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    <title>Journal Club Imunoterapia Tumoral</title>
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    <description>
      <![CDATA[Olá.
Bem vindos a este podcast que pretende apresentar-vos artigos originais publicados na área da Imunologia Tumoral e afins.

O podcast é realizado em formato Journal Club. Ou seja, uma pequena introdução e uma descrição em promenor do trabalho descrito e dos resultados apresentados. 

O meu objectivo é fomentar o interesse da malta pela imunologia tumoral. 

Espero que gostem da ideia e tirem proveito. Tentarei assiduamente apresentar-vos outros artigos ...
Nota: Os comentários produzidos são da exclusiva responsabilidade do autor, e não reflectem as posições e orientações científicas ou administrativas das instituições onde o autor tem ou teve actividade laboral associada.






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    <language>pt</language>
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    <pubDate>Sun, 02 Feb 2025 14:04:53 +0000</pubDate>
    <itunes:keywords>Science</itunes:keywords>
    <copyright>Copyright 2025 Pedro Alves</copyright>
    <itunes:subtitle> Olá. Bem vindos a este podcast que pretende apresentar-vos artigos originais publicados na área da Imunologia Tumoral e afins. O podcast é realizado em formato Journal Club. Ou seja, uma pequena introdução e uma descrição em promenor do trabalho descrito</itunes:subtitle>
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      <title>Journal Club Imunoterapia Tumoral</title>
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    <itunes:author>Pedro Alves</itunes:author>
    <itunes:summary> Olá. Bem vindos a este podcast que pretende apresentar-vos artigos originais publicados na área da Imunologia Tumoral e afins. O podcast é realizado em formato Journal Club. Ou seja, uma pequena introdução e uma descrição em promenor do trabalho descrito e dos resultados apresentados. O meu objectivo é fomentar o interesse da malta pela imunologia tumoral. Espero que gostem da ideia e tirem proveito. Tentarei assiduamente apresentar-vos outros artigos ... Nota: Os comentários produzidos são da exclusiva responsabilidade do autor, e não reflectem as posições e orientações científicas ou administrativas das instituições onde o autor tem ou teve actividade laboral associada. </itunes:summary>
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      <title>Edição#24: Ascite cancerosa inibe as células NKT!</title>
      <description>
        <![CDATA[A ascite é uma acumulação de liquido na cavidade abdominal em resultado de um desenvolvimento patológico. No caso deste artigo a ascite em questão tem origem no cancro do ovário

Neste artigo de Webb et colaboradores submetido ao jornal Clinical Cancer Res os autores descrevem que a ascite do cancro do ovário tem um acção negativa sobre as células NKT

As células NKT são linfócitos particulares expressam um TCR e marcadores NK (eg. CD161) e reconhecem moléculas apresentadas por CD1d (tipo particular de moléculas de MHC)]]>
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      <pubDate>Sun, 18 Jan 2009 18:08:59 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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Neste artigo de Webb et colaboradores submetido ao jornal Clinical Cancer Res os autores descrevem que a ascite do cancro do ovário tem um acção negativa sobre as células NKT

As células NKT são linfócitos particulares expressam um TCR e marcadores NK (eg. CD161) e reconhecem moléculas apresentadas por CD1d (tipo particular de moléculas de MHC)</itunes:summary>
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      <title>Edição#23: Antagonistas de CCR7 em células T reguladoras</title>
      <description>
        <![CDATA[Nesta edição discuto o artigo publicado por Bayry e colaboradores no jornal PNAS, vol 105 de 2008.

 Neste artigo, antagonistas do receptor de quimiocinas CCR4 modelizados in silico foram testados in vitro e in vivo com o objectivo de inibirem a actividade imunosupressiva das células T reguladoras.]]>
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      <pubDate>Fri, 09 Jan 2009 00:16:13 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Nesta edição discuto o artigo publicado por Bayry e colaboradores no jornal PNAS, vol 105 de 2008.

 Neste artigo, antagonistas do receptor de quimiocinas CCR4 modelizados in silico foram testados in vitro e in vivo com o objectivo de inibirem a actividade imunosupressiva das células T reguladoras.</itunes:summary>
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      <title>Edição#22: Nova população CD4 reguladora nos ratinhos</title>
      <description>
        <![CDATA[Há as  T CD4 reguladoras FOXP3, há as células Tr1, há as células Th3 e ...

Num artigo publicado no volume 182 do Journal of  Immunology, Han et al da República Popular da China, descreve uma nova subpopulação CD4 com fenótipo imunosupressivo. Estas células sobrerepresentadas em esplenócitos de ratinhos com tumores epiteliais implantados, expressa CD69. Estas células defínidas pelos autores como CD4+ CD69+ e CD25-, não expressam FOXP3 (associado com o fenótipo regulador das células CD4+ CD25+), não produzem citocinas de maneira relevante em repouso ou após activação não específica, não respondem a um estímulo proliferativo alogénico e sobretudo impedem a proliferação de outros linfócitos CD4 específicos de um antigénio.

A acção imunosupressiva é transmitida por contacto via TGF-Beta1 presente na membrana celular e modulada pela activação de CD69 e ERK.

A ler se tiverem curiosidade...

PS: no podcast eu refiro o volume como 189. Peço desculpa pelo erro.

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      <pubDate>Sun, 04 Jan 2009 15:39:41 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Há as  T CD4 reguladoras FOXP3, há as células Tr1, há as células Th3 e ...

Num artigo publicado no volume 182 do Journal of  Immunology, Han et al da República Popular da China, descreve uma nova subpopulação CD4 com fenótipo imunosupressivo. Estas células sobrerepresentadas em esplenócitos de ratinhos com tumores epiteliais implantados, expressa CD69. Estas células defínidas pelos autores como CD4+ CD69+ e CD25-, não expressam FOXP3 (associado com o fenótipo regulador das células CD4+ CD25+), não produzem citocinas de maneira relevante em repouso ou após activação não específica, não respondem a um estímulo proliferativo alogénico e sobretudo impedem a proliferação de outros linfócitos CD4 específicos de um antigénio.

A acção imunosupressiva é transmitida por contacto via TGF-Beta1 presente na membrana celular e modulada pela activação de CD69 e ERK.

A ler se tiverem curiosidade...

PS: no podcast eu refiro o volume como 189. Peço desculpa pelo erro.

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Num artigo publicad...</itunes:subtitle>
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      <title>Edição#21: Quantificação de T regs em melanoma humano.</title>
      <description>
        <![CDATA[Nesta edição presento-vos um artigo submetido por Jandus et al ao jornal Cancer Immunol. Immunotherapy, 2008, vol 58, pag. 1795, e onde os autores avaliam por citometria de fluxo a presença de células T reguladoras CD4+ FOXP3+ em lesões primárias de melanoma (TIL), Nódulos linfáticos metastisados (TILN) e sangue periférico.

 Os autores descrevem que a frequência destas células T reguladoras se encontra sobre-representada em doentes em melanoma em relação a indivíduos sem doença aparente; que TIL e TILN apresentam frequências superioes de células T reg em número superior ao sangue periférico e que finalmente, o as células T reguladoras tem um fenótipo memória expressando preferencialmente CCR7 e CD45RA

Um artigo de referência pela metodologia aplicada!]]>
      </description>
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      <pubDate>Fri, 02 Jan 2009 09:27:32 +0000</pubDate>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>Nesta edição presento-vos um artigo submetido por Jandus et al ao jornal Cancer Immunol. Immunotherapy, 2008, vol 58, pag. 1795, e onde os autores avaliam por citometria de fluxo a presença de células T reguladoras CD4+ FOXP3+ em lesões primárias de melanoma (TIL), Nódulos linfáticos metastisados (TILN) e sangue periférico.

