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	<title>Genoma</title>
	
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	<description>Site do Centro de Estudos do Genoma Humano</description>
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		<title>Nova estratégia contra a hipertensão</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:04:55 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/img_4jvud3315__hipertensao.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4670" title="img_4jvud3315__hipertensao" src="http://i2.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/img_4jvud3315__hipertensao.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a>Uma promissora estratégia para tratar a hipertensão começa a ser delineada pela equipe do médico Robson dos Santos, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em um artigo publicado em abril na revista <em>Circulation Research</em>, uma das mais bem conceituadas na área cardiovascular, os pesquisadores descreveram uma pequena molécula naturalmente produzida pelo organismo que faz os vasos sanguíneos relaxarem e a pressão sanguínea diminuir. Essa molécula – trata-se de um peptídeo (fragmento de proteína) chamado alamandina – se soma ao já complexo mecanismo bioquímico de regulação da pressão arterial e abre a possibilidade de explorar uma forma de controle diferente da proporcionada pelas medicações disponíveis.</p>
<p>A maior parte dos anti-hipertensivos em uso tenta reduzir a pressão do sangue sobre as paredes internas dos vasos sanguíneos de duas maneiras: bloqueando a ação de compostos que fazem os vasos se contraírem e a pressão arterial subir ou estimulando a redução do volume de sangue ao eliminar parte de sua água na urina. Santos e seu grupo imaginam que seja possível controlar a hipertensão, problema que atinge 20% dos adultos e metade das pessoas com mais de 60 anos no Brasil, usando uma estratégia distinta. Em vez de frear a ação dos compostos que elevam a pressão, eles pretendem aumentar a concentração sanguínea de moléculas como a alamandina, que fazem a pressão diminuir.</p>
<p>Os pesquisadores acreditam que a alamandina possa atuar em conjunto com outro peptídeo que faz baixar a pressão arterial: a angiotensina 1-7, que Santos ajudou a identificar no final dos anos 1980. Desde meados do século passado se sabe que, de modo geral, a pressão arterial é controlada pela ação de peptídeos chamados angiotensinas, que funcionam como hormônios e atuam sobre as células da parede dos vasos sanguíneos. Sob situações de estresse psicológico ou condições que alteram a concentração de sais ou o volume de líquido no sangue (como diarreia e hemorragia), os rins iniciam a produção de uma enzima chamada renina, que aciona a produção em cascata de algumas formas de angiotensina capazes de fazer a pressão subir. Quando é ativado ocasionalmente, esse mecanismo é essencial para manter a saúde do organismo. Mas se torna danoso se a ativação for contínua.</p>
<p>Até os anos 1980 se acreditava que esse mecanismo bioquímico, conhecido como sistema renina-angiotensina, tivesse ação exclusivamente vasoconstritora e só funcionasse para aumentar a pressão arterial. Isso começou a mudar durante um estágio de pós-doutoramento que Santos fez na Cleveland Clinic Foundation, em Ohio, Estados Unidos. Ele e outros pesquisadores de lá identificaram no sangue uma forma de angiontensina – a angiotensina 1-7, um dos integrantes do sistema renina-angiotensina – que fazia a musculatura dos vasos relaxar e a pressão diminuir. “Desde aquela época ficamos atentos para a presença de outros peptídeos que produzissem vasodilatação”, recorda Santos.</p>
<p><strong>Possibilidades<br />
</strong>Ele começou a suspeitar da existência da alamandina em 2008, quando um de seus colaboradores, o pesquisador alemão Joachim Jankowski, descobriu outro componente desse complicado sistema, a angiotensina A, a partir do qual é produzida a alamandina. Mas preferiu esperar cinco anos antes de publicar a descoberta, até identificar o receptor específico a que ela se conecta e entender melhor o seu funcionamento. Hoje se sabe que tanto a alamandina quanto a angiontensina 1-7 estimulam as células que revestem internamente os vasos sanguíneos a produzir óxido nítrico, gás que relaxa a musculatura da parede das artérias. Por essa razão, Santos trabalha no desenvolvimento de compostos que possam aumentar a concentração de ambas no sangue e aprimorar o controle da pressão arterial. “Acreditamos que a angiotesina 1-7 e a alamandina podem atuar juntas e, melhor ainda, esperamos que uma possa potencializar o efeito da outra”, diz o pesquisador, que imagina ser possível desenvolver compostos com aplicações que vão além da hipertensão, uma vez que a angiotensina 1-7 também ajuda a reduzir o nível de algumas formas de colesterol e aumentar o aproveitamento da glicose pelas células, que é deficiente em boa parte dos hipertensos.</p>
<p>“A descoberta dessa molécula pode dar origem a uma nova classe de medicamentos com indicação para os casos em que os remédios tradicionais não funcionem tão bem”, afirma a médica Maria Claudia Irigoyen, chefe do Laboratório de Hipertensão Experimental do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo (USP). Para ela, o fato de a alamandina se ligar a receptores diferentes nas células dos vasos sanguíneos aumenta o seu espectro de atuação terapêutica.</p>
