<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673</id><updated>2026-10-19T09:30:00.128-03:00</updated><category term="Resenhas"/><category term="Filosofia de segunda"/><category term="Editorial"/><category term="cinema"/><category term="Literatura"/><category term="Quadrinhos"/><category term="seriados"/><category term="Grandes clássicos dos Quadrinhos"/><category term="Comédia"/><category term="resenha lixo"/><category term="Música"/><category term="Deixa eu te explicar..."/><category term="Explicando o fim"/><category term="Sessão de cinema cabeçudo"/><category 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Dinâmica"/><category term="No Oeste Era Diferente..."/><category term="O Mau Humor"/><category term="O mago que ri"/><category term="Simpsons"/><category term="Sob o radar"/><category term="Star Wars"/><category term="Superman"/><category term="Turma da Mônica"/><category term="Um guia para a vida"/><category term="Um velho conto"/><category term="ficção científica"/><category term="futebol"/><category term="horror"/><category term="muda um ponto"/><category term="terror"/><title type='text'>Macacos digitando</title><subtitle type='html'>Artigos, histórias e um monte de coisa, que, pra todos os efeitos podem ser apenas obra de macacos datilografando aleatoriamente...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' 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scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resenha lixo"/><title type='text'>{Resenha Lixo} Street Fighter</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu já vi bastante gente criticando o filme, e, honestamente, motivos não faltam para dizer que é ruim.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, eu poderia fazer todo um post apenas falando do que o filme faz de errado (e, caralho, é muita coisa), mas não acho nem que valha minimamente a pena considerar tanto tempo para falar mal do material...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A impressão que eu tive, num primeiro momento, foi a de que existe um amor genuíno pela franquia por quem quer que produziu o filme. Existem easter eggs e surpresas o suficiente para agradar os fãs de Street Fighter com elementos que são bem irrelevantes para o público em geral.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao contrário dos filmes do Mario que não utilizavam as músicas dos jogos, aqui ela é usada frequentemente para os personagens, e, o visual de cada um não é apenas inspirado, é genuinamente o design dos personagens dos jogos (e não apenas do Street Fighter 2 cuja história inspira o filme).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por exemplo temos Dan, um personagem que existe para servir como uma crítica a outra franquia de jogos da SNK (Art of Fighting), e o filme busca ainda mais enfatizar isso, ainda que fique difícil perceber para quem não conhece os jogos de luta da SNK.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo o uso de animação para estabelecer flashbacks eu achei uma boa sacada - até como forma de utilizar um estilo narrativo mais comum para a franquia com os &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=vX74GcTU6pI&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;finais e transições nos jogos&lt;/a&gt;, através de animações de enorme qualidade como a série &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=-j8DnGYeCT0&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Victory&lt;/a&gt; ou o &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=r0QEhffS8WE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;filme animado&lt;/a&gt; (que, até hoje nem de perto qualquer material com atores chegou nem no mesmo patamar)...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O problema é que quando você percebe essas referências e se lembra de um material muitas vezes superior e mais interessante, você começa a se perguntar... Mas porque diabos eu paguei quase sessenta contos num ingresso, mais estacionamento, mais pipoca e refrigerante para ver isso quando eu poderia assistir o filme animado de 1994?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quer dizer, nem vou falar do 50 Cent como Balrog - que nem de longe é o problema, ou lutadorzinhos de WWE fazendo Guile e Akuma, que são problemas bem maiores - porque ainda que isso distraia ou mesmo não ajude, não é o verdadeiro problema do filme.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na verdade é uma parte importante do maior problema do filme, porque apesar desses parágrafos elogiosos, existe algo mais sombrio ali, saca? Tipo com os X-men do Brian Singer que tinham vergonha de suas origens de quadrinhos e queriam parecer mais cool e descolados? Parece bem isso e para apelar para a galera mais cool e descolada eles tentam apelar para o fã de luta livre...?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sei lá, vinte anos atrás, o 50 Cent seria até uma atração por si só, mas, eu acho que a molecada que tem quinze anos hoje não faz nem ideia de quem é o cara. E eu duvido genuinamente que por qualquer motivo minimamente coerente luta livre ficou legal (ou o foi em qualquer momento da história da humanidade - e, o que eu acho mais relevante, que o fã desse gênero de entretenimento, que é alguém que assiste lutas encenadas com gente sem carisma ou talento tentando oferecer discursos sem graça e inspiração, que o fã disso é menos babão e mais descolado que o fã de qualquer outra coisa, droga eu até desafio alguém a me provar errado).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E isso tira o brilho inclusive do que eu elogiei até agora, porque fica aquela impressão de que é uma menção envergonhada e protocolar e não uma homenagem legítima para o público e os fãs, e aí não ajuda que o roteiro é ruim.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que acontece é que, bem, essa é uma história simples e roteiro precisaria escolher qual história contar (ou até mesmo trilhar paralelos entre as muitas histórias dos muitos participantes - sabe, coisa que Dragon Ball fazia nos torneios de artes marciais? Ou, e isso é importante reforçar mais uma vez, a animação de 1994 que oferece espaço para os muitos personagens enquanto conduzindo uma narrativa única e focada - no combate ao grande vilão M Bison) e o filme não escolhe nem um caminho e nem outro.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É a história do Ryu buscando controlar sua fúria interior - e nada disso tem a ver com o torneio ou com o vilão M Bison - e também é a história de Ken tentando provar que é tão bom quanto Ryu - aqui no caso usando o torneio como pretexto - ao mesmo tempo que Chun-li quer vingar a morte do pai, e não participa do torneio mas quer se aproximar de M Bison...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo Bison que é o organizador do torneio, e antagonista e vilão do filme, não é explicado direito quais suas motivações ou mesmo porque diabos ele é ameaçador sob qualquer forma. Mais uma vez, na animação de 1994, a primeira aparição do personagem segue silenciosa por um bom tempo, explicitando através das imagens o quanto ele é ameaçador, e, antes dessa aparição temos dois outros personagens (Chun-li, apresentada como uma agente da Interpol e Guile, apresentado como um soldado), discutindo a colaboração das duas agências para capturar o vilão.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No filme de 2026? Bem, Guile é uma piada enquanto Chun-li é... Eu não sei exatamente... Ela é meio que a carta coringa que é utilizada para conduzir a narrativa, mesmo sem explicar sua história de maneira clara... Ela quer recrutar pessoas para o torneio de Bison (sendo que ela é uma agente da Interpol com a finalidade de prender Bison, qual o ponto de fazer esse trabalho de recrutamento, se não fosse também para conseguir aliados contra o vilão...?) ora ela é determinada e obcecada a concluir sua missão de destruir Bison a todas as consequências (mesmo que não faça lá muito nesse aspecto).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto isso outros tantos personagens dos jogos aparecem - mesmo que suas motivações não sejam trabalhadas e eles sejam mais referências que efetivamente relevantes - e nada parece se desenvolver e trabalhar... Dhalsim, Zangief e E Honda aparecem pura e simplesmente pelo fato que estão no jogo, e, Blanka, bem, aparece por ser popular e pelo fato que o ator que o interpretou é possivelmente o nome mais famoso de todo o elenco.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí fica aquela estrutura vazia e confusa em que a coisa toda se monta num castelo de cartas... Porque Bison organiza um torneio (quando ele tem um alvo claro em mente que é o lutador Ryu)? Na verdade, qual é efetivamente a vilania do personagem...? No filme, pelo menos, ele é mal desenvolvido a ponto de não ficar claro qual o ponto de sua organização ou mesmo que é uma organização criminosa e com propósitos malignos (droga, não fica nem claro que ele é o manda-chuva da coisa toda).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na verdade, verdade mesmo, não fica nem claro e explícito o &lt;b&gt;detalhe mais importante do filme&lt;/b&gt;: De explicar seu próprio título. Em nenhum momento é comentado ou explicado que estes são &lt;b&gt;lutadores de rua&lt;/b&gt; que participam de torneios clandestinos (ou algo do tipo) em busca de validação de seus estilos de artes marciais... O filme todo é estruturado ao redor de torneios (organizados e com largas audiências), com participantes conhecidos e renomados ao redor do mundo, e, a menos que eu não tenha ouvido ou prestado atenção (e talvez o motivo que tenha me distraído esteja a seguir) &lt;b&gt;não é dito de maneira categórica porque diabos eles são lutadores de rua&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(E vou soar como um disco quebrado, mas é coisa que a animação de 1994 estabelece de maneira fantástica já no seu prólogo em que Ryu e Sagat se enfrentam - e é algo relevante para o restante da história, estabelecendo que a reputação de ambos é imensa, mas que não ocorreu em uma luta organizada em um torneio com espectadores).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora, puta merda, o filme tem um problema gigantesco de fetichismo que é assustador.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu diria até misógino na forma como trata as personagens femininas (que existem e servem apenas para serem sexy e sensuais em suas participações), mas, existe um fetichismo bizarro de colocar as atrizes em cenas para especificamente machucar e humilhar atores (incluindo o Eric Andre) de maneira sado-maso e fetichista, e na primeira vez eu achei esquisito, mas quando se repetiu (e mais de uma vez), me tirou completamente do filme.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quer dizer, eu não sei se acharam que isso seria engraçado, eu não sei se isso é de fato uma questão de fantasia (mais generalizada) do público que curte os jogos ou se tem algum apito de cachorro mais específico... Pra mim o fato que continuou ocorrendo foi me tirando do filme cada vez mais e ficando mais difícil voltar.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí o filme não termina (sei lá se dizer que o fim é aberto é spoiler, mas sinceramente eu não vejo outra forma de terminar o argumento sobre como o roteiro é ruim).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É, isso mesmo, o filme não tem fim (porque devem estar confiantes pra caramba no sucesso ou já tem contratos com os atores para continuações, não sei), e o negócio fica ali no ar com um gancho, minto, com uma piadinha boba (com direito a musiquinha para subir os créditos onde rola uma outra cena extra) para seguir para uma continuação...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinceramente eu já disse mas repito: Mesmo se você seja fã incontestável da franquia, já foram produzidos materiais muito melhores que inclusive você pode conferir sem sair da sua casa (e a animação de 1994 está disponível na íntegra no youtube sem custo - ainda que somente com áudio em inglês), então porque perder seu tempo nos cinemas com isso...?&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/2296261525214340723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/resenha-lixo-street-fighter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/2296261525214340723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/2296261525214340723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/resenha-lixo-street-fighter.html' title='{Resenha Lixo} Street Fighter'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-8798881786465731814</id><published>2026-10-15T00:00:00.000-03:00</published><updated>2026-10-15T00:00:00.128-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhas de Camas Queimando de Quinta} Marvel Midnight Oil</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu vi meio que sem querer o lançamento dessas edições da Marvel com a premissa de recontar as histórias de personagens da editora como se fossem histórias de terror.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A do &lt;b&gt;Homem Aranha&lt;/b&gt; é absolutamente &lt;b&gt;brilhante &lt;/b&gt;e uma das melhores histórias do Homem Aranha, ponto (nem só em algum contexto específico), e genuinamente uma história de horror (sabendo dosar momentos de tensão, de suspense e de violência). Eu não quero dar spoilers, ainda que seja difícil não entregar algo mesmo com a mais simples premissa, afinal, esse não é o garoto que é mordido por uma aranha radioativa e vira um super herói, esse é um garoto mordido por uma aranha radioativa que vira um monstro... Pense mais &quot;A Mosca&quot; e menos, bem, o que foram os últimos 60 anos de quadrinhos do personagem.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E isso ficar reforçado desde o chavão (que vira &#39;Poder cria monstros&#39;) passando pelas páginas do dilema do personagem até o final em que efetivamente chegamos ao ponto mais importante da edição.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Material muito bom e eu realmente recomendo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pena que parece que não passaram o mesmo memorando da ideia para os outros escritores...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em &lt;b&gt;X-men&lt;/b&gt;, Jonathan Hickman até faz uma história de terror com o grupo, mas, diferente da ideia de recontar sua história ou trajetória com a premissa de terror, o negócio vira &#39;&lt;b&gt;E se os X-men virassem vampiros?&lt;/b&gt;&#39; (que eu acho que já rolou por um tempo inclusive, &lt;a href=&quot;https://marvel.fandom.com/wiki/Curse_of_the_Mutants&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;nos 2010&lt;/a&gt;), pra mim não é nem o mais inspirado do Hickman e de longe é a pior ideia do projeto (até agora).&lt;br /&gt;O que salva é que a arte que é simplesmente brilhante enquanto, mesmo sem inspiração, Hickman&amp;nbsp; ainda consegue trabalhar bem com a dinâmica de personagens e construir uma história minimamente coesa (ao contrário de outros outros autores mesmo se esforçando).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E falando de outros autores mesmo se esforçando, chegamos à terceira minissérie, do &lt;b&gt;Quarteto Fantástico&lt;/b&gt;, e, enquanto ela tenta fazer algo mais próximo do conceito geral de recontar a história do grupo com uma premissa de horror, eu acho que faltou explicarem para o Benjamin Percy (que eu acho um escritor ruim por bosta) o que é horror.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou o que é a origem do grupo...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Começamos com Reed Richards sendo demitido do cargo de professor (aparentemente assombrado por visões) enquanto um experimento dá errado e o coloca na cadeia, quando Sue Storm paga sua fiança para ajudá-lo com sua companhia de foguetes (que explodem).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa é a mais fraca das três de longe.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A edição não traz nada nem remotamente próximo de terror, sequer na promessa para as edições seguintes... Bem fraquinho e a forma de reinventar os personagens não apresenta nada de novo ou interessante, só uma nova roupagem para personagens antigos...&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/8798881786465731814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/resenhas-de-camas-queimando-de-quinta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/8798881786465731814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/8798881786465731814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/resenhas-de-camas-queimando-de-quinta.html' title='{Resenhas de Camas Queimando de Quinta} Marvel Midnight Oil'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-1470884103763114558</id><published>2026-10-09T13:00:00.000-03:00</published><updated>2026-10-09T13:00:00.124-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revisitando Clássicos"/><title type='text'>{Revisitando Clássicos} Invisíveis - Grant Morrison et al 1994 - 2000</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFZW5gTavu1ei0JNkLZri32GIfLV7KRxyk9Xwo2w5gsYKEl9ZlIyGrvslmEq3iCcyfK6L39Kukcc4OB0cvtzpoWOSn10rxCectIdooqg6-T6nNRLx3yA7Uz9KM_LF5vS4geFkxu_e0Tt2uz-CFg67YYpjO9FK7nO9KK8SblR8ihokc5-vUNdUnB8Ez8jT5/s1280/vol1.jpg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1280&quot; data-original-width=&quot;838&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFZW5gTavu1ei0JNkLZri32GIfLV7KRxyk9Xwo2w5gsYKEl9ZlIyGrvslmEq3iCcyfK6L39Kukcc4OB0cvtzpoWOSn10rxCectIdooqg6-T6nNRLx3yA7Uz9KM_LF5vS4geFkxu_e0Tt2uz-CFg67YYpjO9FK7nO9KK8SblR8ihokc5-vUNdUnB8Ez8jT5/s320/vol1.jpg&quot; width=&quot;210&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu acho até que já falei sobre Invisíveis no blog, até porque eu expliquei o &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2024/09/explicando-o-fim-matrix.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;fim de Matrix&lt;/a&gt; e comentei bastante sobre como existe uma série de área comum entre os dois com a alegoria da Caverna de Platão e esse é um material que eu li mais de uma vez nos últimos dez anos - principalmente &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2012/10/a-revolucao-e-pesada.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;depois que eu comprei o omnibus&lt;/a&gt; que eu continuo adorando.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história é sobre &lt;b&gt;um grupo de anarquistas que vivem à margem da sociedade&lt;/b&gt; (por isso são &quot;invisíveis&quot;), e se unem em uma batalha que vem acontecendo pelo controle de corações e mentes da humanidade de uma gigantesca revolução. &lt;b&gt;A coisa toda é mais meta que concreta&lt;/b&gt;, mas é uma batalha de bem contra o mal com o mal representado por demônios de uma dimensão superior que pretende usar uma confluência (da virada do milênio) para facilitar a transição e o controle da raça humana.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Basicamente acompanhamos Dane McGowan, um trombadinha/pichador/ladrão de carros na Inglaterra do final do século XX que se vê diante de toda a máquina opressora deste mal terrível que assola o mundo, e &lt;b&gt;descobre que o mundo todo é uma ilusão e uma mentira, e, mais do que isso que essa farsa é manipulada para nos manter dóceis e controlados&lt;/b&gt; - e, sim, isso parece quase &lt;i&gt;ipsis litteris&lt;/i&gt; o começo de Matrix, mas ainda tem mais quando aparece um Morpheus na forma de King Mob apresentado a Dane à resistência e como, uma vez que a realidade é apenas uma ilusão, que ele pode fazer muito mais e controlar a realidade à seu bel prazer.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa é a premissa básica (grupo de rebeldes tentando mudar o mundo e enfrentar a ameaça terrível e transcendental que quer controlar o planeta), só que eu tenho que ser honesto ou mais honesto que em outras tentativas de comentar o material e reconhecer que o material se perde logo no começo - com o segundo arco Arcadia - que é meio que a cena do Arquiteto do Matrix tentando explicar goela abaixo toda a contextualização da série, só que com referência bibliográfica e bem mais texto - e isso penaliza bastante a série.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até porque, e isso é importante, por mais que a série gaste tanto tempo explicando os conceitos e suas definições, não tenta de maneira clara definir quais os reais vilões e o que os protagonistas estão de fato enfrentando. Droga, dois volumes (e quase sessenta edições) mais tarde, a ameaça continua bastante genérica e mesmo seus planos, até porque isso é aquela questão meta de que são &#39;demônios&#39; mantendo as pessoas dóceis e controladas, quando não é nem necessário muito para entender que, como na obra do Marquês de Sade (que é citado na série, e, inclusive se torna um personagem recorrente), são as estruturas de poder da sociedade (financeiro, religioso, legislativo e institucional) que mantém e controlam as pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os &quot;demônios transdimensionais&quot; são mera alegoria para o material produzido em massa para publicação por uma megacorporação (que inclusive hoje passa por nova compra para se tornar uma corporação ainda maior), isso não é um fanzine distribuído pela comunidade anarquista na reunião do sindicato... E é justamente na má reação ao segundo arco que Morrison acaba tendo de ajustar a marcha da história e produzir algo mais chamativo (que é só olhar as capas do segundo volume, que já começam bem mais provocativas &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/the-invisibles-volume-two-1-black-science-part-one/4000-115330/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;com o grupo na cama na primeira edição&lt;/a&gt; do volume 2, e só vai melhorando com a &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/the-invisibles-volume-two-13-american-death-camp-p/4000-44720/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;capa censurada&lt;/a&gt; ou a &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/the-invisibles-volume-two-22-the-tower/4000-45690/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;edição final do volume 2&lt;/a&gt;) e orientado à ação (coisa que já no primeiro volume se mostra mais recorrente a partir do segundo ano da série), e, não apenas isso, mas com um artista mais regular e com algo mais palatável ao público geral, e, é onde Phil Jimenez de fato rouba o show em contraste ao primeiro volume - que tem artistas muito bons, é verdade, mas que talvez não sejam tão bem recebidos do público em geral.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só que o crédito é necessário onde o crédito existe (mesmo que talvez coubesse como uma ressalva ou potencial problema). Morrison em 1994 estava abordando temas extremamente difíceis (não só para 1994) que tem gente em 2026 que não consegue lidar com a mesma capacidade e qualidade. Uma das principais personagens (&lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/the-invisibles-volume-two-14-only-lovers-left-aliv/4000-44905/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lord Fanny&lt;/a&gt;), e que tem mais de um arco de histórias na série, é uma mulher transexual (brasileira se isso vale de alguma coisa), e seu conflito é retratado de maneira bastante sutil e singela, ou pelo menos o mais sutil e singela que uma obra de quadrinhos sobre um movimento anarquista enfrentando demônios pelo controle espiritual da população poderia fazer em 1994...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E, eu nem acho que esse seja o único tema espinhoso que a série retrata, afinal existe a questão de problemas mentais, sem falar do Marquês de Sade e os 120 dias de Sodoma (que é retratado na série), e mesmo que nem todo o material seja sutil ou singelo como no caso de Lord Fanny, e talvez nem todo mundo ache hoje em 2026 que esses retratos sejam ainda minimamente singelos ou sutis...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então... Porque essa série não decolou e se tornou uma grande referência do selo Vertigo além de algo mais cult e reverenciado por gente que leu nos anos 1990 começo dos anos 2000?