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	<title>Greenpeace</title>
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	<lastBuildDate>Sun, 07 Jun 2026 23:12:54 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O Futuro do Atlântico também se escreve no Mar dos Sargaços</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/noticias/o-futuro-do-atlantico-tambem-se-escreve-no-mar-dos-sargacos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Farias Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 8 de junho, celebramos o Dia Mundial dos Oceanos, uma data que nos recorda uma verdade inegável: toda a vida no nosso planeta depende do azul que cobre a maior parte da Terra. No entanto, durante décadas, este gigante vital foi tratado como um recurso inesgotável e uma lixeira sem fundo. Hoje, felizmente, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No dia 8 de junho, celebramos o Dia Mundial dos Oceanos, uma data que nos recorda uma verdade inegável: toda a vida no nosso planeta depende do azul que cobre a maior parte da Terra. No entanto, durante décadas, este gigante vital foi tratado como um recurso inesgotável e uma lixeira sem fundo. Hoje, felizmente, a nossa relação com o oceano é radicalmente diferente, mas talvez ainda não o suficiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recente entrada em vigor do <a href="https://www.greenpeace.pt/noticias/boas-noticias-foi-alcancado-um-marco-historico-para-o-tratado-global-dos-oceanos/">Tratado Global dos Oceanos</a> abriu um novo capítulo na proteção e conservação marinha, oferecendo-nos, finalmente, a ferramenta jurídica necessária para proteger as águas internacionais que não pertencem a nenhum país, mas que sustentam toda a biosfera. Para a Greenpeace, este tratado internacional é um mandato para a ação direta e local.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em abril deste ano, iniciámos uma parceria inovadora com o Museu da Baleia na Madeira para, em conjunto, desvendar os mistérios e as riquezas que habitam as profundezas do Atlântico. Para isso, inaugurámos os nossos novos hidrofones de estilo DIY (<em>Do-It-Yourself</em>), desenhados e pensados por especialistas da Science Unit da Greenpeace Internacional e que possuem um rigor científico absoluto. O impacto desta tecnologia inovadora reside no facto de que, muito em breve, disponibilizaremos estes designs em formato <em>open-source</em>. Queremos democratizar a investigação de espécies marinhas e quebrar as barreiras financeiras que historicamente limitaram a ciência oficial. Graças a estes hidrofones conseguimos, por exemplo, monitorizar e identificar famílias de baleias que utilizam as águas ao largo da Madeira como ponto de descanso e comunicação. Ao ouvirmos os seus cantos e cliques complexos, percebemos que o oceano está repleto de vida e laços familiares invisíveis que temos a obrigação de proteger.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a ciência ensinou-nos algo ainda mais profundo: as baleias que escutamos na Madeira não vivem isoladas. Estas e outras famílias de cetáceos dependem diretamente de ecossistemas distantes, com especial destaque para o Mar dos Sargaços. Localizado também no Atlântico, perto do arquipélago dos Açores, o Mar dos Sargaços é um autêntico tesouro ecológico. Caracterizado pelas suas densas florestas flutuantes de algas <em>Sargassum</em>, este mar sem costas terrestres funciona como uma maternidade global, um refúgio seguro e uma zona crítica de alimentação e migração para centenas de espécies marinhas, incluindo tartarugas, baleias e tubarões.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="599" src="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/06/GP0SU0HHA_Low-res-with-credit-line-800px.jpg" alt="" class="wp-image-2394" srcset="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/06/GP0SU0HHA_Low-res-with-credit-line-800px.jpg 800w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/06/GP0SU0HHA_Low-res-with-credit-line-800px-730x547.jpg 730w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/06/GP0SU0HHA_Low-res-with-credit-line-800px-500x374.jpg 500w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/06/GP0SU0HHA_Low-res-with-credit-line-800px-768x575.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Short finned pilot whales seen during the journey to the Sargasso Sea. The Arctic Sunrise is en route to the Sargasso Sea. The Sargasso is one of Greenpeace&#8217;s three priority sites for protection under the new Global Ocean Treaty. Protecting it is essential to stay on track with a landmark global target to protect at least 30% of the world’s oceans by 2030.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, o Mar dos Sargaços enfrenta hoje ameaças sem precedentes. A pesca industrial, a poluição por plásticos e o avanço silencioso e perigoso da mineração em águas profundas ameaçam este tecido vital. Se o Mar dos Sargaços colapsar, o impacto ecológico far-se-á sentir em todo o Atlântico, silenciando as baleias que aprendemos a ouvir e comprometendo o equilíbrio climático de que todos dependemos. É por isso que queremos que a criação do primeiro santuário marinho ao abrigo do novo Tratado Global dos Oceanos deve acontecer precisamente no Mar dos Sargaços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aqui que Portugal entra como um <a href="https://portugal.gov.pt/gc25/comunicacao/noticias/portugal-reafirma-compromisso-na-protecao-do-oceano">ator decisivo no tabuleiro internacional</a>. Pela sua posição geográfica privilegiada e pela vasta plataforma continental, o nosso país tem uma responsabilidade acrescida. O Governo Português pode, e deve, exercer toda a sua influência diplomática e política para liderar a proposta de criação deste santuário marinho no Mar dos Sargaços. Não basta assinar tratados e fazer discursos inspiradores nas cimeiras internacionais, é preciso converter o ativismo diplomático em proteção real e tangível no alto mar já na primeira grande COP dos Oceanos, em janeiro de 2027, em Nova Iorque. Portugal tem aqui a oportunidade perfeita para se posicionar como o verdadeiro campeão da conservação marinha global.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia Mundial dos Oceanos, pedimos-te que não sejas apenas um espectador passivo. Visita a nossa página e <a href="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/mar-dos-sargacos/">assina a nossa petição</a> para exigir a proteção imediata do Mar dos Sargaços.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos garantir que as vozes que ouvimos nas profundezas continuem a ecoar por muitas gerações. O oceano deu-nos a vida, agora, cabe-nos a nós salvá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ana Farias Fonseca, Coordenadora de Campanhas e Mobilização da Greenpeace Portugal</strong></p>
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		<title>Ouve o Oceano</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/ouve-o-oceano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Osvaldo Gago]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 07:10:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Galvão]]></category>
		<category><![CDATA[aréas marinhas protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[baleias]]></category>
