<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267</atom:id><lastBuildDate>Sat, 05 Oct 2024 02:02:52 +0000</lastBuildDate><category>textos</category><category>você</category><category>Texto</category><category>amor</category><category>m</category><category>Acabou</category><category>alegria</category><category>calmaria</category><category>começo</category><category>conforto</category><category>paz</category><category>recomeço</category><category>vlog</category><title>LamuriArt | Blog</title><description>Escrita Ilustre</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-7355179053613715510</guid><pubDate>Mon, 16 May 2016 00:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-05-15T21:06:17.360-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">alegria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">calmaria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conforto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">m</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">recomeço</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Texto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">você</category><title>Calmaria</title><description>&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3SJXvxBG6Uypms5YwmnlZY_XkpBFE_Z9xh24OXddzFvgPbPSQLetH0EJY05oh6I7giGHTtmWEem_g9ltUC7XWefpbLRu2dwDii3XLH98JJxHjR6nZDO7NLsAg434A-6SbTC9EYNLELlbD/s1600/13237688_864816660308004_6950264418645314283_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;476&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3SJXvxBG6Uypms5YwmnlZY_XkpBFE_Z9xh24OXddzFvgPbPSQLetH0EJY05oh6I7giGHTtmWEem_g9ltUC7XWefpbLRu2dwDii3XLH98JJxHjR6nZDO7NLsAg434A-6SbTC9EYNLELlbD/s640/13237688_864816660308004_6950264418645314283_n.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Hoje a noite pareceu mais bonita porque você me estendeu teu abraço para matar meu frio. E eu quis te dizer um milhão de coisas, e contar como minha vida ficou mais calma e alegre desde que você chegou, mas eu não tive coragem.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Como se fala pra alguém ficar, quando isso é a única coisa que não se deve implorar? Mas eu imploraria, porque tenho tanto medo de sonhar, esperar, amar outra vez. Porque tenho medo de dizer que você é a coisa mais linda que eu já vi. E que tenho vontade de desenhar teu rosto com a ponta dos dedos e gravar o som da tua risada, só pra que eu possa ver e rever nos momentos em que não consigo sentir mais nada além do medo e da dor.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Porque você é engraçado sem ser egoísta. E cuidadoso sem ser manipulador. Você entende minhas manias e medos, mesmo quando eu não sei exatamente o que fazer com tudo isso que sinto e que sou. &amp;nbsp;Por isso, tudo parece mais leve quando você está comigo, ainda que eu não saiba dizer tudo que quero. Não tenho medo do desconhecido, nem você.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Tudo parece tão fácil quando a gente se beija. Ainda que meio escondido por detrás de um caminhão velho, como dois adolescentes com medo dos pais. E eu sinto que ninguém viu minha alma como você, ninguém nunca entendeu todos os meus medos e todos os meus traumas como você. E teu silêncio é o único que não me assusta. Porque o mundo parece que me assusta menos quando estamos juntos, quase como se eu pudesse não sentir mais medo das coisas que não podemos ver.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Por isso eu amo a curva do seu pescoço, porque ela tem a forma exata para que eu me apoie nele, como um bálsamo para todas as cicatrizes que eu carrego no peito e fazem da minha alma tão feia. E você ri, porque sempre sabe o que eu preciso. Você sabe, sempre sabe.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Como daquela vez que eu chorei no seu peito porque meu passado ameaçou cair sobre mim feito pedra, e eu me vi perdida outra vez. Porque só a sombra da dor e do vazio que eu senti um dia, já são muito mais do que eu posso suportar. E você entendeu. Soube olhar pra mim e dizer o que precisava ser dito, mesmo que não fosse o que eu queria ouvir. Ou quando eu fiquei triste porque estava com saudade de casa, e você me lembrou o quanto eu sofri e chorei para chegar até aqui. Você me lembrou o quanto eu sou feliz agora, mais do que jamais fui.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;E eu sei que nem sempre sou a melhor pessoa. Que sei ser irritantemente infantil quando quero. E mimada demais, e nem sempre eu sei lidar com as coisas do melhor jeito. Mas eu não sou uma pessoa ruim. Eu mereço ser amada, desejada, sentida. Eu mereço não implorar por amor e ser amada em troca. E eu sei que isso não é questão de meritocracia. Você sabe disso também. E tudo seria mais fácil se fosse assim, mas não é. Por isso eu tenho tanto medo. Por isso eu perdi tanto, a ponto de me esquecer o que é ganhar. E eu quero ganhar. Ganhar beijos, abraços, mimos no meio do dia. Eu quero ter o que todo mundo ao meu redor sempre teve, menos eu. Nunca eu. Eu quero ser o sonho de alguém. Aquela pessoa que você procura no final do dia para buscar colo, a voz que acalma sua confusão. Eu quero ser o que ninguém foi antes. E pode parecer bobo porque, se você parar pra pensar, não é uma coisa tão significativa. Mas quando se passa tanto tempo sofrendo, passasse a desejar o pouco.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Eu sei que tempestades vão nos alcançar. Eu sei que nem sempre haverá calmaria, e eu não espero que seja assim. Mas eu preciso tentar, se não jamais vou saber. E, meu amor, eu quero que me dê a sua mão, que entre comigo nessa confusão de raios e trovões e caminhe comigo no escuro. Que meu medo se misture ao teu, e que juntos encontremos abrigo. E possamos encontrar, finalmente, calmaria em alto mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cora</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2016/05/calmaria.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3SJXvxBG6Uypms5YwmnlZY_XkpBFE_Z9xh24OXddzFvgPbPSQLetH0EJY05oh6I7giGHTtmWEem_g9ltUC7XWefpbLRu2dwDii3XLH98JJxHjR6nZDO7NLsAg434A-6SbTC9EYNLELlbD/s72-c/13237688_864816660308004_6950264418645314283_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-638116033249047569</guid><pubDate>Mon, 28 Mar 2016 03:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-03-28T00:01:45.117-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Acabou</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">começo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">m</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">paz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Texto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">você</category><title>Outras mãos estão me tocando agora</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
Não é engraçado? Um ano atrás eu estava depositando todas as minhas fichas nas suas promessas de amor eterno, de permanência, de fidelidade, de amor. Eu lhe entreguei partes de mim que eram de suma vitalidade para minha sobrevivência. Eu deixei que ficasse, tornei-me de alguém até o ponto de esquecer quem eu era e não me importei com a altura até me deparar com a queda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Mas você se foi como todos os outros. O inverno chegou e você partiu com ele, deixando migalhas, mentiras e dor por onde eu pisasse. Você me matou quando me deixou para trás, quando me fez implorar sua presença como um cachorro vira-lata. E eu te escrevia coisas lindas porque era tudo que eu tinha. Era minha essência, meu corpo, minha alma. E tudo que eu fui, que eu poderia ser, tudo isso eu te entreguei em total rendição e desespero. Mas você não se apaixonou pelas minhas raízes e quando o inverno chegou e minhas flores murcharam e morreram, você não soube o que fazer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Agora, depois de me perder e me encontrar tão longe de casa, depois de reconstruir meus pedaços e cicatrizar as feridas que você abriu em mim, eu percebo que a verdade, a verdade é que eu nunca te pertenci. O amor que eu te dei, a poesia, a música que sempre esteve em mim ainda que não soubesse, tudo isso nunca foi seu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;-webkit-text-stroke-width: initial;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Mas eu te amei tanto, tanto, que para deixar de amá-lo eu precisei aprender a amar outras pessoas. Eu precisei ser outra e, sendo outra, eu deixei deixei de ser sua. Você sabia disso, sempre soube. Teimei em ir embora, bati o pé e implorei para que não me arrancasse da sua vida, ainda que eu fosse só um móvel de canto na sua sala. E mesmo teimando em falar que me amava tanto, tirou-me de vez da tua casa e eu, ainda que aos pratos e descalça, fui embora para nunca mais voltar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Agora outra pessoa me abraça enquanto chove lá fora. Outra pessoa desenha com os dedos as linhas do meu corpo e, mesmo com medo e confusa, eu não quero ir embora. E ele, diferente de você, pede que eu fique. E eu não consigo não adorar em silêncio o riso discreto que ele abre sempre que me vê distante, como um menino que descobre o mar pela primeira vez. E das mãos que ainda desvendam meus segredos ou desses dedos que não me conhecem por inteiro, mas que tanto prometem coisas que eu não sei se sou digna de saber.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
De repente eu me sinto tão impura. Quase como se eu não merecesse essa nova chance que a vida me dá.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Aos poucos sua presença me deixa. No lugar dela uma nova surge, tão diferente, tão cheia de mistérios que me faz querer escondê-lo do resto do mundo. Tão mais palpável, tão mais tranquila. Não é calmaria, embora eu goste de como ela soa. É paz, aquela paz que eu pensei que tivesse antes. Que eu pensei que entendesse, mas que nunca conheci. É a liberdade que desfruto pela primeira vez, longe de casa e dependente da fé e dos passos que nem sei se consigo dar sozinha, mas que dou todos os dias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
É esse sorriso que ele tem que eu não sei explicar, como se fosse um sol que afasta de mim qualquer vestígio da sua presença e faz o mundo parecer um lugar digno de se estar. Que faz tudo isso valer a pena e me fazer sentir que encontrei meu lugar. Que pela primeira vez, eu estou em casa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
É a forma como ele me mostra quem eu sou, como ele enxerga quem eu posso ser sem criar sobre mim uma figura mística e impossível de ser alcançada, como você sempre fez. É o jeito como ele beija a minha testa quando temos que trilhar outros caminhos e nos afastar nesse lugar onde até o calor dos nossos dedos nos é proibido. É o sotaque arrastado com gostinho de beijo roubado nas noites frias, são as palavras que ele escreve naquele caderno de capa marrom que tem o cheiro dele. É a boca que sorri quando eu afasto meus lábios no meio de um beijo, só pra esperar ele me puxar de volta como um sedento diante de água.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
