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		<title>Esboço de interpretação psicológica de “A invenção de Morel”</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 11:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://kanzlermelo.com/2012/04/09/esboco-de-interpretacao-psicologica-de-a-invencao-de-morel/"><img src="http://img.youtube.com/vi/zT6i-pwVXlA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Se eu fosse professor de psicologia, recomendaria aos meus alunos muitos livros de literatura, especialmente os de literatura fantástica. Nesse gênero, destacaram-se Franz Kafka, E. T. A. Hoffmann, Arthur Schnitzler, Jorge Luis Borges, entre outros. São histórias que não falam sobre o inconsciente, mas são contadas segundo a linguagem do inconsciente. A sensação provocada no leitor é muito bem descrita no texto &#8220;O inquietante&#8221; [Das Unheimliche] , traduzido também como &#8220;O estranho&#8221;, de Sigmund Freud.</p>
<p>Um autor que também se sobressaiu nesse gênero foi o argentino Adolfo Bioy Casares, agraciado em 1990 com o prêmio Miguel de Cervantes. Casares também ficou conhecido pela grande amizade que teve com Jorge Luis Borges. Sua principal obra é o livro &#8220;A invenção de Morel&#8221;. Existem várias resenhas muito boas pela internet, sobretudo porque essa história foi recentemente publicada pela editora Cosac Naify. Atualmente, o título está indisponível de acordo com o site da editora, mas acredito que será reimpresso em breve.</p>
<p>Não tenho a pretensão de fazer uma análise literária, minha colaboração é de outra ordem, acredito que posso oferecer aqui um esboço de interpretação psicológica do livro &#8220;A invenção de Morel&#8221;.</p>
<p>O livro trata de um personagem sem nome, fugitivo político da Venezuela que vai parar numa ilha deserta. Depois de algum tempo, percebe que não está sozinho e passa a acompanhar a vida dos outros moradores da ilha, especialmente dois: Faustine, a mulher por quem se apaixona, e Morel, um cientista cujo nome foi inspirado em Moreau, personagem de H. G. Wells, e supostamente apaixonado por Faustine.</p>
<p>O ciúme que o protagonista sente pela amada e a rivalidade que tem com Morel, uma homem dedicado a perpetuar a vida em outra dimensão, se coaduna perfeitamente com a dinâmica freudiana conhecida como complexo de Édipo. O comportamento do fugitivo de espiar o casal, principalmente Faustine, sem que seja notado, corresponde ao instinto escopofílico (prazer em ver os órgãos sexuais) que as crianças têm em relação aos pais. Esse padrão de comportamento de ver e não ser percebido, do qual se obtém intenso prazer, é tipico da curiosidade sexual infantil e pode ser facilmente identificado na história de quase todas as pessoas. Freud escreveu a respeito desse instinto em &#8220;O inquietante&#8221;, onde faz uma interessante análise do conto fantástico &#8220;O homem de areia&#8221;, de E. T. A. Hoffmann.</p>
<p>No decorrer da história de Casares, o personagem principal pouco a pouco ocupa o papel de observador, quando então compreende que é invisível aos demais moradores da ilha e que eles não passam de projeções gravadas pelas máquinas inventadas por Morel. O tema do duplo se desenvolve com crescente surrealidade conforme é apresentada a natureza especular da ilha. Contudo, é justamente do duplo do protagonista que surge a castração, aplicada de maneira implacável ao fugitivo, que registra em seu diário a dor e a angústia diante da impermeabilidade da invenção. Mesmo diante das adversidades, ele persevera na ideia de suprimir a figura de Morel e seduzir Faustine.</p>
<p>Nesse ponto, o leitor já sabe que tudo transcorre na realidade interna do fugitivo e, a exemplo do funcionamento dos sonhos, a fantasia em questão também é formada por desejos inconscientes provenientes de complexos da infância. Tal e qual se sucede no aparelho psíquico, esses desejos inconscientes do protagonista se repetem em representações diversas e exercem pressão a fim de atingir a satisfação, até lhe ocorrer uma interdição: a intervenção paterna. A identificação e a ambivalência do personagem principal com Morel são inequívocas e constituem características marcantes da relação entre pai e filho, de acordo com a psicanálise.</p>
<p>A solução para o conflito do fugitivo é encontrada ainda no mundo das fantasias: ele tenta ignorar seu antagonista, decide gravar imagens de si e sincroniza as suas cenas com as de Faustine, num processo análogo à alucinação. Se não pode eliminar a figura paterna e divina, decide ser ele o próprio Deus, que faz morrer numa dimensão (material) e renascer na outra (projetiva). Nem por isso alcança êxito duradouro na satisfação do seu desejo edípico, pois chega a conclusão que não é Morel e deixa ao final o apelo para que um outro inventor lhe permita entrar na consciência da amada. A exemplo do que acontece na tragédia grega &#8220;Édipo Rei&#8221;, o desejo incessante e inconsciente de possuir a mãe e se desfazer do pai está destinado ao fracasso.</p>
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		<title>[Clarín.com] DSM-5 e o universo psi: diagnósticos à medida do mercado?</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 11:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo traduzido da seção Ideas da revista cultural Ñ, do portal argentino Clarín.com<br />
<a href="http://www.revistaenie.clarin.com/ideas/dsm-dsm5-psicologia-mercado-poder-diagnostico-psiquiatrico_0_664133801.html">http://www.revistaenie.clarin.com/ideas/dsm-dsm5-psicologia-mercado-poder-diagnostico-psiquiatrico_0_664133801.html</a></p>
<h2>DSM-5 e o universo psi: diagnósticos à medida do mercado?</h2>
<p>A próxima edição do Manual de estatísticas e diagnóstico para as desordens mentais (DSM-5), bíblia da psiquiatria e psicologia cognitiva nos EUA, considera o luto e a rebeldia como doenças. “É uma imposição para patologizar e medicalizar a comunidade”, diz o psicanalista argentino Mario Goldenberg.</p>
<p>Por Pablo E. Chacón</p>
<p>MARKETING OU CIÊNCIA. Desordens mentais à medida dos laboratórios?<br />
Nos Estados Unidos, paraíso da ciência aplicada e das tecnologias de ponta, nasceu em 1952 o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM), bíblia da psiquiatria e da psicologia cognitiva que já tem quatro edições e uma quinta, pronta para comercialização em maio de 2013. Contudo, o volume (do qual se prevê uma primeira tiragem de um milhão de exemplares) é notícia quase com um ano de antecipação, por razões diversas, entre as mais conhecidas, a “escolha” de novos transtornos que, edição após edição, se somam a uma lista que mais parece uma péssima imitação do livro dos seres imaginários ao qual Jorge Luis Borges durante um tempo dedicou seu trabalho.</p>
<p>Sabe-se que o marketing e as estatísticas são tomados como fundamento moral na chamada democracia do norte, tanto em questões eleitorais, científicas como culturais. E que a saúde é um insumo, do qual estão excluídos 60% da população desse país, que tem a particularidade de cruzar os três registros: políticos, científicos e culturais. Como ignorar então que o luto, a tristeza que acompanha a perda de alguém muito querido será considerada a partir do próximo ano uma “doença”, assim como a rebeldia, batizada de “transtorno de oposição desafiante”, se para ambos os males também existirão seus correspondentes placebos farmacológicos, essa próspera atividade, quase tão quanto o tráfico de armas e de drogas (ilegais)? Entretanto, versões do DSM-5 já estão sendo usadas nos centros de saúde -de várias partes do mundo- sem terem sido apresentadas ainda à sociedade.</p>
