<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332</id><updated>2024-09-05T09:04:41.781-07:00</updated><category term="Personagens"/><category term="Guerreiro Bardo"/><category term="A taverna do Carvalho Rubro"/><category term="Dudu o Bardo"/><category term="Fagorn o Paladino"/><category term="Gwain o Ranger"/><category term="Histórias e Lendas"/><category term="Nina a Feiticeira"/><title type='text'>Guerreiro Bardo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-8089100600342039037</id><published>2012-03-08T17:40:00.000-08:00</published><updated>2012-03-08T17:40:59.291-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Personagens"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - Fagorn, o Paladino [Parte 03]</title><content type='html'>&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Continuação...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seus sonhos, Fagorn vivia aventuras em terras distantes. Cavalgava um grande garanhão, como aquele que o estranho visitante montava. Era imponente e respeitado, com armadura reluzente e espada embainhada. Cruzava os campos verdejantes do oeste, cujas histórias de seus mestres ilustravam como os mais verdes da terra. O vento, macio e agradável, acariciava seu rosto com uma leve brisa. O sol era ameno, como em uma tarde de primavera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longe, ele avistara uma grande árvore com frutas por toda sua extensão. Não sabia que tipo de frutas era, mas sua beleza esplendorosa garantia um sabor magnífico, antes mesmo que pudesse vê-las de perto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observou a árvore por alguns instantes de longe, mas logo, quase que instintivamente, cavalgou mais rápido na direção dela, para que pudesse vislumbrar melhor sua imponência. A imagem do firme tronco e de suas folhas verdes e largas, crescia em sua frente a cada galope e enchia seus olhos de beleza e seu coração de esperança. Aquilo era mais que somente uma árvore em seu íntimo, representava suas raízes, todo seu aprendizado. E lá estava Fagorn, tranquilo e sereno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Subitamente uma sensação diferente toma sua atenção de assalto. O cavalo interrompe seu caminho e hesita por um instante. Os olhos do aprendiz procuram no céu a explicação para aquele sentimento de aflição. E sem demora, uma bola de fogo de dimensões titânicas corta o céu como um meteoro incandescente, em uma velocidade inacreditável, deixando um rastro de fumaça que manchava a imensidão azul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De forma abrupta e violenta, a grande bola de fogo acerta a magnífica árvore causando uma grande explosão. O impacto fizera Fagorn e seu cavalo tombarem em um baque súbito no chão estremecido. Um cogumelo de fumaça e cinzas brotou de onde antes apenas a beleza daquela grande árvore podia ser vista. A imagem era tão pavorosa que o aprendiz se negou a olhar até entender que era preciso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fumaça trouxe com ela o odor da destruição e uma chuva de cinzas, pedaços de madeira e folhas queimadas. Em poucos segundos, todo aquele esplendor deu lugar a um mundo cinza e quente. Fagorn não podia ver direito o que havia acontecido então, movido por uma mistura de medo e indignação, levantou-se tentou avançar. Não sabia o que podia ou precisava fazer, mas sabia que devia fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em poucos segundos e alguns passos a frente, pode avistar a mais tenebrosa das imagens que teria visto até então. A esplendorosa árvore que representava o que ele conhecia e acreditava estava partida ao meio e tomada pelas chamas. Labaredas gigantescas cobriam até o ponto mais alto dos galhos, transformando aquilo em uma fogueira gigante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imóvel, o aprendiz observava tudo com um nó na garganta. Logo, percebeu que além da aflição, a fumaça era densa demais ali e aquilo o estava sufocando. Mal podia respirar quando se deu conta que o fogo também avançava sobre ele e o calor já estava quase insuportável. Antes que pudesse fugir, uma enxurrada de sentimentos o derrubou, deixando-o de joelhos, indefeso e impotente. Tentou se levantar, mas não pode. Estava tonto pelo calor que aumentava cada vez mais e sem fôlego, pela fumaça e cinzas que inspirava e já faziam seu nariz sangrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No instante final, quando tudo parecia perdido e a imagem que lhe restara era do fogo consumindo tudo o que tinha, um novo estrondo e um impacto em seu ombro o despertaram. Finalmente, o aprendiz fora liberto daquele terrível pesadelo, tão real que ainda podia sentir o forte calor e o cheiro das cinzas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Vamos garoto! Não há muito tempo. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A voz grave e rouca, desconhecida por Fagorn o fez saltar e cair sentado do monte de feno onde havia adormecido. Seus olhos custaram a acreditar no que via. O cavaleiro que tivera resgatado no inicio da noite estava ali, estava de pé a sua frente. Vestindo aquela poderosa armadura, com semblante firme, porém aflito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Melhor se apressar se quiser viver! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Havia muitas perguntas que Fagorn gostaria de fazer à aquele guerreiro, que fitava com admiração, mas todas foram rechaçadas após sua última frase.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt; O que ele quer dizer com... &lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu raciocínio não pode ser concluído devido um ataque de tosse pelo que foi acometido. O odor de cinzas era predominante e havia fumaça por todo o celeiro. Tudo começava a fazer sentido na jovem mente do aprendiz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - O que? O celeiro está em chamas? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Havia um incêndio no celeiro, claro. Isso explicaria todo aquele sentimento em seu sonho. Uma reação inconsciente a um problema real. Aquilo o tranquilizou quando ao sonho, mas o pôs de pé, assustado e alerta. Afinal, tinha que ser rápido para conseguir conter as chamas e evitar qualquer tipo de estrago. Como poderia explicar algo assim aos mestres do monastério?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cavaleiro se afastou enquanto Fagorn correu até a porta celeiro. Porém, a pouca luz o fez tropeçar em algo e cair, chocando o rosto ao chão. Enquanto ainda esbravejava notou que, o que o derrubou foi um corpo inerte no chão. A silhueta de um homem de bruços ali provocou um impacto assustador e o fez rastejas para atrás, onde havia outros dois corpos. Com certeza, uma experiência muito aterrorizante para alguém tão jovem. O terror do menino foi ainda maior quando pode identificar que um deles estava decapitado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na verdade, os corpos tinha membros faltando. Braços e pernas estavam dilacerados e espalhados pelo lugar. Olhando pelo local, ainda muito nervoso, Fagorn pode identificar cinco corpos ao todo. Assustado e acuado em um canto do celeiro, o aprendiz não consegui se mover.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Venha comigo! Vamos...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A voz rouca novamente desperta Fagorn, desta vez do choque causando pelo espanto daqueles cadáveres. O cavaleiro, com uma das mãos, ergueu o jovem aprendiz, tomando pelo braço o colocando de pé. Apesar de não haver nenhum foco de chamas ali dentro, existia muita fumaça uma luz forte era emanada do lado de fora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt; O celeiro não pegou fogo... Alguém tentou incendiá-lo.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio a seus devaneios, Fagorn notou que o cavaleiro estava alerta, de espada em punho. A lâmina possuía as marcas do combate que houvera ali. Estava coberta de sangue, possivelmente dos corpos que estavam pelo chão.  Caminharam juntos, rapidamente até uma porta lateral que dava acesso a um lago, onde havia um pequeno bote com remos e posteriormente a um bosque.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Garoto me ouça. Quando eu der o sinal, você corre até aquele bote, sem olhar para trás. Reme até o outro lado da margem, corra por uma hora e depois se esconda.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por um instante, o aprendiz desconfiou do cavaleiro e o desafiou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Não, precisamos ir ao mosteiro, lá estaremos seguros. Meus mestres vão nos ajudar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cavaleiro dispara um olhar firme, porém piedoso para com o aprendiz. Nenhuma palavra fora proferida, mas era como se uma cruel realidade fosse revelada da forma mais cruel possível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi inútil para o cavaleiro, tentar conter Fagorn, que passou por ele abriu as portas e viu a árvore de sua vida em chamas, mas dessa vez não era um sonho. O monastério estava tomado por chamas intensas e gigantescas labaredas, que se erguiam muito acima do telhado do lugar. Uma cena terrível. As paredes ardiam como em uma grande fornalha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZuOMc10eLdGVpiKEGMdcIjHrBvQ4QQvFslcS4M0NVsQ4X-JzcNL-9f9frUHvYGRZdcqP3OkaxNm6FG_g_VEIWP7FD3XoOMAFkUa5FosdNTuKPgNAYvyaty13Uu-E9qPkFIjhgaErGdAYq/s1600/scan127.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;233&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZuOMc10eLdGVpiKEGMdcIjHrBvQ4QQvFslcS4M0NVsQ4X-JzcNL-9f9frUHvYGRZdcqP3OkaxNm6FG_g_VEIWP7FD3XoOMAFkUa5FosdNTuKPgNAYvyaty13Uu-E9qPkFIjhgaErGdAYq/s320/scan127.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse momento, Fagorn se ajoelhou e chorou. Como nunca tivera feito em toda sua vida e nunca mais viria a fazer. Nascia ali, em sua maior dor, o sentimento que guiaria suas ações daquele instante até o final de sua vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;Este é o penúltimo capitulo que conta a origem do Paladino Fagorn, um dos heróis das Crônicas Cinzentas. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/8089100600342039037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/03/cronicas-cinzentas-fagorn-o-paladino.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/8089100600342039037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/8089100600342039037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/03/cronicas-cinzentas-fagorn-o-paladino.html' title='Crônicas Cinzentas - Fagorn, o Paladino [Parte 03]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZuOMc10eLdGVpiKEGMdcIjHrBvQ4QQvFslcS4M0NVsQ4X-JzcNL-9f9frUHvYGRZdcqP3OkaxNm6FG_g_VEIWP7FD3XoOMAFkUa5FosdNTuKPgNAYvyaty13Uu-E9qPkFIjhgaErGdAYq/s72-c/scan127.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-7162524649495454602</id><published>2012-02-25T16:36:00.002-08:00</published><updated>2012-02-26T04:55:35.914-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guerreiro Bardo"/><title type='text'>Action Figures e Miniaturas - Paixão de colecionador!</title><content type='html'>Olá amigos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto as Crônicas Cinzentas não continuam, gostaria de compartilha com vocês minha mais nova aquisição. Um action figure do World of Warcraft, o Troll Priest Zabra Hexx.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgO-GaKtuKkQLhPgZvOSd1jY-ajrkY1e8lPIk9471La23ZOHazWXTPt2Orh5xvYJWCa3MFXesOTWU_WBjB0LY0Jlf9riEhMyDmYuV9zDHyDUBC6QOtU_2qxT3Y9vEHknvH7Kgg6h7kY89B_/s1600/DSC00037.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgO-GaKtuKkQLhPgZvOSd1jY-ajrkY1e8lPIk9471La23ZOHazWXTPt2Orh5xvYJWCa3MFXesOTWU_WBjB0LY0Jlf9riEhMyDmYuV9zDHyDUBC6QOtU_2qxT3Y9vEHknvH7Kgg6h7kY89B_/s320/DSC00037.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Sim, adoro action figures. Sempre vejo pela internet e fico namorando eles pelo eBay, mercado livre ou mesmo em lojas especializadas... Mas entrar em uma loja física que só vende isso, é outra história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYsEJORlr2jTJPbVpXlatqECqH4qlAgRQkTunj5m4xwA5TdRHMvAAjAv4YXaZ6Drh6TiCRBdyEuQNejsGRDmskd9S47agNsEbSC1DScGKMmMphKtuWsV3Wxzci7y4JmCxpIQyn4AfKJzeW/s1600/DSC00035.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYsEJORlr2jTJPbVpXlatqECqH4qlAgRQkTunj5m4xwA5TdRHMvAAjAv4YXaZ6Drh6TiCRBdyEuQNejsGRDmskd9S47agNsEbSC1DScGKMmMphKtuWsV3Wxzci7y4JmCxpIQyn4AfKJzeW/s320/DSC00035.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcDt_6_9_w-EYu8oeBfhYM81BjtRBc36Zs-RqXulSmRmsXIpGo_QyQi2Qme85CXcOM9qUsBfHI4pykxxyRQGJcMEc9aoWddZL0Kbo2ARKSJw-A1CqefVYeQuwMdGXfwQ9iVBQ53KApixbL/s1600/DSC00036.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcDt_6_9_w-EYu8oeBfhYM81BjtRBc36Zs-RqXulSmRmsXIpGo_QyQi2Qme85CXcOM9qUsBfHI4pykxxyRQGJcMEc9aoWddZL0Kbo2ARKSJw-A1CqefVYeQuwMdGXfwQ9iVBQ53KApixbL/s320/DSC00036.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Não bati fotos do lugar, mas aconselho a todos que moram ou por ventura viajem à São Paulo, visitem o bairro da Liberdade. Além dos action figures de jogos, filmes, animes (etc..) famosos, tem muitas outras coisas: Mangás e HQ&#39;s raros, miniaturas, camisetas, canecas... Tinha esquecido como é entrar numa loja e me sentir &quot;bem vindo&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aliás, miniaturas, além de colecionar, uso em minhas aventuras de RPG. São excelentes. Parte da minha coleção eu comprei pela web mesmo, mas é muito provável que ela aumente, em breve.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjaEj7xXP6n8F-dPdsLMYKHv9oeBPcpFDkRaMDuWEzmGiIws3gLZBzBFM6Ly355AqE4crb4JA2cGZl7NjcYTuN0MfcridHTFYfsLpzeCiU-HdDgewu1N_GVXANuHTpLJRp496oAPv8jWQzj/s1600/IMG_0387.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjaEj7xXP6n8F-dPdsLMYKHv9oeBPcpFDkRaMDuWEzmGiIws3gLZBzBFM6Ly355AqE4crb4JA2cGZl7NjcYTuN0MfcridHTFYfsLpzeCiU-HdDgewu1N_GVXANuHTpLJRp496oAPv8jWQzj/s320/IMG_0387.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Aliás, miniaturas, além de colecionar, uso em minhas aventuras de RPG. São excelentes. Parte da minha coleção eu comprei pela web mesmo, mas é muito provável que ela aumente, em breve.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwTK8qAZ5q7sy3d-eYRWaESAC8XxMMJ96vqBb-THykND-2K9gulzINB-mzjFSDVUdEQUvR5ne3DD7RMYA7qj8AhleA9_tkAJhyphenhyphenprb5Fr1Dsyej_vvaSVgHi8L3VI-aga-0mWVmwHWhyeu6/s1600/IMG_0389.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwTK8qAZ5q7sy3d-eYRWaESAC8XxMMJ96vqBb-THykND-2K9gulzINB-mzjFSDVUdEQUvR5ne3DD7RMYA7qj8AhleA9_tkAJhyphenhyphenprb5Fr1Dsyej_vvaSVgHi8L3VI-aga-0mWVmwHWhyeu6/s320/IMG_0389.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
