<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530</atom:id><lastBuildDate>Thu, 16 Feb 2012 08:06:54 +0000</lastBuildDate><title>Gutatis Gutandis</title><description>Mudando o que tem de ser mudado</description><link>http://gutandis.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (G.)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/GutatisGutandis" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="gutatisgutandis" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">GutatisGutandis</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-4663571935975683084</guid><pubDate>Mon, 08 Aug 2011 23:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-08T20:52:55.851-03:00</atom:updated><title>Orquídeas Cariocas</title><description>&lt;a href="&lt;object width="400" height="300"&gt; &lt;param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fgutoseptimio%2Fsets%2F72157627389002226%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fgutoseptimio%2Fsets%2F72157627389002226%2F&amp;set_id=72157627389002226&amp;jump_to="&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=104087" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fgutoseptimio%2Fsets%2F72157627389002226%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fgutoseptimio%2Fsets%2F72157627389002226%2F&amp;set_id=72157627389002226&amp;jump_to=" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-4663571935975683084?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/ru9mWCrDF4w" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2011/08/orquideas.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-1690391292270079857</guid><pubDate>Fri, 15 Apr 2011 21:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-15T18:49:45.965-03:00</atom:updated><title>Fantasia e Realidade</title><description>Onde realmente termina uma e começa a outra? Excesso de lucidez impede a transformação da realidade? Se formos realmente “realistas”, teremos forças para mudar nossa vida? Será mesmo que “where there is a will, there is a way”?  Onde a determinação começa a se tornar teimosia? Como fica o enfrentamento das condições objetivas, já que não escolhemos a cor da nossa pele, nem como fomos educados na infância?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, temos a “profecia auto-realizável”. Algumas pessoas, por exemplo, têm o dom de se fingirem com mais qualidades ou importância do que realmente têm; e com tempo e malícia convencem os outros e são tratadas de acordo. Vítimas de estelionatários e sociopatas sabem o que digo...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas e as pessoas normais: podemos também transformar nossos objetivos em profecias auto-realizáveis? Ou devemos ser fatalistas e dizer “o mundo é assim mesmo”? Vale continuar pensando que “um outro mundo é possível, vamos construí-lo”? E se a realidade se recusa a ser transformada, o sonhador está errado em perseverar? Até quando? Onde é o momento de inflexão, de jogar a toalha? E a paixão, esta grande fantasia afetiva, na qual vemos o ser amado sem defeitos ou atenuados? Devemos ser lúcidos e lógicos e com isso perder a capacidade de nos apaixonar? E qual a graça da vida sem paixão? Qual a graça da vida se não formos em busca de nossos sonhos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afinal, será que estou fazendo as perguntas certas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-1690391292270079857?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/IrZf68fQBsI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2011/04/fantasia-e-realidade.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-3630144998081568593</guid><pubDate>Thu, 31 Mar 2011 03:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-31T00:25:15.484-03:00</atom:updated><title>Descrição e prescrição</title><description>Sou uma pessoa que raramente digo a alguém o que fazer; mal sei cuidar da minha vida, o que dirá da dos outros. Pois já fiz tanta besteira que devo admitir que não sou exemplo para ninguém: tirante o “Não Matarás”, acho que já descumpri todos os Dez Mandamentos. E várias vezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso tenho muito claro que falar com naturalidade sobre um determinado comportamento não implica necessariamente em aprová-lo, e muito menos recomendá-lo aos outros. Mas ultimamente noto que muito de meus interlocutores não percebem isto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu acho que eles fazem parte de um grupo cada vez mais maior de pessoas que andam demasiado fechados em si mesmos, e não conseguem reconhecer que se pode vivenciar experiências de outras pessoas e não somente as suas, e que é possível (e desejável) se libertar da teia de suas próprias sensações e crenças, cruzar a ponte entre as subjetividades e entender o ponto de vista de outrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por este desinteresse (ou incapacidade) de sair de si mesmas, elas costumam achar que o que se fala ou se descreve é sempre o fruto de uma experiência pessoal direta e concreta, especialmente quando o jeito de se contar é elaborado. Penso aqui no equívoco recorrente sobre Nelson Rodrigues, considerado por muitos um pervertido por que escrevia muito bem sobre perversões. Afinal, se você consegue descrever isso com tanto detalhe, é porque você deve ser assim, certo? Errado; ele era um reacionário, e mostrava as perversões justamente para condená-las...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o que me motivou esta reflexão foi uma conversa que tive com alguns colegas sobre traição - tema sempre polêmico. Todos ficaram escandalizados quando afirmei que há pessoas capazes de trair seu parceiro e não sentir a menor culpa. O que eles não entenderam foi que eu não chancelava este comportamento, não o achava louvável e muito menos agia assim. Simplesmente constatei um fato de ordem emocional e ponto. Por favor, senhores, descrição não é prescrição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-3630144998081568593?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/KDk-PhjMhI4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2011/03/descricao-e-prescricao.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-3442338671895252372</guid><pubDate>Mon, 14 Mar 2011 21:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-16T01:27:43.958-03:00</atom:updated><title>Sexo fácil pode ser bem complicado...