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	<title>Livros e Nada Mais</title>
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	<pubDate>Fri, 11 Oct 2013 15:14:18 +0000</pubDate>
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		<title>Livraria em Aix en Provence</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Oct 2013 15:14:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu sei, parece de mentira, mas essa livraria existe!
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei, parece de mentira, mas essa livraria existe!<img class="aligncenter size-full wp-image-1620" title="bookstore-aix-en-provence1" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/10/bookstore-aix-en-provence1.jpg" alt="bookstore-aix-en-provence1" width="183" height="275" /></p>
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		<title>Little free library, NY</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Sep 2013 20:14:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O festival PEN de literatura internacional em NY comissionou arquitetos para pensarem projetos de pequenas bibliotecas e o resultado foi o desenho abaixo. Feito de plástico e madeira o modelo permite que se possa entrar para pesquisar a biblioteca e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O festival PEN de literatura internacional em NY comissionou arquitetos para pensarem projetos de pequenas bibliotecas e o resultado foi o desenho abaixo. Feito de plástico e madeira o modelo permite que se possa entrar para pesquisar a biblioteca e também se olhar de fora o que acontece no &#8220;casulo&#8221;.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1616" title="free-library_ny" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/09/free-library_ny.jpg" alt="free-library_ny" width="475" height="784" /></p>
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		<title>O verão sem homens</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Aug 2013 17:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Casada há mais de 30 anos com Boris, um renomado neurocientista, Mia recebe mal a notícia de que ele queria se separar. Tem um surto psicótico e precisa ser internada em um hospício por curto período de tempo. Boris pediu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Casada há mais de 30 anos com Boris, um renomado neurocientista, Mia recebe mal a notícia de que ele queria se separar. Tem um surto psicótico e precisa ser internada em um hospício por curto período de tempo. Boris pediu uma <em>Pausa</em>, mas a <em>Pausa</em> tinha nome e sobrenome, tinha 20 anos a menos que Mia, era francesa e trabalhava com ele no laboratório de estudos.</p>
<p>Com 55 anos, professora de literatura e poetisa e mãe de Daisy de 24 anos,  Mia precisa dar um tempo de sua vida no Brooklyn e resolve passar o verão perto de sua mãe na sua cidade natal em Minnesota. Sua mãe vive em uma casa de idosos e tem um grupo de amigas entre 85 e 101 anos. Mia aluga a casa de um casal de professores em férias e monta uma turma de escrita criativa na escola local. Ela acredita que um tempo longe de sua rotina e seu apartamento pode lhe fazer bem. Um tempo para que possa se reinventar e entender quais os próximos passos que deseja dar.</p>
<p>A princípio tem dificuldade de se acomodar no espaço que pertence a outras pessoas, com muitas referência familiares e atravancada de objetos pessoais, mas com jeito vai se sentindo mais e mais à vontade e confortável para a temporada de verão.</p>
<p>Sua mãe tem um grupo ativo de senhoras que se reúne diariamente e dividem as mazelas de envelhecer. Seu maior medo é cair. Sua maior diversão é o clube de livro mensal para a qual todas se preparam com afinco. Todas viúvas, elas aproveitam o tempo que ainda lhes resta fazendo o que gostam, e respiram aliviadas por não terem ainda que cuidar de seus maridos. Mia as escuta com estranhamento. Ser deixada e diferente de ter perdido o ente querido. Ela sente falta de Boris e ainda não consegue sentir o alívio de não ter mais que lidar com suas manias.</p>
<p>São mais de 30 anos de casamento onde os dois já sabiam praticamente o que o outro pensava antes mesmo de ser verbalizado. Chegam a pensar a mesma coisa ao mesmo tempo. Seus corpos já estavam acostumados um com o outro.  Como ele pode ter aberto mão disso? Dessa intimidade, dessa comodidade, dessa cumplicidade?</p>
