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	<title>Janela na web</title>
	
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	<description>O seu portal de Management em Português desde 1995 editado por Jorge Nascimento Rodrigues</description>
	<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 21:37:46 +0000</pubDate>
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		<title>O fantasma da hiperinflação reaparece</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 21:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Há um período de risco para os Estados Unidos entre 2010 e 2014, diz Walter J. Williams, o economista americano que dirige um portal de estatísticas “alternativas” às oficiais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">“A hiperinflação é um cenário que pode rebentar nos próximos cinco anos nos Estados Unidos, e a meu ver as probabilidades apontam para o muito curto prazo”, afirma-nos <a href="mailto:Johnwilliams@shadowstats.com">Walter J. Williams</a>, de 60 anos, um economista americano que alimenta um portal de informação estatística “alternativo” às fontes oficiais, que dá pelo nome bem ilustrativo de “<a href="http://www.shadowstats.com/">estatísticas sombra</a>”.</p>
<p class="MsoNormal">Esse processo poderá ser rápido e “traiçoeiro”, atravessando um curto período de euforia ilusória, aproveitado certamente por todo o tipo de especuladores, surpreendendo, por isso, depois, a maioria dos americanos. Não falta já a vaga de indicadores que apontam para uma desaceleração da crise a partir de um pico em Dezembro de 2008 ou Janeiro de 2009.George Soros juntou-se ao coro político decretando que “o pior já ficou para trás”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Mas se o vírus da hiperinflação atacar, “a depressão que vivemos poderá transformar-se definitivamente numa grande depressão”, diz Williams, o responsável pelo sítio <a href="http://www.shadowstats.com/">www.shadowstats.com</a>. A ponte entre inflação e hiperinflação não tem nenhum muro de Berlim no meio a dificultar o caminho – é uma dinâmica que se pode gerar de um momento para o outro, como os exemplos históricos conhecidos apontam.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">As próprias estatísticas apresentadas por Williams apontam para uma situação actual de inflação (de 6,1% ao ano) nos Estados Unidos – e não de ligeira deflação (quebra de preços) como alegam os responsáveis oficiais. “Os ingredientes para que um cenário hiperinflacionário nos surpreenda estão todos no seu lugar há muitos anos”, clama o economista.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>Um modelo que faliu</strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O modelo de crescimento económico assente na ilusão de “dominar” o ciclo económico, de o restringir a uma “média” de meses mínima, e de alimentar continuamente o consumo e o investimento americanos por via da expansão da dívida pública “já não é mais viável, pelo menos no futuro imediato”. A &#8216;doutrina Greenspan&#8217; à frente da Reserva Federal (FED) – particularmente entre 1992 e 2007 - levou o modelo ao extremo em tempo de paz e criou o berço para a crise financeira que rebentaria em meados de 2007.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Quando o abcesso começou a rebentar há dois anos atrás, os políticos e economistas da Administração W. Bush julgaram que se tratava de algo similar ao que ouviram falar, ou tinham mesmo estudado (como foi o caso de Ben Bernanke, que substitui Greenspan à frente da FED ainda durante a anterior administração), sobre a Grande Depressão de 1929 e decretaram o combate sem tréguas ao perigo de deflação. Aceleraram, por isso, a política de expansão da dívida pública e da sua monetarização, agora com o argumento de pacotes de emergência anticrise. O paradigma continuou com a eleição de Obama para a presidência: “Não vejo que a nova Administração tenha outra opção do que prosseguir com a depreciação do dólar e de arriscar ver-se no meio de uma hiperinflação sem se dar conta como”, diz Williams.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A situação atingiu um patamar inacreditável, recorda o economista: “as obrigações totais dos EUA (e não só o que é classificado como dívida pública que se situa nos 11,4 biliões de dólares, triliões na designação anglo-saxónica) subirão, no final deste ano, para os 75 biliões de dólares (triliões na designação anglo-saxónica, cerca de 54.000 mil milhões de euros), um valor descomunal, superior ao próprio PIB mundial de 2008 e que representa mais de cinco vezes o PIB americano naquele ano”. Este valor é mais do dobro do nível atingido em 2002. &#8220;Só a dívida pública americana  aumenta 6 mil milhões por dia. A dado ponto o mercado vai parar no financiamento do governo americano se começa a temer uma bancarrota&#8221;, sublinhava o analista chinês Andy Xie, no <a href="http://www.cibmagazine.com.cn/Columnists/Andy_Xie.asp?id=992&amp;taming_the_beast.html">China International Business Magazine,</a> em 2 de Julho.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Williams interroga-se: quem acreditará que a América é solvente?</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>A questão da confiança</strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A falta de confiança na solvabilidade americana pode espalhar-se. Os alertas chineses repetem-se – o governador do banco central da China, Zhou Xiaochuan, voltou, no princípio de Julho, a falar da urgência de se pensar na criação de uma divisa internacional de reserva “desligada das nações soberanas”. Diz Williams: “Não sei o que os chineses esperam em termos de janela de tempo, mas creio que podemos apostar com segurança que eles pressentiram já que vão perder muito dinheiro nos valores que têm em dólares”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Qual poderá ser o novo despoletador de uma crise de confiança? Muitos analistas falam que continua “pendente” o estalar de uma crise de liquidez no mercado das obrigações do Tesouro americano a 10 e 30 anos, em larga medida compradas por investidores estrangeiros.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A hiperinflação é uma situação sobre a qual as gerações actuais de americanos não têm qualquer memória histórica – foi coisa longínqua dos tempos da guerra de independência anti-inglesa e depois na guerra civil. Por isso, reagem com estupefacção a uma conclusão deste tipo. Mas na Europa a memória tem sido avivada com o reestudo do que ocorreu durante um curto período na chamada República de Weimar na Alemanha, com um pico em Novembro de 1923 em que os preços duplicavam de dois em dois dias, ou na Hungria depois da 2ª Guerra Mundial em 1946, ou na Jugoslávia, mais recentemente no final dos anos 1980.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Como é possível que a principal potência mundial possa correr um tal risco, interroga-se o leitor que está habituado a ouvir dizer que esses cenários são ou eram típicos de países como o Zimbabwe (recentemente), em Angola entre 1991-1995, no Brasil entre 1986 e 1994 até ao ‘Plano real’, ou na Argentina em 2002, para citar alguns casos. O efeito de um cenário de hiperinflação americana gerará um processo de contágio imediato a todas as economias “dolarizadas”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Williams não vê outra consequência geoeconómica deste cenário dramático senão “o desenvolvimento de um novo sistema global de divisas face ao colapso do dólar” e espera que “alguma relação com o ouro seja incluída para criar alguma credibilidade no público”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">DESTAQUE</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 14pt;">Dois exemplos gritantes</span></strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Quando consultamos as estatísticas comparadas dos valores oficiais e dos apresentados pelo portal “sombra” Shadow Government Statistics, verificamos, logo, com surpresa, que os valores dos índices de preços são bem diferentes: oficialmente, os EUA estão em deflação, num valor anual de 1,3% (valor negativo) para Maio; no modelo de avaliação de Walter J. Williams, a inflação anual é de 6,1%. O enorme diferencial deriva dos critérios usados. Se se usarem os anteriores à reforma de critérios realizada durante a Administração Clinton, a inflação anual actual seria de 2%.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">No caso do desemprego, a diferença é abissal: oficialmente, em Junho, era de 9,5%; para o portal “sombra” está nos 20,6% da população activa americana. “Uma situação que já não se via desde a recessão de 1973-1975”, sublinha Williams. Ainda não está ao nível de 34% (excluindo o sector agrícola), no pico do desemprego em 1933, nos tempos da Grande Depressão, mas também a actual crise ainda só vai no seu segundo ano. Recentemente, os optimistas, como Jeremy Siegel, da Wharton School, apontavam para um valor de “só” 275 mil novos desempregados em Junho, representando uma desaceleração dos 345 mil em Maio, mas as estatísticas surpreenderam pela negativa com 467 mil novos registos só no sector privado, o que teve, de imediato, um efeito sensível nas bolsas que fecharam em negativo no dia 2 de Julho. Williams calculou essa quebra em 513 mil novos desempregados. Foi um ‘balde de água fria’ que logo se repercutiu na Wall Street.</p>
<p class="MsoNormal">

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		<title>“Comparar com 1929 é um erro”</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 20:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Teremos de recuar até à Grande Depressão de 1873 para encontrar paralelo válido, diz o historiador económico americano Scott Nelson.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">“A Grande Depressão de 1929 é o ‘modelo’ errado de comparação para a actual crise de crédito global!”, exclama o historiador económico <a href="http://srnels.people.wm.edu/">Scott Reynolds Nelson</a>, contra a opinião corrente entre analistas e políticos. Este professor do departamento de História no Colégio de William &amp; Mary, na Virginia, nos Estados Unidos, afirma que temos de recuar ainda mais no tempo, até ao final do século XIX, para redescobrir uma outra Grande Depressão gerada por causas similares à actual que se iniciou em 2007.</p>
<p class="MsoNormal">O regresso aconselhado na História leva-nos quase para um século e meio atrás, algo do qual não há a menor memória histórica hoje em dia.</p>
<p class="MsoNormal"><a href="mailto:srnels@wm.edu">Scott Nelson</a> recorda a Grande Depressão entre Outubro de 1873 e Março de 1879, a maior de sempre registada nos tempos modernos, de agonia durante 65 meses, que, três anos depois, seria seguida pela crise de 1882/1885. No conjunto desta dupla assinatura, foram quase nove anos de parto de uma nova ordem económica com a transição de “uma produção baseada nas artes e ofícios para uma assente nos fluxos” e em que se assistiu ao nascimento “das economias de escala guiadas por uma concentração e consolidação jamais vista”, surgindo os novos barões da indústria americana como Andrew Carnegie, o rei do aço, e John D. Rockefeller, o rei do petróleo, frisa-nos o historiador.</p>
<p class="MsoNormal">No plano simbólico, a depressão ocorreu no meio de uma “invasão americana” de produtos agro-industriais por toda a Europa, e particularmente na Inglaterra, a superpotência da altura, que devastaram o complexo cerealífero da Europa Central e que levaram o Reino Unido a tornar-se dependente das importações alimentares dos Estados Unidos, país que começou a amealhar excedentes na balança comercial. A que se associou uma consequência geoeconómica perturbadora, acrescenta o historiador: “uma mudança do centro de gravidade do crédito mundial da Europa para os Estados Unidos”.</p>
<p class="MsoNormal">Scott publicou um artigo na The Chronicle Review sobre esta comparação com 1873 que teve um efeito inesperado na comunidade académica e financeira, e que pode ser lido <a href="http://billtotten.blogspot.com/2009/02/real-great-depression.html">aqui</a>.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Semelhanças chocantes</strong></p>
<p class="MsoNormal">A depressão começada no último trimestre de 1873 teve raízes financeiras como a actual. Rebentou “num contexto com padrões similares que tornam óbvia a comparação”, recorda-nos Scott. Basta recordar duas das traves mestras: uma ‘bolha’ imobiliária sem paralelo em França e nos dois novos impérios emergentes, a Prússia e a Áustria-Hungria, e um disparo inacreditável (para a época) de veículos financeiros ‘tóxicos’ inventados para o financiamento do <em>boom</em> ferroviário americano que eram difíceis de avaliar no seu real valor, mas que eram publicitados nos jornais em grandes parangonas como o caminho mais rápido para um retorno financeiro apetecível para quem os incluísse no seu portefólio de investimentos. “Estes produtos eram negociados por todo o mundo e inclusive 2/3 destes títulos estavam nas mãos de estrangeiros”, adianta o nosso interlocutor.</p>
