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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975</atom:id><lastBuildDate>Sun, 20 May 2012 09:24:10 +0000</lastBuildDate><category>poesia</category><category>Giovanna</category><category>reflexo</category><category>solidão</category><category>haikai</category><category>Prosa Poética</category><category>lágrimas</category><category>música</category><category>Pensamento</category><category>poema</category><category>amor</category><category>filha</category><category>salmo</category><category>prosa</category><category>conto</category><category>vida</category><category>novela</category><category>frases</category><category>resenha</category><category>romântico</category><category>4437</category><category>cristianismo</category><category>crônica</category><category>reflexão</category><category>ser</category><category>verso</category><title>• Liberdade Aprisionada™ •</title><description>A Fronteira Entre o Real e o Surreal, Entre a Loucura e a Lucidez.</description><link>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>213</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/LiberdadeAprisionada" /><feedburner:info uri="liberdadeaprisionada" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-7670913157450490476</guid><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 03:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-20T00:11:11.528-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prosa</category><title>Homens-Ilhas</title><description>A ilha existe, sim. Dela, no entanto, é possível ver as luzes da cidade em noites sombrias, quando a consoladora bruma é dissipada pela lembrança de todos os barcos que partem do cais. A simples ideia de ser descoberto é uma ameaça aterradora para o habitante que lá se isola.&lt;br /&gt;Minha história começa bem antes de eu nascer, confunde-se com as origens do mundo, começa com as primeiras manifestações do instinto assassino do ser humano. Minha história começa a ser forjada não pelo medo, mas pela ameaça. Todos os sentimentos de culpa, inferioridade, todos os complexos e terrores da sociedade surgiram como filhos bastardos de um pai chamado orgulho. Dele sou uma cria. Enxotada, fugitiva, que se ressente da luz do sol, pois de louca, pensa que é ele – o sol – o gerador da opressão. Não. Esta cria não sabe que o sol apenas denuncia a desgraça. Não deixa, todavia, de ser culpado por isso: a tirania da luz, que a todos obriga a ver.&lt;br /&gt;Foi o que me trouxe à ilha: o medo de ver, o desejo de que todos os meus dias fossem noites, e minhas noites, eternamente calmas. Na ilha, aliás, não se conta o tempo. Este é outro déspota insensível. Sua marcha inexorável pisoteia os sonhos, enterra as utopias. O tempo é a ilusão do desesperado.&lt;br /&gt;Mas o que sou eu senão minha própria ilusão! O que sou, nesta ilha, senão minha esquizofrenia fingida, meu sorriso amarelo... A bruma que me envolve, obscurece minha visão, me inebria, apenas provoca uma falsa e momentânea impressão de ser o único ser criado, de ser o deus da própria existência, o salvador de si, salvando-se de si...&lt;br /&gt;Afinal, ilusão ou não, os barcos continuam partindo, o sol nascendo e o tempo passando para mim, por cima de mim, esmagando-me. Um dia vão me achar, um dia vou me achar, saber que sou eu e que não há nada a ser feito senão dançar a desoladora valsa da corrupção. Sem máscaras nesse baile, seremos obrigados a encarar nossas horrendas fisionomias, distorcidas, desfiguradas, como verdadeiras esculturas... Quanto a mim, serei obrigado e ver novamente no espelho a face que nunca deixei de ter, nunca deixarei, a face que nunca me deixará, aprisionando-me à minha essência, feito Cérbero às portas do Hades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-7670913157450490476?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/FtEIrM0G9tA/homens-ilhas.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2012/01/homens-ilhas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-6751274313133378703</guid><pubDate>Wed, 11 Jan 2012 20:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-11T18:02:06.890-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prosa</category><title>Oração dos vitoriosos</title><description>Deus, obrigado pelos perdedores. Afinal, sem eles, não poderia haver os vencedores. Se todos vencessem, o conceito de vitória nem existiria, e de que jeito nós nos regozijaríamos? Os perdedores, mesmo não conquistando nada em suas vidas fracassadas, desempenham esse importante papel de fazer nosso ego inflar! Tu sabes que não somos capazes de medir nosso sucesso somente pelas nossas vitórias, mas, sobretudo, pelas memoráveis derrotas de nossos irmãos.&lt;br /&gt;É bom que exista o pobre, assim nossa prosperidade sempre saltará aos olhos. Que dizer dos amargurados? Sem o pano de fundo opaco pintado por seu semblante, nosso sorriso não brilharia tanto! Obrigado pelos indecisos e errantes, que tornam tão astuta a convicção de nossas escolhas acertadas. Agradecemos pelas famílias desestruturadas e pelos romances desfeitos, que coroam de glória as nossas relações perfeitas e saudáveis. Agradecemos pelos hereges e pecadores, são eles que nos revestem deste halo de santidade.