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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2enclosuresfull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232</atom:id><lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 03:48:55 +0000</lastBuildDate><category>Ficção</category><category>Bibliófilos</category><category>Auto-ajuda</category><category>Não-ficção</category><title>Lista dos Livros mais Vendidos</title><description /><link>http://liberelibri.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/ListaDosLivrosMaisVendidos" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="listadoslivrosmaisvendidos" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle></itunes:subtitle><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-2350200301320746847</guid><pubDate>Sat, 30 Jul 2011 21:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-30T07:29:55.407-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>Encontre Deus na Cabana, de Randal D. Rauser</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="left"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8576654636"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S0zXCvWwhSI/AAAAAAAAANI/W9er4iDaZQE/s320/2792804g.gif" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;&lt;strong&gt;CAPÍTULO 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;EMBORA&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;A CABANA&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;TENHA&amp;nbsp;&lt;/b&gt;angariado abundantes elogios, também conseguiu provocar sua parcela de controvérsia. Sem dúvida, o elemento isolado mais surpreendente no livro é a revelação de Deus Pai como "Papai", uma negra enorme que dá grandes abraços e balança os quadris quando escuta música. Aumenta a surpresa o fato de o Espírito Santo surgir como uma misteriosa mulher asiática chamada Sarayu. Para completar esta revelação desconcertante, a certa altura Mack é interrogado por uma misteriosa personagem feminina chamado Sophia, posteriormente descrita como a personificação da sabedoria de Deus (adiante falaremos mais sobre isso). O que exatamente&amp;nbsp;&lt;i&gt;A cabana&amp;nbsp;&lt;/i&gt;está tentando dizer com esta surpreendente revelação de uma visão de Deus dois terços feminina e etnicamente diversa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Alguns críticos ficaram alarmados por estas imagens, e por isso acusaram o livro de ceder ao feminismo politicamente correto e até mesmo promover um retorno pagão à adoração à deusa! Apesar da gravidade destas acusações, outros leitores permanecem profundamente atraídos por este retrato, e acham atrativa a descrição de Deus como Mãe. Outros ainda negligenciaram a descrição maternal de Papai e Sarayu como um aspecto relativamente pouco importante ou incidental da narrativa. Então, o que exatamente está correto? No meu ponto de vista, a descrição não é herética nem desprovida de importância. Mas nos coloca no âmago de algumas questões importantes e fascinantes sobre a maneira pela qual o Deus transcendente de toda a Criação chega ao nosso pequeno mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;&lt;strong&gt;Deus, a maior de todas as ideias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;No cerne de qualquer entendimento adequado de Deus está o conceito de transcendência. Esta palavra se refere ao reconhecimento de que Deus permanece bem além do nosso entendimento (ou o transcende). Considere as palavras de Isaías: "Assim diz o Senhor: ‘O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso?’" (Isaías 66:1). Este versículo nos recorda que o Deus que é onipresente (ou seja, presente em toda parte) não está limitado aos prédios que construímos. Deus transcende tanto a maior catedral quanto a mais humilde igreja rural. Mas, assim como não devemos achar que nossas casas físicas de adoração contêm a plenitude de Deus, também jamais devemos achar que nossas "casas conceituais", ou seja, nosso entendimento teológico de quem é Deus, possa jamais contê-Lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Podemos abordar o problema da transcendência de Deus comparando-o a outra grande ideia: a galáxia da Via Láctea. Há pouco tempo, minha filha de seis anos de idade se aproximou de mim e me perguntou qual era o tamanho da Via Láctea. Depois que eu lhe expliquei que ela fica a 100.000 anos-luz de distância, suas sobrancelhas se cerraram enquanto ela silenciosamente ponderava sobre a resposta. Então, replicou criteriosamente: "É mais longe do que daqui até o Colorado?". Embora eu não tivesse ilusões de que ela fosse captar prontamente o conceito de um ano-luz, fiquei surpreendido com quão longe da verdade estava seu ponto de comparação! No entanto, da sua perspectiva limitada, isso fazia muito sentido. Sem nenhuma ideia do que era uma distância de 100.000 anos-luz, ela estava tentando descobrir algum tipo de escala comparável, e assim se aferrou à unidade de grande distância com a qual estava mais familiarizada: os dois dias de viagem de carro que a nossa família fazia todos os anos para visitar os parentes no Colorado. Mesmo assim, eu conseguia perceber como era inadequada a comparação! Como poderia explicar-lhe a enorme distância que havia entre os fótons que zumbiam através do espaço sideral a 300.000 km por segundo há 100.000 anos, e o nosso Hyundai andando pela estrada a 100 km por hora durante dois ínfimos dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Por mais difícil que possa ser conceber a vasta dimensão da Via Láctea, ela é quase literalmente nada quando comparada à realidade transcendente de Deus. Imagine que a Via Láctea, enorme como ela é, é apenas uma dos mais de 100 bilhões de galáxias do universo conhecido. Depois considere que todo este universo surgiu porque Deus proferiu as palavras: "Faça-se a luz". Comparada com Deus, a ideia da Via Láctea é nada! Os teólogos têm tentado espelhar a majestade singular de Deus com o conceito de infinito, ou seja, a ideia de que Deus é realmente infinito e, portanto, na verdade transcende tanto nossas casas conceptuais quanto nossas casas físicas, sejam elas as reflexões de uma criança de seis anos de idade ou o erudito sistema do maior teólogo. Como disse Sallie McFague: "O teólogo deve usar seus modelos com a maior seriedade, explorando-os em todo o seu potencial interpretativo e, no entanto, ao mesmo tempo, entender que&amp;nbsp;&lt;i&gt;eles são pouco mais que&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;os balbucios dos bebês&lt;/i&gt;."&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-2350200301320746847?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uQU2RSd6R12_yjb_L268O7-SrUg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uQU2RSd6R12_yjb_L268O7-SrUg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uQU2RSd6R12_yjb_L268O7-SrUg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uQU2RSd6R12_yjb_L268O7-SrUg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/encontre-deus-na-cabana-de-randal-d.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S0zXCvWwhSI/AAAAAAAAANI/W9er4iDaZQE/s72-c/2792804g.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-4664981612986022927</guid><pubDate>Wed, 30 Mar 2011 03:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-30T08:28:42.674-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>Ágape, de Padre Marcelo Rossi</title><description>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4a4a4a; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=852504895x&amp;amp;sid=624919370133307199950267"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-EaBA01LTbMg/TZKgXV29BmI/AAAAAAAABJE/qqnzPDHcRAE/s400/22167544.jpg" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 14px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: normal; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;Sinopse:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os dicionários definem a palavra 'ágape' como a refeição promovida pelos cristãos a fim de celebrar o rito eucarístico. O rito confraternizava as pessoas em torno de ideais como amizade, caridade, amor. Em 'Ágape', padre Marcelo Rossi pretende retomar e ampliar o sentido do conceito. Na obra o autor apresenta trechos selecionados do Evangelho de são João e os reinterpreta à luz do significado do amor divino. Madre Teresa de Calcutá e Zilda Arns são alguns exemplos apresentados para ilustrar as manifestações do ágape. Cada capítulo se encerra com uma oração envolvendo os temas examinados pelo autor. No livro, o sacerdote católico tece suas reflexões sobre passagens do Evangelho de são João.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 14px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: normal; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Trecho:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;2&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ele estava no princípio junto de Deus.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;5&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;6&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;7&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;10&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;11&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;12&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu -lhes o poder de se tornarem filhos de Deus,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;13&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;14&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;15&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;16&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;17&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. 18 Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esse trecho que abre o Evangelho de São João fala de forma bastante poética da criação e do mistério da salvação dos homens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A palavra nos diz que tudo o que há no mundo foi criado por Deus. Não diz como se deu a criação. Não diz se evoluímos de alguns animais ou se houve uma explosão ou se, nas diversas eras, o andar foi se aprimorando. A essência do texto é a de que tudo o que há no mundo foi criado por Deus. Fala também da salvação. O Filho de Deus, o Verbo se fez carne e habitou entre nós. E isso aconteceu para que pudéssemos compreender o amor e o amar. O substantivo e o verbo. O conceito e a ação!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fala -nos de João Batista, o anunciador. Nasceu de um milagre. Filho do sacerdote Zacarias e da prima de Maria de Nazaré, Isabel. Foi o anjo Gabriel quem anunciou o feito. O casal tinha uma idade avançada e Isabel era considerada estéril. Não tinham filhos. João era a voz que ecoava no deserto. Vivia como um asceta. Sem bens. Sem preocupações materiais. Batizava no Jordão. Foi ele quem batizou o próprio Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Conta -nos o texto sobre Moisés. A Bíblia diz que Moisés foi o profeta, o libertador com quem Deus falava face a face. Moisés significa “tirado das águas”. Sua sobrevivência foi um milagre. Foi salvo da morte a que tinham sido condenadas todas as crianças de origem hebreia do sexo masculino pelo faraó, que tinha medo do crescimento desse povo intruso no Egito. Moisés ficou em uma cesta e foi encontrado pela filha do faraó.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Moisés foi escolhido para libertar o povo e caminhar com ele pelo deserto. Após várias negativas do faraó e das pragas que acometem o seu povo, o faraó deixa o povo ir. Depois se arrepende, mas o povo já estava diante do mar Vermelho. Moisés consegue cruzar o mar Vermelho e conduzir o povo de Deus. Recebe as Tábuas da Lei, adverte o povo da idolatria e caminha incansável até a Terra Prometida. Moisés morre antes de entrar na nova terra. O escolhido para continuar sua missão foi Josué.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O texto do Evangelho de São João fala ainda da luz que veio ao mundo para iluminar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E aqui vai a nossa reflexão, queridos irmãos.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;O tema da luz está presente em toda a palavra de Deus.&amp;nbsp;&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;A criação do mundo e do homem é uma vitória da luz sobre as trevas. São Paulo revela que o cristão é Filho da Luz.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;E o que significa ser Filho da Luz?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O sentido de trevas ou escuridão é dado àquilo que não se vê ou àquilo que não se pode ver porque envergonha. A violência, a corrupção, a mentira, o pecado nos remetem para as trevas. Um marido que espanca sua mulher ou que trai sua relação esconde a ação vergonhosa. O pai que mente para o filho ou o filho que mente para o pai não quer ser descoberto. O falso médico, o advogado mentiroso, o político desonesto, o motorista embriagado, todos de alguma maneira vivem na escuridão. A luz revela. Se há alguma sujeira na casa e as luzes&amp;nbsp;&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;estão apagadas, as pessoas não conseguem perceber a ausência do cuidado, da limpeza. Quando a luz se acende, o que era sujo começa a incomodar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cristo é o Filho da Luz. E os cristãos são convidados a ser os novos cristos. Portanto, todos nós somos chamados a ser Filhos da Luz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quem vive no escuro tem medo da luz. Quem passa alguns dias dentro de um quarto escuro com as janelas fechadas, quando entra a primeira fresta de luz, tem a sensação de cegueira de tanto que a luz incomoda. É preciso se acostumar com a luz para que os olhos enxerguem, de fato, a paisagem que antes estava escondida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A escuridão nos remete aos erros. Não os erros que cometemos. Errar faz parte. A escuridão faz parte dos erros em cuja permanência insistimos. Há tantos erros que são facilmente percebidos, mas a nossa teimosia e comodismo nos impedem a busca de uma nova vida. E incorremos nos mesmos erros. Evidentemente, há doenças que maculam uma vida. Sei o quanto irmãos nossos, doentes do alcoolismo, tentam se livrar e não conseguem. Não julguemos. Há muitos que acusam esses irmãos de vadios, irresponsáveis, fracos. O alcoolismo é uma doença. O usuário das drogas ilícitas também vive um inferno. O inferno do vício, o inferno da escravidão. Por isso prevenir é tão importante. Quando o problema surge, é preciso paciência, perseverança e muito amor. Não se retira um filho das drogas com espancamentos nem com expulsões. Quando o vício já faz parte da vida de um jovem, é preciso mais cuidado ainda, mais amor ainda para que uma nova vida possa surgir. Uma vida iluminada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A luz é a novidade. A paisagem só pode ser contemplada verdadeiramente sob a luz. Sem sujeiras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gosto daquela história das duas famílias que moravam uma em frente à outra. Todos os dias, o marido de uma das casas, ao voltar do trabalho, encontrava a esposa reparando nas roupas sujas penduradas na área da casa vizinha. Ficava indignada. Não entendia por que não as lavava adequadamente primeiro, para só depois colocá-las no varal. E dizia isso com impaciência e com a certeza de que a vizinha era descuidada e suja. Depois de algum tempo, cansado das reclamações da mulher, o marido deu uma sugestão simples e óbvia. Disse a ela que limpasse o vidro da janela da sala deles, que estava imundo, e, então, veria que não eram as roupas da vizinha que estavam sujas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;História simples com um ensinamento de grande significado. O descuido com a limpeza não era da vizinha. É fácil jogar a culpa no outro. O problema é sempre do outro. Ser Filho da Luz é iluminar a vida para que os meus problemas sejam resolvidos. Para isso é preciso assumir que eles existem. Na história, a mulher não imaginava que era a sua vidraça que estava suja. Essa é uma questão importante. A dificuldade em ver o meu problema faz com que eu não consiga solucioná -lo. O primeiro passo para levantar é ter a percepção da queda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Jesus veio ao mundo, veio para os seus e os seus não O reconheceram. Faltou luz. Ágape é luz. É luz que dissipa as trevas, que dissipa a escuridão. É luz que ilumina e aquece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 18px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Oração&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Senhor,&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu quero ser Filho da Luz.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu quero levar ao mundo a Tua luz.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Senhor,&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu sei que muitas vezes eu vivi na escuridão.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;O pecado foi me consumindo e eu me acostumei com as trevas.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu fui infiel.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu abandonei o amor em busca de prazeres que não me trouxeram a felicidade.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu errei, Senhor.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Mas hoje estou aqui Te pedindo perdão.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Hoje estou aqui abrindo as janelas e recebendo a Tua luz.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Que a Tua luz me invada, me retire o medo de viver e me faça um anunciador.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu quero anunciar o Teu amor, mesmo que seja no deserto.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;É essa a minha missão e é por isso que estou aqui nesta oração.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Faz de mim o que quiseres.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu Te amo, Senhor.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Sou Teu Filho.&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Sou Filho da Luz!&lt;br style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Amém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-4664981612986022927?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ny8ZIT1IpaJD-tjl9JreGIA40Bk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ny8ZIT1IpaJD-tjl9JreGIA40Bk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ny8ZIT1IpaJD-tjl9JreGIA40Bk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ny8ZIT1IpaJD-tjl9JreGIA40Bk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2011/03/agape-de-padre-marcelo-rossi.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-EaBA01LTbMg/TZKgXV29BmI/AAAAAAAABJE/qqnzPDHcRAE/s72-c/22167544.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-3245895653980499709</guid><pubDate>Sun, 07 Nov 2010 12:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-12T09:16:25.768-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><title>A Última Música, de Nicholas Sparks</title><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8563219073" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/TNaXJPqmZ7I/AAAAAAAABGM/PA7G5cd5hO0/s400/a-ultima-musica+-+the+last+song+-+Nicholas+Sparks.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;Clique na imagem&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Sinopse:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida  virar de cabeça para baixo quando seus pais se divorciam e seu pai  decide ir para a praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos  depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do  pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor os filhos passarem as  férias de verão com o pai na Carolina do Norte. O pai de Ronnie,  ex-pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, absorto na criação  de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e  revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação do  pai e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando  Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai  baixando a guarda, começa a apaixonar-se profundamente por ele,  abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa  felicidade - e dor - jamais sentida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Trecho:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Olhando pela janela, Ronnie queria saber se o pastor Harris já teria chegado à igreja. E ao olhar para as ondas quebrando na praia, imaginava se ele conseguiria notar o jogo de luzes no vitral no alto da entrada da igreja. Talvez não – a janela tinha sido instalada havia mais de um mês, e, afinal de contas, ele deveria estar muito ocupado com outras coisas para perder tempo olhando para ela. Mesmo assim, Ronnie tinha esperança de que o recém-chegado passasse pela primeira vez em frente à igreja naquela manhã e tivesse a mesma sensação de admiração que ela teve ao ver as luzes pela primeira vez, em um dia frio de novembro. E esperava também que o visitante perguntasse a si mesmo quem havia feito a janela ao admirar sua beleza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Já estava acordada havia uma hora, mas ainda não tinha criado coragem para enfrentar o novo dia. Celebrar Natal e Ano-Novo não seria fácil este ano. Ontem, havia levado seu irmão mais novo, Jonah, para um passeio na praia. Viram algumas árvores de Natal nos deques de algumas casas. Nesta época do ano não há muita gente na praia, e Jonah não se interessou muito pelas ondas nem pelas gaivotas que tanto o fascinaram poucos meses antes. Em vez disso, preferiu ir à oficina, porém ficou só um pouco e saiu sem dizer uma única palavra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No criado-mudo, ao lado da sua cama, havia vários porta-retratos tirados da salinha em que ficava o piano, junto a outros itens que havia decidido guardar naquela manhã. Olhava tudo em silêncio quando sua mãe bateu à porta. Fez um carinho em sua cabeça e perguntou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Quer tomar café da manhã? Tem cereal no armário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Não estou com fome, mamãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Você precisa comer, querida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ronnie tinha o olhar perdido entre as fotos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Eu estava errada, mamãe. E não sei o que fazer agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Sobre seu pai?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Sobre tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Você quer falar sobre isso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao ver que Ronnie não respondia, sentou-se ao seu lado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Às vezes, falar ajuda. Você tem ficado muito quieta ultimamente.&lt;/span&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por um instante, Ronnie sentiu-se inundada por uma enxurrada de lembranças: o incêndio que levou à reconstrução da igreja, o vitral, a música que finalmente havia terminado. Pensou em Blaze, Scott e Marcus. Pensou &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Will. Ela" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;em Will. Ela&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; tinha 18 anos e não conseguia parar de pensar no verão em que havia sido traída, presa, mas se apaixonado. Apesar de tudo ter acontecido há tão pouco tempo, ela parecia uma pessoa totalmente diferente quando tudo aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie suspirou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– E o Jonah?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Ele não está aqui. Brian o levou para comprar sapatos. Parece um cachorrinho. Os pés crescem mais rápido do que o resto do corpo.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie sorri e, no silêncio que se seguiu, sua mãe começou a fazer um rabo de cavalo com seu cabelo. Fazia isso desde que Ronnie era uma garotinha. Por mais estranho que parecesse, até hoje se sentia muito bem com isso. Não que admitisse, é claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Que tal se... – sua mãe foi até o armário e colocou a mala em cima da cama – ... se conversarmos sobre isso enquanto arrumo as malas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Nem sei por onde começar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Que tal pelo começo? Jonah falou alguma coisa sobre tartarugas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie cruzou os braços, sabendo que a história não tinha começado ali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Não foi bem assim. Apesar de ter acontecido antes de vir para cá, acho que o verão começou mesmo com o incêndio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Que incêndio?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie pegou com delicadeza um pedaço de jornal amarrotado, dobrado no meio das fotografias. E entregou a folha amarelada a sua mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Este incêndio. O incêndio da igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Suspeita de Fogos de Artifício Ilegais no Incêndio da Igreja&lt;br /&gt;
Pastor Ferido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Praia de Wrightsville, Carolina do Norte – Um incêndio destruiu o prédio histórico da Primeira Igreja Batista na véspera de Ano-Novo e investigadores suspeitam de fogos de artifícios ilegais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma ligação anônima levou os bombeiros à igreja próxima à praia logo após a meia-noite, onde foram encontradas chamas e fumaça na parte de trás do prédio, disse Tim Ryan, chefe do Corpo de Bombeiros da Praia de Wrightsville. Restos de fogos de artifício foram encontrados na origem do incêndio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Pastor Charlie Harris estava dentro da igreja quando o fogo começou e sofreu queimaduras de segundo grau nos braços e nas mãos. Foi levado ao Centro Médico Regional de New Hanover e está na Unidade de Terapia Intensiva no momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foi o segundo incêndio em igrejas nos últimos meses, no condado de New Hanover. Em novembro, a Igreja da Aliança da Boa Esperança em Wilmington foi completamente destruída. “Investigadores ainda tratam o caso como suspeito, um provável incêndio intencional”, pontuou Ryan.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Testemunhas relataram que menos de 20 minutos antes do incêndio, fogos de artifício foram vistos sendo lançados na praia por trás da igreja, provavelmente por conta das comemorações de Ano-Novo. “Fogos de artifício são ilegais na Carolina do Norte, e são considerados perigosos principalmente por causa do tempo seco”, alertou Ryan. “Esse incêndio mostra o porquê da ilegalidade. Um homem está no hospital e a igreja foi totalmente destruída.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sua mãe acabou de ler e olhou para Ronnie; ela hesitou, mas, com um suspiro, começou a contar a história que, mesmo em retrospectiva, lhe parecia totalmente sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Seis meses antes&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie estava sentada no banco da frente do carro sem entender por que seus pais a odiavam tanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Era a única explicação que encontrava para ter de estar ali, visitando seu pai naquele fim de mundo em vez de ficar com seus amigos em casa, em Manhattan.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não, não era nada disso. Ela não estava visitando seu pai. Visitar significa passar um fim de semana ou alguns dias, talvez, até mesmo uma semana inteira. Se fosse uma visita, dava até para aguentar. Mas ficar lá até o final de agosto? O verão inteirinho? Era o mesmo que ir para o exílio, e as nove horas necessárias para chegar até lá fizeram-na se sentir como que transferida para uma penitenciária rural. Não dava para acreditar que sua mãe estivesse mesmo levando isso adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie estava tão concentrada em sua própria tristeza que levou um tempo para reconhecer a Sonata para piano n. 16 em dó maior de Mozart. Era uma das peças que havia apresentado no Carnegie Hall, quatro anos atrás, e sua mãe a colocara quando ela estava dormindo. Azar o dela! Pensou ao desligar o CD player.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Por que você fez isso? Gosto de ouvi-la tocar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Mas eu não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– E se eu abaixar o volume?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Desliga, mãe, tá bom? Não tô a fim.&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie ficou olhando pela janela, sabendo muito bem que a mãe estava mordendo os lábios. Ela vivia fazendo isso. Era como se seus lábios estivessem magnetizados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Acho que vi um pelicano quando cruzamos a ponte da praia de Wrightsville – mamãe comentou, tentando deixar o clima mais leve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Puxa, que legal. Talvez devêssemos chamar o Caçador de Crocodilos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Ele morreu – disse Jonah, sua voz misturava-se aos barulhos do Game Boy. O chato do seu irmão de dez anos de idade era viciado nesse tipo de jogo. – Você não se lembra? Foi tão triste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Claro que me lembro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Não parece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Mas eu me lembro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Então você não deveria ter falado assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela nem se importou em responder dessa vez. Seu irmão sempre precisava dar a última palavra. Ele a deixava louca.&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Você conseguiu dormir um pouco pelo menos? – sua mãe perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Até você passar por aquele buraco. Ah, e obrigada por isso. Minha cabeça praticamente atravessou o vidro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O olhar de sua mãe continuava fixo na estrada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Fico feliz em ver que a soneca tenha devolvido seu bom humor.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ronnie estourou o chiclete. Sua mãe odiava que fizesse isso, assim não parou de fazê-lo desde que haviam pego a estrada I-&lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="95. A" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;95. A&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; interestadual, que, em sua humilde opinião, era apenas a extensão de pista mais entediante já construída. A menos que a pessoa fosse fã de fast-food engordurado, banheiros nojentos e zilhões de pinheiros com o poder de levar a pessoa ao sono com sua horrorosa monotonia hipnótica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foi exatamente isso que havia dito a sua mãe em Delaware, Maryland e na Virgínia, mas ela sempre ignorava seus comentários. Apesar do fato de tentar manter a viagem em uma boa, pois ficariam sem se ver por um bom tempo, mamãe não era do tipo que gostava de conversar no carro. Não gostava muito de dirigir, preferia pegar táxi quando precisava ir a algum lugar. Já no apartamento era outra história. Não tinha nenhum problema em dizer o que lhe viesse à cabeça, e o zelador teve que pedir para maneirar o barulho umas duas vezes nos últimos meses. Mamãe provavelmente acreditava que, quanto mais alto gritasse sobre as notas de Ronnie, ou sobre os amigos de Ronnie, ou sobre o fato de Ronnie constantemente ignorar o horário combinado de voltar para casa, ou sobre o Incidente – especialmente sobre o Incidente –, Ronnie provavelmente prestaria mais atenção a tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tudo bem, ela não era a pior mãe do mundo. Não era mesmo. E quando dava uma de generosa, tinha que admitir que era bem legal. A questão era que sua mãe parecia estar presa a algum tipo de deformação do tempo em que os filhos nunca cresciam. Ah! E como Ronnie queria ter nascido em maio em vez de agosto. Assim, já teria 18 anos e sua mãe não poderia forçá-la a nada. Legalmente falando, teria idade suficiente para tomar suas próprias decisões, e vamos combinar que vir para esse fim de mundo não estaria em sua lista de prioridades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas, agora, não tinha escolha. Pois ainda tinha 17 anos. Por causa de um detalhe do calendário. Porque mamãe engravidou três meses depois do que deveria. O que era aquilo? Não importava o quanto Ronnie implorasse ou reclamasse, ou gritasse ou até choramingasse sobre os tais planos de verão, parecia não fazer a menor diferença para sua mãe. Ronnie e Jonah iriam passar todo o verão com seu pai e ponto final. E como havia dito mamãe: Sem mas nem meio mas. Ronnie havia aprendido a odiar essa frase.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Assim que passaram pela ponte, o trânsito começou a parar. Dava para ver um pouco do mar por entre as casas. Oba! Até parece que ela se importava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Por que você está nos forçando a fazer isso? – reclamou Ronnie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Já falamos sobre isso. Vocês precisam passar mais tempo com seu pai. Ele sente falta de vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Mas por que o verão todo? Não dava para ser só por duas semanas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Vocês precisam de mais de duas semanas juntos. Não o veem há três anos.&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Não é minha culpa. Foi ele quem decidiu ir embora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Sim, mas você não atende aos telefonemas dele. E toda vez que ele vai para Nova York para ver você e Jonah, você o ignora e sai com seus amigos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ronnie estourou o chiclete novamente e, pelo canto do olho, dava para ver sua mãe tentando controlar a raiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Não quero vê-lo nem quero falar com ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Procure fazer o melhor que conseguir, ok? Seu pai é um bom homem e ama vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– E por isso nos abandonou?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em vez de responder, sua mãe olhou pelo espelho retrovisor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Você está ansioso por isso, não está, Jonah?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Tá brincando! Vai ser maneiro!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Que bom que você pensa assim. Talvez pudesse ensinar sua irmã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Até parece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Só não entendo por que não posso passar o verão com meus amigos – resmungou Ronnie, cortando a conversa de novo. Ela ainda não havia acabado de falar. Embora soubesse que não havia chance alguma, tinha a ilusão de que iria acabar conseguindo convencer sua mãe a dar meia-volta com o carro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Você está dizendo que prefere passar a noite toda na balada? Não sou tonta, Ronnie. Eu sei o que acontece por lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Não faço nada de errado, mamãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– E as suas notas? E os horários combinados que você nunca cumpre?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Não dá para falar sobre outra coisa? Como por que é tão importante que eu passe algum tempo com meu pai?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua mãe a ignorou novamente. E Ronnie sabia que ela tinha toda razão para isso. Ela já havia respondido a essa questão um milhão de vezes, mesmo que Ronnie não quisesse aceitá-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trânsito finalmente começou a andar e o carro seguiu em frente mais um pouco até parar novamente. Sua mãe abaixou o vidro e colocou a cabeça para fora para ver se conseguia enxergar o que estava acontecendo com os carros à sua frente.&lt;/span&gt;                 &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– O que será que está acontecendo? Tá tudo parado lá pra frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É a praia – disse Jonah. – A praia é sempre lotada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– São três da tarde de um domingo. Não deveria estar tão cheio assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ronnie encolheu as pernas, com ódio da própria vida. Com ódio de toda essa situação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Ei, mamãe? – perguntou Jonah. – O papai sabe que a Ronnie foi presa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Sim, ele sabe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– O que ele vai fazer?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa vez foi Ronnie quem respondeu:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Ele não vai fazer nada. Ele só se importa com seu próprio piano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ronnie odiava piano e jurou que nunca mais tocaria novamente, uma decisão que até mesmo seus amigos mais antigos estranhavam, pois o piano sempre foi uma parte importante em sua vida. Seu pai, que havia sido professor em Juilliard*, tinha sido seu professor também, e, por muito tempo, ela havia se consumido pelo desejo de não apenas tocar, mas também de compor com seu pai.&lt;/span&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E ela era boa. Muito boa de fato, e por conta da ligação de seu pai com a Juilliard, a direção e os professores sabiam de suas habilidades. Isso foi se espalhando pelo mundo da música clássica, razão de viver do seu pai. Alguns artigos em revistas, e um artigo relativamente longo no The New York Times sobre a relação pai e filha acabaram levando-a a uma invejada apresentação na série Jovens Artistas do Carnegie Hall quatro anos atrás.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pensou que isso seria o marco da sua carreira. E foi mesmo, não era ingênua, sabia o que havia feito. Sabia que era uma oportunidade rara, mas ultimamente imaginava se os sacrifícios haviam valido a pena. Ninguém, além de seus pais, provavelmente se lembrava da apresentação no final das contas. Muito menos se importava com isso. Ronnie havia aprendido que não importa quantos shows você faça na frente de milhares de pessoas, se você não postar o seu vídeo no YouTube, sua habilidade musical não significa nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Algumas vezes, desejava que seu pai tivesse lhe ensinado guitarra. Ou, pelo menos, canto. O que ia fazer com piano? Dar aulas na escola local? Ou tocar no saguão de algum hotel enquanto as pessoas fazem seus cadastros? Ou seguir o mesmo caminho difícil de seu pai?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Olhe aonde o instrumento o levou. Acabou largando a Juilliard para viajar fazendo apresentações de piano e tocando em espeluncas para meia dúzia de pessoas. Viajava quarenta semanas por ano, o suficiente para abalar seu casamento. Pois, a partir daí, sua mãe gritava o tempo todo e seu pai cada vez mais se fechava em sua concha, como sempre, até que um dia ele simplesmente não voltou de uma longa turnê pelo Sul do país. Pelo que ela sabe, ele não está trabalhando atualmente. Nem mais aulas particulares ele dá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“E aí, papai, será que valeu a pena?”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não. Realmente não queria estar ali. Deus sabe o quanto&lt;br /&gt;
não queria ter nada a ver com isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Ei, mãe – gritou Jonah. – O que tem lá? É uma roda-gigante?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mamãe tentou ver, mas a minivan ao seu lado não permitia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Acho que é, querido. Deve ter um parque de diversões na&lt;br /&gt;
cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Podemos ir? Depois de jantarmos todos nós juntos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Você vai ter que pedir para seu pai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– É, e quem sabe, mais tarde, vamos todos nos sentar ao redor da fogueira, assando marshmallows – ironizou Ronnie –, como uma grande família feliz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa vez, ambos a ignoraram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Será que tem outros brinquedos? – perguntou Jonah.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Tenho certeza que sim. E se seu pai não quiser ir, sei que sua irmã irá com você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Maneiro!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ronnie afundou no banco. Estava na cara que sua mãe iria sugerir algo desse tipo. Essa situação toda era deprimente demais para acreditar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A Juilliard School, popularmente identificada somente como Juilliard, é uma conhecida escola de música e artes cênicas localizada &lt;/span&gt;              &lt;st1:personname productid="em Nova York" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;em Nova York&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, nos Estados Unidos. (N. da T.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7OBMCeyvIqQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7OBMCeyvIqQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-3245895653980499709?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lQec_NRfjSQh7imS6p5vm84cpns/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lQec_NRfjSQh7imS6p5vm84cpns/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lQec_NRfjSQh7imS6p5vm84cpns/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lQec_NRfjSQh7imS6p5vm84cpns/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/11/ultima-musica-de-nicholas-sparks.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/TNaXJPqmZ7I/AAAAAAAABGM/PA7G5cd5hO0/s72-c/a-ultima-musica+-+the+last+song+-+Nicholas+Sparks.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/7OBMCeyvIqQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" length="1045" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/7OBMCeyvIqQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" fileSize="1045" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Clique na imagem Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando seus pais se divorciam e seu pai decide ir para a praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela cont</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Clique na imagem Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando seus pais se divorciam e seu pai decide ir para a praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor os filhos passarem as férias de verão com o pai na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex-pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação do pai e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda, começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade - e dor - jamais sentida. Trecho: Ronnie Olhando pela janela, Ronnie queria saber se o pastor Harris já teria chegado à igreja. E ao olhar para as ondas quebrando na praia, imaginava se ele conseguiria notar o jogo de luzes no vitral no alto da entrada da igreja. Talvez não – a janela tinha sido instalada havia mais de um mês, e, afinal de contas, ele deveria estar muito ocupado com outras coisas para perder tempo olhando para ela. Mesmo assim, Ronnie tinha esperança de que o recém-chegado passasse pela primeira vez em frente à igreja naquela manhã e tivesse a mesma sensação de admiração que ela teve ao ver as luzes pela primeira vez, em um dia frio de novembro. E esperava também que o visitante perguntasse a si mesmo quem havia feito a janela ao admirar sua beleza. Já estava acordada havia uma hora, mas ainda não tinha criado coragem para enfrentar o novo dia. Celebrar Natal e Ano-Novo não seria fácil este ano. Ontem, havia levado seu irmão mais novo, Jonah, para um passeio na praia. Viram algumas árvores de Natal nos deques de algumas casas. Nesta época do ano não há muita gente na praia, e Jonah não se interessou muito pelas ondas nem pelas gaivotas que tanto o fascinaram poucos meses antes. Em vez disso, preferiu ir à oficina, porém ficou só um pouco e saiu sem dizer uma única palavra.No criado-mudo, ao lado da sua cama, havia vários porta-retratos tirados da salinha em que ficava o piano, junto a outros itens que havia decidido guardar naquela manhã. Olhava tudo em silêncio quando sua mãe bateu à porta. Fez um carinho em sua cabeça e perguntou:– Quer tomar café da manhã? Tem cereal no armário. – Não estou com fome, mamãe. – Você precisa comer, querida. Ronnie tinha o olhar perdido entre as fotos. – Eu estava errada, mamãe. E não sei o que fazer agora. – Sobre seu pai? – Sobre tudo. – Você quer falar sobre isso? Ao ver que Ronnie não respondia, sentou-se ao seu lado. – Às vezes, falar ajuda. Você tem ficado muito quieta ultimamente. Por um instante, Ronnie sentiu-se inundada por uma enxurrada de lembranças: o incêndio que levou à reconstrução da igreja, o vitral, a música que finalmente havia terminado. Pensou em Blaze, Scott e Marcus. Pensou em Will. Ela tinha 18 anos e não conseguia parar de pensar no verão em que havia sido traída, presa, mas se apaixonado. Apesar de tudo ter acontecido há tão pouco tempo, ela parecia uma pessoa totalmente diferente quando tudo aconteceu.Ronnie suspirou: – E o Jonah? – Ele não está aqui. Brian o levou para comprar sapatos. Parece um cachorrinho. Os pés crescem mais rápido do que o resto do corpo. Ronnie sorri e, no silêncio que se seguiu, sua mãe começou a fazer um rabo de cavalo com seu cabelo. Fazia isso desde que Ronnie era uma garotinha. Por mais estranho que parecesse, até hoje se sentia muito bem com isso. Não que admitisse, é claro.– Que tal se... – sua mãe foi até o armário e colocou a mala em cima da cama – ... se conversarmos sobre isso enquanto arrumo as malas?– Nem sei por onde começar.– Que tal pelo começo? Jonah falou alguma coisa sobre tartarugas?Ro</itunes:summary><itunes:keywords>Ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-2977765506764870518</guid><pubDate>Thu, 07 Oct 2010 18:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-08T14:37:48.233-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não-ficção</category><title>Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208573028920" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1HytqEB86I/AAAAAAAAAQM/kM8KF_rxqZg/s320/cover-145160-600.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Clique na imagem&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Sinopse:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em torno dos 30 anos, Elizabeth Gilbert enfrentou uma crise da meia-idade precoce. Tinha tudo que uma americana instruída e ambiciosa teoricamente poderia querer - um marido, uma casa, um projeto a dois de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, foi tomada pelo pânico, pela tristeza e pela confusão. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado, até que se viu tomada por um sentimento de liberdade que ainda não conhecia. Foi quando tomou uma decisão radical - livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo - sozinha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Trecho:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu queria que Giovanni me beijasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ah, mas são tantos os motivos que fariam disso uma péssima idéia... Para começar, Giovanni é dez anos mais novo do que eu, e – como a maior parte dos rapazes italianos de vinte e poucos anos – ainda mora com a mãe. Só esses dois fatos já fazem dele um parceiro romântico improvável para mim, já que sou uma americana de trinta e poucos anos que trabalha, acaba de passar por um casamento falido e por um divórcio arrasador e interminável, imediatamente seguido por um caso de amor apaixonado que terminou com uma dolorosa ruptura.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Todas essas perdas, uma atrás da outra, deixaram em mim uma sensação de tristeza e fragilidade, e a impressão de ter mais ou menos 7 mil anos de idade. Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente. É por isso que já faz muitos meses que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Diante do que o observador mais arguto poderá perguntar: "Então por que você veio para a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Itália&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E tudo que posso responder – sobretudo quando olho para o belo Giovanni do outro lado da mesa – é: "Boa pergunta."&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Giovanni é meu parceiro de intercâmbio de línguas. Isto pode parecer uma insinuação, mas infelizmente não é. Tudo o que realmente significa é que nós nos encontramos algumas noites por semana aqui em Roma para praticar o idioma um do outro. Primeiro conversamos em italiano, e ele é paciente comigo; em seguida, conversamos em inglês, e eu sou paciente com ele.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Descobri Giovanni algumas semanas depois de ter chegado a Roma, graças ao grande cybercafé da Piazza Barbarini, do outro lado da rua, em frente àquele chafariz com a escultura de um homem com rabo de peixe soprando sua concha. Ele (Giovanni, não o homem com rabo de peixe) fixara um anúncio no quadro de avisos explicando que um italiano nativo estava procurando alguém que falasse inglês para treinar conversação nas duas línguas.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Logo ao lado do seu anúncio havia outro com o mesmo pedido, absolutamente idêntico em cada palavra, e até na fonte usada. A única diferença era a informação para contato. Um dos anúncios trazia o endereço eletrônico de um tal Giovanni; o outro tinha o nome de um tal Dario. Mas até o número do telefone residencial era o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
Usando meus aguçados poderes de intuição, mandei um&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;e-mail&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;para os dois homens ao mesmo tempo, perguntando, em italiano: "Será que vocês são irmãos?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foi Giovanni quem respondeu com este texto muito&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;provocativo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;: "Melhor ainda. Gêmeos!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sim – muito melhor. Gêmeos idênticos de 25 anos, altos, morenos e lindos, conforme vim a descobrir, com aqueles gigantescos olhos castanhos de pupilas líquidas que os italianos têm e que simplesmente me tiram o chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
Depois de conhecer os rapazes pessoalmente, comecei a me perguntar se por acaso eu deveria ajustar um pouquinho minha regra quanto a permanecer solteira durante este ano. Por exemplo, talvez eu pudesse permanecer totalmente solteira&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;exceto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;pelo fato de ter dois lindos irmãos italianos de 25 anos como amantes.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Isso me lembrava um pouco um amigo meu que é vegetariano, mas come bacon, e no entanto… Eu já estava escrevendo a minha carta para o fórum de alguma revista masculina:&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em meio à penumbra bruxuleante iluminada pelas velas do café romano, era impossível dizer de quem eram as mãos que acariciavam…&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não, não, não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
Interrompi a fantasia no meio. Aquele não era o momento para eu arrumar uma história de amor e (conseqüência óbvia e inevitável) complicar ainda mais minha já tão enrolada vida. Aquele era o momento para eu procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;De todo modo, àquela altura, em meados de novembro, o tímido e estudioso Giovanni e eu já havíamos nos tornado grandes amigos. Quanto a Dario – o mais extrovertido e festeiro dos dois irmãos –, eu o apresentei à minha encantadora amiguinha sueca, Sofie, e o modo como eles têm compartilhado as&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;suas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;noites em Roma é outro tipo completamente diferente de intercâmbio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas Giovanni e eu só fazemos conversar. Bom, comer e conversar. Já faz várias agradáveis semanas que temos comido e conversado, dividindo pizzas e gentis correções gramaticais, e a noite de hoje não foi nenhuma exceção. Uma noite maravilhosa regada a novos idiomas e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;mozzarella&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;fresca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Agora é meia-noite e o tempo está enevoado, e Giovanni me acompanha até meu apartamento por aquelas ruelas de Roma que serpenteiam de forma natural em volta dos antigos prédios como pequenos riachos coleando ao redor das sombras formadas pelos densos bosques de ciprestes. Agora estamos diante da minha porta. Estamos de frente um para o outro. Ele me dá um abraço caloroso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A coisa já evoluiu; durante as primeiras semanas, ele só fazia apertar minha mão. Acho que, se eu ficasse na Itália por mais três anos, poderia até ser que ele tomasse coragem para me beijar. Por outro lado, ele poderia simplesmente me beijar agora mesmo, esta noite, aqui mesmo junto à minha porta… ainda há uma chance… quero dizer, nossos corpos estão colados sob o luar… e é claro que isso seria um erro&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;terrível&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;… mas mesmo assim o fato de ele poder realmente fazer isso agora é uma possibilidade tão maravilhosa… ele poder simplesmente se curvar… e… e…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que nada.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ele solta o abraço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Boa-noite, cara Liz – diz ele.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;–&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Buona notte, caro mio&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– respondo. Subo as escadas até meu apartamento no quarto andar, sozinha. Entro no meu pequenino quitinete, sozinha. Fecho a porta atrás de mim. Mais uma noite solitária em Roma. Mais uma longa noite de sono pela frente, sem ninguém nem nada na minha cama a não ser uma pilha de guias de conversação e dicionários de italiano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Estou sozinha, inteiramente sozinha, completamente sozinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao absorver essa realidade, largo minha bolsa, caio de joelhos e encosto a testa no chão. Ali, ofereço ao universo uma fervorosa oração de agradecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Primeiro, em inglês.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em seguida, em italiano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E então – só para ter certeza – em sânscrito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R7PEwHSaJlE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/R7PEwHSaJlE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p9WrXpQT1tg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/p9WrXpQT1tg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-2977765506764870518?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lJ_By8Ogw8D9LVYywtpsNYNuXOY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lJ_By8Ogw8D9LVYywtpsNYNuXOY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lJ_By8Ogw8D9LVYywtpsNYNuXOY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lJ_By8Ogw8D9LVYywtpsNYNuXOY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/comer-rezar-amar-elizabeth-gilbert-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1HytqEB86I/AAAAAAAAAQM/kM8KF_rxqZg/s72-c/cover-145160-600.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/R7PEwHSaJlE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" length="1036" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/R7PEwHSaJlE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" fileSize="1036" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Clique na imagem Sinopse: Em torno dos 30 anos, Elizabeth Gilbert enfrentou uma crise da meia-idade precoce. Tinha tudo que uma americana instruída e ambiciosa teoricamente poderia querer - um marido, uma casa, um projeto a dois de ter filhos e uma carre</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Clique na imagem Sinopse: Em torno dos 30 anos, Elizabeth Gilbert enfrentou uma crise da meia-idade precoce. Tinha tudo que uma americana instruída e ambiciosa teoricamente poderia querer - um marido, uma casa, um projeto a dois de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, foi tomada pelo pânico, pela tristeza e pela confusão. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado, até que se viu tomada por um sentimento de liberdade que ainda não conhecia. Foi quando tomou uma decisão radical - livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo - sozinha. Trecho: Eu queria que Giovanni me beijasse. Ah, mas são tantos os motivos que fariam disso uma péssima idéia... Para começar, Giovanni é dez anos mais novo do que eu, e – como a maior parte dos rapazes italianos de vinte e poucos anos – ainda mora com a mãe. Só esses dois fatos já fazem dele um parceiro romântico improvável para mim, já que sou uma americana de trinta e poucos anos que trabalha, acaba de passar por um casamento falido e por um divórcio arrasador e interminável, imediatamente seguido por um caso de amor apaixonado que terminou com uma dolorosa ruptura.&amp;nbsp; Todas essas perdas, uma atrás da outra, deixaram em mim uma sensação de tristeza e fragilidade, e a impressão de ter mais ou menos 7 mil anos de idade. Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente. É por isso que já faz muitos meses que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha. Diante do que o observador mais arguto poderá perguntar: "Então por que você veio para a&amp;nbsp;Itália?" E tudo que posso responder – sobretudo quando olho para o belo Giovanni do outro lado da mesa – é: "Boa pergunta." Giovanni é meu parceiro de intercâmbio de línguas. Isto pode parecer uma insinuação, mas infelizmente não é. Tudo o que realmente significa é que nós nos encontramos algumas noites por semana aqui em Roma para praticar o idioma um do outro. Primeiro conversamos em italiano, e ele é paciente comigo; em seguida, conversamos em inglês, e eu sou paciente com ele. Descobri Giovanni algumas semanas depois de ter chegado a Roma, graças ao grande cybercafé da Piazza Barbarini, do outro lado da rua, em frente àquele chafariz com a escultura de um homem com rabo de peixe soprando sua concha. Ele (Giovanni, não o homem com rabo de peixe) fixara um anúncio no quadro de avisos explicando que um italiano nativo estava procurando alguém que falasse inglês para treinar conversação nas duas línguas. Logo ao lado do seu anúncio havia outro com o mesmo pedido, absolutamente idêntico em cada palavra, e até na fonte usada. A única diferença era a informação para contato. Um dos anúncios trazia o endereço eletrônico de um tal Giovanni; o outro tinha o nome de um tal Dario. Mas até o número do telefone residencial era o mesmo. Usando meus aguçados poderes de intuição, mandei um&amp;nbsp;e-mail&amp;nbsp;para os dois homens ao mesmo tempo, perguntando, em italiano: "Será que vocês são irmãos?" Foi Giovanni quem respondeu com este texto muito&amp;nbsp;provocativo: "Melhor ainda. Gêmeos!" Sim – muito melhor. Gêmeos idênticos de 25 anos, altos, morenos e lindos, conforme vim a descobrir, com aqueles gigantescos olhos castanhos de pupilas líquidas que os italianos têm e que simplesmente me tiram o chão. Depois de conhecer os rapazes pessoalmente, comecei a me perguntar se por acaso eu deveria ajustar um pouquinho minha regra quanto a permanecer solteira durante este ano. Por exemplo, talvez eu pudesse permanecer totalmente solteira&amp;nbsp;excetopelo fato de ter dois lindos irmãos italianos de 25 anos como a</itunes:summary><itunes:keywords>Não-ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-1020314243565263857</guid><pubDate>Thu, 16 Sep 2010 17:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-03T13:26:57.370-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>Quem Me Roubou de Mim?, de Fábio de Melo</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208576770989"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1Hs9g63iKI/AAAAAAAAAP0/6_cbhL0_35k/s320/2656768g.gif" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal;"&gt;Esta obra aborda algumas questões sobre as dificuldades das relações humanas. Por meio de reflexões filosóficas, textos poéticos e histórias reais, o autor convida-nos a um mergulho em nossa subjetividade, a fim de nos fazer conhecer a nós mesmos e a descobrir como viver e conviver melhor não só com as pessoas que nos cercam, mas com todos que passam pelo nosso caminho.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;O seqüestro do corpo:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;a trama do esquecimento&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;dos significados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
O seqüestro do corpo é uma das mais cruéis modalidades contemporâneas da violência. Ritual de profundo desrespeito à condição humana, esta forma de seqüestro consiste em retirar uma pessoa do local de sua identificação, de seus significados, subordinando-a a um tratamento que tem por finalidade estabelecer uma fragilização, que resultará num estado de total dependência e rendição, em que o seqüestrador torna-se um legítimo proprietário da existência do seqüestrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seqüestro do corpo é uma privação total e absoluta daquilo que chamamos de "horizonte de sentido". O nosso mundo, este particular, mas integrado ao grande mundo, está solidificado a partir de significados e significantes que constituem o nosso horizonte de sentido.&lt;br /&gt;
Sentido é tudo aquilo que atribui coerência, liga, orienta e estrutura. É a partir deste horizonte de sentido que pensamos, agimos, amamos, desejamos, vivemos. Somos e estamos estruturados a partir de realidades que significam, isto é, realidades que nos revelam e que condensam um poder de nos fazer avançar os territórios da existência, de irmos além.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes significados assumem os mais diversos formatos em nossa condição humana. Eles evoluem para a condição de valores e assim se tornam fundamentais para a qualidade de nossa atuação no mundo. Os significados qualificam nossa existência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa gama de significados, de valores, ocupa espaços muito diferentes na vida das pessoas, de maneira que aquilo para uma pessoa é fundamental em termos de significado, para outra pode ser mero detalhe.&lt;br /&gt;
Na vida, estamos constantemente descobrindo o que nos faz buscar nossa inteireza. A metáfora é interessante e pode nos ajudar a compreender melhor: o mosaico é feito de partes; essas partes se conjugam e compõem uma única peça. São inúmeros e pequenos significados que constroem a trama do mosaico. A pequena peça é fundamental para a construção do todo, e por isso não pode ser negada, separada. Assim somos nós.&lt;br /&gt;
Se pensarmos no espaço humano em que vivemos como peças de um mosaico, nós entraremos no cerne dos significados que nos constituem; nós estaremos no coração de nosso horizonte de sentido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando nos referimos aos significados, nós estamos tratando de realidades materiais e imateriais. Estamos falando do quarto onde dormimos, com nossos travesseiros e lençóis, mas também das pessoas que nos rodeiam e dos amores que nos despertam. O quarto nos identifica, mas os amores também. O horizonte de sentido é uma conjugação de inúmeros fatores. A cidade onde moramos, a história já vivida; a casa que nos abriga; os lugares que freqüentamos; os amigos que temos; as crenças que professamos; as relações cotidianas, enfim, tudo isso compõe o nosso mundo particular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a partir deste mundo que enxergamos o outro mundo, que não é somente nosso, mas também nosso, assim como o mirante proporciona ao observador a visão que só é possível a partir de sua posição geográfica.&lt;br /&gt;
Quando uma pessoa é seqüestrada, o primeiro rompimento se dá com a materialidade de seus significados. Não dormirá em sua casa, estará privada de seus sabores favoritos, de seus ambientes, coisas particulares, de seu travesseiro, de seus livros, de seus perfumes, de suas paredes. Será violentamente exposta a uma outra realidade que não a sua. O corpo sofrerá a violência de não poder ir e vir. Terá que obedecer às ordens do recém-chegado, daquele que até então não pertencia ao seu mundo. Uma pessoa estranha, que definitivamente não faz parte de seus significados, mas que agora lhe acorrenta o corpo e o faz experimentar uma privação para a qual não estava preparado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seqüestrador, inicia no seqüestrado um processo de privações extremamente doloroso. Ao ser afastado dos locais de sua identificação, e passando a viver num ambiente estranho, inóspito e distante de tudo que o realiza, o seqüestrado mergulha num profundo estado de solidão. Não se trata de uma solidão comum, dessas que experimentamos ocasionalmente, e que faz parte do cotidiano de todo mundo. Trata-se de uma solidão muito mais profunda, caracterizada como "ausência de si mesmo".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao ser afastado de seu mundo particular, e de tudo o que ele representa, o seqüestrado sente-se privado de ser ele mesmo. É como se ele tivesse sido levado para longe de tudo o que para ele faz sentido. O seu mundo não é o que agora lhe é oferecido. O cativeiro é a negação do seu direito de ser e estar. Esse profundo estado de ausência pode agravar-se com o tempo, e evoluir para o que chamamos de "esquecimento do ser".&lt;br /&gt;
O esquecimento do ser, realidade muito comum nos casos de seqüestro do corpo, é uma forma de aniquilamento de nossa condição primeira, nosso estatuto original, e que chamamos de identidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A identidade nos diz sobre nós mesmos. Diz a nós e aos outros. Há dois aspectos interessantes na identificação: uma afirmação e uma negação. Identificar-se é um jeito que a pessoa tem de afirmar o que é, mas é também um jeito de afirmar o que não é. Ao identificar-se a pessoa estabelece uma autenticação, mas também uma separação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao dizer "eu sou isso", naturalmente estou dizendo também "que não sou aquilo que negaria o que sou".&amp;nbsp;&lt;i&gt;Parece&amp;nbsp;&lt;/i&gt;jogo de palavras, mas não é. Ao identificar que sou Fábio, naturalmente estou dizendo que não sou Fernando. A identificação é também diferenciação, porque em toda afirmação há sempre uma infinidade de negações latentes.&lt;br /&gt;
Essa identidade necessita ser cultivada. Vivemos constantemente esse processo. O tempo todo reivindicamos o que somos, e também renunciamos o que não somos. Identidade estabelece limites, assim como os conceitos limitam a realidade. Limite que não pode ser considerado como negativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limitar é delimitar o local do encontro. É um jeito que temos de não nos perdermos neste mundo de tantas coisas. O limite favorece a compreensão da realidade existente. Um espaço delimitado é um espaço encontrado, identificado. Ao identificar o que sou, assumo a legitimidade de minha natureza. Digo o que posso e também o que não posso. Por isso o limite é positivo. Ele me proporciona um agir coerente, porque me posiciona a partir do que sou e não do que eu gostaria que fosse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No mundo dos objetos, isso é constante. Identificamos o tempo todo. Uma mesa é uma mesa e não pode ser uma porta. Pronto, o conceito identificou, diferenciou, limitou de forma positiva. Ninguém poderá condenar a mesa por não ser porta. Ela já está no limite do seu conceito. No mundo das pessoas, é a mesma coisa. Nossa identidade nos limita, não para nos empobrecer, mas, ao contrário, para nos favorecer o crescimento. Quem sabe bem o que é e o que não é terá mais facilidade de explorar suas possibilidades, uma vez que os limites já estão apreendidos também. Apreender e conhecer os limites que se tem é um jeito interessante de potencializar as qualidades que nos são próprias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, ao negar a identidade de uma pessoa, todas as suas potencialidades ficam fragilizadas. É por essa razão que o seqüestro do corpo é uma agressão contra a identidade da pessoa, porque a confunde profundamente a respeito daquilo que ela pode e daquilo que ela não pode. É uma forma de provocar um esquecimento do que se é.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao ser retirada de seu horizonte de sentido, a pessoa tem negados todos os seus elementos de identificação no mundo e com o mundo. Dessa negação nasce a ausência de si mesmo: uma forma de este estar sem estar, de viver sem viver. Trata-se de uma forma terrível de desolação, desespero e angústia. O corpo, privado de tudo o que lhe faz feliz, vive o limite de não ter o que buscar para nutrir-se de alegrias e descanso. Ele perde a capacidade de identificação, uma vez que está privado de seu espaço.&lt;br /&gt;
Fora de seu horizonte de sentido, o corpo adoece, perde a vitalidade; sofre na carne a saudade de tudo o que o completa e o faz ser o que é. Privado de sua liberdade, o corpo sofrerá os limites que desencadearão a condição de vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;div align="center"&gt;"Quando digo o que sou, de alguma forma eu o faço para também dizer o que não sou. O ‘não ser está no avesso do ser’, assim como o tecido só é tecido porque há um avesso que o nega, não sendo outro, mas complementando-o. O que não sou também é uma forma de ser. Eu sou eu e meus avessos."&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-1020314243565263857?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1vLPNwQEL-QHikHSharxdY9Q4xI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1vLPNwQEL-QHikHSharxdY9Q4xI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1vLPNwQEL-QHikHSharxdY9Q4xI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1vLPNwQEL-QHikHSharxdY9Q4xI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/quem-me-roubou-de-mim-de-fabio-de-melo.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1Hs9g63iKI/AAAAAAAAAP0/6_cbhL0_35k/s72-c/2656768g.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-6331882595501630972</guid><pubDate>Fri, 09 Apr 2010 20:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-29T09:21:43.004-03:00</atom:updated><title>Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol</title><description>&lt;h1 style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="revistasTituloBox"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_51268792" linkindex="63"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8537801720%20" imageanchor="1" linkindex="64" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S7-H7zKHRRI/AAAAAAAAAl0/RM6tn2SHDPs/s320/7031653.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Sinopse:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Esta edição de bolso da obra 'Alice no  país das Maravilhas' conta a história das aventuras de Alice ao cair  numa toca de coelho, que a leva a um lugar povoado por criaturas que  misturam características humanas e fantásticas que lhe apresentam  enigmas. Em sua continuação, 'Através do Espelho e o que Alice encontrou  por lá', Alice tem de ultrapassar vários obstáculos - estruturados como  etapas de um jogo de xadrez - para se tornar rainha. À medida que ela  avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens enigmáticos.&amp;nbsp;     &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Trecho:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="geralSubTitulo" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Descendo à toca do coelho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Alice        estava começando a se aborrecer de ficar sentada ao lado da sua  irmã        num recosto do jardim, sem nada para fazer. Dava uma ou outra  olhadela no livro        que a irmã lia, mas implicava:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        De que serve um livro sem figuras nem diálogos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Cheia        de preguiça, por causa do calor do dia, ela se perguntava se o  prazer de        fazer um colar de margaridas valeria o esforço de se levantar e  colher        as flores, quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa  passou correndo        junto dela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Nada havia de &lt;i&gt;muito  &lt;/i&gt;estranho naquilo. Nem Alice achou assim &lt;i&gt;tão &lt;/i&gt;esquisito quando         ouviu o Coelho dizer para si mesmo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Oh, meu Deus! Eu vou chegar muito atrasado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Mas,        quando ele &lt;i&gt;tirou um relógio do bolso do colete&lt;/i&gt;, olhou-o e  se apressou,        Alice se levantou, dando-se conta de que nunca antes havia visto  um coelho nem        com colete e nem com um relógio no bolso. Ardendo de curiosidade,  seguiu-o        correndo, a tempo de vê-lo penetrar numa larga toca sob a cerca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;E        lá se foi Alice, descendo atrás do Coelho, sem jamais considerar        como faria depois para sair dali.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;A        toca seguia reta como um túnel, porém afundava de repente, tão        de repente, que Alice, sem perceber, acabou mergulhando num poço  muito        profundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Ou o poço era  realmente        muito profundo, ou ela caía muito devagar, aproveitando para olhar  em volta        e perguntar o que haveria de acontecer em seguida. Como o fundo do  poço        era muito escuro, ela passou a observar com mais atenção as  paredes,        percebendo que estavam cheias de guarda-louças e estantes, além        de alguns mapas e quadros pendurados aqui e ali.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;De passagem,  apanhou um pote        numa prateleira. Nele estava escrito: geleia de laranja, mas para  sua tristeza        o pote estava vazio e ela o colocou de volta em outra prateleira  pela qual passava        então, pensando que, se o atirasse fora, poderia acertar a cabeça        de alguém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;"Puxa, que        bela queda!", Alice pensou consigo. "Depois disso, rolar pelas  escadas        não vai mais me provocar nenhuma emoção. Que valente eles        vão me achar lá em casa! Mas não vou contar nada, mesmo se        eu cair do telhado" (o que era bem capaz de acontecer).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Caía,        caía, caía. Será que a queda não terminaria &lt;i&gt;nunca&lt;/i&gt;? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Quantos quilômetros será que eu caí? – disse ela em voz alta.        – Devo estar próxima do centro da Terra. Devem ser mais ou menos 6  mil        quilômetros (pois, como você vê, ela aprendeu uma porção        de coisas desse tipo nas aulas e estava ansiosa para demonstrar  seus conhecimentos,        embora a situação não fosse &lt;i&gt;muito &lt;/i&gt;oportuna). Sim,        a distância deve ser mais ou menos essa. Mas então, qual deve ser        a latitude ou a longitude em que eu vim parar? (Alice não tinha a  menor        ideia do que fossem latitude ou longitude, mas achou que eram  palavras muito bonitas        para se dizer.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;E continuou  falando:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Será que vou &lt;i&gt;atravessar &lt;/i&gt;a Terra? Seria engraçado ir parar        no meio daquela gente que anda de cabeça para baixo! Os  Antipáticos,        eu acho...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt; (Ela ficou  contente por        não &lt;i&gt;haver &lt;/i&gt;ninguém para escutá-la, pois lhe pareceu        que essa não era a palavra correta.) Eu teria de perguntar a  alguém        que país era aquele, Nova Zelândia ou Austrália? (Tentou fazer        uma pose educada, mas era muito difícil enquanto caía.) Não,        eu pareceria muito ignorante, seria melhor procurar, talvez  escrito em algum lugar,        o nome do país. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Caía,        caía, caía. Como não havia mais nada a fazer, Alice voltou        a falar:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;– Diná vai  sentir        muito a minha falta hoje! (Diná era a gatinha.) Espero que alguém        se lembre do seu pratinho de leite ao anoitecer. Diná, minha  querida! Eu        queria que você estivesse aqui embaixo comigo. É pena que não        haja ratos no ar, mas você poderia pegar um morcego, que é bem  parecido        com um rato, sabe? Mas será que Diná, minha gata angorá,        come morcego andirá?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Adormecendo        aos poucos, ela continuou repetindo, como que a sonhar: "Angorás  comem        andirás? Angorás comem andirás?" e, às vezes:        "Andirás comem angorás?", pois, já que ela não        sabia responder a nenhuma dessas questões, tanto fazia a sua  ordem. Alice        começou a sonhar que passeava de mãos dadas com Diná quando,        de repente, tchibum! Caiu sobre um monte de gravetos e folhas  secas e a queda        terminou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Alice não se  machucou        nem um pouco e levantou-se num instante. Olhou para cima, mas  estava tudo escuro.        Diante dela havia uma outra passagem e o Coelho Branco ainda  estava à vista,        percorrendo-a às pressas. Não havia um momento a perder: Alice  correu        como o vento, a tempo de ouvi-lo dizer, enquanto dobrava uma  esquina:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Pelas minhas orelhas e meus bigodes! Está ficando tarde demais!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Quando        ela conseguiu virar a esquina, o Coelho desaparecera. Ela se viu  então        numa sala comprida e baixa, iluminada por uma fileira de lâmpadas  penduradas        no teto. Havia portas por toda a volta da sala, mas estavam  fechadas. Alice correu        tentando abrir uma por uma, mas ela percebeu que estava trancada e  não        sabia como faria para sair dali. Encaminhou-se para o centro da  sala e, de repente,        deparou com uma mesinha de três pés, toda de vidro. Nada havia  sobre        ela, a não ser uma pequenina chave dourada. Logo ocorreu a Alice  que a        chave deveria servir para alguma das portas, mas... Oh, Deus! Ou  as fechaduras        eram muito largas, ou a chave muito pequena: não serviu em  nenhuma... Dando        uma segunda volta pela sala, ela notou uma cortina muito baixa, em        que não tinha reparado antes, atrás da qual havia uma portinha de        cerca de quarenta centímetros. Tentou então usar a chave que, para         seu grande contentamento, serviu!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Alice        abriu a porta e verificou que dava para um corredor estreito, não  maior        que um buraco de rato. Ela se ajoelhou e olhou através do  corredor: seus        olhos contemplaram o mais belo jardim que já se viu! Como ela  gostaria        de sair daquela sala escura e passear em meio àqueles canteiros de  flores        maravilhosas e àquelas fontes de água fresca! Porém, nem        mesmo sua cabeça passava pela porta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;"Mesmo        que minha cabeça passasse, seria de muito pouca utilidade sem os  meus ombros",        pensou a pobre Alice. "Ah, como eu gostaria de poder encolher como  um telescópio.        Acho até que eu conseguiria, se soubesse ao menos por onde  começar."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Como        se vê, tantas coisas extraordinárias vinham se passando, que Alice         começou a pensar: muito pouca coisa era realmente impossível. Como         era inútil esperar junto à porta, ela voltou à mesa, na esperança        de encontrar outra chave ou, ao menos, um manual de instruções  para        as pessoas encolherem como telescópios. Dessa vez encontrou uma  garrafinha.        (– Certamente não estava aqui antes – disse Alice.) Amarrada no  gargalo,        havia uma etiqueta com as palavras: beba-me. Tudo bem dizer &lt;i&gt;beba-me&lt;/i&gt;,  mas        a pequena e esperta Alice não faria aquilo sem pensar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Não, eu vou olhar primeiro – disse ela – e verificar se está  escrito &lt;i&gt;veneno &lt;/i&gt;ou não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Ela        não se esquecia das muitas histórias que contavam que, se alguém        beber muito de uma garrafa onde está escrito &lt;i&gt;veneno&lt;/i&gt;, é  quase        certo que vai se dar mal, cedo ou tarde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;"Mas        agora de nada adianta fingir ser duas pessoas", pensou a pobre  Alice, "pois        pouco sobrou de mim sequer para inteirar &lt;i&gt;uma &lt;/i&gt;pessoa que se  respeite."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Nesse        instante seus olhos depararam com uma caixinha de vidro que estava  debaixo da        mesa. Alice a abriu e encontrou um pequenino bolo, sobre o qual  estava escrito,        num belo arranjo de frutas secas: coma-me.&lt;br /&gt;– Bem, eu vou comer – disse ela.        – Se me fizer crescer, alcanço a chave, e, se me fizer encolher,  passo        por baixo da porta. De qualquer modo, entro no jardim e estou  pouco ligando para        o que possa acontecer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Provou        um pedacinho e, curiosa, disse para si mesma: "E agora? E agora?".  Pôs        em seguida a mão em cima da cabeça para sentir se estava  aumentando        ou diminuindo, mas notou, com surpresa, que continuava do mesmo  tamanho. Na realidade        é o que costuma acontecer quando se come bolo, mas Alice, a essa  altura,        só esperava que coisas extraordinárias acontecessem e achava  totalmente        sem graça que a vida seguisse seu curso normal. Por isso, pôs mãos         à obra e, num instante, comeu o bolo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Como        não estava escrito &lt;i&gt;veneno&lt;/i&gt;, Alice se arriscou a provar,  achando muito        gostoso. (De fato, tinha um gosto misturado de torta de cereja,  creme de leite,        abacaxi, peru assado, caramelo e torradas quentes com manteiga.)  Ela logo tomou        tudinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/DudaCechinel#grid/user/7E7FB718FB69E54F" linkindex="65"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;You  Tube – Libere Libri’s Blog&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R7ygoQRaWYY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/R7ygoQRaWYY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-6331882595501630972?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eWgo9SjQv0KpEwZNu2P4CtwZoz0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eWgo9SjQv0KpEwZNu2P4CtwZoz0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eWgo9SjQv0KpEwZNu2P4CtwZoz0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eWgo9SjQv0KpEwZNu2P4CtwZoz0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/04/alice-no-pais-das-maravilhas-de-lewis_09.