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&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;"Acusar de promover o racismo o primeiro esforço anti-racista após 118 anos do fim da escravidão é uma distorção inaceitável"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Que boa surpresa encontrei ao ler um artigo da jornalista Miriam Leitão sobre as Cotas Raciais. Não tenho muito o que dizer, Miriam diz tudo, com uma lucidez que poucas vezes vi nas discussões sobre o tema (e olha que já vi muitas discussões, participei de algumas delas).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vou postar aqui três textos da jornalista - que, confesso, admiro muito quando foge de suas eventuais análises econômicas (o artigo &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2010/04/03/menino-azul-280462.asp"&gt;O Menino Azul&lt;/a&gt;&amp;nbsp;é magnífico exemplo do que digo). Fosse eu o editor de O Globo, tiraria Miriam do Panorama Econômico e a colocaria num lugar privilegiado para falar apenas das questões do Rio, dos povos, da sociedade. Pessoalmente, acho que se sai melhor. Mas certamente o editor tem bons motivos para mantê-la em Economia, rs.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enfm, lá vai. Clique em &lt;b&gt;Mais informações&lt;/b&gt;, leia os artigos e se surpreenda também:&lt;/div&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Teses e truques&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em vez de discutir cota, é melhor investir na educação. Não se deve adotar um sistema que separa por raça, pois isso criará racismo. Não se pode ferir o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei. Nunca pode ser revogado o princípio do mérito acadêmico. Os argumentos se repetem e parecem ótimos. Escondem a mesma resistência ao tema racial que temos mantido desde a abolição e as conclusões estão truncadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nunca, os que defendem cotas raciais na universidade propuseram a escolha entre cotas e qualidade da educação. Não há essa dicotomia. É uma falsidade para truncar o debate. É fundamental melhorar a educação em todos os níveis. As cotas raciais não revogam essa idéia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O princípio da igualdade perante a lei é a pedra que sustenta as sociedades democráticas e modernas. As ações afirmativas não vão revogá-lo. A igualdade perante a lei sempre conviveu com o tratamento diferente aos desiguais. Na área tributária, a regressividade, por exemplo: a alíquota para os mais ricos é maior. As transferências de renda são para quem tem renda abaixo das linhas de pobreza e miséria. Mulheres estão sub-representadas na política e, para tentar vencer isso, há a cota de 30% nas candidaturas. No comércio internacional, existe o princípio do tratamento diferenciado para os países mais pobres. Há muito tempo, o Direito convive com os dois princípios, como complemento um do outro. Um garante o outro. Tratar da mesma forma os desiguais acentua a desigualdade. O princípio da igualdade perante a lei é apresentado na discussão como um truque. Não há conflito entre ele e o outro princípio civilizatório do tratamento diferenciado aos desiguais. Quem quer defender o princípio da igualdade perante a lei deveria fazer um manifesto contra, por exemplo, a aberração de prisão especial para criminosos com curso superior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O mérito acadêmico tem que ser preservado na formação universitária. Ele não está sob ameaça com medidas para aumentar o ingresso de negros na universidade. As avaliações de desempenho de diversas universidades mostram que não há esse risco. Os adversários das cotas rejeitam as avaliações dizendo que ainda não foi feito um estudo consistente. O mesmo argumento invalida seus próprios argumentos de que a qualidade da universidade estará em risco com as cotas. A universidade americana, que nunca abriu mão do mérito acadêmico, dá pontuação diferenciada por razões raciais, sociais e até aos esportistas no ingresso nas escolas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não podem ser adotadas políticas que incentivem o racismo. Quem discordaria disso? Esse argumento usado contra as cotas é um dos mais perversos truques. As políticas de ação afirmativa não vão criar o racismo. Não se cria o que já existe. O Brasil tem um fosso enorme, resistente, entre brancos e negros e é esse fosso que se pretende vencer. Sem o incentivo à mobilidade, o Brasil carregará para sempre as marcas da escravidão. Ela tem se eternizado por falta de debate e de políticas dedicadas a superar o problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Empresas internacionais adotam há tempos metas para aumentar a diversidade de seus funcionários, executivos e gerentes. É um objetivo desejável no mundo multiétnico e que se quer menos racista e menos injusto. Órgãos públicos americanos usam nas suas contratações mecanismos para aumentar a representatividade das várias partes da sociedade. Governos diversos usam incentivos para determinadas políticas como parte dos seus critérios de seleção de fornecedores nas compras governamentais. Nada há de errado e novo nessas políticas. O que há é que, pela primeira vez, fala-se em usar esses mecanismos para promover a ascensão dos negros no Brasil. O país tem um horror atávico a discutir o tema. Já se escondeu atrás de inúmeros sofismas. Acreditava estar numa bolha não racial, um país diferente, justo por natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não existe raça. É fato. Biológica e geneticamente não existe, como ficou provado em estudos recentes. Isso é mais um argumento a favor das políticas anti-racistas e não o contrário. Os avanços acadêmicos na área só servem para mostrar que os negros são mais pobres, têm piores empregos, ganham menos, não por qualquer incapacidade congênita, mas por falha da sociedade em construir oportunidades iguais. Isso se corrige com políticas públicas, iniciativas privadas, para desmontar as barreiras artificiais ao acesso dos negros à elite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O debate é livre e benéfico. O problema não é o debate, mas alguns dos argumentos. E pior: os truques. Acusar de promover o racismo o primeiro esforço anti-racista após 118 anos do fim da escravidão é uma distorção inaceitável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quem gosta do Brasil assim deve ter a coragem de dizer isso. Quem não acha estranho, nem desconfortável, entrar nos restaurantes e só ver brancos, ver na direção das empresas apenas brancos, conviver com uma elite tão monocromática, tudo bem. Deve simplesmente dizer que prefere conservar o Brasil como ele é, com os brancos e negros mantidos assim: nesta imensa distância social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;(11 de julho de 2006)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;* * * * *&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Ora, direis!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A luta contra a escravidão foi um movimento cívico de envergadura. Misturou povo e intelectuais, negros e brancos, republicanos e monarquistas. Foi uma resistência que durou anos. Houve passeatas de estudantes e lutas nos quilombos. Houve batalhas parlamentares memoráveis e disputas judiciais inesperadas. Os contra a abolição reagiram nos clubes da lavoura, na chantagem econômica e nos sofismas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O país se dividiu e lutou. Venceu a melhor tese. Pena o país ter feito o reducionismo que fixou na memória coletiva apenas o instante da assinatura da lei pela Princesa. Tudo foi varrido. Do povo em frente ao Paço à persistência para se aprovar a lei que tornou extinta a escravidão no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foram seis anos de lutas parlamentares para libertar os não-nascidos, após quedas de gabinetes, avanços e retrocessos. Mais luta de vários anos para libertar os idosos. Por fim, a maior das batalhas: a libertação de todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Lutou-se com poesia e o jornalismo. Com a política e o Direito. Lutou-se na Justiça com as Ações de Liberdade, incríveis processos que escravos moviam contra seus donos. Os negros lutaram de forma variada: com a greve negra em Salvador, com rebeliões e quilombos. Os escravocratas adiaram o inevitável, ameaçaram com a derrota econômica, assombraram com todos os fantasmas nacionais. Pareciam vencer, até que perderam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Fica em quem visita a história a constatação de um erro: os abolicionistas se dispersaram cedo demais. Era a hora de reduzir a imensa distância que a centenária ordem escravocrata havia criado no país. Venceu a idéia de que, deixado ao seu ritmo, o país faria naturalmente a transição da escravidão negra para um outro país, sem divisões raciais. Idéia poderosa esta da inércia salvacionista. Ela construiu o imaginário de um país sem racismo por natureza, que teria eliminado o preconceito naturalmente, como se as marcas deixadas por 350 anos de escravidão fossem varridas por um ato, uma lei de duas linhas. Ainda há quem negue, hoje, que haja algo estranho numa sociedade de tantas diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O manifesto contra as cotas tem alguns intelectuais respeitáveis. Mais os respeitaria se estivessem pedindo avaliações e estudos sobre o desempenho de política tão recente; primeira e única tentativa em 120 anos de fazer algo mais vigoroso que deixar como está para ver como é que fica. O status quo nos trouxe até aqui: a uma sociedade de desigualdades raciais tão vergonhosas qualquer um que não tenha se deixado anestesiar pela cena e pelas estatísticas brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ora, direis: o que tem o glorioso abolicionismo com uma política tópica – para tantos, equivocada – de se reservar vagas a pretos e pardos nas universidades publicas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ora, a cota não é a questão. Ela é apenas o momento revelador, em que reaparece com força o maior dos erros nacionais: negar o problema para fugir dele. Os "negacionistas" – expressão da professora Maria Luíza Tucci Carneiro, da USP – sustentam que o país não é racista, mas que se tornará caso alguns estudantes pretos e pardos tenham desobstruído seu ingresso na universidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Erros surgiram na aplicação das cotas. Os gêmeos de Brasília, por exemplo. Episódios isolados foram tratados como o todo. Tiveram mais destaque do que a análise dos resultados da política. Os cotistas subverteram mesmo o princípio do mérito acadêmico? Reduziram a qualidade do ensino universitário? Produziram o ódio racial? Não vi até agora nenhum estudo robusto que comprovasse a tese manifesta de que uma  única política pública, uma breve experiência, pudesse produzir tão devastadoras conseqüências. Os órgãos de comunicação têm feito uma enviesada cobertura do debate. Melhor faria o jornalismo se deixasse fluir a discussão, sem tanta ansiedade para, em cada reportagem, firmar a posição que já está explícita nos editoriais. A mensagem implícita em certas coberturas só engana os quer não têm olhos treinados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ora, direis, que vantagens podem ter políticas que atuam apenas no topo da escala educacional? Ter mais pretos e pardos junto aos brancos, nas universidades públicas, permite a saudável convivência no mesmo nível social. Na minha UnB, não havia negros; na atual, há mais de dois mil. Isso é um começo num país com o histórico do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Melhorar a educação pública sempre será fundamental para construir o país futuro, mas isso não conflita com outras políticas desenhadas diretamente para derrubar as barreiras artificiais e dissimuladas que impedem a ascensão de pretos e pardos. O vestibular não mede a real capacidade do aluno de estar numa universidade, mas, sim, quem aprendeu melhor os truques dos cursinhos. Há muito a fazer pelo muito não feito neste longo tempo em que se esperou que, deixando tudo como está, tudo se resolveria. Ajudaria se intelectuais, ou não, quisessem avaliar as políticas de ação afirmativa, em vez de ter medo delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O racismo brasileiro é ardiloso e dissimulado. A luta contra ele será longa e difícil. Será mais eficiente se unir brancos e negros. Será mais rápida se o país não acreditar nas falsas ameaças de que tocar no assunto nos trará o inferno da divisão por raças. Ora, a divisão já existe; sempre existiu. O que precisa ser construído são os caminhos do reencontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;(25 de maio de 2008)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;* * * * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Destruir a obra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É a temporada. Tempo de sofismas e argumentos tortos. Tempo das mesmices repetidas com ares de descobertas recentes. Hora de escapar do debate sobre a questão racial brasileira. Não precisava ser assim. Podia ser um tempo de avanços. Mas os que negam o racismo brasileiro preferem esse cerco à inteligência, ao óbvio, ao progresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Num ambiente negacionista, foi um alívio ouvir as explicações simples e diretas da secretária de Estado americana Hillary Clinton na Faculdade Zumbi dos Palmares, onde escolheu debater com estudantes. Hillary defendeu as ações afirmativas dizendo que, com elas, os EUA estão deixando para trás os vestígios da escravidão:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;— Temos feito um grande progresso com as ações afirmativas em aumentar as oportunidades na educação, no emprego para os afro-americanos. Elas são o reconhecimento de que as barreiras históricas criam um funil que impede o acesso do grupo discriminado a níveis superiores de educação. É preciso alargar a entrada e deixar mais gente entrar. O talento é universal, mas as oportunidades, não. O acesso na universidade não é, no entanto, a garantia da graduação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Hillary contou que, como professora de Direito, percebeu que muitos alunos que entraram por ação afirmativa tiveram dificuldades maiores pelas falhas da educação anterior. Ela se dedicou a esses alunos no sistema tutorial:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;— Simplesmente não podemos aceitar os estudantes na universidade para deixar que eles falhem. Eles têm que ser ajudados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O sistema americano é diferente do nosso, mas discriminação é parecida em qualquer país do mundo. Ela barra com obstáculos sutis ou explícitos, negados ou assumidos, a ascensão de grupos discriminados por qualquer motivo, racismo, sexismo, ou outras intolerâncias. Lá, eles não têm cotas, não têm vestibular; o sistema, como se sabe, é o de application, o de se candidatar a uma vaga apresentando suas credenciais escolares. Ao avaliar quem entra, as escolas dão pontuação maior a quem vem de um grupo discriminado. Cada universidade tem um critério, um método e uma meta diferente, mas todas buscam um quadro de alunos com diversidade. Os alunos com menos chance de estar lá têm preferência nas bolsas para as caríssimas universidades privadas americanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;— Estou muito orgulhosa das conquistas dos últimos 50 anos do movimento dos direitos civis, pelos que lutaram como Martin Luther King e outros, mas não posso dizer que o meu país não tem racismo, não tem sexismo — disse a mulher que comanda a mais poderosa diplomacia do mundo e é chefiada por um negro, que preside o maior país do mundo. Ela não vê a sua ascensão, nem a do presidente Obama, como provas de que não há barreiras para negros e mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Essa sinceridade é encantadora porque é rara no Brasil. Esse reconhecimento da existência do problema, e de que ele é vencido por ações concretas de políticas públicas e de empresas, dá esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No Brasil, o esforço focado nos negros é chamado de discriminação. E os brancos pobres? Perguntam. Eles estão também nas ações afirmativas, e nas cotas, mas o curioso é que só se lembre dos brancos pobres no momento em que se fala em alguma política favorável a pretos e pardos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É temporada da coleção de argumentos velhos que reaparecem para evitar que o Brasil faça o que sugeriu Joaquim Nabuco, morto há 100 anos, em frase memorável: “Não basta acabar com a escravidão. É preciso destruir sua obra.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Diante de qualquer proposta para reduzir as desigualdades raciais, principal obra da escravidão, aparece alguém para declamar: “Todos são iguais perante a lei.” E são. Mas o tratamento diferenciado aos discriminados existe exatamente para igualar oportunidades e garantir o princípio constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O senador Demóstenes foi ao Supremo Tribunal Federal com um argumento extremado: o de que os escravos foram corresponsáveis pela escravidão. “Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para a Europa. Não deveriam ter chegado na condição de escravos, mas chegaram. Até o princípio do século XX, o escravo era o principal item de exportação da pauta econômica africana.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pela tese do senador, eles exportaram, o Brasil importou. Simples. Aonde o crime? Tratava-se apenas de pauta de comércio exterior. Por ele, o fato de ter havido escravos na África; conflitos entre tribos; tribos que capturavam outras para entregar aos traficantes, e tudo o mais, que sabemos, sobre a história africana, isenta de culpa os escravizadores. Trazido a valor presente, se algumas mulheres são vítimas de violência dos maridos, isso autoriza todos a agredi-las. Ou se há no Brasil casos de trabalho escravo e degradante, isso permite aos outros povos que façam o mesmo conosco. Qual o crime? Se brasileiros levam outros brasileiros para áreas distantes e, com armas e falsas dívidas, os fazem trabalhar sem direitos, qualquer povo pode escravizar os brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O senador Demóstenes é um famoso sem noção e com ele não vale a pena gastar munição e argumentos. Que ele fique com sua pobreza de espírito. O que me incomoda é a incapacidade reiterada que vejo em tantos brasileiros de se dar conta do crime hediondo, do genocídio que foi a escravidão brasileira. Não creio que as ações afirmativas sejam o acerto com esse passado. Não há acerto possível com um passado tão abjeto e repulsivo, mas feliz é a Nação que reconhece a marca dos erros em sua história e trabalha para construir um futuro novo. Feliz a Nação que tem, entre seus fundadores, um Joaquim Nabuco, que nos aconselha a destruir a obra da escravidão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;(07 de março de 2010)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-4876279297079694785?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pw2fwg_yeMkxnnIghGCYThPz8x8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pw2fwg_yeMkxnnIghGCYThPz8x8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pw2fwg_yeMkxnnIghGCYThPz8x8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pw2fwg_yeMkxnnIghGCYThPz8x8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/0sEGu5t7gLs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/4876279297079694785/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=4876279297079694785" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4876279297079694785?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4876279297079694785?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/0sEGu5t7gLs/miriam-leitao-e-as-cotas.html" title="Miriam Leitão e as Cotas" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2012/01/miriam-leitao-e-as-cotas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk8NQn49cSp7ImA9WhRWEUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-916842389252792900</id><published>2011-12-29T16:05:00.000-02:00</published><updated>2011-12-29T16:54:53.069-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-29T16:54:53.069-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia de bar" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2012" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="De tudo um pouco" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu" /><title>O Ano 11</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(há uma série de links perdidos em todo o texto. Dezenas, para falar a verdade. Deu muito trabalho. Fico agradecido se você olhar pelo menos um, rs.)&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XQ2M5RJjxsg/TvyvzEPIgdI/AAAAAAAAATE/lWNHzH15EVk/s1600/webcam-toy-foto5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-XQ2M5RJjxsg/TvyvzEPIgdI/AAAAAAAAATE/lWNHzH15EVk/s320/webcam-toy-foto5.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
