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	<title>Lagos de Sana Loucura</title>
	
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	<description>Sobre os quais nos reclinamos Narcisos e nos levantamos Demônios</description>
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		<title>Lagos de Sana Loucura</title>
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	<itunes:summary>Sobre os quais nos reclinamos Narcisos e nos levantamos Demônios</itunes:summary>
	<itunes:keywords>Lacus, Poesias, Insanidades</itunes:keywords>
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		<title>Solidão</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 22:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[I-Cotidiano (a quota de um ano) Eu sou um demônio cansado E cansado sigo. Queria ter um amigo Mas só tenho o meu C.D. Eu sou um humano comum E comum me desligo. Queria ter um abrigo Mas só tenho o meu apê. Eu sou um animal covarde E covarde me obrigo. Queria conversar contigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><u>I-Cotidiano (a quota de um ano)</u></p>
<p>Eu sou um demônio cansado<br />
E cansado sigo.<br />
Queria ter um amigo<br />
Mas só tenho o meu C.D.</p>
<p>Eu sou um humano comum<br />
E comum me desligo.<br />
Queria ter um abrigo<br />
Mas só tenho o meu apê.</p>
<p>Eu sou um animal covarde<br />
E covarde me obrigo.<br />
Queria conversar contigo<br />
Mas só conversa comigo a T.V.</p>
<p>Eu sou um homem calado<br />
E calado te digo<br />
Que este terno e esta gravata com os quais estou vestido<br />
Fazem com que os outros não consigam me ver.</p>
<p>Eu sou um deus como qualquer um<br />
E como qualquer egocêntrico consigo<br />
Ficar sozinho sem o perigo<br />
De ninguém me submeter.</p>
<p>Eu tenho dois controles remotos.<br />
Eu tenho um amor remoto.<br />
Eu tenho um remoto pensar<br />
De que estou vivo em algum lugar</p>
<p>E em algum lugar te digo<br />
Que te amo e queria estar com você<br />
Mas alguém desligou a T.V.<br />
O C.D.<br />
E você!</p>
<p>Turn Off!</p>
<p><u>II-O estranho no apartamento</u></p>
<p>Eu tenho uma coleção de noites sem sonhos.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Gostaria de ver?<br />
Eu tenho uma galeria de dias repetitivos.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Quer conhecer?</p>
<p>Eu tenho uma porção<br />
De mundos virtuais<br />
Na minha recordação!</p>
<p>A criança-e-suas-mitologias cresceu!<br />
A criança-e-seus-livros-de-história cresceu!<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Já é um homem!<br />
E hoje os vermes o consomem<br />
Esperando retornar ao pó!</p>
<p>Você pode me ouvir?<br />
Tem alguém aí?<br />
Há alguém aí, fora dessas quatro paredes?<br />
Ou acima deste teto?<br />
Ou abaixo desse chão?</p>
<p>Sabe o que é, não queria te importunar,<br />
Mas é que o concreto<br />
Do meu coração<br />
O colocaram mal.</p>
<p>E eu sinto umas coisas estranhas!<br />
Li em livros que se chamam tristeza e solidão,</p>
<p>Mas ninguém as conhece<br />
Pois nas suas entranhas<br />
Dizem do sangue ser gelado!</p>
<p>Sabe o que é,<br />
Eu não queria te importunar,<br />
Mas queria que você descesse aqui<br />
Pra gente se abraçar!<br />
Só uma vez!<br />
Só uma vez&#8230;</p>
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		<item>
		<title>{Po(v)e(r)t[r]y} Ariel Delizar</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 22:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sonhos e Visões]]></category>
		<category><![CDATA[Ariel]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias Ruins {Po(v)e(r)t[r]y}]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Visões]]></category>

