<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742</id><updated>2025-10-08T16:06:16.518-03:00</updated><category term="Histórias do Paraná - Português"/><category term="Stories of Paraná - English"/><title type='text'>300 e Tantas Histórias do Paraná, Brasil.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1332</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-5364180750298207056</id><published>2016-12-06T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-12-06T06:03:54.181-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Viva a diferen&amp;ccedil;a!</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Viva a diferen&amp;ccedil;a!&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Viva a diferen&amp;ccedil;a!&lt;br&gt;  Ayrton Ricardo dos Santos&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  H&amp;aacute;, na Avenida C&amp;acirc;ndido de Abreu, um terreno baldio, servindo, hoje, para estacionamento de autom&amp;oacute;veis.&lt;br&gt;  Ali existia, at&amp;eacute; pouco tempo, um dos mais bonitos pr&amp;eacute;dios da cidade: o Teatro do Trabalhador.&lt;br&gt;  Constru&amp;iacute;do no in&amp;iacute;cio dos anos 70, quando o engenheiro M&amp;aacute;rio de Mari presidia a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Ind&amp;uacute;strias do Paran&amp;aacute;. Projeto arquitet&amp;ocirc;nico de Rubens Meister, garantia de beleza est&amp;eacute;tica e funcionalidade.&lt;br&gt;  Bastante recuado da rua, deixava espa&amp;ccedil;o suficiente para os canteiros de um jardim com magn&amp;iacute;ficas flores ornamentais e p&amp;aacute;tio amplo, para abrigar os carros dos freq&amp;uuml;entadores.&lt;br&gt;  A fachada principal, em vidro blindex, seguia-se espa&amp;ccedil;oso &amp;quot;hall&amp;quot; com piso de granito.&lt;br&gt;  Entre as duas escadarias laterais em m&amp;aacute;rmore branco, ficavam os sanit&amp;aacute;rios com seus balc&amp;otilde;es e lavat&amp;oacute;rios tamb&amp;eacute;m em m&amp;aacute;rmore... Houve quem dissesse ser aquilo, um luxo a que os oper&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o se iriam adaptar... Ledo engano como Meister previa, ao argumentar com sabedoria e paci&amp;ecirc;ncia:&lt;br&gt;  - &amp;quot;Se n&amp;atilde;o lhes dermos instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es convenientes, como ir&amp;atilde;o aprender a us&amp;aacute;-las?&amp;quot;&lt;br&gt;  As escadas laterais davam para o audit&amp;oacute;rio a cuja frente um palco enorme abrigava, inclusive, uma cancha poli-esportiva para torneios internos. O forro, de madeira nobre artisticamente trabalhada, permitia os espa&amp;ccedil;os necess&amp;aacute;rios para adequada ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o indireta.&lt;br&gt;  No audit&amp;oacute;rio, amplo e arejado, dispunham-se poltronas estofadas, em couro vermelho.&lt;br&gt;  Ao v&amp;ecirc;-las, algu&amp;eacute;m lembrou, apreensivo:&lt;br&gt;  - &amp;quot;O Dr. Ot&amp;aacute;vio Ferreira do Amaral Neto, quando exercia a Superintend&amp;ecirc;ncia do Teatro Gua&amp;iacute;ra, confidenciou, certa vez, que precisava dispor de uma verba especial consider&amp;aacute;vel para reparar estragos, cortes a canivete ou navalha nas poltronas do Guairinha, freq&amp;uuml;entado pela fina flor da sociedade local...&amp;quot;&lt;br&gt;  Durante seu funcionamento, at&amp;eacute; ser destru&amp;iacute;do por um inc&amp;ecirc;ndio, a 3 de junho de 1991, realizaram-se, no Teatro do Trabalhador, in&amp;uacute;meros e importantes eventos de toda a natureza; representa&amp;ccedil;&amp;otilde;es teatrais, encena&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pe&amp;ccedil;as infantis que faziam o deleite dos filhos de industri&amp;aacute;rios, principalmente dos que freq&amp;uuml;entavam os jardins de inf&amp;acirc;ncia do Sesi; encontros de corais e de conjuntos musicais e os apreciad&amp;iacute;ssimos festivais de m&amp;uacute;sica popular brasileira, com o audit&amp;oacute;rio sempre super lotado e o pov&amp;atilde;o cantando e dan&amp;ccedil;ando na plat&amp;eacute;ia as m&amp;uacute;sicas executadas, no palco, pelos conjuntos musicais.&lt;br&gt;  Um del&amp;iacute;rio!...&lt;br&gt;  Em mais de 15 anos de atividade n&amp;atilde;o houve registro de cortes, navalhadas ou danos intencionalmente causados nas poltronas, sanit&amp;aacute;rios ou outras depend&amp;ecirc;ncias do teatro...&lt;br&gt;  E viva a diferen&amp;ccedil;a!...&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Ayrton Ricardo dos Santos, M&amp;eacute;dico, foi superintendente do Sesi&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-viva-diferen.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/5364180750298207056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-viva-diferen.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/5364180750298207056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/5364180750298207056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-viva-diferen.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Viva a diferen&amp;ccedil;a!'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-2934384830509608489</id><published>2016-12-05T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-12-05T06:03:53.644-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um bilhete</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um bilhete&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Um bilhete&lt;br&gt;  Murilo Walter Teixeira&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Um jovem moreno, blus&amp;atilde;o vermelho desbotado cujas mangas escondiam as m&amp;atilde;os, entregou-me ali no canto da pra&amp;ccedil;a, pr&amp;oacute;ximo &amp;agrave; Casa Paroquial, um bilhete rabiscado numa folha de papel alma&amp;ccedil;o, dupla.&lt;br&gt;  Escreveu nas p&amp;aacute;ginas internas.&lt;br&gt;  A medida que me deslocava pelo passeio do muro dos Padres, abrindo-o cuidadosamente, um cachorro com seus latidos estridentes me sobressalta deixando cair a folha de papel que teimava em seguir o vento, alojando-se no meio-fio.&lt;br&gt;  Apanhei-a e vejam o que continha: &amp;quot;O manto divino lhe proteja e guie seus passos.&lt;br&gt;  Estamos em apuros. O comportamento de meu pai est&amp;aacute; se tornando, al&amp;eacute;m de rid&amp;iacute;culo, agressivo e inc&amp;ocirc;modo. N&amp;atilde;o que ele venha a brigar ou injuriar quem quer que seja, mas, a maneira como se apresenta em p&amp;uacute;blico.&lt;br&gt;  Veja. Trasanteontem, saiu de casa com meias de cores diferentes: vermelha e branca.&lt;br&gt;  Sapatos, idem. No p&amp;eacute; direito um t&amp;ecirc;nis.&lt;br&gt;  No esquerdo, sapato preto.&lt;br&gt;  Guarda chuva aberto para se proteger do sol.&lt;br&gt;  Luvas de couro. Ambas sem o dedo indicador e este envolvido com merc&amp;uacute;rio.&lt;br&gt;  Rid&amp;iacute;culo, pois quando cumprimentou uma vizinha, esta ficou estarrecida com aquele dedo &amp;quot;sangrando&amp;quot;. &lt;br&gt;  Ele riu, gostosamente. Mas, o pior.&lt;br&gt;  Saiu com o cal&amp;ccedil;&amp;atilde;o de meu irm&amp;atilde;o do time l&amp;aacute; da f&amp;aacute;brica.&lt;br&gt;  Aquelas pernas finas, brancas e compridas, al&amp;eacute;m da indument&amp;aacute;ria esquisita, serviu de chacota e risos no bairro.&lt;br&gt;  Por&amp;eacute;m, o imposs&amp;iacute;vel aconteceu domingo &amp;agrave; tarde, pr&amp;oacute;ximo &amp;agrave; Igreja, perto da cancha feita pela Prefeitura.&lt;br&gt;  Havia um jogo de Voley com uma respeit&amp;aacute;vel assist&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt;  Papai apareceu com mais tr&amp;ecirc;s amigos e todos vestidos da mesma forma bizarra e esdr&amp;uacute;xula.&lt;br&gt;  Agora, conduzia uma sombrinha, chap&amp;eacute;u de boiadeiro e chinelos diferentes.&lt;br&gt;  Como deve imaginar, o alvoro&amp;ccedil;o foi inevit&amp;aacute;vel, atrapalhando a competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos seus momentos mais decisivos.&lt;br&gt;  Em casa permanece o dia todo assobiando a mesma m&amp;uacute;sica. N&amp;atilde;o d&amp;aacute;, ningu&amp;eacute;m ag&amp;uuml;enta.&lt;br&gt;  Quando n&amp;atilde;o, aparece com um papagaio, tentando ensinar-lhe o Hino Nacional.&lt;br&gt;  Diz ser para o desfile de sete de setembro.&lt;br&gt;  Rogo-lhe suas ora&amp;ccedil;&amp;otilde;es e b&amp;ecirc;n&amp;ccedil;&amp;atilde;os.&lt;br&gt;  Obrigada.&lt;br&gt;  Desculpe a letra.&lt;br&gt;  Maria&amp;quot;.&lt;br&gt;  Acho que houve um engano.&lt;br&gt;  Era para o Padre, mas, acredito que pouco podia fazer, sen&amp;atilde;o rezar.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Murilo Walter Teixeira, dentista em Guarapuava&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-um-bilhete.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/2934384830509608489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-um-bilhete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/2934384830509608489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/2934384830509608489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-um-bilhete.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um bilhete'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-3910322454683663659</id><published>2016-12-04T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-12-04T06:03:54.995-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O espelho da Comendador</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O espelho da Comendador&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  O espelho da Comendador&lt;br&gt;  Suzi Mariano Gubert&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Na d&amp;eacute;cada de quarenta, as duas primas freq&amp;uuml;entavam as aulas do curso ginasial no Instituto de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Paran&amp;aacute;. &lt;br&gt;  Moravam no Batei e seu caminho para a escola era a Rua Comendador Ara&amp;uacute;jo.&lt;br&gt;  Uma alta, bonita, cabelos longos, pele alva e pernas bem feitas. A outra, magrela, cabelos ralos, sem gra&amp;ccedil;a.&lt;br&gt;  Por&amp;eacute;m, nada disso tinha import&amp;acirc;ncia para as duas estudantes.&lt;br&gt;  Iam alegres e descuidadas, curtindo sua juventude, sem problemas, que de tudo achavam gra&amp;ccedil;a.&lt;br&gt;  Desciam a rua saltitantes, competindo com muito cuidado, para n&amp;atilde;o pisar nas pedras pretas dos pinh&amp;otilde;es e pinheiros desenhados no petit-pavet semi-novo das largas cal&amp;ccedil;adas daquela rua. O movimento era muito pequeno e elas podiam vislumbrar de longe esses desenhos, t&amp;atilde;o paranaenses.&lt;br&gt;  Iam devagar, correndo o risco de chegar atrasadas na aula.&lt;br&gt;  Mas n&amp;atilde;o havia pressa.&lt;br&gt;  Mesmo sob a garoa gelada t&amp;atilde;o conhecida das pequenas curitibanas, ou sob o sol forte batendo em seus rostos, continuavam felizes e brincalhonas.&lt;br&gt;  Uma paradinha aqui para roubar uma flor e levar para a professora, outra parada ali afim de olhar os p&amp;aacute;ssaros que pulavam nos jardins dos grandes ca-sar&amp;otilde;es daquela rua.&lt;br&gt;  Quando chegassem no col&amp;eacute;gio, com certeza teriam que enfrentar o olhar murcho e recriminante de Mr.&lt;br&gt;  Higgnes, professor de ingl&amp;ecirc;s, t&amp;atilde;o velho que quase nada ouvia.&lt;br&gt;  Ou pedir licen&amp;ccedil;a ao Dr. Eloy, professor de franc&amp;ecirc;s, paix&amp;atilde;o de todas as alunas, e que tinha o sorriso mais lindo da &amp;eacute;poca.&lt;br&gt;  Mas o que dizer do seu Osvaldo Lopes que dava aula de artes? Meu Deus, o homem era quase um Cristo.&lt;br&gt;  Barba castanha bem tratada, dentes perfeitos, muito calmo, pele clara, e atr&amp;aacute;s de tudo isso aqueles profundos alhos azuis.&lt;br&gt;  Seria ele o Cristo?&lt;br&gt;  Entretanto, a aula mais animada, e na qual a gente tinha plena liberdade, era a de D. Josefa e D. Soledade, irm&amp;atilde;s muito unidas que at&amp;eacute; davam aulas de m&amp;uacute;sica juntas.&lt;br&gt;  Ali aprendemos todos os hinos que existem, e que at&amp;eacute; hoje n&amp;atilde;o esqueci, apesar das aulas serem muito tumultuadas, por que elas n&amp;atilde;o tinham muita autoridade com as alunas. A gente podia dar uma chegadinha na janela e at&amp;eacute; dar umas saidinhas da sala que as duas n&amp;atilde;o viam.&lt;br&gt;  O nosso caminho ficava mais importante quando cheg&amp;aacute;vamos na esquina da Rua Visconde do Rio Branco, ali estava o momento m&amp;aacute;gico do trajeto.&lt;br&gt;  Era aquele espelho na vitrine da Casa Glaser.&lt;br&gt;  Al&amp;iacute; par&amp;aacute;va-mos para ver nossas imagens refletidas, imagens essas que quando nos &amp;iacute;amos, elas vinham.&lt;br&gt;  Nossas caras ficavam retorcidas, as cabe&amp;ccedil;as e pernas tortas.&lt;br&gt;  Isso para n&amp;oacute;s era o m&amp;aacute;ximo.&lt;br&gt;  Esquec&amp;iacute;amos o hor&amp;aacute;rio das aulas, e quem passava n&amp;atilde;o entendia o que as duas meninas estavam fazendo, rindo at&amp;eacute; as l&amp;aacute;grimas, a ponto de n&amp;atilde;o se importar com o belo pito que levariam de D. Laura, inspetora de alunas rigorosa e durona, de quem morriam de medo.&lt;br&gt;  A loja ainda hoje l&amp;aacute; est&amp;aacute;, mas o espelho n&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Suzi Marino Gubert, professora aposentada&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-o-espelho-da-comendador.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/3910322454683663659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-o-espelho-da-comendador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3910322454683663659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3910322454683663659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-o-espelho-da-comendador.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O espelho da Comendador'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-2979498989103610401</id><published>2016-12-03T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-12-03T06:03:55.221-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O problema era a comida</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O problema era a comida&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  O problema era a comida&lt;br&gt;  Cl&amp;aacute;udia Regina Kawka&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Em 1937, chegaram &amp;agrave; Col&amp;ocirc;nia Gleba Orle, hoje situada no munic&amp;iacute;pio de Arapongas, Norte do Paran&amp;aacute;, v&amp;aacute;rias fam&amp;iacute;lias de imigrantes eslavos.&lt;br&gt;  Eram poloneses e ucranianos que vinham para o Brasil em busca de terras e de uma vida melhor.&lt;br&gt;  Vinham cheios de esperan&amp;ccedil;a, incentivados pela propaganda que era feita na Europa pela Paran&amp;aacute; Plantations Ltda., depois Companhia Melhoramentos Norte do Paran&amp;aacute;, que era colonizadora de uma vasta regi&amp;atilde;o do Norte do Estado.&lt;br&gt;  Aqui, os imigrantes poloneses achavam tudo bastante estranho.&lt;br&gt;  Os costumes eram diferentes, o mato tamb&amp;eacute;m, as comidas nem se fala.&lt;br&gt;  Logo que desembarcaram do navio, ainda em Santos, foram levados para um hotel, onde a mesa j&amp;aacute; estava posta.&lt;br&gt;  Os imigrantes olhavam para aquelas comidas brasileiras e ficavam espantados.&lt;br&gt;  Como o cheiro era diferente! Todos continuavam de p&amp;eacute;, ningu&amp;eacute;m se encorajava para sentar e comer.&lt;br&gt;  Entre os pratos de comida havia v&amp;aacute;rias garrafas com um l&amp;iacute;quido transparente.&lt;br&gt;  Finalmente um dos imigrantes resolveu experimentar a tal bebida, crente que fosse pinga.&lt;br&gt;  Pegou o copo, encheu e tomou tudo de um gole s&amp;oacute;, como se fazia na Pol&amp;ocirc;nia.&lt;br&gt;  - Urgh! &amp;mdash; exclamou &amp;mdash; &amp;eacute; &amp;aacute;gua!&lt;br&gt;  Tamanho espanto se explicava pelo fato de que na Pol&amp;ocirc;nia n&amp;atilde;o se costuma beber &amp;aacute;gua nas refei&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt;  Ou ent&amp;atilde;o quando foram experimentar caqui:&lt;br&gt;  - Mas que tomate brasileiro ruim! Nem tem gosto de tomate!&lt;br&gt;  E tomates eles tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o comiam.&lt;br&gt;  Eva Kawka, minha av&amp;oacute; uma das imigrantes polonesas, n&amp;atilde;o deixava que seus filhos comessem tomates, dizia que n&amp;atilde;o prestava.&lt;br&gt;  Isso porque na Pol&amp;ocirc;nia n&amp;atilde;o era costume com&amp;ecirc;-los.