<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361</id><updated>2024-09-10T14:37:54.687-07:00</updated><title type='text'>Luacura</title><subtitle type='html'>(Loucura)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-4112248118669304409</id><published>2014-02-12T16:21:00.003-08:00</published><updated>2014-02-12T16:21:29.946-08:00</updated><title type='text'>Sobre amadurecer</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A tempos tão soltos&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A tempos tão loucos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Há tempo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Aos poucos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Há tempo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Por pouco&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Há tempos, há poucos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A o s &amp;nbsp;p o u c o s&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Há pouco tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/4112248118669304409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2014/02/sobre-amadurecer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/4112248118669304409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/4112248118669304409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2014/02/sobre-amadurecer.html' title='Sobre amadurecer'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-1973015884880099976</id><published>2012-06-21T21:09:00.003-07:00</published><updated>2012-06-21T21:10:52.896-07:00</updated><title type='text'>Amaciante</title><content type='html'>Mais um trecho de &quot;Sanidade&quot;:&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Ando controlada por sonhos. Fico alucinando pelos meus
caminhos usuais para suportar a dor dos últimos dias. Invento novas profissões,
novos amigos, um novo visual , um novo namorado, uma vida completamente nova e
excitante. A vida real só é completamente excitante nos primeiros minutos de um
acontecimento novinho em folha. Um daqueles fatos deliciosos que mudam nosso
olhar para a vida, pequenos encontros que deixam tudo diferente. Por isso, todo
dia escolho viver esses momentos, ando pelas ruas sentindo o que sentiria com
um cabelo completamente novo, uma tatuagem no ombro, trabalhando em uma peça
maravilhosa ou no primeiro dia de namoro com aquele cara incrível. Não sei por
que, mas esses sonhos acordados me fazem alucinar com os gestos mais simples.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Ontem, ao voltar para a casa de ônibus estava lendo
“Memórias de minhas putas tristes” de Gabriel García Marquez . Não sei se foi a
atmosfera da história, mas algo simples e mágico aconteceu. Um homem de voz
grossa pediu licença para sentar ao meu lado, continuei lendo o livro até que
senti um cheiro que me desconsertou inteiramente. Sua camisa cheirava sabão em
pó e amaciante, aquele cheiro delicioso e aconchegante que sentimos quando
acabamos de pegar uma roupa de cama limpa. Por alguns minutos só conseguia
pensar naquela camisa, o tecido emaranhado pelo cheiro de limpeza, cheiro de
casa. Me imaginei deitada no peito daquele homem sentindo cada fibra daquela
camisa, aspirando o cheiro e buscando prendê-lo para sempre no meu pulmão, um
modo de guardá-lo comigo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Começando a acariciar sua barriga, tirei a camisa lentamente
e aspirei a mistura deliciosa de amaciante e suor. Aquele homem tinha cheiro de
lar, doce lar, cheiro de cama, cheiro de aconchego. Por absurdo que pareça,
esses pensamentos me excitaram subitamente, sem que eu conseguisse segurar
alguns suspiros baixos e ligeiras mordidas nos lábios. Eu mantinha meus olhos
fixos no livro para não correr o risco de destruir minha ilusão. Não queria ver
seu rosto, o homem que eu queria não tinha rosto, mas tinha aquela mão morena
que estava a minha frente apoiada no ferro do banco da frente.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Ele se movimentou e eu percebi que iria descer no próximo
ponto. Tive então que olhar para seu rosto, minha consciência me dizia que não
podia ter vivido aquele momento com um homem sem face. Tentei uma vez, mas sem
coragem, voltei meus olhos para o livro. Ele enfim se levantou e eu fui
obrigada a olhar o rosto do homem que tinha me excitado apenas com seu cheiro.
Era bonito, uns 30 anos, moreno, cabelo curto enrolado e barba rala. Estava
voltando para casa do trabalho com uma mochila, cara de pai de família. Sua
filhinha já tinha ido dormir e sua mulher o esperava para requentar o jantar.
Ele tinha cheiro de casa, ele tinha gosto de família, de sonho. Ele não era
ninguém sem aquele cheiro. Seu cheiro foi meticulosamente escolhido pela sua
amada mulher, que foi ao supermercado no início da semana e escolheu aquela
marca de amaciante. Mal sabia ela que juntamente com o sabão em pó e com o suor
de um dia de trabalho, aquele amaciante era, sem dúvidas, afrodisíaco. No
sábado de manhã, ela lavaria cantando aquela mesma camisa, que nunca carregou
nenhuma essência minha.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/1973015884880099976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2012/06/amaciante.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/1973015884880099976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/1973015884880099976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2012/06/amaciante.html' title='Amaciante'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-2508213900118061933</id><published>2012-03-20T20:01:00.001-07:00</published><updated>2012-03-20T20:21:33.668-07:00</updated><title type='text'>Correndo</title><content type='html'>&lt;i&gt;Um dos trechos do meu texto &quot;Sanidade&quot; em eterna construção:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Corro, corro, corro em uma mesma direção, um foco, um objetivo. Milhares de passos ocupam minha mente. Arranco forças das solas de meus pés e esses pedem ajuda a minhas pernas, que em seguida são apoiados pelo meu tronco e braços, que por fim suplicam a minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Pensamentos me movem cada vez mais rápido, até que os pés não sentem mais que podem parar e seguem num ritmo frenético e mecânico. Preciso parar, uns minutos para um copo d’água. Quando finalmente meu corpo consegue desacelerar e tomar um copo gelado d’água em minha mão, me dou conta do tempo que fiquei sem pensar nos seus olhos. Quando corro, sou uma máquina... e máquinas não sentem dor. Nos meus pequenos momentos de pausa, percebo que o vento da corrida levou seu cheiro que estava impregnado em mim, a minha sede secou seu gosto e meus pés cansados apagaram seus passos. Meus pensamentos confusos e meu corpo cansado não me permitem lembrar os traços do seu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Tento lembrar e quase sinto saudade, mas minha respiração ofegante e meu coração disparado não me permitem tal privilégio. Olho o relógio, já está na hora! Preparo meus pés, estico meu corpo e dou a largada. Corro, corro, corro, calor, corro, escorro... Escorrendo pela epiderme você se esvai e evapora antes de chegar ao chão. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Um instantâneo adeus me vem à mente, mas quando corro, sou uma máquina... e máquinas não dizem adeus.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/2508213900118061933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2012/03/correndo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/2508213900118061933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/2508213900118061933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2012/03/correndo.html' title='Correndo'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-3265421265972387632</id><published>2012-01-12T19:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T19:16:03.711-08:00</updated><title type='text'>Morte lenta é daqueles que morrem por amo</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Morre lento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O coração que vive em desalento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Morte que vem para os fracos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Frágeis e iludidos românticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Vivendo de um amor idealizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Se atiram do precipício sonhando voar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;São incapazes de curar as feridas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Incapazes de levantar do chão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Sufocam-se com as próprias lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Bebem do próprio sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Maldito seja o corpo que envelhece&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A alma que padece e o coração que adoece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Maldito seja eu, poeta sonhador &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Com conceitos distorcidos do que é amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Maldito seja eu, poeta ator.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Que me escondo entre máscaras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Maldito seja eu, poeta invisível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Coadjuvante de minha própria vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Bendito seja o amor virgem fênix.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Capaz de renascer das cinzas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Maria Andrade - set/2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/h1&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/3265421265972387632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2012/01/morte-lenta-e-daqueles-que-morrem-por.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/3265421265972387632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/3265421265972387632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2012/01/morte-lenta-e-daqueles-que-morrem-por.html' title='Morte lenta é daqueles que morrem por amo'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-9028977173966534958</id><published>2011-07-03T20:40:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T20:40:09.089-07:00</updated><title type='text'>Novas coisas, coisas novas</title><content type='html'>Faz meses que não posto nada. Depois do meu último texto muitas coisas aconteceram, uma corrente de coisas ruins atravessou minha vida e me vi mais uma vez bem perdida. Apesar de tudo, tentei me manter forte não cair nos poços que já conheço.&lt;br /&gt;
Recentemente, novas brisas sopraram sobre mim. Tudo que parecia terrível foi amenizado e coisas novas e boas, muito boas apareceram.&lt;br /&gt;
Estou feliz por estar atriz. Estar com peças em cartaz, ter a oportunidade de conviver com diversas pessoas e aprender, aprender muito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada vez que estou deitada no palco, no início de &quot;Sappho de Lesbos&quot;, penso: &quot;Antes e depois de tudo, é aqui que eu quero estar&quot;. É isso, é simples.&lt;br /&gt;
Procuro fazer o melhor do meu trabalho, procuro o reconhecimento do público e dos colegas, mas antes de começar a me botar pra baixo, questionar meu talento me lembro que estou onde quero estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa é uma sensação que nunca tinha sentido com tanta intensidade. As coisas estão sempre muito instáveis, mas com muito tesão sei onde estou e onde posso chegar.&lt;br /&gt;
Estou realmente apaixonada, suspirando pelos cantos. Apaixonada pelo teatro e por algumas pessoas incríveis, exóticas e encantadoras com quem tenho convivido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou inventando paixões e reforçando meus amores! É tudo novo demais pra passar com calmaria, quero excitação e paixão, uma pitada de loucura não faz mal a ninguém.&lt;br /&gt;
Não estou poética hoje, nem trazendo nada de novo a ninguém. Escrevo a mim, que sempre procuro por lembranças de mim mesma.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/9028977173966534958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/07/novas-coisas-coisas-novas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/9028977173966534958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/9028977173966534958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/07/novas-coisas-coisas-novas.html' title='Novas coisas, coisas novas'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-2875841931195435357</id><published>2011-04-27T19:18:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T19:18:49.717-07:00</updated><title type='text'>Hora de migrar</title><content type='html'>Nossa! Que coisa cansativa essa tal de vida.&lt;br /&gt;
Estou exausta, muito cansada e sem forças. Por quê? Acordei assim.&lt;br /&gt;
Esses dias frios e chuvosos parecem sugar minha força, o pessimismo toma conta de mim e a vontade de sair da cama é mínima. Eu sei que parece choramingação, e é, mas não sei como explicar.&lt;br /&gt;
Se pareço desanimada demais e alguém percebe invento ou disfarço um motivo, mas não é nada é só um cansaço que toma conta de mim.&lt;br /&gt;
Hoje passei o dia inteiro pensando: &quot;Por que não calo minha boca?&quot; Disse coisas desnecessárias buscando uma atenção de quem não tem nenhuma obrigação.&lt;br /&gt;
