<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206</id><updated>2026-10-17T20:53:12.194-03:00</updated><category term="Rio"/><category term="Eu"/><category term="Política"/><category term="Cultura"/><category term="Filosofia de bar"/><category term="Jornalismo"/><category term="Preconceito"/><category term="Volta Redonda"/><category term="2012"/><category term="Borel"/><category term="Carnaval"/><category term="De tudo um pouco"/><category term="Lula"/><category term="Música"/><category term="Rio de Janeiro"/><category term="Sou Preto"/><category term="Vida"/><category term="2011"/><category term="Amor"/><category term="Bia"/><category term="Casamento"/><category term="Cinema"/><category term="Cotas"/><category term="Direitos Humanos"/><category term="Elisa Lucinda"/><category term="Nó"/><category term="Poesia"/><category term="Vila Isabel"/><category term="Brasil"/><category term="Chile"/><category term="Conto"/><category term="Criolo"/><category term="Diário do Vale"/><category term="Dom Helder Câmara"/><category term="Edson Oda"/><category term="Eliane Brum"/><category term="Ellen Oléria"/><category term="Entrevista"/><category term="Esperança"/><category term="Esportes"/><category term="Faculdade"/><category term="Família"/><category term="Festa"/><category term="Festival do Rio"/><category term="Filmes"/><category term="Fim do Mundo"/><category term="Fé"/><category term="Humor"/><category term="Identidades"/><category term="Igreja"/><category term="Internet"/><category term="Janelle Monáe"/><category term="Livros"/><category term="Luta"/><category term="Maria Gadú"/><category term="Mensalão"/><category term="Miriam Leitão"/><category term="Mocidade"/><category term="Moradia"/><category term="Natal"/><category term="Notícias"/><category term="O Palhaço"/><category term="Olimpíadas"/><category term="Opinião"/><category term="Religião"/><category term="Retrospectiva"/><category term="Ricardo Vieira"/><category term="Roberta Sá"/><category term="Rock in Rio"/><category term="Selton Mello"/><category term="Sonho"/><category term="Stevie Wonder"/><category term="São Jorge"/><category term="São Paulo"/><category term="Teatro"/><category term="Tim Maia"/><category term="Viagem"/><category term="Violência"/><title type='text'>Jader Moraes</title><subtitle type='html'>♪ Pode chegar, que a casa é grande e é toda nossa... ♪</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-1244301497726168236</id><published>2013-04-26T00:47:00.001-03:00</published><updated>2013-04-26T00:58:23.462-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Borel"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Direitos Humanos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><title type='text'>Posso me identificar?</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDPBJbp0TULPBGEXJ0dwBN7XQu5MT_udDn1p2_9Hq57_LSgsVLkR80fYmFxwIGM0DsZLraqZmdkKyhrSsyKxlKrcT1tLTnT-HUhczyL1c0O7dBJqMK_Qa-IDV5WgpnJMsPU4n3CEFXX78/s1600/borel.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;239&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDPBJbp0TULPBGEXJ0dwBN7XQu5MT_udDn1p2_9Hq57_LSgsVLkR80fYmFxwIGM0DsZLraqZmdkKyhrSsyKxlKrcT1tLTnT-HUhczyL1c0O7dBJqMK_Qa-IDV5WgpnJMsPU4n3CEFXX78/s320/borel.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
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Há 10 anos, abril de 2003, quatro jovens foram executados no Morro do Borel. Os autores dos disparos, que atingiram as costas e as nucas das vítimas, foram policiais militares. Não há pena de morte instituída no Brasil; a execução de qualquer indivíduo, mesmo aqueles à margem da lei, é criminosa e indefensável. Mas neste caso vale destacar o perfil dos mortos, até para sublinhar o tamanho da tragédia: um era taxista; o outro, pedreiro; um terceiro, estudante; e o quarto sequer morava no Brasil, estava no Rio apenas para o alistamento militar obrigatório. Nenhum dos quatro era ligado às atividades do tráfico. Morreram sem poder se identificar.&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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Olhando dez anos atrás, o crime ainda choca. Mas do choque, da indignação e da revolta nasceu um movimento: &quot;Posso me identificar?&quot;. Capitaneado por uma das mães sobreviventes da chacina e abraçado por toda uma comunidade, o movimento ganhou o país e outros interlocutores na sociedade. Talvez seja &amp;nbsp;o primeiro grande momento em que a sociedade carioca brada contra os chamados &lt;i&gt;autos de resistência&lt;/i&gt;. Era um grito contra o absurdo do assassinato cometido pelo próprio Estado e também contra o absurdo dos jovens que não puderam sequer se identificar, não puderam ao menos dizer: &quot;Ô, seu moço, sou trabalhador. Tava batendo uma laje ali no Terreirão e agora to voltando pra casa. Tá aqui minha identidade, abre minha mochila para ver meu caderno de aula. Quer que eu pegue o diploma lá em casa para provar?&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Passados dez anos, as dores e feridas continuam latentes. Mas algumas vitórias também foram contabilizadas neste caminho. Talvez a mais significativa seja sutil: o respeito e reconhecimento à memória do que de fato aconteceu. Quantos são os meninos que morrem em vielas de favelas cariocas e, taxados como bandidos, assim figuram nas manchetes dos jornais e no imaginário coletivo? No caso do Borel, conseguiu-se reverter isso - ainda que nos primeiros dias, os veículos de comunicação tenham comprado a versão oficial, a verdade prevaleceu e a memória de Carlos Alberto, Carlos Magno, Everson e Thiago enquanto jovens trabalhadores e estudantes, inocentes executados pelo Estado, foi preservada.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Outra pequena grande vitória: desde o início deste ano, a Polícia Civil do Rio de Janeiro determinou o fim do registro de autos de resistência nos casos de homicídios cometidos por policiais. A expressão foi abolida do vocabulário oficial dos boletins de ocorrência do estado do Rio - e este é um reconhecimento pelo próprio Estado dos abusos e execuções cometidas que ficam escondidos sob este véu do auto de resistência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Alguns reveses também foram coletados no caminho. Nenhum dos cinco policiais acusados do crime está preso, nem mesmo o que foi formalmente condenado pela Justiça. O Brasil, infelizmente, ainda não sabe lidar bem com essas questões (vide a barbárie do Carandiru, julgada apenas 20 anos depois).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_tnK7oF3a9hEguGBoMx1idTi7kMkG8Tl6dr3LK4OHnX36PyhS1eK2jhBsT2ImTamLu3pMFnePdj_kyQliTJMcUTwS0GJDdkvyPk2NpOkQOBNRA0X-IUVEdsVB4ZExDHdQgtJfJiW2ua8/s1600/borel2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_tnK7oF3a9hEguGBoMx1idTi7kMkG8Tl6dr3LK4OHnX36PyhS1eK2jhBsT2ImTamLu3pMFnePdj_kyQliTJMcUTwS0GJDdkvyPk2NpOkQOBNRA0X-IUVEdsVB4ZExDHdQgtJfJiW2ua8/s320/borel2.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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Na última semana, o Borel fez memória da tragédia. Mas memória talvez não seja a expressão mais apropriada, porque diz respeito ao passado. Um passado que, cruzes-bate-na-madeira-mangalô-três-vezes, a gente não quer que se repita. Só que o ato não se propôs apenas a recordar um pretérito mais que imperfeito. Foi além e também denunciou o cenário presente, pois são muitos os que ainda morrem sem poder se identificar, sem ter a chance de defesa. Pelas armas oficiais do Estado.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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O Estado brasileiro segue violando diária e diuturnamente os direitos das pessoas, sobretudo as mais pobres. E nem vou entrar em outros méritos, nem falar dos que morrem (sem se identificar!) nas filas dos hospitais, dos que são removidos sem o diálogo que a lei exige, dos que são desrespeitados e pisoteados em suas culturas tradicionais, daqueles a quem são negados os serviços e bens mais básicos para uma vida adequada; atos que também se constituem como graves violações de direitos (humanos!).&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas quero me ater somente a esse direito mais básico, residual, primeiro, que é o direito à vida (mesmo que indigna, estou falando apenas mesmo da vida, do sopro, de permanecer respirando, o coração batendo). Quão grande é o número dos que ainda morrem sem poder se identificar? Quantos são os diálogos ainda hoje somente possíveis entre o pescoço e a forca, entre a bala do revólver e a nuca nua e preta? Os dados estão aí: em 2010, cerca de 50 mil pessoas foram mortas por arma de fogo no país: a maioria jovem, a maioria negra, a maioria pobre. Quão cruel ainda é a realidade para milhares de jovens nos guetos do Brasil!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Uma frase de Dalva, mãe que transformou seu luto em luta, sempre me impacta. Diz ela que se não estivesse lutando por justiça, estaria mais morta que seu filho. O grito feito em nome dos quatro jovens do Borel continua atual e deve também ser o nosso. &quot;Ei, seu moço, posso me identificar? Eu sou o Jader, jovem, preto, estudante, e desse jeito não dá para continuar!&quot;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Abaixo um pequeno documentário, de dez minutos, sobre a chacina, dez anos depois. Para quem quiser saber mais sobre a história...&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/XAKi62TjAaw?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/1244301497726168236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/1244301497726168236' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/1244301497726168236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/1244301497726168236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2013/04/posso-me-identificar.html' title='Posso me identificar?'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDPBJbp0TULPBGEXJ0dwBN7XQu5MT_udDn1p2_9Hq57_LSgsVLkR80fYmFxwIGM0DsZLraqZmdkKyhrSsyKxlKrcT1tLTnT-HUhczyL1c0O7dBJqMK_Qa-IDV5WgpnJMsPU4n3CEFXX78/s72-c/borel.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-6146979073178118532</id><published>2013-04-02T18:35:00.001-03:00</published><updated>2013-04-03T19:56:56.896-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Direitos Humanos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dom Helder Câmara"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Entrevista"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Igreja"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Moradia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="São Paulo"/><title type='text'>&quot;Eu não tenho soluções. Eu só tenho opiniões&quot;</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Li duas entrevistas no início dessa semana que gostaria compartilhar. Uma lá da década de 70, com o grande Dom Helder Câmara, uma das vozes mais agudas em favor dos pobres e dos direitos humanos na história deste país; outra, mais recente, com a secretária de planejamento da prefeitura de São Paulo, Leda Paulani, em que ela dá uma grande esperança aos que acreditam em um Estado que (re) assuma seu papel de ordenador dos espaços públicos, para que sejam justos e igualitários. Ambas são longas e densas, e não têm necessariamente relação - ainda que dê pra fazer paralelos aqui e ali. Apenas li e fiquei com uma vontade imensa de indicar, compartilhar, discutir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;* o título do post, por falta de criatividade deste que vos escreve, é tirado da entrevista de Dom Helder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Meu socialismo é especial, é um socialismo que respeita a pessoa humana e remonta aos Evangelhos. Meu socialismo é a justiça&quot;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3TqumODrky_uoN91Tnaf3dyUCsJayxnaJhtZyvKVwkyk7dp8axp3GhTj28wpYDeDU8aWPKiEgbn72ue0Os_BxoDQzx7zAU7lkRKDnr3GPTXRGvokyMTMqh33ao7mtVfSIwsNJb2EgQ6c/s1600/H%C3%A9lder+C%C3%A2mara3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3TqumODrky_uoN91Tnaf3dyUCsJayxnaJhtZyvKVwkyk7dp8axp3GhTj28wpYDeDU8aWPKiEgbn72ue0Os_BxoDQzx7zAU7lkRKDnr3GPTXRGvokyMTMqh33ao7mtVfSIwsNJb2EgQ6c/s320/H%C3%A9lder+C%C3%A2mara3.jpg&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dom Helder fala à jornalista italiana&amp;nbsp;Oriana Fallaci e quem recupera essa belíssima entrevista é a também jornalista Cynara Menezes, que traz em seu blog a íntegra do texto. Durante a conversa, o arcebispo, único brasileiro indicado quatro vezes ao Nobel da Paz, fala sobre igreja, política, juventude, ditadura, de sua (boa) relação com o papa Paulo VI e as constantes ameaças de morte que recebia. Veja aqui: &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://www.socialistamorena.com.br/entrevistas-historicas-oriana-fallaci-entrevista-dom-helder-camara/&quot; style=&quot;background-color: yellow;&quot;&gt;Entrevistas históricas -&amp;nbsp;Oriana Fallaci entrevista Dom Helder Câmara.&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Está na hora de o poder municipal começar a exercer seu papel de ordenador, pautando o setor imobiliário, em vez de ser pautado por ele&quot;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNgUnySs78ii454f1V-o12pvgPfPyGw7Am6C_77Lblj5hyphenhyphenJW_hzzCFiWHpOqWsnaSQqtKWW52IPUiIP0rxudpqCElQPn93NcU-hNTF1GjhKzv7yhIu60cZ3bT6Q0qxSPtmuSL37T4GpdA/s1600/pinheirinho2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;212&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNgUnySs78ii454f1V-o12pvgPfPyGw7Am6C_77Lblj5hyphenhyphenJW_hzzCFiWHpOqWsnaSQqtKWW52IPUiIP0rxudpqCElQPn93NcU-hNTF1GjhKzv7yhIu60cZ3bT6Q0qxSPtmuSL37T4GpdA/s320/pinheirinho2.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A secretária de Planejamento da cidade de São Paulo deu essa belíssima entrevista à Folha de São Paulo no dia 28 de março. Cheguei a ela por meio do blog da Raquel Rolnik, urbanista e&amp;nbsp;relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada, uma figura interessantíssima que tem ecoado os protestos contra as violações de direitos humanos que tem acontecido no país em nome dos grandes eventos. E a entrevista com Leda Paulini é um bálsamo nesses tempos em que, especialmente aqui no Rio, nos apavoramos com o &amp;nbsp;um verdadeiro imobilismo dos governos para intervir em algumas situações gravíssimas de proponderância de interesses privados ao interesse público (e humano, em muitos casos!). Temos a impressão que o poder público perdeu o controle e está paralisado frente a um domínio do setor privado sobre a vida da cidade. Vide o mercado imobiliário carioca, que segue expulsando moradores da cidade nessa escalada de especulação que não parece ter limites. Se de fato o governo paulistano conseguir reorientar a política municipal, como a secretária defende (&quot;numa direção menos opressiva, de mais liberdade e generosidade), vai ser muito bom para o país. Mas, para além da questão governamental apenas, a entrevista é boa por discutir questões profundas que cotidianamente são discutidas apenas na superfície. Dá pra ler aqui: &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://raquelrolnik.wordpress.com/2013/04/01/secretaria-de-planejamento-fala-sobre-pinheirinho-2-e-os-desafios-reais-da-gestao-de-sao-paulo/&quot; style=&quot;background-color: yellow;&quot;&gt;Pinheirinho 2 mostra lógica mercantil, diz secretária de SP&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/6146979073178118532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/6146979073178118532' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6146979073178118532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6146979073178118532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2013/04/eu-nao-tenho-solucoes-eu-so-tenho.html' title='&quot;Eu não tenho soluções. Eu só tenho opiniões&quot;'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3TqumODrky_uoN91Tnaf3dyUCsJayxnaJhtZyvKVwkyk7dp8axp3GhTj28wpYDeDU8aWPKiEgbn72ue0Os_BxoDQzx7zAU7lkRKDnr3GPTXRGvokyMTMqh33ao7mtVfSIwsNJb2EgQ6c/s72-c/H%C3%A9lder+C%C3%A2mara3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-3244515817119892752</id><published>2013-03-11T17:36:00.002-03:00</published><updated>2013-03-12T10:13:49.252-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Esperança"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fé"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Luta"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Religião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Volta Redonda"/><title type='text'>Religião libertadora</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É engraçado, mas todas as vezes que vou à Volta Redonda, o meu lugar, tenho a vontade de postar um trecho de uma canção religiosa em algum dos meus perfis nas redes sociais. Chego na casa de meus pais, abro o velho livro, já um pouco surrado, dos cânticos que entoávamos em uma época não tão distante, e fico escolhendo canções para recordar; cantarolo uma, redescubro outra e sempre me maravilho com a beleza, a riqueza e a força do que cantava.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhircGbc5yVjgCQxppp_l278GnJPckM0k3oNIeVuGboa-GzM6CXkj2Grb4kJZNLrU0ulxqeJxEP5Cm2GkErp62yDmUya-_lOfh2IhUHH4XIBIL_mNVh1kIOUuvkMb38uqpYVdlg5tgQ_i8/s1600/csfaa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhircGbc5yVjgCQxppp_l278GnJPckM0k3oNIeVuGboa-GzM6CXkj2Grb4kJZNLrU0ulxqeJxEP5Cm2GkErp62yDmUya-_lOfh2IhUHH4XIBIL_mNVh1kIOUuvkMb38uqpYVdlg5tgQ_i8/s200/csfaa.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez seja o fato de que algumas das minhas melhores lembranças de infância estão ligadas à amada Comunidade São Francisco de Assis &lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;(foto acima)&lt;/span&gt;: os ensaios do coral, a catequese, as reuniões de liturgia, o pique-esconde, as mangas que brotavam no pátio, os primeiros amores e pequenos namoricos. Mas acho que não é só isso: voltar à Volta Redonda e cantar novamente aqueles cantos me faz reencontrar com algo muito profundo de mim mesmo. É ali que recordo, enquanto folheio o livro e lembro das melodias com minha mãe, &amp;nbsp; a essência da crença que me move, o fundamento do meu cristianismo, da minha devoção à Francisco, da minha esperança que não morre. Ali encontro o sentido da minha fé - e o sentido de Igreja que vivo, em particular.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esses dias vi uma entrevista em que um bispo era duramente questionado: acredita em um igreja eclesial ou eclesiástica? A primeira categoria refere-se à uma igreja enquanto povo de Deus, enquanto comunidade de fieis que lhe dá uma face, uma identidade; já a segunda sugere uma igreja mais institucionalizada, centrada na Tradição e no Magistério, que enxerga no clero - sobretudo o clero romano, a alta hierarquia apostólica - &amp;nbsp;o seu pilar de sustentação (em um diálogo recente, uma metáfora ajudou a deixar mais claras essas essas duas concepções de igreja. A cabeça é Cristo, há consenso. O coração é o clero e nós, o povo, somos os membros? Ou nós, o clero incluído, somos o coração? Igreja eclesiástica ou eclesial?)&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pois bem, amigos, eu nasci em uma Comunidade &lt;b&gt;Eclesial &lt;/b&gt;de Base. Poderia eu ter outro sentido de igreja que não esta: da base, do chão, do povo amado por Deus? &lt;i&gt;Igreja é povo que se organiza, gente oprimida buscando a libertação&lt;/i&gt;, reza a canção. Meu assombro se dá &amp;nbsp;ao me deparar com músicas como essa que citei, no velho livro surrado lá de casa, e perceber tão fortemente que foi esta religião (ópio?) que forjou parte decisiva de minha identidade. Meu ethos social, político, afetivo... é carregado de um cristianismo de pé no chão e dedo esfolado; de preferência radical pelos pobres; uma igreja que entende seu papel no mundo não apenas como uma missão religiosa, não apenas em um sentido místico, mas também como um ator político que não pode ficar inerte frente a um planeta tão desigual e desumano. Se somos o coração desta igreja, quando sofremos é Ela mesma quem sofre; se somos a imagem de Cristo (Mt 25, 40), quando choramos é Ele que chora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vou passar às canções, foram elas que motivaram esse texto, darei a elas (e não às minhas&amp;nbsp;abstrações) o protagonismo deste post. Vejam bem, foram estas canções que cantei durante minha infância, adolescência e juventude. Na igreja! Na companhia de amigos, em grupos de jovens e &lt;i&gt;mini-jovens&lt;/i&gt;. Em casa, com a família. E aí pense se não responde em parte eu ser quem sou hoje...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;[Cataloguei outras dezenas de canções. Poderia me estender aqui por horas a fio, mas acho que a mostra a seguir é representativa. Dividi as canções em quatro grupos, que abrigam quatro dimensões distintas da minha vida e do que acredito: a igreja e o povo de Deus como atores políticos deste mundo; o amor como mandamento supremo e a figura de Deus enquanto pai, acima de outras representações; a fé e esperança, outras duas virtudes teologais, que nos movem em direção ao reino, no céu e na terra; e a religião como instrumento de libertação. É longo, mas ficaria feliz se quem chegou até aqui conseguir concluir a leitura.]&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- À luta!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;É Jesus este Pão de igualdade,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;viemos pra comungar,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;com a luta sofrida de um povo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;que quer, ter voz , ter vez, lugar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Retalhos de nossa historia bonitas vitórias que&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;meu povo tem. Palmares, Canudos, Cabanas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;são lutas de hoje e de ontem tambem. Ô, ô,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;ô, ô, recebe Senhor.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Nos olhos dos pobres, no rosto do mundo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Eu vejo Francisco perdido de amor,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;É índio, operário, é negro, é latino, &lt;br /&gt;jovem, mulher, lavrador e menor&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Canta Francisco, com a voz dos pobres,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Tudo que atreveste a mudar!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Que a Eucaristia&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;apresse o dia por nós esperado:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;De irmãos libertados&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;de toda a injustiça e de todo o pecado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Jesus, vem, liberta de toda prisão,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;e quebra as cadeias da velha opressão!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Lavradores e operários, todo o povo lutador&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Trazendo nas mãos os frutos, e as marcas de sofredor&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;A vida e a luta ofertamos, no altar de Deus criador&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Glorificado seja, bendito seja&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Jesus redentor!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;De braços erguidos a Deus ofertamos,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Aquilo que somos e tudo que amamos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Os dons que nos temos compartilharemos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Aqueles que sofrem, sorrir os faremos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Eras tu, Senhor Jesus,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;escondido no Irmão?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seu nome é Jesus Cristo e passa fome&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E grita pela boca dos famintos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E a gente quando vê passa adiante&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Às vezes pra chegar depressa a igreja&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E dorme pelas beiras das calçadas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E a gente quando vê aperta o passo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E diz que ele dormiu&amp;nbsp;embriagado&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Entre nós está e não O conhecemos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Entre nós está e nós O desprezamos&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b&gt;- O amor!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Obrigado senhor&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;porque És meu amigo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Por que sempre comigo tu estás a falar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Confiei no teu amor e voltei,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Sim, aqui é meu lugar!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;O que é preciso para ser feliz?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Amar como Jesus amou&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Sonhar como Jesus sonhou&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Pensar como Jesus pensou&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Viver como Jesus viveu&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Um certo dia, à beira mar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Apareceu um jovem Galileu&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Ninguém podia imaginar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seu jeito simples de conversar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Tocava o coração de quem o escutava&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;E seu nome era Jesus de Nazaré&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Sua fama se espalhou e todos vinham ver&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;O fenômeno do jovem pregador&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Que tinha tanto amor&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Vem, e eu mostrarei que o meu caminho te leva ao pai&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Guiarei os passos teus e junto a ti hei de seguir&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Senhor, Tu me olhaste nos olhos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;A sorrir, pronunciaste meu nome!