<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570</id><updated>2024-09-01T08:23:02.730+01:00</updated><category term="livro"/><category term="literatura"/><category term="portugal"/><category term="argentina"/><category term="cemitério de escravos"/><category term="língua portuguesa"/><category term="áfrica do sul"/><category term="7 maravilhas"/><category term="Costa do Marfim"/><category term="Guiné Equatorial"/><category term="Juliet Torome"/><category term="Ken Saro-Wiwa"/><category term="Livingstone"/><category term="Mali"/><category term="Tombuctu"/><category term="União Africana"/><category term="Zâmbia"/><category term="acordo ortográfico"/><category term="afrikâner"/><category term="antropofagia"/><category term="apartheid"/><category term="berberes"/><category term="blog"/><category term="carnaval"/><category term="chinua achebe"/><category term="conflito racial"/><category term="ditadura"/><category term="escravidão"/><category term="gene"/><category term="gênero"/><category term="história"/><category term="homem-de-neandertal"/><category term="homo sapiens"/><category term="identidade"/><category term="indústria"/><category term="informação"/><category term="internet"/><category term="lançados"/><category term="m'bokolo"/><category term="malangatana"/><category term="medicina"/><category term="meio ambiente"/><category term="mia couto"/><category term="monumentos"/><category term="moçambique"/><category term="nigéria"/><category term="petróleo"/><category term="racismo"/><category term="recursos naturais"/><category term="science"/><category term="tango"/><category term="turismo"/><category term="tv"/><category term="uruguai"/><title type="text">Historia ya Afrika</title><subtitle type="html"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/posts/default" rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/" rel="alternate" type="text/html"/><link href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" rel="hub"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25" rel="next" type="application/atom+xml"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><generator uri="http://www.blogger.com" version="7.00">Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-1989002486982438112</id><published>2012-04-07T20:04:00.000+01:00</published><updated>2012-04-07T20:16:21.048+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="berberes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mali"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Tombuctu"/><title type="text">Tombuctu: a jóia africana que está em risco de desaparecer</title><content type="html">&lt;b&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;Público (sábado, 07/04/2012)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;O património de Tombuctu, no Mali, pode estar em risco, depois da ocupação pelos rebeldes. UNESCO lançou um alerta e os especialistas estão apreensivos, embora digam que a população sabe o valor do que ali tem&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em Tombuctu, no Norte do Mali, o mito impera, como sempre aconteceu. Sem se saber bem como nem porquê, a História transformou-a numa cidade especial. De uma pequena povoação perdida no deserto do Sara, Tombuctu tornou-se a jóia africana, a cidade do ouro e a capital intelectual e espiritual de África. Um oásis no Sara, que ao longo dos séculos tem vindo a despertar a atenção do mundo. Mas entre histórias, mitos e mistérios, o que se vive hoje na cidade é real. Ocupada há cerca de uma semana pelos rebeldes tuaregues e por islamitas infiltrados, o medo e a incerteza apoderaram-se de Tombuctu. Em tempos de conflito, é preciso salvar a História, e quem a conta é o seu património, agora ameaçado.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_laoxzVVNnfLNTQrKI4UB76rl-693eXj8Q6Z5sU0ywMyr4danRG0AiCJKrhEZFWWMRFyskmA3iiHYBA1eQrRmILQntC4xuuhcDtqiKUD3Ioy6wWs1Pq2d0O1sbgfSDavl3xcj3deqLPwy/s1600/tombuctu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_laoxzVVNnfLNTQrKI4UB76rl-693eXj8Q6Z5sU0ywMyr4danRG0AiCJKrhEZFWWMRFyskmA3iiHYBA1eQrRmILQntC4xuuhcDtqiKUD3Ioy6wWs1Pq2d0O1sbgfSDavl3xcj3deqLPwy/s400/tombuctu.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;
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Os confrontos no Mali já começaram há cerca de duas semanas, mas foi com a luta a chegar a Tombuctu que os receios cresceram e, consequentemente, aumentou a pressão da comunidade internacional. Tombuctu (também chamada de Timbuktu) é cidade Património Mundial da UNESCO desde 1988 e tem por isso de ser protegida. Foi esta a mensagem que a directora-geral da UNESCO, Irina Bokova, passou na segunda-feira e voltou a repetir na quinta, alertando que, acima de qualquer guerra de interesses, é urgente que “as maravilhas arquitectónicas em terra de Tombuctu” sejam preservadas e não sofram quaisquer danos por causa dos conflitos no país. Na memória ainda está o episódio de 2001, quando os taliban bombardearam no Afeganistão um dos maiores complexos budistas, destruindo os budas de Bamiyan.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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“Não acredito que os rebeldes venham a destruir o património de Tombuctu. Como muçulmanos que são, não têm motivos nem nada a ganhar com a destruição daqueles monumentos e dos manuscritos islâmicos”, disse ao PÚBLICO Timothy Insoll, arqueólogo e professor na Universidade de Manchester, que por várias ocasiões trabalhou no local, não escamoteando no entanto que o património pode acabar por ser atingido se os conflitos continuarem. Mas que património e que história se escondem nesta cidade africana, descoberta quase por acaso no século XI por um grupo de tuaregues que ao atravessar o deserto procurava apenas um bom pasto para os seus animais?&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;Capital espiritual&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Embora existam testemunhos históricos da cidade desde o século V, foi depois de estes tuaregues a terem fundado que Tombuctu entrou no mapa africano, assegurando desde logo uma posição estratégica nas trocas comerciais. Perto do rio Níger e às portas do deserto do Sara, Tombuctu era o ponto de encontro perfeito para os negociantes do Norte e do Sul. Palco de grandes negócios, por onde o ouro sempre passou, foi assim que nasceu a fama de Tombuctu como uma terra rica, atraindo cada vez mais africanos, que acabaram por se fixar na cidade, contribuindo assim para o seu crescimento intelectual e religioso. Nos séculos XV e XVI era já considerada a capital espiritual e um centro de propagação do islão em África. Diz um ditado dessa época que “o sal vem do Norte, o ouro do Sul, mas a palavra de Deus e os seus tesouros só se encontram em Tombuctu”. A fama da riqueza chegou ao Ocidente, mas só no século XIX, quando surgiu o primeiro relato da cidade feito por um europeu, é que na Europa se desmistificou a ideia que se tinha de Tombuctu. Esta tornara-se uma cidade culta, mas não era rica em ouro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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“Naquela altura, a cidade tinha a maior universidade da África Subsariana com mais de 25 mil estudantes”, contou ao PÚBLICO, por email, o maliano Lassana Cissé, do comité científico do ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios) e responsável pelo património mundial no Mali, explicando que assim se reuniu ao longo dos séculos “uma rara fonte escrita para o conhecimento de África” em todas as áreas. Ao mesmo tempo e como consequência foram construídos templos de culto, entre os quais se destacam ainda hoje as três grandes mesquitas de Djingareyber, Sankoré e Sidi Yahia, os 16 cemitérios e os mausoléus, assim como as bibliotecas que guardam milhares de manuscritos, alguns datados ainda da era pré-islâmica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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A arquitecta Maria Fernandes, especialista do ICOMOS Portugal, destaca a construção típica dos monumentos, feita de adobe, à base de lama e madeira, por isso frágil e requerendo cuidados redobrados. “Estes monumentos têm um valor histórico importantíssimo e não se podem perder”, afirmou a especialista, explicando que as condições climáticas e as areias do deserto já por si são uma causa de desgaste. “Sendo palco de um conflito, aumentam os riscos de destruição”, afirma.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;Responsáveis incontactáveis&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Até agora ainda não existem registos de quaisquer danos, mas também pouco se sabe sobre o que se passa na cidade. Ao PÚBLICO, o gabinete da UNESCO no Mali, que fica na capital Bamako, disse não ter ainda informações sobre a situação, revelando não conseguir nem contactar os responsáveis pelo património em Tombuctu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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“A situação é complicada, as pessoas não se sentem seguras, fala-se em pilhagens e violência”, contou ao telefone a italiana Elisa Roth, a trabalhar em Bamako numa ONG, garantindo que a última coisa em que as pessoas pensam neste momento é no património. “Existem outras preocupações mais importantes, como conseguir comida.”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Situação que preocupa Lassana Cissé. “Existem de facto razões para nos preocuparmos. Num momento de guerra, a destruição do património edificado e do enorme tesouro que são os manuscritos é muito possível”, assegura, acrescentando que tem estado em contacto com a UNESCO, que segundo Manuela Galhardo, secretária executiva da Comissão Nacional da organização, já accionou todos os meios. “A Convenção de 1972 sobre o património mundial por toda a visibilidade e credibilidade que tem é já um instrumento poderoso da UNESCO”, explicou ao PÚBLICO a responsável, lembrando que “todos os malianos, que estão a combater, seja de que lado for, estão sob o olhar da comunidade internacional e por isso se destruírem alguma coisa ficarão com esse peso e responsabilidade”.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas Maurício Abreu, fotógrafo que em 2006 esteve em Tombuctu, acredita que nada de grave possa acontecer. “As pessoas têm consciência da riqueza daquele património e sabem como preservá-lo”, disse, contando que quando esteve na cidade todos os monumentos estavam muito bem preservados. “Os próprios manuscritos têm passado de geração em geração, sempre com todos os cuidados, porque os malianos sabem a importância que aqueles documentos têm para a História.” Teoria também defendida pelo professor de Manchester, que destaca ainda a importância de todo o património para o turismo. “Embora não existam assim tantos turistas, as pessoas de Tombuctu estão conscientes do impacto financeiro”, acrescenta, defendendo que até que a situação se resolva tudo dependerá da população local. “Com o colapso do Governo, quem mais poderá manter e guardar os monumentos?”, questiona Timothy Insoll, esperando que seja qual for o desfecho dos acontecimentos a jóia africana não desapareça.&lt;/div&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/1989002486982438112/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2012/04/tombuctu-joia-africana-que-esta-em.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1989002486982438112" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1989002486982438112" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2012/04/tombuctu-joia-africana-que-esta-em.html" rel="alternate" title="Tombuctu: a jóia africana que está em risco de desaparecer" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_laoxzVVNnfLNTQrKI4UB76rl-693eXj8Q6Z5sU0ywMyr4danRG0AiCJKrhEZFWWMRFyskmA3iiHYBA1eQrRmILQntC4xuuhcDtqiKUD3Ioy6wWs1Pq2d0O1sbgfSDavl3xcj3deqLPwy/s72-c/tombuctu.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-7299487322671399518</id><published>2011-08-07T12:32:00.001+01:00</published><updated>2011-08-09T16:58:58.025+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="moçambique"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="turismo"/><title type="text">Para conhecer Moçambique</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmkeWsqFlYUiCfpjK8KZ1Itxo_iqAOyXXWsCfp8GF_Fp3nqWaBht2YtaoRHjHtdfhkvidFUnbWeMUJCvtW5-LhES5Yd4QW_I7mSB4Ygzeo2GgmFnA000hekwF87jcerpoSuXXFZLc6mABm/s1600/mo%25C3%25A7a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="84" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmkeWsqFlYUiCfpjK8KZ1Itxo_iqAOyXXWsCfp8GF_Fp3nqWaBht2YtaoRHjHtdfhkvidFUnbWeMUJCvtW5-LhES5Yd4QW_I7mSB4Ygzeo2GgmFnA000hekwF87jcerpoSuXXFZLc6mABm/s320/mo%25C3%25A7a.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;O &lt;a href="http://www.mocambiqueturismo.co.mz/index.aspx?menuid=0&amp;amp;lang=P"&gt;Guia Turístico de Moçambique&lt;/a&gt; traz muitas informações relevantes aos que pretendem conhecer o país.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;São informações gerais e breves sobre a cultura, o clima, a fauna e a flora do país, mas também sobre questões mais práticas como o visto, a vacina obrigatória contra a febre-amarela, a autorização para conduzir e, para os menos desavisados, lembram que lá a condução é feita pela esquerda.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para informações específicas sobre qualquer uma das dez províncias em que se divide Moçambique, basta navegar pelo menu lateral do site.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a proposta deste post, para além de indicar o Guia, é transcrever aqui o pequeno resumo que traz o site da História de Moçambique:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6a8695; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os povos primitivos de Moçambique foram os Bosquímanes. Entre os anos 200 a 300 DC, ocorreram as grandes migrações de povos Bantu, oriundos da região dos Grandes Lagos a Norte que empurraram os povos locais para regiões mais pobres a Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos finais do séc. VI, surgiram nas zonas costeiras os primeiros entrepostos comerciais patrocinados pelos Swahilárabes que procuravam essencialmente a troca de artigos vários pelo ouro, ferro e cobre vindos do interior.&lt;br /&gt;
