<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>Blog de Lino</title><description>Lino Raposo Moreira

&lt;a href="http://www.twitter.com/linormoreira"&gt;&lt;img src="http://twitter-badges.s3.amazonaws.com/follow_me-b.png" alt="Sigalinormoreira on Twitter"&gt;&lt;/a&gt;
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&lt;div id="header"&gt;
&lt;div class="reinaldo" id="topTitle"&gt;
&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/" title="Reinaldo Azevedo"&gt;
    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;h3&gt;
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Blog&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;
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Reinaldo Azevedo&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
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&lt;br /&gt;

    &lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;div class="dataCategoria"&gt;
&lt;div class="data"&gt;
23/09/2013&lt;/div&gt;
às 6:17&lt;/div&gt;
&lt;h1&gt;
&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/escalada-da-violencia-e-racismo-asqueroso-blog-da-dilma-ataca-joaquim-barbosa-e-associa-imagem-do-presidente-do-supremo-a-de-um-macaco-a-imagem-esta-no-ar-ha-quatro-dias-tanto-o/" rel="bookmark"&gt;ESCALADA
 DA VIOLÊNCIA E RACISMO ASQUEROSO – “Blog da Dilma” ataca Joaquim 
Barbosa e associa imagem do presidente do Supremo à de um macaco. A 
imagem está no ar há quatro dias. Tanto o Planalto como os movimentos 
negros estão mudos&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;div class="postConteudo"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Leitores
 enviaram o link. Custei a acreditar. Mesmo tendo acessado a página, 
pensei em alguma forma de molecagem, feita à revelia dos organizadores 
do blog. Mas quê! Era tudo verdade. Um troço chamado “Blog da Dilma”, 
que se intitula “O maior portal da Dilma Rousseff na Internet”, tinha 
feito mesmo o que se vê abaixo: uma montagem em que a imagem do 
presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, aparece associada à de um 
macaco. Vejam imagem da página, com a respectiva URL. Volto em seguida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/escalada-da-violencia-e-racismo-asqueroso-blog-da-dilma-ataca-joaquim-barbosa-e-associa-imagem-do-presidente-do-supremo-a-de-um-macaco-a-imagem-esta-no-ar-ha-quatro-dias-tanto-o/attachment/blog-da-dilma-com-url-2/" rel="attachment wp-att-100745"&gt;&lt;img alt="" class="aligncenter  wp-image-100745" height="345" src="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2013/09/Blog-da-Dilma-com-URL1.png" title="Blog da Dilma com URL" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;O texto 
reproduz, com todas as crases, um post do site petista “247”, que traz 
uma opinião — positiva, é claro! — de Luiz Eduardo Greenhalgh sobre o 
voto de Celso de Mello. O “Blog da Dilma”, no entanto, não se contentou 
com a simples reprodução porque, sei lá, talvez tenha achado que ainda 
era pouco, que faltava picardia à coisa. E teve, então, uma ideia: por 
que não compor a imagem de Joaquim Barbosa com a de um chimpanzé?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os limpinhos e os sujos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;É impressionante o que se verificou neste 
fim de semana. A Folha traz uma entrevista do dito “direitista” Ives 
Gandra (ainda volto a ele) assegurando que não há provas contra José 
Dirceu. No &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/efeito-celso-de-mello-jornais-deste-domingo-trazem-pelotao-de-fuzilamento-do-stf-joao-paulo-o-condenado-ousado-diz-que-joaquim-barbosa-fala-bobagem-pede-para-sentar-na-cadeira" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Estadão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;,
 o mensaleiro condenado João Paulo Cunha afirma que Barbosa fala 
“bobagem” e que quer sentar em sua cadeira; na TV Folha, o advogado de 
Dirceu diz o que pensa do julgamento (adivinhem o quê…); na Folha 
Online, outro professor da USP faz considerações que tentam minimizar a 
importância do julgamento, critica a transmissão ao vivo das sessões do 
Supremo e aproveita a oportunidade para atacar, claro!, Gilmar Mendes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Não 
obstante, os petistas propagam aos quatro ventos que a “mídia” persegue o
 partido e seus líderes. Sabem que a acusação surte efeito. Parte 
considerável da imprensa tenta, então, provar aos críticos que eles 
estão errados; torna-se sua refém. Alguém da legenda grita: “Do mensalão
 mineiro, ninguém fala nada!!!”. Pronto! O assunto já entra na pauta. 
Até as autoridades se sentem compelidas a provar ao STPT — o Supremo 
Tribunal do Partido dos Trabalhadores — que são isentas. Rodrigo Janot, 
como vimos, em entrevista ao Estadão, afirmou que “pau que dá em Chico 
dá no Francisco”, antecipando, parece, o conteúdo do seu trabalho. 
Escrevi a respeito dessa &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mensalao-alguns-absurdos-do-novo-procurador-geral-da-republica-ou-assim-nao-companheiro-janot-ou-ainda-e-lula-por-que-ele-nao-e-reu-do-mensalao/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;declaração infeliz&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;de Janot.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A esgotosfera&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Observem que a onipresença dos defensores 
de mensaleiros na imprensa, neste fim de semana, é apenas a face mais 
“limpinha” do jogo pesado. A sujeira fica por conta de páginas como o 
tal “Blog da Dilma”, que foi criado durante a campanha eleitoral. O 
Planalto sempre pode alegar que não tem nada com isso, que o nome da 
presidente está sendo usado sem sua autorização etc. É mesmo? E por que,
 então, a soberana não manda que parem de fazer isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Eles não 
têm mesmo limites. O linchamento a que foram submetidas cinco atrizes — 
Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg, Suzana Vieira e 
Bárbara Paz — porque ousaram posar de negro, como sinal de luto pelos 
seis votos do STF em favor dos infringentes, evidenciou quão organizada é
 a máquina. E olhem que a campanha eleitoral nem começou ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Os sujos 
acusam a “mídia” — que eles dizem ser antipetista (este fim de semana 
demonstra que essa é outra mentira escandalosa; ao contrário, no geral, 
ela é favorável ao PT) — de destruir reputações ao apenas noticiar o que
 está em curso. O caso das atrizes e, agora, de Barbosa evidencia quem 
recorre a esse expediente. A verdade é que os criminosos decidiram 
disputar a opinião pública com os defensores da lei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Racismo escancarado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Todos sabem que uma das expressões mais 
estúpidas do preconceito contra os negros é associá-los a macacos. Não 
há leitura alternativa para isso. Obviamente, não se trata de uma peça 
de humor. O cantor Alexandre Pires teve &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/video-com-os-suecos-neymar-alexandre-pires-e-mr-catra-esta-sendo-investigado-por-%E2%80%9Cracismo%E2%80%9D-e-isso-como-o-pum-dos-dinossauros-nao-e-linguagem-figurada/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;problemas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;com
 o Ministério Púbico por causa de um videoclipe em que alguns dançarinos
 caracterizados de gorilas eram exibidos como símbolo de vigor sexual. 
Não entro no mérito estético da coisa, mas é evidente que não se 
procurava associar a cor da pele aos animais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Mas e o 
que se vê acima? O que se pretende com aquela montagem? Ainda que seu 
autor fosse um petista negro, o caráter racista não se dissiparia porque
 é evidente que a montagem estaria a açular o racismo que anda por aí. 
Até agora, os movimentos negros, PARA NÃO VARIAR QUANDO SE TRATA DE 
MANIFESTAÇÃO PRECONCEITUOSA ORIUNDA DA ESQUERDA, não disseram uma 
palavra. O Planalto e Dilma também estão de bico fechado. A governanta, 
aliás, permite que seu nome seja usado nessa página para as piores 
barbaridades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;O pelotão 
de fuzilamento do petismo não perdoa a reputação de ninguém: tenta matar
 mesmo. E conta com uma rede gigantesca para isso, parte dela financiada
 por estatais e por gestões petistas municipais e estaduais. A 
Prefeitura de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad, diga-se, 
tornou-se uma notória financiadora de blogs sujos a serviço de 
mensaleiros. Dá para entender por que tanta gente, de súbito, passou a 
questionar o crime de formação de quadrilha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><enclosure length="-1" type="application/rss+xml; charset=UTF-8" url="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/feed/"/></item><item><title>Pode, não pode</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/04/pode-nao-pode.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 22 Apr 2012 22:42:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-5443493216127802409</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vejam se se pode dormir com um barulho desses. Não, não falo do desrespeito à Lei do Silêncio, assunto que já abordei aqui. Falo da história de vilões e heróis alimentícios, de coisas que não se pode comer num dia e daí a algum tempo não só são liberadas para consumo corrente, mas tornam-se eficazes contra várias doenças e, até, preventivo de males a serem descobertos. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma vez comecei a fazer uma planilha com os nomes dos alimentos numa coluna e seus males ou benefícios em outra. Chocolate era o primeiro da lista. Na época, segundo os especialistas de televisão, deveria ser consumido em doses mínimas, pois causaria aumento de peso, pelo seu alto teor calórico, bem como do mau colesterol, por seus componentes gordurosos. Depois de pouco tempo, comecei a ver a falta de sentido em ter tanto trabalho. A relação cresceu rapidamente de modo a incluir quase tudo possível de se imaginar, levando-me à conclusão de que eu sempre estivera certo ao adotar o princípio de comer tudo... moderadamente, com o fim de estar seguro de ingerir todos os nutrientes necessários a uma boa saúde, sem calorias em excesso e sem a preocupação de contá-las ou de saber se eu tinha me esquecido de alguma comida capaz de me salvar de um câncer potencial. Escapei de me tornar um obcecado com o pseudoproblema.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cheguei a essas reflexões depois da divulgação de alguns estudos, um deles justamente sobre o chocolate. Segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego, ele ajuda a eliminar o peso ao invés de aumentá-lo, se o consumo for – atenção, caro leitor –, regular, além de moderado. O conselho sobre a moderação é válido para todos os alimentos, não havendo aí novidade alguma. Mas a regularidade diante das recomendações anteriores contra esse ex-vilão é uma virada radical.  O estudo diz mais. O chocolate, embora altamente calórico, contém ingredientes eficazes na perda de peso, porque ajudam na aceleração do metabolismo, e eficazes também na regularização da pressão arterial e na normalização dos níveis totais de colesterol. Ele é também rico em antioxidantes. Para quem era visto como a encarnação dos malefícios da alimentação incorreta, as notícias são de espantar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, os benefícios do chocolate vão mais longe. Outra pesquisa, da Universidade Hull, da Inglaterra, descobriu que pessoas com diabetes do tipo 2 podem se beneficiar com a ingestão diária de barras de chocolate enriquecidas com polifenóis, substâncias naturais tais como flavonoides e taninos, encontradas em plantas, que levam à diminuição das taxas de colesterol ruim (LDL) e aumento das de colesterol bom (HDL).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vejam mais esta. Consumir bebida alcoólica com moderação pode diminuir o risco de morte por qualquer causa, não apenas por uma causa específica, em homens que sobreviveram a um ataque cardíaco. Seria o caso de concluir que sofrer essa ameaça é benéfico à saúde? Afinal, basta, depois do ataque, tomar umas doses diárias a fim de diminuir as chances de morrer de qualquer doença, tornando-se desse modo quase imortal, como os membros das academias.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Há casos curiosos. Uma vez descobriram propriedades engordativas na lambida do se-lo. Algumas pessoas tiveram a ideia de substituí-lo por um chipe de silício. Tem gente certa da culpa da televisão na epidemia mundial de obesidade, por causa daquele monte de propagandas de comidas gostosas. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Às vezes, me pego pensando que um dia vão anunciar com estardalhaço, em meio a campanhas de divulgação, a descoberta revolucionária: fumar faz bem à saúde. Todas aquelas substâncias dos cigarros consideradas cancerígenas, revelaram-se apenas invenções de fanáticos religiosos contrários ao saboroso hábito. Na verdade, antes as pesquisas eram financiadas por Igrejas, cujo objetivo era impor seus valores à sociedade laica. A verdade enfim apareceu. O ideal é fumar três carteiras por dia. Só assim todos os benefícios do fumo serão obtidos. E não se impressionem se alguém lhes anunciar a morte de um amigo vítima de câncer de pulmão. Ele apenas não resistiu à má qualidade de cigarros falsificados no Paraguai.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Equívoco</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/04/equivoco.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Mon, 16 Apr 2012 10:27:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-4807625356635488098</guid><description>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;A crônica que saiu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;no jornal &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;O Estado do Maranhão&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;ontem, domingo, 15/4/2012, sob o título &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;Fogo ou paranoia 2&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;, infelizmente não é de minha autoria, mas da companheira da Academia Maranhense de Letras, Ceres Costa Fernandes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Coisas que acontecem em jornais, pela imensa pressão que é colocar todos os dias na rua um jornal da qualidade de &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Estado.&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Desordem cultural</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/04/desordem-cultural.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 8 Apr 2012 05:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-7478338304156088255</guid><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Li neste jornal o artigo &lt;i&gt;Desordem urbana e criminalidade&lt;/i&gt;, do promotor de justiça Cláudio Cabral Marques. Ele apresenta ao público temas de grande importância e o faz com a experiência de quem vem dando reconhecida contribuição a sua discussão que, no entanto, poderá ter seu escopo ampliado se nela incluirmos fatores culturais como uma das causas da desordem civil em que vivemos nesta cidade.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tomemos o exemplo de Brasília. Quando eu morava naquela cidade, a utilização da faixa de pedestres era tão perigosa quanto o é hoje em São Luís e ainda será por muito tempo. Mais tarde, quando voltei a passeio, depois de poucos anos de ausência, pude ver os veículos da capital do país a pararem civilizadamente nas faixas, dando prioridade aos pedestres. O segredo da mudança? Campanha de esclarecimentos à população numa primeira fase combinada na segunda com intensa repressão aos infratores. Quem acredita que o ser humano é como o selvagem de Rousseau, bom por natureza e apenas corrompido pela civilização, apoiará, na resolução do problema, somente a campanha da fase inicial. Quem tem uma visão mais próxima de Hobbes (“o homem é o lobo do homem”) acreditará na força da repressão, pois, dirá, as pessoas são egoístas e pensam apenas em seus próprios interesses. Na prática, porém, o resultado exitoso dependeu de uma mistura das duas visões, nem sempre formuladas conscientemente, neste e em outros casos, na mente das próprias autoridades.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O impossível de alcançar – respeito à faixa dos pedestres– tornou-se possível, como se fora uma segunda natureza dos motoristas de Brasília. Passou a fazer parte da cultura local.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O dr. Cláudio Cabral foi feliz ao apontar perigo muitas vezes negligenciado: as infrações administrativas que sequer estão no âmbito do direito penal “acabam por evoluir para infrações penais, pois não sendo fiscalizadas, as pessoas encontram caminho fértil para a prática de delitos [...].” Mais adiante: “Há muito [...] Émile Durkheim chamava a atenção para o problema da anomia, que nada mais é que o absoluto desrespeito/descumprimento das normas estatuídas para o controle social cuja consequência é a completa erosão do necessário consenso mínimo para a vida em sociedade.”