<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053</atom:id><lastBuildDate>Fri, 13 Sep 2024 09:10:42 +0000</lastBuildDate><category>OPINIÃO</category><category>POSSE DA TERRA</category><category>Definição de História</category><category>PERSONAGENS HISTÓRICOS</category><category>Publicidades Antigas</category><category>ÍNDIOS</category><title>História de Piraju</title><description></description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-3494843215474560037</guid><pubDate>Thu, 10 Nov 2011 17:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-10T15:06:37.082-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">POSSE DA TERRA</category><title>O SERTÃO DO TIJUCO PRETO E A EXPANSÃO TERRITORIAL BRASILEIRA</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-6p1mTRnWIIg/TrwEfaA1nGI/AAAAAAAAFN4/lbgb6YLd1Ic/s1600/6168be5acba0819e73f63d97cab41b59.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;293&quot; width=&quot;373&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-6p1mTRnWIIg/TrwEfaA1nGI/AAAAAAAAFN4/lbgb6YLd1Ic/s400/6168be5acba0819e73f63d97cab41b59.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar do “Tratado de Tordesilhas” firmado entre Portugal e Espanha no ano de 1494, fatores de ordem política, social e econômica, colaboraram para a alteração da fronteira entre as duas colônias sul-americana. O principal desses fatores foi o advento da “União Ibérica” que entre os anos de 1580 e 1640, uniu em um mesmo governo as duas coroas européias, com isso, as fronteiras deixaram de ser respeitadas. Mas os movimentos colonizadores já aconteciam muito antes dessa união, extrapolando as linhas do tratado em busca de metais, pedras preciosas e também da caça ao índio e foi nesse período que surgiu a figura do bandeirante, homens que comandavam legiões de exploradores que buscavam no sertão um meio de subsistência. Outro fator importante que movimentou por décadas o sertão do Tijuco Preto, onde mais tarde surgiria nossa cidade, foi o das missões, que eram pequenos acampamentos indígenas controlados pelos padres da Companhia de Jesus, que não só protegia os seus habitantes, como também levavam o ensino religioso aos silvícolas. Paralelo a isso, o desenvolvimento da economia mineradora acabou fundando áreas de ocupação portuguesa, fora dos domínios originais e foi devido a esse movimento minerador, que as terras, hoje pirajunse, passaram a fazer parte do território português, pois nas águas do Paranapanema foi encontrado ouro e a vinda de mineiros para essa região tornou-se a princípio, intensa nesse período, mas, de acordo com matéria que publiquei aqui anteriormente, as minas do Paranapanema, sempre tiveram extração reduzida e os garimpeiros se afastavam na medida em que eram atraídos por lavras maiores, como as existentes em Goiás e Cuiabá. No espaço de seis anos, entre 1733 e 1739, a produção das minas do Paranapanema passou de 1706 para 286 oitavas e a partir daí a extração foi diminuindo até a desativação total das mesmas. &lt;br /&gt;
 Com a junção de todos esses fenômenos espontâneos de ocupação e a conseqüente presença do elemento português dentro dos domínios espanhóis, as autoridades reuniram-se para criar novos acordos de fronteira e o, até então conhecido “sertão do tijuco preto”, faixa de terra que abrangia desde a atual cidade de Ipaussu até o litoral do Atlântico, passou a fazer parte da colônia portuguesa. &lt;br /&gt;
Na próxima semana, trarei um pouco sobre a História das missões jesuíticas na região e a presença dos bandeirantes que alargaram ainda mais as fronteiras do Brasil.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2011/11/o-sertao-do-tijuco-preto-e-expansao.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-6p1mTRnWIIg/TrwEfaA1nGI/AAAAAAAAFN4/lbgb6YLd1Ic/s72-c/6168be5acba0819e73f63d97cab41b59.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-4469397792099399292</guid><pubDate>Tue, 01 Nov 2011 21:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-03T10:04:50.301-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">POSSE DA TERRA</category><title>PIRAJU E A AMÉRICA ESPANHOLA</title><description>A matéria de hoje poderia até ser inclusa no rol de culturas inúteis, mas, pelo meu ponto de vista, trata-se dos primeiros acontecimentos sobre as terras hoje pertencentes a nossa cidade, visto que, até então, o europeu não havia pisado por essas paragens e mesmo antes da chegada dos mesmos, as terras do novo continente já eram disputadas nos tribunais do velho mundo entre Portugal e Espanha, que juntamente com a Inglaterra, eram as potências marítimas da época.&lt;br /&gt;
No dia 7 de Junho de 1494, na povoação castelhana de Tordesilhas, foi assinado um tratado entre o Reino de Portugal e o recém-formado Reino da Espanha que dividia as terras &quot;descobertas e por descobrir&quot; por ambas as Coroas fora da Europa. Este tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa espanhola resultante da viagem de Cristóvão Colombo, que ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo, reclamando-o oficialmente para Isabel, a Católica.&lt;br /&gt;
O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo, no tratado referido como “Cipango e Antília”. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha a dois de Julho e por Portugal a cinco de Setembro de 1494. Para as negociações do Tratado e a sua assinatura, D. João II de Portugal designou como embaixador a sua prima de Castela (filha de uma infanta portuguesa) a D. Rui de Sousa. Os originais de ambos os tratados estão conservados no Archivo General de Índias na Espanha e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Portugal&lt;br /&gt;
No contexto das Relações Internacionais, a sua assinatura ocorreu num momento de transição entre a hegemonia do Papado, poder até então universalista, e a afirmação do poder singular e secular dos monarcas nacionais - uma das muitas facetas da transição da Idade Média para a Idade Moderna.&lt;br /&gt;
Mas o amigo leitor deve estar se perguntando. O que tem Piraju a ver com este tratado?&lt;br /&gt;
