<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552</atom:id><lastBuildDate>Thu, 24 Oct 2024 16:36:24 +0000</lastBuildDate><category>repressão</category><category>Liga das NaçõesEstados Unidospolítica externaSegunda Guerra</category><category>Historiador</category><category>Intercâmbio acadêmico</category><category>Marcha da Liberdade</category><category>Maringá</category><category>Socialismo Real</category><category>Stálin</category><category>São Paulo.</category><category>elite</category><category>george orwell</category><category>luta</category><category>revolução dos bichos</category><title>Identidade Histórica</title><description></description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Unknown)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-3596410915966420399</guid><pubDate>Mon, 01 Oct 2012 16:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-10-01T10:13:21.393-07:00</atom:updated><title>A Era de Hobsbawm - o historiador do século. </title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmdzzShGKyLQc2uu_XCTSvQXDEJi6haL2up2_ZqG4KYI0cbHWJQZ458ol5k3unJPPOdlYa-zW2r0VGdyXcjAP3RKFQEceEYtVf55MUa-hI3038T4WnhxEvC0ncOmdRnuj1-BGRHq9HrDI/s1600/Eric-Hobsbawm+(1).jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmdzzShGKyLQc2uu_XCTSvQXDEJi6haL2up2_ZqG4KYI0cbHWJQZ458ol5k3unJPPOdlYa-zW2r0VGdyXcjAP3RKFQEceEYtVf55MUa-hI3038T4WnhxEvC0ncOmdRnuj1-BGRHq9HrDI/s320/Eric-Hobsbawm+(1).jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Chegou o temido dia da perda de um dos mais brilhantes historiadores do século. Nascido em 1917 e falecido nesta manhã, aos 95 anos de idade, Hobsbawm inspirou e continuará inspirando muitos jovens historiadores. Confesso que minha esperança era que vivesse mais alguns anos e, com ousadia, ainda esperava poder vê-lo ao vivo, transmitindo sua valiosa experiência. O historiador, no entanto, não deixou de produzir história até o fim dos seus anos. Publicou livos, concedeu entrevistas, palestrou, até que um cansativo período de pneumonia o levou de nós, este ilustre intelectual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo, segue um texto que produzi há cerca de um mês, que, na verdade, se trata de uma síntese de um capítulo de Marcos Martins sobre o historiador e algumas observações acerca da relação de Hobsbawm com o tema da História do Tempo Presente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Eric John Earnest Hobsbawm&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Uma pessoa incomum&lt;/i&gt;: é a expressão escolhida pelo Doutor em História Econômica pela USP, Marcos Lobato Martins, para caracterizar o renomado historiador do século XX. O artigo elaborado sobre Eric Hobsbawm &amp;nbsp;está no livro Historiadores do Nosso Tempo, organizado por Marcos Antônio Lopez e Sidnei Munhoz.&amp;nbsp;Por incomum, Martins se refere ao leque curioso de temas escolhido pelo intelectual britânico ao longo de sua trajetória acadêmica que se inicia na década de 1950. Hobsbawm trata de assuntos como bandidos, jazz, comunismo, guerra, democracia e, assim, influenciou e influencia estudiosos das áreas humanas em grande parte do globo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Lúcido, aos noventa e cinco anos (completados no último nove de junho de 2012), era altamente cotado pelos jornalistas a cada episódio de um mundo em constante transformação, perturbado por crises econômicas, desigualdade social, turbulência política e cultural.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De família judia, o menino Eric Hobsbawm e sua irmã moraram com os pais em Viena e Berlim durante a infância. Órfão de pai e mãe aos catorze anos, ele e a irmã foram criados a partir de então pelos tios, e em 1933, na ascensão de Hitler, mudaram-se para a Inglaterra (MARTINS, 2010). Foi em Cambridge que Hobsbawm obteve sua formação em História, curso fundamental para jovens britânicos que se interessavam pela vida pública. O interesse do autor por história, no entanto, cresceu na adolescência ao entrar em contato com os estudos de Marx e Engels, como explica Martins. Ainda na graduação, Hobsbawm e seus colegas enriqueceram os estudos do curso de História com o interesse pela discussão com colegas doutorandos, grupos de estudos, e com a busca de fontes históricas, livros e periódicos disponíveis na instituição. Hobsbawm chamou esse processo, muito bem aproveitado por ele e seus colegas, de “programa de autoeducação” naquela universidade que lhes oferecia tantos recursos .&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A importância das contribuições de Hobsbawm começa a ganhar solidez na década de 1950, quando (reunido com historiadores marxistas como Christopher Hill, Rodney Hilton, Edward Thompson e outros) funda a revista Past and Present em 1952. Com Martins, novamente, é possível conferir a significância deste trabalho e deste grupo na mudança da historiografia anglo-saxônica (MARTINS, 2010). Na década de 1950/60, Hobsbawm começa a desenvolver os estudos que mais tarde lhe garantem bastante prestígio:&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foi o tempo dos estudos que focalizavam os trabalhadores e os camponeses diante do processo de expansão da modernidade capitalista. (...) A partir dos anos 1960 e 1970, Hobsbawm também recebeu reconhecimento como autor de ótimas sínteses da história contemporânea, que viraram manuais didáticos bastante usados por estudantes no mundo inteiro. (MARTINS, 2010, p.75).&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Foi filiado ao Partido Comunista britânico de 1936 a 68. Em 1956,&amp;nbsp;Thompson e Saville decidem sair do partido. Mesmo com a evasão de 21% dos seus quadros entre fevereiro de 1956 e o mesmo mês de 1957, historiadores como Hobsbawm e Maurice Dobb continuaram entre as exceções que não abandonaram a organização, embora mantivessem críticas à postura dos dirigentes comunistas ingleses (MÜLLER e MUNHOZ, 2010).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A importância de Hobsbawm para a renovação da abordagem marxista na história:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hobsbawm trouxe aportes importantes para a discussão de dois problemas centrais no pensamento marxista, a saber: 1) a formação da consciência política das classes sociais; e 2) a construção/difusão das ideologias e tradições nacionais, recursos necessários ao controle da sociedade pelo Estado. Ao abordar esses problemas, Hobsbawm contribuiu para melhor defini-los, além de lançar luzes sobre as dinâmicas e mediações sócio-culturais envolvidas. Não surpreende, portanto, que sua obra (e a dos colegas da História Social inglesa) seja lida com tanto interesse pelos sociólogos, antropólogos e politólogos (MARTINS, 2010).&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Sobre a preferência de Hobsbawm pelo tema campesinato, por exemplo, o autor demonstrou o quanto a crítica esquerda ao seu trabalho estava equivocada ao julgar as massas camponesas como sendo reacionárias e conservadoras como regra geral. O tema de Hobsbawm foi mal visto, exatamente pelo fato de que o próprio Marx via o segmento campesino como arcaico se comparado à classe operária. Martins mostra que Hobsbawm rebate essa ideia e demonstra que a resistência dos camponeses fora, no entanto, bastante ativa e que, inclusive, “alimentaram expectativas de construção de uma ‘nova sociedade’” (MARTINS, 2010, p. 77).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hobsbawm tampouco desampara os trabalhadores das atividades industriais em seus estudos. Em um trabalho publicado no primeiro número da revista &lt;i&gt;Past and Present&lt;/i&gt;, anteriormente citada, o historiador britânico defende um movimento de revolta denominado “quebra de máquinas” e, ao contrário do que era defendido, afirma terem sido movimentos pensados e não “explosões espontâneas da ira de trabalhadores incapazes de entender, racionalmente, a realidade de sua época” (MARTINS, 2010, p. 79). O autor explica que Hobsbawm importantemente colocou os operários como negociadores de uma fase árdua de substituição da mão de obra por máquinas, que criavam desemprego e degradação das condições de vida dos trabalhadores. As negociações foram a conquista destes eventos anteriormente considerados arruaceiros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em seu artigo &lt;i&gt;Os destruidores de máquinas&lt;/i&gt;, Hobsbawm esclarece esta questão. Explica que a quebra de máquinas não era uma arruaça irracional, de revolta contra as máquinas simplesmente. O movimento era organizado e, como colocou Martins, tinha seus propósitos. Era útil “quando tinha que ser feita pressão sobre os patrões”, mas uma pressão imediata, com resoluções imediatas e não para pressioná-los constantemente. Como exemplo, esses movimentos repentinos de revolta eram aplicados quando havia súbita baixa nos salários e outras medidas altamente prejudiciais aos empregados. Além disso, com a pressão sobre os empregadores, garantiam a solidariedade dos demais trabalhadores, que consiste “o fundamento do sindicalismo eficaz”. &amp;nbsp;Esse método funcionava ainda mais eficazmente nas pequenas propriedades, onde qualquer destruição material significava grande perda ao empregador (HOBSBAWM, 1981, p.19).