<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' gd:etag='W/&quot;D0MCSXk9eCp7ImA9WhFWEE4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050</id><updated>2013-07-28T11:17:48.760-07:00</updated><category term='Sereia'/><category term='CFA'/><category term='J.K'/><category term='Dias claros noites densas - B.B'/><category term='Caio Fernando Abreu'/><title>Jovem Escritora</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default?redirect=false&amp;v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>154</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry gd:etag='W/&quot;CUIDRHk4eyp7ImA9WhFRE0U.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-4890360945577775771</id><published>2013-06-27T18:39:00.000-07:00</published><updated>2013-06-27T18:39:35.733-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-06-27T18:39:35.733-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 12 </title><content type='html'>Eu acho que odiei Gin desde o segundo em que o vi. Também acho que o amei no mesmo segundo. Aquele jeito tão irresponsável de ser era divertido. Ele parecia tão forte e seguro de si... Como se o mundo pudesse cair ao redor dele e mesmo assim, ele estaria ali... Intacto. Como alguém poderia ser assim, tão controlado ? Gin não me contara muito sobre sua vida. Ele disse que a vida de um Guardião só começa quando encontra sua Sereia. Aquilo soou um pouco romântico, na verdade. Eu nunca poderia olhar para Gin com um olhar romântico. Ele me avisou sobre o que acontece, quando essas coisas acontecem entre Guardiões e Sereias. O Guardião é banido para o mundo humano e a Sereia é obrigada a se virar sem alguém para protegê-la. Eu não precisava arriscar aquilo e eu queria Gin comigo. Ele era um ótimo amigo.&lt;br /&gt;
-Norah? - ele me chamou docemente.&lt;br /&gt;
-Se for começar com baboseiras que não terminará de explicar poupe saliva. Estou estudando regeneração! - disse no meu tom de sempre. Gin havia me dito que como Sereia Rainha, devia conhecer sobre a natureza que me cercava, para controla-lá. Era incrível como eu me sentia poderosa quando fazia um grão de feijão brotar num copo com algodão. Não era como se eu estivesse reinando em Ilhad, claro. Eu não tinha capacidade para isso ainda. As Anciãs haviam tomado o trono, desde que Anne Bell desertou, quando me deu a luz, só estavam estendendo o Reinado Perfeito, mas eu não poderia deixá-las assim por mais tempo. Margot havia investido fortemente contra o reino diversas vezes e minha tarefa era proteger Ilhad. Para isso, eu precisaria conhecer Ilhad.&lt;br /&gt;
-Estamos aqui faz duas semanas, cabeça de bacalhau... E você nunca perguntou sobre o primeiro dia em que estivemos aqui. Alguma hora você terá de saber... Sobre o que você viu. Sobre a razão de Leon ter vindo aqui. - ele estudou meu rosto delicadamente. Fingi não reparar enquanto desfiava o fio de uma blusa que ele trouxera pra mim.&lt;br /&gt;
-Certo. Conte-me. - coloquei o livro grosso de lado e o olhei para ele, como uma criança prestes a ouvir uma historia de contos de fada. Tentei ao máximo parecer interessada., mas estava com medo. Algo me dizia que toda a harmonia e paz que eu encontrara ali naquela casa, junto com Gin pudesse ser quebrada, a partir do momento que eu soubesse mais. Sobre mim mesma, sobre ele, sobre Ilhad...&lt;br /&gt;
-Margot usa como ataque a sedução da fonte. A fonte que você viu, é onde se encontra o Coração de Ilhad. Foi de lá que saiu esse medalhão - ele tocou delicadamente o medalhão no meu peito - e de onde saiu o medalhão de Margot, que você destruiu. A essa altura, ela deve ter encontrado um novo, claro. - ele se levantou e andou até o outro lado da sala. Ele parecia incomodado - Há dois reinados atrás... Eu nasci. Você também.&lt;br /&gt;
Dois reinados... Tentei raciocinar. Isso equivaleria 200 anos. Eu tinha 19.&lt;br /&gt;
-Não, Norah. Você nasceu no mesmo momento que eu. Hector te manteve encubada e não te deixou sair de forma alguma, até que Anne Bell ouviu sobre isso. Eu e ela fomos até Hector e a tiramos dele, mas ela não sabia como cuidar de uma criança, ainda mais uma criança aparentemente humana. Você não possuía nada relacionado a esse mundo. Achamos que você era somente humana... Mas nunca na historia de Ilhad, uma filha de uma Sereia e um Guardião nasceu humana. Nunca. Mas não conseguíamos achar o erro.&lt;br /&gt;
Me senti uma especie de infortúnio. A sensação passou rapidamente. Gin me olhou, como quem diz "hey, Norah, eu escuto o que você pensa e sinto o que você sente. Não precisa se sentir assim. Apenas me escute, criança".&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;-Tentamos cuidar de você até seus dois anos... E foi nesse tempo que você conseguiu a cicatriz no braço esquerdo. Eu te derrubei da escada e você se arranhou no corrimão. - ele riu, com a lembrança e eu toquei com receio a larga e longa cicatriz branca, um pouco abaixo do meu ombro - uma série de coisas como essa fizeram com que eu e Anne devolvêssemos você a Hector, alegando que ele estava com a criança errada. Você não podia ser a Herdeira. Hector se sentiu feliz com isso e muito satisfeito. Não entendemos porque. Eu e Anne a visitávamos com frequência, mas um dia Anne decidiu que era hora de encarar que Ilhad, pela primeira vez, não tinha uma Herdeira. Era hora da herdeira de Margot ter seu lugar. Todos temeram com a ideia, mas era a tradição. Precisava ser seguida. - Gin sentou-se próximo de mim - Margot teve sua Herdeira. Ela foi concebida uma semana depois de você e de mim, junto com seu Guardião, filho de Leon com uma humana, Cássia. A herdeira de Margot desapareceu assim que atingiu a fase adulta. Você ainda estava encubada, quando isso aconteceu.&lt;br /&gt;
-Gin... Podemos falar disso depois? - disse encolhendo os ombros. Aquilo me assustava um pouco.&lt;br /&gt;
-Norah, você precisa encarar as coisas. - ele se levantou. Senti uma leve irritação na sua voz - você não está mais simplesmente no mundo humano. Para de empurrar as coisas. Encare de uma vez !&lt;br /&gt;
Corei. Senti a raiva de Gin arder no meu rosto, mas sabia que aquilo não era vindo de mim. Me calei, e assenti. Eu ouviria o que ele quisesse. Não exatamente por querer isso, mas por não ter opção.&lt;br /&gt;
-Então... &amp;nbsp;uma coisa de cada vez... - abaixei a cabeça, percebendo algo obvio... Leon. - eu conheço Leon, não conheço?&lt;br /&gt;
Gin me olhou meio confuso. Alguns segundos depois, ele entendeu minha dúvida.&lt;br /&gt;
-Sim, Norah. Ele foi seu namoradinho. - ele disse as palavras com nojo. Eu corei. Leon foi uma parte estranha pra mim. Ele nunca foi o tipo de cara que você pode dizer "não". Ele era determinado demais.&lt;br /&gt;
Minha cabeça girou um pouco. Porque Leon estaria presente na minha vida? Me lembrei vagamente do garotinho que eu conhecera no colegial. Era magricela e tinha cabelos crespos, mas nada lembrava esse Leon.&lt;br /&gt;
-Assunto pra se encarar depois? - Gin sorriu de leve. Concordei. - Norah, o que importa é que Margot a quer. Por isso ela te fez ver a fonte. Ela quer seu poder, para achar sua Herdeira.&lt;br /&gt;
-Qual... Qual o nome... dela? - hesitei. Tinha medo de saber.&lt;br /&gt;
-Laura - ele me olhou, com curiosidade. - conhece alguém com esse nome, Norah?&lt;br /&gt;
-Hum? Não... Não que eu me lembre, Gin. Por que? Tem importância? - me esforcei ao máximo pra não pensar em Laura. Laura que crescera comigo, e me ajudara em muitas coisas. Não podia ser ela.&lt;br /&gt;
-Sim. Muita. Se ela tiver contato com você, muita coisa pode mudar em Ilhad. Não sabemos quem ela apoia. - Gin olhou meu rosto demoradamente. Era como se ele soubesse o que eu estava pensando... Hum... Ele sabia.&lt;br /&gt;
-Gin, não quero ter essa conversa - levantei, um pouco depressa demais - Hum... Quer falar sobre meu primeiro dia aqui? Falemos! Você havia me dito que me levaria ao coração de Ilhad! Ainda não fomos ! - fiquei entusiasmada. Gin pensou durante um tempo, mas eu sentia que ele concordava.&lt;br /&gt;
-Ok. Mas, Leon irá junto. Por precaução. - ele me olhou receoso.&lt;br /&gt;
-Por que temos de levá-lo?! Ele quase me matou ! - estava confusa. Ele não precisava ser mantido sob vigilância?&lt;br /&gt;
-Leon é meu irmão e Guardião de Margot, Norah. Com ele por perto, ela não pode usar seus &lt;i&gt;truquezinhos.&lt;/i&gt; Ligações de Sangue são mais fortes do que ligações de Guardiões. Estaremos mais seguros se ele estiver lá.&lt;br /&gt;
Concordei. Estar segura seria algo realmente bom, embora eu já me sentisse assim, perto de Gin. Leon não era necessário. Mas eu concordaria com qualquer coisa, não tinha noção do que pensar. Ou de como me sentia. Me entreguei totalmente aos cuidados de Gin. Ele me protegeria, tinha plena certeza disso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caminhamos para fora da nossa pequena casa, e Leon nos aguardava do lado de fora com um sorriso malicioso que eu reconheci. Eu já o havia visto antes. Uma menina de aparência depressiva estava junto com ele, de cabeça baixa. Ela vestia uma blusa preta, de gola V e &amp;nbsp;uma bermuda caqui preta, também. Ao menos, eu e Gin não eramos os únicos a nos vestir de forma normal, pensei. Algo me incomodou, na menina... Seus pés estavam muito feridos e ela escondia seus pulsos.&lt;br /&gt;
-Norah... - Gin tocou meu braço, puxando-me para perto dele. "&lt;i&gt;Não se dirija a ela&lt;/i&gt;", ele alertou-me. - Vamos.&lt;br /&gt;
Não entendi o que havia acontecido, mas concordei. Durante todo o caminho pelas ruas de pedras talhadas que dominavam Ilhad eu olhava para a menina. Seus longos cabelos pretos cobriam todo o seu rosto e quase não era possível determinar qual era sua expressão. Eu queria saber quem era ela, mas Gin apenas me disse que não poderia me contar, ali. Não entendi. A ligação não garante que Sereia e Guardião obtivessem sigilo total?&lt;br /&gt;
Estávamos entrando numa especie de bosque, quando eu vi um leão enorme sair do meio das arvores e ir em direção a menina depressiva, rapidamente. Não, sério. &lt;i&gt;Rapidamente. &lt;/i&gt;Só consegui enxergar que era um leão e que ele estava do lado da menina um segundo depois.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Não reaja... Finja que nem reparou a presença dele. &lt;/i&gt;Gin alertou-me e continuou andando, como se nada tivesse acontecido. Como se não houvesse um leão enorme se enroscando carinhosamente nas pernas de uma menina que parecia morta.&lt;br /&gt;
-Rubus - a menina sussurrou. Olhei para ela, automaticamente, mas Gin me virou no mesmo segundo. &lt;i&gt;Continue andando, Norah. Não olhe para ela.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Andamos durante um bom tempo em silencio. Isso me incomodou um pouco, e eu acabei fazendo um bico inconsciente. Eu gostaria de conversar com Gin, não de seguir uma caminhada com um ex namorado e uma menina estranha. Na verdade, eu começava a me perguntar se &lt;i&gt;aquilo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;era mesmo uma menina.&lt;br /&gt;
Bom, humana ela não era. Podia sentir poder vindo dela. Não mais do que sentia em Gin, mas o suficiente para machucar alguém. Tive certeza disso quando chegamos na fonte. Meu queixo quase saiu correndo da minha cara quando eu vi aquele cenário mais que perfeito. Era mesmo uma FONTE. mas uma totalmente natural. Tinha pedras talhadas ao redor que pareciam tão naturais que assustavam. Não parecia que algum ser humano pudesse ter feito aquilo. Cada minusculo pedaço com pequenos traços azuis... Era lindo. A água era tão clara que eu podia facilmente enxergar o fundo, sem muito esforço. Peixes coloridos e de vários tamanhos nadavam e eu sentia que seu pulasse lá dentro, poderia nadar junto com eles, sem assustá-los. Me esforcei um pouco pra enxergar algo que estava embaixo de uma arraia gigante. Era azul e brilhava bastante. Era uma versão super ampliada do meu medalhão. Era o Coração de Ilhad.&lt;br /&gt;
-É aqui, Norah. Pegue- Gin me entregou uma mochila que eu não havia percebido que ele carregara. Eu não havia percebido nada em meu Guardião naquele dia, na verdade.&lt;br /&gt;
-O que é isso? - perguntei examinando a mochila de veludo vermelha. Todas as bolsas ali eram de veludo ?&lt;br /&gt;
- Roupas secas. Você vai precisar. - Ele começou a tirar a blusa - Vamos. Tire a roupa.&lt;br /&gt;
Fiquei olhando para a cara dele. Sua expressão divertida no rosto me fez rir.&lt;br /&gt;
-Hum... Não me sinto confortável com isso. - Me virei e vi Leon apenas de bermuda e a menina com um biquíni preto, Asa delta. Não sabia nem que ainda usavam isso hoje em dia.&lt;br /&gt;
-Vamos, Norah. Você vai gostar. Tenho certeza. - Ele me encorajou, subindo na borda da Fonte.&lt;br /&gt;
-Hum... Ok. - retirei minha blusa e a bermuda velha que eu vesti de manhã. Me senti MUITO mal de estar de calcinha e sutiã na frente de Gin e de Leon, mas os segui. Gin lançou-se no fundo da fonte, e surpreendentemente os peixes não se afastaram dele. A arraia começou a se mexer preguiçosamente em cima da pedra brilhante e roçou nos calcanhares do meu Guardião. Pensei em dizer algo como " HEY GIN, ESSE BICHO PODE TE MACHUCAR!". Minha mãe sempre me falava para ter cuidado com elas, mas foi como se aquele bicho fosse um cachorrinho de estimação. Igual ao Leão da menina, que agora cochilava tranquilamente perto de uma arvore.&lt;br /&gt;
Respirei fundo e me joguei na fonte, junto com os outros. Não conseguiria explicar como me senti nem em mil anos. A única coisa que posso descrever é que foi como se tivesse tomado uma injeção de energia, direto na veia! Os peixes mordiscavam minha pela, pedindo atenção, e a arraia chegou perto de mim, lentamente, como que esperando minha aprovação. Hesitei. Gin olhou para mim, se divertindo com aquilo, como se fosse muito obvio o fato de ela não me machucar. Confiei. Estiquei lentamente minha mão, e acariciei a parte superior da arraia, e ela se esfregou na minha perna, como um cachorrinho. Aquilo foi muito divertido! Eu me senti, finalmente, no meu lugar. Na água. Nada faltava, nada estava errado.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/4890360945577775771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/06/sereia-parte-12.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/4890360945577775771?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/4890360945577775771?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/06/sereia-parte-12.html' title='Sereia - Parte 12 '/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;D0UESXs-fCp7ImA9WhFSFE4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-4410185763327630440</id><published>2013-06-13T20:02:00.000-07:00</published><updated>2013-06-16T19:13:28.554-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-06-16T19:13:28.554-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia- 11</title><content type='html'>Não entendi a razão de Gin me deixar sozinha na casa e correr pra longe. Não entendi porque ele chamou por Margot tão furiosamente. Ela não estava morta? A Rainha não a matara? Aquilo não era da minha conta, era? Melhor seria se eu apenas descansasse. Precisava de um banho e era isso que eu iria fazer. Assim que descobrisse onde ficava o banheiro. Comecei a andar pelos corredores da pequena casa. Havia um comodo, ao lado da sala. Hesitei antes de empurrar a porta, mas não havia necessidade de hesitação. A casa era minha, não ?&lt;br /&gt;
-Não entre aí, menina. - ouvi uma voz, nas minhas costas e me virei, assustada.&lt;br /&gt;
-Quem é?&lt;br /&gt;
-Leon. Irmão de Gin. - ele se abaixou, reverenciando-me. Leon não era nada parecido com Gin. Ele era magricela e tinha os cabelos curtos e crespos, embora fosse muito branco. Vestia uma roupa engraçada, com sapatos pontudos. Me perguntei se todos ali se vestiam assim, mas logo afastei a ideia.&lt;br /&gt;
-Gin não me disse nada sobre ter um irmão. - recuei. Tinha plena certeza de que tinha que estar em alerta para tudo.&lt;br /&gt;
-Não há necessidade de se afastar de mim, ou me desejar fora. Há muito que Gin não poderá te explicar. Talvez eu possa. - ele tentou se aproximar, lentamente - como por exemplo, a razão de você não poder entrar nesse quarto.&lt;br /&gt;
