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	<title>In Veritate</title>
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		<title>A fumaça do Espírito Santo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 18:23:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[chaminé]]></category>
		<category><![CDATA[Conclave]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; &#160; Graças à misericordiosa compaixão do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos veio visitar (Lc 1,78) Ontem o Ofício das Leituras  me pareceu muito adequado a eleição do novo Pontífice Romano. Ao rezar parecia que o Espírito Santo queria apontar algo para seu povo. Desta forma, convido que todos meditem esse [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg"><img data-attachment-id="313" data-permalink="https://frleon.wordpress.com/2013/03/14/a-fumaca-do-espirito-santo/gavottafumati/" data-orig-file="https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg" data-orig-size="620,412" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="gavottafumati" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg?w=300" data-large-file="https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg?w=500" class="alignnone size-full wp-image-313" alt="gavottafumati" src="https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg?w=500&#038;h=332" width="500" height="332" srcset="https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg?w=500&amp;h=332 500w, https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://frleon.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/gavottafumati.jpg 620w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<div><em>Graças à misericordiosa compaixão do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos veio visitar (Lc 1,78)</em></p>
<p>Ontem o Ofício das Leituras  me pareceu muito adequado a eleição do novo Pontífice Romano.</p></div>
<div></div>
<div><em>Ao rezar parecia que o Espírito Santo queria apontar algo para seu povo. Desta forma, convido que todos meditem esse texto como reflexão quaresmal e também como evocação para compreender a necessidades e eventos presentes.</em></div>
<div style="text-align:center;">
<strong>Das Cartas de São Máximo, o Confessor, abade</strong></p>
<p><strong>(Epist. 11: PG91,454-455)</strong><br />
<strong>(Séc.VII)</strong></p>
<p>A misericórdia do Senhor para com os pecadores<br />
que se convertem</p></div>
<div>
Os pregadores da verdade e os ministros da graça divina, todos os que, desde o princípio até os nossos dias, cada um a seu tempo, expuseram a vontade salvífica de Deus, dizem que nada lhe é tão agradável e conforme a seu amor como a conversão dos homens a ele com sincero arrependimento.</p>
<p>E para dar a maior prova da bondade divina, o Verbo de Deus Pai (ou melhor, o primeiro e único sinal de sua bondade infinita), num ato de humilhação que nenhuma palavra pode explicar, num ato de condescendência para com a humanidade, dignou-se habitar no meio de nós, fazendo-se homem. E realizou, padeceu e ensinou tudo o que era necessário para que nós, seus inimigos e adversários, fôssemos reconciliados com Deus Pai e chamados de novo à felicidade eterna que havíamos perdido.</p>
<p>O Verbo de Deus não curou apenas nossas enfermidades com o poder dos milagres. Tomou sobre si as nossas fraquezas, pagou a nossa dívida mediante o suplício da cruz, libertando-nos<br />
dos nossos muitos e gravíssimos pecados, como se ele fosse o culpado, quando na verdade era inocente de qualquer culpa. Além disso, com muitas palavras e exemplos, exortou-nos a imitá-lo na bondade, na compreensão e na perfeita caridade fraterna.</p>
<p>Por isso dizia o Senhor: Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão (Lc 5,32). E também: Aqueles que têm saúde não precisam de médicos, mas sim os doentes (Mt 9,12). Disse ainda que viera procurar ao velha desgarrada e que fora enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel.</p>
<p>Do mesmo modo, pela parábola da dracma perdida, deu a entender mais veladamente que viera restaurar no homem a imagem divina que estava corrompida pelos mais repugnantes pecados. E afirmou: Em verdade eu vos digo, haverá alegria no céu por um só pecador que se converte (cf.Lc 15,7).</p>
<p>Por esse motivo, contou a parábola do bom samaritano: àquele homem que caíra nas mãos dos ladrões, e fora despojado de todas as vestes, maltratado e deixado semimorto, atou-lhe as feridas, tratou-as com vinho e óleo e, tendo colocado em seu jumento, deixou-o numa hospedaria para que cuidassem dele; pagou o necessário para o seu tratamento e ainda prometeu, dar na volta, o que porventura se gastasse a mais.</p>
<p>Mostrou-nos ainda a condescendência e bondade do pai que recebeu afetuosamente o filho pródigo que voltava, como o abraçou porque retornara arrependido, revestiu-o de novo com as insígnias de sua nobreza familiar e esqueceu todo o mal que fizera.</p>
<p>Pela mesma razão, reconduziu ao redil a ovelhinha que se afastara das outras cem ovelhas de Deus e fora encontrada vagueando por montes e colinas. Não lhe bateu nem a ameaçou nem a extenuou de cansaço; pelo contrário, colocando-a em seus próprios ombros, cheio de compaixão, trouxe-a sã e salva para o rebanho.</p>
<p>E deste modo exclamou: Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo (Mt 11,28-29). Ele chamava de jugo os mandamentos ou a vida segundo os preceitos evangélicos; e quanto ao peso, que pela penitência parecia ser grande e mais penoso, acrescentou: O meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11,30).</p>
<p>Outra vez, querendo nos ensinar a justiça e a bondade de Deus, exortava-nos com estas palavras: Sede santos, sede perfeitos, sede misericordiosos, como também vosso Pai celeste é misericordioso (cf. Mt 5,48; Lc 6,36). E: Perdoai, e sereis perdoados (Lc 6,37). Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles (Mt 7,12).</p></div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div></div>
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		<title>Um novo tempo para o aprofundamento da fé e amor II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 21:37:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilia]]></category>
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					<description><![CDATA[Ingressando no tempo do Advento necessitamos reacender em nossa vida espiritual a chama da nossa fé diante das opressões do mundo em que vivemos. Devemos nos recordar sempre que o homem foi criado de acordo com a vontade de Deus. Criado à imagem e semelhança de Deus (Gen 1,26). Não pertencemos às classes duma obra [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ingressando no tempo do Advento necessitamos reacender em nossa vida espiritual a chama da nossa fé diante das opressões do mundo em que vivemos.</p>
<p>Devemos nos recordar sempre que o homem foi criado de acordo com a vontade de Deus. Criado à imagem e semelhança de Deus (Gen 1,26). Não pertencemos às classes duma obra do acaso ou das teorias científicas.</p>
<p>Devemos deter grande atenção aos inúmeros comentários que tentam, a todo custo, colocar a nossa fé em Deus em xeque através de teorias e ideologias. Não fazem isso apenas para tentar eliminar a nossa fé em termos de ideias e crenças. Mas também para aniquilar as esperanças e força de nossos testemunhos movidos pelo amor a Cristo em diversas regiões e ambientes sociais.<br />
Precisamos compreender aquilo que sociedade pensa sobre a nossa espiritualidade e buscar entender o que este mundo, que mostra os sintomas da doença da falta de esperança em grandes mudanças, da fraqueza moral e até mesmo da morte espiritual da humanidade.</p>
<p>Esse mundo e sociedade de agora em que vivemos, espera que nos calemos diante desse cenário inóspito para a fé.<br />
O nosso mundo precisa duma mudança completa, duma ressurreição espiritual profunda através de cada um de nós que dizemos ser filhos da Igreja e seguidores de Cristo. Embora Deus possa tudo, Ele quer de nós aquela mesma confiança que o chefe da sinagoga Jairo, teve em face à gravidade da situação de sua filha: &#8220;Minha filha está muito doente ajude Senhor&#8221; (Mc 5, 23) Nós, que todos os dias diante de nossos problemas estamos preocupados e tristes pedimos o mesmo para Deus. Solicitando através da oração e interseção que haja de alguma forma ajuda e solução para aquilo que nos aflige e abate.</p>
