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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428</atom:id><lastBuildDate>Fri, 27 Jan 2012 12:39:09 +0000</lastBuildDate><category>familia</category><category>sociedade</category><category>férias</category><category>amigos</category><category>escola</category><category>mitos</category><category>avaliação</category><category>FoPEI</category><category>absurdos</category><category>acessibilidade</category><category>convenção</category><category>educação</category><category>poder</category><category>normalidade</category><category>anarquia</category><category>semântica</category><category>arte</category><category>inclusão</category><category>preconceito</category><category>diversidade</category><category>principios</category><category>deficiência</category><category>professor</category><category>comunidade</category><category>especial</category><category>utopia</category><category>xiita</category><title>Inclusão : ampla, geral e irrestrita</title><description>Reflexões de um "xiita" da inclusão que acredita no seguinte "&lt;a title="'Permalink" href="http://xiitadainclusao.blogspot.com/2008/04/credo-inclusivo.html" rel="bookmark"&gt;Credo Inclusivo&lt;/a&gt;"

Os textos desse blog podem ser livremente usados e reproduzidos, citada a fonte.</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>138</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/InclusoAmplaGeralEIrrestrita" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="inclusoamplageraleirrestrita" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-3271944358289704391</guid><pubDate>Sat, 17 Dec 2011 02:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-17T00:43:21.956-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">familia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">escola</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">xiita</category><title>Xiita convidado: Não é a síndrome</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ci3eJBw39MY/TuwBBo0TTuI/AAAAAAAADmg/W2rzYNZyakI/s1600/Fracassoescolar.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 264px; height: 172px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ci3eJBw39MY/TuwBBo0TTuI/AAAAAAAADmg/W2rzYNZyakI/s400/Fracassoescolar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686921557110378210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esse texto foi publicado originalmente no &lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/sindromededown/"&gt;Grupo Síndrome de Down&lt;/a&gt; e é uma resposta ao questionamento se uma criança deveria ou não ser promovida da educação infantil para o primeiro ano&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;*Gil Pena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei acompanhando essa discussão com certo incômodo. Já de antemão, informo que não sou novo na lista, estou aqui desde as primeiras mensagens. No início, eu participava mais, dava mais pitacos, mas acabei me percebendo repetitivo, sempre falando em confiança, competência, superação, no meio de um tanto de gente que sempre resvala para a dúvida, a deficiencia e a conformação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o caso particular de uma ou outra criança e sua família, é sempre o tema recorrente, outubrino, da constatação que o ano passou e o menino ficou. É a síndrome, dirão os terapeutas, os professores, pais "experientes".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo, não é a Síndrome. Vamos arranjar outra desculpa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão lá, me dirão, que são seus circuitos neuronais, as vias receptoras, áreas de associação deficiente, poucos recursos de linguagem, pouca memória de curto prazo, hipotonia, atividade motora fina, etc, tudo isso junto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei disso, sei até bastante. Mas temos de tomar uma decisão. Antes mesmo de resolver se o nosso filho vai para o jardim ou o fundamental, ou se o deixamos no maternal. Temos de definir se vamos continuar nos apoiando nas desculpas, na deficiência, ou vamos olhar por outra perspectiva, arranjando meios de driblar a biologia, com cultura.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma decisão que não podemos demorar a tomar, pois o tempo passa, as crianças crescem. Inclusão no jardim é trivial, mas o desenvolvimento acadêmico é essencial para que progridam na vida escolar, não dá para ficar perdendo ano, ver os colegas avançando, sem alcançar a leitura e a escrita ou a matemática básica. Depois, se já são jovens, não dá para colocá-los numa classe de alfabetização, é preciso aprender no tempo de aprender. Porque ficar esperando? esperando pelo que?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é tempo de aprender, é tempo de ensinar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós conhecemos as pessoas com síndrome de Down. Sabemos que podem aprender as coisas, frequentemente elas nos surpreendem, demonstrando alguma habilidade que não esperamos delas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem elas podem aprender, mas é bem difícil se nós não ensinamos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ensinar a ler, a escrever, conhecer os números, compreender as quantidades, fazer operações matemáticas, resolver problemas, ir e vir, comportar-se etc.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte do ensino é escolar. As crianças ficam na escola para aprender. Muito do aprendizado dos ditos comuns, ocorre de maneira espontânea, e isso se explica em parte por que vivemos num mundo de comuns, a maneira de ensinar parece quase natural. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de sair um pouco da mesmice, desse ritmo "natural" das coisas. Infelizmente muitos profissionais, pais, mães etc, acham que o que é natural é certo, o único jeito de as coisas ocorrerem. Isso está errado, pois o aprendizado em si, não é natural, ao contrário, representa ruptura com o biológico. Ou vocês irão me dizer que na minha biologia há uma afinidade intríseca com o computador: meus dedos teclam as letras no teclado qwerty, pois o teclado qwerty é que está adaptado à minha biologia?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. O teclado qwerty é bem pior que o dvorak, onde as letras que mais usamos ficam nos melhores dedos, mas é daqueles entraves culturais que é difícil de mudar. Mas é um entrave cultural, como esse de que as pessoas com síndrome de down são deficientes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São coisas da cultura. Temos de entender que não são imutáveis. Fazem parte de nossas opções ao estar no mundo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem não ser opções simples, mas são opções. Podemos optar pela confiança, pela competência, pela superação. É uma escolha. Um caminho novo se abre. A construção a cada dia da trilha. Não dá para garantir onde vai chegar. Mas o caminho usual, por onde a maioria vai, sabemos onde vai dar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma opção que pode ser feita agora. Amanhã tem de ser feita de novo. E isso não nos isenta de renovar de novo o propósito depois de amanhã.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que eu tenho é que toda a angustia de outubro, da rematrícula, acaba resolvida, pela retenção ou mudança de escola ou promoção, e resolvido isso não temos de nos incomodar, até que chegue o próximo outubro, quando nos vão dizer que não está maduro, que está atrasado em relação a turma, e nos perguntam se o levamos para outra escola, se o retemos ou se o promovemos com a turma, mesmo sabendo da sua deficiência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. A deficiencia ainda vai estar lá. Na opção que tomamos, escolhemos a deficiencia. É o caminho natural, é só deixar as coisas caminharem por si, que chegamos a ela.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outra opção. A que desafia a natureza. A que traça um projeto a cada dia, para desviar a deficiência, a limitação. A deficiencia desviada, superada, contornada não é deficiencia, agora são outros desafios: outros projetos, novos aprendizados e superação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Gil Pena é médico patologista e pai. Dedica-se a estudos na área da educação, dentro da linha do Projeto Roma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descrição de imagem: &lt;/span&gt;charge onde um menino diz "Mãe, eu queria aprender a ler e escrever", a mãe, com outro filho no colo e outro na barriga responde: "Lá vem você com suas manias de grandeza"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Também sobre o o tema: &lt;a href="http://xiitadainclusao.blogspot.com/2009/11/mariazinha-tomou-pau-no-maternal.html"&gt;Mariazinha tomou pau no maternal&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-3271944358289704391?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/12/xiita-convidado-nao-e-sindrome.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-ci3eJBw39MY/TuwBBo0TTuI/AAAAAAAADmg/W2rzYNZyakI/s72-c/Fracassoescolar.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-1553376691897589840</guid><pubDate>Mon, 14 Nov 2011 23:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-14T22:23:29.037-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">principios</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poder</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><title>Direito de matar</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-3RRLsXHowmg/TsGrn2AHHYI/AAAAAAAADko/2cFpcEcZf3Q/s1600/direito%2Bde%2Bmatar.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3RRLsXHowmg/TsGrn2AHHYI/AAAAAAAADko/2cFpcEcZf3Q/s320/direito%2Bde%2Bmatar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675005706462764418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS;font-size:100%;"  &gt;&lt;span class="799442523-14112011"&gt;Em todas as  declarações dos direitos humanos desde a Declaração Universal dos Direitos  Humanos em 1948, até a Convenção Internacional sobre os direitos das pessoas com  deficiência em 2006, existe a figura dos direitos inalienáveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os direitos  humanos são as faculdades, liberdades e reivindicações inerentes a cada pessoa  unicamente com o fundamento da sua condição humana. É verdade que nem todas as pessoas acreditam que as pessoas  com deficiência sejam humanos. Eles tem "características" que fazem deles outros  tipos de pessoas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida,  educação, saúde e oportunidades de trabalho são direitos inalienáveis : ninguém,  sob nenhum pretexto, pode privar outro sujeito desses direitos e independentes  de qualquer fator particular : raça, nacionalidade, religião, gênero, orientação  sexual e presença de deficiência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém,  nesse caso, é ninguém mesmo. Nem os pais têm o direito de privar os filhos  desses direitos. Nem as próprias pessoas têm o direito de se privar desses  direitos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muitos  têm defendido o "direito" de impedir crianças de frequentar escolas, em  igualdade de condições com todas as demais crianças. Alegam livre arbítrio dos  pais, livre arbítrio dos próprios alunos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás,  diga-se de passagem, o termo livre arbítrio também costuma ser muito mal  utilizado, seja na religião, na filosofia e no direito. Virou passe livre para o  vale tudo, a justificativa para garantir privilégios e sinecuras, a desculpa  para não dar satisfação a ninguém.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito  que as pessoas que querem o livro arbítrio de privar os outros dos seus direitos  inalienáveis seriam as mesmas capazes de matar seus filhos, em nome da liberdade  de escolha (e, na verdade, muitas matam mesmo, basta olhar para o crescimento do  número de abortos), afinal, a vida é apenas outro direito  inalienável.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iludem-se  achando que estão defendendo um direito, quando estão apenas defendendo um  modelo de exploração econômica, uma forma nada sutil de tutela sobre as pessoas  com deficiência, um grupo de instituições que se apoderaram do direito de  outras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São essas  pessoas que lutam de todas as formas, inclusive a manipulação política por baixo  dos panos, para manter seus alunos segregados, seus pacientes cativos e o seu  negócio lucrativo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Inclusão é  e sempre será ampla, geral e irrestrita. O que passar disto é discriminação e  abuso dos direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;span class="799442523-14112011"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrição de imagem&lt;/span&gt;: foto de um bebê dormindo com uma arma apontada para a sua cabeça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="799442523-14112011"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-1553376691897589840?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/11/direito-de-matar.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-3RRLsXHowmg/TsGrn2AHHYI/AAAAAAAADko/2cFpcEcZf3Q/s72-c/direito%2Bde%2Bmatar.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-7312430109699551314</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2011 01:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-08T23:43:08.323-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comunidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Comédia de erros</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-X6CwKWD5Z2o/TrnaI8Su_7I/AAAAAAAADkE/CZOgNJ4DMoU/s1600/circo.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 220px; height: 151px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-X6CwKWD5Z2o/TrnaI8Su_7I/AAAAAAAADkE/CZOgNJ4DMoU/s320/circo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672805052808363954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Antes de começar a ler esse texto saiba que:&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;1. Eu sou contra a produção, venda e consumo de drogas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2. Eu não tenho nada pessoal contra policiais, aliás, tenho amigos tanto na polícia militar, como na civil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3.  Eu não sou filiado a nenhum partido, nem simpatizante de algum partido  (mas cada dia sou mais anti-simpatizante de todos eles)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Isso dito gostaria de comentar o circo formado em torno do episódio polícia x estudantes da USP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como  bem notou o Jayme Serva no dia em que a polícia prendeu os caras que  estavam mandando ver num baseado dentro da cidade universitária, essa  históiria não ia acabar bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A polícia entrou na USP depois da  ocorrência de assaltos e latrocínios dentro do campus. Porque a  universidade tem seguranças para impedir que as pessoas joguem bola no  gramado (mesmo sendo um espaço público pago com os seus impostos), mas  não para impedir crimes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assumindo sua incompetência em  administrar o campus, o reitor e o conselho universitário chamaram a  polícia para dentro da universidade. Sabidamente uma relação  historicamente desconfortável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa polícia, que deveria garantir  que criminosos não atuassem, preferiu prender contraventores miúdos.  