O que vocês acham? Óbvio que eu fico &quot;mega empolgado&quot; quando falo sobre isso. Tenho outras miniaturas, mas mostro em outra oportunidade. *principalmente as de Star Wars.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/7162524649495454602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/02/action-figures-e-miniatura-paixao-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/7162524649495454602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/7162524649495454602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/02/action-figures-e-miniatura-paixao-de.html' title='Action Figures e Miniaturas - Paixão de colecionador!'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgO-GaKtuKkQLhPgZvOSd1jY-ajrkY1e8lPIk9471La23ZOHazWXTPt2Orh5xvYJWCa3MFXesOTWU_WBjB0LY0Jlf9riEhMyDmYuV9zDHyDUBC6QOtU_2qxT3Y9vEHknvH7Kgg6h7kY89B_/s72-c/DSC00037.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-3609911078877865374</id><published>2012-02-13T09:10:00.001-08:00</published><updated>2012-02-15T14:26:21.916-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guerreiro Bardo"/><title type='text'>Escrevendo Aventuras de RPG</title><content type='html'>&lt;i&gt;O Guerreiro Bardo faz uma pequena pausa nos contos para colocar em pauta um assunto&lt;br /&gt;
que tenho discutido na “time line” do Twitter. Estilos literários e narrativas de aventuras rpgisticas.&lt;br /&gt;
Acho que todos têm certa percepção e um ponto de vista bem definido&lt;br /&gt;
sobre o assunto. Como fui questionado recentemente por isso, resolvi postar&lt;br /&gt;
aqui a minha opinião. Gostaria que todos que puderem ler, respondessem via&lt;br /&gt;
comentário com opiniões, sugestões e críticas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;ESCREVENDO AVENTURAS DE RPG&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Escrever sobre aventuras de RPG, das quais você participou seja como mestre&lt;br /&gt;
ou como jogador, parece algo simples e na verdade não tem muito segredo.&lt;br /&gt;
Contudo, a empolgação sobre a aventura vivida na mesa e a diversidade de&lt;br /&gt;
estilos de narrativa, podem intervir no resultado final do seu texto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Em minha opinião, antes de começar a escrever, o primeiro ponto que deve&lt;br /&gt;
ser levado em consideração é imaginar qual o resultado final que você&lt;br /&gt;
espera, que tipo de impressão ou emoções quer passar ao leitor. E é baseado&lt;br /&gt;
nesse desejo que você vai optar pelo estilo mais apropriado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
O mais comum é querer impressionar o leitor com os detalhes da mesa, dos&lt;br /&gt;
jogadores, o uso das regras e seu conhecimento sobre o sistema. Para&lt;br /&gt;
isso, muitos amigos utilizam um método mais descritivo que gosto de chamar&lt;br /&gt;
de &quot;Descrição da mesa&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Já vi alguns blogs que escrevem desse jeito e, em minha opinião, para&lt;br /&gt;
leitores quem gostam e entendem de role-play e do sistema utilizado adoram&lt;br /&gt;
esse estilo. Isso porque esse tipo de narrativa insere quem lê no seu&lt;br /&gt;
mundo, e este acaba se sentindo parte do universo. Geralmente, as&lt;br /&gt;
narrativas descrevem detalhes do que ocorrera na aventura, as ações e&lt;br /&gt;
reações de cada personagem, as jogadas de dados, tudo em uma visão de mesa&lt;br /&gt;
mesmo. Eu me divirto muito lendo textos assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ponto negativo desta narrativa é que ela exclui, em partes, quem não&lt;br /&gt;
entende muito do sistema usado e leitores em geral, que não jogam RPG.&lt;br /&gt;
Ainda assim, ao público rpgista é um excelente método.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Quando a ideia é encher de emoção e demonstrar ao leitor a sua visão da aventura, o melhor método é o do &quot;Conto Romanceado&quot;. Trata-se de, basicamente, contar a aventura como em um livro, excluindo qualquer detalhe de regras ou efeitos externos à mesa, narrando o mundo de fantasia como se fizesse parte dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Esse estilo de contos romanceados, eu ainda vejo com três subdivisões bem distintas: as narrativas em terceira pessoa, as narrativas em primeira pessoa e uma que mistura os dois estilos e que chamo de &quot;leitura de diário&quot;. Trata-se de um terceiro, narrando uma aventura vivida em primeira pessoa. Confuso!? Então vamos lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
A narrativa em terceira pessoa não tem segredo algum. O escritor assume o papel de um narrador, contando a história com uma visão externa. Geralmente, usado por mestres de mesas de RPG. É o modo mais fácil de dimensionar o que ele vê perante os demais. A narrativa não oscila, mesmo quando vai para detrás dos olhos dos personagens. Clássica... Simples e direta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
A narrativa em primeira pessoa é, justamente, o relato de alguém vivendo a história naquele instante. Não há pistas do futuro ou a visão de outras pessoas. Somente a sua perspectiva, suas impressões, suas noções do que passou e do que está por vir. Gosto de usar em alguns contos, mas é, em minha opinião, difícil de ser seguida por completo, contudo, talvez a melhor forma de um personagem narrar sua participação em uma aventura. Narrando de dentro, como parte de algo maior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
A narrativa &quot;leitura de diário&quot;, apesar de parecer confusa, é bem simples. Ela geralmente começa como uma narrativa em primeira pessoa, contudo ela pode &quot;sair do corpo&quot; e avaliar outras impressões ou ocorrências. Pode ser justamente, alguém lendo um diário e tendo, no futuro, as impressões de quem viveu aqueles relatos. Ela pode oscilar dentre os estilos, indo para terceira pessoa e voltando para primeira sempre que necessário, porém mantendo uma continuidade coerente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Os três estilos, bem comuns em diversos gêneros de livros, de suspense à fantasia. São fáceis de identificar quando se está lendo, mas é preciso de um pouco mais de atenção quando se escreve. E lembrando sempre que essa é a minha opinião e a minha impressão, que tem como premissas os meus conhecimentos literários.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;Agora, qual a sua opinião? O que prefere ler e o que prefere escrever? Conhece outros estilos? Discorda de algum? Comente!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/3609911078877865374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/02/escrevendo-aventuras-de-rpg.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/3609911078877865374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/3609911078877865374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/02/escrevendo-aventuras-de-rpg.html' title='Escrevendo Aventuras de RPG'/><author><name>Bardo escritor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13615249137907039261</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-3982352726349716336</id><published>2012-02-08T05:39:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T16:29:47.729-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fagorn o Paladino"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Personagens"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - Fagorn, o Paladino [Parte 02]</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;Continuação...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma noite, fria a chuvosa, Fagorn estava no celeiro, onde passava sempre muito tempo, sonhando com suas aventuras pelo mundo. Imaginava uma grande batalha nos confins da terra cinzenta, onde defendia a honra dos oprimidos com sua espada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto disputava a peleja com seus inimigos imaginários, um estrondo o faz cair de um cavalete onde estava apoiado. Sua atenção foi direcionada no mesmo instante para a porta, mas manteve-se imóvel, atrás do monte de feno, onde caíra. Olhando fixamente para porta, levou um susto com uma nova batida que ocorrera. Claramente eram investidas contra a grande porta de carvalho, maciça, que mantinha o frio, a chuva e seja lá quem estivera tentando entrar, do lado de fora. Ainda imóvel, o jovem aprendiz estava atento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro e último estrondo, ainda mais forte que os dois primeiros ocorreram. Desta vez, fora o suficiente para arrebentar a tranca que segurava a porta. Um firme caibro que ficara disposto na horizontal e mantinha a entrada selada. O força foi tamanha que o fez estilhaçar em 3 pedaços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fagorn prendia a respiração, num misto de medo e excitação, com o que estava prestes a ocorrer. A fraca iluminação do celeiro  permitia ver uma grande silhueta à porta, que lentamente adentrava ao lugar. Um cavalo branco, ornado com armaduras de guerra, douradas e reluzentes, marchava celeiro à dentro. Um poderoso garanhão, como o jovem jamais avistara, forte e imponente, trilhou seu caminho até aproximar-se de um monte de feno. Ali, ajoelhou e em seguida se deitou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os olhos de Fagorn moveram-se pairando sobre cela do belo animal, onde estava desfalecido, um cavaleiro. Um grande guerreiro, usando uma armadura prateada e reluzente, porém manchada do que parecia ser sangue deixava, lentamente, seu corpo cair da cela, deitando-se sobre o feno. Em seguida, o sagaz equino, levantou-se e foi até a grande porta, tentando encosta-la, possivelmente pra evitar o frio de entrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De longe, o aprendiz apenas observava tudo, sem mover um único músculo. Aquilo tudo estava muito além do que poderia compreender e isso o deixava ainda mais curioso, suprimindo seu medo. Então, num ato de coragem, ou de insanidade, deu um salto, pondo-se de pé e correu até a porta. Fora em direção a outro caibro, disposto em uma estante lateral, que pudesse substituir aquele que estava partido, para conseguir fechar a porta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que notou Fagorn, o poderoso garanhão virou-se para ele, preparando uma investida. Só então o aprendiz parou e pensou na possível estupidez que fizera, expondo-se daquela forma. Agora, estava frente a frente com o mais belo, porém amedrontador cavalo que já conhecera. Não haveria tempo para fugir ou tentar uma manobra de esquiva, seria atingido em cheio e sem chances para defesa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem muitas alternativas, o jovem encarou o animal e ele fizera o mesmo, mantiveram-se assim por alguns instantes até que o cavalo de guerra afastou-se, sem qualquer reação ofensiva. Por mais alguns segundos o aprendiz permaneceu estagnado, sem respirar, até que uma forte e fria rajada de vento e chuva adentrou ao celeiro, açoitando seu rosto e libertando-o do transe. Só então pode concluir o que quisera, fechando novamente a porta e selando-a com o novo caibro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando seu olhar se voltou ao cavalo novamente, ele estava deitado ao lado daquele que o montara. Os olhos do animal se mantinham em Fagorn, porém não mais com semblante de batalha e sim de curiosidade. Além de magnífico, o equino fora brilhantemente treinado, possivelmente por aquele que ali estava desfalecido. E como se estive diante de sua própria cria, vigiava com todo zelo seu cavaleiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lentamente, o jovem aprendiz caminhou até onde estava cavaleiro e seu cavalo. Este segundo continuava acompanhando-o com o olhar, sem nenhuma reação, enquanto Fagorn se aproximava. Lá chegando, pode vislumbrar o grande cavaleiro, a grandiosidade de sua armadura e a gravidade de seus ferimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A armadura prateada, reluzente, que podia refletir o movimento de cada chama acessa nas tochas daquele lugar, estava manchada pelo sangue que advinha de um corte profundo, próximo a axila esquerda. O espaço vulnerável da armadura, onde não havia placas, fora perfurado por um golpe poderoso de lança ou de uma grande espada. Os hematomas no rosto e as muitas marcas de golpes no restante da armadura, contavam a história de uma batalha travada, quase até a morte, que deixou o guerreiro naquele estado de quase morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Movido por sua compaixão, Fagorn afastou-se do cavaleiro e correu até um velho armário de madeira, mantido no celeiro, onde ficavam algumas mantas e itens de primeiros socorros. Quase tudo ali é para uso nos animais que serviam nos trabalhos do campo, mesmo assim podiam ser úteis, nas mãos certas. Mesmo muito jovem, o aprendiz tinha habilidade para fazer curativos ou medicar pequenos ferimentos. Passara muitos dias ajudando o curandeiro local e fazia isso de bom grado. Então, após apanhar alguns itens que julgou útil, correu novamente até o guerreiro caído.