<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737</id><updated>2024-09-05T22:50:30.444-07:00</updated><title type='text'>JUSTIÇA SEM LIMITES</title><subtitle type='html'>Pequenas considerações sobre o mundo da Justiça, envolvendo alguns casos forenses, opiniões pessoais, transcrições de sentenças e, muito mais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-9189263188415069361</id><published>2014-03-11T16:11:00.001-07:00</published><updated>2014-03-11T16:15:32.534-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
E então ? É bem certo que a humanidade vem, ao longo dos tempos, procurando o verdadeiro sentido do que bem a ser Justiça. Todavia, de forma diferente dos tempos de outrora, falta ao mundo os seres que podemos chamar de filósofos - por falta de outra definição - que, em busca de significados deixam, como legado, verdadeiras normas de conduta. Assim, vejo que estamos órfãos, sem rumo e, perdidos no emaranhado de nossas razões. Nos deparamos, no final de nossos dias, com o crime progredindo de forma deslavada, a corrupção traçando verdadeiras normas de conduta, jovens se promiscuído em face da fragilidade do sistema. Nos deparamos com a família sendo fragmentada às custas da falta de políticas publicas que retirem os jovens das ruas. O Governo, por sua vez, conduzido por inescropulosos indivíduos, que pregam &amp;nbsp;uma educação viviosa e imoral e, a corrupção &amp;nbsp;emurchece, à nossa vista enquanto nossos jovens, plantas que poderiam florescer para a virtude, cometem crimes enquanto o Estado, como fábrica, endossa de forma silenciosa o nascimento dessa nova geração, somente pelo prazer de, mais tarde, condenar&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: &#39;Bookman Old Style&#39;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-text-size-adjust: auto;&quot;&gt;. Estamos órfãos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/9189263188415069361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/9189263188415069361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2014/03/e-entao-e-bem-certo-que-humanidade-vem.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-8531794863661930616</id><published>2014-03-10T17:17:00.002-07:00</published><updated>2014-03-10T17:17:37.584-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_9R9Ygki_5l6mN9lTJYy1YX6bG0dqqe_J_4pIu2zidXHqjC04peFsC_xTqBDC4DCBOTSF_1T3VxlZdyVzK7aXhX3olMX4WpWiwpx4CTaqlV1dZZo41qQzmUXkoWWr60crTCZLYk8N-DM/s1600/PALHA%25C3%2587O.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_9R9Ygki_5l6mN9lTJYy1YX6bG0dqqe_J_4pIu2zidXHqjC04peFsC_xTqBDC4DCBOTSF_1T3VxlZdyVzK7aXhX3olMX4WpWiwpx4CTaqlV1dZZo41qQzmUXkoWWr60crTCZLYk8N-DM/s1600/PALHA%25C3%2587O.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
É de se perguntar: -o que vem a ser o Direito e, o que vem a ser Justiça?&lt;br /&gt;
Fugindo da técnica e, nos misturando no mundo dos homens comuns posso arriscar dizendo que o Direito é o núcleo do ser, ou seja, é comparável à alma enquanto que a Justiça é a carne que aprisiona a alma. Ou seja, diante do escárnio atualmente vivido a comparação acima nada diz, pois, não sabemos o que vem a ser a alma como, também, desconhecemos esta magnifica maquina de caminhar, que é o nosso corpo, formado por carne. Diante da confusão estabelecida, não hoje, mas há muito tempo atras, vivemos em um decantado Estado de Direito onde a Democracia serve de estribo para os déspotas governarem. O cidadão pena por falta de assistência judiciaria e, quando em algumas comarcas existe se tem que, de uma forma ou de outra, se torna elitista. Temos então, hoje, uma figura ( não ousamos chamar de jurídica) que é o funcionário público o qual, por sua vez, ao tomar posse jurou servir e, já no primeiro dia depois da posse passa sim a servir, mas a sí próprio. Com horario rígido, chefes impecáveis e resolutos toma seu cargo, ou função, como o fim de seu desassossego e o meio que deveria ser o de servir deixa de existir. E o Direito? Bem, isso já é. Lá outra coisa, pois, todo cidadão o possui e, enquanto corre atras dele nas filas intermináveis das Unidades de Pronto Atendimento os governantes usam e abusam de Direitos que nem sabíamos que &quot;eles&quot; possuíam eis que, nós outros, nunca o tivemos ou teremos. E a Justiça? Essa senhora já usada, comida pelas bocas famintas do povo, anda perambulando pelos Fóruns em busca de quem pode pagar o melhor operador do direito. Enquanto isso, o homem, dá graças a Deus pela miséria que lhe é imposta, dá graças a Deus por não ser pior seu sofrimento ( como se o sofrimento fosse formado de castas) pior. Bem, creio que não respondi como, também, não defini o que vem a ser Direito e Justiça, mas, eu também não sabia que um Congressita em nosso Brasil tem direito a mais de R$ 25.000,00 reais para tratamento dentário por ano, que tem plano de saúde para o qual não precisa contribuir. Então, continuamos onde paramos, ou seja, melhor nada saber para que o sofrimento não seja maior.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/8531794863661930616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/8531794863661930616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2014/03/e-de-se-perguntar-o-que-vem-ser-o.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_9R9Ygki_5l6mN9lTJYy1YX6bG0dqqe_J_4pIu2zidXHqjC04peFsC_xTqBDC4DCBOTSF_1T3VxlZdyVzK7aXhX3olMX4WpWiwpx4CTaqlV1dZZo41qQzmUXkoWWr60crTCZLYk8N-DM/s72-c/PALHA%25C3%2587O.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-6517673298064133861</id><published>2014-03-09T13:45:00.000-07:00</published><updated>2014-03-09T13:56:13.175-07:00</updated><title type='text'>OPINIÃO </title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
É bem verdade, mais agora do que nunca, que se vê através da mídia a população pedir &quot; que seja feita só a justiça&quot; quando um ente querido é assassinado, quando é ferido por terceiros ou, até mesmo quando ela própria, a pessoa, se torna vitima. Mas, que justiça é essa que se torna pessoal, de uso particular, com a sentença já prolatada antes mesmo que o inquérito policial tenha sido instaurado ou, antes mesmo da instrução? Essa justiça, cantada e decantada pelas vitimas nada mais é do que o demonstrativo de que estamos mais sozinhos nesse plano do que imaginamos. Pode-se até dizer que Deus continua a descansar &quot;no sétimo dia&quot; e, que nunca vai acordar. Nos deparamos, dia após dia, com crimes nunca antes imaginados, com mães matando filhos, pais estrupando filhas de tenra idade, irmãos ferindo um ao outro e, a violência se estende em todos os cantos de nossa sociedade. O mecanismo de contenção não mais funciona e, o poder judiciário caótico se emperra enquanto o ser humano padece. O governo que, em tese, é o responsável pela garantia dos direitos constitucionais é gerido por indivíduos sem escrúpulos, que alimentam as contas bancarias com o dinheiro publico. O ser humano, o homem comum, padece. Diante de tantas crises o imediatismo vem à tona e, se criam Leis para o momento, para atender uma situação, mas, não se cria o que poderia servir de lastro para uma política publica que atenda a população. É o caso do menos infrator. Com uma pena nunca superior a três anos é colocado, quando condenado, em uma instituição onde o despreparo do profissional que ali atende prejudica mais do que ajuda. Fala-se então em diminuição da idade para que o menor responda como se maior fosse e, se isso adiantasse é certo que o índice de crimes, cometidos por maiores, já teria caído. Na minha condição de operador do direito, modestamente, acredito que o menor deve, em qualquer tempo e em razão do crime, responder a um processo e, que deve ser julgado como se maior fosse. Todavia, antes disso há que se aparelhar os presídios com profissionais de quilate, com cárceres onde o ser humano possa ali ser encarcerado de forma digna. Isso é o mínimo. Tem-se ainda que movimentos imperioso existem no sentido de que a justiça seja feita, não a justiça que atenda uma família ou um indivíduo, mas a justiça que advém da constituição e, da norma congente. Fala-se na inexistência de políticas publicas que possam amparar o menor infrator como, na verdade, fosse isso a solução. O governo, por sua vez, lança programas a bolsas na expectativa de que isso diminua a pobreza e, via de consequência, venha a eliminar ou a diminuir o crime. Não é assim. Falta ao governo o medo. Sim o medo de que o governante ao usar indevidamente do dinheiro publico responda nos termos do fato cometido. Daí, faltam os recursos para a saúde, para a educação, para a segurança publica e, mais, faltam recursos que deveriam existir para a construção e aparelhaemto dos órgãos de contenção dos criminosos e, dos menores infratores. O que fazer então, diante da baderna generalizada que se instaura em todos os cantos de nossa nação? A policia se encontra indefesa diante de manifestantes profissionais que comandam a turba sem qualquer educação. O homem de bem padece. Não precisamos de mais leis, precisamos sim de um mecanismo sério de aplicação da justiça. Enquanto isso não acontece vamos sim vivendo, sob o pálio do medo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/6517673298064133861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/6517673298064133861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2014/03/opiniao.html' title='OPINIÃO '/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-4151925894671543154</id><published>2014-03-08T16:57:00.002-08:00</published><updated>2014-03-08T16:57:35.079-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
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&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
É com imenso prazer e grande responsabilidade que trago a baila o primeiro artigo da coluna Pensando Direito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Muito formal?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Talvez.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Melhor tentar um vocabulário menos pomposo e mais legal. Que ai quem tem preguiça de buscar no dicionário o significado de algumas palavras utilizadas pelos operadores do direito, (esse que vos escreve. Eu!) vai entender a mensagem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
É complicado escolher um tipo de linguagem para ser usada nesses textos, então ela pode variar, ser mais formal em razão do assunto ou mais descolada por causa da noticia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Os textos, que muito provavelmente serão semanais, não tem a pretensão de convencer ninguém de nada. Criticas, sugestões e duvidas serão atendidas na medida da possibilidade e conveniência de cada uma delas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Como sou advogado, os temas recorrentes serão o Judiciário e suas decisões, a justiça e seu aspecto social e, porque não, sentimental.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
De toda forma, e por não saber por onde começar, vamos dar seguimento a partir do descontentamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Em um país onde a maioria tem rabo preso, poder falar o que se pensa é privilegio de alguns. Privilegio esse que as vezes&amp;nbsp; não é exercido por medo de não saber no rabo de quem vai se pisar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Vivemos numa democracia, mas se analisar com mais atenção, enxergaremos a ditadura do medo, da dissimulação e da desinformação que age às escuras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
É assim no país, é assim na cidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
O Iluminista Voltaire, um dos mais famosos idealistas do mundo certa vez&amp;nbsp; disse algo mais ou menos assim: “Não concordo com o que dizes, mas defenderei até a morte vosso direto de dizeres”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Então, que assim seja. Sem rabo preso e com muito a dizer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Não deixem de acompanhar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/4151925894671543154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/4151925894671543154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2014/03/e-com-imenso-prazer-e-grande.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-1123727956751785348</id><published>2014-03-08T16:22:00.000-08:00</published><updated>2014-03-08T16:22:59.355-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
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&lt;img align=&quot;center&quot; class=&quot;noticia-img borda-radius-5px&quot; src=&quot;http://www.patosagora.net/fotos/noticias/39f415ce95a842d0cfd21d9971d4d995_E.jpg&quot; style=&quot;border-bottom-color: rgb(153, 153, 153); border-bottom-left-radius: 10px; border-bottom-right-radius: 10px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 3px; border-left-color: rgb(153, 153, 153); border-left-style: solid; border-left-width: 3px; border-right-color: rgb(153, 153, 153); border-right-style: solid; border-right-width: 3px; border-top-color: rgb(153, 153, 153); border-top-left-radius: 10px; border-top-right-radius: 10px; border-top-style: solid; border-top-width: 3px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; padding-right: 3px; padding-top: 3px;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Patos agora vive uma onda de violência. Temos em nosso meio praticamente todas as mazelas que antigamente eram exclusividade dos grandes centros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Patos tem pressa, mas ao que parece, não tem rumo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
O numero de homicídios vem aumentando gradativamente à medida que os anos passam e seus motivos, que antes podiam até ser chamados de nobres (defesa da honra, de terceiros, etc), hoje são totalmente vis, pois ocorrem em razão de uma disputa que até hoje imprensa e autoridades insistem em ignorar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Os furtos que também vem aumentando e os roubos cada vez mais ousados estão diretamente ligados às drogas, mais especificamente ao crack. Que é um problema de saúde publica e não um problema de segurança publica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
A policia tenta fazer sua parte, e muitas das vezes faz. Mas exigir daqueles homens e mulheres que sejam onipresentes é demais. Falta estrutura, falta equipamento, falta estimulo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Os problemas de uma cidade são os problemas de todas as cidades. Enfrentamos a criminalidade em razão da falta de oportunidade para aqueles que nascem e vivem e situações extremas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Só nos falta explodirem um caixa eletrônico para completar a tríade do titulo, uma vez que até justiceiros nós temos por aqui.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
É meus amigos, aquela imagem de um rapaz acorrentado em um poste no Rio de Janeiro que foi capa de revista e circulou o mundo só não se repetiu aqui porque não deu tempo de amarrar o ladrão (que era viciado em crack) ao poste antes da policia chegar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Por coincidência, esse ladrão, já homem feito, quase um senhor, que havia acabado de roubar um celular de uma atendente de uma determinada loja no centro da cidade foi perseguido por cidadãos e contido exatamente em frente ao fórum, do outro lado da rua.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Isso é certo? Os justiceiros de Patos e do Brasil agiram corretamente ao segurar o ladrão até a policia chegar?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
A resposta é: SIM.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