Pois bem, analisando a linha imaginária desse tratado, podemos constatar, conforme o mapa abaixo, que as terras hoje pertencentes ao nosso município, em vermelho, pertenciam a Coroa espanhola e se não fosse à ação dos bandeirantes, hoje nossa língua seria outra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-QCrSOwuSlw0/TrBe1GtosBI/AAAAAAAAFJ8/ZLj6sDF0WYM/s1600/mapa%2Bilustrativo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;324&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-QCrSOwuSlw0/TrBe1GtosBI/AAAAAAAAFJ8/ZLj6sDF0WYM/s400/mapa%2Bilustrativo.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Nas próximas semanas, vamos explicar o porquê às terras, hoje, pirajuense, passaram a fazer parte do território da coroa portuguesa.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2011/11/piraju-e-america-espanhola.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-QCrSOwuSlw0/TrBe1GtosBI/AAAAAAAAFJ8/ZLj6sDF0WYM/s72-c/mapa%2Bilustrativo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-4648101343371891043</guid><pubDate>Thu, 13 Oct 2011 13:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-13T10:46:52.679-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">OPINIÃO</category><title>O IMPÉRIO BRASILEIRO E O CONSELHO DE VEREADORES</title><description>INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Quando publiquei, semana passada, matéria sobre Piraju e as inverdades contidas em sua “História oficial” e afirmei na ocasião que a Câmara de Vereadores de então não havia criado e aprovado nenhuma lei libertando os escravos antes da Lei Áurea, já que a mesma não possuía poderes para isso, recebi vários e-mails que me parabenizavam pela iniciativa de passar nossa História a limpo. Dentre essas mensagens, recebi uma do amigo Dr. Marcos Tonon que sugeria uma nova postagem explicando o funcionamento de uma Câmara naquela época e percebi que tal explicação, colocaria fim a questão e ao mesmo tempo faria com que você, amigo leitor, entenda o porquê um vilarejo não teria autonomia para votar e aprovar Leis que caberiam apenas as Assembléias superiores, sendo assim, aqui estou novamente para trazer mais um pouquinho sobre nosso passado para deleite de todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                            ORIGEM&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 A instituição “Câmara de Vereadores” surgiu na antiga Roma e seus membros denominavam-se “Edis”. Na época o vereador era responsável pela garantia ou manutenção do bem comum. Era composta de um Juiz Presidente, dois Edis, um escrivão, um procurador do conselho e um almotacel, esse último era responsável pela determinação de preços das mercadorias e aferição de balanças. Seus membros eram eleitos anualmente pelos que eram chamados de “povo qualificado”. A Câmara de então possuía plenos poderes, executando as funções judiciária, executiva e legislativa, além disso, zelava pela higiene e limpeza da vila, a conservação das fontes de água, da elaboração e aprovação de leis e observância quanto ao cumprimento e possuía também o poder de polícia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                    CÂMARAS DO BRASIL COLÔNIA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 No Brasil, a instituição foi herdada dos colonizadores e passou a existir oficialmente em 1532, com a elevação de São Vicente a categoria de Vila. Esse período, denominado pelos Historiadores de “período colonial”, teve início em 1530 e se estendeu até 1822, ano que ocorreu a proclamação da independência. O então chamado “Conselho de Vereadores”, era instalado apenas em lugarejos que através de Ato Régio do governo português, eram elevados a condição de vila e era composto por três membros. &lt;br /&gt;
 Com exceção do representante da Coroa portuguesa, denominado de “Juiz de Fora”, os demais membros eram eleitos para um período de três anos e eram escolhidos pela elite local, ou seja, latifundiários, nobreza, milícia e clero. O conselho possuía plenos poderes, pois, além das funções voltadas para o interesse social, possuía também o poder de taxarem impostos e administrar os bens do vilarejo, construir e conservar edifícios, passeios, pontes, ruas, praças, abrir estradas, criar e regulamentar procissões do comércio e de ofício, zelar pela higiene pública, nomear funcionários da administração e em algumas localidades, as câmaras funcionavam também como presídio, já que o vereador desempenhava funções que hoje competem ao Ministério Público.&lt;br /&gt;
 Até meados do século XVII, o Conselho de Vereadores, era visto como instrumento de dominação política dos senhores feudais e a própria Coroa portuguesa se via impotente diante dos desmandos da elite agrária brasileira e por diversas vezes o rei sancionou abusos cometido pelos vereadores contra a população que era composta em sua maioria por índios, escravos e trabalhadores livres, mas que dependiam da nobreza agrária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
          A INDEPENDÊNCIA E AS MUDANÇAS NO CONSELHO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Com a proclamação da independência e a implantação de uma política centralizadora que durou até 1889, ano da proclamação da República, a ação do poder municipal sofreu forte retração, a partir da promulgação da Constituição Imperial de 1824, com isso, o poder da já denominada “Câmara de Vereadores”, ficou restrito às questões administrativas e ficaram impedidas de exercerem jurisdição tendenciosa e eram subordinadas as Assembléias Legislativas Provinciais. Com a publicação da carta de Lei do Império em 1828, os vereadores passaram a ser eleitos diretamente pelo povo e a casa de leis era composta por nove membros nas cidades e sete nas vilas, com um mandato de quatro anos e ficavam sobre tutela dos poderes legislativos superiores que consequentemente limitavam sua atuação, além do poder moderador que era exercido pelo próprio Imperador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                            CONCLUSÃO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Tendo agora conhecimento do funcionamento de uma Câmara de Vereadores dentro da monarquia brasileira e de sua total dependência de poderes superiores, pode-se entender claramente que nenhuma lei libertando os escravos em nosso município foi aprovada, pois além da clareza documental que indica o engano na informação, os fatos comprovam aquilo que citei na postagem anterior, que para aprovação da lei, era necessário a concordância da Assembléia legislativa Provincial e do Poder Moderador que estava nas mãos da Princesa Isabel.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2011/10/o-imperio-brasileiro-e-o-conselho-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-1655208430226112205</guid><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 17:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-13T20:14:38.662-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">OPINIÃO</category><title>PIRAJU E O ABOLICIONISMO</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-_SHB8zCAxiQ/Tos_ODFktZI/AAAAAAAAFIk/4yEEPHg96W8/s1600/ata.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;115&quot; width=&quot;320&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-_SHB8zCAxiQ/Tos_ODFktZI/AAAAAAAAFIk/4yEEPHg96W8/s320/ata.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Quando comecei minhas pesquisas sobre a História de Piraju, percebi que ela estava repleta de fatos e acontecimentos que deixavam dúvidas sobre sua veracidade. Entre eles, o motivo causador do surgimento de São Sebastião do Tijuco Preto, em pleno coração do sertão paulista, já que os relatos oficiais deixam dúvidas quanto a data exata do ocorrido. A partir de então, concentrei meus estudos no período mais obscuro de nossa História, o século XIX.&lt;br /&gt;
Após vinte e seis anos debruçados sobre livros e documentos da época, consegui esclarecer, para mim mesmo, todas as dúvidas existentes e acabei por fazer uma releitura da História de Piraju, que certamente será publicada em breve.&lt;br /&gt;