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com muita dificuldade, Fagorn removera a parte superior da armadura do guerreiro e o que pode ver foi um corpo marcado pela dor e pelo sofrimento. Não havia um único local sem uma cicatriz ou um hematoma. Seja lá o que aquele guerreiro tivesse feito, deixou muitas pessoas descontentes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corte, próximo a áxila direita, tinha a largura de quatro dedos e havia rasgado a carne e os músculos do local. O aprendiz limpou a ferida com um mistura de água com um liquido de cheiro forte e que provocava certa ardência, porém excelente para remover todo tipo de sujeira e impurezas. Esse processo provocou alguns gemidos do guerreiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt; ... ao menos está vivo... &lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, aplicou uma pasta de ervas, usada em ferimentos de cavalos para conter a infecção e ajudar na cicatrização. Nos animais, o efeito era sempre muito positivo. Por último, cobriu o cavaleiro com uma grande manta, deixando apenas cabeça e o local o ferimento de fora, assim manteria seu corpo aquecido e a ferida bem ventilada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando Fagorn terminou, com as mãos e roupas bem sujas de sangue, pode ouvir um murmúrio vindo do guerreiro, que mal conseguia abrir os olhos. Dentre as palavras proferidas e forma trêmula e rouca, pode discernir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;b&gt; – Obrigado, meu filho... &lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele singelo agradecimento, acalmou a alma do jovem aprendiz, que se levantou e foi se lavar e um balde que já transbordava de água da chuva, aparada de uma goteira. Depois de remover o sangue de suas mãos, subiu até a parte mais alta do celeiro, levando consigo uma manta. Resolveu dormir ali mesmo, para pela manhã, avisar um de seus mestres sobre o que havia acontecido. A excitação pelo que aconteceu e a ansiedade pelo que viria com o amanhecer o manteve acordado por mais algum tempo, até que seu sono, embalado pelo barulho da chuva venceu o Fagorn finalmente adormeceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Nota do autor:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Acredito que a apresentação de personagens de uma aventura, vai além sua origem e seus atributos físicos. Gosto de embasar seu comportamento e o modo como é visto pela sociedade que o cerca com acontecimentos de sua vida. Isso, em minha opinião, aproxima o leitor de cada um dos personagens aumenta seu envolvimento com a aventura.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/3982352726349716336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/02/cronicas-cinzentas-fagorn-o-paladino_08.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/3982352726349716336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/3982352726349716336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/02/cronicas-cinzentas-fagorn-o-paladino_08.html' title='Crônicas Cinzentas - Fagorn, o Paladino [Parte 02]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-1678425204794906229</id><published>2012-02-01T17:32:00.001-08:00</published><updated>2012-02-15T10:24:06.524-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fagorn o Paladino"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Personagens"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - Fagorn, o Paladino [Parte 01]</title><content type='html'>A história desse homem começa a aproximadamente cem anos atrás, quando ele ainda garoto, foi deixado às portas do Monastério das Almas, nos campos de sementes Vale do Sol. Um vale situado aos pés de uma colina conhecida Sussurro do Vento, ao sul da Floresta dos Sonhos Perdidos. No extremo sul do reino dos homens, a muitos dias de viagem daqui. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os clérigos que viviam no monastério sempre foram bons homens, devotos dos deuses da bondade, como Yon e da justiça e coragem, como Heironeous. E estes educavam os jovens, orientando-os no caminho da luz. Com estes conceitos cresceu Fagorn Holypride ou &lt;i&gt;&quot;Orgulho Santo&quot;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje é conhecido como &quot;O Cavaleiro da Justiça&quot;, &quot;Defensor dos injustiçados&quot;, Paladino devoto de Heironeous, munido de uma &lt;i&gt;&quot;fé inabalável&quot;&lt;/i&gt;, seu nome ecoa pelos quatro cantos do reino do Rocha Branca e em toda a Terra Cinzenta ele é reconhecido... mas nem sempre foi assim. Em seu caminho, muitas vezes sua fé foi testada e por muitas vezes ele fraquejou. Era muito impulsivo e ingênuo. Os clérigos haviam o preparado muito bem seu espírito, os monges, fortalecido seu corpo, mas sua mente ainda era fraca, subjugada frente aos conhecimentos mundanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fagorn sempre fora fisicamente muito forte. Alguns clérigos diziam que ele era filho de cavaleiros do leste, outros que são pai era um gigante do norte e sua mãe uma deusa. Apesar disso, a verdade sobre sua origem sempre fora um mistério, mas era visível que seus pais não eram daquela região, eles eram diferentes. Sua força, seu vigor e sua constituição física eram incríveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto ainda era apenas um aprendiz, ajudava nos campos de semente. Trabalhava durante todo o dia no cultivo da terra. Arando, plantando, colhendo, preparando o solo. Monges e clérigos acreditavam em uma ligação da natureza com suas divindades. Por isso, mantinham todo o meio ambiente ao seu redor em equilíbrio e harmonia. Tinham muito cuidado para não deixar que o cultivo exaurisse as terras. O braço forte de Fagorn ajudava com esses trabalhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O limite norte dos campos ficava próximo a um caminho. Uma rota de mercadores que cruzavam os reinos levando seus produtos. Muitos deles, compravam grãos no monastério para revender em outros lugares. Assim, ajudavam os que ali viviam, com mantimentos, roupas e demais coisas, e levavam sementes saudáveis, de todos os tipos, a diversos locais do mundo. Essa disseminação, mesmo que por um certo preço, era algo que os monges apreciavam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os monges e clérigos do Monastério das Almas orgulhavam-se muito do caminho que escolheram e instruíam seu pupilos a seguirem fazerem o mesmo. Assim, a linhagem de monges e de clérigos advindos dali se mantinha forte. Fagorn seria um excelente monge, devido sua força ou um abençoado clérigo, devido sua devoção, mas em seu interior, sabia que nenhum dos dois caminhos o realizava. Isso o frustrava e a seus mentores, que tinham medo de &lt;i&gt;&quot;perde-lo para mundo&quot;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certa vez, uma caravana de guerreiros que marchavam por aquelas terras, parou no monastério para abastecer seu estoque de água e ração. Enquanto a maioria se abastecia ou descansava, alguns faziam uma especie de jogo. Uma disputa de perícia com a espada, similar a esgrima. Fagorn, que na época tinha onze anos de idade, mas um corpanzil de quinze, observava fascinado as espadas girando no ar e se encontrando e movimentos perfeitos e sincronizados. Ele nunca tinha visto nada parecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO28y0EbmN1bB9XyN4CIT9Jrkl6L46s-m5TAns3hrWjkwxJRNda7_tOepChJ3MFS9heJ9RGg1ePqCXxvS5_sAENPrKqMHfpqKIEeNjcOh02RXNEuZ9zHzI_z-bMnPl0-QxR8ZXxyL_AnFG/s1600/scan128.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;233&quot; width=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO28y0EbmN1bB9XyN4CIT9Jrkl6L46s-m5TAns3hrWjkwxJRNda7_tOepChJ3MFS9heJ9RGg1ePqCXxvS5_sAENPrKqMHfpqKIEeNjcOh02RXNEuZ9zHzI_z-bMnPl0-QxR8ZXxyL_AnFG/s320/scan128.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas semanas se passaram, depois que os guerreiros deixaram o lugar, mas todos os dias Fagorn comentava sobre o acontecido. Qualquer galho que encontrava pelo caminho se tornava uma espada, em sua imaginação e essa passou a ser sua principal diversão. Por muitas vezes ele fora advertido que guerreiros não tinham nenhum tipo de devoção ou crença e que faziam o que era preciso por dinheiro ou para seguir ordens. Aquilo sempre o deixava muito triste, contudo em seu íntimo, ele já sabia que seu destino estava no fio da espada, literalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as noites, Fagorn se escondia no celeiro e vivia suas aventuras. Lutava com suas espada de madeira, cujas formas havia delineado em um cabo de foice partido. Planejava o dia que deixaria o monastério e seguiria seu caminho e suas próprias aventuras. Então vinha o sentimento de culpa. Lembrava do que seus mestres falavam sobre os guerreiros e seus atos. Ao final, ajoelhava-se e pedia iluminação divina, depois guardava sua &quot;&lt;i&gt;espada&lt;/i&gt;&quot; e ia dormir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Naquele tempo, a ordem dos paladinos já não existia mais. Os mais jovens jamais tinham ouvido falar de tais homens e os mais antigos, os conheciam apenas em histórias contadas por seus pais ou mestres, quando crianças. Dizem que muitos paladinos foram corrompidos pelo &lt;i&gt;&quot;mal do mundo&quot;&lt;/i&gt; outros taxados como fanáticos extremos e todos &lt;strike&gt;(ou quase todos)&lt;/strike&gt; haviam sido expulsos das terras dos homens até virarem lendas. Por quase trezentos anos não se via ou ouvia falar de um homem paladino andando por essas terras. Só que isso estava pra mudar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/1678425204794906229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/02/cronicas-cinzentas-fagorn-o-paladino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/1678425204794906229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/1678425204794906229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/02/cronicas-cinzentas-fagorn-o-paladino.html' title='Crônicas Cinzentas - Fagorn, o Paladino [Parte 01]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO28y0EbmN1bB9XyN4CIT9Jrkl6L46s-m5TAns3hrWjkwxJRNda7_tOepChJ3MFS9heJ9RGg1ePqCXxvS5_sAENPrKqMHfpqKIEeNjcOh02RXNEuZ9zHzI_z-bMnPl0-QxR8ZXxyL_AnFG/s72-c/scan128.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-7623909493957987886</id><published>2012-01-20T18:16:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T16:49:00.021-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="A taverna do Carvalho Rubro"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - A taverna de Carvalho Rubro [Parte Final]</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt; Esse é o capítulo final do conto &quot;A taverna do Carvalho Rubro&quot;. Parte integrantes das &quot;Crônicas Cinzentas&quot;. Uma série baseada em uma aventura de D&amp;D que tive o privilégio de narrar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agradeço a todos que acompanharam essa aventura. Trabalhei para dar a devida grandeza do combate nesta narrativa. Espero que gostem!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Continuação...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dudu, que voltava a si, percebeu o que estava para acontecer e sentiu novamente um lampejo de coragem brotando em seu íntimo. Levantou rapidamente, apanhou uma das cadeiras que estão próximas dele e correu pelas costas de Blake, golpeando-o próximo a nuca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O impacto fez com que a cadeira ficasse em pedaços e Blake caísse de joelhos, contudo não fora o suficiente para pará-lo. O mercenário se levantou e chutou Dudu, arremessando o bardo sobre as cadeiras próximas ao palco onde tocava, depois continuou em direção de Nina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A feiticeira, concentrada em Erick, não percebeu que seria golpeada pelas costas e novamente, retirando alguns itens de sua pequena bolsa, repetiu os movimentos característicos, lançando outro projétil de luminoso em direção de seu alvo. Erick confuso e amedrontado tentou fugir, porém foi atingido pelas costas e uma dor muito forte consumiu suas forças, derrubando-o no chão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gwain pode ver de longe o esforço da meio-elfo para impedir que aquele mercenário continuasse a disparar projéteis em sua direção, se ela não intervisse ele teria sucumbido. Pode ver Blake se aproximando para acertar a feiticeira pelas costas, deixando-a sem chances para se defender. Ela seria morta ali, depois de salvar o elfo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, em um esforço quase sobrenatural, Gwain puxou uma adaga que prendia em sua bota e concentrou-se por um segundo em seu alvo. Podia sentir sua respiração, cada som daquele lugar, todos pareciam se mover mais lentamente agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;“ ...preciso de mais tempo...”&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por mais um longo segundo ele apenas fitou a cena. Blake estava a menos de meio metro de Nina. Ela podia sentir sua presença, mas era tarde demais para agir. Dudu que estava no canto da sala, esboçava um grito, mas sua voz não saía. A adaga do perdigueiro já estava sendo impulsionada contra as costas da feiticeira... Não havia como sobreviver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse momento, prendendo a respiração e ignorando toda a dor que sentia Gwain, o ranger elfo, disparou sua adaga na direção de Blake. Girando rápido e firme, a adaga elfica com cabo de carvalho, cruzou a taverna, quase seis metros até acertar seu alvo. O menor erro de calculo poderia acertar a própria Nina, mas não foi o que aconteceu. A adaga atingiu o orifício do ouvido, rasgando os tecidos que encontrou, rachando o crânio de Blake e finalmente, derrubando-o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo inerte do líder dos Perdigueiros do Deserto, caiu sobre a feiticeira, coberto de sangue. Abafado pelo grito de Dudu, que somente agora fora proferido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Cuidadoooo Ninaaaa!