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bem, além da arte que oscila e, em dados momentos, tem alguns deslizes terríveis - principalmente na reta final, mas o primeiro volume da série tem alguns momentos bem complicados em termos de arte - e da complexidade excessiva do material no começo que é um obstáculo tremendo, existem as evidentes e claras comparações com o Matrix de 1999, que se tornou gigantesco e uma enorme referência da cultura popular global.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, ao contrário do Matrix, mas muito similar a Preacher, a história está muito relacionada a um período específico de tempo, tanto que o terceiro volume e as histórias finais tem relação direta com a virada do milênio e o ano de 2012 (que já se foi há uma festa de debutantes atrás). O material fica com uma datação de carbono muito clara na sua narrativa que, em muitos momentos, parece aquela piada interna de que você precisava estar lá para entender...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E é um mal de escritores britânicos (muito bons, diga-se de passagem) desse período e que acontece em vários dos quadrinhos dos anos 1980-2000. Hellblazer do Jamie Delano tem isso com uma série de eventos que são tão específicos e referenciados a situações cotidianas britânicas do período - como o Hooligan de quatro cabeças para ficar apenas em um caso - que são hoje um tanto difícil de entender sem algum contexto, e, com Invisíveis isso vai se acumulando com as tentativas de uma filosofia e sociologia que vão muito além do que se espera e busca numa obra de quadrinhos e/ou ação.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando a série quebra um pouco disso - focando nos personagens e na estrutura narrativa - ela consegue criar algo realmente interessante, inteligente e fascinante, e em alguns pontos construindo histórias realmente únicas e que continuam reverberando quase três décadas mais tarde (a edição que foca exclusivamente na rotina de um personagem menor, ainda é uma das melhores que eu já li em todos os quadrinhos). Quando se perde, seja nas viagens de ego do Morrison, seja na narrativa truncada parando a cada quadro para uma explicação complexa de filosofia ou algum outro problema eventual (como a arte, principalmente do Sean Phillips e John Ridgway (que são ótimos artistas em outras séries) são dois exemplos mais nítidos, ao ponto em que algumas páginas foram refeitas (no terceiro volume, do artista &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/the-invisibles-volume-three-2-the-invisible-kingdo/4000-51819/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ashley Wood&lt;/a&gt;) para encadernados mais novos... Mas bem, quando a série se perde, ela se perde completamente e o fio da meada desaparece.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto ela continua com um lugar cativo no meu coraçãozinho pela relevância formativa que teve pra mim - ao apresentar uma série de assuntos espinhosos e tabus que outros continuam cheios de dedos sequer para cogitar, e oferecendo uma estrutura narrativa que é desafiadora e complexa, o que para o adolescente que queria quebrar as estruturas tradicionais de quadrinhos da Turma da Mônica e de super heróis convencionais já era altamente transcendental, e, eu ainda acho que pra muita gente que experimentar esse material agora em 2026 ou nos próximos anos pela primeira vez, o material ainda será relevante (e até mesmo necessário).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale a pena reler ou ler pela primeira vez, mesmo que o material não soe tão impactante quanto algumas décadas atrás, ele ainda carrega um baita peso.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/1470884103763114558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/revisitando-classicos-invisiveis-grant.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/1470884103763114558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/1470884103763114558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/revisitando-classicos-invisiveis-grant.html' title='{Revisitando Clássicos} Invisíveis - Grant Morrison et al 1994 - 2000'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFZW5gTavu1ei0JNkLZri32GIfLV7KRxyk9Xwo2w5gsYKEl9ZlIyGrvslmEq3iCcyfK6L39Kukcc4OB0cvtzpoWOSn10rxCectIdooqg6-T6nNRLx3yA7Uz9KM_LF5vS4geFkxu_e0Tt2uz-CFg67YYpjO9FK7nO9KK8SblR8ihokc5-vUNdUnB8Ez8jT5/s72-c/vol1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-2340065329833394463</id><published>2026-10-06T09:20:32.895-03:00</published><updated>2026-10-06T09:20:32.895-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reagindo aos reaças"/><title type='text'>{Reagindo aos reaças} Felipe Boni nos diz que há esperança</title><content type='html'>&lt;p&gt;Olá, olá, eu ainda estou atordoado, então, vamos deixar alguém que fale bem melhor que eu te explicar:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/ErqcYKjhNvg&quot; width=&quot;320&quot; youtube-src-id=&quot;ErqcYKjhNvg&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E se você precisa de um pouco de ajuda para explicar para seu amigo que está em cima do muro, que tem o José Kobori não apenas desenhando mas pintando como um mestre renascentista para que não fique qualquer semblante de dúvida:&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/5NL5jSE25zI&quot; width=&quot;320&quot; youtube-src-id=&quot;5NL5jSE25zI&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/2340065329833394463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/reagindo-aos-reacas-felipe-boni-nos-diz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/2340065329833394463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/2340065329833394463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/reagindo-aos-reacas-felipe-boni-nos-diz.html' title='{Reagindo aos reaças} Felipe Boni nos diz que há esperança'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/ErqcYKjhNvg/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-5304942452989787042</id><published>2026-10-01T10:00:00.000-03:00</published><updated>2026-10-01T10:00:00.189-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhas renascidas de Quinta} Fênix, Osamu Tezuka 1 a 3 (JBC)</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Fênix&lt;/b&gt; é uma série escrita por Osamu Tezuka e, que nunca chegou ao seu final. Iniciada em 1967 (ainda que o autor tenha trabalhado em esboços do projeto desde a década de 1950), e sendo publicada até 1988 (com intervalos e pausas no caminho), e, efetivamente, não traz uma única história ou narrativa mas algo mais próximo de uma compilação com um fio narrativo comum que é a ave lendária que dá título à série e é objeto de cobiça, ambição e desejo pelos mais diversos personagens durante o tempo e espaço.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A fênix da série é um pouco diferente da visão mitológica clássica, como uma ave que, sim, pode ressuscitar, mas, não apenas isso, afinal ela pode assumir a forma que quiser, se comunicar (telepaticamente) com qualquer um e em qualquer local, e, seu sangue concede a vida eterna a quem o consumir (ainda que a pessoa continua a envelhecer, e, como ocorre numa das histórias, eventualmente vá encontrar seu fim pelo fato que o corpo não mais se sustenta).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu quis ser bastante específico sobre a versão (que é a mais recente publicada pela JBC), porque esse é um material que tem várias versões e nas várias versões ele traz as histórias de forma diferente de outras compilações, como a ordem proposta na wikipedia em inglês (o volume 5, de um total de 12, do arco Karma está publicado aqui no volume 2 e a edição brasileira se conclui em 6 edições).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu parei no volume 3, não tenho o menor interesse em voltar a ler a série (mais sobre isso quando falar sobre o terceiro volume), e, conhecendo a JBC, não ficaria surpreso que os volumes 4, 5 e 6 para encher linguiça tenham 200 páginas de outros materiais, como aconteceu com Buda (com quase 200 páginas de Astro Boy), ou, existam vários extras, entrevistas e algum trabalho digno para explicar os planos para volumes seguintes, caso a história chegasse a seu final (ou, seja lá qual seria o final proposto por Tesuka). Isso significa que eu não tenha uma opinião sobre todo o material (de novo, metade do que foi publicado pela JBC, e, inclusive o volume 3 não conclui uma de suas histórias que fica suspensa para conclusão no volume 4), mas eu tenho uma opinião geral o suficiente sobre o material, que, eu acredito forme um contexto geral bom o suficiente, e, agora com um pouco mais de detalhamento volume por volume, eu pretendo expandir nesse comentário.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro volume é bastante introdutório aos conceitos da série, e, justamente por isso é bastante medíocre no geral. Não existe nada particularmente brilhante aqui, ainda que nada seja de todo abissal. Temos uma história com homens na pré-civilização (numa narrativa que foca na formação da sociedade japonesa) e outra no futuro, e, com vai acontecer em todos os volumes da série que eu li, as histórias do futuro são as piores do material.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existem boas ideias aqui e ali, existem bons conceitos e noções de ficção científica, e, em no segundo volume, a história do futuro é a melhor que eu li na metade da publicação da JBC, mas essas narrativas do futuro são o elo mais fraco e no terceiro volume chegamos ao ponto mais baixo da série justamente nisso.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história sobre as origens da sociedade da japonesa, misturando mitologia com narrativa extraordinária e um pouco de historicidade formam algo realmente único e, que oferecem boa fundação para os capítulos seguintes, inclusive oferecendo uma impressão boa o suficiente para animar na leitura.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Volume 1 - Nota 7,0/10&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No segundo volume, no entanto, está o que na minha opinião só pode ser uma das melhores histórias que eu li na minha vida, com o arco Karma.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história de Gao e Akanemaru que é tão intimamente ligada, e, curiosamente tão oposta na forma de seus caminhos e destinos, como Tezuka consegue, em tão poucas páginas, construir uma narrativa poderosa sobre conceitos altamente complexos do budismo como carma e ressurreição e ainda apresentar uma história tão fascinante... É um marco inequívoco e inquestionável da qualidade do autor.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E é uma tragédia tão poderosa a narrativa de ambos os personagens, principalmente porque Tezuka não tenta conter o impacto das tramas ou diminuir as reações para produzir algum final feliz ou algo mais palatável ao leitor. Existem momentos categoricamente desagradáveis e o final de ambos os personagens é triste e melancólico.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gostaria de falar mais (&lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenhas-de-quinta-firebirdphoenixhi-no.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;mesmo que eu tenha feito mais cedo esse ano&lt;/a&gt;), ainda que caiba uma larga condição de spoilers para os eventos da história (que, sejamos honestos não é uma história nova ou recente, mas eu acho que é um material que vale a pena vivenciar com olhos frescos, disposto a ver aonde a jornada vai te levar, e vale destacar que é uma história bastante diferente do que as narrativas ocidentais nos acostumaram ao longo das décadas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gao e Akanemaru são pobres vassalos cujas vidas são regidas e dirigidas pelas ações de homens poderosos, e, eles pouco ou nada conseguem fazer para reagir, além de controlar (ou não) suas emoções e desejos, e, seguirem seus próprios destinos. Gao recebe mais uma ou várias chances enquanto Akanemaru não tem a mesma sorte, e a justiça não tem nada a ver com isso - mas o karma e sua complexa e incompreensível teia que controla a todos nós.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De fato é uma história incrível e eu não sei como enfatizar mais o quanto eu recomendo a leitura mesmo que somente desse arco em particular.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No restante do volume ainda existem mais duas histórias, uma do futuro chamada Universo (novamente a mais fraca, porém com algumas sacadas bem mais inteligentes e curiosas, que, inclusive trazem repercussões para os eventos que vemos nas outras histórias) e uma segunda história sobre o passado chamada Yamato, do Japão, novamente produzindo algo interessante sobre a historicidade versus fantasia e lenda (aqui inclusive como algo mais efetivo afinal a narrativa parte da premissa de dois reinos trabalhando para a construção da história do país com um buscando algo mais concreto e real enquanto outro se apoia na ficção e lendas).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No geral, o arco Karma é o melhor, mas os demais são muito bons também (Karma &amp;gt; Yamato &amp;gt; Universo), e a nota do &lt;b&gt;volume 2&lt;/b&gt;, pela média, é um &lt;b&gt;sólido 9,0&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí chegamos ao terceiro volume, e porque eu decidi desistir da série.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sendo justo, ele tem uma história que é muito boa - é a história mais curta da série até o momento - e simplesmente me deixou embasbacado pela simplicidade de sua execução. Ela é produzida como uma peça de teatro (eu até levei um tempinho pra entender isso enquanto lia), com um cenário estático pela duração da trama, focando em dois personagens principalmente e na sua interação.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu genuinamente não me recordo de outra história com esse tipo de sacada (de operar como se fosse uma peça de teatro), e, mesmo que os elementos narrativos acabem deslizando principalmente no final com a explicação sobre os eventos, esse é o material mais interessante de todo o volume...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até porque o restante se divide em histórias do futuro, e, puta merda, são uma bagunça.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A primeira (o arco Ressurreição) é uma bagunça narrativa migrando no tempo daqui pra lá sem construir uma história interessante ou costurar esses elementos de forma coesa. É algo sobre um cara rico que morre e é ressuscitado pela medicina do futuro enquanto robôs se revoltam (e cometem suicídio em massa) e mais uma enorme e convoluta soma de narrativas pouco ou nada interessante se desfraldam. Eu genuinamente achei bem fraco, mas nada me preparava para o quanto o arco seguinte do futuro seria pior.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, depois de ler Nostalgia (ou pelo menos metade dele, afinal a JBC corta a parte final para concluir no volume 4) com a narrativa de uma mulher que fica presa em um planeta alienígena, e que passa a transar com o próprio filho (e os netos posteriormente) para povoar o planeta. Num dado momento a história também apresenta elementos de canibalismo (porque não, né?) e toda uma convoluta noção de outras espécies alienígenas auxiliando essa mulher a voltar para a Terra - o que faz com que toda a trama sobre canibalismo e incesto pareçam completamente desnecessárias afinal a porra do arco se chama NOSTALGIA.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por ser um arco do futuro, existem vários elementos de ficção científica (alienígenas, planetas distantes e naves espaciais), no entanto, como a mulher fica presa nesse outro planeta e precisa iniciar uma nova sociedade, bem, a história propõe algo que parece bem mais com uma sociedade primitiva nos primórdios de sua estrutura e civilização, o que se torna ainda mais bizarro com toda a escolha de nomes bíblicos dos personagens (alguns mais inapropriados que outros como Caim, diga-se de passagem).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perdão, deixe-me reestruturar essa frase porque, e isso é importante, pela ideia de Tezuka a protagonista teria que iniciar uma nova sociedade. Honestamente, ela poderia facilmente representar a resiliência do espírito humano no espaço ao buscar sobreviver da melhor forma que pudesse enquanto tentando encontrar uma saída do local - seja reconstruindo sua nave, seja construindo uma completamente nova, seja pura e simplesmente sobrevivendo até que o resgate chegasse - sem a necessidade de transar com o filho e os netos e toda a narrativa sobre canibalismo, que, e isso é importante, não interfere em absolutamente nada na trama que envolve a personagem deixando o planeta depois (ela sai do planeta com a ajuda de um alienígena com poderes telecinéticos, que só tem a ver com o fato dela transar com o filho e netos, porque esse alienígena é um descendente distante gerações no futuro).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso tem mais a ver com a estrutura de misoginia da sociedade japonesa de enxergar numa mulher nada mais que uma procriadora (e portanto essa deve ser a função da personagem na história, tendo filhos até que um desses descendentes pudesse resolver seu problema), do que ela efetivamente ser capaz de resolver seu próprio problema com esforço e trabalho duro.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, a própria Fênix comenta na história (a Fênix que é a força motriz para a condução narrativa e que aparece ocasionalmente como a fonte de motivação dos outros personagens), ela aparece para comentar o quanto admira a ação dessa protagonista e como isso representa o espírito humano.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não sei como essa história termina, mas, sinceramente, se eu esquecer como ela começou ou até mesmo que eu a li em algum momento, eu realmente não terei perdido nada. Disputa como uma das piores histórias em quadrinhos que eu já li na vida... Uma história longa que não parece capaz de chegar ao ponto ou seu argumento e conduzir essa trama nesse sentido e mesmo o que ela apresenta, bem, é só um desperdício de tinta e papel. Tudo é extremamente convoluto e lento, com algo que parece mais querer gastar o tempo do leitor que efetivamente produzir uma narrativa que valha a pena ler.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Horroroso.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nota para a o &lt;b&gt;volume 3&lt;/b&gt;? Bem, com uma história (curta) que tem uma boa sacada e duas histórias ruins, sendo uma que eu me pergunto se é a pior que eu já li na vida, eu acho que um &lt;b&gt;bom 3,5 está bem generoso&lt;/b&gt; para o material, e não me empolga a saber como continua ou o que vem em diante - a menos que uma baita promoção abaixo de R$50,00 nos 3 volumes seguintes juntos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então, eu recomendo, e muito, o segundo volume da série, e, talvez até de maneira mais específica, o arco Karma que traz a história de Gao e Akanemaru, que vale muito a pena ler mesmo que seja a única coisa que você leia da série toda.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O resto tem suas boas sacadas aqui e ali, tem algumas boas histórias - algumas eu diria até que ótimas - mas nada que chegue perto da qualidade do arco supra, e, pode até ser que nos volumes seguintes o material melhore (até porque se for só ladeira abaixo o volume seis deve ser uma coletânea de papel higiênico usado), mas não me vejo mais compelido ou interessado em descobrir.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os dois primeiros volumes eu recomendo, e, acho que é difícil de alguém se decepcionar com esse material.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/5304942452989787042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/resenhas-renascidas-de-quinta-fenix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/5304942452989787042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/5304942452989787042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/10/resenhas-renascidas-de-quinta-fenix.html' title='{Resenhas renascidas de Quinta} Fênix, Osamu Tezuka 1 a 3 (JBC)'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-6790068477188530875</id><published>2026-09-29T21:10:21.316-03:00</published><updated>2026-09-29T21:10:21.317-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reagindo aos reaças"/><title type='text'>{Reagindo aos reaças} Todo crente é corrupto?</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Faz tempo que eu não faço um desses, mas com todo esse papo de Nossa Senhora Aparecida (que sim, é &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=GUckOeSJ1us&amp;amp;t=1692s&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;fake news ainda que com um baita fundo de verdade&lt;/a&gt;) e principalmente com o ministro terrivelmente evangélico, ainda que eu ache que a ênfase seja no terrivelmente (porque de fato, o cara é terrível e mente), a pergunta que mais persistiu na minha cabeça e continuou a me perturbar como uma pulguinha atrás da orelha foi sobre o quanto toda essa situação reflete sobre o público evangélico, e, perdão a qualquer evangélico que seja honesto e pareça que eu estou generalizando, mas, a percepção que vemos cada vez mais quando se anuncia publicamente um evangélico é uma visão de corrupção e canalhice.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É a filha do Silvio Santos fazendo palestra de empreendedorismo (piada pronta, a herdeira falando sobre empreendedorismo, não consigo acrescentar nada) &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=Mj6Il4NWieA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;em templo que tem área vip para o Thiago Nigro e a Maria Cardi (templo esse do cara que é cunhado do Vorcaro&lt;/a&gt;), é o &lt;a href=&quot;https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/caso-magno-malta-mp-conclui-que-houve-vias-de-fato-contra-tecnica&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Magno Malta espancando enfermeira em um hospital de altíssimo nível&lt;/a&gt; porque serviram gelatina de morango e ele queria de framboesa, é o outro pastor que estuprava secretária e gastou centenas de milhares para tratamento dentário estético, é a outra que matou o marido pra casar com o filho adotivo (Woody Allen reverso?), ou o templo de Salomão da mesma igreja que roubava diamantes (e crianças) na África e produziu uma cinebiografia para seu fundador que não teve ninguém assistindo (ainda que com salas lotadas, né?) é a ideia toda do &quot;&lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2025/12/especial-de-natal-evangelho-da.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;evangelho da prosperidade&lt;/a&gt;&quot;...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não vamos fingir que outras das demais congregações religiosas não tenham um número igualmente perturbador de esqueletos no armário, do qual de budistas, católicos, jedaísmo - com exceção daquela &lt;a href=&quot;https://futurama.fandom.com/wiki/Star_Trek&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;religião baseada em Star Trek do Futurama&lt;/a&gt;, afinal, Star Trek é a única e perfeita verdade (vida longa e próspera para todos) - só que, porque a gente não vê efetivamente um (SÓ UM, PUTA QUE PARIU) exemplo de um evangélico que é gente boa e honesto.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De uma igreja dessa vertente que não esteja rodeada de escândalos de corrupção, de discriminação (inclusive chamando o Mickey Mouse de propaganda homossexual)... Só uma galera que seja de fato do bem e honesta para contrapor a toda essa galera horrorosa que ganha os holofotes e destaques. Alguém pode me ajudar a demonstrar um exemplo? Só um?&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/6790068477188530875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/09/reagindo-aos-reacas-todo-crente-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/6790068477188530875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/6790068477188530875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/09/reagindo-aos-reacas-todo-crente-e.html' title='{Reagindo aos reaças} Todo crente é corrupto?'