211; mas embedei o link aí  embaixo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><br />
</span></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://tv.campus-party.org/CP_videoplayer_16_9.swf? c=11158" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" src="http://tv.campus-party.org/CP_videoplayer_16_9.swf? c=11158" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Pelo  “esquenta”que rolou por emails entre os participantes tenho a impressão  de que será um debate suculento.</span><span style="font-size: small;"> Vou adorar se vocês puderem assistir  e dar seus pitacos depois!! </span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fladyrasta.com.br%2F2010%2F01%2F28%2Fblogs-e-direito-na-campus-party%2F&amp;linkname=Blogs%20e%20Direito%20na%20Campus%20Party" target="_blank"><img src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share/Bookmark"/></a><div class="feedflare">
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		<item>
		<title>Morro de São Paulo : Como R$0,62 arruinam a imagem de um lugar</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/FromLadyRasta/~3/y6K3s57Gl9s/</link>
		<comments>http://ladyrasta.com.br/2010/01/22/morro-de-sao-paulo-como-r062-arruinam-a-imagem-de-um-lugar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 11:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Morro de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[verão 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Olha, eu sei que tem que ser muito ingênuo (ou muito novo) para achar que um lugar pequeno como Morro de São Paulo aguenta o tranco da invasão de turistas na semana do Reveillon; mas também entendo que a Secretaria de Turismo do Estado deve fazer o possível para tornar a estada do turista mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Olha, eu sei que tem que ser muito ingênuo (ou muito novo) para achar que um lugar pequeno como Morro de São Paulo aguenta o tranco da invasão de turistas na semana do Reveillon; mas também entendo que a Secretaria de Turismo do Estado deve fazer o possível para tornar a estada do turista mais agradável e evitar cenas como esta:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-4253" title="Morro de São Paulo" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DSC016591-1024x768.jpg" alt="" width="442" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Horror né? E se eu contar pra vocês que a confusão continua e piora?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-4252" title="Morro de São Paulo" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DSC01660-1024x768.jpg" alt="" width="442" height="332" /></p>
<p>Sabem o que é isto? A fila para embarque em Morro de São Paulo dia 03 de janeiro. Fila esssa causada pela cobrança da taxa de embarque no valor de&#8230; <strong><span style="text-decoration: underline;">R$0,62!!!</span></strong></p>
<p>Sério moçada, não é possível que esse seja o meio mais fácil de cobrança, até porque quando se entra na ilha é cobrada uma taxa de turismo; dava perfeitamente para cobrar a taxa de embarque da volta daqueles que voltarão de barco, né?</p>
<p style="text-align: justify;">E a pergunta que não quer calar: por que R$ 0,62? Pra ficar mais difícil de arrumar troco? Ou seria algum número cabalístico?</p>
<p style="text-align: justify;">Vi pessoas <strong>chegando </strong>(ou seja, que só passaram pelo  perrengue de atravessar a fila- e já era difícil <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' />  ),<strong> </strong> que ao ver aquela bagunça, afirmavam peremptoriamente ser a primeira e última vez que iam pra lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Alô Governo da Bahia, que tal prestar atenção nisso, hein?  O turista agradece.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>****</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">P.S. Vale dizer: a moça aqui estava no contrafluxo; não fico em Morro de São Paulo no Reveillon (tampouco na alta temporada) por nada desse mundo&#8230;</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fladyrasta.com.br%2F2010%2F01%2F22%2Fmorro-de-sao-paulo-como-r062-arruinam-a-imagem-de-um-lugar%2F&amp;linkname=Morro%20de%20S%C3%A3o%20Paulo%20%3A%20Como%20R%240%2C62%20arruinam%20a%20imagem%20de%20um%20lugar" target="_blank"><img src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share/Bookmark"/></a><div class="feedflare">
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		<item>
		<title>Algumas considerações sobre o PNDH III</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/FromLadyRasta/~3/E5jV3qEwgpo/</link>
		<comments>http://ladyrasta.com.br/2010/01/21/algumas-consideracoes-sobre-o-pndh-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 15:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladyrasta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assunto Sério]]></category>
		<category><![CDATA[controle da imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[PNDH III]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem alguns dias que discuto com uns e outros no Twitter a questão do controle do jornalismo, das concessões de rádio e TV, previstas (ou melhor dizendo, aventadas) em razão do PNDH, resultante do Decreto 7037/09.