O Código de Processo Penal em seu artigo 301 traz a seguinte regra: &quot;Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Mas vale lembrar que a prisão não significa pena instantânea. Não pode o cidadão, sob o risco de se equiparar ao ladrão (e ainda ser responsabilizado por isso), espancar e maltratar aquele que foi flagrado praticando crime.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Porque mesmo aquele preso em flagrante não pode ser considerado culpado até o transito em julgado de uma sentença penal condenatória. E em caso de abuso no momento da prisão, este poderá até ser usado para pedir sua anulação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Não se enganem. Não existe diferença entre um ladrão que rouba um celular e outro que desvia milhões que deveriam ser aplicados na melhoria da sociedade. Ambos são ladrões e ambos devem pagar por seus crimes. De forma justa, com a assistência de um advogado onde este, e tão somente ele, pode garantir ao acusado um julgamento justo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Valorizem os advogados, pois, apesar da má fama, são eles que socorrem os desesperados e garantem a todos um julgamento justo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
O advogado desmoralizado e mal remunerado é o sonho de todo governo. Porque sem advocacia não existe garantias de que os direitos dos cidadãos de bem ou não, sejam respeitados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: MyriadProRegular; font-size: 14px; margin-top: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;
Sejam justiceiros, mas de si mesmos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/1123727956751785348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/1123727956751785348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2014/03/patos-agora-vive-uma-onda-de-violencia_8.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-6599042214314838623</id><published>2013-01-29T06:03:00.001-08:00</published><updated>2013-01-29T06:03:48.544-08:00</updated><title type='text'>Abaixo-assinado CÂMARA DE PATOS DE MINAS CONTRATA ASSESSORES</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2013N35313&quot;&gt;Abaixo-assinado CÂMARA DE PATOS DE MINAS CONTRATA ASSESSORES&lt;/a&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/6599042214314838623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/6599042214314838623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2013/01/abaixo-assinado-camara-de-patos-de.html' title='Abaixo-assinado CÂMARA DE PATOS DE MINAS CONTRATA ASSESSORES'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-4989561058036095492</id><published>2012-10-24T10:34:00.000-07:00</published><updated>2012-10-24T10:35:04.396-07:00</updated><title type='text'>A ilegalidade da prisão em flagrante em detrimento da inviolabilidade domiciliar.</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
POR ERNANI SPAGNUOLO&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
O artigo 5°, inciso XI, da CF de 1988 traz o seguinte:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Interpretando referida norma constitucional o STF já decidiu que&amp;nbsp;&lt;em&gt;&quot;qualquer compartimento habitado, qualquer aposento ocupado de habitação coletiva e qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Nesse sentido, através de uma interpretação garantista do preceito constitucional, nosso tribunal máximo estendeu a inviolabilidade domiciliar a outros lugares que não a casa do individuo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
E assim o fez, a fim de garantir as liberdades individuais e os direitos que dela decorrem no texto constitucional, pois assim se protege o direito a intimidade, a privacidade, à honra entre outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Ainda interpretando a regra constitucional a respeito da inviolabilidade domiciliar, tem-se que o legislador previu cinco exceções capazes de mitigar referida garantia constitucional.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
São elas:&amp;nbsp;&lt;em&gt;consentimento do morador, em casos de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou ainda, durante o dia, por determinação judicial.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Referidas exceções são de clareza solar, não exigindo muito do interprete para entendê-las.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Porém, o que se verifica no cotidiano, em especial nas pequenas cidades do interior e provavelmente nas periferias dos grandes centros é o desrespeito aos preceitos constitucionais quando da prisão de determinadas pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Explico: Em geral, quando a Policia Militar, no uso de suas atribuições legais, prende determinado individuo, antes de apresentá-lo a Autoridade Policial, acaba levando-o até a sua residência onde é realizada uma busca atrás de materiais ilícitos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Como noticiam diariamente, tais buscas acabam por encontrar drogas e armas de fogo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Porém, pergunta-se. Tais buscas são legais?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
A principio poder-se-ia argumentar sobre a existência do crime permanente previsto no artigo 303 do Código de Processo Penal que traz o seguinte:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;em&gt;Art. 303 Nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
É pacifico na doutrina e na jurisprudência que os crimes permanentes, dado a sua natureza, permitem o flagrante a qualquer tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Porém, é necessário ter em mente que não se justifica o desrespeito a uma garantia constitucional com o fim atingido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Seria algo como se os meios justificassem os fins quando, em verdade, se tem que os fins nunca justificam os meios.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
A principio cumpre analisar que no caso acima o flagrante só se justificaria caso o agente do Estado tivesse a plena convicção previa do estado de flagrância existente no domicilio do suposto autor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Pois, vejamos:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Normalmente, na mente do agente ocorre o seguinte:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Vou até sua residência desse sujeito que prendi (por qualquer que tenha sido o motivo) e lá dou uma busca, caso encontre alguma coisa a invasão do domicilio se encontra justificada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
São várias as vezes que a situação acima descrita ocorre no dia a dia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Porém, admitir tais ações e ainda entender legais as provas dali extraídas seria dar uma interpretação restritiva ao direito fundamental de inviolabilidade de domicilio, haja vista que tal situação é extremamente desfavorável ao acusado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Tem-se que por mais que o sujeito tenha sido preso em flagrante delito por qualquer tipo de crime, não se encontra em flagrante delito em sua residência, sendo que a invasão se deu antes da constatação do flagrante, que ocorrerá tão somente caso seja encontrado algum objeto ilícito e ainda ligado a qualquer dos crimes permanentes elencados em nossos diplomas penais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Cumpre analisar ainda, que admitir a presente interpretação restritiva do artigo 5°, XI, seria incentivar a pratica de crimes pelos agentes do Estado, haja vista que, é mais comum do que conseguimos comprovar, a figura do flagrante forjado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
A saber, a autoridade policial realiza a prisão de um infrator na rua. Após dirigirem até sua residência lá nada encontram. Porém, a fim de justificar o abuso de autoridade quando da invasão domiciliar, acabam por plantar pedras de crack e outras drogas e, em casos mais graves até armas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Tal conduta não advém da personalidade criminosa dos agentes do Estado, ao contrario, advém justamente da necessidade que os mesmos têm de cumprir fielmente seu oficio, pois nos casos em que nada encontram, sujeitam-se as penas da lei por desrespeito as normas constitucionais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
A resolução do impasse é extraída da própria constituição. Efetuou-se a prisão de alguém e, ainda existindo a necessidade de proceder buscas na residência do individuo deveria o agente de policia pleitear a autorização judicial cabível para resguardar sua atuação bem como se eximir de qualquer responsabilidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Porém nosso sistema jurídico não comporta a expedição de mandados judiciais em tempo hábil o suficiente a não embaraçar os serviços de patrulhamento preventivo exercido pelos agentes do Estado o que, acaba os levando a situações a margem da lei.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Os defensores da segurança publica podem torcer o nariz para os argumentos supra, porém, analisando e interpretando o art. 5°, XI, CF/88 de modo sistemático, teleológico e histórico, somente tem cabimento falar-se em prisão em flagrante, quando, efetivamente, se verifica presencialmente a prática de delito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Admitir as provas conseguidas pelos Agentes de Policia em detrimento a observância dos preceitos legais é uma afronta ao Estado Democrático de Direito e uma saudação aos tempos áureos da Ditadura e dos Estados Policiais.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/4989561058036095492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/4989561058036095492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2012/10/a-ilegalidade-da-prisao-em-flagrante-em.html' title='A ilegalidade da prisão em flagrante em detrimento da inviolabilidade domiciliar.'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-5040636625487386705</id><published>2012-10-24T10:30:00.001-07:00</published><updated>2012-10-24T10:30:07.131-07:00</updated><title type='text'>EU SOU CONTRA A ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
EU SOU CONTRA A ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ERNANI SPAGNUOLO.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Fernando Pessoa, um dos meus preferidos certa vez escreveu:&amp;nbsp;&lt;em&gt;“O amor é que é essencial. O sexo é só um acidente. Pode ser igual ou diferente”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
A união homoafetiva não tem previsão na legislação brasileira, bem como não há vedação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Instado a se manifestar através da Ação Direta de Inscontitucionalidade (ADI) 4277e a Ação de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132 o Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade a União Homoafetiva como entidade familiar, conferindo-lhe todos os efeitos jurídicos previstos para União Estável.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Acredito que em razão da liberdade de pensamento que vivenciamos nesse século XXI, essa decisão do Supremo se adéqua perfeitamente a realidade do povo brasileiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Após muitos anos de repressão moral e algumas vezes até mesmo físicas, os homossexuais atualmente se sentem mais a vontade de assumir sua sexualidade frente à família e a sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Apesar de ainda enfrentarem certos problemas, é fato que as coisas são bem diferentes do que eram há alguns anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Primeiro conquistaram o respeito da maioria da população através de inúmeros movimentos de conscientização que acabaram por se tornar eventos internacionais tal qual a parada gay de São Paulo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Nada mais justo do que o próximo passo fosse o reconhecimento dos demais direitos a que fazem jus. Dentre eles, o da adoção.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
É notória a quantidade de crianças vivendo em situação de abandono ou mesmo em situações precárias nos diversos lares de adoção que existem espalhados pelo País.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
É mais certo ainda que um casal homossexual pode e poderia criar um filho tão bem e, às vezes até melhor do que um casal heterossexual.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Porém, na minha opinião, a base de uma sociedade moderna é a família tal qual foi instituída há quase dois mil anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Sem entrar em qualquer discussão religiosa, mesmo porque não acredito que alguém vá para o inferno só por ser homossexual, a adoção de uma criança de terna idade por um casal homossexual acaba por retirar daquela criança o seu direito de escolha em relação a sua própria sexualidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Não sei se alguém nasce gay ou se vira gay no decorrer da vida. O que eu sei é que uma criança começa a desenvolver sua sexualidade por volta dos 12 anos. Sendo que o termo “sexualidade” nos remete a um universo onde tudo é relativo, pessoal e muitas vezes paradoxal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Pode-se dizer que é característica mais íntima do ser humano e como tal, se manifesta diferentemente em cada indivíduo de acordo com a realidade e as experiências que o mesmo vivencia&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
No caso de uma criança criada por pais heterossexuais, a criança tem a oportunidade de descobrir ou mesmo escolher de qual sexo gosta. Enquanto uma criança criada por pais homossexuais cresceria achando tudo muito normal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Seria criada, obviamente, com a liberdade necessária para que pudesse escolher. Mas essa escolha já estaria definida haja vista que estamos lidando com seres humanos que nada mais são do que o produto do meio em que vivem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16.5px;&quot;&gt;
Razão pela qual, ao meu ver, seria injusto sujeitar tais crianças a &quot;experiências formadoras&quot; diversas daquelas que comprovadamente mantiveram a sociedade organizada até então.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/feeds/5040636625487386705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5424087400444200737/5040636625487386705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5040636625487386705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5040636625487386705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2012/10/eu-sou-contra-adocao-por-casais.html' title='EU SOU CONTRA A ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-4322719974312247100</id><published>2011-06-20T10:12:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:12:10.782-07:00</updated><title type='text'>MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL</title><content type='html'>Na Comarca de Patos de Minas os Senhores Promotores, em conjunto, emitiram Recomendação ao Senhor Delegado de Trânsito no sentido de que os bens, veículos e aparelhagens de som, apreendidos tão somente sejam liberados por ordem judicial. Inconformados com a Recomendação que fere, indubitavelmente, a Lei impetramos Mandado de Segurança cuja cópia aqui é lançada sendo que a história ainda continua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejamos a peça:&lt;br /&gt;
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE PATOS DE MINAS – MG&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