Tenho medo de falar com qualquer um que vá me dizer: &quot;Você tem que voltar a tomar os remédios!&quot; Não quero ouvir isso. Não quero viver uma felicidade manipulada em farmácia para sempre!&lt;br /&gt;
Amanhã posso acordar bem, com pensamentos bem diferentes, ou não! Mas se eu optar por não tomar os remédios acho que terei de conviver com essa incerteza o resto da vida.&lt;br /&gt;
O que vou fazer se em momentos marcantes da minha vida eu acordar desse jeito? Não sei, mas acho que é uma dúvida que tenho que aturar.&lt;br /&gt;
Tenho vontade de migrar em dias assim. Os pássaros mudam de lugar quando o tempo muda, por que eu não posso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu realmente espero acordar bem amanhã, ou pelo menos, acordar.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/2875841931195435357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/04/hora-de-migrar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/2875841931195435357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/2875841931195435357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/04/hora-de-migrar.html' title='Hora de migrar'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-5786860279369823491</id><published>2011-04-22T18:29:00.000-07:00</published><updated>2011-04-22T18:29:54.035-07:00</updated><title type='text'>Sonhos de luar</title><content type='html'>No último fim de semana voltei a ser perseguida por uma presença iluminada: a Lua. Vivi momentos incríveis com amigos, aproveitei a natureza e tudo que ela pode me oferecer.&lt;br /&gt;
Dançar forró a luz da Lua em uma praia onde não havia nenhum tipo de luz elétrica foi um momento com certeza inesquecível. Sentir a música me levar, a Lua me proteger e o mar me libertar é o tipo de sensação que quero levar para a vida inteira.&lt;br /&gt;
Desde então, sinto que a Lua está me olhando todas as noites enquanto vagueio por São Paulo. Em meio as minhas fracas crenças, creio ser olhada e protegida por essa força!&lt;br /&gt;
Agradeço a amigos que estão vivendo esse momento de mudança comigo, muitas coisas estão acontecido na minha vida profissional e pessoal.&lt;br /&gt;
Novos amores vem nascendo em mim a cada manhã e me fazendo sonhar, sonhar muito. Se for pra sonhar, que seja sonhos de amor! &quot;Ninguém vai dormir nossos sonhos!&quot;&lt;br /&gt;
Agora estou tentando superar os obstáculos da minha rua escura com a ajuda dessa luz que me cobre! Creio que bons ventos virão me levar para novos caminhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzSJb-bswN_ZLLhyphenhyphenL26_4K50co3gfzcNRff4lp4CBry_IZuqAvzL-fgkG_tM5p5AVCW-K_-aPLk7ApnFmpE8F5eu2JJPJ8DNCEjIS3PMVrQgeb7-IdLQIPr1s3DGX9BTh1DL6bc2NXLXwc/s1600/215928_219417358072220_100000118713668_1013263_6970694_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;180&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzSJb-bswN_ZLLhyphenhyphenL26_4K50co3gfzcNRff4lp4CBry_IZuqAvzL-fgkG_tM5p5AVCW-K_-aPLk7ApnFmpE8F5eu2JJPJ8DNCEjIS3PMVrQgeb7-IdLQIPr1s3DGX9BTh1DL6bc2NXLXwc/s320/215928_219417358072220_100000118713668_1013263_6970694_n.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;Cananéia- 17/04/2011&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;Evoé e que as boas forças nos acompanhem!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/5786860279369823491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/04/sonhos-de-luar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/5786860279369823491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/5786860279369823491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/04/sonhos-de-luar.html' title='Sonhos de luar'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzSJb-bswN_ZLLhyphenhyphenL26_4K50co3gfzcNRff4lp4CBry_IZuqAvzL-fgkG_tM5p5AVCW-K_-aPLk7ApnFmpE8F5eu2JJPJ8DNCEjIS3PMVrQgeb7-IdLQIPr1s3DGX9BTh1DL6bc2NXLXwc/s72-c/215928_219417358072220_100000118713668_1013263_6970694_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-3766856847400718462</id><published>2011-04-07T21:00:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T21:00:49.961-07:00</updated><title type='text'>&quot;O fim é triste, incerto...depende de como você vê!&quot;</title><content type='html'>Acabei de ter uma pequena crise, até saudável eu diria. Ouvi uma música que não ouvia há meses por acaso. Essa música é muito representativa, ela é uma época, um grupo de amigos, um lugar, um amor e muitas descobertas. Bateu uma saudade absurda de quem sabe que nada nunca volta. Vieram lembranças e a dor de ter tido que reconhecer o fim dessa época!&lt;br /&gt;
Chorei, chorei porque não consegui controlar, aí que saudade de chorar. Há tempos eu não chorava com tanta intensidade, os remédios não deixavam. Rolei na minha cama com aquele choro que dá vontade de vomitar de tanta dor no estômago. Foi então que eu acordei, disse pra mim mesma &quot;agora chega, já desabafei, acabou&quot;!&lt;br /&gt;
Acho que era isso que eu não sabia fazer tempos atrás, quando eu chorava por horas a fio, me arranhando, gritando e soluçando.&lt;br /&gt;
Hoje, eu levantei, me despi e tomei banho. Um banho longo e calmante, pensei se devia ligar pra algum amigo e pedir ajuda. Saí do banho e me olhei nua no espelho, eu estava limpa muito limpa, mas com uma mancha de sangue no rosto (nota: nunca chore muito se você tem um piercing de argolinha no nariz). Limpei o sangue e pude me olhar de novo no espelho.&lt;br /&gt;
Foi bom &quot;desabar água&quot;, foi bom sentir saudade, foi bom ter vivido tudo aquilo. Acho até que chorar tira celulite! Juro!&lt;br /&gt;
E por hoje, chega de chorar. Não precisei pedir socorro, eu me socorri, sou forte e espero o amanhã!&lt;br /&gt;
Vou dormir na esperança de bons sonhos e coração em calmaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Boa noite à todos! Obrigada pelas visitas!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/3766856847400718462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/04/o-fim-e-triste-incertodepende-de-como.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/3766856847400718462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/3766856847400718462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/04/o-fim-e-triste-incertodepende-de-como.html' title='&quot;O fim é triste, incerto...depende de como você vê!