&lt;br /&gt;Deus, obrigado pelos desvalidos, inválidos, pelos ridículos, pelas crianças abandonadas, pelos famintos, pelos frustrados, desamparados, pelos solitários, pelos excluídos, sim, os que ficam de fora, obrigado por todos aqueles seres humanos infelizes que não fazem parte de nosso círculo de vitoriosos, e que lançam intensa luz sobre nosso triunfo. Deus, obrigado pelos fracassados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro [alguém que faz a felicidade dos vitoriosos ser mais feliz!])&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-6751274313133378703?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/H5qE4hkW_ko/oracao-dos-vitoriosos.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2012/01/oracao-dos-vitoriosos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-6531597882569371009</guid><pubDate>Wed, 07 Dec 2011 16:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-07T13:36:23.502-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa Poética</category><title>De que adianta?</title><description>De que adianta suspirar?&lt;br /&gt;E sonhar, de que adianta?&lt;br /&gt;Se suspirando fossem sopradas, banidas para fora de ti as tuas mágoas...&lt;br /&gt;Se sonhando fossem materializadas as paisagens que dentro de tua cabeça pintas...&lt;br /&gt;E sofrer, de que adianta? Não é o sofrimento efeito forjado por aquilo que são apenas pesadelos e que não poderiam te tocar? Sofres porque é essa a tua escolha. Ou então é a tua sina confundir as horas de vigília com as de sono, e choras sem necessidade, sem discernir se choras por ser magoado ou simplesmente porque teu pesadelo é saber que estás acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-6531597882569371009?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/LF5Ymq6OZGg/de-que-adianta.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/12/de-que-adianta.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-2715102922925295593</guid><pubDate>Sun, 30 Oct 2011 22:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-30T19:23:16.785-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa Poética</category><title>No mar</title><description>E se eu não estivesse aqui? Simplesmente não estivesse aqui, não estivesse em mim... estivesse no mar. Se eu habitasse as conchas e fosse um grão de areia. Sim, se eu pudesse me espreguiçar como uma onda que desde a vastidão do oceano se estende até a praia até desaparecer e se tornar parte de algo que já nem existe mais... Ah, se eu fosse essa onda, se eu fosse simplesmente a espuma branca da onda que se funde com a areia. Se eu fosse, então, uma alga transportada pelo mar e jogada ao sol para ali descansar, quem sabe me enrolar nalguma pedra e ser parte da pedra. Se eu fosse uma grande e solitária rocha, todos os dias banhada pela água fria do meu mar, aquecida em seguida pela cor alegre do bondoso sol. Só não queria ser a lua, que, linda, de longe, é obrigada a contemplar o mar, ter sempre a falsa impressão de estar lá, mas saber que sua mansa luz é apenas a projeção de sua triste ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-2715102922925295593?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/Gb_6x7BcnJ0/no-mar.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/10/no-mar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-3747657620829234537</guid><pubDate>Mon, 24 Oct 2011 18:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-24T15:16:28.793-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa Poética</category><title>Espera</title><description>Sempre à espera, desde o dia em que nasceu. Esperou para ser alimentado e, depois que cresceu, esperou fazer a digestão. Esperou a chuva passar, o sol baixar, esperou a noite chegar, o dia amanhecer. E continua esperando. Esperou sentado, saiu para esperar, esperou para sair e permanece assim. Olhando para o relógio, ouvindo o tique-taque, brigando com os ponteiros, trocando as pilhas para não perder a hora... a hora de saber que ainda não é hora.&lt;br /&gt;“Espera mais um pouco”. Acalma-se, entedia-se, enraivece-se e tenta se acalmar. Acalma-se... espera. Espera, espera, espera, espera. Levanta, sai, se revolta e não adianta. Desiste, se arrepende. Volta, senta... e espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-3747657620829234537?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/bGfwGKc2B08/espera.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/10/espera.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-6986529968098986392</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2011 22:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-10T19:37:56.781-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa Poética</category><title>Espelho</title><description>Acho que é disso que as pessoas têm medo quando ficam sozinhas. É desse ficar-se consigo mesmo. Dessa embaraçosa companhia com a qual nunca nos acostumamos: a nossa própria. O medo de saber-se desconhecido... às vezes perigoso, indecente. Por isso procuramos desesperadamente estar com alguém, não importa quem, que nos livre de nossa indesejada presença.&lt;br /&gt;É duro saber que não há mais ninguém por perto além de si. Tememos o silêncio. Mais do que isso, tememos quebrá-lo e ouvir o que temos a dizer a nós mesmos, sobre nós mesmos. O silêncio incômodo entre dois estranhos na sala não é tão insuportável quanto esse.