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	<title>Jardinagem e Paisagismo</title>
	
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		<title>A orquídea Vanilla</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 21:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Jardinagem]]></category>
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		<description><![CDATA[A esp&#233;cie de orqu&#237;dea que ser&#225; mostrada aqui faz, sem nenhum exagero, parte da Hist&#243;ria. A orqu&#237;dea Vanilla foi nomeada, para fins taxon&#244;micos, no s&#233;culo XVIII, mais precisamente no ano de 1754 na publica&#231;&#227;o The Gardener&#8217;s Dictionary. Desde ent&#227;o foram descobertas cerca de 110 esp&#233;cies pertencentes ao g&#234;nero Vanilla, a imensa maioria em regi&#245;es tropicais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esp&eacute;cie de orqu&iacute;dea que ser&aacute; mostrada aqui faz, sem nenhum exagero, parte da Hist&oacute;ria. A orqu&iacute;dea Vanilla foi nomeada, para fins taxon&ocirc;micos, no s&eacute;culo XVIII, mais precisamente no ano de 1754 na publica&ccedil;&atilde;o The Gardener&#8217;s Dictionary. Desde ent&atilde;o foram descobertas cerca de 110 esp&eacute;cies pertencentes ao g&ecirc;nero Vanilla, a imensa maioria em regi&otilde;es tropicais &uacute;midas do planeta, como a Am&eacute;rica Central e do Sul, &Aacute;frica, sudeste da &Aacute;sia e em diversos arquip&eacute;lagos dos oceanos Pac&iacute;fico e &Iacute;ndico.</p>
<div id="attachment_1505" class="wp-caption aligncenter" style="width: 430px"><img class="size-full wp-image-1505" title="Vanilla_planifolia" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Vanilla_planifolia.jpg" alt="" width="420" height="600" /><p class="wp-caption-text">Vanilla planifolia</p></div>
<p><span id="more-1504"></span></p>
</p>
<p>A import&acirc;ncia da orqu&iacute;dea Vanilla vai muito al&eacute;m de seu valor est&eacute;tico, nada desprez&iacute;vel. Durante a era das especiarias, esta orqu&iacute;dea tinha seu pre&ccedil;o atrelado ao do ouro, tamanho o valor n&atilde;o de suas flores, mas de suas vagens. Largamente utilizadas pelos povos pr&eacute;-colombianos da chamada Mesoam&eacute;rica, onde hoje localiza-se o M&eacute;xico, Honduras, Costa Rica, Belize, El Salvador e Guatemala, as vagens da orqu&iacute;dea eram usadas para aromatizar a bebida oriunda do cacau chamada de &#8220;tchocolatl&#8221;. O conquistador espanhol Hern&aacute;n Cort&eacute;s levou &agrave; Europa tanto o futuro chocolate quanto o aromatizante que foi rebatizado de Vainilla, que deu origem ao nome cient&iacute;fico. E se voc&ecirc; ainda n&atilde;o adivinhou, este aromatizante &eacute; a t&atilde;o famosa baunilha.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1506" title="vanilla planifoliaa" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/vanilla-planifoliaa.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p>A obten&ccedil;&atilde;o da baunilha por m&eacute;todos naturais mostrou-se onerosa gra&ccedil;as &agrave; pouca dura&ccedil;&atilde;o de suas flores; gra&ccedil;as ao ciclo de vida curto do &oacute;rg&atilde;o reprodutor, a &uacute;nica forma de manter um n&iacute;vel de produ&ccedil;&atilde;o aceit&aacute;vel &eacute; atrav&eacute;s da poliniza&ccedil;&atilde;o manual, que foi descoberta por um escravo da ilha de Reuni&atilde;o, regi&atilde;o administrativa da Fran&ccedil;a a leste da ilha de Madagascar, de nome Edmond Albius. Existe um aroma sint&eacute;tico de baunilha que &eacute; utilizado pela ind&uacute;stria aliment&iacute;cia, mas a produ&ccedil;&atilde;o do aroma natural &eacute; fomentada principalmente pela alta gastronomia e os maiores produtores mundiais s&atilde;o a Indon&eacute;sia e a Ilha de Madagascar.</p>
<p>As esp&eacute;cies de orqu&iacute;deas mais usadas para a produ&ccedil;&atilde;o das favas de baunilha s&atilde;o a <em>Vanilla planifolia, Vanilla pompona </em>e<em> Vanilla trigonocarpa</em>, sendo que a segunda, de acordo com quem conhece, produz uma baunilha de qualidade inferior &agrave;s demais descritas. A orqu&iacute;dea Vanilla cresce em grandes lianas (trepadeiras) e desenvolve uma rela&ccedil;&atilde;o quase que simbi&oacute;tica com a &aacute;rvore que a sustenta. As lianas podem atingir at&eacute; 30 metros lineares em algumas esp&eacute;cies, s&atilde;o reptantes e sustentam-se no tronco gra&ccedil;as a ra&iacute;zes advent&iacute;cias e ao desenvolvimento natural do caule. As folhas disp&otilde;em-se alternadamente por todo o caule e tem forma linear e consist&ecirc;ncia cori&aacute;cea.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1507" title="05118_large" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/05118_large.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>As flores, t&atilde;o delicadas quanto belas, s&atilde;o a personifica&ccedil;&atilde;odo imagin&aacute;rio popular quando se trata de orqu&iacute;deas:s&eacute;palas e p&eacute;talas bem delineadas mas bem mais separadas do que suas irm&atilde;s (mais especificamente a Cattleya e a Vanda); o labelo destaca-se do conjunto e possui colora&ccedil;&atilde;o branca ou amarelada, al&eacute;m de exalar um intenso por&eacute;m fugaz perfume. O polinizador natural da orqu&iacute;dea Vanilla (e de diversas outros g&ecirc;neros) &eacute; a abelha Euglossini, ou abelha-das-orqu&iacute;deas.</p>
<p>Cultivas orqu&iacute;deas Vanilla n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil. Ela &eacute; exigente quanto &agrave; luminosidade, preparo do substrato e condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, al&eacute;m da j&aacute; dita fragilidade da flor. Se mesmo assim algu&eacute;m quiser desbravar o &aacute;rido mundo da produ&ccedil;&atilde;o da baunilha, aqui vai uma informa&ccedil;&atilde;o interessante: de acordo com a Wikipedia, a baunilha s&oacute; perde para o a&ccedil;afr&atilde;o (<em>Crocus sativus</em>) como especiaria mais cara.</p>
<p>