		<category><![CDATA[Madeira]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[santuários]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>Greenpeace Internacional vence fase preliminar do processo anti-SLAPP contra a Energy Transfer</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/greenpeace-internacional-vence-fase-preliminar-do-processo-anti-slapp-contra-a-energy-transfer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:53:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lisboa, 3 de junho &#8211; A ação judicial anti-SLAPP histórica da Greenpeace Internacional deu hoje um passo importante, depois de o Tribunal Distrital de Amesterdão ter rejeitado a mais recente tentativa da Energy Transfer de evitar ser responsabilizada pelas suas ações ilegais, incluindo a apresentação de processos judiciais abusivos sucessivos nos Estados Unidos. A Greenpeace [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lisboa, 3 de junho</strong> &#8211; A ação judicial anti-SLAPP histórica da Greenpeace Internacional deu hoje um passo importante, depois de o Tribunal Distrital de Amesterdão ter rejeitado a mais recente tentativa da Energy Transfer de evitar ser responsabilizada pelas suas ações ilegais, incluindo a apresentação de processos judiciais abusivos sucessivos nos Estados Unidos. A Greenpeace Internacional, sediada nos Países Baixos, procura obter o reconhecimento legal de que a Energy Transfer agiu &#8211; e continua a agir &#8211; de forma ilícita, bem como uma compensação pelos danos causados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mads Christensen, Diretor Executivo da Greenpeace Internacional, afirmou:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“As pessoas estão cansadas de bilionários e das suas empresas poluentes agirem como se a lei não se aplicasse a elas. A Greenpeace Internacional está a responsabilizar este gigante petrolífero pelas repetidas tentativas de silenciar a nossa voz. A Energy Transfer está claramente desesperada para evitar este processo, mas a empresa de oleodutos de Kelcy Warren terá de responder pelos seus atos aqui, nos Países Baixos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, o Tribunal Distrital de Amesterdão rejeitou integralmente o pedido preliminar da Energy Transfer para arquivar o processo anti-SLAPP movido pela Greenpeace Internacional. A empresa alegava que o tribunal neerlandês não tinha jurisdição para apreciar o caso e, em alternativa, solicitava a suspensão do processo até existir uma decisão final no processo que decorre na Dakota do Norte. O tribunal ouviu os argumentos relativos a este pedido em 16 de abril de 2026. Anteriormente, tanto o Tribunal Distrital da Dakota do Norte como o Supremo Tribunal desse estado já tinham recusado o pedido da Energy Transfer para travar a ação anti-SLAPP da Greenpeace Internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Distrital de Amesterdão concedeu à Energy Transfer seis semanas para apresentar a sua defesa de mérito ao abrigo da legislação neerlandesa. Entretanto, a empresa foi condenada a pagar à Greenpeace Internacional 1.495 euros em custas judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os processos abusivos movidos pela Energy Transfer contra a Greenpeace Internacional e contra as organizações Greenpeace nos Estados Unidos (Greenpeace Inc. e Greenpeace Fund) continuam a constituir tentativas evidentes de silenciar a liberdade de expressão, apagar a liderança indígena do movimento Standing Rock e punir a solidariedade para com a resistência pacífica em curso contra o oleoduto Dakota Access. Estes processos são exemplos claros de <strong>SLAPPs</strong> &#8211; ações judiciais estratégicas destinadas a sufocar a participação pública, enterrando organizações sem fins lucrativos e ativistas em custos legais elevados até silenciar a dissidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Daniel Simons, Conselheiro Jurídico Sénior para a Defesa Estratégica da Greenpeace Internacional, declarou:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pela terceira vez, a Energy Transfer falhou na tentativa de travar o nosso processo. Depois de ter recorrido sem sucesso a dois níveis dos tribunais da Dakota do Norte e ao Tribunal Distrital de Amesterdão, a Energy Transfer terá agora de enfrentar as consequências da sua conduta, incluindo os processos abusivos repetidos e as declarações difamatórias. A Greenpeace Internacional continuará esta batalha judicial para reparar os danos causados pelas táticas de intimidação da Energy Transfer e para garantir que as grandes empresas compreendem que terão de responder em tribunal sempre que recorrerem a processos SLAPP.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente ao processo anti-SLAPP nos Países Baixos, a Greenpeace Internacional e as organizações Greenpeace nos Estados Unidos continuam a luta jurídica contra a mais recente ação SLAPP da Energy Transfer na Dakota do Norte. Depois de uma decisão judicial, em fevereiro de 2026, que atribuiu 345 milhões de dólares à Energy Transfer, as organizações Greenpeace solicitaram a realização de um novo julgamento e, se necessário, recorrerão da decisão junto do Supremo Tribunal da Dakota do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para aumentar a sensibilização sobre a ameaça representada pelos processos SLAPP &#8211; e sobre a necessidade de lhes resistir &#8211; a Greenpeace Internacional colaborou recentemente com os artistas e ativistas premiados <strong>Javier Bardem</strong> e <strong>Yasmin Finney</strong> na produção da<a href="https://www.youtube.com/watch?v=ai5COjEQ9og" data-type="link" data-id="https://www.youtube.com/watch?v=ai5COjEQ9og"> curta-metragem <em>SLAPP Suit</em>.</a> O filme dá vida à ameaça representada pela intimidação corporativa e recorda-nos que todos temos a força necessária para resistir às tentativas de nos silenciarem.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Notas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[1]</strong> O tribunal rejeitou igualmente o pedido da Energy Transfer para apresentar um recurso interlocutório antes de o caso ser apreciado quanto ao mérito. Além disso, determinou expressamente que a empresa não deve confundir ou fundir as ações de diferentes entidades da Greenpeace, uma estratégia que tinha utilizado anteriormente neste processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[2]</strong> Em julho de 2025, a Energy Transfer solicitou ao Tribunal Distrital do Condado de Morton, na Dakota do Norte, uma providência destinada a impedir o avanço da ação anti-SLAPP da Greenpeace Internacional nos Países Baixos. O pedido foi <a href="https://www.greenpeace.org/international/press-release/78478/greenpeace-international-ant-slapp-lawsuit-energy-transfer-rejected-injunction/" data-type="link" data-id="https://www.greenpeace.org/international/press-release/78478/greenpeace-international-ant-slapp-lawsuit-energy-transfer-rejected-injunction/">recusado</a> em setembro de 2025. Após recurso da Energy Transfer, o<a href="https://www.greenpeace.org/international/press-release/83311/greenpeace-internationals-landmark-anti-slapp-case-against-energy-transfer-moves-forward-following-restrictions-from-north-dakota-supreme-court/?_gl=1*1p3hftb*_up*MQ..*_ga*MTEzMzk5MzMzMC4xNzgwNDA2ODU1*_ga_94MRTN8HG4*czE3ODA0MDY4NTUkbzEkZzAkdDE3ODA0MDcyNTkkajYwJGwwJGgxNzI3MzYyNjA5" data-type="link" data-id="https://www.greenpeace.org/international/press-release/83311/greenpeace-internationals-landmark-anti-slapp-case-against-energy-transfer-moves-forward-following-restrictions-from-north-dakota-supreme-court/?_gl=1*1p3hftb*_up*MQ..*_ga*MTEzMzk5MzMzMC4xNzgwNDA2ODU1*_ga_94MRTN8HG4*czE3ODA0MDY4NTUkbzEkZzAkdDE3ODA0MDcyNTkkajYwJGwwJGgxNzI3MzYyNjA5"> Supremo Tribunal da Dakota do Norte</a> rejeitou em grande medida esse pedido, em abril de 2026, esclarecendo que a Greenpeace Internacional não tem qualquer restrição para prosseguir com as principais alegações do processo anti-SLAPP.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[3]</strong> O restante processo será apreciado exclusivamente ao abrigo da legislação neerlandesa, depois de o tribunal ter decidido &#8211; contrariamente à posição do Governo neerlandês — que as disposições relevantes da Diretiva Europeia Anti-SLAPP ainda não produzem efeitos diretos no direito neerlandês e necessitam de legislação nacional de transposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[4]</strong> A primeira ação judicial da Energy Transfer foi apresentada num tribunal federal dos EUA em 2017 ao abrigo da lei RICO (Racketeer Influenced and Corrupt Organizations Act), concebida para combater o crime organizado. O caso foi arquivado em 2019, tendo o juiz concluído que as provas apresentadas estavam muito aquém do necessário para demonstrar a existência de uma organização criminosa. Como o tribunal federal não decidiu sobre as alegações baseadas na legislação estadual, a Energy Transfer apresentou posteriormente uma nova ação num tribunal estadual da Dakota do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[5]</strong> A Greenpeace apresentou um pedido para a realização de um<a href="https://www.greenpeace.org/international/press-release/82435/greenpeace-motion-for-new-trial-north-dakota-et-slapp/" data-type="link" data-id="https://www.greenpeace.org/international/press-release/82435/greenpeace-motion-for-new-trial-north-dakota-et-slapp/"> novo julgamento no processo da Dakota do Norte.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[6]</strong> A curta-metragem <em>SLAPP Suit</em> está disponível no canal de<a href="https://youtube.com/watch?v=ai5COjEQ9og&amp;feature=youtu.be" data-type="link" data-id="youtube.com/watch?v=ai5COjEQ9og&amp;feature=youtu.be"> YouTube da Greenpeace</a>. Imagens e conteúdos de bastidores encontram-se disponíveis na <a href="https://media.greenpeace.org/Detail/27MZIFJH306MT" data-type="link" data-id="https://media.greenpeace.org/Detail/27MZIFJH306MT">Media Library da Greenpeace.