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	<title>hypercubic</title>
	
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	<description>uma dimensão a mais!</description>
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		<title>A flora fatal de Alnwick</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que você faria com o jardim de um castelo inglês recém-herdado? Um jardim botânico, com estufas e plantas de todo o mundo seria um pouco clichê… Que tal soltar o lado negro da força e criar um jardim de venenos? Foi exatamente essa a ideia de Jane Percy. Até 1995, Mrs. Percy era uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/these-plants-can-kill.jpg"><img style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;margin-left: auto;margin-right: auto;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/these-plants-can-kill_thumb.jpg" alt="these plants can kill" width="640" height="429" border="0" /></a><p class="wp-caption-text">(Imagem: flickr/Jax60)</p></div>
<p align="justify">
<p align="justify">O que você faria com o jardim de um castelo inglês recém-herdado? Um jardim botânico, com estufas e plantas de todo o mundo seria um pouco clichê… Que tal soltar o lado negro da força e criar um jardim de venenos? Foi exatamente essa a ideia de Jane Percy.</p>
<p align="justify">Até 1995, Mrs. Percy era uma dona-de-casa relativamente comum e mãe de quatro filhos. Com a morte do irmão de seu marido, a família herdou seus títulos de nobreza. Como era a esposa do 12º. duque de Nothumberland, Mrs. Percy tornou-se duquesa da noite pro dia.</p>
<p align="justify">Ao inspecionar os jardins do recém-herdado Castelo de Alnwick, a nova duquesa  encontrou uma área bastante abandonada, mas já fora um belo jardim ornamental, que remontava aos tempos do primeiro duque, por volta de 1750. Ela decidiu restaurar o jardim, mas queria fazer algo diferente.</p>
<p align="justify">Inicialmente, o jardim seria dedicado às plantas medicinais usadas por velhos apotecários. No entanto, a duquesa mudou de ideia ao estudar a história desses tipos de jardim. Inspirada pelos Medici, que criavam venenos em um jardim de Pádua, ela passou a se interessar por vegetais venenosos e perigosos. E o que seria uma plantação de ervas medicinais tornou-se uma plantação de ervas malignas.</p>
<p align="justify">Atrás de grandes portões negros a duquesa-<a title="&gt;Em uma palavra [53]" href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2011/05/em-uma-palavra-53/">herbolária</a> mantém uma flora fatal: <em>Atropa belladonna </em>(beladona), <em>Strychnos nux-vomica </em>(noz vômica, noz vomitória ou fava-de-santo-inácio), <em>Conium maculatum</em> (cicuta) e mais uma centena de plantas que causam a morte e/ou doenças.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/keep-off-the-cannabis.jpg"><img style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;margin-left: auto;margin-right: auto;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/keep-off-the-cannabis_thumb.jpg" alt="keep off the cannabis" width="640" height="428" border="0" /></a><p class="wp-caption-text">Ironia é ter que prender a maconha pra ninguém levar (Imagem: flickr/CrossDuck)</p></div>
<p align="justify">
<p align="justify">Além de venenos, também há <span style="text-decoration: line-through">dorgas, manolo!</span> plantas que são consideradas perigosas por seus efeitos narcóticos, como tabaco,<em> Papaver somniferum</em> (ópio), <em>Erythroxylum coca</em> (folhas de coca, cocaína), <em>Cannabis sativa</em> (preciso explicar?), <em>Arthemisia absinthium</em> e cogumelos alucionógenos. As drogas ilegais são cultivadas com autorização especial.</p>
<p align="justify">Como há plantas que matam apenas por serem tocadas, os visitantes precisam ter muito cuidado. Como também há ervas que podem ser roubadas, a segurança precisa ser reforçada. É por isso que alguns exemplares são criados em jaulas e vigiados 24 horas por dia.</p>
<p align="justify">O jardim dos venenos foi inaugurado em 2005 e é apenas um dos diversos setores dos <em>Alnwick Gardens</em>. Outras atrações dos jardins incluem uma enorme casa-da-árvore e um labirinto vivo feito de bambu. Além de atrações mas banais como um museu de antiguidades, Alnwick é notável por ser o segundo maior castelo habitado da Inglaterra e por ter sido uma das locações usadas nas filmagens de <em>Harry Potter</em>.</p>
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		<title>Patentes Patéticas (nº. 42)</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 23:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[inventos]]></category>
