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	<title>Julia Petit – Petiscos » Brisa Issa</title>
	
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		<title>“Aquela” da mudança</title>
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		<pubDate>Tue, 28 May 2013 17:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brisa Issa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Para ler e depois assistir “Amor Sem Escalas”, um filme sobre relacionamentos e&#8230; mudanças.) Desde que me conheço por gente já me mudei 26 vezes (isso mesmo VINTE E SEIS VEZES) e agora estou partindo para uma vigésima sétima. Não que eu tenha um vida inconstante ou que eu seja nômade, cigana ou algo do...<br /><a class="more-link" href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/aquela-da-mudanca">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Para ler e depois assistir “Amor Sem Escalas”, um filme sobre relacionamentos e&#8230; mudanças.)</p>
<p>Desde que me conheço por gente já me mudei 26 vezes (isso mesmo VINTE E SEIS VEZES) e agora estou partindo para uma vigésima sétima. Não que eu tenha um vida inconstante ou que eu seja nômade, cigana ou algo do gênero, mas era porque o contrato vencia e eu e minha mãe não tínhamos o tão desejado sonho da casa própria. Mudar sempre foi uma função pra mim, apesar disto fazer parte da minha vida desde que nasci, envolve pegar caixas no mercado, empacotar tudo (hoje posso me considerar uma “acumuladora”, o que me dará um pouco mais de trabalho na hora de por tudo em caixas), se adaptar à um novo lugar, gastar com pintura do apartamento e etc&#8230; Talvez por isso não goste de mudanças. Tenho dó da minha mãe que teve que me aguentar fazendo mudança quando eu era adolescente (imaginem o drama que não deve ter sido), deixar amigos pra trás, rotina, boy&#8230;</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2013/05/socrates.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-19477598" title="socrates" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2013/05/socrates-580x600.jpg" alt="" width="580" height="600" /></a></p>
<p>Hoje me dei conta que tantas mudanças talvez tenha muito influenciado em grande parte do que sou. Com todo um “know how” sobre mudanças que adquiri me ajudou a ser uma pessoa mais prática e organizada no trabalho (pra não dizer sistemática kkkk); resolvi trocar a vida de horário pra entrar e sair por uma onde faço meu horário e que todo dia é um dia diferente trabalhando com pessoas diferentes. Apesar de tudo isso, ainda hoje me pego resistente quando existem mudanças de planos, de datas, de tudo aquilo que planejei; pensando em como seria um trabalho fixo; em como seria ótimo ter vivido em uma só casa a minha vida toda (ou numa cidade só). E tem coisas que jamais mudarão em mim e que não quero que mudem também.<span id="more-19477597"></span></p>
<p>Como no seriado Fringe, queria ter uma janelinha para olhar num universo paralelo e obsevar como teria sido minha vida “sem mudanças”. Na minha imaginação eu olhei e vi que talvez eu virasse uma pessoa muito infeliz e com uma vida muito chata com tudo aquilo que eu não quero pra mim: mesmice. Poderia ficar durante uma vida toda cogitando todos os “se” que poderiam ter me dado um rumo diferente das coisas. Mas a grande questão é que mudar nos faz crescer, e crescer sempre nos assusta um pouco. É aquele momento que você se vê falando sobre um filme que “na sua época fez sucesso” ou que talvez você esteja “muito velha” pra fazer tal coisa.</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2013/05/bettie.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-19477599" title="bettie" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2013/05/bettie-580x819.jpg" alt="" width="580" height="819" /></a></p>
<p>Mudar sempre será difícil (acho que pra qualquer um), mas é uma chance que temos de começar tudo de novo, do zero, e mostrar pra nós mesmos o quanto aprendemos com nossas experiências anteriores. É seguir em frente quando algo que você não gostaria que acontecesse de repente aconteceu; quando você perde um amor ou um amigo; ou quando o que você planejou não rolou.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/mAoLtBSNKC4" frameborder="0" width="580" height="326"></iframe></p>
<p>Fotos: garconniere.tumblr</p>
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		<title>A democratização do Creeper</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jan 2013 20:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brisa Issa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos dias que eu mais temi na minha vida talvez tenha finalmente chegado. Depois, é claro, da democratização das pin ups, fazendo com que qualquer menina que use poá e tenha o cabelo colorido pertença a esta categoria: o creeper tá na moda! O creeper é aquele sapato que tem uma sola grossa de...<br /><a class="more-link" href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/a-democratizacao-do-creeper">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos dias que eu mais temi na minha vida talvez tenha finalmente chegado. Depois, é claro, da democratização das pin ups, fazendo com que qualquer menina que use poá e tenha o cabelo colorido pertença a esta categoria: o creeper tá na moda!<br />
