<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394</id><updated>2024-09-14T06:39:13.950-07:00</updated><category term="cultura cidade sociedade"/><category term="política internacional"/><category term="sociologia"/><category term="sociedade"/><category term="cultura e sociedade"/><category term="Curtas da Semana"/><category term="cultura"/><category term="estudos e parcerias"/><category term="condições socio-econômicas"/><category term="economia"/><category term="COLABORADORES"/><category term="autoajuda"/><category term="crise mundial"/><category term="DENUNCIA"/><category term="AGENDA CULTURAL"/><category term="CURTAS"/><category term="Divulgação"/><category term="Especial: Areiópolis"/><category term="Marco Bettine"/><category term="ciências"/><category term="eleições"/><category term="política"/><category term="projetos"/><category term="Cidade de São Paulo"/><category term="Filmes"/><category term="o que é?"/><category term="política."/><category term="Blog"/><category term="CRÔNICA"/><category term="Resenha do Mês"/><category term="brasil"/><category term="dicas"/><category term="livro"/><category term="sistema financeiro"/><category term="Educação"/><category term="Enquete"/><category term="Eventos"/><category term="Tragédia"/><category term="arte"/><category term="negócios"/><category term="política internacional"/><category term="Domingo"/><category term="ENTREVISTA DO MÊS"/><category term="INOVAÇÃO"/><category term="Série: CIDADES"/><category term="Trailer de FILME"/><category term="filmes brasileiros"/><category term="ópera"/><title type='text'>Luis Vita - espaço público e cotidiano</title><subtitle type='html'>Entender ESPAÇO na extensão do seu conceito e nas suas diversas formas: virtual, material, idealizado. Espaço pensado como público e coletivo, social e justo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>183</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-2211205788735211002</id><published>2022-04-04T07:27:00.001-07:00</published><updated>2022-04-04T07:27:13.042-07:00</updated><title type='text'>A grande desistência histórica e o fim da sociedade industrial (RESENHA)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Merriweather; font-size: 18px;&quot;&gt;Por&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Merriweather; font-size: 18px;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; font-family: inherit; font-size: inherit; font-stretch: inherit; font-style: inherit; font-variant: inherit; line-height: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;LUIS FERNANDO VITAGLIANO*&lt;br /&gt;(publicado em &quot;&lt;a href=&quot;https://aterraeredonda.com.br/&quot;&gt;A TERRA É REDONDA&lt;/a&gt;&quot; em 24/03/2022 -&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;border: 0px; font-family: inherit; font-size: inherit; font-stretch: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; line-height: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://aterraeredonda.com.br/a-grande-desistencia-historica-e-o-fim-da-sociedade-industrial/&quot;&gt;Comentário sobre o livro recém-lançado de Marcio Pochmann&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Muitos economistas preferem olhar aos números ao olhar a história. Esses economistas e suas opções pelas matemáticas contam com uma vantagem incontestável: estão no terreno das precisões. Um PIB baixo ou uma inflação alta não se alteram na interpretação temporal, vão manter-se assim inexoravelmente. Mexer nas variáveis como taxa de juro, taxa de câmbio e salários têm consequências calculáveis e mecanismos de contágio identificáveis por modelos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Já os economistas que optam pelo olhar histórico para desenvolver suas analises, podem não contar com as grandes ferramentas de regressão e controle dos indicadores; mas contam com outra vantagem que jamais um econometrista vai ter: podem refletir e avaliar o passado, através da capacidade de tecer relações, propor o futuro como devir, discutindo avanços e retrocessos civilizatórios. Para este segundo perfil profissional, os números são apenas meios (secundários em relação aos movimentos históricos e as decisões políticas) de olhar para a construção nacional.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Marcio Pochmann, que obviamente se enquadraria no segundo perfil de pesquisador da área econômica está olhando para o passado recente para pensar os próximos passos do futuro. Seria redundante dizer que está discutindo a questão nacional, no sentido preciso do termo: sobre os rumos de uma nação que tem porte e capacidade de soberania.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Eleito pelo índice científico Alper-Doger (AD-2022) como o 4º mais importante economista brasileiro e o 11° Latino Americano,&lt;sup style=&quot;border: 0px; font-family: inherit; font-size: 0.625rem; font-stretch: inherit; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; line-height: inherit; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;[1]&lt;/sup&gt;&amp;nbsp;Pochmann acaba de lançar seu 62º livro:&amp;nbsp;&lt;em style=&quot;border: 0px; font-family: inherit; font-size: inherit; font-stretch: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; line-height: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;A grade desistência histórica e o fim da sociedade industrial&lt;/em&gt;. Obra que circula de forma ensaística por momentos históricos pregressos, para focar na Nova Republica enquanto período central dos seus questionamentos civilizatórios. A pergunta que instiga o leitor é se teremos ou não espaço político para a construção nacional que exige certas condicionalidades?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Já na introdução da obra, Pochmann defende que aquela burguesia nacional que se constituiu com um projeto nacional de desenvolvimento, insistiu em um país industrial, urbano, moderno e desenvolvido foi excepcional no sentido de exceção histórica. E, mesmo essa, que se contrapunha ao perfil oligárquico da burguesia associada e dependente, desistiu. Enfim, essa burguesia, ou essa fração da burguesia, acaba vencida pelo cansaço ao desse país do futuro, soberano e com índices de desenvolvimento e aceita a posição legada pelo neoliberalismo e suas camarilhas nacionais na posição de subalterna que a outra parte da elite rogava e prevaleceu.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;O que torna instigante no debate é o papel do Estado questionado no ensaio. Qual nação nos propomos a ter exige a pergunta de qual Estado é necessário? Dentro de uma elite subordinada e dependente ao capital internacional, avessa ao risco do empreendimento capitalista de alta competitividade domina a perspectiva de um Estado neoliberal, oligopolista – que dá segurança ao capital internacional ao passo em que defende os interesses locais de aversão á competição.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Sabemos que para se instituir um Estado burguês é preciso agir contra a intuição. Não cabe um estado liberal para um Estado burguês. É onde os economistas econometristas erram e os economistas históricos têm mais instrumentos: qualquer olhar para o desenvolvimento dos país desenvolvidos observa que o Estado é altamente interventor e atua na construção do desenvolvimento. Sabemos disso de Rostow a Myrdall, de McNamara a Mandel, de Dani Rodrick ou Stiglitz a Joo Chang. Por isso, para o Brasil desenvolver seu projeto nacional de desenvolvimento seria necessário um Estado forte, atuante e modernizador. O problema não é econômico, mas politico. Porque se parte da elite não quis, ou se o resultado das forças políticas de elite foi o afastamento do investimento em um Estado que pudesse ajudar na construção do Estado Industrial, sem uma classe trabalhadora que tenciona as relações de capital, isso não vai acontecer.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Sem a pretensão de fazer uma leitura mecanicista dos períodos explorados por Pochmann, mas me beneficiando de uma estratégia de condensação para expressar questões que são contextualizadas no livro, podemos supor que se estabelece uma interessante relação entre o capitalismo como modo de produção internacional, a versão brasileira do capitalismo que é inserido na divisão internacional do trabalho e o Estado necessário ou resultante das contradições da estrutura material de produção. Ou seja, nas condicionantes provocadas pela divisão internacional do trabalho, acompanhada pelo capitalismo nacional e suas correlações endógenas, configura por extensão uma figura de Estado quase que como resultantes das necessidades materiais do capital internacional, nacional e das forças políticas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;São três momentos usados e comparados no livro; tendo como recorte a Republica: (a) A Primeira República, com o Estado gendarme liberal, agrário, exportador e ainda com forte vinculo ao escravagismo ligado a divisão internacional do trabalho, onde o Brasil se coloca na posição de monocultura agrário-exportadora e disso resulta um estado liberal que respeita e fortalece as oligarquias; (b) O período posterior de industrialização que vai de Getúlio Vargas ao regime militar, onde as forças de industrialização encontram tanto no ambiente internacional como no projeto nacional espaço para atuar no processo de reposicionamento brasileiro na divisão internacional do trabalho, exigindo um Estado Industrial; (c) E o período da Nova República, onde o neoliberalismo volta a atacar a constituição de 1988 para recolocar o Brasil na condição de subordinação que antes se estabelecia e a versão neoliberal de estado fraco e subordinado provoca a desistência de parte da sociedade civil lutar por um Estado industrial.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Se a história se repete, ou se a história é cíclica, são subjetividades que não interferem no fato de que houve uma desistência histórica do Brasil consolidar-se como não soberana e autônoma diante da divisão internacional do trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Como quem quer discutir o futuro, a pergunta de Cazuza cabe: que pais é esse? Mas seria melhor nos perguntarmos que país queremos que seja? Para essa segunda pergunta a resposta passa necessariamente pelo Estado necessário que vai gerir políticas públicas que darão rumo ao projeto. A espera (ou esperança) fica para uma elite que discuta os rumos nacionais e redefina o Estado necessário, como os EUA da independência que estabeleceu seu pacto por soberania das colônias na união. E, na ausência dessa elite, são as classes populares que deve assumir a missão de tencionar a questão do desenvolvimento e das políticas públicas como fizeram na velha Europa do século XIX. Na desistência de personagens históricos coletivos decisivos (ou na insuficiência desses atores), a história brasileira tem se repetido entre a subordinação liberal e a subordinação neoliberal aos interesses de grandes corporações internacionais.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-color: white; border: 0px; font-family: Merriweather; font-size: 18px; font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; line-height: inherit; margin: 0px 0px 1.25rem; overflow-wrap: break-word; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;*&lt;strong style=&quot;border: 0px; font-family: inherit; font-size: inherit; font-stretch: inherit; font-style: inherit; font-variant: inherit; line-height: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Luís Fernando Vitagliano&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;em style=&quot;border: 0px; font-family: inherit; font-size: inherit; font-stretch: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; line-height: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;é cientista político e professor universitário&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/2211205788735211002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/2211205788735211002?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/2211205788735211002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/2211205788735211002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2022/04/a-grande-desistencia-historica-e-o-fim.html' title='A grande desistência histórica e o fim da sociedade industrial (RESENHA)'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-5944551809553258272</id><published>2017-05-12T07:23:00.003-07:00</published><updated>2017-05-12T07:28:44.907-07:00</updated><title type='text'>A condenação de Lula</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;por Luís Fernando Vitagliano&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
(publicado no &lt;a href=&quot;http://brasildebate.com.br/a-condenacao-de-lula/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;BRASIL DEBATE&lt;/a&gt; em 12/05/2017)&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Qualquer pessoa mais atenta e que acessou as gravações do
depoimento de Lula dia 10 de maio vai perceber que Sergio Moro já deu sinais de
quais argumentos vai usar e como procederá para condenar Lula. Quando o juiz
justifica porque as perguntas fora dos autos são importantes e quando o
advogado Rene Ariel Dotti, que representa a Petrobrás na acusação e se
destempera sobre os protestos da defesa que queria delimitar o interrogatório
aos limites dos autos, parte das elites jurídicas reacionárias dentro do
direito se vêem representadas pela fala ao sentenciar que a análise do caráter
do réu é parte fundamental da análise do juiz, dão pistas do que está por vir.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É o argumento de Rene Dotti que vai justificar a condenação
a Lula. Dotti é professor de direito penal na UFPR, não por acaso a mesma
instituição em que Sérgio Moro é professor.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pelo depoimento de ontem, baseado nas perguntas do juiz Moro
e no destempero de René Dotti posso antecipar a sentença à Lula? Esse artigo é
uma tentativa de leitura do depoimento a partir das perguntas dirigidas ao
ex-presidente por parte do Juiz Sérgio Moro e se fundamenta em uma tese muito
difundida por críticos aos abusos cometidos pela 5ª Vara de Curitiba: Lula nunca
foi réu, nunca teve sua defesa garantida, nunca se supôs sua inocência e,
quando indiciado, já estava condenado – as investigações são apenas para
justificar sua condenação e não para decidir se há provas para isso. Nesse
sentido, frágeis ou não, os argumentos para a condenação são apenas proforma,
estágio necessário para a teatralidade que toda operação que se realiza em
torno do ex-presidente se concretize.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Lula obviamente não estava sendo analisado a partir dos seus
atos, ou seus atos não dão argumentos para condenação. Então será preciso
ampliar o escopo para argumentar em favor da sentença. E o argumento da
condenação obedecerá a mais retrógrada das doutrinas jurídicas: a análise do
caráter. Justifica o juiz: em 2005 o então presidente Lula dizia se sentir
traído por membros do governo que cometeram desvios e foram condenados pelo
processo do mensalão. Já em 2014, Lula tinha outro discurso, conivente com os
condenados e repulsivo a justiça. O eminente Juiz dá a entender que há evidente
desvio de caráter em Lula, que aquele presidente que era a favor das
investigações e das condenações ao longo do seu mandato e fora da presidência
tornara-se parte conivente e interessada da corrupção. Nesse argumento, Lula
será condenado porque se soma os indícios (não comprováveis) de desvio de
função e tráfico de influência com a personalidade distorcida pela mudança do
caráter do ex-presidente.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em claro português: Lula será condenado primordialmente por
preconceito de classe, depois por desentendimento do que é política e total
incompreensão do que é uma gestão pública e o papel de um presidente da
república ou de um político. Para isso a necessária materialidade do crime se
torna desnecessária. Moro analisou, portanto, o caráter de Lula e tem provas de
sua mudança para uma mentalidade criminosa, deduzirá isso do depoimento e das
declarações de Lula a imprensa.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Condenará sem laudo psicológico ou
materialidade, mas a partir da relação entre as evidencias: desvio de caráter
do réu e indícios de crime apontados pelas testemunhas. Se é possível
estabelecer uma relação causal entre as coisas? É como se supor que uma
carteira que estava em cima da mesa foi roubada por alguém que estava próximo.
Por que? Você estava perto, é possível e por que seu caráter demonstra que em
algum momento da sua vida você proferiu a frase: “achado não é roubado”. Essa é
mais ou menos a lógica do criminalista René Dotti ao se contrapor a defesa e
dizer que a analise do caráter de Lula orienta o interrogatório de Moro.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O argumento positivista de que o caráter ou a origem inata
do criminoso é argumento suficiente para a condenação sumiram do direito
contemporâneo por um motivo muito simples: a história mostrou a quantidade de
erros e condenação de inocentes desmonta a tese das análises inatas e
adquiridas da personalidade. É aquele argumento que leva a supor que Judeu tem tendências a desvio de caráter, que negro é propenso à baixa inteligência,
que cigano é predisposto à bandidagem. É o argumento que supõe que petista não
sabe governar ou que governa desonestamente, mas que governa bem e com mais
honestidade que outros? Impossível pelas possibilidades da determinação
positivista do direto.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Parece uma ideia estúpida, mas é essa a linha de
interrogatório que seguiu Moro. Recortar e colar os discursos de Lula fora de
contexto só mostra que o juiz precisava de uma “materialidade” (declarações
soltas de Lula à imprensa) de que ele teria mudado de posição quanto à
corrupção para dizer que o caráter do ex-presidente é ou tornou-se corrupto e que
isso associado à leniente com criminosos do seu partido leva a supor que Lula
desviou-se da conduta moral de um réu inocente. O argumento parte do suposto
jurídico de que o Juiz é capaz de analisar (como um profissional do divã – neste
caso sem laudo técnico) o caráter de um réu.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
No melhor estilo positivista lombrosiano Moro já determinou
no seu interrogatório que Lula é uma figura perigosa e de caráter corrupto. Não
tem provas, mas suas convicções mostram que um filho de retirante nordestina,
que foi engraxate e se tornou torneiro nas fábricas do ABC não pode ter caráter
de presidente, não pode desempenhar essa função corretamente. Por trás disso
existe o preconceito sempre presente nas elites brasileiras de que Lula não
pode dar certo e se deu, é preciso condená-lo e recuperar as rédeas da
história.&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Luis Fernando
Vitagliano &lt;/b&gt;é cientista político professor universitário e autor deste blog&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/5944551809553258272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/5944551809553258272?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/5944551809553258272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/5944551809553258272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2017/05/a-condenacao-de-lula.html' title='A condenação de Lula'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-6539852739691965044</id><published>2015-12-01T04:57:00.001-08:00</published><updated>2015-12-01T04:58:25.599-08:00</updated><title type='text'>O pulso ainda pulsa: a ocupação das Escolas Públicas no estado de São Paulo pelo olhar de um educador. (por Luiz Carlos Seixas)</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;(O post desta semana abre espaço para o professor, educador, sociólogo e a quem tenho a honra de chamar de amigo, Luiz Carlos Seixas, o texto abaixo, de sua autoria, coloca-nos sob uma reflexão acerca da ocupação das escolas públicas de São Paulo. Boa leitura!)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;O pulso, Titãs&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;[...]O pulso ainda pulsa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;E o corpo ainda é pouco&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Ainda pulsa&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; line-height: 150%;&quot;&gt;Ainda é pouco[...]”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;Por
Luiz Carlos Seixas&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Lu%C3%ADs/Downloads/Artigo%20sobre%20as%20Escolas%20Ocupadas%20-%20Conhecimento%20Compreensao%20e%20Novas%20Legitimidades.doc#_ftn1&quot; name=&quot;_ftnref1&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Desde o começo do mês de novembro de
2015, Escolas vêm sendo &lt;i&gt;ocupadas&lt;/i&gt; por alunos, pais e professores no
estado de São Paulo. Motivos, causas ou razões? São vários, mas destaco alguns:
&lt;i&gt;resistir&lt;/i&gt; contra o processo de Reorganização da estrutura das Escolas que
aponta para o FECHAMENTO, sim, é isso mesmo, fechamento de 94 Escolas; garantir
uma Educação com qualidade social, pois é mais do que comum garotas e garotos
passarem o ano letivo sem professores de Língua Portuguesa, Geografia e
Biologia, entre outras disciplinas; garantir participação efetiva nas
estruturas de gestão da Escola para que sejam parte do processo educacional e
da própria Escola, ou seja, eles querem mais democracia; professores mais bem
pagos; resistir ao processo de entrega da educação pública do estado de São
Paulo ao setor privado, leia-se privatização, entre outros. Por mais paradoxal
que pareça, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e seu secretário de educação
Herman Voorwald, “propõem” fechar Escolas no momento exato que precisamos de
mais Escolas e mais Educação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjT2KgeFA1xM5n2bHhrdfqeGSE-rEYvXvtvYYdC2Nksxo3OFOHWtlJQIYms7OidDnpby-EnAQG6XCEiqiLS80Ux0fX1R3ilo0Ry4UMU42ycnEWbGQOi9gG__2TO06bMD2r1SdD5wib2qQtF/s1600/Escola_CC_01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjT2KgeFA1xM5n2bHhrdfqeGSE-rEYvXvtvYYdC2Nksxo3OFOHWtlJQIYms7OidDnpby-EnAQG6XCEiqiLS80Ux0fX1R3ilo0Ry4UMU42ycnEWbGQOi9gG__2TO06bMD2r1SdD5wib2qQtF/s400/Escola_CC_01.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que há de novo nesse movimento
organizado por jovens das Escolas Públicas do estado de São Paulo? Penso que os
estudantes, como atores sociais coletivos, ressurgem na cena política
brasileira, parafraseando Eder Sader, como novos personagens em uma nova
conjuntura e com uma velocidade que ninguém esperava, tal qual as mobilizações
de Junho e Julho de 2013. Querem mais democracia, direitos e justiça. Atuam de
forma mais horizontal e colegiada, articulando ação e reflexão. Aliás, cabe
ressaltar, que os estudantes, de forma mais organizada, estão presentes na cena
política brasileira desde os anos 1950, apesar das inúmeras tentativas de
silenciamento, sobretudo nos anos de chumbo (1964-1985). Foram esses elementos
que chamaram minha atenção para que saísse de casa, do aconchego da vida, para
perceber que o “pulso ainda pulsa”, que o novo aparece nos resíduos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi a partir do dia 19 de novembro
que procurei garotas e garotos da Escola Estadual Caetano de Campos da
Aclimação, com a mediação de um ex-aluno, agora professor. O que encontrei na
Escola em minha primeira visita? Alunos tomando conta da Escola, ocupando,
limpando, cozinhando e assumindo tarefas para o seu funcionamento e manutenção.
Preciso confessar que nesse primeiro encontro fiquei emocionado por encontrar
aqueles jovens ali onde aprendi a ser educador, na Escola. Apresentaram-me seus
lugares, ocupados ou não. Informaram como se organizam, como a cozinha funciona
e mostraram a despensa com as muitas doações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na cozinha encontrei dois garotos
responsáveis pela escolha e preparação do cardápio para os colegas, cozinhando
para pelo menos 50 pessoas no café, no almoço e no jantar. Cuidavam também da
organização da cozinha após cada refeição. Um deles demonstrou o desejo de ser
um &lt;i&gt;chef&lt;/i&gt;, cozinheiro mesmo. Nesse momento pensei, por que não? Com um
simples gesto desse garoto compreendi que a Ocupação serve de mote para que ele
expresse o seu desejo na ação, pois a Escola não lhe oferta essa possibilidade
no cotidiano. Ao despedir-me nesse primeiro encontro disse-lhes que se
quisessem traria pão fresco na manhã seguinte, o que foi aceito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBqLRLLJeU59VsYJCg_tEpjGsptXdvf3U5uZA42cwuYs7cjXcS-TNzwf-wLOO_qU2OxMiNcDzQMJSFiA3XkCoZb2PCmQxmDsgNadZlg8R6oxCgI_yYHPzHuPcz18G883vRBsegAvzvTHei/s1600/Escola_CC_02.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBqLRLLJeU59VsYJCg_tEpjGsptXdvf3U5uZA42cwuYs7cjXcS-TNzwf-wLOO_qU2OxMiNcDzQMJSFiA3XkCoZb2PCmQxmDsgNadZlg8R6oxCgI_yYHPzHuPcz18G883vRBsegAvzvTHei/s400/Escola_CC_02.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na manhã seguinte lá estava eu as 8
horas, como prometido, mas o café já estava servido e com todos retomando seus
lugares conforme o acerto da noite anterior. Alguns já estavam com a vassoura à
mão e começavam a limpeza da Escola. Outros, ainda sonolentos, exibiam seus
corpos cobertos por pequenas mantas, vagando pelos imensos corredores ou
deitados no colo de algum amigo pedindo, sem falar, aqueles cinco minutos a
mais para o organismo despertar. Como todo corpo que desperta e cresce, começam
a se exercitar e, garotas e garotos, jogam bola juntos. Num outro dia,
estenderam um plástico em uma das rampas, molhando e jogando sabão para fazer
um grande escorregador para seus corpos já grandes, crescidos. Deixaram de ser
meninos e meninas por um momento para serem apenas corpos que sorriem com o
prazer da brincadeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acompanhando o cotidiano da Escola, desde
então, muitas foram as atividades pedagógicas e de aprendizado que presenciei.
