<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949</atom:id><lastBuildDate>Sat, 05 Oct 2024 01:58:39 +0000</lastBuildDate><category>Cultura Afro</category><category>cultura afro-brasileira</category><category>Brasil</category><category>cultura negra</category><category>Dia da Consciência Negra</category><category>cultura africana</category><category>Lei 10.639/2003</category><category>Racismo</category><category>Zumbi dos Palmares</category><category>Educação</category><category>Negros</category><category>Quilombolas</category><category>SEPPIR</category><category>africana</category><category>negritude</category><category>Ação Internacional</category><category>Educação Ambiental</category><category>Etnia</category><category>Igualdade Racial</category><category>Indígenas</category><category>Intolerância Religiosa</category><category>João Cândido</category><category>Política Internacional</category><category>Políticas públicas</category><category>Raça</category><category>Religiões de Matriz Africana</category><category>África</category><category>América Latina</category><category>Angola</category><category>Cabo Verde</category><category>Capoeira</category><category>Casa Mestre Ananias</category><category>Cidades</category><category>Comissão Pastoral da Terra</category><category>Consciência Negra</category><category>Dieese</category><category>Direitos Humanos</category><category>Direitos Sociais</category><category>Discriminação</category><category>Discriminação Racial</category><category>Diversidade</category><category>Estados Unidos</category><category>FUNAI</category><category>Fundação Cultural Palmares</category><category>Guiné Bissau</category><category>Gênero</category><category>Imprensa</category><category>Internet</category><category>Lei 11.645/08</category><category>Moçambique</category><category>Obama</category><category>Observatório Afro Latino</category><category>Patrimônio Cultural</category><category>Pesquisa</category><category>Portugal</category><category>Presidência</category><category>Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra</category><category>Promoção de Eventos</category><category>Página Eletrônica</category><category>Quilombos</category><category>Revolta da Chibata</category><category>Samba de Roda</category><category>Seade</category><category>São Tomé e Príncipe</category><category>Timor Leste</category><category>Trabalho Escravo</category><category>UNB</category><category>Vestibular</category><category>ações afirmativas</category><category>candomblé</category><category>capoeira angola</category><category>congresso</category><category>conneb</category><category>cotas</category><category>educação a</category><category>eventos</category><category>história</category><category>iemanjá</category><category>minas gerais</category><category>remanescentes de quilombos</category><category>universidade</category><category>usp</category><category>yorubá</category><title>Instituto ÍBÁMÒ</title><description>Mobilizar para transformar</description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><language>en-us</language><itunes:explicit>yes</itunes:explicit><itunes:subtitle>Mobilizar para transformar</itunes:subtitle><itunes:category text="Society &amp; Culture"><itunes:category text="History"/></itunes:category><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-1838610490080869140</guid><pubDate>Sat, 21 Feb 2009 23:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-21T20:43:26.159-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">minas gerais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Racismo</category><title>Racismo em Minas, sem punição para apadrinhados do Estado.</title><description>&lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;No dia &lt;strong&gt;16/01/09&lt;/strong&gt;, o segurança da loja Kats, &lt;strong&gt;Antônio Carlos de Lima&lt;/strong&gt;, em Belo Horizonte, foi discriminado, somente porque cumpriu com seu trabalho, a Senhora &lt;strong&gt;Marcela Brant&lt;/strong&gt;, secretária do alto escalão de Minas Gerais o chamou de &amp;quot;&lt;strong&gt;macaco&lt;/strong&gt;&amp;quot; e &amp;quot;&lt;strong&gt;crioulo&lt;/strong&gt;&amp;quot;. O segurança fez o que lhe é de direito, chamou a polícia para dar queixa do ocorrido. A Senhora Brant teria então o &amp;quot;subornado&amp;quot;, oferecendo &amp;quot;o que ele quisesse&amp;quot; para não dar continuidade a queixa. Ele não aceitou, e quando a polícia chegou ao local, e começou a fazer seu trabalho, estranhamente o Tenente que recebeu a chamada, teria recebido ligações, de superiores seus, ordenando-o com que ele não desse sequência a ocorrência.       &lt;br /&gt;O Tenente, em sua dignidade, não cumpriu com essa ordem, deu sequência a ocorrência, coletou as informações, inclusive de testemunhas que tudo presenciaram, vendo os atos e ouvindo o que a Senhora Brant teria falado ao Segurança. Chegando a delegacia, ficando lá por quase 6 horas após o ocorrido, ela foi simplesmente liberada, e ao que parece, até hoje, dia &lt;strong&gt;20/02/09&lt;/strong&gt; nenhuma atitude foi tomada, para que esta fosse pelo menos investigada, para a apuração dos fatos. Muitos em Minas sabem sobre o poder totalitário que os cabeças do estado, exercem sobre meios de comunicação, corporações, entidades, polícia e outros. Por isso, através desse email, venho pedir que vocês não se calem sobre esse episódio, e cobre das autoridades, medidas para que os culpados sejam punidos.       &lt;br /&gt;Envei através do formulário de denúncia do Ministéio Público de Minas Gerais, um pedido de apuração dos fatos sobre esse caso, essa Senhora não pode ficar impuni só porque pertence Ao alto escalão do Estado, deveria sim ser exemplarmente punida por isso, por cometer tal crime, e o estado deveria investigar aqueles que tentaram atrapalhar a apuração dos fatos, também os punindo com todo rigor. Você pode ler mais sobre os ocorridos em &lt;strong&gt;&lt;a href="http://linguadetrapo.blogspot.com/2009/01/sinhazinha-secretria-do-vice-governador.html"&gt;http://linguadetrapo.blogspot.com/2009/01/sinhazinha-secretria-do-vice-governador.html&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, e ter acesso inclusive ao BO feito por &lt;strong&gt;Antonio Carlos&lt;/strong&gt; que &lt;em&gt;segue em anexo&lt;/em&gt;, ou baixar o mesmo na reportagem do &lt;strong&gt;Novo Jornal&lt;/strong&gt; sobe o assunto em &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.novojornal.net/minas_noticia.php?codigo_noticia=3297"&gt;http://www.novojornal.net/minas_noticia.php?codigo_noticia=3297&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. O BO foi feito pelo &lt;strong&gt;Tenente Wanderlino Patrício Santos&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; nº CIAD/P-2009-0014719&lt;/strong&gt; e entregue ao &lt;strong&gt;Agente da Polícia Civil Wesley Lopes Ávila de Oliveira &lt;/strong&gt;na &lt;strong&gt;1ª. Delegacia de Plantão da Seccional Sul da Polícia Civil&lt;/strong&gt;.       &lt;br /&gt;Gostaria de saber, quais tipos de providência o MP poderia tomar sobre o caso de racismo envolvendo a Senhora Marcela Brant (como acusada), e tendo como vítima o segurança Antonio Carlos de Lima, cujo qual teve registrado pelo Tenente Wanderlino Patrício Santos no BO no. CIAD/P-2009-0014719 e entregue ao Agente da Polícia Civil Wesley Lopes Ávila de Oliveira na 1ª. Delegacia de Plantão da Seccional Sul da Polícia Civil.       &lt;br /&gt;Eu enviei o seguinte texto para o MP, relatando um resumo do acontecido e algumas informações, para caso a memória esteja curta.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;div align="justify"&gt;     &lt;p&gt;&lt;em&gt;Segundo relatado a Acusada teria se referido a Vítima como &amp;quot;macaco&amp;quot; e &amp;quot;crioulo&amp;quot;, o que de acordo com o art. 140, § 3º do CP, é caracterizado como crime com pena de um a três anos mais multa. Também há disposto no texto da CF de 1988, art. 3, IV, que o estado deve promover o bem de todos sem distinção de raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Ressalta-se também leis posteriores vigentes que elevam o crime de racismo como crime hediondo com reclusão de até 5 anos.          &lt;br /&gt;Há também realatos de que o policial que conduzia a ocorrência, teria sido pressionado por integrantes do alto escalão da PMMG para que não prosseguisse com a ocorrência. Apesar do crime de racismo ser inafiançável, após quase 6 horas, a Acusada foi liberada.           &lt;br /&gt;A ocorrência apresenta testemunhas para o ocorrido, que segundo relatado no BO, essas testemunhas teriam presenciado o ocorrido, e ouvido tudo que foi dito pela Senhora Marcela Brant, que ao sair da loja disse a Vítima, &amp;quot;Seu crioulo, seu macaco, já dei queixa de você lá dentro da loja&amp;quot;. Apesar de já terem se passado mais de um mês do ocorrido, é bom lembrar que o crime de racismo além de inafiançável é também imprescritível.           &lt;br /&gt;Porém como dito, a acusada não sofreu nenhum tipo de punição, e aparentemente nem ouve investigação. Fica assim parecendo, que o poder público mineiro, estaria defendendo a imagem e interesses do Estado, fazendo com que o e mesmo não tenha seu nome envolvido em nenhum possível escândalo. Será que o MP compactua com esses tipos de ações e crimes?           &lt;br /&gt;Atenciosamente, Felipe Agusto.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Você pode enviar a denúncia através do endereço &lt;strong&gt;&lt;a href="http://ws.mp.mg.gov.br/pgj/denuncia/denunciaPGJ.htm"&gt;http://ws.mp.mg.gov.br/pgj/denuncia/denunciaPGJ.htm&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; ou ir na página do MP em &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.mp.mg.gov.br/"&gt;http://www.mp.mg.gov.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e na barra procurar por &amp;quot;&lt;strong&gt;Serviços --&amp;gt; Denúncias --&amp;gt; Direto ao PGJ&lt;/strong&gt;&amp;quot;.       &lt;br /&gt;Não deixe que isso se torne uma banalidade em Minas e no Brasil, denúncie, divulgue em seu blog, envie mensagens a orgãos responsáveis exigindo investigação e punição aos culpados.       &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não deixe que a cultura abafe a realidade, racismo é crime e isso é verdade;          &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;e pense bem, mas pense bem o que fazer, porque esse ódio e o preconceito podem estar apontados pra você.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Fonte: Reenviado por e-mail por Jeronimo Santos da Silva em nome de flipeicl@gmail.com&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2009/02/racismo-em-minas-sem-punicao-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-1430388651648053618</guid><pubDate>Mon, 02 Feb 2009 22:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-02T20:15:48.624-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">candomblé</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">capoeira angola</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação a</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação Ambiental</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">iemanjá</category><title>Campanha quer estimular mudanças no costume das oferendas a Iemanjá</title><description>&lt;p align="justify"&gt;Com o slogan “Iemanjá protege a quem protege o mar”, o Instituto Nzinga de Capoeira Angola está provocando polêmica entre os envolvidos da Festa de Iemanjá. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O conflito gira em torno de uma campanha que incentiva algumas mudanças no costume de presentear a Rainha das Águas, homenageada no dia 2 de fevereiro, de acordo com suas predileções já conhecidas por religiosos do candomblé ou devotos da divindade. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nesse contexto estariam proibidos espelhos, bonecas e adereços de plástico, sabonetes e quaisquer outros materiais que não sejam biodegradáveis (substâncias que se decompõem pela ação de micro-organismos). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Presente são as ofertas que são desfeitas naturalmente e não comprometem a vida marinha nem a de quem vive do mar. Lixo é o que vai ficar no meio ambiente”, disse a coordenadora pedagógica do Instituto Nzinga de Capoeira Angola, Lígia Vilas Boas.    &lt;br /&gt;A campanha foi iniciada neste sábado, 31, com distribuição de material informativo em hotéis e estabelecimentos comerciais da região, além da colocação de faixas no trajeto da festa. “O objetivo é introduzir na tradição da oferta de agrados a preocupação com a poluição marinha, diferenciando o presente do lixo”, explica a coordenadora.     &lt;br /&gt;A entidade atua com 30 crianças e adolescentes da comunidade Alto da Sereia, localizada no Rio Vermelho, nas áreas de arte educação, educação ambiental. capoeira e samba de roda no entorno da festa.     &lt;br /&gt;“Já participamos da manifestação há quatro anos com apresentação de samba de roda e capoeira. Resolvemos trazer essa proposta, pois a festa cresceu muito e com isso a quantidade de lixo aumentou. Os espelhos, adereços de plástico, material sintético e metal, frascos de perfume e sabonete não são absorvidos e viram lixo no mar”, explicou a coordenadora, que disse não saber precisar o impacto que isso pode ter causado nos mais de cem anos de tradição das oferendas a Iemanjá.     &lt;br /&gt;Na Colônia Z1, parte da equipe da organização da festa é incumbida de fazer a triagem de tudo que chega para preencher os 250 balaios que são entregues em alto-mar todos os anos, segundo o presidente da colônia Z1, Joel Gouveia. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1063731"&gt;A Tarde On Line&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2009/02/campanha-quer-estimular-mudancas-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-2057015138637329</guid><pubDate>Mon, 26 Jan 2009 12:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-26T10:51:31.173-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Comissão Pastoral da Terra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Trabalho Escravo</category><title>49% dos trabalhadores resgatados da escravidão em 2008 estavam no setor sucroalcooleiro</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SX2xufp1eTI/AAAAAAAAACY/gsJsBlJj5ko/s1600-h/cpt%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img title="cpt" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-left: 0px; margin-right: 0px; border-bottom: 0px" height="158" alt="cpt" src="http://lh5.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SX2xyh39MNI/AAAAAAAAACc/GCBfN-ysFrw/cpt_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="227" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De acordo com dados da Campanha Nacional da CPT de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, no ano de 2008, 2.553 trabalhadores, 49% dos resgatados da escravidão, estavam no setor sucroalcooleiro. Os dados mostram, também, que a pecuária foi a segunda atividade que mais utilizou mão-de-obra escrava em 2008, com 1.026 trabalhadores resgatados. Ao todo, em 2008, 5.244 trabalhadores foram resgatados durante ações de fiscalização que atenderam 214 denúncias. De acordo com o Frei Xavier Plassat, da coordenação da Campanha da CPT, “os dados da Campanha mostram que as áreas geográficas de concentração já antiga ou de expansão recente da cana-de-açúcar, aumentaram dramaticamente sua participação no total de libertados em flagrantes de trabalho escravo nos últimos dois anos. Basta constatar que a região Norte, que sempre liderou esses números no passado, está em 2008 no terceiro lugar pelo número de libertados (19,1%), após o Nordeste (28,6%) e o Centro-Oeste (32,1%).” Ele ainda completa: “O número de pessoas libertadas alcança em 2008 seu 2° máximo histórico desde a criação do Grupo Móvel [de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego], logo atrás do ano anterior (5.968). O crescimento do setor sucroalcooleiro e do agronegócio de grãos nos cerrados centrais e nas regiões de fronteira agrícola explica boa parte do crescimento numérico observado: metade dos libertados de 2008 como de 2007 foram encontrados em número reduzido de fazendas de cana de açúcar: 20 em 2008 (7 em 2007).” &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo os dados da Campanha da CPT, os estados campeões em números de denúncias de uso de mão-de-obra escrava foram, novamente, o Pará, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. Entretanto, o Pará, que sempre ocupou o primeiro lugar também no número de trabalhadores resgatados, ficou, em 2008, em segundo lugar, com 811 trabalhadores resgatados. Goiás, com 867 trabalhadores libertados, foi o estado campeão em 2008. Plassat argumenta, “em 2007 o Centro-Oeste já havia assumido essa liderança questionável (40,3% dos libertados) seguido pelo Norte (34,1%) e pelo Nordeste (12,4%). No detalhamento por estado, o ranking é bastante esclarecedor: Goiás acessa ao 1° lugar (867 libertados em 6 casos), seguido por Pará (811 libertados em 109 casos), Alagoas (656 em 3 casos) e Mato Grosso (578 em 32 casos). Pelo número de casos encontrados, porém, o Norte continua líder incontestado entre as regiões, com cerca da metade (47,9%) das ocorrências de trabalho escravo, contra ‘apenas’ 16% no Centro-Oeste ou no Nordeste, e 3 a 5% no Sul e Sudeste. A Amazônia concentrou, em 2008, 69% dos registros de trabalho escravo, 49% dos trabalhadores nele envolvidos e 32% dos resgatados, demonstrando a persistente dificuldade de acesso da fiscalização neste bioma.” &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No eito da cana&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desde 2007, os dados mostram que a utilização de mão-de-obra análoga à escravidão tem crescido no setor da cana-de-açúcar na mesma velocidade que tem crescido o interesse do governo nessa cultura. Com o discurso do aumento da produção dos biocombustíveis ou combustíveis “verdes”, o governo brasileiro tem desconsiderado os impactos e as conseqüências da produção desenfreada em busca de lucro. Entretanto, governos de outros países e grandes investidores estrangeiros, se mostram reticentes em comprar o álcool do Brasil justamente por causa do estigma de trabalho escravo que esse produto nacional ainda carrega.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pelo tipo de empreendimento, o canavial concentra números consideravelmente maiores de trabalhadores no mesmo espaço produtivo. Logo a imposição de condições degradantes de trabalho afeta nele contingentes expressivos de mão-de-obra, enquanto nos demais setores o trabalho escravo é geralmente encontrado em serviços ocasionais empreitados a terceiros, tais como desmatamento, roço de pasto, aplicação de veneno, ‘cata’ de raízes, colheita, entre outros. Somente na cana, a média de trabalhadores por caso flagrado está em 142 trabalhadores em 2008 (437 em 2007) contra 14 nas demais atividades (20 em 2007). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo Plassat, “a emergência da cana nos registros do trabalho escravo brasileiro por muitos aspectos tem caráter de ‘revelação’ de uma situação latente até então velada pela falta de fiscalização especializada. Pela característica do empreendimento canavieiro, sempre realizado em escala de imensas plantações, cada caso fiscalizado envolve um contingente de trabalhadores não raro 10 vezes mais elevado que nas demais atividades. Daí as profundas mudanças observadas na geografia recente do trabalho escravo no Brasil. Se a cana-de-açúcar predomina pelo número de trabalhadores envolvidos ou resgatados e se, com ela, ganha destaque a região Centro-oeste, para onde o canavial vem avançando, isso deixa de ser verdade quando se trata do número de casos identificados. Sob este aspecto, no período 2003-2008 bem como nos últimos meses, continuaram predominando a pecuária de gado e, junto com ela, o desmatamento que muitas vezes abre-lhe o caminho, seguidos pelas ‘outras lavouras’ (soja, algodão, tomate) e pelo carvão vegetal. Com isso a Amazônia, povo e natureza, continuou sofrendo.” &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na Amazônia Legal, somente em 2008, 1.679 trabalhadores foram resgatados. Além disso, das ações de fiscalização realizadas no ano, 59,3% o foram somente na Amazônia Legal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Novos estados aderem a essa prática&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O surgimento de novos estados nos registros nacionais de trabalho escravo merece destaque. Em 2008, um ano recorde em termos de operações de fiscalização, Sul e Sudeste contribuem assim cada um com 10% do total de libertados, com destaque para Paraná (398 resgatados), Minas Gerais (229) e Santa Catarina (125). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De acordo com o Frei, “esse fato deve ser interpretado dentro do contexto de ‘descobrimento’ em que ainda estamos quanto à realidade atual do trabalho escravo no Brasil – cujas modalidades legais vão desde as condições degradantes até o aprisionamento puro e simples – e também em função da intensificação, pelo Gurpo Móvel de Fiscalização e por algumas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE), e de ações específicas de fiscalização orientadas para setores e regiões tradicionalmente isentas desse tipo de inspeção. Em 2008, quase a metade das fiscalizações com libertação efetiva foram assumidas por SRTE’s”. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Além dos grupos de fiscalização, outra ferramenta importante no combate ao trabalho escravo é a lista suja do trabalho escravo, onde os produtores que utilizaram esse tipo de mão-de-obra têm seu nome incluído. Essa lista tem sido muito importante para denunciar essa prática e impedir a consolidação de vantajosos contratos transnacionais e demais investimentos naquelas propriedades flagradas com trabalhadores escravos. Ao final de 2008 a Lista Suja já contabilizava 203 nomes de proprietários flagrados com mão-de-obra escrava, sendo que desse total, 50 nomes são de proprietários só do estado do Pará. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Coordenador da Campanha da CPT recebe prêmio do governo brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Frei Xavier Plassat, da coordenação da Campanha da CPT, recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos 2008 na categoria “Erradicação do Trabalho Escravo” (sub-categoria: pessoa física), em dezembro de 2008. Foi a 14ª edição do Prêmio Direitos Humanos, promovido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, que também agraciou a ONG Repórter Brasil, integrante desta Campanha, com o prêmio como Pessoa Jurídica na mesma categoria. Frei Xavier e as ações da Campanha receberam também, durante o ano de 2008, reconhecimento por parte de entidades internacionais, como a ONG americana Free the Slaves, que entregou a ele, em setembro de 2008, em Los Angeles (EUA), o prêmio Freedom Awards 2008.