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-790178232459728532</id><published>2026-09-25T13:59:31.550-03:00</published><updated>2026-10-12T11:00:45.375-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhas de Quinta - que saem na sexta} Reincident Evil - 2026</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu vou ser o mais franco possível sobre o mais novo filme de Resident Evil que chegou aos cinemas agora em setembro, e, dizer que enquanto o filme é muito bom em diversos aspectos (exceto o final, o final é bem bosta na minha opinião, mas parece consistente com o diretor de &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/search?q=weapons&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;A Hora do Mal&lt;/a&gt; - que, vale lembrar, eu ri do final no ano passado, aqui eu não ri mas, ainda assim é um final bosta), existe algo nele que me saltou mais aos olhos que qualquer outra coisa.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse filme parece assustadoramente com um extra, não é? Quer dizer, compre a edição deluxe de colecionador de Resident Evil (Réquiem, lançado mais cedo esse ano, curiosamente) e receba um documentário e o curta-metragem especial... Sabe? Isso não parece com um filme propriamente dito.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nem digo isso pela falta de astros conhecidos ou pelo falto que é tão curto quanto o filme do &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt15352542/?ref_=fn_t_1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Gaguinho com o Patolino&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(de 1:31 h contra a 1:34 deste) ou mesmo que os efeitos especiais são esparsos e pouco utilizados (o que, honestamente funciona a favor do filme). O que me chama a atenção é quanto o filme funciona de maneira tangente à história dos jogos, e, justamente por isso pareça tanto com um extra de edição de colecionador ou box.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só que me pareceu, principalmente depois da reação extremamente positiva do filme do Coyote vs Acme, o que foi um baita de um tiro no pé do estúdio que tentou boicotar o lançamento do filme, que, o bônus com a edição de colecionador ganhou mais cenas e foi promovido a longa metragem para lançamento nos cinemas, talvez tenham feito o material com um orçamento mais baixo e não fizeram muito esforço para promover e fizeram intencionalmente algo para se distanciar dos &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2022/06/resident-de-quinta-resenha-evil-o-pior.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;últimos desastres cinematográficos&lt;/a&gt; da franquia.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Provavelmente miraram num orçamento mais baixo, numa produção que pouco ou nada tem em comum com a história dos jogos (é beeeeeeem tangente, bem sabor Resident Evil) para jogar algo pro ar e ver se dá certo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sei lá se o Thiago Braga&amp;nbsp;ou outros &quot;fãs&quot;&amp;nbsp;que vão ficar bravos que não é historicamente correto com o filme (droga, eles tem um cientista negro e uma mulher mercenária, onde já se viu), só que, e isso é incrivelmente importante, depois de toda uma franquia com de filmes minimamente baseados nesta mesma série mas com a Mila Jovovich com super poderes matando zumbis, será que a gente pode efetivamente comentar ou discutir se o material é fiel ou não à fonte?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Principalmente, e, eu reforço, quando adaptar jogos de videogame para filmes remove o elemento mais interessante de suas estruturas - que é a interatividade - e justamente nisso precisam modificar sua estrutura para se adaptar ao formato e público.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se aparece um personagem como Claire Redfield ou Leon Kennedy numa adaptação mais fidedigna, o público já sabe o que esperar da história, e, mais importante, sabe que não importa o que aconteça durante o filme, esses personagens vão sobreviver e chegar bem ao final (até porque eles precisam chegar às continuações). E para o horror, essa armadura de trama protegendo o protagonista, bem, isso é bastante difícil narrativamente para formar um bom filme e história.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O terror depende da imprevisibilidade do que possa acontecer com os personagens em qualquer dado momento (algo que, nos jogos é efetivo, afinal o personagem pode ser derrotado em instantes mesmo pelo inimigo mais bobo e ridículo - droga, às vezes mesmo numa cena não jogável porque você se distraiu e não viu um prompt rápido piscando para apertar determinado botão), e, justamente nisso vem o brilhantismo de um filme que é tangente, que existe no mundo de Resident Evil e conta a história de uma pessoa comum, sem treinamento militar ou condições particularmente especiais para sobreviver à essa ameaça, se deparando com elementos comuns à história dos jogos (Umbrella, Raccoon City e etc), e apresentando migalhas de informações que montam um quadro maior, mas, que não significam particularmente muito mais no grande esquema das coisas (o protagonista é um mero entregador que na maioria das vezes sabe menos sobre o que está ocorrendo ao seu redor que o público que jogou todos os 9 jogos da franquia e spinoffs).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dito isso, o público não sabe que tipo de perigos espreitam o caminho desse entregador, afinal essa é uma história diferente do que já conhecemos da franquia, e a jornada do protagonista apresenta surpresas e mistérios pelo caminho que o público não tem como imaginar (afinal, não é um caminho já trilhado).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale muito a pena conferir, mesmo para quem nunca gostou da franquia (seja pelos jogos, seja pelos filmes) ainda que pra mim tenha uma cara de material bônus, e, o final não tenha funcionado pra mim.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/790178232459728532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/09/resenhas-de-quinta-que-saem-na-sexta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/790178232459728532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/790178232459728532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/09/resenhas-de-quinta-que-saem-na-sexta.html' title='{Resenhas de Quinta - que saem na sexta} Reincident Evil - 2026'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-5473013276148003149</id><published>2026-09-17T06:30:00.000-03:00</published><updated>2026-09-17T06:30:00.118-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resmunguenhas de Quinta} Lanternas - HBO 2026</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Olha, eu ainda estou lidando com um turbilhão de coisas para botar a cabeça em ordem, e uma das coisas que me surpreendeu novamente (mas sejamos honestos, não tanto assim) foi que tal qual a Odisseia, uma galera gigantesca resolveu se manifestar contrária a série da HBO - que faz parte do universo cinematográfico da DC - Lanternas, e, eu vou tentar explicar da maneira mais educada o possível porque essa galera que critica o material é burra e hipócrita, e, mais importante, resenhar de certa maneira o que a série fez até agora (e porque para desenhar para a galera burra e hipócrita).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Lanternas&lt;/b&gt; é uma adaptação, e, sem dúvidas ela toma uma série de liberdades com o material fonte (ainda que, como eu destaquei nos parágrafos anteriores, use e referencie bastante coisa como alicerce para sua construção de mundo). Não é algo tão revisionista quanto &lt;b&gt;Absolute Caçador de Marte&lt;/b&gt; (em que ele não é nem um Caçador e nem de Marte - e se eu entendi direito o segundo volume que acabou faz pouco tempo, ele é mais uma figura de linguagem ou uma ideia) mas também não é como os filmes do Joel Schumacher ou do Scott Snyder (em que o Batman seria estuprado na prisão segundo o diretor - que por algum motivo ainda tem uma leva de gente que acha que era bom).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das críticas mais comuns é de que a série não é uma &lt;b&gt;adaptação mais&amp;nbsp;&lt;i&gt;ipsis litteris&lt;/i&gt; do material fonte e toma certas liberdades para com o material&lt;/b&gt; buscando algo, sabe, mais coerente com um orçamento mais baixo para uma série televisiva com menos de dez episódios (e sem dragões) enquanto funcionando melhor em um universo compreensivo e expansivo. É claro que Lanterna Verde já teve uma &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt1133985/?ref_=nv_sr_srsg_3_tt_4_nm_3_in_1_q_gree&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;adaptação para o cinema que é bastante literal&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(&lt;b&gt;que foi um fracasso retumbante de bilheteria&lt;/b&gt;) e, no mesmo ano &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt1724587/?ref_=nv_sr_srsg_3_tt_8_nm_0_in_0_q_green%20lantern&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;uma animação&lt;/a&gt; (com uma equipe fantástica incluindo o brilhante Bruce Timm responsável por quase todos os sucessos anteriores de animações da DC - exceto os Jovens Titãs), e que usa muito dos conceitos mais recentes, e nisso, bastante literal, e mal conseguiu uma segunda temporada... Além de alguns &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt1384590/?ref_=nv_sr_srsg_0_tt_8_nm_0_in_0_q_green%20lantern%20fir&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;filmes de animação&lt;/a&gt; que muita gente nem deve saber que existiram -&amp;nbsp; então eu não acredito muito nesse argumento de que o problema da série é que ela toma liberdades com o material.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Principalmente porque, e, isso é extremamente importante, a fonte tem problemas sérios até dizer chega.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se você não conhece o Lanterna Verde (apesar do parágrafo anterior), lembre que ele é um personagem com mais de oitenta anos de histórias e, ao contrário de outros personagens como o Superman ou Homem Aranha, que tem um nome único associado ao título heróico, nesses oitenta anos existiram milhares de Lanternas Verdes (é sério, a Tropa dos Lanternas Verdes divide o universo em 3600 setores nos quais era apenas 1 representante e hoje são 2 por setor, ou seja, &lt;b&gt;7200 Lanternas Verdes&lt;/b&gt; - e contando apenas os humanos que usaram o anel energético, estamos falando de algo próximo de&lt;b&gt; 10 personagens diferentes&lt;/b&gt; - somente na continuidade padrão, sem elseworlds), e, por quase sessenta desses 80 anos ele teve dois calcanhares da Áquiles: Madeira (é, &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/alan-scott/4005-12663/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ainda que seja para o Lanterna Verde original, Alan Scott&lt;/a&gt;) e a cor amarelo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deixa eu repetir para o amiguinho que ficou chateado quando assistiu o primeiro episódio de Lanternas e viu descaracterizações dos personagens, e gostaria que fosse mais literal: &lt;b&gt;Na fonte o Lanterna Verde Hal Jordan tem como fraqueza a cor amarela&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso faz parte dos &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=3TOT5updrUI&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Super Amigos&lt;/a&gt;, isso faz parte da história do Frank Miller em que o&lt;a href=&quot;https://4thletter.net/2011/07/frank-miller-owns-batman-hes-a-rube/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; Batman se pinta de amarelo para descer o sarrafo no Lanterna Verde&lt;/a&gt;, isso persiste até mais ou menos&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/green-lantern-rebirth/4050-21531/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;2004 quando foi publicado o arco Renascimento&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e alguém percebeu que essa era uma ideia extremamente ridícula (ou talvez alguma piada interna e que ninguém levava o personagem a sério).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Nisso, inclusive, vale lembrar que a história do personagem depende de um elemento um tanto aleatório em sua origem, uma vez que &lt;b&gt;seu poder vem de um objeto inanimado&lt;/b&gt; - um anel energético - &lt;b&gt;que escolhe o usuário na condição de que ele não tenha medo&lt;/b&gt;, mas, como o arco de quase dois anos &lt;a href=&quot;https://www.amazon.com.br/DC-Finest-Green-Lantern-Earths/dp/1799503267/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;amp;dib=eyJ2IjoiMSJ9.MqMzMn84IoNktBYPxkGVKzJOxmw_qBKNNNix9zX5ZOF0566kb30tgw054ujhTs-nJIhbae0oJBccT_5JAmOPfHDmpW8TyennV_2WR4T4a0QcIz5oNntV03zIPoukeOXmlvxGdlAW-CFtW9YyZbZinDiBw3kJ5QQCij-Dbc9p7QgYWCwfaT8i7SfvRCJIaCm7ml4NRARWM1mig_J3mUHvrepnHIvmqaGwXFQ0Py24usTKonbo9As-Yp3poXqs_bNYBX69mzinWT5y-PTcOF-7HZKdkGFu7ZsZHTEKFXSWzcQ.9JmQdnpjzT4f9AliKEre-S5tEZtTUXUXTcb0EXfqlU8&amp;amp;dib_tag=se&amp;amp;keywords=dc+essential+green+lantern&amp;amp;qid=1789517985&amp;amp;sr=8-1&amp;amp;ufe=app_do%3Aamzn1.fos.45d70dca-64c9-4dda-a33f-ade433aacd08&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;na década de 1960&lt;/a&gt; já buscava debater, o anel é meio preguiçoso e escolhe a pessoa que está mais perto e não a mais capaz (é isso mesmo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;O que é importante como um elemento num universo compartilhado em que existem pessoas como o Superman, a Mulher Maravilha e sei lá, dezenas de heróis e heroínas - e até uma boa dose de vilões - que seriam incrivelmente qualificados para posição de Lanterna Verde, mas são eliminados pela preguiça do anel (e, que vale destacar, a série desenvolve sobre isso de forma que fica inequívoco que não é apenas preguiça do anel ou um fator aleatório de proximidade).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pra mim, principalmente o episódio mais focado no John Stewart que é uma entrevista de emprego explicando sua origem heroica funciona brilhantemente para estabelecer exatamente isso - ainda que, claro, padeça do mesmo mal de material do Damon Lindelof, como &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2020/01/resenhas-em-quinta-homens-relogio-hbo.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Watchmen&lt;/a&gt;, porque ele acha que entende melhor do material fonte (sem nunca ter lido) porque leu uma tese numa escola de artes liberais, ainda que o Tom King esteja ali para pelo menos balancear minimamente isso enquanto consultor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu acho que o Lindelof é o grande problema da série, sem sombra de dúvidas (até porque eu duvido que ele tenha um osso criativo em seu corpo ou tenha se dedicado para entender o material), mas sinceramente me parece que existe uma série de adultos na sala que estão usando de passa moleque nele para que suas (falta de) &quot;ideias&quot; fiquem mais em segundo plano.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Acabam sobressaindo de vez em quando - quando ele quer reforçar alguma ideia boba como a de sua versão de Watchmen que os super heróis são racistas (e não propaganda em massa estadunidense através de um produto cultural que retrata o racismo estrutural dessa cultura, afinal ele não chegou nessa aula da escola de artes liberais), até perdendo a perspectiva que é justamente com o Lanterna Verde nos anos 1970 que os quadrinhos se permitem desafiar noções estabelecidas no mercado do gênero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=3JgXG1QEOCE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o Lanterna Verde perambulou a América ao lado do Arqueiro Verde&lt;/a&gt; (num arco bastante referenciado e onde o personagem com um arco e flecha tende a ser mais útil que um sujeito com um anel energético que é chamado de &#39;arma mais poderosa do universo&#39; por algum motivo), onde enfrentam elementos de racismo e injustiça social, e, não muito depois é apresentado um terceiro candidato ao anel energético, John Stewart e pelos próximos anos até o começo dos anos 1990 as histórias permeiam entre &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/green-lantern-197-2/4000-26456/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Jordan, Stewart e Guy Gardner&lt;/a&gt; sobre quem deveria ser o verdadeiro Lanterna Verde - até que Jordan enlouquece, mata todos os demais Lanternas Verdes em busca de mais poder para se tornar o vilão &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/zero-hour-crisis-in-time-1-tpb/4000-259470/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Parallax&lt;/a&gt; e reconstruir o universo à sua imagem, mas, ei, a série não é literal...&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Olha, eu poderia continuar (lembrando quando o &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=kQDxsq1_u44&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Hal Jordan namorou uma menor de idade&lt;/a&gt;, que &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/green-lantern-10-bring-in-the-clowns/4000-33950/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Guy Gardner se divertiu com alienígenas que se parecem com cachorros&lt;/a&gt; ou o fato que os Guardiões da Galáxia - que criaram os anéis energéticos, &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=pLtR-SULv_o&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;foram responsáveis por um genocídio interplanetário&lt;/a&gt;), mas vamos ser honestos e francos, quem odiou a série simplesmente quer insistir que não foi pelo comentário sobre como o pessoal Maga é racista no primeiro episódio então tentam disfarçar com alguma pseudobobagem.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O material segue numa estrutura que lembra &lt;i&gt;&lt;b&gt;True Detective&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; com alienígenas e super poderes para contar uma narrativa que busca apresentar os conceitos da Tropa dos Lanternas Verdes de maneira mais coerente e pé no chão - meio que tentando corrigir o curso do universo DC cinematográfico, meio que tentando estabelecer os próximos passos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nisso a série trabalha com as restrições (orçamentárias) para uma série de televisão e usa isso ao seu favor com menos efeitos especiais e cenas de ação e mais cenas de investigação, diálogo e desenvolvimento de personagens.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E, sinceramente? Funciona.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é o &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2024/11/resenhas-de-arkham-pinguim.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Pinguim&lt;/a&gt; que a mesma HBO produziu (longe disso), mas eu não consigo pensar em um único seriado do MCU que chegue sequer perto desse material que está ali razoavelmente acima da média (um 7/7,5 até agora).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um material com ótimas atuações, um roteiro bastante coeso (eu sei, não é perfeito, mas estamos em 2026, bom já está quase no excelente nesse ponto da história), e, francamente que vale muito a pena conferir, sim.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/5473013276148003149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/09/resmunguenhas-de-quinta-lanternas-hbo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/5473013276148003149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/5473013276148003149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/09/resmunguenhas-de-quinta-lanternas-hbo.html' title='{Resmunguenhas de Quinta} Lanternas - HBO 2026'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-1151209004861752449</id><published>2026-08-11T20:23:49.584-03:00</published><updated>2026-08-11T20:23:49.585-03:00</updated><title type='text'>{Editorial} Burnout?</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando eu assisti aos primeiros episódios da segunda temporada de X-men 97 eu fiquei realmente empolgado e me pareceu que facilmente seria melhor que a primeira - e, sinceramente o material estava num ótimo ritmo e tinha grande potencial.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí veio o episódio do Wolverine (que, tá, é bem estúpido mas tem algumas cenas bem interessantes, e, verdade seja dita consegue produzir várias cenas que são bem violentas para uma animação da Disney) e o episódio da Sala de Controle e os reboots da Polaris e da irmã do Colossus... E eu simplesmente fui perdendo o interesse na coisa toda, sabe?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com Ted Lasso, que eu honestamente não esperava nada pela ideia de uma quarta temporada, eu imediatamente me vi desapontado com o material. Quer dizer, em um único episódio parece que há tanto esforço para me fazer odiar a série que eu só posso perguntar se é pessoal.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Veja, as três primeiras temporadas são sobre esse sujeito que é a Mary Poppins de bigode chamado para gerenciar um time de futebol que vai mal das pernas (sendo que ele é levado lá para fracassar e para que o clube se torne motivo de piada), mas com o entusiasmo contagiante, Ted consegue semana após semana fazer do clube e da liga inglesa um lugar melhor.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí, esse ex-técnico de uma das mais disputadas ligas de futebol do mundo volta para os Estados Unidos e não consegue um emprego como treinador em lugar algum (afinal, na &#39;Murica não é lugar para amadores) e acaba trabalhando num supermercado... E a direção do clube onde Ted trabalhava assiste a um jogo ridículo na terra do Caveira Laranja e ficam fascinados por meia dúzia de fogos de artifício e um estádio &#39;exclusivo&#39; para futebol feminino...? É sério saporra?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso me causou um arrepio pela espinha com uma repulsa que poucas vezes eu acho que experimentei na vida - só que eu continuo de novo e de novo me deparando com séries, filmes, quadrinhos e o que mais e material produzido esse ano que vai me causando um senso contínuo de desgaste, cansaço e repulsa.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Curiosamente, esse material geralmente vem dos Estados Unidos de uma forma ou de outra.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A série da Appletv que é &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt33332385/?ref_=nv_sr_srsg_1_tt_5_nm_2_in_0_q_wid&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Tubarão mas com uma &#39;névoa aterradora&#39;&lt;/a&gt;? Não consegui ver mais que um episódio. Aquela série do filho do Eugene Levy (sabe, o pai de American Pie?) em que ele é um padre gay que &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt36957934/?ref_=nm_knf_t_4&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;se envolve numa baita confusão com a irmã por roubar uma joia&lt;/a&gt;...? É, você não deve lembrar porque é bem ruim mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A nova temporada de Hacks ou de The Bear? Não me empolgaram a terminar o primeiro episódio... O Cruzado Encapuzado? Bah, assisti uns quinze segundos de um episódio do Charada gangster baleando todo mundo e desisti completamente de tentar ver esse material.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só que não é que não existe material bom sendo produzido - elogiei A Odisseia, Obsessão e continuo adorando ler a série Absolute do Caçador de Marte por exemplo - mas talvez eu esteja cansado demais e precise de umas férias.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez limpar o palato antes de conseguir apreciar novamente alguma obra ou até mesmo vislumbrar com um interesse genuíno.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vou entrar em um hiato por um tempo para descansar e desligar um pouco para conseguir voltar a fazer o blog como eu gosto e relatando mais recomendações e materiais de que eu goste do que apenas resenhas lixo parecendo que só existe coisa ruim e nada presta (sério, eu cansei de fazer isso).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um abraço a todos, e espero que não seja um adeus mas um até breve.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/1151209004861752449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/08/editorial-burnout.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/1151209004861752449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/1151209004861752449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/08/editorial-burnout.html' title='{Editorial} Burnout?'