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S7-H7zKHRRI/AAAAAAAAAl0/RM6tn2SHDPs/s72-c/7031653.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/R7ygoQRaWYY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" length="1045" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/R7ygoQRaWYY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" fileSize="1045" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Sinopse:&amp;nbsp; Esta edição de bolso da obra 'Alice no país das Maravilhas' conta a história das aventuras de Alice ao cair numa toca de coelho, que a leva a um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas que lhe apresen</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Sinopse:&amp;nbsp; Esta edição de bolso da obra 'Alice no país das Maravilhas' conta a história das aventuras de Alice ao cair numa toca de coelho, que a leva a um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas que lhe apresentam enigmas. Em sua continuação, 'Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá', Alice tem de ultrapassar vários obstáculos - estruturados como etapas de um jogo de xadrez - para se tornar rainha. À medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens enigmáticos.&amp;nbsp; Trecho: &amp;nbsp;Descendo à toca do coelhoAlice estava começando a se aborrecer de ficar sentada ao lado da sua irmã num recosto do jardim, sem nada para fazer. Dava uma ou outra olhadela no livro que a irmã lia, mas implicava:– De que serve um livro sem figuras nem diálogos? Cheia de preguiça, por causa do calor do dia, ela se perguntava se o prazer de fazer um colar de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as flores, quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo junto dela. Nada havia de muito estranho naquilo. Nem Alice achou assim tão esquisito quando ouviu o Coelho dizer para si mesmo:– Oh, meu Deus! Eu vou chegar muito atrasado! Mas, quando ele tirou um relógio do bolso do colete, olhou-o e se apressou, Alice se levantou, dando-se conta de que nunca antes havia visto um coelho nem com colete e nem com um relógio no bolso. Ardendo de curiosidade, seguiu-o correndo, a tempo de vê-lo penetrar numa larga toca sob a cerca.E lá se foi Alice, descendo atrás do Coelho, sem jamais considerar como faria depois para sair dali. A toca seguia reta como um túnel, porém afundava de repente, tão de repente, que Alice, sem perceber, acabou mergulhando num poço muito profundo.Ou o poço era realmente muito profundo, ou ela caía muito devagar, aproveitando para olhar em volta e perguntar o que haveria de acontecer em seguida. Como o fundo do poço era muito escuro, ela passou a observar com mais atenção as paredes, percebendo que estavam cheias de guarda-louças e estantes, além de alguns mapas e quadros pendurados aqui e ali.&amp;nbsp; De passagem, apanhou um pote numa prateleira. Nele estava escrito: geleia de laranja, mas para sua tristeza o pote estava vazio e ela o colocou de volta em outra prateleira pela qual passava então, pensando que, se o atirasse fora, poderia acertar a cabeça de alguém."Puxa, que bela queda!", Alice pensou consigo. "Depois disso, rolar pelas escadas não vai mais me provocar nenhuma emoção. Que valente eles vão me achar lá em casa! Mas não vou contar nada, mesmo se eu cair do telhado" (o que era bem capaz de acontecer). Caía, caía, caía. Será que a queda não terminaria nunca? – Quantos quilômetros será que eu caí? – disse ela em voz alta. – Devo estar próxima do centro da Terra. Devem ser mais ou menos 6 mil quilômetros (pois, como você vê, ela aprendeu uma porção de coisas desse tipo nas aulas e estava ansiosa para demonstrar seus conhecimentos, embora a situação não fosse muito oportuna). Sim, a distância deve ser mais ou menos essa. Mas então, qual deve ser a latitude ou a longitude em que eu vim parar? (Alice não tinha a menor ideia do que fossem latitude ou longitude, mas achou que eram palavras muito bonitas para se dizer.) E continuou falando:– Será que vou atravessar a Terra? Seria engraçado ir parar no meio daquela gente que anda de cabeça para baixo! Os Antipáticos, eu acho... (Ela ficou contente por não haver ninguém para escutá-la, pois lhe pareceu que essa não era a palavra correta.) Eu teria de perguntar a alguém que país era aquele, Nova Zelândia ou Austrália? (Tentou fazer uma pose educada, mas era muito difícil enquanto caía.) Não, eu pareceria muito ignorante, seria melhor procurar, talvez escrito em algum lugar, o nome do país. Caía, caía, caía. Como não havia mais nada a fazer, Alice voltou a falar:– Diná vai sentir muito a minha falta hoje! (Diná era a gatinha.) Espero que alguém se lembre do seu pratinho de leite ao anoite</itunes:summary></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-7063442574095564318</guid><pubDate>Fri, 09 Apr 2010 20:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-09T17:17:42.582-03:00</atom:updated><title>Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol</title><description>&lt;h1 style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="revistasTituloBox"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_51268792" linkindex="63"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8537801720%20" imageanchor="1" linkindex="64" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S7-H7zKHRRI/AAAAAAAAAl0/RM6tn2SHDPs/s320/7031653.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Sinopse:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Esta edição de bolso da obra 'Alice no  país das Maravilhas' conta a história das aventuras de Alice ao cair  numa toca de coelho, que a leva a um lugar povoado por criaturas que  misturam características humanas e fantásticas que lhe apresentam  enigmas. Em sua continuação, 'Através do Espelho e o que Alice encontrou  por lá', Alice tem de ultrapassar vários obstáculos - estruturados como  etapas de um jogo de xadrez - para se tornar rainha. À medida que ela  avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens enigmáticos.&amp;nbsp;     &lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Trecho:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="geralSubTitulo" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Descendo à toca do coelho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Alice        estava começando a se aborrecer de ficar sentada ao lado da sua  irmã        num recosto do jardim, sem nada para fazer. Dava uma ou outra  olhadela no livro        que a irmã lia, mas implicava:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        De que serve um livro sem figuras nem diálogos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Cheia        de preguiça, por causa do calor do dia, ela se perguntava se o  prazer de        fazer um colar de margaridas valeria o esforço de se levantar e  colher        as flores, quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa  passou correndo        junto dela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Nada havia de &lt;i&gt;muito  &lt;/i&gt;estranho naquilo. Nem Alice achou assim &lt;i&gt;tão &lt;/i&gt;esquisito quando         ouviu o Coelho dizer para si mesmo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Oh, meu Deus! Eu vou chegar muito atrasado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Mas,        quando ele &lt;i&gt;tirou um relógio do bolso do colete&lt;/i&gt;, olhou-o e  se apressou,        Alice se levantou, dando-se conta de que nunca antes havia visto  um coelho nem        com colete e nem com um relógio no bolso. Ardendo de curiosidade,  seguiu-o        correndo, a tempo de vê-lo penetrar numa larga toca sob a cerca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;E        lá se foi Alice, descendo atrás do Coelho, sem jamais considerar        como faria depois para sair dali.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;A        toca seguia reta como um túnel, porém afundava de repente, tão        de repente, que Alice, sem perceber, acabou mergulhando num poço  muito        profundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Ou o poço era  realmente        muito profundo, ou ela caía muito devagar, aproveitando para olhar  em volta        e perguntar o que haveria de acontecer em seguida. Como o fundo do  poço        era muito escuro, ela passou a observar com mais atenção as  paredes,        percebendo que estavam cheias de guarda-louças e estantes, além        de alguns mapas e quadros pendurados aqui e ali.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;De passagem,  apanhou um pote        numa prateleira. Nele estava escrito: geleia de laranja, mas para  sua tristeza        o pote estava vazio e ela o colocou de volta em outra prateleira  pela qual passava        então, pensando que, se o atirasse fora, poderia acertar a cabeça        de alguém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;"Puxa, que        bela queda!", Alice pensou consigo. "Depois disso, rolar pelas  escadas        não vai mais me provocar nenhuma emoção. Que valente eles        vão me achar lá em casa! Mas não vou contar nada, mesmo se        eu cair do telhado" (o que era bem capaz de acontecer).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Caía,        caía, caía. Será que a queda não terminaria &lt;i&gt;nunca&lt;/i&gt;? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Quantos quilômetros será que eu caí? – disse ela em voz alta.        – Devo estar próxima do centro da Terra. Devem ser mais ou menos 6  mil        quilômetros (pois, como você vê, ela aprendeu uma porção        de coisas desse tipo nas aulas e estava ansiosa para demonstrar  seus conhecimentos,        embora a situação não fosse &lt;i&gt;muito &lt;/i&gt;oportuna). Sim,        a distância deve ser mais ou menos essa. Mas então, qual deve ser        a latitude ou a longitude em que eu vim parar? (Alice não tinha a  menor        ideia do que fossem latitude ou longitude, mas achou que eram  palavras muito bonitas        para se dizer.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;E continuou  falando:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Será que vou &lt;i&gt;atravessar &lt;/i&gt;a Terra? Seria engraçado ir parar        no meio daquela gente que anda de cabeça para baixo! Os  Antipáticos,        eu acho...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt; (Ela ficou  contente por        não &lt;i&gt;haver &lt;/i&gt;ninguém para escutá-la, pois lhe pareceu        que essa não era a palavra correta.) Eu teria de perguntar a  alguém        que país era aquele, Nova Zelândia ou Austrália? (Tentou fazer        uma pose educada, mas era muito difícil enquanto caía.) Não,        eu pareceria muito ignorante, seria melhor procurar, talvez  escrito em algum lugar,        o nome do país. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Caía,        caía, caía. Como não havia mais nada a fazer, Alice voltou        a falar:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;– Diná vai  sentir        muito a minha falta hoje! (Diná era a gatinha.) Espero que alguém        se lembre do seu pratinho de leite ao anoitecer. Diná, minha  querida! Eu        queria que você estivesse aqui embaixo comigo. É pena que não        haja ratos no ar, mas você poderia pegar um morcego, que é bem  parecido        com um rato, sabe? Mas será que Diná, minha gata angorá,        come morcego andirá?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Adormecendo        aos poucos, ela continuou repetindo, como que a sonhar: "Angorás  comem        andirás? Angorás comem andirás?" e, às vezes:        "Andirás comem angorás?", pois, já que ela não        sabia responder a nenhuma dessas questões, tanto fazia a sua  ordem. Alice        começou a sonhar que passeava de mãos dadas com Diná quando,        de repente, tchibum! Caiu sobre um monte de gravetos e folhas  secas e a queda        terminou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Alice não se  machucou        nem um pouco e levantou-se num instante. Olhou para cima, mas  estava tudo escuro.        Diante dela havia uma outra passagem e o Coelho Branco ainda  estava à vista,        percorrendo-a às pressas. Não havia um momento a perder: Alice  correu        como o vento, a tempo de ouvi-lo dizer, enquanto dobrava uma  esquina:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Pelas minhas orelhas e meus bigodes! Está ficando tarde demais!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Quando        ela conseguiu virar a esquina, o Coelho desaparecera. Ela se viu  então        numa sala comprida e baixa, iluminada por uma fileira de lâmpadas  penduradas        no teto. Havia portas por toda a volta da sala, mas estavam  fechadas. Alice correu        tentando abrir uma por uma, mas ela percebeu que estava trancada e  não        sabia como faria para sair dali. Encaminhou-se para o centro da  sala e, de repente,        deparou com uma mesinha de três pés, toda de vidro. Nada havia  sobre        ela, a não ser uma pequenina chave dourada. Logo ocorreu a Alice  que a        chave deveria servir para alguma das portas, mas... Oh, Deus! Ou  as fechaduras        eram muito largas, ou a chave muito pequena: não serviu em  nenhuma... Dando        uma segunda volta pela sala, ela notou uma cortina muito baixa, em        que não tinha reparado antes, atrás da qual havia uma portinha de        cerca de quarenta centímetros. Tentou então usar a chave que, para         seu grande contentamento, serviu!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Alice        abriu a porta e verificou que dava para um corredor estreito, não  maior        que um buraco de rato. Ela se ajoelhou e olhou através do  corredor: seus        olhos contemplaram o mais belo jardim que já se viu! Como ela  gostaria        de sair daquela sala escura e passear em meio àqueles canteiros de  flores        maravilhosas e àquelas fontes de água fresca! Porém, nem        mesmo sua cabeça passava pela porta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;"Mesmo        que minha cabeça passasse, seria de muito pouca utilidade sem os  meus ombros",        pensou a pobre Alice. "Ah, como eu gostaria de poder encolher como  um telescópio.        Acho até que eu conseguiria, se soubesse ao menos por onde  começar."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Como        se vê, tantas coisas extraordinárias vinham se passando, que Alice         começou a pensar: muito pouca coisa era realmente impossível. Como         era inútil esperar junto à porta, ela voltou à mesa, na esperança        de encontrar outra chave ou, ao menos, um manual de instruções  para        as pessoas encolherem como telescópios. Dessa vez encontrou uma  garrafinha.        (– Certamente não estava aqui antes – disse Alice.) Amarrada no  gargalo,        havia uma etiqueta com as palavras: beba-me. Tudo bem dizer &lt;i&gt;beba-me&lt;/i&gt;,  mas        a pequena e esperta Alice não faria aquilo sem pensar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;–        Não, eu vou olhar primeiro – disse ela – e verificar se está  escrito &lt;i&gt;veneno &lt;/i&gt;ou não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Ela        não se esquecia das muitas histórias que contavam que, se alguém        beber muito de uma garrafa onde está escrito &lt;i&gt;veneno&lt;/i&gt;, é  quase        certo que vai se dar mal, cedo ou tarde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;"Mas        agora de nada adianta fingir ser duas pessoas", pensou a pobre  Alice, "pois        pouco sobrou de mim sequer para inteirar &lt;i&gt;uma &lt;/i&gt;pessoa que se  respeite."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Nesse        instante seus olhos depararam com uma caixinha de vidro que estava  debaixo da        mesa. Alice a abriu e encontrou um pequenino bolo, sobre o qual  estava escrito,        num belo arranjo de frutas secas: coma-me.&lt;br /&gt;
– Bem, eu vou comer – disse ela.        – Se me fizer crescer, alcanço a chave, e, se me fizer encolher,  passo        por baixo da porta. De qualquer modo, entro no jardim e estou  pouco ligando para        o que possa acontecer.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Provou        um pedacinho e, curiosa, disse para si mesma: "E agora? E agora?".  Pôs        em seguida a mão em cima da cabeça para sentir se estava  aumentando        ou diminuindo, mas notou, com surpresa, que continuava do mesmo  tamanho. Na realidade        é o que costuma acontecer quando se come bolo, mas Alice, a essa  altura,        só esperava que coisas extraordinárias acontecessem e achava  totalmente        sem graça que a vida seguisse seu curso normal. Por isso, pôs mãos         à obra e, num instante, comeu o bolo inteiro.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"&gt;Como        não estava escrito &lt;i&gt;veneno&lt;/i&gt;, Alice se arriscou a provar,  achando muito        gostoso. (De fato, tinha um gosto misturado de torta de cereja,  creme de leite,        abacaxi, peru assado, caramelo e torradas quentes com manteiga.)  Ela logo tomou        tudinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/DudaCechinel#grid/user/7E7FB718FB69E54F" linkindex="65"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;You  Tube – Libere Libri’s Blog&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R7ygoQRaWYY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/R7ygoQRaWYY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
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Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-7063442574095564318?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Em sua continuação, 'Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá', Alice tem de ultrapassar vários obstáculos - estruturados como etapas de um jogo de xadrez - para se tornar rainha. À medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens enigmáticos.&amp;nbsp; Trecho: &amp;nbsp;Descendo à toca do coelhoAlice estava começando a se aborrecer de ficar sentada ao lado da sua irmã num recosto do jardim, sem nada para fazer. Dava uma ou outra olhadela no livro que a irmã lia, mas implicava:– De que serve um livro sem figuras nem diálogos? Cheia de preguiça, por causa do calor do dia, ela se perguntava se o prazer de fazer um colar de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as flores, quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo junto dela. Nada havia de muito estranho naquilo. Nem Alice achou assim tão esquisito quando ouviu o Coelho dizer para si mesmo:– Oh, meu Deus! Eu vou chegar muito atrasado! Mas, quando ele tirou um relógio do bolso do colete, olhou-o e se apressou, Alice se levantou, dando-se conta de que nunca antes havia visto um coelho nem com colete e nem com um relógio no bolso. Ardendo de curiosidade, seguiu-o correndo, a tempo de vê-lo penetrar numa larga toca sob a cerca.E lá se foi Alice, descendo atrás do Coelho, sem jamais considerar como faria depois para sair dali. A toca seguia reta como um túnel, porém afundava de repente, tão de repente, que Alice, sem perceber, acabou mergulhando num poço muito profundo.Ou o poço era realmente muito profundo, ou ela caía muito devagar, aproveitando para olhar em volta e perguntar o que haveria de acontecer em seguida. Como o fundo do poço era muito escuro, ela passou a observar com mais atenção as paredes, percebendo que estavam cheias de guarda-louças e estantes, além de alguns mapas e quadros pendurados aqui e ali.&amp;nbsp; De passagem, apanhou um pote numa prateleira. Nele estava escrito: geleia de laranja, mas para sua tristeza o pote estava vazio e ela o colocou de volta em outra prateleira pela qual passava então, pensando que, se o atirasse fora, poderia acertar a cabeça de alguém."Puxa, que bela queda!", Alice pensou consigo. "Depois disso, rolar pelas escadas não vai mais me provocar nenhuma emoção. Que valente eles vão me achar lá em casa! Mas não vou contar nada, mesmo se eu cair do telhado" (o que era bem capaz de acontecer). Caía, caía, caía. Será que a queda não terminaria nunca? – Quantos quilômetros será que eu caí? – disse ela em voz alta. – Devo estar próxima do centro da Terra. Devem ser mais ou menos 6 mil quilômetros (pois, como você vê, ela aprendeu uma porção de coisas desse tipo nas aulas e estava ansiosa para demonstrar seus conhecimentos, embora a situação não fosse muito oportuna). Sim, a distância deve ser mais ou menos essa. Mas então, qual deve ser a latitude ou a longitude em que eu vim parar? (Alice não tinha a menor ideia do que fossem latitude ou longitude, mas achou que eram palavras muito bonitas para se dizer.) E continuou falando:– Será que vou atravessar a Terra? Seria engraçado ir parar no meio daquela gente que anda de cabeça para baixo! Os Antipáticos, eu acho... (Ela ficou contente por não haver ninguém para escutá-la, pois lhe pareceu que essa não era a palavra correta.) Eu teria de perguntar a alguém que país era aquele, Nova Zelândia ou Austrália? (Tentou fazer uma pose educada, mas era muito difícil enquanto caía.) Não, eu pareceria muito ignorante, seria melhor procurar, talvez escrito em algum lugar, o nome do país. Caía, caía, caía. Como não havia mais nada a fazer, Alice voltou a falar:– Diná vai sentir muito a minha falta hoje! (Diná era a gatinha.) Espero que alguém se lembre do seu pratinho de leite ao anoite</itunes:summary></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-7233932041689310588</guid><pubDate>Tue, 23 Feb 2010 11:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-25T10:21:41.468-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><title>O Ladrão de Raios, de Rick Riordan</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%20%208598078697"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S4O9XCsxn5I/AAAAAAAAAgk/RGwMbZ7A_og/s320/CapaLadraoDeRaiosTieIn-WEB.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 10.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 10.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sinopse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século 21. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. O garoto-problema Percy Jackson é um deles.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso - algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão - precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Trecho:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sem querer, transformo em pó minha professora de iniciação à álgebra.Olhe, eu não queria ser um meio-sangue.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se você está lendo isto porque acha que pode ser um, meu conselho é o seguinte: feche este livro agora mesmo. Acredite em qualquer mentira que sua mãe ou seu pai lhe contou sobre seu nascimento, e tente levar uma vida normal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ser um meio-sangue é perigoso. É assustador. Na maioria das vezes, acaba com a gente de um jeito penoso e detestável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se você é uma criança normal, que está lendo isto porque acha que é ficção, ótimo. Continue lendo. Eu o invejo por ser capaz de acreditar que nada disso aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas, se você se reconhecer nestas páginas - se sentir alguma coisa emocionante lá dentro -, pare de ler imediatamente. Você pode ser um de nós. E, uma vez que fica sabendo disso, é apenas uma questão de tempo antes que eles também sintam isso, e venham atrás de você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não diga que eu não avisei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Meu nome é Percy Jackson. Tenho doze anos de idade. Até alguns meses atrás, era aluno de um internato, na Academia Yancy, uma escola particular para crianças problemáticas no norte do estado de Nova York.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se eu sou uma criança problemática?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sim. Pode-se dizer isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eu poderia partir de qualquer ponto da minha vida curta e infeliz para prová-lo, mas as coisas começaram a ir realmente mal no último mês de maio, quando nossa turma do sexto ano fez uma excursão a Manhattan - vinte e oito crianças alucinadas e dois professores em um ônibus escolar amarelo indo para o Metropolitan Museum of Art, a fim de observar velharias gregas e romanas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eu sei, parece tortura. A maior parte das excursões da Yancy era mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas o sr. Brunner, nosso professor de latim, estava guiando essa excursão, assim eu tinha esperanças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O sr. Brunner era um sujeito de meia-idade em uma cadeira de rodas motorizada. Tinha o cabelo ralo, uma barba desalinhada e usava um casaco surrado de tweed que sempre cheirava a café. Talvez você não o achasse legal, mas ele contava histórias e piadas e nos deixava fazer brincadeiras &lt;st1:personname productid="em sala. Também" w:st="on"&gt;em sala. Também&lt;/st1:personname&gt; tinha uma impressionante coleção de armaduras e armas romanas, portanto era o único professor cuja aula não me fazia dormir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eu esperava que desse tudo certo na excursão. Pelo menos tinha esperança de não me meter em encrenca dessa vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Cara, como eu estava errado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Entenda: coisas ruins me acontecem em excursões escolares. Como na minha escola da quinta série, quando fomos para o campo da batalha de Saratoga, e eu tive aquele acidente com um canhão da Revolução Americana. Eu não estava apontando para o ônibus da escola, mas é claro que fui expulso do mesmo jeito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E antes disso, na escola da quarta série, quando fizemos um passeio pelos bastidores do tanque dos tubarões do Mundo Marinho, e eu de, alguma forma, acionei a alavanca errada no passadiço e nossa turma tomou um banho inesperado. E antes disso... Bem, já dá para você ter uma idéia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nessa viagem, eu estava determinado a ser bonzinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ao longo de todo o caminho para a cidade agüentei Nancy Bobofit, aquela cleptomaníaca ruiva e sardenta, acertando a nuca do meu melhor amigo, Grover, com pedaços de sanduíche de manteiga de amendoim com ketchup.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Grover era um alvo fácil. Ele era magrelo. Chorava quando ficava frustrado. Devia ter repetido de ano muitas vezes, porque era o único na sexta série que tinha espinhas e uma barba rala começando a nascer no queixo. E, ainda por cima, era aleijado. Tinha um atestado que o dispensava da Educação Física pelo resto da vida, porque tinha algum tipo de doença muscular nas pernas. Andava de um jeito engraçado, como se cada passo doesse, mas não se deixe enganar por isso. Você precisava vê-lo correr quando era dia de enchilada na cantina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;De qualquer modo, Nancy Bobofit estava jogando bolinhas de sanduíche que grudavam no cabelo castanho cacheado dele, e ela sabia que eu não podia revidar, porque já estava sendo observado, sob o risco de ser expulso. O diretor me ameaçara de morte com uma suspensão "na escola" (ou seja, sem poder assistir às aulas, mas tendo de comparecer à escola e ficar trancado numa sala fazendo tarefas de casa) caso alguma coisa ruim, embaraçosa ou até moderadamente divertida acontecesse durante a excursão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Eu vou matá-la - murmurei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Grover tentou me acalmar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Está tudo bem. Gosto de manteiga de amendoim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ele se esquivou de outro pedaço do lanche de Nancy.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;- Agora chega. - Comecei a levantar, mas Grover me puxou de volta para o assento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.0pt; mso-line-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/DudaCechinel#g/c/7E7FB718FB69E54F"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/DudaCechinel#g/c/7E7FB718FB69E54F"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;You Tube – Libere Libri’s Blog&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HemDXptm50E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HemDXptm50E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-7233932041689310588?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8b45xjpH5bjZ4pGrbIxEfgtwD-4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8b45xjpH5bjZ4pGrbIxEfgtwD-4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8b45xjpH5bjZ4pGrbIxEfgtwD-4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8b45xjpH5bjZ4pGrbIxEfgtwD-4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/02/o-ladrao-de-raios-de-rick-riordan.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S4O9XCsxn5I/AAAAAAAAAgk/RGwMbZ7A_og/s72-c/CapaLadraoDeRaiosTieIn-WEB.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/HemDXptm50E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" length="1046" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/HemDXptm50E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" fileSize="1046" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Sinopse: O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século 21. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Sinopse: O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século 21. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. O garoto-problema Percy Jackson é um deles.&amp;nbsp; Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso - algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão - precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses. Trecho: Sem querer, transformo em pó minha professora de iniciação à álgebra.Olhe, eu não queria ser um meio-sangue.Se você está lendo isto porque acha que pode ser um, meu conselho é o seguinte: feche este livro agora mesmo. Acredite em qualquer mentira que sua mãe ou seu pai lhe contou sobre seu nascimento, e tente levar uma vida normal. Ser um meio-sangue é perigoso. É assustador. Na maioria das vezes, acaba com a gente de um jeito penoso e detestável.Se você é uma criança normal, que está lendo isto porque acha que é ficção, ótimo. Continue lendo. Eu o invejo por ser capaz de acreditar que nada disso aconteceu. Mas, se você se reconhecer nestas páginas - se sentir alguma coisa emocionante lá dentro -, pare de ler imediatamente. Você pode ser um de nós. E, uma vez que fica sabendo disso, é apenas uma questão de tempo antes que eles também sintam isso, e venham atrás de você.Não diga que eu não avisei. Meu nome é Percy Jackson. Tenho doze anos de idade. Até alguns meses atrás, era aluno de um internato, na Academia Yancy, uma escola particular para crianças problemáticas no norte do estado de Nova York.Se eu sou uma criança problemática?Sim. Pode-se dizer isso. Eu poderia partir de qualquer ponto da minha vida curta e infeliz para prová-lo, mas as coisas começaram a ir realmente mal no último mês de maio, quando nossa turma do sexto ano fez uma excursão a Manhattan - vinte e oito crianças alucinadas e dois professores em um ônibus escolar amarelo indo para o Metropolitan Museum of Art, a fim de observar velharias gregas e romanas. Eu sei, parece tortura. A maior parte das excursões da Yancy era mesmo.Mas o sr. Brunner, nosso professor de latim, estava guiando essa excursão, assim eu tinha esperanças. O sr. Brunner era um sujeito de meia-idade em uma cadeira de rodas motorizada. Tinha o cabelo ralo, uma barba desalinhada e usava um casaco surrado de tweed que sempre cheirava a café. Talvez você não o achasse legal, mas ele contava histórias e piadas e nos deixava fazer brincadeiras em sala. Também tinha uma impressionante coleção de armaduras e armas romanas, portanto era o único professor cuja aula não me fazia dormir.Eu esperava que desse tudo certo na excursão. Pelo menos tinha esperança de não me meter em encrenca dessa vez. Cara, como eu estava errado. Entenda: coisas ruins me acontecem em excursões escolares. Como na minha escola da quinta série, quando fomos para o campo da batalha de Saratoga, e eu tive aquele acidente com um canhão da Revolução Americana. Eu não estava apontando para o ônibus da escola, mas é claro que fui expulso do mesmo jeito. E antes disso, na escola da quarta série, quando fizemos um passeio pelos bastidores do tanque dos tubarões do Mundo Marinho, e eu de, alguma forma, acionei a alavanca errada no passadiço e nossa turma tomou um banho inesperado. E antes disso... Bem, já dá para você ter uma idéia. Nessa viagem, eu estava determinado a ser bonzinho. Ao longo de todo o caminho para a cidade agüentei Nancy Bobofit, aquela cleptomaníaca ruiva e sardenta, acertando a nuca do meu melhor amigo, Grover, com pedaços de sanduíche de manteiga de amendoim com ketchup.</itunes:summary><itunes:keywords>Ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-1952298022322813572</guid><pubDate>Tue, 16 Feb 2010 11:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-06T11:29:59.428-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><title>Lua Nova, de Stephenie Meyer</title><description>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=%20%208598078638&amp;amp;sid=89906120612116407389456767"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/TNVX8OpqWEI/AAAAAAAABGA/eExoMv6DMDI/s400/nova-versao-da-capa-do-livro-new-moon-de-stephenie-meyer.jpg" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sinopse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida - Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando. Esta edição especial vem com um poster frente e verso com os atores do filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Trecho:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;EU TINHA NOVENTA E NOVE POR CENTO DE CERTEZA DE que estava sonhando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os motivos para minha certeza eram que, primeiro, eu estava de pé em um raio brilhante de sol - o sol claro e ofuscante que nunca luzia em minha nova cidade chuvosa, Forks, no estado de Washington - e, segundo, eu olhava minha avó Marie. Vovó morrera havia seis anos, então era uma prova concreta da teoria do sonho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Minha avó não mudara muito; seu rosto estava exatamente igual ao que eu lembrava. A pele era macia e murcha, dobrando-se em centenas de pequenas rugas que pendiam delicadas. Como um damasco seco, mas com uma nuvem de cabelo branco e espesso se destacando em volta dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nossas bocas - a dela com rugas ressecadas - se estendiam no mesmo meio sorriso de surpresa, exatamente ao mesmo tempo. Aparentemente, ela também não esperava me ver.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu estava prestes a lhe fazer uma pergunta; tinha tantas - O que ela estava fazendo ali, no meu sonho? O que ela andara fazendo nos últimos seis anos? Vovô estava bem, e eles se encontraram, onde quer que estivessem? -, mas ela abriu a boca quando tentei falar, então parei para permitir que ela falasse primeiro. Ela fez uma pausa também e depois nós duas sorrimos com o pequeno embaraço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"Bella?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não era vovó que chamava meu nome, e nós duas nos viramos para ver quem se unira a nossa reuniãozinha. Não precisava olhar para saber quem era; aquela era uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar - reconheceria e reagiria a ela, quer estivesse acordada ou dormindo... Ou até morta, posso apostar. A voz pela qual eu pisaria em brasas - ou, sendo menos dramática, pela qual eu chapinharia na lama em cada dia de chuva fria e interminável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Edward.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Embora eu sempre fiasse emocionada ao vê-lo - consciente ou não -, e embora eu quase tivesse certeza de que era um sonho, entrei em pânico enquanto Edward se dirigia a nós sob o sol reluzente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Entrei em pânico porque vovó não sabia que eu estava apaixonada por um vampiro - ninguém sabia disso -, então, como eu explicaria o fato de que os feixes brilhantes de sol se dividiam em sua pele em mil fragmentos de arco-íris, como se ele fosse feito de cristal ou diamante?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bom, vó, deve ter percebido que meu namorado brilha. É só uma coisa que ele faz no sol. Não se preocupe com isso...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O que ele estava fazendo? O motivo para ele morar em Forks, o lugar mais chuvoso do mundo, era que podia ficar ao ar livre durante o dia sem revelar o segredo de sua família. E no entanto ali estava ele, andando elegantemente em minha direção - com o sorriso mais lindo em seu rosto de anjo, como se eu fosse a única presente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nesse segundo, desejei não ser a única exceção a seu misterioso talento; em geral eu me sentia grata por ser a única pessoa cujos pensamentos ele não podia ouvir com clareza, como se fossem pronunciados em voz alta. Mas agora eu queria que ele fosse capaz de me ouvir também, assim poderia escutar o alerta que eu gritava em minha cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lancei um olhar de pânico para minha avó e vi que era tarde demais. Ela estava se virando para olhar para mim de novo, os olhos tão alarmados quanto os meus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Edward - ainda sorrindo daquele jeito tão lindo que fazia meu coração parecer inchar e explodir no peito - pôs o braço em meu ombro e virou-se para olhar minha avó.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A expressão de vovó me surpreendeu. Em vez de parecer apavorada,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ela me olhava timidamente, como se esperasse por uma repreensão. E ela estava de pé numa posição tão estranha - um braço afastado canhestramente do corpo, esticado e, depois, envolvendo o ar. Como se estivesse abraçando alguém que eu não podia ver, alguém invisível...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Só então, enquanto eu olhava o quadro como um todo, foi que percebi a enorme moldura dourada que cercava as feições de minha avó. Sem compreender, levantei a mão que não estava na cintura de Edward e a estendi para tocá-la. Ela imitou o movimento com exatidão, espelhando-o. Mas onde nossos dedos deveriam se encontrar não havia nada, a não ser o vidro frio...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com um sobressalto vertiginoso, meu sonho tornou-se abruptamente um pesadelo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não havia vovó alguma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Aquela era eu. Eu em um espelho. Eu - anciã, enrugada e murcha. Edward estava a meu lado, sem reflexo, lindo de morrer e com 17 anos para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ele apertou os lábios perfeitos e gelados em meu rosto desgastado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Feliz aniversário - sussurrou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Acordei assustada - minhas pálpebras se arregalando - e arfante. A luz cinzenta e embaçada, a familiar luz de uma manhã nublada, tomou o lugar do sol ofuscante de meu sonho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um sonho, disse a mim mesma. Foi só um sonho. Respirei fundo e pulei novamente quando meu despertador tocou. O pequeno calendário no canto do mostrador do relógio me informou que era dia 13 de setembro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um sonho, mas pelo menos, de certo modo, bastante profético. Era o dia do meu aniversário. Eu tinha oficialmente 18 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Durante meses, tive pavor desse dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por todo o verão perfeito - o verão mais feliz que tive na vida, o verão mais feliz que qualquer um em qualquer lugar teria e o verão mais chuvoso da história da península de Olympic - essa triste data ficou de tocaia, esperando para saltar sobre mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E, agora que chegara, era ainda pior do que eu temia. Eu podia sentir - eu estava mais velha. A cada dia eu ficava mais velha, mas isto era diferente, era pior, quantificável. Eu tinha 18 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E Edward jamais teria essa idade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando fui escovar os dentes, quase me surpreendi com o fato de que o rosto no espelho não mudara. Olhei para mim mesma, procurando por algum sinal de rugas iminentes em minha pele de marfim. Mas os únicos vincos eram os da minha testa, e eu sabia que, se conseguisse relaxar, eles desapareceriam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não consegui. Minhas sobrancelhas se alojaram em uma linha de preocupação acima de meus angustiados olhos castanhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Foi só um sonho, lembrei a mim mesma de novo. Só um sonho... Mas também meu pior pesadelo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não tomei o café-da-manhã, com pressa para sair de casa o mais rápido possível. Não fui inteiramente capaz de evitar meu pai e tive de passar alguns minutos fingindo-me animada. Tentei ficar empolgada de verdade com os presentes que eu pedira para ele não comprar para mim, mas sempre que eu tinha de sorrir, parecia que podia começar a chorar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lutei para me controlar enquanto dirigia para a escola. A visão de minha avó - eu não pensava nela como eu mesma - não saía de minha cabeça. Só o que consegui sentir foi desespero, até que parei no estacionamento conhecido atrás da Forks High School e vi Edward curvado e imóvel sobre seu Volvo prata polido, como um monumento de mármore em homenagem a algum esquecido deus pagão da beleza. O sonho não lhe fizera justiça. E ele esperava ali por mim, exatamente como nos outros dias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O desespero desapareceu por um momento, substituído pela admiração. Mesmo depois de meio ano com ele, eu ainda não acreditava que merecia tanta sorte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sua irmã, Alice, estava a seu lado, também esperando por mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É claro que Edward e Alice não eram de fato parentes (em Forks, corria a história de que todos os irmãos Cullen tinham sido adotados pelo Dr. Carlisle Cullen e sua esposa, Esme, os dois indiscutivelmente novos demais para ter fi lhos adolescentes), mas sua pele tinha exatamente a mesma palidez, os olhos tinham o mesmo tom dourado, com as mesmas olheiras fundas, como hematomas. O rosto de Alice, como o dele, era de uma beleza incrível. Para alguém que sabia - alguém como eu -, essas semelhanças representavam a marca do que eles eram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A visão de Alice esperando ali - seus olhos caramelo brilhantes de empolgação e um pequeno embrulho prateado nas mãos - deixou-me carrancuda. Eu disse a Alice que não queria nada, nada mesmo, nenhum presente, nem mesmo alguma atenção pelo aniversário. Obviamente, meus desejos estavam sendo ignorados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bati a porta de minha picape Chevy 53 - uma chuva de ferrugem caiu do teto molhado - e andei devagar na direção deles. Alice pulou à frente para me receber, a cara de fada reluzente sob o cabelo preto e desfiado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Feliz aniversário, Bella!