 Os autores descrevem que a frequência destas células T reguladoras se encontra sobre-representada em doentes em melanoma em relação a indivíduos sem doença aparente; que TIL e TILN apresentam frequências superioes de células T reg em número superior ao sangue periférico e que finalmente, o as células T reguladoras tem um fenótipo memória expressando preferencialmente CCR7 e CD45RA

Um artigo de referência pela metodologia aplicada!</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Edição 20: Células estaminais cancerosas... septicismo!</title>
      <description>
        <![CDATA[Nesta edição do podcast descrevo-vos um artigo publicado no journal Nature na sua edição de Janeiro de 2009, submetido pelo grupo de Sean Morrison. 

Neste trabalho, optimizando as condições de implantação de células tumorais derivadas de tumores primários de melanoma ou xenografos de melanoma, os autores demonstram que o número de células tumorais com potencial tumorigénico  in vivo é muito mais frequente do que anteriormente descrito na literatura (0.0001%), ao ponto de afirmarem que hipoteticamente todas as células tumorais são tumorigénicas se colocas num meio micro-ambiental in vivo apropriado]]>
      </description>
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      <pubDate>Wed, 31 Dec 2008 00:19:37 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>Nesta edição do podcast descrevo-vos um artigo publicado no journal Nature na sua edição de Janeiro de 2009, submetido pelo grupo de Sean Morrison. 

Neste trabalho, optimizando as condições de implantação de células tumorais derivadas de tumores primários de melanoma ou xenografos de melanoma, os autores demonstram que o número de células tumorais com potencial tumorigénico  in vivo é muito mais frequente do que anteriormente descrito na literatura (0.0001%), ao ponto de afirmarem que hipoteticamente todas as células tumorais são tumorigénicas se colocas num meio micro-ambiental in vivo apropriado</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Edição#19: Apresentação cruzada.</title>
      <description>
        <![CDATA[Nesta edição do podcast, apresento-vos o artigo submetido por  Schubert et al. Nature Immunology. 2008, volume 9: 558, do Institute for Molecular Medicine and Experimental Immunology, Friedrich Wilhelms University, Bona, Alemanha.

Este artigo demonstra como o processo de apresentação cruzada decorre em células dendriticas.

A apresentação cruzada, do inglês "cross-presentation", é o processo de apresentação de antigénios extracelulares via moléculas de MHC classe I.

Os autores demonstram num modelo onde células dendriticas pulsadas são ovalbumina, que o antigénio é capturada pelos receptores de manose em vesiculas de endocitose primárias. Ovalbumina é também colocalizada neste endosomas primários com o complexo TAP (Transporter Associated with antigen Processing). A estimulação de clones T CD8 especificos do peptideo SIINFEKL é dependente da acção do proteasoma, e dependente da fusão dos endosomas primários com a membrana celular.

O segundo facto de relevância demonstrado pelos autores é a necessidade de um processo inflamatório (endotoxinas) crucial para a ocorrência da apresentação cruzada, nomeadamente devido a necessidade de TLR4, um receptor TOLL-LIKE-RECEPTOR e o mediador de signalização MyD88 serem necessários ao processo. Estas evidências, parecem sugerir que provavelmente o processo de apresentação cruzada poderá ocorrer somente em presença de elevadas quantidades de antigénio e processos inflamatórios onde LPS esteja envolvido em grandes quantidades.

Algo de raro ... 

Até breve!]]>
      </description>
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      <pubDate>Sun, 16 Nov 2008 23:07:52 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>Nesta edição do podcast, apresento-vos o artigo submetido por  Schubert et al. Nature Immunology. 2008, volume 9: 558, do Institute for Molecular Medicine and Experimental Immunology, Friedrich Wilhelms University, Bona, Alemanha.

Este artigo demonstra como o processo de apresentação cruzada decorre em células dendriticas.

A apresentação cruzada, do inglês "cross-presentation", é o processo de apresentação de antigénios extracelulares via moléculas de MHC classe I.

Os autores demonstram num modelo onde células dendriticas pulsadas são ovalbumina, que o antigénio é capturada pelos receptores de manose em vesiculas de endocitose primárias. Ovalbumina é também colocalizada neste endosomas primários com o complexo TAP (Transporter Associated with antigen Processing). A estimulação de clones T CD8 especificos do peptideo SIINFEKL é dependente da acção do proteasoma, e dependente da fusão dos endosomas primários com a membrana celular.

O segundo facto de relevância demonstrado pelos autores é a necessidade de um processo inflamatório (endotoxinas) crucial para a ocorrência da apresentação cruzada, nomeadamente devido a necessidade de TLR4, um receptor TOLL-LIKE-RECEPTOR e o mediador de signalização MyD88 serem necessários ao processo. Estas evidências, parecem sugerir que provavelmente o processo de apresentação cruzada poderá ocorrer somente em presença de elevadas quantidades de antigénio e processos inflamatórios onde LPS esteja envolvido em grandes quantidades.

Algo de raro ... 

Até breve!</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Nesta edição do podcast, apresento-vos o artigo submetido por  Schubert et al. Nature Immunology....</itunes:subtitle>
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    <item>
      <title>Edição#18: Modus-operandi de um adjuvante na vacinação com Ovalbumina</title>
      <description>
        <![CDATA[Nesta edição apresento-vos um artigo muito elegante (Kool et al 2008 JEM; 205: 869 e bem desenhado onde se demonstra os efeitos do agente adjuvante na vacinação com o antigénio OVALBUMINA.
                                                                                
                                                                                O trabalho mostra-nos a dinâmica das respostas T CD4 especificas do antigénio e sobretudo como o processo esta dependente da mobilização de células do sistema imunológico inato, nomeadamente monocitos que após entrarem em contacto com o ambiente inflamatório criado pelo adjuvante se diferenciam em células dendriticas maturas que migram para os nódulos linfáticos drenantes e não-drenantes activando ai as células T CD4 naive em circulação.
                                                                                
                                                                                Os autores deste trabalho também demonstram que a acção do adjuvante (hidróxido de alumínio) é dependente da produção de acido úrico (lembram-se dele) e da mediação via MyD88, um elemento chave na sinalização intracelular dos receptores Toll-like.
                                                                                
                                                                                Uma boa leitura para este mês de calor...
                                                                                
                                                                                Pedro]]>
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      <pubDate>Sat, 26 Jul 2008 23:52:22 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>adjuvante,cavidade,células,dendriticas,inflamatórios,monocitos,ovalbumina,vacinação</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Nesta edição apresento-vos um artigo muito elegante (Kool et al 2008 JEM; 205: 869 e bem desenhado onde se demonstra os efeitos do agente adjuvante na vacinação com o antigénio OVALBUMINA.
                                                                                
                                                                                O trabalho mostra-nos a dinâmica das respostas T CD4 especificas do antigénio e sobretudo como o processo esta dependente da mobilização de células do sistema imunológico inato, nomeadamente monocitos que após entrarem em contacto com o ambiente inflamatório criado pelo adjuvante se diferenciam em células dendriticas maturas que migram para os nódulos linfáticos drenantes e não-drenantes activando ai as células T CD4 naive em circulação.
                                                                                
                                                                                Os autores deste trabalho também demonstram que a acção do adjuvante (hidróxido de alumínio) é dependente da produção de acido úrico (lembram-se dele) e da mediação via MyD88, um elemento chave na sinalização intracelular dos receptores Toll-like.
                                                                                
                                                                                Uma boa leitura para este mês de calor...
                                                                                