É sobre o quanto eu quero amá-lo desesperadamente, mas tenho medo de me perder outra vez. E ele sabe disso, ele sabe. Assim como eu sei que ele finalmente se dá uma chance para encontrar-se no meio dessa loucura. Que não esperamos nada um do outro, a não ser a presença e a confidência dos nossos lábios, das palavras que nos seguem nesses textos que escrevemos um pro outro com tanto afinco. Como dois personagens, não mais narradores distantes de uma história que não nos permite sentir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Dessa vez, porém, vivemos. E eu já estou esquecendo em qual capítulo eu e você nos encontramos e desencontramos. Porque, nesse instante, tudo que me importa é quando eu e ele reencontraremos o a presença um do outro e descobriremos novos horizontes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Horizontes infinitamente melhores. Infinitamente mais felizes, onde fiquemos pela primeira vez. Aonde eu possa voltar todos os dias e chamar de lar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Chamar de amor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2016/03/outras-maos-estao-me-tocando-agora.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPNf_pD37AOKCZRzr86yMzfa8FmpExDcRKr18xOJBXED7BoEiROqMQ4VVWhMoWmT_TxAZfVYlGmigysIlRCg3FCUKk54541FlpfYPQvCVLZh21MG1gAfIr1SRH4tKzdMM1iSohjnpVwq3y/s72-c/large-62.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-988785915056745423</guid><pubDate>Tue, 15 Mar 2016 00:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-03-14T21:04:50.238-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">m</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">você</category><title>Porque, apesar de tudo, eu ainda odeio você</title><description>&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Eu gosto de ver como você parece tão solto olhando pra mim do outro lado dessa mesa. Sua cabeça está apoiada contra a parede e seus ombros estão relaxados, deixando você menos presencial. Por que é isso que você faz quando chega, você preenche o ambiente. Seus ombros que parecem uma muralha, mesmo que diga o contrário, esse calor que emana de você. Esse silêncio que fala tanto.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
É quase uma outra pessoa me olhando. Seu riso é quase infantil, bobo, distraído. E eu sinto essa sua necessidade de ser entendido tanto quanto a minha de querer entende-lo. De repente eu sinto seu fardo, eu sinto todo o peso que você carregou nas costas, um peso que não era seu, e tenho vontade de puxá-lo pra perto e dizer que vai ficar tudo bem, mesmo que você não precise mais ouvir isso. Admiro sua força, admiro seus traumas e suas feridas. Mas admiro mais ainda esse jeito que você olha pra mim do outro lado da mesa, tão perto e tão longe de mim. Estamos ambos nervosos, isso é óbvio. Não consigo entender aonde isso tudo vai levar, mas deixo que continue. Claro que deixo. Quem sou eu para ignorar essa sua presença? É impossível não ficar menor quando você chega.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Eu sei que você não percebe, mas as pessoas te olham o tempo todo. Sua presença causa uma sensação de respeito, quase como se você tivesse um segredo que precisasse ser compartilhado, mas não pudesse ser pronunciado. E eu fico aqui, olhando você rir tão menino, tão despido do homem que conversei nos últimos três meses, que quase me acredito ser outro. Mas ainda é você.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Dessa vez eu deixo que alguém segure minha mão. Quase esqueço que a última vez que alguém fez isso, foi para me mandar embora. Começos. Passos que eu dou sem saber o final. Mas que faço segura. Não sou mais uma menina boba, meu coração não é mais feito de vidro. Não espero mais o príncipe que vai me salvar em seu cavalo branco. Nunca mais. E é por isso que olho para você e não consigo não sorrir. Nem mesmo quando nossas opiniões divergem, nem mesmo quando eu estou tão apavorada que minhas mãos estão suando muito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
E eu odeio você. Odeio essa confusão que você faz comigo. Odeio sua mão segurando a minha. Odeio meus dedos que apertam os teus. Odeio como eu deveria estar te dando um pé na bunda, mas estou rindo e ouvindo você me contar coisas que deixam você mais e mais perto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
E depois tem aquela cena que você me puxou de lado e me beijou e eu fiquei frustrada porque queria que não tivesse acabado tão rápido. E eu quis te arrastar pela camiseta até esquecer que existem carros, buzinas, gente que enchem o saco e regras que regem nós dois.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Mas eu me comporto. Você se comporta. Porque apesar de tudo, eu e você sabemos que não é só isso. E é por isso que continuo te olhando quieta, pensando e perguntando onde isso vai levar. Mas sem questionar, porque não quero mais ter controle do que não deve ser controlado. E deixo você guiar nossos passos enquanto eu me pergunto quando vou me acostumar com você.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
E deixo que você me abrace como a muito tempo não abraçam mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2016/03/porque-apesar-de-tudo-eu-ainda-odeio.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMfx0CDAnHC60Z68l_9-1iLW2o0md7Uwp9xUYb5CZOshmpLGD3BMi6nRlN5QtJ7xjfdiCx9ibXV6kkmsi8auOFWJLQ8iwNPE2cVWV3E6gBPuZuoFrARQ8htNvZkvR51dtAl8raRlLAcMou/s72-c/12852505486792.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-2452956272971022044</guid><pubDate>Sun, 06 Mar 2016 05:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-03-06T02:35:40.543-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Texto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Para os que morrem de amor</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4d_U4TzmYXDkuR21ImS3rR8sJCTMTQ5M6Qwz3W7PL9IKUnp8GFZfp-zC0nZ2xvyEC4jAu-gVFQ_q8Uo3AhbPmfr67Eii-YgrRJPbtbhAkpla3SoboPMyNMAyZtSmFWa4I33voXZ2YBOaI/s1600/12768777778729.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4d_U4TzmYXDkuR21ImS3rR8sJCTMTQ5M6Qwz3W7PL9IKUnp8GFZfp-zC0nZ2xvyEC4jAu-gVFQ_q8Uo3AhbPmfr67Eii-YgrRJPbtbhAkpla3SoboPMyNMAyZtSmFWa4I33voXZ2YBOaI/s1600/12768777778729.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Essa já é a décima vez que eu escuto toda a discografia de Clarice Falcão e eu ainda não consegui parar de engolir o choro. Isso não ajuda, eu sei. Mas é ótimo pensar que, ao menos por um segundo, ser louca não me torne alguém absurdamente solitária.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A maldição da mulher artista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Recolho os cacos da minha auto-estima e me pergunto onde foi que eu deixei de ser aquela figura que parecia tão interessante e divertida. Talvez eu nunca tenha sido isso realmente, não é? Não passo de uma fantasia, uma diversão até que algo melhor apareça. E sempre aparece.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Eu me sinto como uma coisa das quais eles usam e jogam fora quando se cansam. Eu me sinto um brinquedo que é deixado de lado por outro melhor. É esse o preço que se paga por escolher ser você mesma? É essa a consequência por eu ser assim, meio louca por dentro?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Quantas vezes eu chorei sozinha, quantas vezes eu quis que, pelo menos uma vez, alguém não cansasse e fosse embora também? Mas eles continuam a cruzar a porta e eu continuo sem entender para onde ir.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
É o meu medo do escuro? é porque eu não sou bonita o suficiente? É porque eu não sei ser misteriosa, gentil e engraçada o bastante? É porque eu não sou como todas as outras? É porque eu não uso pijama pra dormir porque tenho preguiça de colocar a roupa? É porque eu vivo falando besteira? É porque eu sou a melhor companhia em segredo, mas que perto dos outros é mais fácil fazer de mim uma desconhecida?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Alguém poderia, por favor, dizer em qual esquina, em qual rua, em qual peito eu vou encontrar abrigo e parar de me apoiar em pilastras de areia? Porque eu estou cansada de ser tão eu, e me doar tanto, e amar tanto, e querer tanto que isso faz de mim só mais uma coisa assustadora que eles deixam de canto por algo menos. Sempre menos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Menos amarga, menos ferida, menos egoísta, menos judiada, menos chutada que eu? Menos intensa, menos assustadora, menos eu que não seja eu? Alguém me diz como eu faço pra ser menos eu, porque ser eu só tem me feito perder e perder e porque eu quero ganhar, preciso entender o que estou fazendo errado? Ao menos uma única vez, eu quero ganhar.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
Por que? Não entendo, por que eles chegam e nunca ficam? Por que quanto mais eu quero que durem, mais eles teimam em me deixar só? Estou com medo. E eu sei que é injusto esperar tanto, mas eu sempre dei tanto em troca. Mais amor do que jamais recebi.&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;-webkit-text-stroke-width: initial;&quot;&gt;Já não sei mais quantas foram as vezes que eu me feri com tudo isso. É um mundo injusto para os românticos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;-webkit-text-stroke-width: initial;&quot;&gt;Injusto demais para os que morrem de amor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-color: rgb(35, 35, 35); -webkit-text-stroke-width: initial; color: #232323; font-family: Baskerville; font-size: 19px; line-height: normal; margin-bottom: 10px; text-indent: 24px;&quot;&gt;
- Cora&lt;/div&gt;
