<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" gd:etag="W/&quot;Dk4DSHg6eip7ImA9WhdbFEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850</id><updated>2011-10-13T00:02:59.612-03:00</updated><category term="Editora Melhoramentos" /><category term="Paul McCartney" /><category term="Armando Nogueira e Roberto Muylaert" /><category term="Ruy Castro" /><category term="Companhia das Letras" /><category term="Geoff Dunbar" /><category term="Luiz Zerbini e Nicolau Sevcenko" /><category term="Editora Zahar" /><category term="literatura catarinense" /><category term="livros infantis" /><category term="Jostein Gaarder" /><category term="Odorico Paraguaçu" /><category term="Editora Agir" /><category term="Sérgio Buarque de Holanda" /><category term="Editora Record" /><category term="Panda Books" /><category term="futebol" /><category term="monografia" /><category term="Editora Bestseller" /><category term="TCC" /><category term="Editora DPeA" /><category term="Lewis Carroll" /><category term="Editora Globo" /><category term="Editora Alfaguara" /><category term="Editora Suma de Letras" /><category term="Flamengo" /><category term="Ziraldo" /><category term="Leander Kahney" /><category term="Editora Senac" /><category term="Editora ARX" /><category term="Carlos Ruiz Zafon" /><category term="turismo" /><category term="livro de bolso" /><category term="História do Brasil" /><category term="José Saramago" /><category term="Bob Nelson" /><category term="Editora Leitura" /><category term="William J. 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Mais que um caderno de resumos, um caderno de visões.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/LeioEnleio" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="leioenleio" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;CEQEQHc5cCp7ImA9WhdbFEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-3135750815260873229</id><published>2011-10-11T17:27:00.006-03:00</published><updated>2011-10-12T23:18:21.928-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-12T23:18:21.928-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Leander Kahney" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Agir" /><title>A cabeça de Steve Jobs</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-y1axkES2uJk/TpZKUin5VqI/AAAAAAAAAD4/rIFRG339aK0/s1600/imagem_steve_jobs.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 318px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-y1axkES2uJk/TpZKUin5VqI/AAAAAAAAAD4/rIFRG339aK0/s320/imagem_steve_jobs.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662795298216957602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Steve Jobs)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li o livro tema desse post há mais de dois anos e acho que o acontecimento da última semana torna o comentário bastante pertinente. Confesso que quanto ganhei esse livro não  fiquei muito entusiasmada. Acho que porque havia visto o rosto que ilustrava a capa umas poucas vezes e quase sempre sem muita atenção. Mas o entusiasmo do meu “amigo secreto”, Diego Piovesan, e do meu marido era tanto que pensei que de fato deveria ser alguém genial e que aquela leitura valeria muito a pena. No texto da contracapa essa impressão se confirmou: “Steve Jobs adotou traços de sua personalidade para conduzir a Apple  ao triunfo” (mais uma pista de quem se tratava: eu já havia visto aquela marca em trilhões de filmes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então,  &lt;strong&gt;A cabeça de Steve Jobs&lt;/strong&gt;, de Leander Kahney (Editora Agir) virou meu livro de cabeceira e depois um dos mais queridos da estante. O autor diz que a obra não é apenas uma biografia e sinceramente acho que seria difícil diante de capacidade criativa e, porque não, revolucionária. Todos nós, depois da semana passada, já sabemos que depois de Steve Jobs o mundo nunca mais foi o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro me ajudou a perceber que, na verdade, ele estava muito mais perto de mim do que eu, e muita gente por ai,  imaginava. Com o livro me dei conta que Steve Jobs mudou a comunicação criando computadores pessoais e fazendo dele um local não apenas de trabalho mas de entretenimento. Sem falar nisso,  e em tantas outras formas de computador que surgiram depois que foi possível levar o computador para a casa, Jobs também criou a Pixar que produziu o primeiro filme totalmente animado por computador: Toy Story ( acho que essa todo mundo conhece). A Disney comprou a Pixar em 2006 "pela impressionante quantia de 7,4 bilhões de dólares. Esta compra fez de Jobs o maior acionista individual da Disney e o nerd mais importante de Hollywood"(p. 11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi uma leitura muito fácil mas foi interessante. No final de cada capítulo o autor apresenta um quadro com algumas “Lições de Steve”. A grande maioria é ótima e perfeitamente aplicável. Jobs não devia ser, como posso dizer,... a pessoa mais fácil de lidar: a exigência e a intimidação iam ao limite (sendo bom ou sendo ruim era assim que funcionava). Mas uma das coisas que mais me chamou a atenção no livro e na personalidade do dono da Apple  é que ele, Jobs, era um apaixonado pelo que fazia e nisso de fato eu acredito: fazemos tudo melhor quando fazemos com amor, com paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o autor, Leander Kahney, é editor da revista eletrônica Wired.com. Como repórter e editor cobre a Apple há mais de 12 anos (dados do próprio livro).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-3135750815260873229?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/3135750815260873229/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/10/cabeca-de-steve-jobs.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/3135750815260873229?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/3135750815260873229?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/10/cabeca-de-steve-jobs.html" title="A cabeça de Steve Jobs" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-y1axkES2uJk/TpZKUin5VqI/AAAAAAAAAD4/rIFRG339aK0/s72-c/imagem_steve_jobs.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YBSXkzfCp7ImA9WhdREUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-7153812982968118359</id><published>2011-07-31T20:29:00.001-03:00</published><updated>2011-07-31T20:32:38.784-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-31T20:32:38.784-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mariana Amado COsta" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Companhia das Letras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marilda Catanha" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jorge Amado" /><title>A ratinha branca de Pé-de-vento e a bagagem de Otália</title><content type="html">&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Juro que eu pensava que este livro de Jorge Amado era infantil, mas infantil igual a &lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/04/jorge-amado-para-menores.html#comments"&gt;O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/04/jorge-amado-para-menores.html#comments"&gt;A bola e o Goleiro&lt;/a&gt;. É, mas é menos que eu imaginava (na minha humilde classificação é infanto-juvenil. Acho que a adolescência é a mais privilegiada aqui). Isso não é bom nem ruim é apenas diferente do que imaginei, é surpreendente (na maioria das vezes gosto de ser surpreendida).De qualquer forma gostei muito de conhecer mais esta obra de Jorge Amado (Companhia das Letrinhas). Como todas as obras que o escritor dedicou a este público (já citadas anteriormente) ela pode, e deve, ser lida por todos, independente da idade.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;A ratinha branca de Pé-de-vento e a bagagem de Otália&lt;/strong&gt; não é exatamente um livro do escritor baiano mas uma adaptação que Mariana Amado Costa (neta do autor) fez do livro Os pastores da noite. Este foi o décimo segundo romance de Jorge Amado. Foi publicado em 1964. Os personagens desta história são homens e mulheres, na maioria das vezes pobres e sem emprego ou estudo que sobrevivem de bicos de todos os tipos. Mas o grupo conserva como “seu princípio moral, a amizade; sua lei, a alegria de viver” (p. 9).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;A temática é bem corriqueira em Jorge Amado: Amizade (ler sobre amizade é sempre bom). É com muita graça (alegria mesmo) que este tema aparece nesta obra. E não só ele. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Colaboração e respeito estão lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Mariana Amado Costa é neta do ilustre baiano a que eu me refiro neste post. Ela, melhor do que ninguém, pode afirmar que os temas levantados na obra eram de grande valia para o avô: “a força da amizade; a compreensão de que as pessoas nunca são simplesmente boas ou más, são humanas, com as complexidades e contradições inerentes a essa condição; a celebração da vida mesmo na adversidade” (p. 8).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Os personagens são adultos mas mostram o “profundo respeito por questões que são a essência da infância: a fantasia, o sonho, a brincadeira, a diversão” (p. 8). E isso é mágico! Uma coisa que achei interessante é que este é o segundo livro em que um dos personagens se destaca pelo seu conhecimento e, justamente por isso, ganha um certo destaque. Em &lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/06/capitaes-da-areia.html#comments"&gt;Capitães da areia &lt;/a&gt;foi o Professor neste Eduardo Ipicilone. Outros detentores do conhecimento apareceram em outras obras, mas estes dois me chamaram a atenção porque, de alguma maneira, são procurados para ensinar, tirar dúvidas, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Quem ilustrou, e o fez muito bem, foi a mineira de Belo Horizonte Marilda Castanha. Já não é a primeira vez que faz ilustrações para esta editora, mas é a primeira vez que a cito aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-7153812982968118359?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/7153812982968118359/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/07/ratinha-branca-de-pe-de-vento-e-bagagem.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/7153812982968118359?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/7153812982968118359?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/07/ratinha-branca-de-pe-de-vento-e-bagagem.html" title="A ratinha branca de Pé-de-vento e a bagagem de Otália" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkABQ38_fCp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-578913316062569929</id><published>2011-07-13T17:20:00.002-03:00</published><updated>2011-07-13T17:25:52.144-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:25:52.144-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Record" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jorge Amado" /><title>A morte e a morte de Quincas Berro Dágua</title><content type="html">Como vocês podem ver este não está sendo um ano de muitas leituras, pelo menos de obras de ficção. Meus olhos estão concentrados em teóricos nem sempre fáceis e os textos que estou produzindo são bem mais acadêmicos do que os que publico aqui. Mas digamos que entre um texto e outro estou lendo algumas coisinhas que pretendo registrar neste espaço. Vamos a uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vida levava aquele sujeito que é visto trôpego pelas ruas, que não trabalha e aparentemente não tem família? Quem choraria a morte deste sujeito? Entre tantas outras coisas nas páginas desta obra de Jorge Amado estas são questões que nos conduzem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;morte e a morte que Quincas Berro Dágua &lt;/strong&gt;(Editora Record) é uma daquelas comédias bem construídas e para lá de inteligentes. Nela a crítica social, tão presente nas obras do escritor baiano, é um elemento para lá de presente. A obra é do final da década de 50, início da de 60 e é para lá de atual. Basicamente conta a história de um funcionário público que cansou da vida certinha de mulher (uma Jararaca, segundo o próprio Quincas), filha (que trilhava o mesmo caminho da mãe), emprego estável e reconhecimento por ser um funcionário exemplar. Quando deu um basta caiu na rua e se tornou o Rei dos vagabundos da Bahia, o cachaceiro –mor de Salvador, o filósofo esfarrapado da rampa do Mercado, o senador das gafieiras (p. 31-32).Contar que Quincas morreu não é contar o final é apenas o começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história tem um narrador, mas quase sempre Quincas se mete e os diálogos entre o morto e os que velam seu corpo (ou pelo menos tentam) são muito engraçados.