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&lt;br /&gt;
"A presidente brasileira golpeou tudo que Lula havia feito. Ela destruiu anos de bom relacionamento", disse à Folha na quarta-feira, por telefone, Ali Akbar Javanfekr, porta-voz pessoal do presidente Mahmoud Ahmadinejad e chefe da agência de notícias estatal Irna.  "Lula está fazendo muita falta", afirmou, numa referência à opção de Dilma, no cargo desde janeiro de 2011, de dar menos ênfase ao Irã.  Javanfekr corre risco de ser preso por supostas ofensas ao líder supremo, Ali Khamenei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o porta-voz ainda é descrito pelo "New York Times" como "uma das mais fortes figuras para divulgar recados [do Irã]."  BARREIRAS  A irritação iraniana também se nota nas recentes barreiras contra exportadores de carne brasileira.  A União Brasileira de Avicultura afirma que as vendas de frango para o Irã, em alta até outubro, passaram a ser vetadas sem justificativa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já a multinacional brasileira JBS relata ter tido milhares de toneladas de carne bovina retidas por três semanas num porto iraniano.  A carga só foi liberada, dias atrás, depois que um representante foi despachado às pressas para Teerã. Importadores iranianos de carne relataram à Folha que Ahmadinejad enviou carta à alfândega ordenando que diminua a entrada de cargas do Brasil.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caso é seguido com preocupação pelo Itamaraty, que garante não haver mudança na agenda com o Irã.  Mas, aos olhos de Teerã, a guinada sob Dilma ficou clara no voto na ONU ocorrido em março a favor de uma investigação sobre direitos humanos no Irã. Lula rejeitava pressionar os iranianos.   O Irã também lamenta o fato de o Brasil ter abandonado esforços diplomáticos para aliviar a pressão sobre o programa nuclear iraniano, suspeito de buscar a bomba atômica -o que Teerã nega.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2010, Lula costurou com a Turquia um acordo, assinado em Teerã, para permitir que o Irã trocasse parte de seu estoque de urânio por combustível nuclear. Mesmo atendendo a pedidos dos EUA, o pacto acabou rejeitado pelas potências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, o Irã se ressente do desinteresse brasileiro em promover reuniões bilaterais.  Em recente giro latino-americano, Ahmadinejad, ao contrário de 2009, não passou pelo Brasil. Não houve convite nem o Irã sentiu que caberia proposta de visita.   O embaixador Shaterzadeh menciona uma viagem de Ahmadinejad ao Brasil neste ano. Mas a Folha apurou que o iraniano deve visitar o país no âmbito da cúpula Rio +20 sobre temas ambientais, para a qual todos os chefes de Estado e de governo do mundo foram convidados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-362879219805866384?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2012/01/texto-anterior-proximo-texto-indice.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-3347094319280137866</guid><pubDate>Sun, 30 Oct 2011 16:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-30T14:28:30.668-02:00</atom:updated><title>HABEMUS FÁBIO</title><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yGRpkXriVbA/Tq169D-Q5jI/AAAAAAAAAf8/KYoISLiqMz0/s1600/000000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://1.bp.blogspot.com/-yGRpkXriVbA/Tq169D-Q5jI/AAAAAAAAAf8/KYoISLiqMz0/s320/000000.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;O Padre Fabio faz missa ao lado da estátua de cera do papa João Paulo 2º&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Uma mulher&lt;/b&gt; vestindo calça de ginástica entra na Catedral São 
Francisco de Chagas, em Taubaté (140 km de SP), com a missa das 8h já em
 andamento. Senta-se no primeiro banco e saca o celular. Aponta o 
aparelho para o altar. Não está interessada na arquitetura da igreja nem
 na estátua de cera do papa João Paulo 2º, entregue recentemente. Busca 
um clique do padre Fábio de Melo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;



&lt;b&gt;O sacerdote&lt;/b&gt; conduz a missa a poucos dias de começar a divulgação 
de seu 16º CD, "No Meu Interior Tem Deus", de música caipira e textos 
religiosos. "Fazia celebrações aqui três vezes por semana, mas tive que 
parar, porque era muita aglomeração", diz ele ao repórter Diógenes 
Campanha. Passou a marcar as missas sem avisar. "Mas o povo acaba 
sabendo. E elas ligam para avisar as outras, você viu?" Embora pertença à
 Diocese de Taubaté, ele não tem paróquia fixa.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;"Pensaram que&lt;/b&gt; eu teria uma igreja só pra mim, um santuário. Mas 
não quero, iria virar lugar de peregrinação. Não posso ter igreja 
paralela." É uma clara referência a outro sacerdote cantor, e popstar: o
 padre Marcelo Rossi, que inaugura em dezembro o Santuário Mãe de Deus, 
em SP, com capacidade para 100 mil pessoas, e recebe caravanas de várias
 cidades.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;Farpas entre os dois&lt;/b&gt; já voaram para lá e para cá. O padre 
Marcelo, por exemplo, critica o padre Fábio por trocar a batina por 
camisas de marcas famosas em aparições públicas. Em abril, disse em 
entrevista: "Já alertei o Fábio para que não deixasse de usar batina. E 
ele está usando, por acaso? Bem se vê que eu não tenho influência sobre 
ele". "Eu tive três contatos com o padre Marcelo, dois pessoalmente e um
 por telefone. E não lembro de, em nenhum momento, ter conversado sobre 
isso com ele." O assessor de imprensa da Sony, gravadora dos dois 
padres, cutuca o repórter e pergunta se "isso é o foco da matéria".&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;O padre Fábio&lt;/b&gt; prossegue: "Aquilo que ele usa não é uma batina 
também. É uma espécie de um hábito franciscano, embora ele seja um padre
 diocesano". As farpas continuam: "O maior padre comunicador da história
 do Brasil é o padre Zezinho, que nunca usou batina. É um homem que faz 
um trabalho sério e nunca foi menos padre porque não usa batina".&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;"Não somos amigos&lt;/b&gt; . Se eu precisar falar com ele [padre Marcelo],
 não sei como encontrá-lo. Nós dois trabalhamos com música, mas de forma
 diferente: eu componho, escrevo as minhas músicas. Faço questão de ter 
uma identidade musical." Já o padre Marcelo só interpreta. "Ele faz uma 
linha mais litúrgica, que canta nas missas e nas celebrações dele." O 
padre Marcelo não foi localizado para comentar.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;Com uma veste&lt;/b&gt; de veludo preta e verde, com a inscrição "Filho do 
Céu", nome de uma de suas músicas, escrito na estola, o padre Fábio 
atende fiéis no fim da missa. "O senhor me tirou da macumba com uma 
palavra", diz uma senhora. Ela teve um derrame e pede que benza seu 
olho. "Tira [foto] com o anjo aqui", diz outra mulher. "Está vendo o que
 eu passo?", diz o padre. "Minhas velhinhas são muito táteis. Às vezes, o
 assédio é perigoso."&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;b&gt;"Uma vez,&lt;/b&gt; em Maringá, tinha uma mulher parada na porta do meu 
quarto [no hotel]. Disse: 'Vem cá, eu gostaria de fazer uma massagem no 
senhor'". Ele diz que anda sempre com dois assessores para evitar tais 
surpresas. E evita ficar sozinho com um deles, "porque tudo pode gerar 
uma insinuação".&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;Ele tira a batina&lt;/b&gt; e veste camisa azul da Zara, calça e sapatos 
sociais pretos. Segue para a Fundação Dom José Antônio do Couto. Lá, 
adultos e crianças ajudam a restaurar as imagens do Museu de Arte Sacra 
de Taubaté. "Quis um projeto social simpático. A igreja não tem que 
continuar antipática à sociedade." Os santos do museu estão todos "de 
cabecinha tombada, triste. A religião deixou de falar do amor de Deus 
para falar de culpa. Você, um homem contemporâneo, não se identifica."&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;No almoço&lt;/b&gt;, pede badejo grelhado e penne integral com legumes. 
Procura álcool em gel na bolsa transpassada preta e cinza, para limpar 
as mãos. "Minha equipe sempre anda com um", diz. "Só faço isso quando 
vou comer. Se fizer a cada cumprimento, fico com síndrome de José 
Serra." A revista "Piauí", em 2009, descreve que Serra  usa o produto 
sempre que cumprimenta estranhos e não tem como lavar as mãos.
&lt;/div&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;b&gt;Ao contrário do padre&lt;/b&gt; Marcelo, que esconde o voto, o padre Fábio 
revela que optou por Dilma Rousseff em 2010. "Se eu pudesse, colocaria a
 mulherada toda no poder." Um e-mail em que ele desejava boa sorte a 
Dilma no "dia histórico" da eleição foi divulgado quando um hacker 
invadiu a caixa postal dela. "Me correspondi com ela por um ano. Eu a 
atendi numa oportunidade na [comunidade católica] Canção Nova. Ficamos 
amigos."&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;Também foi&lt;/b&gt; na Canção Nova que conheceu o deputado Gabriel Chalita
 (PMDB-SP), para quem foi dar uma entrevista há alguns anos. "Tivemos 
uma identificação com algumas questões sobre o mundo. O Gabriel 
tornou-se, desde aquele momento, um amigo com quem converso sobre 
questões que normalmente não tenho a oportunidade de falar. Chamo isso 
de parentesco espiritual."&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;"Quando você&lt;/b&gt; tem uma amigo assim, diminui a sensação de solidão, 
de orfandade na vida. É aquela coisa de 'que bom, vou estar com meu 
amigo hoje'". Conta ter também "gratidão" por Chalita ter lido seu 
primeiro livro. "Ele me abriu muitas portas, em todas as editoras." 