No séc. XV, inicia-se a penetração portuguesa com a chegada de Pêro da Covilhã às costas moçambicanas e o desembarque de Vasco da Gama na Ilha de Moçambique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde 1502 até meados do séc. XVIII, os interesses portugueses em Moçambique estavam sob a administração da Índia Portuguesa.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6a8695; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;De início, os portugueses criaram “feitorias” com objectivos meramente comerciais, a que se seguiu a fixação no litoral, onde construíram, em 1505, a fortaleza de Sofala e, em 1507, a fortaleza na Ilha de Moçambique. Só alguns anos mais tarde, na tentativa de dominarem as zonas produtoras de ouro, se aventuraram para o interior onde estabeleceram novas feitorias. Às feitorias, sucederam-se nos finais do séc. XVII os “ prazos” no Vale do Zambeze, uma espécie de feudos doados ou conquistados e que constituíram o primeiro estágio da colonização portuguesa.Com a extinção dos “prazos” em 1832, por decreto régio, e com a emergência dos estados militares, iniciou-se o comércio de escravos que se manteve mesmo após a abolição da escravatura nas Colónias, em 1869. A partilha de África decidida na Conferência de Berlim em 1884/1885 obrigava os portugueses a uma ocupação efectiva de todo o território limitado pelas fronteiras reconhecidas naquela Conferência.Perante a incapacidade financeira e militar para tornar efectiva aquela ocupação, Portugal cedeu os seus direitos de gerir grande parte de Moçambique a companhias magestáticas que até ao final dos anos 30 do séc. XX passaram a explorar os recursos agrícolas e a mão-de-obra do País. No entanto, a ocupação colonial nunca foi pacífica, tendo-se verificado até ao início do Séc. XX forte resistência por parte de vários chefes tribais como Mawewe, Ngungunhana, Komala e outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À semelhança do que aconteceu noutras colónias portuguesas, também Moçambique se levantou contra a ocupação colonial portuguesa, iniciando a 25 de Setembro de 1964 a luta armada conduzida pela FRELIMO Frente de Libertação de Moçambique organização que aglutinou os 3 movimentos criados no exílio então existentes. Durante a luta pela libertação, lideraram o Movimento, primeiro, Eduardo Chivambo Mondlane e, após a sua morte a 3 de Fevereiro de 1969, Samora Moisés Machel que assumiu a Presidência da República a 25 de Junho de 1975.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1977, a RENAMO - Resistência Nacional de Moçambique, iniciou uma guerra civil que só terminou em 1992 com a assinatura do acordo de paz entre os dois Movimentos. Em 1994 tiveram lugar as primeiras eleições ganhas pelo Presidente Joaquim Alberto Chissano que tinha sucedido a Samora Machel na Direcção da FRELIMO e na Presidência da República após a morte deste num acidente de aviação na vizinha Africa do Sul. Presentemente Moçambique é um País democrático, com a realização de eleições livres nos prazos previstos na Constituição, tendo as últimas ocorridas sem qualquer incidente de relevo em Dezembro de 2004 em que foi eleito Presidente da República Armando Emílio Guebuza, também da Frelimo.&lt;/span&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/7299487322671399518/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/08/para-conhecer-mocambique.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7299487322671399518" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7299487322671399518" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/08/para-conhecer-mocambique.html" rel="alternate" title="Para conhecer Moçambique" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmkeWsqFlYUiCfpjK8KZ1Itxo_iqAOyXXWsCfp8GF_Fp3nqWaBht2YtaoRHjHtdfhkvidFUnbWeMUJCvtW5-LhES5Yd4QW_I7mSB4Ygzeo2GgmFnA000hekwF87jcerpoSuXXFZLc6mABm/s72-c/mo%25C3%25A7a.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-8076249532049667203</id><published>2011-06-13T12:06:00.004+01:00</published><updated>2011-07-25T14:50:19.847+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cemitério de escravos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="portugal"/><title type="text">Cemitério de escravos em Portugal (II)</title><content type="html">&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Os escravos negros circularam pelo continente europeu, juntamente com escravos "mouros" (berberes do norte da África), árabes e da própria Europa. Mas foi em 1444 que, justamente em Lagos, desembarcou o primeiro carregamento de escravos trazido pelas caravelas portuguesas, dando início assim ao moderno tráfico de escravos que iria, nos séculos seguintes, dominar o Atlântico. A partir de então, e até o século XVII, a cidade foi um importante ponto de desembarque do tráfico.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A famosa Crônica da Guiné de Gomes Eanes Zurara, principal documento escrito da chegada desses primeiros escravos a Portugal em 1444, deixa-nos um testemunho do impacto daquele momento; tanto para os africanos desembarcados como para os portugueses que assistiram à divisão feita em praça pública das "peças" trazidas da África.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;No dia 08 de agosta daquele ano, muitos campesinos da região do Algarve somaram-se aos inúmeros curiosos de Lagos para ver desembarcarem e repartirem aqueles homens de "razoada brancura", outros "menos brancos" e outros "tão negros como Etiópios". No total eram aproximadamente 230 escravos que "tinham as caras baixas e os rostos lavados com lágrimas, olhando uns contra os outros; outros estavam gemendo mui dolorosamente, esguardando a altura dos céus, firmando os olhos em eles, bradando altamente como se pedissem socorro ao Pai da Natureza; outros feriam seu rosto com suas palmas, lançando-se estendidos em meio do chão; outros faziam suas lamentações em maneira de canto, segundo o costume da sua terra, aos quais (posto que as palavras da linguagem aos nossos pudesse ser entendida) bem correspondiam ao grau de sua tristeza."&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Zurara ainda descreve como separavam "os filhos dos pais; e as mulheres, dos maridos; e os irmãos, uns dos outros. A amigos nem a parentes, não se guardava nenhuma lei; somente, cada um caía onde a sorte o levava."&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;As primeiras evidências datam alguns dos esqueletos do &lt;a href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/06/cemiterio-de-escravos-em-portugal.html"&gt;cemitério de Lagos&lt;/a&gt; para o ano de 1470. Ao confirmar-se essa datação, nada impediria que alguns dos esqueletos encontrados pertencessem a alguns daqueles homens e mulheres descrito na Crônica da Guiné de Zurara. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/8076249532049667203/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/06/cemiterio-de-escravos-em-portugal-ii.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/8076249532049667203" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/8076249532049667203" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/06/cemiterio-de-escravos-em-portugal-ii.html" rel="alternate" title="Cemitério de escravos em Portugal (II)" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-5634708586823370717</id><published>2011-06-06T21:39:00.001+01:00</published><updated>2011-06-11T00:22:43.695+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cemitério de escravos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="portugal"/><title type="text">Cemitério de escravos em Portugal</title><content type="html">&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Um cemitério de escravos africanos, datado do século XV, foi encontrado na cidade de Lagos, sul de Portugal, na sequência das escavações para a construção de um parque de estacionamento em setembro de 2008. O cemitério descoberto, de extraordinária importância, já é considerado o mais antigo desse tipo no mundo. Os 155 esqueletos de homens, mulheres e crianças estavam dispostos de maneira aleatório, numa lixeira que esteve ativa entre os séculos XV e XVII.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Os trabalhos de construção do parque deram, contudo, primeiro com outro cemitério: o de leprosos. Também se sabia que no local no século XV funcionava uma gafaria (hospital de leprosos)&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;, &lt;/span&gt;e o achado de aproximadamente 20 esqueletos, com sinais muito evidentes de lepra, venho a confirmar os textos da época. A diferença dos esqueletos africanos, os mortos pela lepra estavam sepultados de maneira ordenada. Isso porque no caso dos escravos, esses eram jogados sem nenhum cuidado cerimonial na lixeira, que funcionava, juntamente com a gafaria, na parte exterior da muralha da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Os trabalhos feitos por arqueólogos da Universidade de Évora, no primeiro semestre de 2009, constataram a existência de pelo menos quatro crânios com os dentes ritualmente moldados. Julga-se que poderá ser possível identificar a procedência desses homens, uma vez que se sabe que  algumas populações da África ocidental possuíam a prática de esculpir ritualmente alguns dos seus dentes.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vários dos esqueletos possuíam marcas de violência, como a posição das mãos indicando estarem amarrados atrás das costas. Também foi encontrado o de uma criança recém nascida juntamente ao de uma mulher &lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;― &lt;/span&gt;provavelmente a sua mãe &lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;―&lt;/span&gt; e que possivelmente tenham morrido no momento do parto.&lt;/div&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/5634708586823370717/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/06/cemiterio-de-escravos-em-portugal.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/5634708586823370717" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/5634708586823370717" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/06/cemiterio-de-escravos-em-portugal.html" rel="alternate" title="Cemitério de escravos em Portugal" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-6911021274683686666</id><published>2011-04-02T17:39:00.001+01:00</published><updated>2011-04-03T15:19:20.703+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Costa do Marfim"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gênero"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Juliet Torome"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="União Africana"/><title type="text">A outra metade do céu</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;La Vanguardia (28/03/2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Por Juliet Torome&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No Quênia, meu país de origem, existe um ditado popular que diz que, quando dois elefantes brigam, quem sofre é o pasto. Em nenhum outro lugar isso é mais evidente do que nos numerosos conflitos que a África tem testemunhado nos últimos 50 anos. Na República Democrática do Congo, bandos de saqueadores que se dizem defensores da liberdade, e os exércitos do governo com quem combatem, durante décadas utilizaram a violação como uma arma contra as mulheres indefesas. Mas quando se trata dos esforços para evitar uma crise como a de Ruanda, as mulheres africanas muitas vezes são deixadas de fora. Consideremos os atuais esforços da União Africana (UA) para encontrar uma solução ao impasse político pós-eleitoral na Costa do Marfim. Dos cinco líderes eleitos na reunião de cúpula da União Africana na Etiópia, para coordenar as negociações, nenhum deles era mulher.