Poderia muito bem ter confiscado a droga, jogado no lixo e mandado os  moleques de volta para a sala e notificar a escola. Preferiram criar  caso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ato contínuo, a comunidade de estudantes se revoltou e pediu  a saída da polícia. Ato contínuo começaram as mensagens chamando os  estudantes de "maconheiros". Uma generalização estúpida como costumam  ser todas as generalizações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas, parte dos estudantes, a maior  parte, foi contra a paralisação. Democraticamente encerrada em  assembléia. Nesse momento o debate sobre a presença da polícia poderia  ter voltado à política universitária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se não fossem os eternos  pseudo-revolucionários da esquerda albanesa , também conhecidos como  maus perdedores, que resolveram invadir e se instalar na reitoria. Além  de não terem mais o que fazer, ainda conseguiram acabar com a imagem dos  alunos da USP (generalizações, de novo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Justiça, atendendo  pedido da reitoria (cuja competência para negociação é tão alta quanto a  temperatura média da Lapônia) autorizou a polícia a executar a  reintegração de posse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como se tratava de uma imensa milícia  revolucionária armada até os dentes, ou seja, 70 estudantes  universitários, a polícia chegou com 400 homens armados, escopetas e  tropa de choque. Um espetáculo deprimente e ridículo. A mesma polícia  que não se prepara assim para reprimir o tráfico de drogas nos  drive-throughs da Av Roberto Marinho (rip).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pior, isso ainda  alimentou o debate eleitoral de 2012. Nosso governardorzinho defendeu a  brutalidade, no melhor estilo Erasmo Dias (se você não sabe quem é,  procure no Google) e o ministro da educação, candidato a prefeito, veio  dar palpite onde não devia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Espero agora pelas próximas cenas.  Quem sabe o FHC defendendo a discriminalização da cannabis (poderia  também defender o descriminalização dos corruptos, afinal, a culpa é só  dos corruptores), ou o PSTU propor a extinção da polícia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agora,  como bem disse a Cristiana Soares, é nessas horas que a gente sabe quem é  quem na nossa lista de contatos do Face. De um lado os defensores da  repressão, de outro a turma do vale tudo. Um pouco de análise crítica,  quase de ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A maior de todas as comédias dos erros é  descobrir que tem muita gente sem nenhum conhecimento da história do  país e, de outro, gente que não entende a mudanças que estão  acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conclusão: nenhuma. Os fascistas vão continuar sua  marcha pela tradição, família e propriedade. Os comunistas vão continuar  usando o boné do Che Guevara.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Salve-se quem puder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;PS: Nesse momento, acabo de ler que a assembléia dos estudantes da USP decretou greve, a partir de amanhã. Será que vão chamar a Tropa de Elite para resolver o caso?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descrição de imagem&lt;/span&gt;: foto de uma jovem com a mão na boca, vaiando. A moça usa um nariz de palhaço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-7312430109699551314?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/11/comedia-de-erros.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-X6CwKWD5Z2o/TrnaI8Su_7I/AAAAAAAADkE/CZOgNJ4DMoU/s72-c/circo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-8001126045617080616</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2011 02:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-03T09:27:22.380-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Segregação travestida de inclusão</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-qICQrWAiIa8/TrCyZoF81kI/AAAAAAAADjs/3LIti5tWihw/s1600/segregacao.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-qICQrWAiIa8/TrCyZoF81kI/AAAAAAAADjs/3LIti5tWihw/s320/segregacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670228084188304962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;para Ginez Garcia que me ofereceu o mote&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quase diariamente eu preparo um resumo de notícias a respeito de deficiência, inclusão, educação e temas correlatos chamado &lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/novidadesdodia/"&gt;Novidades do dia&lt;/a&gt;. Para editá-lo recebo links de colaboradores e também notícias pelos Alertas do Google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia sim, outro também, aparece alguma notícia a respeito da criação de novos centros de formação, capacitação, preparação (ou qualquer outro nome bonito que queiram dar) de pessoas com deficiência. São criados pelos poderes públicos, prefeituras e estados, por organizações não governamentais e pelo setor privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia sempre destaca a colaboração que esse tipo de centro vai dar à inclusão dos "coitadinhos dos deficientes" (não, eles não usam essa expressão, mas é exatamente esse o tom do discurso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns centros são para pessoas com deficiência em geral (mas só para pessoas com deficiência), outros para pessoas com deficiências específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos típicos de segregação em nome da inclusão como bem notou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ginez Garcia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda existe muita gente que acha que incluir é preparar as pessoas com deficiência para serem aceitas na sociedade, uma deslavada mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incluir é preparar a sociedade para conviver com todas as pessoas (independentemente de raça, sexo, classe social, deficiência ou qualquer outro fator de exclusão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que centros profissionalizantes segregados? Não bastaria que as escolas profissionalizantes recebessem todos os tipos de pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que gastar rios de dinheiro com a construção de infraestrutura nova se é muito mais barato fazer as adaptações necessárias nos locais já existentes? (quem é que ganha com isso?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formação escolar ou profissional de pessoas com deficiência em ambientes separados do resto do mundo traz duas consequências óbvias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é que essas pessoas com deficiência serão formadas para continuarem "deficientes", incapazes de viver autonomamente fora de contextos protegidos (e depois vão trabalhar em cooperativas de trabalho protegido recebendo esmolas a troco de trabalho escravo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda é que as pessoas sem deficiência nunca estarão preparadas para receber as que tem deficiência, pois a convivência nunca existiu. O que, certamente, continuará a alimentar a industria de "sensibilização" para receber esses alienígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, as próprias pessoas com deficência ainda acreditam que isso é um benefício, que depois vai ser retribuído com votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade, que defende que os fins justificam os meios, agradece por não precisar mudar seu status quo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descrição da imagem&lt;/span&gt;: desenho de uma casa presa por correntes e fechada com um cadeado&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-8001126045617080616?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/11/segregacao-travestida-de-inclusao.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-qICQrWAiIa8/TrCyZoF81kI/AAAAAAAADjs/3LIti5tWihw/s72-c/segregacao.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-1916435818509434211</guid><pubDate>Mon, 24 Oct 2011 02:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-24T00:45:25.896-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">diversidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">preconceito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Amores perfeitos</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-xcwxxv95Vnc/TqTP_0qHuYI/AAAAAAAADic/YDT2nNcf4zA/s1600/Mildred_Jeter_and_Richard_Loving.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-xcwxxv95Vnc/TqTP_0qHuYI/AAAAAAAADic/YDT2nNcf4zA/s320/Mildred_Jeter_and_Richard_Loving.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666882926512945538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Em 1958, aos 17 anos, Mildred Jeter, uma jovem negra, casou com Richard Loving, um operário da construção civil de 23 anos, numa época em que casamentos interraciais eram proibidos na Virginia, seu estado natal. Mildred e Richard foram então à capital, Washington, onde se casaram, para em seguida retornar à Virginia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois do casamento, foram acordados no meio da noite no seu quarto por xerifes e presos pelo 'crime' de terem se casado com o tipo errado de pessoa&lt;/span&gt;.&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um juiz da Virginia ameaçou prender o casal caso eles não deixassem o Estado e ficassem fora pelos próximos 25 anos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal Loving se mudou para a capital americana, e com a ajuda da União Americana de Liberdades Civis e da Associação Nacional pelo Avanço dos Negros defenderam seu direito de se casar perante a Suprema Corte dos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;No histórico julgamento do caso "Loving versus Estado da Virginia", em 1967, a Suprema Corte americana decidiu que a proibição do casamento interracial era inconstitucional - decisão que afetou as leis na Virginia e em 16 outros estados americanos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado do Alabama, no sul, foi o último a abolir as leis que proibiam o casamento inter-racial - o que só ocorreu no ano 2000.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do Atlântico, a África do Sul proibia, até 1985, qualquer tipo de relacionamento sexual entre pessoas de etnias diferentes. A lei tinha o nome de Lei da Imoralidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer semelhança com o preconceito existente a respeito das pessoas com deficência, não é mera coincidência, é mero preconceito mesmo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preconceito que não é exclusivo das pessoas sem deficiência, diga-se de passagem. A criação de um &lt;a href="http://www.midiamax.com/noticias/772945-site+relacionamento+para+portadores+deficiencia+lancado+ja+registra+aumento+34+cadastros+diarios.html"&gt;portal de namoro&lt;/a&gt; destinado aos "deficientes" é a prova de que as pessoas acreditam que esses não podem se misturar com aqueles.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se alegar que, pela exclusão social, as pessoas com deficiência tem poucas chances de conhecer outro tipo de gente, o que não justifica a criação de mais guetos segregados além dos já existentes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais quando o espaço reforça a idéia de que o relacionamente entre as pessoas vai ser, ele mesmo, deficiente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deficiente, segundo o Aurélio, é aquele em que há deficiência, carência, insuficiência. Falho, imperfeito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, um namoro deficiente é aquele que é falho, imperfeito. Talvez pela falta de amor de alguma das partes, ou pela imperfeição da paixão, tão necessária a um relacionamento amoroso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um namoro não é deficiente pelo fato de uma, ou ambas as pessoas, terem ou não deficiência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço pessoas com deficiência casadas com pessoas sem deficiência. Relacionamentos que, se não são perfeitos, são muito felizes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço relacionamentos que não são deficientes entre casais onde ambos tem alguma deficiência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conheço relacionamentos deficientes entre pessoas sem deficiência nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuo torcendo para que o amor entre as pessoas não seja definido pela &lt;a href="http://www.bulas.med.br/cid-10/"&gt;CID&lt;/a&gt; ou pela CIF&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrição da imagem: fotografia do casal Mildred e Richard Loving&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-1916435818509434211?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/10/amores-perfeitos.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-xcwxxv95Vnc/TqTP_0qHuYI/AAAAAAAADic/YDT2nNcf4zA/s72-c/Mildred_Jeter_and_Richard_Loving.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-6702962820012250938</guid><pubDate>Sun, 28 Aug 2011 05:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-28T02:56:57.436-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">familia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">escola</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">utopia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">diversidade</category><title>Não existe escola inclusiva</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-lX-VDp8Lp_E/TlnRgspjKTI/AAAAAAAADfU/1jgnOEPj6nE/s1600/escolaperfeita.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 287px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-lX-VDp8Lp_E/TlnRgspjKTI/AAAAAAAADfU/1jgnOEPj6nE/s320/escolaperfeita.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645773967557077298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;De tempos em tempos alguém me pede indicação de escolas inclusivas, geralmente são pais em busca de um lugar para os seus filhos mas, de vez em quando, também são professores de escolas que rejeitaram algum aluno e que tentam indicar um outro lugar para os pais que os procuraram.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Infelizmente essa é uma informação que eu não possuo, ou melhor, possuo, mas não da forma como as pessoas gostariam de ouvir.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Não existem escolas inclusivas ou, pelo menos até hoje, eu não conheci nenhuma. E não existem porque o nosso sistema educacional, seja ele público ou privado, ainda está muito longe de ser inclusivo.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Claro que quem acredita que inclusão significa apenas ter alunos com alguma deficiência na escola vai encontrar centenas de escolas inclusivas. Só na rede municipal de Sâo Paulo são mais de mil escolas. Mas não é isso que torna inclusiva uma escola.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Outros entendem que são as escolas que "aceitam", como se inclusão fosse apenas uma concessão que a escola faz aos que ela consideram como diferentes.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Não poucos entendem que a escola inclusiva é aquela que faz a sua parte, desde que a pessoa incluída se prepare para acompanhar as suas regras inflexíveis, alguns chegam mesmo a contratar profissionais para tomar conta dos seus filhos dentro da escola (e ainda chamam esses profissionais de "mediadores"...)