&quot;'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-1986176650391294887</id><published>2011-04-06T20:17:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T20:21:30.494-07:00</updated><title type='text'>&quot;I wanna a perfect body, I wanna a perfect soul&quot;</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;Faz algum tempo que não escrevo porque estou passando por uns dias difíceis. Faz duas semanas que eu não tomo os remédios, com acompanhamento médico. E em um passo de mágica oque meu otimismo e minha auto estima sumiram. Sinto um cansaço absurdo o dia inteiro, meu corpo reage com suor frio e tontura, mas na verdade não sei se é a falta do remédio ou apenas meus &quot;special days&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Estou com medo, muito medo de que eu volte a ser como há um ano atrás e que todo aquele desespero volte. O que me resta agora é exibir um otimismo forçado a mim mesma que me faça acreditar que tudo vai ficar bem. Tenho que lembrar que não estou sozinha e dessa vez estou mais forte que nunca. Ela não pode tomar conta de mim!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Cabe a mim a escolha:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Passar a vida presa a &quot;drogas&quot; para me sentir como mim mesma ou Criar forças internas para que eu mesma consiga habitar meu corpo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Para quem não tem idéia do que é depressão, eu tenho uma boa metáfora. É como estar preso em uma música do Radiohead.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/u5CVsCnxyXg?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/1986176650391294887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/04/i-wanna-perfect-body-i-wanna-perfect.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/1986176650391294887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/1986176650391294887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/04/i-wanna-perfect-body-i-wanna-perfect.html' title='&quot;I wanna a perfect body, I wanna a perfect soul&quot;'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-3995858311904992317</id><published>2011-03-30T21:53:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T21:53:28.818-07:00</updated><title type='text'>&quot;Quando vier o amanhã&quot;</title><content type='html'>&quot;Quando eu era jovem pensei em várias coisas:&lt;br /&gt;
Pensava que precisava de liberdade,&lt;br /&gt;
Mas foi dito que eu precisava de direção.&lt;br /&gt;
Pensava que poderia tomar minhas próprias decisões,&lt;br /&gt;
Mas foi dito que eu tinha obrigações.&lt;br /&gt;
Pensava que poderia seguir o meu sonho,&lt;br /&gt;
Mas foi dito que eu devia seguir as regras.&lt;br /&gt;
Quando eu era jovem pensei em várias coisas:&lt;br /&gt;
Mas agora eu sou mais velho e todos os meus sonhos se foram.&quot;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; (Trecho de &quot;Quando vier o amanhã&quot; de Peter O&#39;Connor, pág.24/25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje eu engoli esse pequenino livro, que em poucas páginas conta uma bela história. Não é uma história surpreendente, nem inovadora, é apenas uma história que nos remete a repensar em nossa maneira de viver.&lt;br /&gt;
O texto traz a máxima do &quot;viver agora&quot; e, por isso, me remeteu ao filme &quot;Tudo acontece em Elizabethtown&quot;. Ambos me deixaram a mesma ânsia de viver, de correr atrás de sonhos e de viver o presente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Morro de vontade de viver loucamente (e já o faço). Quero muitas viagens e aventuras, assim como a maioria de meus amigos! Mas, como muitos, ainda sofro com o medo do Desconhecido (sim, é com maiúscula).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espero poder respirar fundo e me entregar ao Desconhecido sempre que for preciso em minha vida! Com 18 anos, sei pouca coisa sobre viver, mas sei que dos meus sonhos e da minha liberdade não posso me&amp;nbsp;desvencilhar&amp;nbsp;nunca!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomendo tanto o livro quanto o filme para aqueles que desejam reavivar sonhos e gozar do desapego!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/3995858311904992317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/03/quando-vier-o-amanha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/3995858311904992317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/3995858311904992317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/03/quando-vier-o-amanha.html' title='&quot;Quando vier o amanhã&quot;'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-4100772864273160265</id><published>2011-03-29T20:29:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T20:25:09.475-07:00</updated><title type='text'>&quot;A questão de existir um Deus&quot;</title><content type='html'>Hoje estava lendo Bertold Brecht e lembrei do meu questionamento sobre a existência de um Deus. Aos 14 anos, desisti de acreditar em Deus. Minha razão falou mais forte e deixei toda a fé que tinha de lado. Fui criada em um colégio católico e admito que foi difícil parar de rezar todas as manhãs junto aos meus colegas de sala.&lt;br /&gt;
É fácil não acreditar em um Deus quando não se precisa dele, mas tudo muda quando se precisa.&lt;br /&gt;
Durante minhas crises de choro e desespero, tudo o que eu queria era ter um Deus para mim. Mas a essa altura não podia pedir nada a alguém em quem eu dizia não acreditar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&quot;Alguém perguntou ao Sr. K. se existe um Deus. O sr. K. respondeu: &quot;Aconselho refletir se o seu comportamento mudaria conforme a resposta a essa pergunta. Se não mudaria, podemos deixar a pergunta de lado. Se mudaria, posso lhe ser útil a ponto de dizer que você já decidiu: você precisa de um Deus&quot;.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Bertold Brecht&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procuro, hoje em dia, um Deus, em todos os cantos, com letra maiúscula ou minúscula. Algo ou alguém que me faça crer que tudo pode melhorar em qualquer situação! Aos poucos sinto essa presença dentro de mim, espero que permaneça aqui!&lt;br /&gt;
Se não, vou procurar em jornais, revistas, em sites, usar incensos, velas, rosas, rezar, orar, cantar! Hei de fazer de tudo para encontrar-te ou encontrar-me!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/4100772864273160265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/03/questao-de-existir-um-deus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/4100772864273160265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/4100772864273160265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/03/questao-de-existir-um-deus.html' title='&quot;A questão de existir um Deus&quot;'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-6287471663195605633</id><published>2011-03-24T20:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-24T20:32:03.848-07:00</updated><title type='text'>Marcha soldado!</title><content type='html'>Hoje conheci um senhorzinho de 80 e poucos anos chamado Mário, ele é muito sorridente e carinhoso. Há 2 anos, ele vem perdendo seu passado e as poucas coisas que construiu nele. Não reconhece seus filhos, sua mulher ou seus netos (inclusive eu). Restou muito pouco do antigo Mário: uma certa rejeição quanto às enfermeiras que dão banho nele e trocam suas roupas por serem mulheres e uma música! De todas as músicas que ouviu durante sua vida só sobrou &quot;Marcha soldado, cabeça de papel, se não marchar direito vai preso para o quartel!&quot;&lt;br /&gt;