O creeper é aquele sapato que tem uma sola grossa de borracha com uns onduladinhos, sabe? E aparentemente bem polêmico pra quem só ouviu falar dele depois que a Chanel fez a sua versão no <a href="http://juliapetit.com.br/moda/chanel-16/" target="_blank">desfile Resort 2013</a>.<br />
O sapato foi “lançado” durante a 2ª guerra mundial pra resistir aos diversos solos que os soldados andavam; em seguida foi adotado pelos Teddy Boys, punks, psychobillys e bla bla bla&#8230; Assim como os famosos calçados <a href="http://juliapetit.com.br/moda/classico-6/" target="_blank">Doctor Martens</a> (que também caíram no gosto das it-girls), chegou a vez do creeper, que antes era sinal de atitude, virar assunto pra post de: “como usar seu creeper” ou “must have: creeper” ou “creeper: Você usaria esse sapato horroroso?”.</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2013/01/teddyboys.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19438424" title="teddyboys" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2013/01/teddyboys.jpg" alt="" width="580" height="410" /></a></p>
<p>Porém, a grande questão pra mim, na verdade, não é presenciar “um maior número” de pessoas usando por aí ou ouvir outras chamando ele de tenebroso, e sim que finalmente poderemos ter mais opções de compra e de preços também. Aqui no Brasil era quase impossível encontrá-lo. Acho que só quem fazia era a Bel que tinha uma loja na Galeria Ouro Fino e aceitava encomendas; e uma outra loja na Galeria do Rock com preços salgados e os modelos meio assassinos. Então, se o seu sonho era ter um creeper tinha que ir até a gringa ou esperar algum amigo (com boa vontade e espaço na mala) viajar pra lá e comprar um da Underground, Demonia ou da T.U.K – as marcas tradicionais do creeper. Hoje podemos encontrar modelos “nacionais” do creeper de marcas como a Melissa (sim, a Melissa fez um creeper), Demiler, Esdra e Via Marte (que oferece três tamanhos diferentes do solado).</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2013/01/creeper.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19438425" title="creeper" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2013/01/creeper.jpg" alt="" width="580" height="256" /></a></p>
<p>Pra quem realmente curte, não fica chateado que até “patricinha” tá usando&#8230; A gente tem é que ficar feliz porque assim como qualquer “must have” da estação, logo mais todo mundo já esqueceu, cansou de usar e tem também os que acharam bizarros demais pra usar na vida real. E enquanto isso, podemos comprar modelos mais baratos e variados.</p>
<p>Pra ler ouvindo:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Uji9wdkydxo" frameborder="0" width="580" height="435"></iframe></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/JuliaPetitPetiscosBrisaIssa/~4/wmnKXpcrpJY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Como me apaixonei …</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Oct 2012 16:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brisa Issa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; por Kreuzberg (e dormi na rua segurando uma tesoura)<br />
*pra ler ouvindo*</p>
<p><object width="580" height="326" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/XHibqk4VyY8?version=3&amp;hl=it_IT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent"></param><embed wmode="transparent"  width="580" height="326" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/XHibqk4VyY8?version=3&amp;hl=it_IT" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Calma mãe, não aconteceu nada!</p>
<p>Então, quem é meu amigo de instagram @brisaissa viu que eu estava viajando (desculpem a demora em escrever minha próxima coluna, voltei de viagem e fiquei atolada de trampo e depois fiquei sem internet, to mandando esta coluna da LAN HOUSE, é sério). Dividi 15 dias que meu dinheiro me permitiu entre Berlim e Amsterdã. Simplesmente AMEI Berlim com a minha vida! Já era meio fascinada por conta de todo o histórico de guerra, o bafo do muro e o fato do melhor cd do U2 ter sido gravado lá, mas não achei que ia tipo me apaixonar. Acabou que Berlim foi tudo que eu na verdade esperava sentir quando eu fui pra Londres (e não curti – me julguem).<br />
Logo quando cheguei já fiz amizade com dois franceses e saímos pra eles me mostrarem a “vida noturna” ao redor do hostel. Na verdade, minha noite já estava ganha quando um deles disse que eu lembrava a Imelda Mae (ou seja já podia morrer, né! Uma vez na vida não fui comparada à Adele). Você vai notar que em Berlim as coisas são bem baratas considerando o valor do euro, tanto bebida quanto comida, porém não é uma cidade de “compras” e sim de passeios, na minha opinião.<br />
Era a última noite dos franceses, sempre fico meio tensa quando sai alguém do quarto que eu fiz amizade e chega um novo, mas Deus sempre é bem bom comigo nestas horas. Em troca dos franceses ele me mandou uma garota coreana que tinha as melhores frases de efeito e comentários que eu poderia esperar de uma pessoa. Ela já me ganhou quando eu disse que ia num pub crawl e ela na mesma hora disse “pelo amor de deus me leve com você”. Outra coisa genial da parte dela foi me contar que ela estava atrás de um momento só dela, onde ela não precisasse obedecer ninguém e não fosse obrigada a conviver com um monte de gente e ficar indo só do trampo pra casa.<br />
