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Aqui estará presente um expressivo número de obras de um dos maiores nomes da pintura portuguesa actual.</description><language>en</language><managingEditor>noreply@blogger.com (Joana Morais)</managingEditor><lastBuildDate>Fri, 13 Jan 2012 17:04:40 PST</lastBuildDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">162</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><feedburner:info uri="gracamorais" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><geo:lat>38.732460</geo:lat><geo:long>-9.151150</geo:long><creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/</creativeCommons:license><image><link>http://gracamorais.blogspot.com/</link><url>http://www.feedburner.com/fb/images/pub/fb_pwrd.gif</url><title>logo</title></image><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://gracamorais.blogspot.com/atom.xml" /><feedburner:feedFlare href="http://add.my.yahoo.com/rss?url=http%3A%2F%2Fgracamorais.blogspot.com%2Fatom.xml" src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/us/my/addtomyyahoo4.gif">Subscribe with My Yahoo!</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.newsgator.com/ngs/subscriber/subext.aspx?url=http%3A%2F%2Fgracamorais.blogspot.com%2Fatom.xml" src="http://www.newsgator.com/images/ngsub1.gif">Subscribe with NewsGator</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare 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class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-k740UCpoih4/TxDIUHMeAmI/AAAAAAAAIW8/pWVU69rEFmo/s1600/Gra%25C3%25A7a+Morais+fotografia+Adriano+Miranda.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-k740UCpoih4/TxDIUHMeAmI/AAAAAAAAIW8/pWVU69rEFmo/s400/Gra%25C3%25A7a+Morais+fotografia+Adriano+Miranda.png" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Falo pintando, desenhando. Falo como sei, daquilo que sei, só falo de mim. Quando falo do meu mundo, no fundo estou a falar de mim, não estou a falar de mais ninguém.” Na cabeça de Graça Morais está Trás-os-Montes. Ela e a terra não são uma só. Mas ela não se compreende sem a terra.” &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Texto&lt;/i&gt; &lt;b&gt;Anabela Mota Ribeiro&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Fotografia&lt;/i&gt; &lt;b&gt;Adriano Miranda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nordeste transmontano, sem transição, passa-se do calor que faz a fruta amadurecer para o frio das estradas cobertas de geada. É lá que fica o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, desenhado por Eduardo Souto Moura e inaugurado em Junho de 2008. O projecto, em Bragança, é uma forma de regresso à terra, de pertença a um lugar e a um modo de ser. Graça Morais, que vive entre Lisboa e Trás-os-Montes, de certa maneira, nunca saiu de lá. O centro tem em permanência obras suas, além de exposições temporárias (até Janeiro, desenhos de Graça e esculturas de José Rodrigues).&lt;br /&gt;Mas foi no Porto que nos encontrámos para a entrevista. O pretexto era a exposição que pode ser vista até meados de Novembro na Cooperativa Árvore, &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/graca-morais-2011-caminhada-do-medo.html"&gt;A Caminhada do Medo&lt;/a&gt;, e uma série de desenhos e um painel de azulejos que em breve estará em Mirandela, num centro de hemodiálise, e que por ora está na &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2011/09/tempo-de-cerejas-e-papoilas-tras-os.html"&gt;Galeria Ratton&lt;/a&gt;, em Lisboa. &lt;br /&gt;Graça Morais tem o cabelo embranquecido. O corpo ganhou formas redondas. Parece-se cada vez mais com as mulheres que habitam os seus quadros. O traço tem o vigor de quem diz que chega mais rapidamente às coisas pelo desenho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale-me dos seus medos infantis.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nasci numa aldeia onde não havia electricidade. Na cozinha havia candeias e candeeiros a petróleo; quando íamos para a sala, levávamos o candeeiro a petróleo, quando íamos para o quarto, outro candeeiro. Tudo fazia sombras. O meu avô tinha oito filhos, a minha mãe tinha seis filhos, a família era muito grande, com mais tios que entravam. Os serões eram feitos à lareira, como em quase todas as casas transmontanas, sobretudo nas de lavoura. E contavam sempre histórias terríveis, de lobisomens, de bruxas. Ao mesmo tempo, a guerra, que ainda estava muito presente. Nasci em 1948. A minha mãe casou em 1945. Havia pessoas que falavam da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Civil de Espanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como é que essas duas guerras chegaram a uma aldeia como o Vieiro? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Penso que eram as notícias da rádio. Lembro-me de termos rádio, o único da aldeia, na casa da minha mãe. Dois ou três amigos do meu pai iam lá para casa ouvir o relato do Porto ao domingo. As pessoas ficam transformadas, berram, bebem. Ainda hoje detesto ouvir relato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A dois passos da fronteira, a Guerra Civil de Espanha, fratricida, estava mais próxima. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Era mais próxima que a Grande Guerra. Cresci a ouvir o medo da guerra e o medo dos espíritos, das almas do outro mundo. Falava-se muito das dificuldades, da fome. “Este ano foi um ano mau”. “Lá foi o vinho”. “Lá foi o azeite”. Trás-os-Montes é uma região em que se trabalha muito contra a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Contra a natureza? Toda a sua pintura parece uma exaltação da natureza. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A natureza é muito adversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Natureza Madrasta”, era assim que se dizia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo. Tínhamos em casa um oratório e quando havia grandes trovoadas, no mês de Junho, que levavam o vinho, os homens que estavam na rua vinham lá para casa rezar. Os homens e as mulheres. Rezavam e choravam na sala de jantar – que quando era criança me parecia uma sala enorme, e que hoje é uma sala normal, com o tecto pintado de azul.&lt;br /&gt;Fica esse sentimento do medo da natureza. Dos lobos. Da escuridão. Ainda hoje não consigo dormir sem uma luzinha, em casa, nos hotéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A sua casa, era rica no contexto daquela região?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não propriamente. Sou filha de uma mulher a quem se pode chamar “a herdeira”. A minha mãe era a filha mais velha de oito irmãos. Foi educada por uma madrinha e por uma tia, e foi herdeira dessa madrinha e dessa tia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que é que não foi educada pelos pais?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O pai vivia ao lado, numa casa enorme. Chamava-se Casa Grande. O meu avô era um lavrador com muitas propriedades, mas ele próprio trabalhava a terra ao lado dos obreiros. Sempre os tratou com cabrito. Dizia-se muitas vezes: “O Pinto estraga os obreiros porque os trata bem demais”. E ele respondia: “Mas quem me faz a casa são eles”. Era republicano, muito generoso. &lt;br /&gt;A mãe da minha mãe foi sempre viva. Mas nas aldeias havia o hábito de as madrinhas, quando não tinham filhos, pedirem um menino para fazer de filho. “Manda-me um dos teus filhos”. Um dos meus irmãos foi criado pelos padrinhos em Freixiel. E a minha mãe foi filha dessa madrinha, e do padrinho, e da tia. A minha mãe vivia numa parte da casa, connosco, e na outra parte vivia o meu avô com os tios. Eu tanto estava na nossa parte da casa como estava na outra parte, cheia de trabalhadores, e de filhos, e netos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Viveu sempre com uma família alargada.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Muita gente a entrar e a sair. E muitos cães e gatos. Por isso é que gosto tanto de pôr cães nos meus quadros. Eles têm um entendimento do mundo e de nós próprios, só lhes falta falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Peço estes pormenores porque tudo isto transparece nos seus quadros. É a matéria-prima essencial a partir da qual constrói a sua obra. Por isso é importante perceber quais são as referências, como é que aprendeu a olhar, o que é que viu quando começou a olhar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Está a dizer bem. Nem eu me apercebia, nem ninguém se apercebeu, de como a infância foi tão fundamental naquilo que faço. Tive a sorte de nascer naquela pequena aldeia. Havia uma estrada em terra que ia para Vila Flor, que ainda não era bem estrada. Quase ninguém tinha automóvel. Como o isolamento era total, descobri o mundo a brincar nas fragas, nos lameiros, dentro de uma oliveira. E muitas vezes me questionava. Via aquela gente a andar de um lado para o outro. As mulheres pareciam formigas, os homens sempre muito viris. Ao fim do dia, preguiçosos, vêm conversar para a rua. E elas continuam a trabalhar, a fazer a comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A indolência nunca é delas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nunca, é sempre dos homens. Quando vou à aldeia reparo: quem está sentado a ver passar os carros na estrada, são homens. E falam pouco. As mulheres nunca estão na rua sentadas a olhar, têm sempre que fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As mulheres, falam mais?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É uma particularidade das mulheres, serem mais solidárias e confessarem-se umas às outras. Contam mais as suas preocupações, as suas vidas. Todas se queixam, ninguém está bem. Devem ter razões para se queixar, mas aquilo é uma forma de se consolarem mutuamente. É aquilo que se faz quando se faz terapia de grupo. Nunca fiz, mas calculo. Ali é uma coisa natural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nessas conversas não se celebra a vida. O registo é o do consolo. Não há uma exaltação do estar vivo e dos elementos da natureza. Se olhar para a sua obra, há uma fase em que ela é mais exaltada. Depois, vai ficando mais austera, como essas pessoas. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Depende. A série que tenho em exposição [na &lt;a href="http://www.arvorecoop.pt/gca/index.php?id=1882"&gt;Cooperativa Árvore&lt;/a&gt;] é muito dura. Revela a certeza de que estou num mundo em grande transformação. Esse caos, nunca o senti quando era pequena.&lt;br /&gt;(Sou uma pessoa que vou aqui, vou ali, depois apanhe-me. [riso]) Lembro-me que na Páscoa estreava sempre uns sapatos novos, um vestido novo e um casaquinho novo. Íamos à Missa de Ramos abençoar o ramo da oliveira. Aqui há um quadro com uma árvore que tem uns cabritos pendurados, e os ramos da oliveira cheios de rebuçados, bolacha Maria e goivos, florzinhas; é Páscoa. Vivíamos intensamente esses dias que tinham a ver com a transformação das estações do ano e com a ritualização, sobretudo ligada à religião católica. É uma imagem de inocência e beleza, ver os foguetes da Senhora da Assunção a rebentar. Isto a cinco quilómetros de distância. Guardei esse lado do deslumbramento, do encanto perante a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O seu imaginário é esse. Contudo, saiu relativamente cedo da aldeia, abriu-se para outras imagens. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Saí, com oito anos, acompanhei a minha mãe para África. O meu pai decidiu ir para Moçambique, tinha dificuldade em viver na aldeia. Comecei a ver outro mundo. Comecei a ler banda desenhada, a mascar “chicla”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em Trás-os-Montes não se dizia chiclete, mas chicla.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim. Havia compotas que vinham da África do Sul, milho cozido nas águas da chuva. Não frequentei a escola oficial, frequentei a escola da missão. A minha mãe era muito católica. Eram umas freiras com chapéus bonitos, engomados, da Ordem de São Vicente de Paulo. Eu, o meu irmão mais velho, que já morreu, o Zeca, e mais meia dúzia de crianças, éramos os únicos a frequentar essa escola. Tenho uma relação com os africanos de irmandade, de amizade. Passavam ao pé da minha casa, a mexerem-se, e chamavam pelo meu nome. Cantavam: “Gracinha-a-a”, com ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;África, a sua cor e exuberância, contrastam com a contenção e o granítico de Trás-os-Montes. Estávamos a falar de elementos opostos e do que transparece disso na sua obra.  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ciclicamente também faço desenhos muito simples. Tenho de estar num estado de grande concentração e de grande paz para fazer estes desenhos. São pequenos ramos de oliveira, são ramos de amendoeira, são ramos de marmeleiro. Tenho um marmeleiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fez recentemente desenhos de papoilas e cerejas que estão em exposição na galeria Ratton, em Lisboa.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fui lá passar um mês, e o campo estava cheio de malmequeres, de cerejeiras. Essa celebração da natureza, tenho-a dentro de mim, e preciso de passá-la para o papel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale-me da família do seu pai. O seu universo parecer ser mais dominado pelas mulheres do que pelos homens, ainda que eles apareçam, também. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Falo mais da minha mãe porque vivi mais com ela. Continua viva, tem 86 anos, é uma mulher de uma grande inteligência, humanidade e força. Sempre cresci rodeada da minha mãe e das suas seis irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como é que se chamavam os irmãos? Os nomes eram diferentes dos que hoje se usam. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A minha mãe é Alda. Palmira, Belmira, Maria, Joana, Favelina, Carolino, João. Belmira não se usa, Palmira não se usa, Favelina, ainda menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A sua filha é Joana. Que é um nome mais deste tempo, e mais citadino. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É muito da geração dela, nasceu cinco dias antes do 25 de Abril. Gostava, e gosto, imenso dessa tia Joana, muito alegre. Era o contrário das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aqui ao lado estão a pôr a mesa para um almoço, ouve-se o barulho dos pratos. Numa casa transmontana, o silêncio é uma coisa que não existe. Há sempre um barulho de fundo, conversas, pessoas a ir e vir. Isto acabou por ser substituído pela televisão. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Durante o dia. As noites eram calmíssimas. Por isso é que às vezes até metia medo. Quando se ouvia o piar da grifa, a coruja, diziam: “Alguém vai morrer, anda a grifa no ar”. Mas é verdade, essa animação da família. E tudo fala muito alto, até para se fazerem ouvir. Cada um está a contar a sua história, a sobrepor-se, muitas vezes não está a ouvir o que o outro está a dizer. Há uma grande necessidade de contar, contar. Quando havia muita confusão, desaparecia. Ia para um sítio ao pé do cemitério (mas não era por ser o cemitério, nunca gostei de cemitérios, tenho medo da morte). Havia ali uma eira que estava cheia de palheiros, tinham uma forma bonita. Mais tarde fui encontrar esses palheiros no Van Gogh. Adorei Van Gogh através dos palheiros, através dos Comedores de Batata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que é um quadro com gente do campo, que, como diz o título, come batata.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Sempre vi na minha casa as pessoas comerem de um prato grande as batatas, os feijões, com garfos de ferro, e todos picavam naquele prato grande. Recentemente, quando fui à Holanda, voltei a ver os Comedores de Batatas, e tive uma emoção fortíssima: era Trás-os-Montes. É claro que nos holandeses essa cena foi antes do que vi na minha aldeia. &lt;br /&gt;Mas fugia para esse lugar, e hoje, muita da minha pintura tem a ver com esse momento de pacificação da natureza e das pessoas, o fim do dia. Parece que estou a fazer a apologia do camponês pobre, mas não é. Aquele trabalho era feito com muita dureza mas também com muito amor. Aquelas caras começaram a aparecer na minha pintura. Não a dos homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Porquê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nunca me aproximei muito dos homens porque fui educada a não poder brincar com os rapazes. Apesar de ter quatro irmãos, eles próprios não queriam que brincasse com os outros rapazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eles também não iam para a cozinha.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nunca, nem faziam uma cama, nem pegavam numa vassoura. Podiam às vezes ajudar no campo. Mas eu tinha obrigações específicas, de ajudar na limpeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os homens viviam sob uma outra campânula.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nós é que vivíamos. Estou a referir-me a uma infância, quando tinha que obedecer a certas regras. Quando comecei a crescer e voltei à aldeia, aproximava-me daqueles homens que estavam na rua com verdadeiro pudor. E com as mulheres, não. Sempre ouvi as mulheres falarem abertamente. Abertamente, não… Em África as mulheres falam abertamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A líbido está mais à flor da pele em África.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Completamente. Quando andei na escola, em Moçambique, também não me apercebia disso. Mas as crianças cantavam muito, dançavam, riam-se com facilidade. Nós éramos crianças um pouco tristes, sempre com medo que a professora ralhasse. Quando voltei a África e a Cabo Verde, senti que as mulheres assumem a sua sexualidade com muita leveza, muita alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Naturalidade.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim. Em Cabo Verde tinha 40 anos. Já me tinha divorciado. Mas em Trás-os-Montes, ainda hoje, as mulheres são muito reservadas, o mundo delas é muito escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nunca falou com a sua mãe sobre sexo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não. Ela não gostaria que eu falasse. O meu pai era muito mulherengo. Foi durante muito tempo filho único, teve um meio-irmão. Nasceu numa família de proprietários, gente instruída. Foi educado pela mãe e por uma avó, uma senhora severa, Ernestina Augusta, e pelo tio Carlos e pela tia Amélia, que eram professores primários. Monárquicos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esses nomes já nos dizem da sua veia monárquica.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Havia a bandeira da monarquia. Eu e o meu irmão Cristiano, quando queríamos brincar, pegávamos na bandeira, que púnhamos no terraço. Era uma casa onde havia livros, onde as pessoas eram tratadas por vossa excelência. O meu pai também era tratado por vossa excelência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem é que tratava o seu pai assim?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As pessoas da aldeia. A minha família está naquela aldeia desde o século XVI. Quando ia passar férias a Freixiel, a casa da minha tia Amélia, com o meu irmão Cristiano, que foi o irmão emprestado para os tios (adoptaram-no como filho, foi o herdeiro deles), gostava imenso porque havia muitos livros. O que me custava era que aquele portão de ferro verde estava fechado e não podia sair para a rua sem pedir licença. No Vieiro, a nossa casa, que ainda hoje está no mesmo sítio, ao pé da estrada, era uma casa que tinha a porta aberta todo o dia. &lt;br /&gt;A escola era logo a dois passos. A escola que agora estamos a restaurar, com a câmara, que vai ser outra coisa. Dessa escolinha via a minha mãe e era tudo livre. Nunca ninguém me meteu medo, nem a mim nem aos meus irmãos. Podia haver pedófilos, mas não se falava disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O medo era dos lobos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Era. O meu tio Carlos dizia: “O meu sobrinho não precisa estudar porque vai herdar muitas terras, ele tem é de tratar das terras”. Andar com mulheres fazia parte do estatuto dos meninos dessas famílias. Foi toda a vida uma pessoa desajustada. Era um homem sensível, tocava bem guitarra, mas sempre com necessidade de experimentar novos mundos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os seus pais, lembra-se de os ver a ler, a ver livros de pintura?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nunca. Não havia livros de pintura, nem na casa dos meus pais. No entanto, o meu tio Carlos, que era um homem elegante, andava sempre com fatos impecáveis, ele e a tia Amélia mandavam vir do Porto, de uma loja de sementes do Bolhão, várias sementes. O prazer deles era ver como é que aquelas flores desabrochavam. Chamavam: “Gracinha, anda ver, olha como são bonitas estas flores”. Na casa paterna, havia paredes pintadas por esse tio Carlos, que era muito habilidoso, flores; e tinha uns quadros pintados a óleo, coisas muito simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Paredes pintadas como se fossem frescos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim. Ele podia ter sido um pintor, mas foi professor e tratou das propriedades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se pensar o mais remotamente em si e naquilo que condicionou o seu destino, a referência é o tio Carlos? É um estojo de pintura que lhe dão? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo muito natural. Comecei por gostar de fazer desenhinhos na escola, mesmo na primeira classe. Lembro-me de a minha professora, a Dona Judite, dizer: “Pede à tua mãe qualquer coisa para desenhar”. Eu ia ao louceiro e tirava um bule, que ainda hoje existe, e que vou ver se a minha mãe me oferece, porque faz parte das minhas lembranças. Era um bule muito complicado e gostava imenso de o desenhar. Começou para aí aos sete anos. O que gostava mais de fazer na escola era desenhar. Quando cheguei a África, as freiras entusiasmaram-me nesse sentido. O meu pai, como percebia que tinha gosto pelo desenho, ofereceu-me uma caixinha de aguarelas, tinha eu nove anos. Pintava tanto que as esburaquei rapidamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi o começo. O que alimentou o seu desejo de pintar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando voltei de África para a aldeia, fui estudar para o colégio. Comecei a visitar um pequenino museu que há em Vila Flor. A primeira ideia que tenho de ver pinturas foi nesse museu. Por isso é que tenho tanto carinho por aquele centro em Bragança [Centro de Arte Contemporânea Graça Morais]. As escolas estão sensibilizadas, trazem as crianças. Muitas vezes desperta-se a chamada vocação ao ver. &lt;br /&gt;Hoje vejo que são retratos de pessoas que tinham que ser alguém na terra para serem pintadas. Rompi com essa tradição quando comecei a pintar as pessoas simples, pobres, muitas delas, sobretudo anónimas, e as coloquei num museu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na história da pintura, as pessoas que ficaram imortalizadas são as nobres que tinham dinheiro para fazer encomendas. Fora a igreja e os temas bíblicos. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os grandes mecenas eram ricos, eram eles que pagavam. A estas mulheres, consagrei-as. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é que a fez gostar tanto destas pessoas simples? O seu percurso social, quer na família da mãe, quer na família do pai, é entre privilegiados. Consagra pessoas que não são as do seu meio.