<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287</atom:id><lastBuildDate>Mon, 02 Sep 2024 05:50:38 +0000</lastBuildDate><category>notícias</category><category>citações</category><category>adaptações</category><category>faulkner</category><category>resenhas</category><category>romances</category><category>filmes</category><category>indicados</category><category>curiosidades</category><category>joyce</category><category>FC</category><category>listas</category><category>projetos</category><title>Leitor em série</title><description></description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Unknown)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-8925118349592872246</guid><pubDate>Fri, 28 Nov 2014 23:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-28T21:52:29.160-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">notícias</category><title>Graça Infinita</title><description>Pára tudo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegou!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com todas essas exclamações, o Fitzgerald já teria me chutado de sua classe de literatura. Sorte que lá não estou, se é que ele teve alguma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o que interessa é que chegou, chegou o novo, não tão novo, livro do DFW, D de David, F de Fucking, W de Weird.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mentira. F de Foster e W de Wallace, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Graça Infinita é um calhamaço de mais de mil páginas que conta a história de um filme tão engraçado, que as pessoas o assistiam em loop, até morrerem de inanição ou exaustão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Luiza não tem mais para onde ir, já que o Canadá acabou, na fusão com 
os Estados Unidos, formando a Organização da Nações Norte-Americanas, a 
ONAN. Trocadilho intencional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os filhos do criador de Graça Infinita, Hal, Orin e Mario Incandenza, tentam encontrar o sentido da existência, enquanto governos e terroristas tentam usar o filme como arma de guerra. Algo como a &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=AZgQinsClLQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;piada mais engraçada&lt;/a&gt; do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é o resumo do resumo do plot, já que ele tem diversas histórias paralelas, contadas com toda a técnica do mestre das notas de pé de página.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E esse, pelo visto, será o primeiro e único livro que comprarei em pré-venda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/11/graca-infinita.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-5705726635636884881</guid><pubDate>Sat, 11 Oct 2014 22:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-10-11T19:47:37.052-03:00</atom:updated><title>Eu no sebo</title><description>Eu na última visita&lt;strike&gt; à loja de queijos&lt;/strike&gt; ao sebo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;//www.youtube.com/embed/5DkWvru_USk?rel=0&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;

&lt;br /&gt;
Não é na livraria, mas dá pra entender o drama.
</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/10/eu-no-sebo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-3194324698907261212</guid><pubDate>Fri, 10 Oct 2014 16:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-10-11T19:29:37.746-03:00</atom:updated><title>Dia ruim no sebo</title><description>Na verdade eu ia colocar &#39;Dia bosta no sebo&#39;, uma micro-homenagem velada à uma &lt;a href=&quot;https://twitter.com/no_karol&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;grande amiga&lt;/a&gt; que não está mais com a gente. (No bom sentido).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Achei que ia ficar pesado pros 3 leitores clicarem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez até não. Afinal de contas, cinismo e canalhice é aqui mesmo, pode chegar que tem pra todo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando ao assunto, partiu sebo no horário de almoço, antecipando as pérolas escondidas na lama de &#39;50 Tons&#39;, &#39;Crepúsculos&#39;, &#39;Nárnias&#39;&lt;i&gt; (&lt;a href=&quot;https://twitter.com/kerenmonteiro&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;uma das leitoras&lt;/a&gt; parando de ler em 3, 2, 1.)&lt;/i&gt; e aquelas maravilhas de livros de auto-ajuda. Se eu quisesse que alguém me ditasse o que fazer, ia à uma igreja. &lt;i&gt;(&lt;a href=&quot;https://twitter.com/kerenmonteiro&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Leitora&lt;/a&gt; que tinha parado de ler e voltado para uma segunda chance, fecha o navegador.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem Faulkner?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem esse, esse e esse. (Já li e tenho todos.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem Fitzgerald?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Francis? Tem O Grande Gatsby e Suave é a Noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho os dois. Embora Suave é a Noite é tão bom que vale a pena ter uns 3 exemplares de backup. Mas não, obrigado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem &#39;O Garoto que seguiu Ripley&#39; ou algo da Highsmith?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem algum do 007?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saideira; Albert Camus? Sem ser O Estrangeiro, A Peste ou Estado de Sítio? O último foi a leitora que fechou o navegador que emprestou. Podia ter o Mito de Sísifo, mas desse eu tenho medinho. Capaz de eu pirar foda com todos os argumentos de Camus sobre o absurdo da vida, então não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí você olha para aquelas prateleiras vergadas, os livros duros de tirar do &amp;nbsp;lugar de tão apertados e pensa: Que dia bosta. Não tem nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
P.S. Se as amicíssimas retratadas liberarem, eu ponho o link do Twitter de cada uma para vocês conhecerem. Elas são o máximo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
P.S. Elas liberaram. Não falei que elas eram o máximo. Cliquem e conheçam.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/10/dia-ruim-no-sebo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-966249835454249958</guid><pubDate>Thu, 09 Oct 2014 16:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-10-09T13:25:30.213-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">citações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">notícias</category><title>E o Nobel de Literatura 2014 vai para...</title><description>Patrick Modiano.&lt;br /&gt;
[...]&lt;br /&gt;
Tem algum livro dele em português?&lt;br /&gt;
[...]&lt;br /&gt;
Até tem. Alguns.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ronda Noturna, Meninos Valentes, Dora Bruder, Vila Triste, mais alguns outros e o que tem o nome mais sensacional de todos: Filomena Firmeza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Definitivamente esse eu não vou ler.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro pode ser até bom, editado pela Cosac &amp;amp; Naify, mas que nomezinho desgraçado de ruim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podem me chamar de preconceituoso. Sim, eu assumo: Já deixei de ler livros por conta da capa ou do título mal traduzido. Coisa minha, desculpe, mas para isso chamo Mário Quintana para me defender.