Olhei pra porta, receosa.&lt;br /&gt;
-Vá em frente- encorajou-me ele - tente entrar.&lt;br /&gt;
-Qual seu nome mesmo? - fingi ignorar o que ele dissera. - Leon, certo? Por que você simplismente não sai da minha casa e volta quando Gin estiver aqui. Quero ouvi-lo dizer que você é quem diz que é e que posso confiar em você.&lt;br /&gt;
-Se assim deseja, Majestade - ele se curvou, novamente - Mas... Por que não o intima a vir agora? A sua ligação está com problema de confiança? - vi um sorriso muito sarcástico nascer no canto de seu lábio.&lt;br /&gt;
-Nossa ligação está ótima, senhor Leon. Por gentileza, deixe-me. - usar esse vocabulário ainda me era estranho.&lt;br /&gt;
-E onde está seu tão confiável Guardião? Deixar uma Rainha assim... Desprotegida. Não é algo comum de Gin - Ele se aproximou de mim. Observei enquanto seu braço lentamente obtinha uma coloração marrom, e seus dedos se fechavam, como a ponta de uma lança. Recuei. Minha respiração se tornou mais rápida e intensa, até que o ar começou a pesar ao meu redor.&lt;br /&gt;
-O que foi, Majestade? - ele se aproximou e eu recuei, até tocar na parede, ao lado da porta que ele me instigou a entrar. - está assustada, querida?&lt;br /&gt;
-Não... se... aproxime - Respirei fundo e controlei a respiração. Tentei ao máximo, reunir toda a pressão que eu sentia sair do meu corpo, e focar em um só alvo : Leon.&lt;br /&gt;
-Norah! Querida! Não haja assim... Vamos nos divertir, aqui. - Leon tocou meu rosto com a ponta do seu braço e fez um risco. Hesitei por um segundo, e logo depois, despejei toda a pressão na direção dele. Ouvi um grito e barulho de vidro quebrando por todos os lados. Leon estava jogado no outro lado da sala, quando abri os olhos. Havia sangue no corpo inteiro, exceto no braço pontudo. Recuei. Desejei mais do que nunca, Gin ali, perto para me guardar. Era esse o trabalho dele, não era? Era por isso que eu o chamava de Guardião.&lt;br /&gt;
Alguns minutos se passaram, antes que algo se movesse na casa. Eu estava em choque. Não sabia dizer o que eu havia feito. Não queria dizer. Eu havia ferido alguém, e isso nunca seria algo que eu me orgulharia. Nunca. Escorreguei pela parede, até sentar no chão. Meus olhos não desgrudavam de Leon, do outro lado. Eu sentia medo, mas não demonstrava isso. Estava apavorada. Queria ir perto dele, e ver se estava vivo, se seu coração batia ou se ainda respirava, como o técnico de natação nos ensinou a fazer, no 5º ano, mas permaneci imóvel, observando-o. Eu senti meu corpo rígido se mover lentamente. Digo que senti, porque eu definitivamente não estava controlando aquilo. Assisti enquanto meu braço se esticava e me ouvir pronunciar algumas palavras logo após, meu corpo começou a ferver, e do meu braço esquerdo, surgiram escamas. As escamas saíam dolorosamente, enroscando e tomando o lugar de cada pedacinho de pele, desde as pontas dos dedos, até o cotovelo. Aquela massa dura e branca parou de crescer, e eu comecei a gritar. Aquilo começou a apertar e parecia que estava quebrando meus ossos.&lt;br /&gt;
-GIN! - chorei - Por favor, Gin ! Gin !&lt;br /&gt;
-Norah... Ele não vai te ouvir. - Leon levantou-se, cambaleando. - Mas , nossa, garota... Você é forte!&lt;br /&gt;
-Faz isso parar, por favor - arfei, entre gritos.&lt;br /&gt;
-Fazer parar ? Agora que estou começando. - ele se aproximou de mim - sabe o que está acontecendo agora?&lt;br /&gt;
-Por favor... &amp;nbsp;- gemi - por favor, Leon.&lt;br /&gt;
-Nesse exato segundo, eu estou fechando minhas escamas em você. Esse é meu ataque. Elas se fincam na vitima, e vão quebrando os ossos, tomando o lugar na pele, e subindo... - as escamas realmente começavam a subir. Avançaram pelo cotovelo e chegaram ao ombro. - subindo... até que chega nas partes vitais da pessoa... E aí...&lt;br /&gt;
-E aí, meu caro Leon, você é detido. De novo. - Uma voz surgiu atrás de mim. Meu braço parou de doer, e começou a formigar. A massa branca, começou a regredir, até que atingiu a ponta dos meus dedos, e caiu no chão, como se fosse um misero pedaço de unha quebrada. Atordoada, me levantei, buscando apoio na parede atrás de mim.&lt;br /&gt;
-Mirla. Hum. Você. - Leon respondeu, entediado. - O que uma vadiazinha como você está fazendo aqui?&lt;br /&gt;
-Eu teria mais respeito, Leon. Lembre-se sempre de quem eu sou. - Levantei a cabeça e enxerguei uma pequena forma na minha frente. Era uma criança. Apenas uma criança. Ela tinha um cabelo ruivo muito longo, e usava uma saia curta, e uma blusa de rendas, justa. Seus olhos verdes e enormes se focaram em mim - Você está bem, minha querida?&lt;br /&gt;
-Sim, eu acho. - respondi, tocando meu braço, e o movimentando. - Sim, estou. Hum.. Quem é você ?&lt;br /&gt;
-Sou Mirla. - ela curvou-se - Quinta Anciã. Protetora das fontes e da magia Verde, asseguradora da regeneração.&lt;br /&gt;
-Hum... Sou...&lt;br /&gt;
-Norah - ela me interrompeu. Eu ainda estava confusa com todos os títulos que ela mencionara - Creio que toda Ilhad a conhece, minha querida.- Sua voz era suave, e me acalmou. - Mas, vamos ao que importa. Leon. Espero que saiba que será punido. Essa não é apenas mais uma Sereia chegada. Ela é a Majestade. A Rainha. Imperatriz das Aguas. Como ousa atacá-la? Quer realmente ser mandado para longe de Ilhad para sempre? Mais uma ação como essa, e você será. Fui clara?&lt;br /&gt;
Os olhos de Leon se arregalaram. Ele não parecia realmente saber quem eu era. Para ele, as palavras de Mirla estavam confusas.&lt;br /&gt;
-Não achei que ela realmente fosse a Rainha do século. Realmente não. A mutação foi muito tardia. A fonte quase se secou. Ela não poderia ser. - ele disse mais para si mesmo, do que para Mirla. Não entendia nenhuma palavra com clareza.&lt;br /&gt;
-Mas ela é. E como Guardião de Margot, não é preferível que você esteja aqui. Ela quer você de volta, meu jovem. Até quebrarmos a ligação de vocês, é seguro que não fique por aí, correndo o risco de estar na frente de um saco de confusão e fúria, que pode ser despejado em você - ela levemente inclinou a cabeça na minha direção- fui clara? - Ela aproximou-se dele, com doçura e acariciou seus cabelos - Estamos fazendo muito para que você viva... Não desperdice isso quando a sua morte resultaria no fim dos problemas de Ilhad, meu caro.&lt;br /&gt;
-NORAH! - Gin entrou exasperado na casa e me olhou, confuso. - Leon?! Mirla?! Que diabos aconteceu aqui?!&lt;br /&gt;
Mirla o olhou com atenção e fechou a cara. Sua expressão ficou nublada.&lt;br /&gt;
-Como assim "o que diabos aconteceu aqui?" ? Sua ligação não foi feita? E você a deixa sozinha, sem a ligação?! - Mirla gritou. Sua voz estava aguda demais, quase feriu meus ouvidos.&lt;br /&gt;
-Não, não - disse Gin, afastando-se de Mirla e indo aconchegar-se atrás de Leon. Meu Guardião era um frouxo!&lt;br /&gt;
-Você sabe o que isso quer dizer, não é Gin?! - Mirla usava um tom muito sério. Eu senti vontade de rir, e de alguma forma, vi Gin soltando risinhos do outro lado da sala. - Você ousa rir?!&lt;br /&gt;
-É Norah! Ela está achando graça ! Ela! Juro! - Ele sorria freneticamente, como eu queria fazer. Não entendia porque meus lábios estavam selados. Meu rosto estava imparcial.&lt;br /&gt;
-Norah? - Mirla fitou-me. A vontade de rir saiu e eu senti medo. Seus olhos eram ameaçadores - Você me acha engraçada? - aquilo foi engraçado, vindo de uma criança, mas nem por um segundo pensei em dizer sim.&lt;br /&gt;
-Não! - meus olhos se arregalaram, e ela sorriu. Sorriu não, gargalhou. -Gin? - ele se aproximou de mim, lentamente, olhando fixamente para Mirla. Leon gargalhou em seguida.&lt;br /&gt;
-Bem vinda, Norah! - Mirla abraçou-me calorosamente. Fiqei sem me mover, um pouco. Estava desnorteada. O que houve ali mesmo?&lt;br /&gt;
-Hum.. oh... O... Obrigada. - acho que sorri. Não exatamente porque quis. Olhei pra Gin, e ele me encorajou, com o olhar.&lt;br /&gt;
-Anime-se, Norah! Esse é seu lar! - ela se afastou e sorriu. Delicadamente, ela colocou a palma da mão sob meu peito, e recitou algumas palavras. Quando terminou, toda a destruição que causei dentro da casa foi desfeita. Cada misero pedaço de vidro quebrado, e parede rachada voltava ao seu lugar. Como mágica. Eu amei aquilo. Me assustava, mas eu amei.&lt;br /&gt;
-Enfim. Preciso levar Leon de volta ao seus aposentos. - Mirla lançou um olhar severo - de onde ele não devia ter saído. Espero que goste do lugar, Norah. Gin o montou durante anos. Ele não parava de tagarelar sobre como a nova Rainha era linda e espontânea. O Conselho estava quase indo buscá-la pessoalmente para ver se assim ele se calava. Tenho dó de &amp;nbsp;Anne B...&lt;br /&gt;
-Já entendemos, Mirla. - Gin afirmou, vermelho, olhando pra mim pelos cantos. - Por que não leva meu irmão? Eu e Norah temos muito que conversar.&lt;br /&gt;
-Hum... - Mirla o lançou um olhar misterioso - Tudo bem. Seja prudente.&lt;br /&gt;
Ela sorriu e delicadamente saltitou para fora da casa.&lt;br /&gt;
Gin lançou-se no sofá.&lt;br /&gt;
-Não tem algo pra me contar, Guardião?! - surtei.&lt;br /&gt;
-Ah, sim. Leon é meu irmão. - Ele sorriu e pegou uma revista.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/4410185763327630440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/06/sereia-11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/4410185763327630440?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/4410185763327630440?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/06/sereia-11.html' title='Sereia- 11'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEcDQHY5eCp7ImA9WhBaFkw.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-1114242947557009255</id><published>2013-05-26T16:47:00.001-07:00</published><updated>2013-05-26T16:47:51.820-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-05-26T16:47:51.820-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 10</title><content type='html'>Aquela estranha sensação de familiaridade tomou conta de mim quando Gin me levou ao que seria meu "lugar" em Ilhad. Era uma casa pequena, e muito intrigante, parecia feita especialmente para mim. Seu muro baixo, grade preta e um pequeno jardim, que eu cuidaria com cuidado, me chamavam. Esperavam por mim ali há anos. A porta era branca e tinha um N. G. talhado em vermelho. Não lembrei de&amp;nbsp;início&amp;nbsp;o que as letras queriam dizer. Gin se apressou e abriu caminho. A parte de dentro era perfeita... Parecia que eu havia desenhado e construído o lugar todo, tudo se encaixava perfeitamente, como se cada móvel fosse uma parte exclusiva do ambiente. Nunca havia sentido aquela confiança por estar em um lugar, como estava sentindo naquela hora. Como se eu pudesse fazer tudo, como se eu pudesse ser tudo. E eu podia.&lt;br /&gt;
-Norah? - Gin me chamou, virei distraidamente e o vi pegando uma pequena caixa que parecia talhada a mão.&lt;br /&gt;
-Sim?&lt;br /&gt;
-Isso pertenceu a todas as Sereias Mestras de Ilhad. E como parte da tradição, eu, Gin, Seu Guardião e Protetor, estou lhe oferecendo, em nome do Reino, a nossa benção e proteção.&lt;br /&gt;
Ele recitava as palavras como se fossem parte de um ritual. Havia segurança em sua voz. Havia confiança em cada gesto, e até sua respiração estava controlada. Como se ele estivesse esperando por isso ansiosamente, e estivesse aproveitando deliciosamente aquele momento. Como eu estava. A sensação de ser uma Sereia Mestra era incrível. Eu sentia poder no meu sangue sempre que pensava nisso. Sentia uma pressão deliciosa no fundo do estomago, que se espalhava por todo o corpo.&lt;br /&gt;
Ele retirou um colar com uma pedra grande e viva, como a que eu carregava no meu pescoço, mas muito maior. A minha pedra começou a se aquecer no meu peito, e foi como se as duas se chamassem. Gin delicadamente retirou o meu cordão e juntou com o que ele trouxera.&lt;br /&gt;
-Sua conexão com a Sereia Suprema esta feita. Sempre que estiver em perigo, ela saberá e mandará ajuda. Assim como eu sempre saberei.&lt;br /&gt;
Sorri. Não entendi ao certo o que aquilo queria dizer, mas sorri. Ele entregou de volta meu medalhão.&lt;br /&gt;
-Está feito, criança. - Gin guardou a pequena caixa que trouxera em um saco de veludo grosso e verde, depositando delicadamente sobre uma mesa de centro que estava na sala.&lt;br /&gt;
-Obrigada, guardião. - disse cordialmente. Me pareceu&amp;nbsp;necessário&amp;nbsp;cordialidade. - Essa é minha casa?&lt;br /&gt;
-Hum... - ele hesitou - nossa.&lt;br /&gt;
Passava meus dedos delicadamente em cima de uma mesa de centro, e parei quando ouvi suas palavras. O que ele queria dizer com "nossa"? Não estava realmente disposta a dividir minha casa com ele. Não entendia nem como eu podia chamar aquele lugar de "minha casa" estando somente há uns vinte minutos lá. Era como se eu vivesse a vida inteira ali, e que a casa de janela grande de frente pro mar, fosse somente uma casa de veraneio. Eu pertencia aquele lugar pequeno, seguro e feito para mim. Era meu lugar no mundo.&lt;br /&gt;
-Sim. Nossa. - ele sorriu. Gin era um cara realmente bonito. Seu sorisso era encantador e por um segundo, eu me distraí pensando sobre isso. &amp;nbsp;- Guardiões e Sereias vivem juntos, Norah.&lt;br /&gt;
-Hum... Posso pensar sobre isso mais tarde, também. - sacudi a cabeça. Alerta de assunto a se pensar depois. Como tudo ali. - ao menos eu tenho um quarto próprio? Ou dividiremos a cama também? Porque, sabe eu andei pensando, e...&lt;br /&gt;
-Você terá seu quarto. E vejo que já está confortável, fazendo suas piadas imorais. Você só faz isso quando se sente familiriazida, não é?&lt;br /&gt;
Cerrei os dentes.&lt;br /&gt;
-Hum... Não pense que sabe tudo sobre mim, Guardião. Está enganado.&lt;br /&gt;
-Você está enganada, Norah. Já disse. Te observo desde o berço. Sei cada passo seu e me lembro de cada misero detalhe... Desde suas birras por mamadeira, ou por doce quando era um bebê, até a forma que você chorou quando Leon, seu primeiro namorado te deu um pé na bunda - ele riu e eu corei. Lembrar de Leon não era exatamente legal. Cruzei meus braços - Qualé, Norah. Não precisa entrar na defensiva. E trate de desbloquear seus sentimentos. Não sinto nada vindo de você, e isso não é legal. A ligação tem que estar todo o tempo ativa. Pelo seu bem.&lt;br /&gt;
-Eu me viro. Amanhã conversamos... Tudo o que eu quero é tomar um banho e relaxar, Guardião. Estou cansada e minha cabeça está a mil! Poderia dormir por um milênio!&lt;br /&gt;
-Não seria a primeira a fazer isso. - ele sorriu.&lt;br /&gt;
-O que... ? Deixa. Não preciso saber sobre isso agora, certo? Onde fica o banheiro e onde é o meu quarto?&lt;br /&gt;
-Hum... Não mostrarei agora. Antes, tem um lugar que eu quero que você conheça. &amp;nbsp;É preciso caminhar um pouco, mas valerá a pena.&lt;br /&gt;
Considerei por uns segundos.&lt;br /&gt;
-Onde é? - perguntei, fingindo desinteresse e mergulhando no sofá marrom-esverdeado do outro lado da sala.&lt;br /&gt;
-No coração de Ilhad.&lt;br /&gt;
Aquelas palavras me estremeceram. Em uma serie de flash's eu vi uma floresta muita bonita, com uma fonte no meio. A agua era tão limpa que dava pra ver os peixes nadando lá em baixo. Era como se a água me chamasse. E então tudo escureceu. Eu arfei.&lt;br /&gt;
-Norah ! - Gin chamou, e de repente, tudo escureceu novamente. Acho que estava ficando de saco cheio, de tudo escurecendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Merda Norah ! - Ouvi Gin gritar. Ele me segurava muito perto do seu peito, e parecia preocupado. Minha cabeça girava e eu queria vomitar.&lt;br /&gt;
-O que? Me solta, seu idiota! - o empurrei para longe. - Mas que saco! O que houve?! O que você fez com a minha cabeça?!&lt;br /&gt;
-Como assim? Do que você tá falando? - ele pareceu realmente confuso - Você simplismente criou uma bolha de ar e quase destruiu a casa! Sorte que eu te controlei!&lt;br /&gt;
-Não criei não! Deve ter sido você ! Afinal, conseguiu entrar na minha cabeça e me fazer ver aqueles flash's idiotas! Que saco Gin! - Me levantei depressa, colocando a mão na boca. Realmente queria vomitar.&lt;br /&gt;