		<category><![CDATA[memento mori]]></category>
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		<category><![CDATA[caixão]]></category>
		<category><![CDATA[reutilizável]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já deve ter ouvido falar de caixões biodegradáveis, mas caixões reutilizáveis não seriam melhores? Harry J. Fash, inventor dessa inovação funerária, acha que sim. Ao contrário do que pode parecer, tal ideia não é exatamente “verde”. Morador de Chalfont, Pensilvânia, Mr. Fash provavelmente deve ser um agente funerário visionário. Eis o resumo de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify" align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/caixo-reutilizvel.jpg"><img class="aligncenter" style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/caixo-reutilizvel_thumb.jpg" alt="caixão reutilizável" width="477" height="614" border="0" /></a>Você já deve ter ouvido falar de caixões biodegradáveis, mas caixões reutilizáveis não seriam melhores? Harry J. Fash, inventor dessa inovação funerária, acha que sim. Ao contrário do que pode parecer, tal ideia não é exatamente “verde”. Morador de Chalfont, Pensilvânia, Mr. Fash provavelmente deve ser um agente funerário visionário. Eis o resumo de uma patente que deveria ser banal, mas é minuciosa, e tem mais de trinta figuras (!!) e trinta páginas:<span id="more-2176"></span></p>
<blockquote>
<p align="left"><span style="font-family: Georgia">Apresenta-se aqui um caixão reutilizável que inclui uma parte configurada na forma de um sólido retangular tendo preferencialmente uma tampa conectada por articulação à face traseira do caixão para um movimento pivotal entre a posição aberta e fechada; uma face frontal pivotalmente conectada ao fundo do caixão entre a posição aberta e a posição fechada; ferrolhos para reter através de travamento a dita fronte do caixão na posição fechada e fechadura para manter a dita tampa presa à dita fronte do caixão. O caixão reutilizável também apresenta preferencialmente uma bandeja para suporte de contêiner de cremação descartável e diversos trilhos ligados ao fundo do caixão para suportar o movimento de retirada da bandeja do dito fundo do caixão. Também apresenta-se aqui incorporações adicionais do caixão reutilizável bem como métodos para o manuseio, preferencialmente individual, e transferência dos restos humanos encaixotados do interior do caixão para um suporte de transporte dos ditos restos.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/caixo-caamba.jpg"><img class="alignright" style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;margin-left: auto;margin-right: auto;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/caixo-caamba_thumb.jpg" alt="caixão-caçamba" width="268" height="347" border="0" /></a>Mr. Fash é mesmo um gênio, não? Ele deve ter sido inspirado por uma caçamba de picape coberta e cheia de caixas. Basicamente, o funcionamento é idêntico, embora haja apenas uma caixa bem grande que contém um cadáver dentro de uma urnas funerária que faz as vezes de caçamba. A preocupação em criar um sistema para “o manuseio, preferencialmente individual” não é mera simplificação de um processo: é um meio de cortar custos de funerárias, permitindo oferecer o mesmo serviço com menos funcionários.</p>
<p align="justify">Se alguém ainda tem alguma esperança de que Mr. Fash foi motivado por preocupações ecológicas, pode deixar a esperança morrer. Suas razões são puramente econômicas. Entre as justificativas registradas na patente <a href="http://aiw2.uspto.gov/.aiw?Docid=20050108863&amp;homeurl=http%3A%2F%2Fappft1.uspto.gov%2Fnetacgi%2Fnph-Parser%3FSect1%3DPTO1%2526Sect2%3DHITOFF%2526d%3DPG01%2526p%3D1%2526u%3D%25252Fnetahtml%25252FPTO%25252Fsrchnum.html%2526r%3D1%2526f%3DG%2526l%3D50%2526s1%3D%25252220050108863%252522.PGNR.%2526OS%3DDN%2F20050108863%2526RS%3DDN%2F20050108863&amp;PageNum=&amp;Rtype=&amp;SectionNum=&amp;idkey=CA37E34F0929" target="_blank">2005/0108863</a>, de 26 de maio de 2005, Mr. Fash diz que “os custos associados com funerais são altos” e que</p>
<blockquote>