&lt;br&gt;  Os poloneses plantavam tomates, mas estes, quando maduri-nhos, serviam para enfeitar as janelas.&lt;br&gt;  Por isso preferiam aquilo que comiam na Pol&amp;ocirc;nia, como por exemplo pierogui, barszcz (sopa de beterraba), etc.&lt;br&gt;  Mas comiam tamb&amp;eacute;m arroz, feij&amp;atilde;o, quirera de milho cozida, uma esp&amp;eacute;cie de bolinho feito de feij&amp;atilde;o, etc.&lt;br&gt;  Mas tarde quando come&amp;ccedil;aram a criar porcos, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou mais f&amp;aacute;cil.&lt;br&gt;  Quando algu&amp;eacute;m matava um porco, juntavam duas, tr&amp;ecirc;s fam&amp;iacute;lias e repartiam-no, cada qual comprando determinada parte.&lt;br&gt;  Para conservar a carne, os poloneses fritavam os diversos peda&amp;ccedil;os junto com a banha e depois colocavam numa lata.&lt;br&gt;  Assim ela se conservava por muito tempo, e eles iam retirando os peda&amp;ccedil;os conforme necessitassem.&lt;br&gt;  Tamb&amp;eacute;m compravam algumas vacas, quando era poss&amp;iacute;vel, para ter leite em casa.&lt;br&gt;  Quando Estanislau Kawka, meu av&amp;ocirc;, foi comprar sua primeira vaca, descobriu que o propriet&amp;aacute;rio estava indo embora para S&amp;atilde;o Paulo e que estava vendendo tamb&amp;eacute;m o seu s&amp;iacute;tio de cinco alqueires. O curioso era que o pre&amp;ccedil;o do s&amp;iacute;tio era praticamente o mesmo da vaca.&lt;br&gt;  Ent&amp;atilde;o Estanislau voltou para casa e disse para sua esposa e filhos que n&amp;atilde;o ia mais comprar a vaca, e sim o s&amp;iacute;tio.&lt;br&gt;  Mas eles n&amp;atilde;o concordaram de jeito nenhum:&lt;br&gt;  - Onde j&amp;aacute; se viu comprar terra ao inv&amp;eacute;s da vaca? Por acaso nos vamos comer terra?...&lt;br&gt;  Como a maioria foi contra, ele acabou comprando a vaca mesmo!&lt;br&gt;  Hoje, quantas vacas compraria com o valor de cinco alqueires das melhores terras do pa&amp;iacute;s??&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Cl&amp;aacute;udia Regina Kawka, acad&amp;ecirc;mica de Historia da UFPR&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-o-problema-era-comida.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/2979498989103610401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-o-problema-era-comida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/2979498989103610401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/2979498989103610401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-o-problema-era-comida.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O problema era a comida'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-3787869062958456500</id><published>2016-12-02T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-12-02T06:03:55.122-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Perdidos na escurid&amp;atilde;o</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Perdidos na escurid&amp;atilde;o&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Perdidos na escurid&amp;atilde;o&lt;br&gt;  Adil Calomeno&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  No in&amp;iacute;cio da d&amp;eacute;cada de 60, algumas empresas de &amp;ocirc;nibus faziam o transporte de passageiros entre as principais cidades do Paran&amp;aacute; em ve&amp;iacute;culos que venciam grandes dist&amp;acirc;ncias por estradas sem pavimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, envoltos em densas nuvens de poeira, ou enfrentando o frio e a lama quando chovia.&lt;br&gt;  O avi&amp;atilde;o, em bom ou mau tempo, possibilitava o deslocamento de pessoas com maior rapidez.&lt;br&gt;  Operavam os T&amp;aacute;xis-a&amp;eacute;reos, BOA, RETA, TASUL, VICENTE, AMERICANO e outros que, com pequenos avi&amp;otilde;es monomotores, cruzavam sem cessar os c&amp;eacute;us do Paran&amp;aacute;, atingindo os mais long&amp;iacute;nquos e prec&amp;aacute;rios campos de pouso.&lt;br&gt;  As Empresas A&amp;eacute;reas que possu&amp;iacute;am avi&amp;otilde;es bi-mo-tores, SADIA, VARIG, AEROVIAS BRASIL e REAL, mantinham linhas regulares entre as principais Cidades.&lt;br&gt;  Sobrevoando o territ&amp;oacute;rio paranaense com destino a Londrina, um Douglas DC-3 deveria l&amp;aacute; pousar no final da tarde, se tudo transcorresse normalmente. O tempo estava bom e o v&amp;ocirc;o tranq&amp;uuml;ilo, apesar da previs&amp;atilde;o de trovoadas isoladas na rota.&lt;br&gt;  Grandes nuvens c&amp;uacute;mulos, parecendo enormes bolas de sorvete, proporcionavam um espet&amp;aacute;culo de rara beleza.&lt;br&gt;  No horizonte, bem distante, via-se uma imensa nuvem c&amp;uacute;mulos-nimbos (CB), cuja base escura varria as extremidades num bal&amp;eacute; macabro e assustador.&lt;br&gt;  Desviando pela esquerda &amp;mdash; procedimento usual no hemisf&amp;eacute;rio sul &amp;mdash; acompanhando a dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ventos, o pesado avi&amp;atilde;o entrou numa regi&amp;atilde;o de severa turbul&amp;ecirc;ncia, com fortes ventos de rajadas.&lt;br&gt;  Subia, descia e sacudia sem cessar.&lt;br&gt;  Os comandos n&amp;atilde;o obedeciam, parecia que as asas iam soltar-se.&lt;br&gt;  Os passageiros gritavam apavorados. O Comiss&amp;aacute;rio de bordo, inexperiente, n&amp;atilde;o conseguiu acalm&amp;aacute;-los, dirigiu-se ao Comandante: &amp;quot;O que devo fazer para acalmar esta gente?&amp;quot;&lt;br&gt;  - Em primeiro lugar, acalme-se.&lt;br&gt;  Mande fixar bem os cintos de seguran&amp;ccedil;a, abaixar as cabe&amp;ccedil;as, colocar as m&amp;atilde;os sobre a nuca, fechar os olhos e rezar.&lt;br&gt;  Mas, em sil&amp;ecirc;ncio! -gritou o Comandante.&lt;br&gt;  Os minutos pareciam s&amp;eacute;culos.&lt;br&gt;  As luzes se apagaram. O Radioperador gritou: &amp;quot;Os r&amp;aacute;dios est&amp;atilde;o em pane!&amp;quot; Mas ele trazia consigo um pequeno r&amp;aacute;dio de pilhas para escutar (corujar) os radioamadores. A noite caiu rapidamente.&lt;br&gt;  Os motores soavam un&amp;iacute;ssonos, levando o avi&amp;atilde;o a esmo para uma regi&amp;atilde;o escura e despovoada. A turbul&amp;ecirc;ncia aos poucos foi reduzindo.&lt;br&gt;  Embaixo, nuvens esparsas encobriam o terreno, permitindo ver, nos intervalos, as luzes de pequenos povoados.&lt;br&gt;  Mais distante, &amp;agrave; esquerda, havia uma regi&amp;atilde;o mais iluminada; era uma cidade que se descortinou, quando o avi&amp;atilde;o atingiu um n&amp;iacute;vel mais baixo. &amp;quot;Que cidade &amp;eacute; essa? E Maring&amp;aacute;?... Paranava&amp;iacute;, tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o &amp;eacute;. Alo&amp;iacute;sio, cad&amp;ecirc; o radinho de pilha?&amp;quot; Perguntava o Comandante ao Radioperador.&lt;br&gt;  O avi&amp;atilde;o voava em c&amp;iacute;rculos para n&amp;atilde;o se afastar da Cidade.&lt;br&gt;  Alo&amp;iacute;sio sintonizou no seu radinho uma esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de r&amp;aacute;dio local.&lt;br&gt;  Irradiava um programa musical.&lt;br&gt;  Durante mais de meia hora irradiava m&amp;uacute;sicas regionais com extensas dedicat&amp;oacute;rias &amp;agrave;s namoradas, primos, primas e toda a fam&amp;iacute;lia, mas n&amp;atilde;o citava o seu prefixo nem o nome da cidade.&lt;br&gt;  Alo&amp;iacute;sio mudou para outra faixa e sintonizou a esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um Radioamador. &amp;quot;Finalmente descobri! E Campo Mor&amp;atilde;o&amp;quot;, disse o Radioperador euf&amp;oacute;rico. &amp;quot;Estou ouvindo o PY5-QJ. Radioamador n&amp;atilde;o falha, d&amp;aacute; sempre o prefixo e a cidade.&lt;br&gt;  Agora &amp;eacute; s&amp;oacute; tra&amp;ccedil;ar no mapa o rumo para Londrina e rezar para n&amp;atilde;o encontrar outro CB&amp;quot;. Chegaram em Londrina s&amp;atilde;os e salvos, cantando e dando vivas &amp;agrave; tripula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Adil Calomeno, engenheiro civil e aviador&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-perdidos-na-escurid.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/3787869062958456500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-perdidos-na-escurid.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3787869062958456500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3787869062958456500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-perdidos-na-escurid.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Perdidos na escurid&amp;atilde;o'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-7423305671271744973</id><published>2016-12-01T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-12-01T06:03:54.876-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Z&amp;eacute;-Pequeno</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Z&amp;eacute;-Pequeno&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Z&amp;eacute;-Pequeno&lt;br&gt;  Hosny Silva&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Aos dez anos de idade, ainda l&amp;aacute; em Morretes, j&amp;aacute; dominando o acorde&amp;atilde;o, dizia &amp;agrave; m&amp;atilde;e que ia tocar na igreja e se mandava para os bailecos da vida.&lt;br&gt;  Nem a cacha&amp;ccedil;a de banana, nem o barreado litor&amp;acirc;neo conseguiram segur&amp;aacute;-lo no rinc&amp;atilde;o morreteano.&lt;br&gt;  Seu esp&amp;iacute;rito musical e bo&amp;ecirc;mio trouxe-o para o alojamento curitibano.&lt;br&gt;  Fosse no eixo Rio-S&amp;atilde;o Paulo ou na Bahia, com certeza seria reconhecido como mais um m&amp;uacute;sico que saiu do meio cultural para ingressar pela porta principal, no folclore brasileiro.&lt;br&gt;  Z&amp;eacute;-Pequeno n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais um tocador de sanfona das noites do Parolim.&lt;br&gt;  Hoje (1994), com 72 primaveras pelas costas, insiste em dar &amp;quot;canjas&amp;quot; pelos recantos not&amp;iacute;vagos de Curitiba.&lt;br&gt;  Em cada um desses becos que se instala, sempre h&amp;aacute; um instrumentista, cantor ou compositor a lhe agradecer os ensinamentos e o apoio nunca negados.&lt;br&gt;  Quem da noite fria e quase em surdina de nossa cidade vive, por certo tem alguma hist&amp;oacute;ria a contar sobre o Z&amp;eacute;-Pequeno.&lt;br&gt;  Tanta &amp;eacute; a sua import&amp;acirc;ncia nesse contexto, que j&amp;aacute; passou a fazer parte da lenda que o rodeia.&lt;br&gt;  Nesses &amp;uacute;ltimos anos, a figura imponente de seus quase dois metros de altura (apesar do apelido...) transitou nos quatro cantos da Cidade Sorriso: andou l&amp;aacute; pelo extinto Frang&amp;atilde;o da Kennedy e por mais de uma dezena de outras casas noturnas, tendo, inclusive, pertencido ao grupo selecionad&amp;iacute;ssimo de artistas que o antigo Bar do Nilo - Sambas e Chorinhos teve a honra de contar em suas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt;  Andou tamb&amp;eacute;m pelo Batei, pela Mateus Leme, chegando at&amp;eacute; a trabalhar em uma churrascaria, na qualidade de show-man, l&amp;aacute; pelas bandas de Pinhais.&lt;br&gt;  Correu a cidade inteira, com seu teclado, sua gaita de boca, seu viol&amp;atilde;o, seu acorde&amp;atilde;o e sua categoria.&lt;br&gt;  De cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sorriso sempre abertos, tal qual um artista circense, ele engana, por&amp;eacute;m, a plat&amp;eacute;ia que o admira.&lt;br&gt;  Atr&amp;aacute;s de si, carrega o estigma da fatalidade.&lt;br&gt;  Contudo, supera a sina e vai frente, com o apoio daquela santa que fica, dia e noite, l&amp;aacute; no Cap&amp;atilde;o da Imbuia, a lhe acudir o rebento enfermo e a lhe acolher madrugada adentro.&lt;br&gt;  Prestar esse atributo ao musicista mais importante do Paran&amp;aacute; do s&amp;eacute;culo XX, parece-me, todavia, mais que uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E o resgate, ainda n&amp;atilde;o tardio, de uma figura t&amp;atilde;o valiosa &amp;agrave; historia paranaense como &amp;eacute; a de Luiz Gonzaga para o Cear&amp;aacute;, por exemplo.&lt;br&gt;  Afinal, viver de m&amp;uacute;sica em Curitiba, persistindo por mais de meio s&amp;eacute;culo nessa pseudo-profissionalidade, &amp;eacute; algo inating&amp;iacute;vel para a maioria de nossos conterr&amp;acirc;neos.&lt;br&gt;  H&amp;aacute; uma profunda diferen&amp;ccedil;a, hoje, para quem observa o seu trabalho, do Z&amp;eacute;-Pequeno de antigamente. O brilho foi substitu&amp;iacute;do pela experi&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt;  Cada apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o passou a se integrar &amp;agrave; Historia.&lt;br&gt;  Ele agora n&amp;atilde;o precisa mais se fazer perfeito, zelar pelo primor da audi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Agora, ele se mostra quase que por instinto, como se a m&amp;uacute;sica estivesse definitivamente embutida em sua vida.&lt;br&gt;  Toca como n&amp;oacute;s respiramos.&lt;br&gt;  Sem perceber.&lt;br&gt;  O que se espera, nessa esp&amp;eacute;cie de resgate, &amp;eacute; a rever&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o ao Z&amp;eacute;-Pequeno atual, mas sim ao Z&amp;eacute;-Pequeno de sempre!&lt;br&gt;  Um derradeiro aviso: aos que n&amp;atilde;o tiveram a oportunidade e o privil&amp;eacute;gio de v&amp;ecirc;-lo e de ouv&amp;iacute;-lo, ainda d&amp;aacute; tempo.&lt;br&gt;  Basta sondar a noite curitibana e perguntar por onde ele anda. N&amp;atilde;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil ach&amp;aacute;-lo, pois ele n&amp;atilde;o &amp;eacute; nem um pouco pequeno. E um grande Z&amp;eacute;!!!&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Hosny Silva, cronista&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-z.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/7423305671271744973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-z.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7423305671271744973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7423305671271744973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/12/hist-do-paran-z.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Z&amp;eacute;-Pequeno'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-3152779008831967433</id><published>2016-11-30T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-30T06:03:54.823-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Vit&amp;oacute;ria mais que apertada</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Vit&amp;oacute;ria mais que apertada&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Vit&amp;oacute;ria mais que apertada&lt;br&gt;  Jo&amp;atilde;o do Planalto&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Relendo interessantes narrativas que se encontram no Livro &amp;quot;Sombras do Passado ou Hist&amp;oacute;rias do Distrito do Pinh&amp;atilde;o&amp;quot;, de autoria do meu conterr&amp;acirc;neo guarapuavano-pinh&amp;atilde;oense Jos&amp;eacute; Bischof, encontrei o espetacular caso referente &amp;agrave; realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um disputad&amp;iacute;ssimo pleito eleitoral municipal em Guarapuava, nos recuados idos de 1937.&lt;br&gt;  Eram dois os concorrentes, ambos candidatos prestigiosos.&lt;br&gt;  Pela situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Cel.&lt;br&gt;  Anibal Virmond, abastado fazendeiro-pecuarista, lan&amp;ccedil;ado pela agremia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;quot;Frente &amp;Uacute;nica&amp;quot;, dirigida pelo entusiasta e h&amp;aacute;bil chefe pol&amp;iacute;tico guarapuavano Cel.&lt;br&gt;  Ant&amp;ocirc;nio Villa&amp;ccedil;a.&lt;br&gt;  Pela oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o candidato era o senhor Generoso de Paula Bastos, operoso comerciante, dono de uma das maiores firmas comerciais do munic&amp;iacute;pio de Guarapuava, indicado e apoiado pelo Partido Municipal Independente, aguerrida agremia&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica, presidida pelo industrial, comerciante e banqueiro Francisco Missino.&lt;br&gt;  A renhida batalha eleitoral, como se dizia ent&amp;atilde;o, realizou-se dentro de um clima de incontido entusiasmo do eleitorado, dividido em dois grupos.&lt;br&gt;  Os dois cantavam antecipadamente uma esmagadora vit&amp;oacute;ria, visto que ambos os candidatos eram portadores de valiosos predicados de honradez e compet&amp;ecirc;ncia administrativa.&lt;br&gt;  Chega o dia da elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, realizada dentro de perfeita ordem e com maci&amp;ccedil;o comparecimento do eleitorado, como era esperado pelas chefias das agremia&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas e pelos pr&amp;oacute;prios candidatos.