-Flash's? - Gin ficou sério.&lt;br /&gt;
-Sim. Foi isso que eu disse.&lt;br /&gt;
-O que você viu? - sua voz era carregada. Me senti com medo. Ele estava com medo.&lt;br /&gt;
-Não sei. Acho que uma floresta, sei lá. Aí tudo ficou escuro e pá! Você estava quase me beijando. Só isso.&lt;br /&gt;
-Uma floresta? - ele sussurrou. - Havia uma fonte?&lt;br /&gt;
-Sim. Uma bela fonte! A fonte me chamava, eu acho. Eu ouvi. E ... Haviam peixes.&lt;br /&gt;
-Margot! VADIA! - Gin berrou e saiu pela porta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/1114242947557009255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/05/sereia-parte-10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1114242947557009255?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1114242947557009255?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/05/sereia-parte-10.html' title='Sereia - Parte 10'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0QAQH4_eip7ImA9WhBUFk4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-5133730967743854930</id><published>2013-05-03T18:35:00.002-07:00</published><updated>2013-05-03T18:35:41.042-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-05-03T18:35:41.042-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 9 </title><content type='html'>-Fazem seis meses.&lt;br /&gt;
Seis meses?!&lt;br /&gt;
-Sim. Fazem seis meses desde que Margot te encontrou, naquela praia e te arrastou para o mar. &amp;nbsp;- ele me olhou duvidoso. Eu estava zonza por causa dos comprimidos e não sabia dizer exatamente como o rosto dele estava.&lt;br /&gt;
Esfreguei a face algumas vezes, na tentativa de passar a tontura, mas nada adiantou.&lt;br /&gt;
-Nossa, Norah. Você é mais fraca do que eu esperava. - Gin afirmou e me segurou, colocando-me inclinada na cama. - Você deve ficar de cabeça inclinada, ouviu bem? Não se mova. Eu volto já, com curandeiras. Não se mova.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;E saiu do quarto. Curandeiras? Não tive tempo o suficiente para pensar nisso, já q desabei no chão. Gin voltou rapidamente com duas mulheres e riu.&lt;br /&gt;
-Norah! Você é mesmo muito fraca! - ele me apoiou de volta para a cama.&lt;br /&gt;
-Fico tocada, Gin. Aposto que eu não podia ter tomado aqueles comprimidos. Ninguém em sã&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;faria isso, faria? - comecei a tagarelar, meio grogue.&lt;br /&gt;
-Faça-nos um favor e mantenha-se de boca fechada, sim? - Gin realmente sabia ser chato.&lt;br /&gt;
Obedeci, enquanto as duas mulheres me deram um tipo de liquido e uma delas tocou delicadamente minha testa e&amp;nbsp;sussurrou&amp;nbsp;algo. Quase&amp;nbsp;instantaneamente&amp;nbsp;me senti menos zonza.&lt;br /&gt;
-Obrigado,&amp;nbsp;Marília. - Gin agradeceu uma das mulheres. As duas se retiraram sem dizer uma palavra.&lt;br /&gt;
Pisquei várias vezes, fazendo minha visão desembaçar. Logo voltei ao normal. Quero dizer, completamente normal. Minhas pernas estavam ali, inteiras.&lt;br /&gt;
-Gin! - quase gritei, de entusiasmo por me ver completa.&lt;br /&gt;
-Vá com calma, moça. Fazem seis meses que você não se levanta. Vamos devagar...&lt;br /&gt;
Concordei, apoiando-me nele. Senti um cheiro familiar... Por um instante não nos movemos. Eu senti como se eu o conhecesse desde minha&amp;nbsp;infância, como se ele fizesse parte de toda minha vida.&lt;br /&gt;
-Vamos, Norah... - ele me puxou quebrando totalmente o frenesi.&lt;br /&gt;
Demos um passo por vez, o que tornou a tarefa mais fácil. Minhas pernas estavam bambas e eu sentia uma fome imensa.&lt;br /&gt;
-Você está indo bem, querida. - Gin elogiou.&lt;br /&gt;
-Não me chame assim, guardião. - sibilei.&lt;br /&gt;
Ele se manteve calado. Minha hostilidade o estava afastando de mim, e eu estava bem com isso. Imaginei que me manter afastada de todos daquele mundo estranho, iria tornar&amp;nbsp;fácil&amp;nbsp;a tarefa de ir embora.&lt;br /&gt;
Ingenua.&lt;br /&gt;
Caminhamos para fora daquele quarto e entramos em um corredor com várias portas. Aquilo era uma especie de enfermaria sinistra. Gin estava sempre atento aos meus movimentos, tomando cuidado para que eu não tombasse em momento algum, mas não pronunciou uma palavra sequer. Encontramos uma porta grande e espelhada e ela se abriu. Quando saímos, senti o peito do pé esquentar e dei um pequeno salto, e foi quando eu percebi que estava descalça. Gin me olhou divertido, mas não disse nada. Continuamos a andar.&lt;br /&gt;
O silencio se tornou um incomodo. Me sentia torturada ali.&lt;br /&gt;
-Então, Guardião, quantos anos tem? - perguntei, tentando começar algo como uma conversa.&lt;br /&gt;
Ele riu.&lt;br /&gt;
-Você é uma Sereia, acabou de conhecer sua mãe&amp;nbsp;biológica&amp;nbsp; quase morreu, sua vida toda foi uma mentira e o que me pergunta é a minha idade? Sério, Norah?&lt;br /&gt;
-Bom... A ficha ainda não caiu, Gin. Eu estou bem por enquanto... Pretendo me distrair e não pensar que sou um peixe grande e toda essa coisa de ... "coitada de mim, minha vida era uma mentira" - ironizei - &amp;nbsp; Entende?&lt;br /&gt;
-Um peixe? Entendo... Não diga isso em voz alta, está bem? Muitos daqui odeiam esse termo. - ele disse, confidenciando. Sorri para ele.&lt;br /&gt;
-Ok, Guardião. Quantos anos tem? - insisti.&lt;br /&gt;
-Anos humanos? Tenho cerca de 200. De baixo d'água, tenho 20.&lt;br /&gt;
Oi?&lt;br /&gt;
-Hm... legal... - tentei raciocinar, e decidi que isso seria um dos assuntos a se pensar depois. O panico não me pegaria ali, naquele momento. - Você disse que me conhecia... O quanto conhece ?&lt;br /&gt;
-Cada passo que você deu, desde o nascimento. - ele me olhou, de beirada, esperando uma reação alterada. Respirei fundo.&lt;br /&gt;
-Isso é muito tempo, Guardião.&lt;br /&gt;
Ele assentiu e o silencio voltou. Nós caminhamos por uma praça e sentamos em um banco feito de tora de madeira polida, em frente a um lago. Era uma ilha muito diferente... Era linda. O céu era claro e aberto, haviam muitos&amp;nbsp;pássaros&amp;nbsp;e pessoas normais andando. Fiquei observando enquanto passavam por nós, e olhando para tudo o que eu pudesse, tocando tudo o que estava ao meu alcance. Parecia uma criança &amp;nbsp;descobrindo as funções de um brinquedo novo. Era estranho o fato de eu me sentir bem ali, sentir segurança em um lugar que eu nunca estive antes. Era novidade demais para lidar. Dores demais para curar. Coisa demais para alguém como eu. Fraca.&lt;br /&gt;
-No que está pensando, Norah? - Gin perguntou, puxando-me para perto dele. A proximidade me deixou constrangida e desconfortável.&lt;br /&gt;
-Não tão perto, Guardião - afastei - Não estou pensando em nada, na verdade. Apenas olhando... É tudo tão lindo...&lt;br /&gt;
Ele riu.&lt;br /&gt;
-Eu posso ouvir cada pensamento seu, Norah. - ele me olhou. Essa situação parecia divertida para ele. Que tipo de&amp;nbsp;entreterimento&amp;nbsp;era esse? &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;-Pode? - olhei duvidosa. Aquilo não me parecia certo, ou racional. Estava com medo.&lt;br /&gt;
-Sim. Se você deixar - ele suspirou.&lt;br /&gt;
-Mas eu nunca deixei. - disse firme.&lt;br /&gt;
-Sim, você deixou. Quando disse que confiava em mim.&lt;br /&gt;
-O que? Não, não Guardião. - me levantei assustada. O que aquilo queria dizer, exatamente?&lt;br /&gt;
-Norah, sente-se. Não faça uma cena aqui. - ele me forçou a sentar. De alguma forma, não consegui abrir a boca ou me mover. Respirei forte, lutando contra aquilo. - eu vou te soltar. Não grite. Temos ouvidos&amp;nbsp;sensíveis&amp;nbsp;e você uma boa voz. Concorde e eu te solto.&lt;br /&gt;
Permaneci ali, parada respirando forte. Ele me soltou.&lt;br /&gt;
-Que merda foi essa, Guardião? - disse, por meio a suspiros.&lt;br /&gt;
-Eu tenho controle sobre seu corpo... - ele hesitou - assim como você tem, sobre o meu.&lt;br /&gt;
-Não. - controlei meu surto - não, Guardião. Acho que ... Acho que já basta ! Entende ? - me levantei, meio aflita e zonza. - Eu quero ir para casa. Quero encontra Elizabeth e quero uma grande dose de chocolate. Entende? Então, isso não passará de um s...&lt;br /&gt;
-Não se atreva a dizer sonho. - ele me interrompeu.&lt;br /&gt;
O encarei durante alguns segundos. Minha garganta estava fechada, e a confusão estava exposta nos meus olhos. A dor, medo, angustia... Tudo ali, jogado no meio do meu rosto. Eu estava&amp;nbsp;vulnerável, novamente. A sensação de segurança e paz, havia sumido. Me senti novamente como uma peça sobrando. Gin me encarava com uma certa dúvida. Como se eu o ofendesse com minha insegurança.&lt;br /&gt;
-Não me olhe assim... Leve-me para casa... - supliquei tocando suas mãos.&lt;br /&gt;
-Norah... Você não pode deixar Ilhad. Não agora. - ele apertou minhas palmas, antes de soltá-las. O observei enquanto levantava e me abraçava forte. O meu rosto colado ao seu peito me obrigaram a soltar algumas lágrimas. Me senti insegura e indefesa, naqueles braços grandes. Como uma peça fora do lugar. Como sempre.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/5133730967743854930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/05/sereia-parte-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/5133730967743854930?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/5133730967743854930?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/05/sereia-parte-9.html' title='Sereia - Parte 9 '/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0YMQnk_fCp7ImA9WhBUFk4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-1136407216523494725</id><published>2013-05-03T18:33:00.000-07:00</published><updated>2013-05-03T18:33:03.744-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-05-03T18:33:03.744-07:00</app:edited><title>Isso volta</title><content type='html'>Todo começo é complicado. Seja de uma conversa, de um namoro, amizade, ou até mesmo de uma prova. Tudo parece ser mais duro de se lidar quando não se conhece aquilo que está na sua frente. Começa a parecer quando você se senta na beira de uma piscina fria e vazia. Você começa a criar motivos e razões pra entrar na água e encarar aquilo de vez, porque, obviamente, você é forte o suficiente, mas o que você faz? Pega uma toalha e se seca, sentando-se em algum lugar no sol, onde sua segurança está salva e seca. A necessidade que se sente de estar seguro é bem maior do que qualquer sentimento. Menos quando você ama alguém. Sua segurança passa a não interessar quando o amor é incluído. Acho que dá pra interpretar o amor como um tipo de&amp;nbsp;alucinógeno&amp;nbsp;que te faz&amp;nbsp;enxergar&amp;nbsp;coisas onde&amp;nbsp;simplesmente&amp;nbsp;não existem, como por exemplo, uma ponte segura entre dois abismos. A parte engraçada dessa equação é que você não se importa se aquilo faz sentido, é&amp;nbsp;saudável&amp;nbsp;&amp;nbsp;razoável&amp;nbsp;ou racional, o que importa é continuar se impulsionando pra frente, sobrevivendo a essa droga, tentando de todas as formas evitar a&amp;nbsp;abstinência&amp;nbsp; e acaba se tornando um impulso vital, o que seria ótimo, se esse impulso fosse para você. Nunca é. O amor te faz querer parar de viver pra si mesmo e se começa a querer viver para o outro, mesmo que o outro não queira fazer o mesmo. O impulso que você recebe e passa pra frente, é como se fosse um carro batendo na sua traseira. Te faz acelerar, mas depois de um tempo acaba e a gasolina também se vai. Você fica parado na estrada esperando a primeira pessoa disposta a te dar outra pancada, pra te impulsionar de volta a vida. Mas isso nunca acontecerá da forma que você quer. Nunca. Aceite isso antes que a vida te massacre para te ensinar. E espero que antes que você saia pela porta, olhando pra trás, em algum momento da sua vida, lembre que a vida não olha pra trás quando te deixa no chão. Ela segue. Você segue. É assim que chegamos a onde estamos hoje e é assim que chegaremos no amanhã mais&amp;nbsp;próximo. Não falo daquele amanhã que demora 24 horas pra chegar, falo daquele que geralmente fingimos que nunca irá chegar pra nos assombrar, mas sempre chega. Todos temos coisas que tentamos jogar pra longe, chutando do caminho achando que daqui um, dois ou dez anos, aquilo vai sumir, quando que acontece é justamente o contrário. Quando você percebe que tem que encarar algo que é complicado. Começa a parecer com como quando você está dentro de uma piscina fria e vazia e tenta entender o porque de ter se convencido a entrar nela e procura automaticamente a primeira borda para que você possa subir, se secar e ir sentar em algum lugar ao sol, onde sua segurança está a salvo e seca, porque obviamente você não é forte o suficiente pra ficar e encarar tudo. É esse o lado&amp;nbsp;cômico&amp;nbsp;da coisa toda. Ninguém é forte o suficiente.&lt;br /&gt;
Todo fim é complicado. Qualquer tipo de fim é complicado. Deixa de ser algo que você possa simplismente concertar e descomplicar. É como um enigma feito para não ser descoberto... Você pode tentar, mas jamais vai chegar a resposta, até que você desiste, e o tempo torna mais fácil e&amp;nbsp;afável&amp;nbsp; O tempo é o grande filho da mãe que deixa tudo melhor, mas que só faz isso quando acha que tem que ser feito e essa é a desvantagem. A grande parte boa, é que assim a gente entende que nos não coordenamos absolutamente nada.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/1136407216523494725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/05/isso-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1136407216523494725?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1136407216523494725?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/05/isso-volta.html' title='Isso volta'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;D0YASX8yeSp7ImA9WhBRGUs.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-7083241257521070968</id><published>2013-03-10T18:25:00.000-07:00</published><updated>2013-03-10T18:25:48.191-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-03-10T18:25:48.191-07:00</app:edited><title>Se eu sumir?</title><content type='html'>Se eu sumir, acho que nada iria mudar.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/7083241257521070968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/03/se-eu-sumir.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7083241257521070968?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7083241257521070968?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2013/03/se-eu-sumir.html' title='Se eu sumir?'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CkQEQXY-eyp7ImA9WhNUEE8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-6037847635011996157</id><published>2012-12-31T22:05:00.001-08:00</published><updated>2012-12-31T22:05:00.853-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-12-31T22:05:00.853-08:00</app:edited><title>Feliz ano novo!</title><content type='html'>Feliz ano novo, meus caros leitores! Muita paz, felicidade e amor !&lt;br /&gt;
Os meus votos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jessika Kamila</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/6037847635011996157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/12/feliz-ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/6037847635011996157?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/6037847635011996157?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/12/feliz-ano-novo.html' title='Feliz ano novo!'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0cMQnwzfSp7ImA9WhNVEE0.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-1447970395329962546</id><published>2012-12-16T18:03:00.000-08:00</published><updated>2012-12-20T02:58:03.285-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-12-20T02:58:03.285-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 8</title><content type='html'>-Norah? - Ouvi chamarem. - Norah?&lt;br /&gt;
-Hm...? - respondi por meia voz.&lt;br /&gt;
-Está bem? Consegue abrir os olhos? - Tentei reconhecer quem era, mas não consegui de primeira.&lt;br /&gt;
-Sim. - Respondi e tentei obedecer. A luminosidade me incomodou bastante, mas me&amp;nbsp;acostumei em alguns instantes. O que havia acontecido ?&lt;br /&gt;
