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	<title>Leo Teles</title>
	
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	<description>A LeoTeles.com Website</description>
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		<title>Visitando Londres para as Olimpiadas?</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 04:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Criei um site com dicas sobre a cidade, como se transportar mais barato, economizar no dia a dia, locais interessantes para visitar, dentre muito mais coisa. Caso os interesse, o site é:
http://london2012.leoteles.com
Caso haja algo que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criei um site com dicas sobre a cidade, como se transportar mais barato, economizar no dia a dia, locais interessantes para visitar, dentre muito mais coisa. Caso os interesse, o site é:</p>
<p>http://london2012.leoteles.com</p>
<p>Caso haja algo que você queira que eu foque em específico, comente, fale ou dicas que lhe interessem, basta entrar em contato diretamente via o site.</p>
<p>Espero que sirva para ajudar aos que estão ainda em fase de planejamento. E boa viagem !</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2012/04/DSC_3787_DxO.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-876" title="DSC_3787_DxO" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2012/04/DSC_3787_DxO-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fuHyqcnFX-vAGYrD2-yCz6wWFEs/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fuHyqcnFX-vAGYrD2-yCz6wWFEs/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fuHyqcnFX-vAGYrD2-yCz6wWFEs/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fuHyqcnFX-vAGYrD2-yCz6wWFEs/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/LRTe7grD0aY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Confraria Gastronômica em Salvador no 496 Grill &amp; Bar</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 17:33:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir do próximo dia 12/03, iniciaremos a série de eventos gastronômico gustativos da nossa Confraria. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2012/03/496-maior.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-872" title="496 maior" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2012/03/496-maior-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>A partir do próximo dia 12/03, iniciaremos a série de eventos gastronômico gustativos da nossa <strong><em>Confraria</em></strong>. Os eventos acontecerão sempre às segundas, no <strong>496 Grill &amp; Bar</strong>, na Av Contorno, no Porto Trapiche.</p>
<p>Nestes dias, o restaurante ficará fechado p/ a nossa Confraria, e nós iremos, literalmente, colocar as mãos na massa. Da entrada, passando pelo prato principal até a sobremesa, sob a orientação de um chefe, iremos fazer e degustar a receita do dia !!!</p>
<p>E os convidados ainda irão contar com a orientação do Professor e Gastrônomo, Mario Rui Fernandes, profissional com passagem por diversos cursos de gastronomia , especialista em alimentos e bebidas. E na hora de degustar a receita que você mesmo preparou, irá aprender como harmonizar com o vinho servido. Isto porque também no evento o convidado receberá a orientação do enólogo Pedro Garcia Domingos,<a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2012/03/iwc-2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-873" title="iwc 2" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2012/03/iwc-2.jpg" alt="" width="146" height="124" /></a> profissional com experiência internacional, júri do concurso de vinhos IWC &#8211; International Wine Challenge (Londres) e formador de cursos de prova de vinho.</p>
<p><strong>MENU </strong></p>
<ul>
<li>Carpaccio marítimo de peixes finos ao molho de caipirinha de acerola &#8211; Canepa Gran reserva Finísimo sauvignon blanc 2010;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Uma fina seleção marítima com exclusivo molho de caipirinha de acerola acompanhado de artesanais pães frescos;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Risotto de frutos do mar com molho de caipirinha &#8211; Maycas del Limarí Reserva 2009;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Lagosta, camarão pistola, mexilhão, camarão azul, lula, polvo fresco, em exclusivo molho de caipirinha;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Torta fina de maçã caramelizada com farofa de frutos secos &#8211; Viña Amalia Colheita Tardia 2007;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Torta delicada de maçã servido com deliciosa mistura de frutos secos, caramelo e pedaços de frutos secos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>VAGAS LIMITADAS por questões técnicas. </strong></p>
<p>INFORMAÇÕES : 9103-9098 (TIM) 9655-2015 (Vivo)</p>
<p>RESERVAS: 496 Grill &amp; Bar (Simone Lerner)</p>
<p><a href="http://www.496grillebar.com.br/" target="_blank">www.496grillebar.com.br</a></p>
<p>71 3018-0496</p>
<p>&nbsp;</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z2mElrsTMGM8M6T1TYrtQkpViEM/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z2mElrsTMGM8M6T1TYrtQkpViEM/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z2mElrsTMGM8M6T1TYrtQkpViEM/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z2mElrsTMGM8M6T1TYrtQkpViEM/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/ZI1x1aUKz-8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Greve de PM da Bahia – Um ponto de vista interno</title>
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		<comments>http://leoteles.com/greve-de-pm-da-bahia-um-ponto-de-vista-interno/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 03:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise e Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou começando a ficar um tanto cansado de ouvir o festival de besteiras que andam escrevendo sobre a tal ‘greve da PM’ da Bahia. Talvez por falta de conhecimento de caso. Assim sendo, vamos tentar elucidar os eventos para os que se perderam no caminho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2012/02/Greve-PM2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-623" title="Greve PM" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2012/02/Greve-PM2-300x143.jpg" alt="" width="300" height="143" /></a></p>
<p>Estou começando a ficar um tanto cansado de ouvir o festival de besteiras que andam escrevendo sobre a tal ‘greve da PM’ da Bahia. Curioso que são aquelas pessoas que mais distantes se encontram que tendem a escrever tais absurdos. Talvez por falta de conhecimento de caso. Assim sendo, vamos tentar elucidar os eventos para os que se perderam no caminho.</p>
<p>Ao redor de julho de 2001, o líder da ASPRA (Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares), após más sucedidas tentativas de negociação com o governo baiano<a title="" href="#_ftn1">[1]</a> &#8211; então baixo a gestão de César Borges (PFL) – decide anunciar greve geral da PM-BA.</p>
<p>Na época, eu trabalhava em uma empresa de consultoria e tinha uma reunião em um lugar chamado ‘Campo da Pólvora’. Não dos mais tranqüilos, mas nada que um pouco de zelo não resolvesse. Nossa reunião foi cancelada no meio e o presidente da associação com a qual conversávamos foi basicamente arrastado da sala e ‘evacuado’ da região. A situação já saia do controle. Jamais havia visto a cidade em tamanho pânico, as imagens de pessoas com paus e pedras nas ruas, protegendo-se ou simplesmente se aproveitando da situação ficou na minha mente. Celulares não funcionavam, linhas congestionadas. Os engarrafamentos eram monstruosos, pessoas desesperadas na rua querendo voltar pra casa sem poder, boatos de arrastões, assaltos, etc. O caos estava formado, e a noção clara de impunidade dava mais asas àqueles com instintos selvagens para agir.</p>
