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	<title>Núcleo de Estudos em Jornalismo Perseu Abramo</title>
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	<title>Núcleo de Estudos em Jornalismo Perseu Abramo</title>
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		<title>IV Seminário de Estética e Crítica de Arte da USP: Políticas da Recepção</title>
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				<pubDate>Sun, 23 Feb 2020 23:36:53 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Participação do Núcleo de Estudos em Jornalismo Perseu Abramo no evento &#8220;IV Seminário de Estética e Crítica de Arte da USP: Políticas da Recepção&#8221;, em 03/09/2019. O evento partiu do pressuposto de que há um caráter político nas distintas formas de recepção das obras de arte, das imagens e fenômenos estéticos em geral, assim como retomamos pensadores]]></description>
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<p>Participação  do Núcleo de Estudos em Jornalismo Perseu Abramo no evento <strong>&#8220;IV Seminário de Estética e Crítica de Arte da USP: Políticas da Recepção&#8221;</strong>, em 03/09/2019. </p>



<p>O evento partiu do pressuposto de que há um caráter político nas distintas formas de recepção das obras de arte, das imagens e fenômenos estéticos em geral, assim como retomamos pensadores que, em chaves distintas, diagnosticam uma inflação e uma aceleração na circulação de imagens no mundo contemporâneo. Tal inflação do campo imagético seria responsável por violentar e/ou neutralizar olhares e corpos, favorecendo uma sensibilidade e um imaginário dóceis ao estágio atual do capitalismo, bem como sujeitos de sentidos atrofiados e psiquismos regressivos. Assim sendo, a inflação e a aceleração na circulação de imagens seria, paradoxalmente, responsável por uma espécie de déficit estético e miséria simbólica de consequências dramáticas na organização do tecido social e da política. Este cenário seria o pano de fundo para as chamadas disputas narrativas contemporâneas, influindo igualmente na relação com o passado através de mecanismos de memória e esquecimento.</p>



<p><strong>ORGANIZAÇÃO</strong><br />Grupo de Estudos em Estética Contemporânea da USP?<br />Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Nascimento Fabbrini</p>















<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>Estudantes</title>
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				<pubDate>Mon, 15 May 2017 22:07:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[imediata]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[Giorgio Agamben Maio de 2017 Cem anos se passaram desde que Benjamin, num ensaio memorável, denunciava a miséria espiritual da vida dos estudantes berlinenses, e exatamente meio século desde que um libelo anônimo, difundido na universidade de Estrasburgo, enunciava seu tema no título Da miséria no ambiente estudantil considerada em seus aspectos econômicos, políticos, psicológicos,]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Giorgio Agamben<br />
Maio de 2017<br />
</strong></p>
<p>Cem anos se passaram desde que Benjamin, num ensaio memorável, denunciava a miséria espiritual da vida dos estudantes berlinenses, e exatamente meio século desde que um libelo anônimo, difundido na universidade de Estrasburgo, enunciava seu tema no título Da miséria no ambiente estudantil considerada em seus aspectos econômicos, políticos, psicológicos, sexuais e, em particular, intelectuais. Desde então, o diagnóstico impiedoso não apenas não perdeu sua atualidade, mas é possível dizer, sem medo de exagerar, que a miséria – ao mesmo tempo econômica e espiritual – da condição estudantil cresceu numa medida incontrolável. E essa degradação é, para um observador atento, ainda mais evidente uma vez que se procura escondê-la por meio da elaboração de um vocabulário ad hoc que está entre a gíria das empresas e a nomenclatura do laboratório científico. Um dado dessa impostura terminológica é a substituição, em todo âmbito, da palavra “estudo”, que se mostra evidentemente menos prestigiosa, pela palavra “pesquisa”. E a substituição é tão integral que é possível perguntar se a palavra, praticamente desaparecida dos documentos acadêmicos, acabará por ser apagada também da fórmula, que já soa como um naufrágio histórico, “Universidade dos estudos”. Procuraremos, ao contrário, mostrar que não apenas o estudo é um paradigma cognoscitivo sob todos os aspectos superior à pesquisa, mas que, no âmbito das ciências humanas, o estatuto epistemológico que lhe compete é muito menos contraditório do que o da didática e o da pesquisa. </p>
<p>Para o termo “pesquisa”, em específico, tornam-se particularmente evidentes os inconvenientes que derivam da incauta transferência de um conceito da esfera das ciências da natureza à das ciências humanas. O próprio termo remete, com efeito, nos dois âmbitos, a perspectivas, estruturas e metodologias de todo diversas. A pesquisa nas ciências naturais implica, acima de tudo, o uso de equipamentos tão complicados e custosos que nem mesmo é pensável que um pesquisador individual possa realizar suas pesquisas sozinho; além disso, implica direções, diretivas e programas de inquirições que resultam da conjuntura de necessidades objetivas – por exemplo, o aumento do número dos tumores, o desenvolvimento em curso de uma nova tecnologia ou as exigências militares – e de interesses correspondentes nas indústrias químicas, informáticas ou bélicas. Nada de comparável acontece nas ciências humanas. Nestas o “pesquisador” – que de modo mais próprio poderia ser definido “estudioso” – tem necessidade apenas de bibliotecas e de arquivos, aos quais o acesso é geralmente fácil e gratuito (quando uma taxa de inscrição é exigida, ela é irrisória). Nesse sentido, os protestos correntes sobre a insuficiência dos fundos de pesquisa (efetivamente escassos) são destituídas de qualquer fundamento. De fato, os fundos em questão são utilizados não para a pesquisa em sentido próprio, mas para participação em congressos e colóquios que, por sua natureza, em nada compartilham com seus equivalentes nas ciências naturais: enquanto nestes se trata de comunicar as novidades mais urgentes não apenas na teoria, mas também e acima de tudo nas verificações experimentais, nada de similar pode acontecer no âmbito humanístico, no qual a interpretação de uma passagem de Plotino ou de Leopardi não é ligada a nenhuma urgência particular. Dessas diversidades estruturais decorre que, além disso, enquanto nas ciências da natureza as pesquisas mais avançadas em geral são conduzidas por grupos de cientistas que trabalham juntos, nas ciências humanas os resultados mais inovadores são com frequência obtidos por estudiosos solitários, que passam seu tempo nas bibliotecas e não gostam de participar de congressos. </p>