Escreveram juntos dois volumes de "Cartas entre Amigos".&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;O padre critica&lt;/b&gt; o uso político do aborto por alguns setores da 
igreja, na campanha eleitoral. Panfletos contra Dilma foram distribuídos
 em celebrações, pregando que não se votasse nela por ter defendido a 
descriminalização da prática. "Naquele segundo turno, vivemos um momento
 delicado, em que questões importantes poderiam ter sido discutidas e 
não foram. Parecia, mais uma vez, uma imposição idiota: 'Não vote nela 
por causa disso'. Depois ninguém voltou a falar do assunto, porque era 
interesse de ocasião." Para ele, a igreja não pode discutir o tema só na
 eleição, "para não fazer voto de cabresto quando o povo tiver que 
decidir".&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;Ele se declara&lt;/b&gt; "radicalmente contra" o aborto, mesmo em caso de 
risco para a mãe ou violência sexual. "A vida está acontecendo. E mesmo 
que metade seja de um estuprador, metade é minha [da mulher]. Sou a 
guardiã dessa vida."&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;b&gt;Já os homossexuais&lt;/b&gt;, afirma, são "mal interpretados" ao lutar pelo
 reconhecimento de sua união. "A necessidade de se falar sobre o 
casamento gay nasceu porque, após a morte de um dos cônjuges, a família,
 que nunca cuidou deles, quer ficar com aquilo que eles construíram 
juntos. Aí eu te pergunto: um conceito religioso pode cometer essa 
injustiça? Não." Ele é contra os gays se casarem na igreja. "E em nenhum
 momento nos pediram para fazer isso. Eles não estão reivindicando 
cerimônia religiosa."&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;




&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;b&gt;FRASES&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;


&lt;i&gt;"Não somos amigos. Se eu precisar falar com ele [padre Marcelo] hoje, não sei como encontrá-lo"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;


&lt;i&gt;"A igreja não tem que continuar antipática à sociedade"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;


&lt;i&gt;"Era interesse de ocasião [a igreja usar o aborto na campanha]"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;



&lt;br /&gt;
Da coluna da Mônica Bergamo&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-3347094319280137866?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/10/habemus-fabio.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-yGRpkXriVbA/Tq169D-Q5jI/AAAAAAAAAf8/KYoISLiqMz0/s72-c/000000.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-1922458482352367413</guid><pubDate>Sat, 03 Sep 2011 15:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-03T12:25:52.058-03:00</atom:updated><title>Calma!, delegados</title><description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal emitiu nota lamentando “a preocupação oficial com o uso de algemas”:&lt;br /&gt;“Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado.”&lt;br /&gt;Não conheço a doutrina. O que sei é que no Brasil há normas estritas sobre o uso de algemas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-1922458482352367413?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/09/calma-delegados.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-2645996998124878140</guid><pubDate>Sat, 03 Sep 2011 15:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-03T12:22:13.275-03:00</atom:updated><title>PT x imprensa (de novo)</title><description>&lt;div class="materia" style="margin-top: 14px;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

	&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O PT mais uma vez mobiliza-se contra a imprensa. Considera-a uma 
facção partidária de oposição e quer meios de controlá-la. Apresentará 
uma moção nesse sentido em seu 4º congresso.&lt;br /&gt;Quer o fim da 
propriedade cruzada em veículos de comunicação (ninguém pode ter mais de
 um tipo de veículo), a “democratização da mídia” (com censura?) e a 
“quebra do monopólio” (que não existe no Brasil em nenhum segmento da 
mídia).&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;É uma nova escaramuça, já experimentada sem sucesso durante o 
governo Lula, quando espantosamente foi vinculada à defesa dos direitos 
humanos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;A tentativa anterior estava inscrita no Plano Nacional de 
Direitos Humanos, que legitimava ainda a invasão de terras e a supressão
 de símbolos religiosos, entre outras humanidades.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;A presidente Dilma, quando candidata, chegou a subscrever, em seu
 primeiro programa de governo, aquelas propostas. Mas, diante da reação,
 alegou não as ter lido e jurou que não as aprovaria. É uma boa 
oportunidade de confirmar sua palavra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Agora, o epicentro é uma matéria de Veja, que revela o bunker 
político do ex-ministro José Dirceu, num hotel em Brasília, considerada 
pelos petistas (e, óbvio, pelo próprio, Dirceu) uma afronta à sua 
privacidade. A imprensa estranhamente não repercutiu a matéria, que, no 
entanto, não é irrelevante.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Mostra uma espécie de governo paralelo montado na capital da 
República. Pode não constituir um crime um ex-parlamentar cassado e sub 
judice na mais alta corte do país, acusado de corrupção, receber 
ministros e lideranças parlamentares reservadamente. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Mas, do ponto de vista político, é no mínimo uma quebra de 
normalidade, anomalia mesmo, se se considerar de quem se trata, de 
alguém que notoriamente exerce liderança somente comparável à de Lula 
sobre o principal partido da base governista, o PT, cujo presidente, Rui
 Falcão, segue sua orientação. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;O próprio Dirceu, já cassado e sub judice, confessou, numa 
célebre entrevista à Playboy, que um pedido seu – um consultor privado 
de empresas - ao governo não é um “pedido qualquer”: é “Um pedido. 
Leia-se “uma ordem”. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Acresce que os encontros se deram em meio à crise política que 
derrubou Antonio Palocci, cuja origem se atribui ao próprio grupo de 
José Dirceu. Ele alega que, não sendo do governo, tem direito não só à 
privacidade profissional, como a receber quem quiser. Depende. Quando 
essas consultorias envolvem o Estado, tudo muda. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Ele tem, entre seus clientes, empresas ligadas ao setor do 
petróleo. E, entre seus visitantes, estava ninguém menos que o 
presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o que, no mínimo, sugere
 tráfico de influência. Quem sabe ele lhe fez ali “Um pedido!”?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Os delitos políticos, em regra, transcendem os judiciais. 
Fernando Collor foi deposto pelo Congresso, mas absolvido pelo Supremo 
Tribunal Federal. Ao Congresso, bastou a certeza de que havia atentado 
contra o decoro da função; ao Supremo, era preciso demonstrá-lo não 
apenas com documentos, mas com conexões causais, não obtidas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;A atividade política tem (deveria ter) uma instância moral com 
eloquência própria, que dispensa formalidades jurídicas. A Câmara, por 
exemplo, deveria ter cassado Jaqueline Roriz mediante o vídeo que a 
mostra embolsando dinheiro de origem no mínimo duvidosa (embora ninguém 
tenha dúvidas de sua procedência). &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Não o fez porque não quis, não pelos motivos alegados (de que 
teria delinquido antes da aquisição do mandato). Já o Judiciário, para 
condená-la, precisa de provas materiais: elementos palpáveis que 
confirmem a origem espúria do dinheiro. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;O Congresso cassa pelo decoro, algo frequentemente imaterial – um
 gesto, uma palavra. Richard Nixon, por exemplo, caiu porque, acima de 
tudo, mentiu ao povo americano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;O Judiciário lida com situações materiais, comprováveis por 
documentos, confissões, testemunhos. Dentro disso, não há problemas com o
 bunker de Dirceu. Já pelo ângulo político, trata-se de uma desfaçatez, 
um desafio a céu aberto a um governo legitimamente instalado, submetido à
 ação sabotadora de um grupo. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Não vem ao caso a culpa de Palocci, que mereceu o destino que 
teve, mas certamente não foi por essa razão que o grupo de Dirceu o 
alvejou. Se a cruzada fosse moral, metade do ministério iria para a rua,
 junto com alguns visitantes do bunker. A ação teve como objetivo 
atingir o governo para nele exercer maior influência. E isso, por si, é 
notícia, no entanto desprezada pelo conjunto da mídia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Mesmo considerando-se que tivesse havido excesso, não 
justificaria uma ação contra a liberdade de imprensa ou o advento de 
nova legislação. O Código Penal oferece ao PT e a José Dirceu os meios 
de reclamar reparação, por injúria, calúnia ou difamação, únicos crimes 
decorrentes da ação da imprensa. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;Por que não o acionam? Talvez, nessa instância, não disponham dos meios necessários para configurar o que dizem.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-2645996998124878140?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/09/pt-x-imprensa-de-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-8228768452228671335</guid><pubDate>Thu, 01 Sep 2011 23:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-01T20:32:28.231-03:00</atom:updated><title>Internautas organizam marcha contra a corrupção</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Internautas estão organizando uma marcha contra a corrupção no dia 7 
de setembro, quando é comemorada a independência do país. O movimento 
ganhou mais adeptos depois da absolvição da deputada federal Jaqueline 
Roriz (PMN-DF), segundo a organização do protesto.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há duas semanas, um grupo de brasilienses lançou no Facebook, uma 
rede social, a ideia de fazer o protesto no Dia da Independência. Até a 
tarde de quinta-feira (30), mais de 12 mil pessoas tinham confirmado 
presença por meio do site. Segundo um dos organizadores da manifestação,
 Giderclay Zeballos, as confirmações dobraram depois que a Câmara dos 
Deputados arquivou o processo de cassação do mandato de Jaqueline Roriz.
 A deputada foi acusada de quebra de decoro após aparecer em uma 
gravação de vídeo recebendo dinheiro do operador do esquema de propina 
no governo do Distrito Federal, Durval Barbosa, quando era candidata a 
deputada distrital.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“Muita gente ficou indignada com a absolvição”, disse Zeballos, analista de sistema.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na página do protesto na rede social, os organizadores afirmam que a 
manifestação não tem apoio de partidos, sindicatos ou empresas. E surgiu
 da mobilização de cidadãos comuns diante das denúncias de corrupção, 
como as recentes ocorridas nos ministérios dos Transportes, do Turismo e
 da Agricultura. “A corrupção virou uma doença no Brasil. Sentimos que 
temos que fazer alguma coisa”, disse Zeballos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Segundo ele, os próprios organizadores estão arrecadando com amigos e
 parentes recursos para a compra de material para a manifestação, como 
faixas e tintas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O grupo pede que os participantes levem spray, apitos, balões e tinta
 para pintar o rosto durante a marcha. “Não carregue bandeira de nenhum 
partido, a bandeira que devemos carregar é apenas a do Brasil, que é o 
nosso interesse comum”, diz texto na página do evento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O protesto está previsto para começar às 10h do dia 7 de setembro. O 
local escolhido é o Museu Nacional, próximo à Esplanada dos Ministérios,
 onde é realizado o tradicional desfile militar.&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-8228768452228671335?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/09/internautas-organizam-marcha-contra.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-2442538201035112642</guid><pubDate>Wed, 31 Aug 2011 22:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-31T19:50:35.452-03:00</atom:updated><title>Cadê a faxina? Investigação irrita aliados de Alckmin</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiel aliado do governador tucano Geraldo Alckmin, o presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, diz não descartar que o prefeito Gilberto Kassab soubesse antecipadamente de investigação da Corregedoria do Município que apontou que empresa de familiares da primeira-dama, Lu Alckmin, falsificou documentos para fraudar em R$ 4 milhões o pagamento de tributos municipais. A denúncia irritou os alckmistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pode ter dedo do prefeito”, afirma Tobias sobre a acusação feita anteontem pelo corregedor-geral da capital, Edilson Bonfim, responsável pela investigação sobre supostas fraudes no recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e de títulos de outorga onerosa (para construir acima do limite legal).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Negócio de IPTU, de ligação com a Prefeitura. Pode ser (influência de Kassab). Tudo é possível”, diz Tobias. Embora desconfie da denúncia, o tucano e deputado estadual diz defender a apuração do caso e punição de culpados. “Se é verdade e não tem armação de Kassab. Se alguém da família errou, vai pagar o erro dele”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fraude e conspiração&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo a Corregedoria, a fraude teria ocorrido no edifício Royal Street, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul, que pertence à Wall Street Empreendimentos e Participações. A empresa tem como sócios Adhemar Cesar Ribeiro Filho e Maria Paula Abreu Cesar Ribeiro, respectivamente filho e mulher de Adhemar Ribeiro, irmão de Lu Alckmin. A empresa não se manifestou sobre o caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na empresa, funcionários afirmam que Adhemar, cunhado de Alckmin, é o dono da Wall Street – na época da fraude ele ainda seria sócio da empresa e hoje atua como procurador da firma. Só de contrapartida para autorizar ampliação no edifício, a empresa teria deixado de pagar R$ 4 milhões. O problema é que técnicos da Secretaria de Habitação controlavam apenas visualmente se guias apresentadas por construtoras estavam pagas e não checavam com os servidores da Secretaria de Finanças se o pagamento havia sido efetuado. Até agora, dez construtoras obtiveram autorização para 23 empreendimentos e desfalcaram os cofres públicos em R$ 50 milhões (em valores atuais).