                                                                                Pedro</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Nesta edição apresento-vos um artigo muito elegante (Kool et al 2008 JEM; 205: 869 e bem desenhad...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição#17: Case Report - Imunoterapia de melanoma com clone T CD4 especifico de NY-ESO-1</title>
      <description>
        <![CDATA[Nesta edição apresento-vos um "case report" de um tratamento imunoterapeutico com células T CD4+ especificas do antigénio NY-ESO-1 num paciente com melanoma metastatico refractário a terapias com IFN-alfa e IL-2.
                                                
                                                O paciente foi transferido com 5 biliões de células T especificas do antigénio tumoral, sem citoquinas, e demonstrou   regressão de metastases, 2 meses após terapia e sem recidiva após 22 meses.
                                                
                                                De interesse, o facto que sinais de autoimmunidade não foram obervados como esperado, pois neste estudo o alvo antigénico só é expresso por células tumorais, e que o doente desenvolve após terapia respostas celulares detectaveis no sangue contra outros antigénios tumorais expressos pelo melanoma
                                                
                                                 Boa leitura e obrigado pela vossa escuta ]]>
      </description>
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      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2008-06-29T16_01_12-07_00</comments>
      <pubDate>Sun, 29 Jun 2008 23:01:12 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2008-06-29T16_01_12-07_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>cancro,clone,imunoterapia,melanoma,t,vacinação</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Nesta edição apresento-vos um "case report" de um tratamento imunoterapeutico com células T CD4+ especificas do antigénio NY-ESO-1 num paciente com melanoma metastatico refractário a terapias com IFN-alfa e IL-2.
                                                
                                                O paciente foi transferido com 5 biliões de células T especificas do antigénio tumoral, sem citoquinas, e demonstrou   regressão de metastases, 2 meses após terapia e sem recidiva após 22 meses.
                                                
                                                De interesse, o facto que sinais de autoimmunidade não foram obervados como esperado, pois neste estudo o alvo antigénico só é expresso por células tumorais, e que o doente desenvolve após terapia respostas celulares detectaveis no sangue contra outros antigénios tumorais expressos pelo melanoma
                                                
                                                 Boa leitura e obrigado pela vossa escuta </itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Nesta edição apresento-vos um "case report" de um tratamento imunoterapeutico com células T CD4+ ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #16: Potencial imunoterapeutico das celulas T {gamma}{delta}</title>
      <description>
        <![CDATA[ Apresento nesta edição um artigo submetido por Liu et al ao , onde ratinhos knock-out para as celulas T {gamma}{delta} são cruzados com ratinhos TRAMP que desenvolvem cancro da prostata expontaneamente.
                                                                                                                                
                                                                                                                                Os autores observam que os ratinhos KO para as celulas T {gamma}{delta} desenvolvem tumores genitourinarios relativamente mais massivos e significativamente mais agressivos.
                                                                                                                                
                                                                                                                                 Os autores também avaliam a capacidade terapeutica da transferência adoptiva de células T {gamma}{delta} na inibição do crescimento tumoral. Os autores observam que animais TRAMP tratados com células T {gamma}{delta} desenvolvem tumores mais pequenos e sobrevivem a situações de doença metastatica, em comparação a animais nao tratados no sistema experimental avaliado.
                                                                                                                                
                                                                                                                                
                                                                                                                                
                                                                                                                                ]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 31 May 2008 00:03:22 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2008-05-30T17_03_22-07_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>adoptiva,cancro,delta,gamma,knock-out,prostata,t,terapia,tramp</itunes:keywords>
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      <itunes:summary> Apresento nesta edição um artigo submetido por Liu et al ao , onde ratinhos knock-out para as celulas T {gamma}{delta} são cruzados com ratinhos TRAMP que desenvolvem cancro da prostata expontaneamente.
                                                                                                                                
                                                                                                                                Os autores observam que os ratinhos KO para as celulas T {gamma}{delta} desenvolvem tumores genitourinarios relativamente mais massivos e significativamente mais agressivos.
                                                                                                                                
                                                                                                                                 Os autores também avaliam a capacidade terapeutica da transferência adoptiva de células T {gamma}{delta} na inibição do crescimento tumoral. Os autores observam que animais TRAMP tratados com células T {gamma}{delta} desenvolvem tumores mais pequenos e sobrevivem a situações de doença metastatica, em comparação a animais nao tratados no sistema experimental avaliado.
                                                                                                                                
                                                                                                                                
                                                                                                                                
                                                                                                                                </itunes:summary>
      <itunes:subtitle> Apresento nesta edição um artigo submetido por Liu et al ao , onde ratinhos knock-out para as ce...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #15: Impactos antitumorais do receptor activador NKG2D</title>
      <description>
        <![CDATA[ 

Uma nova edição do podcast “journal club imunoterapia tumoral” está disponível nos servidores pronto para a vossa escuta. Desta feita descrevo um artigo publicado recentemente no  jornal IMMUNITY, 28(4):571-80 sobre um modelo de ratinho “knock-out” para NKG2D, um receptor activador sobretudo expresso em células NK, mas também outros tipos de linfócitos.


Os autores descrevem os fenótipos observados quandos estes ratinhos foram cruzados com ratinhos que naturalmente geram tumores (ratinhos TRAMP - cancro da prostata; e ratinhos Emicro-myc: linfomas do tipo B). Os resultados demonstram que os ratinhos knock-out geram tumores mais rapidamente e para o caso dos cancro da prostata, tumores mais massivose agressivos. Para estes tumores da prostata os autores observam curiosas expressoes de ligandos de NKG2D nos tumores mais desenvolvidos provenientes de ratinhos contendo o knock-out, facto que nao acontece nos tumores de ratinhos selvagens. Estes factos suportam a hipotese de um controlo imunologico via NKG2D do crescimento deste tumores nos animais selvagens.]]>
      </description>
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      <pubDate>Sun, 04 May 2008 19:16:20 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>cancro,células,da,knock-out,linfomas,modelos,nk,nkg2d,prostata,ratinhos,tumorais.</itunes:keywords>
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Uma nova edição do podcast “journal club imunoterapia tumoral” está disponível nos servidores pronto para a vossa escuta. Desta feita descrevo um artigo publicado recentemente no  jornal IMMUNITY, 28(4):571-80 sobre um modelo de ratinho “knock-out” para NKG2D, um receptor activador sobretudo expresso em células NK, mas também outros tipos de linfócitos.

Os autores descrevem os fenótipos observados quandos estes ratinhos foram cruzados com ratinhos que naturalmente geram tumores (ratinhos TRAMP - cancro da prostata; e ratinhos Emicro-myc: linfomas do tipo B). Os resultados demonstram que os ratinhos knock-out geram tumores mais rapidamente e para o caso dos cancro da prostata, tumores mais massivose agressivos. Para estes tumores da prostata os autores observam curiosas expressoes de ligandos de NKG2D nos tumores mais desenvolvidos provenientes de ratinhos contendo o knock-out, facto que nao acontece nos tumores de ratinhos selvagens. Estes factos suportam a hipotese de um controlo imunologico via NKG2D do crescimento deste tumores nos animais selvagens.</itunes:summary>
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Uma nova edição do podcast “journal club imunoterapia tumoral” está disponível nos servidores ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #14: Açucares conseguem reverter o estado de anergia de linfócitos infiltrates de tumores</title>
      <description>
        <![CDATA[Olá Malta

De volta com uma nova edição que espero seja do vosso apreço.

http://www.immunity.com/content/article/abstract?uid=PIIS1074761308000708]]>
      </description>
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      <pubDate>Tue, 15 Apr 2008 15:37:51 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>Olá Malta

De volta com uma nova edição que espero seja do vosso apreço.