<p>O pesquisador de Minas concentra agora seu trabalho em duas frentes. Uma básica, voltada para identificar a via de sinalização da alamandina no interior das células, e outra clínica, com o objetivo de testar a ação dessa molécula em pessoas com hipertensão. Atualmente um composto à base de angiontensina 1-7, desenvolvido pelo grupo de Santos, avança nos testes com seres humanos – ele já foi dado a grávidas com pré-eclâmpsia para regularizar o nível do peptídeo no sangue e controlar a pressão arterial (<em>ver </em>Pesquisa FAPESP <em>nº 203</em>), e os testes com a alamandina devem ser iniciados já no segundo semestre deste ano. “Como esse peptídeo é produzido pelo próprio organismo, acreditamos que não haverá efeitos tóxicos. Por isso, podemos pular os testes toxicológicos, feitos com animais, e ir direto aos testes clínicos”, diz Santos, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanobiofarmacêutica (INCT-Nanobiofar).</p>
<p>Ex-aluno de Eduardo Moacyr Krieger, um dos maiores especialistas brasileiros em hipertensão, Santos integra um seleto grupo de pesquisadores que se dedica a levar as descobertas da bancada aos pacientes e se preocupa com o ritmo das pesquisas nessa área no país. “Temo que aconteça conosco o que ocorreu com o captopril, mesmo considerando que nosso composto já esteja protegido por patentes”, afirma Santos, inquieto com a demora resultante do suporte financeiro insuficiente e dos entraves burocráticos à inovação no setor acadêmico e no empresarial.</p>
<p>Nos anos 1960, o farmacologista Sérgio Ferreira, da USP em Ribeirão Preto, identificou no veneno da jararaca uma molécula (o fator de potenciação da bradicinina) que bloqueia a formação de angiotensina II e leva ao desenvolvimento do anti-hipertensivo captopril. Na época não havia preocupação em requerer patentes e o lucro da produção do medicamento foi para um laboratório estrangeiro. “Se não avançarmos logo”, diz Santos, “perderemos novamente a dianteira”.</p>
<p><em>Artigo científico</em><br />
LAUTNER, R. <em>et al</em>. Discovery and characterization of alamandine, a novel component of the renin-angiotensin system. <strong>Circulation Research</strong>. v. 112. p. 1.104-11. 2013.</p>
<p>MARTHA SAN JUAN FRANÇA</p>
<p><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/nova-estrategia-contra-a-hipertensao/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=nova-estrategia-contra-a-hipertensao">http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/nova-estrategia-contra-a-hipertensao/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=nova-estrategia-contra-a-hipertensao</a></p>
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		<title>Cientistas obtêm pela primera vez células-tronco de clone humano</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/celulas-tronco.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4667" title="celulas-tronco" src="http://i2.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/celulas-tronco.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a>WASHINGTON &#8211; Uma equipe de cientistas de Oregon, nos EUA, anunciou nesta quarta-feira, 15, que conseguiu reprogramar células da pele humana para que atuem como células-tronco, o que pode abrir caminho para a clonagem com fins terapêuticos de órgãos humanos. Com grandes implicações, o feito suscitou reações imediatas, tanto da comunidade científica favorável como da Igreja Católica e de outros opositores da clonagem humana, que repudiaram o experimento.</p>
<p>Os cientistas acreditam que as células-tronco poderiam ser usadas para substituir as células danificadas por doenças ou lesões, e para tratar males como o Parkinson, a esclerose múltipla, as doenças cardíacas e as lesões na medula espinhal. A equipe, que publicou suas conclusões na revista científica &#8220;Cell&#8221;, é integrada por especialistas da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (EUA), que tem como chefe de pesquisa Shoukhrat Mitalipov, cientista que conseguiu em 2007 a conversão das células da pele de macacos em células-tronco.</p>
<p>A técnica usada por Mitalipov e seus colaboradores é uma variações de um método comumente usado, chamado transferência nuclear de célula somática, que consiste no transplante do núcleo de uma célula de um indivíduo para o óvulo do qual se tenha retirado seu material genético. &#8220;Estas células-tronco obtidas por esta técnica têm demostrado sua capacidade para se diferenciar como células-tronco embrionárias normais em diferentes tipos de células, nervosas, hepáticas e cardíacas&#8221;, explicou o doutor Mitalipov.</p>
<p>Desde o nascimento em 1996 no Reino Unido da ovelha Dolly, o primeiro animal clonado, os pesquisadores já conseguiram clonar 20 espécies diferentes, entre cabras, vacas e coelhos, ainda que nunca tenha feita clones de macacos e primatas,cuja biologia de reprodução é mais complexa.</p>
<p>EFE</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-obtem-pela-primera-vez-celulas-tronco-de-clone-humano,1032148,0.htm">http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-obtem-pela-primera-vez-celulas-tronco-de-clone-humano,1032148,0.htm</a></p>
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		<title>Projeto do Genoma Humano é selecionado no Programa Cepid de 2013</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 13:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direto do Centro]]></category>

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		<description><![CDATA[O Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco foi selecionado este ano para ser novamente um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), programa de financiamento lançado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de &#8230; <a href="http://genoma.ib.usp.br/?p=4663">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/cepid.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4664" title="cepid" src="http://i0.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/cepid.gif?resize=150%2C150" alt="" /></a>O Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco foi selecionado este ano para ser novamente um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), programa de financiamento lançado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) de apoio à produção científica no país. É a segunda vez que o centro é selecionado. Na primeira, em 2000, as pesquisas tiveram como foco o mapeamento de novos genes responsáveis por doenças genéticas de heranca Mendeliana e o estudo de expressão e diferenciação gênica em distúrbios genéticos complexos. Este ano, o projeto foi ampliado para abranger pesquisas sobre genética e instabilidade genômica associadas ao envelhecimento e a doenças degenerativas.</p>
