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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405</id><updated>2012-05-22T01:45:24.129-07:00</updated><category term="motorista" /><category term="ônibus" /><category term="escrever" /><category term="religião" /><category term="escola" /><category term="televisão" /><category term="curitiba" /><category term="trânsito" /><category term="Glee" /><category term="artista" /><category term="animações" /><category term="polêmica" /><category term="denúncia" /><category term="esportes" /><category term="tecnologia" /><category term="inclusão digital" /><category term="música" /><category term="desabafo" /><category term="séries" /><category term="memórias" /><category term="já fomos mais inteligentes" /><category term="futebol" /><category term="cotidiano" /><category term="política" /><category term="bizarro" /><category term="literatura" /><category term="cinema" /><category term="cultura" /><category term="diva" /><category term="cidades" /><category term="internet" /><category term="#TwilightNão" /><category term="Adele" /><category term="vampiros" /><category term="reality show" /><category term="Globo" /><category term="indignação" /><category term="amor eterno amor verdadeiro" /><title type="text">Insira Aqui Um Título</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/InsiraAquiUmTtulo" /><feedburner:info uri="insiraaquiumttulo" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-1638050358173671606</id><published>2012-02-05T14:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T17:25:22.739-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="séries" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor eterno amor verdadeiro" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vampiros" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="#TwilightNão" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="televisão" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura" /><title type="text">The Vampire Diaries: 10 motivos para ver e amar</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-OKxJ5G4zN4s/Ty8EYIFcCRI/AAAAAAAAAmw/6cquoLb4sn4/s1600/The_Vampire_Diaries.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 516px; height: 294px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-OKxJ5G4zN4s/Ty8EYIFcCRI/AAAAAAAAAmw/6cquoLb4sn4/s400/The_Vampire_Diaries.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705784065435371794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por muito tempo me mantive em silêncio. Mas vocês precisam saber: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Vampire Diaries&lt;/span&gt; vale cada minuto assistido! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Honestamente falando, ao contrário de muita gente, não tive tempo de desenvolver nenhum preconceito com a série. Nunca me falaram para assistir, então sequer conhecia ou sab&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ia do que se tratava. O mais perto que eu chegava de uma trama sobre vampiros &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;era através de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;True Blood&lt;/span&gt;, que só vejo porque passa durante as férias da maioria das outras que acompanho. Ainda assim, estou muito perto de abandoná-la, pois não sei se consigo suportar sequer mais meia temporada da Tara destruindo cada cena em que aparece com seus dramas e voz chorosa. Sério, não tem mais &lt;a href="http://images4.fanpop.com/image/photos/15400000/Alcide-alcide-herveaux-15453492-486-650.jpg"&gt;Alcide&lt;/a&gt; que compense o esforço. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muita gente imediatamente aciona do dispositivo da repulsa à menor menção da palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"vampiros"&lt;/span&gt;. Compreensível. Eu mesma ficaria muito cética em relação a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TVD&lt;/span&gt; se a série não me tivesse sido muito bem recomendada por alguém de confiança. Há ainda o fator &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The CW&lt;/span&gt;, que em nada ajuda a credibilidade do conjunto da obra. Entre outras coisas, o canal é responsáve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;l por títulos nada atrativos como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gossip Girl&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pretty Little Liars&lt;/span&gt;. Basicamente, séries horrendas, de enredos bobos, com apelo adolescente-feminino (ô nicho...), estreladas por atores de desempenho duvidoso. (Não é preconceito, mas conhecimento de causa. Acompanhei &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GG&lt;/span&gt; até o início da 3ª temporada e continuo insistindo com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PLL&lt;/span&gt; Sabe-Deus-Por-Quê. É a próxima a fazer companhia a GG no limbo de séries abandonadas por mim.) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas você continua aqui e confia em mim (e acredito que você leve minha opinião minimamente em consideração, afinal está lendo isto). Então quero listar alguns dos motivos por que você deve momentaneamente abrir seu coração a novas experiências, passar pelos primeiros 5 episódios (que são mais fracos, reconheço) e deixar a mente livre dos traumas causados pelo fenômeno Crepúsculo ao redor do globo terrestre. E, já que falamos no livro da tia Meyer, vamos ao &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;primeiro motivo pelo qual você deveria dar uma chance a TVD:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. The Vampire Diaries &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;NÃO&lt;/span&gt; é Crepúsculo.&lt;/span&gt; Acha pouco? Pois eu considero suficiente saber que não vou precisar suportar aquele draminha narrado em primeira pessoa pela Bella, ouriçada pelo corpo branco, gélido e glitterizado do Edward. Não sei quanto a vocês, mas, na minha opinião, isso é determinante. Este item, sozinho, já é um pacote de vantagens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Tem enredo além de vampiros e triângulos amorosos.&lt;/span&gt; Porque eu acho muito simples criar um romance protagonizado por personagens sobrenaturais só pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shock value&lt;/span&gt; e não dar a essa condição nenhuma utilidade. Concordo que o romance ainda é importantíssimo (afinal, ainda esta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mos falando de uma série teen da CW), mas não é só disso que se trata. TVD tem uma mitologia muito bem construída, que não subestima o espectador escondendo-se sob o escudo da desculpa 'é apenas entretenimento'. A tramas são bem amarradas, usam o recurso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashbacks&lt;/span&gt; e, para cada coisa revelada, mais perguntas começam a surgir (e isso não inclui "por que eu ainda vejo isso?").&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. A série é melhor que os livros.&lt;/span&gt; Sim, TVD é baseado em uma série de livros de autoria de L. J. Smith, que escreve muito mal, diga-se de passagem. Admiro quem leu aquele monte de bobagem e viu naquilo algum potencial.  Não é muito superior a Crepúsculo, mas pelo menos foi escrito antes da chata da Bella pensar em existir. Não sei como dona Smith ainda não processou tia Mey&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;er, porque as semelhanças – inclusive qualitativas – são absurdas. A protagonista é um projeto de vadia, o mocinho é tão interessante quando o Edward etc. A série televisiva consegue consertar o que há de ruim e usa basicamente apenas o esqueleto das tramas. Ufa, né?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Velocidade de desenvolvimento das tramas.&lt;/span&gt; Acho que este é o maior trunfo de TVD. Se surgir algum mistério em determinado momento, pode saber que você não vai precisar assistir a 6 temporadas para desembocar num túnel de luz protegido por uma rolha. Dali 3 ou 4 episódios, no máximo, as coisas farão sentido. Sério, o ritmo é frenético. Não é raro que TVD recompense os fãs com episódios que parecem um season finale. De repente, aquilo que parecia ser o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;plot&lt;/span&gt; mais importante apresentado na série até o momento é substituído pelo próximo, o vilão poderoso não é mais tão poderoso e coisas essenciais revelam-se ferramentas de distração para algo muito maior. Bate sempre aquele desespero do tipo "o que esses produtores vão fazer agora, depois dessa bomba? Acabou a temporada aí, não tem como ser melhor". Mas sempre tem, yey!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Morre até quem já morreu.&lt;/span&gt; Isso é muito divertido. Se, por um lado, aquele personagem carismático ou com potencial de mudar todos os acontecimentos não sobrevive o suficiente para dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dear Diary&lt;/span&gt;, por outro, o mesmo acontece com gente muito chata. Nenhuma preocupação é necessária - aguenta mais um pouco aí que logo, logo alguém dá um jeito de acabar com o indivíduo. Vale decapitação, empalamento, arrancar o coração com a mão. Nada de métodos tradicionais como armas de fogo ou facas. Estilo é tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Festas!&lt;/span&gt; Desde &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The O.C.&lt;/span&gt; eu não acompanho uma série com tantas festas. Para uma cidade pequena como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mystic Falls&lt;/span&gt;, a galera tem bastante para comemorar. Mas é tudo justificado: as chances de acontecer merda e alguém morrer são multiplicadas exponencialmente em cada uma dessas festas. Os cidadãos precisam delas, portanto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Kevin Williamson feat. Julie Plec.&lt;/span&gt; Já ouviu falar em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dawson’s Creek&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pânico&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado&lt;/span&gt;? Pois bem, tudo isso consta no currículo do senhor Willia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mson, que produz TVD. Julie Plec, que escreve a série ao lado de Kevin, também trabalh&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ou com ele na série Pânico. E qualquer pessoa que tenha acompanhado as obras do tio Kevin sabe que ele tem um fraco por triângulos amorosos (Joey, Dawson e Pacey não me deixam mentir) e filmes de terror. Então, naturalmente, TVD consegue reunir todos esses elementos, sendo muito suave em alguns momentos e criando atmosferas de suspense regadas a muito sangue em outros. Tem como isso dar errado? Tem, não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8. Trilha sonora.&lt;/span&gt; Conheci &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foster The People&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andrew Belle&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ross Copperman&lt;/span&gt; graças à trilha de TVD. Só o episódio piloto tem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Katy Perry&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placebo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;MGMT&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;OneRepublic&lt;/span&gt;, tudo junto. Toda a trilha da série é escolhida com muito carinho, e isso é perceptível pelos comentários dos próprios Kevin e Julie quando ambos falam sobre sua cria (nos extras dos DVDs sempre rola um "I looooove this song"). A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ssim como o universo em que vivem os personagens de Mystic Falls, as músicas também reproduzem o mundo em que os jovens vivem hoje. O que eles escutam não é muito diferente do que você leva no seu MP3 player. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I just came to say hello! Tuntz, tuntz, tuntz ♪&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Família Original.&lt;/span&gt; Não vou me alongar muito nisso, porque, caso você ainda não acompanhe a série, qualquer coisa que eu fale aqui sobre os Originais é spoiler. Mas resumindo: uma família IN.TEI.RA de vampiros com uma quantidade de problemas em que nem Regina Volpato daria jeito. Guarde esses nomes: Klaus, Elijah, Rebekah, Mikael, Esther, Kol e Finn. Vai na minha, assiste isso logo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. Poder amar e odiar a mesma atriz.&lt;/span&gt; É inevitável, goste você de protagonista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;s boazinhas ou antagonistas bitches. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nina Dobrev&lt;/span&gt; atua como Elena, a mocinha, e Katherine, uma vampira bandida. É incrível como normalmente as pessoas se esquecem de que se trata da mesma atriz quando falam de Elena e Katherine. E o fato das duas serem iguais (afinal, são interpretadas pela mesma atriz, dã) não é nada gratuito. Você vai ver... Já não mandei assistir isso? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vilões (sugestão dos &lt;a href="https://twitter.com/brenocr"&gt;colaboradores&lt;/a&gt;):&lt;/span&gt; TVD tem os ótimos vilões, que se alternam para ver quem ferra mais com a vida da pobre Elena, começando por Damon e terminando na família de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Originais. Em TVD, o vilão de hoje pode ser a vítima de amanhã, e depois de amanhã o vilão de antes de ontem pode ter que se aliar com o vilão de ontem para derrotar o vilão de hoje, que certamente terá outro para caçá-lo nos próximos dias. Parece poema do Carlos Drummond de Andrade, mas this... is The Vampire Diaries!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;BÔNUS &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Se ainda não fui capaz de convencer ninguém, olha o elenco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-rl-8q8E9S7E/Ty8BvHKMYBI/AAAAAAAAAmk/FuyZA9NhcfU/s1600/TVD_cast.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 433px; height: 270px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rl-8q8E9S7E/Ty8BvHKMYBI/AAAAAAAAAmk/FuyZA9NhcfU/s400/TVD_cast.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705781161788989458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Espero ter sido clara (já terminou de baixar a primeira temporada?).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-1638050358173671606?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/1638050358173671606/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=1638050358173671606&amp;isPopup=true" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/1638050358173671606" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/1638050358173671606" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2012/02/vampire-diaries-10-motivos-para-ver-e.html" title="The Vampire Diaries: 10 motivos para ver e amar" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-OKxJ5G4zN4s/Ty8EYIFcCRI/AAAAAAAAAmw/6cquoLb4sn4/s72-c/The_Vampire_Diaries.png" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-7182992100706741499</id><published>2012-01-31T16:48:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T16:58:50.596-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="séries" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="já fomos mais inteligentes" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="indignação" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Glee" /><title type="text">Glee: já parei de acreditar</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Gm2IK75fv_U/TyiNXGHCv7I/AAAAAAAAAmY/0KVmAevGPaQ/s1600/glee-promotional-photo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 474px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Gm2IK75fv_U/TyiNXGHCv7I/AAAAAAAAAmY/0KVmAevGPaQ/s400/glee-promotional-photo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703964355981393842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Nunca tive a ilusão de que Glee tivesse uma trama impecável. Aliás, acho que a própria série nunca quis enganar ninguém (a princípio): um roteiro simples, rápido, umas músicas pops aqui e ali, estereótipos de losers habitando os corredores da escola, um grupo de alunos – muitos dos quais, aliás, sem talento algum para a música – tentando superar problemas de popularidade, alistando-se (ou sendo coagidos a) ao coral da McKinley High School. O gênero é claro: comédia musical adolescente. E, se qualquer coisa nessa definição não o agrada, melhor nem ver. Já testemunhei muita gente incomodada com o sucesso de Glee simplesmente porque o conceito não lhe agrada. Poxa, eu não gosto de terror/nojeiras/zumbis, então não vejo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Walking Dead&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Horror Story&lt;/span&gt;. Mas, dentro de sua proposta, Glee já foi boa. Sim, já foi. Triste realidade: não é mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glee tinha um grande potencial. O piloto, que eternizou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Don’t Stop Believing&lt;/span&gt; como hino da série, mostrava uma série despretensiosa e divertida, um roteiro que tirava sarro de seus próprios personagens e plots. Os personagens eram todos tão caricatos, as situações eram tão absurdas e tudo se encaixava tão bem! Ninguém se importava com o fato de que Sue Sylvester apresentava um comportamento psicopata incompatível a um educador (ou qualquer pessoa que se importe em ir para a cadeia); não havia problema no fato de Finn pensar ter engravidado Quinn só por tomar banho com ela; Kurt afetadíssimo e se identificando mais com as meninas era engraçadíssimo; Rachel mega bitch e egocêntrica era sempre imperdível. A falta de verossimilhança de muitas situações e a inexistente preocupação em impor o politicamente correto eram o que caracterizavam e davam a graça ao espetáculo. Oras, eles são losers, então nada como se referir a Tina e Mike apenas como “asiáticos” ou dar uma zoadinha com um cadeirante. Glee era ousada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Glee começou a se levar a sério. As storylines, que antes eram dinâmicas beirando ao episódico, passaram a se arrastar. Os dramas que tantas vezes serviram e escape cômico viraram... Dramas verdadeiros. O Kurt, que era ótimo, passou uma temporada inteira lamentando sua vida de homossexual, e Ryan Murphy, espertíssimo como ele só, tirou ele do New Directions, criou uma nova escola, apresentou-nos a Blaine e originou o casal mais desprezível das três temporadas de Glee: Blaine e sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;out of style&lt;/span&gt; gravata borboleta. E ele ainda reclama de levar raspadinha na cara. Acho é pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é: Glee foi inteiramente descaracterizada junto com seus personagens. Agora a Rachel vive se sentindo culpada por querer o papel principal, coisa que a todo momento é pretexto para que a coitada saia dos holofotes como desculpa de deixar os outros brilharem também. Hoje em dia, se disserem para o Kurt ir cantar com as meninas, é capaz dele ficar ofendisíssimo e sair chorando da sala de ensaios. Aliás, cadê a amizade de Mercedes e Kurt? Falando em Mercedes, já cansou faz tempo dessa história de que ela quer ser o centro das atenções junto com a Rachel. Falando em Merdeces de novo, alguém comprou esse romance dela com o Sam? Eles estudaram coisa de um ano juntos e nenhuma faísca (o que deve ser explicado pelo fato de que ele estava mais interessado pela Quinn, talvez?), agora querem que eu aceite esse drama dos dois juntos. Sério? Sue não sabe se fica ou se vai, se ama ou odeia, se quer destruir o coral ou se quer ajudar o chatíssimo do Schuester a conquistar a Emma. Ou seja, a série conseguiu estragar a melhor personagem que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem as músicas salvam a série. Prova disso é que, antes de eu começar a escrever este texto, fui procurar em um dos últimos CDs algo em que me inspirar. Naveguei por músicas e mais músicas até conseguir encontrar algo que me empolgasse. E, quando o coral coadjuvante faz as melhores performances da temporada, algo está definitivamente errado. Alguém prefere ouvir Kurt e Rachel encenando sucessos da Broadway com que ninguém se importa (e não acho que o público-alvo da série sejam os amantes de musicais consagrados) ou assistir a Santana e Mercedes no delicioso mash-up de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Someone Like You&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rumour Has It&lt;/span&gt;? Não há o que pensar, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mágoa com Glee é que a série me decepcionou. Apesar de todas as críticas sobre o roteiro e as situações, eu comprei a ideia do Ryan Murphy. Era simplesmente honesta e tinha sua dose de ousadia. Nunca me preocupei com a verossimilhança. Colocasse umas músicas legais que se encaixassem com um mínimo de história que eu me dava por satisfeita, juro. Mas não me peça pra levar a sério uma história que não se decide entre o caráter dos personagens, que esquece tramas e cria divergências dentro de si mesma. Não me peça para levar Glee a sério, porque essa é demais até para mim. Vou é ver Smash, porque pelo menos lá os cenários luxuosíssimos são usados como metáfora da idealização dos artistas, não como recurso de coral escolar que vive chorando miséria até para ir a mais uma de suas trocentas regionals.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-7182992100706741499?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/7182992100706741499/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=7182992100706741499&amp;isPopup=true" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7182992100706741499" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7182992100706741499" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2012/01/glee-ja-parei-de-acreditar.html" title="Glee: já parei de acreditar" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-Gm2IK75fv_U/TyiNXGHCv7I/AAAAAAAAAmY/0KVmAevGPaQ/s72-c/glee-promotional-photo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-4084049393441418951</id><published>2011-11-28T20:08:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T20:11:31.957-08:00</updated><title type="text">Geração 2.0 (mais para zero do que para dois)</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-nHvqzYQoXjo/TtRbOfGML9I/AAAAAAAAAmA/nX9zCN4yY7s/s1600/Mait%25C3%25AA1.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 209px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nHvqzYQoXjo/TtRbOfGML9I/AAAAAAAAAmA/nX9zCN4yY7s/s400/Mait%25C3%25AA1.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680265334444797906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Maitê: intelectual que defende a paralização das obras de Belo Monte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me lembro como se fosse hoje do dia em que fui sugada para o esporte de discussões virtuais. Falei mal do Paulo Coelho em um fórum. Lancei uma opinião inocente e, ingênua, achei que no máximo alguns gatos pingados leriam. Para minha surpresa, descobri que mais pessoas gostavam do velho mago do que eu imaginava. Voltei lá para provar que eu estava certa e perdi o medo de expor minha opinião na internet. A esta, seguiram-se outras opiniões, outros debates e peguei gosto pela coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, se existe algo de que eu gosto é provar que eu estou certa. Mas, obviamente, eu não cometo o erro de ir tomar partido em alguma discussão antes de fazer um estudo sobre o caso para fundamentar a minha opinião. Se eu entro em uma briga, é para ganhar. Se eu já vou com esse objetivo, significa que eu já me armei de argumentos que, no mínimo, me impeçam de parecer uma demente aos olhos das pessoas com que estou dialogando. Acerto sempre? Claro que não, mas é necessário que me provem onde estou errando para rever meus conceitos sobre determinado assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimanente, a possibilidade de discussão argumentada diminui em razão relativamente inversa ao acrescimento de comunidades e grupos virtuais. As pessoas parecem estar perdendo o hábito de entrar em um debate para provar seu ponto de vista ou ser convencido pelo outro polo da discussão de que precisa repensar seu posicionamento. Os membros-amebas desses grupos procuram pessoas com que se identificam, que compartilham seus gostos, e não para se aprofundar sobre o que estão falando. Se você clica no join de alguma comunidade/grupo de um cantor, por exemplo, a expectativa criada é a de que você irá lá dar um RT ou um [+1] em todos os elogios que já foram postados sobre o artista. Experimente dizer apenas que, poxa, você gosta do Zé do Cavaquinho, mas o último CD dele não ficou tão bom quanto poderia. Certamente alguém lhe brindará com o amistoso convite ao grupo “Eu odeio o Zé do Cavaquinho”, pois você, herege, é um traidor da causa das zé-cavaquetes e não merece o convívio daquelas pessoas. Você é um rebelde, um troll que apareceu apenas para desestabilizar a paz que reinava entre os fãs do Zé do Cavaquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão ruim quanto um posicionamento cegado pelo fanatismo é a ausência total de uma opinião. Aproveitando-se deste vazio, pontos de vista parasitas farão desta mente intocada um hospedeiro de seus ideais. É claro que ninguém sabe de tudo. E muito menos somos obrigados a assumir uma posição em relação a tudo. Eventualmente surgirão assuntos pelos quais não nos interessamos ou sobre o qual nunca nos informamos e não há nada errado nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema reside em aceitar a primeira versão dos fatos e não se preocupar em averiguar a veracidade das informações que chegam em cascata. A internet deveria facilitar o acesso à informação, mas, ao invés disso, parece (pelo menos a meu ver) estar criando um grupo de opinantes preguiçosos. Acostumados à velocidade da internet, são pessoas que acham absurdo perder 15 ou 30 minutos lendo um texto simples para adquirir informações confiáveis. Então, como em terra de cego, quem tem um olho é rei, ganha aquele que chega primeiro, independentemente de suas intenções e seus argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último exemplo disso é o absurdo vídeo sobre Belo Monte. Seja você contra ou a favor de tal usina, precisa saber que as informações do vídeo são completamente contestáveis e chegam a induzir o espectador ao erro. Um dos mais engraçados é levar o público-cidadão a pensar que investimentos do Estado com o dinheiro dos cofres nacionais são prejudiciais ao povo. Seria com o dinheiro de quem? Dos políticos, do Zé do Cavaquinho, do seu vizinho? Obra de utilidade pública é realizada com dinheiro de impostos que pagamos mesmo, e nem poderia ser diferente. Dinheiro de iniciativa privada é colocado em jogo quando quem lucra é a iniciativa privada, não os cidadãos. Enfim, o vídeo em questão pode ser classificado como um desserviço. Se existiu nele alguma vantagem, foi a de levar alguns a procurarem informações corretas sobre Belo Monte. Infelizmente, estes são minoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de tudo isso é: desconfiem do óbvio. Sei que estamos condicionados ao senso comum, que, se alguém levanta uma causa em prol de uma minoria, a tendência é acatarmos os argumentos que nos chegam. Falou em Amazônia, pensou em desmatamento, em fim do mundo, em oh, meu deus, não deixem ninguém chegar perto do pulmão do mundo!; quando sabemos que uma pobre menininha foi expulsa da faculdade por causa de um vestido, a primeira coisa que se passa na cabeça é malditos machistas medievais que destilaram sua fúria em uma mulher! A vítima está por aí, nas páginas de fofocas sobre sub-sub-sub-sub-celebridades e parece que diploma ela nunca viu, nem conseguiu, nem ouviu falar. Pois é. (Não que o diploma deva ser obrigatoriamente o objetivo de qualquer ser vivente neste planeta, mas, para quem esteve tão preocupada em defender seu livre acesso à faculdade e lutar pelo seu direito de estudar independentemente de sua vestimenta, parece que o máximo que ela tem lido são revistas de fofoca na recepção de salões de beleza e consultórios de cirurgiões plásticos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou muito cética. Gosto de entender como pensam os dois lados de toda questão em que me enfio. Acho que esse hábito foi adquirido com um professor de redação no ensino médio. Segundo ele, a melhor forma de escrever é prever o que o leitor irá pensar sobre seus posicionamentos e se adiantar a ele, encontrando as brechas deixadas pelo caminho. É o que faço. Procuro furos nos meus argumentos, crio contra-argumentos, releio tudo muito atentamente para evitar um ponto fraco que possa me derrotar em qualquer discussão. O difícil, mesmo, é encontrar quem esteja disposto a discutir. São poucos os que escolhem o árduo trabalho do debate quando se tem maravilhas como o 9gag. Um clique e todos os seus amigos são informados sobre o que interessa a você. Discutir por quê? Compartilhar é o novo preto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-4084049393441418951?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/4084049393441418951/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=4084049393441418951&amp;isPopup=true" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/4084049393441418951" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/4084049393441418951" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2011/11/geracao-20-mais-para-zero-do-que-para.html" title="Geração 2.0 (mais para zero do que para dois)" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-nHvqzYQoXjo/TtRbOfGML9I/AAAAAAAAAmA/nX9zCN4yY7s/s72-c/Mait%25C3%25AA1.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-7701620568182546740</id><published>2011-08-21T13:31:00.000-07:00</published><updated>2011-08-21T14:37:35.867-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="música" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="diva" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artista" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Adele" /><title type="text">Música para os ouvidos</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-MKTvuJQHxcQ/TlFw3exUiJI/AAAAAAAAAlE/kgXqB9aiVHg/s1600/adele.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 471px; height: 316px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MKTvuJQHxcQ/TlFw3exUiJI/AAAAAAAAAlE/kgXqB9aiVHg/s400/adele.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643415906526988434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;