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De volta com uma nova edição que espero seja do vosso apreço.

http://www.immunity...</itunes:subtitle>
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    <item>
      <title>Edição #13: Populações T memória polifuncionais apartir de um único percursor T naïve</title>
      <description>
        <![CDATA[Olá,



Nesta edição do podcast apresento-vos o artigo "A
single
Naive CD8+ T cell precursor can develop into diverse effector and
memory subsets" por Stemberg et
al Immunity 2007, 27:985.



Este
artigo demonstra que um único precursor T naïve OT-1 pode gerar um
repertorio diverso de células T efectoras e T memória (memória
efectoras e memórias centrais). Este artigo vem redescrever o nosso
conhecimento sobre as origens das populações memória T.



Os autores transferem uma única célula T naïve OT-1 (CD45.1 +) num
ratinho naïve C57BL/6 (CD45.1  -) e estimulam as células com
bacteria Listeria monocytogenes expressando o antigénio OVA. 12 dias
após a estimulação e a transferência da célula precursora os autores
observam a expansão celular das células CD45.1+ com formação de células
memória efectoras (CD62L low, CD45RA +) e células memória centrais
(CD62L high, CD45RA+). Estas células memória são capazes de desenvolver
respostas memória após restimulação e mesmo quando a transferência
 das célula precursora ocorre após a estimulação antigénica. 



Até breve.



Pedro


]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://pmsalves.podomatic.com/entry/2008-03-03T02_16_16-08_00</guid>
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      <pubDate>Mon, 03 Mar 2008 10:16:16 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2008-03-03T02_16_16-08_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>células,desenvolvimento,diferenciação,memoria,naive,ot-1,t,vacinação</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Olá,

Nesta edição do podcast apresento-vos o artigo "A
single
Naive CD8+ T cell precursor can develop into diverse effector and
memory subsets" por Stemberg et
al Immunity 2007, 27:985.

Este
artigo demonstra que um único precursor T naïve OT-1 pode gerar um
repertorio diverso de células T efectoras e T memória (memória
efectoras e memórias centrais). Este artigo vem redescrever o nosso
conhecimento sobre as origens das populações memória T.

Os autores transferem uma única célula T naïve OT-1 (CD45.1 +) num
ratinho naïve C57BL/6 (CD45.1  -) e estimulam as células com
bacteria Listeria monocytogenes expressando o antigénio OVA. 12 dias
após a estimulação e a transferência da célula precursora os autores
observam a expansão celular das células CD45.1+ com formação de células
memória efectoras (CD62L low, CD45RA +) e células memória centrais
(CD62L high, CD45RA+). Estas células memória são capazes de desenvolver
respostas memória após restimulação e mesmo quando a transferência
 das célula precursora ocorre após a estimulação antigénica. 

Até breve.

Pedro


</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Olá,

Nesta edição do podcast apresento-vos o artigo "A
single
Naive CD8+ T cell precursor ca...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #12: SIV: Mutação in vivo de peptideo criptico imunogénico</title>
      <description>
        <![CDATA[  Olá malta…
Já eram quase 3 da manhã quando terminei
de editar esta edição e codificava o mp3
respectivo.  Quem corre por gosto não cansa!
Desta feita encontrei um artigo na sequência da
edição anterior -
continuamos no mundo do SIV e das suas respostas
imunológicas, sobre
introdução de mutações in
vivo num peptideo apresentado pelas moleculas do complexo
major de histocompatibilidade de classe 1 (MHC mamu-B*17).
Se este fenómeno não tem nada de muito
invulgar no mundo dos virus.
Mas, o que é invulgar e se torna o apelativo deste artigo
chamado ”
AIDS virus-specific CD8+ T lymphocytes against an imunodominant cryptic
epitope select for viral escape” JEM 2007 2004: 2505 por
Maness et al é o facto ser proveniente de um
quadro de leitura alternativo (ou altered reading frame) do gene env
do SIV. Mais curioso ainda é que este peptideo é
significativamente
imunogénico (capaz de induzir respostas
imunológicas mediadas por
linfócitos T CD8) e as respostas induzidas dominantes
comparadas com
outros peptideos do mesmo virus.
Vai disto, o virus para escapar a pressão
imunológica exercida pelos
linfócitos T CD8 específicos deste peptideo
criptico que são capazes de
reconhecer células infectadas com o virus em causa, realizam
a mutação
particular do peptideo de modo a alterar a sua sequência e
reduzir a
afinidade para a molécula de MHC classe I mamu-B*17.
O peptideo
mutado tem muita menos afinidade e não é
imunogénico e logo incapaz de
mobilizar os linfócitos T CD8 e estes não
consegue reconhecer células
infectadas com virus contendo a mutação em causa.
Também interessante o
facto que a mutação introduzida só
afectar o peptideo criptico, pois a
mesma mutação não altera a
sequência de amino ácidos do gene env de
onde o peptideo é proveniente (mutação
sinónima).
Estamos portanto em face de um fenómeno
estremamente curioso que dá
muito que pensar sobre as estratégias que os virus podem
introduzir de
modo a escapar ao controlo imunológico, e não
podemos deixar de
estrapolar situações semelhantes que podem
ocorrer para as células
tumorais. Estamos perante portanto a uma situação
de “ImunoEditing” ou
modificação antigénica mediada pelo
sistema imunológico.
Que tal?
Um abraço e boas leituras… ler
é aprender e abrir horizontes!
Pedro


]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://pmsalves.podomatic.com/entry/2008-02-12T01_20_42-08_00</guid>
      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2008-02-12T01_20_42-08_00</comments>
      <pubDate>Tue, 12 Feb 2008 09:20:42 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>  Olá malta…
Já eram quase 3 da manhã quando terminei
de editar esta edição e codificava o mp3
respectivo.  Quem corre por gosto não cansa!
Desta feita encontrei um artigo na sequência da
edição anterior -
continuamos no mundo do SIV e das suas respostas
imunológicas, sobre
introdução de mutações in
vivo num peptideo apresentado pelas moleculas do complexo
major de histocompatibilidade de classe 1 (MHC mamu-B*17).
Se este fenómeno não tem nada de muito
invulgar no mundo dos virus.
Mas, o que é invulgar e se torna o apelativo deste artigo
chamado ”
AIDS virus-specific CD8+ T lymphocytes against an imunodominant cryptic
epitope select for viral escape” JEM 2007 2004: 2505 por
Maness et al é o facto ser proveniente de um
quadro de leitura alternativo (ou altered reading frame) do gene env
do SIV. Mais curioso ainda é que este peptideo é
significativamente
imunogénico (capaz de induzir respostas
imunológicas mediadas por
linfócitos T CD8) e as respostas induzidas dominantes
comparadas com
outros peptideos do mesmo virus.
Vai disto, o virus para escapar a pressão
imunológica exercida pelos
linfócitos T CD8 específicos deste peptideo
criptico que são capazes de
reconhecer células infectadas com o virus em causa, realizam
a mutação
particular do peptideo de modo a alterar a sua sequência e
reduzir a
afinidade para a molécula de MHC classe I mamu-B*17.
O peptideo
mutado tem muita menos afinidade e não é
imunogénico e logo incapaz de
mobilizar os linfócitos T CD8 e estes não
consegue reconhecer células
infectadas com virus contendo a mutação em causa.
Também interessante o
facto que a mutação introduzida só
afectar o peptideo criptico, pois a
mesma mutação não altera a
sequência de amino ácidos do gene env de
onde o peptideo é proveniente (mutação
sinónima).
Estamos portanto em face de um fenómeno
estremamente curioso que dá
muito que pensar sobre as estratégias que os virus podem
introduzir de
modo a escapar ao controlo imunológico, e não
podemos deixar de
estrapolar situações semelhantes que podem
ocorrer para as células
tumorais. Estamos perante portanto a uma situação
de “ImunoEditing” ou
modificação antigénica mediada pelo
sistema imunológico.
Que tal?
Um abraço e boas leituras… ler
é aprender e abrir horizontes!
Pedro


</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>  Olá malta…
Já eram quase 3 da manhã quando terminei
de editar esta edição e codificava o mp3
...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #11: CpG e Flt3L como potenciadores de vacinação profilática contra SIV em primatas</title>
      <description>
        <![CDATA[ Olá malta...