&lt;br /&gt;Para quem quiser começar pelo filme ele já está por ai. Aliás, eu primeiro vi o filme para depois ler o livro. Lembrem-se sempre que o filme é uma adaptação. O livro não é tão linear como pode parecer o filme. Mas os dois são para lá de divertidos e boas opções para as curtas férias de julho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-578913316062569929?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/578913316062569929/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/07/morte-e-morte-de-quincas-berro-dagua.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/578913316062569929?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/578913316062569929?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/07/morte-e-morte-de-quincas-berro-dagua.html" title="A morte e a morte de Quincas Berro Dágua" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0YGRH87eyp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-8362697495010274977</id><published>2011-05-26T14:17:00.001-03:00</published><updated>2011-07-13T17:32:05.103-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:32:05.103-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="David Gilmour" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Intrinseca" /><title>O clube do livro</title><content type="html">Já vou começar dizendo que O clube do filme, de David Gilmour (Editora Intrinseca), é uma boa sugestão para o claquete dez. Quem comprou este livro foi meu marido e ele disse que não conhecia a obra e nem tinha ouvido falar. Comprou porque gostou do que estava escrito na contra capa (e para quem o conhece sabe o quanto isso é raro!). Depois disso ouvi grandes amigos falarem muito bem dele e ai, quando tive de escolher um livro para deixar do lado da cama para o momento “tenho que relaxar para dormir” foi ele que escolhi.&lt;br /&gt;Para os que não conhecem, a temática inicial até pode parecer comum: um adolescente resolve que quer parar de estudar e diz isso para o pai (que é separado da mãe do garoto). Até ai, é bem normal, concordam? Mas eis que o pai aceita a tal proposta (isso mesmo) mas com uma condição: eles deverão ver três filmes por semana e nada de drogas. O pai sabia que tinha que dar um jeito da cabeça daquele garoto ser ocupada e, no fundo, ele queria que o filho voltasse a estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta lista de filmes definida pelo pai começam as discussões sobre todos os assuntos, inclusive cinema, entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente os filmes exibidos marcaram a história do cinema de alguma maneira mas não há necessidade de ter visto os filmes (acho que seria melhor mas alguns nem pensar, pelo menos para mim) para entender o propósito de cada “aula”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante do filme é que mostra, mesmo sem querer – talvez- e sem parecer aqueles manuais de relacionamento entre pai e filho, ou livro de auto ajuda que esta relação de fato não é fácil e que dúvidas todos os pais do planeta possuem. Ao mesmo tempo perceber em que momento o jovem está e o que ele está precisando escutar e fazer pode ajudar muita gente a evitar conflitos e a permitir que aquele sujeito cresça (em todos os sentidos).&lt;br /&gt;É então uma bela dica para pais e professores (porque de maneira geral a condução das discussões e a forma como os filmes são escolhidos é muito interessante para esta classe profissional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar uma frase da página 187 que, na minha opinião serve para várias indicações que fazemos ao longo da vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Indicar filmes às pessoas é um negócio arriscado. De certa forma, é algo tão revelador quanto escrever uma carta para alguém. Mostra como você pensa, aquilo que o motiva, e algumas vezes pode mostrar como você acha que o mundo o enxerga”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-8362697495010274977?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/8362697495010274977/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/05/o-clube-do-livro.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/8362697495010274977?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/8362697495010274977?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/05/o-clube-do-livro.html" title="O clube do livro" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0YASXo6cSp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-7150744633431651191</id><published>2011-04-16T15:12:00.002-03:00</published><updated>2011-07-13T17:32:28.419-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:32:28.419-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Stephen Lundin" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Saraiva" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Bob Nelson" /><title>UBUNTU</title><content type="html">Que ai já viu o filme &lt;a href="http://claquetedez.blogspot.com/2010/09/invictus-um-grande-lider-um-aprendiz.html#comments"&gt;Invictus&lt;/a&gt;? Quem não viu tem que ver. É simplesmente demais! Para dar uma canjinha trata da história da chegada de Nelson Mandela à presidência da África do Sul. Quem já viu certamente deve ter pensado como ele tinha aquela percepção de mundo. Como alguém que sofreu o que sofreu nas mãos dos brancos conseguia fazer aquilo (por mais que ele explicasse no decorrer da história)? Particularmente eu entendia a visão dele mas não conseguia entender. Ops, este não é um blog de filmes. Deixo esta missão para minha amiga &lt;a href="http://claquetedez.blogspot.com"&gt;Marília&lt;/a&gt;. Mas trouxe isso para poder falar de um livro que li e que é inspirado em uma filosofia africana que Mandela seguia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ubuntu&lt;/strong&gt;: uma história inspiradora sobre uma tradição africana de trabalho em equipe e colaboração (Editora Saraiva) é uma ficção que se passa em uma grande empresa americana. A direção percebe que existem conflitos e que o clima organizacional não está muito bom. Existem várias iniciativas para motivar os funcionários e uma é um prêmio que vai levar os funcionários destaques da instituição juntamente com seus chefes para  a África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos vencedores é um sul africano, Simon, que antes mesmo de vencer a competição começa a mostrar para seu superior a importância de confiar e conhecer o ser humano que está a nossa volta. Isso é o Ubuntu. O livro, no meio da história, vem trazendo frases que definem esta filosofia. Uma delas é que o Ubuntu “é uma filosofia que leva em consideração o sucesso do grupo acima do sucesso do indivíduo” (p. 46).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história que Stephen Lundin e Bob Nelson colocaram no papel não é nada de outro mundo, é bem simples. Mas é na simplicidade que está o segredo. Este é um dos melhores livros que eu já li. Juro que quando meu marido ganhou de alguns colegas  eu achei que fosse ser mais um daqueles livros de auto ajuda (nada contra, mas eles parecem se repetir) e não é só isso. Não é como eu posso vencer e sim como nós podemos (ninguém é uma ilha, era o que tinha no meu livro de Educação Moral e Cívica). No fim das contas, e é o que Mandela mostrava em Invictus e explica na frase, “Somos humanos apenas pela humanidade dos outros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ideal para empreendedores, gestores, consultores e estudantes de todas as áreas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-7150744633431651191?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/7150744633431651191/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/04/ubuntu.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/7150744633431651191?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/7150744633431651191?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/04/ubuntu.html" title="UBUNTU" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0YCSH4yeyp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-990443198516612973</id><published>2011-04-11T21:17:00.003-03:00</published><updated>2011-07-13T17:32:49.093-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:32:49.093-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Luciano Ribeiro" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="futebol" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carlos Mansur" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Flamengo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Leitura" /><title>Time do meu coração</title><content type="html">Pelo que entendi a editora Leitura tem um projeto de editar livros de bolso (os pockets) sobre os principais clubes do país. O que eu li tratava do Clube de Regatas Flamengo. Este, &lt;strong&gt;Time do meu coração&lt;/strong&gt;, foi organizados por Carlos Mansur e Luciano Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um livro muito complicado de ler. Parece muito com um manual sobre o time de futebol em questão. Tem vitórias, principais jogos, amistosos com a seleção brasileira e com outras seleções. Lógico que tem também a história, os principais ídolos coisas que fazem os flamenguistas (ou o torcedor que ler o do seu time) se sentirem mais flamenguistas ainda já que trabalha com as memórias (e de certa forma com os esquecimentos) deste grupo de pessoas e muitas, muitas curiosidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando li pensei no filme Romeu e Julieta, com Marco Ricca e Luana Piovani. Alguém mais viu? É um em que o Romeu é palmerense e a Julieta é corintiana. O máximo. Ele se faz do corintiano e tem que passar informações sobre o time da segunda maior torcida do país. O problema é que ele não sabe, ele não conhece nada sobre o Corinthians. Este manual serviria muito bem para ele. Tem tudo que alguém que precisa conhecer o tal time precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, antes de terminar só uma explicação: o Flamengo não surgiu do Fluminense. O Flamengo foi fundado em 1895 e o Fluminense em 1902. O time de futebol sim veio de um grupo que veio do tricolor carioca. Mas o líder do grupo,Alberto Borgerth,  segundo o livro (p.12), já era remador do clube rubro-negro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-990443198516612973?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/990443198516612973/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/04/time-do-meu-coracao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/990443198516612973?