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Quando encontram uma escola que tem uma estrutura especial para os alunos com deficiência acreditam que chegaram ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nirvana&lt;/span&gt; inclusivo. Quem não quer uma escola toda equipada para as necessidades ( "especiais"?!?) das pessoas com deficiência, mesmo considerando que as pessoas sem deficiência não se beneficiam disso?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Escola inclusiva só vai existir quando a educação passar por uma transformação profunda, valorizando a individualidade de cada e de todos os alunos.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Quando, ao invés de concessões, houver uma ruptura no sistema atual que conduza a uma escola que não estabeleça condições para matricular os alunos (com e sem deficiência). Quando o sistema representar a existência de uma escola que seja boa para todos.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Quando as mudanças beneficiarem toda e qualquer pessoa.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Isso só vai acontecer quando escolas, pais e alunos pararem de olhar só para os seus interesses e entenderem que o interesse de todos está acima dos seus umbigos. Isso não vai cair do céu, nem virá do planalto central.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontece, vou continuar recomendando aos pais que procurem escolas que tenham a ver com seus valores e crenças, como procurariam para qualquer outro filho sem deficiência e que, junto com a escola, procurem transformá-la num ambiente inclusivo.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E que fujam da tentação da escola que aceita, da escola que privilegia, da escola que impõe fardos ilegais.&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Descrição da imagem&lt;/span&gt;: uma sala de aula perfeita, cheia de crianças de todos os tipos e super equipada.&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-6702962820012250938?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/08/nao-existe-escola-inclusiva.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-lX-VDp8Lp_E/TlnRgspjKTI/AAAAAAAADfU/1jgnOEPj6nE/s72-c/escolaperfeita.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>14</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-1885769125320592502</guid><pubDate>Fri, 10 Jun 2011 02:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-10T00:11:08.687-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">diversidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">preconceito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Senzala 2.0</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-YoqPEJ0yCUI/TfGG_q2UYmI/AAAAAAAADdc/FikzKFPVVm0/s1600/segrega%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-YoqPEJ0yCUI/TfGG_q2UYmI/AAAAAAAADdc/FikzKFPVVm0/s400/segrega%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616418638699717218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se eu  falasse para uma famíla negra que seus filhos deveriam ser encaminhados para  escolas ou atividades sociais só com outras pessoas negras, eu seria  imediatamente taxado de racista e, muito provavelmente processado por tamanha  besteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;Não seria  diferente se disser para algum conhecido gay que ele deveria procurar a sua  turma, mesmo sem lei anti-homofobia eu seria exacrado  publicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;No entanto,  pais, professores, amigos e inimigos das pessoas com deficiência sempre estão em  busca de guetos exclusivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div face="verdana"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;Bailes para  pessoas com síndrome de Down, aulas de judô para cegos, escolas para  autistas...e o pior é que a própria comunidade das pessoas com deficiência acha  que isso é ser normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div face="verdana"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div face="verdana"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;Além de  serem pseudo-defensores da diversidade essas pessoas acabam reforçando as  superestruturas discriminatórias dominantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acham que estão conscientizando o  mundo sobre os direitos de todos com manifestações públicas quando estão apenas  ressaltando a percepção de que "esses estranhos" devem viver apenas entre eles  mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div face="verdana"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div face="verdana"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;Defendem a  perenização da senzala, do gueto, do manicômio em moldes mais moderninhos  (versão 2.0 ou será 4G?), travestidos de clubes, redes sociais e até sites de  namoro para pessoas com deficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;A alegação  conceitual é que pessoas com mesmas características biológicas podem construir  sua identidade no contato com os seus iguais. Que identidade, cara pálida? (ou  de qualquer outra coloração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;A minha  identidade é a de ser humano e é no contato com outros seres humanos que ela vai  se construir. Minha humanidade não se define pela cor da minha pele, pelo número  de cromossomos ou pela minha capacidade de ver ou ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;Homem, ser  social, realiza o desenvolvimento da sua identidade através da interação que  mantém com o meio em que vive. &lt;/span&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;A cada experiência  vivida, a cada problema enfrentado, se está alimentando o processo de construção  da identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;Se o  meio for segregado é esse tipo de identidade que um indivíduo terá. Uma  identidade pobre e limitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="062375801-10062011"&gt;Certa  estava a Cláudia Werneck quando lançou em 1992 o livro &lt;a href="http://www.wvaeditora.com.br/livros/livro_detalhe.php?chave=5"&gt;"Quem cabe no seu todos?"&lt;/a&gt;  mostrando que preconceito e discriminação só mudavam de nome e endereço, mas  estavam em todas as mentes e corações (inclusive daqueles que são  excluídos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="062375801-10062011"  style="font-size:100%;"&gt;Se, ao  invés de defendermos a inclusão de todos, defendermos a inclusão ou os  direitos de pessoas do tipo X, Y ou Z, deixamos de lutar contra a discriminação.  Viramos parceiros dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descrição da imagem&lt;/span&gt; : propaganda de uma empresa italiana de roupas dividida em 3 quadros: um só com mulheres loiras, outro só com morenas e o outro só com mulheres negras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-1885769125320592502?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/06/senzala-20.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-YoqPEJ0yCUI/TfGG_q2UYmI/AAAAAAAADdc/FikzKFPVVm0/s72-c/segrega%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-4062710087250792118</guid><pubDate>Sun, 17 Apr 2011 00:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-16T21:31:09.446-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">semântica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">preconceito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Pimenta no umbigo</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-8mt4yc6pHkE/Tao0IugF3-I/AAAAAAAADbU/swt1IQpY6tA/s1600/umbigodomundo.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8mt4yc6pHkE/Tao0IugF3-I/AAAAAAAADbU/swt1IQpY6tA/s320/umbigodomundo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596342811487494114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" class="281254423-16042011" &gt;Nada mais  natural aos seres humanos que passar a vida admirando os seus umbigos. Seja o  que lhe foi dado por natureza, sejam aqueles metafóricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Enquanto os  umbigos naturais não costumam ter mais que um centímetro de diâmetro, os  metafóricos variam muito de tamanho. Para alguns se limita a visão de si mesmos,  alguns estendem o raio metafórico umbilical ao seu núcleo familiar, outros a uma  amplitude maior de parentes e amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Não importa  o tamanho, todos nós temos um raio definido de proteção umbilical. A Cláudia  Werneck já tinha mapeado bem essa questão no seu excelente &lt;a href="http://www.wvaeditora.com.br/livros/livro_detalhe.php?chave=5"&gt;"Quem cabe no seu  todos?"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Se você  acha que sua cabeça não funciona assim, você só está só se enganando a si  próprio. É verdade que o processo de auto enganação também é típico dos  terráqueos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Não é  diferente nas comunidades das pessoas com deficiência. Seja a atitude  umbilicalista, seja o discurso me engana que eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Todos se  dizem inclusivos, todos querem uma sociedade equalitária e justa. Todos são  defensores dos direitos coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Até a hora  em que uma situação que parece ser inofensiva faz com que a pessoa mostre até  onde vão os limites do seu umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Pode ser  quando uma professora mencione as muitas exclusões de uma escola, e alguém  imediatamente ressalte que o que se precisa resolver é a inclusão de pessoas com  a mesma deficiência do seu filho (e os outros que se  lixem...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Ou quando  uma mãe reclama que a classe do seu filho (com a deficiência X) está sendo  prejudicada por uma criança com transtorno mental Y (sim, sim, eu já ouvi  essa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Quando o  homossexual diz que o pior cego é aquele que não quer ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Quando o  amputado diz que a coisa está preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Quando  familiares de pessoas com deficiência distribuem piadas pela internet sobre a  falta de um dos dedos do ex-presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Eu mesmo já  cometi minhas umbigadas. Na última, a Cláudia Grabois, educadamente me corrigiu  sobre o uso do termo judiar... e eu aprendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;O problema  maior nem é darmos essas mancadas. Duro é quando a pessoa tenta nos convencer de  que ela está certa e nós estamos sendo radicais e mal  humorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Aí a defesa  do umbigo se torna uma questão de honra.Quando não de briga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="281254423-16042011"  style="font-size:100%;"&gt;Afinal de  contas, já dizia o ditado que, pimenta nos olhos dos outros é  refresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="281254423-16042011"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ou será que  deveria ser pimenta no umbigo dos outros?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrição da imagem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;: close de um umbigo com grãos de areia em volta do mesmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-4062710087250792118?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/04/pimenta-no-umbigo.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-8mt4yc6pHkE/Tao0IugF3-I/AAAAAAAADbU/swt1IQpY6tA/s72-c/umbigodomundo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-8141390164663395227</guid><pubDate>Wed, 23 Mar 2011 16:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-23T13:55:30.016-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">avaliação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><title>Receita de inclusão</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-D97QTWQKl1Y/TYolfsugZQI/AAAAAAAADaE/b9ncxTUj0UA/s1600/receitadebolo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 256px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587319514218915074" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-D97QTWQKl1Y/TYolfsugZQI/AAAAAAAADaE/b9ncxTUj0UA/s320/receitadebolo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- 30 a 40 crianças genéricas (isto é, sem rótulos) da mesma faixa etária, ambos os sexos, com habilidades e competências heterogêneas&lt;br /&gt;- 1 a 2 crianças com rótulos catalogados na CID, CIF ou qualquer outra tabela não periódica.&lt;br /&gt;- 1 pacote de apostilas ou livros didáticos pasteurizados (não use produtos &lt;em&gt;in natura&lt;/em&gt; que podem atacar os neurônios dos professores)&lt;br /&gt;- 1 pacote de avaliações que sejam rigorosamente idênticas na forma e no conteúdo&lt;br /&gt;- Giz a gosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Modo de preparação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pegue todos os ingredientes e coloque num liquidificador da marca "Saladeaula" e bata em alta velocidade por 200 dias letivos, até formar uma pasta completamente homogênea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso, durante o processamento, a massa forme grumos de personalidade, brilhantismo ou atraso, encaminhe o ingrediente resistente para ser dissolvido por um especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, mesmo assim, o ingrediente não se adaptar à massa, descarte-o, culpando os fornecedores (da marca PaieMãe) por sua má qualidade ou recomende que seja levado para um liquidificador especial (os melhores são os importados da marca Segregator).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do processo coe toda a pasta em peneiras de provas locais, regionais, nacionais, internacionais e aeroespaciais. Se você perceber que algum ingrediente corre o risco de não passar na prova e prejudicar o bônus do cozinheiro, sugira que ele fique doente no dia da prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirva acompanhado de reportagens laudatórias em revistas educação e inclusão.&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: ilustração de um cozinheiro enfeitando um bolo com creme&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-8141390164663395227?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/03/receita-de-inclusao.