Após um mês de Janeiro cheio de peripécias, consegui gravar uma nova edição do podcast. Desta feita, descrevo-vos um artigo onde se utiliza a estratégia de "prime-boost" amelhorada com CpG e FLT3L para aumentar a sua eficácia objectiva num ensaio pre-clinico em macacos para o virus SIV.

O artigo chama-se "Adjuvanting a DNA vaccine with a TLR9 ligand plus Flt3 ligand results in enhanced cellular immunity against the simian immunodeficiency virus" publicado em 2007 no jornal JOURNAL EXPERIMENTAL MEDICINE.

Eu achei este artigo muito interessante por ser um artigo relatando um ensaio pré-clinico em primatas (Rhesus macaques), e tratar-se de um modelo de HIV (human immudeficiency virus) - SIDA em português. É claro que neste experimental de primatas tenta-se tratar os animais com a variante símia (SIV).

Outro factor interessante no artigo é o uso de uma estratégia de vacinação onde se utilizam dois vectores virais de origens distintas expressando os mesmo antigénios (SIV gag e pol) e HIV (Env e Nef). O uso de dois vectores distintos sequêncialmente chama-se prime-boost. O objectivo é evitar a neutralização do vector viral modificando a sua origem mantendo em comum o antigénio de interesse. Assim sendo o vector inicial é o virus Vaccinia e depois o vector seguinte é o virus Ankara.

Os autores testam o ligando de Toll-like receptor9 (Desoxiribonucleotideos CpG) e o uso de Flt3 ligand para potenciar os efeitos da estratégia de prime-boost. Os autores descrevem que a vacina assim utilizada induz uma elevada mobilização de células dendriticas (células apresentadoras de antigénios profissionais do sistema imunológico) e em estado maturo de diferenciação. Como resultados os autores mostram que no grupo de animais tratado com Flt3L e CpG, o número de linfócitos T CD8 especificos do antigénio Gag do SIV é superior a todos os outros grupos animais testados, e que em termos clinicos a vacina tem efeitos profiláticos na protecção dos animais contra um infecção mucosal por via rectal com o virus SIV.

Os dados apresentados são extremamente encorajadores para o uso desta estratégia prime-boost com CpG e Flt3L em estudos pré-clinicos em humanos.

Dêem uma olhada e deixem os vossos comentários...

]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://pmsalves.podomatic.com/entry/2008-02-03T06_35_06-08_00</guid>
      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2008-02-03T06_35_06-08_00</comments>
      <pubDate>Sun, 03 Feb 2008 14:35:06 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2008-02-03T06_35_06-08_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>podcast,siv,hiv,pré-clinico,profilático,prime-boost</itunes:keywords>
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      <itunes:summary> Olá malta...

Após um mês de Janeiro cheio de peripécias, consegui gravar uma nova edição do podcast. Desta feita, descrevo-vos um artigo onde se utiliza a estratégia de "prime-boost" amelhorada com CpG e FLT3L para aumentar a sua eficácia objectiva num ensaio pre-clinico em macacos para o virus SIV.

O artigo chama-se "Adjuvanting a DNA vaccine with a TLR9 ligand plus Flt3 ligand results in enhanced cellular immunity against the simian immunodeficiency virus" publicado em 2007 no jornal JOURNAL EXPERIMENTAL MEDICINE.

Eu achei este artigo muito interessante por ser um artigo relatando um ensaio pré-clinico em primatas (Rhesus macaques), e tratar-se de um modelo de HIV (human immudeficiency virus) - SIDA em português. É claro que neste experimental de primatas tenta-se tratar os animais com a variante símia (SIV).

Outro factor interessante no artigo é o uso de uma estratégia de vacinação onde se utilizam dois vectores virais de origens distintas expressando os mesmo antigénios (SIV gag e pol) e HIV (Env e Nef). O uso de dois vectores distintos sequêncialmente chama-se prime-boost. O objectivo é evitar a neutralização do vector viral modificando a sua origem mantendo em comum o antigénio de interesse. Assim sendo o vector inicial é o virus Vaccinia e depois o vector seguinte é o virus Ankara.

Os autores testam o ligando de Toll-like receptor9 (Desoxiribonucleotideos CpG) e o uso de Flt3 ligand para potenciar os efeitos da estratégia de prime-boost. Os autores descrevem que a vacina assim utilizada induz uma elevada mobilização de células dendriticas (células apresentadoras de antigénios profissionais do sistema imunológico) e em estado maturo de diferenciação. Como resultados os autores mostram que no grupo de animais tratado com Flt3L e CpG, o número de linfócitos T CD8 especificos do antigénio Gag do SIV é superior a todos os outros grupos animais testados, e que em termos clinicos a vacina tem efeitos profiláticos na protecção dos animais contra um infecção mucosal por via rectal com o virus SIV.

Os dados apresentados são extremamente encorajadores para o uso desta estratégia prime-boost com CpG e Flt3L em estudos pré-clinicos em humanos.

Dêem uma olhada e deixem os vossos comentários...

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      <itunes:subtitle> Olá malta...

Após um mês de Janeiro cheio de peripécias, consegui gravar uma nova edição do p...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #10: Efeitos na apresentação de antigénios via MHC classe II pelas celulas dendriticas maturas in vivo</title>
      <description>
        <![CDATA[ Olá, Viva.



Décima edição do podcast "Journal Club
Imunoterapia tumoral". 



Apresento-vos o artigo Dendritic cell preactivation
impairs MHC class II presentation of vaccines and endogenous viral
antigens Young et al 2007 PNAS 104: 17753



Este artigo demonstra que células dendriticas no seu estado
maturo in vivo
são incapazes de induzir respostas imunológicas
específicas de um antigénio, e sobretudo que a
razão que justifica este comportamento é a
ausência de sintese das moléculas alpha e beta do
heterodimero MHC classe II após
maturação. Os autores observam que mesmo
após maturação, as células
continuam a apresentar capacidade de endocitose e capacidade de
degradar antigénios solúveis e
antigénios endogenos à célula
dendritica, tais como antigénios virais.



As células
dendriticas são células fundamentais no
desenvolvimento de respostas imunológicas in vivo sobretudo
pela sua capacidade de induzirem a activação de
linfócitos T naive.




Para induzir a maturação das células
dendriticas in vivo, os autores injectam CpG 1668 em ratinhos, o que
gera uma maturação generalizada das
células dendriticas encontradas no baço destes
ratinhos. Semelhante fenómeno pode ser encontrado em
condições de choque séptico ou em
situações de infecções
parasiticas como por exemplo a malária.