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-743847624097273119</id><published>2026-08-06T09:00:00.000-03:00</published><updated>2026-08-06T09:00:00.116-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhas de Quinta} Homem Aranha - Ivan Lins</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu vou tentar manter os spoilers ao mínimo e inclusive tentar não falar nenhuma das participações especiais que se dão no filme (mesmo que estejam no trailer ou no poster ou em qualquer material promocional do filme). Com exceção do Justiceiro, porque aqui eu acho que tem uma razão bem específica e importante para eu mencionar, e, ainda que eu vá falar da Capitã Dewolff, ela é mais no nível easter egg e referência que efetivamente algum &lt;i&gt;spoiler&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada sobre quem é o personagem misterioso e vilão do filme, nada sobre a cena pós-créditos (que é uma perda de tempo gigantesca mas enfim), nada sobre quais são as muitas participações especiais sejam lá quais são.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Falando estritamente do &lt;b&gt;filme, ele é bem produzido esteticamente, tem uma série de cenas de ação interessantes e o Homem Aranha funciona muito bem&lt;/b&gt; talvez eu ouse dizer que o melhor desde qualquer filme do Sam Raimi, e, o Tom Holland realmente rouba a cena na maioria de suas cenas, mas, principalmente nas suas interações com personagens mais relevantes do MCU.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, esse é o melhor Justiceiro da Marvel, ponto. Não só do MCU, não só nos cinemas ou adaptações, mas de toda a história da Marvel, ponto.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei dizer se são as melhores cenas de ação do Homem Aranha num filme, ainda que, considerando todos os filmes com o personagem, a única coisa que realmente supera esse filme é o Aranhaverso (que, é uma animação), e, sendo bem franco, mesmo do MCU como um todo, poucos filmes, e, sem muita dúvida, nenhum deles desde Ultimato chega perto do que esse filme produz.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso é o suficiente para &lt;b&gt;Homem Aranha Um novo Dia&lt;/b&gt; (apesar dos castigos) ser um filme bom? Não, porque &lt;b&gt;narrativamente o filme é uma desgraça&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro problema ao meu ver, reside no fato de que esse filme é uma continuação direta do filme de 2021: Sem Volta para casa, e, naquele filme, todo mundo que sabia que Peter Parker era o Homem Aranha acabou pro esquecer dessa informação, e, aqui nesse filme, esse é um dos motes narrativos. Inclusive o filme reforça várias vezes que se passaram ao menos quatro anos desde os eventos daquele filme.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso é um problema sério narrativamente porque não existe nenhum elemento efetivo que categorize essa mudança de tempo. &lt;b&gt;Os personagens se mantiveram em desenvolvimento suspenso por esses quatro anos&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Peter não mudou, mas seus amigos também não&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mundo não seguiu em frente e nada significativo aconteceu. Peter não resolve deixar de ser o Homem Aranha ou se reaproximar dos amigos para ser descartado ou descobrir que eles não gostam mais dele sem saber de sua identidade secreta, ou ele próprio segue com sua vida e estabelece uma nova rotina, grupo de amigos e o que for... Não existe uma mudança substancial para justificar essa passagem de tempo além de um fato que se passaram tantos anos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não existe nada na estrutura e na narrativa que justifique esse distanciamento e menos ainda que justifique uma aproximação que acontece durante o filme além do fato que esse é o mote do filme anterior que este filme precisa resolver.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso, claro, seria resolvido com facilidade se no intervalo dos dois filmes, a Marvel lançasse alguma série animada ou um filme resolvendo esse aspecto? Talvez. Talvez eles pudessem rachar um pouco mais a cuca para desenvolver a estrutura narrativa para justificar que não se passaram tantos anos entre os filmes, ou, e essa é importante, resolver essa situação logo de começo e seguir com a história (não é como se faltassem elementos narrativos que esse filme tenta desenvolver).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sério, parece que querem encaixar uns cinco filmes diferentes na duração deste único filme (tem a trama dos poderes do Homem Aranha descontrolados, tem a trama - que continua diretamente os eventos dos filmes anteriores - de que seus amigos não se lembram mais dele, tem a trama do vilão controlando pessoas, além de toda uma série de vilões que são reduzidas a pouco mais de quinze minutos do início do filme, e tem a trama central do filme que envolve, bem, eu vou falar disso em breve).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinceramente, eu acho que se esse filme fosse dividido em pelo menos dois filmes, funcionaria melhor para desenvolver o ângulo do distanciamento do Homem Aranha de seus amigos - que é o ponto do final do filme anterior - enquanto desenvolvendo os elementos apresentados aqui - e, sinceramente, eu não duvido que fosse o plano da Sony.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sabe? Um filme menor depois de Sem Volta para Casa de 2021, 100% Sonyverso sem MCU. Talvez usando o Venom (né?), Morbius e outros dos vilões que eles foram desenvolvendo (tem uma cena pós créditos do Michael Keaton encontrando o &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=QPfcuqzH0So&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Escorpião&lt;/a&gt; e outra dele &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=D_oNZRt-pQQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;encontrando o Morbius&lt;/a&gt;, né?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, isso parece extremamente provável, só que faltou combinar com a Disney que é dona do Homem Aranha e da Marvel, e, bem, no lugar vieram filmes cada vez mais esquecíveis e idiotas. Eu acredito sim que era o plano de ter algo como o Homem Aranha versus o Sexteto Sinistro - enquanto desenvolvendo o drama da vida pessoal do Peter Parker - e que essa era a ideia que os demais filmes da Sony foram apresentando. Provavelmente algo menor em escala e escopo mas relevante e complexo para o personagem e depois, talvez, ele voltasse pro MCU todo feliz e pimpão.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí é justamente o ponto em que o filme traz tantos personagens da Marvel para integrar a narrativa (mesmo que ela não faça muito sentido, mas eu prometi que era a versão sem spoilers), e dá-lhe participação especial semi-obrigatória um, dois e vinte e cinco para que o filme seja tão firmemente atrelado ao MCU que não seja possível sequer cogitar o conectar os eventos das cenas dos parágrafos anteriores como algo minimamente relevantes.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cara, o Escorpião aparece aqui e é uma piada meio que pra deixar claro que toda a trama sobre ele era&amp;nbsp;irrelevante e que importante mesmo é o Justiceiro e o MCU(tm), e dá-lhe outra participação especial!&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu nem quero entrar nos longos e tenebrosos meandros de como o filme se encaixa ou não no MCU que essa é uma discussão que já passou do ponto de chata nesse ponto, e, eu cansei de tentar refletir ou encanar com isso (ainda que pareça que mesmo os produtores e executivos não se importam também).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O grande problema, ao meu ver aqui, ao meu ver, é que esse é o terceiro ou quarto filme - só dessa fase do MCU - em que &lt;b&gt;um personagem &lt;/b&gt;(que aparece por menos de cinco minutos no começo do filme)&lt;b&gt; é revelado de surpresa que&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;tem algum plano maligrino e é o vilão secreto do filme enquanto o antagonista declarado&lt;/b&gt;, bem,&lt;b&gt; talvez seja apenas alguém cheio de traumas e incompreendido&lt;/b&gt; (que precisa de um abraço e um arco de redenção).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa é a trama dos Thunderbolts, do quarto Capitão América, de Deadpool e Wolverine, e do filme dos Eternos que eu me lembre pelo menos, e isso sem considerar variações um pouco maiores do tema.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pra quem está contando, nenhum desses filmes é particularmente bom, e, nenhuma vez que isso foi feito funcionou - porque é uma narrativa cansada e sem impacto real. A reviravolta de que alguém é de fato um vilão funciona quando é bem construída ou oferece pistas suficientes para que a reviravolta tenha impacto - e, principalmente quando ela não é feita em todo maldito filme na sequência.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso é convoluto e estrutura pobre narrativa.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Inclusive, um bom vilão é muito mais aquele que é apresentado e desenvolvido do que um vilão que tem uma reviravolta com sua revelação - e com toda a certeza não é um vilão que estava apenas seguindo ordens ou almejando uma promoção (puta que pariu).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, não precisa nem buscar muito longe que Chainsaw man traz no seu filme uma reviravolta na aparição de seu vilão. A diferença é que existe construção e desenvolvimento e quando a reviravolta acontece é um elemento narrativo - que força ao espectador prestar atenção e inclusive repensar o filme que ele viu até ali (além de muitas vezes rever para fazer justamente isso).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aqui você se vê no exato oposto pois justamente a reviravolta te faz pensar &quot;Mas como diabos o protagonista não percebeu antes?&quot; - e, nesse caso específico, em que o filme destaca que se passaram 4 anos em que o protagonista vem trabalhando com esse vilão da reviravolta, fica ainda pior né?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O pior elemento do filme, ao meu ver, é impossível de falar sem spoilers (ainda que parte do elemento seja o nome que o Homer Simpson optou para mudar seu nome em dado momento), e eu até aceito que talvez EU não tenha entendido - eu vou dar o benefício da dúvida para o filme - mas mesmo que eu não tenha entendido ainda é incrivelmente estúpido.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo que eu não tenha entendido como havia a tal pista, mesmo que a pista faça algum sentido, isso é muito bobo e fraco - e não funciona com os elementos apresentados tanto da pista que o Homem Aranha recebeu como do principal antagonista até aquele momento. E fica ainda mais estúpido quando você considera quem forneceu tal pista pro Homem Aranha e o quanto ignorou a relevância da informação...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinceramente, se você quer desligar o cérebro e ver boas cenas de ação por duas horas e pouco, veja esse filme. Vale mais a pena ver A Odisseia ou esperar pra ver na promoção ou no Disney Plus daqui uns meses? Com toda a certeza, mas se você quer desligar o cérebro por duas horas e ver boas cenas de ação, ei, nesse mundo que vivemos, quem pode te culpar?&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/743847624097273119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/08/resenhas-de-quinta-homem-aranha-ivan.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/743847624097273119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/743847624097273119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/08/resenhas-de-quinta-homem-aranha-ivan.html' title='{Resenhas de Quinta} Homem Aranha - Ivan Lins'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-1236598155837100158</id><published>2026-07-30T11:00:00.000-03:00</published><updated>2026-07-30T17:47:24.011-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhando o fim de quinta} Toy Story 5</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Olha, começando do começo, vamos deixar uma coisa bem clara: eu tenho zero nostalgia por Toy Story enquanto franquia.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não acho que eu fosse &quot;velho demais&quot; quando o primeiro filme chegou aos cinemas, talvez estivesse na idade exata pra ele, eu só estava em outra (pois foi a época em que os animes começaram a ganhar popularidade no Brasil, e em 1995 eu tava completamente obcecado com Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball ou Yu Yu Hakusho...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando as continuações saíram, bem, menos e menos que eu me importei, e, como nunca foram filmes que meus sobrinhos se importaram também&amp;nbsp; eu francamente nunca dediquei qualquer mínima atenção à franquia. Sei que tem marmanjo que chorou com algum ou mesmo todos os filmes da série, mas, nenhum deles teve qualquer significado pessoal ou relevância pra mim.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso significa que pra quem teve alguma relevância essa pessoa está errada? Longe disso, mas eu tenho mais distanciamento, senão imparcialidade.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro filme é mais impressionante pelo aspecto técnico de animação que, simplesmente não existia nada parecido na época - e levou um bom tempinho até pra chegar perto. Narrativamente, bem, é meh.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sim, é bonitinho e bobinho pra se assistir com uma criança mais nova, mas a ideia de brinquedos falantes e sencientes, bem, já foi feita a exaustão a essa altura do campeonato (e não, não começou com Toy Story ainda que eu lembre mais de exemplos de horror com essa premissa). Mas o que mais me incomodou sempre no filme, de uma maneira geral, reside numa questão mais cínica sobre como ele é, acima de tudo, uma propaganda de brinquedos e uma obra para os pais carolas e caxias do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quer dizer, o Andy (o dono dos brinquedos do título do filme) é o menino de ouro enquanto o Syd (o vizinho que destrói seus brinquedos) é retratado como uma espécie de vilão justamente por &quot;maltratar&quot; brinquedos, por não brincar direito (como se tivesse jeito de brincar), afinal precisa manter intacta a marca registrada e o direito autoral do pedaço de plástico produzido em massa na China para as crianças obesas da &#39;murica...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que é muito coisa de pai carola... De que a criança que &quot;brinca direito&quot; está dando valor ao esforço dos pais ou algo igualmente idiota (quando colocar no micro-ondas pra verificar se vai ou não explodir traz muito mais de uma mente crítica e científica em busca de confirmação de suas teses). Inclusive porque a ideia de dar valor aos brinquedos aqui tem muito menos a ver com uma infância sadia brincando com amigos e ao ar livre e mais com uma gigantesca paranoia social de que é melhor a criança em casa sozinha com todos os brinquedos que o dinheiro pode comprar que no mundo real correndo o risco de ser sequestrada para um ritual satânico em uma pizzaria democrata...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então fique em casa, brinque com os produtos oficiais (TM) e consuma. Não tente justificar ou entender que a tese central é incrivelmente assustadora, afinal a ideia de objetos inanimados produzidos em massa com consciência pelo simples fato de terem olhos de plástico igualmente produzidos em massa deveria dar calafrios em qualquer pessoa.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(E, sim, o&lt;b&gt; filme não é sobre os brinquedos e sim usando os brinquedos como substitutos dos pais - e inclusive tem a ideia do divórcio com o pai tradicional sendo substituído pelo pai mais novo e modernoso&lt;/b&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas eu sei que é um produto infantil feito para contextualizar um conceito comum da visão de mundo das crianças de perceber que o mundo continua funcionando quando elas não estão por perto para observar, com uma lição sobre amizade e aceitação de mudanças (a menos que sejam muito diferentes, né? Afinal violando os direitos autorais e marca registrada você não pode mais ser considerado um &quot;brinquedo&quot;).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Curiosamente, numa volta completa, o quinto filme da franquia traz a exata mesma ideia de um (de amizade e aceitação de mudanças), mas que parece mais bobo e fútil que da primeira vez.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Você sabe que já existiam videogames em 1995 quando o primeiro filme foi lançado, né?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo se eles dependesse de cartuchos e não estivessem sempre conectados na Internet, os videogames já eram uma parte da vida de muita criança e adolescente, desde o NES da década de 1980, passando pelos gameboy e tamagochis dos anos 1990 até os switch e celulares de hoje em dia levando mesmo os mais jovens a abandonarem os brinquedos em troca do entretenimento virtual (sabe, o que é a premissa desse quinto filme da franquia).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Caros leitores, meu sobrinho de seis anos se alfabetizou com o celular, e eu duvido que ele faça ideia do que é um cowboy (como o Woody) além do conceito mais geral da coisa...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então não sei ou entendo quando o filme quer glorificar os brinquedos e vilanizar a tecnologia ao mesmo passo que tenta criar uma narrativa confusa sobre a solidão e ansiedade das crianças de hoje em dia (que tem dificuldade de interagir com o mundo real fora de uma tela, enquanto brincar com bonecos é perfeitamente normal e aceitável - afinal é o que pensam os pais carolas e caxias).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não sei... sinceramente o cinismo fala alto demais, e por mais que seja um gigantesco sucesso de bilheteria (ainda que produzido para reduzir churn e manter assinaturas de serviço de streaming), ao ponto que acho dificil olhar para esse filme com bons olhos ou mesmo com olhos menos cínicos e capazes de dar uma chance real (sabe, como os brinquedos acabam fazendo com a tecnologia no final das contas pois é muito importante agradar nossos lordes corporativos).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez pra quem tenha enorme nostalgia pelo primeiro filme ou alguma de suas continuações e agora tem a oportunidade de ver o quinto filme com um filho ou sobrinho, talvez isso seja uma experiência completamente diferente e muito mais interessante e mágica.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pra quem não se importou tanto com qualquer um deles, bem, eu acho difícil esperar algo diferente do cinismo...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E para o cinismo a melhor alternativa seja esperar sair no streaming (seja o pago ou aquele que diz yeaaarh) ou pela obvia e obrigatória próxima peça da franquia para aí assistir os anteriores para se atualizar.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/1236598155837100158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/resenhando-o-fim-de-quinta-toy-story-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/1236598155837100158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/1236598155837100158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/resenhando-o-fim-de-quinta-toy-story-5.html' title='{Resenhando o fim de quinta} Toy Story 5'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-5680642928723506123</id><published>2026-07-23T08:30:00.000-03:00</published><updated>2026-07-23T08:30:00.125-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhas Flandéricas} A Odisseia de Nolan</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu sei, eu sei tem um monte de gente (idiota) criticando o filme por &#39;não ser fiel&#39; a fonte, ao que, sinceramente? Ainda precisa explicar que uma adaptação, ainda mais quando se trata de um autor com maior autonomia como é o caso do Christopher Nolan aqui, tende a se manter mais fiel aos temas da fonte original que à pura e inequívoca fidelidade linha por linha, verso por verso do original.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Kubrick quebrou o tema de Stephen King em O Iluminado e fez algo muito melhor que o livro - e a adaptação meia boca que o próprio King tentou anos mais tarde, o filme de Senhor do Anéis removeu Tom Bombadill e se tornou muito melhor por isso, e, sinceramente, eu preciso citar &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt0268126/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Adaptação&lt;/a&gt; de 2002?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, se fosse uma adaptação literal o material precisaria se narrado em verso com odes e trovas, e, sinceramente? Você acha que isso funciona para o cinema (e para o público estadunidense idiota que continua pagando dinheiro para o Adam Sandler)...? Ainda mais em 2026 em que cada vez menos gente se dispõe e propõe a pagar qualquer quantia que seja para assistir alguma coisa nos cinemas?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E, só mais uma coisa nessa babaquice de adaptação literal (em 2026): Com tantas versões e adaptações do material, pra que diabos você quer ou precisa de uma adaptação ipsis literis? Sério? Pô, se você quer a Odisseia de Homero, aprenda grego antigo e leia o material - eu tenho quase certeza que tem disponível na internet no original.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa é uma história quase tão velha quanto a Bíblia (mais velha que o Novo Testamento e provável e possivelmente com histórias tão velha quanto passagens do Velho), e, se não tão conhecida ou difundida, com toda a certeza é bastante conhecida e renomada, e, invariavelmente você já deve ter ouvido uma ou outra das muitas passagens da longa Odisseia de Ulisses.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nolan pega essa história, adapta para formar um longa metragem (de quase 3 horas) em que usa as múltiplas passagens para abusar de estruturas narrativas menos convencionais e ideias que fogem do que se espera de um filme do diretor.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Temos cenas que parecem saídas de um pesadelo de Junji Ito ou de um filme de terror dos anos 1970. Temos cenas de guerra que são viscerais e terríveis ao mesmo tempo que temos cenas de guerra estilosas dirigidas por Scott Snyder.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É, sem sombra de dúvidas, a melhor experiência cinematográfica para se ver esse ano, e, eu acho que nem Duna vai chegar perto disso (e os dois primeiros filmes de Duna foram as melhores experiências cinematográficas dos últimos anos), e, não acredito que funcione tão bem numa telinha em casa como funciona no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nolan chegou num ponto da carreira em que ele pode fazer um projeto como ele quer e bancar do jeito que ele quer - depois dos infinitos Oscar de Oppenheimer e do sucesso multibilionário da franquia Batman, ele ganhou algum prestígio para escolher o que quer fazer e como... E ele vem escolhendo bem, ao menos na minha opinião. Permitiu que o diretor não caísse numa repetição e zona confortável (como, sabe, o Spielberg voltando pra ets ou pra alguma aventura infanto-juvenil), e, A Odisseia permite através de seus múltiplos segmentos que o diretor use ferramentas diferentes para criar essas cenas e contar essas histórias.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se outras versões de A Odisseia funcionam melhor narrativamente ou como filme, bem, talvez, de novo é um livro antigo e que já foi adaptado muitas vezes ao longo das décadas, mas Nolan consegue pegar esse material antigo e dar uma boa lufada de ar de forma que funciona perfeitamente para os tempos modernos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Funciona para oferecer uma visão mais complexa sobre o nosso mundo através das lentes narrativas de Homero, e estabelece paralelos e pontos - que talvez não estejam ou sejam relevantes para a obra - e oferecem nuance ao material original. Ulisses pode ser apenas um joguete na mão dos deuses, e, ei, se você prefere a versão literal, ótimo pra você.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas Ulisses pode muito bem ser um homem lidando com estresse pós traumático e incapaz de voltar para casa pois sabe que não é mais o mesmo homem que partiu. Os deuses são mais metafóricos e ideias e isso permite uma complexidade maior à obra, assim como mais interpretações.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pode não funcionar para uns e outros, e, sinceramente, existe muito para não se gostar no material (começando pelo Matt Damon - que eu não acho que está ruim, só, bem, um pedaço de cartolina faria o mesmo papel que ele - e terminando pelo looooongo ato final do filme), mas tem muito mais para se elogiar e defender.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E, puta merda, desde a pandemia com filmes e mais filmes esquecíveis e mais e mais motivos para não ir ao cinema, esse, sem sombra de dúvidas é o filme para justificar o ingresso caro, a pipoca sabor isopor e os adolescentes idiotas que aplaudem o final do filme.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/5680642928723506123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/resenhas-flandericas-odisseia-de-nolan.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/5680642928723506123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/5680642928723506123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/resenhas-flandericas-odisseia-de-nolan.html' title='{Resenhas Flandéricas} A Odisseia de Nolan'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-3731798100931660544</id><published>2026-07-19T19:00:00.000-03:00</published><updated>2026-07-22T08:02:59.365-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revisitando Clássicos"/><title type='text'>{Revisitando Clássicos} Transmetropolitan (e Planetary) Warren Ellis, Darrick Robertson e John Cassaday</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEebxEBuq3ze9GE3z5piBVQU172DO2-ZvR-tNvIuZOlHmDsczVfCp4PKG9FHxk82fHsLKKbeOw1rtF53j7KWAhLbvAgSN23K8j8llyjUbQhwK8OkkN6fLYyhSZ8PIi6HqsJ1uV86JV0zroJzcM7JPBtkXLTo2Cwm2TKLumgvp9Wj1XYW-KmwYFmxOJxT1k/s1000/tr%201.jpg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1000&quot; data-original-width=&quot;650&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEebxEBuq3ze9GE3z5piBVQU172DO2-ZvR-tNvIuZOlHmDsczVfCp4PKG9FHxk82fHsLKKbeOw1rtF53j7KWAhLbvAgSN23K8j8llyjUbQhwK8OkkN6fLYyhSZ8PIi6HqsJ1uV86JV0zroJzcM7JPBtkXLTo2Cwm2TKLumgvp9Wj1XYW-KmwYFmxOJxT1k/s320/tr%201.jpg&quot; width=&quot;208&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Essa era a resenha que eu mais tinha medo de fazer quando em janeiro me propus a revisitar séries clássicas (principalmente) da Vertigo, e, relendo a primeira edição eu já fiquei com uma impressão terrível do quanto isso envelheceu mal.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E quanto mais eu lia, mais eu achava que tinha envelhecido mal... E curiosamente parece que eu começo já pelas &#39;ressalvas e problemas&#39; que é uma sessão recorrente destas resenhas, mas é impossível ignorar.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só que, e eu acho importante, a grande questão é se isso de fato envelheceu mal ou se isso sempre foi ruim, e é onde eu acredito que resida o maior problema tanto de objetividade quanto da análise. &lt;b&gt;Transmetropolitan&lt;/b&gt; é sobre um jornalista, Spider Jerusalém que volta de um exílio (auto imposto ou somente altamente imposto) e tem uma vibe bem Hunter S Thompson com jornalismo gonzo levado a todos os extremos, ainda que, e isso seja importante, leve a mais e maiores extremos a importância do jornalismo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Spider Jerusalém é um jornalista que ameaça, que suborna e agride seus 