   MARCIO SPGANUOLO SOUZA, brasileiro, casado, advogado. inscrito na OAB/MG sob o nº 34.124, filho de Ernani Souza e Clélia Spagnuolo Souza, inscrito no CPF sob o nº 287.600.346-53 e, ERNANI RABELO SPAGNUOLO SOUZA, brasileiro, solteiro, advogado, inscrito na OAB/MG sob o numero 114.730 filho de Marcio Spagnuolo Souza e Bernadete Rabelo Spagnuolo Souza, inscrito no CPF sob o nº 052.233.846-10, ambos residentes e domiciliado nesta cidade na Av. Getulio Vargas 272, Centro, CEP 38.700-128,  em causa própria, vem mui respeitosamente a presença de V. Exa., per si, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tendo, como Autoridades Coatoras os Senhores PROMOTORES DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS que editaram a RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL N° 01/11, notadamente os Senhores Doutores PAULO CESAR DE FREITAS, VANESSA DOSUALDO FREITAS, PAULO HENRIQUE DELICOLE E MARCELO AZEVEDO MAFFRA, Promotores de Justiça das Promotorias Criminais, Meio Ambiente e da Coordenaria Regional de Meio Ambiente, respectivamente e, o SENHOR DELEGADO DE POLÍCIA DA DELEGACIA ESPECIALIZA DE TRANSITO DO MUNICÍPIO DE PATOS DE MINAS, que será encontrado na referida “Depol”, situada nesta cidade Rua Carajás, 461, Bairro Caiçaras, CEP 38.702-188que poderão ser Notificados no Município de Patos de Minas, à Rua Major Gote, 1022, 7° andar, Centro, Nesta Cidade, CEP 38700-001, pelos fatos e fundamentos a seguir:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DO CABIMENTO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Indiscutível, data maxima venia, o cabimento do presente remédio processual uma vez que se pretende discutir direito liquido e certo não amparado por Habeas Corpus ou Habeas Data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  A lei 12016/2009 que disciplina o mandado de segurança é clara em seu artigo 1°. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                    Vejamos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1o  Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Bem, justifica-se a necessidade de provimento liminar por ocasião da proximidade de eventos festivos nos quais a probabilidade do impetrante ver-se privado de seus bens, ferido em seu direito é eminente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Fato é que, o DIREITO LIQUIDO E CERTO, exigido pelo dispositivo supracitado consubstancia-se no direito a restituição imediata sem necessidade de ordem judicial, em caso de apreensão de veiculo de propriedade do impetrante equipado com instrumento de som, por infração ao artigo 42 da Lei de Contravenções Penais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Já a VIOLAÇÃO DO DIREITO, mais especificamente o justo receio de sofrê-la por parte de autoridade concretiza-se na possibilidade – que em verdade trata-se de certeza – de recusa de restituição do veiculo e equipamento de som apreendido, por parte da Autoridade Policial exigindo-se então autorização judicial para tanto uma vez que existe Recomendação Ministerial nesse sentido (doc.j.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ABUSO DE PODER OU ILEGALIDADE da postura adotada pela digna Autoridade Policial esta caracterizado pela recusa em proceder a restituição, por termo, ao proprietário do bem apreendido exigindo autorização judicial para tanto, fato este que, por sua vez, não encontra respaldo na Lei Processual Penal que prevê, expressamente, a restituição imediata pela AP dos bens apreendidos, não necessitando de Ordem Judicial e, na falta de Norma cogente, se arvora na dita Recomendação Ministerial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DA COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Em que pese um primeiro remédio processual nos mesmos moldes deste, impetrado por James Diógenes dos Santos, ter este r. Juízo declinado sua r. competência para o Juizado Especial desta Comarca, smj, tal posicionamento não merece prevalecer no caso em tela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Bem se sabe que a lei 9.099/95 prevê expressamente a competência dos Juizados Especiais, sendo que há na própria lei rol taxativo que impede a apreciação do mandamus por aquela corte especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Tem-se que a discussão aqui gira em torno não de uma contravenção penal como entendeu o Ilustre Magistrado naquele caso, ao declinar da competência, mas, sim de uma ilegalidade advinda de ato praticado pelo Ministério Publico Estadual na qual o Ilustre Delegado de Policia se arvora para cumprir seu trabalho, muito embora tal medida esteja frontalmente contra a Norma Legal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ademais, nos Juizados Especiais não pode figurar no Pólo Passivo o Estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Bem se sabe que no dia 03/03/2011 foi distribuído o referido mandamus sendo que, somente um mês após a sua distribuição, especificamente no dia 06/04/2011 este foi remetido ao Juizado Especial tendo sido redistribuído no dia 13/04/2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Tem-se que diante da impossibilidade do Juizado Especial de apreciar o referido mandamus, este foi redistribuído como Petição Comum, fazendo com que seu julgamento seguisse o rito das ações cíveis sumarias que são propostas no JESP para arrepio da Lei. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Tal procedimento afrontou, data venia, como afronta, completamente o instituto do Mandado de Segurança que prevê uma solução rápida para casos específicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caso semelhante foi ajuizado quando este r. Juízo se deu por incompetente, mas, concessa venia, não procede tal entendimento, pois, se levarmos em conta que se trata de crime ambiental, a pena imposta não se enquadra no rol daquelas que podem ser aplicadas no Juizado Especial e, mais, o que se depreende è um total descaso do Poder Judiciário, data venia, em relação ao Direito do cidadão o às custas de um entendimento coercitivo e, sobretudo, abusivo, oriundo da vontade dos Senhores Promotores de fazerem justiça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme se depreende através da leitura dos documentos juntados, o MM. Juiz do Jesp ao analisar a liminar postulada, em mandado semelhante, arvora-se na Lei 9.605 utilizando-se do disposto no Art. 54, a fim de justificar o indeferimento da liminar ali postulada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, está ao citar referido Artigo como fundamento de sua r. decisão reconhecendo a incompetência do Juizado para o julgamento do presente feito uma vez que, como patente está, a matéria ali avençada extrapola os limites fixados para competência dos juizados, na Lei 9099, que prevê o julgamento de crimes com penas iguais ou inferiores a dois anos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DO MERITO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  O presente remédio processual visa corrigir ilegalidade oriunda da Recomendação Ministerial que serve de esteio ao Ilustre Delegado de Policia para que não seja feita a restituição de bens apreendidos, especificamente veículos e sons que possa estar infringindo a Lei das Contravenções Penais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Bem sabido que, em nosso ordenamento jurídico, a restituição da coisa apreendida pode ser feita pelo Delegado de Policia mediante termo, ainda mais as que são objetos de Contravenção Penal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  E assim era feito, desde que se provasse a propriedade sobe a coisa e, assinava-se o termo de compromisso de comparecimento ao Juizado Especial e, caso os documentos e impostos do veiculo estivessem de acordo com determinação legal o veiculo, juntamente com o som era restituído ao seu proprietário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Porém, entrou em vigor no dia 01 de fevereiro de 2011 uma Recomendação Ministerial, editada em conjunto pelos Promotores de Justiça desta Comarca, no sentido de, segundo a RECOMENDAÇÃO, coibir os abusos cometidos ao sossego alheio e, ao meio ambiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Esta recomendação traz em seu bojo um dispositivo que afeta diretamente direito liquido e certo dos impetrantes, qual seja, o direito de terem seus veículos restituídos, em caso de infração à Lei de Contravenções Penais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Segundo o texto da recomendação, ali se reza que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“7) quando os aparelhos de som estiverem acoplados em veiculo automotor, o proprietário poderá requerer a sua restituição judicial, desde que permaneçam apreendidos os instrumentos sonoros, que ficarão à disposição da Justiça enquanto interessar à investigação criminal e ao processo-crime”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  O trecho supracitado impede que os impetrantes efetivem seu direito a restituição do bem apreendido pela Autoridade Policial, bem como condiciona sua restituição à autorização judicial desde que permaneçam apreendidos os instrumentos sonoros o que por si, já é um absurdo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Tem-se então que, o Ministério Publico extrapolou, data venia, suas funções ao querer legislar sobre a restituição de bens apreendidos, atitude esta que exaspera em muito a função Ministerial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Não somente este vicio se apresenta vez que, de acordo com a Autoridade Policial competente, o Poder Publico não se incumbirá de proceder a desinstalação do som para que o veiculo fosse, ou seja liberado em caso de nova apreensão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  O que se extrai dessa situação é uma antecipação de uma pena de confisco e, quase perdimento, inadmissível no caso de contravenções penais, sob o fundamento de que os objetos apreendidos ainda interessam ao processo, cabendo, smj, tal decisão exclusivamente ao Juiz de Direito, se previsão legal existir, é evidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Analisando os dispositivos jurídicos aplicáveis ao caso concreto temos que a Lei das Contravenções Penais traz em seu preceito inaugural o seguinte:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Aplicam-se as contravenções penais as regras gerais do Codigo Penal sempre que a presente lei não disponha de modo diverso”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  E ainda, a exposição de motivos da LCP oriunda da boa estirpe de Francisco Campos já mencionava, em seu item I, que na parte geral da lei:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“é inicialmente declarado que, salvo as suas próprias disposições em contrario se aplicam às contravenções as regras do Código Penal”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Temos então o Principio da Especialidade, que se aplica aos termos abrangidos pela lei especial e, o Principio da Subsidiariedade aplicado a parte geral para as omissões. &lt;br /&gt;
   Nota-se, desde logo, que a Lei das Contravenções Penais, intencionalmente, deixou de disciplinar algumas questões, preferindo adotar a normatização já existente no Decreto•lei nº 2.848/40 (Código Penal). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
   Tal medida é de boa técnica, ate mesmo pela extrema inconveniência em ficar repetindo normas gerais, cuja subsidiariedade se presume.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
   Dessa maneira ficam excluídos quantos as contravenções os preceitos do Código Penal sobre territorialidade, o elemento subjetivo, acerca da punição da tentativa, sobre as penas, a reincidência, o erro de direito, o limite das penas, sobre penas acessórias e medida de segurança uma vez que tais matérias são disciplinadas por normas da lei especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Assim, e por simples prosseguimento desse raciocínio, todos os outros temas tratados na parte geral do Código Penal devem ter aplicação quando se trate de contravenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Por exemplo, aplicam-se às contravenções os princípios da legalidade e anterioridade da lei, consagrados desde muitas décadas consoantes os artigos 1° e 2° do Código Penal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Ainda, aplicam-se às contravenções penais as excludentes de antijuridicidade, os preceitos sobre imputabilidade penal, acerca do concurso de pessoas, sobre a conversão da pena pecuniária em pena privativa de liberdade, sobre os critérios para fixação da pena, passando pelas circunstâncias atenuantes e agravantes, suspensão condicional da pena, reabilitação e, por fim, extinção da punibilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Muitos desses dispositivos, tem em seus enunciados, a expressão crime, e nem por isso a doutrina e a jurisprudência fazem qualquer reserva a sua inteira aplicabilidade às contravenções penais, pois, tratam de dispositivos de orientação e não de restrição.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  O “silêncio” da Lei de Contravenções Penais sobre os efeitos da condenação é reflexo de que o legislador confiou na força emergente de seu artigo inicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Por estas razões, negar a Subsidiariedade das normas gerais do Código Penal quanto às contravenções, em matérias omissas da lei especial é negar ao artigo 1° da Lei de Contravenções Penais em plena vigência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
   Analisando então os preceitos gerais aplicáveis ao caso concreto temos no Código Penal o seguinte artigo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 91 - São efeitos da condenação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: &lt;br /&gt;
a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito;&lt;br /&gt;
b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.&lt;br /&gt;
  Em duas oportunidades o legislador utilizou-se do vocábulo crime que, por questão de regramento jurídico, não pode ser interpretado extensivamente, a fim de englobar as contravenções penais, o que por si, ofenderia preceitos básicos do direito penal.&lt;br /&gt;
  Preceitos esses que encontram respaldos na interpretação restritiva das normas prejudiciais e na proibição da analogia em malam partem por parte dos Cultos Julgadores.&lt;br /&gt;
  É de conhecimento que toda norma jurídica tem elementos de caráter gramatical (também chamados de literais, semânticos ou filológicos) e de caráter lógico.&lt;br /&gt;
  A boa interpretação passa, e deve passar por um e outro, com a soma das observações, em todos os quais atinentes.&lt;br /&gt;
  Sobre o prisma gramatical analisam-se as palavras e seu conteúdo intrínseco notadamente para definir sua precisa significação.&lt;br /&gt;
Justifica-se o cuidado, porque a cada palavra pode ter significado unívoco ou equívoco, vulgar ou técnico.&lt;br /&gt;
  A análise dos elementos lógicos completa o estudo literal com a adição dos elementos extrínsecos, de caráter lógico propriamente dito, histórico, teleológico e sociológico.&lt;br /&gt;
  Com o exame conjunto de todos os elementos da norma se obtêm a melhor interpretação. Assim, temos a ratio legis, que reúne os motivos determinantes da promulgação da lei, a intentio legis, indicativa da intenção do legislador e a occasio legis que mostra os elementos históricos contemporâneos à criação da lei.&lt;br /&gt;
  A este propósito já ensinava Ulpiano:&lt;br /&gt;
  “Verbum ex l egibus , sic accipiendum est  tam est legum sententia, quam ex verbis”, que vale dizer: “O Sentido das leis se deduz tanto do espírito como da letra respectiva”.&lt;br /&gt;
  Entretanto, se um houver de prevalecer entre todos os métodos gramaticais e lógicos, é mais racional e razoável que sejam estes últimos, posto que a analise do texto legal, quando restrita aos elementos extrínsecos da norma é o meio mais certo para a má interpretação.&lt;br /&gt;
  Carlos Maximiliano arremata dizendo: “Nunca será demais insistir sobre a crescente desvalia do processo filológico”.&lt;br /&gt;
  Como bem se sabe tem plena vigência e aplicação o artigo 1° da Lei de Contravenções Penais.&lt;br /&gt;
  Então, as decisões que futuramente buscarão amparo nos preceitos do artigo 91 do Código Penal, para buscar em favor do Estado o confisco de bens, se extensíveis às contravenções penais são claramente eivadas de vicio.&lt;br /&gt;
  Tem-se, portanto, diante das ponderações retro evidenciadas, então solucionado o problema lógico jurídico que justifica ao seu modo, a impetração do presente mandamus que, agora se revela da seguinte forma:&lt;br /&gt;
DO DILEMA &lt;br /&gt;
  Como é possível que um bem apreendido possa interessar ao processo sendo que:&lt;br /&gt;
1. Não será necessária pericia uma vez que o tipo penal em contento enseja, de acordo com a lei, aferição imediata no local do fato através de decibelímetro e, mesmo não sendo tal aferição realizada através do aparelho não há, de acordo com a recomendação ministerial, impedimento para a apreensão do bem, uma vez que pode ser demonstrado o fato delituoso através de outros meios de prova.&lt;br /&gt;
2. Mesmo em caso de condenação, imperiosa seria a restituição do bem uma vez que ele não se enquadra nas hipóteses legais de confisco e ou perdimento.&lt;br /&gt;