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-D97QTWQKl1Y/TYolfsugZQI/AAAAAAAADaE/b9ncxTUj0UA/s72-c/receitadebolo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>13</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-2426581095539480801</guid><pubDate>Mon, 07 Mar 2011 03:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-07T00:21:46.681-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">escola</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">preconceito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">especial</category><title>Os ETs contra atacam</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7R5c6fKm0kU/TXROSSRFzvI/AAAAAAAADZM/abi531wz9xI/s1600/segrega%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 236px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581171914267021042" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7R5c6fKm0kU/TXROSSRFzvI/AAAAAAAADZM/abi531wz9xI/s400/segrega%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Blá blá blá blá....e começa de novo a discussão, por que querem fechar a minha escola especial que cuida com tanto carinho daqueles "coitadinhos" que sofrem na escola comum, por que estão tirando dos pais o direito de escolher que tipo de escola colocar os filhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não duvido que realmente cuidem com carinho (apesar de conhecer inúmeros casos escabrosos de carinho pelas verbas públicas e nenhum pelas pessoas depositadas lá dentro), mas também não educam de fato.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não custa nada lembrar algumas questões nada desprezíveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A primeira e mais importante é que a educação formal (regular, comum...ou o nome que se queira dar à educação que TODOS recebem) é um direito inalienável da criança e não dos pais. Não é uma opção dos pais dar ou não dar essa educação aos filhos. Seria a mesma coisa que dizer que os pais tem a opção de manter vivos ou não seus filhos (a vida é outro direito inalienável da pessoa e não dos seus responsáveis).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segundo, é dever do estado seja como fornecedor de serviços educacionais, seja como fiscalizador dos serviços de educação privados, garantir que todos tenham esse direito com qualidade. Se os professores ou escolas se dizem não preparados cabe a nós cobrar que o sejam (se bem que, na maioria das vezes isso é só uma desculpa para rejeitar alunos, professor que não está preparado para educar qualquer criança não serve nem para educar a minha filha que não tem deficiência).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A educação especial não pode ser confundida com escola especial. Escola especial é sinônimo de segregação, a começar do fato que a maioria se classifica por algum tipo de deficiência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Considerando que a escola especial está prevista na lei, a mesma lei diz que a educação especial é COMPLEMENTAR e não substitutiva. Escola especial que pretenda substituir a escola comum deve ser fechada sim, não é essa a sua função. Não é essa sua competência legal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O fato da educação (como um todo) ser de baixa qualidade não desqualifica a inclusão, desqualifica a educação. O que não significa que vamos tirar nossos outros filhos da escola, não é mesmo? A escola, da forma que está não trabalha a potencialidade de ninguém, só se preocupa em treinar copistas para o vestibular.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não conheço todas as escolas especiais do país mas conheço uma quantidade imensa delas, boas e ruins. Curiosamente, só as melhores é que se preparam para ter funções complementares, as piores continuam querendo segurar seu mercado a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se as escolas especiais querem ter uma função educacional importante essa será de dar Atendimento Educacional Especializado e de dar apoio às escolas comuns. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Qualquer outra coisa será apenas perpetuar a segregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: cartaz numa estação de trem onde se vê a figura de um ser inexistente cortado por uma faixa vermelha e se lê: "Área restrita somente para humanos. Todos os não-humanos estão banidos desta estação".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-2426581095539480801?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2011/03/os-ets-contra-atacam.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-7R5c6fKm0kU/TXROSSRFzvI/AAAAAAAADZM/abi531wz9xI/s72-c/segrega%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-9197817127600471028</guid><pubDate>Tue, 09 Nov 2010 17:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-09T15:34:27.880-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">professor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">principios</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">xiita</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><title>Xiita aniversariante - Maria Teresa Égler Mantoan</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TNmF93NrAhI/AAAAAAAADVQ/6lOB-gu02-s/s1600/mantoan.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537604514668544530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TNmF93NrAhI/AAAAAAAADVQ/6lOB-gu02-s/s320/mantoan.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O que é inclusão?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como está a inclusão no Brasil hoje?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Teresa Égler Mantoan&lt;/strong&gt; é professora da faculdade de educação da Unicamp.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt; : foto da Profa Mantoan&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-9197817127600471028?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/11/xiita-aniversariante-maria-teresa-egler.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TNmF93NrAhI/AAAAAAAADVQ/6lOB-gu02-s/s72-c/mantoan.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-4032678822756950154</guid><pubDate>Mon, 01 Nov 2010 02:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-01T00:57:37.767-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">preconceito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">principios</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">xiita</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poder</category><title>Multidão de preconceitos</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TM4sX7K_kCI/AAAAAAAADUY/OBxJlYHTrBY/s1600/dilma.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534409781617332258" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TM4sX7K_kCI/AAAAAAAADUY/OBxJlYHTrBY/s320/dilma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"O preconceito e a discriminação são amplamente disseminados dentro da comunidade estudantil, que ao invés de discutir sobre a diversidade opta pela exclusão. A falta de debate e esclarecimento dentro das escolas perpetua a prática discriminatória histórica no Brasil. Uma pesquisa inédita sobre &lt;a href="http://www.fea.usp.br/noticias.php?i=268"&gt;"Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar"&lt;/a&gt; mostra que os principais alvos são os negros e as pessoas com deficiência.Das 18,5 mil pessoas entrevistadas (alunos, pais, diretores, professores e funcionários) em 501 escolas públicas de todo o país, 99,3% assumem ter algum tipo de preconceito em relação a pessoas com deficiência (96,5%), etnorracial (94,2%), gênero (93,5%), geração (91%), socioeconômico (87,5%), sobre orientação sexual (87,3%) e territorial (75,95%)."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Essa pesquisa, publicada em 2009 assustou muita gente especialmente os militantes dos movimentos de igualdade (racial, de gênero, de orientação sexual e da deficiência). Todos sabíamos que o preconceito existia, mas poucos tinham idéia de que fosse tão difundido e tão frequente. O índice mais baixo de preconceito (territorial) mostrava que 3 em cada 4 pessoas eram preconceituosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos que se escandalizavam com a pesquisa declaravam que o preconceito era um horror e que, obviamente, nenhum deles era preconceituoso. Até chegarmos à campanha presidencial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os últimos dois meses recebi mensagens, links, comentários, críticas, xingamentos, ofensas e piadas de mau gosto a respeito da, agora, presidente eleita, Dilma Rousseff, do presidente Lula e de todos aqueles que por opção partidária ou não, pretendiam votar nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhum momento alguém escreveu a respeito das suas propostas de governo. Ninguém questionou se as políticas públicas seriam melhores ou piores com ela. Aliás, também não recebi nenhuma mensagem defendendo o programa de governo do candidato da oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi dos "democratas" referências a seu passado como guerrilheira, discurso apropriado aos defensores da ditadura militar. Foi como se todos esses tivessem saído dos seus armários ideológicos para mostrar qual é realmente sua orientação política. Recebi dos "brasileiros" reclamações de que ela seria eleita por nordestinos. Como se o nordeste fosse um planeta à parte dentro desse país (na verdade, deve ser mesmo : um lugar exótico para as elites passarem as férias de verão, mas cujos habitantes valem menos que os do sul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi dos "sociais" acusações de que a candidata seria eleita pelos mais pobres...essa gentinha que começou a comer e ter poder de compra nos últimos 8 anos. Recebi dos "libertários" insinuações sobre a orientação sexual da candidata e ataques ao PNDH-3. Recebi de mães de pessoas com deficiência piadinhas a respeito da falta de um dedo do presidente (quando questionei se elas achariam engraçadas piadas sobre os seus filhos, se enfureceram comigo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi dos "inclusivos" mensagens alegando que, naquele momento (da campanha) não era a hora de discutir essa política pública, o importante era derrotar a "inimiga". Claro, se a oposição ganhasse, depois iriam resmungar que não tinham escolas para os seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, eu não poderia ser poupado disso tudo. Quando resolvi, no segundo turno, apoiar a candidatura petista, por entender que a outra alternativa representaria um brutal retrocesso em todos os ganhos que tivemos, também passei a ser ofendido pessoalmente. Até mesmo pessoas que eu tinha em alta consideração demonstraram seu lado "brucutú". Questionaram minha inteligência (claro, só é inteligente quem pensa como eles), mandaram eu me f**** (imagino que é o que fariam com o país se tivessem sido eleitos) e ridicularizaram valores que me são caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso tudo tem a ver com a questão do preconceito na escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado da pesquisa apenas reflete a educação e o exemplo que as crianças estão recebendo em casa. Pais preconceituosos formam filhos preconceituosos. Educadores preconceituosos transmitem essa formação a seus alunos. É um círculo vicioso que eu não consigo enxergar como pode ser quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito que o discurso da igualdade seja suficiente uma vez que ele não é acompanhado na prática. Não acredito nos que querem justiça e inclusão social, desde que seja só para seus próprios umbigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente não sei qual é o caminho, se é que existe um. Como continuo acreditando em utopias, vou em frente tentando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-4032678822756950154?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/11/multidao-de-preconceitos.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TM4sX7K_kCI/AAAAAAAADUY/OBxJlYHTrBY/s72-c/dilma.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>16</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-4090856529277873010</guid><pubDate>Fri, 15 Oct 2010 11:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-15T08:50:18.724-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">professor</category><title>Aos professores</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TLg3eXeaK8I/AAAAAAAADTY/FlsquAIUKTU/s1600/Foto_839.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 206px; float: left; height: 320px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528229537434446786" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TLg3eXeaK8I/AAAAAAAADTY/FlsquAIUKTU/s320/Foto_839.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;“Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra&lt;br /&gt;o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a&lt;br /&gt;ditadura de direita ou de esquerda.&lt;br /&gt;Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação,&lt;br /&gt;contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais.&lt;br /&gt;Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a&lt;br /&gt;miséria na fartura.&lt;br /&gt;Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo.&lt;br /&gt;Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza.&lt;br /&gt;Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela&lt;br /&gt;some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não&lt;br /&gt;luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo descuidado,&lt;br /&gt;corre o risco de se amofinar e já não ser testemunho que deve ser de lutador&lt;br /&gt;pertinaz, que cansa mas não desiste”.&lt;br /&gt;(Paulo Freire)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ser professor não deve ser fácil. É preciso ter coragem de enfrentar o mundo, lutar contra as pressões dos alunos, dos pais dos diretores; contra a tensão dos três empregos mal remunerados; contra a falta de tempo para se dedicar mais a cada um dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um exercício diário e estafante de formar pessoas, formar gerações. E essa não é uma responsabilidade que seja leve aos ombros de ninguém, saber que vai formar para manter tudo como está ou para transformar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É trabalhar sabendo os limites de cada um ( e a falta de limites de tantos outros) e fazer com que todos sejam ultrapassados. É sonhar sonhos possíveis e impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É acreditar que o saber não tem proprietário. Que o conhecimento não tem classe social. Que a cultura não tem fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ao mesmo tempo, saber-se limitado, humano, falível. Capaz de chorar e rir, de acariciar e esbravejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos professores que realmente acreditam nos seres humanos, os meus parabéns. Aqueles que não acreditam, meus votos de que, em breve, encontrem sua verdadeira vocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que, cada um, à sua maneira, ajude a construir um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: foto minha, aos 7 anos com Dona Dulce, minha professora do 1o. ano primário na festa de entrega do primeiro livro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-4090856529277873010?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/10/aos-professores.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TLg3eXeaK8I/AAAAAAAADTY/FlsquAIUKTU/s72-c/Foto_839.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-2604325590329681465</guid><pubDate>Tue, 05 Oct 2010 03:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-05T00:51:04.607-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">amigos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poder</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Querida excelência</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TKqgRX4rDOI/AAAAAAAADTI/LpcR1cmHn-Y/s1600/marasamuel.