<p>Diante do sentimento de impunidade, a selvageria passou a tomar conta da cidade. O medo acabava por ficar em cima daquela tênue linha entre ‘ferramenta de segurança’ e ‘ataque’? Lembrava-me de ‘O mal estar da civilização’ de Freud, onde ele afirmava que possuímos como indivíduos, desejos de buscas à liberdade e acabamos, às vezes, por liberar nossos instintos mais primitivos e selvagens quando não estamos submetidos a forças de coerção social. É o indivíduo versus a comunidade, a civilização! (os Freudianos que me perdoem a tosca elaboração do livro)</p>
<p>Enfim, houve intervenção federal nas ruas de Salvador. A greve foi contida e o líder grevista expulso da corporação. O governo estadual ficou manchado, líderes da oposição foram à imprensa defender o direito dos grevistas de&#8230; fazer greve. Quem foram alguns destes líderes? Jacques Wagner, Lídice da Matta, dentre outros. Na realidade, tratava-se do direito de causar caos e disseminar pânico na sociedade que juraram defender, rompendo as suas próprias ordens hierárquicas e códigos de conduta da corporação</p>
<p>Todo ano a polícia ameaça entrar em greve. SEMPRE próximo do carnaval. Uma forma de pressionar o Governador a responder às suas reivindicações. Acabava sempre sendo blefe. Não diferente, o ano começa e essas mesmas ameaças são notícia de novo.</p>
<p>Houve convocação de assembléias, com a derradeira marcada para o dia 31 de janeiro. Tratava0se de uma Assembléia geral da ASPRA, onde se decidiria se entrariam em greve ou não. O líder da ASPRA? Marcos Prisco, aquele mesmo que foi o líder de 2001, expulso da corporação, etc. Um detalhe importante neste caso: dia 30 sua Excelência o Governador da Bahia decidiu acompanhar a comitiva presidencial em uma visita a Cuba. O resto já se sabe.</p>
<p>Aconteceu a greve! Casos extremos de intimidação da população ocorreram por toda a cidade. Homens armados, em motos, pararam ônibus e exigiram que todos descessem. Mandaram que os motoristas os cruzassem em importantes avenidas da cidade, levaram as chaves, e em alguns casos atiraram nos pneus. Travaram uma avenida onde trafega mais de 35.000 veiculos/dia.</p>
<p>Em bairros mais pobres saíram atirando para o alto, exigindo que o comércio todo fechasse. Na noite anterior, cinco agências bancárias foram alvejadas de tiros. Nada foi roubado. Aparentemente ladrões agora gostam de jogar balas fora&#8230; Ainda não haviam acontecido os saques (apesar dos boatos). Mas o pânico já tomava conta da cidade, as ruas vazias, comércio fechando cedo, e o que não aconteceu com força em 2001 acontecia agora: homicídios.</p>
<p>Alguns grupos de direitos humanos contam ter ouvido casos (reportados também pela imprensa local e testemunhas) de moradores de rua assassinados. Pessoas morriam em trocas de tiro, queima de arquivo, etc. Hoje, fala-se que o número, já absurdo (94), é bastante superior ao registrado.</p>
<p>Isso tudo muito mais notadamente em regiões já perigosas e dominadas por traficantes, ou bairros pobres. Já não mais se sabia quem eram os marginais, ou os PM em greve (que tentavam agora, supostamente, esconder a cara). A dúvida sobre de que lado vem o tiro é cruel (polícia causando tumulto ou ladrão querendo lucrar), e custa caro o cerceamento de nossa liberdade primaz de ir e vir. Mas isso aconteceu, e em tempos de paz!!!</p>
<p>Apenas com a chegada do exército e uso dos Fuzileiros navais as pessoas começaram a circular mais nas ruas. Entretanto, entendo que não é um contingente de 2.000 homens de forças especiais (com mais quase 1.000 a caminho) que irão conseguir policiar uma cidade do tamanho de Salvador. Com a intervenção federal, o comando passou automaticamente para o General Comandante da 6ª região militar. As forças policiais (e mesmo o secretario de segurança e governador) perdem a autoridade. Isso para explicar o deslocamento de armamento pesado para Salvador. Urutus (não confundir com tanques de guerra, SÃO DIFERENTES), caminhões de transporte, helicópteros de vigilância, etc. Alguém aí conhece outra forma das forças armadas (em especial tropas de elite como a Brigada de Infantaria Paraquedista) trabalharem? Seria, no mínimo, insensato acreditar que eles viessem a utilizar os equipamentos da PM já existentes. É desconhecer a logística de uma operação militar.</p>
<p>A atual greve foi, desde o começo, julgada ilegal pelo poder judiciário. Os PMs insistiram e burlaram o poder judiciário. Aqueles mesmos policiais que usam a força para fazer valer ordens judiciais, desocupar locais públicos, começaram a infringir a lei e exigir seus direitos [humanos] de lutar, defender-se e expressar-se. A coisa saiu do controle já há muito. Há falta de bom senso dos dois lados, mas tenho que concordar com uma posição do governo: não negociar com terroristas!</p>
<p>Nessa história toda, quem se preocupou com os direitos humanos daqueles pobres coitados que vivem nas ruas, e não tem onde se esconder, em quem se amparar. Aquela senhora que perdeu o filho? Ou a mãe que, amamentando, morreu deixando um bebe de colo? Pessoas que não tinham nada a ver com nada, apenas estavam no lugar errado, na hora errada. O direito de buscar melhores condições de trabalho e de vida é universal, mas e o que acontece quando essa luta começa a ir de encontro com a liberdade dos demais, limita a cidadania e faz com que toda uma cidade entre em pânico coletivo? Há algo de podre no reino da Bahia&#8230;</p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Atenção, a forma correta de designar aqueles que nascem na Bahia é: BAIANOS. A variação BAHIANOS é errada.</p>
</div>
</div>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w8gYu_PRl1ED81dOuqNMHlZJDsw/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w8gYu_PRl1ED81dOuqNMHlZJDsw/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w8gYu_PRl1ED81dOuqNMHlZJDsw/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w8gYu_PRl1ED81dOuqNMHlZJDsw/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/PMC8NGfOIVs" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A psicologia por detrás da linguagem corporal</title>
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		<comments>http://leoteles.com/a-psicologia-por-detras-da-linguagem-corporal/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 17:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linguagem Verbal e Não verbal]]></category>
		<category><![CDATA[Posts Recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Como comunicamos nossas necessidades, pensamentos e emoções através de nosso corpo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.psychologytoday.com/blog/spycatcher/200911/the-psychology-body-language" target="_blank">Originalmente publicado em 29 de novembro de 2009 </a></p>
<p>Texto em inglês original de<a href="http://www.jnforensics.com/" target="_blank"> Joe Navarro</a>, adaptação para o Brasil de <a href="http://leoteles.com" target="_blank">Leonardo Teles</a></p>
<p><em>Entenda melhor a motivação para essa série em: <a href="http://leoteles.com/?p=440"><em>http://leoteles.com/?p=440</em></a><br />
</em></p>
<p>Há milhões de anos, nossos ancestrais primitivos perambulavam a terra em um cenário bastante mais perigoso que o de hoje. Ainda não haviam desenvolvido a comunicação verbal e necessitavam, portanto, encontrar meios de expressar com precisão as suas inquietudes, necessidades e desejos.</p>
<p>Surpreendentemente, conseguiram atingir este objetivo desenvolvendo um tipo de comunicação não-verbal, mais especificamente a <em>linguagem corporal</em>. Foi utilizando-se de ferramentas como essências (feromonios desprendidos de glândulas que ainda possuímos), mudanças fisiológicas (rosto corado, por exemplo), gestos (um apontar), reações faciais (olhar inquisitivo), símbolos (desenhos em cavernas), marcações pessoais (tatuagens) e mesmo variações vocais que eles conseguiram sobreviver e se adaptar ao meio (GIVENS, 1998-2005).</p>
<p>Essas características primitivas ainda são tão fortes em nós, fazem parte de nosso DNA e <em>paleocircuits</em> dentro de nossos cérebros, que até hoje nos comunicamos muito mais de forma não-verbal do que verbal.</p>