</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2016/03/para-os-que-morrem-de-amor.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4d_U4TzmYXDkuR21ImS3rR8sJCTMTQ5M6Qwz3W7PL9IKUnp8GFZfp-zC0nZ2xvyEC4jAu-gVFQ_q8Uo3AhbPmfr67Eii-YgrRJPbtbhAkpla3SoboPMyNMAyZtSmFWa4I33voXZ2YBOaI/s72-c/12768777778729.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-7419909513518081932</guid><pubDate>Sun, 21 Feb 2016 16:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-22T16:34:23.291-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Texto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">você</category><title>Consciente demais</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiB4gNZLp098g_maYiQDz5oDwEDsX_in6k39vFH3AiCJaa7zsde_H9yLsvFdCyEUaPqhIfFgeV_YelRLDtTYC7JmdB6NmPbsV97nUi1oGAHt6sFzctU9dErBb2IClLljOdRTE1DSBjmPq4/s1600/large-11.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;424&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiB4gNZLp098g_maYiQDz5oDwEDsX_in6k39vFH3AiCJaa7zsde_H9yLsvFdCyEUaPqhIfFgeV_YelRLDtTYC7JmdB6NmPbsV97nUi1oGAHt6sFzctU9dErBb2IClLljOdRTE1DSBjmPq4/s640/large-11.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minhas mãos são tão frias quando toco de leve sua pele quente. De repente, nunca estive tão atenta a chuva que cai tão perto de nós. Ou ao cheiro de comida que permanece preso em nosso corpo e o vento frio que faz os pelos do meu braço se arrepiarem. Nunca estive tão consciente da proximidade, do inesperado, do desconhecido. Quase posso sentir o quanto temos tanto para falar, e tão pouco a dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento não pensar nas coisas que me trouxeram até aqui, mas me sinto tão grata por elas. Mesmo as noites em claro, o medo e a dor de ser traída pelas pessoas que eu mais amei. Mesmo que minhas feridas ainda doam um pouco ou que o medo de não estar pronta para a felicidade ainda me faça vacilar vez ou outra. Não quero assustar ninguém.&lt;br /&gt;Essa parte de mim que mais parece um trator que vai e volta em um ciclo sem fim assusta. Eu sei disso. Eu sei que minha inconstância, minha timidez com ares de ousada e minhas peripécias e comentários cheios de sentidos assustam. Uma parte de mim quer socar meu coração até que ele fique bem pequenininho e não assuste com o tamanho. Uma parte de mim quer voltar pra casa porque está com medo de estar só.&lt;br /&gt;Mas uma parte de mim quer continuar sentindo o calor que vem da sua pele quente. Uma parte de mim quer esquecer da solidão e do frio que sempre se fez presente nesse imenso vazio que habita meu peito. Esquecer todos os ombros que cruzaram a porta, todos os adeus que nunca soube lidar. Uma parte de mim gosta de como seus olhos se parecem com os meus.&lt;br /&gt;Eu ainda não sei quais são as cartas que estão viradas na mesa. Ainda não sei se sou capaz de lidar com a queda e o medo se eu perder ou ganhar. Afinal, sempre haverá aquela sombra de dor por onde eu tocar e isso não é culpa sua, nem de ninguém. É culpa da vida, das escolhas erradas que fiz. A culpa é das coisas que vi, mas que fizeram de mim essa tela sem forma, cheia de traços, cores e rabiscos sem exatidão. Maluca como uma obra de Picasso.&lt;br /&gt;E eu fecho os olhos torcendo que ninguém veja meu corpo meio curvado das coisas que carrego nos ombros, no peito, na alma. Eu torço que você não me ache maluca, ainda que eu seja. Eu torço que chova, que faça frio e que o calor da sua pele ainda me faça sentir em casa.&lt;br /&gt;E ainda me faça achar que o mundo pode ser imensamente melhor. Ainda que não seja.&lt;br /&gt;- Cora.&lt;br /&gt;</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2016/02/consciente-demais.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiB4gNZLp098g_maYiQDz5oDwEDsX_in6k39vFH3AiCJaa7zsde_H9yLsvFdCyEUaPqhIfFgeV_YelRLDtTYC7JmdB6NmPbsV97nUi1oGAHt6sFzctU9dErBb2IClLljOdRTE1DSBjmPq4/s72-c/large-11.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-7382764836109459870</guid><pubDate>Fri, 25 Sep 2015 12:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-22T16:42:17.150-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">você</category><title>Um texto que não é sobre você</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIJmeAhtjhWINbjqt96dJSdu2zjdFmFRrl55fMQ1G73e-El0PCRLEbVHXapk9evEMs0FibD565zufxmdKUfBvtSX4Z9GXA7eguUCbgC9cMWc-cXoTflTAajfk8O32dNkp5lgardbPG674/s1600/c7c9dd9f20e880301ed43a26944be2d5_tumblr_ky0pzhVtD81qzsb00o1_1280.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;448&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIJmeAhtjhWINbjqt96dJSdu2zjdFmFRrl55fMQ1G73e-El0PCRLEbVHXapk9evEMs0FibD565zufxmdKUfBvtSX4Z9GXA7eguUCbgC9cMWc-cXoTflTAajfk8O32dNkp5lgardbPG674/s640/c7c9dd9f20e880301ed43a26944be2d5_tumblr_ky0pzhVtD81qzsb00o1_1280.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não estou escrevendo esse texto para você. Eu estou fazendo tricô enquanto bebo chá e assisto Ana Maria Braga. Eu estou praticando o meu Passé e forçando meus pés para se inclinarem na forma correta como minha professora tentou me ensinar um zilhão de vezes e eu ainda não aprendi. Eu não estou escrevendo esse texto para você, eu estou bebendo espumante com gente que gasta numa única noite o que eu ganho o mês inteiro. Estou ouvindo Luciana Serra cantando Les oiseaux dans la charmille pela milionésima vez porque os agudos dela me fazem querer dançar. Mas definitivamente esse texto não é sobre você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É sobre as noites que sonho com as lembranças que fazem meu coração doer como se estivesse ferido, sobre eu ter voltado sozinha naquele táxi de madrugada e me perguntando quantas noites eu vou voltar sozinha pra casa até você voltar pra mim. Esse texto é sobre a ausência do seu corpo no meu, do teu calor no meu. É sobre a tempestade que cai fora dessa casa, mas que nem se compara com o furacão dentro do meu peito. É sobre aquele livro da Fernanda Young que eu jurei que não ia mais ler e escondi o meu dinheiro pra não comprar. É sobre aquela tarde em que sentamos naquela pedra e você estendeu sua mão e prendeu minha alma. Esse texto é sobre meu medo de trovoada, do meu pavor do escuro que voltou desde que você se foi. Esse texto é sobre aquele vestido preto que eu comprei pensando no quanto seus olhos adorariam despi-lo, mas que você não chegou a ver. Esse texto é sobre aquela tarde que eu disse que te amava no mesmo instante que você pegou no sono ou sobre os poemas que você não fez. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não é sobre as 300.000 mil vezes que eu chorei implorando pra Deus trazer você de volta. Nem do meu grito sufocado no meio da madrugada ou de como tudo tão sido tão frio e cinza pra mim desde que nossa primeira briga deu início ao nosso fim. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse, definitivamente, não é mais um dos milhares de textos que eu já escrevi sobre você. Nem sobre meu amor dramático ou a saudade que sinto. É um texto sobre como a primavera chegou e ainda sinto que o inverno não passou. É sobre a eternidade da nossa história e do quanto eu sempre acreditei que nunca fomos nós, embora tenhamos sido. Esse é um texto que não é sobre você, mas que nunca deixou de ser você. E assim como essa minha cabeça bagunçada e o meu coração partido, ele é uma esperança de você voltar pra casa.  </description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2015/09/um-texto-que-nao-e-sobre-voce.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIJmeAhtjhWINbjqt96dJSdu2zjdFmFRrl55fMQ1G73e-El0PCRLEbVHXapk9evEMs0FibD565zufxmdKUfBvtSX4Z9GXA7eguUCbgC9cMWc-cXoTflTAajfk8O32dNkp5lgardbPG674/s72-c/c7c9dd9f20e880301ed43a26944be2d5_tumblr_ky0pzhVtD81qzsb00o1_1280.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-1887153161783442496</guid><pubDate>Tue, 22 Sep 2015 11:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-21T13:16:28.671-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Ainda é você</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTbtx2BNCZl2JqxKLYQEATJo581coGXW_FH6MAR80hCtNlsnyBcNmiyFpl_kBP-7jaf7e28B5fByMVVT9HsusWy2msEAdQAZFPYWrvrCsiZgaKzsElnXtZi6PZF5QLkXRFW2CVZCW8kvhd/s1600/946908_10151592589273711_1470857340_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTbtx2BNCZl2JqxKLYQEATJo581coGXW_FH6MAR80hCtNlsnyBcNmiyFpl_kBP-7jaf7e28B5fByMVVT9HsusWy2msEAdQAZFPYWrvrCsiZgaKzsElnXtZi6PZF5QLkXRFW2CVZCW8kvhd/s1600/946908_10151592589273711_1470857340_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sei que as coisas estão confusas, erradas. Eu sei que você está ferido, magoado, sofrendo como um cachorro que foi chutado pela vida. Eu sei que você está com nojo, raiva e até rancor. Eu sei que você não quer mais ouvir minha voz, muito menos meu choro. Mas eu também sei que, quando toda essa escuridão passar e a gente se encontrar, o amor que você sempre sentiu por mim ainda vai estar ali. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que você faria se eu dissesse que ainda são as nossas tardes de sábado, nossas caminhadas na praia, nosso riso abafado? E se eu dissesse que ainda é o seu perfume, a sua voz, o seu calor? E se eu disser que eu pego toda essa dor e jogo pra longe só pra gente ficar perto? E se eu disser, amor, que ainda é você, você volta? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque é. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a sua cama bagunçada, seu cabelo rebelde. Ainda é suas caretas nas fotos, suas brincadeiras irritantes. Ainda é a sua poesia sofrida, suas mãos grandes e seu abraço que me cura. E se eu implorar baixinho pra que você volte, se eu me fizer menos eu, se eu chorar feito criança, você volta? Vem amor, tá frio aqui dentro de mim. E faz chuva. Vem acalmar minha tempestade, curar minhas feridas, secar o esse meu choro alto. Vem pra casa, amor. Volta pra mim porque essa distância toda tá me matando muito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não me deixa aqui chorando sozinha, andando sem saber para onde eu tenho que ir, vagando descalça pelas calçadas desse centro tão cheio de gente que não é você. Vem, vem devagar, fazendo barulho, não importa. Só não me deixa sem entender nada, só não me maltrata assim. Só não mente dizendo que tudo acabou, amor. Porque eu sei que você está mentindo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mata essa saudade crua, melancólica, vagarosa, que vai me rasgando aos pouquinhos e me arrastando para dentro do escuro. Faz isso ir embora, amor. Faz essa saudade ir embora de mim. Porque isso não é sobre o fim. Nem sobre começos. Isso é sobre as curvas dos nossos corpos que se juntam como se fosse feitas para estarem ali. É sobre as músicas que a gente cantou, os textos que a gente escreveu. Isso é sobre aquela tarde na praia que você estendeu sua mão me pedindo pra confiar em você, e eu confiei. Eu confio, amor. É sobre os almoços que você me fez, sobre as lágrimas que você chorou quando eu te contei daquele amor que eu perdi. Isso é sobre tudo que sacrificamos, tudo que sentimos, tudo que fizemos. Eu não posso escolher se vou sofrer ou não. Não posso parar de sentir dor e prometer que nunca vou ser ferida por você. Mas eu posso escolher se vou fazer isso valer a pena. Eu posso escolher para quem eu vou sofrer e eu aceito minhas escolhas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então vem beijar minha boca, vem aquecer meus pés gelados. Vem pra casa, amor. Vem pra mim. Eu prometo que jogo fora essa minha acidez incontrolável, que paro de tratar você mal. Eu prometo que vou lembrar-me das datas dos nossos aniversários, que vou parar de agir feito criança. Eu prometo que nunca mais escondo de você o que eu sinto. Mas não joga tudo pro alto agora, não vai embora de mim. A gente se pertence, não tem mais volta, lembra? Foi nossa decisão, foi nossa escolha. Ser eterno um do outro, lutar pelo outro, sofrer pelo outro. O que tinha que fazer, a gente fez. E eu não me arrependi. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque esse texto, amor, ainda é sobre você.</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2015/09/ainda-e-voce.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTbtx2BNCZl2JqxKLYQEATJo581coGXW_FH6MAR80hCtNlsnyBcNmiyFpl_kBP-7jaf7e28B5fByMVVT9HsusWy2msEAdQAZFPYWrvrCsiZgaKzsElnXtZi6PZF5QLkXRFW2CVZCW8kvhd/s72-c/946908_10151592589273711_1470857340_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-3996843860416132622</guid><pubDate>Sun, 20 Sep 2015 02:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-18T19:54:09.295-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Pés descalços </title><description>&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgynecdwdNKv2nTqJZofVZIS86uQGyI1kJDrhAas2ZuxQTp5_6RtHsUer984Vjcdd7jtI-QNBWIMv0ffYtM9z_zdbx3FXZ_xqBzb-s2tjITwlExB1TXcDSxLD_Iu54HmYmL9ZWB9iKF09g/s1600/barefoot-walking-credit-gerneinde-celerina.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;424&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgynecdwdNKv2nTqJZofVZIS86uQGyI1kJDrhAas2ZuxQTp5_6RtHsUer984Vjcdd7jtI-QNBWIMv0ffYtM9z_zdbx3FXZ_xqBzb-s2tjITwlExB1TXcDSxLD_Iu54HmYmL9ZWB9iKF09g/s640/barefoot-walking-credit-gerneinde-celerina.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caminho descalça pela calçada. Carrego os saltos na minha mão e lágrimas no meu rosto. Sujo meus pés com a poeira da estrada, mas não posso voltar para casa. Então eu ando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meu peito dói, meu coração dói. Sinto medo do abandono, e da solidão. Uma solidão de quem perdeu a si mesma durante a tempestade. Uma solidão de quem não tem abrigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sinto que todos os sonhos que sonhei se foram. Tudo que eu imaginei se foi. Meu coração está partido e eu sinto culpa, ódio, nojo, dor. Se pudesse, voltaria no tempo. Mudaria todas as palavras proferidas, choraria em silêncio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chego a tal ponto de querer arrancar minha pele, de esfolar meus ossos. A culpa que me consome não me deixa dormir, e eu ainda estou me perguntando o que eu fiz de errado, o que eu fiz de certo. Porque quando eu ouvi aquela piada engraçada hoje, eu pensei que você adoraria ouvi-la, e chorei. Chorei porque eu não vou contá-la e você não vai me ouvir. Não riremos juntos como antes, não seremos mais como antes. E a culpa é sua, é minha. A culpa é de alguma coisa que eu não sei o que é, mas que está me magoando muito. E eu estou com medo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Medo de não saber o que fazer, o que dizer. Medo de fazer alguma coisa errada outra vez, de perder o que eu não posso perder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sinto-me tão suja quanto meus pés desnudos caminhando pela calçada. Por isso eu choro feito criança. Por isso eu escrevo sem conseguir enxergar as teclas no escuro. Escrevo para salvar o que restou de mim, mas não sei se conseguirei juntar todos os meus pedaços. Abraço meu corpo, tão frio e inerte, e choro e choro e choro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um choro alto, engasgado, que faz meu corpo se curvar de tanta dor. E as pessoas me olham na rua, devem achar-me louca. Um rapaz para ao meu lado e, com piedade nos olhos, diz que mulheres bonitas não deviam chorar desse jeito. Como não digo nada, ele parte. Parte como meus sentidos, que já se anestesiaram. Parte como tantos já partiram. Como eu queria partir também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu fico ali, sozinha, com a maquiagem borrada e os cabelos desgrenhados. Fico porque não posso voltar pra casa, porque não tenho para onde ir. O único lugar que eu iria é a causa da minha dor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então eu faço a única coisa que consigo. Eu mergulho em mim mesma mais uma vez. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não sei mais se serei capaz de voltar. </description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2015/09/pes-descalcos.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgynecdwdNKv2nTqJZofVZIS86uQGyI1kJDrhAas2ZuxQTp5_6RtHsUer984Vjcdd7jtI-QNBWIMv0ffYtM9z_zdbx3FXZ_xqBzb-s2tjITwlExB1TXcDSxLD_Iu54HmYmL9ZWB9iKF09g/s72-c/barefoot-walking-credit-gerneinde-celerina.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-1436204295676743821</guid><pubDate>Mon, 11 May 2015 01:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-18T19:53:39.904-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Um tempo de amor e paz</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfxSCQhJWNcLcaoB4mEcal9xtQCsFRINN7oySQvwvr9CBVPxNEUkKVu2EhHODJ2LykvTe3ge4ruH2bEiLrf3OEWwGwwpOeRRUl7c97ECD9QlKoG6xQioi_68exjOYoGNf0xSR0ACnbyGAi/s1600/large-46.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;446&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfxSCQhJWNcLcaoB4mEcal9xtQCsFRINN7oySQvwvr9CBVPxNEUkKVu2EhHODJ2LykvTe3ge4ruH2bEiLrf3OEWwGwwpOeRRUl7c97ECD9QlKoG6xQioi_68exjOYoGNf0xSR0ACnbyGAi/s640/large-46.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Meus Deus, que vazio enorme é esse que me consome? Sinto que cada parte de mim quer chorar tua falta e que aos poucos afundo dentro da tua ausência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um nó se forma na minha garganta e eu não sei mais para onde ir. Sem você do meu lado a dor volta como se nunca tivesse partido. O medo sussurra meus traumas como quem conta um segredo e eu só quero me sentir completa outra vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dói. Você longe do meu toque dói. A negação da tua presença dói, o silêncio da tua voz dói, esse choro preso no peito dói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que você fez de mim? Antes eu firmava meus pés e andava, ainda que trôpega e tateando pelas paredes. Agora eu me arrasto pelo chão em busca do teu aconchego, sem conseguir ignorar as horas que não passam nunca e os dias que se tornaram intermináveis. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vazio grita dentro de mim. Onde estás que não posso te ver? Onde estás quando não posso tocar-te? Será que pensas em mim como penso em ti? Como se sua lembrança se transformasse no único remédio para minhas dores de alma? Ahn amor, o que eu faço agora que eu conheço a beleza da tua presença? O que eu faço agora que a felicidade deu o ar da sua graça? Sem você aqui o mundo fica grande demais, assustador demais, solitário demais. Sem você aqui, meus dias ficam cinzas, sem cores ou tons que façam dela algo melhor. Sem você aqui a chuva vem e passa, mas a felicidade não dura, como se fosse uma clandestina que chega, mas não pode ficar. Como uma tempestade de verão, que da mesma forma que surge, se vai – quase como se nem tivesse existido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minhas manhãs perderam o brilho, essa espera louca faz a razão fugir de nós. Conto os segundos que faltam para seu retorno, para que eu possa tocar-te a face e beijar tua boca. Não é somente vontade de você, é saudade da tua presença, das tuas manias, do teu riso solto numa roda de amigos. É a alegria de ver-te acordar, de sorrir e abraçar meu corpo. É medo de não saber como andas, se com as pernas, os braços ou se é somente a saudade que ainda te mantém de pé. É por não saber como estás, de saber se no teu peito o vazio habita tão imenso quanto em mim. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso mendigo, sem vergonha alguma do que vais pensar de mim. Arrasto-me como um animal, implorando por um segundo da tua voz. Se não te ouço, sinto que morro, que desfaleço, que perco meu chão. Durmo sonhando com teu regresso. Acordo desejando que não partas mais. Tudo isso num misto de amor, medo e dúvida, numa panela cheia de traumas dos quais ainda não aprendi a lidar. Não sou a adulta que esperam que eu seja, nem a menina que deveria ser. Sou apenas uma parte que anda curvada pela rua, buscando encontrar-te pelo caminho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, amor, meu medo da tua ausência é quase tão grande quanto o da tua partida. Por isso que quero chorar como um recém-nascido ansioso pelo peito da mãe, por saber que uma parte de mim já não é mais minha, mas tua. Uma parte que eu nem sequer sabia que existia, mas que agora parece gritar de dentro do meu corpo. Grita teu nome, teu gosto, teu riso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora a semana começou e eu preciso deitar na cama, fechar os olhos e esperar o dia que logo vem. Esperar que o tempo corra e que logo eu mergulhe no teu abraço mais uma vez. Esperando pelo tempo em que não precisarei mais esperar – nem você precisará partir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tempo de amor e paz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2015/05/um-tempo-de-amor-e-paz.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfxSCQhJWNcLcaoB4mEcal9xtQCsFRINN7oySQvwvr9CBVPxNEUkKVu2EhHODJ2LykvTe3ge4ruH2bEiLrf3OEWwGwwpOeRRUl7c97ECD9QlKoG6xQioi_68exjOYoGNf0xSR0ACnbyGAi/s72-c/large-46.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-876425430676936043</guid><pubDate>Wed, 28 Jan 2015 22:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-18T19:53:19.318-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Essa coisa sem nome que somos nós</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXmYGcxjm_CCyt7tr6HiLnUMnSNwb2ZGizerzcHG9meR_pLvXjpFc2mOR7Ac86ulnj4iAssqueP2fUWhxQ5_eaR29yYUQXYMRbWIdTs6FMn0M-bt4Efe28Aal-CYLV0ZYH98uJGULeCfC1/s1600/tumblr_m24w4x2y461rsa41ko1_500.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;426&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXmYGcxjm_CCyt7tr6HiLnUMnSNwb2ZGizerzcHG9meR_pLvXjpFc2mOR7Ac86ulnj4iAssqueP2fUWhxQ5_eaR29yYUQXYMRbWIdTs6FMn0M-bt4Efe28Aal-CYLV0ZYH98uJGULeCfC1/s1600/tumblr_m24w4x2y461rsa41ko1_500.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Toco o seu rosto com as pontas dos meus dedos. Você fecha os olhos como se tivesse medo que o encontro dos nossos olhares pudesse quebrar isso que nos rodeia. Essa coisa sem nome que já deixou de ser paixão, que já deixou de ser amor, e se tornou algo muito maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deslizo pelos contornos da tua face desejando eternizar essa imagem na minha mente. Os teus olhos brilhando em completa devoção e meu coração agarrando-se as tuas palavras. Sei que não fazes promessas, eu entendo, meu amor. O medo de não cumprir nossos sonhos também me assombra e eu entendo que guarde receios sobre o que será de nós no futuro. Isso não faz de você um covarde, faz de você o homem certo. Tão certo que não oferece palavras que não pode cumprir, promessas que podem partir nossos corações e borrar minha maquiagem bem-feita. Você não, você oferece gestos que comprovam que, se em algum momento existiu essa história de tampa da panela ou chinelo para um pé cansado, fomos feitos para completar um ao outro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sei que não acreditas nessa ideia de amor idealizada que eu acredito, mas quanto mais eu ando por ai e observo esses casais comuns, mais eu tenho certeza de que esse amor meio louco que nós temos não é algo que se possa achar em qualquer esquina. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você é a única coisa certa nesse meu mundo cheio de coisas erradas. És tu que me ouves como se entendesse, que prestas atenção nas minúcias que eu sempre achei insignificantes. És tu quem sobrepuja qualquer outro conto de fadas que eu idealizei um dia e agora eu sei que o Eterno me ouvia. Ele sabe, meu amor. Ele sabia. Sabia que o mundo iria me ferir e deu a única coisa capaz de me curar, você. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora por sua causa eu não tenho mais medo do escuro, por sua causa as tempestades não me apavoram mais. Não quando teus braços me envolvem com tanta força e amor, não quando teu cheiro invade os cantos mais sombrios da minha alma. Eu poderia dizer que você é tudo, mas isso soaria desesperado demais e eu não quero parecer ainda mais louca. Você me deu tanto, tanto. Ofereceu seu amor mesmo não sabendo se eu seria capaz de dar o meu em troca. Aceitou meu silêncio, meu medo de pertencer, de me entregar. Aceitou coisas em mim que nem eu mesma era capaz de aceitar e ofereceu perdão. Perdão que eu nem sabia que precisava, mas que conseguiu ajudar a curar as feridas dentro da minha alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz menos de um ano que a gente se encontrou e eu já acho que vamos ficar juntos o resto da vida e muito além dela. Pode parecer a coisa mais tola e precipitada do mundo, mas eu juro que nunca tive tanta certeza de algo como tenho sobre isso. Não é só amor, entende? É mais. É a poesia escrita nas estrelas, o contorno desenhado com as cicatrizes da nossa história. É aquela música que você fez e que eu ainda não ouvi. Não é amor, é algo que não pode ser nomeado, nem trancado em alguma definição barata de sentimento. É mais, é maior. Infinitamente maior.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Porque isso que a gente é ainda não tem nome, só esboços. E isso deprime o mundo, isso causa inveja. Por essa razão eu não fui embora, como sempre fiz. Nem você. Não somos capazes de fazer tal coisa. Encontramos alívio, fizemos morada. Agora não dá mais pra voltar atrás, viver sem você seria negar quem eu sou. E agora, amor, eu faço como pra ajeitar minha vida se cada vez que você volta pra casa eu tenho vontade de fugir contigo? Diz o que eu faço se cada vez que eu escrevo, é sobre você? Meu Deus, é só sobre você. Você e essa coisa sem nome que somos nós.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
E agora, em vez de me afogar na minha tristeza, eu me afogo no teu rosto. no teu beijo. E é brincando de perder o chão que você me ganha mais a cada dia. Como eu não sei, mas ganha. E agora, o que faço?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2015/01/essa-coisa-sem-nome-que-somos-nos.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXmYGcxjm_CCyt7tr6HiLnUMnSNwb2ZGizerzcHG9meR_pLvXjpFc2mOR7Ac86ulnj4iAssqueP2fUWhxQ5_eaR29yYUQXYMRbWIdTs6FMn0M-bt4Efe28Aal-CYLV0ZYH98uJGULeCfC1/s72-c/tumblr_m24w4x2y461rsa41ko1_500.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-6620088299364550611</guid><pubDate>Mon, 01 Dec 2014 23:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-01T21:57:03.056-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Escravos do tempo</title><description>O tempo passa. Em sua inconstância usurpadora, em sua lentidão exagerada, em seu arrastar das horas, ele passa. Nós não somos mais quem éramos dois minutos atrás. Sangue correu por nossas veias, células morreram em nosso corpo, envelhecemos mais um pouco. Nossa vida se encurtou em dois minutos e as batidas do relógio não param. &lt;br /&gt; Depois de um tempo, deixamos algumas coisas de lado, mudamos de opinião. Crescemos, evoluímos ou regredimos, mas mudamos. Sempre mudamos. Deixamos de ter medo do escuro, ou aprendemos a temê-lo. Deixamos de lado as coisas de criança e abraçamos o peso de sermos adultos. Ombros que antes carregavam somente sonhos e vontades, agora aprendem a carregar o fardo do mundo.&lt;br /&gt; Com o passar despreocupado do ponteiro, morremos. A cada dia, a cada mês, a cada ano. Nós nascemos destinados ao fim. Por isso é tão necessário deixar certas coisas de lado, aprender com a dor o erro. É necessário calejar os dedos de trabalho árduo, mesmo que os resultados sejam pouco gratificantes. É necessário deixar o amor de lado, porque você aprende que amar é inútil, e que com a dor, as lágrimas secam, e o coração torna-se amargurado. Com o tempo você aprende que é preciso deixar a dor de lado, porque sofrer não mata a fome, não cura a febre. A dor só serve para dilacerar ainda mais a alma, que com o tempo, cansa. &lt;br /&gt; E as portas se fecham, seu coração se fecha. Porque com isso nós aprendemos que a frieza também salva, e a salvação é dom de poucos. Ouvem-se as batidas, mas não se abrem as portas. Aprendemos que a solidão pode ser amiga, e que as sombras são companheiras silenciosas e fiéis da nossa história. E fazemos dela, a sombra, nossa única amiga. Deixamos de lado a confiança. Aprendemos que a espera só borra maquiagens, despedaça corações e nos deixa mais suscetíveis ao erro, à falha.&lt;br /&gt; Passaram-se anos, e já não temos medo, se o temos, não demonstramos como antes. Aprendemos que demonstrar fraquezas é dar armas para usarem contra você. Enterramos sonhos, cedemos lugar às necessidades. O querer perde e a obrigação descobre seu espaço, e logo ela toma mais e mais de nós. O peso do mundo deixa-nos corcundas.&lt;br /&gt; E o tempo continua passando, sem pedir licença, sem pedir desculpas. E foram-se anos da nossa vida. Casamos, tivemos filhos, mudamos de casa, de cidade. Trocaram -se os móveis, as cortinas, mas nossos olhos continuam a enxergar as mesmas coisas, os mesmos medos. Os monstros ganham outros rostos, outros nomes, mas ainda nos perseguem. E as guerras, a fome, o ódio, as discussões dentro dos ônibus, tudo isso prova apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Mas como nos libertar da única coisa que é realmente nossa? Quem quer enfrentar a realidade? Quem quer realmente fazer isso? E então você olha para trás e lá se foram dias, semanas, meses e anos. E lá se foi sua vida e lá se foram seus sonhos. E você está sozinho, e com medo. E tudo que tem não importa mais, o que importa é o que você fez. O que importa realmente no fim é quem você foi ou é. As mudanças que você fez, as escolhas, os tropeços, é isso que importa. Sua história é tudo que lhe resta. E então o tempo acaba e sua vida se esvai como a água pelo ralo. E o tempo passou e você nem notou. Sua vida é escrava do tempo, você é escravo do tempo. Quem você foi pode ser esquecido, porque o relógio é implacável e ele não para, apenas passa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto vencedor do 1º concurso literário da academia de letras, artes e ciências do Brasil, prêmio Camilo Leal (Crônica)– Infanto-juvenil. Primeiro lugar na categoria nacional e segundo lugar na categoria internacional. </description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2014/12/escravos-do-tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-7859674573702715526</guid><pubDate>Fri, 14 Nov 2014 22:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-18T19:53:57.530-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Por Lailla D Paula - </title><description>&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 19.3199996948242px; margin-bottom: 6px;&quot;&gt;
Lembrei agora de uma breve discussão que tive com um hétero, caucasiano, classe B e nacionalista que teve a pachorra de me dizer que no Rio de Janeiro só tem gente porca e que favelado são pessoas sem expectativas de futuro. Não sei porque diabos tentei dialogar com esse cara, mas enfim... A conversa não deu em nada e fui para casa frustrada. Hoje quando lembrei disso, fui conversar com a minha mãe, que é o meu pilar e foi a mulher que me ensinou a sempre ter orgulho de minhas&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;display: inline;&quot;&gt;&amp;nbsp;origens, e ela sorriu para mim e disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 19.3199996948242px; margin-bottom: 6px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19.3199996948242px;&quot;&gt;&amp;nbsp;̶ &amp;nbsp; É fácil quem vê de fora criticar o que não conhece. Quem fala mal de nós, filha, apenas tem inveja da felicidade e da alegria que o morro tem. Lembre-se disso, Laila. Nós não precisamos pisar em ninguém pra subir na vida e isso aos olhos de algumas pessoas é inaceitável. Eu sei o que eu sou, sei de onde vim e você também. Quando isso acontecer de novo você bata no peito e diga que tem orgulho de ser um favelado porco e sem perspectiva de futuro, porque no fundo, os porcos são eles. Porcos egoístas, egocêntricos e vazios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;background-color: white; color: #141823; display: inline; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 19.3199996948242px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 6px; margin-top: 6px;&quot;&gt;
Ter essa conversa com a minha mãe hoje me fez chorar muito. Não por me sentir inferior a alguém, mas por me fazer sentir saudade do lugar de onde vim, da alegria daquela gente que desce o morro de sol a sol pra batalhar pelo pão que come, pra batalhar pela geladeira que ainda esta pagando, pra batalhar por um balde de tinta pra pintar a casa que nem reboco tem... Mas sempre, sempre, com um puta sorriso enorme no rosto, e sem precisar subir em ninguém para crescer.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Eu tenho orgulho de ser favelada, porca e sem &quot;perspectiva de futuro&quot;, porque eu sei o que isso realmente significa.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2014/11/por-lailla-d-paula.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-3456954450422828833</guid><pubDate>Fri, 14 Nov 2014 22:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-18T19:54:48.766-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Vida</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYSP2-GKLmY_LBnk3WW5WYQPL1Q5jZtC9Biwry2gm3KCVYaWPuisSF_gqA8SlYQ9sdYZ1lvVuJ8kMm4h7NSIbxhaLKi-qzV3up6MoocULbtJztiuHzSN2_0Lzml36sNvNUhLzFyquTivO2/s1600/large-10.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;480&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYSP2-GKLmY_LBnk3WW5WYQPL1Q5jZtC9Biwry2gm3KCVYaWPuisSF_gqA8SlYQ9sdYZ1lvVuJ8kMm4h7NSIbxhaLKi-qzV3up6MoocULbtJztiuHzSN2_0Lzml36sNvNUhLzFyquTivO2/s1600/large-10.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Em algumas horas eu vou partir. Já são quase quatro da
manhã e eu ainda não preguei os olhos, pois não paro de pensar em você, em nós.