&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... 
Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!
&lt;/blockquote&gt;
Mesma coisa para livros com títulos ruins.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra falar a verdade, eu bem esperava que dessem o dinheiro e o prêmio para o Milan Kundera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além de todos os seus livros, ótimos por sinal, nenhum outro escritor teve cojones de fazer um médico mijar na pia do banheiro.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/10/e-o-nobel-de-literatura-2014-vai-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-3973146570680428755</guid><pubDate>Wed, 23 Jul 2014 23:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-07-23T20:56:15.573-03:00</atom:updated><title>Perda 2</title><description>Estava todo empolgado para escrever um texto sobre o novo livro do Milan Kundera. E aí perdemos o Ariano Suassuna.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/07/perda-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-7545583519420007142</guid><pubDate>Sun, 20 Jul 2014 23:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-07-20T20:25:00.856-03:00</atom:updated><title>Perda</title><description>E o João Ubaldo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já dizia o velho Buk, o mundo é mesmo um saco de merda se rasgando. E não podemos salvá-lo.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/07/perda.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-406669932766202212</guid><pubDate>Sat, 07 Jun 2014 23:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-06-07T20:41:48.616-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">notícias</category><title>Não na minha estante</title><description>Dando uma zapeada pelo app da BBC News, topo com uma notícia no mínimo insólita. A Houghton Library de Harvard possui um livro encadernado em &lt;a href=&quot;http://blogs.law.harvard.edu/houghton/2013/05/24/bound-in-human-skin/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;pele humana&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O volume é uma cópia do livro de Arsène Houssaye &lt;a href=&quot;http://hollis.harvard.edu/?itemid=%7Clibrary/m/aleph%7C005786452&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i&gt;Des destin&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;es de l’ame&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, um livro que trata da alma e da vida após a morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Presenteado pelo autor, o Dr. Ludovic Bouland, que evidentemente não tinha mais nada para fazer, o encadernou com a pele das costas do cadáver não reclamado de uma paciente mental recém-falecida. Uma nota do médico inserida no livro diz claramente qual é a matéria-prima utilizada. Finalmente, através de diversos testes, a origem da capa foi devidamente comprovada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora bem perturbador, a encadernação com pele humana já foi comum na Idade Média, assim como execuções na fogueira e a Peste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse livro definitivamente eu não compraria.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/06/nao-na-minha-estante.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-6633266891712324704</guid><pubDate>Mon, 26 May 2014 23:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-05-26T20:00:54.534-03:00</atom:updated><title>Lawrence Block e o clube</title><description>Depois de muito tempo, acho um novo autor novo. E de quebra: quero ler todos os seus livros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lawrence Block, escritor de romances policiais é o novo da estante.&lt;br /&gt;
Americano, dono de vários prêmios do gênero, entre os quais quatro Edgar Allan Poe, seis Shamus, dois Maltese Falcon, um Nero Wolfe, um Diamond Dagger e um Anthony.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prolífico, com mais de quarenta obras, tem três personagens principais: Matthew Scudder, um ex-policial ex-alcoólatra e atual investigador particular. Evan Michael Tanner, um veterano da Guerra da Coréia que após um acidente, não consegue dormir e &lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;Bernie Rhodenbarr, um gentil ladrão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;Também é autor de não-ficção, como os seus livros para escritores como A Bíblia do Mentiroso e Contando Mentiras por Diversão e Lucro(tradução livre minha), ambos não publicados no Brasil (uma pena).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;Meu primeiro contato com ele foi em uma feira de livros usados, em Volta Redonda onde o desdenhei miseravelmente O Ladrão que achava que era Bogart em favor de O Homem Magro, de Dashiell Hammett. Uma troca justa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;Achei na Livraria Flamingo, do nice guy Clóvis, o livro Uma longa fila de homens mortos, uma das aventuras de Scudder.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;Em 2 minutos decidi a compra. Motivo 1: Tem um alcoólatra na jogada (Nick Charles, quem lembra?). Motivo 2: Tem muitos mortos envolvidos (Philip Marlowe, alguém?). Paguei 8 reais e partiu alegria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;Matthew Scudder é procurado por Lew Hildebrand, um dos membros do grupo dos 31,uma associação de 31 homens bem sucedidos cuja única atividade é se reunir anualmente em um restaurante, ler a lista dos mortos do ano anterior e contar aos outros membros sobre sua vida atual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;O último membro vivo tem a missão de convocar uma reunião com 30 novos membros e perpetuar o clube. Só que parece que alguém está lentamente eliminando todos os membros. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;Agora só falta comprar todos os livros de Block publicados pela Companhia das Letras e rezar para que eles publiquem logo o resto. De preferência com as capas originais que são maneiríssimas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-headline&quot; id=&quot;Bernie_Rhodenbarr&quot;&gt;E outra, o Lawrence Block aparenta ser bem legal. Ou tem uma equipe de relações públicas bem preocupada com o leitor. A maioria dos comentários em seu site é respondida pelo autor (tomara que seja ele mesmo). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/05/lawrence-block-e-o-clube.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-6234263919539447875</guid><pubDate>Fri, 18 Apr 2014 22:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-04-18T19:43:29.818-03:00</atom:updated><title>Novos ares</title><description>De vez em quando, parece que a literatura já não nos apetece. Nada disso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Normalmente é que lemos tanto de um mesmo autor ou estilo, que tudo nos parece apenas mais do mesmo. É preciso sair da zona de conforto e ver algo realmente novo. Novo, não mais recente. The Canterbury Tales foi publicado em 1475 e para mim continua novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após uma breve passagem pelo ultra-realismo de Céline, a escrita telegráfica de Ellroy e o cinismo de Chandler me pergunto: E agora?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Faulkner falta pouca coisa. Uma Fábula está na estante mas o estilo é tão prolixo que não tem como lê-lo em um ônibus sacolejante em tiros de 40 minutos. Fica pras férias. Eu sei que Faulkner é faulknerianamente prolixo, mas parece que em Uma Fábula ele perdeu a mão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isaac Bashevis Singer é ótimo, mas ainda estou na ressaca de O Solar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bukowski é bom, mas acabei há pouco de ler Céline, que é o Bukowski com mais páginas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem a Riplíada para terminar, mas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou indeciso entre Virginia Woolf, Philip Roth ou Proust, mas qual?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Orlando, Adeus, Columbus ou O Caminho de Swann???&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dúvida difícil, mas boa, já que mostra que tenho recursos para comprar suficientes livros e tempo livre para lê-los. O que não ajuda em nada a resolvê-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tempo: E mais um dos grandes se vai... Adiós, Gabo.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/04/novos-ares.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-3317722265900193813</guid><pubDate>Fri, 28 Mar 2014 02:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-27T23:24:17.384-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">adaptações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filmes</category><title>De volta aos clássicos</title><description>Depois de uma derrapada logística, meu livro vai atrasar e já estou há 4 dias sem ler nada. Claro, placas de trânsito, bulas de remédio e rótulos de shampoo não contam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como não suporto a ideia de andar de ônibus sem estar lendo algo, vou reler &#39;O Sono Eterno&#39;, do Raymond Chandler.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E depois vou emendar, assistindo (de novo) The Big Sleep, com Humphrey Bogart, Lauren Bacall e Martha Vickers.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E para quem não conhece a Martha Vickers:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://i.imgur.com/RcvkiKl.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i.imgur.com/RcvkiKl.png&quot; height=&quot;458&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/03/de-volta-aos-classicos.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-6406987849010687917</guid><pubDate>Sun, 09 Mar 2014 01:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-08T22:58:20.518-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">adaptações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filmes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">romances</category><title>Bonjour Chatisse</title><description>Depois de quase ter uma síncope assistindo Laura (1944) do cultuado Otto Preminger, resolvi dar um passo adiante e conferir o filme Bonjour Tristesse, adaptação do best-seller homônimo da Françoise Sagan. Bad idea.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme acompanha a história de Cécile, uma menina enjoadinha de 17 anos, com um evidente complexo de Electra, passando as férias na Riviera com seu pai, o putanheiro Raymond&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cécile parece muito à vontade com a galinhagem de seu pai, que tem a bela companhia de Elsa, uma loira hábil com dados e outras coisas. Uma alegria só.