<p>Se já essa substancial heterogeneidade dos dois âmbitos aconselharia reservar o termo pesquisa às ciências naturais, também outros argumentos sugerem restituir as ciências humanas ao estudo que as caracterizou por séculos. A diferença do termo “pesquisa”, que remete a um girar em círculo sem ainda ter encontrado o próprio objeto (circare), o estudo, que significa etimologicamente o grau extremo de um desejo (studium), desde sempre já encontrou seu objeto. Nas ciências humanas, a pesquisa é apenas uma fase temporária do estudo, que cessa uma vez identificado seu objeto. O estudo é, ao contrário, uma condição permanente. Aliás, pode-se definir o estudo como o ponto em que um desejo de conhecimento atinge sua máxima intensidade e se torna uma forma de vida: a vida do estudante – melhor, do estudioso. Por isso – ao contrário do que está implícito na terminologia acadêmica, na qual o estudante é um grau mais baixo em relação ao pesquisador – o estudo é um paradigma cognoscitivo hierarquicamente superior à pesquisa, no sentido que esta não pode atingir seu objetivo se não é animada por um desejo e, uma vez que o atinge, só pode conviver estudiosamente com este, transformar-se em estudo. </p>
<p>Em face a tais considerações é possível objetar que enquanto a pesquisa sempre tem em mira uma utilidade concreta, não se pode dizer o mesmo para o estudo, que, enquanto representa uma condição permanente e quase uma forma de vida, dificilmente pode reivindicar uma utilidade imediata. Aqui é preciso inverter o lugar comum segundo o qual todas as atividades humanas são definidas por sua utilidade. Por força desse princípio, as coisas evidentemente mais supérfluas são hoje inscritas num paradigma utilitário, recodificando como necessidades atividades humanas que sempre foram feitas apenas por puro prazer. Deveria ser claro, de fato, que numa sociedade dominada pela utilidade justamente as coisas inúteis se tornam um bem a salvaguardar. A essa categoria pertence o estudo. Aliás, a condição estudantil é para muitos a única ocasião para fazer a experiência, hoje cada vez mais rara, de uma vida que se subtrai aos fins utilitários. Por isso, a transformação das faculdades de humanidades em escolas profissionais é, para os estudantes, ao mesmo tempo um engano e um massacre: um engano porque não existe nem pode existir uma profissão que corresponda ao estudo (e isso por certo não é a cada vez mais rarefeita e desacreditada didática); um massacre porque priva os estudantes daquilo que constituía o sentido mais próprio de sua condição, deixando que, ainda antes de serem capturados pelo mercado de trabalho, vida e pensamento, unidos pelo estudo, para eles se separem irrevogavelmente. </p>
<p>Giorgio Agamben. Studenti. Disponível em: <a href="Giorgio Agamben. Studenti. Disponível em: https://www.quodlibet.it/giorgio-agamben-studenti (tradução: Vinícius N. Honesko) " target="_blank">https://www.quodlibet.it/giorgio-agamben-studenti</a> (<strong>tradução: Vinícius N. Honesko</strong><a href="http://imediata.org/indditec/wp-content/uploads/2017/05/agamben_dribbble.jpg"><img src="http://imediata.org/indditec/wp-content/uploads/2017/05/agamben_dribbble.jpg" alt="agamben_dribbble" width="800" height="600" class="alignleft size-full wp-image-351" srcset="http://imediata.org/indditec/wp-content/uploads/2017/05/agamben_dribbble.jpg 800w, http://imediata.org/indditec/wp-content/uploads/2017/05/agamben_dribbble-300x225.jpg 300w, http://imediata.org/indditec/wp-content/uploads/2017/05/agamben_dribbble-73x55.jpg 73w, http://imediata.org/indditec/wp-content/uploads/2017/05/agamben_dribbble-60x45.jpg 60w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a>)<br />
Desenho de <a href="Jonathan Williams " target="_blank">Jonathan Williams </a></p>
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		<title>A Esquerda e a Mídia Pós-Impeachment</title>
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				<pubDate>Sun, 05 Mar 2017 19:27:11 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[ESQUERDA E A MÍDIA NO BRASIL PÓS-IMPEACHMENT. Uma reflexão sobre as narrativas bipolares; ódios, paixões e o papel da cultura e da mídia no imaginário do Brasil contemporâneo. Do impacto estratégico da mídia corporativa como formadora de opinião (protagonista do golpe contra Dilma Roussef), passando pela análise crítica da gestão petista em relação à comunicação]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>ESQUERDA E A MÍDIA NO BRASIL PÓS-IMPEACHMENT. Uma reflexão sobre as narrativas bipolares; ódios, paixões e o papel da cultura e da mídia no imaginário do Brasil contemporâneo. Do impacto estratégico da mídia corporativa como formadora de opinião (protagonista do golpe contra Dilma Roussef), passando pela análise crítica da gestão petista em relação à comunicação pública, até as alternativas comunicacionais livres e autônomas em articulação. Apresentação o documentário “PODE TUDO: Discurso de ódio e antipetismo” (2015), trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo, realizado pela aluna Harumi Visconti.</p>
<p><iframe title="A Esquerda e a Mídia Pós-Impeachment" width="1000" height="563" src="https://www.youtube.com/embed/LVcwvqmKERs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Participação:<br />
Veridiana Alimonti — cursou Direito e mestrado na USP com projeto voltado ao estudo das políticas de comunicação no Brasil. Foi advogada e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com atuação voltada para a área de telecomunicações e Internet. Participou do Comitê Gestor da Internet no Brasil e atualmente faz parte da coordenação executiva do coletivo Intervozes.</p>
<p>A jornalista Maria Inês Nassif, trabalhou no Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e na agência Dinheiro Vivo. Foi editora de opinião e repórter especial de política do jornal Valor Econômico. Atuou e atua também em sites com Carta Maior e GGN . Defendeu mestrado em Ciências Políticas aqui na PUC, com uma tese sobre a cobertura das Eleições presidenciais de 2002.</p>
