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Prado)</managingEditor><lastBuildDate>Tue, 13 Oct 2009 14:25:27 PDT</lastBuildDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><media:category scheme="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd">Society &amp; Culture/History</media:category><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email><itunes:name>Eduardo do E S Prado</itunes:name></itunes:owner><itunes:author>Eduardo do E S Prado</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Idéias e Ensaios</itunes:subtitle><itunes:category text="Society &amp; Culture"><itunes:category text="History" /></itunes:category><creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/</creativeCommons:license><image><link>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/</link><url>http://creativecommons.org/images/public/somerights20.gif</url><title>Some Rights Reserved</title></image><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/IdiasEEnsaios" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>IdiasEEnsaios</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item><title>Um Dia Para Pensar</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/nKybaYyd0-8/um-dia-para-conscincia-negra.html</link><category>Um Dia Para Pensar</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Fri, 12 Dec 2008 03:11:28 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-643317930390879162</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SS9cp7YC_rI/AAAAAAAACEw/Fhw7CROml_E/s1600-h/calendario.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img lh="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SS9cp7YC_rI/AAAAAAAACEw/Fhw7CROml_E/s320/calendario.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Idealizado pelo poeta gaúcho &lt;a href="http://www.portalafro.com.br/portoalegre/oliveira/oliveirasilveira.htm"&gt;Oliveira Silveira&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2008/11/20/ult5773u223.jhtm"&gt;Dia da Consciência Negra&lt;/a&gt; é resultado de uma reivindicação que se estende desde 1971, quando os movimentos negros elegeram o dia da morte de Zumbi dos Palmares como o símbolo mais emblemático da resistência do negro à escravidão. A data foi Incluída no calendário das comemorações nacionais em 2003 e este ano será lembrada juntamente com os 120 anos da abolição do trabalho escravo e pelas estimativas do  &lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/" target="_blank"&gt;IBGE&lt;/a&gt;, de que os brasileiros que declaram a cor da pele como preta ou parda, negros pela terminologia do instituto, voltam a ser maioria na população, o que não acontecia desde 1890 (&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/06/virada-racial-ttulo-provisrio.html"&gt;leia&lt;/a&gt; em Virada Racial). Em &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/11/19/ult5772u1637.jhtm" target="_blank"&gt;350&lt;/a&gt;, dos 5561 municípios espalhados pelo Brasil, este dia será comemorado com um feriado. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Podemos questionar a necessidade de tantos feriados, mas também devemos pensar na intenção daqueles que os criaram. Feriados são um importante instrumento para a preservação da memória. Não de qualquer memória, mas aquela que se quer preservar e que muitas vezes é construída, inventada para transmitir e conservar os valores do grupo dominante e forjar uma unidade seja ela nacional, cultural, étnica ou religiosa. Memória que é imposta pela história oficial e ditada pelo sistema educacional, sem compromisso com uma "verdade histórica", apenas com a ideologia do grupo que a criou e se perpetua através dela. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Datas Nacionais: A Quem Elas Servem?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Antigamente os feríados eram necessários para que todas as pessoas pudessem participar das festividades e procissões dos dias santos. A partir do século 18, eles se estenderam às datas nacionais como forma de celebrar a pátria e seus fundadores. Embora seja importante para o sentimento de nacionalidade, no caso brasileiro essas datas representam as ações de uma elite _ &lt;i&gt;o 1º de Maio é uma data internacional&lt;/i&gt; _ , com pouca ou nenhuma participação popular.&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/STGNO9uqpLI/AAAAAAAACFY/IvS2rrP-78A/s1600-h/C%C3%B3pia+de+250px-Domingos_Jorge_Velho.jpg"&gt;&lt;img alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274151926855541938" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/STGNO9uqpLI/AAAAAAAACFY/IvS2rrP-78A/s200/C%C3%B3pia+de+250px-Domingos_Jorge_Velho.jpg" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; height: 170px; width: 128px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/atualidades/120-anos-lei-aurea.jhtm" target="_blank"&gt;13 de Maio&lt;/a&gt;, por exemplo, dia da assinatura da &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u65.jhtm"&gt;Lei Áurea&lt;/a&gt;, foi logo incorporado à história oficial como um ato benevolente do Estado, e quase virou feriado. Em todo o Brasil, Ruas, largos e praças imortalizaram a memória deste dia. Tratamento diferente do que recebeu o Quilombo dos Palmares e seu líder Zumbi¹, que até pouco tempo eram apresentados nos livros de história como inimigos nacionais, enquanto o bandeirante Domingos Jorge Velho², contratado para destruir Palmares, era retratado como herói.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Palmares&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;As primeiras referências ao quilombo dos Palmares, ainda sem esse nome, datam de 1580. Ele foi, sem dúvida, o maior e o que mais duradouro quilombo de toda a América. Aos longo dos mais de cem anos Palmares resistiu a várias investidas até sucumbir em 1967, dois anos após a morte de seu último líder, Zumbi. Nele chagaram a viver cerca de 25 mil pessoas. Para se ter uma idéia do que esse número representava, duzentos anos depois, em 1872, a cidade de São Paulo contava com 27 mil habitantes. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imagem que se tem de Palmares é a de um quilombo habitado por negros fugidos da escravidão, mas Palmares também abrigava índios _  &lt;i&gt;na época ainda era comum a escravidão do indígena, também chamado pelos portugueses de negros da terra&lt;/i&gt; _  brancos e muitos mestiços. Em recentes escavações, os arqueólogos encontraram uma grande variedade de cerâmicas indígenas e européias, o que indica um forte sincretismo de culturas. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Apesar de ser objeto de muitas pesquisas, pouco se sabe, ainda hoje, sobre Palmares e Zumbi, o que colabora para que eles se transformem em mitos brasileiros; assim como Tiradentes. E mitos não precisam ser fiéis a uma "verdade", ou a &lt;a href="http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=482&amp;amp;Itemid=25"&gt;&lt;img alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271273751759415026" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SSdTjH915vI/AAAAAAAACAg/DMQXW42xwZ4/s320/zumbi02-764997.gif" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; height: 188px; width: 149px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uma lógica histórica. O quilombo e seu líder foram apropriados tanto como símbolos da resistência do negro à escravidão, como da luta atual do negro contra a discriminação e o racismo. Por outro lado, por também abrigar brancos, índios e mestiços, o Quilombo dos Palmares muitas vezes é  idealizado como o embrião do que deveria ser a &lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_racial_no_Brasil" target="_blank"&gt;democracia racial brasileira&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;, que é outro mito nacional, um símbolo de luta pela cidadania de todos os brasileiros.  &lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma história Para o Brasil &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como contar essa História? Essa pergunta foi o tema de um &lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/060/60malanchenvieira.htm" target="_blank"&gt;concurso&lt;/a&gt; realizado em 1844 pelo &lt;a href="http://www.ihgb.org.br/ihgb.php" target="_blank"&gt;IHGB&lt;/a&gt; _ Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. O Vencedor, um alemão chamado &lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0104-59702000000300008" target="_blank"&gt;Von Martius&lt;/a&gt;, defendia que a História do Brasil precisava ser contada partir da união das três raças: a branca, a negra e a indígena. Mas como incorporar o negro na história de um país que o escravizava? Reduzindo sua contribuição ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1888, os negros conquistariam a igualdade jurídica, mas sem receberem nenhuma reparação se viram vítimas de outro ciclo perverso de desigualdades misturadas aos estereótipos de teorias racistas, que logo ganhariam apoio oficial do Estado. A Partir do final do século 19, índios, negros e mestiços passariam a ser apontados como os culpados pelo atraso nacional. Foi a época das políticas de branqueamento, e com elas a tentativa apagar da história a participação do negro, do índio e do mestiço como formadores do povo brasileiro. Mas a lembrança da escravidão ainda permaneceu muito viva na memória nacional, e em todo o Brasil os movimentos negros faziam campanha pela igualdade e protestos contra a discriminação. Havia inclusive uma &lt;a href="http://www.irohin.org.br/ref/inegra/20060530_01.htm"&gt;imprensa negra&lt;/a&gt; de notável vitalidade. Embora o Brasil não tenha desenvolvido uma legislação racista, a participação dos negros era vetada em várias instituições como escolas, clubes, &lt;a href="http://www.rabisco.com.br/22/negrofut.htm" target="_blank"&gt;times de futebol&lt;/a&gt; e na &lt;a href="http://www.abdias.com.br/movimento_negro/frente.htm" target="_blank"&gt;polícia&lt;/a&gt;, que em São Paulo só passou a admitir negros em 1934.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Revolução de 1930 a nova elite que chega ao poder logo percebe que precisa unir o país em torno de elementos culturais comuns para ganhar legitimidade contra seus inimigos internos: Os comunistas e a velha oligarquia cafeeira. A história teria que mudar novamente. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;De sociedade Escravista a Democracia Racial!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um país unido é aquele que superou seus conflitos. Para erradica-los o governo Vargas tomou várias &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/09/mpb-bossa-nova-50-anos-de-histria-na.html#links"&gt;medidas no âmbito cultural &lt;/a&gt;para criar uma idéia de nação que já não era nem branca, nem negra, nem indígena, mas mestiça. O samba deixava de ser música negra para ser música brasileira. O mesmo acontecia com a capoeira, que deixava de ser crime para ser esporte nacional. Os blocos de rua e as escolas de samba recebiam autorização para desfilar no carnaval, desde que suas letras falassem das grandezas do Brasil. &lt;a href="http://www.irmandadedoshomenspretos.org.br/irmandade_nossa_senhora_do_rosario.htm" target="_blank"&gt;Nossa Senhora do Rosário&lt;/a&gt;, historicamente associada as "&lt;a href="http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg3-1.pdf"&gt;Irmandades negras&lt;/a&gt;", teve que ceder lugar a Nossa Senhora Aparecida, livre de qualquer ligação com a população negra, portanto apta para ser eleita pelo Estado em &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL792677-5598,00.html"&gt;1931&lt;/a&gt; como Padroeira de todos os brasileiros. Até essa data a associação entre a cor da imagem da santa e a mestiçagem brasileira não era incentivada pela Igreja. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Isso não quer dizer que nossas expressões culturais são invenções de uma política de Estado. O samba e a capoeira já existiam, da mesma forma que o culto a Nossa Senhora Aparecida contava com fiéis em muitos estados. Na literatura, escritores como &lt;a href="http://www.fundacaojorgeamado.com.br/jorge_biografia.htm"&gt;Jorge Amado&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/1_fase/mario_andrade.html"&gt;Mario de Andrade&lt;/a&gt; representavam o Brasil como uma nação mestiça, tanto racialmente quanto culturalmente. O que seria reforçado por &lt;a href="http://www.releituras.com/gilbertofreyre_bio.asp" target="_blank"&gt;Gilberto Freire&lt;/a&gt; em “&lt;a href="http://www.tvcultura.com.br/aloescola/estudosbrasileiros/casagrande/index.htm" target="_blank"&gt;Casa Grande e Senzala&lt;/a&gt;”. O que essas políticas fizeram foi se apropriarem de tudo isso, manipulando as expressões da cultura regional, elegendo e patrocinando aquelas que contassem com elementos oriundos das três raças, exatamente como sugeriu Von Martius em 1844. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Ao valorizar a cultura negra, tornando-a brasileira, criou-se um importante elemento de identidade nacional, pois o negro estava presente em todo o território, mas também se criou o mito de que o Brasil seria uma democracia racial, pois o negro estaria incluído neste projeto de país. Assim se esvaziavam as reivindicações e a necessidade de qualquer reparação. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Um Mito em Desconstrução&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/livros/Livro_desigualdadesraciais.pdf"&gt;&lt;img alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271887398805752002" src="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SSmBqFWsyMI/AAAAAAAACBI/D-0oe0xvR8c/s200/capa_desigualdadesraciais.jpg" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; height: 162px; width: 120px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dos anos 30 até hoje, esse mito foi divulgado e reforçado pela escola, com a história que se ensina aos brasileirinhos, e por toda uma gama de instituições comprometidas em disseminar a crença de que vivemos em uma nação onde a cor da pele não representa nenhuma limitação para a ascenção social ou para o acesso a determinados cargos e estabelecimentos. E se enraizou de tal forma na consciência dos brasileiros que a resistência em aceita-la como apenas um mito é muito grande.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/%7Emagno/mensagem.htm"&gt;&lt;i&gt;"O mytho é o nada que é tudo".&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; Essa frase, de um dos poemas de &lt;a href="http://www.insite.com.br/art/pessoa/"&gt;Fernando Pessoa&lt;/a&gt;, traduz a importância dos &lt;a href="http://www.discoverybrasil.com/guia_conspiracao/mito/conspiracao_mito_que_e/index.shtml"&gt;mitos&lt;/a&gt;. Eles dizem muito sobre a sociedade que os criou, pois representam o que essa sociedade quer ser, ainda que não seja. Portanto não seria o caso de destruí-los, mas de reconhecê-los como tal. A democracia racial brasileira é um mito, e deve ser entendida assim. Só quem ignora por completo os conflitos nas áreas indígenas, com centenas de mortos todos os anos, a luta dos quilombolas pelo direito às terras onde vivem, e as enormes disparidades nos indicadores sociais entre brancos e não-brancos &lt;i&gt;&lt;b&gt;_&lt;/b&gt; o que pode ser verificado facilmente em qualquer consulta aos dados de institutos nacionais como o &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=737&amp;amp;id_pagina=1"&gt;&lt;i&gt;IBGE&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt; e o &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.ipea.gov.br/001/00101001.jsp?ttCD_CHAVE=2&amp;amp;btOPERACAO="&gt;&lt;i&gt;IPEA&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt; (&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/06/virada-racial-ttulo-provisrio.html"&gt;&lt;i&gt;ler&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt; em "Virada Racial"), ou internacionais como organismos da &lt;/i&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/bbc/2005/11/18/ult2363u4875.jhtm"&gt;&lt;i&gt;ONU&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt; &lt;b&gt;_&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; pode acreditar que vivemos numa sociedade harmoniosa, livre de preconceito e discriminação, como bem demonstra uma recente &lt;a href="http://www.ipea.gov.br/001/00101001.jsp?ttCD_CHAVE=2&amp;amp;btOPERACAO=" target="_blank"&gt;publicação&lt;/a&gt;³ do IPEA.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na medida em que as reivindicações dos movimentos negros vão ganhando espaço na mídia e as primeiras conquistas começam a aparecer, os setores que tradicionalmente incorporavam o discurso da democracia racial, ou seja, os meios de comunicação de massa, difusores do mito, e alguns setores academicos e empresariais, começam a ver esse movimento como uma ameaça. Não apenas ao mito, mas a uma idéia de nação que se pretende justa, portanto sem conflitos. &lt;a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/somos_ou_nao_somos_racistas__imprimir.html" style="color: rgb(102, 0, 0);" target="_blank"&gt;(leia o artigo da revista História Viva)&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Racismo a Brasileira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falar sobre desiqualdades raciais no Brasil e sobre politicas que diminuam essas desigualdade nem sempre é fácil, pois o brasileiro não se reconhece como racista. Numa &lt;a href="http://www.geocities.com/sociedadecultura/especracismobrasil.html" target="_blank"&gt;pesquisa&lt;/a&gt; realizada na cidade de São Paulo em 1988, 97% dos entrevistados disseram que não tinham qualquer preconceito de cor, mas 98% disseram conhecer alguém das suas relações (familiares, amigos) que tinham preconceitos de cor. Vinte anos depois, em 2008, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u470648.shtml" target="_blank"&gt;outra pesquisa&lt;/a&gt; do DataFolha mostrou que a situação não mudou muito. 91% dos entrevistados brancos disseram que os brasileiros têm preconceito de cor com relação aos negros, mas apenas 3% deles admitiram ter preconceito contra negros. Ser racista no Brasil é socialmente degradante, mas na intimidade do grupo, o racismo de alguém não é um problema, mas apenas uma opinião pessoal. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto a sociedade brasileira não tiver consciência desse racismo velado pouca coisa vai mudar. Só quando se reconhece que um problema existe é que se tenta solucioná-lo. O Dia da Consciência Negra tem esse objetivo, fazer pensar, levar os brasileiros a refletir sobre a nossa sociedade, multicolorida nas ruas, mas desconcertantemente branca nos melhores empregos, na TV, na moda, na política, nos altos cargos de empresas públicas e privadas e nos altos indicadores de nível social e econômico. Esse é o Brasil que temos, mas é o Brasil que queremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¹Imagem a esquerda da página: Domingos Jorge Velho em óleo de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Benedito_Calixto"&gt;Benedito Calixto&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;² Imagem a direita da página: Zumbi acervo da Biblioteca Nacional. ³ Capa do livro &lt;i&gt;"As Políticas Públicas e a Desigualdade Racial no Brasil 120 Anos Após a Abolição"&lt;/i&gt;, uma publicação do IPEA. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;* Clique nas imagens para obter mais referências. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/11/um-dia-para-conscincia-negra.html#comments"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Comente este texto!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/11/um-dia-para-conscincia-negra.html"&gt;&lt;img alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271248143194671058" src="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SSc8QgoOR9I/AAAAAAAACAA/n8rt93FBWcw/s200/up.gif" style="margin: 0px auto 10px; display: block; height: 13px; text-align: center; width: 75px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-643317930390879162?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SS9cp7YC_rI/AAAAAAAACEw/Fhw7CROml_E/s72-c/calendario.