&lt;br /&gt;Call me obsessiva (achei “chamem-me” feio para começar um parágrafo, desculpa, língua portuguesa), mas, sim, falarei da Adele. Pensei várias vezes em escrever sobre ela, mas sempre me segurava, afinal eu venho falando dela há meses, já é a artista mais ouvida no Last.fm, vivo repetindo como não posso morrer antes de assistir a um show dela pessoalmente. Sinceramente, eu gosto dessas paixões doentias por alguma coisa. Sou muito de extremos: amo ou odeio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Adele está aí para que todo mundo veja desde 2008, quando lançou o ótimo 19 – que eu só notei que era ótimo depois de me apaixonar pelo 21. Ganhou 2 Grammy, muita notoriedade, mas eu só ouvi o CD poucas vezes e vida que segue. Mas eis que, no início deste ano, assisti à seguinte apresentação:
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/ri49XBQ23kA" allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não preciso dizer que isso despertou em mim algo que eu não sentia por um artista há muito, muito tempo. Não sei exatamente nem se já tinha sentido. O que eu vi foi mais do que uma apresentação linda e uma música tocante. É possível perceber facilmente que ela sentia cada palavra que dizia, que aquela letra significava algo para ela. O que eu enxerguei foi sinceridade. E foi algo tão arrebatador que eu imediatamente fui procurar o CD para perceber que todo ele continha essas letras tristes, sim, mas verdadeiras como pouca coisa que eu por acaso já tenha ouvido na vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outra coisa que me encanta na Adele é a simplicidade com que ela transforma suas apresentações em performances grandiosas. É como emergir de um mergulho sem cilindro de oxigênio, sabe? Escapar de um ambiente claustrofóbico para o ar puro e dar uma boa respirada. Não tenho nada contra artistas que usam muitos efeitos, fantasias e um palco cheio de distrações reluzentes, até gosto de alguns deles e realmente acho, hoje, que Lady Gaga (só para citar um exemplo) tem muito mérito no sucesso que faz. Entretanto, foi com alívio que eu assisti a várias apresentações da Adele. Sem efeitos, sem dançarinos no palco, sem roupas espalhafatosas, sem clipes polêmicos, apenas ela e sua música numa harmonia difícil de se ver no atual mercado fonográfico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo caindo no óbvio e falando do que todas as resenhas sobre Adele já citaram, também chama atenção o biótipo nada típico que Adele exibe. Não que isso seja relevante a qualquer profissional (a não ser que você seja modelo), mas é difícil fazer tanto sucesso sem estampar capas de revistas mostrando um corpo desejável, seios siliconados, bumbum durinho sem celulites. Adele se difere de tudo isso. Gordinha, quase sempre vestida elegantemente com seus modelitos carregados de negro, cabelos e uma maquiagem retrô, sempre discretos. O que poderia representar uma desvantagem acabou se mostrando uma arma: a internet está cheia de tutoriais de moda e maquiagem sobre o estilo da Adele e muita gente procura imitar as produções da cantora. E como não querer imitar seu estilo? Parece que tudo nela se encaixa, tudo é perfeito do jeito que é.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como se não bastasse, Adele sabe cantar! Como ela ousa ser uma cantora que realmente canta? Ela não entende que já inventaram inúmeras possibilidades de mascarar uma desafinação? Aliás, música é para divertir, não para levar a sério. Quem se preocupa com os talentos vocais de uma cantora hoje em dia? Bitch, please! Bem, não vou nem comentar sobre a simpatia que ela demonstra nos shows.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apesar de tudo o que eu falei, o que realmente me encanta na Adele é a sinceridade que eu citei. Assistir às apresentações dela e ver que, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=axBMs-qK2t4"&gt;em inúmeras&lt;/a&gt;, ela de fato se emociona é de deixar qualquer um apaixonado. Ela não chegou àquele palco porque uma grande gravadora enxergou nela uma possibilidade sólida de transformar alguém em sucesso, mas porque ela realmente ama o que faz e sente o que diz. Por isso tanta identificação com ela: Adele canta o que se passa no coração de muita gente que não sabe como se expressar. E mesmo que não se sinta o que Adele sente, ela convence de tal forma (porque é verdade!) que a empatia é imediata. Ame ou odeie, mas é necessário reconhecer que ela é uma artista na melhor concepção da palavra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu já estava saturada de produtos criados artificialmente, de gente que se diz cantor(a) e não canta, de fantasias, de plumas, de luzes. Adele é um descanso aos ouvidos, um oásis de legítima arte em meio a um mundo carregado de tecnologia e carente de verdades e ideais (não que frustração amorosa seja ideal, acho que deu para entender perfeitamente). Adele representa sobretudo a esperança de que ser você mesmo e acreditar que isso é bom pode trazer reconhecimento; que nem só de gente magérrima, com pouca roupa e autotune se faz música quando o foco principal é, de fato, a música. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-7701620568182546740?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/7701620568182546740/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=7701620568182546740&amp;isPopup=true" title="11 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7701620568182546740" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7701620568182546740" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2011/08/musica-para-os-ouvidos.html" title="Música para os ouvidos" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-MKTvuJQHxcQ/TlFw3exUiJI/AAAAAAAAAlE/kgXqB9aiVHg/s72-c/adele.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-8461841950358448385</id><published>2011-08-14T17:53:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T18:06:52.292-07:00</updated><title type="text">Parem com as comédias românticas!</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-h7bS6wWEK5w/TkhuWiEHvDI/AAAAAAAAAk8/McWCg7NO5U0/s1600/comedia_romantica.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 367px; height: 304px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-h7bS6wWEK5w/TkhuWiEHvDI/AAAAAAAAAk8/McWCg7NO5U0/s400/comedia_romantica.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640879866661813298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inspirado em uma conversa com o &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://twitter.com/zirpoli"&gt;Ti&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Querido diário,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Hoje fui com a Ju assistir a um filme que estreou nessa semana e ela queria muito ver. Era um filminho de amor/comédia meio bobo, mas ela queria muito ver. E, saindo do cinema, cheguei à conclusão de que eu definitivamente prefiro filmes de aventura, terror, fantasia... Qualquer coisa, menos comédia romântica. Comédias românticas são a coisa mais idiota do cinema, e eu vou dizer por quê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Ju acha fofo como as coisas acabam sempre bem, com uma trilha sonora alegre no fundo. Ela diz que dá uma sensação de esperança, de que ela ainda vai mudar o status do Facebook dela para “em um relacionamento sério” (daí para “noiva de” e de lá para “casada com”). Mas eu digo que isso só vale se você não for a outra parte da história, a que foi abandonada praticamente no altar para que o casal protagonista fosse feliz para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pensa comigo. Toda comédia romântica não segue uma fórmula? Sempre fala de um homem e uma mulher que 1) se conhecem desde sempre, mas não percebem estar apaixonados; 2) se conhecem em uma situação em que nenhum dos dois gosta um do outro e acabam se apaixonando. O problema começa aqui: qualquer menina romântica pode escrever roteiro de filme assim, porque o começo e o final são sempre os mesmos. O meio da história muda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;um pouco&lt;/span&gt;, mas as pontas sempre são as mesmas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse filme que a gente foi assistir, por exemplo, começa com um casal... opa, no começo eles não são casal, é só no final.... Enfim, começa com um homem e uma mulher que são amigos, ela dá pequenas demonstrações de que TÁ QUERENDO, e o cara nem tchum. Normal, homem demora pra perceber essas coisas mesmo (babacas!). Mas aí a mulher vai cuidar da vida dela, porque afinal não pode ficar esperando o lerdo tomar atitude, e vai embora. Então ela conhece outro cara, que pede ela em casamento e aí a gente já sabe o que acontece. O babacão lá do início percebe, FINALMENTE, o quanto a mulher era importante para ele e fica desesperado porque vai perder o amor da vida dele para um WHO qualquer que apareceu só depois dos 30 minutos iniciais de filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não é injusto que tudo dê certo pra esse idiota? Enquanto ela estava disponível, nem percebia a menina fazendo de tudo por ele. E, quando ela consegue um marido pra chamar de seu, vai o cara atrapalhar a vida dela. De novo! E o ex-futuro-marido era rico, lindo, gostoso etc. Tadinho. Ele não tem culpa! Ele também merece ser feliz! Ou seja, comédias românticas não contam o tempo que a pessoa chutada pros créditos finais do filme gastou chorando, ouvindo música triste, odiando cada casal feliz que encontrava pela rua até conseguir superar a humilhação de ser trocado por outro(a) na prorrogação. QUE MUNDO É ESTE? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além disso, incentiva aquele velho hábito que quase todo mundo tem de só dar valor ao que possui depois de ver escapando entre os dedos. Para mim, a mulher tinha que se apaixonar DE VERDADE pelo segundo cara e sambar nas fuças do primeiro, com direito a “baba, baby, baby, baba, baba” de trilha sonora. É pra torturar duas vezes mesmo: sentimental e musicalmente. Ele deveria ter ficado com a lição e aprender a olhar para o lado da próxima vez que uma garota legal desse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;condição&lt;/span&gt;. Você ignora sua alma gêmea durante toda a vida e basta chegar na hora do “quem tiver algo contra este matrimônio que fale agora ou cale-se para sempre”, tomar a noiva nos braços e ter seu final feliz? QUE MUNDO É ESTE?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sério, comédia romântica só prova de que quem não merece acaba se dando bem e que gente apaixonada tem memória curta. E que você pode curtir sua vida à vontade enquanto a pessoa que você ama de verdade não tem um anel de compromisso no dedo. A partir daí, sim, você precisa se espertar. Mas para que perder tempo antes, não é mesmo? O outro idiota vai estar sempre esperando você adquirir a capacidade de reconhecer de quem você realmente gosta, então tudo bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por isso eu prefiro aventura. Pelo menos eu sei que não vou ser morta por um monstro marinho ou carros que viram robôs gigantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Até a próxima,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Nanda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-8461841950358448385?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/8461841950358448385/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=8461841950358448385&amp;isPopup=true" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/8461841950358448385" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/8461841950358448385" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2011/08/parem-com-as-comedias-romanticas.html" title="Parem com as comédias românticas!" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-h7bS6wWEK5w/TkhuWiEHvDI/AAAAAAAAAk8/McWCg7NO5U0/s72-c/comedia_romantica.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-7533275095713792925</id><published>2011-06-28T19:25:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T20:11:28.936-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cotidiano" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escrever" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="desabafo" /><title type="text">Metalinguisticamente falando</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-l6JDLdtQ36g/TgqKwc6kFJI/AAAAAAAAAiY/eSnTpqjAugs/s1600/escrever.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 511px; height: 201px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-l6JDLdtQ36g/TgqKwc6kFJI/AAAAAAAAAiY/eSnTpqjAugs/s400/escrever.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623459649725666450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ZTL-RaKrem4/TgqKNFjPSgI/AAAAAAAAAiQ/Et1GyrQhSBE/s1600/escrever.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Estou vivendo um espasmo criativo, uma vontade de sair escrevendo texto após texto, sobre vários assuntos. Quem vê a quantidade de blogs que eu crio e a quantidade de textos que exponho para o julgamento público deve pensar que eu confio 100% em mim na missão sagrada de escrever. Engana-se. Pois é na única coisa que me vejo fazendo para o resto da vida que residem meus maiores medos e inseguranças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Acho que nunca fiquei um período muito grande sem escrever nada. Fico pasma de ver gente que reclama de ter que fazer redação, dizendo que não suporta ser obrigado a escrever 15 míseras linhas. Aliás, outro problema meu é a falta de poder de síntese. Escrever aquelas “dissertações” de 10 linhas no vestibular é um suplício. Eu me sentiria tão imensamente melhor em poder tecer conjecturas, elaborar hipóteses, apresentar fatos contundentes, convencer o leitor na lábia. Mas só nos deixam aquelas parcas linhas para dizer algo que caberia em folhas e folhas digitadas em fonte 10.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Para mim, escrever sempre foi natural, diversão até. A história mais antiga sobre isso é repetida à exaustão pela minha mãe. Conta ela, orgulhosa, que ainda na 1ª série minha professora convidou-a a ler uma redação escrita pela sua filhinha com seus 6 anos de idade. A redação estava exposta no mural da escola e a professora fez entonação de que a garotinha levava jeito para a coisa. Mamãe, relapsa, nem lembra se foi ou não ler uma das minhas primeiras criações literárias. Acho que ela não deu importância para a historinha criada por uma criança recém-alfabetizada. Anos depois, criar narrativas era um de meus passatempos para qualquer momento livre. Na 5ª série, escrevi um texto de quatro folhas (frente e verso!) quando a professora pediu uma redação. Lá pela 8ª, ao ouvir que meu texto possuía humildes seis páginas, o carrasco que deveria estar me incentivando a prosseguir com as letras apenas esboçou uma cara de “pffff, nem precisa ler isso tudo”. Assim a vida prosseguiu, sem grandes alardes, eu achando que aquele meu hobby era naturalmente compartilhado pela maioria dos meus colegas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Daí que o final vocês conhecem: entrei para a faculdade de Letras, apesar de todo o desprezo social pelo curso. Apesar de ter obtido o diploma em licenciatura sem a intenção de dar aula, não me arrependo de ter escolhido Letras. Mesmo que o último ano não tenha entrado nas minhas recordações como o momento mais feliz da minha vida, sei que aprendi muito lá dentro. No mínimo, adquiri poder de argumentação sobre as coisas que mais amo: redação, literatura e linguística. Em nenhum outro lugar eu poderia ter aprendido tanto sobre teatrólogos, poetas, romancistas, linguistas, gramáticos, filósofos e toda sorte de gente chata que gosta de analisar nossa língua portuguesa em cada pequena instância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Então chegamos ao problema: eu estudei tanto, aprendi tanto, li tanto, sofri tanto, escrevi tanto, que meu olhar crítico sobre o universo das letras acabou sufocando a redatora dentro de mim mesma. O que eu sei perto de tantos cânones? Quem sou eu, uma menininha ignorante e com tanta coisa ainda para viver, perto desses gênios? Não que eu ache que qualquer pessoa que escreve seja gênio (oi, Stephenie Meyer), mas, sabendo que todos eles existem, é inevitável que eu me sinta diminuída diante de um mundo tão repleto de feitos incríveis. Fica muito difícil conseguir me contentar com um textinho singelo escrito por mim uma vez que eu tenho conhecimento da grandiosidade dos meus ídolos e de seu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Sei que nem só de clássicos se faz a literatura, mas então outras dúvidas tiram meu chão e alimentam minhas inseguranças e insatisfações pessoais. JK Rowling não fez nenhum romance em que prevalece a sutileza da natureza humana, mas foi capaz de mudar vidas. Não sei se sou capaz disso, então fico triste, porque eu queria um dia olhar para trás e saber que eu mudei a vida de uma pessoa sequer com o que eu escrevo. Literatura também é isso, mudar pessoas, ampliar horizontes, ficar marcada por uma lembrança de arrancar lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Para concluir o nocaute, lá do outro lado da moeda vejo Seu Machado, este gênio cínico, realisticamente pessimista, que soube observar o ser humano como poucos romancistas no mundo conseguiram. Não sei penetrar tão profundamente na hipocrisia que permeia o coletivo, não sou grandiosa a ponto de escancarar para o mundo as falácias do homem. Concluo, então, que não sou nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Sequer sei se minha redação é satisfatoriamente bem construída. Muitos dizem que sim e até me considerariam tola ao duvidar de mim, mas eu não confio sequer na minha sombra para acreditar facilmente em palavras de gente que eu sei que me quer bem. Não me permito deslumbrar com elogios de amigos. Mantenho meus pés firmes no chão, consciente de que não sei nada, sofrendo com a possibilidade de só ter pleno entendimento da vida quando já for tarde demais e eu já não tiver forças para passar as horas a digitar (se é que até lá não terão inventado mais um equivalente das canetas hidrográficas e do papel). Escrevo porque isso é parte de mim desde os primórdios da minha existência, mas sofro com o medo de que só isso não seja suficiente, de que eu nunca tenha o necessário para deixar com os olhos marejados pelas lembranças aqueles que dedicam seu precioso tempo para ler estas linhas. Some-se isso tudo ao fato de que em algum tempo voltarei a ler o que agora escrevo e sentir a imaturidade exalando das minhas palavras e têm à sua frente esta escritora insegura, com idéias trêmulas, que espera estar fazendo aquilo para o qual foi feita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;Editado:&lt;/b&gt; se, mesmo depois dessa confissão, você insiste em ler textos meus, não deixe de visitar o novíssimo em folha &lt;a href="http://harrypotterfordummies.blogspot.com/"&gt;Harry Potter for dummies&lt;/a&gt; :)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-7533275095713792925?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/7533275095713792925/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=7533275095713792925&amp;isPopup=true" title="16 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7533275095713792925" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7533275095713792925" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2011/06/metalinguisticamente-falando.html" title="Metalinguisticamente falando" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-l6JDLdtQ36g/TgqKwc6kFJI/AAAAAAAAAiY/eSnTpqjAugs/s72-c/escrever.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-95537018243383696</id><published>2011-03-20T15:43:00.000-07:00</published><updated>2011-04-17T18:02:09.216-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="animações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="denúncia" /><title type="text">Loucura, loucura, loucura!</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então vamos parar de dramas e pieguices neste blog feito de postagens esporádicas. Acho que meu forte é mesmo reclamar, sempre me parece ser mais interessante. Felicidade demais ou tristeza demais costumam ser origem dos piores textos que eu escrevo e dos quais eu sentirei mais vergonha futuramente. Portanto, acompanhem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fiKnxDcIImQ/TYabE5rp5OI/AAAAAAAAAdI/ll_oLDR6tSs/s1600/flyyn_huck.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 381px; height: 254px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fiKnxDcIImQ/TYabE5rp5OI/AAAAAAAAAdI/ll_oLDR6tSs/s320/flyyn_huck.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586322896305382626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem me acusar de estar sofrendo de algum distúrbio de Peter Pan, mas quem me conhece sabe que eu levo animações muito a sério. É difícil algum filme causar maiores expectativas em mim do que boas animações (exceção para Harry Potter, por motivos óbvios). Em 2010, por exemplo, meu filme preferido foi Toy Story 3. Minha monografia de pós-graduação foi sobre a influência das trilhas sonoras nos filmes de animação, com embasamentos na análise das músicas usadas em WALL-E. O filme que mais marcou minha infância, junto com Os Goonies, foi A Bela e a Fera. Não que eu ache toda animação boa, lógico, mas eu gosto bastante do assunto e não me limito a apenas assistir aos filmes e ficar nisso. Quero comprar os DVDs, quero ter as trilhas sonoras, quero saber quem fez tudo. Um dia, depois de assistir Carros, fui pesquisar quem era o dublador do Mate, que é um dos coadjuvantes mais carismáticos na minha opinião de Pixar-maníaca. Nessa pesquisa, descobri que se tratava de Mário Jorge de Andrade, também dublador do Burro de Shrek, outro personagem que está entre meus preferidos. E essa coincidência fez com que eu me interessasse mais ainda em conhecer os processos de produção de animações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ultimamente, a profissão de dublador tem chamado bastante atenção do público em geral. O que antes era mais restrito aos fãs de anime está sendo propagado entre outros nichos e isso é ótimo. Podemos presenciar o reconhecimento de uma profissão à qual antes não se dava tanta importância, mas que agora tem rostos mais que conhecidos por fãs de filmes e séries. Mas isso abriu precedentes para uma estratégia de marketing que nem sempre favorece o espectador, e sim distribuidoras e estúdios cinematográficos: a escolha de artistas “famosos” em vez de pessoas que realmente dedicam sua carreira à dublagem. Isso não está errado, porque dubladores nada mais são que atores que têm na voz a sua forma de interpretar. Se um ator mais popular é competente também na dublagem, por que não? Está aí Orlando Drummond, que é um ícone da dublagem brasileira, pra provar que é possível ser as duas coisas. Alguém contesta a competência de um nome desses para a atuação e para a dublagem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E aqui vai mais um mas: o problema começa quando o tal ator só é escalado para ter seu nome impresso em fonte maior do que à do título do filme no pôster e chamar a atenção do maior número de pessoas que se interessarem em ir ouvir a dublagem, não assistir ao filme. Então nos presenteiam com escolhas bizarras e somos obrigados a ter que ouvir Luciano Huck como dublador de Flynn Rider, em Enrolados. E todos choram, com razão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A dublagem de Enrolados é uma das coisas mais mal feitas que eu já tive o desprazer de testemunhar como fã de animações. É um mistério pra mim como a Disney Brasil, reconhecidamente muito exigente com seus produtos, pôde permitir que uma escolha infeliz dessas arruinasse quase completamente um filme. Sinceramente, eu prefiro animações nas suas versões dubladas, elas normalmente são muito melhores, pois há uma liberdade maior em adaptar os diálogos conforme nossa cultura. Raras são as exceções em que o original fica melhor. Nem Shrek, com Eddie Murphy, Cameron Diaz e Antonio Banderas, supera a versão brasileira. Palavra de quem já assistiu às duas versões repetidas vezes. Daí vem a senhora Disney e me obrigada a baixar o filme pra poder assistir a versão original. E depois querem processar sites de compartilhamento de arquivos e torrents! Faça-me o favor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Luciano Huck não tem a menor capacidade pra atuar, e isso pode ser notado até na forma como ele dubla. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ele. Não. É. Ator.&lt;/span&gt; Eu desejo saber, do fundo do meu coração, se alguém responsável pelo processo de dublagem desse filme ouviu isso pronto e decidiu deixar do jeito que estava mesmo depois de ouvir Huck assassinando o personagem lentamente a cada linha de fala. Não tinha um ator melhor e igualmente conhecido pra fazer isso? Seriously? Essa dublagem é uma afronta aos fãs de animação. Pior: o filme é muito bom! Flynn Rider é um personagem ótimo, engraçado, um protagonista interessante. Este é um caso em que a dublagem realmente comprometeu a qualidade do filme inteiro, o que é perceptível mesmo para leigos que não se preocupam tanto com esses “detalhes”. Fui procurar opiniões sobre o filme pra saber se eu que sou implicante demais e descobri que muita gente pensa como eu. Não li uma crítica positiva em relação ao Luciano Huck. Não uma crítica embasada, porque né, sempre tem aqueles fãs que adoram dizer em caps lock que DESCORDO PLENAMENTE!!!! A DUBLAGEN TAVA MARAVILHOSA O LUCIANO HULK EH ECELENTE EU AMO A PIXAR (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;N.d.A.: eu sei que Enrolados não é Pixar, just for the record&lt;/span&gt;). Adoro os filmes da Disney, muitos deles estão entre meus preferidos, mas esse foi um belíssimo tiro no pé. Aposto que muita gente deixou de gostar do filme por causa da dublagem, não pelo enredo em si. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sério, Disney, por quê? Ouve-se tanto falar que tudo precisa passar pelo crivo dos licenciadores, que se costumam censurar palavras que eles julgam inadequadas para certas idades, que tudo precisa estar dentro de uma lista imensa de critérios... E o filme INTEIRO com uma dublagem indigna para o nível da Disney, ninguém viu? Não faz o menor sentido. Seria realmente o caso de algum responsável dar um retorno ao público, mesmo que para colocar panos quentes e dizer que o Luciano Huck se esforçou muito e deu o melhor de si. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Minha esperança é de que o DVD seja lançado com a dublagem do Raphael Rossato, que chegou a dublar os trailers e todas as canções do filme (as músicas, aliás, ficaram excelentes). Mas se nem toda minha indignação foi suficiente pra convencer, vejam/ouçam vocês mesmos e discordem se tiverem coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, o original, com o Zachary Levi (dizem que é um tal de Chuck... Sorry, não vejo)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="349" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PYLte97KOGo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PYLte97KOGo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="349" width="560"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A dublagem feita por Raphael Rossato, um &lt;u&gt;profissional&lt;/u&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="349" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Nj-Y37_Av2E?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Nj-Y37_Av2E?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="349" width="560"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agora é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LOUCURA, LOUCURA, LOUCURA!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="349" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6DsUrKy51Z0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6DsUrKy51Z0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="349" width="560"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sem mais a declarar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-95537018243383696?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/95537018243383696/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=95537018243383696&amp;isPopup=true" title="8 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/95537018243383696" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/95537018243383696" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2011/03/loucura-loucura-loucura.html" title="Loucura, loucura, loucura!" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-fiKnxDcIImQ/TYabE5rp5OI/AAAAAAAAAdI/ll_oLDR6tSs/s72-c/flyyn_huck.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-5273888551252791808</id><published>2010-12-14T17:07:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T17:29:13.950-08:00</updated><title type="text">Amizade: ambiguidade</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E já que o &lt;a href="http://twitter.com/zirpoli"&gt;@zirpoli &lt;/a&gt;tratou de espalhar meu texto mesmo depois de eu dizer que era apenas para um seleto grupo ler, bora postar no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amizade: ambiguidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Érika Zemuner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TQgZCzAMEfI/AAAAAAAAAcA/wm1r92eOJxw/s1600/grupo_rdm_editado.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 445px; height: 252px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TQgZCzAMEfI/AAAAAAAAAcA/wm1r92eOJxw/s320/grupo_rdm_editado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550714076575568370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amizade é coisa frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Leva-se muito tempo para construir uma amizade verdadeira. A confiança vai surgindo de forma gradual, conquistada com muita dedicação. Mas um erro e ela desmorona como caixas de cereal na prateleira do supermercado porque você queria aquela que estava escondidinha lá atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando acontece uma identificação forte com seu amigo, vocês juram que não há nada no mundo que possa separá-los, que nunca haverá decepção ou mentira suficientemente forte que seja capaz de destruir o que foi construído. Vocês juram que não haverá mentiras ou decepções. Então um deslize acontece e uma briga, mesmo a primeira, pode ser suficiente para causar um dano irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando fazemos amigos, também criamos expectativas. Logo imaginamos como estaremos no futuro, que nosso amigo estará ao nosso lado sob qualquer circunstância, para vibrar junto com nossas conquistas ou para nos oferecer algumas horas do seu tempo quando as lágrimas são de tristeza. Aí a vida nos obriga a tomar diferentes caminhos, nós ficamos naturalmente mais distantes e, sem perceber, aquele amigo que estava nos planos do futuro torna-se um estranho em pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fazemos questão de dedicar cada pouco tempo de nossas vidas a esses amigos, mas de repente a vida fica corrida demais e o amigo não é mais prioridade. E não é culpa de ninguém. A vida trata de separar sozinha pessoas que nasceram para completar umas às outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amizade é coisa muito poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando bem cultivada, não há divergência que destrua a relação entre amigos verdadeiros. Aliás, amigos de verdade adoram discordar, porque sabem que a outra pessoa nunca iria abandoná-la ou virar-lhe a cara por causa de uma discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando a verdade é o pilar de uma amizade, ela pode ser indestrutível. Porque não há coisa mais eficiente contra um relacionamento que a mentira. Então seu amigo irá entender seus erros e estará pronto para perdoá-lo com sinceridade, pois você também já precisou relevar outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não suportamos a forma como alguém da família deixa tudo bagunçado pela casa, mas em nossos amigos amamos até aquela característica mais irritante. E isso, no fundo, faz parte da personalidade dos nossos amigos, pois, sem esses defeitos, eles não seriam tão perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando dois amigos se amam, não há distância ou tempo contra. Pode haver centenas de quilômetros ou meses e anos separando duas pessoas, mas cada conversa ou encontro apagam as adversidades. E é como se nunca houvesse uma separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando há amizade verdadeira, não são necessárias muitas demonstrações e provas de afeto. Um olhar é suficiente. Quando dois amigos de conhecem, um completa os pensamentos do outro, sabem o que o outro pensa apenas por um gesto, sabe que a pessoa não está passando por um bom dia num simples cumprimento levemente mais desanimado que o habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amigos sabem se comunicar por detalhes que ninguém mais percebe. Há um código que pertence apenas a eles, que eles conquistaram sendo cúmplices um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amigos não têm medo de nos perder para outras pessoas, pois sabem que o que existe entre nós e eles é único e incomparável. Mesmo nas piores crises, há a certeza de que a pessoa voltará – decepcionado, pedindo desculpas, arrependido, mas voltará. E nós estaremos prontos para compreender e esquecer novamente, porque, oras, é isso que amigos fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amizade é uma coisa contraditória e complicada. E, normalmente, quando mais complicado algo é, mais vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-5273888551252791808?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/5273888551252791808/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=5273888551252791808&amp;isPopup=true" title="9 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/5273888551252791808" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/5273888551252791808" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/12/amizade-ambiguidade.html" title="Amizade: ambiguidade" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TQgZCzAMEfI/AAAAAAAAAcA/wm1r92eOJxw/s72-c/grupo_rdm_editado.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-586966825875722845</id><published>2010-12-03T21:24:00.000-08:00</published><updated>2010-12-03T21:55:10.978-08:00</updated><title type="text">Divina tragédia: os 3 infernos</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TPnSMxHRhSI/AAAAAAAAAbw/NtfLtV9XTT4/s1600/eufrasio_correia.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 331px; height: 237px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TPnSMxHRhSI/AAAAAAAAAbw/NtfLtV9XTT4/s320/eufrasio_correia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546695532867585314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não se deixe enganar pela falsa sensação pacífica. Esta foto deve ter sido feita num feriado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mesmo correndo o risco de ser óbvia e insistir em socar a mesma tecla, preciso expressar publicamente as últimas experiências vividas por mim nessas semanas que se passaram e, para o bem da minha saúde mental, terminaram. Mas não me alegro e nem me iludo, pois outras semelhantes virão (N.d.A.: olha, eu escrevi isso no final de setembro, mas é perfeito pro momento, então nem vou mudar a introdução).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte boa da última semana (ou meses) que se passou é que houve muito aprendizado. Aprendi que não devo ignorar a presença de um cálculo renal quando ele aparece. Isso demonstra uma propensão a desenvolver outros e pode levar você ao hospital num domingo à noite, quando a única pessoa com carteira e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meia-coragem&lt;/span&gt; pra dirigir está viajando. Além disso, a pessoa mencionada pode voltar poota da vida, dizendo que dessa vez vai obrigar a filha relapsa a ir a um médico de qualquer forma, mesmo que a filhinha tenha completado 26 anos de pura irresponsabilidade com a própria saúde. Outra lição que guardarei pra vida toda é: nunca, em hipótese alguma, entre em um ônibus biarticulado em Curitiba caso esteja chovendo. Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a relação entre ônibus e chuva? A mesma que chuva e trânsito; a mesma que fila e gente babaca; a mesma que atraso e sinal vermelho; a mesma que pressa e computador travado; a mesma que pressa e velhinhas na calçada; a mesma que sua vida e a lei de Murphy: na teoria, nenhuma. Mas essas coisas costumam se atrair numa freqüência de deixar qualquer monge maluco da vida. O ser humano deve ter sido programado pra entrar em pane total diante de uma situação de ajuntamento popular. Porque simplesmente não há explicação lógica para o comportamento das pessoas no meio da multidão, principalmente se a multidão é usuária do sistema público de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior disso tudo é que, possivelmente, eu ainda estou reclamando de um dos sistemas de transporte mais eficientes do país. Desculpa, mas ser “mais eficiente” diante de uma total falta de parâmetro não me serve. Não interessa se fulaninho lá no meio do país enfrenta mais dificuldades que eu. Os ônibus em Curitiba continuam superlotados, as pessoas continuam mal educadas, o trânsito continua estressante aqui onde eu moro. Digo isso porque, sempre que quero descontar minha frustração cotidiana com o planejamento urbano da cidade, tem alguém pra dizer que ouviu falar de alguém que pega vinte ônibus, dois metrôs e ainda anda quinze quilômetros pra chegar no raio que o parta. Engraçado que nivelar por baixo não era argumento quando eu estudava, ia “mal” numa prova (ficar 0,5 abaixo da média, sei lá) e dizia que todos os meus amigos também enfrentaram dificuldades. Sempre ouvia um “mas eu não sou mãe do fulano”. Agora, quando eu me sinto prejudicada moralmente, é válido usar a desgraça alheia. Pera lá, né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei de desempregada para usuária de biarticulado(s). Não sei o que é pior. No início, como eu sou covarde demais pra me aventurar a usar uma linha que desconheço, ia com o micro-ônibus que passa aqui perto de casa até o centro e de lá pegava outro em que permanecia por apenas três estações-tubo. Mas aí essa conta começa a pesar no meu salário de assistente editorial e eu tive que sair e enfrentar a vida. Acompanhe: o dia começa com um Interbairros III tranquilo, uns 10 minutos de viagem até o terminal. No terminal é que começa o drama propriamente dito. Lá eu entro no Centenário/Campo Comprido. Não é possível mesmo que um ônibus com a palavra “campo” seja uma experiência edificante. Normalmente, espero uns dois desses passarem pra entrar em um mais tranquilo em que sobre pelo menos um caninho em que segurar (pois é, vida que eu tenho nego pena que é fácil). Sem maiores detalhes (que virão a seguir, aguarde), chego a outro tubo no centro e lá finalmente embarco no Santa Cândida/Capão Raso, que me deixará perto do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, no entanto, não é a viagem, não é o estado dos terminais de ônibus da cidade, não são as estações-tubo. O problema são as pessoas. Pessoas. Todas entram em tamanho estado de desespero por sei-lá-o-quê que já embarcam mirando qualquer lugar pra se agarrar e lá permanecer até seu ponto de chegada, mesmo que você esteja nesse lugar. Ou seja, primeiro erro: galera não aprendeu na escola a lição básica de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Há também aqueles que querem ficar sentados lindos e cheirosos (not) em seu banquinho até o ponto em que precisará descer. Daí, chegando perto, nota que vai precisar sair de lá na força e sai empurrando o que estiver na frente no melhor estilo jogador de rugby. E dá-lhe agarrar bolsa, fones de ouvido, tudo o que estiver levando consigo para que nada saia do ônibus sem você – isso quando não é necessário tomar o devido cuidado para que &lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;você&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; não seja levado pela massa pra fora ou pra dentro do ônibus. Então você sobrevive à viagem, chega no tubo e descobre aquela galera parada na porta esperando para entrar naquele ônibus de que você acabou de sair. É um Deus nos acuda! Mais uma vez as pessoas desafiam as leis da física. Então, no final, quando só falta aquele terceiro ônibus pra essa epopéia terminar, vem mais dificuldade: as pessoas que precisam descer não se contentam em ficar perto da porta, elas precisam ficar agarradas NA PORTA mesmo que não precisem descer no próximo ponto. A distribuição demográfica é comovente: portas 2 e 4 (de saída) entulhadas e o resto do ônibus muito sossegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses problemas quadruplicam em dia de chuva, porque, não sei o que acontece, mas o povo perde a capacidade de raciocínio em situações adversas. O pessoal que quer sair de um ônibus se choca com aqueles que querem pegar o mesmo e com os que querem ir nas outras portas para embarcar em outro. Tudo. No. Mesmo. Lugar. Do. Tubo. Só sei que na última quarta-feira, quando mais choveu no horário de rush, quase entrei involuntariamente em um ônibus que não precisava tamanha foi a fúria da multidão querendo passar. Mais à frente, uma garota começava a empurrar as pessoas para conseguir passar e, quando finalmente saiu de onde se concentrava a muvuca,  esbravejava que tinham passado a mão nela no meio da confusão. Muita classe, muito glamour, muito brilho, muita felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interbairros III, Centenário, Santa Cândida. Você pode chamar o inferno por qualquer um desses nomes, pois eu duvido que exista neste ou em qualquer outro mundo uma representação melhor da morada do capeta. É por essas que eu duvido seriamente da existência de céu, purgatório e inferno. Não aceito que enfrentar essa rotina todos os dias não seja parte da quitação da minha dívida, eu não tenho tantos pecados assim pra pagar. O inferno é aqui, o inferno são os outros, já diziam os Titãs.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-586966825875722845?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/586966825875722845/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=586966825875722845&amp;isPopup=true" title="10 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/586966825875722845" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/586966825875722845" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/12/divina-tragedia-os-3-infernos.html" title="Divina tragédia: os 3 infernos" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TPnSMxHRhSI/AAAAAAAAAbw/NtfLtV9XTT4/s72-c/eufrasio_correia.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-1985246620508326795</id><published>2010-09-12T14:23:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T19:54:57.401-07:00</updated><title type="text">Já faz dez anos</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Inevitável é pensar neste assunto que volta a me ocorrer sempre que me distraio e deixo a mente vagar através de sentimentos para os quais eu gostaria de encontrar uma cura. Simplesmente não existe para onde correr quando o que nos atormenta insiste em surgir através de pensamentos e memórias. Então, melhor do que falar, fugir ou tentar me esconder de todo este fluxo de sensações, é escrever, escrever, escrever... Minha forma de escape, já que, por palavras ditas, tudo parece mais dolorido e torna-se mais real, o som dilacera a serenidade de que eu necessito quando preciso abordar este tema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acho que é a primeira vez na breve história deste blog que escrevo mais por necessidade pessoal do que na esperança de agradar aos que gastam alguns minutinhos lendo o que eu digo por aqui. O que se segue é apenas uma minúscula amostra de uma imensurável fonte das melhores e piores coisas que já senti nos últimos 10 anos. Talvez eu nem chegue a publicar, então terá sido um desabafo solitário, apenas uma desova de coisas que penso diariamente. Mas, se alguém além de mim chegar a ler isso, considero que superei mais uma vez o trauma de compartilhar essa miscelânea de fatos e sentimentos que eu normalmente reservo a pessoas muito próximas e em quem eu confio. Vocês não imaginam quanto custa, pra mim, expor certas fraquezas. Acho que posso considerar tudo isso minha kryptonita, o meu calcanhar que ficou vulnerável demais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Embora me esforce para não pensar demais naquele dia, há 10 anos, flashs de uma sequência de acontecimentos surgem a todo momento em minhas lembranças. Não consigo estabelecer uma linha cronológica muito bem definida, mas muitas palavras soltas e imagens desconexas ainda são suficientes para remontar o cenário de 16 de setembro de 2000 que, ainda hoje, faz disparar meus batimentos cardíacos apenas por estar descrevendo isso aqui: eu estava no quarto do meu irmão, aproveitando que ele não estaria em casa para me expulsar de lá, fazendo minha tarefa de educação artística. A campainha tocou e, mesmo sendo um horário estranho para visitas inesperadas (noite de sábado), não estranhei. Só percebi que algo estava errado quando ouvi, muito longe, minha mãe dizendo que não queria ouvir o que quer que fosse que aquela visita vinha informar. Engraçado que, naquele instante, diante do desespero dela, eu também sabia do que se tratava. Ninguém precisou realmente colocar aquilo em palavras. O choro da minha mãe vindo em direção ao quarto do meu irmão e a mulher que viera dar a notícia repetindo “mas você precisa saber” diziam tudo. Eu também não queria saber, apenas saí do quarto para não ouvir a conversa e só consegui dizer pra minha irmã que algo tinha acontecido com o pai e o Rodrigo. O que era este algo eu não conseguia nem pronunciar, mas eu também sabia. Eu repetia “aconteceu alguma coisa” pra evitar dizer de uma vez por todas a verdade que eu ainda não estava preparada para ouvir ou formular com as minhas próprias palavras. Mas estava apenas adiando ouvir o inevitável: meu pai e meu irmão morreram. Estavam voltando para casa juntos e encontraram um caminhão em seu caminho. Simples assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No primeiro momento de choque, além de chorar (mais por eu saber que isso é o que se espera de quem passa por uma situação trágica dessas do que por vontade legítima), tudo em que eu conseguia pensar eram os sonhos do meu irmão que não se realizariam mais. Ele tinha 20 anos e cursava o 3° ano de Publicidade, era bom no que fazia e amava seu curso, seus amigos. Não via no fato de que precisava enfrentar diariamente uma viagem de mais de uma hora um motivo suficiente para desanimar dos seus planos. Também pensava no meu pai, que sempre tinha almejado um cargo de gerência no banco e finalmente tinha conseguido naquela cidade. Pensava nessas coisas grandiosas e óbvias que aparecem em primeiro lugar na cabeça de qualquer pessoa quando ela se visualiza nessa mesma situação. “Eu nunca mais vou poder falar e ver Fulano” é o pensamento que nos ocorre de imediato. Eu mal sabia que pensaria em muitas outras coisas depois.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, estas muitas coisas precisaram ficar pra outra hora. Ainda era necessário cumprir os rituais de praxe: as condolências, os pêsames, escolher em que cidade seria o enterro, as roupas, avisar parentes, receber visitas que ficaram sabendo e quiseram passar um momento para dizer o quanto sentiam pela nossa perda. Sinceramente, não me sobrou muito tempo para ficar chorando em um canto e lamentando a tragédia que tinha acabado de ocorrer com a minha família. Vi tanta gente, ouvi tantos “meus pêsames” e “sinto muito” naquela noite, mas me lembro de um mínimo de pessoas que me cumprimentaram naquele dia, seja porque não sabia de quem se tratava ou por ter apagado isso da minha memória mesmo. Além das amigas de escola e vizinhança, a presença que realmente me marcou naquela noite foi da minha melhor amiga, a Fabi. Diferente dos outros, em vez de dizer uma frase feita e apropriada, ela simplesmente ficou lá em casa, do meu lado, até eu seguir viagem para o velório. Na hora de eu entrar no carro que me levaria para lá, meu último abraço da noite foi dela. Aí, sim, lágrimas sinceras de quem começava a se dar conta do que estava acontecendo vieram. Por um lado, porque eu estava partindo justamente para encarar os procedimentos inevitáveis a quem acabara de perder alguém da família. Mas o que mais me assustou era que eu enfrentaria aquilo tudo sem ela pra me abraçar e dizer que estaria comigo. Foi por medo que eu chorei. Medo de constatar que aquilo tudo era verdade, que, ao contrário da primeira sensação que me ocorreu, eu não me encontrava em uma dimensão paralela em que uma mulher maluca tinha tocado a campainha da minha casa para dizer que eu tinha perdido metade da minha família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É desnecessário descrever em minúcias o que eu encontrei quando cheguei à cidade dos meus avós, onde aconteceram o velório e o enterro. Para resumir, muitos parentes, mais gente desconhecida, mais gente cumprindo sua obrigação social de ir prestar seus pêsames à viúva e às filhas. Depois que isso havia passado, me disseram que meus padrinhos, que eu não via há muitos anos, estavam lá e me abraçaram, sendo que sequer me lembro de ter visto eles. Acho que, a partir de um certo momento, minha cabeça entrou em piloto automático como modo de defesa para evitar pensar sozinha naquele terror. Eu simplesmente repetia “obrigada” a cada um que vinha me dizer que sentia muito e me preparava para o próximo desconhecido que viria se apresentar. Um ritual que, diga-se de passagem, me irritou antes mesmo de eu sair da minha casa. Não sei o que me irritava mais: se aquilo tudo fazer parte de uma obrigação social (caso não saibam, odeio ter que seguir regras de etiqueta superficiais feita por gente mais preocupada em ser educada do que em demonstrar sentimentos sinceros) ou se o fato de que cada pessoa que dizia sentir muito era uma martelada contínua na minha cabeça reforçando que meu pai e meu irmão haviam morrido. Mas segui tudo firme, a ponto de surgirem comentários sobre minha falta de lágrimas. Essa gente que “sente muito” é uma graça mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então veio o momento de realmente raciocinar sobre o que eu estava passando. Pra começar, a primeira mudança sem os dois, a primeira vez em que minha mãe precisava tomar as rédeas da minha casa e tratar de detalhes que antes eram totalmente do meu pai. E coisas pequenas começam a se mostrar muito mais poderosas do que os sonhos do meu irmão: uma comida de que um deles gostava, um sapato que um deles esqueceu num canto, o pé da mesinha do computador desgastado pelas horas em que meu irmão permanecia com o próprio pé apoiado nela, os materiais de aula de ambos, as últimas roupas que ficaram para lavar e passar, os armários cheios de roupas preferidas, as camas vazias, aqueles horários em que os dois começavam a chegar, a cuia de chimarrão que meu pai havia comprado e mandado gravar “Arcílio” e “Aurora”, o chimarrão que meu pai preparava com tanto cuidado, a garrafa que tinha dado origem a uma piadinha do meu irmão no jantar (“essa garrafa é boa, não pinga... mas não dá pra fazer café pingado nela, hehe”), o chaveiro da porta do quarto que fazia aquele barulhinho característico quando meu irmão girava a chave, os cadernos com as letras dos dois... Coisas que a gente nota sem perceber e ganham uma dimensão inacreditavelmente dolorosa em situações como aquela. Mas, vazio mesmo, de causar até dor física, ocorreu quando eu vi uma propaganda tão boa que meu primeiro pensamento foi “preciso falar dela pro Rodrigo”. E, imediatamente, me ocorreu que eu não poderia mais falar disso pra ele. Eu não poderia falar de mais nada pra ele, ele não estava mais ali. Eu nunca mais ouviria o som da televisão dele ligada até de madrugada, eu nunca mais ficaria na frente do computador com ele olhando seus trabalhos de faculdade e admirando o talento que meu irmão tinha naquilo que ele escolhera fazer, desejando ter a metade da habilidade dele um dia. E nem ouviria mais meu pai dizer as frases típicas dele (“comigo é calça de veludo ou bunda de fora. Se eu fui pobre um dia, eu não me lembro). Engraçado constatar que as coisas mais cotidianas são as que mais me fazem falta ainda hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, dez anos depois, eu gostaria de dizer que esse vazio foi embora e que me lembro deles apenas com alegria. Mas não é assim. O vazio continua, a dor ao ver minhas fotos de família permanece, os pensamentos de como estaria minha vida se não fosse por aquela maluca entrando na minha casa num sábado à noite dando aquela notícia continuam a me atormentar. Fico imaginando como meu irmão estaria, se ele haveria conquistado um lugar e sua área profissional, se estaria casado. Constantemente me faz falta ouvir suas opiniões, é incrível como o que ele pensava me influenciava. Eu gostaria de saber o que ele teria achado do CD do Brandon Flowers, quais filmes atuais seriam seus preferidos. Eu desejo com todas as minhas forças ver a cara do meu pai e do meu irmão quando o Lula foi eleito presidente, afinal foram eles as minhas maiores motivações para gostar e me interessar por política. O que meu pai teria me falado quando eu passei no vestibular da UFPR? Que conselhos eu ouviria dele quando demonstrasse minha indecisão em relação ao meu futuro profissional? E, minha nossa, como eu queria meu irmão do meu lado quando o São Paulo foi campeão da Libertadores e campeão mundial. Ele teria chorado? Teria urrado com todas as forças quando o Rogério defendeu aquela bola praticamente indefensável? São coisas que eu nunca saberei porque havia um caminhão vindo no sentido contrário naquele dia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São dúvidas com as quais eu preciso conviver diariamente, um dia de cada vez, pois não se passou um dia nesses 10 anos em que eu não tenha pensado neles. Apenas procuro não demonstrar porque tenho consciência de que eu já deveria ter superado isso, principalmente depois de tanto tempo. Também não desejo a piedade de ninguém, tanto que só falo sobre este episódio da minha vida com pessoas selecionadas, em quem eu confio plenamente e não tenho medo de demonstrar que ainda sofro por isso. Muitos já passaram pela minha vida sem nunca ter sabido sequer que um dia eu tive um irmão. Invariavelmente, o assunto “pai” surge em rodas de amigos, todo mundo tem pai, então uma hora eu preciso comentar rapidamente e sem detalhes que o meu morreu. Mas ninguém é obrigado a ter um irmão mais velho, por isso eu normalmente omito essa parte da minha vida. Falar pra quê? Pena não vai trazer nenhum dos dois de volta e não tem o poder de me ajudar em nada, por isso eu simplesmente prefiro manter o assunto e, principalmente, os sentimentos comigo, lugar a que eles pertencem. Sei que despejar amarguras ao vento não vai me livrar delas, então nem tento. Não me deixaram em nenhum momento nesses 10 anos, não vai ser de repente que vou conseguir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E nessa semana em que se completam 10 anos do falecimento dos dois, tudo em que eu consigo pensar é na quantidade de coisas que os dois perderam e no tanto que eu perdi sem os dois aqui. Confesso, eu e meu pai não éramos melhores amigos, mas depois de algum tempo eu fui perceber o quanto sou parecida com ele. Mais do que com qualquer pessoa da minha família. Hoje entendo que o fato de nós dois termos tantas diferenças vem justamente do fato de sermos tão parecidos e igualmente geniosos. Por outro lado, no Rodrigo eu já reconhecia um exemplo, uma pessoa que eu admirava e me inspirava. Eu agradeço por ter percebido isso com ele ainda vivo, pois eu pude extrair dele muitas lições e herdar muitos gostos. Hoje eu compreendo que, mais do que dois membros da minha família, naquele dia eu perdi pilares importantes que me sustentavam, as pessoas com quem eu mais me identifico até hoje, mesmo que em um dos casos essa identificação tenha vindo tardiamente. Em compensação, os dois me deixaram a lição de que amanhã pode ser tarde demais pra dizer a alguém o quanto você a ama. E não é lição de moral piegas ou conversa de gente chata, é coisa de quem precisou passar por uma experiência traumática para aprender a valorizar cada pessoa que faz parte da sua vida hoje. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um dia, meu pai admirou uma música que ele por acaso ouviu tocando na TV, e só mais tarde eu fui compreender sua essência. E, basicamente... Prefiro deixar que ela fale por si.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/je-RTYbzoEk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/je-RTYbzoEk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-1985246620508326795?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/1985246620508326795/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=1985246620508326795&amp;isPopup=true" title="13 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/1985246620508326795" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/1985246620508326795" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/09/ja-faz-dez-anos.html" title="Já faz dez anos" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-2045603441046735583</id><published>2010-07-10T18:41:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T15:22:42.344-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="polêmica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura" /><title type="text">Homens discutem (e como discutem! ) Crepúsculo</title><content type="html">&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Olá pra você que está acostumado a ler minhas opiniões por aqui. Hoje brincaremos de algo um pouco diferente. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arthur Melo&lt;/span&gt; (sim, o grande ADPC¹) pediu pra que eu cedesse um espaço pra ele hoje, afinal ele ainda não tem um blog próprio além daquele de cinema lá. Então o texto que se segue é dele, a opinião é dele, a culpa toda é dele. Eu só aluguei o terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem maiores explicações, deixo meus queridos leitores com o Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;¹ Arthur Do Pipoca Combo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Crepúsculo: a visão de quem NÃO inveja o Edward&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Arthur Melo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();}  catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TDkqvFlyPrI/AAAAAAAAAYE/-mhTgn5gcKM/s1600/robert-pattinson-26.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 344px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TDkqvFlyPrI/AAAAAAAAAYE/-mhTgn5gcKM/s320/robert-pattinson-26.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492468208997908146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Porque né, inveja... Disso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deveria estar fazendo uma resenha que encerrará uma das matérias destes últimos períodos da faculdade. Mas eu cometi a imbecilidade de dar uma passada rápida no Orkut e caí que nem um pato em um tópico da &lt;a href="http://twitter.com/erikaczb"&gt;@erikaczb&lt;/a&gt;, postado em uma comunidade frequentada por nós e outros tantos amigos. O tópico em questão era sobre o bate-rebate entre Maurício Saldanha (do popular &lt;a href="http://cabinecelular.com.br/"&gt;Cabine Celular&lt;/a&gt;) e o crítico de cinema Pablo Villaça (excelente em sua profissão, um tantinho chato no Twitter), do &lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/"&gt;Cinema em Cena&lt;/a&gt;. O motivo? A Saga Crepúsculo e seus respectivos vídeos abordando a série, desencadeados pelo lançamento do mais recente filme, Eclipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um ou outro está tentando se promover, isso não entra em discussão aqui. Mas eu confesso que me senti atingido pelas inverdades proferidas pelo MS (vou abreviar o nome de ambos daqui para frente) em seu vídeo – o que é muito curioso, porque, normalmente, são as verdades que queremos esconder que alfinetam a gente. A questão é que alguns de seus pseudo-argumentos são tão inquietantes que eu me vejo na obrigação de desmenti-lo. E, como o PV disse em seu vídeo, não há melhor forma de responder/comentar/debater do que argumentando bem e, claro, dando exemplos. Pois bem. Eis aqui um exemplo em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de iniciar de fato (eu prometo que farei isso sem enrolar mais do que já o fiz), quero deixar claro que, caso a proprietária deste blog me permita tomar emprestado este espaço apenas por hoje, isso não significa que ela está de acordo com tudo o que for falado aqui, e nem que divide comigo as opiniões e argumentos – sejam parciais ou em sua totalidade. De qualquer forma, como eu bem prometi a ela (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NdB:&lt;/span&gt; ele tinha prometido que esse blog sairia dia 01/07. Espero até agora.&lt;/span&gt;), em breve criarei um blog para incitar a discussão de um bando de coisa broxante ou excitante que vejo pelo mundo – estresses proporcionados por comentários idiotas de pessoas no Twitter podem vir a se tornarem gigantescas teses. Assim, como ainda não construí minha casa, vim pedir abrigo nesta noite de tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá. Como bem disse o &lt;a href="http://twitter.com/gabrielvilela"&gt;@gabrielvilela&lt;/a&gt; no tópico supracitado, o que pode ter levado o PV a gravar e publicar um vídeo resposta para o MS é bem aquilo que o mesmo comenta no finalzinho. Para alguns, cinema é religião. Para alguns, ouvir e ter de engolir certas coisas, sabendo que tantas mentes serão infestadas por esses raciocínios chulos já mastigados e errôneos, é frustrante. É como saber que uma mentira está sendo proferida e você não pode fazer nada. Por sorte, ele tem alguma projeção no meio, e logo tratou de desfazer a besteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguns sabem – me refiro ao círculo mais próximo – eu também escrevo minhas críticas no meu site, &lt;a href="http://pipocacombo.com/"&gt;Pipoca Combo&lt;/a&gt;. Por vezes fui atacado e xingado por não ter sido tão benevolente com alguns filmes que possuem legiões de fãs. O último foi Percy Jackson. Para minha felicidade, algumas opiniões mudaram depois que o filme estreara e houve até pedidos de desculpas. Ok, isso não vem ao caso. É de Crepúsculo que estamos falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sou homem, vez ou outra tenho um surto de altruísmo, sei ser simpático e acredito que já fui mais romântico. Isso me faz incapaz de ler e compreender Crepúsculo? Não. Até porque, qual a dificuldade de extrair daquele monte de páginas o que Stephenie Meyer quer passar? Nenhuma. A verdade é que eu simpatizei (eu juro que é verdade) com Crepúsculo, no início do livro. Quando o li, ainda não havia filme, não havia tanta histeria e, portanto, ninguém pode me acusar de que desgostei só porque não queria me render a uma modinha ou só porque eu sou fã declarado de Harry Potter. Convenhamos, àquela época (e ainda hoje), Crepúsculo não era ameaça para ninguém. Quem conhecia aquilo? Ocorre que li devagar, no meu tempo, com cuidado e certo interesse; do início ao fim. Queria muito saber como o romance iria terminar e a que passo estaria Bella quando o ponto final fosse dado. Mas, em nenhum momento, deixei de notar os problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo. Faço críticas de cinema e estou bem acostumado com isso. Mas eu sou estudante de Letras e, pelo o que me consta, ao cabo de sete períodos e tendo sempre excelentes resultados nas matérias de literaturas (por mais que eu sempre achasse que não estava indo bem), acho que isso me dá alguma autoridade – pequena, tudo bem – para comentar a “obra” (e aqui eu posso me dar ao luxo de estar minimamente mais seguro do que o Villaça neste ponto, apesar dele ter demonstrado um ótimo conhecimento em seus comentários que rondavam o campo literário). Meyer é, mesmo, ruim. Na forma (o que confesso que levei mais do que 35 páginas para confirmar) e no conteúdo (caiu a ficha no segundo capítulo). Seus períodos (estou falando de gramática), demasiadamente longos, demonstram um despreparo gritante em resumir ideias. Várias vezes insere conjunções e composições frasais para substituir uma palavra, acreditando estar construindo uma definição mais elaborada ou descrevendo com maiores detalhes um elemento da cena narrada quando, se olharmos bem, está moendo o mesmo grão duas vezes – infelizmente, não estou de posse do livro, não o sei de cor e não me prestarei a buscá-lo e procurar um trecho bem esdrúxulo para exemplificar (sim, porque para que algumas pessoas entendam que aquilo que amam é ruim, temos de sinalizar com neon, pessoas seminuas dançando em volta e ainda pedir para os Meninos Cantores de Viena declamarem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conteúdo, a problemática se agrava. Tentando não repetir outros argumentos do PV e até do Felipe Neto (que eu acho ultra tosco, mas, convenhamos, falou ótimas verdades no seu último vídeo), apenas recapitulo o quão mal desenvoltos são esses personagens. Quer dizer, Edward é um vampiro cuja única ligação com a popular imagem do mito é se alimentar de sangue. Presas, voar, virar pó sob o Sol, se transformar em morcego e pertencer ao lado das trevas foi abandonado. A coisa foi biologicamente reduzida demais: é apenas um ser humano que não envelhece, não possui mais reações fisiológicas e nutre suas forças com o sangue alheio, já que não o produz mais. Jacob é um lobisomem cuja única ligação com o então mito é se transformar em um lobo. Ou seja, o horrível galã Gary Oldman (oi, Saldanha) perdeu uma ótima oportunidade de atrair gritos e suspiros em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, porque se formos comparar, não enxergaremos diferença entre um e outro. Jacob é, apenas, um cãozinho maior. Vou criar um livro sobre um alienígena. Ele será um ser da nossa fauna que nunca fora visto antes por nenhum cientista. Será estranho, verde, terá cabeça grande, olhos desproporcionais, braços longos e pernas curtas. Olha, ele não veio de outro planeta, mas as características “principais” batem, tá? Então É UM ALIEN!!!!!!11111111&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, já a Bella é uma adolescente irritante, incapaz de conviver com amenidades da vida e por isso resolve ir morar com o pai, isolando-se do mundo que amava. Não é inteligente, não é tão bonita e está longe de ser aquela pessoa super alto-astral que você convida para um cinema. O que um sujeito de séculos de existência e experiências acumuladas veria nela? Mas se Bella, aquela porcariazinha, pode, isso quer dizer que todas as leitoras, se colocando no mesmo estado em constituição física e psicológica dela, também estão aptas, partindo de agora, a encontrar o seu príncipe encantado. Isso explica muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um terço do livro, vemos a pobre e infeliz garota remoendo a nossa paciência enquanto ela ainda está a passos de descobrir que Edward é um vampiro. Na segunda parte desta divisão, vemos um romance que só não se compara aos da Sessão da Tarde porque nestes sempre tem um banho de loja na mocinha embalada por uma música daquelas que a gente toca pra ir fazer faxina em casa (Tipo “Walking on Sunshine”). Daí, no final, mas lá perto do final mesmo, Stephenie se lembra que ela não tem nada para criar um clímax. É, porque a não ser que a tal amiga Jéssica se junte ao descartado Mike para tentar separar Ed de Bella (Malhação feelings), não temos nada para empolgar. E, do nada, surgem os nômades. Sem nenhum contexto ou qualquer relação com a base mitológica – já inexistente – na trama, eles vêm e ameaçam a segurança de Bella. Uma incoerência tão desmoralizante para alguém que se põe a escrever uma história que seria o suficiente para enaltecer uma vergonha na mesma proporção com que os livros são vendidos. É tão lógico e humilhante que chega a parecer uma ofensa a quem está acompanhando esse desenlace à pressas; tão berrante e quase ensurdecedor que até tentaram emendar no primeiro filme da série. Uma lástima para quem aturou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já cheguei a duas laudas no Word e conseguiria apontar outros inúmeros problemas além dos que já comentei e os já citados por Villaça e Felipe Neto. Mas eu realmente preciso investir a minha vida em outra coisa que não seja falar de Crepúsculo hoje. Até porque, se já é ridículo três homens discutindo por causa disso, imagina quatro. Mas eu tive que fazer isto. Já ia surtar e sinto que novos argumentos serão lembrados depois de ler alguns possíveis comentários aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos comentários do Saldanha... Bem, eu li o livro, não o fiz “nas coxas” e nem decretei como lixo só por implicância. Mas estou acostumado a ler bastante coisa e até já me aventurei em livros bem ruins do público infanto-juvenil, como Percy Jackson. Ao menos no primeiro capítulo já era visível que ao menos a forma de escrita era de alguém que conhece os mecanismos que está usando. Nem isso acontece em Crepúsculo. E sou obrigado a dizer que devem existir rapazes de boa aparência que já tentaram ler ou assistir a algum filme da série e não gostaram por motivos próprios, os quais não obrigatoriamente seriam inveja do corpo ou do rosto (de quem, do Robert?? Pfff) dos protagonistas, porque talvez isso nem tenha sentido para eles, e, ainda, cujas namoradas são bem mais atraentes e simpáticas do que a Bella. Mas dizem que alguns sujeitos que malham pra caramba querem compensar alguma coisa. Quem tiver interesse, pergunte ao “Jacob Lautner”, pra mim tanto faz. A verdade é que eu não gosto de Crepúsculo, não faço musculação e não irrito o sexo oposto gritando no cinema toda vez que a Megan Fox desfila em cena. Acho que quebrei mais alguns argumentos do Saldanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero, com esse texto, não ter decretado desde já o fim de um blog que nem começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obs&lt;/span&gt;: Se você não está entendendo nada do que foi dito aqui, eu, a dona do blog, aconselho você a ver &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=STiOAOahVuQ"&gt;ESTE&lt;/a&gt; vídeo, depois &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-5TknMjz2h0"&gt;ESTE&lt;/a&gt; e, finalmente, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=b0Ef-yXm4sk"&gt;ESTE&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-2045603441046735583?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/2045603441046735583/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=2045603441046735583&amp;isPopup=true" title="17 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/2045603441046735583" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/2045603441046735583" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/07/homens-discutem-e-como-discutem.html" title="Homens discutem (e como discutem! ) Crepúsculo" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TDkqvFlyPrI/AAAAAAAAAYE/-mhTgn5gcKM/s72-c/robert-pattinson-26.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-456811958686821838</id><published>2010-07-02T19:37:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T20:50:09.183-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memórias" /><title type="text">Harry Potter - O Bater de Asas</title><content type="html">&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crônicas de Nárnia&lt;/span&gt; é a série que substituirá Harry Potter. Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eragon&lt;/span&gt;, de Christopher Paolini, chega às telas prometendo ser o sucessor do bruxinho britânico. Também não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bússola de Ouro&lt;/span&gt; chega com tudo prometendo desbancar o sucesso da obra de J.K. Rowling. Mais uma vez, não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Desventuras em Série&lt;/span&gt; terá esse poder... Not.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;A saga &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt; disputa com Harry Potter a preferência do público. Dessa eu tive que rir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Não adianta, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Harry Potter&lt;/span&gt; não tem, até o presente momento, nenhum concorrente à altura. Toda nova série lançada, seja impressa ou projetada, chega com a promessa de ser tão arrebatadora quanto a série de sete livros que transformou Harry Potter num dos maiores fenômenos literários da história. Acredito que esse tipo de peso só seja atribuído a esses novos títulos na tentativa de mobilizar os curiosos a conhecer tal produto e saber se aquilo tem, de fato, potencial pra suceder a obra de J.K. Sinto muito se isso soar arrogância, mas é fato. Mas isso é apenas o início das coisas que eu poderia falar sobre a importância dessa série na literatura de fantasia, no cinema, pra uma geração e na minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;a onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TC6lUDZyFVI/AAAAAAAAAXU/_xcM5lnPpf0/s1600/poster_hp7.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 371px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TC6lUDZyFVI/AAAAAAAAAXU/_xcM5lnPpf0/s320/poster_hp7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489506759740626258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já assistiram ao filme “Efeito Borboleta”? Se não assistiram, ao menos sabem do que se trata. A frase do início – algo sobre o bater de asas de uma borboleta ser capaz de produzir um terremoto do outro lado do mundo – resume bem. A qualquer momento, sem saber,  podemos estar vivenciando um segundo único em nossas vidas que poderá mudar todo o curso dela a partir dali. Isso é fantástico e, ao mesmo tempo, assustador. Como perceber que determinadas escolhas e palavras terão a força de nos levar a um caminho totalmente diferente do que poderia estar escrito em nosso destino e previamente rservado para nós? Acho que a gente nunca sabe, só vai perceber lá pra frente, fazendo uma reflexão de nossa própria história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Pois, meus caros, ler &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Harry Potter e a Pedra Filosofal”&lt;/span&gt; foi o bater de asas da borboleta na vida de muitas pessoas que eu conheço e, certamente, de outras muitas que eu sequer chegarei a conhecer. Tenho absoluta certeza de que muitos dos que lerão este texto estarão concordando em silêncio com a afirmação anterior, pois, se não fosse por este livrinho simples e rápido de ser lido, eu não conheceria a maioria dos que eu sei que chegam ao meu blog. É simplesmente fascinante ter a consciência de que um passo simples e corriqueiro como comprar um livro no supermercado pôde determinar coisas que eu não viveria de outra forma. Já se vão, pra mim, aproximadamente 9 anos em que a série Harry Potter faz parte da minha personalidade. Sim, pois qualquer pessoa que me conheça precisa saber que eu sou a geração Harry Potter, precisa saber que meus melhores amigos vieram junto nesse pacotão de 7 livros. É parte de mim, como dizer que eu cursei Letras, que eu moro em Curitiba, que eu torço pro São Paulo e minha paixão é português e escrever. Resumidamente, uma peça fundamental, que não pode ser ignorada, ou todo o conjunto deixa de funcionar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Tanta coisa foi vivida nesses anos. Um dia era apenas uma pesquisa pra ter notícias de lançamento do quinto livro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ordem da Fênix"&lt;/span&gt;. No outro, era um fórum de discussões sobre tudo na série, inclusive teorias – uma mais maluca que a outra. Foi nessa época que eu realmente comecei a querer discutir sobre Harry Potter e passei a ser uma “estudiosa”, e não somente uma leitora. Relia várias vezes os livros pra pegar detalhes que outras pessoas não haviam notado e pra rebater aqueles que teorizavam mais com a emoção do que com a razão. Então veio o Orkut e daí pra frente vocês podem imaginar. Em algum tempo, eu estava dentro de um ônibus com destino a São Paulo para assistir ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Cálice de Fogo"&lt;/span&gt;, oportunidade em que seria hospedada por uma amiga muito querida, mas que eu nunca havia tido a oportunidade de conhecer pessoalmente. Preciso mesmo dizer que gastei dois meses convencendo minha mãe de que eu não seria sequestrada por tarados? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Mas foi só o começo, pois depois disso viriam outras viagens, um evento potteriano em que eu fiz meu primeiro e único cosplay (não tenho fotos, sorry), outros amigos, Hopi Hari, outras estreias, encontros independentes da série, horas de conversas em msn, cartas trocadas, telefones trocados, confidências trocadas. O compartilhamento de amizades que resistem até hoje à distância, aos preços das passagens, ao desgosto de pais que achavam que os “amiguinhos da internet” eram coisa passageira, que não duraria tanto assim. Permitam-me usar as palavras do &lt;a href="http://twitter.com/arthurmelo"&gt;@arthurmelo&lt;/a&gt; em uma recente postagem no &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Potterish&lt;/span&gt; (aliás, foi lá no fórum do Ish, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grimmauld Place, n°12&lt;/span&gt;, que eu comecei a discutir HP):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É constatado. Não é uma febre. Não é passageiro. Virar de ponta-cabeça o mundo virtual voltado ao entretenimento em 15 minutos é um trabalho que não se faz e não se prolonga por dez anos. Harry Potter ainda tem a mesma energia do início, ainda move o mesmo número de multidões e deixa todos afobados da mesma maneira – talvez até pior."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Nada era passageiro, nem o amor de quem acompanhou a série, muito menos as amizades geradas por ela. Como é possível um fenômeno desses, que move milhares de pessoas no mundo inteiro e que não perde a força mesmo depois de 13 anos do ponta-pé inicial? Hoje, poucos meses antes da estreia da primeira parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Relíquias da Morte"&lt;/span&gt;, é difícil acreditar que este ciclo está chegando ao fim também no cinema. Mesmo os fãs que, depois de tantos anos, perderam um pouco do interesse pela série sentiram um aperto no coração ao se dar conta de que Harry Potter, afinal, também acabará um dia. É um misto de felicidade por um belo trajeto e uma angústia por ver que esse caminho está nos guiando a um inevitável ponto de chegada. Alegria, tristeza, saudade, expectativa, tudo misturado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Antes de nós, vieram os tios que hoje se orgulham de ser a “geração &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Star Wars&lt;/span&gt;”, hoje somos nós, potterianos, que nos orgulhamos de ser a “geração Harry Potter”, e isso não é pouca coisa (quantas outras séries faziam os fãs enlouquecerem a ponto de fazê-los irem assistir a um filme com fantasia?). Ainda mais privilegiados são aqueles que, já adultos e praticamente saindo da faculdade, podem dizer que acompanharam o drama da espera pelo quinto livro, a tradução não-oficial da Armada Tradutora (ou qualquer nome por que vocês conhecem eles, é sempre o mesmo pessoal), os eventos, as discussões em fóruns, que chegou a escrever sua própria teoria de como seria o final. Da mesma forma como se alegram os fãs de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lost&lt;/span&gt; pela jornada proporcionada pela série, quem acompanhou Harry Potter desde o início pode bater no peito e dizer que Rowling lhe proporcionou uma incrível viagem, da qual se lembrará com carinho e gratidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Além de horas de entretenimento e leitura, ganhei amigos, curti uma experiência que, tenho consciência, será única. Conheci pessoas que só passaram pela minha vida porque compartilhavam comigo o gosto por uma série aparentemente despretensiosa. E com essas pessoas vieram muitas lições, novos pontos de vista, foi uma bolha que estourou e me permitiu contato com indivíduos singulares, destinados a cruzar meu caminho em “números binários” e me ensinar que o mundo é grande demais pra eu ter a pretensão de que sei muita coisa. Eu não sei é nada. Não sabia sequer que um livro infanto-juvenil me proporcionaria essas experiências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Provavelmente eu voltarei a escrever sobre esse mesmo assunto em novembro e em 2011, afinal ainda temos pela frente dois filmes que encerram a saga cinematográfica. Mas eu não queria perder a oportunidade de gastar uns minutos falando sobre mais de uma década dessa coisa mágica que foi Harry Potter (sem trocadilhozinho imbecil de revista que não sabe do que fala). Acho que é pouco perto de tudo com que essas pessoas e livros citados já me presentearam; é nada perto da determinação de uma heroína britânica chamada Joanne Kathleen Rowling em publicar seus livros e, por consequência, ser responsável por esses intermináveis círculos de amizade que se criaram por um gosto em comum. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Escolhas. A gente nunca sabe quando elas determinarão seu futuro ou serão apenas um detalhe no seu cotidiano. Por isso nossas escolhas são tão importantes e, como diria um sábio que eu conheci, determinam quem somos muito mais que nossas qualidades. Muito cuidado com elas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;Dedicado a todos que, de alguma forma,  acompanharam Harry junto comigo até aqui e continuarão ao meu lado em veredas futuras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-456811958686821838?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/456811958686821838/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=456811958686821838&amp;isPopup=true" title="22 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/456811958686821838" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/456811958686821838" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/07/harry-potter-o-bater-de-asas.html" title="Harry Potter - O Bater de Asas" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TC6lUDZyFVI/AAAAAAAAAXU/_xcM5lnPpf0/s72-c/poster_hp7.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-4360080872744554251</id><published>2010-06-04T17:41:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T20:49:45.652-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="futebol" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="esportes" /><title type="text">Copa, patriotismo e rivalidade</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TAmpmHoZXAI/AAAAAAAAAVg/RLsIvdV4KVI/s1600/curitiba_copa.