<p class="MsoNormal">O primeiro sinal de fim de festa foi o <em>crash</em> da bolsa de Viena de Áustria em Maio de 1873. E, a dado momento, todo o esquema financeiro global rebentou: o evento do tipo Lehman Brothers da época foi o estoiro da casa financeira de Filadélfia, uma das líderes da euforia ferroviária americana, a Jay Cooke &amp; Company, na ‘quinta-feira negra’ de 18 de Setembro de 1873. “Subitamente verificava-se, na rua, que muitos activos financeiros eram imaginários e portanto tóxicos. A crise de crédito contagiou toda a actividade económica e seguiu-se um <em>crash</em> bolsista”, sublinha o historiador, que prepara para 2010 o lançamento de um novo livro intitulado ‘Crash: An Uncommon History of America’s Financial Panics’.</p>
<p class="MsoNormal">Em horas, nomes fortes da Wall Street nova-iorquina caíram no meio do pânico geral e de uma vã corrida à liquidez. O governo americano anunciou comprar 10 milhões de dólares daquele ‘lixo tóxico’, mas o efeito, surpreendentemente, foi a continuação da queda bolsista, e a 20 de Setembro a New York Stock Exchange teve de suspender a negociação pela primeira vez na sua história. Entretanto, o governo americano, sob pressão dos barões da indústria (Cornelius Vanderbilt, Henry Clews e outros) que se haviam reunido com o presidente Ulysses Grant (presidente entre 1869 e 1877) num hotel da 5ª Avenida nova-iorquina, havia comprado 13 milhões de dólares de títulos aflitos e esgotara a sua capacidade de injecção financeira. A crise de crédito subsistiu e destrui uma boa parte do tecido económico americano nos meses seguintes. Em algumas grandes cidades americanas, o desempregou chegou aos 25% da população activa.</p>
<p class="MsoNormal">A via de ‘saída’ da tormenta, aparentemente, teve, então, dois desenvolvimentos: os principais bancos de Nova Iorque formaram um Clearing House Committee, que acabou por ser um caminho para a reconstrução dos mercados de crédito; e o presidente americano rejeitou em 1874 uma lei do Congresso insistindo na impressão de mais dólares para inundar os mercados e acabou por pressionar os legisladores no sentido de se indexar o dólar ao ouro em 1875. De qualquer modo, a recessão duraria, ainda, mais quatro anos e a América seria sacudida por um movimento grevista sem precedentes e por intervenções repressivas do governo, nomeadamente já na vigência do novo presidente americano Rutherford Hayes (1877-1881), contra os ferroviários. No Verão de 1878 a bolsa recomeçou a animar-se e o investimento nos caminhos-de-ferro regressou no ano seguinte.</p>
<p class="MsoNormal">Esta recessão foi baptizada como a 1ª Grande Depressão da economia capitalista saída das revoluções industriais – foi muito mais longa do que a posterior de 1929/1933.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Uma outra história em 1929</strong></p>
<p class="MsoNormal">Tornou-se hoje moda falar da crise de 1929/1933, que é usada para todo o tipo de comparações em termos de evolução da contracção da produção, do comércio internacional ou da evolução da derrocada bolsista. Usa-se 1929, também, como referência para políticas públicas que não teriam sido logo postas em marcha, mas sim tardiamente adoptadas.</p>
<p class="MsoNormal">Contudo, no plano das causas, a Grande Depressão iniciada em 1929 foi gerada por uma crise capitalista clássica de sobreprodução (excesso de oferta de bens que não encontravam suficiente procura) e num contexto de altas taxas aduaneiras com um proteccionismo elevado, dois aspectos que não ocorreram nos anos 1870, nem agora, refere o historiador. “Só por volta de 1931, a crise de sobreprodução se tornou então uma crise bancária. Foi um processo bem distinto”, acentua Scott Nelson. No plano político, com repercussões financeiras globais, como cedo avisou o economista inglês John Maynard Keynes em ‘As Consequências Económicas da Paz’ (escrito em 1919), o acelerador de 1929 foi um fardo excessivo de indemnizações de guerra a pagar pela Alemanha imperial então derrotada na 1ª Guerra Mundial, que conduziram a um período de hiperinflação e de bancarrota (a famosa República de Weimar de 1921 a 1923) naquele país e a um efeito devastador nas reservas de ouro inglesas.</p>
<p class="MsoNormal">Face à diferença entre estas duas grandes depressões – iniciadas em 1873 e 1929 - é de admitir que as lições de política económica e financeira para combater as suas causas sejam, por isso, necessariamente distintas.</p>

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		<title>‘Inteligência económica’ está na ordem do dia face à Depressão</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 18:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O especialista europeu em consultoria estratégica, Christian Harbulot, inventor do conceito de “guerra cognitiva” e fundador da Escola de Guerra Económica em Paris, veio a Portugal falar de uma ferramenta crítica para os empresários enfrentarem a crise e as mudanças do xadrez mundial. Jorge Nascimento Rodrigues falou com Harbulot durante a Conferência que realizou no Taguspark, em Oeiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">&#8220;Esta crise era previsível pelo menos em parte no plano do imobiliário, pois é um sector que vive crises cíclicas, e a última havia sido em 1997”, atira-nos Christian Harbulot, de 56 anos, considerado um dos peritos europeus em “inteligência económica” (IE).</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Ele considera que a IE é uma ferramenta ainda mais crítica em tempos de crise financeira e económica e de alteração nas correlações de força entre potências à escala mundial. Harbulot veio a Oeiras, a convite do Taguspark, agitar o tema <a href="http://http://www.taguspark.pt/content/1/122/inteligencia-competitiva-conferencia-taguspark/">numa conferência sobre o tema.</a> “É precisamente na gestão da informação destinada a enfrentar a competição comercial que a inteligência económica pode jogar um papel decisivo na orientação das empresas”, refere Harbulot, particularmente face à ofensiva das novas multinacionais e da própria diplomacia económica dos países emergentes.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O conceito de IE nada tem a ver com qualquer variedade de quociente intelectual. A expressão designa uma das funções vitais na gestão das empresas e também dos próprios Estados, nomeadamente para a diplomacia económica. Significa “a acção coordenada e sistemática de recolha, tratamento e difusão da informação útil para os actores económicos com vista à sua exploração para fins estratégicos e operacionais”, dizem os manuais.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Durante muitos anos ela foi confundida com espionagem industrial, tecnológica e comercial e contra-informação à margem da lei, mas insiste-se hoje que a sua base é a ética empresarial. O que não impede a noção de que, no mundo altamente concorrencial e muitas vezes opaco em que se desenrolam os negócios, particularmente os internacionais ou os de grande vulto financeiro, vivemos uma autêntica “guerra cognitiva” – uma expressão que Harbulot cunhou e na base da qual criou uma escola de estratégia empresarial em Paris, a École de Guerre Économique.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>Pregar no deserto</strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Harbulot insiste que a IE permite antecipar e reagir rapidamente à surpresa, como foi o caso do “efeito dominó” que veio a seguir aos primeiros sinais da crise do <em>subprime</em> em meados de 2007. Para quem tivesse acompanhado o disparo inacreditável do que o perito francês considera como “a irresponsabilidade do mundo bancário e financeiro anglo-saxónico” desde a queda do Muro de Berlim, poderia antever que o mundo acabaria por ter uma bomba nas mãos.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">“Fui um dos raros a sublinhar no final dos anos 1980 que as relações entre potências não tinham desaparecido e que os afrontamentos de tipo económico iriam tomar um lugar cimeiro na cena mundial. Mas eu pregava no deserto. Só Edith Cresson [primeiro-ministra nomeada pelo presidente Mitterrand em 1991], em França, tomou nota desta mensagem. Mas o seu próprio campo não a compreendia”, diz Harbulot, que concedeu uma entrevista mais longa, em francês, que <a href="http://janelanaweb.com/novidades/christian-harbulot-sur-la-situation-mondiale/">pode ser lida aqui</a>.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O especialista em estratégia acha que o mundo Ocidental em particular se deixou cegar desde a implosão da URSS, desviou a atenção da geoeconomia, e embarcou numa nova onda de especulação financeira. Acha que um sinal claro ocorreu, logo, num primeiro tempo, com o caso Enron (2001). Esse primeiro episódio “fragilizou os próprios fundamentos do credo sobre o qual os EUA se baseiam para influenciar as elites mundiais”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>Danos colaterais</strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Ora uma grande parte da projecção de poder da América deriva dessa capacidade de influência do seu “credo” – depende da força do que os especialistas em estratégia chamam <em>soft power</em>. “É ainda cedo para dizer se os EUA já entraram numa situação de prisioneiros de dilemas estratégicos, mas há indicadores de que a sua posição se enfraqueceu”, diz Harbulot.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Não só no plano político-diplomático, mas também no plano geoeconómico: a perda de legitimidade do seu discurso ideológico sobre a economia de mercado, o declínio dos seus sectores industriais (o caso GM em foco ultimamente é paradigmático), a dificuldade manifesta em “domar” a crise bancária, a descredibilização total da política financeira (uma plateia de alunos universitários chineses mimoseou, recentemente, o secretário do Tesouro americano Timothy Geithner <a href="http://geoscopio.tv/2009/06/geoprotagonistas/gargalhada-chinesa-na-cara-de-tim-diario-de-bordo-15/">com uma gargalhada geral</a> quando ele assegurava, com ar sério, de que os activos chineses em dólares não corriam risco).</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Ora este enfraquecimento do “tio da América” vai ser problemático para a Europa. “Os europeus vão ter de formar as suas elites políticas e empresariais para uma abordagem nova da estratégia e das relações de força geoeconómicas”, refere, chamando a atenção para o novo “estado-estratega” dos tempos actuais: a China. Em certa medida, a história repete-se, e a China seguiu muitas das pisadas do Japão, o “estado-estratega” dos anos 1970 e 1980. “Mas os chineses juntaram às receitas de patriotismo económico japonês <em>o savoir-faire</em> de um regime comunista que aprendeu ao longo da sua história a enganar um adversário inicialmente mais forte”, conclui.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>3 CONSELHOS AOS EMPRESÁRIOS</strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">. Antecipe as ameaças concorrenciais antes de elas o obrigarem a reagir</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">. Aprenda sempre com os outros</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">. Construa uma rede de alianças</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kaFjNfOdaUo7t1fxK4-gUrixulg/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kaFjNfOdaUo7t1fxK4-gUrixulg/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>O recente apetite de Pequim pelo ouro</title>
		<link>http://janelanaweb.com/novidades/o-recente-apetite-de-pequim-pelo-ouro/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 22:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ardina na Crise]]></category>

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		<description><![CDATA[A subida da China ao quinto lugar dos países com mais reservas de ouro, numa altura em que o dólar volta a estar em queda acentuada e a onça de ouro se aproxima paulatinamente dos 1000 dólares, é mais um sinal da alteração das relações de força na economia mundial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">A China resolveu anunciar recentemente o aumento das suas reservas em ouro em 75% em relação aos valores conhecidos desde 2002, segundo refere agora o <a href="http://www.research.gold.org/">World Gold Council</a> (WGC). Em nove anos duplicou estes activos, passando de 500 toneladas em 2001 para 1054 <a href="http://www.gold.org/assets/file/pr_archive/pdf/China_reserve_buying_pr.pdf">em final de Abril</a>. Passou a ocupar o 5º lugar na lista dos países com maiores reservas (onde se encontra Portugal em 11º lugar).</p>