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/990443198516612973?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/04/time-do-meu-coracao.html" title="Time do meu coração" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0YMQ3Y8eyp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-6894486029746339400</id><published>2011-04-06T16:16:00.003-03:00</published><updated>2011-07-13T17:33:02.873-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:33:02.873-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Agir" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Irvin D. Yalom" /><title>Quando Nietzsche chorou</title><content type="html">Friedrich Nietzsche é um filósofo que eu só fui conhecer há uns sete, oito anos. E nem foi um conhecer que se possa chamar de profundo. Eu soube que ele existiu e que disse que “Deus está morto”, obviamente uma declaração bem bombástica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco depois de conhecer Nietzsche desta forma eu soube da existência do livro-tema deste post: Quando Nietzsche chorou (Editora Agir). Desde então escuto falar muito bem da obra de Irvin D. Yalom. Agora, finalmente, tirei mais um livro da minha lista imensa de “quero ler” (lista infinita, diga-se de passagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yalom é psiquiatra norte-americano, filho de imigrantes russos. Neste livro ele fez uma coisa que eu gosto bastante na literatura: trazer personagens reais para o mundo da ficção. Já li algumas obras com enredos que fazem esta mistura: &lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/06/era-no-tempo-do-rei.html#comments"&gt;Era no tempo do rei&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/assassinatos-na-academia-brasileira-de.html#comments"&gt;Assassinatos na Academia Brasileira de Letras&lt;/a&gt; são apenas alguns deles. No caso da obra de Yalom estão presentes, além de Friedrich Nietzsche, Josef Breuer e Sigmund Freud (ainda um jovem médico), para citar somente os principais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se pode ver, claro de maneira ficcional, é uma noção do que vem a ser a filosofia de Nietzsche e psicanálise, aqui representadas por Freud – claro - e por Breuer. O encontro que se dá é incrível (e é um encontro mesmo entre o filósofo e dr. Breuer). Na orelha do livro é possível ler algo que realmente, para mim, traduz o que acontece: “O que se estabelece entre eles é uma relação na qual as funções de médico e paciente se confundem, pois  Breuer encontra na filosofia de Nietzsche algumas respostas para suas próprias dores existenciais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, o que é liberdade? Quem é realmente livre? Será que somos obrigados a fazer as coisas e a dar o rumo que damos a nossa vida? De fato em algumas situações a sociedade nos mostra que caminho seguir, algumas posições são impostas por uma sociedade que aponta os papéis que cada um deve ter dentro das relações e fugir disso nem sempre é tarefa das mais fáceis. Esta é uma das discussões que aparecem no decorrer do livro (e que ainda são muito atuais). Ela é fruto de um encontro que de fato não existiu mas que, eu acho, que se acontecesse seria muito interessante e daria um belo livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Quando Nietzsche chorou Yalom também escreveu A cura de Schopenhauer, Mentiras no divã, Os desafios da terapia, O carrasco do amor, Mamãe e o sentido da vida e De frente para o sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-6894486029746339400?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/6894486029746339400/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/04/quando-nietzsche-chorou.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/6894486029746339400?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/6894486029746339400?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/04/quando-nietzsche-chorou.html" title="Quando Nietzsche chorou" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QESXsyfyp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-8637385549746751856</id><published>2011-03-22T15:22:00.001-03:00</published><updated>2011-07-13T17:35:08.597-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:35:08.597-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="William J. Bennett" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="editora Nova Fronteira" /><title>O livro das virtudes</title><content type="html">Este foi um livro que durante anos ficou na cabeceira da minha cama esperando uma oportunidade de ser lido. Aliás, o livro que eu li nem era meu e é até uma vergonha admitir ainda está comigo. Como o Diário de Anne Frank , dei este livro de presente para uma das minhas irmãs. Passado um tempo peguei emprestado, demorei para ler e, agora, está na minha prateleira. Não faço isso sempre tá gente! Eu juro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao livro. Na verdade é um compilado de textos de diversos autores que tratam das virtudes que o ser humano deve ter/desenvolver. É, então, uma antologia organizada por William J. Bennett para os leitores americanos. No Brasil, a editora responsável pela publicação foi Nova Fronteira. Ela recebeu autorização para incluir textos em português e foi nessa leva que entraram escritores como Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, Luis de Camões entre outros. Aqui foram editadas 524 páginas lindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta antologia vai da poesia à prosa. Passa por muitos lugares. Isso é legal porque nos permite, pelo menos eu tive esta sensação, conhecer um pouco, certamente bem pouco, de histórias que outros povos contam. Segundo o editor brasileiro “o livro das virtudes é um tesouro de histórias que ajudam a compreender algumas qualidades essenciais à formação ética de cidadãos. São histórias eternas que vêm de diversas épocas, dos mais variados lugares, das mais diferentes culturas. (...) A grande maioria faz parte do acervo da civilização ocidental” (p.07) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns momentos os textos são ótimos em outros fica um pouco cansativo, mas na verdade isso acontece em qualquer livro. No geral o livro é ótimo. Inicialmente pode parecer auto-ajuda mas pensando bem em tempos que respeito, amor e amizade parecem não fazer parte do vocabulário de muita gente não custa nada relembrar tais temas. O mundo está precisando de sentimentos bons e que construam coisas boas. Os textos estão divididos nas seguintes modalidades: disciplina, compaixão, responsabilidade, amizade, trabalho, coragem, perseverança, honestidade, lealdade e fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as modalidades começam com uma breve explicação e todos os textos também têm uma pequena explicação, em alguns apenas o nome do autor e em outros o lugar de onde vem etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela própria estrutura não é um livro que precise ser lido todo de uma vez. Mas eu não tinha me dado conta disso quando coloquei na minha cabeceira. Aliás, não é porque chegou ao fim a leitura que deve ser esquecido. É bom voltar a ele, especialmente naqueles dias em que se acha que a humanidade enlouqueceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-8637385549746751856?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/8637385549746751856/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/03/o-livro-das-virtudes.html#comment-form" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/8637385549746751856?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/8637385549746751856?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/03/o-livro-das-virtudes.html" title="O livro das virtudes" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMHRn0_cCp7ImA9WhZVFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-5405957372116762656</id><published>2011-03-06T15:30:00.002-03:00</published><updated>2011-05-26T14:53:57.348-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-26T14:53:57.348-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Bestseller" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carlos Alberto Parriera" /><title>Formando equipes vencedoras: lições de liderança e motivação: do esporte aos negócios</title><content type="html">Juro que peguei este livro (da Editora BestSeller) na biblioteca porque em uma de minhas disciplinas falo sobre Trabalho em Equipe e acho que o esporte é uma grande fonte de inspiração para isso. Digo isso porque, apesar do Parreira ter trazido o tetra sempre achei ele meio sério demais, meio sem emoção demais. Não que eu não gostasse, simpatizo com ele, mas era uma impressão que eu tinha. Também pesei que fosse um daqueles auto ajuda que trazem os mesmos conselhos de sempre e que nem sempre estamos dispostos a escutar, no caso ler. Ah, e tinha um outro conceito pré estabelecido por mim: o de que o livro iria contar a vida de Carlos Alberto Parreira, até que contou mas não no tom biográfico que eu esperava.&lt;br /&gt;Dito isso posso dizer que me surpreendi, que passei a achar o Parreira mais simpático e a entender melhor porque a falta de sorriso (gente não é só quando trabalha que é assim, no livro não tem quase nenhuma foto dele sorrindo! Nem ao lado da mãe!) é o jeito dele e, claro, num cargo de tanta responsabilidade quanto o de um treinador nem sempre muito sorriso é bom.&lt;br /&gt;O livro traz muitas dicas legais que Carlos Alberto Parreira aprendeu ao longo da vida e não apenas na seleção brasileira, como pode pensar algum desavisado como eu (tetra campeonato mesmo só no final do último capítulo). Ou seja, o livro fala de momentos que foram fundamentais para que o técnico pudesse desenvolver bem o trabalho no comando da Seleção Canarinho. Vamos a alguns:&lt;br /&gt;1. Parreira morou grande parte da vida no subúrbio carioca, estudou em escola pública, nunca quis ser jogador de futebol, mas queria trabalhar com futebol, não era militar, como muitos acham, incluo ai meu marido, e queria conhecer o mundo.&lt;br /&gt;2. A determinação fez com que ele se formasse em Educação Física em uma das únicas escolas do país e fizesse uma especialização em técnico de futebol. Ah, fez também um curso de inglês. O bom desempenho na academia e no emprego , na Secretaria Estadual de Fazendo no Rio, lhe abriu portas, já que construiu bons relacionamentos nestes locais. Isso o fez ir para Gana, treinar a seleção de lá. Com estes dois pontos ele já ensina que disciplina e determinação são tudo para se chegar ao sucesso.&lt;br /&gt;3. Sonhar é ótimo, mas o sonho tem que ser planejado para se realizar e as pessoas têm de entender que para realizá-los quase sempre se paga um preço. Por mais que só vejamos o lado positivo do negócio toda e qualquer profissão ou escolha tem um preço que se paga.&lt;br /&gt;Acho que só estes três já ajudam a entender o espírito do livro. É claro que todas a dicas, toques ou seja lá como você chame vem com exemplos do Oriente Médio, do Brasil, da Ásia e da Europa, lugares por onde Parreira passou. É bom para entender um pouco de futebol? É, mas não para entender de regras, para entender de equipes. Ah, tem outra coisinha sucesso não precisa ser sinônimo de pop star. Como disse uma colega minha uma vez: “ainda bem que o meu sucesso não é o mesmo do teu, do da Ivete Sangalo ou do Parreira – este último fui eu que coloquei – porque se não viveríamos frustrados”. O que ela e o Parreira, no livro, querem dizer é que o conceito de sucesso é um para cada pessoa.&lt;br /&gt;O livro também traz três frases que achei bem legal e vou colocar aqui:&lt;br /&gt;1.”