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		<title>Muro verde – muito além da cerca-viva</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 17:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Paisagismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das alternativas que muitos propriet&#225;rios de casas tanto na zona urbana quanto no campo sempre cogitavam ao delimitar a propriedade era o uso da chamada cerca-viva. Ou usava-se uma trepadeira para encobrir um muro de alvenaria ou cerca vazada, ou plantavam-se arbustos em um renque compacto e podado para garantir privacidade e seguran&#231;a. Embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das alternativas que muitos propriet&aacute;rios de casas tanto na zona urbana quanto no campo sempre cogitavam ao delimitar a propriedade era o uso da chamada cerca-viva. Ou usava-se uma trepadeira para encobrir um muro de alvenaria ou cerca vazada, ou plantavam-se arbustos em um renque compacto e podado para garantir privacidade e seguran&ccedil;a. Embora largamente utilizados, j&aacute; existe entre os arquitetos uma terceira alternativa que une a ideia da cerca-viva com a est&eacute;tica do jardim: o chamado muro verde. E muitos entusiastas dizem que estes &#8220;jardins verticais&#8221; podem ser a solu&ccedil;&atilde;o para a cria&ccedil;&atilde;o dos t&atilde;o desejados o&aacute;sis verdes no meio da aridez cinza do cimento e ferro das cidades.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1499" title="DSC03621" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/DSC03621.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p><span id="more-1498"></span></p>
</p>
<p>Diversos projetos j&aacute; s&atilde;o pensados para que paredes e muros de edifica&ccedil;&otilde;es possam vir a ser sustent&aacute;culos de mini-biomas que, al&eacute;m de valorizar a &aacute;rea constru&iacute;da gra&ccedil;as &agrave; &oacute;bvia beleza que um conjunto harmonioso de plantas oferece, pode suprir a &aacute;rea em seu entorno de uma insuspeita qualidade de vida. Como &eacute; not&oacute;rio, &aacute;reas verdes t&ecirc;m clima muito mais agrad&aacute;vel; a diferen&ccedil;a de temperatura entre um espa&ccedil;o arborizado e outro sem &eacute; gritante, principalmente nos opressivos dias do Ver&atilde;o brasileiro. E h&aacute; outra utilidade ecol&oacute;gica: algumas trepadeiras e arbustos auxiliam na reten&ccedil;&atilde;o da poeira, servindo como purificadores de ar.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1500" title="DETALHEPEPERoMIALIMaO" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/DETALHEPEPERoMIALIMaO.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p>Um muro verde precisa ser pensado geograficamente, pois a ilumina&ccedil;&atilde;o da parede que ir&aacute; receber as plantas vai determinas as esp&eacute;cies mais indicadas. Paisagistas utilizam canaletas que podem ser feitas com tubos de PVC ou garrafas PET, penduradas como se fossem vasos, ou at&eacute; mesmo constroem &#8220;mini-floreiras&#8221; formando degraus em  todo o entorno. Se o muro receber pouco sol ou for completamente sombreado, as boas velhas samambaias (<em>Nephrolepsis exaltata</em>) s&atilde;o perfeitas. Al&eacute;m delas, pode-se optar por uma cor diferente, como a oferecida pelo lambari-roxo (<em>Tradescantia zebrina</em>). Agora, se o sol predomina sobre o muro, uma boa pedida &eacute; o v&eacute;u-de-noiva (<em>Gibasis schiedeana</em>) ou a peper&ocirc;mia-zebra (<em>Peperomia sandersii</em>).</p>
<p>
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		<title>A hera – sinônimo de trepadeira</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 16:41:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem plantas que, de t&#227;o enraizadas (literal e figurativamente) no papel que o ser humano os colocou, tornam-se a defini&#231;&#227;o, mesmo que informal, de substantivos ou adjetivos que caracterizam determinadas esp&#233;cies. Embora existam muitos outros arbustos que se prestam a ser trepadeiras, nenhuma tem seu nome associado &#224; esta fun&#231;&#227;o desde os prim&#243;rdios da jardinagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem plantas que, de t&atilde;o enraizadas (literal e figurativamente) no papel que o ser humano os colocou, tornam-se a defini&ccedil;&atilde;o, mesmo que informal, de substantivos ou adjetivos que caracterizam determinadas esp&eacute;cies. Embora existam muitos outros arbustos que se prestam a ser trepadeiras, nenhuma tem seu nome associado &agrave; esta fun&ccedil;&atilde;o desde os prim&oacute;rdios da jardinagem quando a hera (<em>Hedera helix</em>). Como ela &eacute; origin&aacute;ria da Europa (tamb&eacute;m h&aacute; esp&eacute;cies oriundas da &Aacute;frica e &Aacute;sia), e foi no Velho Continente que o jardim adquiriu status arquitet&ocirc;nico, nada mais natural que usassem a trepadeira para fins est&eacute;ticos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1493" title="Hedera_helix" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Hedera_helix.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p><span id="more-1488"></span></p>
</p>
<p>O nome popular &eacute; o mesmo da deusa grega do casamento e da fidelidade, embora n&atilde;o haja aparentemente liga&ccedil;&atilde;o entre os dois nomes. Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; toxicidade: folhas e frutos, se ingeridos acidentalmente podem vir a causar n&aacute;useas, v&ocirc;mitos e diarreias. Al&eacute;m disso, a seiva pode provocar dermatites em pessoas sens&iacute;veis aos compostos contidos nela. Redobre a aten&ccedil;&atilde;o caso haja crian&ccedil;as e animais dom&eacute;sticos em jardins com heras.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1494" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/hedera-helix-annemarie.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p>O caule semi-lenhoso da hera ramifica-se com facilidade e vigor por at&eacute; 30 metros lineares, sendo uma escolha ideal para cercas-vivas, muros, treli&ccedil;as, gazebos, pergolados e assemelhados. Muito da caracter&iacute;stica trepadeira da hera &eacute; de responsabilidade das ra&iacute;zes advent&iacute;cias (que se originam do caule e n&atilde;o da base dele) que crescem rentes ao caule (o chamado crescimento reptante). As flores n&atilde;o possuem valor ornamental, servindo como fonte de poliniza&ccedil;&atilde;o, atraindo abelhas e borboletas. J&aacute; as folhas, respons&aacute;vel por uma cobertura verde que permite um excelente n&iacute;vel de privacidade quando usada em cercas-vivas, podem ter diversos formatos: espalmadas, cordiformes (no formato do cora&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fico) ou lobuladas, cori&aacute;ceas (com consist&ecirc;ncia semelhante ao couro). A cor pode ser &uacute;nica, verde, ou variegada, com manchas brancas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1495" title="KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Hedera_helix_clinging.jpg" alt="" width="550" height="366" /></p>