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 339px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TAmpmHoZXAI/AAAAAAAAAVg/RLsIvdV4KVI/s320/curitiba_copa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479096894021524482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Curitiba - Rua XV de Novembro (Foto: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://twitter.com/juli_cris"&gt;@&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" class="tweet-url username" href="http://twitter.com/juli_cris" rel="nofollow"&gt;juli_cris&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://www.flickr.com/photos/musicienne/"&gt;Flickr&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Começo dizendo que simplesmente adoro a &lt;a href="http://twitter.com/Fabielle"&gt;@Fabielle&lt;/a&gt; por vários motivos. Ela é são-paulina, odeia os Colírios da Capricho (até foi uma das responsáveis pelo &lt;a href="http://twitter.com/vidadegayroto"&gt;@vidadegayroto&lt;/a&gt;), fala o que vem na cabeça, tem um blog muito legal e me inspirou a escrever este post que fala sobre coisas que todo mundo discute de 4 em 4 anos. Porque é assim, se não tem assunto, inspire-se nos textos dos outros. E, enquanto eu ia lendo &lt;a href="http://osentediadosclicam.blogspot.com/2010/06/grama-do-vizinho-e-sempre-mais-verde.html"&gt;o post dela sobre Copa do Mundo&lt;/a&gt;, muitas ideias surgiam na minha cabeça e preferi eu mesma escrever minha opinião no lugar de fazer apenas um comentário quilométrico no blog dela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sou uma pessoa patriota e não tenho nenhuma dúvida quanto a isso. Amo meu país, acho que este é meu lugar, onde tenho minhas raízes, onde está a cultura que formou meu caráter, a língua que eu tanto amo e me levou a cursar a minha faculdade, um país que eu admiro pela diversidade, por tornar possível a convivência entre católicos, evangélicos, islâmicos, budistas, judeus, asiáticos, europeus, índios e mais quantos tipos você puder imaginar. Acho, inclusive, que aqui brancos e negros têm as mesmas oportunidades. Pra mim, a marginalização tem mais a ver com o status social do que com a cor da pele, ou você não acha que um negro com muito dinheiro também pode desfrutar de muitos privilégios? Mas esse não é o foco, então vou deixar essa discussão de lado (por favor, façam o mesmo). Fico muito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;revolts&lt;/span&gt; com pessoas que possuem banda larga, estudam em escola particular, moram em bairros de classe média, viajam pelo menos anualmente ao exterior, possuem plano de saúde, o video game da moda e ainda dizem que não gostariam de nascer ou morar no Brasil. Filho, você nem sabe o que é passar por dificuldades neste país, se enxerga!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, nós temos defeitos, não sou uma ufanista maluca e utópica que só enxerga a sociedade privilegiada em que eu vivo. Somos o país do futebol, da praia, do carnaval, do “pulmão do mundo” (piada, né), de uma rica diversidade natural, de gente alegre e receptiva, de mulheres bonitas, da Gisele Büdchen, do Pelé, do Machado, do Tom Jobim, do Villa-Lobos, do Santos Dumont, do Lula (yeah, do Lula!), da Zilda Arns; mas também somos o país da desigualdade social, do analfabetismo funcional (que me preocupa mais que o analfabetismo propriamente dito), da mortalidade de bebês nas maternidades, da justiça lenta e para poucos, do jeitinho, do sujeito que quer mais se dar bem e que se danem os outros, da Geisy Arruda, da corrupção, do Collor, do Maluf, do Restart, do Cine, do Fiuk e sua (horrorosa) banda Hori, da Cláudia Leitte, da Susana Vieira, das celebridades de ocasião, dos ex-BBB’s, das mulheres-fruta. Nós temos problemas. Muitos problemas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TAmgahuvtTI/AAAAAAAAAVY/DDQeS4hWog0/s1600/Restart.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TAmgahuvtTI/AAAAAAAAAVY/DDQeS4hWog0/s320/Restart.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479086799264396594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Restart: orgulho brasileiro. Not.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa coisa eu concordo com a Fabielle: patriotismo de 4 em 4 anos e nada são a mesma coisa. Isso não é patriotismo, é ir com a boiada onde ela vai, é se deixar hipnotizar pelo verde-e-amarelo pintado horrorosamente nos muros. Acho que minha maior contribuição com o país é – pelo menos tentar – votar consciente, acompanhar notícias sobre política, ajudar alguém a achar determinada rua quando me pedem informação, é guardar até o menor lixinho pra jogar na próxima lixeira, é não ficar parada na porta do ônibus porque eu sei que alguém vai querer descer, é usar fones de ouvido porque eu tenho consciência de que as outras pessoas à minha volta não são obrigadas a ouvir a mesma música que de que eu gosto, é não tentar tirar proveito de qualquer situação. Resumidamente, é fazer coisas simples que estão ao meu alcance, fazer o melhor pra poder viver harmoniosamente em sociedade, contribuindo, assim, pra que o lugar em que eu vivo seja um pouco melhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo isto posto, reafirmo que eu sou patriota. Além de patriota, sou são-paulina e nunca vou torcer pro Corinthians. Não me importa quem eles estejam enfrentando e pouco me interessa se eles são “o Brasil na Libertadores” (mesmo que isso não aconteça com frequência). Se o jogo for Corinthians vs. Boca Juniors, pode estar certo de que eu estarei cruzando os dedos pra que a bola argentina entre no gol, mas não porque eu gosto da Argentina, e sim porque eu tenho uma rivalidade pessoal com o outro time em questão. O mesmo acontece na Copa. Primeiramente eu vou torcer pelo meu país, independentemente se eu gostar do técnico ou da escalação que ele fez. Torcer, felizmente, não é racional. Também estou c*g*nd* pro fato de que outras seleções possuem mais ídolos que a minha. Normalmente eu assisto jogos de outras seleções porque eu gosto de futebol, sim. Então simpatizar com uma seleção ou outra é perfeitamente saudável e compreensível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, por favor, não me venha com o papo de que você vai torcer pra um outro país &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;em vez de&lt;/u&gt;&lt;/span&gt; torcer pelo Brasil. Isso, sim, eu acho uma tentativa miserável de ser do contra e rebelde. A coisa ainda piora quando o argumento pra essa decisão é uma divergência entre quem você queria selecionado e quem o Dunga chamou pra Seleção. É desnecessário, só prova que você tem uma necessidade de chocar quem quer que você ache que se choca com isso. Não é sequer uma questão de ser antipatriota, é de ser bobinho e infantil. A Argentina, a Holanda, a Espanha ou a Costa do Marfim são boas seleções e reúnem seus ídolos no futebol? Ótimo! Mas eu não compreendo quem prefere esperar uma derrota brasileira pra se vangloriar de estar torcendo contra o próprio país. Em vez de se revoltar contra uma seleção de futebol ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tentar&lt;/span&gt; usar de sua infinita influência entrando em campanhas pelo Twitter, tente fazer algo útil pelo lugar em que você vive. Nem que seja esperar chegar em casa pra jogar no lixo um mísero papel de bala.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ou vá embora de uma vez e pare de reclamar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obs:&lt;/span&gt; Caso você não tenha entendido que aquilo lá em cima era um link pro post que inspirou este, repito: clique &lt;a href="http://osentediadosclicam.blogspot.com/2010/06/grama-do-vizinho-e-sempre-mais-verde.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AQUI&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; pra ler o texto da Fabielle.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Update:&lt;/span&gt; Já que estamos falando em Copa e Brasil, a última frase ficou uma vibe super "Ame-o ou deixe-o". Sim, falei antes que alguém o faça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-4360080872744554251?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/4360080872744554251/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=4360080872744554251&amp;isPopup=true" title="13 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/4360080872744554251" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/4360080872744554251" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/06/copa-patriotismo-e-rivalidade.html" title="Copa, patriotismo e rivalidade" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TAmpmHoZXAI/AAAAAAAAAVg/RLsIvdV4KVI/s72-c/curitiba_copa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-925251115878117093</id><published>2010-05-24T18:04:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T20:49:03.367-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cotidiano" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="televisão" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Globo" /><title type="text">Revolucionando a dramaturgia</title><content type="html">&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem esse papo de que novela é coisa de gente ignorante, de massa, que emburrece e todos esses papinhos que os espertões de plantão adoram repetir pra afirmar sua posição não-me-misturo-com-essa-gentalha. Como eu não me canso de repetir, não há problema nenhum sentar no sofá em frente à TV e desligar o cérebro por alguns momentos (exceção a programas do estilo C&lt;span style="font-style: italic;"&gt;asos de Família&lt;/span&gt; da “jornalista” Christina Rocha, que pra mim, além de um vazio ideológico, é um programa de extremo mau gosto). O problema está em fazer daquilo o objetivo da sua vida. Você não é babaca por ver novela e encarar isso como entretenimento, mas, por outro lado, achar que todo espectador de novela é idiota é de uma extrema idiotice. As novelas estão arraigadas na cultura nacional e não será a revolta dos que reclamam a cada novo capítulo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver a Vida&lt;/span&gt; que mudará isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da breve defesa, voltemos à realidade: as novelas brasileiras têm estado muito ruins, sim. Ou será apenas um surto saudosista que ocorre a todos nós e traz aquela sensação de no-meu-tempo-tudo-era-melhor? Não tenho certeza. Só sei que nossos dramaturgos estão perdendo a mão. É um festival de releitura de personagens já escritos, de cenas já gravadas, de heróis que perdem seu espaço pra algum coadjuvante Nem a Helena do Manoel Carlos funcionou dessa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Porque não basta um regime para você ficar magérrima, muito creme no cabelo, roupas esvoaçantes e uma grande mídia em cima…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();}  catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S_snTG_IQxI/AAAAAAAAASY/4eVT76onnIQ/s1600/tais_araujo_aline_moraes.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S_snTG_IQxI/AAAAAAAAASY/4eVT76onnIQ/s320/tais_araujo_aline_moraes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475012981245362962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;… quando alguém pode roubar sua cena simplesmente deitada em uma cama.¹&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a constatação dessa falta de inspiração por parte dos novelistas que faz surgir em mim vontades súbitas de escrever minha própria novela. Sério. Quando era criança, eu costumava escrever roteiros de peças de teatro só pelo gosto de ficar ensaiando falas com amigos, adorava visualizar as cenas e escrever as falas de todo mundo. Entre os maiores sucessos estão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joana e Maria&lt;/span&gt; (teve que ser adaptada porque éramos 3 meninas no elenco), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Promessa&lt;/span&gt; (uma história de um duende amaldiçoado que precisava transmitir seu posto pra algum desafortunado que encontrava – foi escrita muito antes de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lost&lt;/span&gt;) e uma versão de baixíssimo custo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Abracadabra&lt;/span&gt; (sim, o filme das bruxas). Esta última foi realmente apresentada pra um grande público – todas as crianças de uma escola de 1ª à 4ª série da cidade em que eu morava. Eu realmente gostaria de ter a chance de escrever o próximo folhetim das 20 horas. Quer ver? Então eu orgulhosamente vos apresento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pontos em que eu revolucionaria a teledramaturgia brasileira:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os personagens seriam pessoas reais. Nada de Leblon, de acordar às 5 da manhã com o delineador impecável e blush pra dar cor de saúde ao rosto. Seriam cortados também os passeios à orla de qualquer praia carioca antes do trabalho. Em que mundo um trabalhador tem tempo de curtir um vôlei com os amigos saradões na areia antes de ir pro serviço? Por outro lado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Empregadas com cara de empregadas! Não com a cara da Juliana Paes, da Sharon Menezes ou qualquer outra gostosa só pra provocar o patrão. Ah, e nem nordestina com voz aguda ao extremo. Alimentar estereótipos não é o objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- José Mayer nem seria escalado, porque deixou de ser galã há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acabou o passe livre pro outro lado do mundo como se uma viagem ao redor do globo fosse fácil como comprar vale-transporte pra andar de ônibus ou de metrô. A galera não precisa de visto, passaporte, tempo e muito menos dinheiro? Viagem, na minha novela, só pra Balneário Camboriu no fim do ano ou Porto Seguro na formatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Usar favela? Tudo bem, mas vamos caprichar no elenco, certo? Traz o cast de Cidade de Deus. E deixa de fora o Juvenal Antena (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Duas Caras&lt;/span&gt;, quem lembra?) apadrinhando todo mundo e dando a entender que morar na favela pode ser melhor do que viver em condomínio de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada de estrangeiros! Ou, no mínimo, estrangeiros com sotaque verdadeiro. Porque ninguém é obrigado a aturar o Tony Ramos carregando no mesmo sotaque novela após novela. E nem venha me dizer que é só simbólico. Coloca uma legenda embaixo dizendo "Itália - 2010" e pronto! Todo mundo entede que aquele povo está, supostamente, falando intaliano. Sabe o que é mais triste? Essa gente paga um profissional formado naquele idioma pro pobre sujeito ser obrigado a destruir a inocente língua que não tem nada a ver com o fato de que brasileiro acha chique enfiar uns “capisce” entre uma cena e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mocinhos menos otários. De verdade, irrita demais o conceito de bondade das nossas novelas. Você pode ser bom sem ser idiota. Vingança, às vezes, deixa um sabor doce na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem irmãos que não sabiam que eram irmãos, depois se apaixonam, precisam enfrentar a dor da separção e descobrem que, na verdade, são irmãos coisa nenhuma porque era um golpe de suas respectivas famílias. Aliás, essa lição já deveria ter sido aprendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada de crianças precoces-cuti-cuti-aka-insuportáveis. É sempre a mesma história: a novela não tem mais em que se apoiar e apela para as crianças, porque todo mundo acha fofo e lindo. Daí a mídia transforma essas criaturas em monstros de egos inflados antes dos 10 anos de idade. E, a não ser pelo ostracismo, não há quem conserte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra encerrar com a cereja do bolo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vilões se dando bem no final. Eu simplesmente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s-o-n-h-o&lt;/span&gt; em ver um vilão, daqueles bem FDP mesmo, esfregando sua vitória na cara da ala cheia de moral. Gente, é ficção! Ninguém estará deturpando os valores sociais só por escolher mudar o final uma vez na vida. Não falo aqui de fugas pro exterior onde o bandido pode desfrutar de seu anonimato. Estou falando em triunfo, em tapa na cara da sociedade. Esse desejo se multiplica quando penso em políticos. Não é assim que acontece? No final, mesmo com toda a opinião pública e meios de comunicação condenando, eles sempre se dão bem. Sempre. Então pra que fingir que eles pagam por seus erros e que o político honesto consegue convencer a população a tirá-los do poder? Vamos começar a injetar doses de realidade nas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só digo uma coisa: se cuida, Maneco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;¹Claro que a piada não é minha. Peguei na caruda do &lt;a href="http://www.naosalvo.com.br/vc/12-coisas-que-aprendi-assistindo-viver-a-vida/"&gt;Não Salvo&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-925251115878117093?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/925251115878117093/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=925251115878117093&amp;isPopup=true" title="13 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/925251115878117093" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/925251115878117093" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/05/revolucionando-dramaturgia.html" title="Revolucionando a dramaturgia" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S_snTG_IQxI/AAAAAAAAASY/4eVT76onnIQ/s72-c/tais_araujo_aline_moraes.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-475728306395676193</id><published>2010-05-16T23:32:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T17:00:04.578-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="polêmica" /><title type="text">Que se foda o politicamente correto!</title><content type="html">&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Este post tem pai e mãe. Um dos responsáveis pelo rebento que vos apresento são os leitores deste blog abandonado que cobraram atualizações. Por coincidência, várias pessoas me perguntaram ontem quando eu voltaria a escrever. Pessoas que eu nem sabia que liam e outras que eu nem pensei que se importavam em ler o que eu escrevo. Vocês que pediram, então toma. O filho é todo seu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O outro culpado deste momento de epifania (porque eu só funciono assim, na base do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insight&lt;/span&gt;) foi o vídeo das garotinhas que apresentaram uma coreografia de “Single Ladies” em uma competição de dança. A princípio, eu assisti ao vídeo e fiquei positivamente impressionada com a habilidade e a flexibilidade das meninas. Atletas de diversas modalidades treinam muito pra alcançar aquela abertura de pernas que elas demonstraram tão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cutemente&lt;/span&gt;. Então outros comentários vieram a seguir, chamando a atenção pra forma vulgar como elas se vestem e dançam. Vale a pena postar aqui em vez de apenas formatar um link que dá preguiça de clicar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="580" height="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cqBMKE9Gdao&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cqBMKE9Gdao&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="580" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Procurei rever o vídeo outras vezes e reparar nos passos com mais atenção e devo dizer: não vi nada que merecesse tanto espanto. A coreografia tem apenas algumas reboladinhas e a roupa... Sinceramente, implicaram com a roupa? Até parece que ninguém – adultos, crianças, homens e mulheres - vai à praia de trajes minúsculos. A roupa era apenas parte do espetáculo, um figurino próprio naquele contexto. Elas não vão à escola vestidas assim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei se estão lembrados, mas diversas bandas de axé com loiras e morenas de fartura glútea já infestaram as rádios brasileiras. Havia um grupo em especial que fazia questão de mostrar seu “tcham” no maior número de emissoras que pudesse, sempre repetindo músicas que exaltavam as curvas femininas (e mais um pouco). Aqui vai uma confissão que torno pública: eu dancei muitas vezes essas músicas. Dançava porque era legal, eu me reunia com outras amigas e, juntas, trocávamos informações sobre passos. Enquanto eu dançava, nem me passava pela cabeça a conotação sexual que as letras continham, eram apenas passos de dança e diversão garantida durante dias. Não virei uma criança traumatizada e nem pervertida. Um dia eu cresci, a graça disso acabou, ganhei um pouco de poder de discernimento e percebi que não me acrescentava nada e fim. Sem dramas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O fato é que o mesmo sentimento que gera em quem assiste à performance das meninas  certa repulsa também é responsável por uma mania irritante e muito disseminada ultimamente: o politicamente correto. Como cansa viver num mundo em que nada pode e tudo é censurado pelos próprios cidadãos. Um belo exemplo disso aconteceu comigo, numa esperança vã de fazer uma piada e querer que ela fosse compreendida simplesmente como uma piada. O caso é que havia uma discussão no Orkut e eu, achando aquilo perda de tempo, parafraseei uma citação que havia lido algum tempo antes em outro lugar. Atenção, idosos, gestantes, cardíacos e menores de idade, aqui vai:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Discutir na internet é como competir nas paraolimpíadas: você pode até ganhar, mas continua sendo retardado.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Feito. Esqueceram a discussão e os defensores das minorias caíram pra cima de mim. Ah, eu ainda coloquei uma observação embaixo dizendo que, claro, eu não sou idiota, eu sei que as paraolimpíadas são para pessoas com deficiências físicas. Ops, “deficiência” não, “necessidades especiais” (que, no fundo, significa que você tem, sim, um defeito). Não teve jeito, eu tive que ficar explicando que não tinha NADA contra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;portadores de necessidades especiais&lt;/span&gt;, que não pratico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bullying&lt;/span&gt; contra eles e até tinha um avô que ficou paralítico antes mesmo de eu nascer e que, portanto, conhecia muito mais a realidade de alguém que vive dependente de uma cadeira de rodas do que as criaturas sensíveis que me criticaram pela piada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já perceberam que nada mais pode ser dito sem antes passar por uma peneira mental? É necessário fazer o reconhecimento do terreno, ponderar os riscos, analisar os termos empregados, tomar cuidado com as brechas de uma interpretação ruim, etc. etc. É exaustivo todo esse exercício. Nunca se praticou de maneira tão difundida a extrapolação, que consiste na interpretação do que não foi dito. Uma palavra fora do lugar e você é enquadrado em dezenas de parágrafos do código penal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Poderiam ser citados aqui vários exemplos de como, um dia, já foi possível fazer humor muito mais divertido e sem tanta gente neurótica procurando motivo pra taxar qualquer tentativa de fazer graça como preconceito. Um brasileiro chamado Renato Aragão tinha, em horário completamente acessível às crianças, um programa em que ele e seus companheiros de cena riam de negros, homossexuais, mulheres, autoridades e todos os tipos de estereótipos. Hoje se encontra à margem da programação dominical repetindo à exaustão piadas “do bem” que não ofendem ninguém. E, se ainda estiverem dispostos a ter mais uma amostra sobre a que ponto chega o politicamente correto, sugiro que leiam &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://www.carloscardoso.com/2008/07/08/isso-que-chamo-de-idia-de-retardado/"&gt;“Isso que chamo de idéia de retardado”&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, do blog do Cardoso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A sexualização de crianças que sequer chegaram à puberdade está na cabeça dos doentes que enxergam perversão em um corpo infantil, não na delas.  Elas ainda são meninas, dançam porque é divertido e saudável, porque a música da Beyoncé é moda e é isso que elas ouvem e veem. Além disso, um dia alguém disse que falta de senso de humor não é não rir de uma piada, e sim se sentir ofendido com ela. Concordo plenamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Obs: Se você acha que, com este texto, eu fiz apologia à prática de danças sensuais por crianças, parabéns. Você é um extrapolador e isso tudo que eu disse serve pra você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-475728306395676193?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/475728306395676193/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=475728306395676193&amp;isPopup=true" title="12 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/475728306395676193" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/475728306395676193" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/05/que-se-foda-o-politicamente-correto.html" title="Que se foda o politicamente correto!" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-4899311678032502711</id><published>2010-03-27T11:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T11:57:11.873-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura" /><title type="text">Valores, Literatura e Arte</title><content type="html">&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É, depois de um grande hiato na vida deste blog, eu volto com um assunto chato pra muitos. O problema é que nada me motiva mais do que indignação. Não consigo pelo menos não criar um texto defendendo aquilo em que eu acredito e, como verão, mexeram no meu calcanhar de Aquiles. Portanto, aqui vai mais um texto doutrinador da Érika.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S65Ouc46ZUI/AAAAAAAAAL0/scLAnbSwsVA/s1600/gsv.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 211px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S65Ouc46ZUI/AAAAAAAAAL0/scLAnbSwsVA/s320/gsv.