Oficinas de Fotografia, de Literatura e sobre Tecnologia da Informação,
palestra sobre Feminismo, roda de conversa sobre a presença das Ocupações na
mídia: o que estão falando?, sobre resistência não violenta e sobre ativismo e
movimentos sociais. O traço marcante dessas atividades é que eles escolhem e
deliberam sobre o que fazer ou o que ouvir, a partir da disponibilidade
daqueles que apoiam as ocupações, pais, educadores ou profissionais de várias outras
áreas do conhecimento. Isso sim é inédito, pois na Escola não aprendemos a nos
fazer ouvir. Somos todos – alunos, professores, pais e comunidade, apenas o
alvo das decisões tomadas em gabinetes distantes do mundo real. Esses jovens
aprendem política fazendo política.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwTltmB9WWb-SUmEny9GuLfC__5hg5yjMuY4ujPDpsV9VZvDT9TyVUWgt4Al6bF1-nREQsZk4uJ8YS3ynGZBPXzQOqIycTKr8E2iIFMFFpzd8OMnCnKIixUNNJKmf0fqkzn__rdTKSpxfM/s1600/Escola_CC_03.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwTltmB9WWb-SUmEny9GuLfC__5hg5yjMuY4ujPDpsV9VZvDT9TyVUWgt4Al6bF1-nREQsZk4uJ8YS3ynGZBPXzQOqIycTKr8E2iIFMFFpzd8OMnCnKIixUNNJKmf0fqkzn__rdTKSpxfM/s400/Escola_CC_03.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;Destaco ainda, nessa breve trajetória,
mais dois aspectos: o &lt;i&gt;cuidado&lt;/i&gt; que garotas e garotas tem demonstrado com
a infraestrutura da Escola e a forma como tem recebido a comunidade que apoia a
ocupação ou quer conhecer mesmo sem ainda apoiá-la. No Caetano, por exemplo, o
jardim da frente estava com o mato alto e não era alvo de cuidado há alguns
meses. Eles se organizaram para cortar o mato e também refazer os espaços ao
redor das árvores, até então encobertas. Dentro de um grande jardim criaram
seus próprios jardins dentro da Escola e agora é possível enxergá-la de dentro
para fora e de fora para dentro. Vários lugares têm sido objeto de intervenção
e cuidado. Limpam um lixo que parecia estar lá há alguns meses ou até anos. Em
duas oportunidades presenciei a recepção de pais e comunidade para o almoço.
Foram pelo menos 150 pessoas em cada um dos dias. Qual o sentido disso? Para
educação, &lt;i&gt;pertencimento&lt;/i&gt;, sem o qual ela não se realiza, não se completa.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que vejo nessas ocupações são os
desejos, pretéritos ou futuros, dessas garotas e garotos. Hoje são elas e eles
que nos dizem o que querem em sua Escola. Lutar, cuidar, resistir, brincar,
conversar, agir, organizar, estudar e aprender são verbos que tenho reaprendido
a conjugar com essas garotas e garotos. Nesse exato momento esses jovens estão
sob ataque do governo Alckmin, de seu secretariado e da mídia monopolista, pois
incomodam o institucionalizado e o estabelecido, e ocupando mostram que
existem, que estão ai. O que devemos ou podemos fazer? Apoiá-los, é claro!
Comparecer em suas Escolas, aos lugares que querem ficar, pois ai existem laços
e sentidos que só se tornam perceptíveis quando fazemos parte. Da janela de
nossas casas, do conforto de nossos sofás ou da tela de nossos computadores e
celulares, pouco sabemos e nada fazemos. Vá até uma Escola Ocupada e sinta que
ali o pulso, ainda pulsa!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear=&quot;all&quot; /&gt;
&lt;hr align=&quot;left&quot; size=&quot;1&quot; width=&quot;33%&quot; /&gt;
&lt;!--[endif]--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div id=&quot;ftn1&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoEndnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Lu%C3%ADs/Downloads/Artigo%20sobre%20as%20Escolas%20Ocupadas%20-%20Conhecimento%20Compreensao%20e%20Novas%20Legitimidades.doc#_ftnref1&quot; name=&quot;_ftn1&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Caracteresdenotaderodap&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;Caracteresdenotaderodap&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mestrando no Programa Interdisciplinar de
Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades – DIVERSITAS –
FFLCH/USP&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/6539852739691965044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/6539852739691965044?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6539852739691965044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6539852739691965044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2015/12/o-pulso-ainda-pulsa-ocupacao-das.html' title='O pulso ainda pulsa: a ocupação das Escolas Públicas no estado de São Paulo pelo olhar de um educador. (por Luiz Carlos Seixas)'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjT2KgeFA1xM5n2bHhrdfqeGSE-rEYvXvtvYYdC2Nksxo3OFOHWtlJQIYms7OidDnpby-EnAQG6XCEiqiLS80Ux0fX1R3ilo0Ry4UMU42ycnEWbGQOi9gG__2TO06bMD2r1SdD5wib2qQtF/s72-c/Escola_CC_01.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-219365367759413010</id><published>2015-05-21T09:05:00.001-07:00</published><updated>2015-05-21T09:09:22.074-07:00</updated><title type='text'>Vereadores: tempos difíceis, atenção redobrada</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;ecxbox-dest&quot; style=&quot;background-color: white; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif;&quot;&gt;
&lt;h1 style=&quot;color: black; font-family: &#39;Segoe UI Light&#39;, &#39;Segoe UI Web Light&#39;, &#39;Segoe UI Web Regular&#39;, &#39;Segoe UI&#39;, &#39;Segoe UI Symbol&#39;, HelveticaNeue-Light, &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, sans-serif; font-size: 22.5px; font-weight: normal; line-height: 31.9500007629395px; margin: 0px 0px 5px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; line-height: 18.9333324432373px;&quot;&gt;(publicado em Teoria e Debate da Fundação Perseu Abramo:&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 13.3333330154419px; line-height: 18.9333324432373px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.teoriaedebate.org.br/materias/politica/vereadores-tempos-dificeis-atencao-redobrada?page=full&quot; style=&quot;color: #0068cf; cursor: pointer; font-size: 15px; font-weight: inherit; line-height: 31.9500007629395px;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; line-height: normal;&quot;&gt;http://www.teoriaedebate.org.br/materias/politica/vereadores-tempos-dificeis-atencao-redobrada?page=full&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px; text-align: justify;&quot;&gt;
“Existimos”. Esse é o recado dos vereadores à direção partidária captado em uma amostra do levantamento realizado pela Secretaria de Formação do PT do estado de São Paulo para saber quem são e o que pensam os parlamentares petistas municipais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;ecxeyes&quot; style=&quot;color: #444444; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;A estrutura partidária quase não enxerga o parlamentar no munícipio&quot; class=&quot;ecximagecache ecximagecache-image_big_destaque&quot; height=&quot;345&quot; src=&quot;https://snt148.mail.live.com/Handlers/ImageProxy.mvc?bicild=&amp;amp;canary=nWGxieV%2fGReYFUeBxXgOq838xk%2bgZyvx%2bM%2fsuGn1b4E%3d0&amp;amp;url=http%3a%2f%2fwww.teoriaedebate.org.br%2fsites%2fdefault%2ffiles%2fimagecache%2fimage_big_destaque%2fmateria%2fimagens%2f1280px-camaraechapora.jpg&quot; style=&quot;border: none; line-height: 17.0400009155273px;&quot; title=&quot;&quot; width=&quot;460&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;ecximagem-integra&quot; style=&quot;background-color: white; color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;ecximagem-stuff&quot; style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;ecxdesc&quot; style=&quot;line-height: 17.0400009155273px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;&quot;&gt;
A estrutura partidária quase não enxerga o parlamentar no munícipio&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;ecxcredit&quot; style=&quot;line-height: 17.0400009155273px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Filipe Mesquita de Oliveira/Wikimedia&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;ecxnode-body&quot; style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Elegemos no estado de São Paulo 673 vereadores petistas em outubro de 2012. Talvez haja um pouco menos, atualmente, em exercício de mandato, em razão de algumas desfiliações e expulsões. Ainda assim, temos pelo menos 660 vereadores do Partido dos Trabalhadores em atividade no estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Existe uma tendência natural de vermos a atuação partidária focada na relação com os prefeitos e com os deputados e pouca (ou praticamente nenhuma) relação com os vereadores no sentido organizacional. A gravidade do problema aumenta quando se constata que o cargo de vereador, o que tem a maior capilaridade partidária, por ser o mais próximo da base política da sociedade e dos militantes, está disperso em áreas enormes. Isso ocorre mesmo no estado de São Paulo, que tem boa interligação e é relativamente denso geograficamente. Em cidades de pequeno e médio porte, não é incomum encontrar um único ou dois mandatos isolados petistas fazendo oposição a um mandato Executivo de direita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Além disso, ao olharmos com atenção o quadro a seguir, vemos o quanto o PT cresceu em número de cargos legislativos municipais. Entre os dez maiores partidos, o PT foi o que mais aumentou sua representação de 2008 para 2012 (22%), totalizando 5.067 vereadores em todo o Brasil em 2012. É o terceiro maior em cargos de vereador, perdendo apenas para PMDB e PSDB, que elegeram menos em 2012. Isso é contrário e oposto a qualquer cenário de crise. Mas nosso diagnóstico geral, dados os ataques que o PT vem sofrendo da grande mídia em especial e do Judiciário em parte, vamos ter uma queda considerável dessa capacidade eleitoral se medidas urgentes não forem tomadas para revitalizar essa relação entre a direção partidária regional e municipal sob a orientação programática do Diretório Nacional, que precisa olhar com maior atenção para a conjuntura descrita neste artigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Do ponto de vista organizacional, a estrutura partidária quase não enxerga o parlamentar no município. O próprio cargo de vereador é invisível enquanto representação partidária. Isso pode ser justificado por vários motivos: são em número muito grande, a dispersão existe, os vereadores têm pouco poder efetivo em um sistema político em que o Executivo se concentra sobremaneira nos municípios, e assim por diante. Mas o fato é que não são convocados para debates nem consultados sobre os assuntos partidários e, quando chamados, o são na mesma leva dos militantes de base, posicionando-se de igual modo ou sendo considerados de igual modo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;&quot; height=&quot;732&quot; src=&quot;https://snt148.mail.live.com/Handlers/ImageProxy.mvc?bicild=&amp;amp;canary=nWGxieV%2fGReYFUeBxXgOq838xk%2bgZyvx%2bM%2fsuGn1b4E%3d0&amp;amp;url=http%3a%2f%2fwww.teoriaedebate.org.br%2fsites%2fdefault%2ffiles%2fresize%2fpartidos_vereadores-433x732.jpg&quot; style=&quot;border: none; color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot; width=&quot;433&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 10px; line-height: 14.1999998092651px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 10px; line-height: 14.1999998092651px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 14.1999998092651px;&quot;&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.viomundo.com.br/politica/o-balanco-da-eleicao-para-vereadores-no-brasil.html&quot; style=&quot;color: #333333; cursor: pointer; font-weight: inherit; line-height: 14.1999998092651px; text-decoration: none;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em style=&quot;line-height: 14.1999998092651px;&quot;&gt;Viomundo&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 14.1999998092651px;&quot;&gt;reproduzindo infográfico do jornal&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;line-height: 14.1999998092651px;&quot;&gt;O Globo&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 14.1999998092651px;&quot;&gt;. Disponível em:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.viomundo.com.br/politica/o-balanco-da-eleicao-para-vereadores-no-brasil.html&quot; style=&quot;color: #333333; cursor: pointer; font-weight: inherit; line-height: 14.1999998092651px; text-decoration: none;&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;http://www.viomundo.com.br/politica/o-balanco-da-eleicao-para-vereadores-no-brasil.html&quot;&gt;http://www.viomundo.com.br/politica/o-balanco-da-eleicao-para-vereadores...&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 14.1999998092651px;&quot;&gt;. Extraído em 21/4/2015.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Com essa percepção à vista, foi elaborada pela Secretaria de Formação do Diretório Estadual do PT de São Paulo uma pesquisa simples e fácil de ser reproduzida em todas as outras esferas estaduais. A proposta foi entrar em contato com todos os vereadores e todas as vereadoras eleitos, por telefone, para que respondessem a cinco perguntas rápidas, com foco na questão da formação política:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;1) Há quanto tempo é filiado do PT?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;2) Qual tema gostaria que fosse abordado na formação política para&amp;nbsp;vereadores (para o exercício do mandato)?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;3) Curso de EaD (a distância, via internet) surtiria algum efeito na formação política de base?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;4) Participa de alguma comunidade religiosa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;5) Participa de algum movimento sindical ou social? Por exemplo, MST, MTST, MAB, academia/universidade etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Os resultados dessas formulações parciais podem ser resumidos nas considerações a seguir. Correspondem ao levantamento prévio que representa a base de setenta vereadores dos municípios ligados às macrorregiões do ABC, de Guarulhos e de Osasco. Sugerimos que outras secretarias façam também suas consultas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Sobre a primeira questão (tempo de filiação), podemos dividir em dois tipos de resposta: o quadro histórico que conhece e milita no PT desde os anos 1980 e 1990 e tem boa consciência de seu papel político e aquele que aderiu recentemente ao projeto do partido, em grande parte estimulado pelas vitórias eleitorais. Em relação a este, percebemos uma dificuldade tremenda de saber quem são os novos&amp;nbsp;vereadores. Essa nova geração de vereadores não está entre os &quot;quadros históricos&quot; do PT nos municípios e muitos mal são conhecidos pela burocracia partidária em suas próprias regiões. Não são quadros forjados nas estruturas do partido (e, mais grave, não foram acolhidos), mas constituíram uma base pessoal considerável. Por não terem relações históricas com o PT, conhecem pouco os caminhos a seguir, sentem necessidade de diálogo e contato com as lideranças do partido, particularmente, na relação com as instâncias internas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Para a segunda pergunta (tema para aprimorar a formação), a resposta foi bastante direta:&amp;nbsp;nossos&amp;nbsp;vereadores&amp;nbsp;sentem extrema necessidade de aperfeiçoar sua atuação parlamentar no sentido técnico e sentem necessidade de iniciativas externas para isso, pois não têm conhecimento, embasamento, assessoramento próprio que os auxilie. Os temas mais técnicos são os mais emergenciais. Os mecanismos da legalidade legislativa (formatação de projetos de lei, compreensão e diferenciação entre leis ordinárias e leis complementares, emendas em leis etc.), governo, gestão, orçamento, estatutos e emendas parlamentares precisam ser discutidos, apresentados e trabalhados segundo uma visão petista e transformadora da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Na terceira pergunta (sobre o EaD), a percepção é que estamos engatinhando no uso de ferramentas modernas de formação. Nesse campo, já são conhecidas e incorporadas as iniciativas da Fundação Perseu Abramo e seu caminho, por meio de cursos do Laboratório de Gestão, como um espaço importante de formação. Mas algo específico para o Legislativo não chega a ser citado ou trabalhado e sempre se torna foco o caso do Executivo e seus problemas. Nossa impressão – do modo como as coisas se desenham – é que vereador é um cargo de expectativa (como o de vice-prefeito): você está vereador para esperar as condições ideais (ou melhores) para candidatar-se a prefeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;As respostas à quarta pergunta, sobre a questão religiosa, não deveriam, mas surpreenderam. Em sua base política institucional (vereadores), o PT ainda mantém uma relação muito forte com as religiões, marcadamente com a Igreja Católica: 30% dos vereadores petistas são católicos praticantes e 10%, evangélicos – em quase sua totalidade, neopentecostais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Os&amp;nbsp;vereadores&amp;nbsp;evangélicos crescem exponencialmente e, na contramão disso, são os que mais sofrem pressão social para sair do PT. Alguns relatam ser pressionados por seus pastores para abandonar o partido. A base religiosa ainda é forte e tem gerado problemas legislativos enormes em razão da falta de atenção sobre esse tema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Os relatos sugerem que os vereadores são uma oportunidade aberta para discutir a relação político-partidária com a base religiosa da sociedade. E a melhor referência para dar respaldo à questão é o próprio histórico do PT, sintonizado com a discussão da inclusão social, da liberdade religiosa e do acolhimento à diversidade. Como exemplo, podemos citar a Grande São Paulo: temos 3% dos quadros (ou dois vereadores) que são pais de santo, com atividades ligadas às religiões de matriz africana – um à umbanda e outro ao candomblé. No âmbito federal, podemos dizer que boa parte dos parlamentares da “base aliada” que fazem às vezes o papel de parlamentares de oposição tem em sua origem e base política as igrejas cristãs e são notadamente evangélicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;O fato é que relegamos ao total descaso os processos municipais, sujeitos a todo tipo de indefinição e conflito, e o abandono dessa base ou o desconhecimento desses dados internos do PT podem tornar-se um problema irreversível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Na última questão (sobre a participação em movimentos sociais ou sindicais), aparece outra preocupação para a qual nossa política deve atentar: embora tenhamos ainda boa parte dos parlamentares ligada a movimentos sociais e sindicais, é grande o número de&amp;nbsp;vereadores&amp;nbsp;eleitos que não tem relação com nenhum tipo de movimento. Assim, a última pergunta se liga à primeira. As novas gerações são descoladas de base organizada nos movimentos sociais e se sustentam no próprio nome ou no mandato. Além de serem&amp;nbsp; naturalmente mais frágeis, cabe perguntar que mecanismos organizam esses mandatos. Seriam os mesmos mecanismos clientelistas da direita? Não é o caso de dar mais atenção, formação a esses mandatos, antes que sigam o caminho do parasitismo puro em relação ao partido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;No momento em que a conversa permitiu uma manifestação mais livre ao entrevistado, foi-lhe perguntado o que gostaria de dizer ao diretório sobre sua atuação política e que cobrança ou contribuição teria a apresentar. A palavra mais repetida foi “existimos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Para a maior parte daqueles que foram procurados por telefone ou receberam visita da direção estadual, esse foi o primeiro contato feito por uma secretaria do PT com eles, seja no atual mandato, seja em outros. Nossa expectativa é que a formação política direcionada preencha esse vazio que se coloca entre o partido e esse quadro dirigente, que muitas vezes é confundido com militante de base.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;O resultado dessa pesquisa ainda não está completo em nível estadual, pois seguimos conversando com parlamentares municipais das demais macrorregiões do estado de São Paulo. Mas é notável que essa amostra surja como uma necessária preocupação política do Partido dos Trabalhadores em nível estadual e nacional, principalmente tendo em vista que os vereadores dessa etapa da pesquisa são moradores da região metropolitana da capital paulista, razão pela qual, pelo menos em tese, têm maior proximidade ao menos geográfica com as lideranças políticas do PT das instâncias superiores. No entanto, isso não é, no caso dos vereadores, um privilégio, pois a distância das quais reclamam aparece do mesmo modo quando se dialoga com vereadores do interior. É&amp;nbsp;mais do que urgente debatermos uma política de formação, acompanhamento, apoio, gestão e assessoramento político aos mandatos de nossos vereadores e vereadoras, pois são eles e elas os que primeiro debatem, explicam, justificam, combatem a direita. São a linha de frente do partido e reconhecidas referências políticas em suas bases. Alguns são os caminhos que nos levarão a sair da atual crise política, e o diálogo com nossos vereadores e vereadoras, com certeza, é um deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-family: &#39;Lucida Grande&#39;, &#39;Lucida Sans Unicode&#39;, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;font-weight: bold; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Toninho Kalunga&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;está na coordenação da Secretaria de Formação Política do Diretório Estadual do PT de São Paulo e foi vereador por dois mandatos (2004-2012) em Cotia (SP)&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;font-weight: bold; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;display: inline !important;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;font-weight: bold; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;strong style=&quot;font-weight: bold; line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;Luís F. Vitagliano&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 17.0400009155273px;&quot;&gt;é professor de Ciência Política e integrante do Laboratório de Gestão e Políticas Públicas da Fundação Perseu Abramo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/219365367759413010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/219365367759413010?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/219365367759413010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/219365367759413010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2015/05/publicado-em-teoria-e-debate-da.html' title='Vereadores: tempos difíceis, atenção redobrada'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-5750186899602036146</id><published>2014-11-09T18:22:00.001-08:00</published><updated>2014-11-09T18:25:52.171-08:00</updated><title type='text'>Nem golpe, nem chantagem: a redenção dos derrotados</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Luís Fernando Vitagliano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg35IOXXkxu1l2uRyltV9jBG1jeo0WU5E9J_QvWY6OKEBsxtlLcllQUcYImHeS8E-BM701vb0hbkQCzgQm6AXEdmLCyyxq3VH-W5QAKjmB8JrAiPRnVneL1UFV1hm_ztvRlKUtUHxa137SU/s1600/lobao.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg35IOXXkxu1l2uRyltV9jBG1jeo0WU5E9J_QvWY6OKEBsxtlLcllQUcYImHeS8E-BM701vb0hbkQCzgQm6AXEdmLCyyxq3VH-W5QAKjmB8JrAiPRnVneL1UFV1hm_ztvRlKUtUHxa137SU/s1600/lobao.jpg&quot; height=&quot;106&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muita gente aparenta estar
preocupada, assustada ou, pelo menos, incomodada com as manifestações de ódio e
até com as especulações e pedidos de impedimento da presidenta. Mas, o blefe
não pode ser visto assim, porque o resultado improvável dos golpistas é menos
importante que seus efeitos indiretos para a determinação do novo governo: trata-se
de uma estratégia orquestrada para minimizar o impacto da vitória do PT e
provoca a esperada acomodação conservadora que sempre se instaura com a derrota
das elites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, não há condições e não
haverá terceiro turno. As eleições acabaram e o que está em jogo neste momento
é qual será a direção do novo governo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não existe possibilidade objetiva
para nenhum golpe. Em primeiro lugar porque não há apoio internacional e isso é
pré-condição fundamental para qualquer ação antigoverno. Embora pareça jargão,
é fato: se não há apoio dos EUA, não há condições materiais nenhuma para o
golpe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por que não há apoio dos EUA?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1s1v9UvD8VZngpH16bXZOcwx5sctH0AtKt_AXg4UgSwfMvS1GCdeSjbUetwIcoz-PS_TXs0nogVvgWJCJKCO5mpjDK8WyY318k9b-nQO0lr9a37onyVzcMUUR79vwkrFx540A5paRrSRl/s1600/obama.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1s1v9UvD8VZngpH16bXZOcwx5sctH0AtKt_AXg4UgSwfMvS1GCdeSjbUetwIcoz-PS_TXs0nogVvgWJCJKCO5mpjDK8WyY318k9b-nQO0lr9a37onyVzcMUUR79vwkrFx540A5paRrSRl/s1600/obama.jpg&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em primeiro lugar, o próprio
presidente Barack Obama obrigou-se a rapidamente dizer em público que
reconhecia a democracia brasileira, parabenizou a presidenta reeleita e
reconheceu o resultado das urnas. Ou seja, dizia aos seus (aos investidores que
tem dinheiro no Brasil) que qualquer aventura não contara com o arsenal ou o
endosso do governo dos Estados Unidos. Depois de atuarem fortemente nas
eleições, apoiando no submundo da informação e do mercado e favorecendo um ou
dois candidatos da direita, reconheceu a derrota e agora vai tomar sua clássica
medida pragmática de minimizar possíveis perdas.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fora o reconhecimento do atual
governo, não há alternativa aos EUA. Apoiaria um impedimento da presidenta no
Brasil ou um golpe civil militar se houvesse condições de vencer. Mas, qualquer
indicação de que o governo Obama não iria reconhecer os resultados eleitorais
do Brasil, China, Índia e Rússia fatalmente não vão se calar. O BRIC não
silenciaria, diante dessa ação imperialista. Reunidos no Brasil em agosto deste
ano duas medidas foram inéditas e fundamentais para a garantia de novas
parcerias estratégicas que ressaltaram a soberania brasileira e sua
independência: acordos de desenvolvimento de tecnologia próprios em segurança e
defesa e o Banco dos BRICs com a maior carta de crédito do mundo. Foi sem
dúvidas a maior vitória da política externa do governo Dilma em termos de
resultados.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E não se trata de oposição aos
EUA. Mas, de equilíbrio de poder.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os EUA não vão bater de frente em
uma aventura contra o Brasil. Sua avaliação agora é que se tencionar a relação
podem ficar fora do jogo e perder a mais importante parceria estratégica do
hemisfério americano. Já avaliaram e sentenciaram que não existe essa condição de
reverter o quadro e o próprio Obama já tratou mudar a estratégia, do confronto
à fraternidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somado a esse fato, respiraram
aliviados Mujica, Kirschner, Bachellet, Morales, Santos, Corrêa e Maduro pelo
menos. Não se trata de bolivarianismo como branda a direita torpe. Mas houve
sim o autonomismo tomando conta da região depois da onda neoliberal dos anos
1990 que reivindicava a retomada do desenvolvimento tirado da América do Sul
pelo Consenso de Washington. Por isso tantos bastidores americanalhados nestas
eleições.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com as atitudes ligadas ao
desenvolvimento nacional e autônomo por parte do governo, os militares no Brasil
se deram por satisfeitos. Mesmo que incomodados com as comissões da verdade,
sabem que o apoio dos EUA custa sempre muito caro e as parcerias com Russia,
China, India, União Europeia e Mercosul são estratégicas ao Brasil. Se tem uma
coisa que os militares concordam com o PT é em termos de segurança, defesa e
política externa.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDJXcB_67hn4oQQMsVsL1_zyLTW1WFZa-5ohhsDjtVg-ekQXnwd8-KD7oCsNZ_pcJWcRyksuOeI6bfOTow1uREWGaIqprW9mEYX7BN2h8VWeABt5JYNdATUUMNI2-ofY2miZ9w0ZHCvixC/s1600/sampaio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDJXcB_67hn4oQQMsVsL1_zyLTW1WFZa-5ohhsDjtVg-ekQXnwd8-KD7oCsNZ_pcJWcRyksuOeI6bfOTow1uREWGaIqprW9mEYX7BN2h8VWeABt5JYNdATUUMNI2-ofY2miZ9w0ZHCvixC/s1600/sampaio.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Ambas as forças debandadas isolou-se
em seu palavrório as elites brasileiras.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os investidores nacionais que
perderam dinheiro com a derrota da oposição agora tentarem convencer os
investidores estrangeiros a retirar seu dinheiro do país, mas próprio Banco
Mundial hoje deu sinais de que não vai entrar na onda conspiratória e reforçou
sua posição de que o Brasil é um bom lugar para investimentos. Entre sangrar a
economia brasileira para compensar a derrota nas urnas e a urgência de ocupar
posições antes que China e Rússia o façam, a elite internacional já se decidiu.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De qualquer modo, a estratégia do
choque e do terror é o ultimo suspiro dos derrotados. Se não der certo, pode
dar algum resultado. A ação se sustenta na teoria do choque: para vencer o
inimigo e mudar a tendência da história, nada melhor que começar a disputa com um
choque. O choque neutraliza, imobiliza, trava e enquanto isso você tem momentos
preciosos para a ação. O primeiro estrago de qualquer bomba é o barulho. Então,
não é por nada que se faz muito barulho. Que já tem seus primeiros termos: é
preciso acalmar o mercado.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Todavia, pensando objetivamente e
afastadas todas as distopias do terror: a disputa foi vencida por um discurso
de esquerda. A oposição não perdeu um jogo, não perdeu uma aposta, não perdeu
uma guerra, perdeu a eleição de seu modelo. E não existe nenhuma racionalidade
no fato de que mesmo derrotados os agentes do mercado determinam as políticas
econômicas. Além disso, Dilma só venceu porque reconheceu que precisa avançar
em direção a ampliação da cidadania e isso implica hoje em reduzir vários
privilégios de setores parasitários.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Portanto, enquanto as negociações
durarem, o clima de instabilidade é estratégico para a direita. Mas, a
mobilização das forças progressistas que ainda permanecem no pós-eleitoral é o
antídoto a qualquer choque de gestão. E isso tem mostrado que de fato ainda estamos
no momento mais radicalizado no Brasil desde 1989 – assim: bastante delicado.