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O impacto fora tão repentino que ela levou alguns instantes para perceber que seu algoz já estava morto. Ainda se debateu por alguns segundos, até acreditar realmente que ela estava viva e aqueles “bandidos”, não. Dudu, com a testa ainda sangrando e inchada, conseguiu levantar-se mesmo que mancando e foi até sua amiga feiticeira, que também estava coberta de ematomas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Vamos embora daqui. Rápido!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ela concordou imediatamente, mas não sem antes pegar seu salvador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Vamos conosco. Não está seguro aqui. Não assim.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gwain, ainda com muita dor, tentou negar, mas acabou aceitando a ajuda. Assim os três saíram juntos da Taverna do Carvalho Rubro. Feridos mais com vida. Ainda naquela noite, deixaram da cidade, pegando carona, escondidos na carroça de um mercador de legumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Não há sossego para quem anda comigo. Devem me deixar na floresta, se quiserem viver em paz.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As palavras do elfo foram recebidas com um sorriso por Nina e Dudu, que tentavam cuidar de seus ferimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Não sei se notou nobre amigo, mas também não somos bem vindos em muitos lugares. A propósito meu nome é Dudu, o Bardo. Essa é Nina a meio-elfo e...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes que Dudu pudesse completar o ranger se antecipou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; - Feiticeira... É, eu notei. &lt;/b&gt;- o diálogo é interrompido por um gemido, quando Dudu retira o virote da perna do elfo - &lt;b&gt;Meu nome é Gwain, Ranger da Floresta. Protetor da vida selvagem e inimigo dos homens... &lt;/b&gt; - Fitado por Dudu por um segundo após aquela frase, o elfo completa - ...ao menos de uma boa parte deles, mas com certeza, não de você Dudu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja pelas semelhanças de ideais, pelas dificuldades em comum ou simplesmente pelo destino, um laço de amizade acabou unindo esse três seres tão distintos. Que viveriam diversas aventuras, daquele dia em diante.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/7623909493957987886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/01/cronicas-cinzentas-taverna-de-carvalho_20.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/7623909493957987886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/7623909493957987886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/01/cronicas-cinzentas-taverna-de-carvalho_20.html' title='Crônicas Cinzentas - A taverna de Carvalho Rubro [Parte Final]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-8964813152997103638</id><published>2012-01-17T15:51:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T16:49:00.022-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="A taverna do Carvalho Rubro"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - A taverna de Carvalho Rubro [Parte 03]</title><content type='html'>&lt;i&gt;O conto deveria ter seu final neste post, contudo achei necessário colocar mais detalhes no último capítulo. Assim ele ficou um pouco grande e tive de dividi-lo em dois, mas acredito que valeu a pena. Espero que gostem.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;Continuação...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Blake segurava o braço direito, que agora possuía uma flecha atravessando-o um palmo acima do punho. O sangue escorria pela ponta de madeira, formando já uma pequena poça no chão. Em meio aos urros, Blake gritou com os &quot;perdigueiros&quot; com um olhar furioso, enquanto estes pareciam chocados com a cena.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- O que estão esperando? Acabem com este maldito de orelhas pontudas!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O brado sonoro ecoou pelo salão, assustando os demais espectadores e fazendo a maioria correr da taverna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro dos mercenários a fazer menção a sacar a arma foi Ulf. E ele foi alvejado por uma flecha certeira no pescoço, fazendo-o cair imediatamente e contorcer-se até sufocar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto o elfo, rapidamente sacava uma nova flecha da aljava para posicionar em seu arco, dois mercenários, Mok e Lyn, viraram um das mesas, fazendo uma espécie de barricada e esconderam-se atrás dela. O quarto mercenário, Erick, armava um tipo de besta, para disparar contra o elfo. E o ultimo, Hassan, partiu em uma investida puxando duas adagas, enquanto corria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A investida de Hassan fora um sucesso, ou quase. Rapidamente ele correu até Gwain, saltando por uma cadeira e deferindo um golpe mortal, com sua adaga curvada, de aço oriental. Contudo, ainda mais rápido, o elfo saltou por sobre a mesa, girando lateralmente no ar e escapando quase que totalmente do golpe, sofrendo apenas um corte superficial no peito. Assim que seus pés tocaram o chão, inclinou seu corpo para trás, conseguindo a distância necessária para disparar sua flecha. Esta teve endereço certo, o peito do mercenário, que caiu inerte no chão após o impacto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes que pudesse comemorar ou avaliar o próximo alvo, um virote de besta cravou na coxa esquerda do ranger. Erick, o mercenário que empunhava um besta leve, fora preciso em seu tiro e já preparava sua arma para um novo disparo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mok, um dos mercenários que estava atrás da mesa tombada, notando que o elfo estava distraído, desembainhou sua espada longa e partiu em um investida direta. A lâmina reluzia o tremular das chamas das velas do grande castiçal que pairava sobre eles no teto da taverna. Sem ter tempo e preparar o arco para um novo tiro, Gwain deu um passo para o lado e golpeou uma mesa menor, com a perna direita, atirando-a entre o joelho e a canela de Mok, fazendo cair sobre algumas cadeiras. O movimento funcionou tão bem, que o mercenário deixou sua espada cair durante a queda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O elfo, porém, sofreu com a dor de ter se apoiado sobre a perna que tinha um virote cravado. E só não piorou sua situação, porque a dor obrigou-o a agachar-se, fazendo com que um novo virote disparado por Erick passasse apenas de raspão, junto a seu braço direito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto o combate acontecia, Blake tomado por uma fúria insana, devido à dor causada pelo ferimento e pelo calor da batalha, quebrou a ponta da flecha que o atingira outrora e arranco-a de seu braço, fazendo um jato de sangue espirrar, enquanto urrava ainda mais alto. Foi assustador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No canto do palco improvisado, ainda meio tonto, Dudu recobrava a consciência e tentava entender o que estava acontecendo. Ele estava atrás de Blake, mais ainda estava confuso demais para agir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lyn observou a investida frustrada de Mok, mas quando viu o elfo cair, decidiu que era hora de atacar também. Nina que estava caída, logo atrás de Lyn, percebeu a reação do mercenário que sacava sua espada. Instintivamente, colocou a mão em uma pequena sacola que carregava a “tira colo”, tirando algo lá de dentro. Em seguida, movimentou as mãos em frente ao rosto levemente, fazendo com que um brilho avermelhado, quase laranja, fosse emanado por elas. Quando o mercenário se levantou, Nina proferiu algumas palavras e esticou-se, tocando-o no tornozelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lyn ignorou a meio-elfo, partindo para sua investida, mas quando impulsionou seu corpo com força para frente, para levantar sua espada longa, foi acometido por um mal súbito e caiu inerte. Era como se tivesse corrido no deserto por dias e estivesse tão cansado que não podia sequer levantar-se. A feiticeira usara, pela primeira vez, um antigo feitiço conhecido como o &quot;Toque da Fadiga&quot;. Feitiço este que viria a usar muitas vezes em suas aventuras posteriormente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto Mok se desvencilhava das cadeiras e tentava pegar sua espada para efetuar seu ataque, ainda deitado, o elfo impulsiona o corpo para trás com a perna que ainda estava sadia, aprontando o arco para um novo disparo e acertando novamente. Mok esticava o braço para apanhar a espada e a flecha o atravessou, na altura no bíceps. A dor fizera o guerreiro mercenário cair.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo em que Mok caía, um novo virote, disparado por Erick acertava o elfo. Dessa vez, o ombro direito foi o alvo. O projétil veio zumbindo até atingir seu algo, um pouco abaixo da clavícula. Isso para um arqueiro significa fim do combate e naquele caso, para Gwain, possivelmente o fim de sua vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nina levantou-se rapidamente e pode ver o elfo sendo atingido, quase mortalmente. Enquanto o mercenário engatilhava o que poderia ser o último virote para finalmente matar aquele estranho que salvara, pelo menos por enquanto, ela e seu amigo Dudu, a meio-elfo pôs as mãos rapidamente na sacola, puxando algo que só ela saberia o que viria a ser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com frieza e graciosidade, levantou uma as pernas, movimentado para frente e para trás, no que parecia mais ser um passo de dança. Estendeu o braço e balançou, fazendo um movimento de pêndulo, que quando atingiu a altura de sua cabeça, emanou uma luz mais forte que a anterior, branca e meio azulada. Ent]ao, após algumas palavras, um projétil luminoso saiu da ponta de seus dedos, indo na direção de seu inimigo, atingindo-o em cheio e fazendo-o deixar o virote cair.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhando para aquela cena, incrédulo, Blake marchou em direção da meio-elfo, ainda mais furioso. O braço estava coberto de sangue e não podia empunhar sua espada novamente, contudo, retirou uma adaga da bota com a outra mão e partiu para cima de Nina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;A parte final deste conto será publicada ainda nesta semana. Não percam!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/8964813152997103638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/01/cronicas-cinzentas-taverna-de-carvalho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/8964813152997103638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/8964813152997103638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2012/01/cronicas-cinzentas-taverna-de-carvalho.html' title='Crônicas Cinzentas - A taverna de Carvalho Rubro [Parte 03]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-1493674550886344670</id><published>2011-12-31T09:12:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T16:28:59.840-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gwain o Ranger"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Personagens"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - Gwain, o Ranger Elfo [Parte Final]</title><content type='html'>&lt;i&gt;Continuação...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gwain passou a viver em florestas ali e acolá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não tinha essa pretensão, mas acabou se tornando uma espécie de guardião da natureza. Ao mesmo tempo em que o “caçador” protegia seus vizinhos, observava os intrusos humanos. Seus hábitos, suas manias, suas habilidades e fraquezas. Se o elfo queria vencer aqueles que destruíram tudo o que conhecia, precisava saber como.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais de uma vez, Gwain afugentou grupos de “ladrões de pele” das florestas por onde passava. Com isso,  além de inimigos, fez diversas vítimas, sem guardar qualquer rancor. A frieza com que fora agraciado, possibilitou estudar a anatomia de suas presas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de algum tempo, o elfo sabia tudo que precisava sobre a natureza e a anatomia humana, mas movido pela curiosidade, queria mais. Começou a frequentar pequenas vilas, disfarçado. Onde entendeu que apesar do seu ódio pela raça, nem todos mereciam a ponta de sua flecha no peito.  &lt;br /&gt;