<p>Nestes momentos são aproximadamente 300 os transtornos identificados por um grupo de “notáveis” (médicos, psiquiatras, psiquiatras policiais), mas a escolha de luto e rebeldia como novíssimos “distúrbios emocionais” que tornou pública um par de semanas atrás a revista especializada The Lancet, caiu melhor nos laboratórios que entre certos profissionais que tentam outro tipo de trabalho nos EUA, e sem falar na Europa ou América do Sul, que se converteu, durante estes anos, num dos focos da resistência à medicalização da vida que propõe o manual. Digamos assim: o DSM é um instrumento para provocar um curto-circuito entre as paixões e a limitação que constitui o ser vivo: tal como se fosse uma máquina.</p>
<p>Mas o peso do DSM reside no que se converteu numa referência não só para médicos (que os tomam como ajuda para estabelecer diagnósticos) ou planos de saúde (que se orientam por suas normas), senão para boa parte da comunidade.</p>
<p>Em entrevista ao Ñ digital, o psicanalista argentino Mario Goldenberg, foi explícito: “o próximo DSM, elaborado pela Associação Psiquiátrica Americana, é uma imposição para patologizar e medicalizar a comunidade; uma nova reformulação classificatória que busca ampliar através do discurso da ciência as doenças mentais. Transtornos, disforias, disfunções. Ou seja, tenta, sob um disfarce de termos científicos, uma classificação do inclassificável: o padecimento”.</p>
<p>O manual, considerado toda uma instituição, tem a sua influência, se se leva em conta, por exemplo, que até 1974 a homossexualidade figurava na lista de desordens; e que agora que debate assuntos complicados como a identidade de gênero em relação à transexualidade, ou a compulsão às compras ou ao sexo, nestes casos, “invenções” diagnósticas que deram lugar a prósperos serviços e negócios imobiliários. A questão é complexa, ao ponto que para evitar pressões &#8211; ou aceitá-las (da indústria farmacêutica, planos de saúde, juízes, grupos religiosos e políticos)- a equipe assessora foi obrigada a firmar uma cláusula de confidencialidade, que como indicam as notícias, não existe. Por que vazaram informações? A hipótese mais consistente sustenta que as residências psiquiátricas se juntam para que os dissidentes vejam com preocupação o altíssimo nível de medicação aos quais se submetem os pacientes.</p>
<p>Psicanalista também, Osvaldo Arribas diz que “parece ser um fato que no afã classificatório do DSM dos Estados Unidos não se quer deixar fora nada ‘do que nos apresenta ou pode nos apresentar’. Este afã classificatório, ‘científico’, a cada sintoma um ‘transtorno’, é próprio dos EUA, onde, ao mesmo tempo, se rejeita mais e mais a psicanálise. E um claro exemplo é Siri Hustvedt, a mulher de Paul Auster, autora de ‘A mulher temerosa’ e ‘Elegia a um americano’. No primeiro, fala de um ataque histérico que a acometeu falando numa homenagem ao seu pai, faz uma análise de distintas opiniões científicas e conta que sempre lhe deu pânico… se analisar. No outro, o protagonista é um analista!”.</p>
<p>Nascido na Califórnia mas radicado na Grã Bretanha, o lacaniano Darian Leader acaba de publicar -contra a doxa sanitária- “A moda negra. Luto, depressão e melancolia” (editorial Sexto Piso): “Neste livro argumento que devemos renunciar ao conceito de depressão como está marcado na atualidade. Em vez disso, devemos ver o que chamamos depressão como um conjunto de sintomas que derivam de histórias humanas complexas e sempre distintas. Estas histórias involucrarão as experiências de separação e perda (…) Com o propósito de dar sentido à forma em que temos respondido a tais experiências, precisamos ter as ferramentas conceituais corretas; e estas, acredito, podem ser encontradas nas velhas noções de luto e melancolia”, escreve.</p>
<p>Psicanalista e escritor argentino, radicado na Espanha desde 1976, Gustavo Dessal, se coloca contra este dispositivo que vê o sujeito como um robô: “A matança perpetrada há poucos dias no Afganistão por um soldado americano da base Lewis-McChord de Seattle, fez saltar o escândalo dos diagnósticos que os psiquiatras militares usam na hora de avaliar os transtornos psíquicos de seus pacientes”.</p>
<p>“A base, que tem o recorde nos Estados Unidos de soldados com suicídios, assassinatos e doenças mentais, e o Madigan Army Medical Center, o hospital que funciona dentro dela, estão sendo investigados pela senadora Patty Murray, presidente do Comitê de Veteranos de Guerra do Senado norteamericano, para determinar, entre outras cosas, as razões pelas quais foi retirado o diagnóstico de ‘transtorno de estresse pos-traumático’ de 285 soldados dessa base que inicialmente haviam sido qualificados dentro dessa categoría. A razão não demorou a aparecer: o Pentágono economizou algumas centenas de milhares de dólares em tratamentos que deveria proporcionar às pessoas afetadas”.</p>
<p>“O interessante dessa história, é que já não é necessário voltar aos tempos de (Josef) Stalin para comprovar o papel que a psiquiatria pode cumprir como instrumento de poder. Desde alguns anos, não é novidade que um imenso setor da psiquiatria mundial se converteu em ‘jardineiro fiel’ (para usar o título da novela de John Le Carré) dos interesses da indústria farmacêutica. O DSM ‘fabrica’ diagnósticos conforme as necessidades do mercado. Em poucas palavras: os laboratórios descobrem uma droga, e a psiquiatria justifica seu uso criando uma categoria diagnóstica ‘ad hoc’”.</p>
<p>“E para completar o negócio, que melhor ideia que converter tudo em ‘doenças’, ‘transtornos’ ou ‘desordens’? Não satisfeitos com isso, os laboratórios encontraram um novo filão: a infância. Por que esperar que o indivíduo cresça para convertê-lo em consumidor de fármacos psiquiátricos, se existem centenas de milhões de crianças no mundo que podem ser clientes imediatos? Apenas é necessária a colaboração de burocratas, técnicos e psiquiatras que compreendam o potencial em jogo. O DSM-5 inclui transtornos tais como a ‘rebeldia’ à autoridade. Os políticos, convertidos em servos do poder econômico global, veem com interesse a possibilidade de contar com uma medicação, ‘cientificamente’ avalizada, para corrigir desde a infância qualquer possibilidade de questionamento. Melhor prevenir desde que os cidadãos são pequenos, especialmente agora que vamos retornando aos índices de exploração e servidão dos tempos de Dickens. Stanislaw Lem, o escritor de ficção científica, estava certo quando estabeleceu que o século XIX havia sido o da revolução industrial, o XX o da revolução tecnológica, e o XXI o da revolução química. O presidente da Sociedade Espanhola de Psiquiatria, o doutor Jerónimo Saiz, está empenhado em promover uma campanha para que o governo aprove uma lei que permita a administração de um antipsicótico chamado Xeplio, inclusive contra a vontade do paciente. Orwell e Huxley não teriam tamanha imaginação”.</p>