O CpG são moléculas de ADN lineares ricas em
sequências de nucleotideos citosina e guanina e que tem a
propriedade de induzir fortes respostas imunológicas. Tal
acontece porque existem nas células do sistema
imunológico receptores que se ligam a este tipo de
moléculas muito comuns em agentes infecciosos: os receptores
Toll-like.  Estes receptores Toll-like são
vários e reconhecem cada um deles um tipo
específico de moléculas, eg TLR9 reconhece CpG,
TLR4 reconhece LPS, TLR3 reconhece Poly I:C. Para mais
informações deem uma olhada no link seguinte do wikipedia.



Embora in vitro
existam vários estudos sobre os aspectos funcionais das
células dendriticas, estudos in vivo são
raros. Este estudo é por isso valioso para
reforçar o nosso conhecimento dos processos
imunológicos.



Um abraço e até breve.



Pedro



]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://pmsalves.podomatic.com/entry/2008-01-14T08_45_59-08_00</guid>
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      <pubDate>Mon, 14 Jan 2008 16:45:59 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2008-01-14T08_45_59-08_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>podcast,journal,club,imunoterapia,tumoral,células,dendriticas,maturação,cpg,in,vivo</itunes:keywords>
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      <itunes:summary> Olá, Viva.

Décima edição do podcast "Journal Club
Imunoterapia tumoral". 

Apresento-vos o artigo Dendritic cell preactivation
impairs MHC class II presentation of vaccines and endogenous viral
antigens Young et al 2007 PNAS 104: 17753

Este artigo demonstra que células dendriticas no seu estado
maturo in vivo
são incapazes de induzir respostas imunológicas
específicas de um antigénio, e sobretudo que a
razão que justifica este comportamento é a
ausência de sintese das moléculas alpha e beta do
heterodimero MHC classe II após
maturação. Os autores observam que mesmo
após maturação, as células
continuam a apresentar capacidade de endocitose e capacidade de
degradar antigénios solúveis e
antigénios endogenos à célula
dendritica, tais como antigénios virais.

As células
dendriticas são células fundamentais no
desenvolvimento de respostas imunológicas in vivo sobretudo
pela sua capacidade de induzirem a activação de
linfócitos T naive.


Para induzir a maturação das células
dendriticas in vivo, os autores injectam CpG 1668 em ratinhos, o que
gera uma maturação generalizada das
células dendriticas encontradas no baço destes
ratinhos. Semelhante fenómeno pode ser encontrado em
condições de choque séptico ou em
situações de infecções
parasiticas como por exemplo a malária.

O CpG são moléculas de ADN lineares ricas em
sequências de nucleotideos citosina e guanina e que tem a
propriedade de induzir fortes respostas imunológicas. Tal
acontece porque existem nas células do sistema
imunológico receptores que se ligam a este tipo de
moléculas muito comuns em agentes infecciosos: os receptores
Toll-like.  Estes receptores Toll-like são
vários e reconhecem cada um deles um tipo
específico de moléculas, eg TLR9 reconhece CpG,
TLR4 reconhece LPS, TLR3 reconhece Poly I:C. Para mais
informações deem uma olhada no link seguinte do wikipedia.

Embora in vitro
existam vários estudos sobre os aspectos funcionais das
células dendriticas, estudos in vivo são
raros. Este estudo é por isso valioso para
reforçar o nosso conhecimento dos processos
imunológicos.

Um abraço e até breve.

Pedro


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      <itunes:subtitle> Olá, Viva.

Décima edição do podcast "Journal Club
Imunoterapia tumoral". 

Apresento-vos o...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #9: O equilibrio entre o sistema imune o crescimento tumoral desvendado.</title>
      <description>
        <![CDATA[Olá Malta



Último podcast antes da chegada do Natal. Para terminar este
semestre de actividade do "journal club" decidi apresentar-vos um
artigo de referência do grupo de Robert
Schreiber onde é descrita a fase de equilibrio
ténue entre o sistema imunológico e o
desenvolvimento tumoral. 



No artigo recentemente publicado no jornal Nature, Koebel
e colaboradores desenvolvem um modelo de desenvolvimento
tumoral tirando partida da actividade tumorigénica do
3'-methilcolanthrene, um produto químico estremamente
perigoso e carcinogénico entrado no fumo do tabaco. 



Após uma simples aplicacao em duas estirpes de ratinhos e
removendo do estudo todos os ratinhos que apresentaram crescimento de
tumores durante um periodo superior a 200 dias, os autores
seleccionaram os ratinhos onde se detectavam pequenas massas tumorais
palpaveis que nao proliferavam - os ratinhos apresentavam tumores em
estado de "letargia".



Estes ratinhos com tumores latargicos ou dormentes foram posteriormente
tratados com anticorpos que os tornava imunodeficientes (tratamento
contra linfócitos CD4 e CD8, ou tratamento
anti-interferão gamma ou anti-IL-12) para o sistema
imunológico adaptativo, e observaram que os tumores
até então dormentes se tornaram activos e os
ratinhos não consigam controlar os tumores em plena
expansao.  Portanto, estes ratinhos mantinham os tumores
estáveis devido ao seu sistema imunológico, que
uma vez aniquilado, estes tumores tornavam-se letais. 



Os autores demonstram que estes tumores que surgem apartir de massas
tumorais dormentes sao estremamente tumorigenicos e pouco
imunogénicos (incapazes de estimular o sistema
imunológico), uma vez que estes tumores foram
progressivamente seleccionados pelo sistema imunologico. Por outras
palavras, progressivamente são eliminadas as variantes
tumorais que sao possiveis de ser reconhecidas pelo sistema
imunológico, restando variantes que não
são reconhecidas e portanto escapam ao controlo. 



Embora as evidencias moleculares não sejam mostradas no
artigo, este trabalho é importante para a
complementação da teoria dos 3 És:
eliminacao, equilibrio e escape desenvolvida por este grupo e que
explica o desenvolvimento tumoral num individuo imunologicamente
competente.



Um forte abraço e espero os vossos comentários.



Pedro

]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://pmsalves.podomatic.com/entry/2007-12-19T01_34_42-08_00</guid>
      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2007-12-19T01_34_42-08_00</comments>
      <pubDate>Wed, 19 Dec 2007 09:34:42 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2007-12-19T01_34_42-08_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>equilibrium,cancer/immunity,elimination,escape,methilcolantrene,schreiber</itunes:keywords>
      <enclosure length="22201469" type="audio/mpeg" url="https://pmsalves.podomatic.com/enclosure/2007-12-19T01_34_42-08_00.mp3?_=1305605642.581556"/>
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      <itunes:summary>Olá Malta

Último podcast antes da chegada do Natal. Para terminar este
semestre de actividade do "journal club" decidi apresentar-vos um
artigo de referência do grupo de Robert
Schreiber onde é descrita a fase de equilibrio
ténue entre o sistema imunológico e o
desenvolvimento tumoral. 

No artigo recentemente publicado no jornal Nature, Koebel
e colaboradores desenvolvem um modelo de desenvolvimento
tumoral tirando partida da actividade tumorigénica do
3'-methilcolanthrene, um produto químico estremamente
perigoso e carcinogénico entrado no fumo do tabaco. 

Após uma simples aplicacao em duas estirpes de ratinhos e
removendo do estudo todos os ratinhos que apresentaram crescimento de
tumores durante um periodo superior a 200 dias, os autores
seleccionaram os ratinhos onde se detectavam pequenas massas tumorais
palpaveis que nao proliferavam - os ratinhos apresentavam tumores em
estado de "letargia".