<p>Iniciam as aulas na oficina de poema da escola local. Sete meninas entre 12 e 14 anos se inscrevem no programa. Há muito tempo ela não lidava com adolescentes, desde que sua Daisy passou por essa fase. O mundo tinha mudado muito em 10 anos. Todas elas carregam seus celulares para a sala de aula e vestiam praticamente o mesmo uniforme. Toda frase era intercalada pela palavra &#8220;tipo&#8221;; Tipo bom, tipo chato, tipo assim. Ela se questiona se foi mesmo uma boa ideia promover essa turma de verão.</p>
<p>Estar próxima de sua mãe estava sendo seu grande alento. Poder ouvir da mãe os benefícios de não ter um homem por perto eram de grande ajuda. Talvez fosse importante mesmo resgatar sua própria identidade e não aquela do casal pelo qual era conhecida nas últimas décadas. Retomar atividades de que gostava, escrever sem ter alguém interrompendo para perguntar se viu sua meia azul de bolinhas, não precisar limpar cinzeiros nem lavar quilos de roupas. A rotina com sua mãe e as amigas, as 5 Cisnes,  cada dia lhe encantava mais e ela também se envolvia com as meninas da oficina e percebia que elas também estavam se dedicando e aproveitando as tarefas.</p>
<p>Ao lado de sua casa alugada mora uma família jovem, os pais e um casal de crianças. O bebê ainda em fase de amamentação. A mãe deve ser da idade de sua filha, ela acredita. Elas se observam pelas janelas, mas não se conhecem. Dada a proximidade ela invariavelmente ouve o marido berrando. Até que um dia depois de uma dessas discussões ele sai de casa batendo porta. Alguns minutos depois aparecem em sua porta a jovem mãe e as duas crianças pedindo abrigo. Ao acolher os três Mia ouve a história da moça e elas rapidamente se tornam confidentes.</p>
<p>A analista de Mia continua em NY mas elas se falam uma vez por semana. Ao relatar todos os eventos e encontros aos quais ela está vivendo a analista a faz perceber que não tem sido exatamente ruim passar essa temporada em sua cidade natal. O espaço que se abriu com a ausência de seu marido permitiu que ela pudesse se relacionar com pessoas improváveis, de idades diferentes da sua e que tem muito contribuído para sua recuperação e pela retomada de sua vontade de ter novas vivências, fato que nem ela mesmo tinha percebido que estava lhe trazendo tanto prazer.</p>
<p>E quando encontra seu espaço e começa a não estar mais achando tão ruim a perspectiva de passar os próximos anos sozinha todo o cenário muita de figura e ela tem que lidar com novas situações. A primeira é entender o que realmente quer e o que está disposta de abrir mão.</p>
<p>Eu poderia dizer que é um livro que se passa muito dentro do universo feminino, mas ele é muito mais que isso. Poético e sincero, o livro descreve a evolução dos medos e dos anseios de mulheres de diferentes gerações e faz com que qualquer um de alguma forma de identifique. Seja ou não mulher.</p>
<p><div id="attachment_1606" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><img class="size-thumbnail wp-image-1606" title="verao-sem-homens_capa" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/08/verao-sem-homens_capa-150x150.jpg" alt="Verão sem homens, Cia das Letras (200 pág, R$ 39,50)" width="150" height="150" /><p class="wp-caption-text">Verão sem homens, Cia das Letras (200 pág, R$ 39,50)</p></div></p>
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		<title>A morte do pai</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jul 2013 14:20:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Fica té difícil categorizar esse livro entre ficção e não ficção. Como o autor houvesse mesmo criado uma espaço entre esses dois universos tão polarizados. Narrado em primeira pessoa o livro se propõe a ser apenas baseado na vida do autor. E aí começam os problemas do leitor, ao meu ver. Um problema na verdade que é o que nos prende ligados à narrativa. Cena a cena. Diálogo a diálogo. Silêncio a silêncio.</p>
<p>Uma vez eu fiz um curso sobre documentários e foi apresentado um filme chamado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nanook_of_the_North">Nanook do Norte</a>. O filme de 1922 retratava o cotidiano da vida de um esquimó, seus hábitos de caça, sua rotina em família. Tudo dentro de uma grande normalidade do mundo dos esquimós, o que não necessariamente é normal para nós que vivemos em um país tropical e moramos em casas e não em igloos.  Mas ao final da projeção do filme o professor nos perguntava se achávamos que o diretor tinha sido fiel ao retratar a realidade daquele povo. Tudo parecei muito real e impressionantemente fidedigno até que nos é revelado que o diretor fez &#8220;alguns&#8221; ajustes no modo como os &#8220;personagens&#8221; se apresentavam na cena para dar mais dramaticidade ao filme. Pera aí? Não estamos falando de um documentário?</p>