• A uma, porque apesar de constituírem instrumentos de contravenção, não consiste em coisa cujo fabrico, alienação, uso, porte, ou detenção constitua fato ilícito e,&lt;br /&gt;
• A duas, porque não se trata de produto de crime ou de proveito tido em razão de fato criminoso.&lt;br /&gt;
  Exemplo clássico que pode ilustrar o presente caso é o da apreensão de arma branca, cujo porte é considerado contravenção penal.&lt;br /&gt;
  Até mesmo essa arma branca (faca, facão, etc) deverá ser restituída ao final do processo, mesmo em caso de condenação, desde que não seja produto (adquirido com proventos oriundo de crime) ou instrumento (utilizado) do crime. &lt;br /&gt;
   O que se pretende demonstrar então, MM. Juiz, é que a Recomendação Ministerial que esta sendo adotada pelo Delegado de Policia é revestida de vicio, pois, que se baseia no artigo 118 do Código de Processo Penal abaixo transcrito:&lt;br /&gt;
Art. 118.  Antes de transitar em julgado a sentença final, as coisas apreendidas não poderão ser restituídas enquanto interessarem ao processo.&lt;br /&gt;
  A expressão “coisas apreendidas” que interessam ao processo deve ser compreendida em analise com o artigo 91 do Código Penal, uma vez que é ele aplicado subsidiariamente à LCP.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Ou seja, coisas que interessam ao processo são aquelas que poderiam ser objeto de pericia a fim de verificação da infração ou, que poderiam ser objeto de confisco ou perdimento em favor do Estado por serem instrumentos ou proventos de crime.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Nos demais casos não abrangidos pelas situações acima se perfaz direito liquido e certo do impetrante, qual seja: - sua restituição automática pela autoridade policial nos moldes do artigo 120 do Código Penal desde que indubitavelmente comprovada a propriedade do bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Desse modo é certo dizer que se a Lei de Contravenções Penais não cuidou dos efeitos da sentença condenatória, resta evidente que nessa parte se aplicam as regras gerais do Código Penal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Se fosse outra a vontade do legislador, por certo teria expressado na LCP. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
   Por exemplo, quis ele que as penas acessórias não se aplicassem aos delitos tal como estavam previstos no Código Penal. Então tratou de discipliná-las de modo diverso (art. 12, LCP).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  É claro então que se o legislador permaneceu silente sobre os efeitos da condenação é lógico que, confiante na força emergente do artigo 1° da LCP, previu que nenhum Juiz deixaria de observar as disposições da Parte Geral do Código Penal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Entendeu como supérflua a repetição no texto de normas previstas em outra legislação que expressamente mandou aplicar, sendo que a expressão “crime” no Código Penal deve ser interpretada restritivamente não devendo ser ampliada para abarcar as Contravenções Penais sob pena de incorrer o julgador em uma analogia in malam partem o que, por sua vez, trata-se de medida com aplicação impossível no Direito Penal moderno, pois este é defensor do Princípio da Reserva Legal, e ademais, em matéria de Lei que restringe direitos não se admite analogia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CONCLUSÃO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Está eivada de vicio que atinge direito liquido e certo dos impetrantes a Recomendação Ministerial que ao prever – “quando os aparelhos de som estiverem acoplados em veiculo automotor, o proprietário poderá requerer a sua restituição judicial, desde que permaneçam apreendidos os instrumentos sonoros, que ficarão à disposição da Justiça enquanto interessar à investigação criminal e ao processo-crime”— acaba por impossibilitar os impetrantes de efetivarem direito de restituição imediata pela Autoridade Policial, de bem apreendido, seja ele o veiculo ou o som.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  O vicio se encontra no fato de que, a recomendação se arvora no artigo 118 do Código de Processo Penal que prevê que as coisas apreendidas de interesse do processo e, objetos de crime, não poderão ser restituídas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Indiscutível o fato de que as coisas que interessam ao processo são aquelas que, linhas volvidas, eventualmente poderiam sofrer uma pericia ou que são produtos de crime ou ainda, instrumentos do crime.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DE CRIME, NÃO DE CONTRAVENÇÃO PENAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  E sobre a possibilidade de necessidade de pericia esta se demonstra inócua, vez que a contravenção que eventualmente poderia ser praticada requer constatação imediata através de decibelímetro ou, outro meio de prova.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  E ainda as infrações previstas no CTB ou em qualquer outra legislação extravagante disciplinam o uso, sendo que a proibição não está em ter os equipamentos, mas usá-los em volume ou freqüência não autorizados pelo órgão de trânsito competente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Ou seja, desnecessária qualquer pericia no som vez que se presume praticado o delito quando da lavratura da autuação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  É assim o entendimento jurisprudencial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VEÍCULO DE PUBLICIDADE. POLUIÇÃO SONORA. BUSCA E APREENSÃO. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE POLICIAL PARA RETER O VEÍCULO E DETERMINAR A REGULARIZAÇÃO. Veículo de publicidade que trafega com som exageradamente elevado. Competência da autoridade policial para reter o veículo e determinar a respectiva regularização, conforme art. 228 do Código de Trânsito Brasileiro. Inócua a busca e apreensão na garagem da empresa proprietária do carro de som, já que o equipamento deve ter um controle instantâneo de som, só podendo ser flagrada a infração, quando em uso. Apelação impróvida à unanimidade. (Apelação Crime Nº 70008103178, Quarta Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Gaspar Marques Batista, Julgado em 19/08/2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Não sendo então, o som automotivo produto adquirido com proventos oriundos do crime, nem mesmo instrumento de crime e, sim de contravenção e, ainda não podendo seu perdimento ser decretado mesmo em caso de sentença condenatória por não preencher os requisitos necessários o ato do Senhor Delegado de manter apreendido o bem até que a Justiça delibere torna-se ilegal e, fere, indiscutivelmente, Direito líquido e certo, tanto de posse como de propriedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
   Imperioso se faz a concessão da presente segurança a fim de, caso os autores sejam abordados e encaminhados a delegacia, tenham efetivado o direito de restituição de coisas apreendidas, notadamente os veículos conduzidos, efetivado pela Autoridade Policial sem a necessidade de autorização judicial para tanto como, alias, consta do Codex Instrumental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DA BASE LEGAL DA RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Constituição Federal prevê que é dever do Ministério Público promover medidas necessárias à garantia dos direitos constitucionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as medidas que pode o parquet exercitar, na sua atividade de controle e fiscalização, por determinação infraconstitucional, está a &quot;recomendação&quot;. Assim estabelece o art. 6º, XX, da Lei Complementar Federal n. 75, de 20 de maio de 1993, que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 6º — Compete ao Ministério Público da União: (...); XX — expedir recomendações, visando à melhoria dos serviços públicos e de relevância pública, bem como ao respeito, aos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe promover, fixando prazo razoável para a adoção das providências cabíveis. (grifei)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A recomendação também se aplica ao Ministério Público dos Estados por força do art. 80 da Lei Federal n. 8.625, de 12 de fevereiro de 1993, Lei Orgânica Nacional do Ministério Publico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 27 — Cabe ao Ministério Público exercer a defesa dos direitos assegurados nas Constituições Federal e Estadual, sempre que se cuidar de garantir-lhe o respeito:&lt;br /&gt;
I — pelos poderes estaduais e municipais; (...)&lt;br /&gt;
Parágrafo único. No exercício das atribuições a que se refere este artigo, cabe ao Ministério Público, entre outras providências; (...)&lt;br /&gt;
IV — promover audiências públicas e emitir relatórios, anual ou especiais, e recomendações dirigidas aos órgãos e entidades mencionadas no &quot;caput&quot; deste artigo, requisitando ao destinatário sua divulgação adequada e imediata, assim como resposta por escrito. (grifei)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, a recomendação – repetimos – embora seja um documento de grande peso, não vinculam os destinatários. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hugo Nigro Mazzilli ensina:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora as recomendações, em sentido estrito, não tenham caráter vinculante, isto é, a autoridade destinatária não esteja juridicamente obrigada a seguir as propostas a ela encaminhadas, na verdade têm grande força moral, e até mesmo implicações práticas. Com efeito, embora as recomendações não vinculem a autoridade destinatária, passa esta a ter o dever de: a) dar divulgação às recomendações; b) dar resposta escrita ao membro do Ministério Público, devendo fundamentar sua decisão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partimos, pois, do princípio de que os agentes públicos agem de boa fé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partimos do pressuposto de que o Ministério Público é protagonista essencial ao processo democrático. Mas, sabendo das limitações e equívocos com que se constrói a opinião humana, por mais técnica e informada que pareça, entendemos que se Juízes erram – e erram muito mais do que seria desejável – Promotores de Justiça também erram.&lt;br /&gt;
E erram todos, muito mais, quando certas disputas passam a se preocupar mais com &quot;a arte da guerra&quot; do que com a construção da paz. Ou seja, muitas vezes, depois da refrega iniciada os combatentes seguem na arena, movidos mais pela inércia do combate, pela adrenalina do esforço, pelo crescimento da habilidade no manejo de armamentos, pela competição entre a competência dos arsenais, esquecendo-se do principal objeto da luta, de há muito, perdido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, resta deixar claro que não se discute no presente feito a validade da RECOMENDAÇÃO 01/2011, pois, esta é reconhecidamente desprovida de força normativa, mas, sim a violação de um Direito liquido e certo, praticado e, que poderá ser praticado pela Autoridade Policial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que se procura, então, através da Medida pleiteada é que a digna Autoridade Policial se abstenha de manter apreendida aparelhagem de som do impetrante e, sobretudo, manter apreendido o veículo que a conduz, EXIGINDO, para sua liberação AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, com base na RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL nº 01/2011 vez que, inclusive, a dita RECOMENDAÇÃO não tem força de Lei e, não obriga o destinatário a cumpri-la como, também, não pode restringir Direitos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Razão pela qual REQUER:  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 PRELIMINARMENTE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  - LIMINARMENTE seja deferida a presente segurança aos impetrantes para que, caso sejam conduzidos à delegacia de polícia por infração a Lei de Contravenções Penais, possam eles efetivarem o direito liquido e certo à restituição dos bens apreendidos pela Autoridade Policial sem necessidade de Autorização Judicial no sentido de que, caso sejam os aparelhos de som, existentes em seus veículos ou, em veículos conduzidos pelos mesmos, liberados mediante Termo assinado perante a Autoridade Policial, independente de ordem judicial, salvo se por outro motivo tais bens forem apreendidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  - Sejam as Dignas Autoridade, Promotores de Justiça do Estado de Minas Gerais, responsáveis pela edição da recomendação, Doutores PAULO CESAR DE FREITAS, VANESSA DOSUALDO FREITAS, PAULO HENRIQUE DELICOLE E MARCELO AZEVEDO MAFFRA, Promotores de Justiça das Promotorias Criminais, Meio Ambiente e da Coordenaria Regional de Meio Ambiente, respectivamente e, o SENHOR DELEGADO DE POLÍCIA DA DELEGACIA ESPECIALIZA DE TRANSITO DO MUNICÍPIO DE PATOS DE MINAS, que será encontrado na referida “Depol”, situada nesta cidade Rua Carajás, 461, Bairro Caiçaras, CEP 38.702-188que poderão ser Notificados no Município de Patos de Minas, à Rua Major Gote, 1022, 7° andar, Centro, Nesta Cidade, CEP 38700-001 NOTIFICADOS, respectivamente, à Rua Major Gote, 1022, 7° andar, Centro, Nesta Cidade, CEP 38700-001 e, o Senhor Delegado de Polícia da Delegacia Especializa de Transito do Município de Patos de Minas, situada nesta cidade Rua Carajás, 461, Bairro Caiçaras, CEP 38.702-188, para, no prazo legal, responderem aos termos do presente Mandado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  - Ao final, seja a Segurança mantida, julgando procedente o pedido nos termos do que vai nesta peça e, sobretudo, de acordo com as orientações doutrinárias e, oriundas das Jurisprudências dominantes concedendo, portanto, a segurança aos autores no sentido de que, caso sejam os aparelhos de som, existentes em seus veículos ou, em veículos conduzidos pelos mesmos, liberados mediante Termo assinado perante a Autoridade Policial, independente de ordem judicial, salvo se por outro motivo tais bens forem apreendidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Agora, caso V. Exa. entenda de não ser a Vara Criminal desta Comarca competente para processar e julgar o presente Mandado de Segurança que suscite o conflito negativo de competência. a fim de que o Egrégio Tribunal de Justiça se manifeste, por vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À causa o valor de R$ 1.000,00 para efeitos fiscais.&lt;br /&gt;
  Nestes Termos&lt;br /&gt;
  P. Deferimento&lt;br /&gt;
  Patos de Minas 17 de junho de 2011&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcio Spagnuolo Souza&lt;br /&gt;
Advogado OAB/MG 34.124&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ernani Rabelo Spagnuolo Souza&lt;br /&gt;