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo muda quando uma convidada inesperada chega, a bonita, refinada, antipática e mais chata que uma tortilla da semana passada, Anne. Inesperada, porque o fauno de meia-idade a convidou sem a mínima esperança de que ela viesse a aceitar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em questão de dias, a loura e voluptuosa Elsa é trocada pela fria e pasteurizada Anne, que se desvia dos avanços priápicos de Raymond até o dia do casamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De início, a nossa pequena insuportável acha uma boa ideia ter a fina, elegante&amp;nbsp; e culta estilista como madrasta, pensando que ela daria finesse e sentido às vidinhas inúteis que eles levavam, bem no estilo da primeira parte do ótimo &lt;a href=&quot;http://leitoremserie.blogspot.com.br/2013/04/suave-e-noite-dura-e-decepcao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Suave é a Noite&lt;/a&gt;, do F. Scott Fitzgerald.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pouco depois, a situação embaça. Anne quer que a inútil de sua enteada estudasse, para se formar e sumir logo, e não ficar dando pegas no filho da vizinha, o boca-aberta Philippe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí, ela parte, do alto de seus 17 anos de experiência, a montar um esquema para descartar Anne, com a ajuda do boca-aberta e da interessante ex-amante. Forçado pra caceta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos combinar: o filme é lento, a guria é chata que dói (o que salva é que ela é muito edificante), o Otto Preminger estava melhor em Laura, etc, etc. O filme parece do Truffaut.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só assisti mesmo porque queria saber qual a merda que a insuportavelzinha tinha feito para ter tanto remorso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que salva o filme é a cinematografia, usando a alternância de sequencias coloridas e P&amp;amp;B como um apoio genial para a trama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O RottenTomatoes deu 85% para esse filme. Eu não. Mas pra quem quiser se animar (a Cécile anima), tem o trailer (meio tosco) aí embaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;//www.youtube.com/embed/Src3_7Ws3p4?rel=0&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/03/bonjour-chatisse.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-1819126569997777361</guid><pubDate>Mon, 03 Mar 2014 12:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-03T09:40:05.295-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">notícias</category><title>Brasil entre os grandes (mas não onde queríamos)</title><description>Saiu uma lista muito legal sobre quem lê mais, ouve mais rádio, usa mais Internet e assiste mais televisão no mundo. Como o blog é de literatura e afins, vamos focar no que interessa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bom: Estamos na frente de Taiwan, Japão e Coréia do Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ruim: Estamos entre os piores índices de leitura do mundo, com a média per capita semanal de 05:12.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O péssimo: Estamos tomando um sacode da Tailândia e da Argentina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://imageshack.com/a/img268/6681/7s15.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://imageshack.com/a/img268/6681/7s15.jpg&quot; height=&quot;304&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.prnewswire.com/news-releases/nop-world-culture-scoretm-index-examines-global-media-habits-uncovers-whos-tuning-in-logging-on-and-hitting-the-books-54693752.html&quot;&gt;http://www.prnewswire.com/news-releases/nop-world-culture-scoretm-index-examines-global-media-habits-uncovers-whos-tuning-in-logging-on-and-hitting-the-books-54693752.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte do mapa:&amp;nbsp; &lt;a href=&quot;https://twitter.com/Amazing_Maps/status/439445334054699008/photo/1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;@AmazingMaps&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/03/brasil-entre-os-grandes-mas-nao-onde.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-3518944545488416467</guid><pubDate>Fri, 14 Feb 2014 23:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-14T21:39:53.285-02:00</atom:updated><title>Zé Lins</title><description>&lt;br /&gt;
Criador de personagens memoráveis como Carlos de Melo, José Paulino, Coronel Lula de Holanda, Capitão Vitorino (considerado por muitos o mais bem construído personagem da literatura brasileira), José Amaro, Bentão do Araticum, o moleque Ricardo e muitos outros, José Lins do Rego é um dos ases do regionalismo brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gosto de considerá-lo como o nosso Faulkner tupiniquim, pelos diversos paralelos entre as duas obras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos são regionalistas, se limitando, na maioria de suas obras, a descrever um universo fechado e coeso, como o são o condado de Yoknapatawpha e os engenhos do sertão paraibano. Seu assunto mais comum é a história do povo oprimido e simples, de José Amaro e de Anse Bundren e dos grandes famílias tradicionais arruinadas, como foram os Compsons, e também os de Holanda. Temos até Zé Marreira, um arrivista, que muito bem poderia ser comparado a Flem Snopes, com suas dissimulações e negociatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estilisticamente, a história é outra. Embora o uso de monólogo interior tenha uma forte presença na obra de Lins do Rego, o fluxo de consciência não é utilizado, sem comparação alguma a labiríntica técnica dominada com maestria por Faulkner. Não procure por algo parecido com Absalão, Absalão ou O Som e a Fúria. O que Zé Lins chega mais próximo é na não-técnica utilizada em O Santuário ou Os Desgarrados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faulkner é um prato meio indigesto para os desavisados, devendo ser lido aos poucos, e preferencialmente de forma não cronológica. Poucos se sentiriam confortáveis lendo Paga de Soldado, Mosquitos, Sartoris e do nada &amp;gt;KABLAM&amp;lt; lhe cai o Som e a Fúria na cabeça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Zé Lins é tranquilo, não exige nada pra que o acompanhemos. Só não podemos ficar escandalizadinhos ao ver os moleques da bagaceira em vez do xvideos usarem as vacas e cabritas do engenho para se iniciarem sexualmente. Zoofilia já não tem com o velho Bill, pode ler tranquilo, só tem um caso meio bizarro com um sabugo de milho, mas essa é outra história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/02/ze-lins.