<p>Luis Nassif, fez jornalismo na ECA-USP e passou pela Veja, Jornal da Tarde e Folha de São Paulo. Criou a seção &#8220;Dinheiro Vivo&#8221;, que viraria programa na TV Gazeta e depois uma agência com o mesmo nome. Em 2007 escreveu uma série histórica de artigos sobre os bastidores da revista Veja. Atua ativamente na internet através do seu portal GGN e até recentemente apresentava o programa Brasilianas.org na TV Brasil. Nassif é compositor, toca bandolim e é um dos grandes pesquisadores de chorinho no Brasil.</p>
<p>Reginaldo Nasser é professor de Relações Internacionais da PUC-SP e do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas. É mestre em Ciência Política pela Unicamp e doutor em Ciências Sociais pela PUC. Desenvolve pesquisa na área de Política Internacional, Em março deste ano, o Prof. Reginaldo Nasser foi convidado pela GloboNews.“Não dou entrevista para um canal que, além de não fazer jornalismo, incita a população ao ódio num grave momento como esse”, respondeu à produtora. Em seguida vários outros intelectuais e jornalistas passaram a reagir da mesma forma aos convites de emissoras e jornais golpistas.</p>
<p><a href="http://imediata.org/indditec/wp-content/uploads/2013/10/cartazevento-e1486983725879.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-314" src="http://imediata.org/indditec/wp-content/uploads/2013/10/cartazevento-e1486983725879.jpg" alt="cartazevento" width="317" height="448" /></a></p>
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		<title>Design e Conspiração</title>
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				<pubDate>Sun, 05 Mar 2017 19:17:24 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[  Cinusp Paulo Emílio: debate &#8220;Arquitetos do Poder&#8221; O debate realizado em 19 de setembro de 2018 após a exibição do filme &#8220;Arquitetos do Poder&#8221;, durante a mostra Acredite se quiser!, conta com a presença de Renato Levi Pahim, professor de documentário do departamento de jornalismo da ECA-USP e de Silvio Mieli, professor de jornalismo]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<h3>Cinusp Paulo Emílio: debate &#8220;Arquitetos do Poder&#8221;</h3>
<p>O debate realizado em 19 de setembro de 2018 após a exibição do filme &#8220;Arquitetos do Poder&#8221;, durante a mostra Acredite se quiser!, conta com a presença de Renato Levi Pahim, professor de documentário do departamento de jornalismo da ECA-USP e de Silvio Mieli, professor de jornalismo da PUC-SP.</p>
<div class="cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql o9v6fnle ii04i59q">
<div dir="auto">O debate aborda a instrumentalização da linguagem e da emoção no marketing político e a capacidade de se construir imaginários em torno dos candidatos. Além disso, também é discutido tanto a necessidade de se fazer uma análise estética das campanhas políticas, quanto como o documentário ajuda a entender o processo eleitoral de 2018.</div>
<div dir="auto">Link: <a class="oajrlxb2 g5ia77u1 qu0x051f esr5mh6w e9989ue4 r7d6kgcz rq0escxv nhd2j8a9 nc684nl6 p7hjln8o kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x jb3vyjys rz4wbd8a qt6c0cv9 a8nywdso i1ao9s8h esuyzwwr f1sip0of lzcic4wl gpro0wi8 py34i1dx" tabindex="0" role="link" href="https://www.youtube.com/watch?v=pfDU3Sk_qks&amp;fbclid=IwAR2CxKB3-u7-uqeJo_nusz_yswvQY6MfrGtfpc8eBTWhdeGZYqHPggWSzug" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=pfDU3Sk_qks</a></div>
<div dir="auto">—</div>
<div dir="auto">Os debates selecionados instigam a reflexão sobre os temas, assim, mesmo quem não assistiu aos filmes pode acompanhar a discussão sem dificuldades.</div>
</div>
<h3><strong>Desing e Conspiração</strong></h3>
<p>Núcleo Perseu Abramo através da linha de pesquisa INDDITEC participou do <a href="https://ziguezagueblog.wordpress.com/2016/03/17/release-dczz-2016/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Seminário DCzz / Design e Conspiração: ziguezagues entre Arte e Filosofia</strong></a>. O seminário propôs diálogos e conexões entre esses campos em prol de expansões teóricas e práticas, em perspectivas poéticas, estéticas e políticas. Teve como mote uma provocação do filósofo tcheco Vilém Flusser (1920-­1991) sobre a semântica do termo design e também o eixo curatorial da exposição Disobedient Objects (V&amp;A, Londres, 2014).</p>
<p>É fruto de intercâmbios entre pesquisas realizadas por grupos do PPG Design da Universidade Anhembi Morumbi e do Instituto de Artes da Unicamp e conquistou apoios do Instituto Itaú Cultural e da FAPESP – este último, indicador da excelência e da originalidade da proposta, bem como da valorização de trabalhos em rede com intercâmbio nacional e internacional.</p>
<p><iframe title="DCzz 2016 - Conversas Transversais_ Silvio Mieli" width="1000" height="563" src="https://www.youtube.com/embed/NbclcosjRzE?start=115&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>________________________________</p>







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		<title>Da fábrica à metrópole</title>
		<link>http://imediata.org/indditec/?p=308</link>
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				<pubDate>Tue, 21 Apr 2015 12:44:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[imediata]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo Cognitivo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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				<description><![CDATA[Fonte: Uninômade Brasil Por Giuseppe Cocco / Guilherme Dal Sasso Como muitos amigos e companheiros não puderam assistir à excelente fala de Giuseppe Cocco no ciclo Metrópoles: Territórios, governamento da vida e o comum, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos, compartilho um (nem tão) breve resumo da sua fala, a fim de expandir essa discussão que]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: <a href="http://uninomade.net/tenda/da-fabrica-a-metropole/" target="_blank">Uninômade Brasil</a><br />
<strong><br />
Por Giuseppe Cocco / Guilherme Dal Sasso</strong></p>
<p>Como muitos amigos e companheiros não puderam assistir à excelente fala de Giuseppe Cocco no ciclo Metrópoles: Territórios, governamento da vida e o comum, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos, compartilho um (nem tão) breve resumo da sua fala, a fim de expandir essa discussão que creio que atravessa todos nós.</p>