Advogado OAB/MG 114.730</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/4322719974312247100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/4322719974312247100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2011/06/mandado-de-seguranca-contra.html' title='MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-5065960576747964485</id><published>2011-03-23T22:16:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T22:16:18.098-07:00</updated><title type='text'>O MAL</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;é preciso que se conheça a essência da maldade e, na intenção de travar uma&amp;nbsp;batalha com tal&amp;nbsp;figura, faz-se mister que o homem esteja preparado para o imprevisível. Nesse sentido, para além do bem e do mal, lembramos a todos que irão enveredar por esse caminho o alerta feito por Nietzsche quando disse: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo também olha para dentro de você”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse sentido, finalizamos esse momento com a frase de uma vítima que sobreviveu ao assedio de um psicopata que lhe arrancou os olhos com as mãos: &lt;em&gt;&quot;Somos humanos porque nos esforçamos para sê-lo, porque lamentamos o sofrimento que podemos causar ao outro, porque nos angustiamos ante as incertezas da vida e buscamos dar um sentido a nossa existência. Somos vulneráveis e dependentes de muitas coisas, mas somos dotados de coração e coragem, algo que um psicopata nunca possuirá.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5065960576747964485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5065960576747964485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2011/03/o-mal.html' title='O MAL'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-942115178630984273</id><published>2010-10-14T12:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T12:38:09.950-07:00</updated><title type='text'>Discurso por ocasião da entrega de carteiras aos novos advogados</title><content type='html'>Senhor Presidente da 45ª. Subseção da OAB/MG&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;.......Colegas meus.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Posso dizer com sinceridade aos novos advogados e advogadas e, às novas estagiárias e estagiários que, se Atemis se houvesse reservado como privilégio divino a faculdade de ser uma operadora do Direito e, tivesse ela, o espírito, encarnado é certo que não estaria à procura do céu, mas, em busca da prenda celeste de deslindar divergências nas opiniões alheias do ontem para o hoje. Quando, pois, encontramos nas letras remexidas de nossos livros, que trouxemos conosco de nossa Faculdade de Direito, como um desses achados preciosos, é dia de festa, ilumina-se a casa, emboca-se o megafono , e se anuncia ao longe que o céu e a terra estão prestes a se alinharem para, assim, responderem ao anseio do justo que se vê espezinhado, esmagado. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entendam que só a ignorância ou a imbecilidade se não contradizem; porque não são capazes de pensar. Só a vulgaridade e a esterilidade não variam; porque são a eterna repetição de si mesmas. Só os sábios baratos e os néscios caros podem ter o curso das suas idéias igual e uniforme como os livros de uma casa de comércio mesmo porque, nunca escreveram nada de seu, nem conceberam nada novo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se preocupem, pois, que ao criarem poderão correr os riscos de errarem, não temam jamais a possibilidade do erro e, se firmem na certeza de que mesmo errando serão respeitados desde que o erro não seja o advindo da vileza, da cupidez e que, de forma proposital seja o preparo para a instalação da ignomínia . &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não temam aquele que poderá se postar como adversário em uma pendenga como, da mesma forma, não temam a autoridade que poderá postar em seus caminhos,.mas, saibam que para se verem livres do temor devem antes abraçarem o ideal de sempre fazerem o bem, a qualquer custo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dos primeiros dias quando adentram nos corredores da Faculdade até a data de hoje muitos foram os sonhos, muitas foram as alegrias e tudo foi o esplendor de uma festa sendo que, acredito eu, lá no fundo os senhores e senhoras sabiam que o momento sublime estava por chegar como, de fato e de direito chegou. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Traçar um paradoxo entre a vida vivida e a vida que está por ser vivida será o mesmo que tentar descortinar o futuro o que, para nos mortais, é impossível sendo que; o que está por vir é o que os senhores e senhoras irão construir, hora após hora, dia após dia, sem descanso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Daí é que entenderão que, debaixo do céu, tudo obedece a essa eterna lei da transmudação incessante das coisas muito embora Si nihil sub sole novum . &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora, saibam que se todo o mundo se compõe de contradições, dessas contradições é que resulta a harmonia do mundo e, se das variações pode emanar o erro, sem as variações o erro não se corrige e é quando, então surge o operador do direito para levar aos Tribunais o pleito aflito daquele que pede não de forma vil, mas, quase que ferido de morte. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Saibam senhores operadores do direito que para mim é por demais difícil falar para os senhores e senhoras sem, contudo, ser prolixo uma vez que mesmo longe da tribuna, no fórum, lembro de meus antepassados, de minha família – esposa e filhos – e das amarguras impostas pela vida no decorrer destes trinta anos de advocacia. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nestes lances de sobre-humano desespero, que seria de nós, se posso assim dizer, se não nos valesse essa inspiração que nossas mães, somente elas, sabem derramar no coração infantil de seus filhos, que é a crença indelével na grande divisa, na vida futura, na infalibilidade da Providência. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Falo-vos assim porque eu também já provei do cálice amargo servido pela vida. Muitas e muitas vezes, abrasado por essas páginas de fogo que geram as imaginações escaldadas. Iludi-me com os panegíricos com que a razão humana tem endeusado a si mesma e, muitas vezes julguei a inteligência onipotente e absoluta daquele que parecia meu próximo como, também, muitas vezes esperei descobrir nos recessos de minha consciência que já é tão grande, a chave para os arcanos do universo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vi-me, ao longo da vida, abandonado por aqueles que me cercavam sendo, pois, relegado à planos inimagináveis, mas, nunca deixei de ser advogado, nunca deixei de lado os princípios éticos que alicerçam minha vida e, assim, considero-me um sobrevivente. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Prendi-me, advogando, então nos princípios da honradez, da ética e do compromisso para com meus clientes fazendo destas premissas o alimento completo e abundante para o espírito, o bálsamo generoso para as mágoas do coração.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se iludam. No caminho que será percorrido estarão sozinhos e, sozinhos deverão sempre decidir o que é melhor e, acreditem, é a parte mais difícil e dolorosa eis que o primeiro juízo de valor sobre as causas que irão patrocinar será sempre o dos senhores e senhoras aqui hoje presentes. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deus, porém, estenderá o seu braço para os senhores e senhoras como, também, estendeu para mim e crestou a flor do meu orgulho e, assim, mesmo diante da adversidade mantenho, como acredito que manterão, firme o timão que levará minha esta nau de um so tripulante para navegar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Rogo aos jovens operadores do direito que hoje recebem o instrumento que os capacita, de uma forma ou de outra, a estarem em Juízo exercendo o jus postulandi que se mantenham firmes uma vez que antes de serem advogados são seres humanos que irão ter momentos bons e momentos maus e, entre um e outro é onde verão onde é forjado o advogado com base no caráter firme e destemido. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Concito aos meus diletos jovens que se aprimorem sempre e, antes de tudo, que sejam sempre honestos, atendam os mais necessitados sempre que forem procurados, não abaixem a cabeça diante do poder ou da autoridade, não temam e sejam justos sendo que, ao assim agindo serão reconhecidos pelos anjos que passeiam por este plano como os advogados de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muito obrigado. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/942115178630984273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/942115178630984273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/10/discurso-por-ocasiao-da-entrega-de.html' title='Discurso por ocasião da entrega de carteiras aos novos advogados'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-5459043969990377634</id><published>2010-07-28T05:19:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T05:19:39.206-07:00</updated><title type='text'>Coloquialidade X Juridiquês</title><content type='html'>Juiz mato-grossense deixa de lado o latim e usa até letra de música da cantora Kelly Key em suas decisões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao invés de usar o latim, como boa parte dos juízes fazem, um juiz de Mato Grosso trocou a língua de Cícero por um tom mais &quot;coloquial&quot;. Suas sentenças têm gírias, letras de músicas, poemas e trechos da Bíblia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para facilitar o entendimento de suas sentenças o juiz Luiz Carlos da Costa, da 1ª vara da Família, já usou a letra da música &quot;Baba Baby&quot;, da cantora Kelly Key, em sentença que determinou a um plano de saúde que ressarcisse as despesas médicas de uma paciente com câncer. &quot;Isso é para você aprender, você nunca mais vai me esnobar&quot;. Para Naime Márcio Morais, do Instituto de Defesa da Família do Mato Grosso, isso é o desabafo de alguém que vai à Justiça buscar um direito negado por alguém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outra ação, esta de separação de casais, Luiz recorreu a uma música de Vinicius de Morais e Antonio Carlos Jobim: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&quot;A felicidade é como gota de orvalho numa pétala de flor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Brilha tranquila, depois de leve oscila&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E cai como uma lágrima de amor&quot;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa sentença em que pais disputam a guarda da filha, ele escreve para a menina : &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;&lt;strong&gt;Isabele, perdoe seus pais. Eles não sabem o que fazem. Você precisa ter muita paciência com eles. Eles são jovens e a juventude arrebata e fascina&quot;. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em um caso, em que um sobrinho pedia pensão alimentícia aos tios, o juiz avisa na sentença que a &quot;notícia não será muito boa&quot; para ele. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&quot;Sobrinho não pode pedir alimento ao tio [...]. Só se pode pedir verba alimentícia para os manos e manas: tanto os tiozinhos quanto as tiazinhas estão de fora. Não sei se pediram, quando da elaboração da lei: nos inclua fora dessa!&quot;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, diz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outra ação, uma mãe pede o reconhecimento de uma união estável de 18 anos com o companheiro falecido. Ou juiz dá decisão favorável antes mesmo de citar a outra parte, por considerar a situação da mulher &quot;pobre de marré, marré&quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;O juiz pode decidir assim, de cara, de plano? Pode sim. Sempre digo que no recipiente das leis não cabe todo o conteúdo da vida&quot;, diz o juiz, na decisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas sentenças causam polêmica. Tanto que as suas sentenças têm sido motivo de debates nas faculdades de Direito da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Não é regra que se deva escrever a sim. A regra é que se utilize de termo vernacular, dentro de limite de responsabilidade para não atingir nem as partes do processo, nem terceiros&quot;, disse Valter Pereira de Souza, da Associação dos Magistrados do Mato Grosso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Natural de Governador Valadares/MG e com 24 anos de magistratura em Mato Grosso, o juiz é apontado por seus colegas de gabinete como extrovertido, mas reservado em relação à vida pessoal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o advogado Martins Moraes o trabalho do juiz é &quot;exemplar&quot;. &quot;Eu acho fantástico quando um juiz toma a iniciativa de se aproximar da sociedade, em uma linguagem que todos entendem&quot;, disse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte : Expresso MT, O Globo e Folha de S.Paulo - Migalhas</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5459043969990377634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5459043969990377634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/07/coloquialidade-x-juridiques.html' title='Coloquialidade X Juridiquês'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-3420693406089503357</id><published>2010-07-12T17:06:00.001-07:00</published><updated>2010-07-12T17:06:52.124-07:00</updated><title type='text'>O AMOR</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...digo, e se assim ouso dizer, é porque este advogado já sofreu as dores do amor como, diga-se de passagem, todo aquele que acredita no amor um dia sofreu que, seria melhor que tudo terminasse com a grandeza do imortal Augustim Lara, na mansão que ergueu para ser o templo da consagração de seu amor pela belíssima Maria Felix sendo que, ele percebeu um dia, ao café da manhã, um “rictus” de desprezo no rosto amado. Levantou, subiu as escadarias de mármore, foi ao banheiro, colocou a escova de dente no bolso e nunca mais voltou.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/3420693406089503357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/3420693406089503357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/07/o-amor.html' title='O AMOR'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-7757622677577414593</id><published>2010-07-08T14:15:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T14:16:31.975-07:00</updated><title type='text'>O MEDO É O GRANDE GIGANTE DA ALMA</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contestando, diz:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...é inegável a existência de um vínculo afetivo e sexual, que perdurou, de forma intermitente, por algum tempo e, pode-se dizer que existiu um amor intenso, dramático e, muitas vezes exasperado. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se o amor era assim sentido por ambos, não se sabe. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há uma linha escrita pela mulher a expressar tanta paixão. Mas o marido, que é homem extrovertido, passional, externou, por mil modos, o que sentia e o quanto sentia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há como percorrer a vida vivida dos dois seres que estão agora prontos a darem um fim à uma união onde existiram juras de amor eterno, suor, lagrimas, alegria e, agora, somente existe, ao que parece, o rancor por parte da cônjuge varoa. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há como iniciar a presente ação sem trazer à tona os restos mortais desse amor com a sensação sentida por aquele que chegou a ver a versão filmada de Shakespeare, in Ricardo V. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vejamos:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois da batalha travada apelo domínio da França, o monarca vencedor percorre a pé o campo da luta. O prado transformou-se num lodaçal, a chuva cai sem cessar. No solo, bandeiras, restos fumegantes de carros de combate, cavalos mortos, estandartes estraçalhados, feridos que clamam por atendimento e milhares de mortos. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dentre estes, nobres, amigos, parentes, servos rapazes ainda imberbes que lutaram por um ideal para eles inatingível. O rei toma nos braços o corpo de seu melhor amigo e com ele completa a caminhada. Não há diálogos e, o rei sequer monologa. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas, creio que, ao longo do percurso, uma pergunta o monarca não cessou de fazer a si mesmo: valeu a pena?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os personagens deste drama judiciário ai estão, felizmente, vivos e em condições de voltarem a amar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E certamente devem perguntar quando sozinhos, ou melhor, quando acompanhados da solidão, diante da exposição quase pública das vísceras desse amor, se valeu a pena o desamor. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Digo, e se assim ouso dizer, é porque este advogado já sofreu as dores do amor como, diga-se de passagem, todo aquele que acredita no amor um dia sofreu que, seria melhor que tudo terminasse com a grandeza do imortal Augustim Lara, na mansão que ergueu para ser o templo da consagração de seu amor pela belíssima Maria Felix sendo que, ele percebeu um dia, ao café da manhã, um “rictus” de desprezo no rosto amado. Levantou, subiu as escadarias de mármore, foi ao banheiro, colocou a escova de dente no bolso e nunca mais voltou.