</title><description>Uma das grandes conquistas da nossa vida contemporânea é a liberdade sexual. E sua consequência imediata, o sexo casual, é considerado  uma realidade quotidiana sem maiores questionamentos morais. Também não vejo problema nisso, pois é perfeitamente legítimo e até enriquecedor se deixar levar eventualmente pelo desejo e satisfazê-lo, se não magoa ninguém e é consensual entre dois adultos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas é o tipo de conduta que deve se ter com moderação, e baseio esta minha opinião neste trecho de Fernando Pessoa: “Um amor é um instinto sexual, porém não amamos com o instinto sexual, mas com a pressuposição de outro sentimento. E essa pressuposição é, com efeito, já outro sentimento”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta linha, o sexo pode ser apenas a satisfação de um desejo momentâneo baseado em um instinto, mas também pode ser a mais sublime expressão de entrega e amor que alguém pode oferecer a outra pessoa. Se sexo casual vira “estilo de vida”, seu praticante banaliza a troca e a entrega, pois a repetição do sexo puramente carnal condiciona a ver o outro como apenas um objeto de seu prazer, e não um sujeito com consciência que deve ser respeitado como tal. Em suma, esteriliza-se o afeto e instrumentaliza-se o ser humano. E ao final, transitar continuamente em um mundo de objetos sexuais transforma a própria pessoa em objeto, e ela se torna dura, cínica e com dificuldade de viver um amor verdadeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é por outra razão que os profissionais que alugam seus corpos são tão problemáticos, pois sua posição exige que se ofereça a estranhos a mais alta manifestação de afeto que existe. Não é à toa, portanto, que quase todos se drogam muito para poderem lidar com o fato de terem de, sem carinho, expressar entrega, doação e prazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo na vida tem seu preço; quem sempre trata os outros como objeto se transforma em um, e o que as mulheres de “vida fácil” cobram pelo uso de seu corpo acaba sendo muito pouco em comparação ao que lhes custa em termos de dureza, aviltamento e desamor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-3442338671895252372?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/_UWul7tTyOE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2011/03/sexo-facil-pode-ser-bem-complicado.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-5956810025215127309</guid><pubDate>Mon, 28 Feb 2011 17:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-28T14:28:52.360-03:00</atom:updated><title>A Vida Perfeita não vale a pena</title><description>Sempre achei que quem tem uma vida perfeita na verdade leva uma existência miserável. Isto por que quem busca e consegue ter um emprego perfeito, com marido e filhos perfeitos e morando em uma casa perfeita vive sempre no fio da navalha, no fundo apavorado que um dia a harmonia se estilhace.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Obter a felicidade deste jeito nos faz depender dos outros para nosso próprio bem-estar, e tentaremos controlar tudo e todos ao nosso redor para manter a estabilidade do conquistado, o que demanda um enorme desgaste físico e psicológico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mesmo que se consiga, é um equilíbrio instável, como uma bolinha em cima de uma roda: pode até ficar parada por um tempo, mas a tendência sempre é ela cair lá de cima. E quando o mundo perfeito se despedaça, ele se despedaça todo, já que qualquer coisa fora do lugar já destrói a simetria do conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, para mim não vale a pena nem tentar ser perfeito, porque o ser humano nunca deixará de ser contraditório e paradoxal, e a vida (complexa como só ela...) é sempre cheia de acasos e surpresas. Por isso, devemos ter a humildade de reconhecer que a perfeição não existe, e o que devemos tentar controlar não é a nossa vida nem a dos outros, mas sim a maneira como encaramos as desditas e as venturas que a sorte nos oferece: as primeiras com serenidade e tolerância, e as segundas com satisfação e alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-5956810025215127309?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/Wkdr9YG8lKw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2011/02/vida-perfeita-nao-vale-pena.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-1190099964506678015</guid><pubDate>Fri, 18 Feb 2011 15:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-20T22:22:08.882-03:00</atom:updated><title>"Você sabe falar português?"</title><description>Confesso que sempre tive meio birra em ter o português como língua materna, pois é idioma europeu periférico, e quase que um espanhol abastardado. E só não perde para, digamos, o sueco ou o holandês em irrelevância cultural porque os lusitanos conseguiram criar um país que hoje conta com quase 200 milhões de habitantes, um certo Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas é minha vez de mostrar a língua para os franceses ledores de Rimbaud e os italianos de Dante quando me refestelo com fluência em Fernando Pessoa e Machado de Assis. Eles só não são aclamados nos círculos literários mundiais justamente por já serem falecidos e terem escrito na tal língua periférica, senão seriam tão reconhecidos quanto um Borges ou um García Marquez. Pessoa e Machado são escritores geniais e incomparáveis a quaisquer outros em línguas européias. O português com seus heteronômios e a agudíssima sensibilidade humana, que avançava na morbidez. E o brasileiro com seu misto de humor e filosofia, e que usava o estilo como quem esgrime, elegante nos seus movimentos precisos e sempre fulminantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sinto-me assim privilegiado em poder compreendê-los em suas matizes e riquezas de significados e estilos, e isto só os luso-falantes podemos nos gabar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-1190099964506678015?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/yCXPFONhPgM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2011/02/voce-sabe-falar-portugues.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-8175084534182386441</guid><pubDate>Thu, 03 Feb 2011 20:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-03T18:13:15.912-02:00</atom:updated><title>Jogos de Azar</title><description>Faz pouco tempo uma amiga me disse que eu era uma pessoa de muita sorte. Não havia nem uma semana que eu tinha perdido o emprego e ainda por cima cheio de dívidas, e por isso supus que ela estava de gozação com minha cara desempregada. Perguntei de algum fato concreto que a corroborasse, e ela não soube me responder, argumentando que era somente uma intuição. Também não insisti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas como sempre acontece comigo, alma obsessiva e dada à reflexão, fiquei com aquilo na cabeça, renitente. Até perceber que eu, também intuitivamente, concordava com ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto porque veio a mim que nos últimos tempos, a cada pancada na cabeça que a vida me dá, eu agradeço e em seguida na minha consciência surge um “que cara de sorte eu sou”. Parece mecanismo de fuga, mas não é isso, já que sempre fui lúcido. E não é por que eu acho que poderia ser pior, e que ao invés de só perder o emprego eu ainda poderia ter sido humilhado, ou que além de ter me decepcionado eu poderia ter sido traído. Então não é complexo de Poliana, tampouco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, não é nada disso. Mas então o que é?