<p>Contudo, não devemos orar apenas em causa própria. Devemos se juntar em oração para a salvação de todo o mundo, pedindo que todos os homens sejam ressuscitados para uma vida nova em Jesus Cristo. Não é apenas nossa casa que precisa de bênçãos e redenção, mas também o mundo. Há tantos países, tantas pessoas, muitas nações que precisam ser abençoadas e renovadas pelo Espírito Santo. Muitos como nós, mundo a fora precisam compreender mais uma vez que: “Ele é vida, Ele é a verdade, Ele é o caminho”. Perante esse cenário onde residem muitas vezes a dor e sofrimento, também residem as responsabilidades de amar ao próximo e de estarmos dispostos e animados pela fé no Senhor para dar testemunho concreto da nossa fé. (1 Ped 3,25)</p>
<p>Devemos lançar um olhar atento às realidades do mundo e sociedade, e buscar alicerces na nossa fé para uma crítica genuína que criteriosamente analise e avalie as condições atuais de nosso meio para que possamos mudar este cenário com base na fé em Cristo. Em nossa mente ideias florescem, e também a tomam formas de soluções e propostas audaciosas para um mundo mais justo e menos desigual e livre de sofrimentos. Essa atitude de perseverar sobre todas as coisas e buscar melhorá-las é compatível com a nossa fé e também é uma exigência da vida espiritual.</p>
<p>Testemunhar em cada canto e espaço que a razão para a nossa confiança num mundo melhor é nossa fé em Deus, é um reconhecimento que devemos propagar do amor que Deus continuamente manifesta aos homens: &#8220;Deus Pai ama a cada um de toda a eternidade que nos criou por amor e que nos amou até entregar os pecadores Seu único Filho para nos perdoar os nossos pecados, para nos reconciliar com Ele, a viver com a comunhão de amor que nunca vai acabar&#8221;.</p>
<p>Sim, Jesus Cristo morreu e Cristo ressuscitou para nós como prova final do amor de Deus para todos os homens. Jesus Cristo, &#8220;o mesmo ontem, hoje e sempre&#8221; (Heb 13,8), continua a mostrar o mesmo caminho onde a fé ainda significa redenção daquilo que nos corrompe.</p>
<p>O coração de Cristo, que é movido pelo sofrimento humano não é indiferente ao nosso sofrimento. Cristo sempre nos ouve, mas além de pedirmos devemos caminhar com Ele com fé.</p>
<p>O amor que Jesus tem para os homens, para nós, é o mesmo que o leva a ir para a casa de Jairo ajudar sua filha adoentada. Todas as ações e palavras do Senhor expressam amor. Particularmente nas palavras exatas coletados de lábios de Jesus: &#8220;A criança não está morta, mas dorme.&#8221; Estas palavras profundamente revelando levam-me a pensar na misteriosa presença do Senhor da vida em um mundo que parece como se sucumbir sob a dolorosa violência, ódio e injustiças. Esse mundo, não está morto, mas dormindo. Este mundo precisa ser despertado para a verdade em que cremos.</p>
<p>Em nosso coração, sentimos a batida forte da vida, o pulsar do amor de Deus. Nenhum de nós está morto quando se está perto do Mestre. Sim, quando estamos perto de Jesus, está tudo próximo do amor divino. Precisamos tornar mais uma vez Jesus presente nesse mundo, trazendo-o ao mundo através de nós mesmos, como porta-vozes de sua palavra, sendo portadores de Jesus em nosso coração e imitadores de suas ações.</p>
<p>“Levanta-te&#8221; (Mc 5,41). Todo o amor e todo o poder de Cristo, o poder do seu amor são revelados na delicadeza e autoridade com que Jesus restaura a vida daquela menina, e a faz levantar-se. Ficamos felizes em ver como eficaz a palavra de Cristo: &#8220;A menina imediatamente se levantou e andou&#8221; (Mc 5, 42), e na última disposição de Jesus, antes de sair: &#8220;que dar comida para a criança &#8220;(Mc 5, 43) &#8211; descubra como Cristo &#8211; verdadeiro Deus e verdadeiro homem &#8211; conhece e se preocupa com todos os nossos todas as nossas necessidades materiais e espirituais.</p>
<p>A fé no amor de Cristo não é o otimismo barato, nem mesmo exasperação em atitudes externas que visem demonstração duma crença firme na Igreja. A fé no amor de Cristo é a consciência que Deus faz parte de nossa vida e que nós podemos fecundar essa consciência partilhando a nossa fé no amor de Jesus para o mundo com gestos simples, porém, efetivos e eficazes.</p>
<p>Somente Cristo pode dar a verdadeira resposta para todos nossos percalços e lutas. Mas antes de tudo cada um de nós precisa dar sua resposta pessoal para Cristo. Sabemos como Jesus veio ao encontro da humanidade, de forma difícil, dolorosa e cheia de percalços.</p>
<p>Diante disso, recordemos do milagre realizado naquela viagem em José e Maria peregrinam para dar a luz a Jesus, pois esse fato mostra o poder de Deus sobre a vida e do bem contra o mal. Ele é o Senhor da vida e da vitória sobre a morte e perseguição. Essa é uma das respostas que devemos manter sempre claras em nossa mente quando somos questionados tantas vezes porque cremos em Deus. A partir disso também devemos corresponder a isso engajando-nos nas fileiras daqueles que haja o que houver mantém sua fé intacta no amor de Cristo.</p>
<p>No coração de cada um nós existe uma doença que afeta a todos nós de forma similar: O pecado. O pecado que quanto mais enraizado na nossa consciência, nos faz muitas vezes perder sentido de crer em Deus. Assim devemos tomar cuidado para não enfraquecer em nós o sentido de Deus em nossa vida e por consequência disso ficarmos incapazes de vencer o mal com o bem.</p>
<p>Precisamos, portanto, daquela consciência de que Deus age em nossa vida, de que para sua ação nós somos instrumentos, e que sua presença nos motiva a ser uma parte de Jesus para os irmãos e irmãs através da nossa própria vida ajudando a cada um vencer o mundo de iniquidades e tribulações contra o pecado e contra a morte.<br />
O que está em jogo é destino da humanidade: &#8220;O homem pode construir um mundo sem Deus, mas o mundo vai acabar virando contra o homem&#8221; (Reconciliatio et Penitentia &#8211; item 18).</p>
<p>Perante isso, notamos as implicações sociais do pecado para construir um mundo indigno do homem. Há males sociais que dão origem a uma verdadeira &#8220;comunhão do pecado&#8221;, porque, juntamente com a alma, humilhar-se a Igreja e de alguma forma o mundo inteiro.</p>
<p>É necessário lutar bravamente contra o pecado, contra as forças do mal em todas as suas formas. A luta contra o pecado prescinde de que estejamos fortalecidos na fé e caridade cristã legítima, combatendo o bom combate da fé para a dignidade humana, a dignidade de amor, de uma vida nobre como filhos de Deus. Vencer o pecado pelo perdão de Deus é uma cura, é uma ressurreição e uma forma de servir ao propósito divino. Fazer isso com plena consciência de nossa responsabilidade não é motivo para glória pessoal, mas sim um dever de cada um de nós que professamos a fé em Cristo e nos dizemos seguidores da Igreja.</p>
<p>Portanto, nesse novo tempo litúrgico que como fórmula estabelece a penitência e meditação sobre a vinda de Cristo nesse mundo para salvá-lo de toda sua corrupção de valores e sentidos, reflitamos de qual forma podemos mudar mais um vez este mesmo mundo, vivendo uma vida alicerçada na fé, esperança e amor de Deus.</p>
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		<title>Não me interessa&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 21:33:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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					<description><![CDATA[“Não me interessa qual é o teu modo de vida. Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração. Não me interessa que idade tens. Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo. Não me interessa saber quais os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Não me interessa qual é o teu modo de vida.</p>
<p>Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração.</p>
<p>Não me interessa que idade tens.<br />
Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.</p>
<p>Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua.<br />
Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se estiveste aberto às traições da vida ou se te encolheste e te fechaste com medo de outros sofrimentos!</p>
<p>Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, se te mexeres para te esconder,disfarçar ou compor. Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e da mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano.</p>
<p>Não me interessa se a história que me contas é verdadeira. Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma.</p>
<p>Quero saber se consegues ser fiel e, por isso, digno de confiança.</p>
<p>Quero saber se consegues ver beleza mesmo num dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero saber se consegues viver com o erro, teu e meu, e mesmo assim ficar de pé à beira de um lago e gritar à Lua prateada, Sim!.</p>
<p>Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens.<br />