É essa música que ele canta todo dia junto com as enfermeiras, antes de comer, de ir ao banheiro ou de ir ao jardim.&lt;br /&gt;
Por que essa música? Uma música infantil, que provavelmente ele aprendeu ainda na sua infância. A&amp;nbsp;unica&amp;nbsp;parte do seu passado completamente viva. Passado que eu nunca conheci e hoje sei que nunca vou conhecer.&lt;br /&gt;
Ao contrário do Mário de hoje, o avô que tive minha vida inteira nunca se permitiu muitas aproximações, sorriu pouco e eram poucas as demonstrações de carinho. Imagino eu, que meu avô sempre teve medo de ser preso no quartel!&lt;br /&gt;
Eu realmente espero que se um dia perder tudo que tenho, eu ainda cante:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&quot;Se essa rua, se essa rua fosse minha&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;eu mandava, eu mandava ladrilhar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;para o meu, para o meu amor passar.&quot;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/6287471663195605633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/03/marcha-soldado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/6287471663195605633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/6287471663195605633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/03/marcha-soldado.html' title='Marcha soldado!'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-6032809569711243765</id><published>2011-03-23T21:58:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T22:32:46.020-07:00</updated><title type='text'>&quot;Todo fim é um recomeço!&quot;</title><content type='html'>Resolvi ressuscitar o blog por diversos fatos que ocorreram na última semana. Minha vida tem mudado muito e sinto vontade de me expressar, de gritar para o mundo minhas vitórias e derrotas!&lt;br /&gt;
Um dos fatos que me fizeram voltar ao blog aconteceu 2 dias atrás no shopping Center 3 da Paulista, enquanto eu fazia a cabine de imprensa para o filme &quot;Atividade Paranormal em Tóquio&quot;. Eu senti um cheiro incrível de amêndoas, pois é, amêndoas! E tive um incrível momento epifânico onde senti vontade de contar tudo o que passei nos últimos meses.&lt;br /&gt;
Sou uma depressiva de 18 anos em recuperação e acredito que algumas pessoas vão gostar de ler meus relatos, sejam amigos, depressivos, ex-depressivos ou apenas loucos!&lt;br /&gt;
Sei lá porque o cheiro de amêndoas me trouxe a isso, mas aqui estou!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para esse recomeço, exclui a maioria dos posts desse blog que consistiam em poemas reflexos das minhas depressão e deixei apenas os dois primeiros textos postados aqui. O primeiro reflete um momento no qual eu acreditava imensamente no poder da cura e da superação (coisa que perdi meses depois) e o segundo fala sobre liberdade, fator essencial em minha vida (que fui incapaz de enxergar por algum tempo) e agora volta a tona com tudo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pretendo também falar sobre o teatro, sempre muito presente em minha vida, sobre cinema e música, coisas que vem me encantando desde sempre!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&quot;Saiba que todo fim é um recomeço. Da vida eu quero amor, o resto eu desconheço&quot;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Móveis Coloniais de Acaju&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/6032809569711243765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/03/todo-fim-e-um-recomeco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/6032809569711243765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/6032809569711243765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2011/03/todo-fim-e-um-recomeco.html' title='&quot;Todo fim é um recomeço!&quot;'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-631799671275885202</id><published>2009-09-08T12:49:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T12:54:03.381-07:00</updated><title type='text'>Liberdade - O Conto</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;[Esse conto começou inspirado em um poema também chamado &quot;Liberdade&quot; que escrevi há meses atrás. Espero que gostem!]&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Liberdade&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Texto de Maria Carolina Andrade&lt;br /&gt;(dedicado a um amigo Gigante que alimenta a liberdade das idéias presas)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;Uma menina sentada no banco de uma praça, uma praça repleta de ipês floridos, com cachorros e seus donos passeando, crianças correndo e um sorveteiro que passava de lá para cá apertando sua buzina e anunciando seus deliciosos sorvetes.&lt;br /&gt;Ela parecia pensativa, um tanto quanto perdida, um tanto quanto certa. Sabia exatamente o motivo que a levava a estar ali sentada sozinha naquele banco, mas não fazia a mínima idéia do que a fazia permanecer lá.&lt;br /&gt;Sabia exatamente porque existiam flores, mas não fazia a mínima idéia porque os pássaros se alimentavam do pólen delas. Sabia exatamente porque pássaros voavam, mas se perguntava constantemente o que os fazia pousar. Sabia exatamente porque formigas eram tão pequenas, mas sempre questionava por que elas eram tão organizadas e gentis umas com as outras.&lt;br /&gt;Naquela praça o mundo parecia confuso, mas sua mente estava completamente clara. Como a clara do ovo, apesar de não saber porque a clara era chamada de clara sendo que é branca, não simplesmente clara. É óbvio que o branco é uma cor clara, mas clara a lembrava de amarelo bebê, aquela cor sim parecia clara. Então clara de verdade era a gema, que é amarela. Mas a gema não é amarelo claro é um amarelo vibrante, um amarelo pintinho. É óbvio que é um amarelo pintinho, pois a gema deveria ser um pintinho. E como as pessoas poderiam cometer tamanha crueldade que é comer o que deveria ser um pintinho? Ou é apenas um óvulo? Bem, se é apenas um óvulo num é crueldade, mas é nojento, muito nojento comer óvulo.&lt;br /&gt;A menina decidiu então que não comeria ovos nunca mais e essa idéia estava bem fixa e clara em sua mente. Clara como Clara, sua vizinha, que era negra, mas isso não vinha ao caso naquele momento.