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além disso, Hobsbawm defende que até o fim do século XIX, a classe operária não era um grupo sólido, definido. Era um aglutinado de “pequenos mundos”, como denomina Martins, grupos de “mineiros, tecelãos, sapateiros, alfaiates, marinheiros, etc. Não havia uma classe operária nacional (...) aglutinada por meio da consciência de um destino comum pela combinação de fatores econômicos, políticos, sociais e culturais” (MARTINS, 2010, p.80), como aconteceu mais tarde, nos anos 1880/90, quando operaram a ruptura com a época do cartismo. Ainda defende que a formação da classe operária dá mérito ao trabalhador (que entendeu as mudanças que afetaram o seu cotidiano) e não somente aos sindicatos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;b&gt;Hobsbawm no Brasil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Como descrito anteriormente, Eric Hobsbawm iniciou suas produções bibliográficas na década de 1950. No entanto, é só a partir da década de 1970 que o Brasil volta os olhos para o historiador. Dentre as 23 obras publicadas aqui, estão Bandidos (1975); Mundos do trabalho (1987); História do marxismo (com 12 volumes, de 1979); Ecos da Marselhesa (1996); A Era das Revoluções, do Capital, dos Impérios e dos Extremos (de 1979 a 1994); Globalização, Democracia e Terrorismo (2007); Como mudar o mundo (2011) e outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Hobsbawm no tempo presente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Pensar em um historiador da qualidade de Hobsbawm e lê-lo tornava-se mais prazeroso ainda quando recordado o fato de tê-lo ainda conosco, vivo. A perda desse homem ímpar, neste dia de hoje, tira a esperança de muitos jovens historiadores, como eu, de um dia poder vê-lo discursar, ensinar, transmitir conhecimento pessoalmente. Ao escrever este trabalho há alguns meses, falava desta possibilidade que estava se esvaindo, com o passar dos anos de vida deste lúcido ancião, e de sua importante opinião, frequentemente requisitada por jornalistas a cada novo acontecimento da História.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O historiador naturalizado britânico tornou-se especialmente cotado para opinar sobre acontecimentos do tempo presente. Lúcido, ativo academicamente e experiente, Eric J. Hobsbawm ainda participava de entrevistas, publicava produtivas obras e comparecia em eventos, reuniões e encontros .&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entre historiadores, é conhecido o péssimo hábito jornalístico de demandar previsões dos estudiosos da História. Martins esclarece a visão de Hobsbawm sobre o tema: “profecias mal atravessam horizontes estreitos. (...) não é papel do historiador bancar o visionário ou a pitonisa”. Entretanto, entende que o historiador tem a sua contribuição para o debate público:&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desde que construa diagnóstico cuidadoso, a salvo das euforias e iras momentâneas, moldado na abordagem da longa duração, que possibilite identificar: 1) os problemas agudos que o mundo vem enfrentando; 2) as soluções tentadas e que fracassaram; e 3) as alternativas de ação e organização que quedaram vencidas na trajetória da história (MARTINS, 2010 p. 83).&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;A exemplo, analisemos sua perspectiva sobre a posição hegemônica dos Estados Unidos. Anos atrás, comentava-se sobre a possibilidade de a China ultrapassar os Estados Unidos em questão de dominação política. Hobsbawm, em entrevista à Folha de São Paulo revelara que não acreditava que o mundo fosse dominado por uma só potência, seja qual fosse o detentor deste domínio. Seu prognóstico baseava-se n forma que os Impérios foram guiados ao longo da história. O Império Romano, segundo ele, não reinava sozinho, dividia poder com os persas e os chineses. O Império Britânico preocupava-se com suas demandas e não com uma dominação global (MARTINS, 2010, p 85). Segundo Martins, Hobsbawm defende que a China tem consciência do seu poder, mas não aspiram ao poder expansionista e a imposição de seu modo de vida. Quanto aos Estados Unidos – e a sua expansão territorial baseada na excepcionalidade do seu povo e à missão que acreditavam ter diretamente de Deus, o Destino Manifesto –, Hobsbawm defende que sem o seu domínio militar extraordinário e a aprovação e consenso dos países que ocupa, os Estados Unidos não teriam o poder que detêm atualmente. É sobre esta nação e o significado deste poder no novo milênio que se trata o próximo tópico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Hobsbawm e os Estados Unidos da América no novo milênio&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Onze de Setembro de 2001: nos Estados Unidos, aviões sequestrados atingem e derrubam as Torres Gêmeas (World Trade Center), símbolo do comércio nova-iorquino e do sucesso do capitalismo estadunidense. O ataque causou cerca de três mil mortes e outros milhares feridos. A catástrofe foi transmitida quase inteiramente em tempo real por canais de televisão em grande parte do mundo. As imagens chocaram a população mundial e o ataque, alegadamente causado pela rede terrorista Al-Qaeda, despertou uma onda de conflitos entre Estados Unidos e países do Oriente Médio, com o propósito de aniquilar as ameaças terroristas. Desde então, os Estados Unidos mantém suas tropas no Oriente Médio. Parte desses serviços militares é terceirizada, constituindo centenas de empresas que hoje fornecem apoio bélico e estratégico aos EUA em suas ocupações. O país dispensa grande parte do seu orçamento ao setor militar e é a partir deste contexto que foi escolhido o tema de pesquisa do mestrado (Intensificação da privatização das forças militares dos Estados Unidos a partir de 2001). Hobsbawm nos auxilia na compreensão deste contexto, quando trata da situação estadunidense desde o fim da Guerra Fria até os dias atuais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Após o fim na União Soviética, em 1989, a bipolaridade política que estremeceu o mundo, durante décadas de ameaça nuclear, tinha dado lugar a um mundo gerido por apenas uma grande potência: os Estados Unidos. Nenhum outro país tinha a capacidade ou sentia a necessidade de ocupar este lugar, como explica Hobsbawm em A Era dos Extremos:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A Rússia fora reduzida ao tamanho que tinha no século XII. (...) A Grã-Bretanha e França gozavam apenas de um status puramente regional, o que não era ocultado pela posse de armas nucleares. A Alemanha e o Japão eram sem dúvida “grandes potências” econômicas, mas nenhum dos dois sentira a necessidade de apoiar seus enormes recursos econômicos na forma militar, na forma tradicional, mesmo quando tiveram liberdade para fazê-lo (...) (HOBSBAWM, 1995, p.538).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;A aparente sugestão de uma época de paz, tão esperada, deu lugar a operações militares quase incontroláveis na Europa, Ásia, África e em partes do Pacífico. &amp;nbsp;É o que Hobsbawm explica em seu capítulo Sobre o fim dos impérios na obra Globalização, Democracia e Terrorismo e também em Rumo ao Milênio, na Era dos Extremos. Embora não fossem classificadas como “guerras” internacionais ou civis, na concepção clássica, os habitantes de lugares como Oriente Médio, Angola, Libéria, entre outros, dificilmente sentiam-se em tempos de paz. Por isso, para o historiador, a guerra não desaparecera, apenas mudara. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Outra forte característica do fim do século passado, destacada por Hobsbawm e importante para a discussão do tema do tempo presente, é a “democratização ou privatização dos meios de destruição, que transformou a perspectiva da violência e depredação em qualquer parte do globo”. Hobsbawm destaca esta última parte da frase, por um motivo interessante: até então, os Estados Unidos não tinham sido vítimas em seu território nacional de grandes tragédias bélicas. O fim do século XX se iniciam as tentativas de ataque aos Estados Unidos e ao World Trade Center. &amp;nbsp;Os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, como já mencionado, chocaram o mundo e possibilitaram aos Estados Unidos o desenrolar de uma forma de dominação bélica em nome da manutenção da paz e responsabilidade de declarar “guerra ao terror”. Hobsbawm alertou que era preciso “resistir à retórica do medo irracional com a qual os governos do presidente Bush e do primeiro-ministro Blair buscam justificar uma política imperial para o mundo”. Explica que, proporcionalmente, esses grupos terroristas afetam de forma mínima no risco de vida do ponto de vista estatístico e que “a menos que esses grupos ganhassem acesso a armar nucleares (...) o terrorismo pede cabeça fria e não histeria” (HOBSBAWM, 2007, p. 46).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;A busca pelo fim do “terror” e a interminável guerra contra o “mal” custou aos Estados Unidos um orçamento injustificável aos olhos dos cidadãos estadunidenses. O atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contou com o apoio dos eleitores sob a promessa de retirar as tropas do Iraque e reduzir drasticamente os custos militares. A crise econômica de 2008 que se estende até os dias atuais é outro fator que provoca impaciência e intolerância nos estadunidenses. Em entrevista à Folha de São Paulo, antes mesmo da crise econômica, em 2007, Hobsbawm já alertava a fragilidade da situação. Defendia que o império dos Estados Unidos não continuaria reinando por algumas razões, mas principalmente por questões internas, que “a maior parte dos americanos não quer saber de imperialismo e sim da sua economia interna” que se demonstrava frágil, e que os planos de dominação teriam que ceder às preocupações econômicas (MARTINS, 2010, p. 85).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;O que não estava claro, no entanto, no início do milênio, eram as possibilidades que o governo dos Estados Unidos havia vislumbrado com os ataques terroristas e a suposta “guerra ao terror”. Em uma entrevista ao Estadão, em setembro do ano passado, Hobsbawm deixa claro que os EUA tinham visto ali uma grande oportunidade de “espalhar e reforçar bases militares americanas” e territórios considerados estratégicos e que a guerra do Iraque nada tinha a ver com a Al-Qaeda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Na mesma entrevista, Hobsbawm indica que os Estados Unidos estão se guiando para uma inevitável queda do império, nessa busca já sem muito sucesso pela hegemonia:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As guerras dos últimos dez anos demonstram como vem falhando a tentativa norte-americana de consolidar sua solitária hegemonia mundial. Isso porque o mundo hoje é politicamente pluralista, e não monopolista .