Quero saber se, depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até ao tutano, consegues levantar-te e ocupares-te das necessidades das crianças.</p>
<p>Não me interessa quem és, como chegaste aqui.</p>
<p>Quero saber se permaneces no centro do fogo comigo sem te ires embora.</p>
<p>Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste. Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais cai à tua volta.</p>
<p>Quero saber se consegues estar só contigo mesmo; e se verdadeiramente gostas da companhia que tens nos momentos vazios”.</p>
<p>Oriah Mountain</p>
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		<item>
		<title>Um novo tempo para o aprofundamento da fé e amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 21:32:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilia]]></category>
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					<description><![CDATA[“Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem” No início do Advento, a Liturgia convida-nos a refletir novamente a consoladora mensagem de Jesus sobre sua volta. As palavras tiradas do evangelho de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”</p>
<p>No início do Advento, a Liturgia convida-nos a refletir novamente a consoladora mensagem de Jesus sobre sua volta. As palavras tiradas do evangelho de São Lucas introduz o núcleo central da pregação de Jesus: “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis”.</p>
<p>Sabemos que o tempo do Advento é tempo de penitencia e também de vigília. Todavia, não se trata de vigílias e penitências apenas no sentido do sacrifício, mas sim, de aspecto preparatório para a vinda de Jesus em nossa vida.<br />
Para muitos é tempo de refletir sobre tudo aquilo que se passou durante um ano repleto de exaustivos desafios e também realizações positivas em face às tribulações cotidianas, buscando renovar as esperanças, fé no caminho que Deus nos preparou.</p>
<p>Nesse estado espírito é necessário que encaminhemos nossas preces para louvar a Deus e que meditemos sobre tudo aquilo que muitas vezes deixa nossa mente e espírito afastados da comunhão com Deus. Perante isso é conveniente que não apenas façamos repetidas vezes exames de nossas ações, mas também, que através da penitência nossa atenção seja desperta à presença de Jesus em nosso dia a dia.</p>
<p>Por esta razão precisamos dar ao hábito de orar, meditar a palavra de Deus e da comunhão eucarística um novo grau de profundidade.<br />
Na leitura de 1 Tessalonicenses 3,12-4,2 vemos a importância de sermos sempre confirmados na esperança, fé e caridade de acordo com os ensinamentos dados por Cristo para que estejamos prontos a dar testemunho duma vida cristã concreta, bem como, de sermos santificados pelas nossas ações que se encontram com as ações de Deus em nossa vida.</p>
<p>De acordo com esse cenário de vida e comunhão é que se faz necessário que a cada ano nos aprofundemos mais nossa caminhada espiritual e humana buscando tornar concreta a vontade de Deus em nosso meio: “No mais, irmãos, aprendestes de nós a maneira como deveis proceder para agradar a Deus &#8211; e já o fazeis. Rogamo-vos, pois, e vos exortamos no Senhor Jesus a que progridais sempre mais”.</p>
<p>Quando o salmista entoa que: “Vós sois deuses, e filhos do altíssimo, todos vós. Todavia, como homens, haveis de morrer.” (Salmos 82:6-7) Isto deve nos fazer compreender que existe um paralelo entre a nossa vida e a vida de Jesus. Somos criados e feitos a natureza divina e recebemos de Deus os dons necessários a nossa felicidade. Cada um de nós, mesmo que se julgue indigno de pertencer a glória de Deus, pode ser partícipe dessa glória através de mais um dos filhos do altíssimo que é Jesus.</p>
<p>Por vezes olhamos para a cruz e enxergamos nela o preço dos nossos pecados sendo pagos com sangue justo &#8211; sangue do cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo &#8211; e mesmo assim, muitas vezes contemplando este mistério não alcançamos a paz e alegria necessária para sermos verdadeiros discípulos, quanto mais verdadeiros filhos do altíssimo. Devemos nos perguntar: O que nos falta afinal já que Deus pagou um preço tão alto pela nossa paz, alegria e felicidade?</p>
<p>Alguns dirão que nos falta santidade e perfeição em nossa vida. Mas Deus já obteve essa santidade e perfeição nas obras de Cristo. Então por que nós não podemos nos valer desses méritos de Jesus a fim de alcançar aquilo que Deus planejou para nossa vida?</p>
<p>Essa questão só pode ser respondida por nossas próprias atitudes e não por palavras e qualquer outra forma de entendimento que venhamos a possuir. Entretanto, cabem algumas palavras para elucidar o caminho que nos faça tomar essa atitude:<br />
A cerca disso cabe uma nova pergunta contida em Hebreus 12:9: “Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida?”.<br />
Deus já nos concedeu Jesus vivo, morto e ressuscitado, e se, somos verdadeiros discípulos de Jesus porque em nossa vida aqui e agora não buscamos amar essa vida que foi a mesma que Jesus recebeu e amou quando esteve nesse mundo?</p>
<p>Se estivermos apenas conscientes que todo sacrifício de Jesus desde o anúncio do anjo Gabriel, até seu nascimento numa manjedoura e depois que o Calvário e sua a ressurreição foi um mero ponto final para uma trajetória de provações a base tão somente da fé, nós não encontraremos sentido na vida de Jesus e nem em nada que ele fez.</p>
<p>Devemos tomar esses mesmos fatos realizados por alguém que Deus ama, e que a medida desse amor se tornou a medida do amor de Jesus pela vida humana de cada um de nós, pois aqui vivendo, Jesus sendo homem e Deus ao mesmo tempo viveu não apenas no espírito a fragilidade humana, mas experimentou na carne tudo aquilo que pode destruir a vida humana e aniquilar seu espírito.</p>
<p>A exceção do pecado Jesus experimentou que o ser humano pode vender outro por ganância ou tirar um prato de alimento para que outro semelhante seja seu escravo. Jesus viveu junto daqueles que fracos e hostilizados não tinham amparo por serem de outra localidade, grupo ou por estarem enfermos. Jesus experimentou cada miséria e injustiça vivida pelo ser humano numa vida e amou essa sua vida acima de tudo, pois Deus depositou nele não um fardo, mas sim uma benção.</p>
<p>Conosco seria diverso disso? Será que recebemos uma vida apenas com o que há de ruim ou desejamos apenas abraçar uma vida levando em conta as partes boas ou ruins separadamente? Jesus buscou em seus discípulos o que Deus busca em seus filhos. Busca amor incondicional haja o que houver e sob quaisquer situações e circunstâncias. E este amor é expresso numa vida que leva em conta fracassos e méritos, pois para o mundo o fracasso de Jesus foi mérito para Deus. O que abundou na cruz não foi sangue dum justo, mas o amor e misericórdia advindos daquele que amou a Deus sobre todas as coisas e deu sua vida pelo seu amor pelo amado e pelos que amou.</p>
<p>Para que nós estejamos de pé diante de Cristo não apenas a cada dia de nossa vida, precisamos rever aquilo que somos e fizemos, e mirar-se naquilo que podemos ser e fazer com a benção da vida que recebemos tendo a fé como baliza e o amor como alicerce. Essa nossa atitude é que nos fará felizes e alegres e com a paz que Jesus já nos garantiu não num futuro, mas hoje e agora, pois temos feito de nossas vidas algo agradável aos olhos de Deus.</p>
<p>Portanto, nesse tempo do Advento que cada penitencia e vigília seja com a intenção de descobrir mais uma vez a vontade de Deus em nossa vida para sejamos discípulos e filhos de Deus através de Jesus Cristo aceitando essa vontade inspirados na fé e amor incondicional para Deus.</p>
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		<title>A fé é a grande amiga de nosso espírito</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 21:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando Deus nos dá a fé, Ele entra em nossa alma e fala ao nosso espírito, não por modo de discurso, mas de inspiração; propondo tão agradavelmente ao entendimento aquilo que é preciso crer, a vontade recebe com isso um grande comprazimento, de tal sorte que ela incita o entendimento a consentir e aquiescer à [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Deus nos dá a fé, Ele entra em nossa alma e fala ao nosso espírito, não por modo de discurso, mas de inspiração; propondo tão agradavelmente ao entendimento aquilo que é preciso crer, a vontade recebe com isso um grande comprazimento, de tal sorte que ela incita o entendimento a consentir e aquiescer à verdade, sem nenhuma dúvida ou desconfiança, e eis o que é maravilhoso; porque Deus faz a proposta dos mistérios da fé à nossa alma entre obscuridades e trevas, de tal maneira que nós não vemos as verdades, antes só as entrevemos, assim como acontece, às vezes, que a Terra, estando coberta de bruma, não nos permite ver o sol, mas vemos apenas um pouco mais de claridade do lado em que ele está, de modo que, por assim dizer, nós o vemos sem o ver porque, de um lado, não o vemos tanto qu</p>
