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	<title>Macacos sem galho</title>
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	<description>Um número infinito de macacos com um número infinito de teclados desde 1999</description>
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		<title>Mudando de galho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 18:22:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde 1998 na americana Pair Networks, o Macacos sem Galho mudou finalmente de poiso. Cansado da dependência europeia dos gigantes tech dos EUA, decidi dar um pequeno passo: alojamento web agora na suíça Infomaniak. É uma gota no oceano? Talvez. Mas é a minha.]]></description>
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<figure class="wp-block-video"><video height="1080" style="aspect-ratio: 1620 / 1080;" width="1620" autoplay controls loop muted preload="auto" src="https://macacos.com/wp-content/uploads/Photorealistic-Wildlife-Documentary.mp4" playsinline></video></figure>



<div style="height:32px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Desde 1998 que sou cliente da Pair Networks, Pittsburgh, nos Estados Unidos. Foi lá que foi alojado o website da Nitrodesign e depois este blog, entre outros sites da família e amigos.</p>



<p>De há uns tempos para cá, tenho procurado alternativas europeias a produtos e serviços americanos, por diversas razões que não me apetece estar a detalhar agora, embora várias se tenham exacerbado bastante no último ano.</p>



<p>A porra toda é que nós, europeus, fomos completamente papados pelas empresas de tecnologia americanas ao longo dos anos ao ponto de estarmos dependentes de uma mão-cheia de pequenos imperadores digitais, sob o risco de não termos acesso a determinadas redes que se tornaram essenciais ao nosso dia a dia; do simples email, à partilha de fotos ou textos, ao ecommerce, pesquisa, web browsing, mensagens, etc, etc, etc.</p>



<p>Está tudo nas mãos da Apple, Meta, Amazon, Google&#8230; mais recentemente também OpenAI ou Anthropic. E embora existam alternativas, que podemos estar aqui sentados a listar, a verdade é que a mudança é tramada, tal foi a hegemonia que, por omissão e desinteresse, deixámos que se instalasse.</p>



<p>Já andei de roda da Proton, para passar o meu email e alojamento de ficheiros, substituindo o Google e Dropbox. Mas a oferta continua a não ser comparável pelo preço, sobretudo em termos de espaço disponibilizado. Já comecei a usar o DuckDuckGo, há muitos anos. Mas isso é uma gota no oceano.</p>



<p>Decidido a não me deixar desanimar com gotas em oceanos, porém, decidi finalmente puxar o gatilho, voltando ao início do post, no alojamento web. O Macacos sem galho está então, ao fim de praticamente 27 anos, alojado na Europa. Depois de algumas experiências com serviços diversos, decidi-me pela <a href="https://www.infomaniak.com/en/sovereign-cloud">Infomaniak</a>, sedeada e com data centers na Suíça e que se orgulha de ser uma alternativa verdadeiramente independente aos gigantes do costume.</p>



<p>No mesmo processo, mudei também já os comics dos especialistas em inglês, para <a href="https://thespecialists.online/">aqui</a>. Segue-se tudo o resto que ainda está na Pair, até desactivar aquele serviço americano, em troca de um europeu.</p>



<p>É pouco? Talvez. Mas é alguma coisa.</p>
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		<title>Wharfedale Diamond 12.3 – Valeu a pena a espera?</title>
		<link>https://macacos.com/2025/01/25/wharfedale-diamond-12-3/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 17:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[colunas]]></category>
		<category><![CDATA[denon]]></category>
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					<description><![CDATA[As Wharfedale Diamond 12.3 são das melhores colunas floorstanding no segmento budget, oferecendo clareza, soundstage envolvente e um som equilibrado. Testei-as com diferentes estilos musicais e a experiência foi incrível. Vale a pena? Descobre a minha review completa!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No último trimestre do ano passado, arranjei um <a href="https://clarivate.com/">segundo trabalho</a>. Foram meses intensos, com noites e fins de semana preenchidos, como já não fazia há algum tempo. A compensação foi dupla: um projeto interessante, daqueles com desafios e oportunidades (e todas essas cenas corporate), e algum dinheiro extra. Como os pagamentos chegaram a 60 dias, só no início de 2025 recebi uma das fatias desse esforço.</p>



<p>Desde que comecei este trabalho extra, já tinha um prémio reservado para mim próprio: um par de colunas floorstanding para a sala, principalmente para ouvir discos. A minha coleção já está bastante composta (tema para outro post) e até tenho um móvel espetacular para a guardar (talvez mais um post no futuro).</p>



<p>Depois de alguma pesquisa, aterrei nas <strong><a href="https://www.wharfedale.co.uk/diamond-12-3/">Wharfedale Diamond 12.3</a></strong>. Estas colunas venceram vários prémios no segmento budget, incluindo o de “Melhores Floorstanding” da <em><a href="https://www.whathifi.com/reviews/wharfedale-diamond-123">What Hi-Fi</a></em> durante quatro anos consecutivos. As reviews eram quase unânimes, tanto em sites especializados como em canais de YouTube.</p>



<p>Claro que comprar colunas sem as ouvir é sempre um risco. Por muito boas que sejam para os especialistas, há um fator subjetivo no som que pode fazer com que o “excelente” de uns seja apenas um “meh” para outros. E apesar de serem budget, estamos a falar de um par de <strong>850 euros</strong>.</p>