Acontece que ir ao casamento desses amigos tão íntimos me fez questionar várias
coisas sobre mim e sobre “o que um cara adulto deveria pensar sobre o seu
futuro”, que me perdi. Sabe, em todas as hipóteses em que eu pensei e repensei essa noite, você estava lá. Não se fazia somente presente, não… isso seria pouco, em todas elas você estava à margem
e ao centro. É claro que você já resolveu todas as minhas indagações com duas
ou três palavras, é isso que gênios fazem. &quot;Porque os sonhos são os
mesmos&quot;, assim simples, esvaindo um mar de dúvidas. Nessa noite eu
tive uma certeza. É muito raro ter certezas depois de tantas perguntas,
normalmente depois delas eu só tenho mais delas. Mais perguntas. Mas essa não é
a certeza. A certeza é a de que eu quero passar o resto dos meus dias ao teu
lado. Ver-te envelhecer bem de pertinho. Dar-te chá quando estiveres com dor de
estômago. Fazer-te dormir no meu peito quando duvidares de Deus e do mundo.
Acordar-te cantarolando como és linda e perguntar-te se já te lembrei disso
naquele dia. É isso. Isso é só e isso é tanto. Dia desses você me disse que eu
tenho muito para te ensinar. Não posso discordar mais de você. Você, com esse
seu jeitinho meigo e sexy, já me ensinou tanto que um velho mago que toca os
ventos em sua harpa não saberia nem catalogar. Você com esses seus olhos
pequenos e tristes, essa alma grande e generosa, essas palavras difíceis e
doces. Ah, querida, você. Você. Você é isso: só e tanto. Quanto a mim…. ? Como
diria Clarice, sempre conservei uma aspa à esquerda e outra à direita de mim.
Sempre me fantasiei por detrás do meu canto, da minha música, da minha poesia.
Você me desnudou e eu ainda tenho vergonha disso. Você retirou as roupas da
minha alma e elas eram pesadas e estavam sujas, gastas com o tempo. Você deitou
por terra minhas metáforas. Fiquei seco, rijo, pasmo. Antes que isso vire um
poço de egoísmo, vou direto ao ponto. A arte da sua vida me salvou das minhas
fantasias. Como um recém converso, perdoe-me pelas quedas, passos em falso,
desatinos. Não se deve agradecer a vida de quem se ama, deve agradecer ao
Criador, bem sei que assim aprendemos. Ele sabe o quando Lhe sou grato.
Converso com Ele todos os dias e Ele sabe o que se passa em meu coração. Mas
quanto a ti… Digo-te tão pouco. Muito obrigado, amor. Você me salvou. Sei que
saber disso é uma grande responsabilidade, mas é um fato, lide com isso. Meus
votos são de que eu possa sempre aprender a reconhecer tuas vontades, teus
medos, tuas alegrias e teus pequenos delitos. Quero reconhecer tuas vírgulas e
despir tuas aspas. Sem promessas, sem expectativas. Apenas aprendizado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do seu eterno neófito,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PS. Já sinto tua falta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
- S.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2014/11/vida.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYSP2-GKLmY_LBnk3WW5WYQPL1Q5jZtC9Biwry2gm3KCVYaWPuisSF_gqA8SlYQ9sdYZ1lvVuJ8kMm4h7NSIbxhaLKi-qzV3up6MoocULbtJztiuHzSN2_0Lzml36sNvNUhLzFyquTivO2/s72-c/large-10.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-3219136861549213231</guid><pubDate>Mon, 22 Sep 2014 15:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-18T19:52:56.493-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Uma história de amor eterno</title><description>&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu sempre achei que você ficava lindo me olhando só de cueca, com o cabelo bagunçado e a barba começando a crescer. E, esperto do jeito que você sempre foi ainda fazia aquela carinha de “vem me dar amor e me encher de beijinhos”, porque você sabia que eu não resistiria ao conforto da tua mão boba brincando comigo, ao calor dos nossos corpos misturados, totalmente perdidos um no outro. E foi exatamente por isso que, no dia que a gente foi morar junto, você inventou de comprar uma cama King size, tão grande que caberiam dois de nós e ainda sobraria espaço. Eu fiquei te olhando sem acreditar, afinal a gente precisava economizar pra pagar o aluguel e comprar mais móveis. Você sorriu daquele jeitinho matreiro e me disse que tinha valido cada centavo. Nós fizemos loucuras naquela cama e eu nunca me arrependi, acho que nem você. Nunca me arrependi de ter aceitado sair da vida de solteira pra me enganchar no teu abraço de urso, pra ir contra todo mundo que me dizia o quanto isso nunca daria certo, e provar que a gente não precisava dar certo pra ser feliz. Mesmo quando briguei com a minha mãe, que sempre disse que o que a gente fazia era pecado, e bati na sua porta toda ensopada da chuva que caía feito dilúvio no centro da cidade, segurando uma mala preta enorme nas mãos e um bocado de lágrimas no rosto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Passei um tempão sem falar com a minha mãe, evitando o telefone nas datas comemorativas e chorando no seu peito enquanto eu sentia a falta que ela me fazia. E suas mãos cheias de calos me envolviam e acalmavam enquanto seus dedos tiravam meus cabelos da frente do rosto ensopado de lágrimas frias. E então a gente ficava assim até eu me acalmar ou pegar no sono e você me carregar para aquela cama enorme e me cobrir como se eu fosse uma criancinha doente.  Acho que você deve ter acreditado que eu me arrependia de ter te aceitado, mas eu nunca chorei por isso, nunca nem pensei nisso. Mesmo nas nossas brigas terríveis em que eu falava coisas que nunca deveriam ser ditas, e você gritava palavrões e levava as mãos até a cabeça para não me dar os tapas que, nós dois sabemos muito bem, eu merecia. Mesmo quando saíamos batendo as portas, jogando coisas e chorando como idiotas, mesmo nessas horas eu nunca me arrependi de ter te amado, tão intensa e verdadeiramente, como eu amei. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então chegamos a dois anos morando juntos e você me disse que estava pensando em oficializar. Eu levei uns três minutos olhando pro seu rosto para entender que você estava me propondo casamento. Arregalei os olhos e me engasguei com o vento, não vou mentir e dizer que casar era o grande sonho da minha vida. Você sabe que nunca foi, e eu, nesses dois anos, nem sequer havia cogitado isso. Não faço muito bem o papel de dona de casa, nem sequer conseguia fazer um arroz que ficasse tão bom quanto o seu. Nunca tive paixão pela cozinha e não levo jeito pra seguir receita e passar a tarde inteira na frente de um fogão – Não sem ao menos queimar meus dedos da mão. – Mas você nunca se importou com isso. Sempre que podia, corria pra fazer a comida enquanto eu me encarregava de ir estudar e trabalhar pra gente conseguir pagar as contas e a nossa empregada. E você cozinhava, fazia questão de me ver comendo na sua frente e eu adorava como seus olhos brilhavam enquanto eu engolia. Sempre houve essa necessidade de cuidar de mim, acho que você sabia que eu sempre fiz tudo sozinha. De que eu nunca deixei alguém cuidar de mim, nem mesmo a minha mãe. Você sabia que eu tinha a mania de carregar todas as dores do mundo nas costas, inclusive as suas, e que isso me quebrava aos poucos. Isso tudo estava me consumindo. Então você me ofereceu o peito, a alma, o corpo. Me viu chorosa, suja, doente e me carregou no colo quando a minha anemia quase me matou. Viu todos os meus lados, os bonitos, os feios e aqueles que eu tentei ao máximo esconder de você. Você viu cada marca no meu corpo, cada defeito que eu tanto odiei, e você não se importou. Cada parte minha, cada maldita parte minha te pertencia sem meios termos ou vírgulas ou pontos finais. Sempre, desde o momento que você sorriu pra mim naquele corredor da livraria, rindo enquanto eu olhava pras dezenas de livros que eu queria comprar e fazia aquela cara. A cara de quem queria tudo e sabia que não podia. A cara que eu fiz quando você me convidou pra sair e aí a gente se beijou pela primeira vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu Deus, você ainda se lembra disso? Nosso primeiro encontro foi o maior desastre da face da terra. A gente ficou tão envergonhado que levamos quase três horas pra nos beijarmos e eu ainda fiquei rindo porque sua barba fazia cócegas no meu rosto. Foi tão ruim que marcamos um segundo e depois um terceiro encontro, porque o ruim com você sempre era bom, sempre era mais do que bom. Aí eu acabei no seu apartamento de mala e cuia, e foi a primeira vez que a gente fez amor. Depois que eu comecei a chorar a sua frente, com as lágrimas se misturando com as gotas de água que caiam do meu cabelo e pingavam no chão. Eu tremendo feito um cachorro molhado, em parte porque fazia -dois graus em Floripa e em parte porque eu tinha tirado todas as armaduras em torno da minha alma. Muros e muros que construi em torno de mim, fugindo do que eu sentia, fugindo do que eu poderia sentir por alguém. Mas eu nem percebi que de tanto me esconder, perdi a mim mesma no meio de tudo isso. E foi somente quando você, com seus olhos verdes e os cachos desalinhados, sorriu feito o maior idiota da face da terra, e então eu, que não procurava nada, havia sido encontrada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E eu sempre soube disso. Quando você chegava de mansinho depois do trabalho e me encontrava lavando louça só de calcinha e aquela minha blusa velha de Zelda, que de tão usada já tinha mais furos do que um coador.E você chegava beijando meu pescoço e destruindo toda a força que eu tinha, toda a minha linha de mulher bem-feita.E eu sabia. Quando você deitava do meu lado, mesmo depois de dois anos, e ficava me olhando como se eu fosse a estrela mais brilhante da sua constelação, eu sabia. Mesmo sem maquiagem, sem roupas caras ou saltos, eu sabia. Mesmo sem você dizer sequer uma palavra, eu sabia. Sabia que uma vida com você era uma vida completa. Uma vida onde sentir medo não parecia errado, onde cada passo meu era apoiado por você e vice-versa. Não existia mais um “eu”, éramos nós e seríamos para sempre. Eu nunca me sentiria sozinha enquanto tivesse você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E então você, naquela manhã fria de domingo, olhou no fundo dos meus olhos e disse que queria oficializar. E eu fiquei de queixo caído, com o coração na mão e um sorriso que, literalmente, ia de orelha-a-orelha. Quer dizer, mesmo que essa ideia não tivesse passado pela minha cabeça, e casamento nunca fosse meu plano, era você. Era seu pedido desajeitado pra gente se pertencer de todas as formas humanamente possíveis, porque só Deus sabia o quanto eu já era tua. Era o seu sobrenome que eu teria e seria uma aliança igual a sua que eu usaria. Então não havia outra escolha, não havia outra saída. Era ser feliz contigo ou não ser feliz nunca nesta vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Começamos a falar do nosso futuro juntos. Eram tantas portas se abrindo, tantos sonhos sendo construídos naquele momento que eu comecei a chorar feito criança. Você disse que eu tinha que guardar as lágrimas pra depois que contássemos pra minha mãe, porque você fazia questão que fôssemos juntos dar a notícia. Afinal, já fazia dois anos que eu não falava com ela, e era a hora de acabarmos com tudo que impedia a gente de ser feliz. Ficamos rindo durante horas, falando da cara que ela faria quando soubesse. Rindo da tristeza, da dor, do medo, da solidão que sentimos um dia. E eu acreditei que, durante aquele dia, nada mais seria impossível para nós dois. Que, a partir de agora, conquistar o mundo seria ridículo. Eu tinha você, nada mais importava. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu liguei pra ela um mês depois, disse que a gente queria comunicar uma notícia urgente e que eu e ela tínhamos muito para conversar. Saí do trabalho e fui primeiro. Bati na porta com o coração e as pernas vacilando, disse um oi apagado quando a mulher de cabelos e olhos iguais aos meus me convidou para entrar. Fazia tanto tempo que não entrava naquela casa que me senti uma estranha. Sentamos no sofá e eu contei pra ela tudo que eu sentia, tudo que eu acreditava e que mesmo que ela não concordasse, o que a gente fazia nunca poderia ser pecado. Era um milagre a gente se amar assim, com tantos defeitos e cicatrizes na alma. Eu disse pra ela que você era um homem bom, que era gentil e honrado. Disse que cada dia com você era mais importante que o outro, era mais completo. E que mesmo quando você deixava a tampa do vazo levantada ou a toalha molhada em cima da cama, era somente contigo que eu me imaginava junto pra vida toda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas então deu 18 horas e você não apareceu. Deram 19 horas e nem sinal seu. Nem sequer uma ligação, nem um SMS. Deram 20 horas e minha mãe falou que isso era só mais uma prova da sua incapacidade de ser o homem que eu merecia. Ela começou a falar um monte de coisa e eu comecei a gritar e chorar ao mesmo tempo, andando de um lado pra outro como se estivesse enjaulada. Sai daquela casa correndo. Liguei pra você umas 20 vezes e nada. Mandei mensagem, liguei pro seu serviço e eles me disseram que você já tinha saído. Cheguei ao nosso apartamento e continuei ligando. Pra você, pra todas as pessoas que a gente conhecia e nada. Nada. Já estava começando a entrar em pânico quando o meu celular tocou e eu, meio louca, derrubei um copo de vidro no chão. Atendi o celular ignorando tudo. Uma voz feminina perguntou se eu conhecia você e respondi que sim, que eu era sua noiva, nem me toquei que aquela era a primeira vez que eu dizia isso pra alguém. Aquela voz me disse que você tinha sofrido um acidente de moto estava no hospital e que precisava de alguém para preencher a ficha e trazer alguns documentos seus. Confesso que não ouvi mais nada depois da palavra acidente. Só peguei minha bolsa e sai correndo, feito uma maluca, pro hospital. Cheguei ao seu quarto depois de começar a gritar com todo mundo que via pela frente. Estava tão histérica que nem sequer me preparei pra encontrar você deitado em uma cama, todo cheio de tubos e aparelhos saindo pelo corpo. Seu rosto arranhado e branco como papel. Parecia uma versão zumbi do homem que eu conhecia. Um som pesado saia do seu peito enquanto você respirava com muito esforço, e eu só conseguia ficar ali paralisada na porta do quarto, te olhando como se nunca mais pudesse me mover outra vez. Você chamou meu nome e joguei a bolsa no chão e corri pra você, ignorando o cuidado e todos os fios que ligavam seu corpo às máquinas.  Ajoelhei-me bem próximo do seu rosto e beijei seus lábios com todo o cuidado que eu nunca tive com mais ninguém. Você pediu desculpas, chorando pela primeira vez desde que te conheci, enquanto o seu soluço se misturava aos sons dos aparelhos do quarto. Aí eu, daquela forma delicada que só você sabe, te mandei calar a boca. Eu disse: Amor, não me faça querer te bater agora. E você riu, te ouvir rir deixou meu peito mais leve. Tentei ficar calma, embora o choro estivesse preso na garganta, e te deixei chorar por nós dois, não podia ser a garota fraca agora. Eu disse que você ia ficar bem, que tudo daria certo e que a gente iria se casar logo. Sem a minha mãe, sem ninguém além de nós dois e uma versão do Fredy Mercury vestido de padre. E que a gente iria pra uma ilha deserta para fazer amor enquanto o sol nascesse, do jeitinho que tínhamos sonhado antes. Eu disse que você sempre foi meu melhor amigo e que era o herói que meu pai nunca tinha sido pra mim. Você era o homem que eu espelhava todos os outros homens, a minha fonte de luz. Fiz você prometer que iria voltar pra mim, que iria voltar pra casa. Eu não deveria ter feito isso com você, ficar prometendo uma coisa dessas. Mas o desespero era tão grande que eu me apoiaria em qualquer coisa que te mantivesse vivo, até mesmo fazer você jurar que voltaria. Então você concordou, concordou que voltaria para mim. E naquela madrugada você fez as primeiras promessas que não sabia se poderia cumprir. Você disse que me amava, disse que amava o que eu tinha sido pra você, o que eu tinha dado a você. Eu não aguentei e chorei com a cabeça bem pertinho da sua, sentindo o cheiro de hospital e da sua loção de barba enquanto eu orava pela primeira vez na vida. Será que era culpa minha? Será que isso era uma punição pelos meus pecados? Pensei nas palavras da minha mãe, no rosto dela ao condenar nosso amor como um pecado. Eu pedi pra Deus me punir no seu lugar, mas que não tirasse de mim a única coisa que eu amava na vida. Implorei baixinho pra que Ele tirasse qualquer coisa de mim, menos você. Dá pra acreditar, amor? Eu estava pedindo pra um Deus que não acreditava que se fosse pra arrancar algo, que fosse algo meu. Não você, não você. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então na manhã seguinte eu voltei pra casa pra pegar uma peça de roupa e as suas coisas, mas nem adiantou de nada. Você entrou em coma no momento que eu saí do hospital e não acordou mais. Lutou uma semana e depois perdeu. Acho que só aguentou aquela semana por causa da promessa que eu te obriguei a fazer, a promessa que eu carrego comigo até hoje. Faz três anos que você se foi, querido, e eu ainda estou te esperando cruzar a porta vestindo só uma das suas cuecas Box e um par de meias. E me olhando com aquela sua carinha de “vem matar a saudade que a gente já ficou longe tempo demais”.  Aquela carinha que derretia meu coração e que era tão diferente daquela que eu vi no dia que o seu caixão foi fechado e enterrado, deixando pra sempre a razão das minhas risadas sinceras, enterrado uma parte minha que nunca mais me permitiria conhecer a liberdade outra vez, a sensação de ser completa. E, mesmo depois de tanto tempo, me deixar te amar como se não tivesse passado nem sequer um dia. Porque, amor, o que eu sinto por você ainda cresce no peito feito raiz de carvalho. Ainda dói e a dor só me lembra de que todas as nossas promessas foram quebradas e tudo que me restou daquela alegria foi a lembrança. E lembrar é um tormento que me mata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cora.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div class=&quot;msocomtxt&quot; id=&quot;_com_1&quot; language=&quot;JavaScript&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportAnnotations]--&gt;&lt;/div&gt;
&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2014/09/uma-historia-de-amor-eterno.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-291572067400169005</guid><pubDate>Fri, 19 Sep 2014 22:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-18T19:55:05.762-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Sobre Você</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2ECV_RtQSSYIG4tQpCWvbS3sr3c8Dtb5EMTRZD3ZEl0y5WeJpdmSex1fFRCxH7ay_hpADCLgFHwarHb-yWFtdIHkIuG7CccssopNOfueXtx7sC7brpo8MQIZW5cZxSISrEsdAa7Qi0n_G/s1600/escrevendo2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;428&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2ECV_RtQSSYIG4tQpCWvbS3sr3c8Dtb5EMTRZD3ZEl0y5WeJpdmSex1fFRCxH7ay_hpADCLgFHwarHb-yWFtdIHkIuG7CccssopNOfueXtx7sC7brpo8MQIZW5cZxSISrEsdAa7Qi0n_G/s1600/escrevendo2.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cheguei em casa hoje com milhares de textos fervendo nos dedos, implorando pelo som do teclado do computador. O engraçado é que todas as vezes que eu começava, era sobre você. Era sempre sobre você. Não era sobre todas as minhas milhares de manias ou aqueles medos bobos de criança que tu sabes bem que eu tenho, mas sobre o quanto eu gosto quando seu perfume fica na minha roupa e eu posso senti-lo quando estamos longe. Era sobre a sua risada que me faz querer rir também, sobre o quanto o tempo que a gente passa junto parece tão pouco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tentei escrever algo que não tivesse relação com a sua pessoa, mas foi como sentir sede e tentar aliviá-la comendo em vez de tomar um copo de água. Eu estou repleta da sua presença. Quero-te tanto que tudo que desejei na vida parece insignificante. Isso é tão real que eu fico me perguntado se não é pecado. Como posso gostar tanto de alguém a ponto de esquecer aquilo que nunca poderia ser esquecido?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então, enquanto a gente se abraça e o mundo fica pequeno, eu começo a desejar que, pela primeira vez, o futuro não esteja tão distante. Você faz eu sentir esperança. Faz-me acreditar quando pensei que nunca mais acreditaria e isso é só o começo. São só as primeiras linhas escritas em uma folha amassada, é só o princípio de algo que pensei que nunca chegaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Começo a pensar que, em seu amor e cuidado, Deus tenha passado a limpo o rascunho da nossa história. Quando perguntas onde estive esse tempo todo penso que estive aprendendo, sendo moldada pela vida e pelas mãos do Criador para ser quem você precisa que eu seja. Assim como você, que com suas cicatrizes e traumas, está tão intimamente ligado com as minhas necessidades que durante nossas horas juntos chego a esquecer-me delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Você e sua simplicidade natural, seus detalhes escondidos por trás das coisas comuns do cotidiano.