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524404113253272802" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TKqgRX4rDOI/AAAAAAAADTI/LpcR1cmHn-Y/s320/marasamuel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Minha querida excelência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira impressão a seu respeito, eu admito, não foi das melhores. Te conheci através de uma entrevista num jornal e, no meu melhor estilo ogro, desanquei com a sua fala (te chamei de secretária das rampas, lembra disso?). Se leu o que eu escrevi na época certamente a sua impressão a meu respeito também não foi lá essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso primeiro encontro pessoal começou de forma constrangedora. Eu sabia que você era uma pessoa com deficiência, mas não sabia exatamente qual deficiência. Estendi a mão ao te ver, o que, por motivos óbvios, você teve de recusar. De qualquer forma aquele encontro serviu para que eu começasse a descobrir que você era uma política incomum. Não tinha a arrogância habitual da classe, nem se julgava dona da verdade, pelo contrário, estava disposta a aprender sobre tudo que reconhecia não saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia você me convidou para o seu programa de rádio. Ficamos amigos. Recorri a você quando precisei e fui procurado por você quando você precisava. Você me abriu as portas do seu gabinete e eu escrevi textos para as suas publicações sobre deficiência e inclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candidata à reeleição como vereadora, você não me pediu votos. Mas eu fiz questão de pedir material de campanha. Não devo ter sido um cabo eleitoral de peso, mesmo assim recebi agradecimentos superiores aos meus préstimos. Candidata a deputada federal, de novo fiz minha parte de campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de outros políticos que se dizem defensores dos "portadores", você não caiu na tentação do assistencialismo. Não afagou egos nem bolsos distribuindo migalhas. Por isso que não tive dúvidas sobre apoiar sua candidatura, mesmo sendo um crítico feroz das gestões administrativas do seu partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo foi eleita. E bem eleita. Provavelmente será a primeira deputada federal tetraplégica da história do país (me corrija se estiver errado). Tenho certeza que o movimento será bem representado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te dou conselhos, mas faço alguns pedidos. No Congresso você vai encontrar de tudo, tenho certeza que a experiência da Câmara Municipal te ensinou a lidar com as raposas. Seja fiel a seu partido (é a regra do jogo), mas nunca deixe que ele oblitere a sua consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue lutando pelos direitos das pessoas com deficiência e não pelas esmolas que seus colegas vão propor para garantir seus currais eleitorais. O seu mandato é importante para todos nós, trate-o com carinho e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou aceitar o seu pedido de voto no seu candidato a presidente. Os fatos demonstram que tudo que ele fez pela causa foi distribuir verba para instituições segregadoras, manter uma política excludente na rede estadual de ensino e prometer hospitais para reabilitar os coitadinhos (sim, para ele deficiência é um problema médico e não social). Enquanto isso, o governo da outra candidata foi responsável pela maior transformação em prol da educação inclusiva que esse país já viu e pela aprovação do mais importante documento em defesa dos direitos das pessoas com deficiência (que muitos dos seus colegas de partido votaram contra). Eu voto pelos fatos não pelas promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conte com o meu apoio. Continue contando com os meus textos e meu voto. Aquele café que está me devendo, acho que vou tomar lá em Brasília,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo carinhoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábio Adiron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: Mara Gabrilli e Samuel, meu filho, durante as comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down em 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-2604325590329681465?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/10/querida-excelencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TKqgRX4rDOI/AAAAAAAADTI/LpcR1cmHn-Y/s72-c/marasamuel.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-7262066239837871933</guid><pubDate>Fri, 04 Jun 2010 04:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-01T09:34:50.209-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">normalidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Educação líquida, mas não certa</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TAiBs9l43-I/AAAAAAAADOU/jCZbrrfSXGk/s1600/baumanzygmunt1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; float: left; height: 320px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478771556143914978" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TAiBs9l43-I/AAAAAAAADOU/jCZbrrfSXGk/s320/baumanzygmunt1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Esse texto é dedicado a Carlos Eduardo Fantoni Ribeiro, que me trouxe de volta as idéias de Bauman&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zygmunt_Bauman"&gt;Zygmunt Bauman&lt;/a&gt; é um sociólogo de mais de 80 anos e, apesar da idade avançada é chamado de o profeta da pós modernidade, um dos poucos dos nossos contemporâneos que ainda tem idéias inovadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das suas mais conhecidas idéias é a definição da sociedade atual como sendo a era da modernidade líquida. Segundo a interpretação de Bauman nada mais é permanente, pelo contrário, tudo é permanentemente desmontado e reconstruído e, mesmo a reconstrução já é feita com a perspectiva da transitoriedade.(Sem ter a menor idéia de quem era Bauman, escrevi em 1982 meu &lt;a href="http://insanadiron.blogspot.com/2007/08/manifesto-mutantista.html"&gt;manifesto mutantista&lt;/a&gt;, texto que reproduzi no meu blog de assuntos aleatórios em agosto de 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bauman define as modernidades anteriores como sendo sólidas, ou seja, quando a sociedade passava por transições e grandes mudanças, a perspectiva da nova ordem era a de que essa se solidificasse como o novo status quo, que fosse o fim da busca pelas soluções para todos os males do mundo. As modernidades do passado desmontavam as realidades herdadas com a intenção de torná-las melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A modernidade atual é incapaz de manter sua forma. Como todos os líquidos suas moléculas não tem coesão suficiente para se solidificar. As instituições, referências, estilos de vida, crenças e filosofias mudam antes mesmo de terem tempo de se plasmarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é volátil, flexível e, para muitos, o pior é que tudo é imprevisível. As pessoas são levadas a se movimentarem num espaço em que flutuam, onde o bem e o mal são relativos, onde não existem certo e errado, apenas formas diferentes de fazer as coisas. Não existem mais projetos de vida, como propunham os existencialistas, não existe mais uma identidade fixa, vive-se a cada momento sem que haja sentido numa perspectiva de longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso implica num exercício de filosofia. Quem é o ser? Na modernidade sólida era um cara dividido entre o bem e o mal, na líquida passa a ser alguém que se movimenta entre os mais diversos polos possíveis A explicação mais direta talvez seja a diferença entre o comportamento da sociedade na guerra fria em contraposição ao de hoje nas redes sociais. A maneira de ver o mundo, de tomar posição (era muito mais dicotômica) é diferente de uma sociedade onde tudo é relativo no tempo e no espaço (inclusive a ética), a fluidez desse relativismo é que fez o Bauman falar em liquidez da modernidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olho para escolas e professores totalmente perdidos com a entrada de alunos com as quais eles não fazem a menor idéia de como lidar, gente que sempre esteve à margem da educação, que sempre foi excluída (e aqui não me refiro apenas às pessoas com deficiência, os excluídos são muitos mais do que imaginamos), eu percebo que, assim como outras modernidades, a escola não está sequer próxima das mudanças que acontecem na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Howard_Gardner"&gt;Howard Gardner&lt;/a&gt; - aquele que mesmo das inteligências múltiplas - costuma dizer que as nossas escolas (não só as brasileiras, mas do mundo todo) continuam a preparar as nossas crianças e jovens para viver no século XIX...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola se enraizou nas suas crenças e convicções e, tirando as inovações tecnológicas, nunca conseguiu acompanhar o desenvolvimento da sociedade. Escola que continua tentando impedir o desenvolvimento de novas idéias e soluções, até porque o seu objetivo é o enquadrar seus alunos no status quo. Por princípio, a escola é a principal inimiga de tudo que é moderno, criativo e inovador. (tem dúvidas a respeito? repare nos TCC´s de cursos de pedagogia cujo único objetivo é o de reproduzir o que já foi dito por alguém)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando confrontados com a realidade social a escola se confunde toda e adota a postura de rejeitar não só as idéias diferentes como os alunos que coloquem em xeque a solidez das suas apostilas e rigidez das suas avaliações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um novo professor sai da faculdade e se defronta com a vida real e o estado de liquidez da mesma, constata que não foi preparado para isso. E não foi mesmo. Seu erro é acreditar que a preparação vai se dar nas mesmas instituições que não o prepararam de forma adequada anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no contato com a realidade líquida é que o professor vai aprender a navegar pelo espaço sem procurar o chão. E vai entender que seu espaço de trabalho não carece de bolas de ferro amarradas nos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: foto de Zygmunt Bauman, um senhor idoso, calvo e com os cabelos das têmporas brancos, em posição de oração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-7262066239837871933?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/06/educacao-liquida-mas-nao-certa.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/TAiBs9l43-I/AAAAAAAADOU/jCZbrrfSXGk/s72-c/baumanzygmunt1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-9065130306994268511</guid><pubDate>Sat, 22 May 2010 01:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-21T23:40:15.063-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">escola</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">semântica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><title>Pesos e medidas</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S_cwmFE3NZI/AAAAAAAADMs/0AL8buY_fyw/s1600/2pesos2medidas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 320px; float: right; height: 316px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473897302847862162" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S_cwmFE3NZI/AAAAAAAADMs/0AL8buY_fyw/s320/2pesos2medidas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu gosto muito de entender os discursos que estão escondidos atrás de palavras jogadas no espaço, desde o meus tempos de faculdade (obrigado Beth Brait e Nina Rosa) aprendi a gostar de Barthes e outros seres estranhos que se preocuparam com esse tema. De certa forma, eu admito, isso se tornou uma prática um tanto quanto obsessiva na minha vida. Para completar o cenário, a minha área de atuação profissional é riquíssima em exemplos ideológicos travestidos de palavras de ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma questão pessoal e familiar (sou pai de uma criança com deficiência) eu fui me engajar na militância pela educação inclusiva. No começo cheguei a acreditar que a questão era a da inclusão de pessoas com deficiência, com o tempo descobri que as exclusões e segregações são muito mais amplas que somente desse grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tenho sido brindado com uma enormidade de falas repletas de máscaras. Uma das mais comuns é a de acreditar que inclusão é sinônimo de pessoa com deficiência. De chamar de inclusão atividades que se restringem a esse público, a ponto de chamar os próprios alunos com deficiência de "incluídos" (nunca me explicaram direito qual terminologia usar com os demais alunos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra máscara hipócrita é a tal da inclusão "responsável". Aqui nesse blog eu mesmo já me declarei &lt;a href="http://xiitadainclusao.blogspot.com/2008/07/criando-um-irresponsvel.html"&gt;um irresponsável &lt;/a&gt;por criar meu filho num ambiente que seja igual para todos os seres humanos. Toda vez que ouço ou leio alguém usar esse termo já sei que estou diante de um inimigo da inclusão. Como é feio ser contra a inclusão, eles preferem dizer que são a favor da inclusão de alguns e não de todos (até porque devem acreditar que nem todos os seres humanos sejam muito humanos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o mundo vive em mudanças, novos discursos desse gênero surgem a todo momento. Esse ano o MEC resolveu premiar as experiência educacionais inclusivas bem sucedidas pelo país afora. Uma atitude, a meu ver, bastante louvável, precisamos difundir mais casos de sucesso e mostrar que a inclusão não é uma missão impossível como querem fazer crer seus inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me chamou a atenção foi o fato de que, quando as tentativas de inclusão fracassam os educadores sacam dos seus coletes o discurso das "dificuldades de aprendizagem" dos alunos, mas quando as experiências são bem sucedidas o mérito é das escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se dá errado a culpa é do aluno, se dá certo os louros são dos educadores. Alunos são vilões, professores, super heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, não acho que a questão seja de atribuição de culpas, mas de usar os mesmos pesos e medidas para todos os que participam da educação. Alunos, educadores e pais. Para o bem e para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe na próxima edição do prêmio do MEC os premiados não sejam apenas as escolas, mas todos os envolvidos no sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: desenho do jogo da velha, com uma jogada não permitida (fazendo curva) que força a barra para ganhar o jogo com regras próprias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-9065130306994268511?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/05/pesos-e-medidas.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S_cwmFE3NZI/AAAAAAAADMs/0AL8buY_fyw/s72-c/2pesos2medidas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-5907531568567787592</guid><pubDate>Thu, 29 Apr 2010 01:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-28T22:03:10.091-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">familia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mitos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">diversidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><title>Em busca do Santo Graal</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S9jam26g3CI/AAAAAAAADJs/jgqfyguN_zE/s1600/Holygrail.