&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eis o ponto crucial. A vida das sociedades civilizadas é regulada por leis. Se sua execução não é fiscalizada, se elas são desrespeitadas, se a anomia prevalece então vivemos no tempo do homem das cavernas.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O seu descumprimento não tem relação alguma de causa e efeito com nível de renda ou posição social, como se pode inferir do exemplo de Brasília. O caso contrastante da poluição sonora generalizada em São Luís, com desprezo evidente da lei pelos infratores, me ocorre de imediato. A muitos, poderá parecer quase impossível mudar a prática, cuja ilegalidade nasce não da falta de equipamentos urbanos, mas da cultura do desrespeito às normas. Contudo, como vimos, esclarecimentos pelo poder público aos cidadãos e uma boa dose de repressão podem fazer a mágica.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Há, ainda, um traço ainda mais deletério, também de ordem cultural. É a ideia, primeiro, de que uma vez feitos, investimentos em negócios geradores de poluição sonora não obrigam os investidores ao cumprimento da legislação porque esta contém exigências com o potencial negativo de afetar seus lucros, como se antes de investir não conhecessem as regras do jogo; segundo, que os cidadãos com baixo nível de renda quando desobedecem as leis, no caso da ocupação de espaços públicos, por exemplo, estão “apenas ganhando a vida honestamente”, como se a lei fosse aplicável a alguns cidadãos, mas não a outros. Cria-se, desse modo, uma legislação esquizofrênica, pois ela é e não é, pega e não pega. Gera-se até preconceito contra os não pobres. Chegará um dia quando estes, qual personagens de Nelson Rodrigues, andarão por aí, olhares rútilos e baba nas gravatas, repetindo obsessivamente: – Mil desculpas por não sermos pobres. Mas, um dia seremos. Perdão. Perdão.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A desordem é urbana, mas igualmente cultural. Está na hora de dar fim, permitam-me a expressão, a essa esculhambação. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Relatos do absurdo</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/03/relatos-do-absurdo.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 25 Mar 2012 21:56:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-459650433424702211</guid><description>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se prestarmos atenção cuidadosa aos fatos, veremos como vivemos num mundo de acontecimentos absurdos e inusitados. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os casais chineses têm permissão do governo de ter apenas um filho. Se não bastasse o absurdo da medida, pois as pessoas deveriam filhos de acordo com a própria decisão, há mais um controle, o da população de cachorros. Em cada residência pode haver no máximo um e os de raças de grande porte são eliminados. Os apreciadores da degustação de carne desses animais, hábito muito difundido naquele país, aprovaram a medida. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um livro do século XVII foi a leilão na Inglaterra. E daí, perguntarão os curiosos. E eu respondo: a capa dele é feita com a pele de um padre jesuíta condenado por conspirar para assassinar Jaime I, em 1605. Para completar a história macabra, a obra trata exatamente da execução do padre que, mais tarde se soube, não participou do plano católico de matar o rei. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esta outra foi na África do Sul e é semelhante à que ocorreu no Big Brother Brasil. Um dos participantes do BB sul-africano, estudante de cinema, quem sabe do tipo ultrarrealista, estuprou uma auxiliar de enfermagem também participante do &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt;, bêbada no momento da agressão. Ele se justificou assim mais tarde: Bem, isto é a África. Aqui a mesma frase poderia ser dita pelo estuprador brasileiro, apenas substituindo o nome do país. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora esta que se imaginava não acontecer nos Estados Unidos, paraíso da medicina, do progresso tecnológico e da competência técnica. Um homem foi internado num hospital de Louisville, no Kentucky, para uma circuncisão. Amputaram-lhe o pênis. Depois da cirurgia, dele não se poderá dizer nem “coitado”, pois ele nunca mais praticará o coito. No máximo será um cortado. Se você, macho brasileiro, for àquelas terras, tome bastante cuidado, se lá lhe sugerirem uma cirurgia desse tipo, com louvações às virtudes da medicina americana. Não acredite. Em qualquer país você pode ser alvo de um ataque médico como esse.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um homem de 99 anos foi espancado em Nova York. Isso acontece com certa frequência, dirá o leitor. Qual a novidade? A novidade é esta: o agressor era um jovem de 83 anos. Ele estacionou seu automóvel na porta da garagem da vítima, que, desejando desobstruir a passagem, pediu a ele a retirada do veículo de lá. Irritado, o infrator deu várias pancadas com uma barra de ferro na cabeça do quase centenário. Lamento do agredido: “Ele é muito mais jovem do que eu, muito mais forte. Ele poderia ser o meu filho.” O jovem foi convidado a lutar no UFC. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na França, um presidiário, bem ao estilo Roberto Jefferson, aquele deputado que denunciou o mensalão e tem seus piores instintos despertados pelo ex-ministro José Dirceu, do PT, matou um companheiro de crime na cadeia porque não ia com sua cara, que lhe despertava também instintos assassinos. Depois, abriu-lhe o peito para comer o coração. Em vez disso, anatomista incompetente, acabou devorando, cru, um dos pulmões. Ele então fritou o outro e comeu o petisco com cebolas. “Eu queria a alma dele”, disse, pensando ter degustado o coração bondoso do morto. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essas histórias estão no sítio Page Not Found, do jornalista Fernando Moreira, em http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/. Eu acrescentei a elas um pouco de ficção e algumas observações. Inusitadas e, sobretudo, absurdas, não estão, porém, muito distantes das vistas com frequência em todo lugar no Brasil. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como a do cidadão que no SUS tenta marcar uma cirurgia de urgência e consegue agendá-la para 6 meses depois, quando já estará morto; não obtém para o filho uma vaga perto de sua residência, na escola pública; é enganado pelos prestadores de serviços de telefonia, televisão a cabo e tudo fica por isso mesmo. Qual a diferença entre os dois grupos de histórias? Nenhuma. Ou melhor, existe uma: os relatos do primeiro são absurdos e inusitados, os do segundo, absurdos e corriqueiros, tão corriqueiros que às vezes não parecem absurdos. Parecem normais, como se encher de cerveja e sair dirigindo por aí. Espera aí, alguém aqui do meu lado diz que dirigir bêbado não é normal! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Dicionários e bebês</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/03/dicionarios-e-bebes.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 11 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-4642846856025557145</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: right;"&gt;
Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O tal do “politicamente correto” está em todo lugar, sempre
pronto a melhorar a sociedade. Vejam o exemplo edificante. Um procurador
federal em Minas Gerais achou de pedir à justiça o recolhimento do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa&lt;/i&gt; porque
a obra registra entre 7 acepções do termo cigano duas de sentido pejorativo: “[...]
5 &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pej&lt;/i&gt;. que ou aquele que trapaceia;
velhaco, burlador 6 &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pej.&lt;/i&gt; que ou
aquele que faz barganha, que é apegado ao dinheiro, agiota, sovina [...].”&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todo mundo sabe, ou devia saber – este não é o caso do
procurador –, que um dicionário registra as palavras conforme elas são
utilizadas pelos falantes de um idioma, seus verdadeiros construtores. Os
dicionários seguem sempre um passo atrás das mudanças na língua e não poderia
ser de outra forma. No momento de sua publicação, eles já estão defasados. Eles
não inventam palavras e expressões nem lhes dão sentidos que não os do uso
costumeiro, inclusive os metafóricos. A não ser em casos bastante incomuns e
mesmo estranhos, as pessoas os consultam &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;depois,
não antes&lt;/i&gt;, de encontrar uma palavra cujo significado não alcançam, mas de
uso anterior e reconhecido na língua. Os dicionários não são agentes de
divulgação de preconceitos de qualquer tipo, mas de conhecimentos ao anotarem significados
já existentes, invenções de todos e de ninguém, parte do patrimônio cultural comum
a todos os cidadãos. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A prevalecer a posição do procurador de fazer essa assepsia
e em vista da existência de milhares de palavras em situação semelhante
terminaríamos a limpeza como uma versão inteiramente anódina e falsa da língua,
que não serviria a quase nada no seu manejo. Ele quer matar o mensageiro
portador da má notícia: existe muito preconceito por aí.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, passemos a um assunto mais sério e aterrador: a defesa
do assassinato de recém-nascidos, publicada em artigo sob o título &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Aborto
pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; no conceituado &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Journal of Medical Ethics&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O resumo do texto feito pelos dois professores é este: “O
aborto é largamente aceito mesmo devido a razões que nada têm a ver com a saúde
do feto. Ao mostrar que (1) tanto os fetos quanto os recém-nascidos não têm o
mesmo status moral que têm as pessoas atuais (2) o fato de ambos serem pessoas
potenciais é moralmente irrelevante (3) a adoção não é sempre no melhor
interesse das pessoas atuais, os autores argumentam que o que chamam de ‘aborto
após o nascimento’ (matar os bebês) deveria ser permitido em todos os casos em
que o aborto o é, inclusive naqueles em que o recém-nascido é saudável.”&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao falar de permissão “em todos os casos”, eles não abrem
mesmo nenhuma exceção, incluindo na lista de possibilidades as crianças com
deficiências bem como, como está explícito acima, as que não as têm, sendo o
único critério de decisão a vontade dos pais. A possibilidade de adoção é
descartada porque isso seria psicologicamente mais inseguro para os pais do que
o infanticídio.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eles estão com a razão em um ponto: não há quase diferenças
entre fetos e crianças. Assim, quem aceita a afirmação sobre a igualdade moral
entre estes e aqueles e ao mesmo tempo defende o aborto, posição oposta à
minha, deve, por coerência, aceitar também o assassinato de recém-nascidos. Se
se permite esta prática, então nada impedirá a implantação, vamos imaginar, de
uma fazenda modelo de abate de bebês, ao lado de uma de abate de gado, para a
produção de órgãos destinados a transplantes. Essa seria uma das consequências
lógicas do argumento pró-infanticídio, fundado na ideia de que tais pequenos
seres não se qualificarem como “pessoas” no sentido moral do termo assim como, os
pesquisadores afirmam, os fetos não se qualificam. Isso tudo repugna, como é de
se esperar, os sentimentos morais das pessoas normais. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O direito de “abortar depois do nascimento” deve abranger
neste caso 40 anos, tempo suficiente para as mães dos proponentes dessa
proposta imoral verificarem que eles nunca se tornarão pessoas morais. Então,
elas poderão abortar ambos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É isso. O procurador deseja assassinar dicionários, os dois professores,
bebês.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Infanticidas sofisticados</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/03/eles-chegaram-la-dupla-de-especialistas.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Fri, 2 Mar 2012 12:28:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-7086729214370567120</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/eles-chegaram-la-dupla-de-especialistas-defende-o-direito-de-assassinar-tambem-os-recem-nascidos/#.T1Dm-crKwhM.blogger"&gt;ELES CHEGARAM LÁ: DUPLA DE ESPECIALISTAS DEFENDE O DIREITO DE ASSASSINAR TAMBÉM OS RECÉM-NASCIDOS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Reggae no Samba</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/02/reggae-no-samba.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 26 Feb 2012 09:28:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-4803993116810090773</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: right;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Passada a euforia do Carnaval, é possível observar um fenômeno interessante sobre o qual neste jornal algumas vezes escrevi um tanto solitariamente, pois era e sou o único a fazê-lo: o aumento da aceitação do &lt;i&gt;reggae &lt;/i&gt;pela classe média. Foi isso que se viu na Marquês de Sapucaí no desfile da Beija-Flor. Ela trazia, nas homenagens feitas a São Luís, com o incentivo da governadora Roseana Sarney, e a Joãosinho Trinta, referências a esse ritmo na letra de seu samba-enredo e na sua formação com milhares de componentes, entre os quais o &lt;i&gt;reggae &lt;/i&gt;se encontrava representado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual a tônica de minhas afirmações feitas no decorrer de mais de 10 anos? Permitam-me responder com autocitações um pouco longas retiradas de textos que se iniciam no já distante ano de 2001. Em 14 de janeiro, eu expunha meu ponto de vista:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;Sua penetração é sinal de força, de algo que fala à nossa cultura popular, talvez o elemento africano, tão presente entre nós. Foi aceito pelo povo, tem o que lhe dizer. Não importa a origem na Jamaica ou na Patagônia. Ou será que a influência americana é a única boa? Atenas é tão estrangeira quanto a Jamaica. [...].&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O povo maranhense foi capaz de criar um &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;reggae &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;original com sotaque próprio. Não é mais o da Jamaica nem é imitação. Já tem até site na Internet anunciando shows aos sábados, em São Paulo, “ao estilo maranhense”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu defendia ainda nesse texto, e continuo a fazê-lo, a sua profissionalização (alguns dizem comercialização em sentido pejorativo), concluindo que nisso ele segue os exemplos do Bumba-meu-boi, do samba, da música sertaneja, do Carnaval e do futebol. Qual o motivo de somente a ele se querer interditar esse caminho? Ao ter a oportunidade de segui-lo, investimentos são feitos e empregos são criados com todos os efeitos multiplicadores positivos sobre a geração de renda para amplos setores da população. Acrescento isto: coisas boas e negativas são criadas pela indústria da cultura de massas de que o &lt;i&gt;reggae &lt;/i&gt;hoje é parte. Uma possível e idealizada “pureza” de origem fatalmente se altera quando exposta no mercado. Não se pode ter tudo ao mesmo tempo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em 24 de agosto de 2003, ao falar da realização em São Luís do Reggae Roots Festival eu dizia: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt; Hoje, apesar das resistências e preconceitos, já enfraquecidos, porém, como se viu pela presença de muita gente de classe média no evento, o &lt;/i&gt;reggae &lt;i&gt;é uma marca maranhense, sem prejuízo de nossas tradições. Estas, ao contrário, se enriquecem com o aporte de elementos importados [...]. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [...] não se pode falar de cópia, mas de um processo espontâneo de absorção e diges-tão de elementos de fora, algo semelhante, sem a mesma autoconsciência, à antropofagia, de que nos falavam Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros modernistas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era a defesa contra o argumento dos seus adversários acerca da “impureza” de suas origens na Jamaica. O festival revelou, ainda, a existência uma estrutura profissional aqui, em condições de dar suporte ao movimento regueiro e organizá-lo comercialmente. A profissionalização não é tão somente bem-vinda, ela é desejável. Eu terminava assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;Outras manifestações com forte influência africana também já foram discriminadas no Brasil, mas depois passaram a ser vistas como parte de nosso patrimônio cultural. Agora, não será diferente.