-Pode se sentar? - Eu vi quem estava na minha frente. Era Gin.&lt;br /&gt;
-Sim. - Me apoiei nos braços e me sentei devagar. Minha mente clareou e eu me lembrei de coisas estranhas. Teria sido um sonho?&lt;br /&gt;
- Como se sente? - Gin perguntou, aproximando-se de mim. Ele estava de bermuda bege e blusa rosa em V. Cabelo levemente bagunçado e olhos pedintes. Vendo-o tão próximo de mim, pude constatar : não foi um sonho, algo aconteceu. Meu corpo dolorido e a cabeça levemente zonza me evidenciavam isso.&lt;br /&gt;
- Estou viva. É o suficiente, certo? - respondi sem prazer algum. Estava focada demais em saber o que havia acontecido. Foi quando levei um choque : minhas pernas. Onde elas estavam ?!&lt;br /&gt;
-Calma, Norah ! - Ele tocou meu rosto delicadamente, numa tentativa de me estabilizar. Mas, por quê ?&lt;br /&gt;
-Eu... Minhas pernas. Onde... ? O que é isso ?! - Eu me dobrei de forma que pudesse tocar o novo "órgão" ( posso chamá-lo assim? ) que eu&amp;nbsp;possuía&amp;nbsp;da cintura para baixo. Uma cauda estranha. Tinha a textura que lembrava bastante uma cor metálica. A toquei rápido e pesadamente, e acabei cortando minha mão - Ai ! - aquilo parecia uma faca tamanho&amp;nbsp;Família.&lt;br /&gt;
-Não faça isso, tola! Você tem muito veneno armazenado na cauda. Não o despeje em si mesma. - Ele me orientou.&lt;br /&gt;
-Veneno? Quem é você? O que eu estou fazendo aqui? Onde está minha mãe? Meu pai? O que está havendo? Onde estão minhas pernas? Onde estou? Quando posso voltar? Quero minha casa ! Agora! - surtei.&lt;br /&gt;
-CALMA. - Ele ponderou olhando firmemente para mim, obrigando-me a manter a calma. Me senti como uma criança indefesa. Odiei aquilo. Tentei me levantar, mas ele se pôs em cima de mim, impedindo qualquer movimento. Seu cabelo, um tanto longo, tocou meu rosto. Olhei para ele. Seus olhos eram penetrantes... Me assustavam. Ele estava próximo demais.&lt;br /&gt;
-Não há nada de "calma", senhor Gin. Ou seja lá você quem for ! Acho que você não entendeu o que eu quis dizer, não é? Vou repetir bem devagar para que você possa acompanhar! - Disse olhando da mesma forma. Nunca fui muito de abaixar a cabeça para pessoas desconhecidas. Não era ali que isso mudaria. - Eu quero ir para casa. E eu vou. Agora. Mas para isso, você tem que me dizer onde eu estou. Depois disso, não se preocupe, você não verá minha cara novamente!&lt;br /&gt;
-Quem me dera. Você não está sendo petulante demais? Isso é perigoso para você. E, sim, é Gin. Gin de&amp;nbsp;Match.&amp;nbsp;Mas espero que você se refira a mim como : O seu Guardião. Visto que eu a salvei. - Ele disse, devolvendo meu desafio e se afastando de mim. Que cara desaforado.&lt;br /&gt;
-Guardião? Guardião do que? Espero que fique claro que eu nunca pedi para ser salva. Principalmente por uma pessoa como você. - disse secamente enquanto tentava me movimentar naquela espécie de cama.&lt;br /&gt;
-E você acha que eu pedi pra ser o seu Guardião? Estive muito satisfeito protegendo somente Anne Bell! Então não me venha com essa, sua... Criança&amp;nbsp;ridícula que não sabe... - Ele foi interrompido.&lt;br /&gt;
-Gin!&lt;br /&gt;
Uma mulher muito bonita entrou naquele lugar, então pude reparar onde eu estava. Parecia uma casa totalmente artesanal. As paredes pareciam de troncos grossos e firmes&amp;nbsp;de madeira envelhecida. Tudo tinha um divertido tom verde e azul, que se misturavam no chão e no teto.&lt;br /&gt;
-Mil desculpas. - Ele se desculpou, abaixando a cabeça. Quem era ela, pra receber tanto respeito e devoção de um ser tão petulante?&lt;br /&gt;
- Está tudo bem. Eu esperava que o contato de vocês fosse assim. Tal qual, o meu será. - Ela se virou para mim - Sou Anne Bell. - reverenciou.&lt;br /&gt;
Anne Bell? Esse nome...&lt;br /&gt;
-Sou Norah. - disse secamente analisando-a. Ela era realmente bonita. Bem alta. O cabelo longo e escuro, bem liso. Lembrava muito o meu. Senti como se eu a conhecesse.&lt;br /&gt;
"E conhece." Algo&amp;nbsp;sussurrou&amp;nbsp;dentro de mim. Meus olhos me denunciaram, quando saltaram de susto. O que foi isso? Decidi fingir que nada aconteceu.&lt;br /&gt;
-Norah. - Ela disse com um tanto de pesar na voz. Algo me chamou bastante atenção nela : Sua perna esquerda estava sangrando. Mas começou a sangrar quando ela entrou, ou antes? Não sabia dizer. Havia um corte profundo que ficava bem a mostra por conta do short leve que vestia. Seu rosto estava coberto por um&amp;nbsp;óculos, mas vi&amp;nbsp;vestígios&amp;nbsp;de sangue no rosto. Ela parecia ter saído de uma guerra.&lt;br /&gt;
-Você esta bem, Anne Bell? Margot... ? - Gin a perguntou, hesitando e se aproximando dela.&lt;br /&gt;
-Margot? Vocês a conhecem? - perguntei, fitando Gin. Seus olhos prendiam os meus. Me senti estranha. Oprimida por aqueles dois. Senti uma amargura vinda de ambas as partes, e o alvo disso, claramente era eu.&lt;br /&gt;
- Sim. Aliás,&amp;nbsp;conhecíamos. - Anne Bell afirmou com um certo orgulho na voz - Duvido que ela sobreviva.&lt;br /&gt;
- Você a matou?! - Gin se horrorizou. Anne o olhou, quase o censurando. Minha presença ali não favorecia a conversa.&lt;br /&gt;
-Sim. Eu espero. Margot se rebelou contra Ilhad. Isso é inaceitável, e você sabe. A Lei não será contestada.&lt;br /&gt;
-Sim, Senhora - Gin abaixou a cabeça.- E o Guardião?&lt;br /&gt;
- O que está havendo? Quem é você?! - recomecei o&amp;nbsp;interrogatório.&lt;br /&gt;
- Não pretendo me demorar aqui, Gin. - fui ignorada - Não vou poder perder meu tempo explicando os fatos. Faça-o você mesmo. Sobre o Guardião, os anciões devem se anunciar.&lt;br /&gt;
-Ela é petulante. - ele retrucou.&lt;br /&gt;
- Mas é a sua Mestra. Aceite isso. Considere o que teve comigo como um treino. Está na hora de eu resgatar meu guardião. O tempo de&amp;nbsp;exílio&amp;nbsp;já passou. Agradeço muito o que fez por mim, Gin. Nos encontraremos em breve. A mantenha em segurança. Protege-a. Lembre-se que a vida dela, é a sua. A sua angustia, é a dela. E não a minha. Sinto muito, mas é a Lei, não há o que mudar. - Senti dor em seus olhos. Que tipo de&lt;i&gt; ligação&lt;/i&gt; eles&amp;nbsp;possuíam? Do que diachos ela estava falando ?!&lt;br /&gt;
-Anne Bell... - ele tentou protestar, mas rapidamente voltou ao seu devido lugar, de cabeça baixa e imparcialidade na voz. Por alguma razão, eu me sentia arrasada. Meu peito apertava e eu quis chorar. - Como quiser, Rainha.&lt;br /&gt;
Anne Bell assentiu e se retirou.&lt;br /&gt;
-E agora? O Senhor Ignorante vai me dizer o que está havendo? - disse realmente irritada.&lt;br /&gt;
-Sim, Senhora Não-Posso-Esperar-Um-Segundo.&lt;br /&gt;
Eu continuava sentindo uma depressão estranha. Que sensação era aquela? Vinha de mim?&lt;br /&gt;
-Diga.- pedi, com a voz um pouco baixa. Aquela sensação estava pesando sob meus ombros.&lt;br /&gt;
-Primeiro: você é a herdeira ao trono, a Princesa de Ilhad. - sua voz era&amp;nbsp;impassível. Seus ombros estavam como os meus, meio baixos. Sua expressão era de imparcialidade, mas seus olhos me revelavam o contrário. - Segundo: Anne Bell, a Rainha de Ilhad, é sua mãe, não aquela humana. Qual era o nome dela, mesmo? Elizabeth?&lt;br /&gt;
Ele deu um&amp;nbsp;sorriso&amp;nbsp;de lado e isso me irritou. Qual era a graça de falar de Elizabeth? E como assim ela não era minha mãe?&lt;br /&gt;
-Não há graça. Há fatos. Ela é sua mãe. Aceite.&lt;br /&gt;
Fiquei&amp;nbsp;imóvel, encarando seu rosto. Tive um medo estranho de repente, uma sensação de&amp;nbsp;rejeição&amp;nbsp;imediata. O que era aquilo, droga?! Me sentia manipulada.&lt;br /&gt;
-Você sente o que eu sinto. Dividimos de uma mesma alma, ou algo assim. Nunca prestei atenção ao que me falavam sobre isso, não acho legal. A rejeição que sente agora, é a que eu tenho por você. A aversão a sua pessoa, me torna fraco. Você me torna fraco e incapaz de proteger Anne Bell.&lt;br /&gt;
-Não diga como se fosse minha culpa. Aliás, isso tudo não passa de um son...&lt;br /&gt;
-Não se atreva a dizer "sonho". - ele me encarou. Não consegui tirar os olhos dele.&lt;br /&gt;
Nos encaramos, e seu sentimento de repulsa aumentava.&lt;br /&gt;
-O que eu te fiz? Roubei sua amada de você? Não me culpe, Match. Até agora eu não sei onde eu estou, ou o que eu sou. Não sei se devo acreditar em tudo isso. É tudo confuso demais. E eu não confio em você.&lt;br /&gt;
-Confia. Você confia sua vida a mim. Acredite - ele disse de uma forma calma, sentando-se em uma cadeira marrom, de madeira polida perto da cama onde eu estava. Ele quase se jogou na cadeira, de uma forma descontraída demais, como se nos&amp;nbsp;conhecêssemos&amp;nbsp;a anos.&lt;br /&gt;
Fiquei calada, observando seu rosto. Estava imparcial enquanto me olhava. Sua calma me incomodou um pouco, mas eu sabia que não era dessa forma que ele se sentia, mas como eu sabia? O que ele disse sobre dividir almas, fazia um pouco de sentido. Explicava porque eu me sentia segura com ele por perto. Mas, eu devia acreditar? Estava ficando cansada de perguntas.&lt;br /&gt;
-E eu de respostas. - ele me olhou, esperando algo.&lt;br /&gt;
-Eu tenho perguntas demais, e você respostas demais. O que acha de uma troca? - falei depois de alguns minutos de silêncio.&lt;br /&gt;
Ele não disse nada, apenas balançou a cabeça.&lt;br /&gt;
-Onde eu estou?&lt;br /&gt;
-Ilhad.&lt;br /&gt;
Certo. Ilhad.&lt;br /&gt;
-O que é, "Ilhad" ?&lt;br /&gt;
-Uma ilha - ele achou divertido.&lt;br /&gt;
-Uma ilha? Eu estou em uma ilha?&lt;br /&gt;
-Sim. - ele não desgrudou os olhos de mim, em momento algum.&lt;br /&gt;
-Posso ir lá fora? Sabe, ter certeza. - pedi.&lt;br /&gt;
-Sim. - ele disse e se levantou, aproximando-se de mim. Instintivamente, eu me esquivei para o lado. Ele riu, e se virou para pegar algo num grande armário polido que estava no canto, enquanto isso comecei a me levantar. Assim que encontrei o chão, fui com toda coragem me por em pé, e logo em seguida, minha cara estava grudada no solo frio.&lt;br /&gt;
-Norah! Você tem uma cauda, não duas pernas ! - Gin riu de mim e quando terminou sua gargalhada deliciosa, me ajudou a levantar e sentar novamente na cama.&lt;br /&gt;
-Muito divertido. Oh, isso me faz lembrar : Que merda é essa?&lt;br /&gt;
-Isso? É uma cauda. - ele disse, naturalmente, terminando de me por para sentar.&lt;br /&gt;
-Ah, sim. Uma Cauda. - revirei os olhos - e o que isso esta fazendo em mim?&lt;br /&gt;
-Eu já disse. Você é uma Sereia. E não qualquer Sereia, mas a Herdeira do Trono de Ilhad.&lt;br /&gt;
-Hum... - respondi, pensando. Quê?!&lt;br /&gt;
-Você está pensando demais. Não faça isso. Não será bom para você... Venha, tome isso. Vai fazer com que sua cauda se contraia.&lt;br /&gt;
Ele me deu alguns comprimidos. Olhei para ele, duvidosa. Era sério?&lt;br /&gt;
-Tome logo. Talvez você fique tonta.&lt;br /&gt;
-Tem outra maneira?&lt;br /&gt;
-Sim. Você espera até que a cauda sinta vontade de se contrair. Pode demorar alguns dias, já que sua mutação foi tardia. Ela provavelmente vai querer respirar um pouco.&lt;br /&gt;
Que estranho. Hesitei. Eu poderia&amp;nbsp;simplesmente estar sendo sequestrada, ou sei lá o que. Eu não podia confiar nessas pessoas.&lt;br /&gt;
-Tome logo. E sim, você pode confiar em nós. Ou apenas em mim, o que é mais sadio no momento.&lt;br /&gt;
-Como você faz isso? - me assustei.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Já disse. Eu e você dividimos a mesma&amp;nbsp;consciência.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;-&lt;/i&gt;Não gostei disso.&lt;br /&gt;
-Acredite, nem eu.&lt;br /&gt;
Peguei os comprimidos e tomei. Não senti nada diferente no primeiro minuto. Cerca de cinco minutos depois, meu corpo começou a formigar e eu me senti zonza. Minhas pernas tremiam e a cauda começou a ficar distorcida, ou era minha visão? Estava confusa. Antes mesmo que eu pudesse perceber, minhas pernas estavam no lugar de sempre. Eu vestia o mesmo short que usava quando saí de casa, a algum tempo atrás. Opa! Quanto tempo fazia?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/1447970395329962546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/12/sereia-parte-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1447970395329962546?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1447970395329962546?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/12/sereia-parte-8.html' title='Sereia - Parte 8'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0YMR3s-fCp7ImA9WhNWFE8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-4846758633078656548</id><published>2012-12-13T12:06:00.000-08:00</published><updated>2012-12-13T12:06:26.554-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-12-13T12:06:26.554-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 7 </title><content type='html'>Eu sou Gin, Guardião Substituto da Rainha. Passei os últimos 19 anos, humanos, a servindo com devoção e cuidado, até o dia em que a Herdeira do Trono de Ilhad enfim despertou. O sono de seu poder, me resultou nos melhores anos que já tive ao lado de Anne Bell. Quando soube por minha Rainha que sua filha havia acordado temi perdê-la para sempre. Ela não poderia saber que me sentia assim, então engoli meu conflito interno e fui encontrar a minha protegida, legítima.&lt;br /&gt;
Eu a observei durante meses. Vendo cada passo e cuidando dos detalhes da alquimia pela qual passaria em breve. Eu tive uma certa repulsa por essa garota desde o primeiro segundo, mas eu me convenci de que gostava dela, me forcei a aceitá-la. Ela era filha da mulher que eu amava e protegia com minha vida, era meu dever. Só. Então, como não havia escolha fui levando como dava. Algo me incomodava... Ela era indecisa, boba e desleixada, impulsiva demais. Porém, era linda, tinha força de vontade e vigor. Isso a tornava aceitável para mim. Me prendi a isso.&lt;br /&gt;
Um dia, eu ouvi uma de suas conversas.&lt;br /&gt;
-O que você vai fazer, Norah? Sabe... Ano que vem. A escola acabou... - uma de suas amigas perguntou, durante um dia de aula, num intervalo. ( Sim, eu estive em sua escola. Não, eu não sou um espião).&lt;br /&gt;
-Morrer... - ela disse num suspiro. Sua amiga não ouviu. - Talvez me mudar. Ir para um lugar longe... Uma ilha. Viver com o que eu encontrar lá... Somente eu e... E... - ela hesitou. - E aquele rapaz. O do meu sonho.&lt;br /&gt;
O rapaz do sonho. Eu nunca soube de quem se tratava.&lt;br /&gt;
E por alguma razão me lembrei disso, no momento em que Margot atravessou meu peito com seu braço venenoso. Minha visão ficou turva naquele momento, e eu me lembrei a quem minha lealdade pertencia. A Norah. Se eu morresse ali, ela morreria onde quer que estivesse. Seria justo?&lt;br /&gt;
Não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-MARGOT!!- berrei enquanto afastava sua mão de mim. Olhei para baixo e vi Anne Bell caindo. Sangue saía de seus olhos. Me desesperei.&lt;br /&gt;
-O que? Matarei duas Sereias de uma vez? Estou certa? - seus olhos inquisitivos me acompanharam - Você não pertencia a Anne, pertencia? Não... - ela riu - Você pertence aquela pentelha. Aquele saco de fraldas...&lt;br /&gt;
-Cuidado como fala. - avisei, tentando me recompor da dor. Como eu não havia morrido? O poder de um Guardião é refletido na força da Sereia Mestra, mas Norah ainda é muito nova e fraca. Ambos&amp;nbsp;devíamos&amp;nbsp;estar mortos agora!&lt;br /&gt;
-No que está pensando agora, Substituto? Preste atenção em mim, ou morrerá.&lt;br /&gt;
Margot disse isso num tom divertido e me cercou com sua cauda, dando estocadas com os braços. Ela era rápida, mas com toda a certeza, eu era mais. Embora Margot tenha ficado mais forte, eu ainda a considerava uma oponente inferior. Nos nossos combates anteriores, ela era como uma criança para mim. Naquele momento, eu a compararia a uma adolescente achando que sabe o que faz. Não é&amp;nbsp;páreo&amp;nbsp;para mim.&lt;br /&gt;
-Nunca entenderá, Margot? Eu estou ferido e sangrando, mas mesmo assim te vencerei facilmente. - eu a encurralei perto de uma rocha - você sabe que nunca será mais forte que um Guardião.&lt;br /&gt;
- Isso é o que você pensa, Gin. E como vai o Hector? - ela riu, soberana.&lt;br /&gt;