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contactos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Greenpeace International Press Desk, +31 (0)20 718 2470 (24 h), pressdesk.int@greenpeace.org</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junta-te a  <a href="https://chat.whatsapp.com/Dp3SPelJz3y4f7hdq8NBrR">Greenpeace SLAPP Trial WhatsApp Group</a> para updates e assina a <a href="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/liberdade-greenpeace/" data-type="link" data-id="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/liberdade-greenpeace/">petição</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A proteção global dos oceanos falhará sem os direitos humanos no seu centro, alerta relatório Greenpeace</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/a-protecao-global-dos-oceanos-falhara-sem-os-direitos-humanos-no-seu-centro-alerta-relatorio-greenpeace/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 17:04:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa, 1 de junho &#8211; A Greenpeace Internacional lançou hoje um novo relatório que alerta que a meta global de proteger pelo menos 30% dos oceanos do mundo e de outros ecossistemas vitais até 2030 está num caminho de fracasso, a menos que os governos coloquem os direitos humanos no centro da conservação marinha. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lisboa, 1 de junho &#8211; </strong>A Greenpeace Internacional lançou hoje um novo relatório que alerta que a meta global de proteger pelo menos 30% dos oceanos do mundo e de outros ecossistemas vitais até 2030 está num caminho de fracasso, a menos que os governos coloquem os direitos humanos no centro da conservação marinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório, <strong><em>Global Ocean Justice Now: Making the Case for a Human Rights-Based Approach to Marine Conservation</em></strong>, assenta numa colaboração de longa data com comunidades afetadas. Os ecossistemas geridos por povos Indígenas e comunidades locais tendem a ser mais saudáveis, mais biodiversos e mais resilientes do que áreas circundantes com modelos de governação diferentes. No entanto, o relatório documenta como as comunidades estão a ser expulsas, ignoradas e ativamente prejudicadas por desenvolvimentos industriais aprovados pelos Estados e por indústrias extrativas. Ao priorizarem consistentemente o lucro empresarial e as indústrias extrativas, e ao privarem a conservação liderada pelas comunidades de apoio essencial, os governos estão a falhar, de forma fundamental, no cumprimento dos seus compromissos internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nichanan Tanthanawit, líder global de projeto da campanha Ocean Justice da Greenpeace, afirmou:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Demasiados governos estão a tratar as metas 30&#215;30 como um jogo de números. Não se pode afirmar que se está a proteger o oceano enquanto se excluem precisamente as comunidades que têm protegido estes ecossistemas durante gerações. A ciência já é clara: os oceanos são mais saudáveis onde as comunidades têm direitos, poder e responsabilidade na sua gestão.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório é lançado no momento em que os líderes mundiais iniciam a contagem decrescente de seis meses para a COP17 da Convenção sobre a Diversidade Biológica, em Erevan, na Arménia, onde, pela primeira vez, os países irão fazer um balanço do estado de implementação do Quadro Global para a Biodiversidade Kunming-Montreal. A COP17 oferece uma oportunidade crítica para corrigir o rumo, exigindo que os líderes mundiais acelerem os esforços para reconhecer os direitos dos Povos Indígenas e das comunidades locais no terreno, bem como o seu papel fundamental na proteção e gestão da natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No seu núcleo, o relatório expõe o aumento dos chamados “parques de papel”: áreas protegidas que existem nos mapas, mas oferecem pouca proteção real no mundo real, e instrumentos de conservação não inclusivos que acumulam pó nas prateleiras sem serem implementados na prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra que este fracasso é estrutural. Os governos escolhem conscientemente ignorar a forma de gestão dos oceanos mais testada ao longo da história da humanidade: o conhecimento, os sistemas de governação e as práticas quotidianas dos Povos Indígenas e das comunidades locais que sustentam os ecossistemas costeiros há gerações. Em vez disso, ao deslocarem essas comunidades para dar lugar a projetos industriais apresentados como “desenvolvimento nacional”, os danos ecológicos aumentam e as metas de biodiversidade tornam-se cada vez mais difíceis de alcançar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tanthanawit acrescentou:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“O desenvolvimento não pode continuar a ser definido apenas através de políticas impostas de cima para baixo. Em todo o mundo, as comunidades costeiras já estão a demonstrar vontade e liderança para fazer avançar o desenvolvimento e a conservação nos seus próprios termos. Sem uma participação significativa, a meta 30&#215;30 corre o risco de se tornar apenas mais um número no papel.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a aquacultura industrial de salmão na Patagónia, às fábricas de farinha de peixe na África Ocidental, à extração de areia no Sri Lanka e aos megaprojetos portuários no sul da Tailândia, o relatório expõe esta crescente contradição: os governos prometem proteger os oceanos a nível internacional enquanto permitem a destruição ecológica dentro das suas fronteiras. Mas as comunidades não são vítimas. Os Povos Indígenas e as comunidades locais são os arquitetos de alguns dos sistemas de proteção marinha mais eficazes do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mamadou Kaly Ba, ativista da Greenpeace África, afirmou:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“As comunidades costeiras do Senegal enfrentam uma crise sem precedentes impulsionada pela sobrepesca industrial, pela produção de farinha e óleo de peixe, pela poluição e pela expansão da exploração de petróleo e gás offshore, fatores que ameaçam os nossos ecossistemas marinhos, a segurança alimentar e os modos de vida tradicionais. Ainda assim, ao longo da nossa costa, as comunidades estão a provar que a conservação marinha sustentável e liderada localmente funciona quando as populações são capacitadas e incluídas nos processos de decisão. Precisamos urgentemente de uma proteção mais forte para a pesca artesanal, de um maior reconhecimento dos direitos das comunidades e da eliminação progressiva da produção de farinha e óleo de peixe, se quisermos garantir um futuro justo e sustentável para o oceano e para as comunidades costeiras do Senegal.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Anita Perera, ativista da Greenpeace Sul da Ásia, afirmou:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Desde a grave degradação ambiental e as pressões externas para o desenvolvimento até um recente desastre marítimo catastrófico que despejou mais de 1.600 toneladas de plástico nas águas do Sul da Ásia, as comunidades de Mannar resistiram a um ataque ecológico contínuo. No entanto, através de uma resistência inabalável, conseguiram alcançar um decreto presidencial histórico que exige o consentimento local antes de qualquer projeto energético avançar. Quando as comunidades da linha da frente afirmam o seu direito à autodeterminação, não estão apenas a proteger a biodiversidade – estão a transformar os enquadramentos legais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Greenpeace apela aos governos para que implementem urgentemente o Quadro Global para a Biodiversidade Kunming-Montreal (KM-GBF) e a meta de proteção 30&#215;30. Para isso, os esforços globais devem dar prioridade ao redirecionamento do financiamento para a conservação liderada pelas comunidades, à interrupção de atividades industriais destrutivas em áreas marinhas sensíveis e à colocação dos direitos e da segurança alimentar dos Povos Indígenas e das comunidades costeiras no centro de todas as decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatório completo <a