<p>Foi nesse momento que a minha grande ingenuidade de achar que quando um sujeito se propõe a apresentar para o mundo um documentário ele não exatamente exibe/ precisa exibir tudo da maneira como se apresenta aos seus olhos. No caso de Nanook o que eu me lembro bem é que o diretor colocou os pobres coitados dos esquimós vestidos com um tipo de indumentária que eles não mais usavam naquela época. Os caras quase que vestiam um urso inteiro nas costas e confesso que aquilo parecia absolutamente verdadeiro, lindo e impressionante. Difícil desassociar Nannok daquele &#8220;parangolé&#8221; depois de terminada a sessão.</p>
<p>A pergunta que não se cala: Pode isso? Pode alguém se propor a DOCUMENTAR um povo, situação, polêmica, ou personagem sem exatamente expor a imagem do jeito que ela se apresentava para ele quando teve o primeiro contato com o objeto documentado? Fique aí com essa pergunta na cabeça que eu preciso voltar ao livro.</p>
<p>Não desprezando a ideia de que uma mesma história vai ser contada de forma diferente pelas pessoas que a vivenciaram e de que existem de fato várias verdades, como fica essa questão quando o narrador é a única pessoa que viveu a história e foi ele que escolheu a versão a apresentar. O que me faz acreditar que os fatos realmente ocorreram da forma relatada ou foram modificados para encaixar melhor no tom da história que se queria contar? Tem relevância isso ou se essa foi a versão que ele resolveu apresentar e portanto a única válida. É bem filosófico o debate, mas ele não ter larga em momento algum. Aconteceu assim ou não? Ele falou isso mesmo ou só pensou?</p>
<p>A primeira parte do livro é tomada por suas lembranças de infância na em uma pequena cidade na Noruega onde vivia com seus pais e seu irmão mais velho Ynge. O curioso é que as memórias não são de datas relevantes ou momentos marcantes. Elas, na sua maioria, são de eventos corriqueiros de sua vida em um lugar pacato e frio.  Mas mesmo  nas observações mais banais o que se ressalta é que os acontecimentos escolhidos de alguma forma impactaram o olhar do autor. Mesmo dentro de sua normalidade fizeram com que ele enxergasse a sua vida, e os outros à sua volta, de forma diferente. Acho que a escrita deve funcionar para ele como uma solidificação de um processo de auto conhecimento e de consciência de quando, como e porque e ele se tornou o homem que é hoje.</p>
<p>Claramente depois da separação dos pais, da mudança do irmão e da mãe para outra cidade a relação entre ele e o pai, que já demonstrava indícios de alcoolismo, se torna muito difícil. Sua admiração pelo pai é nula e isso de alguma forma é causa de grande ressentimento, uma mágoa que a todo custo ele tenta superar.</p>
<p>Até que ele recebe uma ligação avisando da morte de seu pai. E surpreendentemente a reação que lhe toma não é a de alívio e sim de compaixão. Ele e o irmão então resolvem juntos voltar a sua cidade natal e entender essa morte. Essa para mim é parte mais interessante do livro. Absolutamente sincera e verdadeira, a forma como Karl Ove e o irmão vivenciam essa perda é real como poucas vezes senti ao ler o livro. Nada daquilo poderia ser imaginado e aí se entende a força de um homem tentando expressar seus sentimentos mais viscerais de forma muito aberta.</p>
<p>Minha luta é parte de uma &#8220;saga&#8221; que o autor escreve em 5 volumes. No Brasil apenas um deles foi publicado. Difícil dizer se irei encarar mais 2000 páginas, mas confesso que me sinto bem tentada a ir adiante. O autor vinha a FLIP 2013, mas cancelou sua participação na semana do evento alegando problemas familiares. Pena. Queria muito ter podido constatar se ele é mesmo esse homem transparente  e corajoso, ou se escrever foi a forma que ele encontrou de continuar respirando. Sempre vai parar a dúvida.</p>
<p><div id="attachment_1602" class="wp-caption alignleft" style="width: 130px"><img class="size-thumbnail wp-image-1602" title="capa_morte-do-pai1" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/07/capa_morte-do-pai1-120x150.jpg" alt="Morte do pai, Companhia das Letras (512 pg, R$ 49,50)" width="120" height="150" /><p class="wp-caption-text">Morte do pai, Companhia das Letras (512 pg, R$ 49,50)</p></div></p>