Depois de ler vários textos que me foram enviados (um dos quais, bastante didático, serviu como diretriz para mim), cheguei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Tem alguns dias que discuto com uns e outros no Twitter a questão do controle do jornalismo, das concessões de rádio e TV, previstas (ou melhor dizendo, aventadas) em razão do PNDH, resultante do <a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/820749/decreto-7037-09">Decreto 7037/09.</a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de ler vários textos que me foram enviados (<a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=573JDB002">um dos quais</a>, bastante didático, serviu como diretriz para mim), cheguei à conclusão que há gritaria demais e leitura de menos. Não tenho aqui a pretensão de pontificar, mas há alguns argumentos e alguns pontos bastante falhos, ou ao menos alguns pontos sobre os quais vejo discussões sem fundamento no texto e acredito que seja salutar uma discussão sobre o tema. <strong>E já adianto: para mim, não há inconstitucionalidades no que tange ao PNDH III;</strong> no entanto, o mesmo não pode ser dito no que tange a algumas propostas para a legislação que advirá em razão do PNDH III.</p>
<p style="text-align: justify;">A confusão toda está (até onde sei, corrijam-me se estiver errada) na tal Diretriz 22 do III PNDH, que diz:</p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>&#8221; Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Direitos Humanos&#8221; .</em></p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Objetivo Estratégico I:</em></p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunicação e o cumprimento de seu papel na promoção da cultura em Direitos Humanos.</em></p>
<p>Nas ações programáticas temos os seguintes itens, que comentarei um a um:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;"><em>&#8221; </em><em><strong>a)Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas&#8217; .</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Bem, e o que diz o art. 221 da CF?</p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>I &#8211; preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>II &#8211; promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>III &#8211; regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>IV &#8211; respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bom, até aí, eu não vejo nenhum problema.  E sinceramente, duvido que alguém venha a se colocar contra o incentivo, ou a divulgação, ou obediência <a href="http://www.dhnet.org.br/direitos/deconu/textos/integra.htm">aos direitos humanos</a>.  Basicamente, a regulamentação do que está disposto no art. 221 teria que respeitar o preconizado na Declaração de Direitos Humanos, e alguns Tratados,  imagino eu.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema em si não está na regulamentação do art. 221 da CF (que simplesmente define parâmetros que as concessionárias devem obedecer &#8211; e isso deve ser definido sim), ou sua obediência aos Direitos Humanos, porque ninguém em sã consciência seria contra isso (ao menos eu não sou). Não há como, no entanto, pretender fazer algumas alterações, tais como alterar participação societária (inclusive de estrangeiros, o que eu acho bem 70&#8242; s e coisa de milico, mas enfim&#8230;), ou mesmo, <span style="text-decoration: underline;">algo que eu julgo bastante importante, que seria a proibição da detenção de redes de TV e rádio pela mesma empresa, ou mesmo (algo que sei que vou morrer sem ver implementado) a proibição de políticos participarem da composição societária dos canais de rádio e tv</span>. Embora eu quisesse ver a aprovação desses itens, não há como fazê-lo levando-se em conta o PNDH III - <span style="text-decoration: underline;">mas, evidentemente, é possível fazê-lo através de projetos de lei, e imagino que  a ideia seja essa.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O problema são as propostas que estão sendo feitas. Através da regulamentação desse artigo você pode penalizar e até mesmo, em casos gravíssimos, cassar a concessão -;  e a forma como a legislação será interpretada é importantíssima, de forma a não configurar cerceamento de direito de expressão. <strong>É importante ressaltar que as leis devem ser feitas de tal forma que sua interpretação não permita manipulações em épocas de instabilidade política ou institucional.