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;- A esperança no amanhecer!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Quando o dia da paz renascer&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Quando o Sol da esperança brilhar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Eu vou cantar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Quando o povo nas ruas sorrir&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E a roseira de novo florir&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Eu vou cantar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Quando as cercas cairem no chão&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Quando as mesas se encherem de pão&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Eu vou cantar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Quando os muros que cercam os jardins, destruídos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Então os jasmins vão perfurmar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Vai ser tão bonito se ouvir a canção&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Cantada de novo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;no olhar da gente a certeza de irmãos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;reinado do povo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Quero entoar um canto novo de alegria&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Ao raiar daquele dia de chegada em nosso chão&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Com meu povo celebrar a alvorada, minha gente libertada,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Sonhar não foi em vão&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Virá o dia em﻿ que todos&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;ao levantar a vista,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;veremos nesta terra&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;reinar a liberdade&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Irá chegar um novo dia&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Um novo céu, uma nova terra,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;um novo mar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E nesse dia, os oprimidos,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Numa só voz a liberdade irão cantar!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b&gt;- A religião libertadora!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;É por causa do meu povo machucado&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;que acredito em religião libertadora!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;É por causa de Jesus ressuscitado&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;que acredito em religião libertadora!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Nesta mesa da irmandade,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;a nossa comunidade&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;se oferece a ti, Senhor.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Nosso sonho e nossa luta,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;nossa fé, nossa conduta,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;te entregamos com amor.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Novo jeito de sermos igreja&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;nós buscamos, Senhor, na tua mesa&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Deus chama a gente pra um momento novo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;de caminhar junto com o seu povo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;É hora de transformar o que não dá mais&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Sozinho, isolado, ninguém é capaz.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Por isso vem&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;entra na roda com a gente também&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Você é muito importante&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Vem!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Somos gente nova vivendo a união,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Somos povo semente de uma nova nação&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Somos gente nova vivendo o amor,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Somos comunidade, povo do senhor&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Vou convidar os meus irmãos trabalhadores:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Operários, lavradores, biscateiros e outros mais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E juntos vamos celebrar a confiança&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Nossa luta na esperança de ter terra, pão e paz&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Vou convidar os índios que ainda existem,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;As tribos que ainda insistem no direito de viver.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;E juntos vamos reunidos na memória,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Celebrar uma vitória que vai ter que acontecer&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Convido os negros, irmãos no sangue e na sina;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seu gingado nos ensina a dança da redenção.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;De braços dados, no terreiro da irmandade,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Vamos sambar de verdade, enquanto chega a razão&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgoJgik2BZ-FZtjSm-hwr0CU2SMvFDqcs5iVKSmm4GvkF96mb4lLAEIdZ7NG5E2qv1ODpbReITxetC0AwGt_Q6GDt0twjWB3YIljha9ClnmO5heOyUhZ7BrzoHdW8fuWQN4HM2r_9Fu5Xg/s1600/MinoCenaEcologica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;156&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgoJgik2BZ-FZtjSm-hwr0CU2SMvFDqcs5iVKSmm4GvkF96mb4lLAEIdZ7NG5E2qv1ODpbReITxetC0AwGt_Q6GDt0twjWB3YIljha9ClnmO5heOyUhZ7BrzoHdW8fuWQN4HM2r_9Fu5Xg/s320/MinoCenaEcologica.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;b&gt;Por hoje é isso. Deus nos abençoe!&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/3244515817119892752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/3244515817119892752' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/3244515817119892752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/3244515817119892752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2013/03/religiao-libertadora.html' title='Religião libertadora'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhircGbc5yVjgCQxppp_l278GnJPckM0k3oNIeVuGboa-GzM6CXkj2Grb4kJZNLrU0ulxqeJxEP5Cm2GkErp62yDmUya-_lOfh2IhUHH4XIBIL_mNVh1kIOUuvkMb38uqpYVdlg5tgQ_i8/s72-c/csfaa.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-4012809932246728826</id><published>2013-01-23T01:23:00.003-02:00</published><updated>2013-02-23T20:26:29.299-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Edson Oda"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Internet"/><title type='text'>Malária (vídeo)</title><content type='html'>Não sei como fui parar nesse vídeo. Tem dessas coisas a internet, né? Só sei que é uma das coisas mais espetaculares que já vi - e não estou exagerando. Talvez alguém aqui me corrija e envie uma dezena destes (adoraria ver!). Mas achei tão original, tão bem feito, tão impecável, que senti a necessidade de compartilhar aqui e espalhar com quem mais queira apreciar [e se chegou até aqui, veja. e espalhe!]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
p.s.: e dá um orgulho besta de saber que... é do Brasil!!! Especificamente, é de Edson Oda. Parabéns pra ele, que tenha vida longa e nos brinde com outras joias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;[veja em alta resolução, mesmo que demore um pouco mais pra carregar]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/h1g7PIXrFKs?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O link original do vídeo é esse aqui:&amp;nbsp;http://vimeo.com/56433514. Mas só sei colocar vídeo do youtube nesse blogspot. Se alguém souber como exibir o vídeo original, me ajuda que troco!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/4012809932246728826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/4012809932246728826' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4012809932246728826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4012809932246728826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2013/01/malaria-viva-internet.html' title='Malária (vídeo)'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-8275481422744893534</id><published>2013-01-08T09:37:00.002-02:00</published><updated>2013-02-23T20:26:53.839-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carnaval"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mocidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vila Isabel"/><title type='text'>Feliz Carnaval!</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmUoaSODF0dbp3aJeD6fwwDsrh5q5XngwrX5U7O_mhMuUnjVQRD27vGc9wTNgCA7toD9S_BjPW0CMLmELikgwF1Qo4h1Ze5eFy6VNBPjixlgGR5BXk2cgopeHpotTFUp3zpAiHlLuRWpY/s1600/viviane.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;230&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmUoaSODF0dbp3aJeD6fwwDsrh5q5XngwrX5U7O_mhMuUnjVQRD27vGc9wTNgCA7toD9S_BjPW0CMLmELikgwF1Qo4h1Ze5eFy6VNBPjixlgGR5BXk2cgopeHpotTFUp3zpAiHlLuRWpY/s320/viviane.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;A rainha das Rainhas no &quot;comando&quot; da sua Furiosa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
O ano começou e, faltando só um mês para a festa do momo, eu não poderia fugir à tradição e trago nas próximas linhas minhas impressões e palpites para o carnaval carioca deste ano. Todos sabem do quanto amo a festa. Este ano vou estrear na avenida – e logo na escola de Noel. Noel, Martinho e, agora, Sabrina. Salve, Vila Isabel!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Este ano, os enredos são bem menos inspirados que em 2012. Como consequência, temos uma safra de sambas também inferior. Os dois destaques nesses quesitos são novamente a Vila e a Portela, ambas com sambaços. Mas infelizmente a Portela está fora da briga, por conta de uma péssima gestão de sua diretoria e também por conta de um carnaval que vai se tornando cada vez mais insustentável para quem não encontrar um pote de ouro em alguma esquina (só que isso é tema para outro texto, um dia talvez).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Meus palpites, arriscando de novo, são: Vila Isabel, Salgueiro e Unidos da Tijuca – as três escolas mais regulares dos últimos anos e que vêm novamente com força, embora o enredo da última seja meio duvidoso, mesmo para um Paulo Barros da vida. Não se pode desprezar também a força da Beija-Flor (que tem chão muito forte, mas um enredo horroroso) e mais uma vez faço aposta na minha Mocidade (não para o título, mas para voltar no sábado). São Clemente e Ilha também possuem bons enredos e têm feito bons desfiles nos últimos anos, com carnavalescos jovens e bastante inventivos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vou fazer algo diferente este ano e tentar, em duas ou três linhas, falar de cada escola. Vamos ver se dá liga. Se curtir, gostar, discordar, quiser comentar, fique a vontade. Como digo lá no cabeçalho, a casa é grande e é toda nossa...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Inocentes de Belfort Roxo&lt;/b&gt; – vai estrear no grupo Especial com um enredo muito, muito fraco, sobre a Coreia do Sul. Sei não...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Salgueiro&lt;/b&gt; – Renato Lage é sempre Renato Lage e este é um enredo que muita gente torceu o nariz, mas é a cara dele. Aposto em um grande desfile, até porque a comunidade salgueirense é forte e vibrante. O samba é apenas médio. Mas é uma das minhas favoritas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Unidos da Tijuca&lt;/b&gt; – outro caso de enredo contestado, mas que pode dar caldo (ou samba) nas mãos de outro grande carnavalesco que é o Paulo Barros. O enfoque que ele vai dar à “Alemanha encantada” parece que vai casar com seu estilo. E o samba acho bem simpático.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;União da Ilha&lt;/b&gt; – a Ilha tem me encantado nos últimos desfiles e acho seu enredo, sobre o Vinícius de Moraes, um dos melhores deste ano. O Alex de Souza sempre traz um conjunto, tanto alegórico quanto de fantasias, muito bonito e inventivo. Acho que vai ser bom.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mocidade&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; – ano passado, com pouco dinheiro, Alexandre Louzada fez o melhor desfile da escola desde a saída de Renato Lage (será que estou sendo injusto com 2003?). A expectativa é grande agora, ainda que o enredo (Ropck in Rio) seja super contestado e o samba abaixo da média. Mas por tudo o que tem se visto sobre a escola, como as fantasias divulgadas na internet e o bom ensaio técnico do último domingo, acho que vai dar samba e este ano, enfim, a Mocidade volta no sábado das campeãs. Axé!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi22cpn48pi98Dggcb92EFFaYlJ1wkDly6dpNHfc4g_GT96CBdcH3R6J41sBP8uvSPkr2qWD0YRvI7KgAetOfRAZIeeBxiBIgam69vBCtpW15csk8HAjrLicyLykfkDFYfWT6RbiPqtbAk/s1600/baiana_mocidade.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi22cpn48pi98Dggcb92EFFaYlJ1wkDly6dpNHfc4g_GT96CBdcH3R6J41sBP8uvSPkr2qWD0YRvI7KgAetOfRAZIeeBxiBIgam69vBCtpW15csk8HAjrLicyLykfkDFYfWT6RbiPqtbAk/s400/baiana_mocidade.jpg&quot; width=&quot;282&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Ala das baianas da Mocidade, em imagem divulgada pelo carnavalesco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Portela&lt;/b&gt; – Samba magnífico, enredo lindo, comunidade de Madureira nota mil. Mas os problemas de gestão novamente podem por tudo a perder – os atrasos na barracão são gritantes. Mas tenho certeza que, apesar de Nilo e Cia, será desfile de lavar a alma, com os portelenses vibrando com garra os noventa anos de sua escola e o bairro de seu coração.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;São Clemente&lt;/b&gt; – o enredo sobre novelas é um barato, o samba é a cara da escola e a dupla Fábio Ricardo e Milton Cunha já mostrou a que veio. Tomara que mais uma vez arrebentem na avenida e desta vez que os jurados sejam mais justos com a escola.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Mangueira&lt;/b&gt; – uma incógnita. Politicamente, a escola está passando por um período muito conturbado. O enredo sobre Cuiabá me deixa com um pé atrás. O samba nem é ruim, mas abaixo da média dos últimos anos. Não faço ideia mesmo do que vai acontecer na avenida – de certo mesmo, só que quando o som anunciar “próxima escola a desfilar, Estação Primeira de Mangueira”, as arquibancadas virão abaixo. Lindo!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Beija-Flor&lt;/b&gt; – nunca se pode duvidar da garra, competência e correção técnica da escola. Já larga como uma favorita, qualquer que seja o ano. Mas que enredo sem vergonha esse! Cavalo mangalarga marchador. Espero que essa baixeza seja punida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Grande Rio&lt;/b&gt; – e o mesmo digo da Grande Rio: que os jurados (e os deuses da apoteose) não perdoem a escola que vai trazer para a avenida um enredo chinfrim este ano, o petróleo. Pior, a luta do Rio pelo “ouro negro”. Um vexame, eu acho!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Imperatriz&lt;/b&gt; – tinha um samba belíssimo em mãos, que foi desperdiçado durante as eliminatórias. Acho que vai ser um desfile bonito, a chegada do Cahê Rodrigues pode ser boa pra escola e o Pará rende mil histórias fantásticas. Mas não sei se aspira algo mais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/hVUUYiINSe0?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Sambaço da Vila - ainda na versão &quot;concorrente&quot;, não é a gravação oficial&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Vila Isabel&lt;/b&gt; – é o típico caso em que a mão da carnavalesca faz toda a diferença. De um patrocínio agrícola, Rosa Magalhães construiu um inspirado enredo sobre o homem do campo, as festas do interior do Brasil, a cultura sertaneja. &quot;Água no Feijão que chegou mais um!&quot;. E sua maestria foi coroada com o melhor samba de toda a safra, uma inspiradíssima canção de Arlindo Cruz, Martinho da Vila e André Diniz. Campeã moral de 2012, a Vila vem com tudo em 2013 também. Quem segura?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Acesso&lt;/b&gt; - o super grupo de acesso, que este ano terá nada menos que 19 escolas, enfim vai ter seus desfiles transmitidos pela Rede Globo. Acho que isso pode dar mais visibilidade e ser positivo para as agremiações, embora eu acredite que veremos uma gangorra: escolas como Viradouro e Império Serrano devem fazer um desfile de alto nível, enquanto outras, com orçamento limitadíssimo, podem penar um pouco para passar na avenida. Para pensar em um destaque, sugiro que ouçam o samba da Império da Tijuca. Sambaço, digno dos melhores sambas do Grupo Especial - é melhor do que a maioria do que está lá, aliás.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Enfim, são meus pitacos. Este ano acompanhei um pouco menos os bastidores que no ano passado, mas deu para palpitar, que é o que mais gosto. Feliz Carnaval para vocês!&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/8275481422744893534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/8275481422744893534' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8275481422744893534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8275481422744893534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2013/01/feliz-carnaval.html' title='Feliz Carnaval!'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmUoaSODF0dbp3aJeD6fwwDsrh5q5XngwrX5U7O_mhMuUnjVQRD27vGc9wTNgCA7toD9S_BjPW0CMLmELikgwF1Qo4h1Ze5eFy6VNBPjixlgGR5BXk2cgopeHpotTFUp3zpAiHlLuRWpY/s72-c/viviane.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-6352525703498845535</id><published>2012-12-27T14:52:00.001-02:00</published><updated>2013-02-23T20:27:32.881-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2012"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Bia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Borel"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carnaval"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Casamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criolo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="De tudo um pouco"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Elisa Lucinda"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ellen Oléria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poesia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Retrospectiva"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sou Preto"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teatro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Tim Maia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vila Isabel"/><title type='text'>Retrospecto - Se chorei ou se sorri...</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em meu último post, já havia feito uma despedida, acreditando, pelo meu próprio retrospecto, que não voltaria aqui antes do fim do ano. Mas voltei. Metamorfose ambulante, vocês sabem. Voltei porque assistindo alguns vídeos e lendo alguns textos, resolvi fazer uma pequena retrospectiva do meu ano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Dessa vez quero lembrar meu ano através de algumas coisas que me emocionaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Na música, no teatro, na vida. São alguns pequenos fatos e personagens que marcaram meu 2012 e partilho com vocês neste momento. Provavelmente, esqueci algo ou alguém. Se eu lembrar, mais tarde adiciono. Por enquanto, é esta minha lista. Espero que curtam!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/utJENUg2NJ4?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Criolo Doido&lt;/b&gt; é o nome dele. Descobri apenas este ano, mas público e crítica já o reverenciam há algum tempo. Entendi o porquê quando ouvi pela primeira vez &lt;i&gt;Não Existe Amor em SP&lt;/i&gt;. Que música linda! Depois, emendei com &lt;i&gt;Ainda Há Tempo&lt;/i&gt; (&quot;as pessoas não são más, mano; elas só estão perdidas&quot;). Chorei. E selecionei aqui um belo momento inspirado do rapper paulista - sua versão atualizada para &lt;i&gt;Cálice&lt;/i&gt;, do Chico Buarque, que em seguida retribui a versão com uma homenagem a Criolo em seu show. Criolo foi o artista que mais me emocionou este ano. De longe, o principal. Minha maior descoberta em 2012.&lt;/div&gt;
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&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/t1bc3qLWcyI?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
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Ainda na seara musical, o ano também foi de &lt;b&gt;Ellen Oléria&lt;/b&gt;. A brasiliense arrebatou o Brasil durante o programa The Voice Brasil, da Rede Globo. E me arrebatou já em seus primeiros acordes, de sua primeira apresentação, ao som de &lt;i&gt;Zumbi&lt;/i&gt;, de Jorge Ben Jor (veja o vídeo original &lt;a href=&quot;http://tvg.globo.com/programas/the-voice-brasil/videos/t/audicoes/v/candidata-de-brasilia-e-aprovada-e-disputada-pelos-quatro-tecnicos/2155506/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;). Negra, lésbica, feminista, foi perguntada pela repórter de um jornal carioca: &quot;quantas bandeiras carrega?&quot;. Respondeu, rápida: TODAS. Salve!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/iHiuIwvgAzc?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
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&quot;Incorpora outra vez Kizomba / E segue na missão...&quot; E no meu primeiro carnaval em terras cariocas, a &lt;b&gt;Vila Isabel&lt;/b&gt; me presenteou com um samba belíssimo que inundou toda a 28 de setembro às quartas e domingos de janeiro e fevereiro. A consagração do samba vencedor (que aconteceu ainda no ano passado) e os ensaios de rua foram momentos mágicos, daqueles que você agradece a Deus por estar vivendo. A escola venceu, com méritos, todos os prêmios que disputou - e o do público, que é o principal. Só os jurados da Liesa que comeram poeira...&lt;br /&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnsgKqyfd6RRmTCUbZ2POy7Tv9OfUIakZLEvpEpm_FFQjlorSya6gB8DzULflIXixw5ocKem_cjkGnx7tA_bu5Uh5PyW-IDrqJcm7YAtiCDOr4kquHLXOKp7NJZ_W0La_Up0pTbs7eSOo/s1600/dilma.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;262&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnsgKqyfd6RRmTCUbZ2POy7Tv9OfUIakZLEvpEpm_FFQjlorSya6gB8DzULflIXixw5ocKem_cjkGnx7tA_bu5Uh5PyW-IDrqJcm7YAtiCDOr4kquHLXOKp7NJZ_W0La_Up0pTbs7eSOo/s320/dilma.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Não importa qual sua opinião política sobre o governo de Dilma Roussef. O livro do jornalista Ricardo Amaral, &lt;b&gt;A vida quer é Coragem&lt;/b&gt;, é uma bela biografia da mulher guerrilheira que chegou à Presidência da República. O livro é muito bem escrito e existem passagens realmente tocantes, daquelas que enchem de lágrimas os olhos. Este ano, por conta do mestrado, me dediquei muito mais à leitura acadêmica, não me restou muito tempo para ler outra coisa que não o que era pedido em sala. Mas do pouco que li, esta obra certamente se destaca. Recomendo!&lt;/div&gt;
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&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://2.gvt0.com/vi/37ExQ53_8TY/0.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/37ExQ53_8TY&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot;  src=&quot;http://www.youtube.com/v/37ExQ53_8TY&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
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E vamos ao teatro? Neste quesito, não tenho o que reclamar em 2012. Fui em boas peças e visitei grandes salas. Teve muita coisa bacana, mas o destaque total e absoluto vai para &lt;b&gt;Tim Maia&lt;/b&gt;, o Musical. Estrelado por Thiago Abravanel e com um grande e talentosíssimo elenco, o espetáculo se transformou em mais um daqueles momentos de nó na garganta e outra daquelas noites memoráveis, inesquecíveis. Que tiver oportunidade de ver (em cartaz no Theatro Net Rio/Tereza Rachel), não perca. Há alguma mística ali, algo que transcende o que acontece no palco.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Ainda no campo das artes, este ano fui fisgado pela Poesia Viva de &lt;b&gt;Elisa Lucinda&lt;/b&gt;. Um daqueles casos não tão incomuns na vida de um jornalista: visitei sua Casa Poema, em Botafogo, para escrever uma matéria que acabou não sendo publicada. Saí de lá apaixonado. E eu que nunca fui muito chegado a versos, rimas e etc, me converti. A matéria, que não foi publicada, você confere aqui: &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2012/08/elisa-e-poesia-ou-materia-que-nao-saiu.html&quot;&gt;O Milagre da Poesia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhbACkN03PGUhcRZJvaITtUU1ZtNLrdcz9nlDdnq-krHNURHBluVecE8pOKdj1TWz9R2vrKfrW16HTkGys8rD7Ulcd3yYsjPcEhxdEVe19Vc_Yc7nu9AgyD34eH7UBzVBMRCui64gI7sU/s1600/cupula1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;176&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhbACkN03PGUhcRZJvaITtUU1ZtNLrdcz9nlDdnq-krHNURHBluVecE8pOKdj1TWz9R2vrKfrW16HTkGys8rD7Ulcd3yYsjPcEhxdEVe19Vc_Yc7nu9AgyD34eH7UBzVBMRCui64gI7sU/s320/cupula1.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Bem longe do frio pavilhão onde acontecia a conferência principal (Rio+20), acontecia a &lt;b&gt;Cúpula dos Povos&lt;/b&gt; - evento paralelo, que reuniu movimentos sociais de todo o mundo. Em um passeio pelo evento, vi o som&amp;nbsp;hare krishna embalar a marcha dos quilombolas; ouvi Marina Silva, Vandana Shiva e Maria do Rosário; e assisti à indignação dos índios ameaçados pelas obras de Belo Monte. Tá bom para um dia de visita?&lt;/div&gt;