Eis o resumo do ano que se passou:&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Vi &lt;a href="http://www.hairomusical.com.br/"&gt;Hair&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e quis ser hippie. Vi &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/10/eu-fui.html"&gt;Janelle Monàe&lt;/a&gt;, Seu Jorge, Caetano e Racionais, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/10/eu-fui.html"&gt;Stevie Wonder&lt;/a&gt;. Vi &lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/filme/ver.php?cdfilme=4965"&gt;Woody Allen&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.opalhacofilme.com.br/"&gt;O Palhaço&lt;/a&gt;, os &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=edKYYoBKav4"&gt;Lindos Lábios de Camila Pitanga&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro"&gt;Mudei de cidade&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/04/mulheres-do-borel.html"&gt;Mudei de emprego&lt;/a&gt;. Mudei de rumo. Saí da reta. &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/11/memorias-de-um-futuro-em-construcao.html"&gt;Procuro a reta, procuro o rumo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Conheci &lt;a href="http://www.facebook.com/adaomariana"&gt;Mari&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000738279171"&gt;Isis&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(direto do &lt;a href="http://desciclopedia.ws/wiki/Acre"&gt;Acre&lt;/a&gt;), &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100001996475814"&gt;Lívia &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.facebook.com/and.lobo"&gt;Dé&lt;/a&gt;. Conheci &lt;a href="https://twitter.com/PankinhaHustene"&gt;Pankinha&lt;/a&gt;, a quem &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI133112-15228-2,00-O+HOMEMESTATISTICA.html"&gt;já havia sido apresentado por Eliane Brum&lt;/a&gt; um ano antes, mas que passei a chamar de amigo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Chorei como poucas vezes havia chorado. De &lt;a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=149052745151932&amp;amp;set=a.149050901818783.29988.100001416221922&amp;amp;type=3&amp;amp;theater"&gt;saudade&lt;/a&gt;. De medo. De &lt;a href="http://biaejader.wordpress.com/"&gt;amor&lt;/a&gt;. Do &lt;a href="http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=261389140584958&amp;amp;id=100001416221922"&gt;mundo racista&lt;/a&gt;. De alegria também. De histórias bobas contadas na tela – e de &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/acompanhe-as-ultimas-informacoes-sobre-ataque-em-escola-de-realengo-2799548"&gt;outras nem tão bobas assim narradas nos telejornais&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Escrevi, pois este é o meu ofício, minha paixão, minha arte. Escrevi no &lt;a href="http://www.diariodovale.com.br/"&gt;jornal&lt;/a&gt;&amp;nbsp;uma das reportagens que mais me deram orgulho nestes poucos anos de repórter, nos relatórios sem fim do novo trabalho, no blog, que tem sido &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/reflexoes-sobre-guerra-particular.html"&gt;meu maior refúgio&lt;/a&gt; nestes&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/10/tempus-fugit.html"&gt;tempos metamórficos&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Experimentei os sopros de novidade da metrópole tropical: &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/08/salve-mocidade.html"&gt;os sambas nas quadras&lt;/a&gt;, o por do sol na praia, os papos nos botequins. Experimentei dizer não, brigar pelo que acredito, fazer cara feia. E gostei.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/12/familia_de_jovem_morto_na_vila_cruzeiro_pode_entrar_no_programa_de_protecao_a_testemunha_214867.html"&gt;Descobri que o Estado pode ser ainda mais cruel do que a nossa vã filosofia supõe; que os homens públicos podem ser mais mesquinhos ainda; mas sobretudo que este lugar é um grande campo de batalhas em que, mesmo em meio à lama, as boas forças podem atuar dignamente para produzir um Estado à altura do que dele se espera, ainda que nas pequenas intervenções, em suas micropolíticas.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foi um ano cheio. Mas apenas um &lt;i&gt;avant-première&lt;/i&gt; do que se aproxima. 2012, este sim, será um ano de profundas mudanças. A começar pelo casamento, a continuar pelo &lt;a href="http://www.atitudedigital.com/internet/egresso-aprovado-em-mestrado/"&gt;Mestrado&lt;/a&gt;, e por aí vai. Espero sobreviver a ele. Espero que seja parecido com o que se passou, em que tanto&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/05/o-bicho.html"&gt;vi&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/o-cativeiro-por-eliane-brum.html"&gt;mudei&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/08/meninos-do-borel_05.html"&gt;conheci&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/07/coadjuvante-de-luxo.html"&gt;chorei&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/lula-e-ira-do-andar-de-cima.html"&gt;escrevi&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/06/somos-todos-bombeiros.html"&gt;experimentei&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/eu-acredito-em-papai-noel.html"&gt;descobri&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/na-esteira-de-uma-ideia-do-portal-g1.html"&gt;ri&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/02/como-se-nao-houvesse-amanha.html"&gt;amei&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=218308271579054&amp;amp;set=t.100001416221922&amp;amp;type=3&amp;amp;theater"&gt;dancei&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.twitter.com/biapaixao2"&gt;beijei&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.aprenderafazer.com/tutoriais/como-fazer-caipirinha-e-caipiroska/"&gt;bebi&lt;/a&gt;...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Vivi!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small; text-align: center;"&gt;(Ei! Os links perdidos não são apenas os três ou quatro que estão na cara, não! Procura mais! rs)&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-916842389252792900?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/b_LVPRr9gBuoP3DotZfQZj8NXw0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/b_LVPRr9gBuoP3DotZfQZj8NXw0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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De repente o telefone toca:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Alô. Jader?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;- Sim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Jader, é a Roberta.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;- Diga, Roberta!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Você perdeu sua carteira na Lapa?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;- Perdi.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Então... encontraram sua carteira, acharam um cartão [de visitas] meu dentro dela, e me ligaram para te encontrar. Anota aí o número do cara. O nome dele é Mauro.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim começou minha semana de Natal. Era uma segunda-feira de manhã. Cerca de 72 horas antes havia perdido todos os meus documentos e cartões após sair da "festa da firma", no Circo Voador. Quem já perdeu um documento sabe o transtorno que é: &amp;nbsp;entre ir à delegacia registrar ocorrência e ligar para o banco para cancelar o cartão, reina a preocupação de que alguém pode estar naquele exato momento se passando por você. Perder a identidade é uma metáfora brutal do estado em que você se sente em momentos como este.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas os documentos foram parar na mão de uma jovem, a filha do Mauro. Que encaminhou ao pai. Que ligou para Roberta. E a boa nova, enfim, chegou até mim. CPF, RG, Título de Eleitor, Cartão de Débito, Cartão de Loja. Tudo de volta. Quando as esperanças já tinham ido embora. Quando eu já tinha chorado. Já tinha questionado tudo. Por conta de uma simples carteira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E eis que apareceu o Mauro. Quem é Mauro? Um engenheiro que trabalha numa oficina de botes em uma esquina movimentada no Centro do Rio. Simples, um pouco de graxa aqui e ali, surge com a carteira nas mãos e sedento por contar suas histórias. Sim, é um homem de histórias. Daquelas comuns que de tão comuns são extraordinárias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mauro é um super-herói à brasileira. Conta de quando devolveu os pertences de outras doze pessoas, usando a mesma tática que utilizou para me encontrar; conta dos quatro garotos afundados no álcool que tirou da rua, mesmo "sem trabalhar com o social"; conta das lições que passou para a filha sobre honestidade e o sentido de se colocar no lugar do outro; conta até de uma fila de hospital que furou graças às suas despretensiosas benfeitorias. Um herói à brasileira, repito.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desta vez, foi meu bom velhinho. Dele, ganhei dois presentes. O primeiro e mais óbvio, a carteira (minha Identidade de volta!). O segundo é um pouco mais subjetivo. Pode ser expresso na frase que Mauro me disse ao encerrar nossa breve conversa:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
"Nós nascemos para fazer o que? Para fazer o bem e nada mais".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Podem acreditar, ainda existem homens. A bondade ainda persiste. A luta dura não flexiona o caráter. Pode acreditar, Papai &amp;nbsp;Noel existe!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é meu post número 100 no blog. 100 posts, 35 meses, 259 comentários, mais de 9.000 views. Obrigado a todos vocês que passaram por aqui! Obrigado em especial ao grande amigo &lt;a href="http://riconeles.blogspot.com/"&gt;Ricardo Vieira&lt;/a&gt;, que engrandeceu este espaço com dois posts "tops de linha" (ou seriam três? rs); à titia &lt;a href="http://www.giovanadamaceno.com/"&gt;Giovana Damaceno&lt;/a&gt;, com seus comentários assíduos em mais de 90% das postagens; e ao gigante &lt;a href="http://ovencedornews.blogspot.com/"&gt;Gabriel Araújo&lt;/a&gt;, que foi o grande impulso para que eu fizesse esse blog - nem sei se ele mesmo sabe disso, rs.&lt;br /&gt;
Que venham mais 100, mais 35, mais 259, mais 9.000! Feliz Natal a todos!&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-8817247509003827027?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VbBly9436VSMWEMpsMA-oSPyAgg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VbBly9436VSMWEMpsMA-oSPyAgg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VbBly9436VSMWEMpsMA-oSPyAgg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VbBly9436VSMWEMpsMA-oSPyAgg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/TLOSA5N7BvE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/8817247509003827027/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=8817247509003827027" title="8 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8817247509003827027?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8817247509003827027?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/TLOSA5N7BvE/eu-acredito-em-papai-noel.html" title="Eu acredito em Papai Noel" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/eu-acredito-em-papai-noel.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8HQX88eyp7ImA9WhRWEUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-7977876731527386320</id><published>2011-12-10T14:14:00.001-02:00</published><updated>2011-12-29T16:37:10.173-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-29T16:37:10.173-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Música" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Roberta Sá" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura" /><title>Pavilhão de Espelhos - Roberta Sá</title><content type="html">&lt;br /&gt;
Mais uma boa música.&lt;br /&gt;
Roberta Sá está de volta. Ainda bem...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Pavilhão de Espelhos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-e9a7a22abfd5bf2" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, eu não me arrependi de nada&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Vida voa e o tempo é outro já&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Você mudou e eu também&lt;br /&gt;
Tô aqui só pra saber que existe saudade&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como num pavilhão de espelhos,&lt;br /&gt;
Eu te vejo multiplicada em mil&lt;br /&gt;
Eu vim aqui pra ver você&lt;br /&gt;
Solta, vestida de lua na nuvem&lt;br /&gt;
Dança como se dançasse pra ninguém,&lt;br /&gt;
Ou só pra mim&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, eu sei que vieram chuvas&lt;br /&gt;
Noites cheias de céu vazio e vão&lt;br /&gt;
Cruzei o mar, estrada além&lt;br /&gt;
Tô aqui pra ver se ainda bate, pulsa&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como num pavilhão de espelhos,&lt;br /&gt;
Eu te vejo multiplicada em mil&lt;br /&gt;
Eu vim aqui pra ver você&lt;br /&gt;
Solta, vestida de lua na nuvem&lt;br /&gt;
Dança como se dançasse pra ninguém,&lt;br /&gt;
Ou só pra mim&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, eu sei que vieram chuvas&lt;br /&gt;
Noites cheias de céu vazio e vão&lt;br /&gt;
Cruzei o mar, estrada além&lt;br /&gt;
Tô aqui pra ver se ainda bate, pulsa&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-7977876731527386320?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_G8MlH7VhXhyaO6kS4n9GueuEBs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_G8MlH7VhXhyaO6kS4n9GueuEBs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_G8MlH7VhXhyaO6kS4n9GueuEBs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_G8MlH7VhXhyaO6kS4n9GueuEBs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/cvv8b5KGwDI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/7977876731527386320/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=7977876731527386320" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7977876731527386320?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7977876731527386320?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/cvv8b5KGwDI/pavilhao-de-espelhos-roberta-sa.html" title="Pavilhão de Espelhos - Roberta Sá" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/pavilhao-de-espelhos-roberta-sa.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8NSH84cCp7ImA9WhRRGUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-2711014159773313688</id><published>2011-12-01T17:03:00.001-02:00</published><updated>2011-12-03T20:54:59.138-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-03T20:54:59.138-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carnaval" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio" /><title>Então é... carnaval?!</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vrgW4RXm1ZU/Ttfmbwk7MII/AAAAAAAAASY/0Pfsri2uaqw/s1600/eucarnaval.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-vrgW4RXm1ZU/Ttfmbwk7MII/AAAAAAAAASY/0Pfsri2uaqw/s320/eucarnaval.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Eu na Sapucaí em 2008&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enquanto os &lt;i&gt;Jingle Bells&lt;/i&gt; e as canções natalinas de Simone embalam o fim de ano nestas terras tupiniquins, é outro som tem rodado à exaustão na minha &lt;i&gt;vitrola&lt;/i&gt; ultimamente: samba. Sambas-enredo do Carnaval Carioca de 2012, para ser exato.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os que rotineiramente acompanham este blog sabem o quanto &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/08/salve-mocidade.html"&gt;gosto de carnaval&lt;/a&gt;. Antes mesmo de me apaixonar pelo samba, já era fã da festa momesca em seu estilo mais tradicional. Acompanho os desfiles das agremiações cariocas desde cedo. Lembro com perfeição do título de minha amada Mocidade Independente de Padre Miguel em 1996, quando ainda tinha oito anos. Da alegoria que me fascinou com Adão e Eva da forma com que vieram ao mundo, do samba (ah, o samba!) que proclamava que a Mocidade seria a bomba a explodir naquele carnaval para levantar nosso astral.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desde aí, acompanho com bastante atenção o carnaval. Xinguei a Viradouro por ter roubado (com méritos!) o bi da Mocidade em 97; me encantei com os sapos que abriam passagem um grande Villa Lobos em Padre Miguel; vaiei a Imperatriz, como toda a Sapucaí, por seu "desfile técnico" que a levou ao tricampeonato; deslumbrado, assisti ao magnífico Grande Circo Místico e a posterior saída do mestre e ídolo Renato Lage - e no meio disso, uma arrasadora e iluminada Mangueira, que invadiu o Nordeste, &lt;i&gt;cabra da peste&lt;/i&gt;; vibrei com Paulo Barros e sua ousada irreverência; chorei pela decadência da minha escola; lamentei por cada segundo perdido pelo Salgueiro que fazia um desfile magnânimo exaltando o cinema nacional; e assisti, enfim, o maior espetáculo da Terra duas vezes ao vivo: 2008 e 2009.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E a todos esses momentos, inesquecíveis para mim, tenho certeza, de antemão, que em breve se juntará outro: espero que todos reservem as noites de 19 e 20 de fevereiro em seus calendários pois está para vir o maior carnaval dos últimos (muitos) anos na Sapucaí. Anotem o que digo. E justifico:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T9PUrWuh1tw/TtfmwaLtVaI/AAAAAAAAASg/Ejg9rMaHa_k/s1600/carnaval.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" src="http://4.bp.blogspot.com/-T9PUrWuh1tw/TtfmwaLtVaI/AAAAAAAAASg/Ejg9rMaHa_k/s320/carnaval.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Marquês de Sapucaí: a casa do show&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tenho para mim que este ano a Beija-Flor venceu a disputa, com justiça, não apenas por seus próprios méritos, mas sobretudo pela falta de qualquer outro concorrente. A única agremiação que poderia desbancá-la era o Salgueiro. Mas aconteceu aquela tragédia. Além a União da Ilha, que fez o melhor desfile de 2011, mas não disputou o campeonato por conta da outra tragédia (esta maior) que se abateu na Cidade do Samba.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 2012, será diferente. O conjunto de enredos enredos é muito bom. Acima da média dos últimos dez anos. Dos últimos vinte, talvez. A exceção certamente está com a Porto da Pedra, eterna candidata ao Acesso, por razões que misturam preconceito e pouca força política, mas que esse ano faz jus a esse seu destino sempre premeditado. As demais, com louvor maior aqui ou ali, prometem: a coroação do Rei do Sertão pela Tijuca; o Cordel Branco e Encarnado do Salgueiro; o Canto Livre de Angola, entoado pela Vila; a deliciosa aventura musical da São Clemente; o "amado" Jorge e o "cândido" Portinari de Imperatriz e Mocidade; e a Portela, que certamente levará o Povo na Rua a cantar as Festas da Bahia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-w82DyDkMFfQ/TtfnoFbO6dI/AAAAAAAAASo/9XJ9W-Dy83w/s1600/carnaval2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-w82DyDkMFfQ/TtfnoFbO6dI/AAAAAAAAASo/9XJ9W-Dy83w/s320/carnaval2.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Logo do enredo do Salgueiro: nível altíssimo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enfim, acho que as escolas começam a conciliar a busca pelo patrocínio que viabilize apresentações grandiosas, neste grande espetáculo midiático e comercial que o carnaval também se tornou, e enredos à altura da festa. Todas as escolas contarão com algum tipo de patrocínio. Hoje isso é imprescindível. Mas não venderam seu corpo (ou sua alma) pelos milhões dos patrocinadores. Souberam garantir a verba e também algo autoral e criativo em seu carnaval. Um bom exemplo é a União da Ilha. Vai receber um gordo patrocínio do governo inglês para falar sobre Londres, sede das Olimpíadas de 2012, mas Alex de Souza conseguiu desenvolver um enredo muito bom, intitulado "De Londres ao Rio: Era uma vez... uma Ilha", um convite para que botemos&amp;nbsp;&lt;i&gt;molho inglês na feijoada, &lt;/i&gt;misturaremos&lt;i&gt; chá com cachaça&lt;/i&gt;. Divertidíssimo. Carnavalesco!