entrevistados e faz de tudo por uma matéria e projeção (droga, em dado 
momento ele concorre à presidência) e enquanto isso deveria ser cômico, 
satírico e ao mesmo tempo uma crítica social (como um espaço para Warren
 Ellis e Darrick Robertson destilarem seus comentários e opiniões).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E aí é onde eu vejo que o material acaba envelhecendo mal nem tanto pelo que é ou produz mas pelo que o mundo virou, em que o jornalismo se tornou uma grande propaganda disfarçada de notícia com o pretexto de vender mais ou defender interesse corporativistas. Spider Jerusalém seria um herói nos tempos atuais? Um Dom Quixote lutando para manter a integridade do jornalismo num mundo cada vez mais cínico - quando ele próprio já era um gigantesco cínico quase três décadas atrás?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Verdade seja dita, parte do problema se dá pelo fato que é um material de comédia que apesar de mostrar um mundo &#39;do futuro&#39;, acaba em momentos sendo mais tópico com eventos do momento em que a história foi escrita, e, invariavelmente como ocorre com 30 Rock ou, bem, qualquer outra comédia que tente traçar um paralelo ou comentário político relevante, isso acaba se chocando com a estrutura e realidade de forma que acaba extremamente datado.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas, e aqui novamente eu preciso reconhecer o fato, não é exatamente culpa do material e sim pelo quanto o mundo mudou... Existe um sitcom britânico chamado &lt;b&gt;&lt;i&gt;The Thick of It&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (algo como, em tradução livre &quot;No meio disso&quot;), do mesmo criador de Veep (outro seriado que envelheceu mal), que é sobre um grupo de pessoas lidando com escândalos banais que, bem, &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=suvFYrcEqO0&amp;amp;t=249s&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;destruíam carreiras num mundo pré-Brexit&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse é o ponto da coisa toda, pois os escândalos do presidente de Transmetropolitan que Spider Jerusalém luta com unhas e dentes para relevar e destruir sua carreira, bem, parecem uma terça-feira para a maioria dos políticos modernos. Droga, Trump com toda a certeza já fez muito pior, e, não obstante o jornalismo cobriu e destacou suas ações desavergonhadas e continuamos a ver zero repercussões...&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A piada perde a graça quando o mundo real se tornou milhares de vezes pior do que a sátira.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então, voltando a pergunta: Isso era realmente ruim ou envelheceu mal?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5N6cHIyZKWs-_xlMvYPzi_bZFbGihcfA40P6oZnj247it4I11VbWnGNtSyUfrRNkN47Z9ofuY7hb4rZnuIkbM0aTjIfnc4ig0s61mMk4UL9A86nN7Tu6JZTwlWsi7mhM5LjQxO_bWr8KcALrV-nj419Uvrfv3RTLvVKWCKhrLTNkv_XujoLvPotO1VIQN/s687/pl%2027.jpg&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;687&quot; data-original-width=&quot;446&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5N6cHIyZKWs-_xlMvYPzi_bZFbGihcfA40P6oZnj247it4I11VbWnGNtSyUfrRNkN47Z9ofuY7hb4rZnuIkbM0aTjIfnc4ig0s61mMk4UL9A86nN7Tu6JZTwlWsi7mhM5LjQxO_bWr8KcALrV-nj419Uvrfv3RTLvVKWCKhrLTNkv_XujoLvPotO1VIQN/s320/pl%2027.jpg&quot; width=&quot;208&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bem, quase na mesma época que o material, Warren Ellis produziu outra série chamada &lt;b&gt;Planetary&lt;/b&gt;, e, droga, Planetary continua tão boa quanto na época que foi publicada, com apenas 27 edições e alguns especiais. Mesmo que algumas edições acabem piores que outras (e aí, principalmente reside a edição em que Ellis produz um velório para o John Constantine que se transforma em Spider Jerusalém - que tem muito mais a ver com a saída conturbada do autor de Hellblazer anos antes que com qualquer factualidade), mesmo assim o universo criado explorando paralelos com a história da ficção do século XX (com ênfase no fantástico mais que qualquer coisa) que vai se expandindo conforme a série avança e os autores ganham mais confiança, forma um material que é auto contido e incrivelmente poderoso e que continua a reverberar mesmo décadas depois de sua conclusão.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Inclusive porque Planetary, mesmo que tenha seu humor e produza algumas cenas hilárias, não tente fazer mais que examinar o passado e contextualizá-lo, o que, invariavelmente é muito mais fácil que examinar o presente, e, mais complexo ainda, satirizá-lo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;{Editado 22/07} Respondendo a pergunta: Sim isso envelheceu mal. O mundo mudou, um sujeito com uma lata de lixo na cabeça (literalmente) é atualmente favorito numa eleição na Inglaterra e a propaganda enganosa de Tiririca de que não ficaria pior do que estava se confirmou exatamente o contrário. E isso só falando de política, se entrarmos nos milhões gastos para comprar uma figurinha digital que literalmente tem zero de valor (sim, estou falando de novo de NFT em 2026) ou pior ainda em data centers para IA...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nem nos sonhos mais selvagens de Transmetropolitan em que Ellis imaginava a mais completa e abjeta distopia em 1999 ele conseguiu chegar perto do que se tornaria o mundo apenas algumas décadas mais tarde...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso é uma das maiores dificuldades de toda obra que tenta confabular sobre o futuro. Obras sobre o passado - e mesmo o presente - são muito mais fáceis de produzir, e, na minha honesta e singela opinião, tem maior possibilidade de se preservarem relevantes por maior tempo, afinal, estão ancoradas na realidade, mesmo se usamos passados e presentes alternativos (como o Homem no Castelo Alto ou Watchmen). As extrapolações lógicas são mais possíveis e críveis, e, quando bem produzidas, coerentes com o momento histórico e o sentimento da época.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os futuros distópicos e a comédia por outro lado, tendem a&amp;nbsp; fracassar justamente pelo fato de que pendem para o exagero e absurdo como ferramentas para expor os absurdos contemporâneos... E eles mudam ou se tornam normalizados. &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=d4dqmKjIwfY&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Monty Python fez um sketch debochando da ideia dos furries nos anos 1960&lt;/a&gt;, e, bem, ainda que não sejam tão comuns ou normalizados, os furries existem e estão aí, e o tema não é mais motivo de escândalo ou graça.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ellis precisava fazer o impossível? Creio que não, mas precisava de uma base bem mais sólida para produzir algo pertinente e, trabalhando em vários projetos simultâneos, com toda a certeza Transmetropolitan era apenas um veículo para ventilar sua raiva e não um projeto mais complexo. {/fim da edição}&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então, leia Planetary que vale muito mais a pena e é um material muito melhor antes de qualquer outro dos materiais de Warren Ellis, seja da época ou mesmo do mesmo período.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/3731798100931660544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/revisitando-classicos-transmetropolitan.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/3731798100931660544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/3731798100931660544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/revisitando-classicos-transmetropolitan.html' title='{Revisitando Clássicos} Transmetropolitan (e Planetary) Warren Ellis, Darrick Robertson e John Cassaday'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEebxEBuq3ze9GE3z5piBVQU172DO2-ZvR-tNvIuZOlHmDsczVfCp4PKG9FHxk82fHsLKKbeOw1rtF53j7KWAhLbvAgSN23K8j8llyjUbQhwK8OkkN6fLYyhSZ8PIi6HqsJ1uV86JV0zroJzcM7JPBtkXLTo2Cwm2TKLumgvp9Wj1XYW-KmwYFmxOJxT1k/s72-c/tr%201.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-9189621390576961660</id><published>2026-07-16T07:00:00.000-03:00</published><updated>2026-07-16T07:00:00.112-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhas duplas de Quinta} Guia da Copa da Turma da Mônica</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto o &lt;b&gt;&quot;Todas as Copas&quot; &lt;/b&gt;&lt;i&gt;(edição 2026)&lt;/i&gt; da Turma da Mônica me surpreendeu tanto positiva quanto negativamente, e é fácil de entender porque (e eu já vou entrar nos detalhes em breve), &lt;b&gt;O Guia da Copa do Mundo do Falha de Cobertura&lt;/b&gt; me surpreendeu muito mais negativamente e, mais importante, junto com o material da Mônica me mostra de forma bastante clara um problema muito maior no panorama editorial brasileiro, que eu já falei em outros momentos e que eu já repeti em outros tantos momentos, mas que, inexoravelmente eu continuo a dizer e continua a ser verdade: Os livros são muito caros no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E com os livros sendo caros no Brasil simplesmente não dá pra gente ter um material meia boca para ruim como é o caso destes dois exemplos. Se é pra pagar mais de cinquenta reais numa edição de menos de 200 páginas (o guia do Falha de Cobertura tem uma tabela da Copa e uma cédula para o troféu Lucas Mugni, além de várias páginas com rabiscos, o nome dos grupos e os estádios, que basicamente são páginas vazias, enquanto a Turma da Mônica cobre todas as copas desde 1930 em 130 páginas), o material tem que ser no mínimo muito bom. NO MÍNIMO.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sendo bem franco, o guia da Copa é muito divertido, ainda que boa parte das piadas seja reutilizada nos videos da TV Quase, e, talvez o maior problema do livro, ele já chegue às livrarias desatualizado, com o espaço da repescagem ainda em aberto e muito mais espaço para países que sequer chegaram efetivamente à Copa enquanto não cobre alguns assuntos mais interessantes e que poderiam render mais piadas - enquanto, é claro, perde oportunidades de piadas que só veríamos no desenrolar da Copa como a Alemanha eliminada ou toda a torcida de Curaçao, enquanto Cabo Verde surpreendeu a todo mundo com seu futebol.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não vou dizer que é ruim - é uma leitura leve e bem divertida, e, sinceramente você lê em um fim de semana ou fazendo alguma outra atividade sem se importar muito - mas não é um livro que valha mais que vinte reais, sendo bem generoso.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro lado, no caso da Turma da Mônica, bem, cara, é de uma sacanagem incrível o simples fato que esse gibi traz na capa um &#39;edição 2026&#39; deixando claro que é uma republicação com um mínimo de recauchutagem para incluir a última Copa e alguma revisão (se muito), o que fica muito claro no material das últimas Copas que não cobre absolutamente nada sobre o evento em si e somente sobre a tecnologia do VAR e em geral. Nada sobre os jogos ou qualquer curiosidade digna de nota do evento em si (que, o material traz com maestria em outros pontos, inclusive sabendo usar bem os personagens da Turma - como o Rolo e a Tina na &#39;versão&#39; anos 1970 para a Copa do mesmo ano).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tem muita coisa interessante que o material não traz - o que é uma pena, ainda mais porque cabia bem mais páginas facilmente nesse material nem que fosse para comentar sobre o roubo da Jules Rimet resultando na substituição da taça ou uma breve e minúscula explicação sobre como era a estrutura do campeonato em outros anos (como a bizarra segunda fase de grupos na copa de 1978, que resultou na Argentina na final após ganhar do Peru por 6 a 0) - ao mesmo tempo que tem coisas completamente dispensáveis... E os estilos que variam de Copa para Copa, principalmente com algumas opções muito menos interessantes (com a Copa de 2014 sendo de longe a mais estúpida com um método que me lembra Uma Família da Pesada martelando a mesma piada de novo e de novo com inúmeras referências, sendo que, e isso é importante, a piada já não foi interessante ou engraçada na primeira vez).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como eu disse, tem muita coisa que me surpreendeu positivamente, como nos casos das primeiras Copas em que são citados fatos bem interessantes mesclando os personagens da Turma da Mônica com fatos e curiosidades destes eventos (o roubo da taça em 1966, o jogador brasileiro inventor da bicicleta que jogou descalço, a já citada Copa de 1970) e mesmo alguns outros menos marcantes trazem uma ou outra história relevante.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parece bem que quando a seleção brasileira não tem uma história interessante (que é o que acontece a partir de 2010), os segmentos falham em empolgar...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse material é até mais caro que o da Falha de Cobertura - ainda que não tenha como você ver de graça na internet num canal do youtube - e, eu honestamente acho que o único argumento em favor dele é que é muito mais barato que a gigantesca coleção de cada uma das Copas também lançada pela Panini (não li, não sei da qualidade do material e não vou julgar), e que esse material ainda consegue gerar algum interesse numa criança que se interesse minimamente por futebol.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No fim, os dois valem a pena numa ótima promoção, ainda que, talvez numa segunda edição o Guia da Copa do Falha de Cobertura possa corrigir parte de seus erros, eu, no fim do dia acho que compensa mais assistir aos vídeos do canal que comprar essa ou qualquer segunda edição do livro.&lt;br /&gt;E o material da Mônica vale muito mais para fãs da Mônica que fãs da Copa do Mundo...&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/9189621390576961660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/resenhas-duplas-de-quinta-guia-da-copa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/9189621390576961660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/9189621390576961660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/resenhas-duplas-de-quinta-guia-da-copa.html' title='{Resenhas duplas de Quinta} Guia da Copa da Turma da Mônica'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-1230353139500390905</id><published>2026-07-14T09:09:45.904-03:00</published><updated>2026-07-14T17:05:30.663-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reagindo aos reaças"/><title type='text'>{Reagindo aos Reaças - Edição Copa do Mundo} Os fãs dos Neymar Hipotético são patéticos</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais uma vez a extrema direita surge com alguma noção ridícula (como o terraplanismo, a aversão a vacinas e tantas, tantas, tantas mais), dessa vez sobre o futebol (ou, nesse caso a falta dele) do Neymar Hipotético.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto isso parece uma piada do falha de cobertura, o fato é que tem uma galera bem real que insiste que para a seleção brasileira dar certo só precisa de Neymar e mais 10. Talvez mais 10 massagistas, fisioterapeutas, um óculos escuros e um Casemiro e Paquetá de cada lado carregando o menino Ney como muleta (confia, &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=ucWTVipOhFk&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;deu certo para uma franquia de Hollywood&lt;/a&gt;, porque não daria para a seleção brasileira?).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E daí que quem fala sobre isso são portais de fofoca (bolsonaristas), ex-jogadores em canais de rádio (bolsonaristas) e apresentadores/narradores (bolsonaristas) que queriam mesmo era apresentar o Big Brother?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas, se você não sabe o que diabos é o Neymar hipotético, entenda que não é uma noção que dependa de qualquer fato, até porque fatos escapam da cabeça dessa galera como, bem, qualquer outra coisa passando pelo espaço oco entre suas orelhas... Afinal se dependesse de fatos era só olhar &lt;b&gt;que o goleiro Vozinha correu mais que Neymar durante toda a Copa&lt;/b&gt; (e, o goleiro Vozinha é, reiteremos uma terceira vez GOLEIRO), enquanto analisando somente o&lt;b&gt; jogador Messi durante as 6 partidas já disputadas&lt;/b&gt; (quando esse texto foi escrito),&lt;b&gt; já acumula mais minutos jogando em 2026 que Neymar durante o ano todo e em 3 Campeonatos&lt;/b&gt; (Paulista, Brasileiro e a Copa do Mundo). (E olha que dá pra continuar, porque podemos falar dos gols - que o menino Ney não aparece na tabela da artilharia num &lt;a href=&quot;https://ge.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;campeonato com Novo Horizontino e Mirassol&lt;/a&gt; enquanto &lt;a href=&quot;https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2026/07/12/artilharia-da-copa-ate-as-quartas-mbappe-empata-com-messi-na-lideranca-bellingham-e-quarto.ghtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Bellingham com seus seis gols&lt;/a&gt; durante a Copa seria vice-artilheiro)&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou que, sabe, foi só o jogador entrar em campo no jogo contra a Noruega e o Brasil tomou dois gols, e menino Ney tomou um cartão amarelo... Mas, com certeza se ele estivesse desde o começo (coisa que nem em jogos do Santos contra times da série B ou C do Campeonato Brasileiro, ele conseguiu ficar em campo todos os 90 minutos), contra o extremamente bem organizado time da Noruega, ele não somente teria convertido o pênalti como vencido a partida, descoberto a cura da Aids e acabado com o problema da fome no mundo...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas a ideia do Neymar Hipotético (que sim, vem de gente escrota que não gosta de futebol) é mais uma das soluções fáceis da extrema direita, como em 2022 que era só o Tite levar psicólogos que traria o caneco ou de 2006 que foi só o Roberto Carlos ajeitar o meião ou 1998 que o Ronaldinho teve uma convulsão (e a equipe médica deixou o jogador entrar em campo - e mesmo assim não teve nenhum aspecto disciplinar no CRM dessa galera?) e por aí vai... Sempre uma solução fácil para fugir do real problema.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E nem é o problema dos jogadores, vamos reforçar isso - até &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/editorial-sendo-o-advogado-do-diabo-da.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;já falei sobre isso&lt;/a&gt; - por mais que falte garra e vontade ao plantel em campo. O problema é estrutural de uma CBF que tem o mesmo índice de escândalos de corrupção e prisão que o governo do Rio de Janeiro... Enquanto não corrigir isso, não adianta o melhor técnico do mundo e a melhor seleção (duas coisas que a seleção não tem, é verdade).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;{&lt;i&gt;Editado mais tarde no mesmo dia&lt;/i&gt;} No geral, o Neymar Hipotético é basicamente o Anti-Michael Jordan. É o cara que acerta todos os pênaltis que não cobra. É o cara que SE não tivesse se contundido, ganharia mais bolas de ouro que o Messi e o Cristiano Ronaldo juntos... E se fosse convocado por Curaçao, seria campeão jogando sozinho.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, se o Neymar Hipotético fosse treinado pelo Ted Lasso e tivesse o apoio de Alejo7 como volante, Papai Noel na defesa e Coelhinho da Páscoa no meio de campo... Pô, ninguém segura... {/&lt;i&gt;fim da edição e das altas doses de ironia&lt;/i&gt;}&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda mais agora que acabou a lua de mel com Ancelotti e só vai precisar de (mais) um escândalo na presidência da CBF para que na próxima dança das cadeiras alguém resolva rescindir o contrato com o técnico. Talvez uma derrota para a Bolívia nas eliminatórias ou, dependendo, três empates consecutivos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo isso fica pior quando a gente vê times bem estruturados e organizados - como a França partindo para sua terceira final consecutiva e já favorita para 2030, ou a Argentina com grandes chances da terceira final desde 2014 - e entende que, esses times não dependem de 1 figurão e mais 10.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas, ei, o que essas seleções sabem a mais sobre futebol que um perfil de fofoca no X, não é mesmo?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/1230353139500390905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/reagindo-aos-reacas-edicao-copa-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/1230353139500390905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/1230353139500390905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/reagindo-aos-reacas-edicao-copa-do.html' title='{Reagindo aos Reaças - Edição Copa do Mundo} Os fãs dos Neymar Hipotético são patéticos'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-8098083045277051684</id><published>2026-07-09T12:45:00.000-03:00</published><updated>2026-07-09T12:45:00.116-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhas de Spoilers} Obsessão</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Taí um filme que é difícil de falar sem spoilers, mas, eu digo que, sem dúvidas é o melhor do ano até agora - e acho que como em 2025 com &lt;b&gt;Pecadores &lt;/b&gt;(ou a &lt;b&gt;Substância &lt;/b&gt;no ano anterior), vai acabar sendo o melhor efetivamente. Curiosamente, existe um aspecto também que faz a comparação com Pecadores ser mais contundente, mas mais sobre isso depois.