<p>Nossos membros, rosto, olhos e até mesmo coração estão todo o tempo sendo controlados por nosso cérebro. Nenhuma ação se realiza sem o uso do cérebro, sendo que quando falamos da comunicação não-verbal, falamos da interação deste (o cérebro) com o corpo. Pelo fato de a linguagem corporal estar intimamente interligada à nossa psique (aquilo que ‘está dentro’ do cérebro), podemos analisar os <em>não-verbais</em> para decifrar o que de fato se passa dentro de nossas cabeças. São essencialmente estes sinais (mais notadamente aqueles de conforto, desconforto, emoções e intenções) que trato em meu livro <em>“What Every Body is Saying”.</em></p>
<p><strong><em>Os não-verbais e o sistema límbico primitivo postos em prova: os recém nascidos <a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/07/breastfeeding22.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-597" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/07/breastfeeding2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></em></strong><strong></strong></p>
<p>Por todo o dito anteriormente, fica notório de que ao explorarmos as comunicações não-verbais, devemos fazê-lo partindo da premissa de que todo este tipo de comunicação é governada pelo cérebro. Devemos estudar-lo como um órgão complexo no que tange à sua fisiologia, emocional, área cognitiva, espiritual e intra-psychically. Ao estudarmos a psicologia por detrás da linguagem não-verbal, ajuda-nos observar os recém-nascidos e suas necessidades imediatas.</p>
<p>As crianças chegam a este ‘estranho mundo’ tremendo de frio e chorosas. Sua mãe, entendendo a necessidade imediata do bebê, protege-o com roupas quentes e confortáveis. O recém-nascido fica, portanto, imediatamente satisfeito: sua primeira comunicação não-verbal foi realizada com sucesso. A partir dessa necessidade inicial de calor, abrimos uma <em>‘janela’</em> a partir da qual serão realizadas todas as futuras formas de comunicação e interação entre corpo e cérebro, cada uma elegantemente coreografada de forma a criar um repertório que garantirá a nossa sobrevivência através de uma comunicação eficaz. (Ratey, 2001, 181; Knapp &amp; Hall, 1997, 51).</p>
<p>O choro e os tremores são prontamente seguidos pelo <em>‘chupar dos dedos’</em>, algo que se aprende ainda na barriga da mãe. Trata-se de um gesto introspectivo, uma resposta do cérebro a uma parte sua que busca a paz e tranqüilidade. O cérebro, por questões que ainda desconhecemos, engajará o corpo (neste caso o dedão) na busca à tranqüilidade que necessita. O corpo prontamente responderá de modo a manter a homeostase (Navarro, 2008 pp. 21-49). Essa ação (o <em>chupar de dedos</em>) se repetirá centenas de vezes no futuro de modo a liberar endorfinas indutoras de prazer no cérebro (Panksepp, 1998, 252,272).</p>
<p>Concomitantemente a essa obtenção de prazer, a criança comunica à mãe a sua alegria, a felicidade em que se encontra. Ao crescer, ela desenvolverá outros tipos de comportamentos adaptativos que o ‘pacificarão’ em situações de extremo stress. Alguns serão óbvios (ex. mascar de chicletes, morder lápis, tocar nos lábios), outros não tanto (como ‘brincar’ com o cabelo, afagar o rosto ou massagear o pescoço). Diferentes, outrossim de origem igual: uma necessidade que o corpo faça algo que estimule os nervos (liberando endorfinas) de modo que o cérebro se acalme (Panksepp, 1998, 272).</p>
<p>Progressivamente, o bebe irá procurar o mamilo da mãe. Desajeitadamente ele move a cabeça em direção a suas glândulas mamárias, as quais ele pode ‘sentir’ através de nervos olfativos sensíveis. Quando a amamentação se inicia, com o bebê sugando de forma ritmada o leite, suas pequenas mãos procuram instintivamente massagear o seio de forma a auxiliar no processo de lactação, assim como de modo a gerar conforto e bem-estar tanto para ele quanto para a mãe.</p>
<p>Desta forma se estreita o vínculo entra a mãe e seu filho, aquilo normalmente chamado de proto-socialização (o começo da harmonia social). Trata-se de um processo tanto físico (corpóreo) quanto psicológico (GIVENS, 2005, 121). Ambos acabam por receber enorme recompensa advinda da intimidade criada através da amamentação, já que quando a criança é amamentada a mãe começa a ser ‘recompensada’ por seu esforço: o leite é liberado, aliviando a pressão formada nas glândulas mamárias e liberando ocitocina que acalmará tanto a mãe, quanto o bebê e mais importante: auxiliará no estreitamento do vínculo maternal.</p>
<p>Assim sendo, a criança começa a comunicar aquilo que lhe dá prazer no conforto que sente ao estar com sua mãe. Esta, ao mesmo tempo, observa e tenta decodificar cada nuance do comportamento de seu filho. Este tempo juntos os auxiliará a melhor entender um ao outro e a criar um modo de comunicação mais eficaz. A mãe logo aprende as diferenças entre os diversos choros (comunicação não verbal) do bebê &#8211; fome, frio, descontentamento, doença ou tristeza – algo essencial para a sobrevivência e bem-estar do bebê. O bebe, por sua vez, começa (tão cedo quanto 72 horas de nascido) a observar e imitar as gesticulações faciais de sua mãe, algo bastante útil no desenvolvimento de músculos do rosto e mais ainda ao comunicar desejos, sentimentos e necessidades (Ratey, 2001, 330). A partir de dias, senão horas, do nascimento o bebê começa a processar o meio de comunicação mais eficaz para expressar os seus desejos e sentimentos. Eventualmente ela será capaz de se comunicar de maneira mais complexa e elaborada ao mundo a seu redor.</p>
<p>Ao ponto que ambos, pais e filhos, decodificam e reforçam estes comportamentos iniciais, aprendem a melhor se comunicar entre eles. Eventualmente, a criança desenvolverá respostas às palavras – ou a outras línguas – e mesmo a forma como essas palavras são proferidas (tom de voz, altivez, sentimento, olhos nos olhos, postura) acabam por ter um impacto mais forte do que as palavras em si (Knapp &amp; Hall, 1997, 400-425; Givens, 2005, 85).</p>
<p>Será a partir da ‘calorosa’ intimidade advinda da interação com a sua mãe que a criança desenvolverá ferramentas de socialização com os outros. A criança ‘chega’ ao mundo já equipada para comunicar-se não verbalmente. Ao notar algo que não lhe goste, seu cérebro (subconscientemente) imediatamente contrai as pupilas e gira o corpo na direção oposta (negação ventral (Navarro, 2008, 179).</p>
<p>São todos comportamentos muitos sutis que fazem parte de nosso mecanismo básico de sobrevivência (o sistema límbico central). O<br />
cérebro, através do corpo, transmite de maneira muito precisa seus sentimentos negativos e/ou positivos que serão tão pronto reconhecidos por amigos e <a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/07/rejecting-food-230x3002.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-599" title="rejecting-food-230x300" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/07/rejecting-food-230x3002.jpg" alt="" width="230" height="300" /></a>familiares (Knapp &amp; Hall, 1997, 51). Quando a criança, por exemplo, move o seu torso da mesa de jantar e seus pés se inclinam em direção à saída mais próxima, a mãe prontamente entenderá o seu rechaço à comida e a conseqüente mensagem: não quero comer. São sinais típicos de desconforto que refletem aquilo que se passa dentro do cérebro, sem que se tenha que deferir uma única palavra.</p>
<p>Igualmente, quando o cérebro ‘gosta’ de algo, ele irá compelir a criança a expressar este sentimento. Deste modo, quando a mãe entra no quarto da criança de manhã cedo e observa, verá que os olhos do ‘pequeno’ irão abrir, suas pupilas se dilatarão, os músculos faciais irão relaxar (permitindo um grande sorriso) e a cabeça irá se girar, expondo um vulnerável pescoço (Givens, 2005, 63, 128). Estes sinais de conforto serão de grande utilidade nas décadas por vir, no desenvolvimento e na manutenção de amizades e mesmo em namoros. Facilitarão, assim, a sobrevivência da espécie com mais uma nova geração.</p>