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Você e seus trejeitos, sua risada e seus sorrisos. Que faz meu coração aquecer-se pela primeira vez em anos, que faz meus joelhos tremerem. Você que tanto entende a dor que carrego na alma, o choro silencioso de quem aprendeu que a vida não mima ninguém. Que sabe quando meu riso é de dor, quando a voz é de pranto, porque sabes bem que não choro. Pois sabes bem o quanto sinto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como pode ter tanto de tudo e ainda parecer tão pouco? Quem te olha não sabe o quanto és poesia andante, não sabe da grandeza que foi-lhe imposta com cuidado. Eles não entendem seu brilho, nem o meu. Não enxergam nossa luz, eles estão cegos. Cegos. Como eu estive durante tanto tempo, incapaz de ver que eu também tinha o direito de ser feliz. E eu quero ser feliz, amor.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quando penso nas coisas que poderíamos fazer, em quem poderíamos ser juntos. Agora são somente sonhos, mas se distantes e desconhecidos fomos tão longe, mal consigo pensar no quanto podemos alcançar se estivermos juntos. Sabes o quanto isso me assusta, o quanto eu tento dizer-te o que sinto e as palavras não saem. Elas não saem. Trancam na garganta e permanecem ali, deixando-me a beira de uma loucura amarga. Quero dizer-te o quanto és especial, o quanto o mundo parece bom quando você me olha. Só isso, só precisas me olhar e toda a dor, todo medo, todas as vezes que chorei sozinha a solidão da minha vida, tudo isso some. Tudo isso vira pó. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Talvez isso seja um exagero para algo que começou a tão pouco tempo, talvez parece mentira quando digo que você trouxe coisas novas, coisas que nunca senti antes, para minha vida. Mas é verdade. Tão verdadeiro quanto à vontade que a gente tem de fugir pra longe. Tão real quanto o ponteiro que corre no meu relógio de pulso. Tão certo que não foi escolha nossa, foi de Alguém infinitamente maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cora.</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2014/09/sobre-voce.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2ECV_RtQSSYIG4tQpCWvbS3sr3c8Dtb5EMTRZD3ZEl0y5WeJpdmSex1fFRCxH7ay_hpADCLgFHwarHb-yWFtdIHkIuG7CccssopNOfueXtx7sC7brpo8MQIZW5cZxSISrEsdAa7Qi0n_G/s72-c/escrevendo2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-8893753822100148816</guid><pubDate>Wed, 17 Sep 2014 21:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-09-17T18:49:30.519-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>Ricos mendigos orgulhosos </title><description>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eles estão por ai, jogados pelos cantos, implorando por um trocado, um prato de comida, pedindo uma moeda, perdendo a vida. Batem constantemente em portas fechadas, ignorados por aqueles que têm tudo, enquanto eles não possuem nada. Recebem olhares antipáticos de seres humanos sentados no alto dos seus carros esportes, da sua roupa de marca. Eles pedem ajuda, um pedaço de pão, até um sorriso, uma atenção. Em troca recebem vidros fechados - Não tenho dinheiro, não quero sua bala e muito menos sua atenção. Sentados em seus bancos de couro, em seus carros de luxo, mal olham pros&amp;nbsp;lados, mal notam que estão rodeados por gente que implora uma chance da vida, que nasce lutando contra o destino de não ser ninguém. Humanos afogados em seu egocentrismo, podem morrer sufocados, mas não abrem os vidros, as portas e muito menos o coração. Não têm um trocado pra ajudar ninguém, mas têm para o cigarro, para a cervejinha, para o celular novo da filha mimada e patricinha. Um real eu não tenho, tenho cinquenta, mas tenho pra mim. Meu carro caro precisa de revisão, minha televisão quarenta e duas polegadas já está passada e eu preciso de um Iphone Nova geração. Não tenho tempo para você, estou atrasado para qualquer coisa que seja melhor do&amp;nbsp;que você que mal posso fingir que me importo. Não tenho dinheiro pra matar sua fome, nem um sorriso para matar sua dor. Agora saia de perto de mim que já estou com a consciência pesada. Sinto vergonha desse país que não faz nada, assim como eu. Saia daqui antes que eu sinta vergonha de mim mesmo, por que sou igual a eles, tão certo do meu conforto que não consigo apontar o dedo para o meu próprio orgulho, para as atitudes vazias de quem não tem tempo, de quem não tem nada. Então minha resposta é não, porque pra você eu não tenho dinheiro e muito menos coração.&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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- Cora.&lt;/div&gt;
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Texto presente na compilação da editora Casa e Cultura - Histórias que queremos contar.&lt;/div&gt;
</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2014/09/ricos-mendigos-orgulhosos.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-1440420502158187734</guid><pubDate>Tue, 02 Sep 2014 15:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-09-08T16:22:30.241-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vlog</category><title>Vlog - Estranhando: Requiem, Vera de Sá.</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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&#39;Réquiem&#39; é um romance povoado de mortos imperfeitos. Narra a trajetória de um escritor que tenta vivenciar o luto pela morte de Maria, mulher com quem manteve uma relação obsessiva. Mas a dor não vem e essa morte parece incompleta, como se reproduzisse o caráter fugidio da personagem. A figura dela se torna cada vez mais esgarçada, seja na memória, na história, ou na obra de ficção em que ele pretendia fixá-la. Na busca de um resgate de seus traços mínimos, o protagonista atravessa a cidade, repleta de evocações. O destino é a casa do viúvo de Maria, aventura que amplia sua desorientação em um mundo que escapa seguidamente a qualquer esforço de ordenação. Essa desordem se reflete na arte, em seu próprio manuscrito inacabado e no texto que recebeu como espólio do poeta Derive, outra morte viciosa que exige um enfrentamento. Para um artista que pretendia se anular pela escrita de uma obra digna de seu tempo, resta a paralisia absoluta. Ou o rastreamento de um elemento desagregador mas, paradoxalmente, a única pista a ser seguida na procura de um nexo possível - a figura mitológica de Nehebkau, o guardião dos mortos. Aquele que vai forçar o exasperante reexame de seu passado e, talvez, permitir que o luto se cumpra. &#39;Réquiem&#39; traça um percurso que passa pelo caos, pela solidão intransponível, pela diluição de sentidos do mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Réquiem - Vera de Sá&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://ytimg.googleusercontent.com/vi/HifwUVLf_1k/0.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;https://youtube.googleapis.com/v/HifwUVLf_1k&amp;source=uds&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot;  src=&quot;https://youtube.googleapis.com/v/HifwUVLf_1k&amp;source=uds&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
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Lindo ele, né? O livro e o carinha do vídeo &amp;lt;3&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2014/09/vlog-estranhando-requiem-vera-de-sa.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8721143070847293267.post-3392621988849119022</guid><pubDate>Fri, 15 Aug 2014 22:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-03-01T19:00:57.330-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">textos</category><title>SUA PARTIDA CAUSA SAUDADE</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6WEFZWmDBdbEYl6i9DDzX32vmh7Su6lMdzHIP8IuQxYfzz7t9VRTpGrKeQ01XZ30rD75z_MTZmA41Q0CUucEfjcbiyzKcNFhGSj96iD0DFgtesb8oPnPCHq7Iat5QnC6SjCG3xKv16Ww_/s1600/tumblr_liwe9dlFs91qa3cfvo1_500.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6WEFZWmDBdbEYl6i9DDzX32vmh7Su6lMdzHIP8IuQxYfzz7t9VRTpGrKeQ01XZ30rD75z_MTZmA41Q0CUucEfjcbiyzKcNFhGSj96iD0DFgtesb8oPnPCHq7Iat5QnC6SjCG3xKv16Ww_/s1600/tumblr_liwe9dlFs91qa3cfvo1_500.jpg&quot; height=&quot;420&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você levou minhas malas para longe. Sei que deveria estar contente, mas dentro delas havia pilhas e pilhas de você. Agora não resta mais nada, só um monte de lembranças e buracos no peito, um vazio enorme que me deixa triste e amarga.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&amp;nbsp;Não deveria ser assim. Eu deveria ser boa, eu deveria lutar por aquilo que é bom, representar isso. Mas no fundo eu sou amarga demais, cansada demais das coisas e das pessoas para alguém tão jovem. Os olhos estão pesados, cansados de ver um mundo em que você não está. Um mundo que segue girando enquanto meu peito fica perdido no tempo, esperando você voltar e tornar tudo quente e seguro outra vez. Você levou muito mais do que um par de sonhos juvenis, você levou o que era bom em mim, o que valia a pena amar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Sou só uma casca vazia, andando em um mundo escuro e frio demais. Sou só um coração frio batendo no peito, sou só uma lágrima que não cai. Sem você por perto eu esqueci o que é o calor, o que significa sentir. Não existe sol aqui, não mais. Só chuva, só dor, só medo. E você sabe, ou pelo menos sabia, eu não sou boa lidando com o medo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Eu deveria ter amassado meu corpo e entrado naquelas malas. Poderia ter arrancado meus membros, poderia ter me encolhido, só não poderia ter me deixado aqui sozinha, esperando em uma estação antiga e mofada. Não poderia ter me feito viver sem você, não poderia ter me feito prometer que seria a fortaleza em meio à tempestade de areia. Não podia ter me deixado para trás.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&amp;nbsp;Manchas negras transformam minhas olheiras em abismos escuros, a ausência do seu corpo criou buracos na minha alma e eu durmo pensando no quanto tudo isso me consome. E agora eu estou quebrada, sem peças para repor, sem poder trocar o que foi destruído com a sua partida. Viu o que promessas fazem comigo? Eu espero amor, e eu te esperei, mas a sua partida ainda causa saudade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cora.&lt;/div&gt;
</description><link>http://lamuriart.blogspot.com/2014/08/sua-partida-causa-saudade.html</link><author>noreply@blogger.com (Cora T. Witte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6WEFZWmDBdbEYl6i9DDzX32vmh7Su6lMdzHIP8IuQxYfzz7t9VRTpGrKeQ01XZ30rD75z_MTZmA41Q0CUucEfjcbiyzKcNFhGSj96iD0DFgtesb8oPnPCHq7Iat5QnC6SjCG3xKv16Ww_/s72-c/tumblr_liwe9dlFs91qa3cfvo1_500.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item></channel></rss>