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-7139918960885741664</guid><pubDate>Fri, 17 Jan 2014 22:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-17T20:02:54.002-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">citações</category><title>Trecho: Viagem ao fim da noite</title><description>&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
O que é pior é que a gente fica pensando como que no dia seguinte vai encontrar força para continuar a fazer o que fizemos na véspera e já há tanto tempo, onde é que encontramos força para essas providências imbecis, esses mil projetos que não levam a nada, essas tentativas para sair da opressiva necessidade, tentativas que sempre abortam, e todas elas para que a gente se convença uma vez mais que o destino é invencível, que é preciso cair bem embaixo da muralha, toda noite, com a angústia desse dia seguinte, sempre mais precário, mais sórdido.&lt;/blockquote&gt;
</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2014/01/trecho-viagem-ao-fim-da-noite.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-289150471141646637</guid><pubDate>Sun, 29 Dec 2013 00:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-28T22:55:03.337-02:00</atom:updated><title>Buk, seu velho safado</title><description>Bukowski. Romancista ultra-realista. Pau-d&#39;água de dimensões intergaláticas. Putanheiro. Vagabundo assumido. Cínico. Poeta. E sensacional também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele tinha umas tiradas muito bonitinhas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
Não, eu não odeio as pessoas. Só me sinto melhor quando elas não estão por perto.&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
Às vezes, me sinto como se estivéssemos todos presos num filme. Sabemos 
nossas falas, onde caminhar, como atuar, só que não há uma câmera. No 
entanto, não conseguimos sair do filme. E é um filme ruim.&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
Eu desisti de procurar a mulher dos sonhos. Eu só queria uma que não fosse um pesadelo. &lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma foto dele só pra dar uma noção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://imageshack.com/a/img811/1748/c2c1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;http://imageshack.com/a/img811/1748/c2c1.jpg&quot; width=&quot;307&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha mais uma dele, mas a mulher era tão graciosamente desgraçada de feia que eu achei melhor poupar vocês. Deixa pra próxima.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/12/buk-seu-velho-safado.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-1082556509108512456</guid><pubDate>Sat, 28 Dec 2013 14:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-28T12:20:16.966-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">notícias</category><title>Sherlock e Watson em domínio público.</title><description>Os fãs de Sherlock e seu cachimbo podem comemorar (ou arrancar as unhas em desespero). Ele e Watson estão livres para aventuras sem que nenhum centavo precise ser pago ao espólio de Arthur Conan Doyle, devido à uma decisão judicial de Rubén Castillo, no estado de Illinois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem uma coisa: Somente os elementos da história anteriores a 1923 podem ser usados livremente. Alusões ao fato de Watson ter jogado rugby pelo Blackheath ou de ele ter uma segunda esposa (a primeira já devia estar cheia daquela história dele sair no meio da noite ou então do nada resolver ir acampar no mato com o Sherlock no fim de semana. Os vizinhos já estavam comentando.) não podem ser utilizados, mas provavelmente serão todos liberados até em 1927, data da última publicação original.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora é só aguardar a enxurrada: Sherlock e a criatura de Devonshire (spoiler: é um alien). Os mortos-vivos de Highlands Hospital (spoiler: zumbis). Os gêmeos de Perth (Esse é bom, acontece na Escócia, mas não deve fazer tanto sucesso porque esse assunto de clones já está meio batido. Na década de 90 iria arrebentar).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: &lt;a href=&quot;http://nyti.ms/1ehDsAc&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Arts Beat&lt;/a&gt;.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/12/sherlock-e-watson-em-dominio-publico.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-6141318131374884371</guid><pubDate>Thu, 12 Dec 2013 23:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-12T21:28:26.201-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">citações</category><title>Citação: Trópico de Capricórnio</title><description>&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