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&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://1.gvt0.com/vi/mG5JG_oOYW0/0.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/mG5JG_oOYW0&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot;  src=&quot;http://www.youtube.com/v/mG5JG_oOYW0&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
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E quem por mais vezes me emocionou este ano, e vocês estão cansados de saber disso, foi o Borel. Elegi um momento que sintetiza tudo o que vivi este ano - e que talvez tenha sido o mais emocionante - mas certamente poderia fazer um top 10 apenas com os momentos de emoção que vivi: Comunidade na Praça, Plano de Direitos Humanos, Seminário de Comunicação, Reuniões de Rede, Fórum Nacional, etc. Vou ficar com o &lt;b&gt;Ocupa Borel &lt;/b&gt;(sugiro que leiam a reportagem&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.virusplanetario.net/ocupa-borel-resistencia-e-alegria/&quot;&gt;Resistência e Alegria&lt;/a&gt;). Um comentário apenas: me impressiona como os versos &quot;Mas eu só quero é ser feliz / Andar tranquilamente na favela onde eu nasci&quot;, vinte anos depois, ainda têm uma força catártica e grande atualidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/q2MaS1w8Ufo?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
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E foi um banho de alegria e emoção a sessão em que o Supremo Tribunal Federal aprovou a adoção do sistema de &lt;b&gt;cotas raciais&lt;/b&gt; nas universidades brasileiras. A unanimidade dos ministros lavou a alma e dobrou até mesmo os editoriais de jornais, críticos ferozes e&amp;nbsp;contumazes ao sistema. Um momento de festa para todos os que acreditam nas ações afirmativas como medidas reparatórias e, sobretudo, como um caminho para a construção de um país mais justo e igual. Axé!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib2NunYMeQwqrN63JXnZjlbSmKCX2E2BQim7bydzeY162Blu_zD7IeMbYaV5Z-us3PAoGshOflTDwXS68EPgC-OEIQ2ul2rcRuuswu5mxKmWz-q-2IO_JvjirgesEue56erGL1_YJ58Lw/s1600/papa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;167&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib2NunYMeQwqrN63JXnZjlbSmKCX2E2BQim7bydzeY162Blu_zD7IeMbYaV5Z-us3PAoGshOflTDwXS68EPgC-OEIQ2ul2rcRuuswu5mxKmWz-q-2IO_JvjirgesEue56erGL1_YJ58Lw/s320/papa.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Essa foi uma imagem que me emocionou em 2012. Enquanto seu seguidores se digladiavam no território livre da internet, o chefe da igreja católica e o líder comunista se confraternizaram. Na visita de Bento XVI a Cuba, Fidel Castro o recebeu e, segundo interlocutores, eles tiveram uma conversa bastante cordial e saíram, ambos, com boas impressões. São duas figuras diametralmente opostas, mas deram um exemplo de tolerância e humanidade. &lt;br /&gt;
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&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://i.ytimg.com/vi/KFu_OfSUkEw/0.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/KFu_OfSUkEw?version=3&amp;f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot;  src=&quot;http://www.youtube.com/v/KFu_OfSUkEw?version=3&amp;f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O momento mais emocionante do ano nem precisa dizer, né? Como escrevemos à época, no tom meloso habitual, &quot;o &lt;b&gt;amor &lt;/b&gt;se converteu em sacramento, os pássaros já habitam o mesmo ninho, as duas metades agora formam a mesma laranja&quot;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/6352525703498845535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/6352525703498845535' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6352525703498845535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6352525703498845535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/12/retrospecto.html' title='Retrospecto - Se chorei ou se sorri...'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnsgKqyfd6RRmTCUbZ2POy7Tv9OfUIakZLEvpEpm_FFQjlorSya6gB8DzULflIXixw5ocKem_cjkGnx7tA_bu5Uh5PyW-IDrqJcm7YAtiCDOr4kquHLXOKp7NJZ_W0La_Up0pTbs7eSOo/s72-c/dilma.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-82635924944998614</id><published>2012-12-20T16:07:00.001-02:00</published><updated>2013-02-23T20:27:54.205-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia de bar"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Fim do Mundo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida"/><title type='text'>Passará!</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMk0SWwzWX0ejxVl2Xpf1Xq1_zSa7w3RTh_SUBsCjxT8YcRQcGCXjlV31yp1w6OWA_XN7cLj1cbuwHR7QeY1qNQu13dhg5dvHgDYgL7jGlJDaNqbccGAaJO3U7n_etu_3loXeItSZePAI/s1600/fim.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8GxeWgPlEsI_P_A0FKz8hM0Lz2vBHKLm7pI-RY2VTddzNLO1w5B1m-1iRw10VlZllBNaWs1ujG4h_athxQqqozTa_VzIJNxKy9UPA6zW7FEVYLxwrQz3IahP75O3MYEddN9LyZhkkqvI/s1600/fimdostempos.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;98&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8GxeWgPlEsI_P_A0FKz8hM0Lz2vBHKLm7pI-RY2VTddzNLO1w5B1m-1iRw10VlZllBNaWs1ujG4h_athxQqqozTa_VzIJNxKy9UPA6zW7FEVYLxwrQz3IahP75O3MYEddN9LyZhkkqvI/s400/fimdostempos.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;O mundo vai acabar de novo. Decida como!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi inspirado por &lt;a href=&quot;http://www.giovanadamaceno.com/2012/12/o-fim-do-mundo-e-as-mortes-nossas-de.html&quot;&gt;Giovana &lt;/a&gt;(mais uma vez) e pelo &lt;a href=&quot;http://ovencedornews.blogspot.com.br/2012/12/o-fim-esta-proximo-como-sempre-esteve.html&quot;&gt;Gabriel &lt;/a&gt;(de novo também) que resolvi escrever este texto. Foram os dois que me inspiraram a abrir e manter esse blog, aliás, devo dizer. Bem, dizem por aí que o mundo vai acabar amanhã. Mas esse assunto é tão velho e batido que com apenas pouco mais de duas décadas de vida, já presenciei alguns finais de mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O mais interessante talvez tenha acontecido há uns dez ou doze anos. Um grupo de jovens &lt;strike&gt;loucos&lt;/strike&gt; religiosos, incluindo aí uns poucos amigos meus, fez suas contas e chegou à data exata da Parusia, a volta de Cristo, o fim deste mundo. Tudo isso a partir de uma interpretação meio torta de algumas passagens bíblicas. E no dia matematicamente contabilizado se reuniram, se ajoelharam, esperaram junto pelo messias que retornaria glorioso vindo das nuvens e montado em seu cavalo branco. Ele não veio. E, graças a Deus, nunca mais ouvi falar desse grupo, que chegou a amedrontar muita gente boa com suas previsões sinistras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma matéria no &lt;a href=&quot;http://diariodovale.uol.com.br/noticias/7,66902,Humanidade%20espera%20o%2021%C2%BA%20dia%20de%20dezembro.html#axzz2F8vvGsDw&quot;&gt;Diário do Vale&lt;/a&gt;, no último domingo, lembrou uma série de outras profecias apocalípticas que também não se concretizaram e nos permitiram chegar aqui, hoje, vivos, sãos e salvos: a destruição pelo cometa Halley em 1910; o bug do milênio na virada de 1999 para 2000; as previsões de Nostradamus, em 2001; entre outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O assunto é velho, repito. Só que tem algo de novo neste fim do mundo de amanhã. Lendo um pouco sobre a tal profecia dos maias, entendi que eles não predizem um final apocalíptico e definitivo para a Terra. Eles falam de um &quot;novo ciclo&quot;. Minha voz da razão, a parte de minha consciência que diz &quot;não seja idiota&quot;, me alerta que é uma bobagem dissertar sobre isso. Contudo, achei interessante. O &quot;novo ciclo&quot; me ganhou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não que eu creia que os planetas se enfilerairão e os astros vão redesenhar os nossos destinos. Ou que o segundo sol vai chegar e entraremos, enfim, na era de aquário. A única diferença do dia de amanhã para o dia de hoje é que estaremos um pouco mais perto do Natal. Esse é o concreto. Mas a ideia do novo ciclo é muito boa. Muito oportuna. Muito instigante. Me ganhou, como já disse.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na última semana, o padre carismático cravou uma expressão em sua longuíssima e performática homilia que disparou em mim uma série de reflexões: &quot;Isso passará!&quot;. É simples, bem simples. E, ao mesmo tempo, me pareceu tão profundo que permaneci o resto do domingo com a advertência na cabeça. A consciência de que tudo é passageiro, as frustrações e as glórias, é fundamental para que a gente se mantenha no chão. Quando eu estiver na lama, um &quot;vai passar&quot; pode me trazer mais conforto à alma. Quando meu sucesso for aclamado por todos e eu estiver na crista da onda, &quot;isso passará&quot; sossega meu ego e acalma minha vaidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Brinquei com Bia, no domingo após a missa, que já tinha encontrado a frase para minha tatuagem. Mas teria que ser na testa, para que eu visse sempre que olhasse no espelho. Resolvi adotar como filosofia de vida. Se hoje Marília Gabriela me perguntasse, já no seu tradicional desfecho de entrevista: uma frase, um trecho de música, um poema... já tenho a melhor entre todas as respostas que um dia pensei para a questão. Isso passará! (e como sou tão inconstante, na semana que vem pode ser que eu descubra outra frase melhor, da minha vida, rs).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já escrevi bastante aqui sobre o que penso da vida e sua&amp;nbsp;volatilidade. Talvez seja um dos meus temas preferidos. Falei de seu brevíssimo segundo, de sua estupidez, do trio tempus fugit-vita brevis-carpe diem. Admito que posso estar parecendo repetitivo, então. Mas não é disso (ou ao menos não somente disso) que estou tratando agora.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que estou partilhando aqui é que amanhã, quando der meia-noite e tivermos a certeza de que ainda não foi desta vez, talvez seja o momento de entendermos o texto maia com maior profundidade. Não como uma profecia apocalíptica sobre o fim dos tempos. Profecias assim já temos inúmeras. O que estou buscando apreender disso tudo - e agora posso parecer maluco, por estar levando essa loucura muito a sério - é sobre os ciclos, novos ciclos, novas eras, as reinvenções que podemos dar para as nossas vidas. Ciclos profissionais, pessoais, reinvenção de sentido. Vida nova, na mesma vida. Terra nova, na mesma Terra. O fim e o (re) começo em um único instante.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não que o dia 21 de dezembro seja o predestinado para se pensar tudo isso, para se iniciar o novo ciclo. Pode ser, como também pode ser o 6 de janeiro, 1º de março, 26 de julho, 13 de fevereiro. Aliás, acho que a maioria de nós já se reinventa cotidianamente, com todo o potencial criativo que temos ou forjamos. Agora, que tal fazermos dessa reinvenção algo mais consciente? Nos forçarmos a sair da zona de conforto e buscarmos novos caminhos? Ou então, porque não?, sairmos um pouco da turbulência e procurarmos a paz e o conforto, ao menos por uma temporada?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Que tal abrirmos mão das nossas verdades e nos arriscarmos mais, experimentarmos mais, duvidarmos mais, quebrarmos mais a cara? Porque as nossas verdades também são passageiras, também podem se esvair de um dia para o outro, nossas certezas são um tanto quanto incertas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Que tal fazermos de &quot;isso passará!&quot; nossa palavra de ordem? Levantarmos nossa bandeira contra o comodismo, a mesmice, a segurança que aprisiona? Reinventar nossa trajetória. Construir, nós mesmos e por nós mesmos, nossos novos ciclos. Ao contrário do ditado, construir novos começos e novos fins.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez estas sejam minhas metas pouco ousadas para o próximo ano. Meu retrospecto não é favorável pois este ano, quando pela primeira vez fiz promessas na hora da virada, não consegui cumprir uma sequer. Nenhuma. Em 2013, quero reinventar, descobrir outros caminhos, sair do lugar. O fim do mundo será apenas o começo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/03hIiKMzBQs?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;[por fim, para descontrair e terminar bem o ano, Adriana Calcanhoto reinterpretando Carmem Miranda - que em 1938 cantou que... anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar!]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/82635924944998614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/82635924944998614' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/82635924944998614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/82635924944998614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/12/passara.html' title='Passará!'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8GxeWgPlEsI_P_A0FKz8hM0Lz2vBHKLm7pI-RY2VTddzNLO1w5B1m-1iRw10VlZllBNaWs1ujG4h_athxQqqozTa_VzIJNxKy9UPA6zW7FEVYLxwrQz3IahP75O3MYEddN9LyZhkkqvI/s72-c/fimdostempos.png" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-3684062386221655374</id><published>2012-11-29T18:07:00.000-02:00</published><updated>2013-02-23T20:28:43.623-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conto"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Nó"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><title type='text'>Parábola da Paz</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem tiver ouvidos, ouça...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Era uma vez um empregado. Mas não era um empregado qualquer.
Era um empregado daqueles que mandam em outros empregados. E era um dos
empregados preferidos do chefe. Discreto, seriíssimo, acima de todas as suspeitas
– até prova em contrário.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Era uma vez um chefe. Era do tipo malandro, metido a esperto
e não tinha qualquer respeito por seus clientes. Dizia que tinha, fingia que
tinha, mas estava mais interessado em si mesmo. Aumentar seu poder, multiplicar
seus lucros, tornar-se imbatível, este era seu objetivo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Certa vez, o empregado resolveu contrariar o chefe. Sem que
este soubesse. Criou um produto novo, parecido com o que alguns concorrentes
haviam criado em outros tempos, mas com eficácia aparentemente mais garantida.
Foi um sucesso. De público e de crítica. Vendeu capas de jornais, anúncios
publicitários. Virou moda.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De princípio, o chefe não havia gostado. Não havia percebido
o potencial do produto que tinha em mãos. Não para os consumidores, claro. Para
ele próprio, sobretudo. Mas quando percebeu não perdeu tempo: mandou produzir
em massa. Mandou enviar para todos os cantos. Mandou beatificar o empregado.
Resolveu classificar o seu produto como a maior descoberta da humanidade nos
últimos dez séculos. Aliás, a maior invenção da História.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por ter idealizado o produto, o empregado sabia de suas
falhas. Sabia que precisaria de recall de tempos em tempos. Sabia que não era a
maior maravilha do mundo. Que sequer resolveria metade dos problemas dos consumidores.
Ao contrário, era só um alívio momentâneo, um produto que funcionaria apenas se
conjugado a outros mais importantes. Contudo, muito leal a seu chefe, preferiu
não contrariá-lo novamente. E compactuou com a farsa.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estava criado o milagre. Fabricado em gabinete, exportado
para outros lugares, elogiado mundo a fora. O chefe ficou mais rico, o
empregado foi glorificado e o povo estava feliz - o povo que acompanhava as
maravilhas do produto pela TV: as transformações que se dizia que ele havia
feito; as vidas mudadas a partir de sua aquisição; a panacéia enfim instaurada.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas o produto, como previsto pelo empregado, tinha efeitos
colaterais. O produto, veja só, não agradava a todos os seus consumidores
diretos. O produto era bom, trazia boas sensações, satisfazia alguns desejos.
Isso era inegável. Mas o momento inicial de alívio passou e a panacéia não
veio. As vidas não mudaram. As transformações não foram profundas. O rótulo,
enfim, era melhor que o produto em si. A propaganda não resistiu à realidade. A
expectativa gerou frustração. E a frustração é a mãe de todas as revoluções.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas essa é outra História. Que ainda está sendo construída.
E que pode transformar o produto. Ou descartá-lo. Ou não dar em nada. Ou...
realmente está sendo construída? Essa é outra História. Que já começou. Que o
empregado já previra. Que o chefe, mais uma vez, nem quer ouvir falar. Mas que
começa a gritar. Aguardemos as próximas cenas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;... não é paz, é medo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/3684062386221655374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/3684062386221655374' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/3684062386221655374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/3684062386221655374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/11/parabola-da-paz.html' title='Parábola da Paz'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-7212652166547681567</id><published>2012-10-10T10:00:00.000-03:00</published><updated>2013-02-23T20:29:01.489-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Nó"/><title type='text'>A carta</title><content type='html'>Atravessa o salão lotado e entrega nas suas mãos. Pede desculpas por eventuais erros de português. Aí você abre a carta:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;(...) eu peço a ajuda de vocês para que essas diferenças acabem e que nossos jovens e adolescentes possam sair de casa sem medo de serem agredidos ou extorquidos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
E então você se vê diante do muro da impotência; da dor alheia que também é sua; da farsa que se alimenta da ignorância. Se vê diante de sonhos despedaçados, esperanças que escoam pelos dedos das mãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, Deus, afasta do teu povo este cálice de vinho tinto de sangue!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/7212652166547681567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/7212652166547681567' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7212652166547681567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7212652166547681567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/10/a-carta.html' title='A carta'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-2202945722176835936</id><published>2012-08-22T23:37:00.003-03:00</published><updated>2013-02-23T20:29:36.018-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia de bar"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sonho"/><title type='text'>Tratado em Defesa do Sonho</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Eu acho que a questão do sonho é que nos mantém vivos,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;eu acho que não existe vida sem esperança e a&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;esperança tem essa versão do sonho, porque você imaginar&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;e agir somente em função do possível,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;eu acho terrivelmente chato.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Betinho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No último mês, precisamente no dia 11 de julho, mais precisamente em um seminário promovido pelo Alto Comissariado da ONU, ouvi uma sentença que costuma me irritar. Foi assim: depois de eu fazer uma breve explanação sobre o tema do dia, insistindo incisivamente em um compromisso global para compartilhamento das responsabilidades na promoção dos Direitos Humanos mais básicos (tal como alimentação) nos países sem capacidade técnica/financeira/pessoal para fazê-lo, veio a maldita sentença. Mais ou menos desse modo: &quot;Que lindo&quot;, um sorriso. &quot;Que bom se todos pensassem assim&quot;. Sorriso amável. &quot;Precisamos de sonhadores&quot;. Um risinho esganiçado. &quot;Agora vamos voltar ao mundo real&quot;. Ponto.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
É lógico que não foi exatamente assim, o palestrante era um pouco mais educado e sinceramente interessado do que fiz parecer. Mas foi assim que bateu. É assim que bate sempre que isso acontece. E como tem acontecido com frequencia nestes tempos em que o pragmatismo parece ser o único caminho possível - todo o contrário é encarado apenas como uma utopia juvenil irrealizável. Os pragmáticos venceram, esta parece ser a conclusão. Mas eu acredito que não.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez seja por isso Marina Silva me levou novamente às lágrimas, dessa vez durante a Cúpula dos Povos, no Rio. A menina seringueira, filha da Amazônia, que cresceu e se tornou uma das figuras políticas mais importantes da história recente do nosso país, fez um apelo para que ousemos continuar sonhando. Conclamou para que todos, ao invés de pragmáticos, sejamos &quot;sonháticos&quot; - um neologismo que soa bem estranho ao ouvido, mas que no fundo é bem simpático.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&quot;Não foi o pragmatismo que fez Luther King combater o preconceito e construir uma sociedade mais igual, foi o sonho. Não foi pelo pragmatismo que Mandela liderou sulafricanos na luta contra o apartheid, foi pelo sonho. Os milhões de jovens brasileiro que pintaram seus rostos e saíram às ruas para clamar por eleições diretas não estiveram movidos pelo pragmatismo. E sim pelo sonho&quot;, &lt;/i&gt;disse ela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É muito difícil ser sonhático em uma realidade tão dura, nua e crua quanto a nossa. Em que nossos ídolos políticos apertam mãos verminosas, jogam a coerência na lama, por míseros segundos de propaganda. Em que somos tomados por furtos, arroubos, ataques fortuitos nas esquinas das ruas e nas esquinas da vida. Mas é exatamente por isso, por mais contraditório, que &lt;b&gt;nossa luta diária tem que ser para que o desânimo, a descrença e o medo não nos vençam&lt;/b&gt;. Porque no dia em que isto acontecer, estará tudo acabado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E quando digo luta é luta mesmo. É resistir aos impulsos que nos empurram ao isolamento e nos tornam reféns dentro de nossos próprios medos:&amp;nbsp;Experimente manter-se firme naquele lado da calçada, mesmo quando o &lt;i&gt;preto descalço&lt;/i&gt; estiver alguns metros à frente. Atenda seu Iphone em público. Confie naquele estranho que lhe deu informação. Dê bom dia aos estranhos, aliás.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ouse viver no Mundo de Alice. Ouse desafiar a lógica racional com toda a sua subjetividade. Ouse discutir política mesmo quando parecer que a política não foi feita para você, homem de bem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dê esmola aos mendigos. Se engaje na luta para que não haja mais nenhuma criança nas ruas. Ocupe a calçada da casa do governador. Piche o muro do torturador. E assine a petição pública, online, contra a Usina de Belo Monte - mesmo que te acusem de não levantar a bunda do sofá ou sequer saber diferenciar um índio guarani de um imigrante boliviano (o que, admita, pode ser verdade. Sobretudo nos que diz respeito à sua bunda e ao seu sofá).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por mais duro que tudo pareça, acho profundamente desolador se perdermos a &lt;i&gt;dimensão do sonho&lt;/i&gt;, essa expressão tão bem cunhada por Betinho. Experimente sonhar. Ouse sonhar. Sonhe. É isso que tenho tentado fazer e o que tenho defendido, com unhas e dentes, e alma e coração. Vamos sonhar, minha gente. Até porque por enquanto ainda não encontraram um modo de tarifar nossos sonhos. E nem encontrarão!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0DHaFJj_EtJN9YU2ugB5yIPJN1jx0H6L_OtJSV6shh1K1gaPkWtuUgxfXwMVodtb0tgGr91QQdniy5ZdeL-XC2vC-7-GA1a08h1rgethpRpgICI5tMq6CqvtwDuC_x1-yps4XSadAMFY/s1600/sonho.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0DHaFJj_EtJN9YU2ugB5yIPJN1jx0H6L_OtJSV6shh1K1gaPkWtuUgxfXwMVodtb0tgGr91QQdniy5ZdeL-XC2vC-7-GA1a08h1rgethpRpgICI5tMq6CqvtwDuC_x1-yps4XSadAMFY/s400/sonho.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Eu acredito em... coincidências. E achar essa imagem foi uma delas. rs&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/2202945722176835936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/2202945722176835936' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2202945722176835936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2202945722176835936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/08/tratado-em-defesa-do-sonho.html' title='Tratado em Defesa do Sonho'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0DHaFJj_EtJN9YU2ugB5yIPJN1jx0H6L_OtJSV6shh1K1gaPkWtuUgxfXwMVodtb0tgGr91QQdniy5ZdeL-XC2vC-7-GA1a08h1rgethpRpgICI5tMq6CqvtwDuC_x1-yps4XSadAMFY/s72-c/sonho.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-2957315128519021184</id><published>2012-08-06T16:14:00.000-03:00</published><updated>2013-02-23T20:30:27.136-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Elisa Lucinda"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poesia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><title type='text'>Elisa e a Poesia (ou: a matéria que não saiu)</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 6pt 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-large;&quot;&gt;O milagre da poesia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 6pt 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Elisa Lucinda ministra aula aberta de
Poesia Viva em sua Casa Poema, no Rio de Janeiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Fotos: Natássia Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 6pt 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;Rio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;É como se fosse uma pregação religiosa.