<div>e possamos propriamente dizer que o vemos e, de outro lado, não o vemos tão pouco que possamos dizer que não o vemos, e é isto que chamamos entrever. E, entretanto, essa obscura claridade da fé, tendo entrado em nosso espírito, não pela força de discurso ou argumentos mas pela simples suavidade de sua presença, se faz crer e obedecer ao entendimento com tanta autoridade, que a certeza que ela nos dá da verdade ultrapassa todas as outras certezas do mundo e sujeita de tal modo a si todo o espírito e todos os discursos deste que eles, em comparação, não têm crédito algum.</p>
<p>Deus meu, Teótimo, poderei bem exprimir isso? A fé é a grande amiga de nosso espírito e bem pode dizer às ciências humanas que se vangloriam de ser mais claras e evidentes que ela, como a esposa sagrada falava às outras pastoras : “Sou escura mas bela” (Cântico dos Cânticos, I, 4). Ó discursos humanos, ó ciências adquiridas! “Sou escura”, porque estou entre as obscuridades das simples revelações que não têm nenhuma evidência aparente e me fazem parecer negra, tornando-me quase desprezível; “mas” sou, no entanto, “bela” em mim mesma, por causa de minha certeza infinita; e, se os olhos dos mortais me pudessem ver tal como sou por natureza, achar-me-iam inteiramente bela.</p>
<p>[Tratado do Amor de Deus — 1º vol. cap. XIV]</p></div>
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		<title>Dietrich von Hildebrand &#8211; O Pleito pela Missa Latina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 21:25:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[dietrich von hildebrand]]></category>
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					<description><![CDATA[Dietrich von Hildebrand O Pleito pela Missa Latina Por Dietrich von Hildebrand Dietrich von Hildebrand foi um dos filósofos cristãos mais eminentes do mundo. Professor na Fordham University, o Papa Pio XII chamou-o &#8220;o Doutor da Igreja no século 20&#8221;. Ele é autor de vários livros, incluindo Transformation in Christ e Liturgy and Personality. TRIUMPH, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Dietrich von Hildebrand</em></p>
<div><strong>O Pleito pela Missa Latina<br />
</strong><em>Por Dietrich von Hildebrand</em></div>
<div>
<em>Dietrich von Hildebrand foi um dos filósofos cristãos mais eminentes do mundo. Professor na Fordham University, o Papa Pio XII chamou-o &#8220;o Doutor da Igreja no século 20&#8221;. Ele é autor de vários livros, incluindo Transformation in Christ e Liturgy and Personality.</em></div>
<div><strong><br />
TRIUMPH, Outubro 1966<br />
</strong></div>
<div></div>
<div>Os argumentos da Nova Liturgia foram elegantemente condicionados, e talvez agora sejam estudados por recomendação. A nova forma da missa foi planejada para empenhar o celebrante e o fiel numa atividade comunal. No passado, o fiel servia a missa em isolamento pessoal, com cada crente fazendo suas preces privadas, ou, na melhor, seguindo as fórmulas no missal.</div>
<div></div>
<div>Hoje, o fiel pode aproveitar o caráter social da celebração; estão aprendendo apreciá-la tal quais os almoços comunitários. Antigamente, o sacerdote murmurava em língua morta, o que criava barreiras entre este e o povo. Agora, todos falam em inglês, o que tende a unir estreitamente povo e sacerdote. No passado, o sacerdote realizava a missa de costa para o povo, dando um clima de ritual esotérico.</div>
<div></div>
<div>Hoje, a missa é ocasião mais fraternal, pois o sacerdote encara o povo. No passado, o sacerdote entoava estranhos cânticos medievais. Hoje, toda a assembléia executa canções de melodias simples e letras fáceis; estão até flertando com a música popular. Concluindo, o pleito pela missa nova resume-se a isto: fazer o fiel estar mais a vontade na casa de Deus.</div>
<div></div>
<div>Além do mais, dizem ter tais inovações a sanção da Autoridade; elas são apresentadas como resposta obediente ao espírito do Concilio Vaticano II. Todavia, o concílio diz, na sua constituição sobre liturgia, que a missa vernacular só é permitida em casos em que o bispo local ache-a oportuna; a constituição insiste fortemente na permanência da missa latina e aprova, de forma inconteste, o canto gregoriano. Porém, os &#8220;progressistas&#8221; litúrgicos não se abalaram com a diferença entre permitir e ordenar. Sequer hesitaram quando autorizaram modificações, tais como o estar de pé ao receber a Santa Comunhão, o que não é mencionado pela constituição. Os progressistas argúem que podem tomar tais liberdades, pois a constituição é, afinal de contas, apenas o primeiro passo num processo evolucionário. Eles parecem estar neste caminho. Hoje, em qualquer lugar, é mui difícil encontrar a missa latina; nos Estados Unidos, são praticamente inexistentes. Até a missa conventual dos monastérios é falada em vernáculo, e o glorioso gregoriano foi substituído por melodias insignificantes.</div>
<div></div>
<div>Minha preocupação não é com o estatuto legal das mudanças. Insisto: não quero dar a entender que reclamo de a constituição ter permitido o vernáculo substituir o latim. O que deploro é que a missa nova está substituindo a latina, que a antiga liturgia está sendo imprudentemente estraçalhada e negada pela maioria do povo de Deus.<br />
Gostaria de levantar algumas questões àqueles que estão a promover tais desdobramentos: a missa nova, , melhorará o espírito humano mais que a antiga – evoca o sentido de eternidade? Ajudará a elevar nossos corações acima das preocupações mundanas – acima dos aspectos puramente naturais do mundo – até a Cristo? Aumentará a reverência, a apreciação do sagrado?</div>
<div></div>
<div>Certo, tais questões são retóricas e auto-evidentes. Fi-las, pois penso que cristãos sérios vão querer considerar sua importância antes de chegarem a uma conclusão sobre os méritos da nova liturgia. Qual o papel da reverência numa vida verdadeiramente cristã, e, mais importante, numa verdadeira adoração cristã de Deus?A reverência dá ao ser ocasião de falar conosco: a grandeza última do homem é ser capax Dei. A reverência é de importância capital para todos os domínios da vida do homem. Ela pode ser chamada corretamente de &#8220;mãe de todas as virtudes&#8221;, pois esta atitude básica pressupõe todas as virtudes.</div>
<div></div>
<div>O gesto mais elementar de reverência é um reflexo do próprio ser. Ela distingue-se da majestade exterior do ser, que provém da mera ilusão ou ficção; a reverência é o reconhecimento da consistência interior e da positividade do ser – de sua independência às modas arbitrárias. A reverência dá ao ser a ocasião de desdobrar-se para como que falar conosco, fecundar nossas mentes. Portanto, a reverência é indispensável a qualquer intelecção adequada do ser.</div>
<div></div>
<div>A profundidade e a plenitude do ser, além de todos os seus mistérios, nunca revelar-se-ão senão a uma mente reverente. Recordem-se de que a reverência é elemento constitutivo da capacidade de &#8220;contemplar&#8221;, que, como Platão e Aristóteles insistiam, é condição indispensável para a filosofia. De fato, a irreverência é a principal origem do erro filosófico. Se a reverência é a condição necessária para qualquer conhecimento seguro do ser, é, além disso, indispensável para acessar e compreender os valores baseados no ser.</div>
<div></div>
<div>Somente o homem reverente, pronto a admitir a existência de algo maior que ele mesmo e predisposto ao silêncio, deixando o objeto falar-lhe – o homem que abre seu espírito – é capaz de penetrar no mundo sublime dos valores. Reconhecida a gradação dos valores, um novo tipo de reverência surge: a que responde não tão-somente à majestade do ser enquanto tal, mas ao valor especifico de um ser especifico e a sua posição na hierarquia de valores. Esta nova reverência permite ainda a descoberta de novos valores.</div>
<div></div>
<div>Somente numa atitude reverente o homem reflete seu caráter essencialmente receptivo: sua grandeza última é ser capax Dei. Em outras palavras, o homem possui a capacidade de apreender algo maior que ele mesmo, a fim de ser tocado e fecundado, abandonando-se a este algo por vontade própria – como pura resposta a tais valores. A habilidade de transcender-se distingue o homem da planta e do animal; este último empenha-se apenas em desdobrar a própria enteléquia [forma].</div>