&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Concluo com uma citação da entrevista, onde Hobsbawm deixa uma mensagem aos jovens historiadores de hoje, que iniciam sua trajetória acadêmica:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje pesquisar e escrever a história são atividades fundamentais, e a missão mais importante dos historiadores é combater mitos ideológicos, boa parte deles de feitio nacionalista e religioso. Combater mitos para substituí-los justamente por história, com o apoio e o estímulo de muitos governos, inclusive.&lt;/blockquote&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2012/10/a-era-de-hobsbawm-o-historiador-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmdzzShGKyLQc2uu_XCTSvQXDEJi6haL2up2_ZqG4KYI0cbHWJQZ458ol5k3unJPPOdlYa-zW2r0VGdyXcjAP3RKFQEceEYtVf55MUa-hI3038T4WnhxEvC0ncOmdRnuj1-BGRHq9HrDI/s72-c/Eric-Hobsbawm+(1).jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-6248862774316193562</guid><pubDate>Thu, 02 Jun 2011 18:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-02T11:46:20.644-07:00</atom:updated><title>O retrato da marcha da liberdade por Felipe Floresti</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Felipe, com licença?! Preciso compartilhar seu texto. Porque foi assim que me senti com a falta do noticiário. Porque foi assim que me senti com os pre-julgamentos quando eu disse que fui à Marcha... Porque é assim que a gente se sente vendo tanta desinformação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://quemfoiquedisse.files.wordpress.com/2011/05/marcha-da-liberdade2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://quemfoiquedisse.files.wordpress.com/2011/05/marcha-da-liberdade2.jpg&quot; width=&quot;246&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 25px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Texto de Felipe Floresti sobre a Marcha da Liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Minha mãe me ligou preocupada na última sexta-feira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;_ Você vai participar de uma passeata amanhã?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;_ Vou mãe!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;_Aí Fê. Toma cuidado lá. Tem polícia. Sempre tem briga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;_Mãe, se tiver alguma briga, é a polícia que causa. O clima e o objetivo são outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O mundo mudou, mãe. Pelo menos uma parte dele. Teve uma época, que eu vi em filmes, em que as pessoas pegavam em armas para lutar contra um inimigo concreto. Ele tinha nome, sobrenome e patente. Concordando ou não, todos sabiam quem era. Era mal e violento. Para lutar com ele, foi preciso pegar em armas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Esse se foi. Não houve a queda marcante que todos queriam, mas uma transição tranquila e segura (para eles). Depois disso, lembro de jovens contra a globalização, atacando fóruns econômicos mundiais, contra a privatização. Lembro do pequeno Felipinho sentado no sofá, ao lado de meu pai, vendo os mesmos apresentadores de hoje (ou era o Cid Moreira? Será? Sou véi assim?), e ouvindo papai dizer: “Se perguntar, aposto que eles nem sabem por que estão lá”. Eu achei graça, mas tenho certeza hoje que eles sabiam. Eu entendo e compartilho de suas ideias. Mas a violência de coquetel molotov, faces cobertas, brigas, não teve resultado. Está tudo privatizado, globalizado, definido, é o “fim da história” de Fukuyama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Bom, agora sei que quem não entendia era&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;meu pai. Não por culpa dele (pai, te amo). A TV não mostrou as razões de ninguém que estava lá, da mesma forma que não mostrou no grande comício de Diretas Já que transformou em celebração do aniversário da cidade. Nem os jornais, nem a Veja, a revista inacreditavelmente mais lida do País. É menos claro quem é o inimigo desta vez. Inimigo acobertado por quem tem o interesse em acobertar. Papai não tinha internet. Blogs? Midia alternativa? Isso não existia. Houve uma época em que o Marcelo Tas era exemplo de jornalismo confrontador. Não que todo mundo precise concordar com quem está lá, ou diz o que quer que seja. É direito de cada um ser neoliberal, anarquista, pedófilo… “Opa, pedófilo não”. Mas tem que pelo menos saber do que se trata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O tempo passou. O mundo está diferente. A tecnologia ajudou um bocado na vida da gente. Antes, quem podia me contar o que se passava na Espanha se eu não conhecesse ninguém de lá? Eu sei, vejo relatos do que eles passam nas praças Puerto del Sol ou da Catalunya, vi o mapa da praça, sei como e quem comemorou o título do Barça e como fugiram da violência da polícia (lá como cá…). Mas como era a vida do pessoal que gostava de viver na Alemanha Oriental? Existia esse tipo de gente? Imagino que sim, mas esses personagens estão fora do imaginário coletivo. “A revolução não será televisionada”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Acabada a “Marcha pela Liberdade”, chegando em casa, fui procurar na internet a repercussão do que ocorreu. Os dois skinpunkanarquistaracistawhitepowergayouocaralhoderotuloquereceberam que chutaram o furgão da Globo eram os destaques. Quando não eram, a “Marcha dos dois mil maconheiros que querem fumar maconha sem apanhar da polícia” era notícia. Pô pessoal, desse jeito minha mãe acha que sou maconheiro e saio mijando no carro de rede de TV. Até amigos meus, jovens, inteligentes e instruídos, lançaram um “Aê maconheiro” quando disse onde passei minha gloriosa tarde de sábado, ao invés de ver meu lindo Barça vencer mais uma Champions League com show do Messi vermelhinho. Olha o imaginário coletivo aí gente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Informação alternativa só atinge quem se interessa por informação alternativa. “É né. Então aquele blog fulero fala a verdade e a Globo mente?”. Hum, vamos ver. Não necessariamente né! Não existe muito verdades absolutas. Existem pontos de vista. Ou melhor, pontos de referência. Sabe? Aquilo que a gente aprende na aula de física. Ponto material, e os caralho? Então, a visão das coisas é diferente de onde se olha. Às vezes acabam complementando a informação, às vezes atrapalham o que se quer ver. A imprensa tradicional com certeza não estava na “Marcha”. Podia estar em volta, vendo de perto, mas não estava lá. Não sentiu a vibe. Via de fora. Não estava dentro. Eu estava. O pessoal abaixo também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Tá certo que uma boa parte estava querendo a legalização da maconha. Era uma das demandas mais ouvidas por lá. Era bandeira do Bob pra cá, legalize pra lá. “Ei polícia, pamonha é uma delícia”. Também teve violência. Água e ovo voaram pela janela em alvos aleatórios pela rua. Quando a multidão cruzava a esquina da Av. Paulista com a Consolação, foi a vez de bexigas coloridas tomarem os céus levando ainda mais cor e alegria à marcha. Ao mesmo tempo, provavelmente de algum apartamento abaixo, voaram punhados de gesso mole (devia ser isso) que acertaram um rapaz ao meu lado e uma mulher ali perto, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A diferença é que ao lado da maconha, uma dragqueen fazia uma prévia da Parada Gay, e outros defendiam a união homoafetiva. Ao lado, um casal punk com a jaqueta de couro toda incrementada. Pessoas a favor do aborto dividiam as ruas com os querem que o novo código florestal seja vetado. Outros mais focados no que ocorre na Espanha e pensam em democracia real e querem uma mudança no modelo econômico que vivemos hoje. Alguns eram tudo isso junto. Todos ao som de um grupo de maracatu, saltando sem parar, pois “quem não pula quer censura”, felizes, carregando flores, defendendo sua causa e aprendendo com a do outro. “Em casa somos um, juntos somos todos”. Logo a mulher do gesso já pulava mais empolgada que nunca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;E quem jogou coisas da janela? Jogou por não entender o que se passa. Jogou por não estar na rua. Por não poder compartilhar da beleza daquela tarde. Tirassem o pijama, desligassem a televisão e descessem alguns lances de escada, estariam pulando junto com os outros. Era a marcha da liberdade. Liberdade de defender o que bem entendesse, mas focados em um objetivo maior: Ser livre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Se, como já dizia aquele barbudo: “Tudo que é sólido se desmancha no ar”, quem sabe, então, esse conceito tão intangível não se concretize em cada um e na sociedade? Quem sabe não possa ocupar espaço no imaginário coletivo? Modelos alternativos de mundo, sociedade e economia foram pensados, mas a prática deixou a liberdade muito longe das pessoas. O mundo atual finge que o ser humano é livre, quando poucos conseguem ser. Poucos sabem o que é isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Eu não acredito que um momento, um dia, vai entrar para a história como o que mudou o mundo. Sem turning points. Os acampamentos na Espanha começaram dia 15 de maio e duram até hoje, se espalhando para Atenas, Paris, Bruxelas. Não sei até quando eles vão durar. A “Marcha da Liberdade” aconteceu no último dia 28 e se dissipou assim que botamos os pés na Praça da República. Nenhuma mudança concreta foi vista. Começamos a semana tendo que trabalhar, ou buscar emprego, da mesma forma que a anterior. Mas algo aconteceu. Como disse Eduardo Galeano, é a injeção de vitamina E, E de Entusiasmo. A vibe de acreditar que podemos fazer do mundo um lugar melhor para todos seus habitantes. Acredito que quem lá esteve conseguiu sentir a energia, da mesma forma que não espero que quem não foi a entenda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Mas da próxima vez, antes de taxar qualquer um de maconheiro, briguento, punk, zé rosca ou qualquer outra coisa, antes de jogar ovo, água, gesso ou o que for, dê um pulinho ali. São apenas algumas horas em sua vida. Provavelmente, quando você chegar a sua casa, o mundo vai continuar o mesmo. Mas uma coisa eu te garanto, você não vai. Quem não pula quer mais do mesmo. Você vai mudar. “A gente muda o mundo na mudança da mente”. É assim a revolução de cada um. É essa a revolução do mundo. #worldrevolution.