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Shhh! - sibilei, olhando o estacionamento para me certificar de que ninguém a ouvira. A última coisa que eu queria era uma espécie de comemoração do melancólico evento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ela me ignorou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Quer abrir seu presente agora ou depois? - perguntou ansiosamente enquanto seguíamos para onde Edward ainda esperava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Nada de presentes - protestei num murmúrio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ela por fim pareceu entender meu estado de espírito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Tudo bem... Mais tarde, então. Gostou do álbum que sua mãe mandou para você? E a câmera de Charlie?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;Suspirei. É claro que ela saberia quais eram meus presentes de aniversário. Edward não era o único membro da família com habilidades incomuns. Alice teria "visto" o que meus pais planejavam assim que eles tomaram a decisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- É. São ótimos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Eu acho que é uma ótima idéia. Só se chega ao último ano da escola uma vez. Pode muito bem documentar a experiência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Quantas vezes você fez o último ano? - Isso é diferente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wzZZUIdlsUQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wzZZUIdlsUQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aDWJJHCQXlQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aDWJJHCQXlQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-1952298022322813572?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IAlx4SMC97f4l98L1fXqD_Pa87Q/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IAlx4SMC97f4l98L1fXqD_Pa87Q/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IAlx4SMC97f4l98L1fXqD_Pa87Q/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IAlx4SMC97f4l98L1fXqD_Pa87Q/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/02/lua-nova-de-stephenie-meyer.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/TNVX8OpqWEI/AAAAAAAABGA/eExoMv6DMDI/s72-c/nova-versao-da-capa-do-livro-new-moon-de-stephenie-meyer.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/wzZZUIdlsUQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" length="1048" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/wzZZUIdlsUQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" fileSize="1048" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Sinopse: Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida - Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora,</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Sinopse: Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida - Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando. Esta edição especial vem com um poster frente e verso com os atores do filme. Trecho:EU TINHA NOVENTA E NOVE POR CENTO DE CERTEZA DE que estava sonhando. Os motivos para minha certeza eram que, primeiro, eu estava de pé em um raio brilhante de sol - o sol claro e ofuscante que nunca luzia em minha nova cidade chuvosa, Forks, no estado de Washington - e, segundo, eu olhava minha avó Marie. Vovó morrera havia seis anos, então era uma prova concreta da teoria do sonho. Minha avó não mudara muito; seu rosto estava exatamente igual ao que eu lembrava. A pele era macia e murcha, dobrando-se em centenas de pequenas rugas que pendiam delicadas. Como um damasco seco, mas com uma nuvem de cabelo branco e espesso se destacando em volta dele. Nossas bocas - a dela com rugas ressecadas - se estendiam no mesmo meio sorriso de surpresa, exatamente ao mesmo tempo. Aparentemente, ela também não esperava me ver. Eu estava prestes a lhe fazer uma pergunta; tinha tantas - O que ela estava fazendo ali, no meu sonho? O que ela andara fazendo nos últimos seis anos? Vovô estava bem, e eles se encontraram, onde quer que estivessem? -, mas ela abriu a boca quando tentei falar, então parei para permitir que ela falasse primeiro. Ela fez uma pausa também e depois nós duas sorrimos com o pequeno embaraço. "Bella?" Não era vovó que chamava meu nome, e nós duas nos viramos para ver quem se unira a nossa reuniãozinha. Não precisava olhar para saber quem era; aquela era uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar - reconheceria e reagiria a ela, quer estivesse acordada ou dormindo... Ou até morta, posso apostar. A voz pela qual eu pisaria em brasas - ou, sendo menos dramática, pela qual eu chapinharia na lama em cada dia de chuva fria e interminável. Edward. Embora eu sempre fiasse emocionada ao vê-lo - consciente ou não -, e embora eu quase tivesse certeza de que era um sonho, entrei em pânico enquanto Edward se dirigia a nós sob o sol reluzente. Entrei em pânico porque vovó não sabia que eu estava apaixonada por um vampiro - ninguém sabia disso -, então, como eu explicaria o fato de que os feixes brilhantes de sol se dividiam em sua pele em mil fragmentos de arco-íris, como se ele fosse feito de cristal ou diamante? Bom, vó, deve ter percebido que meu namorado brilha. É só uma coisa que ele faz no sol. Não se preocupe com isso... O que ele estava fazendo? O motivo para ele morar em Forks, o lugar mais chuvoso do mundo, era que podia ficar ao ar livre durante o dia sem revelar o segredo de sua família. E no entanto ali estava ele, andando elegantemente em minha direção - com o sorriso mais lindo em seu rosto de anjo, como se eu fosse a única presente. Nesse segundo, desejei não ser a única exceção a seu misterioso talento; em geral eu me sentia grata por ser a única pessoa cujos pensamentos ele não podia ouvir com clareza, como se fossem pronunciados em voz alta. Mas agora eu queria que ele fosse capaz de me ouvir também, assim poderia escutar o alerta que eu gritava em minha cabeça. Lancei um olhar de pânico para minha avó e vi que era tarde demais. Ela estava se virando para olhar para mim de novo, os olhos tão alarmados quanto os meus. Edward - ainda sorrindo daquele jeito tão lindo que fazia meu coração parecer inchar e explodir no peito - pôs o braço em meu ombro e virou-se para olhar minha avó. A expressão de vovó me surpreendeu. Em vez de parecer apavorada,&amp;nbsp; ela me olhava timidamente, como se esperasse por uma repreensão. E ela estava de pé numa posição tão estranha - um braço afastado canhestramente do corpo, esticado e, depois, envolvendo o ar. Co</itunes:summary><itunes:keywords>Ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-3768505485583766810</guid><pubDate>Mon, 01 Feb 2010 22:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-05T15:36:12.610-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><title>Eclipse, de Stephenie Meyer</title><description>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%20%208598078417"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S2dS-szECVI/AAAAAAAAAcE/YZbRKk9IfKI/s320/capa-eclipse-crepusculo-316.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996600; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Enquanto Seattle é assolada por uma seqüência de assassinatos misteriosos e uma vampira maligna continua em sua busca por vingança, Bella está cercada de outros perigos. Em meio a isso, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade com Jacob - uma opção que tem o potencial para reacender o conflito perene entre vampiros e lobisomens. Com a proximidade da formatura, Bella vive mais um dilema - vida ou morte. Mas o que representará cada uma dessas escolhas?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Passei os dedos pela folha de papel, sentindo as marcas onde ele pressionara tanto a caneta que quase a rasgou. Eu podia imaginá-lo escrevendo isso — rabiscando as letras furiosas com sua caligrafia tosca, riscando linha após linha quando as palavras saíam erradas, talvez até quebrando a caneta com sua mão grande demais; isso explicaria as manchas de tinta. Eu podia imaginar a frustração unindo suas sobrancelhas pretas e enrugando sua testa. Se eu estivesse lá, poderia até rir.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Não tenha um derrame cerebral por isso, Jacob&lt;/i&gt;, eu teria dito a ele.&amp;nbsp;&lt;i&gt;É só colocar para fora.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Rir era a última coisa que eu queria fazer agora, ao reler as palavras que eu já memorizara. Sua resposta a meu pedido — passado de Charlie a Billy e depois a ele exatamente como na segunda série, conforme ele observara — não era surpresa. Eu sabia a essência do que ele ia dizer antes de abrir o papel.&lt;br /&gt;
Surpreendente era o quanto cada linha riscada me feria — como se as pontas das letras tivessem bordas afiadas. Mais do que isso, por trás de cada começo irritado pairava um enorme poço de mágoa; a dor de Jacob me cortava mais fundo do que a minha própria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto pensava nisso, senti o aroma inconfundível de queimado subindo da cozinha. Em outra casa, o fato de uma pessoa que não fosse eu estar cozinhando não devia ser motivo de pânico. Enfiei o papel amarrotado no bolso de trás e corri. Desci a escada num átimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vidro de molho de espaguete que Charlie colocara no microondas só estava em sua primeira volta quando abri a porta e o tirei de lá.&lt;br /&gt;
— O que foi que eu fiz de errado? — Charlie perguntou.&lt;br /&gt;
— Você devia ter tirado a tampa primeiro, pai. Não pode colocar metal no microondas. — Retirei rapidamente a tampa enquanto falava, despejei metade do molho numa tigela e a coloquei dentro do microondas e o vidro de volta à geladeira; determinei o tempo e apertei o botão "Ligar".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Charlie observava meus ajustes com os lábios franzidos.&lt;br /&gt;
— Fiz o macarrão direito?&lt;br /&gt;
Olhei a panela no fogão — a origem do cheiro que me alertara.&lt;br /&gt;
— É bom mexer — eu disse com doçura. Peguei uma colher e tentei desfazer a papa grudenta que queimava no fundo.&lt;br /&gt;
Charlie suspirou.&lt;br /&gt;
— Mas o que significa isso tudo? — perguntei.&lt;br /&gt;
Ele cruzou os braços e olhou pela vidraça dos fundos a chuva que caía forte.&lt;br /&gt;
— Não sei do que você está falando — grunhiu ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fiquei pasma. Charlie cozinhando? E por que aquela atitude ríspida? Edward ainda não havia chegado; em geral, meu pai reservava esse tipo de comportamento para meu namorado, fazendo o máximo para exemplificar o assunto "incômodo" em cada palavra e gesto. Os esforços de Charlie eram desnecessários — Edward sabia exatamente o que meu pai estava pensando sem que ele demonstrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A palavra&amp;nbsp;&lt;i&gt;namorado&amp;nbsp;&lt;/i&gt;foi revirada por dentro da bochecha com uma tensão familiar enquanto eu mexia a panela. Não era a palavra certa, definitivamente. Eu precisava de alguma que expressasse melhor o compromisso eterno... Mas palavras como&amp;nbsp;&lt;i&gt;destino&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;sina&amp;nbsp;&lt;/i&gt;pareciam piegas quando usadas numa conversa comum.&lt;br /&gt;
Edward tinha outra palavra em mente, que era a origem da tensão que eu sentia. Eu tinha arrepios só de pensar nela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Noiva&lt;/i&gt;. Argh. Dei de ombros para me livrar da idéia.&lt;br /&gt;
— Perdi alguma coisa? Desde quando você faz o jantar? — perguntei a Charlie. O bolo de massa borbulhou na água fervente enquanto eu a cutucava. — Ou&amp;nbsp;&lt;i&gt;tenta&lt;/i&gt;fazer o jantar, melhor dizendo.&lt;br /&gt;
Charlie deu de ombros. — Não há nenhuma lei que me proíba de cozinhar em minha própria casa.&lt;br /&gt;
— Você saberia disso — respondi, sorrindo ao olhar o distintivo alfinetado em sua jaqueta de couro.&lt;br /&gt;
— Rá. Essa é boa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele tirou a jaqueta, como se meu olhar o lembrasse de que ainda a estava vestindo, e a pendurou no gancho reservado para suas roupas. O cinto com a arma já estava no lugar — ele não sentia a necessidade de usá-la na delegacia havia algumas semanas. Não tinha havido mais desaparecimentos perturbadores para transtornar a cidadezinha de Forks, em Washington, ninguém mais vira lobos gigantescos e misteriosos nos bosques sempre chuvosos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu mexia o macarrão em silêncio, imaginando que em seu próprio tempo Charlie acabaria por falar sobre o que o incomodava. Meu pai não era um homem de muitas palavras, e o esforço dispensado tentando preparar um jantar para nós dois deixava claro que havia um número incomum de palavras em sua mente.&lt;br /&gt;
Olhei o relógio, por hábito, algo que eu sempre fazia mais ou menos nesse horário. Agora faltava menos de meia hora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As tardes eram a parte mais difícil de meu dia. Desde que meu ex-melhor amigo (e lobisomem) Jacob Black me dedurara sobre a moto que eu pilotara escondido — uma traição que ele concebera a fim de me deixar de castigo para que eu não pudesse ficar com meu namorado (e vampiro) Edward Cullen —, Edward tinha permissão para me ver só das sete às nove e meia da noite, sempre no recesso do meu lar e sob a supervisão do olhar infalivelmente rabugento de meu pai.&lt;br /&gt;
Isso era uma evolução do castigo anterior e menos restritivo que eu recebera por um desaparecimento inexplicado de três dias e um episódio de mergulho de penhasco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É claro que eu ainda via Edward na escola, porque não havia nada que Charlie pudesse fazer a respeito disso. E, também, Edward passava quase todas as noites em meu quarto, mas Charlie não sabia. A capacidade de Edward de escalar facilmente e em silêncio até minha janela no segundo andar era quase tão útil quanto sua habilidade de ler a mente de Charlie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora eu ficasse longe de Edward só na parte da tarde, era o suficiente para me deixar inquieta, e as horas sempre se arrastavam. Ainda assim, suportava minha punição sem reclamar porque — primeiro — eu sabia que merecia e — segundo — porque eu não podia suportar magoar meu pai saindo de casa agora, quando pairava uma separação muito mais permanente, invisível para Charlie, tão próxima em meu horizonte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meu pai se sentou à mesa com um grunhido e abriu o jornal úmido que estava ali; segundos depois, estava estalando a língua de reprovação.&lt;br /&gt;
— Não sei por que lê o jornal, pai. Isso só o aborrece.&lt;br /&gt;
Ele me ignorou, resmungando para o jornal nas mãos.&lt;br /&gt;
— É por isso que todo mundo quer morar numa cidade pequena! Ridículo.&lt;br /&gt;
— O que as cidades grandes fizeram de errado agora?&lt;br /&gt;
— Seattle está se tornando a capital de homicídios do país. Cinco assassinatos sem solução nas últimas duas semanas. Dá para imaginar viver assim?&lt;br /&gt;
— Acho que Phoenix tem uma taxa de homicídios mais alta, pai. Eu&amp;nbsp;&lt;i&gt;vivi&amp;nbsp;&lt;/i&gt;assim. — E nunca estive prestes a ser uma vítima de assassinato antes de me mudar para esta cidadezinha segura. Na verdade, eu ainda estava em várias estatísticas de risco... A colher tremeu em minhas mãos, agitando a água.&lt;br /&gt;
— Bom, você não tem como me cobrar por isso — disse Charlie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu desisti de salvar o jantar e preparei-me para servi-lo; tive de usar uma faca de carne para cortar uma porção de espaguete para Charlie e depois para mim, enquanto ele observava com uma expressão encabulada. Charlie cobriu sua porção com molho e comeu. Eu disfarcei meu próprio pedaço ao máximo que pude e segui seu exemplo sem muito entusiasmo. Comemos em silêncio por um momento. Charlie ainda olhava as notícias, então peguei meu exemplar muito surrado de&amp;nbsp;&lt;i&gt;O morro dos ventos uivantes&amp;nbsp;&lt;/i&gt;de onde deixara naquela manhã e tentei me perder na Inglaterra da virada do século enquanto esperava que ele começasse a falar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu estava na parte em que Heathcliff volta quando Charlie deu um pigarro e atirou o jornal no chão.&lt;br /&gt;
— Você tem razão — disse Charlie. — Eu tinha um motivo para fazer isso. — Ele agitou o garfo para a gororoba. — Queria conversar com você.&lt;br /&gt;
Deixei o livro de lado.&lt;br /&gt;
— Podia simplesmente ter falado. Ele assentiu, as sobrancelhas se unindo.&lt;br /&gt;
— É. Vou me lembrar disso da próxima vez. Pensei que tirar o jantar de suas mãos amoleceria você.&lt;br /&gt;
Eu ri.&lt;br /&gt;
— Funcionou... Suas habilidades culinárias me deixaram mole feito marshmallow. Do que você precisa, pai?&lt;br /&gt;
— Bom, é sobre Jacob. Senti meu rosto enrijecer.&lt;br /&gt;
— O que tem ele? — perguntei por entre os lábios rígidos.&lt;br /&gt;
— Calma, Bells. Sei que ainda está chateada por ele ter delatado você, mas foi a atitude certa. Ele estava sendo responsável.&lt;br /&gt;
— Responsável — repeti com sarcasmo, revirando os olhos. — Muito bem, então, o que tem Jacob?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pergunta despreocupada que se repetiu em minha cabeça era tudo, menos banal.&amp;nbsp;&lt;i&gt;O quem tem Jacob?&amp;nbsp;&lt;/i&gt;O que eu ia fazer com ele? Meu ex-melhor amigo que agora era... o quê? Meu inimigo? Eu me encolhi.&lt;br /&gt;
A expressão de Charlie de repente era de preocupação.&lt;br /&gt;
— Não fique chateada comigo, está bem?&lt;br /&gt;
— Chateada? —&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, é sobre Edward também.&lt;br /&gt;
Meus olhos se estreitaram.&lt;br /&gt;
A voz de Charlie ficou mais ríspida.&lt;br /&gt;
— Eu o deixo entrar aqui em casa, não é?&lt;br /&gt;
— Deixa mesmo — admiti. — Por períodos curtos de tempo. É claro que você também podia me deixar&amp;nbsp;&lt;i&gt;sair&amp;nbsp;&lt;/i&gt;de casa por períodos curtos de vez em quando — continuei, só de brincadeira; eu sabia que ficaria trancafiada aqui por todo o ano letivo. — Tenho sido muito boazinha ultimamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bH4V48cnUkQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bH4V48cnUkQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SrmQIYHunvg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SrmQIYHunvg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-3768505485583766810?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IYyNMOpfsH5OrpmRTG2wT6ioke4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IYyNMOpfsH5OrpmRTG2wT6ioke4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IYyNMOpfsH5OrpmRTG2wT6ioke4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IYyNMOpfsH5OrpmRTG2wT6ioke4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/02/eclipse-de-stephenie-meyer-enquanto.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S2dS-szECVI/AAAAAAAAAcE/YZbRKk9IfKI/s72-c/capa-eclipse-crepusculo-316.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/bH4V48cnUkQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" length="1026" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/bH4V48cnUkQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" fileSize="1026" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Enquanto Seattle é assolada por uma seqüência de assassinatos misteriosos e uma vampira maligna continua em sua busca por vingança, Bella está cercada de outros perigos. Em meio a isso, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade com</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Enquanto Seattle é assolada por uma seqüência de assassinatos misteriosos e uma vampira maligna continua em sua busca por vingança, Bella está cercada de outros perigos. Em meio a isso, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade com Jacob - uma opção que tem o potencial para reacender o conflito perene entre vampiros e lobisomens. Com a proximidade da formatura, Bella vive mais um dilema - vida ou morte. Mas o que representará cada uma dessas escolhas? Passei os dedos pela folha de papel, sentindo as marcas onde ele pressionara tanto a caneta que quase a rasgou. Eu podia imaginá-lo escrevendo isso — rabiscando as letras furiosas com sua caligrafia tosca, riscando linha após linha quando as palavras saíam erradas, talvez até quebrando a caneta com sua mão grande demais; isso explicaria as manchas de tinta. Eu podia imaginar a frustração unindo suas sobrancelhas pretas e enrugando sua testa. Se eu estivesse lá, poderia até rir.&amp;nbsp;Não tenha um derrame cerebral por isso, Jacob, eu teria dito a ele.&amp;nbsp;É só colocar para fora. Rir era a última coisa que eu queria fazer agora, ao reler as palavras que eu já memorizara. Sua resposta a meu pedido — passado de Charlie a Billy e depois a ele exatamente como na segunda série, conforme ele observara — não era surpresa. Eu sabia a essência do que ele ia dizer antes de abrir o papel. Surpreendente era o quanto cada linha riscada me feria — como se as pontas das letras tivessem bordas afiadas. Mais do que isso, por trás de cada começo irritado pairava um enorme poço de mágoa; a dor de Jacob me cortava mais fundo do que a minha própria. Enquanto pensava nisso, senti o aroma inconfundível de queimado subindo da cozinha. Em outra casa, o fato de uma pessoa que não fosse eu estar cozinhando não devia ser motivo de pânico. Enfiei o papel amarrotado no bolso de trás e corri. Desci a escada num átimo. O vidro de molho de espaguete que Charlie colocara no microondas só estava em sua primeira volta quando abri a porta e o tirei de lá. — O que foi que eu fiz de errado? — Charlie perguntou. — Você devia ter tirado a tampa primeiro, pai. Não pode colocar metal no microondas. — Retirei rapidamente a tampa enquanto falava, despejei metade do molho numa tigela e a coloquei dentro do microondas e o vidro de volta à geladeira; determinei o tempo e apertei o botão "Ligar". Charlie observava meus ajustes com os lábios franzidos. — Fiz o macarrão direito? Olhei a panela no fogão — a origem do cheiro que me alertara. — É bom mexer — eu disse com doçura. Peguei uma colher e tentei desfazer a papa grudenta que queimava no fundo. Charlie suspirou. — Mas o que significa isso tudo? — perguntei. Ele cruzou os braços e olhou pela vidraça dos fundos a chuva que caía forte. — Não sei do que você está falando — grunhiu ele. Fiquei pasma. Charlie cozinhando? E por que aquela atitude ríspida? Edward ainda não havia chegado; em geral, meu pai reservava esse tipo de comportamento para meu namorado, fazendo o máximo para exemplificar o assunto "incômodo" em cada palavra e gesto. Os esforços de Charlie eram desnecessários — Edward sabia exatamente o que meu pai estava pensando sem que ele demonstrasse. A palavra&amp;nbsp;namorado&amp;nbsp;foi revirada por dentro da bochecha com uma tensão familiar enquanto eu mexia a panela. Não era a palavra certa, definitivamente. Eu precisava de alguma que expressasse melhor o compromisso eterno... Mas palavras como&amp;nbsp;destino&amp;nbsp;e&amp;nbsp;sina&amp;nbsp;pareciam piegas quando usadas numa conversa comum. Edward tinha outra palavra em mente, que era a origem da tensão que eu sentia. Eu tinha arrepios só de pensar nela. Noiva. Argh. Dei de ombros para me livrar da idéia. — Perdi alguma coisa? Desde quando você faz o jantar? — perguntei a Charlie. O bolo de massa borbulhou na água fervente enquanto eu a cutucava. — Ou&amp;nbsp;tentafazer o jantar, melhor dizendo. Charlie deu de ombros. — Não há nenhuma lei que me proíba de cozinhar em minha própria casa. — Você saberia disso — respon</itunes:summary><itunes:keywords>Ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-8604251081811464336</guid><pubDate>Mon, 01 Feb 2010 22:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T23:33:07.170-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><title>Amanhecer, de Stephenie Meyer</title><description>&lt;div class="revistasTituloBox" style="color: #cc9900; font-family: Georgia; font-size: 18px; font-weight: bold; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%20%208598078468"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S2dPVNak9xI/AAAAAAAAAb4/YKNSqp7xZ08/s320/breaking_dawn_stephenie_meyer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal;"&gt;Estar apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra, por sua profunda ligação com o lobisomem Jacob Black, ela resistiu a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito, para atingir o momento da decisão final.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal;"&gt;Essa escolha fatal entre fazer parte do obscuro, mas sedutor, mundo dos imortais ou seguir uma vida totalmente humana se tornou o marco que poderá transformar o destino dos dois clãs - vampiros e lobisomens. Agora que Bella tomou sua decisão, uma corrente de acontecimentos sem precedentes se desdobrará, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para ser cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida da garota, resolvidos, isso pode significar a destruição, para todos e para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;NOIVA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;NINGUÉM ESTÁ OLHANDO PARA VOCÊ&lt;/i&gt;, garanti a mim mesma.&amp;nbsp;&lt;i&gt;NINGUÉM&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;está olhando para você. Ninguém está olhando para você.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Como eu não conseguia mentir de modo convincente nem mesmo para mim, tive de verificar.&lt;br /&gt;
Enquanto esperava que um dos três sinais de trânsito da cidade abrisse, olhei para a direita — na minivan, a Sra. Weber tinha virado todo o corpo para mim. Os olhos dela perfuravam os meus, e eu me encolhi, me perguntando por que ela não desviava o olhar ou demonstrava constrangimento. Ainda era considerado falta de educação encarar as pessoas, não era? Isso não se aplicava mais a mim?&lt;br /&gt;
Depois me lembrei de que aquelas janelas eram tão escuras que ela não devia fazer ideia de que era eu que estava ali, menos ainda de que eu havia flagrado seu olhar. Tentei me reconfortar um pouco com o fato de que ela não estava olhando a mim, só o carro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Meu&amp;nbsp;&lt;/i&gt;carro. Suspiro.&lt;br /&gt;
Olhei para a esquerda e gemi. Dois pedestres estavam paralisados na calçada, perdendo a oportunidade de atravessar por estarem olhando o carro. Atrás deles, o Sr. Marshall olhava feito um parvo pela vitrine de sua lojinha de presentes. Pelo menos ele não estava com o nariz achatado contra o vidro. Ainda.&lt;br /&gt;
O sinal ficou verde, e na pressa para escapar pisei fundo no acelerador, sem pensar — como normalmente teria feito para colocar em movimento minha antiga picape Chevy.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O motor rugiu como uma pantera caçando, o carro deu um solavanco tão forte para a frente que meu corpo bateu contra o encosto do banco de couro preto e meu estômago se achatou de encontro à coluna.&lt;br /&gt;
— Ai! — arfei enquanto procurava o freio. Mantendo a calma, apenas toquei o pedal. O carro deu uma sacudidela e ficou completamente imóvel. Não consegui olhar as reações à minha volta. Se houvesse alguma dúvida sobre quem estava dirigindo o carro, agora ela deixara de existir. Com a ponta do sapato, cutuquei o pedal do acelerador meio milímetro, e o carro se lançou para a frente de novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consegui chegar ao meu destino: o posto de gasolina. Se eu não estivesse dirigindo só com o cheiro da gasolina, de jeito nenhum teria ido à cidade. Eu estava passando sem muitas coisas ultimamente, como torradas Pop-Tarts e cadarços, só para não aparecer em público.&lt;br /&gt;
Agindo como se estivesse em uma corrida, abri o tanque, passei o cartão e encaixei a mangueira de combustível em segundos. É claro que não havia nada que eu pudesse fazer para que os números no medidor andassem mais rápido. Eles mudavam lentamente, quase como se quisessem me irritar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não era um dia claro — um típico dia chuvoso em Forks, Washington —, mas eu ainda tinha a sensação de que havia um holofote focado sobre mim, chamando a atenção para a delicada aliança em minha mão esquerda. Em ocasiões como aquela, sentindo olhares nas minhas costas, parecia que a aliança pulsava como uma placa de neon:&amp;nbsp;&lt;i&gt;Olhem para mim. Olhem&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;para mim&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era idiotice ficar tão sem graça, e eu sabia disso. Além de meu pai e de minha mãe, será que importava realmente o que as pessoas diziam sobre meu noivado? Sobre meu carro novo? Sobre minha misteriosa admissão numa universidade da Ivy League? Sobre o cartão de crédito preto e reluzente que agora parecia arder no meu bolso de trás?&lt;br /&gt;
— É, quem liga para o que eles pensam? — murmurei.&lt;br /&gt;
— Hmmm, moça? — uma voz de homem chamou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu me virei, e então desejei não ter feito aquilo.&lt;br /&gt;
Dois homens estavam parados atrás de um 4 x 4 caro, com caiaques novos em folha no&amp;nbsp;&lt;i&gt;rack&amp;nbsp;&lt;/i&gt;do teto. Nenhum deles olhava para mim; os dois tinham os olhos fixos no carro.&lt;br /&gt;
Pessoalmente, eu não entendia. Já me orgulhava de poder distinguir entre os logos da Toyota, da Ford e da Chevrolet. Aquele carro era preto, reluzente e lindo, mas para mim ainda era só um carro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Desculpe incomodá-la, mas poderia me dizer que modelo é esse que está dirigindo? — perguntou o alto.&lt;br /&gt;
— Hã, é um Mercedes, não é?&lt;br /&gt;
— Sim — disse o homem com educação, enquanto o amigo mais baixo revirava os olhos diante da minha resposta. — Eu sei. Mas eu estava me perguntando se você... está dirigindo um Mercedes&amp;nbsp;&lt;i&gt;Guardian&lt;/i&gt;? — O homem disse o nome com reverência. Tive a sensação de que aquele sujeito iria se dar bem com Edward Cullen, meu... meu noivo (ultimamente não havia como fugir da realidade do casamento dali a alguns dias). — Eles ainda não devem estar disponíveis nem na Europa — continuou o homem —, que dirá aqui. Enquanto meus olhos acompanhavam as linhas de meu carro — não me parecia muito diferente de outros Mercedes sedãs, mas o que eu entendia do assunto? —, pensei brevemente em meus problemas com palavras como&amp;nbsp;&lt;i&gt;noivo&lt;/i&gt;,&amp;nbsp;&lt;i&gt;casamento&lt;/i&gt;,&amp;nbsp;&lt;i&gt;marido&lt;/i&gt;etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não conseguia aceitar aquilo.&lt;br /&gt;
Por um lado, fui criada para me encolher só de pensar em vestidos brancos e buquês de noiva. Mais do que isso, porém: eu não conseguia harmonizar um conceito tradicional, respeitável e tedioso como&amp;nbsp;&lt;i&gt;marido&amp;nbsp;&lt;/i&gt;com meu conceito de&lt;i&gt;Edward&lt;/i&gt;. Era como imaginar um arcanjo como um contador; eu não conseguia visualizá-lo em nenhum papel comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como sempre, assim que comecei a pensar em Edward, fui apanhada numa vertigem de fantasias. O estranho teve de pigarrear para chamar minha atenção; ainda esperava por uma resposta sobre a fabricação e o modelo do carro.&lt;br /&gt;
— Não sei — eu respondi com sinceridade.&lt;br /&gt;
— Posso tirar uma foto dele?&lt;br /&gt;
Precisei de um segundo para processar o pedido.&lt;br /&gt;
— De verdade? Quer tirar uma foto do carro?&lt;br /&gt;
— Claro... Ninguém vai acreditar em mim se eu não tiver a prova.&lt;br /&gt;
— Hã. Tudo bem. Pode tirar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rapidamente tirei a mangueira de gasolina e me esgueirei para o banco da frente a fim de me esconder enquanto o cara fissurado pegava na mochila uma câmera que parecia profissional. Ele e o amigo se revezaram posando junto ao capô e depois tiraram fotos da traseira.&lt;br /&gt;
— Ai, que saudades da minha picape — choraminguei comigo mesma. Fora mesmo muito conveniente — conveniente demais — que minha picape desse seu último suspiro semanas depois de Edward e eu fecharmos nosso acordo desigual, e um detalhe do acordo era que Edward poderia substituir minha picape quando ela morresse. Ele jurou que era apenas o esperado; que a picape tinha tido uma vida plena e longa e depois falecera, de causas naturais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso é o que ele diz. E, é claro, eu não tinha como verificar sua história ou tentar, sozinha, erguer a picape de entre os mortos. Meu mecânico preferido... Eliminei esse pensamento, recusando-me a levá-lo a uma conclusão. Em vez disso, voltei a atenção para as vozes dos homens do lado de fora, abafadas pela lataria do carro.&lt;br /&gt;
— ... atacado com um lança-chamas num vídeo&amp;nbsp;&lt;i&gt;on-line&lt;/i&gt;. Nem enrugou a pintura.&lt;br /&gt;
— É claro que não. Até dá para passar com um tanque por cima desse bebê. Mas não tem muito mercado por aqui. Foi projetado basicamente para diplomatas do Oriente Médio, traficantes de armas e chefões das drogas.&lt;br /&gt;
— Acha que&amp;nbsp;&lt;i&gt;ela&amp;nbsp;&lt;/i&gt;é alguma coisa? — perguntou o mais baixo, reduzindo o volume da voz.&lt;br /&gt;
Baixei a cabeça com o rosto em brasa.&lt;br /&gt;
— Hmmm — murmurou o alto. — Talvez. Nem imagino para que alguém precisa de vidro à prova de mísseis e duzentos quilos de blindagem por aqui. Deve estar indo a um lugar mais perigoso.&lt;br /&gt;
Blindagem.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Duzentos quilos&amp;nbsp;&lt;/i&gt;de blindagem. E vidro à prova de&amp;nbsp;&lt;i&gt;mísseis&lt;/i&gt;? Que ótimo. O que aconteceu com o bom e velho vidro à prova de balas? Bom, pelo menos isso fazia algum sentido — para quem tem um senso de humor meio distorcido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é que eu não esperasse que Edward tirasse proveito de nosso acordo, fazendo a balança pender para o lado dele, dando-me muito mais do que receberia. Eu concordei que ele substituiria minha picape quando fosse necessário, sem esperar que esse momento chegasse tão cedo, é claro. Quando fui obrigada a admitir que a picape não passava de um tributo em natureza-morta aos Chevys clássicos no meu meio-fio, sabia que a ideia que ele fazia de substituição ia acabar me deixando constrangida. Ia me tornar o foco de olhares e cochichos. Eu tinha razão quanto a essa parte. Mas mesmo em minhas mais sinistras concepções não previ que ele me daria&amp;nbsp;&lt;i&gt;dois&amp;nbsp;&lt;/i&gt;carros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O carro de "antes" e o carro de "depois", explicou-me quando eu pirei. Aquele era só o carro de "antes". Ele me disse que era emprestado e prometeu que o devolveria depois do casamento. Tudo aquilo não fazia qualquer sentido para mim. Até então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rá-rá. Ao que parecia, porque eu era tão fragilmente humana, tendia tanto a me acidentar era tão vítima de minha própria e perigosa falta de sorte, precisava de um carro que resistisse a tanques para me manter segura. Hilário. Eu tinha certeza de que ele e os irmãos riram da piada pelas minhas costas.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Ou talvez, só talvez&lt;/i&gt;, sussurrou uma vozinha em minha cabeça,&amp;nbsp;&lt;i&gt;não seja uma&lt;/i&gt;&lt;i&gt;piada, sua boba. Talvez ele realmente se preocupe com você. Não seria a primeira vez&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;que ele teria exagerado um pouco, tentando protegê-la&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu suspirei.  Ainda não vira o carro de "depois". Estava escondido embaixo de uma lona no fundo da garagem dos Cullen. Eu sabia que àquela altura a maioria das pessoas teria dado uma espiada, mas eu não era curiosa.&lt;br /&gt;
Provavelmente, não haveria blindagem nesse outro carro — porque eu não precisaria disso depois da lua de mel. A quase indestrutibilidade era só uma das muitas vantagens por que eu ansiava. O melhor de ser uma Cullen não eram os carros caros e os cartões de crédito que impressionavam.&lt;br /&gt;
— Ei — falou o alto, colocando as mãos em concha no vidro, tentando me enxergar. — Já acabamos. Muito obrigado!&lt;br /&gt;
— Não há de quê — eu disse, e então, tensa, liguei o motor e pisei no pedal bem delicadamente...&lt;br /&gt;
Não importava quantas vezes eu passasse pela tão conhecida estrada para casa, ainda não conseguia fazer com que os cartazes desbotados pela chuva desaparecessem ao fundo. Cada nicos e em placas de rua, era como um tapa na cara. Um merecido tapa na cara. Minha mente foi levada de volta ao pensamento que eu interrompera um pouco antes. Eu não conseguia evitá-lo naquela estrada. Num deles, colados nos postes telefôão com as imagens de&amp;nbsp;&lt;i&gt;meu&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;mecânico preferido&amp;nbsp;&lt;/i&gt;passando por mim a intervalos regulares.&lt;br /&gt;
Meu melhor amigo. Meu Jacob.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os cartazes de você viu esse garoto? não foram ideia do pai de Jacob. Foram do&lt;i&gt;meu&amp;nbsp;&lt;/i&gt;pai, Charlie, que os imprimiu e espalhou por toda a cidade. E não só por Forks, mas por Port Angeles, Sequim, Hoquiam, Aberdeen e em cada cidade da península de Olympic. Ele se certificou de que todas as delegacias no estado de Washington tivessem o mesmo cartaz pendurado na parede. Sua própria delegacia tinha um quadro de cortiça dedicado à procura de Jacob.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um quadro que estava praticamente vazio, para decepção e frustração dele. Meu pai não estava decepcionado só com a falta de resposta. Estava muito decepcionado com Billy, o pai de Jacob, e melhor amigo de Charlie. Porque Billy não está se envolvendo mais nas buscas por seu filho "foragido" de 16 anos. Porque Billy se recusa a colocar os cartazes em La Push, a reserva na costa, que era o lar de Jacob. Porque ele parece ter se resignado com o desaparecimento do filho, como se não houvesse nada que pudesse fazer. Por ele dizer: "Agora Jacob é adulto. Se quiser, vai voltar para casa."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ele estava frustrado comigo, por ficar do lado de Billy. Eu também não colocaria os cartazes. Porque Billy e eu sabíamos mais ou menos onde Jacob estava, e também sabíamos que ninguém tinha visto aquele&amp;nbsp;&lt;i&gt;garoto&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
Os cartazes me trouxeram o habitual nó à garganta, as habituais lágrimas ardendo em meus olhos, e fiquei feliz por Edward ter saído para caçar naquele sábado. Ver minha reação só serviria para deixá-lo péssimo também. É claro que havia desvantagens por ser sábado. Enquanto eu entrava devagar e com cuidado na minha rua, pude ver a viatura de meu pai na entrada de casa. Hoje ele não fora pescar de novo. Ainda chateado com o casamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então eu não ia conseguir usar o telefone de casa. Mas&amp;nbsp;&lt;i&gt;precisava&amp;nbsp;&lt;/i&gt;telefonar... Estacionei no meio-fio atrás da escultura do Chevy e peguei no portaluvas o celular que Edward me dera para as emergências. Disquei, mantendo o dedo no botão "End" enquanto o telefone tocava. Só por garantia.&lt;br /&gt;
— Alô? — Seth Clearwater atendeu, e eu suspirei de alívio. Eu era covarde demais para falar com a irmã mais velha dele, Leah. A expressão "arrancar minha cabeça" não era inteiramente uma figura de linguagem quando se tratava de Leah.&lt;br /&gt;
— Oi, Seth. É Bella.&lt;br /&gt;
— Ora, viva, Bella! Como você está?&lt;br /&gt;
Engasgada. Desesperada para que alguém me tranquilizasse.&lt;br /&gt;
— Bem.&lt;br /&gt;
— Querendo saber das últimas?&lt;br /&gt;
— Você é paranormal.&lt;br /&gt;
— Nem tanto. Não sou Alice... Você é que é previsível — brincou ele. Do grupo quileute de La Push, só Seth ficava à vontade em mencionar os Cullen pelo nome — que dirá brincar com coisas como minha futura cunhada onisciente.&lt;br /&gt;
— Sei que sou. — Hesitei por um minuto. — Como ele está?&lt;br /&gt;
Seth suspirou.&lt;br /&gt;
— O mesmo de sempre. Ele não fala, embora a gente saiba que ouve. Está tentando não pensar como&amp;nbsp;&lt;i&gt;humano&lt;/i&gt;, sabe como é. Só seguir seus instintos.&lt;br /&gt;
— Sabe onde ele está agora?&lt;br /&gt;
— Em algum lugar no norte do Canadá. Não sei lhe dizer que província. Ele não presta muita atenção nas divisas territoriais.&lt;br /&gt;
— Algum indício de que ele possa...&lt;br /&gt;
— Ele não vai voltar, Bella. Desculpe.&lt;br /&gt;