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		<description><![CDATA[Um nome &#160;&#160; Que dorme &#160;&#160;&#160;&#160; Na ânsia &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; E avança &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Para o tempo &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; De ser possuído. Quando vestido &#160;&#160; Será força &#160;&#160;&#160;&#160; No coração &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; De uma moça, &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Uma mulher, &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Que hoje &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Sequer &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Nasceu. Quando compreendido &#160;&#160; Será querido, &#160;&#160;&#160;&#160; Amado &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; E temido &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Por quem não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um nome<br />
&nbsp;&nbsp;  Que dorme<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Na ânsia<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;      E avança<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;        Para o tempo<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;          De ser possuído.</p>
<p>Quando vestido<br />
&nbsp;&nbsp;  Será força<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    No coração<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;      De uma moça,<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;        Uma mulher,<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;          Que hoje<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;            Sequer<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;              Nasceu.</p>
<p>Quando compreendido<br />
&nbsp;&nbsp;  Será querido,<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Amado<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;      E temido<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;        Por quem não o compreendeu.</p>
<p>Ariel Delizar é o próprio amor.<br />
Ariel Delizar é o próprio fervor</p>
<p>Na fúria,<br />
&nbsp;&nbsp;  Na vingança<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    E na luta.</p>
<p>Ariel Delizar<br />
É a própria magia<br />
Que irradia<br />
O poder.</p>
<p>Ariel Delizar<br />
É a própria alegria<br />
Que evidencia<br />
O compreender.</p>
<p>Ariel Delizar é sombria:<br />
Senhora das Trevas<br />
E Dama dos Sonhos<br />
Que rindo descreve e enreda<br />
O nosso coração nos seus caminhos errôneos!</p>
<p>Ariel Delizar é um dia!<br />
É fera arredia<br />
Em forma de flor!</p>
<p>É o silencioso clamor:<br />
“Ariel Delizar. Ariel Delizar. Ariel Delizar.”</p>
<p>Esse nome<br />
&nbsp;&nbsp;  Que dorme<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Pertence<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;      Ao futuro,<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;        Que escuro<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;          Resguarda</p>
<p>O claro nascer<br />
De raro prazer</p>
<p>De uma criança<br />
Que é minha esperança,</p>
<p>É minha alegria&#8230;<br />
&#8230;É minha filha:</p>
<p>Ariel Delizar<br />
Que não deixará coração algum<br />
Sem se apaixonar&#8230;</p>
<p>“Ariel Delizar”!</p>
<p>~0~</p>
<p>No futuro<br />
Há um ponto<br />
Que insiste em não se apagar</p>
<p>E em meio ao obscuro<br />
Me deixa tonto<br />
Com o seu brilhar.</p>
<p>Meu ébrio coração<br />
Fica cego de emoção<br />
E contempla a imensidão<br />
De uma ânsia com explicação:</p>
<p>Um nome e um sonho.</p>
<p>Sonhei a vida contemplando essa fome<br />
E passei o sonho vivificando esse&#8230;</p>
<p>&#8230;Nome!</p>
<p>Essa que dorme<br />
No porvir!</p>
<p>Há de vir:<br />
Um dia, uma noite e um sonho!</p>
<p>~0~</p>
<p>Hoje eu te chamei.<br />
Não foi em vão.<br />
Pois eis que contemplei<br />
A explicação!</p>
<p>Me veio em forma de palavras<br />
Que bravas<br />
Enfrentaram calmamente tormentas<br />
Que alimentas<br />
Sem razão!</p>
<p>~0~</p>
<p>A página branca diante de mim<br />
E as palavras já escritas atrás dela<br />
Que insatisfeitas ficaram para trás.</p>
<p>A inspiração à beira do fim<br />
E uma idéia que impera:<br />
Circunstâncias conflitantes roubando a paz.</p>
<p>Há algo&#8230;</p>
<p>Porém esse algo desenha uma fome irredutível<br />
Que ao externo imperceptível<br />
Vivifica a aspiração vivaz.</p>
<p>Sonhos delirantes!<br />
Diamantes<br />
Que berrantes<br />
Na sua rósea coloração<br />
Fazem prósea dissertação.</p>
<p>Caoneosfera irricidente.</p>