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		<title>This is water</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jun 2013 15:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui na casa de uma amiga essa semana que da irmã artista plástica um retrato de sua família com a frase título THIS IS WATER. Obviamente todos que entravam na sala perguntavam o que significava aquilo e ela só respondia que era em referência a uma palestra dada pelo autor David Foster Wallace da qual eles gostavam muito.</p>
<p>Eu já tinha visto a palestra na ocasião da morte do autor. Ele se matou em 2008 em virtude de uma depressão contra qual lutava há muitos anos. É considerado por muitos um dos expoentes da literatura americana contemporânea, apesar de do seu mais aclamado romance, Infinite Jest, ser considerado um dos livros mais difíceis de ser lido na história. Esse aspecto sempre me repeliu um pouco. Por que um livro precisa ser difícil para ser considerado brilhante por uma classe intelectual? Mas enfim&#8230;</p>
<p>A discussão de se uma pessoa que tomou como decisão terminar a sua vida teria algo a dizer ao mundo em favor da vida é presente e válida. A sensação que se tem ao ouvir o discurso é de que era uma pessoa que enxergava na vida uma possibilidade de encontrar beleza em tudo, ou na simples condição da existência. Para ele o acesso à educação possibilita ao ser humano estar mais atento à tudo a sua volta e alcançar empatia com o restante da humanidade. Deixar de se reconhecer como o centro do universo é o passo fundamental para isso. É partir desse ponto que se consegue fazer parte de algo maior no mundo onde todos tem suas questão e onde estamos todos juntos.</p>
<p>Tudo isso poderia ser muito óbvio se não se colocasse dentro do contexto. Uma platéia de formandos de uma faculdade particular americana, se achando poderosos e destemidos com o conhecimento privilegiado a que tiveram acessos, cheios de si na sua supremacia e na sua ambição. Jovens que acreditam que o mundo está aos seus pés. Eu falo isso porque me senti a sim um dia e com o tempo percebi a arrogância dessa postura e como isso com o tempo perdeu totalmente a sua relevância. A mudança do viés invencível para a percepção do poder do coletivo fez toda a diferença na minha vida, e acredito que os que conseguem perceber isso encontram mais felicidade no seu dia a dia.</p>
<p>Transmitir isso de forma tão clara e tão próxima é tarefa difícil que só um grande escritor poderia fazer. Isso me fez querer ainda mais ler os textos dele.</p>
<p>Vale a pena também ler o posto no blog <a href="http://www.brainpickings.org/index.php/2013/05/09/this-is-water-glossary/">brain pickings</a> sobre esse discurso.</p>
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		<title>A culpa é das estrelas e o momento adolescente</title>
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		<pubDate>Tue, 28 May 2013 13:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes surge o assunto aqui na editora de que livro na nossa vida foi o ponto de virada para nos tornarmos leitores vorazes. Eu de minha parte não lembro nada da leitura compartilhada com os pais (no caso minha mãe e minha babá) na infância. Lembro de algumas capas: a Bolsa Amarela, alguns dos contos de mistério da Agatha Christie e mais aquela coleção Vaga-Lume da Ática como O caso da borboleta Atíria. Mas o que mais me prendeu foi mesmo o Gênio do crime do João Carlos Marinho que está em sua 60ª edição (uau!). Soube outro dia que esse livro ainda é super cultuado no meio de leitura adolescente e que algumas escolas em São Paulo promovem até palestras com o autor. Bom saber que livros bons envelhecem bem e podem ser lidos por outras gerações com o mesmo prazer.</p>
<p>Eu sempre fico com a sensação de que os adolescentes de hoje são muito sortudos de poderem ter tido um Harry Potter em suas vidas. Uma experiência de leitura inesquecível gera a vontade de outras experiências iguais e portanto constrói um leitor. Você pode questionar a qualidade da literatura, mas não acho que isso não tenha nenhuma relevância na formação do leitor. O que importa mesmo são as sensações geradas dentro dele. O imaginários, os risos, os choros, a surpresa, a identificação e o medo. E isso é de cada um.</p>