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/2sAehCTBXIA/artg3-1.pdf" fileSize="79886" type="application/pdf" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Idealizado pelo poeta gaúcho Oliveira Silveira, o Dia da Consciência Negra é resultado de uma reivindicação que se estende desde 1971, quando os movimentos negros elegeram o dia da morte de Zumbi dos Palmares como o símbolo mais emblemático da resistênci</itunes:subtitle><itunes:author>Eduardo do E S Prado</itunes:author><itunes:summary> Idealizado pelo poeta gaúcho Oliveira Silveira, o Dia da Consciência Negra é resultado de uma reivindicação que se estende desde 1971, quando os movimentos negros elegeram o dia da morte de Zumbi dos Palmares como o símbolo mais emblemático da resistência do negro à escravidão. A data foi Incluída no calendário das comemorações nacionais em 2003 e este ano será lembrada juntamente com os 120 anos da abolição do trabalho escravo e pelas estimativas do IBGE, de que os brasileiros que declaram a cor da pele como preta ou parda, negros pela terminologia do instituto, voltam a ser maioria na população, o que não acontecia desde 1890 (leia em Virada Racial). Em 350, dos 5561 municípios espalhados pelo Brasil, este dia será comemorado com um feriado. Podemos questionar a necessidade de tantos feriados, mas também devemos pensar na intenção daqueles que os criaram. Feriados são um importante instrumento para a preservação da memória. Não de qualquer memória, mas aquela que se quer preservar e que muitas vezes é construída, inventada para transmitir e conservar os valores do grupo dominante e forjar uma unidade seja ela nacional, cultural, étnica ou religiosa. Memória que é imposta pela história oficial e ditada pelo sistema educacional, sem compromisso com uma "verdade histórica", apenas com a ideologia do grupo que a criou e se perpetua através dela. Datas Nacionais: A Quem Elas Servem? Antigamente os feríados eram necessários para que todas as pessoas pudessem participar das festividades e procissões dos dias santos. A partir do século 18, eles se estenderam às datas nacionais como forma de celebrar a pátria e seus fundadores. Embora seja importante para o sentimento de nacionalidade, no caso brasileiro essas datas representam as ações de uma elite _ o 1º de Maio é uma data internacional _ , com pouca ou nenhuma participação popular.O 13 de Maio, por exemplo, dia da assinatura da Lei Áurea, foi logo incorporado à história oficial como um ato benevolente do Estado, e quase virou feriado. Em todo o Brasil, Ruas, largos e praças imortalizaram a memória deste dia. Tratamento diferente do que recebeu o Quilombo dos Palmares e seu líder Zumbi¹, que até pouco tempo eram apresentados nos livros de história como inimigos nacionais, enquanto o bandeirante Domingos Jorge Velho², contratado para destruir Palmares, era retratado como herói.PalmaresAs primeiras referências ao quilombo dos Palmares, ainda sem esse nome, datam de 1580. Ele foi, sem dúvida, o maior e o que mais duradouro quilombo de toda a América. Aos longo dos mais de cem anos Palmares resistiu a várias investidas até sucumbir em 1967, dois anos após a morte de seu último líder, Zumbi. Nele chagaram a viver cerca de 25 mil pessoas. Para se ter uma idéia do que esse número representava, duzentos anos depois, em 1872, a cidade de São Paulo contava com 27 mil habitantes. A imagem que se tem de Palmares é a de um quilombo habitado por negros fugidos da escravidão, mas Palmares também abrigava índios _ na época ainda era comum a escravidão do indígena, também chamado pelos portugueses de negros da terra _ brancos e muitos mestiços. Em recentes escavações, os arqueólogos encontraram uma grande variedade de cerâmicas indígenas e européias, o que indica um forte sincretismo de culturas. Apesar de ser objeto de muitas pesquisas, pouco se sabe, ainda hoje, sobre Palmares e Zumbi, o que colabora para que eles se transformem em mitos brasileiros; assim como Tiradentes. E mitos não precisam ser fiéis a uma "verdade", ou a uma lógica histórica. O quilombo e seu líder foram apropriados tanto como símbolos da resistência do negro à escravidão, como da luta atual do negro contra a discriminação e o racismo. Por outro lado, por também abrigar brancos, índios e mestiços, o Quilombo dos Palmares muitas vezes é idealizado como o embrião do que deveria ser a democracia racial brasileira , que é outro mito nacional, um símbolo de luta pela cidadania de todos os brasileiros. Uma história Para o Brasil C</itunes:summary><itunes:keywords>Um Dia Para Pensar</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/11/um-dia-para-conscincia-negra.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/2sAehCTBXIA/artg3-1.pdf" length="79886" type="application/pdf" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg3-1.pdf</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Burros, Cavalos e Democracia</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/dpiwSSA_ArI/cavalos-burros-e-democracia.html</link><category>Burros</category><category>Cavalos e Democracia</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Sun, 30 Nov 2008 10:05:48 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-1717496019258981157</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SOBjdQcL1PI/AAAAAAAAB34/TOXf2THY9LU/s1600-h/urna.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SOBjdQcL1PI/AAAAAAAAB34/TOXf2THY9LU/s1600-h/urna.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251306519794537714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 249px; HEIGHT: 180px" height="180" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SOBjdQcL1PI/AAAAAAAAB34/TOXf2THY9LU/s400/urna.jpg" width="249" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estamos em época de eleições e só o fato de podermos escolher livremente entre candidatos de diferentes partidos já revela uma característica importante sobre o nosso país: somos uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia" target="_blank"&gt;democracia&lt;/a&gt;. Mas o que significa essa tal de democracia, uma &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/07/o-poder-da-palavra.html" target="_blank"&gt;palavra&lt;/a&gt; tão valorizada entre nós, mas que só por aparecer neste site pode fazer com que ele seja &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL38614-6174,00.html" target="_blank"&gt;censurado&lt;/a&gt; em alguns &lt;a href="http://rodrigov.multiply.com/journal/item/91" target="_blank"&gt;países&lt;/a&gt;? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Que é Democracia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em linhas gerais, para ser considerado uma democracia, um país precisa ter uma &lt;a href="http://www.dhnet.org.br/dados/apostila/dh/br/const88.htm"&gt;constituição&lt;/a&gt; elaborada por representantes do povo, que garanta a igualdade de todos perante a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei"&gt;lei&lt;/a&gt;, sem privilégios de qualquer tipo; ter um sistema político constituído por &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/cidadania/ult4491u7.jhtm"&gt;poderes&lt;/a&gt; independentes: o &lt;a href="http://www.embaixada-americana.org.br/democracia/executive.htm"&gt;Executivo&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://www.embaixada-americana.org.br/democracia/legislative.htm"&gt;Legislativo&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.embaixada-americana.org.br/democracia/judiciary.htm"&gt;Judiciário&lt;/a&gt;; e garantir a liberdade de pensamento, a liberdade de expressão e o direito à livre associação, entre outras coisas. Resumindo: Um Estado democrático é um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Democr%C3%A1tico_de_Direito"&gt;Estado de Direito.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Democracia é uma palavra grega que significa "povo no poder" ou "poder do povo", mas é um conceito que varia muito de acordo com o momento histórico e a cultura de cada povo. Hoje, no ocidente, principalmente, a Democracia é endentida como o governo da &lt;a href="http://www.renascebrasil.com.br/f_liberdade2.htm" target="_blank"&gt;liberdade&lt;/a&gt;. Liberdade de escolha, de decidir os rumos da própria vida, de se expressar. Mas para &lt;a href="http://www.hottopos.com/notand10/gigon.htm" target="_blank"&gt;a sociedade grega,&lt;/a&gt; em que o coletivo prevalecia sobre o indivíduo, essa idéia de liberdade não existia. Na medida em que a polis não pertencia a nenhum rei ou soberano, pois tinha soberania sobre si própria, ela era livre, mas seus cidadãos estavam subordinados a ela. A polis grega era muito mais que uma cidade, era um Estado independente, com leis próprias, formulados por seus cidadãos, que regiam a vida dentro dela e de suas fronteiras. Os cidadãos da polis eram seus próprios governantes, portanto comparecer à assembléia, votar, opinar e decidir a respeito das questões que afetavam a vida de todos não era apenas um direito, mas uma obrigação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A democracia também impunha uma obrigação ao Estado, educar. Era preciso saber ler para tomar conhecimento da lei e assim defender a si mesmo das injustiças e ao Estado dos maus políticos. A &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/05/educao.html"&gt;educação&lt;/a&gt; era essencial para a viabilidade da democracia, mas o acesso a ela era desigual, o que motivava as críticas de seus adversários como os filósofos &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/socrates.htm"&gt;Sócrates&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/platao.htm"&gt;Platão&lt;/a&gt;. Para eles, a democracia favorecia os grupos dominantes, os mais ricos, que podiam pagar por uma educação melhor e aprendiam a dominar a arte da palavra, a retórica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num dos diálogos de Platão, Sócrates* fala sobre uma cidade cujos cidadãos, reunidos na assembléia, são convencidos por um bom orador de que os burros que ele tinha para vender à cidade eram os melhores cavalos da Grécia. Para o filósofo, o cidadão comum é facilmente enganado pelas palavras de alguém mais instruído, por isso a democracia seria um perigo para o Estado, que ficaria entregue aos interesses dos mais ricos.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Democracia Ateniense&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A democracia ateniense sofreu muitas modificações durante o período em que vigorou, entre os séculos VI e IV a.C., mas de maneira geral _ e de forma bem resumida _ funcionava assim: &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Nove vezes por ano os cidadãos se reuniam na assembléia para decidirem a melhor maneira de dirigirem os negócios do Estado e o destino dos seus habitantes. Decidiam sobre os impostos, sobre a guerra e a paz, sobre as festas cívicas e religiosas, sobre a construção de obras públicas, sobre a educação dos jovens, enfim, tudo o que dizia respeito à vida e a organização da polis era discutido nessas assembléias. Mas a democracia não se resumia a elas. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Em 510 a.C. um governante ateniense chamado &lt;a href="http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1802.html"&gt;Clistenes&lt;/a&gt; realizou uma grande reforma política e administrativa. Atenas foi dividida em dez distritos, todos com igual número de habitantes. Uma vêz por ano os cidadãos de cada distrito elegiam cinqüenta senadores e quinhentos candidatos para o tribunal. Os cinqüenta senadores de cada distrito iriam compor o conselho dos quinhentos, a &lt;a href="http://www.senado.gov.br/comunica/historia/boule.htm"&gt;Boulé&lt;/a&gt;, algo como o nosso parlamento, e os candidatos ao tribunal, num total de cinco mil, eram submetidos a um sorteio público que ocorria diariamente, um dia para cada distrito. Dessa forma, além de promover um rodízio entre as diferentes regiões da polis, o sorteio possibilitava a todo ateniense participar diretamente do governo pelo menos uma vez na vida. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;O estratego, chefe de Estado eleito pelo voto direto, era um funcionário público comum, pois tinha que prestar contas ao povo nas assembléias. O governante não era superior aos governados, nem estes eram inferiores ao governante, já que todos eram cidadãos da polis, portanto juridicamente iguais. E tem mais: Menosprezar a palavra de alguém por conta da sua condição humilde era crime, com penas que poderiam chegar ao ostracismo, nome que os gregos davam para as penas de exílio.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Lendo assim até parece que a democracia grega era perfeita. O problema é que nem todos tinham a honra de serem cidadãos. À medida que o poder popular se ampliava, a participação política se restringia a poucas pessoas. Apenas homens livres, maiores de dezoito anos e filhos de pai e mãe atenienses, eram considerados cidadãos. Mulheres, estrangeiros e escravos, ou seja, a maioria absoluta da população, não tinham direitos políticos nenhum. Além disso, com tantas obrigações públicas, é fácil compreender porque o número de escravos aumentava à medida que a democracia se consolidava. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;A Democracia Hoje&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Atenas era uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_direta"&gt;democracia direta&lt;/a&gt;, isto é, tudo era decido mediante consulta popular. Hoje, uma democracia direta seria inviável. Por isso o sistema político da maioria das democracias modernas, é &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_representativa"&gt;representativo&lt;/a&gt;, ou seja, para não termos que ficar disponíveis para viajar até Brasília, por exemplo, toda vez que houver votação na Câmara, elegemos uma pessoa que fará isso por nós, nos representando na assembléia e, teoricamente, defendendo nossos interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoricamente por dois motivos: O primeiro, e o mais óbvio, é que geralmente nosso representante já estará comprometido com os interesses do grupo social ou político ao qual pertence e que nem sempre são os mesmos dos seus eleitores. Essa é uma das grandes causas da desilusão e do desinteresse pela política. O segundo, menos óbvio, é que numa democracia quem é eleito para um cargo público não pode legislar apenas para seus eleitores, mas para todos os cidadãos. E isso para a própria sobrevivência da democracia. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Por exemplo, um parlamentar católico que tenha sido eleito por católicos, embora comprometido com seus eleitores, deve legislar para todos, sejam ateus, evangélicos, muçulmanos, espíritas ou budistas, e seus princípios religiosos muitas vezes devem ser deixados de lado em prol do bem comum. A democracia, embora seja o governo da maioria, precisa garantir a igualdade e a segurança das minorias, como homossexuais, grupos étnicos, religiosos, ideológicos ou portadores de necessidades especiais. Não pode haver restrições ou limites à segurança ou a participação das minorias na política ou nas conquistas sociais e econômicas usufruídas pela maioria. Uma ressalva perigosa seria a questão da segurança pública ou nacional, por isso se diz que o medo e o preconceito são os piores inimigos da democracia. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Para funcionar bem, a democracia deve &lt;a href="http://www.renatojanine.pro.br/FiloPol/democracia.html" target="_blank"&gt;conter as paixões populares&lt;/a&gt;. Como no exemplo acima, a vontade da maioria precisa ser limitada pela lei para preservar os direitos das minorias e o próprio funcionamento do Estado. Se isso é bom para o sistema político, por outro lado desestimula o interesse da maioria pela política. Os poucos que desejam participar dela sabem que precisam aceitar as regras do jogo, já que são essas regras que garantem o jogo. A maioria dos cidadãos, que não entende ou não concorda com essas regras, fica de fora, voluntariamente.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E No Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;No caso brasileiro, o desinteresse pela política tem muitas interpretações, mas o nosso passado histórico tem muito a ver com isso. Nossa democracia ainda é muito recente. Durante o &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/historia-regime-militar.jhtm" target="_blank"&gt;Regime Militar&lt;/a&gt;, sobretudo durante o milagre econômico, boa parte da população era indiferente à ditadura. Somente quando a economia começou a afundar é que a democracia apareceu como a tabua de salvação. Mas logo que foi restabelecida e as pessoas perceberam que ela não garante emprego, bons salários, nem serviços públicos de qualidade, a indiferença se instalou novamente. E democracia, sem participação popular, não resolve muito. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Existem muitas formas de participar e votar é a mais importante. Pior que não votar, é votar mal, sem conhecer o candidato ou por afinidades que deveriam manter-se na esfera da vida privada e não do interesse público, como escolher um candidato porque ele torce pelo mesmo time de futebol ou segue a mesma religião. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span id=""&gt;&lt;/span&gt;Como no tempo dos antigos gregos, a democracia brasileira também tem seus inimigos e a melhor arma contra eles, se não a única, é a &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/05/educao.html"&gt;educação&lt;/a&gt;. Só um povo com acesso a um ensino de qualidade, voltado não apenas para o trabalho, mas para o exercício da cidadania, pode escapar do mesmo destino daqueles cidadãos da piada de Sócrates, facilmente convencidos a comprar burros, acreditando que compravam os melhores cavalos. &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta passagem está no diálogo de Socrates com Protágoras, escrito por Platão sob o título de &lt;em&gt;"Protágoras",&lt;/em&gt; do qual eu utilizei a adaptação de I. F. Stone. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:white;"&gt;aaa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=1717496019258981157"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Comente este texto!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="color:white;"&gt;a aaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/09/cavalos-burros-e-democracia.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:black;"&gt;Voltar para o Topo da Página&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:white;"&gt;aaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:black;"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:black;"&gt;Página Inicial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:white;"&gt;aaa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-1717496019258981157?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=ywDuqIxI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=41" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=6sQ0VxRr"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=42" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=2sSh97oy"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=43" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=myqxyJIT"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=45" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=zaYPmEcK"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?i=zaYPmEcK" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=bGmIkFul"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=50" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=DMfYr23D"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?i=DMfYr23D" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=GjFWgMFQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=129" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SOBjdQcL1PI/AAAAAAAAB34/TOXf2THY9LU/s72-c/urna.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/09/cavalos-burros-e-democracia.html</feedburner:origLink></item><item><title>Bossa Nova: 50 Anos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/yxIFLe9xLOI/mpb-bossa-nova-50-anos-de-histria-na.html</link><category>Bossa nova: 50 Anos</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Sat, 22 Nov 2008 21:39:07 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-2380431143666906568</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SNG9TQoSSEI/AAAAAAAABrk/KbAoP3RX_oc/s1600-h/Rio.jpg"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SNG9TQoSSEI/AAAAAAAABrk/KbAoP3RX_oc/s1600-h/Rio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247183179442440258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SNG9TQoSSEI/AAAAAAAABrk/KbAoP3RX_oc/s400/Rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há 50 anos, em Julho de 1958, nascia a bossa nova, um estilo musical que transformaria para sempre a música brasileira. Um desconhecido &lt;a href="http://www.joaogilberto.net/" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;João Gilberto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, criador de um jeito novo de tocar violão, lançava o álbum &lt;em&gt;“Chega de Saudades”&lt;/em&gt; com duas faixas que logo chamariam a atenção do público: &lt;a href="http://letras.terra.com.br/tom-jobim/49028/" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,153); FONT-STYLE: italic"&gt;“Chega de Saudades”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, composição de &lt;a href="http://www2.uol.com.br/tomjobim/index_flash.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Tom Jobim&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Vinícius de Moraes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=bim+bom&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=bim+bom&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=22&amp;amp;y=12"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;“Bim Bom”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, do próprio Gilberto, ambas com essa “batida diferente”, como definiu seu criador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bossa era uma gíri&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/duprad/SMRjeXqZDyI/AAAAAAAABWY/Z9ryxYyiPYY/s1600-h/Rio%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;a usada por jovens universitários para jeito, maneira, estilo. Quando alguém tinha um jeito novo, ousado de cantar, tocar, ou mesmo de se comportar diante da turma, dizia-se que era um sujeito cheio de bossa. Desde o início dos anos 50 o termo bossa nova já era usado para os sambas mais modernos. Algumas canções, que hoje são ouvidas como bossa nova, foram gravadas bem antes. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=63o4ev56Xvk" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(0,0,153); FONT-STYLE: italic"&gt;“Copacabana”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt; &lt;/span&gt;foi gravada em 1946, por &lt;a href="http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/dick-farney.asp" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Dick Farney&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;em&gt;&lt;a href="http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=felicidade&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=felicidade&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=54&amp;amp;y=9"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;"Felicidade"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&lt;/em&gt; de Tom e Vinícius, foi lançada em 1955 no musical &lt;a href="http://www.jobim.com.br/colab/orfeu/orfeu_mito1.