<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115</id><updated>2026-11-06T20:06:07.852-03:00</updated><category term="Galeria"/><title type='text'>José Ronaldo Dias Campos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3749</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-4946876603520284627</id><published>2026-10-31T20:01:15.125-03:00</published><updated>2026-10-31T20:01:15.125-03:00</updated><title type='text'>Que a política não nos roube a paz </title><content type='html'>&lt;p&gt;Ao completar 70 anos, resolvi preservar minha tranquilidade, evitando desgastes com embates políticos de cunho partidário ou ideológico. Quero me afastar dessa doentia polarização que assola o país e se espalha pelo mundo. O tempo vivido me ensinou a reconhecer o valor de uma boa conversa e o custo de uma discussão que só deixa ressentimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tom belicoso dos confrontos nas redes sociais me entristece. Entre ataques e acusações, enfraquecem-se os laços de amizade e compromete-se o bem-estar de quem participa ou simplesmente acompanha essas querelas. Muitas vezes, uma publicação basta para transformar conhecidos em adversários e antigos amigos em pessoas que já não conseguem conversar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ódio, o rancor, o revanchismo e a intolerância tomam o lugar do diálogo. Em vez da troca de ideias, multiplicam-se rótulos e ofensas. Antes mesmo de compreender o argumento, procura-se identificar o lado de quem fala. Conforme a preferência partidária, tudo se aprova ou tudo se condena. A conversa se torna amarga e ácida, as relações se desgastam e perdem-se amigos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sempre entendi que a divergência pode enriquecer o pensamento. Na advocacia e no magistério, aprendi a ouvir razões contrárias, examinar argumentos e conviver com interpretações distintas. Esse exercício exige disposição para escutar e humildade para admitir que ninguém tem razão em tudo. Quando a ofensa substitui o argumento, essa possibilidade de aprendizado se perde.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não abro mão das minhas convicções nem do direito de expressá-las. Continuarei atento aos acontecimentos e livre para reconhecer acertos, apontar erros e rever posições. Quero fazê-lo, porém, com serenidade e respeito, sem permitir que as paixões políticas comandem meu humor ou determinem o valor das pessoas com quem convivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aos 70 anos, tenho muitos motivos para cuidar melhor do meu tempo. Há a família, os verdadeiros amigos, os ensinamentos que ainda desejo colher, os textos que pretendo escrever e os projetos que quero realizar. Tudo isso merece minha atenção e minha energia. Não vejo sentido em consumir horas preciosas em discussões das quais ninguém sai mais esclarecido, apenas mais irritado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também desejo que minhas manifestações estimulem reflexões e comentários construtivos. A discordância será sempre bem-vinda, desde que acompanhada de respeito. Podemos pensar de maneira diferente e preservar a consideração que temos uns pelos outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A divergência faz parte da vida. A hostilidade não precisa fazer parte das nossas relações. Que as diferenças não nos roubem o afeto, o respeito e a alegria de conviver.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda tenho muito a realizar. E quero fazê-lo em paz.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/4946876603520284627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/que-politica-nao-nos-roube-paz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/4946876603520284627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/4946876603520284627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/que-politica-nao-nos-roube-paz.html' title='Que a política não nos roube a paz '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-5691858361730862603</id><published>2026-10-29T12:06:47.755-03:00</published><updated>2026-10-29T12:06:47.755-03:00</updated><title type='text'>Olhares sobre o Velho Mundo </title><content type='html'>&lt;p&gt;Andei pelo Velho Mundo e trouxe na bagagem algumas impressões que merecem registro neste breve artigo. Viajar também é observar os hábitos alheios e, por meio deles, repensar os nossos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Começo pelos idosos, cuja presença me chamou a atenção nas ruas, nos transportes e nos espaços de convivência. Nos lugares por onde passei, as prioridades e gratuidades não se apresentaram da mesma maneira a que estamos habituados no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma diferença logo se revelou nos aeroportos. A preferência de embarque assegurada aos idosos brasileiros não encontrei nos europeus por onde passei: entrei na fila e aguardei a minha vez, como os demais passageiros. Também observei procedimentos em que passageiros com bagagem de mão embarcavam antes, para facilitar sua acomodação nos compartimentos da aeronave.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Brasília, por exemplo, não paguei passagem no metrô; em Roma e Paris, precisei comprar os bilhetes. São experiências de visitante, que não permitem concluir pela inexistência de benefícios locais. Em Madri, há um abono gratuito para pessoas com 65 anos ou mais, sujeito a cadastramento e requisitos de residência, além de assentos reservados aos idosos no metrô. A idade, portanto, não assegura ao turista as mesmas facilidades disponíveis aos beneficiários locais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para aquelas bandas, vi idosos seguindo a rotina cotidiana, caminhando, utilizando o transporte público e conduzindo a própria vida. A acessibilidade, onde bem resolvida, favorece essa autonomia. Afinal, envelhecer com dignidade exige tanto proteção quanto condições para continuar participando da vida em sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto que me chamou a atenção foi a presença de torneiras públicas com água potável gratuita, em alguns locais até gelada e com opção de água mineral. Banheiros públicos também gratuitos, distribuídos pelas ruas, completavam essa estrutura de serviços à população. Cuidados que atendem às necessidades cotidianas e tornam mais acolhedora a vida de moradores e visitantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tabagismo também me chamou a atenção. Nos lugares por onde passei, o cigarro pareceu mais presente do que no Brasil. Em restaurantes, encontrei pessoas fumando nas áreas externas, mesmo cobertas, com cinzeiros à disposição nas mesas. Nos aeroportos por onde transitei, havia espaços reservados aos fumantes, os chamados fumódromos, que também existiam nos aeroportos brasileiros que frequentei em outros tempos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra impressão marcante: o dinheiro parece ter trocado de roupa. A cédula cede espaço ao cartão, e o cartão, ao celular. Passagens, ingressos, mapas e pagamentos cabem na palma da mão. O telefone tornou-se companheiro de viagem, guia de ruas e intérprete de idiomas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A facilidade, porém, tem seu avesso. Quem não domina essas ferramentas pode encontrar dificuldades até para realizar tarefas simples. A tecnologia encurta caminhos, mas também cria obstáculos quando pressupõe que todos saibam utilizá-la. Nem sempre uma tela substitui satisfatoriamente alguém disposto a orientar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto ao euro, a conversão para o real provoca um susto inicial. Alguns preços, vistos apenas pelo número estampado, lembram os nossos; convertidos, a impressão muda. Comparar o poder de compra exige considerar a renda local, o produto e o serviço. Para o visitante brasileiro, entretanto, a conta chega com o peso do câmbio e recomenda escolhas cuidadosas. Com alguma atenção aos preços e às alternativas, é possível encontrar um equilíbrio entre aproveitar a viagem e respeitar o orçamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também encontrei pessoas em situação de rua e outras pedindo ajuda, embora em número reduzido nos trajetos que percorri. A cena me lembrou Miami, Cairo, Israel e Portugal, por onde também já andei. A prosperidade que encanta o visitante convive com dificuldades que um olhar atento não deixa passar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Voltei pensando no que poderíamos melhorar por aqui e também no que devemos valorizar. Nossas prioridades legais para os idosos representam conquistas importantes, embora ainda precisemos avançar muito nas condições das calçadas, na acessibilidade e no respeito cotidiano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Viajar oferece esse exercício de comparação. Há o que aprender, o que reconhecer e o que questionar, sem transformar o estrangeiro em modelo perfeito nem fazer dos nossos costumes uma medida universal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O melhor da viagem talvez seja isso: voltar para casa com os olhos mais atentos.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/5691858361730862603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/olhares-sobre-o-velho-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/5691858361730862603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/5691858361730862603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/olhares-sobre-o-velho-mundo.html' title='Olhares sobre o Velho Mundo '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-2687967976178932865</id><published>2026-10-28T18:20:26.647-03:00</published><updated>2026-10-28T18:20:26.647-03:00</updated><title type='text'>Pensata </title><content type='html'>&lt;p&gt;Amizade sincera: que jamais encontremos, em nosso círculo de amizades, um inimigo disfarçado.