<p>O projeto prevê também estudos sobre mecanismos epigenéticos envolvidos na manifestação dessas doenças e sobre a variabilidade fenotípica de indivíduos com mutações de doenças mendelianas.  No caso dos estudos sobre envelhecimento,o Centro desenvolverá também projeto por meio do qual irá comparar a variação do genoma e funcionamento do cérebro de indivíduos brasileiros saudáveis com mais de 80 anos e com um grupo de pessoas com mais de 60 anos. Está previsto o desenvolvimento de kits para o diagnóstico de doenças raras e o estabelecimento de parcerias com empresas <em>start-ups</em> de biotecnologia, além de programas de educação e difusão de ciência.</p>
<p><strong>O que é o Cepid</strong></p>
<p>O Programa Cepid foi iniciado pela FAPESP em 2000, como suporte a 11 centros de pesquisa no período de 2001 a 2013. Foi um sucesso e, em 2011, foi anunciada uma segunda chamada de pesquisa, por meio da qual foram selecionados 17 Cepids. Sete deles, entre os quais o Genoma Humano, ampliaram o seu escopo de investigação e tiveram novos planos de pesquisa, inovação e difusão aprovados em edital.</p>
<p>A ideia por trás do programa é incentivar a formação de núcleos de trabalho científico que integrem três campos. O primeiro é a execução de um programa multidisciplinar de pesquisa básica ou aplicada. O outro é a realização de projetos de inovação tecnológica, com empresas, ou de políticas públicas, com órgãos públicos ou organizações não-governamentais.</p>
<p>A terceira vertente é a interação com o sistema educacional, por meio de cursos para estudantes e professores do desenvolvimento de técnicas educacionais ou de recursos pedagógicos, como museus de ciência, vídeos e<em>softwares</em> .</p>
<p>O investimento total do programa, segundo a Fapesp, é de US$ 680 milhões, sendo US$ 370 milhões da FAPESP e US$ 310 milhões em salários pagos pelas instituições-sede aos pesquisadores e técnicos. Os Centros contarão ainda com fundos adicionais aportados por indústrias parceiras e por outras agências de fomento à pesquisa. Trata-se de um dos maiores investimentos em programa de pesquisa apoiado por agência de fomento já anunciados no Brasil.</p>
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		<title>Cientistas curam epilepsia em cobaias ao fazer transplante cerebral</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 14:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Cientistas americanos conseguiram curar, pela primeira vez, camundongos com epilepsia ao fazer um transplante de células cerebrais. Os resultados do estudo foram publicados na edição online da revista &#8220;Nature Neuroscience&#8221;, no domingo (5). Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em &#8230; <a href="http://genoma.ib.usp.br/?p=4658">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/epilepsia.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4659" title="epilepsia" src="http://i0.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/epilepsia.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a>Cientistas americanos conseguiram curar, pela primeira vez, camundongos com epilepsia ao fazer um transplante de células cerebrais. Os resultados do estudo foram publicados na edição online da revista &#8220;Nature Neuroscience&#8221;, no domingo (5).</p>
<p>Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) utilizaram terapia celular para controlar as convulsões das cobaias. Metade dos roedores tratados foi totalmente curada, e os demais tiveram o número de crises espontâneas reduzido drasticamente, além de terem se tornado menos agitados e conseguirem um melhor desempenho em testes de labirinto na água.</p>
<p>Para isso, os animais passaram por uma cirurgia em que células embrionárias chamadas MGE substituíram as estruturas que falhavam na epilepsia. Quando migram e amadurecem, essas células desempenham um papel importante no estabelecimento do equilíbrio entre a excitação e a inibição.</p>
<p>No caso da doença, as MGE inibiram a sinalização de circuitos nervosos hiperativos no hipocampo, região do cérebro associada às convulsões, além de ser a sede da memória e do aprendizado. Além disso, elas foram capazes de se integrar normalmente aos circuitos neurais já existentes.</p>
<p>Anteriormente, outros cientistas haviam usado diferentes tipos de células em transplantes de roedores, mas não obtiveram sucesso na interrupção das crises de epilepsia. A própria equipe da UCSF chegou a realizar cirurgias na amígdala – região do cérebro envolvida na memória e nas emoções – dos roedores, mas não teve resultado positivo.</p>
<p><strong>Terapia mais efetiva que remédios</strong><br />
Segundo o principal autor do estudo, Scott C. Baraban, a terapia celular pode ser mais efetiva para a doença que os atuais medicamentos disponíveis, pois as drogas apenas controlam os sintomas, e não agem sobre as causas por trás das convulsões.</p>
<p>Baraban destaca que a descoberta é um passo encorajador em direção ao uso de neurônios inibitórios para o transplante de células em adultos com formas graves de epilepsia.</p>
<p>&#8220;Esse procedimento oferece a possibilidade de controlar as convulsões e resgatar deficits cognitivos em pacientes&#8221;, acredita.</p>