href="https://www.greenpeace.org/static/planet4-international-stateless/2026/05/9c11a793-gp-global-ocean-justice-full-report.pdf" data-type="link" data-id="https://www.greenpeace.org/static/planet4-international-stateless/2026/05/9c11a793-gp-global-ocean-justice-full-report.pdf">aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatório Executivo <a href="https://www.greenpeace.org/static/planet4-international-stateless/2026/05/02d1d448-gp-global-ocean-justice-report-executive-summary-3.pdf" data-type="link" data-id="https://www.greenpeace.org/static/planet4-international-stateless/2026/05/02d1d448-gp-global-ocean-justice-report-executive-summary-3.pdf">aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fotos disponíveis <a href="https://media.greenpeace.org/Share/ivx14novks67d4vbn830elm3ts2y2s3t?FR_=1&amp;W=1280&amp;H=551" data-type="link" data-id="https://media.greenpeace.org/Share/ivx14novks67d4vbn830elm3ts2y2s3t?FR_=1&amp;W=1280&amp;H=551">aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contactos</strong>: Greenpeace International Press Desk, +31 (0)20 718 2470 (available 24 hours), <a href="mailto:pressdesk.int@greenpeace.org">pressdesk.int@greenpeace.org</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bebés, embalagens de plástico e microplásticos: o que os pais devem saber sobre a comida infantil da Nestlé e da Danone</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/noticias/bebes-embalagens-de-plastico-e-microplasticos-o-que-os-pais-devem-saber-sobre-a-comida-infantil-da-nestle-e-da-danone/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 09:36:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[microplásticos]]></category>
		<category><![CDATA[plásticos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado Global dos Plásticos]]></category>
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					<description><![CDATA[Dos brinquedos aos biberões, das mantas à roupa, os bebés estão rodeados de plástico. Nenhum ser humano que nasce hoje consegue evitá-lo por completo e, ainda assim, as crianças podem ser mais vulneráveis aos seus possíveis impactos. Quando, enquanto mãe recente, entrei pela primeira vez no corredor da comida para bebés, fiquei surpreendida. A imagem [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Dos brinquedos aos biberões, das mantas à roupa, os bebés estão rodeados de plástico. Nenhum ser humano que nasce hoje consegue evitá-lo por completo e, ainda assim, as crianças podem ser mais vulneráveis aos seus possíveis impactos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando, enquanto mãe recente, entrei pela primeira vez no corredor da comida para bebés, fiquei surpreendida. A imagem que tinha na cabeça,&nbsp; pequenos frascos de vidro e caixas de cereais infantis alinhados nas prateleiras,&nbsp; tinha sido substituída por filas de embalagens flexíveis de plástico. A ativista contra o plástico que há em mim viu apenas uma coisa: uma boca cheia de microplásticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os dias, milhões de bebés em todo o mundo comem purés embalados nestas saquetas de plástico “espreme e chupa”. Coloridas, práticas e pensadas para refeições em movimento, estas embalagens dominam hoje os corredores de comida infantil nos supermercados e tornaram-se uma opção habitual para muitas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a crescente preocupação com a <a href="https://www.greenpeace.org/international/story/81649/reheating-plastic-food-containers-what-science-says-about-microplastics-chemicals-ready-meals/">nossa exposição diária ao plástico e a químicos perigosos </a>levanta uma pergunta séria às grandes empresas de bens de consumo que alimentam esta tendência: estarão a Nestlé e a Danone a expor bebés a microplásticos e a substâncias químicas nocivas? Preparem-se, pais e mães: o que revelamos no nosso mais recente relatório é difícil de engolir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Nestlé e Danone sob o microscópio: o que revelaram os nossos testes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No novo relatório da Greenpeace Internacional &#8211; <em>Tiny Plastics, Big Problem: The Hidden Health Risks of Plastic Pouches for Baby Food</em> &#8211; investigamos a preocupante<a href="https://www.greenpeace.org/international/story/81649/reheating-plastic-food-containers-what-science-says-about-microplastics-chemicals-ready-meals/"> exposição</a> dos bebés a microplásticos através de uma forma popular de comida embalada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Greenpeace encomendou análises independentes a um laboratório para investigar um puré à base de iogurte da marca Gerber, da Nestlé, e um puré de fruta da marca Happy Baby Organics, da Danone, ambos vendidos em embalagens flexíveis de plástico com tampa. Os testes encontraram microplásticos na comida dos dois produtos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto 1</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num grama de alimento, o peso aproximado de uma pequena passa, as embalagens Gerber continham, em média, até 54 microplásticos, enquanto as embalagens Happy Baby Organics continham, em média, até 99 microplásticos. Isto equivale a até<strong> 270 e até 495 microplásticos </strong>por colher de chá, ou a um total estimado de mais de 5.000 partículas em cada embalagem Gerber e mais de 11.000 em cada embalagem Happy Baby Organics.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As evidências sugerem uma ligação entre o tipo de plástico usado no revestimento destas embalagens &#8211; polietileno &#8211; e alguns dos microplásticos encontrados. Os resultados também indicam a presença de uma variedade de substâncias químicas tanto nas embalagens como nos alimentos, incluindo uma substância conhecida por interferir com o sistema endócrino no produto de iogurte da Gerber.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto 2</p>



<p class="wp-block-paragraph">As embalagens Gerber e Happy Baby Organics são vendidas em supermercados e lojas online em vários países do mundo.<strong> Os pais confiam nestas marcas conhecidas para garantir que as primeiras refeições dos seus bebés não estão contaminadas. Infelizmente, esta investigação mostra que a Nestlé e a Danone não conseguem garantir isso.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Isto levanta sérias preocupações de saúde para os bebés que consomem estes produtos. E lança uma sombra sobre todo o corredor da comida infantil. As opções sem plástico são cada vez mais limitadas e, certamente, não estão acessíveis a todos os pais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A cadeia alimentar do plástico: como a contaminação das embalagens chega aos bebés</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://news.gerber.com/news/gerber-products-company-announces-voluntary-recall-of-limited-batches-of-arrowroot-biscuits-out-of-an-abundance-of-caution-due-to-potential-presence-of-foreign-material-following-supplier-recall">As notícias </a>sobre recolhas de produtos devido a contaminação por plástico tornaram-se mais frequentes. Num sistema alimentar tão dependente do plástico em todas as fases da cadeia de abastecimento, isso não é surpreendente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, estas recolhas são impulsionadas pela própria indústria. Dependemos das empresas para identificar e comunicar problemas suspeitos ou confirmados, trabalhar com as autoridades públicas, informar os consumidores e definir o caminho a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que acontece quando a contaminação não resulta de uma avaria mecânica ou de erro humano? Que mecanismos de controlo estão a falhar&nbsp; ou, pior ainda, nem sequer existem? Será que estas empresas já sabem que os seus produtos contêm microplásticos? Ou nunca quiseram sequer considerar a possibilidade de o seu modelo de negócio assente no plástico poder, literalmente, desfazer-se em partículas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Nestlé e a Danone sabem que têm um problema com o plástico. Simplesmente ainda não sabem &#8211; ou não querem &#8211; colocar as pessoas à frente do plástico. E os governos não as estão a responsabilizar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto 3</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um desastre com várias camadas para os bebés e para o planeta</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica reforça os sinais de alerta revelados pela nossa investigação. O relatório da Greenpeace explica como este novo estudo se junta a um conjunto crescente de investigação sobre comida para bebés embalada em saquetas flexíveis de plástico multicamada e sobre o armazenamento