<p>Vem da Europa a tradi&ccedil;&atilde;o de se podar esculturas com a hera, principalmente quando ela &eacute; plantada junto a detalhes arquitet&ocirc;nicos de algumas edifica&ccedil;&otilde;es, como pilastras e vigas, ou at&eacute; mesmo em conjunto com &aacute;rvores de copa proeminente. Muitos criadores de bonsai usam a hera em delicados vasos e gra&ccedil;as ao seu car&aacute;ter perene. As esp&eacute;cies com folhas totalmente verdes podem ser plantadas &agrave; meia-sombra e sob sol pleno; j&aacute; as variegadas at&eacute; aceitam certos n&iacute;veis de sombra, mas o ideal para o crescimento e vigor de suas folhas &eacute; o sol. O substrato deve ser f&eacute;rtil e de drenagem eficiente, j&aacute; que a hera n&atilde;o tolera encharcamentos &#8211; recomenda-se o uso concomitante de areia e composto org&acirc;nico. Durante os primeiros dias de vida da hera a irriga&ccedil;&atilde;o deve ser di&aacute;ria, preferencialmente de manh&atilde;, at&eacute; que as ra&iacute;zes estejam firmes. &Eacute; resistente a geadas leves; deve-se refor&ccedil;ar a aduba&ccedil;&atilde;o mensalmente.</p>
<p>
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		<title>O coração-de-negro</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 15:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagismo]]></category>

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		<description><![CDATA[J&#225; que n&#227;o se pode mais negar a import&#226;ncia da flora (se &#233; que algum ser humano l&#250;cido j&#225; o fez em algum momento), &#233; preciso fazer com que ela atenda &#224;s demandas biol&#243;gicas e comerciais com igual efici&#234;ncia, j&#225; que nos tornamos ref&#233;ns dos lucros que &#225;rvores, flores e arbustos nos proporcionam e percebemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>J&aacute; que n&atilde;o se pode mais negar a import&acirc;ncia da flora (se &eacute; que algum ser humano l&uacute;cido j&aacute; o fez em algum momento), &eacute; preciso fazer com que ela atenda &agrave;s demandas biol&oacute;gicas e comerciais com igual efici&ecirc;ncia, j&aacute; que nos tornamos ref&eacute;ns dos lucros que &aacute;rvores, flores e arbustos nos proporcionam e percebemos que sem equil&iacute;brio ecol&oacute;gico estamos fadados literalmente &agrave; extin&ccedil;&atilde;o. Pequisas s&eacute;rias feitas por universidades, como a USP e sua Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), procuram estudar e colocar em pr&aacute;tica t&eacute;cnicas de manejo sustent&aacute;vel, tanto para uso comercial em madeireiras quanto na recupera&ccedil;&atilde;o florestal e paisagismo urbano. Uma das &aacute;rvores mais pesquisadas e usadas para estes fins &eacute; o chamado cora&ccedil;&atilde;o-de-negro (<em>Poecilanthe parviflora</em>).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1484" title="file_31_14" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/file_31_14.jpg" alt="" width="400" height="500" /></p>
<p><span id="more-1482"></span></p>
</p>
<p>Nativa da Mata Atl&acirc;ntica, o cora&ccedil;&atilde;o-de-negro (que tamb&eacute;m &eacute; regionalmente conhecido como ip&ecirc; cora&ccedil;&atilde;o ou canela do brejo) pode atingir 25 metros de altura. De porte ereto com galhos irregulares, o cora&ccedil;&atilde;o-de-negro &eacute; uma esp&eacute;cie perene com flores amarelas ou brancas que florescem durante a Primavera e o Ver&atilde;o no Hemisf&eacute;rio Sul. Os posteriores frutos secos que produzem as sementes frutificam durante Julho a Outubro. As folhas s&atilde;o bipenadas, lanceoladas e com nervuras aparentes, de colora&ccedil;&atilde;o verde-clara.</p>
<p>O tronco &eacute; composto de madeira considerada pesada, resistente a pragas como cupins e o apodrecimento por fungos. Por isso mesmo a madeira &eacute; muito usada na ind&uacute;stria moveleira e na constru&ccedil;&atilde;o civil; al&eacute;m do valor comercial que faz com que sua preserva&ccedil;&atilde;o seja almejada, o cora&ccedil;&atilde;o-de-negro &eacute; largamente plantado em &aacute;reas degradadas para recupera&ccedil;&atilde;o, como florestas desmatadas ou matas ciliares. Paisagistas optam pela &aacute;rvore em projetos de pra&ccedil;as, parques e &aacute;reas verdes urbanas gra&ccedil;as &agrave;s suas caracter&iacute;sticas visuais e robustez.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1485" title="cora_ao_frutos" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/cora_ao_frutos.jpg" alt="" width="550" height="329" /></p>
<p>A reprodu&ccedil;&atilde;o das sementes do cora&ccedil;&atilde;o-de-negro tem sido amplamente estudada para que a esp&eacute;cie possa reproduzir-se com efici&ecirc;ncia e rapidez, tanto para fins paisag&iacute;sticos e ecol&oacute;gicos quanto para o uso da madeira.</p>
<p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Parque Villa-Lobos (SP) – exemplo de recuperação de área degradada</title>