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		<item>
		<title>O Açoite</title>
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		<comments>http://www.lacus.com.br/poemas/consideracoes/o-acoite/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 14:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Considerações]]></category>
		<category><![CDATA[Açoite]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que me açoita açoite? Por que me açoita açoite? Açoite! Açoite! Açoite! Por que me açoita? Açoita! &#160;&#160; Açoita! &#160;&#160;&#160;&#160; Açoita! Açoite! &#160;&#160; Açoite! &#160;&#160;&#160;&#160; Açoite?! Por que me açoita açoite!? Açoite! &#160;&#160; Açoite! &#160;&#160;&#160;&#160; Açoite! Por que me aceita açoite? Aceita! &#160;&#160; Aceita! &#160;&#160;&#160;&#160; Aceita! Por que açoite aceita? Por quê!? &#160;&#160; Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que me açoita açoite?<br />
Por que me açoita açoite?</p>
<p>Açoite! Açoite! Açoite!</p>
<p>Por que me açoita?</p>
<p>Açoita!<br />
&nbsp;&nbsp;  Açoita!<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Açoita!</p>
<p>Açoite!<br />
&nbsp;&nbsp;  Açoite!<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Açoite?!</p>
<p>Por que me açoita açoite!?</p>
<p>Açoite!<br />
&nbsp;&nbsp;  Açoite!<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Açoite!</p>
<p>Por que me aceita açoite?</p>
<p>Aceita!<br />
&nbsp;&nbsp;  Aceita!<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Aceita!</p>
<p>Por que açoite aceita?</p>
<p>Por quê!?<br />
&nbsp;&nbsp;  Por quê!?<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Por quê!?</p>
<p>Aceita?!<br />
&nbsp;&nbsp;  Aceita!<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Aceita!</p>
<p>Por que aceita o açoite?</p>
<p>Me aceita!<br />
&nbsp;&nbsp;  Minha seita!<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Me aceita!</p>
<p>Açoite?!<br />
Eu te aceito!!!</p>
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		<item>
		<title>O Trem a Vapor</title>
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		<comments>http://www.lacus.com.br/poemas/anarcopoeticsongspoeticlongwaydisturb/o-trem-a-vapor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 May 2011 23:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[AnarcoPoeticSongs: PoeticLongWayDisturb]]></category>
		<category><![CDATA[A Banda]]></category>
		<category><![CDATA[AnarcoPoeticSongs]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.lacus.com.br/?p=1041</guid>
		<description><![CDATA[*Singela paródia da música &#8220;A Banda&#8221; de Chico Buarque Tava com nhaca da vida E o meu amor me chamou Pra gente ir se matar No trilho do trem a vapor Da minha vida sofrida Despedi-me com ardor Me deixando esmagar Pela locomotiva a vapor O homem sério que contava dinheiro parou O faroleiro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>
<p>*Singela paródia da música &#8220;A Banda&#8221; de Chico Buarque</p>
<p></em></p>
<p>Tava com nhaca da vida<br />
E o meu amor me chamou<br />
Pra gente ir se matar<br />
No trilho do trem a vapor</p>
<p>Da minha vida sofrida<br />
Despedi-me com ardor<br />
Me deixando esmagar<br />
Pela locomotiva a vapor</p>
<p>O homem sério que contava dinheiro parou<br />
O faroleiro que contava vantagem parou<br />
A namorada que contava as estrelas parou<br />
Para ver, ouvir e dar passagem</p>
<p>A moça triste que vivia calada sorriu<br />
A rosa triste que vivia fechada se abriu<br />
E a meninada toda se assanhou<br />
Pra ver a carniçada voar<br />
Do trilho do trem a vapor</p>
<p>Tava com nhaca da vida<br />
E o meu amor me chamou<br />
Pra gente ir se matar<br />
No trilho do trem a vapor</p>
<p>Da minha vida sofrida<br />
Despedi-me com ardor<br />
Me deixando esmagar<br />
Pela locomotiva a vapor</p>
<p>O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou<br />
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou<br />
A moça feia debruçou na janela<br />
Pensando que merda toda era aquela</p>
<p>A viscerada se espalhou na avenida e insistiu<br />
A lua cheia que vivia escondida surgiu<br />
Minha cidade toda se enfeitou<br />
Com as entranhas espalhadas pelo trem a vapor</p>