Hipnotizados, em profundo silêncio – quebrado aqui ou ali por gargalhadas e
comentários bem pontuais -, todos ouvem atentamente a poetisa: “A palavra
também faz parte da estética. Pode enfeitar ou enfeiar a pessoa. A poesia é o
instituto de beleza das palavras”, começa Elisa Lucinda,&amp;nbsp; para os trinta pares de olhos atentos a cada
traço, à sua menor expressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigJW_5LCUx4WhaiXXWsHXKgFdikoFjSryhINtYvi7hkne_KBgTSKvg4kbG_G5JAB2PbQk74Y0aaS0vgZkkfGyadFzSNooaZgIqIfoAEuWvvugokfIYfA0gyR3q8or2t70mtOvrF-WxUNE/s1600/elisa2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;257&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigJW_5LCUx4WhaiXXWsHXKgFdikoFjSryhINtYvi7hkne_KBgTSKvg4kbG_G5JAB2PbQk74Y0aaS0vgZkkfGyadFzSNooaZgIqIfoAEuWvvugokfIYfA0gyR3q8or2t70mtOvrF-WxUNE/s400/elisa2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;O pequeno templo de culto à poesia fica em um imóvel aconchegante na Zona Sul carioca&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;O cenário é a Casa Poema. Um imóvel
colonial, decorado com recortes de jornais, trechos de poesias e peças
artesanais, com uma sala de visitas aconchegante e um pequeno e gracioso
teatro, além de uma série de cômodos transformados em ambientes de convivência,
serve de lar para um dos principais centros de culto à poesia no Rio de
Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDs_lXpvIBlA2EcAntV3euef7-3t4YbsgqyKWP7jXm7mubM-JUejYb5t8vOBOTjysCeZIUBOfJWf1BW4QE2nJb5jygTZETNHpaAat7-eMYOemkA7l3Ur2Vv4sVFffj_-DJ-R3Q1lbQcBw/s1600/casapoema5.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;235&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDs_lXpvIBlA2EcAntV3euef7-3t4YbsgqyKWP7jXm7mubM-JUejYb5t8vOBOTjysCeZIUBOfJWf1BW4QE2nJb5jygTZETNHpaAat7-eMYOemkA7l3Ur2Vv4sVFffj_-DJ-R3Q1lbQcBw/s320/casapoema5.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Elisa é a idealizadora do espaço, que
desde 2008 está sediado na rua Paulino Fernandes, em Botafogo, na Zona Sul
carioca. A Casa, gerida em conjunto com a atriz Geovana Pires, abriga a Casa
Lucinda de Poesia Viva, que oferece cursos e workshops de oficina falada
durante todo o ano. Além de poetas de várias idades e gerações, as atividades
acolhem profissionais de todas as áreas – de médicos a advogados, militares e
analistas, e até mesmo uma freira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;No dia em que visitei o espaço, Elisa
comandava uma aula aberta e gratuita para pessoas vindas de vários pontos do
Rio e até mesmo de outros estados. “Vamos aproveitar para fazer o workshop
agora porque estamos de férias”, comenta um casal da Baixada Fluminense. “Você
precisa ir ao Maranhão”, recomenda outra visitante à professora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNeS06hK1UnzExOHIZhAcIMIt0Mj8PKt6zcPwOQrK77SNmgChOfMihRR3zBJFk9qSM-5uHQS5Q3Uqv3tV2A8iemnbc-FpAn3ho7JFqJVsPdHPlguTw_IQvj1hKbvn5B78FCKpofATW52Q/s1600/casapoema4.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNeS06hK1UnzExOHIZhAcIMIt0Mj8PKt6zcPwOQrK77SNmgChOfMihRR3zBJFk9qSM-5uHQS5Q3Uqv3tV2A8iemnbc-FpAn3ho7JFqJVsPdHPlguTw_IQvj1hKbvn5B78FCKpofATW52Q/s320/casapoema4.JPG&quot; width=&quot;212&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Durante a aula, Elisa protesta, com seu
humor afiadíssimo, contra a forma com que os poemas são declamados Brasil a
fora e mesmo em salas de aula – frios, formais, sem vida. “Muitos jovens não
querem ouvir falar de poesia, há um preconceito porque ela é recitada de forma
tão formal, que afasta. E justo os jovens, que são os que mais sentem, sofrem,
amam; o esforço dos poetas é traduzir estes sentimentos humanos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;A Casa, assim como as palestras que
ministra em outros espaços, tem a função de reaproximar as pessoas dos textos
poéticos. Mais que isso: resgatar a poesia de um lugar escondido em que foi
posta e provar sua utilidade na vida cotidiana. “Enquanto a filosofia gasta
compêndios para nos explicar alguma coisa, a poesia gasta uma página”,
exemplifica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBoguqEJpQ3_N2Ydug41Jk65fum3D4fhvt_MS7lj85wge9ebVUKxNMFck459gRjOgRyq3oc3ZtcOKrSNtuBattv9ZVBGRA9Uw6ZMBcS8rO3l9pylEtR0kfbpcwRUEmQPxADMKZdOndw5Y/s1600/casapoema6.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBoguqEJpQ3_N2Ydug41Jk65fum3D4fhvt_MS7lj85wge9ebVUKxNMFck459gRjOgRyq3oc3ZtcOKrSNtuBattv9ZVBGRA9Uw6ZMBcS8rO3l9pylEtR0kfbpcwRUEmQPxADMKZdOndw5Y/s320/casapoema6.JPG&quot; style=&quot;cursor: move;&quot; width=&quot;212&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;A aula aberta transcorre com testemunhos
de pessoas que passaram – e permanecem – na casa. O jovem poeta consumidor
compulsivo dos workshops; o aluno transformado em professor; o gerente de
Recursos Humanos que redescobriu seu olhar sobre as pessoas após frequentar o
curso. Todos os testemunhos são encerrados, claro, com um poema recitado para deleite
e prazer do público fiel a cada palavra. “A poesia dá uma limpada no parabrisa,
te ajuda a acessar partes de você mesmo que normalmente ficam esquecidas”,
exemplifica mais uma vez Elisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;Depois de quase duas horas, a aula chega
ao fim. Antes, a atriz e poetisa, que já vendeu um milhão de cópias de seu
livro “Parem de falar mal da rotina”; levou mais de 200 mil pessoas ao teatro
com a peça de mesmo nome; foi enredo de escola de samba; e recebeu elogios
públicos e efusivos do Nobel em Literatura José Saramago; convida os presentes
a um exercício de memorização. Quase que em forma de oração, todos declamam os
versos de “O Ensinamento”, de Adélia Prado, ensinados pela nova professora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;É hora de ir para casa. Sair do mundo de
poesia em que se esteve imerso. Ou, ao contrário, não mais sair do mundo para o
qual, naquela noite, o repórter descrente se converteu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;b&gt;A poesia, já dizia Elisa, é a bíblia
para os que “crêem na eternidade do verbo, na ressurreição da tarde e na vida
bela. Amém!”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;i&gt;* Essa matéria originalmente foi produzida para ser publicada no jornal Volta Cultural. Por questões editoriais (prazo, adequação ao tema da edição, etc), não foi possível. Guardada em uma gaveta aqui no meu computador, resolvi publicá-la. Por gostar dela e, sobretudo, por acreditar na força desse projeto.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/2957315128519021184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/2957315128519021184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2957315128519021184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2957315128519021184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/08/elisa-e-poesia-ou-materia-que-nao-saiu.html' title='Elisa e a Poesia (ou: a matéria que não saiu)'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigJW_5LCUx4WhaiXXWsHXKgFdikoFjSryhINtYvi7hkne_KBgTSKvg4kbG_G5JAB2PbQk74Y0aaS0vgZkkfGyadFzSNooaZgIqIfoAEuWvvugokfIYfA0gyR3q8or2t70mtOvrF-WxUNE/s72-c/elisa2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-4921639331219393247</id><published>2012-08-01T09:16:00.000-03:00</published><updated>2013-02-23T20:31:16.496-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Esportes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lula"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mensalão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Olimpíadas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Volta Redonda"/><title type='text'>Pitacos</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;[&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Depois de muito tempo, resolvi voltar. Desculpem. Não prometo que isso não vai acontecer de novo. Mas vou me esforçar. Isso eu prometo. Neste pouco mais de um mês de ausência, tive algumas boas ideias e escrevi um ou outro texto (não finalizados) para postar aqui. Só que resolvi abandoná-los por um instante. Deu vontade de escrever &quot;hard news&quot;. Dar uma pausa na subjetividade que repousava neste blog em seus últimos posts. Quebrar a cara com opiniões polêmicas que não rendem um só comentário ou previsões exageradas que não se confirmam. E então bateu uma dúvida: falar sobre o que? Tanta coisa que quero falar. E porque não falar de &quot;tanta coisa&quot;, ora pois?! Depois de tanto tempo, acho que tenho direito a um post um pouco mais longo - e denso - que o comum, não? Talvez não seja uma boa ideia, um bom cartão de visitas para quem voltar a visitar este blog. Assim como certamente não foi uma boa ideia todo esse preâmbulo em que não digo nada, absolutamente nada. Mas espere! Agora sim é que vou começar...&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b&gt;Pitaco 1: Mensalão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Minha opinião é um pouco controversa. Em recente conversa, consegui ser xingado por tucanos e petistas. Como o mundo não se divide apenas entre essas duas raças, pode ser que alguém concorde comigo.&lt;/div&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7ldlzV6WVoNS7y1RS4U9q-sepCdmsw77-tOh_JFB7wsMdoC1iX_dzHxtcWNimcoeOOstKjSBIzyo14BvPbOOGZjnmCeSllxSwkXScNJu8dA0ZTwckbGO6_qS7VAHs0w3RZ45dVRIzxXM/s1600/Roberto-Jefferson.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7ldlzV6WVoNS7y1RS4U9q-sepCdmsw77-tOh_JFB7wsMdoC1iX_dzHxtcWNimcoeOOstKjSBIzyo14BvPbOOGZjnmCeSllxSwkXScNJu8dA0ZTwckbGO6_qS7VAHs0w3RZ45dVRIzxXM/s320/Roberto-Jefferson.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
ACHO QUE o processo que o Supremo vai julgar, apelidado de mensalão, é um conjunto de crimes de todas as ordens cometidas durante o Governo Lula, por integrantes (diretos ou indiretos) do governo. Desde uso e desvio de dinheiro público até crimes eleitorais e patrimoniais, como as práticas de sonegação, o já admitido Caixa 2 durante a campanha de 2003 e o rombo nos Correios. Não é possível que alguém tenha dúvida disso.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma série de crimes foi cometida por diferentes atores. MAS mensalão enquanto mensalão, ou seja, pagamento mensal de propina para um grupo de deputados votar com o governo, este EU DUVIDO muito que exista longe do teatro armado por Roberto Jefferson. Não há nada que sustente essa versão a não ser a falácia do falastrão ex-presidente do PTB, flagrado no escândalo dos Correios e com ficha mais suja do que o Rio Tietê.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, ACREDITO QUE o julgamento que o Supremo inicia amanhã vai decepcionar boa parte daqueles que esperam duras e exemplares punições aos 38 réus. De cara, acho que os ministros vão descaracterizar o chamado &quot;mensalão&quot;. Repito, não acredito que ele tenha existido. Por dois motivos: primeiro, que o governo tem outras formas, mais eficientes e mais seguras, de pressionar sua base para votar com ele que não a distribuição de mesadas aos deputados; segundo, que seria um sistema muito complexo, que envolve muitas pessoas, muitos pagamentos, extratos, etc, para não ter surgido uma prova ao menos ao longo desses últimos anos. Não há nenhuma prova material que sustente o mensalão. Nenhuma ligação telefônica. Nenhum extrato bancário. Vídeo. Áudio. Nada. Apenas as declarações de Jefferson. E uma centena de matérias em jornais que também não provam nada.&amp;nbsp;Com tantos deputados, de tantas correntes diferentes, alguém ia ter aberto a boca, ia ter vazado.&amp;nbsp;Há provas, sim, dos crimes que falei lá em cima (Correios, Sonegação, Caixa 2...). Mas da &quot;mesada&quot;, zero.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
MEU PALPITE, então, é que a maioria dos réus pegará penas brandas, por crimes contra o patrimônio e alguns poucos por corrupção - sobretudo aqueles ligados ao escândalo dos Correios, que é o mais fartamente documentado, inclusive com vídeos. APOSTO QUE:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1. Zé Dirceu será inocentado (aqui vou fazer um parentese, porque parece muito absurdo: Dirceu é acusado de ser a &quot;cabeça&quot; do mensalão. Se, como acredito, o &quot;mensalão&quot; não existiu, não há nada contra ele. Não está ligado a nenhum dos outros crimes. Seu crime é ter coordenado a distribuição da mesada, por isso ele é o &quot;chefe da quadrilha&quot;, como disse o grande Joaquim Barbosa).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
2. Duda Mendonça pega pena leve, por sonegação, inclusive porque já devolveu o dinheiro que deveria ter recolhido à época.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
3. A maior punição será para Marcos Valério.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
4. José Genoíno, por ser o presidente do PT na época, deve ser punido por crimes eleitorais e também patrimoniais. Assim como Delúbio Soares, secretário de finanças do PT na época.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
5. Roberto Jefferson, para mim, é a grande incógnita. Mas acho que será punido. Comprovando-se ou não a tese do mensalão, será punido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
6. O julgamento será técnico para não haver contestações jurídicas nem de ordem moral (vide julgamento sobre cotas). Toffolli vai se declarar impedido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
[o último ponto é mais uma torcida que um palpite. Espero que o STF, e em especial Toffolli, estejam à altura do que tem em mãos a partir deste semana. E coloquei algumas expressões em caixa alta porque neste pitaco, especialmente, espero que entendam que é só OPINIÃO, ACHISMO, não estou cravando nada. Pelo que vi e li até hoje, acredito nisso. E pode ser que eu esteja COMPLETAMENTE enganado. Há uma chance grande disso acontecer, inclusive. Já estou quase me arrependendo de ter escrito esse palpite, aliás]&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
***&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Pitaco 2: Eleições&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Adoro esse período eleitoral e sobre isso já escrevi em outras redes sociais. Aqui, no blog, vou apenas dar palpites sobre o que estou vendo e, claro, fazer um exercício a la Mãe Dinah...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmjHrsbUyBjDuz8a8jWCcwxf_eZOE2U7Zr6DrkN1MYe_2xM2P8i0SoF2U_32HX7q2KD5s56EPZVJn8iABVo6mqKS0K1_4QmOc0JvRiOAZqIAHFwlzsWE-5IVKWD3obDr-F2vcwsS5K8fE/s1600/freixo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmjHrsbUyBjDuz8a8jWCcwxf_eZOE2U7Zr6DrkN1MYe_2xM2P8i0SoF2U_32HX7q2KD5s56EPZVJn8iABVo6mqKS0K1_4QmOc0JvRiOAZqIAHFwlzsWE-5IVKWD3obDr-F2vcwsS5K8fE/s320/freixo.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;1. Comecemos pelo Rio, meu atual colégio eleitoral. A primeira pesquisa mostrou Paes com 54%, Freixo com 10% e a dupla Maia-Garotinho com 6%. A vantagem de Paes era mais que esperada, mas ao contrário de muitos amigos, achei o desempenho do Freixo bem bom. As pesquisas, de modo geral, dizem mais pelo que elas não dizem à primeira vista - e este caso é exemplar. O atual prefeito, diz a pesquisa em um daqueles dados importantíssimos que a maioria não dá a mínima, é conhecido por 99% da população. O deputado niteroiense, por apenas 50%. Freixo carrega, ainda, a menor taxa de rejeição entre todos os candidatos. Assim, há muito espaço para o socialista crescer. Para Paes, o campo de crescimento se concentra entre aqueles indecisos, ali é onde pode buscar os votos para aumentar sua (já larga e quase inalcançável) vantagem. Já para Freixo, ainda lhe resta, além dos indecisos, 50% do eleitorado, que não o conhece e pode se identificar com suas propostas. Há muito campo para crescer. Claro que seu único minuto de propaganda de televisão contra os dezesseis de Paes, sua previsão de gastos na campanha que representa apenas 10% dos gastos previstos pelo atual prefeito, seu único partido contra uma aliança de quase duas dezenas de siglas do outro lado, torna sua missão muito ingrata. Mas, ao contrário do que a maioria está analisando, ele começou bem o jogo - que, para não fugir do desafio Mãe Dinah que me propus, vai ser vencido pelo atual prefeito (torço que no segundo turno; mas, sinceramente, não me arrisco).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Em Volta Redonda, o cenário é um pouco mais triste. Há alguns meses, a disputa parecia que seria animada. Às vésperas do pleito, com todas as desistências e alianças feitas, formou-se o pior dos cenários: uma polarização entre um projeto ultrapassado e com sinais de esgotamento de um lado, e uma aparente falta de qualquer projeto de outro. É uma disputa entre dois rivais, dois inimigos políticos, não entre dois projetos políticos para a cidade. Respeito ambos, durante todo o tempo em que trabalhei como repórter de política na cidade sempre me trataram com muito respeito e devolvo este respeito aos dois. Não faço qualquer consideração pessoal. Apenas acredito que independente de quem vença, não é Volta Redonda que ganha. Acho que o atual prefeito se reelegerá, mas com segundo turno e numa disputa bastante apertada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Barra Mansa acho que terá o pleito mais disputado da região. São três candidatos tecnicamente empatados nas pesquisas. Confesso que fiquei surpreso com o índice de rejeição do atual prefeito, que, de longe, sempre me pareceu um bom prefeito, interessado ao menos - de perto, a população parece ter outra impressão. Acho que Inês tem uma grande chance nas mãos de retornar à prefeitura e o PT mostra que está apostando alto nisso. Tem que vencer o índice de rejeição, que também é alto (o que considero uma pena, porque acho Inês uma das políticas mais sérias da nossa região, com perfil ideológico mais claro e compromisso contundente com as - boas e justas - causas que defende). Entre dois índices altos de rejeição, e um eleitorado &quot;saturado&quot; de velhas opções, Jonas Marins pode se sobressair como uma terceira via. Mas não aposto muito. Jogo aberto, enfim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Em Resende dá Rechuan; Angra só verá a troca dos &quot;Jordões&quot;, do Tuca para o Fernando. Esses dois, acho, são barbadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Por fim, um giro por algumas capitais que tenho acompanhado com algum interesse: São Paulo eu não tenho dúvida que será Haddad (anotem!). Em Porto Alegre, torço e acredito que dará Manuela (posso dizer sem medo a torcida aqui porque estou tão longe, né? rs). BH vai de Patrus. E Belém do Pará (sim, amigos!) deve dar o primeiro prefeito ao PSOL no país, com o Edmilson Rodrigues, para a alegria de meus bons amigos paraenses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
***&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Pitaco 3: Olimpíadas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4QsJLDjfZX5nmwPLv8wJo0_XWFl6-QfUSbf-pTgsbZ1xmfhEUZgLGpUb_MCBagPCT0atDUp4KVoAT6DgLcdeCNh8ybtWaiOJ35wnpnbWGj4yAgGkZndJx0ws5J8N8-67GZlXrJv3WzZc/s1600/neymar.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4QsJLDjfZX5nmwPLv8wJo0_XWFl6-QfUSbf-pTgsbZ1xmfhEUZgLGpUb_MCBagPCT0atDUp4KVoAT6DgLcdeCNh8ybtWaiOJ35wnpnbWGj4yAgGkZndJx0ws5J8N8-67GZlXrJv3WzZc/s320/neymar.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E para aliviar um pouco, vou dar meus pitacos sobre as Olimpíadas também, apesar dos Jogos já terem começado e eu ter alguma vantagem em fazer previsões já no meio da competição, rs. Acho que o Brasil conquistará seus melhores resultados na história dos Jogos, superando consideravelmente o que já foi conquistado até aqui em edições anteriores. Lá vai:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1. Cielo, Futebol, Vôlei de Praia, Vela e Judô (mais uma vez) nos darão ouro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
2. Vôlei masculino e feminino também nos trarão medalhas, talvez as douradas - e se antes dos Jogos começarem, apostava mais nas meninas, essas duas rodadas iniciais já demonstraram que o time de Bernardinho voltou com tudo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
3. Quem sabe também não pinta ouro para Thiago nos 200m medley e para a Maurren Maggi no atletismo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
4. Mais algumas medalhas de prata aqui, outras de bronze acolá, acho que serão ao menos 15 medalhas, com cinco de ouro, na visão mais pessimista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