de alimentos em plástico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que surgem novas evidências, estas apontam de forma consistente<a href="https://www.greenpeace.org/international/story/81649/reheating-plastic-food-containers-what-science-says-about-microplastics-chemicals-ready-meals/"> para a exposição a microplásticos e a substâncias químicas</a> &#8211; uma realidade que atravessa vários tipos de produtos de plástico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos demasiado bem como as embalagens de plástico estão a <a href="https://www.greenpeace.org/international/story/77194/89-billion-and-counting-unilevers-out-of-control-plastic-sachet-habit/">fragilizar os sistemas naturais do planeta</a>, agravando as crises da biodiversidade e do clima ao longo de todo o seu ciclo de vida. As embalagens de plástico representam cerca de 4<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2352550924002823?via%3Dihub">0% da produção </a>e dos resíduos plásticos a nível mundial. E têm levado os sistemas de gestão de resíduos ao limite, sob uma pressão imensa e contínua, com custos para os contribuintes e para os governos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais <a href="https://www.greenpeace.org/international/story/82837/iran-war-fossil-fuels-plastics-price-shocks/">plástico as empresas produzem</a>, mais expostos ficamos. As embalagens de plástico que acabam no<a href="https://maps.greenpeace.org/maps/gpea/gpea-brand-audit/?lang=en"> ambiente </a>degradam-se, ao longo do tempo, em microplásticos que circulam pelos ecossistemas, sobem nas cadeias alimentares e entram nos nossos corpos através do<a href="https://www.greenpeace.org/international/press-release/77817/greenpeace-air-sampling-in-geneva-finds-microplastics-in-urban-air/"> ar</a>, da água e dos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer estejamos expostos direta ou indiretamente a microplásticos e a substâncias químicas associadas através das embalagens, sabemos uma coisa: libertarmo-nos da crise do plástico significa libertarmo-nos das embalagens de plástico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque mudar o sistema do plástico é uma urgência de saúde pública</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Juntas, a Nestlé e a Danone representam uns impressionantes 40% do mercado global de comida para bebés, com a Nestlé a liderar a indústria.<a href="https://brandaudit.breakfreefromplastic.org/brand-audit-2023/"> Com uma presença de mercado tão grande, </a>vem também uma responsabilidade acrescida: orientar o setor na direção certa, para o bem dos seus consumidores e do planeta. Mas estes gigantes empresariais não são estranhos aos escândalos relacionados com poluição por plástico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://content.ellenmacarthurfoundation.org/m/21c4a4ffd7e2e9b4/original/Global-Commitment-2025-Report-M-10-25.pdf?_gl=1*kuw4q8*_up*MQ..*_ga*NDI2MjE1MzMzLjE3NzY2OTgwNTY.*_ga_V32N675KJX*czE3NzY2OTgwNTYkbzEkZzEkdDE3NzY2OTgwNTYkajYwJGwwJGgw">A Nestlé e a Danone têm estado repetidamente entre os maiores poluidores por plástico do mundo, segundo auditorias de marca realizadas em ações comunitárias de limpeza pelo movimento Break Free From Plastic.</a> Todos os anos, colocam no mercado mais de um milhão de toneladas de embalagens de plástico, desempenhando um papel significativo na criação e perpetuação da atual crise do plástico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os compromissos voluntários assumidos pela Nestlé e pela Danone não foram suficientemente longe para reduzir de forma significativa a sua pegada plástica, nem para impulsionar uma mudança mais ampla da indústria rumo a modelos não tóxicos e de desperdício zero. E os esforços para cumprir<a href="https://cleanlabelproject.org/wp-content/uploads/CLP_Code-of-Practice_Purity-Award-v11-11-2-2023.pdf"> certificações externas </a>sobre a redução de toxinas nos produtos continuam a permitir que microplásticos e substâncias químicas escapem pelas falhas das suas próprias embalagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num planeta em crise ambiental e social, cumprir requisitos legais fracos em matéria de saúde e segurança já não chega. E planos incompletos ou<a href="https://www.nestle.com/media/news/first-baby-food-packaging-future-recycling"> falsas soluções</a> são um insulto para consumidores preocupados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto 4</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Nestlé e a Danone têm de se comprometer urgentemente a substituir estas embalagens por alternativas reutilizáveis, não tóxicas, sem plástico e com sistemas de recarga para comida infantil. Depois de anos de apelos para reduzirem a sua dependência das embalagens de plástico, esta investigação deve servir como um alerta: o preço da inação pode ser pago pela próxima geração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os governos têm informação mais do que suficiente para aplicar o princípio da precaução e agir imediatamente. O ónus da prova não pode recair sobre as nossas crianças, pois não? Nisso, seguramente, todos podemos estar de acordo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está na hora de fechar as lacunas políticas e trabalhar, a nível nacional e global, para eliminar plásticos e químicos perigosos e acelerar a transição para sistemas mais saudáveis, acessíveis e baseados na reutilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os governos têm de garantir um Tratado Global dos Plásticos forte e ambicioso, que coloque a saúde humana em primeiro lugar, reduza a produção e o consumo global de plástico e impeça que exista mais uma geração marcada pelo plástico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junta-te a nós para agir contra a poluição por plástico na sua origem, em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assina a<a href="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/plasticos/"> petição</a> por um Tratado Global dos Plásticos forte, que proteja o futuro da biodiversidade, do clima e da nossa saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sarah King, estratega sénior de campanhas da equipa da Greenpeace para um Futuro Livre de Plástico</strong></p>
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		<title>Estudo da Greenpeace encontra microplásticos em comida para bebé, da Nestlé e da Danone, vendida em embalagens de plástico</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/estudo-da-greenpeace-encontra-microplasticos-em-comida-para-bebe-da-nestle-e-da-danone-vendida-em-embalagens-de-plastico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 13:26:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Plásticos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[microplásticos]]></category>
		<category><![CDATA[plásticos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado Global dos Plásticos]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa, 21 de maio de 2026 &#8211; Uma nova investigação encomendada pela Greenpeace Internacional encontrou microplásticos em comida para bebé, vendida em embalagens de plástico, por duas das maiores empresas alimentares do mundo, a Nestlé e a Danone, levantando preocupações urgentes sobre a segurança de produtos comercializados para bebés. O relatório Tiny Plastics, Big Problem: [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lisboa, 21 de maio de 2026</strong> &#8211; Uma nova investigação encomendada pela Greenpeace Internacional encontrou microplásticos em comida para bebé, vendida em embalagens de plástico, por duas das maiores empresas alimentares do mundo, a Nestlé e a Danone, levantando preocupações urgentes sobre a segurança de produtos comercializados para bebés.