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais uma vez, divagar sobre o significado das palavras me deu a resposta que buscava. Ontem de tarde, fazendo supermercado, o pensamento me surgiu, límpido: em francês se diz “bonne chance” quando se deseja boa sorte para alguém! Bingo:  ter sorte é ter chances; e claro que toda chance é uma oportunidade! Matei: sorte = chance = oportunidade!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resolvido o substantivo, fui excitado em busca do verbo: compreendi que no meu caso não é “ter”, mas “haver”. Pois não é que eu “tenha” sorte, um acordo tácito que fiz com o universo para ele me ajudar; na verdade “há” hoje algo dentro de mim, uma peculiar faculdade, que me faz encarar as vicissitudes como desafios a vencer e não problemas a sofrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E isto torna minha vida imensamente divertida de usufruir, já que adoro colocar para trabalhar os meus recursos intelectuais e emocionais  para tirar o melhor das situações ruins nas quais sou metido (ou me meto).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diz o ditado que “para mal jogador, até a bola atrapalha”. Para mim, que gosto de me acreditar um bom jogador, agora toda bola dividida é chance de gol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-8175084534182386441?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/MWcGsGl8t2M" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2011/02/jogos-de-azar.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-140209178333733291</guid><pubDate>Tue, 28 Dec 2010 22:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-28T20:39:52.554-02:00</atom:updated><title>Manequins II</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/gutoseptimio/sets/72157625520444626/show/with/5229234192/"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Mais Fotos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TQ4OuaBNaUI/AAAAAAAAAdg/laaOv-ZkKrc/s1600/5229236400_4f288e7cd3_z.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TQ4OuaBNaUI/AAAAAAAAAdg/laaOv-ZkKrc/s400/5229236400_4f288e7cd3_z.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-140209178333733291?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/BBuPa7-4gwc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/12/manequins-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TQ4OuaBNaUI/AAAAAAAAAdg/laaOv-ZkKrc/s72-c/5229236400_4f288e7cd3_z.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-958437496763574709</guid><pubDate>Wed, 15 Dec 2010 23:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-15T21:05:31.493-02:00</atom:updated><title>Through the Looking Glass</title><description>Sempre achei que as referências culturais e afetivas distorciam a percepção da realidade, e que deveríamos ter um olhar puro e imaculado sobre o que víamos. Por isso, pensava que falsearíamos a realidade quando, por exemplo, a olhássemos através de uma câmera fotográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora vejo que a realidade totalmente objetiva é inapreensível, já que inexistente. E ela não existe porque o olhar é filtrado pelos sentimentos que são associados ou despertados pelo que vemos. O olho é sempre engajado, e é melhor que seja pelas lentes da estética e da emoção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ter uma multiplicidade de referências estéticas complexas permite ver o mundo com uma riqueza e um refinamento que ele talvez nem possua concretamente. Este olhar educado apreende com mais profundidade as diversas harmonias que existem entre as coisas, muitas aparentemente banais. E se você sempre busca ao seu redor elementos fotografáveis, esta percepção matizada torna o simples ato de “ver o mundo” algo muito prazeroso e estimulante. Olhar o mundo através de uma lente agora já não falseia a realidade, mas a enriquece, elabora, purifica e aperfeiçoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arte consiste em recriar o mundo, e não em imitá-lo. E a fotografia nos induz ao engano com muita facilidade, pois finge documentar a realidade, mas a composição de luz, ângulo, cores e planos na verdade a recria. A fotografia aparenta ser um retrato da realidade quando é técnica e abstração: uma arte que finge ser apenas reprodução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-958437496763574709?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/nTDgrsreA_w" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/12/through-looking-glass.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-3369225344137441594</guid><pubDate>Mon, 29 Nov 2010 02:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-01T14:28:18.066-02:00</atom:updated><title>Ofensa e Olvido</title><description>Sempre me acreditei partidário do “I forgive but I don´t forget” nas vezes que fui  profundamente ultrajado ou ofendido. Perdôo pois não guardo rancor nem fico com maquinações: mastigo, engulo e digiro o mal feito a mim - e vida que segue. Mas não esqueço, pois se a oportunidade surgir, darei o troco, nem que demore 25 anos. Já me disseram que este é meu jeito de afirmar minha dignidade. Creio que sim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sou de acreditar em coincidências, mas esta semana, na mesma terça-feira, encontrei-me com duas pessoas que me desrespeitaram muito; um no campo profissional, outra no amoroso. Um não dirigi a palavra, e não vou nem me dar ao trabalho de ir cuspir no seu caixão, até porque não gosto de pegar fila; a outra sentei e conversei, pois ela pareceu-me sinceramente arrependida, e zerar contas com alguém arrependido não carece de tanta grandiosidade: é relativamente fácil e deixa todo mundo feliz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pessoas diferentes, situações diferentes, uma só constatação: eu havia esquecido completamente o mal que eles me fizeram. Esquecido não no apagado da memória, pois se busco as lembranças, eu as encontro. Digo esquecido mas é na emoção, este vasto depositário de vivências, e o lugar que importa, porque é nele que se estabelecem o recalque, o trauma, a dor. Não falar com um e falar com a outra significaram o mesmo: eu não estou mais disponível para apanhar e sou sujeito dos meus atos e das minhas emoções. Sentir-se sujeito é descobrir-se livre, já que ser objeto de uma maldade nos dá a sensação de impotência e inferioridade (e suponho que o contrário, ser o seu agente, dá as sensações inversas de poder e superioridade; daí talvez o seu apelo para os fracos de espírito).