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Outra questão é que as escolas perceberam, enfim, que quanto mais "comunidade" houver na pista, mais grandioso será o desfile - e isso devemos à Beija-Flor, que foi megacampeã nos últimos anos com 80% de seus componentes oriundos de Nilópolis e poucas alas postas à venda comercialmente (segundo Laíla, o sonho é um dia fazer um desfile 100% comunidade). Assim, as escolas buscam patrocínio, hoje, para viabilizar o máximo de fantasias possíveis para a comunidade. Isso dá força ao desfile. Então, ao mesmo tempo que se vê uma elitização nas arquibancadas, na pista o efeito é inverso. Recentemente, já houve uma onda muito forte de gringos e "estrangeiros" na avenida, hoje o cenário começa a se reverter.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em resumo: o patrocínio, que outrora foi temido pela possibilidade de descaracterizar o carnaval (e esse era um risco real), hoje acabou se tornando um mecanismo para que a escola leve sua comunidade para a avenida. Não porque o presidente da escola seja bonzinho e ame sua comunidade. Mas porque descobriu que esse é um caminho para a vitória (é só ver quantos pontos foram perdidos nos últimos anos em evolução e harmonia, por exemplo). As escolas estão aprendendo a lidar com o sucesso comercial do carnaval. Demoraram, mas estão aprendendo. E isso é bom para nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dk1wxskEkXQ/Ttfn2Gi2QMI/AAAAAAAAASw/e-LsEuJ8jp8/s1600/carnaval3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" src="http://2.bp.blogspot.com/-dk1wxskEkXQ/Ttfn2Gi2QMI/AAAAAAAAASw/e-LsEuJ8jp8/s320/carnaval3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Ao lado de André Diniz, Arlindo venceu com uma obra-prima na Vila&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sobretudo para nós amantes do samba. E é justamente neste quesito que o desfile do ano que vem reserva as melhores emoções. A safra de sambas-enredo de 2012 é sensacional. É isso mesmo: sensacional. A maior parte dos sambas são muito bons, sendo que há pelo menos duas obras-primas. Os bons enredos desencadearam em excelentes sambas. No CD oficial tem uma sequencia, da faixa 3 à 7, que é de tirar o fôlego (e digo isso prematuramente, porque ainda não me apaixonei pelo samba da Imperatriz, a faixa 8, que todos dizem ser muito bom).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vila Isabel e Portela têm os melhores sambas em disparado. O da Vila toca fundo, é vibrante, evoca à negra vocação de nossa alma, tem um contracanto estupendo, uma melodia muito gostosa e letra irrepreensível. Já o da Portela talvez seja o melhor samba dos últimos dez anos. É uma poesia, tem uma forma muito particular, três refrões, lembra os grandes sambas das eras de ouro do carnaval.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas outros sambas também são ótimos, ainda que um degrau abaixo: Salgueiro, Mangueira, Mocidade e, &amp;nbsp;minha maior surpresa, a São Clemente, que possui um refrão-chiclete, vivo, pra cima, a cara da escola, com um "bububu no bobobó" que certamente vai levantar a avenida. Tem ainda Unidos da Tijuca, Beija Flor, Imperatriz e União da Ilha, todos com bons sambas. Grande Rio foi a que mais decepcionou e Porto da Pedra, repito, está lá embaixo - com um enredo medíocre, os compositores tiveram que se esforçar muito para produzirem algo que está abaixo da média. Renascer de Jacarepaguá fecha a lista com um samba normal, mas bom.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Destaque para a gravação do samba da Mangueira - que os mais xiitas não gostaram - por ter um forte apelo comercial e poder significar a volta do samba-enredo para as paradas de sucesso das rádios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PKGFqU0sACA/Ttfp1Gu_ZqI/AAAAAAAAAS4/B3mN5P5_uaQ/s1600/carnaval4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="235" src="http://1.bp.blogspot.com/-PKGFqU0sACA/Ttfp1Gu_ZqI/AAAAAAAAAS4/B3mN5P5_uaQ/s320/carnaval4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Primeiras fantasias de Louzada na Mocidade entusiasmam&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Outro destaque é minha Mocidade, que vai surpreender em 2012 (podem anotar também!). Padre Miguel tem seu melhor carnavalesco desde a saída de Renato Lage, o único dentre todos que passaram - e tenho maior respeito por Chico Spinoza - que realmente tem cacife e se situa no time dos grande carnavalescos contemporâneos. Foi campeão pela Mangueira, campeão pela Vila e campeoníssimo liderando a Comissão de Carnaval da Beija-Flor por três anos. Este ano, também venceu na Vai-Vai, em São Paulo. Desenvolveu um enredo belíssimo sobre Portinari, as fantasias comerciais, postas à venda, estão lindas, e tem um samba super inspirado de Diego Nicolau a seu favor. Minha aposta: Mocidade volta no Sábado das Campeãs. Entre as três primeiras.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para um amante do carnaval, acho que 2012 será realmente um ano de ouro. A Sapucaí também está ganhando nova cara e mais 13 mil pessoas assistirão aos desfiles depois da reforma, com o desenho inicialmente pensado por Niemeyer sendo respeitado. O carnaval só tem a ganhar com isso. A "nova Sapucaí" vai estrear em grande estilo, em ano inesquecível.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Isso não é fechar os olhos para o muito que falta para termos o carnaval dos sonhos: mais respeito dos empresários e dirigentes com os fazedores da festa - artistas, profissionais, comunidades; maior popularização dos ingressos para que o povo tenha acesso ao desfile; ajustes na transmissão pela TV, que fica aquém do que o espetáculo produz; etc. Apenas, apesar de tudo isso, nutro esperanças e expectativas para o ano que começa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Que os deuses do carnaval permitam que Assim Seja.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-a836d7d6b374485a" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;A grande vedete do carnaval 2012: o samba da Portela.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-2711014159773313688?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/twgLjf7tGdI1ZsNxD5KM3zzKUr8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/twgLjf7tGdI1ZsNxD5KM3zzKUr8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/twgLjf7tGdI1ZsNxD5KM3zzKUr8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/twgLjf7tGdI1ZsNxD5KM3zzKUr8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/ogXsfOqctTY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/2711014159773313688/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=2711014159773313688" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2711014159773313688?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2711014159773313688?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/ogXsfOqctTY/entao-e-carnaval.html" title="Então é... carnaval?!" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-vrgW4RXm1ZU/Ttfmbwk7MII/AAAAAAAAASY/0Pfsri2uaqw/s72-c/eucarnaval.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/entao-e-carnaval.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8DQ309cSp7ImA9WhRWEUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-3130109118365423232</id><published>2011-11-20T10:30:00.001-02:00</published><updated>2011-12-29T16:37:52.369-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-29T16:37:52.369-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Preconceito" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Festa" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sou Preto" /><title>A festa da raça!</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há dois anos, escrevi neste espaço sobre o Dia da Consciência Negra. Mas era um post carregado de indignação, que convidava à reflexão, brigava contra os hipócritas e os racistas. Hoje resolvi escrever novamente, sobre o mesmo tema. Mas o tom é outro: celebração.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não que algum avanço significativo tenha ocorrido de dois anos para cá. Um avanço aqui e ali, um retrocesso acolá, ainda somos uma nação hipocritamente racista. Contudo, o dia de hoje é de festa. Festa que também pode se expressar na contestação, claro. Mas não.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje quero só celebrar Zumbi, cantar Martinho, exaltar Abdias. Recordar de negros e negras que construíram - e ainda constroem - esse país, que lutaram - e ainda lutam - por um Brasil com justiça racial, que são fonte de inspiração diária para mim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Homenagearei todos eles com o poeta Luis Carlos da Vila, que em conjunto com Jonas e Rodolpho, compôs um dos melhores sambas-enredo de todos os tempos. Um dos mais belos hinos de celebração da cultura negra deste país. Que&amp;nbsp;essa &lt;i&gt;Kizomba&lt;/i&gt; seja nossa Constituição! O curioso é que&amp;nbsp;a nossa luta, mais de vinte anos depois, continua sendo para que&amp;nbsp;que o "apartheid" se destrua...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Valeu Zumbi! Valeu Joaquim Barbosa! Valeu Dandara! Valeu Abdias Nascimento! Valeu Milton Santos! Valeu Tia Ciata! Valeu Martinho da Vila! Valeu Anastácia! Valeu!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Kizomba, a festa da raça - Vila Isabel (1998)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: -webkit-auto;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/mWP9EpOldpY/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mWP9EpOldpY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;



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&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/mWP9EpOldpY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Valeu Zumbi!&lt;br /&gt;
O grito forte dos Palmares&lt;br /&gt;
Que correu terras, céus e mares&lt;br /&gt;
Influenciando a abolição (Zumbi, valeu!)&lt;br /&gt;
Zumbi valeu!&lt;br /&gt;
Hoje a Vila é Kizomba&lt;br /&gt;
É batuque, canto e dança&lt;br /&gt;
Jongo e maracatu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vem menininha pra dançar o caxambu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ôô, ôô, Nega Mina&lt;br /&gt;
Anastácia não se deixou escravizar&lt;br /&gt;
Ôô, ôô Clementina&lt;br /&gt;
O pagode é o partido popular&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sacerdote ergue a taça&lt;br /&gt;
Convocando toda a massa&lt;br /&gt;
Neste evento que congraça&lt;br /&gt;
Gente de todas as raças&lt;br /&gt;
Numa mesma emoção&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta Kizomba é nossa Constituição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que magia&lt;br /&gt;
Reza, ajeum e orixás&lt;br /&gt;
Tem a força da cultura&lt;br /&gt;
Tem a arte e a bravura&lt;br /&gt;
E um bom jogo de cintura&lt;span id="goog_1052387849"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1052387850"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Faz valer seus ideais&lt;br /&gt;
E a beleza pura dos seus rituais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vem a Lua de Luanda&lt;br /&gt;
Para iluminar a rua&lt;br /&gt;
Nossa sede é nossa sede&lt;br /&gt;
De que o "apartheid" se destrua&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;- - - - -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Ao longo destes quase três anos de blog, postei alguns textos e/ou notas relacionadas ao tema. Se quiser conferir, é só escolher:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/03/viva-hipocrisia-ou-cegueira-coletiva.html" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Viva a hipocrisia (ou Cegueira Coletiva)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-size: x-small;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2010/07/piegas-brega-cafona-mas-de-verdade.html" style="color: blue; text-decoration: underline;"&gt;Piegas, brega, cafona. Mas de verdade&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-size: x-small;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2010/07/cantando-para-nao-enlouquecer.html" style="color: blue; text-decoration: underline;"&gt;Cantando para não enlouquecer&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-size: x-small;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2010/05/prece-aos-orixas.html" style="color: blue; text-decoration: underline;"&gt;Prece aos Orixás&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-size: x-small;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2009/11/verde-amarelo-e-preto_21.html" style="color: blue; text-decoration: underline;"&gt;Verde, amarelo e preto!&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-size: x-small;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;u&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2009/11/kizomba.html" style="color: blue;"&gt;Kizomba&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-size: x-small;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2009/09/corrida-de-obama.html" style="color: blue; text-decoration: underline;"&gt;A corrida de Obama&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-3130109118365423232?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/j_cDr3fcNmNW_OmWMX7UpejVsTg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/j_cDr3fcNmNW_OmWMX7UpejVsTg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/j_cDr3fcNmNW_OmWMX7UpejVsTg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/j_cDr3fcNmNW_OmWMX7UpejVsTg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/btj0trfkMNU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/3130109118365423232/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=3130109118365423232" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/3130109118365423232?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/3130109118365423232?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/btj0trfkMNU/festa-da-raca.html" title="A festa da raça!" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/11/festa-da-raca.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUQHQX0zeip7ImA9WhRSEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-5357129160382020334</id><published>2011-11-09T19:40:00.001-02:00</published><updated>2011-11-13T12:08:50.382-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-13T12:08:50.382-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Música" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Maria Gadú" /><title>O Axé de Gadú</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Maria Gadú está realmente um degrau acima das outras artistas de sua geração. E falo isso com a maior isenção, porque todos os que me conhecem um pouco sabem que meu coração bate mesmo é por outra cantora dessa nova era: a potiguar-carioca Roberta Sá.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Mas Gadú, que gosto bastante também, é impressionante! Cantora, compositora, musicista. E tudo isso maravilhosamente bem, acima da média. A primeira vez que fui a um show dela, saí boquiaberto e com uma aposta: estou vendo o "nascimento" de uma daquelas que será eterna. Sigo com este palpite...&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Esta semana, e eis o motivo deste post, a cantora lançou na internet uma faixa de seu novo álbum (&lt;b&gt;Axé Acapella&lt;/b&gt;, o nome da faixa). E daí veio a constatação expressa na primeira frase deste texto: além de tudo, essa garota se mostrou de tal sensibilidade para captar e transformar em arte o sopro que está no ar, o vento ainda fraco que sinto bater no rosto, o cheiro de batidão que também tenho sentido a tempos, um grito abafado que insiste em gritar.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
O ritmo, como destaca o crítico Mauro Ferreira, do ótimo blog Notas Musicais, é diferente do &amp;nbsp;pop contemporâneo que tem marcado a carreira de Gadú até aqui. A música, cita ele, flerta com "sons da cena indie paulista".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Para ser justo, a música é de autoria de Dani Black e Luisa Maita - dois dos amigos que formam uma trupe de artistas talentosíssimos encabeçada por Gadú. Foram eles que captaram e é Gadú quem nos transmite, em uma das melhores músicas que ouvi nos últimos anos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Enfim, é só apertar o play e concordar (ou não) comigo...&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/OqjKP2pRgas/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OqjKP2pRgas&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;






&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;






&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/OqjKP2pRgas&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Axé Acapella&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Autoria: Dani Black e Luisa Maita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Interpretação: Maria Gadú&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Pararam pra reparar?&lt;br /&gt;
Estão Ouvindo esse som?&lt;br /&gt;
Pulsando seco no ar&lt;br /&gt;
Merece nossa atenção&lt;br /&gt;
Preparem bem os sensores&lt;br /&gt;
Para poder captar&lt;br /&gt;
Parem usinas motores&lt;br /&gt;
Para ouvirmos bater&lt;br /&gt;
Dum! Dum! Dum!&lt;br /&gt;
Seu clamar &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Som de corte pungente mundo doente além da conta&lt;br /&gt;
Sangra lucro imediato mas a cura de fato não aponta&lt;br /&gt;
Em uma remota viela a voz de uma santa faz menção&lt;br /&gt;
Um Axé Acappella feroz insinua o batidão &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pararam pra reparar?&lt;br /&gt;
Estão ouvindo esse som?&lt;br /&gt;
Reparem não vai parar&lt;br /&gt;
Diante a tal condição&lt;br /&gt;
Jogos de egos gigantes&lt;br /&gt;
Sem dar sossego à fatal pulsação&lt;br /&gt;
Que segue até seu furor&lt;br /&gt;
Torna-se ensurdecedor&lt;br /&gt;
Dum! Dum! Dum!&lt;br /&gt;
Seu clamar &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chega de jogar confete de botar enfeite achar desculpas&lt;br /&gt;
É guerra é dente por dente e rasga somente carne crua&lt;br /&gt;
Rouco um cantor se esgoela sozinho em meio a uma multidão&lt;br /&gt;
Um Axé Acappella feroz insinua o batidão... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E se bater vai matar!&lt;br /&gt;
E se bater vai tremer!&lt;br /&gt;
Não sobrará mais que o leito de um rio&lt;br /&gt;
Que escorre a prenda de um passado sombrio&lt;br /&gt;
Enquanto o homem não acorda&lt;br /&gt;
Idiota! Nem nota!&lt;br /&gt;
Se enforca com a corda da própria tensão&lt;br /&gt;
E um Axé feito Acappela&lt;br /&gt;
Vai se transformando num batidão &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí é choro doído é sonho moído é fim de trilha&lt;br /&gt;
Já mortalmente ferido um lobo banido da matilha&lt;br /&gt;