&lt;br&gt;  Encerrada a vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as urnas s&amp;atilde;o imediatamente abertas para a contagem dos votos. A cada nome anunciado pelos escrutinadores seguiam-se os sorrisos e aplausos na compacta massa popular que se apinhava no local da apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  E a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o chega ao fim, com o resultado causando imensa surpresa.&lt;br&gt;  Pela diferen&amp;ccedil;a s&amp;oacute; de UM voto, o candidato Generoso de Paula Bastos sagra-se como vencedor.&lt;br&gt;  Os seus eleitores fazem ent&amp;atilde;o uma enorme festa e dias depois, em solenidade mais festiva ainda, assistem a posse de seu candidato vitorioso.&lt;br&gt;  A euforia da vit&amp;oacute;ria alcan&amp;ccedil;ada, por&amp;eacute;m durou pouco. O candidato derrotado, Anibal Virmond, n&amp;atilde;o se conformando em perder por um &amp;uacute;nico sufr&amp;aacute;gio, recorreu do resultado pedindo recontagem dos votos. O Tribunal Regional Eleitoral do Estado fez a recontagem e constatou que, de fato houvera um erro.&lt;br&gt;  O resultado correto era um n&amp;atilde;o menos surpreendente EMPA-&lt;br&gt;  TE! Diante disso, o TRE proclamou Anibal Virmond o vencedor do pleito, visto ser ele o mais idoso dos dois candidatos... pela diferen&amp;ccedil;a de UM &amp;uacute;nico dia!&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Jo&amp;atilde;o do Planalto, jornalista em Guarapuava desde 1919&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-vit-mais-que-apertada.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/3152779008831967433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-vit-mais-que-apertada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3152779008831967433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3152779008831967433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-vit-mais-que-apertada.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Vit&amp;oacute;ria mais que apertada'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-2173328122462674233</id><published>2016-11-29T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-29T06:03:53.568-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A Lapa e os Farrapos</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A Lapa e os Farrapos&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  A Lapa e os Farrapos&lt;br&gt;  S&amp;eacute;rgio A. Leoni&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Dentre os documentos que comp&amp;otilde;em o acervo da Casa da Mem&amp;oacute;ria da Lapa, encontra-se um de grande valor hist&amp;oacute;rico, &lt;br&gt;  oriundo do quartel general na vila de Paranagu&amp;aacute;, datado de 9 de fevereiro de 1940, e assinado pelo general Pedro Labatut.&lt;br&gt;  Labatut era um veterano das campanhas napole&amp;ocirc;nicas e das guerras das independ&amp;ecirc;ncias e da Gr&amp;atilde; Col&amp;ocirc;mbia, tendo chegado a comandar Sim&amp;atilde;o Bol&amp;iacute;var.&lt;br&gt;  No documento em quest&amp;atilde;o, esse not&amp;aacute;vel militar comunicava ao juiz municipal da &amp;lsquo;Villa do Pr&amp;iacute;ncipe&amp;quot;* que em breve chegaria a essa localidade, em companhia de seu estado maior, para assumir o comando das for&amp;ccedil;as regulares imperiais, que continuaram combatendo os farroupilhas.&lt;br&gt;  O sul da ent&amp;atilde;o prov&amp;iacute;ncia de S&amp;atilde;o Paulo encontrava-se em perigo, desde 1837, quando a vila de Lages n&amp;atilde;o resistiu &amp;agrave; investida dos farrapos e quando Anita Garibaldi chegou at&amp;eacute; perto do Rio Negro, limite com a prov&amp;iacute;ncia do Rio Grande do Sul.&lt;br&gt;  Nessa ocasi&amp;atilde;o, fora designado para defender S&amp;atilde;o Paulo o brigadeiro Xavier da Cunha, que contava com um total de 1527 soldados, sendo 120 volunt&amp;aacute;rios da Lapa e de Campo do Tenente, comandados pelo capit&amp;atilde;o Valentiniano Jos&amp;eacute; de&lt;br&gt;  Lima.&lt;br&gt;  Em novembro de 1839, essa for&amp;ccedil;a acampou no Corisco, ao sul de Rio Negro, depois de permanecer muito tempo na Lapa.&lt;br&gt;  No come&amp;ccedil;o de dezembro marchou at&amp;eacute; Curitibanos, quando Hip&amp;oacute;lito Machado Dias, um bravo lapeano, com 120 homens de sua cavalaria volunt&amp;aacute;ria, foi mandado guarnecer o Passo de SantAna, ficando frente a frente com os piquetes republicanos.&lt;br&gt;  Em seguida, a coluna alcan&amp;ccedil;ou Campos Novos e logo ap&amp;oacute;s retornou a Lages, preparando-se para invadir o Rio Grande do Sul.&lt;br&gt;  Isso realmente aconteceu, por&amp;eacute;m de forma precipitada pelo brigadeiro Cunha, que acabou sendo derrotado pelas for&amp;ccedil;as do caudilho ga&amp;uacute;cho Marinho Aranha, no Passo de Santa Vit&amp;oacute;ria.&lt;br&gt;  A for&amp;ccedil;a imperial que contava com aproximadamente 500 homens, foi desbaratada pelas de Aranha que tinha mais de 800, ocasi&amp;atilde;o em que morreram muitos soldados e oficiais e o pr&amp;oacute;prio brigadeiro Xavier da Cunha.&lt;br&gt;  Nesse desastre s&amp;oacute; n&amp;atilde;o ficaram desmoralizados os volunt&amp;aacute;rios da Lapa e Campo do Tenente que, sitiados por todos os lados, fazendo dos muros de pedras trincheiras, conseguiram de forma her&amp;oacute;ica romper o cerco.&lt;br&gt;  O &amp;quot;Notici&amp;aacute;rio&amp;quot;, um jornal de S&amp;atilde;o Paulo, publicou o fato em termos concisos, ao mesmo tempo em que veiculava a infausta morte do brigadeiro Cunha: &amp;quot;O denodado Valentiniano e os seus companheiros, verificando desesperada a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, gritaram a quantos combatentes a seu lado haviam sustentado aquele ponto, que iam tentar romper o cerco, rejeitando as intima&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt;  Investindo sobre a porteira com coragem de le&amp;otilde;es, fizeram retroceder o grosso da for&amp;ccedil;a, com mort&amp;iacute;fero e bem dirigido fogo de fuzilaria.&lt;br&gt;  Jogados fora da taipa, os rebeldes deixaram o terreno juncado de cavalos e cavaleiros.&amp;quot;&lt;br&gt;  Depois da derrota de Xavier da Cunha, vem a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do comandante, general Pedro Labatut na Guerra dos Farrapos, cujo acesso havia se dado atrav&amp;eacute;s da ent&amp;atilde;o &amp;quot;Villa do Pr&amp;iacute;ncipe&amp;quot;.&lt;br&gt;  Teria sido esse o &amp;uacute;ltimo contacto da Lapa com a campanha farroupilha, se n&amp;atilde;o fosse um juiz lapeano quem pusesse p&amp;aacute; de cal &amp;agrave;s veleidades da uni&amp;atilde;o dos liberais de S&amp;atilde;o Paulo com os republicanos ga&amp;uacute;chos, com a pris&amp;atilde;o, perto de Passo Fundo do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar.&lt;br&gt;  O juiz lapeano referido foi o Dr. Jos&amp;eacute; Gaspar de Oliveira Lima, bacharel de 1832, da primeira turma do curso jur&amp;iacute;dico de S&amp;atilde;o Paulo.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Sergio A. Leoni, ex-prefeito da Lapa ** &amp;quot;Villa do Pr&amp;iacute;ncipe&amp;quot; era a denomina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Lapa, de 1806 a 1872, quando foi elevada a categoria de cidade.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-lapa-e-os-farrapos.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/2173328122462674233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-lapa-e-os-farrapos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/2173328122462674233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/2173328122462674233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-lapa-e-os-farrapos.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A Lapa e os Farrapos'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-7200536938790744548</id><published>2016-11-28T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-28T06:03:54.085-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um peixe para seu Amador</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um peixe para seu Amador&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Um peixe para seu Amador&lt;br&gt;  Odmir P.C. Valsecchi&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Esta historinha me foi contada por um velho amigo, pioneiro do Norte do Paran&amp;aacute;.&lt;br&gt;  Contava-me ele, logo ap&amp;oacute;s a morte do Sr. Amador Aguiar que em Maring&amp;aacute;, no decorrer da d&amp;eacute;cada de cinq&amp;uuml;enta, havia um corretor de caf&amp;eacute; e de terras que estava muito bem de vida, mas por uma descarga do infort&amp;uacute;nio acabou se atrapalhando nos neg&amp;oacute;cios e teve que vender tudo e recome&amp;ccedil;ar a vida completamente zerado.&lt;br&gt;  Como esse cidad&amp;atilde;o era bom pescador amador, e possu&amp;iacute;a barco e redes, resolveu ir pescar profissionalmente para sobreviver.&lt;br&gt;  Assim foi que se instalou no Paranaz&amp;atilde;o no regi&amp;atilde;o de Gua&amp;iacute;ra, mas no primeiro dia, ap&amp;oacute;s bater rede de baixo pra cima e de cima pra baixo, acabou pescando um &amp;uacute;nico Dourado, peixe de bom porte.&lt;br&gt;  Como j&amp;aacute; estava cansado, resolveu parar naquele dia e aportou seu barco perto do trapiche da balsa que fazia a travessia para Mato Grosso.&lt;br&gt;  No porto, um senhor alto achou bonito o peixe e se prop&amp;ocirc;s a compr&amp;aacute;-lo.&lt;br&gt;  Era o banqueiro Amador Aguiar, fundador do Bradesco, mas o nosso pescador n&amp;atilde;o o conhecia e travou-se mais ou menos o seguinte di&amp;aacute;logo:&lt;br&gt;  -    Quanto quer pelo peixe?&lt;br&gt;  -    Nem sei, &amp;eacute; o primeiro que pesco.&lt;br&gt;  Sabe de uma coisa, pr&amp;aacute; me dar sorte nesta nova vida vou lhe dar de presente.&lt;br&gt;  O senhor Amador, meio constrangido, insistiu em pagar e o pescador insistia em dar.&lt;br&gt;  Em decorr&amp;ecirc;ncia disso o papo se alongou enquanto aguardavam o retorno da balsa, e o banqueiro deu um cart&amp;atilde;o e se identificou ao neo pescador, acrescentando que se o mesmo, que era conhecedor de terras, achasse alguma fazenda boa na regi&amp;atilde;o, ele estaria interessado na compra, acrescentando ainda que podia se dirigir a uma fazenda ali perto, do pr&amp;oacute;prio Amador, e contatar pelo r&amp;aacute;dio com S&amp;atilde;o Paulo.&lt;br&gt;  O pescador n&amp;atilde;o levou muito a s&amp;eacute;rio, achou que era uma simples gentileza e que para falar com um homem daqueles era t&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil quanto falar com um Presidente.&lt;br&gt;  Assim mesmo guardou o cart&amp;atilde;o e continuou vegetando pelas barrancas do Rio Paran&amp;aacute;, at&amp;eacute; que um certo dia, decorridos j&amp;aacute; seis meses do encontro, soube de uma boa fazenda de cinco mil alqueires cheia de gado, especulou o pre&amp;ccedil;o e, lembrando-se do cart&amp;atilde;o, resolveu ir at&amp;eacute; a fazenda do Seu Amador para contatar com S&amp;atilde;o Paulo. N&amp;atilde;o punha muita f&amp;eacute;, mas foi.&lt;br&gt;  Foi bem recebido na fazenda e o capataz passou o r&amp;aacute;dio para Seu Amador com os detalhes e pre&amp;ccedil;o. O capataz avisou que o novo contato era somente &amp;agrave; tarde, e o pescador saiu e retomou na hora aprazada, ficando um tanto decepcionado, pois n&amp;atilde;o veio resposta alguma e nem no dia seguinte.&lt;br&gt;  Estava crente que o assunto havia morrido, mesmo assim desanimado retornou no terceiro dia. O capataz, ao avist&amp;aacute;-lo de longe, gesticulava com um bilhete na m&amp;atilde;o e cara de felicidade, passando &amp;agrave;s m&amp;atilde;os do pescador a seguinte mensagem:&lt;br&gt;  -    &amp;lsquo;Pode fechar neg&amp;oacute;cio fazenda vg amanh&amp;atilde; cedo segue ordem pagamento juntamente com o procurador para ultimar transfer&amp;ecirc;ncia pt sauda&amp;ccedil;&amp;otilde;es Amador Aguiar.&amp;quot;&lt;br&gt;  No dia seguinte pousava na fazenda um avi&amp;atilde;o com o procurador, o qual fez todos os acertos e ainda trouxe um recado ao pescador.&lt;br&gt;  -    Pode procurar mais fazendas, o chefe disse que confia em sua palavra.&lt;br&gt;  Com uma carta branca desse tipo o pescador renasceu e s&amp;oacute; foi cuidar de procurar mais fazendas.&lt;br&gt;  Dizem que comprou mais de dez para o Sr. Amador e ficou amic&amp;iacute;ssimo do mesmo.&lt;br&gt;  Para encerrar a hist&amp;oacute;ria, conta-se que o pescador virou fazendeiro forte e mora em Londrina.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Odmir P. C. Valsecchi, dentista em Jandaia do Sul&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-um-peixe-para-seu-amador.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/7200536938790744548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-um-peixe-para-seu-amador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7200536938790744548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7200536938790744548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-um-peixe-para-seu-amador.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um peixe para seu Amador'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-3013445187678206997</id><published>2016-11-27T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-27T06:03:55.140-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A barba de Jocelin</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A barba de Jocelin&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  A barba de Jocelin&lt;br&gt;  T&amp;uacute;lio Vargas&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Conta-nos o historiador Ermelino de Le&amp;atilde;o: &amp;quot;Manoel Leme, paulista de Mogi das Cruzes, casou-se em Paranagu&amp;aacute; com a filha do provedor Manoel de Lemos Conde, de grande prest&amp;iacute;gio no litoral em meados do s&amp;eacute;culo passado.&lt;br&gt;  Amealhou fortuna.&lt;br&gt;  Comprou s&amp;iacute;tio no Boqueir&amp;atilde;o, em Curitiba, e fazenda de gado &amp;agrave;s margens do Rio Tibagi, nos Campos Gerais.&amp;quot;&lt;br&gt;  Elevado ao cargo de juiz ordin&amp;aacute;rio, instaurou curioso processo contra o escriv&amp;atilde;o Euz&amp;eacute;bio Sim&amp;otilde;es da Cunha, taxando-o de ladr&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Uma den&amp;uacute;ncia grav&amp;iacute;ssima.&lt;br&gt;  Este, por desgosto, deixou crescer a barba at&amp;eacute; que, ao concluir-se a instru&amp;ccedil;&amp;atilde;o criminal, viu-se obrigado a rasp&amp;aacute;-la por ordem superior.&amp;quot;&lt;br&gt;  Parece ter sido costume dos antigos esse tipo de expia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, modo de purificar-se de imerecido castigo.&lt;br&gt;  Lembrando-se, a prop&amp;oacute;sito, de outro exemplo dessa pr&amp;aacute;tica bizarra.&lt;br&gt;  Soubemos, por tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o oral de fam&amp;iacute;lia, que Jocelin Morocines Borba tamb&amp;eacute;m recorreu a esse ritual incomum.&lt;br&gt;  Segundo Ermelino: &amp;quot;ele era homem de rara abnega&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Um belo tipo ga&amp;uacute;cho: alto, elegante, com a longa barba branca ondulante aos ventos, usando botas e esporas como ex&amp;iacute;mio cavaleiro que era.&lt;br&gt;  Prendia a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e impunha-se pela estima e bonomia.&lt;br&gt;  Durante a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;br&gt;  Federalista exerceu o cargo de comandante da fronteira da Ribeira.&amp;quot; (Dic.&lt;br&gt;  Hist. e Geogr&amp;aacute;fico Paranaense, vol 3, fls 1.032).&lt;br&gt;  Irm&amp;atilde;o de Tel&amp;ecirc;maco e Nestor Borba, toma-se conhecido pelos servi&amp;ccedil;os prestados como diretor de aldeamentos ind&amp;iacute;genas e fidelidades &amp;agrave; causa dos maragatos.&lt;br&gt;  Correligion&amp;aacute;rio de Generoso Marques dos Santos, da Uni&amp;atilde;o Republicana, influente na pol&amp;iacute;tica, viu-se nomeado contador dos Correios e Tel&amp;eacute;grafos, em Curitiba, durante o governo de Prudente de Moraes.&lt;br&gt;  Nesse exerc&amp;iacute;cio mostrou-se sempre dedicado e operoso.&lt;br&gt;  Certo dia, por&amp;eacute;m, desapareceu da sua se&amp;ccedil;&amp;atilde;o um envelope de valores (quantia avultada para a &amp;eacute;poca), sem que se pudesse apurar-lhe o paradeiro.