<p>Como qualquer comprador paciente (e ligeiramente obcecado), adicionei as colunas aos favoritos no <a href="https://www.kuantokusta.pt/p/1884137/wharfedale-colunas-diamond-123-nogueira-e-preto">Kuanto Kusta</a> para acompanhar as variações de preço. Estavam a <strong>780€</strong> quando as marquei, mas, num golpe de sorte, caíram para <strong>701€</strong> no espaço de cinco dias – exatamente quando o pagamento do projeto entrou. Encomenda feita na <a href="https://www.mestresdamusica.com/pt/">Mestres da Música</a>, e pouco depois chegaram <strong>duas caixas de 21 kg cada uma</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6030-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6825" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6030-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6030-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6030-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6030-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6030-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Primeiras impressões</h2>



<p>Para começar, são lindas. Escolhi o acabamento em nogueira, que infelizmente não combina com a madeira do meu subwoofer Monitor Audio nem com o armário dos discos. Mas não se pode ter tudo. Já a frente das colunas, em preto piano, liga bem com o móvel da TV (sim, há aqui uma miscelânea de materiais… mas funciona).</p>



<p>As Wharfedale Diamond 12.3 são <strong>colunas de três vias</strong> – ou, como a marca descreve, <strong>2.5 vias</strong>. Contam com <strong>dois altifalantes “Klarity” de 130 mm</strong> para graves e médios e um <strong>tweeter de 25 mm</strong>. A saída de ar está na parte traseira, e há <strong>ligações duplas</strong> para <em>bi-wiring</em> ou <em>bi-amping</em> (ainda não testei, porque amplificador só tenho um).</p>



<h2 class="wp-block-heading">E o som?</h2>



<p>Ligadas ao <strong><a href="https://www.denon.com/en-us/product/av-receivers/avr-x2800h/300610-new.html">Denon X2800H</a></strong>, em modo estéreo e sem processamento, duas características saltam à vista: <strong>clareza e soundstage</strong>. Não sou especialista, mas descrevo as coisas como as ouço.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Com <strong>“Hallelujah” de Jeff Buckley</strong>, a definição é incrível. Cada respiração, cada ruído das cordas da guitarra, todo o <em>reverb</em> da gravação… está tudo lá, com detalhe, mas sem se sobrepor à mistura.</li>



<li>Em <strong>“Unfinished Sympathy” dos Massive Attack</strong>, os graves são profundos sem serem excessivos, e a voz da Shara Nelson destaca-se no meio do arranjo denso.</li>



<li>Quando chega <strong>“The Holy Men” do World Saxophone Quartet</strong>, o <em>soundstage</em> brilha: os saxofones não parecem vir das colunas, mas sim espalhar-se pela sala, como se os músicos estivessem mesmo ali.</li>



<li>Já <strong>“The Greatest” da Billie Eilish</strong> começa íntima, com a voz dela ao pé de nós, para depois explodir numa experiência quase cósmica.</li>
</ul>



<p>Isto tudo <strong>sem o subwoofer</strong>. Quando ligo o <strong><a href="https://theshoestringaudiophile.com/the-great-disappearing-act-monitor-audio-asw-subwoofer/">Monitor Audio ASW-100</a></strong> (que era do meu pai), ele complementa as frequências abaixo dos 45 Hz das Diamond 12.3, tornando tudo ainda mais apetitoso.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6033-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6826" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6033-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6033-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6033-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6033-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6033-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Integração com o sistema de cinema em casa</h2>



<p>A última peça do puzzle era integrar as Wharfedale no meu sistema <em>Frankenstein</em> de som: as 12.3 à frente, o subwoofer Monitor Audio, <strong>KEFs no centro e surrounds</strong>, e <strong>Monitor Audio no surround back</strong>. Corri o <strong>Audyssey</strong>, e o resultado foi um belo <strong>boost sonoro</strong>. Ainda não estou 100% satisfeito – talvez troque os <strong>MA pelos KEF</strong>, já que os primeiros são demasiado imponentes para surrounds – mas a melhoria foi notória.</p>



<p>A série Diamond também inclui colunas <a href="https://www.wharfedale.co.uk/diamond-12-3d/">Atmos</a>, que encaixam diretamente em cima das 12.3 e disparam para o teto. Infelizmente, <strong>custam 550€</strong>… para <strong>duas coluninhas inclinadas</strong>. Para já, fica para outra altura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Veredicto final</h2>



<p>Por agora, o plano é simples: pôr discos a tocar, sentar-me e apreciar a sorte que tenho. <strong>Recomendo sem hesitação – 10/10.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6032-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6827" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6032-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6032-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6032-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6032-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6032-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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		<title>Música ao Vivo 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 21:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[concertos]]></category>
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					<description><![CDATA[Que este blog já não é propriamente um poço de actividade, não é novidade para ninguém. Mas já que me recuso a desistir e até porque tenho uma leitora í&#160; espera deste post em particular, aqui fica a minha revista de 2023, em concertos. Quando começo a olhar para trás e a listar as bandas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Que este blog já não é propriamente um poço de actividade, não é novidade para ninguém. Mas já que me recuso a desistir e até porque tenho uma leitora í&nbsp; espera deste post em particular, aqui fica a minha revista de 2023, em concertos.</p>



<p>Quando começo a olhar para trás e a listar as bandas que vi ao vivo, até me custa a crer que algumas já foram este ano, o que é um testamento da minha noção de tempo, mas também da quantidade de música que consumi.</p>



<p>Janeiro e Fevereiro foram parados, portanto a época arrancou a 8 de Março, com os Waterboys, no Coliseu. Foi um bom concerto, com muitos dos êxitos, mas deixou-me um sabor um pouco amargo na boca, quando tocaram a minha música preferida, uma música, aliás, que sinto que é, basicamente, a minha vida &#8220;This is the Sea&#8221;; optaram por uma versão que matou completamente a música, para mim.</p>