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O meu avô materno é povo. Vivíamos melhor, mas no Vieiro as pessoas eram todas aparentadas, numa aldeia pequenina há sempre um primo. Quando se matavam os vários porcos dividíamos por muita gente que passava mal. Havia gente pobre, paupérrima. A assistência social e a ajuda entre amigos, entre familiares, entre vizinhos, sempre fez parte da vida nestas localidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pense no seu interesse por esses pobres. Chamamos-lhes pobres?, pessoas simples?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Às vezes também são complicadas. Não sei qual é o termo. Também não se pode dizer pobres, a maior parte dessas pessoas tem uma terrinha. Essas mulheres, encontrava-as nos diversos trabalhos das nossas terras, e gostava sempre de estar ao pé delas. Se calhar porque me tratavam bem, porque ouvia imensas histórias. Sempre gostei de me sentar na mesa dos obreiros. Quando estava ao pé deles, não diziam asneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dizem-se muito, no Norte.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Asneira atrás de asneira. Eles diziam: “Está aqui a menina”. Alguns nem tinham a 4ª classe. Sabiam calar-se quando estavam ao pé de uma criança ou de alguém a quem sentiam que tinham que ter respeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Era uma certa reverência em relação à “menina”, porque à frente das suas crianças diziam palavrões. Em Trás-os-Montes não se dizem “palavrões”, dizem-se “asneiras”. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nunca ouvi a minha mãe dizer uma palavra dessas, mesmo quando estava aborrecida. Eu digo, e com muito prazer. Não esses mais fortes, mas digo. Aprendi no Minho. Dei aulas em Guimarães, e tinha crianças que estavam a pintar e diziam uns palavrões quando as coisas lhes corriam mal. Ficava a pensar: “Chamo à atenção, não chamo?”. Não chamava à atenção porque aquilo era tão espontâneo, era de uma liberdade. A criança dizia aquilo porque ouvia em casa, fazia parte da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Este lado antropológico é predominante na sua pintura. A crítica Laura Castro, quando se refere à sua obra, subdivide-a em capítulos. Fala da Artista Antropóloga e da Artista como Sibila. Como se houvesse uma revelação e uma adivinhação dos mistérios das pessoas e da natureza, a que chega no desenho. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A que chego mais depressa no desenho. O desenho pode-se fazer com lápis, um carvão. Quando era miúda até com bocadinhos de telha que apanhava na rua desenhava. Com lápis de cor, que molhava para fazer tinta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Molhava na língua?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Molhava a ponta na língua para fazer tinta. Tenho imensos blocos de papel e material para desenhar. Parece que tenho medo que venha aí a guerra e que não possa comprar papel. Quando vejo a história dos grandes pintores que na altura da Guerra Mundial começaram a pintar sobre papéis de jornais, sobre cartões, fico numa aflição. &lt;br /&gt;No desenho, é como se estivesse a escrever um livro, tomasse notas e escrevesse à mão. É uma pena que para o próximo século não fique a escrita das pessoas – as pessoas já só escrevem no computador; é um registo muito impessoal. Há muitos pintores que já não desenham, já não pintam, todo o trabalho deles é feito através do vídeo, da fotografia e de outros materiais. Ainda desenvolvo estes materiais artesanais. As ideias vêm com rapidez, a relação entre a cabeça e a mão é imediata. É de uma grande concentração. Não há o trabalho de juntar as tintas do pincel, que é outra coisa que obriga a uma reflexão maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Reconhece-se quando Laura Castro fala da sibila e a da antropóloga?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O romance A Sibila, li-o adolescente. Conhecia a Sibila da Agustina naquela aldeia. Hoje tenho uma Sibila a trabalhar para mim, uma mulher de 74 anos que me ajuda nas arrumações lá de casa. Não sei se sou sibila. A Laura foi a primeira pessoa que disse isso de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi-se transformando nessas mulheres que aparecem nos seus quadros? É como se os quadros fossem formas de auto-retrato.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estou a falar da minha história. Comecei muito cedo a falar daquele pequeno universo, nem me apercebia de que estava a falar de mim. Todo esse trabalho é autobiográfico, só que aquelas caras não são a minha. De vez em quando aparece a minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há ciclos em que todas as caras vão dar à sua mãe. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Há uma série de desenhos que expus aqui no Porto, na &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2008/01/graa-morais-pintura-e-desenhos-na.html"&gt;[galeria] 111&lt;/a&gt;, só dedicados à minha mãe. Mas a maior parte das vezes não é a minha mãe. É a Maria, que é uma mulher que trabalha lá em casa há muitos anos. Aquela cabeça é Trás-os-Montes dentro dela. É uma mulher solteira, seca, ainda hoje trabalha muito, com um cabelo maravilhoso. Está quase sempre em exposição no Centro de Arte Contemporânea em Bragança, ela e outra, logo à entrada. Oferecei esses dois quadros ao centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A sua filha realizou em 1999 o documentário Na Cabeça de Uma Mulher Está a História de Uma Aldeia. Pensei que fosse a sua cabeça, não a cabeça da Maria.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não, aí sou eu. Fiz uma série de fotografias recentemente à minha mãe. Ela a pentear-se e a enrolar o cabelo, de manhã, é de uma enorme beleza. E fiz uma série de desenhos que tinham a ver com os brincos. Quando se nascia, era um brinquinho com uma bolinha de ouro, a seguir eram brincos cheios de feitios, e depois é o brinco da viúva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É um brinco preto que tem um pontinho de ouro, ou é simplesmente preto.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É. Tenho que agradecer ao Fernando Azevedo, ao Fernando Pernes e à Sílvia Chicó que foram os críticos de arte a entender bem essa minha pintura. Ao princípio, muitos pintores achavam que aquilo era provincianismo, ou que era um Malhoa. Ao longo da minha vida não abri as portas docemente, tive que as empurrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O mais difícil era vir de uma aldeia recôndita e ter que se afirmar num território que não era o seu? Quais é que eram os preconceitos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nunca senti que alguém me chamasse provinciana. Sempre gostei muito de roupas bonitas. Ao mesmo tempo que tenho atracção por esse mundo simples, da ruralidade, gosto da sofisticação. Gosto, não de luxos, mas de ter móveis bons em casa. Quando andava no liceu, e nas Belas Artes também, tinha vestidos que era eu que desenhava e pintava. Sempre me senti bem em qualquer meio onde estivesse. Mas ao nível da pintura tive muita reacção, sobretudo de outros pintores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dissipou-se, essa reacção?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ainda tenho. Há uma relação com este país…, há pessoas que não gostam dele, gostavam de ser nova-iorquinas ou alemãs. Sempre vi nos escritores essa dimensão de reflectirem e de contarem o nosso país. Só podia haver um António Lobo Antunes aqui em Portugal. Só podia haver uma Agustina em Portugal, e no norte. E o Saramago. E dizia: “Mas porque é que na pintura não se faz isso?”. E quis fazer. Quis que essa pintura não fosse narrativa nem ilustrativa, mas que se sentisse que tinha a ver com uma cultura – a nossa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma coisa é esse sedimento, a sua história. A outra é a informação, o que lhe cria espanto, maravilhamento, estranheza. O que é que a ajudou a ver melhor e a desenhar melhor?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Para desenhar melhor, é importante ver, mas é sobretudo importante desenhar. Não é possível fazer nada se não trabalharmos muitas horas. A primeira vez que tive um impacto forte com a pintura foi ao ver o Van Gogh, na Holanda. Ver que aquelas imagens tinham matéria, que não eram lisas, que apetecia mexer nelas. Quando vejo os retratos do Rembrandt, não entendo como é que ele consegue fazer aquela luz. Quando vemos os últimos retratos, percebemos que empobreceu, ficou sozinho. Toda a tristeza do envelhecimento está neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A tristeza do envelhecimento e do empobrecimento.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Que é um dos meus medos, vir a ser pobre. A pintura tem só a ver com a vida da pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nunca foi pobre. Porque é que acha que tem esse fantasma?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nunca sabemos se estamos a ser bem informados ou bem enganados. E se de repente há uma guerra, se isto vira um caos? Ficamos todos como muitas pessoas que fizeram História e que ficaram sem nada. Assusta-me. Mas do que tenho mais medo é de ficar doente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estávamos a falar dos pintores que foram importantes para si. Van Gogh, Rembrandt… &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito surpreendida quando vi os primeiros Bacon, na Tate, em Londres. Era qualquer coisa de muito angustiante e de muito novo. O Goya. O Velázquez impressionava-me pela perícia, pela técnica, por aquela beleza, aquelas roupagens. Mas o El Greco foi o meu grande pintor durante muito tempo. Os retratos muito interiorizados, os olhos molhados, aquela espiritualidade que também procuro e sinto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A religião ocupa um lugar importante na vida de uma aldeia. Não falou ainda disso.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Levei muito a sério, até aos 18 anos, a minha educação católica, a comunhão diária, muitas vezes. Hoje não o faço, não sou praticante. Mas tenho uma necessidade desse encontro com um Ser que não sei explicar bem, mas que encontro muitas vezes quando estou a pintar ou quando estou na natureza. Com 63 anos já se passaram dias muito bons, e grandes aflições e dramas. Ainda hoje estava a passar ao pé da maternidade, e lembrei-me que foi ali que tive um filho, que morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quer contar o que se passou?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que nascem em regiões isoladas como a minha ainda hoje têm problemas quando estão grávidas. Como há poucas grávidas, os hospitais ficam longe – não se justifica. Uma mulher sofre muito quando perde um filho. Mas como o mais importante são as contas, a economia, se uma mulher sofrer porque perde um filho não tem importância nenhuma, é menos um. Quando entrei em trabalho de parto estava na aldeia. Um parto prematuro. Não estava à espera, senão não estaria lá. Vim numa ambulância sem condições durante cinco horas, entre Vila Flor e o Porto. Estive horas em trabalhos para ver se podíamos salvar a criança. O menino nasceu e passado umas horas morreu. &lt;br /&gt;Esse menino, se crescesse, havia de ser mais uma daquelas pessoas que enchem Trás-os-Montes. Até certa altura havia muitos deficientes e aquilo a que se chamava “os malucos”, porque nasciam de partos difíceis, sem assistência. E hoje, não há uma maternidade ali ao lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Apesar de tudo, as condições melhoraram. Há estradas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Há gente que se pergunta o porquê de tantas auto-estradas em Trás-os-Montes se não há lá pessoas; as estradas chegaram tarde demais, já deviam ter sido feitas há 20 anos! Essas pessoas, de certeza que não teriam abandonado as terras, se houvesse outros acessos e outro desenvolvimento. Quando as pessoas em Lisboa falam, alguns políticos e ex-ministros das Finanças, da despesa desnecessária que é fazer estradas em Trás-os-Montes, gostava de saber como era se vivessem lá. Isto revolta-me muito. São traumas a que se sobrevive, mas é uma ferida aberta, quando se perde uma criança que se deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi o primeiro ou o segundo filho?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi o segundo, a Joana tinha sete anos. Tive este em 1982. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quanto tempo esteve sem conseguir pintar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Para aí quatro meses. Não sentia as mãos, não sentia as pernas. Todo o meu corpo ficou alterado. Uma das coisas que mais me custam é que recusei ver o meu filho. Não tinha forças para o ver morto. Pari uma criança e não sei a cara dela. Se os hospitais tivessem psicólogos, de certeza que tinha sido ajudada de outra maneira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Salvou-se a pintar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pode crer. E porque tinha uma filha, que precisava de mim, e que me ajudou muito. Voltei lá para cima, enfrentei. Estava a dar aulas em Vila Flor. Em 1980, quis voltar ao lugar onde nasci, entender. Tive um subsídio da Gulbenkian, o Pedro Tamen era administrador. Só um poeta é que entenderia: “É a primeira vez que me pedem um subsídio para ir pintar para uma aldeia, normalmente dou subsídios para Paris”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Entretanto já tinha recebido, também da Gulbenkian, uma bolsa que lhe permitiu estar em Paris.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim. Vim de Paris com essa coisa, precisava de voltar [à terra]. Não vendia nada, tinha que viver. O subsídio da Gulbenkian proporcionou-me dar aulas com um horário reduzido; o resto do tempo olhava, falava, pensava. Por isso é que saiu essa pintura que depois foi exposta em São Paulo, na Bienal. E aí começou o meu reconhecimento internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tudo isso acontece no começo da década de 80, que foi um período a todos os níveis fundamental na sua vida.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O melhor e o pior. Muitas vezes, as grandes criações são feitas debaixo de grande sofrimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fale-me do período anterior a isso, 1976/79, em que está em Paris. Em Portugal, era o pós-revolução.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir lá para fora, foi também importante fazer parte do Grupo Puzzle, constituído por oito homens e uma mulher, que era eu. Fazíamos pinturas, que eram puzzles, fazíamos performances. Isso só foi possível porque o país era livre, cheio de ideias novas. Coincidiu com os Encontros Internacionais de Arte, que o Egídio Álvaro organizava com o Jaime Isidoro, aqui do Porto, e que trouxe cá artistas muito bons de vários países. Olhavam para Portugal com imensa curiosidade, e até com amizade. Contactei com pessoas especiais, únicas. E depois tive necessidade de sair, de ir para Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é que fez com que começasse a ser reconhecida e a vender depois dos anos 80? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O comércio vem não sei bem como. A partir de 83 comecei a expor na Galeria 111. O Manuel de Brito era um grande marchand. Tinha intuição, uma grande sensibilidade, gostava dos pintores com quem trabalhava. Tive uma aceitação da crítica e dos jornalistas. Devo muito ao Assis Pacheco, ao Mega Ferreira. O livro que o Mega escreveu para a Imprensa Nacional foi fundamental. Depois da Bienal de São Paulo tive convites para expor nos melhores lugares do Brasil, e expus no Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como é que foi olhando para aquilo que faz? Sempre percebeu que tinha um dom (foi uma palavra que já usou)?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tenho uma força, parece que explode. Começo a pintar, liberto-me e quero fazer. Se calhar é isso que depois passa, não sei. Há um lado de curiosidade e de entendimento das pessoas. Se calhar gosto muito delas, olho-as com atenção, ouço-as. Acho que isso é um dom que nasceu comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gostava de lhe pedir que escolhesse, se consegue, um quadro seu, que é aquele que acha que melhor serve de auto-retrato. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Há três quadros que estão em Bragança, quase sempre em exposição, que se chamam O Vieiro, o meu lugar de nascimento. Esses quadros, que expus na Bienal de São Paulo, foram o princípio daquilo que sou hoje como artista. Pintei-os em 1982. Têm uma sobreposição de imagens, de apontamentos da natureza, de pessoas e de bichos. Há uma matança, o lado dramático da matança do animal, que no fundo é a nossa matança também. Esses quadros, guardei-os sempre para mim, não os ofereço nem os vendo a ninguém. São o meu auto-retrato sem a minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;in &lt;a href="http://jornal.publico.pt/noticia/13-11-2011/nao-abri-as-portas-docemente-tive-que-as-empurrargraca-morais-23349084.htm"&gt;Pública, revista/suplemento do jornal Público, 13.11.2011, págs.16 a 24&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nota de JM: os meus agradecimentos à jornalista Anabela Mota Ribeiro pela autorização da publicação neste blogue da entrevista.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-602744056215239086?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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Apresentação pública do livro &lt;i&gt;&lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/artista-plastica-graca-morais-vence.html"&gt;'Graça Morais: Prémio de Artes Casino da Póvoa 2011&lt;/a&gt;'&lt;/i&gt;, com a presença de Graça Morais e de Laura Castro, às 16 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A série produzida em 2011 (…) manifesta com total clareza a quantidade e a intensidade das imagens que permanentemente nos rodeiam e assaltam. Todos conhecemos o que é estar sob o impacto da avalanche de imagens de reportagem jornalística que invadem todos os meios de comunicação social e as novas plataformas de divulgação, internet, telemóveis, generalizadas através de um jornalismo popular que capta e difunde no mesmo momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sob o efeito das fotografias publicadas em jornais e em revistas que os desenhos foram realizados. O uso dos recortes de jornais que ainda hoje subsiste vem da infância e da juventude, vem da tradição popular de forrar prateleiras com jornais decorativamente recortados, em padrões geométricos básicos e do hábito de os ler nessa circunstância. Os bicos talhados na extremidade do papel de jornal inscrevem-se delicadamente nos desenhos de figura dos anos iniciais da sua carreira. O gosto pela utilização dos jornais manter-se-ia, não apenas nesse registo ornamental, mas como fonte insubstituível de imagens e como uma das vias de levar o quotidiano à pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma temática antiga a que se vislumbra nestes trabalhos, do sofrimento, do caos e do medo, de personagens condicionadas por acontecimentos históricos, os mais diversos. Já não peregrinações, mas migrações a caminho de um exílio incerto. Quem melhor do que a artista em retiro para perceber estas deslocações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas podem ser as migrações provocadas pelos dramas humanos das acostagens nocturnas no sul de Itália, dos africanos sedentos de um lugar na Europa, das lutas religiosas e tribais dispersas pela África e pela Ásia, das revoltas nos países árabes, dos massacres fanáticos disseminados um pouco por todo o mundo, dos conflitos urbanos mal identificados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Laura Castro in Ordem e Desordem do Mundo, Graça Morais: Prémio de Artes Casino da Póvoa 2011; Porto: Cooperativa Árvore, 2011, p. 136&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;b&gt;Centro de Arte Contemporânea Graça Morais &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Rua Abílio Beça, 105&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;5300 – 011 Bragança&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tel: (351) 273 302 410&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="mailto:centro.arte@cm-braganca.pt"&gt;email&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/"&gt;site &lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/pages/Centro-Arte-Gra%C3%A7a-Morais/260523080670113"&gt;facebook&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-6634036281776962404?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/Yj3fD9iZw3Q" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/lVqGaQNqvlk/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/11/quand-la-peinture-se-plonge-dans.html</feedburner:origLink></item><item><title>Artist Graça Morais show: 'The Walk of Fear'</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/hwVqgIN-pf4/artist-graca-morais-show-walk-of-fear.html</link><category>Entrevistas</category><category>Vídeo</category><category>Graça Morais</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Thu, 17 Nov 2011 06:13:58 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-4911921532602426730</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/mlH_4OmMpaM?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça Morais' &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/graca-morais-2011-caminhada-do-medo.html"&gt;latest exhibition&lt;/a&gt; was inspired by the news. One of the most renowned Portuguese painters, Morais' new display has just opened in Oporto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.euronews.net/2011/11/10/artist-graca-morais-show-the-walk-of-fear/"&gt; Euronews (EN)&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-4911921532602426730?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/hwVqgIN-pf4" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/mlH_4OmMpaM/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/11/artist-graca-morais-show-walk-of-fear.html</feedburner:origLink></item><item><title>Cartaz das Artes: "2011 - A Caminhada do Medo" - Exposição de Graça Morais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/sX071hgjqDo/cartaz-das-artes-2011-caminhada-do-medo.html</link><category>Recortes de Imprensa</category><category>Entrevistas</category><category>Vídeo</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Wed, 02 Nov 2011 08:08:47 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-7775984599735019191</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/f7PvIsIObns?rel=0" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Exposição de Graça Morais na Cooperativa Árvore, no Porto, até 20 Novembro.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Git0Q8m-JHg/TrFaqEJEsLI/AAAAAAAAISY/oGKxQpwMqz4/s1600/vlcsnap-2011-11-02-11h57m51s31.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://4.bp.blogspot.com/-Git0Q8m-JHg/TrFaqEJEsLI/AAAAAAAAISY/oGKxQpwMqz4/s400/vlcsnap-2011-11-02-11h57m51s31.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/graca-morais-2011-caminhada-do-medo.html"&gt;"&lt;i&gt;&lt;b&gt;2011 - A Caminhada do Medo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;"&lt;/a&gt;, a mais recente exposição de Graça Morais, inaugurou na Cooperativa Árvore, no Porto. A pintora transmontana confessou que quando começou a trabalhar nestes quadros não imaginava a actualidade que viriam a ter. Reportagem de Carla Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sicnoticias.sapo.pt/programas/cartaz/article941464.ece"&gt;SIC - Cartaz das Artes, 26.10.201&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-7775984599735019191?