&lt;br /&gt;Dentre seus pensamentos a menina observou um garotinho correndo rápido, muito rápido, e seu pai vindo atrás com um grande sorriso no rosto e braços abertos. Para as pequenas pernas do garotinho aquela velocidade era um grande desafio, já para o pai era confortável, pegaria o garoto no momento em que decidisse, mas adiava esse momento para a diversão de seu filho. O garotinho tinha cabelos ruivos e encaracolados e na velocidade em que corria seus cabelos bailavam livremente com o vento. Quer dizer, seus cabelos ruivos não eram completamente livres pois estavam presos a sua raiz e isso não os permitia que dançassem como quisessem pois estavam sempre presos a mesma raiz de cabelo. Os cabelos eram presos como todos aqueles que dançam, os corpos se movimentam com leveza com os mais diversos movimentos que um corpo é capaz de fazer, tudo em busca de prazer, de liberdade, mas essa liberdade acaba quando esses corpos dançantes percebem-se presos ao chão, sempre presos aquele mesmo chão.&lt;br /&gt;Quando o garotinho se viu preso no colo do pai, toda a liberdade de seus cabelos ruivos esvaiu-se,&lt;br /&gt;uma expressão de incômodo tomou o rostinho do garoto. Ele já tinha se acostumado com a liberdade, gostava daquele tipo de liberdade. Até se dar conta de que um novo tipo de liberdade havia começado, no colo do pai ele balançava os pés no ar, com os mais variados movimentos que um pé pode fazer e então a alegria tomou novamente seus olhos.&lt;br /&gt;Ele agarrou-se forte aos ombros do pai e continuo balançando suavemente os pézinhos. Os dois se dirigiram ao sorveteiro, o pai escolheu os picolés e pôs o garotinho no chão entregando-lhe um picolé de chocolate. Mais uma vez aquela impressão de incômodo tomou conta do garoto, mais uma vez ele havia perdido aquela liberdade com a qual tinha se acostumado: balançar os pés no ar. Começou a lamber o picolé, ainda meio desolado, até que o calor escaldante daquele dia derreteu uma gota que caiu na sua mão. Ele limpou a mão na sua blusa novinha, ao ver que a blusa tinha se sujado quis experimentar a sensação de liberdade mais uma vez. Passou a mão no sorvete e logo em seguida em seu rosto, sentiu o gelado do picolé, a sensação era boa, era diferente, era livre. Então ele passou o picolé ao redor da boca, depois no nariz e na testa. Sabia que o que estava fazendo era errado e talvez por isso se sentisse tão livre. De tanta alegria o garoto soltou uma risada gostosa de quem está aprontando, ele finalmente tinha achado a maior liberdade que já havia sentido, gargalhava e não parava.&lt;br /&gt;Só então seu pai dirigiu o olhar a ele e percebeu o que estava fazendo, começou a gritar e a dizer que ele havia estragado a roupa nova, fez ameaças dizendo que nunca mais iria levá-lo ao parque, que havia gastado dinheiro com o sorvete para nada.&lt;br /&gt;O pai não fazia idéia da alegria que havia dado ao seu filho por alguns minutos brincando com aquele picolé, e assim como deu essa alegria, tirou. Tirou toda a liberdade que o menino custou tanto a conquistar, agora o garotinho era arrastado pelos braços por seu pai a força. Ele gritava e chorava, mas de nada adiantava. Talvez aquele garotinho nunca mais sinta a sensação do gelado do picolé por todo seu rosto, talvez nunca mais dê aquela gargalhada com tanta vontade. Mas uma coisa é certa as lágrimas que percorrem seu rostinho ainda serão livres muitas e muitas vezes por sua vida. Lágrimas que extravasam a dor e a frustração de um coração ao perder sua liberdade, quantas milhares de vezes a liberdade ainda será arrancada daquele menino? Quantas milhares de lágrimas cairão do seu rosto sem nunca tocar o chão?&lt;br /&gt;Talvez esse seja o único sonho das lágrimas: tocar o chão. Pouquíssimas são as felizardas, elas sempre acabam secando antes de chegar lá ou perdem-se por roupas e cabelos. Elas vivem o tempo inteiro presas nos olhos, vêem de tudo e de tão curiosas querem saltar para o mundo, mas só conseguem quando o coração já está cansado e não agüenta mais, seja por dor, por tristeza ou por simples emoção. E então elas se jogam naquele mundo desconhecido, sem pára-quedas, sem medo algum, rezando pelo sonho de conseguir chegar ao chão.&lt;br /&gt;O sorveteiro passou pela frente da menina, com seu carrinho cheio de badulaques coloridos e uma espécie de buzina que não parava de tocar, o sorveteiro tinha a pele morena e era muito sorridente, tinha um brilho nos olhos e parecia amar o que fazia, parecia vender os melhores sorvetes do mundo. Quando chegou perto se dirigiu a menina e disse: &quot;Ei, moça. Vai um picolé hoje?&quot;, ela respondeu que não e agradeceu com um sorriso no rosto. Enquanto o sorveteiro ia se afastando ela sentiu um arrependimento enorme por ter negado o sorvete. Ela queria sentir a mesmo sensação que o garotinho sentiu, ela queria se sentir livre pelo menos por alguns segundos. Enquanto ficava na indecisão de comprar ou não o picolé, o sorveteiro ia se afastando mais e mais. Quando olhou em busca do sorveteiro percebeu que já era tarde demais, ele já estava muito longe para alcançar. A menina sentiu um arrependimento imenso por não ter comprado um picolé para si e depois um arrependimento maior ainda por não ter corrido atrás do sorveteiro, pelo menos ela teria tentado, mas nem isso ela fez.&lt;br /&gt;Depois do arrependimento veio a culpa, a culpa era só dela e se ela não era livre naquele momento era por pura incapacidade dela mesma. Depois da culpa veio a melancolia de saber que aquele sorveteiro não ia passar tão rápido pela sua frente de novo, se sentiu só, incapaz e presa. Presa a uma armadura que nem ela mesmo sabia que existia. Por que será que ela não tinha se dado aquela liberdade? E por que ela se sentia tão triste, tão culpada? Era só um picolé, não era? Por que aquilo tinha mexido tanto com ela? Outros sorveteiros virão, outros picolés virão. Não virão? Mas não, nada podia substituir aquele picolé, aquele sentimento tão diferente que havia tomado conta daquele garotinho.&lt;br /&gt;Ela resolveu passear pela praça, para tentar dissipar esses sentimentos e pensamentos tão confusos, tão sem nexo. Ela foi caminhando e cada passo seu parecia eterno, eterno e vazio. Como um passo pode ser vazio? Passos são passos. Mas não, os dela não. Seus passos não faziam sentido algum, faltava algum sentido, alguma direção, algum motivo. Ela estava distraída e pisou num pedaço de chão repleto de lama, havia chovido na noite anterior, apesar do sol escaldante que fazia naquela tarde. O seu pé se afundou na lama, primeiro a parte da frente, depois o calcanhar que ficou preso lá. Não completamente preso, se a menina fizesse uma pequena força para tirá-lo de lá ele sairia.