&lt;br /&gt;Cada um é, para si, a pessoa mais desconhecida do mundo, a mais misteriosa, que está sempre a surpreender(se), a enganar(se), a esconder(se). Rotulamos e fazemos juízo de quem quer que seja, mas ninguém se atreve a julgar a si mesmo, afinal, como definir alguém a quem se vê tanto e se sabe tão pouco?&lt;br /&gt;Como consolar-se depois de ouvir o próprio grito? Como encarar a imagem no espelho cada vez menos familiar, mais ameaçadora? Para onde ir se não é possível fugir de si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-6986529968098986392?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/KVumcuOnX60/espelho.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/10/espelho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-7910971340712405114</guid><pubDate>Tue, 06 Sep 2011 01:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-05T22:16:31.655-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">verso</category><title>Vento</title><description>Outra vez ele volta. Ele sempre volta&lt;br /&gt;Envolto em devaneios, divagações, dúvidas&lt;br /&gt;Devorado pela vileza de suas queixas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ele vem. Todo dia vem&lt;br /&gt;Ao mesmo lugar vil&lt;br /&gt;Vasculha em vão suas poucas convicções&lt;br /&gt;Que não o levam a nada senão ao velho vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vem. Vorazmente tentando&lt;br /&gt;agarrar-se a qualquer verdade&lt;br /&gt;Mas abraça somente o dúbio vento&lt;br /&gt;E suas certezas viram plumas que velozmente voam&lt;br /&gt;E pousam sobre qualquer valor para, na próxima corrente de ar,&lt;br /&gt;levantarem voo novamente e em outras variantes pousar&lt;br /&gt;Nunca repousando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse vaivém da vida o que se vê são apenas vultos&lt;br /&gt;E o que se ouve, o vozerio de uma multidão convulsa&lt;br /&gt;Sem repostas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há lenitivo para aliviar a dor&lt;br /&gt;Nem vontade que seja capaz de transcender a vergonha&lt;br /&gt;As tentativas invariavelmente fracassam&lt;br /&gt;Enquanto a única recompensa é ver que o vexame é coletivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, cada vez que ele vai e volta&lt;br /&gt;Num vórtice vertiginoso que lhe rouba a calma&lt;br /&gt;Pensa que seria suficiente saber apenas uma coisa&lt;br /&gt;Vale a pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-7910971340712405114?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/IKe6zNSN4Mg/vento.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/09/vento.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-6759547969656061606</guid><pubDate>Fri, 17 Jun 2011 16:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-17T13:11:17.986-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prosa</category><title>Não quero nada</title><description>Hoje é um daqueles dias, doutor. Dia daqueles. Dia normal, que já foi incomum, mas não é mais, de tão repetido. Um desses em que se sente a mesma coisa de sempre parecendo novidade. Dia cheio de nadas. Nadas enfadonhos como todo nada é. Nadas cheios de tudo o que não se tem. Um nada tão vazio que perturba. Um vazio tão concreto que assusta. Nada pior que o nada. Um nada pior que o outro. Nada novo. Novidade mesmo não existe. Novidade é o estranho pensar que um dia o nada acaba... (nada acaba). &lt;br /&gt;Acaba, nada!&lt;br /&gt;Acaba nada... &lt;br /&gt;Pois não, doutor... se tem alguma coisa errada? Tem, sim. Tem nada. Nada demais! Muito nada pra tanto espaço... tanto lugar sem ter o que pôr. E sem poder tirar nada. Sem poder tirar esse nada que é tudo o que tenho e tudo o que não quero. Não quero mais nada, não aguento mais nada! Mas também não quero tudo... só quero um qualquer. Qualquer amor, qualquer valor, qualquer qualquer. Uns qualqueres que fossem meus, bem diferentes... Diferentes de nada. Iguais a mim, que não sou nada, não sou ninguém! Sou assim, um qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-6759547969656061606?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/z69xqHmVyxI/nao-quero-nada.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/06/nao-quero-nada.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-932851364580013000</guid><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 23:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-01T20:32:14.112-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prosa</category><title>Tempo</title><description>Memórias e a saudade. Tudo lembra aquele tempo. O tempo em que não se tinha o que lembrar, pois as lembranças não eram mais valiosas do que era o presente. Passado, agora. Passado pouco tempo, mas difícil acreditar que existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que será? Por que essa rejeição ao presente? Seja de grego, seja imperfeito, que seja! Mas que não seja um dia esquecido. Que seja lembrado amanhã, com a mesma alegria que hoje se lembra de ontem. Sonha... Ah, sim! Sonhar! Melhor, buscar estados de semiconsciência em que a realidade se misture à lembrança daquele cheiro, daquele gosto, daquele som, que quase se concretizam... Difícil viver assim. Só lembrando e esperando, nunca vivendo. Vendo a vida voar, escapar por entre os dedos como água do mar. Sobram os grãos de areia, secos, iguais, inúteis. Difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(R.R.