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/sX071hgjqDo" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/f7PvIsIObns/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/11/cartaz-das-artes-2011-caminhada-do-medo.html</feedburner:origLink></item><item><title>Entrevista a Graça Morais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/MEwdw0q7grc/entrevista-graca-morais.html</link><category>Entrevistas</category><category>Graça Morais</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Thu, 20 Oct 2011 08:59:40 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-7737773005547311863</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7ruUJ5ULW04/TqA_y-r9IoI/AAAAAAAAIRQ/SGiwUH-3oeI/s1600/S%25C3%25A9rie%2BA%2Bcaminhada%2Bdo%2BMedo%2BVII%2B2011%2BPastel%2Be%2Bcarv%25C3%25A3o%2Bs%2Bpapel%2B102%2Bx%2B152%2Bcm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="306" src="http://3.bp.blogspot.com/-7ruUJ5ULW04/TqA_y-r9IoI/AAAAAAAAIRQ/SGiwUH-3oeI/s400/S%25C3%25A9rie%2BA%2Bcaminhada%2Bdo%2BMedo%2BVII%2B2011%2BPastel%2Be%2Bcarv%25C3%25A3o%2Bs%2Bpapel%2B102%2Bx%2B152%2Bcm.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Série A caminhada do Medo VII | Pastel e carvão s papel 102 x 152 cm 2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" height="19" src="http://www.4shared.com/embed/858029752/85ccdd0d" width="320"&gt;&lt;/embed&gt;                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pintura e desenho de Graça Morais cruzam-se na exposição &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/graca-morais-2011-caminhada-do-medo.html"&gt;“2011: A Caminhada do Medo”&lt;/a&gt;, que é inaugurada esta tarde na &lt;a href="http://www.arvorecoop.pt/gca/index.php?id=1875"&gt;Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas&lt;/a&gt;, no Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista conduzida pelo jornalista Ricardo Alexandre, Graça Morais conta que as obras expostas resultam de um intenso trabalho motivado pelas notícias de crise que são transmitidas diariamente pelos órgãos de comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desenhos e pinturas reflectem os sentimentos de angústia e preocupação da autora em relação ao presente e ao futuro da Europa e do mundo, contrastando &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2011/09/tempo-de-cerejas-e-papoilas-tras-os.html"&gt;com a anterior série de trabalhos que retratava a natureza de Trás-os-Montes&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?t=Entrevista-a-Graca-Morais.rtp&amp;amp;article=4178&amp;amp;visual=11&amp;amp;tm=16&amp;amp;headline=13"&gt;Entrevista áudio, Antena 1, 20 0utubro 2011&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-7737773005547311863?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/MEwdw0q7grc" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-7ruUJ5ULW04/TqA_y-r9IoI/AAAAAAAAIRQ/SGiwUH-3oeI/s72-c/S%25C3%25A9rie%2BA%2Bcaminhada%2Bdo%2BMedo%2BVII%2B2011%2BPastel%2Be%2Bcarv%25C3%25A3o%2Bs%2Bpapel%2B102%2Bx%2B152%2Bcm.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/entrevista-graca-morais.html</feedburner:origLink></item><item><title>Antonio Tabucchi: Fim do Mito · Breve Auto sobre um quadro de Graça Morais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/Nk1VTYq1YxY/antonio-tabucchi-fim-do-mito-breve-auto.html</link><category>Graça Morais</category><category>Antonio Tabucchi</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Thu, 20 Oct 2011 05:31:06 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-6986371289242987533</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Fim do Mito&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Breve Auto sobre um quadro de Graça Morais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Antonio Tabucchi&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Nvf80MS6gkc/TqAFuztuL1I/AAAAAAAAIRE/Sj9Xv7j7QSk/s1600/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+VIII+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+102+x+152+cm+Pr%25C3%25A9mio+de+Artes+casino+da+P%25C3%25B3voa%25E2%2580%25992011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/-Nvf80MS6gkc/TqAFuztuL1I/AAAAAAAAIRE/Sj9Xv7j7QSk/s400/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+VIII+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+102+x+152+cm+Pr%25C3%25A9mio+de+Artes+casino+da+P%25C3%25B3voa%25E2%2580%25992011.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Série A Caminhada do Medo VIII | Pastel e carvão s/papel 102 x 152 cm &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;2011&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Prémio de Artes casino da Póvoa’2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM QUE PARTE – Não mais voltarei a carregar-te nos meus ombros, Pai, como há tantos e tantos anos, quando, destruída pelo inimigo, deixámos para trás a nossa cidade em chamas. Era longo o caminho que então percorri, lembras-te? Pesavas nos meus ombros com a leveza de uma pluma, consumido pelos anos e as penas. Disseste-me depois que parasse, querias o repouso eterno, eu continuei a caminho do Ocidente, porque é no Ocidente da Terra que existe a esperança de uma nova civilização, o Fado assim o quis. Nada trouxe comigo, levava para o Ocidente o nosso Oriente, o Oriente donde vem tudo, o dia e a fé, o Oriente pomposo e fanático e quente, o Oriente onde – quem sabe? – Deus talvez exista realmente e mandando tudo... A tua candeia extinguira-se, e com ela o meu passado. Segui caminho levando o meu filho pela mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORO – Apressa-te, o barco está prestes a zarpar, temos de levantar âncora, o tempo urge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM QUE PARTE – Pai, tenho de partir, Ascânio já está a bordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORO – Não saiba o teu filho que vais partir! Ignaro, dorme no chão ainda quente dos incêndios, não podemos levá-lo connosco: crianças, o Ocidente não as quer, aceita quando muito a força dos teus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAI (murmurando) – Por que não deu ninguém ouvidos a Cassandra? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORO – Porque não há rebeldia contra o Fado, tentou-o Laocoonte, e os deuses enviaram duas serpentes marinhas que em seus anéis o estrangularam, e a seus filhos. Esses mesmos deuses que enviaram o cavalo com a barriga de fogo para destruir os nossos costumes e trazer-nos os seus, a que chamam democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM QUE PARTE – A democracia deles são ruínas fumegantes, morte, desespero e cinzas, e de tudo isso hão-de sacar muito dinheiro, porque é negócio a guerra que fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORO – Vem, estulto homem pronto a partir, aproveita o nosso barco, não és nenhum herói, já não és um cidadão, nem sequer és um homem, és tão-só um migrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAI – Tens de ir, Eneias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORO – Eneias foi seu nome em tempos, agora Anónimo é seu nome. Anónimo, tens acaso documentos que digam que és alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM QUE PARTE – Pai, não voltarei a ver-te nunca mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAI – Encontraste-me em tempos nos Campos Elísios, a Sibila conduziu-te ao reino do Hades. Com ela atravessaste o Estige e por três vezes abraçaste a minha sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORO – A Sibila morreu há muito, e o Hades fechou. Existe, sim, o fundo do Mediterrâneo onde apodrecem os cadáveres dos migrantes deserdados pela sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAI – E depois do terceiro abraço a minha sombra explicou-te a doutrina dos ciclos e dos renascimentos que rege o universo, e confortado com a minha explicação alcançaste a Itália, habitada por gente bárbara, e fundaste Roma, de cuja civilização nasceu a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORO – Velho, nada ficou por fundar. Hoje, a Europa que nasceu da cidade fundada por teu filho já não quer intrusos, ferozmente coalizada, tem uma frota costeira que vigia os desembarques, afunda embarcações tão miseráveis como as nossas; essas criaturas outrora bárbaras enriqueceram, uns mais, outros menos, porque os pobres fazem falta aos ricos, e sem os pobres nunca os ricos seriam ricos. Mas os ricos que aí ordenam não querem gente mais pobre do que os seus pobres, para que a sua riqueza não se desvalorize e não se perturbe o equilíbrio entre os ricos e os pobres que sustenta a sua sociedade. Apressa-te a subir, pobre migrante, a passagem que te oferecemos, por nossa conta e risco, custa-te apenas dois mil dinheiros, na moeda actual exactamente o mesmo que um habitante itálico pagava para apanhar o vapor para as Américas, um habitante das Germânias para fugir para a Argentina, um lusitano para dar o salto. E hoje, quando cada um deles se encontra bem defendido nas fronteiras de um espaço comum, é difícil forçar as portas de Schengen. Eles desembarcaram na Lua e os astros não opuseram resistência. Mas é proibido desembarcar nas margens da Fortaleza de Schengen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM QUE PARTE – E o nosso Mito, Pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAI – Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORO – Em tempos, o Mito era o nada que é tudo. Hoje, é apenas o nada. Partamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Isto diziam, sem o dizerem, as figuras de um quadro de uma pintora portuguesa numa luminosa tarde do Verão de 2011, em Lisboa, numa casa antiga da Costa do Castelo. Ao contemplá-lo, ouvi as suas vozes e, tal como as ouvi, agora as transformo em escrita, sem nada acrescentar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Antonio Tabucchi&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; [&lt;i&gt;in Catálogo da Exposição &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/graca-morais-2011-caminhada-do-medo.html"&gt;Graça Morais · 2011: A Caminhada do Medo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tradução do texto "FINE DEL MITO · Piccolo intermezzo su un quadro di Graça Morais" por Gaëtan Martins de Oliveira&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-6986371289242987533?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/Nk1VTYq1YxY" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-Nvf80MS6gkc/TqAFuztuL1I/AAAAAAAAIRE/Sj9Xv7j7QSk/s72-c/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+VIII+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+102+x+152+cm+Pr%25C3%25A9mio+de+Artes+casino+da+P%25C3%25B3voa%25E2%2580%25992011.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/antonio-tabucchi-fim-do-mito-breve-auto.html</feedburner:origLink></item><item><title>Graça Morais · 2011: A Caminhada do Medo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/3nyTCVBQFC0/graca-morais-2011-caminhada-do-medo.html</link><category>Exposições</category><category>Árvore - Cooperativa de Actividades Artísticas</category><category>Graça Morais</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Fri, 28 Oct 2011 05:50:06 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-4562854842065702411</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Graça Morais&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;2011: A Caminhada do Medo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;desenho e pintura&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;20 de Outubro a 20 de Novembro&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--boooTvWYBQ/TqAFtCkr6QI/AAAAAAAAIQ0/fOJzGAYAYAo/s1600/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+x+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+102+x+152+cm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/--boooTvWYBQ/TqAFtCkr6QI/AAAAAAAAIQ0/fOJzGAYAYAo/s400/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+x+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+102+x+152+cm.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Série A Caminhada do Medo X&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; | &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Pastel e carvão s/papel 150 x 111 cm 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Nc2lSTu-1r0/TqAFuMCT5JI/AAAAAAAAIQ8/3AqJATjPLOM/s1600/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+ix+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+102+x+152+cm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://4.bp.blogspot.com/-Nc2lSTu-1r0/TqAFuMCT5JI/AAAAAAAAIQ8/3AqJATjPLOM/s400/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+ix+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+102+x+152+cm.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Série A Caminhada do Medo IX&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; | &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pastel e carvão s/papel 150 x 111 cm 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_-RxXSt-2V8/TqAFsF9rlcI/AAAAAAAAIQs/Urs4vc1UPGw/s1600/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+V+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+150+x+111+cm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-_-RxXSt-2V8/TqAFsF9rlcI/AAAAAAAAIQs/Urs4vc1UPGw/s400/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+V+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+150+x+111+cm.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Série A Caminhada do Medo V | Pastel e carvão s/papel 150 x 111 cm 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. A ARTISTA EXILADA &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Laura Castro&lt;/b&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desengane-se aquele que lê o título como alusão a um exílio neo-romântico, refúgio campestre, fuga da cidade ao encontro da ruralidade poética e da autenticidade rústica porque não é isso que está em causa nem tão pouco o meio rural tem, na obra de Graça Morais, estas conotações. Se convoca a ancestralidade de certas práticas, fá-lo no confronto com a dureza e a austeridade do campo e, no núcleo de obras produzido na viragem do século, diante das transformações movidas por comunidades emigradas que não são imunes ao progresso.&lt;br /&gt;Graça Morais vive, portanto, a sua condição de exilada no meio urbano. O desterro na cidade pode ser, hoje, mais silencioso do que o reduto aldeão onde, particularmente no Verão, a presença dos veraneantes intensifica o ruído, deixando a cidade mais calma. Mas desiluda-se também quem espera ver a temática urbana directamente vertida para o seu trabalho.&lt;br /&gt;Desde há vários anos que a actividade de Graça Morais se divide pelos dois ateliers que mantém em Trás-os-Montes e em Lisboa e, apesar das dificuldades que essa repartição acarreta, em geral, há sempre trabalho iniciado num e noutro espaço. Por vezes, trabalho contrastante entre um registo mais delicado, em torno das temáticas florais e das ramagens primaveris, e um registo mais dramático e exigente dominado pela dimensão humana. Nem sempre os dois lugares de criação espelham dois circuitos paralelos, mas pode ser que tal confronto aconteça. Deste modo, a coesão temática e formal de cada série produzida pode corresponder a esta circunstância conjuntural, tal como responde a outras relacionadas com uma estação do ano, uma estadia particular, um acontecimento localizado e datado.&lt;br /&gt;A série produzida em 2011, na altura em que este livro se encontrava em preparação, foi realizada no atelier de Lisboa e manifesta com total clareza a quantidade e a intensidade das imagens que permanentemente nos rodeiam e assaltam. Todos conhecemos o que é estar sob o impacto da avalanche de imagens de reportagem jornalística que invadem todos os meios de comunicação social e as novas plataformas de divulgação, internet, telemóveis, generalizadas através de um jornalismo popular que capta e difunde no mesmo momento.  &lt;br /&gt;Foi sob o efeito das fotografias publicadas em jornais e em revistas que os desenhos foram realizados. O uso dos recortes de jornais que ainda hoje subsiste vem da infância e da juventude, vem da tradição popular de forrar prateleiras com jornais decorativamente recortados, em padrões geométricos básicos, e do hábito de os ler nessa circunstância. Os bicos talhados na extremidade do papel de jornal inscrevem-se delicadamente nos desenhos de figura dos anos iniciais da sua carreira. O gosto pela utilização dos jornais manter-se-ia, não apenas nesse registo ornamental, mas como fonte insubstituível de imagens e como uma das vias de levar o quotidiano à pintura.&lt;br /&gt;É ainda a temática da peregrinação que se vislumbra nestes trabalhos, mas agora trata-se das romagens de personagens condicionadas por acontecimentos históricos, os mais diversos.&lt;br /&gt;Estas podem ser as peregrinações associadas aos dramas humanos das acostagens nocturnas no sul de Itália, dos africanos sedentos de um lugar na Europa, das lutas religiosas e tribais dispersas pela África e pela Ásia, das revoltas nos países árabes, dos massacres fanáticos disseminados um pouco por todo o mundo, dos conflitos urbanos mal identificados. &lt;br /&gt;Este não é um mundo de abundância nem um mundo marcado pelo ritmo das estações, é um mundo que vive debaixo de um Inverno frio ou de um Verão árido que semeia carcaças de animais mortos e uma desolação traída por céus tempestuosos. Não é um mundo de abrigos domésticos, mas de vida desamparada no exterior onde todos estão expostos, desprotegidos, mal cobertos pelas mantas informes das organizações de assistência.&lt;br /&gt;No seu exílio urbano a artista trata o êxodo humano nas suas múltiplas facetas. O desterro cumpre-se na cidade, a cidade é o seu atelier e o seu atelier é o mundo.&lt;br /&gt;É inegável a dimensão política deste ciclo, componente que, ao contrário do que já se afirmou, nunca esteve ausente do trabalho de Graça Morais. Não num sentido panfletário ou contestatário, não num teor propagandista, mas na adesão a temas como a interioridade e o isolamento, a morte anunciada das aldeias, a solidão e a velhice no meio rural, a condição da mulher. Os acontecimentos históricos também não ficaram fora do seu horizonte artístico. De 1975 conhece-se a série de desenhos 25 de Abril, realizados com tinta-da-china e colagem, onde reproduções de fotografias, recortes de jornal e desenho se sobrepõem numa linguagem que muito fica a dever à intensidade comunicacional daquele período. &lt;br /&gt;Estas peças vêm no seguimento do trabalho de Sines, de 2005, e de todas as séries das metamorfoses, da primeira década do século, mas a figuração envereda por outro caminho com aspectos tributários do ar do tempo. Os registos antropológicos do meio rural e os arquivos da memória dão lugar a figuras conturbadas do mundo contemporâneo, de paragens próximas e distantes. E, do ponto de vista do processo, há quase uma aproximação ao universo directo dos graffiti, dos gritos que ficam nos muros das cidades sem os cobrir completamente. A grande tela que mantém um carácter inacabado, com pouco desenho, é provavelmente o melhor exemplo. O desenho com duas personagens em fuga remete para o mesmo ambiente. A questão tinha sido já apontada por Eduardo Lourenço, noutro contexto: “Essa pintura, que mais parece relevar do graffiti ou da arte do fresco pela sua independência em relação ao suporte, como se pousasse apenas nele […]”&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; &lt;br /&gt;Mas nem todos os trabalhos se orientam nesta direcção: há aqueles a que as cores quentes, o ar de tormenta, o preenchimento de toda a superfície conferem uma densidade e um peso que nos sobrecarregam. Há uma atmosfera espessa e sangrenta, um ar encorpado e táctil, envolvente, asfixiante, uma iluminação estranha de mau presságio.&lt;br /&gt;Outros trabalhos prolongam o regime de transparências que a pintora tão bem domina, mas estes são em menor número.&lt;br /&gt;Evidencia-se também uma linha de horizonte. Não é, no entanto, a habitual e essencial linha da paisagem que une o céu e a terra, é a linha que os separa e é nela que se encontram os peregrinos. Também se divisa o skyline de cidades nocturnas com personagens que se deslocam, apenas orientadas pela iluminação pública de postes com que a artista sinaliza a sua passagem, a sua fuga precipitada. (Interessante é recuar até uma obra de 1996 – Delmina – para percebermos como os modelos circulam de uma fase para outra: aí, o perfil de montanha, em fundo, recebia já personagens em gestos de trabalho).&lt;br /&gt;As peças de menor dimensão, as colagens, dão a chave para os grandes desenhos e o modo como são compostos. Aí se percebe a importância do registo fotográfico, dos apontamentos escritos em folhas de diário e a sua recuperação posterior. Intervencionados e retrabalhados, esses materiais primários transformam-se mediante a pressão de novas circunstâncias: rostos de uma fotografia são cobertos por acrílico; personagens são modificadas mediante a adição de elementos animais; figuras fotografadas são refeitas em desenho; imagens são trancadas e bloqueadas sob uma mancha; papéis com fotografias coladas recebem escorrências de tinta-da-china e pingos de acrílico. Não são apenas reconfigurados os elementos compositivos pré-existentes, são os significados que sofrem uma reconstrução, predispondo-se a novas utilizações e interpretações.  &lt;br /&gt;É no espaço do desenho que se oferece a personagens heterogéneas e a factos desencontrados um plano de convivência, que não exactamente de convergência. Uma das estratégias plásticas que permite realizar a insólita conexão, é a mancha que, como uma auréola, rodeia grupos de personagens, estabelece uma situação específica mas mantém a transparência que a relaciona com os restantes protagonistas.  &lt;br /&gt;Quem povoa estas obras? &lt;br /&gt;Deslocados de guerra, asilados políticos, nómadas famintos, perseguidos por questões religiosas, emigrantes clandestinos, uma legião de seres que vagueia perdida e sem outro destino que não o campo de refugiados improvisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;É como num romance, ainda não sei bem o que as personagens vão fazer. &lt;br /&gt;Posso deixar-me levar…&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Graça Morais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estão, primeiro, as criaturas do presente, recém-chegadas à sua obra: criaturas que deambulam ou avançam em fila, inseguras, reduzidas a vultos, a espectros, descarnadas pela condição de refugiados; soldados bem equipados de botas e capacetes, escudos e máscaras, armados; detidos; outros em pose de inspecção – suspeitos, radioactivos? É a comunidade internacional que faz e desfaz as catástrofes humanitárias – carrascos e vítimas; jornalistas e observadores (?); voluntários e agentes não-governamentais. &lt;br /&gt;Aqui estão também as criaturas vindas do passado: figuras femininas de máscaras brancas com olhos fechados; ou de olhar atento e sobressaltado; mães auxiliadoras no rito da Pietà; um anjo; cabeças híbridas; e os cães vagabundos, rafeiros em pose de alerta ou de orelhas baixas e o olhar que nos fita, à espera. &lt;br /&gt;Pensar que as personagens que chegam do passado poderiam ser um sinal reconfortante na perturbação geral é uma suposição que não se confirma, uma vez que o seu reino também é o da inquietação. &lt;br /&gt;Na linguagem de Graça Morais, a visão do mundo não descarta a visão da sua obra, passado e presente confrontam-se, referentes de diversa natureza cruzam-se numa trama complexa.