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um tucano com trânsito entre alckmistas e aliados do ex-governador José Serra (PSDB), padrinho político de Kassab, lembra que o atual secretário municipal de Finanças, Mauro Ricardo, foi preterido por Alckmin no novo governo. Ricardo era o titular da titular da Fazenda na gestão Serra. “Todo mundo sabe que os dois nunca se deram”, afirma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurada, a Prefeitura informou que não comentaria as declarações de Tobias. Pela manhã, Kassab disse que desconhecia o fato de que um dos investigados ser cunhado de Alckmin. “Eu mesmo nem sabia que ele era o procurador, ou o proprietário. E não estou participando nesse processo. Após duelarem pela Prefeitura em 2008, Kassab e Alckmin podem ser rivais de novo, em 2012, na disputa pelo governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Firmas informam mesmo prédio como sede&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A Wall Street, empresa ligada a familiares da primeira-dama do Estado, Lu Alckmin, informou à Junta Comercial que sua sede fica no 12º andar de prédio na Avenida Nove de Julho. Declarou funcionar no mezanino do mesmo edifício a Humanitas, empresa criada por Geraldo Alckmin no final de 2006.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes informou que “a empresa Humanitas deixou de exercer suas atividades em 2009, antes mesmo da posse do governador Geraldo Alckmin”. E que “apuração da Corregedoria-Geral do município de São Paulo não tem qualquer relação com o Governo do Estado.” Mas não informou se o imóvel declarado como sede da Humanitas pertence à firma ou a terceiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-2442538201035112642?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/08/cade-faxina-investigacao-irrita-aliados.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-6506217524362675139</guid><pubDate>Sun, 28 Aug 2011 14:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-28T11:17:58.625-03:00</atom:updated><title>Onde foi parar a oposição?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Especialistas criticam atuação de oponentes, mesmo diante de crises no governo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ministros são afastados por irregularidades, autoridades aceitam favores de empresários, bens públicos são usados para fins particulares, lideranças aliadas se atacam em público na briga por cargos ou verbas. A concentração de denúncias contra o primeiro escalão, nas últimas semanas, colocou a corrupção na ordem do dia, mas, para surpresa até do governo, a oposição não cresce nem aparece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Os eleitores oposicionistas estão órfãos, o País está anestesiado. A indignação contra a corrupção é pequena e, quando ocorre, tem prazo de validade curto", resume o historiador Marco Antonio Villa, da UFSCar. "Mas quando temos uma oposição que depende do escândalo para aparecer, já temos um problema grave", completa outro estudioso dos partidos nacionais, Jairo Nicolau, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), no Rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A insatisfação dos eleitores, admitem acadêmicos e políticos, corre hoje por fora dos canais partidários e isso é mais do que explicável: aos poucos, os partidos estão deixando de ser o desaguadouro dessas causas. Se eles funcionassem, podia-se esperar mais valentia, ou pelo menos mais barulho, de um bloco que faturou 44 milhões de votos presidenciais em 2010, comanda nove Estados e controla 1.276 prefeituras no País.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma Frente Suprapartidária Contra a Corrupção, formada no Senado, que vem se destacando pela enorme falta de impacto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ONGs e associações civis, divulgam manifestos e reuniões pela internet, mas é pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MOTIVOS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma explicação óbvia, para muitos, é que a economia vai bem. Mas a economia não resolve tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em momentos econômicos diversos, o País se rebelou nas CPIs contra Fernando Collor (1992), contra os Anões do Orçamento (1993) e na crise do mensalão (2005).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudiosos preferem entender a fraqueza da oposição como resultado de seguidos erros cometidos ao longo do tempo. Celso Roma, da USP, vê uma combinação de equívocos do PSDB com estratégias inteligentes do PT, a começar pelo abandono do radicalismo de esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A oposição não tem discurso convincente, por causa de seus próprios erros de conduta", diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sociólogo José Arlindo de Souza, da Universidade Federal da Paraíba (UFPb), considera o grande entrave a falta de competência dos oposicionistas. "Os líderes dos dois principais partidos de oposição não têm estofo para incluir nas discussões mudanças substantivas no plano parlamentar e mobilizar a sociedade", avalia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como José Arlindo, Marco Villa cobra qualidade: é preciso ter bandeiras e isso exige discussão ideológica, mas o primarismo das lideranças impede que esse debate ocorra. Essa consistência, diz Jairo Nicolau, dependeria de um trabalho sério, que a oposição não fez. "Ela não criou alternativas de longo prazo, não delimitou seu terreno. Não formou quadros", considera. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-6506217524362675139?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/08/onde-foi-parar-oposicao.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-1643255980037548763</guid><pubDate>Sun, 28 Aug 2011 14:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-28T11:12:23.176-03:00</atom:updated><title>Fora Dirceu</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revista acusa ex-ministro de despachar com políticos e de conspirar contra o governo Dilma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ex-ministro José Dirceu (PT) manteria um gabinete informal no Hotel Naoun, no Setor Hoteleiro Sul, em Brasília, onde estaria despachando com parlamentares e integrantes do governo Dilma, de acordo com reportagem da edição da revista Veja que circula neste fim de semana. A publicação, que diz que Dirceu conspiraria contra o governo Dilma, traz imagens de políticos no hotel onde ele se hospeda, entre 6 e 8 de junho, dias que antecederam a queda do ministro da Casa Civil Antonio Palocci.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das imagens obtidas mostra os senadores petistas Lindbergh Farias (RJ), Delcídio Amaral (MS) e Walter Pinheiro (BA). Segundo a Veja , o encontro ocorreu pouco antes de o trio se recusar a assinar um manifesto pró-Palocci. A revista também mostra imagem do ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel no hotel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CONSPIRAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A influência política de Dirceu estaria a favor de uma trama contra a gestão de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. De acordo com a publicação, a própria presidente já estaria sabendo de tais atos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista aponta que a suposta trama teria sido ingrediente responsável pela queda de Antonio Palocci da Casa Civil, no início de junho. À época, ele teria realizado cerca de 45 horas de reuniões que podem ter sido responsáveis pela demissão de Palocci e nas quais pode ter sido articulada uma tentativa sem sucesso de aliados do petista de tentrar ocupar as vagas que se abririam com a demissão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos planos do grupo seria o de emplacar o deputado federal Cândido Vaccarezza para a Casa Civil. Segundo a Veja, o próprio deputado teria comparecido ao hotel no dia 8 de junho para conversar com Dirceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de Vacarezza, a publicação aponta que teriam ainda se reunido com o ex-ministro, no hotel em Brasília, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e os deputados Devanir Ribeiro (PT) e Eduardo Gomes, do PSDB.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O preço da suíte reservada permanentemente a Dirceu seria de R$ 500 e as despesas estariam sendo pagas pelo escritório de advocacia Tessele &amp;amp; Madalena, que tem como um dos sócios outro ex-assessor de Dirceu, o advogado Hélio Madalena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indignado com a veiculação das informações pela revista, José Dirceu afirmou, em entrevista ao Jornal do Brasil, que "depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a Veja , por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao jornal, Dirceu disse ainda que "houve a prática de um crime, no momento em que o repórter Gustavo Nogueira Ribeiro teria invadido o apartamento no qual ele estava hospedado costumeiramente em Brasília".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sou cidadão brasileiro e dirigente partidário. Minhas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos", disse o petista do jornal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dirceu publicou em seu blog um boletim de ocorrência acusando um repórter da Veja de ter tentado invadir seu quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o boletim, o repórter disse a uma camareira que estava hospedado no quarto de José Dirceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reportagem diz ainda que o advogado, Hélio Madalena, em cujo nome está registrado o quarto de Dirceu, pediu à segurança do hotel para procurar uma delegacia de polícia para acusar o repórter de ter tentado invadir o apartamento que seu escritório aluga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-1643255980037548763?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/08/fora-dirceu.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-5369194419370498876</guid><pubDate>Tue, 23 Aug 2011 14:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-23T11:23:30.575-03:00</atom:updated><title>Ministro defensor do tabaco</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Câmara, Mendes Ribeiro propôs emenda a favor de máquinas para a venda de cigarros&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ribeiro assume hoje: empresas tabagistas doaram R$ 70 mil para a campanha&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O teor de uma emenda a um projeto de lei que tramitava na Câmara resume os posicionamentos políticos do novo ministro da Agricultura, o deputado federal Mendes Ribeiro (PMDB-RS), que assume hoje o cargo. O projeto impedia a fabricação, instalação, operação e importação de máquinas de venda automática de cigarros e de outros derivados do tabaco, como charutos e cigarrilhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A proposta foi aprovada e remetida ao Senado em 2004. Antes, Mendes Ribeiro propôs uma alteração na lei. A emenda restringiu a proibição. As máquinas seriam permitidas, desde que apresentassem sistemas de controle que evitassem a compra dos maços de cigarro por crianças e adolescentes. "Fica claro que a solução ideal não é a proibição da fabricação, mas a busca de uma forma eficaz que garanta a não utilização das máquinas por menores de 18 anos", justificou o deputado no texto da emenda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo ministro da Agricultura do governo da presidente Dilma Rousseff é um ferrenho defensor da indústria e do cultivo do tabaco no Brasil. No exercício de seus mandatos na Câmara, discursou em defesa do setor e atuou na prática para beneficiar a produção de fumo, como é o caso da emenda apresentada. Em março deste ano, Mendes Ribeiro subiu à tribuna do plenário da Câmara para defender os produtores de fumo da Região Sul, principalmente de seu estado, Rio Grande do Sul. Disse que explicou a um agricultor, depois de ser abordado por ele, que não havia qualquer iniciativa do Congresso para proibir a comercialização de fumo no país. "O que está acontecendo encontra fundamento em duas consultas públicas da Anvisa, que literalmente legisla sobre o tema", criticou o deputado. "As colocações feitas têm o intuito de alardear e aumentar os problemas do setor fumageiro."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doações&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para se eleger deputado, Mendes Ribeiro recebeu R$ 70 mil de indústrias do tabaco em 2002 e 2006, conforme registros de doações oficiais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do setor de armamento, foram mais R$ 155 mil, nas últimas três eleições. Duas semanas antes de subir à tribuna para defender a indústria do cigarro, o parlamentar discursou em defesa do setor de armas. "O Brasil disse "não" ao desarmamento dos homens decentes", disse logo no início de seu quinto e atual mandato. Um projeto de lei de sua autoria propôs, 12 anos atrás, a obrigatoriedade de renovação anual do registro de armas de fogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na votação do novo Código Florestal Brasileiro, aprovado em maio na Câmara, Mendes Ribeiro apoiou integralmente a proposta do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), na contramão do próprio governo que passa a integrar a partir de hoje. O deputado assinou seis emendas ao projeto em conjunto com os líderes do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), e do DEM, ACM Neto (BA). Aliado aos principais líderes da oposição na Câmara, Mendes Ribeiro propôs a exploração agropecuária no Pantanal, a permissão de atividades agropecuárias em áreas de preservação permanente (APPs) — como acabou validado em plenário — e a dispensa de averbação de reserva legal em cartório. Entre outros projetos na Câmara, propôs a redução da faixa da fronteira brasileira, de 150km para 50km.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-5369194419370498876?