Engoli em seco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GVP4imUk3LE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GVP4imUk3LE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/myAlz9Gc2f8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/myAlz9Gc2f8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-8604251081811464336?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gSfqhGDb3WmYpq7mO4Y9P5JkOVU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gSfqhGDb3WmYpq7mO4Y9P5JkOVU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gSfqhGDb3WmYpq7mO4Y9P5JkOVU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gSfqhGDb3WmYpq7mO4Y9P5JkOVU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/02/amanhecer-de-stephenie-meyer-estar.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S2dPVNak9xI/AAAAAAAAAb4/YKNSqp7xZ08/s72-c/breaking_dawn_stephenie_meyer.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/GVP4imUk3LE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" length="1057" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/GVP4imUk3LE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" fileSize="1057" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> &amp;nbsp; Estar apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra, por sua profunda ligação com o lobisomem Ja</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> &amp;nbsp; Estar apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra, por sua profunda ligação com o lobisomem Jacob Black, ela resistiu a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito, para atingir o momento da decisão final.&amp;nbsp; Essa escolha fatal entre fazer parte do obscuro, mas sedutor, mundo dos imortais ou seguir uma vida totalmente humana se tornou o marco que poderá transformar o destino dos dois clãs - vampiros e lobisomens. Agora que Bella tomou sua decisão, uma corrente de acontecimentos sem precedentes se desdobrará, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para ser cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida da garota, resolvidos, isso pode significar a destruição, para todos e para sempre. NOIVANINGUÉM ESTÁ OLHANDO PARA VOCÊ, garanti a mim mesma.&amp;nbsp;NINGUÉM&amp;nbsp;está olhando para você. Ninguém está olhando para você. Como eu não conseguia mentir de modo convincente nem mesmo para mim, tive de verificar. Enquanto esperava que um dos três sinais de trânsito da cidade abrisse, olhei para a direita — na minivan, a Sra. Weber tinha virado todo o corpo para mim. Os olhos dela perfuravam os meus, e eu me encolhi, me perguntando por que ela não desviava o olhar ou demonstrava constrangimento. Ainda era considerado falta de educação encarar as pessoas, não era? Isso não se aplicava mais a mim? Depois me lembrei de que aquelas janelas eram tão escuras que ela não devia fazer ideia de que era eu que estava ali, menos ainda de que eu havia flagrado seu olhar. Tentei me reconfortar um pouco com o fato de que ela não estava olhando a mim, só o carro. Meu&amp;nbsp;carro. Suspiro. Olhei para a esquerda e gemi. Dois pedestres estavam paralisados na calçada, perdendo a oportunidade de atravessar por estarem olhando o carro. Atrás deles, o Sr. Marshall olhava feito um parvo pela vitrine de sua lojinha de presentes. Pelo menos ele não estava com o nariz achatado contra o vidro. Ainda. O sinal ficou verde, e na pressa para escapar pisei fundo no acelerador, sem pensar — como normalmente teria feito para colocar em movimento minha antiga picape Chevy. O motor rugiu como uma pantera caçando, o carro deu um solavanco tão forte para a frente que meu corpo bateu contra o encosto do banco de couro preto e meu estômago se achatou de encontro à coluna. — Ai! — arfei enquanto procurava o freio. Mantendo a calma, apenas toquei o pedal. O carro deu uma sacudidela e ficou completamente imóvel. Não consegui olhar as reações à minha volta. Se houvesse alguma dúvida sobre quem estava dirigindo o carro, agora ela deixara de existir. Com a ponta do sapato, cutuquei o pedal do acelerador meio milímetro, e o carro se lançou para a frente de novo. Consegui chegar ao meu destino: o posto de gasolina. Se eu não estivesse dirigindo só com o cheiro da gasolina, de jeito nenhum teria ido à cidade. Eu estava passando sem muitas coisas ultimamente, como torradas Pop-Tarts e cadarços, só para não aparecer em público. Agindo como se estivesse em uma corrida, abri o tanque, passei o cartão e encaixei a mangueira de combustível em segundos. É claro que não havia nada que eu pudesse fazer para que os números no medidor andassem mais rápido. Eles mudavam lentamente, quase como se quisessem me irritar. Não era um dia claro — um típico dia chuvoso em Forks, Washington —, mas eu ainda tinha a sensação de que havia um holofote focado sobre mim, chamando a atenção para a delicada aliança em minha mão esquerda. Em ocasiões como aquela, sentindo olhares nas minhas costas, parecia que a aliança pulsava como uma placa de neon:&amp;nbsp;Olhem para mim. Olhem&amp;nbsp;para mim. Era idiotice ficar tão sem graça, e eu sabia disso. Além de meu pai e de minha mãe, será que importava realmente o que as pessoas diziam sobre meu noivado? Sobre meu carro novo? Sobre minha misteriosa admissão numa universidad</itunes:summary><itunes:keywords>Ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-4819813709349243834</guid><pubDate>Thu, 21 Jan 2010 14:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-05T15:37:29.508-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><title>A Cabana, de William Young</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="left"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208599296361"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1hnOwKd90I/AAAAAAAAAaM/u53v9jR7QTA/s320/a_cabana.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana e passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta ao cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;Uma confluência de caminhos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;i&gt;Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida,&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Ouvi um sábio dizer.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Peguei a estrada menos usada.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;i&gt;E isso fez toda a diferença cada noite e cada dia.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Larry Norman&amp;nbsp;&lt;i&gt;(pedindo desculpas a Robert Frost)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Março desatou uma torrente de chuvas depois de um inverno de secura anormal. Uma frente fria desceu do Canadá e foi contida por rajadas de vento que rugiam pelo desfiladeiro, vindas do Leste do Oregon. Ainda que a primavera certamente estivesse logo ali, depois da esquina, o deus do inverno não iria abandonar sem luta seu domínio conquistado com dificuldade. Havia um cobertor de neve recente nas Cascades, e agora a chuva congelava ao bater no chão do lado de fora da casa. Motivo suficiente para Mack se enroscar com um livro e uma sidra quente, aconchegando-se no calor do fogo que estalava na lareira.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas, em vez disso, ele passou a maior parte da manhã no computador. Sentado confortavelmente no escritório de casa, usando calças de pijama e uma camiseta, ele deu telefonemas de vendas. Parava com freqüência, ouvindo o som da chuva cristalina tilintar na janela e vendo o acúmulo vagaroso mas constante do gelo lá fora. Estava se tornando inexoravelmente prisioneiro do gelo em sua própria casa – e com muito prazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Há algo agradável nas tempestades que interrompem a rotina.A neve ou a chuva gélida nos liberam subitamente das expectativas, das exigências de resultados e da tirania dos compromissos e dos horários.Ao contrário da doença, esta é uma experiência mais coletiva do que individual. Quase podemos ouvir um suspiro de alívio erguer-se em uníssono na cidade próxima e no campo, onde a natureza interveio para dar uma folga aos exaustos seres humanos. Todos os afetados pela tempestade são unidos por uma desculpa mútua. De súbito e inesperadamente o coração fica um pouco mais leve. Não serão necessárias desculpas por não comparecer a algum compromisso. Todos entendem e compartilham a mesma justificativa, e a retirada súbita de qualquer pressão alegra a alma.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;É claro que as tempestades também interrompem negócios, e, embora umas poucas empresas tenham um ganho extra, outras perdem dinheiro – o que significa que existem os que não sentem júbilo quando tudo fecha temporariamente. Mas é impossível culpar alguém pela perda de produção ou por não conseguir chegar ao escritório. Mesmo que a situação só dure um ou dois dias, de algum modo cada pessoa se sente dona do seu mundo simplesmente porque aquelas gotinhas de água congelam ao bater no chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Até as atividades comuns se tornam extraordinárias. Ações rotineiras se transformam em aventuras e freqüentemente são vivenciadas com maior clareza.No fim da tarde, Mack se encheu de agasalhos e saiu para lutar com os quase 100 metros da comprida entrada de veículos que vai até a caixa de correio. O gelo havia convertido magicamente essa tarefa simples do dia-a-dia numa batalha contra os elementos: levantou o punho em contestação à força bruta da natureza e, num ato de desafio, riu na cara dela. O fato de que ninguém notaria nem se incomodaria com seu gesto pouco importava para ele – só o pensamento o fez rir por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As pelotas de chuva gelada ardiam no rosto e nas mãos enquanto ele subia e descia com cuidado as pequenas ondulações do caminho. Mack se divertia pensando que parecia um marinheiro bêbado indo com cuidado para o próximo boteco. Quando você enfrenta a força de uma tempestade de gelo, não caminha exatamente com ousadia, demonstrando uma confiança incontida. Mack teve de se levantar duas vezes antes de finalmente conseguir abraçar a caixa de correio como se fosse um amigo desaparecido há muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Parou para apreciar a beleza de um mundo engolfado em cristal. Tudo refletia luz e colaborava para o brilho crescente do fim de tarde. As árvores no campo do vizinho tinham-se coberto com mantos translúcidos, e agora cada uma parecia única ao seu olhar. Era um mundo radiante e, por um momento, seu esplendor luzidio quase retirou, ainda que por apenas alguns segundos, a&amp;nbsp;&lt;i&gt;Grande Tristeza&lt;/i&gt;dos ombros de Mack.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Demorou quase um minuto para arrancar o gelo que havia lacrado a tampa da caixa de correio. A recompensa por seus esforços foi um único envelope onde havia apenas seu primeiro nome escrito à máquina do lado de fora; sem selo, sem carimbo e sem remetente. Curioso, ele rasgou a borda do envelope, tarefa que não foi fácil, pois os dedos começavam a se enrijecer de frio. Dando as costas para o vento que lhe tirava o fôlego, finalmente conseguiu arrancar do ninho um pequeno retângulo de papel sem dobra. A mensagem datilografada dizia simplesmente:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;i&gt;Mackenzie&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;i&gt;Já faz um tempo. Senti sua falta.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;me encontrar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;i&gt;Papai&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mack se enrijeceu enquanto uma onda de náusea percorria seu corpo e, com igual rapidez, se transmutava em ira. Esforçava-se para pensar o mínimo possível na cabana e, mesmo quando ela lhe vinha à mente, seus pensamentos não eram agradáveis nem bons. Se aquilo era uma piada de mau gosto, a pessoa realmente havia se superado. E assinar "Papai" só tornava a coisa ainda mais horrenda.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;– Idiota – resmungou, pensando em Tony, o carteiro: um italiano exageradamente amigável, com grande coração mas pouco tato. Por que ele entregaria um envelope tão ridículo? Nem estava selado. Mack enfiou com raiva o envelope e o bilhete no bolso do casaco e virou-se para começar a deslizar na direção de casa. Os sopros fortes do vento, que a princípio haviam diminuído de intensidade, agora o empurravam, encurtando o tempo necessário para atravessar a minigeleira que engrossava sob seus pés.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Estava se saindo bem, obrigado, até chegar à entrada de veículos, que se inclinava um pouco para baixo e à esquerda. Sem qualquer esforço ou intenção, começou a aumentar a velocidade, deslizando com sapatos que tinham praticamente tanta firmeza quanto um pato pousando num lago gelado. Com os braços balançando loucamente na esperança de, não sabia como, manter o equilíbrio, Mack se viu adernando de encontro à única árvore de tamanho substancial que ladeava a entrada de veículos – a única cujos galhos mais baixos ele havia cortado uns poucos meses antes. Agora ela se erguia ansiosa para abraçá-lo, seminua e aparentemente desejosa de uma pequena retribuição. Numa fração de segundo, ele escolheu o caminho da covardia e tentou despencar no chão, permitindo que os pés escorregassem – o que eles de qualquer modo fariam. Melhor ter a bunda dolorida do que arrancar lascas do rosto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas a descarga de adrenalina o fez compensar exageradamente, e em câmara lenta Mack viu os pés se erguerem à sua frente, como se puxados para cima por alguma armadilha da selva. Bateu com força, primeiro com a nuca, e escorregou até um monte na base da árvore brilhosa, que pareceu se erguer acima dele com uma expressão de presunção e nojo, além de uma certa decepção.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O mundo pareceu ficar escuro por um instante. Ele permaneceu ali deitado, tonto e olhando o céu, franzindo os olhos enquanto a precipitação gelada esfriava rapidamente seu rosto vermelho. Durante uma pausa ligeira, tudo pareceu estranhamente quente e pacífico, com sua cólera momentaneamente nocauteada pelo impacto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;– Agora, quem é o idiota? – murmurou consigo mesmo, esperando que ninguém estivesse olhando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gaucGbMB_M4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gaucGbMB_M4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-4819813709349243834?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HVpF1DtT9l_XDPsRcvg3lFRLRZM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HVpF1DtT9l_XDPsRcvg3lFRLRZM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/cabana-de-william-young-filha-mais-nova.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1hnOwKd90I/AAAAAAAAAaM/u53v9jR7QTA/s72-c/a_cabana.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/gaucGbMB_M4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" length="1059" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/gaucGbMB_M4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" fileSize="1059" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, conv</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana e passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta ao cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Uma confluência de caminhosDuas estradas se bifurcaram no meio da minha vida, Ouvi um sábio dizer. Peguei a estrada menos usada. E isso fez toda a diferença cada noite e cada dia.Larry Norman&amp;nbsp;(pedindo desculpas a Robert Frost) Março desatou uma torrente de chuvas depois de um inverno de secura anormal. Uma frente fria desceu do Canadá e foi contida por rajadas de vento que rugiam pelo desfiladeiro, vindas do Leste do Oregon. Ainda que a primavera certamente estivesse logo ali, depois da esquina, o deus do inverno não iria abandonar sem luta seu domínio conquistado com dificuldade. Havia um cobertor de neve recente nas Cascades, e agora a chuva congelava ao bater no chão do lado de fora da casa. Motivo suficiente para Mack se enroscar com um livro e uma sidra quente, aconchegando-se no calor do fogo que estalava na lareira. Mas, em vez disso, ele passou a maior parte da manhã no computador. Sentado confortavelmente no escritório de casa, usando calças de pijama e uma camiseta, ele deu telefonemas de vendas. Parava com freqüência, ouvindo o som da chuva cristalina tilintar na janela e vendo o acúmulo vagaroso mas constante do gelo lá fora. Estava se tornando inexoravelmente prisioneiro do gelo em sua própria casa – e com muito prazer. Há algo agradável nas tempestades que interrompem a rotina.A neve ou a chuva gélida nos liberam subitamente das expectativas, das exigências de resultados e da tirania dos compromissos e dos horários.Ao contrário da doença, esta é uma experiência mais coletiva do que individual. Quase podemos ouvir um suspiro de alívio erguer-se em uníssono na cidade próxima e no campo, onde a natureza interveio para dar uma folga aos exaustos seres humanos. Todos os afetados pela tempestade são unidos por uma desculpa mútua. De súbito e inesperadamente o coração fica um pouco mais leve. Não serão necessárias desculpas por não comparecer a algum compromisso. Todos entendem e compartilham a mesma justificativa, e a retirada súbita de qualquer pressão alegra a alma. É claro que as tempestades também interrompem negócios, e, embora umas poucas empresas tenham um ganho extra, outras perdem dinheiro – o que significa que existem os que não sentem júbilo quando tudo fecha temporariamente. Mas é impossível culpar alguém pela perda de produção ou por não conseguir chegar ao escritório. Mesmo que a situação só dure um ou dois dias, de algum modo cada pessoa se sente dona do seu mundo simplesmente porque aquelas gotinhas de água congelam ao bater no chão. Até as atividades comuns se tornam extraordinárias. Ações rotineiras se transformam em aventuras e freqüentemente são vivenciadas com maior clareza.No fim da tarde, Mack se encheu de agasalhos e saiu para lutar com os quase 100 metros da comprida entrada de veículos que vai até a caixa de correio. O gelo havia convertido magicamente essa tarefa simples do dia-a-dia numa batalha contra os elementos: levantou o punho em contestação à força bruta da natureza e, num ato de desafio, riu na cara dela. O fato de que ninguém notaria nem se incomodaria com seu gesto pouco importava para ele – só o pensamento o fez rir por dentro. As pelotas de chuva gelada ardiam no rosto e nas mãos enquanto ele subia e descia com cuidado as pequenas ondulações do caminho. Mack se divertia pensando que parecia um marinheiro bêbado indo com cuidado para o próximo boteco. Quando você enfrenta a força de uma tempestade de gelo, não caminha exatamente com ousadia, demonstrando uma confiança incontida. Mack teve de se levanta</itunes:summary><itunes:keywords>Ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-816565464565779647</guid><pubDate>Thu, 21 Jan 2010 14:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-05T15:38:32.323-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><title>O Símbolo Perdido, de Dan Brown</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208599296558"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1hjZgn0NMI/AAAAAAAAAaA/owV_SRHyTkc/s320/SimboloPerdido.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus conhecimentos de simbologia e sua habilidade para solucionar problemas. Em 'O Símbolo Perdido', o professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana - o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;Capítulo 1&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O elevador Otis que subia a coluna sul da Torre Eiffel estava lotado de turistas. Em seu interior abarrotado, o austero executivo de terno bem passado baixou os olhos para o menino ao seu lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Você está pálido, filho. Devia ter ficado lá embaixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Estou bem… - respondeu o garoto, esforçando-se para controlar a própria ansiedade. - Vou descer no próximo andar. - Não consigo respirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O homem chegou mais perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Pensei que a esta altura você já tivesse superado isso. - Ele acariciou com afeto a bochecha do filho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O menino estava com vergonha por desapontar o pai, mas mal conseguia escutar qualquer coisa, tamanho o zumbido em seus ouvidos. Não consigo respirar. Preciso sair de dentro desta caixa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O ascensorista estava dizendo alguma coisa tranquilizadora sobre os pistons articulados e a estrutura de ferro forjado do elevador. Muito abaixo deles, as ruas de Paris se estendiam em todas as direções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Estamos quase chegando, disse o menino para si mesmo, esticando o pescoço e erguendo os olhos para a plataforma de desembarque. Aguente firme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;À medida que o elevador se aproximava num ângulo acentuado do deque de observação, o poço se estreitava, e seus enormes tirantes se contraíam formando um túnel apertado, vertical.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Pai, eu acho que não…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;De repente, um estalo abrupto ecoou acima dele. O elevador deu um tranco e pendeu para um dos lados, desequilibrado. Cabos esgarçados começaram a chicotear em volta do compartimento, agitando-se feito cobras. O menino estendeu a mão para o pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Pai!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Durante um segundo aterrorizante, seus olhares se cruzaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Então o fundo do elevador se soltou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Robert Langdon teve um sobressalto, despertando assustado daquele sonho diurno semiconsciente. Estava sentado sozinho em sua macia poltrona de couro na imensa cabine de um jatinho corporativo Falcon 2000EX que atravessava aos solavancos uma área de turbulência. Ao fundo, ouvia-se o zumbido constante dos dois motores Pratt &amp;amp; Whitney.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Sr. Langdon? - O alto-falante chiou acima dele. - Estamos na fase final de aproximação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon se endireitou no assento e tornou a guardar as notas da palestra dentro da bolsa de viagem de couro. Estava no meio de uma revisão da simbologia maçônica quando havia cochilado. Desconfiava que o sonho sobre o pai já falecido tivesse sido causado pelo inesperado convite, recebido naquela manhã, de seu antigo mentor, Peter Solomon.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O outro homem que nunca vou querer decepcionar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O filantropo, historiador e cientista de 58 anos havia se tornado o protetor de Langdon quase 30 anos antes, preenchendo sob muitos aspectos o vazio deixado pela morte do pai. Apesar da influente dinastia familiar e da imensa fortuna de Solomon, Langdon encontrou humildade e calor humano em seus suaves olhos cinzentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Do lado de fora da janela, o sol havia se posto, mas Langdon ainda podia distinguir a silhueta esguia do maior obelisco do mundo, erguendo-se acima do horizonte como a coluna de um antigo relógio de sol. O obelisco de quase 170 metros de altura revestido de mármore marcava o centro daquela nação. A partir dele, a meticulosa geometria de ruas e monumentos se espalhava por todas as direções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Mesmo vista de cima, Washington exalava um poder quase místico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon adorava aquela cidade e, quando o jatinho tocou o solo, sentiu uma animação crescente em relação ao que o dia lhe reservava. A aeronave taxiou até um terminal privado em algum lugar em meio à vastidão do Aeroporto Internacional Dulles e parou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon juntou suas coisas, agradeceu aos pilotos e emergiu do interior luxuoso do jatinho para a escada dobrável. O ar frio de janeiro dava uma sensação de liberdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Respire, Robert, pensou ele, apreciando os grandes espaços abertos. Uma manta de bruma branca cobria a pista de pouso e, ao descer para o asfalto enevoado, Langdon teve a sensação de estar pisando em um pântano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Olá! Olá! - chamou uma voz melodiosa com sotaque britânico. - Professor Langdon?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon ergueu os olhos e viu uma mulher de meia-idade, de crachá e com uma prancheta na mão, caminhando apressada em sua direção, acenando alegremente enquanto ele se aproximava. Cabelos louros cacheados despontavam de baixo de um estiloso gorro de lã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Bem-vindo a Washington, professor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Obrigado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Meu nome é Pam, do serviço de atendimento a passageiros. - A mulher falava com uma exuberância quase perturbadora. - Se quiser me acompanhar, seu carro está aguardando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon a seguiu pela pista em direção ao terminal exclusivo, cercado por reluzentes jatinhos privados. Um ponto de táxi para os ricos e famosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Sem querer constrangê-lo, professor - disse a mulher, um pouco encabulada -, o senhor é o Robert Landgon que escreve livros sobre símbolos e religião, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon hesitou, mas assentiu com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Bem que eu achei! - disse ela, radiante. - Meu grupo de leitura leu o seu livro sobre o sagrado feminino e a Igreja! Ele provocou um escândalo delicioso! O senhor gosta mesmo de soltar a raposa no galinheiro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Criar escândalo não foi bem a minha intenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;A mulher pareceu perceber que Langdon não estava disposto a conversar sobre o próprio trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Desculpe. Olhe eu aqui falando. Sei que o senhor provavelmente está cansado de ser reconhecido… mas a culpa é toda sua. - Com ar brincalhão, ela indicou as roupas que ele usava. - O seu uniforme o entregou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Meu uniforme? Langdon baixou os olhos para examinar as próprias roupas. Estava usando seu suéter grafite de gola rulê, um paletó de tweed Harris, uma calça cáqui e sapatos fechados de couro de cabra… seu traje padrão para aulas, palestras, sessões de fotos e eventos sociais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;A mulher riu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Essas golas rulês que o senhor usa são muito fora de moda. O senhor ficaria bem melhor de gravata!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;De jeito nenhum, pensou Langdon. Pequenas forcas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Quando Langdon estudava na Academia Phillips Exeter, o uso da gravata era obrigatório seis dias por semana e, apesar da visão romântica do diretor, segundo a qual a origem da gravata remontava à fascalia de seda usada pelos oradores romanos para aquecer as cordas vocais, Langdon sabia que, do ponto de vista etimológico, gravata na verdade vinha de um bando de cruéis mercenários croatas que amarravam lenços em volta do pescoço antes de partir para a batalha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Até hoje, esse antigo traje de combate é usado por guerreiros corpo - rativos modernos, que esperam intimidar os inimigos nas batalhas diárias das salas de reunião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Obrigado pelo conselho - disse Langdon com uma risadinha. - Daqui para a frente, vou pensar em usar gravata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Por sorte, um homem de aspecto profissional vestindo um terno escuro desceu de um Lincoln estacionado junto ao terminal e chamou seu nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Sr. Langdon? Sou Charles, da Beltway Limusines. - Ele abriu a porta traseira. - Boa noite. Bem-vindo a Washington.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon deu uma gorjeta a Pam para lhe agradecer pela hospitalidade e, em seguida, entrou no interior luxuoso do carro. O motorista lhe mostrou os controles da calefação, a água mineral e o cesto de muffins quentinhos. Segundos depois, o Lincoln já seguia por uma rua de acesso exclusivo. Então é assim que vive a outra metade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Enquanto disparava pela Windsock Drive, o motorista consultou a lista de passageiros e deu um telefonema rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Aqui é da Beltway Limusines - disse ele, com eficiência profissional. - Recebi instruções para confirmar quando meu passageiro tivesse aterrissado. - Ele fez uma pausa. - Sim, senhor. Seu convidado, Sr. Langdon, já chegou e eu o estou levando para o prédio do Capitólio. Devemos chegar lá antes das sete. De nada, senhor. - E desligou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Langdon teve de sorrir. Ele pensou em todos os detalhes. A atenção que Peter Solomon dedicava às minúcias era uma de suas maiores qualidades, algo que lhe permitia administrar com aparente facilidade seu considerável poder. Alguns bilhões de dólares no banco também não fazem mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O professor se acomodou no confortável assento de couro e fechou os olhos à medida que o ruído do aeroporto ia ficando para trás. A viagem até o Capitólio demoraria meia hora, e ele ficou satisfeito por ter esse tempo sozinho para or - ganizar os próprios pensamentos. Tudo havia acontecido tão depressa naquele dia que só agora Langdon tinha começado a pensar a sério na incrível noite que tinha pela frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Chegando sob um véu de mistério, pensou ele, divertindo-se com a ideia. A pouco mais de 15 quilômetros do Capitólio, uma figura solitária se preparava ansiosamente para a chegada de Robert Langdon.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #333333; font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6W255K-lXeo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6W255K-lXeo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-816565464565779647?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1_4hcATHwYeH5f47O5mmVKkm-u4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1_4hcATHwYeH5f47O5mmVKkm-u4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1_4hcATHwYeH5f47O5mmVKkm-u4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1_4hcATHwYeH5f47O5mmVKkm-u4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/o-simbolo-perdido-de-dan-brown-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1hjZgn0NMI/AAAAAAAAAaA/owV_SRHyTkc/s72-c/SimboloPerdido.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/6W255K-lXeo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" length="1042" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/6W255K-lXeo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" fileSize="1042" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus conhecimentos de simbologia e sua habilidade para solucionar problemas. Em 'O Símbolo Perdido', o professor de Harvard é convidado </itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus conhecimentos de simbologia e sua habilidade para solucionar problemas. Em 'O Símbolo Perdido', o professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos.&amp;nbsp; Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.&amp;nbsp; Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana - o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles.&amp;nbsp; E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. Capítulo 1 O elevador Otis que subia a coluna sul da Torre Eiffel estava lotado de turistas. Em seu interior abarrotado, o austero executivo de terno bem passado baixou os olhos para o menino ao seu lado. - Você está pálido, filho. Devia ter ficado lá embaixo. - Estou bem… - respondeu o garoto, esforçando-se para controlar a própria ansiedade. - Vou descer no próximo andar. - Não consigo respirar. O homem chegou mais perto. - Pensei que a esta altura você já tivesse superado isso. - Ele acariciou com afeto a bochecha do filho. O menino estava com vergonha por desapontar o pai, mas mal conseguia escutar qualquer coisa, tamanho o zumbido em seus ouvidos. Não consigo respirar. Preciso sair de dentro desta caixa! O ascensorista estava dizendo alguma coisa tranquilizadora sobre os pistons articulados e a estrutura de ferro forjado do elevador. Muito abaixo deles, as ruas de Paris se estendiam em todas as direções. Estamos quase chegando, disse o menino para si mesmo, esticando o pescoço e erguendo os olhos para a plataforma de desembarque. Aguente firme. À medida que o elevador se aproximava num ângulo acentuado do deque de observação, o poço se estreitava, e seus enormes tirantes se contraíam formando um túnel apertado, vertical. - Pai, eu acho que não… De repente, um estalo abrupto ecoou acima dele. O elevador deu um tranco e pendeu para um dos lados, desequilibrado. Cabos esgarçados começaram a chicotear em volta do compartimento, agitando-se feito cobras. O menino estendeu a mão para o pai. - Pai! Durante um segundo aterrorizante, seus olhares se cruzaram. Então o fundo do elevador se soltou. Robert Langdon teve um sobressalto, despertando assustado daquele sonho diurno semiconsciente. Estava sentado sozinho em sua macia poltrona de couro na imensa cabine de um jatinho corporativo Falcon 2000EX que atravessava aos solavancos uma área de turbulência. Ao fundo, ouvia-se o zumbido constante dos dois motores Pratt &amp;amp; Whitney. - Sr. Langdon? - O alto-falante chiou acima dele. - Estamos na fase final de aproximação. Langdon se endireitou no assento e tornou a guardar as notas da palestra dentro da bolsa de viagem de couro. Estava no meio de uma revisão da simbologia maçônica quando havia cochilado. Desconfiava que o sonho sobre o pai já falecido tivesse sido causado pelo inesp</itunes:summary><itunes:keywords>Ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-8480487903235609061</guid><pubDate>Sun, 17 Jan 2010 20:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-29T09:12:55.822-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não-ficção</category><title>A História de Lula – o Filho do Brasil , de Denise Paraná</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208539000377"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1NvBGoqKNI/AAAAAAAAAYI/2W4_Brg0rZ4/s320/2964164.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT" class="geralSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;'A História de Lula - O Filho do Brasil' revela a importância da mãe para a formação do líder e mostra como um menino tímido se transformou, nos anos 70, no principal sindicalista brasileiro. O livro narra ainda alguns dos episódios mais dramáticos da vida de Lula, como um pai alcoólatra que o mal tratava, o acidente que lhe custou um dedo e a morte de sua primeira esposa e do filho que ela estava esperando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT" class="geralSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;O GRANDE SERTÃO&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Lindu nasceu na fazenda de Cajarana, em Caetés, município de Garanhuns, em 1915. Filha de José Ferreira de Melo e Otília Perciliana da Silva, tinha a pele clara, cabelos loiros e olhos azuis, como seus avós italianos. Era um bebê bonito, apesar de um problema no pé direito, que o manteve levemente torto para o resto de sua vida. Ela cresceu entre seus irmãos Carmelita, Luzinete, Maria José, José Rádio, Dorico, Ananias, Estaquinho e Sérgio. Mas não conviveu por muito tempo com seu pai, morto aos 40, provavelmente de câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Sua mãe Otília, ou Mãe Tili, era costureira respeitada na região. Recebendo um corte de tecido, o devolvia quatro horas depois como um terno de caimento perfeito. A viúva sustentava assim sua família. Mãe Tili ficou conhecida por sua simpatia, mas também por seu vício: era alcoólatra. Costumava trocar seus serviços de costureira, uma camisa, por exemplo, por meio litro de cachaça. O preço era baixo; o corte, benfeito; mas o resultado, quase sempre, era Otília caída no chão, inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Lindu passou toda sua infância e adolescência na fazenda de Cajarana, onde se misturam terras do sertão e do agreste de Pernambuco. Com sua mãe e suas tias, aprendeu desde criança as tarefas consideradas femininas: os cuidados com a casa, a comida, a roupa, os animais, a roça. Pequena, embalava bonecas de sabugo de milho com cabelos vermelhos feitos de palha. Com irmãs e primas, brincava de equilibrar pedrinhas na palma das mãos ou entre os dedos. Caçava borboletas, joaninhas e outros insetos coloridos. Sua família não tinha dinheiro, mas também não era pobre para os padrões locais. Viviam como Deus mandava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Lindu crescia sem sobressaltos. Esperava-se que ela se tornasse mulher, casasse, parisse muitos filhos e morresse como boa dona de casa. Por isso, Lindu não aprendeu mais do que aquilo de que precisaria na roça. O desenho das letras, dos números fazia parte de um mundo distante. Ela acreditava que seu destino mudaria apenas se Deus a levasse embora, como fez com sua irmã Maria, que morreu na adolescência, atacada por uma doença que chamavam de "mijo de rato".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Sem nunca usar sapato, conhecer luz elétrica ou ter se afastado mais do que algumas léguas de onde nasceu, Lindu aprendeu a ter prazer em tudo o que a vida oferecia. Era uma alma leve. Tinha olhos para a beleza. Como suas irmãs, adorava frequentar as festas da região. E poucas pessoas eram mais festeiras do que seu vizinho João Grande, homem forte, plantador de melancia, que — ela nem imaginava — anos mais tarde se tornaria seu sogro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;As festas na casa de seu João Grande eram famosas, celebradas com bacamartes e tudo a que se tinha direito. Quando os homens puxavam os gatilhos de seus mosquetões, as mulheres corriam para dentro de casa, rindo. Na mesa, carnes de todos os tipos: galinha, peru, porco, vaca e, o que nunca podia faltar, buchada de bode. Para quem quisesse havia ainda milho assado, canjica, biju, pamonha, farinha de mandioca e feijão--de-corda. De sobremesa, rapadura, marmelada, goiabada e os doces em calda, como o de jaca e até o da fruta do mandacaru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;As festas reuniam dezenas de vizinhos. Lindu adorava fazer e manter amigos. Ela também amava música e, por toda a vida, nunca deixou de cantar cantigas que aprendeu no agreste, no ritmo das colheres que batia com a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT" class="geralSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;MIRA PERFEITA&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Filho de João Inácio da Silva, o João Grande, e Guilhermina da Silva, Aristides Inácio da Silva, nascido em 1913, era um moço forte que não tinha medo de trabalho. Caçador de ótima pontaria, matava raposas e outros animais que aparecessem na sua mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Quando o coração de caçador de Aristides mirou no de Lindu, ela caiu sorrindo, abatida de satisfação. Aristides era sedutor e, ainda assim, parecia moço de respeito. Os cabelos pretos, os olhos castanhos, penetrantes, o sorriso aberto cativaram Lindu. Ele era respeitado e admirado. Afinal, era&amp;nbsp;&lt;i&gt;Aristides, o caçador&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;No início do século passado, nordestinos tinham poucas chances de conhecer alguém fora de seu povoado. Vivendo uma existência praticamente isolada, as famílias Broca, Ferreira e Melo, de Lindu, e Inácio e Silva, de Aristides, casavam seus filhos entre si. O amor brotava e crescia em solo próximo e bem conhecido. Casar em família era a regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Todos se conheciam desde sempre e, na hora em que os hormônios avisavam que a vida adulta havia chegado, alguns já sabiam quem seria seu par. Quando isso acontecia, tudo mudava. Abraços, sorrisos, brincadeiras, nada mais era permitido. Conversas se transformavam em silêncio. Antes do casamento, demonstração de carinho não era bem-vista. Moça direita precisava manter-se pura. E essa castidade não era exigida apenas para o corpo. As moças também precisavam ter a mente limpa. Imaginava-se que não saber nada sobre o desejo entre os sexos seria uma forma de mantê-lo bem longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;Lindu casou sem ter recebido qualquer explicação para o milagre da procriação. Nada era mais tabu do que aquilo com que os animais se ocupavam livremente a céu aberto, na frente das crianças. Por isso, Lindu e sua irmã Luzinete acreditaram por muito tempo numa conversa sussurrada por uma prima:&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;— Quando uma mulher troca de roupa num quarto e um homem vê a mulher pelo buraco da fechadura... pimba! A mulher fica embuchada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT" class="geralSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;PIOLHOS&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;A diversão entre as mocinhas era reunir-se sob um pé de juá ou de mulungu, jogar conversa fora, revelar segredos e brincar com sementes de fava. Um dia Lindu, Luzinete e algumas primas conversavam animadas quando três rapazes apareceram em seus cavalos, querendo paquerar. Como fazia muito sol, um deles ofereceu seu chapéu para Lindu. Quando ia colocá-lo na cabeça, ela olhou para o chão e sorriu. Decidiu devolver o chapéu para o moço. Quando os rapazes foram embora, Luzinete cutucou:&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;— Não tinha nenhum problema você colocar o chapéu! Ele não ia achar que você não era direita só porque aceitou o chapéu!