É melhor se preparar e a oportunidade não surgir do que a oportunidade surgir e você perdê-la por não estar preparado” (p. 39)&lt;br /&gt;2. Esta é do José Saramago: “ O que as vitórias têm de ruim é que elas não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que elas não são definitivas” (p. 61)&lt;br /&gt;3.” Quem conquista quase nunca lembra da conquista, mas do processo”. (p. 97)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, agora uma revelação: li este livro em algumas horas, para falar a verdade 12 horas. Não terminei antes porque outras atividades interromperam. Em vários momentos me emocionei. Amei esta experiência de carnaval.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-5405957372116762656?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/5405957372116762656/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/03/formando-equipes-vencedoras-licoes-de.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5405957372116762656?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5405957372116762656?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/03/formando-equipes-vencedoras-licoes-de.html" title="Formando equipes vencedoras: lições de liderança e motivação: do esporte aos negócios" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkMFRng5cCp7ImA9Wx9UF0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-5854582667136708998</id><published>2011-02-15T16:23:00.001-02:00</published><updated>2011-02-15T16:26:57.628-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-15T16:26:57.628-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dias Gomes" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sucupira" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Bertrand Brasil" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Odorico Paraguaçu" /><title>Sucupira: ame-a ou deixe-a</title><content type="html">... venturas e desventuras de Zeca Diabo e sua gente na terra de Odorico, o Bem-Amado (Editora Bertrand Brasil). Nem preciso dizer em quem pensei quando peguei este livro: Paulo Gracindo. Não lembro direito da novela que passou na Rede Globo (O Bem-Amado), mas foi dele que lembrei quando peguei este livro na biblioteca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro consiste em sete episódios da peça de Dias Gomes chamada O Bem-Amado. Mario da Silva Brito fala o seguinte na orelha do livro que estava em minhas mãos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sucupira é o Brasil visto pelo lado contrário do binóculo. Não para amesquinhar a visão, mas, apenas, para transformar um imenso universo num minimundo, num microcosmo onde cabem, reduzidas, miniaturizadas, mas nem por isso escamoteadas, as mazelas, imposturas, mareteiras, malandragens, enfim a comédia do mundo maior: este país de propalado progresso e escondidas misérias.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente este baiano de Salvador conseguia, tanto na tragédia como na comédia, fazer pensar. Foi realmente muito bom &lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/07/meu-momento-dias-gomes.html#comments"&gt;reler&lt;/a&gt; Dias Gomes e quem sabe “para frentemente”, como diria senhor Odorico, ele não venha a enriquecer algumas aulas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-5854582667136708998?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/5854582667136708998/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/02/sucupira-ame-ou-deixe.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5854582667136708998?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5854582667136708998?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/02/sucupira-ame-ou-deixe.html" title="Sucupira: ame-a ou deixe-a" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UESHk8fCp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-8772113965543491264</id><published>2011-02-09T18:04:00.004-02:00</published><updated>2011-07-13T17:33:29.774-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:33:29.774-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Objetiva" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Elizabeth Gilbert" /><title>Comer, Rezar, Amar</title><content type="html">Este livro foi o último do ano de 2010. Estou postando agora porque no dia seguinte eu estava de férias e o computador também tirou férias. O livro virou &lt;a href="http://claquetedez.blogspot.com/2010/11/e-melhor-ser-alegre-q-ser-triste-busca.html#comments"&gt;filme&lt;/a&gt; (e particularmente eu preferi o livro, que eu li primeiro) e muita gente já deve saber do que se trata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que não sabem Comer, rezar, amar, de Elizabeth Gilbert (Editora Objetiva) conta a história da autora em busca de si mesma, coisa que muitas pessoas, especialmente as mulheres, fazem. Não acho que seja um livro próprio para meninos porque simplesmente a procura da autora não é exatamente uma procura comum para homens e mulheres. Por isso seu apelido para mim é ‘livro de meninas’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca se dá em três países com I, que em inglês é o pronome Eu, Itália, Índia e Indonésia. Preciso dizer que na Itália ela foi para Comer, na Índia foi para Rezar e na Indonésia ela encontrou o Amor, que é um brasileiro? Os três países possuem o mesmo número de histórias, trinta e seis cada, o que dá um total de 108 o número de contas do japa mala, um cordão muito utilizado em comunidades da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que a parte mais chata foi a da Índia. Para mim foi realmente a parte mais cansativa. Mas ainda sou obrigada a concordar com Elle Macpherson: “Toda mulher deve lê-lo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-8772113965543491264?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/8772113965543491264/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/02/comer-rezar-amar.html#comment-form" title="13 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/8772113965543491264?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/8772113965543491264?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/02/comer-rezar-amar.html" title="Comer, Rezar, Amar" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QGQn04eSp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-2236287058362236873</id><published>2011-02-07T15:14:00.002-02:00</published><updated>2011-07-13T17:35:23.331-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:35:23.331-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Markus Zusak" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Intrinseca" /><title>A volta das férias</title><content type="html">Quem acompanhou este espaço durante as férias sabe que eu simplesmente não escrevi nada, o que não quer dizer que eu não tenha lido. Isso não quer dizer, por sua vez, que eu tenha lido muito. Realmente li muito menos do que eu esperava. Completos mesmo foram dois: Sucupira: ame-a ou deixe-a e Comer, Rezar e Amar. A sorte que eu não publiquei a lista que eu esperava ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente isso não foi por falta de opção de leitura: estou com algumas pilhas de livros esperando para finalmente serem desbravados. Mas definitivamente nestas férias eu me atrapalhei demais, demais mesmo, e a leitura não fluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso. Espero que eu consiga me organizar melhor durante o ano e que este blog receba muitos posts.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-2236287058362236873?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/2236287058362236873/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/02/volta-das-ferias.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/2236287058362236873?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/2236287058362236873?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2011/02/volta-das-ferias.html" title="A volta das férias" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0EGRH05fCp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-3355736752289416767</id><published>2010-12-13T17:24:00.004-02:00</published><updated>2011-07-13T17:40:25.324-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:40:25.324-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Globo" /><title>Hoje é dia de Maria</title><content type="html">Nestes últimos três meses, entre um TCC e outro e entre um texto de Estudos Culturais e outro de Teoria da Literatura, eu li os roteiros da 1ª e da 2ª jornada da série Hoje é dia de Maria. A obra é de Carlos Alberto Soffredini, autor de mais de vinte textos de teatro que faleceu em outubro de 2001. Os roteiros foram escritos por Luís Alberto de Abreu e de Luiz Fernando Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A série eu vi em DVD, e só vi a primeira jornada. O livro estava em casa e depois de ser emprestado para uma aluna e ficar algum tempo fora de casa ele voltou para a prateleira. A leitura começou em ótima hora! Justamente no momento em que eu comecei as disciplinas de Estudos Culturais e Teoria Literária. Elas me fizeram ver o livro com outros olhos e o livro me ajudou a preparar o seminário de Teoria Literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é a maior maluquice. Parece literatura de cordel e também O auto da Compadecida (com menos gargalhadas). A presença de culturas que não fazem parte da brasileira é grande. Mas como diriam minhas queridas professoras é aquele local cinza do encontro entre duas culturas. Não há, em Hoje é dia de Maria, a negação da cultura europeia mas há a releitura, a apropriação da outra cultura (Hibridismo? É isso professoras?). Talvez o momento em que isso fique mais claro é o do baile (que é da própria Cinderela). Na segunda jornada por vezes fui parar em O mágico de Oz e em &lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/10/alice-no-pais-das-maravilhas.html"&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/a&gt;. Ou então vai a &lt;a href="http://dogseverywhere.wordpress.com/2007/07/22/tudo-o-que-e-solido-desmancha-no-ar/"&gt;Karl Marx&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://thcontemporaneabruno.blogspot.com/2008/03/resumo-de-berman-marshall-modernidade.html"&gt;Marshall Berman&lt;/a&gt; com “tudo o que é sólido desmancha no ar” (p. 454) ao falar da loucura que é o mundo moderno e, porque não (talvez realmente não seja), e a correria imposta pelo capitalismo. Além disso, há também a conversa com outras obras brasileiras como a passagem dos retirantes que lembra muito a obra de Portinari ou na passagem de um certo defunto e de um certo homem de olhar triste que me lembrou muito &lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/morte-e-vida-severina-e-outros-poemas.html#comments"&gt;Morte e Vida Severina&lt;/a&gt;, de João Cabral de Melo Neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a orelha do livro, que explica o autor “em Hoje é dia de Maria há um estudo dialetal que revela a expressão do caipira por meio de seu universo, seus causos e seu vocábulo específico, e reafirma sua busca da oralidade na dramaturgia”. E é bem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que a gente passa a leitura toda torcendo por Maria parece redundante. Dizer que dá a impressão que se passa no sertão nordestino, mas ao mesmo tempo parece que é em todo o Brasil, em qualquer lugar mesmo nas “franja do mar” também. Não tem o que ser mais brasileira e mais multicultural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-3355736752289416767?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/3355736752289416767/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/12/hoje-e-dia-de-maria.