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/2687967976178932865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/pensata_0288409741.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2687967976178932865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2687967976178932865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/pensata_0288409741.html' title='Pensata '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-8837809284809233777</id><published>2026-10-25T18:49:05.391-03:00</published><updated>2026-10-26T08:20:58.621-03:00</updated><title type='text'>Lula versus Bolsonaro </title><content type='html'>&lt;p&gt;Democracia é assim: as divergências se manifestam no debate, mas a escolha se faz nas urnas. Que o presidente eleito governe com responsabilidade e espírito público, respeitando as diferenças e colocando o bem-estar coletivo e a dignidade da pessoa humana acima de interesses pessoais ou partidários. Parabéns ao vencedor! 🎈🍾🎉🎊&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/8837809284809233777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/lula-versus-bolsonaro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/8837809284809233777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/8837809284809233777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/lula-versus-bolsonaro.html' title='Lula versus Bolsonaro '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-1100670222025994737</id><published>2026-10-24T10:47:18.273-03:00</published><updated>2026-10-24T12:05:03.201-03:00</updated><title type='text'>Não nasci para ter ídolo</title><content type='html'>&lt;p&gt;No mundo terreno, não idolatro ninguém, seja político, jogador, cantor, escritor, padre ou pastor. mesmo que reconhecido como o melhor do mundo em sua arte ou ofício. Posso admirar o talento, aplaudir uma realização, apreciar uma obra e reconhecer uma trajetória. Nada disso, porém, me leva a colocar alguém num pedestal ou a lhe entregar a minha capacidade de julgamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sempre me surpreenderam as manifestações de histeria em torno de certas personalidades. Pessoas que se submetem a sacrifícios desmedidos, aceitam humilhações e comprometem recursos de que precisam apenas para se aproximar de um ídolo, vê-lo passar ou conseguir alguns segundos de sua atenção. Confesso que há nisso algo que me parece uma brutal perda de medida. Por mais extraordinário que alguém seja, continuo a enxergá-lo com a naturalidade de quem está diante de outro ser humano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fama não me deslumbra. O sucesso não me intimida. A notoriedade de alguém não lhe assegura a minha reverência. Quem se destaca por suas qualidades merece o reconhecimento correspondente, mas permanece sujeito a erros, contradições e críticas. Ser excepcional em determinada atividade não transforma ninguém em autoridade sobre todos os assuntos, muito menos em exemplo absoluto de conduta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na política, essa disposição de idolatrar me causa especial incômodo. O cidadão que deveria fiscalizar passa a proteger; quem deveria cobrar começa a justificar. A mesma atitude que condena no adversário encontra desculpa quando praticada pelo seu escolhido. Aos poucos, a defesa de ideias cede lugar à devoção a uma pessoa, e até a própria consciência parece precisar de autorização para discordar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não concedo esse privilégio a ninguém. Meu apoio não é procuração em branco, nem minha admiração estabelece compromisso de fidelidade. Posso concordar hoje e discordar amanhã, conforme os fatos e as atitudes. Não me sinto obrigado a defender o indefensável para preservar uma preferência anterior. Reconhecer uma decepção exige mais honestidade do que passar a vida inventando justificativas para ela.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também me incomoda a hostilidade com que alguns reagem à simples crítica a seus ídolos. Uma opinião divergente basta para despertar ofensas, romper amizades e transformar conhecidos em inimigos. Pergunto-me o que se ganha com isso. Que lugar ocupa na vida dessas personalidades quem sacrifica a própria paz para defendê-las? Por que entregar tanto de si a alguém que, muitas vezes, sequer sabe de sua existência?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cada pessoa é livre para expressar o seu entusiasmo. Não pretendo estabelecer a medida da emoção alheia. Mas me reservo o direito de estranhar os excessos, sobretudo quando a admiração compromete a dignidade, sufoca o discernimento ou serve de licença para a intolerância.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fanatismo nunca me contagiou. Costumo dizer que nasci vacinado contra essa moléstia. Não encontro virtude em seguir alguém de olhos fechados, nem tenho vocação para integrar plateias em que o aplauso é obrigatório e a dúvida, uma traição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Prefiro continuar assim: livre para apreciar, reconhecer, aplaudir e, quando necessário, retirar o aplauso. A ninguém entrego o governo da minha consciência. Minha liberdade de pensar não se curva diante de ídolos de pés de barro.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/1100670222025994737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/nao-nasci-para-ter-idolo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/1100670222025994737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/1100670222025994737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/nao-nasci-para-ter-idolo.html' title='Não nasci para ter ídolo'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-3942333992300904934</id><published>2026-10-18T16:01:54.785-03:00</published><updated>2026-10-18T16:01:54.785-03:00</updated><title type='text'>O crachá se perdeu, a memória não </title><content type='html'>&lt;p&gt;Guardei por muitos anos o crachá da minha participação no Congresso de Reconstrução da União Nacional dos Estudantes, realizado em Salvador, em 1979. Com o tempo, acabei perdendo aquele registro. A memória daqueles dias, porém, permaneceu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Integrei a delegação do Pará naquele encontro, em um Brasil ainda submetido à ditadura militar. A reconstrução da UNE fazia parte da mobilização pela recuperação das liberdades democráticas e pela retomada da organização estudantil. Para nós, estar ali significava participar de uma luta que ultrapassava os limites das universidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Viajamos em ônibus fretado. Logo na chegada à Bahia, o veículo foi retido, o que nos obrigou a pedir carona para nos deslocarmos. Entendíamos que a medida pretendia dificultar nossas atividades. Era uma amostra dos obstáculos que enfrentaríamos para participar do congresso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ficamos cerca de três dias em Itapuã, hospedados numa espécie de convento ou casa religiosa. Já não consigo precisar a natureza da instituição, mas guardo a lembrança do lugar que nos acolheu. As reuniões aconteciam no Centro de Convenções de Salvador, onde nos juntávamos a estudantes vindos de diferentes partes do país.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda ressoa na minha memória o canto coletivo de “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber…”. Entoados por tantas vozes, aqueles versos expressavam o que nos levava até ali: o desejo de liberdade e a disposição de participar da construção de um país democrático.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os companheiros da delegação paraense, lembro-me de Alcir Gursen de Miranda, meu colega de turma, de Nicias Ribeiro, de Arnaldo Jordy e de João Batista, posteriormente assassinado em Belém, quando já exercia o mandato de deputado estadual. Recordar esses companheiros é devolver nomes e rostos àquela experiência, que também faz parte da minha história.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tensão daqueles dias deixou uma lembrança particularmente forte: respirei gás lacrimogêneo no espaço de concentração dos estudantes. Na nossa percepção, havia estudantes de direita infiltrados, provocando tumultos para atrair a atenção da polícia. É a esse contexto que associo a intervenção policial e o lançamento do gás. Assim recordo o episódio, com as ressalvas que a passagem do tempo exige quanto aos detalhes e às interpretações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também houve solidariedade. Recebemos o incentivo de Raimundo Jinkings, velho militante comunista e livreiro, que mantinha uma livraria próxima à Praça Batista Campos, em Belém. Seu estímulo merece lugar nesta memória, entre os gestos que fortaleceram nossa disposição de participar daquela jornada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passadas tantas décadas, algumas circunstâncias perderam nitidez. Permaneceram a viagem, o acolhimento em Itapuã, os companheiros, as reuniões, o canto coletivo e o gás lacrimogêneo. São lembranças que ainda me ligam ao jovem estudante que fui e à esperança de liberdade que compartilhávamos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O crachá se perdeu. Escrevo estas linhas para que não se perca também a história que ele representava.