<p class="MsoNormal">Ainda que a China represente apenas 4% das reservas mundiais, muito distante das 45% detidas pela União Europeia e das 30% na posse dos Estados Unidos, este movimento ascendente foi interpretado como um sinal de uma viragem para um investimento num valor de “refúgio” e para um esboço de diversificação.</p>
<p class="MsoNormal">Apesar de o ouro ter deixado de ser o suporte das divisas, desde que o presidente americano Nixon em 1971 rompeu com a convertibilidade do dólar em relação ao ouro existente em grande parte em <a href="http://www.globalsecurity.org/military/facility/fort-knox-depository.htm">Fort Knox</a>, a China foi dos poucos países que resolveu, a contracorrente, aumentar as suas reservas neste metal precioso nas últimas décadas.</p>
<p class="MsoNormal">A Rússia fê-lo, também, em menor dimensão – mais 100 toneladas desde 2001. Pelo contrário, a União Europeia procedeu a vendas coordenadas desde 1999 a 2006 quando o ouro se vendia entre 280 e 600 euros por onça – ‘barato’ em relação aos mais de 950 euros actuais - e os EUA alienaram 10% das suas reservas desde 1971. Portugal entre 2001 e 2006 vendeu mais de 1/3 das suas reservas em ouro a preços baixos; actualmente regista menos de 400 toneladas, ou seja menos de metade do que dispunha em 1971, aquando do «golpe Nixon».</p>
<p class="MsoNormal">O WGC espera, agora, que o exemplo chinês tenha um efeito de contágio na Ásia e que os europeus revejam a sua posição aquando do final do Acordo dos bancos centrais para a venda coordenada de reservas de ouro que finda em Setembro próximo.</p>
<p class="MsoNormal">No entanto, a aposta no ouro é, apenas, um dos sinais da estratégia chinesa de grande potência que, provavelmente, só é entendida integrada num outro conjunto de movimentos e para além de razões estritamente técnicas.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mensagens da Cidade Proibida</strong></p>
<p class="MsoNormal">Os chineses têm estado a emitir “uma série de mensagens”, diz-nos o analista James Turk. Aquando do encontro do G20, o <a href="http://geoscopio.tv/2009/03/geoprotagonistas/a-gafe-de-timothy-diario-de-bordo-9/">governador do Banco da China apoiou a ideia de se rediscutir o papel do dólar</a> como divisa internacional e de se usarem, em alternativa, direitos de saque especiais (tecnicamente designados em inglês como SDR – special drawing rights) emitidos pelo Fundo Monetário Internacional como divisa de reserva supra-estatal imune à instabilidade actual do dólar e às dúvidas sobre a solvência dos próprios Estados Unidos que o imprime.</p>
<p class="MsoNormal">Os passos de que falava Zhou Xiaochuan são claros: uso dos SDR na própria fixação de preços das <em>commodities</em>; lançamento de títulos denominados nessa base, o que, aliás, tem sido estudado pelo próprio FMI; criação de um fundo aberto denominado em SDR. Entretanto, um membro da Comissão de Peritos das Nações Unidas para a Reforma Financeira Internacional, Avinash Persaud, recomendou inclusive a criação internacional de um instrumento cambial como o velho ECU que a Comunidade Europeia usou antes do euro baseado num cabaz de divisas. O assunto não está, portanto, encerrado e virá à tona, de novo, em próximas reuniões do G20.</p>
<p class="MsoNormal">Agora foi anunciada a aposta de Beijing no ouro, o que significa não só uma diversificação das suas aplicações bem como a concretização de uma estratégia de suportar a projecção externa da moeda chinesa, o yuan, numa convertibilidade sólida, o velho padrão ouro, segundo o analista Jim Willie. No caso do FMI proceder a vendas das suas reservas de ouro (que são, actualmente, mais de 3000 toneladas, ocupando a terceira posição logo a seguir aos EUA e à Alemanha), restará ver quem ganhará a corrida ao primeiro lote (provavelmente de 400 toneladas) com o preço da onça do ouro provavelmente a subir acima de 1000 dólares.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Estratégia em geometria variável</strong></p>
<p class="MsoNormal">Em simultâneo, os chineses têm procurado minimizar o peso da denominação em dólares nas transacções internacionais, em particular na área dos fornecimentos estratégicos. Em Abril, a China tornou-se o principal parceiro do Brasil – depois de os Estados Unidos terem substituído em 1930 a Inglaterra nesse papel que, por sua vez, rendera Portugal nos anos 1800 – e na viagem recente do presidente Lula da Silva a Beijing o Banco de Desenvolvimento da China concedeu créditos de quase 20 mil milhões de dólares dirigidos em grande parte à Petrobras que se tornou em mais um dos fornecedores estáveis de petróleo (até 160 mil barris por dia) da máquina de crescimento chinesa.</p>
<p class="MsoNormal">Este modelo de relações bilaterais sem o uso intermédio do dólar como divisa comercial deverá tornar-se norma. Em Abril, a China tinha concluído vários acordos de empréstimos em yuans a outros bancos centrais da Argentina, Hong Kong, Indonésia, Malásia e Coreia do Sul.</p>
<p class="MsoNormal">No campo da projecção externa da sua divisa, Beijing autorizou, agora, o HCBC inglês e o Bank of East Asia (sediado em Hong Kong) a emitirem obrigações em yuans – são os primeiros bancos estrangeiros a poder fazê-lo. Em simultâneo, redinamizou, do ponto de vista comercial e financeiro, as relações com a Península Arábica, outra região com enorme liquidez actualmente. O eixo Cantão-Dubai é hoje dos mais fortes, conta-nos Ben Simpfendorfer, autor de ‘The New Silk Road’. Ben ficou particularmente surpreendido com a oportunidade explorada por Hong Kong em direcção às redes islâmicas de capitais. O escritor não acredita, no entanto, que se possa já falar de «uma convergência estratégica de interesses com os fundos soberanos».</p>
<p class="MsoNormal">Por outro lado, no plano simbólico, a China irá potenciar o facto de, actualmente, dominar os <a href="http://www.leap2020.eu/GEAB-N-35-est-disponible!-Crise-systemique-globale-Juin-2009-Quand-le-monde-sort-definitivement-du-cadre-de-reference_a3240.html">três lugares cimeiros da banca mundial em termos de capitalização bolsista </a>(com o Industrial &amp; Commercial Bank of China, o China Construction Bank e o Bank of China). Ocorreu uma mudança de poder financeiro avassaladora nos últimos dez anos – de um sistema dominado por 17 bancos americanos, ingleses e japoneses em 1999 para uma nova realidade, saída da crise de 2007/2009, em que a banca estatal chinesa detém cinco lugares e o anterior eixo dominante se reduziu a cinco bancos (ver quadro).</p>
<p class="MsoNormal">Acresce que a China é desde 2007 <a href="http://www.goldsheetlinks.com/production.htm"><em>o principal minerador de ouro do mundo</em></a>, tendo ultrapassado a África do Sul, o líder histórico. Recorde-se que, em 1970, a África do Sul era o líder incontestável da produção mundial de ouro com 68%. O seu declínio foi progressivo, tendo em 2008 baixado para 9,8% da produção mundial. Pelo contrário, a China só surgiu no radar dos grandes produtores em 1995 com 6,2%, alcançando os 12,2% em 2008.</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 18pt; line-height: 115%;">O que a China sabe</span></strong></p>
<p class="MsoNormal">. Que a situação dos contratos de derivados negociados fora de bolsa (over-the-counter, na designação técnica) não está “controlada” e que os seus estragos sobre o sistema financeiro poderão continuar com surpresas. Ainda que tenham baixado 13,4% em relação a Julho de 2008, continuavam em Dezembro do ano passado (segundo a comunicação de 19 de Maio último do Bank for International Settlements) num valor facial que é quase 11 vezes o PIB mundial. Sinal preocupante é o facto que o custo de substituição de todos os contratos existentes no final de Dezembro subiu 1,7 vezes em relação a Julho de 2008, representando 63% do PIB mundial. O risco subiu, apesar do montante total ter baixado.</p>
<p class="MsoNormal">. Que o dólar americano aparenta ter regressado a uma tendência de quebra do seu valor face a outras moedas, e nomeadamente em relação ao euro. Depois de ter estado no ponto mais baixo entre Março e Julho de 2008, logo a seguir ao episódio do colapso do banco Bear Stearns, com o dólar a valer apenas 63% do euro, as injecções anticrise de Hank Paulson (secretário do Tesouro de Bush) e depois do novo presidente Obama seguraram o dólar até Março de 2009. O efeito parece ter-se esgotado entretanto, e o dólar vale hoje apenas 70% do euro, ainda longe, contudo, dos 63% de há um ano atrás. Mas os analistas prevêem uma nova derrocada da divisa americana, o que prejudicará severamente as reservas em dólares que a China dispõe – as maiores do mundo actualmente (2,6 biliões de dólares, 3% do PIB mundial em 2008, 8 vezes o PIB português do ano passado).</p>
<p class="MsoNormal">. Que simbolicamente consolidou mais uma medalha. A maior empresa do mundo, em capitalização bolsista, é, de novo, a PetroChina, que voltou a desalojar a Exxon. Apesar de ter apenas 38% da facturação da Exxon e 37% dos lucros da multinacional americana, o gigante chinês cotado em Hong Kong e Xangai viu o seu valor aumentar depois dos movimentos de aquisição de 45,5% da Singapore Petroleum e de 50% da AO Mangistaumunaigas do Kazaquistão.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt; line-height: 115%;">Reservas oficiais de ouro</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em>País<span> </span><span> </span>Toneladas </em></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span><em><span> </span>Março 2009</em></p>
<p class="MsoNormal">EUA<span> </span>8133,5</p>
<p class="MsoNormal">Alemanha<span> </span>3412,6<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">França<span> </span>2487,1</p>
<p class="MsoNormal">Itália<span> </span>2451,8</p>
<p class="MsoNormal"><strong>China<span> </span>1054 *</strong></p>
<p class="MsoNormal">Suíça<span> </span>1040<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Japão<span> </span> 765,2<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Holanda<span> </span>612,5<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Rússia<span> </span>523,7<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Taiwan<span> </span>423,6</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span lang="EN-US">Portugal<span> </span>382,5</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="EN-US">Fonte: World Gold Council, http://www.research.gold.org/reserve_asset/</span></em></p>
<p class="MsoNormal">Nota: (*) Anúncio de 24/04/09</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt; line-height: 115%;">10 Maiores bancos do mundo </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em>(Capitalização bolsista em mil milhões de dólares, 2009)</em></strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Industrial &amp; Commercial Bank of China<span> </span><span> </span>(China)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">China Construction Bank<span> </span>(China)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Bank of China<span> </span>(China)</span></p>
<p class="MsoNormal">HSBC<span> </span>(Inglaterra)</p>
<p class="MsoNormal">JP Morgan Chase<span> </span>(EUA)</p>
<p class="MsoNormal">Mitsubishi UFJ Financial<span> </span><span> </span>(Japão)</p>
<p class="MsoNormal">Santander<span> </span>(Espanha)</p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Goldman Sachs<span> </span>(EUA)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Wells Fargo<span> </span><span> </span>(EUA)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Bank of Communications<span> </span>(China)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US"> </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="EN-US">Fonte: <a href="http://www.leap2020.eu/GEAB-N-35-est-disponible!-Crise-systemique-globale-Juin-2009-Quand-le-monde-sort-definitivement-du-cadre-de-reference_a3240.html">GEAB</a></span></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vEmfWW0Ooo123fN55TdWBvxVcC8/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vEmfWW0Ooo123fN55TdWBvxVcC8/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vEmfWW0Ooo123fN55TdWBvxVcC8/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vEmfWW0Ooo123fN55TdWBvxVcC8/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Christian Harbulot sur la situation mondiale</title>
		<link>http://janelanaweb.com/novidades/christian-harbulot-sur-la-situation-mondiale/</link>
		<comments>http://janelanaweb.com/novidades/christian-harbulot-sur-la-situation-mondiale/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 22:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ardina na Crise]]></category>