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório <a href="https://www.greenpeace.org/static/planet4-international-stateless/2026/05/04081d9d-hidden-risks-of-baby-food-plastic-pouches.pdf">Tiny Plastics, Big Problem: The Hidden Risks of Plastic Pouches for Baby Food</a> <strong>&nbsp;</strong>detalha os testes laboratoriais realizados a marcas populares de comida para bebé, a Gerber, da Nestlé, e a Happy Baby Organics, da Danone, nos quais foram encontradas partículas de microplásticos em todas as amostras analisadas. O teste realizado sugere também que uma série de químicos estava presente tanto nas embalagens como nos alimentos. [1] Isto sugere que a própria embalagem de plástico poderá ser a fonte da contaminação, potencialmente expondo os bebés a milhares de fragmentos microscópicos de plástico, em cada embalagem consumida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Graham Forbes, responsável global da campanha de plásticos da Greenpeace EUA, afirmou:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este estudo é um choque para pais em todo o mundo, que confiam nestas marcas para fornecer alimentos seguros e nutritivos aos seus bebés. Em vez disso, empresas dependentes do plástico, como a Nestlé e a Danone, não conseguem garantir que os seus produtos estejam livres de microplásticos e químicos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, falar da era do plástico vai muito além da poluição visível”,<strong> acrescenta Ana Farias Fonseca. Para a Coordenadora de Campanhas de Mobilização da Greenpeace Portugal</strong>, “estamos perante uma crise de saúde pública que começa, literalmente, no berço. Este cenário lembra-nos os exemplos das indústrias do tabaco, do amianto e do chumbo, que tentaram desacreditar a ciência para atrasar a ação política. Hoje sabemos melhor do que isso. É urgente aplicar o princípio da precaução: os fabricantes devem demonstrar que as suas embalagens são seguras, e não compete aos pais ou cientistas provar o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o momento de exigir aos governos que acelerem o passo por um Tratado Global dos Plásticos forte, capaz de reduzir a produção global em pelo menos 75% até 2040 e de obrigar gigantes como a Nestlé e a Danone. a eliminar materiais nocivos em contacto com os alimentos. Mudar este sistema está nas nossas mãos.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As principais conclusões são:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">• Por cada grama de comida para bebé testada, os investigadores encontraram, em média, até 54 partículas de microplásticos nas embalagens da Gerber e até 99 partículas nas embalagens da Happy Baby Organics. Isto equivale a até 270 microplásticos por colher de chá no caso da Gerber e 495 no caso da Happy Baby Organics.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• O estudo estimou um total de mais de 5.000 partículas em cada embalagem da Gerber e mais de 11.000 partículas em cada embalagem da Happy Baby Organics.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• O estudo identificou também uma série de químicos associados ao plástico presentes tanto na embalagem como no alimento, incluindo a presença de um potencial disruptor endócrino nas amostras da Gerber testadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• O estudo sugere uma ligação entre o polietileno, o plástico com que as embalagens são revestidas, e alguns dos microplásticos encontrados na comida para bebé testada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As embalagens flexíveis de plástico para espremer tornaram-se rapidamente o formato dominante de embalagem para comida de bebé em todo o mundo, impulsionadas pela conveniência e por estratégias agressivas de marketing<a href="https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/baby-food-packaging-market">. É o formato de embalagem com crescimento mais rápido,</a> com um aumento anual de 8,1% até 2031, representando 37,15% do mercado global em volume em 2025, ultrapassando todas as outras formas de embalagem, incluindo os tradicionais frascos de vidro. Atualmente, milhões destas embalagens de utilização única são compradas diariamente, o que significa que milhões de bebés podem estar a ingerir microplásticos juntamente com a sua comida. Os bebés podem ser particularmente vulneráveis a este tipo de exposição devido ao rápido desenvolvimento dos seus órgãos e à maior ingestão de alimentos em relação ao seu peso corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta tendência faz parte de um aumento mais amplo da produção e utilização de plástico, em grande parte impulsionado pelas grandes empresas de bens de consumo. Só as embalagens representam cerca de 40% da produção global de plástico. Um dos segmentos em crescimento mais rápido é o das embalagens plásticas flexíveis e multicamada, como as bolsas e saquetas de comida para bebé, que são notoriamente difíceis de reciclar e uma importante fonte de poluição em algumas regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Nestlé e a Danone têm aparecido repetidamente entre os maiores poluidores por plástico do mundo em auditorias globais de marcas conduzidas pelo movimento Break Free From Plastic.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Greenpeace apela à Nestlé, à Danone e a todos os produtores de comida para bebé </strong>para que investiguem urgentemente os seus produtos, provem que não estão a colocar crianças pequenas em risco de exposição e se comprometam a eliminar progressivamente as embalagens de plástico, substituindo-as por alternativas reutilizáveis, livres de plástico e não tóxicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto os governos negoceiam o Tratado Global dos Plásticos das Nações Unidas, a Greenpeace exige que os negociadores atuem com urgência para proibir estes produtos, reduzir a produção de plástico e acabar com a contaminação descontrolada e não regulamentada por plásticos e químicos que ameaça a saúde humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A poluição por plástico não está apenas a destruir o nosso ambiente, está a entrar nos nossos corpos, começando na infância. A forma como a nossa comida é embalada é pensada para o lucro, não para a saúde das pessoas. Reduzir a produção de plástico e eliminar os químicos nocivos é essencial para proteger a saúde humana, especialmente a saúde das nossas crianças”, <strong>afirmou Forbes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FIM</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Notas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">[1] O estudo foi realizado pela SINTEF Ocean, na Noruega, em 2025, e encomendado pela Greenpeace Internacional. Foram testadas três embalagens de cada um dos dois produtos de comida para bebé: puré de iogurte da marca Gerber, da Nestlé, e puré de fruta da marca Happy Baby Organics, da Danone. Os produtos foram analisados tal como vendidos, sem serem aquecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fotografias podem ser acedidas na <a href="https://media.greenpeace.org/Detail/27MZIFJHIRVZD">Greenpeace Media Library</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assina a petição <a href="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/plasticos/" data-type="link" data-id="https://www.greenpeace.pt/como-ajudar/peticoes/plasticos/">aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Custom Styles</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/wp-global-styles-gp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:32:29 +0000</pubDate>
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		<title>Greenpeace lança “Expedição ao Ártico Profundo”, com transmissão em direto de ciência de mar profundo (a 3000 metros de profundidade)</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/meios-de-comunicacao/comunicados/greenpeace-lanca-expedicao-ao-artico-profundo-com-transmissao-em-direto-de-ciencia-de-mar-profundo-a-3000-metros-de-profundidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 13:40:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa &#8211; &#160;A 8 de maio de 2026, a Greenpeace parte numa missão de um mês ao mar profundo do Ártico. A Expedição ao Ártico Profundo reúne cientistas de referência mundial para explorar montes submarinos do Ártico e campos de fontes hidrotermais, ecossistemas tão remotos que continuam, em grande parte, a ser um mistério para [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lisboa &#8211; </strong>&nbsp;A 8 de maio de 2026, a Greenpeace parte numa missão de um mês ao mar profundo do Ártico. A Expedição ao Ártico Profundo reúne cientistas de referência mundial para explorar montes submarinos do Ártico e campos de fontes hidrotermais, ecossistemas tão remotos que continuam, em grande parte, a ser um mistério para a humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos a navegar para território desconhecido e inexplorado do planeta e é provável que encontremos novas espécies que ainda não foram descritas nem nomeadas”, <strong>afirma o Dr. Paco Cárdenas, especialista em esponjas de mar profundo no Museu da Evolução da Universidade de Uppsala.</strong> “Estes animais sobreviveram durante centenas de milhões de anos e estamos ligados a eles de muitas formas. São as bibliotecas químicas do oceano, guardando potenciais curas para doenças, e desempenham a importante função de limpar os nossos oceanos. Perder estas espécies antes mesmo de as compreendermos seria uma tragédia de proporções globais. É essencial protegê-las.