<p>Não deixa de ser maravilhoso que nosso cérebro exija do nosso corpo uma reação aos sentimentos que nele são processados. Raiva, tristeza, medo, surpresa, alegria e desgosto são manifestações universais de ‘não-verbais’, essenciais para que tenhamos nossos desejos atendidos mesmo quando não podemos nos expressar (Ekman 1982, 1975, 2003). A bem da verdade, nossos cérebros são de tal maneira complexos que crianças que nascem surdas e crescem juntas (sem a presença de adultos), desenvolverão sua própria linguagem de modo a comunicar pensamentos mais complexos umas com as outras (Ratey, 2001, 262).</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/07/schizophrenic22.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-598" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/07/schizophrenic2-300x263.jpg" alt="" width="300" height="263" /></a>Essa interconexão entre aquilo que se passa dentro de nossas cabeças e a transmissão não-verbal de tais sentimentos não é exclusiva dos humanos. Trata-se de algo comum ao reino animal, um artifício de perpetuação da espécie, algo que ajuda a assegurar a nossa sobrevivência. Nossos cérebros, entretanto, acabam por transmitir muito mais informação do que simplesmente as emoções (<em>supra)</em>. Quando nossas emoções estão equilibradas, por exemplo, e o cérebro se mostra ‘saudável’, ele acaba por procurar demonstrar isso através de nossa aparência: aspecto saudável e de felicidade. Caso emoções desestabilizadoras ou doenças se manifestem (imagine um ‘sem teto’ esquizofrênico), nosso corpo – e de todos os animais – acaba refletindo estes problemas por meios de uma postura ‘pobre’, falta de cuidado pessoal, semblante preocupado ou comportamento transviado. Todos estes reflexos não-verbais demonstram a elegante interconexão entre o cérebro e o corpo, em sua linguagem corporal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde o nascer até o morrer, nosso corpo criam um importante elo de comunicação com o cérebro. Uma ferramenta no processo de desenvolvimento que procura não apenas a busca de necessidades imediatas, mas também para se comunicar mais eficazmente com o mundo exterior. A despeito de havermos desenvolvido uma complexa e única ferramenta de comunicação com o mundo exterior (a verbal) seguimos, após milhões de anos, comunicando-nos primariamente através da linguagem não-verbal. Dificilmente algo se passa em nossos cérebros que não se reflita em nossa linguagem corporal. Desde emoções, passando por necessidades físicas, gostos ou desgostos, doença ou demonstrações de status, estamos plenamente expressando tudo isso a diário. O estudo cuidadoso dessas respostas nos ajuda a criar um insight sobre aquela dimensão secreta na psicologia dos nossos cérebros.</p>
<p>Para maiores informações, consulte a bibliografia complementar abaixo, o site do autor ( <a href="http://www.jnforensics.com/">www.jnforensics.com</a> ) para uma bibliografia mais ampla, ou siga-o no Twitter: @navarrotells.</p>
<p>For additional information see the below bibliography, <a href="http://www.jnforensics.com/" target="_blank">www.jnforensics.com</a> for a more comprehensive bibliography, or follow me on <a title="Psychology Today looks at Social Networking" href="http://www.psychologytoday.com/basics/social-networking">twitter</a>: @navarrotells.</p>
<p>Ekman, Paul. 1982. <em>Emotion in the human face</em>. Cambridge, UK: Cambridge University Press.</p>
<p>Ekman, Paul. 2003. <em>Emotions Revealed: recognizing faces and feelings to improve communication and emotional life</em>.  New York: Times Books.</p>
<p>Ekman, Paul. 1975. <em>Unmasking the Face.</em> New Jersey: Prentice Hall.</p>
<p>Ekman, Paul &amp; Maureen O’Sullivan. 1991. Who can catch a <a title="Psychology Today looks at Deception" href="http://www.psychologytoday.com/basics/deception">liar</a>? <em>American Psychologist, 46</em>, 913-920.</p>
<p>Givens, David G. 2004. <em>The Nonverbal Dictionary of Gestures, Signs &amp; Body Language Cues</em>. Spokane: Center for Nonverbal Studies (<a title="http://members.aol.com/nonverbal2/diction1.htm" href="http://members.aol.com/nonverbal2/diction1.htm" target="_blank">http://members.aol.com/nonverbal2/diction1.htm</a>).</p>
<p>Givens, David. 1998-2005. <em>Love signals: a practical field guide to the body language of courtship</em>. New York: St. Martin’s Press.</p>
<p>Knapp, Mark L. and Judith A. Hall. 1997. <em>Nonverbal communication in human interaction,</em> 3rd. Ed. New York: Harcourt Brace Jovanovich.</p>
<p>Navarro, Joe. 2008. <em>What Every Body Is Saying</em>. New York: Harper Collins.</p>
<p>Panksepp, Jaak. 1998. <em>Affective neuroscience: the foundations of human and animal emotions</em>. New York: Oxford University Press, Inc.</p>
<p>Ratey, John J. 2001. <em>A user’s guide to the brain: perception, attention, and the four theaters of the brain</em>. New York: Pantheon Books.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/u3KHVh8vJdhC9Ut-zQ0ofmJHa7o/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/u3KHVh8vJdhC9Ut-zQ0ofmJHa7o/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/u3KHVh8vJdhC9Ut-zQ0ofmJHa7o/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/u3KHVh8vJdhC9Ut-zQ0ofmJHa7o/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/8FXgvY2TmYE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Ab Lucem – The Who: Behind Blue Eyes</title>
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		<comments>http://leoteles.com/ab-lucem-the-who-behind-blue-eyes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 03:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ab Lucem e Música]]></category>
		<category><![CDATA[Posts Recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[ Há uma famosa frase em uma música do Pink Floyd que diz o seguinte ‘hangging on in   quiet desperation is the English way’. Trata-se do estereótipo criado que fala justo da exacerbada reserva que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/01/the_who__auck_behind_blue_eyes_6402.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-584" title="the_who__auck_behind_blue_eyes_640" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/01/the_who__auck_behind_blue_eyes_6402-300x196.jpg" alt="" width="300" height="196" /></a> Há uma famosa frase em uma música do Pink Floyd que diz o seguinte <em>‘hangging on in   quiet desperation is the English way’</em>. Trata-se do estereótipo criado que fala justo da exacerbada reserva que os ingleses possuem, o suposto hábito de reprimirem seus sentimentos e não expressá-los. Na música, entretanto, podemos notar claramente a angústia que aflinge o <em>eu-lírico</em>. É como se um <em>alter ego</em> musical os permitisse demonstrar aquilo que levam apertado no peito.</p>
<p>No transcorrer de toda história do Rock’n Roll, podemos observar claramente o ápice (momento de euforia) e a tristeza dos grandes astros (melancolia, lembranças do passado. Observem as músicas dos Beatles, como saímos do ‘ye ye ye’ e chegamos a uma letra mais elaborada, com imagens de tristeza, sons e frases que remontam a vida pré-fama. A perda de uma liberdade que jamais encontrarão de novo. Volto a uma análise da música dos Beatles em um outro texto, neste quero falar de ‘<em>The Who’, e em especial ‘Behind Blue Eyes’.</em></p>
<p>Conta a história que o ‘<em>The Who’</em> se encontrava em uma cidade dos EE.UU., excursionando. Pete Townshend (guitarrista e compositor da banda) estafa sendo fortemente assediado por uma <em>groupie</em>. Tentava resistir ao assedio, aquele que ele sabia haver sido criado apenas por uma imagem desgarrada da realidade, a imagem dele de ídolo, de super-star.É dizer: tratava-se de um assedio não a Pete, mas ao que ele representava enquanto na banda.</p>