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453382758728099138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se você é minimamente envolvido com arte, seja de que área for – cinema, música, literatura, pintura, escultura, dança ou teatro, além de outras manifestações artísticas que se juntaram a essas sete fundamentais -, sabe que, um novo período após o outro, há em comum entre eles a quebra de padrões estabelecidos por seu antecessor direto. Não que seja necessária a completa independência entre esses períodos culturais (e nem acredito que isso seja possível, já que pra haver oposição é necessariamente obrigatório haver a que se opor), mas novos conceitos surgem para dar início a uma nova era artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é, afinal, uma das razões da existência da arte: a construção de novos valores através da desconstrução de algo previamente estabelecido e que começa a ficar confortável demais. A arte também existe pra chocar, fazer repensar conceitos, remexer com o que estava perfeitamente encaixado. Ora, se chegarmos a um ponto em que não houver mais o que se discutir e criar, teremos alcançado o fim da capacidade intelectual humana após milênios de evolução. Nós também, quando chegarmos ao ponto de achar que nada mais nos acrescenta, estamos no limiar do nosso potencial de crescer como seres complexos que essencialmente somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse discurso tem como objetivo chegar à questão que realmente me importa, a de que me entristece profundamente testemunhar jovens que se autodenominam leitores com menos de 20 anos de vida dizer que “a literatura brasileira não tem valor”. Sim, eu permaneci anos no curso de Letras me dedicando ao estudo de algo que, de acordo com esse ser humano superexperiente, não tem valor. Não que isso de alguma forma me abale e me faça repensar se valeu a pena. Entendo que essa afirmação partiu baseada na ignorância de quem ainda tem muito a aprender. Mas foi inevitável que isso perturbasse meus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valor pra quem? O que essa pessoa quis dizer com “valor”. Se a utilidade (com o perdão do pragmatismo) da literatura pra esse jovem é estar por dentro das tendências de mercado apontadas semanalmente pela lista de 10 Mais Vendidos da Veja, talvez conhecer Fernando Sabino, Cecília Meireles e Guimarães Rosa seja realmente inútil. O que o garoto que disse isso não sabe, porém, é que o valor da literatura não se mede no número de livros vendidos, e sim na quantidade do que ela tem a dizer, no quanto ela influenciou geração após geração e em quanto nos permite pensar e evoluir culturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já foi dito anteriormente neste mesmo espaço, arte e entretenimento podem conviver mutuamente, cada um com seu espaço e atendendo a diferentes necessidades. Mas, diante de tal profanação, a conclusão a que chego é a de que a anulação da arte é fatalmente, em muitas ocasiões, o resultado do consumo massivo de livros que normalmente viram filmes e conquistam tantos “leitores”. Refiro-me aqui principalmente às aventuras em séries que tomam conta do mercado editorial (séries que normalmente trazem protagonistas-heróis destinados a salvar o mundo, a se sacrificar pelo bem maior, que não temem a morte, corajosos... E também aos casais que enfrentam todos os problemas do mundo pra terminarem juntos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo de “leitores”, com aspas, pois acredito que pra muitos a melhor definição seja “consumidores”. Leitor, na minha concepção, é aquele indivíduo que usa cada livro que lê como propulsor para buscar novas formas de narrativa, novos níveis de complexidade, novas estruturas; pessoas que buscam aumentar seu repertório não só porque todos estão lendo determinado título, mas para construir uma opinião crítica baseada mais em conhecimento e menos em achismos. Consumidor, sim, é aquele que, convencido pela propaganda, resolve adquirir um produto e volta sempre às prateleiras para renovar seu estoque quando ele acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produtos enlatados. É com o que muitos consumidores de livros confundem literatura. Estão de tal forma habituados a uma receita que qualquer coisa que fuja desse padrão perde a data de validade. Quando chega o momento em que o entretenimento engessa a capacidade de aprender, está na hora de rever valores, de questionar de que lado estamos: leitores ou consumidores? Robôs programados a se manter numa linha de aquisição de conteúdos similares ou seres intelectuais em constante transformação? Ruminantes a digerir o mesmo bolo alimentar repetidas vezes ou absorvidores de conhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta que vos fala, o valor da literatura está muito mais no quanto ela me permite amadurecer como ser humano do que em números editoriais vantajosos. E não me julguem elitista por querer que as pessoas coloquem arte/cultura e entretenimento em seus devidos lugares. Não acho que se deva fazer uma pira com toneladas de páginas de livros “divertidos”, nem acho que é prioridade na vida ler todos os clássicos do mundo. Mas cada coisa tem seu momento e sua função. Dizer que literatura brasileira não tem valor e que ler Dan Brown ou Homero acrescenta a mesma coisa na vida de alguém é homicídio cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PS: Sim, o esforço pra não citar Machado foi grande.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-4899311678032502711?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/4899311678032502711/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=4899311678032502711&amp;isPopup=true" title="10 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/4899311678032502711" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/4899311678032502711" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/03/valores-literatura-e-arte.html" title="Valores, Literatura e Arte" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S65Ouc46ZUI/AAAAAAAAAL0/scLAnbSwsVA/s72-c/gsv.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-8173663695686557744</id><published>2010-02-24T14:45:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T15:21:59.882-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política" /><title type="text">Cidadã, com orgulho</title><content type="html">&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Confesso que a idéia original pra este texto não nasceu dos meus pensamentos, mas foi algo que me surgiu ao ler o &lt;a href="http://meutedioprodutivo.blogspot.com/2010/02/cidada-com-delay.html"&gt;post da Maria Clara&lt;/a&gt; (a.k.a. MC) sobre política. Ela se focou em falar dos candidatos, mas me chamou particularmente a atenção o início da postagem, quando ela fala sobre a idade em que é obrigatório ter título de eleitor. Então eu pergunto: por que a maioria dos jovens brasileiros tem preguiça de política? Por que eles esperam ser obrigatório votar pra tirar o título e, principalmente, por que tanta gente diz que odeia política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me lembro do ano de 1992. Alguns que agora estão lendo isso sequer tinham nascido, os que tinham nascido ainda não sabiam ler. O ano foi marcado pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;impeachment&lt;/span&gt; do primeiro presidente eleito por voto direto depois de décadas de Regime Militar. Eu tinha apenas 8 anos, provavelmente não sabia direito do que ele estava sendo acusado, mas eu estava na frente da TV, vibrando a cada voto “sim” daqueles excelentíssimos senhores engravatados. Fernando Collor de Mello era o cara mau, cada “sim” derrotaria o cara mau e eu estava feliz por isso, vibrava sem saber por quê. Meio retardada, eu sei, mas as pessoas, incluindo meu irmão de 12 anos, queriam e torciam tanto por isso que eles não poderiam estar errados. Alguma coisa importante definitivamente estava acontecendo e eu estava participando daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não digo que foi assim que minha vida política começou porque eu cantarolava por aí “Lula lá, brilha uma estrela, Lula lá”. Este jingle foi usado na campanha petista em 1989, a mesma em que o candidato do PT foi derrotado por Collor e a imprensa brasileira. O que eu sabia da vida em 1989? Passava na TV, meu pai dizia que aquele cara barbudo era legal e eu acreditava nele. Simples assim. A música era legal, virou símbolo do partido e falava em esperança. Eu cantava, alheia a jogos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim minha vida seguiu, meu pai participando de comícios, discutindo política em casa frequentemente, sendo por isso apelidado carinhosamente de Comunista por um dos meus tios (isso quando não era chamado de Cabeça por sua ascendência nordestina, mas essa é outra história). Mais tarde, meu irmão se afiliou também ao PT e, como meu pai, se juntava à multidão que ia assistir ao discurso de Lula na Boca Maldita, outrora o maior &lt;span style="font-style: italic;"&gt;point&lt;/span&gt; político da cidade. Guardo ainda hoje uma bandeira do partido autografada por um Lula ainda com ares de sindicalista. Contava meu irmão, para quem se dirige a dedicatória, que o atual presidente assinou ali no meio do povo, apoiando a bandeira no joelho mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();}  catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S4WuV8tBKoI/AAAAAAAAAK4/iavwgWiAfqo/s1600-h/Lula2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 228px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S4WuV8tBKoI/AAAAAAAAAK4/iavwgWiAfqo/s320/Lula2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441947416842545794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O ainda "companheiro" Lula em comício na cidade de Curitiba.&lt;br /&gt;Foto: divulgação (zoa, o fotógrafo é meu pai)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acho que me desviei do caminho político por algum motivo, porque não acompanhava notícias sobre o assunto com muita frequência e um dia levei um sermão do meu irmão. O fato é que eu simplesmente desconhecia um nome que pelo jeito deveria me dizer algo. Fui chamada de alienada por não saber que um fulano era ministro de alguma coisa que eu julgava desmerecedora da minha atenção. Ao invés de pegar repúdio por política, me envergonhei da minha ignorância e passei a prestar mais atenção em discursos, notícias e nomes importantes para nunca mais passar por desinformada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000, quando, se não me engano, houve eleições para prefeito, eu acompanhava absolutamente tudo! Debates transmitidos pelas emissoras, horário político, jornalzinho de candidato acusando o outro de absurdos, notícias, pesquisas de inúmeros institutos que nos atualizavam sobre a corrida para a prefeitura. Mas o fato é que as eleições ocorreram no dia 4 de outubro de 2000, eu nasci dia 30 de outubro de 1984, então... Eu não completaria 16 anos até o dia das eleições. Míseros 26 dias me separaram do meu primeiro voto, que poderia ter acontecido naquele ano de 2000 mesmo. Encarei isso com profunda frustração, afinal eu com 15 anos era mais politizada que muito marmanjo de 30 que vota no candidato que mente mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não entendo como algumas pessoas podem odiar política ou adiar até os 18 anos pra decidir votar. Eu me senti tão cidadã quando peguei meu título de eleitora um ano depois, naquela época eu realmente acreditava no poder do meu voto – como ainda acredito! Só tenho perdido um pouco a fé no discernimento humano, mas no meu poder eu acredito. E repudio quem chega numa urna e vota nulo ou branco pretensamente se abstendo do seu direito, como se abstenção também não fosse uma escolha que interferirá diretamente no resultado final. Pior: há quem diga que tal atitude é sinal de protesto. Protesto contra o que? Obrigatoriedade do voto? Sim, existem países em que o voto é facultativo, mas nós não estamos neles. E obrigação por obrigação, estamos submetidos a várias todos os dias e ninguém reclama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser protestar, faça como os Caras-Pintadas que pediram o impedimento do Collor, não ignorando sua responsabilidade na política do país. Sim, caros, vocês que anulam um voto também são culpados pelo que criticam. Usam a desculpa de que político nenhum é honesto, de que política é um assunto muito chato, mas ao mesmo tempo desconhecem os políticos. Generalizar é muito fácil. Fazer protesto por Twitter é muito fácil. Difícil é encarar o fato inegável de que cada cidadão eleitor é também participante do processo político. Seja você tucano, petista ou um simples anulador de votos, cada eleitor tem na mão um poder precioso. Política às vezes irrita, mas me irrita ainda mais saber que tantos vivem imaginando que, por não se decidirem por um lado, estão livres de culpa. Sua culpa existe e se chama conivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obs:&lt;/span&gt; Sim, eu cresci numa família petista. Não, não estou fazendo apologia ao petismo. Aliás, eu mesma não acredito tanto em partido hoje em dia, então não venha de mimimi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-8173663695686557744?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/8173663695686557744/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=8173663695686557744&amp;isPopup=true" title="14 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/8173663695686557744" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/8173663695686557744" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/02/cidada-com-orgulho.html" title="Cidadã, com orgulho" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S4WuV8tBKoI/AAAAAAAAAK4/iavwgWiAfqo/s72-c/Lula2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-1826326203533896271</id><published>2010-02-16T14:13:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T14:44:07.980-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="inclusão digital" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="internet" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tecnologia" /><title type="text">Windows 7, XP e FDP</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S3sdSvurQiI/AAAAAAAAAKw/ll_KWlwErqU/s1600-h/windows_fdp.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 231px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S3sdSvurQiI/AAAAAAAAAKw/ll_KWlwErqU/s320/windows_fdp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438973182867096098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fizeram no carnaval, caríssimos? Há quem goste de curtir a folia, vestir sua fantasia, sair nos blocos de rua e seguir o trio elétrico. Também tem o pessoal que prefere a alternativa de pegar a estrada, enfrentar o trânsito e ir torrar no sol de uma praia enquanto, sem perceber, ingere uma quantidade absurda de coliformes fecais típica de grandes ajuntamentos aquáticos (acompanhado sempre de inúmeros carros competindo entre si pra saber quem tem o aparelho de som mais potente da orla). Por último, há os que escolhem desfrutar da paz que se estabelece nas cidades grandes que desconhecem a existência da tradição carnavalesca. Como eu compartilho da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=djkabJPb68g"&gt;opinião do Sr. K&lt;/a&gt;, escolhi o feriado para dar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;upgrade&lt;/span&gt; no meu computador e atualizá-lo com o novíssimo Windows 7 que, segundo dizem, é bastante satisfatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Péssima ideia define.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Deus castiga quem adquire cópia de sistema operacional de forma ilícita, eu paguei um preço alto pela decisão de, enfim, formatar o computador. Desde o começo aquilo se encaminhava pra uma tragédia. Pra começar, a chave de registro que me passaram não deu certo e eu tive que usar uma outra. Por sorte a mesma pessoa¹ que me forneceu uma segunda alternativa estava aqui em casa e eu pude seguir com meus planos (o detalhe é que essa mesma senha que não funcionou comigo tinha dado certo em outro notebook, mas ok).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei desafiando o mau presságio e dei continuidade com todo o processo como um cego que caminha direto ao precipício. Windows instalado, só alegria. Mas todo carnaval tem seu fim e a festa durou somente o tempo de eu trocar o papel de parede (faço questão de fazer isso primeiro, não me sinto “em casa” sem uma imagem bonitinha de fundo) e tentar instalar o modem pra continuar baixando os programas mais necessários que eu não tinha aqui. Aí, meus queridos, foi ladeira abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modem não era compatível com o novíssimo sistema operacional da Microsoft. Isso mesmo, meu modem é tão ruim e desatualizado que eu não consegui instalar. Gastei minutos perdidos tentando evitar o pior, mas não teve jeito: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;simbora&lt;/span&gt; voltar pro XP, procurar drivers atualizados e voltar pro W7. Aí vocês me questionam: mas não tem outro computador com internet aí pra baixar o driver do modem e passar pro seu? Olha, até teria, mas não faria a menor diferença no final de tudo. Prossigamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a reinstalação do Windows antigo, meu computador resolver dar ataque de pelanca e desligar sozinho no meio do processo. Desgraça pouca é bobagem e eu achei que tinha detonado completamente o negócio. Ia passar o carnaval sem praia, sem descanso e sem internet. Mas felizmente o problema foi resolvido com uma limpeza básica. O cooler (pra quem entende menos de informática do que eu, é aquele miniventilador responsável por resfriar tudo antes que o computador entre em colapso) estava obstruído e não conseguia cumprir sua função, então resolvia que, se ele não podia brincar, ninguém mais poderia. Faxina feita, o esquentadinho (ham? ham?) voltou a funcionar direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu imaginei ser apenas temporário acabou por se mostrar definitivo. Procurei os tais drivers e cheguei à infeliz conclusão de que nem o fabricante do modem se deu ao trabalho de atualizá-lo porque só poucos idiotas como eu ainda usam essa desgraça pra se conectar à internet. No meio do caminho, também descobri que alguns dos meus programas não são compatíveis com o Windows 7 e futuramente seriam outras dores de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti de tudo, me resignei e reconheci a derrota. Continuaria com o XP. Pra descomemorar, vamos ouvir uma música? Não tinha problema que o iTunes, antes com quase 250 álbuns e 85GB de música, estivesse vazio. Um álbum bastava. Então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. Profundo, obscuro, hostil e intransponível silêncio. Corre pro gerenciador de dispositivos, pega CD da placa-mãe pra instalar os drivers de som. Nada. Meu computador estava com raiva de mim e continuou sem emitir um único sonzinho, nem o de inicialização do Windows. Depois de praticamente um dia perdido tentando resolver o problema porque eu tinha esperanças de que algo finalmente começaria a dar certo (não é possível uma pessoa mais azarada do que eu!), o diagnóstico é inevitável: formatação. De novo. E eu que já tinha me conformado de que ficaria com o XP de uma vez sou vítima de mais uma efedepetagem gigantesca uma vez que tinha dado início ao processo de reinstalar todos os programas e pegar os emoticons sempre perdidos nessas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, foram 2 dias totalmente perdidos porque eu não estou com o Windows 7 e o problema que eu achava se tratar de erro no sistema operacional foi facilmente resolvido com uma limpeza simples. E ainda tem gente que acha carnaval a maior festa do planeta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;¹ Identidade mantida em sigilio por responsabilidade jurídica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-1826326203533896271?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/1826326203533896271/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=1826326203533896271&amp;isPopup=true" title="10 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/1826326203533896271" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/1826326203533896271" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/02/windows-7-xp-e-fdp.html" title="Windows 7, XP e FDP" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S3sdSvurQiI/AAAAAAAAAKw/ll_KWlwErqU/s72-c/windows_fdp.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-2671980759590971693</id><published>2010-02-05T17:05:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T12:52:41.907-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura" /><title type="text">Insira Aqui Um Filme: Oscar 2010</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acho desnecessário tecer comentários sobre meu gosto por cinema, afinal todos que m&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e conhecem sabem que, vez ou outra, encarn&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o a diplomada em cin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ema e escrevo umas críticas singelas pro &lt;a href="http://www.pipocacombo.com/"&gt;Pi&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://www.pipocacombo.com/"&gt;poca Combo&lt;/a&gt;, certo? O que vale ressaltar é que nós (do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pipoca Combo&lt;/span&gt;, claro) faremos mais um live blogging pra acompanhar a maior festa do cinema, bem como suas injustiças, bizarrices, as mal vestidas, aquela cara de nádega do ator que tinha por certo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; o prêmio e teve &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que se contentar em abrir um sorriso amarelo e bater palminha pro concorrente. E tenho que dizer que adoro tudo isso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas não, isso tudo fica pra cobertura do Oscar. O que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; vim fazer aqui é consequência do que chamo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Maratona Oscar 2010”&lt;/span&gt;. No que consiste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;? Bem fácil, consiste em assistir a pelo menos os 10 concorrentes a melhor filme. Por tabela, acabo conhecendo m&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;uitos outros candidatos dos outros prêmios, já que é condizente que um aspira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nte a melhor filme possua outros pontos posit&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ivos. Como todo o tempo que eu levei &lt;del&gt;baixando torrents&lt;/del&gt; indo ao cinema não poderia ser todo utilizado apenas com um live blogging de algumas horas, decidi fazer aqui minhas considerações sobre os 10 candidatos. Logicamente também faço por ego: nunca antes na história do Oscar eu conheci todos os concorrentes antes da cerimônia. Quero f&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;azer uma breve revisão de cada um, se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;m levar em co&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nta aspectos técnicos, blá, blá, blá. É apenas eu e meu gosto, independentemente dele ir de acordo com a crítica especializada ou não. E dane-se que eu não faço cinema. Vamos lá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lembre-se: as chances citadas são em relação a “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Filme” somente. Todos os links de críticas levam à página do Pipoca Combo correspondente à crítica do filme. Se não há link, ainda não há crítica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zHUr5NpgI/AAAAAAAAAJE/fdMY2xBB4z4/s1600-h/amor-sem-escalas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zHUr5NpgI/AAAAAAAAAJE/fdMY2xBB4z4/s320/amor-sem-escalas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434938008523351554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mor Sem Escalas&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Up In The Air&lt;/span&gt;): &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-amor-sem-escalas/"&gt;Crítica&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor Diretor (Jason Reitman), Melhor Ator (George Clooney), Melhor &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadj&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;uvante (Vera Farmiga)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; Um executivo solteirã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o encarregado de despedir funcionários de outras companhias adora viajar e colecionar milhas em voos. Um dia chega uma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; garota na empresa propondo uma forma de executar o mesmo serviço sem que sejam necessárias essas viagens carérrimas. Ele, então, precisa ensinar a ela como demitir pessoas. Em determinado momento, ele conhece uma mulher bastante parecida com ele e começa com ela um relacionamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; - Minha visão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; completa pode ser lida naquele link acima se você tiver paciência depois de tudo isso. Vencedor do Globo de Ouro de melhor roteiro, pra mim não passa de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; um filme um pouco acima d&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o comum por não ser previsível, ma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;s não é brilhante como todos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; andam falando. Aliás, que nome infeliz. Eu gostaria de saber se quem traduz esses títulos assiste aos filmes antes de cometer essas atrocidades. Galera, não é comédia romântica! Pra que usar a palavra “amor”? Em Portugal ele virou “Nas Nuvens”... Soa estranho, mas faz mais sentido. Chances de Oscar: zero. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Avatar&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Avatar&lt;/span&gt;): &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-avatar/"&gt;Crítica&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor Diretor (James&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zHhA3GzgI/AAAAAAAAAJM/q63YFw5CUqk/s1600-h/avatar-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zHhA3GzgI/AAAAAAAAAJM/q63YFw5CUqk/s320/avatar-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434938220310089218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Cameron), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Trilha Original, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Melhores Efeitos Especiais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; Os homens descobriram que o planeta Pandora é rico em um recurso natural de cujo nome eu não me lembro agora. Para explorar o território, os humanos criaram uma espécie de segundo corpo, justamente chamado de Avatar, capaz de se infiltrar neste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; novo mundo. Jake t&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;oma o lugar do seu irmão morto e assume seu avatar, pois não tem nada a perder (paralítico, sem famí&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;lia, etc). Lá conhece o povo Na’Vi e Neytiri, prin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;cesa e prometida a outro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;guerreiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Os fãs desse filme dividem-se em duas frentes xiitas: os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;haters&lt;/span&gt; e os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lovers&lt;/span&gt;. Encontro-me no centro desta briga. Um filme que passa Titanic em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;arrecadação na bilheteria, mesmo com um ingresso muito mais caro, estava fadado a levantar tanta polêmica. Só digo que adorei o filme e o Oscar de efeitos especiais sempre foi dele. James Cameron é um nojento esnobe, mas soube utilizar a fortuna que gastou e o tempo em que ficou de molho em alguma suíte de luxo por aí pen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sando no sucessor de Jack e Rose. Roteiro clichê, coisas previsíveis, mas é tudo tãããooo lindo de se ver na tela que os defeitos não impediram o sucesso. Chances de Oscar: a Academia não consegue se manter neutra diante de um faturamento e 2 bilhões, então uns 99%? Os prêmios técnicos, quase todos, já são dele. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zHtD849AI/AAAAAAAAAJU/sRYKg3QthVI/s1600-h/inglorious-basters-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 219px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zHtD849AI/AAAAAAAAAJU/sRYKg3QthVI/s320/inglorious-basters-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434938427298083842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bastardos Inglórios&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inglorious Basterds&lt;/span&gt;): &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-bastardos-inglorios/"&gt;Crítica&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diretor (Quentin Tarantino), Melhor Roteiro Original, Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Mixagem de Som e Melhor &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Edição de Som.