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O que é ainda mais ofensivo para as mulheres africanas é que a UA as ignore para escolher em troca homens cujo compromisso com a democracia e os direitos humanos pode ser pior do que a de Laurent Gbagbo, o homem que se aferra à presidência da Costa do Marfim apesar de ter perdido as eleições. Dos cinco homens designados para dirigir a missão para persuadir Gbagbo a deixar o poder, somente dois ―Jakaya Kikwete, da Tanzânia, e Jacob Zuma, da África do Sul― podem-se dizer que chegaram ao poder democraticamente. Os outros três, Mohamed Ould Abdel Aziz, da Mauritânia, Idriss Déby, do Chade, e Blaise Compaore de Burkina Faso, se apoderaram do governo através de golpes, alguns deles de forma violenta. A ironia é muito mais profunda. A UA está cheia de homens que não são mais honestos do que Gbagbo. Meles Zenawi, anfitrião da reunião de cúpula, governou a Etiópia por quase 20 anos e não convenceu ninguém fora do seu círculo de amigos de que as eleições do seu país foram livres e justas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nem se quer Goodluck Jonathan, da Nigéria, que lidera a Comunidade Econômica da África Ocidental (ECOWAS, na sua sigla em Inglês) e respalda a intervenção militar contra Gbagbo, pode sair ileso dessa comparação. Jonathan é presidente da Nigéria hoje porque Umaru Musa Yar Ádua, o seu falecido antecessor, chegou ao poder através daquilo que muitos consideram eleições fraudulentas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Enquanto a África está cheia desses homens de passado duvidoso, que aplicam "soluções africanas para os problemas africanos", como dizem, o continente não avançara na solução dos seus problemas. Eu sei que muitos dirão que o grupo de mulheres africanas reconhecidas é limitado à presidenta da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf; à Nobel da Paz Wangari Maathai; à Ngozi Okonjo-Iweala, ex-ministra de economia da Nigéria e atual vice-presidenta do Banco Mundial; à Graça Machel, ex-primeira dama de Moçambique e África do Sul, e algumas outras. Poderiam ter razão, mas qualquer uma dessas quatro mulheres seria muito mais eficaz na mediação de conflitos na África do que todos os outros presidentes dos países da UA juntos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O problema com a África é que os altos cargos de governo não tem as melhores soluções. Em muitos casos, os de menor escalão, ou mesmo alguém fora do governo, poderiam ser mais efetivo. Às vezes o que a África precisa é de mais sentido comum e gente que esteja disposta a deixar de lado seu orgulho e formular perguntas simples que muitos não querem enfrentar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma mulher na reunião de cúpula de Adís Abeba, poderia ter perguntado aos que chamam para a guerra, por exemplo, que explicassem como, dado o fracasso à hora de controlar as milícias armadas da Somália, da República Democrática do Congo, da Uganda e de outras partes, planejam derrotar Gbagbo. Uma mulher poderia ter recordado aos que ameaçam a Gbagbo com uma guerra que quando o conflito comece, os homens levarão a luta aos campos de batalha, deixando as mulheres para trás para que se ocupem das crianças.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Serão as mulheres que então terão que arrumar o pouco que têm e fugir aos países vizinhos que já estão lutando para alimentar aos seus próprios filhos. E serão as mulheres que vão ser violadas, mutiladas e assassinadas, como pode ver o mundo recentemente, em Abidjan, a capital da Costa do Marfim, quando as forças de Gbagbo massacraram sete mulheres durante um protesto pacífico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se as mulheres tivessem estado a cargo da UA, teriam sabido que o machismo dos homens africanos não permite que esses se sintam abalados por ameaças de conflitos violentos. Como disse Thomas Sankara, o homem ao que Compaore lhe tomou o poder em 1987 para se tornar presidente de Burkina Faso, "as mulheres levam sobre os seus ombros a outra metade do céu". Infelizmente, os homens da UA nos marginalizam, e o céu da Costa do Marfim parece querer cair outra vez.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/6911021274683686666/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/04/outra-metade-do-ceu.html#comment-form" rel="replies" title="1 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/6911021274683686666" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/6911021274683686666" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/04/outra-metade-do-ceu.html" rel="alternate" title="A outra metade do céu" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-1426962086852409226</id><published>2011-03-08T14:35:00.003+00:00</published><updated>2011-03-08T14:40:04.918+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="carnaval"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ditadura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guiné Equatorial"/><title type="text">Presidente da Guiné Equatorial no carnaval do Rio</title><content type="html">Acabei de ler no blog &lt;a href="http://www.diariodaafrica.com/2011/03/presidente-da-guine-equatorial-esbanja.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed:+DirioDafrica+(DI%C3%81RIO+DA+%C3%81FRICA)"&gt;Diário da África&lt;/a&gt;, que reproduziu um texto do O Globo, da presença do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, no desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;RIO - Em sua estreia no carnaval carioca, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, presidente da Guiné Equatorial, fechou um camarote duplo para os seus convidados no setor par da Avenida Sapucaí&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eleito pela revista "Forbes" o oitavo governante mais rico do mundo, Obiang mostrou empolgação a valer quando avistou o jogador Ronaldinho Gaúcho entre a Velha Guarda da Portela:- Ele é muito bom jogador - exaltou.O camarote de Obiang é totalmente revestido de tecido vermelho, do chão ao teto. Em uma das paredes, um retrato seu emoldurado chamava a atenção de quem passava pela lateral da pista. Os 50 convidados de sua comitiva bebiam muita champanhe em taças de cristal durante os desfiles.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto também fala da tentativa, aparentemente falida, do filho Teodorin Obiang de comprar um iate que custaria quase três vezes o que o país gasta em educação e saúde por ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrei-me então de um &lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/opinion/Corrupcion/miseria/petroleo/elpepuopi/20090803elpepiopi_12/Tes"&gt;artigo que li já a algum tempo&lt;/a&gt; (2009) escrito pelo único deputado da oposição do país africano, Plácido Micó.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Guiné Equatorial desde a sua independência em 1968 (era uma colônia espanhola) conheceu apenas dois presidentes. O atual, Obiang Nguema - há 31 anos no poder -, e o seu tio, Francisco Macías Nguema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;Para o oposicionista Plácido Micó, o governo anterior foi em muitos aspectos até pior do que o atual: "A sangrenta ditadura de Macías foi de um horror, de uma crueldade e destruição indescritível, arruinou economicamente o país, administrado como uma grande fazenda, e não construiu a menor instituição de Estado digna desse nome."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Obiang Nguema conta, desde uma década e meia, com a abundância de petróleo para financiar-se no poder e aumentar cada vez mais as suas contas bancárias. Até a alguns anos atrás, a estadunidense Exxon-Móbil depositava os direitos que devia pela exploração do petróleo na costa guinéu-equatoriana diretamente em contas pessoais do ditador.Chegou se ao cúmulo do Estado ter que "roubar" o presidente-ditador para pagar as sua contas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E isso não é pouca coisa para uma país que vê 90% do seu PIB sair da exploração do petróleo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da riqueza proveniente da exploração petrolífera e da fortuna acumulada pela família do mandatário, o país do Golfo da Guiné, que faz fronteira com Camarões ao norte, e Gabão ao sul, não possui uma única biblioteca em todo o pais, nem pública nem privada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O deputado Plácido Micó acusa os "países de sempre" (China, Cuba, Marrocos, Coreia do Norte, o Zimbábue de Mugabe...) de dar apoio internacional à ditadura do seu país, mas também aos Estados Unidos e as suas petroleiras. E parece ser que agora também a Espanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembremos que na sua última visita ao continente africano, o ex-presidente Lula esteve na Guiné Equatorial promovendo, entro outras coisas, os interesses da Petrobras na região.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que promoveu o carnaval carioca também?&lt;/div&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/1426962086852409226/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/03/presidente-da-guine-equatorial-no_8396.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1426962086852409226" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1426962086852409226" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2011/03/presidente-da-guine-equatorial-no_8396.html" rel="alternate" title="Presidente da Guiné Equatorial no carnaval do Rio" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-1929033663591070787</id><published>2010-08-28T15:16:00.003+01:00</published><updated>2020-05-10T09:56:17.614+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="antropofagia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Livingstone"/><title type="text">A resposta de Tanganyka ao explorador Livingstone</title><content type="html">&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
Durante o século XIX, inúmeros exploradores europeus e estadunidenses percorreram o continente africano, financiados muitas vezes pelos seus próprios países, com o intuito de "descobrir" e desvelar os segredos geográficos, hidrográficos, fauna, flora, religiões, culturas, línguas da África e dos seus habitantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
Apropriar-se desse conhecimento era fundamental para sentar as bases do assalto ao continente que se iniciaria no final do século XIX e princípio do XX.&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
Esses exploradores acabaram por nomear rios, cataratas, lagos, relevos conhecidos pelos africanos desde tempos mais que antigos. A lógica era essa: como os africanos eram considerados incivilizados, nada mais normal esses lugares serem "batizados" pelos primeiros civilizados que aí chegassem. Como naquele famoso poema de Bertold Brecht:&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
Quem construiu Tebas, a das sete portas?&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nos livros vem o nome dos reis,&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
Mas foram os reis que transportaram as pedras?&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
(...)&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
Isso tudo vem a propósito de um encontro entre o mais conhecido desses exploradores, o também missionário escocês David Livingstone, morto em 1873, e um líder africano chamado Tkerecaloma . Este fora questionado pelo europeu se já tinha ouvido falar dos homens que comem gente, numa clara alusão ao pretendido canibalismo africano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tenho - respondeu Tkerecaloma, - mas nós sempre supomos que semelhante monstruosidade, bem como as outras, só existiam entre vós, os que andam pelo mar.&lt;/div&gt;
</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/1929033663591070787/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2010/08/resposta-de-tanganyka-ao-explorador.html#comment-form" rel="replies" title="1 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1929033663591070787" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1929033663591070787" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2010/08/resposta-de-tanganyka-ao-explorador.html" rel="alternate" title="A resposta de Tanganyka ao explorador Livingstone" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-2381383935300596068</id><published>2010-05-16T01:00:00.003+01:00</published><updated>2011-03-31T23:16:16.831+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gene"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homem-de-neandertal"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homo sapiens"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="racismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="science"/><title type="text">Ironia da História</title><content type="html">Lá pro final do século XIX, quando os europeus se preparavam para o assalto final do território africano, umas ideias pseudocientíficas começaram a pipocar nos meios mais intelectualizados da Europa. Aos olhos de hoje, aquelas teorias não convencem mais ninguém, mas na época não só convenceram como foram defendidas por cientistas, intelectuais, políticos, jornalistas... A de que os negros (mas também indianos, indígenas) formavam uma “raça” inferior (da dos brancos, claro). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A observação do tamanho e forma dos crânios talvez tenha sido o estudo mais validado para corroborar tal teoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegado o século XX, essa “certeza” justificou as mais violentas práticas colonialistas dos europeus na África; como também serviu de base para os nazistas na busca da sua pureza ariana.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resulta que uma recente pesquisa publicada na famosa revista científica &lt;a href="http://www.sciencemag.org/special/neandertal/feature/genomics.html"&gt;Science&lt;/a&gt;, que estudou a sequência genética do homem-de-neandertal, chegou a conclusão de que os euro-asiáticos possuem até 4% de genes neandertal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O  homem-de-neandertal, como sabemos, é um dos vários hominídeos que existiram na terra, mas que não sobreviveu porque, dizem os cientistas, não era tão inteligente e adaptado como o homo sapiens, ou seja, um dos nossos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como diria um amigo meu: comeram poeira!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de que o homo sapiens e o homem-de-neandertal compartiram espaço e tempo, se dava como seguro que não teria havido nenhum tipo de cruze.  Em outras palavras: que ninguém tinha “pegado” ninguém!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas parece que não foi bem assim. Não se sabe quem correu atrás de quem, mas os nossos Romeus &amp;amp; Julietas dos primórdios acabaram, inclusive, deixando uma prole. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa descoberta, na verdade, não muda nada na visão da identidade humana. Somos todos farinha do mesmo saco. Mas não pude deixar de pensar com que cara ficariam aqueles que acreditavam serem superiores só porque tinham uma pele branca, se alguém vindo do futuro, lhes contasse o fiasco em que se transformaram as suas teorias racistas. E pra sacanear, dizer-lhes baixinho no ouvido: vocês levam um “neandertal” no sangue.