&lt;br /&gt;Este é bem o nosso mundo, feito de realidades afastadas que nos chegam em simultâneo, numa sincronia enganadora. Valores e princípios têm, no seio dos conflitos que interessaram a artista, uma validade sempre provisória e contingente, ao sabor de circunstâncias políticas e de negociações de conveniência. As identidades são sempre transitórias – hoje num papel, amanhã no campo oposto; hoje como algoz, amanhã como mártir; hoje como personagem anónima, amanhã como figura da comunicação global. Não haveria melhor recurso artístico do que este mosaico de tempos e espaços em que se organizam os desenhos, para o demonstrar.&lt;br /&gt;A artista permanece fiel ao mundo e fiel ao seu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;  Docente na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa – Porto e membro do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologias das Artes (CITAR) desta Escola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;Eduardo Lourenço – In Pintura Portuguesa 1988. 10 de Junho. Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Apud Graça Morais. Lisboa: Soctip, 1992.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O presente texto é parte do livro &lt;b&gt;Graça Morais. Ordem e Desordem do Mundo&lt;/b&gt;, em preparação e do catálogo da exposição &lt;b&gt;2011: A Caminhada do Medo&lt;/b&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;Árvore - Cooperativa de Actividades Artísticas, CRL                     &lt;br /&gt;Rua Azevedo de Albuquerque, 1 4050-076 Porto - Portugal          &lt;br /&gt;Tel. +351 222 076 010 Fax: +351 222 076 019                            &lt;br /&gt;geral@arvorecoop.pt &lt;a href="http://www.arvorecoop.pt/gca/index.php?id=1875"&gt;Site&lt;/a&gt;                               &lt;br /&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/Arvore.CRL"&gt;Árvore no Facebook&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-4562854842065702411?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/3nyTCVBQFC0" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/--boooTvWYBQ/TqAFtCkr6QI/AAAAAAAAIQ0/fOJzGAYAYAo/s72-c/S%25C3%25A9rie+2011+A+caminhada+do+Medo+x+2011+Pastel+e+carv%25C3%25A3o+s+papel+102+x+152+cm.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/graca-morais-2011-caminhada-do-medo.html</feedburner:origLink></item><item><title>Terra Quente - Terra Fria · Desenho e pintura 1978 /2002</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/6oSC4ugp-gs/terra-quente-terra-fria.html</link><category>Exposições</category><category>Graça Morais</category><category>Centro de Arte Contemporânea Graça Morais</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 17:26:53 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-310736952477129320</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;GRAÇA MORAIS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;TERRA QUENTE - TERRA FRIA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Desenho e pintura 1978 /2002&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;30 de setembro de 2011 a 8 de janeiro de 2012&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-u7EW6uPGwKg/TouUYczxYLI/AAAAAAAAIQY/t6kjijiNFQA/s1600/jorge+gm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: -0.3em; margin-right: -0.3em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://4.bp.blogspot.com/-u7EW6uPGwKg/TouUYczxYLI/AAAAAAAAIQY/t6kjijiNFQA/s640/jorge+gm.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todo o ecletismo de referentes, persistentemente reivindicados na produção artística de Graça Morais, de que vem resultando uma pungente e singular iconografia, tem apensa a pertença de lugar. &lt;br /&gt;Transfigurado ou metamorfoseado através da distorção e da sobreposição das formas, capazes de desencadear distintos níveis de leitura ou, não raras vezes, inscrito pelas linhas mínimas do desenho, o universo telúrico e antigo que representa e com o qual vem estabelecendo um diálogo pronunciado e aberto é, como a vontade de o perpetuar, eixo axial do seu trabalho. &lt;br /&gt;Rostos e gestos, objetos e animais, rituais de inverno e cenas de trabalho, tramas narrativas de sacralidade e de morte acusam as marcas de uma obra que, não obstante a variação de estratégias formais e até dos inesperados processos materiais que mobiliza, não abdica do real como referência, que aqui é feito de terra e de mistérios ancestrais, e tem profunda ligação à memória e aos afetos. &lt;br /&gt;A escala cronológica da exposição é ampla, reunindo obras de 1978, da emblemática série “O Rosto e os Frutos”, aos primeiros anos do século XXI, permitindo nas sucessivas inflexões, especialmente no domínio do desenho, o encontro com uma grande variação de temas e estilísticas já tratados por Graça Morais. &lt;br /&gt;Da obra chega-nos, inteira, a imagem da região transmontana, mas distanciada da redutora visão folclorista. A essência está lá: os rituais, as tropelias dos caretos, a solenidade e a bruteza da matança do porco ou a imolação do cordeiro na Páscoa, a dureza das segadas, a caça, as festividades religiosas, o tempo quente das cerejas ou das neblinas invernais, os utensílios de trabalho, as mulheres, a passagem das estações e dos dias, mas chega até nós filtrada pela visão pessoalizada da artista e pela subjetividade das interrogações que é capaz de convocar a partir das inesperadas associações e figurações que nelas adita. &lt;br /&gt;A condição da sua prática pictórica não está, por isso, tanto no registo do pitoresco ou na captação sob ponto de vista etnográfico para memória futura, está antes na exploração de um universo e de um imaginário e no modo como explana, com grande sinceridade pictórica, o que observa, do mesmo modo que lhe subtrai a redutora referência naturalista.&lt;br /&gt;Como os temas, também a escolha dos suportes nunca foi secundário em Graça Morais, ao procurar neles uma plasticidade profícua, capaz até de redefinir a própria obra. Os materiais não funcionam apenas como meros ou ocasionais suportes para as imagens que sobre eles projeta, antes explora continuamente outras texturas, como as grandes lonas de serapilheira, apetrechos de trabalho utilizados em tempos idos na colheita da azeitona, cujas marcas do uso são ainda visíveis e inteiramente assumidas pela composição. Na série “Jorge”, assim titulada pela importância excecional que aí é dada à figura masculina, sobressai o domínio do traço a carvão. O campo semântico é dominado pelas expressões e gestos desajeitados de uma figura que suspende pelas patas uma ave, uma cena que se repete em três lonas com algumas variações, como os desenhos detalhados de ancestrais instrumentos de trabalho com os quais, aparentemente, não parece existir qualquer relação. &lt;br /&gt;É precisamente o modo como formaliza este universo que sai reforçada a singularidade do trabalho de Graça Morais, único “&lt;i&gt;a impor uma linguagem de persistente descoberta e uma figuração que se distingue de qualquer outra pelo que alcança em identidade&lt;/i&gt;”, como chegou a referir Fernando de Azevedo. &lt;br /&gt;Terra Quente - Terra Fria convoca, assim, na sua essência, a um encontro com o Trás-os-Montes de Graça Morais, onde cada obra é metáfora pictórica da interpretação e, simultaneamente, da reflexão que, a partir deste território antigo em iminente desagregação, a artista faz do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;Jorge da Costa&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comissariado:&lt;/b&gt; Jorge da Costa (director do CACGM)&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Produção:&lt;/b&gt; Centro de Arte Contemporânea Graça Morais / Câmara Municipal de Bragança &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/PageGen.aspx"&gt;Centro de Arte Contemporânea Graça Morais&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;   Tel: (351) 273 302 410&lt;br /&gt;Rua Abílio Beça, 105&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;                         Fax: (351) 273 202 416&lt;br /&gt;5300 – 011 Bragança&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;                        centro.arte@cm-braganca.pt              &lt;br /&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=1696505030"&gt;Facebook&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_ocb8Ws0jZI/ToufiOw8rNI/AAAAAAAAIQg/k0toIxNmsBw/s1600/320957_101934473248251_100002950954232_13070_711147927_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-_ocb8Ws0jZI/ToufiOw8rNI/AAAAAAAAIQg/k0toIxNmsBw/s200/320957_101934473248251_100002950954232_13070_711147927_n.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eJrSHrE3M2k/ToufhY-S54I/AAAAAAAAIQc/UT8gPwdj9j4/s1600/294585_106828829425482_100002950954232_52176_960169807_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://1.bp.blogspot.com/-eJrSHrE3M2k/ToufhY-S54I/AAAAAAAAIQc/UT8gPwdj9j4/s200/294585_106828829425482_100002950954232_52176_960169807_n.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Terra Quente – Terra Fria&lt;/b&gt; é um percurso a Trás-os-Montes através da obra de Graça Morais. Um percurso que vive do seu olhar, das suas memórias, da forma como tacteia as pessoas, paisagens, sensações e lhes dá corpo através do seu traço e da sua pintura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com um elenco de actores e bailarinos procura-se que este projecto seja um mergulho ao interior dos temas abordados por Graça Morais e que nos transportem ao pulsar da vida, dos rituais e das paisagens transmontanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro Municipal de Bragança 30 de Setembro e 1 de Outubro&lt;br /&gt;Auditório ACE Teatro do Bolhão 11 a 23 de Outubro ( de Quinta a Sábado 21:30 e Domingos ás 16:00&lt;br /&gt;Teatro de Vila Real dia 28 de Outubro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/g4bD5ecpmtM?rel=0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Peça de dança contemporânea criada pela coreógrafa Joana Providência a partir da obra de Graça Morais&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mais informação em &lt;a href="http://teatrodobolhao.blogspot.com/2011/09/terra-quente-terra-fria.html"&gt;Teatro do Bolhão&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Recortes de imprensa (&lt;i&gt;online&lt;/i&gt;):&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2028178&amp;amp;page=-1"&gt;Uma viagem a Trás-os-Montes através de Graça Morais, Diário de Notícias, 30 de Setembro 2011&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.welcomenordeste.net/terra-quente-terra-fria-a-nova-exposio-de-graa-morais/"&gt;“Terra Quente Terra Fria” a nova exposição de Graça Morais, welcome nordeste.pt, 3 Outubro 2011&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tribunadouro.com/artigo/1461"&gt;Viagem a Trás-os-Montes através de Graça Morais, Tribuna do Douro, 3 Outubro 2011&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://videos.sapo.pt/TpSrgJSn7Cf25CORt6zC"&gt;Vídeo Reportagem via Local Visão, 2 Outubro 2011&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-310736952477129320?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/6oSC4ugp-gs" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-u7EW6uPGwKg/TouUYczxYLI/AAAAAAAAIQY/t6kjijiNFQA/s72-c/jorge+gm.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/terra-quente-terra-fria.html</feedburner:origLink></item><item><title>Artista plástica Graça Morais vence prémio Casino da Póvoa</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/Yyhk658nTbA/artista-plastica-graca-morais-vence.html</link><category>Recortes de Imprensa</category><category>Graça Morais</category><category>Prémio</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 15:55:14 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-8229308506223773109</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xNwzeOVVvuQ/TouNx4lYyhI/AAAAAAAAIQU/l1p6x4P9ins/s1600/420gm.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-xNwzeOVVvuQ/TouNx4lYyhI/AAAAAAAAIQU/l1p6x4P9ins/s1600/420gm.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A artista plástica Graça Morais venceu a edição deste ano do &lt;a href="http://www.casino-povoa.com/MainTemplate.aspx?lang=pt"&gt;Prémio de Artes Casino da Póvoa&lt;/a&gt; com o quadro "Série 2011: A Caminhada do Medo, 2011", informou o casino, através de comunicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de atribuir um prémio monetário no valor de 30 mil euros, o casino vai adquirir a obra premiada e publicar uma monografia sobre a artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este galardão visa "distinguir e homenagear a obra de uma mulher que, ao longo do tempo, construiu uma carreira que a consagra como uma das maiores pintoras contemporâneas", justificou o casino, no comunicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça Morais, "cujo universo cruza a herança do mundo rural, assume a condição da mulher e da natureza na intuição ligada aos sentimentos e às emoções", sendo que na obra da artista, "as mulheres são a terra, a razão e a origem do mundo", lê-se ainda no documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O júri deste prémio foi constituído por Dionísio Pereira Vinagre, Vasco Esteves Fraga e Amândio Secca, sendo que a distinção vai ser entregue no dia 17 de dezembro, numa cerimónia que terá lugar às 21:00 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra adquirida agora a Graça Morais passa a integrar a coleção de arte do Casino da Póvoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça Morais nasceu em 1948, em Vieiro, Trás-os-Montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, expôs, pela primeira vez, no Museu Alberto Sampaio, em Guimarães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1975 funda o grupo puzzle e, entre 1976 e 1978, vive em Paris como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://tv2.rtp.pt/noticias/index.php?t=Artista-plastica-Graca-Morais-vence-premio-Casino-da-Povoa.rtp&amp;amp;article=485231&amp;amp;layout=10&amp;amp;visual=3&amp;amp;tm=4"&gt;in RTP/Lusa,4 Outubro 2011&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-8229308506223773109?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/Yyhk658nTbA" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-xNwzeOVVvuQ/TouNx4lYyhI/AAAAAAAAIQU/l1p6x4P9ins/s72-c/420gm.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/10/artista-plastica-graca-morais-vence.html</feedburner:origLink></item><item><title>Tempo de Cerejas e Papoilas, Trás-os-Montes 2011</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/ydz4CsP7WtY/tempo-de-cerejas-e-papoilas-tras-os.html</link><category>Exposições</category><category>Pintura</category><category>Graça Morais</category><category>Galeria Ratton</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 19:18:03 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-2924390081856447387</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j_KT7mIZ5Rk/TnzWkhFFHOI/AAAAAAAAIQA/tc2wvjFcVc8/s1600/ref.%2B26.095%2B%252829%252C5x41%252C5cm%2529%2BRamo%2BCerejas%2Bpequeno%2BI%2B-%2Bacr%25C3%25ADlico%252C%2Baguarela%2Be%2Bs%25C3%25A9pia%2Bsobre%2Bpapel.%2B2011-foto%2Bjoao%2Bkrull.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" src="http://2.bp.blogspot.com/-j_KT7mIZ5Rk/TnzWkhFFHOI/AAAAAAAAIQA/tc2wvjFcVc8/s400/ref.%2B26.095%2B%252829%252C5x41%252C5cm%2529%2BRamo%2BCerejas%2Bpequeno%2BI%2B-%2Bacr%25C3%25ADlico%252C%2Baguarela%2Be%2Bs%25C3%25A9pia%2Bsobre%2Bpapel.%2B2011-foto%2Bjoao%2Bkrull.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4mnNMjvQw2s/TnzWFs00OpI/AAAAAAAAIPw/Bn0vHWsSNZA/s1600/GM31360.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-4mnNMjvQw2s/TnzWFs00OpI/AAAAAAAAIPw/Bn0vHWsSNZA/s400/GM31360.jpg" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NE-FoCWB9Dc/TnzWdYTQAZI/AAAAAAAAIP4/9_G26wr_LNY/s1600/GM31361.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-NE-FoCWB9Dc/TnzWdYTQAZI/AAAAAAAAIP4/9_G26wr_LNY/s400/GM31361.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;R E T O R N O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes ou depois? &lt;br /&gt;Sempre.&lt;br /&gt;Através da particular maneira de olhar que Graça Morais nos revela nos presentes trabalhos, percebe-se, diria mesmo descobre-se, o tempo subjacente a toda a sua obra.&lt;br /&gt;Tempo humano, sem dúvida, nem há tempo que o não seja.&lt;br /&gt;O tempo da consciência do tempo, que exprime nas suas figuras agarradas à terra como se nunca tivessem sido crianças, como se nunca se tivessem erguido noutros espaços que os do silêncio e do esforço. Nas suas origens e nos seus destinos está a terra, estão os profundos mistérios da terra. Os que permanecem ocultos e os que se manifestam aos nossos olhos, os que vamos destruindo com esforço, para renascerem mais longe ou mais tarde, e os que julgamos estimular e enobrecer, sem nos apercebermos, em ambos os casos, da sua verdadeira grandeza. &lt;br /&gt;Nos presentes trabalhos de Graça Morais, é como se a consciência da condição humana e a inquietação que a acompanha, tivessem cedido perante as forças da terra, e a visão universal subjacente em toda a sua obra se libertasse e afirmasse, sobrepondo-se ao esforço e ao tempo dos homens, revelando-se na sua perenidade de que só reconhecemos as formas com as quais somos capazes de conviver, como quando nos inebriamos com a cor das papoilas ou das cerejas. &lt;br /&gt;Nessas experiências de euforia o olhar desvia-se das figuras suspensas entre as origens e os destinos que nos vinculam à terra, manifestações idênticas e ininterruptas de uma continuidade em que participamos com uma inquieta e insegura consciência. &lt;br /&gt;E esse breve desvio do olhar, exprime-o Graça Morais na euforia assumida da cor, na libertação dos impulsos indestrinçáveis, na exuberância da vida que se expande na terra, incontrolável na sua perenidade.&lt;br /&gt;Nem antes nem depois.&lt;br /&gt;Na obra de Graça Morais estão sempre presentes e plenas de vigor as forças da terra a que pertencemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;  Júlio Moreira, 17 de Setembro de 2011&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-diCd1Ug5ENs/TnzW9phs9mI/AAAAAAAAIQI/OsTcO6STsEI/s1600/DSC00143.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://1.bp.blogspot.com/-diCd1Ug5ENs/TnzW9phs9mI/AAAAAAAAIQI/OsTcO6STsEI/s400/DSC00143.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Graça Morais nasce a 17 de Março de 1948 em Vieiro, Trás-os-Montes, distrito de Bragança. Vive e trabalha em Lisboa e Freixiel. Licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto no ano de 1971. Desde 1974 até 2009 realiza e participa numa centena de exposições individuais e colectivas, dentro e fora do País. Destacando no ano de 2009 a exposição ‘Anos 70 Atravessar Fronteiras’, no CAM - Fundação Calouste Gulbenkian e "A Máscara e o Tempo" na Galeria Ratton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008 foi inaugurado o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança, exposições em permanência de obras da Artista, representativas das várias séries entre 1982 e 2011. Graça Morais está representada em várias colecções privadas e públicas: Millennium BCP, Culturgest, Fundação Luso-Americana, Ministério da Cultura – Museu de Serralves, Ministério das Finanças, C.A.M. – Fundação Calouste Gulbenkian, Colecção Manuel de Brito, Fundação Paço D'Arcos, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na obra da artista destacam-se intervenções de Arte Pública, em painéis de azulejos, com produção da Galeria Ratton, no Edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (em Lisboa), na Estação de Bielorrússia do Metropolitano de Moscovo, na Estação Ferroviária do Fogueteiro (Seixal), na Estação de Metropolitano da Amadora – Falagueira, no Mercado Municipal de Bragança, na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães, na Caixa de Crédito Agrícola de Bragança, no Teatro Municipal de Bragança, nas Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral, Vila Real e na Escola Miguel Torga em Bragança. Destacam-se ainda os painéis em azulejo no Viaduto de Rinchoa/Rio de Mouro, no Centro de Astrofísica e Planetário do Porto e na Central Hidroeléctrica de Vilar de Frades (Vieira do Minho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição "&lt;i&gt;&lt;b&gt;Tempo de Cerejas e Papoilas . Trás-os-Montes 2011&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;" da pintora Graça Morais que a Galeria Ratton inaugura no próximo dia 23 de Setembro de 2011 às 15h, apresenta um conjunto de novos trabalhos de pintura, desenho e azulejo. A exposição está integrada na homenagem que a &lt;a href="http://ctmad.blogs.sapo.pt/"&gt;Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro&lt;/a&gt; (CTMAD) presta neste ano 2011 à Pintora por ocasião da comemoração do 106º aniversário da CTMAD. A temática da exposição surge na sequência de um importante painel de azulejo de produção Ratton, que irá ser colocado na entrada da TECSAM - Clínica de Hemodiálise / Unidade de Cuidados Continuados em Mirandela, no final desta exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissários: Ana Viegas e Tiago Monte Pegado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mini Entrevista por Helena Esteves &lt;i&gt;(&lt;a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&amp;amp;visual=9&amp;amp;tm=4&amp;amp;t=Pintora-Graca-Morais-inaugura-exposicao-sobre-cerejas-e-papoilas-transmontanas.rtp&amp;amp;article=481711"&gt;RTP - 2011-09-23&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" bgcolor="#ffffff" flashvars="image=http://img0.rtp.pt/noticias/images/PlayerMp3_logoA1.jpg&amp;amp;streamer=rtmp://h2a.rtp.pt/flv/RTPFiles&amp;amp;file=/wavrss/info/cultura/1542970_103797.mp3&amp;amp;screencolor=ffffff" height="150" src="http://tv1.rtp.pt/noticias/player.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="312"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição de Graça Morais patente ao público na Galeria Ratton, de 23 de Setembro a 11 de Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ahxPhllnvRQ/Tnzd2vFPDAI/AAAAAAAAIQQ/P6LNXVmX8Ko/s1600/image001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://4.bp.blogspot.com/-ahxPhllnvRQ/Tnzd2vFPDAI/AAAAAAAAIQQ/P6LNXVmX8Ko/s400/image001.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Galeria Ratton Cerâmicas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Segunda a Sexta 10h - 13h30 (Horário escritório)&lt;br /&gt;Segunda a Sexta 15h – 19h30 (Abertura ao público)&lt;br /&gt;Rua Academia de Ciências, 2C&lt;br /&gt;1200 - 004 Lisboa&lt;br /&gt;Tel: 21346 0948&lt;br /&gt;Tlm: 96 452 98 33&lt;br /&gt;Email: galeriaratton@sapo.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links externos:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.galeriaratton.blogspot.com/"&gt;www.galeriaratton.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/GaleriaRatton"&gt;www.facebook.com/GaleriaRatton&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ctmad.blogs.sapo.pt/"&gt;ctmad.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-2924390081856447387?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:UT3xtbGYFzA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=UT3xtbGYFzA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:V_sGLiPBpWU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=ydz4CsP7WtY:bvPc4iquHrM:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/ydz4CsP7WtY" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-j_KT7mIZ5Rk/TnzWkhFFHOI/AAAAAAAAIQA/tc2wvjFcVc8/s72-c/ref.%2B26.095%2B%252829%252C5x41%252C5cm%2529%2BRamo%2BCerejas%2Bpequeno%2BI%2B-%2Bacr%25C3%25ADlico%252C%2Baguarela%2Be%2Bs%25C3%25A9pia%2Bsobre%2Bpapel.%2B2011-foto%2Bjoao%2Bkrull.