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/08/ministro-defensor-do-tabaco.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-4516660015364881764</guid><pubDate>Mon, 22 Aug 2011 11:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-22T08:48:18.430-03:00</atom:updated><title>INSS reduz número de beneficiários</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pagará o reajuste da revisão pelo teto para 107.352 beneficiários, cerca de dez mil a menos do que havia sido divulgado, informou o Ministério da Previdência Social. Em 27 de julho, a previsão era dar o aumento para 117.135 aposentados ou pensionistas. O número foi reduzido porque alguns benefícios ainda estão sendo analisados para confirmar o direito à revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem tem direito irá receber o aumento em setembro. O reajuste médio esperado por benefício é de R$ 175. O gasto mensal previsto antes para pagar a revisão era de R$ 28 milhões. Agora, foi reduzido para R$ 18 milhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, a Previdência estimava antes que 131 mil segurados iriam receber os atrasados - as diferenças não pagas nos cinco anos anteriores ao pedido de correção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse número incluía herdeiros de aposentados e pensionistas que já morreram. Os pagamentos até R$ 6 mil começam em 31 de outubro. O último lote, de valores acima de R$ 19 mil, sairá em janeiro de 2013.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-4516660015364881764?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/08/inss-reduz-numero-de-beneficiarios.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-4757390530582295312</guid><pubDate>Mon, 22 Aug 2011 11:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-22T08:47:26.394-03:00</atom:updated><title>Vigilância sobre importados</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Receita Federal vai fiscalizar todas os artigos de vestuário importados para o Brasil a partir de hoje. Na chamada Operação Panos Quentes 3, os fiscais do órgão vão verificar todas as caixas, pesar mercadorias, retirar amostras e até pedir laudos técnicos sobre os produtos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A meta é identificar operações de triangulação (em que um produto chinês, por exemplo, passa por outro país antes de chegar ao Brasil) e fraudes na origem das mercadorias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Receita poderá levar até 90 dias para liberar essas mercadorias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A poderá ser estendida para outros setores, como calçados, óticas, brinquedos e pneumáticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O objetivo é identificar os casos onde existem realmente indícios de irregularidades. Os operadores que queriam dispensa desse tratamento rigoroso podem fornecer informações", afirmou o subsecretário de Aduana da Receita, Ernani Checcucci.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-4757390530582295312?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/08/vigilancia-sobre-importados.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-3050407646325448293</guid><pubDate>Mon, 22 Aug 2011 11:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-22T08:45:32.186-03:00</atom:updated><title>A feira milionária que tira o sono de Kassab</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma feira que, de madrugada, atrai cerca de 20 mil visitantes de todos os cantos do país para São Paulo tem tirado o sono do prefeito Gilberto Kassab (sem partido). Focado em acabar com a venda de produtos piratas e o comércio ilegal na cidade, o prefeito encontra dificuldade para regularizar a feira e seus 4.573 boxes, segundo a contagem oficial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Feirinha da Madrugada, como é conhecida, ocorre há mais de dez anos em São Paulo. Foi criada para acomodar as insatisfações geradas por duas pressões - a da população contra os ambulantes e a destes para manter seus negócios. E transformou-se num permanente barril de pólvora sob os alicerces da política paulistana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atrai 6 mil comerciantes, 3 mil a menos do que os que movimentam a feira de Santa Cruz do Capiberibe, no agreste pernambucano, considerada a maior do país. De 400 a 500 ônibus chegam por dia à feira do interior de São Paulo e de outros Estados. Nas datas comemorativas, eles passam de 600. Grande parte dos viajantes é de lojistas, que adquirem os produtos para revender em suas cidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faturamento mensal é superior ao de grandes shopping centers da cidade como o Iguatemi&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um faturamento de fazer inveja a shopping center. O diretor da Associação do Comércio Informal do Micro e Pequeno Empreendedor (Acimpe), Neilson Paulo dos Santos, representante dos ambulantes, estima que sejam vendidos cerca de R$ 40 milhões por dia - o que dá R$ 1 bilhão por mês. "É um cálculo difícil porque quase todos os produtos não têm nota fiscal", diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Presidente da subcomissão da Câmara de Vereadores para estudos sobre a Feira da Madrugada, o vereador Adilson Amadeu (PTB) avalia que a quantia é bem menor. "Gira em torno de R$ 200 milhões por mês", afirma. O número ainda é alto. O shopping Iguatemi em São Paulo, por exemplo, tem uma média mensal de faturamento de R$ 108 milhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Camelôs dizem que é possível tirar até R$ 2 mil a R$ 3 mil líquidos nos dias de melhor movimento, as madrugadas de segunda-feira, terça-feira e sábado. "Os que conseguem mais dinheiro são os que vendem roupas por atacado para lojistas de fora", diz Antônio Andrade, que vende bonés por R$ 20 há cinco meses na Rua Oriente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os chineses entraram no negócio há pouco tempo e se destacam com roupas de melhor qualidade e preço mais baixo, importadas diretamente de seu país natal. São eles que movimentam as maiores quantias, contam ambulantes. Há também muitos bolivianos, paraguaios e peruanos rivalizando com os brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ampliar imagem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto dinheiro atrai interesses e gera discórdias. A mais notória delas envolveu o PR do deputado federal Valdemar Costa Neto, acusado de cobrar propina dos comerciantes da feira. Há ainda denúncias de milícias armadas que cobram aluguel dos lojistas, atuação das máfias chinesa e coreana e destruição de prédios históricos do Pátio do Pari - a área pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA) e é tombada pelos órgãos de defesa do patrimônio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2008, 11 pessoas foram presas, acusadas de envolvimento na Máfia dos Fiscais. A operação levou à renúncia do subprefeito da Mooca. Há dois meses seu substituto também caiu em meio a uma investigação da Polícia Civil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os problemas nasceram com a feirinha. No início os camelôs ficavam restritos à Rua 25 de Março, tradicional comércio popular da cidade. O evento já ocorria de madrugada, o que incomodava lojistas que encontravam as ruas sujas pela manhã e tomadas por ambulantes que esticavam a estadia para aproveitar novos clientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os lojistas entraram com ação para que a ex-prefeita e hoje senadora Marta Suplicy (PT) retirasse a feira do local. A Justiça julgou procedente o pedido e ameaçou a petista com multa de R$ 100 mil para cada dia que a decisão não fosse cumprida. Em 2003 ela deslocou os quase 6 mil ambulantes para o Pátio do Pari, a um quilômetro dali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A petista tentou arrendar o terreno para realizar a feira sem atrapalhar a rotina do bairro. A área usada para o descanso de trens da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), era ideal para isso - um grande espaço de 60 mil metros quadrados, que serviria de estacionamento para os ônibus e abrigaria com conforto todos os camelôs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comércio vai das 2h às 7h da manhã e atrai cerca de 500 ônibus por dia do interior e de outros Estados&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, o Ministério dos Transportes, que administra a RFFSA, já tinha contrato de aluguel do terreno com uma empresa desde 1994. A GSA Serviços Gerais e Transportes, do carioca Geraldo Amorim, pagava R$ 130 mil por mês, o que inviabilizou a transação com a Prefeitura na época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois anos depois, quando o ex-prefeito José Serra (PSDB) foi eleito, ele tentou regularizar a feira, que tornava caótico o trânsito da região e era um problema para a fiscalização por estar espalhada por várias ruas do Brás, bairro da região central de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tucano proibiu os ônibus de viagem de parar nas vias e buscou alternativas de estacionamento. Um local para estacionar os ônibus era importante para concluir o Circuito de Compras, projeto da prefeitura que pretendia atrair visitantes de outros municípios para o comércio da região central da cidade, como a Rua 25 de Março, o Mercado Municipal e o Bom Retiro, bairro especializado na confecção de roupas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltou, então, o interesse no Pátio do Pari. "O Andrea Matarazzo [na época subprefeito da Sé] começou a conversar comigo. Ele me disse: vamos multar esses ônibus. Consequentemente, se você tá em frente, eles vão começar a procurar o seu estabelecimento", diz Amorim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matarazzo confirma ter conversado com o empresário, mas nega que tenha incentivado o projeto. "Ele me procurou. Na época era uma ideia muito boa. Acolheria os caminhões que ficavam em torno do Mercadão e os ambulantes cadastrados. Mas não houve interferência nem estímulo da prefeitura porque era um empreendimento privado", afirma o hoje secretário estadual de Cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Representante dos comerciantes, Neilson dos Santos tem versão diferente. Segundo ele, que era do Sindicato dos Camelôs no período, houve confronto da polícia com os ambulantes que não queriam sair da rua. "Em 11 de agosto de 2005 [logo depois da inauguração da Feirinha da Madrugada dentro do Pátio do Pari], os camelôs quebraram tudo na [Rua] Oriente. Prenderam 21 pessoas ligadas ao sindicato. O governo queria nos levar para dentro de um espaço fechado e tínhamos a cultura de querer fazer as coisas na rua", lembra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Independentemente de quem foi o incentivador, o comércio só prosperou dentro do terreno quase um ano depois da inauguração, quando os ambulantes viram a oportunidade de ficar mais próximos dos clientes que vinham de ônibus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O crescimento ocorreu paralelo a chegada do prefeito Gilberto Kassab ao Paço Municipal, em março de 2006, com a renúncia de Serra para concorrer ao governo de São Paulo. Formado politicamente na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), entidade em que começou a carreira nos anos 1980 e da qual é conselheiro até hoje, Kassab intensificou as ações de combate à pirataria e ao comércio ilegal iniciadas na gestão do ex-prefeito Celso Pitta (1997 a 2000), da qual ele foi secretário de Planejamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois meses depois de assumir, o prefeito sancionou lei que punia os comerciantes que vendessem mercadorias sem nota fiscal com a cassação do alvará ou do registro - os ambulantes precisam de um Termo de Permissão de Uso para poderem trabalhar na cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um cerco ao comércio nas ruas e os camelôs foram retirados de áreas onde tradicionalmente atuavam, como o Largo da Concórdia, também na região central. As ações aumentaram os participantes da Feirinha da Madrugada. Segundo Neilson, mais que dobrou a quantidade de trabalhadores no local desde a fundação, em 2003. A assessoria da prefeitura não informou nem o número de comerciantes que iniciou a feira nem o atual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O crescimento da feira, e do dinheiro movimentado, fez aumentar a disputa pelo terreno e o interesse de políticos no local. Em 2009, Amorim não teve o aluguel renovado. Ele acusa os deputados federais Valdemar da Costa Neto e Milton Monti, ambos do PR, de serem responsáveis pelo fim do contrato porque ele não quis pagar R$ 300 mil de propina - o Ministério dos Transportes que administrava o terreno, tinha os principais funcionários nomeados pelo PR até estourar escândalo, com demissão de 24 servidores, há dois meses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto Monti quanto Valdemar disseram, por meio das assessorias, que não comentariam o assunto enquanto não fossem citados pela Justiça. O Ministério afirmou, em nota, que o contrato foi extinto em 2009. Na época o Ministério Público já havia processado o empresário por irregularidades no uso da área, como a construção de prédios de alvenaria dentro do terreno - o que era proibido pelo contrato - e a falta de alvará de funcionamento da feirinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amorim questiona o fim do contrato na Justiça. Segundo ele, o deputado Monti é amigo de Geraldo Barros, sócio da empresa que passou a administrar o terreno depois. A briga foi revelada este ano pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que entregou carta do vereador Agnaldo Timóteo (PR) enviada a Amorim para o Ministério Público (MP). Nela, ele dizia que o empresário não deveria ter "peitado" lideranças do PR e que, por isso, tinha perdido a concessão. Timóteo nega a suspeita de propina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a empresa de Amorim fora do terreno, o Ministério dos Transportes alugou a área, sem licitação, por R$ 150 mil mensais para a Santa Casa da Misericórdia em maio de 2010. A entidade contratou uma administradora para a área de propriedade de um ex-funcionário de Amorim. Ailton Oliveira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em julho de 2010, o MP voltou a pressionar os Transportes para realizar a licitação e cancelar o contrato com a Santa Casa. Poucos dias depois, Ailton fundou o Condomínio Novo Oriente e foi eleito seu síndico, responsável por administrar as contas do Pátio do Pari. Para pagar as despesas foi instituída cobrança de R$ 250 por banca. Na gestão anterior, era de R$ 600.