Estes ratinhos com tumores latargicos ou dormentes foram posteriormente
tratados com anticorpos que os tornava imunodeficientes (tratamento
contra linfócitos CD4 e CD8, ou tratamento
anti-interferão gamma ou anti-IL-12) para o sistema
imunológico adaptativo, e observaram que os tumores
até então dormentes se tornaram activos e os
ratinhos não consigam controlar os tumores em plena
expansao.  Portanto, estes ratinhos mantinham os tumores
estáveis devido ao seu sistema imunológico, que
uma vez aniquilado, estes tumores tornavam-se letais. 

Os autores demonstram que estes tumores que surgem apartir de massas
tumorais dormentes sao estremamente tumorigenicos e pouco
imunogénicos (incapazes de estimular o sistema
imunológico), uma vez que estes tumores foram
progressivamente seleccionados pelo sistema imunologico. Por outras
palavras, progressivamente são eliminadas as variantes
tumorais que sao possiveis de ser reconhecidas pelo sistema
imunológico, restando variantes que não
são reconhecidas e portanto escapam ao controlo. 

Embora as evidencias moleculares não sejam mostradas no
artigo, este trabalho é importante para a
complementação da teoria dos 3 És:
eliminacao, equilibrio e escape desenvolvida por este grupo e que
explica o desenvolvimento tumoral num individuo imunologicamente
competente.

Um forte abraço e espero os vossos comentários.

Pedro

</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Olá Malta

Último podcast antes da chegada do Natal. Para terminar este
semestre de actividade...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição#8: Flexibilidade do CDR3 do TCR comprovada por cristalografia. Implicações no reconhecimento antigénico pelos linfócitos T.</title>
      <description>
        <![CDATA[Olá malta!



Neste oitava edição do Podcast Imunoterapia
Tumoral apresento-vos o artigo de Gakamsky
et al, publicado recentemente no jornal PNAS vol 104: 16639
de 2007.



Este artigo vem pela primeira vez corroborar com dados de
biofísica os dados apresentadas por vários
trabalhos baseados em cristalografia do complexo TCR/peptideo-MHC, e
onde é sugerida
de o domínio do CDR3 é capaz de uma certa
mobilidade e capacidade de adaptar-se ("fiting") à
superfície tri-dimensional do complexo
peptídeo-MHC.



Para relembrar: o TCR é o receptor da célula T,
que reconhece peptídeos (oligopeptideos) apresentados pela
molecula Major de Histocompatibilidade (MHC). As células T
são de dois tipos: CD4 ou CD8, sendo as células T
CD4, apresentando o co-receptor CD4 e reconhecendo peptides
apresentados pelo moleculas MHC de classe II; e as células T
CD8 apresentando o co-receptor CD8 e reconhecendo peptídeos
apresentados pelas moleculas MHC classe I.



No caso das respostas adaptativas, o reconhecimento de
peptídeos apresentados por moléculas MHC pelas
células apresentadoras de antigénios é
fundamental para a modulação das respostas
imunológicas (nomeadamente via células T CD4) e
para a criação de respostas efectoras capazes de
eliminar situações anómolas tais como
infecções virais, parasitarias ou tumorais (via
células T CD8).



A variabilidade dos TCR é enorme (10^13),
mas também enorme o número de
sequências de amino ácidos apresentados pelas
moléculas MHC. Por cristalografia sugeriu-se que o
domínio CDR3 do TCR, que reconhece sobretudo o complexo
peptideo-MHC tem flexibilidade, podendo-se adaptar em várias
conformações, podendo assim cobrir mais
sequencias peptideo-MHC doque se fosse rigido. Este artigo que
apresento, mostra por estudos de FRET (Fluorescence Resonance Energy
Transfer) que as energias envolvidas e a rapidez do processo
é compativel com os estudos cristalográficos e
abre assim uma nova maneira de interpretar o reconhecimento de
peptideos pelo TCR.



Espero pelos vossos comentários e sugestões...



Pedro



]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://pmsalves.podomatic.com/entry/2007-12-07T17_03_40-08_00</guid>
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      <pubDate>Sat, 08 Dec 2007 01:03:40 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2007-12-07T17_03_40-08_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>Olá malta!

Neste oitava edição do Podcast Imunoterapia
Tumoral apresento-vos o artigo de Gakamsky
et al, publicado recentemente no jornal PNAS vol 104: 16639
de 2007.

Este artigo vem pela primeira vez corroborar com dados de
biofísica os dados apresentadas por vários
trabalhos baseados em cristalografia do complexo TCR/peptideo-MHC, e
onde é sugerida
de o domínio do CDR3 é capaz de uma certa
mobilidade e capacidade de adaptar-se ("fiting") à
superfície tri-dimensional do complexo
peptídeo-MHC.

Para relembrar: o TCR é o receptor da célula T,
que reconhece peptídeos (oligopeptideos) apresentados pela
molecula Major de Histocompatibilidade (MHC). As células T
são de dois tipos: CD4 ou CD8, sendo as células T
CD4, apresentando o co-receptor CD4 e reconhecendo peptides
apresentados pelo moleculas MHC de classe II; e as células T
CD8 apresentando o co-receptor CD8 e reconhecendo peptídeos
apresentados pelas moleculas MHC classe I.

No caso das respostas adaptativas, o reconhecimento de
peptídeos apresentados por moléculas MHC pelas
células apresentadoras de antigénios é
fundamental para a modulação das respostas
imunológicas (nomeadamente via células T CD4) e
para a criação de respostas efectoras capazes de
eliminar situações anómolas tais como
infecções virais, parasitarias ou tumorais (via
células T CD8).

A variabilidade dos TCR é enorme (10^13),
mas também enorme o número de
sequências de amino ácidos apresentados pelas
moléculas MHC. Por cristalografia sugeriu-se que o
domínio CDR3 do TCR, que reconhece sobretudo o complexo
peptideo-MHC tem flexibilidade, podendo-se adaptar em várias
conformações, podendo assim cobrir mais
sequencias peptideo-MHC doque se fosse rigido. Este artigo que
apresento, mostra por estudos de FRET (Fluorescence Resonance Energy
Transfer) que as energias envolvidas e a rapidez do processo
é compativel com os estudos cristalográficos e
abre assim uma nova maneira de interpretar o reconhecimento de
peptideos pelo TCR.

Espero pelos vossos comentários e sugestões...

Pedro


</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Olá malta!

Neste oitava edição do Podcast Imunoterapia
Tumoral apresento-vos o artigo de Gaka...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #7: Eliminação de linfócitos anti-tumorais pelos linfócitos T </title>
      <description>
        <![CDATA[Olá malta.



Sejam bem-vindos a uma nova edição do podcast
Journal Club Imunoterapia Tumoral.



Nesta edição apresento-vos o artigo de Cao et al que foi recentemente
publicado no jornal Immunity.



Este artigo apresenta as primeiras evidências in vivo que as
células T reguladoras induzem a supressão da
resposta anti-tumoral por induzirem a morte celular de
células efectoras anti-tumorais (células NK e
células T CD8+) por uma via dependente das proteinas
Granzima B e Perforina.



Um artigo a ler sem dúvida. 



Um forte abraço.



Pedro



]]>
      </description>
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      <pubDate>Wed, 28 Nov 2007 09:32:42 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2007-11-28T01_32_42-08_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>podcast,imunologia,células,t,reguladoras,resposta,anti-tumoral,supressão,granzima,perforina</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Olá malta.

Sejam bem-vindos a uma nova edição do podcast
Journal Club Imunoterapia Tumoral.

Nesta edição apresento-vos o artigo de Cao et al que foi recentemente
publicado no jornal Immunity.

Este artigo apresenta as primeiras evidências in vivo que as
células T reguladoras induzem a supressão da
resposta anti-tumoral por induzirem a morte celular de
células efectoras anti-tumorais (células NK e
células T CD8+) por uma via dependente das proteinas
Granzima B e Perforina.