Mas, entre as coincidências e os desencontros históricos, é preciso fazer valer
que, desta vez, a eleição foi ganha pelo PT.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/5750186899602036146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/5750186899602036146?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/5750186899602036146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/5750186899602036146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2014/11/nem-golpe-nem-chantagem-redencao-dos.html' title='Nem golpe, nem chantagem: a redenção dos derrotados'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg35IOXXkxu1l2uRyltV9jBG1jeo0WU5E9J_QvWY6OKEBsxtlLcllQUcYImHeS8E-BM701vb0hbkQCzgQm6AXEdmLCyyxq3VH-W5QAKjmB8JrAiPRnVneL1UFV1hm_ztvRlKUtUHxa137SU/s72-c/lobao.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-6228343556122047315</id><published>2014-10-22T07:31:00.003-07:00</published><updated>2014-10-22T07:31:46.865-07:00</updated><title type='text'>Corrompidos</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfJR0_Y9DB-pTjMBzH8nSK64MXEI-PRVdMcfHBCMig8X3q4PdTpPIUWHBMBk3V3R_ucCzeMUJzgAjAQkI0eZReP0DM1f9IiTX28Ym9EnnflTuNLLUsRDD1j8JIlLeHQyCRRfgMa7mhwPmd/s1600/angelusnovus.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfJR0_Y9DB-pTjMBzH8nSK64MXEI-PRVdMcfHBCMig8X3q4PdTpPIUWHBMBk3V3R_ucCzeMUJzgAjAQkI0eZReP0DM1f9IiTX28Ym9EnnflTuNLLUsRDD1j8JIlLeHQyCRRfgMa7mhwPmd/s1600/angelusnovus.jpg&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;303&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;tab-stops: 37.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Epigrafe&lt;/b&gt;: Walter Benjamin sentencia: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;tab-stops: 37.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 1.0cm; tab-stops: 37.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;“Há
um quadro de klee que se chama &lt;i&gt;Angelus Novus&lt;/i&gt;. Representa um anjo que
parece querer afastar-se de algo que ele encontra fixamente. Seus olhos estão
escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter
esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia
de acontecimentos ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente
ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para
acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas, uma tempestade sopra do paraíso
e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fecha-las. Essa
tempestade o impele irreversivelmente o futuro, ao qual ele vira as costas,
enquanto o amontoado de ruína cresce até o céu. Essa tempestade é o que
chamamos de progresso.” (em: “&lt;i&gt;Obras escolhidas: Magia e técnica. Arte e
Política&lt;/i&gt;”. São Paulo, Editora Brasiliense: 1987. – S&lt;b&gt;obre o Conceito de
História&lt;/b&gt;, página 226).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 1.0cm; tab-stops: 37.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 1.0cm; tab-stops: 37.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/6228343556122047315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/6228343556122047315?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6228343556122047315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6228343556122047315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2014/10/corrompidos.html' title='Corrompidos'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfJR0_Y9DB-pTjMBzH8nSK64MXEI-PRVdMcfHBCMig8X3q4PdTpPIUWHBMBk3V3R_ucCzeMUJzgAjAQkI0eZReP0DM1f9IiTX28Ym9EnnflTuNLLUsRDD1j8JIlLeHQyCRRfgMa7mhwPmd/s72-c/angelusnovus.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-1622824542699689905</id><published>2014-09-25T05:49:00.000-07:00</published><updated>2014-09-25T19:30:38.590-07:00</updated><title type='text'>Análise de conjuntura eleitoral ou causas e consequências do baixo desempenho de Padilha como candidato ao governo do Estado de São Paulo.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em 2014 talvez
o PT tenha o pior desempenho das ultimas cinco eleições para governador 
em São
Paulo e isso mesmo que não seja decisivo, pode ser um fator inibidor 
para as pretensões de reeleição de Dilma (certamente ajuda a campanha 
não se decidir em primeiro turno). Este texto
pretende discutir possíveis efeitos das eleições para governador no 
Estado e
algumas hipóteses do baixo desempenho petista. Antes de tudo, é preciso 
destacar
que o quadro se desenha em dois grandes eixos: campanha dos adversários e
 do antipetismo e erros
coletivos de estratégia do PT.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Pode
ser demonstrado que o desempenho desta campanha para governador fica 
muito aquém do que historicamente o PT atinge, para a eleição de 
governador em São Paulo. Se compararmos com o desempenho de Aluízio 
Mercadante há 4 e 8 anos , o PT tinha neste
momento, em torno de 23% das intenções de votos - desempenho inclusive 
melhor
que o de Haddad há dois anos (veja gráfico 1):&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixcU2YqKz75C3Owhcs2EeCsXJAlrTvxlYoS_eAh98AlQ3FIdhPCi1X2apX_nfF5_scxWR5G3CaRxfEJTYf7FvGYXP1bupNqOqtsiUVN-GYeMYOrM2bvkU2zS5C0XRQ_0NTAIAWTgPLPPkc/s1600/Padilha_01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixcU2YqKz75C3Owhcs2EeCsXJAlrTvxlYoS_eAh98AlQ3FIdhPCi1X2apX_nfF5_scxWR5G3CaRxfEJTYf7FvGYXP1bupNqOqtsiUVN-GYeMYOrM2bvkU2zS5C0XRQ_0NTAIAWTgPLPPkc/s1600/Padilha_01.jpg&quot; height=&quot;285&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em 2012, Fernando Haddad já era
apontado nas pesquisas de opinião com cerca de 18% dos votos na mesma época
(entre 25 e 26 de setembro). É o praticamente o dobro das intenções de votos
que os institutos apontam para Alexandre Padilha hoje (Veja gráfico 2).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: yes;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin52OZtqIkCcmku0ng08SuoGhNTwMr59efa8mHepZeizpG7ja8CvKCxHegBev19bH7eil5YblJTjL3OaTydb4oqH6LnbqsnYSlHAN-BxrGZyXl6hZ1DyjDuOOAarJDCHWHcLmUlELUFtkT/s1600/Padilha_02.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin52OZtqIkCcmku0ng08SuoGhNTwMr59efa8mHepZeizpG7ja8CvKCxHegBev19bH7eil5YblJTjL3OaTydb4oqH6LnbqsnYSlHAN-BxrGZyXl6hZ1DyjDuOOAarJDCHWHcLmUlELUFtkT/s1600/Padilha_02.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
De
todos os problemas de intenções de votos que podemos observar, talvez o menos
importante seja que Padilha era um desconhecido Ministro da Saúde (mais um “poste”
indicado por Lula). Com um mês de exposição na TV esse problema se dissipa
completamente. Somado ao fato da estrutura partidária e da capacidade de
mobilização do partido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não defendo que seja um
problema do candidato, defendo a hipótese que é um problema mais geral, 
que vai da estrutura social para a organização de campanha. Se focarmos 
na cultura política paulista, que certamente é conservadora, e tomarmos 
como ponto de partida as opções de campanha e decisões equivocadas, 
talvez haja até uma leitura equivocada da invencibilidade ou da força 
tucana no estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A última e única vez que o PT foi
para o segundo turno de uma eleição para governador de São Paulo faz doze anos
com José Genuíno. &amp;nbsp;Ao contrário de Marta
Suplicy (que em 1998 deu lugar a Mario Covas para enfrentar Maluf no 
segundo turno), Genuíno conseguiu sua façanha superando justamente Maluf
 e atingindo 32% dos eleitores. As pesquisas apontavam 24% das intenções
 de votos na ultima semana do mês de
setembro. (veja Gráfico 3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVUnPw-YMLhLw1n4ozX9H6R5g4h_nys4xEgbgR9xUu3l0iHCqlxsEy8pHo-bDIYegrt4dXVUqV5vSPcqcl1b2xb2faT7oAdT8B7Zwqw0Y1l2T6c6BVd33X8hXVnLZXPRxTmhSrPqTq5KlN/s1600/Padilha_03.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVUnPw-YMLhLw1n4ozX9H6R5g4h_nys4xEgbgR9xUu3l0iHCqlxsEy8pHo-bDIYegrt4dXVUqV5vSPcqcl1b2xb2faT7oAdT8B7Zwqw0Y1l2T6c6BVd33X8hXVnLZXPRxTmhSrPqTq5KlN/s1600/Padilha_03.gif&quot; height=&quot;358&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O desempenho
de Genuíno no segundo turno foi bastante modesto se tomarmos por base aquela
conjuntura de onda vermelha com a eleição de Lula e toda a comoção em torno da
chegada do PT ao Palácio do Planalto. Assim, de modo geral, todas as apostas de
campanha paulista não foram bem sucedidas. Mas, desta vez se torna grave
porque todas as expectativas negativas foram superadas e a crença de que em algum momento Padilha passaria Skaf esta cada vez
menos provável, mesmo que ainda seja possível levar a disputa ao segundo turno –
este fato ainda depende muito mais da capacidade de mobilização do PT do que do
PMDB.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também não
podemos atribuir aos méritos administrativos do PSDB o mau desempenho atual. A
nota calculada para o governo Alkmin é de 5,9 e seu índice de bom e ótimo é de 41% (Veja Gráfico 04).
Se comparado esse número com a presidenta Dilma, ela tem uma nota de 5,6 e um
índice de bom e ótimo que oscila em torno dos 39%. São avaliações muito próximas. Acontece que o governador
tem 14% de índice de rejeição enquanto a presidenta tem 31% - mais que o dobro.
O próprio Alexandre Padilha em São Paulo tem um índice de rejeição de 23% - vindos
simplesmente de onde?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJBYQr9lAXauQu2pMCvbHQLTmWKpf3Hl4cSg7N2dhZ90kmPSnTARZLvCRx59PnX3mkUfWIEoA_C038HJ3CrvBgTajJTeNnj64B4H9YlR661vrhUWIvRA_murSGDKzQmA25BpcvsEySsPgB/s1600/Padilha_04.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJBYQr9lAXauQu2pMCvbHQLTmWKpf3Hl4cSg7N2dhZ90kmPSnTARZLvCRx59PnX3mkUfWIEoA_C038HJ3CrvBgTajJTeNnj64B4H9YlR661vrhUWIvRA_murSGDKzQmA25BpcvsEySsPgB/s1600/Padilha_04.png&quot; height=&quot;216&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto,
Alkmin não faz um mau governo, mas também não faz um bom governo opinião do eleitorado. Do
ponto de vista qualitativo, é o governo mais frágil dos últimos 16 anos de
PSDB. Violência Pública estourando, escândalos abafados do Metrô, nenhuma marca
ou realização importante, crise pra lá de séria na água. Por que então podemos
julgar que o eleitor paulista apresenta dois pesos e duas medidas em relação
aos governos do PT e PSDB? E principalmente, por que – ao contrário do cenário nacional
– a campanha não tem efeito em relação ao eleitor rever sua posição?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A resposta
padrão: Mídia, em parte explica. Mas apenas em parte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Paulo tem
a mídia impressa mais tendenciosa do país. Mas, isso não é apenas causa como
também efeito para o eleitorado reacionário. Os jornais (Folha e Estado), as revistas (Veja,
Época e Isto É!) são compradas em massa pelos eleitores paulistas. Muitos
buscam as informações que esses veículos de comunicação apresentam. Como existe
mais poder aquisitivo no estado, existe mais propensão a assinar um jornal ou
revista por parte do eleitorado. Se esta classe média (com todos os problemas
que o termo tem) é maior, maior será seu peso nas decisões públicas e
eleitorais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Paulo se
divide claramente em centro e periferia – como o restante do Brasil. Mas,
diferente do restante do país, o centro é tão volumoso quanto a periferia. De
outro lado, deve ser o estado da federação que mais diferenças na relação entre
capital e interior – e o interior tem uma classe média conservadora mais
volumosa que não pode ser medida em termos de renda, mas deve ser pensada em
termos de comportamento político (basta ler “os parceiros do rio bonito” de Antônio
Cândido para perceber a diferença entre o bandeirante e o caipira)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se a região
metropolitana de São Paulo é concentrada, tem metade dos eleitores e 39
municípios, a outra metade está em 606 municípios bastante distribuídos pelo
interior do estado. &amp;nbsp;A tradição sindical
não chega ao interior, as questões das grandes metrópoles também não. 
Nem Campinas
ou Santos podem falar em problemas sérios de mobilidade urbana que tem a
 RMSP.
A violência ocorre, mas é diferente. São Paulo do interior é movido pelo
 desejo
de progresso realizado pela capital. Fazer campanha no interior é 
diferente de
fazer campanha na RMSP. No ABC por exemplo (berço do PT), os movimentos 
sociais
são fortes e poderosos. No interior, alguns movimentos surgem, mas são
rapidamente abafados e tem muito menos impacto. Já a mídia chega 
diretamente a
todos os municípios. Sem o contraponto da militância, do partido, dos 
apoios, é
a mídia que faz sua vez. O discurso conservador tem mais base social - 
mais importante que isso, ao contrário da capital, no interior o 
contraponto é frágil ou inexistente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O argumento
acima explica alguma coisa sobre as dificuldades do Partido e também em 
mais uma vez perder as eleições. Mesmo vencendo nas grandes cidades e 
RMSP, ainda é inexpressivo em cidades do
interior. De outro lado, é um argumento insuficiente para explicar 
porque
também perdeu espaço nesta eleição e o que ocorrerá em 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso
perceber que o impacto de “mesalões” e denuncias em cidades de pequeno e médio
porte foi devastador justamente em um momento que o PT organizava sua capilaridade
no estado. Lideranças locais formadas por classes médias e profissionais
liberais desmobilizaram os diretórios municipais do partido e foram para outras
frentes – creio que o PSOL cresceu mais que o PT no interior de São Paulo nos últimos
quatro anos, mas não tenho números para sustentar esta afirmação. O fato é que
se o PT quer ganhar uma eleição em São Paulo precisa fazer o que Orestes Quércia
fez na década de 1980: correr o interior do estado e instrumentalizar
diretórios e lideranças locais que possam trabalhar comprometidos com um novo
projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha análise para o encolhimento gira em torno de outra explicação: a aposta
errada nos cabos eleitorais pode explicar melhor o baixo desempenho da campanha
padilhista e ligar as barreiras enfrentadas historicamente pelo PT ao desempenho eleitoral abaixo das expectativas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O
 PT confiou demais na capacidade da militância profissionalizada (ou 
contratada, como queira), nos cabos eleitorais contratados por 
candidatos proporcionais e em lideranças políticas locais.
Candidatos a deputados, disputa no senado, ligações com prefeitos 
aliados, tudo
isso criou e cria uma estrutura profissional de campanha. Praticamente 
isso
tomou a frente de militantes históricos e de voluntários. Hoje tem mais 
volume a
militância profissional – não que ela não deva existir, mas não pode 
substituir, como tem ocorrido. O
contratado que trabalha pra um candidato a deputado pede voto para ele e
 só
para ele: têm objetivos, metas, padrões a cumprir. Defende a Dilma se 
dá, o
Padilha se não atrapalhar, mas sua clareza de propósito o faz muito 
diferente
de um militante que conhece, defende e divulga todo o projeto do 
partido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele militante
histórico que tem conseguido êxitos indiscutíveis na campanha nacional 
(claro
que também misturado ao cabo eleitoral profissional), faz falta na 
campanha
para governador. Não só porque foi engolido pelo cabo eleitoral 
profissional,
mas também porque tem pouco material de trabalho. E neste sentido entra 
um
segundo erro grave: Alexandre Padilha tem pouco apoio fundamentado para
instrumentalizar os defensores da sua candidatura. Não temos muitos 
“memes” nas redes sociais,
não produzimos estudos sobre a situação do estado, estamos produzindo 
poucos dados e baixo volume de informações para ser usado nesta eleição 
em São Paulo. Isso se dá por muitos motivos – a eleição
majoritária é mais importante e muito difícil, o governador erra menos 
em
declarações e propostas, a mídia local é mais concentrada que a 
nacional.
Enfim, o fato é que os militantes e apoiadores diminuíram e a engrenagem
 que move o PT articulando produção intelectual do partido, divulgação 
da militância e defesa da
candidatura tem uma correlação baixa para as eleições paulistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vou ficar em
apenas um exemplo. Facebook. Temos a Dilma Bolada (iniciativa isolada de um fã
da presidente) – que gerou a imitação da Band da presidenta; isso ajuda a gerar
simpatia entre o eleitor e o político, não tenha dúvida. Agora temos o Haddad
Tranquilão... e surgiu o Haddad Prefeito Gatão – certamente o segundo é ação
espontânea da militância. Sites, temos vários de apoio à presidenta. Brasil
Muda Mais é o que recebeu mais ataques da oposição, mas não só. Vários
blogueiros. Tudo isso é material que a militância usa porque de tudo isso
surgem argumentos em defesa da candidatura, do governo, de tudo. Vejamos que
até a popularidade de Fernando Haddad que está sob constante e incessante ataque
em São Paulo teve um salto enorme para melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não é incompreensível
que Padilha esteja em baixa. Os tradicionais votos petistas estão em 
risco no
estado porque o trabalho se concentra em prefeitos, deputados e 
lideranças sem espalhar-se pela base social do partido de forma a 
aglutinar forças. O formador de opinião é fundamental. Só somos reféns 
da mídia hoje porque pecamos no ataque e no contraponto. Está limitado à
 esfera nacional o voluntarismo que tanto caracteriza a militância 
petista. Isso não deve ser visto como um problema estrutural do Partido,
 porque não afeta sua base
eleitoral tradicional nas cidades industriais e redutos clássicos, mas 
pode ser
um fator conjuntural decisivo e não encontra respaldo em regiões 
densamente povoadas deste estado, o que traz problemas recorrentemente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lula perdeu a eleição de 1989 por conta de seu
baixo desempenho em São Paulo. Conseguiu vitórias acachapantes contra o PSDB
com a ajuda de um bom desempenho em São Paulo. Perdeu para Serra em 2002, mas
não por muitos votos e venceu Alkmin no segundo turno, inclusive em São Paulo.