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E eu acredito que o terror se tornou, nesse cenário decadente da indústria de Hollywood, como a única forma sincera de produzir crítica e comentário social pertinente e não apenas entretenimento barato e esquecível - que como nos casos de &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenha-lixo-he-man-e-todo-mundo-em.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;He-man&lt;/a&gt; ou o novo Minions, você esquece inclusive enquanto está assistindo ao material (e enquanto eu não quero nem falar dos Minions ou de Toy Story, pelo menos Toy Story me parece que merece uma resenha lixo).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Obsessão &lt;/b&gt;é um filme pesado, não obstante tem censura 18 anos, e é um terror bem mais psicológico (eu acho que, sem querer dar muito spoiler mas tem pouco mais de morte que em todo o Iluminado) mas não é na violência que reside o grande terror da história.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história tem seus elementos de clichê, da mesma forma que Pecadores é basicamente Um Drink no Inferno mas na depressão americana e com protagonistas negros, Obsessão é a pata do macaco ou, se você preferir uma referência mais recente, Os Padrinhos Mágicos, mas, sabe, com mais enfoque no desenvolvimento dos personagens e sem soluções fáceis (ou efetivamente qualquer condição de magia efetiva e pertinente).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sim, o protagonista consegue o seu desejo mais profundo de maneira além de qualquer compreensão e isso dá incrivelmente errado, mas isso é só a premissa da coisa e é na forma como isso é trabalhado e desenvolvido que você vê o real brilhantismo da obra trabalhar com os personagens de forma gradual e não oferecer nada além de vazio existencial e caos para cada um dos envolvidos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até porque é fácil perceber as camadas que existem narrativamente que permitem reexaminar o material e inclusive recontextualizá-lo numa segunda, terceira ou quantas mais vezes você for rever o material (o que, pra mim sempre foi a marca de uma obra superior, da habilidade de deixar uma impressão que permite reexaminá-la ou enxergá-la sob outra perspectiva numa nova leitura).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nisso eu acho que se parece mais com a Substância que com Pecadores - o filme vai até as últimas consequências e vai dando as pistas ao pouco sobre o que de fato está acontecendo (e mais que isso, o que pode de fato acontecer) - e ele produz de fato um bom drama na abordagem pesada sobre o tema. O difícil é falar sobre tudo isso sem spoilers, ainda que, honestamente é um caso que quanto menos você sabe melhor o filme funciona e, por mais que pareça remota a possibilidade eu genuinamente adoraria ver uma continuação deste filme partindo do exato momento em que este terminou (meio que como fizeram com Halloween - mas não tente imaginar que existe qualquer semelhança entre as duas obras).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale muito a pena, mas saiba que é bem pesado e algumas cenas mais desagradáveis provavelmente vão te acompanhar por algum tempo, assim como alguma reflexão e discussão.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez eu faça alguma outra resenha com spoilers daqui um tempo - para dar mais tempo pro pessoal ver e debater sobre o filme - mas eu com certeza recomendo e insisto que é um dos melhores filmes do ano, e, na safra de terror, é um dos melhores, ponto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/8098083045277051684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/resenhas-de-spoilers-obsessao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/8098083045277051684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/8098083045277051684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/resenhas-de-spoilers-obsessao.html' title='{Resenhas de Spoilers} Obsessão'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-6236912750719178305</id><published>2026-07-06T06:30:00.000-03:00</published><updated>2026-07-06T06:34:28.401-03:00</updated><title type='text'>{Filosofia de segunda} Eu não quero me repetir, mas... </title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/editorial-sendo-o-advogado-do-diabo-da_01282655558.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Eu avisei&lt;/a&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Jornalista sério que olha pra essa seleção e vê CHANCES de hexa ou está 
falando na hexa eliminação&lt;/b&gt; seguida (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e agora
 2026) &lt;b&gt;ou, bem, é pilantra mesmo e mais preocupado com o like, o jabá e 
não se esqueça de comprar hoje a nova camiseta da Zeca TV e apostar na 
partida Uganda e Peru com odds de 3,9 de gol nos primeiros quinze 
minutos&lt;/b&gt; (mas se você jogar nos próximos quinze minutos ganha trezentos 
giros de graça no jogo do zebrinho com o cupom ZecaTVevocê!)&lt;/i&gt;&quot; 23/06/2026 (antes do fim da fase de grupos - quando o Brasil ganhou da Escócia em 24/06 - e depois ainda teve o jogo com o Japão dia 29)&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(E quando a &lt;a href=&quot;https://www.terra.com.br/esportes/brasil/brahma-promete-distribuir-cerveja-de-graca-se-o-brasil-conquistar-o-hexa-entenda,c32182adaed48d1434ae74891b2f9a5e44yi4giq.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Brahma que era patrocinadora da seleção apostou contra&lt;/a&gt;, você já tem uma sinalização gigantesca e clara, né?)&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais pra frente eu até falo mais sobre o assunto antes do fim da Copa, sinceramente só se pode esperar que &lt;b&gt;seja o efetivo fim da Era Neymar&lt;/b&gt; (que &lt;b&gt;devia ter morrido em 2014 com o 7 a 1&lt;/b&gt;, afinal depois [pelo menos, pois os sinais já estavam claros de necessidade por mudança bem antes como em 2010 com o Inter de Porto Alegre &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Tout_Puissant_Mazembe&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;perdendo para o MAZEMBE&lt;/a&gt;] desse vexame claro e incontestável &lt;b&gt;a CBF precisava de mudanças gigantescas em toda a estrutura para continuar competitiva e relevante&lt;/b&gt; mas vale lembrar e destacar sempre que jornalista esportivo passador de pano e idiota prefere achar que o problema do futebol brasileiro é não ter o prêmio Nobel...)&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/6236912750719178305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/filosofia-de-segunda-eu-nao-quero-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/6236912750719178305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/6236912750719178305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/07/filosofia-de-segunda-eu-nao-quero-me.html' title='{Filosofia de segunda} Eu não quero me repetir, mas... '/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-783195859753851294</id><published>2026-06-29T07:00:00.000-03:00</published><updated>2026-06-29T15:50:31.714-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resenha lixo"/><title type='text'>{Resenhas lixo} Supergirl - e Homem Aranha/Superman</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na primeira edição do encontro entre Homem Aranha e Superman eu disse que faltava criatividade nessas edições comemorativas e encontros... E puta merda como isso sintetiza tanto a segunda edição (agora produzida pela Marvel e escrita por Brad Meltzer) e o filme da Supergirl.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Homem Aranha e Superman traz uma edição que, basicamente, refazer, uma edição de 2007 (&lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/justice-league-of-america-11-walls/4000-111707/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;de reboot de 2006 escrito pelo próprio Meltzer&lt;/a&gt;) com dois heróis soterrados e tendo que lidar com seus sentimentos e o trauma enquanto buscam uma forma de escapar/fugir. Claro que sem o mesmo impacto (afinal naquela edição eram duas pessoas praticamente sem poderes e a arte de Gene Ha usa os quadros de maneira soberba, e, bem, ela não é exatamente um material indie e que passou desapercebido - então a novidade não é um fator aqui também), ou mesmo sem a mesma graça.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então o que sobra? Um material protocolar que te faz lembrar do original e pensar &quot;O que isso oferece de novo?&quot;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com Supergirl, bem, não é particularmente diferente. Eu já falei sobre a &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2025/09/resenhas-de-wyndhorn-helena-de-quinta.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;hq que inspira o material&lt;/a&gt; (e que basicamente faz Bravura Indômita NO ESPAÇO), o que coloca o material como uma adaptação de uma adaptação de uma adaptação... E, talvez, o ponto mais memorável seja que, bem, é o primeiro filme de super heróis (de estúdios norte-americanos) adaptando uma história de fato produzida nos quadrinhos (e não apenas os conceitos e ideias dos personagens)... Claro que se você ignorar as muitas animações que fazem isso a tempos (e o mercado japonês), então é algo notável.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E se você lembrar que a hq é algo facilmente esquecível e dispensável (diferente da fase de Peter David reexaminando a personagem, literalmente desconstruindo e reconstruindo a personagem, seus símbolos e estrutura), me parece no mínimo curioso que essa fosse a ideia para adaptar e apresentar a Supergirl do novo DCEU - ainda mais quando até o momento, e com o atual estado da Warner/HBO sendo comprada... Fica a dúvida se ainda faz qualquer sentido isso efetivamente.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O filme cai naquele vácuo de que não sabe como oferecer uma perspectiva única (ou interessante) para a personagem ao mesmo tempo que não oferece uma perspectiva maior do universo em que ela está inserida. O que a gente vê é o estúdio que insiste em jogar tudo na parede pra ver o que gruda...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até porque não é como se a Warner tivesse, de qualquer maneira operado de forma consistente na produção de conteúdo (com o estúdio que resolveu lançar &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/pt/title/tt1071873/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Constantine 2&lt;/a&gt;&amp;nbsp;mais de 20 anos depois do primeiro ao mesmo tempo que &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2024/04/editorial-madame-teia-e-uma-atrocidade.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;engavetou o já produzido e caríssimo filme da Batgirl&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada disso ajuda - porque, e eu repito, a história de Supergirl é Bravura Indômita NO ESPAÇO - o que não contextualiza ou forma um universo compreensivo mais coeso e interessante.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pode ser que daqui uns anos isso funcione melhor - como aconteceu com o MCU com os Vingadores (enquanto os filmes individuais, conforme saíam não impressionavam)? Eu acho difícil porque essa história de Supergirl tem tão poucas ramificações e capacidade de refletir num contexto maior que é difícil esperar algo nesse sentido (além de, talvez mais Lobo e mais Supergirl nos outros filmes).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resumindo? Bah. Procure os originais (a edição de 2007 da Liga da Justiça escrita por Meltzer ainda inspirado, e, bem, Bravura Indômita - que não é no espaço).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/783195859753851294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenhas-lixo-supergil-e-homem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/783195859753851294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/783195859753851294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenhas-lixo-supergil-e-homem.html' title='{Resenhas lixo} Supergirl - e Homem Aranha/Superman'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-6278805454117125199</id><published>2026-06-25T14:14:00.000-03:00</published><updated>2026-06-25T14:14:00.114-03:00</updated><title type='text'>{Resenhas de Quinta} Firebird/Phoenix/Hi No Tori</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando eu era criança, na faixa dos 7-8 anos eu me lembro que ganhei de minha mãe um videogame pirata que funcionava com os cartuchos do Nintendo - tanto os cartuchos japoneses como os americanos. &quot;Ganhei&quot; usado bem livremente afinal o presente era meu e do meu irmão ainda que isso seja bastante irrelevante pra história, e o videogame, salvo engano, veio com dois cartuchos, que, na época eu me lembro que todo mundo usava o termo &#39;fita&#39;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma era uma daquelas compilações com centenas de jogos (que na verdade contém várias repetições, e em alguns casos apenas o fases separadas como um jogo diferente), que eu me lembro bastante de um joguinho chamado &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=sb6PHudZLkc&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Circus Charlie&lt;/a&gt; (cuja musiquinha irritante tocava por horas a fio em casa e minha mãe simplesmente adorava, e recentemente quando eu encontrei para um destes consoles retrô trouxe toda uma enorme camada de nostalgia), e, um segundo que trazia o jogo que eu quero falar, e, que até onde sei nunca foi localizado ou lançado fora do Japão.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na versão pirata do videogame pirata o jogo se chamava &#39;&lt;i&gt;Firebird&lt;/i&gt;&#39; (e eu lembro bastante desse nome e desse jogo que eu passei muito de minha infância completamente encantado e perplexo pelo jogo - e vou descrever mais porque em breve), e passei muito tempo tentando descobrir efetivamente que jogo era e qual seu verdadeiro nome. Tentei encontrar novamente o &#39;firebird&#39; ou descobrir qual era o verdadeiro nome ou o verdadeiro jogo que eu jogava na minha infância.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Descobri coisa de um ou dois anos atrás que se tratava de &lt;b&gt;&lt;i&gt;Hi No Tori: Houou Ken: Gaou no Bouken&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, (que seria algo como &#39;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fênix, a Jornada de Gao&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&#39; numa adaptação mais livre) de 1987, produzido pela Konami - que é bastante conhecida e famosa, responsável por Castlevania e pelos jogos mais famosos das Tartarugas Ninja - e que basicamente é uma adaptação da série de Osamu Tezuka chamada Fênix.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fênix é um quadrinho que conta uma história (nunca concluída) que atravessa eras e gerações sobre a ave imortal e seu impacto na vida de diversas pessoas - e eu não vou entrar em mais detalhes porque eu ainda não li o material. O jogo adapta parte da série (eu acho, pois vale destacar que eu nunca li Fênix) e segue o personagem Gao (que é o protagonista narigudo que controlamos) enquanto ele viaja pelo mundo (e aparentemente pelo tempo e espaço) em busca de fragmentos de um pergaminho ou pintura (até hoje não sei) da ave lendária.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Também não sei qual o ponto de conseguir esses fragmentos ou o que Gao tem como objetivo (eu falei que o jogo que eu tinha era pirata, né? Nunca tive um manual para contextualizar o que rolava na tela) Droga, eu passei anos tentando descobrir qual era o jogo e, por mais que eu tenha jogado e completado fases e mais fases eu não sei qual é a trama.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Veja, o jogo é bastante simples por toda e qualquer estrutura, ao ponto de que mesmo que o idioma seja japonês, italiano ou qualquer outro, a iconografia visual torna claro quem é o protagonista, quem são seus adversários durante o nível e quais os riscos que apresentam. Mesmo se não ficar claro o que é o monstro a, b ou c que o protagonista enfrentará ao final de cada nível ou o que efetivamente acontecerá ao completar os fragmentos da fênix, é fácil observar se perder na &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=5wpHJ7b9gdI&amp;amp;list=PLE6F3844992774066&amp;amp;index=2&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;musiquinha tocando&lt;/a&gt; repetidas vezes.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E é incrível o quanto eu passava horas tentando entender esse jogo birutaço em que você completa a fase para descobrir um dezesseis avos do fragmento da fênix para, ao completar todos os dezesseis terminar o jogo - o que é mais fácil dito que feito. Um dos elementos que, enquanto criança me fascinavam muito no jogo estava justamente na ausência de linearidade em progressão, o que permitia terminar uma fase e mudar para outro &quot;mundo&quot; aleatório do contexto da história (afinal o jogo traz fases no Japão feudal, na pré-história com dinossauros e tudo mais e num futuro esquisitão), e a migração por estes mundos se dá passando fases ou adentrando portais espalhados pelas muitas fases.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso, inclusive, permitia um loop perpétuo (em que completar um número de fases te coloca de volta na primeira desse &#39;mundo&#39; até que encontre um portal para migrar para outra era), e a ausência de ordem tradicional só acrescenta ao charme do material, inclusive porque faz sentido no contexto do material que inspira esse jogo - já que a estrutura não linear é o que define o progresso da história entre as mais diversas eras com a fênix como o fio condutor entre os capítulos (e, não, eu não li o material ainda).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu, curiosamente, consegui assistir ao animê que dá origem a história de Gao (e, intrigado pesquisei mais sobre o contexto do mangá, descobrindo que existe muito mais na versão gráfica que na animada), e é uma trama fascinante de redenção e carma dentro dos contextos do budismo, que, sinceramente não me parece nem de longe adaptada no jogo sob nenhuma perspectiva, mas que torna a coisa toda mais bizarra e curiosa.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quer dizer, Gao é um bandido assassino (e vamos deixar por aqui pela brevidade) que se vê guiado pela fúria em uma constante de crime e violência, e se encontra com um artesão - que ele machuca sem nenhum motivo aparente, além de que ele resolveu assim fazê-lo. Por um bom tempo, Gao é apenas um criminoso sem moral, escrúpulos ou qualquer propósito e motivação maior na vida, até que seu orgulho o faz matar a única mulher que o amou em vida e isso o coloca num caminho de sofrimento, introspecção e angústia.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Exatamente o material para um videogame de 8 bits, não?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E exatamente o material para um videogame de 8 bits que um guri brasileiro de 7 anos estaria jogando, não?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas é incrível o quanto o material me manteve interessado, confuso e intrigado todos esses anos, mesmo sem entender o imaginário que estava nas telas ou o que diabos estava acontecendo ou qualquer outra coisa, e, o quanto, hoje, sabendo mais sobre o material, eu me vejo ainda bastante interessado, confuso e intrigado para descobrir mais sobre o mangá e o animê que inspiram esse jogo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se o jogo vale a pena sob qualquer métrica ou é uma joia rara e desconhecida da livraria do Nes, eu não vou sequer cogitar além de uma mera curiosidade no contexto de tudo que eu já falei até aqui (é um jogo que adapta uma parte de um filme que adapta um trecho de uma obra não acabada de um mangá - e tem todo o contexto da história em si que completamente se perde na adaptação), e curiosamente tem em si um elemento metalinguístico curioso em si.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A série retrata constantemente personagens buscando (e perdendo sua sanidade ou encontrando seus reais propósitos nessa busca) pela fênix lendária e mitológica através dos mais diferentes motivos, e, esse que vos relata numa óbvia autoinserção passou boa parte de sua vida em busca dessa ave de fogo (mesmo que fosse apenas o videogame).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E claro que o final do jogo traduzindo a&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=4PXl3FMv6vc&amp;amp;list=RD4PXl3FMv6vc&amp;amp;start_radio=1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; música do animê&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=PQwyKeskIko&quot;&gt;para 8 bits&lt;/a&gt; é digno de nota por conta própria.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/6278805454117125199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenhas-de-quinta-firebirdphoenixhi-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/6278805454117125199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/6278805454117125199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenhas-de-quinta-firebirdphoenixhi-no.html' title='{Resenhas de Quinta} Firebird/Phoenix/Hi No Tori'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-5635211850813160623</id><published>2026-06-23T07:34:00.000-03:00</published><updated>2026-06-23T20:42:36.914-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editorial"/><title type='text'>{Editorial} Sendo o advogado do diabo da Rede Globo</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ah, maldito 2026!!!!&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu sei que tem uma galera que gosta da Cazé Tv e gosta do Casemiro e tudo mais. Não vou criticar a pessoa específica do Casemiro e nem mesmo o amadorismo da estrutura das transmissões (que muita galera defende como o charme da coisa toda), porque isso está muito além ou até mesmo aquém do ponto.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É aquela visão redutivista de que Davi x Golias, do azarão vencendo o grande campeão numa escala global... Só que quem olha por essa perspectiva não está enxergando nem o palmo diante de seus olhos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é Davi x Golias, é &lt;b&gt;Godzilla versus Mecha Godzilla&lt;/b&gt; e nós vamos pagar por todo o caos e destruição causados.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porque a questão não é a Cazé TV versus a Globo. É a &lt;b&gt;Fifa versus a Globo&lt;/b&gt;, a &lt;b&gt;Cazé TV é só o proxy utilizado pela Fifa, &lt;/b&gt;e a &quot;vitória&quot; da Cazé TV não é boa pra ninguém.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(Até porque pra Fifa colocar um outro grupo pra fazer a mesma coisa é bem mais fácil e rápido que trocar um presidente da CBF por algum escândalo)&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E é&amp;nbsp;(só mais um)a desculpa pra &lt;b&gt;justificar aumentos astronômicos de ingressos&lt;/b&gt; com a necessidade de equipamentos caríssimos (e desnecessários) para que &lt;b&gt;um jogo seja sancionado&lt;/b&gt; pela organização mais corrupta do planeta, para que algum sheik árabe possa comprar outro jogador caro para aparecer na festinha do filho ou da concubina dele...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porque SE num evento patrocinado por empresas gigantes, com intervalos patrocinados e essa estrutura horrorosa da própria Fifa para a transmissão que permite ainda mais propaganda constante e recorrente, o ingresso já subiu astronomicamente (com a própria Fifa fazendo cambismo de ingresso cobrando taxas enormes para isso), chegando a dois mil dólares para um jogo merda e a final já passou dos dez mil dólares (sem qualquer definição da qualidade das seleções que lá estarão) imagine sem qualquer patrocínio para um jogo minúsculo de algum campeonato esquecido (tipo o campeonato catarinense ou do Espírito Santo), como vai ficar?