<p>Luciano Lutereau não fica atrás: “Minha principal observação sobre o DSM é que só com abjeção se pode reconhecê-lo como um manual de diagnóstico, já que o caráter estático de suas classificações descritivas desconhece o carácter de processo que um diagnóstico deve ter para ser preciso. Além disso, um diagnóstico sempre se faz em função de uma orientação de tratamento; se não, deixa de ser operativo e potencialmente se torna uma ferramenta de controle social. Em terceiro lugar, o DSM recai numa predicação sobre o ser do sujeito a partir da média, quando o sofrimento é aquele que escapa à norma. Aqui não seria demais lembrar dos trabalhos de (Georges) Canguilhem que distinguem norma e normalidade. Mas os usuários atuais do DSM não só ignoram a história da medicina, como deixaram de lado o mais básico da psiquiatria clássica e os conceitos fundamentais da psicopatologia, a favor de uma sorte de condutismo farmacológico. Por último, uma observação sobre o sintoma: no DSM, o sintoma é uma conduta, um hábito, algo a corrigir e não uma escolha que refreia a quem padece dele; por isso aqui as respostas são corretivas, e não participando na capacidade eletiva do ser falante”.</p>
<p>E Carlos Gustavo Motta explica que “em todas as edições do DSM é possível ler sua orientação e espírito. Sua primeira edição apareceu em 1952 e nela o termo reação refletia a influência psicobiológica de Adolf Meyer, que descarta a neurose colocando, em vez disso, transtorno, designando-o como uma representação de reações da personalidade frente a fatores psicológicos, sociológicos e biológicos. A questão confirma a disputa do clássico com o novo e o que resulta complexo de se ler diante da proximidade da filosofia pragmática cognitivista, que não é nem boa nem má, mas que exercida por certos profissionais indolentes à leitura, acaba sendo prejudicial em seus efeitos terapêuticos”.</p>
<p>“A classificação do DSM mais que facilitar, complica. As três estruturas freudianas, neurose, psicose e perversão, são eliminadas para estabelecer uma longa lista de afecções que enumeradas sob modalidades particulares, finalizam numa encruzilhada numérica e fenomenal que lhe cai bem em seu título de estatístico e que permitem via livre acesso à psicofarmacologia incluindo ao sujeito numa cura pret-a-porter, colocando-o numa profecia autorrealizada, excluindo-o de sua dimensão fantasmática. É tanto o desejo de distribuir o mundo inteiro segundo um código que uma lei universal regirá o conjunto dos fenômenos: dois hemisférios; cinco continentes; masculino e feminino; animal e vegetal; singular e plural; direita/esquerda; quatro estações; cinco sentidos, etc. Assim, o primeiro ajuste da denominação na saúde mental do século XXI, o postergado DSM-5, começará a regir tanto nos foros judiciais (os laudos periciais, por exemplo, se ajustam a esta característica) como nas mentes brilhantes ou o que resulta mais inquietante, aqueles profissionais que devem se ajustar à norma para medicar e deixar suas almas inquietas satisfeitas, plenas de ‘furor sanandis’”.</p>
<p>Silvia Elena Tendlarz diz que “Freud se ocupou de distinguir o luto normal do patológico. A tristeza é parte do luto, do relato lento de lembranças que nos permite, recordando, esquecer. Dos artistas e seu espírito soturno, passando pela melancolia, com o novo DSM nos deparamos com uma metamorfose: agora a tristeza pela perda de um ser querido não é a expressão da dor que possibilita novas formas de encontro senão um transtorno, uma desordem. Mas o certo é que ninguém se salva dessa desordem: a vida e a morte são lados de uma única moeda e dão sentido à vida. Transformar o luto numa patologia que deve ser medicada é impedir dar adeus no tempo necessário a cada um e voltar a encontrar nas lembranças aquela pessoa que foi parte de nossas vidas”.</p>
<p>Se restava alguma dúvida, em sua viagem aos Estados Unidos Freud não hesitou em dizer que a psicanálise -nesse “mundo perfeito- podia ser uma “peste”. O que não imaginou foram os instrumentos que tinham os nativos para se imunizar.-</p>
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		<item>
		<title>A questão ético-profissional da sublocação para as clínicas de psicologia</title>
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		<comments>http://kanzlermelo.com/2012/03/27/a-questao-etica-e-profissional-da-sublocacao-para-as-clinicas-de-psicologia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 12:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia clínica]]></category>
		<category><![CDATA[responsável técnico]]></category>
		<category><![CDATA[sublocação]]></category>

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		<description><![CDATA[De uns tempos para cá tem sido cada vez mais comum a sublocação de consultórios de psicologia. O que me parece preocupante é ver no Facebook que algumas clínicas anunciam a sublocação de salas. Mas ao que uma clínica de psicologia deve estar atenta ao sublocar seus consultórios? Neste caso, a questão que me vem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3246&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://kanzlermelo.files.wordpress.com/2012/03/chang-and-eng.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3247" title="Chang-and-Eng" src="http://kanzlermelo.files.wordpress.com/2012/03/chang-and-eng.jpg?w=300&#038;h=180" alt="" width="300" height="180" /></a></p>
<p>De uns tempos para cá tem sido cada vez mais comum a sublocação de consultórios de psicologia. O que me parece preocupante é ver no Facebook que algumas clínicas anunciam a sublocação de salas. Mas ao que uma clínica de psicologia deve estar atenta ao sublocar seus consultórios?</p>
<p>Neste caso, a questão que me vem à cabeça é a <strong>responsabilidade técnica</strong>. Mesmo se uma clínica subloca a sala, deve o seu responsável técnico acompanhar os serviços prestados e zelar pelo cumprimento das disposições legais e éticas, pela qualidade dos serviços e pela guarda do material utilizado, adequação física e qualidade do ambiente de trabalho? Sim, pelo que posso depreender, a responsabilidade técnica não exclui o trabalho realizado na sala sublocada. Dessa maneira, não se trata apenas de &#8220;transmitir a terceiro em nova locação, no todo ou em parte, o imóvel de que se é locatário&#8221;, tal como é definido o verbete <strong>sublocação</strong> pelo dicionário Houaiss.</p>
<p>Por isso, o responsável técnico deve conhecer bem o trabalho realizado por todos os psicólogos que trabalham na mesma clínica. A impressão que tenho quando leio um anúncio de sublocação não é exatamente essa. O que me parece é que as clínicas de psicologia estão se tornando uma espécie de colcha de retalhos, um espaço dividido por vários psicólogos, mas desprovido de <strong>compromisso ético-profissional</strong>. Nada diferente do que ocorre com os psicólogos como classe.</p>
<p>Na minha opinião, não é algo que depende tanto de fiscalização, mas de orientação. A necessidade de sobreviver na psicologia é maior que tudo e gera esse tipo de distorção nas relações entre profissionais. Não sei o que os CRPs pensam a respeito disso, mas estou seguro que a palavra sublocação de forma alguma reflete o contrato ético-profissional que uma clínica deve ter com os seus profissionais. Assim como cabe aos CRPs orientar os responsáveis técnicos, cabe ao responsável técnico orientar os psicólogos da clínica onde trabalha.</p>