<p align="left"><span style="font-family: Georgia">caixões são divididos em pelo menos dois grupos econômicos: caixões de madeira, mais baratos, e de metal, mais caros. [...] Infelizmente, uma família pode querer apresentar o falecido em um caixão de metal ornamental, mesmo quando só podem pagar por um caixão de madeira mais acessível. Alternativamente, a família pode desejar cremar o falecido, mas ainda assim gostaria de ter um caixão de metal ornamentado para um velório. Assim, seria benéfico se a família do falecido pudesse alugar o caixão mais ornamentado para apresentação do falecido sem ter que adquirir esse caixão ornamentado para o subsequente enterro ou a cremação.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">Ele percebeu que muitas vezes as pessoas queriam comprar caixões mais caros, mas não o faziam ou por falta de dinheiro ou por bom-senso mesmo, já que um caixão chique só seria visto durante o velório. Pensando bem, isso faz sentido: por que gastar uma pequena fortuna em algo que não será mais visto?</p>
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		<title>Rebelião contra as perucas</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 17:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[No ano de 1764, graças a mudanças na moda, as pessoas começaram a abandonar o uso daquele velho apêndice artificial — a peruca — e passaram usar seu próprio cabelo, quando houvesse algum. Consequentemente, os fabricantes de peruca, que haviam se tornado bastante numerosos em Londres, foram subitamente lançados para fora do mercado e reduzidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">No ano de 1764, graças a mudanças na moda, as pessoas começaram a abandonar o uso daquele velho apêndice artificial — a peruca — e passaram usar seu próprio cabelo, quando houvesse algum. Consequentemente, os fabricantes de peruca, que haviam se tornado bastante numerosos em Londres, foram subitamente lançados para fora do mercado e reduzidos a um grande sofrimento. Por algum tempo, suas calamidades ressoaram pelo campo e pela cidade, junto com suas reclamações de que os homens estivessem usando seu próprio cabelo em lugar das perucas. Por fim, resolveram propor alguma resolução legislativa a fim de obrigar os gentlemen a usar as perucas, pelo bem de tão sofrido negócio. Assim, eles levantaram uma petição que, em 11 de fevereiro de 1765, eles levaram ao [palácio] de St. James para apresentar a Sua Majestade, George III. À medida que passavam processionalmente pela cidade, observou-se que esses peruqueiros, que queriam forçar outras pessoas a usá-las, não usavam eles mesmos peruca alguma. A multidão de Londres, reagindo ao que considerava monstruosamente injusto e inconsistente, capturou os peticionários e cortou o cabelo de todos eles par force. – William Keddie (edit.), Cyclopaedia of Literary and Scientific Anecdote [Enciclopédia de Anedotas Literárias e Científicas], 1854.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">Eu só espero que dentro de um século a choradeira dos fundamentalistas dos direitos autorais seja tão ridícula quanto as lamúrias dos peruqueiros do século XVIII.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Retratos da fé</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 20:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem já tentou discutir com um fundamentalista, especialmente um cristão, com certeza já ouviu uma dessas: [do hiliariantemente herético LOLgod]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Quem já tentou discutir com um fundamentalista, especialmente um cristão, com certeza já ouviu uma dessas:</p>
<h6 style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/01/retratos-da-fe/ira-da-fe/" rel="attachment wp-att-2163"><img class="aligncenter size-full wp-image-2163" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/ira-da-fé.jpg" alt="" width="500" height="554" /></a>[do hiliariantemente herético <a href="http://lolgod.blogspot.com/" target="_blank">LOLgod</a>]</h6>
]]></content:encoded>
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		<title>Em uma palavra [88]</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 15:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[em uma palavra]]></category>
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		<category><![CDATA[grego]]></category>

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		<description><![CDATA[lampadedromia (lam.pa.de.dro.mia) s.f. corrida de revezamento de tochas praticada na antiguidade; precursor clássico das provas de revezamento do atletismo moderno. [do grego lampadedromía]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia"><strong><span style="font-size: medium">lampadedromia</span> (lam.pa.de.dro.mia)</strong><br />
<em>s.f.</em> corrida de revezamento de tochas praticada na antiguidade; precursor clássico das provas de revezamento do atletismo moderno. [do grego <em>lampadedromía</em>]</span></p>
</blockquote>
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		<title>Botijões de gente</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 15:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