		<link>http://jardinagemepaisagismo.com/o-parque-villa-lobos-sp-exemplo-de-recuperacao-de-area-degradada/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 00:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Paisagismo]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Se h&#225; algo que a hist&#243;ria nos ensina, &#233; que as solu&#231;&#245;es de outros tempos podem transformar-se em problemas futuros, principalmente quando envolvem o meio ambiente. Tomem como exemplo os lix&#245;es, imensos dep&#243;sitos de dejetos em &#225;reas aparentemente longe de locais habitados e que por muito tempo foram considerados a salva&#231;&#227;o da lavoura, at&#233; que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se h&aacute; algo que a hist&oacute;ria nos ensina, &eacute; que as solu&ccedil;&otilde;es de outros tempos podem transformar-se em problemas futuros, principalmente quando envolvem o meio ambiente. Tomem como exemplo os lix&otilde;es, imensos dep&oacute;sitos de dejetos em &aacute;reas aparentemente longe de locais habitados e que por muito tempo foram considerados a salva&ccedil;&atilde;o da lavoura, at&eacute; que as imensas montanhas de lixo contaminaram o len&ccedil;ol fre&aacute;tico, inundaram o ar com o odor p&uacute;trido do que era descartado e produziam o g&aacute;s metano, altamente inflam&aacute;vel e um dos gases respons&aacute;veis pelo chamado efeito estufa. Quando uma &aacute;rea medida em milhares de quil&ocirc;metros quadrados perde seu valor ecol&oacute;gico e econ&ocirc;mico, h&aacute; poucas op&ccedil;&otilde;es a serem consideradas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-1471"></span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1473" title="DSCN1318" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/DSCN1318.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
</p>
<p>No caso de uma &aacute;rea espec&iacute;fica, os 732 mil metros quadrados do Alto de Pinheiros, na zona oeste de S&atilde;o Paulo (SP) usados como o dep&oacute;sito de lixo do CEAGESP (Conpanhia de Entrepostos e Armaz&eacute;ns Gerais de S&atilde;o Paulo) e de material dragado do rio Pinheiros, as alternativas eram m&iacute;nimas. Coube ao governo estadual e ao Departamento de &Aacute;guas e Energia El&eacute;trica implementar um projeto de revitaliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea. Nascia ali o embri&atilde;o do que hoje &eacute; o Parque Villa-Lobos.</p>
<p>O nome do parque foi dado porque o ano em que o projeto foi estudado, 1987, foi o ano do centen&aacute;rio de nascimento do compositor Heitor Villa-Lobos. Mas foi s&oacute; dois anos depois que o projeto capitaneado pelo arquiteto Decio Tozzi come&ccedil;ou a tomar forma. As fam&iacute;lias que l&aacute; viviam e de do lix&atilde;o retiravam seu sustento foram realocadas, o c&oacute;rrego Boa&ccedil;ava foi canalizado, milh&otilde;es de toneladas de entulho e lixo foram retirados e nivelados em um grande trabalho de terraplanagem e um enorme aterro foi feito.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1474" title="vila1-460x306" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/vila1-460x306.jpg" alt="" width="460" height="306" /></p>
<p>A parte mais importante neste in&iacute;cio de trabalho foi tornar a &aacute;rea in&oacute;spita em terra f&eacute;rtil novamente. Para isso, um intenso programa de aduba&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica usando basicamente h&uacute;mus de minhoca e esterco curtido foi implantado, com crit&eacute;rio e rigidez para que o futuro parque pudesse frutificar as esp&eacute;cies que seriam plantadas, al&eacute;m da nitrogena&ccedil;&atilde;o do solo obtida atrav&eacute;s da chamada aduba&ccedil;&atilde;o verde, que consiste no plantio de leguminosas, como o largamente usado guandu, e o posterior corte da planta ap&oacute;s a flora&ccedil;&atilde;o mas antes do surgimento de sementes e frutos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1475" title="4a81" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/c4d871cc-26b3-4a3b-afde-ca2fe2104a81.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p>Este processo demandou praticamente o ano de 1989 inteiro. No ano seguinte as mudas das &aacute;rvores escolhidas foram plantadas, usando-se cultivares oriundos da Serra do Mar, como angicos (<em>Anadenthera colubrina</em>), emba&uacute;vas (<em>Cecropia hololeuca</em>) e manac&aacute;s-da-serra (<em>Tibouchina mutabilis), </em>al&eacute;m de diversas esp&eacute;cies de diversos ecossistemas que se adaptaram ao clima paulista, como a figueira (<em>Ficus carica</em>), os ip&ecirc;s roxo, amarelo e branco (<em>Tabebuia avellanedae, T. alba, T. roseoalba</em>) e gabiroba (<em>Campomanesia pubescens</em>).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1476" title="parque-villa-lobos" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/parque-villa-lobos.jpg" alt="" width="336" height="252" /></p>
<p>Todas as &aacute;rvores do Parque Villa-Lobos foram plantadas em m&oacute;dulos tem&aacute;ticos e de f&aacute;cil acesso, j&aacute; que o terreno do parque &eacute; todo plano, sem aclives e declives. Juntamente com o projeto paisag&iacute;stico tamb&eacute;m composto de bosques, h&aacute; o Centro de Refer&ecirc;ncia em Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental (CEREA), onde livros, CD&#8217;s e DVD&#8217;s e outros recursos multim&iacute;dia s&atilde;o usados para quem quiser obter informa&ccedil;&otilde;es sobre meio ambiente e o Orquid&aacute;rio Ruth Cardoso, que pretende ser refer&ecirc;ncia tanto em cultivares quanto em ensino sobre orqu&iacute;deas. O Parque Villa-Lobos &eacute; uma constante &#8220;obra em progresso&#8221;, j&aacute; que diversas &aacute;rvores precisar&atilde;o de alguns anos para atingir a maturidade e outras edifica&ccedil;&otilde;es ainda ser&atilde;o erguidas.</p>
<p>A entrada principal do Parque Villa-Lobos fica na avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001, no Alto de Pinheiros e as portas se abrem diariamente das 8 &agrave;s 18 horas.</p>
<p>
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		<title>Piscinas: alternativas à desinfecção por cloro</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 01:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Decoração]]></category>