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/3942333992300904934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/o-cracha-se-perdeu-memoria-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3942333992300904934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3942333992300904934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/o-cracha-se-perdeu-memoria-nao.html' title='O crachá se perdeu, a memória não '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-8806041925645674547</id><published>2026-10-17T08:43:47.292-03:00</published><updated>2026-10-17T08:43:47.292-03:00</updated><title type='text'>A pobreza da propaganda eleitoral </title><content type='html'>&lt;p&gt;Torço para que o segundo turno termine logo, com a divulgação do resultado da eleição, e cesse essa enxurrada de aleivosias que, sem pedir licença, invade a tela do meu celular. Na televisão, a propaganda eleitoral segue a mesma linha: pouco ou quase nada se aproveita.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O espaço que deveria servir ao debate de propostas é consumido por ataques, insinuações e versões convenientes, como se conquistar o poder justificasse qualquer expediente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais grave é que a campanha passa, mas deixa ressentimentos, compromete amizades e alimenta a intolerância entre pessoas que continuarão a conviver em sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vencer nas urnas não deveria exigir tamanho empobrecimento da convivência e do debate público.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/8806041925645674547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/a-pobreza-da-propaganda-eleitoral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/8806041925645674547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/8806041925645674547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/a-pobreza-da-propaganda-eleitoral.html' title='A pobreza da propaganda eleitoral '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-8688417655257202260</id><published>2026-10-14T06:53:10.128-03:00</published><updated>2026-10-14T07:06:17.760-03:00</updated><title type='text'>O poder não se aposenta?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Se a lei impõe a aposentadoria compulsória aos 75 anos para servidores públicos e magistrados, pergunta-se: é razoável que Lula, que completará 81 anos de idade este mês, pretenda governar o Brasil por mais quatro anos após seu terceiro mandato?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Constituição permite, mas a tolerância jurídica não torna o continuísmo politicamente desejável, tampouco isento de crítica. Respeitadas as opiniões divergentes, a insistência em um quarto mandato, a meu ver, privilegia a permanência pessoal no poder em detrimento da renovação e da alternância.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como não sou simpático a reeleição no executivo, fica o registro.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/8688417655257202260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/o-poder-politico-nao-se-aposenta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/8688417655257202260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/8688417655257202260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/o-poder-politico-nao-se-aposenta.html' title='O poder não se aposenta?'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-2820532014863621085</id><published>2026-10-11T20:48:07.025-03:00</published><updated>2026-10-11T20:48:07.025-03:00</updated><title type='text'>A virada vinha da urna</title><content type='html'>&lt;p&gt;Há lembranças da política que o tempo não apaga. Uma delas é a trajetória de Ronaldo Campos nas apurações eleitorais, quando os resultados chegavam aos poucos e eram acompanhados pelos boletins do Tribunal Regional Eleitoral, divulgados pelas emissoras de rádio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nas etapas iniciais da apuração, seu nome figurava entre os últimos colocados na lista dos prováveis eleitos. Quem olhasse apenas aqueles resultados parciais poderia imaginar que a eleição estava perdida. Mas faltava computar os votos de Santarém.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando eles chegavam, o quadro mudava. Ronaldo Campos disparava, avançava na classificação e passava a integrar o rol dos eleitos. Assim aconteceu três vezes: duas para deputado estadual e uma para deputado federal, antes de se tornar prefeito. A virada nas urnas vinha de Santarém.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A repetição desse resultado expressava a força tupiniquim de um vínculo político. Era o voto de uma população que conhecia o candidato e lhe confiava a responsabilidade de representá-la para além dos limites do município. Santarém fazia sua voz chegar à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ronaldo Campos foi um político destemido. Sua trajetória passou pela Câmara Municipal de Santarém, pela Assembleia Legislativa do Pará, pela Câmara dos Deputados e pela Prefeitura de Santarém. Como prefeito, foi mentor e executor do bairro da Nova República, iniciativa que marcou sua atuação na cidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recordar aquelas apurações é também revisitar uma época em que o rádio tinha papel central na vida política. Os boletins alimentavam expectativas, suscitavam dúvidas e mantinham os eleitores atentos à chegada de novos resultados. Para quem acompanhava Ronaldo Campos, os votos de Santarém eram aguardados com especial interesse: podiam mudar, como mudaram, o destino da eleição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com seu filho JK, embora em outra época, a força eleitoral de Santarém voltou a se fazer sentir: dos quase setenta mil votos conquistados, mais de cinquenta mil vieram de nossa terra. Em gerações distintas, pai e filho encontraram no eleitorado santareno a base decisiva de suas conquistas nas urnas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Escrevo como quem guarda uma lembrança, um fragmento da memória política de nossa terra. As três viradas de Ronaldo Campos e a expressiva votação de JK merecem registro porque revelam a importância de Santarém na trajetória de ambos e na escolha dos representantes do Pará.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos primeiros boletins, a expectativa; com a chegada dos votos de Santarém, a confirmação da vitória. Décadas depois, a votação de JK reafirmaria essa força. Era o voto de nossa gente escrevendo mais uma página da história.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/2820532014863621085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/a-virada-vinha-da-urna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2820532014863621085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2820532014863621085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/a-virada-vinha-da-urna.html' title='A virada vinha da urna'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-2038878681412874594</id><published>2026-10-05T06:35:26.957-03:00</published><updated>2026-10-05T06:35:26.958-03:00</updated><title type='text'> JK: DUAS LETRAS, UM NOME, UMA HISTÓRIA</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRRkbEDZT5FelpjaqOl2S2PXem0B3EAaGZXNW7C2QpVe_8XF2P-k0F-IBSQkeeFSdwxHzIX-Zd_xAuXsjPNrqxrFeOknWunlIBa4f64Q3AdyJ_Fd_MsQQMuhqg1G0Vu4J0DDh37ABgvuxR3DtizMFKff9WBN5PFf_KPF7HVH8xVnLQ36oz3R3gzgRNWF-r/s640/474cd8d9-e035-467e-ba47-12e34cc4ea3b.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;480&quot; data-original-width=&quot;640&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRRkbEDZT5FelpjaqOl2S2PXem0B3EAaGZXNW7C2QpVe_8XF2P-k0F-IBSQkeeFSdwxHzIX-Zd_xAuXsjPNrqxrFeOknWunlIBa4f64Q3AdyJ_Fd_MsQQMuhqg1G0Vu4J0DDh37ABgvuxR3DtizMFKff9WBN5PFf_KPF7HVH8xVnLQ36oz3R3gzgRNWF-r/s320/474cd8d9-e035-467e-ba47-12e34cc4ea3b.jpeg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Embora nunca lhe tenha dito, creio que Juscelino Kubitschek Campos de Souza, o nosso JK, seja um predestinado. Ao vê-lo conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Pará, com quase 70 mil votos, volto à história de seu nome e à memória de seus pais, Ronaldo e Rosilda Campos, minha saudosa irmã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Admiradores do presidente que construiu Brasília, eles deram ao filho o nome de Juscelino Kubitschek e escolheram o estadista para ser seu padrinho. JK nasceu em 1975. O ex-presidente faleceu em 1976, antes que o batizado pudesse acontecer. Ficou o nome, expressão de uma admiração que atravessaria gerações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Sarah Kubitschek, viúva do ex-presidente, veio a Belém conhecer o menino que levava o nome de seu marido. Na ocasião, Ronaldo Campos exercia o mandato de deputado estadual. A fotografia de JK ao lado de Sarah guarda esse encontro e um capítulo singular de nossa memória familiar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Meu cunhado Ronaldo Campos foi um político destemido. Atuou por várias legislaturas na Câmara de Santarém, exerceu dois mandatos de deputado estadual, foi deputado federal e prefeito de nossa cidade. Entre suas realizações, destaca-se a criação do bairro da Nova República, do qual foi mentor e executor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Rosilda, por sua vez, deixou uma lembrança marcada pela competência, pela religiosidade e pela bondade. A Folha de S.Paulo homenageou-a em seu obituário sob o título “A Primeira-Dama Social”. Em Santarém, a unidade municipal de educação infantil do Maracanã que leva seu nome perpetua o reconhecimento aos serviços que prestou à população, especialmente às crianças e às pessoas idosas. Sua atuação esteve ligada à construção das primeiras creches e da Casa dos Idosos de nossa cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Foi nesse ambiente de vida pública e dedicação social que JK cresceu. Eleito vereador, projetou-se na política santarena e enfrentou a disputa pela Prefeitura. Agora, a expressiva votação que o leva à Assembleia Legislativa abre uma nova etapa de sua trajetória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Quase 70 mil votos representam confiança e responsabilidade. Caberá a JK honrar essa escolha com trabalho, independência e compromisso na defesa de direitos e interesses da população paraense, com especial atenção ao oeste do Pará. Santarém, a nossa Pérola do Tapajós, precisa de representantes que conheçam suas necessidades e tenham disposição para enfrentá-las.