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acredito que para ambos seria melhor tivesse acontecido isso e, o drama aqui vivido muito embora por personagens diferentes chega a ser quase o mesmo, pois, com a saída da esposa do lar conjugal, quando seu marido ali não estava; levando consigo a filha menor do casal e alguns pertences bem como alguns móveis que guarneciam a casa de morada por si já injuriou o cônjuge varão. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Casados porem distantes permitiram que a sombra se alastrasse entre eles, separando-os e a esposa rancorosa passou a fazer da vida do marido um momento de tortura, envolvendo-o com o cilício.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Passou a ameaçar o ex-companheiro no sentido de que iria até seu local de trabalho para lá, colocando em praça pública seus temores, causar a maior confusão a fim de que fosse ele demitido. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante o casamento a relação veio a se sentar sobre um bloco de gelo e, onde antes existia amor e promessas, passou a existir o descaso, a desconfiança e as palavras cruéis que acabaram por levar o casal à uma separação de fato. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nenhuma razão mais existe para o casal viver sob o pálio do casamento haja vista que o fogo do amor se apagou e, onde existia o respeito existe hoje a desconfiança e a falta de compromisso da cônjuge varoa para com a vida de casada. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É certo dizer que, para quem tem medo e nada se atreve, tudo é ousado e perigoso. É o medo que esteriliza nossos braços e cancela nossos afetos; que proíbe nossos beijos e nos coloca sempre do lado de cá do muro. Esse medo que se enraíza no coração – principalmente da mulher - impede-a de ver o mundo que se descortina para além do muro, como se o novo fosse sempre uma cilada e o desconhecido sempre uma armadilha a ameaçar a ilusão de segurança e certeza. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O medo é o grande gigante da alma, é a mais forte e mais atávica das nossas emoções, pois, somos educados para o medo, para não ousar e, no entanto, os grandes saltos que demos no tempo e no espaço, na ciência e na arte, na vida e no amor, foram transgressões e somente a coragem lúcida pode trazer o novo e a paisagem vasta que se descortina além dos muros que erguemos dentro e fora de nós mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que dizer então do casamento que está prestes a ter suas cláusulas suspensas até a decretação do Divórcio?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bem, a conduta da esposa durante o tempo em que permaneceram juntos se tornou fria e esta, por sua vez, deixava a criança na casa da avó paterna, à noite, para sair do lar deixando, inclusive, seu marido. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tal atitude, levada a efeito somente foi entendida como sendo uma afronta aos sagrados deveres do matrimônio e o marido, por sua vez, agiu tal qual Maria Antonieta que, ao subir no cadafalso, já tendo galgado o ultimo degrau, para e olha para trás, como se buscasse na platéia atônita por ver tanta coragem, pelo menos um olhar de amor, mas, aqui ele nada viu quando olhou para trás e, somente encontrou o desamor. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pode-se até dizer que em decorrência de culpa exclusiva por parte da cônjuge varoa a separação de fato aconteceu mesmo porque, se necessário será provado, foi ela que simplesmente partiu,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a partida o lar se viu desfeito fazendo com que o cônjuge varão procurasse a casa de morada de sua mãe como asilo, pois, não tendo onde ir e, sobretudo, atônito em face da atitude levada a efeito pela antiga companheira procurou no regaço daquela que lhe deu a luz e o norte para o novo rumo que doravante passou a surgir. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Certo é que razão não existe para a continuação do casamento devendo, agora, o casal velar pela única filha que, pode-se dizer, é o resultado bom de uma relação atormentada pela desconfiança da esposa, pelas saídas desnecessárias desta, pelas afrontas cometidas contra o marido e, sobretudo, pela falta de amor para com este. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/feeds/7757622677577414593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5424087400444200737/7757622677577414593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/7757622677577414593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/7757622677577414593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/07/o-medo-e-o-grande-gigante-da-alma.html' title='O MEDO É O GRANDE GIGANTE DA ALMA'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-5237486040441756116</id><published>2010-07-06T05:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T05:14:01.009-07:00</updated><title type='text'>POSITIVISMO JURIDICO E DIREITO NATURAL</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O DIREITO NATURAL METAFÍSICO-RELIGIOSO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A concepção de um direito supra-real nasce com a visão geocêntrica da antiga filosofia grega quando então iusnaturalismo era pois cosmológico, ou seja, direito oriundo da própria essência do universo. Temos nesta fase os romanos influenciados pela sabedoria grega, tais como Ulpiano e Justiniano. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já na passagem da história antiga para a média, nasce a segunda forma de iusnaturalismo, o teocêntrico; já nesta fase são enormes as influências religiosas - fato este que encontra correspondência na filosofia geral -, a fonte reveladora agora, então, é Deus; e o direito que não fosse conforme iusnaturalismo, ou não seria direito ou seria nulo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Numa terceira versão temos o iusnaturalismo antropocêntrico, com efeito, já é então o homem que vem de assumir o papel de criador de todo o direito, porém, ainda com respaldo em algo que não é tão-somente sua vontade livre (positivismo), a esta fase corresponde a tomada de consciência do homem naquele sentido que Virgílio Ferreira(1) divisou: o homem é no reino da criação, não apenas o rei, mas largamente o verdadeiro criador&quot;. Era o homem, sobretudo, se libertando das imposições místicas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parece correto concluir-se que a idéia de direito natural, que surgiu juntamente com a antiga filosofia grega (cosmológica), não teve seu berço em Roma, visto que o velho direito romano partiu da noção de exclusividade nacional, fundada no princípio da Civita romana (cidadania romana). Paulatinamente, o jus civile foi-se transformando em jus gentium, baseado já no princípio da libertas (homem livre). Coma a cultura romana tornada greco-latina e com a profunda interferência helênica (em Cícero, por exemplo), nasce nos latinos a idéia de direito natural (deus, natureza). É interessante notar, neste contexto, que Platão (A República) já tratava, em meio a uma restrita discussão política (fundação das cidades), de uma teologia, não como nós hoje a entendemos, mas como parte de sua ciência política. Assim, pois, este novo deus, era mero recurso político (a medida das medidas), um padrão ético pelo qual organizar-se-iam as cidades.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sob o influxo da filosofia, o direito romano, evoluindo do cidadão romano para o homem liberto, chega ao homem em geral, como sujeito de Direito. Essa desnacionalização do direito romano, e a conseqüente naturalização, foi resultante de uma época de forte influência da cultura grega e do crescimento do império romano, que impunha a paulatina abertura da restrita sociedade romana até o ponto da societas humans.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O DIREITO NATURAL METAFÍSICO-RELIGIOSO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A chamada doutrina do direito natural, segundo Kelsen, é uma doutrina idealista-dualista do direito. Posto que ela distingue, ao lado do direito real, isto é, do direito positivo decorrente do homem e portanto mutável, um direito ideal, natural, que identifica-se com a justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A natureza - geral (iusnaturalismo cosmológico) ou do homem em particular (iusnaturalismo antropocêntrico) - funciona como autoridade normativa, isto é, legiferante; logo, quem age conforme seus preceitos, age justamente. Estes preceitos são, pois, imanentes &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5237486040441756116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5237486040441756116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/07/positivismo-juridico-e-direito-natural.html' title='POSITIVISMO JURIDICO E DIREITO NATURAL'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-5111787683177887056</id><published>2010-07-06T04:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T04:51:52.852-07:00</updated><title type='text'>O DIREITO NATURAL</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A chamada doutrina do direito natural, segundo Kelsen, é uma doutrina idealista-dualista do direito. Posto que ela distingue, ao lado do direito real, isto é, do direito positivo decorrente do homem e portanto mutável, um direito ideal, natural, que identifica-se com a justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A natureza - geral (iusnaturalismo cosmológico) ou do homem em particular (iusnaturalismo antropocêntrico) - funciona como autoridade normativa, isto é, legiferante; logo, quem age conforme seus preceitos, age justamente. Estes preceitos são, pois, imanentes à natureza. Assim, através de cuidadosa análise, pode-se deduzir da natureza, ou seja, podem ser encontrados ou, por assim dizer, descobertos tais preceitos na própria natureza (podem ser conhecidos).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não são essas normas, como as do direito positivo, posta pela vontade humana, arbitrária e, portanto, mutáveis; mas sim normas que já nos são dadas pela natureza anteriormente a toda a sua possível fixação por atos de vontade humana, normas por sua própria essência invariáveis e imutáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se por natureza entende-se realidade empírica do acontecer fáctico, então uma doutrina que afirme poder-se deduzir normas da natureza, está assentada num inexplicável erro lógico fundamental. Com efeito, essa natureza é um conjunto de fatos que, pelo princípio da causalidade, estão ligados uns aos outros e assim, melhor dizendo, essa condição fáctica subjacente é um ser, e de um ser não se pode inferir um dever-ser, da mesma forma que de um fato não se pode concluir uma norma. Não pode estar esta imanente ao ser, um dever-ser, que é um juízo de valor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só do confronto entre ser e dever-ser, entre fato e normas, podemos apreciar e valorar a realidade focalizada, qualificando-a. Enfim, dos fatos não surgem as normas, tampouco da realidade os valores. Realidade e valor radicam em domínios diversos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A natureza não é imutável, donde, então, a imutabilidade da norma que domina toda a doutrina do direito natural?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Neste passo, transforma-se a regra do ser em norma do dever-ser, imputando desavisadamente um juízo de valor à realidade. De onde provém esta concepção naturalista do Direito? Certamente de origem metafísico-religiosa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Destarte, a natureza (a realidade) sendo obra de uma autoridade transcendente (Deus), tendo ela uma valor moral absoluto, e sendo todo dever da natureza presidido por essa autoridade infalível, conclui-se que a lei natural é oriunda dessa fonte absoluta; daí, pois, o direito natural ser identificado com a justiça deste direito (o direito justo).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta visão naturalística do Direito leva-nos a uma concepção teleológica desta natureza, e o fim da natureza só pode ser pensado com a idéia de um ser promotor de tudo. Cícero já ensinava que o direito da natureza, que difere do direito positivo (real) de Roma ou Atenas, é eterno e imutável, tem Deus o seu autor e seu juiz (A República), e assim o direito seria reduzido a simples capítulo da teologia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5111787683177887056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5111787683177887056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/07/o-direito-natural.html' title='O DIREITO NATURAL'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-3784824041092956399</id><published>2010-07-06T04:36:00.001-07:00</published><updated>2010-07-06T04:36:50.940-07:00</updated><title type='text'>O PROCESSO</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;http://www.minasplanet.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Guia de internet em Minas Gerais&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;32&quot; src=&quot;http://www.minasplanet.com.br/selos/selo1.gif&quot; width=&quot;110&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Todo processo é julgado pelos advogados antes de sê-lo pelos juízes, assim como a morte do doente é pressentida pelos médicos, antes da luta que estes sustentarão com a natureza e aqueles com a justiça” Balzac (1799-1850)</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/3784824041092956399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/3784824041092956399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/07/o-processo.html' title='O PROCESSO'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-5601862773975807908</id><published>2010-07-04T18:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-04T18:50:21.958-07:00</updated><title type='text'>O MALEFÍCIO DA PENA RECLUSIVA AOS DELITOS DE PEQUENO PORTE</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;È certo que a repressão ao crime, mormente o pequeno delito, não depende da violência das leis penais, depende de fatores múltiplos, instrução, educação, situação econômica, tranqüilidade coletiva, equilíbrio social, administração e, por ai afora.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quer-nos parecer, que ainda, existem, e muitos, os fazedores de marginais. Se um jovem errante que tem a infelicidade de cair em mãos de maus policiais, que ao invés de lhe mostrar o bom caminho, libertam-no mediante régio pagamento, teremos, invariavelmente, não um jovem errante, mas um novo criminoso, que terá de roubar para poder pagar ? como já o disse certa vez o eminente jurista Hélio Bicudo? , o pedágio. E, por estas razões, a criminalidade, ao invés de diminuir, tende a aumentar cada vez mais. Em uma sociedade que é praticamente dominada pela corrupção, onde se utiliza o crime na repressão ao crime. Porque os verdadeiros responsáveis pelo martírio de se ver tanta violência, são na realidade os responsáveis pela decadência da instrução e da educação, pela decadência da família, as famílias pobres pela miséria, pela precária situação econômica, os preços das coisas de primeira necessidade à mercê de exploradores de todo o gênero, que vivem regaladamente nos postos da política e da administração; as famílias abastadas pelo desregramento dos costumes, jogos de interesses; ambas as categorias pela falta de assistência pública e decadência da administração entregue a mãos incompetentes, de gente sem o menor preparo, para compreender tais problemas, deixando grandes cidades, completamente abandonadas, sem serviços públicos, sem meios para a assistência social, a menores, loucos, criminosos e por ai afora.