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Finalmente, em 2005, a 9 de janeiro, eu falava da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;notória reação contra o &lt;/i&gt;reggae &lt;i&gt;em nosso meio. Podemos importar o futebol (football), mas não o &lt;/i&gt;reggae&lt;i&gt;; o Natal, mas não o &lt;/i&gt;reggae&lt;i&gt;; o Papai Noel (São Nicolau), mas não o &lt;/i&gt;reggae&lt;i&gt;; e assim por diante. [...]. Amalgamado com traços culturais há mais tempo por estas praias, produziu algo nosso, que por sua vez continuará a sofrer mudanças, como todas as coisas vivas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As diferentes visões sobre o &lt;i&gt;reggae &lt;/i&gt;reproduzem velha controvérsia sobre mudança e permanência e sobre influências culturais exóticas. A mim, me parece que ele tem crescido com pouco ou nenhum apoio do setor público, evidência de sua força e de seu enraizamento no povo. Quantas manifestações populares de hoje passariam no teste de sobreviver com suas próprias forças? &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Primeira fase</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/02/primeira-fase.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Wed, 15 Feb 2012 16:50:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-97146737635046304</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;Com este post, encerro a primeira fase do assunto Trapiche. Daqui em adiante, voltarei a tratar dele em outras esferas. Faço um resumo dos fatos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;1) Numa área residencial de São Luís, a Península da Ponta da Areia, o proprietário do bar Novo Trapiche, ali encravado (não há nehum outro estabelecimento do tipo nas redondezas) patrocinou na temporada pré-carnavalesca o cortejo de uma banda carnavalesca que anteriormente desfilava no centro da cidade ou na Litorânea;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;2) A banda terminava seu roteiro exatamente às portas do T&lt;/span&gt;rapiche, local em que a esperavam diversos grupos musicais, que faziam apresentações pagas desde a hora da chegada da banda, no fim da tarde, até as 2ou 3 horas da madrugada, provocando poluição sonora em níveis muito acima do legalmente permitido pela Lei do Silêncio (clique &lt;a href="http://alturl.com/22pcw" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ler a íntegra da lei) e, portanto, perturbando os moradores e o sossego público;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
3) A banda atraía até o domingo passado, dia 12 de fevereiro, milhares de pessoas (num local que tem duas vias, apenas, de escoamento), centenas de ambulantes e carros com sistemas de som automotivo utilizados em sua potência máxima, provocando a paralização do tráfego de veículos e impedindo a saída dos moradores de seus prédios e a chegada a eles e ameaçando, assim, suas vidas , em especial das crianças, idosos e enfermos, por tornar impossível, pelo caos do trânsito, sua eventual remoção para atendimento de urgência, em caso de necessidade;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
4) Como se sabe, multidões atraem bons e maus elementos, gente, neste último caso, que se aproveita do ambiente permissivo, para adotar condutas infracionais de vários tipos, como furtos, roubos e utilização das ruas como local de urinar e de estacionar veículos em cima das calçadas e nos canteiros centrais, mais uma vez ameaçando os moradores. Leve-se em consideração, além disso, a pressão exercida sobre as ruínas das muralhas do Forte de Santo Antônio (Forte da Ponta da Areia), edificação tombada pelo governo federal através do IPHAN;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
5) Situação semelhante a essa já ocorreu no COHATRAC, com o estabelecimento chamado de Los Periquitos, do mesmo proprietário do Trapiche, provocando forte reação dos moradores de lá, o que levou ao encerramento de suas atividades naquele bairro;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
6) &lt;span style="color: red;"&gt;A perturbação causada pelo bar, com ênfase na poluição sonora, &lt;/span&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;ocorre o ano inteiro e não somente no período de Carnaval&lt;/b&gt;, sempre com a presença de grupos musicais que utilizam equipamentos de grande potência sonora, até altas horas da madrugada, às quarta-feiras, domingos e, eventualmente, em outros dias da semana;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
6) O que os moradores vêm solicitando às autoridades, com poucos resultados práticos, é que no futuro e permanentemente façam cumprir a Lei do Silêncio e demais diplomas legais que tratam da perturbação ao sossego público, da ameaça ao meio ambiente e a bens tombados pelo IPHAN. Abaixo-asinados, fotos e vídeos já foram a elas enviados. &lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
7) Finalmente, reafirmam os moradores nada têm contra a existência de bares, restaurantes, casas de diversão, bandas, conjuntos musicais e cortejos carnavalescos, desde que as leis sejam cumpridas e que a presença desses grupos e agremiações não conflite com a garantia do exercício dos direitos dos demais cidadãos ali residentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Cumpra-se a lei</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/02/cumpra-se-lei.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 12 Feb 2012 18:39:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-190449231597369088</guid><description>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: right; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: right; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 18pt 262.25pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Art. 1º -
É vedado perturbar a tranquilidade e o bem-estar público com ruídos, vibrações,
sons excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer
forma ou que contrariem os níveis máximos fixados nesta Lei. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;(Lei estadual 5.715, Lei do Silêncio).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao leitor ainda sem notícia dos tumultos provocados
pelo Carnaval na Península da Ponta da Areia, resumo os fatos e apenas aos
fatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nessa área residencial sem infraestrutura capaz de
receber multidões, milhares de pessoas vão aos domingos, a partir das 16 horas,
em sua direção, onde permanecem até a madrugada de segunda-feira, atraídas pelo
cortejo de uma banda carnavalesca e pela apresentação de 4 ou 5 conjuntos
musicais em bar ali situado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;As consequências de tal situação têm sido
desastrosas para os moradores da área: gente fazendo suas necessidades por todo
lugar; níveis de poluição sonora insuportáveis por horas seguidas; ameaça à
segurança pessoal dos moradores por causa da ocorrência de furtos e aumento do
potencial de roubos e por causa também do bloqueio da Península em suas duas
únicas vias de escoamento, o que impede a saída de carros em caso de
necessidade urgente de assistência médica, em especial a crianças, idosos
e enfermos; danos aos muros das residências; veículos com equipamentos de som
automotivo fazendo ruído ao nível máximo de sua capacidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ocorrem ainda outros problemas. Um é a pressão exercida
sobre as ruínas dos muros do Forte de Santo Antônio (Forte da Ponta da Areia), onde
está sediado o Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militares do Maranhão,
forte de valor histórico, tombado pelo governo federal (Iphan), e localizado
exatamente em frente ao bar, em trecho estreito da rua entupida de gente urinando
por ali e fazendo sabe-se lá mais o quê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Outro problema são os potenciais danos ao ambiente, numa
área já de si mesma extremamente frágil do ponto de vista ambiental e que pode
ser facilmente ser impactada de&amp;nbsp;forma negativa e irreversível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Situações como essa ocorrem em diversas locais da cidade,
sempre com forte reação dos moradores, respaldados pela lei. No Cohatrac, área
residencial como a Península, havia bar semelhante, contra o qual o repúdio foi
tão forte que seu proprietário foi obrigado a fechar seu negócio ali. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alguém
poderá perguntar pela razão de as pessoas começaram de repente a fazer ali um
cortejo carnavalesco. Pergunta que fiz a mim mesmo até ler outra notícia
esclarecedora: o dono do bar é o mesmo promotor da banda carnavalesca. Ele leva
esta e como resultado a multidão, a desaguar na bilheteria de seu
estabelecimento. Nada contra empreendedores ganharem dinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Quem já se deu o trabalho de ler meus textos neste
jornal nos últimos anos conhecerá minhas ideias favoráveis à livre iniciativa
econômica, à economia de mercado e ao empreendedorismo, em resumo, ao
capitalismo. No meu blog www.linomoreira.com o leitor poderá encontrar muito
material sobre minha posição e igualmente imagens mostrando o que ocorre aos
domingos. Portanto, não luto contra ninguém fazer seus investimentos e gerar lucro
legítimo. Sou a favor, inteiramente a favor. É esse pessoal que gera riqueza. Mas,
atenção, isso não pode e não deve ser feito sem obediência às leis. Ao
contrário, deve ser sempre de acordo com ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que está em jogo não é questão de opinião, de ser contra
ou a favor, de achar certo ou errado, mas de legalidade e de bom senso. Nada
recomenda que se faça ali o que está sendo feito. Tudo aconselha não se fazer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cumpra-se a lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Imagens do caos da Península causado peloTrapiche</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/02/imagens.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Tue, 7 Feb 2012 17:14:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-8012394923866579647</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsYR9jfP9nHONOguW-mkWMRik7IXoE8zopu8jmgjk73ViXITEEFdnYPdtTAD2KaoqKAQ_RBY1ZatPWj7cgQ8anfYcaml0BFo0YQaZIvEz5wicLqNYwAaye2HED4MOrpTptH2tS0g/s1600/lino.carnaval+080.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsYR9jfP9nHONOguW-mkWMRik7IXoE8zopu8jmgjk73ViXITEEFdnYPdtTAD2KaoqKAQ_RBY1ZatPWj7cgQ8anfYcaml0BFo0YQaZIvEz5wicLqNYwAaye2HED4MOrpTptH2tS0g/s400/lino.carnaval+080.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Na porta do Trapíche e entorno, multidão bloqueia as saídas de meu prédio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;na Península da Ponta da Areia. Em breve terei um arquivo de áudio para mostrar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;o nível de ruído. Vejam abaixo o mesmo local à tarde antes da chegada da Banda Bandida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0JPBv4eSKqDpeLSN837aIsXlDnYSpwr6p3WmcdQjqy4XI5mtV4PE25A3ZPRzJWI8lxDX6OwIy68FXCZ6fN_jlgTmbfCzToO3tbGofHP3hDWwnm9Y-i3Mx0BaH9ma1NuC9shLN8w/s1600/lino.carnaval+011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0JPBv4eSKqDpeLSN837aIsXlDnYSpwr6p3WmcdQjqy4XI5mtV4PE25A3ZPRzJWI8lxDX6OwIy68FXCZ6fN_jlgTmbfCzToO3tbGofHP3hDWwnm9Y-i3Mx0BaH9ma1NuC9shLN8w/s400/lino.carnaval+011.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mesmo local da primeira foto, acima, antes da chegada, à noite,da Banda Bandida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Note que o Trapiche, ao fundo, logo após o muro amarelo do Iate Clube, não possui&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;estrutura de alvenaria. Funciona em tendas, sem capacidade de isolamento acústico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essas imagens para servem para mostrar os riscos a que os moradores da área estão submetidos, se tiverem de ser deslocados às pressas para um hospital. É inimaginável, por outro lado, o nível de ruído provocado pelos&amp;nbsp; grupos musicais levados para o local pelo dono do Trapiche, onde aguardam a chegada da Banda Bandida, para apresentações que vão até a madrugada. Sem falar no mijadouro a céu abero em que a turma jovem transforma a área. Pena que os jovens estejam se aculturando no desrespeito à Lei (neste caso, a do Silêncio) e na ideia de que se pode fazer isso impunemente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s400/lino.carnaval+077.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O caos no trânsito.Guardas municipais estão aí por perto, mas se limitam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;a olhar tudo coms mãos nos bolsos, enquanto os carros tentam desrespeitar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;outra lei, desta vez da Física, e ocupar ao mesmo tempo o mesmo lugar no espaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzSSNWBE11Dqzy0RI87izPUoUDchg-7lmhMALyuxYmqQBjKHLdftFpi1vQHU_jH43lhoUyaMCP3O0i1NKjRUEqQUF3jdXIV8rQ3ZjgXHc0myvKrFQwXjjLS3XMLgD6Ur6xNnIdZg/s1600/lino.carnaval+077.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsYR9jfP9nHONOguW-mkWMRik7IXoE8zopu8jmgjk73ViXITEEFdnYPdtTAD2KaoqKAQ_RBY1ZatPWj7cgQ8anfYcaml0BFo0YQaZIvEz5wicLqNYwAaye2HED4MOrpTptH2tS0g/s72-c/lino.carnaval+080.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Íntegra da Lei Estadual 5.715 (Lei do Silêncio)</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/02/integra-da-lei-estadual-5715-lei-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 5 Feb 2012 12:18:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-2881108004829319454</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para ajudar no debate sobre os constantes transgressões à Lei do Siêncio em São Luís, vai abaixo sua íntegra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Lei estadual 5.715 (Lei do Silêncio)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CAPÍTULO I&lt;br /&gt;
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;    Art. 1º - É vedado perturbar a tranquilidade e o bem-estar público com ruídos, vibrações, sons excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer forma ou que contrariem os níveis máximos fixados nesta Lei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;    Art. 2º - Cabe a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Turismo – SEMATUR, órgão de prevenção e controle da poluição do meio ambiente, impedir ou reduzir a poluição sonora em ação conjunta com a Secretaria de Estado da Segurança Pública.