&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;— Tinha problema, sim. Na hora de colocar na cabeça eu vi que o chapéu estava cheio de piolhos. Um piolhento! Com esse moço eu não caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;O vento da sorte soprou a favor de Aristides.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT" class="geralSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;CASAMENTO&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;O casamento de Lindu e Aristides foi uma festa bonita, cheia de convidados, de comes e bebes, embalada ao som do sanfoneiro, como manda a tradição local. Os noivos, como era costume, não se casaram no civil. O que importava eram os olhos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;O casal parecia viver muito bem. Aristides era trabalhador e sabia como afagar a terra. Ela respondia ao seu carinho produzindo mandioca, milho, batata-doce, feijão. A proteína animal vinha da caça. De vez em quando, Lindu cozinhava galinha, peru, porco, bode, ou até uma vaca nos dias de festa. Aristides, montado em seu cavalo, ia comprar na feira livre de Garanhuns os itens que faltavam: querosene para o candeeiro, munição para a espingarda, açúcar, sal, sabão. Às vezes banana, biscoito e rapadura. E nunca deixava faltar água em casa. Chegava a pagar alguém para buscá-la, com o dinheirinho que ganhava na venda de farinha de mandioca, que ele mesmo fazia em um moinho próximo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zRUfdAI7u3g&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zRUfdAI7u3g&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-8480487903235609061?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BOVS64RFF6gGBIbbG9IxTbcdEZ0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BOVS64RFF6gGBIbbG9IxTbcdEZ0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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O livro narra ainda alguns dos episódios mais dramáticos da vi</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> 'A História de Lula - O Filho do Brasil' revela a importância da mãe para a formação do líder e mostra como um menino tímido se transformou, nos anos 70, no principal sindicalista brasileiro. O livro narra ainda alguns dos episódios mais dramáticos da vida de Lula, como um pai alcoólatra que o mal tratava, o acidente que lhe custou um dedo e a morte de sua primeira esposa e do filho que ela estava esperando. O GRANDE SERTÃOLindu nasceu na fazenda de Cajarana, em Caetés, município de Garanhuns, em 1915. Filha de José Ferreira de Melo e Otília Perciliana da Silva, tinha a pele clara, cabelos loiros e olhos azuis, como seus avós italianos. Era um bebê bonito, apesar de um problema no pé direito, que o manteve levemente torto para o resto de sua vida. Ela cresceu entre seus irmãos Carmelita, Luzinete, Maria José, José Rádio, Dorico, Ananias, Estaquinho e Sérgio. Mas não conviveu por muito tempo com seu pai, morto aos 40, provavelmente de câncer. Sua mãe Otília, ou Mãe Tili, era costureira respeitada na região. Recebendo um corte de tecido, o devolvia quatro horas depois como um terno de caimento perfeito. A viúva sustentava assim sua família. Mãe Tili ficou conhecida por sua simpatia, mas também por seu vício: era alcoólatra. Costumava trocar seus serviços de costureira, uma camisa, por exemplo, por meio litro de cachaça. O preço era baixo; o corte, benfeito; mas o resultado, quase sempre, era Otília caída no chão, inconsciente. Lindu passou toda sua infância e adolescência na fazenda de Cajarana, onde se misturam terras do sertão e do agreste de Pernambuco. Com sua mãe e suas tias, aprendeu desde criança as tarefas consideradas femininas: os cuidados com a casa, a comida, a roupa, os animais, a roça. Pequena, embalava bonecas de sabugo de milho com cabelos vermelhos feitos de palha. Com irmãs e primas, brincava de equilibrar pedrinhas na palma das mãos ou entre os dedos. Caçava borboletas, joaninhas e outros insetos coloridos. Sua família não tinha dinheiro, mas também não era pobre para os padrões locais. Viviam como Deus mandava. Lindu crescia sem sobressaltos. Esperava-se que ela se tornasse mulher, casasse, parisse muitos filhos e morresse como boa dona de casa. Por isso, Lindu não aprendeu mais do que aquilo de que precisaria na roça. O desenho das letras, dos números fazia parte de um mundo distante. Ela acreditava que seu destino mudaria apenas se Deus a levasse embora, como fez com sua irmã Maria, que morreu na adolescência, atacada por uma doença que chamavam de "mijo de rato". Sem nunca usar sapato, conhecer luz elétrica ou ter se afastado mais do que algumas léguas de onde nasceu, Lindu aprendeu a ter prazer em tudo o que a vida oferecia. Era uma alma leve. Tinha olhos para a beleza. Como suas irmãs, adorava frequentar as festas da região. E poucas pessoas eram mais festeiras do que seu vizinho João Grande, homem forte, plantador de melancia, que — ela nem imaginava — anos mais tarde se tornaria seu sogro. As festas na casa de seu João Grande eram famosas, celebradas com bacamartes e tudo a que se tinha direito. Quando os homens puxavam os gatilhos de seus mosquetões, as mulheres corriam para dentro de casa, rindo. Na mesa, carnes de todos os tipos: galinha, peru, porco, vaca e, o que nunca podia faltar, buchada de bode. Para quem quisesse havia ainda milho assado, canjica, biju, pamonha, farinha de mandioca e feijão--de-corda. De sobremesa, rapadura, marmelada, goiabada e os doces em calda, como o de jaca e até o da fruta do mandacaru. As festas reuniam dezenas de vizinhos. Lindu adorava fazer e manter amigos. Ela também amava música e, por toda a vida, nunca deixou de cantar cantigas que aprendeu no agreste, no ritmo das colheres que batia com a mão. MIRA PERFEITAFilho de João Inácio da Silva, o João Grande, e Guilhermina da Silva, Aristides Inácio da Silva, nascido em 1913, era um moço forte que não tinha medo de trabalho. Caçador de ótima pontaria, matava raposas e outros animais que aparecessem na sua mira. Quand</itunes:summary><itunes:keywords>Não-ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-140037374429026804</guid><pubDate>Sun, 17 Jan 2010 19:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-06T11:22:36.526-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não-ficção</category><title>Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;tr bgcolor="#FFFFFF" valign="top"&gt;&lt;td align="left"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208562936065"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1Nqa0ZHdpI/AAAAAAAAAVI/VtMq3iO5H6Y/s320/31b3e5ca-e432-4b1e-a4e1-663a09d2cfa5.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="revistasTituloBox" style="font-family: Georgia; font-size: 18px; font-weight: bold; line-height: 20px;"&gt;&lt;span style="color: #bf9000; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium; line-height: 14px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Existe um esquema repetido para contar a história do Brasil, que basta misturar chavões, mudar datas ou nomes. Nesse livro, o jornalista Leandro Narloch prefere adotar uma postura diferente que vai além dos mocinhos e bandidos conhecidos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="revistasTituloBox" style="font-family: Georgia; font-size: 18px; font-weight: bold; line-height: 20px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="geralSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;Cinco verdades que você não deveria conhecer&lt;/div&gt;Em 1646, os jesuítas que tentavam evangelizar os índios no Rio de Janeiro tinham um problema. As aldeias onde moravam com os nativos ficavam perto de engenhos que produziam vinhos e aguardente. Bêbados, os índios tiravam o sono dos padres. Numa carta de 25 de julho daquele ano, Francisco Carneiro, o reitor do colégio jesuíta, reclamou que o álcool provocava "ofensas a Deus, adultérios, doenças, brigas, ferimentos, mortes" e ainda fazia o pessoal faltar às missas. Para acabar com a indisciplina, os missionários decidiram mudar três aldeias para um lugar mais longe, de modo que não ficasse tão fácil passar ali no engenho e tomar umas. Não deu certo. Foi só os índios e os colonos ficarem sabendo da decisão para se revoltarem juntos. Botaram fogo nas choupanas dos padres, que imediatamente desistiram da mudança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os anos passaram e o problema continuou. Mais de um século depois, em 1755, o novo reitor se dizia contrariado com os índios por causa do "gosto que neles reina de viver entre os brancos". Era comum fugirem para as vilas e os engenhos, onde não precisavam obedecer a tantas regras. O reitor escreveu a um colega dizendo que eles "se recolhem nas casas dos brancos a título de os servir; mas verdadeiramente para viver a sua vontade e sem coação darem-se mais livremente aos seus costumados vícios". O contrário também acontecia. Nas primeiras décadas do Brasil, tantos portugueses iam fazer festa nas aldeias que os representantes do reino português ficaram preocupados. Enquanto tentavam fazer os índios viver como cristãos, viam os cristãos vestidos como índios, com várias mulheres e participando de festas no meio das tribos. Foi preciso editar leis para conter a convivência nas aldeias. Em 1583, por exemplo, o conselho municipal de São Paulo proibiu os colonos de participar de festas dos índios e "beber e dançar segundo seu costume". 2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os historiadores já fizeram retratos bem diversos dos índios brasileiros. Nos primeiros relatos, os nativos eram seres incivilizados, quase animais que precisaram ser domesticados ou derrotados. Uma visão oposta se propagou no século 19, com o indianismo romântico, que retratou os nativos como bons selvagens donos de uma moral intangível. Parte dessa visão continuou no século 20. Historiadores como Florestan Fernandes, que em 1952 escreveu&amp;nbsp;&lt;i&gt;A Função&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Social da Guerra na Sociedade Tupinambá&lt;/i&gt;&amp;nbsp;, montaram relatos onde a cultura indígena original e pura teria sido destruída pelos gananciosos e cruéis conquistadores europeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os índios que ficaram para essa história foram os bravos e corajosos que lutaram contra os portugueses. Quando eram derrotados e entravam para a sociedade colonial, saíam dos livros. Apesar de tentar dar mais valor à cultura indígena, os textos continuaram encarando os índios como coisas, seres passivos que não tiveram outra opção senão lutar contra os portugueses ou se submeter a eles. Surgiu assim o discurso tradicional que até hoje alimenta o conhecimento popular e aulas da escola. Esse discurso nos faz acreditar que os nativos da América viviam em harmonia entre si e em equilíbrio com a natureza até os portugueses chegarem, travarem guerras eternas e destruírem plantas, animais, pessoas e culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na última década, a história mudou outra vez. Uma nova leva de estudos, que ainda não se popularizou, toma a cultura indígena não como um valor cristalizado. Sem negar as caçadas que os índios sofreram, os pesquisadores mostraram que eles não foram só vítimas indefesas. A colonização foi marcada também por escolhas e preferências dos índios, que os portugueses, em número muito menor e precisando de segurança para instalar suas colônias, diversas vezes acataram. Muitos índios foram amigos dos brancos, aliados em guerras, vizinhos que se misturaram até virar a população brasileira de hoje. "Os índios transformaram-se mais do que foram transformados", afirma a historiadora Maria Regina Celestino de Almeida na tese&amp;nbsp;&lt;i&gt;Os Índios Aldeados no Rio de&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Janeiro Colonial&lt;/i&gt;&amp;nbsp;, de 2000. As festas e bebedeiras de índios e brancos mostram que não houve só tragédias e conflitos durante aquele choque das civilizações. Em pleno período colonial, muitos índios deviam achar bem chato viver nas tribos ou nas aldeias dos padres. Queriam mesmo era ficar com os brancos, misturar-se a eles e desfrutar das novidades que traziam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O contato das duas culturas merece um retrato ainda mais distinto, até grandiloquente. Quando europeus e ameríndios se reencontraram, em praias do Caribe e do Nordeste brasileiro, romperam um isolamento das migrações humanas que completava 50 mil anos. É verdade que o impacto não foi leve – tanto tempo de separação provocou epidemias e choques culturais. Mas eles aconteceram para os dois lados e não apagam uma verdade essencial: aquele encontro foi um dos episódios mais extraordinários da história do povoamento do ser humano sobre a Terra, com vantagens e descobertas sensacionais tanto para os europeus quanto para centenas de nações indígenas que viviam na América. Um novo ponto de vista sobre esse episódio surge quando se analisa alguns fatos esquecidos da história de índios e portugueses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="geralCorpo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;strong&gt;Quem mais matou índios foram os índios&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Uma das concepções mais erradas sobre a colonização do Brasil é acreditar que os portugueses fizeram tudo sozinhos. Na verdade, eles precisavam de índios amigos para arranjar comida, entrar no mato à procura de ouro, defender-se de tribos hostis e até mesmo para estabelecer acampamentos na costa.&lt;br /&gt;
Descer do navio era o primeiro problema. Os comandantes das naus europeias costumavam escolher bem o lugar onde desembarcar, para não correr o risco de serem atacados por índios nervosos e nuvens de flechas venenosas. Tanto temor se baseava na experiência. Depois de meses de viagem nas caravelas, os navegadores ficavam mal nutridos, doentes, fracos, famintos e vulneráveis. Chegavam a lugares desconhecidos e frequentemente tinham azar: levavam uma surra e precisavam sair às pressas das terras que achavam ter conquistado. Acontecia até de terem que mendigar para arranjar comida, como na primeira viagem de Vasco da Gama 3 à Índia, em 1498.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tratamento foi diferente no Brasil, mas nem tanto. Os portugueses não eram seres onipotentes que faziam o que quisessem nas praias brasileiras. Imagine só. Você viaja para o lugar mais desconhecido do mundo, que só algumas dúzias de pessoas do seu país visitaram. Há sobre o lugar relatos tenebrosos de selvagens guerreiros que falam uma língua estranha, andam nus e devoram seus inimigos – ao chegar, você percebe que isso é verdade. Seu grupo está em vinte ou trinta pessoas; eles, em milhares. Mesmo com espadas e arcabuzes, sua munição é limitada, o carregamento é demorado e não contém os milhares de flechas que eles possuem. Numa condição dessas, é provável que você sentisse medo ou pelo menos que preferisse evitar conflitos. Faria algumas concessões para que aquela multidão de pessoas estranhas não se irritasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para deixar os índios felizes, não bastava aos portugueses entregar-lhes espelhos, ferramentas ou roupas. Eles de fato ficaram impressionados com essas coisas&amp;nbsp;&lt;i&gt;(veja mais&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;adiante)&lt;/i&gt;&amp;nbsp;, mas foi um pouco mais difícil conquistar o apoio indígena. Por mais revolucionários que fossem as roupas e os objetos de ferro europeus, os índios não viam sentido em acumular bens: logo se cansavam de facas, anzóis e machados. Para permanecerem instalados, os recém-chegados tiveram que soprar a brasa dos caciques estabelecendo alianças militares com eles. Dando e recebendo presentes, os índios acreditavam selar acordos de paz e de apoio quando houvesse alguma guerra. E o que sabiam fazer muito bem era se meter em guerras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O massacre começou muito antes de os portugueses chegarem. As hipóteses arqueológicas mais consolidadas sugerem que os índios da família linguística tupi-guarani, originários da Amazônia, se expandiam lentamente pelo Brasil. Depois de um crescimento populacional na floresta amazônica, teriam enfrentado alguma adversidade ambiental, como uma grande seca, que os empurrou para o Sul. À medida que se expandiram, afugentaram tribos então donas da casa. Por volta da virada do primeiro milênio, enquanto as legiões romanas avançavam pelas planícies da Gália, os tupis-guaranis conquistavam territórios ao sul da Amazônia, exterminando ou expulsando inimigos. 4 Índios caingangues, cariris, caiapós e outros da família linguística jê tiveram que abandonar terras do litoral e migrar para planaltos acima da serra do Mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1500, quando os portugueses apareceram na praia, a nação tupi se espalhava de São Paulo ao Nordeste e à Amazônia, dividida em diversas tribos, como os tupiniquins e os tupinambás, que disputavam espaço travando guerras constantes entre si e com índios de outras famílias linguísticas. Não se sabe exatamente quantas pessoas viviam no atual território brasileiro – as estimativas variam muito, de 1 milhão a 3,5 milhões de pessoas, divididas em mais de duzentas culturas. Ainda demoraria alguns séculos para essas tribos se reconhecerem na identidade única de índios, um conceito criado pelos europeus. Naquela época, um tupinambá achava um botocudo tão estrangeiro quanto um português. Guerreava contra um tupiniquim com o mesmo gosto com que devorava um jesuíta. Entre todos esses povos, a guerra não era só comum – também fazia parte do calendário das tribos, como um ritual que uma hora ou outra tinha de acontecer. Sobretudo os índios tupis eram obcecados pela guerra. Os homens só ganhavam permissão para casar ou ter mais esposas quando capturassem um inimigo dos grandes. Outros grupos acreditavam assumir os poderes e a perspectiva do morto, passando a controlar seu espírito, como uma espécie de bicho de estimação. Entre canibais, como os tupinambás , prisioneiros eram devorados numa festa que reunia toda a tribo e convidados da vizinhança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a vinda dos europeus, que também gostavam de uma guerra, esse potencial bélico se multiplicou. Os índios travaram entre si guerras duríssimas na disputa pela aliança com os recém-chegados. Passaram a capturar muito mais inimigos para trocar por mercadorias. Se antes valia mais a qualidade, a posição social do inimigo capturado, a partir da conquista a quantidade de mortes e prisões ganhou importância. Por todo o século 16, quando uma caravela se aproximava da costa, índios de todas as partes vinham correndo com prisioneiros – alguns até do interior, a dezenas de quilômetros. Os portugueses, interessados em escravos, compravam os presos com o pretexto de que, se não fizessem isso, eles seriam mortos ou devorados pelos índios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Em 1605, o padre Jerônimo Rodrigues, quando viajou ao litoral de Santa Catarina, ficou estarrecido com o interesse dos índios em trocar gente, até da própria família, por roupas e ferramentas:&lt;br /&gt;
Tanto que chegam os correios ao sertão, de haver navio na barra, logo mandam recado pelas aldeias para virem ao resgate. E para isso trazem a mais desobrigada gente que podem, scilicet , moços e moças órfãs, algumas sobrinhas, e parentes, que não querem estar com eles ou que os não querem servir, não lhe tendo essa obrigação; a outros trazem enganados, dizendo que lhe farão e acontecerão e que levarão muitas coisas [...]. Outro moço vindo aqui onde estávamos, vestido em uma camisa, perguntando-lhe quem lha dera, respondeu que vindo pelo navio dera por ela e por alguma ferramenta um seu irmão; outros venderam as próprias madrastas, que os criaram, e mais estando os pais vivos. 6&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zRXxzLSRvWI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zRXxzLSRvWI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-140037374429026804?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bN6EXBii1tQUsGflXrv29tjq6ds/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bN6EXBii1tQUsGflXrv29tjq6ds/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Nesse livro, o jornalista Leandro Narloch prefere adotar uma postura diferente que vai além dos mocinhos e bandidos conhecidos. Cinco verdades </itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Existe um esquema repetido para contar a história do Brasil, que basta misturar chavões, mudar datas ou nomes. Nesse livro, o jornalista Leandro Narloch prefere adotar uma postura diferente que vai além dos mocinhos e bandidos conhecidos. Cinco verdades que você não deveria conhecerEm 1646, os jesuítas que tentavam evangelizar os índios no Rio de Janeiro tinham um problema. As aldeias onde moravam com os nativos ficavam perto de engenhos que produziam vinhos e aguardente. Bêbados, os índios tiravam o sono dos padres. Numa carta de 25 de julho daquele ano, Francisco Carneiro, o reitor do colégio jesuíta, reclamou que o álcool provocava "ofensas a Deus, adultérios, doenças, brigas, ferimentos, mortes" e ainda fazia o pessoal faltar às missas. Para acabar com a indisciplina, os missionários decidiram mudar três aldeias para um lugar mais longe, de modo que não ficasse tão fácil passar ali no engenho e tomar umas. Não deu certo. Foi só os índios e os colonos ficarem sabendo da decisão para se revoltarem juntos. Botaram fogo nas choupanas dos padres, que imediatamente desistiram da mudança. Os anos passaram e o problema continuou. Mais de um século depois, em 1755, o novo reitor se dizia contrariado com os índios por causa do "gosto que neles reina de viver entre os brancos". Era comum fugirem para as vilas e os engenhos, onde não precisavam obedecer a tantas regras. O reitor escreveu a um colega dizendo que eles "se recolhem nas casas dos brancos a título de os servir; mas verdadeiramente para viver a sua vontade e sem coação darem-se mais livremente aos seus costumados vícios". O contrário também acontecia. Nas primeiras décadas do Brasil, tantos portugueses iam fazer festa nas aldeias que os representantes do reino português ficaram preocupados. Enquanto tentavam fazer os índios viver como cristãos, viam os cristãos vestidos como índios, com várias mulheres e participando de festas no meio das tribos. Foi preciso editar leis para conter a convivência nas aldeias. Em 1583, por exemplo, o conselho municipal de São Paulo proibiu os colonos de participar de festas dos índios e "beber e dançar segundo seu costume". 2 Os historiadores já fizeram retratos bem diversos dos índios brasileiros. Nos primeiros relatos, os nativos eram seres incivilizados, quase animais que precisaram ser domesticados ou derrotados. Uma visão oposta se propagou no século 19, com o indianismo romântico, que retratou os nativos como bons selvagens donos de uma moral intangível. Parte dessa visão continuou no século 20. Historiadores como Florestan Fernandes, que em 1952 escreveu&amp;nbsp;A FunçãoSocial da Guerra na Sociedade Tupinambá&amp;nbsp;, montaram relatos onde a cultura indígena original e pura teria sido destruída pelos gananciosos e cruéis conquistadores europeus. Os índios que ficaram para essa história foram os bravos e corajosos que lutaram contra os portugueses. Quando eram derrotados e entravam para a sociedade colonial, saíam dos livros. Apesar de tentar dar mais valor à cultura indígena, os textos continuaram encarando os índios como coisas, seres passivos que não tiveram outra opção senão lutar contra os portugueses ou se submeter a eles. Surgiu assim o discurso tradicional que até hoje alimenta o conhecimento popular e aulas da escola. Esse discurso nos faz acreditar que os nativos da América viviam em harmonia entre si e em equilíbrio com a natureza até os portugueses chegarem, travarem guerras eternas e destruírem plantas, animais, pessoas e culturas. Na última década, a história mudou outra vez. Uma nova leva de estudos, que ainda não se popularizou, toma a cultura indígena não como um valor cristalizado. Sem negar as caçadas que os índios sofreram, os pesquisadores mostraram que eles não foram só vítimas indefesas. A colonização foi marcada também por escolhas e preferências dos índios, que os portugueses, em número muito menor e precisando de segurança para instalar suas colônias, diversas vezes acataram. Muitos índios foram amigos dos brancos,</itunes:summary><itunes:keywords>Não-ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-6567515984059319813</guid><pubDate>Sun, 17 Jan 2010 19:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T23:26:57.041-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não-ficção</category><title>Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208561501367"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1Nm_il4f8I/AAAAAAAAAU8/PVgAZv2gTFs/s320/sarney1.jpg" width="209" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Palmério Dória conta neste livro, a história do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney, no Maranhão, e o controle quase total, do Senado, pelo patriarca que virou presidente da República por acidente e beneficiou amigos e parentes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;Capítulo 1&lt;br /&gt;
Estado de permanente sobressalto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Comemoração com cara de velório •&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Por que Roseana chora, se os outros aplaudem? • Tem sujeira por trás do impoluto jurista o Rolo justifi ca outro rolo e assim por diante • A qualquer momento nas páginas policiais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Estamos em 2009. Na data em que completa meio século de carreira política, aos 78 anos, o velho coronel comemora sem o menor sinal de euforia. Por certo pesam-lhe na memória as palavras de seu falecido amigo Roberto Campos, tão entreguista que lhe pespegaram o apelido de Bob Fields, ministro do Planejamento de Castelo Branco, primeiro general de plantão do governo militar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;"Certas vitórias parecem o prenúncio de uma grande derrota. É um amanhecer que não canta."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Deputado federal, governador do Maranhão, presidente da República, cinco vezes senador. E, no início desse ano pré-eleitoral, eis que em 2010 se dariam eleições presidenciais, ele chegava pela terceira vez à presidência do Senado. Mas tinha a sensação de que tudo aquilo que havia conquistado em meio século de vida pública podia estar por um segundo. Não foi de bom agouro a cena que se seguiu a seu discurso de pouco mais de cinco minutos, ao apresentar sua candidatura à presidência da Casa, naquela manhã de 2 de fevereiro, dia de festa no mar. Em sua fala, ele citou por sinal Nossa Senhora dos Navegantes, depois de se comparar a Rui Barbosa pela longevidade na vida pública e de proclamar que não houve escândalos em suas outras passagens no cargo. Esperava uma sessão rápida, mas, para sua inquietação, vários pares passaram a revezar-se para defender o outro candidato à presidência do Senado, o petista acreano Tião Viana, e aproveitaram para feri-lo. Assim, quando abriram a inscrição para os candidatos, ele pediu para falar. Queria dar a última palavra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Marcado pela fama de evitar confrontos em plenário, fugiu a seu estilo e fez um pronunciamento duro. Um improviso daqueles que a gente leva um mês para preparar. Deixou claro que não gostou de ver Tião Viana posar de arauto da modernidade e higienizador da podridão que paira nos ares do parlamento brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Depois de lembrar a coincidência de 50 anos antes, quando no dia 2 de fevereiro de 1959 assumia o primeiro mandato no Congresso como deputado federal, atacou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;"Não concordo quando se fala na imoralidade do Senado. O Senado é os que aqui estão. Reconheço que, ao longo da nossa vida, muitos se tornaram menos merecedores da admiração do país, mas não a instituição."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Então, pronunciou as palavras seguintes, que trazem os sinais trocados, pois tudo quanto você vai ler é tudo quanto o velho senador não é:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;"Durante a minha vida, passei aqui nesta Casa 50 anos. Muitas comissões, vamos dizer assim, muitos escândalos existiram envolvendo parlamentares, mas nunca o nome do parlamentar José Sarney constou de qualquer desses escândalos ao longo de toda a vida do Senado." Disse mais: "A palavra ética, para mim, que nunca fui de alardear nada, é um estado de espírito. Não é uma palavra para eu usar como demagogia ou uma palavra para eu usar num simples debate."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;A filha Roseana Sarney, senadora pelo Maranhão, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o mesmo PMDB do pai, caminhava pelo plenário, muito nervosa. Estava em lágrimas quando o pai encerrou sua fala. Os oitenta pares o aplaudiram protocolarmente, mas um deles, de um salto pôs-se de pé e bateu palmas efusivas, acompanhadas do revoar de suas melenas. Tratava-se de Wellington Salgado, do PMDB mineiro, conhecido como Pedro de Lara ou Sansão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Onde se encontravam os jornalistas de política nesse momento, que não registraram tal despautério? Pedro de Lara é aquela figura histriônica que roubava a cena no programa Silvio Santos como jurado ranzinza, debochado e falso moralista. E Sansão, o personagem bíblico que perdeu o vigor quando Dalila o traiu cortando-lhe a cabeleira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Esta fi gura caricata pareceria um estranho no ninho em qualquer parlamento do mundo. Nascido no Rio, é dono da Universidade Oliveira Salgado, no município de São Gonçalo, e responde a processo por sonegação de impostos no Supremo Tribunal Federal. Conseguiu um domicílio eleitoral fajuto em Araguari, Minas Gerais, e praticamente comprou um mandato de senador ao financiar de seu próprio bolso, com 500 mil reais, uma parte da milionária campanha para o Senado de Hélio Costa, o eterno repórter do Fantástico da Rede Globo em Nova York.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Com a ida de Hélio para o Ministério das Comunicações de Lula, seu suplente Wellington então ganhou uma cadeira no Senado Federal, presente que ele paga com gratidão tão desmesurada, que separa da verba de seu gabinete todo santo mês os 7 mil reais da secretária particular do ministro. Nesse tipo de malandragem, fez como seu ídolo, colega de Senado Renan Calheiros, que vinha pagando quase 5 mil mensais para a sogra de seu assessor de imprensa ficar em casa sem fazer nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Mas o cabeludo senador chegou à ribalta em 2007, justamente como aguerrido integrante da tropa de choque que salvou o mandato de Renan Calheiros, então presidente do Senado e estrela principal do episódio mais indecoroso daquele ano, com amante pelada na capa da Playboy, bois voadores e fazendas-fantasma. O alagoano Renan, com uma filha fora do casamento, que teve com a apresentadora de tevê Mônica Veloso, bancava a moça com mesada paga por Cláudio Gontijo, diretor da construtora Mendes Júnior. Ao tentar explicar-se, Renan enredou-se em notas frias, rebanho superfaturado, rede de emissoras de rádio em nome de laranjas, enquanto Mônica mostrava aos leitores da revista masculina da Editora Abril a borboleta tatuada na nádega.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Durante 120 dias, enxotado pela mídia e pela opinião pública, Renan resistiu no cargo, suportando humilhações como o plenário oposicionista virando-lhe as costas no dia em que tentou presidir uma sessão. Esse era o Renan que, quase dois anos depois, no 2 de fevereiro de 2009 posaria vitorioso como articulador-mor da volta de José Sarney à presidência da Casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Quem diria, não? O José Sarney que já foi companheiro de um nacionalista respeitado como Seixas Dória, de um articulador do calibre de José Aparecido de Oliveira, de um jurista do porte de Clóvis Ferro Costa, todos três integrantes do grupo Bossa Nova, espécie de esquerda da União Democrática Nacional, a conservadora UDN, todos três ostentando o galardão de ter sido cassados pelo golpe militar de 1964, e sabe-se lá por quais artes só ele, Sarney, dentre os quatro amigos escapou da cassação, esse mesmo Sarney agora festejado pelo cabeludo sonegador e por uma das mais desmoralizadas figuras do cenário político brasileiro, Renan Calheiros, que tinha nos costados um inquérito com 29 volumes tramitando no Supremo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Quer fechar o círculo direitinho? Em 2007, depois de absolvido pelo plenário em votação secreta e escapar da cassação por quebra de decoro parlamentar, na casa de quem Renan Calheiros comemorou a preservação do mandato? Na casa de seu salvador, Sarney, junto com outras figuras, como o deputado federal e ex-presidente do Senado Jader Barbalho, com know-how em renúncia para escapar de cassação; Romero Jucá, líder do PMDB no Senado; Edison Lobão, futuro ministro das Minas e Energia; e, claro, Roseana Sarney. Nesse festejo, no Lago Sul de Brasília, não se esqueceram de "homenagear" o senador amazonense Jefferson Peres. Esta fi gura íntegra do parlamento brasileiro, relator do caso Renan no Conselho de Ética, recomendou a cassação, pedida pelo povo brasileiro. Os convivas mimoseavam Jefferson a todo momento, referindo- se a ele como "aquele pobre relator".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Memorável dia 2 de fevereiro. Surpreendentes seriam as fotografias nos jornais do dia seguinte. Sarney de óculos escuros como os ditadores latino-americanos do passado, amparado pelo colega de PMDB Michel Temer, eleito presidente da Câmara, igualmente pela terceira vez. Barba e bigode. Este Michel Temer merece umas pinceladas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-6567515984059319813?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Uyc0tJ6ZmCF7Aj7GafPG8BN2ZfI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Uyc0tJ6ZmCF7Aj7GafPG8BN2ZfI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Uyc0tJ6ZmCF7Aj7GafPG8BN2ZfI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Uyc0tJ6ZmCF7Aj7GafPG8BN2ZfI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/honoraveis-bandidos-palmerio-doria.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1Nm_il4f8I/AAAAAAAAAU8/PVgAZv2gTFs/s72-c/sarney1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-8268732714268401344</guid><pubDate>Sat, 16 Jan 2010 17:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-06T11:24:12.822-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não-ficção</category><title>Uma Breve História do Mundo, de Geoffrey Blainey</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208588350777"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1H7QCeK1xI/AAAAAAAAAQk/hEKNl6s-tOI/s320/uma-breve-historia-do-mundo.jpg" width="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Em 'Uma Breve História do Mundo', o autor faz um balanço da fantástica saga da humanidade, compilada desde seus primórdios até os frenéticos dias atuais. Sem perder o foco, Blainey descreve a geografia das civilizações e analisa o legado de seus povos. O leitor deve se preparar para uma viagem inesquecível - saberá como eram as noites dos primeiros nômades; testemunhará o surgimento das religiões; questionará a carnificina das guerras e acompanhará a ascensão e queda dos grandes impérios. 'Uma Breve História do Mundo' entrelaça a história de um povo a outro, de forma didática.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Capítulo 1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="revistasSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;Vindos da África&lt;/div&gt;Há 2 milhões de anos, eles viviam na África e eram poucos. Eram seres quase humanos, embora tendessem a ser menores que seus descendentes que hoje povoam o planeta. Andavam eretos e subiam montanhas com enorme habilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alimentavam-se principalmente de frutas, nozes, sementes e outras plantas comestíveis, mas começavam a consumir carne. Seus implementos eram primitivos. Se eram bem-sucedidos em dar forma a uma pedra, não iam muito longe com a modelagem. É provável que usassem um pedaço de pau para defesa ou ataque, ou até mesmo para escavar, caso surpreendessem um roedor escondendo-se em um buraco. Não se sabe se construíam abrigos feitos de arbustos e de pedaços de pau para se protegerem do vento frio no inverno. Não há dúvida de que alguns moravam em cavernas – quando podiam ser encontradas –, mas uma residência permanente teria restringido bastante a necessária mobilidade para encontrar alimento suficiente. Para viver do que a terra oferecia, precisavam fazer longas caminhadas a lugares onde sementes e frutas pudessem ser encontradas. Sua dieta era resultado de uma série de descobertas, feitas ao longo de centenas de milhares de anos. Uma das mais importantes estava em saber se uma planta, aparentemente comestível, não era venenosa; explorando novos lugares à procura de novos alimentos em tempos de seca e carestia, alguns devem ter morrido por envenenamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há 2 milhões de anos, esses seres humanos, conhecidos como hominídeos, viviam principalmente nas regiões dos atuais Quênia, Tanzânia e Etiópia. Se dividirmos a África em três zonas horizontais, a raça humana ocupava a zona central, ou zona tropical, constituída principalmente de pastos. Uma mudança no clima, cerca de um ou dois milhões de anos antes, que fez com que em certas regiões os pastos tenham substituído boa parte das florestas, pode ter incentivado esses hominídeos a, gradualmente, descendo das árvores, deixar a companhia de seus parentes, os macacos, e passar mais tempo no chão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles já acumulavam uma longa história, embora não tivessem nenhuma memória ou registro disso. Falamos hoje do grande espaço de tempo que se passou desde a construção das pirâmides do Egito, mas esse período representa um simples piscar de olhos se comparado à longa história que a raça humana já viveu. Na Tanzânia, descobriu-se um registro primitivo pelo qual se conclui que dois adultos e uma criança caminhavam sobre cinza vulcânica amolecida por uma chuva recente. A seguir, suas pegadas foram cozidas pelo sol e, aos poucos, foram cobertas por camadas de terra; as pegadas, definitivamente humanas, têm pelo menos 3,6 milhões de anos. Até mesmo isso é considerado um fato recente na história do mundo contemporâneo: os últimos dinossauros foram extintos há cerca de 64 milhões de anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No leste da África, os primeiros humanos costumavam acampar às margens dos lagos e dos leitos arenosos de rios ou em campinas: nesses locais, foram encontrados alguns restos deixados por eles. Conseguiam adaptar-se a climas mais frios e, na Etiópia, preferiam os planaltos abertos, a uma altitude de 1.600 ou 2.000 metros acima do nível do mar. Nas florestas sempre verdes das regiões montanhosas, também sentiam-se em casa; sua adaptabilidade era impressionante.&lt;br /&gt;