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Coroando tudo, a falta de polícia, minada esta de elementos indesejáveis, sócios de criminosos e também num atraso de muitos anos não só em relação aos melhoramentos científicos ? a nossa ciência, apesar da Constituição Federal, ainda é o famigerado pau-de-arara, cama-elástica, cadeira-do-dragão, além dos informantes ignominiosos, que vendem &quot;cabeças&quot;, muitas vezes inocentes em troca do vil metal, e mais ainda à organização anacrônica e inadequada do nosso judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não vamos nos estender sobre os assuntos com as necessárias minúcias. Mas é por tudo isso que ai está, &quot;onda de crimes&quot;, de &quot;degenerados e incorrigíveis&quot;, essas &quot;feras das quais a sociedade precisa ser resguardada&quot;. Como esperar outra coisa, se as próprias rádios e televisões se tornaram instrumentos de deseducação? Dando notícias sensacionalistas, através de programas não menos sensacionalistas e incitando o povo à violência, sem nenhum critério. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As nossas televisões com exibição de programas, novelas e filmes, que em vez de educar, ou mesmo de ajudar na formação do futuro da nação, ensinam como praticar o sexo, como se rouba, como se mata, como se trafica e assim por diante. E a imprensa escrita? Os jornais e as revistas, esta sinistra imprensa de escândalos, que vive farejando sordícias nos plantões de polícia, para pasto de uma massa obscurecida, cada vez mais deteriorada pela ação repugnante de maus profissionais, pois só mesmo num país onde a ignorância seja generalizada, existem jornais que são capazes de envenenar o espírito público, com manchetes perigosas, produtos de uma supina ignorância.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5601862773975807908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/5601862773975807908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/07/o-maleficio-da-pena-reclusiva-aos.html' title='O MALEFÍCIO DA PENA RECLUSIVA AOS DELITOS DE PEQUENO PORTE'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-7622266301622685549</id><published>2010-07-02T13:47:00.000-07:00</published><updated>2010-07-02T13:47:59.456-07:00</updated><title type='text'>Homem contrai dívidas para estudar doença do filho, e Justiça evita despejo em Curitiba</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma decisão inédita da Justiça reverteu verba do fundo pecuniário --dinheiro recolhido de condenações judiciais-- para quitar a casa de um pai que abandonou o emprego para pesquisar a doença rara e incurável do filho. Ele seria despejado por falta de pagamento. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história --que lembra a do filme &quot;Óleo de Lorenzo&quot; (George Miller, 1992)-- aconteceu em Curitiba (PR). O engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52, deixou o cargo de gerente de uma concessionária em 2000, ao descobrir que o filho Vitor Giovani Thomaz Guidi, à época com dez anos, tinha gangliosidose GN1 tipo 2. &quot;A doença começou a se manifestar quando ele tinha quatro anos. Nenhum médico no Brasil conseguiu fazer o diagnóstico. Larguei tudo e fiquei uma semana em Buenos Aires com minha família, onde diagnosticaram a Gangliosidose. Quando eu retornei para o Brasil, um médico me disse que não tinha o que fazer&quot;, afirmou Guidi à Folha. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Divulgação/Justiça Federal de Curitiba &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vitor e o pai Adolfo Guidi (dir.), em audiência de conciliação com o banco em Curitiba (PR) &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O engenheiro, inconformado com a resposta, começou a estudar a doença na biblioteca da faculdade de medicina da UFPR (Universidade Federal do Paraná). &quot;A gangliosidose impede a reprodução de neurônios, que degeneram. Por meio de um processo homeopático, que funciona como um antídoto de veneno de cobra, a gente fornece essa enzima e o organismo trabalha&quot;, explicou o pai, que encontrou a fórmula de um medicamento para o filho em 2001. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para alcançar esse resultado, Guidi diz que gastou, na época, cerca de US$ 80 mil dólares (cerca de R$ 149 mil atualmente) e deixou de pagar as prestações de sua casa. &quot;Tudo saiu do meu bolso, não pude mais pagar nada e minha casa foi a leilão&quot;, afirmou. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O processo da Caixa Econômica Federal, financiadora da casa, contra Guidi teve início na Justiça no dia 30 de março de 2001. Depois de vários recursos, o caso caiu nas mãos --abençoadas, segundo o pai-- da juíza federal Anne Karina Costa, 39, da Vara do Sistema Financeiro de Habitação de Curitiba (PR). &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;O caso já estava transitando em julgado e íamos fazer a liquidação, de acordo com a decisão judicial. Caso ele não pagasse o valor acordado, ele teria que sair do imóvel. Então, durante uma audiência de conciliação, após a representante da Caixa propor um acordo, ele disse que queria explicar o motivo de não ter pago a dívida e contou a história do filho dele. Falei para juntar toda a documentação e iniciar uma campanha para arrecadar dinheiro&quot;, afirmou a juíza. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O banco reduziu a dívida de Guidi de R$ 119.500 para R$ 48.500. Mesmo assim, ele não tinha possibilidade de pagar. &quot;A única renda que eu tenho, vem do trabalho que faço quando dá tempo, na oficina mecânica que eu montei na minha casa&quot;, disse o engenheiro. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mãe de três filhos, sensibilizada com a história de Guidi, Anne --que já foi juíza da Vara Criminal-- lembrou do fundo que a Justiça mantém com as penas pecuniárias. &quot;Fiz uma solicitação para a juíza da 1ª Vara Criminal, Sandra Regina Soares, que é responsável pelo fundo, e para o Ministério Público Federal. O dinheiro arrecadado com as penas vão para entidades assistenciais, eu tive a ideia de inscrever Guidi como um projeto&quot;, afirmou a juíza. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Decisão inédita &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em uma decisão, que pelo conhecimento de Anne é inédita no Brasil, o Ministério Público e a Vara Criminal autorizaram que o fundo fosse utilizado para o pagamento da dívida de Guidi com a Caixa. A audiência final foi no dia 13 de novembro de 2009. &quot;O que eu fiz foi algo que estava dentro da minha possibilidade. Eu me coloquei no lugar dele e ele optou pelo filho. Não teria como exigir dele outra atitude. Além disso, se retirássemos a casa, acabaríamos também com a única fonte de renda dele&quot;, disse a juíza. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Maria Teresa Maffia, 51, conciliadora da Caixa que atuou no caso, também diz que nunca ouviu falar de uma decisão como essa. &quot;A Caixa é uma instituição financeira e nós fizemos tudo o que poderia ser feito, de acordo com o contrato dele. Na última audiência, todos nós ficamos muito emocionados. Nós não sabíamos dessa possibilidade de encaminhar o caso de uma pessoa física como um projeto&quot;, disse. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A juíza diz esperar que a decisão se repita e sensibilize as instituições financeiras. &quot;Foi uma decisão judicial que abre precedentes para outros casos. Espero que as instituições, um dia, possam perdoar a dívida em casos excepcionais como esse&quot;. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Guidi cuida do filho sozinho, há três anos ele se separou da mulher. &quot;Ela ficou mais doente que meu filho e eu não percebi. Até hoje ela não saiu da depressão. Se eu pudesse voltar atrás, teria agido de outra forma, mas, na época minha decisão era salvar a vida do meu filho e eu tinha muito trabalho&quot;, afirmou Guidi. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje, o engenheiro auxilia duas outras crianças que têm a mesma doença do Vitor, 21. &quot;Com a enzima produzida na farmácia de manipulação e com a alimentação que eu pesquisei e preparo para meu filho todos os dias, ele está muito melhor. Ele não tem mais dificuldades de engolir e a musculatura não é mais contraída como antes&quot;. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vitor só caminha com auxílio, por isso usa uma cadeira de rodas. Ele frequenta a escola de educação especial 29 de Março, onde Guidi é tesoureiro e voluntário. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para Guidi, sua história é uma &quot;grande obra de Deus&quot;. &quot;Eu sempre soube que não ia perder minha casa. Foi Deus quem colocou a juíza Anne e a Teresa da Caixa na minha vida. Se eu fosse para a rua, ninguém cuidaria do meu filho&quot;. &lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/7622266301622685549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/7622266301622685549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/07/homem-contrai-dividas-para-estudar.html' title='Homem contrai dívidas para estudar doença do filho, e Justiça evita despejo em Curitiba'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-3195068881506467595</id><published>2010-06-30T04:44:00.000-07:00</published><updated>2010-06-30T04:44:41.223-07:00</updated><title type='text'>MULHER FEIA</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O acórdão foi proferido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A lide, que foi parar nas barras da justiça, diz respeito ao fato de um determinado jornal popular ter publicado (com destaque na primeira página) uma foto de uma famosa atriz global e escritora nas horas vagas. A nudez (sem autorização), segundo o entendimento de um desembargador, não representa dano moral, uma vez que a atriz e escritora é linda e não tem estrias. Segundo o douto julgador: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&quot;Só mulher feia pode se sentir humilhada, constrangida, vexada em ver seu corpo desnudo estampado em jornais ou em revistas. As bonitas, não. Fosse a autora u´a mulher feia, gorda, cheia de estrias, de celulite, de culote e de pelancas, a publicação de sua fotografia desnuda - ou quase - em jornal de grande circulação, certamente lhe acarretaria um grande vexame, muita humilhação, constrangimento enorme, sofrimento sem conta (...) Tratando-se, porém, de uma das mulheres mais lindas do Brasil, nada justifica pedido desta natureza, exatamente pela inexistência, aqui, de dano moral a ser indenizado (...) Pelo contrário, beleza é fundamental, como costumava dizer o nosso poetinha, que, partindo, tão cedo, para o andar de cima, tanta falta está nos fazendo cá em baixo&quot; (www.stj.gov.br - clicar em inteiro teor de acórdãos e solicitar REsp 270.730, relatado pela Min. Nancy Andrighi. No relatório deste acórdão consta, na íntegra, o voto do desembargador carioca). &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Quanto a nós, humildes mortais, observadores das leis e dos bons costumes, só nos resta guardarmos a moral da história: pelancas e estrias no andar de baixo, quando expostas, se constituem em crime.</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/3195068881506467595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/3195068881506467595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/06/mulher-feia.html' title='MULHER FEIA'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-7612681300445870615</id><published>2010-06-29T12:51:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T12:51:53.571-07:00</updated><title type='text'>CONTRA RAZOES RECURSAIS - VARA CRIMINAL DE PATOS DE MINAS</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMo4mJYoh22soKqtubkVPTrLO5pM5mKlwNrrFEzZOU87lHvLJAEMMQrNSyZPyARmACyGSn5IU1FZe8a1dQ8bAmBvUTmtcmIzV2-63o0UON1d1VZtUc19CnO7GJkm4IdUZEvv1k_Eku5jY/s1600/barco.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; ru=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMo4mJYoh22soKqtubkVPTrLO5pM5mKlwNrrFEzZOU87lHvLJAEMMQrNSyZPyARmACyGSn5IU1FZe8a1dQ8bAmBvUTmtcmIzV2-63o0UON1d1VZtUc19CnO7GJkm4IdUZEvv1k_Eku5jY/s200/barco.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;...O ilustre magistrado sabiamente proferiu sentença a fls. 158/159, desclassificando o delito imputado a ré para o artigo 33 § 2º, da Lei 11.343/06, em seguida declarando extinta a punibilidade com fundamento no artigo 107, inciso IV e 109, inciso V, ambos do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Inconformado o R. Ministério Público, apelou da r. sentença, no qual, a Apelada vem mui respeitosamente à presença de V.Exª. apresentar as contras razoes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ilustres Desembargadores, ainda que Deus tenha dado ao homem, único entre todas as criaturas, porte ereto, com preceito de contemplar os céus e fitar os olhos nas estrêlas, como em elegante ritmo contou o poeta, são porem mais que muitas vezes em que deslembrado de sua augusta predestinação abdica da própria dignidade e inclina-se para a terra. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o que é mais obrando já com soberbas desconsiderações das regras do convívio social, arroja-se perdidamente à carreira dos delitos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí, como o organismo doente que lhe importa curar, entra o Estado a aplicar sua medicina; e o estipêndio do crime bem se sabe que é o castigo ou pena.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Posto se proclame, e com alguma verdade, que a história da pena é a de sua paulatina abolição, não há, entretanto eliminá-la do corpo das leis repressivas, que isto implicaria retorno da civilização à barbárie.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas seu caráter não é só aflitivo, ou de retribuição pelo mal cometido; é, sobretudo, o fim da pena reeducar o deliquente pela disciplina da vontade, prática da virtude e amor do trabalho, este o principalíssimo dos fatores de promoção humana&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De ser a pena uma necessidade social incoercível não procede, contudo, deva infligir-se ordinariamente em grau extremado. Ao invés, nisto de imposição de castigo corporal deve-se atender sempre à moderação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As penas de duração longa ádecem de inconveniente conspícuo, uma vez que na conformidade das palavras do ilustre Juiz João Batista Herkenhoff:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Retiram dos réus todo sentido de esperança: por mais hediondos que tenham sido os crimes praticados, esse sentimento não pode ser eliminado do homem”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E não o pode porque, profundo que seja o abismo em que um dia se precipitara, ao homem nunca lhe adormece no peito o desejo ardente de retomar o curso da sua vida e tornar aos seus.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em suma: a pena demasiado severa, sobre não recuperar o infrator (esforçando argumento para que se não aplique), ainda “mata a esperança, que é o último remédio que deixou a natureza a todos os males” como pregou o sublime Viera.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais que a sentença draconiana – que impões ao réu pena que, de muito rigorosa, parece antes perpétua-, é para recear a que condena o inocente. Gênero de desgraça grande é esse, que, por evitá-lo, o emprego de diligência, ainda em seu grau máximo, sempre se teve por muito pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A condenação do inocente à pena ultima não rato meteu e escrúpulo até a corações empedernidos. De Nero, monstro coroado, refere, com efeito Suetônio que, certo dia em que o convidaram a assinar uma condenação capital, disse:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Tomara não soubesse escrever!”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro tanto passou com o imperial Pedro II. Constando-lhe que Mota Coqueiro, a quem se dera morte no patíbulo, fora vítima de erro do judiciário, no mesmo ponto mandou quebrar a peã com que lhe negara pedido de elemência e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“nunca mais quis assinar nenhuma condenação”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A todos assusta e angustia o espectro o espectro do erro, no entanto mais àquele que foram investidos na terrível quão bela função de julgar, que é atributo próprio só da Divindade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De feito, julgando sempre, mais que ninguém está sujeito à tirania implacável desta contingência humana que é o erro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é tudo. Ouçamos a esse varão abalizado em virtudes e letras, de quem justamente se orgulha e ufana a Magistratura brasileira, o Juiz Eliezer Rosa, cujas palavras vem aqui de molde:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Nos tribunais, o medo de errar é muito mais oprimente que num juiz de primeiro grau. Saibam a todos que é esta uma imensa e dolorosa verdade. Ser relator dum feito é terrivelmente penoso, pela consciência que tem de que seu voto pode ser acompanhado e, por mais e melhor que tenha pensado em acertar, o insidioso erro pode esconder-se na pureza de seu pensamento.”