Silente um bom Deus vela a terra sagrada da ingratidão &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um Axé Acappella feroz insinua o batidão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-5357129160382020334?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EwKW9jDpRpkSgCK2EGG-HEY7K68/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EwKW9jDpRpkSgCK2EGG-HEY7K68/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EwKW9jDpRpkSgCK2EGG-HEY7K68/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EwKW9jDpRpkSgCK2EGG-HEY7K68/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/VlqRhmNd9SI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/5357129160382020334/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=5357129160382020334" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/5357129160382020334?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/5357129160382020334?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/VlqRhmNd9SI/o-axe-de-gadu.html" title="O Axé de Gadú" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/11/o-axe-de-gadu.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4NQH4zeip7ImA9WhRTEks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-494666986032462652</id><published>2011-11-02T17:42:00.002-02:00</published><updated>2011-11-02T17:43:11.082-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-02T17:43:11.082-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Faculdade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jornalismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia de bar" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu" /><title>Memórias de um futuro em construção</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XaOl8BPWuMQ/TrGbeYuQ07I/AAAAAAAAASI/scNqnvJFJaM/s1600/imagem.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://4.bp.blogspot.com/-XaOl8BPWuMQ/TrGbeYuQ07I/AAAAAAAAASI/scNqnvJFJaM/s320/imagem.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Apresentador: &lt;b&gt;(em tom lacônico)&lt;/b&gt; Tiroteio deixa mortos no Jacarezinho. &lt;b&gt;(de repente, o tom fica eufórico)&lt;/b&gt; E nós fomos a primeira equipe a chegar! As imagens que vocês vão ver são exclusivas!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Escutei o monólogo enquanto passava em um trailler no fim de uma tarde. Não me atentei para o canal, mas a voz do apresentador não era totalmente desconhecida (suspeito que os apresentadores desses programas espreme-que-sai-sangue que enchem as grades das TVs brasileiras façam curso de locução em um mesmo local, tamanha a semelhança).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Levei certo choque com o tom do apresentador, ao vibrar com a "exclusividade" da emissora na cobertura da tragédia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembrei de &lt;i&gt;Bourdieu&lt;/i&gt;, em suas ásperas críticas às práticas jornalísticas na TV, sobretudo com relação à desenfreada busca pelo furo. Mas também quando relata a recorrência no jornalismo dos &lt;i&gt;fatos-ônibus&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pensei em &lt;i&gt;Kellner&lt;/i&gt;, que havia acabado de ler, o livro ainda em minha mochila, com suas observações sobre a cultura da mídia e seus efeitos para a conformação de certos padrões e ideologias em nossa vida social.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Recordei, ainda, com bastante carinho, das horas a fio de discussões junto a meus colegas de faculdade sobre o papel da imprensa na sociedade e sua predileção pelas notícias trágicas, sua insensibilidade nas barbáries, sua gananciosa corrida pela audiência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As aulas de jornalismo na faculdade, ao menos aquelas boas aulas, eram sempre regadas a polêmicas e muita discussão. Em geral, era um exercício de crítica à mídia - críticas tão ácidas que acho que &lt;i&gt;Benjamim&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Adorno&lt;/i&gt; e outros teóricos de &lt;i&gt;Frankfurt&lt;/i&gt; iriam se orgulhar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembrar da faculdade foi o que me tirou da indignação que o apresentador me causou.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entramos na faculdade, todos nós, com vontade de mudar o mundo, como é comum aos estudantes de jornalismo. Mas estávamos sedentos por descobrir as ferramentas e instrumentos necessários para fazer essa mudança, a partir de nosso "lugar" de jornalistas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu me recordo de quando fomos apresentados a&lt;i&gt; Foucault&lt;/i&gt;. Sexta-feira à noite, quinto período, &lt;i&gt;Cultura das Mídias&lt;/i&gt;. Uma professora jovem com um texto indecifrável nas mãos. Levamos para casa, lemos, e na semana seguinte voltamos com um pedido: traduza. E parágrafo por parágrafo, a "trinta mãos", traduzimos. E dali em diante, e pela primeira e única vez em quatro anos, a sala não ficou vazia em nenhuma sexta-feira daquele semestre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;McLuhan&lt;/i&gt;, apresentado alguns anos antes, também nos encantou com suas reflexões sobre &lt;i&gt;as ferramentas enquanto extensão do homem&lt;/i&gt;. Era fascinante. Da mesma forma, entusiasmados ficamos quando o &lt;i&gt;Observatório de Imprensa&lt;/i&gt; tornou-se material semanal de aula e as discussões geradas no programa eram reproduzidas naturalmente em sala. Ou ainda quando produzimos nosso primeiro curta-metragem profissional. Boas lembranças!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Era uma turma diferenciada, sem dúvidas. Que ensaiou uma "greve" para aquisição dos laboratórios, mas nunca conseguiu organizar um churrasco sequer durante todo o tempo de faculdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os caminhos naturalmente se separaram e, quase um ano após a última aula, mantenho contato constante com poucos - ainda que fale esporadicamente com a maior parte. Alguns estão na TV, outros na rádio, em assessorias, impressos, ou ainda encontrando seu lugar no mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Neste último grupo me incluo. Talvez esteja solitário até. Não estou na TV. Não estou no rádio. No impresso. Tampouco em assessoria. Quando alguém me pergunta o que estou fazendo, em geral demoro cinco minutos para tentar explicar - e não tenho certeza se a pessoa entendeu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estou procurando meu lugar no mundo. Descobrindo qual é o meu mundo. Às vezes acho que é mais pra lá, depois tenho certeza que é pra cá, e sigo tentando descobrir.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sou jornalista. É o que sei e muito me orgulho. Há alguns dias, quando no cartório me perguntaram sobre qual a minha profissão, não exitei em responder. Porém, mais que isso ainda não sei. Estou descobrindo, vivendo pra descobrir, experimentando.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quem sabe um dia eu não descubro? Se é do lado de Bonners, Barcellos, Morenos e Padrões ou do lado de Kellners, Foucaults e Benjamins. Ou talvez de lado nenhum. Do lado da Bia, apenas, porque não?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Esse não é um momento de certezas. Para mim, é um momento de dúvidas. E, hoje, são essas dúvidas que me movem.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pra onde?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pra frente...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-494666986032462652?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BoHfd83Eze5--_jD4iRSUhRk7Ik/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BoHfd83Eze5--_jD4iRSUhRk7Ik/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BoHfd83Eze5--_jD4iRSUhRk7Ik/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BoHfd83Eze5--_jD4iRSUhRk7Ik/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/MNVoiJ5-1B8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/494666986032462652/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=494666986032462652" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/494666986032462652?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/494666986032462652?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/MNVoiJ5-1B8/memorias-de-um-futuro-em-construcao.html" title="Memórias de um futuro em construção" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-XaOl8BPWuMQ/TrGbeYuQ07I/AAAAAAAAASI/scNqnvJFJaM/s72-c/imagem.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/11/memorias-de-um-futuro-em-construcao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D08MR345fCp7ImA9WhdaEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-2882588138525501426</id><published>2011-10-18T01:33:00.000-02:00</published><updated>2011-10-19T15:38:06.024-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-19T15:38:06.024-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Festival do Rio" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O Palhaço" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Selton Mello" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cinema" /><title>O Palhaço</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Da série &lt;i&gt;meticoacritico.com&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-61FMTxCUveg/TpzxTrN1tqI/AAAAAAAAASA/60HNB9LNrkk/s1600/103279_010_g.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/-61FMTxCUveg/TpzxTrN1tqI/AAAAAAAAASA/60HNB9LNrkk/s400/103279_010_g.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;A trupe de Selton Mello&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalmente assisti o aclamado filme &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.opalhacofilme.com.br/"&gt;O Palhaço&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, escrito, dirigido e protagonizado por Selton Mello. E, de cara, faço um alerta: não espere nada demais do longa. Ele é simples. Bem simples. E por isso é encantador!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O roteiro bem construído, o elenco afinado, a direção inspirada, a fotografia belíssima, tudo é favorável ao longa, que entrou na categoria &lt;i&gt;hors concours&lt;/i&gt; do Festival do Rio.&amp;nbsp;O filme conta a história de um palhaço em crise de identidade.&amp;nbsp;&lt;b&gt;"Eu faço o povo rir, mas quem é que vai me fazer rir?"&lt;/b&gt;, questiona Benjamim a certa altura, numa cena de incrível sensibilidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Rodado em estilo &lt;i&gt;road movie&lt;/i&gt;, o filme diverte desde os primeiros minutos e envolve o espectador por trazer à cena pequenos dramas de um trupe circense, igual à tantas outras que ainda hoje resistem Brasil a fora. A escassez de público, as dificuldades financeiras, as trapaças, o fim que se aproxima (e inevitavelmente uma hora vai chegar), está tudo ali.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Do elenco, não há um grande destaque: Paulo José e Selton Mello emocionam e fazem rir na pele de pai e filho, o elenco de apoio está bem entrosado e as participações especiais são, todas, enriquecedoras - com destaque para Moacyr Franco, que protagoniza o que talvez seja um dos momentos mais divertidos da fita.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E se Selton Mello é apenas correto ao achar o tom certo de seu palhaço, na direção do longa ele se mostra um gigante. E brilha. Este é seu segundo filme como diretor - o primeiro, Feliz Natal, também foi bastante elogiado, mas ainda não vi - e Selton consegue imprimir uma marca bem particular à sua obra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quer seja pelas tomadas que captam as reações do respeitável público, pelo ritmo do filme que não cai em um segundo sequer, por alguns ângulos bem criativos ao longo dos 88 minutos ou pela feliz harmonia do elenco. Ou ainda pela belíssima cena final, gravada em um plano-sequência bem interessante, a todo momento sente-se a mão firme e segura do diretor. Como amador que sou, não são em todos os filmes que percebo a interferência do diretor na construção da narrativa. Neste, o Selton-diretor sobra em cena.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E fora o que já ressaltei, &amp;nbsp;destaca-se também a trilha sonora, que remete ao circo, como não poderia deixar de ser, mas tem boas nuances, transitando bem entre as cenas mais alegres e aqueles mais reflexivas, além de fazer uma justa homenagem à nossa música popular. Aliás, o longa é uma obra de exaltação da cultura popular e faz isso com maestria!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enfim, um filme imperdível, por sua beleza, singeleza e por trazer a boa comédia de volta às telas do cinema nacional (depois de algumas&amp;nbsp;&lt;i&gt;bombas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;recentes). Estreia dia 28 de outubro no circuito comercial e se eu fosse você garantiria logo um lugar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/H5qReKA8sD0/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H5qReKA8sD0&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;

&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;

&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/H5qReKA8sD0&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Trailer do filme&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Em suma:&amp;nbsp;Faço coro ao grande crítico &lt;a href="http://www.twitter.com/pablovillaca"&gt;Pablo Villaça&lt;/a&gt;, quando diz que o Brasil já tem seu candidato ao Oscar 2013. Acho que&amp;nbsp;seria indicado tranquilamente ao prêmio de roteiro original. Ainda na briga por fotografia (belíssima), direção (inspirada) e, claro, melhor filme estrangeiro.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Parabéns ao Selton Mello. Filme simples e encantador!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-2882588138525501426?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/63f2vuid23gn7_kX5qQgNDZI1MY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/63f2vuid23gn7_kX5qQgNDZI1MY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Minha vida é um brevíssimo segundo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Minha vida é um só dia que escapa e que me foge&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Santa Terezinha do Menino Jesus&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Todas as vezes que&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/10/bombeiros-confirmam-3-mortos-em-explosao-no-centro-do-rio.html"&gt;episódios como o ocorrido na Praça Tiradentes&lt;/a&gt;&amp;nbsp;acontecem, me pego pensando em quanto tudo é tão&amp;nbsp;&lt;b&gt;estúpido&lt;/b&gt;. A moça acordou cedo, como todos os dias, tomou café, se despediu dos filhos, foi trabalhar. E não voltou mais. O jovem passava pela rua, talvez para ir à banca de jornais, e&amp;nbsp;&lt;i&gt;de repente tudo acabou&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A vida é estúpida. Um breve instante entre duas eternidades, para os crentes. Um breve vácuo entre dois nadas,&amp;nbsp;creem&amp;nbsp;os céticos. Breve, sob qualquer dos pontos de vista.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por isso o "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carpe_diem"&gt;Carpe Diem&lt;/a&gt;", tão exaustivamente repetido que se tornou clichê, segue como uma das expressões mais fortes e verdadeiras que conheço.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Viver o dia é, de fato, o grande desafio&lt;/b&gt;. Assim, permitam-me uma pequena reflexão - ou conjunto de clichês, como preferirem. Funciona como (auto-) exortação:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Deixemos o orgulho de lado, paremos de nos preocupar com causas insignificantes, rejeitemos a ira, o rancor, todos os sentimentos que destroem, nos livremos das amarras do preconceito, e vamos viver! Viver é também tudo isso, irão questionar. Pondero: compreendo, mas é mais que isso. E por vezes estamos nos perdendo nisso, que, se faz parte, certamente não é a razão de estarmos aqui.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Estamos aqui, e acredito cada vez mais nesta verdade, para sermos (e fazermos) felizes. O resto, já diria a presidenta, são ossos do ofício.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Gonzaguinha dizia que ela era bonita, uma doce ilusão. Einstein, que era muito para ser insignificante. João Guimarães Rosa a definia de um modo um pouco mais sofisticado: ela quer da gente é coragem! Eu sigo insistindo que ela é estúpida: mal começa, termina. Abruptamente começa, abruptamente termina.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A escolha, como sempre, é nossa: ou vivo intensamente este segundo, ou deixo passar. E ela passa. Levantamos, vamos trabalhar, voltamos para casa. E ela passa. Lemos Foucault, estudamos quinze horas por dia, nos perdemos em nossos mestrados e doutorados. E ela passa. Viramos a noite com o trabalho que levamos para casa, levantamos cedo para ir ao jornaleiro, escolhemos a calçada da direita - a da Praça é perigosa -, passamos em frente àquele bistrô de sempre.&amp;nbsp;&lt;i&gt;E de repente tudo acaba&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E então, vivemos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-2004673900981436695?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7yAhtziNaqAKBcL_4l5ud5pJYng/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7yAhtziNaqAKBcL_4l5ud5pJYng/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7yAhtziNaqAKBcL_4l5ud5pJYng/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7yAhtziNaqAKBcL_4l5ud5pJYng/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/lHkvXm8jquA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/2004673900981436695/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=2004673900981436695" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2004673900981436695?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2004673900981436695?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/lHkvXm8jquA/tempus-fugit.html" title="Tempus Fugit!" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/10/tempus-fugit.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0EDQXw5fip7ImA9WhdUFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-4808002366705361218</id><published>2011-10-03T21:10:00.002-03:00</published><updated>2011-10-04T00:41:10.226-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-04T00:41:10.226-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Música" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Janelle Monáe" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rock in Rio" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Stevie Wonder" /><title>Eu fui!</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quero ser bem sucinto porque o que menos importa aqui é o que vou falar &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(se estiver com o tempo curto, vá direto aos vídeos, é o melhor do post)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aos poucos que ainda não sabem, fui ao Rock in Rio. Lembro-me do festival de 2001, dez anos atrás, que acompanhei de casa enquanto via minhas primas saírem de Vitória (ES) para curtirem do festival. Agora foi a minha vez!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E tive o prazer de assistir aqueles que estão sendo considerados dois pontos altos do festival (junto com outros sensacionais, como Metallica, Sepultura, Erasmo, Coldplay, etc.): Janelle Monáe e Stevie Wonder.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Bem, do Stevie todos já esperavam um grande show. Ele, uma entidade da música mundial, só tinha vindo ao Brasil uma única vez, há 16 anos, e é de uma qualidade musical rara. Mas o cara se superou. Pensem em um bom show. Agora multipliquem pelo número de hits que Stevie tem. Somem a quantidade de grammys que já ganhou*. Adicione 100 mil pessoas. Pronto, chegou perto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Agora, Janelle Monáe, com todo respeito ao Stevie, foi a dona da noite. Arrebatador, assim foi o show da menina de apenas 26 anos que, de ilustre desconhecida, incendiou o público já em seu número inicial: Dance or Die (em tradução literal, Dance ou Morra). Dançamos, claro. E dançamos muito, pulamos, vibramos. Foi incrível, ao final de cada música a Cidade do Rock vinha abaixo, com palmas efusivas, gritos, vivas, uma &amp;nbsp;catarse coletiva. O show foi irretocável, pois além da voz impecável, com alcance incrível, Janelle dança, atua e até pinta (literalmente!) em cena.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E o melhor veio no fim da noite: os dois gigantes juntos no palco. Janelle e Stevie Wonder em um dueto que certamente entra para a história do festival. Quinta-feira foi dia de música preta, bebê!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;* Stevie Wonder é o maior colecionador de Grammys história, com 25 prêmios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;(a seguir, três vídeos: o primeiro de Janelle; o segundo de Stevie; o terceiro, com os dois juntos. O primeiro vídeo é bem longo, mas não deixe de ver!)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/CCGYwCuQiSE/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CCGYwCuQiSE&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;

&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;

&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/CCGYwCuQiSE&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Janelle e o fim apoteótico de seu show&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/AA7o0Ku_9kI/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AA7o0Ku_9kI&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;

&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;

&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/AA7o0Ku_9kI&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Stevie fez história aqui&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/d1VuMGUnc28/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/d1VuMGUnc28&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;

&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;