		<category><![CDATA[Paisagismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuidar de uma piscina e fazer com que ela seja fonte apenas de prazer e al&#237;vio nos meses quentes de Primavera e Ver&#227;o s&#227;o tarefas que demandam aten&#231;&#227;o e crit&#233;rio. Al&#233;m do aspecto meramente paisag&#237;stico de uma piscina, a &#225;gua precisa estar em perfeitas condi&#231;&#245;es sanit&#225;rias para uso dos banhistas. Por conta de seu baixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cuidar de uma piscina e fazer com que ela seja fonte apenas de prazer e al&iacute;vio nos meses quentes de Primavera e Ver&atilde;o s&atilde;o tarefas que demandam aten&ccedil;&atilde;o e crit&eacute;rio. Al&eacute;m do aspecto meramente paisag&iacute;stico de uma piscina, a &aacute;gua precisa estar em perfeitas condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias para uso dos banhistas. Por conta de seu baixo custo e da relativa facilidade de manuseio, o cloro &eacute; amplamente usado como descontaminante. Biologicamente falando, a efici&ecirc;ncia do cloro na elimina&ccedil;&atilde;o de fungos, bact&eacute;rias e v&iacute;rus &eacute; ineg&aacute;vel. O grande problema s&atilde;o os efeitos colaterais que o uso indiscriminado, ou at&eacute; mesmo o uso criterioso por&eacute;m cont&iacute;nuo, desta subst&acirc;ncia causa aos usu&aacute;rios.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1466" title="piscina-4165" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/piscina-4165.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p><span id="more-1465"></span></p>
<p>A forma&ccedil;&atilde;o de um subproduto chamado cloramina, que produz o desagrad&aacute;vel odor de cloro al&eacute;m de deixar a &aacute;gua opaca, aliada aos efeitos delet&eacute;rios do consumo acidental de &aacute;gua clorada durante a nata&ccedil;&atilde;o, faz com que o cloro tenda a ser diminu&iacute;do ou at&eacute; mesmo banido das piscinas p&uacute;blicas e algumas particulares. As alternativas ao cloro existentes no mercado n&atilde;o s&atilde;o baratas e demandam profissionais qualificados para manuten&ccedil;&atilde;o dos sistemas de desinfec&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m possuem a mesma efic&aacute;cia contra os micro-organismos nocivos. Vamos a eles.</p>
</p>
<p><strong>Desinfec&ccedil;&atilde;o por ioniza&ccedil;&atilde;o</strong> &#8211; um tambor instalado na piscina faz com que a &aacute;gua da piscina seja submetida aos efeitos do bombardeio maci&ccedil;o de &iacute;ons de cobre e prata, elementos que reconhecidamente eliminam com grande efetividade bact&eacute;rias, fungos e at&eacute; v&iacute;rus. A aplica&ccedil;&atilde;o de cloro com o m&eacute;todo da ioniza&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; feita por&eacute;m em menor quantidade. As principais vantagens da ioniza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a elimina&ccedil;&atilde;o do uso de algicidas, o grande efeito residual, a aus&ecirc;ncia de odores e resist&ecirc;ncia ao calor dos &iacute;ons.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1467" title="ionizador-para-piscina" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/ionizador-para-piscina.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p><strong>Desinfec&ccedil;&atilde;o por radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta</strong> &#8211; um filtro com l&acirc;mpadas que emitem radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta &eacute; usado para a purifica&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua da piscina. O comprimento de onda da luz ultravioleta eficaz &agrave; a&ccedil;&atilde;o bactericida, fungicida e germicida fica em torno de 250 nan&ocirc;metros. Embora elimine a quase totalidade de micro-organismos existentes em pequenas quantidades de &aacute;gua, em uma piscina ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel prescindir do uso de cloro, ainda que em quantidades menores do que se a subst&acirc;ncia qu&iacute;mica estivesse sendo utilizada sozinha. Um fator limitante &agrave; efic&aacute;cia da luz ultravioleta &eacute; a turbidez da &aacute;gua; a limpeza tanto dos vidros quanto da &aacute;gua s&atilde;o fundamentais.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1468" title="blok_BL-Ozone-UV-C" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/blok_BL-Ozone-UV-C.jpg" alt="" width="550" height="183" /></p>
<p><strong>Desinfec&ccedil;&atilde;o por oz&ocirc;nio</strong> &#8211; o g&aacute;s que est&aacute; presente principalmente na ionosfera &eacute; um dos mais eficientes bactericidas, fungicidas, algicidas e viricidas conhecidos. Al&eacute;m de toda esta efic&aacute;cia contra estes seres microsc&oacute;picos, possui um n&iacute;vel de seguran&ccedil;a alt&iacute;ssimo e &eacute; usado principalmente para a desinfec&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas usadas em hospitais, cl&iacute;nicas odontol&oacute;gicas e diversas piscinas p&uacute;blicas mundiais. Ajuda a oxidar os elementos biol&oacute;gicos de uma piscina, como o suor, sem que se produza cloraminas. Mesmo com toda esta presteza, o uso de cloro ainda &eacute; imprescind&iacute;vel, mas em quantidades muito pequenas apenas para um choque bactericida.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1469" title="purificador-de-agua" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/purificador-de-agua.png" alt="" width="550" height="224" /></p>
<p>
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		<title>A petúnia</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 13:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Jardinagem]]></category>