<p>É um desejo íntimo do dono da clínica não se responsabilizar pela conduta do psicólogo que lhe presta serviços, mas isso (in)felizmente não é possível. Não há como fugir. Tanto o dono da clínica como o responsável técnico devem estar cientes do que se passa no domínio da empresa. Esse conforto existe apenas no terreno das ilusões. Ter uma clínica com vários profissionais é algo difícil sobretudo pela gestão de egos. O psicólogo clínico, embora viva de se relacionar com pessoas, tem uma natureza misantropa e muitas vezes não sabe trabalhar em equipe, tampouco com alguém que lhe dê orientações.</p>
<p>Será que não é hora de começar a cuidar dessa questão? Se houver um compromisso mais estreito entre psicólogos no espaço de uma clínica, certamente sentiremos os efeitos positivos disso em dimensões cada vez maiores. Precisamos pensar numa palavra melhor que sublocação para combater a crescente fragmentação que avança vorazmente contra o grupo de psicólogos clínicos.</p>
<br />Filed under: <a href='http://kanzlermelo.com/category/psicologia/'>Psicologia</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/category/area/psicologia-clinica/'>Psicologia clínica</a> Tagged: <a href='http://kanzlermelo.com/tag/responsavel-tecnico/'>responsável técnico</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/sublocacao/'>sublocação</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kanzlermelo.wordpress.com/3246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kanzlermelo.wordpress.com/3246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/kanzlermelo.wordpress.com/3246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/kanzlermelo.wordpress.com/3246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/kanzlermelo.wordpress.com/3246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/kanzlermelo.wordpress.com/3246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/kanzlermelo.wordpress.com/3246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/kanzlermelo.wordpress.com/3246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/kanzlermelo.wordpress.com/3246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/kanzlermelo.wordpress.com/3246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/kanzlermelo.wordpress.com/3246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/kanzlermelo.wordpress.com/3246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/kanzlermelo.wordpress.com/3246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/kanzlermelo.wordpress.com/3246/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3246&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~4/O-W9VuspEM4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ato Médico e Psicologia Cristã: por onde passa um boi, passa uma boiada</title>
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		<comments>http://kanzlermelo.com/2012/03/07/ato-medico-e-psicologia-crista-por-onde-passa-um-boi-passa-uma-boiada/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 16:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Suplementar]]></category>
		<category><![CDATA[ato medico]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Os psicólogos ultimamente estão sendo submetidos a uma prova de fogo e, como diz o ditado, por onde passa um boi, passa uma boiada. Em primeiro lugar, há o Ato Médico, que há tempos vem comendo pelas beiradas e está próximo de ser aprovado. Com ele em vigor, seremos desautorizados a diagnosticar e até mesmo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3236&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Os psicólogos ultimamente estão sendo submetidos a uma prova de fogo e, como diz o ditado, por onde passa um boi, passa uma boiada.</p>
<p>Em primeiro lugar, há o Ato Médico, que há tempos vem comendo pelas beiradas e está próximo de ser aprovado. Com ele em vigor, seremos desautorizados a diagnosticar e até mesmo tratar pacientes sem um encaminhamento médico. Pela pouca repercussão do projeto, pode-se afirmar que a sociedade ficou praticamente fora dessa discussão e, infelizmente, não foi suficientemente sensibilizada pelos profissionais da saúde a respeito das consequências dessa reserva de mercado dos médicos.</p>
<p>Recentemente, a Rede Sarah de Hospitais encaminhou aos parlamentares uma carta de protesto contra o Ato Médico, alegando que o texto do projeto representa um retrocesso em termos de interdisciplinaridade na área de saúde. Apesar da boa iniciativa, há muito tempo perdido nessa luta e acredito que o documento tenha sido publicado com atraso, dado o estágio avançado em que se encontra a tramitação do Ato Médico.</p>
<p>A outra ameaça que cerca os psicólogos é a Psicologia Cristã, que se respalda na fé cristã e usa como instrumento de cura o sermão. Não se submete a qualquer lei senão a divina. Desafiam em nome de Deus todos os manuais diagnósticos e entidades de saúde, sentindo-se no direito de usar o título profissional para legitimar a prática religiosa dentro dos consultórios. A citação de versículos bíblicos usada pela psicóloga Marisa Lobo em seu documento de defesa ao CRP-08 é uma evidente confusão entre credo religioso e ética profissional. Vale lembrar que o cristão tem toda a liberdade de ter a sua fé, difundi-la e praticá-la, desde que não use o nome de psicologia para isso.</p>
<p>Existem outros exemplos de grupos que querem tirar uma casquinha dos psicólogos, mas esses que mencionei são os mais recentes. O Sistema Conselhos tem o dever de tomar previdências, mas lamentavelmente o faz sem o apoio ostensivo dos psicólogos, pois há uma fraca comunicação entre as entidades de psicologia e seus filiados. É hora de discutir, mobilizar, unir, punir e protestar. Não podemos mais nos dar ao luxo de prescindir de ações contundentes e afirmativas.</p>
<p>Já dizia Gonzaguinha:</p>
<p><em>A gente não tem cara de panaca</em><br />
<em> A gente não tem jeito de babaca</em><br />
<em> A gente não esta com a bunda exposta</em><br />
<em> Na janela pra passar a mão nela</em><br />
<em> É&#8230;</em></p>
<p>Vamos lutar, mas vamos convocar psicólogos e sociedade, pois a nossa vitória é a vitória de todos.</p>
<br />Filed under: <a href='http://kanzlermelo.com/category/psicologia/'>Psicologia</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/category/saude-suplementar/'>Saúde Suplementar</a> Tagged: <a href='http://kanzlermelo.com/tag/ato-medico/'>ato medico</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/psicologia-crista/'>psicologia cristã</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kanzlermelo.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kanzlermelo.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/kanzlermelo.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/kanzlermelo.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/kanzlermelo.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/kanzlermelo.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/kanzlermelo.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/kanzlermelo.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/kanzlermelo.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/kanzlermelo.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/kanzlermelo.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/kanzlermelo.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/kanzlermelo.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/kanzlermelo.wordpress.com/3236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3236&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~4/f_3MwGJ9hxA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Lançamentos de Freud previstos para 2012</title>