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		<description><![CDATA[«Rien n’est plus difficile pour un empire que de se battre sur plusieurs fronts», dit le politologue et expert en intelligence économique français Christian Harbulot.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Christian Harbulot, 56 ans, fondateur et directeur de l’École de Guerre Économique à Paris, est un des expert européen en intelligence économique et géostratégie. Il a été étudiant de l’Institut d’Études Politiques de Paris et est diplômé en Histoire par l’Université de Paris VII. Ancien militant gauchiste aux années 1970 il a dès les années 1980 une activité professionnelle en liaison avec l’intelligence stratégique en France. Il est l’auteur de nombreux ouvrages, dont le plus récent livre «<a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ISBN=2952364753/janelanawebjnrA/">Les Chemins de la Puissance</a>» a été publié en 2007. En 2005 on a parlé avec Christian à l’EGE (à <a href="http://gurusonline.tv/pt/conteudos/harbulot.asp">lire l’interview ici</a>). Quatre ans après, le monde vit une Grande Dépression et Christian souligne, de nouveau, le rôle de l’intelligence stratégique et particulièrement de l’intelligence économique pour les chefs d’entreprises et les cadres du management.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">INTERVIEW par Jorge Nascimento Rodrigues</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Q: Cette crise aiguë était-elle prévisible au commencement de 2007? Par quel biais l’intelligence économique aurait-elle pu aider à ce qu&#8217;on soit plus préparé pour faire face à cette débâcle? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: </span></strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Cette crise était prévisible au moins dans le domaine immobilier pour la simple raison que ce secteur vit justement des crises périodiques de ce type. La dernière en date remonte à 1997. La surprise est venue de l’effet domino généré par l’irresponsabilité du monde financier et bancaire anglo-saxon qui se croyait être devenu le maître du monde en raison de la disparition provisoire des enjeux majeurs de nature géostratégique du fait de la fin de la guerre froide. Je crois avoir été un des rares à souligner à la fin des années 80 que les rapports de puissance n’avaient pas disparu et que les affrontements de enture économique allaient prendre une place décisive sur la scène mondiale. Mais je crois que je prêchais à l’époque dans le désert. Seule Edith Cresson<span> </span>en France avait noté l’importance de ce message. Mais son propre camp ne la comprenait pas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Q: <strong>La crise actuelle va-t-elle accélérer le détournement du pouvoir géoéconomique et financier particulièrement vers la Chine?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: Il est clair que la crise actuelle va accentuer les tensions géoéconomiques. L’épisode géorgien de cet été n’en est qu’un prélude. La Russie ne veut pas se faire affaiblir par les États-Unis. Il en est de même pour la Chine et l’Iran. Or rien n’est plus difficile pour un<span> </span>empire que de se battre sur plusieurs fronts. Les États-Unis sont aujourd’hui dans cette situation. Le moindre recul sur un<span> </span>front les affaiblit sur un autre. Historiquement, rares sont les empires qui ont réussi à préserver leur statut dans une telle configuration de rapports de force.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Q: <strong>Est-ce qu’on peut dire que nous vivons une vraie transition dans le système géoéconomique avec des signaux claires? Les fameux BRIC inventés par Goldman Sachs sont-ils vraiment les successeurs des puissances des deux rives de l’Atlantique? Sommes-nous devant la fin de la suprématie de l’Atlantique qui a duré pendant 500 années?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: La question fondamentale qui se pose est la suivante : la superpuissance américaine est-elle en train de s’affaiblir ? De la réponse à cette question découle une éventuelle remise en cause de l’échiquier mondial. Or des signaux faibles attestant cette tendance à l’affaiblissement apparaissent depuis le début des années 70. Le premier fut le retrait américain du Vietnam. Une victoire militaire (l’armée américaine a battu les forces vietcongues et nord-vietnamiennes lors de l’offensive du Têt en 1968) qui se traduit par une défaite politique est pour un empire dominant un revers particulièrement grave car il signifie que la force ne suffit pour imposer sa puissance. Contrairement aux apparences, le revers américain au Vietnam n’a pas été effacé par le piège dans lequel les Soviétiques sont tombés en Afghanistan. Et pour cause, ce piège se referme aujourd’hui sur ceux qui l’ont initié il y a trente ans. La question de l’Irak n’a fait que souligner un<span> </span>peu plus les limites de l’expression de la puissance américaine en démontrant les limites de la greffe de son modèle démocratique dans un pays comme l’Irak. Or ce modèle démocratique a été depuis la naissance des États-Unis d’Amérique la pierre angulaire de la construction de leur puissance extérieure, d’abord contre les empires coloniaux européens puis contre le bloc communiste. Enfin, la crise du système capitaliste qui est apparue en deux temps, avec en premier lieu le coup de semonce de l’affaire Enron et ensuite la crise des <em>subprime</em>, a fortement fragilisé les fondements mêmes du credo sur lequel les États-Unis s’appuient pour influencer les élites mondiales. <strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Q: Est-ce que vous pensez que les États Unis sont déjà dans une situation géopolitique et même financière de dilemme stratégique?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black;" lang="FR">R : C’est encore trop tôt pour le dire mais il y a des indicateurs qui démontrent que leur position s’est affaiblie (légitimité de leur discours sur l’économie de marché, déclin de secteurs industriels, échecs ponctuels dans leur politique d’influence sur l’ex-empire soviétique (cas de la  Géorgie), enlisement afghan, résultats aléatoires de leur stabilisation de l’Irak.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black;" lang="FR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Q : Comment les Européens peuvent se préparer pour des jours où les États-Unis seront en fin de domination hégémonique?</span></strong></p>
<p><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black;" lang="FR">R : En formant leurs élites à une approche  nouvelle de la stratégie et des rapports de force géoéconomiques. </span><!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} --><span lang="FR">Je prends l’exemple français de l’Ecole Nationale d’Administration. Les enseignements décidés par décret en conseil des Ministres sont orientés principalement sur le fonctionnement de l’administration ainsi que le rapport entre l’administration et les administrés. On ne leur donne pas de grille de lecture sur les rapports de force entre puissances et sur les politiques d’accroissement de puissance du temps de paix, en particulier dans le domaine de la géo économie. Autrement dit, les rapports de force se limitent à une approche classique de la préservation de l’ordre public et de la défense militaire. Les enjeux liés à l’économie sont limités aux industries dites stratégiques (industries de défense, transferts sensibles comme l’industrie nucléaire). Avec une telle approche, les futurs hauts fonctionnaires français n’ont que l’expérience des anciens pour se former aux véritables enjeux de la politique internationale. Je crains hélas qu’il n’y ait pas que les Français dans ce cas. Et c’est là le fond du problème.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black;" lang="FR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Q : Vous avez étudié le cas du Japon dans les années 1980 justement au moment de l’émergence stratégique de ce pays. «<a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ISBN=0070479046/janelanawebjnrA/">The  Mind of the Strategist</a>» était un livre de Kenichi Ohmae très célèbre au Japon, même avant d’être traduit à l&#8217;Occident. Le Japon était à l’époque le model de l’état “stratégiste”. Quelles leçons pensez-vous qu&#8217;on peut en tirer?<br />
</span></strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: J’ai travaillé sur ce pays à la fin des années 80. Je pense que le Japon est pour des raisons propres à son histoire un modèle d’État stratège pour la simple raison qu’il ne voulait pas être colonisé par l’Occident. Ce motif était suffisant pour mobiliser les forces vives de cette nation. D’une certaine manière, le Japon a admirablement bien joué sur deux tableaux :</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">- sur un plan défensif,<span> </span>il a mis en avant son insularité comme obstacle trop coûteux en vies humaines et en dépenses à une aventure militaire occidentale visant à lui ôter son indépendance;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">- sur un plan offensif, il a usé de son image de nation<span> </span>“archaïque” pour ne pas éveiller la méfiance de l’Europe et des États-Unis afin d’acquérir la connaissance nécessaire à son développement industriel en allant la chercher dans le camp de ses adversaires potentiels. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"><br />
<strong> Q: Pensez-vous que la  Chine est aujourd’hui le model de l’état “stratégiste”? La Chine a-t-elle appris avec l’expérience Japonaise des années 1980 pour développer une stratégie de soft power?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: La  Chine n’a pas eu le choix. Le régime communiste de Pékin a tiré les leçons de l’effondrement de l’URSS. Pour éviter la disparition ou le déclin, les autorités chinoises ont choisi la voix que le Japon avait empruntée au début de l’ère Meiji. L’imitation commence avec la main tendue à l’Occident à partir des zones économiques spéciales qui, rappelons-le,<span> </span>ont été le fer de lance de leur essor économique. Les Chinois ont<span> </span>ajouté aux recettes du patriotisme économique japonais le savoir faire d’un régime communiste qui a appris au cours de son histoire à tromper l’adversaire par tous les moyens dans un rapport initial du faible au fort. Cette tactique a parfaitement fonctionné jusqu’aux évènements de la place Tien An Men en 1989.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"><br />
<strong><span style="color: black;">Q: </span>Les puissances émergeants au sein du G20, voir même certains acteurs régionaux, ne donneront pas de cadeau à l’Occident, comme vous l&#8217;avez déjà dit. L’Europe est-elle sous le risque de capituler, en tant que puissance globale, face à des stratégies prédatrices venues d&#8217;ailleurs?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: L’Europe est à la croisée des chemins. Sa position est ambiguë. Son absence de statut de puissance est à la fois un point faible et un point fort. L’Union Européenne n’impressionne pas beaucoup Washington, Moscou ou Pékin. Mais cette faiblesse diplomatique lui donne une marge de manoeuvre importante pour profiter des tensions à périodiques entre ces trois pays. De facto, elle est un point de passage obligé dans les négociations internationales parce qu’elle n’est pas dans une position conquérante mais plutôt dans une posture de dialogue et de conciliation des points de vue. Les grands débats de ce temps (Kyoto et l’environnement,<span> </span>le développement durable, la santé, la protection du consommateur) sont au coeur de sa dynamique. Et l’Union Européenne peut prendre appui sur ses principes fondateurs pour retourner à son profit des logiques de long terme. En revanche, si les États-Unis perdent du terrain, les Européens ont intérêt à se préparer à des jours plus sombres car ils ont trop désunis pour l’instant.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"><br />