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		<category><![CDATA[Viena]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já pensou em morar em um botijão de gás? Não é preciso ter dimensões liliputianas para isso. Basta morar em um gasômetro. Praticamente esquecidos nesse começo de século, os gasômetros eram bastante comuns na virada do século passado (ainda acho estranho referir-me ao meu século XX natal como &#8220;passado&#8221;), principalmente na Europa. A principal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Você já pensou em morar em um botijão de gás? Não é preciso ter dimensões liliputianas para isso. Basta morar em um gasômetro.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 580px"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/old-gasometer-town.jpg"><img style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/old-gasometer-town_thumb.jpg" alt="old-gasometer-town" width="570" height="413" border="0" /></a><p class="wp-caption-text">Gasômetros da Gaswerk Simmering (Viena)</p></div>
<p align="justify">Praticamente esquecidos nesse começo de século, os gasômetros eram bastante comuns na virada do século passado (ainda acho estranho referir-me ao meu século XX natal como &#8220;passado&#8221;), principalmente na Europa. A principal função desses imensos edifícios era similar à de uma caixa d&#8217;água comum. Só que, em vez de água, os gasômetros armazenavam gás de rua (em pressão atmosférica), que podia ser consumido tanto domestica quanto industrialmente. Gasômetros também funcionavam como reguladores da pressão do sistema de distribuição local de gás: se a pressão estivesse baixa, bastava liberar mais gás armazenado; se estivesse alta demais, bastava desviá-lo das tubulações para os reservatórios.</p>
<div id="attachment_2092" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/01/botijes-de-gente/medidor-do-gasmetro_thumb-jpg/" rel="attachment wp-att-2092"><img class="size-full wp-image-2092" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/medidor-do-gasmetro_thumb.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Haja pressão para um medidor desse tamanho! (imagem: flickr/ttt11)</p></div>
<p align="justify">Entretanto, à medida que os sistemas de distribuição de gás avançavam, tais formas de controle foram sendo abandonadas — afinal, sempre existia o risco de gasômetros explodirem. Portanto, a maioria dos gasômetros foi sendo demolida ou abandonada. Mas, em Viena, há uma notável exceção. Quatro gasômetros da antiga companhia <em>Gaswerk Simmering</em>foram foram construídos entre 1896 e 1899, inicialmente para fornecer gás para a iluminação pública. Cada um desses imensos botijões feitos de tijolos vermelhos poderia armazenar até 90.000 metros cúbicos de gás.</p>
<p align="justify">A excepcionalidade dos gasômetros vienenses já começou na sua vida útil. Eles só foram desativados em 1984, após quase um século de uso. Só não foram destruídos porque foram considerados belos demais para serem demolidos. Em vez disso, toda a área, outrora industrial, seria revitalizada e passaria a abrigar apartamentos residenciais e comerciais.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 224px"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/Gasometer-a-by_viennaphoto_at.jpg"><img style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/Gasometer-a-by_viennaphoto_at_thumb.jpg" alt="Gasometer-a-by_viennaphoto_at" width="214" height="318" align="right" border="0" /></a><p class="wp-caption-text">Interior do Gasômetro A.</p></div>
<p align="justify">Porém, antes do início das reformas, os gasômetros tiveram um uso bastante modernoso: graças às suas peculiaridades acústicas, foram bastante usados como palcos de <em>raves</em>.</p>
<p align="justify">Das estruturas originais, apenas as fachadas externas de tijolos vermelhos e as cúpulas metálicas foram conservadas nas obras iniciadas em 1995. Cada uma dos quatro unidades foi revitalizada por um arquiteto diferente: Jean Nouvel retrabalhou o Gasômetro A; Coop Himmelblau foi o responsável pelo B; o C foi obra de Manfred Wehdorn e o D ficou aos cuidados de Wilhelm Holzbauer. As unidades foram inauguradas entre 1999 e 2001.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 221px"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/gasometer-town-aerial.jpg"><img style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/gasometer-town-aerial_thumb.jpg" alt="gasometer-town-aerial" width="211" height="298" align="right" border="0" /></a><p class="wp-caption-text">Vista aérea do &quot;bairro do Gasômetro&quot; vienense.</p></div>