Liguei os fatos.&lt;br /&gt;
-Você não seria capaz. Para se roubar os dons de um Guardião, é necessária muita força. Hector não faz o tipo que se deixaria derrotar por você.&lt;br /&gt;
-Suborno.&lt;br /&gt;
Ela riu alto e avançou novamente. Fui arremessado e bati as costas contra o chão. A água começou a se agitar ao meu comando, a prendendo numa bolha. Me perguntei se aquilo a prenderia. Embora fosse uma bolha espessa, não era mais do que a barreira de Anne Bell, e mesmo assim, ela a&amp;nbsp;atravessou.&lt;br /&gt;
-Oh, não, Gin! Estou presa. - ela ironizou. Como eu odiava aquela mulher! Aquela voz me irritava.&lt;br /&gt;
Me mantive calado. Conversar durante uma batalha não era algo realmente&amp;nbsp;admirável. Estava acabado.&lt;br /&gt;
A prendi cada vez mais dentro daquela bolha, fechando-a cada vez mais, assumindo sempre a&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;de que a qualquer momento ela poderia sair dali e me atacar. Algo estava estranho... Ela não se movia. Sua expressão passou de divertida para séria. Ela tramava algo, eu tinha certeza.&lt;br /&gt;
Me esforcei e senti que naquela hora, eu a tinha sob minha custódia. Usei a maior parte do meu poder tentei esmagá-la. Algo deu errado. Eu estava preso dentro de uma barreira, e sendo arremessado para longe.&lt;br /&gt;
-Droga, Anne Bell! Droga! - Ouvi Margot praguejar.&lt;br /&gt;
Fiquei atordoado.&lt;br /&gt;
-NÃO TOQUE NO MEU GUARDIÃO. - Anne Bell urrou se lançando contra Margot, acertando em cheio seu peito e a empurrando para baixo. Houve protesto. Assim que acertaram o chão, as caudas começaram a se empurrar, no que parecia uma dança bem cronometrada. Anne Bell estava ferida, mas isso não a impediu. Seu olho agora parecia cicatrizado, provavelmente ela se cortou e o seu veneno a curou, mas seu olho esquerdo ainda estava fechado. As duas gritavam e se ofendiam. Coisa de irmã, pensei assistindo a tudo.&lt;br /&gt;
-Gin! Quero que saia daqui. Quero que vá ao encontro de Norah. Ela está ferida no mar. Ache-a! Ou morrerá. - Anne Bell se esquivou para perto de mim e gritou seu recado. Entendi. Era meu dever obedecê-la. Assim o fiz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ps: Realmente não sou boa com ação =/</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/4846758633078656548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/12/sereia-parte-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/4846758633078656548?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/4846758633078656548?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/12/sereia-parte-7.html' title='Sereia - Parte 7 '/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CkUARHs-fCp7ImA9WhNbEk0.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-8583782999317632145</id><published>2012-12-03T17:56:00.003-08:00</published><updated>2013-01-14T13:50:45.554-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-01-14T13:50:45.554-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 6 </title><content type='html'>-MARGOT! ONDE ELA ESTÁ? - Eu berrei assim que eu a vi.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
-HAHAHA ! - riu-se ela. - Tenho cara de babá de Sereia criança? Aquele saco de fraldas não me interessa. Não sei dela.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Margot! Não estou brincando!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ela era minha irmã. Margot e eu&amp;nbsp;disputávamos&amp;nbsp;o trono. Nossa mutação era bem parecida, porém a minha sempre fora mais forte. Chegava ao busto, mas a dela apenas a cintura. Nunca conseguiu evoluir, e colocava a culpa em mim. Dizia que eu havia tomado a parte maior do Cristal Real. Tola.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Nem eu. Deve estar por aí, no Oceano... Perdida. Morta, quem sabe? Sua mancha tem dito sobre perigo não é? Sim... Ela tem. Está morta. A herdeira está morta! - ela disse, saboreando cada palavra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Anne Bell! Tenha cuidado. - Gin alertou-me.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Vou ter. - Afirmei, começando o meu modo de batalha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Minha cauda começou a mudar, como eu esperava. Passou a tocar meu pescoço e se estender pelos meus braços. As escamas cortavam e soltavam veneno. Meus braços eram como espadas. Tinha sobre meu controle também, as águas. Margot não seria páreo para mim.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-O que foi, irmã? Vai lutar? Você não sabe o quanto eu mudei - ela sorriu, maliciosa.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Sua cauda, que tocava a cintura foi crescendo pelo corpo, até tornar-se um capacete. Seus dedos viraram poderosas laminas. Senti cheiro de veneno. Era um ataque&amp;nbsp;que apenas os com sangue Real possuíam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ela avançou na minha direção, e eu desviei. A toquei com meu cotovelo, o que a arremessou longe. Ela voltou enfurecida e tocou meu rosto de raspão com os dedos. Senti o veneno se espalhando, e rapidamente me cortei na mesma região. O meu veneno anularia o dela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Anne Bell! - berrou antes de me atacar novamente. Senti sua cauda tocando minhas costas. De fato, ela estava mais forte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Rapidamente, me estabilizei e criei uma barreira ao meu redor, assim ela não me tocaria.&lt;br /&gt;
Eu me enganei. A barreira não era forte o suficiente para pará-la. Vi seu&amp;nbsp;sorriso&amp;nbsp;malicioso e temi. Margot sempre fora tenebrosa e forte. Nossa força sempre se distinguiu pelo fato de que eu era a Favorecida, e ela apenas uma sereia com sangue Real. Ser a Favorecida me trazia muitos&amp;nbsp;benefícios&amp;nbsp; que ela nunca poderia desfrutar. Sempre dizia-me que a Lua havia se enganado ao dar a cortesia a mim, e não a ela. Ignorei. Sempre tive convicção de minha força, e ela, uma simples mortal, não me afetaria.&lt;br /&gt;
Afetou.&lt;br /&gt;
Seus dedos, que pareciam facas afiadas vieram na minha direção. Por excesso de confiança, fiquei parada, apenas observando. Rapidamente, atravessou minha barreira e riscou meu olho esquerdo. Não fui rápida o suficiente para impedir que o veneno se espalhasse.&lt;br /&gt;
-ANNE BELL ! - Gin berrou logo atrás.&lt;br /&gt;
Meu olho queimou por conta do veneno. Minha visão foi ficando cada vez mais embaçada. Fui arremessada para longe, logo em seguida. Antes de fechar os olhos e me entregar a escuridão&amp;nbsp;momentânea&amp;nbsp; vi Gin avançando em sua forma de batalha. Meu Guardião Substituto. Rezei para que ele ficasse bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu imaginei, Margot não se contentaria em me deixar somente cega. Ela precisaria ver minha ruína completa para se sentir satisfeita. Assim foi. Enquanto caía no oceano, ela veio em minha direção, com ódio nos olhos. Seu braço direito apontando diretamente para minha cabeça. Essa é a única forma de matar uma Sereia Mestra. A cabeça. Eu vi Gin. Vi Gin tendo seu peito atravessado.&lt;br /&gt;
Eu vi meu Guardião morrendo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/8583782999317632145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/12/sereia-parte-6.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/8583782999317632145?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/8583782999317632145?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/12/sereia-parte-6.html' title='Sereia - Parte 6 '/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;AkYERHc7eip7ImA9WhNbEUQ.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-8632549366082409898</id><published>2012-11-24T18:03:00.000-08:00</published><updated>2013-01-14T13:15:05.902-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-01-14T13:15:05.902-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 5</title><content type='html'>Três dias antes da transformação de Norah.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
-Gin? - Chamei receosa. Era estranho para mim sentir receio de algo, levando em consideração quem eu era. Não digo que eu sou no mundo externo, mas sim debaixo d'água.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Anne Bell ? - Gin respondeu.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Estávamos no meu ateliê, no centro da cidade. O lugar, como o esperado de uma preguiçosa como eu, estava uma zona.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Preciso te contar duas coisas. &amp;nbsp;- Disse firme. Não poderia voltar atrás de forma alguma. Era a tradição, o regulamento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Já é hora? Pensei que a criança estivesse morta, ou não fosse a próxima da linhagem. - Ele disse, nada delicado. Delicadeza nunca fora seu forte.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Já não posso afirmar nada, Gin. Dez anos se passaram desde que a alquimia deveria ter começado, mas minha marca só brilhou ontem. O que houve? Será o casulo? Ou a criança apenas tenha morrido...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Ou, talvez &lt;i&gt;ele &lt;/i&gt;esteja retardando o processo. Sabe bem o quanto ele odeia a&amp;nbsp;ideia, não é, Anne Bell? Ele a ama demais para deixar que sua vida seja interrompida dessa forma.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Amando ou não, Hector sabia muito bem o destino dela. - Sibilei. Recordar de Hector ainda era uma dor&amp;nbsp;incompreensível&amp;nbsp; Sempre seria. Mas o que eu esperava? Eu quebrei o ciclo, eu amei meu Guardião.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Hector... O pai da minha herdeira. Meu Guardião. Não sei ainda o que sentir em relação a ele. Raiva, saudade.... ? Desejo camuflado de dor.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Ele... - Gin teve receio em continuar. O olhei, incentivando com o a cabeça - Ele talvez a tenha traído.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Pensei por alguns instantes.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Talvez. De qualquer forma, já é hora de fazermos uma visita ao litoral. Já fazem anos desde a última vez que minha pedra tocou a água pura. Vamos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Nos organizamos rapidamente para a viagem e logo pegamos o primeiro&amp;nbsp;voo. O percurso levou somente duas horas, mas parecia que o tempo se arrastava. Não queria ver Hector. Gin me encarou durante a maior parte da viagem de uma forma estranha, com distância. Era assustador. Era como se ele pudesse sentir minha agonia, mas isso era&amp;nbsp;impossível.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Vou explicar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Toda Sereia Mestra, que é selecionada a cada 100 anos, na contagem humana, possui um Guardião. Ele nasce com a tarefa de matar os oponentes da Sereia Mestra, visto que esta não pode agir de forma agressiva. &amp;nbsp;A relação amorosa com o Guardião faz com que ele perca seu posto e seus poderes sob a água. O torna humano. E isso foi o que aconteceu comigo e Hector. Por isso, Gin nasceu. Gin, em anos humanos, possui 19 anos. Ele é meu Guardião Substituto. A ligação entre Guardião e Sereia Mestra, é intrigante. Dividem a mesma &amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;e sentimentos. São apenas um, com um poder de compreensão magnifico! É exatamente como se fossem um.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Que há, Gin? Por quê me olha assim? Por acaso, pode ouvir o que penso ?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Nada, Majestade. - Ele respondeu cordialmente, como não fazia a anos. Como não fazia desde o dia em que nós levamos a pedra Real para minha herdeira. Norah. Esse era seu nome. Hector o escolhera. - Ouvir o que pensa? Isso não seria possível a mim. Um mero substituto.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Oh, Gin! Não seja rude comigo. Majestade? Que há? Não estamos em uma situação que necessite de um tratamento tão serio. Você sabe meu nome. Somos amigos. Não somos, Gin?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Sim, Anne Bell. Somos. - Ele disse, virando-se para tirar um cochilo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Gin sempre fora misterioso comigo. Sempre guardava para si dúvidas, opiniões e visões. Era uma fortaleza inalcançável. Nunca dava para saber se ele era a favor ou contra minhas decisões, nunca houvera contestamentos de minhas ordens nem mesmo alguma reação. Porém, ele nunca aparentava gostar ou desgostar delas. No fundo, eu sempre o temi. Sua força e auto-controle eram supremas. Eu o invejava por isso. Se dissesse que faria algo, estava feito. Não haviam meios termos ou meias verdades. Como Rainha, eu devia ser assim, mas nunca fui capaz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Chegamos- Gin anunciou.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&amp;nbsp;Pegamos um carro até a residencia de Hector. A casa na praia... Me recusei a pensar no passado. Bati na porta. Margareth atendeu. Pobre humana ! Não sabia de nada. Nunca soubera... Estava&amp;nbsp;proibida&amp;nbsp;de saber.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Lanna?! - Ela pronunciou meu nome falso com um sorriso no rosto. Logo, vi Hector surgindo atrás dela. - Venha Hector ! Sua irmã veio nos visitar!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Irmã. Termo&amp;nbsp;ridículo para se chamar o pai da minha herdeira.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Onde ela está, Hector? - Disse, sem cerimonias. - Onde está minha filha?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-Eu não sei. Margot a levou. - Lágrimas queriam sair de seus olhos. Ele ainda podia sentir &amp;nbsp;o que eu sentia, afinal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
-MARGOT FEZ O QUE?! - Berrei e corri em direção a água, deixando para trás as malas. Gin veio logo atrás.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&amp;nbsp;Dentro d'água minha pedra brilhou forte e minha marca começou a se espalhar. Minha mutação era a mais rápida, levava certa de 2 segundos para ocorrer. Minha cauda tomou meu corpo rapidamente, juntando-se a minha roupa e pele, e subindo até meus seios. Quanto mais a cauda fosse alta, maior o poder da Sereia. Eu fui reconhecida como a mais poderosa sereia de Ilhad. Eu era A Rainha Anne Bell.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/8632549366082409898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/11/sereia-parte-5.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/8632549366082409898?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/8632549366082409898?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/11/sereia-parte-5.html' title='Sereia - Parte 5'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEcBSHw5eSp7ImA9WhNXF0g.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-1947277405284516755</id><published>2012-11-24T16:56:00.000-08:00</published><updated>2012-12-05T16:00:59.221-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-12-05T16:00:59.221-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 4</title><content type='html'>Eu sempre achei que fosse substituível. Sempre me julguei nula demais, e talvez por isso meu último receio era de ter partido. A escola ficaria bem sem mim, meu grupo de amizade, logo encontraria alguém que ficasse no meu lugar. Em casa... Eles sobreviveriam. Não havia nada que me deixasse tremendamente assutada por deixar pra trás, nenhum sonho, objetivo ou vontade. O mundo sempre me foi tedioso. A única coisa que me fazia delirar, era o mar... As ondas... Nada mais justo que morrer nelas, pensei. Ou melhor, nada mais justo do que nascer delas.&lt;br /&gt;
-Acordou! Veja, veja ! Acordou ! - Ouvi a mesma voz de antes. Infantil e&amp;nbsp;energética.&lt;br /&gt;
-Kayra! Já te disse. Não se aproxime. Qualquer... - a voz de adulto começou um sermão, mas foi interrompido quando comecei a vomitar desenfreadamente.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Sangue saia da minha boca de uma forma&amp;nbsp;terrível&amp;nbsp; Sentia que meu estomago atrofiava e minha garganta se fechava, embora não parasse de sangrar. Doeu muito.&lt;br /&gt;