Mas se tivesse ganhado de Alkmin já no primeiro turno, não haveria segundo
turno nas eleições de 2006 (veja o gráfico 5). Ou seja, não é que seja
impossível ter votos em São Paulo, mas é muito difícil e cheio de percalços o
caminho petista em São Paulo. Sempre vai ser um problema conseguir votos no
estado. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLFusl4M7K2H7u0psimR4dlzdf7LpkGPyO0cdrSUC74P0-2Oq3U6RNxmIG59m103Xg1N5g_pUn5x13Fxq60seYueOKfeWYpyQfYxusKM1ll4FGLwpiDKt98uIBbn1lwLzk12_kJ-GOwcYL/s1600/Padilha_05.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLFusl4M7K2H7u0psimR4dlzdf7LpkGPyO0cdrSUC74P0-2Oq3U6RNxmIG59m103Xg1N5g_pUn5x13Fxq60seYueOKfeWYpyQfYxusKM1ll4FGLwpiDKt98uIBbn1lwLzk12_kJ-GOwcYL/s1600/Padilha_05.jpg&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Feita
a exposição do quadro local, nos resta apenas uma pergunta: qual o efeito disso
para a eleição presidencial? Atribuir ao baixo desempenho da campanha de Padilha
o também baixo índice de intenções de voto para Dilma é um exagero descabido.
Não existe uma relação direta de causa e efeito entre uma coisa e outra. É mais
coerente acreditar que os dois são consequência das mesmas causas.
Além disso, mais para a presidenta do que para o ex-ministro, o baixo
desempenho em São Paulo pode ter efeitos negativos imediatos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9ndLq2jVxZL5GK1vBD4lliaZqHlQPwlaO_QG3aaSbnVTtNF1ZhAWGdf6YgWZc_C-kM4TlOKGJ5mTZSWwIFY4-0PzzZaWuQT7yGxnmio_oPgRCK_AvTewUwbLZS0BjR-NSlH_oMLcLqPhM/s1600/Padilha_06.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9ndLq2jVxZL5GK1vBD4lliaZqHlQPwlaO_QG3aaSbnVTtNF1ZhAWGdf6YgWZc_C-kM4TlOKGJ5mTZSWwIFY4-0PzzZaWuQT7yGxnmio_oPgRCK_AvTewUwbLZS0BjR-NSlH_oMLcLqPhM/s1600/Padilha_06.png&quot; height=&quot;197&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Dilma tem
chances reais de ser reeleita em primeiro turno. Com o desfalecimento da
campanha de Marina Silva, seu crescimento regular amplia a cada dia as chances.
Talvez basta que cresça mais 5% ou 6% (o que significaria tirar mais 5% ou 6%
das outras candidaturas e ampliar mais 10% ou 12% de vantagem sobre os outros
candidatos). Seria um crescimento necessário de menos de 1% a cada dois dias. Neste ponto,
São Paulo pode ser decisivo. Primeiro porque o estado está bem abaixo do seu
potencial para o PT. Segundo porque o adversário não é o candidato do PSDB que
tradicionalmente é defendido no estado, mas uma terceira figura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante
muito tempo a campanha petista preservou a presidenta de eventos em São Paulo
por conta do risco que a instabilidade em relação ao PT poderia causar. Mas,
hoje a situação é bastante diferente e você pode minimizar qualquer risco
gerando mobilização de apoiadores e militância. Além disso, a estratégia pode
ser revista porque o adversário já não é mais o candidato do PSDB, mas uma candidatura
que cresceu pelo antipetismo e que se alimenta inclusive da sua relação com
o subproletariado (que hoje se identifica mais com Lula do que com qualquer
outro político do país).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma
votação expressiva (acima dos 40%) em São Paulo é imprescindível para 
ganhar as
eleições presidenciais de 2014? Não. Talvez menos votos em São Paulo 
possam ser
compensados por outros estados. Como já ocorreu. Mas, pelo fato do 
estado ter a
maior proporção de eleitores e do PT estar abaixo do seu patamar 
histórico, não
é difícil mudar a situação local e gerar fatores que possam contribuir 
para a
reeleição ainda em primeiro turno. Com 30 a 35% de votos paulistas 
certamente Dilma se reelege na primeira rodada. E uma estratégia como 
essa tem uma boa dose de vantagem
em termos de custo/benefício. Mas, para isso será preciso recuperar e 
mobilizar
rapidamente uma militância aguerrida, espontânea e voluntária que esta 
nas universidades, no jornalismo alternativo, nos profissionais liberais
 etc, que andam pouco
atenta no interior do estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De outro lado e independente da
questão imediata, reestruturar o PT de São Paulo é fundamental ou sempre vão
ocorrer perrengues e mais perrengues nacionais por conta da desatenção que se
dá a organização partidária local e cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Luis Fernando Vitagliano&lt;/b&gt; é cientista político e professor universitario.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;

&lt;!-- Blogger automated replacement: &quot;https://images-blogger-opensocial.googleusercontent.com/gadgets/proxy?url=http%3A%2F%2F4.bp.blogspot.com%2F-kkI22bHxKhI%2FVCQQNBQtMWI%2FAAAAAAAABN0%2Fqh2kmzxHRVo%2Fs1600%2FPadilha_06.png&amp;amp;container=blogger&amp;amp;gadget=a&amp;amp;rewriteMime=image%2F*&quot; with &quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9ndLq2jVxZL5GK1vBD4lliaZqHlQPwlaO_QG3aaSbnVTtNF1ZhAWGdf6YgWZc_C-kM4TlOKGJ5mTZSWwIFY4-0PzzZaWuQT7yGxnmio_oPgRCK_AvTewUwbLZS0BjR-NSlH_oMLcLqPhM/s1600/Padilha_06.png&quot; --&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/1622824542699689905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/1622824542699689905?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/1622824542699689905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/1622824542699689905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2014/09/analise-de-conjuntura-eleitoral-ou.html' title='Análise de conjuntura eleitoral ou causas e consequências do baixo desempenho de Padilha como candidato ao governo do Estado de São Paulo.'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixcU2YqKz75C3Owhcs2EeCsXJAlrTvxlYoS_eAh98AlQ3FIdhPCi1X2apX_nfF5_scxWR5G3CaRxfEJTYf7FvGYXP1bupNqOqtsiUVN-GYeMYOrM2bvkU2zS5C0XRQ_0NTAIAWTgPLPPkc/s72-c/Padilha_01.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-4524396973708648015</id><published>2014-09-10T12:24:00.002-07:00</published><updated>2014-09-10T12:24:23.483-07:00</updated><title type='text'>Marina Silva e a infantilização da Política</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;por Luís Fernando Vitagliano*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A tragédia que trouxe ao primeiro
plano Marina Silva como protagonista da corrida presidencial de 2014 certamente
é um fenômeno inesperado. Mais interessante é que neste momento Marina catalisa
e expressa sentimentos antagônicos de toda estirpe e categoria social: entre
alguns, ganha ares de messiânica, saiu dos mangues de látex, tornou-se uma
política bem sucedida e, por evitar estar no acidente aéreo, tornou-se
predestinada a eleger-se como presidente para representar miseráveis e sem
esperanças; entre outros expressa o desejo de mudança com sua ‘nova política’,
uma terceira via de desenvolvimento sustentável que concilia interesses; também
é a expressão de políticas conservadoras que, finalmente, associa-se a
esperança de derrubar a presença do PT no governo. Como seria possível uma
candidatura capaz de representar uma gama tão vasta e contraditória de
aspirações?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirkfUNSVRnCS5Dmd6bh8KZJedkkbAlgm0axYW01vcj21clLJOri9_w395K5ccMOJvZGrDglxnRQnOiA7JSMhzBnOktig9PQHatt1LVLxPhxpexe4hVHcRS2zWXyPArEntEMzpThlpRb2eP/s1600/Marina.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirkfUNSVRnCS5Dmd6bh8KZJedkkbAlgm0axYW01vcj21clLJOri9_w395K5ccMOJvZGrDglxnRQnOiA7JSMhzBnOktig9PQHatt1LVLxPhxpexe4hVHcRS2zWXyPArEntEMzpThlpRb2eP/s1600/Marina.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Em essência, Marina ganha
protagonismo justamente por não representar nenhuma das alternativas acima. Não
é uma líder messiânica, embora deixe transparecer propositadamente ares de
humildade e devoção. Não tem nenhuma proposta consistente para o meio ambiente,
tanto que seu ministério foi inexpressão em resultados, além de seu
ecocapitalismo ser constantemente questionado por ser confuso e/ou
impraticável.&amp;nbsp; Ao defender a política de
austeriade do Banco Central e sua independência, flerta com o mercado
financeiro, mas fala em justiça social, distribuição de renda e melhoria para
os mais pobres com ajuda do Estado talvez sendo incapaz de cumprir qualquer uma
das duas promessas. Ao falar do PT (partido que fazia parte até recentemente)
defende que quer governar com Lula – e FHC – o que é inviável em qualquer
cenário político.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Marina, por tamanhas as
contradições sobre o que diz e o que propõe fazer, corre o risco de não ter
nada em sério que a sustente. E talvez seja justamente suas inconsistências que
a tornem fenômeno eleitoral. Para isso temos que concordar que existe um forte
movimento de infantilização da política.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCZPzeFghPQplkeDcF57X56qYQJq1SFZJc8l91mn1v-wVqsJg04IudR5Fe0vps5JzzWIlM72BdZj4l5FVahUQYfbY29se_REd-aF45FjdMrmDYgJrxByt3N669vJJX242wojAcH2lb4bUQ/s1600/Marina2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCZPzeFghPQplkeDcF57X56qYQJq1SFZJc8l91mn1v-wVqsJg04IudR5Fe0vps5JzzWIlM72BdZj4l5FVahUQYfbY29se_REd-aF45FjdMrmDYgJrxByt3N669vJJX242wojAcH2lb4bUQ/s1600/Marina2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O movimento de infantilização da
política não é exclusividade da atual campanha eleitoral. Humor,
ridicularizações, jingles, frases de efeito, efeitos em áudios e vídeos das
propagandas e todas as ações de marketing vêm ganhando protagonismo ante
propostas e debates. A política tornou-se terreno fértil do espetáculo. O
objetivo das campanhas tem sido busca atrair para o grande publico para o circo
de atividades e, independente do debate, conquistar o voto. Assim como no
consumo, os políticos tem retirado a ideologia do seu discurso, para vender
facilidades a um público cada vez maior. Assim, não importa o que ocorre antes
ou depois de uma eleição, não importam as consequências dos atos e as
responsabilidades públicas, importa que o voto seja conquistado. Só num mundo como
este, onde não se discute decisões, deliberações, ganhos e perdas, vencidos e
vencedores, Marinas, Fernandos e Jânios surfam desimpedidamente, na crista da
onda criada pelo vácuo do debate.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não existe segredo em política.
Também não existem milagres. Políticas tratam de propostas e problemas. Boas
políticas públicas resolvem problemas difíceis. Boas políticas são como bons
remédios: tem gosto amargo, aparecem com um dano, mas podem gerar bem-estar
social. Bons políticos tomam decisões difíceis.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A vida adulta ensina a cumprir
compromissos. Ainda que sejam duras as obrigações, descobre-se em algum momento
que cumpri-las é o melhor caminho para o sucesso. Ter responsabilidade
significa muitas vezes optar por caminhos difíceis de trilhar, em alguns casos
mais longos, em outros mais penosos. E não se trata de tornar-se conservador
para alcançar as boas decisões, porque ser responsável não é sinônimo de ser
conservador.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Do mesmo modo, o caminho da
política não é um caminho fácil. Mas, em democracia, desacreditar no voto e
desacreditar na política é o caminho dos irresponsáveis e imaturos. É também
eximir-se da decisão. É uma manha como dizer: “se não tem o que eu gosto eu não
faço nada&quot;. Isso gera um processo de esvaziamento da política que premia
aventureiros. Independente de qualquer desgosto com a política, necessariamente
teremos políticos que vão deliberar; se a sociedade não acompanha, os
oportunistas podem se dar ao luxo de deliberar mau e decidir errado – ou pior:
decidir propositadamente em favor pequenos grupos em prejuízo das necessidades
públicas.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjj2rwY2SuhZuyuz0JqpfLyTVFnVMtmHgbVG2LwFPO4E9jwSlEqe-qPiJp-ON1ssfwLRQ5fF7TqoGyqZerA4czuiLBY9is1DIPwauC9J-lbK0qZBrKFZG-VnI2Um0JFqyo940YEz-7qwaUp/s1600/Marina1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjj2rwY2SuhZuyuz0JqpfLyTVFnVMtmHgbVG2LwFPO4E9jwSlEqe-qPiJp-ON1ssfwLRQ5fF7TqoGyqZerA4czuiLBY9is1DIPwauC9J-lbK0qZBrKFZG-VnI2Um0JFqyo940YEz-7qwaUp/s1600/Marina1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O movimento é até mais amplo. Boa
parte de nossa sociedade – assim como crianças, jovens e adolescentes imaturos
– tem evitado decisões difíceis. Jovens não gostam de tomar decisões que
resolvem problemas, mas comprometem desejos. Se com pouco dinheiro, por
exemplo, uma criança e tentar comprar doces e sorvetes, o vendedor pode
força-la a escolher entre um e outro. A simples situação de tomada de decisão
paralisa a criança e a faz chorar. Quando não buscam formas controversas de
conseguir o que querem, como manhas ou tentativas de mudar as regras, crianças
ficam insatisfeitas com resultados parciais para seus desejos momentâneos. Do
mesmo modo ainda imaturo, os jovens não gostam de ser contrariados. Não
suportam que seus desejos não sejam atendidos. Não gostam, por exemplo, de
pagar contas porque os pagamentos inibem seu poder de compra. É normal que
durante um período de adaptação os adolescentes sejam irresponsáveis com suas
obrigações. Só ganham autonomia os jovens que demonstram ser responsáveis, seja
na vida financeira ou na parte afetiva.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não é preciso defender nada de
novo para mudar a política. Não há formula mágica como querem os adolescentes
para conseguir sorvetes e doces. No Brasil, para fazer um governo marcante,
basta aprovar as reformas tributária e política. Basta rever a concentração de
patrimônio e fortalecer as agencias de regulação. Basta fazer uma política de
austeridade econômica com defesa contra crescimento de inflação e desemprego.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirmEHz51dESQUmLF7nl02r7K8a_zkII6r0Y7gGEqbKBkDQBP3J3g44JJz_V57B61UxZuxbDehtDILdIgAuMPwFPZlmiQn8vDyfzy4HSlczGbPptZ1JchWqiyDutuOUBy-3CUzHXEHDZtU1/s1600/Marina3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirmEHz51dESQUmLF7nl02r7K8a_zkII6r0Y7gGEqbKBkDQBP3J3g44JJz_V57B61UxZuxbDehtDILdIgAuMPwFPZlmiQn8vDyfzy4HSlczGbPptZ1JchWqiyDutuOUBy-3CUzHXEHDZtU1/s1600/Marina3.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Quando o fenômeno Marina despontou,
a avalanche de empolgação obscureceu a dúvida sobre a aplicabilidade da sua
proposta de nova política. Não se sabe se é ou não em favor de privatizações,
só se sabe que vai rever a partilha do pré-sal. Não é claro se vai manter,
reduzir ou ampliar os programas sociais do governo. Sequer esta clara a sua
política sobre sustentabilidade. Ao que dizem suas ultimas declarações ela
abandonou essa bandeira em favor do voto do agronegócio. Também acenou para
políticas de tolerância com leis de igualdade para LGBT, mas as abandonou em
favor dos votos evangélicos. Até o presente momento, suas deliberações são
unicamente em favor do mercado e do voto de grupos majoritários. Se tomarmos
como referencia a única decisão concreta que sugere Marina – a autonomia do
Banco Central – seu governo pode abandonar as políticas sociais e de geração de
emprego e renda aos mais pobres em favor de crescimento econômico com
concentração de renda. O que é não só uma política velha, mas também
retrógrada.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Marina mira o voto dos mais
pobres sabendo que suas propostas fatalmente vão traí-los. Se cada vez que Marina
apontar para um lado eleitoral, atirar em outro lado da sociedade, sua
candidatura não pode ser levada à sério. Porque não apresenta a consistência de
quem fala claro ao eleitor.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enfim, no fundo, a diferença
entre a infantilização da política expressa por Tiriricas e por Marinas é que uns
nos levam para a comédia, e a outra nos leva para a tragédia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Luís Fernando Vitagliano &lt;/b&gt;é cientista político e professor universitário.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/4524396973708648015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/4524396973708648015?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/4524396973708648015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/4524396973708648015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2014/09/marina-silva-e-infantilizacao-da.html' title='Marina Silva e a infantilização da Política'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirkfUNSVRnCS5Dmd6bh8KZJedkkbAlgm0axYW01vcj21clLJOri9_w395K5ccMOJvZGrDglxnRQnOiA7JSMhzBnOktig9PQHatt1LVLxPhxpexe4hVHcRS2zWXyPArEntEMzpThlpRb2eP/s72-c/Marina.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-6437086505657951161</id><published>2014-04-13T09:19:00.002-07:00</published><updated>2014-09-25T19:31:38.914-07:00</updated><title type='text'>Educação, Distinção e Beijinho no Ombro</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/ndBU151Zmfs?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/6437086505657951161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/6437086505657951161?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6437086505657951161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6437086505657951161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2014/04/educacao-distincao-e-beijinho-no-ombro.html' title='Educação, Distinção e Beijinho no Ombro'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-4890363767862605509</id><published>2014-03-16T09:15:00.006-07:00</published><updated>2014-03-16T13:54:38.958-07:00</updated><title type='text'>O pacto federativo da sustentação do governo</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ocorre agora nos jornais um debate que recorrentemente
acontece: a&amp;nbsp;base aliada, em tempos eleitorais pressiona por mais espaço.