***&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;E tenho dito!&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/4921639331219393247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/4921639331219393247' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4921639331219393247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4921639331219393247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/08/pitacos.html' title='Pitacos'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7ldlzV6WVoNS7y1RS4U9q-sepCdmsw77-tOh_JFB7wsMdoC1iX_dzHxtcWNimcoeOOstKjSBIzyo14BvPbOOGZjnmCeSllxSwkXScNJu8dA0ZTwckbGO6_qS7VAHs0w3RZ45dVRIzxXM/s72-c/Roberto-Jefferson.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-6813559267755674097</id><published>2012-06-06T14:36:00.000-03:00</published><updated>2013-02-23T20:31:41.672-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia de bar"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Identidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Preconceito"/><title type='text'>Por que não?</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entre o preto e o branco existem 256 tons de cinza. Esta é uma lição importante não apenas para quem trabalha com paletas de cores. &amp;nbsp;É um ensinamento que exige atenção. Existem muitos jornalistas arrogantes, mas nem todos são. Nem toda cultura neopentecostal é alienada (ou alienante) politicamente. Nem todas as feministas são histéricas. Nem todos os policiais são maus, ambientalistas não são chatos em sua totalidade . Lutar contra o maniqueísmo [fácil, simples, redutor] é um exercício diário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em certos momentos, jogar no lixo algumas de nossas verdades sobre o mundo pode ser um ato profundamente libertador. É isso, fundamentalmente, que tenho feito, ou procurado fazer, no último ano. Deixar de lado os “porquês?” que me guiaram por toda uma vida, e substituir por uma expressão parecida mas fundamentalmente distinta: “por que não?”. “Por que não?” é o reconhecimento das alteridades, das diferenças entre o eu e o outro como constitutivas deste mundo em que vivemos, como estranhos e familiares.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma é prestigiada jornalista de Economia do principal jornal do maior conglomerado de comunicação do país. Outra é negra, suburbana, estudante de escola pública. Uma terceira é cidadã do mundo, tem dezenas de carimbos em seu passaporte, da França à África do Sul, Estados Unidos à China. Tem outra ainda que sobe favelas, conversa de igual para igual com a molecada, milita em várias frente sociais. Não se pode &amp;nbsp;esquecer daquela que é mãe, esposa, filha, abdica de compromissos por uma reunião de família. &lt;b&gt;E todas elas são uma mesma pessoa&lt;/b&gt;. Porque então colocar um rótulo a partir de uma só face, que lhe seja mais conveniente criticar? Porque tratá-la como a jornalista-filha-da-puta-elitista-que-trabalha-num-jornal-filho-da-puta-elitista?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mais que nunca, nossas identidades são múltiplas. Eu sou o Jader do Mestrado. O Jader jornalista. O Jader marido. O Jader do facebook. São tantos Jaders e é um mesmo Jader. Sou inteligente? Depende do lugar. Sou engraçado? Depende do contexto. Sou chato? Quase sempre. As minhas identidades são tão multifacetadas quanto os ambientes em que estou, as pessoas com que cruzo ou convivo. Quem vai conseguir me encaixar em um só rótulo? Duvido – e desafio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há algumas semanas, uma discussão tomou conta do país, nas ruas, nas casas e – sobretudo – neste terreno incrível que é a internet. A questão era séria e desafiava conceitos e verdades de todos os lados. O que fazer com os fetos anencéfalos e a legalização ou não do aborto nesses casos. O tema era rico, complexo, envolvia questões de muitas ordens. Mas o debate foi todo ele reduzido a dois pólos: de um lado, os que &quot;defendiam a vida&quot; acusavam os seus adversários de assassinos frios e crueis, matadores de criancinhas, monstros. De outro, os &quot;defensores dos direitos humanos&quot; classificavam os demais como fanáticos religiosos não dotados de razão,&amp;nbsp;alienados e insensíveis ao sofrimento da mulher.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Do meu lado, adotei uma postura incomum para &quot;meus padrões&quot;: fiquei em cima do muro. Assumi publicamente esta postura. Não que não tivesse uma opinião, não que a questão me fosse indiferente. Mas eu não era um monstro nem um fanático religioso. Não encontrei espaço naquela discussão. Achei uma vitória ter ficado em cima do muro em debate tão repleto de paixões cegas e completamente ignorantes da visão do Outro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Cada vez mais acredito que as respostas (se elas existem) não estão nos pólos. Estão ali perdidas naquele bolo cinzento. Enquanto a gente não entender isso, acho que vai ficar cada vez mais intolerável entrar em qualquer discussão, debater o mínimo assunto com quem quer que seja. Cada um fechado em seu mundo, certo da sua verdade, enxergando o outro como o mau, o burro, o alienado, o manipulador, o alemão. Personagens tão maniqueístas só existem nos quadrinhos e folhetins. A vida real, felizmente, é um pouco mais complicada que isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/6813559267755674097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/6813559267755674097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6813559267755674097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6813559267755674097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/06/por-que-nao.html' title='Por que não?'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-8330334155250744174</id><published>2012-05-10T17:34:00.002-03:00</published><updated>2012-05-10T17:49:23.674-03:00</updated><title type='text'>A Praça</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Vencer a violência, vencer essa tristeza. É só uma parte deste começo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Trecho de uma canção do CD Minha Vida, Minha Música (Borel)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieF5HiKEVVbBXTRh82Dcw9ffQD6OBMCrbGMZtfYgez2WH4yjlK88-Giu8auB_Kkee9QPdF-tobRfr0xnnk4csEmNF8BK2qb61MhP7ezuOjbGAGV3Dtx_Az_0zdZdz3FouhPTdj40exq9k/s1600/Pra%C3%A7a.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;256&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieF5HiKEVVbBXTRh82Dcw9ffQD6OBMCrbGMZtfYgez2WH4yjlK88-Giu8auB_Kkee9QPdF-tobRfr0xnnk4csEmNF8BK2qb61MhP7ezuOjbGAGV3Dtx_Az_0zdZdz3FouhPTdj40exq9k/s320/Pra%C3%A7a.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Amantes das Artes - Dança de Rua&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não tem jeito, vira e mexe a gente acaba retornando ao lugar onde estamos. Mais uma vez, falarei sobre o Borel. Já contei aqui sobre as mulheres, os meninos, a comerciante prestes a ser despejada. Hoje não quero falar de um grupo específico. E me desculpem se restar a impressão de samba de uma nota só. É que determinados acontecimentos, determinadas coisas, determinados lugares nos tocam de forma tão profunda que vira uma quase obrigação compartilhar com o mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O dia foi sábado. O local, a Praça Xavier de Brito - tradicional recanto da família tijucana que leva seus filhos para passearem a cavalo nos fins de semana, em um cenário quase bucólico, quase interiorano: um chafariz, um coreto, parquinho, árvores, os velhinhos jogando baralho. O objetivo eram vários e era um, integração. Entre as sete favelas, entre as favelas e o bairro, entre o Estado e as pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ao construirmos o projeto, junto com as comunidades, a partir da comunidade, pensamos em &lt;i&gt;invadir aquela praia&lt;/i&gt;. Chamar a atenção dos nobres tijucanos sobre a produção artística, social e de geração de renda existente nas favelas do entorno - que, anote-se, não foram inventadas após a &quot;pacificação&quot;, mas já existiam e continuarão a existir com ou sem ela. Era um presente, na verdade, ao asfalto: com o &quot;Comunidade na Praça&quot;, buscávamos (re)apresentar a parte alta do bairro, com todos os seus talentos e com o mínimo de estereotipia possível. E não é que conseguimos*?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se não há como descrever com exatidão o que se passou, acho que algumas imagens dão conta de colorir esse meu relato:&amp;nbsp;a artesã tijucana que descobriu que não precisa viajar mais à Copacabana em busca de costureiras, ao contrário, conheceu o grupo de artesãs comunitárias que se reúne a poucos metros de sua casa e contratou duas ali, no ato; o produtor cultural garimpeiro de jovens talentos que, estando na praça, descobriu algumas preciosidades, trocou contatos com os grupos e apresentou-lhes seu projeto de intercâmbio cultural com universidades americanas; a senhora, já bem velhinha, que descobriu, espantada, que aquela rádio que animava a praça [Rádio Comunitária Grande Tijuca] existia &quot;de verdade&quot;; a outra senhora, um pouco mais velha, que quis subir ao palco para dançar funk e dança do passinho com a molecada da Casa Branca; a piscina de bolinhas lotada de crianças e com uma coloração especial: pretos, brancos, ruivos, Estrada da Independência, Conde de Bonfim, Casa Branca, Borel, Chácara...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A todos estes, soma-se um momento, logo no início da manhã, em que a Praça parou para ouvir o que se passava no palco (palco, aliás, que muito me orgulho de termos conseguido reunir uma pluralidade incrível de grupos artísticos, da música gospel à black music, dança contemporânea à capoeira, todos daquelas sete favelas). Foi quando o baterista de uma das bandas deixou a batera e foi para o microfone. Em alto e bom som entoou o Funk do Borel, um hino que me emocionou e tocou todos que passavam pelo local. Foi o aplauso mais forte, mais sentido, mais consagrador que seu ouviu naquele dia. Não apenas pela (excepcional) banda que estava sobre o palco. Mas sobretudo porque a canção sintetizava um pouco daquilo tudo que estávamos fazendo ali.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Prazer, Tijuca, nós somos o Borel.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/AFeorILCqNg?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Funk do Borel.&lt;/b&gt; A praça parou. Para um segundo pra ouvir também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/N2m4xQNhEds?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Matéria sobre o evento. Dá pra ver um pouco do que escrevi aí em cima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
* quando estou falando em primeira pessoa (nós), não me refiro à equipe de trabalho da qual faço parte. Falo de nós todos envolvidos no evento - a equipe, as associações, ONGs, os grupos artísticos, todos nós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tempo: que belíssimo o julgamento sobre as cotas raciais no STF. Emocionante a unanimidade. Juridicamente incontestável a decisão. Quebrou o coro dos intelectuais de &quot;sofismas e argumentos tortos&quot;, como disse Miriam Leitão em brilhante artigo sobre as cotas. Uma por uma, as falsas questões foram sendo derrubadas. Foi emocionante! Uma vitória sem precedentes!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/8330334155250744174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/8330334155250744174' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8330334155250744174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8330334155250744174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/05/praca.html' title='A Praça'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieF5HiKEVVbBXTRh82Dcw9ffQD6OBMCrbGMZtfYgez2WH4yjlK88-Giu8auB_Kkee9QPdF-tobRfr0xnnk4csEmNF8BK2qb61MhP7ezuOjbGAGV3Dtx_Az_0zdZdz3FouhPTdj40exq9k/s72-c/Pra%C3%A7a.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-6236721428007341884</id><published>2012-04-23T00:44:00.000-03:00</published><updated>2012-04-23T00:45:05.133-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio de Janeiro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sou Preto"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="São Jorge"/><title type='text'>Salve, Jorge!</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Eu andarei vestido e armado com&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;as armas de São Jorge.&amp;nbsp;Para&amp;nbsp;que&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;meus&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;inimigos tendo pés não me&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;alcancem,&amp;nbsp;tendo&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;mãos não me peguem,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;tendo olhos não me exerguem&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;e&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;nem&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;pensamentos eles possam ter&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;para me fazerem mal.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Meia-noite de 23 de abril e no céu do Rio de Janeiro começam a pipocar fogos. A cidade é despertada para celebrar o santo guerreiro, Jorge de Capadócia, mártir venerado na igreja católica e cultuado como Ogum nas religiões afro-brasileiras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Durante muito tempo vivi alheio à figura São Jorge. Devoto de Francisco de Assis e Nossa Senhora Aparecida, nunca entendi o fascínio que o guerreiro exercia sobre uma multidão que enchia as ruas e as telas da TV em que assistia, à distância, com procissões, cultos, festas. Hoje compreendo. E também faço parte da massa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quero ser breve, porque um dia pretendo escrever de forma mais profunda sobre isso, mas acredito que a devoção a Jorge tem muita relação com a metrópole. Se antes o culto me intrigava, depois que passei a morar no Rio de Janeiro ele me pareceu muito natural. Como se, ao viver neste lugar, automaticamente me tornasse devoto deste santo protetor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Retornando à questão que quero tratar neste post: acho que a metrópole te obriga a empunhar as armas de Jorge. Sei que é uma fé que existe em todas as regiões do país (e do mundo), inclusive aquelas rurais e periféricas, contudo acredito que na metrópole, em especial, estamos expostos a tantos perigos, tantos riscos, são tantos os dragões, que vestir essa armadura se impõe como uma necessidade primária - não só na metrópole, na sociedade moderna como um todo; mas especialmente na metrópole, me entendam.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Diante de todos os dragões, a invocação a Jorge é uma arma a mais para a luta. Junto com o terço mariano, para uns; as guias dos orixás, para outros.&amp;nbsp;É no sincretismo tão tipicamente brasileiro que a fé em Jorge floresce.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje é dia de Jorge. Dia dos guerreiros. Daqueles que têm que vencer um dragão por dia para sobreviver. Têm que se desviar da&amp;nbsp;bala, dos carros, do prédio e até do bueiro. Da vizinha fofoqueira, do colega invejoso, do patrão mau caráter.&amp;nbsp;Dos inimigos inimigos visíveis e invisíveis. Hoje é dia de comemorar a luta, a vitória nossa de cada dia nesta terra louca para nos devorar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Amém! Saravá!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/h4TgUj-eOLc?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/6236721428007341884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/6236721428007341884' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6236721428007341884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6236721428007341884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/04/salve-jorge.html' title='Salve, Jorge!'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-6283176812637306650</id><published>2012-04-11T01:50:00.000-03:00</published><updated>2012-04-11T01:59:58.574-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2012"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Volta Redonda"/><title type='text'>O Fantástico Mundo de Jader no Purgatório da Beleza e do Caos - Ano I</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyInLlg0FvdMYYTof5m8hpthFKpap5lrHN-BHfr85ReQEEtQ8ACgLtlUk9P3Ds_CrT2oke3rvNxGWJTLuzOm05XX43XTQwWslIVuAKo1xZ3UtmnvZD8abuFTodllN6c01HaOKGvHirI6g/s1600/rio11.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyInLlg0FvdMYYTof5m8hpthFKpap5lrHN-BHfr85ReQEEtQ8ACgLtlUk9P3Ds_CrT2oke3rvNxGWJTLuzOm05XX43XTQwWslIVuAKo1xZ3UtmnvZD8abuFTodllN6c01HaOKGvHirI6g/s400/rio11.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Coisa mais linda, cheia de graça... &lt;br /&gt;Foto belíssima do amigo Weder Ferreira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há exato um ano, saí de casa rumo ao que muitos chamavam de &quot;ilusão&quot;. Aquela cidade cheia de encantos mil seria inverossímil fora das lentes ficcionais de Manoel Carlos. Outros, e essa ala também era grande, acreditavam que eu estava cometendo uma loucura. Trocar a cidade pequena, os amigos tão próximos, o aconchego da família, pela metrópole conturbada que viam nos jornais não podia ser uma decisão sábia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não tiro a razão de um grupo nem de outro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Encontrei a ilusão. Nas esquinas do Morro, nas ruas da Lapa, na Quinta lotada para gritar a Consciência Negra, na Casa Verde em que estou internado desde que cheguei aqui, nos bares, nos lares, estádios, nas amizades que fiz.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Encontrei também a realidade, nua e crua, bem ao gosto do freguês: os racistas escondidos na sacristia, os mesmos de sempre fazendo os mesmos de sempre com os mesmos de sempre, a política em sua pior forma, o garoto que revirava o lixo à procura de comida, o garoto maltrapilho que me levou vinte reais na saída da rodoviária, o esgoto, o descaso, a mentira.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
[&lt;i&gt;pobreza de espírito essa nossa mania de achar que a felicidade é ilusória enquanto a crueza da vida, somente ela, pertence ao mundo real&lt;/i&gt;]&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9wyIostAU10WysVu0isT_pBMi_YjD1mM1ad6p9z1HtISdGpFLGgDyRECv29tVQxngbDdNSfxtfwmqKBUYdNVg7xPvlukT2W2nQYXaIj0uiEkmDZdlGVW5GqodXU-yy32eaLkZwKUIUyE/s1600/Rio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;328&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9wyIostAU10WysVu0isT_pBMi_YjD1mM1ad6p9z1HtISdGpFLGgDyRECv29tVQxngbDdNSfxtfwmqKBUYdNVg7xPvlukT2W2nQYXaIj0uiEkmDZdlGVW5GqodXU-yy32eaLkZwKUIUyE/s400/Rio.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Eu e os melhores momentos, ao lado das melhores pessoas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A vida deu um giro e a impressão é que vivi mil anos em 365 dias. Envelheci. Rejuvenesci.&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: HelveticaNeue, &#39;Helvetica Neue&#39;, Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;&quot;&gt;♪&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Mudaram os horários, hábitos, lugares, inclusive as pessoas ao redor / São outros rostos outras vozes, interagindo e modificando você&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: HelveticaNeue, &#39;Helvetica Neue&#39;, Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;&quot;&gt;♪&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas acho que as experiências, os fatos, as emoções deste último ano já estão devidamente registradas neste blog (pode ler &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2012/03/cidade-dos-outros.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, ou &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2011/05/o-bicho.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, ou então &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2011/06/somos-todos-bombeiros.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, ou mesmo &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2011/08/meninos-do-borel_05.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, se quiser &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2011/08/salve-mocidade.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2011/12/eu-acredito-em-papai-noel.html&quot;&gt;aqui &lt;/a&gt;uma vez mais, e em &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2011/12/o-ano-11.html&quot;&gt;muitos outros&lt;/a&gt;). Neste post quero sobretudo agradecer publicamente:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- aos que, concordando ou não, respeitaram minha decisão e compreenderam o quão importante para mim era vir para cá (mãe, pai, Vini, Bia);&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- àqueles que me fizeram sentir em casa aqui (Anderson, Anelise, Clarissa, Isis, Mari, André, Bruno, Lu, Tete, Vivian, Ricardo, Jo, Livia, Tati, Aline, Victor e, claro, Borel);&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- aos que me ajudaram de alguma forma neste processo (Gabriel, Léo, Pingo, Sheila, Lucas, Ana, Mads, Dona Helena);&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- e à todos, enfim, que me fazem sentir saudade imensa de Volta Redonda (Giovana, Ricardo, Fernanda, Tássila, família, JC, Jo, garoto que roubou o coelho na Praça Brasil - porque, na moral, tem coisas que só acontecem em VR! rs).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Obrigado a todos - e especialmente aos que esqueci de listar, mas de antemão já me perdoaram!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E aos que tinham medo, aos que tinham dúvidas, quero tranquilizá-los. A cidade que sempre sonhei, sempre amei e sempre desejei viver é ainda melhor do que eu poderia imaginar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNBScm9H1HjzA6qMJGcPhTpjndheYCKSEIrRUxoqfTQNfQ6Z_mPoQQGjXmFBCJTNcdHwV2WzxXc9IrBo1DLE6eZPcjI4DQdnx2v4feZS0S_FMKcU-rqp7-OqxvEnw5ZbmNQ29_V93WJuI/s1600/DSC03484.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNBScm9H1HjzA6qMJGcPhTpjndheYCKSEIrRUxoqfTQNfQ6Z_mPoQQGjXmFBCJTNcdHwV2WzxXc9IrBo1DLE6eZPcjI4DQdnx2v4feZS0S_FMKcU-rqp7-OqxvEnw5ZbmNQ29_V93WJuI/s320/DSC03484.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por que escolhi esta foto para encerrar? Não sei. É na Providência, &lt;br /&gt;só para constar. E foi espontânea. Gosto dela.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/6283176812637306650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/6283176812637306650' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6283176812637306650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6283176812637306650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/04/o-fantastico-jader-no-purgatorio-da.html' title='O Fantástico Mundo de Jader no Purgatório da Beleza e do Caos - Ano I'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyInLlg0FvdMYYTof5m8hpthFKpap5lrHN-BHfr85ReQEEtQ8ACgLtlUk9P3Ds_CrT2oke3rvNxGWJTLuzOm05XX43XTQwWslIVuAKo1xZ3UtmnvZD8abuFTodllN6c01HaOKGvHirI6g/s72-c/rio11.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-6659564229919770987</id><published>2012-03-23T11:22:00.000-03:00</published><updated>2012-03-23T17:57:23.554-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio de Janeiro"/><title type='text'>A Cidade dos Outros</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyorMhqE_KNtq4Nj0AO5MLb8N0MYsUGoROZQIomko0bBYsLAH71EOmLupAYy8K7WKsxg6hpvuKmiZFXBFswlwSTHcnZmLYQaUUlPyiG4IAUfa5brlgHqwdU8C8ara0-03vKZuEavrVyXg/s1600/olimpiada3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;204&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyorMhqE_KNtq4Nj0AO5MLb8N0MYsUGoROZQIomko0bBYsLAH71EOmLupAYy8K7WKsxg6hpvuKmiZFXBFswlwSTHcnZmLYQaUUlPyiG4IAUfa5brlgHqwdU8C8ara0-03vKZuEavrVyXg/s320/olimpiada3.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3DZ7BFQjYy6er8zB5K9vxDDOIqXgy1lAXE5iLYxqyk6RNI5wQKneZqygtMUmGHQK2u5VTqqXzH4SBnRztZU6s6GZmiVwEdE3-I-u3GCTrw2m14m5laPGaHaEwi478nSbI_-miky-yYu8/s1600/olimpiada4.