De modo geral, na impiedosa competição por sobreviver e multiplicar-se, os humanos tiveram sucesso. Nas regiões da África que habitavam, eram em número bem menor que as espécies de grandes animais, alguns deles agressivos; ainda assim, os humanos prosperaram. Talvez as populações tenham se tornado muito numerosas para os recursos disponíveis na região ou tenha havido um longo período de seca, e isso os tenha levado para o norte. Há forte indício de que, em algum momento dos últimos dois milhões de anos, eles tenham começado a migrar mais para o norte. O maior deserto do mundo, que se estende do noroeste da África para além da Arábia, pode, por algum tempo, ter impedido seu avanço. A estreita faixa de terra entre a África e a Ásia Menor, contudo, podia ser facilmente atravessada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Moviam-se em pequenos grupos: eram exploradores e colonizadores. Em cada região desconhecida, tinham de adaptar-se a novos alimentos e precaver-se contra animais selvagens, cobras e insetos venenosos. Os que abriam caminho conseguiam uma certa vantagem, pois os seres humanos, adversários implacáveis dos invasores de território, não estavam lá para atrapalhar seu caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era mais uma corrida de revezamento do que uma longa caminhada. É possível que um grupo de talvez 6 ou 12 pessoas avançasse uma pequena distância e decidisse se estabelecer naquele lugar. Outros vinham, passavam por cima delas ou impeliam-nas para outro lugar. O avanço pela Ásia pode ter levado de 10 mil a 200 mil anos. Montanhas tinham de ser escaladas; pântanos, vencidos. Rios largos, gelados e de forte correnteza tinham de ser atravessados. Será que eles atravessavam esses rios em seus pontos mais rasos, nas estações muito secas, ou nos pontos mais próximos às nascentes, antes que o leito se tornasse largo demais? Será que os exploradores sabiam nadar? Não sabemos as respostas. À noite, em terreno desconhecido, era preciso selecionar um abrigo ou um lugar com um mínimo de segurança. Sem a ajuda de cães de guarda, cabia a eles manter vigilância sobre animais selvagens que vinham caçar durante a noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No decorrer dessa longa e lenta migração, a primeira de muitas na história da raça humana, esses povos originários dos trópicos avançaram para territórios bem mais frios, jamais conhecidos por qualquer de seus ancestrais. Não se sabe ao certo se conseguiam aquecer-se ao fogo nas noites frias. É provável que quando um raio caía nas proximidades, ateando fogo à vegetação, eles apanhassem um galho em chamas e o transportassem para outro lugar. Quando o galho estava quase todo queimado e o fogo por se extinguir, juntavam-lhe outro galho. O fogo era tão valioso que, uma vez obtido, era tratado com desvelo; ainda assim, o fogo podia extinguir-se por descuido, apagar-se sob uma chuva forte ou por falta de madeira seca ou gravetos. Enquanto conseguiam manter o fogo, devem tê-lo levado em suas viagens como um objeto precioso, como faziam os primeiros nômades australianos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A habilidade de produzir fogo, em vez de obtê-lo ao acaso, veio bem mais tarde na história humana. Com o tempo, os humanos conseguiram produzir uma chama através do atrito e do calor provocados ao esfregarem-se dois pedaços de madeira seca. Podiam, também, triscar um pedaço de pirita ou outra rocha adequada e, assim, provocar uma faísca. Em ambos os processos, eram necessários gravetos muito secos e o domínio da arte de soprar delicadamente sobre os gravetos em chamas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O emprego habilidoso do fogo, resultado de muitas idéias e experiências durante milhares de anos, é uma das conquistas da raça humana. A genialidade da maneira com que era empregado pode ser vista na forma de vida que sobreviveu até o século 20, em algumas regiões remotas da Austrália. Nas planícies desanuviadas do interior, os aborígines acendiam pequenas fogueiras para enviar sinais de fumaça, uma forma inteligente de telégrafo. Usavam o fogo também para cozinhar, para se aquecer e para forçar os animais a sair das tocas (enchendo-as de fumaça). O fogo era a única iluminação à noite, exceto quando uma lua cheia lhes dava luz para suas cerimônias de dança. Era usado para endurecer os pedaços de pau usados para cavar, para modelar madeira com a qual eram feitas as lanças e para cremar os mortos. Era usado, ainda, para gravar marcas cerimoniais na pele humana e para afastar as cobras do capim perto dos acampamentos. Era um eficaz repelente de insetos e era usado por caçadores para queimar o capim em sistema de mosaicos em certas ocasiões do ano e, assim, incentivar novo crescimento, quando viessem as chuvas. Eram tão numerosos os usos do fogo que, até recentemente, foi a ferramenta de maior utilidade da raça humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rnJ_XiOEoOI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rnJ_XiOEoOI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-8268732714268401344?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cXEp-IIW8Cxs5T449pHrE1Hj7J0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cXEp-IIW8Cxs5T449pHrE1Hj7J0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cXEp-IIW8Cxs5T449pHrE1Hj7J0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cXEp-IIW8Cxs5T449pHrE1Hj7J0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/uma-breve-historia-do-mundo-de-geoffrey.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1H7QCeK1xI/AAAAAAAAAQk/hEKNl6s-tOI/s72-c/uma-breve-historia-do-mundo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/rnJ_XiOEoOI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" length="963" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/rnJ_XiOEoOI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" fileSize="963" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Em 'Uma Breve História do Mundo', o autor faz um balanço da fantástica saga da humanidade, compilada desde seus primórdios até os frenéticos dias atuais. Sem perder o foco, Blainey descreve a geografia das civilizações e analisa o legado de seus povos. O</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Em 'Uma Breve História do Mundo', o autor faz um balanço da fantástica saga da humanidade, compilada desde seus primórdios até os frenéticos dias atuais. Sem perder o foco, Blainey descreve a geografia das civilizações e analisa o legado de seus povos. O leitor deve se preparar para uma viagem inesquecível - saberá como eram as noites dos primeiros nômades; testemunhará o surgimento das religiões; questionará a carnificina das guerras e acompanhará a ascensão e queda dos grandes impérios. 'Uma Breve História do Mundo' entrelaça a história de um povo a outro, de forma didática. Capítulo 1 Vindos da ÁfricaHá 2 milhões de anos, eles viviam na África e eram poucos. Eram seres quase humanos, embora tendessem a ser menores que seus descendentes que hoje povoam o planeta. Andavam eretos e subiam montanhas com enorme habilidade. Alimentavam-se principalmente de frutas, nozes, sementes e outras plantas comestíveis, mas começavam a consumir carne. Seus implementos eram primitivos. Se eram bem-sucedidos em dar forma a uma pedra, não iam muito longe com a modelagem. É provável que usassem um pedaço de pau para defesa ou ataque, ou até mesmo para escavar, caso surpreendessem um roedor escondendo-se em um buraco. Não se sabe se construíam abrigos feitos de arbustos e de pedaços de pau para se protegerem do vento frio no inverno. Não há dúvida de que alguns moravam em cavernas – quando podiam ser encontradas –, mas uma residência permanente teria restringido bastante a necessária mobilidade para encontrar alimento suficiente. Para viver do que a terra oferecia, precisavam fazer longas caminhadas a lugares onde sementes e frutas pudessem ser encontradas. Sua dieta era resultado de uma série de descobertas, feitas ao longo de centenas de milhares de anos. Uma das mais importantes estava em saber se uma planta, aparentemente comestível, não era venenosa; explorando novos lugares à procura de novos alimentos em tempos de seca e carestia, alguns devem ter morrido por envenenamento. Há 2 milhões de anos, esses seres humanos, conhecidos como hominídeos, viviam principalmente nas regiões dos atuais Quênia, Tanzânia e Etiópia. Se dividirmos a África em três zonas horizontais, a raça humana ocupava a zona central, ou zona tropical, constituída principalmente de pastos. Uma mudança no clima, cerca de um ou dois milhões de anos antes, que fez com que em certas regiões os pastos tenham substituído boa parte das florestas, pode ter incentivado esses hominídeos a, gradualmente, descendo das árvores, deixar a companhia de seus parentes, os macacos, e passar mais tempo no chão. Eles já acumulavam uma longa história, embora não tivessem nenhuma memória ou registro disso. Falamos hoje do grande espaço de tempo que se passou desde a construção das pirâmides do Egito, mas esse período representa um simples piscar de olhos se comparado à longa história que a raça humana já viveu. Na Tanzânia, descobriu-se um registro primitivo pelo qual se conclui que dois adultos e uma criança caminhavam sobre cinza vulcânica amolecida por uma chuva recente. A seguir, suas pegadas foram cozidas pelo sol e, aos poucos, foram cobertas por camadas de terra; as pegadas, definitivamente humanas, têm pelo menos 3,6 milhões de anos. Até mesmo isso é considerado um fato recente na história do mundo contemporâneo: os últimos dinossauros foram extintos há cerca de 64 milhões de anos. No leste da África, os primeiros humanos costumavam acampar às margens dos lagos e dos leitos arenosos de rios ou em campinas: nesses locais, foram encontrados alguns restos deixados por eles. Conseguiam adaptar-se a climas mais frios e, na Etiópia, preferiam os planaltos abertos, a uma altitude de 1.600 ou 2.000 metros acima do nível do mar. Nas florestas sempre verdes das regiões montanhosas, também sentiam-se em casa; sua adaptabilidade era impressionante. De modo geral, na impiedosa competição por sobreviver e multiplicar-se, os humanos tiveram sucesso. Nas regiões da África que habitavam, eram em número</itunes:summary><itunes:keywords>Não-ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-178856322383315620</guid><pubDate>Sat, 16 Jan 2010 17:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T23:40:38.920-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não-ficção</category><title>Mentes Perigosas, de Ana Beatriz Barbosa Silva</title><description>&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208573029161"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1H5UVnOoBI/AAAAAAAAAQY/g6ENbT5yTB8/s320/cover-145302-600.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span style="color: #cc9900; font-family: Georgia; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: 18px; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;'Mentes perigosas' discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses 'predadores sociais' com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população- aquelas a quem chamaríamos de 'pessoas do bem'.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;Ser consciente é ser capaz de amar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Como visto na aula do professor Osvaldo, o termo&amp;nbsp;&lt;i&gt;consciência&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é ambíguo, sugerindo dois significados totalmente distintos. E por isso mesmo, é compreensível que a esta altura o leitor esteja confuso. Na realidade, a consciência é um atributo que transita entre a razão e a sensibilidade. Popularmente falando, entre a "cabeça" e o "coração".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Falar sobre consciência pode ser uma tarefa "fácil" e "difícil" ao mesmo tempo. O "fácil" são as explicações científicas sobre o desenvolvimento da consciência no cérebro, que envolvem engrenagens como atenção, memória, circuitos neuronais e estruturas cerebrais, que só serviriam para confundir um pouco mais. Nada disso vem ao caso agora, pelo menos não é esse o meu propósito. Portanto, esqueça! Aqui, vou considerar o lado "difícil", subjetivo e relativo ao sentido ético da existência humana: o SER consciente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Mostrar apreço às condutas louváveis, ser bondoso ou educado, ter um comportamento exemplar e cauteloso, preocupar-se com o que os outros pensam a nosso respeito nem de longe pode ser definido como consciência de fato. Afinal, a consciência não é um comportamento em si, nem mesmo é algo que possamos fazer ou pensar. A consciência é algo que sentimos. Ela existe, antes de tudo, no campo da afeição ou dos afetos. Mais do que uma função comportamental ou intelectual a consciência pode ser definida como uma emoção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Peço licença e vou um pouco além. No meu entender, a consciência é um senso de responsabilidade e generosidade baseado em vínculos emocionais, de extrema nobreza, com outras criaturas (animais, seres humanos) ou até mesmo com a humanidade e o universo como um todo. É uma espécie de entidade invisível, que possui vida própria e que independe da nossa razão. É a voz secreta da alma, que habita em nosso interior e que nos orienta para o caminho do bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A consciência nos impulsiona a tomar decisões totalmente irracionais e até mesmo com implicações de risco à vida. Ela permeia as nossas atitudes cotidianas (como perder uma reunião de negócios porque seu filho está ardendo em febre) e até as nossas ações de extrema bravura e de auto-sacrifício (como suportar a dor de uma tortura física e psicológica em função de um ideal). E, assim, a consciência nos abraça e conduz pela vida afora, porque está em plena comunhão com o mais poderoso combustível afetivo: o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;De forma bem prosaica, imagine a seguinte situação:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Você está no aconchego do seu apartamento, depois de um dia exaustivo de trabalho e reuniões. Momentos depois, o interfone toca anunciando a visita inesperada de uma grande amiga. Ela está grávida de sete meses e chegou abarrotada de sacolas com as últimas compras do enxoval. Apesar do cansaço, você fica verdadeiramente feliz com sua presença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por alguns momentos, vocês conversam alegremente sobre o bebê, os planos para o futuro e colocam as "fofocas" em dia. Lá pelas tantas da noite, sua amiga diz que precisa ir embora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Em frações de segundos, você pensa: "Preciso tomar um banho e dormir, será que ela vai entender se eu não acompanhá-la até a portaria do prédio?", "Mas ela está grávida e tem tanta coisa pra carregar!", "É melhor eu ir junto, não foi isso que me ensinaram."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Bom, essa tagarelice mental, que azucrina tal qual um crime cometido, sem dúvidas não é imoral. É absolutamente humana, natural e foge ao nosso controle. Mas também não é a sua consciência soprando no seu ouvido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ao contrário do "vou ou não vou", você é imediatamente tomado por um impulso generoso e se flagra no elevador com sua amiga, suas bolsas e sacolas. Chama um táxi, abre a porta do carro, diz ao motorista para ir com cuidado e se despedem felizes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Hum! A consciência é assim mesmo: chega sem avisar e não complica, apenas faz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Uma história mais comovente:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;São Paulo, domingo, novembro de 2007. Cerca de três minutos após ter decolado do aeroporto Campo de Marte, um Learjet 35 caiu de bico sobre uma residência, onde moravam 14 pessoas de uma mesma família. No acidente morreram o piloto, o co-piloto e seis pessoas que estavam na casa. Os vizinhos Airton, de 47 anos, e seu pai, o sr. Ângelo, de 75, correram para o sobrado da família Fernandes assim que ouviram o barulho da queda do avião. Pai e filho conseguiram salvar Cláudia Fernandes, de 16 anos. Eles ouviram o choro da garota, que é autista e brincava com sua amiga Laís na hora do acidente. Airton, emocionado, descalço e com a blusa suja de sangue e cinzas, lamentava ter conseguido salvar apenas uma única vida. O sr. Ângelo queimou a mão ao salvar Cláudia e, após ser atendido por médicos no local, permaneceu na rua tentando furar o bloqueio policial para voltar aos escombros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Sem qualquer sombra de dúvidas, podemos afirmar que Airton e Ângelo possuem consciência. E naquela tarde de domingo, eles não pensaram, simplesmente agiram: isso é pura consciência em exercício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Todas as pessoas portadoras de consciência se emocionam ao testemunhar ou tomar conhecimento de um ato altruísta, seja ele simples ou grandioso. Qualquer história sobre cons ciência é relativa à conectividade que existe entre todas as coisas do universo. Por isso, mesmo de forma inconsciente (sem nos darmos conta), alegramo-nos frente à natureza gentil dos atos de amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_RJ7ANFj7wc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_RJ7ANFj7wc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-178856322383315620?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QR_MJS5ddo7TwBP0SAh9QQO4Wiw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QR_MJS5ddo7TwBP0SAh9QQO4Wiw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QR_MJS5ddo7TwBP0SAh9QQO4Wiw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QR_MJS5ddo7TwBP0SAh9QQO4Wiw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/mentes-perigosas-ana-beatriz-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1H5UVnOoBI/AAAAAAAAAQY/g6ENbT5yTB8/s72-c/cover-145302-600.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/_RJ7ANFj7wc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" length="1071" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/_RJ7ANFj7wc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" fileSize="1071" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> 'Mentes perigosas' discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses 'predadores sociais' com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógni</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> 'Mentes perigosas' discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses 'predadores sociais' com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população- aquelas a quem chamaríamos de 'pessoas do bem'. Ser consciente é ser capaz de amar Como visto na aula do professor Osvaldo, o termo&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;é ambíguo, sugerindo dois significados totalmente distintos. E por isso mesmo, é compreensível que a esta altura o leitor esteja confuso. Na realidade, a consciência é um atributo que transita entre a razão e a sensibilidade. Popularmente falando, entre a "cabeça" e o "coração". Falar sobre consciência pode ser uma tarefa "fácil" e "difícil" ao mesmo tempo. O "fácil" são as explicações científicas sobre o desenvolvimento da consciência no cérebro, que envolvem engrenagens como atenção, memória, circuitos neuronais e estruturas cerebrais, que só serviriam para confundir um pouco mais. Nada disso vem ao caso agora, pelo menos não é esse o meu propósito. Portanto, esqueça! Aqui, vou considerar o lado "difícil", subjetivo e relativo ao sentido ético da existência humana: o SER consciente. Mostrar apreço às condutas louváveis, ser bondoso ou educado, ter um comportamento exemplar e cauteloso, preocupar-se com o que os outros pensam a nosso respeito nem de longe pode ser definido como consciência de fato. Afinal, a consciência não é um comportamento em si, nem mesmo é algo que possamos fazer ou pensar. A consciência é algo que sentimos. Ela existe, antes de tudo, no campo da afeição ou dos afetos. Mais do que uma função comportamental ou intelectual a consciência pode ser definida como uma emoção. Peço licença e vou um pouco além. No meu entender, a consciência é um senso de responsabilidade e generosidade baseado em vínculos emocionais, de extrema nobreza, com outras criaturas (animais, seres humanos) ou até mesmo com a humanidade e o universo como um todo. É uma espécie de entidade invisível, que possui vida própria e que independe da nossa razão. É a voz secreta da alma, que habita em nosso interior e que nos orienta para o caminho do bem. A consciência nos impulsiona a tomar decisões totalmente irracionais e até mesmo com implicações de risco à vida. Ela permeia as nossas atitudes cotidianas (como perder uma reunião de negócios porque seu filho está ardendo em febre) e até as nossas ações de extrema bravura e de auto-sacrifício (como suportar a dor de uma tortura física e psicológica em função de um ideal). E, assim, a consciência nos abraça e conduz pela vida afora, porque está em plena comunhão com o mais poderoso combustível afetivo: o amor. De forma bem prosaica, imagine a seguinte situação: Você está no aconchego do seu apartamento, depois de um dia exaustivo de trabalho e reuniões. Momentos depois, o interfone toca anunciando a visita inesperada de uma grande amiga. Ela está grávida de sete meses e chegou abarrotada de sacolas com as últimas compras do enxoval. Apesar do cansaço, você fica verdadeiramente feliz com sua presença. Por alguns momentos, vocês conversam alegremente sobre o bebê, os planos para o futuro e colocam as "fofocas" em dia. Lá pelas tantas da noite, sua amiga diz que precisa ir embora. Em frações de segundos, você pensa: "Preciso tomar um banho e dormir, será que ela vai entender se eu não acompanhá-la até a portaria do prédio?", "Mas ela está grávida e tem tanta coisa pra carregar!", "É melhor eu ir junto, não foi isso que me ensinaram." Bom, essa tagarelice mental, que azucrina tal qual um crime cometido, sem dúvidas não é imoral. É absolutamente humana, natural e foge ao nosso controle. Mas também não é a sua consciência soprando no seu ouvido. Ao contrário do "vou ou não vou",</itunes:summary><itunes:keywords>Não-ficção</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-2762412353763414519</guid><pubDate>Sat, 16 Jan 2010 16:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T23:40:14.050-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>Espíritos Entre Nós, de James Van Praagh</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208575424580"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1Hu-oK_9HI/AAAAAAAAAQA/dvyj69ywtWU/s320/a01588d2-44cb-4bba-bdf6-6722fa7c87c5.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Em 'Espíritos entre nós', o médium americano James Van Praagh afirma que os espíritos de pessoas queridas estão sempre à nossa volta, olhando por nós e até interferindo em nossas escolhas para tomarmos o caminho certo. No entanto, não são apenas esses espíritos bons que nos cercam. Muitas vezes, pessoas que morreram tragicamente continuam presas à Terra, e isso pode gerar uma série de transtornos e sofrimentos. Mas como identificar os espíritos que estão ao nosso lado? Como saber se são anjos ou assombrações? Como reconhecer os sinais que eles nos enviam? Como compreender suas mensagens? Neste livro, James Van Praagh ensina técnicas e exercícios que vão ajudar o leitor a compreender melhor o outro lado da vida, aliviando medos e fazendo enxergar a morte com mais naturalidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;Um&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Infância cheia de espíritos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;"Eu vejo pessoas mortas." Estas quatro palavras do filme O sexto sentido estarão associadas para sempre a alguém capaz de enxergar espíritos e se comunicar com eles. O lançamento desse filme de tanto sucesso, em 1999, provocou um movimento significativo. Um grande número de pessoas me procura para descrever suas incríveis experiências com aparições de espíritos. Sinto-me extremamente grato por ter sido capaz de orientá-las a respeito da comunicação com a vida após a morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Para começar nossa jornada de descobertas, quero antes de tudo assegurar a todos que a morte não existe. A morte está ligada apenas ao fim do corpo físico. Digo isso com total convicção, porque desde os 2 anos tenho me comunicado com os "mortos". Espíritos caminham entre nós, nos influenciando com seu amor, nos orientando com sua sabedoria e nos protegendo do perigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;O amor de um avô&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Nunca me esquecerei da primeira vez em que me dei conta de que existiam outros seres de um mundo diferente. Eu era bem pequeno e estava no berço quando ouvi o som de risadas de adultos vindo de outro cômodo. Pensei que fossem meus pais e chorei para chamar a atenção deles. Minha mãe entrou no quarto, me pegou no colo, me ninou por algum tempo e me deixou sozinho de novo. A partir daí, noite após noite, eu ficava acordado ouvindo o som das risadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Depois de algum tempo, comecei a perceber que havia luzinhas brilhantes dançando no meu quarto e formando um desenho na parede e em torno do meu berço. Essas luzes me fascinavam. Vi a sombra de um homem de pé no canto do quarto, seus olhos azuis brilhando na escuridão. Havia uma luz em torno dele que parecia vir do seu interior. Senti o amor que emanava de sua presença e me acalmei. Ao se aproximar do meu berço, o homem sorriu. Não havia nada a temer, e ele me parecia familiar. Não disse nada, mas captei seus pensamentos. Esse espírito passou a me visitar de vez em quando e a me enviar pensamentos telepáticos de pôneis pintados trotando ao redor de um anel de formas coloridas. Seus pensamentos chegavam em forma de imagens, e eu sentia muito amor e luz vindo dele. À medida que fui crescendo, ele deixou de me visitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Na época em que entrei no jardim-de-infância, eu passava freqüentemente os fins de semana na casa de minha avó, com quem eu tinha uma forte ligação afetiva. Em uma dessas visitas, vimos juntos um álbum de fotos de família. Ao ver a foto de um homem de olhos azuis brilhantes, perguntei quem era.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- É seu avô - respondeu vovó. - Ele morreu antes de você nascer. Ele veio da Inglaterra e foi trabalhar no rodeio, com pôneis e cavalos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Eu conheço esse homem, vovó. Ele me visitava quando eu era bebê e me contava histórias sobre os cavalos. Minha avó sorriu. Percebi que ela não acreditava em mim, mas acrescentou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Ele adorava contar histórias sobre caubóis e índios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Anos mais tarde, quando comecei meu trabalho como médium, ao terminar uma sessão, ouvi um espírito dizer, do canto da sala:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Você é um bom menino, James. Estou orgulhoso de você! Aquele tom carinhoso reavivou a lembrança do homem de olhos azuis brilhantes. Eu sabia que era meu avô. Fiquei feliz ao pensar que ele ainda estava por perto e que me protegia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;A sensibilidade de uma criança&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;As visitas dos espíritos se tornaram uma parte especial da minha vida. Ao contrário do menino do filme O sexto sentido, nunca tive medo de vê-los ou ouvi-los, porque eles apareciam para mim como esferas de luz. Eu achava tão natural que pensava que todo mundo podia vê-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Eu era uma criança sensível e tímida. Falava com muito pouca gente além da minha mãe e dos meus irmãos. Tive uma infância relativamente normal, a não ser pelo fato de que via espíritos. Morava em uma casa pequena na região de Bayside, Queens, em Nova York. Fui superando a timidez e me tornando mais falante e extrovertido. Mas minha sensibilidade era muito aguçada em relação às pessoas ao meu redor, pois eu era capaz de prever suas ações. Conseguia também saber se alguém falava a verdade e era digno de confiança ou se era falso e mentiroso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Ninguém sabia que eu era capaz de ver espíritos, o que me fazia sentir estranho. Tinha consciência de que era diferente dos outros e de que era preciso aceitar esse fato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;As únicas pessoas em quem eu realmente confiava eram os espíritos. Eles sempre se mostravam amistosos e interessados no meu bem. Eu esperava ansiosamente para me comunicar com esses seres porque eram os únicos que pareciam saber quem eu era e que me davam segurança. Só minha mãe tinha conhecimento da minha vida secreta com os espíritos. Temendo pelo meu bem-estar, ela me alertava dizendo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Jamie, nunca conte a ninguém a respeito do que vê. As pessoas não vão entender. Você é diferente das outras crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Acontece que minha mãe também era diferente. Tinha habilidades psíquicas extremamente aguçadas e o dom da premonição. Às vezes eu a via conversando com sua mãe e seu pai, já mortos, pois percebia a silhueta dos dois ao pé da cama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-2762412353763414519?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_BJ11xmAP1Ook1qoUXURa_-F0uM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_BJ11xmAP1Ook1qoUXURa_-F0uM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_BJ11xmAP1Ook1qoUXURa_-F0uM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_BJ11xmAP1Ook1qoUXURa_-F0uM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/espiritos-entre-nos-james-van-praagh-um.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1Hu-oK_9HI/AAAAAAAAAQA/dvyj69ywtWU/s72-c/a01588d2-44cb-4bba-bdf6-6722fa7c87c5.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-7070920116906105212</guid><pubDate>Sat, 16 Jan 2010 16:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T23:39:39.427-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Gustavo Cerbasi</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/TAGueNLVF2I/AAAAAAAAA8U/GzNztc23Sco/s1600/Casais_Inteligentes_Enriquecem_Juntos_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/TAGueNLVF2I/AAAAAAAAA8U/GzNztc23Sco/s320/Casais_Inteligentes_Enriquecem_Juntos_1.jpg" width="221" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #996600; font-family: Georgia; font-size: 18px; line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;As finanças do namora e do noivado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;A primeira grande crise do relacionamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Para muitos casais, o namoro é como um conto de fadas, uma eterna preparação para a lua-de-mel, mesmo que ainda não esteja nos planos. A convivência restrita a poucos dias da semana, o fato de ambos se encontrarem sempre em clima de passeio e diversão e a ausência de rotina criam a impressão de que estar nos braços da pessoa amada é o mundo dos sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Por essa razão, a decisão de casar-se acaba sendo um drama para muitas pessoas. Saem de cena momentos de lazer, convivência exclusivamente a dois, presentes românticos e orçamento para um fim de semana. Entram em cena rotina do lar, convivência com parentes (incluindo sogros), gastos com moradia e orçamento apertado para o mês. O drama começa quando o casal pensa em quanto vai custar a vida a dois e nas responsabilidades a ser assumidas. Como a quase totalidade das pessoas não tem a preocupação de se preparar para isso antes de falar em casamento, as mudanças são recebidas como uma ducha geladíssima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Está desenhado o cenário da primeira crise de todos os casamentos: aquela que acontece antes do casamento. É quando "cai a ficha". Homens entram em pânico, procuram adiar a decisão, pois percebem o tamanho e o preço da responsabilidade. Mulheres se desesperam, pois entendem que eles não estavam levando a sério o namoro. Muitos relacionamentos acabam nesse momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Parte dessa crise é financeira, parte é de responsabilidade pessoal. Sim, os homens surtam ao perceber a grande responsabilidade que terão pela frente — ainda fruto da sociedade machista e da falta de capacidade de compartilhar problemas. Uma forma muito simples de suavizar essa passagem do mundo dos sonhos para o das responsabilidades é passar a dividir seus projetos antes mesmo de falar em casamento. Compartilhem sonhos e metas para a vida. Dividam seus medos e angústias. Comecem a construir planos de independência financeira juntos, simulando os custos mensais que teriam no futuro, se casados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Muitas pessoas que conheço e são felizes no casamento tiveram uma passagem suave entre a vida de solteiro e a vida a dois. Foram aos poucos juntando hábitos, depois projetos, depois convivendo mais tempo e com as respectivas famílias, unindo contas-correntes ou investimentos... Casar foi praticamente formalizar a vida a dois que já levavam, uma transição em que ambos não tiveram surpresas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Economizando para montar a casa&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Quero dividir com vocês um pouco de minha intimidade: minha primeira lição de planejamento financeiro familiar. Antes de pensar em casamento, não tinha planos de enriquecimento. Nunca fui esbanjador, poupava parte de minha escassa renda obtida como estagiário e como professor de inglês. Mas era uma poupança sem meta de longo prazo, meu objetivo era apenas guardar. O dinheiro poupado teve altos e baixos, pois eu aproveitava o fato de ser estagiário de um grande banco para obter dicas e investir em ações, mas fazia isso sem conhecimentos essenciais sobre o assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Quando eu e a Adriana começamos a falar em casamento, minha poupança não chegava ao valor de meio carro popular. E a dela era menor ainda! Mas passamos a sonhar com nossa festa de casamento, com muitos amigos e parentes, jantar, música, detalhes que fazíamos questão de ter. Construir esse sonho foi um dos momentos mais felizes de nossa vida. Montamos uma planilha que incluía tudo, inclusive os gastos com o apartamento — aluguel, reforma, móveis e decoração — e a lua-de-mel. Quando fomos pesquisar preços e condições, bateu o desânimo que bate em todo casal nessa fase. O valor de tudo aquilo era absurdamente alto e incompatível com nossos salários! Teríamos de guardar quase todo o dinheiro que ganhávamos no mês durante pelo menos dois anos para financiar o início de nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Nesse momento, tomamos a decisão que não só foi a mais correta como também me incentivou a desenvolver todo um trabalho a partir de então, passando a orientar as pessoas a agir como nós. Construímos um plano para pagar tudo. De acordo com ele, teríamos de poupar 75% de nossa renda conjunta, durante 24 meses, e ainda contar com mais seis meses de renda para pagar algumas prestações que se acumulariam após a lua-de-mel, já que o dinheiro não seria suficiente para financiar tudo no prazo que desejávamos. Tivemos de unir paciência — esperar um pouco mais do que gostaríamos — e sacrifício — deixar de gastar nosso dinheiro e economizar muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Não fizemos como muita gente. Alguns resolvem casar quanto antes, pois "se não fizermos agora não faremos nunca". Começam uma vida a dois cheia de problemas e dívidas. Muitos casamentos acabam assim, pois o sacrifício, se evitado antes, tem de ser feito no melhor momento da vida a dois. Outros resolvem simplesmente adiar, sem estabelecer uma meta: "Não temos dinheiro e não podemos agora". E não terão nunca, se não colocarem algum plano em prática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Meu plano com a Adriana deu tão certo que, nesse período de dois anos entre a decisão e o casamento, sentimos que o mundo percebeu nossa alegria. Trabalhamos furiosamente determinados e economizamos com garra, pois o objetivo estava logo ali. Era um sacrifício, mas perfeitamente aceitável, pois tinha data para acabar. Toda essa disposição se refletiu na qualidade de nosso trabalho: crescemos na carreira e nossa renda aumentou. No dia do casamento, tínhamos acumulado mais do que pensávamos. Casamos com as contas quitadas (sem as prestações que projetáramos), apartamento montado e pagando uma lua-de-mel bem mais ambiciosa do que sonháramos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Deu tão certo que a primeira coisa que fiz ao iniciarmos a vida no novo lar foi esboçar minha planilha de orçamento doméstico, com metas de poupança e independência financeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Construindo o ninho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;O momento da escolha da moradia é decisivo para o sucesso financeiro do casal. A diferença entre a boa e a má escolha pode resultar tanto num futuro milionário quanto em um total desastre financeiro. Isso porque nosso padrão de vida é&amp;nbsp;&lt;i&gt;escolhido&lt;/i&gt;&amp;nbsp;quando definimos nossa moradia. Com ela, vêm hábitos de consumo, eletrodomésticos, despesas com transporte (em função da proximidade do local de trabalho), gastos ou economias com facilidades (garagem, quintal ou playground para os filhos), impostos e status da vizinhança — preços diferenciados na padaria, na feira e no supermercado, por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Escolher uma moradia com padrão acima de suas posses inviabilizará a formação de poupança e aumentará o risco de gastar dinheiro desnecessariamente com juros, nos períodos em que a conta familiar entrar no vermelho. Em outras palavras, dificuldades financeiras são escolhas pessoais: vocês decidem tê-las quando ignoram a importância do planejamento financeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Com exceção dos poucos felizardos que ganham uma casa de presente dos pais, existem basicamente três opções para a definição da moradia: comprar, alugar ou construir a própria casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;O tradicional conselho de família diz que comprar um imóvel é melhor do que alugar. Cuidado: esse era um conselho muito bom na época em que as taxas de inflação eram elevadas e o mercado financeiro não oferecia alternativas de investimento que acompanhassem a inflação. Comprar pode ser o pior negócio, a não ser que a moradia esteja em local com grande potencial de valorização ou quando o casal dispõe de recursos disponíveis no Fundo de Garantia suficientes para pagar uma significativa parte do valor do imóvel — pelo menos 30%. Isso porque o saldo do FGTS rende juros muito baixos — 3% ao ano mais TR, ou seja, 3% a menos que a caderneta de poupança! Mesmo nessa situação, porém, é preciso pensar duas vezes e fazer as contas se vocês tiverem de financiar o restante do valor do imóvel durante um prazo muito longo. Adiem a compra e esperem formar um fundo maior, se for o caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Pensem da seguinte forma: se hoje vocês recebem de herança uma casa avaliada em R$ 100.000,00, qual é a melhor escolha: vendê-la ou alugá-la a terceiros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Opção 1: se vocês venderem a casa e aplicarem essa quantia em um bom fundo DI, a juros líquidos (após impostos) de cerca de 1% ao mês, receberão R$1.000,00 ao mês de renda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Opção 2: se vocês optarem por ficar com a casa e alugá-la, não receberão mais do que 0,8% do valor do imóvel, isto é, cerca de R$ 800,00 ao mês de renda, sem contar a taxação do imposto de renda e os riscos: não receber o aluguel ou ter de arcar com os gastos de manutenção (e condomínio, no caso de apartamento) no período em que o imóvel permanecer vago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;A opção 1 é claramente melhor, sobretudo se considerarmos que existem alternativas mais rentáveis de investimento e que nem sempre se consegue alugar um imóvel a preços de mercado. Essa situação somente se inverte quando a região em que o casal opta por morar tem grande potencial de valorização imobiliária. Nas grandes cidades, porém, isso é cada vez mais raro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;O raciocínio a ser utilizado na aquisição de um imóvel é o da outra parte na negociação. Se alugar é um péssimo negócio para os proprietários, é um ótimo negócio para os inquilinos. Entre comprar uma casa à vista e alugar outra de mesmo valor, é melhor alugar. Em vez de desembolsar R$ 100.000,00, apliquem esse valor e paguem com sobra um aluguel de R$ 800,00, já que a renda mensal com os juros será em torno de R$ 1.000,00.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Vocês estão sem dinheiro para comprar à vista? Isso não muda em nada o raciocínio. Vejam o exemplo que desenvolvi no livro&amp;nbsp;&lt;i&gt;Dinheiro — Os Segredos de Quem Tem&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Para adquirir um imóvel na planta, a ser construído em dois anos, cujo preço à vista é de R$ 100.000,00, será necessário pagar uma prestação média de R$ 1.101,09 se vocês optarem por um financiamento de vinte anos com juros mensais de 1% mais inflação. Vocês dispõem de R$ 1.101,09 por mês. Se, em vez de entrarem em um financiamento, optarem por alugar um imóvel de padrão idêntico (mesmo preço de venda), irão pagar R$ 800,00 por mês, na pior das hipóteses. Se vocês tomarem o cuidado de poupar a diferença de R$ 301,09 durante vinte anos, a juros líquidos de 0,6% ao mês (após taxas, impostos e inflação), acumularão nesse período o equivalente a, em valores de hoje, R$ 160.710,50. Se, após os vinte anos de poupança, vocês pararem de poupar os R$ 301,09 todo mês e deixarem o dinheiro acumulado rendendo juros líquidos de 0,6% ao mês, terão uma renda para o resto da vida de R$ 964,26, dinheiro mais que suficiente para sempre alugar um imóvel novo de R$ 100.000,00 e ainda deixar o patrimônio crescendo. Sem contar que, após vinte anos, o imóvel comprado já estaria bastante depreciado...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Essas regras são universais e serão válidas no Brasil enquanto perdurarem os juros elevados. Vocês devem estar se perguntando por que, então, seus parentes e amigos não fazem isso. A razão é simples: falta a disciplina de poupar quando se opta por uma situação financeiramente mais vantajosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Farão negócio muito melhor os casais que, em lugar de pagar por moradia pronta, tiverem a oportunidade de construir a própria casa. A economia pode ser da ordem de 40%, desde que a obra seja bem administrada. É uma questão de escolha, pois é preciso ter tempo e paciência para planejar, acompanhar, estudar preços de material e cobrar desempenho dos empreiteiros. Se tempo e paciência não forem recursos abundantemente disponíveis, o barato pode sair bem mais caro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-7070920116906105212?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nOZ5182NwphGeDpYw-7LKTbp6DY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nOZ5182NwphGeDpYw-7LKTbp6DY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nOZ5182NwphGeDpYw-7LKTbp6DY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nOZ5182NwphGeDpYw-7LKTbp6DY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/casais-inteligentes-enriquecem-juntos_16.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/TAGueNLVF2I/AAAAAAAAA8U/GzNztc23Sco/s72-c/Casais_Inteligentes_Enriquecem_Juntos_1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-8009671365347102296</guid><pubDate>Sat, 16 Jan 2010 15:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T23:37:34.101-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>A Arte da Guerra, de Sun Tzu</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=%208588350203"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1HZSgSKSqI/AAAAAAAAAPM/A6qqCNDiOc8/s320/197875_Ampliada.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal;"&gt;Neste livro, são examinadas as estratégias para a conquista da liberdade e do sucesso pessoal e profissional. Não é nenhum segredo que os seres humanos do sexo masculino aceitam os conceitos da guerra e da batalha com muita naturalidade. Por milhares de anos, os homens travaram batalhas pela sobrevivência. Geneticamente, suas mentes ficaram marcadas para pensar como guerreiros. Quando ouvimos falar em 'arte da guerra' - pensamos em batalhas, vítimas, brutalidade. No entanto, o conceito chinês de arte da guerra, que remonta a 3.500 anos, não está ligado à guerra; é um conjunto de estratégias que procuram fazer tudo da maneira mais fácil possível para se chegar à vitória e à paz. É a habilidade de fazer manobras mentais para alcançar o resultado desejado com o mínimo de esforço. Essas estratégias da arte da guerra são uma combinação perfeita para as maiores forças naturais da mulher.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;Capítulo V&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Estratégia do Confronto Direto e Indireto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sun Tzu disse:&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;"Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização. Controlar muitos ou poucos é uma mesma e única coisa. É apenas uma questão de formação e sinalizações".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Lembre-se dos nomes de todos os oficiais e subalternos. Inscreva-os num catálogo, anotando-lhes o talento e suas capacidades individuais, a fim de aproveitar o potencial de cada um. Quando surgir oportunidade aja de tal forma que todos os que deves comandar estejam persuadidos que seu principal cuidado é preservá-los de toda desgraça.&lt;br /&gt;