Outra coisa que eu dei muita sorte foi que na semana em que fiquei em Berlim peguei muitas festas de rock (o que é tipo você ganhar na megasena das baladas lá, uma vez que o som predominante é eletrônico). Ah, e eu encontrei meu bar Caos e o Z Carniceria lá também!!!! Eles se chamavam respectivamente, <a href="http://www.bassy-club.de/" target="_blank">Bassy Club</a> e <a href="http://www.whitetrashfastfood.com/" target="_blank">White Trash</a>.</p>
<p>*ADENDO*</p>
<p>Fuja/ escolha bem a festa do <a href="http://www.astra-berlin.de/" target="_blank">Astra Club</a>. Fui à uma suposta festa rockabilly que me rendeu a visão de uma competição de bambolê psy (sim, lá o bambolê é o novo malabares) + aula de coreografias bizarras durante a balada que tocava tipo rockabilly eletrônico (não, não é legal).</p>
<p><strong>Kreuzberg</strong><br />
Ahhhhhhh, Kreuzberg&#8230;. Se eu fosse rica e tivesse que escolher um lugar pra morar fora seria no bairro de Kreuzberg em Berlim. Conheci uma parte do bairro graças a “alternative tour”, onde minha guia era uma punk inglesa que morava há cinco anos em Berlim e dividia seu tempo trampando numa galeria de arte e sendo guia nesta tour.<br />
É em Kreuzberg que fica a parte do muro que foi pintado por artistas e que ainda continua de pé. Lá também fica um centro comunitário africano chamado Yaam, que parece uma praia e reúne o mais variado tipo de pessoas (de góticos ao pessoal do reggae).<br />
O que me fascinou em Kreuzberg foi o fato de ser um bairro de “resistência” e abrigar o histórico punk e de outros movimentos. Hoje o bairro é formado basicamente por artistas, jovens e imigrantes (em sua maioria turcos – lá tem os melhores kebabs que eu já provei), o que explica você ver tanta gente diferente enquanto anda nas ruas. Um amigo me disse que Kreuzberg é um lugar tão único em Berlim que você encontra camisetas e souvenir do bairro, tipo I LOVE KREUZBERG.<br />
E lá fica localizado também a “banquinha de lanche” com o melhor hambúrguer que eu já comi na minha vida: <a href="http://www.burger-meister.de/" target="_blank">Burgermeister</a>. Peça a bata frita com chilli, queijo e feijão pra acompanhar (é muito sério).</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/10/brisa_berlim.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-19408936" title="brisa_berlim" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/10/brisa_berlim-580x380.jpg" alt="" width="580" height="380" /></a></p>
<p><strong>Amsterdã</strong><br />
Em Amsterdã eu gostaria de morar num daqueles barcos que são casa, em quase todo canal que você passa tem uma casinha destas. <span id="more-19408927"></span>Confesso que amei mais Berlim, mas gostei muito de Amsterdã especialmente dos prédios e canais (você sabia que lá tem mais canais do que Veneza e que por ano quase duas mil bicicletas são encontradas nos canais?).<br />
Foi andando 40 minutos de onde eu estava que eu conheci a Angelique, uma das tatuadoras mais incríveis que existe, e seu estúdio de tatuagem lindo! E de bônus ainda recebi elogios das tattoos que eu tenho (olha só Nanda, fazendo sucesso nas “Europa”). Resolvi trocar o museu de Van Gogh pelo de Tatuagens e não me arrependi, lá tem todo o histórico das tatuagens desde os bem antigamente e tem um espaço todo dedicado ao estilo old school, dos marinheiros e homenagens à tatuadores locais que já morreram, mas contribuíram e muito no que a gente conhece hoje como tatuagem.<br />
E no hostel eu ouvi as melhores histórias de shows, festas e rolês punk, ska e afins de uma das recepcionistas, além de ter ficado amiga do staff do bar.<br />
DICA: aparentemente os pirulitos de maconha não são bons, encontrei vários no chão tipo “provei – ai que nojo – e taquei no chão (e não, eu não provei).</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/10/brisa_amsterda.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-19408939" title="brisa_amsterda" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/10/brisa_amsterda-580x481.jpg" alt="" width="580" height="481" /></a></p>
<p><strong>O dia da tesoura</strong><br />
Pois bem, no fim da viagem fui pra Bélgica visitar um amigo que fiz em Nice ano passado. O que a gente não faz né, por um amigo&#8230; Meu avião saia de Berlim, então eu teria que voltar da Bélgica pra lá pra só então voltar pro Brasil. Falando assim parece lindo, tirando o fato de que o trecho Bélgica – Berlim eu fiz de trem, com quatro trocas e quase 12 horas de viagem (o que resultou em eu sair num domingo às 22h da Belgica e chegar na terça às 6h no Brasil). Mas ok me rendeu muitas experiências, uma parada no aeroporto de Londres e um dia como “sem teto” numa cidade X próxima à Berlim.<br />