<p>Engraçado pensar que os livros da minha adolescência era de mistério e que esse não é particularmente um gênero que me interessa hoje. Mais um elemento para acrescentar ao argumento de que um leitor em formação não necessariamente segue o caminho por onde ele começou. O pontapé é dado para um mundo novo de coisas que possam vir pela frente, e principalmente, para a descoberta. Perde-se o medo de experimentar e a busca é incessante.</p>
<p>Mas estou aqui para falar da minha experiência recente de leitura de dois livros com &#8220;linguagem&#8221; adolescente. O primeiro é o livro que ocupa lugar na lista de best sellers há muitas semanas (meses?) e que faz parte dessa nova corrente de temáticas para jovens onde acredita-se que nenhum assunto deve ser poupado.  Nada de fantasia, de ficção científica e seres imaginários. A realidade nua e crua é o que está sendo abordado. Nada de pieguice ou novelas mexicanas.</p>
<p>Hazel tem 16 anos e teve câncer na tiroide, com metástase para o pulmão. Se mantém viva graças a uma droga, mas tem muita dificuldade de respiração e portanto anda de um lado para outro com o seu cilindro de oxigênio, Felipe. Ela não tem irmãos e seus pais são dedicados a ela em tempo integral. Os livros são sua maior companhia já que precisou deixar a escola há algum tempo. Tem poucos amigos e seus pais se preocupam muito com seu isolamento e a convencer a participar de um grupo de apoio de crianças com câncer. Resistente, Hazel se arrasta para a sessão sem boas expectativas. Mas quando a gente menos espera&#8230;. Ela conhece dois meninos muito bem humorados: Augustus e Isaac. Gus é ex-jogador de basquete e perdeu uma perna para se salvar do câncer. Isaac está em vias de perder a visão e vive seus últimos dias de luz.</p>
<p>Colocando assim tudo parece muito triste e praticamente um masoquismo continuar a leitura. O tom usado pelo autor não tem nada a ver com esse clima. Eles rapidamente encontram uma identificação no quesito pessoas que convivem com um problema e não querem ser tratadas como vítimas. A vida deles é assim e é bom que eles tratem isso com muito humor. Passam a dividir seu tempo livre entre videogames, sessões de apoio, passeios e leituras. Por ter vivido muito tempo em casa Hazel desenvolveu uma relação especial com um livro e empresta para Augustus ler. O livro tem uma peculiaridade que a intriga muito. Termina de forma abrupta deixando margem para interpretação do que possa ter ocorrido com os personagens. O livro também fala de uma menina que teve câncer, mas que o destino não teria sido tão feliz quanto do Hazel, Isaac e Gus.</p>
<p>Os dois iniciam uma obsessiva busca pelo autor para saber qual o final pensado para livro. Descobrem que ele se mudou para Amsterdam há muitos anos e nunca mais escreveu nenhum livro, não mantém uma página de fã clube e nem se sabe ao certo se ele está vivo. Até que chega uma mensagem de sua assistente e eles partem realização de seu maior desejo: descobrir o que acontece com os outros personagens do livro. É claro que no meio dessa trama se apaixonam e vivem um amor mais infinito do que sua própria existência.</p>
<p>O ponto alto do livro para mim é quando Gus pede a Hazel e Isaac que façam para ele uma homenagem fúnebre em sua presença. O texto de Hazel termina assim:</p>
<p>&#8220;Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe ma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros . Obviamente existe um conjunto ainda maior entre 0 e 2  ou entre 0 e 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fixo zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nosso dias numerados, e eu sou grata por isso.&#8221;</p>
<p>E viva o amor adolescente! Que ele contamine todo esse nosso infinito adulto.</p>
<p><div id="attachment_1583" class="wp-caption alignleft" style="width: 153px"><img class="size-full wp-image-1583" title="untitled" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/05/culpa-das-estrelas_capa.jpg" alt="A Culpa é das estrelas, Intrínseca (288 pg, R$ 29,90)" width="143" height="212" /><p class="wp-caption-text">A Culpa é das estrelas, Intrínseca (288 pg, R$ 29,90)</p></div></p>