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;    Art. 3º - Para os efeitos da presente Lei, consideram-se aplicáveis as seguintes definições:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;I – poluição sonora – toda emissão de som que, direta ou indiretamente, seja ofensiva ou nociva à saúde, à segurança e ao bem-estar da coletividade, ou transgrida as disposições fixadas nesta Lei;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;II – meio ambiente – conjunto formado pelo espaço físico e os elementos naturais nele contidos, até o limite do território do Estado, passível de ser alterado pela atividade humana;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;III – som – fenômeno físico provocado pela propagação de vibrações mecânicas em meio elástico, dentro da faixa de frequência de 16 Hz a 20 KHz e passível de excitar o aparelho auditivo humano;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;IV – ruído – qualquer som que cause ou tente causar perturbações à tranquilidade pública ou produzir efeitos psicológicos e/ou fisiológicos negativos em seres humanos e animais;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;V – som impulsivo – som de curta duração, com início abrupto e parada rápida, caracterizado por um pico de pressão de duração menor que um segundo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;VI – ruído de fundo – todo e qualquer som que esteja sendo emitido durante o período de medições, que não aquele objeto de medições;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;VII – distúrbio por ruído ou distúrbio sonoro – significa qualquer som que:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;a) ponha em perigo ou prejudique a saúde de seres humanos ou animais;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;b) cause danos de qualquer natureza à propriedade pública ou privada;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;c) possa ser considerado incômodo ou que ultrapasse os níveis máximos fixados nesta Lei;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;VIII – nível equivalente (leq) – o nível médio de energia do ruído, encontrado integrando-se os níveis individuais de energia ao longo de determinado período de tempo e dividindo-se pelo período pelo período, medido em dBA;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;IX – decibel (dB) – unidade de intensidade física relativa do som;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;X – nível de som (dBA) – intensidade do som, medida na curva de ponderação A, definida na norma NBR-7731 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;XI – ruído intermitente – aquele cujo nível de pressão acústica cai bruscamente ao nível do ambiente, várias vezes, durante o período de observação, desde que o tempo em que o nível se mantém com o valor constante, diferente daquele do ambiente, seja da ordem de grandeza de um segundo ou mais;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;XII – zona sensível a ruído ou zona de silêncio – é aquele que, para atingir seus propósitos, necessita que lhe seja assegurado um silêncio excepcional;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;XIII – limite real da propriedade – um plano imaginário que separa a propriedade real de uma pessoa física ou jurídica de outra;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;XIV – serviços de construção civil – qualquer operação em canteiro de obra, montagem, elevação, reparo substancial, alteração ou ação similar, demolição ou remoção no local, de qualquer estrutura, instalação ou adição a estas, incluindo todas as atividades relacionadas, mas não restritas à limpeza de terreno, movimentação, detonação e paisagismo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;XV – vibração – movimento oscilatório transmitido pelo solo ou por uma estrutura qualquer;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;XVI – horário:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;a) diurno – o período compreendido entre as 07:00 e 18:00 horas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;b) noturno – o período compreendido entre as 18:00 e 07:00 horas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;CAPÍTULO II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;DA COMPETÊNCIA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 4º - Na aplicação das normas estabelecidas por esta Lei, compete à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Turismo – SEMATUR:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;I – estabelecer o programa de controle dos ruídos urbanos, e exercer, diretamente ou através de delegação, o poder de controle e fiscalização das fontes de poluição sonora;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;II – aplicar sanções e interdições, parciais ou integrais, previstas na legislação vigente;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;III – exercer fiscalização;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;IV – exigir das pessoas físicas ou jurídicas, responsáveis por qualquer fonte de poluição sonora, apresentação dos resultados de medições e relatórios, podendo, para consecução dos mesmos, serem utilizados recursos próprios ou de terceiros;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;V – impedir a localização de estabelecimentos industriais, fábricas, oficinas ou outros que produzam ou possam vir a produzir distúrbios sonoros em unidades territoriais residenciais ou em zonas sensíveis a ruídos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;VI – organizar programas de educação e conscientização a respeito de:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;a) causas, efeitos e métodos gerais de atenuação e controle de ruídos e vibrações;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;b) esclarecimento das ações proibidas por esta Lei e os procedimentos para relato das violações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;CAPÍTULO III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;DAS DISPOSIÇÕES GERAIS &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 5º - Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais e as associações comunitárias poderão contribuir para o controle da poluição sonora, denunciando a emissão de ruídos acima dos níveis fixados nesta Lei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 6º - Depende de prévia autorização da SEMATUR a utilização ou detonação de explosivos ou similares, no Estado do Maranhão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 7º - Depende de prévia autorização da SEMATUR a utilização de serviços de alto-falante, festas e outras fontes de emissão sonora, nos horários diurno e noturno, como meio de propaganda, publicidade e diversão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 8º - Fica proibido carregar e descarregar, abrir, fechar e executar outros manuseios de caixas, engradados, recipientes, materiais de construção, latas de lixo ou similares no período noturno, de modo que cause distúrbio sonoro em unidades territoriais residenciais ou em zonas sensíveis a ruídos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 9º - Os serviços de construção civil da responsabilidade de entidades públicas ou privadas dependem de autorização prévia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Turismo – SEMATUR, quando executados nos seguintes horários:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;I – domingos e feriados, em qualquer horário;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;II – dias úteis, em horário noturno, no caso de atividades de centrais de serviços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Parágrafo único – Excetuam-se destas restrições, as obras e os serviços urgentes e inadiáveis decorrentes de casos fortuitos ou de força maior, acidentes graves ou perigo iminente à segurança e ao bem-estar da comunidade, bem como o restabelecimento de serviços públicos essenciais, tais como energia elétrica, gás, telefone, água, esgoto e sistema viário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;CAPÍTULO IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;DOS NÍVEIS MÁXIMOS PERMISSÍVEIS DE RUÍDOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 10 – A emissão de ruídos, em decorrência de quaisquer atividades industriais, comerciais, prestação de serviços, inclusive de propaganda, bem como sociais e recreativas, obedecerá aos padrões e critérios estabelecidos nesta Lei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 11 – Ficam estabelecidos os seguintes limites máximos permissíveis de ruídos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;I – o nível de som proveniente da fonte poluidora, medido dentro dos limites reais da propriedade onde se dá o suposto incômodo, não poderá exceder de 10 decibéis (dB(A)) o nível do ruído de fundo existente no local;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;II – independente do ruído de fundo, o nível de som proveniente da fonte poluidora, medindo dentro dos limites reais da propriedade não poderá exceder aos níveis fixados na Tabela 1, que é parte integrante desta Lei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Parágrafo único – Quando a propriedade onde se dá o incômodo trata-se de escola, creche, biblioteca pública, cemitério, hospital, ambulatório, casa de saúde ou similar, deverão ser atendidos os limites estabelecidos para a zona residencial (ZR), independente da efetiva zona de uso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 12 – Quando o nível de som proveniente de tráfego, medido dentro dos limites reais da propriedade onde se dá o incômodo, ultrapassar os níveis fixados na Tabela 1, caberá à SEMATUR articular-se com órgãos competentes, visando a adoção de medidas para a eliminação ou minimização do distúrbio sonoro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 13 – A medição do nível de som será feita utilizando-se a curva de ponderação A com circuito de resposta rápida, e o microfone deverá estar afastado, no mínimo, 1,50 m (um metro e cinquenta centímetros) do solo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 14 – As vibrações serão consideradas prejudiciais quando ocasionarem ou puderem ocasionar danos materiais à saúde e ao bem-estar público.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 15 – Os equipamentos e o método utilizados para a medição e avaliação dos níveis de som e ruído obedecerão às recomendações da norma NBR-7731 da ABNT, ou às que lhe sucederem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 16 – A emissão de som ou ruído por veículos automotores e aeronaves, e os produzidos no interior dos ambientes de trabalho obedecerão às normas expedidas, respectivamente, pelo Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, e pelos órgãos competentes do Ministério da Aeronáutica e do Ministério do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;CAPÍTULO V&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;INFRAÇÕES E PENALIDADES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 17 – Aos infratores desta Lei serão aplicadas as seguintes penalidades, sem prejuízo das cominações civis e penais cabíveis:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;I – advertência, por escrito, em que o infrator será notificado para fazer cessar a irregularidade, sob pena de imposição de outras sanções previstas nesta Lei;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;II – multa de 1 (uma) a 200 (duzentos) UFR;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;III – suspensão de atividades até a correção das irregularidades;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;IV - cassação de alvará e licença concedidos, a ser executada pelos órgãos competentes do Executivo Estadual, em especial a SEMATUR – Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Turismo, e a Secretaria de Estado da Segurança Pública.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Parágrafo único – Nos casos de infração a mais de um dispositivo legal, serão aplicadas tantas penalidades quantas forem as infrações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 18 – Para efeito da aplicação de penalidades, as infrações aos dispositivos desta Lei serão classificadas como leves, graves e gravíssimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 19 – A penalidade de advertência poderá ser aplicada quando se tratar de infração de natureza leve ou grave, fixando, se for o caso, prazo para que sejam sanadas as irregularidades apontadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Parágrafo único – A penalidade de advertência não poderá ser aplicada mais de uma vez para uma mesma infração cometida por um único infrator.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 20 – Na aplicação das multas de que trata o inciso II do Art. 17, serão observados os seguintes limites:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;I – de 1 (uma) a 50 (cinquenta) UFR, no caso de infração leve;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;II – de 51 (cinquenta e uma) a 100 (cem) UFR, no caso de infração grave;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;III – de 101 (cento e uma) a 200 (duzentas) UFR, no caso de infração gravíssima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;§1º - O valor da multa a ser aplicada será fixado pela autoridade competente, levando-se em conta a natureza da infração, as suas consequências, o porte do empreendimento, os antecedentes do infrator e as demais circunstâncias agravantes ou atenuantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;§2º - Em caso de reincidência em infração punida com multa, esta será aplicada em dobro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 21 – A penalidade de suspensão de atividades poderá ser aplicada a partir da segunda reincidência em infração em infração penalizada com multa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Parágrafo único – Em caso de grave e iminente risco para vidas humanas ou recursos ambientais, o Governo do Estado poderá determinar um processo sumário, a suspensão de atividades de fonte poluidora, durante o tempo que se fizer necessário para a correção da irregularidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 22 – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Art. 23 – Revogam-se dispositivos em contrário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e a execução da presente Lei pertencerem que a cumpram e a façam cumprir tão inteiramente como nela se contém. O excelentíssimo Senhor Secretário de Estado Chefe da Casa Civil do Governador a faça publicar, imprimir e correr.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANEXO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
TABELA 1 &lt;br /&gt;
&lt;table border="1" bordercolor="#cccccc" class="bordasimples" style="width: 550px;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="background-color: #eeeeee; font-weight: bold;"&gt;Tipo de Área&lt;/td&gt;  &lt;td style="background-color: #eeeeee; font-weight: bold;"&gt;Período Diurno&lt;/td&gt;  &lt;td style="background-color: #eeeeee; font-weight: bold;"&gt;Período Noturno&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Residencial (ZR)&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;55 dBA &lt;/td&gt;  &lt;td&gt;45dBA&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Diversificada (ZD)&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;65 dBA&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;55 dBA&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Industrial (ZI)&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;70 dBA&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;60 dBA&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
TABELA 2&lt;br /&gt;
&lt;table border="1" bordercolor="#cccccc" class="bordasimples" style="width: 550px;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="background-color: #eeeeee; font-weight: bold;"&gt;DISPOSITIVOS&lt;/td&gt;  &lt;td style="background-color: #eeeeee; font-weight: bold;"&gt;CLASSIFICAÇÃO&lt;/td&gt;  &lt;td style="background-color: #eeeeee; font-weight: bold;"&gt;OBSERVAÇÕES&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Art. 6º&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Grave&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Explosivos&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Art. 7º&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Leve&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Art. 8º&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Leve&lt;/td&gt;  &lt;td&gt; &lt;br /&gt;
&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Art. 9º&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Grave&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Art. 11º&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Leve&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Até 10 db (dez decibéis) acima do limite&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Art. 11º&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Grave&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;De 10 db a 40 db acima do limite&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Art. 11º&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Gravíssima&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Mais de 40 db acima do limite&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; &lt;td&gt;Art. 14º&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;Grave&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Banda Peninsular</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/01/banda-peninsular.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 29 Jan 2012 10:13:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-1062682862714581368</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Li neste jornal, edição do dia 15 deste mês de janeiro,
notícia de reunião entre o Ministério Público do Maranhão e a Secretaria de
Trânsito e Transporte de São Luís, em que o órgão municipal se comprometeu a
acatar recomendação dos promotores, de disciplinar o trânsito na chamada
Península da Ponta da Areia, por ocasião do cortejo da Banda Bandida, durante
todos os domingos até o fim do período de Carnaval. O acesso à área seria controlado:
omente aos moradores, de posse de comprovante de residência, e hóspedes de
hotéis dali, se permitiria a circulação em veículos automotores, com a
finalidade, evidente, de chegarem a suas residências. As pessoas poderiam se
deslocar a pé sem sofrer tal restrição, a ser iniciada às 15 horas e finalizada
às 21 horas. Não sei o motivo de o acordo não ter sido honrado. Houve recuo do
Ministério Público? Ou a Secretaria deu para trás? O certo é que ficou o dito
pelo não dito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Trago o assunto à discussão por dois motivos. Primeiro,
porque, como moradores do local, sofremos, eu e meus familiares bem como outras
vítimas do prédio e de prédios vizinhos, as consequências da confusão criada
nos últimos domingos naquele local desprovido de infraestrutura capaz de
receber multidões de eventos públicos. Realizá-lo ali é como realizá-lo no
Calhau, por exemplo, ou no Cohafuma, ou em quaisquer outros conjunto e área
residenciais de São Luís. Qual a motivação de fazê-lo justamente lá?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O segundo motivo é mais importante porquetem relação direta
com algo de grande importância na vida civilizada, mas na nossa sociedade não é
levado a sério, sendo tratado, até, como atitude exótica: o cumprimento da lei.