Não sei porquê na minha cabeça eu tinha que as estações de trem não fechavam e que daí seria sussa eu ter que esperar de madrugada um dos quatro trens que eu teria que pegar. Não fosse o fato de que SIM, as estações fecham, era uma da manhã, eu tinha duas malas, estava de saia e precisava ficar na rua (no frio) esperando dar 5h da manhã pra pegar o trem pra Berlim. E foi o que eu fiz, mas só pra garantir que eu não seria assaltada por um velho que aparentemente morava do lado de fora da estação, eu resolvi dormir segurando uma tesoura. No final não aconteceu nada (eu só passei frio e fome) e eu tô escrevendo esta coluna pra vocês.</p>
<p>*Esta coluna é dedicada à Debas, Ivan, Pablo e Clau que colaboraram com dicas incríveis pra minha viagem*</p>
<p>Fotos: Brisa Issa</p>
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		<title>I’m fat, and that’s okay!</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Aug 2012 17:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brisa Issa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aviso: a coluna desta semana é polêmica e pra quem não tá nem aí pro que os outros acham do tamanho da calça que você usa. Se você ainda se importa com isso, essa coluna é pra fazer você pensar diferente. Confesso que, apesar de ser gorda, não curto muito falar sobre isso, tipo levantar...<br /><a class="more-link" href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/im-fat-and-thats-okay">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aviso: a coluna desta semana é polêmica e pra quem não tá nem aí pro que os outros acham do tamanho da calça que você usa. Se você ainda se importa com isso, essa coluna é pra fazer você pensar diferente.</p>
<p>Confesso que, apesar de ser gorda, não curto muito falar sobre isso, tipo levantar bandeira e afins, mas vou abrir uma exceção aqui e mostrar o meu ponto de vista sobre tudo isso. Pra mim, toda essa história de se preocupar com as mulheres gordas soa como se eu precisasse me justificar por algo que sou, ou como se eu tivesse que fazer as pessoas entenderem o porquê de eu ser assim, só pra ser facilmente digerida perante a sociedade. Soa até como uma minoria social: as pessoas gordas. A verdade é que não somos minoria ou exceção, somos uma realidade (às vezes mais cheinha, às vezes nem tanto).<br />
Uma realidade meio difícil de aceitar e de entrar nas roupas também. Uma realidade que é vendida como “agora tudo bem, você pode ser gorda porque tem uma gorda lançando coleção para marca de fast fashion. Olha como você tá sendo aceita!”. Desculpa, mas “ah vá, né!”. Não deveríamos estar separadas numa prateleira com indicação de “tamanhos especiais”. É quase tão colonial quanto quando tinham assentos separados por classe e afins nos ônibus (sendo um pouco extremista).<br />
Não estou dizendo que não é legal agora as marcas lembrarem que gordo também é gente e que precisa se vestir, só que ainda existe sim a barreira do “nossa que ótimo que você se aceita gordo &#8212;&#8212;&#8212;&#8211; &gt; mas eu não acho que você pode usar isso ou aquilo e é melhor sinalizar o que você pode vestir”. Sabe-se que não é toda roupa que fica boa, fato! Mas acho que poderíamos ter o livre arbítrio de escolher o que a gente pode comprar, fique bom ou não.<br />
Ok que algumas marcas que não são grandes magazines não tenham tamanhos grandes, seja por conta da modelagem, custo ou até porque a proposta deles é outra. Tudo bem também!</p>
<p>Agora também está na moda campanhas do tipo “a gente te aceita gorda”. Ótimo, não fosse o fato delas serem cheias de photoshop e retoques para que a mulher fique tipo “Curvelicious”. Feliz foi a TPM deste mês que estampou linda a Gaby Amarantos do jeitinho que ela é e dane-se! Aliás, a edição deste mês teve como tema as meninas gordinhas da vida real, está incrível e tem a matéria principal escrita pela minha musa do jornalismo: Nina Lemos! Acabei de ler enquanto escrevia a coluna e fiquei bem feliz em saber que as coisas que falei acima também são compartilhadas por outras pessoas.</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/08/capa3.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-19390658" title="capa" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/08/capa3-580x758.jpg" alt="" width="580" height="758" /></a></p>
<p>Desde que me entendo por gente (antes mesmo de plus size ser sinônimo de gorda), sempre levei em consideração como eu estava me sentindo comigo mesma e com o meu corpo. Opinião os outros sempre terão sobre você, seja ela boa ou ruim, mas no final do mês quem paga suas contas é você. Convivi com amigas, que mesmo magras, queriam ser mais magras ainda “só porque trabalhavam com moda” (elas não diziam isso claramente, mas bem lá no fundo era este um dos motivos) ou porque precisavam arrumar um namorado. Me recuso a aceitar que emagrecer ou ser uma outra pessoa (no caso, adotar outro estilo) seja uma condição para eu conseguir alguma coisa na vida, muito menos pra ser aceita.<br />
Até porque a gente, bem lá no fundo, sabe que toda mulher tem celulite, estria, um peito maior que o outro, algumas têm pneuzinho, barriguinha&#8230; que são nossas marcas e fazem parte da nossa história. Na hora do vamos ver que você tá lá peladona com o boy não tem photoshop, então porque ser algo que não é?<br />