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Veja a síntese estatísitca da Camapnha da CPT Contra o Trabalho escravo em 31/12/20008 &lt;a href="http://www.portaldomeioambiente.org.br/noticias/2009/janeiro/26/SINTESE-ESTATISTICA-T.-%20EM%2031.12.2008.PDF"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Maiores informações:    &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Xavier Plassat &lt;/strong&gt;– (63) 3412-3200 / 9221-9957     &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Setor de Comunicação da CPT &lt;/strong&gt;– (62) 4008-6406 / 6414 (Cristiane ou Marília)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;strong&gt;&lt;a href="mailto:comunicacao@cptnacional.org.br"&gt;Comissão Pastoral da Terra&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2009/01/49-dos-trabalhadores-resgatados-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://lh5.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SX2xyh39MNI/AAAAAAAAACc/GCBfN-ysFrw/s72-c/cpt_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-237503109762794323</guid><pubDate>Sat, 17 Jan 2009 23:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-17T22:08:30.607-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">eventos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Religiões de Matriz Africana</category><title>Brasil mobiliza-se pela Liberdade Religiosa - Atos em Salvador, POA, Sampa e RJ</title><description>&lt;p&gt;AVISO DE PAUTA &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Da Sereia de Itapoã, em Salvador ao Largo Zumbi dos Palmares, em POA, passando pelo Rio e São Paulo, religiosos mobilizam-se pela liberdade no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;SÃO PAULO - SP &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;DATA: 21/01    &lt;br /&gt;HORA: DURANTE TODO O DIA     &lt;br /&gt;LOCAL: Ilê Axé Oyá Ogun &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os filhos de santo do babalorixá Flávio de Yansã reúnem-se num protesto silencioso pelo fechamento do barracão pela Prefeitura de Sâo Paulo, em agosto de 2008. A casa foi lacrada pela com alegação de que está situada em zona residencial. Nenhuma outra isntituição religiosa do bairro foi alvo deste tipo de atuação. A casa funciona há 25 anos no mesmo local, com a documentação e legalização toda em dia.    &lt;br /&gt;O processo de insconstitucionalidade e a denúncia de intolerância religiosa por parte do município tramitam no TJ-SP e na Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Serviço:    &lt;br /&gt;Pai Flávio de Yansan - Tel: 11.50718912 / 35424319 &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;SALVADOR - BAHIA &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;DATA: 21/01    &lt;br /&gt;HORA: 9h     &lt;br /&gt;LOCAL: Sereia de Itapoã - Salvador &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Católicos, evangélicos, judeus, espíritas, umbandistas e budistas unem-se aos filhos de santo de Mãe Gilda - mãe de santo que sofreu enfarte fulminante ao ver sua publicada na Folha Universal com o título de charlatã e cuja a data da morte é lembrada como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, por força de Lei Federal - para uma grande caminhada em defesa da Liberdade Religiosa, nesta quarta (21/01), às 9h, na Sereia de Itapoã. A caminhada segue pela orla de Salvador em direção a Lagoa do Abaeté. No local, onde localiza-se até hoje casa de Mãe Gilda (Abassá do Ogun), será feito o lançamento da Cartilha Ecológica, além de apresentações culturais e atos religiosos. A pastoral da Juventude e a Arquidiocese de Salvador apóiam o evento. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aprsentações Culturais    &lt;br /&gt;Boloc Afro Malê de Balê &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Malezinho    &lt;br /&gt;As Ganhadeiras de Itapuã     &lt;br /&gt;Grupo de Percurssão e Dança do Terreiro Oxumarê     &lt;br /&gt;Serviço:     &lt;br /&gt;Mãe Jacyara de Oxum - Tel: 71.32851769 / 88044528 &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;RIO DE JANEIRO - RJ &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;DATA: 21/01    &lt;br /&gt;HORA: 10h     &lt;br /&gt;LOCAL: Cine Odeon - Praça da Cinelândia / Centro &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lançamento nacional da Cartilha da Liberdade que vai orientar as polícias no devido enquadramento de crimes de intolerância religiosa. O evento reúne lideranças religiosas, autoridades, artistas e intelectuais num evento pela Liberdade. Presenças confirmadas: Muniz Sodré, Luis Paulo Horta, Denise Tredler (desembargadora, representando o presidente eleito do TJ-RJ, Luis Szveiter), Carlos Vereza e diversos outros artistas.    &lt;br /&gt;O evento acontece durante todo o dia e ás 18h terá o lançamento do DVD da I Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. A entrada é franca e a cartilha e o DVD serão distribuídos gratuitamente. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Serviço:    &lt;br /&gt;Comissão de Combate à Intolerância Religiosa     &lt;br /&gt;Tel: 21.22733974 / 97958867 &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;PORTO ALEGRE - RS &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;DATA: 21/01    &lt;br /&gt;HORA: 16H     &lt;br /&gt;LOCAL: Largo Glênio Peres, Centro - POA &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lideranças religiosas da umbanda e do candomblé reúnem-se ás 16h, Largo Glênio Peres para a I Marcha Estadual Contra a Intolerância Religiosa e Pela Vida. A caminhada está prevista para iniciar às 18h, com saída do Mercado Público (com homenagem ao Bara do Mercado) seguindo pela Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares, onde acontecerá um ato público. Haverá também uma atividade no Gasômetro, em que religiosos de matriz africana entregarão um presente às divindades das águas.    &lt;br /&gt;Neste dia, os religiosos entregarão um Ação de Incosntitucionalidade na Assembléia Legislativa contra uma lei que impede as casas de matriz africana de realizar seus cultos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Serviço:    &lt;br /&gt;Baba Diba de Yemonja: (51) 9986.9719 - 3333.9224 - 3333.9736 &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais informações:    &lt;br /&gt;Comissão de Combate à Intolerância Religiosa     &lt;br /&gt;Rosiane Rodrigues     &lt;br /&gt;Tel: 22733974 / 97958867&lt;/p&gt; Fonte: Comissão de Combate à Intolerância Religiosa     </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2009/01/dia-nacional-de-combate-intolerncia.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-3907455041719956626</guid><pubDate>Fri, 09 Jan 2009 13:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-09T11:41:34.600-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fundação Cultural Palmares</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quilombolas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">remanescentes de quilombos</category><title>Fundação Palmares certifica novas comunidades</title><description>&lt;p align="justify"&gt;Grupos remanescentes de quilombos já podem integrar programas governamentais &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Brasília, 8/1/2009&lt;/strong&gt; – Mais 16 comunidades remanescentes de quilombos foram certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Oito delas estão localizadas no Maranhão, três na Bahia, duas em Minas Gerais, duas em São Paulo e uma no Rio Grande do Sul. A certificação foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de 31 de dezembro de 2008. Com essa última ação, o número de comunidades certificadas subiu para 1.305.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A certificação ocorreu conforme as declarações de auto-reconhecimento de cada comunidade, respeitando o Decreto nº 4.887/2003 e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os povos indígenas e tribais. A partir de agora, todas essas comunidades podem fazer parte de programas governamentais, como o Fome Zero e o Luz para Todos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois, o processo segue para o Incra, onde será elaborado o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) das comunidades. Depois do reconhecimento, segue a etapa de desintrusão, na qual são identificados os imóveis rurais dentro do perímetro da comunidade quilombola. Nesta fase, os imóveis particulares são desapropriados e as famílias não-quilombolas que se enquadrarem no Plano Nacional de Reforma Agrária serão reassentadas pelo Incra. A quarta e última fase é a titulação, na qual a comunidade quilombola recebe um único título correspondente à área total.    &lt;br /&gt;A Fundação Cultural Palmares é responsável por promover políticas públicas voltadas para a população negra, visando à preservação de seus valores culturais, sociais e econômicos e, ainda, pela promoção e apoio de pesquisas e estudos relativos à história e à cultura dos povos negros e pela inclusão dos afro-brasileiros no processo de desenvolvimento. (Fonte: Fundação Cultural Palmares) &lt;a href="http://www.palmares.gov.br/001/00101001.jsp?ttCD_CHAVE=2&amp;amp;btOPERACAO="&gt;Mais&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.brasilia.unesco.org/noticias/ultimas/fundacao-palmares-certifica-novas-comunidades"&gt;ONU Brasil&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2009/01/fundao-palmares-certifica-novas.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-7525738999911207443</guid><pubDate>Wed, 31 Dec 2008 14:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-31T12:30:43.506-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura africana</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Afro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura afro-brasileira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">história</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lei 10.639/2003</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">usp</category><title>Professor Kabengele Munanga da USP em entrevista</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Durante muito tempo ausentes das prateleiras de bibliotecas e das salas de aula os livros que levantam questões sobre o negro brasileiro sem reduzi-lo a objecto começam a aparecer. Se antes a temática não representava um mercado potencial para as editoras, a nova legislação já dá mostras de avanços concretos.. Em vigor desde Janeiro de 2003, a nova lei federal torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todas as escolas de ensino. O livro Para entender o negro no Brasil de hoje: história, realidades, problemas e caminhos foi escrito pelo antropólogo Kabengele Munanga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo, e por Nilma Lino Gomes, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. A obra está a ser usada nos cursos de graduação de outras universidades. Nesta entrevista, o professor Kabengele, que nasceu na República Democrática do Congo e lecciona na USP desde 1980, conversou sobre a educação no Brasil, defendeu o sistema de quotas e apresentou algumas ideias da sua obra. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;     &lt;br /&gt;“Política de quotas desencadearia ascensão económica dos negros”       &lt;br /&gt;Marana Borges       &lt;br /&gt;A aprovação da lei 10.639 ajuda a desconstruir o mito da democracia racial no Brasil?       &lt;br /&gt;A lei vem provar que o Brasil não era uma democracia racial, pois levou 115 anos para introduzir no ensino o estudo da matriz cultural africana. E ela não caiu do céu, mas é o resultado da luta do movimento social negro.. A nova lei tem tudo de positivo. Porém, é preciso que ela seja efectivamente implementada e que seja definido exactamente o conteúdo a ser ministrado. A África é um continente de 56 países e ilhas. A lei não disse que África e Brasil ensinar. Mas se não fosse a lei, ninguém se mobilizaria. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;     &lt;br /&gt;Como é o ensino da cultura afro-brasileira e africana na escola? &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;A África que nós conhecemos é a do Tarzan, Simba Safári, Sida, fome, guerras, das tribos. Será que a África é só isso? Já viu algum livro didáctico mostrar que a África é o berço da humanidade, que as maiores civilizações se desenvolveram lá, que a civilização egípcia era negra? Nunca se viu na historiografia oficial, nos livros didácticos, os impérios e reinos africanos. A África é simplesmente tida como tribo. É isso o que a lei pretende corrigir. Além de introduzir a história da África no currículo, é uma nova história que será ensinada, em que a identidade africana e dos afro-descendentes é apresentada de maneira positiva. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;     &lt;br /&gt;O senhor explica que foi após a conferência de Berlim (1885) que se deu a passagem de uma imagem positiva do povo e continente africanos para uma negativa. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Os primeiros viajantes em África, como os árabes, deixavam documentos sinceros sobre aquela sociedade, relatando as formas de organização política, expressão artística etc. Quando começou a colonização da África, essas memórias foram apagadas. Para se justificar a dominação através do discurso da Missão Civilizadora, foi preciso negar os atributos daquelas sociedades. Os livros escritos depois da colonização não trazem mais uma África autêntica, mas estereotipada. É essa África que foi ensinada na historiografia oficial. Isso também tenta justificar a posição do negro na sociedade brasileira. O discurso é também um dispositivo de dominação, é ele que legitima a situação do “outro”, o nomeia. Não basta força militar, é preciso que o poder seja legitimado pelo discurso.      &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;O senhor vê resquícios dos princípios da Missão Civilizadora em alguns trabalhos assistencialistas de organiza­ções não-governamentais, que pretendem salvar o negro e pobre (já que no Brasil pobreza tem cor?      &lt;br /&gt;Seria uma injustiça dizer isso, pois não colaboro com ONG e conheço muito pouco sobre elas. Parto do princípio de que muitas delas perceberam que o Estado não estava a cumprir as suas obrigações. Nesse sentido, muitas organizações contribuíram com os países africanos, fazendo o que o governo não fazia no sistema de saúde e educação. Não       &lt;br /&gt;creio que eles estavam a fazer isso com o espírito da Missão Colonizadora. Como membros da sociedade e conscientes das injustiças cometidas contra essas sociedades, eles acham que podem fazer algo, não cruzam os braços.       &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Qual a importância da Frente Negra Brasileira e do Teatro Experimental do Negro para a educação e inclusão dos negros?      &lt;br /&gt;Foram tentativas. A Frente Negra Brasileira foi um movimento social fundado por uma elite negra dos anos 30. Ela foi a primeira a denunciar o mito da democracia racial, e só depois a academia foi estudá-lo. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Aqueles negros colocaram o mesmo problema que hoje estamos a colocar: a educação é um dos caminhos para poder integrar o negro no mercado de trabalho, no sistema de poder. A diferença é que os movimentos negros actuais, que surgiram em 1975, além de reivindicar a escola também querem que ela reconheça a sua identidade, ensine a história e cultura dos negros africanos. Movimentos negros anteriores, como no caso específico da Frente Negra, queriam simplesmente se integrar na cultura dominante. Porém, ambos os movimentos lutam para que o negro faça parte do sistema educacional.      &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;div align="justify"&gt;     &lt;p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;Quantos negros há na Universidade de São Paulo? Como surgiu o debate sobre quotas?        &lt;br /&gt;Chegou um momento em que os movimentos sociais negros descobriram que o único caminho para garantir o acesso do negro à educação superior de boa qualidade, era através de uma política pública, uma medida obrigatória. E se isso não for feito, se contar apenas com a boa vontade do cidadão, nada vai acontecer. É claro que o sistema de cotas         &lt;br /&gt;é uma experiência que já foi vivida por outros países do mundo. É o caso, por exemplo, dos EUA, onde os negros são cerca de 12% da população e, a partir das lutas pelos direitos cívicos nos anos 60, uma parcela deles conquistou uma grande mobilidade social e económica. Há uma classe média negra bastante notável, com intelectuais nas grandes         &lt;br /&gt;universidades, médicos em grandes hospitais, engenheiros até na NASA. A experiência deles deu certo. Na Índia o governo também adoptou a política das cotas para as castas dos “intocáveis” desde 1950, três anos após a independência do país. Essa política já existe em outros países. Porque é que no Brasil ela tem um tom de novidade, como se não houvesse outras experiências noutros lugares? Justamente porque não há vontade política para mudar as coisas. Quantas coisas o Brasil copia dos Estados Unidos? Modelo económico, ciência e tecnologia.. . Não copiam as cotas porque não querem. Muitos brasileiros ainda não acreditam na existência do racismo no Brasil. Eles acham que a questão é simplesmente económica, de classes, ou uma questão social. Como se o machismo e a homofobia não fossem uma questão social. Todas as questões que tocam a vida do colectivo são sociais, mas o social não é algo abstracto, tem especificidade, tem endereço, sexo, religião, cor, idade, classe social.         &lt;br /&gt;Muitos acham que o caminho para corrigir as desigualdades sociais seria uma política universalista, baseada na melhoria da escola pública, o que tornaria todos os cidadãos brasileiros capazes de competir. Mas isso é um discurso para manter o status quo, porque enquanto se diz isso nada é feito. Não se esqueça que quando as escolas públicas no Brasil eram boas, os negros e pobres não tiveram acesso a ela. Havia uniformes caros e outros mecanismos que os ­excluíam. O pobre estudava nas escolas particulares, como foi o caso de José Corrêa Leite, um dos fundadores da Frente Negra Brasileira. Então não adianta dizer que basta melhorar o nível das escolas públicas. Mesmo porque isso significaria acabar com a clientela das escolas particulares, que possuem um forte lobby e não tem nenhum interesse em ver escolas públicas de boa qualidade. Se o governo conseguisse fazer isso, entenda-se melhorar a escola pública, seria óptimo. Mas a partir do momento em que os pobres e os ricos mandarem seus filhos para as escolas públicas, haverá outras formas de excluir o negro. O problema de cotas será colocado novamente. &lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;Então haveria um círculo vicioso?        &lt;br /&gt;Sim, mas há uma saída. Um aluno que entra pelas cotas e se forma, vai encontrar as mesmas barreiras do preconceito no mercado de trabalho. Mas a situação dele será diferente, pois ele terá sólida formação, que vai lhe abrir muitas portas. Ele certamente passará num concurso público. E quando ele encontrar alguma porta fechada, saberá lutar         &lt;br /&gt;pelos seus direitos, ou poderá ter emprego e dinheiro para contratar um advogado. É uma grande diferença. É como dizer que a sociedade deixou de ser machista. Não é verdade. A mulher está a ocupar os espaços públicos porque ela lutou e se capacitou. A competência abre muitas portas, embora muitas outras estejam fechadas. Como essa mulher também não tinha uma formação política, achava que seu lugar era na cozinha e         &lt;br /&gt;na maternidade. &lt;/p&gt;      &lt;p&gt;O senhor se refere às mulheres brancas?        &lt;br /&gt;Sim, pois as mulheres negras são as maiores vítimas da discriminação. São duplamente discriminadas, enquanto mulheres e enquanto negras. Mas o acesso à educação propicia melhor consciencialização e capacidade de lutar pelos seus direitos. Além do mais, a educação tem um factor de multiplicação. Um jovem que foi para a escola, passou por uma boa universidade, tem consciência dos problemas da sociedade, não deixará seus filhos passarem pelo mesmo caminho. O acesso que ele tem a uma certa mobilidade social e ascensão económica faz com que seus filhos possam estudar numa boa escola. E ele pode também se tornar aquele referencial que o negro não tem. &lt;/p&gt;      &lt;p&gt;O “programa universidade para todos” teria os mesmos resultados que as cotas nas universidades púbicas, no sentido de propiciar a consciencialização política e ascensão económica de pobres e negros?        &lt;br /&gt;Creio que sim. Não sei como as escolas particulares trabalham as questões raciais, mas o aluno que entra pelo “programa universidade para todos” informa-se sobre o programa e sabe porque está a ir na universidade. Há faculdades particulares de qualidade. E todas têm o efeito multiplicador, tanto na educação dos filhos como na futura ascensão económica deles. A expansão do ensino público leva tempo. Enquanto isso os jovens que terminaram o Ensino Médio não podem estudar? Graças ao “programa universidade para todos” hoje há mais de 40 mil afro-descendentes que entraram nessas escolas particulares. Isso é um ganho. &lt;/p&gt;      &lt;p&gt;No seu livro, como em outras obras, o senhor desconstrói o mito de um sistema esclavagista africano que justificaria e legitimaria as formas de escravidão que deram origem aos tráficos. Qual era o conceito de “escravo” em África antes dos tráficos liderados por europeus e árabes?        &lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a existência do chamado “escravo” não é razão para aceitar a escravidão. Em qualquer circunstância, a escravidão é uma instituição desumanizante e deve ser condenada. O homem nasce livre até que alguém o escravize. Portanto, o próprio conceito está errado. O correcto é “escravizado”, não “escravo”. Não há uma categoria de escravo natural. Porém, esse conceito já está enraizado na literatura. Em segundo lugar, o conceito de “escravo” vem de outra visão do mundo, diferente da africana. Como nas outras sociedades, em África existia a categoria de cativos, que eram prisioneiros de guerra ou pessoas que cometiam algum delito na sociedade e eram levadas por outros grupos étnicos. Os homens trabalhavam como serventes dos reis, príncipes e guerreiros, enquanto as mulheres se tornavam esposas e reprodutoras das famílias reais. Todos os filhos dos cativos eram livres. Nos outros casos, famílias penhoravam algum parente quando havia grandes calamidades. Esses parentes poderiam trabalhar nas outras famílias temporariamente ou para sempre, caso a família original não tivesse condições de adquiri-lo de volta. Em hipótese alguma havia um escravismo como sistema de produção, pois não era uma sociedade de acumulação de capital, mas de subsistência. Essa categoria de cativo africano foi traduzida como escravo. Mas não o é, pois o sistema escravista pressupõe que os escravizados sejam bem mais numerosos que os senhores. No Brasil, até século XVII, os negros eram cerca de 70% da população. Em compensação, algumas sociedades africanas não queriam nem guardar o cativo, achavam que ele não servia para nada. Por isso alguns eram enterrados vivos com reis, para servi-lo no outro mundo. Muitos reis e príncipes colaboraram com o tráfico negreiro para outros continentes, capturando negros de outros grupos étnicos para vendê-los como escravizados. Mas este facto também não justifica a escravidão. Quando se fala de escravidão na África só se pensa no tráfico liderado pelos europeus. &lt;/p&gt;      &lt;p&gt;E a responsabilidade árabe com a escravidão através das rotas oriental e transaariana?        &lt;br /&gt;Não se fala sobre isso porque a escravidão liderada pelos árabes é anterior à europeia. Começou no século VI e terminou no século XX. Os escravizados foram deportados para os países do Oriente Médio. Talvez não se fale muito porque não se vê tantos negros mestiços nos países árabes como se vê nas Américas. Isso porque era frequente a castração dos negros, muitos trabalhavam como eunucos. Apesar de as mulheres servirem como concubinas nos haréns, a taxa de mortalidade dos negros era alta. Inclusive quando as pessoas dizem que o Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão, não é verdade. A Arábia Saudita a aboliu em 1962. É uma história que ninguém conhece. &lt;/p&gt;      &lt;p&gt;Perfil        &lt;br /&gt;Kabengele Munanga nasceu na República Democrática do Congo, antigo Zaire, no dia 19 de Novembro de 1942. Foi o primeiro antropólogo do seu país, tendo saído pela primeira vez para fazer mestrado na Bélgica. Chegou ao Brasil por convite de um colega, terminado o seu doutorado, retornou ao Congo. Em 1980 veio para o Brasil, para assumir a cadeira de Antropologia na Universidade do Rio Grande do Norte. Depois de um ano muda-se definitivamente para São Paulo, tomando como sua casa a Universidade de São Paulo. Tem cinco filhos, dois belgas, dois do congo e um brasileiro.         &lt;br /&gt;“ O meu nome, pronunciado na minha língua materna, é Kabengele Munanga. Eu nasci em Bakwa Kalonji, no antigo Zaire, actualmente República Democrática do Congo, no dia 19 de novembro de 1942. O nome do meu pai é Ilunga Kalama. O nascimento dele eu não sei, porque quando meu pai faleceu, eu era criança de 6 meses. Naquela época, em plena colonização, não havia cartório, então não tenho registo. Minha mãe é Mwanza Wa Biaya, nascida na cidade Bakua Mulumba, no antigo Zaire, não conheço a data dela de nascimento, mas meu irmão disse que ela teria falecido com uma idade estimada de 100 anos”.         &lt;br /&gt;Vida Cultural/JA         &lt;br /&gt;Atenção:         &lt;br /&gt;A prática, indução ou incitação de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, por meio da Internet, constitui crime punido com reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa, conforme determina a Lei 7.716/89 em seu artigo 20, § 2°. Denuncie aqui sites e/ou mensagens de fóruns hospedados na Insite contendo qualquer violação.         &lt;br /&gt;Brasil Vivo         &lt;br /&gt;Vivo Africa&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Rede 3Setor&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/12/professor-kabengele-munanga-da-usp-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-2666691862783692559</guid><pubDate>Sun, 28 Dec 2008 19:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-28T17:18:19.297-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Intolerância Religiosa</category><title>II Caminhada Contra Intolerância Religiosa e pela Paz em Itapuã</title><description>&lt;p&gt;O Terreiro Abassá de Ogum&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Convida todos/as para a II Caminhada Contra Intolerância Religiosa e Pela Paz em Itapuã.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SVfQ9dpbvzI/AAAAAAAAACQ/ahfbnoqiPCE/s1600-h/panfletoda2caminhada%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img title="panfletoda2caminhada" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; margin-right: auto; border-bottom: 0px" height="402" alt="panfletoda2caminhada" src="http://lh4.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SVfQ-osqunI/AAAAAAAAACU/CeqYmMtg5Ys/panfletoda2caminhada_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="192" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Onde?: Do largo da Sereia até a Lagoa do Abaeté&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando?: 21 de Janeiro de 2009&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Horas: A partir das 9:00hs.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contatos:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Danielle Felicio: (71) 8603- 5632&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Rebeca Tárique: (71) 8742- 5727&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Rebeca Tárique:&lt;/u&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diretora Nacional de Juventude do Coletivo de Entidades Negras/BA- : &lt;a href="http://cenbrasil.blogspot.com/"&gt;http://cenbrasil. blogspot. com&lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;Rede Latino Americana e Caribenha de Jovens pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos REDLAC-Brasil&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contato:55.71 8742-5727/ 8107-3329&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;msn: &lt;a href="mailto:rtsm_9@hotmail.com"&gt;rtsm_9@hotmail. com&lt;/a&gt;, &lt;a href="mailto:kizom@hotmail.com"&gt;kizom@hotmail. com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/12/ii-caminhada-contra-intolerncia.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://lh4.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SVfQ-osqunI/AAAAAAAAACU/CeqYmMtg5Ys/s72-c/panfletoda2caminhada_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-5118583584153337794</guid><pubDate>Wed, 24 Dec 2008 00:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-23T22:13:56.300-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cotas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">universidade</category><title>Estudantes cotistas valorizam mais a vaga na universidade, revela estudo</title><description>&lt;p align="justify"&gt;20/12/2008   &lt;br /&gt;Os estudantes que entraram na universidade por meio do sistema de cotas para negros tendem a valorizar mais a sua vaga do que aqueles que não são cotistas, especialmente nos cursos considerados de baixo prestígio. Essa é uma das conclusões do estudo Efeitos da Política de Cotas na UnB: uma Análise do Rendimento e da Evasão, coordenado pela pedagoga Claudete Batista Cardoso, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB).     &lt;br /&gt;De acordo com a pedagoga, os cotistas negros obtiveram notas melhores do que os demais alunos em 27 cursos da UnB. No curso de música, por exemplo, as notas dos cotistas são 19% superiores às dos demais estudantes. Eles também se destacam em cursos como matemática, em que a diferença é de 15%, artes cênicas (14%), artes plásticas (14%), ciências da computação (13%) e física/licenciatura (12%).     &lt;br /&gt;De acordo com Claudete Cardoso, uma das explicações para o melhor desempenho é que os cotistas valorizam mais o fato de passar no vestibular e entrar na universidade, o que para eles pode representar uma possibilidade de mobilidade social.     &lt;br /&gt;“Até porque [geralmente] eles não conseguem entrar na universidade, então vêm as cotas, eles têm uma chance maior e tem sido atribuído esse melhor desempenho deles a um maior esforço para preservar a vaga, para chegar ao fim do curso”, disse a pesquisadora, em entrevista à Agência Brasil.     &lt;br /&gt;O estudo também mostrou que, em geral, os alunos cotistas têm desempenho melhor nos cursos da área de humanidades, rendimento semelhante ao dos demais na área de saúde e notas inferiores em alguns cursos de exatas, particularmente as engenharias. Isso porque são cursos que requerem uma base melhor do ensino médio, segundo Claudete.     &lt;br /&gt;“O aluno já entrou sabendo que uma das dificuldades é a barreira do vestibular, por isso a instituição das cotas. Na universidade ele precisa dessa base, é uma base que ele necessariamente vai ter que ter, então a dificuldade que ele encontra no vestibular se repete na universidade, por isso a diferença entre eles é bem maior e o cotista vai pior do que o não-cotista”, explicou.     &lt;br /&gt;Isso justifica as notas menores em cursos como engenharia civil (41% inferior às dos não-cotistas), engenharia mecatrônica (-32%) e engenharia elétrica (-12%).     &lt;br /&gt;Por outro lado, o caso do curso de matemática – no qual, apesar de ser da área das ciências exatas, os cotistas têm notas melhores – se justifica por ser um curso pouco prestigiado, não só na universidade, mas também socialmente e em termos de remuneração para o profissional.     &lt;br /&gt;De acordo com Claudete, em geral, os alunos acabam desistindo da carreira, já que o curso demanda um esforço relativamente grande, mas nem sempre dá o retorno profissional desejado. Para os cotistas, a visão é diferente. “Eles dão muito valor ao curso, mesmo que seja um curso de baixo prestígio social.”     &lt;br /&gt;Fonte: Agência Brasil&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/12/estudantes-cotistas-valorizam-mais-vaga.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-2344973669206545990</guid><pubDate>Sat, 13 Dec 2008 00:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-12T22:44:14.073-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">congresso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conneb</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Negros</category><title>SEMINÁRIO ESTADUAL DO CONGRESSO DE NEGRAS E NEGROS DO BRASIL</title><description>&lt;p&gt;&lt;b&gt;ESTADO DO RIO DE JANEIRO&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;CONVOCA&amp;#199;&amp;#195;O&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Convocamos a todas as pessoas , militantes, grupos, entidades e institui&amp;#231;&amp;#245;es interessadas em participar do Semin&amp;#225;rio Estadual do CONNEB no Estado do Rio de Janeiro, para debater assuntos referentes a Popula&amp;#231;&amp;#227;o Negra do Brasil.   &lt;br /&gt;Data : 13/12/2008    &lt;br /&gt;Local: SINTERGIA    &lt;br /&gt;Endere&amp;#231;o: R. Marechal Floriano,199 - 7&lt;sup&gt;&amp;#186;&lt;/sup&gt; andar - CENTRO - Rio de janeiro - RJ    &lt;br /&gt;Rua do Pal&amp;#225;cio Itamaraty - LIGHT - pr&amp;#243;xima a CENTRAL DO BRASIL    &lt;br /&gt;De Metr&amp;#244; saltar na Esta&amp;#231;&amp;#227;o PRESIDENTE VARGAS -    &lt;br /&gt;Hor&amp;#225;rio : 09:00h ( credenciamento ) &amp;#224;s 17:00h    &lt;br /&gt;.    &lt;br /&gt;Crit&amp;#233;rio de participa&amp;#231;&amp;#227;o: enviar e-mail de inscri&amp;#231;&amp;#227;o com a ficha anexa preenchida para &lt;a href="mailto:connebrjsecretariaoperativa@yahoo.com.br"&gt;connebrjsecretariaoperativa@yahoo.com.br&lt;/a&gt; e pagar a inscri&amp;#231;&amp;#227;o - R$ 3.00 ( tr&amp;#234;s reais ) no ato do credenciamento.    &lt;br /&gt;RUMO AO CONGRESSO NACIOAL DE NEGRAS E NEGROS !    &lt;br /&gt;Esta etapa busca construir o debate sobre temas para contribuir com a Assembl&amp;#233;ia do Par&amp;#225; (29, 30 e 31/01/09)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;MNU / UNEGRO / CEAP / ASPECAB / COLYMAR / CAD / CENIERJ / MMKING/ CETRAB / MOVIMENTO DE CONSCIENTIZA&amp;#199;&amp;#195;O NEGRA DE VOLTA REDONDA / CABE&amp;#199;A DE NEGRA / UNAT/ HUMANITAS /P&amp;#201;ROLA NEGRA / F&amp;#211;RUM ESTADUAL DE MULHERES NEGRAS RJ / IPDH/SIDSPREV&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;COORDENA&amp;#199;&amp;#195;O EXECUTIVA DA ASSEMBL&amp;#201;IA&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Secretaria Operativa CONNEB - Rio de Janeiro   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Construir um &amp;quot;Projeto Pol&amp;#237;tico do Povo Negro para o Brasil&amp;quot;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Visitem &lt;a href="http://www.conneb.org.br"&gt;www.conneb.org.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Congresso Nacioanl de &lt;a href="mailto:Negr@s"&gt;Negr@s&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/12/seminrio-estadual-do-congresso-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-4521539541209312146</guid><pubDate>Thu, 04 Dec 2008 02:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-04T00:05:58.023-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capoeira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Religiões de Matriz Africana</category><title>Prefeito recebe representantes do movimento negro‏</title><description>&lt;p align="justify"&gt;03/12/08 18:24&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Representantes da Funda&amp;#231;&amp;#227;o Afonso Arinos, uma das entidades que representam a comunidade negra em Macei&amp;#243;, solicitaram nesta quarta-feira (3), ao prefeito C&amp;#237;cero Almeida, o ensino de capoeira nas escolas municipais e a inclus&amp;#227;o no calend&amp;#225;rio tur&amp;#237;stico da cidade do dia 2 de fevereiro como homenagem &amp;#224; Tia Marcolina, sacerdotisa das religi&amp;#245;es africanas e m&amp;#225;rtir da destrui&amp;#231;&amp;#227;o de terreiros de candombl&amp;#233; de Macei&amp;#243;, ocorrido em 1912, fato que ficou conhecido como &amp;quot;Quebra&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As duas propostas ser&amp;#227;o estudadas pela Prefeitura. No caso da capoeira, j&amp;#225; existe um projeto da Secretaria Municipal de Educa&amp;#231;&amp;#227;o (Semed). A homenagem &amp;#224; Tia Marcolina depender&amp;#225; da aprova&amp;#231;&amp;#227;o de projeto de lei a ser encaminhado &amp;#224; C&amp;#226;mara Municipal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O presidente da funda&amp;#231;&amp;#227;o, Edson Moreira, agradeceu a Almeida a iniciativa de tornar feriado o dia 20 de novembro, Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares. Uma c&amp;#243;pia ampliada da lei foi assinada nesta quarta (3), pelo prefeito e colocada numa moldura que ser&amp;#225; instalada na sede da funda&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;O prefeito C&amp;#237;cero Almeida deu exemplo para o Brasil&amp;quot;, afirmou Moreira. Almeida lamentou o fato de que o feriado deste ano n&amp;#227;o foi seguido por todos os setores da sociedade. &amp;quot;Vamos nos programar para comemorar nos pr&amp;#243;ximos anos o dia 20 de novembro com grande festa, unindo todos os grupos&amp;quot;, ressaltou.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Funda&amp;#231;&amp;#227;o Afonso Arinos entregou ao prefeito um quadro de Zumbi dos Palmares, pintado pelo artista pl&amp;#225;stico Jos&amp;#233; Zumba. A pintura foi colocada em local de destaque no gabinete do prefeito. Outro quadro presenteado pela entidade a Almeida foi o de Tia Marcolina. Tamb&amp;#233;m estava presente &amp;#224; reuni&amp;#227;o o secret&amp;#225;rio-geral da Funda&amp;#231;&amp;#227;o Afonso Arinos, Pedro Paulo Barbosa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;por &lt;strong&gt;Secom Macei&amp;#243;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.alemtemporeal.com.br/?pag=agricultura&amp;amp;cod=671"&gt;Alagoas em Tempo Real&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/12/prefeito-recebe-representantes-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-3462918260434527882</guid><pubDate>Thu, 04 Dec 2008 02:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-04T00:03:20.392-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Afro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lei 10.639/2003</category><title>Professora da rede pública do DF ganha prêmio ao ensinar a cultura afro</title><description>&lt;p align="justify"&gt;(03/12/2008 - 09:55)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A professora N&amp;#225;dia Maria Rodrigues, 40 anos, tinha o h&amp;#225;bito de alisar os cabelos negros desde crian&amp;#231;a. Nesse per&amp;#237;odo, n&amp;#227;o percebia que os termos ovelha e lista negra diziam respeito &amp;#224; ra&amp;#231;a e &amp;#224; cor de sua pele. Nem imaginava o quanto existia de preconceito e como era deficiente o ensino da cultura afro nas escolas. N&amp;#225;dia trabalha como professora h&amp;#225; 22 anos. Come&amp;#231;ou a estudar a cultura dos antepassados h&amp;#225; pouco mais de um ano. O resultado j&amp;#225; deu frutos. Ela recebe hoje, do Minist&amp;#233;rio da Educa&amp;#231;&amp;#227;o (MEC), o Pr&amp;#234;mio Professores do Brasil, dedicado aos educadores que trabalharam temas importantes da cultura brasileira com criatividade e tiveram resultados interessantes com os alunos. &amp;#201; a &amp;#250;nica professora do Distrito Federal a receber a premia&amp;#231;&amp;#227;o.    &lt;br /&gt;&amp;quot;N&amp;#243;s, negros, n&amp;#227;o temos uma representa&amp;#231;&amp;#227;o positiva. E isso passa para as crian&amp;#231;as. Percebi isso e senti a necessidade de trabalhar a cultura afro na escola&amp;quot;, afirma a professora, que d&amp;#225; aulas para crian&amp;#231;as da 3&amp;#170; s&amp;#233;rie do ensino b&amp;#225;sico, com idade m&amp;#233;dia de 8 anos. Ela abordou cinco temas diferentes: identidade negra; forma&amp;#231;&amp;#227;o do povo brasileiro; falta de personagens negros na cultura, como her&amp;#243;is, fadas, anjos etc.; express&amp;#245;es preconceituosas utilizadas no cotidiano e a hist&amp;#243;ria da rela&amp;#231;&amp;#227;o de poder entre negros e brancos. Para isso, usou livros, atlas, m&amp;#225;scaras t&amp;#237;picas e m&amp;#250;sica.     &lt;br /&gt;O resultado com os alunos surpreendeu a professora. Ela recebeu relatos dos pais dizendo que estavam aprendendo muito com os filhos. As crian&amp;#231;as a procuravam para contar como tinham negros nos shows que haviam ido. E, o que a deixou mais contente, foi perceber que muitos estudantes negros, que no in&amp;#237;cio tinham vergonha de assumir a identidade afro, chegaram ao fim do ano orgulhosos da cor da pr&amp;#243;pria pele. De quebra, aprenderam a criar m&amp;#225;scaras africanas, que a professora orgulhosamente exp&amp;#244;s no local onde os projetos premiados pelo MEC estavam sendo apresentados.     &lt;br /&gt;O trabalho de valoriza&amp;#231;&amp;#227;o da cultura negra &amp;#233; obrigat&amp;#243;rio na educa&amp;#231;&amp;#227;o brasileira desde 2003, quando foi publicada a Lei n&amp;#186; 10.639. Mas o que o decreto n&amp;#227;o previu era que, antes, seria necess&amp;#225;ria uma prepara&amp;#231;&amp;#227;o dos professores para tratar o tema. &amp;quot;Muitas vezes os pr&amp;#243;prios professores incorporam o preconceito e n&amp;#227;o sabem como agir. A&amp;#231;&amp;#245;es como as da professora N&amp;#225;dia n&amp;#227;o deveriam ser isoladas, e sim uma regra na educa&amp;#231;&amp;#227;o&amp;quot;, afirma a professora da UnB Gl&amp;#243;ria Moura, doutora em educa&amp;#231;&amp;#227;o pela Universidade de S&amp;#227;o Paulo (USP) e especialista em rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#233;tnico- raciais.     &lt;br /&gt;De acordo com Gl&amp;#243;ria, atividades que trabalhem o tema da identidade cultura negra s&amp;#227;o muito importantes. &amp;quot;Muito do preconceito nasce do desconhecimento, e esses alunos desconheciam a cultura afro, o que podia gerar preconceito&amp;quot;, diz. Segundo ela, n&amp;#227;o h&amp;#225; como pensar o povo brasileiro sem levar em conta a cultura africana na forma&amp;#231;&amp;#227;o da nossa identidade nacional. Mas ela lembra que ainda falta muito a avan&amp;#231;ar. &amp;quot;O negro sempre est&amp;#225; numa rela&amp;#231;&amp;#227;o pior. N&amp;#227;o h&amp;#225; igualdade de oportunidades. O pa&amp;#237;s ainda n&amp;#227;o aceita a miscigena&amp;#231;&amp;#227;o.&amp;quot;     &lt;br /&gt;Ap&amp;#243;s se envolver com o projeto, a professora N&amp;#225;dia assumiu o cabelo crespo. Percebeu tamb&amp;#233;m que existia muito mais preconceito do que imaginava. Sentiu, como nunca, a necessidade de mostrar aos outros professores a import&amp;#226;ncia do estudo da cultura afro. &amp;quot;Em nenhuma das escolas em que trabalhei a cultura negra era trabalhada no curr&amp;#237;culo escolar&amp;quot;, lembra. Agora, com o pr&amp;#234;mio de R$ 5 mil, pretende viajar e conhecer mais o universo com que trabalha. &amp;quot;Quero ir para Angola e aprender mais sobre a &amp;#193;frica.&amp;quot;     &lt;br /&gt;Na apresenta&amp;#231;&amp;#227;o que fez aos outros 30 professores premiados, ela finaliza com um poema de Maria Helena Vargas da Silveira: &amp;quot;As pedras que nos machucam v&amp;#234;m por tr&amp;#225;s, s&amp;#227;o atiradas/ Por favor educador!/ Conscientiza teus alunos,/ Que as pedras machucam,/ N&amp;#227;o importa a dire&amp;#231;&amp;#227;o./ E n&amp;#227;o ignore a pedrada,/ Por que ela existe,/ Por que persiste./E precisa,/E necessita,/ Ser trabalhada&amp;quot;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="https://terra.palmares.gov.br/owa/redir.aspx?C=3eec87cf25574708807c1d6bec2aabac&amp;amp;URL=http%3a%2f%2fwww.correiobraziliense.com.br%2fhtml%2fcapa%2fcapa.shtml%23FundAssis"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Divulga&amp;#231;&amp;#227;o&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.palmares.gov.br/"&gt;Funda&amp;#231;&amp;#227;o Cultural Palmares&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/12/professora-da-rede-pblica-do-df-ganha.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-1280935625512936938</guid><pubDate>Wed, 03 Dec 2008 11:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-03T09:33:50.034-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Discriminação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Imprensa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Intolerância Religiosa</category><title>Saiu na imprensa</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;O Dia&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;02/12/2008 01:47:00    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Processo contra intoler&amp;#226;ncia      &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Comiss&amp;#227;o entra com a&amp;#231;&amp;#227;o contra duas emissoras de TV alegando discrimina&amp;#231;&amp;#227;o religiosa &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.f558.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=ultimas@odianet.com.br"&gt;Carol Medeiros&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Rio - A Comiss&amp;#227;o de Combate &amp;#224; Intoler&amp;#226;ncia Religiosa est&amp;#225; processando a Rede TV! e a MTV por inclu&amp;#237;rem em suas programa&amp;#231;&amp;#245;es cenas de conte&amp;#250;do discriminat&amp;#243;rio contra o candombl&amp;#233; e a umbanda. A organiza&amp;#231;&amp;#227;o, que re&amp;#250;ne entidades de diversas religi&amp;#245;es, entrou com a&amp;#231;&amp;#227;o na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidad&amp;#227;o contra os programas de humor 'P&amp;#226;nico na TV' e 'Hermes e Renato', que exibiram quadros que fazem piada com cerim&amp;#244;nias das duas religi&amp;#245;es. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No 'P&amp;#226;nico na TV', o personagem Christian Pior satiriza pr&amp;#225;ticas da umbanda, criando o &amp;quot;despacho de luxo&amp;quot;. Em 'Hermes e Renato', no quadro 'Macumba', os humoristas reproduzem um ritual da religi&amp;#227;o. Segundo a peti&amp;#231;&amp;#227;o enviada pela comiss&amp;#227;o &amp;#224; procuradora Gilda Pereira Carvalho, eles foram &amp;quot;considerados impregnados de ofensas &amp;#224;s religi&amp;#245;es afro-brasileiras, diante do uso freq&amp;#252;ente de palavras e imagens simb&amp;#243;licas, tais como: encosto, exus, caboclos, pomba-gira, macumba&amp;quot;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A den&amp;#250;ncia de discrimina&amp;#231;&amp;#227;o religiosa foi feita primeiro ao Minist&amp;#233;rio P&amp;#250;blico (MP) de S&amp;#227;o Paulo, que pediu o arquivamento do processo. Em sua decis&amp;#227;o, o MP aceitou a justificativa da Rede TV!. A emissora negou que tenha usado &amp;quot;imagens discriminat&amp;#243;rias ou de intoler&amp;#226;ncia&amp;quot; e alegou direito &amp;#224; &amp;quot;liberdade de express&amp;#227;o art&amp;#237;stica e intelectual&amp;quot;. Para o secret&amp;#225;rio da comiss&amp;#227;o, Jorge Mattoso, n&amp;#227;o se pode privilegiar &amp;#224; liberdade de express&amp;#227;o em detrimento de valores como igualdade e dignidade humana.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Eles fazem uma caricatura dessas religi&amp;#245;es. As encena&amp;#231;&amp;#245;es, para seus adeptos, s&amp;#227;o ofensivas e estimulam a discrimina&amp;#231;&amp;#227;o de seus praticantes&amp;quot;, explica o advogado Luiz Fernando Martins, assessor jur&amp;#237;dico da comiss&amp;#227;o. A Rede TV! e a MTV n&amp;#227;o quiseram se pronunciar antes da decis&amp;#227;o da Procuradoria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Jornal O Dia&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/12/saiu-na-imprensa.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-5913062357577042132</guid><pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-26T21:36:16.768-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Consciência Negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Racismo</category><title>Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra realiza palestra</title><description>&lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;div align="justify"&gt;     &lt;p&gt;O &lt;strong&gt;PROGRAMA DE REFLEX&amp;#213;ES E DEBATES PARA A CONSCI&amp;#202;NCIA NEGRA&lt;/strong&gt; estar&amp;#225; realizando, no pr&amp;#243;ximo dia 27 de novembro, &amp;#224;s 19 horas a palestra &lt;strong&gt;&amp;quot;EMPREENDEDORISMO: novos caminhos de luta para a liberdade e realiza&amp;#231;&amp;#227;o&amp;quot;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;A programa&amp;#231;&amp;#227;o mensal do PROGRAMA DE REFLEX&amp;#213;ES E DEBATES PARA A CONSCI&amp;#202;NCIA NEGRA vem homenageando as lutas pela liberdade e emancipa&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;No m&amp;#234;s de abril para debater e refletir sobre a Aboli&amp;#231;&amp;#227;o da Escravatura e as condi&amp;#231;&amp;#245;es presentes na sociedade brasileira, promovemos a palestra &amp;quot;ESCRAVATURAS e NOVAS ABOLI&amp;#199;&amp;#213;ES EM PROCESSO&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Agora em novembro, m&amp;#234;s de comemora&amp;#231;&amp;#227;o do Dia Nacional da Consci&amp;#234;ncia Negra, em mem&amp;#243;ria de Zumbi dos Palmares como s&amp;#237;mbolo de resist&amp;#234;ncia &amp;#224; escravid&amp;#227;o, realizaremos a palestra &amp;quot;EMPREENDEDORISMO: novos caminhos de luta para a liberdade e realiza&amp;#231;&amp;#227;o&amp;quot;, com empreendedoras relatando e conversando sobre suas experi&amp;#234;ncias empresariais.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;palestrantes:      &lt;br /&gt;C&amp;#225;ssia Marinho       &lt;br /&gt;S&amp;#244;nia Bahiana       &lt;br /&gt;Mara Silva&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;coordena&amp;#231;&amp;#227;o:      &lt;br /&gt;Profa. Carla Lopes&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;data e hora:      &lt;br /&gt;27/Novembro &amp;#224;s 19 h&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;local:      &lt;br /&gt;Col&amp;#233;gio Estadual Professor Sousa da Silveira&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;endere&amp;#231;o:      &lt;br /&gt;R. Am&amp;#225;lia s/n - Quintino Bocai&amp;#250;va       &lt;br /&gt;Rio de Janeiro - RJ&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;contatos:      &lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.f558.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=programa.rdcn@gmail.com"&gt;programa.rdcn@gmail.com&lt;/a&gt;       &lt;br /&gt;(21) 2595-6209 / 5691&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/programa-de-reflexes-e-debates-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-8960462873366469921</guid><pubDate>Sun, 23 Nov 2008 13:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-23T11:47:03.813-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diversidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Etnia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Igualdade Racial</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Indígenas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lei 10.639/2003</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lei 11.645/08</category><title>Reportagem analisa os cinco anos de implementação da lei 10.639/03 e a recente vigência da lei 11.645/08</title><description>&lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;MAIS QUE A ABOLI&amp;#199;&amp;#195;O, AL&amp;#201;M DA OCA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Renata Celani*&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Cinco anos ap&amp;#243;s a promulga&amp;#231;&amp;#227;o da lei 10.639/03, que altera a LDB e institui a obrigatoriedade do ensino de hist&amp;#243;ria e cultura africana e afro-brasileira na educa&amp;#231;&amp;#227;o b&amp;#225;sica, sua t&amp;#237;mida implementa&amp;#231;&amp;#227;o em n&amp;#237;vel nacional &amp;#233; marcada pela descontinuidade das pol&amp;#237;ticas p&amp;#250;blicas; recentemente sancionada, a lei 11.645/08, que ratifica a 10.639/03 e torna obrigat&amp;#243;rio o ensino da hist&amp;#243;ria e cultura dos povos ind&amp;#237;genas brasileiros, aguarda ser regulamentada e gera expectativas sobre sua ado&amp;#231;&amp;#227;o de fato.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Na Escola Creche Vov&amp;#244; Zezinho, de Salvador (BA), crian&amp;#231;as de tr&amp;#234;s anos ouvem contos africanos e, a partir deles, realizam atividades como o plantio de sementes e o estudo do corpo humano; os pais de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jos&amp;#233; Pereira de Borba, em Itapecirica da Serra (SP), foram chamados para debater, junto com os professores, a incorpora&amp;#231;&amp;#227;o da tem&amp;#225;tica racial no projeto pol&amp;#237;tico-pedag&amp;#243;gico da escola; na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), seu N&amp;#250;cleo de Estudos Afro-Brasileiros promove atividades de ensino, pesquisa e extens&amp;#227;o relacionadas a este campo do conhecimento.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Em institui&amp;#231;&amp;#245;es de ensino de todo o Brasil vem crescendo o n&amp;#250;mero de iniciativas com o objetivo espec&amp;#237;fico de atender uma altera&amp;#231;&amp;#227;o da LDB determinada pela lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que tornou obrigat&amp;#243;rio, na educa&amp;#231;&amp;#227;o b&amp;#225;sica, o ensino de hist&amp;#243;ria e cultura africana e afro-brasileira e a educa&amp;#231;&amp;#227;o para as rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#233;tnico-raciais. Esta lei foi ratificada por outra, a 11.645, de 10 de mar&amp;#231;o de 2008, que acrescentou a hist&amp;#243;ria e cultura ind&amp;#237;gena ao texto original da 10.639/03. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Na perspectiva nacional, por&amp;#233;m, essas iniciativas acontecem de forma isolada e geralmente concretizam-se em fun&amp;#231;&amp;#227;o de um professor que assume a tarefa de abrir espa&amp;#231;o para estes conte&amp;#250;dos em suas aulas. Cinco anos ap&amp;#243;s a promulga&amp;#231;&amp;#227;o da lei 10.639/03, sua implementa&amp;#231;&amp;#227;o vem seguindo o compasso descont&amp;#237;nuo das pol&amp;#237;ticas p&amp;#250;blicas pontuais - os exemplos citados no in&amp;#237;cio desta ainda configuram-se como exce&amp;#231;&amp;#245;es no cen&amp;#225;rio educacional. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Segundo os entrevistados desta reportagem, ainda h&amp;#225; muito por fazer para que a LDB seja realmente cumprida por todas as etapas de ensino no que tange &amp;#224; lei 10.639/03, e particularmente nas 203,9 mil escolas de educa&amp;#231;&amp;#227;o b&amp;#225;sica brasileiras (Censo Escolar 2006, INEP). As a&amp;#231;&amp;#245;es em curso, por&amp;#233;m, est&amp;#227;o aumentando n&amp;#227;o apenas quantitativa, mas qualitativamente - e esse movimento come&amp;#231;a a abrir caminhos, inclusive, para facilitar a ado&amp;#231;&amp;#227;o da lei 11.645/08. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;Valoriza&amp;#231;&amp;#227;o da diversidade cultural&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;As leis 10.639/03 e 11.645/08 inscrevem-se no Artigo 26 da LDB, onde j&amp;#225; constava, antes da promulga&amp;#231;&amp;#227;o destas, a necessidade se considerar, no ensino de Hist&amp;#243;ria do Brasil, &amp;quot;as contribui&amp;#231;&amp;#245;es das diferentes culturas e etnias para a forma&amp;#231;&amp;#227;o do povo brasileiro, especialmente das matrizes ind&amp;#237;gena, africana e europ&amp;#233;ia&amp;quot;. A altera&amp;#231;&amp;#227;o na LDB promovida pelas duas leis refor&amp;#231;a e amplia este preceito, apontando os temas que devem constar no conte&amp;#250;do program&amp;#225;tico das escolas especificamente com rela&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; hist&amp;#243;ria e cultura africana, afro-brasileira e dos povos ind&amp;#237;genas, determinando a inser&amp;#231;&amp;#227;o destes temas em todo o curr&amp;#237;culo escolar, em diferentes disciplinas, e instituindo o Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra (20 de novembro) no calend&amp;#225;rio escolar. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;A Resolu&amp;#231;&amp;#227;o do Conselho Nacional de Educa&amp;#231;&amp;#227;o n&amp;#176; 1, de 17 de junho de 2004, tratando do parecer sobre as Diretrizes Curriculares para a Educa&amp;#231;&amp;#227;o das Rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#201;tnico-Raciais e Para o Ensino de Hist&amp;#243;ria e Cultura Africana e Afro-Brasileira, regulamentou a lei 10.639/03. O documento incorpora a educa&amp;#231;&amp;#227;o para as rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#233;tnico-raciais como tema obrigat&amp;#243;rio no escopo da lei e indica ainda a necessidade de incluir estes conte&amp;#250;dos nas etapas de educa&amp;#231;&amp;#227;o infantil e no ensino superior, al&amp;#233;m do ensino fundamental e m&amp;#233;dio, a fim de que a lei seja adequadamente cumprida. A lei 11.645/08 aguarda regulamenta&amp;#231;&amp;#227;o semelhante.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;A conjuntura dos &amp;#250;ltimos anos favoreceu a aprova&amp;#231;&amp;#227;o destas leis: de forma quase que in&amp;#233;dita, pautas envolvendo a condi&amp;#231;&amp;#227;o s&amp;#243;cio-cultural e econ&amp;#244;mica atual de negros e dos povos ind&amp;#237;genas come&amp;#231;aram a ganhar espa&amp;#231;o no &amp;#226;mbito do governo federal; no panorama internacional, est&amp;#225; em curso uma ampla discuss&amp;#227;o sobre a import&amp;#226;ncia de se valorizar a diversidade cultural e combater todas as formas de racismo, discrimina&amp;#231;&amp;#227;o e intoler&amp;#226;ncia, o que envolve tratados internacionais em que o Brasil &amp;#233; signat&amp;#225;rio.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;O preconceito racial n&amp;#227;o &amp;#233; um problema dos negros, &amp;#233; um problema do Brasil. &amp;#201; um problema que deve ser combatido por todos os brasileiros&amp;quot;, afirma Andr&amp;#233; L&amp;#225;zaro, Secret&amp;#225;rio de Educa&amp;#231;&amp;#227;o Continuada, Alfabetiza&amp;#231;&amp;#227;o e Diversidade (SECAD) do MEC. &amp;quot;Um ambiente escolar sem preconceito certamente contribui para aprimorar o desempenho dos alunos. E uma crian&amp;#231;a aprende melhor lendo coisas que sejam interessantes para ela; se eu consigo que alunos negros leiam sobre Hist&amp;#243;ria da &amp;#193;frica, estarei contribuindo para o aprendizado da leitura&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;Lei 10.639/03: a&amp;#231;&amp;#245;es do governo e da sociedade civil &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;A lei 10.639/03 tamb&amp;#233;m &amp;#233; fruto direto de reivindica&amp;#231;&amp;#245;es hist&amp;#243;ricas do movimento negro e est&amp;#225; amparada numa realidade marcada pela desigualdade, inclusive no campo educacional: de acordo com o IBGE (Censo 2000), entre os estudantes de ensino m&amp;#233;dio, a quantidade de brancos (52%) &amp;#233; quase o dobro da de negros e pardos (28,2%), e no ensino superior os brancos est&amp;#227;o cerca de quatro vezes mais presentes que os negros. A diferen&amp;#231;a de escolaridade m&amp;#233;dia entre negros (6,1 anos) e brancos (8,4 anos) na faixa dos 25 anos mant&amp;#233;m-se a mesma (2,3 anos) h&amp;#225; tr&amp;#234;s gera&amp;#231;&amp;#245;es. &amp;quot;Um fato que se repete h&amp;#225; tr&amp;#234;s gera&amp;#231;&amp;#245;es n&amp;#227;o pode ser explicado sen&amp;#227;o por um problema estrutural da sociedade brasileira&amp;quot;, observa Andr&amp;#233; L&amp;#225;zaro. Noventa milh&amp;#245;es de descendentes de africanos povoam o pa&amp;#237;s 120 anos ap&amp;#243;s aboli&amp;#231;&amp;#227;o, representando 49% da popula&amp;#231;&amp;#227;o brasileira, segundo dados do IPEA.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;A vig&amp;#234;ncia desta lei desencadeou a&amp;#231;&amp;#245;es, em todo o Brasil, tanto do poder p&amp;#250;blico quanto da sociedade civil, com o objetivo de implement&amp;#225;-la. No &amp;#226;mbito federal o MEC, atrav&amp;#233;s da SECAD, organizou, de 2004 a 2006, f&amp;#243;runs de discuss&amp;#227;o, cursos, lan&amp;#231;ou e apoiou publica&amp;#231;&amp;#245;es did&amp;#225;tico-pedag&amp;#243;gicas e estimulou a cria&amp;#231;&amp;#227;o de N&amp;#250;cleos de Estudos Afro-Brasileiros (NEABs) nas institui&amp;#231;&amp;#245;es de ensino superior. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Em 2008 a Secretaria retomou uma mobiliza&amp;#231;&amp;#227;o mais intensa e, entre outras a&amp;#231;&amp;#245;es, promoveu os Di&amp;#225;logos Regionais, ciclo de encontros que desde o in&amp;#237;cio do ano vem reunindo escolas, sindicatos, diretorias de ensino e organiza&amp;#231;&amp;#245;es da sociedade civil de todas as regi&amp;#245;es do pa&amp;#237;s para discutir avan&amp;#231;os e problemas locais referentes &amp;#224; aplica&amp;#231;&amp;#227;o da lei 10.639/03. Os resultados destes encontros ir&amp;#227;o subsidiar um plano de metas estabelecendo a&amp;#231;&amp;#245;es de curto, m&amp;#233;dio e longo prazos para a implementa&amp;#231;&amp;#227;o efetiva da lei, em todo o Brasil, at&amp;#233; 2015. O documento-base deste plano est&amp;#225; sendo desenvolvido por um grupo de trabalho composto por representantes do governo e da sociedade civil.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Entre os estados, antes da promulga&amp;#231;&amp;#227;o desta lei as constitui&amp;#231;&amp;#245;es da Bahia, Rio de Janeiro e Alagoas j&amp;#225; apontavam para a necessidade de incorporar conte&amp;#250;dos referentes a ela em suas redes escolares. Depois da promulga&amp;#231;&amp;#227;o, Sergipe decretou sua lei estadual; no Mato Grosso do Sul, o Conselho de Educa&amp;#231;&amp;#227;o local emitiu parecer sobre o tema. S&amp;#227;o Paulo n&amp;#227;o regulamentou a lei localmente e ofereceu aos professores da rede estadual um curso de forma&amp;#231;&amp;#227;o.      &lt;br /&gt;Alguns munic&amp;#237;pios, como S&amp;#227;o Carlos e Campinas (SP), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Crici&amp;#250;ma (SC) e Teresina (PI), tamb&amp;#233;m j&amp;#225; tinham inclu&amp;#237;do o tema em leis pr&amp;#243;prias, e realizado a&amp;#231;&amp;#245;es referentes a ele, antes da vig&amp;#234;ncia da 10.639/03. Depois dela, o Conselho Municipal de Educa&amp;#231;&amp;#227;o de Salvador a regulamentou localmente; em cidades como Santos (SP), Vit&amp;#243;ria (ES) e Cabo Frio (RJ), houve a organiza&amp;#231;&amp;#227;o de palestras, cursos, a distribui&amp;#231;&amp;#227;o de material did&amp;#225;tico-pedag&amp;#243;gico e a cria&amp;#231;&amp;#227;o de n&amp;#250;cleos de estudos. Tanto nos estados, quanto nos munic&amp;#237;pios brasileiros, as a&amp;#231;&amp;#245;es pela implementa&amp;#231;&amp;#227;o, e sua freq&amp;#252;&amp;#234;ncia, variaram da ades&amp;#227;o mais sistem&amp;#225;tica a a&amp;#231;&amp;#245;es espor&amp;#225;dicas ou inexistentes.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Com a promulga&amp;#231;&amp;#227;o da lei 10.639/03, algumas organiza&amp;#231;&amp;#245;es da sociedade civil passaram a atuar fortemente no apoio &amp;#224; sua implementa&amp;#231;&amp;#227;o, ou a dar continuidade a a&amp;#231;&amp;#245;es educacionais que j&amp;#225; existiam antes dela dentro de segmentos do movimento negro, em parceria com o poder p&amp;#250;blico ou com o apoio de organismos internacionais e empresas privadas. Um aspecto a ressaltar &amp;#233; que organiza&amp;#231;&amp;#245;es n&amp;#227;o origin&amp;#225;rias do movimento negro tamb&amp;#233;m passaram a trabalhar pela implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Houve a realiza&amp;#231;&amp;#227;o de cursos de capacita&amp;#231;&amp;#227;o, palestras e debates, o lan&amp;#231;amento de publica&amp;#231;&amp;#245;es, a organiza&amp;#231;&amp;#227;o de consultas e pesquisas e a realiza&amp;#231;&amp;#227;o de concursos. Nestas duas &amp;#250;ltimas atividades destacam-se a&amp;#231;&amp;#245;es realizadas por duas organiza&amp;#231;&amp;#245;es sediadas na cidade de S&amp;#227;o Paulo: o Centro de Estudos das Rela&amp;#231;&amp;#245;es de Trabalho e Desigualdade (CEERT), que cria e executa diversos projetos voltados para a promo&amp;#231;&amp;#227;o da igualdade de ra&amp;#231;a e g&amp;#234;nero, e a A&amp;#231;&amp;#227;o Educativa, que promove o direito &amp;#224; educa&amp;#231;&amp;#227;o e da juventude, o que inclui proposi&amp;#231;&amp;#245;es de mudan&amp;#231;as nas pol&amp;#237;ticas p&amp;#250;blicas. As duas organiza&amp;#231;&amp;#245;es integram o GT do SECAD/MEC respons&amp;#225;vel pela elabora&amp;#231;&amp;#227;o do plano nacional de metas para a implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei 10.639/03.      &lt;br /&gt;O Pr&amp;#234;mio &amp;quot;Educar para a Igualdade Racial - Experi&amp;#234;ncias de Promo&amp;#231;&amp;#227;o da Igualdade Racial-&amp;#233;tnica no Ambiente Escolar&amp;quot;, realizado pelo CEERT desde 2002, tornou-se uma refer&amp;#234;ncia nacional a respeito de como e onde est&amp;#227;o sendo ocorrendo a&amp;#231;&amp;#245;es referenciadas na lei. As experi&amp;#234;ncias apresentam uma grande diversidade de propostas e a&amp;#231;&amp;#245;es. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;Neste ano, por ocasi&amp;#227;o da quarta edi&amp;#231;&amp;#227;o do pr&amp;#234;mio, mudamos um pouco o formato e criamos a categoria escola&amp;quot;, explica Billy Malachias, respons&amp;#225;vel pelo programa de educa&amp;#231;&amp;#227;o do CEERT, &amp;quot;porque percebemos que precis&amp;#225;vamos incentivar a implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei dentro da gest&amp;#227;o escolar, j&amp;#225; que muitos professores inscritos na terceira edi&amp;#231;&amp;#227;o afirmaram trabalhar sozinhos com o tema&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;A A&amp;#231;&amp;#227;o Educativa coordenou a consulta &amp;quot;Igualdade das Rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#201;tnico-Raciais na Escola - possibilidades e desafios para a implementa&amp;#231;&amp;#227;o da Lei n&amp;#176; 10.639/2003&amp;quot;, uma iniciativa da organiza&amp;#231;&amp;#227;o em parceria com o CEERT e com o Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAFRO) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A consulta objetivou ouvir a comunidade escolar, especialmente pais, alunos e funcion&amp;#225;rios, sobre suas percep&amp;#231;&amp;#245;es e propostas a respeito da educa&amp;#231;&amp;#227;o para as rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#233;tnico-raciais e o ensino da hist&amp;#243;ria e cultura africana e afro-brasileira nas escolas, a fim de subsidiar id&amp;#233;ias para o aprimoramento de pol&amp;#237;ticas p&amp;#250;blicas. Foram selecionadas 15 escolas de S&amp;#227;o Paulo, Salvador e Belo Horizonte, munic&amp;#237;pios que adotaram iniciativas de implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei em suas respectivas redes de ensino. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;Dois resultados que nos surpreenderam&amp;quot;, diz Tania Portella, assessora da A&amp;#231;&amp;#227;o Educativa e respons&amp;#225;vel pela coordena&amp;#231;&amp;#227;o das equipes de campo da consulta em Salvador e S&amp;#227;o Paulo, &amp;quot;foram com rela&amp;#231;&amp;#227;o aos pais e alunos. Com rela&amp;#231;&amp;#227;o aos alunos, uma grata surpresa: o repert&amp;#243;rio deles de curiosidade quanto ao que aprender sobre cultura africana e afro-brasileira &amp;#233; amplo&amp;quot;, afirma Tania. &amp;quot;Outra quest&amp;#227;o &amp;#233; que a percep&amp;#231;&amp;#227;o que eles t&amp;#234;m sobre os conflitos raciais na escola nem sempre chega aos pais. H&amp;#225; o sil&amp;#234;ncio. &amp;#201; preciso estar muito atento a isso. O racismo provoca um tipo de sofrimento para estes meninos e meninas a tal ponto que eles n&amp;#227;o verbalizam, n&amp;#227;o o exp&amp;#245;em para as suas fam&amp;#237;lias&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Ainda no campo das ONGs, outra a&amp;#231;&amp;#227;o em curso atualmente, liderada pelo Instituto da Advocacia Racial e Ambiental (IARA), sediado na cidade do Rio de Janeiro, &amp;#233; a representa&amp;#231;&amp;#227;o encaminhada Minist&amp;#233;rio P&amp;#250;blico Federal em 2005 para verificar o cumprimento da lei 10.639/03. Segundo o advogado Humberto Adami, presidente do IARA, &amp;quot;em cada munic&amp;#237;pio do pa&amp;#237;s abre-se um inqu&amp;#233;rito civil p&amp;#250;blico, oriundo de uma mesma peti&amp;#231;&amp;#227;o, e intimam-se todas as diretoras de escolas de ensino m&amp;#233;dio e fundamental, da escola p&amp;#250;blica e privada, para que respondam o que est&amp;#227;o fazendo da lei 10.639. Estamos sendo intimados nesses inqu&amp;#233;ritos e temos nos pronunciado, respondendo e recorrendo de eventuais arquivamentos&amp;quot;.      &lt;br /&gt;Apesar de n&amp;#227;o haver san&amp;#231;&amp;#227;o prevista para o descumprimento desta lei, Humberto informa que o IARA est&amp;#225; &amp;quot;indicando a possibilidade de imputa&amp;#231;&amp;#227;o de crime de responsabilidade, tendo em que a pr&amp;#243;pria LDB prev&amp;#234; a responsabiliza&amp;#231;&amp;#227;o da autoridade competente que n&amp;#227;o oferece em sua completude os conte&amp;#250;dos referentes ao ensino obrigat&amp;#243;rio&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;Implementa&amp;#231;&amp;#227;o avan&amp;#231;a, mas lentamente&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;O resultado deste conjunto de a&amp;#231;&amp;#245;es fez com que acontecessem mudan&amp;#231;as. &amp;quot;Havia um represamento, uma invisibilidade dessa tem&amp;#225;tica. Alguns dos educadores que est&amp;#227;o em sala de aula, ao entrar em contato com ela, se apaixonaram e incorporaram definitivamente estes conte&amp;#250;dos&amp;quot;, afirma o historiador Salloma Salom&amp;#227;o Jovino da Silva, doutor pela PUC/SP e coordenador de cursos de forma&amp;#231;&amp;#227;o referenciados na lei 10.639/03. &amp;quot;Outros professores, que j&amp;#225; trabalhavam anteriormente com estes conte&amp;#250;dos, passaram a ser mais respeitados e ouvidos em suas escolas&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Outros exemplos tamb&amp;#233;m denotam esse movimento: o Ex&amp;#233;rcito Brasileiro implementou nas suas escolas os conte&amp;#250;dos previstos na lei atrav&amp;#233;s de uma resolu&amp;#231;&amp;#227;o; e de acordo com o Censo das Escolas Cat&amp;#243;licas no Brasil, organizado pelo Centro de Estat&amp;#237;stica Religiosa e Investiga&amp;#231;&amp;#245;es Sociais (CERIS) em 2005, o tema do racismo recebe maior aten&amp;#231;&amp;#227;o no planejamento escolar quando comparado a outros, como promo&amp;#231;&amp;#227;o da sa&amp;#250;de e meio ambiente, e &amp;#233; inserido tanto em projetos pedag&amp;#243;gicos quanto em disciplinas curriculares.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;As mudan&amp;#231;as, por&amp;#233;m, ocorreram em amplitude insuficiente para efetivar a implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei 10.639/03 em n&amp;#237;vel nacional. N&amp;#227;o foi realizada ainda uma pesquisa quantificando o n&amp;#250;mero de institui&amp;#231;&amp;#245;es de ensino brasileiras que est&amp;#227;o cumprindo a LDB de acordo com as altera&amp;#231;&amp;#245;es feitas pela lei 10.639/03. H&amp;#225;, no entanto, consensos em v&amp;#225;rios aspectos sobre como est&amp;#225; a situa&amp;#231;&amp;#227;o atual, de acordo com os entrevistados desta reportagem. Entre estes, a de que h&amp;#225; professores, gestores e alunos que desconhecem a exist&amp;#234;ncia desta obrigatoriedade e/ou das diretrizes curriculares que as orientam, a forma&amp;#231;&amp;#227;o inicial e continuada docente sobre o tema deixa a desejar e n&amp;#227;o h&amp;#225; material did&amp;#225;tico-pedag&amp;#243;gico adequado acess&amp;#237;vel a todos. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;Na pr&amp;#225;tica, a implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei 10.639 n&amp;#227;o atende ao que esper&amp;#225;vamos ap&amp;#243;s cinco anos, embora tenha havido avan&amp;#231;os&amp;quot;, avalia Petronilha Beatriz Gon&amp;#231;alves e Silva, professora titular da disciplina de Ensino-Aprendizagem das Rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#201;tnico-Raciais da Universidade Federal de S&amp;#227;o Carlos (UFSCar). Ex-integrante do Conselho Nacional de Educa&amp;#231;&amp;#227;o, ela foi a relatora respons&amp;#225;vel pelo parecer que instituiu as diretrizes curriculares vinculadas &amp;#224; lei. &amp;quot;A sociedade brasileira gosta de fingir que n&amp;#227;o somos multiculturais. Essa mudan&amp;#231;a de mentalidade requerida pela lei, que implica quebra de preconceitos, de privil&amp;#233;gios, faz com que a sua implanta&amp;#231;&amp;#227;o n&amp;#227;o tenha a extens&amp;#227;o requerida&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Salloma Salom&amp;#227;o concorda com a percep&amp;#231;&amp;#227;o de Petronilha: &amp;quot;Certamente h&amp;#225; um embate vinculado a uma concep&amp;#231;&amp;#227;o de escola euroc&amp;#234;ntrica. Quando voc&amp;#234; leva para a sala de aula elementos ligados &amp;#224; origem africana, que t&amp;#234;m muito a ver com o pertencimento das crian&amp;#231;as que est&amp;#227;o ali, mas que a escola n&amp;#227;o os reconhece, ocorre um embate cultural. Existe uma hierarquiza&amp;#231;&amp;#227;o hist&amp;#243;rica na rela&amp;#231;&amp;#227;o dos descendentes de europeus com os ind&amp;#237;genas, os negros e os mesti&amp;#231;os&amp;quot;. Para ele, &amp;quot;na verdade o que est&amp;#225; em marcha &amp;#233; um questionamento radical do modelo de educa&amp;#231;&amp;#227;o, dos espa&amp;#231;os sociais historicamente destinados aos negros, algo at&amp;#233; mais amplo que a lei (10.639/03). E a escola tem um grande papel nisso. Ela tem sido um instrumento de controle, de apaziguamento social, que n&amp;#227;o pressup&amp;#245;e mudan&amp;#231;as nas hierarquias&amp;quot;.      &lt;br /&gt;Uma outra raz&amp;#227;o importante para essa lentid&amp;#227;o &amp;#233; a descontinuidade das pol&amp;#237;ticas p&amp;#250;blicas em todas as esferas governamentais, com raras exce&amp;#231;&amp;#245;es, o que inclui a pequena atua&amp;#231;&amp;#227;o de boa parte dos conselhos de educa&amp;#231;&amp;#227;o estaduais e municipais na tarefa de acompanhar a implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei, al&amp;#233;m falta de or&amp;#231;amento para viabilizar a&amp;#231;&amp;#245;es. &amp;quot;Existem mais iniciativas da sociedade civil em implementar a lei do que do poder p&amp;#250;blico&amp;quot;, afirma Billy Malachias, do CEERT. &amp;quot;Primeiro porque h&amp;#225; dentro dos diferentes governos uma id&amp;#233;ia de que isso &amp;#233; absolutamente desnecess&amp;#225;rio, ou seja, que a educa&amp;#231;&amp;#227;o por si s&amp;#243; j&amp;#225; contempla o que est&amp;#225; previsto na lei. Segundo, n&amp;#227;o h&amp;#225; uma pol&amp;#237;tica de Estado para a sua implementa&amp;#231;&amp;#227;o&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Para Tania Portella, da A&amp;#231;&amp;#227;o Educativa, &amp;quot;o grande desafio mesmo &amp;#233; a vontade pol&amp;#237;tica, que envolve defini&amp;#231;&amp;#227;o de dota&amp;#231;&amp;#227;o or&amp;#231;ament&amp;#225;ria em todos os &amp;#226;mbitos - federal, estadual e municipal - para produ&amp;#231;&amp;#227;o e dissemina&amp;#231;&amp;#227;o de material, para a forma&amp;#231;&amp;#227;o inicial e continuada, e de n&amp;#250;cleos estruturados dentro da gest&amp;#227;o que possam fazer o acompanhamento dessa implementa&amp;#231;&amp;#227;o, avaliando o que est&amp;#225; dando certo e o que n&amp;#227;o est&amp;#225;&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Andr&amp;#233; L&amp;#225;zaro, Secret&amp;#225;rio da SECAD/MEC, reconhece que h&amp;#225; falhas: &amp;quot;A cr&amp;#237;tica &amp;#224; falta de uma pol&amp;#237;tica de Estado &amp;#233; justa. Eu acho que temos feito muita coisa, mas esse conjunto de iniciativas n&amp;#227;o demonstrou sistematicidade, organicidade. Esperamos que os Di&amp;#225;logos Regionais trabalhem nessa dire&amp;#231;&amp;#227;o. Acho que podemos investir mais, e um bom plano de metas vai nos fazer investir melhor&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;Investir na forma&amp;#231;&amp;#227;o de professores&amp;quot;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Num rol de a&amp;#231;&amp;#245;es pr&amp;#225;ticas e priorit&amp;#225;rias com a finalidade de implementar a lei, Salloma Salom&amp;#227;o sugere: &amp;quot;Investir na forma&amp;#231;&amp;#227;o de professores e mudar a estrutura curricular do ensino superior. &amp;#201; preciso formar educadores dispostos, abertos a desvelar e compreender a &amp;#193;frica, os africanos na di&amp;#225;spora, para al&amp;#233;m do estere&amp;#243;tipo de que hoje a &amp;#193;frica &amp;#233; um lugar de mis&amp;#233;ria e de guerra &amp;#233;tnica. Esses e outros estere&amp;#243;tipos ainda predominam nas institui&amp;#231;&amp;#245;es de ensino, sem d&amp;#250;vida.&amp;quot;, afirma. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;O advogado Humberto Adami complementa: &amp;quot;os conte&amp;#250;dos referentes &amp;#224;s leis 10.639 e 11.645 devem come&amp;#231;ar a ser cobrados em todos os concursos para profissionais da educa&amp;#231;&amp;#227;o e inclusive nos vestibulares&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;V&amp;#225;rias a&amp;#231;&amp;#245;es precisam ser feitas concomitantemente&amp;quot;, opina Tania Portella. &amp;quot;&amp;#201; realmente necess&amp;#225;rio um movimento conjunto - da sociedade civil, dos profissionais da educa&amp;#231;&amp;#227;o, das inst&amp;#226;ncias governamentais de todos os &amp;#226;mbitos, dos gestores no geral, escolares e pol&amp;#237;tico-administrativos. O envolvimento de todos estes atores &amp;#233; essencial para garantir a implementa&amp;#231;&amp;#227;o adequada da lei 10.639&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;Diretrizes curriculares ainda s&amp;#227;o desconhecidas pela comunidade escolar&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educa&amp;#231;&amp;#227;o das Rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#201;tnico-Raciais e para o Ensino de Hist&amp;#243;ria e Cultura Africana e Afro-Brasileira apresentam orienta&amp;#231;&amp;#245;es, princ&amp;#237;pios e fundamentos para o planejamento, execu&amp;#231;&amp;#227;o e avalia&amp;#231;&amp;#227;o dos conte&amp;#250;dos previstos pela lei 10.639/03.      &lt;br /&gt;Elas s&amp;#227;o destinadas a toda a comunidade escolar e sua elabora&amp;#231;&amp;#227;o ap&amp;#243;ia-se em marcos legais, como a Constitui&amp;#231;&amp;#227;o Brasileira, o Estatuto da Crian&amp;#231;a e do Adolescente e o Plano Nacional de Educa&amp;#231;&amp;#227;o, al&amp;#233;m de uma consulta que contou com a participa&amp;#231;&amp;#227;o de 250 pessoas, entre crian&amp;#231;as e adultos, mulheres e homens. Trabalham temas como a consci&amp;#234;ncia pol&amp;#237;tica e hist&amp;#243;rica da diversidade e a&amp;#231;&amp;#245;es educativas de combate ao racismo e discrimina&amp;#231;&amp;#245;es, especificando conte&amp;#250;dos e formas de abordagem no ambiente escolar.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Para a educadora Petronilha Beatriz Gon&amp;#231;alves e Silva, embora as Diretrizes tenham sido bem recebidas, grande parte da comunidade escolar ainda n&amp;#227;o as conhecem, o que ajuda a dificultar o processo de implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei: &amp;quot;A SECAD fez uma ampla divulga&amp;#231;&amp;#227;o, mas ainda hoje o parecer vai para a biblioteca e n&amp;#227;o chega nas m&amp;#227;os do professor, n&amp;#227;o &amp;#233; divulgado nas escolas&amp;quot;, diz ela. A opini&amp;#227;o de Petronilha &amp;#233; ratificada pelos outros entrevistados dessa reportagem, incluindo o representante da SECAD/MEC.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;Inclus&amp;#227;o da cultura afro-descendente nas escolas: um desafio &amp;#224; parte        &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&amp;quot;H&amp;#225; uma tend&amp;#234;ncia de se retrabalhar nas escolas sempre os mesmos &amp;#237;cones da cultura afro-brasileira, como a capoeira e o candombl&amp;#233;. Entre eles existe todo um universo que se perde, que realmente d&amp;#225; essa dimens&amp;#227;o da enorme presen&amp;#231;a africana na cultura brasileira&amp;quot;. Essa &amp;#233; a opini&amp;#227;o do etnomusic&amp;#243;logo Paulo Dias, presidente da Associa&amp;#231;&amp;#227;o Cultural Cachuera!, organiza&amp;#231;&amp;#227;o especializada na pesquisa e divulga&amp;#231;&amp;#227;o da cultura popular tradicional brasileira de origem afro-descendente. Para ele, a introdu&amp;#231;&amp;#227;o da cultura africana e afro-brasileira dentro nos curr&amp;#237;culos das institui&amp;#231;&amp;#245;es de ensino &amp;#233; um grande desafio. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;A barreira da escola em trabalhar com este conte&amp;#250;do &amp;#233; produzida por v&amp;#225;rios fatores, segundo Paulo. Um deles &amp;#233; a maci&amp;#231;a presen&amp;#231;a da cultura hegem&amp;#244;nica, de matriz europ&amp;#233;ia, nas institui&amp;#231;&amp;#245;es de ensino, &amp;quot;agora voltadas para os Estados Unidos, mas o fundo &amp;#233; ainda &amp;#233; europeu. A vers&amp;#227;o contempor&amp;#226;nea dessa hegemonia &amp;#233; a da cultura do consumo, se &amp;#233; que se pode chamar isso de cultura&amp;quot;, diz ele. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;Os africanos e afro-descendentes t&amp;#234;m formas pr&amp;#243;prias de express&amp;#227;o art&amp;#237;stica, t&amp;#234;m uma vis&amp;#227;o de mundo diferente da do europeu. &amp;#201; mais simples apagar a diferen&amp;#231;a e colocar a cultura afro-descendente numa vala comum do folclore, do povo primitivo, etc., do que voc&amp;#234; considerar a diferen&amp;#231;a na sociedade. &amp;#201; aquela filosofia do 'negro em seu lugar'; na verdade, uma estrat&amp;#233;gia de domina&amp;#231;&amp;#227;o que perpassa a hist&amp;#243;ria e a cultura do Brasil, desde a escravid&amp;#227;o at&amp;#233; hoje&amp;quot;, complementa.      &lt;br /&gt;Para o pesquisador, diversas manifesta&amp;#231;&amp;#245;es da cultura afro-brasileira revelam a resist&amp;#234;ncia dos povos africanos em manter a ess&amp;#234;ncia de suas cren&amp;#231;as e vis&amp;#227;o de mundo. &amp;quot;E pensando em escola&amp;quot;, sugere Paulo, &amp;quot;existe todo um cancioneiro que &amp;#233; mantido nas congadas, nos jongos, em v&amp;#225;rias tradi&amp;#231;&amp;#245;es de matriz africana; s&amp;#227;o m&amp;#250;sicas que est&amp;#227;o sendo cantadas h&amp;#225; s&amp;#233;culos, celebrando valores de resist&amp;#234;ncia e as mem&amp;#243;rias do sofrimento, mas da supera&amp;#231;&amp;#227;o do sofrimento tamb&amp;#233;m. Elas s&amp;#227;o riqu&amp;#237;ssimas e poderiam ser trabalhadas por essa perspectiva, principalmente no campo da Hist&amp;#243;ria, mas tamb&amp;#233;m na m&amp;#250;sica, nas artes, na dan&amp;#231;a, na educa&amp;#231;&amp;#227;o f&amp;#237;sica, porque esse cancioneiro &amp;#233; associado a formas expressivas onde coexistem a dan&amp;#231;a, o canto, os tambores, a m&amp;#237;mica, o teatro, a riqueza das indument&amp;#225;rias - enfim, todo o simbolismo dessas formas de express&amp;#227;o que normalmente o ocidental europeu considera como formas aut&amp;#244;nomas, e que o africano v&amp;#234; como formas que coexistem&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;***      &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lei 11.645/08: para conhecer os povos ind&amp;#237;genas de hoje&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;H&amp;#225; dez anos a antrop&amp;#243;loga Artionka Capiberibe estava na aldeia Kumen&amp;#234;, dos &amp;#237;ndios palikur, na Terra Ind&amp;#237;gena do Ua&amp;#231;&amp;#225;, no Amap&amp;#225;. Era 19 de abril, Dia do &amp;#205;ndio. Qual n&amp;#227;o foi sua surpresa quando a professora da escola local, n&amp;#227;o-&amp;#237;ndia, organizou as crian&amp;#231;as para produzirem cocares com uma pena de papel, de inspira&amp;#231;&amp;#227;o norte-americana, seguindo uma conduta tamb&amp;#233;m adotada em escolas de educa&amp;#231;&amp;#227;o infantil brasileiras nesse dia. O epis&amp;#243;dio &amp;#233; emblem&amp;#225;tico tanto por expor um dilema referente &amp;#224; educa&amp;#231;&amp;#227;o ind&amp;#237;gena, como por evidenciar a reprodu&amp;#231;&amp;#227;o de estere&amp;#243;tipos quanto ao que sempre se ensinou e se aprendeu nas escolas brasileiras, via de regra, sobre a hist&amp;#243;ria e a cultura dos povos ind&amp;#237;genas que habitaram e ainda habitam o pa&amp;#237;s.      &lt;br /&gt;A promulga&amp;#231;&amp;#227;o da lei 11.645/08, que altera a LDB, ratifica e amplia a lei 10.639/03, instituindo a obrigatoriedade do ensino da hist&amp;#243;ria e cultura ind&amp;#237;gena nas escolas de educa&amp;#231;&amp;#227;o b&amp;#225;sica, &amp;#233; justificada pelo governo federal com o objetivo de combater estere&amp;#243;tipos presentes nas escolas e refor&amp;#231;ar a valoriza&amp;#231;&amp;#227;o da diversidade nacional. &amp;quot;Temos uma id&amp;#233;ia abstrata de &amp;#237;ndio, e &amp;#233; importante que possamos enxergar quem s&amp;#227;o os povos ind&amp;#237;genas brasileiros no presente. At&amp;#233; bem recentemente houve aqui exterm&amp;#237;nio de grupos ind&amp;#237;genas. O Brasil tem que acordar r&amp;#225;pido para essa quest&amp;#227;o; al&amp;#233;m disso, conhecer e celebrar a grande riqueza cultural que temos, e a educa&amp;#231;&amp;#227;o tem que expressar isso&amp;quot;, afirma Andr&amp;#233; L&amp;#225;zaro, Secret&amp;#225;rio da SECAD/MEC.       &lt;br /&gt;Segundo dados do IBGE (1999/2000), a popula&amp;#231;&amp;#227;o brasileira ind&amp;#237;gena &amp;#233; de 734 mil pessoas - mas esse &amp;#233; um dado controverso, uma vez que h&amp;#225; censos de outras institui&amp;#231;&amp;#245;es que apontam para uma popula&amp;#231;&amp;#227;o atual de 350 mil ind&amp;#237;genas. Em 1500, quando Pedro &amp;#193;lvares Cabral aportou por aqui, os ind&amp;#237;genas eram estimados em 5 milh&amp;#245;es, compondo mais de 1,5 mil povos, que falavam mais de mil l&amp;#237;nguas distintas entre si. Na d&amp;#233;cada de 1970 eles estavam reduzidos a 250 mil. O fortalecimento do movimento ind&amp;#237;gena, ladeado pela Constitui&amp;#231;&amp;#227;o de 1988, que garantiu direitos aos seus povos, permitiu o crescimento desta popula&amp;#231;&amp;#227;o nas &amp;#250;ltimas d&amp;#233;cadas. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;No livro &amp;quot;O &amp;#205;ndio Brasileiro: o que voc&amp;#234; precisa saber sobre os povos ind&amp;#237;genas no Brasil de hoje&amp;quot; (UNESCO/MEC/Funda&amp;#231;&amp;#227;o Ford/Museu Nacional), o &amp;#237;ndio baniwa Gersem dos Santos Luciano indica a exist&amp;#234;ncia de 222 povos que falam 180 l&amp;#237;nguas diferentes entre si. Entre estes povos, 61 s&amp;#227;o formados por grupos inferiores a 200 pessoas, ou seja, est&amp;#227;o amea&amp;#231;ados de exin&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233;tnica. Do total da popula&amp;#231;&amp;#227;o ind&amp;#237;gena existente, 60% vive na Amaz&amp;#244;nia e 13% do territ&amp;#243;rio nacional &amp;#233; ind&amp;#237;gena.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;O Congresso Nacional foi o proponente da lei 11.645/08, que, diferentemente da 10.639/03, n&amp;#227;o passou por um per&amp;#237;odo anterior e longo de debates. Andr&amp;#233; L&amp;#225;zaro ficou sabendo dela quando j&amp;#225; estava publicada. &amp;quot;Nem fui informado de sua tramita&amp;#231;&amp;#227;o&amp;quot;, diz ele. &amp;quot;Mas isso n&amp;#227;o tira o m&amp;#233;rito da lei. &amp;#201; justa do ponto de vista do seu interesse. Deve ser cumprida&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;Surpresa, alegria e cautela&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Entre os &amp;#237;ndios e n&amp;#227;o-&amp;#237;ndios ligados ao estudo e divulga&amp;#231;&amp;#227;o da hist&amp;#243;ria e cultura dos povos ind&amp;#237;genas brasileiros, a lei 11.645/08 foi recebida com surpresa, alegria e cautela. &amp;quot;Ningu&amp;#233;m respeita aquilo que n&amp;#227;o conhece. O &amp;#237;ndio que se aprende nas escolas &amp;#233; o do passado, a hist&amp;#243;ria e cultura ind&amp;#237;gena que &amp;#233; ensinada parece um conto de fadas. &amp;#201; muito vergonhoso que outros pa&amp;#237;ses do mundo conhe&amp;#231;am melhor do que os brasileiros os povos ind&amp;#237;genas daqui&amp;quot;, afirma Jurandir Siridiw&amp;#234; Xavante, presidente do Instituto das Tradi&amp;#231;&amp;#245;es Ind&amp;#237;genas (IDETI), organiza&amp;#231;&amp;#227;o criada e dirigida por &amp;#237;ndios de v&amp;#225;rias etnias que divulga a cultura ind&amp;#237;gena e desenvolve projetos culturais e educacionais junto a alguns povos, como os bororo e os guarani. &amp;quot;Por isso a lei &amp;#233; bem-vinda&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;Acredito que a promulga&amp;#231;&amp;#227;o da lei foi um ganho muito importante para aproximar a sociedade brasileira dos povos ind&amp;#237;genas&amp;quot;, opina o escritor Daniel Munduruku. &amp;quot;J&amp;#225; faz algum tempo que o movimento ind&amp;#237;gena vem reivindicando a cria&amp;#231;&amp;#227;o de um dispositivo que pudesse dar maior visibilidade &amp;#224; hist&amp;#243;ria de nossos povos, por isso acredito que esse passo &amp;#233; fundamental&amp;quot;.      &lt;br /&gt;Um preocupa&amp;#231;&amp;#227;o reside na ado&amp;#231;&amp;#227;o efetiva da lei.&amp;quot;Vivemos num pa&amp;#237;s de muitas leis e pouco cumprimento. N&amp;#227;o creio que mais uma lei resolva, mas certamente ela &amp;#233; um start para que a sociedade se mobilize&amp;quot;, diz Munduruku. A antrop&amp;#243;loga Artionka Capiberibe, doutoranda do Museu Nacional/UFRJ e pesquisadora de longa data dos &amp;#237;ndios da etnia palikur, pensa de forma semelhante: &amp;quot;A aplica&amp;#231;&amp;#227;o das leis aqui no Brasil &amp;#233; complicada. Mas a partir do momento em que esta lei (11.645/08) foi institu&amp;#237;da, os movimentos sociais e ind&amp;#237;genas passaram a poder, legitimamente, fazer press&amp;#227;o para que ela seja implementada&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;Eu tenho imensa reserva quando vejo propostas de mudan&amp;#231;a curriculares que n&amp;#227;o v&amp;#234;m ancoradas em estrat&amp;#233;gias que ap&amp;#243;iem os professores a melhorar seu trabalho. Essa me parece mais uma delas. Muda-se a lei e espera-se que a realidade mude com ela. N&amp;#227;o &amp;#233; assim na vida real&amp;quot;, afirma o antrop&amp;#243;logo Luis Donisete Benzi Grupione, pesquisador- associado do N&amp;#250;cleo de Hist&amp;#243;ria Ind&amp;#237;gena e do Indigenismo da Universidade de S&amp;#227;o Paulo (USP), autor de livros de refer&amp;#234;ncia sobre o tema e consultor do MEC para educa&amp;#231;&amp;#227;o ind&amp;#237;gena. &amp;quot;Creio que nem as escolas, nem os professores tomaram conhecimento dessa lei. Por isso &amp;#233; importante que o MEC e as Secretarias Estaduais de Educa&amp;#231;&amp;#227;o proponham a&amp;#231;&amp;#245;es para que a lei ganhe efetividade. Sem esse esfor&amp;#231;o, continuamos no velho e surrado bord&amp;#227;o, da larga dist&amp;#226;ncia entre o que diz a lei e o que ocorre na pr&amp;#225;tica&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Andr&amp;#233; L&amp;#225;zaro informa que, entre as a&amp;#231;&amp;#245;es iminentes do Governo Federal pela implementa&amp;#231;&amp;#227;o da lei, est&amp;#227;o a abertura de um edital para a elabora&amp;#231;&amp;#227;o de livros did&amp;#225;ticos sobre hist&amp;#243;ria e cultura ind&amp;#237;gena, programada para este ano, e o in&amp;#237;cio da elabora&amp;#231;&amp;#227;o de diretrizes curriculares para a tem&amp;#225;tica, pelo Conselho Nacional de Educa&amp;#231;&amp;#227;o.