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Lisboa, Portugal</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">38.706932 -9.1356321</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">38.607805 -9.293560600000001 38.806059000000005 -8.9777036</georss:box><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/09/tempo-de-cerejas-e-papoilas-tras-os.html</feedburner:origLink></item><item><title>Arte &amp; Peregrinação na Fundação Museu do Oriente</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/fQdNC7S1F7c/arte-peregrinacao-na-fundacao-museu-do.html</link><category>Centro Nacional de Cultura</category><category>Exposições</category><category>Visitas Guiadas</category><category>Graça Morais</category><category>Fundação Museu do Oriente</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Sat, 19 Mar 2011 14:50:45 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-3206695294957745695</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;A Fundação Museu do Oriente promove no dia 26 de Março, às 15:00 horas uma visita guiada por Graça Morais, um dos artistas representados na exposição Arte &amp;amp; Peregrinação • Os Portugueses ao Encontro da sua História.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.museudooriente.pt/1174/arte-e-peregrinacao.htm"&gt;ARTE &amp;amp; PEREGRINAÇÃO • OS PORTUGUESES AO ENCONTRO DA SUA HISTÓRIA&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-ibF98gf-1jQ/TYUctckvpiI/AAAAAAAAIF4/mwjjYjTOMF0/s1600/8f5593744e0afe852446946e931c4fd2380904ab.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh6.googleusercontent.com/-ibF98gf-1jQ/TYUctckvpiI/AAAAAAAAIF4/mwjjYjTOMF0/s320/8f5593744e0afe852446946e931c4fd2380904ab.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há mais de 20 anos que o Centro Nacional de Cultura organiza o ciclo de viagens “Os portugueses ao encontro da sua história”, que procura ir ao encontro dos vestígios deixados pelos portugueses dos séculos XVII e XVIII pelo mundo fora, realizando na actualidade novas formas de relacionamento com base nessa história comum. Trata-se de descobrir múltiplas dimensões da herança cultural portuguesa que se perpetuam em países tão diferentes como os que esta exposição ilustra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas viagens, que são verdadeiras embaixadas culturais, dão origem a novos laços e projectos e  são registadas nos Diários de Viagem, sempre da autoria de um artista plástico e de um escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta exposição que agora o Museu do Oriente acolhe, reúnem-se pela primeira vez as ilustrações de quatro grandes artistas portugueses de gerações diferentes, resultado de algumas destas viagens do Centro Nacional de Cultura  ao Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça Morais, João Queiroz, José de Guimarães e Bárbara Assis Pacheco acompanharam as Embaixadas Culturais do Centro Nacional de Cultura ao Japão, Indonésia e Índia. Os seus relatos de viagem são a demonstração nítida de que uma crónica gráfica de viagem permite irmos adiante do que se espera, uma vez que, além da narrativa das peregrinações, temos a descrição visual do que se sente num cenário diferente daquele em que vivemos o dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de haver um cronista da escrita e um cronista da imagem, em que Helena Vaz da Silva sempre insistiu, permite assegurar uma complementaridade de impressões, de sensações e de perspectivas. Dir-se-ia que podemos ver mais claramente visto, ora conduzidos pela pena do escritor, ora pelo pincel ou pelo lápis do artista plástico. E, regressados da viagem, podemos reviver tudo mais intensamente, já que pela visão dos cronistas podemos descobrir o outro lado da viagem e da aventura, de que porventura não nos apercebemos logo, mas que agora compreendemos melhor, guiados pela sensibilidade e pelo talento dos criadores. E se olharmos o que nos dão os quatro artistas agora representados, facilmente verificamos que o outro lado da peregrinação - o exótico, o inesperado e o luxuriante - está representado sem recurso ao lugar comum e ao já visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça Morais dá-nos um Japão humano, em que as pessoas nos dão as boas-vindas e em que sentimos, a cada passo, uma simbiose riquíssima entre tradição e modernidade. Deparamo-nos, assim, com o Japão multissecular, aberto ao diálogo com outras civilizações e fiel a um encontro mágico com os portugueses, metamorfoseados de misterioso povo Namban. E a Graça, com o seu talento e a sua experiência, é uma intérprete fecunda deste povo irmão que vive tão distante geograficamente, mas tão próximo do nosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Queiroz faz-nos descobrir a Indonésia através do seu traço impressivo, que não se limita a registar o que se lhe apresenta, uma vez que partilha connosco a sincera amizade das pessoas que agora reencontramos, num diálogo histórico quase inesperado. E o exotismo desta surpresa fica bem evidente, apercebendo-nos, no fundo, de que a distância e o tempo não fizeram desaparecer uma espécie de familiaridade entre nós, antes tendo permitido estreitar um encontro magnífico com as raízes e a língua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José de Guimarães, esse torna-se um cicerone de excepção para encontrarmos o Japão moderno. A empatia que tem com o império do Sol Nascente é por demais evidente, e a verdade é que o seu relato permite-nos tomar contacto com esse diálogo artístico e cultural, que se apresenta de forma inesperada e viva, através da cor e das formas. Afinal, o artista procura pôr-se dos dois lados em presença, fazendo do diálogo um método vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Bárbara Assis Pacheco prefere o estilo próprio que a aproxima talvez da banda desenhada, mas que também procura entrar nos mistérios narrativos do hinduísmo, e da sua fantástica aproximação do sincretismo religioso da Índia. E nós que a acompanhámos na procura de temas para as crónicas, que agora nos mostra, percebemos muito bem que Mumbai, Goa e Cochim foram lugares fantasticamente inspiradores para a sua jovem interrogação relativamente ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro mundos presentes nesta exposição levam-nos ao coração das relações dos portugueses com o Oriente - e aqui o coração é o epicentro, mas também é o lugar dos sentimentos e dos afectos, não vistos superficialmente, mas encarados numa encruzilhada fantástica de lugares ao encontro dos quais os portugueses continuam a aventurar-se e a peregrinar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;a href="http://www.cnc.pt/Noticias.aspx?ID=972"&gt;&lt;i&gt;CNC - Centro Nacional de Cultura&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Visita guiada com Graça Morais | 26 Março | 15.00 | Preço: Entrada no museu |&lt;br /&gt;Reserva de Bilhetes: Telefone: 213 585 244 | Fax: 213 585 215 | E-mail: info@museudooriente.pt | site: &lt;a href="http://www.museudooriente.pt/"&gt;www.museudooriente.pt&lt;/a&gt; | Exposição patente até dia 27 de Março&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-3206695294957745695?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/fQdNC7S1F7c" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh6.googleusercontent.com/-ibF98gf-1jQ/TYUctckvpiI/AAAAAAAAIF4/mwjjYjTOMF0/s72-c/8f5593744e0afe852446946e931c4fd2380904ab.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2011/03/arte-peregrinacao-na-fundacao-museu-do.html</feedburner:origLink></item><item><title>Concurso nacional “À Descoberta das nossas raízes com Graça Morais”</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/Uy8Bvfqy1Zk/concurso-nacional-descoberta-das-nossas.html</link><category>Educar pela Arte</category><category>Centro de Arte Contemporânea Graça Morais</category><category>Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Sat, 20 Nov 2010 15:09:34 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-3730448171424943083</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" height="450" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/jzwQbINjsnY2bmL9hSD5/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" width="500"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed allowfullscreen="flase" height="450" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/gkvHccMsFwq2C6LZoYLQ/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" width="500"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;via &lt;a href="http://videos.sapo.pt/localvisao/pesquisa.html?word=gra%C3%A7a+morais"&gt;LocalVisão&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TOhS8SalOPI/AAAAAAAAIBI/0ZqffsfKods/s1600/Gra%25C3%25A7a+Morais.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TOhS8SalOPI/AAAAAAAAIBI/0ZqffsfKods/s400/Gra%25C3%25A7a+Morais.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“À Descoberta das nossas raízes com Graça Morais” &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[pdf]  &lt;a href="http://www.legenda-torga.com/images/Documentos/Regulamento-concurso-expressao.pdf"&gt;Regulamento-concurso-expressao.pdf &lt;/a&gt;(48.92 Kb)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regulamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – Enquadramento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) com a colaboração do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais organiza no ano lectivo 2010/2011 um novo concurso de Artes Plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de “olhares sobre” Almada Negreiros, Josefa de Óbidos, Júlio Resende, Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, a APECV aposta numa abordagem mais alargada sobre a obra de uma artista contemporânea: Graça Morais. Mais do que um olhar pretende-se descobrir e entender os caminhos que Graça Morais percorreu e levar os alunos a iniciar uma viagem introspectiva e retrospectiva à procura das suas raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – Objectivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo deste concurso é dar a conhecer às crianças e jovens das escolas portuguesas a obra e o processo artístico da pintora Graça Morais, as interrogações que coloca sobre a sua comunidade, o seu país, a sociedade ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao propormos a pintura de Graça Morais como ponto de partida, pretendemos que os alunos compreendam a sua obra contextualizando-a no tempo e no espaço. A partir daí lançamos o desafio aos professores para que trabalhem com os alunos as memórias e identidades, indo à procura das raízes da comunidade onde os alunos vivem ou donde são oriundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – Participantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem participar no concurso os alunos de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV – Trabalhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São admitidos a concurso trabalhos artísticos sem restrição de tamanhos, suportes, materiais ou técnicas. Se os alunos optarem por trabalhos digitais os professores deverão certificar-se que se tratam de trabalhos de manipulação ou criação digital originais, não sendo aceite a simples reprodução fotográfica dos trabalhos de alunos, ou com os dados biográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada trabalho deverá ser identificado, no verso ou na base, com a etiqueta em anexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada estabelecimento de ensino poderá participar com cinco trabalhos. Juntamente com os trabalhos deverá ser enviada, devidamente preenchida pelo(a) professor(a) responsável, a ficha de inscrição (em anexo). Qualquer informação relativamente ao concurso será comunicada para o e-mail deste professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V – Prazos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos devem ser enviados até ao dia 5 de Abril de 2011 para o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI – Júri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos serão apreciados por um júri constituído pela pintora Graça Morais, pelo Director do Centro de Arte Contemporânea, Jorge Costa, pelo coordenador do departamento de Artes Visuais da Escola Superior de Educação de Bragança, Luís Canotilho e pela professora Inês Bárrios (representante da APECV). Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação do júri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII – Prémios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os participantes receberão um certificado de participação. Serão constituídos os seguintes grupos para atribuição de prémios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-escolar (1º, 2º e 3º prémios);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secundário (1º, 2º e 3º prémios);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superior (1º, 2º e 3º prémios);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimónia de entrega de prémios e a inauguração da exposição com todos os trabalhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII - Devolução dos trabalhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos premiados não serão devolvidos, integrando o espólio da APECV. Todos os trabalhos maiores que A3 ou tridimensionais terão de ser levantados no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais no prazo estipulado para a sua devolução. Os restantes trabalhos serão devolvidos no prazo de seis meses a contar da data do final da exposição. Os professores deverão enviar, juntamente com os trabalhos, envelope endereçado e selado com a franquia adequada para esse fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX – Considerações finais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores responsáveis autorizam a APECV a publicar reproduções dos mesmos na sua revista Imaginar, página de Internet e noutras publicações sobre Educação Artística. Será editado um CD com fotografias de todos os trabalhos, que será oferecido a todas as escolas participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esse efeito, as escolas deverão fotografar os cinco trabalhos e envia-las para o e-mail foto@apecv.pt. O nome das fotografias deve seguir a seguinte estrutura: nível de ensino, autor, escola e nome do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: &lt;i&gt;2ciclo Joana Martins EB 23 Aurélia de Sousa Prof. Carlos Silva&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.apecv.pt/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=299&amp;amp;Itemid=1"&gt;&lt;b&gt;Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rua Dr. Ricardo Jorge, 19 / 2º andar / sala 5 - 4050-514 Porto&lt;br /&gt;Telefone/Fax: 223326617 Telemóvel: 927895721&lt;br /&gt;apecv@apecv.pt&lt;br /&gt;&lt;a href="http://apecv-gruposdaapecv.blogspot.com/2010/10/descoberta-das-nossas-raizes-com-graca.html"&gt;blogue &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/"&gt;Centro de Arte Contemporânea Graça Morais &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rua Abílio Beça, 105 – 5300-011 Bragança&lt;br /&gt;Telefone: 273302310 Fax: 273202416&lt;br /&gt;centro.arte@cm-braganca.pt &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-3730448171424943083?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:UT3xtbGYFzA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=UT3xtbGYFzA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:V_sGLiPBpWU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=Uy8Bvfqy1Zk:8KW-zGHIC04:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/Uy8Bvfqy1Zk" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TOhS8SalOPI/AAAAAAAAIBI/0ZqffsfKods/s72-c/Gra%25C3%25A7a+Morais.png" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2010/11/concurso-nacional-descoberta-das-nossas.html</feedburner:origLink></item><item><title>Panorama Views: Contemporary Art Center Graça Morais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/tGDtjggb4uY/panorama-views-contemporary-art-center.html</link><category>Contemporary Art Center Graça Morais</category><category>Fotografia</category><category>Centro de Arte Contemporânea Graça Morais</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Fri, 05 Nov 2010 06:55:41 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-8327394148724136204</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,28,0" height="315" id="_360_krpano_id_606485" name="_360_krpano_name_606485" width="590"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.360cities.net/javascripts/krpano/krpano.swf"/&gt;&lt;param name="quality" value="autohigh"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;param name="flashvars" value="pano=http://www.360cities.net/krpano/external_embed/gm-sala-1-panorama-04-direito.xml&amp;epd=http://www.360cities.net/data/embed/plugin_data/gm-sala-1-panorama-04-direito"/&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="false"/&gt;&lt;embed src="http://www.360cities.net/javascripts/krpano/krpano.swf" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="590" height="315" allowFullScreen="false" allowScriptAccess="always" quality="autohigh" flashvars="pano=http://www.360cities.net/krpano/external_embed/gm-sala-1-panorama-04-direito.xml&amp;epd=http://www.360cities.net/data/embed/plugin_data/gm-sala-1-panorama-04-direito"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.360cities.net/image/gm-sala-1-panorama-04-direito" title="Panorama photos of Graça Morais Exhibition"&gt;Panorama photos of Graça Morais Exhibition&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,28,0" height="315" id="_360_krpano_id_712511" name="_360_krpano_name_712511" width="590"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.360cities.net/javascripts/krpano/krpano.swf"/&gt;&lt;param name="quality" value="autohigh"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;param name="flashvars" value="pano=http://www.360cities.net/krpano/external_embed/terrace-bar-of-the-center-for-contemporary-art-graca-morais.xml&amp;epd=http://www.360cities.net/data/embed/plugin_data/terrace-bar-of-the-center-for-contemporary-art-graca-morais"/&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="false"/&gt;&lt;embed src="http://www.360cities.net/javascripts/krpano/krpano.swf" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="590" height="315" allowFullScreen="false" allowScriptAccess="always" quality="autohigh" flashvars="pano=http://www.360cities.net/krpano/external_embed/terrace-bar-of-the-center-for-contemporary-art-graca-morais.xml&amp;epd=http://www.360cities.net/data/embed/plugin_data/terrace-bar-of-the-center-for-contemporary-art-graca-morais"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.360cities.net/image/terrace-bar-of-the-center-for-contemporary-art-graca-morais" title="Contemporary Art Center Graça Morais - Panorama view of the Terrace"&gt;Contemporary Art Center Graça Morais - Panorama view of the Terrace&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,28,0" height="315" id="_360_krpano_id_182712" name="_360_krpano_name_182712" width="590"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.360cities.net/javascripts/krpano/krpano.swf"/&gt;&lt;param name="quality" value="autohigh"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;param name="flashvars" value="pano=http://www.360cities.net/krpano/external_embed/santiago-yd-ez-painting-exhibition.xml&amp;epd=http://www.360cities.net/data/embed/plugin_data/santiago-yd-ez-painting-exhibition"/&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="false"/&gt;&lt;embed src="http://www.360cities.net/javascripts/krpano/krpano.swf" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="590" height="315" allowFullScreen="false" allowScriptAccess="always" quality="autohigh" flashvars="pano=http://www.360cities.net/krpano/external_embed/santiago-yd-ez-painting-exhibition.xml&amp;epd=http://www.360cities.net/data/embed/plugin_data/santiago-yd-ez-painting-exhibition"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.360cities.net/image/santiago-yd-ez-painting-exhibition" title="Contemporary Art Center Graça Morais: Santiago Ydáñez Exhibition"&gt;Contemporary Art Center Graça Morais: Santiago Ydáñez Exhibitionn&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/PageGen.aspx"&gt;Contemporary Art Center Graça Morais &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Architect&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Souto_de_Moura"&gt; Eduardo Souto de Moura&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.chi-athenaeum.org/intarch/2009/2009INTARCHSPRESSRELEASE.pdf"&gt;2009 International Architecture Award&lt;/a&gt; attributed by T&lt;a href="http://www.chi-athenaeum.org/"&gt;he Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design&lt;/a&gt; &amp;amp; &lt;a href="http://www.europeanarch.eu/index.html"&gt;The European Centre for Architecture, Art, Design, and Urban Studies&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Location:&lt;/b&gt; City of Bragança [Braganza], Northern Portugal District&lt;br /&gt;Abílio Beça St., No. 105 * Braganza 5300-011 | &lt;a href="http://goo.gl/maps/VBpH"&gt;Google Map &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Panoramic Photos of &lt;a href="http://www.360cities.net/profile/manuel_teles"&gt;Manuel Teles&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-8327394148724136204?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:UT3xtbGYFzA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=UT3xtbGYFzA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:V_sGLiPBpWU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=tGDtjggb4uY:_yx1xMENoKc:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/tGDtjggb4uY" height="1" width="1"/&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2010/11/panorama-views-contemporary-art-center.html</feedburner:origLink></item><item><title>Faleceu Fernando Pernes</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/Kln6VOJI5pc/faleceu-fernando-pernes.html</link><category>Fernando Pernes</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Tue, 05 Oct 2010 03:36:19 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-3134998567679479726</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O corpo de Fernando Pernes está em câmara ardente na capela de Nossa Senhora da Boavista, no Porto. Realiza-se hoje a missa de corpo presente na Capela do Foco, a que se seguirá o funeral, que segue para o Cemitério de Ramalde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pernes, que dedicou toda a sua vida ao ensino e à crítica de arte, foi o primeiro director artístico da Fundação de Serralves, entre 1987 e 1996. Grande divulgador da arte, foi um dos críticos e programadores de exposições mais atentos às novas gerações de artistas portugueses surgidas desde finais da década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua formação artístico-cultural destacam-se as estadias em Paris e Itália onde, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou na Sorbonne com Pierre Francastel e posteriormente com Giulio Carlo Argan (Florença e Roma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciou a sua actividade de crítico de arte na revista Vida Mundial, continuando depois esta actividade em várias das mais prestigiadas revistas culturais portuguesas como O Tempo e o Modo ou Colóquio - Artes, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua vida e obra foram reconhecidas através da atribuição pelo Presidente da República Mário Soares da Comenda da Ordem de Mérito e também da Medalha de Ouro da Cidade do Porto pela Câmara Municipal do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua obra foi reconhecida através do Prémio de Crítica de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=1433"&gt;in SOL 04.10.10&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-3134998567679479726?