<p align="justify">Apesar das diferenças, o <em>layout</em> básico dos quatro botijões de gente é o mesmo: lojas nos andares inferiores, salas comerciais no meio e apartamentos residenciais nos andares superiores. Além disso, ainda há uma sala de concertos, um cinema e cerca de 800 apartamentos — dos quais uns 70 são usados como dormitórios estudantis. Como não falta espaço, também há jardins internos e garagens no subsolo.</p>
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		<title>Planeta Vapor de Mercúrio</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 16:45:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[maravilhas do infinito]]></category>
		<category><![CDATA[exoplanetas]]></category>
		<category><![CDATA[Kepler]]></category>
		<category><![CDATA[Mercúrio]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, ainda não descobriram um planeta com vapor de mercúrio na atmosfera. Mas o telescópio espacial Kepler pode ter acabado de localizar um Mercúrio que literalmente está a todo vapor. O exoplaneta, do tamanho do nosso vizinho mais próximo do Sol, normalmente não seria visível. Mas suas condições extraordinárias de temperatura e pressão o tornam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Não, ainda não descobriram um planeta com vapor de mercúrio na atmosfera. Mas o telescópio espacial Kepler pode ter acabado de localizar um Mercúrio que literalmente está a todo vapor. O exoplaneta, do tamanho do nosso vizinho mais próximo do Sol, normalmente não seria visível. Mas suas condições extraordinárias de temperatura e pressão o tornam bastante indiscreto.</p>
<p align="justify">Ele orbita a estrela KIC 12557548 (situada a uns 1.500 anos-luz do Sol), completando uma translação em pouco menos de 16 horas. Esse período orbital curtíssimo — menor do que um dia terrestre — indica que o planeta KIC 12557548b está a apenas 0,01 UA de sua estrela, isto é, a uma distância igual a 1% da que separa a Terra do Sol. Mas sendo tão pequeno e tão veloz, como esse planeta pode ser detectado? Normalmente, planetas extra-solares são encontrados através do método de trânsito: ao passarem diante de sua estrela, eles causam uma pequena diminuição de brilho, ou um microeclipse, que se repete de acordo com o período da órbita.</p>
<p align="justify">O problema é que o planeta encontrado junto de KIC 12557548 (e que, dado o clima pré-carnavalesco, vamos apelidar de “Frevo”) não parecia ter uma órbita muito regular. Para explicar as discrepâncias, os astrônomos liderados por Saul Rappaport (do MIT) procuraram primeiro por outros companheiros planetários, que causam perturbações orbitais. Nada. “E se o sistema planetário for binário?”, pensaram. Nada também.  As observações também descartaram essa hipótese. Sobrou a única explicação possível: o planeta observado estava se evaporando. Surpreendentemente, era um planeta rochoso, que como já dissemos, tem dimensões similares a Mercúrio. Sua estrela-mãe é apenas um pouco menor que nosso sol.</p>
<p style="text-align: center" align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/planeta-vaporizando.jpg"><img class="aligncenter" style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/planeta-vaporizando_thumb.jpg" alt="planeta-vaporizando" width="537" height="219" border="0" /></a></p>
<h6 align="center">Pode ir quente que ele está fervendo! [Imagem: <em>ESA / Alfred Vidal-Madjar, Institut d’Astrophysique de Paris, CNRS, France</em>]</h6>
<p align="justify">Com uma temperatura de 2000 kelvin, a superfície do “Frevo” é capaz de vaporizar piroxeno e olivina, os minerais mais comuns na composição de planetas rochosos. Se fosse um pouco maior, o planeta teria força gravitacional suficiente para ter uma “atmosfera rochosa” como a de alguns <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hot_Jupiter" target="_blank">hot jupiters</a></em>. Como não é, está evaporando feito um cometa gigante. A cada segundo o planeta lança 100.000 toneladas de vapor ultra-fervente ao espaço! Parece uma perda desesperadora, mas o planeta não vai sumir amanhã. Nem depois. O “Frevo” só vai se vaporizar completamente dentro de 200 milhões de anos. Um otimista panglossiano diria que a situação lá está mais para um banho-maria do que para um alto-forno.</p>
<p align="justify">Se tudo for confirmado, o que estamos observando no sistema KIC 12557548 é só uma prévia do que deve acontecer futuramente no sistema solar. Sabemos que o sol vai se expandir dramaticamente dentro de uns 5 bilhões de anos, mas antes mesmo disso deve se tornar tão quente que vai começar a vaporizar Mercúrio, deixando-o muito bem-passado antes de engoli-lo.</p>