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-932851364580013000?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/S2lsd1FNzis/tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/04/tempo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-898067248810878719</guid><pubDate>Sun, 27 Mar 2011 01:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-26T22:05:29.823-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prosa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><title>Café</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sabia bem o que querer. Tudo o que sentia àquela altura da noite era o chacoalhar de sentimentos convulsos em seu peito compacto. Meia-luz num terraço pequeno, em “L”, à beira-mar. A canção das ondas misturava-se às canções do seu disco preferido do Jards Macalé, e o cheiro da maresia bailava com o perfume de seu café ainda quente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Gosto de café, é disto que a vida precisa”, divagava sentada em uma almofada disposta em um dos cantos do terraço, na companhia de uma mesinha simpática de bambu envernizado. Entre um gole e outro, perdia-se nas trilhas daquele sereno céu sem lua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“E também cor de café. Sim, cor de café torrado”, pensava pouco antes de se levantar e seguir na direção da cozinha. Pôs sobre a mesa um envelope de café em pó, e sobre o fogão uma panela de aço inox cheia até a metade com água do filtro. Acendeu um fósforo, olhou alguns segundos para a chama, e finalmente acendeu o fogo em uma das “bocas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um olhar inquieto seguiu até a sala, ligou o repeat na faixa 5 do disco e voltou ao seu posto no terraço. “E esse jeitinho de quero mais”, sussurrou levantando um tanto a sobrancelha direita, antes de dar o último gole no copo que restava sobre a mesinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fechou os olhos e decidiu sentir a música - do Jards e do mar. Seu coração funcionava em pulsos ofegantes, e poderia jurar que o ouvia resmungar qualquer bobagem. “Café. Não mais que isso é a vida. E deveríamos, nós todos, viver mais disto - desse cheiro atraente que contemos, desse calor suave que negamos, desse gosto forte que fingimos esquecer…”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste momento despertou de seu quase-sonho com o estalo da panela já seca, de tanto tempo ao fogo. Correu para a cozinha, desligou o fogão, encheu novamente a panela e, entre risos frouxos, concluiu “e mais desse risco de evaporar antes mesmo de coar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-898067248810878719?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/9cO8ih2EO-Q/cafe.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/03/cafe.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-6941509530084960994</guid><pubDate>Wed, 26 Jan 2011 06:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-01T14:43:16.353-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prosa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><title>R$12,50</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há três dias não almoça. Apenas bebe alguma coisa, um suco de laranja ou uma cerveja, na tentativa de digerir o fato. Ainda não consegue acreditar, e entender não é sua intenção. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua cabeça tudo era tão claro; todos os gestos, todas as frases, todos os planos… e ainda ouve claramente as últimas palavras dela em sua última conversa - as mesmas últimas palavras dos últimos nove meses - “R$12,50, Eric. Obrigada!”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nove meses. Já era tempo de seu sentimento vir à luz, e estava decidido: seria naquele dia. “Seria…” - é o que agora ecoa de canto a canto de sua alma pequena, suficiente apenas para as banalidades de seu cotidiano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Laila era linda, simpática, inteligente, e o seu sorriso cativara Eric desde a primeira vez em que fora almoçar no "Big Lanches", em uma segunda-feira de outubro, assim que mudou de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouco mais de três semanas e Laila já respondia ao “boa tarde!” de Eric anexando a indagação: “o de sempre?”. O rosto pálido de Eric corava, e ele o meneava sorrindo, respondendo que sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo Eric pensou em mudar o cardápio de suas tardes, no intervalo entre os turnos diante de um computador, mas teve receio de desapontar aqueles olhos profundos de noite sem lua, sempre à espera de seu sorriso para preparem o corriqueiro &lt;i&gt;chop suey&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora não é mais tempo. Nem de mudar seu pedido, nem de oferecer a Laila o menu do sentimento sublime que há tanto alimentava por ela - e guardava para si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi triste ter que ouvir, três dias atrás, que Laila já não trabalhava mais ali. Estava morta, vítima de um câncer que preferiu não tratar. Mas a vida é assim; tudo logo passa, e nem sempre o menu nos agrada. Não importa. De um jeito ou de outro, a conta sempre vem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que realmente incomoda Eric agora é a falta de apetite. E a necessidade de buscar algo novo para lhe suprir a fome. (Esquece-se, contudo, de que talvez possa agora pedir algo que não &lt;i&gt;chop suey&lt;/i&gt;, sem o peso do descontentamento do que nunca existiu…)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-6941509530084960994?