Não deveríamos ter vergonha do nosso corpo, mas sim de deixarmos nos fazerem duvidar que somos lindas do nosso jeito, seja lá ele qual for! Claro que sempre terão pessoas que, se a gente perder uns quilinhos, vão vir nos dar oi. Aquele menino que a gente sempre paquerou mas ele nunca deu bola (porque você era tão legal e bonita, pena que era gordinha) virá cheio de graça&#8230; Mas ai, eles não merecem a nossa amizade nem nossos beijinhos, né!</p>
<p>Foto: Reprodução.</p>
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		<title>A crise dos 18</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jul 2012 17:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brisa Issa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossa lembro como se fosse outro dia quando fiz 18 anos e entrei em crise pois “estava crescendo” do tipo tendo que ser mais responsável e toda aquela carga que seus pais colocam em você. Com 18 anos eu tinha acabado o colegial e estava fazendo cursinho para prestar vestibular pra medicina (sim, MEDICINA –...<br /><a class="more-link" href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/a-crise-dos-18">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa lembro como se fosse outro dia quando fiz 18 anos e entrei em crise pois “estava crescendo” do tipo tendo que ser mais responsável e toda aquela carga que seus pais colocam em você. Com 18 anos eu tinha acabado o colegial e estava fazendo cursinho para prestar vestibular pra medicina (sim, MEDICINA – sempre fui louca por anatomia e afins), foi nesta época também que fiquei com um cara que parecia o Bono Vox (claro que só porque ele parecia o Bono, não porque ele era legal) e que eu ia na Galeria do Rock aos sábados e ainda não tinha a mínima ideia do futuro que me aguardava. Com 18 fiz minha primeira tatuagem e as pessoas me perguntavam se eu não ia pintar.<br />
Eu trabalhava em vídeo locadora e sabia tudo de filmes. Os anos se passaram e eu acompanhei a transição do VHS para o DVD e o quão caro era ter um aparelho de DVD. A fase da internet discada, que a gente rezava pra não chover e cair a conexão. Do CD de bate papo UOL, que vinha com 30 minutos grátis de internet. De quando eu descobri que dava pra fazer coisas incríveis com o paint, tipo ETIQUETAS. O primeiro show de punk que fui no Hangar 110, da primeira discografia que eu baixei no EMULE (foi a do Adicts) quando a internet era banda larga de um mega. Engraçado que a gente nunca pensou que um dia o celular se tornaria uma coisa tão grande como é hoje! (Sou da época que você tinha que COMPRAR uma linha telefônica).<br />
Na moda tudo era muito boy/girl band. Foi o boom da Britney e sua arquinimiga Christina Aguilera. Tinha os Bacsktreet Boys e o N’ Sync (versão do Jaguaré do BSB). De outro lado tinha o No Doubt, a Gwen com sua calça cargo bem baixa , top e terceiro olho; Red Hot Chilli Peppers, Guns &#8216;N Roses, Hole, Limp Bizkit, Offspring, Pearl Jam, Alice in Chains e um monte de bandas que também devem ter marcado a sua adolescência e influenciado seu jeito de vestir. Teve a fase do Keds, do Adidas Hemp (como uma amiga minha lembrou outro dia) que só quem era rico e MUITO maloqueiro (ou playboy mesmo) tinha. E o mais maravilhoso era que as pessoas realmente acreditavam que ele era feito de maconha. O corte de franja MC DONALDS, lembram?<br />
Ahhh e o dia que segui um cara no busão só porque ele era parecido com o Bon Jovi (eu tinha/tenho pasta do Bon Jovi). O metrô Vila Madalena ainda tava em construção esta época e eu comprava as revistas de música pelo correio. A MTV tinha revista e a mesma vinha sempre com um ingresso pra você ir ao cinema com acompanhante. Foi na MTV também que conheci o U2, uma das bandas que eu mais amo (sim, podem me julgar hahahaha). E quem nunca deixou gravando o Disk MTV? Áureos tempo, né?</p>
<p>(Se eu tiver muito chata pode parar de ler aqui e dá o play no Bon Jovi)</p>
<p><object width="580" height="435" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/d75bxeLeWFY?version=3&amp;hl=it_IT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent"></param><embed wmode="transparent"  width="580" height="435" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/d75bxeLeWFY?version=3&amp;hl=it_IT" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p><span id="more-19382647"></span></p>
<p>O tempo faz isso com a gente, faz a gente refletir e fazer um balanço do que fomos até hoje. Desde pequena eu nunca achei que chegaria perto dos 30 anos (estou fazendo 29), era algo muito inatingível pra mim e muito cheio de “encargos”. Implicava em já ter uma FAMILIA, estar formada em alguma coisa, um emprego estável e no mínimo estar noiva comprando um apartamento pra quando a gente casar. Destes itens acima só consegui foi me formar mesmo. Mas tudo bem, a nossa geração é outra e tem outros valores e talvez este destino certinho fosse demasiadamente coxinha pra mim.<br />
Tanta gente passou na minha vida até o dia de hoje, umas marcantes e que eu nunca esqueço e outras que eu faço questão de não lembrar (mas a vida é isso, né?). Hoje com 29 anos (nossa nem acredito), posso dizer que eu não poderia estar mais feliz e realizada com tudo na minha vida e eu só tenho a agradecer a todos que de alguma forma, direta ou indiretamente, me fizeram ser a pessoa que sou.</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/07/foto_minime.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-19382649" title="foto_minime" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/07/foto_minime-580x580.jpg" alt="" width="580" height="580" /></a></p>