<p>Não tenho certo a razão que levou Pete e resistir tanto, mas o certo foi que ele se trancou em seu quarto e começou a escrever aquilo que lhe passava à mente, uma espécie de oração. Começou justo com a frase ‘<em>When my fist clenches, crack it open / Because I use it and lose my cool’.</em> Tratava-se de uma busca de forças para enfrentar aquela tentação que lhe aparecia. Foi desenvolvendo, então, a sua letra e posteriormente acrescentou uma reflexão pessoal sua: o que é exatamente ser quem sou? Ninguém sabe de fato o que significa ser quem sou, quem somos. Vêem apenas aqueles meros olhos azuis, que não necessariamente refletem o meu ser interior, porque preciso ocultar este no palco ‘<em>None of my pain and woe / Cna show through’.</em></p>
<p>Essa bela música dos anos 1970, regravada recentemente por Limp Bitzki, é na verdade um grito, uma tentativa de mostrar o paradoxo da condição de artista: ter milhões ao seu redor, e entretanto encontrar-se solitário, sozinho. E ainda assim não poder demonstrá-lo. Um pedido de ajuda, tentativa de explicação ou mesmo pedido de desculpas (talvez para ele mesmo?). Mas&#8230; Pedido de ajuda a quem ?</p>
<p>Tanto Pete Townshend quanto Roger Daltrey (vocalista do grupo) possuem olhos azuis&#8230;</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=qskk5rsoiog">http://www.youtube.com/watch?v=qskk5rsoiog</a></p>
<p style="padding-left: 450px;">No one knows what it&#8217;s like to be the bad man</p>
<p style="padding-left: 450px;">To be the sad man behind blue eyes</p>
<p style="padding-left: 450px;">No one knows what it&#8217;s like</p>
<p style="padding-left: 450px;">To be hated, to be fated to telling only lies</p>
<p style="padding-left: 450px;">But my dreams, they aren&#8217;t as empty</p>
<p style="padding-left: 450px;">As my conscience seems to be</p>
<p style="padding-left: 450px;">I have hours, only lonely</p>
<p style="padding-left: 450px;">My love is vengeance that&#8217;s never free</p>
<p style="padding-left: 450px;">No one knows what it&#8217;s like</p>
<p style="padding-left: 450px;">To feel these feelings like I do and I blame you!</p>
<p style="padding-left: 450px;">No one bites back as hard on their anger</p>
<p style="padding-left: 450px;">None of my pain and woe can show through</p>
<p style="padding-left: 450px;">But my dreams, they aren&#8217;t as empty</p>
<p style="padding-left: 450px;">As my conscience seems to be</p>
<p style="padding-left: 450px;">I have hours only lonely</p>
<p style="padding-left: 450px;">My love is vengeance, that&#8217;s never free</p>
<p style="padding-left: 450px;">When my fist clenches, crack it open</p>
<p style="padding-left: 450px;">Before I use it and lose my cool</p>
<p style="padding-left: 450px;">When I smile, tell me some bad news</p>
<p style="padding-left: 450px;">Before I laugh and act like a fool</p>
<p style="padding-left: 450px;">And If I swallow anything evil</p>
<p style="padding-left: 450px;">Put your finger down my throat</p>
<p style="padding-left: 450px;">And If I shiver, please give me a blanket</p>
<p style="padding-left: 450px;">Keep me warm, let me wear your coat</p>
<p style="padding-left: 450px;">No one knows what it&#8217;s like to be the bad man</p>
<p style="padding-left: 450px;">To be the sad man behind blue eyes</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7e39YdXMQVyOhVzgD8SwVyadFXw/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7e39YdXMQVyOhVzgD8SwVyadFXw/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7e39YdXMQVyOhVzgD8SwVyadFXw/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7e39YdXMQVyOhVzgD8SwVyadFXw/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/OXhfNDsfmXM" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ab Lucem – Encontros e Despedidas (Milton Nascimento)</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Leotelescom/~3/s8sXNXnaCxY/</link>
		<comments>http://leoteles.com/ab-lucem-encontros-e-despedidas-milton-nascimento/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 01:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ab Lucem e Música]]></category>
		<category><![CDATA[Posts Recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[
‘Todos estes que estão aí
Atravancando o meu caminho
Eles passarão
E eu passarinho..!&#8217;
&#160;
A vida é um ir e vir incessante, encontrar-se e dizer adeus (ou até logo). Quantas vezes já não fiquei sentado em uma plataforma de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 330px;">
<p style="padding-left: 330px; text-align: left;"><em>‘Todos estes que estão aí</em></p>
<p style="padding-left: 330px;"><em>Atravancando o meu caminho</em></p>
<p style="padding-left: 330px;"><em>Eles passarão</em></p>
<p style="padding-left: 330px;"><em>E eu passarinho..!&#8217;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/01/estacao-de-trem2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-579" title="estacao-de-trem" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2011/01/estacao-de-trem2.jpg" alt="" width="400" height="308" /></a>A vida é um ir e vir incessante, encontrar-se e dizer adeus (ou até logo). Quantas vezes já não fiquei sentado em uma plataforma de uma estação de trens, aeroporto ou de ônibus vendo aqueles que chegam, aqueles que se despedem. O choro, a alegria. A representatividade do ambiente, a depender do que ocorria&#8230;</p>
<p>Naquele mesmo que vem, há a despedida. Dois lados de uma mesma vida. Caras opostas. sentimentos que se completam. Viagens daqueles errantes, chegadas de uns que há muito não se vê. E eu observando&#8230; Gente que vai e que nem tem a quem dizer adeus, outros apenas olhamos, num profundo silêncio mudo da despedida.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tyBvtrjLUrg">http://www.youtube.com/watch?v=tyBvtrjLUrg</a></p>
<p>Estações que mudam, entram, saem. Os meses se passam, o calor dá lugar ao frio, mas o calor do sentimento aquece. A vida se repete, entra e saia estação. Cada assento é uma vida, é um lugar, é uma história. E lá, no meio , da despedida, também está o meu lugar. Ou parte de minha vida.</p>
<p>Mandando notícias do mundo de cá, alguns ficam. Mas melhor seria voltar quando bem quisesse. Sem planos&#8230; Somente a observar, e contemplar&#8230; E pensar. Partindo, uma nova despedida. E a vida se repete, no mesmo ciclo do encontro e da despedida.</p>
<div>
<p style="padding-left: 300px;"><em>Mande notícias do mundo de lá<br />
Diz quem fica<br />
Me dê um abraço, venha me apertar<br />
Tô chegando<br />
Coisa que gosto é poder partir<br />
Sem ter planos<br />
Melhor ainda é poder voltar<br />
Quando quero</em></p>
<p style="padding-left: 300px;"><em>Todos os dias é um vai-e-vem<br />
A vida se repete na estação<br />
Tem gente que chega pra ficar<br />
Tem gente que vai pra nunca mais<br />
Tem gente que vem e quer voltar<br />
Tem gente que vai e quer ficar<br />
Tem gente que veio só olhar<br />
Tem gente a sorrir e a chorar<br />
E assim, chegar e partir</em></p>
<p style="padding-left: 300px;"><em>São só dois lados<br />
Da mesma viagem<br />
O trem que chega<br />
É o mesmo trem da partida<br />
A hora do encontro<br />
É também de despedida<br />
A plataforma dessa estação<br />
É a vida desse meu lugar<br />
É a vida desse meu lugar<br />
É a vida</em></p>
</div>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jDoFQj1l6YxWG43T31QBBwtXXaI/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jDoFQj1l6YxWG43T31QBBwtXXaI/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jDoFQj1l6YxWG43T31QBBwtXXaI/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jDoFQj1l6YxWG43T31QBBwtXXaI/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/s8sXNXnaCxY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Reflexões sobre o 1o. ano de Brasil</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Leotelescom/~3/fbJj5ymA0e8/</link>
		<comments>http://leoteles.com/reflexoes-sobre-o-1o-ano-de-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 02:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ab Lucem e Música]]></category>
		<category><![CDATA[Posts Recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[‘All alone, or in twos
The ones who really love you
Walk up and down outside the wall.
Some hand in hand
And some gather together in bands.
The bleeding hearts and artists
Make their stand.