Momento de acomodação da composição do governo, os principais aliados se
colocam: PSB já saiu do governo – foi rachado e teve o nascimento do PROS; o
PMDB consegue desde sempre ser governo e ser oposição – diga-se de passagem,
mais eficiente na crítica e nos contratempos ao governo que a própria oposição;
ainda temos o PSD, que está quieto na base aliada, mas por conta dos arranjos
que os acomoda e os mantém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhOqYXQKKo-xW0e0ZLgxHAnxQghyphenhyphen40LZ12iLINeaKFBHYxUeTo5SX4zJswmuyHNg0QNZmcMc3f1Zv4B6F1LxwitdkNGyNQTVBj-Zrnt8p8hzv8i2RqYy8VwjdtgwBGEgQGj3Ptm3zAKFO1/s1600/Composi%C3%A7%C3%A3o_congresso_2011.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhOqYXQKKo-xW0e0ZLgxHAnxQghyphenhyphen40LZ12iLINeaKFBHYxUeTo5SX4zJswmuyHNg0QNZmcMc3f1Zv4B6F1LxwitdkNGyNQTVBj-Zrnt8p8hzv8i2RqYy8VwjdtgwBGEgQGj3Ptm3zAKFO1/s1600/Composi%C3%A7%C3%A3o_congresso_2011.jpg&quot; height=&quot;223&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Juntos, PT, PMDB, PROS e PSD têm 225 deputados – maioria simples
dos 513 membros da Câmara de Deputados. E, na votação pelas lideranças, em
tempos normais, essa coligação aprova a maioria das reivindicações cotidianas do
Planalto que são necessárias para o governo andar. Apenas as medidas com
votação de 2/3 é que passariam por uma necessidade maior de negociação e a
ampliação da chamada base aliada. A rebeldia do PMDB leva 75 deputados dessa
base (que é maior que isso, mas não tão maior ao ponto de abrir mão do PMDB) a
dificultar os procedimentos da casa e impedir que determinados projetos sejam
aprovados. Mesmo porque, os presidentes das duas casas legislativas estão nas
mãos do próprio PMDB. Então, não se trata de uma manobra simples e sem sentido,
se trata de um problema que atinge seriamente as engrenagens de governo e o imobiliza em alguns aspectos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma&amp;nbsp;luta constante&amp;nbsp;e se&amp;nbsp;dá nas estruturas de poder.&amp;nbsp;É o&amp;nbsp;movimento constante&amp;nbsp;dos partidos e dos políticos que está diretamente
ligado ao funcionamento das instituições. Normalmente os brasileiros têm acesso
a esses casos pelos jornais e chamar isso de crise é exagero para vender jornais.&amp;nbsp;Se tratam de negociações&amp;nbsp;e&amp;nbsp;de disputas&amp;nbsp;de cargos e influências que são
colocados e recolocados à mesa com um jogo de cartas que a cada nova rodada é embaralhado e distribuído. Faz parte da composição do governo reorientar sua base política e
não seria um governo republicano e democrático se não houvesse a necessidade de
orientar e rever interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6_aKSx3MhhGbQVv22iEtJQVYAy-cgD_4ge247sUpibkod7Rr3Evkt1ssgTXgPCcTrxWs4XhyphenhyphenToHB88Ua6tqnHw96fzu7OB9SYy2matPKHkIoarRZge4ph7k2pg2O5aOsec6MQfWAIQy-J/s1600/Repres_Congresso.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6_aKSx3MhhGbQVv22iEtJQVYAy-cgD_4ge247sUpibkod7Rr3Evkt1ssgTXgPCcTrxWs4XhyphenhyphenToHB88Ua6tqnHw96fzu7OB9SYy2matPKHkIoarRZge4ph7k2pg2O5aOsec6MQfWAIQy-J/s1600/Repres_Congresso.png&quot; height=&quot;251&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Mas,&amp;nbsp;esta ultima crise pode&amp;nbsp;revelar ou antecipar algumas&amp;nbsp;novas cartas que estão sendo distribuídas&amp;nbsp;- e não no sentido de nunca terem ocorrido. Mas, neste momento ocorre uma insatisfação da base
petista com o PMDB e com as constantes concessões que o partido tem feito à sua base no congresso e no país. Enquanto os jornais pintam que o PT quer governar sozinho,
a base do partido reclama que não esta à vontade dividindo o governo com as
recorrentes chantagens do PMDB e de seus aliados das diversas áreas;&amp;nbsp;dois fenômenos que afastam o partido de sua histórica relação com movimentos sociais e lutas por transformações profundas na sociedade brasileira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro fenômeno diz respeito as mudanças propostas e em curso pelas políticas públicas do governo federal. Se você observar o gráfico ao lado vai ter uma noção do&amp;nbsp;quanto a representação de interesses dos movimentos sociais no Congresso é subvalorizada: enquanto temos 15 representantes dos ambientalistas, temos 160 congressistas ligados ao agronegócio; enquanto temos 91 representantes sindicais, temos 273 ligados ao setor empresarial, e assim vai. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De outro lado, a sustentação do governo federal passa por uma série de concessões nos estados. No
Rio o PT teve que ceder a Eduardo Paes e Sérgio Cabral por várias eleições e
não lançar candidatos. Isso deixou o partido debilitado no Estado. No Maranhão,
as concessões foram ao ex-presidente e senador José Sarney. Em Pernambuco, foi
Eduardo Campos que se impôs aos avanços locais do partido. Em São Paulo, a
prefeitura comporta mais funcionários indicados por Kassab que por Haddad. Em vários outros estados o partido seguiu a direção nacional por não lançar candidatos a prefeito nas principais cidades e capitais para manter o pacto federal. Me pergunto em que medida esse desenho não emperra iniciativas e bandeiras de transformação necessárias ao partido?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejam que a imprensa não enxerga que há vários níveis de negociação, que passa pelo&amp;nbsp;aspecto federativo
do Brasil. Assim como para a população é difícil de entender porque determinados interesses de grupos facilmente passam pelo congresso, enquanto alguns aspectos mais gerais não são considerados.&amp;nbsp;Até agora, a lógica petista tem sido não&amp;nbsp;entrar em conflito com as grandes bancadas e&amp;nbsp;em estados e municípios há sempre uma opção petista pela
manutenção da aliança que dá sustentação ao governo federal. Esse modelo,
arquitetado pela burocracia do partido, que faz e refaz a presidência, que
colocou tanto Lula quanto Dilma á frente das coligações, pode estar com seus
dias contatos. Por um motivo muito claro: a verdadeira crise que
diagnosticou-se no país em 2013 – as Jornadas de Junho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos que estão chegando ao mercado de trabalho recentemente
tinham 10 anos ou menos quando os primeiros resultados do bolsa família
começaram a mudar a estrutura de renda dos mais pobres do Brasil. O crescimento
pelo consumo, a geração de emprego e renda entre os mais pobres e vários indícios
do sucesso do Bolsa Família já dão sinais de esgotamento. O mais forte dos
sinais é a repulsa de parte significativa da juventude pela política
partidária. Tudo isso requer novas atitudes do governo e talvez uma agenda mais
ampla de transformações sociais. Rever a política de alianças e o pacto
federativo de governo é fundamental para poder relacionar questões que
sustentam o PT no governo federal com sua base política, tanto social quanto
partidária.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/4890363767862605509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/4890363767862605509?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/4890363767862605509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/4890363767862605509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2014/03/o-pacto-federativo-da-sustentacao-do.html' title='O pacto federativo da sustentação do governo'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhOqYXQKKo-xW0e0ZLgxHAnxQghyphenhyphen40LZ12iLINeaKFBHYxUeTo5SX4zJswmuyHNg0QNZmcMc3f1Zv4B6F1LxwitdkNGyNQTVBj-Zrnt8p8hzv8i2RqYy8VwjdtgwBGEgQGj3Ptm3zAKFO1/s72-c/Composi%C3%A7%C3%A3o_congresso_2011.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-3980490735183940953</id><published>2013-10-25T08:09:00.002-07:00</published><updated>2013-10-25T08:10:46.592-07:00</updated><title type='text'>Três enganos e uma hipótese sobre as jornadas de junho</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;http://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2013/10/folhapress-e1382633008573.jpg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;folhapress-e1382633008573&quot; class=&quot;alignnone  wp-image-19215&quot; height=&quot;192&quot; scale=&quot;0&quot; src=&quot;http://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2013/10/folhapress-e1382633008573.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;Publicado no site &lt;a href=&quot;http://outraspalavras.net/brasil/jornadas-de-junho-tres-enganos-e-uma-hipotese/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;OUTRAS PALAVRAS&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;Conjuntura rara permitiu que setores sociais com interesses opostos estivessem juntos nas ruas. Tensões maiores virão no futuro próximo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por &lt;strong&gt;Luís Fernando Vitagliano&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em se tratando dos fatos políticos recentes, nossas ciências sociais estão claramente em dívida. Não temos, ao largo do que se escreveu e/ou discutiu, uma explicação razoável sobre os fatos. Refiro-me especificamente às manifestações de junho no Brasil e quero centrar essa análise em suas interpretações e recentes desdobramentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Geralmente, um relativo consenso se estabelece a respeito dos fatos sociais que, com maior ou menor grau de radicalismo, nutrem a memória coletiva. Ao analisar diferentes visões sobre os acontecimentos, tenho o propósito de afastar-me dos desejos políticos que hoje motivam as paixões da grande maioria dos analistas. De tudo que foi publicado sobre as manifestações, seleciono pelo menos três perspectivas sintomáticas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma das visões é defendida por intelectuais como Marilena Chauí e outros professores de Ciência Política, como os presentes no debate da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (Anpocs), em Águas de Lindoia em setembro (entre eles Claudio Couto e Adriano Codato). Para esta linha, o que ocorreu no Brasil foi um princípio de intolerância política com fortes traços de fascismo. As manifestações foram interpretadas a partir de fontes eminentemente conservadoras e com pautas que substituíram as questões públicas pela defesa de moralismos perigosos à democracia. A pauta acabou sendo sequestrada por reações antipartidárias que beiravam o golpismo barato. Esta visão foca, portanto, nos traços reacionários que se destacaram em vários momentos de junho. Mas não explica como estes traços foram capazes de substituir as pautas inicialmente progressistas (transporte público de qualidade, melhores condições sociais, políticas universais de saúde, educação e cultura etc). Também não explica como a direita tomou as ruas, já que este é um espaço de ação política usado por uma maioria crítica ao capitalismo. Parece ser, portanto, uma interpretação distorcida, ao forçar a sobreposição da pauta de direita sobre a da esquerda — o que não ocorreu em proporções tão grandes, se é que ocorreu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outra visão associa os protestos de junho a manifestações mais amplas e de abrangência mundial que começaram bem antes, com os movimentos antiglobalização de Seattle, passando pelo recente&amp;nbsp;&lt;i&gt;Occupy Wall Street&lt;/i&gt;. Tratando de interpretar os acontecimentos por este rumo, surgiram (inclusive em &lt;em&gt;Outras Palavras&lt;/em&gt;)&amp;nbsp;vários artigos. Intelectuais como David Harvey e Manuel Castells destacaram as semelhanças entre os movimentos. Até Francis Fukuyama, à direita, comparou as manifestações de junho no Brasil com a “Primavera Árabe” – lógico que apresentou ambos os casos como sintomas de que a democracia liberal está se expandindo pelo mundo. No Brasil sobressaiu-se, na defesa deste ponto de vista, Vladimir Safatle. Mas há vários problemas também com essa visão. Um deles é supor que os manifestantes faziam ligações entre os acontecimentos locais e os globais, que grupos como os&amp;nbsp;&lt;i&gt;Black Blocs&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do Brasil ligavam-se em rede aos outros movimentos internacionais. O Brasil não viveu os efeitos da crise de 2008 como os países desenvolvidos. Em grande parte da Europa atingida pela crise, o desemprego entre os jovens é alarmante. Aqui, o máximo de internacionalização do movimento que conseguimos foi relacionar as políticas públicas com a Copa de 2014, como em um cartaz que ficou famoso: “Queremos hospitais no padrão FIFA!” De resto, o antiglobalismo e o anticapitalismo surgiram de forma muito mais autoritária e antidemocrática que nos casos citados internacionalmente. Nem os manifestantes daqui são iguais aos do “primeiro mundo”, nem os poucos que se identificavam com movimentos internacionais de resistência converteram-se em atores significativos – não foram convincentes e estão muito mais para figurantes que protagonistas.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma terceira linha, da qual o principal porta-voz talvez tenha sido o ex-presidente Lula (e que ganhou muita audiência nos quadros do governo), refere-se ao triunfo da mobilidade social. Para Lula, um dos fatores para a mobilização de junho foi a ascensão dos pobres. A conquista de melhores condições de vida pelos menos favorecidos teria gerado pressão por melhorias imediatas nos serviços públicos. O motivo de os cidadãos se insurgirem (ou surgirem…) teria sido reclamar seus direitos. Agora têm carro; querem locomover-se; o trânsito das metrópoles os impede. Ou: agora que têm emprego, querem mais ônibus para ir ao trabalho. Têm celular, e querem que as redes das operadoras funcionem. Plano de saúde, educação. Enfim: maior padrão dos serviços, que agora passaram a ter ou a poder comprar. Essa visão tem pelo menos o mérito de partir de fatos verificáveis, mas seu problema está no mesmo limite das hipóteses anteriores: é uma interpretação limitada. Ignora o papel da direita política. Além disso, desconhece que a pauta se ampliou, como revela um slogan frequente em junho: “não são apenas vinte centavos”. Os pobres que conquistaram direitos não foram menos importantes que a classe média que criticava os políticos e reivindicava &amp;nbsp;uma campanha anticorrupção.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Poderíamos dizer que há uma quarta visão: a crítica ao governo e suas medidas. Mas essa é, principalmente, uma tecla ensaiada pelos partidos de oposição para sequestrar o momento político. É simplista e não nos vale mais que citar, por sua pobreza evidente… &amp;nbsp;Ou esta visão está contemplada na primeira — e apresentou faces autoritárias –, ou é apenas marketing político que não colou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em busca de uma visão de síntese sobre junho, que supere os limites apontados anteriormente, proponho partir das próprias contradições do movimento. As manifestações de junho foram um evento sem precedentes, único e irreprodutível nas suas origens. O inusitado de uma janela histórica permitiu reunir contradições sociais muitos fortes, a ponto de deixar as mentes mais perspicazes em paralisia — ou seja, com enorme dificuldade para entender o que levou tanta gente diferente às ruas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;Junho foi único. O Movimento Passe Livre (MPL) surpreendeu em termos de reivindicação e capacidade de mobilização. Mas sua atuação não explica o que se sucedeu. Seus sucessos iniciais estão ligados à dificuldade dos governos para ler as insatisfações — muito mais para lidar com elas. Os jornais falharam. A polícia ainda age como se estivesse em tempos de ditadura. Diante da paralisia das velhas instituições, as mídias sociais surgiram como grande novidade e tiveram um papel catalizador. A mídia alternativa foi fundamental para desbancar as maquiagens arquitetadas por governos e forças políticas antidemocráticas. O jogo mudou na medida em que o mar de descontentes reconheceu a legitimidade de protestar. Em algum momento, protestar por qualquer coisa ganhou vasto apoio da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;À mobilização dos grupos ligados à agenda social somaram-se as insatisfações das classes médias, que há muito ensaiavam ir às ruas. Ambos os vetores somaram-se porque, quanto maior a massa, mais as pautas ganhavam destaque. A direita empresarial do antigo movimento “Cansei” e o MPL nas ruas, lutando por transportes públicos de qualidade e contra a corrupção. Cada um a seu modo, mas todos nas ruas. Tanto é verdade que, tão logo as contradições começaram a tornar-se claras, o movimento geral perdeu fôlego e dispersou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;Porém, mais do que contraditórias, as pautas de junho eram genéricas, pouco claras. Congregaram interesses distintos, embora isso não tenha sido percebido, num primeiro momento. Vale a pena um esforço para entender as forças presentes nos protestos como de fato são — e não como se manifestam na aparência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não seria útil rotular junho como movimento majoritariamente de direita ou de esquerda, social ou político, mas como um momento epifânio de explosão de muitas pautas — que, em situações de normalidade, nunca seriam postas nas mesmas ruas. Como não havia uma mesa de negociações, esses muitos movimentos inicialmente não se viram como contraditórios. No primeiro susto a respeito do que se esperava com os protestos, parte dos militantes que deram os primeiros passos em direção às ruas recuou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Minha tese é que as contradições no seio da sociedade motivaram os protestos de junho. Foi um momento em que os contrários não se dividiram, somaram-se. Pouco antes, a pauta pública havia deixado de se renovar. As ruas expressaram o esgotamento dos avanços sociais. Ambos os extremos da sociedade pressionavam por políticas governamentais que os favorecessem. Lula tem razão: a necessidade de melhorias para os cidadãos é uma agenda fundamental. Isso explica porque um Celso Russomano, com sua pauta de reivindicações focada nos consumidores, teve tanta audiência na&amp;nbsp;disputa pela prefeitura de São Paulo, um ano antes. É uma pressão que vem dos setores oprimidos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas, não devemos ignorar a relação dialética entre os ganhos sociais e as classes. A visão das esquerdas mostra-se míope por não perceber que os setores abastados também foram afetados (ainda que indiretamente) pelos movimentos das classes subalternas. Seja no aumento das filas nos aeroportos, seja pelo custo dos serviços em geral ou pelo “ultrajante” resgate da cidadania, que permite ao oprimido reclamar seus direitos… A dialética sugere que nenhuma ação histórica existe sem sua antítese. E não se eleva o poder dos pobres sem alterar a correlação de forças com os ricos. O governo é o colchão que acomoda todas essas demandas. Nas ruas, em junho, foram os governos os alvos. Porque eles estavam na linha de frente da defesa dos interesses dos opressores e na retaguarda dos ganhos dos oprimidos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;Diante de todos esses contrastes, erraram todos os que viram, nas ruas de junho, consequências de longo prazo. Os protestos não desencadearam mudanças; por enquanto, eles&amp;nbsp;expressaram reações diante do que houve anteriormente: maior acesso das maiorias a uma parcela da riqueza; incômodo de setores da classe média com isso. Talvez o próprio projeto de ampliar benefícios sociais sem alterar a estrutura de renda esteja no seu limite. É possível que manter a trajetória iniciada há dez anos não seja mais praticável, sem produzir fissuras nas estruturas que reproduzem desigualdade e privilégios. Isso, naturalmente, despertará reações no chamado “andar de cima”. Para escandalizá-lo, nem é preciso falar de reforma agrária — basta mencionar a reforma tributária…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;Junho não pode ser visto como algo maior do que foi. Foi um momento de catarse, não de transformações sociais. Nenhum dos movimentos que se uniram naquela ocasião têm hoje força para lançar isoladamente uma convocação expressiva de protesto. Os fatores históricos que permitiram aqueles acontecimentos dispersaram-se e os diferentes setores, antes unidos em uma mesma luta, já não se reconhecem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se a pauta de reivindicações não pôde ser capturada pelas direitas, hoje na oposição, uma boa dose de realidade permitirá perceber a dimensão dos desafios com que se deparam as esquerdas, no futuro próximo. Para que sejam efetivos, os avanços sociais deverão atingir diretamente os privilégios das classes dominantes. Haverá vontade e força suficiente para tanto? Caso contrário, como isso comprometerá o projeto político que chegou ao governo há dez anos?&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/3980490735183940953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/3980490735183940953?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/3980490735183940953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/3980490735183940953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2013/10/tres-enganos-e-uma-hipotese-sobre-as.html' title='Três enganos e uma hipótese sobre as jornadas de junho'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-3610695648225977468</id><published>2013-06-22T06:08:00.000-07:00</published><updated>2013-06-22T06:08:25.602-07:00</updated><title type='text'>O que fazer? Ou: como evitar a cooptação?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;O que começou com aproximadamente
mil e quinhentos manifestantes hoje ganham a rua mais de um milhão.
Governadores e prefeitos de todo o país já reduziram o preço dos bilhetes, mas
as passeatas ainda não cessaram (mesmo que a passeata desta quinta 20/06 ainda
fosse a última marcada pelo MPL antes das reduções). A pergunta que muito
passaram a fazer é se devem ou não voltar às suas casas e retomar as suas vidas
como antes ou devem continuar a luta pelas inúmeras bandeiras levantadas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Dilema capcioso: se você volta
pra sua casa e retorna à sua costumeira rotina, os intelectuais de plantão vão
te chamar de conformista, apáticos; bando de alienados que só sabem fazer
petição on-line e organizar evento político nas redes sociais. Mas, se você
continua a lutar, vai lutar para que?&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;Contra a PEC-37 e a corrupção? Contra o governo Dilma? Contra os
partidos? Pelo impeachment de Haddad, Alkmin e Dilma? Aí os mesmos intelectuais
de plantão vão acusar essa geração de antidemocráticos e fascistas como já
começou a desenhar-se desde hoje nas redes sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Muita gente já demonstra estar perdido
em meio a tanta informação e está se perguntando sobre o que fazer. Longe de
tentar responder o que fazer e cair na tentação de pautar o movimento, tenho a
pretensão de avaliar os dilemas entre as vantagens e desvantagem da continua
mobilização ou dos riscos da atual conjuntura de protestos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Há vantagens na desmobilização?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjW9SfwV0kXsgwwCdHkgKccbST3IrJUVcQaoBUh2BgwckZvlQeJ7Cc89oCni6CDC9gZTwwBZnrJMTcODe6Ao8Tt5WiV4IOhuBPz_IFqeU7GeTBp8z0J5WCB6nZXr9N2IU1nlstFb2XjArbX/s1600/Protestos2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjW9SfwV0kXsgwwCdHkgKccbST3IrJUVcQaoBUh2BgwckZvlQeJ7Cc89oCni6CDC9gZTwwBZnrJMTcODe6Ao8Tt5WiV4IOhuBPz_IFqeU7GeTBp8z0J5WCB6nZXr9N2IU1nlstFb2XjArbX/s1600/Protestos2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Mobilizar sempre é importante.
Mas, também é preciso saber negociar para avançar. Talvez o maior medo da
juventude fosse de ter lutado por nada, mas isso agora se desfez. O grupo de
aproximadamente quarenta jovens de São Paulo e de pouco mais de uma centena
espalhados pelo país conseguiu fazer-se ouvir e mobilizaram tanta gente que os
preços das passagens foram revogados e a pauta do transporte público entrou
para a agenda de forma consistente e provavelmente definitiva. Em poucos dias
recuperou-se na consciência coletiva o poder da manifestação e da
contestação.&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Foi um passo importante,
mas ninguém pára de se perguntar se esta vitória é o suficiente? Ou se é a
primeira de muitas outras possíveis? Se foram capazes de lutar e vencer o
aumento das taxas do transporte público, são capazes de muitas outras coisas.
Então desmobilizar pra que?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Depois dos primeiros atos com
pouca audiência, o movimento cresceu de forma exponencial. Da noite para o dia
uma geração considerada perdida na internet fora redefinida como representantes
do Brasil. As redes sociais bombaram, viraram instrumento político e as ruas
reascenderam. Muitos comentaristas contemplaram o movimento como a volta das
utopias ou revogou-se a política do possível para voltar a sonhar. Ruas foram tomadas
por mães apoiando seus filhos e finalmente a redenção veio da grande imprensa
que primeiro mandou bater para reestabelecer a ordem e agora diz que está tudo
em ordem mesmo como o quebra-quebra e os saques que são vistos com uma
condescendência nunca antes prestada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Mas, verdade seja dita: falta uma
agenda. Não ao MPL, mas aos protestos. A agenda trata do transporte público
defendido pelo “Passe Livre” é clara, mas é pontual e não avançou em outras
questões estruturais. Mesmo assim (ou talvez por isso) foi um movimento
catalizador: convergiu no aumento das tarifas um universo de insatisfações para
todos os gostos e posições. Mas justamente por essa ser uma pauta única, a ausência
de outras questões tornou as manifestações de outras minorias que aderiram ao
protesto uma confusão generalizada. Surgiu o slogan: “não são apenas vinte
centavos...” que como uma boa peça de marketing dá margem ao universalismo
barato e vazio. Além disso, a repressão policial colocou seu tempero agridoce ao
protesto. O vinte centavos ganharam o reforço daqueles que reconheceram um
direito fundamental na liberdade para protestar. Mas, até então foi mantido o consenso
de que os vinte centavos era a pauta de curto prazo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO6hfnT_p8mf2ADnqvX9aFvjDYnCoatha3J6LiQc_fSe1Bums07Wp4803BqQ-J4Cp8QDGx3o93cg0qaZV8O7_MeIcT-aA6dRHJcw7mdIv_Wv3dpqT25nveghyCcUocRnRSOKckqCi5SKyo/s1600/Protestos.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;125&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO6hfnT_p8mf2ADnqvX9aFvjDYnCoatha3J6LiQc_fSe1Bums07Wp4803BqQ-J4Cp8QDGx3o93cg0qaZV8O7_MeIcT-aA6dRHJcw7mdIv_Wv3dpqT25nveghyCcUocRnRSOKckqCi5SKyo/s200/Protestos.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Depois de revogados os aumentos,
tudo passou a ser desculpa para o protesto e o medo da cooptação dos movimentos
é o tema mais recorrente nas redes sociais. &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“Não são apenas vintes centavos, vou para rua
também contra a PEC-37” propõe um desavisado malicioso. Ou “não são apenas
vinte centavos, pelo fim da corrupção” define outro sua justificativa do por
que protestar. Temas que eram latentes e periféricos nos protestos agora querem
roubar a agenda das ruas. Muitos se perguntam se devem ir para além da bandeira
do transporte público. Enfim, o movimento ganhou rumos fantasmagóricos: dos
reacionários que pregam ordem até os conservadores que fracassaram no
“movimento Cansei” ou no “movimento dos indignados”, do anti-partidarismo ao impeachiment
da presidenta. Se desde o inicio era um movimento apartidário, agora o
anti-partidarismo fala da tomada do poder – mas estejamos alerta, um grupo que
quer tomar o poder sem partido é necessariamente um grupo golpista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Temos uma primavera
brasileira?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Lenin dizia que há três
pré-condições para a revolução. Primeiro, um partido de vanguarda devidamente
organizado. Segundo, fragmentação das classes dominantes. Terceiro, uma
conjuntura de crise. Hoje só a última condição existe. Os partidos estão desacreditados,
como fez questão de ressaltar o Datafolha e querem desenhar os analistas e a
esquerda está ainda mais desarticulada que a direita. Até mesmo a dicotomia
direita e esquerda parece anacrônica para tratar o momento. O fato decisivo é
que não há uma vanguarda revolucionaria capaz de representar as insatisfações e
não me parece haver disposição para aceitar inclusive a ideia de vanguarda, com
sérias críticas ao leninismo. Soma-se a isso a coesão das elites brasileiras que
não mostram nenhum sinal de fragmentação ou conflito, podem não ter elegido seu
representante preferido, mas as instituições estão sob controle e as classes
dominantes sentem-se pouco ameaçados pelo estabelecido – ao ponto de somar-se
aos protestantes saindo a pé dos shoppings de luxo e ganhando as ruas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A conjuntura de crise espontânea
é o único elemento presente nos protestos que faz valer as pré-condições para
uma revolução. Mas independente da simpatia ou antipatia contemporânea por
Lenin, mesmo este elemento não é tão certeiro como parece. Não é por acaso que ele
deposita tanta responsabilidade no papel de vanguarda do partido
revolucionário. Nas manifestações geradas pela insatisfação popular diante das
crises espontâneas pela qual o capitalismo passa há o risco constante do aniquilamento
da consciência pela espontaneidade. O problema da espontaneidade é que ela
desemboca no reforço do estabelecido, geralmente não tem fôlego para abalar as
estruturas sociais. Assim essa espontaneidade supostamente neutra tende a ser
cooptada e favorecer as tradições. Por isso é importante uma vanguarda
revolucionária devidamente organizada para lutar contra o status quo e
despertar a consciência das massas. É isso que está em jogo: a direção da
consciência coletiva dos protestos. A pergunta que todo mundo está se fazendo é
decisiva: a quem favorecerá os protestos? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnI7IGTHrneyadtuIvxVQZZvbCTkKLbOY57r92p96xN2pd0F8Njnsh3WUqlb2r3LDf-54cYztD6ZO561sDzy2BGVGnG9XdW3wo56L-uT7Cgg4BBmDo4MNzjrLLTVfl-PCon-Cydz_7sx5R/s1600/Protestos4.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnI7IGTHrneyadtuIvxVQZZvbCTkKLbOY57r92p96xN2pd0F8Njnsh3WUqlb2r3LDf-54cYztD6ZO561sDzy2BGVGnG9XdW3wo56L-uT7Cgg4BBmDo4MNzjrLLTVfl-PCon-Cydz_7sx5R/s1600/Protestos4.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Não estamos diante da revolução, certamente.