Q: Les patrons et les cadres d’entreprise ont été habitués à la traditionnelle espionnage industriel et commercial – le Japon en a été un exemple toujours invoqué, dans les domaines du cinéma et du roman. Quels sont les défis actuels au sujet de l’intelligence économique, concernant l&#8217;espionnage dans le monde des entreprises?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: Les économies émergentes ont intérêt à opérer des raccourcis par tous les moyens. Et les grandes puissances économiques ont intérêt à ne pas baisser la garde. C’est le difficile jeu d’acteurs du monde économique du XXIème siècle. Il faut se protéger mais les véritables victoires s’obtiennent dans les initiatives offensives et conquérantes en matière de recherche de parts de marché. C’est justement le management de l’information destinée à cette compétition commerciale que l’intelligence économique peut jouer un rôle décisif dans le pilotage des entreprises.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #1f497d;" lang="FR">-</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">Q: Dans une situation de crise comme l’actuelle, quels seront les principales conseils d’intelligence économique que vous donnerait à un chef d’entreprise?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black;" lang="FR">R : Trois : 1) Anticiper les menaces concurrentielles avant d’être contraint de réagir ; 2) Apprendre des autres; 3) Se créer un réseau d’alliance</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"><br />
Q: Face à un environnement de crise globale aiguë, quels sont les secteurs les plus sensibles à la guerre cognitive ?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: Tout ce qui touche les débats de société et qui peut affaiblir les entreprises ou les États pris en faute. La France a vécu un pénible épisode dans l’affaire du désamiantage du porte avion Clemenceau. Cette affaire est une belle illustration des dégâts provoqués par une guerre cognitive menée par une ONG contre un<span> </span>État.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"><br />
Q: &#8220;Le secret pour la crise c’est la résilience&#8221;, vous l&#8217;avez dit une fois. Que voulez-vous dire par cela?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: Justement, si je reprends l’exemple du Clemenceau, les responsables de ce dossier ont négligé sa dimension cognitive. Ils auraient pu anticiper cette attaque informationnelle en faisant en sorte qu’un site Internet issu de la société civile fasse l’état des lieux du désamiantage dans le monde; on aurait constaté que des pays plus puissants que la France coulaient des porte avions<span> </span>pleins d’amiante au large de leurs côtes ou laissaient pourrir d’anciens sous-marins nucléaires sur leurs côtes sans que Greenpeace ne déclenche contre eux la moindre campagne d’action internationale. C’est un acte de résilience que de déminer le terrain miné par l’information.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR"><span> </span><br />
Q: Est-ce que le vrai &#8220;smart power&#8221; consiste à apprendre a penser avec les armes des faibles?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="FR">R: En apparence oui. Mais les États-Unis ont un point faible intrinsèque dans leur matrice culturelle, celui ne pas être capable de reconnaître l’originalité et la force de la culture des autres peuples. Le vrai pouvoir de l’intelligence, c’est d’admettre ses qualités et <strong>ses défauts. </strong>Le pragmatisme prôné par la diplomatie d’ Hillary Clinton tend à faire oublier ses défauts par la mise en exergue de ses qualités dans un art consommé de la négociation. Cela ne suffit plus aujourd’hui.</span></p>

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		<title>«If the big creditors insist on continuing to run surpluses, this downturn will become deeper and longer than it otherwise would», says Robert Madsen from the MIT</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 21:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[There’s a big responsibility from the countries with liquidity – they are the main engine that can reverse the present severe depression. They have to fuel demand. America is no more the engine of growth. An interview with Robert Madsen, senior fellow at the MIT Center for International Studies.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>There’s a big responsibility from the countries with liquidity – they are the main engine that can reverse the present severe depression. They have to fuel demand. America is no more the engine of growth. “Returning the global economy to long-term health will require finding new sources of demand.  This cannot reasonably be the United States, where consumers are already overstretched and scared; and ultimately it cannot be governments, since national debts cannot rise indefinitely.  The answer has to lie in greater spending in the developing world as well as in China, Japan, and Germany.”</p>
<p><em><a href="mailto:robtmadsen@aol.com">Robert Madsen</a> is a senior fellow at the <a href="http://web.mit.edu/cis/expertise_topic.html">MIT Center for International Studies</a>.</em></p>
<p><strong>IN BRIEF</strong><br />
- “Deleveraging events are much rarer and more serious, leading in some cases to depressions as well as to bad recessions. In this sense, the early stages of the 1930s Great Depression and Japan&#8217;s Lost Decade resemble what has happened globally over the last year.  All three were driven by the sudden determination of numerous borrowers to reduce their leverage by a large margin.”</p>
<p>- “American spending was the major engine of global growth.”</p>
<p>- “In summary, the effect of the current deleveraging will make this commercial downturn a deep and long one that in some parts of the world may resemble a depression.”</p>
<p>- “But who holds the leverage right now?  Can China pull its dollars out of the US markets without losing vast sums of wealth as American bond prices fall?&#8221;</p>
<p>- &#8220;The Chinese emergence as a globally important source of credit is important and may well herald a change in the balance of power, but I don&#8217;t think that will happen soon. For the duration of the present crisis, at least, excess credit is a weakness and not the advantage it has historically been.&#8221;</p>
<p>- “I don&#8217;t think Japan did as badly as most people think.  It had excess savings and hence excess supply for a very long time.”</p>
<p>-  “The answer has to lie in greater spending in the developing world as well as in China, Japan, and Germany.”</p>
<p>- “I do not, however, think that governments are stupid enough to reprise the protectionism of the Interwar Years.”</p>
<p><strong>INTERVIEW by Jorge Nascimento Rodrigues</strong><br />
<em>Q: What were the roots of the present economic depression in the OECD countries: a) the credit crunch engineered by stressed and zombie banks, or b) the crash in stocks and in the house sector shortening liquidity of institutional and private wealthy investors and reducing purchase power from households? Or both are converging for a complex situation?</em></p>
<p>A: Both factors are responsible, as is a third:  the loss of global demand.<br />
a.     A typical recession occurs when the private economy overheats and the monetary authorities tighten policy in order to slow things down.  Corporations cut back their output, investment, and employment until inflationary pressures abate.  At that point the central bank eases monetary policy again and allows commerce to accelerate.  The whole process typically takes two-to-four quarters.<br />
b.     Deleveraging events are much rarer and more serious, leading in some cases to depressions as well as to bad recessions.  They begin when the level of debt in an economy rises far above the normal level, often in a way that causes asset prices to rise dramatically.  Then something happens that convinces borrowers-corporations, banks, households, or some combination of them-that they are dangerously indebted and need to pay down much of their obligations.  The paying down of that debt through sales of stocks, bonds and real estate even as banks curtail the supply of credit, depresses wealth and, through tighter credit, corporate and household commerce.  In this sense, the early stages of the 1930s Great Depression and Japan&#8217;s Lost Decade resemble what has happened globally over the last year.  All three were driven by the sudden determination of numerous borrowers to reduce their leverage by a large margin.<br />
c.     In more detail, over the last fifteen years global leverage (not just the United States, not just banks but also hedge funds and consumer finance companies) rose dramatically.  The result was a massive global bubble with pockets of particular excess in a few of the most liberalized real estate markets. Once the subprime market collapsed in the United States, financial institutions in North America and Europe realized they were overextended and started calling in loans and selling assets.  One effect was an intense credit crunch, some of whose effects have been mitigated by aggressive central bank action-though the ECB in particular has not done enough in this regard.<br />
d.     Meanwhile the asset sales by deleveraging financial institutions started driving down the values of all assets, including stocks and real estate that was not at all subprime.  The massive erosion of wealth hurt all investors, corporate and private, with the partial exception of governments that were invested in US or Japanese government bonds.  Thus the two factors that you adduced in your question-credit crunch and lost wealth&#8211;are different aspects of the same story.<br />
As is a third factor, I would add.</p>
<p><em>Q: A third factor?</em></p>
<p>A: The third factor-the one which makes this episode of deleveraging particularly nasty&#8211;is its effect on the global imbalances.  Over the last decade the United States and a few other countries provided the demand that the world needed, on the margin, to grow.  This was financed by people and companies within those economies borrowing against the bubbles in real estate and securities markets.  It is tempting to view the global imbalances as a result of this excess spending and the current account deficits it produced.  But there is another way of looking at the problem.  In fact, the extra demand produced in the US, the UK and some other countries was critical to the world because so many other countries-Japan, China, Germany, the developing world, the oil exporters-were all saving much more than they ideally would have done and needed to import demand to keep their economies growing. The overreliance on US consumption was thus the reflection of excess savings elsewhere.  American spending was the major engine of global growth.</p>
<p><em>Q: In that context, what was the impact of the deleveraging process?</em></p>
<p>A: The deleveraging process would have been difficult enough if it had occurred alone, but its effect on American consumption complicated the problem badly.  The sharp loss of US spending means that other countries have lost much of their export markets and will inevitably see their growth rates decline significantly.  Unless consumption suddenly increases in the creditor nations (Japan, China, the developing world, Germany) or the US consumer starts spending irresponsibly again-which is unlikely given the lack of credit-the result will be a sustained deceleration in global growth.  Instead of expanding at 5-6% per annum as in 2005-2006 over the next decade, it may grow at just 3.0-3.5% for several years.  This is unfortunate not only because it means living standards will not rise as fast but also because it may not be enough to suppress unemployment rates in much of the world.  Thus we could have several countries around the world shrink by close to 10% of GDP this year and others enter a protracted period of unemployment at 10% or more-both of which meet alternative definitions of depression.  In summary, the effect of the current deleveraging will make this commercial downturn a deep and long one that in some parts of the world may resemble a depression.</p>
<p><em>Q: The present crisis in the US and in the other OECD countries is “lighter” or worse than the Japanese one of the 1990s?</em></p>
<p>A: The Great Depression, Japan&#8217;s 1990s malaise, and the current debacle all originated in the collapse of bubbles and the ensuing process of aggressive deleverage.  Japan&#8217;s challenges were aggravated, however, by the ageing of the country&#8217;s population, which meant a sustained deficit in consumption (alternatively, elevated savings) and a shrinking labor force for something approaching two decades.  In this sense Japan&#8217;s stagnation was more firmly entrenched than what happened in the Great Depression or the present global crisis.  But the country also benefited from a strong external environment:  it was growth in the US and China that caused Japan&#8217;s current account surplus to expand, kept its factories busy, and allowed GDP to increase rapidly from 2002 to 2007.  Now that that external support has collapsed, so too has Japan&#8217;s economy.   The world should do better than Japan did, since it does not face the same demographic problem.  There will be demand from the developing countries and from some parts of the OECD world, which should enable the rate of worldwide growth to increase after 2010 to 3% or a bit more.  There are, however, downside risks:  governments could make mistakes, as they did in the 1930s, and consumers in the big creditor nations remain insecure and consequently fail to expand their spending.  This would depress the medium-term growth rate a bit further.</p>