<p align="justify">Em tempo: um planeta com vapor de mercúrio na atmosfera seria uma lâmpada gigante?</p>
<p align="justify"><em>Referência</em>:</p>
<blockquote><p><span style="font-family: Georgia">RAPPAPORT, Saul et al. Possible Disintegrating Short-Period Super-Mercury Orbiting KIC 12557548 <a href="http://arxiv.org/abs/1201.2662">http://arxiv.org/abs/1201.2662</a></span></p></blockquote>
<p>[via <em><a href="http://www.newscientist.com/article/dn21378-first-subliming-planet-foreshadows-mercurys-fate.html?DCMP=OTC-rss&amp;nsref=space" target="_blank">Newscientist</a></em> e <em><a href="http://blogs.discovermagazine.com/badastronomy/2012/01/19/a-planet-boils-away-under-its-blow-torch-star/#more-43064" target="_blank">Bad Astronomy</a></em>]</p>
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		<title>Patentes patéticas (nº. 41)</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 16:45:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[FAIL]]></category>
		<category><![CDATA[patentes patéticas]]></category>
		<category><![CDATA[vintage]]></category>

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		<description><![CDATA[Diz o bom-senso que reagir a um assalto nem sempre é uma boa ideia. No entanto, isso não impede que as pessoas continuem a comprar armas “para garantir a própria segurança”. Ainda mais quando essas pessoas são norte-americanas, que parecem não acreditar na possibilidade de uma população desarmada. A facilidade de acesso a armas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/arma-trilho.jpg"><img style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/arma-trilho_thumb.jpg" alt="arma-trilho" width="448" height="454" border="0" /></a><p class="wp-caption-text">Máfia style!</p></div>
<p style="text-align: justify" align="justify">Diz o bom-senso que reagir a um assalto nem sempre é uma boa ideia. No entanto, isso não impede que as pessoas continuem a comprar armas “para garantir a própria segurança”. Ainda mais quando essas pessoas são norte-americanas, que parecem não acreditar na possibilidade de uma população desarmada.</p>
<p align="justify">A facilidade de acesso a armas de fogo sempre foi um problema que os americanos não veem. No começo dos anos 1930, o crime estava em alta nas áreas urbanas dos Estados Unidos, em parte pelo tráfico de álcool que se formou após a proibição dessa droga e em parte como consequência da recém-iniciada Grande Depressão. Nada disso impediu que Frederick G. Palla, de Nova York, apresentasse uma “Arma de fogo auto-defensiva” como a solução para o crime:<span id="more-2125"></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family: Georgia">Um lançador de arma de fogo composto por uma braçadeira flexível, adaptada para abraçar e se conformar aos contornos do antebraço de uma pessoa, um trilho em forma de T apoiado sobre a dita braçadeira, uma guia carregadora de arma de fogo que deslize sobre o dito trilho, meios para lançar a dita arma de fogo até sua posição de operação nas mãos do usuário e meios para travar a dita arma de fogo contra o lançamento acidental.</span></p></blockquote>
<p align="justify">Fred Palla — que aliás parece nome de mafioso — conseguiu a patente para tal dispositivo em 2 de maio de 1933, sob número <a href="http://patimg2.uspto.gov/.piw?Docid=01906870&amp;homeurl=http%3A%2F%2Fpatft.uspto.gov%2Fnetacgi%2Fnph-Parser%3FSect1%3DPTO2%2526Sect2%3DHITOFF%2526p%3D1%2526u%3D%25252Fnetahtml%25252FPTO%25252Fsearch-bool.html%2526r%3D1%2526f%3DG%2526l%3D50%2526co1%3DAND%2526d%3DPALL%2526s1%3D1906870.PN.%2526OS%3DPN%2F1906870%2526RS%3DPN%2F1906870&amp;PageNum=&amp;Rtype=&amp;SectionNum=&amp;idkey=NONE&amp;Input=View+first+page" target="_blank">1.906.870</a>. Entre as justificativas, Mr. Palla afirma que seu invento tem “propósitos auto-defensivos”, pois</p>
<blockquote><p><span style="font-family: Georgia">as estatísticas mostram indisputavelmente que o crime, em geral, está em crescimento gradual. Isso é particularmente verdadeiro nas cidades. Roubos são audaciosamente cometidos em plena luz do dia, não raro ocorrendo em locais congestionados e sob as vistas de muitas pessoas. Os pistoleiros invariavelmente cumprem seus planos com tal velocidade e precisão de modo a tornar extremamente difícil uma interrupção.</span></p></blockquote>