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/2381383935300596068/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2010/05/ironia-da-historia.html#comment-form" rel="replies" title="1 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/2381383935300596068" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/2381383935300596068" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2010/05/ironia-da-historia.html" rel="alternate" title="Ironia da História" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-2159115644202510467</id><published>2010-04-09T11:26:00.011+01:00</published><updated>2010-05-30T21:00:06.341+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="afrikâner"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="conflito racial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="áfrica do sul"/><title type="text">Conflito racial na África do Sul</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/arch2010-04-01_2010-04-30.html#2010_04-07_12_15_49-129032461-0"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pé na Áfri&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Por Fábio Zanini&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;VENTERSDORP (ÁFRICA DO SUL) –&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; É verdade que a África do Sul escapou de implodir em uma guerra civil logo que o apartheid acabou, mas não é fato que a transição tenha se dado de maneira indolor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O período de 1990 a 1994 foi de conflito e massacres, nos quais morreram centenas de pessoas. De um lado, uma minoria branca temerosa de perder o poder e ainda com as forças armadas na mão. Querendo a criação de uma “pátria branca”, separada dos negros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;De outro, a maioria negra, ainda sem a força das armas pesadas, mas cada vez mais assertiva e disposta a fazer valer sua superioridade numérica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No meio, polícia e muito arame farpado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tudo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; isso parecia consignado aos livros de história. A África do Sul de 2010 ainda está longe de uma harmonia perfeita, mas avançou muito no convívio racial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ontem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, porém, o arame farpado voltou, na cidadezinha de Ventersdorp, a duas horas e meia de viagem de Johannesburgo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Chega-se lá por estradas vicinais sem acostamento, atravessando belas fazendas de milho e criação de gado. Quase todas de propriedade dos bôers, os fazendeiros africâners (descendentes de holandeses).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os dois mundos, negro e branco, se encontraram em frente ao fórum da cidade, um prosaico edifício de telhado zinco verde, num pacato lugarejo com não mais do que 10 mil habitantes. Vieram fazer vigília no dia da aparição em corte dos dois acusados (negros) pelo assassinato de Eugene Terreblanche, líder de uma facção radical branca, o AWB.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O AWB já foi bastante influente, mas hoje não passa de uma relíquia, um amontoado de viúvas do apartheid. Não importa. Ontem, figuras do passado espanaram o pó de roupas e bandeiras e foram à luta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cerca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; de 200 africâners estavam lá, indignados com o crime. A antiga bandeira tricolor da África do Sul (azul, laranja e branco), da era do apartheid, estava em todo o canto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-f0bsyv05jMnhGh-kcLsmgqXtPEUGkvc8GHKJpaUThXqAsLr7Qb0FWRnkatMP9qvklu3DwDU2KYgTpFiGvX2i0ecdrNUyJ-StdHEhHVungReMra3-9NvFVL2ruf5bLXi4xfziOHnc2lUP/s1600/1.JPG"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458074502538658930" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-f0bsyv05jMnhGh-kcLsmgqXtPEUGkvc8GHKJpaUThXqAsLr7Qb0FWRnkatMP9qvklu3DwDU2KYgTpFiGvX2i0ecdrNUyJ-StdHEhHVungReMra3-9NvFVL2ruf5bLXi4xfziOHnc2lUP/s320/1.JPG" style="cursor: pointer; height: 240px; width: 320px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Alguns&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; estavam vestidos para a guerra, com camisas e calças camufladas. Um grupo de quatro sujeitos mal-encarados num canto cortou na hora meu pedido de entrevista, de forma ameaçadora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Outros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; usavam o uniforme da AWB, cujo símbolo tem clara inspiração nazista, como você pode perceber na foto abaixo, de uma senhora de 73 anos e seu neto de 13. São três números “7” pretos sobre um fundo vermelho, imitando a suástica. A explicação oficial é que o grupo foi fundado por sete pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYedIzw54keXMaG4BR8AlvIL8MoUq-xIGEpySq3_51-x0MkCnFWkUrr0n95jvNzjyhIyOfqFPabt5bWXcBk4Qf8Dp88impsqu1n7rf10xcb2bCIsQasMexxwLvDMCT5roCC6JiiD5aw47h/s1600/2.JPG"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458074644619687122" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYedIzw54keXMaG4BR8AlvIL8MoUq-xIGEpySq3_51-x0MkCnFWkUrr0n95jvNzjyhIyOfqFPabt5bWXcBk4Qf8Dp88impsqu1n7rf10xcb2bCIsQasMexxwLvDMCT5roCC6JiiD5aw47h/s320/2.JPG" style="cursor: pointer; height: 240px; width: 320px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Havia também muita indignação contra o governo. O assassinato de Terreblanche, ao que tudo indica, foi por causa de uma disputa trabalhista com empregados em sua fazenda. Mas tudo na África do Sul ganha contornos políticos. Por uma coincidência infeliz, alguns dias antes, uma ordem judicial proibiu membros do partido governista, o Congresso Nacional Africano, de cantar uma antiga música dos tempos do exílio cujo refrão diz nada menos do que “shoot the boer” (atire no boer).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; fazendeiro protestou, numa referência aos cerca de 3.000 boers assassinados desde 1994.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirIBUju2ufR3oMBTF4biRcXCO4cM2QD7-wZF274PAGqMivb27XpmLZpVj5kSn5Kf-TiRAaa99hpxXLw3frVJQ7rLkJhhU1XHohFrmnPQxAYq3ImR8rPBrmauAxw9vZqNZPbGXu4fS_AnpR/s1600/3.JPG"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458074758424032002" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirIBUju2ufR3oMBTF4biRcXCO4cM2QD7-wZF274PAGqMivb27XpmLZpVj5kSn5Kf-TiRAaa99hpxXLw3frVJQ7rLkJhhU1XHohFrmnPQxAYq3ImR8rPBrmauAxw9vZqNZPbGXu4fS_AnpR/s320/3.JPG" style="cursor: pointer; height: 240px; width: 320px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O cartaz diz: “Caça a fazendeiros. Licenças grátis emitidas pelo ANC [o partido do governo]"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E os negros?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Também&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; estavam ali às centenas, abertamente felizes com a morte de Terreblanche, aplaudindo os dois suspeitos e os chamando de heróis. O AWB sempre foi odiado por eles.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; não haver pancadaria, a polícia teve que separar os dois grupos por uma barreira de dois metros de altura de...arame farpado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbAsUEdt5f38ogHD5dwXgWhTDt2ZU3xlWPhDu7zn82YA3mpmSDMkI41O6I_gzQsSK_SC1ij99Cy9UAyM0-N_Y8zXtQy3tTenIAtAAyY2HWjfZs0q0m8bh0-tK1h7zLp5YuXCXgPJYuD5wW/s1600/4.JPG"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458074880603437202" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbAsUEdt5f38ogHD5dwXgWhTDt2ZU3xlWPhDu7zn82YA3mpmSDMkI41O6I_gzQsSK_SC1ij99Cy9UAyM0-N_Y8zXtQy3tTenIAtAAyY2HWjfZs0q0m8bh0-tK1h7zLp5YuXCXgPJYuD5wW/s320/4.JPG" style="cursor: pointer; height: 240px; width: 320px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Uma decisão justificável do ponto de vista da segurança das pessoas, mas simbolicamente deprimente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Outro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; simbolismo não passou despercebidos. Alguns negros acompanharam a movimentação de cima de um monumento honrando três membros do AWB mortos num confronto em 1991.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; color: #0000ee; line-height: normal;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458078320279016418" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghmUU8JapPZKZbzkieqDb9cp2b0wG5QgzUICX36z9w3Vi1PTzpqHZx8qyqt7CH7ulIu5G_LjxbI9ip-ScXPK12WmPGlsp3hs-9ahGMq0sGZ2Q-s_3GqBkKaweh330jnnHfy9fiJsukp15B/s320/5.JPG" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 240px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; color: #0000ee; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O dia terminou calmo, mas a tensão permanece. Por enquanto não houve onda de violência, e acho difícil que aconteça. Mas a África do Sul “nação arco-íris”, orgulhosa sede da Copa do Mundo em pouco mais de 60 dias, não poderia estar mais distante ontem em Ventersdorp.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/2159115644202510467/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2010/04/conflito-racial-na-africa-do-sul_09.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/2159115644202510467" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/2159115644202510467" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2010/04/conflito-racial-na-africa-do-sul_09.html" rel="alternate" title="Conflito racial na África do Sul" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-f0bsyv05jMnhGh-kcLsmgqXtPEUGkvc8GHKJpaUThXqAsLr7Qb0FWRnkatMP9qvklu3DwDU2KYgTpFiGvX2i0ecdrNUyJ-StdHEhHVungReMra3-9NvFVL2ruf5bLXi4xfziOHnc2lUP/s72-c/1.JPG" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-7686181225858381677</id><published>2009-11-06T08:49:00.006+00:00</published><updated>2010-05-30T20:51:54.124+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="argentina"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tango"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="uruguai"/><title type="text">Os afro-portenhos e o nascimento do tango</title><content type="html">&lt;a href="http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios/?title=uma_forma_de_caminhar_pela_vida&amp;amp;more=1&amp;amp;c=1&amp;amp;tb=1&amp;amp;pb=1"&gt;&lt;strong&gt;Por Ariel Palacios&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrzecE2hnNLYGUZ5YhGTXHIkL3y6xKCF8beDXois81xRKbNsHluK72bMXaKrwZP3CXFvOI79Dt_xmnFbiNrNjXVs1JBkzoJ0-56ColYbK2Tk3IPnpzy6IzNoWeRI7RXH29TFn2ucRtVKD3/s1600-h/66669.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400910979315115314" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrzecE2hnNLYGUZ5YhGTXHIkL3y6xKCF8beDXois81xRKbNsHluK72bMXaKrwZP3CXFvOI79Dt_xmnFbiNrNjXVs1JBkzoJ0-56ColYbK2Tk3IPnpzy6IzNoWeRI7RXH29TFn2ucRtVKD3/s320/66669.bmp" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 146px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um relatório elaborado por Cynthia Quiroga, psicóloga colombiana (o cantor Carlos Gardel morreu em 1935 na colombiana Medellín), integrante da Universidade de Frankfurt (Alemanha, terra onde foi inventado o bandonenón) afirma que o tango eleva o desejo sexual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Universidade recomenda o tango para casais com problemas de baixa testosterona&lt;br /&gt;
Sexo à parte, o tango - ritmo musical do rio da Prata (pois é praticado em ambas margens, a uruguaia e a argentina) - foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, no mês passado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Argentina (no Uruguai a História é outra), mais do que 'argentino', o tango é portenho, já que o interior da Argentina seria melhor representado por outros ritmos, como o chamamé, o malambo e a zamba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bairro da Boca não foi o berço do tango, ao contrário do que indicam certas lendas, especialmente de guias turísticos estrangeiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tango nasceu no 'barrio del Mondongo', atual bairro de Montserrat. O bairro está marcado em vermelho nesse mapa antigo de Buenos Aires.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tango surgiu ao redor de 1877 no bairro de Montserrat, situado entre a Casa Rosada e o atual Congresso Nacional. Na época, ali residiam os descendentes dos escravos negros que haviam sido liberados em 1813.&lt;br /&gt;