<p>A equipe de Baraban trabalhou com um tipo de epilepsia grave e resistente a remédios, chamada epilepsia do lobo temporal mesial. Esse problema geralmente se desenvolve na adolescência, às vezes anos após uma convulsão ser desencadeada por febre alta na infância.</p>
<p>Outra pesquisa conduzida pela UCSF e publicada na quinta-feira (2) na revista especializada &#8220;Cell Stem Cell&#8221; aponta outro passo animador nessa área. Os autores conseguiram produzir em laboratório células MGE semelhantes às humanas e, ao serem transplantadas em camundongos saudáveis, elas funcionaram como neurônios inibitórios.</p>
<p><strong>Como são as crises</strong> <strong>epilépticas</strong><br />
Durante as convulsões causadas pela epilepsia, contrações musculares extremas e, muitas vezes, a perda da consciência podem provocar perda de controle, quedas e lesões graves. Ao mesmo tempo, há os efeitos não visíveis, que incluem uma descarga anormal sobre a excitação de células nervosas.</p>
<p>Em muitas formas da doença, a perda ou o mau funcionamento de neurônios inibitórios no interior do hipocampo desempenha um papel crítico. Assim, os pacientes podem perder células nervosas e sofrer alterações comportamentais e diminuição da capacidade de resolver problemas.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/cientistas-curam-epilepsia-em-roedores-com-transplante-cerebral.html">http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/cientistas-curam-epilepsia-em-roedores-com-transplante-cerebral.html</a></p>
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		<title>Manipulação de gene ligado ao Parkinson prolonga vida de moscas</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 13:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A manipulação de um gene ligado ao Mal de Parkinson prolongou em 25% a vida de drosófilas, o que poderá proporcionar importantes informações sobre esta doença e o envelhecimento humano, revela um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos. &#160; &#8230; <a href="http://genoma.ib.usp.br/?p=4654">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="text"><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/parkingson.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4655" title="parkingson" src="http://i2.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/parkingson.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a>A manipulação de um gene ligado ao Mal de Parkinson prolongou em 25% a vida de drosófilas, o que poderá proporcionar importantes informações sobre esta doença e o envelhecimento humano, revela um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="text">&#8220;O envelhecimento é um fator de risco importante para o desenvolvimento e a progressão de muitas enfermidades neurodegenerativas&#8221;, como o Mal de Alzheimer, lembrou David Walker, professor de biologia e fisiologia na Universidade da Califórnia em Los Angeles, principal autor da pesquisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="text">&#8220;Acreditamos que nossa descoberta lança luz sobre o mecanismo molecular ligado a estes dois processos&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="text">Este gene, chamado de &#8216;parkin&#8217;, tem ao menos duas funções vitais: detecta as proteínas danificadas para que sejam eliminadas antes que se tornem tóxicas, e desempenha um papel importante para a remoção da mitocôndria danificada. As mitocôndrias são geradoras de energia na célula.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="text">Os pesquisadores elevaram os níveis do gene &#8216;parkin&#8217; nas drosófilas e verificaram que estes insetos, cuja longevidade é inferior a dois meses, viveram mais 25% do que o grupo de controle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="text">&#8220;Apenas com o aumento do nível dos genes &#8216;parkin&#8217;, estas moscas viveram significativamente mais tempo, sem deixar de ser saudáveis, ativas e férteis&#8221;, destacou Anil Rana, outro pesquisador da equipe, cujo trabalho está publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências (PNAS, sigla em inglês).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="text">Entre os humanos, um tratamento para aumentar a atividade do gene &#8216;parkin&#8217; poderia retardar a aparição e a progressão do Parkinson e de outras doenças relacionadas à idade, estimam os pesquisadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="text">A maioria das pessoas com Mal de Parkinson desenvolve a doença em idade adulta, mas alguns nascem com uma mutação do gene &#8216;parkin&#8217; e apresentam sintomas da doença desde cedo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="text">&#8220;Nossa pesquisa poderá revelar que o gene &#8216;parkin&#8217; é um importante objetivo terapêutico para doenças neurodegenerativas e, possivelmente, para outras enfermidades ligadas ao envelhecimento&#8221;, destacou David Walker.</p>
<p class="text"><a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/manipulacao-de-gene-ligado-ao-parkinson-prolonga-vida-de-moscas,464d94174c97e310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html">http://noticias.terra.com.br/ciencia/manipulacao-de-gene-ligado-ao-parkinson-prolonga-vida-de-moscas,464d94174c97e310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html</a></p>