And when they’ve given you their ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>‘All alone, or in twos<br />
The ones who really love you<br />
Walk up and down outside the wall.<br />
Some hand in hand<br />
And some gather together in bands.<br />
The bleeding hearts and artists<br />
Make their stand.<br />
And when they’ve given you their all<br />
Some stagger and fall, after all it’s not easy<br />
Banging your heart against some mad bugger’s wall.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jQdhXrn7Ekc">http://www.youtube.com/watch?v=jQdhXrn7Ekc</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/12/scarfe_wall2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-562" title="scarfe_wall" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/12/scarfe_wall2-300x138.jpg" alt="" width="300" height="138" /></a>Pensar, refletir, olhar para trás e ver os passos no caminho. Pensar qual foi o que ao final seguimos e qual era o objetivo. Chegamos sequer perto dele? Questionamentos toscos, todavia recorrentes nos finais de ano. Alguns que já vêm de muito, com mudanças de pensamento; outros simplesmente o fazem desistir de lutar e brigar, e o fazem aceitar.</p>
<p>Já dizia o poeta: ‘narciso acha feio aquilo que não é espelho’, mas o que dizer de quando o espelho se passa no diário e acaba por refletir internamente, causando um estupor generalizado? O que fazer senão sentar e refletir, pensar? Pensar sobre ontem, sobre o hoje&#8230; Sobre o porvir. Analisar decisões tomadas, outras deixadas de lado. Faz necessário pensar de novo e retomar aquelas relegadas, deixadas de lado, passadas ou ignoradas. O tempo corre, a vida passa, ela é curta e nem sempre nos dá espaço para pensar em nossas ações, aspirações ou desejos.</p>
<p>‘Tempus Dolorem Lenit’! É ele, o grande Kronos que, quando sabemos utilizar, ajuda-nos na às vezes árdua tarefa de &#8230; viver. Penso muito à noite, começo uma reflexão que tentarei prolongar abstratamente (de um modo a que todos possam se ler nessas linhas) em textos seguintes. Pretendo, apenas, desenvolver essa abertura, uma espécie de aquecimento para alguém que se encontra sem escrever há tempo.</p>
<p>Lembrou-me meu MP3 player do brilhante filme/musical ‘<em>The Wall’</em> de Pink Floyd. Recomendo, aliás, a todos que o vejam. Uma maravilha de analise da condição humana, psicológica, inserção e mesmo convivência social. Penso posteriormente desenvolver minha leitura do álbum, cheio de minúcias, observações, pequenezas e poesia.</p>
<p>Na conclusão dessa brilhante obra, Roger Waters mostra como a personagem principal conseguiu derrubar aquele muro que o afastava daqueles ao seu redor. Rebaixou as suas defesas, destruiu as barreiras, abaixou a guarda. Derrubou, finalmente, o muro da inércia social, da fuga da realidade (ou que o permitia construir aquela sua própria).</p>
<p>Pink (o nome da personagem principal interpretada por Bob Geldof) derruba o muro, passa pelo confuso processo de ‘julgamento’, é acusado de todos os crimes ‘anti sociais’ e de reclusão que ele mesmo criou ao se ‘recluir’. Bob é acusado daquelas coisas que, na verdade, foi a própria sociedade que o fez criar (desenvolverei isso em outro texto, se for do interesse geral).</p>
<p>E muda o ‘take’&#8230; O muro é derrubado, destruído. Pink ‘se liberta’ e o musical passa para, na minha opinião, uma das cenas mais fortes de todo filme. Vejam e tomem as próprias conclusões (estou aberto a debates). A inocência da brincadeira infantil, brincando de ajudar adultos, ajudando a reconstruir o destruído&#8230; O coquetel molotov nas puras mãos da criança, aquele que ajudou a destruir, e agora está talvez ajudando outrem a começar a construir o seu próprio muro&#8230;</p>
<p>Belo filme, com mais calma desenvolverei um texto digno dele. Aqueles que pretenderem desenvolver melhor o debate estão disponíveis para tal. Ou apenas se quiserem mais textos a respeito, basta pedir que os acelero.</p>
<p>Como diz o próprio grupo (para mim um dos mais brilhates que jamais ouvi ao vivo):</p>
<blockquote><p><em>Together we stand, divided we fall !</em></p>
<p>Tear down the wall ???</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kgOUfBt0rK50o-EBYKgpmf3CAqM/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kgOUfBt0rK50o-EBYKgpmf3CAqM/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kgOUfBt0rK50o-EBYKgpmf3CAqM/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kgOUfBt0rK50o-EBYKgpmf3CAqM/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/fbJj5ymA0e8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://leoteles.com/reflexoes-sobre-o-1o-ano-de-brasil/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>Porque parei (de momento) de fotografar?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Leotelescom/~3/1EC2F2s0Zg0/</link>
		<comments>http://leoteles.com/porque-parei-de-momento-de-fotografar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 01:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto, Cine e afins]]></category>
		<category><![CDATA[Posts Recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Há mais ou menos uma semana atrás comentei que iria deixar de fotografar. Para meu espanto (e alegria) venho sido questionado por muitos sobre a razão e ouvido reclamações de que não deveria deixá-la. Permitam-me ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há mais ou menos uma semana atrás comentei que iria deixar de fotografar. Para meu espanto (e alegria) venho sido questionado por muitos sobre a razão e ouvido reclamações de que não deveria deixá-la. Permitam-me explicar um pouco a razão.</p>
<p>Quando comecei a fotografar, não tinha noção alguma de fotografia. Quase três anos depois, ainda acho que não a tenho. Bebi de conceitos básicos e possuo algo de olhar. Algo que comecei a chamar de ‘construção da realidade’, um conceito particular e que não tem como objetivo, de maneira alguma, teorizar sobre a arte da composição e luz. Trata-se apenas de minha visão do fato, tentar criar uma espécie de realidade paralela em uma foto, algo que transmita uma história, conte algo. Um texto sem letras. Um contexto sem som e palavras: apenas na imagem. Uma idéia que se pode construir no ideário de cada um, passar culturas e se encaixar bem em diversos tipos de interpretações.</p>
<p>Bem, de um tempo para cá, por razões diversas, não venho conseguido passar isso. Noto que minhas fotos estão modificando o estilo, a qualidade, contam sempre o mesmo. Chego a achar que elas perderam a pouca qualidade técnica que possuíam. Ainda não entendi bem o que aconteceu, apenas posso dizer que não tenho a vontade de divulgá-las.  ‘Photoshopear’ e mesmo a energia para fotografar esvaeceram recentemente. Ainda tento me adaptar.</p>
<p>Seguirei tirando fotos, mas sem divulgá-las. Tenho um acervo que me permitirá selecionar fotos ainda não divulgadas e postar no meu site, photoblog (ainda inativo) e Facebook/Flickr. As novidades, entretanto, sairão apenas quando conseguir resolver este conflito meu. Tenho por principio que a qualidade deve preponderar acima de tudo, e quando eu a perco melhor retirar-me do que cair no medíocre e sem diferencial.</p>
<p>Para ilustrar o que digo. Observem a foto abaixo, juntamente com a versão que ponho neste post d’<em>Ária </em>das <em>Bachianas Brasileiras no. 5</em> de Villa Lobos. Ouçam a música, a letra, vejam a foto&#8230; Observem como ela se encaixa na música, ou em tantas outras. Imaginem a cena. Do que se trata? O que de fato havia por la?</p>
<p>Volto com fotos novas assim que resolver este problema =)</p>
<p>De antemão agradeço o carinho de todos, não imaginava que tanta gente gostava das minhas fotos.</p>
<p>Vocês ainda podem apreciar o meu trabalho em:</p>
<p><a href="http://photos.leoteles.com" target="_blank">http://photos.leoteles.com</a><br />
<a href="http://www.flickr.com/lteles" target="_blank"> http://www.flickr.com/lteles</a><br />
ou aquelas mais votadas no Flickr em: <a href="http://www.flickriver.com/photos/lteles/popular-interesting/" target="_blank">http://www.flickriver.com/photos/lteles/popular-interesting/</a></p>
<p>LmT</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/12/Aria_Bachianas.mp3"><strong><em>Ária</em></strong> das<em><strong> Bachianas Brasileiras No. 5</strong></em>, de Villa Lobos</a></p>
<p>Letra:</p>
<p>Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente.<br />
Sobre o espaço, sonhadora e bela!<br />
Surge no infinito a lua docemente,<br />
Enfeitando a tarde, qual meiga donzela<br />
Que se apresta e a linda sonhadoramente,<br />
Em anseios d&#8217;alma para ficar bela<br />
Grita ao céu e a terra toda a Natureza!<br />
Cala a passarada aos seus tristes queixumes<br />
E reflete o mar toda a Sua riqueza&#8230;<br />