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;204&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3DZ7BFQjYy6er8zB5K9vxDDOIqXgy1lAXE5iLYxqyk6RNI5wQKneZqygtMUmGHQK2u5VTqqXzH4SBnRztZU6s6GZmiVwEdE3-I-u3GCTrw2m14m5laPGaHaEwi478nSbI_-miky-yYu8/s320/olimpiada4.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Comentava neste fim de semana com a &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com.br/2012/02/ela.html&quot;&gt;Bia&lt;/a&gt;, enquanto passávamos por uma obra na região portuária do Rio, próximo à rodoviária: &quot;Acho que passadas todas as turbulências, o Rio será uma cidade melhor para se viver. Mais organizada, melhor planejada, com mobilidade mais simples. Acho que será uma cidade mais moderna. Para quem conseguir sobreviver a ela&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Acredito mesmo que o Rio será, do ponto de vista urbanístico, uma cidade melhor pós-2016. Mas não será uma cidade para os que a construíram (o que, admito, é um contra-senso, pois o melhor dessa cidade é seu povo - e isso não é um clichê). Será uma cidade melhor, mas destinada a outro povo, construída para uma outra classe. Neste novo Rio não caberão os cariocas da gema que hoje andam pelas quebradas da cidade. Não caberão os malandros, a não ser aqueles de terno e gravata. Não caberão as mulatas dos requebros febris. Este Rio que está sendo construído, da forma com que está sendo construído, é para uma outra gente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não é uma previsão apocalíptica, antes fosse essa minha mania de ser exagerado. Desta vez, apenas me reporto aos fatos. Vamos a eles:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Morro da Providência é a primeira favela do Brasil. Guarda um pouco da história do Rio e da cultura brasileira em suas casas, em sua gente. Casas que vão ser demolidas, gente que vai ser removida. Pois pasmem: mais de oitocentas casas estão previstas de serem derrubadas, por baixo pode-se pensar em três ou quatro mil moradores. Serão mandados para algum ponto da cidade. No lugar do imóveis que vão para o chão, passará um teleférico. Lá em cima onde os garotos jogam bola, será construído um mirante. Os turistas certamente vão adorar a vista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O porteiro trabalha em um prédio na Vila Isabel. Foi no bairro que ele cresceu e morou por muitos anos, pagando um módico aluguel em um apartamento perto do Morro. Mas de repente Vila Isabel deixou de ser um bairro que cabia em seu bolso. Comprar seu próprio lugar virou tarefa impossível depois que o preço dos imóveis triplicou em curto espaço de tempo. Foi para Campo Grande, do outro lado da cidade. Para chegar ao seu trabalho, acorda quatro e meia da manhã. Vem de trem porque &quot;só demora uma hora para chegar&quot;. A filha insiste em ficar por aqui e alugou uma casinha no Engenho Novo. De vez em quando vai visitar os pais na&amp;nbsp;longínqua Zona Oeste. Só de vez em quando.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A dona da venda também vai ser removida. Ela mora na Indiana, uma das favelas que integram aquilo que o poder público agora resolveu chamar de Complexo do Borel, um aglomerado de sete favelas na Tijuca. Moradora da região há quase trinta anos, agora a pequena comerciante vê-se na iminência de ser mandada para um dos imóveis que o governo construiu em Triagem. Não me pergunte onde fica. &quot;O apartamento até que é bom&quot;, começa o filho, &quot;mas nossa vida está construída aqui&quot;, completa a mãe. Por vida, entenda-se a escola, os familiares, o posto de saúde, o espaço onde eles resolveram vender seus produtos artesanais há poucos meses para compor a renda familiar. &quot;Nem regularizamos ainda porque dizem que vão nos tirar daqui, remover. Depois vou ter que pagar tudo de novo se eu for para outro lugar?&quot;, pergunta. A alternativa para a família, se não quiser ir para Triagem, é receber uma indenização do governo para procurar um imóvel por conta própria. O valor da indenização parece piada. E deve ser: entre dez e vinte mil reais. &quot;Só este ponto custou trinta&quot;, revela a mulher, enquanto enumera as economias, empréstimos e prestações que fez para comprar o espaço de dois metros quadrados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Maracanã! Maior templo do esporte mais popular do país. Quase um bilhão em obras, cerca de trinta meses parado. Quando chegar ao fim, será um dos estádios mais modernos do mundo. O campo, explica o repórter, vai ser rebaixado em tantos centímetros, a arquibancada estará a apenas tantos metros do campo, a cobertura será totalmente nova em material sustentável de última tecnologia, os cento e dez camarotes serão mais espaçosos, mais luxuosos, com melhor visão de campo. E a Geral, seu repórter? Onde ficarão as arquibancadas populares? Me explica nesta sua reportagem: povo vai sentar em que lugar? O anjo rubro-negro, o Barack Obama brasileiro, o papa tricolor, os caixões dos adversários, as faixas &quot;mãe, to na Globo&quot;, nada disso terá espaço na arena? Não combinam mais com o Novo Maracanã?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Está nascendo uma nova cidade. A dos milionários que gastaram meio milhão de reais na noite de inauguração da Daslu carioca. A dos empresários que escondem bem escondido o dinheiro da propina na garrafa de whisky. A do filho de empresário dono de uma fortuna de trinta bilhões de dólares que vai ao twitter dizer que vai fazer caridade por pagar o enterro de oito mil reais do ciclista pobre que ele matou. A da madame que mora numa cobertura em São Conrado, a cem metros da maior favela da América Latina, e acha um absurdo o traficante preso ter uma mansão de dois quartos e uma piscina enquanto pessoas a seu lado vivem em condição de miséria.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um novo Rio está nascendo. Mas não se alegre, ele não foi feito para você.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Tá vendo aquele edifício moço?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Ajudei a levantar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Foi um tempo de aflição&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Eram quatro condução&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Duas pra ir, duas pra voltar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Hoje depois dele pronto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Olho pra cima e fico tonto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Mas me chega um cidadão&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;E me diz desconfiado, tu tá aí admirado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Ou tá querendo roubar?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Meu domingo tá perdido&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Vou pra casa entristecido&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Dá vontade de beber&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;E pra aumentar o meu tédio&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Eu nem posso olhar pro prédio&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Que eu ajudei a fazer&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Cidadão - Zé Geraldo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/6659564229919770987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/6659564229919770987' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6659564229919770987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/6659564229919770987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/03/cidade-dos-outros.html' title='A Cidade dos Outros'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyorMhqE_KNtq4Nj0AO5MLb8N0MYsUGoROZQIomko0bBYsLAH71EOmLupAYy8K7WKsxg6hpvuKmiZFXBFswlwSTHcnZmLYQaUUlPyiG4IAUfa5brlgHqwdU8C8ara0-03vKZuEavrVyXg/s72-c/olimpiada3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-5469133709305051774</id><published>2012-03-16T17:47:00.000-03:00</published><updated>2012-03-16T17:49:39.413-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="De tudo um pouco"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><title type='text'>Amenidades</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Voltei. Andei meio sumido do blog, das redes sociais, do mundo virtual. A vida real anda muito corrida, sobra pouco espaço para essa aqui. Nesse tempo, tive muita vontade de dizer ao mundo algumas coisas – porque, afinal, é para isso que se escreve aqui, não? Para que o mundo leia nossos anseios, angústias, reflexões, devaneios. Ainda que o mundo se resuma aos seus habituais cinco ou seis leitores.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Quem acha o contrário que escreva seus textos em um caderno! Eu mesmo tenho um em que escrevo o que não quero (ou não posso) escrever aqui. Escrevo só para mim mesmo. Abro de vez em quando. Leio. Risco. Avalio. Comento – no próprio caderno. Mas aqui não! Aqui escrevo o que quero público, o que quero expor, o que o mundo pode ler. &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um dia terei coragem de publicar aqui alguns textos de lá. Tem um, aliás, que valeria a minha cabeça (e confesso que posso estar exagerando para supervalorizar meu caderno). Mas hoje não! Hoje quero escrever apenas amenidades. E vamos a elas, depois deste preâmbulo inútil:&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Oscar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Paguei minha dívida com o Oscar no último fim de semana. Fui assistir três dos principais filmes que concorreram à premiação este ano: O Artista, A Invenção de Hugo Cabret e A Dama de Ferro. Os três são ótimos filmes, especialmente os dois primeiros, ambos uma homenagem ao cinema e ao encantamento que sua magia produz em nós, espectadores (o terceiro vale sobretudo por Meryl Streep).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Carnaval&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
É péssimo para o carnaval que aconteça o que aconteceu este ano: um abismo entre o resultado oficial e a opinião popular. A Vila Isabel foi consagrada por público e crítica (que nem, sempre combinam), mas os julgadores não enxergaram o mesmo desfile. E o que foi pior este ano é que a discrepância entre público e jurados não esteve restrito ao topo do pódio, como já aconteceu outras vezes. Desta vez, o resultado foi contestado do início ao fim.&lt;br /&gt;
A Portela não merecia apenas o sexto lugar. E a Mangueira? Quem faz o que a Mangueira fez na e com a Sapucaí na segunda de carnaval não pode ficar fora do desfile das campeãs. Ainda mais com uma inexplicável Grande Rio entre as primeiras (enredo fraco, samba fraquíssimo, desfile morno). &lt;br /&gt;
Isso sem contar os injustificados nono e décimo-primeiro lugares de Mocidade e São Clemente, respectivamente. A Liesa precisa rever já este modelo de julgamento e o próprio corpo de jurados. Um belíssimo carnaval como foi o deste ano não pode terminar tão lacônico na quarta de cinzas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Rio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
E não é que mês que vem faz um ano que estou morando no Rio? Incrível como voa. Mas não vou escrever nada agora não, porque a data vai merecer um texto específico. Apenas é bom registrar: não era apenas uma ilusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Jogo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
E o Flamengo, hein? Peguei ônibus, peguei trânsito, peguei chuva e fui ao Engenhão. Ah, Flamengo! Como escrevi há pouco no facebook e reproduzo aqui:&lt;br /&gt;
Torcer para um time é tão desgastante, demanda tanta energia, que às vezes me pergunto se não seria melhor ser indiferente, assitir SBT às quartas à noite, simplesmente não torcer. Mas isso não é algo que se escolhe. Felizmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Mestrado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Começou! Mas esta não é uma amenidade. Estou adorando. Só que não é amenidade, fato! Ou seja, fora daqui!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Mais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Tinha mais coisa que queria falar. Mas chega. Hora de desligar os motores. Deixa para a próxima. Quem sabe não vem aquele do caderno?&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/5469133709305051774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/5469133709305051774' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/5469133709305051774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/5469133709305051774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/03/amenidades.html' title='Amenidades'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-2261457772994181924</id><published>2012-02-14T15:44:00.000-02:00</published><updated>2012-02-14T15:44:11.988-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Brasil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Chile"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Preconceito"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio de Janeiro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Viagem"/><title type='text'>Com muito orgulho?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYd8gBc8wM0lCklZW4ytl41Xp9e5TMAVIMUiatPxxJWTe4Efxsnx0ToU7kZAMjxIEqrnMzIhKmn_0msL-b1LRgNtSKID7_QnLvFvHrppIWpGEvA-QA5jv0fl6avECEvQZIZ-sArAFu1ic/s1600/DSC07784.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYd8gBc8wM0lCklZW4ytl41Xp9e5TMAVIMUiatPxxJWTe4Efxsnx0ToU7kZAMjxIEqrnMzIhKmn_0msL-b1LRgNtSKID7_QnLvFvHrppIWpGEvA-QA5jv0fl6avECEvQZIZ-sArAFu1ic/s400/DSC07784.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Este foi o país que deixei para trás. O que encontrei na volta, não reconheci.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca pensei que fosse escrever
um texto desses.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É preciso fazer esta ressalva
inicial para que nenhum desavisado pense que não sou eu o autor. Mas, sim, pela
primeira vez na vida senti uma ponta de vergonha por estar no Brasil, viver
neste país, ser brasileiro. Foi na sexta, voltando do Chile, pisando em terras
tupiniquins. Talvez tenha sido o contraste com o que vivi em minha semana
chilena. Talvez não seja apenas isso.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bem, vamos aos fatos. Eles são
auto-explicativos:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;1. Descer no aeroporto de
Guarulhos foi um choque de realidade que eu não poderia prever. Depois de sair
de um belo e organizadíssimo Aeroporto de Santiago, me deparei com aquilo que
os jornais brasileiros martelam em nossas cabeças há alguns anos – e,
sinceramente, nunca havia compreendido com exatidão: longos minutos de espera,
dentro do avião, na pista, aguardando pela liberação do “tráfego”; troca de
aeronave na última hora; terminal superlotado e quente; a única funcionária,
coitada, berrando para que os passageiros se dirigissem à fila (não exagero no
berrando); confusão, confusão e mais confusão. E, sobretudo, desrespeito
conosco, com turistas, com as pessoas que estavam ali. Desrespeito por toda
parte.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;2. O pior fato de todos. O que
mais entristeceu e humilhou. Em pleno Rio de Janeiro, revista seletiva para o
casal de negros que passava pela sala da Receita Federal. Se você é do tipo que
prefere acreditar que não existe mais preconceito no Brasil, que somos todos
iguais, que vivemos em uma democracia racial, lamento dizer que esse seu país
utópico não existe. No Chile não há negros (se existem, são pouquíssimos. Uma
versão que ouvi por lá é de que os escravos vindos da África não resistiram ao
frio). Pois bem, no Chile fomos respeitados e inclusive admirados. Aqui,
passamos por constrangimento no aeroporto. Não cabe entrar em detalhes. Apenas
é importante registrar: por sermos negros passamos por revista diferenciada dos
demais naquela noite – que sequer foram revistados, aliás. É triste demais que
isso aconteça em casa.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;3. Na saída do aeroporto, o
táxi!!! Triste ver como se aproveitam daqueles que vão passar uma temporada na
cidade. Maldita mania de querer levar vantagem. Para ir à Vila Isabel, queriam
que eu desembolsasse R$ 85. Não, claro. Se fosse este valor, argumentei, pegava
um ônibus na pista. &lt;i&gt;Não era um turista&lt;/i&gt;,
percebeu. Trocamos de taxista. Negociamos um pouco mais. No fim, a corrida saiu
por R$ 60. E cairia mais se tivéssemos insistido. Mas, quer saber?, depois
disso tudo, me rendi. Em quinze minutos estávamos na rua barão de Cotegipe. Em
casa, enfim.&amp;nbsp; Perplexo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não foi a alta de organização que
doeu. O terminal quente é o de menos. Doi é o desrespeito, a discriminação, a
“esperteza”. Doi que tudo isso aconteça aqui, logo aqui, neste lugar que tanto
amo e que tanto proclamo meu amor.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois de uma viagem incrível,
tive a impressão de que, ao embarcar para o Chile, deixei um Brasil para trás e
encontrei outro quando voltei. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez eu é que tenha mudado. Talvez não seja apenas isso.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tomara, isto sim, é que &lt;i&gt;este&lt;/i&gt; nosso país mude.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;* Os que me conhecem sabem. Mas
isso aqui é internet, né? Não é só quem me conhece que me lê. Então deixa eu
dizer: amo o Brasil, minhas cores, minha bandeira. Sou um eternamente
apaixonado pelo Rio de Janeiro, carioca por adoção, quero viver pra sempre
nesta cidade. Os fatos que listei não alteram meu sentimento sobre meu
território. Apenas aguçam minha percepção sobre isso aqui e me dão ainda mais
gás para lutar por um país verdadeiramente justo, livre e em progresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/2261457772994181924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/2261457772994181924' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2261457772994181924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2261457772994181924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/02/com-muito-orgulho.html' title='Com muito orgulho?'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYd8gBc8wM0lCklZW4ytl41Xp9e5TMAVIMUiatPxxJWTe4Efxsnx0ToU7kZAMjxIEqrnMzIhKmn_0msL-b1LRgNtSKID7_QnLvFvHrppIWpGEvA-QA5jv0fl6avECEvQZIZ-sArAFu1ic/s72-c/DSC07784.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-7559220982294389110</id><published>2012-02-04T01:16:00.003-02:00</published><updated>2012-02-17T11:16:28.700-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Bia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Casamento"/><title type='text'>Ela</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcoB3CO44qK51sD_YLjReT3BqwGHxhx_7_Gbb6cjH2vLFrjtZzvSjf1SpTQQ-0iCYR3EXQRn3eSKirtxSYbXOEEuoPyPlO4saWNRTPE4SzkZRouxdfyCZKm8eVonQR_colz0zRm8kI_oU/s1600/ela.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcoB3CO44qK51sD_YLjReT3BqwGHxhx_7_Gbb6cjH2vLFrjtZzvSjf1SpTQQ-0iCYR3EXQRn3eSKirtxSYbXOEEuoPyPlO4saWNRTPE4SzkZRouxdfyCZKm8eVonQR_colz0zRm8kI_oU/s320/ela.jpg&quot; width=&quot;299&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Sexta-feira, 03 de fevereiro&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;23h10&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Faltam apenas 12 horas. E
enquanto cuido dos últimos e mínimos detalhes (a mala, a máquina, o livro), me
recordo que nunca escrevi sobre Ela aqui, neste blog, para vocês. Evidentemente
já falei da Bia em alguns posts. Mas um sobre Ela, só sobre Ela, só para Ela,
nunca.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por onde começar? Já falei sobre
o amor aqui. Sobre o poder do amor e de como ele é central em minha vida. Seria
bom então começar esse texto dizendo que hoje o amor para mim tem um nome. Chama-se
Ana Biatriz Barbosa de Souza Paixão. Bia, para os íntimos. Amor, para mim. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sim, Biatriz com “i” como só Ela
é. Linda como só Ela é. Teimosa como só Ela. O amor da minha vida... só Ela.
Foram tantos os momentos, é tanto o que sinto, que este texto nem deveria ter
começado, porque certamente ele vai ficar muito aquém dEla. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas topei o desafio. Imposto por
mim mesmo, logo esclareço. Porque não foi Ela que pediu. Ela sequer lê esse
blog. Amanhã no hotel – ou domingo, já no Chile – terei que contar a Ela que
tem um texto sobre Ela no meu blog. E aí Ela provavelmente vai dizer que lê
depois. E vai demorar alguns dias para ler. Talvez leia. Só talvez.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sabe amor à primeira vista?
Então, não foi assim com a gente. Sabe aquelas loucuras de amor, tipo viajar
horas a fio só para vê-la antes de embarcar para uma longa viagem? Também não
teve. E noites tórridas de paixão? Tampouco. Nada disso teve. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Teve o que então, Jader? O que
sustentou por (quase) seis anos, ora? Por que acha que vai sustentar pelos
próximos 70?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Teve conquista. Teve carinho. Teve
risos. Abraços. Saudades. Encontros. Teve aquela vez que perdemos o último
ônibus em Itatiaia e tivemos que pedir carona à Nova Dutra. Amasso. Carícia.
Desejo. Uma viagem de 10 horas e um dia inteiro à base de Passatempo. Teve briga.
Teve choro. Reconciliações. E as noites acampados, as fogueiras que vararam a
madrugada. Teve Santíssimo. Altar. Toca. Dúvidas. Silêncios. Respostas. E o
primeiro beijo, beijo de verdade, justo no meio da “multidão”, nós que
prezávamos tanto pela discrição. Teve amor. Muito amor. Tanto amor que até
duvidaram que pudéssemos viver só de amor. Que até inventaram que não vivíamos só
de amor. Decepções. Reconquistas. Desculpas. Beijos. Um furo antes mesmo do nada.
O empurrão da Iza. O “chega pra lá” no Jo. Teve de tudo. Na esquina. Na praça.
No cinema. Ah, teve tanta coisa, amor!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O dia em que pedi para seu pai. O
meu “de acordo com as conformidades”. As roupas que eu nunca soube combinar. As
horas e horas no telefone. A lan house que quase nos separou. &amp;nbsp;Os presentes bem bolados. O aniversário
ausente. Os aniversários presentes. As crises sempre superadas. Os beijos que
ninguém via. As músicas que descobrimos juntos. A Eva Wilma a nos emocionar. O BMB.