Mas, o real motivo da postagem de hoje é tentar desfazer uma inverdade que foi atirada em livros, jornais e sites e que se tornou oficial em nossa História, ou seja, o famoso episódio da libertação dos escravos pirajuenses em janeiro de 1888, quatro meses antes da Lei Áurea.&lt;br /&gt;
Quero acreditar que tenha sido apenas uma má interpretação de um documento, pois, para qualquer Historiador experiente, ao se deparar com tal título, perceberá de antemão a impossibilidade do fato. Não quero aqui tecer qualquer tipo de crítica a quem o fez, pois foi uma atitude louvável levantar o passado da terrinha, já que pouca coisa havia sido registrada até então e reconheço também a falta de experiência na área, visto que não se tratava de um Historiador. Mas, o fato em questão necessita de urgente correção, pois não enaltece em nada nossa cidade e ao olhar atento de um bom pesquisador, o acontecido poderá se transformar em uma tentativa de enaltecer o passado de uma cidadezinha interiorana.&lt;br /&gt;
Bem, para melhor entendimento sobre o assunto, convido o leitor a mergulhar nos acontecimentos da época, livre das paixões, pois não podemos olhar para o passado com os olhos do presente, já que se trata de uma outra visão social que nada tem dos dias atuais. Para essa pesquisa, utilizei como base a obra da Historiadora Emilia Viotti da Costa, ex-Professora da Universidade de São Paulo e que por diversas vezes atuou como Professora visitante em várias universidades norte-americanas e autora de várias obras dentro da historiografia brasileira.&lt;br /&gt;
O regime escravocrata se instalou no Brasil e resistiu por mais de três séculos. A princípio eram utilizados índios capturados de suas aldeias e que muitas vezes eram comercializados no mercado europeu, tendo a Espanha como principal compradora. Com o advento do café e a baixa resistência dos indígenas. A mão de obra negra passou a fazer parte do cenário rural brasileiro, primeiramente nos engenhos de açúcar do nordeste e em seguida, nas lavouras do sul e sudeste. Com o passar dos anos, toda a Europa abriu mão de tais práticas e após grande influência inglesa, o tráfico negreiro foi proibido. Foi o primeiro grande golpe sofrido pelos coronéis.&lt;br /&gt;
Nesse ponto da História, é necessário atentar para o seguinte fato; Com o fim do tráfico de escravos, o comércio passou a ser feito internamente, ou seja, os negros existentes dentro do território brasileiro eram comercializados de coronel para coronel. Nas senzalas, havia os escravos reprodutores. Geralmente era o mais forte, que ficava isento dos trabalhos forçados, mas que tinham como missão fecundar o maior número de mulheres possível e assim como animais, suas crias eram transformadas em dinheiro. Outra questão importante a ser analisada é que a expectativa de vida de um negro da época, girava em torno de vinte e cinco a trinta anos, isso devido tanto ao trabalho forçado, quanto aos maus tratos, fome e doenças. Com isso, a tendência natural, era a diminuição cada vez maior da população escrava no Brasil. Com a ascensão do café e a conseqüente diminuição da produção açucareira no nordeste, os senhores de engenho passaram a vender seus negros para os coronéis do sul e sudeste. Esse fato acabou gerando um dos episódios mais demagogo da História do Brasil, ou seja, o Estado do ceará aprovou em sua Assembléia Legislativa, a libertação dos escravos no estado, menos de um ano antes da publicação da Lei Áurea. &lt;br /&gt;
Aí me pergunto! Libertou quem? Se no período em questão, restavam em território cearense, apenas 116 negros que eram utilizados em serviços domésticos e que se viram obrigados a permanecerem como estavam, pois no restante do país, tal lei não surtia efeito. Mas, apesar da demagogia embutida, o acontecido funcionou como estopim de uma bomba que estava prestes a explodir. Com isso, o movimento abolicionista ganhou forças e conseguiu o apoio popular que até então ficara neutra em relação a causa. Não se pode deixar também de citar o descontentamento geral da população com os desmandos do Imperador. Percebe-se aí, que o país vivia dentro de uma efervescência política. De um lado os defensores da monarquia e do outro os grupos republicanos que idealizavam uma nova forma administrativa para o Brasil.&lt;br /&gt;
Convém lembrar que estamos a menos de um ano da abolição e a movimentação política, tomava conta dos quatro cantos do Brasil. Foi justamente aí, que o Partido Republicano Paulista, o PRP, que tinha como um de seus diretores, o então Coronel Ataliba Leonel e que até então era contrário a libertação dos escravos, aderiu a causa abolicionista, numa tentativa de derrubada do Imperador e consequentemente a implantação do regime republicano.&lt;br /&gt;
Com a viagem de D. Pedro II à Europa para tratamento de saúde, assumiu o poder, sua filha, Princesa Isabel que era conhecida por sua simpatia com a causa negra e fervorosa abolicionista que colaborou por diversas vezes com a fuga de escravos que eram encaminhados em segurança até os quilombos da baixada santista. No trono, sua primeira atitude, foi enviar um pedido a todas as Câmaras, incumbindo as da formação de comissões municipais que fariam um estudo detalhado, não só do número de escravos em cada cidade, mas também levantar a possibilidade de libertação dos mesmos em todo o país. É claro que além de ser idéia certa da Princesa, tal atitude servia tanto como resposta política aos adversários, como também tentar conquistar quem ainda era contrário à libertação. Sendo assim, a Câmara Municipal de Piraju, reuniu-se em sessão realizada no dia 15 de janeiro de 1888 e acabou aprovando a formação de tal comissão que ficou composta pelos senhores Major Mariano Leonel Ferreira (Pai de Ataliba Leonel), Tenente Coronel Gustavo Pinheiro de Mello e pelo Doutor José Francisco Machado. &lt;br /&gt;
Na dúvida, observei as atas subseqüentes e não encontrei nenhum registro sobre os desdobramentos dos trabalhos dessa comissão, visto que na época, as sessões da Câmara Municipal não eram realizadas com a freqüência dos dias atuais e, como citei anteriormente, devido aos vários acontecimentos políticos que ameaçavam a sustentação do regime monárquico no Brasil, o Congresso aprovou no dia 13 de maio de 1988 a Lei que acabava com a escravidão no país, antes que a citada comissão municipal emitisse o seu parecer final sobre a questão. &lt;br /&gt;