&lt;br /&gt;Como podia chover na noite anterior e no dia seguinte fazer esse sol tão forte? Pensou na chuva, sentiu saudade da chuva, mas logo depois se deu conta de que sempre que havia sol sentia falta da chuva e sempre que chovia sentia falta do sol. Nunca estava satisfeita, mas quem está?&lt;br /&gt;Sempre ouvia nas conversas de elevador: &quot;Nossa que calor insuportável, não?&quot; ou &quot;Nossa, que frio insuportável, né?&quot; ou &quot;Nossa, quando vai para de chover, hein?&quot; ou então &quot;Nossa, o ar tá tão seco, né? Bem que podia chover um pouquinho!&quot; Ninguém nunca está satisfeito nem com o tempo, nem com a política, nem com os filhos, nem maridos, nem mulheres, nem amigos. Nunca nada é suficiente! Por que as pessoas eram tão inconstantes, tão insatisfeitas? A insatisfação constante leva a infelicidade, a amargura, ao pessimismo inacabável. Vai ver é isso que todo mundo procura: a infelicidade. Parece estranho, né? Mas a felicidade completa é muito difícil ou quase impossível de alcançar, então o mais fácil é conseguir a infelicidade mesmo.&lt;br /&gt;Ser infeliz é melhor do que não ser nada. Sentir tristeza é melhor do que não sentir nada, não é? A maioria das pessoas se perde no meio de tantos sentimentos que acaba negando a todos eles. Não sentindo nada absolutamente durante toda a sua vida. Passa todos os dia da semana seguindo a mesma rotina desprezível, sem gosto por nada, sem motivo algum. Vive por viver e para não sentir dor nega a todos os sentimentos existentes, e assim nega a sua própria vida, a sua própria existência. Portanto, quem sente dor, tristeza está muito mais próximo da felicidade. Felicidade deve ser um sentimento instantâneo, rápido, vem e vai como um cometa, se faz e desfaz rápido como miojo.&lt;br /&gt;Talvez ela só apareça para quem é sempre infeliz, os opostos sempre são tão próximos. Por que a felicidade e a tristeza não podem andar juntas? É isso, o grande objetivo de todo mundo é ser infeliz só para poder ser feliz de vez enquando, por pequenos momentos com picolés espalhados pela cara. Droga!&lt;br /&gt;O picolé, ela lembrou do picolé, e aí toda a frustração de não ter conseguido aquele picolé voltou a tona. Droga! Ela passou alguns minutos presa, perdida pensando em infelicidade e felicidade e continua presa na lama. O que as pessoas devem estar pensando?&lt;br /&gt;Quando se deu conta da situação que estava, percebeu uma mãe que balançava sua filha do balanço do parquinho ao qual havia parado em frente estava olhando fixamente para ela. A menina se sentiu profundamente envergonhada e tirou o pé com rapidez da lama, saiu andando com pressa toda desengonçada. Logo depois olhou para trás e percebeu que a mãe havia soltado uma gargalhada discreta vendo a menina toda atrapalhada. A menina sentiu seu rosto enrubrecer de vergonha, mas ao mesmo tempo se sentiu bem. Sua trapalhada havia feito alguém sorrir. Talvez aquele tenha sido o único momento &quot;miojo&quot; daquela mãe, ou não, talvez aquele tenha sido um dia cheio de momentos &quot;miojo&quot;. Afinal, era um belo Domingo de sol e ela tinha alguém com ela e estava óbvio nos seus olhos que era o alguém mais importante do mundo. Uma garotinha com olhos de jabuticaba da mãe, roupa cor-de-rosa e fitilhos na cabeça.&lt;br /&gt;A menina se lembrou então de quando era tão pequena quanto aquela garotinha, com o mesmo sorriso nos lábios, com a mesma inocência, mas não com os mesmos olhos de jabuticaba. A menina tinha olhos de amêndoas, olhos de amêndoas não refletem como olhos de jabuticabas, olhos de amêndoas não deixam extravasar todos os sentimentos, se escondem na divisão entre o claro e o escuro, entre o lago e as jabuticabas.&lt;br /&gt;Se afunda em águas profundas e submerge as camadas mais escuras das águas mais profundas das camadas mais escuras de águas mais profundas, que nem são tão profundas assim e muitas vezes nem tão escuras.&lt;br /&gt;Crianças nunca tem olhos de amêndoas, mas ela tinha e sabia exatamente o motivo, talvez não tão exatamente assim. Ela tinha um grande, enorme e magnífico segredo a esconder e o mantinha guardado a 7 chaves, 7 não porque é muito óbvio, o mantinha guardado a 248 chaves, porque 2+4+8=14 e 14=2x7 e isso sim fazia sentido.&lt;br /&gt;Esse segredo era tão tão secreto que nem ela mesmo sabia ao certo do que se tratava e era até melhor não saber, porque não sabendo não conseguiria contar para ninguém, assim seu segredo permanecia guardado as 248 chaves e completamente intacto.&lt;br /&gt;Ela sabia que nunca ninguém conseguiria conhecê-la por inteiro, todos eram incapazes de tal conquista.Nunca entendeu o motivo de sua existência nem o da falta dela. Nunca entendeu porque tinha uma necessidade tão grande de entender e uma impossibilidade maior ainda de conseguir. Nunca entendeu o motivo de nunca pensar em desistir, nem sequer pensar em desistir.&lt;br /&gt;Era persistente e determinada sem nenhum objetivo, apenas por ser. Ela era assim, tinha nascido assim com olhos de amêndoas e camadas ocultas de sua própria personalidade.&lt;br /&gt;A menina saiu com os passos pensativos e desequilibrados andando pela praça, estava cansada, aquele tinha sido um dia difícil. Não que ela tivesse feito muita coisa, mas estava cansada daquele dia, daquele e de muitos outros. Cansada de sempre pensar demais em tudo e nunca ser compreendida, exausta da sua própria vida.&lt;br /&gt;Sentindo a falta de &quot;momentos miojo&quot;, da utopia, dos sonhos, dos pés flutuantes e até da alienação. A alienação faz com que as coisas piores da vida, pareçam um pouco menos piores, não se sente a dor das crianças que morrem de frio nas ruas, não se sente a fome espalhada pelo mundo, não se sente a força das injustiças, nem a banalidade de milhares de sentimentos humanos.&lt;br /&gt;Aqueles olhos de amêndoas enxergavam tudo e por isso perdiam seu olhar. Eram tantos pensamentos, tantas saudades, tantas melancolias, tantas insanidades e desejos infundados que a cabeça da menina se confundia mais e mais. Será que ninguém sentia o mesmo que ela?&lt;br /&gt;Sentiu uma angústia imensa, uma angústia que transbordou seu corpo e a fez correr. Corria, corria muito, suada e ofegante, como quem ainda tem a esperança de ganhar uma corrida ou de salvar sua vida.&lt;br /&gt;Corria, corria. As pessoas a observavam sem saber ao certo por que corria, se estava apenas fazendo exercícios, se estava atrasada para um compromisso, ou por qualquer outro motivo. A única coisa que nenhuma daquelas pessoas imaginou foi que era corria incessantemente em busca de algo que a tornasse melhor.&lt;br /&gt;Ela desejava se libertar de neuras e medos, de parar um pouco de pensar em tudo e em todos. Sentia vontade de ser alienada, de ser simplista, objetiva e completa.