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/3355736752289416767?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/3355736752289416767?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/12/hoje-e-dia-de-maria.html" title="Hoje é dia de Maria" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4AQHoyeCp7ImA9Wx9SEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-6211767201517520310</id><published>2010-12-01T19:28:00.000-02:00</published><updated>2010-12-01T19:29:01.490-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-01T19:29:01.490-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TCC" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="monografia" /><title>Trabalhos de Conclusão de Curso</title><content type="html">Este post é um agradecimento, um pedido de desculpas e uma reflexão. Um agradecimento aos alunos que toparam ser avaliados em suas bancas e aos que toparam se orientados por mim neste semestre. Um pedido de desculpas porque, afinal de contas, foi por conta destes TCCs que eu não escrevi mais neste espaço e, por fim, uma reflexão sobre o misterioso e temido Trabalho de Conclusão de Curso (ou monografia) presente na maioria dos cursos de graduação do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste semestre a primeira turma de Jornalismo da Faculdade Satc, de Criciúma (SC). Eu orientei dois e fui banca de outros quatro. Adorei! Dá trabalho mas se aprende muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês devem estar se perguntando por que estou falando disso em um blog de livros? A resposta é simples: ler TCCs é como ler livro. Sério! É claro que quando a leitura é deste tipo de trabalho há um olhar de avaliador mas é inevitável aprender e descobrir coisas com eles. Foi justamente isso que falei para uma das alunas que avaliei: é muito bom ler TCC quando aprendemos alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que entrei na vida acadêmica descobri algumas coisas sobre este assunto. A primeira é que não dá para  ficar tanto tempo falando de uma coisa que não se gosta. Então, se algum dos meus leitores está na fase de começar a pensar nisso lembre-se: goste e goste muito do que irá tratar. Talvez esta seja a principal dica, o principal conselho o principal tudo que se possa para quem está pensando em um trabalho deste tipo. A relação com o orientador também conta muito. O nervosismo é normal (mais que normal, aliás), mas quem faz o trabalho não tem problema nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que já diz o ditado que sempre deixamos alguma coisa de nós no caminho dos outros e levamos conosco um pouco do outro. E isso, de certa forma fica marcado dentro destes trabalhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-6211767201517520310?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/6211767201517520310/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/12/trabalhos-de-conclusao-de-curso.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/6211767201517520310?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/6211767201517520310?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/12/trabalhos-de-conclusao-de-curso.html" title="Trabalhos de Conclusão de Curso" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QAQH0zfSp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-1616521356673270376</id><published>2010-11-08T17:30:00.003-02:00</published><updated>2011-07-13T17:35:41.385-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:35:41.385-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Planeta" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Paul McCartney" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Philip Ardagh" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Geoff Dunbar" /><title>Lá no alto das nuvens</title><content type="html">Era para ser o post do Dia das Crianças, mas o feriado (e o mês) foi curto para tudo o que eu tinha (e queria) fazer. Mas como alguns os outros livros destinados ao público infanto-juvenil que já postei este pode ser lido a qualquer hora por qualquer pessoa, crianças dos oito aos oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de &lt;strong&gt;Lá no alto das nuvens&lt;/strong&gt;, de Paul McCartney, Geoff Dunbar e Philip Ardagh. No Brasil a tradução de Ruth Rocha e foi publicado pela editora Planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amei saber que o ex-beatle tinha livros para as crianças (Lá no alto das nuvens não é o único). Ele tem até filmes de animação. Dos três autores, pelo menos para mim, ele é o mais conhecido mas o currículo dos outros dois autores não é ruim . Mas antes de qualquer mal entendido gostaria de dizer que eu também não tenho esse mundarel todo de referências para afirmar isso como uma certeza pura e inquestionável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quase tudo que é dirigido ao público pequeno e, normalmente também nas obras em que este público tem um presença marcante, a sensibilidade é o que me pega. Trata-se de temas fortes de maneira muitíssimo delicada. Tenho certeza que isso não é fácil (e eu já tentei). Especificamente este livro trata de animais, são eles os personagens (coisas do mundo infantil em que animais e objetos ganham vida). Eles lutam para conter a malvada Gadolfa que destrói florestas para expandir seus negócios e aprisiona animais para que trabalhem em suas indústrias. Mas há um refúgio: Animália. Uma ilha em que nem armas existem porque a paz e a alegria reinam o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protagonista da história é Serelepe, um esquilinho que adora ouvir as histórias que sua mãe, Calda de Açúcar, conta sobre a ilha. Tudo vai bem até que muitos tratores invadem a floresta em que Serelepe, sua mãe e seus amigos estão. A vida desmorona neste momento. Calda de Açúcar não resiste e Serelepe fica desolado e ao invés de subir no balão do sapo Ranufo e procurar Animália, o esquilinho vai para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí, um tema que eu acho que deve ser para lá de difícil de tratar com as crianças. Venho percebendo, no entanto, que ele vira e mexe aparece e que é tratado de maneira incrível. As lágrimas e a emoção próprias da sociedade ocidental (já que não são todas as sociedades do mundo que percebem a morte como algo ruim) estão presentes. A tristeza está lá e o peso também, mas também tem o alento, a força que vem de não sei onde (ou sei, de outras pessoas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar. Como é de se esperar tem bastante ilustração em número suficiente. Em algumas páginas elas nem aparecem, mas são lindas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-1616521356673270376?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/1616521356673270376/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/11/la-no-alto-das-nuvens.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/1616521356673270376?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/1616521356673270376?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/11/la-no-alto-das-nuvens.html" title="Lá no alto das nuvens" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QDRnc_eSp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-3140899774025291553</id><published>2010-10-30T16:45:00.004-02:00</published><updated>2011-07-13T17:36:17.941-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:36:17.941-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lewis Carroll" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Luiz Zerbini e Nicolau Sevcenko" /><title>Alice no País das Maravilhas</title><content type="html">Na minha infância li muitos livros da Disney e não seria de estranhar que Alice fosse um deles. Me diverti muito com ele, mas só ouvi falar (e me dar conta) que existia um outro Alice, o original, digamos assim, já na faculdade (na segunda, é bom que se diga). Fiquei curiosa, mas não a ponto de procurá-lo em todos os lugares. Mas não tardou e estreou Alice nos cinemas, eu não vi ainda, mas, como quase sempre acontece, as livrarias ficaram cheias deste clássico infantil, em várias versões. Comprei uma, a da editora Cosacnaify, tradução de Nicolau Sevcenko, e corri para começar a ler. Mas a leitura não foi tão rápida como eu imaginava. Por vários motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca li uma viagem tão viagem na minha vida! Sério. Não que eu imaginasse que fosse diferente, afinal os personagens que eu lembrava não eram os mais normais deste mundo e também temos de concordar que o mundo infantil não é o mais regrado e o menos fantasioso que se tem notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o melhor para mim tenha sido a parte final onde são apresentados os autores (Lewis Carroll, Nicolau Sevcenko e Luiz Zerbini) e o posfácio. Para mim os três deveriam estar no início por toda a explicação que dão da obra que foi lida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um exemplo explicado no posfácio: por traz de toda a imaginação da história há a sátira ao mundo dos adultos (sua pompa, seriedade, preconceitos, intolerância, arrogância...). Lewis Carroll coloca de “ponta-cabeça a própria cultura vitoriana” (p. 152). Quando chega ao País das Maravilhas Alice tem de enfrentar personagens que representam um tipo ou uma instituição vitoriana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma coisa que valeu muito a pena neste livro, além da viagem que o livro proporciona (aliás já deixa eu fazer uma pergunta para a minha professora: que livro não é literatura de viagem? Porque ler é viajar, certo? Eu sei já conversamos sobre isso em sala.): a ilustração, todas feitas com baralho. Segundo a apresentação do ilustrador, baralhos do mundo todo da coleção particular dele. É lindo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-3140899774025291553?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/3140899774025291553/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/10/alice-no-pais-das-maravilhas.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/3140899774025291553?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/3140899774025291553?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/10/alice-no-pais-das-maravilhas.html" title="Alice no País das Maravilhas" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEEFSXk7fSp7ImA9WhZVFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-5947417409082370193</id><published>2010-10-16T15:31:00.007-03:00</published><updated>2011-05-26T14:56:58.705-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-26T14:56:58.705-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jô Soares" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Armando Nogueira e Roberto Muylaert" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="futebol" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Companhia das Letras" /><title>A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/TLnyYfVAqVI/AAAAAAAAADc/ZlKjqaociiE/s1600/copa50_1.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; FLOAT: left; HEIGHT: 248px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528716520114399570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/TLnyYfVAqVI/AAAAAAAAADc/ZlKjqaociiE/s320/copa50_1.gif" /&gt;&lt;/a&gt; Confesso que este foi o primeiro livro que fiquei em dúvida se deveria postar aqui ou no &lt;a href="http://futeboldesaias.blogspot.com/"&gt;Futebol de Saias&lt;/a&gt;. Decidi usar aqui e lá. Minha vida, ultimamente, anda bastante cercada deste assunto: futebol.