<div></div>
<div>Ora, somente o homem reverente pode conscientemente transcender-se, conforme sua condição humana fundamental e situação metafísica. Melhor iremos ao encontro do Cristo elevando-nos a Ele, ou arrojando-O no mundo ordinário?Por sua vez, o homem irreverente aproxima-se do ser numa atitude de superioridade arrogante ou atrevida, de familiaridade presunçosa. Neste caso, está mutilado; é o caso do homem que, por muito se aproximar duma árvore ou construção, não pode mais vê-las.</div>
<div></div>
<div>Em vez de manter a distância espiritual que lhe é própria – conservando um silêncio reverente, o ser talvez diga alguma coisa –, fecha-se; desta feita, silencia o ser. No incondicionado, a reverência é mais importante que a religião. Sabemos como isso afeta a relação do homem para com Deus. Existe uma ligação íntima entre a reverência e a sacralidade; a reverência permite-nos experimentar o sagrado, ascender para além do profano; a irreverência cega-nos a todo o mundo do sagrado. A reverência, incluindo o medo – em verdade, temor e tremor – é a resposta adequada ao sagrado.</div>
<div></div>
<div>Isso foi esclarecido por Rudolf Otto em seu famoso estudo The Idea of the Holy. Kierkegaard também chama atenção para o papel essencial da reverência no ato religioso, no encontro com Deus.</div>
<div></div>
<div>Igualmente, os judeus não estremecem profundamente quando o sacerdote conduz o sacrifício para o sanctum sanctorum? Isaias não estremeceu de medo devoto quando viu Jeová no templo e exclamou: &#8220;Ai de mim, estou perdido! Eu que sou um homem de lábios impuros&#8230; todavia meus olhos não viram o Rei&#8221;? Não foram tais as palavras de São Pedro após a pescaria miraculosa: &#8220;Aparta-se de mim, oh! Senhor, pois eu sou um pecador&#8221;, testificando que quando a realidade de Deus irrompe sobre nós, somos tomados de temor e reverência? O cardeal Newman expôs num sermão formidável que o homem que não teme nem reverencia não conhece a realidade de Deus. Quando São Boaventura escreve no Itinerarium Mentis ad Deum que somente o homem de desejo (tal como Daniel) pode entender a Deus, quer dizer que certa disposição de alma deve-se atingir a fim de entender o mundo de Deus, para o qual Ele nos quer levar.</div>
<div></div>
<div>Este conselho é aplica-se, sobretudo, à liturgia da Igreja. O sursum corda – a elevação de nossos corações – é o primeiro requisito para a participação real na missa. Nada melhor para impedir a confrontação do homem para com Deus que a noção de &#8220;irmos ao altar de Deus&#8221; como se fôssemos a um divertido e relaxante compromisso social. Eis porque a missa latina com canto gregoriano, que eleva-nos à atmosfera sagrada, é muitíssimo superior à missa vernacular com músicas populares, que nos inclina a uma atmosfera meramente natural e profana.</div>
<div></div>
<div>O erro fundamental da maioria das inovações é imaginar que a nova liturgia traz o Santo Sacrifício da Missa para perto dos fiéis; que a podando dos velhos rituais trará a missa para a substância de nossas vidas. Perguntamos se é melhor encontrar com Cristo na missa elevando-se até Ele, ou arrojando-O em nosso mundo prosaico e ordinário. Os inovadores substituem a sacra intimidade com Cristo por uma inconveniente familiaridade. Realmente, a nova liturgia ameaça frustrar a confrontação com Cristo, pois desencoraja a reverência em face do mistério, elimina o temor, suprime o sentimento do sagrado. Não importa realmente se os fiéis sentem-se em casa na missa, mas se são transportados de suas vidas ordinárias para o mundo do Cristo – seja pela sua atitude de reverência perfeita, seja por estarem impregnados da realidade do Cristo.</div>
<div></div>
<div>Aqueles que decantam a nova liturgia insistem que, com o passar dos anos, a missa perdeu o caráter comunal e tornou-se ocasião de adoração individualista. A missa nova vernacular restauraria o sentimento de comunidade ao substituir as preces privadas pela participação da comunidade. Porém, esquecem-se de que há diferentes níveis e tipos de comunhão com outrem. O nível e a natureza da experiência comunitária são determinados pelo tema da comunhão, em nome de que ou por causa de que os homens estão reunidos. O maior bem representado pelo tema, o qual empenha todos os homens, se for o mais sublime e profundo, é a comunhão.</div>
<div></div>
<div></div>
<div>O ethos e a natureza da experiência comunitária no caso duma emergência nacional é, obviamente, radicalmente diferente da experiência comunitária num cocktail. As diferença mais admiráveis serão encontradas entre comunidades cujo tema é o sobrenatural ou o meramente natural. A base da união comunitária é realização espiritual dos homens tocados por Cristo – a Santa Comunhão – , muito mais sublime que a de qualquer comunidade natural. O genuíno &#8220;nós comungamos&#8221; dos fiéis, tão bem expressado pela liturgia da Quinta-feira Santa nas palavras congregavit nos in unum Christi amor, só é possível como fruto da comunhão eu-Tu com o próprio Cristo. Somente a relação direta Deus-homem pode realizar a sagrada união entre os fiéis. O &#8220;nós-experimentamos&#8221; despersonalizante é uma versão perversa da comunidade.</div>
<div></div>
<div>Na comunhão em Cristo, não há a auto-afirmação encontrada nas comunhões naturais. Ela exala a Redenção. Liberta o homem de toda auto-centralização. Contudo, essa comunidade não despersonaliza o indivíduo: longe de dissolver o sujeito numa névoa cósmica e panteísta, tão preconizada hoje em dia, realiza por completo o verdadeiro eu do sujeito. Na comunhão com Cristo não existe o conflito entre a pessoa e a comunidade, que se apresenta nas comunhões naturais.</div>
<div></div>
<div>Logo, a comunidade da experiência sagrada está realmente em guerra com o despersonalizante &#8220;nós-experimentamos&#8221; encontrado nas congregações e nas assembléias populares que tendem a absorver e sublimar o individuo.Esta comunhão em Cristo, que fora tão cheia de vida nos primeiros séculos cristãos, de que todos os santos participaram, que descobriu na liturgia uma expressão sem igual, está agora sob ataque – esta comunhão que nunca considerou o individuo apenas como seguimento da comunidade, ou instrumento para servi-la. Para tal propósito, é importante notar que a ideologia totalitária não está só no sacrifício do individual pelo coletivo; algumas das idéias cósmicas de Teilhard de Chardin, por exemplo, implicam no sacrifício coletivista. Teilhard subordina o individual e sua santificação ao suposto desenvolvimento da humanidade.</div>
<div></div>
<div>Até na época em que esta teoria perversa foi adotada por vários católicos, havia muitas razões para que se insistisse vigorosamente no caráter sagrado da verdadeira comunhão em Cristo. Creio que a nova liturgia deva ser julgada por este teste: contribui para a autêntica comunidade sagrada? Concordamos que ela direciona o caráter da comunidade; porém, é o caráter desejado? Essa comunhão é baseada no recolhimento, na contemplação e na reverência? Qual das duas – a missa nova, ou a missa latina com canto gregoriano – evoca tais atitudes d’alma de modo eficaz, permitindo comunhão mais profunda e verdadeira? Não é patente que o caráter comunal da missa nova é puramente profano, e que, como quaisquer outros encontros sociais, é mistura de entretenimento casual e atividade incessante, impedindo a confrontação reverente e contemplativa com Cristo e o mistério inefável da Eucaristia?</div>
<div></div>
<div>É claro que nossa época esta permeada desse espírito de irreverência. Isso é a noção distorcida da liberdade, que exige direitos ao mesmo tempo em que recusa deveres, que exalta a auto-indulgência, que aconselha o &#8220;seja você mesmo&#8221;. O habitare secum dos Diálogos de São Gregório – o permanecer na presença de Deus, o que pressupõe reverência – hoje é considerado como antinatural, pomposo e servil. Porém, não é a missa nova um compromisso com o espírito moderno?</div>
<div></div>
<div>Donde vem a depreciação da genuflexão? Por que a Eucaristia deve ser recebia em pé? Em nossa cultura, não é o ajoelhar-se a expressão clássica da adoração reverente? O argumento de que durante a refeição devemos antes estar de pé que ajoelhados é difícil de engolir. Além disso, esta não é a postura natural para comer: no relógio de Cristo, o estar sentado é o mesmo que dormir. Porém, o mais importante é a concepção irreverente da Eucaristia, para lhe enfatizar o caráter de refeição, em detrimento do caráter especial de mistério sagrado.</div>