<p>A conferência de Cocco se intitulava “Da fábrica à metrópole”. Para Cocco, essa é uma passagem paradigmática, que desloca (multiplica) o campo de luta. Ele retoma a luta de classes no centro capitalista (EUA/Europa) e as revoltas contra a ordem fabril, a organização funcionalista do tempo e do espaço e contra o regime disciplinar. Isso implica dizer que as lutas se davam na esfera da produção (luta de classes), contra as condições de trabalho, melhores salários e pela livre organização dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, a fábrica não era apenas o locus da luta, mas era a maior expressão de um regime disciplinar onde o espaço e o tempo (a cidade e seus fluxos) eram organizados em função da fábrica (bairros operários, zondas industriais, transporte público se organizando temporalmente em relação aos turno de trabalho, etc). Na década de 60, eclodem lutas que transbordam a relação salarial e se multiplicam na “esfera da reprodução” (a vida cotidiana, fora da fábrica, onde a mão de obra se reproduz. Pois para Marx, o salário não é apenas a instituicionalização da exploração, mas a condição necessária para que o trabalhador coma, durma, se vista e possa voltar para a porta da fábrica no dia seguinte). Assim, eclodem lutas por fora da relação salarial, por mais que estejam ligadas a mesma matriz disciplinar de controle social: as lutas estudantis, as lutas pelos Direitos Civis nos EUA, as lutas em torno de gênero e sexualidade, contra os manicômios, etc. Eram revoltas de reafirmação da vida e da liberdade que criticavam a sociedade disciplinar, que operava duplamente individualizando e massificando os indivíduos.</p>
<p>Essas lutas forçam uma reorganização do capital na década de 70 (poderíamos discorrer sobre como o capitalismo se apropria e neutraliza os discursos de liberdade, através da publicidade, de uma nova cultura hedonista-consumista, dos yuppies, etc.). A onda neoliberal combate frontalmente os sindicatos e ao mesmo tempo desloca sua matriz industrial para países com o trabalho menos organizado. Nixon declara a Guerra às Drogas numa contra-ofensiva cultural. O Capital se reorganiza através da inconversibilidade do dólar, desregulamentação econômica e também numa “revolução antiburocrática”, através do desmanche de regimes fechados de produção e governo: do fordismo ao toyotismo, da sociedade disciplinar para a sociedade de controle (fica a dica do texto profético de Deleuze “pós-scriptum sobre a sociedade de controle, texto sintético mas que aprofunda um pouco o que tenta se dizer aqui).</p>
<p>Essa reorganização do processo de produção e também das formas de governo sobre a vida são sintetizadas na metáfora da “sociedade-pólen”. Na atividade da colmeia, a atividade fundamental é a produção do mel. As abelhas fazem todo o trabalho, ficam com uma parte para garantir a sua reprodução, ao passo que o apicultor se apropria do excedente para comercializá-lo (mais-valia): metáfora da fábrica. Na metrópole contemporânea, o que importa é o conjunto de singularidades que circulam e cooperam: de pólen em pólen, de flor em flor. O valor é produzido na polinização (entendida enquanto circulação e comunicação), mas tudo continua sendo voltado para a produção do mel.</p>
<p>Portanto, a metrópole é o paradigma pós-industrial, onde se trabalha o tempo inteiro num trabalho precário, mal-remunerado e muitas vezes sequer reconhecido como trabalho. Não a toa que hoje se discute o PL 4330, da terceirização, que se multiplicam os estagiários onde antes haviam trabalhadores formais, que muitos jovens do setor da criação (publicitários, cineastas, atores, artistas, etc.) possuem apenas contratos temporários ou informais, não tendo acesso a direitos trabalhistas, ao passo que os trabalhadores mais pobres são terceirizados, às vezes “quarterizados” e até mesmo escravizados. Na metrópole, trabalha-se para poder trabalhar.</p>
<p>Esse é outro aspecto importante da condição de trabalho no capitalismo contemporâneo: não apenas as leis trabalhistas são contornadas ou desmanteladas, mas a precariedade é um modo de subjetivação. Se antes (lembrando, na perspectiva do norte e dos centros urbanos desenvolvidos) educação e saúde eram direitos universais que garantiam certa estabilidade na esfera da reprodução, hoje são bens privatizados que devem ser acessados por meio do crédito para que constantemente invistamos em nós mesmos, de modo que permaneçamos empregáveis. Isso nos torna precários, e o precário é um endividado. Devemos trabalhar sobre nós mesmos para então sermos explorados, e esse trabalho não é apenas não-remunerado, mas implica em endividar-se (exemplos concretos: planos de saúde privados, cursos de especialização, FIES, etc.). Além disso, sendo a fábrica toda metrópole, não basta ter a força-de-trabalho para vender. É necessário deslocar-se (transporte), comunicar-se (telefonia/internet), dominar códigos e tecnologias, etc. Essa nova dinâmica do trabalho está ligada a toda uma nova composição social do trabalho, e nos ajuda muito a entender junho de 2013, e porque estourou justamente na questão dos transportes.</p>
<p>Mas voltando à transição paradigmática: o governo da vida passa por fora da relação salarial. Passa pelo capitalismo cognitivo, que se baseia na exploração da criatividade e produção da subjetividade. Isso não quer dizer que não haja fábricas, que não haja luta de classes (muito pelo contrário!). Mas que o capitalismo pós-industrial tem como pilar central o trabalho imaterial e suas novas dinâmicas de exploração. Que ele não se dá apenas na exploração fabril, mas parasitando os fluxos criativos. Somos cobrados para existir (saúde como mercadoria), para aprender (educação como mercadoria), para se mover (transporte como mercadoria), para se comunicar e cada vez mais para se divertir (quem contorna a indústria do entretenimento vê suas festas de rua criminalizadas, seus bares populares fechados, os bairros boêmios gentrificados). Na ponta mais sofisticada do parasitismo capitalista dos fluxos está, veja só, o facebook. Cocco deu um exemplo perfeito: o facebook é de graça, mas ele não nos paga – no sentido de que todo valor (gigantesco) da empresa existe porque usamos ele, produzimos conteúdo incessantemente nele, nos comunicamos por ele.</p>
<p>Outro belo exemplo dado por Cocco dessa mudança de paradigma diz respeito ao carro e ao chinelo havaianas. Na matriz fordista, o processo de produção do valor se dava na esfera da produção (o carro é feito na fábrica), e assim que começa a circular, passa a perder valor (e não à toa os conflitos se davam nessa mesma esfera). Hoje, a havaianas é o paradigma: é um pedaço de borracha com baixo “valor agregado”, mas é vendido a um preço muito maior em todos aeroportos do mundo. Isso não se dá pelos custos logísticos ou de produção, mas pelo trabalho imaterial acrescido à mercadoria: o marketing, a criação dos mundos onde aquele produto é desejado (produção de desejo). Isso implica dizer que, ao contrário da matriz anterior, hoje a circulação multiplica o valor em vez de desvalorizar algo (entendemos circulação não apenas da mercadoria, mas também das informações, dos signos, das imagens, etc.).</p>