&lt;br&gt;  Depois de longas averigua&amp;ccedil;&amp;otilde;es, em tumultuado inqu&amp;eacute;rito administrativo, a responsabilidade recaiu sobre Jocelin, pois os bens estavam sob a sua guarda.&lt;br&gt;  Acusado de peculato, sobreveio-lhe a demiss&amp;atilde;o a bem do servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico.&lt;br&gt;  Honra enxovalhada, inconformado at&amp;eacute; a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo que considerava erro imperdo&amp;aacute;vel, deixou, como protesto pela injusti&amp;ccedil;a, que lhe crescessem a barba, os cabelos e as unhas, resignando-se a cort&amp;aacute;-los, somente quando se restabelecesse a verdade.&lt;br&gt;  A repercuss&amp;atilde;o do epis&amp;oacute;dio causou-lhe irrepar&amp;aacute;veis danos morais.&lt;br&gt;  Parecia um monge recolhido ao abandono, as unhas retorcidas, os cabelos compridos e a barba hirsuta, olhado com certo esc&amp;aacute;rnio pelos maledicentes.&lt;br&gt;  Todavia, diz o ditado, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; mal que sempre dure.&lt;br&gt;  Anos depois, o esc&amp;acirc;ndalo j&amp;aacute; no esquecimento, numa reforma do pr&amp;eacute;dio dos Correios encontrou-se, em surpresa, nos desv&amp;atilde;os entre o arm&amp;aacute;rio e a parede, o extraviado enveloPe. Despencara da prateleira por detr&amp;aacute;s do m&amp;oacute;vel em lugar inacess&amp;iacute;vel.&lt;br&gt;  Estava explicado o sumi&amp;ccedil;o.&lt;br&gt;  Jocelin foi readmitido, mas nenhum desagravo compensou-lhe a terr&amp;iacute;vel humilha&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  No barbeiro, ao recompor-se da penit&amp;ecirc;ncia, sentiu, ap&amp;oacute;s sofridos anos, a emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um homem reabilitado.&lt;br&gt;  Durante certo tempo, naquela gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cada vez que algu&amp;eacute;m alegava inoc&amp;ecirc;ncia de uma acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, invocava sempre o exemplo da &amp;quot;barba de Jocelin&amp;quot;. A partir desse rumoroso processo, as autoridades do governo mostram-se mais cautelosas na apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o das den&amp;uacute;ncias.&lt;br&gt;  Jocelin deixou numerosa fam&amp;iacute;lia.&lt;br&gt;  Entre filhos, netos e bisnetos, encontram-se os nomes do deputado federal Divonsir Borba Cortes e m&amp;eacute;dico Helenton Borba Cortes (falecidos), m&amp;eacute;dico Atl&amp;acirc;ntido Borba Cortes e advogado Divonsir Cortes Filho.&lt;br&gt;  Descend&amp;ecirc;ncia digna da ancestralidade.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  T&amp;uacute;lio Vargas, ex-deputado e membro da Academia Paranaense de Letras&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-barba-de-jocelin.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/3013445187678206997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-barba-de-jocelin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3013445187678206997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3013445187678206997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-barba-de-jocelin.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A barba de Jocelin'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-8467816868915101054</id><published>2016-11-26T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-26T06:03:54.628-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Gratid&amp;atilde;o decrescente</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Gratid&amp;atilde;o decrescente&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Gratid&amp;atilde;o decrescente&lt;br&gt;  Flora C. Munhoz da Rocha&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Sempre que a gente recontava aquele caso e todos gargalhavam, nosso tio ficava irritado;&lt;br&gt;  - Que exagero! N&amp;atilde;o foi nada assim.&lt;br&gt;  Querem saber mais que eu?&lt;br&gt;  Ele ficava mais era com vergonha, pois sabia que est&amp;aacute;vamos contando bem direitinho como se passara.&lt;br&gt;  Era uma vez uma tarde de calor.&lt;br&gt;  Nosso tio Lindolfo Pessoa, que passava seu m&amp;ecirc;s de f&amp;eacute;rias de Deputado Federal na Ilha do Mel, resolveu dar um mergulho.&lt;br&gt;  Mas a &amp;aacute;gua estava t&amp;atilde;o boa que foi ficando, boiando de papo pro ar.&lt;br&gt;  De repente foi ficar de p&amp;eacute; e n&amp;atilde;o tinha p&amp;eacute;. Sem saber nadar, afobou, ficou nervosa Estava escurecendo.&lt;br&gt;  Teve certeza de que iria se afogar se algu&amp;eacute;m n&amp;atilde;o viesse com urg&amp;ecirc;ncia ao seu socorro.&lt;br&gt;  Ent&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ou com os chamados e apelos desesperados de bra&amp;ccedil;os.&lt;br&gt;  Nada, ningu&amp;eacute;m o estava vendo. O recurso era implorar ajuda do c&amp;eacute;u. E come&amp;ccedil;aram as promessas: - &amp;quot;Juro que se algu&amp;eacute;m chegar a tempo de me salvar, este algu&amp;eacute;m receber&amp;aacute; tudo que tenho.&lt;br&gt;  Tudo. O dinheiro, a casa, a fazenda de caf&amp;eacute;.&amp;quot;&lt;br&gt;  Chama novamente. A voz sai cada vez mais apertada.&lt;br&gt;  Da&amp;iacute; percebeu que a mar&amp;eacute; o estava afastando mais e mais.&lt;br&gt;  Deixou-se levar pelas ondas e pela ang&amp;uacute;stia da solid&amp;atilde;o, sentindo l&amp;aacute;grimas escorrerem-lhe pelo rosto.&lt;br&gt;  Foi naquele exato momento que exultou, algu&amp;eacute;m vinha em largas bra&amp;ccedil;adas ao seu encal&amp;ccedil;o. &amp;quot;Obrigado meu Deus, obrigado.&lt;br&gt;  Amanh&amp;atilde; mesmo entrego os oito milh&amp;otilde;es que tenho no Banco do Brasil.&amp;quot;&lt;br&gt;  O salvador forte e &amp;aacute;gil j&amp;aacute; o segurava por um bra&amp;ccedil;o.&lt;br&gt;  Tio Lindolfo p&amp;ocirc;de reparar que era um homem de cor.&lt;br&gt;  Sem demora pensou que seria bobagem entregar-lhe os oito milh&amp;otilde;es.&lt;br&gt;  Rid&amp;iacute;culo at&amp;eacute;. Negociava com a generosidade.&lt;br&gt;  Um milh&amp;atilde;o ele ficar&amp;aacute; na maior felicidade.&lt;br&gt;  Agora j&amp;aacute; pisava areia firme.&lt;br&gt;  Juntou gente com f&amp;aacute;ceis sorrisos.&lt;br&gt;  Exausto, ele tamb&amp;eacute;m for&amp;ccedil;ou um lento sorriso e o olhar fixo naquele gigante negro era de eterna gratid&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Mas quando apertou-lhe a m&amp;atilde;o forte falando em gratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ouviu nitidamente um &amp;lsquo;&amp;lsquo;N&amp;atilde;o se preocuPe. Sou salva-vidas. &amp;Eacute; minha profiss&amp;atilde;o&amp;quot;. Nosso tio insistiu:&lt;br&gt;  - Por favor apare&amp;ccedil;a ali naquela casa amarela.&lt;br&gt;  Quando o mulato bateu &amp;agrave; sua porta com os dentes &amp;agrave; mostra de contentamento antecipado, o pr&amp;oacute;prio tio Lindolfo veio abr&amp;iacute;-la, de envelope j&amp;aacute; pronto no bolsinho da camisa.&lt;br&gt;  Era um bonito envelope azul turquesa com 10 notas novinhas de 100 cruzeiros.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Flora C. Munboz da Rocha, ex-primeira dama do Estado e cronista&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-gratid-decrescente.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/8467816868915101054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-gratid-decrescente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/8467816868915101054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/8467816868915101054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-gratid-decrescente.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Gratid&amp;atilde;o decrescente'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-7740503189040450459</id><published>2016-11-25T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-25T06:03:53.465-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o criadora</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o criadora&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o criadora&lt;br&gt;  Bruno M da Matta&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  D&amp;eacute;cada de 60, Curitiba ainda vivia a d&amp;eacute;cada de 50. Uma cidade extremamente tranq&amp;uuml;ila e com um ar de interiorz&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Trombadinhas, expresso, favelas, invas&amp;atilde;o de &amp;aacute;reas? Nem pensar.&lt;br&gt;  O Est&amp;aacute;dio Durival de Brito e Silva, na Vila Capanema, que hoje at&amp;eacute; mudou de nome, era o melhor est&amp;aacute;dio de futebol do sul do pa&amp;iacute;s, o primeiro com ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;br&gt;  - Holofotes, diziam na &amp;eacute;poca.&lt;br&gt;  Vigilante, atento &amp;agrave;s frieiras dos mais relaxados, extremamente zeloso com a &amp;aacute;gua da piscina do Ferrovi&amp;aacute;rio (&amp;quot;sem carteirinha de exame de sa&amp;uacute;de em dia, n&amp;atilde;o entra&amp;quot;), o hoje pr&amp;oacute;spero comerciante Jos&amp;eacute; Juarez Coelho fazia sua vig&amp;iacute;lia no port&amp;atilde;o de acesso &amp;agrave;quela &amp;aacute;rea de lazer, certamente uma das primeiras da cidade.&lt;br&gt;  Tudo era diferente. A Pra&amp;ccedil;a Afonso Botelho, hoje Pra&amp;ccedil;a do Atl&amp;eacute;tico, era uma panela.&lt;br&gt;  No meio, entre duas ribanceiras que terminam (ou come&amp;ccedil;avam) na Rua Engenheiros Rebou&amp;ccedil;as e Avenida Get&amp;uacute;lio Vargas, o campo do 13 de Maio, onde se praticava um futebol vigoroso, valente, de muito suor.&lt;br&gt;  Suor que era eliminado ap&amp;oacute;s o jogo num olho d&amp;rsquo;&amp;aacute;gua que ficava na parte mais alta do terreno, a uns bons metros de onde hoje est&amp;aacute; a concha ac&amp;uacute;stica.&lt;br&gt;  Na Engenheiros Rebou&amp;ccedil;as (consta que eram dois irm&amp;atilde;os, funcion&amp;aacute;rios da Rede Via&amp;ccedil;&amp;atilde;o Paran&amp;aacute; Santa Catarina, da&amp;iacute; a homenagem no plural), rente &amp;agrave; rua, o Rio &amp;Aacute;gua Verde, correndo a c&amp;eacute;u aberto.&lt;br&gt;  Chute para fora, bola no rio, desconto devidamente aplicado por sua senhoria, o &amp;aacute;rbitro, para dar seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; pugna.&lt;br&gt;  Era t&amp;atilde;o Curitiba a nossa Curitiba (que um dia, maldade de Mill&amp;ocirc;r Fernandes, teve seu nome traduzido para &amp;quot;ritiba quer dizer do mundo&amp;quot;) que suprema gl&amp;oacute;ria era desfilar na rua XV ou fazer ponto diante dos cinemas Avenida e &amp;Oacute;pera.&lt;br&gt;  Televis&amp;atilde;o, muito prec&amp;aacute;ria.&lt;br&gt;  Tanto que o grande agito da Copa do Mundo de 1962, no Chile, foi a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dois potentes alto-falantes na marquise das Lojas Sibrama, na esquina da Ermelino de Le&amp;atilde;o com a XV.&lt;br&gt;  Em cadeia com uma emissora de S&amp;atilde;o Paulo, a multid&amp;atilde;o acompanhava a transmiss&amp;atilde;o pelo r&amp;aacute;dio, dos inesquec&amp;iacute;veis combates travados pela sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o canarinho do Brasil contra estranhos times de jogadores com nomes estranhos e de pa&amp;iacute;ses mais estranhos ainda.&lt;br&gt;  Depois era esperar pela chegada das fitas, precursoras do v&amp;iacute;deo-tape, que mostravam, dois dias depois, o transcorrer, 90 minutos dos jogos do Brasil no Chile.&lt;br&gt;  Com patroc&amp;iacute;nio das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es Novo Mundo Vemag.&lt;br&gt;  Preto e branco, &amp;eacute; claro.&lt;br&gt;  Pouco importava, na transmiss&amp;atilde;o direta, pelo r&amp;aacute;dio, os esp&amp;iacute;queres (o juiz sempre era mal-intencionado, contra n&amp;oacute;s). O tempo apagava tudo da mem&amp;oacute;ria e curtia-se a partida diante do baita televisor, de pernas de madeira, Canarinho, a Voz de Ouro ABC, as jogadas fant&amp;aacute;sticas de Man&amp;eacute; Garrincha, Zito, Gilmar, Vav&amp;aacute; e Amarildo.&lt;br&gt;  Tev&amp;ecirc; e r&amp;aacute;dio se completavam em harmonia.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Bruno N. da Matta, radialista&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-imagina-criadora.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/7740503189040450459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-imagina-criadora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7740503189040450459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7740503189040450459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-imagina-criadora.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o criadora'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-6428650766160296216</id><published>2016-11-24T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-24T06:03:53.072-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Fazenda Modelo</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Fazenda Modelo&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Fazenda Modelo&lt;br&gt;  Augusto Canto Jr.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Engastada nos Campos Gerais, esta Fazenda de propriedade do Governo Federal tem caracter&amp;iacute;sticas e peculiaridades bem diversas de todas as outras da regi&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Come&amp;ccedil;ou com a sua implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo Sr. Oscar Von Main, engenheiro germ&amp;acirc;nico que requereu em tempos idos, do Estado, uma gleba de mais ou menos dois mil alqueires, afim de ali implantar uma propriedade particular que se tornasse modelo para as outras fazendas da regi&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Foi atendido e, ap&amp;oacute;s receber os documentos referentes &amp;agrave; doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que recebia, iniciou os trabalhos.&lt;br&gt;  Primeiramente, planejou no terreno tudo que queria, para depois iniciar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o das cercas, visando o fechamento dessa enorme &amp;aacute;rea. O trabalho foi insano e, depois de muito meses, conseguiu realiz&amp;aacute;-lo.&lt;br&gt;  Cidad&amp;atilde;o com grandes conhecimentos de pa&amp;iacute;ses estrangeiros, conseguiu, ao solicitar do governo australiano, alguns quilos de sementes de eucaliptos.&lt;br&gt;  Quando recebeu o material e as indica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de como plantar, efetuou a semeadura e assim foi o primeiro a fazer esse tipo de reflorestamento aqui no Paran&amp;aacute;.&lt;br&gt;  As sementes nasceram bem e, mais tarde, ao transplantar as mudas, viu seu trabalho coroado de &amp;ecirc;xito.&lt;br&gt;  As variedades n&amp;atilde;o foram muitas, sendo a principal o eucalipto salinas.&lt;br&gt;  O problema mais s&amp;eacute;rio da fazenda estava na &amp;aacute;gua, ali&amp;aacute;s, como em todas as outras da regi&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Ap&amp;oacute;s muito estudo, resolveu o Sr. Oscar, traz&amp;ecirc;-la de uma fonte muito distante da casa, coisa que o pessoal duvidava, e at&amp;eacute; fizeram algumas apostas como ele n&amp;atilde;o conseguiria.&lt;br&gt;  O tempo passou e, um belo dia, alguns amigos foram chamados para l&amp;aacute; ver o resultado de seu trabalho. O n&amp;iacute;vel tinha sido corretamente estudado e o sucesso alcan&amp;ccedil;ado.&lt;br&gt;  Meu pai, Augusto Canto, perdeu uma caixa de cerveja, que alegremente pagou.&lt;br&gt;  O exemplo que deu fez com que os outros companheiros das fazendas vizinhas estudassem cada um o seu problema, e muita gente conseguiu resultados excelentes com essa experi&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt;  Com o Governo Federal interessado em diversas outras experi&amp;ecirc;ncias que o Sr. Main tinha implantado, como a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de animais de ra&amp;ccedil;a, e o todo que a fazenda representava, prop&amp;ocirc;s-lhe a compra e criou a &amp;quot;Fazenda Modelo&amp;quot; hoje um s&amp;iacute;mbolo de Ponta Grossa.&lt;br&gt;  Ali passaram diretores como os Srs.&lt;br&gt;  Charles Conrur, J&amp;uacute;lio Bittencourt, Borel Du Wernay, que s&amp;oacute; valorizaram aquele pr&amp;oacute;prio federal, introduzindo melhorias e fazendo dela uma j&amp;oacute;ia princezinha.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Augusto Canto Jr., comerciante em Ponta&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-fazenda-modelo.