Era difícil saber que era bom, mas não tão complicado assim decernir quem era mal. Os opressores ou “valentões” tinham hábitos comuns e andavam em grupo. Na maioria das vezes seguindo ordens de alguém muito pior, mas para o elfo, isso não os livrava da responsabilidade e da punição imposta pelo caçador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Movido por um sentimento de justiça, alimentado por sua sede de vingança, o Ranger Elfo tornou os humanos sua principal presa e assim passou a caçar todos aqueles que ele julgava vis e maldosos. Passando a frequentar vilarejos humanos durante a noite. Dando cabo de ladrões, assassinos e valentões. Uma espécie de justiceiro, mas seu intuito não era ajudar os homens bons, isso sequer passava por sua cabeça, seu real motivo era o de encontrar seu único e verdadeiro alvo. Aquele que o privou de sua família.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZFH7mmzIv668ZlGKALEFzi-HtAk1PP3Hq-yfgMxIMdLQV6SpUbEZ47QCbAgW4xIwdKVjx1U6Wu5LwzjhUne5giTV0j6S4o52vKfQG5RS7L6jKFaQoVT3oM1MQZsAqyhJVQmpV2-V2No-s/s1600/ilustra_gwain_renanishin.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;233&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZFH7mmzIv668ZlGKALEFzi-HtAk1PP3Hq-yfgMxIMdLQV6SpUbEZ47QCbAgW4xIwdKVjx1U6Wu5LwzjhUne5giTV0j6S4o52vKfQG5RS7L6jKFaQoVT3oM1MQZsAqyhJVQmpV2-V2No-s/s320/ilustra_gwain_renanishin.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em foi em uma dessas noites, em que o elfo, espreitando um grupo suspeito, após ouvi-los planejando a captura e morte de alguém, adentrou a taverna e presenciou uma cena de agressão a “um certo bardo” que conhecemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A agressão a alguém notoriamente mais fraco não no impeliria a agir na frente de todos, revelando sua natureza “diferente”. Ele esperaria a confusão acabar para depois abater os agressores, era um caçador muito inteligente e metódico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo, ao ouvir a palavra “mestiço” e ver que o alvo da agressão era também uma igual ou uma meia-irmã, a cena do massacre em sua vila veio em sua mente junto de uma enxurrada de emoções e por um segundo removeu toda sua serenidade. Segundo esse o suficiente para sacar seu arco, aprontando-o com uma flecha e disparando em um tiro certeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando voltou a si, uma nova flecha já estava pronta para disparar novamente. Por essa noite, os homens que destruíram sua vila, seria aqueles que estavam a sua frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- Acho que sou eu que vocês estão procurando!&lt;/b&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/1493674550886344670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/12/cronicas-cinzentas-gwain-o-ranger-elfo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/1493674550886344670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/1493674550886344670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/12/cronicas-cinzentas-gwain-o-ranger-elfo.html' title='Crônicas Cinzentas - Gwain, o Ranger Elfo [Parte Final]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZFH7mmzIv668ZlGKALEFzi-HtAk1PP3Hq-yfgMxIMdLQV6SpUbEZ47QCbAgW4xIwdKVjx1U6Wu5LwzjhUne5giTV0j6S4o52vKfQG5RS7L6jKFaQoVT3oM1MQZsAqyhJVQmpV2-V2No-s/s72-c/ilustra_gwain_renanishin.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-445196003350281356</id><published>2011-10-14T12:15:00.000-07:00</published><updated>2012-02-09T16:28:59.840-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gwain o Ranger"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Personagens"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - Gwain, o Ranger Elfo [Parte 01]</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Observação importante&lt;/b&gt;: Antes que atirem a primeira pedra, peço desculpas pela demora do post. Alguns contra-tempos profissionais necessitavam muita da minha atenção.&lt;br /&gt;
E o porque de eu não ter finalizado a aventura da “Taverna do Tronco Rubro”, também tem explicação. Na verdade, decidi explicar um pouco sobre o novo personagem que inseri, antes de postar a parte final. O que não esperava é que a intro do elfo ocupasse mais de um post, mas pela qualidade do texto, acredito que fica melhor assim.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Gwain, o Ranger Elfo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O elfo caminhara por semanas, sem parar para comer ou descansar.  Em sua mente a lembrança da vilarejo em chamas e do sangue de seus amigos e irmãos só não era mais nítida do que o semblante do assassino que promoveu aquele massacre. O feiticeiro humano, cujo nome não era conhecido pelo elfo estava com seus dias contados. O ranger não sabia onde ou como enfrentaria e venceria, se fosse realmente possível vencer, aquele poderoso conhecedor da arte arcana, mas nada tiraria seu foco. Seu destino estava traçado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gwain, era o nome do elfo ranger descendente dos Anciões da Floresta, os mais antigos elfos da parte oeste do Grande Mar. Viveu em uma vila elfica conhecida com “Mae Govannen” às margens do grande rio Anguis. O vilarejo era quase que exclusivamente élfico, apesar de mercadores gnomos e meio-elfos aparecerem com certa frequência. Ele sempre fora um aluno aplicado e um amigo fiél.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quisera ele estar na vila quando tudo começou. Foi tão rápido que nem mesmo os elfos mais experientes e sábios puderam prever. O ataque devastador não deixou sobreviventes, a não ser o ranger que havia saído para cumprir uma aposta que fizera com seu irmão Deowain. Uma brincadeira boba fora a última conversa que teve com ele. Aquelas lembranças provocaram as primeiras lágrimas da vida do jovem elfo, que sequer conhecia um sentimento tão forte e estranho para o elfos, mas tão comum entre os humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pôs-se a caminhar desde aquele dia, com todo ódio que poderia ter, buscando vingança. Quando finalmente parou, totalmente esgotado, desabou. Estava tão exausto que seu corpo não suportou e o manteve em estado de alfa por quase dois dias. Ali, junto da natureza em meio às animais e plantas, que recuperavam suas energias e sua sanidade para continuar a jornada. Precisava descansar e manter a calma, por mais difícil que aquilo poderia parecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto meditava seu corpo, sua mente e seu espírito entravam em sintonia. Um equilíbrio comum apenas nos mais anciões era alcançado por Gwain. Ao despertar, algo havia mudado no elfo. Aquele sentimento incontrolável de indignação, raiva e culpa, deu lugar a uma expressão serena, adivinda de um caçador agora frio e metódico. Nada que ocorrera em seu passado o abalaria e isso faria os assassinos de seus parentes e amigos pagarem pelo que fizeram. Ele os acharia, nem que fosse preciso matar todos os humanos que visse pela frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;[Na semana que vem, postarei a segunda parte da saga do elfo e em seguida, o desfecho da aventura na Taverna do Tronco Rubro]&lt;/i&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/445196003350281356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/10/cronicas-cinzentas-gwain-o-ranger-elfo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/445196003350281356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/445196003350281356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/10/cronicas-cinzentas-gwain-o-ranger-elfo.html' title='Crônicas Cinzentas - Gwain, o Ranger Elfo [Parte 01]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-1861439374971924389</id><published>2011-09-28T10:42:00.000-07:00</published><updated>2012-02-01T16:07:22.231-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guerreiro Bardo"/><title type='text'>Conheça os #BardoFacts - Leia e crie o seu!</title><content type='html'>Desde o nosso querido amigo Chuck Norris, as séries de “&lt;i&gt;facts&lt;/i&gt;” acompanham todas mídias, mesmo fora da web, homenageando ou mesmo &lt;i&gt;trollando&lt;/i&gt; personalidades e conceitos dos mais diversos. O &lt;b&gt;RPG &lt;/b&gt;já teve algumas menções em sua homenagem, brincando com situações inusitadas e divertidas das mesas, fóruns ou em &lt;i&gt;games on line&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensando nisso, sugeri no twitter e resolvi repassar para o blog Guerreiro Bardo, uma sessão de &lt;i&gt;facts &lt;/i&gt;com a classe mais &lt;strike&gt;perseguida&lt;/strike&gt; polêmica do D&amp;D. O &lt;b&gt;Bardo&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma classe criticada por suas limitadas habilidades em combate, porém amada por aqueles que curtem a interpretação acima de tudo, o &lt;b&gt;Bardo &lt;/b&gt;é sempre um personagem que tem uma atitude inusitada, quando menos se espera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca se sabe quando ele começara a cantar, em meio a um batalha sangrenta. Quando seus gritos de guerra serão aclamados, seus instrumentos invocados... Ou quando ele, simplesmente vai desaparecer da vista de todos. Afinal, talento artístico e carisma sempre foram sua marca, a coragem não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também os bardos guerreiros, os bardos feiticeiros, bardos de todos os tipos, fortes, corajosos e inteligentes, mas com algo em comum, sempre: são &lt;b&gt;Bardos&lt;/b&gt;. Um conceito único encontrado apenas naqueles que escolhem está classe como sua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguem alguns &lt;i&gt;facts&lt;/i&gt;, proporcionados por aventuras das quais participei, enaltecidos por personagens criativos e pérolas inesquecíveis. Para ficar mais divertido, comentem e criem seu próprio &lt;b&gt;#BardoFacts&lt;/b&gt;, seja para enaltecer ou simplesmente “zoar” a classe mais “&lt;i&gt;no sense&lt;/i&gt;” do D&amp;D.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;#BardoFacts&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&quot;Ser heróico em uma batalha é fácil. Difícil é fazer isso cantando uma bela canção...&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Ser Bardo não é tão fácil quanto parece... Hm, na verdade é sim. &quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Nenhum conhecimento é tão importante e útil quanto o de Bardo!&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Jamais compare um Bardo com uma prostituta. Ele ficará muito bravo e provará que está errado &quot;tocando uma&quot; pra você!&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Não é o bardo que vence que conta a história... É o que se esconde melhor!&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Bardos nunca morrem em combate... Sabem fugir como poucos.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Um bardo é útil a todo momento... Menos quando se precisa de silêncio.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Bardos... Uni-vos! Precisamos matar nossos inimigos... Nem que seja de tédio&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Assistindo a um comercial de seguros com o Biafra, me lembrei de algumas canções... Eh &lt;strike&gt;irritante&lt;/strike&gt; inspirador!&quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Bardos cantam muito bem, tocam instrumentos e são carismáticos como poucos... Porque precisariam de coragem?&quot;&lt;/i&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/1861439374971924389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/09/conheca-os-bardofacts-leia-e-crie-o-seu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/1861439374971924389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/1861439374971924389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/09/conheca-os-bardofacts-leia-e-crie-o-seu.html' title='Conheça os #BardoFacts - Leia e crie o seu!'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-2415665225383164967</id><published>2011-09-16T11:30:00.000-07:00</published><updated>2012-02-01T16:49:00.022-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="A taverna do Carvalho Rubro"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - A taverna de Carvalho Rubro [Parte 02]</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Continuação...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noite adentro, durante uma pausa depois de pouco mais de dez canções, muitas delas exigindo todo fôlego do bardo que tinha de se esforçar para ser ouvido, o chapéu já continha quarenta peças de cobre e pelo menos vinte peças de prata. Poucas horas depois, o local não estava mais tão cheio e os que ali estavam, já mantinham um nível de etílico no sangue bem elevado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chamava a atenção uma mesa próxima, onde estavam cinco ou seis guerreiros, todos eles fortes, “mal encarados” e bêbados. Falando alto, xingando e atirando algumas canecas vazias em quem estava por ali, com certeza estavam a procura de confusão. Aqueles que eram agredidos verbal ou fisicamente pelos “valentões” não ousavam enfrenta-los, baixavam suas cabeças e se afastavam rapidamente, intimidados pelas espadas a mostra e cicatrizes profundas, daqueles que pareciam ganhar a vida em batalhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não demorou para que o alvo daqueles baderneiros fosse o bardo e logo em seguida, a feiticeira. Inicialmente, palavras ofensivas a música de Dudu, logo depois, um deles levantou-se foi até Nina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era um homem alto, corpulento, com feições rudes e uma grande cicatriz no lado esquerdo da face. Parou em frente a Nina e ficou olhando-a por alguns segundos, com um semblante sombrio. Fora retribuindo com um sorriso amarelo e sem graça, da feiticeira que estava querendo ser educada, enquanto dava um passo para trás de forma sutil. Esta ação, contudo, não impediu o homem de saltar em sua direção e tentar agarra-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ágil e já esperando uma atitude como aquela, a jovem meio-elfo conseguiu esquivar-se do valentão bêbado, que não desistiu e tentou uma nova investida. A bebida, porém, parecia estar cobrando seu preço pois a tentativa fora novamente rechaçada além de fazê-lo perder o equilíbrio e cair.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento chamou a atenção de Dudu, que pode ouvir além dos urros do mercenário caído no chão, que amaldiçoava Nina com um palavreado chulo e vulgar, os grunhidos dos companheiros dele acusando “aquela mulher” de tê-lo derrubado. E enquanto o “encrenqueiro” que estava caído se levantava, os demais já se aproximavam da meio-elfo, cercando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bardo exitou por um momento. Interrompeu a música de forma abrupta querendo intervir, contudo não sabia exatamente o que fazer. Aquela situação era delicada, mas ele precisa fazer alguma coisa. E a forma mais conveniente seria usando sua melhor habilidade: O carisma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- Acalmem-se amigos! Ela não vale o incômodo. Vamos beber e festejar... A próxima rodada é por minha conta!&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Possivelmente aquilo teria funcionado em uma situação comum, afinal o Dudu é um diplomata nato, entretanto o homem que caiu estava com tanta raiva, a ponto de rosnar para o ele, enquanto falava. Junto do rosnado tomou a caneca mais próxima e atirou contra o Bardo, acertando-o na cabeça. O golpe abriu um corte sobre o supercílio e o fez cair atordoado e sangrando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vendo aquela cena Nina tentou correr até seu amigo, mas foi segura, pelo capuz e pelos cabelos, sendo impedida de andar e revelando sua verdadeira natureza. Todos podiam ver, com clareza, as protuberantes orelhas da meio-elfo que foi atirada no chão, com violência, antes que pudesse proferir uma palavra sequer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqueles mercenário não estavam ali por acaso, com certeza. O homem que havia tentado agarra-la inicialmente e que atirara a caneca que acertou Dudu em cheio era conhecido como Blake. Líder de um grupo de mercenários conhecidos como Perdigueiros do Deserto. Famosos por fazer todo o tipo de trabalho sujo, sem o menor escrúpulo, desde que sejam pagos por isso. Todos ali eram hábeis combatentes e não vinham a um lugar sem motivo. Se eles estavam ali, perseguiam alguém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caída no chão, Nina viu Blake se aproximando devagar, com um sorriso maligno no rosto, segurando um grande faca, outrora embainhada, que mais parecia uma espada. A lâmina era muito afiada e cheirava de sangue como se fosse feita do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- Não achei que perseguir um “mestiço orelhudo” fosse divertido e fácil. Não era bem você que estava procurando, mas deve servir.&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