<p align="justify">Assim, Mr. Palla acredita que, graças ao efeito-surpresa, armas que se movem sobre trilhos escondidos debaixo da manga sejam a perfeita solução, pois trata-se de “um dispositivo extremamente simples e altamente efetivo que pode ser prontamente usado no braço sem detecção e que pode ser instantaneamente posto em posição de operação sem a menor indiscrição.” Não é difícil imaginar o inventor tendo uma epifânia ao observar uma carta na manga durante um jogo de cartas numa obscura cantina de Little Italy.</p>
<p align="justify">No mínimo, isso só reforça a impressão de que Palla é um mafioso, <em>cazzo!</em> Será que não lhe passou pela cabeça que tal dispositivo discreto seria o equipamento perfeito para qualquer criminoso (inclusive a máfia)? Numa época em que não haviam detetores de metal nas portas giratórias dos bancos, esse seria um disfarce perfeito para qualquer assaltante. Pior ainda, o pessoal do escritório de patentes americano também não se deu conta de nada disso. Talvez Mr. Palla lhes tenha molhado a mão.</p>
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		<title>Mais uma “sopa” criacionista</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 00:39:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[criacionismo]]></category>
		<category><![CDATA[fundamentalismo]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[questionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora tenham começado agora a tentar ameaçar a liberdade na internet, não é de hoje que políticos norte-americanos tentam impor suas crenças nas aulas de ciências. Um projeto de lei do senado de Oklahoma (SB 1742) é mais uma dentre as dezenas de leis anti-evolução que infestam os Estados Unidos. Se aprovada, a lei exigiria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Embora tenham começado agora a tentar ameaçar a liberdade na internet, não é de hoje que políticos norte-americanos tentam impor suas crenças nas aulas de ciências. Um projeto de lei do senado de Oklahoma (SB 1742) é mais uma dentre as dezenas de leis anti-evolução que infestam os Estados Unidos. Se aprovada, a lei exigiria que o departamento estadual de educação promovesse o &#8220;pensamento crítico, a análise lógica e a discussão ampla e aberta de teorias científicas, incluindo, mas não se limitando a, evolução, a origem da vida, o aquecimento global e a clonagem humana.&#8221; A legislação também recomenda que professores &#8220;possam usar livros didáticos e materiais de ensino suplementares para ajudar os estudantes a entender, analisar, criticar e rever teorias científicas de modo objetivo.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">Parece bastante isento, não? Não há nenhuma citação nominal do criacionismo ou de seu equivalente pseudocientífico, o design inteligente. Então, qual é o problema? Há dois problemas na verdade.<span id="more-2103"></span></p>
<p style="text-align: justify">Primeiro, sua inspiração legal. O projeto SB 1742 baseia-se numa revisão dos estatutos educacionais do Estado da Lousiana: &#8220;Este projeto tem por modelo uma lei da Lousiana que não foi invalidada pela mais alta corte do Estado da Louisiana nem por uma corte distrital federal&#8221;. Ou seja, só por se basear em uma lei que (ainda) não foi legalmente questionada, o parlamentar de Oklahoma acredita que a sua também não será. Depois disso, o texto da lei, de autoria do republicano Josh Brecheen tenta se justificar, dizendo que</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify">desafios legais a leis de liberdade acadêmica tem historicamente alegado que tais leis têm a intenção de permitir o ensino de criacionismo e design inteligente. Este projeto não propõe que as escolas ensinem o criacionismo ou o design inteligente. Ao contrário, seu objetivo é promover um ambiente de pensamento crítico nas escolas, incluindo uma crítica científica da teoria da evolução.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify">Mas se o objetivo não é colocar, ainda que indiretamente, o criacionismo no currículo, porque negar isso na própria letra da lei? Se realmente houvesse necessidade de amparo legal para garantir um ensino crítico de ciências, os próprios cientistas seriam os primeiros a clamar por tal lei. Os recentes debates acerca das teorias de Einstein sobre a velocidade da luz provam que a ciência não corre nenhum risco de engessamento dogmático — contanto que hajam evidências para apoiar uma revisão. Se ainda não surgiu uma séria contestação às teorias de Darwin ou ao aquecimento global é porque simplesmente faltam evidências contrárias.</p>
<p style="text-align: justify">E depois, porque limitar o ensino de &#8220;pensamento crítico&#8221; somente às aulas de ciências? Porque não permitir que professores ensinem aos alunos teorias matemáticas alternativas, como a numerologia? Ou que tal permitir gramáticas alternativas, como o uso de &#8220;internetês&#8221; nas redações?</p>