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Seu nome nasceu de uma homenagem. Que sua atuação escreva uma história à altura da confiança recebida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/2038878681412874594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/jk-duas-letras-um-nome-uma-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2038878681412874594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2038878681412874594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/jk-duas-letras-um-nome-uma-historia.html' title=' JK: DUAS LETRAS, UM NOME, UMA HISTÓRIA'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRRkbEDZT5FelpjaqOl2S2PXem0B3EAaGZXNW7C2QpVe_8XF2P-k0F-IBSQkeeFSdwxHzIX-Zd_xAuXsjPNrqxrFeOknWunlIBa4f64Q3AdyJ_Fd_MsQQMuhqg1G0Vu4J0DDh37ABgvuxR3DtizMFKff9WBN5PFf_KPF7HVH8xVnLQ36oz3R3gzgRNWF-r/s72-c/474cd8d9-e035-467e-ba47-12e34cc4ea3b.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-7172753756976157465</id><published>2026-10-05T04:16:43.235-03:00</published><updated>2026-10-05T04:56:28.493-03:00</updated><title type='text'>JK na Assembleia Lagislativa</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;🎊🍾🎈🎉&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parabéns, Juscelino Kubistchek Campos de Souza (JK), eleito com quase 70 mil votos, pela gloriosa conquista! Agora é preparar-se para assumir sua cadeira na Assembleia Legislativa e mostrar o valor de um santareno na defesa de direitos e interesses da população paraense, com especial atenção ao oeste do Pará.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/7172753756976157465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/jk-na-assembleia-lagislativa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/7172753756976157465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/7172753756976157465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/jk-na-assembleia-lagislativa.html' title='JK na Assembleia Lagislativa'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-6606128111410171531</id><published>2026-10-04T13:42:16.468-03:00</published><updated>2026-10-04T13:42:16.469-03:00</updated><title type='text'>Pensata</title><content type='html'>&lt;p&gt;O poder público precisa valorizar e apoiar os institutos que preservam a cultura, a história e a memória do povo tapajônico. Conhecer o passado é essencial para compreender o presente, evitar a repetição de erros e construir um futuro promissor.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/6606128111410171531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/pensata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/6606128111410171531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/6606128111410171531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/pensata.html' title='Pensata'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-1707416510817401122</id><published>2026-10-03T11:33:40.632-03:00</published><updated>2026-10-03T11:33:40.633-03:00</updated><title type='text'>Vamos polir a Pérola do Tapajós</title><content type='html'>&lt;p&gt;A natureza foi generosa com Santarém. Deu-lhe rios majestosos, praias encantadoras e a beleza singular do encontro das águas. Deu-lhe também uma paisagem que se entrelaça com a história, a cultura e a memória afetiva de seu povo. Mas a dádiva natural, por si só, não assegura uma cidade bem cuidada, organizada e aprazível. Essa parte depende de nós e, sobretudo, de quem tem a responsabilidade de governar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um prefeito de vanguarda deveria escolher para conduzir a Secretaria de Infraestrutura alguém cuja principal credencial fosse a competência. Um profissional sábio, tecnicamente preparado, sensível às necessidades da população e com visão de mundo. Alguém capaz de trabalhar o presente com a lente do futuro, compreendendo que cada intervenção urbana deixa consequências que ultrapassam o mandato de quem a realiza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A escolha não deveria ser determinada pela coloração partidária, pelas conveniências eleitorais ou pela necessidade de acomodar aliados. A infraestrutura de uma cidade exige conhecimento, planejamento e continuidade. Santarém dispõe de profissionais qualificados. É preciso identificá-los, ouvi-los e dar-lhes condições de trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também é necessário compreender que infraestrutura vai muito além de asfaltar ruas. Envolve drenagem, saneamento, mobilidade, acessibilidade, arborização, iluminação e conservação dos espaços públicos. Uma obra precisa dialogar com as demais e integrar um projeto inteligente de cidade. Sem essa visão, corre-se o risco de executar intervenções isoladas, refazer serviços e consumir recursos sem resolver a origem dos problemas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma cidade aprazível se revela na experiência cotidiana de seus habitantes: na calçada por onde se pode caminhar com segurança; na sombra que ameniza o calor; na praça que convida ao encontro; na rua que permite o deslocamento de uma pessoa com deficiência; no espaço público em que crianças e idosos encontram acolhimento. A beleza urbana tem uma dimensão prática: torna a vida melhor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há boas ideias espalhadas pelas cidades do mundo. Conhecê-las e adaptá-las é sinal de inteligência administrativa. Podemos aprender com soluções de mobilidade, recuperação de áreas degradadas, valorização das margens dos rios e criação de espaços de convivência. Mas toda inspiração precisa passar pelo crivo de nossa realidade: o clima amazônico, o regime das águas, as condições do solo, os recursos disponíveis e os hábitos da população.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Santarém pode aprender com outras cidades sem perder os próprios traços. Sua relação com os rios, sua cultura tapajônica, seus lugares de memória e suas formas de convivência devem orientar as transformações. Modernizar exige discernimento para reconhecer o que precisa mudar e o que merece permanecer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse esforço, a escuta da população é indispensável. Quem mora num bairro conhece os pontos de alagamento, os caminhos difíceis, os espaços abandonados e as necessidades que nem sempre aparecem nos projetos de gabinete. O conhecimento técnico ganha precisão quando se encontra com a experiência de quem vive a cidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma administração com visão de futuro estabelece prioridades, apresenta projetos, explica escolhas e cuida da manutenção. Planeja para além do calendário eleitoral. Entende que a qualidade de uma obra se mede por sua utilidade, sua durabilidade e pelo benefício que entrega à população ao longo dos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Santarém merece esse cuidado. Seu potencial paisagístico precisa encontrar correspondência no tratamento de suas ruas, praças, bairros e espaços de convivência. A cidade deve ser acolhedora para quem a visita e, acima de tudo, digna e agradável para quem nela vive.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Pérola do Tapajós precisa de polimento para luzir à altura de sua beleza e de sua história. A natureza fez a sua parte. Cabe às autoridades dar o toque que lhes compete: planejamento, competência e zelo pelo patrimônio que pertence a todos.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/1707416510817401122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/vamos-polir-perola-do-tapajos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/1707416510817401122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/1707416510817401122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/10/vamos-polir-perola-do-tapajos.html' title='Vamos polir a Pérola do Tapajós'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-3506648888517772264</id><published>2026-09-29T12:30:45.176-03:00</published><updated>2026-09-29T12:30:45.176-03:00</updated><title type='text'>Encontro das águas </title><content type='html'>&lt;p&gt;Em Santarém, o verão se anuncia de muitas maneiras. As chuvas se tornam escassas, os rios perdem volume e as praias, escondidas durante meses, reaparecem pouco a pouco, renovadas. Para quem nasceu e viveu junto a esse cenário, há ainda outro sinal da estação: o fenômeno do encontro das águas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Costumamos admirar a linha visível que separa o azul-esverdeado do Tapajós do tom barrento do Amazonas. Os dois rios seguem lado a lado, cada qual conservando sua cor por algum tempo, até que as águas se misturem rumo ao mar. Mas essa linha não permanece no mesmo lugar. No verão, o movimento se repete diariamente: chega a hora em que o Amazonas avança, empurra as águas do Tapajós e se aproxima das praias. Onde antes predominava o azul-esverdeado, passa a predominar o barrento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parece que os rios trocam de lugar na hora certa. O Tapajós, rio dos nossos banhos de infância, cede espaço por algumas horas. O Amazonas, imenso e caudaloso, toma seu lugar: um verdadeiro esbulho possessório entre rios. Mais tarde, as águas voltam a se rearranjar, como fazem desde muito antes de existirmos para contemplá-las.