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/vOO4EZO95mE/r1250.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2011/01/r1250.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-723728612359366167</guid><pubDate>Sun, 12 Dec 2010 01:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-11T23:43:24.864-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">música</category><title>O que vem depois</title><description>Vê o que te resta neste peito mudo&lt;br /&gt;E exclama a todo o mundo&lt;br /&gt;Que é que tanto te retira a paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revela esse tanto de absurdo&lt;br /&gt;Que te apaga a luz de tudo&lt;br /&gt;E te enlaça se apertando em nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estás só, meu camarada,&lt;br /&gt;É de todos essa jornada&lt;br /&gt;De se encontrar e estar em par&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto faz o que vem depois&lt;br /&gt;Se é de agora que se faz o viver&lt;br /&gt;Não adianta olhar lá fora&lt;br /&gt;Querendo ver o mesmo dia nascer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Originalmente uma canção, já com algum tempo de vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Créditos do título: Pessoa de Melo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-723728612359366167?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/9LlvWNyFD3Y/o-que-vem-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/12/o-que-vem-depois.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-7449986407929488244</guid><pubDate>Mon, 29 Nov 2010 00:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-14T17:54:59.115-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamento</category><title>Encantos e aleatoriedades</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Diz-me, moça de semblante terno,&lt;br /&gt;O que se esconde por detrás desses teus lábios risonhos&lt;br /&gt;E desperta brilho nesses teus olhos nus?"&lt;br /&gt;[18/11/2010]&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;- RTJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando um sorriso pueril&lt;br /&gt;Se diz por todas as falas&lt;br /&gt;É sinal de que o um&lt;br /&gt;Já se fez em plural"&lt;br /&gt;[09/11/2010]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos olhos - que morreriam de infarto, se tivessem coração -, apenas suspiros de encanto, enquanto da boca as palavras se perdiam."&lt;br /&gt;[09/11/2010]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E se me falta à boca palavras,&lt;br /&gt;É que me roubaram todas o teu sorrir."&lt;br /&gt;[09/11/2010]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É só o tempo o que nos falta às palavras&lt;br /&gt;Que ancoram na garganta seca,&lt;br /&gt;Quando o suspiro tolo de meu peito&lt;br /&gt;Se afoga ao porto terno de teus olhos."&lt;br /&gt;[12/11/2010]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;- À que, nos últimos dias, me tem inundado com a doçura de su'alma, impressa (e expressa) em seu sorrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-7449986407929488244?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/FiclBFVpr5w/encantos-e-aleatoriedades.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/11/encantos-e-aleatoriedades.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-3337687283975690459</guid><pubDate>Sun, 28 Nov 2010 21:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-28T18:58:34.092-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>Silêncio uníssono</title><description>De todas as coisas que não se pode ver&lt;br /&gt;É o silêncio do canto uníssono,&lt;br /&gt;Sem dúvidas, a mais b&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ela&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como segredo que se rev&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sob a luz de uma v&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acesa no breu do pensar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É canto de um encanto indefinido,&lt;br /&gt;Colorido retumbar de um suspiro&lt;br /&gt;Que se perde a dançar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ciranda à volta de um sorriso&lt;br /&gt;Implantado nas alfaias&lt;br /&gt;Que convidam o baque a virar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;(e se não virar que siga solto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;nesse baque ou num outro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;o tambor tem que pulsar!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;- Ao maracatu Tambores D'Olorum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-3337687283975690459?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/c4YEaTvkVL8/silencio-unissono.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/11/silencio-unissono.