- Gin! O que está acontecendo ?! - A voz infantil perguntou, meio exasperada.&lt;br /&gt;
-A alquimia... Ela não vai sobreviver... - ele disse, mais para ele do que para Karya- Mas... Ela tinha tudo para ser a Favorecida. Não entendo!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Eu não iria sobreviver, segundo ele. Me senti desesperada, e eu sabia o que acontecia quando e exaltação me atingia. A pressão ao meu redor começou a se formar, e eu tive medo disso ferir a criança e o homem que estavam comigo, mas não podia evitar. Fui encasulada pela bolha novamente, e então o vômito cessou. Em momento algum fui capaz de abrir os olhos. Eles estavam pesados e era como se alguém tivesse me vendado, me sentia impotente daquela forma. Só tinha o controle da perna direita, o que me deixava louca. O pavor me tomava e a pressão aumentava ao meu redor, senti medo de que eu acabasse me explodindo.&lt;br /&gt;
-Hey! Calma aí, moça! - Ouvi a voz do rapaz. - Vamos com calma ! Sua alquimia não está pronta e a não ser que queira morrer, não crie barreiras tão&amp;nbsp;espessas&amp;nbsp;como essa ! É uma quantidade enorme de energia sendo gasta por alguém que acabou de passar dois meses dormindo.&lt;br /&gt;
"Dois meses ?!" &amp;nbsp;pensei.&lt;br /&gt;
-Calma, calma! - Ouvi novamente sua voz calma me chamando - Norah não é? Esse é seu nome? Vamos... Tente falar. Sei que é doloroso e demorado, mas se você não lutar vai acabar morrendo muito facilmente. Veja, tente se focar na minha voz. Lembra de algo da sua vida antiga? Mãe, pai, amigos? Se sim, pense neles, mas você precisa manter a calma. Caso contrário, isso tudo vai pelos ares, e não queremos que isso ocorra, queremos?&lt;br /&gt;
Tentei seguir seu conselho. Lembrei-me de Margareth. Tão linda, indefesa e risonha. Senti saudades de casa, talvez pelo meu conforto ou pelo fato de que lá eu estaria segura. Comecei, então, a me imaginar em minha cama, deitada assistindo a algo na televisão, distraída. Talvez um romance, ou comédia... Com esses pensamentos, acabei por me acalmar de vez. A pressão sutilmente foi se abaixando ao meu redor e eu me sentia mais segura, eu estava bem. Gentilmente, o rapaz que estava ao lado me ajudou a deitar direito. Não conseguia enxergar claramente. Meu corpo não respondia aos meus comandos.&lt;br /&gt;
-Pronto... Abra os olhos devagar. Vou te ajudar. - O rapaz tocou meu rosto e me fez abrir lentamente os olhos. Minha vista ardeu. Era tudo muito claro, levei algum tempo para me adaptar ao ambiente.&lt;br /&gt;
Aos poucos pude enxergar a minha volta.&amp;nbsp;Estávamos&amp;nbsp;num ambiante muito similar a uma enfermaria. Tudo branco, e de certa forma, assustador.&lt;br /&gt;
-O... - tentei falar, mas minha garganta estava seca.&lt;br /&gt;
-Beba - O rapaz ofereceu-me um liquido. Ele era um belo rapaz. Meio moreno. Cabelos que tocavam o queixo, meio bagunçado atrás. Mas era um bagunçado agradável. Parecia exausto. Ele sorriu. Um&amp;nbsp;sorriso&amp;nbsp;muito aberto e convidativo. Mas era convidativo de modo que eu me empenhei na maca onde estava para tentar alcançá-lo. E isso não foi uma ação voluntária !&lt;br /&gt;
-Muito prazer. Sou Gin. Você é Norah - ele disse me colocando de volta na maca, o que foi estranho - Essa é Karya. Você está na Ilhad. Bem-vinda! Suponho que esteja cansada. Se quiser, pode permanecer em repouso aqui, ou em algum lugar mais confortável, como seu cômodo.&lt;br /&gt;
Eu o encarei enquanto falava, torcendo cada músculo meu para permanecer parada. Olhei para a criança de cabelos ruivos &amp;nbsp;e sorri. Fui em sua direção, e então entendi o que eu pretendia, avançando daquela forma. Sangue. Fui impedida imediatamente por Gin, que me segurou firmemente.&lt;br /&gt;
-Não, Norah. Sem sangue pra você. Não somos esse tipo de seres. Você viu um desse tipo, não é? Margot? Fiquei sabendo que a encontrou. Esse liquido vai suprir sua necessidade por enquanto.&lt;br /&gt;
Senti uma picada em meu braço e ao poucos, me&amp;nbsp;estabilizei.&lt;br /&gt;
A calma me tomou e eu adormeci novamente. Antes de fechar os olhos, olhei para minha perna. Ou, devo dizer: minha cauda?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ps: MIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIL PERDÕES POR TER DEMORADO UM MÊS PARA POSTAR! A escola está muito puxada =/ Prometo ser mais pontual !&lt;br /&gt;
B.B</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/1947277405284516755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/11/sereia-parte-4.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1947277405284516755?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1947277405284516755?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/11/sereia-parte-4.html' title='Sereia - Parte 4'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C04BSX47fyp7ImA9WhNSE00.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-632730361643010955</id><published>2012-10-26T18:30:00.000-07:00</published><updated>2012-10-26T18:39:18.007-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-10-26T18:39:18.007-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 3 </title><content type='html'>-Venha... - Sibilou Margot. Senti ódio ecoando em sua voz. Tentei me manter calma, não queria trazer de volta a tona aquela pressão ao meu redor. Não me deixava com uma boa sensação.&lt;br /&gt;
-O que está fazendo, Margot? - choraminguei - Porque não consigo controlar meu corpo?!&lt;br /&gt;
-É o canto... - ela&amp;nbsp;sussurrou&amp;nbsp;de longe, mas por alguma razão, pude ouvi-la perfeitamente.&lt;br /&gt;
A brisa tocava meu rosto e as águas começavam a se agitar, minha cabeça estava desnorteada demais para perceber o que acontecia ao meu redor. Algo dentro de mim, se dividia, uma parte queria chorar e a outra me implorava para resistir. Ambas estavam tão focadas em si mesmas, que nenhuma pode me dominar. Fui arrastada pelo meu&amp;nbsp;próprio&amp;nbsp;corpo até a água, e assim que meus pés estavam totalmente cobertos pela maré, começou.&lt;br /&gt;
Margot tentou se aproximar de mim, para tocar meu medalhão, mas foi repelida. Eu tinha plena certeza de que não havia nada ao meu redor, mas ela tentava continuamente me tocar, sem nunca poder. Isso me tranquilizou, até que percebi que a água me arrastava cada vez mais para longe e eu não podia evitar, não tinha o controle do meu corpo.&lt;br /&gt;
-Maldita! - Berrou Margot antes de mergulhar e vir atrás de mim, o que não foi uma bela&amp;nbsp;ideia&amp;nbsp; já que o corpo que&amp;nbsp;possuía&amp;nbsp; não tinha bons pulmões. Rapidamente ela voltou a&amp;nbsp;superfície&amp;nbsp;e berrou mais coisas que já não me preocupava em ouvir.&lt;br /&gt;
"Eu preciso sair daqui" Pensei hesitando. Senti meu corpo todo se entorpecer e então, percebi realmente que ali, era o meu fim. Estava morta, mas ainda não sabia, e todo aquele filme de terror era apenas a prolongação do meu sofrimento. Minha visão ficou turva e já não pude perceber a brisa ao meu redor, nem o balanço das águas, nem Margot que gritava atrás de mim. Nenhuma dor existia, nenhum medo era significativo, eu estava morrendo. Eu morri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acordei submersa. No fundo do mar, envolta pela mesma bolha de vento que me defendera de Margot, a um tempo atrás. Estava estirada no chão, o que teoricamente seria&amp;nbsp;impossível. Olhei para cima e quase surtei. Não podia ver a&amp;nbsp;superfície&amp;nbsp; de tão longe que estava. Um submarino explodiria se chegasse a tal profundidade! Quando meu surto realmente começou, a pressão da água começou a me afetar, e então voltei a ter calma. "Isso é um sonho", repeti várias vezes, enquanto procurava uma maneira de subir, foi então que percebi que não havia sentido algum naquilo. Eu estava embaixo d'água, a uma profundidade imensa e não havia explodido, nem estava sufocando. Se isso não fosse um sonho, eu estava louca. Eu queria estar. Não havia muito o que fazer enquanto estava ali. Não conseguia conduzir a bolha para fora d'água, como também não podia sair de lá. Se saísse, morreria no mesmo segundo pela pressão. Decidi, então que dormir seria a melhor coisa a fazer afinal, quando criança minha mãe contava que quando se era necessário sair de um sonho ruim, nós&amp;nbsp;devíamos&amp;nbsp;dormir, no sonho. Nunca funcionava, mas mesmo assim, não me restava alternativa e então, deixei que meu corpo adormecesse. Sonhei algo&amp;nbsp;incrível&amp;nbsp;e irreal ! Haviam peixes por todos os lados, lindos peixes coloridos, e havia um canto... um doce canto que me encantou desde o primeiro segundo que eu ouvi. Haviam seres misticos de caudas, da cor da pedra do meu medalhão. Seres belos, porém que me assustavam. Havia Margot.&lt;br /&gt;
Acordei num salto e percebi que não estava sonhando. Estava em uma fortaleza de criaturas estranhas e novas. Algumas, eram humanas, mas&amp;nbsp;possuíam&amp;nbsp;caudas. Sereias. Lembrei de todas as historias que minha mãe me contava sobre o mar, e sobre esses seres. Ela me contava, que as sereias eram criaturas perversas e&amp;nbsp;sanguinárias, pouco confiáveis, e para um todo, assassinas. Tremi ao me recordar disso. Temi estar tão&amp;nbsp;próxima&amp;nbsp;delas.&lt;br /&gt;
-Está acordada? Sobreviveu a alquimia? &amp;nbsp;- ouvi uma divertida voz infantil.&lt;br /&gt;
-Ei, Karya. Não seja apressada. Você sabe bem como as mudanças ocorrem. Deixe-a&amp;nbsp;descansar. A cauda não está formada, e uma mera pertubação poderá resultar num grande deslize! - uma voz séria, de um adulto, falou firme.&lt;br /&gt;
-Mas, eu gostaria de ouvi-la! Será que lembra da sua transformação? Como foi? Será que lembra de sua&amp;nbsp;família?&amp;nbsp; Ou, quem sabe da escola?! Eu queria lembrar... Ela é nova ainda, talvez possa me contar! - a voz infantil disse, animada. Minha boca estava seca, embora eu estive toda molhada. Meu corpo estava ensopado. Minhas roupas, que agora pareciam seda de tão finas sob meu corpo, estavam grudando em minha pele. &amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Tentei me lembrar, o que havia acontecido... A bolha havia estourado por conta do meu medalhão, que passou a transmitir um calor insuportável. Meu corpo todo queimava, era como se eu estivesse dentro de um mar de lava! Logo depois, meu medalhão começou a se expandir, envolvendo todo o meu corpo, da cabeça aos pés, me colocando dentro de um tipo de casulo. Eu podia respirar perfeitamente lá dentro, mas era tudo escuro. Minhas mãos estavam imóveis eu não fui capaz de mover um dedo sequer por horas. Não fui capaz de descansar até que parei de sentir minhas pernas. Entrei em pânico. Pensei que, no minimo, um tubarão ou sei lá o quê havia me devorado. Sentia uma&amp;nbsp;dormência&amp;nbsp;incomparável&amp;nbsp;da cintura pra baixo. o casulo, agora grudava em mim, roçava contra minha pele em busca de algo em que pudesse se cravar, e isso&amp;nbsp;doía&amp;nbsp; Enquanto isso acontecia, meus olhos ardiam, meus pulmões queimavam e a garganta não emitia som algum. Eu estava presa dentro de mim mesma, sem poder nem pensar. Minha cabeça estava atordoada em desespero total. Esse processo, durou por horas. Eu não &amp;nbsp;não sabia dizer, ao certo, quanto tempo havia passado desde o ataque de Margot.&lt;br /&gt;
Após um longo tempo, eu consegui ignorar uma parte da dor, e tentei focar meus pensamentos em outras coisas, para que assim, talvez eu conseguisse me livrar desse sonho ruim. Pensei em Meredith. Senti saudades... Ela me abraçaria e cuidaria de mim. Com toda certeza, arrancaria esse casulo, e me protegeria. Melhor até do que a bolha. Mas Meredith não estava ali comigo, então, eu estava só e indefesa. Se Margot me atacasse, na certa, eu estaria morta.&lt;br /&gt;
E então, acabou. Quando não havia mais&amp;nbsp;célula&amp;nbsp;alguma em que o material do casulo não houvesse tocado, não acabaria. Então, isso aconteceu. Não havia mais lugar para ser expandido. Meu corpo todo estava pesado. Descobri que poderia ficar em pé, mas não fui capaz de abrir os olhos. Minhas pernas estavam estranhas, era como se eu só pudesse controlar a direita. Com um impulso, eu me joguei para cima, e ás cegas, tentei flutuar, até que perdi a&amp;nbsp;consciência, por não poder respirar.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/632730361643010955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/10/sereia-parte-3.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/632730361643010955?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/632730361643010955?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/10/sereia-parte-3.html' title='Sereia - Parte 3 '/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C04BRncyfCp7ImA9WhNSE00.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-2894909282667722504</id><published>2012-10-13T16:57:00.002-07:00</published><updated>2012-10-26T18:39:17.994-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-10-26T18:39:17.994-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 2 </title><content type='html'>Logo após o episódio na praia, evitei sair de casa. Ia da escola para casa, sem nem sonhar em desviar o caminho. Se houvesse algo a fazer na praia, dispensava, dava meu jeito e não ia. O mar sempre me agitava, me fazia delirar, mas naqueles dias, eu sentia um calafrio só de olhar pela janela. Minha cortina estava sempre fechada.&lt;br /&gt;
-O que houve, Norah? Que está fazendo aqui? Vá lá fora, nade um pouco - aconselhou-me mamãe, Margareth, numa ensolarada tarde de sábado.&lt;br /&gt;
-Oras, mamãe. Não sinto disposição para ir lá fora - respondi, me jogando no sofá da sala. Era macio, quente e aconchegante. Lembro-me, que fora um presente de minha falecida avó.&lt;br /&gt;
-O que é muito estranho, menina. O que há? Não era você que sempre se encantava com as ondas?&lt;br /&gt;
-Sim, mamãe, mas... Não quero...&lt;br /&gt;
Margareth insistiu até o momento em que saí para juntar conchas. Segundo ela, queria que eu fizesse um colar para minha prima, que viria em breve me visitar. Senti pavor ao por os pés na praia. Ignorei o medo, "que menina boba estou sendo! Aquilo foi apenas um sonho ruim, um péssimo! E já passou ! Não tenho razão para pensar nisso! Estou em casa". Pensei, afastando a sensação que me envolvia. Decidi pegar logo as conchas e voltar para casa, o mais rápido possível, mas meus planos foram totalmente frustrados. Eu sabia que não havia sido um sonho.&lt;br /&gt;
-Menina da&amp;nbsp;pérola&amp;nbsp; Como demorou a voltar... Estava jurando que a tinham pego fora d'água mesmo! - ouvi aquela voz, novamente, seguida do canto. O medo me entorpeceu. Minhas pernas não respondiam aos meus comandos, estava apavorada. Me esforcei para me sentar no chão, coloquei a cabeça nos joelhos e os abracei, pensando que assim, o pavor diminuiria. Não adiantou. Gemi em silêncio, desejando mais que tudo acordar daquele pesadelo. Todo esse medo, fora provocado apenas pela voz da mulher, o que mais, então ela poderia fazer ? O canto que vinha junto dela, fazia minha cabeça ficar totalmente desnorteada.&lt;br /&gt;
-Você me deve algo, menina - riu-se. - Vim buscar... Aquele anel que roubou, era meu corpo. E agora, olhe para mim ! Tive que usar outro para vir buscá-la. Você matou meu corpo, ao roubar o anel. Nada mais justo que me dê o seu.&lt;br /&gt;
Sussurrava baixinho, pedindo por socorro. O que diabos ela estava falando?!&lt;br /&gt;
-Vamos. Liberte-se e dê o que é meu.&lt;br /&gt;
-Do ... do que você tá falando? - eu chorei baixinho, não tendo certeza de que ela ouviria.&lt;br /&gt;
-Saia da bolha, e me entregue seu colar. É disso que estou falando! Ande, Norah! Não aja como se não soubesse do que falo. Não se faça de tonta!&lt;br /&gt;
-Como sabe meu nome, bruxa velha? - levantei a cabeça devagar, hesitando. Percebi no mesmo instante que não era a mesma mulher. Não era aquela grotesca e que aparentava não usar um&amp;nbsp;shampoo&amp;nbsp;a dias. Era uma ruiva, alta e bonita. Vestia um delicado vestido de alças roxo e tremia as pernas.&lt;br /&gt;