&amp;quot;Nos &amp;#250;ltimos anos temos dado aten&amp;#231;&amp;#227;o especial &amp;#224; educa&amp;#231;&amp;#227;o ind&amp;#237;gena, o que incluiu a produ&amp;#231;&amp;#227;o de livros, em parceria com universidades, que poder&amp;#227;o ser aproveitados para o ensino da hist&amp;#243;ria e cultura ind&amp;#237;gena em toda a educa&amp;#231;&amp;#227;o b&amp;#225;sica&amp;quot;, diz ele.&amp;quot;Tamb&amp;#233;m temos um ac&amp;#250;mulo referente &amp;#224; lei 10.639, que certamente vai nos ajudar na implementa&amp;#231;&amp;#227;o da 11.645&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;As escolas devem ouvir os ind&amp;#237;genas&amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Quais os conte&amp;#250;dos e os tipos de abordagem mais adequados para se apresentar a hist&amp;#243;ria e a cultura dos povos ind&amp;#237;genas nas escolas? O que deve mudar prioritariamente no ensino? Foram perguntas que fizemos a entrevistados desta reportagem, que deram v&amp;#225;rias sugest&amp;#245;es. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;As escolas podem tratar da diversidade dos povos ind&amp;#237;genas que existem hoje em seus pr&amp;#243;prios Estados&amp;quot;, opina Jurandir Siridiw&amp;#234; Xavante. &amp;quot;O meu Estado, por exemplo, &amp;#233; o de Mato Grosso. L&amp;#225; existem 42 povos ind&amp;#237;genas. Quem vive em Mato Grosso conhece esses povos? N&amp;#227;o&amp;quot;.      &lt;br /&gt;Daniel Munduruku concorda: &amp;quot;&amp;#201; preciso mostrar a cultura ind&amp;#237;gena como individualidades, e n&amp;#227;o com esta c&amp;#237;nica maneira de conhecer nossos povos. Deve-se banir a generaliza&amp;#231;&amp;#227;o, pois isso acaba alimentando o estere&amp;#243;tipo e o preconceito&amp;quot;. Para ele, &amp;quot;sem a forma&amp;#231;&amp;#227;o adequada dos professores nada ir&amp;#225; acontecer efetivamente&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Ele sugere, como conte&amp;#250;dos primordiais a serem trabalhados nas escolas: &amp;quot;Aspectos da pr&amp;#233;-hist&amp;#243;ria brasileira - de onde vieram os ind&amp;#237;genas; as ondas migrat&amp;#243;rias e as diferen&amp;#231;as que isso geraram; onde est&amp;#227;o localizados os povos ind&amp;#237;genas; como era a vida e sua rela&amp;#231;&amp;#227;o com a natureza, e como est&amp;#225; isso hoje; qual a contribui&amp;#231;&amp;#227;o dos povos ind&amp;#237;genas para a cultura brasileira&amp;quot;. E completa: &amp;quot;as escolas devem ouvir os ind&amp;#237;genas; as escolas devem ler os povos ind&amp;#237;genas&amp;quot;.      &lt;br /&gt;Para Artionka Capiberibe, &amp;quot;&amp;#233; preciso diminuir o desconhecimento generalizado sobre a hist&amp;#243;ria da participa&amp;#231;&amp;#227;o dos &amp;#237;ndios na forma&amp;#231;&amp;#227;o do Brasil&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;E Luiz Donisete Grupioni enfatiza: &amp;quot;A escola trata mal a quest&amp;#227;o ind&amp;#237;gena, seja em termos do passado, seja do presente. Portanto o primeiro desafio que essa lei coloca diz respeito a uma mudan&amp;#231;a de paradigma no tratamento da diversidade &amp;#233;tnica e cultural formativa do pa&amp;#237;s&amp;quot;, afirma. &amp;quot;Penso que se esta lei permitir um novo olhar sobre os &amp;#237;ndios, esse olhar deve ser marcado pelo reconhecimento da enorme sociodiversidade que existiu e existe no pa&amp;#237;s, de 1500 aos dias de hoje. Portanto, um enfoque priorit&amp;#225;rio para os professores &amp;#233; acabar com a vis&amp;#227;o de que todos os &amp;#237;ndios moram em ocas e tabas e falam tupi&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;b&gt;Perspectiva de aproxima&amp;#231;&amp;#227;o&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;O trabalho que j&amp;#225; foi realizado para implementar a lei 10.639/03 tende a abrir caminhos para a lei 11.645/08 e, talvez, criar uma aproxima&amp;#231;&amp;#227;o maior entre os que est&amp;#227;o trabalhando por ambas as causas. &amp;quot;Admiro o que est&amp;#225; sendo feito pelos negros na divulga&amp;#231;&amp;#227;o da lei (10.639/03)&amp;quot;, diz Jurandir Siridiw&amp;#234; Xavante. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&amp;quot;Estamos planejando ouvir as lideran&amp;#231;as ind&amp;#237;genas, os movimentos ind&amp;#237;genas que trabalham na perspectiva da educa&amp;#231;&amp;#227;o, para saber qual o interesse deles em torno da lei 11.645&amp;quot;, diz Tania Portella, da A&amp;#231;&amp;#227;o Educativa. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Para Humberto Adami, do IARA, negros e &amp;#237;ndios t&amp;#234;m suas pr&amp;#243;prias especificidades hist&amp;#243;ricas e culturais, que devem ser respeitadas no &amp;#226;mbito da implementa&amp;#231;&amp;#227;o destas leis, mas tamb&amp;#233;m demandas semelhantes, &amp;quot;como o fim do preconceito e estigmatiza&amp;#231;&amp;#227;o e o acesso aos direitos fundamentais, como sa&amp;#250;de e moradia. Isso sem contar que, durante a hist&amp;#243;ria do Brasil, eles muitas vezes lutaram juntos e contra as mesmas injusti&amp;#231;as&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;***      &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saiba um pouco mais sobre as iniciativas citadas no in&amp;#237;cio desta reportagem&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;. Na Escola Creche Vov&amp;#244; Zezinho, em Salvador (BA), a professora Rita de C&amp;#225;ssia Silva Santos partiu da leitura e adapta&amp;#231;&amp;#227;o de seis contos de origem africana para nortear seu trabalho, que incluiu relatos, fotos e desenhos das crian&amp;#231;as. Por exemplo, com o conto &amp;quot;Bruna e a Galinha D'Angola&amp;quot;, de Gercilga de Almeida, foram trabalhados aspectos relacionados &amp;#224; arte de origem africana atrav&amp;#233;s da confec&amp;#231;&amp;#227;o de panos com retalhos de tecidos. O projeto, baseado no resgate da cultura oral, buscou mostrar que existem hist&amp;#243;rias de diferentes povos e valorizar o grupo &amp;#233;tnico-racial ao qual pertencem as crian&amp;#231;as da escola. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Jos&amp;#233; Pereira de Borba, em Itapecirica da Serra (SP), todos os professores trabalham com temas como hist&amp;#243;ria da &amp;#193;frica e rela&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#233;tnico-raciais desde 2007, dentro do Projeto &amp;quot;&amp;#193;frica - um pouco de todos n&amp;#243;s&amp;quot;. O conte&amp;#250;do foi inserido no projeto pol&amp;#237;tico-pedag&amp;#243;gico e debatido com os pais dos alunos, que aceitaram a proposta, mesmo a escola tendo um n&amp;#250;mero proporcionalmente menor de crian&amp;#231;as negras. O trabalho, estruturado a partir de textos de literatura infanto-juvenil, desdobrou-se em debates na sala de aula sobre preconceito, li&amp;#231;&amp;#245;es sobre o continente africano, produ&amp;#231;&amp;#227;o de textos, uma exposi&amp;#231;&amp;#227;o de instrumentos e visitas ao Museu Afro, em S&amp;#227;o Paulo. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;. A Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) mant&amp;#233;m um N&amp;#250;cleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) desde 2003. Os trabalhos acad&amp;#234;micos produzidos pelos professores a ele vinculados cobrem grande parte da experi&amp;#234;ncia das popula&amp;#231;&amp;#245;es afro-descendentes da regi&amp;#227;o nos s&amp;#233;culos XIX e XX. O NEAB tamb&amp;#233;m foi respons&amp;#225;vel pela cria&amp;#231;&amp;#227;o de disciplinas referenciadas em conte&amp;#250;dos relacionados &amp;#224; lei 10.639/03, em cursos de licenciatura e extens&amp;#227;o da universidade.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;*Jornalista, trabalha para Associa&amp;#231;&amp;#227;o Cultural Cachuera! na &amp;#225;rea de comunica&amp;#231;&amp;#227;o; &amp;#233; apresentadora/entrevistadora do programa Educa&amp;#231;&amp;#227;o na TV, da APEOESP. E-mail: &lt;a href="mailto:maremar@uol.com.br"&gt;maremar@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Fonte: Rede 3Setor em nome de &lt;b&gt;Renata Celani&lt;/b&gt; (&lt;a href="mailto:maremar@uol.com.br"&gt;maremar@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Este texto tamb&amp;#233;m est&amp;#225; dispon&amp;#237;vel em:      &lt;br /&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/View?docid=dgx3c728_88g7wbhkf3"&gt;http://docs.google.com/View?docid=dgx3c728_88g7wbhkf3&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/reportagem-analisa-os-cinco-anos-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-4301140703946021027</guid><pubDate>Fri, 21 Nov 2008 20:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-21T18:03:20.651-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dia da Consciência Negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">João Cândido</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Revolta da Chibata</category><title>Lula elogia marinheiro, e Marinha volta a criticar revolta liderada por ele</title><description>&lt;p align="justify"&gt;(21/11/2008 - 15:26)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;M&amp;#193;RIO MAGALH&amp;#195;ES    &lt;br /&gt;DA SUCURSAL DO RIO&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na antev&amp;#233;spera do anivers&amp;#225;rio de 98 anos da Revolta da Chibata, o presidente Lula participou ontem no Rio da inaugura&amp;#231;&amp;#227;o de uma est&amp;#225;tua do l&amp;#237;der da rebeli&amp;#227;o, o marinheiro de primeira classe Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido Felisberto (1880-1969).    &lt;br /&gt;A Marinha se ausentou do ato e, em resposta a perguntas da Folha, voltou a criticar o marinheiro que Lula, o comandante das For&amp;#231;as Armadas, qualificou como &amp;quot;her&amp;#243;i&amp;quot;. &amp;quot;Precisamos aprender a transformar os nossos mortos em her&amp;#243;is&amp;quot;, discursou o presidente na pra&amp;#231;a 15, no centro, onde foi instalada a obra do artista Walter Brito.     &lt;br /&gt;Duas horas antes, o Centro de Comunica&amp;#231;&amp;#227;o Social da Marinha afirmou n&amp;#227;o reconhecer &amp;quot;hero&amp;#237;smo nas a&amp;#231;&amp;#245;es daquele movimento. Entretanto, nada tem a opor &amp;#224; coloca&amp;#231;&amp;#227;o da est&amp;#225;tua, desde que haja o cuidado de evitar inser&amp;#231;&amp;#245;es ofensivas &amp;#224; For&amp;#231;a e &amp;#224;s v&amp;#237;timas dos amotinados&amp;quot;. O Minist&amp;#233;rio da Defesa n&amp;#227;o enviou representante.     &lt;br /&gt;Em julho, Lula sancionou a anistia p&amp;#243;stuma a Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido. O evento de ontem integrou os festejos do Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra -o homenageado era negro. O presidente disse que quer transformar o 20 de novembro em feriado nacional.     &lt;br /&gt;Em 22 de novembro de 1910, sob a lideran&amp;#231;a de Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido, ao menos 2.000 marinheiros se sublevaram contra os castigos f&amp;#237;sicos. A gota d'&amp;#225;gua foi o an&amp;#250;ncio da puni&amp;#231;&amp;#227;o de 250 chibatadas contra um deles. A revolta durou quatro dias. Morreram quatro oficiais a bordo e duas crian&amp;#231;as em terra -a cidade foi bombardeada.     &lt;br /&gt;A Marinha disse ontem que se tratou de &amp;quot;um triste epis&amp;#243;dio da hist&amp;#243;ria do pa&amp;#237;s&amp;quot;.     &lt;br /&gt;Meses depois, Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido foi preso com 17 companheiros -16 foram assassinados. Expulso da Armada, sobreviveu na pobreza. Ontem foi chamado de &amp;quot;Almirante Negro&amp;quot;. A est&amp;#225;tua fica de frente para a ba&amp;#237;a de Guanabara, onde estavam os quatro navios de guerra que os rebelados tomaram.     &lt;br /&gt;Ao citar o &amp;quot;her&amp;#243;i&amp;quot; Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido, Lula elogiou opositores da ditadura militar (1964-85) e disse que as novas gera&amp;#231;&amp;#245;es precisam conhec&amp;#234;-los. &amp;quot;[Carlos] Marighella n&amp;#227;o morreu por ser bandido&amp;quot;, disse Lula sobre o guerrilheiro morto em 1969. &amp;quot;Morreu porque acreditava numa causa.&amp;quot; Tamb&amp;#233;m exaltou o militante comunista Greg&amp;#243;rio Bezerra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: Funda&amp;#231;&amp;#227;o Cultural Palmares&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/lula-elogia-marinheiro-e-marinha-volta.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-8637239851781869964</guid><pubDate>Thu, 20 Nov 2008 14:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-20T12:24:38.215-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dia da Consciência Negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">SEPPIR</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zumbi dos Palmares</category><title>Saiba mais sobre quem foi Zumbi dos Palmares</title><description>&lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Spensy Pimentel      &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Rep&amp;#243;rter da Ag&amp;#234;ncia Brasil&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Bras&amp;#237;lia - Zumbi dos Palmares, cuja morte, em 20 de novembro de 1695, motiva a celebra&amp;#231;&amp;#227;o, amanh&amp;#227; (hoje), em todo o pa&amp;#237;s, do Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra, foi um dos l&amp;#237;deres do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido n&amp;#250;cleo de resist&amp;#234;ncia negra &amp;#224; escravid&amp;#227;o no pa&amp;#237;s. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Segundo cronologia publicada na p&amp;#225;gina da Secretaria Especial de Pol&amp;#237;ticas de Promo&amp;#231;&amp;#227;o da Igualdade Racial (Seppir), &amp;#243;rg&amp;#227;o ligado &amp;#224; Presid&amp;#234;ncia da Rep&amp;#250;blica, Palmares surgiu a partir da reuni&amp;#227;o de negros fugidos da escravid&amp;#227;o nos engenhos de a&amp;#231;&amp;#250;car da Zona da Mata nordestina, em torno do ano de 1600. Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje &amp;#233; o munic&amp;#237;pio de Uni&amp;#227;o dos Palmares (AL). Ali, devido &amp;#224;s condi&amp;#231;&amp;#245;es de d&amp;#237;ficil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Muitos dos quilombolas eram &amp;#237;ndios e brancos pobres, como conta texto na p&amp;#225;gina da internet da Funda&amp;#231;&amp;#227;o Joaquim Nabuco, outro &amp;#243;rg&amp;#227;o federal, com sede em Recife. Nabuco foi expoente do movimento abolicionista. &amp;quot;A vida de Zumbi, o rei do Quilombo dos Palmares, &amp;#233; pouco conhecida e envolta em mitos e discuss&amp;#245;es&amp;quot;, alerta o texto - v&amp;#225;rios dos trechos abaixo, portanto, s&amp;#227;o objeto de pol&amp;#234;micas entre os historiadores.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Ao longo do s&amp;#233;culo 17, Palmares resistiu a investidas militares dos portugueses e de holandeses - que dominaram parte do Nordeste de 1630 a 1654. Segundo o historiador Pedro Paulo Funari, no artigo &amp;quot;A Rep&amp;#250;blica de Palmares e a Arqueologia da Serra da Barriga&amp;quot;, em 1644, um ataque holand&amp;#234;s vitimou 100 pessoas e aprisionou 31, de um total de 6 mil que viviam no quilombo. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Funari tamb&amp;#233;m afirma que o quilombo (termo derivado de l&amp;#237;ngua da regi&amp;#227;o de Angola) era chamado pelos portugueses de Rep&amp;#250;blica dos Palmares, nos documentos da &amp;#233;poca, e termos como mocambo foram posteriormente utilizados no sentido pejorativo. O quilombo era composto por v&amp;#225;rias aldeias, de nomes africanos, como Aqualtene, Dombrabanga, Zumbi e Andalaquituche, ind&amp;#237;genas, como Subupira, ou Tabocas, e portugueses, como Amaro. A capital era Macacos, termo de origem incerta (pode ser portugu&amp;#234;s ou corrutela do banto &lt;i&gt;macoco&lt;/i&gt;).&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Zumbi nasceu livre, em Palmares, provavelmente em 1655, e, segundo historiadores, seria descendente do povo &lt;i&gt;imbamgala &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;jaga, &lt;/i&gt;de Angola. Ainda na inf&amp;#226;ncia, durante uma das tentativas de destrui&amp;#231;&amp;#227;o do quilombo, ele foi raptado por soldados portugueses e teria sido dado ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo (hoje, em Alagoas), que o batizou de Francisco e ensinou-lhe portugu&amp;#234;s e latim. Aos dez anos tornou-o seu coroinha. &lt;i&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;      &lt;br /&gt;Com 15 anos, Francisco foge, retorna a Palmares e adota o nome de Zumbi - termo de significado incerto. O nome de Zumbi apareceu pela primeira vez em 1673, em relatos portugueses sobre a expedi&amp;#231;&amp;#227;o chefiada por J&amp;#225;come Bezerra, que foi desbaratada pelos quilombolas.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Aos 20 anos, Zumbi destacou-se na luta contra os militares comandados pelo portugu&amp;#234;s Manuel Lopes. Nesses combates, chegou a ser ferido com um tiro na perna. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Em 1678, o governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, prop&amp;#245;e a Palmares anistia e liberdade a todos os quilombolas. Segundo o historiador Edison Carneiro, autor do livro &amp;quot;O Quilombo dos Palmares&amp;quot;, ao longo dos quase 100 anos de resist&amp;#234;ncia dos palmarinos, foram in&amp;#250;meras as ofertas como essa. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Ganga Zumba (possivelmente um t&amp;#237;tulo - nganga significa sacerdote, e nzumbi &amp;quot;possui conota&amp;#231;&amp;#245;es militares e religiosas&amp;quot;, segundo Funari), ent&amp;#227;o l&amp;#237;der de Palmares, concorda com a tr&amp;#233;gua, enquanto Zumbi &amp;#233; contra, por argumentar que o acordo favoreceria a continuidade do regime de escravid&amp;#227;o praticado nos engenhos. Zumbi vence a disputa, &amp;#233; aclamado l&amp;#237;der pelos que discordavam do acordo e, aos 25 anos, torna-se l&amp;#237;der do quilombo. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Ao longo da vida, Zumbi teria tido pelo menos cinco filhos. Uma das vers&amp;#245;es diz que ele teria se casado com uma branca, chamada Maria. Ao longo de seu reinado, Zumbi passou a comandar a resist&amp;#234;ncia aos constantes ataques portugueses.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Em 1692, o bandeirante paulista Domingo Jorge Velho, uma esp&amp;#233;cie de mercen&amp;#225;rio da &amp;#233;poca, comandou um ataque a Palmares e teve suas tropas arrasadas. O quilombo foi sitiado e s&amp;#243; capitulou em 6 de fevereiro de 1694, quando os portugueses invadem o principal n&amp;#250;cleo de resist&amp;#234;ncia, a Aldeia do Macaco.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Ferido, Zumbi foge. Baleado, ele teria ca&amp;#237;do de um desfiladeiro, o que deu origem &amp;#224; hist&amp;#243;ria de que teira se suicidado para evitar a pris&amp;#227;o. Resistiu na mata por mais de um ano, atacando aldeias portuguesas. Em 20 de novembro do ano seguinte, depois de ser tra&amp;#237;do por um antigo companheiro, Antonio Soares, Zumbi &amp;#233; localizado pelas tropas portuguesas. &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Preso, Zumbi &amp;#233; morto, esquartejado, e sua cabe&amp;#231;a &amp;#233; levada a Olinda para ser exposta publicamente. Entre outros objetivos, o de acabar com os boatos que corriam entre os negros escravizados do litoral de que o l&amp;#237;der quilombola era imortal.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; Fonte: &lt;a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/11/19/materia.2006-11-19.9718496723/view"&gt;Ag&amp;#234;ncia Brasil&lt;/a&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/saiba-mais-sobre-quem-foi-zumbi-dos.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-8382288954323690039</guid><pubDate>Thu, 20 Nov 2008 14:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-20T12:18:23.555-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cidades</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dia da Consciência Negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos Humanos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos Sociais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Igualdade Racial</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Negros</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zumbi dos Palmares</category><title>Rio de Janeiro é palco de uma série de comemorações em memória a Zumbi</title><description>&lt;p align="justify"&gt;Fl&amp;#225;via Villela    &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Rep&amp;#243;rter da Ag&amp;#234;ncia Brasil&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Rio de Janeiro - Diversas atividades est&amp;#227;o sendo realizadas durante o dia de hoje (20) em diferentes bairros e regi&amp;#245;es do Rio de Janeiro em mem&amp;#243;ria a Zumbi, l&amp;#237;der do Quilombo dos Palmares, em Alagoas,&amp;#160; morto em 20 de novembro de 1695, consagrado como Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra. O Rio de Janeiro foi o primeiro munic&amp;#237;pio a decretar feriado em homenagem a Zumbi dos Palmares, em 1995.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A programa&amp;#231;&amp;#227;o come&amp;#231;a &amp;#224;s 9h, na Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade, onde grupos de cultura afro far&amp;#227;o apresenta&amp;#231;&amp;#245;es diante do monumento a Zumbi dos Palmares..    &lt;br /&gt;O Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra tamb&amp;#233;m ser&amp;#225; comemorado no Ponto Chic, em Padre Miguel, na Zona Oeste. Neste ano a festa, que j&amp;#225; est&amp;#225; na oitava edi&amp;#231;&amp;#227;o, vai homenagear o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, em frente ao busto de Zumbi.