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		<title>Estante, estantes e mais estantes (parte 52)</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 21:42:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Quando você pensa que não tem mais nada visualmente impactante de ser apresentado no mundo das estantes (é, para mim existe um mundo das estantes), os japoneses aparecem e dão uma rasteira. Só para ficar esperto e não se subestimar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Quando você pensa que não tem mais nada visualmente impactante de ser apresentado no mundo das estantes (é, para mim existe um mundo das estantes), os japoneses aparecem e dão uma rasteira. Só para ficar esperto e não se subestimar a humanidade. O mundo certamente seria mais desinteressante sem os japoneses.<img class="aligncenter size-full wp-image-1576" title="blow_41" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/04/blow_41.jpg" alt="blow_41" width="1200" height="800" /><img class="aligncenter size-full wp-image-1575" title="blow_31" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/04/blow_31.jpg" alt="blow_31" width="432" height="288" /><img class="aligncenter size-full wp-image-1574" title="yoy_blow_04" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/04/yoy_blow_04.jpg" alt="yoy_blow_04" width="720" height="480" /><img class="aligncenter size-large wp-image-1576" title="blow_41" src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/04/blow_41-445x296.jpg" alt="blow_41" width="445" height="296" /></p>
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		<title>Maria Antonieta</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 20:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo achando que tinha visto e lido o suficiente sobre essa personagem não resisti depois de assistir ao filme <em>Les Miserables</em>. Fiquei resistente também de assistir ao musical, mas dei o braço totalmente a torcer. Que filmes espetacular, que enografia, que figurino, que atores, que&#8230;.. No fundo da minha pieguice consegui até chorar.</p>
<p><object id="flashObj" width="480" height="270" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,47,0"><param name="movie" value="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9?isVid=1&#038;isUI=1" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="flashVars" value="videoId=1989466825001&#038;linkBaseURL=http%3A%2F%2Fwww.thedailybeast.com%2Farticles%2F2012%2F11%2F26%2Fles-miserables-is-new-frontrunner-for-best-picture-oscar.html&#038;playerID=1140772469001&#038;playerKey=AQ~~,AAAAAAEDRq0~,qRcfDOX2mNtWW87VePrJiaFRXUo43tGn&#038;domain=embed&#038;dynamicStreaming=true" /><param name="base" value="http://admin.brightcove.com" /><param name="seamlesstabbing" value="false" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="swLiveConnect" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed src="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9?isVid=1&#038;isUI=1" bgcolor="#FFFFFF" flashVars="videoId=1989466825001&#038;linkBaseURL=http%3A%2F%2Fwww.thedailybeast.com%2Farticles%2F2012%2F11%2F26%2Fles-miserables-is-new-frontrunner-for-best-picture-oscar.html&#038;playerID=1140772469001&#038;playerKey=AQ~~,AAAAAAEDRq0~,qRcfDOX2mNtWW87VePrJiaFRXUo43tGn&#038;domain=embed&#038;dynamicStreaming=true" base="http://admin.brightcove.com" name="flashObj" width="480" height="270" seamlesstabbing="false" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" swLiveConnect="true" pluginspage="http://www.macromedia.com/shockwave/download/index.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash"></embed></object></p>
<p>O fato é que depois de assistir ao filme fiquei com a sensação de que não sabia nada sobre a revolução francesa. Não entendi as datas. Como assim 1832 ainda tinha manifestações na rua pela Revolução? Não era 1799? Foi então que mais uma vez apelei para o oráculo e caí no maravilhoso artigo do Daily Beast chamado <a href="http://www.thedailybeast.com/articles/2012/12/24/the-french-revolution-for-dummies-and-les-mis-rables-watchers.html">&#8220;French revolution for dummies&#8221;</a>. Percebi então que a dúvida não era apenas minha e que deveria sim encarar a biografia do Zweig.</p>