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lei de 2007, mas só aplicada em 2010, tirou dos Transportes e repassou à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) a propriedade do Pátio do Pari. A Prefeitura de São Paulo voltou a solicitar a posse do terreno e assumiu a guarda provisória em novembro de 2010. A administração passou a fazer a segurança e limpeza do local e proibiu, por decreto, a cobrança de taxas dos lojistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Condomínio Novo Oriente, porém, continuou com a mensalidade. "Não é uma taxa. É um rateio voluntário das despesas que a Prefeitura não paga, como água, luz, equipes de apoio aos visitantes e motoristas de ônibus", diz Ailton, que estima os gastos em aproximadamente R$ 800 mil por mês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Há muitos inadimplentes, principalmente depois que o prefeito disse que não era para pagar mais", conta Ailton. O Valor conversou com pelo menos cinco comerciantes que confirmaram não haver qualquer forma de intimidação contra os que não pagam. Fora do Pátio, entretanto, há seguidas denúncias de achaques de máfias que controlam os pontos de venda e cobram propina dos ambulantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte de fora da feirinha, onde ficam mais de 1 mil comerciantes que não conseguem espaço dentro do Pátio, não recebe a mesma atenção da prefeitura. Ação deflagrada no dia 5 de agosto para combater a pirataria, a presença de comerciantes sem registro e a venda de boxes - há lojistas com mais de 100 unidades, quando o objetivo era atender pessoas de baixa renda em um projeto social - ficou restrita à parte da feirinha que fica dentro do terreno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto comerciantes protestam contra o prefeito por ele manter fechada a área e impossibilitá-los de trabalhar, a feirinha continua ocorrendo normalmente nas ruas do entorno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da revolta com os ambulantes, a fiscalização também conseguiu causar desgaste com a Câmara dos Vereadores. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) barrou comissão de vereadores, formada por integrantes da subcomissão, pelo presidente da Casa, José Police Neto (sem partido), e pelo líder do governo, Roberto Tripoli, de entrar no terreno para acompanhar a ação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação piorou quando o secretário de Segurança Urbana, Edsom Ortega, fez os parlamentares esperarem mais de duas horas até permitir a entrada. A demora, considerada "desrespeito ao Legislativo" pelos vereadores, levou a convocação do secretário à Câmara, onde ele ouviu duras críticas. Os mais exaltados defenderam não votar nenhum projeto de interesse do prefeito até a demissão de Ortega - promessa até agora cumprida. A maioria não é tão radical, mas exige pedido de desculpas público do secretário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o prefeito, cerca de 20% dos mais de 4 mil boxes vendiam produtos piratas ou não tinha cadastro na prefeitura. Os itens sem nota fiscal estão sendo apreendidos e os boxes com registro irregular serão tomados pelo Poder Público e depois sorteados. A ameaça é de que, da próxima vez, os comerciantes pegos com produtos piratas serão expulsos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os comerciantes se espalham pelas Ruas Oriente, São Caetano e Monsenhor de Andrade, com cerca de 300 metros de comprimento cada, no centro da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles formam de duas a três fileiras de bancas de madeira no meio da rua, com lâmpadas fluorescentes ligadas a geradores e baterias de carros para chamar a atenção dos clientes. Mesmo com o tempo bom, alguns armam guarda-sóis coloridos para proteger do sereno e destacar a barraca das demais. Fileiras de manequins exibem as roupas da moda, a exemplo dos shoppings mais badalados da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comércio na rua tem início às 2h e vai até às 7h, quando todas as bancas devem estar desmontadas para não atrapalhar o trânsito. A Feirinha também ocorre dentro do Pátio do Pari, onde estacionam os ônibus que vem de outros Estados. Lá as bancas de madeira dão lugar a boxes de alvenaria e as vendas vão até mais tarde - alguns ficam até o fim do horário comercial à espera de clientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lojas aproveitam o movimento noturno e, depois de um intervalo fechadas, voltam a abrir durante a madrugada. Há mais de uma dezena de galerias no entorno, o que tornou mais caro alugar um prédio na região, antes degradada. Uma sala pequena, já distante do principal ponto de concentração dos comerciantes, sai por R$ 4,5 mil ao mês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria dos produtos da feira é de roupas e acessórios fabricados por pequenas empresas familiares ou por confecções que exploram o trabalho de bolivianos que vivem ilegalmente no Brás, bairro do centro de São Paulo. Ali é possível encontrar de tudo: calças jeans, camisetas, bonés, bolsas, sapatos, cintos, chapéus, relógios, meias, lingeries.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cópias de camisetas de "marca", como Adidas e Oakley, são vendidas a R$ 7,50, enquanto os modelos mais baratos das originais não saem por menos de R$ 50. Itens sem marcas famosas, como blusas femininas e sapatos, também são vendidos por valores muito menores do que o de lojas convencionais. São imitações de boa qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kassab tem planos ambiciosos para a feira. Quer construir no terreno um shopping popular, com investimento da iniciativa privada, amplo estacionamento para ônibus de viagem e duas torres de hotéis. O projeto foi anunciado em fevereiro, mas o município ainda aguarda a posse definitiva da área antes de começar a licitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia encontra resistência em parte dos trabalhadores do local. "Agora que o projeto está funcionando, o prefeito quer passá-lo para investidores, que vão esquecer o cunho social da feirinha. Será que os comerciantes vão conseguir alugar as lojas pelo mesmo preço que pagam hoje?", questiona Ailton, administrador do Condomínio Novo Oriente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já Neilson, da Acimpe, vê com bons olhos a proposta. "Apresentamos o projeto de um shopping popular há mais de dois anos. Mas, infelizmente, o prefeito não conversa com a gente e nos vê como bandidos", critica. Procurada, a prefeitura não designou ninguém para dar entrevista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-3050407646325448293?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/08/feira-milionaria-que-tira-o-sono-de.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-5499359273585732384</guid><pubDate>Sat, 13 Aug 2011 01:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-12T22:44:44.272-03:00</atom:updated><title>Dilma considera inaceitável vazamento de fotos</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A presidente Dilma Rousseff considerou inaceitável o vazamento de fotos dos presos na Operação Voucher, que investiga um suposto esquema de desvio de verbas no Ministério do Turismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As imagens foram publicadas em um jornal do Amapá nesta sexta-feira e mostra alguns dos detidos sem camisa, segurando placas com seus nomes. Entre os presos que aparecem nas fotos está o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa, e o ex-presidente da Embratur Mário Moysés. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo a assessoria de imprensa do Planalto, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tome providências em relação à divulgação das fotos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta sexta-feira, 16 dos 18 presos preventivamente durante a operação tiveram seus pedidos de liberdade aceitos pela Justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deflagrada na terça-feira (8), a Operação Voucher prendeu um total de 36 pessoas, em São Paulo, Brasília, Curitiba e Macapá. Ao todo 38 mandados de prisão foram expedidos na ação que envolveu 200 policiais. Duas pessoas seguem foragidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As investigações começaram em abril e apontaram possíveis irregularidades em um convênio de R$ 4,45 milhões firmado entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável). &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eEDKAw32mxI/TkXWg8nf5II/AAAAAAAAAf4/8EOt41wg5FU/s1600/PRESOS_MATERIA_600X600_credito.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-eEDKAw32mxI/TkXWg8nf5II/AAAAAAAAAf4/8EOt41wg5FU/s320/PRESOS_MATERIA_600X600_credito.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se uma pessoa que rouba em supermercado e ter sua foto divulgada é normal? Porque estes senhores não podem? deveriam ter a cabeça no lugar, mas se deixaram seduzir pelo ganho fácil, dinheiro que eu você, todos pagamos de impostos. Se a lei é para todos, porque não pode ser aplicada a eles. Se erraram,apesar da lei ser branda neste país,tem que pagar como qualquer outro ladrão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-5499359273585732384?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/08/dilma-considera-inaceitavel-vazamento.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-eEDKAw32mxI/TkXWg8nf5II/AAAAAAAAAf4/8EOt41wg5FU/s72-c/PRESOS_MATERIA_600X600_credito.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-5318849521713626108</guid><pubDate>Wed, 13 Jul 2011 14:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-13T11:17:58.565-03:00</atom:updated><title>Essa Ana....</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o Ministério da Cultura liberou a captação de R$ 2,5 milhões via lei Rouanet para uma exposição de 20 esculturas de baleias em tamanho natural na praia do Rosa, em Santa Catarina. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-5318849521713626108?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/07/essa-ana.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-280546630097975470</guid><pubDate>Tue, 12 Jul 2011 12:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-12T09:05:12.804-03:00</atom:updated><title>Avião da FAB é reservado para voo de 25 religiosos do Rio</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Arquidiocese do Rio de Janeiro pediu emprestado - e conseguiu - um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) para levar exclusivamente um grupo de 25 religiosos, no domingo, para a posse do novo arcebispo de Campo Grande (MS), Dom Dimas Lara Barbosa. A regalia foi na aeronave Embraer modelo C-97 Brasília, que ficou cerca de oito horas à disposição da comitiva, encabeçada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fossem pagar pela viagem num jato particular, a Arquidiocese desembolsaria, pelo menos, R$ 100 mil. A carona criou constrangimento em alguns religiosos. Pelo menos dois padres do Rio foram ao evento pagando sua passagem aérea, o que custa, em média, R$ 600 pela ida e a volta, na promoção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agenda atribulada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Arquidiocese explicou que pediu o jatinho à FAB porque Dom Orani não poderia faltar à cerimônia, mas estava com a agenda atribulada: com a aeronave à disposição, haveria menos transtorno para o religioso. A importância de Dom Dimas para o grupo é porque ele foi bispo auxiliar da arquidiocese do Rio e secretário-geral da Confederação Nacional Bispo dos Brasil (CNBB), entre 2005 e 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A FAB explicou que a Arquidiocese fez o pedido ao 3º Comando Aéreo Regional do Rio, que atendeu porque "havia disponibilidade de tripulantes e horas de voo para treinamento e atendimento do pleito". Foi por essa mesma razão, segundo eles, que o jato ficou tanto tempo à disposição do grupo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Igreja diz que pagará, mas não sabe valor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ser procurada por O Dia, a Arquidiocese do Rio primeiro informou não saber se o voo fora pago. Depois, ligou para redação e informou que reembolsará as 25 passagens da carona no jato da FAB. O dinheiro será repassado para o programa Fome Zero. No entanto, a Igreja não soube informar quanto irá depositar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos convidados de Dom Orani no voo, o bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, informou que não sabe quanto custou a viagem, mas que, para ele, a Arquidiocese tinha feito o pagamento devido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FAB afirma que jato é para todos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carona aérea oferecida à comitiva de religiosos do Rio está a disposição de qualquer cidadão. Foi o que garantiu a assessoria de imprensa da FAB, que explicou que a solicitação deve ser feita através de inscrição no serviço de Correio Aéreo Nacional (CAN). No Rio, é em postos no Galeão e no Campo dos Afonsos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A viagem está condicionada à disponibilidade de voos e do tipo de missão da FAB e deve ser solicitada com antecedência. Mas, apesar da exigência de prazo para agendar a carona, a Arquidiocese admitiu que fez o pedido de última hora, por causa da agenda de Dom Orani.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-280546630097975470?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/07/aviao-da-fab-e-reservado-para-voo-de-25.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-5347224770554525448</guid><pubDate>Sat, 09 Jul 2011 13:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-09T10:31:45.771-03:00</atom:updated><title>Dirceu,"chefe da quadrilha"</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Gurgel, ex-ministro comandou o esquema de "suborno"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue e condene até o início de 2012 os réus do processo do mensalão. Nas alegações finais encaminhadas quinta- feira ao STF, Gurgel fez acusações sérias contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu que, segundo o procurador, comandou um esquema para "subornar" parlamentares em troca de apoio político e era "chefe da quadrilha".