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/6428650766160296216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-fazenda-modelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/6428650766160296216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/6428650766160296216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-fazenda-modelo.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Fazenda Modelo'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-7468487385743748858</id><published>2016-11-23T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-23T06:03:52.863-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Guevara em Curitiba Paran&amp;aacute;</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Guevara em Curitiba Paran&amp;aacute;&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Guevara em Curitiba Paran&amp;aacute;&lt;br&gt;  Vel&amp;ecirc;ncio Xavier&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  J&amp;aacute; d&amp;aacute; para contar, Che Guevara passou secretamente pelo Paran&amp;aacute; em 1966, em plena ditadura militar, na sua travessia para a Bol&amp;iacute;via em busca de seu destino de guerrilheiro. O fato est&amp;aacute; em documentos secretos da CIA &amp;mdash; Central of Intelligence Agency &amp;mdash; recentemente liberados.&lt;br&gt;  At&amp;eacute; o &amp;quot;Fant&amp;aacute;stico&amp;quot; deu, mas sem os detalhes que, ali&amp;aacute;s, a CIA tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o tem.&lt;br&gt;  Com a &amp;quot;revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o oficial&amp;quot; da vinda de Guevara a Curitiba, j&amp;aacute; posso contar o que sei, coisas que nem a CIA sabe &amp;mdash; sabe que ele esteve aqui, s&amp;oacute; isso. N&amp;atilde;o revelarei nomes, datas, fatos e dados que possam identificar as pessoas envolvidas.&lt;br&gt;  Fa&amp;ccedil;o assim porque nunca se sabe o dia de amanh&amp;atilde;, e porque certos segredos, como este que poucas pessoas sabem, s&amp;atilde;o para quatro paredes por toda a eternidade. O leitor me perdoe, mas s&amp;oacute; contarei o que quero contar, da maneira que quero contar, e nada mais.&lt;br&gt;  1966, sete horas e meia de &amp;ocirc;nibus de S&amp;atilde;o Paulo a Curitiba. O &amp;ocirc;nibus com Guevara chega meia hora atrasado na Rodovi&amp;aacute;ria velha, na Jo&amp;atilde;o Negr&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Seu contato n&amp;atilde;o o esperava na plataforma, conforme o combinado.&lt;br&gt;  Nos &amp;ocirc;nibus s&amp;oacute; se podia fumar cigarros, pensando no que fazer Guevara acende um charuto cubano, com anel trocado para n&amp;atilde;o denunciar sua origem.&lt;br&gt;  Em p&amp;eacute;, a maleta entre as pernas, esperou para ver se o contato aparecia.&lt;br&gt;  De terno e gravata, &amp;oacute;culos, sem barba, e com os cabelos tingidos esbranqui&amp;ccedil;ados mais parecia um pacato burgu&amp;ecirc;s de meia idade do que o jovem e temido guerrilheiro.&lt;br&gt;  Sem o endere&amp;ccedil;o do contato, e sem saber onde procur&amp;aacute;-lo, Guevara espera j&amp;aacute; preocupado.&lt;br&gt;  Nisso algu&amp;eacute;m p&amp;aacute;ra, olha-o e cfiz: &amp;quot;O que voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; fazendo aqui, Guevara?&amp;quot; Antes que o &amp;quot;Che&amp;quot; se recuperasse do susto, o homem fala bem alto: &amp;quot;Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o devia estar em Cuba, Guevara?!&amp;quot; E um b&amp;ecirc;bado.&lt;br&gt;  Rapidamente, Guevara procura analisar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e achar uma sa&amp;iacute;da, mal p&amp;ocirc;de balbuciar uma negativa: &amp;quot;Mi nombre no es Guevara/&amp;quot; O homem corta: &amp;quot;Que cheiro bom, &amp;eacute; charuto cubano, n&amp;eacute;?! Vou querer um.&amp;quot;&lt;br&gt;  Guevara n&amp;atilde;o pode correr pois iria atrair a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos guardas fardados que vigiam a rodovi&amp;aacute;ria: &amp;quot;Isso que &amp;eacute; charuto, n&amp;atilde;o esses matarratos que vendem aqui.&amp;quot;- Diz o b&amp;ecirc;bado.&lt;br&gt;  Guevara pensa at&amp;eacute; em mostrar o passaporte falso: &amp;quot;Est&amp;aacute;s me tomando por outra persona.&amp;quot; Sem escutar, o b&amp;ecirc;bado puxa Guevara pelo bra&amp;ccedil;o: &amp;quot;Vamos tomar uma pinga para comemorar. H&amp;aacute; quanto tempo, eim Guevara!&amp;quot; E vai puxando o guerrilheiro para o bar. &amp;quot;No puedo senor, espero outra persona.&amp;quot; O b&amp;ecirc;bado corta: &amp;quot;Deixa pra l&amp;aacute;, ele acha a gente no bar.&amp;quot; Guevara concorda, uma pinga at&amp;eacute; que acalmaria suas id&amp;eacute;ias, daria tempo de achar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  No bar da rodovi&amp;aacute;ria, sentam na mesa onde est&amp;aacute; uma mulher, com todo o jeito das vadias da regi&amp;atilde;o: &amp;quot;Querida, este &amp;eacute; o Guevara que te falei.&lt;br&gt;  Tem a voz igual &amp;agrave; do Lucho Gatica.&lt;br&gt;  Canta pra mim o Sabor a Mi: Passaram mas de mil anos, mucho m&amp;aacute;s.&amp;quot; Guevara rebate: &amp;quot;No s&amp;eacute; cantar, senor.&amp;quot; A vadia ajuda: &amp;quot;N&amp;atilde;o ligue, ele est&amp;aacute; b&amp;ecirc;bado, &amp;eacute; melhor o senhor cair fora antes que ele apronte alguma confus&amp;atilde;o.&amp;quot;&lt;br&gt;  Guevara aproveita a deixa para sair, se levanta e v&amp;ecirc; entrando no bar uma pessoa olhando para ele, nenhum dos dois precisa dizer nada, sabe que &amp;eacute; seu contato que, finalmente, chegou. O b&amp;ecirc;bado insiste, soltando baforadas no charuto: &amp;quot;Canta, Guevara.&amp;quot; Guevara d&amp;aacute; uns passos em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao contato, mas volta-se e com sua bela voz canta: &amp;quot;Pero All&amp;aacute; como aqui em la boca llevar&amp;aacute; sabor a mi.&amp;quot; Os dois soltam a fuma&amp;ccedil;a de seus charutos cubanos, Guevara solta em c&amp;iacute;rculos como s&amp;oacute; ele sabia fazer. O b&amp;ecirc;bado diz para a mulher: &amp;quot;Grande Guevara. N&amp;atilde;o disse que a voz dele era igual a do Lucho Gatica?&amp;quot; E Guevara segue para seu destino.&lt;br&gt;  Um ano depois morreria na guerrilha da Bol&amp;iacute;via.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Valendo Xavier, escritor e historiador&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-guevara-em-curitiba-paran.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/7468487385743748858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-guevara-em-curitiba-paran.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7468487385743748858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7468487385743748858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-guevara-em-curitiba-paran.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Guevara em Curitiba Paran&amp;aacute;'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-8768368742839110512</id><published>2016-11-22T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-22T06:03:53.640-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O escriv&amp;atilde;o analfabeto</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O escriv&amp;atilde;o analfabeto&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  O escriv&amp;atilde;o analfabeto&lt;br&gt;  Rui Pinto&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Pelas Ordena&amp;ccedil;&amp;otilde;es Filipinas os escriv&amp;atilde;es deveriam ser homens de bom ju&amp;iacute;zo e entendimento, que soubessem escrever e notar. &lt;br&gt;  E essas habilidades com as letras e as leis foram especialmente estimuladas no Brasil dos primeiros tempos coloniais, porque aqui os escriv&amp;atilde;es serviam como assessores importantes dos juizes, visto que esses, como os chamados ordin&amp;aacute;rios, eram na sua maioria pessoas iletradas. E foi assim por muito tempo, at&amp;eacute; 1642, durante o reinado de D. Jo&amp;atilde;o IV, quando se proibiu a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o de juizes ordin&amp;aacute;rios analfabetos, escolhidos anualmente pelo povo e pelas C&amp;acirc;maras.&lt;br&gt;  Por&amp;eacute;m, o epis&amp;oacute;dio que se pretende contar se refere a um tempo muito mais recente e tem por cen&amp;aacute;rio nossa Curitiba de algumas d&amp;eacute;cadas atr&amp;aacute;s, j&amp;aacute; afamada por suas luzes universit&amp;aacute;rias.&lt;br&gt;  Na nossa hist&amp;oacute;ria, entretanto, &amp;eacute; o pr&amp;oacute;prio escriv&amp;atilde;o que &amp;eacute; analfabeto, ou quase isso, apesar de titular, de h&amp;aacute; muitos anos, de uma das serventias criminais da capital.&lt;br&gt;  Embora jejuno das letras, o serventu&amp;aacute;rio era homem benquisto e prestigiado pelos pr&amp;oacute;prios juizes da vara, que faziam vista grossa de seu despreparo.&lt;br&gt;  Para n&amp;atilde;o se expor, o escriv&amp;atilde;o nunca oficiava diretamente nos feitos, nem participava das audi&amp;ecirc;ncias.&lt;br&gt;  Tudo era feito pelo escrevente e os atos posteriores sacramentados de alguma forma pelo escriv&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Conta-se que sua dificuldade era tanta que, embora fosse Gon&amp;ccedil;alves de sobrenome, escrevia Gonsalves (com s), porque achava dif&amp;iacute;cil usar o c cedilha.&lt;br&gt;  Acontece que, pelas tantas, assumiu um juiz sisudo e muito formal quanto aos atos da Justi&amp;ccedil;a.&lt;br&gt;  Quando depressa lhe contaram que o escriv&amp;atilde;o era analfabeto, estremeceu de horror:&lt;br&gt;  -    Onde j&amp;aacute; se viu um escriv&amp;atilde;o analfabeto, reagiu. E nesses tempos! Pois veremos...&lt;br&gt;  E, assim, logo &amp;agrave; primeira audi&amp;ecirc;ncia convocou o escriv&amp;atilde;o para lavrar seus termos, pessoalmente.&lt;br&gt;  -    Meret&amp;iacute;ssimo, o senhor n&amp;atilde;o precisa de mim, redarg&amp;uuml;iu este.&lt;br&gt;  Tem o escrevente que faz tudo. E mo&amp;ccedil;o de muita compet&amp;ecirc;ncia. E tem sido sempre assim...&lt;br&gt;  -    Qual nada, imp&amp;ocirc;s o severo magistrado. O senhor &amp;eacute; que &amp;eacute; o escriv&amp;atilde;o e vai fazer a audi&amp;ecirc;ncia!&lt;br&gt;  Pois assim foi.&lt;br&gt;  Resignado, o serventu&amp;aacute;rio assumiu calado o seu of&amp;iacute;cio e, &amp;agrave; hora, ajeitou-se para lavrar o livro oficial.&lt;br&gt;  Acomodadas as partes, determinou o juiz, &amp;agrave; cabeceira da mesa:&lt;br&gt;  -    Senhor escriv&amp;atilde;o, fa&amp;ccedil;a a assentada da primeira testemunha!&lt;br&gt;  E a&amp;iacute; ent&amp;atilde;o se deu o desastre.&lt;br&gt;  For&amp;ccedil;ando a m&amp;atilde;o, o pobre escriv&amp;atilde;o tentava garatujar a palavra assenta, que, com extrema dificuldade, saiu, afinal, asentada, esquecendo o outro s.&lt;br&gt;  - Vejo que o senhor n&amp;atilde;o sabe escrever, senhor escriv&amp;atilde;o, reagiu em voz alta o juiz.&lt;br&gt;  De modo algum posso tolerar um escriv&amp;atilde;o analfabeto em minha vara. O senhor est&amp;aacute; suspenso, at&amp;eacute; que o Tribunal resolva esse impasse!&lt;br&gt;  E foi o que aconteceu, s&amp;oacute; que, por gozar de grande estima e prest&amp;iacute;gio, e ser aparentado de um dos potentados da pol&amp;iacute;tica local, as coisas acabaram se acomodando e, vencida a suspens&amp;atilde;o, o escriv&amp;atilde;o voltou ao seu of&amp;iacute;cio e a se servir dos pr&amp;eacute;stimos de seu escrevente.&lt;br&gt;  Do juiz, a cr&amp;ocirc;nica n&amp;atilde;o diz o que se sucedeu.&lt;br&gt;  Ou foi sucedido?...&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Rui Pinto, Procurador de Justi&amp;ccedil;a&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-escriv-analfabeto.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/8768368742839110512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-escriv-analfabeto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/8768368742839110512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/8768368742839110512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-escriv-analfabeto.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O escriv&amp;atilde;o analfabeto'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-4622352567062258800</id><published>2016-11-21T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-21T06:03:54.271-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Deu nas p&amp;aacute;ginas</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Deu nas p&amp;aacute;ginas&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Deu nas p&amp;aacute;ginas&lt;br&gt;  Em&amp;iacute;gdio R Corr&amp;ecirc;a&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Fazer jornal &amp;eacute; muito complicado. N&amp;atilde;o &amp;eacute; para menos que jornalista (de jornal) tem fama de maluco.&lt;br&gt;  De fato.&lt;br&gt;  Uma loucura. &amp;Eacute; como armar uma escola de samba para desfile.&lt;br&gt;  Escola do Rio de Janeiro, &amp;eacute; claro.&lt;br&gt;  Os diversos setores, embora sob um comando &amp;uacute;nico, t&amp;ecirc;m tarefas espec&amp;iacute;ficas, problemas t&amp;iacute;picos.&lt;br&gt;  Mas as coisas acabam se encaixando, embora &amp;agrave;s vezes a bateria perca a cad&amp;ecirc;ncia, o puxador do samba atravesse ou o carro principal quebre o eixo na entrada da avenida. E o bloco ganha as ruas.&lt;br&gt;  Um universo muito complexo. E cheio de complexos.&lt;br&gt;  Por exemplo: a eterna guerra entre revis&amp;atilde;o e reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Vai por a&amp;iacute;. O leitor comum n&amp;atilde;o sabe a m&amp;atilde;o-de-obra que &amp;eacute; fazer uma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornal.&lt;br&gt;  Para tudo acabar ao meio-dia, ou in&amp;iacute;cio da tarde. O jornal deixou de ser um produto fresco. E altamente perec&amp;iacute;vel.&lt;br&gt;  Vai da&amp;iacute; que o cidad&amp;atilde;o deve relevar certas coisas, embora os jornais mantenham permanente esfor&amp;ccedil;o para sa&amp;iacute;rem perfeitos e o leitor, enquanto consumidor, tenha todo o direito de reclamar.&lt;br&gt;  Haja Procon.&lt;br&gt;  N&amp;atilde;o muito tempo atr&amp;aacute;s, a costumeira troca de fotos na montagem criou um problema s&amp;eacute;rio no Paran&amp;aacute;. O jornal (vamos omitir o nome em solidariedade a todas as v&amp;iacute;timas) anunciava, na p&amp;aacute;gina de turfe, que a &amp;eacute;gua tal estava muito cotada no quinto p&amp;aacute;reo.&lt;br&gt;  Ilustrando o texto, a foto de uma madame da alta sociedade.&lt;br&gt;  Na p&amp;aacute;gina social, sob a foto de um belo animal, crina no capricho, a legenda anunciava que a dona fulana estava fazendo o maior &amp;quot;su&amp;quot; no eixo Rio-S&amp;atilde;o Paulo.&lt;br&gt;  Casos como esse j&amp;aacute; n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o comuns, mas insistem em macular a hist&amp;oacute;ria da imprensa.&lt;br&gt;  Existe, tamb&amp;eacute;m, o erro intencional.&lt;br&gt;  Um figura&amp;ccedil;o da cidade, vaidoso e mais lustroso que laranja de amostra em feira-livre, insistia em aparecer seguidamente na coluna social. O secret&amp;aacute;rio da reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o suportava mais o chato.&lt;br&gt;  Um dia, a vingan&amp;ccedil;a.&lt;br&gt;  Mandou publicar a foto, com destaque (a legenda j&amp;aacute; vinha pronta, cheia de elogios) e, para espanto do diagramador, seguiu junto para a composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o o bilhete do indigitado cidad&amp;atilde;o:&lt;br&gt;  - Por favor, fulano, me d&amp;ecirc; uma for&amp;ccedil;a publicando esta nota sobre a minha pr&amp;oacute;pria pessoa.&lt;br&gt;  Estou na pior, preciso de toda ajuda poss&amp;iacute;vel.&lt;br&gt;  Obrigado, beltrano.&lt;br&gt;  Ao que consta, nunca mais o colun&amp;aacute;vel pintou nas p&amp;aacute;ginas.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Em&amp;iacute;gdio R Corr&amp;ecirc;a, jornalista bissexto&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-deu-nas-p.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/4622352567062258800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-deu-nas-p.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/4622352567062258800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/4622352567062258800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-deu-nas-p.