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		<comments>http://kanzlermelo.com/2012/02/25/lancamentos-de-freud-previstos-para-2012/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 01:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[cosac naify]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>
		<category><![CDATA[l&pm]]></category>

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		<description><![CDATA[As novas traduções de Freud, do alemão, não param em 2012: A Companhia das Letras anunciou recentemente os lançamentos para 2012. Em março, será lançada uma nova edição (econômica) da biografia Freud, uma vida para nosso tempo, de Peter Gay. Até o fim do ano, a editora deve lançar mais dois volumes da nova tradução de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3229&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As novas traduções de Freud, do alemão, não param em 2012:</p>
<ul>
<li>A Companhia das Letras anunciou recentemente os lançamentos para 2012. Em março, será lançada uma nova edição (econômica) da biografia <em>Freud, uma vida para nosso tempo</em>, de Peter Gay. Até o fim do ano, a editora deve lançar mais dois volumes da nova tradução de Freud: o 2, <em>Ensaios sobre a histeria</em>, e o 11, <em>Totem e tabu, história do movimento psicanalítico e outros textos</em>. Entretanto, de acordo com o próprio site, essas são apenas previsões.</li>
<li>Neste mês de fevereiro, a editora Cosac Naify lançou <em>Luto e Melancolia</em>, de Freud, traduzido diretamente do alemão por Marilene Carone. O livro traz também textos de Modesto Carone, tradutor consagrado e marido de Marilene, Maria Rita Kehl e Urania Tourinho Peres.</li>
<li>A L&amp;PM Editores anunciou em sua página de futuros lançamentos uma nova tradução de <em>A Interpretações dos Sonhos</em>, também de Freud, prevista para 2012.</li>
</ul>
<p>A L&amp;PM Editores e a Companhia das Letras já têm outros títulos do pai da Psicanálise publicados.</p>
<p>Quem segue o blog, sabe que desde que a obra de Freud entrou em domínio público, estamos divulgando todos os lançamentos das novas traduções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />Filed under: <a href='http://kanzlermelo.com/category/psicanalise/'>Psicanálise</a> Tagged: <a href='http://kanzlermelo.com/tag/biografia/'>biografia</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/companhia-das-letras/'>companhia das letras</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/cosac-naify/'>cosac naify</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/freud/'>Freud</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/lpm/'>l&amp;pm</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kanzlermelo.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kanzlermelo.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/kanzlermelo.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/kanzlermelo.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/kanzlermelo.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/kanzlermelo.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/kanzlermelo.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/kanzlermelo.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/kanzlermelo.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/kanzlermelo.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/kanzlermelo.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/kanzlermelo.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/kanzlermelo.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/kanzlermelo.wordpress.com/3229/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3229&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~4/LuN1C0PQIc0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>[Cosac Naify] Lançamento de “Luto e Melancolia”, de Sigmund Freud, traduzido por Marilene Carone</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~3/Py78qGRiyts/</link>
		<comments>http://kanzlermelo.com/2012/02/06/cosac-naify-lancamento-de-luto-e-melancolia-de-sigmund-freud-traduzido-por-marilene-carone/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 22:50:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[cosac naify]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>
		<category><![CDATA[marilene carone]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 8/2, quarta-feira, às 19h30, a Cosac Naify e a Livraria da Vila promovem o lançamento de Luto e melancolia, de Sigmund Freud, traduzido por Marilene Carone. Na ocasião haverá um debate com o escritor e tradutor Modesto Carone, a psicanalista Maria Rita Kehl e o professor André Carone. Em Luto e melancolia, Freud [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3224&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>No dia 8/2, quarta-feira, às 19h30, a Cosac Naify e a Livraria da Vila promovem o lançamento de Luto e melancolia, de Sigmund Freud, traduzido por Marilene Carone. Na ocasião haverá um debate com o escritor e tradutor Modesto Carone, a psicanalista Maria Rita Kehl e o professor André Carone.</p>
<p>Em Luto e melancolia, Freud compara a experiência do luto ao que em sua época era chamada de “melancolia” e hoje é identificado como “depressão”. No luto, a perda de um ente querido faz com que sintamos um “vazio” temporário em nossos afetos. Com o decorrer do tempo, recuperamos a capacidade de redirecionar nossos afetos. No estado melancólico, a experiência da perda tem a mesma dimensão, mas não se sabe o que se “perdeu” e nem o porquê, ou seja, o processo de perda é inconsciente.</p>
<p>A presente edição contém a íntegra da tradução pioneira realizada pela psicanalista Marilene Carone (1942-1987), falecida precocemente enquanto se preparava para verter diretamente do alemão as obras de Freud depois de constatar as insuficiências da tradução brasileira feita a partir da Standard Edition inglesa. Completam essa edição “Marilene Carone, tradutora de Freud”, escrito por seu marido Modesto Carone, e dois textos inéditos das psicanalistas Maria Rita Kehl e Urania Tourinho Peres, autoras de estudos que põem na ordem do presente as questões abordadas por Freud &#8211; a depressão tornou-se a grande patologia de hoje, alimentando parte considerável da indústria dos psico-fármacos.</p>
<p>Livraria da Vila &#8211; Pátio Higienópolis<br />
Av. Higienópolis, 618, São Paulo &#8211; SP<br />
Mais informações: (11) 3660-0230</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: http://editora.cosacnaify.com.br/EditoraAgenda/2012/2/Agenda.aspx#232</p>