<p>Mudando a perspectiva, temos que saber que o Brasil acompanhou a sua maneira (“terceiro mundo”) essas transfigurações do capitalismo global. Nunca tivemos educação e saúde como serviços públicos universais e mantemos uma estrutura colonial e racista, onde o poder disciplinar (ensino massificado, trabalho assalariado, prisão para desviantes e manicômio para loucos) ainda convive com o poder soberano (deixar viver e fazer morrer, massacre como tecnologia de controle, etc.). Poderíamos discorrer também sobre as particularidades que guardamos enquanto nação “subdesenvolvida” e de forte herança colonial, pensando o “poder soberano” não como um anacronismo, mas na sua relação complementar com as formas de poder disciplinar e da sociedade de controle (ou de “risco”, ou de “segurança”) mas o que interessa aqui é pensar a conjuntura política dentro dessas transições do capitalismo global.</p>
<p>O que Cocco coloca e me parece fundamental é: como sair da crise do capitalismo, que é uma crise global? A Europa é um continente à deriva. E o projeto desenvolvimentista do PT, apesar de ter promovido avanços sociais, se esgotou. Para além de ter se esgotado, o sentido do projeto de país do PT é (no máximo) esse: virar Europa, virar norte. Um norte que hoje está completamente falido, massacrando seus trabalhadores e mais ainda os imigrantes. O projeto desenvolvimentista em voga no país consiste numa reinvestida colonial sobre a Amazônia, com recordes de desmatamento e a previsão de mais 94 hidrelétricas em seus rios, enquanto o resto deve ser ocupado com soja ou boi. Isso para produzir um crescimento insustentável do PIB, que entope as cidades de carros, viadutos, prédios gigantescos, destrói árvores, parques, promove remoções e déficit habitacional etc. Não fica difícil ver como essa linha liga o massacre indígena e quilombola à vida cada vez mais degradante que se vive nas grandes cidades brasileiras. Esse projeto desenvolvimentista Cocco chama de “Projeto Brasil Maior”, que era o mesmo plano de desenvolvimento sustentado pelos militares (Belo Monte foi pensado por eles e executado por Dilma, o que não é mera coincidência, por mais cruelmente irônico que seja). Esse projeto postula como única saída para o Brasil virar um país de classe-média, e esse era inclusive o lema do governo: país rico é país sem miséria.</p>
<p>Para virar norte, o Brasil pode optar por duas vias: o Estado (encarnado na figura tecnocrática de Dilma, através do desenvolvimentismo do capitalismo de Estado), ou o Mercado (encarnado na figura corporativa de Joaquim Levy, através do neoliberalismo). Não à toa estão no mesmo governo. E desse modo entendemos que não é “contraditório” um neoliberal ser o principal ministro de um governo do PT.</p>
<p>Ora, se o norte está em crise e a estratégia da “exquerda” no Brasil é virar norte, então estamos perdidos. Qual a saída? A saída só pode ser afirmar um Brasil menor. Um Brasil minoritário, fundado na experiência dos índios, dos quilombolas, dos pobres. E isso não quer dizer tornar-se índio, mas um devir, na medida em que temos de deixar nossas pulsões brancas de querer tornar-se igual ao colonizador e olhar para as potências que guardamos na nossa terra, nas nossas cicatrizes. Glauber Rocha falou que as forças mais desenvolvidas do nosso continente são as raízes negras e indígenas, ao passo que nossas classes-médias e burguesias são caricaturas decadentes dos povos colonizadores. É necessário levar essa afirmação a sério, enquanto projeto político.</p>
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		<title>Sherry Turkle: Connected, but alone?</title>
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				<pubDate>Fri, 21 Mar 2014 12:56:31 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
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				<description><![CDATA[As we expect more from technology, do we expect less from each other? Sherry Turkle studies how our devices and online personas are redefining human connection and communication — and asks us to think deeply about the new kinds of connection we want to have. Filmed February 2012 at TED2012]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>As we expect more from technology, do we expect less from each other? Sherry Turkle studies how our devices and online personas are redefining human connection and communication — and asks us to think deeply about the new kinds of connection we want to have.</p>
<p>Filmed February 2012 at TED2012</p>
<p><iframe src="http://embed.ted.com/talks/sherry_turkle_alone_together.html" width="640" height="360" frameborder="0" scrolling="no" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
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		<title>Artes do Corpo: Zona 5 propõe expedições para uma cidade submersa</title>
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				<pubDate>Mon, 09 Dec 2013 14:48:38 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Agemt/Núcleo Perseu Abramo (linha de Pesquisa Indditec) participaram da produção Zona 5/expedições para uma cidade submersa. Projeto de Cena 2013 de Comunicação das Artes do Corpo da PUC-SP que inclui habilitações de dança, teatro e performance. A experiência ocorreu em dois planos físicos e ficcionais. A expedição caminhou pela cidade, com início na catraca da]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>Agemt/Núcleo Perseu Abramo (linha de Pesquisa Indditec) participaram da produção Zona 5/expedições para uma cidade submersa. Projeto de Cena 2013 de Comunicação das Artes do Corpo da PUC-SP que inclui habilitações de dança, teatro e performance.</p>
<p>A experiência ocorreu em dois planos físicos e ficcionais. A expedição caminhou pela cidade, com início na catraca da Estação Tiradentes do metrô. No TUCArena, na Rua Monte Alegre, localizava-se a base de operações. Foi possível acompanhá-las em tempo real e ficcional, além de performances que despertam os sentidos para outras interpretações. A Agência Online Maurício Tragtenberg participou das transmisssões ao vivo das performances no centro de São Paulo, que foram transmitidas ao vivo para o Tucarena.</p>
<p>Site do evento: <a href="http://agemtpuc.wix.com/zona5" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://agemtpuc.wix.com/zona5</a></p>