No tempo das cavernas, elas não existiam. Mandava o mais forte. Civilizarse é estabelecer
essas regras de convivência e obedecê-las. Confirma-se, pelo seu
descumprimento, a correta avaliação do cronista deste jornal, Joaquim Itapary,
de nesta cidade nada funcionar. Nisto está a raiz da existência de leis que
pegam ou não, traço de nossa cultura tão criticado exatamente pelos que contribuem
para torná-las inócuas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;Explico. Existe uma Lei do Silêncio, estadual. Ela não é
cumprida, ou só o é em pouquíssimos momentos, entre o primeiro e o último
minuto do evento. Na península, além do desfile de carros com potentes
equipamentos de som a todo volume, existe um bar chamado Novo Trapiche, useiro
e vezeiro em adicionar centenas de decibéis à balbúrdia sonora, nisso imitado
pela Associação de Fiscais da Prefeitura, localizada bem perto.
Independentemente, porém, do período carnavalesco, o Novo Trapiche perturba o
sossego público frequentemente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Vamos pensar agora nisto: quem irá recuperar as calçadas dos
prédios e os canteiros centrais das vias públicas danificados pelo
estacionamento dos automóveis sobre eles? Nada tenho contra bandas ou contra a
Bandida. Aliás, tenho nela muitos amigos e até um irmão, João Carlos, um de
seus pioneiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Minha luta não é contra ninguém. É favor de princípios e da
lei. Tanto não tenho nada contra elas que estou organizando uma, a Banda
Peninsular. Ela será a melhor da cidade e percorrerá, sem pedido de licença a
ninguém, as ruas onde os líderes da Bandida residem, parando na porta de cada
um. E vou levar as torcidas do Flamengo e do Corinthians!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;Passemos a questões referentes ao bom senso, tão em falta em
ocasiões como esta. A península não está preparada para receber multidões,
repito. Provam-no os milhares de homens e mulheres (acreditem) urinando em
qualquer lugar. Reflitamos, também, sobre situações de emergência. Por exemplo,
um morador idoso de um prédio necessita ser transportado a um hospital. Sitiado
como está, e havendo apenas duas vias de escoamento, o tempo desperdiçado no
rompimento da barreira formada pela multidão pode ser a diferença entre sua
vida e morte. No domingo passado, testemunhei a dificuldade de uma viatura
passar pela multidão e sair da península. O veículo era do quartel do
Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros localizado a poucos metros do Novo
Trapiche, no Forte de São Antônio, edificação de valor histórico. Temos a
sensação de ser vítimas de sequestro e reféns em nossas próprias residências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Por que não tomar como modelo o réveillon do Rio de Janeiro,
como o Ministério Público propôs inicialmente? Lá, as ruas de Copacabana são
interditadas sem se ouvirem reclamações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;Não faltarão tentativas de me classificar de adversário do
Carnaval, reacionário, direitista e bobagens assim. É reflexo condicionado
antigo que serve de biombo à indisposição ao debate e à disposição a fazer
descer pela goela alheia pontos de vista esdrúxulos. Se apegar-se aos fatos e
lutar pelo fiel cumprimento dos preceitos legais servir à tentativa de colar em
mim todos esses rótulos, assim seja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;Meu pedido às autoridades tem se resumido ao cumprimento da
lei, que, óbvio, deve ser obedecida por todos. É pedir demais? Se não for
possível cumpri-la, melhor revogá-la, por inútil. Não queremos, nem poderíamos
querer, o cerceamento do direito das pessoas de ir e vir. Contudo, não podemos
concordar com a lesão a nosso próprio direito. Apelamos ao bom senso dos
dirigentes da Bandida e pedimos que se imaginem em nosso lugar. Há dezenas de
locais na cidade adequados ao cortejo. Por que fazê-lo onde ele não cabe e
provoca tantos problemas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Reconheço progressos no último domingo. As atividades
terminaram mais cedo e a poluição sonora foi menor, graças, em grande parte, à
pronta ação da delegada-geral de Polícia, dra. Cristina Meneses, com o suporte
da Superintendência de Polícia da Capital, Polícia Militar e Guarda Municipal. Mesmo
antes de receber qualquer apelo dos moradores, a delegada-geral já havia tomado
a iniciativa de combater com firmeza os excessos, em especial os devidos à
emissão de sons. Em outro trecho da Ponta Areia, o desrespeito à Lei do
Silêncio já havia sido objeto antes de ação semelhante por equipes dela com
pleno sucesso. Quando há determinação de fazer, há bons resultados. Temos
certeza de que as coisas estarão melhores ainda neste fim de semana e assim
permanecerão nos seguintes.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Sem Culpa</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/01/sem-culpa.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 15 Jan 2012 11:18:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-8341621642317412988</guid><description>&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jornal O Estado do Maranhão &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não sei se o leitor já notou a ausência de culpados morais no Brasil de hoje. De alto a baixo da escala social, dos mais ricos e influentes aos mais pobres e desamparados ninguém é culpado de nada. Pergunto apenas de forma retórica, pois sei da perspicácia de quem me lê, que não pode, a respeito do assunto, deixar de utilizar sua própria avaliação. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os influentes, bem, os influentes são... influentes e tem todo o dinheiro necessário à compra dos serviços de bons e matreiros advogados capazes de, no caso de seus clientes serem flagrados com a boca na botija – roubando recursos públicos por exemplo –, livrá-los dos curtos braços da abundante e confusa legislação penal brasileira. Minhas observações ignoram esses e tratam dos outros.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Suponha o indefeso leitor que, estando no conforto e aparente segurança de sua residência, uma quadrilha de jovens assaltantes surge inesperadamente na sala onde você está assistindo a seu programa de TV favorito (coisa bem classe média e “burguesa”, no linguajar, vamos dizer, dos maconheiros da USP). Os bandidos humilham você e sua família, ameaçam matar todo mundo em meio a palavrões, levam todos os seus pertences com valor no mercado negro e fogem rapidamente, depois de pegar seu filho pequeno e ameaçar jogá-lo pela janela do nono andar.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em casos como esse, você não deve se revoltar e exigir providências imediatas das autoridades de (in)segurança. Em nome do “politicamente correto”, fique quieto. Exigir, a seus bens e sua vida, a proteção efetiva do Estado, que a nega até a juízes ameaçados pela bandidagem, é apenas revelar suas tendências autoritárias e fascistoides. Sem emocionalismos pequeno-burgueses, você deve parar e refletir sobre a história daqueles injustiçados: infância miserável, com ensino público de baixíssima qualidade, famílias desestruturadas, sem oportunidade de trabalho e por aí vai. As condições iniciais de vida encontradas por essas pessoas justificam uma espécie de jogo de compensação. Suas ameaças à vida civilizada apenas equilibram a disputa antes desfavorável a eles. Deve ser coisa do tal Direito encontrado nas ruas.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essa fantasia, infelizmente, prevalece em grande parte da grande imprensa do Brasil, em meio a muitos setores da sociedade e, naturalmente, é parte essencial do pensamento de todas as correntes e subcorrentes do PT, partido atualmente no poder no Brasil. As escolhas morais das pessoas não contam, uma vez que se pode atribuir a uma entidade etérea, chamada de “sistema”, as responsabilidades por crimes individuais. Quantos pobres escolhem esse caminho? Proporcionalmente, pouquíssimos, pois é nenhuma a relação de causa e efeito entre pobreza e criminalidade. A decisão individual por afrontar o ordenamento legal, porém, serve paradoxalmente à colocação nos criminosos do selo de vítimas do “sistema”, justificativa suficiente para incentivá-los à continuação na carreira de malfeitores. Coitadinhos, merecem compreensão, já sofreram tanto!&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Do ponto de vista das liberdades individuais, tal pensamento é nefasto. A democracia é o império das leis legitimamente estabelecidas. Passar a mão na cabeça dessa gente é descumpri-las e, assim, enfraquecer a vida democrática. Se for assim, melhor mudá-las para algo como: “Art. 1º - O portador de traumas resultantes da pobreza poderá matar, roubar, estuprar, cheirar cocaína, fumar craque e o que mais desejar. Art. 2º - Os outros ficam proibidos de agir da mesma forma. Art. 3º – Revogam-se as disposições que possam atrapalhar o fiel cumprimento desta lei.” &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Consequência mais perigosa ainda do vitimismo, de que o PT é entusiasta, é a ideia de que a alternativa à “legislação burguesa injusta” é desprezar sua mudança ou revogação por meios legais e, em seguida, obter o monopólio do poder e, dessa forma, de todo o sistema legal, em benefício de um partido político, intérprete único da “vontade do povo”. É o coletivo a eliminar a individualidade. No mundo real, milhões de pessoas foram assassinadas pela fome ou fuzilamento sumário em nome dessa utopia totalitária, por regimes socialistas. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Dinastia democrática e popular</title><link>http://www.linomoreira.com/2012/01/dinastia-democratica-e-poular.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 1 Jan 2012 09:17:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-6548184782427527315</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi de imenso pesar minha reação à notícia da morte recente do grandioso, magnânimo, iluminado, genial, astuto como Chapolin Colorado e o mais amoroso dos amantes, o camarada Kim Jong-il, guia genial do povo norte-coreano. A obra do amado comandante supremo de incontáveis vitórias continuará eternamente na lembrança dos povos progressistas. Enquanto a Coreia do Sul, engolfada por sucessivas crises do capitalismo, sistema econômico às portas da crise final e destinado ao desaparecimento da face da Terra, conforme as previsões dos mais abalizados analistas anti-imperialistas desde 1917, enquanto a Coreia do Sul, como eu ia dizendo, mas me deixei levar pela tristeza deste momento, afunda inexoravelmente na pobreza, a prosperidade internacionalista do norte é admirada em todo o mundo, menos, é claro, nos países dominados por burguesias adeptas do neoliberalismo repressor e explorador bem como da especulação financeira prejudicial ao povo popular e heroico.