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;O&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;rfeu Negro: Uma Tragédia Carioca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mas o que acontecia em 1958 para que a “batida diferente” de João Gilberto, mais a melodia composta por Tom Jobim com letra de Vinícius, resultasse no ritmo símbolo de uma época e revolucionasse a música brasileira?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A resposta a essa pergunta servirá de pretexto para, ao tentar respondê-la, fazer um breve passeio por uma parte importante da história cultural do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Inve&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/duprad/SMRjcM6LOTI/AAAAAAAABWQ/G35KCfa71HE/s1600-h/Cartaz%20da%20semana%20de%201922%5B9%5D.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 135px; HEIGHT: 193px" height="244" alt="Cartaz da semana de 1922" src="http://lh3.ggpht.com/duprad/SMRjdH1mp6I/AAAAAAAABWU/Rv4kmH-JQ_Q/Cartaz%20da%20semana%20de%201922_thumb%5B7%5D.gif?imgmax=800" width="177" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nção de Uma Identidade Nacional&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;13 de Fevereiro de 1922. O Teatro Municipal de São Paulo abria suas portas à &lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/modernismo.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Semana de Arte Modern&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/modernismo.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, uma exposição formada por jovens artistas de vanguarda como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Vítor Brecheret, Di Cavalcante e Heitor Vila-Lobos, portadores de uma estética desconcertante e incompreensível para o público da época. Além de romper com a arte tradicional, esses jovens artistas, incluindo escritores como Mario e Oswald de Andrade, faziam parte de um movimento que propunha desviar os olhos da Europa, parâmetro para tudo o que se produzia no Brasil, e voltá-los para dentro do próprio país, buscando inspiração nas raízes da cultura popular. Completavam-se os cem anos da independência política, mas a dependência cultural se mantinha. Era preciso conhecer o que tínhamos de mais autêntico, e isso passava pela constituição “racial” do povo e suas manifestações culturais. Foi um choque. Governado por uma oligarquia de fazendeiros que tinham suas propriedades no Brasil, mas as mentes na Europa, o país carecia de uma “identidade”. Essa realidade só mudaria com a Revolução de 1930 e a posse de &lt;a href="http://www.objetivo.br/portal/frm_conteudo.aspx?codConteudo=81&amp;amp;tituloanterior=Roteiros+para+Estudo" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Getúlio Vargas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt; &lt;/span&gt;à presidência da República. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não que Getúlio fosse um admirador da cultura popular, mas o momento mundial de ultra-nacionalismos exigia do Brasil uma identidade nacional que legitimasse sua unidade como nação. &lt;a href="http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/cenasdoseculo/nacionais/revolucaode32.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;A Revolução Paulista de 1932&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com um viés separatista, e a entrada na Segunda Guerra Mundial, só reforçaram a urgência de uma política cultural que unisse todos os brasileiros em torno de elementos culturais comuns. Por outro lado, se a mestiçagem do povo era considerada um fator inviabilizante do progresso econômico, a sua irreversibilidade tornava necessário fazer dela um valor positivo, um diferencial brasileiro. A capoeira, a Umbanda e o Candomblé, foram descriminalizados e o Samba, também proibido, ganhou status de música nacional por juntar, entre instrumentos, ritmos e danças, os elementos das três raças: europeus, indígenas e africanos. Outra marca da Era Vargas, a política de industrialização centrada nos grandes centros urbanos, atraia para as cidades migrantes de todas as partes do país. Assistia-se ao surgimento de uma cultura popular de massa que deixava de lado a sofisticação das elites, que não gostavam nada do que ouviam nas rádios.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1937 tem início o período ditatorial conhecido como Estado Novo. Getúlio criava o &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u56.jhtm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;D.I.P.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;(Departamento de Imprensa e Propaganda)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, com duas atribuições: Ser o órgão censor que vigiava a imprensa e ao mesmo tempo o aparelho de propaganda cultural e ideológica do regime. As manifestações da cultura popular seriam incentivadas, mas precisariam se enquadar aos temas impostos pelo governo, com ênfase nas grandezas do Brasil e na nobreza do trabalho. O viés populista do governo contribuía para que as músicas falassem do cotidiano do povo e de suas dificuldades, o que servia aos artistas mais engajados para denunciar, ainda que discretamente, as desigualdades sociais.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Guerra Fria e o Governo JK&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/duprad/SMRjhaY5lBI/AAAAAAAABWg/hGcha66FHaM/s1600-h/carmen072%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img height="244" alt="carmen072" src="http://lh4.ggpht.com/duprad/SMRjiCtziOI/AAAAAAAABWk/_EaXTkqlTOI/carmen072_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="113" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em &lt;st1:metricconverter st="on" productid="1945 a"&gt;1945 a&lt;/st1:metricconverter&gt; Segunda Guerra Mundial chega ao fim com a vitória dos aliados e tão logo os soldados da &lt;a href="http://www.anvfeb.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153); TEXT-DECORATION: none"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;F.E.B.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Força Expedicionária Brasileira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; _ voltavam para casa o Estado Novo chegava ao fim. As políticas nacionalistas da Era Vargas agora eram colocadas em cheque num mundo onde os norte-americanos investiam pesado na exportação do seu estilo de vida _ &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/American_way_of_life" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;o american&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/American_way_of_life" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/American_way_of_life" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;way of life&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; _, e de suas multinacionais. Novas marcas e produtos invadem lojas e supermercados povoando os sonhos de consumo dos brasileiros. O &lt;a href="http://www.ejazz.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Jazz&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; fervilhava, inovando e experimentando ritmos e balanços influenciando a música no mundo todo, inclusive no Brasil, onde o &lt;a href="http://www.locutor.info/audioEradeOuro.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;rádio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; se consolidava como veículo de massa. O país inteiro parava para acompanhar novelas e concursos como o da Rainha do rádio. Além do Jazz e do samba, faziam sucesso os boleros, a música sertaneja e o baião. Da mistura de Samba com o Jazz _ e uma pitada de bolero _ surgiu o samba canção, sucesso nas vozes de Cauby Peixoto e Ângela Maria, entre outros grandes nomes. Suas letras românticas logo lhe conferiram o título de música de "dor de cotovelo". No exterior, desde o final dos anos &lt;st1:metricconverter st="on" productid="30, a"&gt;30, a&lt;/st1:metricconverter&gt; música brasileira corria o mundo na voz e na imagem de &lt;a href="http://carmen.miranda.nom.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Carmem Miranda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, uma portuguesa criada &lt;st1:personname st="on" productid="em São Paulo"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; e que encarnava nas telas e nos palcos uma negra de tabuleiro baiana: Sensual, sem papas na língua e de gestos exagerados. Carmem tornou a música brasileira conhecida lá fora, mas seu estilo caricaturizado incomodava parte da elite que viajava ao exterior, inclusive artistas, que não gostavam de serem tomados por este estereótipo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 1946 Dick Farney gravou “Copacabana”, inaugurando um novo estilo musical que representava o rompimento com o Samba de morro, feito em bairros que ficavam de costas para o mar e falavam do cotidiano popular. As letras agora falavam do mar de Ipanema, do sol de Copacabana, das belas mulheres cariocas. Os clubes e casas noturnas abandonaram de vez os sucessos do rádio e aderiam a uma música mais moderna, internacional. A volta de Getúlio em 1950 e as crises provocadas entre o nacionalismo de Vargas e a internacionalização proposta pela oposição, aumentaram o antagonismo entre a cultura popular, nacional, e a internacional, considerada mais refinada e moderna. A classe média procurava se distanciar da cultural popular, além disso, o fortalecimento da União Soviética trazia de volta o fantasma da revolução comunista. Trabalhadores e sindicalistas agora eram sinônimo de comunistas, e a música popular, repleta de temas sociais como desemprego e miséria, passou a ser vista, não só com desprezo, mas com inquietação. Procurava-se outra música que para o B&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/duprad/SMRjl4khpcI/AAAAAAAABWw/LShTS-hzcu4/s1600-h/congresso_backlight%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img height="174" alt="congresso_backlight" src="http://lh3.ggpht.com/duprad/SMRjnhygUHI/AAAAAAAABW0/38qD7UD1QPQ/congresso_backlight_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="244" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rasil.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1955 &lt;a href="http://www.cpdoc.fgv.br/nav_jk/htm/jk_main.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Ju&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.cpdoc.fgv.br/nav_jk/htm/jk_main.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.cpdoc.fgv.br/nav_jk/htm/jk_main.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;celino Kubitschek&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; assumiu a presidência com um discurso modernizador e entre suas principais propostas estavam à construção de uma nova capital federal, Brasília, uma cidade futurista no meio do deserto, e a intensificação da industrialização, dessa vez com investimentos estrangeiros. Uma nova identidade nacional era construída, agora sob a tradição da inovação, do progresso. Mas essa nova onda de nacionalismo contrastava com as musicas internacionais ouvidas nas casas noturnas e nos clubes da classe média e muita gente passou a se empenhar em produzir uma música sofisticada, mas que fosse naional. Um baterista, conhecido como &lt;a href="http://www.clubedejazz.com.br/jazzb/jazzista_exibir.php?jazzista_id=271" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Milton Banana&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, levou o samba de volta às casas mais sofisticadas ao criar um toque de bateria que reproduzia a batucada de samba. As inovações não pararam por aí. &lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/johnny.alf/" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Johnny Alf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um pianista de formação clássica e amante do Jazz, conseguiu levar para o piano o ritmo do samba e do samba canção. Nas boates do beco das garrafas, em Copacabana, Johnny conheceu o maestro, e também pianista clássico, Tom Jobim, com quem fez várias parcerias na busca obstinada pela fórmula do samba moderno. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enf&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/duprad/SMRjaFTZQ-I/AAAAAAAABWI/-1U280KLN3Y/s1600-h/Disco%20Chega%20de%20Saudades%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="83" alt="Disco Chega de Saudades" src="http://lh3.ggpht.com/duprad/SMRjbeBVXCI/AAAAAAAABWM/qfpY1t6LcFI/Disco%20Chega%20de%20Saudades_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="84" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;im, A Bossa Nova&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1958 tudo parecia dar certo, investimentos estrangeiros, visitas de personalidades famosas como o presidente dos EUA, reis e artistas consagrados internacionalmente e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/50anoscopa1958/" target="_blank"&gt;o primeiro título mundial&lt;/a&gt; numa Copa do Mundo, na Suécia. O slogam&lt;em&gt; “A taça do mundo é nossa! Com brasileiro não há quem possa!”&lt;/em&gt;, era ouvido por todo o país. Com tanto otimismo no ar, "a bossa nova era inevitável", segundo palavras do Próprio Tom Jobim. Foi como soprar fogo em palha. Depois de anos procurando, João Gilberto encontrou a tal batida diferente e o Brasil moderno finalmente ganhava sua trilha sonora; e a classe média também. A propaganda política e a publicidade logo se apropriaram do novo ritmo. O Presidente, agora, era bossa nova, o carro do ano era bossa nova; até a geladeira do comercial era bossa nova!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Já em 1962 outros ritmos regionais foram sendo incorporados à bossa nova e logo surgiu um outro estilo musical que não era nem bossa nova, nem samba, nem sertanejo, nem baião e, na falta de uma denominação, acabou sendo chamado por um nome genérico: &lt;strong&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MPB"&gt;M.P.B.&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, talvez a maior contribuição da bossa nova para a música brasileira. A emergência da bossa nova também marcou um divisor águas para o mercado fonográfico. Até 1958 a música popular reinava absoluta nas rádios e na TV, após essa data surgiu uma diferenciação que se mantém até hoje entre o que é popular, agora relegado a categoria de bréga, e o que é sofisticado e de bom gosto. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Termino aqui esse rápido passeio, tão rápido que não foi possível visitar muitos personagens importantes deste período. Mas não era a minha intenção fazer um percurso detalhado, que seria muito longo, muito menos reduzir a criação de um gênero musical a um desejo da elite, e sim mostrar como cultura e história caminham juntas, dando a cada época uma cor e uma sonoridade própria. Se toda música tem uma história, toda história também tem uma música. Já sabe qual é a sua?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;aaaaaa&lt;/span&gt; &lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=2380431143666906568"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Comente este texto!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt; aaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/09/mpb-bossa-nova-50-anos-de-histria-na.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Voltar para o topo da página&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;aaaaaaaaaa&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Página inicial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-2380431143666906568?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SNG9TQoSSEI/AAAAAAAABrk/KbAoP3RX_oc/s72-c/Rio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/09/mpb-bossa-nova-50-anos-de-histria-na.html</feedburner:origLink></item><item><title>Ao trabalho!</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/Nuep3pxYTPI/ao-trabalho.html</link><category>Ao Trabalho</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Sat, 22 Nov 2008 21:37:44 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-6129013311743039677</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Este texto é o resultado de algumas reflexões sobre a última &lt;/span&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL616649-5605,00.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;greve de professores do Estado de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, a primeira da qual eu participei, ao contrário de tantas outras que apenas acompanhei pela TV e que muitas vezes praguejei por causa dos transtornos que quase sempre provocam. Por ter vivido esta experiência de greve acabei percebendo algumas coisas que antes me passavam despercebidas e que me levaram a fazer muitas perguntas. Não é a minha intenção aqui responder a essas perguntas ou apontar soluções, até por que não saberia fazê-lo, pretendo apenas levantar algumas questões e compartilhar com o leitor minhas opiniões e minhas dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SKMMPXZPtZI/AAAAAAAABA0/YJxF3m79NDE/s1600-h/Passeata+greve+professores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234040650052122002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SKMMPXZPtZI/AAAAAAAABA0/YJxF3m79NDE/s320/Passeata+greve+professores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A &lt;span style="color:#000000;"&gt;greve durou três semanas e foi marcada por um silêncio ensurdecedor por parte da imprensa. Quase não foi notícia! Apenas quando os professores, em passeata, interditavam a Avenida Paulista, uma das principais da cidade, é que o movimento aparecia na mídia, e mesmo assim, por conta dos congestionamentos que provocava. Até hoje essa atitude da imprensa me intriga. Será que a sociedade perdeu mesmo ointeresse pela educação pública ou terá sido uma atitude política dos meios de comunicação para não prejudicar a imagem do governo em ano de eleição? Ou os dois? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Outra atitude que me fez pensar foi o posicionamento de muitos professores. E o não posicionamento também, principalmente. Segundo o governo a adesão à greve não passou de 2%, já para o sindicato, a adesão foi de 70%. Nesta guerra de números não é difícil ficar perdido no meio do tiroteio, mas é possível perceber que nenhum dos dois lados usou os números corretos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pela quantidade de professores presentes nas assembléias percebe-se que a adesão foi muito além dos 2% sugeridos pelo governo, mas pela quantidade de escolas que continuaram funcionando também se percebe que a adesão foi bem menor que os 70% divulgados pelo sindicato. A greve não conseguiu mobilizar toda a categoria, apesar das reivindicações serem unanimidade entre os professores: Reposição das perdas salariais acumuladas desde 1998;melhorias nas condições de trabalho para um ensino de qualidade, diminuição do número de alunos por sala de aula (hoje com 40/50 alunos!), entre outros itens como a classificação por concurso público, a revogação de um decreto que limita o número de licenças médicas e de outro que proíbe a transferência de escola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uma categoria desunida, que não se mobiliza, é uma categoria fraca, sem força para se fazer ouvir, quanto mais para ser atendida ou pior, respeitada. Como explicar essa apatia? Observar o atual contexto da economia &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;mundial talvez ajude.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Vivemos um período de precarização do trabalho, fala-se no “fim do emprego”, um fenômeno mundial. Somado a isso temos uma ideologia neoliberal que ganhou força a partir dos anos 80 e que, entre outras coisas, valoriza o individualismo, a liberdade e a livre iniciativa. Não há lugar para o coletivo nessa nova ordem mundial. Se as condições do emprego atual são ruins, não se perde tempo tentado melhorá-las, procura-se outro. Para isso, é preciso se manter sempre atualizado para competir pelas melhores vagas. Quem tem condições de pagar pelos inúmeros cursos oferecidos para suprir as sempre novas exigências do mercado e pode investir na própria imagem, tem melhores condições para competir; é livre para escolher o melhor emprego. Mas essa liberdade depende de constante investimento. Quem não pode bancar esse investimento fica preso à insegurança e ao medo de perder o que tem. Ser livre custa caro e o mercado sabe se servir muito bem de&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SKI_sRrBuzI/AAAAAAAABAk/zerGEXE7kkY/s1600-h/Cartaz+greve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233815746848602930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 367px; CURSOR: hand; HEIGHT: 108px" height="110" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SKI_sRrBuzI/AAAAAAAABAk/zerGEXE7kkY/s400/Cartaz+greve.jpg" width="367" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ssa liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A incerteza com relação à manutenção do emprego e a necessidade de honrar compromissos financeiros como contas e prestações a pagar pesam, e muito, na hora de decidir cruzar ou não os braços, pois o salário vai fazer falta no mês seguinte. O sindicato, que deveria zelar pelo fortalecimento do coletivo, vem perdendo credibilidade e legitimidade nos últimos anos, ocupado com seus conflitos internos regados a discursos ideológicos que não mudaram muito desde os anos 70. A pressa com que essa paralisação foi decidida, sem uma discussão prévia&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SKBePyyS23I/AAAAAAAAA_k/whcgehOB6LM/s1600-h/professor2.