<p><iframe src="//player.vimeo.com/video/80752174" width="500" height="281" frameborder="0" webkitallowfullscreen="" mozallowfullscreen="" allowfullscreen=""></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/80752174">zona5ensaio</a> from <a href="http://vimeo.com/agemt">Agência Jornalismo PUCSP</a> on <a href="https://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Filosofia, Antropologia e o Fim do Mundo, Viveiros de Castro</title>
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				<pubDate>Mon, 09 Dec 2013 11:29:03 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Filosofia, Antropologia e o Fim do Mundo, palestra de Eduardo Viveiros de Castro (novembro 2013). As mortes sucessivas das grandes transcendências que organizaram a experiência ocidental dos últimos 4 séculos: Deus, o Homem e o Mundo&#8230; Filosofia, Antropologia e o Fim do Mundo &#8211; Eduardo Viveiros de Castro from LA REVOLUCION ES AHORA! on Vimeo.]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>Filosofia, Antropologia e o Fim do Mundo, palestra de Eduardo Viveiros de Castro (novembro 2013). As mortes sucessivas das grandes transcendências que organizaram a experiência ocidental dos últimos 4 séculos: Deus, o Homem e o Mundo&#8230;</p>
<p><iframe src="//player.vimeo.com/video/78892524?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=c9485a" width="500" height="281" frameborder="0" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe> </p>
<p><a href="http://vimeo.com/78892524">Filosofia, Antropologia e o Fim do Mundo &#8211; Eduardo Viveiros de Castro</a> from <a href="http://vimeo.com/larevolucionesahora">LA REVOLUCION ES AHORA!</a> on <a href="https://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Lançamento do livro Marx Selvagem, de Jean Tible</title>
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				<pubDate>Mon, 09 Dec 2013 11:14:31 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Em 15 de novembro de 2013 aconteceu o lançamento do livro Marx Selvagem, do autor Jean Tible, seguido por um debate no Teat(r)o Oficina, com participação do autor, do filósofo Toni Negri. do sociólogo Laymert Garcia dos SAntos, do diretor da Fundação Perseu Abramo, Joaquim Soriano, o dramaturgo Zé Celso, o professor da UFRJ Guiseppe]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>Em 15 de novembro de 2013 aconteceu o lançamento do livro Marx Selvagem, do autor Jean Tible, seguido por um debate no Teat(r)o Oficina, com participação do autor, do filósofo Toni Negri. do sociólogo Laymert Garcia dos SAntos, do diretor da Fundação Perseu Abramo, Joaquim Soriano, o dramaturgo Zé Celso, o professor da UFRJ Guiseppe Cocco, entre outros.</p>
<p><object width="640" height="360"><param name="movie" value="//www.youtube.com/v/kdhQhqxZYTQ?hl=pt_BR&amp;version=3"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowscriptaccess" value="always"/><embed src="//www.youtube.com/v/kdhQhqxZYTQ?hl=pt_BR&amp;version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"/></object></p>
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		<title>&#8220;O conflito de classes, em escala global, começa a acontecer no meio digital&#8221;, afirma Laymert Garcia dos Santos</title>
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				<pubDate>Mon, 21 Oct 2013 13:15:41 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Informação]]></category>
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				<description><![CDATA[Fonte: http://revistaforum.com.br/blog/2013/10/e-preciso-entender-as-redes-e-as-ruas/ Trechos da entrevista de Laymert Garcia dos Santos, professor de Sociologia da Unicamp, na edição 127 da Revista Fórum. Por Glauco Faria e Igor Carvalho “O caso Snowden é o último elo de uma cadeia que vem vindo de várias outras que já entenderam o enorme potencial das redes, de politizar as questões]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: <a href="http://revistaforum.com.br/blog/2013/10/e-preciso-entender-as-redes-e-as-ruas/" target="_blank">http://revistaforum.com.br/blog/2013/10/e-preciso-entender-as-redes-e-as-ruas/</a></p>
<p><em><strong>Trechos da entrevista de Laymert Garcia dos Santos, professor de Sociologia da Unicamp, na edição 127 da Revista Fórum.</strong></em></p>
<p><strong>Por Glauco Faria e Igor Carvalho</strong></p>
<p>“O caso Snowden é o último elo de uma cadeia que vem vindo de várias outras que já entenderam o enorme potencial das redes, de politizar as questões simplesmente pela circulação dos fluxos de informação. Por quê? Porque se o Estado e o mercado podem saber tudo sobre a população, explorando isso do ponto de vista do controle, por outro lado os movimentos também podem.” A ponderação é de Laymert Garcia dos Santos, doutor em Ciências da Informação pela Universidade de Paris VII e professor titular do Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, e remete à importância de se debater o funcionamento das redes e sua relação com as ruas, algo que veio à tona com as manifestações de junho no Brasil.</p>
<p>Para Laymert, o advento do Wikileaks fez com que se prestasse mais atenção sobre quais informações as elites gostariam que não fossem reveladas. “O conflito de classes, em escala global, começa a acontecer nas redes, porque existe uma política de controle e hierarquização da informação nas redes, e, do outro lado, há gente trabalhando para a desobstrução dos canais”, afirma. “E isso é democracia, porque se você começa a fazer todo o fluxo de informação passar, as pessoas ficam sabendo o que os de cima não querem que elas saibam.” Confira abaixo trechos da entrevista, que está na edição 127 de Fórum.</p>
<p><strong>Fórum – Dentro dessa sua ideia de entender o digital como o futuro e remetendo um pouco às manifestações. Nós tínhamos esse setor do Gil, com o Juca Ferreira, no governo Lula, que tinha esse entendimento muito claro do papel da tecnologia aliada à cultura. Mas as manifestações também não mostraram para certos setores que estão analógicos demais? Ou seja, nossos partidos de esquerda, muitos sindicatos e movimentos sociais não tratam desse tema ainda.</strong></p>
<p><strong>Laymert –</strong> Concordo plenamente com a análise que você faz, tem uma questão que para mim é complicada, a incapacidade que governos do PT tiveram em lidar com a questão da mídia. De certo modo, ela permaneceu intocada, até quando houve momentos em que alguma coisa de mais forte poderia ter sido feito, quando a Globo fez uma aposta errada no mercado financeiro e entrou em uma situação de crise. Ali havia um flanco aberto, mas o governo Lula foi lá e bancou, sem colocar condições.</p>