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os argumentos de Gurgel forem aceitos, José Dirceu, o ex-deputado José Genoino e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, poderão ser condenados a penas de cerca de 100 anos de prisão. No entanto, a legislação brasileira estabelece que a pena máxima não deve ultrapassar 30 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o procurador, o esquema foi executado para atender às pretensões do núcleo político comandado por Dirceu. Gurgel sustenta que, ao assumir o cargo, ele recebeu a missão de formar a base aliada do governo Lula no Congresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mais do que uma demanda momentânea, o objetivo era fortalecer um projeto de poder do Partido dos Trabalhadores de longo prazo. Partindo de uma visão pragmática, que sempre marcou a sua biografia, Dirceu resolveu subornar parlamentares federais, tendo como alvos preferenciais dirigentes partidários de agremiações políticas", argumenta o procurador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gurgel afirma que o esquema do mensalão consistiu no repasse de recursos a parlamentares, especialmente a integrantes das cúpulas dos partidos, tendo como contrapartida apoio ao Governo Federal. Nesse contexto, segundo ele, o núcleo político teria se associado ao publicitário Marcos Valério e a dirigentes do Banco Rural, também acusados de envolvimento com as irregularidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CRIMES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No documento entregue no STF, Gurgel acusa os réus de terem praticado vários crimes diversas vezes. No caso do deputado Valdemar Costa Neto (PR), o procurador sustenta que ele cometeu 41 vezes o crime de lavagem de dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem, o procurador-geral esclareceu que quer a condenação de 36 dos 38 réus. Na véspera, ele tinha dito ser a favor da absolvição apenas do ex-ministro da Comunicação Luiz Gushiken. Mas ontem confirmou que também não foram encontradas provas suficientes para incriminar Antonio Lamas, ex-assessor de Valdemar Costa Neto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Integrantes do STF temem que a demora para julgar o processo do mensalão leve à impunidade de parte dos acusados. Segundo eles, há o risco de ocorrer a prescrição, o que inviabilizaria o cumprimento de uma eventual pena pelo crime de formação de quadrilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;--------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SAIBA +&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Banco Rural divulgou nota na qual sustenta que a manutenção das acusações contra quatro de seus executivos é um equívoco. "A acusação contesta, por exemplo, a veracidade de determinados empréstimos concedidos pelo Banco, os quais foram feitos de acordo com práticas de mercado e normas bancárias".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o recebimento das alegações, o STF abre prazo para que os advogados apresentem as defesas. Então, o ministro Joaquim Barbosa prepara o relatório pede a inclusão da ação na pauta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Petista se diz "tranquilo"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Dirceu considerou que o pedido de condenação não traz "qualquer prova material ou testemunhal" contra ele. Na avaliação do petista, as acusações feitas por Roberto Gurgel são "meras ilações".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Suas acusações contra mim não trazem qualquer prova material ou testemunhal. São meras ilações extraídas de sua interpretação peculiar sobre minha biografia", afirmou Dirceu, em seu blog pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um texto intitulado "Aguardo o julgamento do STF com serenidade", o petista ressaltou que está "tranquilo" e que se defenderá das acusações com ainda mais "ânimo" e "dedicação". "O que está em jogo, acima da minha honra e liberdade, é a imagem do PT e do projeto de transformação social que representa", afirmou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No texto, ele salientou que é inocente. "Eu vou aguardar o julgamento com serenidade, pois sei que, ao final desse doloroso processo, se imporá a justiça e cairá por terra a farsa montada contra mim." Ontem, o advogado confirmou a calma de Dirceu: "Meu cliente está sereno e tranquilo e confia na Justiça", disse José Luís Oliveira Lima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gurgel acredita que o STF vai julgar ainda neste segundo semestre o processo. "A expectativa é que ocorra ainda no segundo semestre ou no início de 2012, e que o STF acolha a acusação formulada pelo Ministério Público Federal", disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gurgel frisou que a luta contra a corrupção "é ampla e generalizada" e qualquer caso será apurado. "O importante é que o MPF continue atuando em todo o País para reprimir esses gravíssimos delitos".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-5347224770554525448?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/07/dirceuchefe-da-quadrilha.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-2020803295339455247</guid><pubDate>Fri, 08 Jul 2011 13:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-08T10:12:13.993-03:00</atom:updated><title>Empresário da Friboi filia-se ao PSB e quer se lançar a governador em Goiás</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O integrante do Conselho de Administração do frigorífico Friboi, José Batista Júnior, conhecido como Júnior da Friboi, filia-se hoje ao PSB com o objetivo de estruturar o partido no Estado e em 2014 se lançar candidato a governador de Goiás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Fizemos entendimento para que em 2012 possamos ajudar o PSB a aumentar sua participação política no Estado e depois fazer um trabalho para viabilizar minha candidatura a governador", afirmou Júnior, ontem, ao Valor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dono de uma das maiores fortunas do país, ele foi convidado pelo governador de Pernambuco e presidente nacional da legenda, Eduardo Campos, para ingressar no partido, exercer a presidência regional e nomear 70% da Executiva goiana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O PSB não prega um socialismo radical. É um socialismo democrático. Quando se fala em socialismo se pensa naquela coisa de esquerda, de louco. O PSB em todos os Estados não existe nada disso. É um partido de todos", disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo ele, a dicotomia entre esquerda e direita é cada vez menor no Brasil, na medida em que o país obtém avanços sociais e econômicos. "Conforme melhoramos e ampliamos nossos programas sociais, habitacionais, tecnológicos, isso vai mudando o conceito da política brasileira. A população vê o que é bom e o que não é bom. Diminui o cabresto eleitoral, o coronelismo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será o terceiro partido ao qual ele se filia. Ficou no PSDB entre 2005 e 2007, a convite do governador Marconi Perillo (GO). Desfiliou-se em seguida para uma temporada nos Estados Unidos após a Friboi comprar a Swift, na época a terceira maior processadora de carne daquele país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso tornou a Friboi um dos maiores frigoríficos do mundo. Retornou ao Brasil depois e, em 2009, também por sugestão de Marconi, filiou-se ao PTB, partido que estava sob a órbita do tucano no Estado, mas que em nível nacional integrava a base aliada do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentou, então, viabilizar já em 2010 uma candidatura ao governo estadual, sem sucesso. Agora, vislumbra essa possibilidade para daqui a três anos. Até lá, contudo, não deve fazer oposição a Marconi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O PSB transita entre todos aqui, até pelo tamanho dele no Estado. Não temos estrutura ainda para fazer oposição", disse. No entanto, em 2012, afirma que a legenda deverá apoiar a candidatura do PT à prefeitura de Goiânia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre eventual conflito de interesses entre sua empresa e a prática político-partidária, ele afirma que há seis anos é apenas acionista da Friboi. "Passei o comando aos meus irmãos. Não tenho participação nenhuma. E em 2014 já serão dez anos sem ligação direta coma empresa".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com ele, o governo da presidente Dilma Rousseff deve começar a mostrar a sua cara mesmo a partir de 2012. "Ela está bem, dando sequência a projetos sociais, à internacionalização do Brasil, ao que já estava programado", declarou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sempre no primeiro ano de governo se passa a maior parte do tempo terminando compromissos assumidos no ano anterior. Depois, no segundo, é que passa a fazer valer os programas para que foi eleito".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-2020803295339455247?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/07/empresario-da-friboi-filia-se-ao-psb-e.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-4736522142950141615</guid><pubDate>Fri, 08 Jul 2011 12:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-08T09:59:16.511-03:00</atom:updated><title>Duplicidade ilegal</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O senador Blairo Maggi (PR-MT), sondado pelo Planalto para ser o novo ministro dos Transportes, indicou Luiz Antonio Pagot para ocupar um cargo fantasma no Senado e, "em conluio", garantiu uma renda extra ao então diretor superintendente da Hermasa Navegação da Amazônia, uma das empresas do grupo Maggi. A acusação é do Ministério Público Federal (MPF) e resultou num processo na Justiça Federal do DF, em que são réus Blairo Maggi e Pagot - afastado da Diretoria-Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) por suspeita de corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O senador e o diretor do Dnit têm uma estreita relação há pelo menos 16 anos. Pagot foi diretor superintendente da Hermasa entre 1995 e 2002. No mesmo período, ocupou o cargo de secretário parlamentar do senador Jonas Pinheiro (DEM-MT) - morto em 2008 - por indicação de Blairo, que era primeiro suplente de Jonas. O acúmulo de funções foi considerado ilegal e o MPF pede que Pagot e Blairo façam o ressarcimento de R$ 482 mil ao Senado e paguem uma indenização de R$ 500 mil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além das indicações para o cargo de secretário parlamentar em Brasília e diretor superintendente da Hermasa, que funcionava em Porto Velho e Manaus no período do exercício da função, Blairo foi o responsável por colocar Pagot na primeira suplência do senador Jayme Campos (DEM-MT), eleito em 2006. No ano seguinte, Pagot foi agraciado - novamente por indicação do então governador de Mato Grosso - com a chefia do Dnit.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2009, Pagot preferiu renunciar à primeira suplência no Senado para continuar no Dnit. Naquele ano, Jayme Campos se afastou por quatro meses do cargo, o que permitiria ao diretor-geral do Dnit assumir como senador. Réus no mesmo processo na Justiça Federal, Pagot e Blairo adotaram estratégias de defesa diferentes. O diretor do Dnit pediu para indicar testemunhas de defesa que comprovassem que ele trabalhou nos sete anos de exercício como secretário parlamentar. A Justiça concordou, e é esta a atual fase do processo. Uma das testemunhas arroladas é o deputado federal Moacir Micheletto (PMDB-PR). Já o senador ignorou o processo (aberto em 2008) até junho de 2009, quando a Justiça decretou à "revelia do réu". Em novembro do ano passado, o advogado de Blairo foi incluído no processo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Blairo chegou a assumir por quatro meses a vaga de Jonas Pinheiro, em 1999. "Pagot foi, ao mesmo tempo, secretário parlamentar e administrador de uma empresa privada do mesmo agente público", cita o MPF. Por meio da assessoria, Blairo disse que não tem mais nada a declarar sobre o assunto, "exaustivamente debatido quando Pagot foi sabatinado para entrar no Dnit, em 2007". A assessoria do Dnit não deu retorno à reportagem. Na defesa anexada ao processo, os advogados de Pagot argumentam que ele "não enriqueceu ilicitamente". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-4736522142950141615?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/07/duplicidade-ilegal.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-5757765237268796286</guid><pubDate>Wed, 08 Jun 2011 12:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-08T09:27:16.930-03:00</atom:updated><title>Como Gleisi ascendeu no PT e superou o marido</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Governo: Adversários e correligionários citam sua aversão à truculência&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a primeira vez que a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Helena Hoffmann, vai participar da mesma equipe de governo de seu marido, o titular da Pasta das Comunicações, Paulo Bernardo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coabitação aconteceu pela primeira vez em 1999, quando ambos foram convidados pelo então governador do Mato Grosso do Sul, José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT. Ela foi para a Pasta da Administração e o marido, para a Fazenda. "Gleisi é mais preparada que o marido e muito mais sagaz", diz Zeca. "Ela teve um papel extraordinário, de valorização e modernização do serviço público. Se articulava com o servidor, com universidades, com a sociedade civil. É um gol de placa da presidente".