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:UT3xtbGYFzA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=UT3xtbGYFzA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:V_sGLiPBpWU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=Kln6VOJI5pc:EQNMR6XdCQM:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/Kln6VOJI5pc" height="1" width="1"/&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Oporto, Portugal</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">41.149968 -8.6102426</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">41.0853385 -8.7269721 41.2145975 -8.4935131</georss:box><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2010/10/faleceu-fernando-pernes.html</feedburner:origLink></item><item><title>·Duas Exposições· Graça Morais &amp; Sophia de Mello Breyner Andresen</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/-ds5X1FKzsU/duas-exposicoes-gra-morais-sophia-de.html</link><category>Exposições</category><category>Graça Morais</category><category>Sophia de Mello Breyner Andresen</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Wed, 29 Sep 2010 03:28:21 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-3882704506485884464</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKMFvB7PFSI/AAAAAAAAH5g/D_0mGTl1ZnA/s1600/Sophia+e+M%C3%A3e+Gr%C3%A9cia+88+clean+copy.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKMFvB7PFSI/AAAAAAAAH5g/D_0mGTl1ZnA/s1600/Sophia+e+M%C3%A3e+Gr%C3%A9cia+88+clean+copy.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sophia e Graça, Grécia, 1988 © arquivo pessoal de Graça Morais&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O Anjo de Timor&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKMKEu7jziI/AAAAAAAAH5s/P9UHaXpHBvE/s1600/O+Anjo+de+Timor.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKMKEu7jziI/AAAAAAAAH5s/P9UHaXpHBvE/s320/O+Anjo+de+Timor.png" width="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Graça é a serra escarpada, Sophia o mar aberto. Sobre as duas brilha o mesmo céu – a mesma indomável coragem de olhar de frente sol, estrelas, chuvas e tempestades. Nada as intimidou, nunca – cada uma pegou no que tinha e não tinha para combater o medo e a morte através da beleza, por definição inexpugnável. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ambas souberam arrancar às trevas a claridade – Graça através da força do desenho e do escândalo denso da cor, Sophia através de palavras faiscantes como pedras batidas pelas ondas. Vinham de mundos opostos, encontraram-se no relâmpago do olhar que define o infinito da cumplicidade. Desse encontro nasceram dois livros, duas exposições – um encontro íntimo e universal, como tudo aquilo em que elas tocam, para lá do tempo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Inês Pedrosa&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Ler mais aqui &lt;a href="http://escritosdeeva.blogspot.com/2007/03/sophia-de-mello-breyner-andresen-anjo.html"&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen extractos d'O Anjo de Timor&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Orpheu e Eurydice&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKMGqUIfnmI/AAAAAAAAH5k/DZirURkS8tY/s1600/Orpheu+e+Eurydice.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKMGqUIfnmI/AAAAAAAAH5k/DZirURkS8tY/s400/Orpheu+e+Eurydice.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Tudo aconteceu em 22 de Abril de 1990. Os desenhos que aqui se apresentam foram os primeiros que pintei no ateliê da Costa do Castelo, usando o papel de música em que o Pedro [Caldeira Cabral] trabalha. (...) Um dia, mostrei-os à Sophia. Disse-me logo tê-los achado lindíssimos. E propôs-me fazermos um livro com os desenhos e poemas.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Conhecemo-nos melhor na viagem à Grécia em que acompanhámos a visita oficial do Presidente da República, Dr. Mário Soares, e ficámos desde então muito amigas. Nessa altura andámos sempre juntas, já que me foi dada a incumbência de acompanhar Sophia num programa cheio de compromissos e horas. A verdade é que me deixei encantar de tal modo, que criámos uma forte amizade, e da minha parte uma verdadeira devoção.”(...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Graça Morais&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ler/ver mais aqui &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2007/06/orpheu-e-eurydice.html"&gt;Orpheu e Eurydice&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2007/06/curriculum-de-graa-morais-nasceu-em.html"&gt;Da Biografia&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;2001 – “Orpheu e Eurydice”, Sophia de Mello Breyner Andresen, edição Galeria 111, com pinturas suas.&lt;br /&gt;2003 – “O Anjo de Timor”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, Ed. Ceneteca, com ilustrações suas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;PDFs para imprensa (&lt;/i&gt;&lt;i&gt;downlad no scribd)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Graça Morais &amp;amp; Sophia de Mello Breyner Andresen &lt;b&gt;·&lt;/b&gt;Duas Exposições&lt;b&gt;·&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/38383730/monofolhaGraca-Sophia-01"&gt;Orpheu e Eurydice &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/38383722/monofolhaGraca-Sophia-02"&gt;O Anjo de Timor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Convite&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKL8q24kdSI/AAAAAAAAH5c/yDDNk_6bvjM/s1600/7153197_DNkr9.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKL8q24kdSI/AAAAAAAAH5c/yDDNk_6bvjM/s1600/7153197_DNkr9.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Inauguração hoje, dia 29 de Setembro, às 18:00&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Casa Fernando Pessoa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Rua Coelho da Rocha, 16 Campo de Ourique&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Lisboa, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De Seg. a Sáb. 10h -18h&lt;/i&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tel.: +351 213 913 270&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E-mail: cfp@cm-lisboa.pt&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Relacionado&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKMSOuZeiwI/AAAAAAAAH6A/m9Izi60QXyc/s1600/Sophia+Mello+Breyner+Andersen+Biblioteca+Timor.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TKMSOuZeiwI/AAAAAAAAH6A/m9Izi60QXyc/s200/Sophia+Mello+Breyner+Andersen+Biblioteca+Timor.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.cjpav.org/"&gt;Biblioteca Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;/a&gt; na cidade de Díli, no bairro de Taibessi, Timor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas imagens da Biblioteca &lt;a href="http://picasaweb.google.pt/FranciscaATeixeira/BibliotecaTimor"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Anjo de Timor | Anju Timór nian - Tradusaun ba tetun husi | Tradução para tétum de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/jpesperanca/2383515879/"&gt;João Paulo T. Esperança e Emília Almeida de Araújo&lt;/a&gt; [versão bilingue]&lt;a href="http://www.freewebs.com/jpesperanca/O%20Anjo%20de%20Timor_ICamoes.pdf"&gt; &lt;i&gt;via Instituto Camões [PDF&lt;/i&gt;]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-3882704506485884464?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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A exposição de Graça Morais no Centro de Arte Manuel de Brito, em Algés, é um exemplo de que frequentemente as coisas estão mais interligadas do que à partida poderíamos suspeitar. Antes de mais convém explicar que a mostra reúne mais de meia centena de obras da artista transmontana que o galerista Manuel de Brito coleccionou ao longo de mais de duas décadas.&amp;nbsp; O tempo correspondente à ligação em exclusividade entre Graça Morais e a Galeria 111. Foi «um longo casamento», como refere a pintora, sem que nunca tenha havido a necessidade de assinar papéis. Bastou a palavra dada, entre a artista e o marchand. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história desta exposição – que estará patente ao público até 19 de Setembro – tem no entanto um recorte mais insólito. O facto de Graça Morais ter vivido em Algés, quando se mudou do norte para a área metropolitana de Lisboa é apenas uma das muitas coincidências a registar. Onde hoje está a colecção de arte de Manuel de Brito, ia a pintora – então professora de educação visual – levar a filha, ainda criança, para as aulas de ballet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algés ainda era um lugar triste e suburbano e Graça Morais ainda não conhecia Manuel de Brito, pelo que também ainda não tinha começado o seu trabalho de intermediária entre o marchand e o presidente da Câmara de Oeiras, no sentido de tornar o Palácio Anjos o pólo cultural que ele é hoje. O conhecimento de infância entre Graça e Isaltino veio a dar frutos, portanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tudo tivesse sido mais ou menos o que é sem estes acasos todos. Mas isso é algo que nunca o saberemos. É assim com as coincidências: havemos de ficar eternamente na dúvida quanto ao papel que lhes cabe para que as coisas sejam exactamente como são. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não é um acaso, seguramente, é a importância da pintura de Graça Morais nas artes plásticas portuguesas das últimas décadas. Um percurso que está à vista de todos no Palácio Anjos, em Algés, recuperado e dignificado como Centro de Arte Manuel de Brito.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7Ck42U4I/AAAAAAAAH2A/IEeaCZz0K38/s1600/Imagem00052.png" imageanchor="1" style="margin-left: -0.5em; margin-right: -0.5em;"&gt;&lt;img border="0" height="579" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7Ck42U4I/AAAAAAAAH2A/IEeaCZz0K38/s640/Imagem00052.png" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Carlos Vaz Marques | Texto &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Carmo Montanha | Fotografias *&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual é a memória mais forte que guarda de Manuel de Brito?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira e a última. A primeira memória forte que tenho dele tem a ver com a galeria que ele tinha no Porto, que no princípio se chamava Zen. Naquela altura as galerias eram muito poucas e as exposições na Zen eram sempre uma festa. Só tinham bons artistas. Um dia, o Fernando Pernes – que era o crítico de arte que escrevia os catálogos da galeria – foi à escola de Belas-Artes, que eu frequentava, escolher artistas novos para exporem na Zen. E escolheu-me a mim. Fiquei muito emocionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi a primeira galeria a sério onde viu exposto o seu trabalho?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi. Expus lá mas numa exposição colectiva. Para mim, foi altamente elogioso porque fiquei colocada entre um quadro da Vieira da Silva e um quadro da Lourdes Castro. Quando lá cheguei e vi aquilo disse: que boas madrinhas que eu tenho. O Manuel de Brito nem sabia quem eu era. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJGALZceERI/AAAAAAAAH2U/bN5Tna4Do0A/s1600/fotobiografia+%288%29.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJGALZceERI/AAAAAAAAH2U/bN5Tna4Do0A/s200/fotobiografia+%288%29.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Lembra-se do quadro que levou para essa exposição?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro. Acho que isto terá sido quando eu andava no quarto ou no quinto ano. Se foi no quinto era uma série de pinturas que eu nessa altura fazia sobre seda, com sobreposições. Eram umas experiências bastante atrevidas, até. O que eu hoje faço sobrepondo linhas nos desenhos, com carvão e com grafite, era feito com tecidos. Mas os tecidos também eram desenhados. Ainda guardei algumas dessas peças e quando fizer uma exposição com os meus primeiros trabalhos hei-de apresentar esses quadros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conheceu o Manuel de Brito nessa primeira exposição?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ter conhecido mas nem ele me ligou muito nem eu me lembro dele. A figura do Manuel de Brito não me ficou marcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando é que ficou marcada na sua memória pela primeira vez, então?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF67jO6dSI/AAAAAAAAH1k/UTSuf10MdtI/s1600/fotobiografia+%2811%29.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF67jO6dSI/AAAAAAAAH1k/UTSuf10MdtI/s200/fotobiografia+%2811%29.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ficou-me marcada quando eu vim de Paris para Lisboa. Eu ia às inaugurações da Galeria 111 e pensava: esta era a única galeria onde eu gostava de expor. Um dia o Manuel de Brito disse-me que gostava de ver o meu trabalho. Eu tinha nessa altura um ateliê, meio águas-furtadas, na Rua de S. Paulo, e ele foi lá ver o meu trabalho. Com um ar muito sério disse-me: sabe, é que eu gostava muito de lhe fazer uma exposição. Eu respondi: fico muito contente porque a sua galeria é a única com a qual eu gostava de trabalhar cá em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi aí que nasceu a vossa colaboração?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Isto foi no início dos anos oitenta. Eu tinha vindo para Lisboa em 79. Estive muito tempo sem ateliê. Não conseguia arranjar nem casa nem ateliê. Foi muito dramática a minha vinda para Lisboa. Coincidiu com aquela altura em que não havia casas para alugar. Eu também não tinha dinheiro para comprar, era professora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Começou por me dizer que as memórias mais fortes que tem do Manuel de Brito são as primeiras e as últimas. Qual é a última?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF6_X1i7YI/AAAAAAAAH18/XQqOlq-Gp3o/s1600/brito+mae+pedro+zen+porto+2005.png.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF6_X1i7YI/AAAAAAAAH18/XQqOlq-Gp3o/s200/brito+mae+pedro+zen+porto+2005.png.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A última é de 2005. Já o Manuel de Brito estava doente. Ele arrastou um cancro durante uns anos e no verão de 2005 começou a ficar pior. Eu fui para Sines fazer uma residência artística durante três meses – que depois resultou na inauguração do Centro de Artes – e no dia da inauguração ele telefona-me (estava um dia chuvoso, esquisito) e diz-me: gostava tanto de estar consigo mas estou internado no hospital, não me sinto bem; no entanto estou muito feliz porque hoje os jornais falam todos de si; desejo-lhe muita sorte. Estava emocionado por não poder estar comigo na inauguração. Foi a última vez que falei com ele. Fiquei-lhe muito grata por ele ter tido aquela atenção. Estava tão mal no hospital e telefonou-me. Não fui eu que lhe liguei, foi ele que me ligou a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que importância teve para si a relação de trabalho que manteve durante tanto tempo com o Manuel de Brito?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi fundamental. Eu nunca quis ter uma relação directa com o comprador de arte. Vender os meus quadros, no princípio, era muito difícil para mim. Aos amigos tinha sempre dificuldade de fazer preço porque apetecia-me oferecer. Ofereci muitos quadros que agora até já aparecem em leilões. São de pessoas que se calhar estão a precisar de dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/RpvyOz6Zi6I/AAAAAAAAANA/6fR_9-sGBGE/s1600/gra%C3%A7a+morais+foto+quadro+c%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/RpvyOz6Zi6I/AAAAAAAAANA/6fR_9-sGBGE/s200/gra%C3%A7a+morais+foto+quadro+c%C3%A3o.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Quando vê aparecer num leilão um quadro que ofereceu sente-se magoada?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda agora apareceram vários. Todos oferecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Isso magoa-a?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Começo a pensar que as pessoas estarão a aproveitar porque julgam que vão ganhar dinheiro. Mas geralmente são pessoas que precisam do dinheiro. Por isso, o que eu digo é: olha, ainda bem. A pintura também serve para isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estava a dizer que percebeu cedo que não lhe era fácil ter uma relação directa com quem ia comprar os seus quadros.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Sim, não tinha paciência. Quando vim de Paris e tentei começar a entrar no mercado da arte, irritava-me bastante quando as pessoas iam ao ateliê e hesitavam muito. Depois tinha de vir a mulher e depois a sogra e eu a pensar: agora só falta o gato para ver se também gosta do quadro. Era sempre tudo tão difícil. Eu não tinha jeito nenhum para aquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__vytws0nI/AAAAAAAAHj4/-bFRboOaIBs/s1600/MANUEL%7E1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__vytws0nI/AAAAAAAAHj4/-bFRboOaIBs/s200/MANUEL%7E1.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;O Manuel de Brito foi portanto o seu primeiro marchand.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o primeiro e o único. E o nosso acordo foi verbal. Entretanto, fui para Trás-os-Montes durante dois anos fazer aquele meu grande mergulho no meu interior e nas serras. Em 83 apresentei esse trabalho na Galeria 111. Foi a primeira exposição que fiz lá. Foi um trabalho que teve imenso sucesso, tanto comercial como de público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A importância do Manuel de Brito no seu percurso foi apenas de ordem comercial, enquanto marchand, ou o olhar dele enquanto apreciador de pintura também foi de algum modo importante para si?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Manuel de Brito nunca havia muito diálogo sobre aquilo de que ele gostava e não gostava. Raramente ele se exprimia dessa maneira. Sei que dizia muito bem de mim nas minhas costas. Discretamente, como um bom comerciante. Não devia querer elogiar-me de forma directa porque isso podia estragar a artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__t2evinYI/AAAAAAAAHj0/jGpT25eMxgY/s1600/ng1299050.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__t2evinYI/AAAAAAAAHj0/jGpT25eMxgY/s200/ng1299050.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;E se calhar porque isso podia fazê-la querer ver aumentada a sua cotação.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia começar a exigir, não é? Ele chamava-me «mestra» e eu brincava com ele porque normalmente chama-se mestras às costureiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não falavam de pintura?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Nunca se falava de pintura. Eu acho que o Manel era um homem muito intuitivo mas não era um homem conhecedor. Agora, a intuição levava-o a perceber onde é que estava a qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Era uma intuição exclusivamente comercial ou era também uma intuição artística?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF6962Gw6I/AAAAAAAAH1w/e2RSjr0uPtY/s1600/tela+arte.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF6962Gw6I/AAAAAAAAH1w/e2RSjr0uPtY/s200/tela+arte.jpg" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;Era também artística. Só que era uma intuição que não se baseava em conhecimentos que se adquirem quando a pessoa estuda. Ele além de ser intuitivo era inteligente ao ponto de se aconselhar bem. À volta dele estavam os grandes críticos de arte, na altura: um Rui Mário Gonçalves, um Fernando Azevedo, um Fernando Pernes, se calhar também o José Augusto França. Quando pegava num artista ele já tinha ouvido muita coisa sobre esse artista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como é que o Manuel de Brito juntou as peças da sua obra de que se tornou proprietário?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é uma pergunta a que a Arlete [Alves da Silva], a viúva dele, sabe responder melhor do que eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas a Graça deve saber como é que ele ficou com os seus quadros que agora estão expostos em Algés.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes. Outras vezes não sabia. Ele às vezes dizia-me que ficou com grandes quadros de muitos pintores porque havia reservas, durante a exposição, e depois havia clientes que não iam buscar esses quadros. Sempre houve gente que se entusiasmava na inauguração e que depois desistia. Às vezes era só para fazerem um brilharete. Noutros casos era por razões mais dramáticas. Lembro-me do caso de um senhor cujo filho teve um grande problema de saúde, teve de ser operado e o dinheiro que era para ser para o quadro foi para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF6-5_a3pI/AAAAAAAAH14/0sQIYzP2d30/s1600/idade+da+terra.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF6-5_a3pI/AAAAAAAAH14/0sQIYzP2d30/s200/idade+da+terra.jpg" width="143" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Quer dizer que a Graça não foi acompanhando o modo como o Manuel de Brito foi ficando com obras suas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acompanhava. Por vezes eu sabia que ele queria um quadro. Nós montávamos a exposição e geralmente ele escolhia um para ele e eu escolhia um para mim. Eu queria sempre um para mim, o que ao mesmo tempo lhe desagradava porque ele achava que os quadros que ficavam expostos tinham de ser todos para venda. Mas sempre tive dificuldade de me separar de alguns quadros. Sobretudo de séries. Lembro-me de uma exposição que fiz em 2002 e em que havia um quadro grande – que depois foi capa do livro «Geografias da Alma» - que eu pintei no dia em que o Fernando Azevedo morreu. Foi uma espécie de homenagem e por isso tinha uma ligação tão forte àquele quadro que não me queria desfazer dele. Disse: este quadro tem de ser para mim. E recordo-me que na inauguração - na altura o Presidente da República era Jorge Sampaio – o Manuel de Brito fez queixa de mim ao Presidente. Por eu não ter querido vender aquele quadro que ele considerava importante para a colecção Manuel de Brito. E eu respondi-lhe: olhe, também é importante para mim. Nem eu sabia que havia de ter um espaço em Bragança [o &lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/PageGen.aspx"&gt;Centro de Arte Contemporânea Graça Morais&lt;/a&gt;] onde o quadro agora está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Acontece-lhe com frequência ficar com uma ligação sentimental forte aos quadros que pinta?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece. Ainda ontem vi uma fotografia de um quadro meu numa vitrina, lá em Algés, no Centro Manuel de Brito, e perguntei para mim própria: mas porque é que eu vendi este quadro? Foi um quadro vendido pela Arlete na feira de arte, que eu considero muito importante para mim, mas numa altura em que não estava em condições que me permitissem não o vender, porque estava a precisar de dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7I7tmhLI/AAAAAAAAH2M/2arGLwSQge8/s1600/miolo+GRA%C3%87A+MORAIS_Page_17_Image_0002.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="144" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7I7tmhLI/AAAAAAAAH2M/2arGLwSQge8/s200/miolo+GRA%C3%87A+MORAIS_Page_17_Image_0002.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Os seus quadros na colecção Manuel de Brito fazem uma boa panorâmica do seu percurso artístico?