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este mesmo temor de errar foi, decreto o que inspirou à sabedoria humana a regra comum de interpretação da dúvida –&lt;em&gt; “In dúbio pro reo”&lt;/em&gt; - , porque “a condenação do inocente constitui maior desgraça para a sociendade do que para o condenado, sendo preferível, segundo a velha sentença de Berryer, ficarem impunes muitos culpados, do que punido quem devera ser absolvido”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim ilustres Desembargadores, não tem nos autos provas suficientes para acompanhar o entendimento ilustre represente do Ministério Público, uma vez a angustia de se sentir se processado na vara criminal já é uma dor imaginável. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A desclassificação do delito, no caso de N..., esta de acordo com o processado e, neste sentido, o Juiz do feito abalizado pela prova colhida caminho outro não teve que não o de operar o instituto da desclassificação ocorrendo, daí, extinção da punibilidade. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que pretende o douto RMP é a condenação mesmo que não existam provas para tanto o que, como se vê, na realidade não existe.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A matéria de fato trazida para os autos do processo chega, em alguns momentos, a ser controversa sendo que, neste caso, condenar um inocente seria pecar contra a espécie humana. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acertada, portanto, a douta decisão hostilizada sendo que, neste sentido requer, em sendo conhecido o recurso, lhe seja negado o provimento pelas razoes, inclusive, constantes da douta sentença recorrida. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nestes Termos&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E. Deferimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Patos de Minas, 29 de junho de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/7612681300445870615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/7612681300445870615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/06/contra-razoes-recursais-vara-criminal.html' title='CONTRA RAZOES RECURSAIS - VARA CRIMINAL DE PATOS DE MINAS'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMo4mJYoh22soKqtubkVPTrLO5pM5mKlwNrrFEzZOU87lHvLJAEMMQrNSyZPyARmACyGSn5IU1FZe8a1dQ8bAmBvUTmtcmIzV2-63o0UON1d1VZtUc19CnO7GJkm4IdUZEvv1k_Eku5jY/s72-c/barco.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-4963039179933192338</id><published>2010-05-18T15:07:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T15:09:53.775-07:00</updated><title type='text'>DIREITO E JUSTIÇA</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muito tenho pensado sobre a ideia do que vem a ser Direito&amp;nbsp;e Justiça sendo que, assim, vejo hoje que são duas coisas &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;antagônicas&lt;/span&gt;, pois, Direito nada mais é do que uma figura &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;subjetiva&lt;/span&gt; que se mostra como fonte, provavelmente e em alguns casos, como sucedâneo da pretensão humana. Por sua vez, Justiça nada mais é do que a filha cega de uma mãe cega, surda e muda. Muito se ouve que diante da adversidade o que se quer é a feitura da Justiça deixando de lado, como pode v&lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;er&lt;/span&gt;, o Direito como, na realidade, um vivesse sem o outro. Em tempos outros - somente a fim de parodiar - existia um reino onde o rei, todo poderoso, mantinha sua côrte através do luxo e, festas constantes. Com o passar dos anos novos &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;súditos&lt;/span&gt; foram surgindo e, na ânsia de pertencerem ao quadro da corte passaram a entabuar a queda do rei e, de todo seu séquito. Com isso, um dos ministros do estado, nomeado pelo rei, que por sua vez mantinha um romance &lt;em&gt;dos mais atraente &lt;/em&gt;com uma das &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;súditas&lt;/span&gt; que pretendia per&lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;tencer&lt;/span&gt; a côrte, tomando suas dores, passou a liderar a revolução. Mas, como destronar o rei sem ferir os seguidores, mesmo aqueles que não pertenciam a corte e, que até moravam longe (?). Não tinha outra forma, cairia o rei e todos aqueles que estavam com ele, sem &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;exceção&lt;/span&gt; mesmo porque caindo todos; aqueles que estavam por chegar teriam melhores chances para progredirem na nova corte. Dito e feito. Entabuaram, &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;confabularam&lt;/span&gt; e deram fim à empreitada deitando por terra o rei e todos os seus seguidores, mesmo aqueles que não o seguiam, mas, que de uma forma ou outra estavam&amp;nbsp;ligados à corte, nem que por uma questão de tão somente pelo fato de pertencerem ao quadro que poderia suplementar a corte. Caíram todos e, com eles os filhos, maridos e esposas, netos, avós, genros e &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;noras&lt;/span&gt; e, foi o caos. Mais tarde alguns que insurgiram contra&amp;nbsp;a corte antiga (foi criada uma outra), vendo o estrago feito pela empreitada, à custa do Direito e em seu nome, até sentiram uma ponta de remorso diante da mal que produziram e, de uma certa forma, até se igualaram ao rei antigo diante da cupidez que os assolara a fim de se embrenharem na empreitada. Mas, o que adiantaria agora sentir remorso ou pena diante da dor provocada? É certo que o ser humano tem a capacidade de sublimar sentimentos e, com isso, diante do mal feito se invocou a Justiça (coitada)&amp;nbsp;como forma de explicar o exercício do Direito. Ao nosso ver tudo que foi realizado às custas do Direito nada mais foi do que o exercício da maldade a fim de se garantir o interesse próprio. Nada mais. Pois sim, ficou então o sentimento de perda, de vazio e, sobretudo, de que existe Justiça mesmo que em detrimento da pratica do Direito. Ademais, uma coisa é certa, todos aqueles que lutaram para derrubar o rei&amp;nbsp;e o séquito estão no pensamento dos filhos, maridos, avós, &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;noras&lt;/span&gt;, genros&amp;nbsp;e esposas daqueles que caíram e, também no pensamento de todos que &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;diretamente&lt;/span&gt; ou &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;indiretamente&lt;/span&gt; dependiam dos que caíram e, acreditem, tenho vergonha de &lt;span class=&quot;goog-spellcheck-word&quot;&gt;externar&lt;/span&gt; quais sejam tais pensamentos, pois, foram criados por seres que não possuem nada de humano.&amp;nbsp;Somente isso e, o que se espera que se faça Justiça não em nome do Direito, mas, sim em nome da moral. &lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/4963039179933192338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/4963039179933192338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/05/direito-e-justica.html' title='DIREITO E JUSTIÇA'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-3675226583236191666</id><published>2010-05-16T17:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T17:20:47.445-07:00</updated><title type='text'>SENTENÇA DATADA DE 1883</title><content type='html'>Província de Sergipe&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Ipsis litteris, ipsis verbis! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PROVÍNCIA DE SERGIPE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O adjunto de procurador público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora de Sant&#39;Ana, quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra, que estava de tocaia em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta à dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimônio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso fazem prova.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
CONSIDERO &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e a Clarinha, moças donzellas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que se não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CONDENO &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cabra Manoel Duda, pelo malefício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nomeio carrasco o carcereiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Manoel Fernandes dos Santos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Sergipe, 15 de outubro de 1833.Fonte&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
fonte:Instituto Histórico de Alagoas</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/3675226583236191666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/3675226583236191666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/05/sentenca-datada-de-1883.html' title='SENTENÇA DATADA DE 1883'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-1921352194614597726</id><published>2010-05-12T04:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T04:36:05.391-07:00</updated><title type='text'>YouTube - Crepúsculo LULA Nova</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=V_3ZnEWrqu8&amp;amp;feature=player_embedded&quot;&gt;YouTube - Crepúsculo LULA Nova&lt;/a&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/1921352194614597726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/1921352194614597726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/05/youtube-crepusculo-lula-nova.html' title='YouTube - Crepúsculo LULA Nova'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5424087400444200737.post-8096186815031083945</id><published>2010-05-12T03:13:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T03:49:35.436-07:00</updated><title type='text'>O DADO E O CONSTIUIDO</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das mais destacadas funções do Direito é o exercício do controle social, através da criação de normas que regularão as condutas dos indivíduos no contexto da sociedade. O professor Machado Neto vai mais além, ao sustentar que a função do Direito é: &lt;em&gt;“... a de socializador em última instância, pois sua presença e sua atuação só se faz necessária quando já as anteriores barreiras que a sociedade ergue contra a conduta anti-social foram ultrapassadas...”.&lt;/em&gt; Com esse objetivo regulador das atividades desenvolvidas no seio da comunidade, será criado um elemento cultural, pois, oriundo do desempenho intelectual dos seres humanos, o Direito. Entretanto, a pura e simples criação do Direito não garante sua obediência. É preciso descobrir quais são os atributos que permitem a sua realização efetiva. Não se duvida que o Ordenamento Jurídico de um Estado, mesmo que não conhecido totalmente pelos indivíduos que vivem em seu território, é respeitado voluntariamente pela grande maioria da população. Tal fenômeno sociológico é muito intrigante e tem sido objeto das pesquisas de inúmeros sociólogos e filósofos do Direito. Indagam a respeito das circunstâncias que levariam a essa realidade, ou seja, quais seriam os verdadeiros fundamentos da efetividade do Direito ? Para alguns, os contratualistas, a efetividade se daria a partir da matriz criadora do Direito, vindo o homem a abrir mão de parcela de sua autonomia para viver harmoniosamente em sociedade, delegando essa parte de sua liberdade a um ente superior e aparelhado para exercer o controle social: o Estado. Esse parece ser o posicionamento de Jean Jacques Rosseau, quando afirma:&lt;em&gt; “Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a suprema direção da vontade geral; e recebemos, coletivamente, cada membro como parte indivisível do todo... Essa pessoa pública, assim formada pela união de todas as demais, tomava outrora o nome de Cidade, e hoje o de República ou de corpo político, o qual é chamado por seus membros de Estado...”.&lt;/em&gt; Outros acreditam que somente a coação é capaz de fazer com que os indivíduos respeitem as normas emanadas do Estado, pois, viveriam em permanente receio de que sobre eles recaísse o aparelho repressor do ente estatal, trata-se da corrente clássica ou durkheiminiana. Conforme a lição de Jean Carbonnier a efetividade do Direito repousa na idéia de que: &lt;em&gt;“... a norma, sendo feita para se aplicar, requer uma coação que assegure a sua aplicação. A sociedade que produz as normas produz também uma coação que se exerce sobre o que se desvia de sua observância...a coação do direito, dir-se-á então, é a que tem a sua origem num órgão diferenciado, especializado. O órgão que tem o nome de Estado nas sociedades modernas é constituído pelos governantes, pelos chefes, pelos detentores do poder.”&lt;/em&gt; A argumentação acima descrita talvez servisse para justificar a efetividade do Direito Penal, habitat natural das normas coativas e da repressão estatal, mas como fazer para explicar a coação em normas de âmbito privado ou as chamadas normas promocionais, que ao invés de punir o indivíduo o premiam quando executam certas atividades ? Ademais, mesmo que o staff jurídico, responsável pela aplicação do aparato judicial, utilize-se indiscriminadamente da coação, não poderá garantir o cumprimento voluntário do Direito, como bem demonstra Manfred Rehbinder:&lt;em&gt; “Los medios coactivos conducen, por lo general, sólo a la imposición de la norma, pero no a su acatamiento. Si el Derecho normativamente válido debe transformarse también en eficaz, entonces no es suficiente para eso la protección de retaguardia del staff jurídico, la possibilidad de la imposición de la norma en caso de necessidad.”&lt;/em&gt;. Existe, ainda, uma vertente sociológica encabeçada por NiKlas Luhmann, um estruturalista para quem o Direito se efetiva e se torna legítimo através da utilização do procedimento, que formalmente iguala a todos os indivíduos, dando-lhes possibilidades idênticas de se submeter às formas de resolução de conflitos estipuladas pelo Estado. O grande problema da teoria de Luhmann é o fato da despreocupação com os aspectos materiais envolvidos nos conflitos de interesses contidos no meio social, despreza, portanto, as desigualdades materiais existentes entre os membros da coletividade, além de partir da premissa errônea de que eles aceitarão as decisões do aparelho estatal somente porque tiveram acesso ao procedimento. Finalmente, há de mencionar a teoria da racionalidade progressiva, de autoria de Max Weber, que embasa sua teoria sobre a efetividade do Direito numa implementação gradativa da compreensão dos fatos jurídicos pelos indivíduos, envolvidos em um processo de evolução tendente a levá-los de um estágio de irracionalidade, onde aceitariam as normas jurídicas sem qualquer questionamento, a um outro patamar de ampla racionalidade, onde suas condutas se amoldariam às normas por escolhas conscientes. Entendemos ser essa a teoria que mais se adapta aos modernos contornos das Ciências Jurídicas, mas será preciso complementá-la com outros elementos que ajudarão a análise do problema, bem como não desconsiderar que o contrato social, a coação e o procedimento são meios auxiliares para garantir a efetividade do Direito. &lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/8096186815031083945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5424087400444200737/posts/default/8096186815031083945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://spagnuoloeodireito.blogspot.com/2010/05/o-dado-e-o-constiuido.html' title='O DADO E O CONSTIUIDO'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17348618678850972540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>