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nem vou falar de camisa de time que é um absurdo (afinal uma camiseta - horrorosa diga-se de passagem dessa nova versão da seleção - custar o mesmo que uma parcela do Bolsa Família e ainda com a pachorra de colocar o Michael Jordan NA BOSTA DA CAMISETA DA SELEÇÃO DE FUTEBOL), eu nem vou falar que existem mais e mais custos para o torcedor que só quer ir no estádio e ver o seu time jogar ou que acredita e se esforça pelo seu time com seu dinheiro suado... Isso eu nem vou cobrir pra não fugir demais do tema.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para adequar seus estádios para tecnologia de VAR e impedimentos semiautomáticos (com equipamentos que por óbvio só podem ser fornecidos [superfaturados] pelas empresas oficiais da Fifa e por óbvio tem algum dedinho e participação do sheik árabe que compra jogador caríssimo - mas, há, Cazé tá vencendo a Globo!) clubes pequenos ou mesmo amadores vão se ver incapazes de se manter, e categoria de base (que já é uma lástima) vai se canibalizar até o osso. Aí ou eles vão ser comprados por (pseudo)celebridades norteamericanas que querem expandir seus portfólios, por trust fundos (lavando dinheiro para sheiks sauditas ou oligarcas russos) ou simplesmente cortar o intermediário e ser financiado diretamente pelo crime organizado brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se alguma coisa sobressair do meu primeiro texto ou desse, eu espero que seja o argumento que eu vou repetir agora: &lt;b&gt;O futebol é um esporte democrático e do povo, e não tem coisa que gente rica odeie mais que povo&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Saca? Em esporte de gente rica o &#39;atleta&#39; sequer sua.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O &quot;&quot;&quot;&quot;atleta&quot;&quot;&quot; no hipismo fica confortável e sentadinho em cima do cavalo (que é quem está trabalhando efetivamente, e quase parece uma metáfora perfeita para o sistema econômico em que o rico ganha a glória enquanto o cavalo - vide povo - trabalha de fato e não recebe nada). No automobilismo os engenheiros e mecânicos ralam que nem uns filhos da puta para produzir o carro, e quem ganha é o &quot;&quot;&quot;&quot;atleta&quot;&quot;&quot;&quot; no cockpit e a esquadria que financia isso tudo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora no futebol que qualquer moleque com dois chinelos faz uma trave e com uma meia furada e jornal velho faz uma bola, a pessoa sua o tempo todo correndo de um lado pro outro do campo e tem contato, tromba, se machuca e contunde... e fica mais feliz que por qualquer coisa na vida quando consegue passar essa meia furada com jornal velho pelos dois chinelos celebrando um gol como se fosse final de campeonato...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas rico tem nojinho de suor... Tem nojinho de contato com outra pessoa de classe inferior que ela e principalmente tem asco de pobre se divertindo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então esse movimento de ingresso (mais) caro, de jogo menos acessível para o grande público, não é acidental, pelo contrário é muito incentivada, e faz parte do que a Fifa faz com a concessão dos jogos para a Cazé TV. Inclusive para que mesmo a transmissão de jogos seja mais difícil e mais insuportável.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E aí o rico quer tirar a diversão do pobre com o futebol com apostas... Quer dizer, bets.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKLrWyDkGx6wYfzPNKeuvZD-wUTs8qGXpjDwwJRcJ4lVUwQYeoUBI_kCVU_PF02RUueuII0AMKeYOBw7yfK39M4c2H5PbH7utFcf-OJ5xy4jsuHofkiqy0cRu1kuCCE8yTAx9ftKNwykQZPzpdz2EG07ZYmTyEaPncI26bFkkjlHmhDXm1KFuWYDZmjbhx/s768/bet.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;230&quot; data-original-width=&quot;768&quot; height=&quot;192&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKLrWyDkGx6wYfzPNKeuvZD-wUTs8qGXpjDwwJRcJ4lVUwQYeoUBI_kCVU_PF02RUueuII0AMKeYOBw7yfK39M4c2H5PbH7utFcf-OJ5xy4jsuHofkiqy0cRu1kuCCE8yTAx9ftKNwykQZPzpdz2EG07ZYmTyEaPncI26bFkkjlHmhDXm1KFuWYDZmjbhx/w640-h192/bet.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As bets são uma consequência de uma piora constante e recorrente no já patético jornalismo esportivo brasileiro, se é que dá pra chamar de jornalismo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Jornalista não é torcedor. Papel de jornalismo é relatar os fatos e eventos, e, quando emitir opinião, se embasar em fatos - não em expectativas, não em desejo de patrocinadores, ou nas odds do site da empresa de fachada que banca o site de apostas - e que é necessária para bancar a estrutura mínima que essa galera precisa para ter o mínimo de um estúdio e bancar os salários da galera que vai trabalhar nessa empreitada.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Jornalista sério que olha pra essa seleção e vê CHANCES de hexa ou está falando na hexa eliminação seguida (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e agora 2026) ou, bem, é pilantra mesmo e mais preocupado com o like, o jabá e não se esqueça de comprar hoje a nova camiseta da Zeca TV e apostar na partida Uganda e Peru com odds de 3,9 de gol nos primeiros quinze minutos (mas se você jogar nos próximos quinze minutos ganha trezentos giros de graça no jogo do zebrinho com o cupom ZecaTVevocê!).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E a galera do jornalismo esportivo brasileiro foi descambando ano após anos para cada vez uma galera de sicofantas e idiotas que fazem até o Tiago Leifert parecer que ele gosta de futebol (e não, ele não queria ser apresentador do BBB, não, ele tá super feliz no SBT, é um sonho realizado).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Cazé vai lá e vende camiseta, interrompe a propaganda de bet para 
passar alguns minutos de jogo antes de falar as odds e o cupom para outro patrocinador de aposta e corta o lance para colocar um segmento de repórter 
idiota imitando aquele cara sem graça da Globo (Canuto?)... Nada 
disso forma algo mais interessante ou melhor de se assistir, pelo 
contrário só força os demais a copiarem esse estilo de transmissão que 
busca mais engajamento do que de fato propiciar uma transmissão de maior qualidade para o público.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porque para o público que de fato gosta de futebol, o torcedor raiz de fato, a transmissão esportiva na tv sempre foi uma bosta e, não obstante muita gente que de fato gosta de futebol, sempre preferiu o rádio para acompanhar uma partida (e não é raro verificar em partidas que a galera está ali com o radinho acompanhando o jogo enquanto assiste no estádio).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O rádio permite menos espaço para bate-papo desnecessário e idiota, para propaganda de bet ou de autopromoção. Não dá para cortar para o repórter idiota vestido de batata frita (até porque no rádio você não vê isso de toda maneira) e nem dá para usar os cantos da tela numa constante barragem de propaganda contínua e perpétua. O narrador tem que constantemente descrever os lances para que o público ouvindo consiga acompanhar o que está ocorrendo em campo, e interromper - mesmo num momento mais calmo da partida - pode quebrar o fluxo do que está acontecendo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E aí é onde a Globo (que, sim, tem emissora de rádio - e as transmissões de futebol no rádio da Globo sempre foram muito boas), com seus múltiplos pacotes de assinatura e canais, com câmeras exclusivas nos estádios e coberturas para múltiplos jogos, não apenas retransmitindo o que a federação de esporte produz... Nem é só pela estrutura toda que isso é importante, mas pela chance de ascensão profissional (do reporter pequeno na rádio que pode chegar a narrador, subindo para o pay-per-view ou SportTV e depois pegar um jogo grande na emissora aberta), ou mesmo pelos clubes pequenos que ganham visibilidade e chance com essa estrutura...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E é maior que isso, porque os campeonatos grandes (a Copa do Mundo ou o Mundial de Clubes) são só a culminação de anos de esforços que dependem de anos de trabalho e talento - coisa que a Fifa nem entende ou tem, respectivamente.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quer dizer, o clube de base que compete numa categoria menor (e esse jogo não passa na tv aberta na cidade onde ele acontece para incentivar o pessoal a ir ao estádio) é algo incrivelmente importante, assim como os jogos da Copa da Favela ou do campeonato feminino ou de qualquer cobertura mais compreensiva do esporte - e, por conseguinte, de outros esportes.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Cazé TV não tem estrutura ou capacidade pra fazer tudo isso. É um cara fazendo react na internet que recebeu (de mão beijada) a maior oportunidade que, puta merda, qualquer pessoa poderia querer... Não da pra esperar dele essa estrutura ou capacidade, até porque, de novo, pra Fifa puxar o tapete dele e passar a concessão para outro alguém que babe mais o ovo do Infantino e que aceite as regras (de fazer propaganda de bet, bajular e defender com unhas e dentes os anunciantes e se sobrar tempo, transmitir a partida) é só uma questão de tempo (eu nem ficaria surpreso com a Virgínia ou outra influencer de maquiagem que espreme cravos no onlyfans cuidando da copa 2030 ou 2034).&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/5635211850813160623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/editorial-sendo-o-advogado-do-diabo-da_01282655558.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/5635211850813160623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/5635211850813160623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/editorial-sendo-o-advogado-do-diabo-da_01282655558.html' title='{Editorial} Sendo o advogado do diabo da Rede Globo'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKLrWyDkGx6wYfzPNKeuvZD-wUTs8qGXpjDwwJRcJ4lVUwQYeoUBI_kCVU_PF02RUueuII0AMKeYOBw7yfK39M4c2H5PbH7utFcf-OJ5xy4jsuHofkiqy0cRu1kuCCE8yTAx9ftKNwykQZPzpdz2EG07ZYmTyEaPncI26bFkkjlHmhDXm1KFuWYDZmjbhx/s72-w640-h192-c/bet.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-211167468514993822</id><published>2026-06-19T08:00:00.000-03:00</published><updated>2026-06-19T08:00:00.108-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Editorial"/><title type='text'>{Editorial} Sendo o advogado do diabo (dos jogadores) da Seleção Brasileira</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, 2026, olha o que você está me obrigando a fazer...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vamos deixar bem claro e cristalino que eu acho que a seleção brasileira é composta por uma galera &lt;b&gt;incrivelmente mimada que é extremamente bem remunerada (pelo resultado que apresenta), e além disso, vários desses jogadores são seres humanos nojentos, escrotos e da pior estirpe e condição possível e imaginável.&lt;/b&gt; MAAAAAS isso é só um sintoma de um problema muito maior que vem da estrutura toda por trás do futebol profissional brasileiro e internacional.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esses jogadores podem ser (e com certeza são) pessoas horríveis e terríveis por seus próprios motivos - e eu não vou defender que o Casemiro seja algo além de um bosta sob nenhuma perspectiva, e nem vou falar do pior deles que você sabe muito bem quem é, que fique bem claro - mas isso é só parte de um problema estrutural muito maior e complexo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Afinal, mesmo que você não conheça cada um dos nomes (mesmo completando o álbum de figurinhas da Copa), você sabe quem são os jogadores da seleção e os critica e persegue online por inúmeros motivos, mas, e eu pergunto isso não apenas para o tiozão jogando dominó na praça que acha que entende mais que o técnico da seleção e sim para o &lt;b&gt;jornalista esportivo da Jovem Klan&lt;/b&gt; (de preferência &lt;b&gt;aquele mesmo que comentando futebol disse que não dava pra levar a sério o Brasil por não ter um prêmio Nobel&lt;/b&gt; - ao contrário, obviamente, do Peru, essa potência incrível do futebol, da economia e em todos os aspectos humanos e místicos) ou &lt;b&gt;aquele outro jornalista esportivo que apresentava o BBB&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(e que tem o carisma de uma lixa) ou mesmo &lt;b&gt;a galera da CazéTV - todos esses que adoram fazer propaganda de apostas &lt;/b&gt;(mas com segurança), curiosamente.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E enquanto eu acho e acredito que a galera do último parágrafo não gosta de futebol - e, em alguns dos exemplos como do jornalista que apresentava o BBB (e que tem o carisma de uma lixa), ativamente desprezam o esporte, até porque existe todo um sistema e estrutura para que ascendam nessas profissões e cheguem a posições de destaque não os melhores profissionais e que gostam e entendem mais de esportes, mas gente disposta a fazer propaganda de bet ou que tem conexões - por favor tente manter as coisas em perspectiva, lembrando que isso também é só sintoma, e o mesmo sintoma do problema com os jogadores.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Minha pergunta: &lt;b&gt;Quem são os nomes que de fato tomam as decisões na confederação (brasileira) de futebol?&lt;/b&gt; Não nas reuniões públicas que elegem as figuras que são substituídas quase anualmente após um novo ou maior escândalo que surja sobre o último sujeito (do cara preso em Nova Iorque ao cara ligado com um helicóptero cheio de pasta base de cocaína). A pergunta de fato não é sobre a figura pública como a &quot;Tia Leila&quot; (cobrando juros extorsivo de aposentado) ou o bicheiro Eurico Miranda, e sim sobre as figuras que DE FATO tomam as decisões e agem nas sombras através de influência e dinheiro para a definição efetiva da forma como as coisas se dão.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porque, veja bem, o futebol europeu, ainda que mais endinheirado, já foi bem mais decadente nos anos 1970-1980, com constantes brigas de torcida e estádios em frangalhos, mas esses mesmos sujeitos que tomam de fato as decisões se uniram e fizeram algo para estruturar e guinar o esporte para estádios modernos, campeonatos bem estruturados e extremamente competitivos e, bem, tudo o mais que vemos e admiramos no futebol europeu (ainda que de mesma forma existam os sujeitos que são donos de clubes há vinte gerações envolvidos em escândalos - que as relações públicas são mais rápidas e competentes para impedir que cheguem a nós - e, claro, os atores de Hollywood comprando clubes para promover séries ruins na tv estadunidense).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só que o futebol africano e árabe tiveram uma guinada bem mais recente (tudo isso posterior aos vários títulos brasileiros, diga-se de passagem, afinal a confederação desse país adora viver das glórias do passado sem investir recursos para fundamentar novas conquistas, isso atrapalharia suas empresas de bet ou seus impérios de cocaína). Ou você acha que foi coincidência uma Copa do Mundo no Catar enquanto países petroleiros do Oriente Médio investem pesado para limpar sua imagem (e de seus regimes tirânicos com festivais de humor, comprando companhias de videogames como a SNK e, não obstante, contratando alguns dos mais famosos jogadores de futebol para fortalecer e dar maior visibilidade para suas ligas locais)...? E agora no(regime tirânico do)s EUA com mudanças de regras para agradar o público estadunidense como um &#39;mini&#39; intervalo durante os tempos da partida ao passo que gigantescos shows (mais típicos de eventos estadunidenses) e preços exorbitantes por ingressos?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso é importante porque temos que refletir de maneira bem clara &lt;b&gt;em que momento o dinheiro é mais importante que o esporte&lt;/b&gt;, e, de forma geral, a paixão pelo esporte.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porque, veja bem, &lt;b&gt;o futebol sempre foi o esporte mais democrático que existe&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(e gente rica tem um ódio e nojo gigantesco do que é democrático e acessível).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Qualquer moleque que mal tem um chinelo usado consegue improvisar um gol e uma bola com jornal velho ou uma meia, e, mesmo com muito pouco é possível comprar uma bola - que é o único material realmente necessário para praticar o esporte. Muito diferente dos muitos &quot;esportes&quot; de gente rica em que o &#39;atleta&#39; sequer tem uma gota de suor (como no hipismo em que quem de fato trabalha é o cavalo, ou pior ainda, no automobilismo, em que dezenas de engenheiros e mecânicos trabalham mas é o um único riquinho cujo papai bancou os centenas de milhares necessários para competições por décadas a fio que leva as glórias).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O futebol não precisa de um campo padrão, não precisa de um estilo padrão, não precisa de uma composição padrão. Não precisa de equipamento padrão, não precisa de quadra com especificações corretas ou sequer boas (droga, eu jogava de vez em quando com uns amigos num campo cheio de buracos que só por milagre ninguém caiu e se machucou feio nele)... Pode ter uma galera que joga mais a sério, pode ter uma galera que mal sabe o que está fazendo (eu estava nesse segundo grupo), pode ter uma galera que vai mais para se reunir com os amigos e depois tomar uma cerveja...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro que sempre tem a galera que leva mais a sério ou tem mais talento, e, como em toda área isso leva a uma estrutura formal e profissional, que é onde vemos competições, agremiações e estruturas diversas. A paixão pode levar ao profissionalismo mas o capitalismo leva ao dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Numa estrutura dos parágrafos atrás do moleque que mal tem um chinelo usado, o futebol profissional é uma, senão a única estrutura para fugir da pobreza extrema, através de contratos, justamente, com as figuras esquisitas que agem pelas sombras e tomam as decisões de agremiações, confederações e organizações esportivas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;O guri que joga futebol acaba abrindo mão de parte de sua infância para treinos e campeonatos (acordando cedo fazendo sol ou chuva - enquanto perde aulas), enquanto gera lucros para clubes e agremiações e, conforme ascende na atenção de empresários e olheiros, perde mais de sua infância e escolhas&lt;/b&gt;. Os amigos e qualquer semblante de uma infância normal ficam para trás para uma chance de contrato num outro estado ou, vai saber, num outro país que fala um outro idioma completamente diferente, numa perspectiva de uma vida melhor num futuro... Futuro esse que pode ser &lt;b&gt;interrompido a qualquer momento com uma lesão ou pura e simplesmente por falta de interesse destes mesmos empresários e olheiros&lt;/b&gt; por qualquer motivo imaginável (inclusive, indiferente da habilidade em campo do jogador, como o fato que ele não vá funcionar bem como garoto propaganda).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até porque esse guri com um pouquinho a mais de talento no futebol, talvez em um momento lá com seus oito ou dez anos tenha pensado que queria ser astronauta ou seguir um outro caminho, mas, ao contrário do jornalista esportivo que apresentava o BBB e cujo pai era diretor bambambam da Rede Globo, o guri com um pouquinho a mais de talento no futebol não tem exatamente a mesma gama de escolhas, né?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se ele não prosperar no futebol, bem, não é como se ele vá ter grandes chances para buscar seu sonho como astronauta (e além de ser um caminho bem mais difícil e sem loas ou glória, ainda é mais caro e inacessível para o guri pobre que mal tinha um chinelo). Talvez ele vá aceitar algum emprego bosta em escala 6 x 1, talvez tenha que aceitar algum emprego bosta só para arcar com as despesas mais básicas para correr atrás de uma vida no futebol - talvez o pai e o restante da família tenham que fazer isso com rifas e múltiplos empregos para manter o guri nos treinos e campeonatos, e, talvez, não tenha plano B.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E aí esse guri se encontra numa crise existencial de conquistar tudo o que quis financeiramente mas não se ver realizado profissionalmente porque, e isso é importante, ele (e sua família) precisou de tantos sacrifícios que não foi possível aproveitar o caminho e as conquistas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não vou fazer conjecturas se a pessoa se vê diante de um cenário de &lt;b&gt;odiar o esporte e o que ele representa&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- ainda que pareça bastante provável e lógico quando vemos o quão miseráveis são os endinheirados jogadores da seleção brasileira em comparação com outros dos jogadores que vemos na Copa, desde um dos melhores do mundo Messi que está sempre sorrindo mas passando por jogadores e até seleções inteiras do Caribe ou da África - e nem vou entrar em conjecturas se esses caras tiveram experiências traumáticas (o que é igualmente bem provável) nesses anos formativos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É só uma observação clara da mesma estrutura de trabalho alienado que não é em nada diferente do sujeito numa rede de fast food ou outra grande franquia para trabalhar mais de 40 horas semanais por seis dias da semana por pouco mais de dois mil reais por mês... O salário é maior, mas a alienação é a mesma.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O senso de ausência de escolha ou liberdade são os mesmos...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porque é muito fácil olhar pro atleta multimilionário frustrado na ponta que é uma vergonha e fingir que ele é o problema, principalmente quando temos uma estrutura para fingir que todos os problemas na máquina de moer gente até chegar a essa ponta seja só ruído de fundo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os jogadores jovens morrendo num ct que pegou fogo (e que era mantido em condições pra lá de precárias) e subsistindo em condições análogas a escravidão com contratos atrozes e leoninos até dizer chega, levando milhares de jovens talentosos a desistirem do processo - e repetidas vezes nós vemos que as peneiras não formam novos talentos e sim aqueles que conseguiram ou tiveram mais estrutura para passar pelas próximas etapas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Veja, talvez você vá fingir que aquele merda do MBL chamando o Vini Júnior de macaco ou o Luciano Huck dizendo alguma atrocidade mas justificando que foi num &#39;fórum privado&#39;&amp;nbsp;seja algo menor, e, até mesmo não relacionado com esse problema, e eu até entendo esse ponto de vista (motivo pelo qual vou focar nesses assuntos na parte 2), só que isso faz parte do mesmo processo que ignora aspectos relevantes e cruciais para focar na distração.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As peneiras cruéis e brutais que jovens que mal tem quinze anos já são submetidas em ambientes de futebol são parte de um sistema corrupto em que empresários - não diferentes daquele banqueiro que comprou presidente da câmara, do senado, deputados, senadores, jornalistas e &quot;financiou&quot; filme sobre político corrupto - oferecem contratos terríveis para pessoas com parcas opções ou oportunidades, cheio de letrinhas miúdas e compromissos não declarados para crianças que não tem condições de avaliar os riscos de maneira apropriada e pais que nem de longe estão preparados para isso.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu já falei da minha experiência com jornada 6 x 1 em empresas altamente canalhas quando eu tinha pouco mais de idade que a maioria desses jovens entram para o futebol profissional, e eles tem um problema ainda maior de baixa escolaridade (e famílias de baixa escolaridade) diante de ofertas mefistofilicas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Te ofereço um milhão (pelos próximos 10 anos e que você terá que me pagar de volta incluindo juros em caso de rescisão contratual não estabelecida - mas isso não é importante, pode pular essa parte) pelo contrato com o jovem talento&quot;. É mais dinheiro que muita gente vê ou passa pelos seus olhos durante suas vidas inteiras e cheio de cláusulas obscuras que mesmo peritos em direito talvez não sejam capaz de entender e explicar...