Suave a luz da lua desperta agora<br />
A cruel saudade que ri e chora!<br />
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente<br />
Sobre o espaço, sonhadora e bela!</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/12/4216102572_3de6632bbc_z2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-550" title="4216102572_3de6632bbc_z" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/12/4216102572_3de6632bbc_z2-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></a></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sE5Ci8PxqxGo3nczdBSTHUECnmU/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sE5Ci8PxqxGo3nczdBSTHUECnmU/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sE5Ci8PxqxGo3nczdBSTHUECnmU/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sE5Ci8PxqxGo3nczdBSTHUECnmU/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/1EC2F2s0Zg0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Princípios de linguagem corporal para seus filhos</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 18:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linguagem Verbal e Não verbal]]></category>
		<category><![CDATA[Posts Recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Originalmente publicado em 9 de abril de 2010
Texto em inglês original de Joe Navarro, adaptação para o Brasil de Leonardo Teles
Pouco depois de haver concluído ‘What Every Body is Saying`, comecei a indagado por pais ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.psychologytoday.com/blog/spycatcher/201004/body-language-essentials-your-children-parents" target="_blank">Originalmente publicado em 9 de abril de 2010</a></p>
<p>Texto em inglês original de<a href="http://www.jnforensics.com/" target="_blank"> Joe Navarro</a>, adaptação para o Brasil de <a href="http://leoteles.com" target="_blank">Leonardo Teles</a></p>
<p>Pouco depois de haver concluído <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0061438294?ie=UTF8&amp;tag=leotelescom-20&amp;link_code=as3&amp;camp=211189&amp;creative=373489&amp;creativeASIN=0061438294" target="_blank"><em>‘What Every Body is Saying</em>`</a>, comecei a indagado por pais preocupados sobre o que, e quando, ensinar aos filhos sobre linguagem corporal. Não havia parado para pensar sobre isso até recentemente, quando publiquei meu terceiro livro sobre o tema: <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0061771392?ie=UTF8&amp;tag=leotelescom-20&amp;linkCode=xm2&amp;camp=1789&amp;creativeASIN=0061771392" target="_blank"><em>‘Louder than words’</em> </a>e de novo recebi essa mesma pergunta.</p>
<p>Acredito piamente ser responsabilidade de todo pai ajudar a desenvolver as habilidades sociais de seus filhos, e isso obviamente inclui ensinar-lhes sobre nossos meio primário de comunicação que é a linguagem não verbal. Essencial para o sucesso profissional e interpessoal, a linguagem não verbal deveria ser ensinada às crianças desde cedo, de modo que elas amadureçam desenvolvendo uma habilidade que lhes será de extrema utilidade para melhorar seus relacionamentos pessoais e profissionais.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eyxMq11xWzM">http://www.youtube.com/watch?v=eyxMq11xWzM</a></p>
<p>Comece ensinado o assunto a seus filhos tão cedo quanto eles sejam capaces de entender as suas instruções (psicologicamente falando algo ao redor dos 2 anos de idade). Faça uso de um bom referencial, de modo que eles possam observar o comportamento dos demais e vocês dois possam comentar sobre o assunto. Procure também certificar-se de que seus referenciais são sólidos, e não baseados em anedotas ou <a href="http://leoteles.com/?p=488" target="_blank">falsos mitos </a>(vide artigo anterior).</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/10/autism32.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-517" title="autism3" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/10/autism32-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Abaixo listei 10 coisas que se poderia ensinar aos filhos de modo a ajudá-los no seu desenvolvimento social e na inteligência interpessoal. Algo que lhes servirá para a vida (favor observar que os 10 tópicos abaixo foram escritos como um diálogo entre pais e filhos):</p>
<p>1.      Todo tipo de comunicação não verbal tem um significado. Algumas você talvez não entenda, entretanto ela vem em decorrência de algo. Com o passar dos anos, ensinaremos-lhe as suas diferenças e significados;</p>
<p>2.      Sua mente controla todos os seus movimentos corporais, assim como todas suas expressões faciais e gestos. Você tem controle sobre seu corpo e o tipo de mensagem que seu corpo transmite. Faz-se necessário, entretanto, que você tenha consciência disso tanto quanto você tem daquelas coisas que fala (comunicação verbal).</p>
<p>3.      Sua linguagem corporal comunica as suas emoções, assim como um bebê consegue comunicar se está feliz ou não. É algo evidente para um observador! Quando você está feliz e animado, deixa isso visível através de seu sorriso, pés, <a href="http://leoteles.com/?p=444" target="_blank">braços relaxados</a>, etc.;</p>
<p>4.      Aquilo que seu corpo transmite é mais preciso do que aquilo que você diz. Ele fala, na verdade, antes de você. Seja, portanto, consciente de que podemos sempre saber aquilo que você realmente pensa ou sente antes de que você fale;</p>
<p>5.      Você pode se socializar melhor com seus amigos se entende a linguagem corporal deles, já que terá condições de saber claramente como eles se sentem. Entender a linguagem corporal de seus amigos acabará por dar uma enorme confiança deles com relação a você, já que se sentirão confortáveis ao saber que você se preocupa por seus sentimentos;</p>
<p>6.      Tal qual palavras podem machucar alguém, o mesmo pode ocorrer com a linguagem corporal. Quando você ‘rola seus olhos’ para mim, ou simplesmente vira de costas e se vai, deixa clara a sua mensagem, que é a mesma que seria se você tivesse gritado: não dou a mínima e não me importo!;</p>
<p>7.      Você pode usar a sua linguagem corporal para deixar claro o quanto se importa pelos demais sem jamais ter que dizer uma única palavra. Assim como quando você me abraça, ou pega na minha mão, posso dizer o quanto você me ama apenas por gestos;</p>
<p>8.      Quando você quiser dizer algo, deseja algo, ou busca algo, seu corpo vai transmitir isso de maneira muito obvia. Do mesmo modo que quando você quer deixar ou evitar alguém, seu corpo irá me dizer como você se sente. Suas intenções será imediatamente comunicadas através de sua linguagem corporal;</p>
<p>9.      Algumas pessoas e culturas são altamente particulares com relação a seu ‘espaço pessoal’. Deste modo, quando você se aproxima em excesso ou se senta muito perto deles, eles podem se sentir desconfortáveis. Tenha consciência de que algumas vezes tanto crianças quanto adultos podem necessitar de um pouco mais de espaço;</p>
<p>10.  Caso seu próprio corpo se sinta desconfortável perto de alguém, por favor diga-me quando e onde isso aconteceu para que eu possa lhe ajudar a entender melhor a razão de ser. E tenha em mente: porque eu sei que seu cérebro também responde ao corpo, respeitarei seus sentimentos, sejam quais forem, quando você disser: ‘não me sinto confortável, em especial quando é perto de &#8230;’</p>
<p><em>Joe Navarro pode ser encontrado no <a href="http://twitter.com/navarrotells" target="_blank">Twitter ( @navarrotells)</a> ou através do web site de sua empresa de consultoria internacional <a href="http://www.jnforensics.com/" target="_blank">Joe Navarro Forensics</a>.</em></p>
<p><em><a href="../?cat=27"><em>Mais artigos sobre linguagem corporal</em></a></em></p>
<p><em><a href="http://photos.leoteles.com/#/content/textpage/" target="_blank">Nota do tradutor</a>: tomei a liberdade de acrescentar o video de um interessante estudo científico sobre como bebês não apenas reagem aos não verbais das mães, como jã possuem uma compreensão básica destes e os levam a sério. Em inglês!<br />
</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B0RE9zYdwZj2VI7j5euP8ljlPXg/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B0RE9zYdwZj2VI7j5euP8ljlPXg/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B0RE9zYdwZj2VI7j5euP8ljlPXg/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B0RE9zYdwZj2VI7j5euP8ljlPXg/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/O7TCy-eBj3E" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Mitos da Linguagem Corporal</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 20:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linguagem Verbal e Não verbal]]></category>