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		<title>Pesquisa abre caminho para nova terapia contra anemia congênita</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 13:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Com auxílio da técnica de reprogramação celular premiada com o Nobel de Medicina em 2012, cientistas brasileiros e americanos conseguiram transformar células da pele de portadores de uma mutação genética causadora de anemia aplástica em células-tronco pluripotentes, semelhantes às embrionárias. &#8230; <a href="http://genoma.ib.usp.br/?p=4651">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/anemia.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4652" title="anemia" src="http://i0.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/anemia.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a>Com auxílio da técnica de reprogramação celular premiada com o Nobel de Medicina em 2012, cientistas brasileiros e americanos conseguiram transformar células da pele de portadores de uma mutação genética causadora de anemia aplástica em células-tronco pluripotentes, semelhantes às embrionárias.</p>
<p>Também conhecida como aplasia de medula, essa doença potencialmente fatal é caracterizada pela produção insuficiente de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. O resultado são infecções frequentes, sangramentos e anemia grave.</p>
<p>O objetivo dos pesquisadores é encontrar, no futuro, um meio de transformar células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês) em células-tronco hematopoiéticas – que têm a capacidade de formar todas as células do sangue –, para então infundi-las nos pacientes e promover regeneração da medula.</p>
<p>Atualmente, a única opção terapêutica nos casos de anemia aplástica congênita é o transplante de medula com doador, mas apenas 25% dos afetados encontram um voluntário compatível. No Brasil, estima-se o surgimento de 400 novos casos da doença por ano.</p>
<p>O estudo foi realizado por pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP – na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), e contou com a parceria de cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), dos Estados Unidos. Os resultados foram descritos na edição mais recente do The Journal of Clinical Investigation.</p>
<p>O método de reprogramação celular usado foi descrito em 2006 por Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, no Japão, e consiste em inserir em uma célula adulta certas proteínas que alteram a expressão do genoma celular.</p>
<p>“Esses quatro fatores de transcrição descobertos por Yamanaka ativam genes relacionados ao estágio embrionário da célula e desligam outros genes que deveriam estar ativos após o amadurecimento celular. Mas não sabíamos se era possível fazer essa reprogramação em portadores da mutação genética causadora de anemia aplástica”, contou Rodrigo Calado, pesquisador do CTC que coordenou a investigação.</p>
<p>Segundo Calado, a aplasia de medula também pode ser de origem autoimune. Nesse caso, o próprio sistema imunológico destrói as células da medula responsáveis pela produção do sangue e o tratamento é feito com medicamentos imunossupressores.</p>
<p>Mas, no caso dos pacientes que participaram da pesquisa, a causa da doença é um defeito no gene responsável pela síntese de uma enzima chamada telomerase, fundamental para manter a capacidade de proliferação celular.</p>
<p>“Nas pontas dos cromossomos existem estruturas chamadas telômeros. Eles servem para proteger o DNA, assim como o plástico presente na ponta dos cadarços. Toda vez que a célula se divide, os telômeros diminuem de tamanho, até um momento em que a célula não consegue mais se proliferar e morre ou entra em senescência (perde a capacidade de se dividir). Isso está relacionado ao processo de envelhecimento”, explicou Calado.</p>
<p>Mas a enzima telomerase é capaz de manter o comprimento dos telômeros intacto mesmo após a divisão celular. Por essa razão, precisa estar altamente expressa na fase embrionária e, durante toda a vida, nas células-tronco, que estão em constante divisão. Esse é o caso das células da medula óssea.</p>
<p>Nos pacientes com a mutação genética, como não há telomerase suficiente, as células hematopoiéticas sofrem uma espécie de envelhecimento precoce e não conseguem proliferar adequadamente. Outras partes do corpo também são afetadas e, frequentemente, essas pessoas sofrem de cirrose hepática ou fibrose pulmonar.</p>
<p>“Um dos nossos objetivos era justamente ver o que acontecia com os telômeros durante o processo de reprogramação celular. Teoricamente, eles deveriam ficar mais longos, já que a célula passa por uma espécie de rejuvenescimento, ou seja, volta a um estágio anterior de seu desenvolvimento”, disse Calado.</p>
<p>Para fazer essa verificação, os cientistas reprogramaram as células da pele de dois grupos de pacientes: portadores de anemia aplástica com a mutação genética e voluntários saudáveis que serviram de controle.</p>
<p>“Pudemos observar que, no grupo controle, os telômeros dobraram de tamanho após a reprogramação celular. Já nas células com o gene mutante eles continuaram praticamente iguais”, contou o pesquisador.</p>
<p>Outro fenômeno observado pelo grupo foi que, ao reduzir o nível de oxigênio nas estufas onde as células pluripotentes estavam armazenadas, o tamanho dos telômeros aumentou 20% nos dois grupos após um mês.</p>
<p>“Reduzimos a concentração de oxigênio de 21%, presente no ar ambiente, para 5%. Isso induziu a expressão de uma proteína chamada HIF, que por sua vez aumentou a síntese da telomerase. Além disso, com menos oxigênio, o DNA sofreu menos oxidação e houve menor produção de radicais livres”, contou Calado.</p>
<p><strong>Quebra-cabeça<br />
</strong>Embora o trabalho tenha levantado uma série de resultados inéditos e promissores, ainda há muitas peças do quebra-cabeça a serem encontradas antes que essa linha de pesquisa se torne uma terapia possível de ser testada em humanos.</p>
<p>Um dos primeiros obstáculos a serem superados é descobrir um meio de induzir a pluripotência nas células adultas sem a necessidade de usar um vírus como vetor.</p>