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não faz muito tempo que eu vi sobre isso no mercado da música - em que as gravadoras ofereciam contratos com adiantamentos gigantescos para os artistas, sem especificar que os valores eram adiantamentos e teriam que ser devolvidos (com juros e dividendos) com os lucros das vendas de álbum e turnês - o que levou muito artista a falência e a longas batalhas judiciais pelos direitos de sua própria obra. Isso tudo coisas em que o criador tem muito maior controle e ... E no futebol?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O guri pobre vai se juntar com outros garotos pobres em peneiras e competir profissionalmente? Vai financiar o uniforme e o estádio?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais que isso, até, esse guri pobre que não tinha oportunidades, vê um mundo hoje bem diferente do que ele tinha quando era um guri pobre sem oportunidades. Ele teve que abrir mão de coisas para conseguir chegar jogar no futebol profissional (e nem vou falar de empresários pilantras, de treinadores pedófilos e muitos, muitos outros problemas só por questão de brevidade), e agora vê todo um cenário diferente no mercado em que jovens tem perspectiva de se tornarem celebridades na internet sem precisar sair de seus quartos... Olhe o Mr Beast que com certeza ganha muito mais que, bem, todos os jogadores de todas as seleções africanas (e caribenhas) combinadas, certo?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pois é...&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/211167468514993822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/editorial-sendo-o-advogado-do-diabo-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/211167468514993822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/211167468514993822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/editorial-sendo-o-advogado-do-diabo-da.html' title='{Editorial} Sendo o advogado do diabo (dos jogadores) da Seleção Brasileira'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-4881897740559261511</id><published>2026-06-18T08:30:00.000-03:00</published><updated>2026-06-18T08:30:00.111-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Resenhas Six} O Jogo das lulas mentirosas</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Liar Game&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é basicamente Round Six/Squid Game, só que, e isso é importante, antes e com uma estrutura coerente narrativa que serve a um propósito lógico. O quadrinho japonês de 2005 (até 2015 - terminando quase seis anos antes da série da Netflix) através de uma competição onde os participantes tentam conseguir prêmios cada vez maiores, com o revés de ruína financeira no caso de derrota, a série conta e fundamenta teoria dos jogos para o grande público.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cada jogo serve para explicar alguma das teorias, fundamentando justamente nestes jogos as formas complexas da teoria e, de maneira subsequente contextualizar mesmo para alguém alheio à teoria e fundamentos matemáticos de maneira simples e clara (ainda que, em alguns jogos seja necessária cada vez mais contextualização e texto para fundamentar o básico).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história inclusive funciona melhor que no contexto de Round Six (e eu farei mais comparações com a série da Netflix porque ela é mais conhecida e é um paralelo mais fácil para o grande público), na ideia da organização secreta terrível que promove os jogos, e como essa organização se vê rivalizada pela protagonista aqui.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nao Kanzaki é alguém tão honesta que chega a dar dó e ela é colocada num jogo onde é necessário mentir e enganar para prosperar - as limitações da protagonista diante do obstáculo enfrentado oferecem efetivo crescimento e desenvolvimento narrativo, ao passo que permitem maior acessibilidade para o público leitor de se ver diante dos princípios de teoria dos jogos. Mesmo que você não concorde com a protagonista, consegue entender sua jornada e condição.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No lado da série da Netflix, ainda que o protagonista seja mais empático e relacionável (ao menos na primeira temporada), fica mais difícil de aceitar as ramificações do jogo e das brincadeiras infantis como mote para a sangrenta disputa, e fica ainda mais difícil nas temporadas seguintes quando ele volta aos jogos... Nao poderia abandonar as disputas do Liar Game em praticamente qualquer uma das rodadas, mas é justamente sua honestidade que chega a dar dó que a compele em seguir em frente para entender mais sobre si mesma, e, ajudar a mais pessoas a se livrarem das consequências negativas do jogo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dito tudo isso que é basicamente elogioso, eu acho que existem alguns problemas contextuais que tornam o material menos palatável ao grande público e mesmo do público mais seleto e específico.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda que você talvez já tenha percebido pela minha descrição da série, ela não é exatamente recheada de ação - e nem estou falando de forma comparativa com um filme do Michael Bay cheio de explosões, cenas frenéticas e o escambau - eu digo de ação dum ponto de vista geral mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso se resume a intermináveis rodadas de pôquer em que um ou o outro lado tenta blefar ou descobrir o blefe do outro lado e as ações e consequências disso. Sim é bastante intenso em alguns momentos pelos riscos envolvidos pelos personagens e pela ênfase que a série oferece a dadas cenas, mas dificilmente vai trazer alguém em uma sala sentado/conversando e discutindo seu plano com outra pessoa.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como bônus ainda existe toda a questão de teoria dos jogos (e bota teoria nisso) que com exceção de quem gosta de matemática, teoria dos jogos ou basicamente é um nerd invetarado vá achar graça.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(E, vamos destacar que outras séries tentam disfarçar temas mais complexos e com menos ação com ideias mais espalhafatosas como mechs gigantescos combatendo monstros como Evangelion ou como Gantz pura e simplesmente nudez e violência gratuita).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ok, mas nada disso ao meu ver é o problema da série (ainda que eu saiba que torne difícil de convencer alguém a sequer dar uma chance). O problema, pelo menos do que eu vi da série até agora, está mais numa forma de naturalizar comportamento aberrante.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quer dizer, o primeiro adversário de Nao é um antigo professor, e, num jogo bastante simples para garantir quem ficaria com um montante de dinheiro (e quem contrairia uma gigantesca dívida), esse professor diz se a menor empatia de forma literal e explicita para a garota (que, de novo, foi sua aluna) que ela pode entrar numa vida de prostituição para pagar sua dívida.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso é bem no começo da série e mais pra frente esse mesmo tipo de sugestão é feito novamente - sendo que em momento algum até o presente capítulo em que eu cheguei da série seja apresentada qualquer justificativa ou lógica de que a dívida contraída pelo participante tenha qualquer peso além de argumento narrativo (para fundamentar a série).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Francamente eu ainda acho que vale a pena dar uma conferida pensando numa animação mais calma e introspectiva (se você quer algo mais bobo, expansivo e cheio de explosões, Chainsaw man já existe).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/4881897740559261511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenhas-six-o-jogo-das-lulas-mentirosas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/4881897740559261511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/4881897740559261511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenhas-six-o-jogo-das-lulas-mentirosas.html' title='{Resenhas Six} O Jogo das lulas mentirosas'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-4519183628848900955</id><published>2026-06-15T10:30:00.000-03:00</published><updated>2026-06-15T10:30:00.132-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resenha lixo"/><title type='text'>{Resenha Lixo} He-Man e Todo mundo em pânico</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;He-man é um filme ruim?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Olha, eu não sou alguém que tem nostalgia para o personagem ainda que sim ele tenha feito parte da minha infância junto com outras animações da época (outras das quais eu possivelmente não me lembre também e na verdade eu estava justamente falando com um amigo uns dias atrás sobre o que diabos era o &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=33Er-Ls4uXc&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cavalo de Fogo&lt;/a&gt; - que eu confesso que não lembro uma vírgula do que era mas conseguia lembrar da música tema).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinceramente eu acredito que o maior problema do filme reside no fato que é muito tarde para o He-man, saca? Quer dizer, já tentaram revitalizar a franquia outras vezes com animações e quadrinhos, mas, não deu certo. E porque não deu certo? Porque isso é uma franquia baseada em brinquedos e que existe para vender brinquedos (e nem é como se os personagens fossem interessantes ou legais como dos Thundercats, &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=SdtcK1Qs2K4&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Silverhawks&lt;/a&gt; ou das Tartarugas Ninja), e, sejamos honestos, não é como se nenhuma dessas franquias esteja prosperando hoje em dia (sim, incluo as Tartarugas Ninja que são o mais próximo de um sucesso contínuo desse grupo).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vinte anos atrás talvez apelaria para a nostalgia (como os Transformers do Michael Bay), dez anos atrás talvez seria outro Power Rangers ou aproveitaria a onda do MCU... Hoje eu simplesmente não acho que teria qualquer chance mesmo que fosse o melhor roteiro do mundo (o que não é) com o melhor elenco do mundo (nem de longe) e uma direção impecável (qualé).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Droga, é quase o filme do Minecraft mas mais autoconsciente e menos divertido... até tem seus momentos, e, francamente se você é fã do material original, dificilmente vai encontrar algo tão bom quanto isso produzido desde... Sempre?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Falando em menos divertido: (o Novo) &lt;b&gt;Todo mundo em pânico!&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Olha, eu não acho que a franquia Todo mundo em pânico valha qualquer coisa além de uma nota sobre como ela sozinha é responsável por todos aqueles filmes bosta de paródias que vieram nos anos seguintes. Você sabe do que eu estou falando com &quot;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/shorts/8AKLoEJfpH0&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Os Espartalhões&lt;/a&gt;&quot; ou o &quot;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=bDeRyQchao8&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Super-herói&lt;/a&gt;&quot; e o que caralho foi aquele filme que incluiu &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=1ltiqNTYZbA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Narnia, Harry Potter, Superman e sei lá mais o que&lt;/a&gt; porque a ideia deles de &#39;paródia&#39; era citar o máximo de filmes por segundo, dane-se se pelo menos faz sentido narrativo...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todo mundo em Pânico surge num momento em que a popularidade e condição meta de Pânico do Wes Craven dá vazão justamente para uma sátira (de uma sátira), mesmo que parte do comentário já estejam no filme original, mas, sabe, o público que tem medinho ou não estava na faixa etária para assistir, e ainda conseguiria ver na versão sanitizada da sátira.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A grande &#39;sacada&#39; do novo filme agora em 2026 é a &#39;volta&#39; da família sem talento Wayans (sabe, os caras que &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=f2olyAjEOFg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;pegaram um desenho do Pernalonga&lt;/a&gt; e resolveram fazer &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt0430304/?ref_=nm_knf_t_2&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;um longa metragem&lt;/a&gt;, mas obviamente cheio de piadas sensacionais e brilhantes porque eles são muito talentosos - e sua longa filmografia desde então mostra exatamente isso, né? Né?).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;Mas será que eu estou pegando muito pesado e o filme realmente merece um olhar mais imparcial e criterioso? Veja: Eles colocaram uma personagem no filme chamada Terça-Feira (para ser uma &quot;&quot;&quot;&quot;&quot;&quot;paródia&quot;&quot;&quot;&quot;&quot;&quot; da Vandinha Addams) e essa é toda a extensão da piada.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada para tentar destacar o fato que a personagem tem quase 90 anos (sim, criada em 1938 quase o mesmo ano que Superman e Batman) e continua numa máquina perpétua de reboots e remakes para apelar ao mínimo denominador comum da audiência... O que obviamente o filme não faria pois é exatamente o que ele está fazendo nessa continuação/reboot e, honestamente, ninguém na redação do remake de Todo Mundo em Pânico tem a sequer mínima sagacidade para perceber isso (que nem é remotamente sagaz).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse é uma bosta que nem pro seu pior inimigo como tortura você deve indicar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/4519183628848900955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenha-lixo-he-man-e-todo-mundo-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/4519183628848900955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/4519183628848900955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/resenha-lixo-he-man-e-todo-mundo-em.html' title='{Resenha Lixo} He-Man e Todo mundo em pânico'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-6292663781517894869</id><published>2026-06-14T07:30:00.000-03:00</published><updated>2026-06-14T20:11:12.014-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revisitando Clássicos"/><title type='text'>{Revisitando Clássicos} O Xerife da Babilônia - Tom King e Mitch Gerads 2015 a 2016</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnu_qcq5_dRkZqfja3Qbi-cfbCujFjWjDSIl1iMkM1cuMSATyHgdGc4exMRCyqE-0Utw5hlXTLJ10euWUxgtuy1pcdRim2H1jjcqnNR0e6AiE6vall-mwu4wqNy128F2FotvWHV0XD0sVRKubO_Ndhv91dpubBVCb-Zy4523f6Deqp96YvqdFuCs2O6cqA/s1500/xerife.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1500&quot; data-original-width=&quot;971&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnu_qcq5_dRkZqfja3Qbi-cfbCujFjWjDSIl1iMkM1cuMSATyHgdGc4exMRCyqE-0Utw5hlXTLJ10euWUxgtuy1pcdRim2H1jjcqnNR0e6AiE6vall-mwu4wqNy128F2FotvWHV0XD0sVRKubO_Ndhv91dpubBVCb-Zy4523f6Deqp96YvqdFuCs2O6cqA/s320/xerife.jpg&quot; width=&quot;207&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esse é o material mais recente da lista, mas curiosamente o material que eu vejo como menos valorizado, mas, sinceramente não é exatamente muita surpresa.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Minha maior surpresa é que o material foi publicado em primeiro lugar pra ser bem franco, com uma crítica ferrenha à invasão dos Estados Unidos ao Iraque, e nem só isso, com um comentário político pesado e crítico à corrupção e ação intervencionista da &#39;Murica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não só isso, afinal o material é um dos trabalhos mais complexos que eu vi até hoje - pelo menos produzidos por um norte-americano - sobre o assunto da guerra do Iraque pelo simples fato de, e se segure por favor, usar o ponto de vista de iraquianos (eu sei, absurdo).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só que não é só isso, não é mesmo? Afinal um dos três protagonistas da série, Nassir, é um sujeito cujas filhas foram assassinadas (e pelo que a história deixa implicado, pelo menos no começo e eu acho que isso acaba sendo editado posteriormente, não foram &#39;apenas&#39; assassinadas, elas passaram por tortura e, sim, estupros ) por soldados estadunidenses, e sua tragédia nem para por aí - não gosto de usar de spoilers nas minhas resenhas então só vou dizer que esse cara vai sofrer bastante ainda nas doze edições, passando por tortura nas mãos de soldados &#39;muricanos porque acham que ele tem alguma informação importante sobre o &#39;grande alvo da vez&#39;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nisso tudo temos a outra protagonista - Saffya - que navega pelo mundo corporativo que visa a reconstrução do país, e ela permeia a constante corrupção do exército e de empresas dos Estados Unidos conforme seus planos e projetos vão se desfraldando (de novo, num quadrinho publicado por uma empresa dos Estados Unidos).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O material é pesado - se passa em uma região em conflito com gente atirando para todo lado e cadáveres aparecerão, além de contexto e pretextos como algumas coisas que eu já citei aqui - mas é uma das obras mais poderosas e críticas da guerra do Iraque, que, apresenta uma visão bem mais cínica e coerente que apenas alguma bobagem ufanista dos pobres soldados &#39;muricanos longe de casa se arriscando pelo bem comum.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Continua poderosa e contundente e talvez o melhor trabalho do Tom King. Enquanto eu particularmente gosto mais de Senhor Milagre, também sei que essa segunda obra exige mais conhecimento da obra do Jack Kirby para fazer sentido enquanto aqui, bem, funciona mesmo que você não conheça muito sobre a guerra do Iraque, Saddam Hussein ou qualquer outra coisa além de que é uma guerra no oriente médio.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/6292663781517894869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/revisitando-classicos-o-xerife-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/6292663781517894869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/6292663781517894869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/revisitando-classicos-o-xerife-da.html' title='{Revisitando Clássicos} O Xerife da Babilônia - Tom King e Mitch Gerads 2015 a 2016'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnu_qcq5_dRkZqfja3Qbi-cfbCujFjWjDSIl1iMkM1cuMSATyHgdGc4exMRCyqE-0Utw5hlXTLJ10euWUxgtuy1pcdRim2H1jjcqnNR0e6AiE6vall-mwu4wqNy128F2FotvWHV0XD0sVRKubO_Ndhv91dpubBVCb-Zy4523f6Deqp96YvqdFuCs2O6cqA/s72-c/xerife.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8148310940181650673.post-20245654653227050</id><published>2026-06-11T12:30:00.000-03:00</published><updated>2026-06-11T12:30:00.145-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenhas"/><title type='text'>{Super Resenhas Aranha de Quinta} Homem de capa e mascarado aracnídio e Harry Nippotter e a sinergia corporativa</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2025/09/resenhas-x-quinta-deadpool-de-batman-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ano passado eu critiquei&lt;/a&gt; Batman vs Deadpool e Deadpool vs Batman (que é bem ruim, esquecível e com o desespero gigantesco de duas empresas decaindo ano após ano em vendas, público e crítica).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com Superman/Homem-Aranha, Mark Waid faz algo muito melhor que as duas edições de 2025, claro, mas é algo igualmente esquecível e que expõe o desespero gigantesco de duas empresas decaindo ano após ano em vendas, público e crítica.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E ainda que o roteiro e a arte são vastamente superiores, nós temos que lembrar que é algo bastante genérico e esquecível com algo que parece um roteiro desprezado de alguma edição de &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/batmansuperman-worlds-finest/4050-141907/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Batman/Superman: Melhores do Mundo&lt;/a&gt;&amp;nbsp;ou &lt;a href=&quot;https://comicvine.gamespot.com/justice-league-unlimited/4050-161311/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Liga da Justiça Sem Limites&lt;/a&gt; (ambas do próprio Waid), e, que o roteiro de Alan Moore ou da trama da animação da Liga da Justiça de Brainiac se unindo a algum vilão para dominar o mundo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda que eu não esperasse mais - afinal não buscaram gente mais talentosa e ousada como Jonathan Hickman ou Jason Aaron, inclusive de fazer algum evento maior com mais páginas e com uma história coesa (ei, porque não usar o Absolute Superman e o Ultimate Homem-Aranha?) e produzir as duas edições integradas numa minissérie?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O resultado que temos apela demais para nostalgia e joga seguro demais com os clichês que devemos esperar desse tipo de história, e, quando consideramos que é um marco de 50 anos do primeiro encontro entre os dois heróis, bem, não seria demais esperar um pouco mais de impacto, porque e eu direi isso sem a menor sombra de dúvidas: Duvido piamente que alguém vá se lembrar dessa edição até o final do ano.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro, em termos de sinergia corporativa (e para lançarmos duas resenhas para cobrir mais assuntos em menos tempo), temos um caso que, contraria boa parte do que eu falei de animês ou mangás nos últimos anos. Eu geralmente disse em alguns casos de que se eu tivesse 15 anos eu provavelmente gostaria desse ou daquele título (ainda que eu nunca ache que isso é um elogio), mas esse é um caso em que eu genuinamente sei e com toda a certeza, que eu não passaria nem perto desse título mesmo que ele tivesse um cheque em branco com meu nome nele.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Witch Hat Alelier&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é um quadrinho que eu teria muita vergonha de ler na minha adolescência, ainda que isso diga mais sobre o tipo de adolescente que eu era - que tinha vergonha de comprar quadrinhos do Demolidor ou outro herói chorando no telhado todo sombrio e gótico - e, francamente eu só posso dizer que é um quadrinho voltado para o público infantil e mais até, o público feminino...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas é uma graça de material e mesmo que tenha um monte de coisas esquisitas (tipo um grupo de meninas morando num &#39;ateliê&#39; com um sujeito esquisitão, para ficar só naquela que chama mais a atenção do adulto lendo esse material - mas vale lembrar que quando eu era criança não via nada de errado com as crianças órfãs sequestradas e torturadas em &#39;treinamentos&#39; para conseguir armaduras mágicas nos Cavaleiros do Zodíaco), tudo consegue passar uma aura bastante inocente, pueril e, perdão do trocadalho mas é verdade, uma vibração mágica.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As personagens são encantadoras, o cenário consegue vender bem o cenário ao mesmo tempo fantástico e fantasioso que lúdico, e enquanto o roteiro é basicamente Harry Potter em mangá (na verdade, mais para a fonte inspiradora de Ursula K L Guin - &lt;a href=&quot;https://macacosdigitando.blogspot.com/2025/07/resenhas-de-terramar-o-feiticeiro-de.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O Feiticeiro de Terramar&lt;/a&gt;), e esse é um material em que, curiosamente, a animação não faz jus ao original, onde a arte é muito superior e consegue criar o encanto de maneira mais orgânica e funcional.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Recomendado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/feeds/20245654653227050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/super-resenhas-aranha-de-quinta-homem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/20245654653227050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8148310940181650673/posts/default/20245654653227050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://macacosdigitando.blogspot.com/2026/06/super-resenhas-aranha-de-quinta-homem.html' title='{Super Resenhas Aranha de Quinta} Homem de capa e mascarado aracnídio e Harry Nippotter e a sinergia corporativa'/><author><name>Tiago Salviatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13467331871701873942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>