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui tomei consciência de meu erro: “eu perdôo mas não esqueço” não funciona, pois a espera do revide não nos recupera a dignidade. Esta não se conquista com a vingança, mas com o olvido, completo e verdadeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-3369225344137441594?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/YpjPGaiS-No" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/11/ofensa-e-olvido.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-3420120434970792055</guid><pubDate>Sun, 14 Nov 2010 19:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-06T12:24:20.299-02:00</atom:updated><title>Chaves</title><description>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A verdadeira chave para abrir a mulher não é a que a leva para cama, pois esta intimidade física, a depender do grau de carência feminina, às vezes só necessita de ombros largos e uma conversa de pé de ouvido. &amp;nbsp;A chave válida é aquela que a faz se revelar como pessoa e como mulher, complexa e paradoxal, desvelando a sua intimidade emocional profunda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;E você nota que a fechadura foi aberta quando ela, desconcertada, se percebe vulnerável; e meio perdida - meio maravilhada, descobre que estar indefesa pode ser muito bom.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-3420120434970792055?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/-wRNu2fmN4s" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/11/chaves.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-5298391424960049585</guid><pubDate>Tue, 02 Nov 2010 22:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-16T22:16:58.893-02:00</atom:updated><title>Manequins</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Manequim&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;: do francês&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; manequin&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; 'figurino', do holandês &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;manneken&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;, diminutivo de &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;man&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; 'homem'.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/gutoseptimio/sets/72157625175101723/show/"&gt;Mais Fotos&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TNCW3UxiA5I/AAAAAAAAAdE/qvys3YTPwuI/s1600/024_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TNCW3UxiA5I/AAAAAAAAAdE/qvys3YTPwuI/s400/024_1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-5298391424960049585?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/3K1ubQ6zzXI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/11/manequins.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TNCW3UxiA5I/AAAAAAAAAdE/qvys3YTPwuI/s72-c/024_1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-4195701088692896208</guid><pubDate>Mon, 25 Oct 2010 01:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-06T12:28:49.385-02:00</atom:updated><title>Sonhar, Viver, Sentir</title><description>Para o hinduísmo, o estado mais verdadeiro que vivemos é o sonho, pois é ele que nos liga ao mundo transcendental e que nos comunica com o infinito, saindo da materialidade mesquinha do dia-a-dia. O que nós chamamos de realidade, a vigília, para eles representa Maya, a ilusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não cheguei a tanto, mas nos últimos tempos tenho valorizado bastante o Sonho. Não é apenas a evidente constatação de que o sonho influencia a vigília e vice-versa. Como quando o sonho lembrado define o estado de espírito de seu dia. Ou quando você vai dormir com um problema e sonha com ele. É a realização de que ambos são estados da mente igualmente autênticos e verdadeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para princípio de conversa, é muito simplório considerar a realidade desperta como a única válida somente porque podemos tocá-la: isto é coisa de gente materialista sem imaginação.  Uma vez eu estava sonhando que voava sobre Florença, em um entardecer deslumbrante cheio de silêncio e cores. Percebi que sonhava e diante de tanta beleza e da sensação de liberdade infinita, pensei dentro do sonho: “se voar assim em sonho é tão bom, vou acordar para usufruir desta sensação na realidade, que é muito melhor”. Abri os olhos, percebi o teto e me disse: “seu e-s-t-ú-p-i-d-o, idiota: imbecil!”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ultimamente tenho aprendido muito com meus sonhos. Óbvio que não sou nenhum Kekulé, o químico que descobriu o formato do benzeno quando sonhou uma cobra que mordia o próprio rabo. O que eles têm me contribuído é de ordem emocional. Tive uns diálogos absolutamente plausíveis, que de tão concretos hoje os considero parte da minha experiência vivida, até porque não tinham nada de onírico ou fantástico. Neles eu conseguia interferir no desenrolar do sonho, escolhendo e pensando o que dizer, como se eu estivesse tendo conversas banais.  Só que não eram banais:  eram conversas que nunca tive com pessoas com as quais nunca mais falarei. Disse o que queria, fiz o que era preciso, e vi atitudes que sempre intuí que existiam, mas nunca havia presenciado. Alma apaziguada. Ponto final. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, depois destas experiências, vejo que o sonho é de uma concretude emocional tão grande que posso assimilar este estado como tão objetivo quanto estar acordado. E isto serve também para sonhos mais descabelados e fabulosos, porque o que interessa não é o contexto ou a lógica (se bem que às vezes a falta de lógica é o melhor deles...). Meus sonhos são reais, pois eu os sinto. Logo, existem. E verdadeiramente eu compreendo que vivi aquilo, incorporando as emoções sentidas e fazendo-as parte da minha experiência de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu acho sem graça buscar explicações para os sonhos. É empreitada demasiado racional, que esteriliza o potencial de enriquecer nossa vida com imagens ricas demais, complexas demais, metafóricas demais. Melhor sentir os sonhos que interpretá-los; deixo esta tarefa para os psicanalistas. Prefiro sê-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-4195701088692896208?