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Zeca conta que conheceu Bernardo no movimento sindical no Banco do Brasil e diz que Gleisi não entrou no seu secretariado por influência do marido, mas, sim, por indicação de representantes do PT em Brasília, onde trabalhava na assessoria da bancada do partido. "Ela criou uma política de cargos e salários, de assistência médica e social", lembra. Com a eleição de Lula, em 2002, Gleisi e Bernardo não participaram da segunda gestão de Zeca e foram para o governo federal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nova ministra conviveu diretamente com a presidente Dilma Rousseff na equipe de transição do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, e na definição de políticas para a Itaipu Binacional. Nessa época, Gleisi era diretora-executiva de Finanças da estatal e Dilma comandava o Ministério de Minas e Energia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No PT, Gleisi foi uma das principais vozes críticas a Palocci, desde que foi deflagrada a crise envolvendo o ex-ministro. Com a divulgação da evolução patrimonial do ex-ministro, a petista reuniu em sua casa a bancada de seu partido e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sugeriu a saída de Palocci do governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A trajetória de Gleisi é marcada pela ascensão de assessora parlamentar à ministra da pasta mais importante do Planalto. Entre as características citadas por aliados e opositores, está sua aversão à truculência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nova ministra começou a militância no movimento estudantil, filiada ao PCdoB. Gleisi trabalhou como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná e foi assessora de Jorge Samek, atual diretor-geral da Itaipu Binacional, na Câmara Municipal de Curitiba, em 1988. Um ano depois, Gleisi ingressou no PT. Formada em Direito, com especialização em gestão e finanças, mudou-se para Brasília em 1993 e assessorou a bancada do partido na Câmara, na área econômica. Nessa época, entre os deputados federais estava Paulo Bernardo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gleisi passou por dois governos. Além da administração de Zeca do PT, em 1999, foi secretária de Gestão Pública em Londrina de Nedson Micheleti (PT), em Londrina, em 2001.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de atuar como uma das coordenadoras da equipe de transição de Lula, em 2002, a petista foi nomeada diretora de Finanças de Itaipu, cargo em que ficou entre 2003 e 2006. Lula, quando deu posse à diretoria, citou em seu discurso que pela primeira vez uma mulher assumia o cargo de direção na usina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Estou comemorando", disse ontem Samek. Segundo ele, Gleisi conseguiu colocar as contas de Itaipu em ordem em poucos meses. Cobrou dívidas ao mesmo tempo em que atuou em obras sociais, como combate à prostituição na fronteira entre Brasil e Paraguai. Mas foi em políticas de igualdade de gênero que ela mais trabalhou nesse período.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de 2003 a advogada, com experiência em administrações públicas, começou a mostrar que tinha interesse em disputar uma eleição. O nome de Gleisi sempre apareceu ligado ao de seu segundo e atual marido, o ministro Paulo Bernardo. Mas a petista surpreendeu já na primeira vez em que tentou as urnas. Nas eleições de 2006, candidatou-se ao Senado pelo PT e, com 45% dos votos, por pouco não venceu o experiente Álvaro Dias (PSDB), que conseguiu 50%. Depois, mesmo apoiada por Lula, foi derrotada na eleição de 2008 para a prefeitura da capital pelo tucano Beto Richa, atual governador do Paraná. Na época, presidia o PT estadual. Em 2010, disputou novamente o Senado e elegeu-se com 3,19 milhões de votos, a maior votação da disputa pelo cargo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gleisi sempre defendeu tanto Lula como Dilma e, na campanha passada, assumiu em seu Estado a função de falar da importância de eleger uma mulher para a Presidência. Foi a principal cabo eleitoral de Dilma no Paraná. "Ela fazia mais campanha para a presidente do que para ela", lembra André Passos, ex-presidente do diretório do PT de Curitiba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na campanha para o Senado em 2010, Gleisi arrecadou sozinha mais do que todos os seus adversários somados, de acordo com a prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Logrou R$ 7,9 milhões de receita, acima dos R$ 3 milhões conseguidos pelo ex-governador Roberto Requião (PMDB), também eleito, e dos R$ 2,1 milhões de Gustavo Fruet, terceiro colocado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As doações à petista foram feitas, essencialmente, pelo setor de engenharia e construção, responsável por R$ 3,2 milhões, 40,5% do total arrecadado. O maior doador foi a Construtora Camargo Corrêa, com R$ 1 milhão. A OAS, outra gigante do ramo, também foi generosa com a nova ministra, deixando-lhe R$ 780 mil. Outras onze empresas do ramo destinaram valores a Gleisi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PT também destinou grandes somas à campanha da senadora: o Diretório Nacional do partido doou R$ 1,9 milhão. O Comitê Financeiro Único, que arrecadou R$ 2,6 milhões, encaminhou R$ 883 mil só para a campanha de Gleisi. Assim como a senadora, o comitê teve boa parte do seu caixa abastecido por doações de construtoras, responsáveis por R$ 1,95 milhão (75% do total arrecadado). Dos R$ 883 mil que o comitê doou a Gleisi, R$ 584 mil foram repassados em data posterior à eleição. Uma doação de R$ 299 mil foi registrada em 04/08/2010. Outras 16 doações do comitê para Gleisi, em valores menores, foram efetuadas após o pleito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No TSE, a petista declarou bens no valor de R$ 659.846,00. Gleisi diz ter um apartamento de R$ 245,5 mil e um carro de R$ 88 mil. O restante corresponde a aplicações financeiras e depósito em conta corrente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Senado, Gleisi foi a principal defensora da revisão do Tratado de Itaipu, que aumenta de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões o montante anual a ser repassado pelo Brasil ao Paraguai. No começo de seu mandato, apresentou um projeto para limitar o teto da remuneração dos servidores públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gleisi é curitibana, tem 45 anos, dois filhos e é "tuiteira", assim como seu marido. A nova ministra estudou em colégio católico e queria ser freira. Segundo ela, foram os padres que a incentivavam a participar da vida política. Seu nome é uma homenagem a Grace Kelly, princesa de Mônaco, embora tenha grafia diferente. Sua família é de origem alemã e catarinense.Valor Econômico &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-5757765237268796286?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/06/como-gleisi-ascendeu-no-pt-e-superou-o.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-9208015322674851592</guid><pubDate>Mon, 06 Jun 2011 20:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-06T17:15:04.756-03:00</atom:updated><title>Chávez desejou ''força'' ao ministro Antonio Palocci</title><description>&lt;div align="center" id="fullImageCenter"&gt;&lt;img border="0" height="334" id="fullImageSrc" src="http://n.i.uol.com.br/ultnot/album/06062011_chavez_br_f_001.jpg" style="margin-top: 0px;" width="640" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi recebido no Palácio do  Planalto nesta segunda-feira (6) pela presidente Dilma Rousseff e por  ministros do governo. Chávez desejou ''força'' ao ministro Antonio  Palocci&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RJQdy1Zw2Sw/Te01LfYfDnI/AAAAAAAAAfw/UU_hKZSYAFA/s1600/00000.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="334" src="http://2.bp.blogspot.com/-RJQdy1Zw2Sw/Te01LfYfDnI/AAAAAAAAAfw/UU_hKZSYAFA/s640/00000.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="center" id="fullImageCenter"&gt;&lt;/div&gt;O  presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi recebido no Palácio do  Planalto nesta segunda-feira (6) pela presidente Dilma Rousseff e por  ministros do governo &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-9208015322674851592?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/06/chavez-desejou-forca-ao-ministro.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-RJQdy1Zw2Sw/Te01LfYfDnI/AAAAAAAAAfw/UU_hKZSYAFA/s72-c/00000.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-8935646823467503704</guid><pubDate>Sun, 05 Jun 2011 15:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-05T12:07:25.399-03:00</atom:updated><title>Nova meta do Planalto é  a Classe C</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os partidos já perceberam que a classe média será a grande propulsora das eleições de 2012 nas capitais. E o governo não pretende deixar esse grupo à deriva, pronto para migrar à oposição. Por isso, o programa em análise vem sendo tratado por alguns como aquele que irá casar direitinho a vontade de "vencer na vida" da classe C com a "vontade de ganhar votos" dos aliados ao governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais informada do que as classes D e E  é o próximo alvo do governo. Depois do programa de combate à miséria lançado na última quinta-feira, com a participação de vários ministérios, a presidente Dilma Rousseff voltou-se quase que totalmente à formatação desse projeto, destinado a atender a classe C, que responde hoje por 52% da população brasileira — mais de 100 milhões de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para isso, técnicos de três ministérios — Ciência e Tecnologia, Educação e Trabalho — concluem levantamentos de tudo o que pode ser empregado na iniciativa. Pesquisas internas do Executivo indicam que um dos principais sonhos da classe média é ter a casa própria e dar aos seus filhos estudo e formação profissional. Isso sem contar, é claro, o acesso a serviços de saúde. Portanto, é nessas áreas que o governo pinçará os projetos para direcioná-los a essa faixa populacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na área de ciência e tecnologia, por exemplo, a ideia é abrir a possibilidade de bolsas de estudo ,não só no Brasil, como no exterior. No país, o governo já conta com o Programa Universidade para Todos (Prouni), que concede bolsas parciais e integrais. A ideia é ampliar esses benefícios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, o Brasil tem apenas 5 mil estudantes com bolsas de estudos no exterior, segundo dados do governo, e Dilma quer ampliar esse número para 18 mil a cada ano. A presidente, entretanto, planeja associar essas bolsas a um programa de emprego para que, ao retornar ao Brasil, a inserção seja rápida. Associado às iniciativas educacionais, o Planalto ainda está formatanto uma nova etapa do Minha Casa, Minha Vida, que seria voltada a essa faixa populacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ascensão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia de criar um pacote de projetos específico para a classe média não é nova. Mas a presidente queria, primeiro, tirar do forno o Brasil sem Miséria, uma das principais metas de sua campanha. Só no ano passado, segundo dados da pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, 19 milhões de brasileiros passaram a integrar a classe C, ou seja, a ter vencimentos de dois a 10 salários mínimos por mês. No Amazonas, por exemplo, 65% dos eleitores pertencem à classe C.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-8935646823467503704?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/06/nova-meta-do-planalto-e-classe-c.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-7330171408537772261</guid><pubDate>Sun, 05 Jun 2011 15:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-05T12:01:28.458-03:00</atom:updated><title>Bancadas conservadoras tiram proveito de Palocci</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a maior representação que já teve na Câmara - uma bancada de 74 deputados -, e no rastro das suspeitas contra o ministro Antonio Palocci, que fragilizou o Palácio do Planalto, parlamentares evangélicos aproveitam a crise para tirar o maior proveito e conseguir fazer prevalecer seus interesses no Congresso. Depois de conseguir barrar a distribuição do que chamou de kit gay, a pressão se volta agora contra o projeto que criminaliza a homofobia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não para aí. A bancada evangélica está em outro front. Agora, contra o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Querem um capelão evangélico no ordinariado militar, hoje ocupado por um arcebispo católico, dom Osvino Both. O posto é de arcebispo militar. Agendado para encontro com Jobim, semana passada, o grupo levou um chá de cadeira e, rebelados, os deputados e senadores da comitiva foram embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Agora, se o ministro quiser tratar do assunto, que nos ligue - disse o líder da bancada evangélica, João Campos (PSDB-GO), aos assessores de Jobim. "&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para contornar a crise, Jobim enviou seu assessor especial e ex-deputado José Genoino para a Câmara e novo encontro foi marcado, para a última quinta, mas acabou adiado de novo. A atuação dos evangélicos se sobrepõe aos católicos. A explicação é que esses parlamentares, muitos pastores e que pregam em cultos, são eleitos quase que exclusivamente com votos de fiéis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda quarta-feira, os evangélicos realizam culto num dos plenários da Câmara. O Estado é laico, mas o comprometimento dos parlamentares, em primeiro lugar, é com sua devoção religiosa. Walter Pinheiro (PT-BA), durante uma pregação, contou a todos que, para frequentar o culto, teve que abrir mão de reuniões de uma das comissões em que atua no Senado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Disse ao presidente da minha comissão: ou senhor troca o horário do início ou estarei sempre ausente em parte da reunião. Meu primeiro compromisso é com o Senhor - afirmou o senador, durante o culto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pinheiro, do partido da presidente Dilma Rousseff, se posicionou contra o governo e também se opôs à distribuição do kit anti-homofobia. O senador entendeu que o conteúdo do material era uma orientação sexual e não educação sexual. Mas afirmou que respeita a opção de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Há toda forma de preconceito, inclusive religiosa. Não misturo política, que é algo coletivo, com fé, que é individual - disse Pinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última quarta, o culto foi no auditório Petrônio Portela, no Senado. O senador Magno Malta (PR-ES), que faz discursos inflamados, pregou contra a educação, no calor de ataques ao kit.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Há uma mística infame que diz que a escola é que educa. Quem educa são os pais. A escola não educa. Este é um país de bêbados, de hipócritas, de fumantes. Não tem nada que se levante contra a família que vai prosperar. Glória a Deus - afirmou o senador, acompanhado pelos fiéis, que repetiram o "Glória a Deus".