<p>“Em nossa pesquisa, assim como na de Yamanaka, introduzimos em um vírus os genes responsáveis pela expressão das quatro proteínas necessárias para reprogramar a célula. O vírus então se integra ao cromossomo e a célula passa a sintetizar esses fatores de transcrição. Alguns grupos tentaram incluir diretamente os genes nos cromossomos das células, mas o resultado não foi tão eficiente”, contou Calado.</p>
<p>A parte do DNA viral responsável por causar doenças é retirada antes do procedimento. Ainda assim, é consenso entre os cientistas que as células pluripotentes obtidas por essa técnica não devem ser testadas em humanos por causa do risco de induzir a formação de tumores.</p>
<p>“Essas células já foram testadas em animais e, em alguns casos, houve desenvolvimento de tumores. As células-tronco obtidas de embriões já foram aplicadas em humanos e também houve casos de câncer”, contou Calado.</p>
<p>Para minimizar esse risco, afirmou, os cientistas precisam investigar melhor os mecanismos que regulam a expressão dos genes nas células-tronco. Dessa forma, terão um controle maior sobre seu comportamento no organismo.</p>
<p>Outro desafio, no caso específico da anemia aplástica, é encontrar uma forma de promover a transformação das IPS em células-tronco hematopoiéticas. “Hoje conseguimos induzir apenas transformação em células do sangue já diferenciadas, como leucócitos, plaquetas e glóbulos vermelhos”, disse Calado.</p>
<p>O <em>The Journal of Clinical Investigation (JCI)</em> publicou a íntegra do artigo <a href="http://www.jci.org/articles/view/67146" target="_blank"><em>Defective telomere elongation and hematopoiesis from telomerase-mutant aplastic anemia</em></a> em sua página eletrônica na internet.</p>
<p>KARINA TOLEDO &#8211; <strong>Agência FAPESP</strong></p>
<p><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/07/pesquisa-abre-caminho-para-nova-terapia-contra-anemia-congenita/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pesquisa-abre-caminho-para-nova-terapia-contra-anemia-congenita">http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/07/pesquisa-abre-caminho-para-nova-terapia-contra-anemia-congenita/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pesquisa-abre-caminho-para-nova-terapia-contra-anemia-congenita</a></p>
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		<title>Estudo americano decifra processo de envelhecimento</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 16:49:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um estudo realizado por cientistas de Albert Einstein College of Medicine em Nova York, nos Estados Unidos, aponta que a atividade de uma molécula no hipotálamo (uma região do cérebro) é responsável por sinalizar o começo do envelhecimento. A pesquisa &#8230; <a href="http://genoma.ib.usp.br/?p=4641">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/envelhicimento.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4642" title="envelhicimento" src="http://i0.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/envelhicimento.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a>Um estudo realizado por cientistas de Albert Einstein College of Medicine em Nova York, nos Estados Unidos, aponta que a atividade de uma molécula no hipotálamo (uma região do cérebro) é responsável por sinalizar o começo do envelhecimento. A pesquisa foi publicada ontem na revista especializada Nature. A descoberta pode levar a novos tratamentos para doenças envolvendo a velhice.</p>
<p>A equipe do fisiólogo Dongsheng Cai monitorou, no cérebro de ratos, a atividade da NF-kB, uma molécula que controla a transcrição de DNA e é relacionada a inflamações e à reação do corpo a situações de estresse. Eles descobriram que a molécula se torna mais ativa no hipotálamo conforme o rato fica mais velho.</p>
<p>Procedimento. Quando era injetada nos animais uma substância que inibe a ação da NF-kB, os ratos viviam mais, tinham mais sucesso em testes de cognição e movimento e mostraram menor declínio em força muscular, espessura de pele e massa óssea. Já os ratos que receberam a substância que estimulava a atividade da molécula morriam mais cedo. &#8220;Nós oferecemos evidências científicas para o conceito de que o envelhecimento sistêmico é influenciado por um tecido particular no corpo&#8221;, disse Cai.</p>
<p>Manipulando o hipotálamo, ele conseguiu aumentar a longevidade dos ratos em 20%. E admitiu que o mesmo tratamento pode funcionar em humanos.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estudo-americano--decifra-processo-de--envelhecimento-,1027572,0.htm">http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estudo-americano&#8211;decifra-processo-de&#8211;envelhecimento-,1027572,0.htm</a></p>
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		<title>Hipotálamo tem a chave do envelhecimento</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 16:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cientistas americanos descobriram um centro de comando biológico para o processo de envelhecimento em um pedaço de cérebro do tamanho de uma noz: o hipotálamo. O mecanismo, nas profundezas do cérebro de camundongos, mostrou ainda que pode ser ajustado para &#8230; <a href="http://genoma.ib.usp.br/?p=4635">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/ilustracao-cerebro-01-size-598.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4636" title="ilustracao-cerebro-01-size-598" src="http://i2.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/ilustracao-cerebro-01-size-598.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a> Cientistas americanos descobriram um centro de comando biológico para o processo de envelhecimento em um pedaço de cérebro do tamanho de uma noz: o hipotálamo. O mecanismo, nas profundezas do cérebro de camundongos, mostrou ainda que pode ser ajustado para encurtar ou alongar a vida dos roedores.</p>