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Deu nas p&amp;aacute;ginas'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-109352013093372525</id><published>2016-11-20T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-20T06:03:53.956-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O granadeiro</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O granadeiro&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  O granadeiro&lt;br&gt;  Lauro Grein Filho&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Conf&amp;uacute;cio resumiu, numa s&amp;oacute; palavra, toda a estrat&amp;eacute;gia do relacionamento humano: - &amp;quot;Reciprocidade&amp;quot;. A conc&amp;oacute;rdia entre as pessoas mantidas nas regras do toma l&amp;aacute; e d&amp;aacute; c&amp;aacute;, troca de aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es a reger os conv&amp;iacute;vios e animar as amizades. O desequil&amp;iacute;brio nos pratos da balan&amp;ccedil;a, a falta de retribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o a aux&amp;iacute;lios recebidos, o esquecimento a favores prestados, eis os ingredientes para o t&amp;eacute;rmino das efus&amp;otilde;es amistosas, de imediato substitu&amp;iacute;das pela decep&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;oacute;dio, rancor, sentimentos levados &amp;agrave; conta da express&amp;atilde;o m&amp;uacute;tuo e irrecorr&amp;iacute;vel: - &amp;quot;Ingratid&amp;atilde;o&amp;quot;.&lt;br&gt;  Estava no Hospital, em Castro, quando chegou o cliente, rapaz conhecido e amigo, a mostrar no bra&amp;ccedil;o im&amp;oacute;vel e na tip&amp;oacute;ia mal feita a necessidade do atendimento m&amp;eacute;dico urgente.&lt;br&gt;  Desvencilhei-lhe o len&amp;ccedil;o provis&amp;oacute;rio, constatando na dor e na impot&amp;ecirc;ncia funcional os tra&amp;ccedil;os cl&amp;aacute;ssicos da fratura.&lt;br&gt;  Radiografei, reduzi e imobilizei, satisfazendo-me com o arremate do aparelho gessado, ao qual dediquei toda a arte que sabia.&lt;br&gt;  Livre da dor, reconfortado e reabilitado, o mo&amp;ccedil;o permaneceu ainda por algum tempo no consult&amp;oacute;rio, demonstrando alegria pelo caso resolvido, animadamente conversando e contando sobre o acidente que sofrer&amp;aacute;.&lt;br&gt;  &amp;quot;Quanto &amp;eacute; doutor&amp;quot;.&lt;br&gt;  &amp;quot;Ora deixa disso.&lt;br&gt;  Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; meu amigo.&amp;quot;&lt;br&gt;  O jovem alargou mais o sorriso, despedindo-se com a recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de voltar no dia seguinte para controle e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Nessa tarde corria pelo F&amp;oacute;rum a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 1954, transcorrida na v&amp;eacute;spera.&lt;br&gt;  Quatro ilustres filhos da terra disputavam uma cadeira no Legislativo Estadual e o pleito se desenrolara aguerrido e ardoroso.&lt;br&gt;  N&amp;atilde;o era candidato a nada, mas conhecia-se muito bem pela cidade o declarado antagonismo que me conflitava com um dos concorrentes, justamente o vencedor do pleito.&lt;br&gt;  Um prestigioso m&amp;eacute;dico que me detestava com todas as for&amp;ccedil;as, quanto eu a ele.&lt;br&gt;  &amp;Agrave; noite, estava no Clube &amp;agrave;s voltas com uma partida de xadrez, quando recebi na voz preocupada de um amigo o aviso de que uma turma se preparava para incendiar o meu carro.&lt;br&gt;  Era uma &amp;quot;Belair&amp;quot;, nova e importada, estacionada a poucos metros do &amp;quot;Uni&amp;atilde;o e Progresso&amp;quot;.&lt;br&gt;  Corri para a porta, de onde divisei um aglomerado de gente entusiasmada, que aos gritos de &amp;quot;morra o Dr. Lauro&amp;quot;, estourando bombas e espoucando foguetes, avan&amp;ccedil;ava do canto da pra&amp;ccedil;a em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao autom&amp;oacute;vel.&lt;br&gt;  Entre os granadeiros, no meio da algazarra, destacava-se a figura esbelta do jovem companheiro que pela manh&amp;atilde; me ocupara como m&amp;eacute;dico e a quem, em nome de uma amizade, atendi e n&amp;atilde;o cobrei. L&amp;aacute; estava, com o bra&amp;ccedil;o engessado, o gesso que lhe fiz, guapo e radiante a prestigiar o acontecimento, a abrilhantar a marcha, a alegrar a festa.&lt;br&gt;  A minha presen&amp;ccedil;a e a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alguns amigos, o grupo se acomodou, se aquietou e imediatamente se apagou.&lt;br&gt;  Os gritos cessaram como por encanto e apenas dois demorados foguetes acenderam timidamente pelo ar.&lt;br&gt;  Em alguns instantes todos os baluartes da comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o vitoriosa se dispersaram e, aos poucos, nenhum mais restou.&lt;br&gt;  Do rapaz, n&amp;atilde;o guardei m&amp;aacute;goas ou rancores, preferindo beneficiar-me da li&amp;ccedil;&amp;atilde;o que me ensinou.&lt;br&gt;  Porque desde ent&amp;atilde;o, nunca mais me senti melindrado por qualquer forma de injusti&amp;ccedil;a.&lt;br&gt;  Nunca mais me detive em an&amp;aacute;lises e conjecturas sobre os atos dos outros, nem me considerei ofendido ou desconsolado por estranhas maneiras de qualquer pessoa.&lt;br&gt;  Passei a encarar o homem com todo o seu potencial de suas imprevisibilidades, n&amp;atilde;o me surpreendo jamais com as diferentes gamas de seus crit&amp;eacute;rios e comportamentos. A dose foi vigorosa e forte, o suficiente para me imunizar para o resto da vida.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Lauro Grein Filho, m&amp;eacute;dico e membro da Academia Paranaense de Letras&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-granadeiro.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/109352013093372525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-granadeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/109352013093372525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/109352013093372525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-granadeiro.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O granadeiro'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-3939965100369842992</id><published>2016-11-19T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-19T06:03:54.543-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um veterano do Paraguai</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um veterano do Paraguai&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Um veterano do Paraguai&lt;br&gt;  Astrogildo de Freitas&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Conheci seu Maneco Dem&amp;eacute;trio na Manda&amp;ccedil;aia, onde residia e mantinha, como um dos seus afazeres, uma loja razoavelmente sortida com os principais artigos de primeira necessidade. O estabelecimento era atendido por Ernesto de Oliveira, seu parente consag&amp;uuml;&amp;iacute;neo, que com dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusiva delineava os seus afazeres.&lt;br&gt;  Os trabalhos nas &amp;aacute;reas de agricultura e pecu&amp;aacute;ria das propriedades eram atendidos pelo pr&amp;oacute;prio, ajudado por camaradas contratados para essas finalidades.&lt;br&gt;  A povoa&amp;ccedil;&amp;atilde;o localizada a cerca de tr&amp;ecirc;s l&amp;eacute;guas da cidade de Palmeira, na rodovia que demanda o sul do Estado, servia, principalmente, de ponto de refer&amp;ecirc;ncia para a entrada da col&amp;ocirc;nia de Santa B&amp;aacute;rbara, agora acrescida dos lotes da ex-col&amp;ocirc;nia Cec&amp;iacute;lia.&lt;br&gt;  Manoel Dem&amp;eacute;trio de Oliveira era veterano da Guerra do Paraguai, para onde fora como volunt&amp;aacute;rio da p&amp;aacute;tria e onde permaneceu por vasto per&amp;iacute;odo.&lt;br&gt;  Recebeu ferimentos que lhe deixaram cicatrizes, inclusive aquela ganha ao interceptar um golpe de lan&amp;ccedil;a ou espada, desferido por um inimigo contra o corpo do comandante em chefe das for&amp;ccedil;as da tr&amp;iacute;plice alian&amp;ccedil;a, o ent&amp;atilde;o Marques de Caxias, de quem fazia parte da escolta como cabo ajudante de ordens.&lt;br&gt;  Esse epis&amp;oacute;dio aconteceu no intenso fragor da batalha pela travessia do Itoror&amp;oacute;, uma das mais violentas daquela guerra e s&amp;oacute; definida com a presen&amp;ccedil;a e o arrojo do valoroso e incontest&amp;aacute;vel comandante das for&amp;ccedil;as aliadas, em opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A atitude corajosa e a pronta interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Manoel Dem&amp;eacute;trio de Oliveira impediu altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es na integridade f&amp;iacute;sica do comandante, fato que, se acontecido, provocaria o seu afastamento do teatro de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e o conseq&amp;uuml;ente prolongamento das hostilidades.&lt;br&gt;  Todavia, a intercepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do golpe quase lhe decepara a m&amp;atilde;o direita.&lt;br&gt;  Por esse ato de bravura lhe foi atribu&amp;iacute;da a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao posto de sargento, a qual recusou incontinen-te.&lt;br&gt;  Para si n&amp;atilde;o houvera nenhum m&amp;eacute;rito na sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pois ele estava ali no seu posto, justamente para proceder dessa forma.&lt;br&gt;  Manoel Dem&amp;eacute;trio de Oliveira, casado com Maria Rosa Stockler de Oliveira, filha do capit&amp;atilde;o Antonio Pereira Bueno Stockler, e tamb&amp;eacute;m veterano daquela guerra sangrenta, criou uma filha, Adelina Rosa de Oliveira, e era irm&amp;atilde;o de Diogo Antonio de Freitas e de Te&amp;oacute;filo Jos&amp;eacute; de Freitas, residentes na cidade de Palmeira.&lt;br&gt;  Veterano de guerra, sempre pautou as suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e atos com uma integridade r&amp;iacute;gida, beirando ao exagero. N&amp;atilde;o tolerava o desperd&amp;iacute;cio.&lt;br&gt;  Mas n&amp;atilde;o mantinha entre as suas parcim&amp;ocirc;nias a usura. A sua mesa era farta e liberada a todos os presentes, da casa ou visitantes.&lt;br&gt;  Em 20 de agosto de 1964, foi-lhe prestada uma homenagem p&amp;oacute;stuma, com o comparecimento ao cemit&amp;eacute;rio de Palmeira de avantajado n&amp;uacute;mero de pessoas. O ato contou com a presen&amp;ccedil;a da banda de m&amp;uacute;sica e alguns militares do 13&amp;deg; Regimento de Infantaria, sediado em Ponta Grossa, que vieram especialmente para prestigiar a homenagem.&lt;br&gt;  O acontecimento est&amp;aacute; perpetuado com a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma placa de bronze no t&amp;uacute;mulo desse veterano de guerra.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Astrogildo de Freitas, membro do Centro de Letras do Paran&amp;aacute;&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-um-veterano-do-paraguai.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/3939965100369842992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-um-veterano-do-paraguai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3939965100369842992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3939965100369842992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-um-veterano-do-paraguai.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Um veterano do Paraguai'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-3129907353058889447</id><published>2016-11-18T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-18T06:03:54.787-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Jacarezinho</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Jacarezinho&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  A revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Jacarezinho&lt;br&gt;  Celso Antonio Rossi&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Na hist&amp;oacute;ria do Brasil, um importante epis&amp;oacute;dio ainda hoje reflete em nossas vidas: &lt;br&gt;  a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 3 de outubro de 1930, liderada pelo candidato derrotado nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es presidenciais daquele ano, Get&amp;uacute;lio Vargas.&lt;br&gt;  A cidade de Jacarezinho, localizada no ent&amp;atilde;o denominado &amp;quot;norte velho do Paran&amp;aacute;&amp;quot;, na divisa com o Estado de S&amp;atilde;o Paulo, ocupava uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica, pois dentro de seu munic&amp;iacute;pio, unindo os dois Estados, encontrava-se a imponente ponte sobre o Rio Paranapanema.&lt;br&gt;  Por isto, os revolucion&amp;aacute;rios que vinham do sul do pa&amp;iacute;s em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Rio de Janeiro, ent&amp;atilde;o capital da Rep&amp;uacute;blica, chegaram em Jacarezinho no dia 18 de outubro de 1930 e aqui resolveram praticamente acampar.&lt;br&gt;  Sob a lideran&amp;ccedil;a do Major Alcides Ara&amp;uacute;jo, Comandante do Io Batalh&amp;atilde;o de Cavalaria &amp;quot;Vit&amp;oacute;ria ou Morte&amp;quot;, as for&amp;ccedil;as revolucion&amp;aacute;rias t&amp;atilde;o logo chegaram a Jacarezinho, tomaram v&amp;aacute;rias provid&amp;ecirc;ncias: depuseram o prefeito e nomearam como Governador Provis&amp;oacute;rio da cidade o conceituado m&amp;eacute;dico do lugar, Dr. Gustavo Lessa, que tamb&amp;eacute;m era um apaixonado pelo jornalismo, tendo editado talvez aquele que veio a ser o primeiro jornal da cidade, denominado &amp;quot;Jacarezinho&amp;quot;, por volta dos anos 20.&lt;br&gt;  E o Prefeito-Jornalista editou imediatamente um novo jornal, sob o nome de &amp;quot;A Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot; que, por via das d&amp;uacute;vidas, tinha na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o um tenente tamb&amp;eacute;m revolucion&amp;aacute;rio, Jos&amp;eacute; Ribeiro.&lt;br&gt;  O novo Prefeito (&amp;quot;Governa-dor-Provis&amp;oacute;rio&amp;quot;) procurou logo demonstrar lealdade aos revolucion&amp;aacute;rios (posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que j&amp;aacute; assumira bem antes da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o) e substituiu o nome das poucas ruas ent&amp;atilde;o existentes pelo dos militares que haviam chegado ao lugar, reservando ao Major-Comandante Alcides Ara&amp;uacute;jo a principal rua da cidade, a Paran&amp;aacute;...&lt;br&gt;  Preso o ent&amp;atilde;o delegado de Pol&amp;iacute;cia C&amp;acirc;ndido Berthier Fortes, foi indicado como seu substituto o Major Guiomar de Assis Moreira e que baixou desde logo v&amp;aacute;rios atos, proibindo, por exemplo, o &amp;quot;tr&amp;acirc;nsito de civis ap&amp;oacute;s as 22 horas&amp;quot; sob pena de pris&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de proibir tamb&amp;eacute;m a venda de bebidas alco&amp;oacute;licas.&lt;br&gt;  Os comerciantes, de seu lado, foram avisados que n&amp;atilde;o poderiam aumentar o pre&amp;ccedil;o dos &amp;quot;g&amp;ecirc;neros&amp;quot;, devendo vender &amp;agrave; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o tudo que ela necessitasse sob pena de serem requisitados todos os &amp;quot;artigos&amp;quot; de todas as casas, presos os comerciantes e aplicadas neles as &amp;quot;leis da guerra&amp;quot;...&lt;br&gt;  Mas n&amp;atilde;o s&amp;oacute; as ruas e pra&amp;ccedil;as mudaram de nome: a esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trens de Guimar&amp;atilde;es Carneiro passou a se denominar &amp;quot;Esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Oswaldo Aranha&amp;quot; e a pr&amp;oacute;pria esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jacarezinho teve seu nome substitu&amp;iacute;do para &amp;quot;General Flores da Cunha&amp;quot;.&lt;br&gt;  Dias ap&amp;oacute;s, da mesma maneira que haviam chegado a Jacarezinho, as &amp;quot;for&amp;ccedil;as revolucion&amp;aacute;rias&amp;quot; partiram em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao seu destino final: a cidade do Rio de Janeiro.&lt;br&gt;  E t&amp;atilde;o logo seguiram viagem, as ruas, pra&amp;ccedil;as e esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es retornaram aos seus antigos nomes, ficando apenas registrado na hist&amp;oacute;ria da cidade que, por poucos dias, as ruas do lugar ajudaram a atenuar o clima beligerante de ent&amp;atilde;o, permitindo que seus nomes fossem substitu&amp;iacute;dos pelos dos revolucion&amp;aacute;rios que se encontravam de passagem por Jacarezinho...&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Celso Antonio Rosi, advogado e diretor da Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro (de Jacarezinho)&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-revolu-em-jacarezinho.