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo: o que é ferir os direitos humanos? Um filme que mostre tortura não poderá ser mostrado? Um filme do período da escravatura também não? Melhor: um filme que mostre um torturador pai de família amantíssimo com os filhos poderia? Sim, estou exagerando, e de propósito, para que vocês mensurem as consequências, pois a redação dos artigos pode vir a deixar brechas que mais tarde sirvam de instrumentos coação &#8211; e tenho certeza que esse não é o intuito tanto do PNDH III quanto  de seus defensores ardorosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Há também a questão da execução da legislação futura, e aí eu temo que os defensores do PNDH III estejam se iludindo um pouco: ainda que a lei determine sanções administrativas, a fim de obedecer ao princípio fundamental do devido processo legal, cláusula pétrea da Constituição, estas serão objeto de defesa e recurso administrativo (há necessidade de se obedecer ao duplo grau de jurisdição mesmo em instâncias administrativas) e depois de exaurida a via administrativa, as concessionárias ainda poderão recorrer ao Judiciário &#8211; ou seja, há grandes possibilidades de uma multa administrativa demorar anos para ser consolidada (e ainda nem comecei a falar em cobrança aqui!).</p>
<p style="text-align: justify;">Nas discussões das quais participei, os assuntos da Confecom (e  reputo excelentes algumas de suas propostas, embora algumas, sinto informar, sejam flagrantemente inconstitucionais) e do PNDH III também se misturavam muito; mas a mim parece, (corrijam-me por favor se eu estiver errada) que estão colocando no mesmo balaio de gatos duas coisas distintas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou dar exemplos portanto, apenas de propostas aprovadas pela Confecom diretamente ligadas ao PNDH III que podem ter sua consitucionalidade questionada, e deixarei de lado as demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma delas diz o seguinte:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4348" title="Proposta 712 - Confecom" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Proposta-712-Confecom.jpg" alt="" width="396" height="138" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tenho a impressão de que tal proposta não se coaduna de forma alguma com as disposições constitucionais mencionadas. Ou me engano? O artigo 221 visa apenas regular como os itens ali elencados integrarão a grade de rádios e TVs; não fala, de forma alguma, em política de concessões, mecanismos de distribuição e afins. Mesmo que tal proposta se referisse a algo totalmente distinto do PNDH III, não vejo como isso pudesse funcionar. Espero sinceramente que não seja um Tribunal Popular decidindo sobre concessões e &#8221; regulação de conteúdo&#8221; &#8211; regular conteúdo é um termo muito forte, e vejo aí, sim, sem sombra de dúvida, cerceamento do direito de livre-expressão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vamos para outra  proposta aprovada pela Confecom (que repito novamente, tem propostas excelentes e constitucionais &#8211; estou apontando algumas,  onde vejo problemas quanto a sua constitucionalidade)</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4345" title="Proposta 714" src="http://ladyrasta.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Proposta-714.jpg" alt="" width="527" height="178" /></p>
<p style="text-align: justify;">Epa, peraí&#8230; mas o que os jornais estão fazendo nesse <em>imbroglio</em>? Eu até posso admitir essa discussão   para rádio e televisão (visto serem concessões públicas) mas <strong>JAMAIS</strong>, repito, <strong>JAMAIS</strong> para jornais.  O art. 221 da CF não fala em jornais &#8211; e nem poderia -, que são propriedade privada.  E se isso for um projeto de lei distinto daqueles que serão encaminhados em decorrência do PNDH III, já aviso: <strong>é inconstitucional da unha do pé até o último fio de cabelo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estes são apenas alguns exemplos, mas há mais; importante ressaltar novamente: o PNDH III em si não possui inconstitucionalidades, mas algumas propostas de projeto de lei idealizadas para complementá-lo, sim &#8211; e é contra isso que me insurjo.</p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"> </span> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em>b)Promover diálogo com o Ministério Público para proposição de ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos.</em></strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-weight: normal;">Bom, eu falei bastante sobre isso no Twitte</span><em><span style="font-weight: normal;"><span style="font-style: normal;">r</span></span>,</em></strong> e lendo as propostas aprovadas pela Confecom descobri que há várias delas prevendo uma atuação mais efetiva do Ministério Público no que tange à violação dos direitos humanos na imprensa &#8211; <span style="text-decoration: underline;">que, em minha modesta opinião, juntamente com a desconcentração das teletransmissões e radiofusões, seriam a forma mais efetiva de se alcançar a democratização da comunicação almejada</span>. Não acho ruim tal medida; <span style="text-decoration: underline;"><strong>só ressalto que o MP hoje já tem tal atribuição; caberia à sociedade cobrar posturas mais assertivas quanto a isso.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em>c</em></strong><strong><em>)Suspender patrocínio e publicidade oficial em meios que veiculam programações atentatórias aos Direitos Humanos.</em></strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui eu vejo um dado complicador não para as emissoras de televisão, mas sim para o Poder Público. Confesso que não sei como funciona o sistema de anúncios do Poder Público nas emissoras de rádio e televisão, mas imagino que eles possam ser interrompidos a qualquer momento, por ato do responsável (ato arbitrário puro e simples). A partir do momento em que existe um artigo dizendo que serão suspensos os patrocínios oficiais em emissoras que veiculam programações atentatórias aos direitos humanos ( e ressalto de novo para o perigo de uma definição mal feita do que seria isso) , haverá, a fim de obedecer-se ao princípio da legalidade, necessidade de processo administrativo (com duplo grau de jurisdição) a fim de se verificar a ocorrência ou não do fato. Repito: eu não sei como isso funciona, mas acho que, apesar de legítima, essa disposição é um tanto quanto inócua.</p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em>d)Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar </em></strong><strong><em>ranking</em></strong><strong><em> nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações.</em></strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom, aqui a coisa complica. Em princípio, elaborar rankings não é um problema, eles aliás são feitos toda hora; o problema é se esses tais &#8221; rankings&#8221; servirão de base para cassação das concessões outorgadas (imagino que sim). Nesse caso, eu  confesso que não gosto não.</p>
<p style="text-align: justify;">Não gosto porque esse tipo de controle envolve sempre questões de convicção pessoal. Querem ver um exemplo? Tem mulheres que acham abuso contra a mulher ela aparecer nua, ou em roupas sensuais, porque isso a objetificaria. Eu acho um tanto quanto exagerado mesmo  a quantidade de comerciais onde um monte de mulher bonita aparece semivestida, mas sinceramente? Prefiro isso a ter uma comissão de mulheres definindo que não pode aparecer mulher em trajes sumários, ou que elas só possam aparecer exercendo cargos elevados. Ou ainda, que não possa aparecer, numa novela, cena de uma mulher apanhando do marido. Certamente violência contra a mulher fere direitos humanos, mas acho que negar a realidade não vai melhorá-la; ao contrário, acredito que determinados assuntos devam ser expostos a fim de suscitar o debate público. Enfim, o problema não é o ranking em si, mas o que farão com ele. E definitivamente não quero um Estado na função de grande pai dizendo pra mim o que é bom e o que não é bom. Não gosto desse tipo de tutela. Prefiro descobrir sozinha. <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="padding-left: 90px; text-align: justify;"><em><strong>e)Desenvolver programas de formação nos meios de comunicação públicos como instrumento de informação e transparência das políticas públicas, de inclusão digital e de acessibilidade.</strong></em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em><strong> </strong></em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em> </em></strong></p>
<p>Não tenho nada contra, muito pelo contrário. Quanto mais transparente o governo for, melhor.</p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em>f)Avançar na regularização das rádios comunitárias e promover incentivos para que se afirmem como instrumentos permanentes de diálogo com as comunidades locais.</em></strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p>Também não tenho nada contra &#8211; acho inclusive importante. Isso sim é promover acesso à difusão da informação, e não umas coisas que ando lendo por aí.</p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><em>g)Promover a eliminação das barreiras que impedem o acesso de pessoas com deficiência sensorial à programação em todos os meios de comunicação e informação, em conformidade com o Decreto n</em></strong><sup><span style="text-decoration: underline;"><strong><em>o</em></strong></span></sup><strong><em> 5.296/2004, bem como acesso a novos sistemas e tecnologias, incluindo Internet.