<p>Em uma série de experimentos, os pesquisadores descobriram que poderiam aumentar a vida dor camundongos em 20%, sem que os animais sofressem de fraqueza muscular, perda óssea ou problemas de memória comuns na idade avançada.</p>
<p>O trabalho levanta a perspectiva tentadora de medicamentos que retardam o envelhecimento natural para prolongar a vida de seres humanos, mas mais crucial para evitar doenças relacionadas à idade, tais como diabetes, doenças cardíacas e mal de Alzheimer.</p>
<p>— Estamos animados com o trabalho, que apoia a ideia que o envelhecimento é mais que uma deterioração passiva de diferentes tecidos. Há um controle e pode ser manipulado — disse o pesquisador Dongsheng Cai ao jornal “Guardian”.</p>
<p>Na revista “Nature”, que publicou o estudo, os cientistas descrevem como chegaram ao que parece ser o centro de controle de envelhecimento no organismo. Eles descobriram que um composto químico chamado NF-kB se tornava mais ativo no cérebro de camundongos conforme eles envelheciam. Quando os pesquisadores bloquearam a substância, os camundongos viveram até 1100 dias, enquanto roedores saudáveis vivem entre 600 e mil dias. Quando eles aumentaram o nível de NF-kB, todos os camundongos morreram em 900 dias.</p>
<p>Testes feitos nos animais em seis meses de estudos constataram que aqueles sem NF-kB tinham mais músculos e ossos, eram mais saudáveis e melhores no aprendizado. Trabalhos posteriores mostraram que o NF-kB baixava os níveis de um hormônio chamado GnRH, mais conhecido pelo papel na fertilidade e no desenvolvimento de esperma e óvulos. Quando os cientistas deram aos camundongos velhor doses de GnRH, descobriram que o hormônio também estendeu a vida dos animais, e até gerou neurônios novos.</p>
<p>Segundo Cai, há muitas maneiras de conter o envelhecimento, “mas por enquanto vamos trabalhar para entender este mecanismo”, disse.</p>
<p>Em um artigo que acompanhava o estudo na “Nature”, Bruce Yankner, da Escola de Medicina de Harvard, e Dana Gabuzda, do Instituto de Câncer Dana-Farber, em Boston, escreveram que, se confirmados, os resultados podem ter “implicações importantes para o entendimento e tratamento de doenças relacionadas à idade”</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/ciencia/hipotalamo-tem-chave-do-envelhecimento-8260539">http://oglobo.globo.com/ciencia/hipotalamo-tem-chave-do-envelhecimento-8260539</a></p>
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		<title>Como andam seus telômeros?</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 15:57:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudos recentes mostraram que, além das marcas mais visíveis no corpo, o estresse crônico nos afeta em nível molecular, encurtando o tamanho dos telômeros, o que parece valer também para outros animais. Os telômeros são as regiões que se encontram &#8230; <a href="http://genoma.ib.usp.br/?p=4631">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/stress.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4632" title="stress" src="http://i0.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/stress.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a>Estudos recentes mostraram que, além das marcas mais visíveis no corpo, o estresse crônico nos afeta em nível molecular, encurtando o tamanho dos telômeros, o que parece valer também para outros animais. Os telômeros são as regiões que se encontram nas extremidades dos cromossomos.</p>
<div>Além das marcas mais visíveis no corpo, o estresse crônico nos afeta em nível molecular, encurtando o tamanho dos telômeros</div>
<p>Devido às peculiaridades da enzima DNA polimerase envolvida na duplicação do DNA, que ocorre antes da divisão celular, se não houver ajuda de outra enzima, a telomerase, haveria um encurtamento progressivo dos cromossomos à medida que as gerações de células se sucedessem. Se isso ocorresse, os cromossomos atingiriam prematuramente um limite crítico de tamanho que os tornaria instáveis, o que comprometeria o funcionamento das células e as levaria à morte.</p>
<p>Sem a telomerase, a DNA polimerase só é capaz de realizar a replicação até quase o final da cadeia, deixando um pequeno trecho sem cópia nova. A telomerase evita essa situação esticando um pouco mais as extremidades do DNA, o que permite então a duplicação integral das cadeias.</p>
<p>Entretanto, nem mesmo a telomerase evita que, ao longo da vida de um indivíduo, o DNA vá diminuindo gradualmente. Esse processo (a diminuição dos telômeros) é um entre tantos outros que refletem em nível molecular o desgaste ocorrido nas células e que leva à parada de suas funções.</p>
<p>A telomerase comporia assim um sistema de reparo do DNA, mas nem sempre atuante. Ou seja, as nossas células seguem ao longo de suas vidas um programa que compreende o equilíbrio entre reações de preservação e de desgaste do material genético. No final, prevalece o desgaste e a senescência daí decorrente.</p>
<dl>
<dt><img title="Telômeros" src="http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/302/imagens/estresseetelomeros02.jpg/image_preview" alt="Telômeros" width="400" height="249" /></dt>
<dd>Os telômeros são sequências repetitivas de DNA que protegem as extremidades dos cromossomos da mesma forma que ponteiras plásticas protegem as pontas de cadarços. Seu encurtamento e desgaste sinalizam a senescência. (imagem: Wikimedia Commons)</dd>
</dl>
<h3>Vulnerabilidade ao ambiente</h3>
<p>Alguns dados da literatura científica destacam o fato de que esse programa de vida das células pode ser alterado diretamente por fatores externos, como o estresse gerado pela simples interface formada entre o indivíduo e o seu ambiente mais imediato. Estamos assim diante de uma situação nova, na qual se percebe que os cromossomos, que acreditávamos estar alojados e protegidos nos núcleos das células, se revelam na verdade como entidades bem vulneráveis e sensíveis às intempéries ligadas a diferentes estilos de vida.</p>