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/cRU3WPHSsTA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/10/sonhar-viver-sentir.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-7803065189751021026</guid><pubDate>Sun, 17 Oct 2010 22:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T22:01:39.461-02:00</atom:updated><title>O fim do Tédio é o início da Vontade</title><description>Foi-se aquele tédio pessoano do “desgosto íntimo e espiritual da variedade e da incerteza do mundo”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imerso integral e amplo aberto ao impacto do mundo. Delícias e dolores proporcionados por viver nele, dele e com ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já acho, também pessoanamente, que “para quem age, a oportunidade é um episódio da vontade”, pois a oportunidade só existe se aproveitada, e para realizá-la é preciso gana e impulso. Viver, e não apenas deixar-se levar pelo existir. E, baseado nessa vontade, deixar marca no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a vida, paradoxal, confusa, contraditória e caótica, é justo a massa amorfa com a qual modelamos nosso destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-7803065189751021026?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/NBbXxsmzMa0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/10/o-fim-do-tedio-e-o-inicio-da-vontade.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-7183140197445778482</guid><pubDate>Mon, 11 Oct 2010 01:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T22:00:46.496-02:00</atom:updated><title>Diálogos Verídicos</title><description>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Wit&lt;/b&gt; : a natural aptitude for using words and ideas in a quick and inventive way to create humour (New Oxford Dictionary)&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
- Ai, meu namorado sempre pede o mesmo prato, em todo restaurante que vamos!&lt;br /&gt;
= Quer dizer que ele consegue comer a mesma coisa, sem enjoar, todo dia?&lt;br /&gt;
- Pois é!&lt;br /&gt;
= Casa logo com ele, minha filha, homem assim é para vida inteira!&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;&lt;i&gt;(na entrevista de emprego)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
- Você já me disse 3 qualidades suas. Me diga agora 3 defeitos.&lt;br /&gt;
= Olha, eu não me lembro de nenhum agora, mas liga para minha esposa que ela vai te dizer vários.&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;- Viu só, meu irmão, mesmo sendo muito mais velha que nossa prima adolescente, eu ouço as mesmas músicas que ela. Gosto de T-O-D-O tipo de música!&lt;br /&gt;
= Devo admitir que sou mais limitado que você: eu só gosto de música boa.&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;- Chefe, tá aqui o currículo de uma amiga minha, ela é excelente profissional, mas já aviso que não é bonita.&lt;br /&gt;
= Saulo, acho que você está enganado: se beleza para mim fosse critério, eu não tinha contratado você...&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;&lt;i&gt;(na imigração)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
- Motivo da viagem?&lt;br /&gt;
= Turismo.&lt;br /&gt;
- Possui família neste país?&lt;br /&gt;
= Não, não possuo.&lt;br /&gt;
- Tem certeza?&lt;br /&gt;
= Até onde sei, tenho certeza, sim. (as far as I know, yes, I´m sure)&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;- Então você não gosta dos Titãs, né?&lt;br /&gt;
= Olha, eu não gostava deles nem quando eles eram bons.&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;- Eu, como sua médica, tenho de alertá-lo que excesso de bebida danifica os seus neurônios!&lt;br /&gt;
= É mesmo? Que bom!&lt;br /&gt;
- Como assim?&lt;br /&gt;
= É que isto me facilita viver em sociedade...&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;- Nossa, os apartamentos aí no Rio estão muito caros! Porque você não compra um aqui em Salvador?&lt;br /&gt;
= Olha, eu até pensei nisso, mas desisti porque o trajeto de casa para o trabalho ia ficar muito longo...&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;- Você fuma demais! Por que, hein?&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(“Ai que saco, mais uma que vem com essa”)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
= É porque cigarro causa impotência.&lt;br /&gt;
- Você é doido?!?&lt;br /&gt;
= Não, é que sou insaciável na cama e nenhuma mulher me aguenta, por isso decidi fumar para ver se diminuía meu “entusiasmo”.&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;- Então você se acha mais inteligente que todo mundo?&lt;br /&gt;
= O mundo todo, não. Acho que deve ter uns 3% da população mundial que é mais inteligente que eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-7183140197445778482?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/YnjBqsfJ_xY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/10/dialogos-veridicos.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-3957692020337784579</guid><pubDate>Sun, 03 Oct 2010 21:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-03T18:48:51.499-03:00</atom:updated><title>Liberdade e Responsabilidade</title><description>É comum se pensar que ser livre é ser irresponsável e inconsequente, e é evitar tomar decisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo contrário: quem não é capaz de se decidir acaba que a vida decide por ele. E as consequências de nossos atos existem e nos afetam, mesmo que não se queira pensar nelas. Por isso o indeciso inconsequente torna-se vítima das circunstâncias, e deixa assim de ser dono de seu próprio destino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente é realmente livre quem não age com a má-fé de culpar os outros, e toma para si a responsabilidade do que acontece consigo mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois, ao fim e ao cabo, usufruir de nossa liberdade é saber jogar com a mão de cartas que a vida nos dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-3957692020337784579?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/-6VBSIHXT5c" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/10/liberdade-e-responsabilidade.