A referida Ata, encontra-se em poder do Arquivo Municipal e está a disposição da população que poderá comprovar que nenhum projeto de lei foi apresentado naquela data e, portanto nenhuma lei foi aprovada libertando os escravos em nosso município. Lembrando que vivíamos em uma monarquia e tal atitude não poderia ser tomada. O que nos consola é o fato de várias cidades do interior paulista, citar em seus autos a mesma façanha, mas que infelizmente não passou de uma má interpretação de documentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quero exaltar aqui, a memória de Constantino Leman, que muito fez para preservação de nossa rica História.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2011/10/piraju-e-o-abolicionismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-_SHB8zCAxiQ/Tos_ODFktZI/AAAAAAAAFIk/4yEEPHg96W8/s72-c/ata.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-5969555234699272192</guid><pubDate>Mon, 30 Jun 2008 15:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T20:42:15.311-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">OPINIÃO</category><title>Análise dos fatos</title><description>&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SGkAtYnBoxI/AAAAAAAABaA/y0SIsvXM3DE/s1600-h/P5300026.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SGkAtYnBoxI/AAAAAAAABaA/y0SIsvXM3DE/s400/P5300026.JPG&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5217702422985679634&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          É pergunta freqüente nos meios culturais pirajuense, o porquê da cidade ter vivido um período de desenvolvimento frenético até o início do século XX e logo em seguida experimentar uma estagnação econômica que se arrastou até o final do século. Vários fatores colaboraram decisivamente para que Piraju vivenciasse esses dois ciclos históricos de sua economia, mas, para a perfeita compreensão dos fatos, é necessário uma analise crítica e longe das paixões em relação às glórias passadas.&lt;br /&gt;          Nascida como São Sebastião do Tijuco Preto no final do segundo reinado, Piraju e várias outras cidades encravadas dentro do sertão paulista foram planejadas pelo Governador da Província e fundadas com uma única missão: a expansão da lavoura cafeeira dentro dos domínios de São Paulo. O café, após um longo período de adaptação em solo brasileiro, transformou-se no principal produto de exportação do país, gerou grandes somas aos cofres públicos e enriqueceu os grandes proprietários de terras da época. Com o advento da República, a elite rural que já detinha o poder econômico, assumia também o poder político e isso, dentro da História, não poderia ter sido diferente, foi a chamada era dos coronéis do café.&lt;br /&gt;          Piraju não fugiu as regras e via no coronel e mais tarde General Ataliba Leonel sua figura mais expressiva dentro do cenário político nacional. Eleito Deputado Federal e em seguida Senador da República, Ataliba não tardou em trazer o progresso para sua cidadezinha interiorana fazendo com que ela se transformasse em um enorme canteiro de obras. Eram ruas sendo alargadas e niveladas, praças que antes eram apenas pastos recebendo obras de paisagismo, usinas hidroelétricas que até então era novidade no país, ramal de estrada de ferro e a implantação de trilhos por onde correriam os bondes de cargas e passageiros e enquanto isso, dentro dos padrões de uma cidade de interior, verdadeiras mansões eram erguidas, todas pertencentes aos milionários produtores de café.&lt;br /&gt;         1929 surgiu como divisor de águas dentro da história de Piraju, foi nesse ano que ocorreu a tão falada quebra da bolsa de Nova Iorque, fato que fez despencar o preço do café no mercado internacional e transformou-se no primeiro grande golpe nos bolsos da economia pirajuense. Nesse período, foram queimadas toneladas do produto que, devido ao baixo preço, abarrotavam os armazéns da extinta Sorocabana. A partir de então, os acontecimentos passaram a ocorrer de forma inversa, pois, se o poder econômico trouxe de carona o poder político, a perda do mesmo já era premeditada.&lt;br /&gt;          Na Revolução de 1932, a oligarquia cafeeira gastou suas últimas energias na tentativa de assegurar pelo menos o poder político, mas após o insucesso na batalha e com a posse do gaucho Getúlio Vargas na Presidência da República os coronéis passaram a viver apenas nos bastidores da política e a lavoura de café foi gradativamente cedendo espaço para outras culturas. Inserida nesse contexto, Piraju que até então prosperava, caiu no esquecimento e passou a perder tudo aquilo que havia conquistado.&lt;br /&gt;          É fato comum ouvirmos dizer que o maior erro teria sido o investimento maciço em uma só cultura agrícola e que se houvesse diversificação a cidade não sofreria o impacto econômico e hoje poderia ser quem sabe, uma metrópole. Pois bem, desde meus tempos de faculdade eu costumo dizer que “não podemos olhar o passado com os olhos do presente” e esse pensamento encaixa-se perfeitamente dentro desses acontecimentos, pois, se fizermos uma análise dos padrões e costumes da época, iremos concluir que todas as benfeitorias aqui construídas, visavam única e exclusivamente beneficiar os coronéis locais. As usinas hidroelétricas foram construídas para gerar energia que se transformariam em força motriz aos bondes que por sua vez, serviriam como meio de transporte para a safra de café e o principal beneficiado seria justamente o General Ataliba Leonel, pois o bonde saía de Sarutaiá, até então um distrito de Piraju e fazia parada dentro da fazenda do general tendo como ponto final, o ramal da estrada de ferro no antigo Bairro da Estação, hoje Distrito de Tibiriçá do Paranapanema. O ramal por sua vez, possuía uma estação de embarque e desembarque dentro da fazenda do Coronel Nhonhô Braga, atual fazenda milho híbrido, popularmente conhecida como fazenda do estado (foto). Esse ramal seguia até a vizinha cidade de Manduri de onde, através das malhas da extinta Estrada de Ferro Sorocabana o café seria despachado para o porto de Santos de onde o produto seguiria para diversos países do mundo, principalmente para abastecer o mercado europeu. Portanto, Piraju viveu aquilo que era de interesse dos coronéis e quando esses homens quebraram financeiramente, a cidade estagnou e passou a mostrar a imagem de uma população pobre que já existia na época das “vacas gordas”, mas vivia ofuscada pelo brilho do progresso.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2008/06/anlise-dos-fatos.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SGkAtYnBoxI/AAAAAAAABaA/y0SIsvXM3DE/s72-c/P5300026.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-1603955080358637204</guid><pubDate>Mon, 30 Jun 2008 15:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T20:42:15.596-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Publicidades Antigas</category><title>História da publicidade pirajuense</title><description>propagandas extraidas do &quot;AURORA PIRAJUENSE&quot; publicação do Grêmio estudantil 22 de Abril da escola Cel. Nhonhô Braga edição de novembro de 1938&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SGj9mqA346I/AAAAAAAABZ4/NypzihEzrTo/s1600-h/DSC05789.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SGj9mqA346I/AAAAAAAABZ4/NypzihEzrTo/s400/DSC05789.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5217699008863527842&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SGj73p_vVNI/AAAAAAAABZw/k9lREzUlvZM/s1600-h/DSC05779.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SGj73p_vVNI/AAAAAAAABZw/k9lREzUlvZM/s400/DSC05779.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5217697101893293266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você possui algum material histórico de Piraju e gostaria de vê-lo publicado neste blog, entre em contado com o autor, será um prazer divulgar seu nome e as informções enviadas.