&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/d1VuMGUnc28&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;E a noite termina perfeita, com os dois no palco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-4808002366705361218?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qCv5eb3OIYp1jbrreVeaqIv504A/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qCv5eb3OIYp1jbrreVeaqIv504A/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qCv5eb3OIYp1jbrreVeaqIv504A/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qCv5eb3OIYp1jbrreVeaqIv504A/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/beJML-nV3MM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/4808002366705361218/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=4808002366705361218" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4808002366705361218?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4808002366705361218?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/beJML-nV3MM/eu-fui.html" title="Eu fui!" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/10/eu-fui.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMMQ386eCp7ImA9WhdUEk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-392337384455316987</id><published>2011-09-27T23:57:00.000-03:00</published><updated>2011-09-28T13:14:42.110-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-28T13:14:42.110-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Preconceito" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jornalismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lula" /><title>Lula e a ira do andar de cima</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Lula, silêncio por favor. Os da Casa Grande estão irritados.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim um jornalista argentino termina seu &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/humor/martin-granovsky-foi-preciso-um-argentino-defender-lula-em-paris.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;artigo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;sobre a posição da imprensa brasileira em relação ao título de &lt;i&gt;Doutor Honoris Causa&lt;/i&gt; recebido por Lula essa semana. Explico: o ex-presidente foi escolhido por unanimidade para receber a homenagem pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris - o Sciences-po. O instituto é um dos mais prestigiados do mundo e em seus 140 anos já abrigou “a nata da elite francesa”, como os ex-presidentes Jacques Chirac e François Mitterrand. Apenas 15 pessoas já haviam sido contempladas com a honraria e Lula foi o primeiro latino-americano a recebê-la.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enfim, imaginam a histeria por aqui, não é? Porque o torneiro mecânico não se contentou em ser presidente. Foi presidente, tirou 30 milhões da miséria, saiu com 80% de popularidade, se tornou prestigiado em todo o mundo. E isso irrita. Irrita porque, parafraseando-o, esse país não foi pensado para ser governado pelos que estão no andar de baixo. E quem ousa desafiar essa regra não pode ficar impune.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em uma entrevista coletiva concedida pelo diretor do instituto, Richard Descoings, a primeira pergunta, vinda de um grande e respeitado jornal brasileiro, foi a seguinte: “Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição?”. Não é mentira. Está no site do jornal. A pergunta seguinte, também de jornalistas brasileiros, questionava do motivo de um prêmio entregue a alguém que se orgulhava de nunca ter lido um livro. Em seguida, no mesmo tom: “Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção?”. O nível continuou o mesmo e outro coleguinha brasileiro foi ao ponto, usando-se de ironia: seria essa premiação do Lula parte da política de ação afirmativa do Sciences Po?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Brasil avançou muito nesses oito anos, mas parte da elite brasileira segue estagnada, sem ter movido um músculo, dado um passo sequer rumo à superação da pior das mazelas e misérias de uma nação, o preconceito. Separei quatro comentários de leitores à notícia da premiação de Lula. Ilustram bem o que digo. Vejam:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
1 - “Gostaria de saber quanto o metalúrgico/enganador está pagando para receber "eçças" honrarias. Pois não tem outra explicação”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
2 - “O mais novo símbolo do Brasil, um jegue”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
3 - “Ovacionar uma toupeira dessas, é o fim da picada”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
4 - “Vou tirar o meu título da parede e deixar só o de pós-doutorado. Se até o Lula (...) é doutor, me sinto diminuído”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não são críticas políticas, apenas. Estas são legítimas e precisam ser feitas (na dúvida, leiam &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/sobre-os-diferentes-e-os-antagonicos.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;meu último post&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;). Os comentários dos leitores, as perguntas dos jornalistas, as reações em alguns círculos sociais, demonstram um ranço preconceituoso que ainda persiste e um ódio de classes longe de ser superado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu tenho orgulho. Independente de posição política – ou mesmo da avaliação que se faça sobre seu governo – tenho orgulho de viver em um país que elegeu para o cargo máximo da República um retirante saído do Nordeste em pau-de-arara, torneiro mecânico e líder metalúrgico, fundador do maior partido de massas da América Latina. Isso é prova de um povo maduro, que soube que somente um dos seus poderia entender suas dores. E isso, repito, me enche de orgulho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por fim, deixo o próprio Lula dar uma resposta a tanto preconceito. É uma resposta-desabafo. Esse vídeo é &lt;b&gt;indispensável&lt;/b&gt;. Espero que vocês tenham paciência de ver até o fim. Um grande amigo, quando viu, soltou essa: “cara, sempre fiquei pensando se conseguiria explicar ao meu filho o que significou eleger o Lula presidente do Brasil. Para ele compreender a dimensão do que significa, agora já sei o que fazer: vou mostrar esse vídeo”. É exatamente isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/or-LDiB5Ww4/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/or-LDiB5Ww4&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;

&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;

&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/or-LDiB5Ww4&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(Lula fala&lt;i&gt; adevogado&lt;/i&gt;. Fala "autoestima por si mesmo". Como alguns &lt;br /&gt;devem se contorcer&amp;nbsp;assistindo esse vídeo. Quem esse "anarfa" pensa que é?!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-392337384455316987?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PzGLWg6sTXF5lqUViMrne3oSaQE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PzGLWg6sTXF5lqUViMrne3oSaQE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PzGLWg6sTXF5lqUViMrne3oSaQE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PzGLWg6sTXF5lqUViMrne3oSaQE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/Bqqf4D4unpQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/392337384455316987/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=392337384455316987" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/392337384455316987?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/392337384455316987?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/Bqqf4D4unpQ/lula-e-ira-do-andar-de-cima.html" title="Lula e a ira do andar de cima" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/lula-e-ira-do-andar-de-cima.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck8NSH49cSp7ImA9WhRTFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-1288934780406587971</id><published>2011-09-22T20:47:00.001-03:00</published><updated>2011-11-04T13:34:59.069-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-04T13:34:59.069-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lula" /><title>Sobre os Diferentes e os Antagônicos...</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em política, tem que se tomar cuidado com o que se diz. Agora o mais novo alvo de seu próprio palavrório é o PSOL...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há menos de um ano, Jefferson Moura, candidato do partido ao Governo do Estado e atual presidente da sigla, criticava duramente o "ex-Gabeira", em referência ao abandono de princípios ideológicos de seu oponente, o Verde Fernando Gabeira. Ao mesmo tempo, Plínio de Arruda chamava sua adversária Marina Silva de "eco-capitalista", colocando em polos opostos suas candidaturas, no que tange à temática ambiental.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Agora estarão todos eles &lt;b&gt;no mesmo palanque&lt;/b&gt; para tentar eleger Marcelo Freixo prefeito do Rio: Jefferson, Plínio, o ex-Gabeira e a eco-capitalista.&amp;nbsp;Vão usar o mantra "unir-se aos diferentes para combater os antagônicos" tão utilizado por Lula para justificar o injustificável (Sarney, Jader e etc)?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A questão aí é: quem são os diferentes? E quem são os antagônicos? Essa separação se dá por questões programáticas ou pragmáticas? O Gabeira que era antagônico na eleição passada pode ser apenas diferente nesta? Ou nunca foi antagônico? E agora, José?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-1288934780406587971?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vU5VahBxZN-6l4mFA40I_4oEK98/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vU5VahBxZN-6l4mFA40I_4oEK98/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vU5VahBxZN-6l4mFA40I_4oEK98/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vU5VahBxZN-6l4mFA40I_4oEK98/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/Wk6tPzqdfUE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/1288934780406587971/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=1288934780406587971" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/1288934780406587971?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/1288934780406587971?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/Wk6tPzqdfUE/sobre-os-diferentes-e-os-antagonicos.html" title="Sobre os Diferentes e os Antagônicos..." /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/sobre-os-diferentes-e-os-antagonicos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YGSHk5cCp7ImA9WhdVFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-3213760882000343223</id><published>2011-09-21T10:18:00.000-03:00</published><updated>2011-09-21T10:18:49.728-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-21T10:18:49.728-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ricardo Vieira" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Família" /><title>Saudades de quem não conheci (por Ricardo Vieira)</title><content type="html">&lt;i&gt;Compartilho mais uma vez este espaço com meu amigo &lt;a href="http://www.twitter.com/riconeles"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Ricardo Vieira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, autor do &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/07/ele-nao-e-comum-por-ricardo-vieira.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;post recordista de visualizações&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; neste blog. Desta vez é um texto de caráter mais intimista - mas igualmente emocionante. E cá ficou eu a pensar: que apurada técnica de escrita tem esse rapaz! rs&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Saudades de quem não conheci&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
(Ricardo Vieira)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8NgghjOi3mo/TnnjjeW-OMI/AAAAAAAAAR0/Vmb6g6NFlbk/s1600/foto.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-8NgghjOi3mo/TnnjjeW-OMI/AAAAAAAAAR0/Vmb6g6NFlbk/s320/foto.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;João Carlos Vieira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tinha meus 13, 14 anos. Na saída do colégio peguei carona com um amigo e sua mãe. Veio a tradicional pergunta: “Você é filho de quem?”. Ela não conhecia meus pais, por isso lembrei: “dizem que eu pareço muito com meu tio, que já faleceu”. Ela olhou pelo retrovisor, tomou um susto e quase parou no meio da rua. “Nossa, deu até arrepio”, “o sorriso é igual”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu sei que parece. Aliás, sei disso a minha vida inteira. Ele morreu aos vinte e poucos anos, vítima de violência, e eu não tive oportunidade de conhecê-lo. Mas a sensação não é essa. Hoje, mais do que nunca, sinto saudades.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Só eu sei o orgulho e o peso dessa semelhança. Em determinado momento de sua vida, minha avó trocou definitivamente o Rico pelo Joãozinho. Poder aliviar de alguma forma a dor de uma mãe que perde um filho era reconfortante, na mesma medida que dava medo. Simplesmente por ser uma pessoa que eu nunca fui.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para alguns, nossa semelhança vai além dos traços físicos. Boa gente, segundo todos que o conheceram, ele sempre foi uma espécie de espelho pra mim. E o reflexo sempre foi nítido.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já com meus vinte e tantos, ainda penso em meu tio, como... tio mesmo. Ainda o imagino mais velho, ainda o respeito. O difícil é conter a curiosidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quantas, e quantas vezes, não imaginei como teria sido a vida se estivesse aqui conosco? Seria meu tio preferido, seus filhos seriam meus melhores amigos, ou talvez eu pudesse ser padrinho de um deles. Quem sabe não trabalharíamos juntos? Quem sabe não jogaríamos futebol no mesmo time? Ou contra. Seria ótimo. Ele estaria lá na minha formatura. E quando os pais dele partiram, eu daria força e ele teria me dado, porque eu precisei. A família seria unida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O sonho bom não condiz com a realidade. A verdade é que a vida não é do jeito que a gente idealiza. E se o João estivesse vivo, é pouco provável que as coisas fossem assim. A vida seria melhor, eu acredito nisso, mas da forma como eu descrevi... dificilmente. Outra verdade é que se morte chegasse precocemente pra qualquer outro parente, a sensação seria a mesma.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É mais cômodo sentir saudade de quem não está mais por aqui.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Família é família, e problemas não são exclusividade da minha. Independente deles eu torço por quem me viu crescer e cresceu comigo. Os rumos seguem sendo tomados e eu não estou aqui pra julgar ninguém. Cada um sabe onde o próprio calo aperta. Não guardo mágoa e espero - de coração - não magoar ninguém. Continuo tendo o maior respeito por cada um. Acho que seria assim que o tio João agiria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Saudades tio, saudades família.&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-3213760882000343223?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fU5WEQ7aI8GD8rGL0WrtKehtP_I/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fU5WEQ7aI8GD8rGL0WrtKehtP_I/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fU5WEQ7aI8GD8rGL0WrtKehtP_I/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fU5WEQ7aI8GD8rGL0WrtKehtP_I/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/2l8w6bVFZts" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/3213760882000343223/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=3213760882000343223" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/3213760882000343223?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/3213760882000343223?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/2l8w6bVFZts/saudades-de-quem-nao-conheci-por.html" title="Saudades de quem não conheci (por Ricardo Vieira)" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-8NgghjOi3mo/TnnjjeW-OMI/AAAAAAAAAR0/Vmb6g6NFlbk/s72-c/foto.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/saudades-de-quem-nao-conheci-por.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkEFRnw4eyp7ImA9WhdVFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-7766981682348965011</id><published>2011-09-14T00:19:00.001-03:00</published><updated>2011-09-20T17:30:17.233-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-20T17:30:17.233-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Diário do Vale" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jornalismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Volta Redonda" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Humor" /><title>Em 20 anos tudo pode mudar. Ou não.</title><content type="html">Na esteira de uma ideia do portal G1, recebi por email uma sugestão do que seria a capa do site do Diário do Vale daqui a vinte anos: em 2031, portanto. É engraçado. Bem engraçado, aliás!&lt;br /&gt;
Apesar de não conter ofensas graves a ninguém ou à alguma entidade, optamos por publicar mantendo o anonimato. Espero que vocês gostem. Se vir alguma piada mais grosseira, que lhe afete de alguma maneira, antecipadamente peço desculpas e sugiro que pule para a próxima notícia. (lamento por meus dois ou três leitores fora de Volta Redonda. Acho que esse post só terá graça para quem vive - ou viveu - no Sul Fluminense).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wJV__fYR-W8/TnAdKMUHnUI/AAAAAAAAARw/MukKp7G0gqM/s1600/dv20.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-wJV__fYR-W8/TnAdKMUHnUI/AAAAAAAAARw/MukKp7G0gqM/s320/dv20.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