<p>Isso continua até hoje. Em parte, isso se deve ao fato de a esquerda brasileira nunca ter feito a crítica de fundo da mídia. E nem da tecnologia. A posição de esquerda de partidos, sindicatos etc. é de que os meios são neutros e tudo depende de quem se apropria dessa técnica e, portanto, quando chegar o momento de a esquerda estar no poder, se faz uma inversão de signos. Isso é o máximo que a esquerda pensou sobre essa questão, e há muitos anos venho pensando e batalhando por um outro entendimento, porque não é possível você considerar a tecnologia como algo meramente instrumental, quando ela modifica completamente todos os tipos de relação. A tecnologia, sobretudo depois da virada cibernética, mudou a vida, o trabalho e a linguagem. Ou seja, mudaram as relações. Nessas condições, se você não fizer uma crítica de fundo, vai acabar fazendo aquilo que critica em seu adversário, vai fazer isso achando que colocou um conteúdo de esquerda, mas as práticas serão as mesmas. Assim, vai ser tão manipulatório e antidemocrático quanto antes e, de certo modo, desconhecendo o próprio potencial que a tecnologia traz.</p>
<p>Por exemplo, voltando um pouco, há uma questão que me espantou, que mostra como se pode ao mesmo tempo estar no jogo não sabendo que se está no jogo. Nas grandes manifestações, em junho, todo mundo se volta para o Estado para ver qual será a reação deste Estado. A Dilma vai para a televisão e faz uma proposta de uma Assembleia Constituinte específica para a reforma política. Ela deu uma resposta política que era absolutamente crucial, porque respondeu a uma demanda de poder dos movimentos nas ruas, com algo que ampliava a participação em poder, já não seria o Congresso o ator principal dessa operação. E foi interessantíssimo, bastante elucidativo, porque, ao fazer essa proposta, os conservadores e a classe política inteira se mobilizaram para boicotá-la, primeiro para transformá-la em um plebiscito para que nada acontecesse. Esses setores estão no seu papel, quem não está em seu papel são os manifestantes, que pediam mais poder e, quando você tem a autoridade máxima do Estado acenando e dizendo: “Vamos nessa?”, o outro lado não responde. Não houve manifestações para isso e nem um entendimento sobre o que significava esse gesto. Ouvi gente dizendo: “Ah, mas era um cálculo político”. Não importa. As ruas emitiram um sinal, e a Dilma emitiu um outro sinal em resposta num sentido de ampliação da democracia como nunca havia acontecido. Os setores da direita imediatamente souberam ler o que estava em jogo, e os manifestantes não souberam. Por quê? Despolitização? Não souberam avaliar? O que aconteceu? Isso me fez pensar que as reivindicações do movimento são restritas, de certa maneira têm um certo fôlego, que não é muito grande, e sendo atendidas algumas reivindicações, você consegue esvaziar. De qualquer maneira, se perdeu uma oportunidade naquele momento, havia uma abertura para uma potência, que não se concretizou.</p>
<p>Para mim, essa perda de oportunidade diz muito sobre a leitura de campos de forças e do entendimento sobre o que é este jogo de forças. Em relação às novas tecnologias, para o PT, para os sindicatos e movimentos sociais, ainda não caiu a ficha da sua importância e que isso pode ser trabalhado de uma outra lógica, colocando em xeque políticas de controle global. O caso Snowden é o último elo de uma cadeia que vem vindo de várias outras que já entenderam o enorme potencial das redes, de politizar as questões simplesmente pela circulação dos fluxos de informação. Por quê? Porque se o Estado e o mercado podem saber tudo sobre a população, explorando isso do ponto de vista do controle, por outro lado os movimentos também podem, e isso o Wikileaks começou a fazer, a prestar atenção sobre quais informações os super-ricos querem suprimir. O conflito de classes, em escala global, começa a acontecer nas redes, porque existe uma política de controle e hierarquização da informação nas redes, e, do outro lado, há gente trabalhando para a desobstrução dos canais. E isso é democracia, porque se você começa a fazer todo o fluxo de informação passar, as pessoas ficam sabendo o que os de cima não querem que elas saibam. É o que está acontecendo com o Snowden de novo. Isso a própria tecnologia permite como a lógica de funcionamento em rede auxilia na distribuição da informação. O que as pessoas não entendem de jeito nenhum é que a informação é a diferença que faz a diferença, e também é o valor do capitalismo contemporâneo.</p>
<p>Quando a informação se tornou valor, e isso começou na década de 1970, a questão se colocou: “Como ganhar dinheiro com a informação?”. Porque a informação não tinha preço. Foi reelaborada e inventada uma coisa que se chama direito de propriedade intelectual, que não é só uma extensão do direito autoral e do direito de invenção da propriedade industrial, é muito mais do que isso. É o que alguns especialistas chamam de “a última enclosure”, o último cercado que começou na Inglaterra com o começo do capitalismo, quando se cercou a terra. Agora vamos criar um que vai cercar essa unidade mínima que é a diferença que faz a diferença, para garantir a exploração desse valor como unidade mínima, e, ao mesmo tempo, com um alcance global. A lógica das redes, de seu funcionamento e aperfeiçoamento, é colaborativa, e, sendo colaborativa, ela escapa, é da sua própria lógica que as informações circulem. Se não circulam é porque começam a colocar gargalos para cercar e fazer a captura dentro do sistema que permite que isso vire uma propriedade. A esquerda ainda não entendeu o alcance que isso tem como luta política. Se pegarmos, por exemplo, esse sistema anglo-americano de espionagem, porque são americanos, mas os ingleses estão acoplados, como eles chamam as primeiras operações por meio desses sistemas? Vão dar os nomes das primeiras batalhas imperialistas, tanto dos EUA quanto da Inglaterra. Por quê? Porque começou, em outro plano, um outro tipo de imperialismo, e se você não estiver preparado para lutar neste outro plano, como vai perceber o que está em jogo? Existe uma guerra, hoje, no mundo digital, mas é real também porque a dimensão virtual da realidade é tão real quanto a física. Mas a ficha ainda não caiu que esse conflito está lá, e é claro que isso precisa ser entendido, se tornar uma questão política de ponta. Ainda não vi as pessoas se mobilizando para defender o marco regulatório da internet; inclusive, se a gente fizer isso, ou vier a fazer num futuro próximo, vamos ser modelo para outros países que estão com o mesmo problema. Mas precisamos fazer.</p>