		<category><![CDATA[Paisagismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas das flores e plantas apresentadas aqui t&#234;m uma caracter&#237;stica que, para olhos menos treinados e impacientes, as tornam motivo de certa frustra&#231;&#227;o com o passar do tempo: elas s&#227;o chamadas de flores ou plantas anuais. Diferentemente das esp&#233;cies bulbosas ou algumas angiosp&#233;rmicas, que podem perpetuar-se por anos ou d&#233;cadas a fio seja pela capacidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas das flores e plantas apresentadas aqui t&ecirc;m uma caracter&iacute;stica que, para olhos menos treinados e impacientes, as tornam motivo de certa frustra&ccedil;&atilde;o com o passar do tempo: elas s&atilde;o chamadas de flores ou plantas anuais. Diferentemente das esp&eacute;cies bulbosas ou algumas angiosp&eacute;rmicas, que podem perpetuar-se por anos ou d&eacute;cadas a fio seja pela capacidade de dorm&ecirc;ncia ou pela resist&ecirc;ncia inerente, as plantas anuais tem um ciclo de vida como o nosso: nascem, crescem, florescem, originam sementes e morrem. Fugindo do escopo filos&oacute;fico da discuss&atilde;o, quando uma linda planta encerra sua exist&ecirc;ncia &eacute; preciso substitu&iacute;-la pelas sementes que ela deixa para que o ciclo continue; quem realmente gosta do contato com a terra e o jardim prepara-se para manter a lembran&ccedil;a das esp&eacute;cies que j&aacute; se foram nas gera&ccedil;&otilde;es seguintes. &Eacute; o caso da popular&iacute;ssima pet&uacute;nia (<em>Petunia x hybrida</em>/<em>Petunia axillaris</em>).</p>
<div id="attachment_1459" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-1459" title="Petunia_x_hybrida_Grandiflora_VI08_C_H4925" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Petunia_x_hybrida_Grandiflora_VI08_C_H4925.jpg" alt="" width="550" height="414" /><p class="wp-caption-text">Petunia x hybrida</p></div>
<p><span id="more-1458"></span></p>
</p>
<p>Nativa das regi&otilde;es tropicais e subtropicais da Am&eacute;rica do Sul &#8211; os cultivares mais vistosos encontram-se aqui no Brasil e na Argentina &#8211; , a pet&uacute;nia &eacute; mais uma famoso caso de planta ornamental que ora est&aacute; sob os holofotes paisag&iacute;sticos, ora s&oacute; encontra espa&ccedil;o nos vasos se nossos av&oacute;s. Modismos desnecess&aacute;rios &agrave; parte, esta herb&aacute;cea &eacute; escolhida por representar como poucas o in&iacute;cio da Primavera, pois suas flores s&atilde;o as primeiras a desabrochar e s&atilde;o facilmente encontradas e floriculturas e centros de jardinagem j&aacute; no final do Inverno. Seu porte m&eacute;dio, que pode chegar a 30 cent&iacute;metros de altura, permite composi&ccedil;&otilde;es em vasos cer&acirc;micos, floreiras e cachep&ocirc;s, ou diretamente no solo (se houver espa&ccedil;o) em maci&ccedil;os e canteiros.</p>
<p><div id="attachment_1460" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-1460" title="garden 080" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/garden-080.jpg" alt="" width="550" height="413" /><p class="wp-caption-text">Petunia axillaris</p></div></p>
<p>Os ramos da pet&uacute;nia s&atilde;o leves e flex&iacute;veis, com folhas ovaladas e pilosas (coberta com uma camada de pequenos &#8220;pelos&#8221;) bastante delicadas, opostas umas &agrave;s outras e de um verde-claro muito agrad&aacute;vel. As flores nascem abundantemente, promovendo um colorido compacto, emulando um buqu&ecirc; em algumas forma&ccedil;&otilde;es mais compactas. Essas flores s&atilde;o tubulares, com pequenos cap&iacute;tulos que sustentam as cinco p&eacute;talas; na variedade <em>P. x hybrida </em>as pontas s&atilde;o arredondadas nas pontas e triangulares no centro. J&aacute; na variedade <em>P. axillaris</em> a ponta converge em um &uacute;nico &acirc;ngulo. As cores variam entre o branco e o p&uacute;rpura, passando pelos sobretons vermelhos e amarelos. Imposs&iacute;vel ficar impass&iacute;vel diante de tamanha variedade da paleta de cores.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1461" title="Petunia22" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Petunia22.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p>A pet&uacute;nia &eacute; uma planta de sol pleno que tolera o frio subtropical. O solo deve ser f&eacute;rtil, aliando h&uacute;mus e esterco bovino curtido, e com pH levemente &aacute;cido. Ela precisa ser regada periodicamente, por isso a sistema de drenagem do substrato deve ser eficiente. Apesar do &aacute;pice da flora&ccedil;&atilde;o ser durante a Primavera, a pet&uacute;nia floresce com menor intensidade durante todo o ano at&eacute; que seu ciclo de vida termine. Como o principal m&eacute;todo de reprodu&ccedil;&atilde;o da flor &eacute; atrav&eacute;s de sementes, se puder colha-as quando a pet&uacute;nia der sinais de fenecimento, ou simplesmente substitua a muda que se foi por outra, trocando e fortalecendo o substrato.</p>
<p>
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		<title>O Jardim Botânico de Curitiba</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 22:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Paisagismo]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Curitiba &#233; conhecida pelas inovadoras solu&#231;&#245;es urban&#237;sticas com vi&#233;s ecol&#243;gico, sendo a primeira capital de um estado brasileiro a se preocupar com o impacto ambiental causado pelo inevit&#225;vel crescimento demogr&#225;fico e urbano, buscando alternativas para minimizar os efeitos nocivos da chamada civiliza&#231;&#227;o. Ao pensarem em um espa&#231;o espec&#237;fico para estudo e preserva&#231;&#227;o de uma pequena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curitiba &eacute; conhecida pelas inovadoras solu&ccedil;&otilde;es urban&iacute;sticas com vi&eacute;s ecol&oacute;gico, sendo a primeira capital de um estado brasileiro a se preocupar com o impacto ambiental causado pelo inevit&aacute;vel crescimento demogr&aacute;fico e urbano, buscando alternativas para minimizar os efeitos nocivos da chamada civiliza&ccedil;&atilde;o. Ao pensarem em um espa&ccedil;o espec&iacute;fico para estudo e preserva&ccedil;&atilde;o de uma pequena parte da Mata Atl&acirc;ntica, os respons&aacute;veis pela urbaniza&ccedil;&atilde;o decidiram criar um o&aacute;sis para contempla&ccedil;&atilde;o e pesquisa da natureza com toda a formalidade oriunda das ra&iacute;zes europeias que migraram para o Paran&aacute;. A concretiza&ccedil;&atilde;o deste espa&ccedil;o deu-se no dia 05 de outubro de 1991, com a inaugura&ccedil;&atilde;o do Jardim Bot&acirc;nico de Curitiba.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1452" title="jardim-botanico-curitiba" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/jardim-botanico-curitiba.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p><span id="more-1451"></span></p>