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/3129907353058889447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-revolu-em-jacarezinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3129907353058889447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3129907353058889447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-revolu-em-jacarezinho.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Jacarezinho'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-3797322584594771475</id><published>2016-11-17T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-17T06:03:54.243-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Dr. Jofre</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Dr. Jofre&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Dr. Jofre&lt;br&gt;  Tito Moreira Salles&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Leio todos os dias, com grande satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estas hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute;. Atrav&amp;eacute;s delas conheci her&amp;oacute;is e vil&amp;otilde;es, desbravadores e burocratas, personagens s&amp;eacute;rios e figuras pitorescas que contribu&amp;iacute;ram de uma ou outra maneira para a viv&amp;ecirc;ncia paranista.&lt;br&gt;  Todos os dias, espero encontrar algo a respeito de Jofre Cabral, contudo, na falta de talento maior, atrevo-me a passar algumas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es na esperan&amp;ccedil;a que, algu&amp;eacute;m, com melhor descort&amp;iacute;nio, se anime a retrat&amp;aacute;-lo.&lt;br&gt;  Conheci Jofre por volta de 1954 por obra e gra&amp;ccedil;a de uma &amp;quot;falcatrua&amp;quot; em que fomos coniventes, e v&amp;iacute;tima a Caixa Econ&amp;ocirc;mica Federal, onde ele exercia as fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de advogada N&amp;atilde;o se escandalizem.&lt;br&gt;  Eu conto tudo: na ocasi&amp;atilde;o fizemos um jornalzinho de estudantes, tudo pronto, faltava o principal, o dinheiro para a impress&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Mesmo com as &amp;quot;mordidas&amp;quot; aplicadas aos livreiros do ramo, faltava ainda um pouco para ser impresso.&lt;br&gt;  Foi ent&amp;atilde;o que algu&amp;eacute;m sugeriu, meio na goza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que s&amp;oacute; o Jofre daria conta disso.&lt;br&gt;  Ingenuamente fomos procur&amp;aacute;-lo e expusemos nosso problema.&lt;br&gt;  Jofre perguntou de quanto precis&amp;aacute;vamos e mandou nos dar o dinheiro.&lt;br&gt;  Pronto o jornal fomos lev&amp;aacute;-lo para comprovar o investimento, l&amp;aacute; estava um an&amp;uacute;ncio de meia p&amp;aacute;gina: - &amp;quot;Estudante, aplique suas economias na Caixa Econ&amp;ocirc;mica Federal&amp;quot;- propaganda t&amp;atilde;o in&amp;uacute;til quanto in&amp;oacute;cua, mas que valeu uma boa gargalhada de nosso benfeitor.&lt;br&gt;  Vim a conhec&amp;ecirc;-lo de perto j&amp;aacute; no Santa M&amp;ocirc;nica, clube que fundou, consolidou, deu vida e amou.&lt;br&gt;  Incr&amp;iacute;vel sua vitalidade: ap&amp;oacute;s ter passado a noite toda animando um baile e cantando no final o samba Concei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que depois virou uma esp&amp;eacute;cie de hino de fim de baile do clube, no dia seguinte l&amp;aacute; estava ele desde cedo, estudante de juventude.&lt;br&gt;  N&amp;atilde;o existe defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Jofre, foi tudo, e a tudo se empenhou com entusiasmo, destacou-se como dirigente de clubes, o Curitibano deve-lhe a antiga sede urbana e o in&amp;iacute;cio da atual sede.&lt;br&gt;  Parece que os obst&amp;aacute;culos o revigoram, lutava com contagiante disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, era um d&amp;iacute;namo, liderava com tanta naturalidade que n&amp;atilde;o conseguia fazer inimigos.&lt;br&gt;  Na falta de melhor defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o: foi um homem da noite, deu vida &amp;agrave; sociedade local e era badalad&amp;iacute;ssimo pelos cronistas sociais, neste setor nada se passava sem seu benepl&amp;aacute;cito e nada de interessante acontecia sem a sua presen&amp;ccedil;a.&lt;br&gt;  Existem piadas, algumas delas antol&amp;oacute;gicas, em que Jofre aparece, ora como autor, como partidpan-te ou at&amp;eacute; mesmo v&amp;iacute;tima, em todas elas destaca-se a imensa simpatia.&lt;br&gt;  Cativar era inato nele.&lt;br&gt;  Aos domingos, o dia era curto para agradar a todas as crian&amp;ccedil;as que estavam no &amp;quot;Santa&amp;quot; pegava-as no colo, dava-lhes balas e sempre era fotografado com elas, tudo isso com tanta naturalidade que Jofre parecia um velho e querido tio dos petizes.&lt;br&gt;  Foi presidente do Atl&amp;eacute;tico e nessa &amp;eacute;poca viajou a S&amp;atilde;o Paulo, onde comprou v&amp;aacute;rios craques em fase de pr&amp;eacute;-aposentadoria.&lt;br&gt;  Somente na hora do acerto se lembrou de &amp;quot;um pequeno detalhe&amp;quot;- o Atl&amp;eacute;tico estava a zero em quest&amp;atilde;o de finan&amp;ccedil;as, mesmo assim trouxe os jogadores e fundou em Curitiba o S&amp;atilde;o Paulo II, como disseram os cr&amp;iacute;ticos na ocasi&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Sabia-se doente, o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o ressentiu-se do intenso esfor&amp;ccedil;o, seus m&amp;eacute;dicos proibiram emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es fortes e desgaste f&amp;iacute;sico, ambas as coisas imposs&amp;iacute;veis para ele.&lt;br&gt;  Teria respondido que preferia morrer na ativa.&lt;br&gt;  Faleceu num domingo, torcendo para o Atl&amp;eacute;tico quando este clube estava ganhando do Londrina.&lt;br&gt;  No enterro foi levado por um caminh&amp;atilde;o do Corpo de Bombeiros inteiramente coberto de coroas de flores, congestionou o tr&amp;acirc;nsito.&lt;br&gt;  Sentia-se que Curitiba tinha perdido algo, que n&amp;atilde;o seria mais a mesma.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Tito Moreira Salies, m&amp;eacute;dico&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-dr-jofre.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/3797322584594771475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-dr-jofre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3797322584594771475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/3797322584594771475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-dr-jofre.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Dr. Jofre'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-871131475625755250</id><published>2016-11-16T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-16T06:03:53.622-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Come casaca</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Come casaca&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Come casaca&lt;br&gt;  Luiz Romaguera Netto&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Jo&amp;atilde;o Ribeiro de Macedo (nh&amp;ocirc; Jango), tinha como costume contar aos visitantes e muito especialmente aos seus netos hist&amp;oacute;rias acontecidas ali por perto do Itaqui, local de sua vivenda em Campo Largo.&lt;br&gt;  Esta &amp;eacute; uma delas.&lt;br&gt;  Rico fazendeiro da regi&amp;atilde;o, vi&amp;uacute;vo, com apenas um filho, criado cheio de vontades e luxo e que vivia sem trabalhar e a gastar &amp;agrave; larga.&lt;br&gt;  Os amigos o bajulavam e dele s&amp;oacute; recebiam festas e banquetes.&lt;br&gt;  Bailes, passeios e teatros faziam de sua vida o lugar comum.&lt;br&gt;  Seu pai, vendo os desperd&amp;iacute;cios, chamou-o &amp;agrave;s contas e teve com ele uma conversa &amp;mdash; Meu filho, ma vida desregrada me preocupa.&lt;br&gt;  Devi-as arranjar um trabalho honesto. A ociosidade degrada e embrutece.&lt;br&gt;  O filho responde: - Ora meu pai! O senhor n&amp;atilde;o &amp;eacute; bastante rico para que eu me mantenha at&amp;eacute; o fim da minha vida sem trabalhar?&lt;br&gt;  - Sim.&lt;br&gt;  Se souberes aplicar o que tens, viver&amp;aacute;s na abastan&amp;ccedil;a at&amp;eacute; o fim de ma vida.&lt;br&gt;  Mas gastando desenfreadamente em orgias, com os teus falsos amigos, mesmo essa grande fortuna se esvair&amp;aacute;. Um c&amp;acirc;ntaro cheio de &amp;aacute;gua, por maior que seja, quando dele s&amp;oacute; se tira sem reench&amp;ecirc;-lo, esvazia-se.&lt;br&gt;  Tome nota, continuou o velho pai, minha vida est&amp;aacute; no fim.&lt;br&gt;  E, quando eu desaparecer, se assim continuares, ficar&amp;aacute;s na pobreza.&lt;br&gt;  Nessa ocasi&amp;atilde;o, seus falsos amigos fugir&amp;atilde;o de ti.&lt;br&gt;  -    Meu pai, n&amp;atilde;o ofenda meus amigos.&lt;br&gt;  Pobre ou rico sempre estar&amp;atilde;o comigo.&lt;br&gt;  -    Veremos! Veremos! Diz o&lt;br&gt;  pai.&lt;br&gt;  -    Vou dar-te um conselho.&lt;br&gt;  Quando todos os teus amigos fugirem de ti, por teres ficado pobre, enforca-te, meu filho. A morte &amp;eacute; prefer&amp;iacute;vel &amp;agrave; desonra. N&amp;atilde;o enlameies o meu nome honesto. H&amp;aacute; no quarto ao lado, fixa no teto, uma argola.&lt;br&gt;  Consiga uma corda para a firmares na argola e d&amp;ecirc; uma volta apertada em teu pesco&amp;ccedil;o, soltando o teu peso &amp;agrave; corda.&lt;br&gt;  Tens for&amp;ccedil;a de vontade para saber morrer e, assim, far&amp;aacute;s a minha &amp;uacute;ltima vontade.&lt;br&gt;  O velho n&amp;atilde;o viveu muito tempo, e seu filho continuou com a vida desregrada e imprevidente.&lt;br&gt;  Aos poucos, tudo come&amp;ccedil;ou a faltar e quando as d&amp;iacute;vidas vieram, aqueles amigos desapareceram. A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou complicada pois n&amp;atilde;o arranjou emprego e pouco a pouco faltaram os recursos para os seus menores gastos.&lt;br&gt;  Solit&amp;aacute;rio e desesperado, lem-brou-se das palavras de seu pai. &amp;mdash; Vou me enforcar.&lt;br&gt;  Arranjou uma corda e amarrou-a na argola de ferro, passando a outra ponta em seu pesco&amp;ccedil;o.&lt;br&gt;  Feito isto, e com coragem, levantou o seu pensamento ao pai, lan&amp;ccedil;ando-se ao espa&amp;ccedil;o, soltando seu peso sob a corda.&lt;br&gt;  Com surpresa, sentiu que a parte do forro ca&amp;iacute;a com ele ao ch&amp;atilde;o e uma chuva de p&amp;oacute; e moedas de ouro em grande quantidade veio com o forro sobre a sua cabe&amp;ccedil;a.&lt;br&gt;  Atordoou-se com o que acontecera mas criou alma nova.&lt;br&gt;  O previdente pai, sabendo da derrocada que o filho fatalmente teria com aquele tipo de vida, havia escondido, sobre o forro, para salv&amp;aacute;-lo, grande parte da sua fortuna.&lt;br&gt;  Com esses novos recursos, voltou a viver na sociedade, s&amp;oacute; que desta vez, modestamente e sem ostenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Os falsos amigos voltaram e ofereceram-lhe um farto jantar ao qual compareceu.&lt;br&gt;  Ap&amp;oacute;s encher o prato, levantou-se e esfregou a casaca no prato dizendo: - Come casacal E em tua honra que se realiza este jantar.&lt;br&gt;  Os presentes n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o meus amigos. S&amp;atilde;o amigos t&amp;atilde;o somente de ti.&lt;br&gt;  Os fatos foram reais, por&amp;eacute;m nh&amp;ocirc; Jango nunca quis revelar com quem se passou.&lt;br&gt;  Dizia: &amp;quot;O amigo s&amp;oacute; da opul&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o &amp;eacute; nosso amigo&amp;quot;.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Luiz Romaguerra Netto, membro do Instituto Hist&amp;oacute;rico, Geogr&amp;aacute;fico e Etnogr&amp;aacute;fico do Paran&amp;aacute;.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-come-casaca.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/871131475625755250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-come-casaca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/871131475625755250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/871131475625755250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-come-casaca.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Come casaca'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-7827232893558876578</id><published>2016-11-15T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-15T06:03:53.846-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O p&amp;oacute; de perlimpimpim</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O p&amp;oacute; de perlimpimpim&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  O p&amp;oacute; de perlimpimpim&lt;br&gt;  Rui Pinto&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  A explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o intensiva do caf&amp;eacute; no Norte do Paran&amp;aacute; resultou da expans&amp;atilde;o das lavouras paulistas para Oeste e da exist&amp;ecirc;ncia da ub&amp;eacute;rrima terra roxa do setentri&amp;atilde;o paranaense.&lt;br&gt;  Os cafezais rapidamente se multiplicaram, com tal sucesso que em 1960, o Paran&amp;aacute; ostentava a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de maior produtor nacional da rubi&amp;aacute;cia, respons&amp;aacute;vel pela metade da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional e quase um ter&amp;ccedil;o da mundial.&lt;br&gt;  Havia, entretanto, um por&amp;eacute;m: o terr&amp;iacute;vel flagelo das geadas, como as de 1953 e 55, que devastaram milh&amp;otilde;es e milh&amp;otilde;es de cafeeiros. E n&amp;atilde;o se encontrava jeito de evit&amp;aacute;-las, ou de reduzir seus efeitos desastrosos.&lt;br&gt;  Muito se cogitou sobre isso, mas sem resultado.&lt;br&gt;  Todas as sugest&amp;otilde;es era muito dispendiosas.&lt;br&gt;  Vai ent&amp;atilde;o que um esperto comerciante de Apucarana anuncia que achara a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a calamidade.&lt;br&gt;  Para tanto trouxera do Rio de Janeiro dois doutores alem&amp;atilde;es, altos, loiros e saud&amp;aacute;veis.&lt;br&gt;  Dois leg&amp;iacute;timos sax&amp;otilde;es, com &amp;quot;aplomb&amp;quot; de cientistas laureados, que confirmaram possuir, realmente, o ant&amp;iacute;doto da geada, um p&amp;oacute; maravilhoso, de cuja composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o guardavam segredo, mas que se dispunham a submet&amp;ecirc;-lo a testes definitivos, tendo por palco a cidade.&lt;br&gt;  A not&amp;iacute;cia produziu regozijo geral.&lt;br&gt;  Seria a reden&amp;ccedil;&amp;atilde;o do caf&amp;eacute; do&lt;br&gt;  Paran&amp;aacute;! Assim, os doutores foram logo cercados pela curiosidade geral e crivados de perguntas, que satisfaziam de boa mente, falando de seus outros inventos, que eram muitos, embora sem avan&amp;ccedil;ar qualquer coisa mais sobre o antig&amp;ecirc;lo.&lt;br&gt;  Ora, o fin&amp;oacute;rio do comerciante via nisso tudo a oportunidade de fazer grossa fortuna e ent&amp;atilde;o se disp&amp;ocirc;s a bancar os alem&amp;atilde;es.&lt;br&gt;  Prometeu casa, comida e as despesas, a troco deles iniciarem desde logo os experimentos.&lt;br&gt;  Com essa not&amp;iacute;cia a cidade ficou toda alvoro&amp;ccedil;ada e n&amp;atilde;o tirava os olhos do trabalho dos bruxos alem&amp;atilde;es.&lt;br&gt;  Estes passaram os primeiros dias encerrados num barrac&amp;atilde;o isolado, manipulando suas qu&amp;iacute;micas, no preparo do antiv&amp;iacute;rus da geada. N&amp;atilde;o se via nada, por&amp;eacute;m, da f&amp;oacute;rmula m&amp;aacute;gica.&lt;br&gt;  Pelas tantas, solicitaram uma muda de caf&amp;eacute;, escolhendo a mais tenra, que levaram para o barraco.&lt;br&gt;  Horas depois voltaram com a planta recoberta de um p&amp;oacute; amarelo-cinza, que, &amp;agrave; frente de todos, foi colocada no congelador da geladeira, debaixo da maior aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Era a prova suprema: se a arvorezinha sobrevivesse, o mal end&amp;ecirc;mico da geada estaria vencido e finalmente banido do Paran&amp;aacute;.&lt;br&gt;  Os dias se passaram e, de tempos em tempos, a mudinha era vistoriada. L&amp;aacute; estava ela, no fundo do congelador, embu&amp;ccedil;ada sob o p&amp;oacute; miraculoso, viva e tenra.&lt;br&gt;  De repente, por&amp;eacute;m, passados mais dias, a planta foi se finando, finando, para nosso desespero.&lt;br&gt;  Perdeu o vi&amp;ccedil;o rapidamente e acabou preta e morta.&lt;br&gt;  Era o fim de nossas esperan&amp;ccedil;as.&lt;br&gt;  Refeitos do fracasso, passamos a examinar o p&amp;oacute; imperme&amp;aacute;vel.