		<category><![CDATA[Posts Recentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Os mitos dominantes acerca da comunicação não-verbal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Novo texto: A Psicologia por detras da linguagem corporal em: http://leoteles.com/?p=596</p>
<p><a href="http://www.psychologytoday.com/blog/spycatcher/200910/body-language-myths" target="_blank">Originalmente publicado em 25 de outubro de 2009</a></p>
<p>Texto em inglês de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joe_Navarro" target="_blank">Joe Navarro</a>, livre adaptação para o Brasil de <a href="http://leoteles.com" target="_blank">Leonardo Teles</a></p>
<p>O primeiro mito afirma que justo pelo fato de que hoje entendemos muito sobre a linguagem corporal, faz-se fácil detectar um mentiroso. O segundo mito, e se trata justamente de um enorme mito, afirma que aversão a olhar nos olhos é um sinal claro de alguém que mente ou esconde algo.</p>
<p>A partir dos anos 1970, os chamados expertos em linguagem corporal começaram a se vangloriar de que a sua ciência era a chave para determinar se alguém estava a mentir. Ambos, os agentes da lei e o público em geral aceitaram essas afirmações, e até hoje, com shows como <a href="http://www.fox.com/lietome/" target="_blank"><em>&#8216;Lie to me&#8217;</em></a> o mito continua.</p>
<p>Em 1985, Paul Ekman, em conjunto com outros pesquisadores, estudou este mito e descobriu que a maioria de nós não tem mais de 50% de chance de detectar uma mentira. Raros somos aqueles que conseguimos suplantar este percentual. Aqueles sinais que normalmente são associados à mentira (massagem no pescoço, fechar olhos, subida no tom de voz, etc.) na verdade não passam de pacificadores, que nos ajudam a aliviar o stress. Estes comportamentos pacificadores são, na verdade, empregados tanto pelos <em>culpados</em> quando pelos inocentes no alívio do stress em uma entrevista, por exemplo. O trabalho de Ekman foi, por diversas vezes, replicado e se mantém<em> </em>axiomátio: nós, seres humanos, não temos desenvolvida a habilidade para detectar mentiras. Isso também vale para experientes agentes do FBI, como eu.</p>
<p>O perigo deste mito para a sociedade se dá quando <em>agentes da lei</em> mau treinados observam pacificadores ou sinais de desconforto, tal qual descrevo em <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0061438294?ie=UTF8&amp;tag=leotelescom-20&amp;link_code=as3&amp;camp=211189&amp;creative=373489&amp;creativeASIN=0061438294" target="_blank"><em>‘What Every Body is Saying’</em></a>, e os tomam como sinais de que se mente ou oculta algo. Normalmente isso acaba por levar tais agentes à segurança de que o <em>interrogado</em> está a mentir ou a técnicas mais agressivas, que por sua vez levam a novos <em>pacificadores </em>e outros<em> sinais de desconforto</em>. Ou seja: forma-se um ciclo vicioso.</p>
<p>Hoje já dispomos de informação de DNA o suficiente para nos confirmar: pessoas sob interrogatório policial irão assinar confissões apenas para acabar com o stress do processo, hajam cometido o crime ou não. Na maioria das absolvições por DNA, os agentes de polícia interrogavam, implacavelmente, os suspeitos por horas a fio, o que acabava por contribuir com o aumento do stress e aumento da produção límbica central. Desnecessário dizer que isso tudo acabava por reforçar, na cabeça destes oficiais, a falsa impressão de que se tratavam de sinais de dissimulação.</p>
<p>O caso dos <a href="http://www.huffingtonpost.com/glyn-vincent/central-park-joggeronly-a_b_217948.html" target="_blank"><em>‘corredores do Central Park’</em></a> é um exemplo do que acontece quando a polícia confunde <em>não-verbais</em> de desconfortou ou stress por sinais de dissimulação e acabam por trabalhar na obtenção de uma [falsa] confissão. Neste caso, cinco garotos ficaram presos por treze anos. Foram posteriormente liberados quando confirmado – através de comprovação de DNA e da obtenção de uma confissão verdadeira – que não haviam cometido o crime.</p>
<p>Há outro ponto que devemos levar em consideração quando pensamos nisso, é o fato de que jurados, normalmente crentes na fiabilidade de tais mitos, comumente os associam (toque e massagem no pescoço, toque no rosto, movimentos faciais) à dissimulação. Ouvi jurados, após o julgamento, comentando haverem visto diversos <em>pacificadores</em> e os terem associado com dissimulação. Sempre me perguntei quantas pessoas não terão sido presas (ou pior, executadas) na nossa história simplesmente porque seus corpos diziam: ‘Estou nervoso, estou estressado, estou muito nervoso’. Infelizmente muitos jurados e juízes ao redor do mundo tendem a vê-los como sinais de dissimulação, mentira.</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/10/eye-contact2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-489" title="eye-contact" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/10/eye-contact2.jpg" alt="" width="228" height="228" /></a></p>
<p>O segundo mito dos <em>não-verbais</em> que ainda impera nos dias de hoje é com relação ao chamado ‘olho no olho’. Durante entrevistas, ou mesmo em uma simples conversa, quando a pessoa tende a evitar olhar nos olhos do interlocutor, tende-se a, erroneamente, associar isso a uma possível dissimulação, ocultação de mentira. Não poderia estar mais longe da verdade.</p>
<p>O grande pesquisador Aldert Vrij descobriu, e outros o confirmaram, que pessoas que habitualmente mentem (e isso inclui aquelas típicas personalidades anti-sociais, histriônicas e maquiavélicas, psicopatas) costumam manter mais fixamente uma olhar direto com o interlocutor. Por quê? Bem, eles simplesmente sabem que procuramos essa característica e querem se assegurar de que acreditamos nas suas mentiras. Uma pessoa que diz a verdade pode ‘vagar’ com seus olhos porque não há razão para convencer, apenas transmitir a verdade.</p>
<p>A aversão ao olhar é algo tanto pessoal quanto cultural. Por exemplo, você pode sentir um grande conforto quando, ao relembrar fatos passados ou alguma experiência de caráter emocional, desviar o olhar das pessoas próximas e passar a olhar para algo distante, ou simplesmente para baixo.</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/10/pollster-approaches-1-1108-lg-407443362.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-490" title="pollster-approaches-1-1108-lg-40744336" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/10/pollster-approaches-1-1108-lg-407443362.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Nossas heranças culturais também possuem um forte peso na balança. Na América Latina, por exemplo, assim como dentre os chamados <em>‘afro-americanos’</em>, ensina-se que quando castigados, ou sendo repreendidos por alguma autoridade, deve-se evitar olhar nos olhos dessa pessoa. É como se o corpo transmitisse um sinal de humildade.</p>
<p><a href="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/10/parent-scolding2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-492" title="parent-scolding" src="http://leoteles.com/wp-content/uploads/2010/10/parent-scolding2-300x276.jpg" alt="" width="300" height="276" /></a>Este mito de aversão ao olhar persiste, e possui uma forte implicação tanto social quanto legal. No quesito social, costuma-se tomar essas pessoas como facilmente distraídas ou desprovidas de um interesse maior naquele assunto. No plano legal, já ouvi oficiais de polícia dizerem a <em>‘afro-americanos’</em> ‘Olhe para mim’, quando na verdade o jovem estava nada mais sendo humilde e mostrando arrependimento.</p>
<p>Essa falta de compreensão e ignorância com relação ao que realmente o corpo nos transmite pode ter pequenas implicações sociais, mas ao mesmo tempo pode se transformar em situações altamente perigosas, aonde pessoas acabam por ser acusadas de algo que não fizeram simplesmente por evitarem olhar diretamente nos olhos do interlocutor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Joe Navarro pode ser encontrado no Twitter ( @navarrotells) ou através do web site de sua empresa de consultoria internacional <a href="http://www.jnforensics.com/" target="_blank">Joe Navarro Forensics</a>.</em></p>
<p><em><a href="http://leoteles.com/?p=440" target="_blank">Entenda melhor a motivação para essa série</a></em></p>
<p><em><a href="../?cat=27"><em>Mais artigos sobre linguagem corporal</em></a></em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BYtHVaEu85XQbNidiJpMKGd843A/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BYtHVaEu85XQbNidiJpMKGd843A/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BYtHVaEu85XQbNidiJpMKGd843A/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BYtHVaEu85XQbNidiJpMKGd843A/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Leotelescom/~4/gbkVbZf80D8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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