Em Montserrat, também chamado de “barrio del Mondongo”, os afro-argentinos organizaram-se em associações beneficentes, que de noite – em barracos de sapé - preparavam festas para angariar fundos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses eventos, tocavam batucadas lânguidas, que para os escandalizados vizinhos brancos da área eram danças “luxurientas” e “indecentes” na coreografia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As reuniões em Monserrat-Mondongo muitas vezes acabavam subitamente com a intervenção da polícia, que aparecia para “colocar ordem” no lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na época de carnaval as associações de afro-argentinos saíam às ruas para dançar ao som da batucada, denominada na região do rio da Prata como “candombe”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A rivalidade dos grupos – cada um queria mostrar que era melhor na coreografia - provocava confrontos sangrentos nas ruas. Por este motivo, depois de anos de incidentes, o governo ordenou a dissolução das associações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem poder sair às ruas, os afro-portenhos organizaram lugares exclusivos de dança, os “tambos”. Com esta palavra começa a polêmica sobre a origem do tango. Para alguns “tangólogos”, “tango” viria de “tambo”. Para outros, vem de “Xango”, ou “Xangô”, deus africano da guerra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A própria palavra “tango”, com essa grafia, apareceu em 1836 no “Diccionario Provincial de Voces Cubanas”. O livro define “tango” como “a reunião de negros para dançar ao som de seus tambores ou atabaques”. Outra teoria indica que “tango” vem de “tambor”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A polêmica e a discussão são elementos altamente cotados na mesa dos argentinos. Portanto, abundam versões sobre o assunto. Uma teoria indica que “tango” vem de “tang”, palavra pertencente a um dialeto africano que poderia ser traduzida como “aproximar-se, tocar”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma forma de caminhar pela vida com raízes africanas que posteriormente foram europeizadas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Curiosamente, outra versão sustenta que a palavra vem do latim “tangere”, que também significa “tocar”. No espanhol antigo, “tangir” equivale a tocar um instrumento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para complicar, no século XIX existia na Espanha um “tango andaluz”. E no México, no século XVIII, uma dança com o mesmo nome.&lt;br /&gt;
Nenhuma dessas teorias (há várias teorias adicionais sobre a origem da palavra) foi comprovada. Os argentinos continuam dançando este gênero sem se preocupar por sua etimologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta forma, os afro-portenhos tiveram que resignar-se a ficar dentro de seus “tambos”, dançando o embrião daquilo que em poucas décadas seria o tango tal como o conhecemos hoje em dia.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/7686181225858381677/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/11/os-afro-portenhos-e-o-nascimento-do.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7686181225858381677" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7686181225858381677" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/11/os-afro-portenhos-e-o-nascimento-do.html" rel="alternate" title="Os afro-portenhos e o nascimento do tango" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrzecE2hnNLYGUZ5YhGTXHIkL3y6xKCF8beDXois81xRKbNsHluK72bMXaKrwZP3CXFvOI79Dt_xmnFbiNrNjXVs1JBkzoJ0-56ColYbK2Tk3IPnpzy6IzNoWeRI7RXH29TFn2ucRtVKD3/s72-c/66669.bmp" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-3836992220024480538</id><published>2009-10-16T23:18:00.003+01:00</published><updated>2009-10-16T23:30:17.270+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tv"/><title type="text">Nova África</title><content type="html">Essa semana o Instituto de Pesquisas Datafolha divulgou uma &lt;a href="http://www.tvbrasil.org.br/saladeimprensa/noticia_139.asp"&gt;pesquisa&lt;/a&gt; sobre o canal público de televisão &lt;a href="http://www.tvbrasil.org.br/"&gt;TV Brasil &lt;/a&gt;onde 80% dos consultados aprovam a sua programação (22% consideram ótima e 58% boa). Com menos de dois anos de existência, a TV Brasil já é assistida regularmente por 10% dos entrevistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da sua grade de programação, destacamos a Nova África, uma série de 26 episódios sobre o continente africano, exibido toda sexta-feira e que estreou no último dia 25 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AYex4o3e3ZU&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/AYex4o3e3ZU&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/3836992220024480538/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/10/nova-africa.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/3836992220024480538" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/3836992220024480538" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/10/nova-africa.html" rel="alternate" title="Nova África" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-7027367650881323940</id><published>2009-10-16T22:21:00.005+01:00</published><updated>2010-05-30T20:54:10.628+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="blog"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="internet"/><title type="text">A África na blogosfera</title><content type="html">&lt;strong&gt;Mama África está online&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.politikaetc.info/"&gt;Do Blog Politika etc&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Por Raphael Neves &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recentemente, a TV Brasil lançou a série &lt;a href="http://www.tvbrasil.org.br/saladeimprensa/noticia_102.asp"&gt;Nova África&lt;/a&gt;, em uma tentativa de "dar voz aos africanos e retratar a diversidade do continente". Uma iniciativa louvável de uma tv pública em um país com uma imensa população negra. Mas, salvo raríssimas exceções da mídia tradicional, como é o caso da TV Brasil, e o exemplo de blogues como o &lt;a href="http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/"&gt;Pé na África &lt;/a&gt;ou o &lt;a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/"&gt;Diário da África&lt;/a&gt;, pouco ou nada sabemos do que ocorre no continente africano. Seguindo a sugestão de Joaquim Toledo, do Blog do Guaciara, resolvi fazer um texto sobre a quantas anda a blogosfera africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Segundo o artigo da Eurozine.com que o Jay me mandou, apenas 11% das casas no continente tem internet, bem abaixo da média mundial de 23%. A boa notícia, porém, é a enorme expansão do mercado de telefonia celular. Principalmente em áreas rurais onde não há eletricidade, muito menos internet, agricultores tem utilizado aparelhos celulares para fazer negócios, como &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/10/06/science/06uganda.html?_r=2&amp;amp;scp=1&amp;amp;sq=internet%20africa&amp;amp;st=cse"&gt;mostrou&lt;/a&gt; o NY Times recentemente. Claro, às vezes é preciso se deslocar bastante para poder recarregá-los na tomada mais próxima, mas o simples fato de estar conectado com o mundo tem ajudado a combater pragas nas plantações através do monitoramento e consolidação das informações em centros de pesquisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também este ano o continente conectou-se à internet através de um cabo submarino, o primeiro desse tipo por lá, de 17.000 km instalado por uma empresa com capital 75% africano, segundo a CNN. O cabo vai conectar países como a África do Sul, Quênia e Madagascar, na costa leste africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda segundo o Eurozine, dos cerca de 10.500 blogues africanos catalogados em julho deste ano, 62% são da África do Sul, o que representa aproximadamente 6.400 blogues, seguida da Nigéria com 1.094, Quênia com 555 e Egito com 325 blogues. Como no resto do mundo, os temas abordados por cada blogue variam. O portal Afrigator dá uma boa ideia disso na seleção dos "temas quentes" debatidos nos blogues que hospeda: afrigator.com/topics/summary.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De blogues pessoais que retratam o cotidiano, como o Capetowndailyphoto.com passando pelos excelentes blogues políticos como o Blacklooks.org e o Kenyanpundit.com, a coisa por lá anda mesmo muito interessante. Outro blogue que vale a pena visitar é o Natavillage.typepad.com. Trata-se de um blogue comunitário de uma vila de 5.000 habitantes em Botswana. O país é o que tem maior índice de contágio de HIV em todo o continente e, na vila de Nata, a doença chegou a níveis pandêmicos. Segundo a página, 50% das gestantes são portadoras da doença. O blogue concentra informações, alertas médicos e também divulga as ações para captação de recursos destinados a melhorar as condições de saúde dos moradores da vila.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre ecologia e desenvolvimento sustentável, há o Voicesofafrica.info. Algo que chamou minha atenção ao entrar na página foi um seção voltada para "Information Empowerment" (empoderamento da informação), ou seja, em como a tecnologia e as novas formas de comunicação podem melhorar a qualidade não só de vida, mas das instituições de alguns países. Recentemente na New School ouvi de um ativista e advogado congolês, Olivier Kambala, as dificuldades em se criar o Instituto da Memória do Congo (memcongo.org) a fim de preservar a memória de anos de colonização belga e guerra civil. Um problema que ficou claro para mim é que em certos países simplesmente não há condições estruturais de se formar uma esfera pública formal (isto é, rádio, tvs, jornais etc.). Portanto, quando se quer fazer chegar informações às pessoas ou ouvir delas suas histórias (algo fundamental para um instituto da memória), a internet, se disseminada, pode ser o primeiro passo à constituição das condições mínimas para mecanismos democráticos de participação.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/7027367650881323940/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/10/africa-na-blogosfera.html#comment-form" rel="replies" title="1 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7027367650881323940" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7027367650881323940" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/10/africa-na-blogosfera.html" rel="alternate" title="A África na blogosfera" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-8076402826459324399</id><published>2009-09-13T21:12:00.009+01:00</published><updated>2010-05-30T20:55:10.979+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="acordo ortográfico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="língua portuguesa"/><title type="text">O Acordo Ortográfico</title><content type="html">&lt;a href="http://tertuliacrioula.com/2009/08/o-acordo-ortografico/"&gt;Do Tertúlia Crioula&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Por Edmilson Varela&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Acordo Ortográfico visa uma normalização da escrita da língua portuguesa entre os países da CPLP (Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Timor-Leste). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Nos inícios do século XX houve várias tentativas falhadas entre Portugal e Brasil no sentido de estabelecer uma regra única para a escrita da língua portuguesa, pelo menos a nível científico (mas sem sucesso). Mais tarde, mais concretamente na década de 80, com a independência dos países africanos da língua oficial portuguesa, foram dados passos importantes neste sentido, com as negociações entre a Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras, que culminou com a assinatura do acordo em 1990, em Lisboa, entre todos os países da língua oficial portuguesa. No caso de Timor-Leste só foi possível fazer parte deste projecto a partir de em 2004, após a sua independência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A reforma ortográfica de 1990 precisava apenas da ratificação de pelo menos três países para entrar em vigor, o que aconteceu em 2006, com a ratificação do Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e, em Maio de 2008, a ratificação por parte de Portugal. Tendo em conta que o acordo ortográfico foi assinado há 19 anos, não impediu que estes países o ratificassem. Porém, há já alguns países como Brasil e Cabo Verde, que prevêem a entrada em vigor do novo acordo ortográfico ainda este ano. No entanto, há para todos os países da língua oficial portuguesa um período de tempo considerável para a sua adaptação (antes da entrada em vigor, definitivamente) que, provavelmente, será em 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas afinal, o que é que muda com o novo acordo Ortográfico? Qual será a reacção dos profissionais? Será que há um consenso em relação a este acordo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São algumas as mudanças na língua portuguesa. Mudanças essas que se resumem a nível do vocabulário, introdução de algumas letras, mudanças na utilização de maiúsculas, nas utilizações dos acentos (circunflexos e grave) e mudanças na utilização do hífen.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Ora, vejamos então essas alterações em cada caso:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocábulos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo João Casteleiro e Pedro Dinis, são um total de 1140 palavras afectadas pelo novo acordo ortográfico. Destas 1140, 1026 vão sofrer alterações obrigatórias e definitivas, uma vez que são consoantes mudas, como: “cc, pc ct, pt”- ex.: “cc” – transacionado, lecionar, ação, ereção, reação, “pc” – percecionar, anticoncecional, adoção, conceção, “ct” – ato, atual, teto, projeto, “pt” - Egito, batismo. Nas sequências, mpt e mpc, o m é substituído por n ex: assunção e não assumpção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, entretanto, um total de 114 palavras que passara a ter dupla grafia, por causa das diferenças na pronúncia, fundamentalmente entre Portugal – mais os países africanos da língua oficial portuguesa e Timor-leste (como por exemplo: Fricção, sucção, facto, pacto, bactéria etc.) e o Brasil (exemplo: frição, fato, pato …).