<p>Tinha uma sensação que seria uma leitura super profunda e histórica, mas estava completamente enganada. Zweig era conhecido em seu tempo por um autor de best seller, absolutamente acessível e com um humor próprio marcante. Além disso foi muito elogiado por Freud no lançamento dessa biografia por conseguir captar um lado psicológico de Maria Antonieta, vertente nunca antes analisada. O resultado é um livro que não se consegue parar de ler e que a cada página cresce com o desenvolvimento da própria rainha.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ZABhVQOZoOI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Saída da Áustria aos 14 anos para se casar com o futuro Rei da França e menina chega em solo francês para ser admirada pela corte. Linda e possuidora de um gosto extravagante a menina impõe novos modos a corte. O marido não se interessava muito por ela no início do casamento e ela,  precisando extravasar toda a sua energia, foi buscar divertimento fora de Versailles. Em seu tempo nunca houveram na corte tantas festas, óperas, jantares, mesas de jogo e qualquer outra atividade social que envolvesse a reunião de um grupo disposto a &#8220;se jogar&#8221; na vida. Além das atividades todas ela ainda se esmerava nas produções indumentárias para cada evento: cabelos, vestidos, acessórios, decoração. Tudo que envolvia o lado estético foi levado bastante a sério por esse menina disposta a se entreter. Nunca também se gastou tanto dinheiro no reino da França. A construção do Trianon foi o auge da quebra orçamentária do reinado de Luiz XVI, estabelecendo até mesmo um estilo de ambientação para denominá-lo. Essa fase da vida da Rainha é maravilhosa bem retratada no <a href="http://www.imdb.com/title/tt0422720/">filme de Sofia Copppola</a>. </p>
<p>O Rei então passa a se interessar um pouco mais pelos deveres do matrimônio e a Rainha engravida de seu primeiro filho, ou melhor filha. São quatro filhos e ela acaba mudando bastante depois da experiência de ser mãe. Dois de seus filhos morrem ainda novos, mas ela passa a dar mais atenção à vida doméstica e a seu papel de Rainha. O marido ainda a acompanha pouco aos eventos sociais, mas a relação deles é amistoso e todos acham que Luiz XVI faz tudo o que a mulher deseja, sem pestanejar.</p>
<p> A situação nas ruas é péssima. Fome, falta de empregos, inflação galopante. O povo está muito descontente e a monarquia é seu maior alvo. Demora muito tempo para o casal real perceber esse antagonismo. Eles vivem em uma bolha onde os assuntos de Estado não os acessa ou não é de seu interesse. Até que em 1799 Versailles é invadida por uma horda de mulheres e o golpe de Estado é instaurado. A família real é movida para o palácio das Tulleries e de lá segue-se uma sucessão de eventos dramáticos e totalmente fascinantes.</p>
<p>Os anos que se passam entre o golpe e morte na Guilhotina da Rainha são em clima de aventura em suspense. Mesmo se sabendo que o personagem principal morre no final não se perde em nada em tensão. Essa é a época em que a Maria Antonieta amadurece e questiona toda a sua vida pregressa como monarca e restabelece seus valores fundamentais. Fascinante ver a transformação da mulher e entender que ela pouco se dava conta do momento histórico de seu país e do futuro à sua frente antes de ser colocada sob julgamento. </p>
<p>A edição que sai pela Zahar faz parte de uma série de publicações do Zweig que deve seguir pelos próximos anos. O projeto gráfico está à altura do autor. Elegante e simples, com cronograma dos fatos ao final, apresentação e posfácio de Alberto Dines, biografista do autor. Um aula de história da Revolução Francesa. Saio com certeza menos <em>dummie</em> depois da leitura.</p>
<p><div id="attachment_1566" class="wp-caption alignleft" style="width: 218px"><img src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/04/mariaantonieta_capa-208x300.jpg" alt="Maria Antonieta, Zahar (504 pg, R$ 59,90)" title="mariaantonieta_capa" width="208" height="300" class="size-medium wp-image-1566" /><p class="wp-caption-text">Maria Antonieta, Zahar (504 pg, R$ 59,90)</p></div></p>
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		<title>Capas de livro por Jason Booher</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 19:51:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu sempre digo aqui na editora que custa a mesma coisa fazer uma boa capa e uma capa ruim. Do ponto de vista financeiro isso é totalmente verdadeiro, mas na prática o buraco é bem mais embaixo. Acho que só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/04/jason-booher_capas-445x585.jpg" alt="jason-booher_capas" title="jason-booher_capas" width="445" height="585" class="aligncenter size-large wp-image-1555" />Eu sempre digo aqui na editora que custa a mesma coisa fazer uma boa capa e uma capa ruim. Do ponto de vista financeiro isso é totalmente verdadeiro, mas na prática o buraco é bem mais embaixo. Acho que só quem trabalha com produção editorial entende a importância de uma capa e o longo processo interno que precisa ser percorrido para se chegar em um resultado que agrade a todos, ou pelo menos à maioria. Sim, trabalhamos com democracia. Não, não sempre.</p>