<div></div>
<div>Enfatizar a refeição às expensas do sacramento certamente denuncia uma tendência a obscurecer a sacralidade do sacrifício. Tal tendência parece ligada à lamentável crença de que a vida religiosa vai se tormar mais vívida, mais existencial se for imersa em nossa vida cotidiana. Todavia, corremos o perigo de absorver o religioso no mundano, de apagar a diferença entre o sobrenatural e o natural. Temo que isso represente uma intrusão inconsciente do espírito naturalista, do espírito tal como expressado pelo imanentismo de Teilhard de Chardin.</div>
<div></div>
<div>Novamente, porque se aboliu a genuflexão às palavras et incarnatus est do Credo? Não era esse um gesto belo e nobre de adoração reverente ao professar o abrasador mistério da Incarnação? Quaisquer que sejam as intenções do inovador, certamente criaram o risco, mesmo que somente psicológico, da diminuição do temor religioso e do respeito ao mistério. Porém, existe mais uma razão para hesitar fazer mudanças desnecessárias na liturgia. As mudanças frívolas ou arbitrarias são aptas a erodir um tipo especial de reverência: a pietas.</div>
<div></div>
<div>A palavra latina, como a alemã pietaet, não possui equivalente em inglês, mas pode ser entendida como respeito geral pela tradição; honra àquilo que nos foi legado pelas antigas gerações; fidelidade aos nossos ancestrais e suas obras. Note que pietas é uma palavra derivada de reverência, porém não deve ser confundida com a reverência enquanto tal, que descrevemos como resposta ao grande mistério do ser e sobretudo, uma resposta a Deus.</div>
<div></div>
<div>Segue-se que, se o conteúdo de uma dada tradição não corresponde ao objeto de reverência original, não merece a reverência derivada. Se uma tradição incorpora elementos maus, tais como os sacrifícios de seres humanos, no culto dos Astecas, então esses elementos não devem ser tomados por pietas. Não é, todavia, o caso cristão. Os que idolatram nossa época, que se impressionam com o que é moderno simplesmente por sê-lo, que acreditam que, em nossos dias, o homem finalmente &#8220;atingiu a maioridade&#8221;, carece de pietas. O orgulho desses &#8220;nacionalistas temporais&#8221; não é somente irreverente, mas incompatível com a fé real.</div>
<div></div>
<div>Um católico deve observar a liturgia com pietas. Deve reverenciar, e portanto, temer abandonar as orações, as posturas e as músicas que foram aprovadas por tantos santos durante a Era Cristã, deixadas para nós como preciosa herança.</div>
<div></div>
<div>Para não ir muito longe, a ilusão de que possamos substituir o canto gregoriano, com seus hinos inspirados e ritmos, por uma música tão boa quanto, senão melhor, denuncia uma auto-afirmação ridícula e falta de auto-conhecimento. Não podemos esquecer que, através da história do cristianismo, silêncio e solidão, contemplação e recolhimento foram considerados necessários para alcançar uma confrontação real com Deus.</div>
<div></div>
<div>Este não é apenas um conselho da tradição cristã, a qual deve ser respeitada pela pietas: está enraizado na natureza humana. O recolhimento é a base necessária para a verdadeira comunhão; da contemplação surge a base necessária para a ação efetiva na vinha do Senhor. Uma espécie superficial de comunhão – a camaradagem jovial duma relação social – arrasta-nos para a periferia. Uma verdadeira comunhão cristã arrasta-nos para dentro dos abismos espirituais.</div>
<div></div>
<div>O caminho da verdadeira comunhão cristã: reverência&#8230;, recolhimento&#8230;, contemplação. Claro que devemos lamentar a carolice sentimental e individualista, reconhecendo que muitos católicos praticam-na. A experiência não é remédio para isso, nem a atividade é cura para a pseudo-contemplação. O remédio é encorajar a verdadeira reverência, a atitude de autêntico recolhimento e devoção contemplativa do Cristo. Somente tal atitude possibilita que aconteça uma verdadeira comunhão em Cristo. As leis fundamentais da vida religiosa que governam a imitação de Cristo, a transformação em Cristo, não se modificam de acordo com as modas e hábitos do momento histórico.</div>
<div></div>
<div>A diferença entre a experiência comunitária superficial e a experiência comunitária profunda é sempre a mesma. O recolhimento e a adoração contemplativa do Cristo – que só a reverência torna possível – seria a base necessária para a verdadeira comunhão com os demais em Cristo, em qualquer era da história humana.</div>
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		<title>Graça e Liberdade</title>
		<link>https://frleon.wordpress.com/2012/08/18/graca-e-liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 20:54:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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					<description><![CDATA[Louis Lavelle Graça é um movimento em comunhão com outro movimento (o qual se oferece a si) e que por um instante esconde essa comunhão. Quase sempre se usa a vontade para resistir à graça. A graça é um outro nome para a liberdade. Já a vontade é exatamente o contrário. Foi justamente isso que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Louis Lavelle</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Graça é um movimento em comunhão com outro movimento (o qual se oferece a si) e que por um instante esconde essa comunhão.</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Quase sempre se usa a vontade para resistir à graça. A graça é um outro nome para a liberdade. Já a vontade é exatamente o contrário. Foi justamente isso que Sartre não soube enxergar.</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Cabe a nós, a cada instante, tornar efetiva a diferença entre natureza e graça, assim como aquela entre alma e corpo, fazendo com que a potência criadora seja em nós ou natureza ou graça.</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">A sorte não passa de um outro nome para a graça (os que negam a graça só sabem falar do determinismo, que governa um extrato diferente da realidade e não obstante é também uma das formas de expressão deste mundo).</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">A graça e a liberdade são a mesma coisa, mas a liberdade é confundida com o livre-arbítrio, o qual permite apenas um distanciamento em face do sensível.</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Pode-se dizer que o homem é a imagem da liberdade, mas só é lícito dizer isso se ele participa dela (realidade ou ausência de participação, eis aí toda a diferença em relação a Sartre, que não tinha metafísica).</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">A experiência da liberdade é a experiência do infinito. Ela é uma experiência ainda mais primitiva que a do Cogito. A experiência do infinito é transferida para o espaço e o tempo, definidos como caminhos ou meios de liberdade. Esses caminhos ou meios são a experiência do infinito em potência, que só fará sentido à condição que eu a fundamente sobre o infinito em ato, o qual jamais é um infinito-coisa. Eis aí toda a dificuldade. O problema metafísico é o problema da experiência da liberdade e das condições que ela implica, em oposição à experiência científica, a qual é a experiência do objeto. Era natural que se excluisse a experiência da liberdade enquanto considerássemos a experiência das coisas como o modelo da experiência em si.</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">A liberdade não pode ser um meio de negar a existência do universo espiritual; ao contrário, é natural ao ser humano estabelecer-se nesse universo.</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">A liberdade é a interioridade infinita e superação infinita de si (cujas únicas limitações são as obras), se não, torna-se algo de estéril, que se esgota em movimentos de consentimento e recusa.</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">A liberdade é uma aquisição, é a participação assuminda. De outro modo, seria apenas padecimento. É impossível não exercer a liberdade pela qual exibimos nosso próprio ser. A liberdade não está na separação, mas na comunhão.</div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Há de se buscar o ponto em que coincidam a liberdade e o amor. Esse é o ponto que Sartre ignora.</div>
<div align="justify">É inerente à liberdade não apenas obrigar-me a escolher entre possíveis no tempo, mas a escolher entre o tempo e a eternidade, ou melhor, a preferir ao tempo a eternidade.</div>
<div align="justify"></div>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Assunção de Nossa Senhora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 20:50:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilia]]></category>