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-2011710899350866504</guid><pubDate>Sun, 26 Sep 2010 23:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-26T20:14:48.075-03:00</atom:updated><title>Alguns Provérbios Revisitados</title><description>“A cavalo dado não se olha os dentes”, disse o rei de Tróia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎”Aqui se faz, aqui se paga”. Mas tem gente com a dívida tão alta que só vai conseguir quitar na próxima encarnação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Quem com ferro fere, com ferro será esquecido.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Seguro morreu de velho”. Será que viveu?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Um dia a casa cai”. Mas nem sempre na cabeça de quem a gente gostaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Burro calado passa por sábio”, e é até promovido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A justiça é cega”; o amor também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Quem planta, colhe”: se bem que às vezes a gente planta jasmim e colhe urtiga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Se conselho fosse bom, a gente vendia”. Me arrependi de ter dado tantos, outro dia alguns me fizeram bastante falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-2011710899350866504?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/ANJUTk7GWkg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/09/alguns-proverbios-revisitados.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-4466746610114255569</guid><pubDate>Sun, 19 Sep 2010 21:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-11T16:33:52.317-03:00</atom:updated><title>Diálogo das Virtudes Universais</title><description>S.: Você é o ateu mais ético que eu conheço!&lt;br /&gt;
C.: Afe, por que você diz isso?&lt;br /&gt;
S.: Ah, você não acredita em Deus, nem tem nenhuma religião, mas no trabalho você procura ser sempre justo, falar sempre a verdade, ouvir todas as partes antes de julgar, e é transparente em suas decisões. Interessante ser ateu e ser tão escrupulosamente moral.&lt;br /&gt;
C.: Engraçado que as pessoas sempre dizem, religiosas ou não: “Se Deus não existe, então tudo é permitido”. Nunca vi desta maneira. Viver sem Deus é mais complicado ainda, impõe muito mais responsabilidades do que ter religião.&lt;br /&gt;
S.: Como assim? Se você não tem uma moral dada por um Ser Superior, e portanto não vai para o inferno por fazer coisas erradas, você pode fazer o que quiser na sua vida, ser egoísta, não ligar para ninguém...&lt;br /&gt;
C.: Ah, a gente tem de ter virtudes e fazer o Bem, independente de se ter um Deus moral ou não. Já fui “acusado” exatamente disso por uma senhora luterana, uma daquelas alemãs nascidas no interior do Rio Grande do Sul bem conservadoras e rigorosas. Eu disse a ela que ser cristão é muito mais fácil que ser ateu, já que o cristão tem um Deus ao qual ele pode se confessar e pedir perdão pelos seus erros. Mas eu, como não tenho Ninguém a quem recorrer, só tenho a mim como juiz dos meus atos. E devo ser um juiz muito mais rigoroso, porque na falta de balizamento externo, convém sempre pecar por excesso, e não por falta. Por isso, eu raramente me perdôo quando erro. E depois, claro que todos nós temos de ter virtudes, pois não se vive em sociedade de outro jeito.&lt;br /&gt;
S.: Não entendo o que você quer dizer. O que tem moral a ver com sociedade? Para mim, que sou religioso, a moral é uma só, e independe de nós, é algo que vem de cima.&lt;br /&gt;
C.: E para mim a moral é construída pela vida em sociedade, e há virtudes que são universais, mesmo que não sejam absolutas.&lt;br /&gt;
S.: Agora você me embaralhou. O que pode ser universal e não ser absoluto?&lt;br /&gt;
C.: É simples: para serem absolutas, as virtudes precisam vir de um Deus, único e supremo. Para serem universais, tem de existir em todas as culturas.&lt;br /&gt;
S.: Como assim? Uma moral que sirva para todas as culturas? Para o índio e para o sueco? Para o chinês e para o pigmeu? &lt;br /&gt;
C.: Exatamente. Há virtudes que toda e qualquer sociedade precisa valorizar, senão ela se desmancha, se inviabiliza. A verdade, por exemplo. Se você não valorizá-la, se você permitir que todo mundo minta o tempo inteiro, ninguém mais vai confiar na palavra de ninguém e acaba a comunicação entre as pessoas.&lt;br /&gt;
S.: Mas todo mundo mente, uma hora ou outra. Ninguém consegue ser sincero o tempo inteiro.&lt;br /&gt;
C.: Claro, porque ninguém é perfeito. Mas não se pode mentir sempre. Repare que quem é tachado de mentiroso não é mais confiável e “sai do jogo”. E tem outras virtudes importantes: a capacidade de perdoar, pois sem o perdão das ofensas recebidas, e sempre agredindo quem nos ofendeu, a espiral de agressão nunca acaba, e as comunidades se desestabilizam. Por isso se fala em “dar a outra face”, para assim evitar as agressões mútuas eternas. Uma terceira é a gratidão, a base de qualquer troca social: eu lhe faço um favor, você fica grato e me retribui. Não é à toa que no mais profundo círculo do Inferno de Dante eram punidos os ingratos, como Brutus e Judas Iscariotes. A coragem também é uma virtude, porque quem não a tem, o medroso, acaba sendo mesquinho, pequeno, mau. E tem muitas outras ainda, como a tolerância, a paciência e a compaixão.&lt;br /&gt;
Para concluir: Não precisamos de nenhum Deus que nos imponha nada de cima, pois viver em sociedade já nos ensina isso. E o jeito de aplicar a moral no nosso cotidiano é a ética: normas de conduta e de agir dentro de uma comunidade. Pois ninguém é ético consigo próprio, mas sempre com os outros, e temos de ter estas qualidades para viver bem com nossos semelhantes. E depois, a mais grandiosa maneira de ser feliz é fazer os outros felizes. Por isso para mim Ética é Felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-4466746610114255569?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/fTFHtdF5oWc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/09/dialogo-das-virtudes-universais.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-4510810840074802650</guid><pubDate>Sun, 19 Sep 2010 21:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-11T16:31:49.168-03:00</atom:updated><title>Judeca</title><description>No nono, último e mais profundo círculo do Inferno de Dante Alighieri está a Judeca, no qual é punido o pior de todos os pecados: o da traição aos benfeitores. Lá é que está sentado Lúcifer, com suas três cabeças representando a impotência, o ódio e a ignorância. Uma de suas bocas morde Judas Iscariotes, e uma outra, Brutus. O castigo para os ingratos é ficar preso no gelo (alguns de cabeça para baixo, outros com as mãos e pés presos) por toda a eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-4510810840074802650?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/4ay77A_tI9U" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/09/judeca.