<div>Os cromossomos, que acreditávamos estar protegidos nos núcleos das células, se revelam como entidades bem vulneráveis e sensíveis às intempéries ligadas a diferentes estilos de vida</div>
<p>Essa associação foi mostrada por Elizabeth Blackburn e Elissa S. Epel num <a href="http://www.nature.com/nature/journal/v490/n7419/full/490169a.html?WT.ec_id=NATURE-2012-10-11" target="_blank">artigo recente da revista <em>Nature</em></a> que revela dados impressionantes. Por exemplo, mães que tiveram que cuidar de filhos doentes sem ajuda dos parceiros tinham telômeros mais curtos do que aqueles de mulheres de grupos-controle. Isso vale também para indivíduos expostos a ameaças constantes, como guerras e outros conflitos, problemas financeiros crônicos, maus-tratos e abandono, sobretudo em crianças.</p>
<p>Incidentalmente, o encurtamento precoce dos telômeros já foi demonstrado em crianças que frequentavam cursos de alfabetização, o que enfatiza a enorme importância de garantir que esse primeiro contato com a escola seja cuidadosamente planejado. Já se conhece o profundo efeito que o <em>bullying</em> tem na vida dos estudantes e não surpreenderia se suas vítimas apresentassem telômeros significativamente menores que seus colegas.</p>
<p>No artigo de Blackburn e Epel, há um diagrama que mostra também que o efeito do estresse é duradouro. Ao comparar os comprimentos dos telômeros de adultos que sofreram episódios traumáticos durante a infância, é possível notar que o encurtamento dos telômeros é diretamente proporcional à frequência destes ao longo da vida.</p>
<p>Mas nem tudo está perdido. Experimentos com camundongos mostram que o comprimento dos telômeros pode ser revertido, o que não só traz esperança para as vítimas do estresse como também revela uma ferramenta para avaliar o sucesso das terapias adotadas.</p>
<p>Fica evidente que, longe de ser o grande ditador, o genoma de um indivíduo é um parceiro bastante plástico, o que reforça a ideia de que a discussão <em>nature</em> x <em>nurture</em> (natureza x ambiente) está longe de ser resolvida.</p>
<p><strong>Franklin Rumjanek</strong><br />
Instituto de Bioquímica Médica<br />
Universidade Federal do Rio de Janeiro</p>
<p><a href="http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/302/como-andam-seus-telomeros">http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/302/como-andam-seus-telomeros</a></p>
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		<title>Cientistas descobrem gene ligado à regeneração das células do coração</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 13:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ideia dos pesquisadores é retomar divisão celular, interrompida na infância. Técnica poderia ser usada para recuperação após infartos. Do G1, em São Paulo - Um estudo publicado nesta quarta-feira (17) revela a influência que um gene específico tem sobre a capacidade regenerativa &#8230; <a href="http://genoma.ib.usp.br/?p=4618">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-size: small;">Ideia dos pesquisadores é retomar divisão celular, interrompida na infância. Técnica poderia ser usada para recuperação após infartos.</span></h2>
<h2><a style="font-size: 13px; font-weight: normal;" href="http://genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/novas_descobertas_para_regenerar_o_coracao_1__2012-12-10171807.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4619" title="novas_descobertas_para_regenerar_o_coracao_1__2012-12-10171807" src="http://i1.wp.com/genoma.ib.usp.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/novas_descobertas_para_regenerar_o_coracao_1__2012-12-10171807.jpg?resize=150%2C150" alt="" /></a></h2>
<p>Do G1, em São Paulo - <span style="font-size: 13px; font-weight: normal;">Um estudo publicado nesta quarta-feira (17) revela a influência que um gene específico tem sobre a capacidade regenerativa do coração. Os responsáveis pela descoberta acreditam que ela possa ser aplicada em tratamentos cardíacos.</span></p>
<h2><span style="font-size: 13px; font-weight: normal;">O gene em questão se chama Meis1, e sua atuação está naturalmente ligada aos primeiros meses de vida. Cientistas já haviam percebido que a atividade deste gene sobre as células cardíacas aumenta pouco após o nascimento – que também é o período em que essas células param de se dividir e o coração adquire a forma que terá pelo resto da vida, com diferença apenas de tamanho.</span></h2>
<p>A equipe de Hesham Sadek, da Universidade do Sudoeste do Texas decidiu então testar se a &#8220;retirada&#8221; desse gene já na fase adulta faria com que as células do coração voltassem a se dividir.</p>
<p>A pesquisa, publicada na versão online da revista “Nature”, mostra que o bloqueio da ação do Meis1 obteve esse efeito desejado em camundongos no laboratório. Além disso, nenhum efeito colateral nocivo foi registrado nas cobaias.</p>
<p>Em estudos anteriores, a mesma equipe já havia descoberto que a multiplicação de células cardíacas é eficaz na regeneração do coração, necessária em casos de lesões graves, como um infarto. Portanto, se os médicos conseguirem controlar e induzir esse processo, poderão aplicá-lo na recuperação de pacientes.</p>
<h2><span style="font-size: small;"><a href="http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/04/cientistas-descobrem-gene-ligado-regeneracao-das-celulas-do-coracao.html">http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/04/cientistas-descobrem-gene-ligado-regeneracao-das-celulas-do-coracao.html</a></span></h2>
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