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-7877628449084365308</guid><pubDate>Sun, 28 Nov 2010 21:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-28T18:31:14.371-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>Acordo</title><description>Façamos um acordo ortográfico:&lt;br /&gt;Ensina-me os acentos de teu silêncio&lt;br /&gt;Que transcrevo, no meu peito,&lt;br /&gt;As palavras que me faltam&lt;br /&gt;Nas reticências de teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;- À Isabela Lucy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-7877628449084365308?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/R8I6foNGeBE/acordo.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/11/acordo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-6178350939845597295</guid><pubDate>Sun, 28 Nov 2010 21:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-30T16:11:00.357-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>Se's</title><description>E se não perguntasses do meu nome?&lt;br /&gt;E se sorriso tu não desses?&lt;br /&gt;E se não fosses assim tão doce?&lt;br /&gt;E se teu nome eu dissesse?&lt;br /&gt;E se eu não fosse assim tão tolo?&lt;br /&gt;E se eu falasse o que me pareces?&lt;br /&gt;Que seria aquele olhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Uma rasura no pensar, de tempos longínquos agora à mostra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;- RTJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(J.S.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-6178350939845597295?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/vaPojGb3fGY/ses.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/11/ses.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-5248261210143290020</guid><pubDate>Thu, 28 Oct 2010 00:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-26T03:18:20.578-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>Tudo</title><description>O nada é o tudo&lt;br /&gt;que se esqueceu de si,&lt;br /&gt;que se esqueceu de ser.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-5248261210143290020?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/p1WiVVNoCtw/tudo.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/10/tudo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-1604681181902179797</guid><pubDate>Wed, 20 Oct 2010 18:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-14T17:49:37.194-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>Embriaguez</title><description>Degusto regados os fatos&lt;br /&gt;Abstratos em minha imaginação&lt;br /&gt;Transcrevo o que me sobra ao tato,&lt;br /&gt;E o que me falta ao coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construo laudas de uma vida&lt;br /&gt;Na lona de um circo sem pão;&lt;br /&gt;Figuro fulgores de uma lida&lt;br /&gt;Que se cerca de um futuro vão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digam, pois, que minto,&lt;br /&gt;Se descrevo alheio à emoção&lt;br /&gt;Aquilo que deveras sinto,&lt;br /&gt;Mas não o faço com o coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me julguem a embriaguez de vinho tinto&lt;br /&gt;Que retira de meus pés o chão;&lt;br /&gt;É que à parte as ilusões que ora pinto&lt;br /&gt;Nada tenho às minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-1604681181902179797?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/srPGsfhWupc/embriaguez-de-vinho-tinto.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/10/embriaguez-de-vinho-tinto.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-1698957353954317260</guid><pubDate>Tue, 19 Oct 2010 23:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-04T00:21:27.015-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">haikai</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>Extenuação</title><description>Nas estradas tão tortas e cruas&lt;br /&gt;Há tanto concreto nas ruas&lt;br /&gt;E nada concreto na almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-1698957353954317260?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/28erFoAbgMg/extenuacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/10/extenuacao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-518996728635442529</guid><pubDate>Tue, 19 Oct 2010 03:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-19T00:06:53.922-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>In formação</title><description>Lembro ainda o belo dia&lt;br /&gt;em que minha mãe Maria&lt;br /&gt;batendo um bolo rindo&lt;br /&gt;M'ensinara informar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-518996728635442529?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/1NnxtLeKq8I/in-formacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/10/in-formacao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-3235384119473658526</guid><pubDate>Tue, 19 Oct 2010 03:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-14T17:48:49.457-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>Namoradinha</title><description>Se quiseres ser minha namoradinha,&lt;br /&gt;te prometo uma florzinha,&lt;br /&gt;passear só de mãos dadas&lt;br /&gt;e escrever uma cartinha&lt;br /&gt;quando aprender o beabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(J. S.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-3235384119473658526?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/AeC3iZ4Nv6Y/namoradinha.