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ribeirinho conhece bem esse movimento e sabe quando esperá-lo. Observa a coloração, acompanha a correnteza e, quando percebe o avanço do Amazonas, lança a tarrafa ou estende a malhadeira. Na faixa em que as águas se encontram, a pesca costuma ser farta. Há quem veja apenas dois rios de cores distintas; o pescador enxerga também a oportunidade de levar alimento para casa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Guardo lembranças desse cenário: os banhos no Tapajós límpido, os jogos nas praias que o verão devolvia a Santarém, as redes estendidas e as piracaias que reuniam amigos, violão e conversa ao cair da tarde. Era uma vida simples, cheia de prazer e liberdade. Talvez por isso o encontro dos rios nunca tenha sido, para mim, apenas uma paisagem bonita.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos os dias, no tempo certo das águas, o Amazonas avança e modifica a feição da frente de Santarém. Depois recua, e o Tapajós volta a ocupar o espaço que ornamenta a cidade. Nós, que vivemos às margens dos dois rios, aprendemos a reconhecer esse ciclo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os mocorongos, como eu, sabem bem do que falo.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/3506648888517772264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/encontro-das-aguas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3506648888517772264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3506648888517772264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/encontro-das-aguas.html' title='Encontro das águas '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-2542862410000264045</id><published>2026-09-23T07:08:12.560-03:00</published><updated>2026-09-23T07:08:12.560-03:00</updated><title type='text'>Não era um Banco. Era um Tamborete. Quebrou </title><content type='html'>&lt;p&gt;Por José Ronaldo Dias Campos*&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ironia do título não diminui a gravidade do caso. Ao contrário, ajuda a traduzir a fragilidade de uma instituição que aparentava solidez, movimentava cifras bilionárias e mantinha relações com personagens influentes, mas acabou desmoronando e expondo uma realidade inquietante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se as investigações forem conduzidas com independência, profundidade e sem seletividade, o país poderá conhecer uma rede de relações muito mais ampla do que inicialmente se imaginava. A cada novo episódio envolvendo o Banco Master, surgem personagens influentes, contratos milionários e conexões com integrantes dos mais altos círculos do poder político, econômico e institucional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aludido banco, que na linguagem cabocla eu reduziria à condição de tamborete, parecia sustentar sua expansão não apenas em operações financeiras cercadas de dúvidas, mas também na construção de uma extensa teia de influência. Daniel Vorcaro buscava cercar-se de pessoas poderosas, abrir portas e transitar com desenvoltura em ambientes normalmente inacessíveis ao cidadão comum.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A lista de nomes cresce continuamente. Alguns eram considerados intocáveis; outros, até então, estavam acima de qualquer suspeita. É indispensável registrar, contudo, que a simples existência de vínculos profissionais, políticos ou sociais não comprova a prática de crime. Caberá às investigações distinguir relações legítimas de eventuais pagamentos indevidos, favorecimentos ou atos de corrupção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os valores divulgados impressionam. Contratos, remunerações e negócios alcançaram cifras estratosféricas, incompatíveis, em alguns casos, com aquilo que ordinariamente se pratica no mercado. Tudo parecia ter um preço, e o banqueiro aparentava dispor de recursos suficientes para pagá-lo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas de onde vinha tanto dinheiro? Quem financiava essa prodigalidade? Qual era a origem dos recursos que sustentavam negócios, contratos e relações tão dispendiosas? Como esse sistema conseguiu funcionar por tanto tempo sem provocar uma reação efetiva dos órgãos de fiscalização e controle?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O maior desafio, agora, será garantir uma apuração verdadeiramente independente. A eventual presença de autoridades, agentes políticos, magistrados ou pessoas próximas aos centros de poder exige ainda mais transparência. O Judiciário terá a necessária isenção para investigar, processar e julgar os responsáveis? As instituições conseguirão agir sem poupar aliados, selecionar investigados ou proteger personagens influentes?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não se pode condenar ninguém por antecipação. Tampouco se pode permitir que o peso dos nomes envolvidos impeça o esclarecimento dos fatos. O devido processo legal não é sinônimo de impunidade. É justamente o instrumento que permite investigar com rigor, separar suspeitas de provas e responsabilizar aqueles cuja participação venha a ser demonstrada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O caso ultrapassa os limites de uma instituição financeira. O que está em jogo é a credibilidade dos mecanismos de fiscalização, do sistema de Justiça e da própria República. Quando o poder econômico consegue circular sem controle pelos corredores do Estado, instala-se a suspeita de que as instituições deixaram de servir ao interesse público para atender aos interesses de poucos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A República está fragilizada e sob suspeita. Recuperar sua credibilidade dependerá de uma investigação completa, imparcial e transparente, sem blindagens, sem privilégios e sem intocáveis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A esta altura, diante de tão sombria lista, talvez a pergunta já não seja quem Vorcaro comprou, mas quem ele não comprou.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/2542862410000264045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/nao-era-um-banco-era-um-tamborete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2542862410000264045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2542862410000264045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/nao-era-um-banco-era-um-tamborete.html' title='Não era um Banco. Era um Tamborete. Quebrou '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-3657372209281450086</id><published>2026-09-17T14:25:59.915-03:00</published><updated>2026-09-17T15:04:49.414-03:00</updated><title type='text'>Quando o Supremo se Apequena </title><content type='html'>&lt;p&gt;Por José Ronaldo Dias Campos *&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que se viu na sessão de julgamento do Supremo Tribunal Federal foi um espetáculo incompatível com a dignidade da mais alta Corte de Justiça do país. Faltaram serenidade, equilíbrio e, sobretudo, urbanidade no trato entre os ministros. Agressões verbais permearam os debates, conduzidos, em diversos momentos, em tom belicoso, como se adversários estivessem em uma arena, e não magistrados reunidos para decidir uma questão de elevada importância institucional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;À medida que a sessão avançava, os ânimos se exaltavam, e os argumentos jurídicos cediam espaço às acusações pessoais. Da metade para o final dos trabalhos, o presidente da Corte fraquejou na condução do julgamento e pareceu perder as rédeas do colegiado. O pedido de vista, formulado somente após a prolação do voto, apenas transferiu para outro momento um desfecho que aquele ambiente já não permitia alcançar com a necessária serenidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi deprimente o espetáculo a que assistimos. O bom Direito passou longe da cúpula da jurisdição nacional. Em vez de um debate técnico, impessoal e comprometido com a Constituição, prevaleceu a impressão de que interesses pessoais, corporativos e de grupos falavam mais alto do que a busca pela justiça, finalidade maior de todo processo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em meio àquele ambiente de hostilidade, o ministro Gilmar Mendes afirmou que “até a máfia tem ética”. Trata-se de um equívoco conceitual. A ética, compreendida em seu sentido normativo, como reflexão e prática orientadas por valores morais, está relacionada ao bem, ao justo e ao correto. Não se confunde com regras de conveniência, pactos de silêncio ou códigos de lealdade existentes entre integrantes de organizações criminosas. A máfia pode ter disciplina interna e “normas” próprias de comportamento, mas isso não representa ética no sentido legítimo da palavra. Onde imperam o crime, a violência e o mal, não há virtude ética a ser reconhecida, ainda que em sentido metafórico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ministra Cármen Lúcia, ao votar, traduziu o sentimento de muitos brasileiros. Ao manifestar profunda consternação e tristeza e reconhecer o mal-estar cívico provocado pelo próprio Supremo, admitiu que a Corte se afastara da compostura e da grandeza exigidas de uma instituição dessa dimensão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também causou perplexidade o tratamento dispensado aos institutos do impedimento e da suspeição. Não se trata de meros detalhes processuais, mas de garantias indispensáveis à imparcialidade do julgador e à legitimidade da decisão. Em vez do enfrentamento objetivo da questão, assistiu-se a longas divagações, algumas aparentemente destinadas mais a impressionar os telespectadores e a justificar posições previamente assumidas do que a esclarecer a controvérsia jurídica. Quanto mais se discursava sobre imparcialidade, mais se tornava perceptível o comprometimento da necessária isenção. A Corte estava dividida!