Poucos dias antes havia cinco ou seis vagas na hora de fechar. Agora havia trezentas, quatrocentas, quinhentas - estavam escapando como areia. Era maravilhoso. Eu ficava sentado lá e sem fazer uma pergunta os contratava às carradas - negros, judeus, paralíticos, aleijados, ex-presidiários, putas, maníacos, pervertidos, idiotas, qualquer bastardo fodido que pudesse ficar em pé sobre as duas pernas e segurar um telegrama na mão. Os gerentes dos cento e um escritórios quase morreram de susto. Eu ria. Ria o dia inteiro ao pensar que bela merda eu estava fazendo daquilo.&lt;/blockquote&gt;
</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/12/citacao-tropico-de-capricornio.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-5870271319256069896</guid><pubDate>Sun, 08 Dec 2013 16:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-08T14:43:43.020-02:00</atom:updated><title>Viciado em livros, onde?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://imageshack.com/a/img834/7684/g7x9.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;285&quot; src=&quot;http://imageshack.com/a/img834/7684/g7x9.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/12/viciado-em-livros-onde.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-6469898271247779062</guid><pubDate>Sun, 08 Dec 2013 16:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-08T14:34:44.134-02:00</atom:updated><title>The movie is on the table</title><description>Livros são ótimos. Filmes (ótimos) idem. Então porque não juntar os dois?&lt;br /&gt;
Foi o que fiz. Comprei essa belezinha aqui, ó.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://imageshack.com/a/img546/1174/ww9o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;http://imageshack.com/a/img546/1174/ww9o.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Só a capa já vale.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Esse sensacional livro (na realidade um grande livro, um livrão), conta a história do cinema através de seus melhores filmes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na capa tem Manhattan. E por dentro tem tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é dividido em períodos históricos e cada um deles é, por sua vez, subdividido em tópicos que detalham os principais momentos de cada período.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ascensão dos talkies, os musicais, o filme noir, os clássicos do terror, a nouvelle vague, os filmes de aventura, os thrillers, o CGI e o 3D ganham artigos bem abrangentes e muito bem ilustrados por stills e posters.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os principais filmes de cada movimento são analisados, com a ficha do diretor e uma sinopse. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para quem gosta de cinema é um prato cheio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/12/the-movie-is-on-table.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-7814475919703539589</guid><pubDate>Sun, 08 Dec 2013 13:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-08T11:29:50.392-02:00</atom:updated><title>Dúvida cruel (ou não)</title><description>Será que essa dúvida é válida? Pra mim não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://imageshack.com/a/img189/6388/6rr5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;350&quot; src=&quot;http://imageshack.com/a/img189/6388/6rr5.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora ame o Cinema, queimaria toda a Hollywood antes de estragar um único livro assistindo à um filme ruim.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/12/duvida-cruel-ou-nao.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-3686916762269452367</guid><pubDate>Sat, 23 Nov 2013 16:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-28T19:47:07.916-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">adaptações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filmes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">resenhas</category><title>De que cor a noiva estava?</title><description>Ah, as adaptações. Desde que o mundo é mundo (mentira, desde que inventaram o cinema e viram que era mais fácil usar literatura pronta do que criar roteiros originais) vivemos brigando por causa da merda que virou o nosso livro favorito ao ser transposto para a tela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grande Gatsby. Um bom livro, que alguns acham incomparável, mas pra filme definitivamente não presta. Ganhou versões em 1949, 1974 e 2013, todas mais sofridas que a Zelda acordando cedo, fora uma versão para a TV em 2000 com a Mira &#39;Poderosa Afrodite&#39; Sorvino, que também ficou devendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para ter uma noção, olha o que Christopher Orr disse em sua crítica ao filme de 2013.&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
The central problem with Luhrmann&#39;s film is that when it&#39;s entertaining 
it&#39;s not Gatsby, and when it&#39;s Gatsby it&#39;s not entertaining. &lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