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O deputado Anthony Garotinho (PSB-RJ) é um comandante oficioso da bancada. Nas reuniões, é o que mais fala, e o que propõe é quase sempre aceito pelos pares. Partiu dele a sugestão de ameaçar convocar Antonio Palocci se Dilma Rousseff não recuasse em relação ao kit anti-homofobia. João Campos era contra a proposta, assim como o líder do PR, Lincoln Portela, que se manifestou contrário. Mas, no momento da votação, prevaleceu a ideia de Garotinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É a arma que temos e é com ela que temos que lutar - diz Garotinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas há rachas entre os evangélicos. Por serem muitas igrejas, às vezes vivem às turras. Um exemplo: o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), também evangélico, tenta negociar um acordo com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora do projeto que criminaliza a homofobia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O Crivella não tem autorização para falar em nosso nome - disse Magno Malta, em discurso para fiéis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última quarta, também foi realizado um ato público contra o projeto que criminaliza a homofobia. A manifestação foi organizada pelo pastor Silas Malafaia, que não é deputado. Muitos evangélicos foram contra a iniciativa de Malafaia, a princípio, mas depois acabaram participando da manifestação. João Campos atribui essas diferenças à uma briga de egos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A vaidade humana está presente em todos segmentos - disse João Campos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O deputado Eros Biondini (PTB-MG) é o parlamentar católico mais atuante e está sempre presente nos atos promovidos pelos evangélicos. Ele também é cantor nos cultos da igreja, com vários CDs gravados, e esteve presente no ato público da quarta-feira. Ele discursou contra o projeto que criminaliza a homofobia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uma lei não pode privilegiar apenas uma parcela da sociedade (homossexuais) e punir as demais. Tem que se coibir todas as formas de violência, contra os negros, contra os deficientes, contra homossexuais e todas as outras - disse Eros Biondini.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-7330171408537772261?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/06/bancadas-conservadoras-tiram-proveito.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-4127740923185403009</guid><pubDate>Mon, 30 May 2011 12:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-30T09:03:12.984-03:00</atom:updated><title>Novo comando do PSDB deixa Serra de fora</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ex-governador de São Paulo José Serra perdeu a briga interna pelo comando do PSDB e pela liderança na fila de pré-candidatos da legenda ao Planalto em 2014. No novo balanço de poder, definido ontem na convenção nacional do partido em Brasília, o grupo do senador Aécio Neves (MG) ficou com o comando de postos-chave na máquina partidária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saída para a disputa interna foi entregar a Serra a presidência do Conselho Político, apontado por muitos como prêmio de consolação. A decisão, confidenciaram tucanos, coloca Serra mais próximo da disputa pela Prefeitura de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O deputado Sérgio Guerra (PE) segue na presidência da sigla. Para primeiro-vice foi escolhido o ex-governador Alberto Goldman, aliado de Serra. Aécio conseguiu manter na secretaria-geral o deputado Rodrigo de Castro (MG).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de uma madrugada tensa de negociações, Serra acabou forçado a recuar da pretensão de presidir o Instituto Teotônio Vilela (ITV), entregue ao ex-senador Tasso Jereissati (CE).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo conselho terá poderes para deliberar sobre alianças nacionais, fusões e incorporações partidárias, além de definir o processo de escolha dos candidatos a presidente e vice da República, quando solicitado pela Executiva Nacional. Mas Serra terá poder de mando limitado. Nenhum grupo terá maioria no colegiado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na lista dos seis conselheiros estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o próprio Aécio (representando o Congresso), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (como ex-candidato a presidente), e seu colega de Goiás, Marconi Perillo (representando os oito governadores do partido). Também terá lugar o presidente do PSDB.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objeto real do duelo entre aecistas e serristas era o controle da estrutura partidária para a construção de uma candidatura presidencial na sucessão de Dilma Rousseff, em 2014. No palanque, todos os discursos foram de união partidária para que o partido chegue à Presidência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Nossa desunião fortalece o adversário, trai nossos princípios e esteriliza nossas ações”, disse Serra. “As diferenças são normais, mas não podem falar mais alto do que a nossa união. Antes de ser oficial da política, sou soldado. E contem com esse soldado em qualquer momento.”JT&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-4127740923185403009?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/05/novo-comando-do-psdb-deixa-serra-de.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-7799500129833622252</guid><pubDate>Fri, 27 May 2011 17:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-27T14:57:30.238-03:00</atom:updated><title>E ninguém fala nada de Kassab</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dez ônibus movidos a etanol começam a circular hoje na zona sul de São Paulo. Ontem, o prefeito Gilberto Kassab estava tão satisfeito com a apresentação oficial da frota que dirigiu um deles sem usar o cinto de segurança (infração de trânsito grave) no Sambódromo do Anhembi, em Santana, zona norte. Depois de dar a partida, ele foi alertado e colocou o cinto durante o percurso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Você viu só, né? Tenho juízo, corrigi em tempo”, disse Kassab, que não possui habilitação para conduzir ônibus (infração gravíssima). Ele alegou que dentro do Anhembi não precisava da permissão concedida pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Aqui pode. Eu não ia fazer nenhuma ilegalidade.” No ano passado, o prefeito fora flagrado na caçamba de uma picape (infração gravíssima), quando visitou vítimas de enchentes no Jardim Romano, zona leste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dez veículos entregues ontem são os primeiros dos 50 considerados “ecológicos” que a Prefeitura quer colocar nas ruas até o fim de junho. A queima do etanol no motor do veículo emite até 90% menos partículas poluentes no ar – a fumaça preta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-7799500129833622252?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/05/e-ninguem-fala-nada-de-kassab.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2024177230540555791.post-2167440882444717899</guid><pubDate>Fri, 27 May 2011 17:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-27T14:40:51.325-03:00</atom:updated><title>O futuro a Lula pertence</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ameaça ruir o esforço da presidente Dilma Rousseff em imprimir uma marca e selar diferenças em relação ao governo de seu antecessor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As denúncias que envolvem o ministro da Casa Civil, a votação do Código Florestal e a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília ameaçam a forma e o conteúdo da mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lula se valeu dos resultados de seu governo, de concessões e do seu carisma para equilibrar sua conflitante base política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dilma comanda uma equação de poder mais ampla e ainda é cedo para ter resultados a mostrar. Mas optou por algumas bandeiras como política externa afiançada em direitos humanos, postura de menos confronto com a imprensa e discrição no exercício do poder para conquistar parcelas da sociedade ariscas ao carisma lulista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resistência ao código obedece a esse figurino tanto na conquista da classe média urbana quanto na imagem do Brasil no exterior. As pontes lançadas à oposição, como a cordialidade na relação com ícones do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também seguem neste prumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ameaça ruir o esforço de Dilma em delimitar as diferenças&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao recorrer a Lula para conter a crise desencadeada pela descoberta da atípica evolução patrimonial de Palocci, Dilma não passa recibo apenas da delicada situação política do ministro da Casa Civil, mas das fragilidades latentes de sua equação de poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira missão de Lula foi mandar alardear o que o Planalto já tentava plantar nas redações: que a artilharia contra Palocci havia partido do ex-governador José Serra. Lula trouxe para a linha de frente da defesa de Dilma o bateu-levou dos palanques do ano passado que tanto contrastou com a amena imagem pública da nova presidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Independentemente dos benefícios para Serra em se fazer presente no jogo no momento em que seu próprio partido se prepara para defenestrá-lo, a tática do ex-presidente esbarra nas eloquentes evidências de que o volume de interesses contrariados na República é maior na base governista do que na oposição. No embate eleitoral um inimigo externo pode até ajudar a unir aliados. Numa conjuntura em que a oposição não tem número sequer para aprovar um requerimento, a iniciativa, além de desprovida de foco, é um acinte à inteligência dos aliados governistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passaria por uma iniciativa patética não tivesse sido levada a cabo pelo secretário-geral da Presidência. Ao confiar a Gilberto Carvalho e não a um parlamentar a missão de acusar nominalmente Serra de mandar quebrar o sigilo fiscal da consultoria de Palocci, Lula quebra a liturgia da Presidência da República como se ainda a ocupasse e infantiliza a figura da titular, superior hierárquica do cargo aparelhado para a luta política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao nomear para a Casa Civil aquele que gozava de mais prestígio junto ao ex-presidente entre os comandantes de sua campanha, Dilma não se valeu dos mesmos filtros que Lula usou para escolhê-la na substituição a José Dirceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginava-se que o telhado de vidro de Palocci seria poupado pela completa subordinação do cargo à Presidência. A solução se mostrou precária não apenas pela fina espessura do vidro mas também pela natureza dos interesses que este governo se dispôs a conciliar em sua base, a começar pelas disputas internas do partido da presidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A votação do Código Florestal escancarou as dificuldades do governo com o que Marcos Nobre já chamou de "excesso de adesão".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O projeto do código tramita no Congresso há 12 anos em reação ao avanço da legislação ambiental. A Dilma, como àqueles que a precederam, nunca interessou votá-lo porque o texto colocaria um freio a políticas federais de proteção ambiental que têm avançado a despeito da representação parlamentar dos produtores rurais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No governo Dilma, a resistência a colocar na letra da lei a anistia a desmatadores, somada à maior ênfase do Itamaraty em direitos humanos, compõe a imagem de Brasil que se quer projetar no exterior. A postura também ajuda a equilibrar, internamente, uma imagem de presidente irredutível no licenciamento de usinas. Se nesse quesito não há concessão porque se avalia que a geração de energia seria colocada em risco, é no freio ao desmatamento que precisa se fiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O código rumava para ser aprovado mesmo sem as denúncias contra Palocci. Mas a crise diminuiu o cacife do governo para conseguir um texto mais equilibrado e colocou o jogo no colo do PMDB, o partido sempre melhor equipado para tirar proveito de conjunturas afins.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa amostra da janela de oportunidades que a crise abriu para a sedenta base aliada de Dilma, o PR de Anthony Garotinho, aplicado aprendiz do pemedebismo, conseguiu fazer com que a cartilha anti-homofobia do Ministério da Educação fosse recolhida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Lula já havia conseguido reeditar, com as acusações à oposição, o clima que Dilma, a muito custo havia conseguido esfriar, o PR levou o Executivo a retroagir num tema igualmente inflamado pela campanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cartilha, chancelada pela Unesco, era uma catequese para a tolerância numa juventude frequentemente exposta a apelos violentos contra a homofobia. Até o Supremo, por unanimidade, já havia conseguido avançar na aceitação ao casamento gay a despeito de um Congresso que exerce sucessivamente seu poder de veto ao tema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Supremo, segundo seu presidente, tenderá cada vez mais a fazer sessões fechadas e prévias aos julgamentos públicos. Assim foi na questão da homofobia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim vai-se redesenhando a repartição dos Poderes. Os onze magistrados tomam a iniciativa de colocar o país na era do Iluminismo em sessões fechadas, o Congresso joga abertamente na retranca para manter o regime das sesmarias e o Executivo, como definiu a presidente em seu primeiro pronunciamento desde a crise palociana, entrega seu futuro aos céus. Talvez tenha sido sua maneira de dizer que o futuro a Lula pertence. Valor&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2024177230540555791-2167440882444717899?l=julianaweis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://julianaweis.blogspot.com/2011/05/o-futuro-lula-pertence.html</link><author>noreply@blogger.com (July)</author><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>