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; Os tais Bastardos do título são um grupo judeu de extermínio aos nazistas. Liderados por Aldo Raine (Brad Pitt), conseguem ser tão cruéis quanto o próprio exército a serviço dos ideais de Hitler. Ao mesmo tempo, conhecemos a jovem Shosanna Dreyfus, que viu sua família ser brutalmente assassinada a mando de Hans Landa e, mais tarde, el&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;abora um plano de vingança contra os responsáveis pela tragédia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Confesso que os filmes do Taran&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tino nunca me impressionaram como eu tenho a sensação de que deveria ser. Muito sangue, luta e tortura nunca foram um atrativo pra mim (mulherzinha, mimimi). Mas este filme em especial me conquistou de primeira. Aquelas confabulações em paralelo, os diálogos, os personagens (ênfase a Brad Pitt que está sensacional), enfim, tudo se completa. A violência toda é justificável e acaba ficando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; até elegante em algumas situações. Além de tudo, é uma visão diferente sobre o nazismo – estamos acostumados a ver os judeus como víti&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mas impo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tentes e sem poder de reação, mas aqui eles saem das t&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ocas. Chances de Oscar: aquele 1% que faltou a Avatar. Pelo menos é a minha torcida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Distrito 9&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;District 9&lt;/span&gt;): &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zH90_z4uI/AAAAAAAAAJc/4k70qbPiHRk/s1600-h/district9_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 215px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zH90_z4uI/AAAAAAAAAJc/4k70qbPiHRk/s320/district9_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434938715341578978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-distrito-9/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Crítica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhores Efeitos Especiais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; Para a insatisfação dos humanos, alienígenas se instalaram na Terra e tentam sobreviver com muita precariedade. Enquanto executa o serviço de apresentar ordem de despejo para os aliens, Wikus é contaminado e, gradualmente, começa a se transformar em um deles. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Brilhante. Qualquer outra coisa que eu possa dizer sobre este filme é puro adorno. Assim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; como em Bastardos Inglórios, aqui também se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tem um outro ponto de vis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ta de uma situação já explorada no cinema (a invasão dos alienígenas). Em vez de americanos hasteando uma bandeira e declarando o dia da derrota dos invasores como o Dia da Independência, temos uma amostr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;a de como o ser humano consegue ser mais cruel do que as criaturas horrendas que se aglomeram em favelas e vivem em condições humilhantes. Extremamente metafórico. Chances de Oscar: não acredito que ganhe, mesmo sendo ótimo candidato e certamente um dos que eu mais gostei na lista. Então é zero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zIKnhxxWI/AAAAAAAAAJk/jXOd6qoxV-0/s1600-h/an-education-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zIKnhxxWI/AAAAAAAAAJk/jXOd6qoxV-0/s320/an-education-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434938935064249698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Educação&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;An Education&lt;/span&gt;):&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Crítica: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coming soon&lt;/span&gt;. Eu m&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;esma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; farei, prestigiem futuramente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Editado: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-educacao/"&gt;Crítica já publicada&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor Atriz (Carey Mulligan) e Melhor Roteiro Adaptado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; Jenny é uma adolescente muito inteligente, dedicada aos estudos, amante da arte e sonha conhecer a França. Entra em sua vida David, um homem mais vel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ho que deslumbra a jovem com um mundo mais glamuroso do que a estudante poderia sonhar ou, segundo ela pensa, conquistar apenas com os livros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- O que mais me impressionou neste filme foi descobrir que a protagonista, que interpreta uma menina de 16/17 anos, tem, na verdade, 23. E e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nquanto eu assistia ao filme, pensava que colocaram uma garota jovem demais pro papel. Enfim, é um filme ótimo também, com certeza muitos estudantes universitários – ou que sonham em ser algum dia – vão se identificar com a Jenny. Quem nunca se perguntou se todo o esforço dos estudos um dia valeria a pena? Sempre bate esse desespero em época de provas e vestibular, a concepção do mundo balança, os valores se abalam e somente q&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;uem tem coragem não se deixa vencer por essas dúvidas. Chances de Oscar: se a lista ainda fosse composta por 5 títulos, certamente Educação não estaria lá. Zero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guerra ao Terror&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Hurt Locker&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zIZoq5WvI/AAAAAAAAAJs/hvTInQ0pY-w/s1600-h/hurt_locker.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 206px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zIZoq5WvI/AAAAAAAAAJs/hvTInQ0pY-w/s320/hurt_locker.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434939193068968690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-guerra-ao-terror/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Crítica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor Diretor (Kathryn Bige&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;low), Melhor Ator (Jeremy Renner), Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Trilha Original, Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; O filme retrata o cotidiano de um esquadrão antibomba no Iraque. E só.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Pra mim, o mais cansativo da lista (não confunda com “pior”). O filme tem duração de 2 horas e praticamente a única coisa que os soldados fazem é desarmar bombas num ambiente desértico. O objetivo é alcançar uma tensão, mas isso feito à exaustão perdeu um pouco do valor. Uma hora você simplesmente consegue prever o que vai acontecer, não é surpresa. Muita gente gostou, mas eu ficava olhand&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o os minutos pra acabar :( Chances de Oscar: eu acharia divertidíssimo que a ex-mulher do James Cameron tirasse pelo menos um prêmio dele, mas não acredito nisso. Zero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zIqmJJdwI/AAAAAAAAAJ0/suB-aq9Vpgk/s1600-h/um_sonho_poss%C3%ADvel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 198px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zIqmJJdwI/AAAAAAAAAJ0/suB-aq9Vpgk/s320/um_sonho_poss%C3%ADvel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434939484448323330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Sonho Possível&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Blind Side&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor Atriz (Sandra Bullock).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; Michael Oher, também chamado de Big Mike, é um jovem desajustado com dificuldades de aprendizado e um grande potencial para os esportes. Sua vida muda quando vai &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;morar na casa de uma mãe de família solidária que luta pelo seu futuro. Inovador (sobe a placa de "ironia").&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Fica a pergunta: o que este filme, que não traz nada de novo, está fazendo aí? Ah, a lista tem que ter 10 títulos, lembrei. Outra pergunta: o que Sandra Bullok faz concorrendo a Melhor Atriz? Sabe-se lá. Chances: -5%.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Preciosa&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Precious&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zJCzLmZrI/AAAAAAAAAJ8/ZSnPYJGCVY8/s1600-h/precious-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zJCzLmZrI/AAAAAAAAAJ8/ZSnPYJGCVY8/s320/precious-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434939900265129650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor Diretor (Lee Daniels), Melhor Atriz &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Gabourey Sidibe), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Mo’nique) e Melhor Edição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; O filme conta a história de uma garota negra, pobre, obesa, analfabeta, abusada pelo pai, na segunda gravidez. A única coisa que sua mãe faz é ofendê-la verbalmente, quase sempre sentada no sofá em frente à TV, e aproveitar-se da neta, fruto dos estupros sofridos pela própria filha, para receber um benefício do governo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Você acha sua vida ruim? Assista a esse filme. É tudo tão absurdo que às vezes é difícil acreditar que alguém realmente passe por isso. A infelicidade fica, mais uma vez, por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;conta dos tradutores. Precious é sobrenome da garota, então qual o objetivo de traduzi-lo? Pior, acrescentaram um subtítulo (Uma História de Esperança) que eu me recuso a colocar. O atrativo do filme, além de uma participação de Mariah Carey (ela era atriz?), são as atuações. A última cena de Mo’nique vale o filme inteiro e certamente minha torcida por Melhor Atriz Coadjuvante. O roteiro em si não me cativou tanto quanto muitos andam dizendo. Chances de Oscar: zero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zJYgea0SI/AAAAAAAAAKE/WbEDfVGJE0A/s1600-h/a-serious-man-poster2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 207px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zJYgea0SI/AAAAAAAAAKE/WbEDfVGJE0A/s320/a-serious-man-poster2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434940273200910626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Homem Sério&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Serious Man&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor Roteiro Original.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; O filme conta as desgraças por que passa Larry, um professor universitário. Sua mulher o traiu e está trocando por um colega seu, seu filho é um rebelde se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;m causa, sua filha uma menina fútil e reclamona, seu emprego está ameaçado por consequência de um aluno com nota baixa. O resto ainda estou tentando entender.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sinceramente, daqueles que você termina de assistir e fica “ok”. Típico filme que vai cair nas graças dos pseudo-cults do circuito cinematográfico e dos que gostam de tirar leite de pedra. Claro que se você começar a ver coisa onde não existe, achará o que quiser. O fato é que eu não gostei e nem odiei. Com certeza é um dos que só estão na lista pra que ela chegasse aos 10 títulos e pra Academia poder se vangloriar de que dá oportunidade pra coisas mais alternativas em contraste aos blockbusters. Chances: zero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Up – Altas Aventuras&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;UP!&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zJowXcEqI/AAAAAAAAAKM/baQ0zQWjVK4/s1600-h/UP_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 215px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zJowXcEqI/AAAAAAAAAKM/baQ0zQWjVK4/s320/UP_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434940552344507042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-up-altas-aventuras/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Crítica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também concorre a: Melhor Roteiro Original, Melhor Filme de Animação, Melhor Trilha Original, e Melhor Edição de Som.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;u&gt;Sinopse:&lt;/u&gt; Carl Fredricksen é um velho e rabugento viúvo. Na juventude, sonhava ir com a esposa Ellie até as Cataratas do Paraíso, mas o desejo nunca chegou a ser realizado. Entra em cena o garotinho Russel, um pequeno escoteiro que deseja receber sua última medalha de serviços prestados a idosos. Uma conjunção de fatos leva ambos a partirem para uma viagem num veículo peculiar: a casa de Carl movida a balões coloridos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não é segredo pra ninguém: sou fã da Pixar, sou sobretudo fã de animações. São os filmes que eu mais aguardo e faço questão de vê-las no cinema, acho simplesmente fantástico do que elas são capazes e admiro sobretudo a arte nelas envolvida, o carinho, o trabalho minucioso, a dublagem. Este filme em especial tem os famosos minutos sem fala que retratam a vida de Carl e Ellie até a morte dela. De fazer chorar. Mas está na lista só pra ser “a animação que chegou a concorrer a Melhor Filme”. Só uma observação: é a única animação dos 10 melhores e concorre a Melhor Animação também. Ou seja, ele já ganhou ou a Academia realmente está esclerosada. Chances: zero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-2671980759590971693?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/2671980759590971693/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=2671980759590971693&amp;isPopup=true" title="20 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/2671980759590971693" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/2671980759590971693" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/02/insira-aqui-um-filme-oscar-2010.html" title="Insira Aqui Um Filme: Oscar 2010" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S2zHUr5NpgI/AAAAAAAAAJE/fdMY2xBB4z4/s72-c/amor-sem-escalas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-3248547317078281066</id><published>2010-01-17T23:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T09:19:58.632-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reality show" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="polêmica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura" /><title type="text">Gosto é igual braço...</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;... Uns têm, outros não. Eu gosto de dizer essa piadinha de humor afrodescendente sempre que possível quando o assunto é divergência de gostos¹, mas não o suficiente pra ela ficar repetitiva demais. E, sendo sincera, nem acho que isso seja verdade absoluta na maioria dos casos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acabo de sair de uma noite corrida em que nós do &lt;a href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/"&gt;Pipoca Combo&lt;/a&gt; cobrimos o Globo de Ouro e estou ouvindo a deliciosa e tranquilizante trilha sonora de “Onde Vivem Os Monstros” (aliás, ela é repleta de vozes infantis, depois pesquisarei mais sobre). Se contar ainda que somente nessa semana que se passou eu me obriguei a assistir “Filhos da Esperança”, tudo se encaixa perfeitamente. O filme, do gênio Alfonso Cuarón, retrata um mundo em que as mulheres não conseguem mais ter filhos e o ser humano mais jovem, um garoto de 18 anos, morre. É assustador observar o caos que isso pode causar, a tristeza de um ambiente sem o barulho das crianças, coisa em abundância na trilha do primeiro filme. Mas isso são apenas divagações que não acrescentarão muito no que eu quero dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S1QQfzTSL9I/AAAAAAAAAI8/myqlRCeeQQs/s1600-h/orlandeli-pintor-jb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 373px; height: 258px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S1QQfzTSL9I/AAAAAAAAAI8/myqlRCeeQQs/s320/orlandeli-pintor-jb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427981589421371346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Você não está cego. Clique na imagem para ser capaz de ler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu nunca havia raciocinado muito em cima da bagagem de significados inerentes à palavra “cultura”. Pra mim, e acredito que pra maioria da pessoas, isso remetia tão somente à intelectualidade, ao bom gosto, ao amor à boa música, aos bons filmes, aos bons livros e à quantidade de conhecimento acumulada por alguém durante sua vida. Descobri que é muito mais. Poderiam ser citados aqui vários estudiosos que me dariam mais credibilidade e que concordariam comigo, mas deixo as discussões acadêmicas para a sala de aula e digo apenas o que eu penso, por enquanto são apenas achismos adquiridos com muita observação e tempo. Cultura nada mais é que todo o conjunto de costumes, crenças, hábitos, folclore, histórias, comportamento (...) de uma sociedade. Isso inclui a novela helenística de Manoel Carlos, a música do filho desafinado do Fábio Júnior e, para o meu profundo desgosto, os livros da Stephenie Meyer. Cultura é um aglomerado de gostos, compartilhe-os você ou não, e não adianta fazer cara feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou enrolando e ainda não cheguei aonde eu pretendo. Então vamos direto ao assunto. Como sabem meus queridos leitores (“a” blogueira famosona, né?), eu me aventurei pelo mundo da comunicação em vez de sossegar no meu canto de diplomada em literatura e língua. Assustadoramente, porém, eu percebo que muitos dos meus colegas de pós-graduação – formados, em sua maioria, na própria comunicação – quer tudo, menos se comunicar. Por quê? Vejamos. O que pretende um profissional da comunicação que simplesmente se recusa a entender por que no país as novelas fazem tanto sucesso? Como será capaz de entrar em contato com seu público o comunicador que faz questão de passar longe do que o povo lê? Querem eles, então, serem os jornalistas e publicitários da elite? Noto uma certa síndrome underground nesse pessoal: ao mesmo tempo em que muitos gritam pela difusão de algo supostamente melhor, fazem questão de gostar daquilo que poucos conhecem e reclamam quando o que é “deles” se populariza. Juro que ainda me angustia perceber tanta gente que pretensiosamente se denomina comunicador fazer tanta questão de se alienar tão fortemente do mundo real. Há quem defenda com veemência que o espectador da novela das 20 horas é formado apenas por donas de casa sem maiores distrações na vida e capacidade de apreciar bons livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A especialização que estou cursando se chama especificamente “Comunicação, cultura e arte”, mas a preocupação com a arte é tanta que a concepção das outras duas palavrinhas está totalmente deturpada. E não são apenas eles a cometerem este erro. Falo como alguém que já esteve dos dois lados dessa eterna guerra entre o erudito e o popular. Quando criança, gostava de muitas “porcarias” que não acrescentam nada a ninguém; na adolescência, achava que tinha descoberto a América porque ouvia MPB, sem perceber que eu não passava de uma adolescente pedante. Apenas na faculdade de Letras eu fui entender: uma coisa não anula a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque nós temos a tendência burra de achar que apenas um dos extremos vale. Se eu gosto de coisas populares, o erudito não é bom, é coisa de gente metida a cult e careta; se eu tenho um gosto refinado e meu ambiente me permitiu entrar em contato com coisas mais elaboradas, o popular é de segunda classe, coisa de gente inferior e de mau gosto. Tenho dois autores preferidos: Machado de Assis (ops, por falar nisso, eu devo a continuação de um post) e J.K. Rowling. Os dois não poderiam ser mais antagônicos. Machado é um clássico brasileiro, um gênio das letras incomparável a qualquer outro escritor conceituado no país (talvez apenas Guimarães Rosa rivalize com ele à altura). Rowling escreve fantasia infanto-juvenil, sua trama é baseada em uma receita que ela não larga, seus personagens, em sua maioria, não são aprofundados e muitas das coisas que se leem ali são previsíveis. Então o que me permite gostar de ambos? Uma coisa é arte, outra é entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: uma coisa não anula a outra². Não é porque leio clássicos que isso me impede de ter um escape, um mundo pra onde fugir, onde eu me permita baixar um pouco a guarda da “crítica literária” que existe dentro de mim. E não é porque eu leio Harry Potter que isso me torna incapaz de apreciar Shakespeare e que eu não devo ir atrás de coisas mais elaboradas. Apenas entendo que cada um tem seu momento e seu objetivo. Quando eu estava na faculdade, cada livro lido passava automaticamente por uma análise formal inconsciente, por algum tempo eu me esqueci de como era ler alguma coisa sem pensar em métrica, estrutura literária, construção de personagem, tramas secundárias... É uma escravidão normativa que, apesar de servir para meus estudos, tira um pouco o gosto de ler algo descompromissadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, voltando ao início, por que eu citei filmes mesmo? Ah, porque eles passam igualmente por uma crítica ferrenha de quem se preocupa demais em analisar cada aspecto cinematográfico num pente fino. Os clássicos são importantes, afinal são clássicos por algum motivo (o principal é que, época após época, eles continuam dizendo algo ou foram importantes para se chegar a um aperfeiçoamento de técnicas), mas não é bom esquecer a diversão. Não pense que estou propondo “desligar o cérebro”, afinal ele não vem com controle remoto e nem é uma peça Lego pra ser removido de sua caixa craniana ao bel prazer. Mas, desde que algo não insulte a inteligência de ninguém - coisa que está longe do “intelectual”, que fique claro -, não vejo motivo que impeça alguém de admitir que gostou de algo quando este algo lhe pareceu divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profundas desculpas pelo texto e pela filosofia paulo-coelhiana, mas a palavra é equilíbrio. Ser inteligente não é sustentar a máscara &lt;del&gt;altruísta&lt;/del&gt; pseudointelectual que ilusoriamente nos assegura um degrau acima na evolução humana, mas sim saber dosar conhecimento, intelecto e cultura, coisas distintas e independentes. Uma coisa sem a outra vira uma mala com rodinha estragada. Veja BBB, mas não ache que isso é uma experiência de observação do comportamento humano – é apenas um programa e, a não ser que você seja um dos participantes, não ganha nada com isso. Não veja, mas também não se iluda achando que, por isso, passou duas vezes na fila de neurônios. &lt;del&gt;Luz, luz, luz.&lt;/del&gt; Equilíbrio, equilíbrio, equilíbrio. Além do mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O BLOG &lt;span style="font-style: italic;"&gt;INSIRA&lt;/span&gt; ADVERTE:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bancar o crítico especialista chato a todo momento pode afastar as pessoas de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;¹ Que fique claro: o texto trata de gostos, não da discussão de fatos. Ex: Você pode gostar do Paulo Coelho, mas é fato que ele é ruim&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;² Aqui abro uma exceção para Crepúsculo: quem acha isso bom – não quem gosta, veja bem - não pode entender de literatura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-3248547317078281066?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/3248547317078281066/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=3248547317078281066&amp;isPopup=true" title="14 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/3248547317078281066" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/3248547317078281066" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/01/gosto-e-igual-braco.html" title="Gosto é igual braço..." /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S1QQfzTSL9I/AAAAAAAAAI8/myqlRCeeQQs/s72-c/orlandeli-pintor-jb.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-7591072973156765241</id><published>2010-01-10T13:19:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T14:35:21.753-08:00</updated><title type="text">Saudades da aurora da vida</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S0pKJ3Cg4kI/AAAAAAAAAI0/g0WdCVHGL4w/s1600-h/envelhecida.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 220px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S0pKJ3Cg4kI/AAAAAAAAAI0/g0WdCVHGL4w/s320/envelhecida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425230234374955586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho plena consciência de que este post não é o melhor texto que eu já escrevi, mas já tinha começado ele há algum tempo e queria terminar. Junta-se isso à minha vontade de postar algo e temos o que se segue. Vocês foram avisados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, sou eu na foto ao lado comendo o cabo de uma margarida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não, a foto não é tão velha. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu&lt;/span&gt; não sou tão velha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* * *&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero viver muito. Sério. O problema de você viver muito é que você fica velho. Sério.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nada contra os idosos, imagina. Eu tenho somente minhas duas avós ainda, respeito muito elas. Até pouco tempo atrás, considerava a casa da minha avó paterna a minha segunda casa. Era o lugar mais divertido do mundo, onde eu fazia o que queria, desde ficar o dia inteiro cavando a terra até juntar uma pilha de lixo pra fazer uma fogueira imponente e alta o suficiente pra exasperar minha pobre mãe (ela tinha domínio de mim em casa, mas na casa da vó...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não quero ficar velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero ficar velha pela possibilidade que existe da tecnologia ultrapassar minha capacidade de assimilação de novidades. Eu já fui humilhada por uma máquina de café na faculdade, imagina um caixa de banco super moderno! Porque eu sei que, no fundo, todo mundo fica possuído de raiva quando está com pressa de efetuar um pagamento ou um saque e aquela senhorinha de coque e casaquinho de tricô demora 20 minutos pra tirar um extrato da aposentadoria. Não tem como não se irritar, desculpa aí quem simpatiza com os velhinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também aprecio minha capacidade de subir e descer degraus de um ônibus sem o medo de me estabacar. Ok, quando eu estiver idosa espero não precisar mais pegar ônibus (estarei rica e terei motorista ), mas mesmo assim... Sempre tem um degrau na vida da gente. Pra mim é uma sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto calafrios quando penso em mim andando no centro da cidade com mais de 60 anos. Aqueles passinhos de formiga, pacientes, como se só existisse você na calçada. Uma amiga e eu já prometemos que vamos ajudar a criar a lei que obriga pessoas lentas a andarem apenas do lado direito da calçada, assim como no trânsito. Quer andar com calma? Anda, mas fica no cantinho pros outros poderem ultrapassar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pior que tudo isso é a memória. Minha querida avó materna, que hoje está com 92 anos, já não sabe mais quem é filho, neto, sobrinho, quem mora com ela e quem mora longe. Todo fim de ano alguém vai embora da casa dela chateado porque foi confundido com outro membro da família. Minha mãe ela chama de “aquela menina ali”, minha irmã então... A estratégia é chegar com um sonoro “oi, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VÓ&lt;/span&gt;, tudo bem?”, dando a ela tempo de assimilar que a criatura que a abraça tem com ela laços sanguíneos. Nome de neto? Vishi... Tem que ser agradecido aquele que não precisa ouvir “e esse aí, é o filho da fulana?” (troque fulana por qualquer uma das minhas tias Marias¹, menos o da mãe certa). Ela não sabe mais quem é irmão de quem, quem é primo de quem e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora que, devido à progressiva baixa de natalidade no país, a previdência um dia vai quebrar. Serei uma idosa a menos dando despesas ao governo, abrindo espaço para que os jovens, cheios de vigor e saúde possam usufruir do seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a mente bem estruturada, a morte é apenas a aventura seguinte, já dizia Dumbledore. E vamos que vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;¹ Das 7 filhas da minha avó - que tem mais 3 homens -, 6 têm Maria no primeiro nome. A única que foge à exceção não teve filhos. Nem dá pra culpar ela por não se lembrar de todas, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-7591072973156765241?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/7591072973156765241/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=7591072973156765241&amp;isPopup=true" title="11 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7591072973156765241" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7591072973156765241" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/01/saudades-da-aurora-da-vida.html" title="Saudades da aurora da vida" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/S0pKJ3Cg4kI/AAAAAAAAAI0/g0WdCVHGL4w/s72-c/envelhecida.