<p><em>Q: It’s difficult to compare Japan of the 1990s with US or some of the European countries of today (probably excluding Germany, another powerhouse of exports). Japan was and is a powerful creditor, unlike US and the Europeans, most of them addicted debtors. So, probably, it’s difficult to extract lessons from Japan for the US and Europe, or not?</em></p>
<p>A: I think it is a mistake to treat creditor nations as if they are stronger than debtor nations.  Creditors look strong if you believe that debt is the problem; excessive consumers look strong if you perceive chronically inadequate demand as the systemic vulnerability.  You are right in saying that Germany, Japan and China used to comprise a separate category from the profligate economies like the United States.  But the loss of the American consumer has created a global situation that looks a lot like 1990s Japan.  Japan lacked adequate demand and was forced to grow through a combination of greater current account surpluses and government spending.  The world today is in danger of inadequate demand and, since it can&#8217;t export to other planets, has no choice but to expand government spending dramatically until private demand begins to resume somewhere.  So the world can learn a lot from 1990s Japan even if the United States, still with excess demand, looks somewhat distinct.</p>
<p><em>Q: But in geopolitical terms to be a creditor is not an advantage that could be leveraged? We can remember the relationship between the US and the British in the 1940s.</em></p>
<p>A: Yes, you are right.  But who holds the leverage right now?  Can China pull its dollars out of the US markets without losing vast sums of wealth as American bond prices fall?  Then would come higher bond yields, less investment and consumption within the United States and much weaker demand for foreign goods and services.  The world recession would deepen and lengthen, and China&#8217;s growth rate would fall.  It might be appropriate to recall the old banker&#8217;s saying:  &#8220;if you owe the bank $100, you are in trouble.  But if you owe the bank $1 million, it is the bank that is in trouble.&#8221;</p>
<p><em>Q: But there&#8217;s a moment when the creditor, even if loosing in the financial side, will act upon the debtor, particularly if it is dealing with the incumbent superpower&#8230;</em></p>
<p>A: I think we are talking about two different things, or at least two different timeframes. Over the longer term China may be able to use its creditor status to displace the United States, but in short term China desperately needs American demand. You&#8217;ve probably noticed that over the last week (May 18-22) or so China has distanced itself from the idea of fleeing the dollar, saying fos instance that it will continue to finance the US debt. This is not altruism, but a statement of chinese necessity.</p>
<p><em>Q: For sure China will act with intelligence and in the long term. The US managed the relationship with the UK from the 1910s till the 1940s&#8230;</em></p>
<p>A: There are also a couple of other complicating factors. One is that a dominant currency has to meet other preconditions besides being based on a massive suplly of credit. One of these is a clearly dominant economy, which China does not yet have. Another is convertibility, which is largely impaired in the case of the renmimbi. Still another is stable and internationally compatible governance, which Beijing again does not yet have. Another factor that accelerated the US displacement of Great Britain was of course the devastion of two world wars. In the absence of such events the transition would have taken decades more.</p>
<p><em>Q: So, the time has not come yet for China&#8230;?</em></p>
<p>A: The Chinese emergence as a globally important source of credit is important and may well herald a change in the balance of power, but I don&#8217;t think that will happen soon - and it almost certainly cannot until the world has found a sustainable alternative to US demand. For the duration of the present crisis, at least, excess credit is a weakness and not the advantage it has historically been.</p>
<p><em>Q: What was the main policy error from the Japanese between the “Akio Morita shock” in 1991 and the temporary recovery of 2002?</em></p>
<p>A: I may surprise you, but I don&#8217;t think Japan did as badly as most people think.  It had excess savings and hence excess supply for a very long time.  Singapore, Switzerland and other countries with this problem have run current account surpluses of about a tenth of GDP during these times and no one has complained.  Japan was much bigger, so the export of so much capital would have hurt the rest of the world-more deflationary pressure-but, ironically, China has been allowed to do much the same thing.  So part of the story is why the world has been so much more patient with China. Domestically, it is hard to see how Japan could have pushed down its savings rate.  Structural reforms of the sort that increase supply and lower prices might have made things worse, though that is what the US and other foreign powers demanded of Tokyo.  Absent that success, expanding the government deficit to keep GDP growing was a good policy.  By default, the rest of the world will now do the same thing.  The only alternative, globally and within Japan, would be to encourage consumption to expand sharply-which is empirically difficult to do.</p>
<p><em>Q: So, Japan´s lost decade was not so “lost” after all? There’s certain hype in the criticism from the West analysts?</em></p>
<p>A: Japan made lots of errors.  It should have been much more aggressive with monetary policy, should have avoided the tax hikes of 1996-7, etc.  But given the huge problem of excess savings and inadequate demand, it could easily have undergone a depression.  Avoiding that was a significant accomplishment, one that outsiders often underestimate.</p>
<p><em>Q: You say “ironically, China has been allowed to do much the same thing [as Japan].  So part of the story is why the world has been so much more patient with China. “. Why it happened?</em></p>
<p>A: That is a very interesting question and I don&#8217;t have a completely satisfactory answer.  In part, it is probably because China is perceived as being a small economy even though that is no longer the case.  Another factor is that the Chinese surplus widened rapidly at a time of fast worldwide GDP growth, when countries were less worried and more tolerant. The middle 1980s, when Japan&#8217;s imbalance became problematic may have been a more anxious time with memories of the Reagan recession still fresh.  Perhaps politicians were more sensitive then.  But politics must surely be part of the story as well.  Japan relies on the US and has been in a constant dialogue with it.  China is an outsider whom the West would like to draw in.  I think that reality translated into more tolerance regarding any number of Chinese policies, from human rights to support for nasty governments around the world and perhaps even to economic policy.</p>
<p><em>Q: The geopolitical and geo-economic situation is today very different from that of the 1990s when Japan began its “lost decade”. Now we have a group of big world creditors with liquidity and with a geopolitical strategy like China, Brazil, India, and the petro-Arab SWF. How this new situation will impact in the evolution of the present Depression?</em></p>
<p>A: If the big creditors insist on continuing to run surpluses, this downturn will become deeper and longer than it otherwise would.  Ultimately developing countries must become a net source of demand.  My feeling is that they will not do this until they are convinced that the IMF or some other organization will help them in times of trouble, thereby obviating the need for precautionary current account surpluses.</p>
<p><em>Q:   Are you expecting a balkanization of the global trading system? What will be the most challenging task for the WTO in the months and years ahead?</em></p>
<p>A: I exaggerated a bit when I used the word “Balkanization.” [referred at an <a href="http://www.foreignaffairs.com/articles/64917/robert-madsen-richard-katz/comparing-crises">article at Foreign Affairs</a> magazine].  We are already seeing fiscal stimulus packages that favor domestic interests and discourage international cooperation, and the bank recapitalization efforts have the same effect.  So to some extent the global system is weakening somewhat.  I do not, however, think that governments are stupid enough to reprise the protectionism of the Interwar Years.</p>
<p><em>Q:  Can we compare the ongoing Depression with the Great Depression of the 1930s? If there’s a public policy “lesson” for nowadays from those Great Depressions, which would be?</em></p>
<p>A: This downturn could border on a depression in some parts of the world though it will not approach the scale of the 1930s Great Depression.  Monetary and fiscal stimulus are so much better understood, and used, now than in the past.  The lessons that one could glean, however, include:<br />
a.     Countries that depreciate dramatically and early fare better than those that hold their exchange rates constant.  Obviously this is a difficult game, but empirically the observation is factual;<br />
b.     Monetary and fiscal stimulus must be aggressive, so too bank recapitalization;<br />
c.     The late 20th-century preoccupation with excess demand and inflation may no longer be appropriate.  In deflationary times, the weakness is inadequate demand.  Returning the global economy to long-term health will require finding new sources of demand.  This cannot reasonably be the United States, where consumers are already overstretched and scared; and ultimately it cannot be governments, since national debts cannot rise indefinitely.  The answer has to lie in greater spending in the developing world as well as in China, Japan, and Germany.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/adSn4Wxh8SpeyxkqkYcV0N5jrEQ/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/adSn4Wxh8SpeyxkqkYcV0N5jrEQ/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>«Bad bank» não obrigado!</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 10:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Jeremy Bulow, economista de Stanford (Califórnia), recomenda a criação de novos bancos e rejeita a ideia do Estado assumir a criação de um banco de lixo financeiro (bad bank, na gíria tecno-financeira), como o governo da Alemanha apresentou, recentemente, ao Parlamento em Berlim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“É preferível criar novos bancos que possam aguentar-se nas suas próprias pernas do que um banco repositório de lixo”, diz-nos <a href="http://faculty-gsb.stanford.edu/bulow/">Jeremy Bulow</a>, professor de Economia da Graduate School of Business da Universidade de Stanford, na Califórnia. Ele cunhou, com o professor inglês Paul Klemperer, o termo de <em>bridge banks</em>, <a href="http://www.voxeu.org/index.php?q=node/3320">“bancos-ponte”</a>, em oposição ao <em>bad bank</em>, “banco ruim”, ultimamente em foco. </p>
<p>A ideia é transferir para esses novos ‘bancos-ponte’ os activos saudáveis e algumas responsabilidades, deixando nos velhos bancos o “lixo” financeiro, a participação no novo banco e o recurso a um regime de insolvência, possibilitando a sua reorganização ou liquidação futura, sem perturbações sérias no mercado financeiro. </p>
<p><strong>Criar bancos-ponte</strong></p>
<p>O ‘banco-ponte’ envolveria o banco doente (e os seus accionistas), as categorias de credores seniores (que assim seriam compensadas, sem que necessariamente fiquem “imunizadas de sofrer perdas”, frisa Bulow) e um investimento temporário do Estado em função da subsidiação que decida fazer de algumas classes de credores dos bancos doentes, por exemplo dos depositantes a quem os governos têm garantido os depósitos na íntegra. </p>
<p>O professor de Economia refere que em Inglaterra o Special Resolution Regime “permite algo similar, mas ainda não foi usado”. Logo que as bolsas reanimem e o público e novos investidores institucionais surjam a adquirir acções destes novos bancos-ponte, o Estado reaveria o que investiu, minimizando o risco dos contribuintes, bem como os credores. </p>