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					<description><![CDATA[São Lucas 1, 39-56 De todas as formas que Deus poderia escolher para tornar o seu amor presente neste mundo, Ele optou pela mais simples e comum. Não foi através dum evento espalhafatoso e repleto de força e poder estrondoso que isso ocorreu. Pelo contrário: Foi através da fragilidade e da pureza humana que Deus [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>São Lucas 1, 39-56</p>
<p>De todas as formas que Deus poderia escolher para tornar o seu amor presente neste mundo, Ele optou pela mais simples e comum. Não foi através dum evento espalhafatoso e repleto de força e poder estrondoso que isso ocorreu. Pelo contrário: Foi através da fragilidade e da pureza humana que Deus concede o seu Filho a cada um de nós que acredita antes de tudo, não na sua misericórdia, a qual faz Deus se rebaixar a nossa condição, e não na esperança que nos mantém acreditando em suas palavras e salvação, mas antes disso, se doou para aqueles que acreditam no amor de Deus pela sua obra e criação.</p>
<p>Deus resolveu visitar de forma mais fecunda cada um de nós e começou a realizar isso através da bem aventurada serva Maria. Bem aventurada naquele mesmo sentido no qual Jesus proferiu o Sermão do Monte (Mateus capítulo 5). Sem dúvida o Evangelho de hoje nos remete aos mesmos predicados quando narra a visitação de Maria na casa de Isabel e Zacarias. Ela visitou seus parentes antes de tudo com a intenção de servir, mas percebe-se, que a alegria de sua presença, como sendo aquela que gestava Jesus em seu ventre vai além da intenção de servir. Conforme isso nota-se que é da natureza de Deus conceder aos seus servos abertos a suas bem aventuranças não apenas a oportunidade de carregar Jesus em suas vidas e servi-lo, mas também a chance de alegrar a quem quer que seja onde quer que esteja.</p>
<p>Hoje cada um de nós também podemos ser estes bem aventurados, de duas formas com base naquilo que o Evangelho deste dia nos comunica: Primeiro por acreditar em Deus em suas promessas e segundo por seguir o exemplo da conduta de Maria. O evangelho é límpido em afirmar essa realidade: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.</p>
<p>Não obstante disso, cada um de nós, dentro da nossa própria realidade também somos chamados a crer que podemos ser bem aventurados porque acreditamos que será cumprido aquilo que o Senhor nos prometeu.</p>
<p>Devemos somar esse ato de fé com todas as outras bem aventuranças citadas no capítulo cinco de Mateus, pois, com efeito, é uma descrição precisa da nossa realidade e receita de conduta para alcançarmos esse mérito concedido por Deus através de Cristo.</p>
<p>Maria expressa toda essa realidade de forma singular e com a docilidade que nos ensina o exemplo a ser seguido. Deus olha para a humildade de seus servos e nós devemos acreditar que Deus nos enxerga, antes de mais nada com bons olhos, e portanto, nossa alma deve alegra-se com isso e engrandecer essa “ótica divina” através de nossa fidelidade e ações.</p>
<p>Fidelidade e ações que se revelam nas atitudes de Maria, que acolhe aquilo tudo que Deus lhe provê e medita sobre todas as coisas no silêncio dum coração que não necessita de fatos e atos espalhafatosos, mas sim de tudo aquilo que o Espírito Santo comunica de forma ordenada e serena conforme Deus bem entende ser necessário.</p>
<p>Devemos compreender que a vontade de Deus é sobretudo ordenada e serena, e que apesar do seu apelo radical manifesto nas palavras de Jesus que convida a cada um deixar de lado suas motivações pessoais e segui-lo de forma plena e livre, que isto é realizado de forma serena e ordenada sem arroubos irracionais.</p>
<p>Maria em suas ações e palavras aponta mais uma vez essa mesma direção. Ela não fica eufórica nem mesmo demonstra soberba por estar fazendo parte da vontade de Deus. Pelo contrário mais uma vez: Ela demonstra alegria e serenidade duma pessoa que acredita nas promessas de Deus e que é motivada a cumprir o seu papel conforme o designado, sabendo que aquele que é humilde encontra em Deus os meios necessários para realizar sua missão conforme a vontade do Senhor.</p>
<p>Esse é o postulado de santidade mais simples que mostra como Deus age na vida humana não através de ações grandiosas e espalhafatosas, mas sim através de ações pontuais e quase desapercebidas que sempre detém uma origem e uma finalidade. A origem é o amor e a finalidade é salvação daqueles que aderem a este amor. Tanto a origem e finalidade são personificadas em Jesus que como sabido ama a Deus sobre todas as coisas e foi quem concretizou por amor a salvação daqueles que amou e ama.</p>
<p>Maria demonstra com simplicidade que é capaz de compreender o amor de Deus que se manifesta em sua vida. Além disso, não apenas ela é capaz de perceber isso, mas também sua prima Isabel ao dizer logo em sua chegada: ““Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”. Embora ambas ainda não soubessem de antemão que seria Jesus que deteria em si mesmo a finalidade mais própria da vontade de Deus de salvar o mundo, elas reconhecem de alguma forma que ali naquele momento estão diante de algo grandioso, não em termos de evento, mas sim em termos de expressão do amor divino.</p>
<p>Transcorrido após isto tantos outros fatos que conhecemos e que tornam a vida de Jesus o maior acontecimento que devemos nos deter em nossas meditações como cristãos, nós não podemos deixar de lado a participação de Maria desde o começo, no transcorrer e no ápice desses acontecimentos da vida de Jesus. Ela que sempre esteve presente e suportando até mesmo os dissabores dos sofrimentos de ver Jesus sendo humilhado perante as autoridades judaicas e romanas e sacrificado no Calvário, sempre agindo de forma significativa como exemplo de fidelidade e boa conduta diante das promessas de Deus.</p>
<p>Não encontramos em Maria o rancor e nem a revolta que muitos de nós temos diante de situações de tribulações que passamos e que nos fazem questionar de forma muitas vezes sem razão o seguinte: “Porque Deus permite isso em minha vida?”. Nela encontramos o inverso disso: Encontramos a capacidade de buscar humildemente tentar compreender a vontade do Senhor mesmo em meio aos piores dissabores sem deixar de ser fiel e esperançosa. Com isso, fica evidente que ela nos remete mais uma vez as bem aventuranças ora recitadas: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”. (Mateus 5:4-8)</p>
<p>Sem dúvida Maria nos aponta uma direção e um caminho, ela que nos traz Jesus também nos leva até ele por uma direção e caminho seguro que devemos imitar ao levar nossos irmãos e irmãs para Igreja. Vale para fundamentar isso citar a encíclica “Redemptoris Mater” de autoria de João Paulo II, na qual encontramos fartos fundamentos sobre o papel de Maria na história da salvação protagonizada por Jesus, e um dos argumentos mais destacados é o seguinte: “A Mãe de Cristo apresenta-se diante dos homens como porta-voz da vontade do Filho, como quem indica aquelas exigências que devem ser satisfeitas, para que possa manifestar-se o poder salvífico do Messias”.</p>
<p>Assim como a vida de Maria a nossa vida deva fazer sentido de acordo com a vontade de Deus e devemos aprender que: “Quando Isabel saudou a jovem parente, que acabava de chegar de Nazaré, Maria respondeu com o Magnificat. Na sua saudação, Isabel tinha chamado a Maria: primeiro, &#8220;bendita&#8221; por causa do &#8220;fruto do seu ventre&#8221;; e depois, &#8220;feliz&#8221; (bem-aventurada) por causa da sua fé (Lc 1, 42-45 ). Estas duas palavras abençoantes referiam-se diretamente ao momento da Anunciação. Agora, na Visitação, quando Isabel, na sua saudação, dá um testemunho daquele momento culminante, a fé de Maria enriquece-se de uma nova consciência e de uma nova expressão. Aquilo que no momento da Anunciação permanecia escondido na profundidade da &#8220;obediência da fé&#8221; dir-se-ia que agora daí irrompe, como uma chama clara e vivificante do espírito. As palavras usadas por Maria, no limiar da casa de Isabel, constituem uma profissão inspirada desta sua fé, na qual se exprime a resposta à palavra da revelação, com a elevação religiosa e poética de todo o seu ser no sentido de Deus”.</p>
<p>Em outras palavras: Maria ensina a verdadeira profissão de fé dos verdadeiros discípulos de Cristo. Ensina a cada um de nós como corresponder à voz d Espírito Santo e como agir diante de tudo aquilo que se concretiza como chamado e vontade de Deus em nossas vidas.</p>