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como já informado pela imprensa livre da Coreia do Norte, no momento do nascimento do precocemente falecido líder, numa cabana no Monte Paektu, perto da fronteira com a China que, apesar de nossa amiga, se vendeu ao capitalismo decadente, uma andorinha foi vista no céu, sinalizando uma primavera precoce, e um arco-íris duplo apareceu de repente. À noite, uma estrela de luz extraordinária surgiu no céu. Agora, na hora de sua morte, um lago congelado rachou tão ruidosamente que pareceu sacudir os céus e a Terra e um misterioso brilho foi visto em uma montanha sagrada. Os céus o reverenciaram no começo e fim da vida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esse chefe inigualável, Kim Jong-il, morto na semana passada, mas imortal nos corações de seus compatriotas e proletários do mundo inteiro, pertence a uma família de força moral insuperável e capacidade de inovação sem precedentes. Foi de seu pai, Kim Jong-sung-a, inquestionável condutor dos povos, a ideia, sequer cogitada antes por um único ser humano, mas por ele formulada e colocada em prática, de estabelecer democraticamente uma dinastia comuno-socialista na Coreia do Norte, com uma pequena ajuda de seu exército. Quantos, sem a inteligência assombrosa do fundador, pensariam nisso? Ninguém, evidentemente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De saco cheio de dinastias burguesas, tais como as da Europa, em especial a da Grã-Bretanha, reconhecidamente opressora de seu próprio povo e promotora de guerras contra povos pacíficos, ele decidiu instituir a dinastia Kim Jil-ber-to jil (tenho a impressão de que começo a misturar os nomes desse pessoal), essa, sim, verdadeiramente democrática, popular e revolucionária. Para evitar a anarquia de eleições, ele tomou sábia decisão: em vez de cada eleitor puxar numa direção, teria de haver um eleitor tão só, ele mesmo. Assim, tudo ficou mais barato e apurar o resultado não deu mais tanto trabalho. Isso prova sua generosidade e sabedoria, pois, mesmo sabendo quem ia ganhar a eleição, ele fazia questão de realizá-la, quando um ditador burguês qualquer se declararia eleito logo. Dessa forma, a paz e a tranquilidade da verdadeira nação coreana (não a falsa nação do sul) foram preservadas. E ai de quem discordar. Terá de ser reeducado no interior do país por mestres especializados do Partido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como governante bondoso, ele decidiu não executar os vermes oposicionistas sem antes levar esses criminosos, capitalistas insensíveis, a julgamento em que eles deveriam confessar seus crimes contra a humanidade proletária e socialista representada por seu governo. Esses traidores eram agentes inimigos a soldo de Washington, infiltrados na pátria autêntica da liberdade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora teremos Kim III (Kim Jong-un-dois-três), jovem de menos de 30 anos, filho de Kim Jong-il. Mesmo a nojenta mídia golpista internacional (a norte-coreana, propriedade do povo, é 100% a favor do governo), não escondeu sua admiração pelas eloquentes palavras do novo soberano, o terceiro da dinastia: “Agora, quem manda sou eu, não o moleirão do meu pai. Comigo, escreveu não leu, o pau comeu. Dúvidas, meus queridos?”&lt;br /&gt;Longa vida a Kim III. Que eterna seja sua dinastia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>A favor de Papai Noel</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/12/favor-de-papai-noel.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 18 Dec 2011 19:36:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-4948923623635444004</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Engana-se quem pensa que Papai Noel distribui brinquedos aleatoriamente, sem se preocupar com as consequências de seu apostolado. O bom velhinho obedece a critério claro e objetivo, bastante antigo, usado desde o início de sua autoimposta tarefa de andar pelo mundo no dia do nascimento de Jesus Cristo: a crianças ricas, presentes ricos; a pobres, pobres; a remediadas, remediados. Nada mais acertado. Com a sabedoria acumulada em séculos de trabalho, ele entendeu as dificuldades de oferecer aos miúdos brinquedos iguais com respeito ao preço e resolveu dar a desiguais tratamentos desiguais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Oferecer só os mais caros às crianças exigiria recursos não disponíveis em seu orçamento, limitado como todos os orçamentos. A saída, dados seus parcos recursos, desfalcados por altos impostos do governo da Lapônia, local onde ele mora, poderia ser a doação somente daqueles brinquedos de preço médio, situado entre o mais alto e o mais baixo. Contudo, como fino conhecedor da natureza humana, ele deve ter visto logo as dificuldades de adoção de tal critério. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os ricos reclamariam imediatamente porque esperariam mimos compatíveis com sua autoproclamada importância social. Quem sabe exigiriam para seus filhos um desses brinquedos recheados com as mais modernas tecnologias; ou um smartphone da Apple, não um simples e comum celular. Todavia, os garotos receberiam coisas muito mais modestas, já banalizadas pelo consumo de massa. A insatisfação desse pessoal seria fonte certa de agitação e revolta, nem sei se das crianças, mas de seus pais, preocupados com o frágil bem-estar espiritual de seus herdeiros. Ninguém poderia garantir, nessas circunstâncias, a estabilidade política da nação e a felicidade do povo. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os pobres, pobres coitados, ficariam inicialmente satisfeitos. Quantos deles teria sequer sonhado em ganhar aquilo que os abastados rejeitariam? Um super-herói de plástico já seria suficiente. Consoles de jogos eletrônicos, dos modelos mais simples, seriam razão de festejos. Até um caminhãozinho de madeira cairia bem. Mas, eles talvez fossem mais perigosos ainda do que os ricos com respeito à tranquilidade dos cidadãos. Depois de experimentarem o gostinho do bem-bom, presenteados com coisas acima de seu desejo, não deixariam de querer mais e mais. Eternos insatisfeitos, sempre com exigências descabidas! Daí a uma revolução “socialista e popular” seria um curtíssimo passo. O melhor, mesmo, seria não agitar as massas. Tudo poderia desandar e os comunistas poderiam ser tentados a novamente comer criancinhas. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os remediados, aqueles do meio, imprensados entre os de cima e os de baixo, aparentemente indiferentes a tudo, ficariam muito ressentidos. Eternas incógnitas, quietos pelos cantos, eles não sabem se são ricos ou pobres. Pela manhã ficariam sempre agitados e revoltados, como os ricos e, à tarde, insaciáveis, como os pobres. Dupla fonte de problemas. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Está aí, portanto, a explicação desse esse antigo procedimento de Papai Noel, de dar presentes caros aos ricos e baratos aos pobres, neste último caso, quando traz algum. Bem avaliada, é uma atitude bastante prudente. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não há sentido, portanto, nos comentários que por vezes tenho ouvido de amigos supostamente esquerdistas, de ele não contribuir em nada na luta pela diminuição das desigualdades e promoção da paz social em nosso país e em outros, de desviar a atenção das crianças e seus pais dos verdadeiros problemas da humanidade, de impedir a criação do Paraíso na Terra, etc.. Em exame mais ponderado, no entanto, acabamos por concluir que Papai Noel está certo. Seu critério milenar de distribuição serve para evitar a desordem, a intranquilidade, a instabilidade política, em suma, o caos na sociedade. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Seja como for, aquela figura simpática ainda estará muito tempo por aí enchendo de boas lembranças a imaginação das crianças, como as lembranças de minha infância, quando, fingindo estar dormindo a fim de flagrar Papai Noel no desempenho de sua missão, eu, despertado por meus pais, acordava feliz com os brinquedos debaixo de minha cama. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Um século de um homem bondoso: a meu pai</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/12/um-seculo-de-um-homem-bondoso-meu-pai.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 4 Dec 2011 12:29:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-3629153764142802122</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mario
Vargas Llhosa disse, a respeito de seu pai, na semana passada no debate de
abertura da 25ª edição da Feira Internacional de Livro de Guadalajara, no
México: “Tinha medo muito medo dele, e a literatura virou uma possibilidade
para que eu mantivesse a dignidade.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Menciono
a declaração do escritor peruano não com a intenção de fazer um julgamento
acerca de seu liame – ou sua ausência –, com o pai, mas de referir-me às
infinitas formas de que pais e filhos se utilizam em seus relacionamentos, cada
uma produto de uma história pessoal e por isso mesmo única. A minha com o meu
pai era de outra natureza. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A
quarta feira passada marcou os 100 anos de nascimento dele, Carlos Saturnino
Moreira, falecido em 1986, filho do comerciante Lino Antônio Moreira. Quando
este morreu em 1928 do século passado, vítima de complicações de diabetes, até
hoje uma ameaça a seus descendentes, o filho Carlos, da prole o mais velho do
sexo masculino, tornou-se o chefe da família com apenas 17 anos. Havia a
necessidade de orientar os irmãos e irmãs daí por diante e, sobretudo, de
assegurar a sobrevivência material deles, até que pudessem andar pelas próprias
pernas: Aldenora, a mais velha de todos, Lino Antônio Moreira Filho, Pérola, Cecília,
João e Dayse, mais a viúva Josefina, minha avó.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Entre
as virtudes de Carlos, essa, da coragem de colocar sobre os próprios ombros
tanta responsabilidade tão cedo na vida, sem mãos de fora do círculo familiar que
pudessem ajudá-lo, numa cidade acanhada e escassa em oportunidades, contando
apenas com sua determinação de trabalhar e o sentimento de sua obrigação com os
seus, é uma das que mais me comovem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No
mundo dos negócios, nunca agiu com a dureza quase sempre associada às
atividades econômicas, para ter o sucesso que garantiu a seus filhos a melhor
educação da época em São Luís. Temperamento afável e conciliador, dificilmente
dizia não, em especial aos filhos e à esposa Maria, que cuidava da disciplina
dos filhos nos estudos e em tudo mais. Nada conseguia estressá-lo ou colocá-lo
em pânico. Nem a notícia, na madrugada indelevelmente gravada na minha memória,
do incêndio do escritório da sua firma de representações na Praia Grande, em
sociedade com o português seu Azevedo, como o chamávamos. “O seguro cobre os
prejuízos”, ele disse sem se alterar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;É na
imagem deixada nas mentes e corações dos filhos, como um homem bondoso, que
mais vejo aquela ausência do medo que assombrava Vargas Llhosa. Isso me leva, ao
recordar algumas passagens de minha infância e a colocá-lo entre os meus heróis
arquetípicos e eternos. Imaginem por um momento um homem e seu filho pequeno, meio
calado e muito tímido, num ônibus a caminho da escola. Na confusão da hora de
sair do veículo ele se coloca à frente do menino e vai abrindo passagem
heroicamente até descer à rua. Quanta coragem, ninguém me faria mal algum,
disso eu podia ter certeza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Agora
me vejo de novo, em tempo mais recuado, ao saltar do ônibus na rua do Sol,
quase na esquina da rua de São João, caminhando, seguro pelas mãos de meu pai,
até a residência de minha avó Marcelina na rua Cândido Ribeiro entre a Rua
Grande e a de Santana, para aulas na escola das irmãs Varelas. O esforço que eu
fazia na tentativa de acompanhá-lo, com meus passos curtos em comparação com os
deles, larguíssimos, não me incomodava. Antes, aumentavam minha admiração pelos
passos do gigante. Poxa, quando eu crescer vou andar assim também, eu vinha
repetindo comigo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Um hábito, já antigo quando eu tive consciência de estar no mundo, bem
revelador do relacionamento dele com os filhos, que não era feita, no entanto,
de muitas conversas, era o de, perto da hora de sua chegada para o almoço por
volta das 11 horas (almoçava-se então mais cedo) tomarmos banho a fim de aguardá-lo.