<p>Mas para meu desencanto<br />
O que era doce acabou<br />
Limparam todo lugar<br />
Depois que o trem passou</p>
<p>E cada qual no seu canto<br />
Em cada canto uma dor<br />
Só ficou meu sangue a pintar<br />
O trilho do trem a vapor<br />
Só ficou meu sangue a pintar<br />
O trilho do trem a vapor&#8230;</p>
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		<item>
		<title>A última folha do Outono</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/LagosDeSanaLoucura/~3/wUDg2MuqwOQ/</link>
		<comments>http://www.lacus.com.br/poemas/consideracoes/a-ultima-folha-do-outono/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 May 2011 20:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Considerações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.lacus.com.br/?p=1039</guid>
		<description><![CDATA[A última folha do Outono Sente o vento querendo arrancar-lhe. Ela sabe, embora não tenha carne, Que até sua árvore lhe entregou ao abandono. A última folha de Outono Não quer morrer. Cortar o cordão umbilical do galho E se jogar ao chão onde a sujeira e não o orvalho Irá lhe acariciar. A carícia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A última folha do Outono<br />
Sente o vento querendo arrancar-lhe.<br />
Ela sabe, embora não tenha carne,<br />
Que até sua árvore lhe entregou ao abandono.</p>
<p>A última folha de Outono<br />
Não quer morrer.<br />
Cortar o cordão umbilical do galho<br />
E se jogar ao chão onde a sujeira e não o orvalho</p>
<p>Irá lhe acariciar.</p>
<p>A carícia do bem é um sonho humano para a pequena folha.<br />
Seca não vê que a luciférica escolha<br />
Arrasta toda a criação<br />
À putrefação da sabedoria.</p>
<p>A morte e suas facetas,<br />
A dor e os seus adornos,<br />
A sujeira do chão e os seus contrastes<br />
Se miscigenam com o ar<br />
E se insinuam no arfar<br />
Do vento cansado.</p>
<p>A morte que rouba a vitalidade de todas as coisas<br />
Está no ar, nas águas<br />
E há de levar todas as formas ao seu descanso derradeiro</p>
<p>Na sujeira!</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LagosDeSanaLoucura/~4/wUDg2MuqwOQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Se tivesse que te dizer algo</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/LagosDeSanaLoucura/~3/2NSQ--gxXTw/</link>
		<comments>http://www.lacus.com.br/poemas/certas-mulheres/se-tivesse-que-te-dizer-algo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 May 2011 17:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Certas mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Certas Mulheres]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.lacus.com.br/?p=1036</guid>
		<description><![CDATA[Se tivesse que te dizer algo Diria que não gosto de você. Não gosto do seu cheiro Do seu hálito Do seu riso fácil Da sua anca indócil. Fatalizado pela máxima bíblica: “O que devo fazer não faço Mas o que não devo faço constantemente” Te como todos os dias alegremente. Mas há o postulado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tivesse que te dizer algo<br />
Diria que não gosto de você.</p>
<p>Não gosto do seu cheiro<br />
Do seu hálito<br />
Do seu riso fácil<br />
Da sua anca indócil.</p>
<p>Fatalizado pela máxima bíblica:<br />
“O que devo fazer não faço<br />
Mas o que não devo faço constantemente”</p>
<p>Te como todos os dias alegremente.</p>
<p>Mas há o postulado que me conforta, <br />
Lá no Novo Testamento que exorta, <br />
Que mal nos faz o que sai da boca<br />
Jamais o que entra na supradita cloaca,</p>
<p>Por isso nem todo o caldo de sua vagina<br />
Há de enviar minha alma incorruptível ao Hades <br />
Que segue preceitos sacros como sina<br />
Por exagerar na exploração de todos os seus lugares.</p>
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		<title>A Primavera</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 13:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Considerações]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.lacus.com.br/?p=1030</guid>