</p>
<p>Administrado pela prefeitura municipal de Curitiba, o Jardim Bot&acirc;nico ergue-se majestoso em uma &aacute;rea de 278 mil metros quadrados pr&oacute;ximo ao Centro. Seu nome oficial &eacute; Jardim Bot&acirc;nico Francisca Maria Garfunkel Rischbieter (falecida em 1989 aos 60 anos), urbanista paranaense que foi uma das art&iacute;fices do premiado modelo urbano de Curitiba. Dentro do  grande espa&ccedil;o destinado ao Jardim Bot&acirc;nico, h&aacute; o bosque onde a Mata Atl&acirc;ntica, que outrora reinava sobreana por todo o entrono, mant&eacute;m-se preservada com todas as esp&eacute;cies t&iacute;picas da floresta ombr&oacute;fila mista, como arauc&aacute;rias, cedros e aroeiras, al&eacute;m da fauna composta por diversos p&aacute;ssaros, roedores, mam&iacute;feros e quel&ocirc;nios oriundos deste rinc&atilde;o.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1453" title="curitiba_jardim175_g" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/curitiba_jardim175_g.jpg" alt="" width="500" height="342" /></p>
<p>O principal destaque tur&iacute;stico localiza-se na parte central do Jardim Bot&acirc;nico: um grande jardim franc&ecirc;s com suas formas geom&eacute;tricas obtidas gra&ccedil;as ao arbustos topiados e flores em um conjunto formal e harmonioso, formando caminhos que levam a fontes, est&aacute;tuas e, claro, convergem para a imponente estufa de ferro e vidro com tr&ecirc;s ab&oacute;bodas com inspira&ccedil;&atilde;o da Art Nouveau (est&eacute;tica digerida formalmente no final do s&eacute;culo XIX e come&ccedil;o do s&eacute;culo XX caracterizada pela valoriza&ccedil;&atilde;o das curvas, floreios e cores fortes), onde s&atilde;o conservadas esp&eacute;cies de plantas tropicais e cuja vista interna para o jardim franc&ecirc;s e o entorno &eacute; privilegiada. As estufas que ladeiam a estrutura abobadada s&atilde;o destinadas apenas para os pesquisadores e bot&acirc;nicos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1454" title="Jardim Bot&acirc;nico Curitiba" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/47.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p>As alamedas s&atilde;o enfeitadas por cultivares de cerejeiras, arauc&aacute;rias e demais exemplares da flora e levam a diversas outras atra&ccedil;&otilde;es do Jardim Bot&acirc;nico de Curitiba, como o biciclet&aacute;rio e o vel&oacute;dromo, o Museu Bot&acirc;nico, inaugurado um ano depois do Jardim e propriet&aacute;rio de um extenso herb&aacute;rio, o quarto maior do pa&iacute;s, com mais de 300 mil exsicatas (plantas secas), al&eacute;m de carpoteca e xiloteca respeit&aacute;veis e o Espa&ccedil;o Cultural Frans Krajcberg, onde o artista pl&aacute;stico polon&ecirc;s naturalizado brasileiro mant&eacute;m exposto em car&aacute;ter permanente a mostra &#8220;A Revolta&#8221;, formada por 110 obras feitas a partir de madeiras que foram extra&iacute;das de forma irregular, como uma forma de protesto.</p>
<p>O Jardim Bot&acirc;nico de Curitiba fica no bairro de mesmo nome, na rua Engenheiro Ostoja Roguski e funciona de segunda a domingo, das 8h &agrave;s 20h, com entrada franqueada. Aceitam-se visitas monitoradas previamente agendadas. Inclua em seu roteiro pelo Sul do pa&iacute;s uma passagem por l&aacute;.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1455" title="estufa-de-plantas-jardim-botanico" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/estufa-de-plantas-jardim-botanico.jpg" alt="" width="550" height="367" /></p>
<p>
<p>&nbsp;</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>A alpínia</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 13:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Como ter e manter um jardim sem ter quintais como os de outrora, em uma casa preenchida por porcelanatos e sombras? Se estes fatores s&#227;o considerados limitantes, saiba que diversas plantas podem ser cultivadas em canteiros e cachep&#244;s &#224; meia-sombra. Basta saber quais s&#227;o estas plantas e que cuidados devem ser tomados para que aquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como ter e manter um jardim sem ter quintais como os de outrora, em uma casa preenchida por porcelanatos e sombras? Se estes fatores s&atilde;o considerados limitantes, saiba que diversas plantas podem ser cultivadas em canteiros e cachep&ocirc;s &agrave; meia-sombra. Basta saber quais s&atilde;o estas plantas e que cuidados devem ser tomados para que aquele canto da garagem ou da varanda coberta pode ser seu ref&uacute;gio tropical. Uma delas &eacute; uma esp&eacute;cie de rainha do paisagismo de interiores gra&ccedil;as ao harmonioso conjunto de folhas vistosas e flores delicadas, a alp&iacute;nia</p>
<div id="attachment_1439" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1439" title="ginger-alpinia_purpurata" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/ginger-alpinia_purpurata.jpg" alt="" width="450" height="450" /><p class="wp-caption-text">Alpinia purpurata</p></div>
<p><span id="more-1438"></span></p>
</p>
<p>A alp&iacute;nia &eacute; oriunda das ilhas dos mares do sul do Oceano Pac&iacute;fico, e duas de suas esp&eacute;cies s&atilde;o as mais usadas para compor jardins tropicais: a <em>Alpinia</em> <em>purpurata</em> e a <em>Alpinia</em> <em>zerumbet</em>.<em></em> Em comum, elas dividem o fato de serem herb&aacute;ceas que crescem entouceiradas e que atingem at&eacute; 3 metros de altura, com folhas lanceoladas e cori&aacute;ceas, al&eacute;m de serem bastante r&uacute;sticas no trato, n&atilde;o exigindo grandes manejos al&eacute;m de solo bem nutrido, preferencialmente com esterco animal bem curtido, e substrato bem compactado para que ele se mantenha &uacute;mido, pois a alp&iacute;nia aprecia umidade sem encharcamento. Al&eacute;m disso, ambas as esp&eacute;cies n&atilde;o s&atilde;o tolerantes ao frio, por isso n&atilde;o recomenda-se o plantio em regi&otilde;es de serra e em rinc&otilde;es no sul do pa&iacute;s onde a temperatura seja muito baixa no Inverno.</p>