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A área da expedição foi aberta à mineração em mar profundo pelo governo norueguês em 2024, mas esta decisão foi suspensa no ano passado após protestos de organizações ambientais, cientistas e partidos da oposição verdes na Noruega.[1] Segundo muitos cientistas, a mineração em mar profundo causaria danos irreversíveis a ecossistemas vulneráveis de mar profundo, incluindo a destruição de habitats e, possivelmente, a extinção de espécies.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expedição irá centrar-se na exploração de montes submarinos, que são hotspots de biodiversidade no mar profundo, e de campos de fontes hidrotermais &#8211; nascentes vulcânicas submarinas que sustentam vida na escuridão total. A Greenpeace e os cientistas externos a bordo farão transmissões em direto a partir de profundidades até 3000 metros.[2]</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Dra. Anne Helene Tandberg</strong>, <strong>do Museu Universitário de Bergen</strong>, é especialista nos crustáceos que vivem nestes ambientes e já descreveu muitas espécies anteriormente desconhecidas para a ciência. Trabalha também na inclusão de espécies e habitats marinhos em listas vermelhas e fornece base científica para a criação de Áreas Marinhas Protegidas. Sublinha ainda a conectividade destes ecossistemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os mares profundos nórdicos e do Ártico são o coração dos nossos oceanos do norte”, afirma a <strong>Dra. Tandberg</strong>. “Do mais pequeno anfípode ao maior monte submarino, estes locais estão interligados. Vemos isso tanto na composição das espécies como na variabilidade genética. Não estamos apenas a olhar para rochas, animais e água; estamos a documentar os órgãos vitais de um ecossistema global que mantém o nosso planeta habitável.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ártico é uma das regiões da Terra que mais rapidamente se transforma e uma das menos protegidas. À medida que a fronteira industrial avança em direção ao mar profundo, a Greenpeace alerta que estes “hotspots de biodiversidade” únicos estão agora em risco de perturbação irreversível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos proteger aquilo que não conhecemos”, afirma a <strong>Dra. Sandra Schöttner</strong>, <strong>cientista-chefe da Greenpeace International.</strong> “Esta expedição irá reunir evidência científica sobre os ecossistemas vulneráveis de mar profundo do Ártico. Ao salvaguardar estas águas numa rede de santuários oceânicos, podemos criar uma rede de segurança resiliente para a vida marinha e proteger a saúde dos nossos oceanos globais para as gerações futuras.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expedição terminará em Bergen, na Noruega, no início de junho, onde apresentará as suas conclusões iniciais ao público e aos decisores políticos. A Greenpeace está a fazer campanha, a nível global, por uma moratória à mineração em mar profundo e pela proteção de 30% dos oceanos até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FIM</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fotografias, vídeos e mapas disponíveis na </strong><a href="https://media.greenpeace.org/collection/27MZIFJHI3TP5"><strong>Greenpeace Media Library</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Notas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">[1] <a href="https://www.euronews.com/2025/12/04/deep-sea-mining-norway-halts-controversial-practice-until-2029">Mineração em mar profundo</a>: Noruega suspende prática controversa até 2029 &#8211; Euronews.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[2] Datas da expedição: 8 de maio a 5 de junho.<br>As transmissões em direto a partir do fundo do mar Ártico estão previstas entre 15 e 30 de maio.<br>Cientistas a bordo oriundos da Suécia, Universidade de Uppsala; Espanha, Universidade de Madrid; Noruega, Universidade de Bergen; e Alemanha, Senckenberg Society for Nature Research.<br>Línguas faladas: inglês, francês, alemão, espanhol/catalão, norueguês e sueco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[3] A Greenpeace International, a Greenpeace Alemanha e a Greenpeace Nórdica lideram a Expedição ao Ártico Profundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contacto:</strong><strong><br></strong>Daniel Bengtsson<br>Responsável de Comunicação a bordo, Greenpeace Nórdica<br>+46 70 300 9510<br>WhatsApp/Signal<br>daniel.bengtsson@greenpeace.org</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um ano húmido não é um ano seguro (face ao fogo)</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/noticias/um-ano-humido-nao-e-um-ano-seguro-face-ao-fogo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Canelas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 11:49:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Emergência Climática]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndios]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal é o país europeu mais afetado por incêndios em proporção do seu território: desde 1980 arderam quase 3 milhões de hectares, aproximadamente um terço do país. Após invernos e primaveras chuvosos, é habitual ouvir dizer que “será um bom ano para os incêndios”. Faz sentido pensá-lo porque o teor de humidade da vegetação é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Portugal é o país europeu mais afetado por incêndios em proporção do seu território: desde 1980 arderam quase 3 milhões de hectares, aproximadamente um terço do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após invernos e primaveras chuvosos, é habitual ouvir dizer que “será um bom ano para os incêndios”. Faz sentido pensá-lo porque o teor de humidade da vegetação é um fator fundamental na avaliação da probabilidade de incêndio e da propagação depois de iniciado. Mas atenção: pensar que um ano húmido garante uma campanha tranquila não só é falso, como é perigoso, porque pode gerar uma perigosa falsa sensação de segurança e baixar a guarda nas políticas preventivas e na perceção do risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não temos de ir mais longe do que 2025. <a href="https://www.theportugalnews.com/es/noticias/2026-01-08/2025-fue-uno-de-los-anos-mas-calidos-y-humedos-en-portugal/941692">Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), 2025 foi o terceiro ano mais chuvoso desde 2000 e o mais húmido em mais de uma década</a>. E, no entanto, nesse ano registaram-se 8.235 incêndios florestais, menos 29% de incêndios, mas mais <a href="https://www.icnf.pt/api/file/doc/2d5418de7e363d54">119% de área ardida relativamente à média do período 2015-2024</a>. Ou seja, menos ignições, mas incêndios muito mais extensos e destrutivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em poucos incêndios, 96 dos 8.235, ocorreu praticamente a totalidade da área ardida, 96%. Embora, em média, 83% dos incêndios fiquem abaixo de 1 hectare, graças à eficácia dos operacionais de extinção, a maior parte da área ardida concentrou-se em episódios extremos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="555" class="wp-image-2317" src="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0Z5H_Low-res-with-credit-line-800px.jpg" alt="" srcset="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0Z5H_Low-res-with-credit-line-800px.jpg 800w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0Z5H_Low-res-with-credit-line-800px-730x506.jpg 730w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0Z5H_Low-res-with-credit-line-800px-500x347.jpg 500w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0Z5H_Low-res-with-credit-line-800px-768x533.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Mais chuva significa mais biomassa e mais risco</h3>