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2008/06/histria-da-publicidade-pirajuense.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SGj9mqA346I/AAAAAAAABZ4/NypzihEzrTo/s72-c/DSC05789.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-7657298551160500386</guid><pubDate>Thu, 05 Jun 2008 19:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T20:42:15.794-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Definição de História</category><title>Definição de História</title><description>&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SEg8LEtr3GI/AAAAAAAABA8/r_UwogPnWmc/s1600-h/250px-Gyzis_006_%2528%25CE%2597istoria%2529.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SEg8LEtr3GI/AAAAAAAABA8/r_UwogPnWmc/s320/250px-Gyzis_006_%2528%25CE%2597istoria%2529.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5208479129995566178&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A História é o estudo do homem no tempo, concomitante à análise de processos e eventos ocorridos no passado. Por metonímia, o conjunto destes processos e eventos. A palavra história tem sua origem nas «investigações» de Heródoto, cujo termo em grego antigo é Ἱστορίαι (História). Todavia, será Tucídides o primeiro a aplicar métodos críticos, como o cruzamento de dados e fontes diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo histórico começa quando os homens encontram os elementos de sua existência nas realizações dos seus antepassados. Esse estudo, do ponto de vista europeu, divide-se em dois grandes períodos: Pré-História e História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os historiadores usam várias fontes de informação para construir a sucessão de processos históricos, como, por exemplo, escritos, gravações, entrevistas (História oral) e achados arqueológicos. Algumas abordagens são mais frequentes em certos períodos do que em outros e o estudo da História também acaba apresentando costumes e modismos (o historiador procura, no presente, respostas sobre o passado, ou seja, é influenciado pelo presente). (veja historiografia e História da História).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os eventos anteriores aos registos escritos pertencem à Pré-História e as sociedades que co-existem com sociedades que já conhecem a escrita (é o caso, por exemplo, dos povos celtas da cultura de La Tène) pertencem à Proto-História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As concepções formais da História&lt;br /&gt;Em sua evolução, a História se apresentou pelo menos de três formas. Do simples registro à analise científica houve um longo processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História Narrativa ou Episódica - O narrador contenta-se em apresentar os acontecimentos sem preocupações com as causas, os resultados ou a própria veracidade. Também não emprega qualquer processo metodológico. &lt;br /&gt;História Pragmática - Expõe os acontecimentos com visível preocupação didática. O historiador quer mudar os costumes políticos, corrigir os contemporâneos e o caminho que utiliza é o de mostrar os erros do passado. Os gregos Heródoto e Tucídides e o romano Cícero (&quot;A Historia é a mestra da vida&quot;) representam esta concepção. &lt;br /&gt;História Científica - Agora há uma preocupação com a verdade, com o método, com a análise crítica de causas e conseqüências, tempo e espaço. Esta concepção se define a partir da mentalidade oriunda das idéias filosóficas que nortearam a Revolução Francesa de 1789. Toma corpo com a discussão dialética (de Hegel e Karl Marx) do século XIX e se consolida com as teses de Leopold Von Ranke, criador do Rankeanismo, o qual contesta o chamado &quot;Positivismo Histórico&quot; (que não é relacionado ao positivismo político de Augusto Comte) e posteriormente com o surgimento da Escola dos Annales, no começo do século XX. &lt;br /&gt;História dos Annales (Escola dos Annales) - Pensadores franceses fundaram em 1929 uma revista de estudos, a &quot;Revue des Annales&quot;, onde rompiam decididamente com o culto aos heróis e a atribuição da ação histórica aos chamados homens ilustres, representantes das elites. Para estes estudiosos, o cotidiano, a arte, os afazeres do povo e a psicologia social são elementos fundamentais para a compreensão das transformações empreendidas pela humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[editar] As concepções filosóficas da História&lt;br /&gt;Ainda no século XIX surgiu a discussão em torno da natureza dos fenômenos históricos. A que espécie de preponderância estariam ligados? Aos agentes de ordem espiritual ou aos de ordem material? Antes disso, a fundamental teológica fez uma festa na mente cordata do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concepção Providencialista - Segundo essa corrente, os acontecimentos estão ligados à determinação de Deus. Tudo, a partir da origem da terra, deve ser explicado pela Providência Divina. No passado mais remoto, a religião justificava a guerra e o poder dos governantes. Na Idade Média Ocidental, a Igreja Cristã era a única detentora da informação e, naturalmente, fortificou a concepção teológica da História. Santo Agostinho, no livro &quot;A Cidade de Deus&quot;, formula essa interpretação. No século XVII, Jacques Bossuet, na obra &quot;Discurso Sobre a História Universal&quot;, afirma que toda a História foi escrita pela mão de Deus, E no século passado, o historiador italiano Césare Cantu produziu uma &quot;História Universal&quot; de profundo engajamento providencialista. &lt;br /&gt;Concepção Idealista - Teve em Georg Wilhelm Friedrich Hegel, autor de &quot;Fenomenologia do Espírito&quot;, seu corporificador. Defende que os factos históricos são produto do instinto de evolução inato do homem, disciplinado pela razão. Desse modo, os acontecimentos são primordialmente regidos por idéias. Em qualquer ocorrência de ordem econômica, política, intelectual ou religiosa, deve-se observar em primeiro plano o papel desempenhado pela idéia como geradora da realidade. Para os defensores dessa corrente, toda a evolução construtiva da humanidade tem razão idealista. &lt;br /&gt;Concepção Materialista - Surgiu em oposição à concepção idealista, embora adotando o mesmo método dialético. A partir da publicação do Manifesto Comunista de 1848, Karl Marx e Friedrich Engels lançam as bases do Materialismo Histórico, onde argumentavam que as transformações que a História viveu e viverá foram e serão determinadas pelo fator econômico e pelas condições de vida material dominantes na sociedade a que estejam ligadas. A preocupação primeira do homem não são os problemas de ordem espiritual, mas os meios essenciais de vida: alimentação, habitação, vestimenta e instrumentos de produção. No prefácio de &quot;Crítica da Economia Política&quot;, Karl Marx escreveu: &quot;As causas de todas as mudanças sociais e de todas as revoluções políticas, não as devemos procurar na cabeça dos homens, em seu entendimento progressivo da verdade