<p>Mas pronto, ainda foi um bom concerto, para iniciar as hostilidades musicais de 2023.</p>



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<p>Depois do arranque, Março trouxe mais três-concertos-três, num total, portanto, de quatro. Matemática é o meu forte.</p>



<p>No dia 17, fui até ao Pavilhão Atlântico ver o Roger Waters mandar a sala abaixo, do alto dos seus 79 anos. O concerto foi enorme, com projecções provocadoras e música de todas as épocas dos Pink Floyd í&nbsp; carreira a solo do Waters, incluí­ndo o Sheep, do álbum &#8220;Animals&#8221;, que muita gente ignora.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3103-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="Roger Waters
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</div>


<p>Logo no dia a seguir, para não perder o ritmo (no pun intended), foi a vez do Devin Townsend, no estupendo Capitólio, no Parque Mayer. Na primeira parte tocaram os Klone e os Fixation, que não deixaram memória e depois o Devin partiu a loiça toda, com uma banda í&nbsp; altura.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3157-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Devin Townsend" class="wp-image-6767" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3157-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3157-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3157-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3157-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3157-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3157-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
</div>


<p>Fechei Março, uma semana depois, no CCB, a ver pela terceira vez, o Senhor Steve Vai. Tocou todas, tocou bem, tocou no meio do público e tocou, já com menos show off, mas sempre com a mesma qualidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3219-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="Steve Vai" class="wp-image-6768" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3219-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3219-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3219-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3219-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3219-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
</div>


<p>Abril passou-se sem acontecimentos e depois Maio trouxe-me a Ana Lua Caiano, uma jovem artista portuguesa que mistura música tradicional com electrónica num show solitário, de encher a sala. Recomendo vivamente que oiçam, pelo menos, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=vridGvc8PBg">uma música da Ana</a>. O concerto foi na Zé dos Bois, onde aproveitei para ver a exposição, podre de bêbado, tendo-me apaixonado por uma pintura que me pareceu conter todo o sentido da vida.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3836-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="Ana Lua Caiano" class="wp-image-6771" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3836-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3836-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3836-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3836-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_3836-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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<p>Em Junho, dia 23, fui ver um dos meus guitarristas preferidos, com o seu trio, The Aristocrats. Estou a falar, claro, do inglês Guthrie Govan. O concerto foi no Lisboa ao Vivo, uma sala incontornável da capital e não desiludiu, com guitarra do Govan, baixo do Bryan Beller e bateria do Marco Minnemann, qual dos três mais virtuoso no seu respectivo instrumento.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_4655-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="The Aristocrats" class="wp-image-6772" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_4655-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_4655-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_4655-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_4655-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_4655-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_4655-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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<p>Dia 20 de Julho, quase um mês mais tarde, fui até ao Cascais Jazz onde comecei por ver o guitarrista português Filho da Mãe, actual sozinho em palco, com uma guitarra acústica, com alguns riffs a fazer-me lembrar a abertura do Amarok, do Mike Oldfield, que deduzo seja uma associação que só eu faço. </p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5414-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Filho da Mãe" class="wp-image-6774" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5414-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5414-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5414-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5414-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5414-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5414-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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<p>Seguiu-se a atracção principal, os gigantescos Snarky Puppy, com o Larnell Lewis na bateria, para não ficar nada na retranca. Foi um concerto do caraças, com música óptima e execução ní­vel 9000, super sayan, como não poderia deixar de ser.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5423.jpeg?resize=1024%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6775" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5423-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5423-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5423-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5423-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5423-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Em Setembro, comecei a entrar na recta final, com já para lá de metade dos concertos do ano debaixo do braço, fui ver um espectacular tributo aos Dead Combo (onde o Tó Trips tocou apenas uma música, por trás do pano). Foi uma noite de excelente música por excelentes músicos, no São Luiz.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6788-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Tributo aos Dead Combo" class="wp-image-6776" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6788-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6788-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6788-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6788-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6788-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6788-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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<p>No dia 6 de Outubro, ainda inebriado das celebrações da República, regressei ao Capitólio. A noite abriu com o duo escocês Bratakus, mas quem rebentou com a sala foram os suecos The Hives. Mais uma vez, tocaram todas, deram espectáculo e foi um gozo vê-los tantos anos depois de ter ouvido o AKA Idiot pela primeira vez.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7038-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="The Hives (e dois ninjas)" class="wp-image-6777" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7038-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7038-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7038-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7038-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7038-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7038-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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<p>No mês seguinte, logo no dia 1, mais um salto ao CCB para ver o Tó Trips escangalhar-se todo com as suas guitarras em mais uma boa dose de música í&nbsp; lá Dead Combo sem, infelizmente pelas piores razões, ser Dead Combo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/E90rOVXzYMk?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=en-US&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe>
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<p>Nessa mesma noite, subiram ao palco o Rodrigo e a sua filha Rosa Leão. Confesso que foi uma actuação que me deixou sem grande emoção. Achei as músicas todas pouco inspiradas, embora tenha sido um bom momento entre pai e filha, cada um no seu piano, mas houve qualquer coisa ali na composição, que não me agarrou. Também não ajudou muito haver muitos instrumentos pré-gravados, a serem disparados de um laptop, quando, por exemplo, o contrabaixista da gravação, estava nos bastidores, porque tinha acabado de tocar com o Tó Trips.</p>



<p>Mas adiante.</p>



<p>Dia 10 fui até ao RCA Club, uma sala não muito diferente do LAV, embora — creio — mais pequena. O palco ideal para metal e, desta feita, português. Começámos com os Murro, que me fizeram lembrar um pouco o registo de Mão Morta, que não é muito a minha cena. Depois, os Wells Valley, que, sinceramente, já não me lembro bem.</p>