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/10/namoradinha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-438805003602090240</guid><pubDate>Mon, 16 Aug 2010 02:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-15T23:36:39.463-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poema</category><title>Cantiga de despedida</title><description>Meu bem, há tanto a se dizer&lt;br /&gt;A vida é tão longa, se apressar pra quê?&lt;br /&gt;Há tanto a se viver e a vida é tão longa,&lt;br /&gt;Tão longa que chega a doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me espere à janela, pois&lt;br /&gt;O dia que lá fora já nasce&lt;br /&gt;Pode não nascer pra nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bem, já há pouco a se dizer&lt;br /&gt;A vida é tão curta, se estender pra quê?&lt;br /&gt;Se já se há tão pouco e ainda&lt;br /&gt;Pouco a pouco a falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se despeça da janela, pois&lt;br /&gt;O galo que a essa hora já canta&lt;br /&gt;Canta ao fim do nosso depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-438805003602090240?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/94i2IdAXBKs/cantiga-de-despedida.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/08/cantiga-de-despedida.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-7301744463317627574</guid><pubDate>Mon, 09 Aug 2010 00:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-02T00:40:25.151-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><title>Resumo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho aprendido a viver a razoabilidade dos dias. Um pouco de cada vez, e sempre aprendo um pouco mais. Quase sempre, é claro, com uma ponta de dor, para me lembrar que sou humano e frágil. E assim ecoam os meus passos na efeméride dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns desses dias trazem-me uma sensação incomum, que ainda não sei distinguir se boa ou ruim. É uma sensação que me joga para fora de meu próprio corpo, obrigando-me a visitar ocasiões distantes. É quase como se eu fosse morrer e, portanto, a vida teria de passar obscura por meus olhos estáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tanto faz. Nem me importa mais saber o que é que sinto, o que é que sou, ou se ainda me resta algum tanto de humanidade. Sei apenas que a minha vontade de estar aqui em geral desfalece com os segundos, e quase sempre o que quero é, em paz, dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se lá do que se faz o dia, ou em que textura se pinta a noite. Sabe-se, no entanto, que há sempre um tanto daquilo que se faz o dia na noite; e sempre há um pouco da textura noturna no dia. Quiçá esteja nessa simbiose o segredo da chuva, o perfume secreto do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cinza &lt;/span&gt;da alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja lá como for, já me cansa essa convergência iriada, essa calmaria angustiante de sensações nubladas que se precipitam sobre mim. Quem sabe não chega logo o meu dia, o meu motivo, a minha alegria, e assim - tenaz assim - possa eu pousar meu corpo, e em um silêncio rouco, faça-se resumo de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-7301744463317627574?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/Berk7VglX8E/resumo.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/08/resumo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-4642827307588004532</guid><pubDate>Fri, 06 Aug 2010 19:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-09T20:20:40.773-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><title>Fechado para balanço.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Não sei se passado, mas certamente hoje se faz ausente o tempo em que fora bom recostar o corpo na parede de qualquer lugar e ver a vida passar sem propósito; o tempo em que qualquer volta aquém do conforto de meu sofá ou de minha cama se fazia uma boba e ‘instigantemente’ proveitosa aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, nem o tom de festa, nem as cores, nem o gosto da comida saborosamente gordurosa e cancerígena encantam mais o dia. Certamente hoje o silêncio quase fúnebre e a solidão sagrada do assento de meu vaso sanitário são mais agradáveis que quase tudo que mais possa haver no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em mundo, não o culpo. Afinal de contas já me enche o saco o discurso saudosista – e até bastante sóbrio – de que tudo já fora melhor um dia, quando os tempos eram outros e o mundo também. Até destacaria o cheiro de mofo e naftalina desse tipo de conversa, mas hoje o meu olfato está meio avariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, nem tudo hoje é avaria – e é do acaso essa rima vadia, pois não tenho a ousadia de me pôr a fazer poesia a esta hora do dia –, há ainda as estrelas para se contemplar – ainda que quase sumam em meio ao cinza do céu recifense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, é melhor parar. A este ponto das reflexões as idéias já começam a tomar rumos de filosofia de bar, e de modo algum é este o meu propósito – ainda que minhas idéias estejam, hoje, já um tanto embriagadas. Mas deixemos agora tudo à parte, pois quero aproveitar o clima e fechar a vida para balanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-4642827307588004532?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/xkpF4Pr3YYw/surto-de-quase-adulto.html</link><author>noreply@blogger.com (Jéfte Amorim)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/08/surto-de-quase-adulto.