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233286392428288882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px" height="206" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SKBePyyS23I/AAAAAAAAA_k/whcgehOB6LM/s200/professor2.jpg" width="154" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; junto aos professores, explica por que muitos profissionais não se sentem representados por ele.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Greve não é privilégio dos professores brasileiros. Em abril deste ano os &lt;a href="http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2008/04/inglaterraprimeira-greve-de-professores.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2008/04/inglaterraprimeira-greve-de-professores.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;rofes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2008/04/inglaterraprimeira-greve-de-professores.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;sore&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2008/04/inglaterraprimeira-greve-de-professores.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;s do Reino Unido&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; também decidiram cruzar os braços: &lt;em&gt;“Resolvemos parar agora para garantirmos um futuro para nossa profissão”&lt;/em&gt;, &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL424589-5602,00.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;disse uma professor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL424589-5602,00.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;a inglesa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, decepcionada com os rumos da educação pública britânica. Lá, como aqui, a preocupação quanto ao futuro faz parte do dia a dia do professor. Se a profissão perder o valor que deve ter para a sociedade, o profissional também ficará desvalorizado. É isso o que vem ocorrendo nas últimas décadas. O que pode enobrecer mais um trabalhador que a natureza do seu ofício? Tanto mais nobre é um trabalhador quanto mais nobre é considerada sua profissão, mas para isso é preciso identificação. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;A baixa adesão nas últimas paralizações não seria um sinal de que falta identificação com a profissão? Talvez uma parcela considerável de professores veja a educação como um emprego, não como um trabalho. Eu explico: Trabalho e emprego não são a mesma coisa. Trabalho é toda ação transformadora empreendida pelo Homem, seja ela mecânica ou intelectual (Aliás, toda atividade mecânica, isto é, realizada por esforço físico, qualquer que seja ela, é também uma atividade intelectual, poisnecessita de aprendizagem e planejamento). Já, emprego é um contrato firmado entre quem idealiza o trabalho e aquele que o executa em troca de uma remuneração. Emprego é uma relação de interesse ou necessidade. Trabalho, ao contrário, não pressupõe, necessariamente, remuneração. Quem nunca ouviu a frase: &lt;em&gt;"Deixe seu emprego e vá trabalhar"?&lt;/em&gt; Quando nos dedicamos a algo no qual acreditamos, que nos completa como pessoa e que nos torna felizes, estamos trabalhando, ou seja, realizamos uma atividade criadora, transformadora do mundo, que nos move para frente, que faz parte da nossa vida, quando não é a nossa própria vida. Quem não sente isso pelo que faz pode ser um bom profissional, pode satisfazer bem as expectativas que fazem dele, pode até ganhar muito bem, mas se faz issoparasobreviver, ou para ter um nível de vida considerado bom, estará apenasempregado. Neste sentido, greve também é trabalho, pois é um instrumento _ legítimo, diga-se de passagem _ de transformação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Claro que esse é apenas um ponto de vista do qual eu compartilho.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Para mim, ser professor não pode ser apenas um emprego, pois significa assumir uma responsabilidade social, significa ter que se posicionar diante das questões que afligem a sociedade incentivando a reflexão. É função do professor questionar o senso comum, combater a exploração, a alienação e a intolerância; ensinar o que é respeito, o que é ética. Ser professor é batalhar por um mundo melhor, apesar de todas as adversidades. E isso dá trabalho, como dá!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Anton Makarenko&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://duprad.blogspot.com/2008/05/educao.html"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;(ler "&lt;em&gt;Um Poema Pedagógico&lt;/em&gt;")&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; um educador que se dedicou à dar uma face mais humana à educação de menores infratores na recém criada Unição Soviética, desenvolvendo uma pedagogia com ênfase no coletivo, pensava a educação como a única força motriz capaz de transformar a sociedade. Se essa transformação não está se dando como gostaríamos talvez seja hora de nos perguntarmos: O que estamos fazendo de nós mesmos? E o que estamos deixando que façam com nossa profissão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt; &lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=6129013311743039677"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Comente este texto!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/08/ao-trabalho.html"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Voltar para o topo da página&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Página Inicial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-6129013311743039677?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=WRTjrA9d"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=41" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=eZHis81n"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=42" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=R38zJDfB"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=43" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=d2eI6jzb"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=45" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=W8swkpnA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?i=W8swkpnA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=z3UURezg"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=50" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=tlrlzeJx"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?i=tlrlzeJx" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=LsTcexne"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=129" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SKMMPXZPtZI/AAAAAAAABA0/YJxF3m79NDE/s72-c/Passeata+greve+professores.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/08/ao-trabalho.html</feedburner:origLink></item><item><title>O Universo das palavras</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/yCtZ7lLiJrU/o-poder-da-palavra.html</link><category>O Universo das Palavras</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Fri, 05 Jun 2009 14:06:54 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-2945745300227425752</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1lHVJWXwI/AAAAAAAAA3o/ka-0EJDeMJY/s1600-h/Titulo+1.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1lQiNq2WI/AAAAAAAAA3w/qmY0iY2ICrI/s1600-h/t%C3%ADtulo+2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223442477556095330" style="" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1lQiNq2WI/AAAAAAAAA3w/qmY0iY2ICrI/s320/t%C3%ADtulo+2.gif" width="205" border="0" height="54" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1lQiNq2WI/AAAAAAAAA3w/qmY0iY2ICrI/s1600-h/t%C3%ADtulo+2.gif"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1lYjCV_RI/AAAAAAAAA34/H-0ZRTxXRqg/s1600-h/t%C3%ADtulo+3.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223442615215979794" style="width: 205px; height: 53px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1lYjCV_RI/AAAAAAAAA34/H-0ZRTxXRqg/s320/t%C3%ADtulo+3.gif" width="205" border="0" height="43" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Palavra: O que é?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Segundo o dicionário Houaiss, entre outras definições, &lt;em&gt;palavra&lt;/em&gt; é a menor partícula da língua, com som e significado próprios. Significado que não depende dela, mas do sistema lingüístico ao qual pertence e que é o resultado da interação dos homens entre si e deles com o ambiente em que vivem e que está em constante transformação. Palavra é o que dá nome, ou o que define a natureza do que tem nome. Como um artigo que define o gênero de um substantivo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SICn79Erk1I/AAAAAAAAA6Y/HzUMKOnuc8c/s1600-h/fantasia.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224360216198091602" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SICn79Erk1I/AAAAAAAAA6Y/HzUMKOnuc8c/s200/fantasia.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Palavra deriva do Grego &lt;em&gt;“parabolé”, &lt;/em&gt;que significa narrativa alegórica. Em certo sentido uma palavra é isso, uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/dubitoergosum/convidado15.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;alegoria&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, ou seja, uma fantasia, um signo, ou, para ficar mais fácil, um nome para a idéia de alguma coisa. Palavras nomeiam idéias, se uma palavra não existe, a idéia também não existe. Complicado? &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Vejamos as palavras &lt;em&gt;ler&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;texto&lt;/em&gt;. Se não existissem imagine o trabalho que teríamos para fazer um pedido simples como &lt;em&gt;“leia este texto.”&lt;/em&gt; Teríamos que explicitar minuciosament&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SICtsCRQktI/AAAAAAAAA7A/QXsKG3WJmuk/s1600-h/texto.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224366539784884946" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SICtsCRQktI/AAAAAAAAA7A/QXsKG3WJmuk/s200/texto.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e o que queremos para sermos compreendidos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Essas palavras não estiveram sempre aí, na ponta da língua. Um dia alguém sentiu a necessidade de uma palavra que desse conta de explicar o que era produzido com a escrita e qual a sua utilidade. Para isso, os latinos utilizaram uma palavra que já existia no seu vocabulário, “textum”, que significava tecer, trançar, fazer tecido. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Com a palavra &lt;em&gt;ler&lt;/em&gt; foi a mesma coisa. Ela vem do Latim &lt;em&gt;lide &lt;/em&gt;(lida), cujo verbo é &lt;em&gt;ledere&lt;/em&gt; (lidar), que quer dizer pegar, catar, separar. Ler, portanto, seria o mesmo que pegar , só que com os olhos! Uma alegoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Algumas palavras são adaptadas para nomear algo que não tinha uma definição apropriada, são os neologismos. Embalo, por exemplo, virou &lt;em&gt;balada&lt;/em&gt;. Outras &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SICoP50nB1I/AAAAAAAAA6o/-Lf_Bxv2ekU/s1600-h/e-mail.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224360558922762066" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SICoP50nB1I/AAAAAAAAA6o/-Lf_Bxv2ekU/s200/e-mail.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ganham novos sentidos, como bárbaro, que originalmente designava um selvagem, mas hoje também pode ser algo extraordinário. Outras, ainda, são empréstimos de outros idiomas, são os estrangeirismos, como &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;delete&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;delivery&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Infelizmente, algumas também desaparecem. Ninguém mais fala acuda, preferem ajuda. E as belas palavras que enfeitam nosso Hino Nacional? Digo enfeitam porque elas não fazem mais parte da nossa fala cotidiana. Seu significado já se perdeu para a maioria das pessoas, que cantam o Hino meio sem saber o que estão dizendo. Isso sem falar nas gírias, que vivem o intervalo de apenas uma geração. &lt;em&gt;Morô, bicho? &lt;/em&gt;Aliás, do mesmo modo que os seres humanos, as palavras nascem, se desenvolvem, morrem. E muitas, como acabamos de ver, até deixam descendentes. Há ainda as que trocam de gênero! &lt;em&gt;Personagem&lt;/em&gt;, por exemplo, nasceu &lt;em&gt;a personagem&lt;/em&gt;, mas não estava satisfeita e resolveu mudar. Isso causa certa confusão entre os falantes que ainda ficam na dúvida: Essa palavra é masculina ou feminina? Mas &lt;em&gt;personagem&lt;/em&gt;, resolvidíssima (ou resolvidíssimo?), não está nem aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;Cultura e Sentimento&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;As palavras podem dizer muito sobre o povo que as usa. Filosoficamente falando, a natureza dos objetos seria inacessível para nós, humanos. A realidade seria percebida através das sensações&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1aFaXm0pI/AAAAAAAAA3Q/Io2gZOR79Fo/s1600-h/N%C3%BAvens+maior.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; que eles n&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1XbmaTC-I/AAAAAAAAA2o/5mSiSaXj1C8/s1600-h/Azul+2.gif"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223427274498575330" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1XbmaTC-I/AAAAAAAAA2o/5mSiSaXj1C8/s200/Azul+2.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;os provocam e é para essas sensações que criamos palavras.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1Z0_tJgiI/AAAAAAAAA3I/i7mypa37jyg/s1600-h/N%C3%BAvens+maior.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Não vemos o &lt;em&gt;frio&lt;/em&gt;, mas o sentimos. Por outro lado, vemos a cor &lt;em&gt;azul&lt;/em&gt;, mas só percebemos essa cor porque somos sensíveis a ela, por isso &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;lhe damos um nome. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH613dAekcI/AAAAAAAAA5I/tQEUygGJmkU/s1600-h/Brancas+nuvens+menore.gif"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223812582080418242" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH613dAekcI/AAAAAAAAA5I/tQEUygGJmkU/s200/Brancas+nuvens+menore.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Vamos usar os &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquim%C3%B3" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;esquimós&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; como exemplo: Esse grupo humano vive no &lt;a href="http://www.guiageografico.net/polar/artico.htm" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Ártico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; onde não falta gelo. O chão, onde ursos polares passeiam, é coberto de &lt;em&gt;neve&lt;/em&gt;, assim como as montanhas. No céu polar, como em qualquer outro, há nuvens. Se nos perguntarem qual a cor da neve ou das nuvens (as de tempestade não valem) não teremos duvida em responder que tanto uma quanto a outra são brancas. Mas se perguntarmos a um esquimó, ele nos dirá que a neve tem uma cor e a nuvem tem outra, assim como os ursos polares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Isso&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH029devPDI/AAAAAAAAA0c/9KyTZ5_BW0g/s1600-h/Azul+Original.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; acontece porque os esquimós vivem num mundo branco e para viverem melhor nele atribuíram um significado diferente para cada uma das tonalidades dessa cor. Assim, eles vêm uma grande variedade de cores onde nós, que falamos Português, só enxergamos branco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Os gregos antigos, para citar outro exemplo, possuíam três palavras para nomear um sentimento que nós nomeamos com apenas uma, amor. Os gregos conheciam três formas de a&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1PjQtOGKI/AAAAAAAAA14/UERCXeVQgKo/s1600-h/Erotismo.gif"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223418610018293922" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1PjQtOGKI/AAAAAAAAA14/UERCXeVQgKo/s200/Erotismo.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;mor: &lt;em&gt;Ágape, Eros e Philia&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Ágape&lt;/em&gt; era o amor elevado, sublime, e também uma grande afeição. Para os primeiros cristãos, ágape era o amor de Deus. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;Eros&lt;/em&gt; era o amor sensual, romântico, apaixonado. O amor que levava as pessoas a se casarem ou manterem relações sexuais, mas também podia ser uma uma admiração muito forte, entre amigos, por exemplo, sem conotação sexual nenhuma. E, por fim, &lt;em&gt;Philia&lt;/em&gt; (filía), o amor desprendido, virtuoso. O amor ou a dedicação entre irmãos, entre pais e fil&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223432654881277794" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1cUx5fx2I/AAAAAAAAA3Y/R8QafV33w7U/s320/paix%C3%A3o.gif" width="39" border="0" height="131" /&gt;hos. Em Português Philia  deu origem a palavras como &lt;em&gt;filarmônica&lt;/em&gt;, amor à harmonia; &lt;em&gt;filantropia&lt;/em&gt;, amor à humanidade; &lt;em&gt;filosofia&lt;/em&gt;, amor á sabedoria, entre outras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Cada uma dessas três palavras pode ser traduzida por amor, mas sempre haverá uma perda de significado. A escassez de palavras para nomear algo tão diverso como o amor revela um pouco da nossa dificuldade em ligar com este sentimento. Em Português costuma-se usar a palavra &lt;em&gt;paixão&lt;/em&gt; para marcar um tipo específico de amor, mais intenso, impulsivo, mas &lt;em&gt;paixão&lt;/em&gt; é mais uma “qualidade” de amor que um sentimento específico. &lt;em&gt;Paixão&lt;/em&gt;, aliás, também vem de outra palavra grega, &lt;em&gt;Pathos&lt;/em&gt;, que significa &lt;em&gt;dor&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sofrimento&lt;/em&gt;. Por isso a crucificação de Jesus é conhecida como &lt;em&gt;“A Paixão",&lt;/em&gt; que traduzida ao pé da letra seria &lt;em&gt;“O Sofrimento de Cristo”.&lt;/em&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1YqHa4fNI/AAAAAAAAA3A/de95ih5XcWE/s1600-h/Amor+menor.gif"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223428623389195474" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1YqHa4fNI/AAAAAAAAA3A/de95ih5XcWE/s200/Amor+menor.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Originalmente, a palavra &lt;em&gt;amor&lt;/em&gt; significava dar uma atenção maior a alguém, parar em alguém. As palavras morosidade, moroso, morada, moradia, têm a mesma origem. Apesar de vir do latim seu significado atual data do século XIII. Até então a palavra latina usada para designar esse sentimento era cáritas, da qual derivam um universo de outras palavras como caro, carisma, caridade, carência, caráter, carícia e carinho. Durante a Idade Média a campanha empreendida pela Igreja para desassociar a palavra &lt;em&gt;cáritas&lt;/em&gt; das relações ditas carnais, portanto pecaminosas, fez com que essa palavra desaparecesse. Como o homem precisa dar nome aos seus sentimentos ficou cabendo a palavra &lt;em&gt;amor&lt;/em&gt; designar esse afeto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Pal&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH4zpRP6xVI/AAAAAAAAA4I/P3LAxBEHQjc/s1600-h/festa+2.gif"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223669401894176082" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH4zpRP6xVI/AAAAAAAAA4I/P3LAxBEHQjc/s200/festa+2.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;avras Especiais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Recentemente uma reportagem tratou da dificuldade que a comunidade chinesa de São Paulo tem em se integrar à sociedade brasileira, seja por motivos culturais, seja por causa da língua. Mesmo com dificu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;ldade para aprender Português, os chineses que vivem no Brasil incorporaram a palavra &lt;em&gt;festa&lt;/em&gt; na sua fala cotidiana. Isso porque não existe tradução para &lt;em&gt;festa&lt;/em&gt; no idioma C&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SHwaPmzl4oI/AAAAAAAAA0I/MR1c4pjekTQ/s1600-h/Festa+2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;hinês. Em Chinês se celebra, se comemora, mas não existe uma palavra para a reunião informal de pessoas sem intensão cerimoniosa nem motivo específico, a não ser divertir. Isso não existe na cultura chinesa, que é muito mais formal e di&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH45xAVVtcI/AAAAAAAAA4o/Lr3G6FyHfVw/s1600-h/Saudade+10.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;sciplinar que a nossa.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SICo1XAUyBI/AAAAAAAAA64/-S25feUAhWI/s1600-h/luar+10.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224361202411685906" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SICo1XAUyBI/AAAAAAAAA64/-S25feUAhWI/s200/luar+10.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH44PjOm3LI/AAAAAAAAA4g/R7PiMYcim_4/s1600-h/saudade+deserta+2.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;odos os idiomas têm palavras difíceis de traduzir para outras línguas, e algumas simplesmente não têm tradução para nenhuma outra. É o caso da palavra &lt;em&gt;saudade,&lt;/em&gt; geralmente traduzida por &lt;em&gt;"sentir falta". &lt;/em&gt;Mas nós, que falamos e sentimos &lt;em&gt;saudade&lt;/em&gt;, sabemos que não é só isso. Sabemos o que é,&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH5Xtk4fD9I/AAAAAAAAA4w/Kv3sXOJ5iaE/s1600-h/Saudade+original.gif"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223709058302676946" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH5Xtk4fD9I/AAAAAAAAA4w/Kv3sXOJ5iaE/s200/Saudade+original.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; mas explicar é difícil, por isso usamos uma palavra para expressar esse sentimento. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O Português também forjou a palavra &lt;em&gt;luar, que &lt;/em&gt;em outro&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH5ZB4YUvdI/AAAAAAAAA5A/Om_iASc50F0/s1600-h/Imagem11.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;s id&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH5X2g2ODmI/AAAAAAAAA44/B5fYPefdCz4/s1600-h/Luar+de+fato.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;iom&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;as se trad&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH69DU_9n9I/AAAAAAAAA5Y/c7Werr4fe9E/s1600-h/Luar+mais+um.gif"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;uz por &lt;em&gt;“brilho da lua”.&lt;/em&gt; Mas não é a mesma coisa, nem poderia, pois, como disse o poeta maranhense,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/02/catulo-o-poeta-popular-do-brasil.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Catullo da Paixão Cearense&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: &lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/catulo.da.paixao.cearense/letras/luar_do_sertao.htm" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;"Não há, oh gente, oh não, luar como este do sertão"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Mundo de Palavras&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O universo das Palavras não é feito só de sentidos e significados, mas também de valores sociais. Hoje vale o que está escrito, assinado e registrado em cartório, mas no passado, ser fiel a palavra dada já foi mu&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223820851426806578" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH69YyuSyzI/AAAAAAAAA5o/ytzbYeQDRgk/s200/Sorte.gif" border="0" /&gt;ito importante. Para alguns ainda é. Neste universo também não faltam atribuições mágicas, sobrenaturais ou sagradas. E isso vai muito além do &lt;em&gt;Abracadabra&lt;/em&gt;. Tem gente que acredita que uma &lt;em&gt;palavra&lt;/em&gt; pode alterar a química do corpo! Alguém duvida que a palavra &lt;em&gt;sorte&lt;/em&gt; trás &lt;em&gt;sorte&lt;/em&gt;? Vendedores, por exemplo, evitam dizer &lt;em&gt;não&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;nunca&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;só isso&lt;/em&gt;? E abusam do &lt;em&gt;sim&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;claro&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;lindo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;maravilhoso&lt;/em&gt;! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;No casamento religioso é a palavra que oficializa o&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH69O4VB7XI/AAAAAAAAA5g/gaCzyYhHp0o/s1600-h/Magica.gif"&gt;&lt;/a&gt; enlace. Existe a certidão, mas o que vale é a palavra. Com batizado ou consagração é a mesma coisa. Algumas orações cristãs lembram mantras budistas, palavras que repetidas têm poderes transcendentais. A criação do mundo, segundo a Bíblia, começa com a frase: &lt;em&gt;"No Princípio era a Palavra".&lt;/em&gt; Ou seja, na &lt;em&gt;Gênenis&lt;/em&gt;, a Palavra é o Princípio Criador, Deus. E o que é o m&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH7Ek5bZxBI/AAAAAAAAA6A/vMQ5sdZy5jU/s1600-h/Magia+2.gif"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223828755966444562" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH7Ek5bZxBI/AAAAAAAAA6A/vMQ5sdZy5jU/s200/Magia+2.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;undo senão tudo aquilo que pode ser dito através de palavras? Os limites do nosso mundo são as palavras que conhecemos. Quanto mais palavras conhecemos, maior será o nosso mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Para concluir, não posso deixar de mencionar outra magia da qual as palavras são capazes. É através delas que os poetas nos falam das coisas da vida e do amor, que os compositores nos tocam com suas canções, que viajamos pelos mundos criados pela literatura. Saber usar a palavra é um dom precioso, atributo de apenas alguns poucos privilegiados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Par&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH7Eu1O3zhI/AAAAAAAAA6I/lhYAjKI--NU/s1600-h/Poesia+2.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;a outros, como eu, enc&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SIComimss0I/AAAAAAAAA6w/CfS2sTfqcRU/s1600-h/poesia+10.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224360947827389250" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SIComimss0I/AAAAAAAAA6w/CfS2sTfqcRU/s200/poesia+10.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ontrar a palavra certa, que tenha o sentido desejado, não é uma tarefa fácil. Saber trabalhar as palavras para compor uma poesia, uma canção, escrever um livro ou simplesmente para falar, é uma arte digna dos maiores escultores, escultores de palavras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=2945745300227425752"&gt;Comente este texto!&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=2945745300227425752"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=2945745300227425752"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=2945745300227425752"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=2945745300227425752"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/07/o-poder-da-palavra.html"&gt;Subir&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/"&gt;Página Inicial&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-2945745300227425752?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=aHQ9XYog"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=41" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=bxmkJgFt"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=42" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=9cc6UOhp"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=43" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=rk3lq0vt"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=45" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=xNaL9ohy"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?i=xNaL9ohy" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=yA68G1cm"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=50" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=AwryaBvR"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?i=AwryaBvR" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=DuPLtOwp"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=129" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SH1lQiNq2WI/AAAAAAAAA3w/qmY0iY2ICrI/s72-c/t%C3%ADtulo+2.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/07/o-poder-da-palavra.html</feedburner:origLink></item><item><title>Virada Racial</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/J3nWI9zgDfc/virada-racial-ttulo-provisrio.html</link><category>Virada Racial</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Thu, 11 Dec 2008 23:15:52 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-5205338205408333326</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SF11Cbn8GPI/AAAAAAAAAnU/aHs7DbVY0HU/s1600-h/Mesti%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214452628200364274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SF11Cbn8GPI/AAAAAAAAAnU/aHs7DbVY0HU/s400/Mesti%C3%A7o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;No dia 13 de Maio de 2008, 120 anos após a abolição dos escravos, o &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.ipea.gov.br/001/00101001.jsp?ttCD_CHAVE=2&amp;amp;btOPERACAO=" target="_blank"&gt;IPEA&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;/span&gt; – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - e o &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/default.php" target="_blank"&gt;IBGE&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, órgãos do Governo Federal, divulgaram o &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/09/09/ult5772u769.jhtm" target="_blank"&gt;resultado&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt; de um levantamento inédito (ref. 2006) sobre a variação de cor e gênero na participação da economia e do trabalho no Brasil. Além de desmistificar o mito da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fflch.usp.br/sociologia/asag/Democracia%20racial.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Democracia Racial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt; brasileira, mostrando que a população preta e parda está muito longe de alcançar os mesmos níveis de educação, emprego e renda que a população branca, os números apresentados permitem fazer uma projeção que pode parecer surpreendente: Pela primeira vez, desde o início do século XX, os brasileiros que se auto-declaram brancos serão minoria. E isso até o final de 2008! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Mas vamos com calma, antes de continuar eu preciso dar algumas explicações. Apesar do título deste texto ser "Virada Racial", entre humanos não se reconhece a existência de raças biológicas. Isso não existe! &lt;em&gt;_ E é uma pena não poder dizer o mesmo sobre o racismo&lt;/em&gt;. Assim, quando o leitor se deparar com as palavras "raça" ou "racial" _ termos que deveriam ser usados sempre entre muitas aspas _ elas se referem a um conceito social e cultural historicamente construído e não a uma característica biológicamente determinada. Por este mesmo motivo, em alguns casos, optei por usar a mesma terminologia empregada pelo IBGE desde sempre, que é a classificação por cor, no caso preta e parda, ao invez de usar "negro", por esta palavra designar uma "raça" e por entender que este é um conceito muito complexo para definir em poucas linhas. &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Dadas as explicações, voltemos ao texto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;A Questão Da Cor Nos Censos Brasileiros&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A declaração de cor já estava presente nos primeiros recenseamentos da população brasileira, ocorridos em 1872 e em 1890, mas não era obrigatória e muitas vezes essa classificação partia de uma decisão arbitrária do entrevistador ou, no caso de escravos, do senhor, a quem cabia responder o questionário. No Censo de 1900, a classificação por cor foi retirada, reaparecendo somente no Censo de 1940, quando se tornou obrigatória. &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Nesse período vigorava no Brasil a política do "&lt;a href="http://www.movimentoafro.amazonida.com/branqueamento.htm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;branqueamento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;" (ou "europeização"), através de incentivos macíços à &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_no_Brasil"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;imigração&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Prevalecia, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, a idéia de que ser civilizado era ser branco. Daí o interesse &lt;em&gt;_ ideológico _ &lt;/em&gt;do governo brasileiro em ocultar do mundo os dados sobre a cor da população e assim parecer mais branco e mais civilizado. Entre 1890 e 1950 o país recebeu cerca de 6 milhões de imigrantes, na grande maioria europeus, no que o cientista social &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ensayistas.org/filosofos/brasil/ribeiro/introd.htm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Darcy Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt; chamou de “&lt;a href="http://www.tvcultura.com.br/aloescola/estudosbrasileiros/povobrasileiro/povobrasileiro3.htm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;invasão branca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A interrupção, por tanto tempo, na coleta de dados sobre a cor da população prejudicaram muito o acompanhamento da evolução "racial" no Brasil, restando aos pesquisadores apenas as estimativas oficiais. &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Vamos seguir essas estimativas do princípio, partindo dos dados oferecidos pelo primeiro Censo brasileiro em escala nacional, realizado em 1872. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Neste Censo pretos e pardos representavam quase 2/3 do total da população e os brancos representavam pouco mais de 1/3. Antes de confiar nestes números o leitor deve se perguntar o que significava ser branco ou negro no Brasil de 1872.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;Distribuição relativa da população, por cor declarada em % - Brasil -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2000/tendencias_demograficas/tendencias.pdf"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Fonte&lt;/span&gt;: &lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;IBGE, Censo Demográfico 1872/2000.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="2" width="422" border="1"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="76"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;1872&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;1890&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;1940&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;1950&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;1960&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;1980&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;1990&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;2000&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="76"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;BRANCOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;38,1&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;44,0&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;65,3&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;61,0&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;61,0&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;54,2&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;51,6&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;53,7&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="76"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;PARDOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;38,3&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;32,4&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;21,2&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;26,5&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;29,5&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;38,8&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;42,4&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;38,5&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="76"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;PRETOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;19,7&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;14,6&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;12,6&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;11,0&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;8,7&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;5,9&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;5,0&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="43"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:arial;"&gt;6,2&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Um dado curioso, que ajuda a refletir sobre essa pergunta, é que durante o Censo correu pelo país o boato de que a classificação por cor, presente nos questionários, fazia parte de um plano do governo para reescravizar os negros nascidos livres e os libertos. Outro dado importante é que o questionário não fazia referência ao indígena, oferecendo ao entrevistado apenas quatro opções para se identificar: branco, preto, pardo e caboclo, sendo que preto, no século XIX, era sinônimo de africano e pardo poderia significar tanto o negro nascido aqui como o mestiço e até o indígena, já que caboclo era um termo genérico usado para designar mestiços de brancos com índios e não para índios “puros”, que também eram chamados de &lt;a href="http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/historia/hist39_09.htm"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;"negros da terra"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Muitos negros livres ou libertos se identificavam como pardos ou, no caso dos mais claros, até mesmo como brancos, uma estratégia para se desvencilhar de qualquer associação com um passado de escravidão. Para complicar ainda mais, entre os indígenas, mas não só entre eles, havia a idéia de que, ao se afastarem dos costumes da tribo e adotar o modo de vida do branco, &lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0104-93132005000100007"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;tornavam-se também brancos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Ser branco naquela época, e em certa medida ainda hoje, não era necessariamente ter pele clara, mas agir e pensar como branco. Uma identificação muito mais cultural do que racial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Se pretos e pardos representavam quase 2/3 da população em 1872, em 1890 essa proporção caiu para pouco mais de 50%. Já em 1940, depois de um intervalo de meio século, a situção se inverteu e a população que se declarava branca se tornou maioria, representando quase 2/3 do total. Note, acompanhando o gráfico acima, que a partir de 1940 a proporção dos que se declaram brancos vem diminuindo gradativamente ao longo das décadas, pelo menos até 1990, quando voltou a aumentar. O Censo de 1940 também passou a incluir a opção de indígena e amarelo, este último em referência aos asiáticos, principalmente &lt;a href="http://www.imigracaojaponesa.com.br/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;japoneses&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Ou seja, antes de 1940 nenhum dado oficial sobre a composição racial brasileira é confiável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;No Censo de 1970 a classificação por cor foi novamente retirada do questionário pelo Regime Militar que considerava essa "diferenciação" incompatível com os esforços do governo em promover a união nacional. A classificação por cor foi retomada no Censo de 1980, mas a atitude dos governos em tentar omitir esses dados revela muito sobre o caráter político dessa classificação. Ao eliminar as diferenças de cor e raça dos documentos oficiais, tentava-se eliminar, também, as discussões sobre o preconceito. Afinal, onde todos são iguais não existe desigualdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O Que os dados do IPEA/IBGE Significam; ou Podem Significar?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Estes novos dados sobre a composição "racial" brasileira anunciados pelo IPEA e pelo IBGE não são tão surpreendentes assim, e isto por várias razões. A primeira delas, como já vimos, é a relatividade dos números, pois no Brasil o que vale é a auto-declaração e auto-declarar a cor da própria pele é assumir uma posição, que pode ser mais ou menos vantajosa dependendo do contexto da época em que foi feita a pesquisa. Para citar um exemplo, no censo de 2000, após uma década de crises e de aumento do desemprego, situação que vitima mais os pardos e os pretos, a porcentagem de brasileiros que se auto-declararam pardos foi significativamente menor que no censo anterior e a proporção dos que se declararam brancos foi maior, (como indica a tabela acima). Já em 2007, apenas 8 anos depois, as pesquisas realizadas pelo IBGE apontaram uma diferença mínima entre os que se declararam brancos e a soma dos que se declararam pretos e pardos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Esses dados podem enganar quem se prende apenas aos números. Para estes, a explicação pode ser a taxa de natalidade, que realmente é maior entre pretos e pardos e explicaria porque estão se tornando maioria. Mas só a taxa de natalidade seria insuficiênte para explicar essa "virada". A sociedade brasileira está passando por profundas transformações e uma delas é a mudança de mentalidade em relação a origem africana. A valorização desse passado, que por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/LEIS/2003/L10.639.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;lei&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt; deve ser ensinado nas escolas, está resultando numa maior discussão sobre as desigualdades "raciais" pela opinião pública e na maior atuação do Movimento Negro. Algumas conquistas já foram alcançadas como o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/paulopaim/pages/vida/publicacoes/textos/Estatuto_da_Igualdade_Racial_Novo.pdf"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Estatuto da Igualdade Racial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;,&lt;/span&gt; o Dia da Consciência Negra, entre outras &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/eaa/v24n2/a02v24n2.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;ações afirmativas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;, como a política de cotas. Tudo isso reflete nos resultados das pesquisas censitárias por levarem mais brasileiros a se identificarem como pardos ou pretos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Segundo o IPEA, as diferenças econômicas e sociais entre brancos e negros está diminuindo, mas muito lentamente. Se este ritmo se mantiver ainda vai demorar quatro décadas para que a igualdade racial se torne realidade no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Caso as projeções demográficas se confirmem no Censo de 2010 e os brasileiros negros _ &lt;em&gt;ou não-brancos &lt;/em&gt;_ sejam oficialmente a maioria, o Brasil terá reforçado um capital político inestimável para reverter um histórico de discriminação e desigualdade que há séculos relega à esta população os piores indicadores de desenvolvimento humano, econômico e social do país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;É esperar pra ver. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;strong&gt;Os dados, os conceitos e as informações utilizadas na elaboração deste texto podem ser acessados através dos links inseridos nas palavras-chaves referentes. Em alguns sites, como o do IPEA, é necessário digitar os dados procurados no sistema de busca do site.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:courier new;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=5205338205408333326"&gt;Comente este texto!&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Como Negros e Brancos Aparecem na Pesquisa do IPEA e do IBGE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;__________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:arial;"&gt;Espectativa de vida ao nascer ( 2006)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;branco:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata?SessionID=355074108&amp;amp;Tick=1213993293859&amp;amp;VAR_FUNCAO=Ser_Temas%281828887186%29&amp;amp;Mod=S" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;71,53&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt; anos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;Negro:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata?SessionID=355074108&amp;amp;Tick=1213993293859&amp;amp;VAR_FUNCAO=Ser_Temas%281828887186%29&amp;amp;Mod=S" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;66,15&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt; anos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O rendimento domiciliar per capta dos brancos é duas vezes o dos pretos e pardos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:arial;"&gt;Rendimento familiar &lt;i&gt;per capita&lt;/i&gt; nos domicílios segundo a cor ou raça do principal responsável pelo domicílio, por região metropolitana - 2006&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=737"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;img src="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/images/737_1874_103743_508211.gif" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=737" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;FONTE:&lt;/span&gt; IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Mensal de Emprego _ 2006.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;___________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Pretos e pardos contribuem menos para a previdência:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:arial;"&gt;Contribuintes para a previdência segundo a posição na ocupação por cor ou raça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=737"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;img src="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/images/737_1874_102137_194769.gif" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=737" target="_blank"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;FONTE:&lt;/span&gt; IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Mensal de Emprego (2006).&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;___________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Rendimento médio dos brancos é mais que o dobro do recebido pelos pretos e pardos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:arial;"&gt;Rendimento médio recebido no trabalho principal segundo a cor ou raça - 2006&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=737"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;img src="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/images/737_1874_102420_851375.gif" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Mensal de Emprego.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=5205338205408333326"&gt;Comente este texto!&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/06/virada-racial-ttulo-provisrio.html"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Subir&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/"&gt;Página Inicial&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/duprad/SF10CFxIMvI/AAAAAAAAAnQ/_FAJUafVtKM/s1600-h/clip_image00242.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/duprad/SF10CFxIMvI/AAAAAAAAAnQ/_FAJUafVtKM/s1600-h/clip_image00242.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-5205338205408333326?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SF11Cbn8GPI/AAAAAAAAAnU/aHs7DbVY0HU/s72-c/Mesti%C3%A7o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/2L6jQCwtydg/Democracia%20racial.pdf" fileSize="167553" type="application/pdf" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> No dia 13 de Maio de 2008, 120 anos após a abolição dos escravos, o IPEA* – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - e o IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, órgãos do Governo Federal, divulgaram o resultado de um levantamento inédito</itunes:subtitle><itunes:author>Eduardo do E S Prado</itunes:author><itunes:summary> No dia 13 de Maio de 2008, 120 anos após a abolição dos escravos, o IPEA* – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - e o IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, órgãos do Governo Federal, divulgaram o resultado de um levantamento inédito (ref. 2006) sobre a variação de cor e gênero na participação da economia e do trabalho no Brasil. Além de desmistificar o mito da Democracia Racial brasileira, mostrando que a população preta e parda está muito longe de alcançar os mesmos níveis de educação, emprego e renda que a população branca, os números apresentados permitem fazer uma projeção que pode parecer surpreendente: Pela primeira vez, desde o início do século XX, os brasileiros que se auto-declaram brancos serão minoria. E isso até o final de 2008! Mas vamos com calma, antes de continuar eu preciso dar algumas explicações. Apesar do título deste texto ser "Virada Racial", entre humanos não se reconhece a existência de raças biológicas. Isso não existe! _ E é uma pena não poder dizer o mesmo sobre o racismo. Assim, quando o leitor se deparar com as palavras "raça" ou "racial" _ termos que deveriam ser usados sempre entre muitas aspas _ elas se referem a um conceito social e cultural historicamente construído e não a uma característica biológicamente determinada. Por este mesmo motivo, em alguns casos, optei por usar a mesma terminologia empregada pelo IBGE desde sempre, que é a classificação por cor, no caso preta e parda, ao invez de usar "negro", por esta palavra designar uma "raça" e por entender que este é um conceito muito complexo para definir em poucas linhas. Dadas as explicações, voltemos ao texto.A Questão Da Cor Nos Censos Brasileiros A declaração de cor já estava presente nos primeiros recenseamentos da população brasileira, ocorridos em 1872 e em 1890, mas não era obrigatória e muitas vezes essa classificação partia de uma decisão arbitrária do entrevistador ou, no caso de escravos, do senhor, a quem cabia responder o questionário. No Censo de 1900, a classificação por cor foi retirada, reaparecendo somente no Censo de 1940, quando se tornou obrigatória. Nesse período vigorava no Brasil a política do "branqueamento" (ou "europeização"), através de incentivos macíços à imigração. Prevalecia, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, a idéia de que ser civilizado era ser branco. Daí o interesse _ ideológico _ do governo brasileiro em ocultar do mundo os dados sobre a cor da população e assim parecer mais branco e mais civilizado. Entre 1890 e 1950 o país recebeu cerca de 6 milhões de imigrantes, na grande maioria europeus, no que o cientista social Darcy Ribeiro chamou de “invasão branca”. A interrupção, por tanto tempo, na coleta de dados sobre a cor da população prejudicaram muito o acompanhamento da evolução "racial" no Brasil, restando aos pesquisadores apenas as estimativas oficiais. Vamos seguir essas estimativas do princípio, partindo dos dados oferecidos pelo primeiro Censo brasileiro em escala nacional, realizado em 1872. Neste Censo pretos e pardos representavam quase 2/3 do total da população e os brancos representavam pouco mais de 1/3. Antes de confiar nestes números o leitor deve se perguntar o que significava ser branco ou negro no Brasil de 1872.Distribuição relativa da população, por cor declarada em % - Brasil - Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1872/2000. 18721890194019501960198019902000BRANCOS38,144,065,361,061,054,251,653,7PARDOS38,332,421,226,529,538,842,438,5PRETOS19,714,612,611,08,75,95,06,2Um dado curioso, que ajuda a refletir sobre essa pergunta, é que durante o Censo correu pelo país o boato de que a classificação por cor, presente nos questionários, fazia parte de um plano do governo para reescravizar os negros nascidos livres e os libertos. Outro dado importante é que o questionário não fazia referência ao indígena, oferecendo ao entrevistado apenas quatro opções para se identificar: branco, preto, pardo e caboclo, sendo que preto, no século XIX, era sinônimo de africano e pardo</itunes:summary><itunes:keywords>Virada Racial</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/06/virada-racial-ttulo-provisrio.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/2L6jQCwtydg/Democracia%20racial.pdf" length="167553" type="application/pdf" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.fflch.usp.br/sociologia/asag/Democracia%20racial.pdf</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Um Poema Pedagógico</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/Oikn3dsY4B8/educao.html</link><category>Um Poema Pedagógico</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Thu, 11 Dec 2008 23:15:57 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-8713828391991944952</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SDcHWo3FgEI/AAAAAAAAAiA/VKs5gT13QSc/s1600-h/Foto+do+livro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203635979956879426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SDcHWo3FgEI/AAAAAAAAAiA/VKs5gT13QSc/s200/Foto+do+livro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Recentemente eu li "Poema Pedagógico" de &lt;a href="http://www.mepr.org.br/jornal/jep5/makarenko.htm"&gt;Anton Makarenko &lt;/a&gt;(S. Paulo, 2005 _ Editora 34). O livro é resultado do diário pessoal que o autor manteve quando foi diretor de um reformatório ucraniano, a Colônia Gorki, entre 1920 e 1928. Makarenko era um adimirador do celebre escritor russo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1ximo_Gorki" target="_blank"&gt;Máxim Gorki&lt;/a&gt;, por isso batizou a colônia com seu nome. Gorki se correspondeu com Makarenko e seus internos por vários anos e chegou a visitar a colônia em 1928.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história se passa logo após a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Russa_de_1917"&gt;Revolução Russa &lt;/a&gt;e no final da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Russa"&gt;Guerra Civil&lt;/a&gt;. Esses dois eventos, somados a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial"&gt;Primeira Guerra Mundial &lt;/a&gt;, entre 1914 e 1917 e à &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_russo-japonesa"&gt;Guerra contra o Japão&lt;/a&gt;, em 1905, deixaram a economia do país praticamente arruinada. Assim que o Governo Revolucionário conseguiu &lt;a href="http://designemcartaz.wordpress.com/2007/09/page/2/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203636950619488354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SDcIPI3FgGI/AAAAAAAAAiQ/epO6tV_oFy8/s320/Cartaz+revolu%C3%A7%C3%A3o+russa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;certa estabilidade política tratou de reconstruir o país. Mas não se tratava apenas de reconstruir a economia, a nova ordem econômica e social, baseada no Socialismo, não tinha precedentes na História. Era preciso construir, também, uma nova sociedade, em que o coletivo prevalecesse sobre o individual; em que a ética burguesa da busca do lucro e da ostentação apoiada nas diferenças de classes, desse lugar a uma nova: Operária, camponesa e igualitária. Em que não houvesse exploração de uns sobre os outros e em que todos tivessem acesso as mesmas oportunidades em igualdade de condições. Enfim, era preciso construir um &lt;a href="http://www.pstu.org.br/cont/subjetividade_vigotski.pdf"&gt;“novo Homem”&lt;/a&gt; e essa construção deveria começar pela educação das crianças e dos adolescentes, pelos filhos dos camponeses _ praticamente todos analfabetos como seus pais; pelos filhos dos operários _ com pouca ou nenhuma instrução e pelos menores abandonados; meninos e meninas de rua, boa parte já comprometida com o mundo do crime. Era por estes últimos que o pedagogo Anton Semionóvitch Makarenko, então com 32 anos, deveria começar a por em prática a educação socialista. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cartaz soviético -Victor Koretsky&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Makarenko não tinha nenhuma experiência na educação de menores infratores, nem mesmo os professores, contratados pelo governo revolucionário, tinham qualquer idéia de como educar esses garotos e garotas. A idéia do Departamento de Educação do novo governo era que o sistema capitalista, que imperou na Rússia até a Revolução, era o responsável pelo estado de miséria humana que arrastou essas crianças e adolescentes à criminalidade, ou seja, os menores infratores não deveriam ser considerados criminosos, mas sim, vítimas do sistema às quais era devida uma reparação.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Makarenko&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203449947743420402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SDZeKI3Ff_I/AAAAAAAAAhY/_Hm_vRokNKI/s200/Makarenko.bmp" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não demorou muito para Makarenko perceber que os manuais pedagógicos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;simplesmente não funcionavam para a sua realidade, e isto porque não previam cobrança, recompensa, estímulo ou punição. Ele chamava os pedagogos de seres do Olimpo, por viverem nas núvens, distantes da realidade, e considerava as teorias pedagógicas vazias, sem possibilidades de aplicação prática. Sem temerem conseqüências ou esperarem qualquer recompensa os internos não tinham nenhum interesse em respeitar as regras da Colônia, muito menos em aprender alguma coisa. Até mesmo a segurança dos educadores ficava comprometida na maioria dessas colônias onde professores e funcionários tinham medo dos colonistas e estes dominavam as instituições, fazendo nelas o que queriam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de passar uma noite trancado em seu dormitório por medo dos próprios alunos, Makarenko decide trabalhar de modo intuitivo, disciplinar nos moldes dos destacamentos militares, mas flexivel, e sem ficar preso as convenções dos manuais pedagógicos. Não foi nada fácil. No começo os internos reagiram, mas vendo que o diretor estava irredutível alguns aderiram, outros preferiram fugir e passaram a praticar crimes na região. O Departamento de Educação via com preocupação e ressalvas _ e até mesmo com alguma inveja _ o modo como Makarenko dirigia o reformatório e chegou a lhe impor algumas dificuldades, embora ele contasse com a simpatia de algumas pessoas influentes. Makarenko também se questionava muito sobre os resultados da sua metodologia e por várias vezes pensou em desistir, mas decidiu continuar e aprender com os erros. Acabou chegando a conclusão de que não conseguiria educar delinqüentes juvenis se não houvesse cobrança por desempenho nem punição por indisciplina, mas também não adiantaria cobrar disciplina e estudo se não oferecesse nada em troca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Disciplina, para ele, não era entendida como coerção ou imposição de normas rígidas de conduta, mas como a priorização do coletivo em detrimento do indivídual. Não de qualquer coletivo, mas de um &lt;a href="http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0162/aberto/mt_245740.shtml"&gt;coletivo&lt;/a&gt; harmonioso, pois só dentro de um coletivo harmonioso e feliz seria possível frutificar uma ética socialmente saudável. Ao longo de oito anos Anton Makarenko procurou "construir" um ambiente onde os educandos se sentissem parte dele. Era no coletivo que as demandas eram discutidas e providenciadas e era dentro dele que os problemas deveriam ser enfrentados e resolvidos. Os responsáveis por faltas mais graves, como furtos ou vandalismo, eram julgados pelos próprios companheiros numa espécie de assembléia, chamada por ele de Conselho de Comandantes, que decidia se o infrator era culpado, se deveria ser punido e qual a pena. Decisão que era sempre respeitada por ele. Gradativamente, os internos foram se convencendo de que a disciplina e o respeito mútuo revertiam para o bem estar deles próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Câmera fabricada em pelos internos da colônia Dzerzhinsky,&lt;br /&gt;para m&lt;a href="http://www.novacon.com.br/history.htm"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203457120338804754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; HEIGHT: 188px" height="200" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SDZkro3FgBI/AAAAAAAAAho/uuv9Len81MM/s200/Maquina+fotografica+makarenko.jpg" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;enores infratores, também dirigida por Makarenko&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em poucos anos a colônia se tornou auto-suficiente. Fabricava-se de tudo, o excedente era vendido e o lucro era reinvestido na colônia. Os jovens trabalhavam metade do período e estudavam na outra metade, sendo que o empenho deveria ser satisfatórios nos dois turnos. Não se tratava apenas de trabalhar por trabalhar, havia toda uma filosofia de progresso e crescimento que não se separava da educação. Makarenko não formou fabricantes de cabos de vassouras, mas médicos e aviadores, ainda que também saíssem de sua colônia exímios marceneiros, eletricistas e torneiros. A primeira câmera fotográfica da União Soviética foi fabricada dentro de uma colônia dirigida por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade em trabalhar com aqueles jovens levou o autor a tratar educação e instrução como coisas diferentes. “Instruir é educar, mas educar não é, necessariamente, instruir”. Há uma diferença entre educar um ser humano para tornar viável sua vida em sociedade e instruí-lo para a ciência e o trabalho. Era preciso oferecer muito mais que quartos aquecidos, roupas limpas e boa alimentação, os internos precisavam de garantias de que teriam uma vida rica em possibilidades. Depois de muitas reuniões, discussões e quase dois anos de frustrações, Makarenko conseguiu vagas nos cursos superiores para os internos da Colônia Gorki que se destacassem nos estudos. Aos outros, que não ingressassem no ensino superior, ficava garantido um ensino profissionalizante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de suas conquistas Makarenko recebia pesadas críticas de pedagogos e do Departamento de Educação que consideravam suas normas de disciplina rígidas demais e também por ele não seguir as orientações pedagógicas. Percebendo que essa indisposição contra ele já estava prejudicando seus colonistas ele pediu demissão do cargo de diretor da Colônia Gorki, passando a se dedicar a colônia Dzerzhinsky onde teve seu trabalho reconhecido .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Poema Pedagógico" é uma leitura indispensável para quem trabalha na área de educação. Embora o livro trate do universo dos reformatórios soviéticos do início do século XX, e dentro de um contexto bem particular que foi a implantaçao do Socialismo na União Soviética, a experiência transmitida pelo autor pode ser muito útil para professores e educadores de hoje. As personagens juvenis que povoam o livro são tão humanas e complexas quanto qualquer adolescente do século XXI e o mesmo vale para os educadores, na maioria muito bem intencionados, mas sem preparo para lidar com meninos e meninas com tantos problemas e com interesses tão divergentes e contraditórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pensava Anton Makarenko, em se tratando de educação, principalmente de adolescentes, não existe fórmula pronta, por isso devemos levar em conta que na época em que o livro foi escrito a sociedade soviética, como um todo, estava empenhada na reconstrução do país, o que só seria possível através da educação, e esta era a prioridade número um do governo, que entendia ser a única maneira de consolidar a Revolução e concretizar seus ideais.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SD2CEo3FgYI/AAAAAAAAAk0/I8QB8fcixRU/s1600-h/Sala+de+Aula+blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205459760509714818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SD2CEo3FgYI/AAAAAAAAAk0/I8QB8fcixRU/s320/Sala+de+Aula+blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os educadores de hoje enfrentam desafios semelhantes, mas ao contrário de Makarenko não podem contar com o empenho do Estado. O tema Educação esta presente todos os dias na mídia, que se mostra mais preocupada com a falta de mão de obra qualificada do que interessada numa educação de qualidade voltada para a cidadania. E, apesar dos discursos, a educação pública não é prioridade. Jornalistas, Políticos, empresários e economistas são chamados a apontar soluções enquanto os professores, que realmente vivenciam a realidade do sistema, não são ouvidos e assim como Makarenko são o alvo das críticas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Trechos do livro:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;"O mais desagradável dos dialogos é aquele em que o interlecutor que tem o poder para decidir joga com a teoria, acreditando que a teoria determina a realidade".