Peter Jackson para adaptar livros é a equanimidade encarnada. Conseguiu que mais de mil de páginas coubessem em 3 filmes e um livro de pouco mais de 300 páginas também coubessem em 3 filmes, o primeiro com quase 3 horas. Um Steve Jobs do cinema, cujas sagradas obras não podem ser criticadas e com fanboys tão sanguinários quanto. Veja um exemplo de fãs comentando &lt;a href=&quot;http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/filme/ver.php?cdfilme=3038&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já o poderoso Kubrick cagou o Iluminado (segundo Stephen King), destruiu Laranja Mecânica (segundo Anthony Burgess), Lolita (não, Lolita não... ele chamou o Vladimir Nabokov -- que escreveu o livro E ganhou o Nobel de Literatura -- para roteirizar e ninguém encher o saco).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também tem ótimos casos, as do Kubrick por exemplo, às quais podemos juntar O Falcão Maltês (1941) e O Homem Sombra (1934), de Dashiell Hammett, A Beira do Abismo (1946) de Raymond Chandler e Yentl, um conto bem modesto de Isaac Bashevis Singer que virou um drama musical muito bom nas mãos da Barbra Streisand.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem as adaptações honestas, que não maravilham ninguém mas não ferram com o livro. Dessas tem a Trilogia Millennium, com a Noomi Rapace e o Michael Nykvist (esqueçam o Daniel Craig) e As I Lay Dying do James Franco, que embora a crítica tenha descido a madeira, eu gostei bastante, talvez por ter assistido com menos expectativa e ter um scotch acompanhando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temos todas esses tipos de adaptações e temos La mariée était in noir, do Truffaut. O que é aquilo? O livro maneiro de William Irish aka George Hopley aka Cornell Woolrich The Bride Wore Black virou um mingau nas mãos do francês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jeanne Moreau, ótima em Ascenseur pour l&#39;echafaud, ficou terrível nesse filme. Parecia que era ela a ir ao cadafalso ou então que o cachê ia ser gasto todo pelo marido em bebidas, corridas de cavalos ou putas feias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://imageshack.com/a/img13/1693/898e.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;223&quot; src=&quot;http://imageshack.com/a/img13/1693/898e.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Linda&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não tinha maquiagem que cobrisse o desânimo. O filme não tem ritmo, é chato, a crítica da época desceu a madeira, o Truffaut admitiu que ficou ruim, jogou um pouco da culpa no diretor de fotografia. Enfim, um desastre que só não foi total porque o filme deu dinheiro, com um orçamento de US$747.000,00 e um faturamento de US$2.000.000,00. Mas ainda assim o filme é horrível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://imageshack.com/a/img33/2185/m4i.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;221&quot; src=&quot;http://imageshack.com/a/img33/2185/m4i.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;O que posso dizer?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E falar que Truffaut não sabia adaptar não é justo. Ele adaptou Fahrenheit 451 e ficou ótimo, mesmo com a falta de efeitos especiais e a briga com Oskar Werner. Waltz into Darkness também do Woolrich, virou o excelente La Sirène du Mississipi, com Jean Paul Belmondo e Catherine Deneuve, ótima como sempre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/11/de-que-cor-noiva-estava.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-7413792491848232073</guid><pubDate>Thu, 07 Nov 2013 00:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-06T22:34:19.081-02:00</atom:updated><title>Kundera, Dr. Havel e o traseiro da Beth</title><description>Milan Kundera deve ter sido mesmo um pândego. Isso fica bem evidente em uma descompostura passada pelo Dr. Havel de Risíveis Amores, coleção de contos, em sua (feia, mas cheia de &lt;a href=&quot;http://bit.ly/188jcND&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;mojo&lt;/a&gt;) enfermeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
- Minha querida Elizabeth, não a compreendo. A cada dia feito por Deus, você fica remexendo feridas purulentas, dá injeções em bundas encarquilhadas de mulheres velhas, faz lavagens, esvazia bacias. O destino deu-lhe a oportunidade invejável de perceber a natureza carnal do homem em toda a sua vaidade metafísica. Mas sua vitalidade se recusa a ouvir esses argumentos. Nada pode abalar a sua vontade tenaz de ser um corpo, e apenas um corpo. Seus seios roçam nos homens a cinco metros de distância! Sinto vertigens só em ver você andar, por causa das eternas espirais desenhadas pelo seu infatigável traseiro! Que eu não a veja mais, finalmente. Seu seios são onipresentes como Deus! Você já está dez minutos atrasada para as injeções.&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
Não tirem conclusões precipitadas. O Dr. Havel é, como todo bom personagem kunderiano, mulherengo e cafajeste. O caso é que a tal Raimunda Elizabeth realmente o deixava doente, de tantos inanes oferecimentos.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/11/kundera-dr-havel-e-o-traseiro-da-beth.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-4615570431635762170</guid><pubDate>Fri, 01 Nov 2013 22:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-01T20:45:37.260-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">citações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">resenhas</category><title>Os cães ladram, mas o Capote não para</title><description>Li o excelente Os Cães Ladram, de Capote, que não é o de Gógol(tenho de parar com isso).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca imaginei gostar tanto. São uma pilha de histórias divertidíssimas, em que ele narra os fatos mais diversos. Uma viagem de uma trupe teatral, a difícil convivência com um corvo chamado Lola, uma entrevista com Marlon Brando, um passeio de trem pela Espanha, suas aventuras em lugares tão diversos quanto o Brooklyn e Tânger e suas impressões sobre diversas personalidades. Humphrey Bogart, Ezra Loomis Pound e Louis Armstrong habitam cada um, algumas páginas desse excelente livro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal como a orelha promete, lê-lo é como estar num bar, conversando com um velho conhecido, de modo que as horas passam e não notamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dono de um fino senso de humor, Capote nos transporta de carona em seu imenso mundo(ele era viajado que chega a dar nojo). Tome um aperitivo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