		<description><![CDATA[“A Primavera &#160;&#160; Certeira &#160;&#160;&#160;&#160; Vem &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Ligeira &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; À mente &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Que sente &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Seu clangor. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; A primeira &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Cegueira &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Vem &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Altaneira &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Mostrando &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Certeira &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Viagens, &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Sonhos &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; E flor!” Joga para o passado O teu passado Que com certeza Do passado não sairás! E passa do tempo Em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A Primavera<br />
&nbsp;&nbsp;  Certeira<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Vem<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;      Ligeira<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;        À mente<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Que sente<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Seu clangor.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;              A primeira<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                Cegueira<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                  Vem<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                    Altaneira<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                      Mostrando<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                        Certeira<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                          Viagens,<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                            Sonhos<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;                              E flor!”</p>
<p>Joga para o passado<br />
O teu passado<br />
Que com certeza<br />
Do passado não sairás!</p>
<p>E passa do tempo<br />
Em que os dias tão quentes<br />
Eram carentes<br />
De outras formas mais comuns!</p>
<p>Agora a sombra tão fulgídia<br />
É necessidade de vida<br />
Que se arremesa contra o interlocutor.</p>
<p>Mas vai como louca<br />
Porque grita e não fala!<br />
Porque chora e não cala<br />
A criança que há no seu interior!</p>
<p>É apenas uma armadura.<br />
É apenas uma armadilha.</p>
<p>Pois cingidos de reforços foram os corações,<br />
Mas todos eles caem em turbilhões<br />
De súplicas!</p>
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		<title>Pego uma folha qualquer</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 13:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Considerações]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>

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		<description><![CDATA[Pego uma folha qualquer E sequer Noto ou penso Como vou escrever. É que De lagos fétidos Onde se foram derramados Litros e litros de escórias humanas Vejo, insanas, Vozes mundanas que permeiam o gramado Dos meus inquéritos Sobre o divagar E o navegar Da luz por sobre a sombra Tal qual pérola flutuante Sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pego uma folha qualquer<br />
E sequer<br />
Noto ou penso<br />
Como vou escrever.</p>
<p>É que<br />
De lagos fétidos<br />
Onde se foram derramados<br />
Litros e litros de escórias humanas<br />
Vejo, insanas,<br />
Vozes mundanas que permeiam o gramado<br />
Dos meus inquéritos<br />
Sobre o divagar<br />
E o navegar<br />
Da luz por sobre a sombra<br />
Tal qual pérola flutuante<br />
Sobre negro lôdo.</p>
<p>Tal pedra, espelhando um diamante,<br />
Brilha insistentemente ao luar.<br />
E na hora de se derramar<br />
O ponto nodal<br />
Por sobre florestas de vísceras disformes<br />
Poderá se empregar então<br />
Um novo vocabulário<br />
Por sobre o qual<br />
Rolam pedras<br />
De hieróglifos incontidos<br />
Onde registrou-se<br />
A morada de onze ferozes ferinas feras<br />
Que nas férias da dissecação<br />