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maiúscula:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Haverá mudanças também na utilização de maiúscula e minúscula, temos por exemplo os meses do ano e os pontos cardeais, que vão passar a ser escritos em minúsculas, assim como também, títulos de livros (atenção que a primeira letra deve ser escrito em maiúscula), nomes de praças, de ruas, de disciplinas ou mesmo das áreas do saber, como “português”,” matemática” etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Introdução de novas letras:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Temos a introdução em definitivo do “K”, “W” e “Y”, isto é, o português passa a ganhar mais três letras. Alfabeto português passará de 23 para 26 letras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hífen: Nas palavras com os prefixos como “anti-“ e “co-“ deixam de se empregar o hífen, exemplo: co-piloto, passará a escrever-se “copiloto”. Quando as palavras prefixadas começam por “r” e “s” a letra duplica-se ex: anti-reflexo, passará a ser escrito “antirreflexo”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passará a ser usado em palavras prefixadas quando a palavra base começa com “h”, ex: anti-herói, e, também, quando a última letra do prefixo é igual a primeira letra da palavra seguinte ex: contra-ataque, excepto quando o prefixo começa por “co-“, como cooperação. Mantém-se a sequência de “m” e “n”, ex: circum-navegar. Não mudarão, também as palavras prefixadas por “pré-“, “prós-“, “bem-“ e “não-“.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantém, de igual modo a repetição do hífen na linha seguinte nos casos em que a mudança de linha se faz na posição do hífen, ex: “diretor-//-geral”, o mesmo acontece na translineação. Nos casos monossilábicos do verbo haver deixa de haver hífen, ex: há de, e não há-de.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acento circunflexo: o circunflexo em vogais ô e ê mantém-se. Mas, por outro lado, podendo no entanto haver dupla grafia em palavras que se pronunciam de forma diferente, como por exemplo: a palavra tônico (Brasil) e tónico (Portugal e os países da língua oficial portuguesa). Ambas as formas estão correctas. O acento circunflexo também cai nas situações em que é utilizado para distinguir palavras monografas. Por exemplo haverá mudança na palavra pelo, e não pêlo, ou seja, estamos perante uma palavra com duplo significado, mas entretanto escreve-se apenas de uma maneira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação à utilização do acento em alguns verbos, vai haver mudanças por exemplo no verbo parar, que vai passar a ser escrito sem o acento, para e não pára, porém, vai manter o acento em outras situações como forma de distinguir da preposição, ex: (mantém-se) pôr, e não por.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acento na letra u depois do q ou g, deixa de ser utilizado, exemplo: oblique e não obliqúe, para o conjuntivo presente e imperfeito de obliquar, assim como também agues e não agúes (do verbo aguar).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como acabamos de ver, são algumas as mudanças do novo acordo ortográfico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As opiniões dividem-se entre os que estão a favor e os que estão contra o novo acordo ortográfico, isto é, não há um consenso em relação a este acordo. O facto é que todos apresentam argumentos, quer a favor, quer contra a nova regra ortográfica. As vantagens ou desvantagens são subjectivas. Para nós (os mais velhos) pode ser um pouco difícil habituarmo-nos às novas regras, no entanto para os mais novos (com um bom trabalho a nível da educação) será fácil a adaptação, uma vez que a intenção, no fundo, é simplificar a escrita da língua portuguesa. De modo que posso dizer, que a intenção é também aproximar os países da CPLP a nível da ortografia, tornando a escrita da língua portuguesa uniforme entre os seus falantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com esta breve exposição esperamos contribuir para um maior e melhor esclarecimento sobre a nova regra ortográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia, tomamos a liberdade de reunir um conjunto de bibliografias ou melhor de fontes (que utilizamos no nosso trabalho) e que achamos por bem pôr à disposição do leitor, caso queira aprofundar o seu conhecimento em relação a esta matéria. As obras estão disponíveis nas livrarias nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fontes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Acordo Ortográfico, Guia Prático; Porto, 2008, ed.: Porto Editora;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-BECHARA, Evanildo, O que muda com o novo Acordo Ortográfico, ed.: Nova Fronteira;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-CASTELEIRO, João Malaca, Correia, Pedro Dinis, Atual – O Novo acordo ortográfico, o que vai mudar na grafia do português, Lisboa, 2008;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-CORREIA, Pedro Dinis, Vocabulário Prático da Língua Portuguesa, conforme o Acordo Ortográfico, Lisboa, 2008, ed.: Texto Editores;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-GOMES, Francisco Álvaro, O Acordo Ortográfico, Lisboa, 2008, ed.: Flumen/Porto Editora;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-SANTOS, Volnyr, SOBRE O ACORDO ORTOGRAFICO DA LINGUA PORTUGUESA, ed.: Rigel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-SILVA, Maurício, O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: o que muda e o que não muda, ed.: Contexto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-VIEIRA, Jair lot, O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, ed.: Edipro,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sites:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=acordo;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/8076402826459324399/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/09/o-acordo-ortografico.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/8076402826459324399" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/8076402826459324399" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/09/o-acordo-ortografico.html" rel="alternate" title="O Acordo Ortográfico" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-3823629770967893230</id><published>2009-08-08T00:39:00.008+01:00</published><updated>2010-05-30T20:56:54.400+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="indústria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Zâmbia"/><title type="text">Bicicleta de bambu</title><content type="html">&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9ZM0HpSLBKKb1qqMqTB9bVyU0G05MXE5_ZC3veBMQ-fxSFt_h5zCdI2lMMVr49Me3ZYuEibI-Uzi_fSlz2KZlUag3AwDs5ZDuW3GU6z9Dqw4C0406gUWgljGgFTkBOsjfFBWCdi0f4t0l/s1600-h/header-buy-a-bike.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367370983292972002" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9ZM0HpSLBKKb1qqMqTB9bVyU0G05MXE5_ZC3veBMQ-fxSFt_h5zCdI2lMMVr49Me3ZYuEibI-Uzi_fSlz2KZlUag3AwDs5ZDuW3GU6z9Dqw4C0406gUWgljGgFTkBOsjfFBWCdi0f4t0l/s320/header-buy-a-bike.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 99px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Na África como em outras partes do Globo, os países menos industrializados acabam por especializar-se na exportação de matéria-prima aos mais industrializados. Na Zâmbia não é diferente, mas agora uma empresa fundada recentemente por dois estadunidenses e dois zambianos, a &lt;em&gt;Zambikes&lt;/em&gt;, pretende contrariar a lógica do atual sistema econômico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Formada por 45 funcionários, acabaram de exportar para os Estados Unidos o seu mais novo produto: bicicleta. E o que faz dessa &lt;em&gt;bamboosero&lt;/em&gt;, como é conhecida, um produto especial é que o seu quadro é feito completamente de bambu. Os primeiros clientes desembolsaram US$ 900 por cada bicicleta ou US$ 500 para adquirir somente o quadro. O preço pode parecer elevado, mas para Mwewa Chikamba, um dos co-fundadores da &lt;em&gt;Zambikes&lt;/em&gt;, o que mais preocupa nesse momento não é o preço e sim as dificuldades burocráticas e a falta de mão de obra qualificada para levarem adiante o empreendimento na Zâmbia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Temos, em primeiro lugar, um problema com a burocracia. Não é fácil fazer coisas aqui. E também temos impostos muito altos. Não é fácil arranjar financiamentos e materiais e depois há o problema da força de trabalho não qualificada."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As &lt;em&gt;bambooseros&lt;/em&gt; não só representam uma inversão da lógica econômica, mas um avanço tecnológico para o desenvolvimento sustentável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A foto foi retirada &lt;a href="http://www.bamboosero.com/buy-a-bike.html"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/3823629770967893230/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/08/bicicleta-de-bambu.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/3823629770967893230" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/3823629770967893230" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/08/bicicleta-de-bambu.html" rel="alternate" title="Bicicleta de bambu" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9ZM0HpSLBKKb1qqMqTB9bVyU0G05MXE5_ZC3veBMQ-fxSFt_h5zCdI2lMMVr49Me3ZYuEibI-Uzi_fSlz2KZlUag3AwDs5ZDuW3GU6z9Dqw4C0406gUWgljGgFTkBOsjfFBWCdi0f4t0l/s72-c/header-buy-a-bike.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-7882122538434219669</id><published>2009-08-01T16:36:00.002+01:00</published><updated>2010-05-30T20:55:47.343+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escravidão"/><title type="text">O "escravo" africano</title><content type="html">A escravidão moderna é um tema caro à história, principalmente quando se envereda para o lado das responsabilidades. Lembro-me de um antigo professor que sempre quando abordava o tema em suas aulas ou palestras, parecia ao fim como que obrigado a pedir desculpas e a justificar-se pelo clima tremendamente triste em que se acabavam as sessões. Realmente éramos presos por um sentimento de raiva, impotência e até, diria, depressivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Sabemos o quão importante foi a escravidão para o desenvolvimento do mercantilismo e, na sequência, à Revolução Industrial e ao capitalismo. As contas encaixam-se perfeitamente quando vemos quem são os que mais se beneficiam do atual modelo econômico, enquanto que por outro lado vemos os que pagam até hoje o elevado preço histórico e social desse “infame comércio”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O escravo não é para nada, apesar da crença generalizada, um produto genuinamente africano. Diferentes tipos de submissão, de dominação, de exploração e de escravidão existiram em todo o mundo e em diferentes condições e épocas. Basta lembrar que a palavra escravo vem dos “eslavos” que eram escravizados pelos germânicos. Então em que momento o escravo africano e negro vai predominar e transformar-se no “escravo-mercadoria” tão necessário para a exploração do Brasil e da América?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para começar não foi um processo que aconteceu de um dia pra outro e, principalmente, foi o resultado da participação (portanto uma invenção) conjunta de africanos, árabes e europeus. Como bem definiu o historiador francês &lt;em&gt;Claude Meillassoux&lt;/em&gt;, autor de &lt;em&gt;Antropologia da Escravidão&lt;/em&gt;, foi um “choque de civilizações” o que permitiu o surgimento do escravo moderno. Os africanos, assim como os europeus, russos, americanos, árabes também exerciam relações de submissão e de servidão no seio das suas sociedades. Mas quando da expansão islâmica no norte da África a partir do século VII, a nova religião trousse uma justificação à captura de escravos: a necessidade de conversão dos não-muçulmanos por meio da escravidão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aumento do tráfico gerou mudanças na economia interna africana ao criar condições para a venda dos seus “dependentes” num circuito comercial intercontinental. &lt;br /&gt;