A voz de Blake era grave e rouca, quase um rosnado de um grande felino. Os demais “perdigueiros” rodeavam a feiticeira que, mais de uma vez foi golpeada por pontapés, quando tentou levantar-se ou falar qualquer coisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com Dudu caído, pareciam que as esperanças de Nina haviam se extinguido. Blake aproximou o “facão” de seu rosto, próximo de sua orelha, fazendo menção que a cortaria fora e possivelmente era o que realmente faria. A feiticeira não conseguiu se conter, fechando os olhos e os pressionando, desejando que tudo aquilo não passasse de um sonho ruim. Quando ergueu o braço para desferir o golpe, um zunido agudo que terminou com um impacto seco foi tudo que pode ser ouvido e depois silêncio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O silêncio só fora quebrado pelo urro de Blake, que ecoou por toda a sala. Os outros mercenário apenas viram o facão caindo da mão de seu líder, girando no ar e atingindo o chão de madeira da taverna. O som, fez com que Nina abrisse os olhos e mirasse eu agressor. Ele gritava e xingava pois tinha uma flecha atravessando seu antebraço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos se viraram para a direção de onde pariu o projétil. Um homem sozinho, no outro canto da taverna, coberto com capa e capuz, que ocultava os olhos mas não seu sorriso de satisfação, segurava um arco e fitava os mercenários, ainda boquiabertos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- Acho que sou eu que vocês estão procurando!&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Ele puxou o capuz para traz, revelando orelhas ainda mais protuberantes do que Nina, rosto mais fino e um semblante peculiar. Era um elfo!&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/2415665225383164967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/09/cronicas-cinzentas-taverna-de-carvalho_16.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/2415665225383164967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/2415665225383164967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/09/cronicas-cinzentas-taverna-de-carvalho_16.html' title='Crônicas Cinzentas - A taverna de Carvalho Rubro [Parte 02]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-6652946079838424258</id><published>2011-09-12T07:59:00.000-07:00</published><updated>2012-02-01T16:49:00.023-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="A taverna do Carvalho Rubro"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - A taverna de Carvalho Rubro [Parte 01]</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
Como era de se imaginar, Dudu e a meio-elfo Nina continuavam com suas apresentações por pequenos vilarejos do reino da Rocha Branca. A amizade e a cumplicidade entre os dois aumentava cada vez mais. Depois de dois meses, tudo de ruim que havia acontecido já estava no passado. O bardo e a feiticeira dançarina conseguiam um bom dinheiro com suas apresentações, toda a noite conquistando fama e atraindo a atenção de todos. Com o passar do tempo isso acabou sendo definitivo para o que ocorrera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sucesso fez com que Dudu fosse convidado para fazer uma apresentação na taverna da Vila do Carvalho Rubro, ao sul de Pedra Cortada. Seria o mais perto que chegara da cidade onde se encontraram pela primeira vez. Ele hesitou inicialmente, uma vez que achava arriscado apresentar-se naquele local. Contudo, foi persuadido por uma quantia considerável que lhe era oferecida pelo dono daquela taverna, algo pouco comum naqueles dias e encorajado pela própria meio-elfo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- O que poderia acontecer conosco?&lt;/b&gt; – dizia Nina – &lt;b&gt;Se ainda estivessem atrás de mim, já teriam nos encontrado.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bardo sabia que meio-elfos não eram bem-vindos nas cidades próximas da capital. Algumas pessoas acreditavam que foram os mestiços que causaram a ruína e a decadência de seu reino, repetindo a palavras do antigo rei. Isso, por si só, já deveria ser o suficiente para impedi-lo de ir até lá acompanhado de alguém como Nina. Além de, é claro, a origem da meio-elfo se um mistério e seu único passado conhecido dela ser um cativeiro. Contudo, ainda assim ele o fez, afinal, prudência nunca foi uma qualidade de bardos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois partiram quando ainda era bem cedo, assim chegariam em seu destino pouco depois da metade do dia, isso evitou perguntas e muitos olhos curiosos. Uma feira muito frequentada, era o que movimentava o vilarejo para onde foram. Principalmente durante o festival da colheita, que era o maior evento daquela região e estava acontecendo naquela semana. Nada melhor do que um pouco de multidão para se passar despercebido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A viajem foi tranquila. Conseguiram deslocar-se rapidamente, graças ao cavalo que Dudu comprara dias atrás, com parte do dinheiro que tinham ganho. A entrada no vilarejo também não gerou problemas. Um simples manear de cabeça foi o suficiente para que os guardas abrissem caminho. Parecia que toda aquela preocupação tinha sido exagerada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nina, no entanto, percebia os olhares de reprovação quando alguém que a fitava, principalmente os mais velhos, e reconheciam sua origem. Era como se vissem algo repugnante e ofensivo. Notoriamente, continham suas emoções e apenas esbravejavam. Em um local diferente a feiticeira seria alvo de ofensas, objetos seriam atirados nela e com certeza a situação não terminaria bem. Contudo a presença de raças amenizava um pouco os ânimos. Além de humanos, era comum ver por ali gnomos, criaturas até semelhantes aos elfos, mas bem menores, e anões, de pouca estatura, mas muito corpulentos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já na estalagem, o restante do dia até a apresentação, foi sem surpresas. Dali saíram somente para ir até a taverna, já no entardecer, para conversar com o taverneiro que concordou em adiantar somente dez porcento do combinado. O que restara pagaria no final da apresentação, o que parecia justo diante do elevado montante oferecido. Cinco peças de ouro é o que o bardo receberia por uma noite de apresentação. Fora o que coletaria com o famoso &quot;chapéu de bardo&quot;. Estava pensando em sair dai, naquele dia, com talvez, sete, oito ou, com sorte, dez peças de ouro. Algo que poderia mantê-los por um bom tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A taverna era simples porém bem decorada e poderia abrigar confortavelmente cinquenta pessoas. Tinha muita gente desde cedo, por conta do festival e o público aumentava ao cair da noite. Pequenas mesas rústicas e bancos feitos de tronco de carvalho era onde se acomodavam as pessoas que chegavam. Muita fartura nas mesas com  cordeiros e leitões assados, milho e queijo. Tudo regado a muito vinho e hidromel. Conforme a noite caía, a dança das chamas de um enorme candelabro que ficava suspenso sobre o salão, deixava o ambiente ainda mais festivo. Aproximadamente oitenta velas, com suas chamas dançantes, apresentavam um espetáculo a parte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A apresentação do bardo, começou um pouco turbulenta, devido ao ruído das quase noventa pessoas que se acotovelavam na taverna. Muito barulho de um público já um pouco embriagado, impediam que as primeiras canções do bardo pudessem ser ouvidas com atenção. Contudo, sem demora o bardo iniciou uma famosa canção, que falava sobre festas, mulheres e muitas bebida. Isso com certeza atraiu a atenção do público que acompanhou Dudu em meio a grunhidos e urros. Ao final, uma calorosa salva de palmas e algumas peças de cobre e prata mostraram que o público havia sido conquistado. Nina inicialmente se mantivera sentada, ao lado do pequeno palco improvisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhos curiosos fitavam Dudu e Nina o tempo todo. Algumas coisas parecem ser escritas pelo destino e não importa o caminho que se tome, o destino é o mesmo. Para o mal e para o bem, alguns eventos importantes que marcariam a caminhada dos dois aconteceriam ainda naquela noite. &lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;[Continua...]&lt;/i&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/6652946079838424258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/09/cronicas-cinzentas-taverna-de-carvalho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/6652946079838424258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/6652946079838424258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/09/cronicas-cinzentas-taverna-de-carvalho.html' title='Crônicas Cinzentas - A taverna de Carvalho Rubro [Parte 01]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-9203796925258346201</id><published>2011-08-31T04:55:00.000-07:00</published><updated>2012-02-01T16:23:26.555-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guerreiro Bardo"/><title type='text'>De onde vieram e o que são as Crônicas Cinzentas</title><content type='html'>&lt;div&gt;O que são as Crônicas Cinzentas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, na verdade é uma série de contos que se passam em um mundo chamado Terra Cinzenta. Mundo este que eu criei para uma aventura de D&amp;amp;D, que inicialmente seria um mix de referências que eu gosto muito como Lord of the Rings e The Hobbit de Tolkien, The Chronicles of Ice and Fire de George R.R. Martyn e o famoso MMO da Blizzard, World of Warcraft. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de um tempo, enquanto ainda imaginava os pilares deste mundo, eu optei a criar toda mitologia do modo mais original possível, até para poder contar essa história depois sem ser acusado de plágio ou de infringir algum direito autoral (risos). Com certeza, toda essa literatura fantástica, assim como a mitologia nórdica para a Terra Média, me inspirou e esteve presente em diversos momentos, algumas vezes de forma decisiva até.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante as aventuras que narrei neste cenário, muitas vezes levei os personagens para dentro do “meu mundo” usando essas referências. Frases famosas e descrições detalhadas de livros e filmes foram narradas sem pudor, divertindo os players e proporcionando situações inusitadas e divertidas. Nos contos que serão publicados, essas pérolas terão de ficar de fora, mas continuam presentes na mesa de RPG, sempre que possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo antes de começar a jogar, como todo narrador, preparei um plot principal, alguns plots secundários e vários contos e lendas que fundamentariam NPCs, regiões, itens mágicos e afins, de forma que tudo ficasse interligado. Essa criação me fascinou tanto, que acabei me aprofundando muito. Criando povos e lendas antigas, enigmas originais, itens fantásticos e todo um background que tornou a Terra Cinzenta muito mais do que um cenário para sessões de RPG, mas lugar para onde você pode viajar e tornar-se um ser lendário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os jogadores destas crônicas são um caso aparte. O mundo (Terra Cinzenta) poderia ser perfeito, mas se os jogadores não fossem talentosos e esforçados as histórias seriam terríveis. Tudo que se passa em cada aventura, o modo como cada um interpreta e desenvolve sua característica torna a imersão ainda mais completa. Os contos, que tinham o intuito inicial de revelar a história do mundo, têm como protagonistas os players. O modo original que cada um desenvolveu para dar vida a seu personagem e fazer dele parte integrante um universo em expansão, tornou-se o ponto principal e determinante de cada aventura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem tudo que criei está no papel. Muitos cenários, lendas e mapas, continuam somente na minha cabeça. Alguns ainda sofrem pequenas alterações, mas acredito que esse seja o grande diferencial, uma espécie de trunfo criativo, que entra em ação quando exigido. Nada que altere o roteiro da aventura, mas assim posso tornar o mundo um lugar desafiador para os personagens e divertido para os players.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Criar um mundo desse modo dá trabalho, mas é muito gratificante. A cada aventura me sinto mais orgulhoso de ver como cada lugar que eu criei é enxergado pelos personagens, como o item é utilizado, cada NPC é tratado. Isso é impagável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se que posso dar um conselho aos mestres/narradores de RPG é: CRIEM seus próprios mundos. Se não der certo da primeira vez, tente novamente, não desista. Essa é uma experiência única.