Puderam visitar um amigo legista<br />
Em sua cabana<br />
No alto da montanha.</p>
<p>Mas quando a final façanha<br />
Se sobrepor aos nossos anelos<br />
Veremos que anéis singelos<br />
Circundam formas derradeiramente noturnas<br />
Enquanto viagens são empreendidas<br />
Em busca de nada.</p>
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		<title>Como caem lendas ideais</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 13:22:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Considerações]]></category>
		<category><![CDATA[astros]]></category>
		<category><![CDATA[lendas]]></category>

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		<description><![CDATA[Como caem lendas ideais Singram astros os vazios. Seguem seu caminho circular e intraçável E nesse caminhar pouco maleável Acumulam histórias de tédio e transformação. E o Sol entrega à Nebulosa o seu futuro. A vida é um mar obscuro Que não pede perdão. O espaço é um negro profundo Que pode ser contido nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como caem lendas ideais<br />
Singram astros os vazios.<br />
Seguem seu caminho circular e intraçável<br />
E nesse caminhar pouco maleável</p>
<p>Acumulam histórias de tédio e transformação.</p>
<p>E o Sol entrega à Nebulosa o seu futuro.<br />
A vida é um mar obscuro<br />
Que não pede perdão.</p>
<p>O espaço é um negro profundo<br />
Que pode ser contido nos ciclos do coração<br />
E na perda da ilusão.</p>
<p>O Sol entrega o seu filho à Nebulosa<br />
Que deslizará pela curvatura do espaço-tempo<br />
Que será arremessado à distância pelo nascimento da SuperNova,</p>
<p>Mas são tão poucas as estrelas do céu<br />
E tantas as crianças que dormem ao léu.</p>
<p>Estrelas renascem.<br />
Crianças brilham.<br />
Crianças fenecem.<br />
Estrelas se consomem</p>
<p>Quando chamo seu nome.</p>
<p>Quando caminho ao relento<br />
E me acompanha o vento.<br />
Quando fico em paz<br />
E passa o tempo</p>
<p>Medindo as distâncias<br />
Entre o Mar da Tranquilidade<br />
E uma conversa de covardes.</p>
<p>Mas continuam as rotações<br />
E as órbitas.</p>
<p>Estamos caminhando.<br />
Estamos nascendo, vivendo e morrendo.<br />
Estamos retornando ao mesmo lugar:</p>
<p>Ao pó das estrelas,<br />
Às nossas centelhas<br />
De ilusão.</p>
<p>Aos nossos momentos e intentos<br />
De dispersão.</p>
<p>E singramos espaços:<br />
O cansaço levamos nos traços,<br />
O caminho, no coração.</p>
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		<item>
		<title>Folhas límpidas</title>
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		<comments>http://www.lacus.com.br/poemas/consideracoes/folhas-limpidas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 17:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Considerações]]></category>
		<category><![CDATA[Folhas]]></category>
		<category><![CDATA[Lagos]]></category>

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		<description><![CDATA[Limpa folha Límpidos e horríssonos olhos Mortais fatos Coisas mortas Cadáveres putrefatos Idéias transcendidas De transcendentais despedidas Ponto, vírgula e traço Nem tudo circunda o meu compasso Se colocado no centro De uma grande confusão E se o sentido escorregou Pela minha mão me deixou Chorando os pontos não traçados Em lagos límpidos de sana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Limpa folha<br />
Límpidos e horríssonos olhos<br />
Mortais fatos<br />
Coisas mortas<br />
Cadáveres putrefatos<br />
Idéias transcendidas<br />
De transcendentais despedidas<br />
Ponto, vírgula e traço<br />
Nem tudo circunda o meu compasso<br />
Se colocado no centro<br />
De uma grande confusão<br />
E se o sentido escorregou<br />
Pela minha mão me deixou<br />
Chorando os pontos não traçados<br />
Em lagos límpidos de sana loucura<br />
E já tanto tempo<br />
Tem que o vento<br />
Já não sopra por aqui<br />
Volte um dia<br />
Estou esperando&#8230;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/LagosDeSanaLoucura/~4/g5F9qo3pQEU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.lacus.com.br/poemas/consideracoes/folhas-limpidas/feed/</wfw:commentRss>
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