Um artigo a ler sem dúvida. 

Um forte abraço.

Pedro



</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Olá malta.

Sejam bem-vindos a uma nova edição do podcast
Journal Club Imunoterapia Tumoral.
...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edição #5 Bollard et al 2007 Blood 110: 2838</title>
      <description>
        <![CDATA[Nova edição onde apresento-vos um artigo sobre um ensaio clinico de imunoterapia nao randomizado sobre linfomas EBV de Hodgkins e nao Hodgkins. Neste ensaio clinico celulas T CD8 são geradas in vitro contra um antigenio subdominante de EBV - LMP2, atraves do uso de células dendriticas e celulas B linfoblasticas autologas de pacientes com linfoma. As CTLs assim geradas foram transferidas adoptivamente nos pacientes em varias infusoes e resultaram segundo os autores em respostas clinicas completas, ou parciais e estabilizacao da doenca, oque neste tipo de cancros não é meritório. Eis portanto um artigo que apresenta dados que merecem ser utlizados como referencia demonstrando a eficacia e o potencial da imunoterapia no tratamento de tumores.


]]>
      </description>
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      <pubDate>Wed, 14 Nov 2007 00:16:00 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2007-11-13T16_16_00-08_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
      <itunes:keywords>imunoterapia,ebv,antigénio,lmp2,linfoma,células,dendriticas,ensaio,clinico</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Nova edição onde apresento-vos um artigo sobre um ensaio clinico de imunoterapia nao randomizado sobre linfomas EBV de Hodgkins e nao Hodgkins. Neste ensaio clinico celulas T CD8 são geradas in vitro contra um antigenio subdominante de EBV - LMP2, atraves do uso de células dendriticas e celulas B linfoblasticas autologas de pacientes com linfoma. As CTLs assim geradas foram transferidas adoptivamente nos pacientes em varias infusoes e resultaram segundo os autores em respostas clinicas completas, ou parciais e estabilizacao da doenca, oque neste tipo de cancros não é meritório. Eis portanto um artigo que apresenta dados que merecem ser utlizados como referencia demonstrando a eficacia e o potencial da imunoterapia no tratamento de tumores.


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      <itunes:subtitle>Nova edição onde apresento-vos um artigo sobre um ensaio clinico de imunoterapia nao randomizado ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Edicao #4 Peng et al 2007 Immunity 27:334</title>
      <description>
        <![CDATA[ Olá malta.
Nesta edição apresento-vos um artigo onde as celulas T gamma delta provenientes de linfocitos infiltrantes de cancro da mama humano apresentam capacidade reguladora. Estas células apresentam a capacidade de inibir a proliferação de linfocitos e a função de células dentriticas maturas. Esta actividade reguladora pode ser revertida pela acção de ligandos de TLR8.
Espero que gostem e deixem os vosso comentários.

Um abraco

Pedro


]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://pmsalves.podomatic.com/entry/2007-10-21T06_56_12-07_00</guid>
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      <pubDate>Sun, 21 Oct 2007 13:56:12 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary> Olá malta.
Nesta edição apresento-vos um artigo onde as celulas T gamma delta provenientes de linfocitos infiltrantes de cancro da mama humano apresentam capacidade reguladora. Estas células apresentam a capacidade de inibir a proliferação de linfocitos e a função de células dentriticas maturas. Esta actividade reguladora pode ser revertida pela acção de ligandos de TLR8.
Espero que gostem e deixem os vosso comentários.

Um abraco

Pedro


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      <itunes:subtitle> Olá malta.
Nesta edição apresento-vos um artigo onde as celulas T gamma delta provenientes de l...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>episódio 3: Nagaraj, S. et al Nat Med 13, 828-835 (2007)</title>
      <description>
        <![CDATA[Ola malta
Mais uma edição do podcast.
Hoje vamos discutir o artigo Nagaraj, S. et al. Altered recognition of antigen is a mechanism of CD8+ T cell tolerance in cancer. Nat Med 13, 828-835 (2007). Um artigo bem interessante, muito bem escrito e que é de uma leitura linear e de fácil compreensão. 
O artigo mostra como as células mieloides supressoras presentes nos tumores e nos ganglio linfáticos drenates induzem tolerância sobre células T CD8 específicas de antigénios tumorais. 
Mostra-se que os radicais de oxigénio nomeadamente o peroxinitrito modifica a estrutura molecular do TCR e do CD8 na superficie dos linfócitos e impedindo a sua resposta funcional.

Deixem os vossos comentários e sugestões...

Boa semana.
Pedro


]]>
      </description>
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      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2007-09-23T04_01_02-07_00</comments>
      <pubDate>Sun, 23 Sep 2007 11:01:02 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>Ola malta
Mais uma edição do podcast.
Hoje vamos discutir o artigo Nagaraj, S. et al. Altered recognition of antigen is a mechanism of CD8+ T cell tolerance in cancer. Nat Med 13, 828-835 (2007). Um artigo bem interessante, muito bem escrito e que é de uma leitura linear e de fácil compreensão. 
O artigo mostra como as células mieloides supressoras presentes nos tumores e nos ganglio linfáticos drenates induzem tolerância sobre células T CD8 específicas de antigénios tumorais. 
Mostra-se que os radicais de oxigénio nomeadamente o peroxinitrito modifica a estrutura molecular do TCR e do CD8 na superficie dos linfócitos e impedindo a sua resposta funcional.

Deixem os vossos comentários e sugestões...

Boa semana.
Pedro


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      <itunes:subtitle>Ola malta
Mais uma edição do podcast.
Hoje vamos discutir o artigo Nagaraj, S. et al. Altered r...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Journal Club Imunoterapia Tumoral : Matter et al 2007 Cancer Res 67: 7467</title>
      <description>
        <![CDATA[Nesta edição vou apresentar-vos um artigo bem interessante de Matter et al 2007 Cancer Res 67: 7467 "Decreased tumor surveillance after adoptive T-cell therapy".
Os autores demonstram que a transferência adoptiva de células T CD8 monoclonais num ratinho imuno-competente, promove o crescimento de um tumor expressando a antigénio para o qual as células T CD8 injectadas são especificas.
O artigo levanta portanto sérias duvidas sobre a eficácia deste tipo de estratégia terapeutica para o tratamento e controlo de tumores e sugeres as razões da variabilidade de resultados obtida em vários ensaios clinicos já realizados em humanos.


]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://pmsalves.podomatic.com/entry/2007-08-27T09_14_17-07_00</guid>
      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2007-08-27T09_14_17-07_00</comments>
      <pubDate>Mon, 27 Aug 2007 16:14:17 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/pmsalves/episodes/2007-08-27T09_14_17-07_00</link>
      <dc:creator>Pedro Alves</dc:creator>
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      <itunes:summary>Nesta edição vou apresentar-vos um artigo bem interessante de Matter et al 2007 Cancer Res 67: 7467 "Decreased tumor surveillance after adoptive T-cell therapy".
Os autores demonstram que a transferência adoptiva de células T CD8 monoclonais num ratinho imuno-competente, promove o crescimento de um tumor expressando a antigénio para o qual as células T CD8 injectadas são especificas.
O artigo levanta portanto sérias duvidas sobre a eficácia deste tipo de estratégia terapeutica para o tratamento e controlo de tumores e sugeres as razões da variabilidade de resultados obtida em vários ensaios clinicos já realizados em humanos.


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      <itunes:subtitle>Nesta edição vou apresentar-vos um artigo bem interessante de Matter et al 2007 Cancer Res 67: 74...</itunes:subtitle>
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