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;(por Felipe Floresti)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://quemfoiquedisse.wordpress.com/2011/05/31/worldrevolution/&quot;&gt;http://quemfoiquedisse.wordpress.com/2011/05/31/worldrevolution/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;border-bottom-color: windowtext; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 1pt; border-left-color: windowtext; border-left-style: none; border-left-width: 1pt; border-right-color: windowtext; border-right-style: none; border-right-width: 1pt; border-top-color: windowtext; border-top-style: none; border-top-width: 1pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://quemfoiquedisse.files.wordpress.com/2011/05/marcha-da-liberdade2.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13.5pt; line-height: 150%; text-decoration: none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/06/o-retrato-da-marcha-da-liberdade-por.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-7516608258481147397</guid><pubDate>Wed, 01 Jun 2011 22:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-01T15:07:45.546-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">elite</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maringá</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">repressão</category><title>Calma aí, calma aí, calma aí!</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Como diria o nosso hilário amigo &lt;i&gt;que causou um acidente embriagado ali:&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&quot;Calma aí!&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Então, quer dizer que os saudosos homens públicos da nossa cidade canção deram pra fazer o que bem entendem, e como bem desejam?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O que é isso?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Acabo de ler uma notícia no O Diário em voz alta para o meu namorado, que está a poucos metros de distância de mim. Leio, omitindo o endereço e nome do bar propositalmente, e no fim da reportagem pergunto: Rafa, adivinha onde aconteceu isso? Sua imediata resposta foi: &lt;i&gt;São Paulo?&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Onde mais aconteceria uma atrocidade destas? Para os que não acompanharam a recente notícia que tive acesso no mega-veloz-canal-de-comunicação-superconfiável-Facebook, segue a &lt;a href=&quot;http://maringa.odiario.com/blogs/linjardi/2011/06/01/pm-usa-ate-submetralhadora-em-abordagem-a-bar-da-jk/&quot;&gt;notícia&lt;/a&gt; d&#39;O Diário abaixo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Uma abordagem da PM deixou os clientes do bar Quintal, na Avenida JK, assustados na noite de ontem. &amp;nbsp;Conta uma colega de trabalho que quatro viaturas chegaram ao local às 20 horas, com direito a pistolas e até submetralhadora em punho, gritando com &amp;nbsp;os clientes. O objetivo era fechar o bar, que estaria sem alvará. O fechamento não se concretizou, porque a papelada — uma liminar — já estava nas mãos do proprietário.&lt;br /&gt;
O que sempre chamou a atenção foi a truculência da polícia, desproporcional.&lt;br /&gt;
As mulheres que estavam no estabelecimento foram colocadas contra a parede e revistadas por uma policial. “Uma PM baixinha chutou o meu pé e disse que era para eu abrir as pernas. Comecei a chorar”, disse a colega. “Uma amiga reclamou da violência e foi agarrada pelos cabelos. Não precisava daquilo”.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os comentários revoltosos no início da lista que segue a notícia são típicas reações não-recentes de cidadãos maringaenses já temerosos com a ação policial na cidade. Não é de hoje que o poder público reprime e censura, com pífea justificativa, momentos de lazer, principalmente dos universitários (exclusivamente da UEM, na área universitária). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, na lista de comentários, surgem comentários raivosos e violentos, em defesa do serviço policial de agressão e descortesia. Em resposta a um deles eu repondo: Não, não quero que o policial me peça licença e me estenda um sorriso antes da revista. Eu quero, sim, que a polícia entre no estabelecimento, em alto e bom tom (sem agressividade) peça para que os clientes se retirem, pois o bar irá fechar por problemas judiciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao invés disso, os policiais encostam os presentes em uma parede, como relata uma testemunha, uma policial chuta o pé de uma cliente, ordenando-lhe que abra as pernas e puxa o cabelo de outra que está chorando de medo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu posso estar enganada, cometendo um grande equívoco, postando algo que li somente em uma fonte há cerca de 5 minutos, e peço que desconsiderem meu desabafo se me excedo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, não é de hoje (sim, me repito) que o poder público está tratando desta forma sua população. Os estudantes da Universidade Estadual de Maringá vem sofrendo similar repressão nos arredores da UEM. Revistas, bloqueios, confrontos, agressividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há poucos meses, quando ainda morava na cidade, ouvi gritos desesperados de socorro que clamavam por polícia. Minha rua era calma e já morava lá há pelo menos um ano, sem que nunca tivesse ocorrido nada parecido. Por azar, era o dia de folga do segurança coletivo. Imediatamente, tremendo de medo, tranquei as portas e janelas, enquanto meu namorado ligava para a polícia. Liguei para o meu irmão para que não voltasse pra casa naquele momento e me tranquei no quarto temerosa. Cerca de dez minutos depois, quando tudo já estava silenciado, saí do quarto e vi a luz do giroflex vermelho na minha janela. Eu e meu namorado saímos de casa e, como numa boa cidade interiorana, toda a vizinhança estava à beira de seus portões, observando a conversa dos policiais com os moradores da casa. Eles gritavam com os moradores, chamavam-lhes a atenção, afinal os engraçadões tinham feito aquele alarme todo brigando com um vizinho nosso! A policial virou para toda a vizinhança e gritou: &lt;i&gt;viu só? satisfeita? está vendo o circo que você armou na rua? trezentas ligações para a polícia de um alarme falso! A GENTE TEM MAIS O QUE FAZER, PORRA!&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sei que o caso não ilustra exatamente o motivo do post, e a oficial estava certa até certo ponto, mas permitam que eu me explique: a impressão que dá é que a polícia acha que está num filme estadunidense, daqueles bem podrões, de &quot;domingo maior&quot;, onde pode sair soltando xingões, chavões e clichês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Claro que esse desvio foi uma brincadeira... o ponto é claro e só falta mesmo a mobilização (que já começa a se levantar, pouco a pouco). O poder público de Maringá funciona a (des)serviço de uma elite conservadora e antiquada. Pois bem, quando é que a polícia invadiu bares burgos como o &lt;i&gt;Sweet Pepper&lt;/i&gt; ou o &lt;i&gt;Lava-carros*&lt;/i&gt;, por exemplo, pra revistar os mauricinhos e patricinhas que vendem cocaína e outras drogas em plena noitada? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;*Esses bares são fictícios e qualquer semelhança com a realidade é mera&amp;nbsp;coincidência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até hoje não levantei a bandeira dos universitários &quot;beberrões&quot;, &quot;baderneiros&quot; e &quot;drogados&quot; (como já nomeados pelos conservadores preconceituosos), mas essa notícia foi o limite - e eu sei que aí o universitário não é a vítima. Mas eu sei quem é o vilão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se somente de levantarmos nossas vozes e impedir que a nossa cidade se transforme no absurdo de repressão que São Paulo tem vivido, por preconceito, ineficiência pública e conservadorismo barato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Ei, eu estou falando com você, que me crucificou, sem eu ter feito nada!&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;*eu vou me explicar, antes que um comentário ridículo apareça em reação ao ilustríssimo &quot;acidente embriagado&quot; - se beber, não dirija!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/06/calma-ai-calma-ai-calma-ai.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-8093283273616218815</guid><pubDate>Sun, 29 May 2011 20:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-29T13:18:49.853-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">luta</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Marcha da Liberdade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">repressão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">São Paulo.</category><title>Para o fim da Liberdade de Repressão.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;São Paulo e outras partes do mundo tem vivido um pesadelo no que diz respeito à liberdade de expressão. Na semana passada, algumas centenas de defensores da legalização da maconha participaram de uma tentativa de protesto que teria início no vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista). O protesto foi proibido pela justiça e na tentativa de negociação com os PMs, os organizadores conseguiram permissão contanto que não houvesse nenhuma menção à droga e ao crime. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as palavras que tinham qualquer relação com maconha foram cobertas com faixas pretas e os manifestantes cobriram também suas bocas e iniciaram a marcha. A negociação foi infringida, claro, e os manifestantes iniciaram gritos como &quot;&lt;i&gt;Polícia sem-vergonha, o seu filho também fuma maconha&quot; - &quot;Ei, polícia, maconha é uma delícia&quot; - &quot;Dilma Ruseff, libera o nosso beck&quot;&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir desse momento a tropa de choque foi ativada e diversos manifestantes sofreram agressões e 6 foram presos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=fCfxshW2OME&quot;&gt;video&lt;/a&gt; que saiu da Folha que mostra a agressão policial no dia 21 de Maio não é só revoltante, ele PEDE reação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E foi exatamente o que ocorreu ontem, 28 de maio, com início no vão do MASP e fim no centro da cidade de São Paulo: Pessoas de todas as tribos, com diversas bandeiras foram protestar o CALE-SE que os manifestantes sofreram na última semana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A questão já não era mais a legalização da droga somente, era em favor do vegetarianismo, da redução ou erradicação da tarifa do transporte público, do uso de bicicletas no trânsito de São Paulo, contra a agressão policial, da liberdade e respeito ao homoafetivo, aborto, enfim, foram 35 entidades levantando suas bandeiras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jovens, senhoras, senhores, bebês, cachorros, papagaios, siris e aves de todas as cores estavam lá para defender o uso do rosa, do amarelo, do azul, do preto e do branco, o uso da roupa íntima, o seu não-uso, o uso do espaço e do tempo, defender o uso da boca, dos olhos e dos ouvidos. Defender o uso do corpo, da mente e do coração sem que ninguém interferisse em mais nada, quando não houvesse uma agressão à liberdade do próximo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A harmonia das flores mostrou a única arma que pode ser usada pra contrapor um mundo entupido de sangue e ódio. O gesto da jovem que tentava entregar flores aos oficiais mostrou não há vingança e rancor no futuro desejado. Os oficiais que aceitavam as flores mostravam que também estavam presos na cinzenta caixa de repressão e sufoco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando eu fui em direção ao vão do MASP ontem, meu corpo demonstrava minha fragilidade e meu medo. Quando eu tive que ultrapassar o cordão de policiais para entrar na manifestação meus olhos se voltaram para o chão num movimento instintivo de receio à repressão. O corpo, que podia sofrer as piores consequências, mostrava-me de todas as formas que eu deveria estar em casa, assistindo tudo aquilo pela televisão ou pela tela do meu computador, embaixo das cobertas, naquela que viria a ser a noite mais fria de São Paulo em todo o ano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não era o que o coração e o espírito de indignação diziam. Quando eu finalmente ultrapassei a barreira de policiais e me deixei envolver pelas centenas de manifestantes e bandeiras, pelo som arrepiador das baterias, e pelos sorrisos dos voluntários que distribuíam as flores, pude sentir coragem e vitória. Éramos muitos. Éramos tudo que precisávamos ser. Éramos juntos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Marcha da Liberdade foi um grito contra o sufoco de todos. Contra o sufoco de qualquer um que indigna-se com qualquer coisa. Somos cidadãos que contribuem para um Estado que insiste em não responder e em corromper.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ontem mostramos que estamos aqui. E vamos sair às ruas, se preciso. Porque paciência tem limite e esse descaso logo há de rompê-lo.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/jIsJHCrbrLc&quot; width=&quot;560&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O outro video que segue abaixo é de um defensor da legalização da maconha, que procura resumir o ocorrido em São Paulo nos últimos dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/L1NixJ6f6Wk&quot; width=&quot;425&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/05/para-o-fim-da-liberdade-de-repressao.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/jIsJHCrbrLc/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-5944579504141386081</guid><pubDate>Thu, 12 May 2011 14:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-13T13:33:28.424-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Liga das NaçõesEstados Unidospolítica externaSegunda Guerra</category><title>Dançando conforme a música</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: right;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2d/President_Woodrow_Wilson_portrait_December_2_1912.jpg/225px-President_Woodrow_Wilson_portrait_December_2_1912.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2d/President_Woodrow_Wilson_portrait_December_2_1912.jpg/225px-President_Woodrow_Wilson_portrait_December_2_1912.jpg&quot; /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;O rebuliço da criação da Liga das Nações no Senado dos Estados Unidos em 1919.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Wilson’s commitment to a world in which democracy could flourish was by itself revolutionary. Equally evolutionary was the second component of his vision—the belief that the key to creating that world lay in extending the reach of international law and building international institutions. The former college president—who ironically during his first term had enthusiastically used American military power to enforce the Roosevelt corollary to the Monroe Doctrine—called on the victorious powers to craft an international agreement that would provide “mutual guarantees of political independence and territorial integrity to great and small states alike.” He went to the Paris Peace Conference in December 1918 to push his idea on deeply skeptical European leaders.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;He was ultimately forced to compromise on many of the particulars of his plan. Nevertheless, in the end he prevailed on the core point. The Treaty of Versailles, signed in July 1919, established a League of Nations that would “respect and preserve as against external aggression the territorial integrity and existing political independence of all.” Wilson returned to the United States convinced that the idea of collective security—“one for all and all for one”—would prevent war and remake world politics. The idea of the League of Nations was also revolutionary for American politics. Wilson was asking Americans to do more than just cast away their aversion to entangling alliances. The United States, after all, had fought World War I as an “associated” power and not an “allied” one in deference to the traditional reluctance to become tied militarily to other countries. He was asking them to spearhead an international organization that would seek to protect the security of its members, however far they might be from American shores. That would prove the rub.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9d/Williameborah.jpg/175px-Williameborah.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9d/Williameborah.jpg/175px-Williameborah.jpg&quot; /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;The Senate’s rejection of the Treaty of Versailles is usually recounted as a triumph of traditional solationism. Isolationists certainly were the treaty’s most vociferous critics. The “irreconcilables” and “bitterenders,” as they were called, were led by Republican Senator William E. Borah of Idaho, a man who had a reputation as an expert on world affairs despite never having left American soil. The irreconcilables were traditional isolationists who vehemently opposed entangling the country in foreign alliances. Borah insisted that if he had his way the League of Nations would be “20,000 leagues under the sea” and he wanted “this treacherous and treasonable scheme” to be “buried in hell.” Even “if the Savior of men would revisit the earth and declare for a League of Nations,” he declared, “I would be opposed to it.”&quot;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A rejeição do Senado à Liga é famosa entre os isolacionaistas. O então Senador William E. Borah e seus companheiros &quot;irreconsiliáveis&quot; se opuseram raivosamente ao tratado. &amp;nbsp;Eles se opunham ao fato que Wilson queria empreender o mundo. Não queriam que os EUA atassem seu destino ao capricho e aos interesses alheios.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;&quot;&gt;“Are you willing to put your soldiers and your sailors at the disposition of other nations?”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Senador Republicano&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Henry Cabot Lodge de Massachusetts&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;The victory of the anti-treaty forces heralded for a time the continuation of the policy of the free hand that Lodge and others so loved. By the beginning of the 1930s, however, this unilateral internationalism began giving way to rising isolationist sentiment. As the country entered the Great Depression and war clouds gathered on the European horizon, Americans increasingly retreated to Fortress America. Some isolationists argued that war would not occur. In July 1939 Senator Borah confidently predicted, “We are not going to have a war. Germany isn’t ready for it. I have my own sources of information.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Com o fim da guerra, os Estados Unidos dominaram o mundo como ninguém havia dominado antes. As potências mundiais estavam destruídas. Tinha, de longe, as mais potentes força aérea e naval. Além do mistério do maior temor do mundo em suas mãos: a promessa da bomba atômica.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Ter o mundo ao pés da &lt;i&gt;América&lt;/i&gt;, em forma de &quot;Liga das Nações&quot;? Hum... Talvez seja uma boa ideia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Trechos extraídos de &quot;America Unbound de Daalder &amp;amp; Lindsay, 2003, p. 6-7&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;(Fotos do então presidente dos Estados Unidos e do Senador, respectivamente)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/05/resistencia-da-uniao-persiste.