e da justiça eternas, mas na vida material da sociedade, no encaminhamento da produção e das trocas&quot;. &lt;br /&gt;Concepção Psicológico-social - Apóia-se na teoria de que os acontecimentos históricos são resultantes, especialmente, de manifestações espirituais produzidas pela vida em comunidade. Segundo seus defensores, que geralmente se baseiam em Wilhelm Wundt (&quot;Elementos de Psicologia das Multidões&quot;), os factos históricos são sempre o reflexo do estado psicológico reinante em determinado agrupamento social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[editar] Documentos e fontes históricas&lt;br /&gt;Não se passa pela vida sem deixar marcas. Um objeto, uma obra, um desenho, uma canção, uma carta, uma hipótese formulada... são traços da passagem do homem. &quot;Todo e qualquer vestígio do passado, de qualquer natureza&quot;, define o documento histórico. Quantas vezes, porém, não foi tentada a falsificação de documentos históricos? Heróis fictícios, peças com atribuições alteradas de origem, tempo e uso, informações sem fontes... muitas e tantas danações dos que querem moldar a história aos seus caprichos. Por isso existe uma ciência especial, a Heurística, só para cuidar da verificação e investigação da autenticidade das fontes históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre fontes e documentos é feita a crítica histórica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítica Objetiva - Verifica o valor extrínseco, externo de um documento; se é original ou apenas uma cópia. &lt;br /&gt;Crítica Subjetiva - Verifica o valor intrínseco, interno, de um documento. É um trabalho especializado, comparativo, que só pode ser realizado pelas ciências auxiliares da História: Arqueologia (estuda ruínas, objetos antigos); Paleontologia (fósseis); Heráldica (emblemas e brasões); Epigrafia (inscrições lapidares); Numismática (moedas); Genealogia (linhagens familiares); Paleografia (estudo da escrita antiga) &lt;br /&gt;A era cristã e a divisão da História&lt;br /&gt;A referência de maior aceitação para se contar o tempo, atualmente, é o &quot;nascimento de Cristo&quot;. Mas já houve outras referências importantes no Ocidente: os gregos antigos tinham como base cronológica o início dos jogos olímpicos; os romanos, a fundação de Roma. Ainda hoje, os árabes contam seu tempo pela Hégira, a emigração (não fuga) de Maomé de Meca para Medina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[editar] Visões sobre a História&lt;br /&gt;&quot;O homem não vive somente de pão; a História não tinha mesmo pão; ela não se alimentava se não de esqueletos agitados, por uma dança macabra de autômatos. Era necessário descobrir na História uma outra parte. Essa outra coisa, essa outra parte, eram as mentalidades&quot;. (Jacques Le Goff) &lt;br /&gt;&quot;A História procura especificamente ver as transformações pelas quais passaram as sociedades humanas. As transformações são a essência da História; quem olhar para trás, na História de sua própria vida, compreenderá isso facilmente. Nós mudamos constantemente; isso é válido para o indivíduo e também é válido para a sociedade. Nada permanece igual e é através do tempo que se percebe as mudanças&quot;. (Vavy Pacheco Borges) &lt;br /&gt;&quot;A História como registro consiste em três estados, tão habilmente misturados que parecem ser apenas um. O primeiro é o conjunto dos factos. O segundo é a organização dos factos para que formem um padrão coerente. E a terceira é a interpretação dos factos e do padrão&quot;. (Henry Steele Commager)</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2008/06/definio-de-histria.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SEg8LEtr3GI/AAAAAAAABA8/r_UwogPnWmc/s72-c/250px-Gyzis_006_%2528%25CE%2597istoria%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-8993990134030025875</guid><pubDate>Mon, 26 May 2008 20:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T20:42:15.875-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">PERSONAGENS HISTÓRICOS</category><title>&quot;CAPITÃO DO MATO&quot;</title><description>&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDsgtSsiUEI/AAAAAAAAA34/5MyJ1tFZ9Dc/s1600-h/ataliba%2Bleonel.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDsgtSsiUEI/AAAAAAAAA34/5MyJ1tFZ9Dc/s320/ataliba%2Bleonel.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5204789756841578562&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A revolução de 1932 encerrou o ciclo de domínio do PRP, sigla do histórico Partido Republicano Paulista, o qual, só por São Paulo, dera ao Brasil quatro de seus maiores presidentes: Prudente de Moraes, Campos Salles, Rodrigues Alves e Washington Luís. Na realidade, o PRP não era apenas uma agremiação política e sim a refração sócio-econômica da monocultura do café, até a pouco, o principal produto nacional.&lt;br /&gt;Sua estrutura paternalista assentava suas bases nos “ coronéis “ civis, arquipotentes chefes políticos que substituíam os barões da democrática monarquia do culto imperador D. Pedro II.&lt;br /&gt;Ataliba Leonel, advogado formado pela Faculdade do Largo São Francisco, Exerceu com brilhantismo a profissão em Piraju, logo, a mercê de sua atividade política, tornou-se um poderoso “coronel” perrepista ao lado de venerandas figuras, como: Lacerda Franco, Fernando Prestes, Pádua Salles, Olavo Egídio e outros membros da oponente Comissão Diretora do PRP.&lt;br /&gt;Ataliba, fisicamente, era bem um padrão da raça bandeirante. Homem alto, moreno claro, magro, um tanto curvado e esse encurvamento passava a impressão de uma atitude atenciosa para com todos, simples, leal, enérgico, o advogado fora nele absorvido pelo político; seu prestígio cresceu a ponto de chefiar larga zona do Estado na qual não reinava pela força, senão por uma astúcia política servida por uma compreensiva bondade; transformava cada eleitor num amigo, ao qual dava assistência da sua experiência. O Coronel Ataliba Leonel poderia ser apontado como um símbolo do PRP.&lt;br /&gt;O “Coronel” político, transfundiu-se num militar verdadeiro, tornando-se, mercê de sua colaboração guerreira em prol da legalidade nas revoluções de 24 e depois, nas de 30 e 32, quer pela bravura, quer pela decisão no comando, num verdadeiro chefe militar, honrando os supremos galões que lhe outorgara o Presidente Artur Bernardes, ao conferir-lhe a dignidade de General honorário do Exército Brasileiro.