<p><div id="attachment_1440" class="wp-caption aligncenter" style="width: 408px"><img class="size-full wp-image-1440" title="alpinia zerumbet" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/alpinia-zerumbet.jpg" alt="" width="398" height="392" /><p class="wp-caption-text">Alpinia zerumbet</p></div></p>
<p>A <em>Alpinia</em> <em>purpurata</em> possui folhas verde-escuras, caracter&iacute;sticas de plantas que se adaptaram ao sombreamento das florestas tropicais &#8211; esta tonalidade de verde denota um ac&uacute;mulo maior de clorofila &#8211; grandes e que nascem alternadamente no caule. As infloresc&ecirc;ncias s&atilde;o brancas e pequenas, e s&atilde;o adornadas por belas br&aacute;cteas vermelhas que obviamente destacam-se ao longe.</p>
<p>As principais diferen&ccedil;as da <em>Alp&iacute;nia</em> <em>zerumbet</em> s&atilde;o a cor das folhas, que s&atilde;o variegadas, com tons verde-claro e creme alternando-se, e as infloresc&ecirc;ncias brancas em forma de espiga que se juntam num ped&uacute;nculo curvo. As duas esp&eacute;cies s&atilde;o utilizadas como flor-de-corte, muito usadas em arranjos florais formais e em buqu&ecirc;s. Al&eacute;m disso, s&atilde;o excelentes escolhas para pequenos renques em varandas, em  composi&ccedil;&otilde;es solit&aacute;rias ou junto a outras plantas com ar tropical.</p>
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		<title>A orquídea falenópsis</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 13:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sidnei Trindade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A popularidade de certas orqu&#237;deas h&#237;bridas pode dar a ilus&#227;o de que todas s&#227;o de f&#225;cil manejo. De fato, o hibridismo permitiu a dissemina&#231;&#227;o das orqu&#237;deas em jardins e vasos por todo o planeta, j&#225; que as filhas desta mistura re&#250;nem a resist&#234;ncia de uma, o perfume de outra e a beleza de todas em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A popularidade de certas orqu&iacute;deas h&iacute;bridas pode dar a ilus&atilde;o de que todas s&atilde;o de f&aacute;cil manejo. De fato, o hibridismo permitiu a dissemina&ccedil;&atilde;o das orqu&iacute;deas em jardins e vasos por todo o planeta, j&aacute; que as filhas desta mistura re&uacute;nem a resist&ecirc;ncia de uma, o perfume de outra e a beleza de todas em esp&eacute;cies diversas, premiadas e desejadas. Alguns orquid&oacute;filos experientes, contudo, esmeram-se em plantar, reproduzir e cuidar de orqu&iacute;deas chamadas &#8220;puras&#8221;, vindas da natureza e com todas as idiossincrasias inerentes &agrave; esp&eacute;cie. Uma das escolhas para este desafio bot&acirc;nico &eacute; a orqu&iacute;dea do g&ecirc;nero Phalaenopsis.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1433" title="orch-kal-5" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/orch-kal-5.jpg" alt="" width="550" height="412" /></p>
<p><span id="more-1421"></span></p>
</p>
<p>As falen&oacute;psis puras s&atilde;o oriundas da &Aacute;sia, com cultivares em locais como a Polin&eacute;sia, Filipinas e sudeste asi&aacute;tico. Existem cerca de 50 esp&eacute;cies sem hibridismos na natureza; elas possuem algumas caracter&iacute;sticas que as tornam um desafio para quem quer cultiv&aacute;-las, haja vista certas peculiaridades. As flores possuem, em geral, tr&ecirc;s p&eacute;talas arredondadas com textura aveludada; as duas p&eacute;talas laterais s&atilde;o grandes e a p&eacute;tala que fica entre elas &eacute; um pouco mais longil&iacute;nea mas ainda assim com formas mais redondas do que, por exemplo, as da esp&eacute;cie Cattleya. O labelo &eacute; menor do que o habitual nas orqu&iacute;deas, e j&aacute; que cabe a essa p&eacute;tala modificada a fun&ccedil;&atilde;o de atrair os polinizadores, as cores costumam ser muito mais pronunciadas, diversos tons acima das p&eacute;talas, como p&uacute;rpura, amarelo e rosa.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1434" title="Phalaenopsis amabilis" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Phalaenopsis-amabilis-.jpg" alt="" width="550" height="443" /></p>
<p>A orqu&iacute;dea falen&oacute;psis &eacute; ep&iacute;fita em sua maioria, embora existam poucas esp&eacute;cies lit&oacute;fitas (que nascem diretamente no solo). Uma das dificuldades em reproduzir a esp&eacute;cie pura em orquid&aacute;rios e jardins &eacute; o seu crescimento, chamado monopodial, semelhante ao crescimento das &aacute;rvores: folhas e brotos crescem uns sobre os outros e n&atilde;o geram mudas laterais, ao contr&aacute;rio, por exemplo, dos dendr&oacute;bios, que possuem crescimento simpodial, ou seja, um crescimento gerador de brotos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1435" title="Phalaenopsis Desmon Gem x King Wong 'Now'" src="http://jardinagemepaisagismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Phalaenopsis-Desmon-Gem-x-King-Wong-Now.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<p>O nome da orqu&iacute;dea tem como origem a pretensa semelhan&ccedil;a da flor com uma mariposa voando, da&iacute; alguns de seus nomes populares regionais, como orqu&iacute;dea borboleta ou orqu&iacute;dea mariposa. Por&eacute;m, ao contr&aacute;rio do lepid&oacute;ptero que a batizou, a orqu&iacute;dea falen&oacute;psis n&atilde;o gosta de lugares muito iluminados, preferindo ou estufas cobertas ou locais sob a copa generosa de &aacute;rvores com muita sombra. A esp&eacute;cie pura n&atilde;o &eacute; muito tolerante a frios intensos, preferindo o calor &uacute;mido tropical. O substrato ideal &eacute; o mais leve poss&iacute;vel, como fibra de coco e casca de &aacute;rvores &#8211; se a falen&oacute;psis for colocada amarrada em uma &aacute;rvore, amarre bem as ra&iacute;zes e use tutoramento para que as flores fiquem sempre para cima. A aduba&ccedil;&atilde;o precisa ser feita regularmente e de prefer&ecirc;ncia de forma foliar. Ao regar a orqu&iacute;dea, cuidado para n&atilde;o encharcar demais o substrato e nem molhar demais as folhas para que elas n&atilde;o fiquem suscet&iacute;veis ao ataque de fungos. Mantenha a falen&oacute;psis sempre &uacute;mida.</p>
<p>
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