&lt;br /&gt;Adoro livros de memórias. Normalmente eles registram pontos de vistas diferentes dos que vemos na mídia ou dos nossos próprios. Então os acho fantásticos. Este, &lt;strong&gt;A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar&lt;/strong&gt; (Companhia das Letras) foi escrito por Armando Nogueira, Jô Soares e Roberto Muylaert nas vésperas da Copa de 94. Quase simbólico isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o peguei na biblioteca, assim na primeira olhada, tive certeza que falaria da Copa de 50 (a primeira pós-Segunda Guerra e talvez a maior tragédia do futebol brasileiro), ela é a que não queremos lembrar, mas não entendi direito a que ninguém viu. Juro que pensei deve ser a de 1946, sem me dar conta que na década de quarenta simplesmente não houve Copa por causa da Segunda Guerra. Aí na contra capa estava explicado direitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/TLnyYsC-yaI/AAAAAAAAADk/-HrvLrskuaU/s1600/copa50_2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528716523528440226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/TLnyYsC-yaI/AAAAAAAAADk/-HrvLrskuaU/s320/copa50_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;As Copas em questão foram escolhidas (e a de 58 não entrou, o que pode parecer estranho) justamente porque foram as duas Copas em que os três autores estavam presentes in loco. Além disso, a de 54, para os brasileiros foi tensa por causa das expectativas e decepção geradas pela de 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os registros acabam, por exemplo, com injustiças que costumamos cometer com os nossos jogadores / técnicos. Falo aqui de Barbosa. O goleiro que é, ou foi, considerado o grande culpado pela perda do título em 50. Lembra também que o capitão da Celeste, Obdulio Varela, disse que se pudesse voltaria no tempo para poder dar a vitória ao Brasil. Conta-se que ele foi em uma churrascaria carioca naquela noite e que um brasileiro veio em sua direção. Mesmo com medo ele levantou. “O sujeito chegou junto a ele, olhou-o nos olhos, abraçou-o e começou a chorar em soluços” (p. 135). Foi ai que ele percebeu “que teria sido melhor perder aquela Copa, já que o significado da derrota para o Brasil era muito maior que a maior das euforias uruguaias” (p. 136).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que são abordadas questões básicas do futebol brasileiro, como Pelé, e da sociedade brasileira, como o fato de em 50 o jogo de São Paulo ter a participação exclusiva , ou quase,de atletas paulistas e os jogos do Rio terem participação de cariocas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/TLnxwTI3rCI/AAAAAAAAADU/BF2qGx-W9s4/s1600/1954.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528715829647485986" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/TLnxwTI3rCI/AAAAAAAAADU/BF2qGx-W9s4/s320/1954.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há ainda o registro do registro. Segundo Roberto Muylaert “do ponto de vista da imprensa local (da Suiça, no caso), foi de fato a Copa que ninguém viu” (p. 143) já que a divulgação foi mínima. Agora em uma coisa os três parecem concordar: a Copa de 54 foi a Copa sanduíche entre a que queremos esquecer, nossa maior tragédia :a de 50 e a nossa redenção e a que não fazemos a mínima questão de esquecer: a de 58. O livro conta curiosidades, ‘causos’ que são bem legais (particulamente aprendi muito sobre a Copa de 54). De certa forma nos faz entender um pouco mais o nosso país do futebol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-5947417409082370193?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/5947417409082370193/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/10/copa-que-ninguem-viu-e-que-nao-queremos.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5947417409082370193?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5947417409082370193?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/10/copa-que-ninguem-viu-e-que-nao-queremos.html" title="A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/TLnyYfVAqVI/AAAAAAAAADc/ZlKjqaociiE/s72-c/copa50_1.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QCQHk6cCp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-3837044882861747220</id><published>2010-10-04T21:05:00.007-03:00</published><updated>2011-07-13T17:36:01.718-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:36:01.718-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Rocco" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Roberto DaMatta" /><title>Para conhecer o Brasil um pouco melhor</title><content type="html">Roberto DaMatta é um antropólogo brasileiro conhecido (já citei ele no post do livro &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/04/divertido-mistico-e-sensual.html#comments"&gt;Dona Flor e seus dois maridos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; no mês de abril). Estes dias lembrei de um livro do autor que li há uns cinco anos (mais ou menos) e fui ao resgate (sério gente, é resgate mesmo!). O nome é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que é o Brasil?&lt;/span&gt;(Editora Rocco) e posso dizer que ajuda, e muito, a explicar o que e quem somos. Nossas qualidades e defeitos estão todos ali e numa linguagem super gostosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra é dividida em oito tópicos / capítulos. O primeiro faz uma breve apresentação do livro. Nele o autor começa dizendo que “para entender o Brasil é preciso estabelecer uma distinção radical entre um “Brasil” escrito com letra minúscula, nome de um tipo de madeira de lei ou de uma feitoria, um conjunto doentio e condenado de raças que, misturando-se ao sabor de uma natureza exuberante e de um clima tropical, estariam fadadas à degeneração e à morte; e um Brasil com B maiúsculo – um país, cultora, local geográfico e território reconhecidos internacionalmente – e também casa, pedaço de chão calçado com o calos de nossos corpos; Brasil que é também lar, memória e consciência de um lugar com o qual se tem uma ligação especial, única, muitas vezes sagradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunidade que, de tempos em tempos, celebra eventos exclusivamente seus, como o carnaval. Sociedade com valores próprios, que a tornam uma entidade viva, dotada de auto-reflexão: algo que se alarga para o futuro e o passado” (p.7). Só por esse início já acho que o livro vale ser lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos outros seis tópicos gostei de ler especialmente três: o que fala sobre a casa e a rua, outro sobre o racismo “à brasileira” (ou vocês pensavam que não existia) e o que se refere a nossa forma de chegar a Deus. Então vamos lá. Vejamos se consigo mostrar qual o motivo me fez gostar tanto do livro e em especial destes três pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A casa, a rua e o trabalho&lt;/span&gt;: a casa é o local do amor, do respeito. Onde temos um rosto e somos reconhecidos pessoalmente. Na casa o tempo para “suspenso pelas anedotas, pelos casos e pelas intrigas” (p. 17).Na rua, no trabalho, batalhamos, somos um rosto e um corpo, somos impessoais. Não há amizade, não há reconhecimento, é a mais ‘dura realidade’. Fora de casa o tempo passa (como diria um personagem de novela ‘o tempo ruge e a Sapucaí é grande’). Sabe porque este item me chamou a atenção? Porque muitas vezes confundimos estes dois ambientes. Querem ver? Quantos de nós já não viu  uma pessoa varrendo a calçada, limpando o jardim ou até mesmo estendendo roupa de pijama e pantufa? Quantas pessoas já não andaram pela rua sem a dentadura ou com toucas de cabelo (aquela que nós mulheres costumamos usar para fazer hidratação ou manter os cabelos lisos). É ou não é a mistura da rua com a casa, do público com o privado? Confesso que ri algumas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um racismo “à brasileira”&lt;/span&gt;: o autor fala que o nosso racismo não é igual aos outros racismos espalhados pelo mundo. Tem um tipo que é propriamente brasileiro. Muitas pessoas acham que não (quantos brasileiros dizem não ter preconceito? Mas suas práticas nem sempre comprovam suas teses. Nosso preconceito, segundo o autor, não é racial e sim social, “o que tecnicamente é a mesma coisa” (p. 26) e continua dizendo que “ o preconceito velado é uma forma muito mais eficiente de discriminar, desde que essas pessoas ‘saibam’ e fiquem no seu lugar” (p.26)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os caminhos para Deus&lt;/span&gt;: não preciso nem dizer o porquê desse capítulo ter me chamado a atenção. Vamos combinar que quanto a fé nós, brasileiros, somos de fato meio esquisitos (e o texto fala isso). Fazemos uma ceia de Natal e vamos ou assistimos a Missa do Galo e uma semana depois vamos comemorar a virada do ano na praia, de branco (e outras cores que nos trazem dinheiro, amor, paixão, saúde...). Nesta mesma praia pulamos sete ondas e até recebemos umas rezas, colocamos umas flores no mar etc. trocando em miúdos apelamos para todos os santos e deuses possíveis.  Em resumo “somos um povo que certamente acredita mais no outro mundo do que num Deus autoritário e justiceiro, dono de mandamentos estanques e excludentes. E o outro mundo brasileiro é um plano onde tudo finalmente faz sentido” (p. 68).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os capítulos deste livro não explicam de fato o Brasil, mas ajudam bastante. Sugiro, até, que este livro e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Português que nos pariu&lt;/span&gt; sejam lidos próximos um do outro (pode ajudar muito). Ambos nos ajudam a ver o Brasil de uma outra forma. E ver o Brasil com outro olhar é também nos ver de maneira diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-3837044882861747220?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/3837044882861747220/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/10/para-conhecer-o-brasil-um-pouco-melhor.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/3837044882861747220?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/3837044882861747220?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/10/para-conhecer-o-brasil-um-pouco-melhor.html" title="Para conhecer o Brasil um pouco melhor" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QNSXs5eCp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-5993838086643106883</id><published>2010-09-30T10:35:00.002-03:00</published><updated>2011-07-13T17:36:38.520-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:36:38.520-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ziraldo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livros infantis" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Melhoramentos" /><title>Flicts: o mundo das cores</title><content type="html">“O mundo não é uma coleção de objetos naturais, com suas formas respectivas, testemunhadas pela evidência ou pela ciência; o mundo são cores” (crônica O coração da cor, de Carlos Drummond de Andrade, publicada no lançamento de Flicts, em 1969).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre, quando sou convidada para uma festa de criança, por exemplo, procuro levar para o pequeno anfitrião algo que nem todo mundo pensa em dar de presente de aniversário: livro. Não sei se já deu para perceber mas eu os adoro! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flicts&lt;/strong&gt; eu conheci assim. Vi a capa, o nome e o autor: Ziraldo, para mim não devia ser uma literatura ruim (afinal, um dos livros que mais marcou a minha infância foi O Menino Maluquinho). Quem me acompanhou na compra do primeiro presente deste tipo disse “realmente este livro é muito bom, fala de cores, bem interessante”. Acho que foram uns dois presentes com o mesmo título até que eu disse “agora chega! Quero um para mim!