Não se desenhou nenhuma capacidade crítica sobre o sistema capitalista e suas
estruturas de dominação. Também não se têm claros quais são os temas que entram
em pauta. A mesma grande mídia que inicialmente condenou os protestos tornou-se
decisiva para o seu sucesso agora trabalha na cooptação do movimento pode ser
capaz de vetar qualquer análise crítica a respeito das causas e motivações da insatisfação
popular. Por isso, se há uma primavera brasileira, esta pode seguir os mesmos
passos da primavera árabe: os jovens que saíram às ruas protestar conseguiram
que a maioria da população ficasse ao seu lado e até mesmo que a força das
massas derrubasse ditadores, mas foram surpreendidos pela ascensão de
lideranças conservadoras ao poder. Hitler ou Mussolini subiram ao poder numa
conjuntura de protestos e insatisfações que derrubaram os partidos. Também foi
captando insatisfações populares com o apoio da grande mídia que na história
recente do país elegeu para presidente o desconhecido Fernando Collor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Assim, não é suficiente a espontaneidade
exacerbada pelos protestos do MPL porque não são capazes de gerar
transformações na consciência coletiva. Uma coisa é lutar para ser ouvido ou
ganhar a audiência com apelo popular, outra coisa é forçar sempre o confronto.
Além disso, se os movimentos ignorarem os canais de comunicação da democracia podem
forçar retrocessos e não ganhos. Agora já se desenha um cenário inverso, onde
há o risco de cooptação da mais rasteira e antidemocrática. Para lembrar como
isso ocorre, tomemos como exemplo o caso das estratégias recentes dos
conservadores para implementar reformas liberalizantes: a Doutrina do Choque.
Naomi Klein mostra em seu livro como o Chile de Allende foi transformado no
projeto piloto do neoliberalismo do economista estado-unidense Milton Friedman
que depois se tornou guru das reformas privatizantes e desreguladoras de Thatcher
e Reagan e que destruiu o estado de bem-estar social europeu. Primeiro as
greves levaram o regime de Allende a desestabilizar-se, depois da instabilidade
e dos boicotes veio o enfrentamento entre manifestantes de direita e esquerda,
quando finalmente a situação estava inviável surge Pinochet como um caudilho
que coloca ordem e reestabelece a governabilidade. No processo de crise e
reestabelecimento da ordem aqueles que lutam contra o caudilho são presos e
calados. O choque (este mesmo, o eletrochoque) serve para paralisar a
consciência, serve para retirar sentimentos e lembranças da vítima, o choque nas
sociedades serve para apagar a história e deixar a sociedade vulnerável. E se
apagarmos a história recente do Brasil, vamos realmente querer que este governo
acabe e que seja reestabelecida a velha ordem? Afinal, os políticos são todos
corruptos e antigamente tudo funcionava melhor. Pensando assim seria fácil
termos propostas de prisões por participar de organizações partidárias. Se não
cuidarmos da cidadania e da garantia dos direitos fundamentais (entre eles o
direito à organização partidária) não é apenas os rumos do movimento que esta
em perigo, mas da própria democracia e serão os vinte centavos mais caros da
nossa história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Mas, finalmente se eu puder dar
uma sugestão de resposta aos inúmeros dilemas em questão hoje e mais que nunca afligem
aos jovens manifestantes que estão sacudindo este país eu diria que a vontade
de lutar nunca pode superar a consciência sobre o que defender na luta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/3610695648225977468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/3610695648225977468?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/3610695648225977468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/3610695648225977468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2013/06/o-que-fazer-ou-como-evitar-cooptacao.html' title='O que fazer? Ou: como evitar a cooptação?'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjW9SfwV0kXsgwwCdHkgKccbST3IrJUVcQaoBUh2BgwckZvlQeJ7Cc89oCni6CDC9gZTwwBZnrJMTcODe6Ao8Tt5WiV4IOhuBPz_IFqeU7GeTBp8z0J5WCB6nZXr9N2IU1nlstFb2XjArbX/s72-c/Protestos2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-6330639128136585122</id><published>2013-06-14T17:55:00.002-07:00</published><updated>2013-06-14T17:55:39.402-07:00</updated><title type='text'>Quatro mitos sobre os protestos</title><content type='html'>Publicado em OUTRAS PALAVRAS.net em 14/06/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2013/06/liberte-se_do_transito-e1371248896248.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;liberte-se_do_transito&quot; class=&quot;alignnone size-full wp-image-16932&quot; height=&quot;242&quot; src=&quot;http://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2013/06/liberte-se_do_transito-e1371248896248.jpg&quot; width=&quot;309&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Refestelada em seus automóveis de luxo, parte da classe média defende o “bom senso” dos acomodados&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;
Por &lt;b&gt;Luis Fernando Vitagliano&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Estudantes e insatisfeitos têm parado as grandes capitais do país em protestos contra o aumento do preço dos bilhetes de transporte coletivo. O Movimento pelo Passe Livre colocou-se à frente dos protestos, que começaram com chamadas pelas redes sociais e internet e foram se avolumando até pelo boca a boca. Agora, Policia Militar e manifestantes opõem-se nas ruas. Governador de um lado, movimentos sociais e partidos de esquerda de outro. Grande imprensa contra as mídias sociais. Representantes das classes médias contra seus próprios filhos. A polarização é evidente: muitos deixam a razão de lado e encontram o momento apropriado para expressar despudoradamente sentimentos preconceituosos, que normalmente esconderiam.&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Através de quatro assertivas muito discutidas recentemente este texto pretende mostrar como boa parte do que se diz por aí contra as manifestações são mitos que nada tem a ver com a realidade.&lt;/div&gt;
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&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;O primeiro e mais frequente mito: fechar ruas e avenidas impede a liberdade de ir e vir das pessoas. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Isso, quando não apelam para o sentimentalismo barato e dizem que os protestos impedem as ambulâncias de circular ou os bombeiros de trabalhar. Todo o argumento gira em torno do prejuízo que os condutores dos seus veículos particulares vão ter por chegar uma hora mais tarde em casa. Ninguém se importa com ambulância ou bombeiro quando está preso no trânsito. Mesmo com leis mais duras e severas os mesmo que se indignam pelo trânsito fechado por protestos continuam cometendo impropérios. Os congestionamentos causados pelos feriados impedem muito mais o trabalho dos socorristas que os protestos, e não há indícios de que isso incomoda o cidadão comum.&lt;/div&gt;
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Alguns “indignados do bom senso” ainda têm a cara de pau de recorrer ao direito de ir e vir. Francamente, e o direito de ir e vir dos milhões trabalhadores que enfrentam horas de trânsito, por conta de milhares de outros cidadãos egoístas que dirigem seus carros sozinhos e engrossam o trafego? Os nobres confortáveis no estofamento de couro dos seus carros podem usar seu direito de ir e vir deixando o carro em casa, e usando o metrô ao preço de R$ 3,20. Direito de ir e vir para parte da classe média significa que ninguém deve protestar contra seu estilo de vida, ou pior ainda: fazer com que cheguem mais tarde em casa e se arrisquem a perder a novela.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;LEFT&quot; lang=&quot;pt-BR&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;Segundo mito: o conservador, que quer pautar o movimento e dizer contra o quê se deve protestar.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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E quando a imprensa resolve discutir os motivos do protesto? Protestar por quê? Ninguém perguntou a pauta do movimento. Só pelo preço do transporte? Se tem mais assuntos não importa, porque vai começar aquele discursinho. Deveriam mesmo é protestar contra a corrupção dos políticos, contra o aumento dos impostos, contra o governo. O resto é alienação. Mas quem decide sobre o que protestar? A &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt;? O &lt;i&gt;Estadão&lt;/i&gt;? Os intelectuais de esquina, como eu ou o Arnaldo Jabor? Jabor disse em um comentário nas rádios que os estudantes deveriam protestar contra o mensalão e não contra o aumento no bilhete dos ônibus. Ué? Pois que ele organize o protesto contra o mensalão. Não é liberdade de expressão? Pois que cada um proteste contra aquilo que acha injusto. E absolutamente descabido e ilógico que quem não participa do protesto diga sobre o que se deve protestar. Nada mais manipulador que isso! Sem mais…&lt;/div&gt;
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&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;Terceiro mito: a violência do movimento e a reação da polícia que deve colocar ordem às ruas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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Este é o mito evocado pelo governador, diretamente de Paris. E ganhou peso junto à corporação policial. Com a carta branca do governador a PM soltou os Pit-Bulls – não os cachorros, mas aqueles policiais que primeiro batem, depois se questionam porque estão batendo; se é que em algum momento se questionam.&lt;/div&gt;
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&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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O fato é que as declarações do governador, afirmando que a polícia iria reprimir o “vandalismo”, caíram como luva nas tropas de choque. O que você acha que pensa um policial sobre um cabeludo cheio de tatuagens, que carrega um skate nas mãos e fala “mano!”? Vândalo por antecipação.&lt;/div&gt;
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&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Quando a PM reage indiscriminadamente, aumenta e não diminui a desordem. Se cinco mil pessoas estão protestando e meia dúzia resolve cometer um ato de vandalismo, qual a resultado de uma reação indiscriminada da polícia? Teremos, em instantes, um crescimento de seis vândalos para cinco mil e seis revoltosos. A PM não age para colocar ordem, age como líquido inflamável em fogo.&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já as preocupação em desviar o trânsito, dar alternativas ao motorista, manter os serviços de emergência, são menores para a polícia. O grosso do contingente está mesmo preparado para bater no primeiro manifestante que ganha as ruas.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; lang=&quot;pt-BR&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;Quarto mito: os vagabundos desocupados é que protestam.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;LEFT&quot; lang=&quot;pt-BR&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Permita-me o leitor um comentário pessoal, acho esse o mito mais divertido. É meio não ter o que dizer. Um protesto de estudante não é um ato de desocupados. Estudantes estão em uma fase de preparação para ocupar postos de trabalho, mas ainda não têm formação ou experiência para isso – algo perfeitamente normal. Estão em cargos sempre subalternos, com salários baixos – quando encontram emprego. Claro que têm tempo. Muitas vezes, não por opção, mas por falta dela.&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Observar os protestos por este prisma é ignorar outro. Os jovens, da mesma forma que têm tempo, não tem espaço. Estão buscando seu um lugar na sociedade. Herdaram dos seus país um mundo e obviamente discordam de vários aspectos, por isso querem fazer diferente. Essa é a base do Movimento pelo Passe Livre, um dos mais atuantes nos recentes protestos. É legitimo e não existe casuisticamente: promove debates sobre transporte público e organiza manifestações há alguns anos.&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os partidos políticos tradicionais também não conseguem mais dar conta desses novos movimentos. São bandeiras contemporâneas, que ainda não foram incorporadas às pautas formais das organizações políticas. Expressam novas preocupações. Estamos falando dos defensores do meio ambiente, dos contrários aos maus tratos com os animais, dos ciclistas, das e dos feministas, dos homoafetivos, dos a favor da legalização da maconha e do aborto, enfim de um leque de movimentos que se sentem oprimidos pela ditadura da suposta maioria. Entender isso significa compreender, no mínimo, por que tantos jovens saem à rua para tomar chuva e apanhar da polícia. Se quisermos chamá-los de vagabundos, pois bem: não importa o rótulo. Mas fique claro que esses “vagabundos” começaram a desenhar muito bem o que querem e passaram a defender bandeiras que sinalizam o futuro.&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um parêntese, ao terminar: aqueles que criticam os jovens com argumentos fúteis estão agindo politicamente da forma mais baixa: querem minar, com um tipo particular de violência, as manifestações. Não agridem com paus e pedras, cassetes ou gás pimenta; manejam preconceitos, vociferam ódio, difundem medo. Não sei que violência é pior.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/6330639128136585122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/6330639128136585122?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6330639128136585122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6330639128136585122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2013/06/quatro-mitos-sobre-os-protestos.html' title='Quatro mitos sobre os protestos'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-6057281341401089908</id><published>2013-04-26T11:09:00.001-07:00</published><updated>2013-04-26T11:57:42.191-07:00</updated><title type='text'>Evento: Formatura</title><content type='html'>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaIKoZ7jwrGVTtggQgLfh0CAwVs8GsI9x8x_7b8yWIPRuIZ4sLKLdDbdC2wKlYaYRfd9ZoJl2y1Wizcb8o7mGHT5rqBd5JJnzTsXNtk2uqYgopouX22MiaDB6d1LgR3kGdpF96_ykBpdUz/s1600/DSC04082.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Evento de Formatura&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaIKoZ7jwrGVTtggQgLfh0CAwVs8GsI9x8x_7b8yWIPRuIZ4sLKLdDbdC2wKlYaYRfd9ZoJl2y1Wizcb8o7mGHT5rqBd5JJnzTsXNtk2uqYgopouX22MiaDB6d1LgR3kGdpF96_ykBpdUz/s400/DSC04082.JPG&quot; title=&quot;Luis Fernando Vitagliano Paraninfo&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Convite de Formatura dos Alunos de Relações Internacionais 2012....&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/6057281341401089908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/6057281341401089908?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6057281341401089908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/6057281341401089908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2013/04/evento-formatura.html' title='Evento: Formatura'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaIKoZ7jwrGVTtggQgLfh0CAwVs8GsI9x8x_7b8yWIPRuIZ4sLKLdDbdC2wKlYaYRfd9ZoJl2y1Wizcb8o7mGHT5rqBd5JJnzTsXNtk2uqYgopouX22MiaDB6d1LgR3kGdpF96_ykBpdUz/s72-c/DSC04082.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-7648135420531131561</id><published>2013-03-03T09:31:00.000-08:00</published><updated>2013-03-03T09:31:06.276-08:00</updated><title type='text'>Curtas - o retorno</title><content type='html'>

&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Justificativa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Depois de inúmeras reclamações no
SAC, comentários e e-mails, retorno com o BLOG. Férias e retomada dos trabalhos
docentes foram alongados em demasia, eu admito. Mas, a agenda apertada não permite
manter uma agenda de publicação como antes, infelizmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Analfabetismo funcional digital&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Sou quase um nativo digital.
Quase, fui alfabetizado muito cedo no computador embora não tenha nascido na
fase das tecnologias. Fiz cursos de Basic e Cobol. Embora tenha acompanhado a transição
da programação em DOS para WINDOWS para HTML. Confesso, porém, que não tenho
nenhum domínio técnico sobre o assunto. Pura falta de interesse que às vezes me
traz complicações. Apaguei todas as imagens do BLOG e não faço ideia como ou
como recuperar. Talvez eu consiga, talvez não... mais um contrapeso que devo
aqui. Devo não nego... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Papaopapa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Não vou comentar sobre a sucessão
do Papa. #pelamordedeus! Sem trocadilhos. Isso é assunto de pirotecnia
internacional. Pra Santa Sé ser notícia positiva. Depois de tanto dinheiro
gasto pra apagar os escândalos sexuais e de pedofilia, eles agora agem com base
em marketing positivo e barato, uma sucessão que seja qual for o motivo muda o foco
do debate sobre eles. Eu não vou alimentar essa indústria a não ser que o
próximo Papapapa (não é, é trocadilho agora) seja brasileiro. Aí, lamento.
Lamento mesmo, vai ser um fiasco pseudonacionalista e acumulo de funções
católicas ao país. Se Deus é brasileiro, o Papa não precisa ser, neh!?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Boate Beijo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Como tudo na gíria jovem teen, nome
de boate que toca forró com sertanejo é agringolada. Catástrofe que, mesmo
passada a vez, merece os pêsames. Meus pesares então às vitimas. Culpa do Lula.
Pelo menos segundo os jornalistas daquela revista de circulação semanal que não
se diz o nome. O Lula queria tirar vantagens políticas da tragédia ao enviar
uma nota de cinco linhas às vitimas. Eu também estou me esforçando pra escrever
cinco linhas sobre o assunto. Será que também quero bônus político?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;E o resto?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;De&amp;nbsp;resto esta tudo igual. Obama tá pirilampo e não resolve nada. Dilma quebrou o dedinho e usa crock mantendo-se no noticiario nacional. E eu escrevo
estas notas só pra anunciar aos 8 leitores efetivos deste blog mais os três esporádicos que
esta semana tem texto. UPP, economia local, poligamia, trafico de drogas e Mônica
Bergamo, tudo no mesmo artigo. Como sou capaz? Acompanhem... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/7648135420531131561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/7648135420531131561?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/7648135420531131561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/7648135420531131561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2013/03/curtas-o-retorno.html' title='Curtas - o retorno'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-8223109677912960150</id><published>2013-02-27T22:20:00.003-08:00</published><updated>2013-02-27T22:20:13.821-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkDKDaHxUihlYGw_3tFtbYL4DGaTsW-ASMv4p08v_HRPhWmkg9ZkHAPtnw4p2deMPi4HZg9I2fUSb-Gw2_HgDvJCCqvIQ2PfYrCDCR-p22-fDCnWJuT2mgw-Qq7Gaf_T1ajNfpgfVythn6/s1600/image001.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkDKDaHxUihlYGw_3tFtbYL4DGaTsW-ASMv4p08v_HRPhWmkg9ZkHAPtnw4p2deMPi4HZg9I2fUSb-Gw2_HgDvJCCqvIQ2PfYrCDCR-p22-fDCnWJuT2mgw-Qq7Gaf_T1ajNfpgfVythn6/s640/image001.jpg&quot; width=&quot;480&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/8223109677912960150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/8223109677912960150?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/8223109677912960150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/8223109677912960150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2013/02/blog-post_27.html' title=''/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkDKDaHxUihlYGw_3tFtbYL4DGaTsW-ASMv4p08v_HRPhWmkg9ZkHAPtnw4p2deMPi4HZg9I2fUSb-Gw2_HgDvJCCqvIQ2PfYrCDCR-p22-fDCnWJuT2mgw-Qq7Gaf_T1ajNfpgfVythn6/s72-c/image001.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-1825978165448251812</id><published>2012-12-05T17:30:00.002-08:00</published><updated>2012-12-05T17:36:50.944-08:00</updated><title type='text'>Corrupção e Pequena Política no Brasil</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Grande
parte dos cientistas políticos vai dizer que o calcanhar de Aquiles da
corrupção no Brasil vem do gasto em campanha eleitoral. Sobre este assunto, se
trouxermos à esfera dos Municípios, veremos situações inusitadas, tristes ou
desalentadoras, porque o cálculo de gasto eleitoral está diretamente ligado ao
quanto se arrecada com o salário do candidato eleito no país. Se deixemos de
lado por um momento a sempre discutida corrupção do poder executivo e as suas
diversificadas fontes de financiamento para falar tratar da questão
parlamentar, podemos perceber um microcosmo que distorce qualquer noção
científica de Política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Antes,
façamos uma estimativa razoável: o Brasil tem 5.565 cidades, das quais mais de 5
mil desses municípios têm menos de 50 mil habitantes. Para estas cidades, o número máximo de vereadores admitidos é 13. Se
considerarmos o universo das consideradas cidades pequenas, temos mais de 90%
dos municípios do Brasil. Em geral, o salário de vereador varia (no Estado de São
Paulo), entre 2 e 5 mil reais. Tomemos então uma média: para o salário de um
vereador que ganha 3 mil reais; são R$ 36.000,00 anuais. Segundo se tem demonstrado
pela experiência concreta, uma campanha bem sucedida tem muitas chances de ser
feita com R$ 30 mil ou mais; entre outras coisas porque entra no cálculo a compra
de apoio político com cabos eleitorais e ajudas de custo a eleitores para
angariar votos (a famosa compra de votos encoberta das mais criativas maneiras).
Em geral, com mil votos se elege um vereador em uma dessas cidades médias, de
50 mil habitantes. Cada voto bem buscado custaria em torno de R$ 30,00. Não é
um cálculo descabido, pelo contrário, é valido se considerarmos que alguns
votos virão gratuitamente e outros mais influentes custarão bem mais caro.
Obviamente não entram nesta conta as cidades de grande porte, onde se
concentram um maior numero de eleitores e um jogo político midiático caro e
complexo, mas para cidades consideradas pequenas, esses números podem ser
considerados razoáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-hL6Tl6DNbRQ/UL_0pN6g9SI/AAAAAAAAAnw/2vKNjbzlmLY/s1600/vereador2.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-hL6Tl6DNbRQ/UL_0pN6g9SI/AAAAAAAAAnw/2vKNjbzlmLY/s1600/vereador2.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Assim,
contando com boas possibilidades de sucesso e sem grandes riscos, tomados pelas
vantagens paralelas do poder, muita gente neste país se mete em politica como
se mete nos negócios. Pura indução inspirada em poucos casos de sucesso que
ludibriam porque para cada 100 candidatos, 90 perdem a eleição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Max
Weber, no início do século passado, distinguiu os políticos entre aqueles que
vivem &quot;da politica&quot; e aqueles que vivem &quot;para a politica&quot; (em
sua famosa conferencia &quot;A politica como vocação&quot;). Ali há a mais
comentada defesa do pagamento de salários para políticos: para que esta não se
torne uma atividade aristocrática em que só os abastados que não necessitam
retirar seu sustento do próprio trabalho fossem os únicos a usufruir da
política. É justo que cidadãos possam viver &quot;da&quot; política,&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/null&quot; name=&quot;_GoBack&quot;&gt;&lt;/a&gt; mas é recomendado que políticos vivam &quot;para&quot; a
política e para o bem estar das cidades. Ainda que viver “para a política” não
exclua “viver dá política”, se Weber tivesse conhecido o sistema político
brasileiro reconheceria que nenhuma das duas definições e capaz de explicar
nosso modo de operar. O Brasil é um dos mais competentes exemplos em
transformar a politica em um processo de acumulação capitalista. Mais que viver
&quot;da politica&quot; ou &quot;para a politica&quot; a freqüência de casos
nos mostra que políticos transformem a atividade pública em meio de acumulação
econômica – uma total subversão do entendimento da atividade de gestão em negócio
com lucro estimado e alta taxa de retorno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Trabalhar
com política é uma atividade que merece remuneração. Não devemos cair em
armadilhas ao considerar que a politica deva ser uma atividade gratuita e
descomprometida. Mas também é preciso reconhecer que no Brasil esta atividade
está deslocada para a esfera dos lucros (e neste caso passa a ser ocupada majoritariamente
por figuras interessadas na acumulação e não no bem estar das cidades).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-MFJ802qtnbM/UL_0ruICDvI/AAAAAAAAAn4/ebgPdkiS-P8/s1600/vereador1.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-MFJ802qtnbM/UL_0ruICDvI/AAAAAAAAAn4/ebgPdkiS-P8/s1600/vereador1.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Os
casos de distorção e corrupção são inúmeros por aqui. Mas, este é facilmente
corrigível: para o caso das Câmaras de Vereadores eleitas para expediente fora
do horário de trabalho não faz sentido que os vereadores recebam os salários
que recebem. A grande maioria dos legislativos no Brasil sessões semanais ou
quinzenais, depois do horário comercial, perfeitamente conciliável com qualquer
outra atividade laboral. Não faz sentido o pagamento de salários; posto que os
políticos tenham em geral outras atividades paralelas. Todas as Câmaras
Municipais que não exigem expediente completo dos seus vereadores deveriam dar
aos pagamentos mínimos e até mesmo simbólicos pela participação dos eleitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Cortar
os gastos com vereadores e vice-prefeitos pode acabar com a corrupção no Brasil?