<p>Em virtude do epicentro desta recessão se ter situado numa crise bancária aguda, estabilizar a situação neste sector é crucial. Recorde-se que uma das estratégias sugeridas nos Estados Unidos pelo anterior secretário do Tesouro Hank Paulson e <a href="http://www.businessweek.com/globalbiz/content/may2009/gb20090513_146803.htm">recentemente equacionada na Alemanha</a> é a da criação de um “banco ruim” (<em>bad bank</em>, na linguagem técnica). </p>
<p>Nesta instituição tipo caixote de lixo seriam armazenados todos os activos ‘tóxicos’ derivados do uso de veículos financeiros especulativos durante a década da «bolha», aliviando os balanços dos bancos existentes que, devido a esta carga negativa contabilística, se tornaram, em muitos casos, verdadeiros <em>zombies</em> (mortos-vivos), que só têm sobrevivido graças a injecções sistemáticas de dinheiro dos contribuintes. </p>
<p>A Alemanha prevê “armazenar” 200 mil milhões de euros de “lixo tóxico” financeiro nesse novo regime, se a proposta do governo da chanceler Merkel for aprovada no Parlamento antes de férias.</p>
<p><strong>Evitar a captura do Estado por credores poderosos</strong></p>
<p>Bulow contesta esta estratégia de externalizar o “lixo” financeiro, pois é “cara, ineficiente e arriscada”. Misturar dinheiro dos contribuintes com “lixo” financeiro é deixar que a «boa moeda» seja devorada pela «má moeda», parafraseando, com alguma adaptação, a famosa Lei de Gresham.</p>
<p>Em primeiro lugar, tem sido contestada a capacidade de uma eficiente e transparente avaliação do “lixo tóxico” financeiro. Em segundo lugar, a actual «engrenagem», movida pelo medo dos governos ao «risco sistémico» de deixar falir os <em>zombies</em>, permite a algumas classes poderosas de credores dos bancos em dificuldades exercer “um poder real de negociação”, na verdade capturando o Estado, e atrair para um poço sem fundo o dinheiro dos contribuintes, sem que o crédito à economia real seja restabelecido, como se tem observado.</p>
<p>Jeremy Bulow foi um dos estudantes de doutoramento do Massachusetts Institute of Technology (MIT) que em 1976 e 1977 fez parte da missão daquela escola americana a Portugal a convite do então governador do Banco Portugal, José Silva Lopes. No primeiro grupo veio Paul Krugman, hoje Nobel de Economia, juntamente com o jovem Luís Miguel Beleza, e no segundo viria Bulow com outro jovem português, Abel Mateus.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8Um2fM1hcnOWXtq_0eiSaHpwHQk/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8Um2fM1hcnOWXtq_0eiSaHpwHQk/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8Um2fM1hcnOWXtq_0eiSaHpwHQk/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8Um2fM1hcnOWXtq_0eiSaHpwHQk/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A ‘Grande Muralha’ do crescimento - ou de como a China pode repetir a implosão da URSS</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 08:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Há uma barreira que pode trocar as voltas às ambições geopolíticas de alguns. A implosão da União Soviética nos anos 1980 ou a divergência progressiva da Argentina em relação ao mundo desenvolvido no século XX são exemplos de antologia de uma «lei» que pode voltar a atacar outros no futuro próximo, segundo um estudo do investigador do INSEAD, Antonio Fatás.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A escada para um lugar no clube dos grandes da geopolítica não é linear. Há uma ‘grande muralha’ entre os 10 000 e os 15 000 dólares de PIB per capita em paridade de poder de compra (entre 50 e 75% da riqueza média portuguesa) que para ser ultrapassada exige uma drástica melhoria da qualidade institucional (QI) da sociedade e da economia. A QI é baseada numa bateria de seis indicadores usados pela base de dados (Doing Business) do Banco Mundial. A sua importância central para o desenvolvimento económico só começou a ser reconhecida a partir dos estudos do Nobel da Economia Douglas North. </p>
<p>“Nenhum país entrou para o clube dos ricos com uma qualidade institucional baixa” - é essa a conclusão de uma investigação recente sobre a relação do QI com o crescimento do PIB per capita (dados de 2007) junto de 140 países dirigida por <a href="http://faculty.insead.edu/fatas/">Antonio Fatás</a>, um espanhol de 44 anos, professor de economia do INSEAD (Escola de Negócios localizada em Paris e Singapura).</p>
<p>Saltar para o lado de lá desta barreira é um problema <strong>qualitativo</strong>, não meramente quantitativo - «lei» de ferro que a União Soviética nos anos 1980 provou. O atraso na <em>perestroika</em> do sistema do então chamado «socialismo real» (um capitalismo de Estado com um problema grave de produtividade e de difusão da inovação) levou à implosão daquela superpotência que, em certos indicadores de poder relativo, tinha chegado a estar à frente dos Estados Unidos. </p>
<p>E, mesmo o facto de estar dentro daquela barreira, ou de tê-la ultrapassado não significa que não se possa retroceder – o caso clássico é o da Argentina que se distanciou dos países desenvolvidos num <strong>processo de divergência</strong> de onde não tem conseguido sair. Quando o processo de divergência se torna endémico, o retrocesso é inevitável, e o caminho inverso na &#8216;Grande Muralha&#8217; acaba por ser feito.</p>
<p>No estudo que Fatás realizou (e que pode <a href="http://faculty.insead.edu/fatas/wall/wall.pdf">consultar aqui</a>), os BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China), as quatro grandes potências fora do G7, têm níveis de QI ainda negativos, com a Rússia na pior situação, ainda que tenha um PIB per capita que a coloca dentro da ‘Grande Muralha’. O Brasil é o país que se aproxima da linha de água da QI e da ‘Grande Muralha’, com vantagem sobre a China e a Índia. Este último caso é sintomático: “Não se pode saltar a barreira apenas especializando-se num só sector, mesmo que seja de tecnologia avançada. É melhor do que não ter nada, mas não é suficiente”, sublinha Fatás.</p>
<p>O problema dos países na zona da ‘Grande Muralha’ é o das reformas estruturais institucionais – onde há uma geometria variável de problemas a resolver. Nuns casos poderá ser a educação o problema crítico, noutros a falta de transparência e a corrupção, noutros os mecanismos de mercado. </p>
<p>Apesar da China se ter projectado como parceiro no G2, “pode acabar por bater na muralha, da mesma forma que a URSS”, refere Antonio Fatás, no que é corroborado pelo consultor chinês, baseado em Shenzhen, Zhibin Gu: “A questão decisiva na China de hoje é passar para uma economia de mercado baseada num estado de direito, liberta dos constrangimentos de um poder burocrático ilimitado. Sem esta reforma fundamental, o desenvolvimento será minado por uma crise crónica herdeira do velho sistema político e económico” (cujo comentário mais desenvolvido pode ser lido <a href="http://janelanaweb.com/novidades/george-zhibin-gu-china-vs-global-financial-crisis/">aqui</a>).</p>
<p>O jornal inglês The Guardian publica esta semana um <a href="http://www.guardian.co.uk/world/series/china-at-the-crossroads">interessante dossiê sobre a China</a> que pode ser lido aqui e o Nobel Paul Krugman escreveu no seu blogue <a href="http://www.nytimes.com/2009/05/15/opinion/15krugman.html">esta opinião</a> que merece ser lida.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aIZ6Ip5yVKeRXYjkxUfhnGEmdCc/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aIZ6Ip5yVKeRXYjkxUfhnGEmdCc/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aIZ6Ip5yVKeRXYjkxUfhnGEmdCc/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aIZ6Ip5yVKeRXYjkxUfhnGEmdCc/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A loucura das túlipas - o primeiro «crash» europeu</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 18:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A primeira exuberância irracional seguida de estoiro da história do capitalismo financeiro – a corrida aos bolbos das exóticas flores com vírus na Holanda de 1636 e 1637. O que é similar ao que ocorreu noutros «crashes» financeiros e o que foi diferente. Falam o autor de 'Tulipomania' e um historiador económico holandês.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A tulipomania do século XVII em algumas cidades na Holanda ficou na história económica como a primeira grande manifestação da «exuberância irracional» dos especuladores. Uma exuberância tão inacreditável que levou o autor inglês <a href="mailto:mike@mikedash.com">Mike Dash</a> a escrever a sua <a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ISBN=0609604392/janelanawebjnrA/">incrível história</a>. </p>
<p>O irónico é que se transaccionaram, entre Dezembro de 1636 e Fevereiro de 1637, somas inacreditáveis, para a época, em troca de “um direito sobre um bolbo de uma flor num canteiro que nasceria dali a seis meses e que, ainda por cima, era bela porque carregava um vírus, o ‘mosaico’, que lhe diminuía a durabilidade”, espanta-se, ainda hoje, o historiador económico holandês <a href="http://www.iue.it/Personal/VanGelderen/Researchers/HenkLooijesteijn.shtml">Hendrikus Looijesteijn</a>, actualmente no Instituto Universitário Europeu em Florença. </em></p>
<p>3 LIÇÕES</p>
<p>. A psicologia da exuberância irracional é uma doença congénita da ganância típica do capitalismo: «os envolvidos sempre acharão que estão a tomar decisões racionais e que, desta vez, as coisas serão diferentes do passado, que os mercados não estoirarão» (Mike Dash)</p>
<p>. A memória histórica das pessoas é limitada. Apenas a geração que viveu a derrocada e a seguinte provavelmente se lembrarão dos efeitos devastadores e assumirão uma postura de menor risco especulativo. «Foi o que aconteceu com os filhos da Grande Depressão» (Mike Dash). Mas já não com os netos e bisnetos.</p>
<p>. A febre das túlipas não é parecida às derrocadas em Bolsa posteriores ou dos sistemas financeiros formais (como o caso que esteve na origem da crise actual). Contudo, “houve alguma parecença com a febre das <em>dot-com</em> dos anos 1990. E o resultado, também, foi parecido: apesar do <em>crash</em>, o novo segmento (a economia da Internet) acabou por singrar” (Hendrikus Looijesteijn).</p>
<p><strong>UMA CONVERSA COM MIKE DASH E HENDRIKUS LOOIJESTEIJN SOBRE A BOLHA DAS TÚLIPAS NA HOLANDA DOS ANOS 1600</strong></p>
<p>Algumas classes de bolbos – com nomes pomposos como ‘almirante’, ‘general’, ‘generalíssimo’, ´vice-rei’ – eram transaccionadas por mais do que o preço de uma mansão luxuosa e mesmo trocados por esses edifícios no pico da loucura por alguns ricaços mais gananciosos, como revela o manuscrito <a href="http://library.wur.nl/tulips/">The Tulip Book</a>, que inclui tamanhos e preços daquela época. Um simples bolbo carregado de ‘mosaico’ podia ser transaccionado, no pico da febre, por 20 vezes o salário médio anual de um artesão ou 3 vezes os rendimentos médios de um comerciante abastado! </p>
<p>Para os profissionais da especulação este esquema rendia 350 a 500% em apenas 9 meses, enquanto o negócio das especiarias das Índias, com todos os riscos que comportava, não renderia mais de 400% em 2 anos. Os bolbos não eram encarados como futuras flores de decoração, mas como veículo financeiro para especular. Deixaram de ter qualquer correlação com o seu valor comparativo em relação a outros produtos e serviços (incluindo a própria arte da floricultura).</p>
<p>É claro que o que motivou esta loucura não foi a paixão que alguns cultivadores e coleccionadores da classe alta holandesa nutriam por esta flor exótica que teria vindo para a Europa a partir da Carreira da Índia portuguesa, pelas mãos do governador Lopo Vaz de Sampayo caído em desgraça, que a trouxera do Ceilão (esta versão não está comprovada), ou através da Turquia otomana, onde os sultões eram jardineiros exímios (versão considerada plausível pelos historiadores). </p>
<p>O que atraía os holandeses da média, pequena e micro burguesia urbana transformados em floristas e os camponeses cultivadores era o ‘milagre’ de em sucessivas negociações diárias arrecadarem ganhos, uma renda fácil de obter, que alimentava uma ganância desmedida face à dureza da obtenção de rendimentos em trabalhos de 16 ou mais horas diárias ou de risco na Expansão imperial nas Índias, recorda Looijesteijn. </p>
<p>As promissórias sobre alguns destes bolbos chegaram a vender-se e revender-se 10 vezes num só dia – um sistema de &#8216;alavancagem&#8217; inacreditável para a época, em que ainda não havia uma tecla de computador para dar uma ordem em menos de um segundo. Baptizaram este negócio muito apropriadamente de “comércio do vento”. Recorde-se que esta especulação milionária decorria num canto das tabernas ou hospedarias, num frenesim, entre bebedeiras de cerveja e prostitutas – era um esquema financeiro informal.</p>