<p>Foto: Acervo</p>
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		<title>Amo / sou</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2012 17:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brisa Issa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[10 coisas que eu amo em você]]></category>
		<category><![CDATA[Heath Ledger]]></category>
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		<description><![CDATA[Demorei pra mandar minha coluna pós guerra (já que a última foi mega polêmica tipo Casos de Família), pois não sabia sobre qual seria o tema desta semana. Um monte de coisa aconteceu: ficamos um dia sem instagram (e ficamos meio desorientados na hora de comer algo, quando estávamos prontos pra sair com um look...<br /><a class="more-link" href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/10-coisas-que-odeio-em-voce-amosou">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Demorei pra mandar minha coluna pós guerra (já que a última foi mega polêmica tipo Casos de Família), pois não sabia sobre qual seria o tema desta semana. Um monte de coisa aconteceu: ficamos um dia sem instagram (e ficamos meio desorientados na hora de comer algo, quando estávamos prontos pra sair com um look bafo ou naquela hora que nosso animal de estimação fez uma cara fofucha e não pudemos registrar), descobrimos quem era a Blogueira Shame, a mulher do Cachoeira foi pagar mico no Fantástico&#8230; Enfim, tinha um monte de coisa que eu poderia usar de tema, mas resolvi falar sobre o filme “10 coisas que eu odeio em você” e como ele até hoje ainda é um retrato da nossa vida adulta (pra quem era adolescente em 99).</p>
<p>“Tarra” com o computador no colo, quando começou a passar na sessão da tarde “10 coisas que eu odeio em você”, um dos filmes que marcou minha adolescência quando eu estava na fase meu primeiro amor / sou contra o sistema (quem nunca, né?). Lembro que eu super me identificava com a Julia Stiles, que fazia o papel da garota revolts que tinha que ser conquistada numa aposta que fizeram (história complicada). Ai tinha a quase estreia do Heath Ledger, o cara pago pra conquistá-la e mega lindo anos 90. E todo aquele enredo adolescente, da crew das patricinhas, da busca pela popularidade, dos gatinhos mais desejados e da menina que ia contra tudo isso: a Julia Stiles. Acredito que quase todo mundo já viu este filme, então não vou ficar focando na sinopse kkk.</p>
<p><object width="580" height="326" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vH4aMfk6GLo?version=3&amp;hl=it_IT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent"></param><embed wmode="transparent"  width="580" height="326" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/vH4aMfk6GLo?version=3&amp;hl=it_IT" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Vendo agora o filme depois de quase 13 anos lembrei da minha realidade quando eu assisti ele pela primeira vez&#8230; Algumas coisas não mudaram tanto assim nos dias atuais, outras só ganharam um computador com internet ilimitada, redes sociais e um smartphone e outras se tornaram mais “conformadas”. Tava conversando com um adolescente outro dia e me caiu a ficha (e ela concordou) que hoje os jovens não tem mais sobre o que irem contra. Não existem mais lugares “underground” pra se sair. Na minha época tinha o punk (o finzinho dele pelo menos), tinha a galeria do rock (que era do rock de verdade), tinha o Hangar 110 (casa de show que já abrigou grandes shows de punk e hardcore – só curto o primeiro no caso). Quase não se vê mais jovens com roupas customizadas por eles mesmos (geralmente, são baseadas em algum tutorial de tumblr ou youtube ou em alguma celebridade) e não usar uma roupa que está na moda pode ser um sinal grave de que você será excluído do ciclo social da sua classe (vejo pela minha prima que acabou de fazer 17 anos).</p>
<p><span id="more-19376431"></span>A questão é que o tempo passa e apesar desta mudança juvenil dos nossos tempos, nós (jovens dos anos 90 ou dos 2000) continuamos:<br />
- Tendo paixões improváveis e que às vezes nos fazem sofrer&#8230;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/oqbBcLlKxWA?rel=0" frameborder="0" width="580" height="435"></iframe></p>
<p>- Usando xadrez</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/07/foto1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-19376433" title="foto1" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/07/foto1-580x433.jpg" alt="" width="580" height="433" /></a></p>
<p>- Gostando da Joan Jett (adiante o vídeo para 1:03)</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/hc_UUofTKag?rel=0" frameborder="0" width="580" height="435"></iframe></p>
<p>- De comédia romântica com final feliz (pra que nunca desistamos de encontrar o amor verdadeiro)</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/07/10_coisas_que_eu_odeio_em_voce_-_gif.gif"><img class="alignnone  wp-image-19376983" title="10_coisas_que_eu_odeio_em_voce_-_gif" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/07/10_coisas_que_eu_odeio_em_voce_-_gif.gif" alt="" width="580" /></a></p>