Ah, o BMB!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A sua última mensagem, que me
chega agora. Obrigado, eu, por tudo que aprendi. Obrigado, eu, por esses seis
anos. Obrigado por todas as descobertas – e por todas as renúncias. Chegamos,
amor. Chegamos onde tínhamos desenhado já naquele 07 de maio de 2006. Porque
sabíamos desde o início. Sabíamos desde aquela noite. Eu sabia, você sabia.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E vivemos com tal intensidade,
mas sem pressa. Tudo foi ao seu tempo. O que foi e o que ainda não foi. Sem
pressa porque sabíamos que não ia acabar a qualquer momento. E é essa certeza
que vai nos levar ao altar. Não só como um momento formal, protocolar, para
cumprir aquilo que Deus, a Igreja, a Família, a Moral e os Bons costumes nos
mandam. Hoje – quando comecei este texto era amanhã, mas agora, meu Deus!, já é
hoje – vamos consagrar esse amor, sacramentar, declarar ao mundo, testemunhar
que é ele que nos redime, que nos faz homens, que nos faz um. A partir de hoje,
mais que em qualquer outro momento, seremos sinal deste amor que nos une. De
tanto amar, nos transformaremos nele. Tal qual Francisco, que de tanto amar, se
tornou semelhante à coisa amada. Seremos o amor. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É difícil terminar esse texto. Entre
tantas outras coisas mais importantes, como o nó que começa a se formar na
garganta, é difícil porque já alternei tanto o estilo dele, andei por tantas as
pessoas (primeira, segunda, terceira, do plural, singular, e quais outros
existir) que não sei se alguém resistiu até aqui. Talvez só você. Ou, voltando
ao estilo original, talvez apenas Ela tenha resistido até o fim deste post. Mas
não importa, é para Ela que este texto existe. Para declarar o meu amor, para
tornar perene esta declaração, para dizer que não existe mais vida possível
para mim sem Ela. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas disso (tudo), desconfio que
Ela já saiba.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/7559220982294389110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/7559220982294389110' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7559220982294389110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7559220982294389110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/02/ela.html' title='Ela'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcoB3CO44qK51sD_YLjReT3BqwGHxhx_7_Gbb6cjH2vLFrjtZzvSjf1SpTQQ-0iCYR3EXQRn3eSKirtxSYbXOEEuoPyPlO4saWNRTPE4SzkZRouxdfyCZKm8eVonQR_colz0zRm8kI_oU/s72-c/ela.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-4876279297079694785</id><published>2012-01-08T15:02:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T15:12:43.198-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jornalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Miriam Leitão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Preconceito"/><title type='text'>Miriam Leitão e as Cotas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Acusar de promover o racismo o primeiro esforço anti-racista após 118 anos do fim da escravidão é uma distorção inaceitável&quot;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que boa surpresa encontrei ao ler um artigo da jornalista Miriam Leitão sobre as Cotas Raciais. Não tenho muito o que dizer, Miriam diz tudo, com uma lucidez que poucas vezes vi nas discussões sobre o tema (e olha que já vi muitas discussões, participei de algumas delas).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vou postar aqui três textos da jornalista - que, confesso, admiro muito quando foge de suas eventuais análises econômicas (o artigo &lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2010/04/03/menino-azul-280462.asp&quot;&gt;O Menino Azul&lt;/a&gt;&amp;nbsp;é magnífico exemplo do que digo). Fosse eu o editor de O Globo, tiraria Miriam do Panorama Econômico e a colocaria num lugar privilegiado para falar apenas das questões do Rio, dos povos, da sociedade. Pessoalmente, acho que se sai melhor. Mas certamente o editor tem bons motivos para mantê-la em Economia, rs.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enfm, lá vai. Clique em &lt;b&gt;Mais informações&lt;/b&gt;, leia os artigos e se surpreenda também:&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Teses e truques&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Em vez de discutir cota, é melhor investir na educação. Não se deve adotar um sistema que separa por raça, pois isso criará racismo. Não se pode ferir o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei. Nunca pode ser revogado o princípio do mérito acadêmico. Os argumentos se repetem e parecem ótimos. Escondem a mesma resistência ao tema racial que temos mantido desde a abolição e as conclusões estão truncadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Nunca, os que defendem cotas raciais na universidade propuseram a escolha entre cotas e qualidade da educação. Não há essa dicotomia. É uma falsidade para truncar o debate. É fundamental melhorar a educação em todos os níveis. As cotas raciais não revogam essa idéia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O princípio da igualdade perante a lei é a pedra que sustenta as sociedades democráticas e modernas. As ações afirmativas não vão revogá-lo. A igualdade perante a lei sempre conviveu com o tratamento diferente aos desiguais. Na área tributária, a regressividade, por exemplo: a alíquota para os mais ricos é maior. As transferências de renda são para quem tem renda abaixo das linhas de pobreza e miséria. Mulheres estão sub-representadas na política e, para tentar vencer isso, há a cota de 30% nas candidaturas. No comércio internacional, existe o princípio do tratamento diferenciado para os países mais pobres. Há muito tempo, o Direito convive com os dois princípios, como complemento um do outro. Um garante o outro. Tratar da mesma forma os desiguais acentua a desigualdade. O princípio da igualdade perante a lei é apresentado na discussão como um truque. Não há conflito entre ele e o outro princípio civilizatório do tratamento diferenciado aos desiguais. Quem quer defender o princípio da igualdade perante a lei deveria fazer um manifesto contra, por exemplo, a aberração de prisão especial para criminosos com curso superior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O mérito acadêmico tem que ser preservado na formação universitária. Ele não está sob ameaça com medidas para aumentar o ingresso de negros na universidade. As avaliações de desempenho de diversas universidades mostram que não há esse risco. Os adversários das cotas rejeitam as avaliações dizendo que ainda não foi feito um estudo consistente. O mesmo argumento invalida seus próprios argumentos de que a qualidade da universidade estará em risco com as cotas. A universidade americana, que nunca abriu mão do mérito acadêmico, dá pontuação diferenciada por razões raciais, sociais e até aos esportistas no ingresso nas escolas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não podem ser adotadas políticas que incentivem o racismo. Quem discordaria disso? Esse argumento usado contra as cotas é um dos mais perversos truques. As políticas de ação afirmativa não vão criar o racismo. Não se cria o que já existe. O Brasil tem um fosso enorme, resistente, entre brancos e negros e é esse fosso que se pretende vencer. Sem o incentivo à mobilidade, o Brasil carregará para sempre as marcas da escravidão. Ela tem se eternizado por falta de debate e de políticas dedicadas a superar o problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Empresas internacionais adotam há tempos metas para aumentar a diversidade de seus funcionários, executivos e gerentes. É um objetivo desejável no mundo multiétnico e que se quer menos racista e menos injusto. Órgãos públicos americanos usam nas suas contratações mecanismos para aumentar a representatividade das várias partes da sociedade. Governos diversos usam incentivos para determinadas políticas como parte dos seus critérios de seleção de fornecedores nas compras governamentais. Nada há de errado e novo nessas políticas. O que há é que, pela primeira vez, fala-se em usar esses mecanismos para promover a ascensão dos negros no Brasil. O país tem um horror atávico a discutir o tema. Já se escondeu atrás de inúmeros sofismas. Acreditava estar numa bolha não racial, um país diferente, justo por natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não existe raça. É fato. Biológica e geneticamente não existe, como ficou provado em estudos recentes. Isso é mais um argumento a favor das políticas anti-racistas e não o contrário. Os avanços acadêmicos na área só servem para mostrar que os negros são mais pobres, têm piores empregos, ganham menos, não por qualquer incapacidade congênita, mas por falha da sociedade em construir oportunidades iguais. Isso se corrige com políticas públicas, iniciativas privadas, para desmontar as barreiras artificiais ao acesso dos negros à elite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O debate é livre e benéfico. O problema não é o debate, mas alguns dos argumentos. E pior: os truques. Acusar de promover o racismo o primeiro esforço anti-racista após 118 anos do fim da escravidão é uma distorção inaceitável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Quem gosta do Brasil assim deve ter a coragem de dizer isso. Quem não acha estranho, nem desconfortável, entrar nos restaurantes e só ver brancos, ver na direção das empresas apenas brancos, conviver com uma elite tão monocromática, tudo bem. Deve simplesmente dizer que prefere conservar o Brasil como ele é, com os brancos e negros mantidos assim: nesta imensa distância social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;(11 de julho de 2006)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;* * * * *&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;Ora, direis!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A luta contra a escravidão foi um movimento cívico de envergadura. Misturou povo e intelectuais, negros e brancos, republicanos e monarquistas. Foi uma resistência que durou anos. Houve passeatas de estudantes e lutas nos quilombos. Houve batalhas parlamentares memoráveis e disputas judiciais inesperadas. Os contra a abolição reagiram nos clubes da lavoura, na chantagem econômica e nos sofismas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O país se dividiu e lutou. Venceu a melhor tese. Pena o país ter feito o reducionismo que fixou na memória coletiva apenas o instante da assinatura da lei pela Princesa. Tudo foi varrido. Do povo em frente ao Paço à persistência para se aprovar a lei que tornou extinta a escravidão no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Foram seis anos de lutas parlamentares para libertar os não-nascidos, após quedas de gabinetes, avanços e retrocessos. Mais luta de vários anos para libertar os idosos. Por fim, a maior das batalhas: a libertação de todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Lutou-se com poesia e o jornalismo. Com a política e o Direito. Lutou-se na Justiça com as Ações de Liberdade, incríveis processos que escravos moviam contra seus donos. Os negros lutaram de forma variada: com a greve negra em Salvador, com rebeliões e quilombos. Os escravocratas adiaram o inevitável, ameaçaram com a derrota econômica, assombraram com todos os fantasmas nacionais. Pareciam vencer, até que perderam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Fica em quem visita a história a constatação de um erro: os abolicionistas se dispersaram cedo demais. Era a hora de reduzir a imensa distância que a centenária ordem escravocrata havia criado no país. Venceu a idéia de que, deixado ao seu ritmo, o país faria naturalmente a transição da escravidão negra para um outro país, sem divisões raciais. Idéia poderosa esta da inércia salvacionista. Ela construiu o imaginário de um país sem racismo por natureza, que teria eliminado o preconceito naturalmente, como se as marcas deixadas por 350 anos de escravidão fossem varridas por um ato, uma lei de duas linhas. Ainda há quem negue, hoje, que haja algo estranho numa sociedade de tantas diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O manifesto contra as cotas tem alguns intelectuais respeitáveis. Mais os respeitaria se estivessem pedindo avaliações e estudos sobre o desempenho de política tão recente; primeira e única tentativa em 120 anos de fazer algo mais vigoroso que deixar como está para ver como é que fica. O status quo nos trouxe até aqui: a uma sociedade de desigualdades raciais tão vergonhosas qualquer um que não tenha se deixado anestesiar pela cena e pelas estatísticas brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ora, direis: o que tem o glorioso abolicionismo com uma política tópica – para tantos, equivocada – de se reservar vagas a pretos e pardos nas universidades publicas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ora, a cota não é a questão. Ela é apenas o momento revelador, em que reaparece com força o maior dos erros nacionais: negar o problema para fugir dele. Os &quot;negacionistas&quot; – expressão da professora Maria Luíza Tucci Carneiro, da USP – sustentam que o país não é racista, mas que se tornará caso alguns estudantes pretos e pardos tenham desobstruído seu ingresso na universidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Erros surgiram na aplicação das cotas. Os gêmeos de Brasília, por exemplo. Episódios isolados foram tratados como o todo. Tiveram mais destaque do que a análise dos resultados da política. Os cotistas subverteram mesmo o princípio do mérito acadêmico? Reduziram a qualidade do ensino universitário? Produziram o ódio racial? Não vi até agora nenhum estudo robusto que comprovasse a tese manifesta de que uma  única política pública, uma breve experiência, pudesse produzir tão devastadoras conseqüências. Os órgãos de comunicação têm feito uma enviesada cobertura do debate. Melhor faria o jornalismo se deixasse fluir a discussão, sem tanta ansiedade para, em cada reportagem, firmar a posição que já está explícita nos editoriais. A mensagem implícita em certas coberturas só engana os quer não têm olhos treinados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ora, direis, que vantagens podem ter políticas que atuam apenas no topo da escala educacional? Ter mais pretos e pardos junto aos brancos, nas universidades públicas, permite a saudável convivência no mesmo nível social. Na minha UnB, não havia negros; na atual, há mais de dois mil. Isso é um começo num país com o histórico do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Melhorar a educação pública sempre será fundamental para construir o país futuro, mas isso não conflita com outras políticas desenhadas diretamente para derrubar as barreiras artificiais e dissimuladas que impedem a ascensão de pretos e pardos. O vestibular não mede a real capacidade do aluno de estar numa universidade, mas, sim, quem aprendeu melhor os truques dos cursinhos. Há muito a fazer pelo muito não feito neste longo tempo em que se esperou que, deixando tudo como está, tudo se resolveria. Ajudaria se intelectuais, ou não, quisessem avaliar as políticas de ação afirmativa, em vez de ter medo delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O racismo brasileiro é ardiloso e dissimulado. A luta contra ele será longa e difícil. Será mais eficiente se unir brancos e negros. Será mais rápida se o país não acreditar nas falsas ameaças de que tocar no assunto nos trará o inferno da divisão por raças. Ora, a divisão já existe; sempre existiu. O que precisa ser construído são os caminhos do reencontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;(25 de maio de 2008)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;* * * * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;Destruir a obra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É a temporada. Tempo de sofismas e argumentos tortos. Tempo das mesmices repetidas com ares de descobertas recentes. Hora de escapar do debate sobre a questão racial brasileira. Não precisava ser assim. Podia ser um tempo de avanços. Mas os que negam o racismo brasileiro preferem esse cerco à inteligência, ao óbvio, ao progresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Num ambiente negacionista, foi um alívio ouvir as explicações simples e diretas da secretária de Estado americana Hillary Clinton na Faculdade Zumbi dos Palmares, onde escolheu debater com estudantes. Hillary defendeu as ações afirmativas dizendo que, com elas, os EUA estão deixando para trás os vestígios da escravidão:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;— Temos feito um grande progresso com as ações afirmativas em aumentar as oportunidades na educação, no emprego para os afro-americanos. Elas são o reconhecimento de que as barreiras históricas criam um funil que impede o acesso do grupo discriminado a níveis superiores de educação. É preciso alargar a entrada e deixar mais gente entrar. O talento é universal, mas as oportunidades, não. O acesso na universidade não é, no entanto, a garantia da graduação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Hillary contou que, como professora de Direito, percebeu que muitos alunos que entraram por ação afirmativa tiveram dificuldades maiores pelas falhas da educação anterior. Ela se dedicou a esses alunos no sistema tutorial:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;— Simplesmente não podemos aceitar os estudantes na universidade para deixar que eles falhem. Eles têm que ser ajudados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O sistema americano é diferente do nosso, mas discriminação é parecida em qualquer país do mundo. Ela barra com obstáculos sutis ou explícitos, negados ou assumidos, a ascensão de grupos discriminados por qualquer motivo, racismo, sexismo, ou outras intolerâncias. Lá, eles não têm cotas, não têm vestibular; o sistema, como se sabe, é o de application, o de se candidatar a uma vaga apresentando suas credenciais escolares. Ao avaliar quem entra, as escolas dão pontuação maior a quem vem de um grupo discriminado. Cada universidade tem um critério, um método e uma meta diferente, mas todas buscam um quadro de alunos com diversidade. Os alunos com menos chance de estar lá têm preferência nas bolsas para as caríssimas universidades privadas americanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;— Estou muito orgulhosa das conquistas dos últimos 50 anos do movimento dos direitos civis, pelos que lutaram como Martin Luther King e outros, mas não posso dizer que o meu país não tem racismo, não tem sexismo — disse a mulher que comanda a mais poderosa diplomacia do mundo e é chefiada por um negro, que preside o maior país do mundo. Ela não vê a sua ascensão, nem a do presidente Obama, como provas de que não há barreiras para negros e mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Essa sinceridade é encantadora porque é rara no Brasil. Esse reconhecimento da existência do problema, e de que ele é vencido por ações concretas de políticas públicas e de empresas, dá esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;No Brasil, o esforço focado nos negros é chamado de discriminação. E os brancos pobres? Perguntam. Eles estão também nas ações afirmativas, e nas cotas, mas o curioso é que só se lembre dos brancos pobres no momento em que se fala em alguma política favorável a pretos e pardos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É temporada da coleção de argumentos velhos que reaparecem para evitar que o Brasil faça o que sugeriu Joaquim Nabuco, morto há 100 anos, em frase memorável: “Não basta acabar com a escravidão. É preciso destruir sua obra.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Diante de qualquer proposta para reduzir as desigualdades raciais, principal obra da escravidão, aparece alguém para declamar: “Todos são iguais perante a lei.” E são. Mas o tratamento diferenciado aos discriminados existe exatamente para igualar oportunidades e garantir o princípio constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O senador Demóstenes foi ao Supremo Tribunal Federal com um argumento extremado: o de que os escravos foram corresponsáveis pela escravidão. “Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para a Europa. Não deveriam ter chegado na condição de escravos, mas chegaram. Até o princípio do século XX, o escravo era o principal item de exportação da pauta econômica africana.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Pela tese do senador, eles exportaram, o Brasil importou. Simples. Aonde o crime? Tratava-se apenas de pauta de comércio exterior. Por ele, o fato de ter havido escravos na África; conflitos entre tribos; tribos que capturavam outras para entregar aos traficantes, e tudo o mais, que sabemos, sobre a história africana, isenta de culpa os escravizadores. Trazido a valor presente, se algumas mulheres são vítimas de violência dos maridos, isso autoriza todos a agredi-las. Ou se há no Brasil casos de trabalho escravo e degradante, isso permite aos outros povos que façam o mesmo conosco. Qual o crime? Se brasileiros levam outros brasileiros para áreas distantes e, com armas e falsas dívidas, os fazem trabalhar sem direitos, qualquer povo pode escravizar os brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O senador Demóstenes é um famoso sem noção e com ele não vale a pena gastar munição e argumentos. Que ele fique com sua pobreza de espírito. O que me incomoda é a incapacidade reiterada que vejo em tantos brasileiros de se dar conta do crime hediondo, do genocídio que foi a escravidão brasileira. Não creio que as ações afirmativas sejam o acerto com esse passado. Não há acerto possível com um passado tão abjeto e repulsivo, mas feliz é a Nação que reconhece a marca dos erros em sua história e trabalha para construir um futuro novo. Feliz a Nação que tem, entre seus fundadores, um Joaquim Nabuco, que nos aconselha a destruir a obra da escravidão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;(07 de março de 2010)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/4876279297079694785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/4876279297079694785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4876279297079694785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/4876279297079694785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2012/01/miriam-leitao-e-as-cotas.html' title='Miriam Leitão e as Cotas'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-916842389252792900</id><published>2011-12-29T16:05:00.000-02:00</published><updated>2011-12-29T16:54:53.069-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2012"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="De tudo um pouco"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia de bar"/><title type='text'>O Ano 11</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;(há uma série de links perdidos em todo o texto. Dezenas, para falar a verdade. Deu muito trabalho. Fico agradecido se você olhar pelo menos um, rs.)&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8CK4vNVZZtCJmTafZ9bOMoQ1hyphenhyphentqA88LBtl0HVJaRfFBXEM46EHfFQOLXZvcZ-TH_sBLSs7-oyqjpt6QpbTqpUafYXoxRooeTpUpiq0buAVXsV6tbSnysVsZyWr4RUgb65pLnf-WSawc/s1600/webcam-toy-foto5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8CK4vNVZZtCJmTafZ9bOMoQ1hyphenhyphentqA88LBtl0HVJaRfFBXEM46EHfFQOLXZvcZ-TH_sBLSs7-oyqjpt6QpbTqpUafYXoxRooeTpUpiq0buAVXsV6tbSnysVsZyWr4RUgb65pLnf-WSawc/s320/webcam-toy-foto5.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