[...] o peixe é sempre bom, e a &lt;i&gt;pasta&lt;/i&gt; também. Dizem que é possível encontrar uma carne comestível; essa sorte eu nunca tive. Também não há muita escolha em matéria de verduras, e, no inverno, os ovos são raros. Mas, naturalmente, o nosso maior problema é que não sabemos cozinhar; e a nossa cozinheira, lamento dizê-lo, também não. &lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
Aqueles cujos pálatos vinham prelibando caviar no gelo e botelhas resfriadas de vodca sentiram-se um tanto mortificados quando viram depor à sua frente iogurte e garrafas de soda de framboesa. &lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
O prato seguinte, entretanto, consistia em rígidos pedaços de talharim, mergulhados, como troncos submersos, em um caldo aguado. Depois vieram costeletas de vitelas panadas, batatas cozidas e ervilhas que chocalhavam no prato como chumbo de caça; para regar tudo isso, houve provisões renovadas de soda de framboesa.&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;
O &lt;i&gt;Institut&lt;/i&gt;, com a sua brancura mosqueada e os seus lamentáveis equipamentos, assemelha-se a uma clínica de caridade supervisionada por enfermeiras não muito higiênicas, e o penteado que Madame recebe ali é bem possível que deixe o cabelo com uma textura excelente para arear frigideiras.&lt;/blockquote&gt;
</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/11/os-caes-ladram-mas-o-capote-nao-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-2993007712267600247</guid><pubDate>Sun, 20 Oct 2013 15:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-20T13:45:00.535-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">curiosidades</category><title>Que livro vamos comer hoje?</title><description>Que livros são alimento para a alma ninguém duvida. Mas a fotógrafa Dinah Fried(frita?) deu um passo à frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fez diversas cenas de pratos baseadas em trechos de livros famosos, como O apanhador no campo de centeio, Moby Dick, Bonequinha de luxo, entre outros, reunidas no livro Fictitious Dishes, que não deve sair por aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O BuzzFeed fez um quiz com algumas das fotos. Teste seus conhecimentos de comida na literatura. Eu só acertei os que eu já tinha lido. Os chutes foram todos errados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja &lt;a href=&quot;http://bit.ly/18wqrlI&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/10/que-livro-vamos-comer-hoje.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1818812113179124287.post-1900650897494851239</guid><pubDate>Sat, 19 Oct 2013 16:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-19T13:24:32.958-03:00</atom:updated><title>O bardo iídiche</title><description>Além de Faulkner, o meu criador de mundos favorito é Isaac Bashevis Singer. Da pobreza degradante dos gélidos guetos de Varsóvia à sofisticação impessoal das ruas de Nova York, temos suas maravilhosas histórias, que tratam do cotidiano judaico, suas dores e alegrias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entremeados em seus contos e romances, existe a dúvida entre os payess e a assimilação, o polonês e o iídiche, a piedade e a apostasia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dybbuks existem? E o outro mundo? Deus deu aos justos a vida eterna ou uma vida longa e próspera? Ou nenhum dos dois, já que os canalhas também enriquecem e morrem com cabelos brancos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a vida, como a gastaremos? Em meditação e estudo da Tora ou em convívio social. Quase nunca os personagens de Singer vivem no meio-termo. Quando o fazem, são assaltados por suas eternas dúvidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lendo Singer, descobri que tenho um vizinho que é um verdadeiro schlemiel, que não se faz bolsa de seda com orelha de porco, e que aquele cara que parecia legal é um grande schmuck.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A rua Krochmalna, pulsante de vida, habita em muitas de suas obras. Max Barabander, Aaron Greidinger, Shosha, até o próprio Singer e sua família, nos romances autobiográficos passam muitas de suas páginas por ali, sofrendo ou sendo felizes na velha Varsóvia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua obra é magnífica, e fica bem em qualquer estante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lidos e recomendados:&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Shosha (o melhor, na minha opinião)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Breve Sexta-Feira&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Obsessões e Outras Histórias&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O Solar e a Propriedade &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
</description><link>http://leitoremserie.blogspot.com/2013/10/o-bardo-iidiche.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>