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava me enrolando para ler, não que não quisesse mas é que parecia que algumas coisas eram mais urgentes (estou falando aqui de textos teóricos mesmo). Dia desses, em uma noite mais tranqüila achei na ‘terra do nunca’, que é a minha sala de livros, o tal do Flicts olhando bem sério para mim!  ‘Vais me deixar aqui muito tempo?’, ele parecia perguntar. Peguei-o. Li em menos de uma hora e foi uma experiência incrível. Não existem muitos desenhos como ilustração, são cores e formas que dão vida à história. São elas que ilustram o que as palavras dizem. Aliás, as palavras, de certa forma, também fazem parte da ilustração. Simplesmente genial! Não é a toa que encantou o editor Fernando de Castro Ferro que analisou o material levado pelo cartunista (aliás, só para comentar, a primeira de Ziraldo direcionado para o público infanto juvenil). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição que eu tenho (da editora Melhoramentos) comemora os quarenta anos de lançamento da obra por isso é rica em informações do livro como edições internacionais, comentários... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa legal é que Ziraldo não esperava escrever para crianças, foi desafiado a isso. Fernando de Castro Ferro disse que publicaria uma coletânia com cartuns do artista se ele, antes, produzisse uma obra para crianças. Ziraldo disse que já tinha e que precisava de quinze dias para preparar os originais. Ele sabia que não teria tempo para preparar as ilustrações. Foi quando se deparou com um outdoor que mostrava uma foto do solo lunar (1969 ano de chegada do homem a lua). Bingo! Seis semanas depois dez mil exemplares do primeiro álbum infantil totalmente colorido do Brasil aparece para o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simplesmente maravilhoso! Acho que meus presentes foram legais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-5993838086643106883?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/5993838086643106883/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/09/flicts-o-mundo-das-cores.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5993838086643106883?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5993838086643106883?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/09/flicts-o-mundo-das-cores.html" title="Flicts: o mundo das cores" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0MFRXc_eSp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-8657409332318551519</id><published>2010-09-13T20:23:00.004-03:00</published><updated>2011-07-13T17:36:54.941-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:36:54.941-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guy Debord" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Contraponto" /><title>A Sociedade do Espetáculo</title><content type="html">Ufa! Afinal, tempo para escrever sobre a última obra lida. Não a mais ficcional de todas mas por vezes a vontade que eu tinha era de estar em um romance de ficção científica dos mais barras pesados, porque eu até poderia levar para a realidade mas seria apenas uma ficção. Mas não foi o que aconteceu. Não foi mesmo. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Sociedade do Espetáculo&lt;/span&gt;, de Guy Debord (Contraponto) só não foi mais real porque faltou espaço e de tão real dava um grande nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro trata da sociedade em que vivemos. Só que ele escreveu na década de 60, mais precisamente 1967. É impressionante a atualidade e a forma como a mídia parece se utilizar da obra do francês para produzir tudo o que é veiculado. A orelha da edição que eu li tem a seguinte citação que a meu ver diz tudo o que é necessário para a ocasião: “quanto mais o tempo passa, mais atual se torna este texto, pois, como disse Jean-Jacques Pauvert, ‘ele não antecipou 1968, antecipou o século XXI’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é dividido em teses e cada uma é uma ‘porrada no estômago’. É estranho querer se ver fora de um sistema em que é simplesmente impossível estar fora (pelo menos eu me sinto impossibilitada de). Pelo menos agora estou um pouco mais consciente disto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li porque 1) fazia tempo que queria; 2) era necessário para a aula. Dele partiu uma ótima discussão na aula da professora Heloísa (e um pequeno texto no &lt;a href="http://futeboldesaias.blogspot.com"&gt;futebol de saias&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debord, como ele próprio disse, pode se “gabar de ser um raro exemplo contemporâneo de alguém que escreveu sem ser imediatamente desmentido pelos acontecimentos. Não estou me referindo a ser desmentindo cem ou mil vezes, como os outros, mas a nem uma única vez. Não duvido que a confirmação encontrada por todas as minhas teses continue até o fim do século, e além dele”. Nossa, até nisso ele teve razão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guy Debord morreu em 1994, segundo informações, foi uma escolha dele. Talvez suas observações tenham lhe dado uma visão nada legal da sociedade e de seu (nosso) papel na sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Talvez os próximos textos sejam mais pesados que os outros e talvez demorem um pouco mais para serem publicados. Desde já gostaria de pedir desculpas para os que entram aqui procurando ficção mas neste momento preciso colocar a angustia de algumas teorias para fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-8657409332318551519?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/8657409332318551519/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/09/sociedade-do-espetaculo.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/8657409332318551519?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/8657409332318551519?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/09/sociedade-do-espetaculo.html" title="A Sociedade do Espetáculo" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0MASXYyfyp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-6550447173498748439</id><published>2010-08-25T16:28:00.002-03:00</published><updated>2011-07-13T17:37:28.897-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:37:28.897-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="João Cabral de Melo Neto" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="editora Nova Fronteira" /><title>Morte e vida Severina e outros poemas para vozes</title><content type="html">Se a minha professora de Literatura dos tempos do Colégio ler os meus posts, especialmente os dos livros que eu deveria ter lido naquela época tenho certeza ela vai ter um treco. A verdade é que eu não gostava muito de ler os clássicos quando era adolescente (mas li alguns e até fiz peça de teatro e filme sobre eles, mas não eram os meus favoritos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro também que textos em versos eram menos ainda procurados por mim (esta memória me veio em uma aula em que apresentei textos em verso e uma de minhas alunas disse “odeio textos assim, não dá para entender nada do que ele fala”. P.S: Era Drummond). Não vou recriminá-la justamente pelo meu passado e por achar que a escola nem sempre dá o devido valor ao texto em verso, mas não é o caso neste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio é que estamos fazendo (eu e uma colega professora de Rádio) um trabalho com livros literários e isso me fez pensar em autores brasileiros para a leitura dos alunos. Matutamos, matutamos e um dos escolhidos foi &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Morte e Vida Severina&lt;/span&gt; (Editora Nova Fronteira). Este poema está inserido no livro Morte e Vida Severina e outros poemas para vozes. Na minha santa ignorância eu achei que o livro todo era Morte e Vida Severina a leitura me mostrou que não e também me fez pensar um monte de coisa além, claro, de conhecer um pouquinho melhor João Cabral de Melo Neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro poemas (O rio, Morte e Vida Severina, Dois Parlamentos e Auto de Frade) se revelam muito atuais e emocionantes demais. É engraçado como pensamos pouco na influência dos rios em nossas vidas e na presença da morte dentro da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ótimo ter revisto a obra porque só lembrava (ou lembrava mais) de uma parte que dizia que ‘é a parte que te cabe neste latifúndio’ que eu decorei quando vi a adaptação para TV (ou cinema) no colégio e que muitas vezes foi utilizado na mesa na hora da ‘divisão do bife’ em casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-6550447173498748439?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/6550447173498748439/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/morte-e-vida-severina-e-outros-poemas.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/6550447173498748439?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/6550447173498748439?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/morte-e-vida-severina-e-outros-poemas.html" title="Morte e vida Severina e outros poemas para vozes" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMDQHg_cCp7ImA9WhZVFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-1735456949291291571</id><published>2010-08-18T16:28:00.003-03:00</published><updated>2011-05-26T14:54:31.648-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-26T14:54:31.648-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="turismo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="viagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Panda Books" /><title>Europa: reportagens apaixonadas</title><content type="html">Sempre adorei viajar mas nunca fui muito ligada em revista de turismo apesar de já ter comprado várias para ver as fotografias. Claro que todas aquelas fotos me encantavam mas nunca me ative aos textos propriamente ditos. Hoje eu acho que perdi bastante coisa não fazendo estas leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, uns três ou quatro anos atrás estava numa livraria (só para variar) na prateleira de Comunicação e um livro me chamou a atenção entre tantos lá expostos: &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Europa: reportagens apaixonadas&lt;/span&gt; – o olhar de um viajante profissional por 12 cidades e 7 regiões em 12 países (Panda Books). Comprei mas na prateleira ficou. Na boa, fez parte do meu enxoval (pode rir, eu tive enxoval. Eram mais livros do que roupa de cama e camisolas, mas era o meu enxoval).