Certamente não, mas pode diminuir consideravelmente em algumas esferas da
política. Nem é preciso que consideremos esta questão pelo ângulo da economia
aos cofres públicos (se bem que tem também o lado positivo da economia), porque
é mais importante que seja uma medida que comece a desestimular os gastos de
campanha e a compra de voto como atividade política eleitoral cotidiana
ilegítima (mas reconhecida como prática eficiente entre os políticos). Com uma
lei determinando que somente os políticos que cumpram jornada de trabalho
semanal tenham salário (isso também implica em impedir os rendimentos dos
cargos de vice) nós possamos estimular que figuras interessadas em viver &quot;da”
ou “para a política&quot; tomem o lugar daqueles que querem fazer da política
no Brasil atividade lucrativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/1825978165448251812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/1825978165448251812?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/1825978165448251812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/1825978165448251812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/12/corrupcao-e-pequena-politica-no-brasil.html' title='Corrupção e Pequena Política no Brasil'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-hL6Tl6DNbRQ/UL_0pN6g9SI/AAAAAAAAAnw/2vKNjbzlmLY/s72-c/vereador2.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-207376707402380710</id><published>2012-11-11T16:17:00.002-08:00</published><updated>2012-11-12T09:25:49.825-08:00</updated><title type='text'>A arvore, a educação e as praticas socias</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875);&quot;&gt;Quando criança no interior, sempre tive espaço para explorar a natureza, contato direto com arvores, animais e plantas. Lembro que íamos cortar cana e ali mesmo chupávamos seus suculentos gomos. Ou quando pegávamos direto das arvores mangas, goiabas, jabuticabas. Subir nas árvores era uma habilidade importante, porque os adultos apanhavam os frutos dos galhos mais próximos ao chão, alguns espertos usamos varetas para cutucar outros frutos mais altos e derrubar, mas a queda sempre os prejudicava. E nada substituía o prazer de apanhar uma manga suculenta num galho escondido e devora-lá ali mesmo em cima do pé. Essa era uma prática comum que nós, moleques, tínhamos e repetíamos em diferentes momentos do ano&amp;nbsp;à depender da árvore e da fruta de época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-Tr49u3WsHNc/UKErsn8YWLI/AAAAAAAAAnc/KrsQcS3m26A/s1600/fotojulia.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-Tr49u3WsHNc/UKErsn8YWLI/AAAAAAAAAnc/KrsQcS3m26A/s320/fotojulia.JPG&quot; width=&quot;318&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Em certa ocasião um primo da cidade grande veio me visitar junto com a família. Minha mãe e minha tia sugeriram que ele fosse comigo jogar futebol na rua, passear e passar a tarde com meus amigos. Nenhum problema nisso, éramos uma turma tranqüila e quanto mais&amp;nbsp;melhor...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0039062);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Depois de dividirmos os times, equibrando as forcas e os talentos no futebol, colocarmos meu primo como atacante, bem avançado pra que se sobrasse uma bola, ele chutar ao gol, mas que pelo menos não atrapalhasse a defesa. Jogamos até cansar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Aí foi a vez de entrar mata à dentro procurar uma árvore com laranjas ou uma mexerica que matasse a sede e repusesse as energias gastas correndo atrás da bola. Não sei por qual motivo, não sei nem se precisava de um motivo, o fato é que meu primo, aquele engomadinho vestido com camiseta polo, bermudinha descolada e meia soquete, sem mais nem menos, quando viu uma arvore na sua frente saiu correndo e gritando &quot;quem subir por ultimo é mulher do padre&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Ficamos todos parados e atônitos. Meus amigos todos olharam na minha direção. E&amp;nbsp;eu dei de ombros. O cachorro do Juninho foi o único que deu um pique na direção do meu primo, mas quando viu que a turma toda continuava imóvel, até ele voltou atrás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Mas, meu primo da cidade grande estava determinado em demonstrar seus dotes de escalador de arvores. Pisava com firmeza em um galho, se ajeitava em outro, fazia alavanca com os braços e aos poucos foi rompendo arvore acima sob o olhar atento de todos nos lá em baixo. O engraçado é que todos simplesmente ficaram mudos, sem grandes reações; exceto por uma ou outra expressão de estranhamento. Havia uma sensação de expectativa no ar como se todos nós quisessemos&amp;nbsp;entender o que aquele doido estava fazendo.&amp;nbsp;À certa altura da escalada, ele reparou que estava só na subida e que ninguém sequer se animou a acompanhá-lo. Empolgado com sua ação, só tomou ciência disso um tempo depois. Emendou um &quot;e aí, vocês não vem?&quot;. Não, não... Não, valeu... Só se tivesse mexerica!... To fora! Só negativas e alguns sorrisos surgindo entre os comentários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Sem nenhum estimulo para continuar, foi a vez de descer... Aí é que a situação se complicou: aquela era uma árvore típica. Todos tínhamos a noção de que subir é relativamente fácil mas, com poucos apoios para os pés e galhos flexíveis, é muito ruim de descer. A copa era muito estreita, encurtava a mobilidade e ficava num lugar fechado. Subir naquele trambolho não fazia sentido nenhum pra nós: muito esforço, muito risco e nenhuma fruta, nenhuma vista bonita, ou seja, só desgaste sem nenhuma recompensa. Mas, o esforço do pobre garoto da cidade grande descendo da árvore (até que com maestria eu devo admitir), foi seguido de perto por todos nós. Com muito bom humor, todos fazendo piadas e rindo, mas também dando dicas: &quot;põe o pé ali&quot;... &quot;segura naquele galho&quot;... &quot;cuidado ali que pode quebrar...&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Anos mais tarde, já formado e trabalha do na cidade grande, eu conversava com uma amiga sobre as escolas e as dificuldades de se escolher uma boa escola para as crianças. Ela reclamava do preço das boas instituições particulares e citou uma em especifico que cobrava mais de dois mil reais de mesalidade. Poxaa!!! Mas, que cara. E ela emendou: &quot;Bom, mas também eles tem até aulas de horta lá.&quot;... O que? Aula de horta? Na minha escola tinha aula de português, matemática, ciências... aula de horta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Aos poucos uma coisa foi associada&amp;nbsp;à outra e a lembrança do meu primo desembestado correndo pra subir numa arvore inútil me veio à cabeça. Coitado, deve ter tido aula de horta também. Óbvio que a educação na cidade grande é diferente da cidade pequena, assim como o acesso aos bens culturais... Hoje é mais fácil entender isso, mesmo assim, todos erramos quando não adequamos o aprendizado ao contexto, quando não aplicamos as habilidades desenvolvidas ás ocasiões corretas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Meu primo aprendeu o prazer de subir numa arvore, desenvolveu o gosto por superar um desafio e buscar um objetivo. Todos tínhamos desenvolvido no interior os mesmos gostos de meninos, enfrentando os riscos que a natureza nos coloca e nos propondo a superar. Mas, esse gosto em nos era associado a outras necessidades humanas mais básicas. Nao encarávamos qualquer desafio, selecionavamos entre as opções as mais interessantes e combinávamos o prazer da superação da natureza com outras vontades supridas. Queríamos árvores frutíferas, pra se alimentar depois de gastar energia, ou árvores que nos dessem chances de olhar a paisagem e era um jeito de conhecer o lugar, contemplar a natureza, ou algo assim, mas, tínhamos opções, nada de escolher as primeiras que víamos, ou as mais perigosas e inúteis. Uma árvore pode ser boa para escalar, mas também pode ser boa simplesmente para deixar sob sua copa e aproveitar a sombra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Conhecimento aplicado tem necessariamente&amp;nbsp;que estar de acordo com a realidade sempre. Quantas e quantas vezes não vi amigos se portando de grandes cientistas, verborragiando sobre temas dos mais sofisticados, mas que quando aplicados na realidade não fazem o menor sentido. Toda a forma de conhecimento é válida. Mas, conhecimntos úteis devem ser também adequados aos agentes. Muitas e muitas vezes me deparei com outras propostas de subir em arvores desnecessárias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;O&amp;nbsp;que fica de lição finalmente nesta história&amp;nbsp;são as implicações da automaticidade do conhecimento apreendido. Não sejamos ingênuos ou soberbos de nos acharmos mais espertos que meu primo. Quem de nós ao aprender um conhecimento novo na escola não ficou ansioso quando viu a oportunidade de aplica-lo fora dela? O grande problema é ter discernimento em saber quando e onde as coisas aprendidas se aplicam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/207376707402380710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/207376707402380710?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/207376707402380710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/207376707402380710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/11/a-arvore-escola-e-o-conhecimento.html' title='A arvore, a educação e as praticas socias'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-Tr49u3WsHNc/UKErsn8YWLI/AAAAAAAAAnc/KrsQcS3m26A/s72-c/fotojulia.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-3696412490849989859</id><published>2012-10-26T06:53:00.000-07:00</published><updated>2012-11-12T09:06:43.914-08:00</updated><title type='text'>O que deve cair com Serra?</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;s2&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-text-size-adjust: auto; font-family: Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
(artigo recusado pelo Editor do &quot;Tendências e Debates&quot; da &quot;Folha de São Paulo&quot;*)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;s2&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-text-size-adjust: auto; font-family: Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
por Luis Fernando Vitagliano**&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Primeiro Serra trouxe para a eleição de 2002 o tema do medo. Fez&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;propaganda com a Regina Duarte estampada na TV com medo do Lula. Depois, contra Dilma, apelou para o aborto. Agora é a vez do Kit-gay contra Haddad. O PSDB, sob a liderança de Serra deixou de ser um Partido Soci&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;al Democrata para tornar-se um P&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;artido&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;de valores&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;conservador&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;es&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;sair&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;da esquerda política&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;para&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;representar a direita social. Com iss&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;o o partido ganhou engajamento&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;e perdeu representatividade.&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;gora&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;presta o desfavor de ressuscitar temas há muito afastados da política brasileira&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;ao tentar marginalizar no debate político minorias em prol de certo tipo de moral dominante&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Talvez o eleitor não conheça; ou&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;talvez muitos de nós tenhamos nos esquecido do contexto, mas é preciso recuperar um dos mais importantes projetos de sociologia aplicada do século XX, a pesquisa de Theodo&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;r Adorno nos EUA&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;sobre a “Escala F”. Entre&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;1940 e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;início de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;19&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;5&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Adorno em parceria com alguns psicólogos se&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;propõe&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;estabelecer uma e&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;scala sobre a personalidade de indivíduos numa sociedade liberal que&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;têm predisposição&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;se sujeitar à&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;liderança&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;fa&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;cista&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;. A base da pesquisa é que existia um padrão de convicções econômicas, políticas e sociais ligados a uma personalidade&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;autoritária&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Assim, o estudo chegou ao indivíduo potencialmente fa&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;cista cuja personalidade tinha predisposição a apoiar propagandas antidemocráticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;s6&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-text-size-adjust: auto; font-family: Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Esse estudo começou por conta do antissemitismo. Ou seja, da intolerância no que diz respeito às opções individuais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;ropagandas conservadoras&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;baseadas no medo e/ou no ódio&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;violam o principio básico da republica que é a diversidade social.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Misturar&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;religião com valores sociais em propagandas políticas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;já se tornou há muito tempo atitude repugnante e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;já fo&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;historicamente &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;comprovad&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;desfavor&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;prestado&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;à cidadania.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Serra&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;, segundo o próprio Datafolha,&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;esta perdendo esta eleição inclusive em r&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;edutos tidos como conservadores.&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;orque mesmo que tenham valores sociais, pessoas com o mínimo de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;cidadania e&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;ntendem que não cabe ao poder pu&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;blico julgamentos sociais. Igrejas e outros grupos conservadores podem ter suas convicções e uma moralidade que os delimita, não há nenhum problema nisso, mas impor sua ordem a outros grupos é autoritarismo. Assim, as criticas a políticas de diversidade só podem ser entendidas como rechaçadas por grupos sociais que não dispõe de nenhuma cidadania ou grupos que desenvolveram a personalidade autoritária nos seus membros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Se Serra perder&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;as eleições do próximo domingo, como&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;pesquisas&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;apontam&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;, o&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;s ventos podem nos dizer que esse tipo de propaganda antidemocrática&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;no Brasil&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;é ineficiente e, portanto, deve ser abandonada. Assim, quem sabe o próprio PSDB não retoma sua politica liberal de defesa de uma esquerda social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;O que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;se espera&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;cair com Serra&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;então&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;não é o conservadorismo&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;de alguns&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;segmentos sociais&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;, ou determinados valores preservados por i&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;nstituições religiosas&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;, mas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;é a impressão de que propagandas antidemocráticas têm espaço e representatividade em partidos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;políticos – ainda mais em partidos de envergadura nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;nfelizmente, a semente da discórdia já esta plantada e outras lideranças antidemocráticas podem surgir.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;A queda de Serra&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;pode ser avaliada como a&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;queda&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;um líder conservador.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;Mas,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;ainda é preciso derrubar a fração do conservadorismo ligada ao autoritarismo, que encontra&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7097840571901311394&quot; name=&quot;_GoBack&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;neste&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;candidato represe&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;ntatividade&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;e que certamente vai&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&amp;nbsp;buscar em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;outras lideranças novas representações&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;*&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969);&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica; font-size: 12pt;&quot;&gt;Em nome da Folha de S.Paulo, gostaríamos de pedir desculpas pela não publicação do texto&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica; font-size: 12pt; font-weight: 700;&quot;&gt;&quot;O que deve cair com Serra?&quot;,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica; font-size: 12pt;&quot;&gt;de sua autoria.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); font-size: 16px;&quot;&gt;Devido ao acúmulo de artigos recebidos, acima de nossa disponibilidade de espaço, não nos será possível publicá-lo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); font-size: 16px;&quot;&gt;Contamos com sua compreensão e agradecemos sua iniciativa de colaborar com o jornal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;s6&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-text-size-adjust: auto; font-family: Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); font-size: 16px;&quot;&gt;Cordialmente,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); font-size: 16px;&quot;&gt;Ricardo Mioto&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;s6&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-text-size-adjust: auto; font-family: Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); font-size: 16px;&quot;&gt;Coordenador de Artigos e Eventos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;s6&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-text-size-adjust: auto; font-family: Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 16px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;s6&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-text-size-adjust: auto; font-family: Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 16px;&quot;&gt;** Luis Fernando Vitagliano é cientista político e professor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/3696412490849989859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/3696412490849989859?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/3696412490849989859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/3696412490849989859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/10/o-que-deve-cair-com-serra.html' title='O que deve cair com Serra?'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-1602690737796420034</id><published>2012-10-14T19:59:00.000-07:00</published><updated>2012-10-14T19:59:35.320-07:00</updated><title type='text'>Duas notas sobre as eleições de 2012</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875);&quot;&gt;Enquanto muitos analistas fazem o balanço das eleições dois fatos passaram batidos, propositada ou despropositadamente negligenciados pela grande mídia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.00390625);&quot;&gt;O primeiro fato, inevitavelmente noticiado, mas devido a importância pouco discutido, foi a quarta vitoria eleitoral de quarta vitoria eleitoral de Hugo Chavez. Ora, até quando ainda vão dizer que a Venezuela não tem um regime democrático? Quatro vitorias eleitorais, com a oposição fazendo mobilizações nas ruas, os jornais noticiando, o candidato da oposição fazendo mil atos, comicios e criticas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.00390625);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.00390625);&quot;&gt;Ditadura foi o que aconteceu no Brasil entre 1964 e 1989. Só pra ficar em um exemplo, em 1974, com uma eleição em que se permitia alguma campanha, os candidatos a senador da oposição conseguiram 16 das 22 cadeiras em disputa.&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875);&quot;&gt;&amp;nbsp;O MDB só não barrou projetos porque o Governo Militar, que era uma ditadura, baixou uma emenda constitucional criando o senador biônico, e nomeou 22 novos senadores em 1977 para manter a maioria na casa. Isso explica porque temos hoje 81 e não 54 senadores, e porque votamos alternadamente para 2 e 1 senador. O terceiro senador surgiu de uma invenção da ditadura para manter a casa. Chavez venceu as eleições respeitando as regras do jogo e a oposição teve espaço para questionar e debater seu programa. Isso é preciso dizer. Ditadura é assim: muda as regras para manter-se. Mas uma das características das ditaduras é não abrir espaço para o julgamento do executivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.296875);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Assim, se quiserem dizer que Fidel Castro foi um ditador, ok. Mas, também é preciso dizer que Cuba é a única exceção da América Latina. Nos outros casos todos, repito, todos os casos de ditadura são de direita. Em 1973, Allende foi deposto por Pinochet, somam se a ele, Stroessner, Fujimori ou Videla, só pra ficar com os mais famosos. Além disso, em Argentina e Brasil as juntas militares tomaram o poder para afastar a ameaça comunista; em um compromisso bastante frouxo em relação à democracia. Já no México, o PRI não era uma opção de esquerda propriamente. E pra quem conhece alguma coisa sobre a história da América Central fica horrorizado com a ingerência norte-americana. Panamá, Nicarágua ou Republica Dominicana são alguns exemplos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Dizer que nao temos democracia em alguns paises da America Latina hoje é no mínimo desconsiderar a história. O fato é que a grande imprensa seleciona informações para comprovar sua tese - que não se comprova na realidade. A tomar pelos fatos, na América Latina a direita é golpista e a redemocratização favoreceu às esquerdas e ainda as favorecem. Presidentes que conseguem apoio dos pobres como Rafael Corrêa, Evo Morales, Cristina Kirshner, Hugo Chaves e Luiz Inácio Lula da Silva tem sim muito apoio das urnas e precisam fazer mudanças institucionais para emplacar suas plataformas políticas. Seria golpe contra a democracia se prometessem mudanças e fossem governos cooptados pelos status quo que garante o direito dos mais ricos - onde os donos dos grandes conglomerados de comuniçação casualmente se colocam solidários&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;Nossa segunda nota tem a ver com uma eleição interna. Não se trata de São Paulo, Rio de Janeiro ou outra capital de peso. Mas do caso de São José dos Campos. Foi lá que em janeiro passado ocorreu a brutal desocupação do Pinheirinho, região sem dono depois da morte do casal de alemães e que foi gentilmente concedida a Najis Nahas, um conhecido estelionatario capa de varias publicações da direita como empresário do ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;O caso de Pinheirinho interrompeu 16 anos consecutivos de administração do PSDB na cidade que tinha como principal cabo eleitoral o governador Geraldo Alkmin. Se José Serra quiser nacionalizar a questão, seria uma boa fugir de casos como o de São José dos Campos. Ali a política de habitação do PSDB foi comparada ao mensalão e o resultado em favor do petista evitou inclusive segundo turno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.0078125);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/1602690737796420034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/1602690737796420034?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/1602690737796420034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/1602690737796420034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/10/duas-notas-sobre-as-eleicoes-de-2012.html' title='Duas notas sobre as eleições de 2012'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-1937110353681705922</id><published>2012-10-07T05:00:00.002-07:00</published><updated>2012-10-07T05:00:49.331-07:00</updated><title type='text'>Dia das Eleições</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;

&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Dia quente no interior. E dia das
eleições. Acordou cedo, fez a barba, escolheu a dedo a roupa, passou um
desodorante para encarar o calor, mas resolveu não passar protetor solar. O
eleitor pode achar que sou fresco, não compensa. Candidato a vereador é assim.