<br />Filed under: <a href='http://kanzlermelo.com/category/psicanalise/'>Psicanálise</a> Tagged: <a href='http://kanzlermelo.com/tag/cosac-naify/'>cosac naify</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/freud/'>Freud</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/marilene-carone/'>marilene carone</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/traducao/'>tradução</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kanzlermelo.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kanzlermelo.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/kanzlermelo.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/kanzlermelo.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/kanzlermelo.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/kanzlermelo.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/kanzlermelo.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/kanzlermelo.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/kanzlermelo.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/kanzlermelo.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/kanzlermelo.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/kanzlermelo.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/kanzlermelo.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/kanzlermelo.wordpress.com/3224/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3224&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~4/Py78qGRiyts" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Consultório mínimo de psicologia</title>
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		<comments>http://kanzlermelo.com/2012/01/14/consultorio-minimo-de-psicologia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 13:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia clínica]]></category>
		<category><![CDATA[clínica]]></category>
		<category><![CDATA[Consultório]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebo quase todos os dias comentários neste blog me perguntando sobre como começar a montar um consultório de psicologia. Sempre tento deixar aqui algumas sugestões simples e práticas. Segue uma breve lista de serviços e objetos indispensáveis em um consultório: Objetos/Móveis Telefone com secretária eletrônica Conjuntos de sofás (para a sala de atendimento e, se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3206&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://kanzlermelo.files.wordpress.com/2012/01/canivete_suico.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3207" title="canivete_suico" src="http://kanzlermelo.files.wordpress.com/2012/01/canivete_suico.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Recebo quase todos os dias comentários neste blog me perguntando sobre como começar a montar um consultório de psicologia. Sempre tento deixar aqui algumas sugestões simples e práticas. Segue uma breve lista de serviços e objetos indispensáveis em um consultório:</p>
<h3>Objetos/Móveis</h3>
<ul>
<li>Telefone com secretária eletrônica</li>
<li>Conjuntos de sofás (para a sala de atendimento e, se possível, recepção) e cadeiras (recepção)</li>
<li>Mesa e cadeira</li>
<li>Computador e impressora</li>
<li>Armário com chave (para guardar documentos e, se for o caso de atendimeno infantil, outro para guardar brinquedos)</li>
<li>Lixeiras (para a sala de atendimento, recepção e banheiro)</li>
<li>Bebedouro ou purificador de água</li>
<li>Circulador de ar ou ar condicionado</li>
<li>Revisteiro</li>
</ul>
<h3>Serviços</h3>
<ul>
<li>Contabilidade</li>
<li>Motoboy</li>
<li>Provedor de internet e conta de telefone</li>
</ul>
<p>Além disso, existem os gastos fixos: condomínio, aluguel, IPTU, anuidade do CRP e ISS.</p>
<p>Este post é a atualização de um outro publicado em julho de 2011: <a href="http://kanzlermelo.com/2011/07/01/o-que-um-consultorio-de-psicologia-deve-ter/">O que um consultório de psicologia deve ter</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://kanzlermelo.com/category/psicologia/'>Psicologia</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/category/area/psicologia-clinica/'>Psicologia clínica</a> Tagged: <a href='http://kanzlermelo.com/tag/clinica/'>clínica</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/consultorio/'>Consultório</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/psicologia/'>Psicologia</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kanzlermelo.wordpress.com/3206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kanzlermelo.wordpress.com/3206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/kanzlermelo.wordpress.com/3206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/kanzlermelo.wordpress.com/3206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/kanzlermelo.wordpress.com/3206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/kanzlermelo.wordpress.com/3206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/kanzlermelo.wordpress.com/3206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/kanzlermelo.wordpress.com/3206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/kanzlermelo.wordpress.com/3206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/kanzlermelo.wordpress.com/3206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/kanzlermelo.wordpress.com/3206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/kanzlermelo.wordpress.com/3206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/kanzlermelo.wordpress.com/3206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/kanzlermelo.wordpress.com/3206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3206&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~4/RQIpZbWGj8w" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>[El País] Estados Unidos já reconhece que homens são vítimas de abuso sexual</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~3/bQ0nLApdAGQ/</link>
		<comments>http://kanzlermelo.com/2012/01/08/el-pais-estados-unidos-ja-reconhece-que-homens-sao-vitimas-de-abuso-sexual/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 12:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[abuso sexual]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
		<category><![CDATA[homens]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante oito décadas, a definição de abuso sexual nos Estados Unidos foi a mesma. O governo federal e o FBI só têm aceitado tradicionalmente uma descrição: &#8220;A relação carnal de uma mulher à força contra sua vontade&#8221;. Isso mudou na sexta-feira. O Departamento de Justiça apresentou uma nova definição oficial, mais ampla, que inclui os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3200&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Durante oito décadas, a definição de abuso sexual nos Estados Unidos foi a mesma. O governo federal e o FBI só têm aceitado tradicionalmente uma descrição: &#8220;A relação carnal de uma mulher à força contra sua vontade&#8221;. Isso mudou na sexta-feira. O Departamento de Justiça apresentou uma nova definição oficial, mais ampla, que inclui os homens entre as vítimas e que elimina a condição de que as mulheres tenham resistido fisicamente aos agressores.</em></p>