</em></strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p>Também não há o que falar, certo?</p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong> <strong> </strong> <strong> </strong> <strong> </strong> <strong> </strong> <strong>Objetivo Estratégico II: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação. </strong><strong>Ações Programáticas: </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">a<strong>)Promover parcerias com entidades associativas de mídia, profissionais de comunicação, entidades sindicais e populares para a produção e divulgação de materiais sobre Direitos Humanos.</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong>b)Incentivar pesquisas regulares que possam identificar formas, circunstâncias e características de violações dos Direitos Humanos na mídia.</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">c<strong>)Incentivar a produção de filmes, vídeos, áudios e similares, voltada para a educação em Direitos Humanos e que reconstrua a história recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organização e de resistência.</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pergunta: um filme que mostre as iniciativas populares de resistência de forma negativa estará abarcado por este item? Porque vocês sabem, a vida não é novela da Janete Clair onde tem o vilão e o bonzinho, bem e mal, preto ou branco. Ela é feita de matizes de cinza, né? E ainda que eu não goste de determinados posicionamentos, acho que todo mundo tem o direito de dizer o que pensa (sem ofensas, <em>bien compris</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">Não tenho ideia se algumas propostas da Confecom concernentes ao jornalismo em si serão enviadas como Projeto de Lei tendo em vista o PNH III, não consegui descobrir. Achei essa matéria <a href="http://www.brasil.agenciapulsar.org/nota.php?id=5534">aqui</a> afirmando que algumas delas serão enviadas ao Congresso após análise do Governo &#8211; e até onde eu sei, de uma vez que o Sr. José Sarney é aliado do Governo, du-vi-de-o-dó que as propostas que eu julgo  mais importantes e efetivas, visando a desconcentração,  sejam encaminhadas; por outro lado, sou capaz de apostar que tentarão impingir algumas das propostas flagrantemente inconstitucionais que prevêem o controle externo da mídia (e a própria situação em que se encontra o Estado de São Paulo é prova de que alguns são favoráveis a esse tipo de ingerência externa) -; espero estar enganada e, caso esteja,  e virei aqui fazer um<em> mea culpa</em>, podem cobrar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo? O PNDH III não contém inconstitucionalidades, mas há algumas propostas em torno dele perigosas para a liberdade de expressão ( importante ressaltar que li todas as propostas  da Confecom)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Se alguém quiser discutir (discussão, bem entendido, dos fatos, de ideias, e não aquela coisa 5a série de &#8220;ah, se você não concorda com tudo você é um porco capitalista&#8221;, &#8220;mas o FHC assinou também então você não pode reclamar agora&#8221;, &#8221; se Huguinho, Zezinho e Luizinho são contra eu sou a favor porque não fico do lado de Huguinho, Zezinho e Luizinho&#8221;)  o assunto, sintam-se em casa (lembrando sempre daquelas regrinhas básicas de conduta em sociedade, certo? <img src='http://ladyrasta.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  )</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;">****</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">P.S. Deixo de mencionar aqui as outras questões polêmicas do PNDH III, pois este texto ficaria (ainda mais) longo do que já está; mas lamento que o texto sobre aborto tenha sido suavizado, e não acho que audiência de conciliação antes de reintegração de posse resolva seja lá o que for (a redação anterior, exigindo presença de juízes era melhor &#8211; apesar de achar impossível de se executar); nada a opor no entanto, ao aumento do índice de produtividade das grandes propriedades de terra,  devidamente estruturadas e não do agricultor médio (pra mim não é só o tamanho que deve ser levado em consideração aí, mas a capacidade econômica do agricultor). E também acho que camponeses já assentados que venderam suas terras e estão de novo no campo pleiteando terras não podem mais fazê-lo &#8211; inclusive deveriam ser punidos por má-fé  ;-)</p>
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