Então, quando ele entrava em casa, aquela fieira de meninos corria até ele
ainda no terraço da casa do Monte Castelo e, em completo alvoroço, começava a
gritar, todos ao mesmo tempo: quero beijar, quero beijar. Então, um a um, o
beijávamos no rosto e ele a nós e à sua mulher, minha mãe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Ilusão Populista</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/11/ilusao-populista.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Tue, 22 Nov 2011 11:29:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-8413667036469249610</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O IBGE acaba de publicar os resultados do Censo Geral de 2010. Os mais importantes indicadores socioeconômicos do país continuam inalterados nos aspectos negativos que tinham no Censo anterior – e ainda têm –, com todas as inevitáveis consequências também negativas sobre a qualidade de vida dos brasileiros. Vejamos alguns números que, é imperativo dizer, são preliminares, embora sujeitos a poucas alterações em sua versão final. Valho-me principalmente dos sítios Veja Online e Folha.com, pois não tive ainda tempo para análise detalhada dos dados originais do IBGE.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vamos começar com a desigualdade de rendimentos entre mulheres e homens. Estes ganhavam, em média, 53 % mais do que aquelas, de acordo com o Censo de 2000. Neste de agora ganham apenas 42 % mais. Digo apenas porque houve uma queda de 11 pontos percentuais na diferença. Mas, convenhamos, ela ainda é enorme e difícil de aceitar porquanto as mulheres têm mais anos de escolaridade quando comparadas com os homens. Se considerarmos somente o Nordeste, a situação chega a ser de calamidade pública. Em todas as outras regiões a diferença diminuiu, menos entre os nordestinos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ainda no campo da desigualdade, vamos examinar as taxas de analfabetismo, que no Brasil foram de 13,6% a 9,6% entre 2000 e 2010, diminuição de 4 pontos percentuais. Nas cidades pequenas (até 50.000 habitantes) do Nordeste a taxa é de 28%. Entre as crianças de 10 anos de idade, ela caiu de 11,4% para 6,5% na média do Brasil, mas chega a 16,4% no Maranhão e 13,7% no Piauí. Se associarmos a taxa de analfabetismo à cor, o retrato fica mais feio. A população branca brasileira tem 5,9% de analfabetos com 15 anos ou mais; na negra a proporção é de 14,4% e na parda, de 13%. Nas cidades pequenas, o analfabetismo dos negros chega a 27,1%. Todos esses dados não consideram o imenso analfabetismo funcional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todas essas desigualdades parciais são expressas sinteticamente pelo rendimento. Os dados do Censo são estes: o grupo de 1% das pessoas mais ricas ganha por mês, em média, R$ 16.651 e o 1% das mais pobres, R$ 393. Ou seja, é necessário somar os rendimentos de 42 destes a fim de igualar o rendimento de apenas um daqueles. Se, em vez de 1%, tomarmos os 10% das duas extremidades da distribuição de renda, a relação não muda muito, pois iria tão só a 39, não distante dos 42 mencionados acima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Outros indicadores mostram igualmente grandes desigualdades, pouco diferentes das da década 2001-2010. O leitor já terá percebido minha intenção de não falar de mudanças absolutas, mas de movimentos relativos. Assim, ao mencionar a quase ausência de mudança na desigualdade, quero dizer que os indicadores das regiões ou Estados mudaram ao longo desses dez anos a taxas próximas, a distância entre eles permanecendo aproximadamente a mesma. Certamente, a maioria deles melhorou no Nordeste, mas não o suficiente à melhora da posição relativa da região. É como correr a alta velocidade numa competição ciclística. Não basta ir depressa. É necessário ir mais rápido do que os outros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após 9 anos de governo de um partido, o PT, acostumado a colocar ênfase retórica na justiça social e em programas destinados à diminuição de desigualdades socioeconômicas, é de lamentar o pouco alcançado até agora. Tal fato não é de surpreender. Ouvem-se com frequência afirmações atribuindo ao Bolsa Família papel preponderante numa hipotética melhoria na distribuição da renda no Brasil. No entanto, estamos cansados de saber que programas de transferências de renda, por definição temporários, não devem ter tal objetivo porque não são capazes de provocar alteração tão profunda. Mudanças de tal natureza somente podem ser alcançadas de forma permanente e consistente com o acesso pelas pessoas à propriedade, inclusive de fatores de produção (tarefa nada fácil), aí incluído o capital humano, a ser acumulado com o suporte de um bom sistema de educação e tecnologia, fatores ausentes no Brasil de hoje. A ilusão populista de que dar dinheiro aos pobres transformará o país não nos levará a lugar nenhum. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Anafabetismo de (maus) resultados</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/11/anafabetismo-de-maus-resultados.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 6 Nov 2011 01:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-3246127613280928932</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Universidade
Estadual de São Paulo – USP é a melhor e mais importante do Brasil. Poucas, ou
mesmo nenhuma, de nossas instituições de ensino superior gozam, fora de nosso
país, de seu prestígio. Sei disso por experiência própria, pois quando estudava
nos Estados Unidos eu via na minha própria Universidade, Notre Dame, em
Indiana, que era apenas dela que os americanos aceitavam créditos obtidos no
Brasil. Pois tal conceito está ameaçado por um ajuntamento de bandidos dispostos
a subjugar por métodos violentos e antidemocráticos a maioria dos verdadeiros
estudantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um destes,
Felipe Paiva, levou de assaltantes um tiro na cabeça em maio, dentro do estacionamento
da faculdade de economia e morreu. O conselho da Universidade decidiu então
pela assinatura de um convênio de patrulhamento ostensivo com a Polícia Militar
de São Paulo. Iniciado o trabalho, os índices de criminalidade diminuíram
vigorosamente: &lt;span style="color: black;"&gt;roubos de veículos, queda de 92,3%; furtos
a veículos, de 90%; sequestro-relâmpago, de 87,5%; lesão corporal, de 77,8%; roubos
em geral, de 66,7%&lt;/span&gt;. A conclusão é óbvia: faltava policiamento. Os membros
da comunidade universitária recebiam enfim respostas adequadas às ameaças a
suas vidas e patrimônios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;O aumento da
segurança incomodou dois grupos. Um, formado por trotskistas profissionais que
ali vão tão só fumar baseado, se entupir de outras drogas e, ainda, posar de
líderes. No empreendimento, contam com os serviços do segundo grupo, o dos
traficantes. Sem a polícia, a situação era perfeita. Os agentes do tráfico
forneciam as drogas ao público interno do campus e, de quebra, ainda utilizavam
a área como base de distribuição para os também lucrativos mercados, vamos
dizer assim, externos. Daí a gritaria contra o policiamento de parte dos
revolucionários de fancaria (desculpem o termo antigo, mas fazer a revolução
com o dinheiro de pais de classe média alta é coisa bem antiga e fracassada) e
a favor de um suposto território livre, como se autonomia fosse sinônimo de
soberania.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Espera aí, baderneiros,
território livre de quê? Da Constituição do Brasil, das demais leis e de potenciais
empecilhos ao livre comércio de drogas. Armou-se então um confronto: quando a PM,
em cumprimento da lei brasileira, prendeu dois pseudoestudantes que fumavam
baseados foi atacada pela bandidagem minoritária empenhada em impor suas ideias
à maioria, com paus, pedras e barras de ferro. Um articulista de um grande
jornal brasileiro disse: “Um delito menor, como a posse de um cigarro de
maconha, não justifica a presença de um batalhão da PM em ambiente escolar”. Essa
tipificação não existe na lei e, como se sabe, esta tem de ser cumprida. Esse é
um exemplo de tentativa de distorção dos fatos, de má-fé, pois a razão da
presença das forças de segurança lá foi, como dito acima, a crescente criminalidade.
Em seguida, o sujeito tira uma carta de seguro: “Não de trata aqui de fazer a
apologia às drogas”. Se não é apologia, é o quê? Condenação? E continua: “Estudantes
saíram mais uma vez feridos”. É mesmo? E os policiais, receberam flores?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Evidência do
analfabetismo revolucionário desses trogloditas é o cartaz que colocaram na
entrada do prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências,
da Universidade, ocupado pela turma de porras-loucas, em protesto contra a PM:
“Os policiais não são&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;trabaliadores&lt;/span&gt;.&lt;/b&gt; São o braço&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;armados&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
dos exploradores”. Rima e português de péssima qualidade. &lt;i&gt;Trabaliadores&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;braço armados&lt;/i&gt;?
Devem ser discípulos de Fernando Hadad, suspeito de mandar ensinar às crianças
brasileiras o errado como se o certo fosse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em votação entre
os estudantes para decidir sobre a continuação da ocupação do prédio, perderam.
Reagiram ocupando outro, da administração central da Universidade. Aí está o
método: se uma votação democrática não lhes dá a vitória, dane-se o resultado.
Cometem outra ilegalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Acho que as
autoridades deveriam descobrir a escola onde esses caras fizeram o estudo médio,
a fim de mandar seus dirigentes de volta aos bancos escolares. Mas, não peçam
para Haddad cumprir a missão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Palavra de honra</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/10/palavra-de-honra.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 23 Oct 2011 17:46:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-5462894187949327333</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jornal &lt;i&gt;O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Samuel Johnson
(1709-1784), autor do famoso &lt;i&gt;Dicionário da língua inglesa&lt;/i&gt;, de 1755; de uma
edição comentada das obras de Shakespeare, de 1765; da descoberta de que as
obras atribuídas pelo poeta escocês James Macpherson, contemporâneo de Johnson,
a um suposto poeta irlandês do século III, chamado Ossian, não eram deste, e,
sim, do próprio Macpherson; e autor, ainda, das &lt;i&gt;Vidas dos mais eminentes
poetas ingleses, &lt;/i&gt;obra escrita entre&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;1779 e 1783, costumava
classificar o patriotismo como o último refúgio dos canalhas. O dito pode ser
tomado em seu sentido original e literal para classificar os argumentos usados
pelo Poder Executivo brasileiro em sua burlesca disputa com a Fifa e a CBF
sobre a realização aqui em 2014 da Copa do Mundo de Futebol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;A história é
esta. O Brasil teve sua candidatura única à realização da Copa aprovada a seis
anos do início da competição, a ser realizada daqui a três. Hoje, depois de três
anos da escolha, praticamente todas as providência de responsabilidade brasileira
estão atrasadas. Pode haver alguém disposto a dizer que no fim tudo se
arranjará e as coisas acontecerão como previstas. No entanto, esse é um
argumento de difícil uso pelo governo. Se dele lançar mão, estará confessando sua
irresponsabilidade e ouvirá a pergunta: Por quê? Seis anos não bastam? Vocês não
sabiam que seis anos são seis anos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se não sabiam,
digo eu, se pensavam que seis anos são seis anos vezes dez, comprometeram-se
com o desconhecido, mais uma irresponsabilidade. Se, ao contrário, conhecem
aritmética, deveriam ter levantado o traseiro da poltrona e feito seu trabalho.
Falta de tempo bastante à tarefa, não foi a causa da demora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Entre os
compromissos assumidos está o de estabelecer uma lei geral da Copa. Ela deveria
estar em vigência há dois anos. Não está. Nela serão inscritas diversas regras discutidas
com antecedência entre aquelas entidades e autoridades brasileiras, que com
elas concordaram, com vista ao bom andamento da competição e à preservação dos
direitos comerciais das entidades envolvidas em sua organização – Fifa e CBF –
bem como de marketing de patrocinadores, transmissão de TV, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como todo mundo sabe,
a Copa é um evento esportivo e, igualmente, ou principalmente, um megaevento de
negócios, como não poderia deixar de ser. Ou queremos algo do porte de um campeonato
mundial de seleções sem alguém disposto a bancar seus custos e riscos a troco,
é evidente, de justa remuneração acordada previamente? Na famosa lei, até o
momento virtual, existente apenas como projeto no Congresso Nacional, foi
incluído um dispositivo que dá a estudantes e idosos desconto de 50% nos ingressos,
em prejuízo da receita dos jogos, com óbvias repercussões financeiras sobre
grandes atores envolvidos na Copa. A medida, se de fato adotada, irá encarecer
o preço das entradas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Aqui entra Samuel Johnson. Figuras
governamentais e a quase totalidade da mídia recorreram ao argumento patriótico
para justificar o descumprimento de acertos prévios com a Fifa e a CBF, no caso
específico dos ingressos e, da mesma forma, em outros. Inicialmente, o acertado
era o impedimento de qualquer desconto. Os patriotas exaltados disseram então
que por motivo de soberania nacional o Brasil não deve abrir mão de dar os 50% por
causa de leis existentes aqui, como se elas não vigessem na época das primeiras
tratativas. Se for assim, se prevalecer essa posição, deve o governo compensar
quem de direito pelo desfalque na arrecadação. Mas, não é assim. A questão não
é de uma ridícula soberania de um país sem controle de suas fronteiras. É de
cumprimento da palavra empenhada não por Lula ou Dilma, mas pelo Brasil. A
questão, patriotas postiços, é de acabar com o nefasto jeitinho brasileiro de prometer
tudo e não cumprir nada, achando que depois vai ocorrer um milagre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Essa confusão me
lembra dos tempos de criança. Quando queríamos dar garantia definitiva de
cumprimento de um acordo, dizíamos de maneira solene: Palavra de honra!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small; line-height: 115%;"&gt;Não
se refugiem no patriotismo, patriotas de picadeiro. Cumpram, com ou sem honra, a
palavra do país.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>ONGs</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/10/ongs_10.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 9 Oct 2011 06:15:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-8637153053615253412</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jornal O Estado do Maranhão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Acertada e a bom
tempo a decisão do recém-empossado ministro do Turismo, Gastão Dias Vieira, de
suspender os convênios de ONGs com o Ministério atualmente sob sua direção,
para exame detalhado de possíveis e prováveis irregularidades. Como a imprensa
está cansada de noticiar, não são de agora as suspeitas de uso de verbas públicas
por essas organizações para fins não propriamente públicos, mas privados. Tal procedimento
levou em muitos casos ao sufocamento e posterior encerramentos das atividades
daquelas que em número não pequeno sem dúvida prestavam e ainda prestam bons
serviços de caráter social. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;O curioso sobre
as ONGs é serem, no Brasil pelo menos, verdadeiros oximoros ambulantes, pois,
tendo em sua denominação genérica a intenção ou a decisão de não serem governamentais,
com entusiasmo o são, mais do que qualquer outra organização, porque não vivem
sem dinheiro governamental (são privadas, mas não o são), ou dito de outra
forma, só vivem dele, farto e generoso, não sei se sob a devida fiscalização. A
desenvoltura delas é tanta que criam a impressão de falarem em nome do povo. No
caso das ONGs ambientais, elas se julgam a própria consciência do conservacionismo
nacional. Afinal, quem as elegeu ou a seus dirigentes para falar pela sociedade?