-Norah, Norah... Esse jogo não funciona comigo. E ande logo, estou ficando fraca! Está vendo? Minhas pernas já estão tremulas. E isso é culpa sua! Quem mandou sair colocando a mão no que não lhe diz respeito?! Liberte-se agora, ou a &amp;nbsp;farei sair daí a força!&lt;br /&gt;
-Libertar-me? - quis saber. Estava com medo. Olhei ao meu redor tentando ver se havia um modo de haver&amp;nbsp;coerência&amp;nbsp;no que ela dizia. Estava ali, indefesa. Nada ao meu redor. Vulnerável.&lt;br /&gt;
-Sim. Saia da prisão de vento que criou. - Ela disse, impaciente.&lt;br /&gt;
-Prisão de vento? - Estendi a mão para frente, e automaticamente, fui repelida. Foi então, que eu percebi. No meu surto, algo havia ocorrido e o vento se aglomerou ao meu redor, me mantendo a salvo de qualquer coisa fora da bolha. Me senti confiante, em saber que ela não podia tocar-me. Isso me fortaleceu um pouco. O suficiente para fugir.&lt;br /&gt;
-Não faça besteiras. Saia da prisão, cuidadosamente. Você ainda não sabe o poder que ela possui.&lt;br /&gt;
-Poder? O que... O que está havendo? Quem é você?!?! - Uma onda de ansiedade estava tomando conta do meu corpo. Senti o vento ficando denso ao meu redor, e o ar me faltando. Eu precisava sair da bolha, imediatamente.&lt;br /&gt;
-Eu sou Margot. Sereia Mãe. - Disse ela, num tom de autoridade. Me senti reprimida, pela forma em que ela se auto-denominou. Era uma autoridade, eu devia curvar-me, dizia meu instinto, porém, permaneci parada, pensando em como me livrar daquilo que me roubava o ar. - Te ensino a desfazer a bolha se der o colar. - Tentou Margot.&lt;br /&gt;
Algo dentro de mim, suplicou para não ceder. Se ela desejava tanto assim aquela pedra que sempre carreguei no peito, devia ser algo valioso e importante. Algo essencial para mim. Fiquei durante 2 minutos sem ar, tive que pensar rápido. Lembrei de que quando aprendi a nadar, mamãe sempre me dizia que se eu estivesse me afogando, a última coisa que deveria fazer, é entrar em panico, pois isso me levaria a morte. Seguindo esse conceito, me concentrei em me acalmar. Logo, comecei a sentir a pressão ao meu redor definhando, e o ar voltando aos meus pulmões. Caí de joelhos e agradeci mentalmente as aulas de natação forçadas.&lt;br /&gt;
-Hum... Vejo que não é tão burra - começou Margot- Ou é? Agora está vulnerável.&lt;br /&gt;
Eu levantei a cabeça,&amp;nbsp;tremendo, para olhá-la. Estava pálida e tremia, não sabia se era de frio, pavor ou outra razão, mas claramente eu a derrubaria com um empurrão! Ela não estava em condições de me impor nada.&lt;br /&gt;
Levantei num pulo em sua direção e a empurrei para a água, que havia subido desde que eu havia saído de casa. A maré quase atingia seu ponto máximo. Ela cambaleou e logo após caiu, e esse foi meu erro. A água a fortaleceu e ela veio em minha direção, mas eu corri. Entrei em casa chorando de pavor e não conseguia controlar a pressão ao meu redor. Minha cabeça estava explodindo, o canto estava invadindo meus pensamentos. Logo, não pude controlar meu corpo, que se dirigia para fora da casa, ao encontro de Margot, próxima a água. Nesse momento, só pude pensar em uma coisa: minha morte era certa. Iria morrer ali, naquele sonho.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/2894909282667722504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/10/sereia-parte-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/2894909282667722504?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/2894909282667722504?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/10/sereia-parte-2.html' title='Sereia - Parte 2 '/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C04BSX47eCp7ImA9WhNSE00.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-4813000563476694338</id><published>2012-10-01T17:06:00.000-07:00</published><updated>2012-10-26T18:39:18.000-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-10-26T18:39:18.000-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sereia'/><title>Sereia - Parte 1 </title><content type='html'>Nunca foi revelado, ao certo, tudo que existe nos oceanos. Ninguém entende realmente o que se esconde nas profundezas. Ou, talvez até entendam, mas quem sabe, não aceitam. Mas quem liga? O importante, é que lá está. Que existe algo a ser descoberto, algo medonho, assombroso e ... Mortal.&lt;br /&gt;
O ser humano, é um ser que não conhece todos os segredos do universo. Não conhece nem mesmo o que habita em seu&amp;nbsp;próprio&amp;nbsp;mundo, que dirás do universo! Esse não conhecimento dos seres, faz com que quando vê algo novo, compare a algo que conheça. Um exemplo disso, são as sereias. Humanos não sabem de onde elas vieram, o que são, o que fazem, se existem... Existem. Mas como explicar, um ser de beleza mutável, metade peixe e metade humano? Há como explicar ? Há. Não pretendo contar-lhes tudo! Nem poderia... Apenas contarei, como eu, Norah, me tornei uma sereia.&lt;br /&gt;
Bom, para começar, é necessário que algumas coisas fiquem claras! Primeira: Eu não seduzo marinheiros gordos e fedidos para dentro d'água. Isso é nojento. Imagine... Um bando de homens sem tomar banho, trabalhando arduamente dentro do navio por meses... Não é algo agradável, certo? E, vamos falar sério, que papo é esse de que sugamos almas? Por favor! Como se suga uma alma ? Explique-me por favor, pois eu não sei! E outra, como é que meu beijo pode fazer com que uma pessoa respire embaixo d'água? Tenho cara de Alga de Mor ? Isso é mito! Por favor, que fique mais do que claro que grande parte do que você sabe sobre sereias, não é verdade. O que é verdade é que não somos humanos. Vivemos na água, sendo assim, respiramos nela. E só. Não temos nada com a Lua cheia ou algo do gênero. A única coisa que acontece, é que na lua cheia, outros seres aparecem e temos probleminhas... Mas nada muito grave! Esses seres, eu os apelidei de "&lt;i&gt;splash's&lt;/i&gt;". São barulhentos. Lembram crianças cheias de meleca escorrendo pelo nariz. Mas eles não são importantes agora. Vejamos... Quero contar tudo. Comecemos.&lt;br /&gt;
11 de agosto de 1990, completei 12 anos. Meus pais se mudaram para o litoral. Casa na praia, grande e bonita. Tinha meu&amp;nbsp;próprio&amp;nbsp;quarto. Bem grande e divertido. Havia uma janela que eu adorava sentar para ver o mar. Gostava do movimento das ondas, e quando era lua cheia, achava lindo como o mar ficava. O &amp;nbsp;mar agitado me encantava. Forte, impulsivo e inconstante. Como eu me descobri ser, logo depois. No meu aniversário fui presenteado pelos meus pais com um belo colar. O colar&amp;nbsp;possuía&amp;nbsp;uma ostra. Era lindo. O azul que penetrava meus olhos foi a cor mais bonita que já vi em toda minha&amp;nbsp;existência. Lembrava o&amp;nbsp;lápis&amp;nbsp;lazúli, porém era mais intenso. Mais penetrante. Não conhecia aquela pedra, nem ninguém da&amp;nbsp;superfície. Morei naquela casa até o dia de minha morte, com 17 anos. Bom, eu não morri. Deixei de existir, somente. Vou explicar. Como na rotina, saí da escola e caminhei sozinha por entre as ruas até chegar em casa. Liguei para Júlia, uma amiga muito intima e conversamos durante alguns minutos, logo depois decidi sair para juntar&amp;nbsp;conchas&amp;nbsp;na praia. Era meu hobbie predileto. Enquanto caminhava, me senti atraída pelo mar. Fiquei parada olhando para o horizonte, fechei os olhos e deixei que a brisa tocasse meu rosto durante alguns instantes. Isso sempre me revigorava! Foram&amp;nbsp;ótimos&amp;nbsp;minutos ali, parada. Sem pressa, sem medo apenas aproveitando a brisa do mar... Até que eu ouvi, a primeira vez, um som que me acompanha até hoje. O canto. Me assustei e abri os olhos. Olhei ao redor, porém não havia ninguém. Senti um arrepio na espinha e um frio estranho me tomou. Apertei forte o medalhão em meu peito e recomecei o meu trajeto para voltar para casa e foi quando eu a vi deitada no chão. Tremia e estava ensopada. Tive medo e hesitei em ir ajudá-la, porém eu não era assim, não poderia jamais deixá-la jogada ao chão.&lt;br /&gt;
-Oi! V... Você está bem ? - gaguejei, hesitando.&lt;br /&gt;
Ouvi&amp;nbsp;murmúrios.&lt;br /&gt;
-Moça... Moça ? - chamei novamente tocando seu ombro de leve.&lt;br /&gt;
Ela virou muito rapidamente e me jogou ao chão. Tentei gritar. O pavor tomou meu corpo e estava paralisada. A mulher se mostrou mais claramente, alta, cabelos longos e louros, pele branca e lisa e olhos... que olhos! Olhos azuis que me assustavam! Não eram azuis belos e vivos. Eram escuros e mortos! Sem brilho! Um azul anil que me apavorou. Quanto mais ela se aproximava, mais medo eu sentia. Ela estava suja, sangrando... Percebi logo, que o sangue não era dela. Era do homem que estava jogado ao lado dela. Ouvi o canto novamente e chorei. Senti tanto pavor... Ela se aproximou de mim. Sentou na minha barriga e com as pernas, prendeu meus braços. Não havia modo de fugir.&lt;br /&gt;
-O que quer? Diga! Diga o que quer e lhe darei, mas não mate-me! Tenho jóias e dinheiro, se é o que desejas! - Balbuciei entre um soluço e outro.&lt;br /&gt;
-Menina boba! - Riu-se a criatura com sua voz fina e convidativa. A voz mais calma e serena que já ouvira - Não quero seu dinheiro, doçura.&lt;br /&gt;
- O que quer? O que ?! - tentei elevar a voz, para chamar atenção de alguém, mas não conseguia. Era um&amp;nbsp;sussurro&amp;nbsp;que saia de minha boca.&lt;br /&gt;
-Eu... - ela começou com sua risada e começou a usar sua unha, grotescamente grande para riscar meu pescoço, descendo e abrindo caminho na minha blusa, rasgando-a. Protestei com gestos fortes e tentei empurrá-la para longe. Não funcionou. Ela era forte - Eu quero você, menina boba... Aquele homem não foi capaz de me satisfazer... Você será? Se você for... Viverá. Se não... Morrerá!&lt;br /&gt;
Riu-se ainda mais.&lt;br /&gt;
-Solte-me! Solte-me ! - Resmunguei me mexendo como louca, tentando me livrar de suas pernas que me prendiam. Num golpe de sorte, consegui empurrá-la e me levantei. Me arrastei para longe, mas ela era rápida. Muito mais rápida que um ser humano. Pegou-me pelo pescoço e lançou-me no chão. Senti a cabeça latejar e o sangue quente escorrer pelo rosto.&lt;br /&gt;
-Menina tola! -Sua voz dessa vez, trovejou.- Fique quieta! Ou se não... - sua voz parou, assim que enxergou o colar que trazia no peito.- onde... Onde arrumou isso, criança?&lt;br /&gt;
-Não se aproxime! Não me toque! - gritei.&lt;br /&gt;
-Shiu ! - ela colocou os dedos entre os lábios e ordenou que me calasse. Calei, não porque quis, mas porque não consegui falar.- Onde conseguiu isso, menina? -repetiu.&lt;br /&gt;
-Não é de seu interesse, bruxa velha! - Sibilei.&amp;nbsp;Língua&amp;nbsp;solta sempre foi um dos meus principais problemas.&lt;br /&gt;
Não acho que isso foi realmente uma boa ideia. A mulher aproximou seu rosto do meu e rosnou. Eu vi em sua mão um anel com uma pedra muito parecida com a do meu medalhão. Sem hesitar um segundo, arranquei o anel de sua &amp;nbsp;mão. Houve um grito. Me lembro de tê-la visto se jogar na água e seu anel se quebrou na minha mão. Parecia gelatina, e foi nojento.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/4813000563476694338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/10/sereia-parte-1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/4813000563476694338?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/4813000563476694338?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/10/sereia-parte-1.html' title='Sereia - Parte 1 '/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DkIFQXw4fCp7ImA9WhJaEEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-6331314160754499376</id><published>2012-09-30T18:21:00.001-07:00</published><updated>2012-09-30T18:21:50.234-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-09-30T18:21:50.234-07:00</app:edited><title>Contos ! </title><content type='html'>Bom, primeiramente quero pedir MIL DESCULPAS as pessoas que costumam ler o blog! Eu disse que voltaria a escrever, porém, não foi&amp;nbsp;possível! Mas agora, estou me esforçando. Tenho preparado alguns contos que irei postando semanalmente, e se&amp;nbsp;possível com mais&amp;nbsp;frequência.&lt;br /&gt;
Desta vez, tenho uma ideia "nova". O blog agora será sobre contos! O que tornará menos cansativo para todos, certo? Tentarei trazer contos misticos e realistas ! O primeiro conto, será o Sereia.&lt;br /&gt;
Hoje ou amanhã a noite estarei postando aqui. Espero MUITO que gostem (:&lt;br /&gt;
Beijos, da sempre de vocês, B.B.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/6331314160754499376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/09/contos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/6331314160754499376?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/6331314160754499376?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/09/contos.html' title='Contos ! '/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEENRXc6cSp7ImA9WhVUFU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-7499203576272171601</id><published>2012-05-20T09:51:00.000-07:00</published><updated>2012-05-20T09:51:34.919-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-05-20T09:51:34.919-07:00</app:edited><title></title><content type='html'>E então, como se fosse algo habitual e simples, ela olhou para ele. Olhos pesados, apagados, mórbidos e embargados. De certa forma, mortos. ele se sentiu sufocado. Um olhar o sufocará. Sentiu culpa, desanimo e fraqueza. Como se a culpa pertencesse a ele. Pertencia. Seus olhos vivos, cintilantes e acolhedores não conseguiram gitá-la por muito. Desviou, coçou a cabeça e pensou em algo que pudesse tirá-lo dali. Foi fraco e cínico. perguntou como ela estava. Ela arqueou as sobrancelhas &amp;nbsp;e sorriu. Um sorriso apagado , e como ela, morto, mas enganaria a situação, e enganou. Ela se fez de forte e mentiu. Disse que estava bem, e se sentiu na obrigação de acreditar. Acreditou por um segundo e logo depois esqueceu. Fraquejou, como sempre. Ele quis sorrir, mas dada a situação, nem conseguia mais. Ela, em apenas alguns segundos perto dele, roubou-lhe a alegria. " Alguns segundos ! " pensou ela, "ele pode suportar... Suportei uma vida inteira !". Ela disfarçou. Esperavam um elevador, apertou novamente o botão, mesmo sabendo que isso não mudaria a velocidade da cabine. Seu objetivo era deixar claro sua pressa em sair de perto dele. Dóia. Ele fingiu que não viu, e como um tolo, quis saber de sua vida. Ela contou algo fútil, disse que enfim conseguira entrar no curso que almejara. Perguntou de volta e ouviu dele que estava noivo. Seus olhos quiseram marejar. "Cretino" sibilou, e pensou. " me diz isso como se nada além dele importasse! Ele está feliz, que todos nós gozemos! Cretino medíocre!" mas ao invés disto, apenas disse, Fico feliz. Seus grandes olhos castanhos a olharam e por um segundo, ele a quis abraçar. Não porque ela expressara sua tristeza, pelo contrario, &amp;nbsp;seu rosto estava imparcial, mas porque de alguma forma, ele ainda era o único que conseguia sentí-la. Sentir o que sentia. A diferença era que a fraqueza dele, há muito, se tornara a força dela. Um completava o outro, de uma forma excêntrica. Um salvaria o outro. Enquanto ele a fitava, ela sentia seus olhos pesados em suas costas, mas ela se recusou a olhar. Seria forte. Precisava. "Talvez eu devesse abraçá-la" ele meditou, "não... ela não iria gostas. ME ODEIA! !" ele a fitou no silencio que se tomou e ela o encarou, por um espelinho caído da bolsa de alguém, junto ao elevador que parecia não chegar nunca. Se olhavam... Crente que o outro não sabia. Ela queria sair. Ele queria se salvar. Talvez pelo fato de que ele não sabia como se salvar, achou que tinha o direito de usar quem fosse, da forma que quisesse. Esse foi o erro que o fez perdê-la.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/7499203576272171601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/05/e-entao-como-se-fosse-algo-habitual-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7499203576272171601?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7499203576272171601?