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-1339516228122331283</guid><pubDate>Sun, 12 Sep 2010 23:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-12T20:11:33.894-03:00</atom:updated><title>What you give is What you get</title><description>O mundo se molda e responde a você de acordo com as suas próprias expectativas e demandas, e como você se mostra a ele. Você interage de acordo com seus desejos e recebe o que você quer, mesmo que não saiba conscientemente. Se você dá alegria e disposição, o mundo vai retribuir assim; se você dá agressividade e incompreensão, ele vai lhe retornar isso. Mas de maneira ampla, abrangente, não somente em relações pessoais. Como disse Schopenhauer, nós somos responsáveis por tudo o que acontece conosco em nossa vida. Existe uma cadeia de relações infinitamente complexas entre nós e quem e o que nos cerca (e a qual nunca conseguiremos apreender inteiramente) que permite que as pessoas positivas consistentemente tenham “sorte”, e as pessoas negativas tenham “azar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro que fatos ruins acontecem a todos, mas a positividade ou negatividade da pessoa é que vai fazer com que aquele ocorrido a impulsione ou a derrube. O impulsionar é devido à força de ânimo e à vontade de aprender. E o derrubar é devido à impotência e à ignorância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha mãe uma vez comentou com o corretor que alugava nossa casa de praia que achava curioso o fato de o nosso vizinho, apesar de ter 2 dobermans ferocíssimos, ter tido a casa assaltada três vezes nos últimos anos. Aí o corretor perguntou: “como o seu vizinho trata os caseiros?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-1339516228122331283?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/3yBIbHjz1Cs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/09/what-you-give-is-what-you-get.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-1187492657292836501</guid><pubDate>Mon, 06 Sep 2010 15:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-06T13:52:38.979-03:00</atom:updated><title>Fotos de certa cidade com praias e montanhas</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/gutoseptimio/4408011474/in/set-72157624675538253/lightbox/"&gt;Mais Fotos&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TIUEDEqaogI/AAAAAAAAAco/HO0UzK-vlUo/s1600/Lagoa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TIUEDEqaogI/AAAAAAAAAco/HO0UzK-vlUo/s400/Lagoa.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-1187492657292836501?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/Qesw8h_aW0c" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/09/fotos-de-certa-cidade-com-praias-e.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dvp574cted8/TIUEDEqaogI/AAAAAAAAAco/HO0UzK-vlUo/s72-c/Lagoa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-7173934414259361867</guid><pubDate>Sun, 29 Aug 2010 22:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-08T12:21:24.080-03:00</atom:updated><title>Querer ter Poder</title><description>Um dos meus alemães preferidos era um homem obcecado com a questão do poder. Nietzsche achava que todo fenômeno natural, social ou humano era motivado pela vontade de potência. De átomos a planetas. De células a seres humanos (ler Schopenhauer demais deve ter feito mal a ele, como certamente fez a mim). Mas pessoas as quais respeito me ajuizam que ele está certo e é isso o que move o ser humano, se não as moléculas. Sei lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Admito que na maior parte da minha vida o poder foi um assunto que evitei. Fui ensinado e depois me convenci que todas as suas formas são nocivas, pois reconheço a irredutível responsabilidade de cada um por seus próprios atos, e interferir nesta responsabilidade me parece desrespeito à dignidade. Sempre me furtei, cuidadosamente, a manipular qualquer pessoa, pois isto é tirar a sua humanidade, é torná-la objeto. Vivia e vivo me ferrando solenemente com esta atitude, como por exemplo quando minha primeira paixão de adolescência (a segunda foi ano passado) ficou indecisa entre eu e um amigo. 14 anos, eu tinha. Deixei-a escolher, mas o André não partilhava destas sutilezas morais, e talvez ela tenha interpretado minha inação como desinteresse, quando era respeito. Bem, ele ficou com ela, se divertiram horrores e eu fiquei com cara de panaca. Mas um panaca convicto, claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meus amores sempre foram baseados na igualdade. Com 17 minha única contribuição a um livro coletivo da turma foi: “o amor é uma guerra em que não há vencidos nem vencedores”. Todas minhas parceiras entenderam minha proposta e me consumiram com gosto, pois homem que não trata mulher como objeto é artigo valorizado. A única que não captou de primeira foi uma namorada que acreditava que num casal um dos dois é o que manda, e este alguém era ela. Infelizmente para nossa relação, da mesma forma que eu não gosto de mandar, também não gosto de ser mandado. Depois de muita conversa, a fiz perceber que igualdade e negociação são muito mais enriquecedoras que cadeia de comando e ela, mandona porém inteligente, rendeu-se aos meus argumentos. Mas não sem antes termos tido grandiosíssimos quebra-paus e arranca-rabos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos anos depois, a questão do poder tornou-se inescapável: virei gerente. Eu estava desempregado havia nove meses, e nessas horas se pega o que aparece. Depois de dois anos me adaptando a um papel para o qual não tinha nem vocação nem talento, descobri algo terrificante: eu gosto de ter poder. Me dá prazer influenciar o comportamento das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não me interessa o poder de influenciar as pessoas contra a sua vontade. Gosto de fazer com que as pessoas queiram minha companhia por sentir prazer ao meu lado; gosto de ter o poder de contribuir, fazer crescer, desenvolver, despertar. Um poder baseado na negociação, na persuasão e no exemplo ético, e que seja criador, estimulador, energizante. Já o poder baseado na recusa e na intimidação, que é o poder perverso, é estéril e mesquinho, pois fundamentado em sentimentos negativos de medo e temor, na rejeição do desejo, da liberdade e da dignidade.  O poder positivo é o que permite a dotação de sentido, o prazer, a troca emocional, o desenvolvimento das habilidades e o respeito à pessoa, como sujeito e ser humano. É este poder que eu gosto de exercer, seja no trabalho, seja no amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-7173934414259361867?