&lt;br /&gt;Antes de tornar-me Historiador, as informações que chegavam aos meus ouvidos, descendiam de seus adversários, portanto, despertavam em mim, apenas antipatia, apresentando-se ao meu entendimento, como sendo um ser rude, que vencia pela força e pela opressão, um homem bastante rústico, de chapéu mal posto e cigarro de palha atrás da orelha. Após anos de pesquisas, conheci verdadeiramente o General Ataliba Leonel, afastando a visão anterior de um &quot;boiadeiro chucro&quot;, que não me descreveram, mas, que julguei ao desenhá-lo mentalmente. O cigarro de palha era realmente sua marca, mas, não o trazia atrás da orelha como os homens do campo e sim em sua elegante carteira de civilizado; era preparado em sua própria casa com os melhores fumos, forte, mas aromático, envolto na mortalha de palha e meticulosamente burlido com caramujo. O verdadeiro Ataliba, não se revelou de imediato ao meu entendimento, suas funções eram múltiplas; de desbravador de sertões, a diretor do Correio Paulistano, principal jornal da época e exercia forte influência nos meios culturais do estado. Amigo pessoal de Menotti Del Picchia, através do qual, passou a conhecer a nata da intelectualidade nacional e era conhecido carinhosamente no meio, como “CAPITÃO DO MATO”, dado a sua preocupação constante com sua cidadezinha às margens da fronteira com o Paraná.&lt;br /&gt;Nas fotografias encontradas nas gavetas da velha República, vemos um Ataliba guerreiro, o Ataliba paulista acima de tudo e que oferecia o próprio sangue em defesa da causa perrepista, o General não fotografado, ou seja, aquele que está escrito pelos amigos do Correio Paulistano, é o homem da cultura, dos bons livros, da sociologia, dos bons autores, enfim, o advogado que fora camuflado pelo homem do campo.&lt;br /&gt;Não faltarão pesquisadores da vida deste grande vulto de nossa História e seguramente encontrarão muitos instantes em que o General Ataliba Leonel revela seu profundo amor por São Paulo e também seu espírito de decisão e de serena coragem. Pertencendo àquela austera geração de políticos, para os quais a honradez era um imperativo da função que exerciam, sua vida escorreu limpa daqueles pecados que o poder e as oportunidades oferecem aos menos fortes, pois relativamente humilde entrou para a contínua ascensão de sua brilhante carreira, dela saindo menos rico, enriquecido apenas pela admiração e carinho de todos os que conheceram aquele que sem sombra de dúvidas seria o futuro Governador do Estado, não fosse o advento de 1932.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2008/05/capito-do-mato.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDsgtSsiUEI/AAAAAAAAA34/5MyJ1tFZ9Dc/s72-c/ataliba%2Bleonel.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-3042822875598285829</guid><pubDate>Mon, 26 May 2008 20:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T20:42:16.064-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ÍNDIOS</category><title>ÍNDIOS DO TIJUCO PRETO</title><description>&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDsfeisiUDI/AAAAAAAAA3w/RvJfBCYvJV8/s1600-h/sem%2Bt%25C3%25ADtulo.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDsfeisiUDI/AAAAAAAAA3w/RvJfBCYvJV8/s320/sem%2Bt%25C3%25ADtulo.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5204788403926880306&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Em quanto os portugueses tentavam diálogo com as tribos litorâneas, no interior da floresta, inúmeros grupos indígenas viviam sossegadamente seu cotidiano, sem perceberem que seus hábitos e costumes estavam com os dias contados. Foram anos de massacres através das atividades de caça e escravisação do indígena e mais tarde sua cultura original sofreria mudanças drásticas a partir da chegada dos padres Jesuítas. O sertão do tijuco preto, que se estendia desde as proximidades da atual cidade de Ipaussú até o litoral paulista, era habitado por diversas etnias, de acordo com manuscritos deixados pelo Frei Capuchinho Modesto de Resende, no ano de 1845, que durante uma rotineira viagem de catequese, encontrou um grande número de índios Kaiowá, da família Guarani, que subiam as margens do Paranapanema fugindo de um conflito com índios Coroados que viviam na região dá extinta missão jesuíta de Santo Inácio. Na confluência com o Itararé, o grupo dividiu-se, enquanto uma boa parte subiu o afluente, a outra continuou margeando o Paranapanema até alcançarem as terras onde dez anos depois nasceria o vilarejo de São Sebastião do Tijuco Preto, fundando ali o aldeamento Piraju.&lt;br /&gt;Foram justamente os índios dessa aldeia, que os fundadores do referido vilarejo encontraram, quando aqui chegaram para a posse da terra e para abrirem as primeiras fazendas às margens do rio. Mas, esse primeiro contato, nos faz imaginar, que os “novos donos da terra” encontraram índios totalmente desprovidos de “cultura” e que viviam nús pela floresta, na realidade eles já haviam sido catequizados pelos Padres da Companhia de Jesus e possuíam certa cultura européia que incluíam desde as vestimentas, até hábitos do cotidiano.&lt;br /&gt;Os Guarani dividiam-se em três subgrupos: Mandéva, Mbüá e os kaiowá que também eram conhecidos por Teüi e Tembekuá. A casa grande era elemento importante para a cultura material dos Kaiowá, chamada de tapyiguasú (cabana grande), tinha formato quadrangular com aproximadamente dezoito metros de comprimento por oito de largura e cobertura de sapé, possuía três entradas, uma ao norte, outra pelo sul e a principal pelo lado leste onde se estendia pelo lado de fora, um grande terreiro com aproximadamente quinhentos metros quadrados e ao lado da entrada havia o altar, armação em madeira diante do qual eram realizadas as danças religiosas. Nos setores da cultura material, também utilizavam a cerâmica e técnicas de fiação e tecelagem, em geral utilizavam redes para dormir, mas era comum dormirem no chão ao lado da fogueira.&lt;br /&gt;Portadores de cultura características de região florestal, em que as atividades de subsistência incluíam lidas de caça em combinação com o cultivo da terra, os Kaiowá se estabeleciam sempre que possível, no seio da mata evitando a paisagem aberta dos campos e as aldeias eram constituídas em comunidade de produção, consumo e vida religiosa. Em matéria de mobiliário quase não se pode falar, pois a casa Kaiowá era dotada apenas de redes para o repouso e suportes de madeira para os potes de água, já as peças do vestuário eram penduradas em cipós esticados dentro das habitações, também no interior da casa grande, construian-se armações de varas horizontais que serviam como depósito de mantimentos e utensílios de cozinha.&lt;br /&gt;As principais peças do vestuário masculino eram o txiripá, o txumbé e o ponchito, todos confeccionados em fios de algodão produzido pelos próprios índios.&lt;br /&gt;O txiripá era uma vestimenta que descia até abaixo do joelho, lembrando uma saia, de forma retangular e provido de franjas.&lt;br /&gt;O txumbé era uma faixa de algodão, tecido em bonitos padrões e era utilizado em torno da cintura.&lt;br /&gt;O ponchito era tecido também em algodão de forma bem cerrada com largura variável entre cinqüenta e cinqüenta e cinco centímetros e cento e vinte cinco centímetros de comprimento e era utilizado apenas pelo chefe religioso.&lt;br /&gt;A indumentária feminina, consistia em duas peças, o tupá e a vatá.&lt;br /&gt;O tupá era fechado por meio de costura lateral, parecido com o txiripá dos homens, tendo mais ou menos o mesmo comprimento. A vatá era uma blusa com mangas que descia até a cintura.