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 199px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465358508924918818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S9jam26g3CI/AAAAAAAADJs/jgqfyguN_zE/s320/Holygrail.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Tem horas que a pergunta é tão repetitiva que parece brincadeira de mau gosto. Todo mundo quer uma solução mágica, a resposta de uma única pergunta que resolveria todos os problemas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes tenho a impressão que isso funciona como o último pedido dos condenados à morte. A resposta final dos shows de TV onde pode-se ganhar ou perder tudo de uma única vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que todos querem saber qual é o maior empecilho para que a educação seja, de fato, inclusiva. Quando uso essa expressão estou sempre pensando na educação de todos. Educação das pessoas com deficiência não tem nada de inclusiva. Inclusão, ou é para todo mundo, ou não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tentativa de simplificação não leva a lugar nenhum. Educação é algo muito mais complexo que a solução de uma charada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta dizer que a boa formação de professores seria o suficiente para que a educação fosse boa. Infraestrutura física das escolas ajuda muito, mas também não resolve nada de forma isolada (conheço péssimas escolas em edifícios maravilhosos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedagogia genial não funciona com professores medíocres. Projeto pedagógico exemplar não resolve as questões sociológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia escrever a noite inteira sobre todas as questões que envolvem a construção de um sistema educacional de qualidade e, certamente, não esgotaria o assunto. Currículo? Metodologia? Avaliação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu acredito ter descoberto a resposta para a famosa pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior problema da educação é a busca incessante da receita de bolo que não falhe nunca. O bolo que atenda a todos os gostos, sirva para educar todas as crianças de forma homogênea e que, principalmente, não demande nem das famílias, nem dos alunos, nem dos professores, algum trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não obrigue as pessoas a pensar. Daqueles bolos de pacote de supermercado que é só adicionar leite e bater no liquidificador (se bem que, mesmo esses, muitas vezes dão errado também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação se faz com seres humanos. Alunos, famílias e professores. Quando esse negócio chamado "ser humano" entra no processo, o bolo desanda. Cada um deles é diferente de todos os outros. Cada um assa numa temperatura diferente, cada um dá ponto num momento diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não significa que a busca pelo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Graal"&gt;santo Graal &lt;/a&gt;da educação não vai continuar. Ainda que todos saibam que o cálice mágico nunca será encontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt; : pintura retratando uma mulher ruiva, supostamente Maria Madalena, segurando o cálice denominado de santo Graal&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-5907531568567787592?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/04/em-busca-do-santo-graal.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S9jam26g3CI/AAAAAAAADJs/jgqfyguN_zE/s72-c/Holygrail.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-3018359622381569796</guid><pubDate>Mon, 12 Apr 2010 23:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-12T20:12:32.229-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">familia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mitos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">professor</category><title>Mais pior de ruim</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S8OodO5LHoI/AAAAAAAADIU/6nxjzU9hbVA/s1600/quem_tem_o_pior_emprego_do_mundo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; FLOAT: right; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459392393470746242" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S8OodO5LHoI/AAAAAAAADIU/6nxjzU9hbVA/s320/quem_tem_o_pior_emprego_do_mundo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Conversa típica de bar, mas também pode ser na cozinha de qualquer casa quando a família se reúne.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Basta alguém contar um "causo" qualquer para outro, logo em seguida, contar algo do mesmo estilo que seja melhor ou maior. Alguém conheceu um homem que pesava 120kg? Isso não é nada, o colega ao lado ou a prima já conheceram um de 150kg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o causo é alguma coisa ruim ou alguma desgraça, sempre vai ter alguém com a história de uma tragédia maior. Vence sempre o "mais pior de ruim". Faz parte da natureza humana ser o vencedor nas glórias ou nas desgraças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comunidade que cerca as pessoas com deficiência não é diferente. A deficiência do meu filho sempre será mais grave que a do vizinho. O menino com dificuldade de aprendizagem de um professor sempre será muito mais complicado que o do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso, a vitória está com quem sofre mais por sua situação. Sua vida é difícil? A minha é muito pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso embute uma estratégia muito conveniente, seja para os pais, seja para os professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a inclusão daquela criança muito problemática funciona, pais e professores podem cantar suas glórias de como superaram uma situação tão adversa quanto as suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não funciona, sempre estão protegidos pela comiseração que provocaram em relação a si mesmos. Se foram derrotados é porque as circunstâncias eram complexas demais para qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente a gente ouve alguém dizer que não acha sua vida difícil. Que o desafio que tem pela frente é superável e, caso não consiga fazer algo, que não existe ninguém para culpar além dele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais fácil se livrar de qualquer responsabilidade quando se erra e receber os louros quando se acerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto trabalharmos a inclusão de pessoas com deficiência como um fardo insuportável de carregar nunca chegaremos a lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua sendo uma &lt;a href="http://xiitadainclusao.blogspot.com/2008/04/o-primeiro-passo-para-uma-educao.html"&gt;questão de atitude&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: cartoon onde uma escova de dentes diz: "às vezes acho que tenho o pior emprego do mundo", ao que um rolode papel higiênico responde: "cê que pensa..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-3018359622381569796?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/04/mais-pior-de-ruim.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S8OodO5LHoI/AAAAAAAADIU/6nxjzU9hbVA/s72-c/quem_tem_o_pior_emprego_do_mundo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-8453055383288171030</guid><pubDate>Sat, 03 Apr 2010 17:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-03T14:14:20.082-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">principios</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poder</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>O Gérson de cada um</title><description>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/J6brObB-3Ow&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/J6brObB-3Ow&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza, mas devemos lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.boaventuradesousasantos.pt/pages/pt/homepage.php"&gt;Boaventura de Souza Santos.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num dia desses, no supermercado aqui perto de casa, encontrei um rapaz fazendo compras. O adolescente, devia ter uns 15 ou 16 anos, andava pelas gôndolas, olhava alguns produtos e colocava alguns no seu carrinho. Nada muito diferente do que qualquer um faz, exceto o fato que o menino tinha síndrome de Down o que, por motivos mais que óbvios, me chamou a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não é o único jovem que já vi no meu bairro fazendo suas atividades de forma independente (sempre vejo um outro, mais velho, caminhando sozinho na rua) fiquei feliz com sua liberdade. Me enganei. Não demorou muito para que surgisse a mãe com outros produtos e colocasse junto com os outros. De qualquer forma, o rapaz, em momento algum, demonstrou alguma dificuldade em ajudar nas compras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzei com os dois em outras gôndolas e, quase simultaneamente, em direção à fila do caixa. O supermercado não estava lotado, mas também não tinha caixas livres. A mãe não teve dúvidas, foi direto para o caixa preferencial, ou seja, seu filho era suficientemente capaz para ajudar a fazer as compras mas, para escapar da fila, ele virava um "deficiente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento me vieram à cabeça duas frases. A do professor português Boaventura Santos (que uso como epígrafe) e a da propaganda de uma marca de cigarros protagonizada pelo futebolista Gérson onde ele dizia que era preciso levar vantagem em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente tenho visto cenas e lido relatos exatamente iguais a esses. Pessoas com deficiência ou pais de pessoas com deficiência que, debaixo do discurso de igualdade e de inclusão não perdem nenhuma oportunidade de levar vantagem em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas com capacidade econômica atrás de benefícios fiscais, pessoas que querem viajar a turismo caçando descontos beneficentes em passagens aéreas, pessoas sem nenhum problema de mobilidade furando filas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agem como se a afirmação de Boaventura fosse: devemos lutar pela igualdade quando ela nos convém e lutar pela diferença quando ela nos convém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais furiosos vão me responder dizendo que, se a lei permite, porque não aproveitar? Por que não levar vantangem em tudo, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errado. Cada vez que alguma pessoa usa sua deficiência como arma para obter vantagens ela reforça a percepção deficitária que o resto do mundo tem. Ela proclama para todos que as pessoas com deficiência precisam de tratamento diferenciado por que nunca alcançarão a autonomia. Reforça o discurso da exclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas com deficiência precisam de respeito e respeito é algo que se conquista, não cai do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podem nem se deixar vencer por imposição de condições absurdas (o &lt;a href="http://vereadoramaragabrilli.com.br/noticias/350-pagar-por-quatro-nunca-mais-.html"&gt;artigo da Mara Gabrilli &lt;/a&gt;sobre esse tema é um bom exemplo disso) mas, também, não podem ser, elas mesmas, a abusadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, tudo é uma questão de bom senso que, infelizmente, é um produto em falta no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição do vídeo&lt;/strong&gt;: sentados num sofá, um homem entrevista o jogador Gérson a respeito do cigarro que fuma. Tanto o jogador como o entrevistador estão fumando. Durante a entrevista é mostrado o gol que Gérson marcou contra a Itália na final da copa do mundo de 1970 e, ao final aparece uma imagem com os diferentes maços de cigarro Vila Rica e seus preços.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-8453055383288171030?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/04/o-gerson-de-cada-um.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-9082402457035875314</guid><pubDate>Fri, 26 Mar 2010 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-26T01:36:54.035-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poder</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comunidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Uma eleição "deficiente"</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6w5d9mrLsI/AAAAAAAADGc/3bW-C4x16rg/s1600/blindvote.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452796435754593986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6w5d9mrLsI/AAAAAAAADGc/3bW-C4x16rg/s320/blindvote.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A chamada do noticiário para o jornal da noite cita uma matéria onde o chefe político de plantão da localidade inaugurou um novo complexo esportivo dedicado às pessoas com deficiência. A reportagem, para ilustrar a matéria mostra a quadra poliesportiva novinha e cenas de um jogo de basquetebol entre cadeirantes, seguido de um jogo de futebol de salão para pessoas com deficiência visual.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Todos elogiam o lugar e exaltam a figura do doutor fulano que tornou aquele sonho possível. Em sua entrevista, o doutor fulano ressalta a importância da inclusão social (mesmo que isso signifique isolar pessoas com deficiência em um local só para elas) e faz promessas de mais benefícios para os "coitadinhos deficientes". Candidato a deputado na eleição que se aproxima, o doutor Fulano espera ser votado maciçamente por esse público. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em casa, Marcos, que é pessoa com deficiência visual, ouve a matéria e chama a esposa para descrever o que a TV está mostrando, pois, em nenhum momento a emissora pensou que do outro lado da telinha existem milhões de cegos assistindo ao jornal e não têm acesso às imagens, pois a tal emissora não disponibiliza áudio-descrição dos seus programas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em casa, Ana Maria, que é surda e vive sozinha, não tem ninguém para chamar para lhe ajudar a saber a que exatamente as imagens da TV se referem, pois a emissora também não legendou a programação, nem providenciou a oferta da janela de LIBRAS para traduzir o que estava sendo dito na matéria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em casa, Dagoberto, que é cadeirante, achou tudo muito bonito, mas lamentou que não vai poder usar o complexo esportivo pois esse, apesar de acessível,está localizado num bairro da cidade que não é servido por transporte público adaptado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em casa, Mariana, pessoa com deficiência intelectual, pediu que a mãe a levasse para jogar basquete naquela quadra e teve de ouvir como resposta que a TV informara que aquele local tinha sido cedido para uma entidade de reabilitação, a qual não atende pessoas com a deficiência de Mariana. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nesse momento, o doutor fulano acabava de perder ou, pelo menos, deixava de ganhar, no mínimo, 4 votos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O último censo demográfico brasileiro aponta a existência de mais de 24 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Se mantida a proporção (14,5%), o censo que será realizado este ano de 2010 deverá encontrar quase 30 milhões de pessoas com deficiência. O maior grupo é o das pessoas com deficiência visual, parcial ou total, seguido pelo grupo das pessoas com deficiência física ou motora. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desse total, mais de 70% têm mais de 16 anos e, portanto, são eleitores. Cerca de 20 milhões de votos (na verdade, muito mais, se considerarmos os familiares dessas pessoas) espalhados por todo Brasil. Sonho de consumo de qualquer candidato. Deveria ser o sonho de consumo de todo marketeiro que vai cuidar da propaganda eleitoral desses candidatos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os políticos ainda se preocupam em fazer jogo de cena e em entregar pacotes de caridade em forma de benefícios fiscais, gratuidades ou verbas para entidades assistencialistas. Os marketeiros não têm esse poder. Mas teriam o poder de fazer a mensagem publicitária chegar a esses eleitores e isso seria muito mais simples do que parece.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Numa eleição onde os meios de comunicação eletrônicos serão cada vez mais a ferramenta para se chegar aos eleitores, a falta de preocupação com a acessibilidade comunicacional é gritante. Se você entrar no site de qualquer um dos grandes partidos políticos vai encontrar, em todos eles, programas de TV da legenda. Nenhum deles tem qualquer recurso de acessibilidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nem vou entrar no mérito da falta de acessibilidade nas TV´s abertas, essas estão protegidas da obrigatoriedade da oferta de acessibilidade por manobras protelatórias do Ministério das Comunicações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Verdade se diga, isso não é exclusividade de políticos e de marketeiros. Esta semana mesmo recebi um material de divulgação de um curso sobre inclusão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nem o material, nem o site da faculdade que o promovia eram acessíveis. Ao procederem assim, os promotores de tal curso pareciam dizer: "Afinal de contas, para que as pessoas com deficiência precisam de acesso a conteúdos que falem a respeito delas?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda é visitar algumas páginas de políticos que são, eles mesmos, pessoas com deficiência, e descobrir que em seus sites existem conteúdos sem acessibilidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Convém lembrar que essa preocupação dos criadores e produtores dos programas de TV, rádio e de páginas da Internet não pode se resumir às questões tecnológicas (se bem que só isso já seria um salto de qualidade enorme), mas também à linguagem e às atitudes devem ser ponto de preocupação desses profissionais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas com deficiência, historicamente, tiveram pouco ou nenhum acesso à educação formal e, em decorrência disso, nem sempre vão entender mensagens que usam expressões mais complexas. O que os marketeiros não podem esquecer é que, mesmo sem a mesma bagagem cultural, essas pessoas têm consciência política. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Claro, existe uma grande massa de manobra que se satisfaz com o fato de ganhar um passe livre para o transporte público e barganhar seu voto em troca disso, para depois descobrir que o ônibus é gratuito. E também essas pessoas, junto às demais pessoas com deficiência não conseguirão chegar ao ponto ou embarcar no transporte, pela falta de acessibilidade física.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Claro, existe uma grande massa manobrada por instituições assistencialistas que as tutelam e fazem qualquer negócio para não perder esse poder. Não poucas dessas instituições têm representantes (geralmente, não são as próprias pessoas com deficiência) nas câmaras e no senado, eleitos às custas dessa troca de favores. Tanto uns como outros continuarão presentes na próxima eleição, mas isso também está mudando. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão ficando mais críticas e mais preocupadas em conquistar sua autonomia. Não adianta a propaganda do governante Beltrano falar que está colocando professores auxiliares nas séries iniciais do ensino fundamental se, quando o aluno chega à escola ele descobre que isso só acontece numa escola modelo ou projeto piloto do outro lado da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não adianta nada políticos e marketeiros tomarem todas as medidas para que suas campanhas sejam acessíveis se os locais de votação estão repletos de escadas inacessíveis, armadilhas diversas para pessoas com deficiência física, com dificuldade de locomoção, com baixa visão e cegas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Agora, se você é profissional de marketing, ou produtor de mídia eletrônica e vai trabalhar para algum candidato nas próximas eleições, não deixe de se informar a respeito dos recursos de acessibilidade disponíveis e não se esqueça de incluí-los na sua campanha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Descubra o que é áudio-descrição, legendagem, interpretação de Libras, existe muita informação a respeito disso na Internet. Convide pessoas com deficiência para participarem dos focus groups sobre a campanha. Entenda a terminologia e a linguagem usadas com essas pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo não garante que todas as pessoas com deficiência votarão no seu candidato mas, pelo menos, evitará que votos sejam perdidos pelo fato de todos esses eleitores em potencial sequer haverem tido conhecimento da sua proposta, pois ela lhes estava inacessível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Publicado originalmente na &lt;a href="http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br/index.php/principal/article/view/29"&gt;Revista Brasileira de Tradução Visual&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: mão de uma pessoa cega preenchendo uma cédula eleitoral em braille.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-9082402457035875314?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/03/uma-eleicao-deficiente.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6w5d9mrLsI/AAAAAAAADGc/3bW-C4x16rg/s72-c/blindvote.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-3634962054978286578</guid><pubDate>Wed, 24 Mar 2010 17:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-24T14:18:42.045-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">familia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">normalidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">diversidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">xiita</category><title>Xiita Convidada - O efeito não terapêutico de algumas terapias.</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6pI18Qf1jI/AAAAAAAADGM/qt71LJL_ZnM/s1600/Eu+Rob%C3%B4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6pI18Qf1jI/AAAAAAAADGM/qt71LJL_ZnM/s320/Eu+Rob%C3%B4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452250390430996018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Carla Codeço*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico, a cada dia que passa, mais surpresa com os efeitos nada terapêuticos que algumas terapias provocam. Crianças sem espontaneidade, sem a alegria, o senso de humor e a peraltice próprios da infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São crianças ensinadas em cada atendimento a se encaixar, a exibir um comportamento normal. É como se nascessem com uma “dívida” em seu desenvolvimento, sendo obrigadas a recuperar esta defasagem evidenciada pela comparação a outros indivíduos de mesma idade. Ao invés de receberem as condições necessárias para aprender são condicionadas através das simulações da vida real dentro de consultórios. A estas crianças é mostrado, desde a mais tenra idade, como devem se comportar para se encaixarem ao padrão aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças normalizadas podem ser reconhecidas a distância, acabam se parecendo com aqueles andróides dos filmes de ficção científica, que parecem humanos mas têm um que de robô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero com isso dizer que não devemos propiciar as terapias necessárias para que os potenciais de nossos filhos possam ser melhor desenvolvidos, mas devemos lembrar sempre que eles têm direito a infância, ao seu tempo de ócio. Devem vivenciar a conversa em família, ao invés de apenas terem acesso a conversa simulada na seção de terapia, devem aproveitar seu tempo de ócio em casa para recortar, rabiscar, pintar, livremente, não apenas no ambiente simulado do consultório da TO e assim por diante. Devemos ter cuidado ao estender o ambiente terapêutico para dentro de nossas casas, para que não nos tornemos também profissionais padronizadores dos nossos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao imputarmos aos nossos filhos a obrigação de passar no funil normalizador estamos retirando-lhes a alegria e a espontaneidade infantis. Ao invés de aceitarmos as limitações que a síndrome impõe, estaremos, nós mesmos, impondo várias outras limitações emocionais que a própria síndrome não acarreta. Falo da síndrome de Down.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de um determinado momento, no acompanhamento das terapias do meu filho, percebi que os profissionais  e métodos me ofertavam dois caminhos a seguir: ou nos esforçaríamos para passá-lo pela forma normalizadora ou daríamos a ele a liberdade de ser como ele é e, de mãos dadas, ajudaríamos no que fosse preciso para o seu crescimento global. Optei pela última e hoje vejo meu filho feliz, espontâneo, e levado, como toda criança de sua idade que tem o privilégio de viver uma infância saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Carla Codeço, moderadora dos grupos Sindrome de Down e RJDown e mãe do Rafael e da Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descrição da imagem&lt;/span&gt; : cena do filme Eu, robô onde aparece uma série de robôs humanóides numa linha de produção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-3634962054978286578?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/03/xiita-convidade-o-efeito-nao.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6pI18Qf1jI/AAAAAAAADGM/qt71LJL_ZnM/s72-c/Eu+Rob%C3%B4.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-368387972884728053</guid><pubDate>Fri, 19 Mar 2010 04:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-19T01:11:03.220-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">absurdos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">familia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mitos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Sem explicação</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6L4hpHAZGI/AAAAAAAADFM/wvnugUQGLPw/s1600-h/Liga%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 256px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450191755926332514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6L4hpHAZGI/AAAAAAAADFM/wvnugUQGLPw/s320/Liga%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Uma crença, mesmo que baseada em argumentos falsos, é muito fácil de se criar. Uma pitada de sensacionalismo, outra de escândalo e, para facilitar a difusão da mentira, algo que atribua a culpa de qualquer coisa ao governo (qualquer governo, diga-se de passagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, além desses ingredientes, a mentira que se cria ajuda as pessoas a conviverem melhor consigo mesmas ela praticamente vira uma verdade inquestionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que acontece com o mito da relação entre a vacina tríplice viral (MMR) e o autismo. Em 1998 um pseudo estudo científico foi aceito e publicado por uma revista especializada chamada Lancet. Mesmo tendo sido contestado duramente por diversos especialistas a mentira se consolidou de tal forma que alguns pais chegaram mesmo a processar seus governos por terem vacinado e desenvolvido o autismo nos seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doze anos e dezenas de estudos científicos sérios depois, a &lt;a href="http://abcnews.go.com/Health/AutismNews/autism-vaccines-lancet-retracts-controversial-autism-paper/story?id=9730805"&gt;Lancet apresentação uma retratação &lt;/a&gt;oficial, pedindo desculpas por ter publicado o artigo que gerou toda a controvérsia sem fundamentação científica suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não significa que muitos pais tenham mudado de idéia. Eles ainda &lt;a href="http://www.timesfreepress.com/news/2010/mar/15/belief-in-autism-vaccine-link-persists/"&gt;preferem acreditar &lt;/a&gt;que a vacina é a culpada pela condição de seus filhos. Preferem acreditar numa mentira que, de alguma forma, os conforte, do que na verdade, que os devolve ao ponto de partida (o espectro autista ainda é um grande desconhecido, ninguém sabe o que ele é, nem o que provoca seu aparecimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de encontrar um culpado pela deficiência faz com que muitas pessoas acreditem em qualquer coisa. Isso vale não só para o autismo mas também para a síndrome de Down (que ninguém ainda descobriu o que provoca a trissomia) e para as dezenas de categorias de deficiência intelectual para as quais sequer existe um diagnóstico efetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a questão da cura, a busca pelo bode expiatório é incessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente são pessoas que querem se desvencilhar da culpa que eles acham que tem. Enquanto não se desvencilham desse peso que se colocaram nas costas (inutilmente, diga-se de passagem, mesmo porque, ainda que fossem tecnicamente culpados isso não deveria mudar a forma de encarar e criar seus filhos) eles deixam de aproveitar mais seus relacionamentos com os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entenderem que a deficiência não muda as suas condições como pais, nem o fato dessas crianças serem filhos, talvez gastem mais tempo com cada uma delas. Certamente vão descobrir que é uma relação maravilhosa, como com qualquer outro filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças que, então, serão alvo de mais atenção e carinho, agradecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: montagem fotográfica onde uma lâmpada tenta se ligar numa tomada, mas não consegue por os pinos do plug são diferentes dos da tomada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso: os links desse artigo são matéria em Inglês&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-368387972884728053?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/03/sem-explicacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S6L4hpHAZGI/AAAAAAAADFM/wvnugUQGLPw/s72-c/Liga%C3%A7%C3%A3o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-6767251900361920078</guid><pubDate>Sat, 13 Mar 2010 00:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-12T21:14:17.209-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">escola</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mitos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">inclusão</category><title>Não existe educação inclusiva</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S5rYFyQ2uWI/AAAAAAAADEE/Xc-BzESO2pU/s1600-h/escola+de+todos.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 298px; FLOAT: right; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447904293161449826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S5rYFyQ2uWI/AAAAAAAADEE/Xc-BzESO2pU/s320/escola+de+todos.