P.S.: Observem os detalhes. As notícias principais, o que está em destaque é bem engraçado. Mas a imagem é fenomenal pelos pequenos detalhes, as notícias menores. Para quem acompanha o dia a dia da região, e especialmente quem está ligado no site do Diário, algumas coisas são espetaculares, como o tema do Espaço Aberto do dia, a notícia de Angra e o guarda que descobriu a cura para o Alzheimer. Enfim, se divirtam...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-7766981682348965011?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/o572gIWvgVh8wKDcrP7cjgd8cP8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/o572gIWvgVh8wKDcrP7cjgd8cP8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/o572gIWvgVh8wKDcrP7cjgd8cP8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/o572gIWvgVh8wKDcrP7cjgd8cP8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/3tmoVAegLqo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/7766981682348965011/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=7766981682348965011" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7766981682348965011?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7766981682348965011?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/3tmoVAegLqo/na-esteira-de-uma-ideia-do-portal-g1.html" title="Em 20 anos tudo pode mudar. Ou não." /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-wJV__fYR-W8/TnAdKMUHnUI/AAAAAAAAARw/MukKp7G0gqM/s72-c/dv20.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/na-esteira-de-uma-ideia-do-portal-g1.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkMNQXo-fip7ImA9WhdWGUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-9005903950186657338</id><published>2011-09-13T23:23:00.001-03:00</published><updated>2011-09-14T00:21:30.456-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-14T00:21:30.456-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jornalismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eliane Brum" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Livros" /><title>O Cativeiro (por Eliane Brum)</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Sempre quis publicar um texto da &lt;a href="http://twitter.com/#!/brumelianebrum"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Eliane Brum&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;neste espaço. Para quem não conhece, Eliane é um das jornalistas mais premiadas do Brasil e posso dizer sem medo de errar que possui, hoje, o melhor texto da imprensa brasileira. Não conheço todos os jornalistas Brasil a fora, mas basta conhecer Eliane para ter certeza que é o supra-sumo da arte de narrar o cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Atualmente, Eliane tem uma &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/eliane-brum/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;coluna semanal no site da revista Época&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e acabou de lançar seu primeiro livro de ficção, &lt;a href="http://www.leya.com.br/catalogo/detalhes_produto.php?id=52292"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Uma Duas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É também &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DwjZ27rLAv4"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;documentarista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e foi uma das dez jornalistas, de diferentes partes do mundo, convidadas pela ONG Médico Sem Fronteiras para escrever um livro internacional sobre os quarenta anos de atuação da entidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Mas tem algo mais sobre a Eliane Brum (e dessa informação só quem já teve o prazer de desfrutar de sua presença pode dizer): ela hipnotiza. É impossível sair indiferente de uma palestra sua (e já participei de duas). Você sai encantado, maravilhado, agradece a Deus mil vezes por ter escolhido ser jornalista - se é que é uma escolha. Pode parece exagero. Mas para a nossa felicidade, não é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Enfim, escolhi esse texto porque fui um dos que mais me impactou dentre todos os que já li. Ele pode ser encontrado no livro &lt;a href="http://arqui.webstorelw.com.br/products/a-vida-que-ninguem-ve"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;A vida que ninguém vê&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, uma coletânea das melhores crônicas-reportagens publicadas na coluna de mesmo ano no jornal gaúcho Zero Hora. A obra foi vencedora do Prêmio Jabuti em 2007. E o texto que escolhi é arrasador. Espero que gostem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;O Cativeiro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-O7ghRHAGPJc/TnAP_kqP6NI/AAAAAAAAARs/UPgP1MYiSVM/s1600/chave.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-O7ghRHAGPJc/TnAP_kqP6NI/AAAAAAAAARs/UPgP1MYiSVM/s320/chave.jpg" width="229" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;O Zoológico de Sapucaia do Sul abrigou um dia um macaco chamado Alemão. Em um domingo de sol, Alemão conseguiu abrir o cadeado e escapou. Ele tinha o largo horizonte do mundo à sua espera. Tinha as árvores do bosque ao alcance de seus dedos. Tinha o vento sussurrando promessas em seus ouvidos. Alemão tinha tudo isso. Ele passara a vida tentando abrir aquele cadeado. Quando conseguiu, virou as costas. Em vez de mergulhar na liberdade, desconhecida e sem garantias, Alemão caminhou até o restaurante lotado de visitantes. Pegou uma cerveja e ficou bebericando no balcão. Os humanos fugiram apavorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que fugiram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O macaco havia virado um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perturbador desta história real não é a semelhança entre o homem e o macaco. Tudo isso é tão velho quanto Darwin. O aterrador é que, como homem, o macaco virou as costas para a liberdade. E foi ao bar beber uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um zoológico serve para muitas coisas, algumas delas edificantes. Mas um zoológico serve, principalmente, para que o homem tenha a chance de, diante da jaula do outro, certificar-se de sua liberdade. E da superioridade de sua espécie. Pode então voltar para o apartamento financiado em 15 anos satisfeito com a vida. Abrir as grades da porta contente com seu molho de chaves e se aboletar no sofá em frente à TV. Acorda na segunda-feira feliz para o batente. Feliz por ser homem. E por ser livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas maneiras de se visitar um zoológico: com ou sem inocência. A primeira é a mais fácil. E a única com satisfação garantida. A outra pode ser uma jornada sombria para dentro do espelho. Sem glamour&amp;nbsp;e também sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe, se quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O babuíno sagrado tem um nome comum. Beto. À espreita, lá onde os olhos se misturam com a mente, há o mais perigoso tipo de fúria. A da importância. Beto dá voltas e mais voltas na jaula, esmurra as grades. Atira comida e fezes nos visitantes. Espanca a companheira se ela não faz tudo o que ele quer. Não admite que emita um som sem a sua permissão. Não deixa que arrede pé sem a sua complacência. Se o faz, Beto cobre-a de tapas. Se a tiram de perto dele, Beto piora. Começa a arrancar pedaços do próprio corpo. Durante as crises, Beto toma dez miligramas de Valium por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tigres-de-bengala são reis de fantasia. Têm voz, possuem músculos, são magníficos. Mas nascidos em cativeiro, já chegaram ao mundo sem essência. São um desejo que nunca se tornará. Adivinham as selvas úmidas da Ásia, mas nem sequer reconhecem as estrelas. Quando o sol escorrega sobre a região metropolitana, são trancafiados em furnas de pedra, claustrofóbicas. De nada servem as presas a caçadores que comem carne de cavalo abatido em frigorífico. De nada serve a sanha a quem dorme enrodilhado, exilado não do que foi, mas do que poderia ter sido. E que jamais será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás, um de seus bisavôs galgou a escada do tratador e espiou para além dos muros. Foi o mais longe que um deles chegou. São poderosos, os tigres-de-bengala. Mas quando chega a hora de serem confinados na caverna escura de sua escravidão, viram as costas para a Lua que aponta como promessa e marcham para a jaula. Alquebrados, submissos, como o mais vil animal da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ursa-de-óculos é chamada de Peposa. Como se brinquedo fosse. O filho se chama Rayban, também muito engraçadinho. Quando nasceu Rayban, ela fez o que as mães costumam fazer: ensinou a ele a arte da resignação. Pegou-o pela orelha e carregou-o até as entranhas da furna na hora marcada. Hoje, Rayban vai por sua conta. Mas, todos os dias, Rayban desafia a mãe, se esgueira e testa o cadeado. Sem jamais ter aspirado o perfume gelado da cordilheira de seus ancestrais, Rayban não adivinha o que há do outro lado. Mas intui. E por ser criança ainda não desistiu de buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinky vive só. Os outros elefantes, Nely e Mohan, caíram no fosso e sucumbiram. O fosso é a prisão dos elefantes. Mohan viveu seis anos acorrentado porque o cativeiro&amp;nbsp;de sua espécie ainda não estava pronto. Quando o soltaram, durou três meses. Morreu tentando alcançar a liberdade. Ou apenas um dos cães que perambulam por lá e são achados aos pedaços. Dos três, Nely sempre foi a mais indomável. Dezenove anos atrás, matou um visitante. Um mineiro de Criciúma que comemorava a aposentadoria. Recém-liberto da solidão trevosa das minas de carvão, ele montou sobre Nely. Ela o derrubou sobre o chão e esmagou sua cabeça. Tão parecidos em sua tragédia, a elefanta e o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram três as vezes em que Nely mergulhou no fosso. Numa delas, perdeu parte da barriga e uma mama na queda. Não desistiu. Morreu na terceira, tentando. Como nunca esquece, a elefanta Pinky assimilou o exemplo. E convenceu-se de que implacável é a punição para quem ousa dar um passo além do permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revelação dessa visita subversiva ao zoológico é que, no cativeiro, os animais se humanizam. O cárcere lhes arranca a vida, o desejo e a busca. E mais e mais vão se parecendo com os homens que os procuram na certeza de um álibi. Perigosa é a pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceria se você encontrasse a chave do cadeado invisível de sua vida? O que aconteceria se você saltasse sobre o fosso de sua rotina? O que aconteceria se você desse o passo da elefanta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, talvez seja melhor caminhar até o balcão e beber uma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-9005903950186657338?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ueya33txEbFNhXPtzzNN9Ane6ao/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ueya33txEbFNhXPtzzNN9Ane6ao/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ueya33txEbFNhXPtzzNN9Ane6ao/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ueya33txEbFNhXPtzzNN9Ane6ao/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/faCNwN1sUjQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/9005903950186657338/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=9005903950186657338" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/9005903950186657338?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/9005903950186657338?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/faCNwN1sUjQ/o-cativeiro-por-eliane-brum.html" title="O Cativeiro (por Eliane Brum)" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-O7ghRHAGPJc/TnAP_kqP6NI/AAAAAAAAARs/UPgP1MYiSVM/s72-c/chave.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/o-cativeiro-por-eliane-brum.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0EDRng7eSp7ImA9WhdWE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-8544665782781151151</id><published>2011-09-06T17:04:00.000-03:00</published><updated>2011-09-06T17:07:57.601-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-06T17:07:57.601-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filmes" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Violência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Borel" /><title>Reflexões sobre a guerra particular</title><content type="html">Na última semana, assisti mais
uma vez o ótimo documentário &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=K9TS_N2YbZ4"&gt;“Notícias de uma guerra particular”&lt;/a&gt;, de João
Moreira Salles e Kátia Lund. O filme é um soco no estômago menos pelo que é
dito e mais por quem diz. Não são estudiosos teorizando sobre a violência. São
policiais, traficantes e moradores falando da &lt;i&gt;guerra&lt;/i&gt; a partir de seus ângulos.&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O documentário é direto, franco,
não aponta culpados nem indica soluções. Apenas escancara uma realidade
vivenciada nos morros do Rio de Janeiro a partir das falas de quem vive essa
realidade, em qual lado do front esteja. Quero propor, então, algumas reflexões
a partir do filme. São pequenos pontos que fui anotando enquanto assistia ao
longa e gostaria de compartilhar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O texto está dividido em cinco pontos: &lt;b&gt;Mulheres&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; Criminalização da Pobreza&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; Motivações&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; O Mito CV &lt;/b&gt;e&lt;b&gt; Os Discursos&lt;/b&gt;. Inicialmente iria publicar este texto em partes. Fui desaconselhado. É grande, mas acho que não está cansativo. Os cinco pontos, de qualquer forma, podem ser lidos de forma independente, se não for possível lê-los de uma vez.&amp;nbsp;Vamos lá:&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;* Por vezes serei um pouco
irresponsável na utilização de termos e conceitos aqui. Os mais xiitas podem
ficar bravos com o emprego de expressões como “direito de significar” ou mesmo
com o uso indiscriminado da palavra “guerra”, só para ficar em dois exemplos.
São questões problemáticas, admito. Eu mesmo sou crítico ao emprego do conceito
de guerra para se falar do confronto entre Estado x Poder Paralelo. Mas aqui
usei algumas dessas palavras/conceitos para simplificar e também reproduzi para
ficar em consonância com o discurso dos personagens do filme. Espero que não
fira os ouvidos (ou olhos) mais sensíveis.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;1. MULHERES:&lt;/b&gt; salta-me aos olhos
a força do feminino nas comunidades periféricas dominadas pela violência. Já
havia presenciado no &lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/04/mulheres-do-borel.html"&gt;Borel&lt;/a&gt;, onde trabalho, ao ouvir os relatos das mulheres da
favela tijucana. No filme, isso fica ainda mais claro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Quando os policiais
pegam um moleque, supostamente “bandido”, são elas que vão atrás, não desgrudam
dos homens de farda, para garantir que eles levem o garoto em segurança à
delegacia. “Se não formos atrás, eles levam lá pra cima e matam”, relata uma.
Então elas perseguem os PMs, brigam, obstruem sua passagem, xingam... encontram
força sabe-se lá de onde para resistir aos arbítrios e impedir que aconteça o
“mal maior”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Também são essas mulheres que sobem o morro correndo para impedir
que seus irmãos, maridos, vizinhos sejam julgados pelo poder paralelo. Impedem
a execução, clamam por justiça, conseguem evitar o pior. É impressionante. É
comovente. É &lt;i&gt;desafiador&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;2 – CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA:&lt;/b&gt; o
problema maior não é o tráfico, não são as drogas, não é a violência. &lt;i&gt;O
problema é a favela&lt;/i&gt;, é ela que precisa ser controlada. Ela representa o perigo,
ela representa a desordem.&amp;nbsp;Tem que segurar o morro.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Logo de cara, o filme traz um
dado, dito por um dos entrevistados: há estimativas de que haja 100 mil
bandidos no Rio, a maioria deles em favelas. Logo mais, já pro fim do filme,
uma outra fala: “São dois milhões de pessoas morando em favelas no Rio, como
você controla esse povo todo?”. Há uma discrepância entre os tais 100 mil
bandidos e os dois milhões de habitantes das favelas. Se todos esses supostos
bandidos morarem em favelas, são apenas 5% da população. O número é
infinitamente menor, acredito. Mas mesmo que seja este mesmo, são CINCO POR
CENTO.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Lembro-me de um artigo do Jailson de Souza e Silva, que até utilizei em
minha monografia, em que ele citava que o número de universitários da Maré
(1,67% da população em 2000) era maior que o de traficantes – apesar da
comunidade ser definida, na mídia e pelo Estado, apenas como um dos redutos
mais perigosos do tráfico carioca. Um tipo de discurso que interessa a quem
(vamos lembrar que todo discurso tem caráter de construção social, já dizia
Foucault) e serve a que interesses, a que tipo de política? A resposta vem da
boca do chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na época, Hélio Luz, um dos
entrevistados para o filme:&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
“Nós fazemos a segurança do
Estado (...) Temos que manter os excluídos sob controle. Vivemos numa sociedade
injusta e a polícia garante essa sociedade injusta”, disse ele, de forma nua e
crua. Nem é preciso dizer que foi exonerado pouco tempo depois...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;3 - MOTIVAÇÕES:&lt;/b&gt; outra questão
suscitada no documentário é sobre as motivações para a entrada do jovem no
tráfico. &lt;i&gt;É um desejo de transformação social coletiva ou apenas necessidade
econômica individual?&lt;/i&gt; Essa questão também se fez latente nos protestos que
acontecem na &lt;a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/08/12/foi-um-motim-de-consumidores-excluidos-diz-sociologo-zygmunt-bauman-925126381.asp"&gt;Inglaterra&lt;/a&gt;: os jovens estão nas ruas porque querem mudar a
sociedade injusta ou apenas querem se incorporar à sociedade do consumo, de
onde hoje são excluídos? As duas questões, distintas, apontam para um mesmo
fato: a sociedade é desigual e isso acaba sendo gerador de tais movimentos, de
uma forma ou de outra. Mas vamos pensar um pouco mais especificamente sobre o
tráfico.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
No filme, vemos alguns dos
“soldados” do tráfico reclamarem das injustiças do mundo e de como a favela é
discriminada e desassistida. Acreditam que o tráfico ajuda a mudar essa
realidade, ao garantir ao menos que algumas das necessidades dos moradores
serão atendidas (a oferta de gás e medicação para a população são os exemplos
mais clássicos). Eles estariam, desse modo, ocupando um espaço que o Poder
Público não ocupa. &lt;i&gt;Suprindo uma lacuna que o Estado deixou&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Por outro lado, os discursos
revelam um desejo de “significar”: entram no tráfico para serem respeitados,
para poderem comprar tênis da Nike, para que as garotas (do morro e do asfalto)
olhem para eles, afinal “as cocotas ficam doidas quando veem um cara com arma”.
Sem acesso à escola, ao mercado de trabalho formal, à “porta da frente” da
sociedade do consumo, optam pela “via alternativa”.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Não é simples pensar essa
questão. Corre-se o risco de romantizar essas histórias e isso definitivamente
não contribui para refletir sobre o quadro. E existe outro ponto importante que
gostaria de considerar ainda neste tópico: para além das questões de mudança
social nas comunidades ou ascensão econômica individual, o crescimento das
facções mudou o caráter do tráfico e a guerra, outrora entre o poder paralelo e
o poder “oficial” (por negligente que fosse), se transforma sobretudo numa
disputa de poder, de ocupação de territórios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
As favelas se transformam, mais
que nunca, em campos de batalhas de facções rivais e os moradores são, sem dúvida,
os que mais saem perdendo. E essa guerra entre facções também é um fator
motivador, uma vez que ao ingressar nessa guerra, o jovem pertence a um grupo,
faz parte de uma comunidade e batalha pela supremacia deste seu grupo. O Estado,
para não perder o costume, se torna ainda mais ausente (é possível?) e utiliza a
violência entre as facções como justificativa para não entrar nessas
comunidades.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Então, acho que as motivações
para a entrada dos jovens no tráfico precisam ser vistas a partir desses três
aspectos: são causas sociais, econômicas e políticas (no sentido de disputa de
poder). Complexo. Bem complexo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;4 – O MITO CV&lt;/b&gt;: todos sabemos a
&lt;a href="http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/tecnicos-e-cientificos/ciencias-sociais-carlos-amorim-comando-vermelho-a-historia-secreta-do-crime-organizado/"&gt;história de criação do Comando Vermelho&lt;/a&gt;. Os presos políticos e os presos comuns
que, postos num mesmo espaço, conceberam uma das principais organizações não
governamentais (rs) da história recente do estado do Rio. A mistura explosiva
teria resultado em lideranças com forte crítica política ao Estado e também
bastante eficientes em práticas consideradas criminosas. Mas o CV cresceu, se
tornou uma mega estrutura e enquanto a face “criminosa” ainda assusta a
sociedade, o viés político ficou em segundo plano. Se perdeu? Acabou? Nunca
houve? É, mais uma vez, romantizar a história e transformar bandidos em heróis
populares?&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Não sei e nem quero entrar nessa
discussão. Só se sabe que com o crescimento, a organização criou ídolos e
admiradores, sobretudo entre aqueles garotos com desejo de significar, como
falei acima. E o que acontece é que tudo é CV. Os garotos dizem: “Sou CV”,
“CVRL”, “Vermelhooo”. Muitos sequer já chegaram perto da organização. Outros,
mesmo que façam parte, nem desconfiam de como o Comando surgiu, quem eram seus
líderes.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A questão é outra: ser do Comando
Vermelho concede uma posição de destaque. Os garotos querem dizer que são CV,
como se significasse que pertencem a uma linhagem real, são puro sangue,
mangalarga. Assim como estudar na PUC ou morar no Leblon, ser Comando Vermelho
concede &lt;i&gt;status&lt;/i&gt;. Simples assim. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;5 – OS DISCURSOS:&lt;/b&gt; me impressiona,
ainda, a semelhança entre os discursos dos soldados do tráfico e os soldados da
PM. Em determinada sequência do filme, o repórter pergunta: “e qual é a
sensação quando você mata o ‘inimigo’?”. Primeiro o bandido: normal, às vezes
tem até comemoração. Depois, o policial: é sensação de dever cumprido.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Em uma palestra que assisti
recentemente, o comandante geral das UPPs, coronel Robson, falava disso,
comparando um funk proibidão ao filme Tropa de Elite (I). É cruel e revelador.