&lt;br /&gt;A cor da pele oscilava em escala bastante ampla entre os extremos de moreno claro e do moreno escuro, os cabelos eram pretos e lisos e cortados até a altura dos ombros. Entre os Kaiowá os padrões de higiene eram muito rudimentares, porém, havendo um rio nas proximidades, os rapazes, vez ou outra se banhavam, mas apenas com a intenção de se refrescaram em dias de calor. De forma geral, a cultura Guarani evoluiu em relação às outras etnias, graças à influência dos jesuítas que durante aproximadamente três séculos condicionaram os indígenas dentro dos costumes europeus.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2008/05/ndios-do-tijuco-preto.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDsfeisiUDI/AAAAAAAAA3w/RvJfBCYvJV8/s72-c/sem%2Bt%25C3%25ADtulo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5910509764900647053.post-8293883503644325379</guid><pubDate>Mon, 26 May 2008 20:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T20:42:16.170-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">POSSE DA TERRA</category><title>PIRAJU E A POSSE DA TERRA</title><description>&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDseGCsiUCI/AAAAAAAAA3o/zFJSU0S53Ss/s1600-h/sap%25C3%25A9.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDseGCsiUCI/AAAAAAAAA3o/zFJSU0S53Ss/s320/sap%25C3%25A9.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5204786883508457506&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Em 1532, com a fundação da Vila de São Vicente, ficou assinalado o início do povoamento e exploração da região paulista. As tentativas que se fizeram a partir desse ano em busca das riquezas que a terra oferecia foram várias, porém a descoberta oficial de ouro em terras vicentinas, só viria acontecer na última década do século XVII e entre os locais que o metal fora descoberto, estava a região do Paranapanema. Era fato comum na época o garimpeiro fixar moradia e até criar pequenos povoados no local do garimpo, com isso poder-se-ia dizer que os garimpeiros teriam sido os primeiros moradores da região e que das terras por eles apossadas teria surgido o vilarejo que mais tarde se transformaria na cidade de Piraju, mas esta Hipótese teria que ser descartada, visto que as minas do Paranapanema sempre tiveram extração reduzida e os garimpeiros afastavam-se na medida em que eram atraídos por lavras maiores e mais rentosas, como as existentes em Goiás e Cuiabá. No espaço de seis anos, entre 1733 e 1739, a produção das minas do Paranapanema passou de 1706 para 286 oitavas e a partir daí a extração foi diminuindo até a desativação total das mesmas.&lt;br /&gt;Neste período da História do Brasil, o cultivo agrícola não existia o que tornava sua população nômade, fato que não ocorria na São Paulo de Piratininga, que vicejava em torno do colégio fundado pelos Jesuítas em 1554, ali a prática da leitura, as noites de saraus e a freqüência às aulas de alfabetização era algo comum já que a maioria de seus moradores eram nobres. A nobreza exercia funções públicas, habitavam casas cobertas por telhados de cerâmica e traziam professores de Lisboa que eram incumbidos da educação das crianças enquanto que a plebe sobrevivia única e exclusivamente da caça e coleta de frutos silvestres, seus filhos desconheciam o alfabeto e eram educados pela dura necessidade de sobrevivência, assemelhando-se aos índios e foi deste estilo de vida somado ao cruzamento de raças que se formou um povo rude e totalmente preparado para a expansão e fortalecimento do Império português.&lt;br /&gt;Alguns povoados começam a pipocar pelo interior da província e muitos transforman-se rapidamente em vilarejos e cidades. Talvez a de maior importância e que definitivamente influenciou no surgimento de São Sebastião do Tijuco Preto tenha sido Sorocaba que se transformou no centro de expansão do interior paulista. Sua feira anual de muares atraia mineiros que vinham com suas tropas carregadas de produtos de pequena lavoura e voltavam com lotes de mulas rio-grandenses ou levando açúcar e aguardente aqui produzidos, provocando assim o fluxo populacional. Em 1802, foi imensa a vinda de mineiros para a região centro este de São Paulo e foi seguindo esse mesmo caminho que algumas décadas depois chegou em terras hoje pirajuenses, um dos fundadores da então São Sebastião do Tijuco preto, João Antonio Graciano, vindo da cidade de Cambuí juntamente com sua esposa Dona Domiciana e seus filhos Pedro, João Graciano, Dionísio, Inácio, Joaquim, Leonardo, Leonel, Francisco e Domicilia. Falecendo sua primeira esposa, casou-se com Dona Delphina, com quem teve mais três filhos, Salvador, Alexandre e Honorata, esta nascida em 1872 de acordo com registros paroquiais.&lt;br /&gt;Sobre a vida de Domingos Faustino de Souza, outro fundador da cidade de Piraju, pouco se sabe devido à falta de documentação escrita, mas pela tradição oral é sabido que teve muitos filhos e entre eles o Sr. Pedro Faustino de Souza que foi casado com Dona Ana e era pai de Sebastião Faustino de Souza que se casou com Dona Agda Palmezani. Sebastião trabalhou como capanga de Ataliba Leonel e também na construção da barragem do Paranapanema, faleceu aos 45 anos de idade, época em que residia na fazenda Santa Clara. Joaquim Antonio de Arruda, fundador que daremos maior destaque nas próximas postagens, veio para cá, oriundo da cidade de Tietê, também acompanhado por seus familiares, foi o grande mentor da fundação do patrimônio.&lt;br /&gt;Quando aqui chegaram, os três fundadores encontraram já estabelecidos no local, às famílias de João Campanhã e Manoel Caetano, ambos de origem desconhecida, mas que eram citados em manuscritos dos frades Capuchinhos como sendo os primeiros moradores do local tendo inclusive um deles, a casa coberta por telhas de cerâmica o que nos leva a crer que este era de origem abastada visto que não era comum a utilização desse material nas cidades já existentes na época. As primeiras casas que aqui foram construídas eram feitas de taipa e erguidas com paus roliços ou taquaras, bastante comum na região e gastava-se a maior parte do dia, abrindo clarões na densa mata e durante a noite, a única iluminação era a da lua, exceto é claro, a dos lampiões que clareava as conversas dos novos moradores do lugar. As primeiras ruas foram abertas com ferramentas rudimentares e tinham que ser constantemente capinadas para que o mato não as cobrisse novamente. O lugarejo propriamente dito, não possuía animação nem comércio, suas ruas eram mal feitas, tão irregulares quanto a topografia do lugar, o largo de fonte a pequena capela era pequeno, as casas eram branqueadas com tabatinga e de paredes pouco elevadas de onde se erguia largas portas e janelas quase quadradas e nas peças do vestuário não havia gosto nem elegância.&lt;br /&gt;Assim nascia São Sebastião do Tijuco Preto, com suas ruas invadidas pela vegetação, como se fossem ruas de um subúrbio pobre e esquecido, mas que ao mesmo tempo era adorável, dado aos costumes simples da época.</description><link>http://historiadepiraju.blogspot.com/2008/05/piraju-e-posse-da-terra.html</link><author>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SDseGCsiUCI/AAAAAAAAA3o/zFJSU0S53Ss/s72-c/sap%25C3%25A9.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>