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A autoridade de um tribunal não decorre apenas do poder de suas decisões. Nasce, sobretudo, da confiança que inspira, da sobriedade de seus membros e da coerência entre aquilo que exige da sociedade e o comportamento que adota dentro de seu próprio plenário. Quando os julgadores abandonam a contenção, personalizam o debate e transformam divergências jurídicas em confrontos pessoais, não diminuem apenas a si mesmos: enfraquecem a instituição que representam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aquela sessão escreveu uma página deplorável na história do Supremo Tribunal Federal. Não será possível apagá-la de seus anais como se nunca tivesse existido. Será possível, contudo, reconhecer os erros, corrigir os rumos e impedir que episódios semelhantes se repitam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Supremo precisa compreender que nenhuma Corte permanece verdadeiramente suprema quando perde a serenidade, compromete a imparcialidade e abala a confiança do povo em nome do qual exerce a jurisdição. Quando o Supremo se apequena, não são apenas os seus ministros que perdem grandeza: é a própria Justiça que se enfraquece diante da sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só nos resta, agora, aguardar os próximos capítulos desse imbróglio, na esperança de que a Corte reencontre a serenidade e a estatura institucional que o Brasil dela espera.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/3657372209281450086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/quando-o-supremo-se-apequena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3657372209281450086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3657372209281450086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/quando-o-supremo-se-apequena.html' title='Quando o Supremo se Apequena '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-5294014112897995984</id><published>2026-09-15T20:55:10.353-03:00</published><updated>2026-09-16T09:23:01.947-03:00</updated><title type='text'>O Ministro Alexandre de Moraes Poderia Votar?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Creio que não. Salvo melhor juízo, ele deveria ter-se declarado impedido ou, no mínimo, suspeito, como recomendam o bom senso e as norma de regência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora formalmente se tratasse de uma questão de ordem relativa à reunião dos procedimentos, sob alegação de conexão ou continência, a decisão incidia diretamente sobre o caso no qual ele próprio figurava como principal interessado. Seu voto contribuiu para o empate de 4 a 4. Se não tivesse votado, a proposta que lhe interessava teria sido derrotada por 4 a 3.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aplica-se ao caso o princípio básico “nemo iudex in causa sua”: ninguém pode ser juiz da própria causa. O Código de Processo Penal reforça essa garantia ao impedir a atuação do juiz quando ele próprio for parte ou estiver diretamente interessado no feito, conforme dispõe o art. 252, IV.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Código de Processo Civil segue a mesma orientação. O art. 144, IV, prevê o impedimento quando o próprio juiz, seu cônjuge, companheiro ou parente for parte no processo; e o art. 145, IV, considera suspeito o magistrado interessado no julgamento em favor de qualquer das partes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A imparcialidade, convém frisar, não deve apenas existir; precisa também ser percebida pela sociedade. Quando alguém participa do julgamento de uma questão que interfere diretamente em sua própria situação, fica inevitavelmente comprometida a confiança na decisão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O voto de Moraes pode até ter sido tolerado pelo Tribunal, mas, sob a ótica da prudência, da imparcialidade e da preservação da credibilidade institucional, o melhor caminho teria sido a abstenção. Afinal, ninguém pode ser juiz da própria causa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto ao pedido de vista formulado por Flávio Dino depois de já ter proferido seu voto, embora regimentalmente possível, o expediente causa estranheza. Mantida a posição por ele manifestada, o julgamento permaneceria empatado em 4 a 4, podendo o impasse ser resolvido, em tese, pelo voto de qualidade do presidente da Corte, caso não haja regra específica em sentido diverso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como Dino já havia externado seu convencimento, o pedido de vista dificilmente se justificaria pela necessidade de examinar melhor a matéria antes de votar. Na prática, suspendeu a proclamação do resultado e adiou a solução do empate, assumindo caráter aparentemente protelatório.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só nos resta, agora, esperar as cenas dos próximos capítulos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/5294014112897995984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/o-ministro-alexandre-de-moraes-poderia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/5294014112897995984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/5294014112897995984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/o-ministro-alexandre-de-moraes-poderia.html' title='O Ministro Alexandre de Moraes Poderia Votar?'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-7821802198916183535</id><published>2026-09-15T09:46:14.862-03:00</published><updated>2026-09-15T09:46:14.862-03:00</updated><title type='text'>No olho do furacão </title><content type='html'>&lt;p&gt;Na sessão de logo mais, no STF, os ministros estarão pisando em ovos. Alguns, certamente apreensivos diante da gravidade das acusações que envolvem seus próprios pares. A sociedade está de olho!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Creio que o Tribunal buscará uma solução intermediária: autorizar a instauração de uma investigação com objeto delimitado ou suspender o julgamento mediante pedido de vista. Afinal, há muita gente importante sob o guarda-chuva do Banco Master. Vorcaro está preso, não está morto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As informações que ele detém e aquelas que ainda poderão surgir talvez alcancem personagens até agora preservados. Por isso, qualquer tentativa de encerrar prematuramente substancial investigação envolvendo membro do Tribunal somente alimentará suspeitas e aprofundará a crise de confiança que já abala a instituição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A República, tão calejada por escândalos e atos de corrupção, poderá enfrentar novas turbulências. Ela verga, mas não quebra. Hoje, o Supremo terá diante de si uma escolha decisiva: resguardar seus integrantes ou preservar, mediante apuração séria, independente e transparente, a credibilidade da própria instituição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vamos esperar para conferir.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/7821802198916183535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/no-olho-do-furacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/7821802198916183535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/7821802198916183535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/no-olho-do-furacao.html' title='No olho do furacão '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-1674166250824926712</id><published>2026-09-12T16:59:45.823-03:00</published><updated>2026-09-12T16:59:45.823-03:00</updated><title type='text'>Processo às avessas </title><content type='html'>&lt;p&gt;Processo vem do latim processus, derivado de procedere: avançar, caminhar, seguir adiante. No Direito, traduz o encadeamento ordenado de atos destinados à justa e efetiva composição da lide.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há situações, porém, em que essa lógica parece invertida. Em vez de a decisão resultar do exame imparcial dos fatos, das provas e dos argumentos apresentados, parte-se de uma conclusão antecipadamente concebida e retrocede-se em busca dos fundamentos capazes de sustentá-la. A interpretação dos fatos e a valoração das provas passam, então, a se acomodar ao resultado desejado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando a conclusão precede o caminho, o processo perde sua direção: deixa de conduzir à decisão e passa a ser utilizado apenas para justificá-la. É o processo às avessas.