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, eu própria fiquei surpreendida ao entrar na exposição, porque há ali quadros que já não via há muitos anos. Um ou outro nem sabia que eram dele. O núcleo mais forte é o núcleo que tem a ver com a minha experiência em Cabo Verde. Acho que estou muito bem representada quanto à exposição que fiz em 1987, com três quadros que considero bastante bons. Da série «Terra Quente – O Fim do Milénio» também há uma tela que eu considero bastante boa. De «As Escolhidas» há um retrato da minha mãe. É curioso: ele queria sempre comprar os retratos que eu fazia da minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alguma vez percebeu porquê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ele sabia que eu adorava a minha mãe e porque devia projectar-se um pouco nisso. O Manuel de Brito era um homem muito afectuoso. Era um homem muito negociante, às vezes muito frio…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7FG_F6II/AAAAAAAAH2E/yZQR3oVMYDU/s1600/miolo+GRA%C3%87A+MORAIS_Page_10_Image_0001.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7FG_F6II/AAAAAAAAH2E/yZQR3oVMYDU/s200/miolo+GRA%C3%87A+MORAIS_Page_10_Image_0001.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Inclusive com os artistas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim. Quando se falava de tratar friamente de dinheiros e dessas coisas ele era um homem muito controlado. Mas depois gostava da festa, de almoços, de jantares e pagava sempre tudo. Era muito generoso, nisso. Há marchands que são uns unhas-de-fome. Ele não, era um homem realmente generoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é que a surpreendeu mais ao ver a exposição das suas obras que fazem parte da colecção Manuel de Brito?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei uma série de pequeninos desenhos, que são os desenhos mais eróticos que eu fiz. Fi-los em 86 ou 87. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Já não se lembrava deles?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF6-dYFllI/AAAAAAAAH10/CeES6_q_B-0/s1600/miolo+GRA%C3%87A+MORAIS_Page_07_Image_0001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF6-dYFllI/AAAAAAAAH10/CeES6_q_B-0/s200/miolo+GRA%C3%87A+MORAIS_Page_07_Image_0001.jpg" width="143" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já não me lembrava. O Manel ficou com eles todos. São muito pequeninos. Devem ter estado guardados numa pasta. São desenhos que, para muita gente, vão ser uma surpresa. É uma fase muito ligada ao corpo, ao erotismo, às proibições. No fim de ver a exposição, eu senti que aquela exposição é realmente, de certo modo, a minha vida como pintora. Não estando lá muita coisa – porque é uma exposição antológica mas não é uma retrospectiva intensiva, evidentemente – representa uma história que eu tive com um espaço simultaneamente cultural e económico, com um casal – o Manuel de Brito e a Arlete – que teve a ver com o meu crescimento como artista. Esta relação com um galerista com uma tão grande permanência e fidelidade é de uma importância enorme. Acho fundamental na minha vida que se faça esta exposição. É a minha história como artista que está ali contada, condensada e com picos muito altos da minha pintura. Foi um casamento longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é que teria sido diferente no seu percurso se não se tivesse cruzado com Manuel de Brito?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer. Ao mesmo tempo, este vínculo de exclusividade, que foi sempre apenas verbal, também me limitou e me impediu de expor noutras galerias que também podiam ter-me beneficiado como artista. Eu tinha consciência de que, ao expor sempre na mesma galeria, tinha por um lado uma ligação mais confortável mas ao mesmo tempo também limitativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7Lht0a7I/AAAAAAAAH2Q/xmNaA4bPX4o/s1600/miolo+GRA%C3%87A+MORAIS_Page_09_Image_0002.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="156" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7Lht0a7I/AAAAAAAAH2Q/xmNaA4bPX4o/s200/miolo+GRA%C3%87A+MORAIS_Page_09_Image_0002.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Um Centro de Arte como este, a partir do espólio de um marchand, é um caso raro se não mesmo inédito, em Portugal. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que este caso é único. Há galeristas com grandes colecções mas julgo que o Manuel de Brito foi o galerista que coleccionou mais obras de artistas fundamentais na arte portuguesa. Ele tem uma colecção notável de obras da Paula Rego, da Menez, do Pomar, do António Dacosta, da Lourdes Castro… É de facto um espólio notável. Porque o Manuel de Brito era um grande comerciante mas também era um homem que gostava de ter pintura. Ao coleccionar ele tinha de ser um amante da pintura, senão não coleccionava tanto. Não acho que ele tivesse a percepção de alguns artistas virem a valorizar-se como se valorizaram. Nunca ele pensou que a Paula Rego viesse a valer o que vale hoje. Mais que por investimento, acreditava naquele artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Palácio Anjos parece-lhe um espaço adequado para aquele acervo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF68DfzseI/AAAAAAAAH1o/3cSLuZOpY44/s1600/gra%C3%A7a+morais+catalogo+capa+camb.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF68DfzseI/AAAAAAAAH1o/3cSLuZOpY44/s200/gra%C3%A7a+morais+catalogo+capa+camb.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acho a recuperação bem pensada. Eu conheci aquilo antes de ser este centro de artes. Vivi em Algés no princípio dos anos oitenta e lembro-me de levar a minha filha às aulas de ballet no Palácio Anjos. E dei aulas em frente ao Palácio Anjos, onde hoje é a biblioteca: no Palácio Ribamar. Dantes era a escola preparatória de Algés. Quando vim para Lisboa fui colocada nessa escola. Era uma escola péssima, com umas condições péssimas. Sofri imenso ao dar ali aulas. Penso que agora aquilo é um local muito agradável, porque até tem um jardim. Reparei que havia muitos velhos a jogar cartas, numa espécie de cabana protectora, com vidro. São pequeninas coisas mas que mostram uma grande humanização daquele espaço. É um melhoramento notável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quer dizer que não tem grandes saudades do período da sua vida ligado a Algés.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Foi o período mais triste da minha vida. Eu também vivia numa casa muito pequenina. Foram tempos muito difíceis. Ainda há dias lá passei e fiquei muito angustiada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Voltar a Algés ainda a perturba?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7GcMAQ3I/AAAAAAAAH2I/KrW1YmMkDHU/s1600/GM+e+eu+1975+copy.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7GcMAQ3I/AAAAAAAAH2I/KrW1YmMkDHU/s200/GM+e+eu+1975+copy.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Lembra-me esse passado; esse início. Eu vivi em Guimarães, que é uma cidade lindíssima, com uma qualidade paisagística maravilhosa. Fui muito feliz em Guimarães: dei aulas lá, a minha filha nasceu lá e deixei lá muitos amigos. Realmente, como é importante viver num ambiente com casas bonitas, com jardins! E aqui, naquele tempo, Algés era tão triste. Aquilo tinha muito um ar de subúrbio. Agora está muito melhor. É um esforço de qualidade que há que reconhecer ao Isaltino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Isaltino Morais que foi seu colega de escola na infância, tanto quanto sei.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi bem meu colega. Ele andava no mesmo colégio onde andavam os meus irmãos: no Colégio S. João de Brito, em Bragança. Lembro-me dele desse tempo. Ele é mais novo do que eu talvez uns dois anos mas é meu contemporâneo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando o conheceu na infância já detectou nele sinais do futuro político?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Era um rapazinho inocente e que passava despercebido. Há muitos jovens que nós encontramos no liceu, de quem não se adivinha o futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ele não demonstrava já nessa altura interesse pela política?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Era muito cedo. A mim é que já me chamavam a pintora. Era uma coisa que já nasceu comigo e por isso eu passava o tempo a pintar nas aulas. Quando havia aqueles desfiles alegóricos também era eu que pintava. Quando havia teatro… quem é que vai fazer os cenários? É a Graça. Eu pintava mais do que estudava. Mas entre os rapazes não sabíamos bem o que se passava. Nessa altura, sabe, as raparigas entravam por um lado e os rapazes por outro. Não havia grandes misturas. Eu só estudei numa turma com rapazes já no meu sexto ano. Até ao quinto ano estive sempre numa turma só de meninas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Manteve contacto com Isaltino Morais, depois desse período escolar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estivemos muitos anos sem nos vermos. Voltei a encontrá-lo já ele era presidente da Câmara. Lembro-me de o encontrar numa cerimónia qualquer, não sei aonde, e de nos termos lembrado um do outro. Depois, eu fui de certo modo intermediária – ele pediu-me muito – para convencer o Manuel de Brito a levar a colecção dele para Algés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF68ri5CVI/AAAAAAAAH1s/4pr4D-6D__Y/s1600/gra%C3%A7a+morais+CAMB+exterior.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF68ri5CVI/AAAAAAAAH1s/4pr4D-6D__Y/s200/gra%C3%A7a+morais+CAMB+exterior.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Quer dizer que o Centro de Arte Manuel de Brito também existe um pouco por sua causa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que exista por isso. Com certeza que se eles não quisessem não existia. Mas recordo-me do Isaltino me dizer: vê se convences o Manuel de Brito a trazer a colecção para Algés. Porque o Manuel de Brito queria pô-la ao pé da galeria dele, no Campo Grande. E eu sempre que estava com o Manuel dizia: aquele palácio é tão bonito, o Isaltino tem tanta vontade de fazer aquilo; e além disso o Manuel vive ali no Dafundo; tudo tem a sua lógica e é bom que uma colecção como a sua possa ser vista não em Lisboa mas aqui ao lado de Lisboa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parece-lhe que ele terá sido sensível a esses seus argumentos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Centro só nasceu já depois da morte do Manuel de Brito.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já estava tudo assinado. As decisões foram tomadas muito antes. Eu sempre que estava com o Manuel insistia com ele, agora se ele não quisesse não era por mim que aceitaria, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&amp;nbsp;Publicada in &lt;b&gt;Oeiras em Revista&lt;/b&gt; Verão.Summer´10 | Edição nº103, bilíngue | A Dois, páginas 10 a 19 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;*&amp;nbsp; Fotografias/Imagens Arquivo da artista Graça Morais | Todos os direitos reservados Copyright © 2010&lt;br /&gt;*&amp;nbsp; Fotografias de Obras via CAMB&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://camb.cm-oeiras.pt/homepage.aspx"&gt;CAMB - Centro de Arte Manuel de Brito&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Palácio Anjos Algés - Alameda Hermano Patrone, 1495-064 Algés &lt;br /&gt;Tel. 21 4111400 camb@cm-oeiras.pt    &lt;br /&gt;De Terça a Domingo 11h30 às 18h00&lt;br /&gt;Última Sexta de cada mês das 11h30 às 24h00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapa via  &lt;a href="http://maps.google.pt/maps/ms?ie=UTF8&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;t=h&amp;amp;layer=c&amp;amp;cbll=38.699272,-9.230521&amp;amp;panoid=_NG3Tt2Qey0yQXbQ6Hpytg&amp;amp;cbp=13,9.53,,0,-0.65&amp;amp;source=embed&amp;amp;msa=0&amp;amp;msid=104808760276211294213.00048e3da8d563d44ce0f&amp;amp;ll=38.699574,-9.23027&amp;amp;spn=0.002629,0.00603&amp;amp;z=17" style="color: blue; text-align: left;"&gt;Google&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-2805995137128465850?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:UT3xtbGYFzA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=UT3xtbGYFzA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:V_sGLiPBpWU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=k2KYADgcKCc:hLSyU17rhFs:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/k2KYADgcKCc" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TJF7Ck42U4I/AAAAAAAAH2A/IEeaCZz0K38/s72-c/Imagem00052.png" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Alameda Hermano Patrone 64, 1495 Oeiras, Portugal</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">38.6990767 -9.2362933</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">38.694890199999996 -9.2435888 38.7032632 -9.2289978</georss:box><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2010/09/graca-morais-reviver-o-passado-em-alges.html</feedburner:origLink></item><item><title>Graça Morais e Júlio Pomar Inauguram Exposições no  2º Aniversário  do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/r3voL_A3UoU/graca-morais-e-julio-pomar-inauguram.html</link><category>Exposições</category><category>Júlio Pomar</category><category>Centro de Arte Contemporânea Graça Morais</category><category>Bragança</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Sun, 27 Jun 2010 20:49:11 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-6260326747227890104</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8jMFzXiI/AAAAAAAAHnA/HrhDHoIgI5k/s1600/CACGM+Logo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8jMFzXiI/AAAAAAAAHnA/HrhDHoIgI5k/s400/CACGM+Logo.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Graça Morais e Júlio Pomar Inauguram Exposições no  2º Aniversário do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8kGuyIzI/AAAAAAAAHnE/r4sDmnDbNvM/s1600/Convites+final_Page_2.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8kGuyIzI/AAAAAAAAHnE/r4sDmnDbNvM/s320/Convites+final_Page_2.png" width="320"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Convite&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Câmara Municipal de Bragança convida V.ª Ex.ª para a inauguração da exposição &lt;b&gt;Júlio Pomar - Uma Antologia&lt;/b&gt; e da nova exposição do acervo &lt;b&gt;Graça Morais, Retratos e Auto-retratos&lt;/b&gt;, a realizar no próximo dia 30 de Junho, pelas 18h30, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, que comemora o 2º aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dia 1 de Julho, 18h00&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sessão de homenagem a &lt;a href="http://www.facebook.com/pages/Julio-Pomar/363959707712"&gt;Júlio Pomar&lt;/a&gt;, com intervenções de Laura Castro e Vasco Graça Moura, seguidas de momento musical por &lt;a href="http://www.facebook.com/pages/Pedro-Caldeira-Cabral/293596164880"&gt;Pedro Caldeira Cabral&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8mpaei2I/AAAAAAAAHnQ/qwZwzpSZbYQ/s1600/jpthumb.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8mpaei2I/AAAAAAAAHnQ/qwZwzpSZbYQ/s640/jpthumb.png" width="600"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Júlio Pomar - Uma Antologia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;30 de Junho a 17 de Outubro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8neT80EI/AAAAAAAAHnU/GxUdMp7kvvo/s1600/J%C3%BAlio+Pomar+atelier.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8neT80EI/AAAAAAAAHnU/GxUdMp7kvvo/s320/J%C3%BAlio+Pomar+atelier.png" width="320"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Demarcada por períodos muito distintos, a obra de Júlio Pomar (Lisboa, 1926), um dos mais notáveis artistas do panorama da pintura portuguesa do século XX com amplo reconhecimento internacional, alicerça-se, desde as primeiras obras, numa estética de contínua experimentação. Embora a sua prática artística tenha na pintura a expressão fundadora, são frequentes as incursões a outras possibilidades compósitas na construção de uma obra que se estende a mais de seis décadas (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente exposição, organizada a partir de um discurso expositivo onde o critério cronológico é particularmente evidente, procura estabelecer, dentro das possibilidades do espaço arquitectónico do museu, o reencontro do espectador com cada um dos períodos, temas e obras mais marcantes da sua prolífica produção artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Comissariado: Jorge da Costa&lt;br /&gt;Produção: Câmara Municipal de Bragança&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCgU2bkqvuI/AAAAAAAAHns/M-is50BfltM/s1600/triptico+meio+crop+sug+3.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCgU2bkqvuI/AAAAAAAAHns/M-is50BfltM/s640/triptico+meio+crop+sug+3.png" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Graça Morais - Retratos e Auto-Retratos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;30 de Junho a 17 de Outubro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8gDFBK5I/AAAAAAAAHmw/0yzg-G7D6LE/s1600/mae.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8gDFBK5I/AAAAAAAAHmw/0yzg-G7D6LE/s200/mae.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;«Estranhas criaturas povoam a pintura de Graça Morais, mas são sempre figuras que dramaticamente se impõem num espaço plástico onde é difícil construir narrativas verbalizáveis, ou conotar com alguma espécie de naturalismo estas personagens que dir-se-ia pertencerem a um mundo onírico muito particular (…) Dando ao mundo um séquito de personagens que inventa, e que a inventam a ela, Graça Morais, como se estivesse a reabilitar um universo onde os loucos, os desprotegidos, os inocentes e as figuras de ficção naturalmente convivessem, mas olhando frontalmente para a vida que lhes foi conferida, reclamando o seu direito à existência plena, existência que prodigamente vai saindo das mãos da pintora.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cf. Sílvia Chicó&lt;br /&gt;in ‘Graça Morais - Retratos e Auto-Retratos’, 2005&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Centro de Arte Contemporânea Graça Morais&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;breve apresentação&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCgCCKz3Z3I/AAAAAAAAHng/0ODVpU1Vx6g/s1600/DSC00576.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCgCCKz3Z3I/AAAAAAAAHng/0ODVpU1Vx6g/s200/DSC00576.JPG" width="200"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, inaugurado em Junho de 2008, tem origem no protocolo celebrado em Fevereiro de 1999 entre os municípios de Bragança e Zamora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma forte aposta na cultura como factor de modernização e competitividade, o projecto foi desenhado com a perspectiva de estreitar relações culturais entre as duas cidades, tornando-as capazes de implementar o conceito de Pólo Cultural Transfronteiriço, integrando-as desse modo em roteiros nacionais e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8ibFEmyI/AAAAAAAAHm8/6pptahqIHJQ/s1600/cacgm+janela.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8ibFEmyI/AAAAAAAAHm8/6pptahqIHJQ/s200/cacgm+janela.png" width="200"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O projecto ganha consistência a 26 de Fevereiro de 2001, com a assinatura do protocolo de colaboração entre a &lt;a href="http://www.cm-braganca.pt/"&gt;Câmara Municipal de Bragança&lt;/a&gt; e a Fundação de Serralves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Outubro de 2002 é formalizada a sua candidatura ao programa &lt;a href="http://www.ccr-norte.pt/outrosic/inteiiia.php"&gt;INTERREG IIIA&lt;/a&gt;, com a designação de “&lt;a href="http://www.cm-braganca.pt/files/1/documentos/2008062619154900725.pdf"&gt;Projecto Transmuseus(pdf)&lt;/a&gt;”, na qual se incluía a construção do Centro de Arte Contemporânea de Bragança, com um projecto do arquitecto Eduardo Souto Moura e a construção do Museu Baltasar Lobo [www.mbaltasarlobo.com], em Zamora, da autoria do arquitecto &lt;a href="http://pt.wikilingue.com/es/Rafael_Moneo"&gt;José Rafael Moneo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCgCF7Rrl3I/AAAAAAAAHnk/Caqs0znCHvo/s1600/DSC00035.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCgCF7Rrl3I/AAAAAAAAHnk/Caqs0znCHvo/s200/DSC00035.JPG" width="150"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Situado em pleno centro histórico da cidade, entre duas importantes artérias da cidade, a rua Abílio Beça e a Emídio Navarro e com vista privilegiada para a centenária Praça da Sé, o Centro de Arte ocupa um edifício do Séc. XVIII mandado edificar por Francisco Xavier da Veiga Cabral e adquirido posteriormente por José Sá Vargas. Em 1936, por testamento, o imóvel passa a propriedade da Santa Casa da Misericórdia, tendo sido adquirido em 1940, em hasta pública, pelo Banco de Portugal para aí instalar uma delegação que manteve em actividade até Março de 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em completo estado de abandono, e depois de um longo período de negociações, iniciadas em 1998, o edifício foi adquirido pela Câmara Municipal em 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8hgDi5sI/AAAAAAAAHm4/2irJI-QYoIs/s1600/as+marias+espa%C3%A7o+GM.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8hgDi5sI/AAAAAAAAHm4/2irJI-QYoIs/s200/as+marias+espa%C3%A7o+GM.png" width="200"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As &lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=27706"&gt;obras de recuperação e adaptação do antigo solar&lt;/a&gt; e que dão corpo ao trabalho arquitectónico de Souto Moura tiveram inicio em Outubro de 2004 e prolongaram-se até Junho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultante de decisão unânime tomada em Reunião de Câmara foi posteriormente atribuído ao equipamento o nome da pintora transmontana Graça Morais, firmado num protocolo de Cooperação e Contrato de Comodato, celebrado a 25 de Abril de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8gx0fqzI/AAAAAAAAHm0/PZEfuidm6HY/s1600/20090417161755615017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="71" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8gx0fqzI/AAAAAAAAHm0/PZEfuidm6HY/s200/20090417161755615017.jpg" width="200"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos de recuperação do edifício solarengo ou a ampliação do equipamento, denunciado pelo emaranhado da estrutura metálica, foram dando forma a um espaço arquitectónico de excelência, equipado com a mais moderna tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8lU51ZBI/AAAAAAAAHnI/YI1aV3baM6I/s1600/exterior+CACGM+souto+moura.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8lU51ZBI/AAAAAAAAHnI/YI1aV3baM6I/s200/exterior+CACGM+souto+moura.png" width="200"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Numa arquitectura, onde o branco é tom dominante e cada pormenor denuncia a assinatura do autor, ganham dimensão uma multiplicidade de espaços como a zona de recepção, a livraria, o bar/cafetaria, a esplanada, o jardim, sete salas dedicadas à obra da pintora Graça Morais, salas de serviço educativo, gabinetes de trabalho, sala de reuniões, galeria de exposições temporárias, balneários, oficinas, zona de recepção de obras, a reserva de colecção e a grande nave de exposições temporárias.&lt;br /&gt;Em Junho de 2008 “Desenho e pintura 1982 – 2005” da colecção Graça Morais e “As cores não dizem nada”, de Gerardo Burmester foram os primeiros projectos artísticos a ocupar os espaços expositivos do Centro de Arte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009 o Prémio Internacional de Arquitectura pela construção do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança foi atribuído ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Souto_de_Moura"&gt;arquitecto Eduardo Souto de Moura&lt;/a&gt; pelo "The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design", EUA, em parceria com o "The European Centre for Architecture and Urban Studies". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Director do CACGM - &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000598071724"&gt;Jorge da Costa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/PageGen.aspx"&gt;Centro de Arte Contemporânea Graça Morais&lt;/a&gt; Rua Abílio Beça, 105 5300 – 011 Bragança&lt;br /&gt;Contactos -  telefone: (351) 273 302 410 | fax: (351) 273 202 416 | e-mail: centro.arte@cm-braganca.pt &lt;br /&gt;Horários -  De Terça-Feira a Domingo: Manhã: 10h00 - 12h30 Tarde: 14h00 - 18h30 Encerra à segunda-feira &lt;br /&gt;Mapa no &lt;a href="http://maps.google.com/maps/ms?t=h&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;hl=en&amp;amp;msa=0&amp;amp;msid=104808760276211294213.00048a0810fbf91af784e&amp;amp;ll=41.806105,-6.756045&amp;amp;spn=0.001428,0.003256&amp;amp;z=18"&gt;Google&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=28305"&gt;Colectivas e Individuais no Espaço de Exposições Temporárias&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Luís Melo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;16 de Janeiro de 2010 a 30 de Março de 2010&lt;br /&gt;Dono de um traço apurado, Luís Melo insere-se no grupo de artistas que, de um modo consciente, procurou, numa abordagem contemporânea, explorar [...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Cutileiro&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Escultura, Desenho e Fotografia&lt;br /&gt;24 de Outubro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010&lt;br /&gt;A fotografia, como o desenho, expressão [...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Paula Rego&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Na Colecção de Arte Manuel de Brito&lt;br /&gt;30 de Junho de 2009 a 15 de Outubro de 2009&lt;br /&gt;O desenho, mais do que a pintura, constitui a actividade dorsal no processo criativo de Paula Rego, artista que ocupa, pela singularidade da sua figuração pictórica, um lugar isolado no contexto artístico nacional e internacional.[...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Arte Partilhada Millennium BCP&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Um Século de Pintura Portuguesa&lt;br /&gt;04 de Maio de 2009 a 25 de Junho de 2009&lt;br /&gt;António Silva Porto, José Malhoa, José Júlio de Sousa Pinto, Columbano Bordalo Pinheiro, Eduardo Viana, Amadeo de Souza-Cardoso, Carlos Botelho, Dórdio Gomes, José de Almada Negreiros, Maria Helena Vieira da Silva, Joaquim rodrigo, João Hogan, [...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em Bragança - Apontamentos de Arte Contemporânea&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Colectiva de Pintura, Desenho Escultura e Vídeo &lt;br /&gt;15 de Março de 2009 a 05 de Maio de 2009&lt;br /&gt;Francisco Vidal, Gabriel Abrantes, João Francisco, Martinho Costa, João Leonardo, Pedro Gomes e Samuel Rama&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na Colecção da Fundação de Serralves&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Escultura Abstracta nas décadas de 1960-1970&lt;br /&gt;12 de Dezembro de 2008 a 28 de Fevereiro de 2009&lt;br /&gt;Armando Alves, Alfredo Queiroz Ribeiro, Ângelo de Sousa, Joaquim Vieira, João Machado, José Rodrigues e Zulmiro de Carvalho.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gerardo Burmester&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;As cores não dizem nada&lt;br /&gt;30 de Junho de 2008 a 31 de Outubro de 2008&lt;br /&gt;Gerardo Burmester começa a apresentar o seu trabalho na segunda metade da década de 70, desenvolvendo várias acções performativas e configurando uma obra pictórica que associa referências neo-românticas à crítica irónica [...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://centroartegracamorais.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=28278"&gt;Exposições Anteriores no Espaço Graça Morais&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Graça Morais - O Sagrado e Profano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pintura e Desenho 1986/87&lt;br /&gt;30 de Junho de 2009 a 10 de Janeiro de 2010&lt;br /&gt;O confronto do profano com o sagrado torna-se aqui, pela subversão, a matéria principal onde a artista perspectiva, pelo desenho e pela pintura, distintas extensões da espiritualidade. Títulos como Sagrado e Profano, Erotismo e Morte, Sedução e Paixão [...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Graça Morais - Segredos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pintura e desenho – 2008&lt;br /&gt;14 de Março de 2009 a 25 de Junho de 2009&lt;br /&gt;O registo diarístico, onde a palavra ganha a mesma dimensão da pintura, confere ao mais recente trabalho de Graça Morais um carácter profundamente intimista. A habitual cosmologia de referência, adstrita à condição humana de um universo antigo e vincadamente [...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Graça Morais - As Escolhidas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pintura e desenho -1994&lt;br /&gt;12 de Dezembro de 2008 a 28 de Fevereiro de 2009&lt;br /&gt;A essas mulheres foi dado o nome de Escolhidas. Aparecendo na fadiga do quotidiano rural estampada em olhares mansamente dolorosos, são elas quem faz crescer as árvores e os filhos. Quem colhe os frutos e alimenta os animais. (…) Tal como se nos deparam [...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Graça Morais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Desenho e Pintura 1982 – 2005&lt;br /&gt;30 de Junho de 2008 a 31 de Outubro de 2008&lt;br /&gt;A pintura e o desenho sempre se cruzaram na obra de Graça Morais. A representação da figura associa-se à expressão do gesto nas linhas do desenho ou na tintagem da aguarela que convertem cada trabalho em papel numa condensação do que será nas suas telas [...]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Recorte de imprensa do &lt;a href="http://www.mdb.pt/noticia/2526"&gt;Mensageiro de Bragança online&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;i&gt; (Janeiro 2010)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado dos maiores pintores portugueses, as obras de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Pomar"&gt;Júlio Pomar&lt;/a&gt; passarão por Bragança este ano, no verão, a convite de Graça Morais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pintor português Júlio Pomar vai trazer as suas obras para expor em Bragança, no Centro de Arte Contemporânea, já neste verão. A escolha foi da artista Graça Morais, que assume ter com Júlio Pomar uma “relação de cumplicidade” de vários anos. De três em três meses, um artista ou uma colectiva expõe no Centro de Arte. Ao mesmo tempo, Graça Morais, artista residente, altera também o seu acervo, embora agora o faça apenas de seis em seis meses uma vez que se encontra em “franca produção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolhas são feitas pelo director do espaço cultural, em parceria com outros colaboradores, mas, todos os anos, há um artista que é escolha exclusiva de Graça Morais. Foi assim, no ano passado, com Paula Rego, será assim, neste verão, com a vinda de Júlio Pomar. Graça Morais irá preparar toda uma exposição relacionada com o acervo que o pintor trará a Bragança e que irá “relatar”, metaforicamente, a cumplicidade dos dois artistas. “Farei algo que tenha a ver com a nossa cumplicidade e com a nossa vivência”, contou Graça Morais ao Mensageiro. “Júlio Pomar é um pintor de alguma idade, continua a trabalhar imenso e é uma pessoa que admiro muito e de quem sou muito amiga”. Para a região transmontana esta será a “grande oportunidade” de ver de perto a obra daquele que é considerado um dos maiores pintores portugueses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo que Graça Morais qualifica mesmo como “extraordinário”, não só para o Centro de Arte Contemporânea, mas para todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio Pomar nasceu em Lisboa, em 1926, e com apenas oito anos de idade começou a frequentar aulas de desenho. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas Artes de Lisboa e Porto e, em 1963, instalou-se em Paris. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opositor do regime de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Salazar"&gt;Salazar&lt;/a&gt;, Júlio Pomar fez muitas vezes da arte um veículo de intervenção sócio-política. Uma das suas obras mais emblemáticas foi o mural que fez para a decoração do Cinema Batalha, no Porto, que foi mandado destruir pela polícia política poucos meses depois da abertura da sala ao público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos mais tarde, Júlio Pomar afirmaria que foi Salazar que fez dele um pintor já que, foi por causa de algumas obras que se viu impedido de seguir a carreira de docente e, sem qualquer outro suporte financeiro, viu-se “obrigado” a viver da sua produção artística. A sua longa carreira leva, no entanto, a que a sua pintura seja hoje considerada como “transversal a todos os principais movimentos surgidos nos últimos sessenta anos”, sendo um dos artistas portugueses mais reconhecidos, com uma obra diversificada, desenvolvida ao longo de mais de 50 anos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-6260326747227890104?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:UT3xtbGYFzA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=UT3xtbGYFzA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:V_sGLiPBpWU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?a=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/GracaMorais?i=r3voL_A3UoU:WmD5Zr3necA:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/r3voL_A3UoU" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/TCf8jMFzXiI/AAAAAAAAHnA/HrhDHoIgI5k/s72-c/CACGM+Logo.png" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">R. Abílio Beça, 5300 Bragança Municipality, Portugal</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">41.806045518936585 -6.756173372268677</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">41.805795518936584 -6.7566293722686765 41.80629551893659 -6.755717372268677</georss:box><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2010/06/graca-morais-e-julio-pomar-inauguram.html</feedburner:origLink></item><item><title>Graça Morais no Centro de Arte Manuel de Brito</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/W_GRCbxHKtE/graca-morais-no-centro-de-arte-manuel.html</link><category>Exposições</category><category>Galeria 111</category><category>Manuel de Brito</category><category>Graça Morais</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Fri, 28 May 2010 15:27:46 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-9217401767133193466</guid><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__qR6O6M8I/AAAAAAAAHjo/iBYd2zUOf6o/s1600/ImageHandler.ashx.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__qR6O6M8I/AAAAAAAAHjo/iBYd2zUOf6o/s320/ImageHandler.ashx.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__qRIEJuLI/AAAAAAAAHjk/ac--kJf3Tcc/s1600/Gra%C3%A7a+Morais+convite.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__qRIEJuLI/AAAAAAAAHjk/ac--kJf3Tcc/s320/Gra%C3%A7a+Morais+convite.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Graça Morais no Centro de Arte Manuel de Brito&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Inauguração de exposição hoje, às 18:30, 28 de Maio 2010&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Centro de Arte Manuel de Brito mostra, em 68 obras, duas décadas do percurso criativo da artista.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__t2evinYI/AAAAAAAAHj0/jGpT25eMxgY/s1600/ng1299050.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__t2evinYI/AAAAAAAAHj0/jGpT25eMxgY/s400/ng1299050.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Oh, olha estes desenhos, já não me lembrava deles. E este aqui é um auto-retrato meu, com a minha mãe e os nossos segredos tão íntimos. Nunca devia ter deixado de ficar com ele"&lt;/i&gt;, vai dizendo a pintora Graça Morais, enquanto circula pelas salas do &lt;a href="http://camb.cm-oeiras.pt/homepage.aspx"&gt;Centro de Arte Manuel de Brito (CAMB)&lt;/a&gt;, em Algés, onde é hoje inaugurada uma exposição que reúne 68 obras suas. As obras, pinturas e desenhos, &lt;a href="http://gracamorais.blogspot.com/2005/11/manuel-de-brito.html"&gt;pertencem à colecção de Manuel de Brito&lt;/a&gt;, o coleccionador e fundador da &lt;a href="http://www.111.pt/"&gt;Galeria 111&lt;/a&gt;, que desde os anos 80 se interessou pelo trabalho de Graça Morais e o integrou na sua colecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__vytws0nI/AAAAAAAAHj4/-bFRboOaIBs/s1600/MANUEL%7E1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__vytws0nI/AAAAAAAAHj4/-bFRboOaIBs/s200/MANUEL%7E1.jpg" width="129" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;"Eu era uma artista de 35 anos, praticamente desconhecida, e ele decidiu apostar em mim, tal como noutros artistas jovens, mostrando uma grande capacidade de risco, mas também uma grande sensibilidade"&lt;/i&gt;, lembra a pintora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta iniciativa insere-se na linha programática do CAMB, que, desde 2005, tem vindo a mostrar as obras de artistas que compõem o seu acervo, começando nos mais velhos. &lt;i&gt;"Com a exposição de Graça Morais concluímos a exibição das obras mais emblemáticas que constituem a colecção do centro"&lt;/i&gt;, explica Arlete Alves da Silva, responsável pela instituição e viúva de Manuel de Brito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer um pouco do percurso e das geografias mutantes de Graça Morais é um dos objectivos desta exposição, que dá a ver um conjunto de obras representativas das várias fases de um trabalho criativo que a própria considera&lt;i&gt; "estar em constante transformação, pois nasce das minhas próprias vivências"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facto de haver, nesta mostra, trabalhos que raramente foram vistos em público é um dos aspectos que a artista considera mais relevantes. &lt;i&gt;"É isso que vai permitir ao público descobrir outras facetas do meu trabalho."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__qv3zUtXI/AAAAAAAAHjs/mJ7_eCs1-9Y/s1600/capa+filme.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__qv3zUtXI/AAAAAAAAHjs/mJ7_eCs1-9Y/s200/capa+filme.jpg" width="116" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;"Na Cabeça de Uma Mulher Está a História de Uma Aldeia" &lt;/b&gt;é o título de uma série de imagens criadas por Graça Morais sobre a sua aldeia natal (Vieiro, em Trás-os-Montes), e é também o nome que a sua filha,&lt;a href="http://joana-morais.blogspot.com/"&gt; Joana Morais&lt;/a&gt;, deu a um documentário que realizou sobre a vida e obra da pintora. O filme, que faz parte da mostra, é &lt;i&gt;"um retrato muito fiel daquilo que eu sou, de como penso e de como crio"&lt;/i&gt;, assume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser sempre essa mulher da aldeia transmontana, "&lt;i&gt;lugar da sua infância e da sua mitologia pessoal"&lt;/i&gt;, onde não cessa de regressar, quer no seu trabalho quer na sua vida, Graça Morais não deixou de empreender outras viagens por geografias físicas e espirituais mais distantes. Essas caminhadas transformou-as, depois, em imagens: a sua passagem pelo Japão, os dois anos em que percorreu as ilhas de Cabo Verde, os desenhos eróticos que expôs em Granada, um sobre a caça realizado em finais de 1979 em Paris, desenhos de gafanhotos feitos a sépia com a técnica do pincel japonês, um quadro pintado em 1982, quando voltou à aldeia de Vieiro e no qual introduziu excertos de Guernica de Picasso, ou quadros da série "&lt;i&gt;Geografia do Sagrado&lt;/i&gt;", em que aborda a sua relação com a religião, são apenas alguns exemplos do muito que pode ser visto no CAMB, até 16 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Não se pode esperar encontrar uma continuidade naquilo que faço"&lt;/i&gt;, afirma ainda a artista. Essa descontinuidade é, no entanto, atravessada por temáticas comuns como a relação entre o sagrado e o profano, os mitos ligados à natureza e à relação humana com o divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De entre as imagens criadas por Graça Morais que podem ser vistas nesta exibição, a pintora destaca uma: o quadro feito em Cabo Verde que retrata, em cores fortes e linhas impressivas, uma mulher e uma cobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/artes/Interior.aspx?content_id=1580239&amp;amp;seccao=Artes+Pl%E1sticas"&gt;&lt;i&gt;in DN 28.05.2010&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; [&lt;i&gt;por Joana Emídio Marques&lt;/i&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i3.ytimg.com/vi/Z0QIN_ylZ9k/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="395" width="580"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z0QIN_ylZ9k&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="false"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="never"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Z0QIN_ylZ9k&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="false" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" height="395" width="580"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;mini-promo CAMB&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://camb.cm-oeiras.pt/homepage.aspx"&gt;&lt;b&gt;CAMB&lt;/b&gt; Centro de Arte Manuel de Brito&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Palácio Anjos Algés - Alameda Hermano Patrone, 1495-064 Algés &lt;br /&gt;Tel. 21 4111400 -camb@cm-oeiras.pt &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Documentário em permanência na exposição&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__6dWRiDJI/AAAAAAAAHj8/U_MDEefhPuA/s1600/As+minhas+imagens-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__6dWRiDJI/AAAAAAAAHj8/U_MDEefhPuA/s400/As+minhas+imagens-1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;‘&lt;i&gt;&lt;b&gt;Graça Morais – Na Cabeça de uma Mulher está a História de uma  Aldeia&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;’ é um documentário biográfico e intimista sobre Graça Morais realizado pela filha Joana. Tem por base uma série de conversas ocorridas com a artista na sua aldeia natal, Vieiro, Trás-os-Montes. Esta viagem com Graça Morais pelas suas memórias permite descobrir como o percurso vivencial e artístico da pintora transmontana se relacionam e oferecem uma perspectiva fascinante sobre a sua personalidade e imaginário, a sua relação de autenticidade com o mundo rural e citadino e o resultado dalgumas etapas temáticas na obra de Graça Morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Documentário sobre a vida e obra de Graça Morais&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Realização, Produção e Edição Joana Morais&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Portugal/Itália 1999/2000 33 minutos - Cor PAL 4:3&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-9217401767133193466?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/W_GRCbxHKtE" height="1" width="1"/&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/S__qR6O6M8I/AAAAAAAAHjo/iBYd2zUOf6o/s72-c/ImageHandler.ashx.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2010/05/graca-morais-no-centro-de-arte-manuel.html</feedburner:origLink></item><item><title>I Gala Mais Portugal - Cabo-Verde</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/v4qDf7YbKkk/i-gala-mais-portugal-cabo-verde.html</link><category>Solidariedade</category><category>Graça Morais</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Tue, 22 Dec 2009 16:03:23 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-3826910559589802165</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SzFd6SXTn_I/AAAAAAAAHNk/BR-4aSJUQd8/s1600-h/AB10.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SzFd6SXTn_I/AAAAAAAAHNk/BR-4aSJUQd8/s640/AB10.png" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DOIS POVOS, UMA LÍNGUA, UM PALCO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Associação Mais Portugal - Cabo Verde realiza no próximo dia 18 de Janeiro, pelas 21h, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, a I Gala Mais Portugal - Cabo-Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num espectáculo apresentado por Maria João Silveira e transmitido em directo pela RTP-África, teremos apresentações de musicos como Boss AC; Miguel Ângelo; Rui Veloso; Miguel Gameiro; Tito Paris e Sandra Horta,entre muitos outros convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste evento serão atribuidos os Prémios Mais Portugal-Cabo Verde, da autoria da Pintora Graça Morais, seleccionados pelo júri presidido pelo Dr. João Bosco Mota Amaral, nas categorias de Cultura; Desporto; Empreendedorismo; Responsabilidade Social; Prestígio 2009 e Prémio Carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe: bilhetes à venda nas lojas FNAC, Worten, CTT e Coliseu dos Recreios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-3826910559589802165?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GracaMorais/~4/YXb3dKsGGEE" height="1" width="1"/&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://gracamorais.blogspot.com/2009/12/entrevista-graca-morais-no-janela.html</feedburner:origLink></item><item><title>Diário com Perdiz no Colóquio de Letras</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/GracaMorais/~3/qFqQy4sZTdk/coloquio-de-letras-numero-172.html</link><category>Graça Morais</category><category>Fundação Calouste Gulbenkian</category><category>Livro</category><author>noreply@blogger.com (Joana Morais)</author><pubDate>Wed, 15 Sep 2010 21:31:46 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-11607805.post-7616119065936120656</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SyTYO7LVIKI/AAAAAAAAHKY/gWCaYhMVdAM/s1600-h/image001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SyTYO7LVIKI/AAAAAAAAHKY/gWCaYhMVdAM/s400/image001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Colóquio de Letras, número 172 Setembro/Dezembro 2009,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Revista quadrimensal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Edição Fundação Calouste Gulbenkian&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Direcção Nuno Júdice&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Capa e Imagens de Graça Morais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SyTZaFGlz7I/AAAAAAAAHKc/sp4T5HUi8l8/s1600-h/capa%20coloquio%20de%20letras.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SyTZaFGlz7I/AAAAAAAAHKc/sp4T5HUi8l8/s640/capa%20coloquio%20de%20letras.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Algumas imagens do &lt;b&gt;Diário com Perdiz&lt;/b&gt;, 2006&lt;br /&gt;Desenhos a tinta-da-china e sépia &lt;br /&gt;Colecção António Tabucchi e Maria José de Lancastre&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SyTaJn3UR4I/AAAAAAAAHKo/ugxjdl6nAg8/s1600-h/coloquio%20de%20artes%20pagina.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SyTaJn3UR4I/AAAAAAAAHKo/ugxjdl6nAg8/s400/coloquio%20de%20artes%20pagina.png" width="276" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SyTaJyi-leI/AAAAAAAAHKs/zHMIfD0T1e4/s1600-h/01_barthes-poeta%20REV%282%29.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_lWXrpwC28yU/SyTaJyi-leI/AAAAAAAAHKs/zHMIfD0T1e4/s400/01_barthes-poeta%20REV%282%29.jpg" width="273" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11607805-7616119065936120656?l=gracamorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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