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/9203796925258346201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/de-onde-veio-e-o-que-sao-as-cronicas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/9203796925258346201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/9203796925258346201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/de-onde-veio-e-o-que-sao-as-cronicas.html' title='De onde vieram e o que são as Crônicas Cinzentas'/><author><name>Bardo escritor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13615249137907039261</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-4917867182250427611</id><published>2011-08-25T12:56:00.001-07:00</published><updated>2012-02-25T03:26:15.245-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Nina a Feiticeira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Personagens"/><title type='text'>Crônica Cinzenta - Nina, a Meio-elfo</title><content type='html'>Voltamos a falar de nosso amigo bardo. Onde estávamos mesmo? Ah sim! Na noite em que ele a levou para a estalagem consigo. Na noite em que adormeceu sentado em uma cadeira velha de carvalho, olhando a bela frágil mulher na cama, pensando em tudo que tinha acontecido e no que tinha feito, mas sem imaginar o que ainda viria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando acordou estava deitado naquela mesma cama, sozinho e coberto por uma pesada colcha de retalhos e penas. Muito confortável. Por alguns segundos, enquanto se espreguiçava, sequer lembrou-se do que ocorrera estava com a mente limpa e descansada. No instante seguinte, um turbilhão de lembranças e emoções da última noite o atordoaram, no momento em que vislumbrou aquela que viria a ser sua mais fiel companheira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles se olharam por algum tempo, até que as primeiras palavras foram ditas. Um leve sorriso foi o que impulsionou as palavras de Dudu, trêmulas devido ao nervosismo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- B-bom d-dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo para o Bardo que era acostumado com a atenção destinada a si e os olhares do público sobre ele, sua voz fraquejou por um instante. Porém, aquelas palavras iniciais, puras e sinceras despertaram um sorriso ainda mais confiante da jovem para com ele. Dudu emanava uma aura de bondade e sempre foi muito carismático e querido por onde passou, isso inspirava confiança, mesmo antes de conhecê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderia narrar aqui cada frase dita durante toda a conversa, ainda assim não compreenderiam o que foi falado. Assim como poderia descrever as emoções de cada um para com o outro, mas acredito que apenas estando lá, seria possível compreender o que isso representava. Sendo assim, me limito a dizer que um sentimento de confiança perpetuou a amizade destes dois, naquele momento e pelo resto de suas vidas. NINA, era o nome da meio-elfo que passou a acompanhar Dudu a todo lugar, ficando junto dele a partir daquele dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso mesmo, uma MEIO-ELFO, naquelas terras onde os mestiços sempre foram caçados. Ela não tinha lembrança alguma de onde viera ou como chegou ali. Lembrava apenas de seu nome, ou pelo menos de como a chamavam, e de que, nas últimas semanas, conheceu um mundo violento e preconceituoso. Dudu foi o “ponto fora da curva” na vida dela. Jovem, de corpo esguio e curvas provocantes, que por vezes atraiam a atenção do Bardo mais do que seu cabelo de cor peculiar, seus olhos misteriosos ou suas orelhas protuberantes, a marca registrada de sua raça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo sem qualquer memória significativa de sua vida, a meia-elfo parecia conhecer muitas coisas, algumas de forma quase instintiva. Os conhecimentos arcanos que possuía, inicialmente impressionaram Dudu, que viria a descobrir poucos dias depois, que sua amiga era uma feiticeira. Isso explicaria muito do que viu a respeito de Nina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passado aquele turbilhão de emoções, o bardo avistou um problema em ter a meio-elfo como sua acompanhante. Como o “ganha-pão” dele era basicamente se apresentar para outras pessoas e Nina ainda estava um pouco insegura em ficar sozinha, precisava pensar em algo para leva-la consigo. Inicialmente o capuz, esse seria indispensável a qualquer momento que a meio-elfo deixasse a estalagem, mas só isso não seria o suficiente para ela o acompanhar nas tavernas. Contudo, foi sua música favorita quem solucionou o problema. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto tocava sua flauta e pensava sobre o que faria a jovem meio-elfo começou a dançar. Primeiro de forma tímida, mas não por muito tempo. Seu desempenho fora ímpar, com movimentos leves e sensuais. Uma dança natural, misteriosa e provocante, seguindo o ritmo tocado pelo bardo que ficou hipnotizado, até ter a sua epifania. A partir desse dia, Nina passou a ser a dançarina ruiva de Dudu, o Bardo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiC8shhDyOVEqNejAqgk2sQnFKhuhCUmqo25O6bZlWhyjD3oSjz5_P7ARwZlCeWxL4lMj-PNNg3mxmOweOdhJ26ja75fYDkBOO7PwYB4ZGP5CYrdkUwSXw4ldUpCrZwkREUotb05h7R_yz/s1600/elfa_nina.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;233&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiC8shhDyOVEqNejAqgk2sQnFKhuhCUmqo25O6bZlWhyjD3oSjz5_P7ARwZlCeWxL4lMj-PNNg3mxmOweOdhJ26ja75fYDkBOO7PwYB4ZGP5CYrdkUwSXw4ldUpCrZwkREUotb05h7R_yz/s320/elfa_nina.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas apresentações a partir deste dia lhe trariam mais fama e algum dinheiro. A dançarina completava as excelentes performances de Dudu e era algo diferente. Porém, aqueles que perseguiam a moça não haviam desistido e não demorariam a encontra-la daquele jeito, mas essa já é outra história, que contarei em breve.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/4917867182250427611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/cronica-cinzenta-nina-meio-elfo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/4917867182250427611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/4917867182250427611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/cronica-cinzenta-nina-meio-elfo.html' title='Crônica Cinzenta - Nina, a Meio-elfo'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiC8shhDyOVEqNejAqgk2sQnFKhuhCUmqo25O6bZlWhyjD3oSjz5_P7ARwZlCeWxL4lMj-PNNg3mxmOweOdhJ26ja75fYDkBOO7PwYB4ZGP5CYrdkUwSXw4ldUpCrZwkREUotb05h7R_yz/s72-c/elfa_nina.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-4331281961644254026</id><published>2011-08-18T16:52:00.000-07:00</published><updated>2012-02-01T16:51:54.097-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias e Lendas"/><title type='text'>Crônica Cinzenta - O reino da Rocha Branca</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span lang=&quot;&quot;&gt;&lt;p&gt;Deixe-me contar-lhe sobre o Reino da Rocha Branca, que viveu sua ascensão a pouco mais de três séculos, quando a dinastia Shub uniu os reinos menores das terras meridionais e todos os reinos dos homens ficaram sob uma única bandeira. Infelizmente, o período em que reino tornou-se mais conhecido e poderoso não foi o mais nobre. Apesar de que isso não é uma novidade entre os humanos. São sempre as piores coisas que causam os maiores impactos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando Zillion Shub, &quot;O Louco&quot; assumiu o poder um conjunto de mudanças se iniciaram. O fortalecimento de seu exército e o aumento dos impostos foi o primeiro sinal, mas não o maior. Além de mandar esculpir a maior estátua já vista, na encosta dos montes Escarlates, homenageando seu pai, ou a si mesmo, como muitos alegam, o soberano promoveu a maior chacina racial já vista em toda Terra Cinzenta. Os &quot;mestiços&quot; como ele começou a chamar meio-elfos, meio-orcs e posteriormente todos os não humanos, que viviam em várias cidades e vilarejos, foram caçados e mortos sem piedade por todo reino.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao ser inquirido sobre os acontecimentos, por elfos e outros povos, se defendeu dizendo que as ações partiam de um grupo extremista que se intitulava &quot;Os Cavaleiros da Noite&quot;, não tendo qualquer ligação com ele ou com os soldados do reino. Estes assassinatos terríveis ocorriam com cada vez mais frequência, durante alguns anos, causando terror em qualquer não humano que vivesse no reino. O horror atingiu o seu ápice quando uma vila élfica, que ficava no limite oeste do reino humano, foi atacada e nenhum habitante sobreviveu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os elfos se sentiram traídos e resolveram dar um basta naquela situação. Um exército elfico das florestas do sul, comandados pelo Grão-Mestre Ylendor Valmarion foi mobilizado com ordens de marchar para o Reino da Rocha Branca e voltar com as cabeças dos responsáveis, mesmo que isso significasse trazer a cabeça do próprio rei, Zillion.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O soberano humano, rapidamente enviou um mensageiro às terras élficas, prometendo caçar os responsáveis e faze-los pegar pelo ocorrido. Dizendo ainda que, caso uma coisa como aquela se repetisse, aceitaria as imposições dos elfos, como se ele mesmo tivesse sido o culpado. Desse dia em diante, os ataques cessaram, quase que em sua totalidade, mas o medo ainda existia. Obviamente, nenhum dos reais culpados foi preso ou condenado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quase sessenta anos depois, quando o trono da Rocha Branca passou ao filho de Zillion, Zonnor Shub, &quot;O justo&quot; é que a verdade foi revelada. O antigo monarca havia formado a Ordem dos Cavaleiros da Noite, com ordens claras de &quot;limpar&quot; o reino livrando-se dos &quot;mestiços&quot;. O próprio Zonnor a dissolveu, contrariando as suplicas do pai em seu leito de morte, que acreditava realmente, que eles eram superiores. Que as demais raças, poluíam aquelas terras, só pelo fato de respirarem, de andarem pelos campos. Enquanto confessava suas atrocidades, foi chamado de louco pelo filho e essa passou a ser sua alcunha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, por mais de 30 anos, a paz entre os povos foi mantida. A aliança e a confiança com os elfos estavam sendo restauradas. Após um pedido formal de desculpas, o monarca colocou-se sob a espada e a justiça do povo élfico, recuperando sua honra e seu respeito. Porém, nada que é bom, dura muito, o mais justo dos monarcas partiu cedo, deixando o ainda adolescente Zink’or Shub, que se auto intitulou &quot;O Puritano&quot;, mas que receberia a alcunha de &quot;O assassino&quot; anos depois traria novamente o terror a toda e qualquer raça, não humana. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas essa história vai além do meu breve resumo, então vamos voltar a falar de Bardo e de sua nova amiga.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/4331281961644254026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/cronica-cinzenta-o-reino-da-rocha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/4331281961644254026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/4331281961644254026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/cronica-cinzenta-o-reino-da-rocha.html' title='Crônica Cinzenta - O reino da Rocha Branca'/><author><name>Bardo escritor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13615249137907039261</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-8895043742808565718</id><published>2011-08-03T18:34:00.000-07:00</published><updated>2012-02-09T16:25:20.389-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dudu o Bardo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Personagens"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - O Bardo [Parte Final]</title><content type='html'>&lt;div&gt;Naquela noite, após uma apresentação digna de ser vista por reis, Dudu caminhava apressado pelas ruelas de um vilarejo próximo a Pedra Cortada, quando um grito feminino e agudo pode ser ouvido, vindo um beco escuro. Como nunca fora um herói por natureza, aliás alguns o apontariam, antes daquele dia, como desprovido de qualquer coragem, seu instinto o impelia em correr o mais rápido possível. Talvez procurasse ajuda posteriormente, mas primeiro precisava salvar a própria pele. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tenha este como um pensamento mesquinho. É preciso estar a um passo do inimigo para desejar estar o mais longe dele e somente diante o do perigo é possível entender esse tipo de reação. Contudo, naquele dia, o instinto de sobrevivência deu lugar a outro tipo de sentimento. Enquanto passava pela entrado do beco, pode ver a doce e ruiva donzela, quase que de relance, tentando se levantar do chão, quando era golpeada novamente por um guarda e caia desacordada. Aquela visão de pouco mais de dois segundos, foi o suficiente para fazê-lo parar de forma abrupta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria correr, sair dali o mais rápido possível. Pensou que o medo intenso o teria deixado paralisado, afinal não seria a primeira vez, mas não. Desta vez era um sentimento nobre que o instigava a fazer algo. E então assim, sem pensar, tomado por um impulso frenético, de um sentimento totalmente novo, giro sobre os pés, dando meia volta, e partiu, sem qualquer tipo de controle raciocínio lógico, em direção do beco e em seguida do guarda que golpeou a pobre dama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Visto de longe, a cena seria no mínimo curiosa, de um homem enlouquecido, sem grandes atribuições físicas, correndo em direção de um soldado armado começava a arrastar o corpo inerte de uma mulher. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheio de coragem, algo que intitularia como “sangue nos olhos” e muita vontade, além de nenhum bom senso, Dudu sequer conseguiu ver o que acontecera, parando somente ao esbarrar em seu alvo e cair no chão a pouco mais de dois metros dele. Por alguns segundos, atordoado, apenas pode ouvir alguém esbravejando. Quando conseguiu enxergar novamente, vira o guarda que esbarra levando-se, com a ajuda de um companheiro. Sim meu amigo, havia dois guardas ali e com olhares nada amistosos voltados para o bardo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O turbilhão de ideias, envolvidas em um sentimento de pânico quase incontrolável, tomavam conta do artista da flauta doce, enquanto observava os guardas, já com armas em punho, vindo em sua direção.  Em uma fração de segundo, por puro instinto, lembrou-se de um truque que aprendera logo que chegou ao reino da Rocha Branca. Consistia basicamente em iludir seus agressores com uma espécie de som fantasmagórico, iludindo suas mentes com algo que não existia. Assim sendo, de fora do beco, vozes foram ouvidas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vamos homens, Dudu deve estar por aqui!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um eco que simulava uma multidão acompanhou a frase. Era como se pelo menos vinte pessoas estivessem vindo. Estalidos de metal e armas também puderam ser ouvidos, então seriam guerreiros armados. A voz trêmula e amedrontada do bardo, respondera com um pedido que fora convincente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Aqui amigos. Estou aqui nesse beco. Ajudem-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes que pudesse ver qualquer coisa, um dos guardas virou-se e pôs-se a correr. Com certeza o que estavam fazendo ali não era licito, então não seria nada bom se o pegasse. O outro, entretanto parecia desconfiado e mesmo com o truque tendo seu efeito, partiu em uma investida, desferindo um potente golpe de espada contra Dudu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O bardo virava-se tentando de forma infantil, proteger-se com as mãos nuas. Já podia sentir a dor da lâmina, enquanto essa rasgaria seu pescoço, em um movimento bruto e sem piedade. Porém um brilho forte como o de uma chama branca foi tudo que vira e o sentimento que esperava de dor fora frustrado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de alguns segundos, quando notou que não foi atingido, espiou por entre os dedos e pode ver o guarda caído, com algumas marcas avermelhadas próximo ao queixo. Seu olhar, por um instante voltou a mulher dos cabelos de fogo, que estava próxima a ela. Ela estava de olhos abertos, com uma das mãos apontadas para aquele guarda, como um último sinal de esforço, antes de desfalecer novamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem entender o que havia acontecido e consciente de que ainda estava vivo, porém nada seguro, Dudu levantou-se, sacodindo a terra de suas roupas e quase que por instinto, apanhando a mulher e a colocando apoiada em seus ombros. Na verdade, inicialmente tentou carrega-la, mas o uso na flauta não havia lhe dado muitos músculos e por isso não foi capaz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já estava amanhecendo, por isso o músico se apressou, andando pelos cantos das ruelas ainda sem praticamente nenhuma alma circulando, até chegar à estalagem onde passaria a noite. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ela bebeu demais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estas foram as palavras do bardo para a dona da estalagem, quem sem olhar direto para ele, como se aquilo fosse comum entre os bardos, respondeu enquanto o levava até o quarto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Certo, apenas evite fazer muito barulho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com um sorriso amarelo e com as bochechas coradas o bardo adentrou a quarto e colocou a mulher na cama. Os olhos deles, mesmo sem perceber percorreram toda a mulher, mesmo sem querer. Ela tinha um tipo mais esguio, com o rosto um pouco mais fino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Meu Deus... Um Elfo? Quer dizer, uma Elfa, sei lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A frase escapou pelos lábios de Dudu, quando conseguiu prestar atenção às orelhas protuberantes daquela mulher. Que na verdade, não eram assim tão protuberantes, quanto de um elfo que conhecera em outro vilarejo mais ao sul. Ainda assim, aquilo o manteve acordado por mais quase por varias, até que o cansaço da viajem e do longo tempo sem dormir o venceram e ele dormiu sentado, à beira da cama. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/8895043742808565718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/coragem-de-bardo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/8895043742808565718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/8895043742808565718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/coragem-de-bardo.html' title='Crônicas Cinzentas - O Bardo [Parte Final]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-4278156510537915495</id><published>2011-08-03T18:20:00.000-07:00</published><updated>2012-02-09T16:25:20.390-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dudu o Bardo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Personagens"/><title type='text'>Crônicas Cinzentas - O Bardo [Parte 01]</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;Histórias sobre heróis das Terras Cinzentas? Poderia contar-lhe várias. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre os bravos caçadores de Orcs do Vale do Medo, sobre os antigos e temidos Cavaleiros da Noite do reino da Rocha Branca, sobre os Elfos Corredores, das Florestas do Leste. Diziam que eles eram tão velozes quanto o mais rápido cavalo dos Andarilhos da Areia. Os mesmo andarilhos que dominaram os Gigantes de Sal nas Terras Áridas. Histórias sobre guerreiros anões do norte, Caçadores de Dragões ou os grandes Feiticeiros de Azora, detentores dos conhecimentos do mundo e de toda sua magia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, se quiser ouvir uma história realmente incrível, ela começa com a mais improvável figura que você pode imaginar. Alguém como eu, que junto de seus amigos e quase que sem querer, foi protagonista de uma das maiores aventuras que conheço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, estou falando de um bardo. Talvez do mais estranho de todos os Bardos. Mas essa é uma longa história, quer mesmo que eu conte? Possivelmente não terminarei hoje. Terás paciência de me ouvir durante todo esse tempo? Certo, então vamos lá... Adoro contar uma boa história a bons ouvintes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O nome deste, no mínimo peculiar, Bardo é Dudu. Na verdade, acredito que esse não é seu nome verdadeiro, mas assim que ele era conhecido. E se acha esse nome esquisito, tinha que ouvir de onde ele, Dudu, dizia que vinha. Descrevia tudo como enorme maestria. Itens maravilhosos e lugares inacreditáveis. Lugar que, passou a chamar somente de “sua terra”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em minha opinião, um grande contador de histórias. Tinha um coração muito bom, gostava de ajudar sempre que possível e era um excelente músico. Tocava uma flauta doce quando o conheci e tinha muita habilidade com esse tipo de instrumento. Do que me lembro, viveu por algum tempo em uma cidade chamada Pedra Cortada, no reino de Rocha Branca. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde que chegou a cidade, procurou entender os costumes locais, dos quais, segundo ele mesmo afirmava, eram muito diferentes dos seus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O relato mais intrigante de sua chegada estava ligado a um item, que segundo o próprio, tinha trazido de “sua terra” e que não existia por aqui. Um instrumento musical cujo nome não me arrisco a dizer, mas que produzia um som peculiar e quase impossível de ser reproduzido. Dourado e de tamanho razoável, logo atraiu a atenção dos guardas daquela cidade, que confiscaram o instrumento, sem maiores justificativas e o levaram para o rei. A história é tão estranha quanto à própria origem de nosso querido amigo Dudu, que não costumava mentir, mas fantasiava muito sobre a realidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre disse que o quão antes fosse possível, iria até o rei e pediria por seu raro instrumento novamente. Ideia que mantinha fixa e que por vezes comentou, durante suas inspiradas e por vezes divertidas narrativas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como bom bardo que era não demorou a se instalar na cidade, mais especificamente, na taverna de Pedra Cortada. Com seu talento inegável, em pouco tempo ele caiu no gosto popular dos habitantes locais. Apresentações na cidade e nos vilarejos próximos começaram a lhe render, além de fama, um bom dinheiro. Não podia dizer que era rico, mas vivia em uma estalagem confortável, comia todos os dias, o que é algo um tanto difícil para a maioria dos irmãos de profissão, e tomava muitos banhos. Definitivamente, com uma frequência bem maior do que eu jamais me acostumaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levava uma vida boa e tranquila, mas sentia que algo lhe faltava. Nós bardos, apesar de prezarmos muito por uma vida boêmia, possuímos um espírito saudoso e aventureiro, que em muitos, permanece adormecido por toda uma vida, mas não em Dudu. Seu ímpeto aventureiro foi despertado pelo mais antigo e clichê motivo que existe. Motivo este que move a humanidade e todos os povos por muitas eras, de uma modo que ninguém sabe explicar exatamente o como e o por que... Uma mulher.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, nosso bardo teve despertado em si, um sentimento muito mais forte do que simplesmente o senso de justiça e de proteção do mais fraco. Algo que, sequer saberia explicar e que manteria guardado por muito tempo, o levou a agir.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/4278156510537915495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/herois-das-terras-cinzentas-capitulo-01.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/4278156510537915495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/4278156510537915495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/herois-das-terras-cinzentas-capitulo-01.html' title='Crônicas Cinzentas - O Bardo [Parte 01]'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7326509840015934332.post-8442514453172417448</id><published>2011-08-03T17:43:00.000-07:00</published><updated>2012-02-01T16:07:22.232-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guerreiro Bardo"/><title type='text'>Olá mundo... do RPG!</title><content type='html'>Nada mais gratificante do que inaugurar um espaço como este.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O blog Guerreiro Bardo, vem com o intuito de contar histórias (ou estórias) sobre mundos fantásticos, gerados por uma mente criativa que gosta de RPG, Tolkien, mitologia nórdica e todos os demais assuntos relacionados aos mundos fantásticos destas brilhantes mentes que nos rodeiam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ideia inicial é &quot;contar um conto&quot; elaborado a muito tempo, ambientado em um mundo fantástico criado por mim. Algumas destas passagens já foram vividas por personagens reais, em uma crônica narrada por mim. Momentos incríveis, cuja narração foi apenas o pano de fundo para interpretações geniais de alguns amigos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que se seguirá é a minha visão das situações, como alguém que conta uma estória, de acordo com o que ele se lembra ou com que ele sabe ou lhe foi contado. Uma grande apresentação, de um velho contador de estórias, um bardo guerreiro, cujas habilidade são postas a prova a cada conto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A frequência inicial das postagens será maior, pois tenho já algum material pronto. Tentarei manter post&#39;s com um tamanho razoável e de fácil leitura. Se tiverem qualquer comentário ou crítica, por favor, sintam-se a vontade para fazê-lo. Apenas peço coerência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto a mim, sou um RPGista &quot;old school&quot; que beira os trinta anos. Uns quatorze destes muito ligados ao RPG. Comecei um pouco tarde, mas foi uma paixão rápida e avassaladora. Curto tanto D&amp;amp;D e cenários de fantasia quanto o storyteller do WoD. Prezo, acima de tudo o role-play, acredito que isso é algo que todos que jogaram comigo podem confirmar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já joguei e narrei jogos de mesa, via fórum (famoso PbF), por chat e também dediquei mais tempo do que minha saúde gostaria de MMO&#39;s. Se existe algum melhor? Prefiro não levantar qualquer discussão, apenas com uma verdade universal: RPG de Mesa é &quot;insubstituível&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um tempo onde vincular o nome real em qualquer coisa na internet era algo totalmente impensado, ganhei diversas alcunhas. Dentre as mais conhecidas: Bradd, Mestre Amsterdam(ou Narrador Amsterdam) e Salada. Os motivos desses &quot;apelidos&quot;? Os mais diversos, mas quem me conheceu assim sabe e isso é o que importa. Hoje em dia, gosto de ser chamado de Fábio. :)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para não me alongar mais, peço a todas que divirtam-se com as aventuras e se tiverem dúvidas, me procurem.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Canção do Guerreiro Bardo!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/feeds/8442514453172417448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/ola-mundo-do-rpg.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/8442514453172417448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7326509840015934332/posts/default/8442514453172417448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerreirobardo.blogspot.com/2011/08/ola-mundo-do-rpg.html' title='Olá mundo... do RPG!'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05977186543890059677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>