<p>O estoiro começaria, sem pré-aviso, numa ‘terça-feira negra’, a primeira (dia 4) de Fevereiro de 1637 – a quebra de preços foi mais rápida e abrupta do que qualquer outro <em>crash</em> financeiro da história subsequente. A queda de preços entre Fevereiro e Maio de 1637 foi de 95 a 99%, incomparavelmente mais do que no Dow Jones actualmente (mais de 50% em 20 meses) ou na Grande Depressão (quase 90% em quatro anos).</p>
<p><strong>Uma redoma que amorteceu o crash</strong></p>
<p>O que valeu a esta bolha e ao estoiro subsequente é que tudo decorreu quase como que em uma redoma, frisa Mike Dash, que se surpreendeu com o caso quando o estudou para escrever “A Febre das Túlipas”, mais um dos seus livros sobre comportamentos extremos das pessoas, <a href="http://www.mikedash.com/">a sua especialidade literária</a>.  “Acabou por nunca ser uma mercadoria transaccionada na bolsa de Amesterdão, não tendo contaminado o sistema financeiro formal, a bolha estava muito localizada e não contagiou o resto da economia real ligada à expansão nas Índias”, sublinha o autor de “A Febre das Túlipas”. </p>
<p>Quando o estoiro se deu, as autoridades tomaram, também, uma medida salomónica: “Proibiram os litígios de chegarem a tribunal, considerando que as transacções eram ilegais. Como quase todos deviam a quase todos, a situação ficou equilibrada, ainda que alguns correctores perdessem muito, e tivessem de refazer a vida. O mais problemático aconteceu com os cultivadores dos bolbos que perderam valor em termos contabilísticos e deixaram de ter compradores enlouquecidos, mas curiosamente a Holanda acabaria por desenvolver um nicho na floricultura e tornar-se-ia o pólo internacional desta cultura”, conclui o escritor.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4ByHYIFAi8LU1VHSmgHbxrA2o_0/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4ByHYIFAi8LU1VHSmgHbxrA2o_0/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>The coming back of state capitalism</title>
		<link>http://janelanaweb.com/novidades/the-coming-back-of-the-state-capitalism/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 11:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[The four horsemen of the new geopolitical mantra - An interview with Ian Bremmer, president of the Eurasia Group. Bremmer just published a «shocking» article at Foreign Affairs magazine questioning «The End of the Free Market?». «State Capitalism comes of Age» (FA, May/June 2009, volume 88, number 3) is an inspiring article for a political and economic discussion that is essential for the coming years, during and beyond the current Great Recession.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>An interview with Ian Bremmer, president of the <a href="http://www.eurasiagroup.net/">Eurasia Group</a>. Bremmer just published a «shocking» article at Foreign Affairs magazine questioning «The End of the Free Market?». «<a href="http://www.foreignaffairs.com/articles/64948/ian-bremmer/state-capitalism-comes-of-age">State Capitalism comes of Age</a>» (FA, May/June 2009, volume 88, number 3) is an inspiring article for a political and economic discussion that is essential for the coming years, during and beyond the current Great Recession.</p>
<p>An interview by Jorge Nascimento Rodrigues ©</p>
<p><strong>BREMMER’S INTERVIEW IN BRIEF</strong></p>
<p>. «But angry activist response to the global economic crisis—and the fact that the crisis originated inside western financial institutions—provided the real tipping point. »<br />
. «There is no “global financial crisis,” because there is no real financial crisis inside state capitalist countries.»<br />
. «The conflict between liberalization and increased state intervention will not take place within these developed states. It will take place internationally, as we see these competing models create friction in international politics and global markets.»<br />
. «The most surprising of these horsemen would probably be the sovereign wealth funds (SWF), because they rocketed to prominence so quickly.»<br />
. Two major risks: stiff innovation for growth and rising protectionism in world trade</p>
<p><strong>INTERVIEW</strong><br />
<em>Q: What was the main reason for the coming back of state capitalism around the world? The recent policy activism against the global crisis or the longer geopolitical transition with the emergence of new great powers using various state &#8220;tools&#8221; in its go-global strategies?</em></p>
<p>A: The rise of state capitalism really began several decades ago with the rise in importance of oil in the global economy. It accelerated with the growth in importance of emerging markets to global economic growth. But angry activist response to the global economic crisis—and the fact that the crisis originated inside western financial institutions—provided the real tipping point.  An important additional point: there is no “global financial crisis,” because there is no real financial crisis inside state capitalist countries. There is a global recession brought about by the developed world’s financial crisis. China, for example, doesn’t have a liquidity problem. Its economy has taken a hit because consumer demand for Chinese-made products inside the European Union, the United States, and Japan—it’s largest trade partners—has fallen sharply. China has plenty of money with which to begin financing the next phase of its expansion.  </p>
<p><strong>This is not a return of socialism or even Marx’s revenge</strong></p>
<p><em>Q: Are we assisting to the swinging of the pendulum in economic doctrines? State interventionism won the &#8220;battle&#8221; against the deregulation and privatization wave of the 1980s?</em></p>
<p>A: Only a bit. Certainly, we’re going to see a lot of partisan political rhetoric inside the United States around this subject—and there’s a real risk of over-regulation in the US, Europe, and Japan. But it’s highly unlikely that any of these countries will simply embrace state capitalism. In other words, the conflict between liberalization and increased state intervention will not take place within these developed states. It will take place internationally, as we see these competing models create friction in international politics and global markets.</p>
<p><em>Q: From a theoretical point of view these new trends are the coming back of the socialist mantra (even some talk of Marx &#8220;revenge&#8221;)? Or these economic fragmented arguments - for the moment not yet an articulated theory- are nowadays basically a disguise for geopolitics action for certain emergent powers or populist politics for certain politicians?</em></p>
<p> A: This is a good question. No, this is not a return of socialism. This is capitalism as practiced by the state. That’s a very big difference. It’s capitalism with a different set of rules and a different cast of characters. In a political context, state capitalism makes sense as a tool for authoritarian governments, because it allows them to micromanage both political and economic challenges that have a direct impact on state stability. But in an economic context, state capitalism is not a particularly efficient engine for long-term expansion. You get excessive leverage and high growth…until you don’t. By the way, the financial crisis and global recession have revealed that the lack of regulation of recent years is hardly a durable model for long-term growth either. There is a delicate balance between these two extremes that policymakers all over the world will have to find.</p>
<p><em>Q: From the &#8220;four horsemen&#8221; of state interventionism - SWF, state &#8220;strategic&#8221; companies (full owned by the state or with golden shares, including the energy sector), privately owned &#8220;national champions&#8221;, and government policies - which examples from reality surprised you more?</em></p>
<p>A: The most surprising of these horsemen would probably be the sovereign wealth funds (SWF), because they rocketed to prominence so quickly after having existed as a very small factor in global market performance for many years. Over-leverage has made them much more influential.</p>
<p><strong>China tops the list…of the likeliest winners</strong></p>
<p><em>Q: As in the 1890s and 1900s with the new financial capital or in the 1970s with the Pension Fund Revolution (Peter Drucker coined the concept), are we living now a new profound world financial restructuring after the crash of the &#8220;innovative financial vehicles&#8221; of the last Wall Street bubbles? Who will gain the race?</em></p>
<p>A: There is a restructuring underway, and there will be clear winners and losers. Of the likeliest winners, China tops the list. Beijing has responded to its economic slowdown with a massive state spending spree, and it has the reserves to do a lot more. Once China resumes its former growth pace, its large supply of low-cost labor and growing capacity for innovation in higher value-added manufacturing sectors will still be there. Politically speaking, 30 years of double-digit economic growth has earned the communist party leadership a lot of domestic political capital, and despite the social turmoil provoked by growing gaps between rich and poor, severe environmental damage, endemic local-level corruption and other chronic problems, hundreds of millions of Chinese citizens are freer today than they’ve ever been to decide how and where to live. As a result, the leadership has proven a major beneficiary of a rising tide of national pride.  We’ll find more winners in the Persian Gulf. Major Arab energy producers like Saudi Arabia, the United Arab Emirates (Abu Dhabi, not Dubai), and Qatar are coping well with the global slowdown, despite the fall in energy prices since last summer. For the most part, gulf banks avoided exposure to the financial products that did so much damage in the west, and budget planners in these governments made wisely conservative assumptions about crude oil prices. Brazil will also re-emerge from the financial crisis with it status as an emerging market power intact. President Lula da Silva has helped forge a consensus in favor of responsible macroeconomic policy that spans most of Brazil’s political spectrum. His still high public approval ratings suggest his government will ride out the current crisis with its market-friendly reputation secure. India has several advantages which help limit political risk in the country. Most important is the decentralization of economic power that ensures that, though reform often proves a (very) slow process, Delhi’s enormous state bureaucracy can no longer easily obstruct the entrepreneurial talents and energies that have transformed the country over the past two decades.   </p>
<p><strong>Risks in Russia</strong></p>
<p><em>Q: And those who won’t fare so well?</em></p>
<p>A: Among the countries that won’t fare as well is Russia, where there is a growing risk of elite divisions over economic policy—particularly if the slowdown creates severe hardships and high unemployment in many of the one-company towns in the Urals and Siberia. Infighting among key politicians in Ukraine prevents its government from moving forward on implementation of changes needed to ensure IMF help is not delayed. In turkey, conflicts between the ruling Justice and Development Party and influential secularists among the country’s media, military, and business elite have alternated between simmer and boil. These tensions aren’t likely to be resolved anytime soon, distracting the government from the kinds of reforms needed to address serious structural problems. Finally, the dollar will probably eventually take a hit, but that’s a longer-term issue.</p>
<p><em>Q: Innovation, and particularly innovation diffusion through the economic tissue, is the engine of growth. State pro-activism is good for some breakthrough projects, like the Soviet Space Korolev program in the 1950s or the DARPA in America in the 1960s. But it is poor in the diffusion phase. The new trend will stiff innovation and growth as the Soviet implosion reminds us?</em></p>
<p>A: That’s right. Innovation in these states won’t be as efficient—and, as a result, global growth won&#8217;t be as robust. Over the longer-term, however, technological innovation will have a transformative effect.</p>
<p><em>Q: The rising of state interventionism grows the risk of protectionist policies around the world? WTO will have a bad time?</em></p>
<p>A: It certainly does. This is something that believers in free markets in the West must fight hard to resist, even though worsening economic conditions will always incentivize populist/protectionist policies. </p>

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