<p><em>A partir de agora, nas investigações dos agentes do FBI, a polícia judicial, o abuso sexual será entendido como &#8220;penetração, por leve que seja, da vagina e do ânus com qualquer parte do corpo ou objeto, ou penetração oral pelo órgão sexual de outra pessoa, sem o consentimento da vítima&#8221;. No último ano de que se tem dados, 2010, o FBI registrou 84.767 abusos sexuais nos Estados Unidos. Essa cifra, com a nova definição, aumentará de forma considerável a partir de 2012.</em></p>
<p>Notícia publicada em 08 de janeiro de 2012.</p>
<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/sociedad/EE/UU/reconoce/violacion/hombres/elpepisoc/20120108elpepisoc_7/Tes">Link da notícia no El País</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://kanzlermelo.com/category/diversos/'>Diversos</a> Tagged: <a href='http://kanzlermelo.com/tag/abuso-sexual/'>abuso sexual</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/genero/'>gênero</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/homens/'>homens</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/noticia/'>notícia</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kanzlermelo.wordpress.com/3200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kanzlermelo.wordpress.com/3200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/kanzlermelo.wordpress.com/3200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/kanzlermelo.wordpress.com/3200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/kanzlermelo.wordpress.com/3200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/kanzlermelo.wordpress.com/3200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/kanzlermelo.wordpress.com/3200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/kanzlermelo.wordpress.com/3200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/kanzlermelo.wordpress.com/3200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/kanzlermelo.wordpress.com/3200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/kanzlermelo.wordpress.com/3200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/kanzlermelo.wordpress.com/3200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/kanzlermelo.wordpress.com/3200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/kanzlermelo.wordpress.com/3200/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3200&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~4/bQ0nLApdAGQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>[Resenha] Eichmann em Jerusalém: uma visão crítica sobre o holocausto</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~3/sTSM83ul7Xc/</link>
		<comments>http://kanzlermelo.com/2012/01/03/resenha-eichmann-em-jerusalem-uma-visao-critica-sobre-o-holocausto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 20:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[holocausto]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[totalitarismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A cobertura que Hannah Arendt realizou do julgamento do nazista Adolf Eichmann para o jornal New Yorker transformou-se num polêmico livro, publicado originalmente em 1963, que aborda sob vários aspectos o modus operandi da política de extermínio de judeus colocada em prática pelos alemães durante a Segunda Guerra. De maneira lúcida e destemida, a judia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3193&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://kanzlermelo.files.wordpress.com/2012/01/hannah-arendt.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3194" title="hannah-arendt" src="http://kanzlermelo.files.wordpress.com/2012/01/hannah-arendt.jpg?w=652" alt=""   /></a></p>
<p>A cobertura que Hannah Arendt realizou do julgamento do nazista Adolf Eichmann para o jornal New Yorker transformou-se num polêmico livro, publicado originalmente em 1963, que aborda sob vários aspectos o <em>modus operandi</em> da política de extermínio de judeus colocada em prática pelos alemães durante a Segunda Guerra. De maneira lúcida e destemida, a judia Hannah Arendt tece comentários sobre o espetáculo montado em Jerusalém, no qual o papel de Eichmann já havia sido determinado muito antes de seu julgamento. No Brasil, o livro <em>Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal</em> foi lançado em 1999 pela Companhia das Letras, com tradução de José Rubens Siqueira.</p>
<p>O livro é dividido em vários momentos. Aos poucos, a autora explica da melhor forma possível como era composta a emaranhada hierarquia militar do Terceiro Reich. Os livros e documentos a que Hannah Arendt teve acesso não apontam que Eichmann ocupava a posição de poder a ele atribuída pela acusação; relatam, entre tantas coisas, de que maneira as lideranças judaicas participaram no processo de &#8220;limpeza&#8221; do seu próprio povo e como certos países resistiram com sucesso às solicitações nazistas de deportação e assim salvaram milhares de judeus. Apesar das 344 páginas, o leitor não sofrerá de uma leitura maçante, dada a alternância entre a narrativa sobre os passos alemães de expatriação e extermínio dos judeus e a crítica mordaz a respeito dos argumentos da defesa e da acusação, que não forneciam aos presentes um panorama fiel dos acontecimentos nem dos personagens.</p>
<p>O subtítulo do livro é <em>Um relato sobre a banalidade do mal</em>, tirado da ideia de que Adolf Eichmann, ao contrário do que a acusação insistia em demonstrar, era uma pessoa normal, sem a expressão diabólica esperada de um oficial nazista. Apesar de apontar traços de mediocridade na personalidade de Eichmann, Hannah Arendt destaca, através da história e de algumas declarações do réu, que não há como deixar de notar a coerência de suas atitudes. Por outro lado, o livro apresenta uma série de trapalhadas do governo israelense — inclusive a forma como se deu o rapto de Eichmann em Buenos Aires —, que fez de tudo, até mesmo distorcer a história, para encarnar Hitler na pessoa do réu.</p>
<p>Com estudo profundo em regimes totalitaristas, Hannah Arendt escreve com incrível desenvoltura e acidez, tratando de acusar todos os envolvidos, de ambos os lados, e acima de tudo sem perder a sensibilidade que exige o tema. O interesse em relação ao livro pode surgir por todos os lados: pela questão dos direitos internacionais, violados por nazistas e judeus; pelo relato histórico a respeito de como ocorriam os processos de expulsão, deportação e morte em massa dos judeus; pela análise da personalidade de um criminoso, que em muito se parecia com o pensamento em vigor naquela Alemanha; pelo cenário político do pós-guerra, que levou à criação do Estado de Israel e que fez daquela situação uma oportunidade única para a execução de um bode expiatório. Certamente, existem outros pontos de vista que podem ser levantados e que tornam essa discussão mais ampla. Seja como for, este é um livro importantíssimo — escrito por uma das mentes mais notáveis do século XX — para quem deseja conhecer a história do povo judeu e do totalitarismo (tema cuja análise já havia lhe rendido enorme prestígio com a publicação de <em>As origens do totalistarismo)</em>.</p>