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-6129390544609198167</guid><pubDate>Fri, 04 Mar 2011 01:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-03T18:12:55.123-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Historiador</category><title>As culpas do destino e o ponto final de Bloch.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;Dedico esse post à Regulamentação da profissão do Historiador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://api.ning.com/files/Q2DaGeuTcQGU375mzaNJ5oaqHn6pqzwhtOzHRD0s097g5-4w741h6h3ahgIwwf4H8Hymt4dD-CjLN3UV0zhTn6zyjltLwuTv/Bloch.jpg&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 526px;&quot; src=&quot;http://api.ning.com/files/Q2DaGeuTcQGU375mzaNJ5oaqHn6pqzwhtOzHRD0s097g5-4w741h6h3ahgIwwf4H8Hymt4dD-CjLN3UV0zhTn6zyjltLwuTv/Bloch.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&quot; Nada como reproduzir a nota humilde, deixada por Bloch em um pé de página: &quot;Talvez não seja inútil acrescentar ainda uma palavra de desculpas; as circunstâncias de minha vida atual, a impossibilidade em que me encontro de ter acesso a uma biblioteca, a perda de meus próprios livros fazem com que deva me fiar bastante em minhas notas e em minha memória. As leituras complementares, as verificações exigidas pelas próprias leis do ofício cujas práticas me proponho a descrever permanecem para mim frequentemente proibidas. Será que um dia poderei preencher essas lacunas? Nunca inteiramente, receio. Só posso, sobre isso, solicitar a indulgência, diria assumir a culpa, se isso não fosse assumir, mais do que seria legítimo, as culpas do destino.&quot; &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&quot; o destino não quis, e a culpa de Bloch é antes a culpa de cada um de nós. O final abrupto do livro, surge quase como um constrangedor silêncio. Mais do que a falta de notas e referências — que antes sinalizam a extrema erudição do historiador -, fica a ausência gritante de um ponto final. Dizia Bloch: &quot;causas não são postuladas, são buscadas&quot; e assim o texto se cala, por mais que o leitor, angustiado com esse término inesperado, tente ler nas entrelinhas ou em algum outro sinal que ficou sem querer ficar. &quot;Causas não devem ser postuladas&quot; assim como não se explicam a violência da guerra e os radicalismos cometidos em nome dela&quot;. &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;Marc Bloch foi preso por participar da Resistência Francesa à invasão alemã. Foi fuzilado pelos nazistas e não completou seu livro &quot;O Ofício do Historiador&quot;. O livro foi publicado por Febvre, com quem conviveu intensamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;Li um ou outro capítulo na graduação do livro que também leva o título &quot;Apologia da História&quot; , mas inicio na íntegra a leitura do livro agora para a Seleção de Mestrado da USP. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;Parabéns Historiadores, pela regulamentação da nossa profissão! Mais uma luta vencida! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; line-height: 21px; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; line-height: 21px; &quot;&gt;BLOCH, M. &lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: normal; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;Apresentação à edição brasileira, Por uma historiografia da reflexão In.: &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 21px;&quot;&gt;Apologia da História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/03/as-culpas-do-destino-e-o-ponto-final.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-6755126568550318593</guid><pubDate>Thu, 24 Feb 2011 13:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-24T06:35:06.260-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">george orwell</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">repressão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">revolução dos bichos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Socialismo Real</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Stálin</category><title>Repressão em nome da conveniência.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes tarde do que nunca, já diz o velho chavão. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Iniciei há pouco tempo a leitura do famigerado &quot;Revolução dos Bichos&quot; de George Orwell. Logo pretendo escrever algo mais completo sobre a obra, no entanto, chamou-me muito a atenção o trecho reproduzido logo abaixo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A obra traz muita angústia, agonia e inconformação. Orwell faz uma crítica aos modelos ditatoriais, repressores, totalitários. Fica claro, porém, que a crítica é direta ao modelo stalinista pós-revolução russa de 1917. E é com essa analogia que pretendo trabalhar dentro de alguns dias, após a leitura do livro. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes, gostaria de expor aqui o sentimento de atemporalidade que a obra traz. Mesmo sabendo que o livro traz uma crítca àquele tempo, fica latente a possibilidade de adequação ao nosso e qualquer outro contexto de letargia e paralisia em frente às barbaridades das quais nos submetemos frente à política brasileira e externa. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao ler a obra de Orwell, um sentimento de incredulidade permanece constante e dolorido frente ao conformismo dos animais perante às artimanhas do líder Napoleão. A aceitação e submissão dos animais nos traz o pré-julgamento de estupidez e maleabilidade. O que é preciso refletir aqui é: estamos tão longe da realidade dos &quot;Bichos&quot; do sistema &quot;Animalismo&quot;? Ou somos o Sansão da nossa história (cujo lema é &quot;Napoleão tem sempre razão&quot; e &quot;a solução que vejo é &#39;trabalhar sempre mais&#39;&quot;)?. Ou então preferimos assumir a função do burro Benjamin - sempre calado e reflexivo, que dá a impressão de sábio, no entanto não age, não muda, não transforma, prefere permanecer inerte à sua realidade, sabendo que é um ser que vive demais e o esforço não vale o resultado?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Abaixo, sob ilustração de &lt;a href=&quot;http://danielkawano.blogspot.com/&quot;&gt;Daniel Kawano&lt;/a&gt;, trago um trecho da obra, na qual Napoleão executa inimigos infiltrados no sistema, passagem que nos leva imediatamente ao massacre executado pelo ditador Stálin antes do meio do século XX, quando tem praticamente todos os seus inimigos assassinados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyvyBj-0PwIiBlrP5ttGraAWbRpk_I50ttthiQ9TVdd2MrPoU8BhVCiAl8bN_aaVzBH0tRZPAxlgjkHAXA1YgIZQAMM1gyCpSgBr77XC-7qvmSxuyxMZUBAlY-quom6vqUUWhwfKrQVlqY/s400/REV.DOS+BICHOS+3.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 289px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyvyBj-0PwIiBlrP5ttGraAWbRpk_I50ttthiQ9TVdd2MrPoU8BhVCiAl8bN_aaVzBH0tRZPAxlgjkHAXA1YgIZQAMM1gyCpSgBr77XC-7qvmSxuyxMZUBAlY-quom6vqUUWhwfKrQVlqY/s400/REV.DOS+BICHOS+3.JPG&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;Ilustração de Daniel Kawano &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre; font-family: verdana; &quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&quot; &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;Napoleão parou e dirigiu um olhar severo à assistência; depois deu um guincho estridente. Imediatamente os cachorros avançaram, pegando quatro porcos pelas orelhas e arrastando-os a guinchar, de dor e terror, até os pés de Napoleão. As  orelhas dos porcos sangraram e o gosto do sangue pareceu enlouquecer os cachorros. Para surpresa de todos, três deles lançaram-se sobre Sansão. Este reagiu com um pataço que pegou um dos cachorros ainda no ar, jogando-o ao solo. O cachorro ganiu pedindo compaixão, e os outros dois fugiram, com o rabo entre as pernas. Sansão olhou para Napoleão para saber se devia liquidar o cachorro ou deixá-lo ir. Napoleão pareceu mudar de idéia e rispidamente ordenou a Sansão que o soltasse, e ele ergueu a pata, deixando ir o cachorro ferido, uivando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;O tumulto amainou. Os quatro porcos esperavam trêmulos, com a culpa desenhada em cada linha do semblante. Então Napoleão concitou-os a confessar seus crimes. Eram os mesmos que haviam protestado quando Napoleão abolira as Reuniões dominicais. Sem mais demora, confessaram ter realizado contatos secretos com Bola-de-Neve desde o dia de sua expulsão e haver colaborado com ele na destruição do moinho de vento; confessaram ainda que também haviam-se comprometido com ele a entregar a Granja dos Bichos a Frederick. Acrescentaram que Bola-deNeve havia admitido, na presença deles, ter sido durante muitos anos agente secreto de Jones. Ao fim da confissão, os cachorros estraçalharam-lhes a garganta e, com voz terrível, Napoleão perguntou se algum outro animal tinha qualquer coisa a confessar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;As três galinhas que haviam liderado a tentativa de reação a respeito dos ovos aproximaram-se e declararam que Bola-de-Neve lhes aparecera em sonho, instigando-as a desobedecerem as  ordens de Napoleão. Também foram degoladas. Aí veio um ganso e confessou ter escondido seis espigas de milho durante a colheita do ano anterior, comendo-as depois, à noite. Uma ovelha confessou ter urinado no açude por insistência, disse, de Bola-de-Neve - e duas outras ovelhas confessaram ter assassinado um velho bode, seguidor especialmente devotado de Napoleão, fazendo-o correr em volta de uma fogueira quando ele, coitado, estava com um ataque de asma. Foram mortas ali mesmo. E assim prosseguiu a sessão de confissões e execuções, até haver um montão de cadáveres aos pés de Napoleão e no ar um pesado cheiro da sangue, coisa que não sucedia desde a expulsão de Jones &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/02/repressao-em-nome-da-conveniencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyvyBj-0PwIiBlrP5ttGraAWbRpk_I50ttthiQ9TVdd2MrPoU8BhVCiAl8bN_aaVzBH0tRZPAxlgjkHAXA1YgIZQAMM1gyCpSgBr77XC-7qvmSxuyxMZUBAlY-quom6vqUUWhwfKrQVlqY/s72-c/REV.DOS+BICHOS+3.