Tem de ter identidade com o povo. E povo do interior é povo de roça, que
enfrenta o sol a pique. E é preciso criar identificação, pele queimada, roupa
amassada, mas cara de bom moço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;

&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-vXHEtG1tB28/UHFutdKG6pI/AAAAAAAAAnE/ClzKcp0o2AE/s1600/ChargeVoto.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-vXHEtG1tB28/UHFutdKG6pI/AAAAAAAAAnE/ClzKcp0o2AE/s1600/ChargeVoto.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Candidato de cidade pequena
sofre. Sempre que um resolve disputar as eleições pela vereança um parente
também entra na disputa, pelo outro lado. Aí divide os votos, fica mais difícil,
embola o meio campo. Assim que Guilhermino tinha o primo Tonho no seu encalço. Seu
número era 99.999 e do primo era 66.666 e o slogan “vamos virar a urna de ponta
cabeça”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;

&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Mas, Mino Mineiro tinha uma
estratégia infalível: corpo a corpo no dia das eleições dá muito voto. É só dar
uma enganadinha no fiscal do Tribunal, desviar dos delegados da oposição e
chegar perto do eleitor como quem não quer nada. Uns fotinhos sempre se
conquista. E em cidade pequena isso pode ser decisivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;E lá foi Mino Mineiro. Entrou
numa fila como quem não quer nada. Escolheu a mais longa. Vivo, pensou que ficaria
mais tempo, aí entre uma conversa e outra, falava com o que estava na sua
frente, com o que estava atrás, dava espaço pra os mais velhos, era gentil com
as gestantes, uma delicadeza só que lhe dava muito contato com o eleitor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;

&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-RshXyjDELTk/UHFuwDZzcEI/AAAAAAAAAnM/y3aZ4ThCGNA/s1600/ChargeVoto01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-RshXyjDELTk/UHFuwDZzcEI/AAAAAAAAAnM/y3aZ4ThCGNA/s1600/ChargeVoto01.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Enrolou, conversou, fez e desfez
no seu corpo a corpo. Quando não tinha mais jeito chegou perto da mesa de
votações. Entregou o título e ouviu da mesária: “mas senhor, aqui é a fila da
justificativa!”... saiu tão desconsolado que votou rapidinho e esperou o
resultado no rádio em casa, com vergonha de comentar a própria gafe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/1937110353681705922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/1937110353681705922?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/1937110353681705922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/1937110353681705922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/10/dia-das-eleicoes.html' title='Dia das Eleições'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-vXHEtG1tB28/UHFutdKG6pI/AAAAAAAAAnE/ClzKcp0o2AE/s72-c/ChargeVoto.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-2666104495176040601</id><published>2012-10-03T12:48:00.001-07:00</published><updated>2012-10-03T13:01:05.058-07:00</updated><title type='text'>Defesa do voto em Fernando Haddad em forma de Crônica</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Num dia qualquer, numa livraria qualquer, dessas
onde a classe intelectualizada faz o lançamento do livro do amigo, ou vai
buscar a ultima moda da neurolinguística, eu passava para tomar um café e roubar
uns minutos de internet. Mas, ao invés de entreter-me com a rede, encontrei um
amigo de outra data cercado de companhia. Gentilmente fui convidado a juntar-me
ao grupo e apresentado como cientista político analista de qualquer coisa que
me atribuía certo exagero de currículo. Isso bastou para que o papo mudasse
rapidamente para política, que passou numa magnitude assustadora para os
escândalos de corrupção, chegou à crise mundial com toda facilidade que a
desconexão permitia, até finalizar com considerações brilhantemente enfeitadas
com frases de efeito e jargões para discutir a miséria das eleições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-1LYhoWoqZMU/UGyWV2M0XYI/AAAAAAAAAm0/kOpQoMgdR_E/s1600/Elei%C3%A7%C3%B5es2012.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-1LYhoWoqZMU/UGyWV2M0XYI/AAAAAAAAAm0/kOpQoMgdR_E/s1600/Elei%C3%A7%C3%B5es2012.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;background: white; color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Pessoas graduadas, pós-graduadas, bem
empregados e com acesso a todo o tipo de informação que se dispõe a buscar,
pagavam R$ 3,50 numa xícara de café sem nenhum constrangimento, esses seres
abençoados pela Fortuna (não a riqueza, mas a Deusa grega) tinham orgulho de
dizer que a política era assunto menor e tratavam-na com a aversão digna dos
ignorantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&quot;Ora, os políticos são todos
iguais. Existe ainda alguma diferença entre eles?&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Quando eu disse sim, existe, e muita,
fui logo interrompido. Claro que ninguém ali estava interessado em discutir
política, mas em expor seu desprezo pelo tema, o que fatalmente reforçava o
status de superioridade em relação a assuntos menores, talvez mundanos que não
seriam adequados aos membros de certo Olimpo intelectualizado frequentador de
livrarias, cafés e bistrôs descolados. Não estou descrevendo ignorantes mal
formados ou mal intencionados que nunca leram obras clássicas ou não
dimensionam o peso das questões publica. Não! Estou descrevendo o comportamento
de pessoas bem formadas, que leram Platão, Aristóteles e o a história da
democracia ocidental desde suas origens; talvez no original, em grego. E o que
essas pessoas bem informadas e intelectualizadas dizem da política hoje?
Repetem as besteiras escritas nos jornais e difundidas pelas bocas mais
vulgares da opinião publica nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-Hvuk4zsRWVA/UGyV1ftffRI/AAAAAAAAAmk/1i47MtwaOUk/s1600/Hadda13.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-Hvuk4zsRWVA/UGyV1ftffRI/AAAAAAAAAmk/1i47MtwaOUk/s1600/Hadda13.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Desde que o PT perdeu sua aureola
puritana de partido da ética, boa parte da classe media e media alta
intelectualizada de origem na esquerda achou por bem abandonar o barco e
mostrar-se apolítico. A moda agora para pagar de descolado dos assuntos
políticos e interessado em assuntos públicos, como se uma coisa fosse distante
da outra. Os barbudinhos partidarizados agora fazem pouco sucesso nas rodas de
debates e só têm alguma chance se fizerem parte de um Partido radicalizado,
entretanto, se houver alguma ligação entre política e realidade conjuntural, o
interlocutor logo passa a ser taxado como o chato da conversa. Defender o PT então
nessas rodas seria o mesmo que suicídio social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;O que esses ex-esquerdistas não perceberam
foi seu próprio processo de vulgarização, muito mais forte que qualquer Partido
envolvido em escândalos de corrupção. Ao se distanciarem das bases do Partido e
ao defenderem e praticarem o voto nulo ou o voto descomprometido deixaram-se
render pelo discurso da elite despolarizada, mesquinha, orgulhosa e soberba que
sempre foi alvo das suas criticas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Weber já dizia: ser neutro é optar pelo mais
forte. Quando os escândalos de corrupção surgiram em distintos governos do PT e
essa categoria social se afastou do Partido lavando suas mãos,&amp;nbsp;ajudaram a&amp;nbsp;fortalecer
duas tendências: primeiro, o Partido tornou-se cada vez mais vulnerável a ação
dos corruptos e, segundo, esse segmento intelectualizado dos cidadãos de
esquerda ou que se definem como esquerda tornou-se tão conservador quanto
qualquer reacionário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Até entendo a opção das categorias
sociais intelectualizadas em afastar-se da política. São de classe media, moram
nas regiões centrais, usam transporte publico quando convém, mas têm carro e
dinheiro pra pagar taxi, não precisam de CEUs porque podem colocar seus filhos
em escolas privadas, moram em edifícios com proteção reforçada e nem precisam
saber o que é GCM, têm opções de lazer e são capazes de fazer viagens
programadas para fugir de São Paulo quando a cidade se torna inóspita. Então
não faz a menor diferença se o futuro prefeito for Serra ou Russomano. A vida
dessas pessoas pouco ou quase nada vai mudar e eles ainda terão muitos assuntos
para os bistrôs. Entendo mas não admito, porque dizer que Haddad vai ser igual
aos outros é no mínimo estupidez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-mIhELIgl5v4/UGyV39KvzqI/AAAAAAAAAms/RzF0-3ePTr4/s1600/HaddadLogo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-mIhELIgl5v4/UGyV39KvzqI/AAAAAAAAAms/RzF0-3ePTr4/s1600/HaddadLogo.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #262626; line-height: 115%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Pode ser que um governo de esquerda
não faça tanta diferença em relação ao modo de vida das&amp;nbsp;pessoas que se
impressionam com a corrosão da moral estampada na pagina 3 da Folha de São
Paulo. Mas são os governos de esquerda que ainda mantém o dialogo com
movimentos sociais e esses governos não podem ser igualados a conservadores e
aventureiros como igualamos diferentes latas de atum desconhecidas que se
colocam enfileiradas lado a lado na prateleira do supermercado. Perdoem-me os meus
amigos da classe media que se denominam de esquerda com quem fatalmente tomo
café nas livrarias descoladas da cidade, mas não esta em discussão nosso
marasmo político ou nosso modo de vida blasé. Tem muito mais em jogo nessa
eleição e diz respeito a uma proporção gigantesca de movimentos sociais que
precisam do apoio, do envolvimento e dos votos de seus antigos aliados
esquerdistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #262626; font-family: inherit; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Haddad precisa disso para recolocar
os movimentos sociais no poder e buscar políticas para incorporar as carências
dos mais necessitados na agenda de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/2666104495176040601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/2666104495176040601?isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/2666104495176040601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/2666104495176040601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/10/defesa-do-voto-em-fernando-haddad-em.html' title='Defesa do voto em Fernando Haddad em forma de Crônica'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-1LYhoWoqZMU/UGyWV2M0XYI/AAAAAAAAAm0/kOpQoMgdR_E/s72-c/Elei%C3%A7%C3%B5es2012.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-4792697554960772116</id><published>2012-09-03T09:06:00.000-07:00</published><updated>2012-09-04T20:56:46.918-07:00</updated><title type='text'>A opção conservadora</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Dificilmente alguém já esperava os resultados apresentados pela ultima pesquisa de opinião &amp;nbsp;divulgada na TV e nos jornais entre 30 e 31 de agosto. Depois de uma semana de horário eleitoral, dois fatos não eram esperados. De um lado esperava-se que Celso Russomano fosse cair. De outro lado esperava-se que a rejeição de José Serra também fosse cair.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;A rejeição de Serra é de 34% segundo IBOPE e 43% segundo Datafolha. Isso praticamente o descredenciou como favorito, arriscado inclusive a tirá-lo do segundo turno. Rejeições acima de 30% tornam-se indicador importante para perceber que mesmo que o candidato vá ao segundo turno ele tem poucas chances de eleição. A mesma percepção que faz essa parte do eleitorado a votar em qualquer outro menos naquele candidato em especifico é o indicador que ajuda outros eleitores a optar por outros mesmo nao indicando rejeicao. Portanto, não é que os outros 57% dos eleitores cogitam votar em Serra, mas o índice é uma expressão da insatisfação do eleitorado com a trajetória recente do tucano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-hBHS4PldQ3U/UETVv4uDJ5I/AAAAAAAAAmQ/FUSgmhPUkc4/s1600/serrahaddad.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;234&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-hBHS4PldQ3U/UETVv4uDJ5I/AAAAAAAAAmQ/FUSgmhPUkc4/s320/serrahaddad.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-hBHS4PldQ3U/UETVv4uDJ5I/AAAAAAAAAmQ/FUSgmhPUkc4/s1600/serrahaddad.png&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Por outro lado, esperava-se a queda de Russomano. Não ocorreu. O pouco tempo de TV não foi o suficiente para mudar sua posição, embora, se repararmos o que mudou foi o perfil do seu eleitorado: perdeu espaço nos redutos petistas, ganhou espaço nos redutos tucanos. Vem colhendo, como um bom semeador, rejeições de ambos os lados e se fortalecendo como opção. Ainda conta com a vantagem que tanto Serra quanto Haddad preferem o enfrentar a enfrentarem-se. Isso fez com que os dois principais candidatos com tempo de TV e recursos o poupassem de ser atacado. Avenida aberta para que ele não precise se colocar na defensiva e poder fazer campanha abertamente. Mas, com um partido pequeno, poucos recursos financeiros e tempo de TV baixo, dificilmente saia da margem dos 30%. Dai por diante, a expectativa do seu staff é que isso o credencie como um candidato para o segundo turno; onde começa uma nova eleição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Haddad está talvez um pouco melhor do que ele próprio esperava. E um pouco pior do que sua equipe talvez tenha percebido. Melhor porque sua campanha de popularização tem dado efeito - e rápido. Seja porque se coloca ao lado de Lula e Dilma, seja porque o PT é forte na periferia e a população começa a descobrir que ele é candidato da periferia, seja porque outras promessas de renovação como Chalita e Soninha não vingaram. Mas, talvez, para Haddad, seria melhor que Serra (e não Russomano) estivesse em primeiro. É uma falsa ilusão de bons ventos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Obviamente a máquina partidária do PSDB é muito mais forte que a do PRB. Serra também conta com a simpatia das elites paulistanas, que preferem seu nome, financiam sua campanha e saem à rua defende-lo. Mas, se Serra perde  (e muito) seu apelo popular paulistano, cedo ou tarde as mesmas elites que o defendem o abandonarão. Vão certamente mudar de barco. E não vão para o barco do PT e de Haddad... dificilmente. Mais fácil correrem para o bote de Russomano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Todos sabemos do conservadorismo eleitoral dos paulistanos médios. Mas, não é exatamente isso que está em questão. Russomano pode ser a alternativa viável e popular que não trará problemas aos ricos e poderosos. Só isso. As grandes forças econômicas em São Paulo sabem e calculam muito bem que é mais barato pagar propina à respeitar todas as regras e procedimentos para seus empreendimentos serem aprovados pelos trâmites públicos. Preferem pagar, financiar, agradar, mesmo que à contragosto, que passar por todos os processos legais de licenciamento e burocracia. Não é uma preferencia desmedida, é calculada – fica mais barato, rápido, prático. Quando eles têm um amigo como o Serra no poder, nem pagar, nem tramitar, conseguem com base na camaradagem que dá sustentação política a um candidato ligado a esses setores sociais. Com o PT, embora saibam que já não é mais o mesmo partido que não dialoga, não negocia, não falcatrua, sabem também que tem inimigos históricos entre algumas forças do partido que ainda podem dificultar. Problemas com o partido e o risco de enfrentar a impessoalidade da burocracia podem emperrar empreendimentos promissores de muito interesse privado e pouca viabilidade pública.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Russomano pode significar a opção conservadora que controla as massas e faz as vezes do orador populista que associado ao esgotamento de Serra pode tornar-se a opção das elites conservadoras. Torna-se mais perigoso que Serra porque tem pouco histórico, menor rejeição e um discurso populista mais apelativo. Russomano pode roubar votos de Haddad nos redutos petistas, pode retomar os votos perdidos recentemente, num eventual segundo turno. Com tempo de TV e dinheiro para campanha o segundo turno começa de outra forma. Duvido que o PSDB (estafado com as crises de garoto mimado que Serra tem dado), não entre de cabeça numa eventual campanha de Russomano no segundo turno. Duvido que não cresça a base de sustentação partidária do inexpressivo PRB numa eventual disputa com Haddad. E isso significa que pode juntar o antipetismo das zonas centrais com o populismo capaz de fascinar as massas da periferia, mais dinheiro e partidos. Num quadro desses, se Serra não reverter suas atenções ao plano local e esquecer seu sonho de ser presidente e o PT buscar algo mais que sua base política forte e Haddad não fortalecer seu nome e conseguir mostrar sua liderança entre aqueles que ainda pouco ouviram a seu respeito, então teremos mais um aventureiro à frente da maior e mais caótica cidade do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/4792697554960772116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/4792697554960772116?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/4792697554960772116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/4792697554960772116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/09/dificilmente-alguem-ja-esperavaos.html' title='A opção conservadora'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-hBHS4PldQ3U/UETVv4uDJ5I/AAAAAAAAAmQ/FUSgmhPUkc4/s72-c/serrahaddad.png" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-9011442875623128196</id><published>2012-07-21T07:52:00.003-07:00</published><updated>2012-07-21T13:06:22.428-07:00</updated><title type='text'>F5</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Estive fora do ar por uns tempos. Nada de mais, mas o blog
se desatualizou enquanto eu me atualizava. Enquanto isso o mundo continuava no
seu percurso naturalmente desalmado:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;- No Paraguai um golpe com roupas de legalidade foi
deflagrado. Arrasou o Mercosul? Não necessariamente. Foi a senha para a entrada da Venezuela
como membro permanente do Bloco.&amp;nbsp;E o Mercosul abril sua fronteira Norte. Os assessores de Mujica até pilharam a decisão dos presidentes que suspenderam os direitos do Paraguai e aprovaram a Venezuela. Os desafetos de Hugo Chaves espernearam, mas o fato é que Venezuela não é só política bolivariana e é um país que pode agregar muito ao bloco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-TMDqzeZ0qYo/UArBZnBbCLI/AAAAAAAAAl4/GKsk7I5ezO4/s1600/DSC03607.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-TMDqzeZ0qYo/UArBZnBbCLI/AAAAAAAAAl4/GKsk7I5ezO4/s200/DSC03607.JPG&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Fui à FLIP 2012 (10 anos da Feira e homenagem à Drumonnd), gostei. Luis Fernando Veríssimo, meu chará ,estava lá com sua comunicativa timidez. Gabeira, Luiz Eduardo Soares e Zuenir Ventura fizeram um bom debate sobre autoritarismo. Acompanhei com mais atenção os escritores latinos. Alejandro Zambra parece uma promessa interessante como escritor (tem só um livro publicado em português: Bonsai). Do mais, recomendo a pinga de Paraty. Particularmente gosto de Gabriela, que é suave e vem com cravo e canela... a rima pobre é por conta da casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-D8aPO8PCmME/UArBqO4i7_I/AAAAAAAAAmA/l28uhxF-27o/s1600/DSC03616.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-D8aPO8PCmME/UArBqO4i7_I/AAAAAAAAAmA/l28uhxF-27o/s400/DSC03616.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;- Luiza Erundina, para a&amp;nbsp;alegria petista, aceitou ser vice de
Haddad. Luiza Erundina, para o&amp;nbsp;desespero petista, renuncia o cargo, criticou o
slogan de renovação (novo) do partido e culpou o seu arquinimigo Paulo Maluf por
sua ultima decisão. Na verdade critica Lula e Haddad por apertarem a mão de Maluf. Na
verdade, justificou que apertar a mão do Maluf até podia, mas não podia tirar
foto. Não, acho que o problema foi a divulgação da foto do Maluf com Lula e
Haddad na casa do primeiro. Enfim, Erundina não é mais vice do Haddad e agora
ninguém sabe quem é.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;- Escândalos e mais escândalos no planalto. O ultimo foi da
assessora do Senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ela tinha fotos de biquíni no seu perfil do
Facebook, o que já é considerado um pouco atrevido - vai entender.&amp;nbsp;Mas,&amp;nbsp;de repente surge nos celulares do planalto um vídeo dela fazendo
sexo. Quem quer saber de CPI? Denise Leitão Rocha virou celebridade e entrou para o hall de musas do Planalto. Guarde este nome candidata às 
próximas páginas da Playboy. Neste país antes tudo acabava em pizza, estamos
vivendo uma grande transformação: agora tudo parece acabar em mulher pelada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;- Na Libia tudo vai mal e ninguém se atreve a fazer nada.
Nos Estados Unidos em plena campanha eleitoral vem um jovem e distribui tiros
num cinema. Assunto para o intrépido Michael Moore. Pior é o cara que saiu do
cinema dizendo que achou em princípio ser efeito especial e demorou pra
perceber que tinha mesmo um maluco atirando a esmo. Em tempos de realidade
virtual, até que faz sentido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Estou mesmo desatualizado, com tanto assunto assim e eu
querendo discutir o Prefácio à Crítica da Razão Pura no Blog. Aviso aos
navegantes, mesmo que nas próximas postagens &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;que vou incluir na próxima semana (vou postar
um artigo que escrevi para o JT sobre a crise no Paraguai – e acho que não foi
publicado; e outro sobre o assassinato do empresário pela PM que enviei ainda
hoje), o objetivo do blog é justamente o oposto: fugir da pauta imediatista da
grande imprensa. Às vezes isso faz sentido, mas às vezes vale a pena fazer a
história dos grandes eventos como o grande público gosta...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/9011442875623128196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/9011442875623128196?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/9011442875623128196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/9011442875623128196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/07/f5-atualizar.html' title='F5'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-TMDqzeZ0qYo/UArBZnBbCLI/AAAAAAAAAl4/GKsk7I5ezO4/s72-c/DSC03607.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7097840571901311394.post-7180572232270090258</id><published>2012-05-09T07:39:00.001-07:00</published><updated>2012-05-09T07:41:15.963-07:00</updated><title type='text'>Reforma Política</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Já estão em pleno movimento as
estratégias de campanha para as prefeituras de 2012. Em jogo algo muito mais
que a eleição nas cidades, eleições municipais são os principais veículos para
a eleição de deputados daqui a dois anos. Então, não se trata de disputar
eleições para os municípios, é uma prévia silenciosa para quem sai na frente da
disputa para o Congresso de 2014. Todos os partidos sabem disso e se articulam
jogando pesado nas eleições tantos nas grandes quanto pequenas cidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Correm por fora as propostas de
reforma política. Há dois grandes temas em função das 11 propostas:
financiamento de campanha e governabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-1pJFADRXUik/T6qBi0Iu_HI/AAAAAAAAAlY/Onz2IDD8_eo/s1600/reforma+politica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-1pJFADRXUik/T6qBi0Iu_HI/AAAAAAAAAlY/Onz2IDD8_eo/s320/reforma+politica.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;As campanhas políticas no Brasil
são consideradas muito caras. Isso seria um ponto forte de estímulo à
corrupção, como se gasta muito na busca por votos, a contrapartida é firmar
acordos públicos que garantam a eleição com desvio de dinheiro público para campanhas.
Se há dinheiro público financiando campanhas políticas via corrupção, a
proposta de financiamento público para campanhas faria com que as regras
equiparassem e geraria condições de concorrência a todos os partidos sem o
engodo da chantagem do dinheiro privado. Isso, em tese; na prática, o
financiamento público não inibe corrupção. O que me leva a concluir que as
reformas devem privar pelo barateamento das campanhas que seria mais importante
que suas formas de financiamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;De outro lado, a governabilidade
é muito difícil no nosso sistema político. O presidencialismo personalista
brasileiro desvincula todo e qualquer tipo de voto. Posso votar para deputados,
senador, governador e presidente sem o compromisso de nenhuma coerência
partidária. Na medida em que, uma coisa são as coalizões de campanha, outra
coisa é a coalizão de qualquer governo. Além disso, a eleição para deputados
segue outro calendário e outra dinâmica complicados pela nossa organização
regional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Outra situação difícil: p. ex:
fazer campanha em Pernambuco exige dispêndio, é um estado diverso e extenso. O
litoral tem uma característica, o sul meridional outra e o sertão uma terceira.
Se candidatar a deputado nesse lugar exige necessariamente o apoio de muitos
prefeitos. Já fazer campanha em São Paulo, ou no Pará tem outras particularidades.
Todas igualmente campanhas caras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Sabemos em Ciência Política que
as campanhas para deputados seguem mais a lógica da municipalidade do que a
lógica estadual ou federal. Porém, as campanhas para deputados acontecem deslocadas
no calendário: são realizadas pensadas em nível macro quando são de uma lógica
micro. Por que então não mudar o calendário e respeitar a lógica da própria
campanha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A proposta é uma simples mudança
no calendário eleitoral: eleições para deputados junto com prefeitos e
vereadores. Isso além de ser mais condizente com as práticas política
brasileiras, poderia reduzir os custos de campanha e garantir uma nova lógica
de governabilidade. Um presidente ou governador eleito já teria uma câmera
constituída e com correlações próprias. E no seu segundo ano de governo poderia
rever as condições de governo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Não é uma proposta cara, difícil
ou que apresente grandes prejuízos. Pelo contrário, seria simples e fácil de
aprovar. Sua grande vantagem seria conciliar o calendário eleitoral com a
realidade e no longo prazo, algo mais importante: fortalecer os municípios. Não
mais de forma clientelista e camuflada, mas dando ao eleitor o real valor do
seu voto dentro do município de onde vota.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisvita.blogspot.com/feeds/7180572232270090258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/7097840571901311394/7180572232270090258?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/7180572232270090258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7097840571901311394/posts/default/7180572232270090258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisvita.blogspot.com/2012/05/reforma-politica.html' title='Reforma Política'/><author><name>Luis Vita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07196174968813490643</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_tc4_TwgiE90RtvTKhzdHnODUpXPPf3fZXx8q8AFBA2jHE3K0imuQcyj0xIZ7WubDSi3yYYBhqbgbiJoxga0nbRU4I--O82qKb9-bK96ZwSMjSZfAnO6F73URtdFQDtg/s220/DSC03441.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-1pJFADRXUik/T6qBi0Iu_HI/AAAAAAAAAlY/Onz2IDD8_eo/s72-c/reforma+politica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>