Quem viu o filme &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(quem não viu?)&lt;/span&gt; vai se lembrar da cena final, em que André é
considerado policial de verdade por executar, a sangue frio, o inimigo. O funk
falava algo neste sentido também, não me recordo a letra. Mas é esse o espírito.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Ambos os lados vão para a batalha
vestidos com a capa da insensibilidade. Ambos acreditam estarem indo para uma
guerra. Matar inimigos são apenas ossos do ofício. No caso do bandido, os
inimigos são os policiais ou mesmo outros bandidos, de facções rivais. No caso
do policial, os inimigos são os bandidos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Afinal, “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tgt1iTTY_X8"&gt;homens de preto, qual é sua missão? Subir pela favela e deixar corpo no chão!&lt;/a&gt;”. O grito de guerra,
entoado pelos de farda, também vale para os descamisados. Em meio a tantas
aparentes diferenças, os dois lados do front de batalhas se igualam – e não só
em seus objetivos. Nas favelas do Rio de Janeiro, nas batalhas cariocas
transmitidas em forma de espetáculo mundo afora, a tragédia se dá em tons
dramáticos: &lt;i&gt;são pobres matando pobres&lt;/i&gt;. Jovens matando jovens. Preto morrendo e
preto matando. Cada um sob sua farda, portando seu emblema, vai eliminando seu
rival, tão oposto, tão parecido! É ou não é de fato uma grande tragédia?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(Um &amp;nbsp;agradecimento especial à titia &lt;a href="http://www.giovanadamaceno.com/"&gt;Giovana Damaceno&lt;/a&gt;, que revisou esse texto e me deu coragem para publicar!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-8544665782781151151?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Zaue1f4N5FFfHX1VtTfV5a_CCJY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Zaue1f4N5FFfHX1VtTfV5a_CCJY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Zaue1f4N5FFfHX1VtTfV5a_CCJY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Zaue1f4N5FFfHX1VtTfV5a_CCJY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/iwxN86d3WKs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/8544665782781151151/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=8544665782781151151" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8544665782781151151?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8544665782781151151?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/iwxN86d3WKs/reflexoes-sobre-guerra-particular.html" title="Reflexões sobre a guerra particular" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/reflexoes-sobre-guerra-particular.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUINSHs5fSp7ImA9WhdQFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-7184830272962999733</id><published>2011-08-12T23:19:00.000-03:00</published><updated>2011-08-15T13:59:59.525-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-15T13:59:59.525-03:00</app:edited><title>Salve a Mocidade (a primeira vez ninguém esquece)</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Quem nasce na Vila nem sequer vacila ao abraçar o samba”
&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Noel Rosa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não nasci em Vila Isabel, bairro onde hoje moro. Talvez por isso vacilei ao abraçar o samba. Mas eis que em um primeiro de maio, em 2008, Beth Carvalho me trouxe à luz – e desde então o samba faz parte de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O samba é meio sobrenatural. Religião, na raiz da palavra, tem a missão de “ligar”. Os homens uns aos outros, e também à transcendência. Não seria heresia dizer, portanto, que o samba também é minha religião. O pai do prazer, o filho da dor, é o grande poder transformador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Bem, faço todo esse prólogo para explicitar um pouco do que o samba representa para mim. E sobretudo para lhes contar, logo em seguida, que no último fim de semana fui a um dos grandes templos do samba carioca: a quadra da minha amada Mocidade Independente de Padre Miguel.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;(Desde 1995 sou Mocidade. Pode parecer contraditório ser fanático torcedor de uma escola de samba desde os sete anos, exaltar todos os seus hinos, saber de cor os enredos das últimas décadas, se emocionar com suas passagens pela avenida, e só me apaixonar pelo ritmo em si mais de uma década depois. E talvez seja uma contradição mesmo. Eu sou uma. Todos somos.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem me conhece sabe que tipo de emoções a visita à quadra de minha escola pode me proporcionar. Acompanhe se quiser:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;13:20&lt;/b&gt; – Chego à estação de trem. Minha primeira &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;vez sobre trilhos também. A composição vai partir apenas 13h47.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;13:48&lt;/b&gt; – Entro no trem e sei que agora será quase uma hora de viagem ao meu destino. Até lá, ansiedade (cabe dizer que a viagem de trem daria uma crônica à parte. Deixo para a próxima).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;15:00&lt;/b&gt; – Peço a benção a todos os deuses do samba. Cartola e Mestre André à frente. Hora de entrar na quadra. &lt;i&gt;Alô meu povão de Padre Miguel&lt;/i&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-_LerrMWFZbw/TkXnmwagw2I/AAAAAAAAAPo/ci1dgJCsvsk/s320/mocidade1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640168761368560482" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;15:34&lt;/b&gt; – Já de posse da feijoada, a primeira grande emoção: &lt;i&gt;Ziriguidum&lt;/i&gt; 2001 entoado no palco. Na mesa à minha frente, um senhor dribla sua deficiência visual, dribla sua dificuldade em pronunciar palavras, e canta. E chora. E me arrepia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;16:00&lt;/b&gt; – Ainda no palco, a banda toca sambas-enredo de várias escolas. Muitos torcedores destas escolas estão na quadra. Impossível não fazer uma analogia com o quão impensável seria executar um hino de exaltação ao Vasco em uma festa do Flamengo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;16:20&lt;/b&gt; – Ouço a primeira... deixa pra lá!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;16:30&lt;/b&gt; – A bateria da Beija Flor chega à quadra e é reverenciada como vencedora do carnaval carioca. Impossível não fazer analogia...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;17:00&lt;/b&gt; – Uma família se senta na minha mesa. Dois casais, quatro Independentes.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Me dizem um sincero seja bem vindo. Enfim, duas horas depois, me sinto inteiramente em casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;17:16&lt;/b&gt; – Não preciso conhecer nenhuma outra escola, nenhum outro povo, nenhum outra quadra. &lt;i&gt;Não existe mais quente&lt;/i&gt;, estou certo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;18:10&lt;/b&gt; – Estrelinha da Mocidade, a escola mirim, dá show ao som de O Grande Circo Místico. Outra lembrança inevitável: Renato Lage e tudo que ele representa para essa geração que aprendeu a gostar de carnaval (e a ser Mocidade) através da magia que ele fez na avenida. Saudades! &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7sjBDifBx8E/TkXooGFf86I/AAAAAAAAAQA/y0DFJM-B91o/s1600/mocidade3.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-7sjBDifBx8E/TkXooGFf86I/AAAAAAAAAQA/y0DFJM-B91o/s320/mocidade3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640169883877503906" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;18:30&lt;/b&gt; – E as baianas, no canto do salão, fazem sua festa, depois de terem feito bonito na cozinha. Elas e outros integrantes da escola começam a se montar. Em instantes, Mocidade entra em cena.&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0OjmjL190BA/TkXn9tBLX6I/AAAAAAAAAPw/OC2vQycYvik/s1600/mocidade2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-0OjmjL190BA/TkXn9tBLX6I/AAAAAAAAAPw/OC2vQycYvik/s320/mocidade2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640169155593985954" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;18:40&lt;/b&gt; – Expectativa: bateria se posicionando no palco. Adrenalina alta. Lá vem a bateria da Mocidade Independente!&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;19:06&lt;/b&gt; – A bateria já arrepia tocando Parabéns para Você, amigo. E o que veio a seguir é impossível de ser descrito. &lt;i&gt;O Mestre André sempre dizia / Ninguém segura a nossa bateria / Padre Miguel é a capital / Da escola de samba que bate melhor no carnaval...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Py6gZuuNkZo/TkXpKaOcakI/AAAAAAAAAQI/ITpyNEMkeIc/s1600/mocidade5.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-Py6gZuuNkZo/TkXpKaOcakI/AAAAAAAAAQI/ITpyNEMkeIc/s320/mocidade5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640170473399282242" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;20:10&lt;/b&gt; – Me despeço depois de uma hora de show da bateria nota 10. A Beija Flor se prepara para subir ao palco, encerrando a noite com chave de ouro. Mas minha noite não precisa de mais nada a uma hora dessas. O sonho já havia virado realidade. Meu batismo estava completo. Mais do que nunca, pude cantar com imensa verdade: &lt;i&gt;sou Independente, sou Raiz também, sou Padre Miguel, Sou Vila Vintém...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-7184830272962999733?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Oficialmente, ela nem existe mais. Mas o menino ainda vive a guerra, que nunca foi dele e que ele não escolheu participar.&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para os Meninos do Borel ir à Casa Branca é mais que simplesmente atravessar os poucos metros que separam as duas comunidades, vizinhas. É cruzar um muro simbólico (e, portanto, real) construído sob a lógica de uma guerra que, é importante repetir, os garotos não pediram para entrar, nem ao menos sabem seus reais motivos. Só sabem que é prudente ficar do Lado de Cá do muro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;“Vai que eles ainda estão olhando”, levanta um. “Se eu subir, vão me hostilizar”, acredita outro. “Lá são todos ‘alemão’”, sentencia um terceiro. Medo, dúvidas, temor do que existe do Lado de Lá – e de como o Lado de Cá vai reagir à travessia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas alguns meninos resolveram desafiar a ordem imposta seja lá por quem. Decidiram caminhar alguns metros, cruzar as fronteiras, derrubar o muro. E então, neste processo, descobriram muitos outros muros erguidos para eles. E resolveram derrubar também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma marretada e, bum!, a indiferença começa a ir para o chão. Outra marreta e colocaram o funk no último volume. Mais uma marreta e, pasme!, começaram a “invadir” um Rio de Janeiro que aparentemente não havia sido construído para eles: foram a cinemas, museus, teatros, até mesmo (olha que audácia!) pontos turísticos. Mexeram com as pessoas nas ruas, escandalizaram os mais "puros" e bradaram aos construtores e, sobretudo, aos mantenedores do mito da cidade partida: "Vocês vão ter que me engolir!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;E são tantos os muros erguidos, são tantas as marretas, são tantos os meninos... que não sei onde isso vai dar. Incendiarão a cidade? Unirão os rivais? Tomarão o poder? Não há quem saiba, afinal. Só sei que é bonito de se ver. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em sua principal obra, Guimarães Rosa profetiza que “o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão”. Hermano Vianna, o antropólogo de sabedoria ímpar, traduz para a contemporaneidade a frase de Rosa: a periferia vai virar centro. Os meninos do Borel, mais simples, apenas desejam que essa divisão na faça mais sentido. Periferia e centro, favela e cidade, Borel e Casa Branca passem a ser a uma coisa só. Por que não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-5636232860960712854?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Sei que não tenho a mesma facilidade com as palavras, mas é por uma boa causa, por um bom assunto. Sei que o próprio Jader iria gostar de saber e de propagar a postura elogiável do Dedé. Espero que os visitantes daqui não se decepcionem, o Jader volta logo. Boa leitura.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-WSgVszLeTbU/TjLEd7NwUoI/AAAAAAAAAPg/ph4KCAFMJuE/s320/Dede_Marcelo-Sadio.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 196px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634782102184546946" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Veio, viu e...&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O repórter perguntou: “O que você diria para os jogadores que estão começando, para um dia chegarem a ser como você, como um vencedor?”. “Vencedor, eu? Falta muita coisa ainda”. Foi a resposta, sem nenhum tipo de arrogância, do Dedé, que aos 23 anos chega à Seleção Brasileira e que até ontem estava torcendo pelo Brasil com a camisa pirata, já que a oficial “não tinha condições de comprar”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na continuação da resposta, um conselho que ouviu de um ex-jogador, Élson, seu treinador nas categorias de base: “Não desperdice o seu dia, aproveite cada treinamento. Faça render”. Dedé sabe ouvir, por isso tem muito a crescer na seleção. Com Júnior Baiano (independente do que você pense dele, bagagem ele tem) também aprendeu muito, desde posicionamento até modo de agir. Baiano se esforçou pelo sucesso de Dedé. Agradecido, tomou a atitude como lição de vida, que leva e repassa para os mais novos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me de sua namorada dizendo que os meninos que vinham dos juniores no Vasco eram grandes amigos de Dedé.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Achei curioso. Em um clube recheado de jogadores badalados como Felipe, Zé Roberto (ano passado) entre outros, o cara fica amigo da molecada? Esse é o Dedé, que o Brasil vai conhecer melhor agora. Mas os amigos do Parque das Ilhas já o conhecem há anos. São os mesmos. Desde que Dedé começou a aparecer no futebol, desde que entrou no Volta Redonda, desde que entrou na Escolinha do Nelson, desde que jogou no Sepinho (peço perdão se a grafia estiver errada) eles já estavam ali do lado dele, os mesmos amigos. Sinal de caráter.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A vida dele mudou, tenho certeza. Ele nunca me disse, mas é óbvio que mudou. Se há alguns anos ele não podia comprar a camisa da seleção, hoje se junta ao milionário esquete canarinho. Se há alguns anos ele jogava com a chuteira doada por Felipe Melo (de quem também tem muita gratidão), hoje, com papéis invertidos, agracia os meninos do Voltaço. Se há alguns anos ele era apaixonado pela menina bonita do bairro, hoje... hoje continua apaixonado. Tem em Patrícia um porto seguro. É possível notar em suas palavras que agradecem o apoio incondicional de sua namorada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dedé hoje virou orgulho de uma cidade com mais de 250 mil habitantes, de uma torcida com cerca de oito milhões de membros. Mas para Dona Lena (Maria Helena Vital da Silva), o pequeno Anderson (ele não se chama André) já é motivo de orgulho faz tempo. Ela comemorou cada defesa do goleiro (“bom goleiro, por sinal”, segundo o próprio) no futebol de salão. Deve ter acompanhado com angústia as idas e vindas ao Rio, quando ainda era garoto e imaturo, na sua primeira chance no Fluminense. Imagino que tenha dado colo após a primeira dispensa do Tricolor. Posso até vê-la enlouquecendo com o susto na tentativa frustrada de ir jogar no Udinese, &lt;st1:personname productid="em que Dedé" st="on"&gt;em que Dedé&lt;/st1:personname&gt;, com seus 18, 19 anos, se viu sozinho e outra vez dispensado (com apenas três treinamentos) na Itália. Também vejo a raiva dela quando uma infundada acusação de indisciplina quase o tirou do Volta Redonda.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas posso imaginar o orgulho quando o filhão foi eleito o terceiro melhor zagueiro do Campeonato Carioca de 2009. A esperança na chegada ao Vasco. O medo de outra dispensa e sensação de dever cumprido quando o jogador se estabeleceu no clube carioca. Mas como boa mãe, felicidade mesmo deve ser quando o ‘meninão’ bate um prato de inhame, ou de quiabo, feito com todo carinho pela Dona Lena. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A trajetória, cheia de percalços, é comum no meio do futebol. Dedé não é comum. Ele não se iludiu, não se deixou levar. Tem gratidão. E aprendeu lições importantes com os erros (talvez esse seja o aspecto mais difícil de ser encontrado em um meio repleto de ‘reincidentes’).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É uma alegria e um orgulho (confesso) conhecer e poder dizer que já joguei (uma peladinha, mas tá valendo) com um jogador de seleção. Torço de coração, para que não perca a essência e que continue enchendo de orgulho a Dona Lena, a Patrícia, o Gleidson, o Joãozinho, o André, o Ricardo, a Lívia, o Felipe, o Jader...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Vencedor, eu?”. É, você mesmo. Boa sorte&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ricardo Vieira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-1628695915457877520?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/889_e6xeK9b-h4vMF8QgkGbq5Yk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/889_e6xeK9b-h4vMF8QgkGbq5Yk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/889_e6xeK9b-h4vMF8QgkGbq5Yk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/889_e6xeK9b-h4vMF8QgkGbq5Yk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/84nmfIZ_f2s" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/1628695915457877520/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=1628695915457877520" title="18 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/1628695915457877520?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/1628695915457877520?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/84nmfIZ_f2s/ele-nao-e-comum-por-ricardo-vieira.html" title="Ele não é comum (por Ricardo Vieira)" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-WSgVszLeTbU/TjLEd7NwUoI/AAAAAAAAAPg/ph4KCAFMJuE/s72-c/Dede_Marcelo-Sadio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>18</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/07/ele-nao-e-comum-por-ricardo-vieira.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUEFQHk7cCp7ImA9WhdSFk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-945598373557613190</id><published>2011-07-24T02:11:00.000-03:00</published><updated>2011-07-25T16:53:31.708-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-25T16:53:31.708-03:00</app:edited><title>Coadjuvante de luxo</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sinto que, para falar deste assunto, preciso começar do começo. Mas prometo ser o mais breve quanto possível, afinal isso aqui é um blog. Por mais que o tema mereça, não posso escrever aqui um tratado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu no fim do ano 2000 (ou seria no início de 2001?). O fato é que aos doze anos recebi o primeiro exemplar. Incentivado por uma prima, comecei a me aventurar pela leitura de meu primeiro livro. E gostei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O segundo, lido pouco depois, também me agradou – não tanto quanto o primeiro, deve confessar. E então veio o terceiro, com todas as suas nuances, suas surpresas, seus viratempos. Aí, sim, nasceu o fascínio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje, dez anos depois de abrir a primeira página de Harry Potter, sinto-me na obrigação de narrar um pouco da aventura de assistir seu “último capítulo”. Mais que isso: de fazer um registro do quão importante a série criada por Joanne Kathleen Rowling foi para mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sou da geração que cresceu junto com as obras. Livro por livro, ano por ano, filme por filme, os mesmos dilemas, as mesmas angústias. Não sei se há precedentes na história literária, ou se um dia haverá fenômeno parecido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para você, que agora me lê, talvez isso faça pouco sentido. É só um livro, dizem alguns. Um livro infantil, constatam outros. Com um universo completamente frágil, finaliza orgulhoso um terceiro. E talvez seja mesmo tudo isso. Mas não é apenas isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nestes últimos meses, estudiosos têm reconhecido a série como um fenômeno cultural, o que me deixa muito feliz por colocar a obra de Rowling em seu devido lugar. Tal qual os Beatles ou os Hippies ajudam a entender suas gerações, entender HP pode nos dar uma pista sobre a sociedade contemporânea e os valores cultivados pelos jovens desta geração. São os especialistas que dizem, não eu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que eu digo apenas é que, num plano muito mais pessoal, sei o que HP representa para mim (e desconfio sobre o que ele queira dizer para uma geração). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como eu, creio que muitos tomaram gosto pela leitura a partir de J. K. Rowling&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Aprendemos com Dumbledore algumas das lições que foram importantes para momentos-chave de nossas vidas&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mergulhamos em algumas culturas e filosofias apreendidas de diversas partes do mundo&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Entendemos, desde cedo, o quão destrutivos podem ser sentimentos como o preconceito e a intolerância&lt;a style="mso-footnote-id:ftn4" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Reforçamos, por fim, aquela crença que já havia sido pregada por Jesus, Gandhi, Che, Francisco de Assis e tantos outros: a verdadeira revolução, o sentimento mais nobre, aquilo que realmente pode salvar o mundo... é o amor&lt;a style="mso-footnote-id:ftn5" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assistir o oitavo filme de Harry Potter significou o fim de um ciclo. Um ciclo em que me tornei uma pessoa melhor. Não por causa dos livros, claro. Por causa da minha mãe, dos meus amigos de faculdade, de tantas obras que li depois de HP, das missas, da Bia, das minhas vivências profissionais, de meus relacionamentos e de uma porção de outras coisas que não cabem aqui (já disse, é um post, não um tratado).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas sei que HP tem uma posição destacada neste acúmulo de experiências que vivi nos últimos dez anos. Se não foi protagonista das minhas mudanças (este papel não abro mão de ser executado por mim mesmo), foi ao menos um coadjuvante de luxo. Daqueles que às vezes roubam a cena e dão mais emoção ao filme, fazendo com que ele valha um pouco mais a pena. Um coadjuvante, enfim, que faz toda a diferença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que é bem capaz de você ter chegado ao fim do texto (agora sim quase um tratado) sem ter realmente entendido o que significa HP pra mim. Lamento que minhas palavras não sejam tão mágicas quanto as de Joanne – e até aceito que continue achando que se trata apenas de “um livro infantil com universo extremamente frágil”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No entanto, aos poucos dos meus leitores que vão me entender plenamente, aqueles que também reviram sua adolescência ao findar dos créditos de HP7-2, que se emocionaram com cada diálogo da última película, só gostaria de dizer algo: somos privilegiados! Uma geração que desperta para o mundo através da leitura tem o mundo nas mãos. Parabéns a todos. Obrigado Joanne Kathleen Rowling. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Palavras são uma inesgotável fonte de magia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mal feito, feito.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;  &lt;hr style="text-align: justify;" align="left" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;/a&gt;Para os trouxas, essse texto chegou ao fim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(se você não entendeu ou sentiu alguma ofensa pela palavra ‘trouxa’ ali em cima, acho que não vai querer ler. Para quem estiver interessado, resolvi aprofundar algumas questões sinalizadas no texto).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Harry Potter foi o primeiro livro da vida de mais de 80% de deus leitores. Eu faço parte desta estatística, embora na escola sempre tenha gostado de ler e escrever (principalmente).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Através de Dumbledore, J.K. inseriu um pouco da ‘filosofia’ que rege a série. Listei aqui uma série de frases, que em sequência podem parecer apenas uma sequência de clichês. Mas são lições valiosas, sobretudo para quem está em um período de formação, no início da adolescência e juventude. Veja só: “Em breve nós teremos que escolher entre o que é facil e o que é certo”; “São as nossas escolhas, Harry, que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades”; “Não faz diferença quem a pessoa é ao nascer, mas o que ela vai ser ao crescer”; “Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver”; “A verdade é uma coisa bela e terrível, por isso deve ser tratada com grande cautela”; “Você acha que os mortos que amamos realmente nos deixam?”; “A indiferença e o abandono muitas vezes causam mais danos do que a aversão direta”; “Você não está entendendo? O próprio Voldemort criou seu pior inimigo, como fazem os tiranos em todo o mundo! Você tem ideia do medo que os tiranos sentem do povo que eles oprimem? Todos eles percebem que, um dia, entre suas muitas vítimas, com certeza haverá uma que rebelará e revidará!”; e minha preferida: “[É real ou está acontecendo apenas em minha mente?] Claro que isso está acontecendo em sua mente, Harry, mas por que isto significaria que não é real?”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt; &lt;/span&gt;Um dos grandes segredos de HP foi a capacidade de JK trazer para os livros aspectos relevantes de diversas culturas diferentes. À uma fabula já conhecida (a base da história de Harry não é absolutamente nova), ela adicionou detalhes que dialogam com culturas de todas as partes do globo – e à despeito de uma crítica voraz de certos setores cristãos, não é preciso muito aprofundamento para perceber que a autora claramente permeia a série de valores e metáforas do cristianismo, especialmente no desfecho da saga.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn4" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Os livros têm teor político muito forte. Sobretudo a partir do quinto, quando a trama fica mais adulta, e o regime de Voldemort se aproxima cada vez mais do nazismo. O vilão é o próprio Adolf Hitler e sua crença na supremacia dos sangues-puros está em paralelo com as teorias sobre a “raça ariana”. A sua derrota, no fim, representa a derrota de regimes totalitários, dos fundamentalismos e intolerâncias. HP aponta para a diversidade, para a convivência harmoniosa entre os diferentes, e essa talvez seja uma das lições mais valiosas da série.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn5" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/XP/Desktop/Coadjuvante%20de%20Luxo.doc#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=" ;font-family:'Times New Roman';" &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Porque a lição mais forte, sem dúvida, é sobre o poder do amor. Sobre como o amor é a ferramenta mais poderosa. Harry, ainda bebê, sobrevive graças ao amor de sua mãe, que dá sua vida por ele. Voldemort (o mal) é destruído por esse mesmo amor. É o amor que impede o vilão de tocar Harry. É o amor pelos amigos que impede o herói de ser possuído. É o amor pelo filho que faz outra mãe (Narcisa) salvar mais uma vez a vida de Harry. É o amor, mais uma vez, a grande diferença entre o herói e o vilão, aquele que nunca amou ou foi amado. Na batalha final, é o amor que vence o mal, enfim. De volta à Dumbledore, ele reitera a todo tempo: “Você está protegido por sua capacidade de amar” ou ainda “Não tenha pena dos mortos, Harry. Tenha pena dos vivos e, acima de tudo, daqueles que vivem sem amor”.&lt;/span&gt;Já havia feito um post aqui no blog sobre a “&lt;a href="http://jadermoraes.blogspot.com/2011/02/como-se-nao-houvesse-amanha.html"&gt;Revolução do Amor&lt;/a&gt;”. Acredito mesmo que este é o sentimento e a prática mais revolucionária entre todas. E agora talvez deva incluir HP na lista daqueles personagens que tão bem fizeram ao mundo ao pregar esta revolução.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-945598373557613190?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qKmiD44vW1_bkkBQn6IcGQJ1lmw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qKmiD44vW1_bkkBQn6IcGQJ1lmw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qKmiD44vW1_bkkBQn6IcGQJ1lmw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qKmiD44vW1_bkkBQn6IcGQJ1lmw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/KX0Lnv-nTH8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/945598373557613190/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=945598373557613190" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/945598373557613190?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/945598373557613190?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/KX0Lnv-nTH8/coadjuvante-de-luxo.html" title="Coadjuvante de luxo" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/07/coadjuvante-de-luxo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUQER3g_eCp7ImA9WhdTEUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-1175995826735974279</id><published>2011-07-08T14:44:00.000-03:00</published><updated>2011-07-08T14:48:26.640-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-08T14:48:26.640-03:00</app:edited><title>As lições do Congresso - Pt. 2</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que vem escrito “parte 1” terá uma “parte 2”. Nada mais lógico e óbvio.&lt;br /&gt;Eis, então, a segunda parte do meu apanhado de frases do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo (para saber mais, leia o post anterior):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;“Nunca foi melhor querer ser jornalista do que hoje. Podemos ser os protagonistas desse mundo novo”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rosental Calmon Alves&lt;/span&gt;, otimista sobre as novas tecnologias da informação&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“O que eu mais ouço é mentira. As pessoas mentem muito para mim”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renata Lo Prete&lt;/span&gt;, sobre a relação com as fontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sempre desconfie daquele que te oferece a informação. Em geral, as melhoras notícias são aquelas que você vai atrás”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gerson Camarotti&lt;/span&gt; (O Globo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cada vez mais é preciso treinar jornalistas para perceber as coisas onde aparentemente elas não estão (...) O leitor tem o direito de saber o que fazem com a paixão dele”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juca Kfouri &lt;/span&gt;(ESPN), sobre a cobertura dos bastidores do mundo esportivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não devemos nos esquecer da regra de ouro: siga o dinheiro”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Matheus Leitão&lt;/span&gt; (Folha), sobre a cobertura dos escândalos políticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós contamos a história do Brasil contemporâneo, o que produzimos é documento histórico. O jornalismo convencional tem deixado a maior parte das pessoas que constroem a nossa história de fora”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eliane Brum&lt;/span&gt;, sobre sua busca por retratar a vida cotidiana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O futuro finalmente chegou”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brant Houston&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os deuses do jornalismo, se existem, estão sendo muito generosos com o Brasil”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Rodrigues&lt;/span&gt; (Folha), comparando a crise vivida pelos impressos nos Estados Unidos e a boa fase dos veículos tupiniquins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Infelizmente, muitos jornalistas têm fascínio pela ‘estética da guerra’”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;João Paulo Charleaux&lt;/span&gt; (IG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As brigas políticas dizem respeito à vida das pessoas, não está apenas no plano simbólico, mas também no material. Se não estamos conseguindo explicar isso ao leitor, então é uma falha nossa”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renata Lo Prete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O erro no jornalismo não tem reparação. Por isso que a gente precisa ter cuidado. O que se escreve, está escrito”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eliane Brum&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-1175995826735974279?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OywVCpV2zKAEXlghLKkxXgrK4mU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OywVCpV2zKAEXlghLKkxXgrK4mU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OywVCpV2zKAEXlghLKkxXgrK4mU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OywVCpV2zKAEXlghLKkxXgrK4mU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/C-bpsFdz8h0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/1175995826735974279/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=1175995826735974279" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/1175995826735974279?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/1175995826735974279?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/C-bpsFdz8h0/as-licoes-do-congresso-pt-2.html" title="As lições do Congresso - Pt. 2" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/07/as-licoes-do-congresso-pt-2.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4HR3oyfip7ImA9WhZaGEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-8276534792661631155</id><published>2011-07-05T17:18:00.000-03:00</published><updated>2011-07-05T17:32:16.496-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-05T17:32:16.496-03:00</app:edited><title>As lições do Congresso - Pt. 1</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na última semana, participei de um evento que deveria ser obrigatório para todos aqueles que se aventuram nessa profissão tão apaixonante que é o jornalismo: Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ao contrário do que se pensa à primeira vista, o evento não trata apenas de investigação criminal, câmeras escondidas, denúncias ou coisas assim. Como “jornalismo investigativo” é quase um pleonasmo, o congresso se propõe a discutir o fazer jornalístico, de forma geral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Reproduzo, a seguir, algumas das principais falas que registrei nas dez mesas que participei. Foram todas muito boas. Algumas, excepcionais. Espero que gostem:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Tem riscos. Dá para entrar”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Andrei Netto&lt;/b&gt;, repórter preso na Líbia, em email ao Estadão antes de entrar no país conflagrado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“A revolução digital impõe mudanças radicais e cria um novo ecossistema de mídia. &lt;i&gt;Não dá pra continuar fazendo jornalismo do mesmo jeito&lt;/i&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Rosental Calmon Alves&lt;/b&gt; - O Cara (busque no Google)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“A nossa obrigação como repórter é captar a complexidade da realidade. O silêncio, os gestos, os cheiros falam muito sobre o real. &lt;i&gt;Não podemos ser meros reprodutores de aspas&lt;/i&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Eliane Brum&lt;/b&gt; – A Musa Inspiradora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Não existe ninguém sem interesse. Se não tem interesse, provavelmente não vai te servir. O seu trabalho não é descartar quem tem interesse, mas sim cruzar as versões e descobrir o que há de fato ali”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Renata Lo Prete&lt;/b&gt; (Folha de São Paulo), sobre a relação com as fontes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“É a forma mais cruel de intimidar a imprensa, pois o assassinato não silencia apenas o repórter morto”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Rodney Pinder &lt;/b&gt;(INSI), sobre os homicídios contra jornalistas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“A imprensa vai servir ao interesse público ou aos interesses comerciais?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Jens Sejer Andersen&lt;/b&gt; (Play the Game*), sobre a cobertura dos grandes eventos esportivos – Copa 14 e Rio 2016&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“O ‘outro lado’ não é apenas uma etapa formal, é primordial, pois às vezes te ajuda a ver o que não viu. Temos que esgotar a investigação”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Marta Salomon&lt;/b&gt; (Estadão)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Só permaneçam nesta profissão se tiverem amor por ela”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Mônica Puga&lt;/b&gt; (SBT)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“A primeira ideia é sempre ruim. A segunda e a terceira também. Talvez a quarta seja boa”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Eliane Brum&lt;/b&gt;, sobre o difícil processo de construção de uma pauta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Cinco minutos de planejamento podem salvar a sua vida”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Marcelo Moreira&lt;/b&gt; (Globo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“O jornalista tem que ser um sujeito indignado. &lt;i&gt;Um eterno indignado&lt;/i&gt; com as situações”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Bette Luchese&lt;/b&gt; (Globo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-8276534792661631155?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wo_0yWVtSQfo3yj5spf7NSk2Hcs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wo_0yWVtSQfo3yj5spf7NSk2Hcs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wo_0yWVtSQfo3yj5spf7NSk2Hcs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wo_0yWVtSQfo3yj5spf7NSk2Hcs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/BVg7_gM1SX4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/8276534792661631155/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=8276534792661631155" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8276534792661631155?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8276534792661631155?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/BVg7_gM1SX4/as-licoes-do-congresso-pt-1.html" title="As lições do Congresso - Pt. 1" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/07/as-licoes-do-congresso-pt-1.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkQARnwyeCp7ImA9WhZUFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-8983215206399529309</id><published>2011-06-08T00:50:00.000-03:00</published><updated>2011-06-08T01:45:47.290-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-08T01:45:47.290-03:00</app:edited><title>Somos todos bombeiros</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-dmtaUh5dntQ/Te71QcwKJ3I/AAAAAAAAAPM/9jJwcms06iU/s320/070611-1812%2528001%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615695448322484082" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todos os que têm a oportunidade deveriam passar em frente às escadarias da Alerj. O que acontece lá por estes dias é destes eventos raros (e históricos) que não se repetem a todo o momento. Há uma vida que pulsa, vermelha, no Centro do Rio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estive por lá hoje. Ao contrário do que Cabral falou, não vi vândalo algum. Tampouco covardes. Vi trabalhadores, homens, mulheres e jovens, que estão sendo condenados apenas por exigirem o mais básico dos direitos: dignidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas eles resistem, eles combatem, eles lutam. E é impossível ficar indiferente à essa luta, sobretudo quando se está lá, no palco onde a História está se escrevendo. Tão impossível quanto segurar as lágrimas (que não segurei!) ao ouvir o grito, ver as faces, mirar a faixa que lá do alto sinaliza o essencial desta e de qualquer luta: “Resistir é preciso!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Resistam, bombeiros. Vosso heroísmo não se dá apenas quando sobem a Serra e retiram a lama para que este mesmo governador que hoje os chama de covardes possa brilhar sob todos os holofotes. Vocês são heróis também quando resistem à tirania e nos ensinam que, sim, é preciso lutar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para quem acreditava que não existiam presos políticos ou crime de opinião no país, o episódio serve para lembrar o quanto ainda é frágil a democracia nesta Terra de Santa Cruz. Até o momento, são 439 trabalhadores presos por protestarem. Outras dezenas de policiais respondendo a processo por terem se negado a centrar fogo em seus companheiros de farda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Na manifestação de hoje, um líder religioso citou o alcorão para lembrar que “Quem salva uma vida, salva toda a humanidade”. Eu não sou bombeiro, não tenho familiares bombeiros, sequer grandes amigos na corporação. Mas diante de tudo que vi, de tudo que este movimento representa, da luta legítima pelo pão... junto-me a eles e, tal qual um de seus gritos de ordem proclama, permito-me também me manifestar: Somos Todos Bombeiros. Mexeu com eles, mexeu comigo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Mais fotos:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RnzHmamF9BE/Te71QMRKGkI/AAAAAAAAAPE/NgPpN_5OKfY/s1600/070611-1812.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-RnzHmamF9BE/Te71QMRKGkI/AAAAAAAAAPE/NgPpN_5OKfY/s320/070611-1812.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615695443897489986" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MOXxZtnbCvI/Te71PvHmicI/AAAAAAAAAO8/DZRoDc6jtQY/s1600/070611-1811%2528001%2529.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-MOXxZtnbCvI/Te71PvHmicI/AAAAAAAAAO8/DZRoDc6jtQY/s320/070611-1811%2528001%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615695436072782274" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-3AX1n9kl03k/Te71PU61JEI/AAAAAAAAAO0/0xXrxS032gU/s320/070611-1811.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615695429039891522" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3AX1n9kl03k/Te71PU61JEI/AAAAAAAAAO0/0xXrxS032gU/s1600/070611-1811.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3AX1n9kl03k/Te71PU61JEI/AAAAAAAAAO0/0xXrxS032gU/s1600/070611-1811.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-ttLXJEIUGsI/Te7zPgM0HPI/AAAAAAAAAOs/5a1ocL8m7vw/s320/070611-1814.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615693233044856050" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-9b27773da20ea690" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
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&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-8983215206399529309?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aao_6fLqIY_tRPLw0XE8gGHzv6Q/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aao_6fLqIY_tRPLw0XE8gGHzv6Q/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aao_6fLqIY_tRPLw0XE8gGHzv6Q/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aao_6fLqIY_tRPLw0XE8gGHzv6Q/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/tw60H6aBB90" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/8983215206399529309/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=8983215206399529309" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8983215206399529309?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8983215206399529309?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/tw60H6aBB90/somos-todos-bombeiros.html" title="Somos todos bombeiros" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-dmtaUh5dntQ/Te71QcwKJ3I/AAAAAAAAAPM/9jJwcms06iU/s72-c/070611-1812%2528001%2529.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/06/somos-todos-bombeiros.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C08FR34zfSp7ImA9WhZVEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-5280563560384133038</id><published>2011-05-22T23:52:00.000-03:00</published><updated>2011-05-23T00:36:56.085-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-23T00:36:56.085-03:00</app:edited><title>O bicho</title><content type="html">&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;   Vi ontem um bicho&lt;br /&gt;Na imundície do pátio&lt;br /&gt;Catando comida entre os detritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando achava alguma coisa,&lt;br /&gt;Não examinava nem cheirava:&lt;br /&gt;Engolia com voracidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bicho não era um cão,&lt;br /&gt;Não era um gato,&lt;br /&gt;Não era um rato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bicho, meu Deus, era um homem.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Manuel Bandeira)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esses versos sempre me impressionaram. A primeira vez que li, foi ainda no Ensino Fundamental, no início da minha adolescência. Nunca mais saíram da minha cabeça. Até que essa semana os versos do poeta se materializaram a poucos metros de mim. O jovem rapaz, quase um menino, revirava de maneira voraz o lixo à minha frente. E eu, na minha impotência, somente observava com os versos de Bandeira vindo à mente, mais chocantes que nunca: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu Deus, era um homem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4916342506995183206-5280563560384133038?l=jadermoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QIbbs3HvgqAJ9R95hFrLLC6E5GQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QIbbs3HvgqAJ9R95hFrLLC6E5GQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QIbbs3HvgqAJ9R95hFrLLC6E5GQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QIbbs3HvgqAJ9R95hFrLLC6E5GQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JaderMoraes/~4/Is5l_xjXDbA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/5280563560384133038/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4916342506995183206&amp;postID=5280563560384133038" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/5280563560384133038?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/5280563560384133038?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/JaderMoraes/~3/Is5l_xjXDbA/o-bicho.html" title="O bicho" /><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/__s4kL6UyYoY/SXB9h_ZfpyI/AAAAAAAAAAM/nVlDQuzWj48/S220/DSC02255.JPG" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://jadermoraes.blogspot.com/2011/05/o-bicho.html</feedburner:origLink></entry></feed>