<p>Sem desprimor para nenhuma das duas bandas iniciais, que eram impecáveis, apenas não me caí­ram no goto, até porque eu estava ali para ver a terceira banda, os reis da jarda, Process of Guilt. Apanhei-os a há uns anos, a fazer a primeira parte dos Baroness, no antigo LAV, voltei a vê-los, a solo, no fim do ano passado, no MusicBox e lá estive, a marcar presença mais uma vez, para algum do metal mais pesado das nossas Costas.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7963-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Process of Guilt" class="wp-image-6778" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7963-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7963-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7963-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7963-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7963-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7963-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
</div>


<p>21 de Novembro viu o fechar das hostilidades, ao contrário do ano passado, em que ainda fui ver Indignu, no dia 30 de Dezembro. A menos, claro, que ainda apareça aí­ um concerto daqueles em que salto logo em cima dos bilhetes.</p>



<p>Dia 21 foi, então, uma apoteose electrónica e musical, pelas mãos do Nils Frahm. O músico alemão actuou sozinho em palco, entre uma harpa de vidro, um Rhodes, mini Moog e um Mellotron, entre muitos outros brinquedos sensacionais. A música foi toda tocada ao vivo e de forma absolutamente irrepreensí­vel, tendo trazido momentos de verdadeira emoção à audiência, justificando, mais uma vez, para mim, que música é tudo.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="2048" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8168-scaled.jpeg?resize=2560%2C2048&#038;ssl=1" alt="Nils Frahm" class="wp-image-6779" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8168-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8168-scaled.jpeg?resize=300%2C240&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8168-scaled.jpeg?resize=1024%2C819&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8168-scaled.jpeg?resize=768%2C614&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8168-scaled.jpeg?resize=1536%2C1229&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8168-scaled.jpeg?resize=2048%2C1638&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
</div>


<p>Foram, portanto, 12 espectáculos de música ao vivo tal como no ano passadio, num total de 19 artistas/bandas&#8230; espantosamente, também o mesmo número que no ano passado. Veremos o que 2024 me reserva, mais 12 concertos e 19 bandas, já era bom. Até para o ano!</p>
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		<title>Música ao vivo 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jan 2023 23:58:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[música ao vivo]]></category>
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					<description><![CDATA[Ir a um concerto sempre foi um momento de inexistência, para mim. Remoção da vida real. Como se viajasse para uma espécie de buraco negro em que o tempo está suspenso e posso existir sem o resto de tudo, em cima de mim. Se já era importante antes, tornou-se absolutamente crucial nos últimos dois — [&#8230;]]]></description>
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<p>Ir a um concerto sempre foi um momento de inexistência, para mim. Remoção da vida real. Como se viajasse para uma espécie de buraco negro em que o tempo está suspenso e posso existir sem o resto de tudo, em cima de mim.</p>



<p>Se já era importante antes, tornou-se absolutamente crucial nos últimos dois — excruciantes — anos.</p>



<p>Por ter esta relação com a música ao vivo, não tolero a pepineira dos festivais e entristece-me não ver algumas das minhas bandas preferidas porque apenas actuam nesse circo de selfies e famí­lias a comer algodão doce, sem qualquer ligação í  música em si. Sei que se calhar estou a começar a soar um bocadinho religioso, mas como ateu, um gajo encontra os seus ritos sagrados noutros lados.</p>



<p>Fica aqui o resumo de 2022, com a esperança que 2023 seja tão bom, ou melhor.</p>



<p>A temporada arrancou na Aula Magna a 9 de Fevereiro, com o José González. Concerto pequeno, apenas ele, de guitarra e loops, em palco.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5246-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6738" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5246-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5246-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5246-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5246-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5246-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5246-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">José González</figcaption></figure>



<p>Seguiu-se um concerto para o qual tinha bilhetes, creio, desde 2019. Com a pandemia, como tantos outros, foi sendo adiado até finalmente, dia 19 de Março, poder ver os Skunk Anansie. Um concerto com som de estádio&#8230; no Coliseu.</p>



<p>Uma demonstração do que uma mulher de 54 anos pode ser e fazer. Tocaram todas e foi do caraças. A primeira parte foi feita pelos New Pagans, que não deixaram memória.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5859-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6741" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5859-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5859-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5859-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5859-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5859-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_5859-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Skunk Anansie</figcaption></figure>



<p>Com o mês seguinte já quase a acabar, fui até ao (novo) Lisboa Ao Vivo, ver os Helms Alee abrir para os Russian Circles. Pouco mais a dizer senão &#8220;do caralho&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6593-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6742" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6593-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6593-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6593-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6593-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6593-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6593-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Russian Circles</figcaption></figure>



<p>Mês de Maio foi dose dupla. A começar com a minha banda de metal portuguesa preferida, os Process of Guilt, a lançar o novo álbum &#8220;Slaves Beneath the Sun&#8221;, no MusicBox, dia 20.</p>



<p>No dia 31, salto até ao RCA Club para ver três bandas: Psychonaut, PG.Lost e The Ocean. Por esta altura já tinha uma nova t-shirt dos Russian Circles, Process of Guilt e The Ocean. A gaveta já transborda.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6910-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6743" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6910-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6910-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6910-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6910-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_6910-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Process of Guilt</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7184-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6744" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7184-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7184-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7184-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7184-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7184-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7184-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">The Ocean</figcaption></figure>



<p>Julho foi para ver The Smile, dia 8, no Coliseu. Depois de um jantar muito bem regado a vinho, deu para dançar como se não tivesse quase 50 anos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7736.jpeg?resize=1024%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6745" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7736-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7736-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7736-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7736-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_7736-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">The Smile</figcaption></figure>