&lt;br&gt;  Era s&amp;oacute; serragem e cola... Uma impostura! Os cientistas embusteiros haviam recoberto a planta com serragem... Como fazer nas lavouras de milhares e at&amp;eacute; milh&amp;otilde;es de cafeeiros adultos? Donde tirar tanta serragem? A que custo, por&amp;eacute;m, e para qu&amp;ecirc; afinal?...&lt;br&gt;  O que aconteceu depois com os g&amp;ecirc;nios charlat&amp;otilde;es nem fiquei sabendo.&lt;br&gt;  Consta, por&amp;eacute;m, que, invocando a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cidad&amp;atilde;os estrangeiros, os tedescos pediram audi&amp;ecirc;ncia ao ent&amp;atilde;o presidente Juscelino Kubitchek, alegando terem sofrido maus-tratos no Brasil. E n&amp;atilde;o era para manos...&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Rui Pinto, Procurador de Justi&amp;ccedil;a&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-p-de-perlimpimpim.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/7827232893558876578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-p-de-perlimpimpim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7827232893558876578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/7827232893558876578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-o-p-de-perlimpimpim.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - O p&amp;oacute; de perlimpimpim'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-8177728435241770171</id><published>2016-11-14T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-14T06:03:53.560-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A paix&amp;atilde;o das corridas</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A paix&amp;atilde;o das corridas&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  A paix&amp;atilde;o das corridas&lt;br&gt;  Francisco Brito de Lacerda&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Em 1891, pouco antes da inaugura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da estrada de ferro ligando a Lapa a Curitiba, descobriu-se que a tradicional Raia dos Neves ia ter sua cabeceira cortada pelos trilhos.&lt;br&gt;  Quanto antes, era preciso escolher outro lugar para a corrida de cavalos.&lt;br&gt;  Os aficcionados, em bom n&amp;uacute;mero, logo arranjaram outra pista, fixando como ponto de partida as imedia&amp;ccedil;&amp;otilde;es da antiga forca, de triste mem&amp;oacute;ria, de onde se abarcava o pared&amp;atilde;o do Monge, onde vivera, anos antes, o ermit&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o Maria. A chegada ficou sendo o beco de acesso ao chafariz, perto da Rua do Cotovelo.&lt;br&gt;  Chamou-se de Raia da Forca &amp;agrave; pista.&lt;br&gt;  As corridas passavam de fronte do sobrado da Cadeia e C&amp;acirc;mara, oferecendo aos presos, agarrados &amp;agrave;s grades, excitante divers&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Sete ou oito casas se enfileiravam no percurso.&lt;br&gt;  Tal pista n&amp;atilde;o chegou a inteirar vinte anos. O vig&amp;aacute;rio reclamava que as corridas causavam rebuli&amp;ccedil;o &amp;agrave;s prociss&amp;otilde;es.&lt;br&gt;  Dizia-se ainda que o repentino disparo de um animal podia atropelar e at&amp;eacute; matar crian&amp;ccedil;as, idosos...&lt;br&gt;  Disso resultou a Raia da Ronda, na zona do Engenho Lacerda, &amp;agrave; margem da futura estrada do Sanat&amp;oacute;rio, onde havia uma olaria, um cemit&amp;eacute;rio particular e v&amp;aacute;rias ch&amp;aacute;caras.&lt;br&gt;  A Raia da Ronda, em 1925, foi palco de sensacional desafio que Vivi Pacheco e Teodoro Afonso Martins, donos das &amp;eacute;guas Gaby e Als&amp;aacute;cia.&lt;br&gt;  Marcou-se o confronto para o primeiro domingo de outubro.&lt;br&gt;  Sem contar as apostas avulsas, altas, Vivi e Teodoro Afonso casaram um conto de r&amp;eacute;is (dinheiro grande, na &amp;eacute;poca) e mais trinta bois.&lt;br&gt;  Todos torciam para que n&amp;atilde;o chovesse no dia do encontro.&lt;br&gt;  Gaby perdeu por meio corpo.&lt;br&gt;  Para n&amp;atilde;o enfrentar os adeptos de sua &amp;eacute;gua, Vivi se mandou para Curitiba.&lt;br&gt;  Dessa famosa corrida ficou uma historieta.&lt;br&gt;  Na tarde do desafio, a caminho da raia, um cavaleiro passou pela casa de sua comadre, que estava na janela. &amp;quot;Vai indo &amp;agrave; corrida, compadre?&amp;quot;, ela disse. &amp;quot;Onde mais, comadre!&amp;quot; Indagado sobre quem ia ganhar, o cavaleiro garantiu &amp;agrave; sua amiga que nada neste mundo, nem vela de rezador, podia tirar a vit&amp;oacute;ria das patas de Gaby. &amp;quot;Aposte o que tiver, comadre, at&amp;eacute; a Singer&amp;quot;. &amp;Agrave; tardinha, de volta, na cara o desapontamento de quem tinha perdido, ele encostou o zaino na cerca.&lt;br&gt;  Antes que a mulher abrisse a boca, foi informando: &amp;quot;Tomemo no fiote, comadre! Agora mec&amp;ecirc; pode chorar.&lt;br&gt;  Mas n&amp;atilde;o se descabele, comadre! Um curto fio de cabelo, se cair na panela, estraga a&lt;br&gt;  sopa...&amp;quot;&lt;br&gt;  Com o argumento do tr&amp;aacute;fego entre a cidade e o Sanat&amp;oacute;rio, a Raia da Ronda fechou. A nova pista, na fazenda Monte Alegre, arredores da cidade, ficou conhecida como Raia do Joanin.&lt;br&gt;  Nela se apresentavam bons cavalos: Andiara, R&amp;aacute;dio, Granada, (de Cristiano Justus), Porco.&lt;br&gt;  Em 1940, ou 41, uma grande aposta envolvia Porco (puro-sangue de Jorge Sera, p&amp;ecirc;lo negro, ventas abertas) e Corrente-de-Ouro, &amp;eacute;gua douradilha de Ant&amp;ocirc;nio Rauth, tamb&amp;eacute;m puro-sangue, esperta.&lt;br&gt;  Nh&amp;ocirc; Jo&amp;atilde;o Pesado, negro velho, que tinha o volume e o peso de um terneiro, era dado a mandingas, famoso como asa-negra.&lt;br&gt;  Na v&amp;eacute;spera da corrida, mal clareando o dia, Ant&amp;ocirc;nio Rauth foi &amp;agrave; raia, disposto a conferir o tempo da Corrente-de-Ouro.&lt;br&gt;  Um espet&amp;aacute;culo dantesco o esperava.&lt;br&gt;  Nu em p&amp;ecirc;lo, lembrando um urso preto, nh&amp;ocirc; Jo&amp;atilde;o Pesado corria de costas, invertido, praticando a urucubaca destinada a prejudicar a andadura da Corrente-de-Ouro.&lt;br&gt;  Tenha ou n&amp;atilde;o influ&amp;iacute;do a mandraca de nh&amp;ocirc; Jo&amp;atilde;o Pesado, o fato &amp;eacute; que, no outro dia, a douradilha, favorita, perdeu por mais de um corpo.&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Francisco Brito de Lacerda, Advogado&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-paix-das-corridas.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/8177728435241770171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-paix-das-corridas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/8177728435241770171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/8177728435241770171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-paix-das-corridas.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A paix&amp;atilde;o das corridas'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-6741822831987006051</id><published>2016-11-13T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-13T06:03:53.782-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A Diretora e o Delegado</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A Diretora e o Delegado&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  A Diretora e o Delegado&lt;br&gt;  Ayrton Ricardo dos Santos&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Nos &amp;uacute;ltimos anos da d&amp;eacute;cada de vinte, j&amp;aacute; era diretora do Grupo Escolar Bar&amp;atilde;o de Antonina, em Rio Negro, a not&amp;aacute;vel professora D. Margarida Kirchner. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; palavras para dizer o que essa grande e dedicada educadora realizou em mat&amp;eacute;ria de ensino e o quanto lhe devem gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de rionegrenses que tiveram a felicidade de passar por sua escola.&lt;br&gt;  Trazia o Grupo em ordem impec&amp;aacute;vel e conseguia implantar nele excelente padr&amp;atilde;o educacional.&lt;br&gt;  Nos anos quarenta, durante a &amp;uacute;ltima guerra mundial, D. Margarida ainda era diretora do Grupo quando, nomeado para o cargo de Delegado, um capit&amp;atilde;o da Pol&amp;iacute;cia Militar aportou em Rio Negro com sua mulher, professora...&lt;br&gt;  Mulher de autoridade, a jovem mestra queria regalias...&lt;br&gt;  D. Margarida n&amp;atilde;o entendia dessas sutilezas... Ensinava que a linha reta &amp;eacute; o caminho mais curto entre dois pontos... Tratou, portanto, com a maior naturalidade deste mundo, mas dentro dessa linha, a nova professora.&lt;br&gt;  As faltas eram registradas e descontadas como de h&amp;aacute;bito.&lt;br&gt;  Nos dias de presen&amp;ccedil;a o trabalho cobrado com a imparcialidade costumeira. O&lt;br&gt;  regulamento respeitado, sempre...&lt;br&gt;  A mo&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o estava acostumada a este tratamento...&lt;br&gt;  D. Margarida n&amp;atilde;o sabia proceder de outra maneira.&lt;br&gt;  O atrito, inevit&amp;aacute;vel, foi s&amp;eacute;rio!...&lt;br&gt;  O delegado, prepotente, informado que a m&amp;atilde;e de D. Margarida, j&amp;aacute; velhinha, fora vista falando em alem&amp;atilde;o no jardim de sua casa, n&amp;atilde;o teve d&amp;uacute;vidas, intimou-a a prestar declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es na delegacia.&lt;br&gt;  Queria enquadr&amp;aacute;-las como participantes da quinta coluna...&lt;br&gt;  N&amp;atilde;o contava, no entanto, com a rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos rionegrenses.&lt;br&gt;  Organizaram-se comiss&amp;otilde;es de pessoas importantes e de entidades locais para ir a Curitiba falar com o &amp;quot;seu&amp;quot; Ribas...&lt;br&gt;  Chamado com urg&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; presen&amp;ccedil;a do interventor, o capit&amp;atilde;o n&amp;atilde;o teve chance, sequer, de iniciar sua catilin&amp;aacute;ria.&lt;br&gt;  &amp;quot;Ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o sabe, seu idiota, que D. Margarida &amp;eacute; a melhor diretora do Estado, e seu pai, Felipe Kirchner, coronel da Guarda Nacional, foi um dos primeiros e mais eficientes prefeitos de Rio Negro?...&amp;quot;&lt;br&gt;  No dia seguinte, a Delegacia de Pol&amp;iacute;cia de Rio Negro tinha novo titular. E o Grupo... uma professora a menos...&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Ayrton Ricardo dos Santos, m&amp;eacute;dico&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-diretora-e-o-delegado.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/6741822831987006051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-diretora-e-o-delegado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/6741822831987006051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/6741822831987006051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-diretora-e-o-delegado.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - A Diretora e o Delegado'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-207814271398303742.post-4410668888981738272</id><published>2016-11-12T06:04:00.000-02:00</published><updated>2016-11-12T06:03:53.362-02:00</updated><title type='text'>Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Caf&amp;eacute; requentado</title><content type='html'> Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Caf&amp;eacute; requentado&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Caf&amp;eacute; requentado&lt;br&gt;  Celso Antonio Rossi&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  A regi&amp;atilde;o Norte Pioneiro do Paran&amp;aacute;, ao longo de sua hist&amp;oacute;ria, teve grandes l&amp;iacute;deres pol&amp;iacute;ticos, homens que se elegiam quantas vezes quisessem, gra&amp;ccedil;as ao seu carisma e &amp;agrave; sua habilidade.&lt;br&gt;  Foram homens que escreveram importantes p&amp;aacute;ginas da hist&amp;oacute;ria de nosso Estado, mas que viveram tamb&amp;eacute;m situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es curiosas que foram narradas de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o para gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem que se duvidasse de sua veracidade.&lt;br&gt;  Benedito Moreira, ou simplesmente B. Moreira, como ele gostava de ser chamado, foi um desses homens, talvez o maior l&amp;iacute;der pol&amp;iacute;tico de toda a hist&amp;oacute;ria da regi&amp;atilde;o.&lt;br&gt;  Em Jacarezinho foi Prefeito Municipal por tr&amp;ecirc;s vezes e tamb&amp;eacute;m deputado estadual por um mandato e suplente em outro; em Cambar&amp;aacute;, sua terra natal para onde retornou ap&amp;oacute;s longos anos de vida em Jacarezinho, foi tamb&amp;eacute;m eleito Prefeito.&lt;br&gt;  Pol&amp;iacute;tico moldado &amp;agrave; forma antiga, pelo velho PSD, B. Moreira nunca perdia elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e mesmo quando seu candidato a Governador era derrotado, ele justificava a voca&amp;ccedil;&amp;atilde;o adesista de seu partido e, para desespero dos advers&amp;aacute;rios, em poucos dias j&amp;aacute; era recebido pelo&lt;br&gt;  Governador eleito...&lt;br&gt;  Na cidade ent&amp;atilde;o, sua presen&amp;ccedil;a era indispens&amp;aacute;vel, desde as mais simples festas da zona rural at&amp;eacute; os casamentos e solenidades mais importantes. E B.Moreira sempre presente, acompanhado de um s&amp;eacute;q&amp;uuml;ito de amigos e companheiros que os advers&amp;aacute;rios, maldosamente, chamavam de &amp;quot;corriola&amp;quot;...&lt;br&gt;  Numa das v&amp;aacute;rias campanhas de que participou, encontrava-se B. Moreira correndo a zona rural, quando numa das visitas foi-lhe servido um cafezinho em uma caneca esmaltada, mas j&amp;aacute; toda descascada.&lt;br&gt;  Caf&amp;eacute; requentado, e B. Moreira, mal disfar&amp;ccedil;ando o mal estar, elogiava-o para a mulher do &amp;quot;cabo eleitoral&amp;quot; que, todo orgulhoso, n&amp;atilde;o cabia em si de contente.&lt;br&gt;  Num determinado momento, por&amp;eacute;m, B. Moreira encontra uma &amp;quot;sa&amp;iacute;da&amp;quot; para a inc&amp;ocirc;moda situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;br&gt;  Na &amp;quot;varanda&amp;quot; da casa de madeira em que se encontrava, o assoalho era feito de taboas intercaladas por um pequeno espa&amp;ccedil;o, embaixo do qual existia um por&amp;atilde;o aberto.&lt;br&gt;  Pois, num segundo de distra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos donos da casa, B. Moreira n&amp;atilde;o teve d&amp;uacute;vidas: despejou o cafezinho por um daqueles v&amp;atilde;os e, assustado, ouviu um grito desesperado de um menino (&amp;quot;guri&amp;quot;, como se dizia na &amp;eacute;poca) que aos brados saiu exclamando:&lt;br&gt;  - O homi jogou o caf&amp;eacute; ni mim!...&lt;br&gt;  S&amp;oacute; a&amp;iacute; foi que B. Moreira se deu conta de que, no por&amp;atilde;o, escondido e envergonhado da ilustre visita, estava o filho dos donos da casa, um moleque de seus dez anos e que, atingido pelo caf&amp;eacute; quente, sa&amp;iacute;ra aos gritos em desabalada carreira...&lt;br&gt;  Depois das explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de que a caneca &amp;quot;ca&amp;iacute;ra&amp;quot; de sua m&amp;atilde;o, B. Moreira pediu uma outra e depois outra mais e, ante o olhar desconfiado do casal, sorveu &amp;quot;gostosamente&amp;quot; o caf&amp;eacute; requentado, entremeando a cada gole um elogio &amp;agrave; dona da casa...&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  Celso Antonio Rossi, diretor da Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro (de jacarezinho)&lt;br&gt;  &lt;br&gt;  &lt;a href=&quot;http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-caf-requentado.html#more&quot;&gt;Continue »&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://historias-parana.f1cf.com.br/&quot;&gt;http://historias-parana.f1cf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historias-parana.blogspot.com/feeds/4410668888981738272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-caf-requentado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/4410668888981738272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/207814271398303742/posts/default/4410668888981738272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historias-parana.blogspot.com/2016/11/hist-do-paran-caf-requentado.html' title='Hist&amp;oacute;rias do Paran&amp;aacute; - Caf&amp;eacute; requentado'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>