<p>- E esperando que alguém se declare pra gente no meio de um monte de gente</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/6tuxWY2cT-Y?rel=0" frameborder="0" width="580" height="435"></iframe></p>
<p>Fotos: Reprodução.</p>
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		<title>A moda é uma filha da puta</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 16:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brisa Issa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Nina Lemos]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Guerreiro]]></category>
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		<description><![CDATA[É usando as palavras da mais que gênia Regina Guerreiro, em entrevista para TPM de junho, que eu gostaria de começar a coluna desta semana. Já estava com tudo prontinho na minha cabeça sobre o que eu escreveria nesta segunda coluna aqui no Petiscos, falaria sobre a vida real de uma produtora de moda (tipo...<br /><a class="more-link" href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/a-moda-e-uma-filha-da-puta">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É usando as palavras da mais que gênia Regina Guerreiro, em entrevista para TPM de junho, que eu gostaria de começar a coluna desta semana. Já estava com tudo prontinho na minha cabeça sobre o que eu escreveria nesta segunda coluna aqui no Petiscos, falaria sobre a vida real de uma produtora de moda (tipo destruindo sonhos, sabe?), mas aí enquanto passei uma hora do lado de fora do metrô (aliás, na saída do metrô têm as pessoas mais bizarras, faça o teste e fique sussa uma hora lá e você me dará razão) esperando umas amigas que se atrasaram, resolvi comprar a TPM de junho que já sabia que tinha entrevista com a Regina Guerreiro e uma capa maravilhosa com a seguinte chamada: “O que faz uma top aqui na capa?” (no caso, a Carol Ribeiro).<br />
Bom, vamos ao que interessa! Daí que a Nina Lemos, jornalista do meu coração, começa seu texto com a seguinte frase proferida por Regina Guerreiro: “A moda é uma filha da puta&#8230;”. Na hora eu pensei: “Manooo, a Regina é das minhas!” Porque, né, a moda é uma filha da puta mesmo se a gente parar pra pensar. Ficamos desejando algo que teoricamente nunca teremos (só se a gente se matar e passar fome pra ter – falo pras pessoas desprovidas de uma condição financeira que possibilite, aka eu e mais 90% da população). Além de corpos e medidas que nunca alcançaremos e os deslumbrados que tem que consumir determinada coisa para se sentir entendido do assunto ou pra ter algum gancho pra puxar assunto durante os “fashion weeks” da vida e que só querem determinados empregos pelo “status”.</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/06/coluna_brisa2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19370806" title="coluna_brisa2" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/06/coluna_brisa2.jpg" alt="" width="580" height="360" /></a></p>
<p>- PAUSA PRA ACALMAR OS ÂNIMOS -<br />
Antes que comecem a meter o pau, eu amo meu trabalho e a imagem que consigo construir com ele. Porém, vejo mais como uma construção de imagem criativa relacionada à arte do que ao consumo, porque pra mim moda é arte!<br />
- VOLTANDO AO TEXTO:<br />
O estilista, por exemplo, você acha que a vida dele deve ser maravilhosa, trampa quando ele quer, só quando tá perto das semanas de moda e blá blá blá&#8230; bom, um conhecido meu mandou avisar que é tipo RYSOS, né! Estilista se fode, passa noites em claro, tem a cobrança de fazer um desfile tão bom quanto o anterior, de se superar, de buscar referências novas e um monte de coisa que não vou saber dizer. Em proporções menores o mesmo acontece com a produção de moda. Sempre chegam estudantes de moda, meninas que AMAAAAAAMMMM moda, que só porque acham que um dia vestiram a prima cafona pra ir numa festa são muito estilosas querendo ser produtoras de moda.<br />
Gente, vou falar uma coisa: vida de produtora não é fácil, não se iludam (tem que amar muito pra encarar!). Você vai ter que carregar sacola pesada, não ter vida social, começar foto cedo – às vezes sem pausa pra almoço – sem hora pra acabar, trocar sapato de modelo, ficar horas em pé, separar pilhas de roupas pra devolver&#8230; (ok, acabei falando um pouco da vida de produtora de moda). E Regina define isso de forma genial: “&#8230;ela com anel de brilhante, querendo fazer produção. Falei: Sabe o que é produção? É jogar água na cara da modelo, passar rodo, se ajoelhar no chão! Eu, com 50 anos, ainda me ajoelhava no chão&#8230;”. E é isso ai mesmo! Por isso, a moda é filha da puta, faz a gente criar uma ilusão que na prática é totalmente diferente. Mas o pior de tudo é que a gente é tipo mulher de malandro e mesmo a moda sendo uma filha da puta, uma safada e mentindo pra gente, ainda gostamos e não conseguimos viver sem ela.<br />