<p>A psicologia não pode deixar de observar o pretexto usado por Hitler, em 1939, para dar legitimidade à tecnologia empregada anos depois na &#8220;Solução Final&#8221;. A morte nas câmaras de gás foi introduzida como um método de eutanásia para deficientes mentais e físicos. A filósofa Hannah Arendt manifesta no livro preocupação de que, futuramente, sob qualquer alegação, uma prática médica de morte semelhante possa ser respaldada e adotada em massa, com tecnologia e impacto absurdamente maiores. De acordo com esta reportagem sobre o holocausto, há de se perceber que o bem e o mal são separados por uma distância menor do que se pode imaginar, o que põe por terra a ideia amiúde difundida de que algoz e vítima detêm naturezas tão diferentes. A questão da consciência é a todo instante evocada, problematizada e colocada face a face com a concepção de justiça.</p>
<br />Filed under: <a href='http://kanzlermelo.com/category/livro/'>Livro</a> Tagged: <a href='http://kanzlermelo.com/tag/holocausto/'>holocausto</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/judeus/'>judeus</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/nazismo/'>nazismo</a>, <a href='http://kanzlermelo.com/tag/totalitarismo/'>totalitarismo</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kanzlermelo.wordpress.com/3193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kanzlermelo.wordpress.com/3193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/kanzlermelo.wordpress.com/3193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/kanzlermelo.wordpress.com/3193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/kanzlermelo.wordpress.com/3193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/kanzlermelo.wordpress.com/3193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/kanzlermelo.wordpress.com/3193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/kanzlermelo.wordpress.com/3193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/kanzlermelo.wordpress.com/3193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/kanzlermelo.wordpress.com/3193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/kanzlermelo.wordpress.com/3193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/kanzlermelo.wordpress.com/3193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/kanzlermelo.wordpress.com/3193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/kanzlermelo.wordpress.com/3193/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kanzlermelo.com&amp;blog=1349969&amp;post=3193&amp;subd=kanzlermelo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/KanzlerMeloPsicologia/~4/sTSM83ul7Xc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>[Resenha] Obras Completas de Sigmund Freud (1923-1925), volume 16</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 13:20:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vladimir M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://kanzlermelo.files.wordpress.com/2011/12/freud-amarelo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3185" title="freud amarelo" src="http://kanzlermelo.files.wordpress.com/2011/12/freud-amarelo.jpg?w=186&#038;h=300" alt="" width="186" height="300" /></a></p>
<p>O volume 16 das Obras Completas de Sigmund Freud, publicado em 2011 pela Companhia das Letras e traduzido por Paulo César de Souza, compreende um período no qual se observa uma nova postura de Freud diante da própria obra. Embora ele sempre tenha reorganizado seus pensamentos de tempos em tempos, de 1923 em diante isso se dá com maior segurança frente ao novo modelo de aparelho psíquico. Já com a saúde debilitada, Freud resolveu então fazer um trabalho de aparar as arestas da sua teoria, se é que se pode afirmar que ela foi uma só, e retomou os principais pontos para fazer as suas considerações (quase) definitivas.</p>
<p>Naquela época, a psicanálise já tinha um número de adeptos que assegurava o seu futuro como campo de conhecimento. Por isso, Freud não precisava mais apresentar a psicanálise com a preocupação de defendê-la, mas apenas com o propósito de iluminar os caminhos que deveriam ser seguidos por seus sucessores. E, de fato, esse era o seu grande interesse, pois havia se decepcionado com vários discípulos e tinha notícia de que a psicanálise se espalhara de maneira perigosa nos Estados Unidos.</p>
<p><em>O Eu e o Id</em> é um dos textos mais importantes de Freud e representou a composição de todas as suas teorias até então: inconsciente/consciente, Eu/Id e instinto de vida/instinto de morte foram enfim concatenados numa intrincada descrição de aparelho psíquico. As suas descobertas tardias (Super-eu e instinto de morte) se revelaram as duas peças que faltavam ao quebra-cabeças em que Freud trabalhou incansavelmente por várias décadas. <em>O Eu e o Id</em> foi a resposta tão aguardada a diversos questionamentos levantados em ensaios anteriores, especialmente em <em>Além do Princípio do Prazer</em>, e certamente também foi decisivo para uma compreensão mais ampla acerca do mal-estar social.</p>
<p>O <em>Autobiografia</em> é mais um dos textos em que Freud resume os seus principais achados. É interessante notar neste volume a gratidão que Freud tinha por Charcot e Breuer, especialmente pelo último, que sacrificou parte do seu prestígio em nome da estreita ligação que desenvolveu com Freud. Não há dúvida que foram esses os grandes mestres que o ensinaram a tratar a histeria, mesmo abandonando a hipnose e o tratamento catártico, pois Freud considerava o método psicanalítico uma espécie de evolução das terapias sugestivas.</p>
<p>Nesse período, Freud também retomou a questão da dissolução do complexo de Édipo nas meninas, considerada por muitos especialistas uma pedra no sapato da teoria freudiana e, num dado momento, ele de fato reconheceu os pontos obscuros que impediam o profundo entendimento dessa situação.</p>
<p>Entre os textos de 1923-1925, há dois que de maneira curiosa se relacionam. Em 1923, Freud escreveu que suas ideias sobre a importância dos sonhos para o psiquismo haviam sido reveladas em parte por Popper-Lynkeus, pouco tempo antes da publicação de <em>A Interpretação dos Sonhos</em>. Essa enorme coincidência chamou a atenção de Freud num tempo em que ele examinava fenômenos supostamente sobrenaturais conhecidos como ocultismo, especialmente a telepatia, como se pode ver no artigo imediatamente anterior nessa edição, <em>O significado ocultista dos sonhos</em> (1925). Um dos textos sobre sonhos do volume 16 era para ter sido incluído numa reedição de <em>A Interpretação dos Sonhos</em>, mas por fim foi deixado à parte. Ao mesmo tempo em que Freud faz observações sobre a interpretação dos sonhos e recomendações aos analistas, afirma uma vez mais que a compreensão dessa atividade psíquica foi fundamental para que a psicanálise figurasse na ciência não apenas como uma teoria psicopatológica, mas como uma teoria do aparelho psíquico.</p>
<p>Freud formulou cada texto como quem transmite um legado à sociedade. A partir daquele período, ele deixou aos seus discípulos a tarefa de desenvolver a psicanálise como uma terapia destinada a neuróticos (e psicóticos). A grande produção psicanalítica de Freud depois de 1925 foi voltada à compreensão da sociedade, especialmente através da religião e da cultura e sob o ponto de vista do conflito entre as forças de vida e morte.</p>
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