A entrada em cena dos europeus a partir do século XV vai finalmente acentuar esse processo tanto no plano religioso (ao afirmar que os negros não possuíam almas), quanto no econômico com a demanda de um número cada vez maior de escravos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação alcançou tão magnitude que os africanos já não tinham mais possibilidades de escolha: era necessário escravizar cada vez mais para não se transformarem num escravo. A abordagem teológica tanto islâmica quando cristã e, os interesses políticos e econômicos de africanos, árabes e europeus acabaram por “inventar” e justificar a escravização de milhões de africanos.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/7882122538434219669/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/08/o-escravo-africano.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7882122538434219669" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7882122538434219669" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/08/o-escravo-africano.html" rel="alternate" title="O &quot;escravo&quot; africano" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-8280442355878011952</id><published>2009-07-28T21:03:00.003+01:00</published><updated>2010-05-30T20:56:16.621+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="chinua achebe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livro"/><title type="text">A Flecha de Deus de Chinua Achebe</title><content type="html">Certamente muitos são os que gostariam de poder “voltar” na História; desfazer ou modificar o passado para “concertar” o presente. Mais do que uma viagem no tempo, a certeza de saber qual o melhor caminho a seguir (geralmente o contrário do que foi escolhido) agora que sabemos as consequências das decisões passadas. Deixando as especulações filosóficas e de ciência de ficção de lado, a História pode ter múltiplas interpretações, mas acontece apenas uma única vez na vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Chinua Achebe, escritor nigeriano autor de &lt;em&gt;Quando tudo se desmorona&lt;/em&gt;, publicado em 1958, um dos livros africanos mais lidos no mundo, com toda certeza não pertence a essa classe de visionários. Mas me foi impossível não pensar nessa possibilidade enquanto lia outro de seus livros, &lt;em&gt;A Flecha de Deus&lt;/em&gt;. E mais, até que ponto os grupos humanos realmente escolhem conscientemente o caminho a seguir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Ezeulu&lt;/em&gt;, o personagem central do livro carrega uma enorme responsabilidade sobre si: é o mais importante líder espiritual de uma comunidade de seis aldeias que se juntaram para fazer frente aos perigos externos. A &lt;em&gt;Umuaro&lt;/em&gt;, como é conhecida essa federação, tem por tradição que o seu máximo líder seja sempre um filho da família de &lt;em&gt;Ezeulu&lt;/em&gt;. Seu bisavô, avô e o seu pai também carregaram essa responsabilidade e, assim como eles, terá que escolher um dos seus filhos para continuar com a tradição. E é justamente o conflito entre a tradição africana e o poder alienador do ocidente que permeia essa bela obra de Chinua Achebe. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história se passa na segunda década do século passado e mostra os conflitos no seio da sociedade Ibo com a ocupação inglesa do que hoje é a atual Nigéria. &lt;em&gt;Ezeulu&lt;/em&gt; tem boas relações com o administrador inglês &lt;em&gt;Winterbotton&lt;/em&gt;, mas se nega a colaborar com esse quando se decide por interferir nas relações de poder da federação &lt;em&gt;Umuaro&lt;/em&gt;. Enquanto isso o líder africano obriga o seu filho &lt;em&gt;Oduche&lt;/em&gt;  a frequentar a nova igreja trazida pelos brancos para que aprenda os segredos desses. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Movendo-se entre a tradição do seu povo e a força da presença ocidental, o supremo sacerdote terá que fazer difíceis escolhas. Esse é o drama que permeia a narrativa em &lt;em&gt;A Flecha de Deus &lt;/em&gt;e que de certa maneira bebe da vivência pessoal de Chinua Achebe. Filho de um professor numa das missões religiosas instaladas no país, Chinua sempre recebeu dos seus pais os valores da cultura Ibo, mesmo esses sendo devotos do protestantismo e que, em homenagem à rainha Vitória lhe batizaram com o nome de Albert, o qual iria renunciar anos mais tarde enquanto frequentava a universidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto quanto Chinua, também o personagem &lt;em&gt;Ezeulu&lt;/em&gt; faz a suas escolhas, sabendo que não mudará o passado. Mas isso talvez já não tenha nenhuma importância... Resta então saber as consequências futuras das suas escolhas.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/8280442355878011952/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/flecha-de-deus-de-chinua-achebe.html#comment-form" rel="replies" title="1 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/8280442355878011952" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/8280442355878011952" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/flecha-de-deus-de-chinua-achebe.html" rel="alternate" title="A Flecha de Deus de Chinua Achebe" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-851301327188702658</id><published>2009-07-19T20:53:00.010+01:00</published><updated>2010-05-30T21:02:01.752+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="informação"/><title type="text">O blog de Alfred</title><content type="html">&lt;strong&gt;Do XLSemanal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsAoAcxiX3RNF6lS6U2WiRt9j4_dnnrtmRXZSp5RBC-p8-rGVEUgFRAa46jtG1A6l6fWocCeXTAe50z3wWkA3TNNYRWDmVl60Y08Kxzfyw1H2vyrL0lpK7WV4Kw8gkkklTzj3CZQTigyMf/s1600-h/noticias.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360262579189998178" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsAoAcxiX3RNF6lS6U2WiRt9j4_dnnrtmRXZSp5RBC-p8-rGVEUgFRAa46jtG1A6l6fWocCeXTAe50z3wWkA3TNNYRWDmVl60Y08Kxzfyw1H2vyrL0lpK7WV4Kw8gkkklTzj3CZQTigyMf/s320/noticias.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 193px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
LIBÉRIA/ A Internet não chegou a muitos pontos de África, porém a criatividade dos seus habitantes supera as carências tecnológicas. O chamam “o blogger do quadro” e ele se autodenomina “managing editor” de &lt;em&gt;The Daily Talk&lt;/em&gt;, um jornal antivirtual; de fato nada é mais real e material do que o seu jornal. Alfred Sirleaf, de 33 anos, diz que é um caçador de notícias autodidata que lê meia dúzia de jornais por dia e depois resume o mais importante, escreve no quadro e coloca diariamente na frente da sua lojinha de madeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
E não só isso, atualiza várias vezes ao dia. Pendura um cartaz de “últimas notícias” em cima da história mais recente e recrutou uma equipe de &lt;em&gt;free-lance &lt;/em&gt;que enviam exclusivas via SMS. Inclusive criou um sistema de sinais para que possam informar-se das notícias mais importantes também os que não sabem ler. “Quero que todos possam compreender e chegar a maior quantidade de gente possível.” E admite publicidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A foto é de Erik Hersman, criador do site AfriGadget.com, um &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; que foi incluído entre os 50 melhores do mundo pela &lt;em&gt;Time&lt;/em&gt; e que tem como lema “Resolvendo os problemas do dia-a-dia com a criatividade africana”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Original e foto clique &lt;a href="http://www.xlsemanal.com/web/articulo.php?id=44338&amp;amp;id_edicion=4267"&gt;aqui&lt;/a&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/851301327188702658/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/o-blog-de-alfred.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/851301327188702658" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/851301327188702658" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/o-blog-de-alfred.html" rel="alternate" title="O blog de Alfred" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsAoAcxiX3RNF6lS6U2WiRt9j4_dnnrtmRXZSp5RBC-p8-rGVEUgFRAa46jtG1A6l6fWocCeXTAe50z3wWkA3TNNYRWDmVl60Y08Kxzfyw1H2vyrL0lpK7WV4Kw8gkkklTzj3CZQTigyMf/s72-c/noticias.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-9083450210138109999</id><published>2009-07-17T12:06:00.005+01:00</published><updated>2010-05-30T20:57:49.194+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="apartheid"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="medicina"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="áfrica do sul"/><title type="text">Qual a cor de um coração na África do Sul?</title><content type="html">Na África do Sul do apartheid, onde a maioria negra estava, para além de socialmente, fisicamente separada da minoria branca que controlava a vida econômica e política do país, e enquanto Mandela cumpria apenas 4 dos 27 anos em que passaria confinado na prisão, um acontecimento histórico ocorrido em dezembro de 1967 repercutiria em todo o mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Tanto quanto uma revolução das ciências médicas, o primeiro transplante de coração em seres humanos também significaria um acontecimento simbólico de enorme valor na consciência de muitos sul-africanos. O transplante do coração de Denise Darvall, morta num acidente de carro em que também morreu a sua mãe, a três minutos do hospital onde se realizaria a cirurgia, ganhou notoriedade e entrou para os livros de história da medicina. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que pouca gente não sabe é que tanto naquele momento como os êxitos anteriores e os seguintes transplantes envolveram a solidariedade e a doação de órgãos entre negros e brancos. Fato não desprezível num país onde os hospitais etiquetavam as bolsas de sangue de acordo com a cor de pele dos doadores. A morte de Denise também possibilitou que o seu rim fosse transplantado num jovem negro. Anteriormente, e como passo fundamental para o êxito do primeiro coração transplantado, um homem negro foi doador também de um rim a uma senhora branca, chamada curiosamente Mrs Black (o que permitiu à imprensa internacional titular: “Senhora Negra recebeu um rim negro”). Esse transplante foi uma prova decisiva para ultrapassar um dos maiores desafios que impediam o transplante do "órgão mítico": a rejeição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meses mais tarde quando o cirurgião Chris Barnard realizou o segundo transplante, foi então o coração de um jovem negro de 28 anos, Clive Haupf, quem salvou a vida de um homem branco sul-africano. Bernard não perdeu a oportunidade para denunciar o regime racista do seu país. Lembrou, em uma entrevista no mesmo dia da operação, todas as privações que a família desse jovem negro foi e era submetido, a obrigação de sentarem-se em bancos reservados aos negros, usarem ônibus reservados aos negros, a casa perdida porque agora o bairro se encontra numa área de brancos e etc. Mas quando lhe pedi ao seu pai o coração do seu filho, lembrou Barnard, ele não me respondeu: “o coração do meu filho está reservado aos negros”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
COMENTÁRIO&lt;br /&gt;
O terceiro transplante de coração foi realizado em 1968 no Hospital das Clínicas de São Paulo pelo Dr. Euryclides de Jesus Zerbini.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/9083450210138109999/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/qual-cor-de-um-coracao-na-africa-do-sul.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/9083450210138109999" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/9083450210138109999" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/qual-cor-de-um-coracao-na-africa-do-sul.html" rel="alternate" title="Qual a cor de um coração na África do Sul?" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-5259848462595682599</id><published>2009-07-15T10:57:00.004+01:00</published><updated>2010-05-30T20:58:30.448+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="meio ambiente"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="recursos naturais"/><title type="text">A árvore mais cara do mundo</title><content type="html">Conhecida pelos habitantes da Tanzânia, ao pé do Kilimanjaro, a montanha mais alta do continente africano (na verdade um vulcão com 5.895 mt de altitude) como mpingo (&lt;em&gt;Dalbergia melanoxylon&lt;/em&gt;), essa árvore pode custar até 25.000 dólares o metro cúbico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Poucas são as pessoas que poderiam identificar uma árvore de jacarandá-africano ou madeira negra africana ou pau-preto como também é conhecida a mpingo, mas certamente muito mais pessoas a terão “ouvido”. Isso porque um dos grandes usos dessa nobre madeira é para a fabricação de instrumentos musicais de sopro. A característica lustrosa e a dureza dessa árvore a tornam uma excelente matéria-prima também para trabalhos artesanais. Os egípcios antigos já a utilizavam para a fabricação de móveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas infelizmente a sua exploração cada vez maior pode levá-la a extinção dentro de uma ou duas gerações, principalmente no sul da Etiópia e no Quênia. Hoje as maiores reservas encontram-se na Tanzânia e no norte de Moçambique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A preocupação pela sua preservação já fez surgir diversas iniciativas para replantar a mpingo, mas como seu crescimento demora entre 50 e 70 anos, a demanda ainda é bem maior que o reflorestamento. Uma dessas iniciativas é a ONG Mali Hai, liderada pelo botânico tanzânico Sebastian Chuwa que vem desde 1985 sensibilizando a comunidade local para a importância da preservação e da conscientização ambiental. Junto à comunidade de Kibosho, aos pés do Kilimanjaro, Chuwa está envolvido num projeto que pretende plantar um milhão de árvores de crescimento mais rápido como forma de ajuda para a preservação do ecossistema da região.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/5259848462595682599/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/arvore-mais-cara-do-mundo.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/5259848462595682599" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/5259848462595682599" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/arvore-mais-cara-do-mundo.html" rel="alternate" title="A árvore mais cara do mundo" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-7655321758349766279</id><published>2009-07-13T13:06:00.006+01:00</published><updated>2010-05-30T20:59:23.911+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="lançados"/><title type="text">Os lançados</title><content type="html">Desde que os europeus, nomeadamente os portugueses, alcançaram o litoral da costa ocidental africana ao sul do Saara, no fim da primeira metade do século XV, uma questão importante se colocou: como travar relações diretas uma vez que os dois grupos pareciam viver em mundos completamente diferentes. O desconhecimento do terreno e das forças sociais da costa da chamada Grande Senegâmbia e o mais absoluto controle e domínio desse espaço pelos africanos impediu um simples “desembarque” dos portugueses em terras africanas. A &lt;em&gt;razia&lt;/em&gt; (forma de captura violente de escravos) foi iniciada pelos navegadores europeus sob a bandeira de Portugal, mas em seguida foi abandonada em proveito de um contato mais "comercial". &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