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-2382078237267454683</id><published>2010-01-03T09:51:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T12:30:56.972-08:00</updated><title type="text">Ano novo, layout novo!</title><content type="html">&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É isso aí! Depois de muito sofrimento, terminei os últimos ajustes deste meu cantinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que ainda não é um super layout profissional, e na verdade eu peguei o antigo modelo e fui modificando conforme minhas preferências, mas já é bem melhor do que aquele template baixado de algum canto por aí, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofri, enchi o saco dos amigos (rs), mas finalmente venci aquele monte de códigos de formatação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos ao &lt;a href="http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/"&gt;Arthur&lt;/a&gt; (ou &lt;a href="http://twitter.com/arthurmelo"&gt;@arthurmelo&lt;/a&gt;) pelo banner. O desenho é meu, mas ele quem deu esta cara bonitinha. E ao &lt;a href="http://www.kulturaurgente.blogspot.com/"&gt;Victor&lt;/a&gt; (ou &lt;a href="http://twitter.com/vickmartz"&gt;@vickmartz)&lt;/a&gt; que me ajudou no momento crucial de achar onde se escondia o maldito rosa que insistia em resistir e permanecia assombrando meu lado perfeccionista. Fora os amigos a quem eu ficava perguntando "assim tá legal?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que tenham gostado. Foi feito com carinho e o máximo que a minha (in)competência permitiu =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Editado:&lt;/span&gt; também incluí uma breve descrição sobre mim, que pode ser lido clicando em "&lt;a href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2009/09/autora.html"&gt;A Autora&lt;/a&gt;" na barra de menu (fora, obviamente, o próprio link que aqui se encontra).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-2382078237267454683?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/2382078237267454683/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=2382078237267454683&amp;isPopup=true" title="12 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/2382078237267454683" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/2382078237267454683" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2010/01/ano-novo-layout-novo.html" title="Ano novo, layout novo!" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-7944135488492430863</id><published>2009-12-31T12:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T13:27:42.419-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memórias" /><title type="text">Ninguém quer ler Machado - Parte I¹</title><content type="html">&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; Escrito ao som da trilha sonora de Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/Sz0G-I7uamI/AAAAAAAAAIU/H168nwCr8ZM/s1600-h/pedrobandeira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 254px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/Sz0G-I7uamI/AAAAAAAAAIU/H168nwCr8ZM/s320/pedrobandeira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421497191043590754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedro Bandeira: o início.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu eu leitor demorou a ser despertado. E, fazendo uma reflexão sobre minhas influências literárias, concluo que sempre tive bons exemplos: meu pai sempre assinou jornais e revistas; quando eu era criança, ele assinava a revista “Turma do Clubinho” (eu teria colocado um link para uma capa, mas a referência é tão antiga que eu não achei, comprovando que estou realmente velha); sempre tive em casa gibis da Disney e da Turma da Mônica. Está no sangue mesmo. Meu próprio pai era colecionador de quadrinhos e revistas foto-novela. E, enquanto você pensa “uaaaaau, foto-novela, que oooold”, saiba que elas fizeram muitas tardes minhas. Ótimas tardes. Aquelas revistas envelhecidas e datadas pelos cortes de cabelo e a moda que denunciavam seus 30 anos, encontradas em uma caixa guardada e esquecida em algum canto da casa dos meus avós, chegaram a mim tardiamente, mas foi incrível ter em mãos algo que meu pai lia muito antes de pensar em se casar e ser pai. E causou uma alergia nunca antes vista na história desta pessoa que vos fala, mas foi legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso: nem sempre eu gostei de ler. Não sei bem por quê. Pode ter sido culpa da escola pública que eu frequentei da 2ª à 4ª série, já que lá não se incentivava esse tipo de coisa. Mas também pode ter sido culpa da escola particular em que cursei da 5ª à metade da 7ª série, que, logo no início do ano, passava a lista dos livros a serem comprados para cada bimestre – livros estes sobre os quais os alunos precisavam preencher fichas de leitura (personagem principal, resumo, o que mais gostou, por quê, mimimi, boring ao extremo). Ou ainda, quem sabe, foi trauma de tantas mudanças de escola (depois dessas, vieram outras...). Ah, mas os gibis sempre estiveram comigo, até antes de eu aprender a ler. Assim que comecei a decifrar as primeiras palavras, eu me orgulhava em demonstrar minha nova habilidade, e o primeiro livro que li, também de uma prateleira da minha avó, foi Chapeuzinho Vermelho. Eu li, reli, re-reli, re-re-reli... Mas se alguém tentava me obrigar a ler eu fazia pirraça. Ninguém, a não ser a escola, me obrigou a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros que eu comprava, então, ficavam engavetados no meu quarto e eu passava de ano em português porque escrevia bem e sempre gostei da matéria, porque, se dependesse da literatura, teria sido um fiasco atrás do outro. Então, um dia, minha prima me ofereceu um livro: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Marca De Uma Lágrima&lt;/span&gt;, de Pedro Bandeira. Sim, o mesmo contra cuja uma das obras se cometeu a atrocidade de gravar uma adaptação com Sasha no lugar da protagonista e Xuxa vestida de Cinderela da terceira idade. Mas o Pedro Bandeira continua sendo um ótimo autor infanto-juvenil e eu o perdoo por ter permitido que se fizesse isso. Dinheiro é bom e todo mundo gosta, né não? É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao que importa, demorei pra ler o tal livro, mas foi chegando o dia de devolvê-lo para a dona e me obriguei a ler mais pra evitar a vergonha de ter passado um ano com ele do que por vontade (não que eu tenha ficado com o livro um ano por desleixo, por favor, mas porque ela mora longe de mim e me emprestou pra que eu devolvesse da próxima vez que nos encontrássemos). E incrivelmente aquele livro foi devorado em dois dias. Eu levava ele comigo pra todo lugar que eu fosse e não fiz mais nada até terminar. Pronto, descobri que gostava daquilo, gostava de ficar horas e horas desligada do mundo pra dar atenção àquele novo mundo das páginas. Dali em diante, nenhum problema pra ler. Inclusive, resgatei aqueles títulos que a escola me obrigava a comprar só pra fazer a prova e li todos (cabeça dura eu? Imagina!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chega o ensino médio e com eles os clássicos da literatura brasileira. Revolta! Jorge Amado? Um velho tarado! (Acho isso dele até hoje, desculpa aí.) José de Alencar? Fica enrolando páginas e páginas pra contar aqueles romances cheios de água com açúcar. Modernistas? Gente chata que precisava de uma boa louça pra lavar. Machado? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MACHADO&lt;/span&gt;? &lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;M-A-C-H-A-D-O&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;? O primeiro livro que li dele, por causa do vestibular, foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esaú e Jacó&lt;/span&gt;. Maldita UFPR! Aquele livro foi um trauma, não acontecia nada, quase o livro todo foi feito pra ficar martelando na cabeça das vítimas deste sacripanta que ousou idealizar a ABL pra que hoje velhinhos pseudo-escritores como Paulo Coelho pudessem se reunir para o chá das 17 horas o quanto Pedro e Paulo eram diferentes. E pensar que, segundo disse um dos participantes do Nerdcast, lá fora os alunos têm como leitura obrigatória Senhor dos Anéis (não que o Tolkien não dê um pouco de sono em alguns momentos também... rs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então todos estes conceitos e preconceitos criados por mim vieram abaixo. Conheci um professor que sabia de cor (sabia DE-COR) todo o Dom Casmurro. Gente, esta foi minha redenção, o insight que me faltava, mais forte que a revelação dos segredos de Fátima, mais apoteótico que a destruição da Estrela da Morte, mais emocionante que o Sam carregando o Frodo rumo à destruição do Um Anel (espero ter colocado referências suficientes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo mudou minha vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Continua em 2010...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;¹ Este é o título do meu futuro-livro, ainda sem nem um capítulo escrito, mas idealizado na minha cabeça, ideia que devo à Cela(&lt;a href="http://www.twitter.com/cela26"&gt;@cela26&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-7944135488492430863?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/7944135488492430863/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=7944135488492430863&amp;isPopup=true" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7944135488492430863" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7944135488492430863" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2009/12/ninguem-quer-ler-machado-parte-i.html" title="Ninguém quer ler Machado - Parte I¹" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/Sz0G-I7uamI/AAAAAAAAAIU/H168nwCr8ZM/s72-c/pedrobandeira.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-2618021550133172106</id><published>2009-12-21T09:32:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T12:57:43.766-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escola" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="bizarro" /><title type="text">Não estaremos atendendo ao requisito</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/Sy-2XPRi3PI/AAAAAAAAAIM/JjnpvLEe-Ew/s1600-h/telemarketing3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 425px; height: 288px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/Sy-2XPRi3PI/AAAAAAAAAIM/JjnpvLEe-Ew/s320/telemarketing3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417749387103362290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Férias, domingão, nada de realmente útil pra fazer e eu decido mandar alguns currículos pra tentar a sorte. Sim, a esta altura eu começo a achar que apenas a sorte pode me ajudar, mas deixemos as lamúrias sobre minha falta de perspectiva profissional de lado. O que importa é o que confessarei a seguir: vi um anúncio para vagas em call Center na Brasil Telecom e mandei um currículo pra lá, assim, só pra ver no que dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, céus, eu cometi tal ato de autoflagelação comigo mesma (yes, eu curto redundância)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;u&gt;Flashback&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dia minha irmã, também aparentemente sem nada melhor a fazer, mandou um currículo para o mesmo lugar. Foi chamada para a dinâmica e, como não estava interessada na vaga, tocou o terror por lá. Foi super sincera, falou o que deu na telha e, para sua surpresa, no final da seleção foi chamada para conversar com as moças que aplicavam os testes. Foi ofertada a ela uma vaga para trabalhar em loja. Ela só não aceitou porque exigiam que ela fosse sempre para o trabalho de cabelo escovado/chapado, mas como ela tem o cabelo bem cacheado, recusou a oferta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;u&gt;Fim do flashback&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, eu fui apenas na esperança de que aparecesse algo melhor, afinal eu não tinha nada a perder além da passagem de ônibus. Mas eu saí com algo muito melhor daquela sessão de horror: um pouco de noção sobre a educação brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa toda já começa divertida. Chego na salinha destinada às pobres criaturas em desespero. Tudo em tom de cinza, preto e marrom, inclusive as pessoas¹. Sabe aquela atmosfera escura, nebulosa, de que alguma tragédia está prestes a acontecer? Eu com a minha blusinha branca coberta por outra lilás de lacinho na lateral da gola destoava completamente do clima macabro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a moça apresenta as (des)vantagens de se trabalhar numa empresa do porte da Brasil Telecom. Ou melhor, na Oi. Agora é tudo Oi, a Oi comprou a Brasil Telecom. Oi. Números, estatísticas maravilhosas (que, para os mais espertos, prova o trabalho de dromedário executado pelos funcionários) e os benefícios. Nessa hora me deu vontade de rir. Salário: R$490,00. Isso mesmo. E o anúncio dizia que existiam outras vantagens, tipo plano de saúde, plano dentário, etc. Mas, a cada uma das opções que você escolhe, uma quantia irrisória é descontada desse salário vergonhoso. Quer plano dentário? Volta aqui pra gente seis reais e noventa centavos. A vontade foi de rir na cara da mocinha do RH da empresa, mas minha curiosidade falou mais alto e eu continuei firme e forte (ela disse que quem não se identificasse com as características da empresa poderia sair da sala e desistir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento decisivo: a prova. Conteúdo: português, algo que eles definiram como matemática e informática. Uma das exigências trazidas no anúncio era ensino médio completo e, confesso, minha concepção de um indivíduo com o ensino médio completo estava completamente superestimada a julgar pelo nível da tal provinha. A parte de português trazia algumas questões de múltipla escolha para assinalar a alternativa que apresentava todas as palavras acentuadas corretamente, mas não eram palavras como “pudica”, “boêmia” e essas pegadinhas que ensinam no início do ensino fundamental pra gente. As palavras eram coisas estúpidas como “mágico”, “máquina”, “estágio”. Reforma ortográfica? Nunca se ouviu falar dela. E a matemática? Hehe. Complete as sequências numérica: 2, 4, 6, 8, 10..., ou 0, 5, 10, 15.... Juro que era coisa desse tipo. Gente, sorry aê, mas me dá essa prova enquanto eu estava na 2ª série que eu gabarito do mesmo jeito, vamos combinar, né. A informática só envolvia comandos do Word e você tinha que reconhecer ícones como “abrir novo documento”, “abrir documento existente” e “organizar em ordem alfabética”. E o melhor estava por vir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que terminasse a prova de &lt;del&gt;sanidade mental&lt;/del&gt; conhecimentos gerais, o candidato infeliz era orientado a aguardar em outra salinha ao lado para esperar pela prova de digitação. Nem preciso dizer que saí da tal prova estarrecida e desacreditando que aquilo era a definição de “ensino médio completo”. Mas, graças ao destino, eu sou uma pessoa tímida e mais ouço do que falo em ambientes desconhecidos, porque minha vontade era de pegar um megafone e berrar para o mundo ouvir: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;QUEM É O IMBECIL QUE REPROVA NESSE TIPO DE PROVA?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, mas foi por pouco, muito pouco mesmo que eu não cometo uma gafe histórica. Enquanto esperavam ser chamados para a prova de digitação, os pobres coitados que se submeteram à tal seleção começam a confraternizar (a impressão que eu tenho é a de que todos achavam que sua capacidade de socialização e trabalho em grupo estava sendo julgada desde sempre, mesmo que não houvesse ninguém do RH presente na sala). Então uma criatura da qual eu só posso sentir muita pena diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vim fazer a prova há duas semanas, mas como não passei me telefonaram para vir tentar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pensar? Rio ou choro? E não era uma senhora que tivesse terminado os estudos há muitos anos e se esqueceu da tabuada do 2 ou do 5, era uma menina com seus 20 anos, sem qualquer problema mental aparentemente detectável. E são coisas como essa que me fazem repensar alguns dos meus conceitos ultrapassados e o quanto eu subestimo meus conhecimentos (ou, como já disse, superestimo a educação dos outros). Pra mim, qualquer criança apta a cursar a 5ª série deveria saber responder pelo menos as questões de português e matemática. A de informática nem tanto; eu sei que, apesar da minha realidade incluir banda larga como suprimento básico de vida, nem todo mundo vive conectado, tem Twitter ou lê blogs e sites diariamente. Compreensível no meu ponto de vista. Tanto que consegui segurar o riso quando uma - agora sim - senhora disse que viu o símbolo com um “AZ” com uma flechinha para baixo e achou que fosse “procurar em ordem alfabética”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois houve o teste de digitação com um teclado desconfigurado, ruim, velho e torto (sério, era torto) que consistia em copiar e formatar um texto grudado num papel abaixo do monitor (desespero geral, metade foi reprovada e nem voltou para a salinha onde quem terminava a prova voltava para esperar). E finalmente as apresentações. Nome, idade, onde mora, formação, características aleatórias perguntadas pela orientadora da dinâmica. E aquelas pessoas que mal sabiam a sequência crescente dos números pares dizendo que pretendiam crescer dentro da empresa e virar um monitor ou gerente de call center. Será que eu conto que eles nunca passarão da posição daquele povo que a gente tem vontade de xingar quando somos atendidos ou recebemos telefonemas tentando vender coisas? Como uma pessoa que não sabe acentuar uma palavra básica do vocabulário cotidiano sonha em ter um cargo de superioridade dentro de uma empresa? E não adianta dizer que é só se dedicar, ser bom no que faz e aguardar o resultado. Qualquer um sabe que quase a totalidade dos contratados nunca vai passar de atendente de telefone e, munidos da poderosa arma do gerundismo, assassinos do clássico português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha vez da apresentação, falei que estava fazendo pós-graduação e fui indagada sobre a razão de estar ali naquela seleção, visto que obviamente alguém assim não perderia tempo com isso. Claro que eu tive vontade de dizer “quero ver até que ponto esta palhaçada vai, é só uma observação antropológica”, mas me contive. Fui sincera, falei que só mandei meu currículo porque não tinha nada melhor a fazer e nada a perder, que nem de longe meu sonho era trabalhar ali e eu tinha sonhos maiores pra mim. Hihihi. Geral me olhando assim O___O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, saí de lá triste. Triste por quem termina um ensino médio sem ser capaz de coisas que eu já estava cansada de saber antes dos 10 anos de idade. Triste pela educação do país, pela perspectiva profissional daqueles que estavam realmente apostando seu melhor naquele emprego que paga, sem descontar benefícios, 490 reais por mês. Sem saber se eu que sou inteligente ou os outros que não fizeram o mínimo que se espera de alguém alfabetizado. Muito frustrada por constatar que possivelmente eu desconheço a realidade da maioria dos brasileiros, certa de que essa realidade é tão obscura quanto a atmosfera que encontrei quando cheguei com minha combinação de branco, lilás e lacinho na gola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;¹ Depois de reler eu vi que isso soou estranho, mas eu me referia às roupas, não à etnia das pessoas, que fique bem claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-2618021550133172106?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/2618021550133172106/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=2618021550133172106&amp;isPopup=true" title="11 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/2618021550133172106" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/2618021550133172106" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2009/12/nao-estaremos-atendendo-ao-requisito.html" title="Não estaremos atendendo ao requisito" /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/Sy-2XPRi3PI/AAAAAAAAAIM/JjnpvLEe-Ew/s72-c/telemarketing3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1589698588865152405.post-7686142341529880949</id><published>2009-12-01T14:28:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T20:51:49.884-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cotidiano" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="religião" /><title type="text">Então é Natal...</title><content type="html">&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu comentei ontem com meus amigos revolucionários que não queria transformar este blog num espaço de reclamação, mas desta vez foi inevitável. E eles ainda disseram que posts indignados são os melhores, então ótimo. Toma reclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;São exatamente 19:42 (horário de Brasília, de verão...), uma terça-feira. Eu tomei meu banho refrescante e bem-vindo nestes tempos de aquecimento global em que nem Curitiba escapa de temperaturas altas (pra mim, que sou fresca, segundo dizem as más línguas que insistem em me ultrajar), estou de pijama, com o cabelo molhado, dividido em quatro partes, que é como eu faço para secá-lo. Estou bastante próxima de ser confundida com a Dona Florinda, eu di&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ria. Minha pequena cachorrinha está deitada no tapete de crochê estendido aos pés da minha cama, olhando para a porta, esperançosa de que alguém venha libertá-la do seu convívio forçado comigo (vide foto abaixo). Para entender como nós duas viemos parar em cárcere privado, continue lendo este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/SxWbb9L5CkI/AAAAAAAAAIE/fl9ld_XYzkk/s1600/novenas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/SxWbb9L5CkI/AAAAAAAAAIE/fl9ld_XYzkk/s320/novenas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410401431938730562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dudy says: E agora, quem poderá nos defender?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cada família tem seu ritual nesta época do ano. É tempo de árvores enfeitadas, de luzinhas em volta de toda a casa (abraços solidários ao horário de verão, que serve justamente pra economizar energia em horários de pico), de amigo secreto, nozes, castanhas, cânticos natalinos, lojas fervendo nos grandes centros, galera recebe o 13° salário e gasta como se não houvesse amanhã, as crianças entram em férias, muito calor, insetos se proliferando, confraternização com o próximo. Esta última parte é a que eu mais odeio de longe: confraternização. E isso, nesta época, significa: NOVENA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que consiste uma novena, caros padawans? Ah, isto é um rito à parte. Minha abençoada mãe vai ao centro da cidade, compra velas, castiçais, monta presepinho, coloca o menino Jesus em seu ninho de palha, enche as bombonieres de Sonho de Valsa, leva a Bíblia que normalmente fica num aparador no corredor para a sala e aguarda. Aguarda os sinos badalarem as 19:30 para receber em casa pessoas, sempre mulheres, vizinhas do que elas chamam de “comunidade” somente uma vez por ano ou nos bingos da igreja. Esperto é homem que confraterniza no bar, logo após o trabalho mesmo. E vocês pensam que essas tias gostam disso? Não! Elas só comparecem porque não é socialmente recomendável fugir de compromisso de que ninguém tem coragem de dizer que não gosta. Eu tenho, eu digo, eu não vou! Eu já nem lembro qual a última vez em que eu fui à missa, acham que eu vou frequentar novena com um monte de vizinha que só o faz por obrigação de cara amarrada? Pior: é minha mãe quem organiza as novenas aqui do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minha mãe não tem coragem de admitir para os vizinhos que tem uma filha perdida que não encontrou Jesus. Então o que acontece? Também se trata de um rito, anualmente repetido. Minha mãe mostra as coisinhas que adquiriu feliz da vida, e eu só “opa, legal, heim” (fora estourar os plásticos bolha em que vieram os souvenires religiosos). Então, quando vai chegando a hora dos convidados chegarem, ela olha ameaçadoramente para mim e minha irmã e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês vão descer pra rezar? Tem que ir alguém pra não ficar chato, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que minha mãe ainda me pergunta isso? Eu só queria uma razão, um fato de demonstre que haja alguma chance neste mundo de eu passar uma hora lendo livrinho de catequese e cantando músicas religiosas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em nome do Paaaaaaaaaai, em nome do Fiiiiiiiilho, em nome do Espírito Santoooooo, estamos aquiiiiiiiiiiiiiiiii... Meu coração é para tiiiiiii senhooooooOOooOOooorrrr...&lt;/span&gt;). Eu não sei por que ela simplesmente não vai lá e diz que suas filhas não gostam dessas reuniões (e eu não vejo os filhos dos vizinhos aqui em casa, fica a denúncia). Sobra pra quem? Ponto pra quem disse “sua irmã”. Sim, a coitada, cheia de trabalho de fim de semestre na faculdade, precisa parar tudo o que estava fazendo e ir lá, afinal coube a ela a tarefa de amenizar a vergonha pela filha desgarrada aqui. Mas tem uma condição pra eu não ouvir sermão e poder ficar aqui na minha: preciso cuidar da pobre Dudy, a cachorrinha, me trancar no meu cativeiro e fingir que eu não existo enquanto alguém ainda estiver na sala (só minha mãe pra achar que ninguém nunca notou que eu sempre estou fora de casa em dia de novena). Já comentei por aí que um dia vou chegar lá com meus livros de Harry Potter e dizer que preciso rezar virada para Hogwarts pelo menos uma vez por ano! Também já me aconselharam a descer as escadas na posição de ponte e girar a cabeça 360°. Juro que fiquei tentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de culto religioso – ou não – consta na Declaração dos Direitos Humanos e é um direito constitucional! Assim como as senhoras que neste momento estão na minha sala rezando têm o direito de ler seu livrinho e participar de novenas, eu tenho o direito de não participar, de ser agnóstica ou atéia. Eles não podem me processar por isso; eu posso processar alguém por me manter em cativeiro e ferir minha liberdade de ir e vir. Enquanto isso, estou aqui, com meu cabelo secando (ele vai ficar horroroso amanhã, OMG!), observando minha pobre cachorrinha olhar tristonha para a única saída, esperando o Salvador terminar a conversa lá embaixo e depois vir tirá-la daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o criminoso, minha gente? Ah, mas é tudo em nome de Deus, da comunidade, da vizinhança. Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PS: Assim que estava terminando de editar a foto que ilustra este post-denúncia, minha mãe entrou no meu quarto dizendo "nossa, como tá calor aqui". Jura, mamy? Deve ser porque essa porta ficou trancada por uma hora enquanto você rezava lá embaixo. Mas deixa eu ir secar meu cabelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1589698588865152405-7686142341529880949?l=insiraaquiumtitulo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/feeds/7686142341529880949/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1589698588865152405&amp;postID=7686142341529880949&amp;isPopup=true" title="20 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7686142341529880949" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1589698588865152405/posts/default/7686142341529880949" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://insiraaquiumtitulo.blogspot.com/2009/12/entao-e-natal.html" title="Então é Natal..." /><author><name>Érika Zemuner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01617820892540613952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/TKgVMlb5jCI/AAAAAAAAAZ8/npURMOSreGE/S220/out_pb2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_oXd3KX6TWrE/SxWbb9L5CkI/AAAAAAAAAIE/fl9ld_XYzkk/s72-c/novenas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>20</thr:total></entry></feed>