<p>O resto do verão passou-se í  espera dos últimos meses do ano para uma investida final que começou dia 29 de Setembro, com os Sigur Rós, no Campo Pequeno. O meu álbum preferido, que já toquei tantas vezes que o stream está riscado, é o &#8220;( )&#8221;. Que foi tocado quase na í­ntegra. Fenomenal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9209-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6746" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9209-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9209-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9209-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9209-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9209-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9209-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sigur Rós</figcaption></figure>



<p>Dia 7 de Outubro, foi novamente noite de metal, com não uma, nem duas&#8230; mas quatro bandas, no Coliseu: Unto Others, Carcass, Behemoth e os headliners Arch Enemy. Foi um concerto de portentosa agitação psicomotora que deu direito a <a href="https://macacos.com/2022/10/10/tareia-de-metal/" data-type="post" data-id="6708">post</a>. Diria que foi inesquecí­vel, mas já não tenho idade para isso&#8230; tudo se esquece.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9371.jpeg?resize=1024%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6747" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9371-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9371-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9371-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9371-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_9371-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Arch Enemy</figcaption></figure>



<p>E depois deu-se o last minute panic. Sem concertos em Novembro e com o ano a acabar, pelo sim, pelo não, fui a quatro. Teria ido apenas a três, mas o meu amigo <a href="https://zedaesquina.bandcamp.com/">Ed</a> ofereceu-me um bilhete para mais um. Então vejamos:</p>



<p>Dia 6 estive no CCB para ver o Tigran Hamasyan tocar o jazz mais metal do mundo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1206-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6748" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1206-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1206-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1206-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1206-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1206-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1206-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Tigran Hamasyan</figcaption></figure>



<p>Dia 13, no Coliseu, estive a dois metros das costas do Jason Swinscoe e da Cinematic Orchestra.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1328-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6749" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1328-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1328-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1328-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1328-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1328-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">The Cinematic Orchestra</figcaption></figure>



<p>Dia 15, Ólafur Arnalds no CCB, por convite (e sem conhecer muito, confesso, mas foi óptimo).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1385-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6750" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1385-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1385-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1385-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1385-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1385-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1385-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ólafur Arnalds</figcaption></figure>



<p>Finalmente, mesmo em cima do fim do ano, apanhei os Indignu no MusicBox, dia 30. Mal os conhecia, mas tinham-me sido recomendados pelo Nuno, no Twitter e fiquei fã. De todos os concertos do ano, poderá mesmo ter sido o mais memorável já que, a dada altura, o guitarrista Afonso Dorido me passou a guitarra para as mãos e me deixou &#8220;tocar&#8221; um bocado, numa secção de noise e confusão. Infelizmente, estava sozinho, portanto, não há registos.</p>



<p>Foi a melhor maneira de fechar um ano de música ao vivo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1764-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6751" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1764-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1764-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1764-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1764-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1764-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1764-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Indignu</figcaption></figure>



<p>Em 2023 haverá mais. Aliás, já tenho bilhetes para o Roger Waters e para o Devin Townsend. Venham eles.</p>
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		<title>Como eu faço pão</title>
		<link>https://macacos.com/2022/11/25/como-eu-faco-pao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2022 20:32:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
		<category><![CDATA[pÃ£o]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[sourdough]]></category>
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					<description><![CDATA[Um post exaustivo sobre como eu faço pão em casa (há vários anos). Nada como aprender com as falhas dos outros: esta é a receita que uso com maior taxa de sucesso e que fez com que nunca mais tivesse que comprar pão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este é um post sobre como eu faço pão em casa, com fermento natural, também chamado &#8220;massa mãe&#8221;. O estilo de pão que produzo tem um sabor semelhante ao pão alentejano e também pode ser classificado como &#8216;sourdough&#8217;. Para mim, é mais ou menos a mesma coisa e o pão sabe-me ao que a minha memória tem classificado como pão: ligeiramente ácido e com uma dose razoável de sal.</p>



<p>Estou longe de ser especialista e já fiz umas pelas porcarias de pães, mas, no geral, saem-me bem, com bom aspecto e sabor, usando esta receita — na verdade, este <em>método</em>, porque o mais importante aqui é a técnica. Portanto, aqui vai uma coisa que já não se encontra na web: um post sobre fazer pão que explica como eu faço pão, rapidamente, sem anúncios e sem contar a História do pão, desde os fení­cios até aos dias de hoje. Bora lá.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1036-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Pão caseiro" class="wp-image-6725" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1036-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1036-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1036-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1036-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1036-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_1036-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Um pão que eu fiz</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Ingredientes</h2>



<p>Para fazer pão em casa é preciso, acima de tudo, <em>tempo e paciência</em>. Não é uma coisa rápida de se fazer, nem por sombras. Depois, comprar já isto:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Farinha de trigo tipo 65 ou 55 (sacos de 5 kg são práticos)</li>



<li>Farinha integral de centeio (pacotes de 1kg bastam)</li>



<li>Sal fino sem aditivos (não-iodado)</li>



<li>Água</li>



<li><a href="https://www.amazon.es/-/pt/dp/B08R3Z7GXR/ref=sr_1_3?crid=255TP3CBRLWRJ&amp;keywords=esp%C3%A1tula+de+pan&amp;qid=1669405419&amp;qu=eyJxc2MiOiIxLjkwIiwicXNhIjoiMS45MSIsInFzcCI6IjEuMDAifQ%3D%3D&amp;sprefix=esp%C3%A1tucla+de+p%C3%A3o%2Caps%2C103&amp;sr=8-3">Espátula de pão de plástico</a></li>