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As atividades come&amp;#231;am &amp;#224;s 9 da manh&amp;#227; com uma missa afro e apresenta&amp;#231;&amp;#245;es de grupos folcl&amp;#243;ricos e de capoeira, jongo e maculel&amp;#234;. Tamb&amp;#233;m est&amp;#227;o previstos &lt;i&gt;shows&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;charm&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;hip hop&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;soul&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;funk&lt;/i&gt;, samba de roda, e a participa&amp;#231;&amp;#227;o da bateria da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. O cantor Elymar Santos encerra o evento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Centro Cultural Casa de Jorge, em &amp;#193;gua Santa, no sub&amp;#250;rbio, vai homenagear Zumbi dos Palmares com feijoada e apresenta&amp;#231;&amp;#245;es de capoeira, black music e da escola de samba Imp&amp;#233;rio Serrano. O evento come&amp;#231;a ao meio-dia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na Pra&amp;#231;a XV, no centro da cidade, uma cerim&amp;#244;nia homenageia Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido, conhecido como Almirante Negro, que liderou a Revolta da Chibata de 1910, para protestar contra os castigos f&amp;#237;sicos que os marinheiros negros sofriam, mesmo depois do fim da escravid&amp;#227;o, em 1988.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A solenidade contar&amp;#225; com a presen&amp;#231;a do presidente Luiz In&amp;#225;cio Lula da Silva, que assinou neste ano a anistia p&amp;#243;stuma a Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido e demais l&amp;#237;deres da Revolta da Chibata.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A programa&amp;#231;&amp;#227;o tem in&amp;#237;cio &amp;#224;s 14h com shows de Noca da Portela, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e Neguinho da Beija-Flor. &amp;#192;s 17h ser&amp;#225; inaugurada a Est&amp;#225;tua de Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido. O encerramento, &amp;#224;s 19h30min, ser&amp;#225; com show de Jo&amp;#227;o Bosco e Martinho da Vila. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/20/materia.2008-11-20.2596894046/view"&gt;Ag&amp;#234;ncia Brasil&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/rio-de-janeiro-palco-de-uma-srie-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-1267173512084203084</guid><pubDate>Wed, 19 Nov 2008 21:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-19T19:24:45.208-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dieese</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Negros</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pesquisa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Seade</category><title>Negro ganha menos do que os não negros, segundo pesquisa do Seade/Dieese</title><description>&lt;p align="justify"&gt;19/11/2008 Folha de S. Paulo &lt;/p&gt;  &lt;h3 align="justify"&gt;Clipping: Renda do negro &amp;#233; metade da do n&amp;#227;o-negro &lt;/h3&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Segundo pesquisa Seade/Dieese, negro tem rendimento m&amp;#233;dio de R$ 4,36 por hora em SP; n&amp;#227;o-negro recebe R$ 7,98&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Causas da diferen&amp;#231;a s&amp;#227;o o menor acesso &amp;#224; educa&amp;#231;&amp;#227;o e o preconceito, que impede o negro de subir na carreira, segundo os especialistas &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O trabalhador negro (preto e pardo) ganha apenas cerca da metade do que o n&amp;#227;o-negro (branco e amarelo) recebe na Grande S&amp;#227;o Paulo. S&amp;#227;o R$ 4,36 por hora, em m&amp;#233;dia, contra R$ 7,98, segundo pesquisa realizada pela Funda&amp;#231;&amp;#227;o Seade e pelo Dieese.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quanto maior o n&amp;#237;vel escolar, maiores as disparidades. O rendimento real do indiv&amp;#237;duo negro que n&amp;#227;o concluiu o ensino fundamental &amp;#233; de R$ 3,44 por hora, e o do n&amp;#227;o-negro, R$ 4,10 -uma diferen&amp;#231;a de 19,2%.   &lt;br /&gt;J&amp;#225; na compara&amp;#231;&amp;#227;o entre duas pessoas que terminaram a universidade o abismo atinge 40%: o negro recebe R$ 13,86 por hora e o n&amp;#227;o-negro, R$ 19,49. O levantamento foi realizado em 2007, mas os valores tiveram corre&amp;#231;&amp;#227;o monet&amp;#225;ria at&amp;#233; julho.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Considerando a m&amp;#233;dia de R$ 4,36 por hora e o fato de que o negro escravo do Brasil Imperial contava com a renda indireta da comida e da moradia, pode-se falar que nada mudou&amp;quot;, argumenta o presidente da ONG Afrobras e reitor da Unipalmares (Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares), Jos&amp;#233; Vicente.   &lt;br /&gt;No que diz respeito ao desemprego, a situa&amp;#231;&amp;#227;o apresentou pequena melhora nos &amp;#250;ltimos dez anos. Em 1999, a porcentagem de negros desempregados era de 24,3% ante 16,8% dos n&amp;#227;o-negros. No ano passado, as taxas estavam em 17,6% e 13,3%. O Dieese diz que a tend&amp;#234;ncia &amp;#233; semelhante no resto do pa&amp;#237;s, por&amp;#233;m os n&amp;#250;meros mudam segundo a composi&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233;tnica da popula&amp;#231;&amp;#227;o local.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;O crescimento da economia do pa&amp;#237;s desde 2004 criou vagas para os negros. Algumas diferen&amp;#231;as, entretanto, n&amp;#227;o se desfazem ao longo do tempo&amp;quot;, diz Patr&amp;#237;cia Lino Costa, coordenadora da pesquisa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O indicador &amp;quot;mais preocupante&amp;quot;, aponta, &amp;#233; o que mostra a dist&amp;#226;ncia entre os ganhos dos negros e dos n&amp;#227;o-negros que fizeram faculdade. O restrito acesso &amp;#224; escola &amp;#233; uma das principais causas da desigualdade no mercado de trabalho, mas, para quem conseguiu super&amp;#225;-la, o preconceito acaba sendo o pior obst&amp;#225;culo, afirma. Uma vez contratado por uma empresa, o trabalhador negro n&amp;#227;o consegue galgar posi&amp;#231;&amp;#245;es e subir na carreira, da&amp;#237; a sua renda ser inferior &amp;#224; dos brancos que sobem na hierarquia, diz ela.   &lt;br /&gt;&amp;quot;Os negros n&amp;#227;o conseguem sequer entrar em um cargo mais elevado. Entre um engenheiro negro e um branco, certamente prefere-se contratar o branco, achando que o negro n&amp;#227;o &amp;#233; capaz&amp;quot;, afirma Vicente.    &lt;br /&gt;&amp;quot;Na minha opini&amp;#227;o, trata-se da dificuldade em lidar com o diferente&amp;quot;, resume Costa. &amp;quot;Existe um perfil de trabalhador que o mercado recebe melhor: homem branco, entre 25 e 39 anos. Ou seja, negros s&amp;#227;o discriminados, mulheres, homens muito novos ou mais velhos.&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por isso, de acordo com os especialistas, a redu&amp;#231;&amp;#227;o das disparidades come&amp;#231;a na educa&amp;#231;&amp;#227;o fundamental, para que as crian&amp;#231;as aprendam desde cedo a lidar com as diferen&amp;#231;as. Para Vicente, as cotas em escolas t&amp;#233;cnicas e nas universidades ajudam, por&amp;#233;m deveriam ser uma &amp;quot;verdadeira pol&amp;#237;tica de Estado, e n&amp;#227;o fruto apenas da boa vontade de um grupo de reitores&amp;quot;. As empresas, por sua vez, est&amp;#227;o aumentando os seus programas de inclus&amp;#227;o, diz Costa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;O problema &amp;#233; a velocidade do avan&amp;#231;o. No Brasil, que se orgulha da sua miscigena&amp;#231;&amp;#227;o, n&amp;#250;meros como esses de renda e emprego s&amp;#227;o chocantes. Os EUA, onde at&amp;#233; 50 anos atr&amp;#225;s um negro n&amp;#227;o podia beber &amp;#225;gua no mesmo bebedouro de um branco, acabaram de eleger um negro presidente. Falta seriedade ao nosso governo&amp;quot;, diz Vicente.   &lt;br /&gt;Denyse Godoy    &lt;br /&gt;19/11/2008 &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.reporterbrasil.org.br/pacto/clipping/view/632"&gt;Rep&amp;#243;rter Brasil&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/negro-ganha-menos-do-que-os-no-negros.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-1241669486232687175</guid><pubDate>Wed, 19 Nov 2008 20:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-19T18:46:41.520-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura africana</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Afro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura afro-brasileira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dia da Consciência Negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">João Cândido</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">SEPPIR</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zumbi dos Palmares</category><title>Seppir comemora 20 de novembro na Praça XV</title><description>&lt;p align="justify"&gt;Como parte das comemora&amp;#231;&amp;#245;es do Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra, a &lt;strong&gt;SEPPIR - Secretaria Especial de Pol&amp;#237;ticas de Promo&amp;#231;&amp;#227;o da Igualdade Racial da Presid&amp;#234;ncia da Rep&amp;#250;blica&lt;/strong&gt;, dirigida estar&amp;#225; promovendo vasta programa&amp;#231;&amp;#227;o na Pra&amp;#231;a XV - Centro do RJ.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Abaixo a programa&amp;#231;&amp;#227;o divulgada pela SEPPIR:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SSR7KfxJyRI/AAAAAAAAACI/z6M5T68OpP0/s1600-h/seppir%5B8%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="480" alt="seppir" src="http://lh3.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SSR7MOg2EVI/AAAAAAAAACM/MpdnrQlQAaI/seppir_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="480" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para marcar o Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra, a SEPPIR vai promover em 20 de novembro uma atividade cultural na Pra&amp;#231;a XV, no Centro do Rio de Janeiro, palco da Revolta da Chibata de 1910. O ponto alto do evento ser&amp;#225; a instala&amp;#231;&amp;#227;o de monumento em homenagem a Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido, o &amp;#8220;Almirante Negro&amp;#8221;, que liderou a Revolta da Chibata de 1910.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na est&amp;#225;tua, criada pelo artista pl&amp;#225;stico Walter Brito, o Almirante Negro segura o leme em uma das m&amp;#227;os. A outra, aponta para o mar. A est&amp;#225;tua foi instalada nos jardins do Museu da Rep&amp;#250;blica, no Rio, e ser&amp;#225; deslocada esta semana para a Pra&amp;#231;a XV.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A programa&amp;#231;&amp;#227;o tem in&amp;#237;cio &amp;#224;s 14h com shows de Noca da Portela, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e Neguinho da Beija-Flor. &amp;#192;s 16h haver&amp;#225; o lan&amp;#231;amento do Projeto Mem&amp;#243;ria da Funda&amp;#231;&amp;#227;o Banco do Brasil &amp;#8211;&amp;#160; &amp;#8220;Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido, a luta pelos direitos humanos&amp;#8221;. &amp;#192;s 17h ser&amp;#225; inaugurada a Est&amp;#225;tua de Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido. Na seq&amp;#252;&amp;#234;ncia teremos a sauda&amp;#231;&amp;#227;o de Candinho, filho de Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido, do ministro Edson Santos e do presidente Luiz In&amp;#225;cio Lula da Silva, que este ano assinou a anistia p&amp;#243;stuma a Jo&amp;#227;o C&amp;#226;ndido e demais l&amp;#237;deres da Revolta da Chibata. O encerramento, &amp;#224;s 19h30min, ser&amp;#225; com show de Jo&amp;#227;o Bosco e Martinho da Vila.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Veja ainda a programa&amp;#231;&amp;#227;o em outros cantos deste nosso Brasil:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pelo pa&amp;#237;s &amp;#8211; &lt;/strong&gt;Com o apoio da SEPPIR, outras comemora&amp;#231;&amp;#245;es ser&amp;#227;o realizadas em v&amp;#225;rias cidades do pa&amp;#237;s. Em S&amp;#227;o Paulo (SP), o F&amp;#243;rum Estadual de Entidades Negras promove a Marcha da Consci&amp;#234;ncia Negra, nesta quinta-feira (20/11), com ponto de partida no MASP, na Avenida Paulista. Com a participa&amp;#231;&amp;#227;o de v&amp;#225;rios setores da sociedade, o objetivo do evento &amp;#233; mostrar a necessidade de garantir igualdades materiais e de condi&amp;#231;&amp;#245;es entre brancos e negros atrav&amp;#233;s de pol&amp;#237;ticas p&amp;#250;blicas verticais e horizontais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em Salvador (BA) acontece a XXIX Marcha Zumbi dos Palmares. Produzida pela Coordena&amp;#231;&amp;#227;o Nacional de Entidades Negras (CONEN), a caminhada tem sa&amp;#237;da &amp;#224;s 15h da Pra&amp;#231;a do Campo Grande em dire&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; Pra&amp;#231;a Municipal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Florian&amp;#243;polis (SC) vai comemorar o Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra com uma s&amp;#233;rie de atividades no Largo da Alf&amp;#226;ndega, no Centro. A abertura oficial do evento, promovido pela Coordenadoria de Pol&amp;#237;ticas de Promo&amp;#231;&amp;#227;o da Igualdade Racial, da Prefeitura, ser&amp;#225; nesta ter&amp;#231;a-feira no Espa&amp;#231;o Cultural Rita Maria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em Belo Horizonte (MG), a Funda&amp;#231;&amp;#227;o Municipal de Cultura preparou uma programa&amp;#231;&amp;#227;o especial, que segue at&amp;#233; o dia 26, com espet&amp;#225;culos, exibi&amp;#231;&amp;#245;es de v&amp;#237;deos, exposi&amp;#231;&amp;#245;es e palestras, al&amp;#233;m de debates e conta&amp;#231;&amp;#227;o de hist&amp;#243;rias em diversos espa&amp;#231;os culturais por toda a cidade. Em Juiz de Fora haver&amp;#225; o VI Encontro 20 de novembro, com o tema &amp;#8220;Consci&amp;#234;ncia tem cor?&amp;#8221;, no pr&amp;#243;ximo s&amp;#225;bado (22/11). O evento ser&amp;#225; realizado na sede campestre do Sintufejuf, na Vila Ideal, e prev&amp;#234; palestras e atividades culturais. Em Paracatu, v&amp;#225;rias a&amp;#231;&amp;#245;es marcam a III Semana da Consci&amp;#234;ncia Negra at&amp;#233; o dia 21, com destaque para a apresenta&amp;#231;&amp;#227;o de teatro &amp;#8220;Yab&amp;#225;s&amp;#8221;, no Cine Teatro Santo Ant&amp;#244;nio, &amp;#224;s 15h.    &lt;br /&gt;No Maranh&amp;#227;o, a XXIV Semana da Consci&amp;#234;ncia Negra prossegue at&amp;#233; o dia 29 de novembro. Semin&amp;#225;rios, exposi&amp;#231;&amp;#227;o, maratona cultural e uma marcha v&amp;#227;o movimentar a capital S&amp;#227;o Lu&amp;#237;s. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/seppir/informativos/destaque.htm"&gt;SEPPIR&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/seppir-comemora-20-de-novembro-na-praa.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://lh3.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SSR7MOg2EVI/AAAAAAAAACM/MpdnrQlQAaI/s72-c/seppir_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-582741045398783742</guid><pubDate>Tue, 18 Nov 2008 22:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-18T20:05:18.231-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">africana</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obama</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política Internacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">África</category><title>E se Obama fosse africano?</title><description>&lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Cr&amp;#244;nica&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;h5 align="justify"&gt;E se Obama fosse africano?&lt;/h5&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;(...) N&amp;#227;o somos capazes de ver os nossos pr&amp;#243;prios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as li&amp;#231;&amp;#245;es que nos chegam desse outro lado do mundo&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;Mia Couto *&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Os africanos rejubilaram com a vit&amp;#243;ria de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as l&amp;#225;grimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era tamb&amp;#233;m um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignifica&amp;#231;&amp;#227;o de &amp;#193;frica. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano n&amp;#227;o era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperan&amp;#231;a que se reerguia, liberta, dentro de n&amp;#243;s. Meu cora&amp;#231;&amp;#227;o tinha votado, mesmo sem permiss&amp;#227;o: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vit&amp;#243;ria sem dimens&amp;#245;es. Ao sair &amp;#224; rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vit&amp;#243;ria de Obama n&amp;#227;o foi a de uma ra&amp;#231;a sobre outra: sem a participa&amp;#231;&amp;#227;o massiva dos americanos de todas as ra&amp;#231;as (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da Am&amp;#233;rica n&amp;#227;o nos entregariam motivo para festejarmos.      &lt;br /&gt;Nos dias seguintes, fui colhendo as reac&amp;#231;&amp;#245;es euf&amp;#243;ricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas an&amp;#243;nimas, cidad&amp;#227;os comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solid&amp;#225;rias de dirigentes africanos. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Quase todos chamavam Obama de &amp;quot;nosso irm&amp;#227;o&amp;quot;. E pensei: estar&amp;#227;o todos esses dirigentes sendo sinceros? &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Ser&amp;#225; Barack Obama familiar de tanta gente politicamente t&amp;#227;o diversa? Tenho d&amp;#250;vidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, n&amp;#227;o somos capazes de ver os nossos pr&amp;#243;prios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as li&amp;#231;&amp;#245;es que nos chegam desse outro lado do mundo. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Foi ent&amp;#227;o que me chegou &amp;#224;s m&amp;#227;os um texto de um escritor camaron&amp;#234;s, Patrice Nganang, intitulado: &amp;quot; E se Obama fosse camaron&amp;#234;s?&amp;quot;. As quest&amp;#245;es que o meu colega dos Camar&amp;#245;es levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hip&amp;#243;tese: e se Obama fosse africano e concorresse &amp;#224; presid&amp;#234;ncia num pa&amp;#237;s africano? S&amp;#227;o estas perguntas que gostaria de explorar neste texto. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;b&gt;E se Obama fosse africano e candidato a uma presid&amp;#234;ncia africana?&lt;/b&gt;       &lt;br /&gt;1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das &amp;#193;fricas) inventaria mudan&amp;#231;as na Constitui&amp;#231;&amp;#227;o para prolongar o seu mandato para al&amp;#233;m do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a perman&amp;#234;ncia de um mesmo presidente no poder em &amp;#193;frica. Uns 41 anos no Gab&amp;#227;o, 39 na L&amp;#237;bia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guin&amp;#233; Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camar&amp;#245;es. E por a&amp;#237; fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam h&amp;#225; mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe ter&amp;#225; 90 anos quando terminar o mandato para o qual se imp&amp;#244;s acima do veredicto popular. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;2. Se Obama fosse africano, o mais prov&amp;#225;vel era que, sendo um candidato do partido da oposi&amp;#231;&amp;#227;o, n&amp;#227;o teria espa&amp;#231;o para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camar&amp;#245;es: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de &amp;#193;frica n&amp;#227;o toleram opositores, n&amp;#227;o toleram a democracia. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;3. Se Obama fosse africano, n&amp;#227;o seria sequer eleg&amp;#237;vel em grande parte dos pa&amp;#237;ses porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presid&amp;#234;ncia a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda est&amp;#225; sendo questionado, no seu pr&amp;#243;prio pa&amp;#237;s, como filho de malawianos. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Convenientemente &amp;quot;descobriram&amp;quot; que o homem que conduziu a Z&amp;#226;mbia &amp;#224; independ&amp;#234;ncia e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente&amp;quot;. Preso por alegadas inten&amp;#231;&amp;#245;es golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que d&amp;#225; nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) ser&amp;#225; interdito de fazer pol&amp;#237;tica e assim, o regime vigente, se ver&amp;#225; livre de um opositor. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;4. Sejamos claros: Obama &amp;#233; negro nos Estados Unidos. Em &amp;#193;frica ele &amp;#233; mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua ra&amp;#231;a atirada contra o seu pr&amp;#243;prio rosto. N&amp;#227;o que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus l&amp;#237;deres compet&amp;#234;ncia e trabalho s&amp;#233;rio. Mas as elites predadoras fariam campanha contra algu&amp;#233;m que designariam por um &amp;quot;n&amp;#227;o aut&amp;#234;ntico africano&amp;quot;. O mesmo irm&amp;#227;o negro que hoje &amp;#233; saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos &amp;quot;outros&amp;quot;, dos de outra ra&amp;#231;a, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?). &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;5. Se ganhasse as elei&amp;#231;&amp;#245;es, Obama teria provavelmente que sentar-se &amp;#224; mesa de negocia&amp;#231;&amp;#245;es e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos pa&amp;#237;ses africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que n&amp;#227;o correm a favor dos ditadores. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;b&gt;Inconclusivas conclus&amp;#245;es&lt;/b&gt;       &lt;br /&gt;Fique claro: existem excep&amp;#231;&amp;#245;es neste quadro generalista. Sabemos todos de que excep&amp;#231;&amp;#245;es estamos falando e n&amp;#243;s mesmos mo&amp;#231;ambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condi&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#224; parte. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano n&amp;#227;o seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governa&amp;#231;&amp;#227;o fonte de enriquecimento sem escr&amp;#250;pulos. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;A verdade &amp;#233; que Obama n&amp;#227;o &amp;#233; africano. A verdade &amp;#233; que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores an&amp;#243;nimos - festejaram com toda a alma a vit&amp;#243;ria americana de Obama. Mas n&amp;#227;o creio que os ditadores e corruptos de &amp;#193;frica tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Porque a alegria que milh&amp;#245;es de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experi&amp;#234;ncia com os seus pr&amp;#243;prios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem p&amp;#250;blico. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;No mesmo dia em que Obama confirmava a condi&amp;#231;&amp;#227;o de vencedor, os notici&amp;#225;rios internacionais abarrotavam de not&amp;#237;cias terr&amp;#237;veis sobre &amp;#193;frica. No mesmo dia da vit&amp;#243;ria da maioria norte-americana, &amp;#193;frica continuava sendo derrotada por guerras, m&amp;#225; gest&amp;#227;o, ambi&amp;#231;&amp;#227;o desmesurada de pol&amp;#237;ticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses pol&amp;#237;ticos est&amp;#227;o matando a pr&amp;#243;pria pol&amp;#237;tica. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desist&amp;#234;ncia e o cinismo. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;S&amp;#243; h&amp;#225; um modo verdadeiro de celebrar Obama nos pa&amp;#237;ses africanos: &amp;#233; lutar para que mais bandeiras de esperan&amp;#231;a possam nascer aqui, no nosso continente. &amp;#201; lutar para que Obamas africanos possam tamb&amp;#233;m vencer. E n&amp;#243;s, africanos de todas as etnias e ra&amp;#231;as, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;b&gt;Mia Couto, mo&amp;#231;ambicano, &amp;#233; escritor&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; Fonte: &lt;b&gt;congressonacionaldenegrasenegros@yahoogrupos.com.br&lt;/b&gt; em nome de &lt;b&gt;Jos&amp;#233; Roberto Milit&amp;#227;o, adv.&lt;/b&gt; (militaoj@terra.com.br)     &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/e-se-obama-fosse-africano.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-7593792625725370644</guid><pubDate>Tue, 18 Nov 2008 21:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-18T19:11:39.811-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Discriminação Racial</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Racismo</category><title>Dudu Nobre e Bombom registram queixa de racismo contra comissário de bordo</title><description>&lt;p&gt;18/11/2008 14:51:00 &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Rio - O sambista Dudu Nobre e sua esposa, Adriana Bombom, registraram queixa na delegacia da PF, no Aeroporto Tom Jobim na noite desta segunda-feira, contra um comiss&amp;#225;rio de bordo, que segundo o casal, teria os ofendido com xingamentos e agress&amp;#245;es, numa situa&amp;#231;&amp;#227;o que poderia ser configurado racismo.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O casal estava voltando de uma viagem aos Estados Unidos no v&amp;#244;o 951, da American Ailines. Bombom afirmou aos policiais que um dos comiss&amp;#225;rios teria chamado seu marido de macaco no desembarque; e ainda, numa discuss&amp;#227;o, o tripulante teria cravado uma caneta no ombro de J&amp;#250;nior, produtor de Dudu Nobre. A assessoria da American Ailines informou que s&amp;#243; tomou conhecimento do incidente na manh&amp;#227; desta ter&amp;#231;a-feira, mas que iria apurar o caso.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A esposa de Dudu Nobre disse ainda que o in&amp;#237;cio da v&amp;#244;o, que saiu de Nova York, ela teria sido alvo do preconceito por parte da tripula&amp;#231;&amp;#227;o. Uma comiss&amp;#225;ria teria debochado da apresentadora que teve dificuldades para abrir a porta do banheiro do avi&amp;#227;o. Bombom revelou ainda que houve uma discuss&amp;#227;o e um comiss&amp;#225;rio come&amp;#231;ou a imitar trajeitos de macaco e a xingar Dudu Nobre. O casal passou duas semanas nos Estados Unidos. Dudu Nobre fez apresenta&amp;#231;&amp;#245;es em Miami e Nova York, enquanto Bombom passeou com as filhas na Disney. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://odia.terra.com.br/rio/htm/dudu_nobre_e_bombom_registram_queixa_de_racismo_contra_comissario_de_bordo_213593.asp"&gt;O Dia Online&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/dudu-nobre-e-bombom-registram-queixa-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-7533683574037812410</guid><pubDate>Tue, 18 Nov 2008 16:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-18T14:16:50.361-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Afro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura afro-brasileira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dia da Consciência Negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lei 10.639/2003</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">negritude</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Políticas públicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quilombolas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quilombos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Raça</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">SEPPIR</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zumbi dos Palmares</category><title>A LUTA DE ZUMBI DOS PALMARES E A CONQUISTA DA CIDADANIA</title><description>&lt;p align="justify"&gt;A LUTA DE ZUMBI DOS PALMARES E A CONQUISTA DA CIDADANIA RACIAL PLENA&amp;#8207;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Este ano completa - se 313 anos do assassinato de Zumbi dos Palmares pelas tropas portuguesas comandada pelo Bandeirante Domingos Jorge Velho no Quilombo dos Palmares que era localizado na regi&amp;#227;o da Serra da Barriga e que atualmente, faz parte do munic&amp;#237;pio de Uni&amp;#227;o dos Palmares (Alagoas). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Passados mais de tr&amp;#234;s s&amp;#233;culos, de acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisas Aplicadas) na pesquisa &amp;quot;Demanda e Perfil dos Trabalhadores Formais no Brasil em 2007, os negros recebem em m&amp;#233;dia 53% do sal&amp;#225;rio dos n&amp;#227;o &amp;#8211; negros, a escolaridade do negro &amp;#233; de 5,8 em m&amp;#233;dia e a dos n&amp;#227;o &amp;#8211; negros 7,7%. Negros e negras ocupam 60, 3% dos empregos na agricultura, 57,9% na constru&amp;#231;&amp;#227;o civil, 59,1% dos servi&amp;#231;os dom&amp;#233;sticos, enquanto os n&amp;#227;o &amp;#8211; negros ocupam 56, 5% no com&amp;#233;rcio e servi&amp;#231;os n&amp;#227;o financeiros, 62, 5% nos servi&amp;#231;os financeiros e 57, 2% na administra&amp;#231;&amp;#227;o p&amp;#250;blica, servi&amp;#231;os sociais e utilidade p&amp;#250;blica. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ainda de acordo com o IPEA, 55% do trabalho n&amp;#227;o remunerado no Brasil e 55, 4% sem carteira assinada s&amp;#227;o representados por negros e negras. Os 120 anos da aboli&amp;#231;&amp;#227;o inacabada, oficialmente conhecida como Lei &amp;#193;urea, n&amp;#227;o contribuiu para a supera&amp;#231;&amp;#227;o do racismo, pois ao atender as press&amp;#245;es internas e externas que exigiam mudan&amp;#231;as no regime econ&amp;#244;mico/mercantilista da &amp;#233;poca e que ap&amp;#243;s um ano j&amp;#225; mudara o regime de col&amp;#244;nia imperial para rep&amp;#250;blica, agravou ainda mais a situa&amp;#231;&amp;#227;o social dos escravos rec&amp;#233;m libertos que testemunharam a vinda dos europeus com incentivo governamentais, ocupando o mercado de trabalho formal que se formou com o fim do regime escravista. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na hist&amp;#243;ria recente, muitos avan&amp;#231;os foram obtidos a partir da realiza&amp;#231;&amp;#227;o da Confer&amp;#234;ncia de Durban em 2001. As atuais pol&amp;#237;ticas p&amp;#250;blicas e a&amp;#231;&amp;#245;es afirmativas em curso no atual governo come&amp;#231;am a resultar em mudan&amp;#231;as significativas no percentual de afrodescendentes que conseguem ingressar nas aproximadamente 60 universidades que voluntariamente adotaram a pol&amp;#237;tica de Cotas baseada na PL 73/99 que est&amp;#225; em vias de ser votada no Congresso. A cria&amp;#231;&amp;#227;o da SEPPIR (Secretaria Especial Pela Promo&amp;#231;&amp;#227;o da Igualdade Racial), destaca &amp;#8211; se como uma das iniciativas mais avan&amp;#231;adas no mundo.    &lt;br /&gt;A aprova&amp;#231;&amp;#227;o do Estatuto da Igualdade Racial, Projeto &amp;#8211; Lei apresentado pelo Senador Paulo Paim &amp;#233; mais uma ferramenta que se aprovada pelo Congresso Nacional poder&amp;#225; resultar em medidas positivas na supera&amp;#231;&amp;#227;o do racismo. Para se garantir a efetiva consolida&amp;#231;&amp;#227;o destas pol&amp;#237;ticas &amp;#233; necess&amp;#225;rios que estas sejam efetivadas como Pol&amp;#237;ticas de Estado. De acordo com estudos do IPEA ser&amp;#227;o necess&amp;#225;rios 32 anos para que as atuais a&amp;#231;&amp;#245;es afirmativas e pol&amp;#237;ticas p&amp;#250;blicas do resultem em um patamar de igualdade social entre negros e n&amp;#227;o negros. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A CUT (Central &amp;#218;nica dos Trabalhadores) atrav&amp;#233;s da cria&amp;#231;&amp;#227;o da CNCDR (Comiss&amp;#227;o Nacional Contra a Discrimina&amp;#231;&amp;#227;o Racial) e das comiss&amp;#245;es estaduais, desde o ano de 1992 desenvolve a&amp;#231;&amp;#245;es objetivando a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho. Na &amp;#250;ltima plen&amp;#225;ria estatut&amp;#225;ria, a CUT reconhecendo a necessidade de se potencializar as a&amp;#231;&amp;#245;es desenvolvidas pelos dirigentes sindicais que organizam &amp;#8211; se nas comiss&amp;#245;es de existentes na estrutura sindical cutista, aprovou consensualmente a cria&amp;#231;&amp;#227;o da Secretaria de Combate ao Racismo no pr&amp;#243;ximo CONCUT (Congresso da CUT). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mesmo diante de muitas conquistas a batalha de Zumbi dos Palmares ainda n&amp;#227;o resultou em uma vit&amp;#243;ria definitiva. Dos 5564 munic&amp;#237;pios brasileiros apenas 262 comemoram o Dia da Consci&amp;#234;ncia Negra. Nem mesmo o artigo 79 &amp;#8211; B da Lei 10.639/03 que obriga o ensino da Hist&amp;#243;ria e Cultura Afro &amp;#8211; Brasileira nas escolas de ensino m&amp;#233;dio e fundamental e que estabelece no calend&amp;#225;rio escolar a inclus&amp;#227;o do dia 20 de novembro como &amp;quot;Dia Nacional da Consci&amp;#234;ncia Negra&amp;quot; tem a sua efetiva implementa&amp;#231;&amp;#227;o nas escolas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No ano em que o Movimento Negro Unificado (MNU) principal &amp;#237;cone de luta do movimento negro brasileiro, completa 30 anos, ano do centen&amp;#225;rio de Cartola, do centen&amp;#225;rio de Solano Trindade e do centen&amp;#225;rio da Umbanda no Brasil, os afrodescendentes brasileiros devem se conscientizar que a cidadania plena ainda est&amp;#225; muito longe dos ideais sonhados pelo l&amp;#237;der e her&amp;#243;i Zumbi dos Palmares. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Somente a conscientiza&amp;#231;&amp;#227;o de que &amp;#233; necess&amp;#225;rio continuar lutando &amp;#233; que poder&amp;#225; estabelecer um novo paradigma para a popula&amp;#231;&amp;#227;o negra no Brasil, que em 2010 representar&amp;#225; mais da metade da popula&amp;#231;&amp;#227;o brasileira, de acordo com pesquisas do IPEA. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;b&gt;congressonacionaldenegrasenegros@yahoogrupos.com.br&lt;/b&gt; em nome de &lt;b&gt;marcosbeneditoafubesp&lt;/b&gt; (marcosbenedito@cut.org.br)&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/luta-de-zumbi-dos-palmares-e-conquista.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-708823691684654771</guid><pubDate>Mon, 17 Nov 2008 23:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-17T21:22:42.679-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Casa Mestre Ananias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Patrimônio Cultural</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Samba de Roda</category><title>A Casa Mestre Ananias e a Sambatá convidam todos para a gravação ao vivo do Samba Chula de São Brás em São Paulo</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Est&amp;#225; nos preparativos a apresenta&amp;#231;&amp;#227;o dos m&amp;#250;sicos do &lt;a href="http://mestreananias.blogspot.com/2008_04_01_archive.html"&gt;Samba Chula de S&amp;#227;o Br&amp;#225;s&lt;/a&gt; na &lt;strong&gt;Casa Mestre Ananias&lt;/strong&gt;, em S&amp;#227;o Paulo. Ser&amp;#225; a segunda visita que os sambadores do Rec&amp;#244;ncavo Baiano far&amp;#227;o &amp;#224; nossa casa neste 2008. Dia 19 de novembro teremos a oportunidade de rever nossos amigos da Bahia e com eles compartilhar excelentes momentos!&lt;/p&gt; Confira a programa&amp;#231;&amp;#227;o &lt;a href="http://www.mestreananias.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.  &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SSH8u7Q8KzI/AAAAAAAAACA/LJXG5UATHxA/s1600-h/flyer_sao_braz_leve%5B11%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="330" alt="flyer_sao_braz_leve" src="http://lh5.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SSH8v690orI/AAAAAAAAACE/di6NfkHFuDs/flyer_sao_braz_leve_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800" width="144" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fotos: Br&amp;#237;gida Rodrigues&lt;/p&gt; Fonte: Uirapuru Assessoria Cultural e Eventos     </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/casa-mestre-ananias-e-sambat-convidam.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://lh5.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SSH8v690orI/AAAAAAAAACE/di6NfkHFuDs/s72-c/flyer_sao_braz_leve_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-7199339390595903078</guid><pubDate>Mon, 17 Nov 2008 15:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-17T13:22:01.484-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">FUNAI</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Indígenas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Promoção de Eventos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">UNB</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vestibular</category><title>Vestibular para indígenas na UnB</title><description>&lt;p align="justify"&gt;ADMISS&amp;#195;O   &lt;br /&gt;Vestibular para ind&amp;#237;genas na UnB    &lt;br /&gt;Universidade de Bras&amp;#237;lia e Funai destinam 20 vagas em cinco cursos de gradua&amp;#231;&amp;#227;o da institui&amp;#231;&amp;#227;o. Inscri&amp;#231;&amp;#245;es poder&amp;#227;o ser feitas at&amp;#233; 15 de dezembro&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Universidade de Bras&amp;#237;lia (UnB) e a Funda&amp;#231;&amp;#227;o Nacional do &amp;#205;ndio (Funai) realizam, pela terceira vez, o processo seletivo destinado a estudantes ind&amp;#237;genas. Os interessados poder&amp;#227;o disputar uma das 20 vagas oferecidas, divididas entre o 1&amp;#186; e o 2&amp;#186; semestre de 2009, nos cursos de Agronomia, Enfermagem e Obstetr&amp;#237;cia, Engenharia Florestal, Medicina e Nutri&amp;#231;&amp;#227;o. As inscri&amp;#231;&amp;#245;es estar&amp;#227;o abertas de 15 de novembro a 15 de dezembro e podem ser feitas na sede da Funai, em Bras&amp;#237;lia (DF), e nas unidades regionais da institui&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As provas ser&amp;#227;o aplicadas pelo Centro de Sele&amp;#231;&amp;#227;o e de Promo&amp;#231;&amp;#227;o de Eventos da Universidade de Bras&amp;#237;lia (Cespe/UnB) no dia 17 de janeiro de 2009, no turno da tarde. O vestibular ser&amp;#225; aplicado nos p&amp;#243;los regionais de Bel&amp;#233;m (PA), Bras&amp;#237;lia (DF), Governador Valadares (MG), Jo&amp;#227;o Pessoa (PB), Macei&amp;#243; (AL), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). Para se inscrever, &amp;#233; preciso apresentar os documentos exigidos no   &lt;br /&gt;comunicado de abertura.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Outras informa&amp;#231;&amp;#245;es podem ser obtidas no endere&amp;#231;o eletr&amp;#244;nico &lt;a href="http://www.cespe.unb.br/concursos/conveniofunai_unb2009"&gt;www.cespe.unb.br/concursos/conveniofunai_unb2009&lt;/a&gt;. Os candidatos far&amp;#227;o provas objetivas e de reda&amp;#231;&amp;#227;o. As provas objetivas consistir&amp;#227;o de 50 itens de l&amp;#237;ngua portuguesa e literaturas de l&amp;#237;ngua portuguesa e outros 50 itens de matem&amp;#225;tica. A prova de reda&amp;#231;&amp;#227;o pedir&amp;#225; a produ&amp;#231;&amp;#227;o de um texto descritivo, narrativo, expositivoargumentativo ou instrucional.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CONV&amp;#202;NIO&lt;/strong&gt; &amp;#8211; O processo seletivo &amp;#233; resultado do conv&amp;#234;nio entre a UnB e a Funai, firmado em mar&amp;#231;o de 2004 e faz parte do Plano de Metas para a Integra&amp;#231;&amp;#227;o Social, &amp;#201;tnica e Racial da UnB. O plano estabelece, em linhas gerais, que a institui&amp;#231;&amp;#227;o se responsabiliza pela disponibiliza&amp;#231;&amp;#227;o das vagas &amp;#8211; que podem chegar a    &lt;br /&gt;20 por ano &amp;#8211; e pelo apoio acad&amp;#234;mico necess&amp;#225;rio aos estudantes. J&amp;#225; a Funai indica os cursos de interesse das comunidades ind&amp;#237;genas, encaminha os candidatos e proporciona aux&amp;#237;lio que garanta a manuten&amp;#231;&amp;#227;o dos aprovados em Bras&amp;#237;lia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os cursos s&amp;#227;o escolhidos levando em conta a necessidade de profissionais da &amp;#225;rea nas comunidades ind&amp;#237;genas. Na UnB, os estudantes aprovados recebem acompanhamento do Servi&amp;#231;o de Orienta&amp;#231;&amp;#227;o ao Universit&amp;#225;rio (SOU), al&amp;#233;m de apoio psicopedag&amp;#243;gico individualizado e orienta&amp;#231;&amp;#227;o acad&amp;#234;mica durante o curso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CONTATO     &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Outras informa&amp;#231;&amp;#245;es no endere&amp;#231;o eletr&amp;#244;nico    &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cespe.unb.br/vestibular/conveniofunai_unb2009"&gt;www.cespe.unb.br/vestibular/conveniofunai_unb2009&lt;/a&gt; ou na Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 8h &amp;#224;s 19h &amp;#8211; Campus Universit&amp;#225;rio Darcy Ribeiro, Edif&amp;#237;cio Sede do Cespe/UnB &amp;#8211; pelo telefone (61) 3448 0100.&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/vestibular-para-indgenas-na-unb.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6496017214747964949.post-7677428804647924318</guid><pubDate>Sat, 15 Nov 2008 19:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-15T18:04:31.057-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">América Latina</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura africana</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Afro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura afro-brasileira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cultura negra</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">África</category><title>2º Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;Come&amp;#231;ou na quinta&lt;/font&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SR8rQ1MbwKI/AAAAAAAAAB4/3sERsTXrDY8/s1600-h/zulu%5B11%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SR8rQ1MbwKI/AAAAAAAAAB8/Uaq837J-GIc/s1600-h/zulu%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SR8rQ1MbwKI/AAAAAAAAAB8/Uaq837J-GIc/s1600-h/zulu%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="180" alt="zulu" src="http://lh6.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SR8pnKLasrI/AAAAAAAAABs/HcVoFB4hrxM/zulu_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="126" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="3"&gt;-feira, 13/11, o 2&amp;#186; Encontro de Cinema Negro Brasil, &amp;#193;frica e Am&amp;#233;rica Latina. Idealizado pelo ator e cineasta &lt;strong&gt;Z&amp;#243;zimo Bulbul&lt;/strong&gt;, tem o apoio da Funda&amp;#231;&amp;#227;o Cultural Palmares. Este evento re&amp;#250;ne artistas, cineastas e diretores afro-descendentes de v&amp;#225;rios estados brasileiros, da &amp;#193;frica e da Am&amp;#233;rica latina.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;Confira a programa&amp;#231;&amp;#227;o completa &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.palmares.gov.br/_temp/sites/000/2/download/ec1308-1.pdf"&gt;&lt;font size="3"&gt;aqui&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="3"&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Servi&amp;#231;o:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;II ENCONTRO DE CINEMA NEGRO &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;BRASIL, &amp;#193;FRICA e AM&amp;#201;RICA LATINA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De 14 a 24 de novembro&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Abertura para convidados: 13 de novembro&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cinema Odeon Petrobras&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pra&amp;#231;a Mahatma Gandhi 2, Cinel&amp;#226;ndia. Tel.: 2240 1093&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ingressos: Sess&amp;#245;es de Cinema: R$ 2. Semin&amp;#225;rio: Entrada Franca&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Capacidade: 600 lugares&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Centro Cultural Justi&amp;#231;a Federal&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Av. Rio Branco 241, Centro. Tel.: 3261 2550&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ingressos: Sess&amp;#245;es de Cinema: R$ 2. Semin&amp;#225;rio: Entrada Franca&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Capacidade: 40 lugares&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Espa&amp;#231;o Tom Jobim&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Rua Jardim Bot&amp;#226;nico 1.008&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ingressos: R$ 2&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Capacidade: 400 lugares&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Centro Afro Carioca de Cinema&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Rua Joaquim Silva 40, Lapa. Tel.: 2508 7381&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ingressos: entrada franca&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Capacidade: 30 lugares&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tenda Lapa&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Arcos da Lapa. Exibi&amp;#231;&amp;#227;o de filme ao ar livre&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ingressos: entrada franca&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Divulga&amp;#231;&amp;#227;o&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.palmares.gov.br/"&gt;Funda&amp;#231;&amp;#227;o Cultural Palmares&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  </description><link>http://institutoibamo.blogspot.com/2008/11/2-encontro-de-cinema-negro-brasil-frica.html</link><author>noreply@blogger.com (Instituto ÍBÁMÒ - Mobilizar para TRANSforMAR)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://lh6.ggpht.com/_lgddCaYCQZ0/SR8pnKLasrI/AAAAAAAAABs/HcVoFB4hrxM/s72-c/zulu_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>