<p>Portanto, devemos tomar mais uma vez consciência de que acreditando e sendo servos humildes á exemplo de Maria, não apenas estaremos no caminho fecundo que nos leva para Jesus, mas também teremos a recompensa de viver nesse mundo cheio de desafios contrários a nossa fé uma realidade espiritual concreta que transpassa as dificuldades e nos eleva para mais próximo de Jesus conforme suas promessas.</p>
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		<title>Silenciar e ver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Aug 2012 22:30:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homilia]]></category>
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					<description><![CDATA[Evangelho segundo São João 6,41-51 Muitos estão buscando Cristo no barulho e não conseguem escutá-lo. Muitos estão procurando Cristo na escuridão e não conseguem enxergá-lo. Estamos num momento crucial onde as palavras do Evangelho de hoje devem servir de marco para nossa história de vida e fé: “Ora, todo aquele que escutou o Pai, e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Evangelho segundo São João 6,41-51</p>
<p>Muitos estão buscando Cristo no barulho e não conseguem escutá-lo. Muitos estão procurando Cristo na escuridão e não conseguem enxergá-lo.</p>
<div>Estamos num momento crucial onde as palavras do Evangelho de hoje devem servir de marco para nossa história de vida e fé: “Ora, todo aquele que escutou o Pai, e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai”.Precisamos muitas vezes do silêncio e calar tudo ao nosso redor para poder escutar a Deus. Precisamos abrir os olhos para luz e deixar de olhar para tudo aquilo que obscurece o caminho que nos leva para Jesus. Essa é uma atitude que deve ser constante que mostre obediência, louvor e adoração com Aquele que chamamos de Nosso Senhor e Pai.</p>
<p>Se, queremos realmente se tornar discípulos de Deus, precisamos deixar nossa atitude de tentar colocar a nossa própria fé dentro dum sistema de idéias que brotam das nossas necessidades humanas de justificar a nossa crença e devoção em Cristo. Devemos passar a tomarmos uma atitude de verdadeiros discípulos que agem de acordo com a fé que professam como fiéis que aprenderam e seguem aquilo que aprenderam de Jesus.</p>
<p>Toda nossa fé acontece de forma pautada não naquilo que achamos ou pensamos sobre a vida, morte e ressurreição de Jesus, mas sim naquilo que Jesus por si mesmo operou por si mesmo e nos comunicou como caminho a ser seguido de forma filial como Ele mesmo deu o exemplo.</p>
<p>A correta devoção eucarística também se funda nisso, porque quando comungamos o corpo de Cristo, nós comungamos a vida do próprio Jesus em sua totalidade plena, e por isso como forma de testemunho de fé legítima cabe a nós testemunhar a vida de Jesus em nossa própria vida com toda a clareza possível mesmo que seja no silêncio de nossas meditações e ações e sem querermos fechar os olhos para esta verdade contundente que nos é dada o pão que desceu do céu. Não busquemos fora dessa realidade ou em nossos próprios motivos que entorpecem a verdadeira fé e vida em Cristo razões para sermos discípulos.</p>
<p>Busquemos no próprio Jesus o modelo e caminho a ser seguido: Escutando a sua voz e enxergando os passos que devemos seguir que já foram ditos e dados pelo próprio Cristo.</p>
</div>
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		<title>O Magnificat</title>
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		<dc:creator><![CDATA[servusvineamdomini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 15:07:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação]]></category>
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					<description><![CDATA[O Magnificat é um canto de louvor de Maria a Deus. É um verdadeiro mosaico de citações ou alusões bíblicas. Este canto descreve a realização  e a superação do Antigo Testamento, evidenciando que a obra redentora, isto é, o plano de salvação concretizado em Jesus Cristo não é algo novo, mas uma continuação e ápice do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2></h2>
<div>
<div>
<p><span style="font-size:small;"><a href="http://servosdarainha.files.wordpress.com/2008/12/salveregina.jpg"><img title="Salve Regina" src="https://servosdarainha.files.wordpress.com/2008/12/salveregina-thumb.jpg?w=260&#038;h=260" alt="Salve Regina" width="260" height="260" border="0" /></a></span></p>
<p><span style="font-size:small;">O Magnificat é um canto de louvor de Maria a Deus. <strong>É um verdadeiro mosaico de citações ou alusões bíblicas</strong>. Este canto descreve a realização  e a superação do Antigo Testamento, evidenciando que a obra redentora, isto é, o plano de salvação concretizado em Jesus Cristo não é algo novo, mas uma continuação e ápice do mesmo, que, segundo Lucas, inicia-se em Abraão, o pai do povo eleito.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size:small;">   A questão da humildade ganha peso neste maravilhoso canto. Maria não canta somente sua exaltação, mas também a dos humildes (todos).  Cheia do Espírito Santo, ela exalta sua maternidade, sinalizando que Deus olha para ela, e este &#8220;Olhar&#8221; se estende para todas as gerações.  Este louvor de Maria é seguido de um louvor universal, de toda a humanidade. A condescendência de Deus para com Maria, humilde serva, é estendida a todos os pobres e humildes.</span></p>
<p>Vejamos, mais uma vez, equivalência de trechos do canto com várias frases do Antigo Testamento:</p>
<p>&nbsp;</p>
<table border="0" cellspacing="1" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="50%"><strong><span style="font-size:small;">TEXTO DO CANTO</span></strong></td>
<td width="50%"><strong><span style="font-size:small;">TEXTOS DO ANTIGO TESTAMENTO</span></strong></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">46 – A minh’alma engrandece o Senhor</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>1Sm 2,1</strong> – Meu coração glorifica Javé</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">47 – e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>1Sm 2,1</strong> – Eu me regozijo em tua salvação</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">48 – porque olhou para a humildade de sua serva</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>1Sm 1,11</strong> – Se olhardes para a pobreza de vossa serva</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">48b – Sim, doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>Ml 3,12</strong> – E vos chamarão ditosas todas as nações</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">49 – pois o Todo Poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é santo.</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>Sl 110,9(111)</strong> – O Senhor fez por nós grandes coisas. Santo é seu nome.</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">50 – e sua misericórdia se estende de geração em geração para aqueles que o temem…</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>Sl 102,17(103)</strong> – A misericórdia do Senhor é eterna para os que o temem e sua justiça se estende de geração em geração.</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">51 – Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>Sl 88,11(89)</strong> – Tu esmagaste os soberbos e com a força de teu braço dispersaste teus inimigos</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">52 – Depôs os poderosos de seus tronos e elevou os humildes</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>Ecl 10,14ss</strong> – O Senhor derruba os tronos dos príncipes e coloca os humildes em seu lugar (Cf. 1Sm 2,7-8; Jó 12,19)</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">53 – Cumulou de bens os famintos e despediu ricos de mãos vazias</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>Sl 106,9(107)</strong> – Saciou de bens os famintos<br />
<strong>1Sm 2,5</strong> – Os ricos têm fome e mendigam</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">54 – Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>Is 41,8</strong> – Mas tu, Israel, meu servo, que escolhi<br />
<strong>Sl 97,3(98)</strong> – recordando-se de sua misericórdia</span></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><span style="font-size:small;">55 – conforme prometera a nossos pais em favor de Abraão e de sua descendência para sempre</span></td>
<td valign="top"><span style="font-size:small;"><strong>Sl 97,3(98)</strong> – em favor da casa de Israel<br />
<strong>Mq 7,20</strong> – como juraste a nossos pais, desde os tempos antigos.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
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