<p>Acho que pode parecer meio tirânico, mas chega uma hora do processo de aprovação de uma capa que alguém precisa dizer: Para! Acontece, com algum frequência, de ninguém ficar 100% satisfeito com a capa, mas termos exaurido o processo com o capista e o prazo da gráfica estar mais que estourado e decidirmos pela menos pior. É uma pena, mas isso acontece. Ninguém fica feliz e isso acaba se refletindo na história do livro.</p>
<p>Um exercício que sempre fazemos e nos surpreendemos e avaliar a capa dos livros na lista dos mais vendidos. Se você encontrar uma boa capa sinta-se um felizardo. Por boa capa entende-se que ao ver o livro você:</p>
<p>A) Entendeu perfeitamente do que se tratava o livro e associou o título à imagem apresentada<br />
B) Se sentiu atraído pela arte mesmo sem entender bem do que o livro fala, mas mesmo assim teve curiosidade de ler.<br />
C) Comprou o livro apenas porque achou a capa sensacional, mesmo sem ter nenhum interesse pelo tema.</p>
<p>Qualquer uma das opções acima seria um presente para um produtor gráfico. Se for for do tipo C então, espécie rara e exótica, o capista é capaz de querer marcar um drink com você.</p>
<p>Tudo isso para dizer que apesar de pensarmos em um briefing do que queremos para uma capa nem sempre os resultados ficam a contento e nem sempre o capista consegue captar a essência, o tom, a cor ou o tipografia que melhor represente a mensagem que quer se passar com aquela singela composição de imagem e texto.</p>
<p>Mas aí aparecem umas pessoas fora da curva. Como esse cara <a href="http://jasonbooher.com/">Jason Booher</a> e você pensa que isso é que é ser um capista.</p>
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		<title>Cachalote</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 18:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[f]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou fã incondicional de quadrinhos, mas respeito muito o gênero. Tenho certa dificuldade de acompanhar o texto e as imagens na mesma velocidade. Acho que é o tipo de leitura exige mais calma, o que nem sempre é meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou fã incondicional de quadrinhos, mas respeito muito o gênero. Tenho certa dificuldade de acompanhar o texto e as imagens na mesma velocidade. Acho que é o tipo de leitura exige mais calma, o que nem sempre é meu forte.Mas consciente das minhas limitações encarei de uma sentada a empreitada e posso dizer que fiquei totalmente maravilhada com o trabalho.</p>
<p>É difícil conseguir um resultado tão exemplar de interação de texto e imagem. Me senti lendo um filme (se isso é possível). Mesmo com o pouco de fantasia se consegue uma imersão absoluta na questão de cada personagem. São quatro histórias paralelas que evoluem a cada capítulo simultaneamente. Um artista plástico que insiste em assumir que se relacionar com outros só atrapalha o seu trabalho, um filhinho de papai que acha que pode comprar todas as relações pessoais na vida, um escritor frustrado e deprimido que vive da angústia de não conseguir estabelecer relações afetivas, e uma mulher em plena gestação.</p>
<p>Fica bem complexo traçar um fio condutor para cada uma dessas histórias, mas o livro acaba e tudo faz um sentido gigantesco. E o que a baleia Chachalote, coitada, tem a ver com tudo isso? Esse é o grande elemento surpresa.</p>
<p>Segue o teaser animado do livro feito pela editora, para se ter uma melhor ideia do alto nível das ilustrações:</p>
<p><object width="420" height="258"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4UcJrQ1bUrk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4UcJrQ1bUrk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="258"></embed></object> </p>
<p><div id="attachment_1548" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><img src="http://www.livrosenadamais.com.br/wp-content/uploads/2013/04/cachalote_capa-150x150.jpg" alt="Cachalote, Quadrinhos da Cia (280 pg, R$ 46,00)" title="cachalote_capa" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-1548" /><p class="wp-caption-text">Cachalote, Quadrinhos da Cia (280 pg, R$ 46,00)</p></div></p>
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