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado enquanto alguns parentes viajavam para a Europa e eu sonhava com uma futura oportunidade peguei o livrinho de lombada salmão. Li num tapa. A leitura me ajudou a relembrar algumas coisas que eu já havia lido em livros de História e Geografia (sem contar os de literatura) e o que eu havia visto em outras viagens. Foi o máximo! O livro não é um guia e nem se pretende a isso (afirmativa feita ainda na Introdução, na página 15). O autor mesmo diz que pretende mudar as prioridades e transformar as viagens em um item muito mais procurado do que carros cheios de equipamentos e coisas (particularmente acho esta mudança bem interessante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa sempre me fascinou e isso é bem sério. Nossa história, por mais que não queiramos está intimamente ligada ao antigo continente e à sua história. Comportamo-nos, muitas vezes, do jeito que eles nos ensinaram então, para mim, não tem papo: a Europa merece ao menos o sonho e a vontade de conhecê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é simplesmente demais e dá muita vontade de conhecer cada parte deste continente. É engraçado, informativo, apaixonante (como o próprio título já diz). Com ele é possível (pelo menos o foi para mim) como conhecemos pouco de História (a nossa e a dos outros). É também uma ótima oportunidade para jovens jornalistas perceberem as possibilidades profissionais dentro de uma área que, a meu ver, muitas vezes é deixada de lado. Obviamente, Ronny Hein deve ter se metido em muita encrenca e furadas mirabolantes para fazer estas matérias mas ninguém nunca diz para um estudante de jornalismo que a vida de pessoas que correm atrás da informação é fácil (ninguém nunca me disse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, e é para terminar - juro -, serve para pensarmos em como é bom viajar, como se aprende com cada passeio. Claro que o autor falou de Europa, algo um tanto quanto distante para a maioria dos brasileiros, mas muitas vezes não nos dignamos em sair para conhecer a cidade vizinha. Portanto, o livro, mais do que exaltar um continente, fala das maravilhas (ou não) de viajar, de conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, esqueci de dizer quem é o autor: Ronny Hein (criador das revistas Viagem e Turismo e Próxima Viagem e diretor de redação das Revistas Terra, Próxima Viagem e Relais).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-1735456949291291571?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/1735456949291291571/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/europa-reportagens-apaixonadas.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/1735456949291291571?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/1735456949291291571?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/europa-reportagens-apaixonadas.html" title="Europa: reportagens apaixonadas" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEIFR3k5cCp7ImA9WhZVFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-1624803925396527926</id><published>2010-08-09T21:37:00.006-03:00</published><updated>2011-05-26T14:55:16.728-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-26T14:55:16.728-03:00</app:edited><title>Memórias de leitura</title><content type="html">Este post não vai falar de livros mas de uma palestra. Sou aluna do &lt;a href="http://linguagem.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/base.htm"&gt;Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem&lt;/a&gt; (da Unisul de Tubarão). A aula inaugural falou sobre as memórias de leitura e foi ministrada pela professora Eliane Debus. Vou escrever sobre ela porque realmente ela me fez pensar em várias coisas. Foi legal me dar conta das minhas lembranças de leitura e pensar no que escrevo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliane Debus falou de um certo diário de memórias de leitura que, simplificando, é um lugar em que se escreve sobre como lembramos dos livros na nossa vida (infância). Os textos que ela trouxe (de grandes escritores brasileiros) mostram que quando lemos o fazemos não apenas com os olhos, mas com as mãos, os ouvidos, o nariz, com o corpo. Isso explica, por exemplo, o material com que os livros infantis são feitos, os cenários que eles montam ao serem abertos. Essa é uma ideia muito interessantes que nem sempre é pensada por nós. Por mais que gostemos de ler e que sejamos atraídos pelo toque e pelo cheiro do livro não nos demos conta que também é uma forma de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí pensei que talvez este seja o meu espaço de memória da leitura (será?) porque realmente não quero fazer crítica literária, nem resenha ou resumo eu quero simplesmente falar sobre o que eu leio e colocar nos meus textos as minhas sensações sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei bastante da palestra neste sentido. Mas a partir de agora o bicho vai pegar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-1624803925396527926?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/1624803925396527926/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/memorias-de-leitura.html#comment-form" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/1624803925396527926?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/1624803925396527926?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/memorias-de-leitura.html" title="Memórias de leitura" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ECRXY5fip7ImA9WhZVFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-9056289482571507875</id><published>2010-08-02T15:55:00.004-03:00</published><updated>2011-05-26T14:41:04.826-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-26T14:41:04.826-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editora Record" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cristovão Tezza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura catarinense" /><title>O filho eterno</title><content type="html">Quando, recentemente, ouvi falar sobre Cristóvão Tezza eu pensei: não conheço. Mas é literatura catarinense, nasceu em Lages, me falou o apresentador. Mas eu não conheço, eu acho. Tá, tudo bem mas de que livro queres falar? Eu perguntei. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O filho eterno&lt;/span&gt; (Record), finalmente me disse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube o enredo da obra: síndrome de Down e semana passada me atrevi a pegar o livro na biblioteca (aliás, boa ideia: falar sobre biblioteca). A capa já nos diz: o livro é muito bom. Esta fala está implícita na quantidade de prêmios que o livro ganhou, listados na capa. Quando fui ler a orelha entendi porque achei o nome do autor conhecido mas não o identifiquei e cismei que não o conhecia. Li o livro Uma noite em Curitiba para fazer o vestibular da UFSC (muito tempo atrás).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A história começa na maternidade e o único nome que realmente fica claro é o do menino que nasce portador de síndrome de Down na tal maternidade no dia 3 de novembro de 1980: Felipe. O livro conta, basicamente, a relação do pai e do filho. É lindo, sensível, por vezes dá raiva do pai, mas ao mesmo tempo não é possível dizer que nunca pensaríamos igual ele (em plena década de 80). Portanto, discute-se o preconceito e as possibilidades de desenvolvimento de portadores desta síndrome. Muitas vezes fechei o livro ou tive que respirar mais fundo para continuar de raiva (confesso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, existem os temas paralelos. Abertura política do Brasil, Ditadura Militar, emigração para países da Europa, Revolução dos Cravos... Nossa é tanta coisa que decidi este vai ser um livro que vou usar com meus alunos da área da saúde assim que surgir uma oportunidade. Os do jornalismo já vão usar este semestre... A atividade vai ser bem legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler o livro fui procurar no site oficial a biografia do autor (www.cristovaotezza.com.br). Fiz isso porque uma coisa me deixou intrigada: durante todo o livro tinha a impressão de estar lendo sobre o autor. Muitas informações batem, mas não vou afirmar com toda a certeza do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, fiquei muito orgulhosa de ver o talento catarinense. O amigo que me apresentou O filho eterno disse: depois de Cruz e Souza, lá na Bahia, o representante catarinense é Cristovão Tezza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: quem é pai e mãe sabem que os filhos, independente das dificuldades (genéticas ou não) que tenham, sempre serão eternos... Ótimo título!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-9056289482571507875?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/9056289482571507875/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/o-filho-eterno.html#comment-form" title="10 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/9056289482571507875?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/9056289482571507875?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/o-filho-eterno.html" title="O filho eterno" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0MDRn48fyp7ImA9WhdTFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-257640158235288850.post-5247491537253346605</id><published>2010-08-01T16:11:00.004-03:00</published><updated>2011-07-13T17:37:57.077-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-13T17:37:57.077-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jô Soares" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Companhia das Letras" /><title>Assassinatos na Academia Brasileira de Letras</title><content type="html">Este livro do Jô Soares foi o segundo presente de dia dos namorados que ganhei do meu marido. Fazia tempo que queria ler &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Assassinatos na Academia Brasileira de Letras&lt;/span&gt; (Companhia das Letras) mas vocês já sabem a desculpa que eu vou dar (obras mais urgentes e obrigatórias me esperavam). Mas vou dizer me arrependi de não ter começado de ler antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que o Jô tem um estilo, digamos, cheio de suspense (li para o vestibular O Xangô de Baker Street – que aliás quero ler novamente para entender melhor porque meu vestibular passou faz tempo!). Particularmente não gosto muito do estilo suspense, mas adoro ler o que (e como) o Jô Soares escreve. Esse foi mais um daqueles que para onde eu ia ele ia junto. Eu não queria perder tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que deu para entender bastante coisa sobre a Academia Brasileira de Letras (é claro que eu sei que nem tudo é verdade) porque sei que pesquisa é fundamental para embasar qualquer obra... então acho que aprendi bastante coisa sobre esta Academia que, ao menos para mim, ainda tem muito mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, é ! As impressões sobre o livro (é essa a nossa intenção, lembra Leio Enleio?). Vamos a elas então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os frequentes assassinatos neste local tão requintado despertam a curiosidade e a ansiedade do leitor. É simplesmente apaixonante. Tem tudo que um bom livro deve ter para prender o leitor. Um bom enredo, uma boa linguagem, personagens incríveis, cenas picantes, outras engraçadas. É muito legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que meu marido percebeu o quanto eu goste e de aniversário ganhei O homem que matou Getúlio Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: dificilmente assisto o Programa do Jô porque realmente é muito tarde para a minha rotina mas vira e mexe vou bisbilhotar no You tube algumas entrevistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/257640158235288850-5247491537253346605?l=leioenleio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://leioenleio.blogspot.com/feeds/5247491537253346605/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/assassinatos-na-academia-brasileira-de.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5247491537253346605?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/257640158235288850/posts/default/5247491537253346605?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://leioenleio.blogspot.com/2010/08/assassinatos-na-academia-brasileira-de.html" title="Assassinatos na Academia Brasileira de Letras" /><author><name>Leio Enleio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479938460176768711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_enwsctp223I/S79uVi7tQGI/AAAAAAAAAB0/Pugz0Qi4da0/S220/caricatura+processos+gerenciais.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>