<li><a href="https://www.amazon.es/-/pt/dp/B07255T6SW/ref=sr_1_43?crid=ZE34O19MVGHC&amp;keywords=esp%C3%A1tula+de+pan+metal&amp;qid=1669405465&amp;qu=eyJxc2MiOiIxLjgzIiwicXNhIjoiMC4wMCIsInFzcCI6IjAuMDAifQ%3D%3D&amp;sprefix=esp%C3%A1tucla+de+p%C3%A3o+metal%2Caps%2C119&amp;sr=8-43">Espátula de pão de metal</a></li>



<li><a href="https://www.amazon.es/-/pt/dp/B08XW6VSL9/ref=sr_1_8?crid=23VC8FVXRQM70&amp;keywords=cesto+para+pan+amazy+redondo&amp;qid=1669406714&amp;qu=eyJxc2MiOiIwLjUzIiwicXNhIjoiMC4wMCIsInFzcCI6IjAuMDAifQ%3D%3D&amp;sprefix=cesto+para+p%C3%A3o+amazy+redondo%2Caps%2C86&amp;sr=8-8">Cesto para fermentação</a></li>



<li><a href="https://www.amazon.es/-/pt/dp/B07Y6SGW51/ref=sr_1_7?keywords=dutch%2Boven&amp;qid=1669406893&amp;qu=eyJxc2MiOiI1LjY2IiwicXNhIjoiNS4xOCIsInFzcCI6IjQuMjIifQ%3D%3D&amp;sprefix=dutch%2Boven%2Caps%2C93&amp;sr=8-7&amp;th=1">Panela de ferro</a></li>
</ul>



<p>O cesto pode ser substituí­do por uma taça com um pano. A panela poderá ser uma que tenham, mas disclaimer: nunca usei senão a minha panela de ferro esmaltado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Massa mãe</h2>



<p>Há uma maneira muito rápida de fazer pão com farinha, água, sal e fermento quí­mico ou fermento fresco, dito &#8220;de padeiro&#8221;, que se vendem nos supermercados. Não é este pão. Este pão é feito fermentando farinhas ao longo de vários dias, para que desenvolvam culturas de bactérias que vão por sua vez fermentar a massa, dando-lhe volume e, mais importante: sabor.<br>Em suma: com fermento do supermercado, pão; com fermento natural: pão muita bom.</p>



<p>Para fazer massa mãe é preciso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Farinha de trigo</li>



<li>Farinha integral de centeio</li>



<li>Água (preferencialmente filtrada ou mineral)</li>



<li>Um frasco</li>
</ul>



<p>Demora cerca de uma semana a ter massa mãe madura, capaz de levedar um pão, portanto, todos os dias, repete-se este procedimento:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Colocar no frasco 20g de cada farinha</li>



<li>Juntar 40g de água</li>



<li>Misturar</li>



<li>Tapar levemente (nada de tampas de rosca, que o frasco pode explodir)</li>
</ol>



<p>No dia seguinte, 24h depois, deita-se tudo fora, menos 10g e repete-se. Ou seja:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Manter no frasco 10g da massa do dia anterior</li>



<li>Juntar 20g de cada farinha</li>



<li>Juntar 40g de água</li>



<li>Misturar</li>



<li>Tapar levemente</li>
</ol>



<p>Todos os dias, vai-se observando a massa, até se perceber que ela sobe pelo frasco, criando montes de bolhas de ar (depois de usar a massa mãe para fazer um pão convém&#8230; mantê-la viva). Quando estiver assim, estará pronta a usar. Eis um exemplo:</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8561-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Massa mãe para fazer pão" class="wp-image-6726" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8561-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8561-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8561-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8561-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8561-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_8561-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Massa mãe bem activa</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Pão</h2>



<p>Para fazer pão, são precisos <strong>DOIS DIAS</strong>. Um dia é inteiramente dedicado a fazer a massa e o segundo dia é para cozer o pão. Para fazer a massa, é preciso começar de manhã cedo (cedo é 8 da manhã, não é 10). Alternativamente, podem preparar a levedura de noite e usar na manhã seguinte.</p>



<p>Vou colocar aqui a receita de pão mais simples que faço e que serve para fazer um pão normal OU com chouriço. Para quem quer fazer pão com chouriço, acrescentarei esse passo, já que não é um desvio muito grande. Para fazer um pão é preciso dois componentes que se misturam em fases diferentes e depois, sal. Assim:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Levedura</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>20g de massa mãe</li>



<li>20g de farinha de trigo</li>



<li>20g de farinha integral de centeio</li>



<li>40g de água</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Massa</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>450g de farinha de trigo (tipo 65 ou 55)</li>



<li>50g de farinha integral de centeio</li>



<li>350g de água a 30ºC</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Sal</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>11g de sal fino sem aditivos</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 1 — 8/9 da manhã</h3>



<p>Num frasco, misturar os ingredientes para a levedura, mexer bem e deixar repousar 5 horas. Como disse acima, se não começarem cedinho, esqueçam. São muitas horas. A opção de preparar a levedura da noite para a manhã seguinte também é válida, façam como entenderem.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 2 — 1/2 da tarde</h3>



<p>Numa taça grande, misturar os ingredientes listados acima, para &#8220;massa&#8221;. Misturar bem com uma colher rija. Quando estiver razoavelmente bem misturado, humedecer bem uma mão e dar uns apertões na massa, para certificar que está toda bem hidratada. Não é preciso amassar, não estamos nessa fase.</p>