<object width="580" height="435" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3DDZEdkoaY4?version=3&amp;hl=it_IT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent"></param><embed wmode="transparent"  width="580" height="435" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/3DDZEdkoaY4?version=3&amp;hl=it_IT" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não me perguntem o por quê, mas a única associação que me veio à cabeça enquanto eu escrevia esta coluna foi &#8220;Clube da Luta&#8221; e aquela cena do final dos prédios desabando e a música do Pixies ao fundo.<br />
Fotos: Reprodução.</p>
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		<item>
		<title>Oi, quer teclar?</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jun 2012 17:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brisa Issa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brisa Issa]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[biquini]]></category>
		<category><![CDATA[rockabilly]]></category>
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		<description><![CDATA[Antes de começar a ler esta coluna, aperte o play aqui: Sempre me achei uma jornalista de araque, primeiro porque atualmente não exerço a profissão (que estudei quatro anos pra me formar), segundo porque desde a faculdade eu sempre amei muito mais a imagem do que a escrita propriamente dita e terceiro e último porque...<br /><a class="more-link" href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/oi-quer-teclar">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de começar a ler esta coluna, aperte o play aqui:</p>
<p><object width="580" height="435" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/eFdaDpqQhb8?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent"></param><embed wmode="transparent"  width="580" height="435" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/eFdaDpqQhb8?version=3&amp;hl=en_US" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Sempre me achei uma jornalista de araque, primeiro porque atualmente não exerço a profissão (que estudei quatro anos pra me formar), segundo porque desde a faculdade eu sempre amei muito mais a imagem do que a escrita propriamente dita e terceiro e último porque só gosto de escrever sobre o que quero (e gosto) e em primeira pessoa&#8230; Ainda bem que surgiram os blogs, né? Pois bem, a partir de hoje vocês me verão uma vez por semana aqui no Petiscos falando sobre o que me der na telha (muito Capricho esta frase, né? Hahahahaha. Daqui a pouco só falta começar a tocar Sk8ter Boy da Avril). Pra minha primeira coluna como Petisquete, decidi falar um pouco sobre o que você não vai ver por aqui hahahahaha. Não espere looks do dia, colunas com selinhos de grupo algum, glamour no mundo da moda e acima de tudo frescurinhas. De resto tudo pode acontecer.  Agora, como de praxe, vou me apresentar a vocês (já que a gente sempre vai se “vê” ,né?): meu nome é Brisa, adoro baladas, passear e fazer esportes &#8230; BRINKS! Então, sou de Salvador e moro em São Paulo, faço produção de moda e styling, sou louca por topetes, psychobilly/rockabilly/punk e afins. Não dispenso uns cachorros e gatinhos de peruca ou roupinha, sereias, uma sessão de tatuagem e um bom batom vermelho.</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/oi-quer-teclar/attachment/brisa_petiscos/" rel="attachment wp-att-19365353"><img class="alignnone size-full wp-image-19365353" title="brisa_petiscos" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/06/brisa_petiscos.jpg" alt="" width="580" height="680" /></a><br />
Como vocês perceberam estou numa fase The Cramps (culpa da Mari Lemos, que tem uma vitrola, um vinil VERDE deles e que a gente ouve antes de sair). Pra quem não conhece, o Cramps foi uma das bandas precursoras do estilo PSYCHOBILLY (que mistura letras de terror , fetiche e afins com rockabilly e punk) e que até hoje é uma das mais influentes, tanto musicalmente quanto no quesito estilo. Tudo culpa do casal mais anárquico, irreverente e criativo da história: Lux Interior e Poison Ivy Rorschach.<br />
Lux no vocal e com looks que até rendiam um salto alto de vez em quando e Poison, na guitarra (dizem que ela sempre foi a cabeça do grupo, e eu não duvido) com seu cabelo sempre armado de forma bagunçada (e cacheada) com roupas sempre inesperadas que iam de odalisca a tops de oncinha, biquínis, lingerie, saias e SALTO ALTO, claro. Agora, quando você vê alguém por aí se gabando que foi mega inovadora usando biquíni num look de dia pra, sei lá, ir ao trabalho, a Poison já fazia isso lá em mil novecentos e setenta e tantos.</p>
<p><a href="http://juliapetit.com.br/colunas/brisa-issa/oi-quer-teclar/attachment/cramps_petiscos/" rel="attachment wp-att-19365355"><img class="alignnone size-full wp-image-19365355" title="cramps_petiscos" src="http://juliapetit.com.br/wp-content/uploads/2012/06/cramps_petiscos.jpg" alt="" width="580" height="580" /></a></p>
<p>Tem como não amar alguém que diz “i was a teenage werewolf” e escreve músicas sobre mulheres malvadas, de biquínis e armadas? Lembrando que as mulheres de biquíni e com armas foram uma febre das propagandas americanas para aumentar a venda das mesmas. Então, pra quem quer fugir da mesmice, expandir seu “conhecimento” música e se abrir a coisas novas, pode já ir começando com The Cramps.<br />
Fotos: reprodução</p>
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