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Questionado sobre a existência de algum bom curso de especialização em educação inclusiva fui obrigado a responder ao meu interlocutor que não conhecia nenhum, mesmo porque eu não acreditava na existência de nenhum curso sobre esse assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da surpresa da pessoa à essa minha afirmação expliquei que o mercado está cheio de cursos que se batizaram com esse título, mas nenhum deles é um curso de educação inclusiva, são cursos para a integração de pessoas com deficiência na escola regular. Não estão preocupados em como tornar a escola um local de qualidade para todos mas, apenas e tão somente, querendo preparar pessoas para receber alunos com deficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se estamos falando de inserção de um grupo específico de pessoas isso não é inclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não se trata de inclusão quando esses cursos focam parte do seu currículo nas características fisiológicas das deficiências. Como se para um professor fizesse alguma diferença saber se a cegueira do seu aluno foi provocada por glaucoma, diabetes ou por algum acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mesmo se fizesse, nem por isso duas pessoas cegas pelas mesmas causas poderiam ser educadas da mesma forma. As pessoas com deficiência não são pacotes homogêneos de acordo a deficiência que possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo deficitário ressaltado nesses cursos leva as pessoas que o fazem a acreditar que especialistas médicos vão resolver o problema da educação. Isso apenas reforça a idéia de que é o aluno com deficiência é que precisa se preparar para ser aceito na escola. Se fosse inclusão estariam discutindo o que a escola precisa fazer para atender todos os alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum desses cursos deixa de falar em legislação, pena que sejam apenas os artigos das leis que garantem a educação para as pessoas com deficiência, deveriam estar lendo a LDB inteira e não só um pedaço. Aí sim descobririam que avaliação é algo decidido pela escola e que ninguém é obrigado a dar prova em 50 minutos e notas de 0 a 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um curso que ensine seus alunos a respeito de como educar todas as crianças. Um curso que ensine a explorar o potencial de cada uma. Um curso que fale de escolas que atendam, com qualidade todo mundo. Um curso que ensine as leis e diretrizes da educação do país. Isso sim seria um curso inclusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não deixar a pessoa que me questionava na mão, fui ver se descobria algum curso com esse perfil. E descobri. Atende pelo nome de pedagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação inclusiva não é uma modalidade de ensino é a própria educação. Não é uma especialidade, se for, deixa de ser inclusiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de escolas que preparem os professores a serem educadores de todos? Claro que sim. As nossas faculdades de pedagogia hoje preparam seus alunos para serem educadores dos alunos "médios", uma aberração estatística inexistente na vida real. Precisamos de pedagogos que estejam preparados para educar pessoas. Todas as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a formação dos professores for inclusiva ninguém vai precisar correr atrás de pseudo-especializações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que todos nós precisamos mesmo é de boa educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: desenho de adultos e crianças formando uma roda. São pessoas de várias etnias, cores, religião e condição física.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-6767251900361920078?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/03/nao-existe-educacao-inclusiva.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S5rYFyQ2uWI/AAAAAAAADEE/Xc-BzESO2pU/s72-c/escola+de+todos.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-3003842760043784261</guid><pubDate>Fri, 05 Mar 2010 02:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-21T21:16:15.241-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">normalidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mitos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">diversidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">preconceito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">especial</category><title>Laranja estranha</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S5BvKeYIvqI/AAAAAAAADDE/nk5mQdQP9O4/s1600-h/laranjabahia.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; float: left; height: 240px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444974175234604706" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S5BvKeYIvqI/AAAAAAAADDE/nk5mQdQP9O4/s320/laranjabahia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mariana era louca por laranjas. Não qualquer laranja, era louca por laranja pera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tão fanática que costumava comprar no atacado. Toda semana ía ao Ceasa e comprava um saco de laranja pera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delas fazia suco, saladas de frutas de uma fruta só, as chupava puras. Fazia doces, bolos e tortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre todas as laranjas vinham perfeitas, algumas chegavam mais secas, outras um pouco amassadas. Mesmo assim Mariana aproveitava todas, de uma forma ou de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia em que, no meio do seu saco de laranjas pera veio um exemplar de laranja bahia. Para muitos seria apenas mais uma laranja, não para Mariana que ficou perplexa e confusa com um tipo de laranja diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casca era mais fina, o tamanho maior, o suco com teores diferentes de açúcar e de ácido cítrico.Ela não estava preparada para isso. Não sabia nem por onde começar. Fez uma busca na Internet sobre a tal da laranja estranha. Só encontrou informações sobre os aspectos fenotípicos do citro. Isso não ajudava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a ligar para amigas. O máximo que descobriu foi que essas laranjas não tinham sementes. Pior foi ter de ouvir da melhor amiga que era uma laranja, e laranjas são laranjas. Que diferença isso ia fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluiu que não teria outra alternativa a não ser partir em busca de especialistas. Como iria descascar aquela pele mais fina? Se eram mais doces, como procederia no açúcar da sua famosa compota de laranja? Os gomos maiores não enroscariam no seu processador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriu várias pessoas que se dedicavam ao estudo e manuseio de laranjas bahia. Uma mulher que era descascologista, com doutorado em bahias. Um agrônomo que tratava de distúrbios de desenvolvimento de citros e até um chef compoteiro que tinha uma instituição dedicada ao desenvolvimento da tal laranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em mandar seu exemplar de laranja bahia para um desses especialistas. Mariana, no entanto, era uma mulher persistente, não poderia admitir que tinha sido derrubada por uma laranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matriculou-se num curso à distância, de capacitação em laranjas. Na primeira aula descobriu que a bahia era só uma das dezenas de espécies de citrus sinensis: Lima, Westin , Rubi, Valencia, Hamlim e Kinkan. O curso não lhe ensinou o que fazer com as diferentes laranjas, mas abriu seus olhos para todo um mundo diverso do que ela conhecia. Também constatou que só com prática de uso de tanta variedade é que ela descobriria como tirar o melhor de cada um dos tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perdeu seu amor antigo pela laranja pera, mas descobriu que a vida era muito mais interessante quando as laranjas se misturavam. Era possível fazer sucos usando combinações de frutos mais ácidos com outros mais doces e, até mesmo enriquecer seu bolo de laranja com calda de uma laranja diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgadas partiu para o estudo de tangerinas, depois limões e até mesmo grapefruit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim como fazia com a laranja pera, Mariana nunca desperdiçou nenhum dos seus cítricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma verdadeira mestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: uma laranja bahia ainda presa no galho da laranjeira.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-3003842760043784261?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/03/laranja-estranha.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S5BvKeYIvqI/AAAAAAAADDE/nk5mQdQP9O4/s72-c/laranjabahia.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8082362726693962428.post-7966245456490956493</guid><pubDate>Tue, 02 Mar 2010 00:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-01T21:56:18.455-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deficiência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">normalidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">principios</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">xiita</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociedade</category><title>Xiita Convidado - Síndrome de Down não é doença?</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S4xh-_PXItI/AAAAAAAADCk/w4eCGKRiCWA/s1600-h/Down+syndrome.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443833784339735250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S4xh-_PXItI/AAAAAAAADCk/w4eCGKRiCWA/s320/Down+syndrome.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;José Moacir de Lacerda Jr*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem... essa é uma afirmação que, por mais que todos que trabalhamos com inclusão queiramos, não é consensual. Muitos médicos ainda consideram que a condição humana determinada pela Trissomia do cromossomo 21 constitui uma doença. Isso se dá, creio eu, principalmente por ela estar inserida no Código Internacional de Doenças (o famoso CID 10) como fazendo parte do grupo de doenças cromossômicas. Assim sendo, seja aqui no Brasil, nos Estados Unidos, Canadá ou Nova Zelândia, se um relatório pede que se designe o CID de uma criança com Síndrome de Down, esse será Q90. Muitos médicos, principalmente alguns geneticistas, defendem a tese de que se a condição normal do ser humano é ter 23 pares de cromossomos, aqueles que tem a mais ou a menos são vítimas de alguma doença (cabe aqui ressaltar que a Síndrome de Down é uma dentre centenas de alterações cromossômicas, muitas delas incompatíveis com a vida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado dessa tênue linha que compreende em seus extremos a saúde e a doença, encontram-se outros médicos, alguns também geneticistas, pais e profissionais de diversas áreas que defendem que a condição cromossômica não caracteriza uma doença e sim, como já dito, uma condição de vida de cada pessoa, da mesma maneira que uns tem os olhos azuis e outros verdes ou castanhos, muito embora esse seja um exemplo que se situa dentro da "normalidade" genética da espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho visto que muitos desta rede se posicionam a favor dessa forma de enxergar a condição humana. Eu, particularmente, também me alinho a essa corrente de entendimento, não apenas em relação à síndrome de Down como a outras cromossomopatias, algumas delas, como já disse, incompatíveis com a vida, o que pode fragilizar bastante, principalmente junto aos meus pares médicos, esse pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, por que decidi escrever sobre a Síndrome de Down ser ou não doença nesta altura do campeonato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho trabalhado como pediatra nos últimos 20 anos e, independente da linha terapêutica que adote com uma ou outra criança, tenho sempre o mais extremo cuidado de não prejudicar o pleno desenvolvimento de cada uma delas. Isso não significa, absolutamente, negligenciar a oferta de ações que possam beneficiá-las em cada etapa de suas vidas para que ultrapassem períodos de doenças, ou de dificuldades onde apoios possam ser necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, sempre tive muito cuidado em não aplicar terapêuticas que estejam em fase reconhecimento de eficácia ou segurança (quantas catástrofes a medicina já cometeu por falta desse tipo de cuidado) e também de não gerar angústias ou falsas esperanças aos pacientes que buscam não apenas tratamento, mas muitas vezes apenas orientações.Muito bem, Síndrome de Down não é doença e todos, ou quase todos reconhecem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o que dizer das inúmeras terapêuticas prometidas para tratar os transtornos, principalmente os que determinam (determinam??) deficiência intelectual. Quantas associações terapêuticas tem sido realizadas com o intuito de se "turbinar" a capacidade cognitiva de cada uma das crianças a ela submetidas? Às custas de que outros transtornos notadamente conhecidos de cada um desse medicamentos associados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá, Síndrome de Down não é doença, mas quantas promessas tem sido feitas para se normalizar o defeito genético ou se minimizar suas consequências? Terapêuticas do século XXI, XXII ou XXIII? Nanotecnologia, promessas de se consertar a trissomia dentro de cada célula. Ofertas de terapêuticas gênicas que deverão potencializar os medicamentos utilizados para se minimizar os transtornos intelectuais. Super alimentos que se alocarão nos sítios gênicos para otimizar o aproveitamento de seus nutrientes. A possibilidade de se modificar ou alterar a estrutura do DNA através de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que isso um dia venha a ser possível - me perdoem se ouso dizer-lhes EU NÃO ACREDITO - ainda assim pergunto "as custas do que"? As custas de que outras funções orgânicas? E aqueles que não terão condições financeiras de executarem as ditas super terapêuticas gênicas, serão a nova categoria de excluídos a serem incluídos?Agora, se Síndrome de Down não é doença, o que é que se está tanto tentando tratar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoem-me mais uma vez se levando uma reflexão absolutamente pessoal, mas não posso deixar de pensar na qualidade de vida de nossas crianças, da destruição de nosso planeta e no desenvolvimento espiritual da humanidade. Reflexões causadas, talvez, por catástrofes que tem acontecido tão próximas umas das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;strong&gt;José Moacir de Lacerda Jr&lt;/strong&gt; é médico pediatra e homeopata em São Paulo. Não por acaso, médico dos meus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descrição da imagem&lt;/strong&gt;: foto do rosto de uma menina com Síndrome de Down &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8082362726693962428-7966245456490956493?l=xiitadainclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://xiitadainclusao.blogspot.com/2010/03/xiita-convidado-sindrome-de-down-nao-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Fábio Adiron)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/S4xh-_PXItI/AAAAAAAADCk/w4eCGKRiCWA/s72-c/Down+syndrome.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item></channel></rss>