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/uKRqaRk1AI4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/08/querer-ter-poder.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-76475804815238724</guid><pubDate>Mon, 23 Aug 2010 01:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T22:03:18.295-02:00</atom:updated><title>Comunione</title><description>Sempre gostei muito de estudar dicionários, e de várias línguas, pois considero que esta é uma forma muito enriquecedora de se aprender mais sobre a vida. É paradoxal que o máximo do livresco, do literato pernóstico, da cultura inútil, que é despender tempo passeando por poeirentos depositários de palavras que ninguém usa, possa servir para ampliar a visão prática de mundo de alguém. Mas acredito que a linguagem molda o pensamento, e por sua vez as palavras moldam como vemos o mundo. Sendo assim, entender o significado do que elas dizem pode nos iluminar como apreendemos e vivemos nossa própria vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As minhas últimas descobertas no Zingarelli me fizeram refletir muito sobre certas palavras em italiano. Por uma razão ainda não muito clara para mim, a primeira flor do Lácio tem conceitos bastante diferentes das do português para palavras como “viril”, “cínico”e “virtude”. Talvez pelo fato de o povo italiano ter marcado em sua língua toda a herança da cultura latina, e se pensarmos bem, terem uma “civilização” tão milenar como a do japonês, por exemplo. E sem esquecer é claro, sua cultura rica e sofisticada, que nos deu o capitalismo na economia, a perspectiva na pintura e o dó-ré-mí na música. Por isso suas definições me soam mais ricas, mais sábias e mais complexas do que as do Houaiss ou do Aulete.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o vocábulo italiano que me fez pensar realmente em como as palavras não apenas comunicam, mas ensinam, é justamente “comunicação”. “Communicare” em italiano pode ser “comunicar” e pode ser “comungar”, e vem do latim “commune”, que derivou também “comunhão”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunicação, comungar, comunhão, comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunicação: troca de mensagens. Comunhão: estreita relação psicológica entre pessoas; sintonia de sentimentos, de modo de pensar, agir ou sentir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trocar palavras é comunhão. Dois olhares que se encontram e se fixam é comunicação. Um sorriso despertar outro é comunhão. Um abraço é comunicação. Retribuir favores é comunhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fazer sexo é comunicação. Fazer amor é comunhão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-76475804815238724?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/jPM0QbgoAog" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/08/comunione.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-4364583585002586525</guid><pubDate>Mon, 16 Aug 2010 00:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T22:04:18.683-02:00</atom:updated><title>Na luta do Bem e do Mal</title><description>O Mal Sempre Vence, porque em um embate entre o Bem e o Mal, este último sempre usa todos, mas todos mesmo, artifícios a seu dispor. O Bem, por definição, não os utiliza. Por isso sempre perde, pois chega o momento no qual ele não se iguala (não se rebaixa?) às manobras do Outro, e o Mal finalmente atinge seu objetivo. E vence.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o Bem poder vencer, ele deve, paradoxalmente, não entrar na peleja; e se afastar o mais possível. Porque o Mal só se realiza lutando contra o que é bom, pois é estéril e destruidor. Mas o Bem se realiza em si mesmo, pois é fértil e criador em suas próprias ações e qualidades. Em outras palavras, o Mal precisa do Bem para ser mau; já o Bem não precisa do Mal para ser bom.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem antagonista, o Mal, sozinho e repleto de sua própria impotência, ódio e ignorância, se destrói a si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-4364583585002586525?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/KeqzAXJ3VwQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/08/na-luta-do-bem-e-do-mal.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1090163975098857530.post-423137334774404168</guid><pubDate>Mon, 09 Aug 2010 00:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-08T21:36:30.262-03:00</atom:updated><title>Soledad y Comunicación</title><description>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;El Yo aspira a comunicarse con otro Yo, como alguien igualmente libre, con una conciencia similar a la suya. Sólo de esa manera puede escapar a la soledad y a la locura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De todos los intentos, el más poderoso es el del amor. Pero es inútil que lo haga con un robot, o con una prostituta que convierte al amor en sexo mecánico, o con una mujer que obedezca a poderes magnéticos: en cualquiera de esos caso sólo logrará satisfacer sus necesidades sexuales. El cuerpo de los demás es un&lt;i&gt; objeto&lt;/i&gt; y mientras el contacto se realice con el solo cuerpo no existirá sino una forma de onanismo. Solamente mediante la plena relación con un &lt;i&gt;sujeto &lt;/i&gt;(cuerpo y alma), poderemos salir de nosotros mismos, trascender nuestra soledad y lograr la comunicación. Por eso el sexo puro es triste, ya que nos deja en la soledad inicial, con el agravante del intento frustrado.(...) De ahí que el erotismo exclusivamente sexual aparezca tan frequentemente unido a la violencia, al sadismo y la muerte. No pudiendo llegar a la otra subjetividad, no pudiendo satisfacer su ansia de comunión espiritual, el hombre se venga inconscientemente, desgarrando y odiando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Se llega así a la paradoja de que la única forma de escapar a la subjetividad total es mediante lo más extremadamente subjetivo que existe: no la razón (que es objetiva) sino la emoción; no mediante la ciencia y las ideas puras sino mediante el amor y el arte. Así se alcanzan esos &lt;i&gt;universales concreto&lt;/i&gt;s que establecen puentes entre los sujetos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ernesto Sábato&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1090163975098857530-423137334774404168?l=gutandis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/GutatisGutandis/~4/MToK-kRmlIE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://gutandis.blogspot.com/2010/08/soledad-y-comunicacion.html</link><author>noreply@blogger.com (G.)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>