<p class="wp-block-paragraph">As chuvas favorecem o crescimento de pastagens, matos e regeneração florestal. Quando chegam as ondas de calor, essa vegetação seca e passa a converter-se em alimento para o fogo: combustível fino morto, que arde melhor e dá continuidade às chamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, em sistemas mediterrânicos como os da Península Ibérica, uma primavera chuvosa pode aumentar o potencial de propagação do fogo no verão. O risco não depende apenas de quanto choveu, mas do que acontece depois com essa biomassa.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A ciência é clara: as alterações climáticas estão a multiplicar o agravamento dos incêndios florestais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A comunidade científica alerta de forma recorrente para a relação entre os incêndios de alta intensidade e as alterações climáticas, IPCC, OMM, Copernicus, AEMET, etc. Agrava as condições meteorológicas que favorecem o risco de propagação de incêndios; as massas florestais estão fora do seu intervalo climático e, por isso, mais inflamáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, relativamente ao tema deste artigo, um estudo recente publicado em 2026 na<a href="https://www.nature.com/articles/s41467-025-61608-1.epdf?sharing_token=vTTRzdhh-OA6C0264g5G29RgN0jAjWel9jnR3ZoTv0MRuWExa8MdwB2mkoRcPQXwRG_96ZN1CpomlT861snKhzID1ca3QsKwtySj7LDBjQ4tTdmJoWFFu9iCl6iB6zBbzCI1VkeUqS8MXDKZZ2hk3WpFjpu8-0oSzOREvyV1uyA%3D"> Nature Communications</a> demonstra que<strong> os anos extremos de incêndios florestais não dependem necessariamente de secas prolongadas prévias nem do que tenha chovido em temporadas anteriores, mas sobretudo das condições meteorológicas extremas durante o próprio ano do incêndio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E confirmamos isso com a realidade que vivemos no ano passado através de outro estudo da <a href="https://www.google.com/search?q=World+Weather+Attribution&amp;oq=World+Weather+Attribution+reciente.+2025+incendios&amp;gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOdIBCTMwMjdqMGoxNagCCLACAQ&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;mstk=AUtExfBkRBmAXxOdzlfKRyim5LXpujT5J6BXBmFfKGq2Uvfkqh10E34TzzYjngkkGMJFCXgUSebZfHdmAvvt2OBha4QXsGGmHoHc2aP67KuSaZC0fW0gVGU77yPHLUmdMPj4Zedmc3ANfCJQdUmnIdi_L2DsIbWmEyY7SmmnUDq_XGbUP5Y&amp;csui=3&amp;ved=2ahUKEwie9LS87_GTAxXt0QIHHSIGA3sQgK4QegQIARAB">World Weather Attribution (WWA)</a>, de setembro de 2025, que concluiu que as alterações climáticas tornaram 40 vezes mais prováveis e 30% mais intensas as condições meteorológicas extremas que provocaram incêndios devastadores em Portugal e Espanha. Um verão precedido por um ano chuvoso. Se, além disso, somarmos um aumento de biomassa vegetal após as chuvas passadas, temos alimento para o fogo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="493" class="wp-image-2320" src="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0MC2_Low-res-with-credit-line-800px.jpg" alt="" srcset="https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0MC2_Low-res-with-credit-line-800px.jpg 800w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0MC2_Low-res-with-credit-line-800px-730x450.jpg 730w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0MC2_Low-res-with-credit-line-800px-500x308.jpg 500w, https://www.greenpeace.pt/wp-content/uploads/2026/05/GP0MC2_Low-res-with-credit-line-800px-768x473.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Isto vai aumentar, se não atuarmos.</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As alterações climáticas e a mudança no uso do solo fazem com que os incêndios florestais sejam mais frequentes e intensos, com um aumento mundial dos incêndios extremos de até 14% até 2030, 30% até finais de 2050 e 50% até ao final do século.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As alterações climáticas não originam, mas agravam. Por isso aqui ainda temos muito por fazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, os incêndios em Portugal foram maioritariamente de origem humana: <strong>31% intencionais e 23% associados a queimas agrícolas ou florestais</strong>, enquanto os raios representaram apenas 1%. Ainda assim, cerca de<strong> 41% dos incêndios não têm causa conhecida.</strong> <a href="https://www.icnf.pt/api/file/doc/2d5418de7e363d54">Fonte: 8.º relatório provisório de incêndios rurais, Direção Nacional de Gestão do Programa de Fogos Rurais.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora se tenham reduzido as ignições, em poucos incêndios ocorre o desastre. É preciso continuar a reduzir ignições, investigando as causas e comunicando as consequências de atear fogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que nunca, num cenário de máxima vulnerabilidade. Porque, mesmo reduzindo as ignições antrópicas, continuará a haver incêndios provocados por raios, e as alterações climáticas aumentarão os incêndios florestais provocados por raios de tempestade. É preciso reduzir emissões para evitar o agravamento e é preciso intervir no território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono rural e a despovoação reduziram a gestão quotidiana da paisagem e favoreceram a acumulação de biomassa vegetal; a fragmentação da propriedade florestal dificulta o planeamento preventivo à escala territorial; e as alterações na cobertura florestal, especialmente a expansão de monoculturas de espécies como o eucalipto. A isto soma-se uma extensa interface urbano-florestal que aumenta a exposição de habitações e infraestruturas ao fogo e torna mais complexo o plano de extinção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como vemos, muito mais do que extinção, é preciso avançar para uma redução de ignições, uma gestão integrada do território baseada na prevenção ativa, participação social e melhor coordenação institucional. É preciso reforçar o investimento público em gestão florestal, melhorar o registo da propriedade, apoiar proprietários e municípios, e aumentar a vigilância e a educação ambiental para reduzir o risco estrutural associado ao uso do fogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Monica Parrilla, Coordenadora de Campanhas da área de Biodiversidade da Greenpeace Espanha</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Convocatória – Assembleia Geral Ordinária da Associação Greenpeace Portugal</title>
		<link>https://www.greenpeace.pt/noticias/convocatoria-assembleia-geral-ordinaria-greenpeace-portuga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carmen Taberné Cabanillas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 07:02:52 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.greenpeace.pt/?post_type=post_news&#038;p=2311</guid>

					<description><![CDATA[De acordo com o artigo 21.º dos Estatutos, convocamos todos os associados da Associação Greenpeace Portugal para uma Assembleia Geral Ordinária, a realizar por via telemática, no dia 6 de junho de 2026, com início às 10:30 horas e com a seguinte. Ordem de Trabalhos Ponto UM: Apresentação, discussão e votação do Relatório de Atividades [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o artigo 21.º dos Estatutos, convocamos todos os associados da Associação Greenpeace Portugal para uma Assembleia Geral Ordinária, a realizar por via telemática, no dia 6 de junho de 2026, com início às 10:30 horas e com a seguinte.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Ordem de Trabalhos</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ponto UM</strong>: Apresentação, discussão e votação do Relatório de Atividades e Contas do Exercício de 2025, bem como o respetivo balanço, e apresentação do correspondente Parecer do Conselho Fiscal; </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ponto DOIS</strong>: Apresentação, discussão e votação do Plano de Atividades e Orçamento relativos ao exercício do ano de 2026. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ponto TRÊS</strong>: Alteração de Estatutos da Associação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ponto QUATRO</strong>: Representação da Associação na escritura pública de alteração estatutária. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ponto CINCO</strong>: Fixação da quota mínima para pessoas associadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ponto SEIS</strong>: Outros assuntos de interesse para a Associação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os documentos oficiais da convocatória poderão ser consultados na sede da Associação, mediante marcação prévia, através do email <a href="mailto:info.pt@greenpeace.org" rel="nofollow"><strong>info.pt@greenpeace.org</strong></a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os n.ºs 5 e 6 do art. 21.º dos Estatutos, a Assembleia-Geral reunirá em primeira convocatória se estiverem presentes mais de metade dos associados, com direito a voto, e em segunda convocatória, meia hora depois, com qualquer número de associados presentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>A Presidente da Mesa da Assembleia Geral.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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