<p>Não se faz democracia sem informação, e a maneira de fazer democracia atualmente é expondo, para os ricos, aquilo que eles fazem para o resto da população. Se eles podem fazer tudo e levantar tudo sobre a população, e estão o tempo inteiro se protegendo e protegendo essa informação, sobretudo para destruir aquilo que não deve ser conhecido, os caras que aparecem, de certa maneira, e levantam esse movimento, mostram como essa lógica de captura funciona, estão trabalhando para uma desobstrução de canais, algo absolutamente fundamental. Só pela desobstrução de canais e por uma luta entendendo o que é a propriedade intelectual e o que é fechar a informação para uma apropriação é que você vai poder lutar no futuro, porque não se pode mais voltar para trás. Quando se observa a geração de agora, de 20 anos, eles não conseguem nem lembrar, aliás, nem conseguem saber o que é o mundo sem internet. Nós também não. Algum de nós consegue viver sem internet? Claro que não.</p>
<p>Parte da esquerda ainda não percebeu o potencial politizador que se encontra nas redes (Foto Igor Carvalho)</p>
<p><strong>Fórum – Esse campo, esse fluxo das redes, já se constituiu num campo de batalha para as grandes potências, para o grande capital também, mas muita gente, inclusive da esquerda, ainda não captou isso. A gente pode dizer hoje que as redes e as novas tecnologias são essa nova expressão da luta de classes, só que ninguém enxergou ainda?</strong></p>
<p><strong>Laymert –</strong> Não é que há um determinismo tecnológico, não é essa a questão, se essas máquinas existem é porque as forças produtivas se desenvolveram a ponto de criar essas máquinas. Mas elas colocam a luta política em outro patamar, e esse outro patamar não pode mais deixar de ser levado em conta porque a luta vai se passar lá. Não só lá, mas não é possível entender as ruas hoje, no Brasil e em outros países, sem entender o binômio redes e ruas, com suas especificidades. O modo como o movimento se dá nas redes não é exatamente o mesmo que se dá nas ruas, a relação rede-rua é que tem de ser pensada junto, na sua articulação, e isso é política. Chamo isso de tecnopolítica porque não é mais possível pensar a política sem a tecnologia junto. Estamos vendo agora na política internacional, em que se discute aquilo que se passa nas redes.</p>
<p><strong>Fórum – Mas ela ainda é excludente…</strong></p>
<p><strong>Laymert –</strong> Claro que é excludente, e se você quiser expandir a democracia política no país, tem de ter banda larga pra todo mundo e com preço acessível, mas tem de ser uma política de Estado. Já devia haver uma diretriz nesse sentido, porque o acesso às comunicações no Brasil é muito caro, não só a banda larga como a telefonia celular é extremamente cara para uma qualidade ruim, a relação qualidade-preço é absurda, e isso revela que existe muito caminho para ser trilhado aqui. É preciso garantir o acesso para a população, mas também trabalhar a educação digital dessas pessoas, e acho que foi isso que o Gil sacou, que podia fazer uma relação entre riqueza cultural e um povo sem acesso. O mais importante é abrir canais novos, e o potencial que a pessoa tem na periferia encontra uma maneira de realizar aquilo, não se torna só um consumidor de uma cultura que vem de cima para baixo. É uma diferença enorme. E até a dependência em relação à mídia velha vai sendo cada vez menor.</p>
<p><strong>Fórum – Em relação à educação, existe também a questão do trabalho imaterial, que começa a ganhar importância; não sei se é possível isolar, mas como isso modifica a luta dos trabalhadores, dos sindicatos e como entra a questão educacional nesse sentido?</strong></p>
<p><strong>Laymert –</strong> A virada cibernética começou nos anos 1950 nos laboratórios, e nos anos 1970, as máquinas inteligentes começaram a entrar, com os computadores pessoais, em todos os setores, na vida social, na produção, em tudo. Houve uma alteração que é crescente, e cada vez mais profunda, da vida e do trabalho das pessoas, afetou o modo como se trabalhava, instaurando o que muitos chamam, inclusive, de crise da sociedade de trabalho. Porque as máquinas começaram a substituir não só a força física, como era no século XIX, com as máquinas a vapor substituindo quem fazia a força motora, mas passou a fazer todo tipo de trabalho que não é o de invenção, que a máquina não é capaz de criar ela própria. Fora esse trabalho, a substituição do trabalhador pela máquina é cada vez maior, tanto que vemos, desde que isso começou, um paradoxo enorme no qual todos os governos do mundo dizem que precisam aumentar o nível de emprego, e fomentam políticas que substituem os humanos pelas máquinas. Você diz o tempo todo que vai lutar pelo aumento do emprego e, ao mesmo tempo, implanta uma política que elimina o trabalhador e põe uma máquina no lugar dele.</p>
<p>Claro que não é culpa das máquinas, e sim das relações sociais, pois se elas ocupam o lugar dos humanos, eles poderiam ser liberados e preparados para fazer o trabalho que elas não podem fazer. Mas esse desenvolvimento é usado contra o trabalhador, fazendo com que antes ele fizesse uma greve por melhores condições de trabalho e depois da era cibernética, que ele pedisse pelo amor de Deus pra trabalhar. Essa mudança é o que os especialistas chamam de crise da sociedade do trabalho. Hoje a precarização é tal que você luta para manter o seu trabalho. Ao mesmo tempo, essa nova situação cria condições para que outro tipo de trabalho possa acontecer, de caráter colaborativo, escapando dessa lógica.</p>
<p>É necessário que os sindicatos, os trabalhadores discutam isso, quais são as positividades que podem ajudar para não transformar isso em um ludismo, uma briga contra a máquina. Por outro lado, tem de haver uma educação que já integre essa frente de transformação digital porque o mundo se transformou em algo no qual a dimensão digital é incontornável, e é preciso que a população seja educada pra isso. Qual o problema principal depois que você consegue o acesso? É que é necessário ter uma educação para que, dentro daquele fluxo gigantesco de informações, você possa ter parâmetros para discriminar a informação que vai ser boa para você. Não é só o acesso físico, se não tiver critério para se politizar dentro disso, por exemplo, você vai usar a máquina como uma televisão. Usa 1% dela, e no que ela tem de pior.</p>
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