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/1674166250824926712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/processo-as-avessas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/1674166250824926712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/1674166250824926712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/processo-as-avessas.html' title='Processo às avessas '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-8430367079420751718</id><published>2026-09-10T20:45:02.258-03:00</published><updated>2026-09-14T15:50:00.058-03:00</updated><title type='text'>Nos bastidores do poder</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que estará acontecendo, neste momento, nos bastidores dos Três Poderes? É razoável imaginar emissários em movimento, mediadores buscando aproximações e intensas tratativas em torno de possíveis entendimentos e acordos, tudo na surdina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7LnRGhliYc2wF1LuaN1q7VeGreAB9tBZ9ihJVfljJSQxtbGJz5vRhkmS_JfvHhHxeDPxiuBF3EOb6LFKL_MEJ3CxYURw106-bN9iWgFd1CrpyQPbkGLduYgCOxLp_wwU5H1NsMzOo76WlHDlMrXfLE07W9OL8_wTcFIkMpmWkPUk-hLqxYNZ0eke-Ai91/s895/Conversas.jpg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;757&quot; data-original-width=&quot;895&quot; height=&quot;270&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7LnRGhliYc2wF1LuaN1q7VeGreAB9tBZ9ihJVfljJSQxtbGJz5vRhkmS_JfvHhHxeDPxiuBF3EOb6LFKL_MEJ3CxYURw106-bN9iWgFd1CrpyQPbkGLduYgCOxLp_wwU5H1NsMzOo76WlHDlMrXfLE07W9OL8_wTcFIkMpmWkPUk-hLqxYNZ0eke-Ai91/w320-h270/Conversas.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao povo, porém, resta aguardar os próximos capítulos. Somente quando as conversas forem concluídas e as decisões tomadas é que, provavelmente, será revelado o que de fato ocorreu longe dos olhos da sociedade e quais compromissos foram firmados.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Espera-se, ao menos, que tudo seja comunicado com a transparência exigida pelo regime democrático. Afinal, o povo não é mero espectador: é o legítimo destinatário da informação e a fonte de todo poder.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu continuo duvidando das boas intenções dessa gente.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/8430367079420751718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/nos-bastidores-do-poder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/8430367079420751718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/8430367079420751718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/nos-bastidores-do-poder.html' title='Nos bastidores do poder'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7LnRGhliYc2wF1LuaN1q7VeGreAB9tBZ9ihJVfljJSQxtbGJz5vRhkmS_JfvHhHxeDPxiuBF3EOb6LFKL_MEJ3CxYURw106-bN9iWgFd1CrpyQPbkGLduYgCOxLp_wwU5H1NsMzOo76WlHDlMrXfLE07W9OL8_wTcFIkMpmWkPUk-hLqxYNZ0eke-Ai91/s72-w320-h270-c/Conversas.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-6492024035456218497</id><published>2026-09-10T10:05:55.774-03:00</published><updated>2026-09-10T10:09:08.548-03:00</updated><title type='text'>Crise de confiança institucional </title><content type='html'>&lt;p&gt;A crise que hoje envolve o Supremo Tribunal Federal trouxe à tona um ambiente de tensão institucional, polarização política, conflitos internos e questionamentos públicos sobre relações que, pela sua natureza, precisam ser esclarecidas com absoluta transparência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O caso envolvendo o Banco Master, independentemente das responsabilidades que ainda venham a ser apuradas, acendeu um sinal de alerta. Mais do que episódios isolados, o que preocupa é o sentimento crescente de insegurança institucional e de perda de confiança em órgãos cuja autoridade depende, antes de tudo, da credibilidade de suas decisões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não se trata de generalizar nem de lançar suspeitas indistintamente sobre os integrantes da Corte. Mas é impossível ignorar que divergências entre ministros, decisões de difícil compreensão para a sociedade, conflitos públicos e manifestações pouco compatíveis com a sobriedade esperada de um tribunal constitucional acabam produzindo profundo desgaste na imagem do Judiciário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A independência do magistrado é indispensável. A imparcialidade, mais ainda. Não basta que a decisão seja juridicamente fundamentada; é essencial que o jurisdicionado também possa confiar na isenção de quem julga. Justiça que perde a confiança pública continua sendo Justiça no plano formal, mas enfraquece-se no plano institucional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até a urbanidade, dever elementar em qualquer convivência civilizada e particularmente exigível de magistrados, parece escassear em determinados momentos das sessões de julgamento. Divergir faz parte do processo. O contraditório engrandece os tribunais. O confronto pessoal, a quizila, porém, diminuem a instituição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto isso, o cidadão acompanha tudo, muitas vezes perplexo, e pergunta a quem recorrer. O problema se torna ainda mais delicado quando Executivo, Legislativo e Judiciário aparecem, de uma forma ou de outra, envolvidos nas mesmas controvérsias institucionais. Nessa circunstância, a sensação de ausência de uma autoridade legítima e isenta para dirimir o impasse torna o cenário ainda mais preocupante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez mudanças legislativas sejam necessárias. Talvez seja preciso rever procedimentos, ampliar mecanismos de transparência, aperfeiçoar regras de impedimento e suspeição e fortalecer instrumentos de controle institucional. Mas reformas dessa natureza exigem tempo, enquanto a restauração da confiança não pode esperar indefinidamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O momento reclama serenidade, autocontenção, transparência e respeito às instituições. Nenhum Poder da República pode se considerar imune à crítica ou dispensado de prestar contas à sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Resta acompanhar os próximos capítulos. O que o Brasil precisa, contudo, não é de mais um episódio de uma interminável crise institucional, mas de um desfecho capaz de devolver ao Direito previsibilidade, à Justiça credibilidade e ao cidadão a confiança de que ninguém está acima da lei, da norma e da constituição.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/6492024035456218497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/crise-de-confianca-institucional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/6492024035456218497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/6492024035456218497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/crise-de-confianca-institucional.html' title='Crise de confiança institucional '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-7662831271510959051</id><published>2026-09-09T09:47:25.102-03:00</published><updated>2026-09-09T09:47:25.102-03:00</updated><title type='text'>Torre de Babel </title><content type='html'>&lt;p&gt;O Supremo Tribunal Federal virou uma Torre de Babel. Cada voz parece falar língua diferente. Ninguém se entende. O povo, menos ainda.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/7662831271510959051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/torre-de-babel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/7662831271510959051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/7662831271510959051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/torre-de-babel.html' title='Torre de Babel '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-2115018957315254816</id><published>2026-09-07T21:34:03.909-03:00</published><updated>2026-09-07T21:37:43.724-03:00</updated><title type='text'>O POVO TAMBÉM JULGA</title><content type='html'>&lt;p&gt;Os ministros do Supremo, a cada decisão, erguem, pouco a pouco, o monumento pelo qual serão lembrados. Um dia deixarão compulsoriamente a Corte e voltarão às ruas. Então, já sem a força do cargo, restará o julgamento da história: respeito ou repulsa, aplauso ou vaia. Afinal, o povo é o juiz dos juízes.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/2115018957315254816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/o-povo-tambem-julga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2115018957315254816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/2115018957315254816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/o-povo-tambem-julga.html' title='O POVO TAMBÉM JULGA'/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-3845563466031336508</id><published>2026-09-07T10:53:02.463-03:00</published><updated>2026-09-08T09:43:35.457-03:00</updated><title type='text'>Garapeira Ypiranga completa 104 anos de adocicada memória </title><content type='html'>&lt;p&gt;GARAPEIRA YPIRANGA: PATRIMÔNIO CULTURAL SECULAR COMPLETA 104 ANOS&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEirjNA1TSxeXP8mDL4vlcR7TJ_aNB6jkrjfIN9wW4lyE1vqPSKgTmqN7bcjWTBfMSjIDGVohDz8thsfqR_flbEJNc8-LfQE_zie0EZUh8ax-g9e9isRt9cZi9mrn0TYYlJKm96_zhfGRgg8HLruYZiSH5iIaJeexfbf1ujYgJQWvRhigrv2plN_sEzxceuj&quot; /&gt;Há lugares que não são apenas construções: são capítulos vivos da nossa própria história. A Garapeira Ypiranga é um deles. Erguida em 1922 por iniciativa privada, com expressa autorização da Intendência Municipal de Santarém, em plena celebração do Centenário da Independência do Brasil, ela carrega no próprio nome — Ypiranga — a marca de um país que buscava afirmar sua identidade e projetar o seu futuro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Garapeira não é apenas um prédio; é memória. Um pequeno pedaço da cidade que atravessou mais de um século, acompanhando transformações, testemunhando alegrias, acolhendo histórias e guardando silêncios. É patrimônio cultural material e imaterial; é afeto, convivência e tradição. É Santarém em uma de suas expressões mais autênticas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dizem que, ali, sob a batuta da família Herbert Farias — leia-se Cacheado —, guardiã da receita dos pastéis e da garapa que adoçaram gerações, desfilaram autoridades, artistas, jornalistas, professores e gente de toda parte. Presidentes da República já beberam garapa naquele balcão. E o cidadão simples, aquele que constrói diariamente a cidade, bebia ao lado deles. Porque a Garapeira sempre foi isso: um espaço democrático, onde a vida se encontra com a história sem pedir licença.