Eis o resumo do ano que se passou:&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Vi &lt;a href=&quot;http://www.hairomusical.com.br/&quot;&gt;Hair&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e quis ser hippie. Vi &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/10/eu-fui.html&quot;&gt;Janelle Monàe&lt;/a&gt;, Seu Jorge, Caetano e Racionais, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/10/eu-fui.html&quot;&gt;Stevie Wonder&lt;/a&gt;. Vi &lt;a href=&quot;http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/filme/ver.php?cdfilme=4965&quot;&gt;Woody Allen&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.opalhacofilme.com.br/&quot;&gt;O Palhaço&lt;/a&gt;, os &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=edKYYoBKav4&quot;&gt;Lindos Lábios de Camila Pitanga&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro&quot;&gt;Mudei de cidade&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/04/mulheres-do-borel.html&quot;&gt;Mudei de emprego&lt;/a&gt;. Mudei de rumo. Saí da reta. &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/11/memorias-de-um-futuro-em-construcao.html&quot;&gt;Procuro a reta, procuro o rumo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Conheci &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/adaomariana&quot;&gt;Mari&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/profile.php?id=100000738279171&quot;&gt;Isis&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(direto do &lt;a href=&quot;http://desciclopedia.ws/wiki/Acre&quot;&gt;Acre&lt;/a&gt;), &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/profile.php?id=100001996475814&quot;&gt;Lívia &lt;/a&gt;e &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/and.lobo&quot;&gt;Dé&lt;/a&gt;. Conheci &lt;a href=&quot;https://twitter.com/PankinhaHustene&quot;&gt;Pankinha&lt;/a&gt;, a quem &lt;a href=&quot;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI133112-15228-2,00-O+HOMEMESTATISTICA.html&quot;&gt;já havia sido apresentado por Eliane Brum&lt;/a&gt; um ano antes, mas que passei a chamar de amigo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Chorei como poucas vezes havia chorado. De &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/photo.php?fbid=149052745151932&amp;amp;set=a.149050901818783.29988.100001416221922&amp;amp;type=3&amp;amp;theater&quot;&gt;saudade&lt;/a&gt;. De medo. De &lt;a href=&quot;http://biaejader.wordpress.com/&quot;&gt;amor&lt;/a&gt;. Do &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=261389140584958&amp;amp;id=100001416221922&quot;&gt;mundo racista&lt;/a&gt;. De alegria também. De histórias bobas contadas na tela – e de &lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/rio/acompanhe-as-ultimas-informacoes-sobre-ataque-em-escola-de-realengo-2799548&quot;&gt;outras nem tão bobas assim narradas nos telejornais&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Escrevi, pois este é o meu ofício, minha paixão, minha arte. Escrevi no &lt;a href=&quot;http://www.diariodovale.com.br/&quot;&gt;jornal&lt;/a&gt;&amp;nbsp;uma das reportagens que mais me deram orgulho nestes poucos anos de repórter, nos relatórios sem fim do novo trabalho, no blog, que tem sido &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/reflexoes-sobre-guerra-particular.html&quot;&gt;meu maior refúgio&lt;/a&gt; nestes&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/10/tempus-fugit.html&quot;&gt;tempos metamórficos&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Experimentei os sopros de novidade da metrópole tropical: &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/08/salve-mocidade.html&quot;&gt;os sambas nas quadras&lt;/a&gt;, o por do sol na praia, os papos nos botequins. Experimentei dizer não, brigar pelo que acredito, fazer cara feia. E gostei.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/12/familia_de_jovem_morto_na_vila_cruzeiro_pode_entrar_no_programa_de_protecao_a_testemunha_214867.html&quot;&gt;Descobri que o Estado pode ser ainda mais cruel do que a nossa vã filosofia supõe; que os homens públicos podem ser mais mesquinhos ainda; mas sobretudo que este lugar é um grande campo de batalhas em que, mesmo em meio à lama, as boas forças podem atuar dignamente para produzir um Estado à altura do que dele se espera, ainda que nas pequenas intervenções, em suas micropolíticas.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foi um ano cheio. Mas apenas um &lt;i&gt;avant-première&lt;/i&gt; do que se aproxima. 2012, este sim, será um ano de profundas mudanças. A começar pelo casamento, a continuar pelo &lt;a href=&quot;http://www.atitudedigital.com/internet/egresso-aprovado-em-mestrado/&quot;&gt;Mestrado&lt;/a&gt;, e por aí vai. Espero sobreviver a ele. Espero que seja parecido com o que se passou, em que tanto&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/05/o-bicho.html&quot;&gt;vi&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/o-cativeiro-por-eliane-brum.html&quot;&gt;mudei&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/08/meninos-do-borel_05.html&quot;&gt;conheci&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/07/coadjuvante-de-luxo.html&quot;&gt;chorei&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/lula-e-ira-do-andar-de-cima.html&quot;&gt;escrevi&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/06/somos-todos-bombeiros.html&quot;&gt;experimentei&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/eu-acredito-em-papai-noel.html&quot;&gt;descobri&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/09/na-esteira-de-uma-ideia-do-portal-g1.html&quot;&gt;ri&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/02/como-se-nao-houvesse-amanha.html&quot;&gt;amei&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/photo.php?fbid=218308271579054&amp;amp;set=t.100001416221922&amp;amp;type=3&amp;amp;theater&quot;&gt;dancei&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.twitter.com/biapaixao2&quot;&gt;beijei&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.aprenderafazer.com/tutoriais/como-fazer-caipirinha-e-caipiroska/&quot;&gt;bebi&lt;/a&gt;...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Vivi!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; text-align: center;&quot;&gt;(Ei! Os links perdidos não são apenas os três ou quatro que estão na cara, não! Procura mais! rs)&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/916842389252792900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/916842389252792900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/916842389252792900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/916842389252792900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/o-ano-11.html' title='O Ano 11'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8CK4vNVZZtCJmTafZ9bOMoQ1hyphenhyphentqA88LBtl0HVJaRfFBXEM46EHfFQOLXZvcZ-TH_sBLSs7-oyqjpt6QpbTqpUafYXoxRooeTpUpiq0buAVXsV6tbSnysVsZyWr4RUgb65pLnf-WSawc/s72-c/webcam-toy-foto5.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-8817247509003827027</id><published>2011-12-23T13:18:00.000-02:00</published><updated>2011-12-29T16:36:37.764-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Natal"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><title type='text'>Eu acredito em Papai Noel</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De repente o telefone toca:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Alô. Jader?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Sim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Jader, é a Roberta.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Diga, Roberta!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Você perdeu sua carteira na Lapa?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Perdi.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;- Então... encontraram sua carteira, acharam um cartão [de visitas] meu dentro dela, e me ligaram para te encontrar. Anota aí o número do cara. O nome dele é Mauro.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim começou minha semana de Natal. Era uma segunda-feira de manhã. Cerca de 72 horas antes havia perdido todos os meus documentos e cartões após sair da &quot;festa da firma&quot;, no Circo Voador. Quem já perdeu um documento sabe o transtorno que é: &amp;nbsp;entre ir à delegacia registrar ocorrência e ligar para o banco para cancelar o cartão, reina a preocupação de que alguém pode estar naquele exato momento se passando por você. Perder a identidade é uma metáfora brutal do estado em que você se sente em momentos como este.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas os documentos foram parar na mão de uma jovem, a filha do Mauro. Que encaminhou ao pai. Que ligou para Roberta. E a boa nova, enfim, chegou até mim. CPF, RG, Título de Eleitor, Cartão de Débito, Cartão de Loja. Tudo de volta. Quando as esperanças já tinham ido embora. Quando eu já tinha chorado. Já tinha questionado tudo. Por conta de uma simples carteira.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E eis que apareceu o Mauro. Quem é Mauro? Um engenheiro que trabalha numa oficina de botes em uma esquina movimentada no Centro do Rio. Simples, um pouco de graxa aqui e ali, surge com a carteira nas mãos e sedento por contar suas histórias. Sim, é um homem de histórias. Daquelas comuns que de tão comuns são extraordinárias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mauro é um super-herói à brasileira. Conta de quando devolveu os pertences de outras doze pessoas, usando a mesma tática que utilizou para me encontrar; conta dos quatro garotos afundados no álcool que tirou da rua, mesmo &quot;sem trabalhar com o social&quot;; conta das lições que passou para a filha sobre honestidade e o sentido de se colocar no lugar do outro; conta até de uma fila de hospital que furou graças às suas despretensiosas benfeitorias. Um herói à brasileira, repito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desta vez, foi meu bom velhinho. Dele, ganhei dois presentes. O primeiro e mais óbvio, a carteira (minha Identidade de volta!). O segundo é um pouco mais subjetivo. Pode ser expresso na frase que Mauro me disse ao encerrar nossa breve conversa:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;Nós nascemos para fazer o que? Para fazer o bem e nada mais&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Podem acreditar, ainda existem homens. A bondade ainda persiste. A luta dura não flexiona o caráter. Pode acreditar, Papai &amp;nbsp;Noel existe!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é meu post número 100 no blog. 100 posts, 35 meses, 259 comentários, mais de 9.000 views. Obrigado a todos vocês que passaram por aqui! Obrigado em especial ao grande amigo &lt;a href=&quot;http://riconeles.blogspot.com/&quot;&gt;Ricardo Vieira&lt;/a&gt;, que engrandeceu este espaço com dois posts &quot;tops de linha&quot; (ou seriam três? rs); à titia &lt;a href=&quot;http://www.giovanadamaceno.com/&quot;&gt;Giovana Damaceno&lt;/a&gt;, com seus comentários assíduos em mais de 90% das postagens; e ao gigante &lt;a href=&quot;http://ovencedornews.blogspot.com/&quot;&gt;Gabriel Araújo&lt;/a&gt;, que foi o grande impulso para que eu fizesse esse blog - nem sei se ele mesmo sabe disso, rs.&lt;br /&gt;
Que venham mais 100, mais 35, mais 259, mais 9.000! Feliz Natal a todos!&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/8817247509003827027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/8817247509003827027' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8817247509003827027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/8817247509003827027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/eu-acredito-em-papai-noel.html' title='Eu acredito em Papai Noel'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-7977876731527386320</id><published>2011-12-10T14:14:00.001-02:00</published><updated>2011-12-29T16:37:10.173-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Música"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Roberta Sá"/><title type='text'>Pavilhão de Espelhos - Roberta Sá</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
Mais uma boa música.&lt;br /&gt;
Roberta Sá está de volta. Ainda bem...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Pavilhão de Espelhos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.blogger.com/video.g?token=AD6v5dx2m-pmjCb9ESCo8J_kHpz5tKdaAIGdkXXTwLPJ_vX9_ys6373ORzoIq_ZWGJk8Ln8xEBe1e9U_3CYlhL1U&#39; class=&#39;b-hbp-video b-uploaded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, eu não me arrependi de nada&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Vida voa e o tempo é outro já&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Você mudou e eu também&lt;br /&gt;
Tô aqui só pra saber que existe saudade&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como num pavilhão de espelhos,&lt;br /&gt;
Eu te vejo multiplicada em mil&lt;br /&gt;
Eu vim aqui pra ver você&lt;br /&gt;
Solta, vestida de lua na nuvem&lt;br /&gt;
Dança como se dançasse pra ninguém,&lt;br /&gt;
Ou só pra mim&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, eu sei que vieram chuvas&lt;br /&gt;
Noites cheias de céu vazio e vão&lt;br /&gt;
Cruzei o mar, estrada além&lt;br /&gt;
Tô aqui pra ver se ainda bate, pulsa&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como num pavilhão de espelhos,&lt;br /&gt;
Eu te vejo multiplicada em mil&lt;br /&gt;
Eu vim aqui pra ver você&lt;br /&gt;
Solta, vestida de lua na nuvem&lt;br /&gt;
Dança como se dançasse pra ninguém,&lt;br /&gt;
Ou só pra mim&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, eu sei que vieram chuvas&lt;br /&gt;
Noites cheias de céu vazio e vão&lt;br /&gt;
Cruzei o mar, estrada além&lt;br /&gt;
Tô aqui pra ver se ainda bate, pulsa&lt;br /&gt;
Ainda bem</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/7977876731527386320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/7977876731527386320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7977876731527386320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/7977876731527386320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/pavilhao-de-espelhos-roberta-sa.html' title='Pavilhão de Espelhos - Roberta Sá'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4916342506995183206.post-2711014159773313688</id><published>2011-12-01T17:03:00.001-02:00</published><updated>2012-02-17T13:54:36.555-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carnaval"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rio"/><title type='text'>Então é... carnaval?!</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;i&gt;(Trecho atualizado no fim do texto)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmN_P78p1JAo_FCGaQ-VyFu1GCiqMa2A7sOXVHOzxhfhPKG9FqmLqwV_ZF8OLXPWb37VmEcd6RcH_KJ8gSepE-iap7pOO4Teh003ezHF81hPbet79AWqLnWT08x9yFbKlGaaHNhXNKfus/s1600/eucarnaval.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmN_P78p1JAo_FCGaQ-VyFu1GCiqMa2A7sOXVHOzxhfhPKG9FqmLqwV_ZF8OLXPWb37VmEcd6RcH_KJ8gSepE-iap7pOO4Teh003ezHF81hPbet79AWqLnWT08x9yFbKlGaaHNhXNKfus/s320/eucarnaval.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Eu na Sapucaí em 2008&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto os &lt;i&gt;Jingle Bells&lt;/i&gt; e as canções natalinas de Simone embalam o fim de ano nestas terras tupiniquins, é outro som tem rodado à exaustão na minha &lt;i&gt;vitrola&lt;/i&gt; ultimamente: samba. Sambas-enredo do Carnaval Carioca de 2012, para ser exato.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os que rotineiramente acompanham este blog sabem o quanto &lt;a href=&quot;http://jadermoraes.blogspot.com/2011/08/salve-mocidade.html&quot;&gt;gosto de carnaval&lt;/a&gt;. Antes mesmo de me apaixonar pelo samba, já era fã da festa momesca em seu estilo mais tradicional. Acompanho os desfiles das agremiações cariocas desde cedo. Lembro com perfeição do título de minha amada Mocidade Independente de Padre Miguel em 1996, quando ainda tinha oito anos. Da alegoria que me fascinou com Adão e Eva da forma com que vieram ao mundo, do samba (ah, o samba!) que proclamava que a Mocidade seria a bomba a explodir naquele carnaval para levantar nosso astral.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desde aí, acompanho com bastante atenção o carnaval. Xinguei a Viradouro por ter roubado (com méritos!) o bi da Mocidade em 97; me encantei com os sapos que abriam passagem um grande Villa Lobos em Padre Miguel; vaiei a Imperatriz, como toda a Sapucaí, por seu &quot;desfile técnico&quot; que a levou ao tricampeonato; deslumbrado, assisti ao magnífico Grande Circo Místico e a posterior saída do mestre e ídolo Renato Lage - e no meio disso, uma arrasadora e iluminada Mangueira, que invadiu o Nordeste, &lt;i&gt;cabra da peste&lt;/i&gt;; vibrei com Paulo Barros e sua ousada irreverência; chorei pela decadência da minha escola; lamentei por cada segundo perdido pelo Salgueiro que fazia um desfile magnânimo exaltando o cinema nacional; e assisti, enfim, o maior espetáculo da Terra duas vezes ao vivo: 2008 e 2009.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E a todos esses momentos, inesquecíveis para mim, tenho certeza, de antemão, que em breve se juntará outro: espero que todos reservem as noites de 19 e 20 de fevereiro em seus calendários pois está para vir o maior carnaval dos últimos (muitos) anos na Sapucaí. Anotem o que digo. E justifico:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieqzq7zecASR1Ylfj76cwzv4Zjx_8hwR2AxtNrn7ZK5H3G367c794iJyCspoYFuFwQibVQq-lanxQJFVEFTLp8K8G_xllmK63EG-UOIaV96lW2zvjSLGPcYWq-Nw1jw0nuAS40QEleWIM/s1600/carnaval.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;283&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieqzq7zecASR1Ylfj76cwzv4Zjx_8hwR2AxtNrn7ZK5H3G367c794iJyCspoYFuFwQibVQq-lanxQJFVEFTLp8K8G_xllmK63EG-UOIaV96lW2zvjSLGPcYWq-Nw1jw0nuAS40QEleWIM/s320/carnaval.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Marquês de Sapucaí: a casa do show&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tenho para mim que este ano a Beija-Flor venceu a disputa, com justiça, não apenas por seus próprios méritos, mas sobretudo pela falta de qualquer outro concorrente. A única agremiação que poderia desbancá-la era o Salgueiro. Mas aconteceu aquela tragédia. Além a União da Ilha, que fez o melhor desfile de 2011, mas não disputou o campeonato por conta da outra tragédia (esta maior) que se abateu na Cidade do Samba.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em 2012, será diferente. O conjunto de enredos enredos é muito bom. Acima da média dos últimos dez anos. Dos últimos vinte, talvez. A exceção certamente está com a Porto da Pedra, eterna candidata ao Acesso, por razões que misturam preconceito e pouca força política, mas que esse ano faz jus a esse seu destino sempre premeditado. As demais, com louvor maior aqui ou ali, prometem: a coroação do Rei do Sertão pela Tijuca; o Cordel Branco e Encarnado do Salgueiro; o Canto Livre de Angola, entoado pela Vila; a deliciosa aventura musical da São Clemente; o &quot;amado&quot; Jorge e o &quot;cândido&quot; Portinari de Imperatriz e Mocidade; e a Portela, que certamente levará o Povo na Rua a cantar as Festas da Bahia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjNwfbKvgKI0fe8kykpCVNsJqmw3EaPosARJQ37zmlBdF-v_hYs1yH6lt5IZrJrzZeUG_O1P4YogPPDYgBahnvc-9gKAjpKc6J4U-kK9MqHpQiFHq3mqxgNc2NFwq8PRyhAjKqGjZ_2E0/s1600/carnaval2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjNwfbKvgKI0fe8kykpCVNsJqmw3EaPosARJQ37zmlBdF-v_hYs1yH6lt5IZrJrzZeUG_O1P4YogPPDYgBahnvc-9gKAjpKc6J4U-kK9MqHpQiFHq3mqxgNc2NFwq8PRyhAjKqGjZ_2E0/s320/carnaval2.jpg&quot; width=&quot;222&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Logo do enredo do Salgueiro: nível altíssimo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enfim, acho que as escolas começam a conciliar a busca pelo patrocínio que viabilize apresentações grandiosas, neste grande espetáculo midiático e comercial que o carnaval também se tornou, e enredos à altura da festa. Todas as escolas contarão com algum tipo de patrocínio. Hoje isso é imprescindível. Mas não venderam seu corpo (ou sua alma) pelos milhões dos patrocinadores. Souberam garantir a verba e também algo autoral e criativo em seu carnaval. Um bom exemplo é a União da Ilha. Vai receber um gordo patrocínio do governo inglês para falar sobre Londres, sede das Olimpíadas de 2012, mas Alex de Souza conseguiu desenvolver um enredo muito bom, intitulado &quot;De Londres ao Rio: Era uma vez... uma Ilha&quot;, um convite para que botemos&amp;nbsp;&lt;i&gt;molho inglês na feijoada, &lt;/i&gt;misturaremos&lt;i&gt; chá com cachaça&lt;/i&gt;. Divertidíssimo. Carnavalesco!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outra questão é que as escolas perceberam, enfim, que quanto mais &quot;comunidade&quot; houver na pista, mais grandioso será o desfile - e isso devemos à Beija-Flor, que foi megacampeã nos últimos anos com 80% de seus componentes oriundos de Nilópolis e poucas alas postas à venda comercialmente (segundo Laíla, o sonho é um dia fazer um desfile 100% comunidade). Assim, as escolas buscam patrocínio, hoje, para viabilizar o máximo de fantasias possíveis para a comunidade. Isso dá força ao desfile. Então, ao mesmo tempo que se vê uma elitização nas arquibancadas, na pista o efeito é inverso. Recentemente, já houve uma onda muito forte de gringos e &quot;estrangeiros&quot; na avenida, hoje o cenário começa a se reverter.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em resumo: o patrocínio, que outrora foi temido pela possibilidade de descaracterizar o carnaval (e esse era um risco real), hoje acabou se tornando um mecanismo para que a escola leve sua comunidade para a avenida. Não porque o presidente da escola seja bonzinho e ame sua comunidade. Mas porque descobriu que esse é um caminho para a vitória (é só ver quantos pontos foram perdidos nos últimos anos em evolução e harmonia, por exemplo). As escolas estão aprendendo a lidar com o sucesso comercial do carnaval. Demoraram, mas estão aprendendo. E isso é bom para nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvdxl0PHYXkHeHCkltFN91mouQM0BDz85Su09gmg_zwib0eWJGD3GJ0QRwDy7jbbzgbwgW7o4Vgn5Tr9Yb0ZRVjF7Hi30pvoZ0Ahm5dk0WkLXcDO0n3uICe3GHAoGLwsuy4M7OVhN2OFY/s1600/carnaval3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;211&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvdxl0PHYXkHeHCkltFN91mouQM0BDz85Su09gmg_zwib0eWJGD3GJ0QRwDy7jbbzgbwgW7o4Vgn5Tr9Yb0ZRVjF7Hi30pvoZ0Ahm5dk0WkLXcDO0n3uICe3GHAoGLwsuy4M7OVhN2OFY/s320/carnaval3.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Ao lado de André Diniz, Arlindo venceu com uma obra-prima na Vila&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sobretudo para nós amantes do samba. E é justamente neste quesito que o desfile do ano que vem reserva as melhores emoções. A safra de sambas-enredo de 2012 é sensacional. É isso mesmo: sensacional. Os sambas, em sua maioria, são muito bons, sendo que há pelo menos duas obras-primas. Os bons enredos desencadearam em excelentes sambas. No CD oficial tem uma sequencia, da faixa 3 à 7, que é de tirar o fôlego (e digo isso prematuramente, porque ainda não me apaixonei pelo samba da Imperatriz, a faixa 8, que todos dizem ser muito bom).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vila Isabel e Portela têm os melhores sambas em disparado. O da Vila toca fundo, é vibrante, evoca à negra vocação de nossa alma, tem um contracanto estupendo, uma melodia muito gostosa e letra irrepreensível. Já o da Portela talvez seja o melhor samba dos últimos dez anos. É uma poesia, tem uma forma muito particular, três refrões, lembra os grandes sambas das eras de ouro do carnaval.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas outros sambas também são ótimos, ainda que um degrau abaixo: Salgueiro, Mangueira, Mocidade e, &amp;nbsp;minha maior surpresa, a São Clemente, que possui um refrão-chiclete, vivo, pra cima, a cara da escola, com um &quot;bububu no bobobó&quot; que certamente vai levantar a avenida. Tem ainda Unidos da Tijuca, Beija Flor, Imperatriz e União da Ilha, todos com bons sambas. Grande Rio foi a que mais decepcionou e Porto da Pedra, repito, está lá embaixo - com um enredo medíocre, os compositores tiveram que se esforçar muito para produzirem algo que está abaixo da média. Renascer de Jacarepaguá fecha a lista com um samba normal, mas bom.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Destaque para a gravação do samba da Mangueira - que os mais xiitas não gostaram - por ter um forte apelo comercial e poder significar a volta do samba-enredo para as paradas de sucesso das rádios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1wm5y3BUqa0Mh5KJgUpzuwi6k7FFLIw9Bgd5BJoeW4rsXb3pvY7CR4ZUvbyTMVXtJqIgE7PabO4-A9VWxZRVQYuEOi50kpnkyLK_-8s0nYaM-PvE8pTkCNtRUmfp9svO1IoPASPbOXyQ/s1600/carnaval4.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;235&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1wm5y3BUqa0Mh5KJgUpzuwi6k7FFLIw9Bgd5BJoeW4rsXb3pvY7CR4ZUvbyTMVXtJqIgE7PabO4-A9VWxZRVQYuEOi50kpnkyLK_-8s0nYaM-PvE8pTkCNtRUmfp9svO1IoPASPbOXyQ/s320/carnaval4.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Primeiras fantasias de Louzada na Mocidade entusiasmam&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outro destaque é minha Mocidade, que vai surpreender em 2012 (podem anotar também!). Padre Miguel tem seu melhor carnavalesco desde a saída de Renato Lage, o único dentre todos que passaram - e tenho maior respeito por Chico Spinoza - que realmente tem cacife e se situa no time dos grande carnavalescos contemporâneos. Foi campeão pela Mangueira, campeão pela Vila e campeoníssimo liderando a Comissão de Carnaval da Beija-Flor por três anos. Este ano, também venceu na Vai-Vai, em São Paulo. Desenvolveu um enredo belíssimo sobre Portinari, as fantasias comerciais, postas à venda, estão lindas, e tem um samba super inspirado de Diego Nicolau a seu favor. Minha aposta: Mocidade volta no Sábado das Campeãs. Entre as três primeiras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para um amante do carnaval, acho que 2012 será realmente um ano de ouro. A Sapucaí também está ganhando nova cara e mais 13 mil pessoas assistirão aos desfiles depois da reforma, com o desenho inicialmente pensado por Niemeyer sendo respeitado. O carnaval só tem a ganhar com isso. A &quot;nova Sapucaí&quot; vai estrear em grande estilo, em ano inesquecível.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Isso não é fechar os olhos para o muito que falta para termos o carnaval dos sonhos: mais respeito dos empresários e dirigentes com os fazedores da festa - artistas, profissionais, comunidades; maior popularização dos ingressos para que o povo tenha acesso ao desfile; ajustes na transmissão pela TV, que fica aquém do que o espetáculo produz; etc. Apenas, apesar de tudo isso, nutro esperanças e expectativas para o ano que começa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Que os deuses do carnaval permitam que Assim Seja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.blogger.com/video.g?token=AD6v5dxJKwsBsCyycK_4jpSHoPLXATtfW14S3OiMx-dKpNci7BdB3S9i-6rv-u7vLcVTpaUcirVcb_779SIdMIag2w&#39; class=&#39;b-hbp-video b-uploaded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;A grande vedete do carnaval 2012: o samba da Portela.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;Atualização - 17 de fevereiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;i&gt;Semana de carnaval, véspera dos desfiles, já tenho alguns palpites que gostaria de compartilhar. O primeiro: Vila Isabel e Salgueiro são minhas favoritas para o carnaval deste ano. Ambas as escolas tem enredos ótimos, dois dos melhores carnavalescos de todos os tempos e uma comunidade vibrante (a Vila, por exemplo, distribui todas as suas fantasias para a comunidade). O ponto de desequilíbrio para a escola de Noel é o samba, que como eu disse é magistral. Mas o do Salgueiro também é bom.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;i&gt;Tenho também que rever minha posição sobre a Mocidade. Não retiro nada do que disse sobre Louzada, a riqueza do enredo, a beleza do samba. Mas a verdade é que minha querida Verde e Branco ficou dez anos parada no tempo, estacionou. Então tem que correr muito para chegar às que hoje estão no primeiro time. Este ano, acredito, é o do ressurgimento, a escola vai fazer bonito na avenida, emocionar. Disputa uma volta nas campeãs, mas entre os três primeiros acho que foi uma previsão otimista demais. De qualquer forma, há de se registrar: como disse o filho do artista, é muito corajoso a Mocidade bancar um enredo sobre Portinari mesmo sem patrocínio. Dá orgulho!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;i&gt;Outra aposta continua a mesma: o carnaval este ano será o melhor dos últimos anos. O mais disputado, o mais alegre, o mais cultural, o mais Carnaval. Nas ruas e na avenida. Eu vou botar meu bloco na rua. Vem?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadermoraes.blogspot.com/feeds/2711014159773313688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/4916342506995183206/2711014159773313688' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2711014159773313688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4916342506995183206/posts/default/2711014159773313688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadermoraes.blogspot.com/2011/12/entao-e-carnaval.html' title='Então é... carnaval?!'/><author><name>Jader Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07084909803758476165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgflA1XW3cbbP8LZ2ObPZW7jEhnwk0RleRx245Eeo-Tan4NfbyZsPzce5Ja542W5DsaVzIYSoPywL66v2ysfHsDN-fRZpAk_1lq9_5yiS_w39TEhTPhTVcxjx36RmQsqPk/s220/DSC02255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmN_P78p1JAo_FCGaQ-VyFu1GCiqMa2A7sOXVHOzxhfhPKG9FqmLqwV_ZF8OLXPWb37VmEcd6RcH_KJ8gSepE-iap7pOO4Teh003ezHF81hPbet79AWqLnWT08x9yFbKlGaaHNhXNKfus/s72-c/eucarnaval.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry></feed>