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Nas ruas, a vida desses pequenos cidadãos transcorre naturalmente e os problemas de sobrevivência são solucionados sem que se recorra à moral e aos princípios tanto prezados pela nossa sociedade, pois não possuem nem tempo, nem costume, nem escrivaninha para ocuparem-se destas coisas. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;(...) é preciso sobreviver, mantendo-se com força na superfície do globo terrestre, mesmo que para isso seja preciso agarrar-se nas bolsas das senhoras e nas pastas de elegantes cavalheiros. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(...) A vontade dessas crianças a muito fora esmagada pela violência e pelos safanões dos mais velhos. Ao mesmo tempo essas crianças não são nada idiotas; de fato são crianças comuns, colocadas pelo destino numa situação incrivelmente absurda: Por um lado elas estão privadas de todos os beneficios do desenvolvimento humano e, por outro, são excluídas das soluções salvadoras, pela simples razão da sua luta pela sobrevivência.&lt;/em&gt; (Makarenko, 2005)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2339590420945669758&amp;amp;postID=8713828391991944952"&gt;Comente este texto!&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102);font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/05/educao.html"&gt;Subir&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102);font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Página Inicial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-8713828391991944952?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SDcHWo3FgEI/AAAAAAAAAiA/VKs5gT13QSc/s72-c/Foto+do+livro.bmp" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/Sl9qoYWJQMw/subjetividade_vigotski.pdf" fileSize="218268" type="application/pdf" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Recentemente eu li "Poema Pedagógico" de Anton Makarenko (S. Paulo, 2005 _ Editora 34). O livro é resultado do diário pessoal que o autor manteve quando foi diretor de um reformatório ucraniano, a Colônia Gorki, entre 1920 e 1928. Makarenko era um adimir</itunes:subtitle><itunes:author>Eduardo do E S Prado</itunes:author><itunes:summary> Recentemente eu li "Poema Pedagógico" de Anton Makarenko (S. Paulo, 2005 _ Editora 34). O livro é resultado do diário pessoal que o autor manteve quando foi diretor de um reformatório ucraniano, a Colônia Gorki, entre 1920 e 1928. Makarenko era um adimirador do celebre escritor russo Máxim Gorki, por isso batizou a colônia com seu nome. Gorki se correspondeu com Makarenko e seus internos por vários anos e chegou a visitar a colônia em 1928. A história se passa logo após a Revolução Russa e no final da Guerra Civil. Esses dois eventos, somados a Primeira Guerra Mundial , entre 1914 e 1917 e à Guerra contra o Japão, em 1905, deixaram a economia do país praticamente arruinada. Assim que o Governo Revolucionário conseguiu certa estabilidade política tratou de reconstruir o país. Mas não se tratava apenas de reconstruir a economia, a nova ordem econômica e social, baseada no Socialismo, não tinha precedentes na História. Era preciso construir, também, uma nova sociedade, em que o coletivo prevalecesse sobre o individual; em que a ética burguesa da busca do lucro e da ostentação apoiada nas diferenças de classes, desse lugar a uma nova: Operária, camponesa e igualitária. Em que não houvesse exploração de uns sobre os outros e em que todos tivessem acesso as mesmas oportunidades em igualdade de condições. Enfim, era preciso construir um “novo Homem” e essa construção deveria começar pela educação das crianças e dos adolescentes, pelos filhos dos camponeses _ praticamente todos analfabetos como seus pais; pelos filhos dos operários _ com pouca ou nenhuma instrução e pelos menores abandonados; meninos e meninas de rua, boa parte já comprometida com o mundo do crime. Era por estes últimos que o pedagogo Anton Semionóvitch Makarenko, então com 32 anos, deveria começar a por em prática a educação socialista. Cartaz soviético -Victor KoretskyMakarenko não tinha nenhuma experiência na educação de menores infratores, nem mesmo os professores, contratados pelo governo revolucionário, tinham qualquer idéia de como educar esses garotos e garotas. A idéia do Departamento de Educação do novo governo era que o sistema capitalista, que imperou na Rússia até a Revolução, era o responsável pelo estado de miséria humana que arrastou essas crianças e adolescentes à criminalidade, ou seja, os menores infratores não deveriam ser considerados criminosos, mas sim, vítimas do sistema às quais era devida uma reparação.Makarenko Não demorou muito para Makarenko perceber que os manuais pedagógicossimplesmente não funcionavam para a sua realidade, e isto porque não previam cobrança, recompensa, estímulo ou punição. Ele chamava os pedagogos de seres do Olimpo, por viverem nas núvens, distantes da realidade, e considerava as teorias pedagógicas vazias, sem possibilidades de aplicação prática. Sem temerem conseqüências ou esperarem qualquer recompensa os internos não tinham nenhum interesse em respeitar as regras da Colônia, muito menos em aprender alguma coisa. Até mesmo a segurança dos educadores ficava comprometida na maioria dessas colônias onde professores e funcionários tinham medo dos colonistas e estes dominavam as instituições, fazendo nelas o que queriam. Depois de passar uma noite trancado em seu dormitório por medo dos próprios alunos, Makarenko decide trabalhar de modo intuitivo, disciplinar nos moldes dos destacamentos militares, mas flexivel, e sem ficar preso as convenções dos manuais pedagógicos. Não foi nada fácil. No começo os internos reagiram, mas vendo que o diretor estava irredutível alguns aderiram, outros preferiram fugir e passaram a praticar crimes na região. O Departamento de Educação via com preocupação e ressalvas _ e até mesmo com alguma inveja _ o modo como Makarenko dirigia o reformatório e chegou a lhe impor algumas dificuldades, embora ele contasse com a simpatia de algumas pessoas influentes. Makarenko também se questionava muito sobre os resultados da sua metodologia e por várias vezes pensou em desistir, mas decidiu continuar</itunes:summary><itunes:keywords>Um Poema Pedagógico</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2008/05/educao.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/Sl9qoYWJQMw/subjetividade_vigotski.pdf" length="218268" type="application/pdf" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.pstu.org.br/cont/subjetividade_vigotski.pdf</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>A Cidade</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/rJpUYUh5ZiA/cidade.html</link><category>A Cidade</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Wed, 09 Sep 2009 21:02:24 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-4780131975573038160</guid><description>&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;A cidade fascina os homens a pelo menos 7.500, segundo a Arqueologia. No&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="" href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/Rg1bQyBQqjI/AAAAAAAAABk/sjPECQIHIis/s1600-h/IMG_0108+b.JPG"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047791101215287858" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 205px; cursor: pointer; height: 268px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/Rg1bQyBQqjI/AAAAAAAAABk/sjPECQIHIis/s400/IMG_0108+b.JPG" width="277" border="0" height="268" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;A cidade fascina os homens a pelo menos 7.500, segundo a Arqueologia. No começo cidade era sinônimo de segurança já que sua função era servir de fortificação. De dentro dela os reis governavam os homens, os sacerdotes seus espíritos e os dois, juntos com os comerciantes, seus bolsos. Todos muito bem protegidos pelos guardas do reino ou da tribo. Com o desenvolvimento das técnicas de construção, as cidades ganharam muralhas, muitas delas intransponíveis, além de templos, palácios, teatros e novos equipamentos urbanos como praças públicas, ruas calçadas, aquedutos e sistema de esgotos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;Além de garantir um abrigo seguro para os poderosos a cidade tinha outra função importante: Boa parte delas constituiam grandes mercados. A cidade antiga era ao mesmo tempo o centro administrativo do poder, o centro religioso, comercial e cultural de suas nações, pois ela representava o poderio, a riqueza e a sofisticação de uma civilização. Na Grécia surge a cidade clássica, a Polis, com um sofisticado de leis e de governo. Na principal delas, Atenas, surge a Democracia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Outra cidade que povoou, por séculos, a mente dos homens como exemplo de cidade por excelência foi Roma. Os pronunciamentos oficiais do tempo do Império Romano sempre começavam com a frase: Urbs et Orbs _ "Da cidade para o mundo", em latim, estabelecendo a ordem do Orbs (mundo) em referência à urbs (Roma). A frase continua sendo usada na primeira benção do ano, dada pelo Papa, diretamente de Roma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Com a queda do Império Romano as cidades passaram por um longo período de estagnação que durou quase toda a Idade Média, voltando a florescer com o renascimento.No final do século XVIII, com a Revolução Industrial, as cidades alcançaram um nível de concentração populacional até então inimaginável e seus problemas cresceram nas mesmas proporções. Pessoas de todas as partes, com culturas, crenças e línguas diferentes eram atraídas para as cidades em busca de trabalho e de uma vida melhor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;A concentração de tantas pessoas querendo aproveitar os benefícios oferecidos por elas acabou trazendo problemas. Desde então as cidades sempre tiveram áreas mais bonitas e seguras e outras mais feias e inseguras. Cidades inglesas, como Londres e Manchester foram as primeiras "Cidades Grandes" do Ocidente desde os tempos de Roma, mas foi Paris, a partir da Segunda metade do século XIX, que se tornou o modelo de metrópole universal, copiado e reproduzido por todos os países que desejavam o título de "modernos". Do século XIX ao começo do XX não havia cidade no mundo que não desejasse parecer-se com Paris.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;No Brasil as cidades se desenvolveram muito lentamente durante todo o período colonial ganhando impulso somente a partir de 1850, graças a riqueza gerada pelo café, mas esse desenvolvimento somente se consolidou na primeira metade do século XX com a industrialização, principalmente a partir dos anos 20 e 30. A maioria dos problemas urbanos que enfrentamos hoje se deve a acelerada urbanização promovida pelo desenvolvimento industrial. Com o projeto desenvolvimentista do Estado Novo, nos anos 30 e depois com o "milagre Brasileiro" nos anos 70, as cidades brasileiras cresceram muito rapidamente e sem planejamento algum, por isso mantém o aparente traçado improvisado que se tornou permanente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Parte do fascínio exercido pela cidade talvez se explique, de certa forma, pela capacidade que ele tem de separar o homem da natureza; não é necessário cultivar a terra, nem caçar ou pescar, é só ir ao mercado da esquina. Isso contribui para libertar as pessoas do peso das&lt;br /&gt;tradições familiares e das imposições sociais. Observar a natureza de fora, ou seja, a partir da cidade, levou o homem a refletir sobre ele mesmo, questionando o senso comum e as antigas explicações que a sociedade tinha sobre a sociedade e a natureza. Não é por acaso que grande parte do conhecimento humano foi construído nas cidades. Quem sabe não foi este o motivo que levou Deus, por precaução, a impedir a construção de Babel, confundindo a língua de seus habitantes dispersando todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;A cidade é lugar de encontros, desencontros e reencontros. Destino de um sem número de pessoas à procura de oportunidades, fama ou do anonimato. A cidade é capaz de apagar antigas identidades e ascender novas, ofusca indivíduos, ilumina anônimos, entorpece os espíritos, transforma a realidade. A cidade fabrica celebridades e heróis, anjos e demônios, santos e monstros. A cidade é ao mesmo tempo um imenso campo de oportunidades e um grande campo minado, cheio de armadilhas. Há muitos buracos onde se pode cair, mas também há muitos onde procurar refúgio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Eduardo Prado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-weight: bold;" href="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/Rg1bQyBQqjI/AAAAAAAAABk/sjPECQIHIis/s1600-h/IMG_0108+b.JPG"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"História Sem Fim" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Pequeno trecho do&lt;br /&gt;artigo “História Sem Fim” de José Arbex Jr. (1999, Caros Amigos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;A Cidade,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; sob a aparência de uma “normalidade” rotineira, é de fato um palco turbulento, enigmático e desconhecido, um imenso caos feito de paixões subterrâneas, de fantasias e pulsões que move cada um de nós, os seus habitantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;A cidade é a manifestação aparente de uma ordem que só existe de forma muito frágil, precária. A cidade é a ilusão de uma ordem que quase não existe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Nada disso é rigorosamente “novo”. Ao contrário, o caos urbano é um dos grandes signos dessa fase da história que se convenciona chamar modernidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Um sistema onde as comunidades são apenas aparentes, já que aquilo que une os homens em grandes aglomerações urbanas é também aquilo que os separa:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;a disputa por emprego, por salários, a busca do lucro, as estratégias individuais de ascensão social, a exploração de uns pelos outros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;As cidades não tendem a criar relações reais de compaixão e solidariedade, mas, ao contrário, sua grande vocação é alimentar o medo, aprofundar a solidão"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://duprad.globolog.com.br/"&gt;Leia na íntegra: &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Babel&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="color: rgb(102, 51, 51);" href="http://www.historiadomundo.com.br/imagens/babilonia_babel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 200px; cursor: pointer;" alt="" src="http://www.historiadomundo.com.br/imagens/babilonia_babel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;“Toda a Terra tinha uma só língua, e os homens entendiam-se com as mesmas palavras. Alguns , partindo para o Oriente, encontraram na Terra de Senaar uma planície onde se estabeleceram. E Disseram uns aos outros: “Vamos, fabriquemos tijolos e cozamo-los no fogo”. Depois disseram: “Construamos pra nós uma cidade com uma torre cujo topo chegue aos céus. Tornemos assim, célebre o nosso nome, para que não sejamos mais dispersos pela face da Terra.”Mas o Senhor desceu para ver a Cidade que os filhos dos homens construíam. “Eis que são um só povo, disse o Senhor, e falam uma só língua: Se começam assim, nada os impedirá, futuramente de executarem todos os seus empreendimentos. Vamos, desçamos para lhes confundir a língua para que não se compreendam mais uns com os outros. Assim o senhor os dispersou e impediu a construção da Cidade. Por isso deram a ela o nome de Babel, porque ali o Senhor confundiu a linguagem de todos os seus habitantes.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Gênesis,&lt;br /&gt;Cap. 11 v. 1 ao 9.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Do livro: &lt;em&gt;"Se Um Viajante Numa Noite de Inverno"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 7.5pt 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%; text-align: right;" align="right"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.fotosedm.hpg.ig.com.br/Postais/CL3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 320px; cursor: pointer; height: 213px;" alt="" src="http://www.fotosedm.hpg.ig.com.br/Postais/CL3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 7.5pt 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%; text-align: right;" align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="article" style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;A cidade de quem a vê sem entrar é uma; é outra para quem passa por ela e é outra para quem está aprisionado e não sai mais dali; uma é a cidade à qual se chega pela primeira vez, outra é da qual se parte para nunca mais voltar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; Italo Calvino &lt;/span&gt;&lt;span class="article"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;(1999, p.&lt;br /&gt;115).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: right;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/Rg1Y8SBQqhI/AAAAAAAAABU/UopKPJy51Xk/s1600-h/IMG_0011b.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047788550004714002" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/Rg1Y8SBQqhI/AAAAAAAAABU/UopKPJy51Xk/s320/IMG_0011b.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="article"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="article"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="article"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;.. seu segredo é o modo pelo qual o olhar percorre as figuras que se sucedem numa partitura musical da qual não se pode modificar ou deslocar nenhuma nota. A cidade é estática.&lt;br /&gt;Ruas, vielas e praças perenes, obrigadas a permanecerem imóveis, imutáveis na constante metamorfose. Na cidade, Zóra definhou, desfez-se, sumiu. Foi esquecida pelo mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Italo Calvino (1999, p.&lt;br /&gt;19-20)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Trecho do livro &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;"As Cidades Invisíveis"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;span class="article"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Ítalo Calvino. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;a href="http://www.educacaopatrimonial.com.br/educacaopatrimonial/xilocidade.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;http://www.educacaopatrimonial.com.br/educacaopatrimonial/xilocidade.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;http://www.fotosedm.hpg.ig.com.br/RJ/RJ046.jpg&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 200px; cursor: pointer; height: 164px;" alt="" src="http://www.fotosedm.hpg.ig.com.br/RJ/RJ046.jpg" border="0" /&gt;.&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;..E a Cidade?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 51, 102); text-align: right;" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="color: rgb(102, 51, 102);" align="left"&gt;Com seus braços abertos num cartão postal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 51, 102); text-align: right;" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="color: rgb(102, 51, 102);" align="left"&gt;Com os punhos fechados na vida real&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 51, 102); text-align: right;" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="color: rgb(102, 51, 102);" align="left"&gt;lhes nega oportunidades&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 51, 102); text-align: right;" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-family:trebuchet ms;" &gt;Mostra a face dura do mal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-family:Trebuchet MS;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-family:Trebuchet MS;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-family:Trebuchet MS;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-family:Trebuchet MS;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-family:Trebuchet MS;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-family:Trebuchet MS;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Trebuchet MS;" &gt;&lt;strong&gt;Alagados, Paralamas do Sucesso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;"&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WNjAHS-UzP0"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WNjAHS-UzP0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0); text-align: center;"&gt;....Ilusora de pessoas de outros lugares,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0); text-align: center;"&gt;A Cidade; sua fama vai além dos mares.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0); text-align: center;"&gt;A cidade não pára, A cidade só cresce. O de cima sobe e o de baixo desce....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UVab41Zn7Yc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UVab41Zn7Yc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-4780131975573038160?