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Município de Santarém e o Estado do Pará reconheceram oficialmente sua importância cultural. Não foi por acaso. Ali pulsa uma parte profunda da identidade tapajônica. Ali mora um microcosmo do que Santarém tem de mais seu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E é por isso que causou perplexidade a ideia — tão inoportuna quanto desrespeitosa — de submeter a Garapeira Ypiranga a uma licitação. Um patrimônio secular não se licita: protege-se. Não se entrega ao acaso da burocracia: preserva-se. Não se trata como simples ponto comercial: cuida-se como bem de todos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Agenda 2030 da ONU, firmada em 2015 por 193 países, entre eles o Brasil, é clara quanto à necessidade de proteção do patrimônio cultural. A Constituição Federal, em seus artigos 215 e 216, igualmente consagra esse compromisso. A Garapeira atravessou governos, regimes, constituições — 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988 — e crises sem perder sua alma. Só isso já deveria bastar para assegurar-lhe respeito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cuidar da Garapeira Ypiranga é um gesto de responsabilidade para com a cidade que fomos, que somos e que deixaremos às futuras gerações. É reconhecer que memória também é infraestrutura; que cultura também é patrimônio; que história também é direito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda bem que o bom senso — esse velho conselheiro que jamais deveria ser aposentado — prevaleceu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Garapeira Ypiranga eternizou-se também no Direito: agora, por decisão judicial transitada em julgado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parabéns à Dalila e à família Cacheado, guardiãs de uma tradição que já não pertence apenas a uma família, mas à própria história de Santarém. 🎊🎉🍾🎈&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/3845563466031336508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/garapeira-ypiranga-completa-104-anos-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3845563466031336508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3845563466031336508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/garapeira-ypiranga-completa-104-anos-de.html' title='Garapeira Ypiranga completa 104 anos de adocicada memória '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEirjNA1TSxeXP8mDL4vlcR7TJ_aNB6jkrjfIN9wW4lyE1vqPSKgTmqN7bcjWTBfMSjIDGVohDz8thsfqR_flbEJNc8-LfQE_zie0EZUh8ax-g9e9isRt9cZi9mrn0TYYlJKm96_zhfGRgg8HLruYZiSH5iIaJeexfbf1ujYgJQWvRhigrv2plN_sEzxceuj=s72-c" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7802508589030567115.post-3357222745979446529</id><published>2026-09-05T16:54:53.708-03:00</published><updated>2026-09-05T16:54:53.708-03:00</updated><title type='text'>O passado construía para o presente e para o futuro </title><content type='html'>&lt;p&gt;As grandes obras do passado ainda hoje despertam admiração. Algumas são monumentais, verdadeiros testemunhos da capacidade humana de conceber e construir muito além das limitações técnicas de seu tempo. Há edificações seculares e até milenares, como as pirâmides do Egito, que atravessaram gerações e continuam a desafiar o tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Santarém, guardadas, naturalmente, as devidas proporções, também encontramos exemplos dessa concepção de construir com os olhos voltados para o futuro. Basta lembrar o Colégio Santa Clara, o Colégio Dom Amando, o Seminário São Pio X, a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Solar do Barão e o atual Centro Cultural João Fona, antiga sede da Prefeitura Municipal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;São edifícios que não foram concebidos apenas para atender às necessidades imediatas de uma geração. Muitos ocuparam terrenos amplos, receberam sucessivas ampliações e foram pensados para servir durante décadas, quando não por séculos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Colégio Santa Clara, fundado em 1913, nasceu de uma iniciativa religiosa e assistencial, e sua construção contou com recursos provenientes da Alemanha, o apoio das missões franciscanas e de benfeitores santarenos. O Colégio Dom Amando, por sua vez, foi fundado em 1943 nas instalações do antigo Hospital São José, desativado no ano anterior, e posteriormente teve sua estrutura ampliada para acompanhar o crescimento da instituição. O Seminário São Pio X, outro marco da educação santarena, foi solenemente inaugurado em 25 de fevereiro de 1962.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Catedral de Nossa Senhora da Conceição é expressão ainda mais remota dessa permanência histórica. A construção do templo teve início em 1761 e se estendeu por mais de meio século, até sua inauguração, em 1819. O Solar do Barão, por sua vez, remonta ao século XIX e permanece como um dos mais expressivos exemplares da arquitetura histórica santarena.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro testemunho eloquente é o atual Centro Cultural João Fona. Sua construção teve início em 1853, foi concluída em 1867 e inaugurada no ano seguinte. Ao longo de sua história, o imponente edifício abrigou importantes instituições públicas, entre elas a Intendência Municipal, a Prefeitura, a Câmara Municipal, o Fórum e a cadeia pública. Em 1991, passou a denominar-se Centro Cultural João Fona, ganhando nova destinação sem perder sua presença marcante na paisagem e na memória de Santarém.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também o casarão da família Campos, em Aveiro, edificado por meu avô nas últimas décadas do século XIX, continua imponente às margens do rio Tapajós, como testemunho de uma época em que se construía para resistir ao tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há nesses exemplos uma característica que merece reflexão. Muitas dessas obras nasceram da iniciativa da Igreja, de congregações religiosas, de particulares e de benfeitores, frequentemente movidos por finalidades educacionais, religiosas, assistenciais ou comunitárias. Outras, como o edifício que hoje abriga o Centro Cultural João Fona, resultaram da iniciativa do poder público. Em ambos os casos, havia algo em comum: construía-se não apenas para satisfazer uma necessidade momentânea, mas para servir, consolidar instituições e permanecer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez esteja aí uma diferença importante entre aquela visão e parte da mentalidade contemporânea. Outrora, planejava-se mais frequentemente pensando na posteridade. Reservavam-se espaços generosos, erguiam-se estruturas destinadas a crescer e procurava-se antecipar necessidades que somente as gerações seguintes experimentariam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, quando os terrenos urbanos se tornam cada vez mais valorizados e muitos projetos acabam dimensionados pelas necessidades presentes e pelas limitações financeiras imediatas, aqueles antigos edifícios nos deixam uma lição. Uma grande obra não é apenas aquela que impressiona no momento de sua inauguração, mas, sobretudo, aquela que atravessa o tempo, adapta-se a novas necessidades e continua útil quando seus idealizadores já não estão presentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Construir para o presente é uma necessidade. Construir pensando no futuro é deixar um legado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E Santarém ainda tem a oportunidade de pensar grande. A Rocha Negra pode ser o exemplo contemporâneo dessa visão de futuro: um extraordinário parque natural, preservado para as presentes e futuras gerações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda dá tempo.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/feeds/3357222745979446529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/o-passado-construia-para-o-presente-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3357222745979446529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7802508589030567115/posts/default/3357222745979446529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseronaldodiascampos.blogspot.com/2026/09/o-passado-construia-para-o-presente-e.html' title='O passado construía para o presente e para o futuro '/><author><name>José Ronaldo Dias Campos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00500578010340138390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-AmDJ_c80bIclWvgwsfs2MBJexcOcoWgDuP6msQVdMI6x3Vm0nG6cMiNG2KhDwi9oNQ0D-tl7-Rua_HXyncq1gTJiNaxdjA12l6SnqvXUVA8ysxxM2xzRopHLj7s8xO8vZUViTH8uTRpjhrBOxnQdKYRIwaV0u-f5AjgduKwQy5EAuA/s1600/WhatsApp%20Image%202026-09-07%20at%2014.56.21.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>