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2106366121449848975.post-7417835796266296843</guid><pubDate>Thu, 05 Aug 2010 06:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-06T17:05:53.600-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><title>Beleza</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela havia feito muitas coisas para tentar dar sentido à vida. Desistiu de todas. Naquela noite estava decidida: se suicidaria.&lt;br /&gt;Seus filmes favoritos continham histórias de gente que se suicidava. Tinha muitos deles gravados e os assistia quando estava de mau-humor. Filmes tristes faziam-na sentir melhor. Ela achava simplesmente lindas aquelas cenas de pessoas precipitando-se com o carro em penhascos, arremessando-se de pontes ou qual fosse a forma, não importava.&lt;br /&gt;Nunca havia pensado em dar um fim à sua própria vida, mas às vezes se imaginava no lugar daquelas pessoas que se matavam na tela. O motivo não importava. Não as achava corajosas nem covardes. Achava-as vazias, assim como ela se sentia: vazia.&lt;br /&gt;Não sabia por que tinha que cumprir aqueles rituais de acordar pela manhã, dar bom dia aos colegas de trabalho, exercer uma função desnecessária, para ganhar o dinheiro desnecessário e gastar em coisas desnecessárias.&lt;br /&gt;Necessário para ela era morrer de uma vez. Não agüentava mais. Sua vida não era ruim. Mas ela achava que ela não servia para nada, e se não havia sentido para existir, por que não extinguir-se de vez?&lt;br /&gt;Na manhã seguinte: tudo igual. Foi para o trabalho pensando mais seriamente na idéia de suicídio. Faria. Agora sim. Eis uma coisa que dependia apenas dela. O método a ser empregado era irrelevante, mas queria que tivesse um certo romantismo. Queria trilha sonora também!&lt;br /&gt;Não deu tempo de pensar na música. Chegou ao trabalho. Cumpriu a rotina e foi para casa. Naquela noite não tinha nada interessante para fazer, mas sua mente não estaria ociosa.&lt;br /&gt;Enforcar-se ela achava feio, assustador. Fora de cogitação. Podia ser tiro. Mas não tinha arma e nem conhecia alguém que pudesse arrumar revólver para uma menina. Se jogaria de um penhasco... nem que se deformasse toda com o choque. Era sozinha, e ninguém choraria sua morte.&lt;br /&gt;Já sabia qual era o penhasco! E a trilha sonora? Como faria? Ia pular com o discman emprestado do amigo! Gravaria no CD duas faixas: uma – ainda não sabia qual – estaria tocando no momento de sua queda livre; a outra seria a sua carta de suicídio. Poucas palavras. Se sobrasse alguma coisa do CD para que alguém pudesse ouvir, saberiam que ela estava deixando essa vida pelo simples fato de não ver nela sentido. Não era coragem nem covardia: apenas vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este momento nunca esqueceria. Era uma tarde escura de outono. Fazia um clima ameno, ventava um pouco, e isso lhe dava uma sensação inexplicável de prazer. A música já estava escolhida, tudo pronto. O sol não havia aparecido em momento algum naquela tarde cinzenta, mas agora alguns raios podiam ser vistos por detrás das pesadas nuvens enquanto ele quase desaparecia no horizonte, formando uma frágil cortina da cor púrpura. Ela queria estar lá. No meio daquela cortina luminosa, flutuando...&lt;br /&gt;Dentro de instantes se lançaria, quem sabe em espírito pudesse ir voando até lá, sentindo o vento gelado bater em seu rosto e bagunçar seus cabelos coloridos. Aquele insólito quadro lhe trazia à memória um conto que escrevera quando ainda muito nova, menos de 15, talvez. Lembrava de algumas partes do conto. Falava de uma jovem que saía de sua casa, “de bicicleta talvez” – não lembrava direito –, e se dirigia a um lugar assim, lindo, para se jogar. Para dar fim à sua vida. Ela não lembrava se no conto existia algum motivo, mas achava que não. Definitivamente não acreditava em motivos, ao contrário da maioria das pessoas. Nada de motivos ou justificativas.&lt;br /&gt;O gigantesco véu purpúreo estava quase se desfazendo. Ela precisava se jogar. Mas quem veria sua queda? Não seria como nos filmes. Não havia ninguém ali para assistir àquele ato, e depois que isso acontecesse ninguém compreenderia por que ela havia cometido tamanha atrocidade. Estava ali, e não conseguia compartilhar aquele momento romântico com ninguém, e sabia que depois da sua morte seria pior. Quem acharia aquilo romântico? “Mas que droga!”. Foi o que pensou. Nem olhou para baixo, nem mediu a altura. Ligou o discman, esperou a canção acabar, esperou o sol desaparecer por completo. Já estava escuro e muito mais frio do que quando havia saído de casa. Era melhor voltar a tempo de ver um filme na TV. No dia seguinte devolveria o discman do amigo.&lt;br /&gt;Esse momento ela nunca mais esqueceria. Não pelas reflexões, nem pela iminência da morte; somente pela beleza: tão crua quanto ela pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rodrigo Ribeiro)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2106366121449848975-7417835796266296843?l=liberdadeaprisionada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/LiberdadeAprisionada/~3/Ju3QcRjb86c/romantismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/2010/08/romantismo.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