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/05/e-entao-como-se-fosse-algo-habitual-e.html' title=''/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DEIDSHY9cCp7ImA9WhVQF0o.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-2657619651134820469</id><published>2012-04-06T22:29:00.000-07:00</published><updated>2012-04-06T22:29:39.868-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-04-06T22:29:39.868-07:00</app:edited><title>Baby</title><content type='html'>Palavras definitivamente não tem noção. Não possuem explicação. Quando soltas, é claro. Juntas, formam uma informação, e muitas vezes, uma bela de uma informação. Palavras são&amp;nbsp;incríveis, de fato, mas os olhares... Ah, os olhares... Eles não precisam estar agrupados, em ordem ou expressar algo certo, necessariamente. Apenas precisam ser recebido. Como quem não quer receber, como quem não quer dar. Essa é a mágica, a coisa bela. E o que há a dizer sobre o toque ? O toque fascina, arrebata, faz voar ! Não há como resistir ! Não há homem forte o suficiente para fugir do toque de uma bela moça, da mesma forma que não há moça que possa dizer não há certos toques. Mãos em mãos, lábios em lábios... Essa é a mágica. E aquela estranha sensação que se forma na ponta da barriga que é intrigante. Não creio que exista explicação. Não há. Não quero que tenha.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/2657619651134820469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/04/baby.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/2657619651134820469?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/2657619651134820469?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/04/baby.html' title='Baby'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUcCSHs4eCp7ImA9WhVRGEw.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-5244066657886520657</id><published>2012-03-26T18:51:00.000-07:00</published><updated>2012-03-26T18:51:09.530-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-26T18:51:09.530-07:00</app:edited><title>Feh</title><content type='html'>Sempre vai ter alguém em que você vai pensar. Alguém que quando passa, o perfume paira no ar e o coração quase pula do peito, engole a timidez e quer ir atrás. &amp;nbsp;É essa paixão boba que nos deixa vulneráveis,indefesos e entregue as cegas a não sei quem. Mas ninguém costuma se importar com essa entrega estranha e se se importa, que volte atrás e se tranque numa caverna sozinho. Mas a graça está nos corajosos...&lt;br /&gt;
Sempre vai ter alguém corajoso o suficiente para se entregar.&lt;br /&gt;
Sempre vai ter alguém que você vai confiar. E vai exigir sua confiança de volta, porque no fim ela é isso, sem pedir queremos de volta. E é lindo isso. É puro. Enquanto não vulgarizarmos será puro.&lt;br /&gt;
E amar. Sempre vai ter alguém que você vai querer amar, mas sempre vai ter alguém no mundo que não vai ser amado.&lt;br /&gt;
O amor é puro. Não conseguiram inventar uma forma de vulgarizá-lo , e nem acho que poderiam. Não o verdadeiro. A entrega ao amor já foi corrompida, mas quem liga ? Ainda é especial. Única.&lt;br /&gt;
Encontrar alguém que pense em você da mesma forma que você pensa nele, confiar em alguém e ser reciproco, amar e ser amado de volta, é o que faz a vida valer a pena. É o que da a coragem pra enfrentar o que quer que tenha no mundo. Revigora. Da saúde.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/5244066657886520657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/feh.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/5244066657886520657?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/5244066657886520657?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/feh.html' title='Feh'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEQDR3s4cSp7ImA9WhVRFU8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-7549760923545987093</id><published>2012-03-23T10:06:00.000-07:00</published><updated>2012-03-23T10:06:16.539-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-23T10:06:16.539-07:00</app:edited><title>Lide com isso</title><content type='html'>Considero nula a futilidade das pessoas ao meu redor. Que se amarrem a um tronco e se queimem, mas não ousem colocar meu nome como o delas: na sujeira.&amp;nbsp;A minha vida está sob controle. Mas de quem ? Não posso pensar por mim mesma, e me surpreendo quando descubro que meio mundo está fazendo isso por mim.&amp;nbsp;Hipócritas.&amp;nbsp;As pessoas acham que me deram a luz , mais na verdade não me deram nada. Ao invés&amp;nbsp;de calar a boca , elas julgam pra se sentir bem e esconder que tem defeitos. Fingem não ser humanas.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div&gt;Ora, porque eu afinal ? O que há de mais nas minhas duas cores no cabelo, no meu tênis manchado e na minha mochila velha? Eu sou humana. Não me olhem como se eu fosse de outro planeta por não estar afim de seguir sua doutrina sinistra. Eu aprendi a pensar. Lide com isso.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Isso nunca se tratou do jeito que eu falo, visto ou como ajo. Então, do que se trata? O que mataria a sua sede, sociedade? Pois dê seu jeito e cure-se. Eu não vou embora. Prepare-se. Ensinarei a quem eu puder, o poder do pensamento. Prepare-se.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/7549760923545987093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/lide-com-isso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7549760923545987093?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7549760923545987093?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/lide-com-isso.html' title='Lide com isso'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUYASX86eip7ImA9WhVRE0k.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-5804366301326562709</id><published>2012-03-21T09:25:00.000-07:00</published><updated>2012-03-21T09:25:48.112-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-21T09:25:48.112-07:00</app:edited><title>Vá</title><content type='html'>Está um pouco frio, e em dias assim me lembro de como nós nos conhecemos. Foi em um dia chuvoso e frio. Me lembro que começarmos a conversar enquanto&amp;nbsp;esperávamos&amp;nbsp;algo. Não me recordo o quê e nem sei se quero recordar. Você falava dos seus planos pro futuro&amp;nbsp;e eu não me incomodava em ouvi-la, até que despercebidamente agente se beijou , seu beijo era doce e devagar. Eu ri. Me senti tão bem quando nossos lábios se tocaram. Me senti bem beijando uma estranha, mas naquele momento, era como se eu a conhecesse a anos. Décadas. Vidas.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div&gt;Você vestia um bonito casaco azul e eu a minha velha camiseta de algodão. Eu não planejava sair de casa naquele dia, mas&amp;nbsp;simplismente&amp;nbsp;levantei e saí. Te encontrei.&amp;nbsp;Não me arrependerei jamais dessa decisão.&amp;nbsp;Te contei que queria comprar um apartamento, muito alto, e que queria ver o sol nascer e se por ao menos uma vez por semana. Você sorriu e achou bobo. eu te achei boba; ah&amp;nbsp;seu riso... O mais doce e verdadeiro que eu já havia visto; então decidimos nos levantar,&amp;nbsp;demos a mão um para o outro, e caminhamos por aí. A&amp;nbsp;chuva começou a parar, mas mesmo assim continuamos a andar. Eu não conseguia parar de te olhar, eu amava como o vento deixava seu cabelo sobre seu rosto, como a chuva o deixou molhado e escorrido. Era fofo, &amp;nbsp;você detestava,&amp;nbsp;e levemente você passava a mão para por o cabelo pra trás. Você era tão linda,&amp;nbsp;seus cabelos castanhos combinavam perfeitamente com seus lindos olhos, que pareciam ameixas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Lindos. Expressivos. A porta de sua alma.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Ah, eu não sabia se o que sentia era "amor" ou "paixão" só sabia que queria estar com você sempre, até onde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fosse verdadeiro. Eu não queria rotular, queria só que você entendesse. Era o que me bastaria. Mas e aí, um belo dia te olhei e pensei :&amp;nbsp;eu preciso ter você, enquanto eu tiver vida. Eu torci para que você sentisse o mesmo, mas o medo foi me tocando aos poucos, a insegurança me afetou e eu me calei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Fui obrigado a te ver ir.&amp;nbsp;Tão linda. Tão radiante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tão &amp;nbsp;inconstante.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesso K. / B.B&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/5804366301326562709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/va.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/5804366301326562709?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/5804366301326562709?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/va.html' title='Vá'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DEENQnY8eip7ImA9WhVSFUQ.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-7475822123058331387</id><published>2012-03-12T16:58:00.001-07:00</published><updated>2012-03-12T16:58:13.872-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-12T16:58:13.872-07:00</app:edited><title></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MIbFEKKWVu0/T16NJ1lzP_I/AAAAAAAAAXc/eLAHkx4_gdQ/s1600/jeje.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://2.bp.blogspot.com/-MIbFEKKWVu0/T16NJ1lzP_I/AAAAAAAAAXc/eLAHkx4_gdQ/s320/jeje.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fernando Andrade (:</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/7475822123058331387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/fernando-andrade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7475822123058331387?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7475822123058331387?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/fernando-andrade.html' title=''/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MIbFEKKWVu0/T16NJ1lzP_I/AAAAAAAAAXc/eLAHkx4_gdQ/s72-c/jeje.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DEYBSXY_cSp7ImA9WhVSFUQ.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-7674306684224284997</id><published>2012-03-12T16:17:00.001-07:00</published><updated>2012-03-12T16:49:18.849-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-12T16:49:18.849-07:00</app:edited><title>Ausente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Hoje decidi te dar Adeus, mais apenas por esta noite,&amp;nbsp;quero ficar longe de ti , apenas hoje.&amp;nbsp;Tenho a certeza de que amanhã, quando acordar sem te ver ao meu lado, passarei as mãos sobre o colchão vazio e chorarei.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Uma noite sem te ter ao meu lado, será fria e sufocante. Um dia sem você , de um sonho se torna um longo pesadelo. Mas eu quero assim mesmo. Serei&amp;nbsp;independente&amp;nbsp;de você. &amp;nbsp;Não quero nem pensar em uma noite,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;em uma simples noite, mais quando olho em seus olhos,&amp;nbsp;sinto que posso passar seculos longe de você , e você nem sentira a menor falta. Quero agir assim contigo. Quero que sinta minha falta. Enquanto você some noite a dentro, perco-me querendo saber como estás. Mas você está sempre ausente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A ausência ensina a substituir. Tome cuidado, meu amor, para não se ausentar por muito, posso ter outro alguém para preencher o teu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesso K. / B.B&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/7674306684224284997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/ausente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7674306684224284997?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/7674306684224284997?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/ausente.html' title='Ausente'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUQASHY6fyp7ImA9WhVSFEw.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-1693665707560810799</id><published>2012-03-10T13:02:00.000-08:00</published><updated>2012-03-10T13:02:29.817-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-10T13:02:29.817-08:00</app:edited><title>Outro com o Jesso K.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;Estou com o certo desprezo de você, uma certa desconfiança , um certo medo, não quero te ter por perto mais também não quero que se vá, não quero que chore mas não quero que sorria, não sei bem o que estou sentindo, mais só estou de ressaca de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;É como se eu estivesse me tornando uma onda. Inconstante. Batendo fortemente contra você, te puxando e depois jogando fora.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Mas sem esquecer de um certo sentimento, como se de minha boca saísse " Vai e não volta! " mas do meu coração e &amp;nbsp;minha mente implorasse pra que ficasse.&amp;nbsp;Eu digo algo. Mas eu mesma me conflito. Te desejando e te odiando, então quero que fique, mesmo sabendo que parte de mim te quer longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;É como se a razão pedisse que te deixasse aí, no chão morto. Mas o sentimento quer que eu te salve e cuide de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Jesso K. / B.B&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/1693665707560810799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/outro-com-o-jesso-k.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1693665707560810799?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/1693665707560810799?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/outro-com-o-jesso-k.html' title='Outro com o Jesso K.'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CE4FQn0_eSp7ImA9WhVSE0k.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2696620095784421050.post-2881812919014911498</id><published>2012-03-09T17:28:00.000-08:00</published><updated>2012-03-09T17:28:33.341-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-09T17:28:33.341-08:00</app:edited><title>Você</title><content type='html'>Irá chover esta noite. Posso ver pela janela, nuvens altas e cheias preenchendo o céu cinzento. E é, com certeza, a melhor hora para se deitar num sofá confortável, assistindo TV e tomando um chocolate quente com alguém que se importa.&lt;br /&gt;
É também uma ótima hora pra ter alguem pra abraçar e ter uma boa conversa, é uma boa hora pra olharmos um para o outro e nos beijarmos , e sentirmos nossos corpos queimando.&lt;br /&gt;
E não precisar de mais nada. Nada que o mundo possa oferecer. Nem um carro caro, um apartamento de luxo em Paris. Nada. Só a pessoa ao meu lado... Pra conquistarmos... Um ao outro e ao mundo.&lt;br /&gt;
Devo esperar essa chuva acabar , ou devo ir atrás desse alguém? As coisas não irão esperar, ou é uma ou é outra, &amp;nbsp;ou espero a chuva&amp;nbsp;cair e mais, até você bater na porta e entrar para que assim começarmos a imaginar o nosso lindo mundo.&lt;br /&gt;
Mas você viria ? Você me ama o tanto que eu te amo? Você me perdoará por tudo o que eu fiz durante este tempo em que você esteve fora? Não sei se a dúvida é a melhor resposta.&lt;br /&gt;
Mas não custa esperar não é mesmo , amor? Então resolvi sentar e olhar fixamente para a porta, esperando alguém bater, e esse alguém ser você, ate que olhei pra janela e vi a chuva parar,e você não veio, não hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jesso K. / B.B&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/feeds/2881812919014911498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/2881812919014911498?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2696620095784421050/posts/default/2881812919014911498?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemescritorajessi.blogspot.com/2012/03/voce.html' title='Você'/><author><name>Jessika Kamila</name><uri>https://plus.google.com/107203972732908668918</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-yUk0sF-a4lQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAag/A4jbVcOunWM/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>