<p>Deixar repousar uma hora, para a farinha humedecer.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 3 — 1 hora depois</h3>



<p>Deitar a levedura por cima da massa e, novamente com a mão bem molhada, misturar bem as duas. Sim, é um bocado pastoso, mas não faz mal. A técnica é ir espetando os dedos na massa, para a levedura entrar, depois dobrar a massa, dar-lhe a volta e repetir. Mas usem a técnica que mais vos aprouver, é preciso é misturar bem as duas substâncias.</p>



<p>Depois de tudo bem misturado: espalhar o sal na superfí­cie da massa e esperar 20 minutos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 4 — 20 minutos depois</h3>



<p>Novamente com a mão molhada, dar apertões na massa, dobrá-la e virá-la, para incorporar o sal. Continuem a misturar até deixarem de sentir a textura de sal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 5 — logo a seguir</h3>



<p>Esticar e dobrar. </p>



<p>Este é o passo que substitui amassar. É muito menos cansativo e funciona bem. Se quiserem procurar na net, tipicamente chama-se &#8220;stretch and fold&#8221; e há ví­deos a pontapé de malta a mostrar como se faz.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Sempre com a mão húmida, esticar uma ponta da massa até sentir resistência, mas sempre sem rasgar a massa. Deitar essa parte da massa por cima do centro. Repetir a toda a volta da massa, umas 5 ou 6 vezes</li>



<li>Tapar e esperar meia hora</li>



<li>Repetir o processo, a cada meia hora, 3 vezes</li>



<li>Depois da última vez, esperar 2 horas</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 6 — 3,5 horas depois</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Enfarinhar uma superfí­cie de trabalho, preferencialmente, um balcão de pedra</li>



<li>Usar uma espátula de plástico para tirar a massa da taça para a bancada</li>



<li>Com as mãos bem enfarinhadas, esticar a massa num rectângulo, sem rasgar</li>



<li>A porra da massa vai querer agarrar a tudo, é horrí­vel</li>



<li>Usar a espátula de metal e farinha (o mí­nimo possí­vel), costuma ajudar a descolar a massa da bancada e ir esticando</li>



<li>Depois da massa esticada, dobrar a parte mais próxima até meio, depois a parte mais longe até meio, por cima dessa e depois cada um dos lados até meio, por cima um do outro</li>



<li>Usar a espátula de metal para virar a massa ao contrário: a parte que acabaram de dobrar deve ficar para baixo</li>



<li>Com uma mão de um lado da massa e a espátula do outro, apertar e rodar a massa, para ir formando uma bola</li>



<li>Insistam um bocado nesta parte, a massa deve ficar tensa</li>



<li>Deixar repousar, debaixo de uma tolha de cozinha húmida, durante 15 minutos</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 7 — 15 minutos depois</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mais uma vez, virar a massa ao contrário: a parte de estava para cima, fica para baixo</li>



<li>Voltar a esticar num rectângulo, como da primeira vez</li>



<li>Se quiserem por chouriço, é agora: distribuir rodelas de meio chouriço por cima do rectangulo de massa; não sejam galifões, meio chouriço é óptimo, mais&#8230; é demais</li>



<li>Voltar a fazer as dobras descritas anteriormente</li>



<li>Voltar a formar a bola</li>



<li>Cobrir o tecido do cesto ou o pano com bastante farinha, para que a massa não agarre e transferir a massa para o cesto/taça com pano, com a parte de cima virada para baixo — a &#8220;costura&#8221; fica para cima</li>



<li>Colocar no frigorí­fico, tapado, 12-18 ou até 48 horas</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0799-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="Massa de pão com chouriço" class="wp-image-6727" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0799-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0799-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0799-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0799-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0799-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">A massa esticada, antes de se dobrar sobre si própria. Nesta, aproveitei para pôr chouriço, mas recomendo que aprendam pão básico primeiro, que fazer a bola, com chouriço dentro da massa, é mais difí­cil.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 8 — cozer, no dia seguinte</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Colocar a panela, tapada, no forno a 250/260 graus centígrados, ou no máximo que der, durante, pelo menos, 45 minutos</li>



<li>Retirar a massa do frigorí­fico, apenas depois da panela bem quente</li>



<li>Espalhar um pouco de farinha na massa e deitá-la, invertendo, num prato</li>



<li>Fazer um corte na superfí­cie da massa, para que tenha por onde expandir: eu uso uma simples lâmina de barba e faço um xis, mas uma faca bem afiada ou até uma tesoura podem servir</li>



<li>Rapidamente: retirar a tampa da panela e colocar CUIDADOSAMENTE a massa lá dentro, colocar imediatamente a tampa e voltar a meter no forno</li>



<li>Esperar 30 minutos</li>



<li>Tirar a tampa da panela e reduzir o forno para 150ºC</li>



<li>Esperar 5-10 minutos ou até o pão estar com a cor que preferirem</li>



<li>Retirar</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0856-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Pão caseiro" class="wp-image-6728" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0856-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0856-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0856-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0856-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0856-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0856-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Aqui vê-se bem para que serve o corte: o gás da levedura expande com o calor e abre o pão. Pode fazer-se sem corte, mas corre-se o risco da côdea endurecer demasiado depressa e impedir o pão de expandir tanto como poderia</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Passo 9 — Esperar!</h3>



<p>Eu disse que era preciso paciência. Se cortarem o pão ainda quente, vão perder o vapor interno todo e dar cabo do pão. Esperem que arrefeça, senão dão cabo de dias e dias de trabalho, para nada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dicas adicionais</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Colocar a massa na panela pode ser frustrante, se não estiver &#8220;forte&#8221; o suficiente: coloquem o prato com a massa o mais próximo da panela e façam um movimento rápido, mas com muito cuidado para não tocarem na panela que vai estar a mais de 200 graus</li>