É aqui que vão começar a surgir uma série de intermediários que irão ao longo dos séculos servirem de “ponte” entre esses dois mundos até a derradeira ocupação efetiva do continente africano a partir da segunda metade do século XIX. Esses intermediários serão africanos, mestiços, mas raramente europeus. Os casos excepcionais de europeus como intermediários ocorrem justamente com os portugueses dos primeiros contatos, quando surge então a figura dos &lt;em&gt;lançados&lt;/em&gt;: homens que literalmente eram lançados dos navios e que deveriam chegar a nado à praia, sobreviver e conhecer todo o possível sobre a terra e seus habitantes para depois informar os demais portugueses. Muitos são bem sucedidos... Diríamos até de mais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses primeiros portugueses a pisarem terras africanas acabaram integrando-se de tal maneira nas sociedades que lhes acolheram que passaram a vestir-se, comer e viver à maneira africana; “casaram-se” e tiveram filhos educados pelas mães africanas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois dos &lt;em&gt;lançados&lt;/em&gt; outros “personagens”, tais como, nas denominações em português, os &lt;em&gt;tangomaos&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;pombeiros&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;ambaquistas&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;afro-portugueses&lt;/em&gt;, etc surgiram e substituíram a experiência desses primeiros europeus que buscaram conhecer os africanos e sua cultura. Quatro séculos depois, quando os europeus lançaram-se outra vez sobre o continente africano, o resultado haveria de ser completamente outro.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/7655321758349766279/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/os-lancados.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7655321758349766279" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/7655321758349766279" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/os-lancados.html" rel="alternate" title="Os lançados" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-1787271116733789735</id><published>2009-07-12T01:37:00.003+01:00</published><updated>2009-07-12T01:41:52.284+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mia couto"/><title type="text">O espiriteiro de Muitetecate</title><content type="html">Adabo Salanje, personagem de um dos contos do escritor moçambicano Mia Couto no livro &lt;em&gt;Estórias Abensonhadas&lt;/em&gt;, comparte existência no “bairrinho de Muitetecate” com um “poderoso espiriteiro” que é capaz de adivinhar o dia da morte de qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constantemente encorajado por muitos a consultar os serviços do adivinho, Salanje se escusa questionando a utilidade de tal conhecimento. “Para fazer o quê? Certas felicidades só chegam com o não saber. Aprendemos a viver não é para terminarmos. A luz não aceita seu futuro: ser poeira.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia ser que Salanje ia levando sem grandes sobressaltos a sua firme decisão “até que uma noite...”.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/1787271116733789735/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/o-espiriteiro-de-muitetecate.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1787271116733789735" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1787271116733789735" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/o-espiriteiro-de-muitetecate.html" rel="alternate" title="O espiriteiro de Muitetecate" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-1420419722916622434</id><published>2009-07-01T15:21:00.002+01:00</published><updated>2009-07-01T15:23:19.146+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="malangatana"/><title type="text">Autógrafo de Malangatana</title><content type="html">Passeando pela Feira do Livro de Lisboa, no agradável Parque Eduardo VII num domingo de maio, tive o prazer e a oportunidade de conhecer pessoalmente o pintor e escultor moçambicano Malangatana numa das sessões de autógrafos organizado pelas editoras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me fiz de rogado e lhe pedi que me autografasse um livro da também moçambicana Paulina Chiziane, O Sétimo Juramento, que traz na capa uma gravura sua (&lt;em&gt;Canção ao Sol&lt;/em&gt;, 1992). E qual não foi a minha surpresa ao perceber o resultado final do meu pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhL8wBDnEUQha36gD5pCpKPE43sQrkQm_r17_FggGNSXa_AF0EtZy2PtgWOFF-er-QMXcJqdMDqzTjYrMMqurXBnOnzxycr_PDaT0HrjOkRJ3Q70MtdvcF6ODi3PmHSb5YRBt4SYQgIFbhj/s1600-h/malangatana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhL8wBDnEUQha36gD5pCpKPE43sQrkQm_r17_FggGNSXa_AF0EtZy2PtgWOFF-er-QMXcJqdMDqzTjYrMMqurXBnOnzxycr_PDaT0HrjOkRJ3Q70MtdvcF6ODi3PmHSb5YRBt4SYQgIFbhj/s400/malangatana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353496989439251634" /&gt;&lt;/a&gt;</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/1420419722916622434/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/autografo-de-malangatana.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1420419722916622434" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1420419722916622434" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/07/autografo-de-malangatana.html" rel="alternate" title="Autógrafo de Malangatana" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhL8wBDnEUQha36gD5pCpKPE43sQrkQm_r17_FggGNSXa_AF0EtZy2PtgWOFF-er-QMXcJqdMDqzTjYrMMqurXBnOnzxycr_PDaT0HrjOkRJ3Q70MtdvcF6ODi3PmHSb5YRBt4SYQgIFbhj/s72-c/malangatana.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-6731778363017899594</id><published>2009-06-24T22:08:00.005+01:00</published><updated>2010-05-30T21:01:20.026+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="7 maravilhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="monumentos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="portugal"/><title type="text">O conto das "7 maravilhas"</title><content type="html">No último dia 10 a estatal Rádio Televisão Portuguesa (RTP) emitiu o programa que corou os vencedores do projeto &lt;em&gt;7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo&lt;/em&gt;. O objetivo, como o próprio nome sugere, foi o de escolher por Internet e telefone entre 27 monumentos espalhados por três continentes os 7 mais significativas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
O lastimável dessa iniciativa foi a mais absoluta descontextualizarão dos percursos históricos que possibilitaram a construção desses monumentos num contexto de tráfico de escravos e de pretensões imperialistas por parte de Portugal. A divulgação das “maravilhas” escolhidas ignorou por completo o doloroso que essas empresas significaram para as populações africanas da época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portugal e sua ex-colônia americana, Brasil, foram responsáveis pela metade dos escravos africanos transportados à América entre os séculos XV e XIX. Na apresentação dos monumentos no &lt;a href="http://www.7maravilhas.sapo.pt/"&gt;site oficial&lt;/a&gt; do evento, chegam a dizer que a fortaleza “El Mina”, o mais emblemático dos presídios construídos pelos europeus e que serviu de depósito para milhares de escravos africanos, só passou a desempenhar tal papel a partir de 1637 com a ocupação holandesa e britânica que “motivaram profundas alterações” das funções da fortaleza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A iniciativa recebeu duras críticas. A professora da Universidade de Howard, a portuguesa Ana Lucia Araújo, apresentou uma Carta Aberta contra o projeto assinada por 780 destacadas figuras acadêmicas, estudantes universitários e investigadores de diferentes paises; entre outros o do sociólogo e professor das Universidades de Coimbra (onde o projeto também encontrou apoio) e da estadunidense Wisconsin Boaventura de Sousa Santos que em entrevista à agência de notícias &lt;a href="http://www.ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=92385"&gt;Inter Press Service &lt;/a&gt;afirmou que tal iniciativa “foi concedido de maneira a ocultar precisamente o colonialismo, ou seja o contexto social e político em que esses monumentos foram construídos e o uso que tiveram durante séculos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Os Eleitos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Finalmente os 7 escolhidos foram: Fortaleza de Diu (Índia), Fortaleza de Mazagão (Marrocos), Basílica de Bom Jesus de Goa (Índia), Cidade Velha de Santiago (Cabo Verde), Igreja de São Paulo (China), Convento de São Francisco de Assis da Penitência (Brasil) e Convento de São Francisco e Ordem Terceira (Brasil).</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/6731778363017899594/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/06/o-conto-das-7-maravilhas.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/6731778363017899594" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/6731778363017899594" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/06/o-conto-das-7-maravilhas.html" rel="alternate" title="O conto das &quot;7 maravilhas&quot;" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-1051584529083682427</id><published>2009-06-20T13:37:00.006+01:00</published><updated>2009-06-23T11:18:44.103+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ken Saro-Wiwa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="nigéria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="petróleo"/><title type="text">Shell indeniza por morte de ativistas</title><content type="html">A Reyal Dutch Shell aceitou pagar, no último dia 8 de junho nos Estados Unidos, uma indenização de US$ 15,5 milhões de dólares aos familiares do poeta nigeriano Ken Saro-Wiwa e outros cinco ativistas civis assassinados em 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo extrajudicialmente permitiu a anulação do processo contra a multinacional que deveria ser iniciado ainda este mês. Ken Saro-Wiwa e seus companheiros lutavam pelos direitos humanos e ambientais na região de Ogoni, sul da Nigéria, quando foram presos e condenados à morte num processo tido como uma farsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presente no país desde 1958, a maior petroleira européia é acusada de colaborar com o regime militar nigeriano vigente na época para silenciar os ativistas e, apesar de aceitar pagar para resolver a demanda judicial, não admite nenhuma participação nos assassinatos. Segundo a Shell, a indenização, que não chega a representar nem uma centésima parte de 1% do lucro anual da empresa, tem como objetivo ajudar no "processo de reconciliação”.</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/1051584529083682427/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/06/shell-indeniza-por-morte-de-ativistas.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1051584529083682427" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/1051584529083682427" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/06/shell-indeniza-por-morte-de-ativistas.html" rel="alternate" title="Shell indeniza por morte de ativistas" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4528332543570408570.post-8772141163845576125</id><published>2009-06-15T23:06:00.010+01:00</published><updated>2009-06-20T13:51:40.665+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="m'bokolo"/><title type="text">Edição brasileira de M'Bokolo</title><content type="html">&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEUhF9gWLgDO3ceueOyO6Wa4vDHeeCWfvKnudcGs9Fgs_0ludJGswdfwDke53-TXfnwWeEQtvHYQ1fZrAqSoKlRgj2cP8DDdGNLi03q_7mYEwiOhW44qzTN4akdlBY7E02PqjdSzjyOnBK/s1600-h/Imagen111111.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349391345355840098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEUhF9gWLgDO3ceueOyO6Wa4vDHeeCWfvKnudcGs9Fgs_0ludJGswdfwDke53-TXfnwWeEQtvHYQ1fZrAqSoKlRgj2cP8DDdGNLi03q_7mYEwiOhW44qzTN4akdlBY7E02PqjdSzjyOnBK/s400/Imagen111111.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já está à venda a edição brasileira do I volume da &lt;strong&gt;África Negra: História e Civilizações&lt;/strong&gt; do historiador congolês Elikia M’Bokolo editado pela Universidade Federal da Bahia (Edufba) e pela Casa das Áfricas (São Paulo). Originalmente publicado na França em 1995 e em Portugal em 2003, o I volume desse importante e conciso manual percorre a História do continente africano até ao século XVIII e, vem preencher uma enorme lacuna na historiografia africana no Brasil (o II volume foi lançado na França em 2004). Em Salvador, o lançamento contou com a presença do próprio autor durante a realização do &lt;em&gt;Seminário Áfricas: Historiografia Africana e Ensino de História&lt;/em&gt; no final do mês de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa das Áfricas está vendendo o livro por encomenda e distribuindo por correio:&lt;br /&gt;casadasafricas@casadasafricas.org.br&lt;br /&gt;ou (11) 3801-1718&lt;br /&gt;Valor: R$ 50,00 + frete (se necessário)</content><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/feeds/8772141163845576125/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/06/edicao-brasileira-de-mbokolo.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/8772141163845576125" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/4528332543570408570/posts/default/8772141163845576125" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://historiayaafrika.blogspot.com/2009/06/edicao-brasileira-de-mbokolo.html" rel="alternate" title="Edição brasileira de M'Bokolo" type="text/html"/><author><name>Historia ya Afrika</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15347590557506048542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="16" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" width="16"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEUhF9gWLgDO3ceueOyO6Wa4vDHeeCWfvKnudcGs9Fgs_0ludJGswdfwDke53-TXfnwWeEQtvHYQ1fZrAqSoKlRgj2cP8DDdGNLi03q_7mYEwiOhW44qzTN4akdlBY7E02PqjdSzjyOnBK/s72-c/Imagen111111.png" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>