As tropas que farás avançar contra o inimigo devem ser como pedras atiradas em ovos. De ti até o inimigo, não deve haver outra diferença senão a do forte ao fraco, do cheio ao vazio. São as operações chamadas "diretas" e "indiretas" que tornam um exército capaz de deter o ataque das forças inimigas e não ser derrotado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em batalha, use geralmente operações "diretas" para fazer o inimigo engajar-se na luta e as operações "indiretas" para conquistar a vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em poucas palavras, o que consiste a habilidade e a perfeição do comando das tropas é&amp;nbsp;o conhecimento das luzes e das trevas, do aparente e o secreto. É nesse conhecimento&amp;nbsp;hábil que&amp;nbsp;habita toda a&amp;nbsp;arte. Assim, o perito ao executar o&amp;nbsp;ataque&amp;nbsp;"indireto" assemelha-se ao céu e as terras,&amp;nbsp;cujos movimentos&amp;nbsp;nunca&amp;nbsp;são aleatórios, são como os rios e mares inexauríveis.&amp;nbsp; Assemelham-se&amp;nbsp;ao sol e&amp;nbsp;à lua,&amp;nbsp;eles tem tempo para aparecer e tempo para desaparecer.&amp;nbsp;Como as quatro estações, ele passa, mas apenas para voltar outra vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há mais que cinco notas fundamentais, mas, combinadas, produzem mais sons do que é possível ouvir; não há mais que cinco cores primárias, mas, combinadas, produzem mais sombras e matizes do que é possível ver; não há mais que cinco sabores, mas, combinados, produzem mais gostos do que é possível saborear.&lt;br /&gt;
Da mesma forma, para ganhar vantagem estratégica na batalha, não há mais que as operações "diretas" e "indiretas", mas suas combinações são ilimitadas dando origem a uma infindável série de manobras. Essas forças interagem, um método sempre conduz ao outro. Assemelham-se, na prática, a uma cadeia de operações interligadas, como anéis múltiplos, ou como a roda em movimento, que não se sabe onde começa e onde termina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na arte militar, cada operação tem partes que exigem a luz do dia, e outras que pedem as trevas do segredo. Não posso determiná-las de antemão. Só as circunstâncias podem ditá-las. Opomos grandes blocos de pedra às corredeiras que queremos represar, empregamos redes frágeis e miúdas para capturar pequenos pássaros, entretanto, o caudal rompe algumas vezes seus diques após tê-los minado aos poucos.&lt;br /&gt;
Quando uma ave de rapina se abate sobre sua vítima, partindo-a em pedaços, isso se deve à escolha do momento preciso. A qualidade da decisão é como a calculada arremetida de um falcão, que lhe possibilita atacar e destruir sua vítima. Portanto, o bom combatente deve ser brutal no ataque e rápido na decisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embaralhada e turbulenta, a luta parece caótica. No tumulto de um combate pode parecer haver confusão, mas não é bem assim, entre a confusão e o caos uma formação de tropas pode parecer perdida e mesmo assim impenetrável, sua disposição é na verdade circular e não podem ser derrotadas. A confusão simulada requer uma disciplina perfeita, afinal, o caos estimulado se origina do controle, o medo fingido exige coragem, a fraqueza aparente se origina da força. Ordem e desordem é uma questão de número, de logística; coragem e medo é uma questão de configuração estratégica do poder, vantagem estratégica; força e fraqueza é uma questão de disposição das forças, posição estratégica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sábio comandante possui verdadeiramente a arte de liderar aqueles que souberam e sabem potencializar sua força, que adquiriram uma autoridade ilimitada, que não se deixam abater por nenhum acontecimento, por mais desagradável que seja. Aqueles que nunca agem com precipitação, que se conduzem, mesmo quando surpreendidos com o sangue-frio, que tem habitualmente nas ações meditadas e nos casos previstos antecipadamente. Aqueles que agem sempre com rapidez, fruto da habilidade, aliada a uma longa experiência. Assim, o ímpeto de quem é hábil na arte da guerra é irrefreável e seu ataque é regulado com precisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro imperador Han (256-195 a.C.), desejando esmagar seu oponente Hsiung-nu, enviou espiões para conhecer sua condição. Mas este, sabedor do fato, ocultou com cuidado todos os soldados fortes e todos os cavalos bem alimentados, deixando apenas homens doentes e gado magro à vista. O resultado foi que os espiões, por unanimidade, recomendaram ao imperador que atacasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-8009671365347102296?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/g7S6pT7y0eXTtUi7W_GM9GAVnIg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/g7S6pT7y0eXTtUi7W_GM9GAVnIg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/g7S6pT7y0eXTtUi7W_GM9GAVnIg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/g7S6pT7y0eXTtUi7W_GM9GAVnIg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/arte-da-guerra-de-sun-tzu-capitulo-v.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1HZSgSKSqI/AAAAAAAAAPM/A6qqCNDiOc8/s72-c/197875_Ampliada.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-3133365049739105315</guid><pubDate>Sat, 16 Jan 2010 15:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-06T11:23:18.368-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>Quem Pensa Enriquece, de Napoleon Hill</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8576766302"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1HU9Be_rJI/AAAAAAAAAPA/hHJngIKtjpM/s320/OK_quem_pensa_enriquece_1.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="revistasTituloBox" style="color: #cc9900; font-family: Georgia; font-size: 18px; font-weight: bold; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Conheça as características que vencedores têm em comum e descubra como esta obra de Napoleon Hill tem ajudado pessoas a se tornarem ricas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;Napoleon Hill nasceu em 1883 em uma cabana nas montanhas de Wise County, no Estado da Virgínia. Começou sua carreira de escritor aos 13 anos escrevendo para pequenos jornais de sua cidade até tornar-se um dos maiores autores de livros motivacionais do mundo. Hill faleceu em novembro de 1970 após uma longa e bem sucedida carreira escrevendo e ensinando sobre os princípios de sucesso. Sua obra permanece como um monumento à realização individual e é a pedra base da moderna motivação. Napoleon Hill criou uma fundação sem fins lucrativos e que leva o seu nome, cuja missão é perpetuar a sua filosofia de liderança, auto-motivação e realização individual.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;Capítulo 1&lt;br /&gt;
Desejo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O começo de todas as realizações&lt;br /&gt;
O primeiro passo em direção à riqueza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Quando, há mais de trinta anos, Edwin C. Barnes desceu do trem de carga em Orange, Nova Jersey, podia parecer um vagabundo, mas seus pensamentos eram os de um rei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Enquanto fazia o percurso entre a estação de trem e o escritório de Thomas A. Edison, sua mente trabalhava. Ele se via pedindo a Edison uma oportunidade para levar adiante sua IDÉIA FIXA: o DESEJO ARDENTE de tornar-se sócio na empresa do grande inventor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O que Barnes levava consigo não era uma esperança! Não era uma simples vontade! Era um DESEJO intenso e pulsante, que transcendia qualquer coisa. Era DEFINITIVO!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O desejo que levou Barnes a aproximar-se de Edison já o acompanhava há muito tempo - um desejo dominante. No começo, pode ter sido - e provavelmente foi - somente uma vontade, mas não naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Durante anos, muitas vezes Edwin C. Barnes e Edison ficaram frente a frente no mesmo escritório onde se encontraram pela primeira vez. A essa altura, porém, o DESEJO se transformara em realidade. Os dois eram sócios. O maior SONHO DA VIDA de Barnes acontecera. Muitos o invejaram, creditando suas conquistas a um golpe de sorte; só viam os dias de triunfo, sem se darem ao trabalho de investigar a causa do sucesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Barnes obteve êxito porque escolheu uma meta definida e nela concentrou toda a energia, todo o poder, todo o esforço. Ele não se tornou sócio de Edison no dia em que chegou. Contentou-se em começar pelas tarefas menos interessantes, até que se apresentasse uma oportunidade para avançar, um passo que fosse, em direção à sua almejada meta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Cinco anos se passaram antes que a oportunidade aparecesse. Durante todo esse tempo, não lhe deram um só fiapo de esperança, não lhe fizeram qualquer promessa de que seu DESEJO seria atendido. Para todos, exceto para si mesmo, ele parecia ser apenas um dente nas engrenagens da empresa de Edison. Em sua mente, porém, ELE ERA O SÓCIO DE EDISON O TEMPO TODO, desde o dia em que começara a trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Essa é uma demonstração notável do poder de um DESEJO DEFINIDO. Barnes conquistou sua meta porque, acima de qualquer outra coisa, queria ser sócio de Edison. Ele criou um plano para atingir esse propósito. E AFASTOU QUAISQUER POSSIBILIDADES DE BATER EM RETIRADA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Ele se concentrou em seu DESEJO até que se tornasse uma idéia fixa - e, finalmente, um fato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Quando foi para Orange, ele não disse: "Vou tentar convencer Edison a me dar um trabalho qualquer." Ele disse: "Vou ver Edison e mostrar que vim para ser seu sócio."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Ele não disse: "Vou trabalhar lá por alguns meses e, se não for promovido, desisto e procuro outro emprego." Ele disse: "Vou começar em qualquer função, fazendo tudo o que Edison mandar, mas em breve serei seu sócio."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Ele não disse: "Vou ficar atento a outras oportunidades, para o caso de não conseguir o que quero nas organizações de Edison." Ele disse: "Só existe UMA coisa no mundo que estou determinado a conseguir, que é ser sócio de Thomas A. Edison em sua empresa. Vou afastar qualquer possibilidade de bater em retirada e apostar TODO O MEU FUTURO na minha capacidade de conseguir o que desejo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Ele não deixou qualquer possibilidade de desistência. Era vencer ou morrer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Essa é a história do sucesso de Barnes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Há muito tempo, um grande guerreiro se viu diante de uma circunstância em que era necessário tomar uma decisão que garantisse a vitória no campo de batalha. Devia lançar seu exército contra um poderoso adversário, que contava com tropas muito mais numerosas. Embarcou seus homens em navios e velejou rumo ao país inimigo. Lá, desembarcou soldados e equipamentos e deu a ordem de queimar os navios em que tinham viajado. Dirigindo-se aos seus homens, antes da primeira batalha, disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;- Vocês estão vendo os navios em chamas. Isso significa que só sairemos vivos daqui se vencermos! Agora, não temos escolha. É vencer ou morrer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Eles venceram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Quem quiser ter sucesso em uma empreitada precisa queimar os navios e cortar todas as possibilidades de bater em retirada. Somente assim conseguirá manter esse estado de espírito conhecido como DESEJO ARDENTE DE VENCER, essencial ao sucesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Na manhã seguinte ao grande incêndio de Chicago, um grupo de comerciantes reunido na State Street observava os restos enfumaçados do que antes haviam sido suas lojas. Precisavam decidir se tentariam reconstruir os prédios ou se deixariam a cidade, recomeçando em outra região mais promissora. Chegaram à decisão: todos deixariam Chicago - exceto um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;O comerciante que decidiu ficar e reconstruir a sua loja apontou para o que restara dela e disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;- Senhores, neste mesmo lugar vou construir a maior loja do mundo, não importa quantas vezes ela pegue fogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Isso se passou há mais de cinqüenta anos. A loja foi reconstruída e está lá até hoje: um imponente monumento ao poder desse estado de espírito chamado DESEJO ARDENTE. Teria sido mais fácil para Marshall Field fazer exatamente o que os demais comerciantes fizeram. Diante de condições adversas e um futuro sombrio, eles recuaram e foram para um local mais favorável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Repare na diferença entre Marshall Field e os outros comerciantes, porque é a mesma que distingue Edwin C. Barnes de milhares de outros rapazes que trabalharam nas organizações de Thomas Edison. É a mesma diferença que identifica os vencedores dos perdedores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 16px;"&gt;Todo ser humano que atinge a idade de começar a entender para que serve o dinheiro quer tê-lo. Mas querer, somente, não traz riquezas. No entanto, desejar riquezas com um estado de espírito que se torne uma idéia fixa, planejar meios e modos definidos para conquistá-las e basear esses planos em uma persistência que não admita o fracasso - isso, sim, trará riquezas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;O método pelo qual o DESEJO de riquezas pode ser transformado em seu equivalente financeiro fundamenta-se em seis práticos e definidos passos: PRIMEIRO. Fixe em sua mente a quantia exata que você deseja. Não basta dizer apenas: "Eu quero muito dinheiro." Determine qual o montante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TSCJn18s014&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TSCJn18s014&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-3133365049739105315?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0IvX5mLtCDIhH0VBRgb2j11_9jA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0IvX5mLtCDIhH0VBRgb2j11_9jA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0IvX5mLtCDIhH0VBRgb2j11_9jA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0IvX5mLtCDIhH0VBRgb2j11_9jA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/quem-pensa-enriquece-napoleon-hill.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S1HU9Be_rJI/AAAAAAAAAPA/hHJngIKtjpM/s72-c/OK_quem_pensa_enriquece_1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/TSCJn18s014&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" length="1042" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/TSCJn18s014&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" fileSize="1042" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Conheça as características que vencedores têm em comum e descubra como esta obra de Napoleon Hill tem ajudado pessoas a se tornarem ricas. Napoleon Hill nasceu em 1883 em uma cabana nas montanhas de Wise County, no Estado da Virgínia. Começou sua carreir</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Conheça as características que vencedores têm em comum e descubra como esta obra de Napoleon Hill tem ajudado pessoas a se tornarem ricas. Napoleon Hill nasceu em 1883 em uma cabana nas montanhas de Wise County, no Estado da Virgínia. Começou sua carreira de escritor aos 13 anos escrevendo para pequenos jornais de sua cidade até tornar-se um dos maiores autores de livros motivacionais do mundo. Hill faleceu em novembro de 1970 após uma longa e bem sucedida carreira escrevendo e ensinando sobre os princípios de sucesso. Sua obra permanece como um monumento à realização individual e é a pedra base da moderna motivação. Napoleon Hill criou uma fundação sem fins lucrativos e que leva o seu nome, cuja missão é perpetuar a sua filosofia de liderança, auto-motivação e realização individual. Capítulo 1 Desejo O começo de todas as realizações O primeiro passo em direção à riqueza Quando, há mais de trinta anos, Edwin C. Barnes desceu do trem de carga em Orange, Nova Jersey, podia parecer um vagabundo, mas seus pensamentos eram os de um rei! Enquanto fazia o percurso entre a estação de trem e o escritório de Thomas A. Edison, sua mente trabalhava. Ele se via pedindo a Edison uma oportunidade para levar adiante sua IDÉIA FIXA: o DESEJO ARDENTE de tornar-se sócio na empresa do grande inventor. O que Barnes levava consigo não era uma esperança! Não era uma simples vontade! Era um DESEJO intenso e pulsante, que transcendia qualquer coisa. Era DEFINITIVO! O desejo que levou Barnes a aproximar-se de Edison já o acompanhava há muito tempo - um desejo dominante. No começo, pode ter sido - e provavelmente foi - somente uma vontade, mas não naquele momento. Durante anos, muitas vezes Edwin C. Barnes e Edison ficaram frente a frente no mesmo escritório onde se encontraram pela primeira vez. A essa altura, porém, o DESEJO se transformara em realidade. Os dois eram sócios. O maior SONHO DA VIDA de Barnes acontecera. Muitos o invejaram, creditando suas conquistas a um golpe de sorte; só viam os dias de triunfo, sem se darem ao trabalho de investigar a causa do sucesso. Barnes obteve êxito porque escolheu uma meta definida e nela concentrou toda a energia, todo o poder, todo o esforço. Ele não se tornou sócio de Edison no dia em que chegou. Contentou-se em começar pelas tarefas menos interessantes, até que se apresentasse uma oportunidade para avançar, um passo que fosse, em direção à sua almejada meta. Cinco anos se passaram antes que a oportunidade aparecesse. Durante todo esse tempo, não lhe deram um só fiapo de esperança, não lhe fizeram qualquer promessa de que seu DESEJO seria atendido. Para todos, exceto para si mesmo, ele parecia ser apenas um dente nas engrenagens da empresa de Edison. Em sua mente, porém, ELE ERA O SÓCIO DE EDISON O TEMPO TODO, desde o dia em que começara a trabalhar. Essa é uma demonstração notável do poder de um DESEJO DEFINIDO. Barnes conquistou sua meta porque, acima de qualquer outra coisa, queria ser sócio de Edison. Ele criou um plano para atingir esse propósito. E AFASTOU QUAISQUER POSSIBILIDADES DE BATER EM RETIRADA. Ele se concentrou em seu DESEJO até que se tornasse uma idéia fixa - e, finalmente, um fato. Quando foi para Orange, ele não disse: "Vou tentar convencer Edison a me dar um trabalho qualquer." Ele disse: "Vou ver Edison e mostrar que vim para ser seu sócio." Ele não disse: "Vou trabalhar lá por alguns meses e, se não for promovido, desisto e procuro outro emprego." Ele disse: "Vou começar em qualquer função, fazendo tudo o que Edison mandar, mas em breve serei seu sócio." Ele não disse: "Vou ficar atento a outras oportunidades, para o caso de não conseguir o que quero nas organizações de Edison." Ele disse: "Só existe UMA coisa no mundo que estou determinado a conseguir, que é ser sócio de Thomas A. Edison em sua empresa. Vou afastar qualquer possibilidade de bater em retirada e apostar TODO O MEU FUTURO na minha capacidade de conseguir o que desejo." Ele não deixou qualquer possibilidade de desistênci</itunes:summary><itunes:keywords>Auto-ajuda</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-5523246417753117761</guid><pubDate>Tue, 12 Jan 2010 20:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T23:30:29.622-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>Cartas entre Amigos, de Fábio de Melo e Gabriel Chalita</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: auto;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8500330597"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S0zZyK0qEUI/AAAAAAAAANg/44PRcfmr15Y/s320/11026590.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="revistasTituloBox" style="color: #cc9900; font-family: Georgia; font-size: 18px; font-weight: bold; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;b&gt;Primeira Carta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Querido irmão padre Fábio Tenho saudade dos meus dois irmãos que estão com Deus. Meu irmão Sávio morreu aos 21 anos de idade. Jovem, belo, apaixonado pela vida. Um acidente de carro roubou-lhe a possibilidade de prosseguir em sua travessia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vi meu irmão morrendo. Estava ao seu lado. Ele dirigia e contava histórias de um amanhã que não chegou. Cantamos sozinhos naquela noite prolongada. Nós dois. Eu tinha apenas 15 anos e, por um milagre, prossegui. Vi seu soluço inconsciente, seu suspiro final. Tentei abraçá-lo, enquanto vozes se aproximavam. Meus braços não se moviam. A dor física era pequena perto da possibilidade da separação. Olhei-o com ternura. Separamo-nos. Meu irmão partia sem ter o direito de se despedir. Sem dizer o que gostaria que fizéssemos por ele. Apenas partiu. Minha mãe vestiu-se de preto por algum tempo. As sombras tomavam seu semblante, e gritos de dor eram entremeados por dias de silêncio. Meu pai era só silêncio. Em suas orações, lágrimas solitárias pediam a Deus que acolhesse o fruto do seu amor. A morte nunca tinha estado tão perto de mim. Acho que não pensava muito nela. Nos dias em que fiquei engessado, tentando recompor partes quebradas do meu corpo, quebrei-me em perguntas sem respostas. Por que o caminhoneiro dormira? Por que ele partira e eu ficara? Por que apenas o meu banco quebrara, jogando-me um pouco para trás, e o dele não, se ele era maior do que eu?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes do acidente com o Sávio, convivi com a morte quando meu avô Gabriel partiu. Pouco tempo antes. Sofri também, mas compreendi que o seu sofrimento físico tinha chegado ao fim. Assustei-me quando o vi num caixão. Lembrei-me dos dias em que eu ficava, criança, dando aulas com um quadronegro para ele e minha avó. Chorei a certeza de não mais ouvir suas anedotas singelas e suas histórias de uma Síria do passado. Fazia poesia com simplicidade meu avô Gabriel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a morte do Sávio... Eu sou o filho caçula. Dormíamos no mesmo quarto, e ele fazia-se de forte investigando todos os lugares possíveis de haver algum perigo que pudesse nos atingir. Sorria quando, depois de certo suspense, comunicava que nem debaixo da cama nem atrás das cortinas havia monstros ou figuras semelhantes. Podíamos dormir em paz. Era carinhoso. Irreverente. E gostava de viver.&lt;br /&gt;
Meu irmão Júnior também partiu. Sua alegria pura, sua ingenuidade de uma infância sem fim, presentes da síndrome de Down, fazem falta. Meu pai dizia da surpresa difícil quando soube que meu irmão era diferente das outras crianças. Minha mãe também estranhou a sua chegada. Mas isso foi por pouco tempo. Júnior tornou-se o centro das atenções. Cantarolava sozinho e sorria sem economias. Beijava, abraçava e vez ou outra chorava. Tentávamos entender onde era a dor. Não era fácil, sua melhor comunicação vinha da sua alegria apenas. Na cadeira de balanço meu pai brincava com ele. Minha mãe dava-lhe na boca o alimento que nutria seu corpo e sua alma. Sua partida deixou um vazio imenso. Trinta e poucos anos e nada mais. Brincou de dia. Brincou no hospital e se foi... brincando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Irmãos que partiram prematuramente. Irmãos que continuam presentes na capacidade que tenho de pensar neles.&lt;br /&gt;
Quando nos conhecemos, padre Fábio, eu não imaginava que nossas almas tivessem raízes comuns. Fomos plantados em solos fertilizados com sofrimentos e esperança. Sua poesia misturada a alguma tristeza tornam os seus dizeres mais profundos. Seu jeito de falar, sua forma de estar presente, sua capacidade de ouvir a dor, tudo isso foi fazendo com que nossa travessia ganhasse sentidos novos. Você é meu irmão, sim, padre. Não em substituição àqueles que partiram, mas em presença de Amor. Com você, sinto-me livre para errar com as minhas verdades provisórias. Com você não tenho pressa. Gosto de ouvir suas canções e suas histórias. Admiro seu jeito de falar de Deus, sua estética religiosa, seu talento humano. Faz algum tempo que partilhamos projetos e dúvidas, e tem sido tão bom. A felicidade só deixa de ser utopia quando nos completamos com a inteligência e o afeto do outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não entendo a tristeza como ausência de felicidade. Acho que elas coexistem. Somos felizes e tristes. Felizes porque tentamos entender a nossa missão. Tristes porque assim tem de ser. A tristeza nos empresta respeito ao outro e percepção mais aguçada da dor. Talvez tristeza seja ausência de alegria, de riso fácil, não de felicidade.&lt;br /&gt;
Hoje é véspera de um outro dia qualquer e eu estou triste. Acordei com saudade do meu pai. Tantas coisas aconteceram em minha vida depois que ele se foi. Meu pai. Quando eu escrevi a sua história como um presente em seu aniversário de 80 anos, não tive dúvidas quanto ao título:&amp;nbsp;&lt;i&gt;Memórias de um Homem&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Bom&lt;/i&gt;. Sua simplicidade falava-me de um Deus que mora na ternura e que acolhe. Sua sabedoria falava-me de um Deus que não julga, mas compreende; que não afasta, mas ama. Seu olhar permitia-me viajar por aventuras ora corretas, ora necessárias para a minha curiosidade. Caí algumas vezes. Mas eu sabia que ele estava ali para qualquer arranhão mais doloroso. Ele não está mais aqui comigo. Está em mim, porque trago muito do que ele deixou. Mas não me abraça. Não sorri para mim. Não me diz coisas que cicatrizem as minhas feridas. Tenho saudade do meu pai, padre. Do seu colo, das suas cantigas amadoras, das histórias recontadas de uma vida marcada pela dor. Meu pai sofreu muito. E sem lamúrias. Minha fortaleza partiu para junto de Deus. Eu entendo que estamos aqui de passagem. Tenho fé de que há um outro porvir, um lindo céu, que nos aguarda, mas isso não retira de mim a saudade que dói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meu pai falava de mim com orgulho, do seu filho escritor. E eu brincava com ele que não havia idade para ingressar no mundo das letras transformadas em história ou em dizeres poéticos. Cora Coralina estreou na literatura aos 76 anos de idade e fez da vida e da morte uma poesia:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Não morre aquele&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
que deixou na terra&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
a melodia de seu cântico&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
na música de seus versos&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
Cora viveu de felicidade e de tristeza. Teve uma infância que não deixou saudades. Ela escreveu isso muitas vezes.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Quando nasci, meu velho pai agonizava,&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
logo após morria.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Cresci sem pai,&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Secundária na turma das irmãs.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Eu era triste, nervosa e feia.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Amarela, de rosto empalamado.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
De pernas moles, caindo à toa.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Os que assim me viam – diziam:&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
"Essa menina é o retrato vivo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;do velho pai doente".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Falava dos apelidos debochados, do sonho frustrado da mãe de ter um filho homem, dos trambolhões da escada, galo na testa, pernas moles. Falava de uma dor doída de uma infância que não viu sorriso. A dor poderia tê-la paralisado. Mas o cenário dos sentimentos viu outra apresentação. Cora Coralina rezou a saga da mulher vitoriosa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Ajuntei todas as pedras&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
que vieram sobre mim.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Levantei uma escada muito alta&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
e no alto subi.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Teci um tapete floreado&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;i&gt;e no sonho me perdi.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Uma estrada,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;um leito,&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
uma casa,&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
um companheiro.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Tudo de pedra.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Entre pedras&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;cresceu&lt;br /&gt;
a minha poesia.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Minha vida...&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Quebrando pedras&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;i&gt;e plantando flores.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Entre pedras que me esmagavam&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;levantei a pedra rude&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
dos meus versos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Cora Coralina não buscou o lado mais fácil da vida, mas conseguiu compreender que mesmo sem facilidade alguma era possível encontrar a tal poesia no cotidiano da dor. Não há poesia sem dor. A vida nasce da dor. O amor mais amado surge depois de uma dor prolongada. Amor de mãe!&lt;br /&gt;
[...]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1JK1FcBn5QU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1JK1FcBn5QU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-5523246417753117761?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Meu irmão Sávio morreu aos 21 anos de idade. Jovem, belo, apaixonado pela vida. Um acidente de carro roubou-lhe a possibilidade de prosseguir em sua travessia</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</itunes:author><itunes:summary> Primeira Carta Querido irmão padre Fábio Tenho saudade dos meus dois irmãos que estão com Deus. Meu irmão Sávio morreu aos 21 anos de idade. Jovem, belo, apaixonado pela vida. Um acidente de carro roubou-lhe a possibilidade de prosseguir em sua travessia. Vi meu irmão morrendo. Estava ao seu lado. Ele dirigia e contava histórias de um amanhã que não chegou. Cantamos sozinhos naquela noite prolongada. Nós dois. Eu tinha apenas 15 anos e, por um milagre, prossegui. Vi seu soluço inconsciente, seu suspiro final. Tentei abraçá-lo, enquanto vozes se aproximavam. Meus braços não se moviam. A dor física era pequena perto da possibilidade da separação. Olhei-o com ternura. Separamo-nos. Meu irmão partia sem ter o direito de se despedir. Sem dizer o que gostaria que fizéssemos por ele. Apenas partiu. Minha mãe vestiu-se de preto por algum tempo. As sombras tomavam seu semblante, e gritos de dor eram entremeados por dias de silêncio. Meu pai era só silêncio. Em suas orações, lágrimas solitárias pediam a Deus que acolhesse o fruto do seu amor. A morte nunca tinha estado tão perto de mim. Acho que não pensava muito nela. Nos dias em que fiquei engessado, tentando recompor partes quebradas do meu corpo, quebrei-me em perguntas sem respostas. Por que o caminhoneiro dormira? Por que ele partira e eu ficara? Por que apenas o meu banco quebrara, jogando-me um pouco para trás, e o dele não, se ele era maior do que eu? Antes do acidente com o Sávio, convivi com a morte quando meu avô Gabriel partiu. Pouco tempo antes. Sofri também, mas compreendi que o seu sofrimento físico tinha chegado ao fim. Assustei-me quando o vi num caixão. Lembrei-me dos dias em que eu ficava, criança, dando aulas com um quadronegro para ele e minha avó. Chorei a certeza de não mais ouvir suas anedotas singelas e suas histórias de uma Síria do passado. Fazia poesia com simplicidade meu avô Gabriel. Mas a morte do Sávio... Eu sou o filho caçula. Dormíamos no mesmo quarto, e ele fazia-se de forte investigando todos os lugares possíveis de haver algum perigo que pudesse nos atingir. Sorria quando, depois de certo suspense, comunicava que nem debaixo da cama nem atrás das cortinas havia monstros ou figuras semelhantes. Podíamos dormir em paz. Era carinhoso. Irreverente. E gostava de viver. Meu irmão Júnior também partiu. Sua alegria pura, sua ingenuidade de uma infância sem fim, presentes da síndrome de Down, fazem falta. Meu pai dizia da surpresa difícil quando soube que meu irmão era diferente das outras crianças. Minha mãe também estranhou a sua chegada. Mas isso foi por pouco tempo. Júnior tornou-se o centro das atenções. Cantarolava sozinho e sorria sem economias. Beijava, abraçava e vez ou outra chorava. Tentávamos entender onde era a dor. Não era fácil, sua melhor comunicação vinha da sua alegria apenas. Na cadeira de balanço meu pai brincava com ele. Minha mãe dava-lhe na boca o alimento que nutria seu corpo e sua alma. Sua partida deixou um vazio imenso. Trinta e poucos anos e nada mais. Brincou de dia. Brincou no hospital e se foi... brincando. Irmãos que partiram prematuramente. Irmãos que continuam presentes na capacidade que tenho de pensar neles. Quando nos conhecemos, padre Fábio, eu não imaginava que nossas almas tivessem raízes comuns. Fomos plantados em solos fertilizados com sofrimentos e esperança. Sua poesia misturada a alguma tristeza tornam os seus dizeres mais profundos. Seu jeito de falar, sua forma de estar presente, sua capacidade de ouvir a dor, tudo isso foi fazendo com que nossa travessia ganhasse sentidos novos. Você é meu irmão, sim, padre. Não em substituição àqueles que partiram, mas em presença de Amor. Com você, sinto-me livre para errar com as minhas verdades provisórias. Com você não tenho pressa. Gosto de ouvir suas canções e suas histórias. Admiro seu jeito de falar de Deus, sua estética religiosa, seu talento humano. Faz algum tempo que partilhamos projetos e dúvidas, e tem sido tão bom. A felicidade só deixa de ser utopia quando nos</itunes:summary><itunes:keywords>Auto-ajuda</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-1786416077963645914</guid><pubDate>Tue, 12 Jan 2010 19:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T23:36:08.099-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>Nunca Desista de Seus Sonhos, de Augusto Cury</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8575421492"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S0zGyDdmxXI/AAAAAAAAANA/VLOmuN2UHCI/s320/805272g.gif" width="227" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="revistasSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
O maior vendedor de sonhos da história&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pequenos momentos que mudam uma história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Pequenos detalhes mudam uma vida. Um marido deu um beijo na esposa e disse que ela estava linda. Havia tempos não fazia isso. Ele a tinha ferido sem perceber. Seu pequeno gesto reeditou uma janela da memória da esposa onde havia uma mágoa oculta. A alegria voltou. A vida inteira precisamos de graça e gentileza (Platão, 1985).&lt;br /&gt;
Um pai elogiou um filho. O elogio partiu do coração do pai e penetrou nos becos da emoção do filho, oxigenando a relação que havia tempos estava desgastada. Um beijo, um elogio, um abraço desferido no golpe de um segundo são capazes de superar uma dor alojada há semanas, meses ou anos.&lt;br /&gt;
Os que desprezam os pequenos acontecimentos nunca farão grandes descobertas. Pequenos momentos mudam grandes rotas. Foi isso que aconteceu há muitos séculos na vida de alguns jovens que moravam na beira da praia de um país explorado e castigado pela fome. Pequenos momentos mudaram a maneira de pensar a existência.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;O mundo nunca mais foi o mesmo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A personalidade construída sobre o crepitar das ondas O vento roçava a superfície do mar, que levantava o espelho d'água, que produzia o nascedouro das ondas num espetáculo sem fim. As ondas espumavam diariamente e se debruçavam orgulhosamente na orla das praias.&lt;br /&gt;
Alguns meninos cresceram correndo pela areia. Pegavam as bolhas que se formavam no estalido das ondas. Elas brilhavam nas palmas das mãos, mas logo se despediam, dissolviam e vazavam entre seus dedos, como se dissessem: "Eu pertenço ao mar." Erguendo o semblante para o mar, os meninos diziam secretamente: "Nós também lhe pertencemos."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://liberelibri.blogspot.com/
O livro encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas.
Capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos,
em resumo: palavras.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7018983958752902232-1786416077963645914?l=liberelibri.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ExNVHIpymH1H7CxWWI5ByTVCl8o/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ExNVHIpymH1H7CxWWI5ByTVCl8o/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ExNVHIpymH1H7CxWWI5ByTVCl8o/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ExNVHIpymH1H7CxWWI5ByTVCl8o/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://liberelibri.blogspot.com/2010/01/nunca-desista-de-seus-sonhos-augusto.html</link><author>noreply@blogger.com (Duda Cechinel)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S0zGyDdmxXI/AAAAAAAAANA/VLOmuN2UHCI/s72-c/805272g.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7018983958752902232.post-1462043004946821176</guid><pubDate>Tue, 12 Jan 2010 18:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-06T11:21:32.638-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Auto-ajuda</category><title>O Monge e o Executivo,de James Hunter</title><description>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6910&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8575421026"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_ID3AhL1X6VA/S0zFo0gwrzI/AAAAAAAAAM4/AJ-Y34hQR5s/s320/715695g.gif" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="revistasSubTitulo" style="color: #333333; font-family: Arial; font-size: 15px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;Leonard Hoffman, um famoso empresário que abandonou sua brilhante carreira para se tornar monge em um mosteiro beneditino, é o personagem central desta história criada por James C. Hunter para ensinar os princípios fundamentais dos verdadeiros líderes. Se você tem dificuldade em fazer com que sua equipe dê o melhor de si no trabalho e gostaria de se relacionar melhor com sua família e seus amigos, vai encontrar neste livro personagens, idéias e discussões que vão abrir um novo horizonte em sua forma de lidar com os outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
As definições&lt;/div&gt;"Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é."&lt;br /&gt;
MARGARET THATCHER&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom dia - meu companheiro de quarto alegremente me disse, ainda na cama, antes mesmo que eu desligasse o despertador. - Sou o pastor Lee, de Wisconsin. E você, quem é?&lt;br /&gt;
- John Daily. Prazer em conhecê-lo, Lee. - Eu não quis chamá- lo de "pastor".&lt;br /&gt;
- É melhor nos vestirmos, se é que vamos à cerimônia das cinco e meia.&lt;br /&gt;
- Vá em frente. Vou dormir mais um pouquinho - resmunguei, tentando parecer sonolento.&lt;br /&gt;
- Fique à vontade, parceiro. - Vestiu-se e saiu em minutos. Virei de lado, cobri a cabeça com o travesseiro, mas logo descobri que estava bem desperto e sentindo um pouco de culpa. Então, rapidamente me lavei, me vesti e saí para procurar a capela. Ainda estava escuro, e o chão, molhado da tempestade que devia ter caído à noite.&lt;br /&gt;
Eu mal conseguia ver a silhueta do campanário desenhada contra o céu da madrugada no meu caminho para a capela. Uma vez dentro, descobri que a estrutura de madeira velha e hexagonal estava impecavelmente conservada. As paredes eram lindamente adornadas com janelas de vidro colorido, cada uma retratando uma cena diferente. O teto alto, como o de uma catedral, se erguia acima das seis paredes e convergia no centro para formar o campanário. Havia centenas de velas queimando por todo o santuário, espalhando sombras nas paredes e nos vidros coloridos, criando um interessante caleidoscópio de formas e matizes. Do lado oposto à porta de entrada havia um altar simples constituído de uma pequena mesa de madeira com os vários implementos usados durante a missa. Bem em frente ao altar e formando um semicírculo em torno dele dispunham-se três fileiras de 11 cadeiras simples de madeira destinadas aos 33 frades. Apenas uma das cadeiras com um grande crucifixo entalhado no espaldar tinha braços. "Reservada para o reitor", pensei. Ao longo de uma das paredes adjacentes ao altar havia seis cadeiras dobráveis que eu deduzi serem para uso dos participantes do retiro. Silenciosamente, me encaminhei para uma das três cadeiras vazias e me sentei.&lt;br /&gt;
Meu relógio marcava cinco e vinte e cinco, mas apenas a metade das 39 cadeiras estava ocupada. No total silêncio, o único som era o 