<p style="text-align: justify">O segundo motivo para desconfiar da proposta que tramita no senado de Oklahoma é seu próprio autor. Em 2011, Mr. Brecheen já apresentou outro projeto de lei com o objetivo de assegurar a &#8220;liberdade da linguagem acadêmica&#8221; (como se houvesse censura acadêmica), o qual &#8220;inclui mas não está limitado às origens biológicas da vida e á evolução biológica.&#8221; Esse projeto anterior era bastante semelhante a padrões adotados pelo Texas (aquele grande bastião criacionista) em 2009. Portanto, Mr. Brecheen não é apenas conservador: ele mostra-se incapaz de criar um projeto de lei sozinho. Talvez porque, doutrinado que seja, não consegue pensar por si. Felizmente, o projeto anterior, SB 554, morreu em uma comissão porque não foi votado dentro do prazo.</p>
<p style="text-align: justify">Antes mesmo de apresentar seu primeiro projeto antievolucionista, Brecheen já havia anunciado em uma coluna na imprensa sua intenção para tal. Em 19 de dezembro de 2010, o senador estadual afirmou no <em>Durant Daily Democrat</em> que</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify">renomados cientistas que agora estão afirmando que a evolução está cheia de erros estão sendo ignorados. [...] Usar o dinheiro dos seus impostos para ensinar o desconhecido, sem apresentar a integridade dos achados científicos é incompleto e inaceitável.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify">Além de não se dar conta de que em ciência não existem teorias completamente fechadas e portanto &#8220;conhecidas&#8221;, Brecheen não apresenta nenhum nome desses sempre clamados cientistas descontentes com a evolução. Não obstante, poucos dias mais tarde, na véspera do natal de 2010, ele confirmou na mesma coluna sua intenção de apresentar o criacionismo com cientificamente crível: &#8220;Eu apresentei legislação exigindo que cada escola com financiamento público de Oklahoma ensine o debate de criação vs. evolução usando a ciência conhecida, mesmo quando isso entra em conflito com a religião de Darwin [<em>sic</em>]&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">[mais informações, inclusive com o texto completo do projeto, podem ser encontradas no site do <a href="http://ncse.com/news/2012/01/oklahoma-bill-attacks-evolution-climate-change-007158" target="_blank">NCSE</a>, o National Center for Science Education]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um ganso equivocado</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 00:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>

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		<description><![CDATA[No jardim público de Halifax há um excêntrico ganso que parece manifestar uma afeição genuína. Sempre que um velho gentleman, cujo nome não conhecemos, se aproxima do lago e chama “Bobby”, o ganso deixa o lago para sentar-se perto dele. Quando ele vai embora, o ganso segue-o de perto, como um cachorro, até o portão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2076" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/01/um-ganso-equivocado/ganso-v2/" rel="attachment wp-att-2076"><img class=" wp-image-2076 " src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/01/Ganso-v2.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Ganso meramente ilustrativo. OH WAIT...</p></div>
<blockquote>
<p align="left"><span style="font-family: Georgia">No jardim público de Halifax há um excêntrico ganso que parece manifestar uma afeição genuína. Sempre que um velho gentleman, cujo nome não conhecemos, se aproxima do lago e chama “Bobby”, o ganso deixa o lago para sentar-se perto dele. Quando ele vai embora, o ganso segue-o de perto, como um cachorro, até o portão e algumas vezes até a rua. Uma vez ali, tem que forçosamente voltar, para seu manifesto desgosto, e retorna ao seu elemento nativo torcendo sua cauda com indignação e dando voz a discordantes grasnidos. O velho gentleman diz que nunca alimentou-o ou brincou com ele de maneira alguma, o que torna o caso ainda mais notável. Mas, segundo nos informa um frequentador do jardim, há uns dois ou três anos um homem costumava aparecer regularmente ali para alimentar esse mesmo ganso. Assim, estamos inclinados a pensar que se trata de um equívoco de identidade por pare dessa ave. — McCLURE, J. B. “Entertaing Anecdotes from Every Available Source” [“Anedotas para Entretenimento de Todas as Fontes Disponíveis”]. Chicago, 1880.</span></p>
</blockquote>
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