Quem lhes deu um mandato para representarem o nosso pensamento? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Nesse aspecto, tive uma experiência valiosa com
respeito ao aprendizado das manhas do setor quando fui secretário do Meio
Ambiente nos dois primeiros governos Roseana Sarney. Sofri assédio de algumas,
não muitas, pois aqui no nosso Estado elas são em pequeno número. Uma tentou
obter da Secretaria uma boquinha argentária, recursos de cuja aplicação nunca
prestaria contas ou o faria ficcionalmente. Seu chefe, ou dono, ou &lt;i&gt;capo&lt;/i&gt;, como se queira chamar, era um
sujeito autointitulado jornalista. A julgar pelas agressões sistemáticas e
incansáveis ao idioma pátrio, a faculdade onde ele estudou deveria ser fechada
imediatamente. Ele não conseguia juntar nada com nada ao escrever uma simples
linha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Uma vez me
enviou uma correspondência que começava assim: “Senhor secretário, diante mão
quero [...]. “Diante mão”, quando o sujeito queria dizer, suponho, “de
antemão”. De sua vasta produção literária, não cito outros achados da mesma
natureza porque não quero com eles ocupar o espaço restante desta conversa
quinzenal. Com críticos assim, nenhum secretário precisa de quem o elogie.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tendo uma coluna
num jornal local, o “jornalista-ambientalista” era considerado um guia, uma
referência por muita gente do setor e fora dele. Como não obteve meio grama do
vil metal do governo, passou a me atacar, mas por mim foram ignorados a coluna
e ele, o contumaz agressor do português. Pela falta de uma delegacia
especializada em crimes contra a língua nacional, não o levei à polícia onde
ele poderia ser obrigado a escrever duzentas vezes num caderno pautado: “Não
devo maltratar o idioma de minha pátria”. Ou levar meia dúzia de bolos, à moda
antiga, além de chibatadas, de forma semelhante à proposta do senador Reditario
Cassol para condenados que se recusarem a trabalhar na prisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em seu início,
essas organizações guardavam a imagem de serem feitas por pessoas dispostas a
dedicar parte do tempo de seu próprio lazer a atividades de interesse público. Ainda
hoje é o que a maioria faz, notadamente as pequenas. Elas representam quase 80%
do total, segundo o IBGE. As grandes, no entanto, tornaram-se verdadeiras
empresas, meio de seus dirigentes ganharem a vida – e que vida – honesta ou
desonestamente, e de mal aplicar dinheiros do governo. Elas pretendem influir
na vida política do país sem mandato de ninguém para isso, a não ser delas
mesmas e da própria certeza de que sabem o que é bom para o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não duvido da
perseverança do ministro em sua determinação de pôr fim à situação pelo menos
em sua área de atuação. Ele saberá separar as ONGs interessadas em prestar bons
serviços à sociedade daquelas preocupados apenas no próprio bem-estar de seus
dirigentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Eu voto distrital</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/09/eu-voto-distrital.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 25 Sep 2011 08:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-5860038546088550730</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jornal&lt;i&gt; O Estado do Maranhão &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu Voto Distrital é um movimento que prega a adoção do voto distrital nas eleições brasileiras. No saite http://www.euvotodistrital.org.br um manifesto on line pode ser encontrado e assinado, de apoio à adoção desse tipo de escolha de representantes no Brasil. Para a formalização da passagem do atual formato eleitoral, proporcional, ao distrital existe um projeto de lei em tramitação na Câmara. Quanto mais pessoas assinarem o manifesto, maiores serão as chances de sua aprovação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ninguém envolvido no movimento acredita nesse tipo de votação como a solução de todos os problemas de nossas instituições político-eleitorais. Temos certeza, entretanto, de ser esse um sistema superior ao atual. Neste, encontramos uma pegadinha capaz de fazer o eleitor votar num candidato e eleger outro, permitindo aos chamados puxadores de votos, de que é bom exemplo o comediante Tiririca, de apelo popular por motivos alheios à vida política, mas sem capacidade de representação e, até mesmo, sem legitimidade, elegerem candidatos sem-voto. Uma espécie de pague 2 e leve 10 com o sinal negativo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quebra-se, assim, um princípio das democracias representativas: o vínculo sem intermediários entre o representante e o representado. Sem essa ligação as instituições democráticas se enfraquecem. Atualmente, um mês depois de qualquer eleição proporcional, 30% dos votantes não lembram em quem votaram. Resultado, o eleito também não se importa com o eleitor e age sem lhe dar satisfação. No atual Congresso nacional, apenas 36 dos 513 deputados federais se elegeram com voto próprio. O restante, pela mágica do sistema proporcional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, o PT pretende piorar a coisa bizarra, pois é a favor da implantação de um mecanismo pelo qual o eleitor votaria duas vezes: numa lista pré-ordenada pelos partidos e, inacreditável, novamente em um candidato de sua escolha, seguindo as atuais normas proporcionais, complicando ainda mais algo já complicado. Se qualquer um do povo quisesse votar num candidato, mas de forma alguma em outro da lista, estaria impedido de fazê-lo. Ou nela vota integralmente, não, porém, nos candidatos que a compõem (vamos supor que a lista contenha mensaleiros do PT, um deles Zé Dirceu), todos escolhidos pela direção partidária, ou vota em branco; ou vota na lista de outro partido; ou amaldiçoa o autor da ideia; ou diz como Roberto Carlos na canção: e que tudo mais vá pro inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quanto ao financiamento público de campanha, também defendido pelo PT, pode-se classificá-lo como a via mais rápida de tirar dinheiro do bolso do contribuinte e doá-lo aos políticos, porque se, com a legislação atual, parte dos recursos de doações privadas, dos quais os candidatos têm de prestar contas, vão parar no caixa dois, se forem proibidas, então 100% – uma vez que continuarão a existir –, irão entupir os bolsos de muitos candidatos e partidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Voltemos ao distrital. Na eleição de deputados federais e estaduais, os Estados são divididos em distritos em número igual ao de deputados hoje existentes, de tal forma a atribuir a cada distrito um número aproximadamente igual de habitantes. No caso do Maranhão, haveria então 46 distritos na eleição de deputados estaduais e 18 na de federais, visto serem esses os números de deputados do Estado. A eleição é majoritária no distrito, cada partido tem só um  candidato e apenas um de todos os candidatos é eleito, por maioria simples ou qualificada, a depender de definição prévia. Neste último caso, poderá haver dois turnos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O resultado é o barateamento da eleição porque o candidato precisa percorrer apenas parte pequena da área do Estado, reduzindo a influência do poder econômico; incentiva (não proíbe)  a redução do número de partidos, facilitando a governabilidade; fortalece o Poder Legislativo; aumenta o número de representantes que convivem com a população no dia a dia de seu distrito; facilita a fiscalização, pelo representado, do desempenho de seu representante no Congresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O leitor poderá avaliar por si mesmo no saite as vantagens do distrital e tomar uma decisão bem informada de assinar ou não o manifesto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Tony Benett e Amy Winehouse</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/09/tony-benett-e-amy-winehouse.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Wed, 14 Sep 2011 09:48:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-1650435890042402694</guid><description>Vejam a grande cantora que era Amy Winehouse. A canção é Body and Soul (Corpo e Alma).

&lt;object style="height: 390px; width: 640px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_OFMkCeP6ok?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_OFMkCeP6ok?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="500" height="390"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Cenas famosas de filmes clássicos - E o vento levou...</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/09/cenas-famosas-de-filmes-classicos-e-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Mon, 12 Sep 2011 17:48:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-8753171272429295351</guid><description>&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="volume=71&amp;amp;file=http%3A%2F%2Fwww.65anosdecinema.pro.br%2F1633%2Fvideo4_1633.flv&amp;amp;plugins=viral-1d" height="429" src="http://www.65anosdecinema.pro.br/video/playerviral.swf?file=/1633/video4_1633.flv" width="500"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Para tocar novamente, clique ao final na seta para a esquerda ao lado da palavra EMBED

Fonte: http://www.65anosdecinema.pro.br

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Um senhor e uma senhora</title><link>http://www.linomoreira.com/2011/09/um-senhor-e-uma-senhora.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><pubDate>Sun, 11 Sep 2011 16:49:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-28901012.post-6864934009015679425</guid><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jornal&lt;i&gt; O Estado do Maranhão&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Algo o PT tem de
sobra: persistência. Virtude ou defeito? Depende do ponto de vista. Para quem
acredita nos valores da democracia sem adjetivos, a insistência do partido em
tentar implantar no Brasil o “controle social da mídia” é ameaçadora ou, vamos
dizer melhor, é doença da qual, dado o DNA estalinista e bolchevique do PT, não
pode haver cura. A esperança de um milagre vem das novas tecnologias de manipulação
genética. Mas, quem sabe quando elas poderão ser aplicadas nos companheiros?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para os crentes
no partido como o infalível guia das massas, condutor iluminado dos povos e
organizador da sociedade por meio do aparelhamento de sindicatos, empresas
estatais, fundos de pensão, mensalões e crimes assemelhados, censurar críticas
de gente que é “contra o povo” é virtude democrática. Contudo, quem controlaria
os controladores que, como é previsível, seriam escolhidos pelo PT? Quem seria premiado
com o cargo de comissário ideológico com a missão de fazer cumprir a tal lei?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando muita
gente a descartava como perniciosa &amp;nbsp;– essa
ideia cuja formalização foi autorizada por Lula e realizada por Franklin
Martins, este em tempos recuados presidente da UNE, entidade hoje apêndice do
governo federal, de quem recebe milhões em verbas –, ela voltou ao palco com
novo cenário, pretensão a realismo socialista e preocupação com o bem-estar das
massas. A desculpa para voltar a um debate superado, além da antiga e surrada sobre
como existe no Brasil apenas uma visão dos fatos – a da Globo, ponto de referência
desses verdadeiros catões de araque, antigos pregadores da moral e bons
costumes e hoje adeptos do contrário da pregação – nasceu da reportagem da
revista &lt;i&gt;Veja&lt;/i&gt; sobre as atividades
clandestinas do “consultor de empresas privadas”, José Dirceu, réu confesso de furto
de hóstia quando pré-adolescente. No entanto, ele e o PT classificam as
informações da revista como invasão de privacidade e perseguição da imprensa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foi essa vocação
precoce para a ilicitude, esse despertar indômito para as lutas renhidas da
vida, esse exercício premonitório de atividades futuras, esse ato de ousadia
iconoclasta com raiz em impulsos incontroláveis que deve ter conduzido o
sujeito a ser classificado mais tarde, no caso do mensalão, pelo
procurador-geral da República, como mentor intelectual do bando de assaltantes
do erário &amp;nbsp;e, nessa condição, indiciado
como quadrilheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;A &lt;i&gt;Veja&lt;/i&gt;, ao fazer o que qualquer órgão da
imprensa independente faz num país democrático, mas não nos casos da Venezuela,
Equador, Bolívia e Argentina, países cujos governos estão em guerra com a
imprensa, revelou a existência de esconderijo do “consultor” num hotel de
Brasília, espécie de governo B da República, onde ele recebia figurões e até um
senador da oposição, entre as figuras claramente identificadas em fotos do
entra e sai da caverna. É muito poder para alguém sem cargo nenhum no governo. Mas,
naturalmente esse pessoal ia ao cafofo do Dirceu conversar sobre os velhos
tempos e a morte da bezerra: um ministro de Estado, o presidente de uma das empresas
mais poderosas do mundo, a Petrobrás, e, até, o ex-líder dos caras&amp;nbsp; pintadas da época de Collor, o hoje senador
Lindberg Farias, anteriormente acusado pelo Ministério Público de superfaturamento
em licitações e de implantação de um mensalinho na Câmara de Nova Iguaçu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não há dúvida, esse
é um caso especial de alguém especial, o Zé. Poderia se esperar, talvez, o
contrário: o consultor à procura do ministro e do presidente da estatal às
claras. Mas não foi assim. As montanhas vieram a Maomé. Maomé, no entanto, tem
clientes com interesses na área de petróleo, sugerindo conflito de interesses
com informações obtidas da estatal do petróleo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;A presidente
Dilma deixou claro anteriormente seu desapreço pelo projeto de amordaçamento e
o pôs de lado tão logo assumiu a Presidência. Agora, reafirmou sua posição e
quer explicações sobre o comportamento de seus subordinados, o presidente da
Petrobrás e o ministro, pretendentes a servir a dois senhores ao mesmo tempo,
ou a um senhor e uma senhora, nesta ordem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Lino Raposo Moreira&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item></channel></rss>