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=W5in3QzC"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=41" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=euRHXq62"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=42" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=LLZkuQb9"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=43" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=2a0fYlSg"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=45" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=nHEAyG10"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?i=nHEAyG10" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=zHSDHCGS"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=50" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=7L7yCjO1"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?i=7L7yCjO1" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?a=O8CI56Ce"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/IdiasEEnsaios?d=129" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/Rg1bQyBQqjI/AAAAAAAAABk/sjPECQIHIis/s72-c/IMG_0108+b.JPG" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/EIi9JHdmz7w/WNjAHS-UzP0" fileSize="1004" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>A cidade fascina os homens a pelo menos 7.500, segundo a Arqueologia. No A cidade fascina os homens a pelo menos 7.500, segundo a Arqueologia. No começo cidade era sinônimo de segurança já que sua função era servir de fortificação. De dentro dela os reis </itunes:subtitle><itunes:author>Eduardo do E S Prado</itunes:author><itunes:summary>A cidade fascina os homens a pelo menos 7.500, segundo a Arqueologia. No A cidade fascina os homens a pelo menos 7.500, segundo a Arqueologia. No começo cidade era sinônimo de segurança já que sua função era servir de fortificação. De dentro dela os reis governavam os homens, os sacerdotes seus espíritos e os dois, juntos com os comerciantes, seus bolsos. Todos muito bem protegidos pelos guardas do reino ou da tribo. Com o desenvolvimento das técnicas de construção, as cidades ganharam muralhas, muitas delas intransponíveis, além de templos, palácios, teatros e novos equipamentos urbanos como praças públicas, ruas calçadas, aquedutos e sistema de esgotos. Além de garantir um abrigo seguro para os poderosos a cidade tinha outra função importante: Boa parte delas constituiam grandes mercados. A cidade antiga era ao mesmo tempo o centro administrativo do poder, o centro religioso, comercial e cultural de suas nações, pois ela representava o poderio, a riqueza e a sofisticação de uma civilização. Na Grécia surge a cidade clássica, a Polis, com um sofisticado de leis e de governo. Na principal delas, Atenas, surge a Democracia. Outra cidade que povoou, por séculos, a mente dos homens como exemplo de cidade por excelência foi Roma. Os pronunciamentos oficiais do tempo do Império Romano sempre começavam com a frase: Urbs et Orbs _ "Da cidade para o mundo", em latim, estabelecendo a ordem do Orbs (mundo) em referência à urbs (Roma). A frase continua sendo usada na primeira benção do ano, dada pelo Papa, diretamente de Roma. Com a queda do Império Romano as cidades passaram por um longo período de estagnação que durou quase toda a Idade Média, voltando a florescer com o renascimento.No final do século XVIII, com a Revolução Industrial, as cidades alcançaram um nível de concentração populacional até então inimaginável e seus problemas cresceram nas mesmas proporções. Pessoas de todas as partes, com culturas, crenças e línguas diferentes eram atraídas para as cidades em busca de trabalho e de uma vida melhor. A concentração de tantas pessoas querendo aproveitar os benefícios oferecidos por elas acabou trazendo problemas. Desde então as cidades sempre tiveram áreas mais bonitas e seguras e outras mais feias e inseguras. Cidades inglesas, como Londres e Manchester foram as primeiras "Cidades Grandes" do Ocidente desde os tempos de Roma, mas foi Paris, a partir da Segunda metade do século XIX, que se tornou o modelo de metrópole universal, copiado e reproduzido por todos os países que desejavam o título de "modernos". Do século XIX ao começo do XX não havia cidade no mundo que não desejasse parecer-se com Paris. No Brasil as cidades se desenvolveram muito lentamente durante todo o período colonial ganhando impulso somente a partir de 1850, graças a riqueza gerada pelo café, mas esse desenvolvimento somente se consolidou na primeira metade do século XX com a industrialização, principalmente a partir dos anos 20 e 30. A maioria dos problemas urbanos que enfrentamos hoje se deve a acelerada urbanização promovida pelo desenvolvimento industrial. Com o projeto desenvolvimentista do Estado Novo, nos anos 30 e depois com o "milagre Brasileiro" nos anos 70, as cidades brasileiras cresceram muito rapidamente e sem planejamento algum, por isso mantém o aparente traçado improvisado que se tornou permanente. Parte do fascínio exercido pela cidade talvez se explique, de certa forma, pela capacidade que ele tem de separar o homem da natureza; não é necessário cultivar a terra, nem caçar ou pescar, é só ir ao mercado da esquina. Isso contribui para libertar as pessoas do peso das tradições familiares e das imposições sociais. Observar a natureza de fora, ou seja, a partir da cidade, levou o homem a refletir sobre ele mesmo, questionando o senso comum e as antigas explicações que a sociedade tinha sobre a sociedade e a natureza. Não é por acaso que grande parte do conhecimento humano foi construído nas cidades. Quem sabe não foi este o motivo que levou Deu</itunes:summary><itunes:keywords>A Cidade</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2007/03/cidade.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/EIi9JHdmz7w/WNjAHS-UzP0" length="1004" type="application/x-shockwave-flash" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.youtube.com/v/WNjAHS-UzP0</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Violência Estrutural e Violência Criminal</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~3/ij6ibhBrXBI/violncia-estrutural-e-violncia-criminal_24.html</link><category>Violência Estrutural X Violência Criminal</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo do E S Prado)</author><pubDate>Thu, 11 Dec 2008 23:15:58 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2339590420945669758.post-8857250989694822151</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SHWH7ivPZHI/AAAAAAAAAyI/9AS5jDLY6v4/s1600-h/apontando+arma+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221228800012936306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9iqQT7GjVZs/SHWH7ivPZHI/AAAAAAAAAyI/9AS5jDLY6v4/s200/apontando+arma+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;A organização social do Estado Brasileiro está estruturada em um sistema que, se por um lado oferece instrumentos de bem estar social com políticas públicas de infra-estrutura urbana eprevidência social _ além de sustentar uma economia que permite a uma parcela da população participar de todos os benefícios que o desenvolvimento econômico e tecnológico podem oferecer _ por outro impede a outra parcela da população, a maior parte dela, de ter acesso a estes benefícios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A precariedade das condições de vida e a falta de acesso aos benefícios do progresso econômico é o que define, neste texto, o conceito de violência estrutural*; origem de uma sociedade violenta.&lt;/span&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A falta de habitações adequadas, de equipamentos sociais e de acesso aos serviços públicos, situação destinada à parte da população que não compartilha dos benefícios que o desenvolvimento do Estado proporciona, é o que chamarei aqui de “Violência estrutural”. Violência porque submete grande número de cidadãos a uma existência sem esperança, exposta a doenças, acidentes de trabalho, envelhecimento precoce, violência, desemprego, subemprego, sem amparo do Estado e poucas possibilidades de melhorar de vida. E estrutural porque essa exclusão é a base sobre a qual a sociedade brasileira foi construída e na qual ainda se sustenta, pois os mecanismos estatais que poderiam dar condições de mobilidade social são insuficientes e ineficientes. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;“O conceito de violência estrutural que oferece um marco à violência do comportamento, se aplica tanto às estruturas organizadas e institucionalizadas da família como aos sistemas econômicos, culturais e políticos que conduzem à opressão de determinadas pessoas a quem se negam vantagens da sociedade, tornando-as mais vulneráveis ao sofrimento e à morte. Essas estruturas determinam igualmente as práticas de socialização que levam os indivíduos a aceitarem ou a infligirem sofrimentos [a outros] de acordo com o papel que desempenham.”&lt;/em&gt; (Boulding, 1981 -citado em: Assossiação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva, 2007 - grifo meu)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os elementos da violência estrutural são a ausência de infra-estrutura e planejamento urbano dos bairros periféricos _ onde as vezes o Estado só se faz presente nas ações policiais _ ; péssimas escolas com baixa qualidade de ensino, o que por si só impede a mobilidade social; hospitais e postos de saúde sem médicos, leitos e remédios, o que veda o acesso à saúde; oferecimento insuficiênte de defensoria pública para quem não pode pagar um advogado, o que veda o acesso à Justiça, etc...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem vive e cresce dentro desse sistema de precariedade e exclusão, acaba tendo a percepção de que a sua vida vale menos. É essa precariedade das condições de vida que leva ao aumento de outro tipo de violência, a criminal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mídia e Senso Comum&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Apesar do seu poder de alcance e da sua influência, a imprensa está a serviço dos interesses de uma sociedade" eleita" que vive "apartada" da realidade social do país.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A relação entre crime e exclusão social, ou seja entre a violência estrutural e a violência criminal, constitui uma ameaça para as pretensões hegemônicas das elites econômicas que historicamente impedem a participação das outras parcelas da população na estrutura governamental e concentra a administração do Estado dentro do seu grupo social. Assim, conseguem tirar dele ainda mais benefícios, vetando ao restante da população os privilégios que ela recebe do Estado e fragilizando a estrutura social daqueles que realmente dependem desses benefícios. O resultado é a precariedade dos serviços públicos destinados a população de baixa renda, que não pode pagar por eles. Para evitar a associação da criminalidade com a violência estrutural, as elites usam como instrumento, através da mídia, que lhes pertence, a construção de um senso comum, uma visão de mundo onde a criminalidade é a violência em si e não uma consequência de outro tipo de violência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse senso comum não chega a considerar a violência estrutural como tal, “mas sim, como pura e simples incompetência dos governos responsáveis”. Impressão que é amplificada pelos meios de comunicação, que lhes dispensam espaço muito menor que o dedicado á criminalidade, sem nunca associa-la como uma manifestação dessa violência. O silêncio da mídia retifica a violência estrutural e dissolve a revolta contra a ineficiência das políticas públicas, que acaba assumindo, pelo senso comum, uma aparência de fatalidade: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;_ "Morreu na fila do Pronto Socorro? Chegou a hora dele, fazer o que?" &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;_ "O filho deixou a escola? É que ele não tinha inclinação pros estudos.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;_ "Está desempregado? É acomodado, preguiçoso, não se especializa”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;_ “Sofreu constrangimento ou abuso da autoridade policial?&lt;br /&gt;Ficou dando "sopa" na rua até tarde da noite.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo, a mídia anuncia a urgência dos “eleitos” da sociedade em ver ações mais “efetivas” contra a violência criminal e legitima o aumento da repressão com a mobilização do corpo policial contra aqueles que o Estado já havia excluído. “Os violentados se tornam os violentos”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;“(...) A violência delinqüêncial não é um fenômeno uniforme, monolítico, que se abate sobre a sociedade como algo que lhe é exterior. Pelo contrário: Ela é polifórmica, multifacetada, encontrando-se diluída na sociedade sob as mais diversas manifestações, que se interligam, interagem, (re) alimentam-se e se fortalecem.”&lt;/em&gt; (Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva, artigo, 2007)&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Qual Sociedade a Mídia Representa?&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Dinamismo econômico, modernidade, tecnologia. Realidade para apenas uma parcela privilegiada de cidadãos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando a Imprensa fala em nome da “sociedade” acreditamos que ela fala em nosso nome, em nome de toda a “nossa" sociedade. Sociedade que, teoricamente, teria nos meios de comunicação um porta voz. Mas essa “sociedade” que os meios de comunicação nos fazem acreditar que também nos inclui representa apenas uma elite formada pelas classes média alta , sobretudo alta. É essa sociedade que, assustada em ver a escalada do crime chegando as suas portas, clama por leis mais duras contra a violência e pela maior ação preventiva contra o crime; o que no Brasil se entende por “maior ação repressiva”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não que as classes mais baixas também não clamem por segurança, muito pelo contrário, já que é sobre elas que a violência recai com maior peso e causa maior dano e é sobre ela novamente que atua a ação repressiva da polícia, quando esta é liberada dos limites legais para agir, motivada pelo clamor da “sociedade” por segurança. As classes mais baixas sofrem três vezes; pela violência estrutural, que é a precariedade das condições de vida; pela violência criminal, conseqüência da anterior, e pela violência policial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para completar, as políticas brasileiras de segurança pública ainda se apóiam no velho conceito de “classes perigosas”, em que o pobre, o negro e o jovem são considerados criminosos em potencial. Porém, quando se olha essa realidade do outro lado, eles é que são as vítimas preferenciais de uma sociedade onde a ordem de progresso é a concentração de renda e a exclusão de grupos. Um dos motivos que leva um policial a abordar um indivíduo por considera-lo suspeito é o mesmo que leva uma senhora a apertar a bolsa contra o corpo ao passar por ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa sociedade onde a violência do Estado não é questionada a Democracia é apenas aparente, servindo de disfarce para um sistema que apesar de se dizer participativo e advogar a liberdade e a igualdade entre seus cidadãos, não garante a todos o pleno acesso a seus direitos, pois o Estado volta suas atenções para atender apenas os interesses de uma classe privilegiada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Que Fazer Então?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa banalização das diferentes formas de violência é uma questão que demanda, da parte de TODA a sociedade, reflexão e ação, tanto política quanto participativa, uma vez que a única maneira de mudar esse quadro de violência endêmica é com a pressão da sociedade civil, que precisa comprar a idéia de que isso somente será possível com políticas públicas que reestruturem os mecanismos de defesa social e com investimentos maciços na construção de instrumentos de desenvolvimento humano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nenhum governo, até hoje, teve como prioridade à educação e o bem estar de TODOS os brasileiros porque nenhum deles foi eleito para isso. Suas prioridades são outras e as do grupo que o elegeu também. Quase todo candidato a cargos eletivos tem nos discursos sobre a segurança pública o seu ponto forte, porque sabe que rende muitos votos, mas seu compromisso é com a segurança do seu grupo e com a manutenção dos seus privilégios. As áreas sociais e educacionais não estão entre eles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;*Os dados apresentrados aqui foram baseados, em grande parte, no &lt;/span&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/usuario/Configura%C3%A7%C3%B5es%20locais/Temp/WindowsLiveWriter2140145458/F823D3C588EF/www.scielo.br/scielo.phppid=S141381231999000100004&amp;amp;script=sci_arttext" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;artigo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; “A concretização de políticas em direção à prevenção da violência estrutural.” Da Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2007/03/violncia-estrutural-e-violncia-criminal_24.html"&gt;Subir&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2007/03/violncia-estrutural-e-violncia-criminal_24.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/2007/03/violncia-estrutural-e-violncia-criminal_24.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;a href="http://www.ideiaseensaios.com.br/"&gt;Página Inicial&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Abaixo o vídeo "Classe Média" de &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Max Gonzaga e Banda Marginal . Através da música, o grupo faz uma crítica à classe média brasileira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="vidDescRemain" style="DISPLAY: inline"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KfTovA3qGCs"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KfTovA3qGCs" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2339590420945669758-8857250989694822151?l=www.ideiaseensaios.com.br'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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A precariedade das condições de vida e a falta de acesso aos benefícios do progresso econômico é o que define, neste texto, o conceito de violência estrutural*; origem de uma sociedade violenta. A falta de habitações adequadas, de equipamentos sociais e de acesso aos serviços públicos, situação destinada à parte da população que não compartilha dos benefícios que o desenvolvimento do Estado proporciona, é o que chamarei aqui de “Violência estrutural”. Violência porque submete grande número de cidadãos a uma existência sem esperança, exposta a doenças, acidentes de trabalho, envelhecimento precoce, violência, desemprego, subemprego, sem amparo do Estado e poucas possibilidades de melhorar de vida. E estrutural porque essa exclusão é a base sobre a qual a sociedade brasileira foi construída e na qual ainda se sustenta, pois os mecanismos estatais que poderiam dar condições de mobilidade social são insuficientes e ineficientes. “O conceito de violência estrutural que oferece um marco à violência do comportamento, se aplica tanto às estruturas organizadas e institucionalizadas da família como aos sistemas econômicos, culturais e políticos que conduzem à opressão de determinadas pessoas a quem se negam vantagens da sociedade, tornando-as mais vulneráveis ao sofrimento e à morte. Essas estruturas determinam igualmente as práticas de socialização que levam os indivíduos a aceitarem ou a infligirem sofrimentos [a outros] de acordo com o papel que desempenham.” (Boulding, 1981 -citado em: Assossiação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva, 2007 - grifo meu) Os elementos da violência estrutural são a ausência de infra-estrutura e planejamento urbano dos bairros periféricos _ onde as vezes o Estado só se faz presente nas ações policiais _ ; péssimas escolas com baixa qualidade de ensino, o que por si só impede a mobilidade social; hospitais e postos de saúde sem médicos, leitos e remédios, o que veda o acesso à saúde; oferecimento insuficiênte de defensoria pública para quem não pode pagar um advogado, o que veda o acesso à Justiça, etc... Quem vive e cresce dentro desse sistema de precariedade e exclusão, acaba tendo a percepção de que a sua vida vale menos. É essa precariedade das condições de vida que leva ao aumento de outro tipo de violência, a criminal. Mídia e Senso Comum Apesar do seu poder de alcance e da sua influência, a imprensa está a serviço dos interesses de uma sociedade" eleita" que vive "apartada" da realidade social do país. A relação entre crime e exclusão social, ou seja entre a violência estrutural e a violência criminal, constitui uma ameaça para as pretensões hegemônicas das elites econômicas que historicamente impedem a participação das outras parcelas da população na estrutura governamental e concentra a administração do Estado dentro do seu grupo social. Assim, conseguem tirar dele ainda mais benefícios, vetando ao restante da população os privilégios que ela recebe do Estado e fragilizando a estrutura social daqueles que realmente dependem desses benefícios. O resultado é a precariedade dos serviços públicos destinados a população de baixa renda, que não pode pagar por eles. Para evitar a associação da criminalidade com a violência estrutural, as elites usam como instrumento, através da mídia, que lhes pertence, a construção de um senso comum, uma visão de mundo onde a criminalidade é a violência em si e não uma consequência de outro tipo de violência. Esse senso comum não chega a considerar a violência estrutural como tal, “mas sim, como </itunes:summary><itunes:keywords>Violência Estrutural X Violência Criminal</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://www.ideiaseensaios.com.br/2007/03/violncia-estrutural-e-violncia-criminal_24.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/IdiasEEnsaios/~5/JEdW94AwFsA/KfTovA3qGCs" length="763" type="application/x-shockwave-flash" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.youtube.com/v/KfTovA3qGCs</feedburner:origEnclosureLink></item><media:credit role="author">Eduardo do E S Prado</media:credit><media:rating>nonadult</media:rating><media:description type="plain">Idéias e Ensaios</media:description></channel></rss>