&lt;br /&gt;Corria, corria. A essa altura já estava bem longe da praça e corria por uma avenida, que estava vazia naquele Domingo,. Corria, corria incessantemente. Seu corpo já estava cansado demais, mas ela não conseguia, não podia parar. Entrou em uma rua pequena, toda arborizada ainda correndo, o céu estava escuro e de repente desabou, começou a chover. Gotas grossas que batiam na terra e exalavam um cheiro inexplicável, inconfundível, que só quem já parou para sentir pode lembrar e quem lembra não esquece jamais.. Sentindo a chuva percorrer seu corpo a menina parou de correr, respirou ofegante e usufruiu daquela chuva, daquele momento. Pela primeira vez na vida, ao ver a chuva não sentiu saudades do sol, e sim sentiu a força e a beleza de sua presença.&lt;br /&gt;Cada gota batendo em seu corpo parecia levar tudo o que havia de ruim dentro dela. Ela gritou, não sabia o por que mas quis gritar. Gritou na sua dança com a chuva livremente. Gotas de chuva sim eram livres, dificilmente secavam antes de encontrar o chão, eram muito fortes e determinadas que lágrimas. De fato, se ela pudesse escolher entre ser um lágrima e ser uma gota, certamente seria uma gota de chuva.&lt;br /&gt;Não havia ninguém naquela rua, exceto ela, a chuva e um senhor. A menina se deu conta da presença desse senhor e quando olhou percebeu que aquele senhor que estava embaixo de um toldo de uma lojinha antiga era o sorveteiro. O mesmo sorveteiro que tinha proporcionado aquela imensa liberdade ao garotinho, o mesmo sorveteiro que traria a sua liberdade.&lt;br /&gt;Toda molhada e desengonçada foi pedir um sorvete, disse:&lt;br /&gt;― Um de morango, por favor. – com um sorriso imenso nos lábios.&lt;br /&gt;― É pra já senhorita. – disse o sorveteiro pegando o picolé.- Moça, posso lhe fazer uma pergunta?&lt;br /&gt;― Claro. – respondeu pegando o sorvete como quem encontra um tesouro ao abrir um baú antigo.&lt;br /&gt;― Porque a senhorita estava gritando na chuva? A senhorita está bem?&lt;br /&gt;― Sim, agora estou bem.&lt;br /&gt;― É você realmente parece bem. Sabe, nunca fiz uma coisa dessas. Gritar na chuva... – refletiu- é bom?&lt;br /&gt;― Eu também nunca tinha feito isso. Mas sim, é bom ,muito bom.&lt;br /&gt;― E como é a sensação?&lt;br /&gt;― A melhor que já senti na vida!&lt;br /&gt;― Me diga menina, o que te fez gritar na chuva? O que pensa da vida?&lt;br /&gt;― Sou o lugar onde estou e se onde não mais estou, estarei onde quiser, com quem quiser e como quiser.&lt;br /&gt;― Desculpa, mas não entendi nada. O que a senhorita quis dizer?&lt;br /&gt;― Sou o que sou e se hoje não mais o sou serei quem eu quiser, com quem quiser, como quiser, onde quiser, quando quiser, se quiser...E se não quiser não serei nada.&lt;br /&gt;O sorveteiro não entendeu absolutamente nada do que ela havia dito, mas achava bonito. Respondeu com um sorriso meio confuso e com um olhar confortador:&lt;br /&gt;― Então senhorita, aproveite sua chuva.&lt;br /&gt;A menina abriu a embalagem do picolé, deu a primeira lambida e foi como se tudo renascesse dentro dela. Ela mordeu, lambeu, se lambuzou, experimentou sua liberdade. Aquele picolé não tinha nada de especial era como tantos outros milhares de picolés de morango espalhados pelo mundo, mas nele havia uma coisa que nem mesmo o sorveteiro desconfiava, para aquele menina ele representava a liberdade.&lt;br /&gt;Um simples picolé devolveu a liberdade de uma menina e essa liberdade trouxe a esperança de poder viver a vida como bem entender, ser ela mesma, apesar da mente confusa, da loucura diária, apesar de ser diferente.&lt;br /&gt;A liberdade é o que difere as pessoas. Cada um é livre para ser o que quiser, pensar como quiser, sentir como quiser, desde que isso não prejudique o outro.&lt;br /&gt;Triste é perceber que a grande maioria das pessoas só se dão conta da liberdade quando são privadas de tal privilégio. Se passarinho não nasceu para ficar em gaiola e a menina muito menos. Ela era uma águia selvagem com olhos de amêndoa. Poderia voar pelos lugares mais complexos de sua mente, sem medo, sem angústia. Com aquela determinação podia mudar o mundo, ou pelo menos seu mundo.&lt;br /&gt;Jogou o palito do picolé no lixo que estava próximo e com a cara toda lambuzada caminhou de volta para casa debaixo de chuva.&lt;br /&gt;Não se importou com a transparência de sua roupa ou com o seu cabelo desarrumado, simplesmente o que importava naquele momento era o que havia conquistado naquele dia: a sua verdadeira liberdade. Aprendeu a lidar com seus raciocínios tão livres que se perdiam, mas tão presos que se perdiam também. Deixava que esses pensamentos se perdessem, pela sua mente ou as vezes pelo mundo, alguns eram inúteis, mas faziam parte daqueles pensamentos livres que trariam as asas da águia selvagem com olhos de amêndoas. E aí então o mundo fez sentido, o que fez sentido foi poder ter a liberdade de perder completamente o sentido.&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;　&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/631799671275885202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2009/09/liberdade-o-conto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/631799671275885202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/631799671275885202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2009/09/liberdade-o-conto.html' title='Liberdade - O Conto'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5545699959743749361.post-6994679252392199092</id><published>2009-09-06T22:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T22:16:08.540-07:00</updated><title type='text'>Luacura</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Luacura a loucura incurável das minhas palavras.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Luacura a insensatez de libertar palavras sem me conter.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:georgia;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Luacura vida minha, perdida, achada sem achar nada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luacura.blogspot.com/feeds/6994679252392199092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2009/09/luacura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/6994679252392199092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5545699959743749361/posts/default/6994679252392199092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luacura.blogspot.com/2009/09/luacura.html' title='Luacura'/><author><name>Maria Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00800227720007585720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAC8kyTVGV8jSaW0PTNcxJbxJOlvCKRpW1Tqk_ltgQnv0QolL2Cz7w4gBId8OlTt9xcl2eM1h-njh6OLzpOFWG7_5bZT7jnYmkTbJQYccCKImox08BHkNLNgkGKkEfrw/s1600/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>