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-6665174539787837261</guid><pubDate>Fri, 18 Feb 2011 22:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-18T14:45:41.384-08:00</atom:updated><title>Nostalgia</title><description>&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: medium; &quot;&gt;&lt;table width=&quot;580&quot; border=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;4&quot; cellpadding=&quot;0&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;592&quot; class=&quot;autor&quot; style=&quot;text-decoration: none; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-size: 11px; color: rgb(0, 0, 0); &quot;&gt;*a matéria é de &quot;Revista de História da Biblioteca Nacional&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width=&quot;572&quot; border=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot; style=&quot;text-align: justify;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; &quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;422&quot; class=&quot;autor&quot; style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-decoration: none; text-align: justify; &quot;&gt;18/02/2011&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;150&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;592&quot; class=&quot;conteudo1&quot; style=&quot;text-align: justify;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-decoration: none; &quot;&gt;Balas que marcaram época&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;conteudo2&quot; style=&quot;text-align: justify;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-decoration: none; &quot;&gt;&lt;span id=&quot;tx2&quot;&gt;Mostra no Museu Paulista expõe 206 embalagens de doces fabricadas a partir da segunda metade do século XX&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;autor&quot; style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-decoration: none; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/images/nada.gif&quot; width=&quot;10&quot; height=&quot;10&quot; /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;conteudo3&quot; style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-decoration: none; &quot;&gt;&lt;span id=&quot;tx4&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;img hspace=&quot;5&quot; height=&quot;184&quot; align=&quot;left&quot; width=&quot;120&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/docs/image/CHITA.jpg&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1985, surgiu no interior de São Paulo uma bala amarelinha que marcou uma geração. Embrulhadas em papel colorido, as pequenas Balas Chita de sabor abacaxi se tornaram febre entre os jovens da época. Hoje, as embalagens deste e de mais 205 doces que deliciaram o Brasil nos últimos 50 anos estão em exposição no Museu Paulista da USP, em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As peças expostas foram selecionadas entre 5 mil rótulos e embalagens que compõe uma coleção adquirida pelo museu em 2003. O intuito dos curadores da mostra era de fazer o visitante refletir sobre três questões: os sabores preferidos por gerações, a transformação das embalagens e a mudança de costumes ao longo dos anos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Papel de Bala” fica em cartaz até o dia 15 de maio. O MP fica no Parque da Independência, s/n. Visitação é gratuita: de terça a domingo, das 9h às 17h. Ingressos: R$ 6. Mais informações pelo telefone (11) 2065-8001.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Abaixo, algumas embalagens em exposição:&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img hspace=&quot;2&quot; height=&quot;236&quot; align=&quot;middle&quot; width=&quot;200&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/docs/image/pingpong.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;[Chiclete Ping Pong]&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img height=&quot;247&quot; align=&quot;middle&quot; width=&quot;200&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/docs/image/pops.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;[Bala Pop´s]&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img height=&quot;228&quot; align=&quot;absMiddle&quot; width=&quot;200&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.revistadehistoria.com.br/v2/docs/image/simbinho.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;[Caramelo Dimbinho]&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/02/nostalgia.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-662661506219023511</guid><pubDate>Fri, 11 Feb 2011 19:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-11T11:57:28.019-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Intercâmbio acadêmico</category><title>Chamada FAPESP - Universidade de Surrey</title><description>&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&quot;Chamada FAPESP-Universidade de Surrey recebe propostas até dia 15&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;Postado por Rede Histórica em 11 fevereiro 2011 às 15:49&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;Agência FAPESP – A FAPESP e a Universidade de Surrey, no Reino Unido, receberão até o dia 15 de fevereiro propostas na chamada para intercâmbio de pesquisadores lançada em 23 de novembro de 2010 pelas instituições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;Podem apresentar propostas pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior ou pesquisa, públicas ou privadas, no Estado de São Paulo, responsáveis por Auxílios à Pesquisa vigentes apoiados pela FAPESP, nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático ou nos programas Apoio a Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes (JP) e Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;Em cada proposta, podem se candidatar para o intercâmbio o próprio pesquisador responsável, pesquisadores doutores e bolsistas de pós-doutoramento da FAPESP associados ao projeto vigente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;A chamada está aberta a todas as áreas do conhecimento. O período de atividade do intercâmbio, de até 24 meses, deve estar contido na duração do projeto apoiado pela FAPESP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;A FAPESP e a Universidade de Surrey destinarão cada uma o equivalente a até 6 mil libras por ano para cobrir despesas de transporte, moradia e seguro dos selecionados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;As solicitações deverão ser apresentadas simultaneamente pelo pesquisador no Estado de São Paulo (à FAPESP) e por seu colaborador no Reino Unido (à Universidade de Surrey).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;Mais informações sobre a chamada: www.fapesp.br/acordos/surrey &quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;Texto na Rede Histórica &lt;a href=&quot;http://historica.me/profiles/blogs/chamada-fapespuniversidade-de?utm_source=twitterfeed&amp;amp;utm_medium=statusnet&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/02/chamada-fapesp-universidade-de-surrey.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2622491707324154552.post-218451887219136554</guid><pubDate>Fri, 11 Feb 2011 14:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-02T13:55:38.437-07:00</atom:updated><title>Motins de Fome - por E.P. Thompson</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: right;&quot;&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 184.3pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;Primeira parte do capítulo IV de “Costumes em Comum”, de E.P. Thompson, intitulado “A Economia Moral Inglesa do Século XVIII” sobre motins de fome - Breve resumo por Priscila Borba da Costa..&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;No início do capítulo o autor logo anuncia que tratará dos motins de fome na Inglaterra do século XVIII. A seguir traz a maneira de como foram tratados esses motins pelos historiadores que contribuíram para o nosso conhecimento sobre o assunto. Vários deles, segundo Thompson, tem apoiado a “visão espasmódica” da história popular. Entende-se, por essa visão, que as ações populares aconteciam por estímulo, espasmo. Para ilustrar, Thompson lista alguns historiadores que trataram do assunto. Estes retratam os motins como “desculpas para o crime”, “degeneração”, “desgraça”, “reação instintiva da virilidade à fome”, “rebeliões do estômago”. Thompson explica: “A linha de análise flui assim: elementar – instintivo – fome”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Retrata que o maior nome da visão espasmódica é Rostow, que explica através do seu “mapa da tensão social” que as perturbações sociais surgiam de uma combinação do desemprego e o aumento dos preços dos alimentos. Trazendo o que Thompson considera uma verdade óbvia: “as pessoas protestam quando estão com fome”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;O autor discorda e chama a visão de Rostow e dos demais de “reducionismo econômico crasso” e explica que o comportamento não pode ser reduzido ao estímulo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Essa primeira parte do capítulo vai trabalhar esse contexto muito mais complexo do que simplesmente estímulo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 3.0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt; “O motim da fome na Inglaterra no século XVIII era uma forma altamente complexa da ação popular direta, disciplinada e com objetivos claros”. Mais a frente no parágrafo, ele continua: “É certamente verdade que os motins eram provocados pelo aumento dos preços, por maus procedimentos dos comerciantes ou pela fome. Mas essas queixas operavam dentro de um consenso popular a respeito do que eram práticas legítimas e ilegítimas na atividade do mercado, dos moleiros, dos que faziam pão, etc. Isso, por sua vez, tinha como fundamento uma visão consistente tradicional das normas e obrigações sociais, das funções econômicas peculiares a vários grupos na comunidade, as quais, consideradas em conjunto, podemos dizer que constituem a economia moral dos pobres”. Por fim explica: “O desrespeito a esses pressupostos morais (...) era o motivo habitual para a ação direta”. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;  (THOMPSON, 152)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Na segunda parte, Thompson fala sobre as leis que regiam o mercado a fim de proteger os pobres dos preços altos dos cereais. Relata que os trabalhadores do século XVIII não viviam somente do pão. Entretanto era a base de sua alimentação. E que, embora muitos comessem pão de centeio, cevada, aveia, pelo menos dois terços da população comia o pão feito de trigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;A mistura de outros cereais consistia, muitas vezes, em situação de pobreza, solo pouco produtivo ou locais de difícil maturação do trigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Além do status atribuído ao pão branco, nas cidades, havia o medo de que pães integrais fossem adulterados e a eles adicionados elementos nocivos. Houve tentativas das autoridades no sentido de impor uma fabricação de pães mais grosseiros, mas havia um preconceito, por assim dizer, em relação aos demais pães. Pensava-se, por exemplo, que aqueles que estavam habituados a comer pão de trigo ao comer pães com misturas de cevada sentiriam indisposição para trabalhar. E quando o governo proibiu, em 1800, a fabricação de pães com qualquer outra farinha a não ser a integral ocorreram manifestações, que levaram à revogação da lei. Um exemplo delas está na página 155, terceira citação: &lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 3.0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Um grupo de mulheres [...] foi até o moinho de vento de Gosden, onde, atacando o moleiro por lhes ter fornecido farinha escura, elas se apoderaram do pano com que ele estava peneirando a farinha (...) e cortaram-no em mil pedações; ameaçado fazer o mesmo com todos os utensílios.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt; (THOMPSON, 155)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Em menos de dois meses a lei foi revogada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Por mais simples que pareça o processo de distribuição dos cereais para a produção do pão, Thompson explica que em cada etapa desse processo surgiam complexidades como, por exemplo, oportunidades de extorsão. É nesse ponto do texto que o autor inicia-se a tratar da supervisão dos mercados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;O mercado deveria ser direto do produtor para o consumidor. O agricultor trazia o produto para o mercado local e a venda tinha que ser realizada em horários determinados, controlados por sinos e os comerciantes mais abastados não poderiam efetuar a compra antes da população mais pobre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Eram proibidas as compras antecipadas, compras para futura revenda, açambarcamentos (retenção de matéria-prima com o objetivo de provocar elevação nos preços), assim como controladas as ações de vendedores ambulantes, varejistas, vendedores de amostras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Através de autores de panfletos Thompson relata a ineficiência dessa fiscalização. &lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 3.0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;O que se vê não é mais do que bazares e barracas que vendem quinquilharias e badulaques [...]. As taxas são quase nulas; e se muitos habitantes ainda lembram que cem, duzentas, talvez trezentas, e, em alguns burgos, quatrocentas cargas de cereais costumavam vir à cidade num dia, agora a grama cresce na praça do mercado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;O século avança, as reclamações não desaparecem e proíbe-se a venda por amostragem, e promete-se punição aos fazendeiros que não direcionarem seus produtos aos mercados abertos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Com pouca eficácia da fiscalização, novos motins ocorrem e os fazendeiros tomam caminhos alternativos, como reuniões entre eles e negociação dos preços antes de levá-los ao mercado. Os autores de folhetos indignam-se, defendendo que a presença dos fazendeiros no mercado é uma parte material de seu dever e não se deve tolerar que ele esconda ou disponha de suas mercadorias em outro lugar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;O modelo paternalista estava falhando, afastando-se da realidade. Reconheciam isso, mas, como reféns do povo, povo este que adotava partes do modelo como direito e herança, sempre voltavam atrás quando surgia uma emergência. O que parecia até conveniente, pois quando os motins se formavam, abria-se espaço para a pressão na redução dos preços. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;A legislação contra as compras antecipadas foi revogada em 1772, a revogação, no entanto, fora mal redigida e em 1795 foram anunciadas novamente como delito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Thompson declara que tudo isso tinha efeito simbólico para que os pobres sentissem que seus interesses estavam sendo defendidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;III&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Na terceira parte do capítulo, Thompson aborda a Reação ao paternalismo e a regulação do mercado, com a visão de Adam Smith e outros nomes. Coloca &lt;i&gt;A riqueza das nações &lt;/i&gt;de Smith como uma &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 3.0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;grande estação central para onde convergem muitas linhas de discussão na segunda metade do século XVIII (...) algumas delas (...) especificamente interessadas em demolir a antiga regulamentação paternalista do mercado. Isso significava mais um antimodelo do que um modelo novo. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;(THOMPSON, 160)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;O proposto novo modelo tratava da capacidade de auto-regulação do mercado, defendia que no período de um ano o preço dos cereais se ajustaria por esse mecanismo de auto-regulação. Haveria a possibilidade de estocagem, de modo que os fazendeiros e comerciantes pudessem controlar a venda. E até mesmo quando houvesse elevação dos preços seria interessante para que houvesse um maior racionamento dos produtos, garantindo que nunca houvesse carestia de cereais. A partir dessa visão, a única maneira de entrar em colapso seria a intervenção do Estado e o preconceito popular. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Smith condena a proibição de produzir antecipadamente e estocar. Defende que isso desestimula o aumento de produção e prejudicaria o próprio comércio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Thompson analisa a visão de Smith como ilusória. Enfatiza que seu objetivo não é refutá-lo, mas desconstrói algumas de suas ideias. Quando Smith defende que haverá um racionamento de cereais quando os preços se elevarem, por exemplo, Thompson discorda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Defende que, sendo a base da alimentação, o pobre comprará somente o pão e deixará de comprar outros produtos. Ou seja, o consumo de pão será ainda mais elevado. Com o aumento de preço, a população comprará somente carne de baixa qualidade e pão. “Ao lado da água e ar, os cereais eram uma necessidade fundamental da vida, anormalmente sensível a qualquer carência na oferta” (página 163). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Mais a frente Thompson descreve que com o avançar do século os procedimentos do mercado se tornavam ainda menos transparentes, os cereais passavam por uma rede ainda mais complexa de intermediários. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Em setembro e em outubro quando era época de colheita abundante e os preços não eram reduzidos, novos motins ocorriam. Thompson termina essa parte do capítulo com mais uma passagem de um diário de um agricultor, que mostra o grande lucro de suas transações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;IV&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Tanto os paternalistas se irritavam com os negociadores, quanto a multidão,  pois em tempos de escassez eles não admitiam que o produto dali fosse vendido pra outros lugares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Além disso, o produto vendido internamente ganhara a fama de má qualidade. Por vezes foram publicadas e, por conseqüência, divulgadas, declarações e acusações de impureza do pão. Que se misturavam cal, giz, ossos roubados dos cemitérios, e até esterco seco de cavalo ao pão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Os motins se intensificam na tentativa de proibir a exportação dos cereais. Os mineiros que trabalhavam perto das passagens do trigo eram especialmente inclinados a agir nas épocas de comércio. Certa vez, ofereceram uma quantidade de dinheiro aos comerciantes por alguns galões de trigo e quando negados invadiram a porta do porão e carregaram tudo, sem pagar por nada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;As estradas eram bloqueadas, as carroças interceptadas e descarregadas. Ameaçava-se destruir os canais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Cartas anônimas de apelo eram enviadas às autoridades. Cartas de ameaças aos negociantes. Sempre colocando do que seriam capazes de fazer, caso não atendidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;O alvo deixa de ser o padeiro, que em contato diário com a população, tinha certa proteção do paternalismo. O padeiro, por sua vez, direcionava a culpa para os moleiros ou o mercado de cereais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; line-height: 19px;&quot;&gt;THOMPSON, E.P. “A Economia Moral da Multidão Inglesa no Século XVIII” in Costumes em               comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. SP: CIA. Das Letras, 1998&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://identidadehistorica.blogspot.com/2011/02/motins-de-fome-por-ep.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>2</thr:total></item></channel></rss>