<li>A côdea pode ficar mais bonita e estaladiça se borrifarem a massa com água mesmo antes de colocar a tampa. Este vapor adicional também ajuda a massa a crescer no forno. As lojas chinesas vendem borrifadores de água.</li>



<li>Ter uma massa mãe que cresce para o dobro ou mais é essencial; já me precipitei a fazer pães que depois ficam chapatas densas e quase incomestí­veis.</li>



<li>Formar a bola é igualmente importante: esticar bem a massa e dobrá-la sobre si própria e depois passar uns minutos a transformá-la numa bola tensa vai ajudar a que o gás criado pela levedura force o pão a crescer, quando aquece no forno. Se a massa não estiver bem formada, fica mais tipo pasta e não vai crescer no forno.</li>



<li>Se não tiverem prazer a fazer o pão&#8230;  não vale a pena. A Gleba vende bom pão e não se chateiam. Eu faço porque me dá imenso prazer, ainda mais quando sai bem e ainda mais quando é partilhado e apreciado por outras pessoas.</li>
</ul>



<p>Agora vá, ide padeirar!</p>
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		<title>Tareia de Metal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 14:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[concertos]]></category>
		<category><![CDATA[metal]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
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<figure class="wp-block-image size-full is-style-default"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1424" height="1899" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/8b79701a75d74ccca5bef3b1a62a85cc.jpeg?resize=1424%2C1899&#038;ssl=1" alt="Alyssa White Gluz
" class="wp-image-6710" title="Alyssa White Gluz" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/8b79701a75d74ccca5bef3b1a62a85cc.jpeg?w=1424&amp;ssl=1 1424w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/8b79701a75d74ccca5bef3b1a62a85cc.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/8b79701a75d74ccca5bef3b1a62a85cc.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/8b79701a75d74ccca5bef3b1a62a85cc.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Alyssa White Gluz</figcaption></figure>



<p>Dia do oitavo concerto do ano e desta vez foi uma experiência daquelas que se tem em jovem, mas que eu nunca tinha tido assim: mosh í  bruta. Embora tenha estado nalguns concertos em que houve alguns empurrões, numa altura em que eu ficava muito ofendido com isso, nunca tinha passado por esta brutalidade avassaladora durante horas a fio.<br>Cheguei cedo í  plateia do Coliseu e coloquei-me ao centro e í  frente, com pouco mais de 2 ou 3 pessoas entre mim e a grade. Tinha a intenção de ver as bandas como eu gosto: de perto.<br>As hostilidades abriram com uma banda de goth metal, <a href="https://www.untoothers.us/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Unto Others</a>, que pouco aqueceu a multidão, embora não fossem maus de todo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/b4d24c9ecfce075119c4d24f68e2ef2a-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="Unto Others" class="wp-image-6711" title="Unto Others" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/b4d24c9ecfce075119c4d24f68e2ef2a-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/b4d24c9ecfce075119c4d24f68e2ef2a-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/b4d24c9ecfce075119c4d24f68e2ef2a-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/b4d24c9ecfce075119c4d24f68e2ef2a-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/b4d24c9ecfce075119c4d24f68e2ef2a-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Unto Others</figcaption></figure>



<p>A música começou por volta das 7 da tarde, já que iam actuar quatro bandas, num crescendo de popularidade, até ao culmino dos Arch Enemy. Até aqui, tudo bem, embora tenha entrado no Coliseu já ciente de que não levara os tampões para os ouvidos, apesar de ter estado com eles na mão antes de sair. Bomâ€¦ foi uma questão de aceitar.<br>Depois de um intervalo de uns 20 minutos, os ventos metálicos mudaram radicalmente, com a subida ao palco dos britânicos <a href="https://www.nuclearblast.com/eu/band/carcass">Carcass</a>. Antevia-se uma frente de agressividade, com laivos de mixórdia de carnificina, levando a aguaceiros de metaleiro, mas o que realmente recebemos foi um furacão de machos de tronco nu e cabeleira desenvolta, com constantes arremessos humanos por sobre a multidão.<br>Crowd surfers constantes, muitos com bons 80/90 kg, a voar por cima das nossas cabeças, enquanto tentávamos não levar um biqueiro nos cornos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ef9b0e46399624161011fc5a1dffb160-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Carcass" class="wp-image-6714" title="Carcass" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ef9b0e46399624161011fc5a1dffb160-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ef9b0e46399624161011fc5a1dffb160-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ef9b0e46399624161011fc5a1dffb160-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ef9b0e46399624161011fc5a1dffb160-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ef9b0e46399624161011fc5a1dffb160-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ef9b0e46399624161011fc5a1dffb160-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Carcass</figcaption></figure>



<p>À minha frente estava uma famí­lia de pai, mãe e filha de 15 anos, bem como um tipo de 40 e picos e respectivo pai de 70 anos com um pé magoado. Malta mesmo bem posicionada para levar com a investida imparável de dezenas de jovem hirsutos, desejosos de soltar a sua fera anti-sistema.<br>Fiz o que pude para me manter vertical, evitar os ditos biqueiros e — dentro do possí­vel — ajudar a escudar as filas da frente. A dada altura, os seguranças convenceram a criança a sair dali e terminar de assistir ao espectáculo num lugar menosâ€¦ metal.<br>No intervalo seguinte, havia algum consenso entre a malta mais próxima da minha faixa etária que as duas bandas cabeça de cartaz — Behemoth e Arch Enemy — trariam outro tipo de assentimento craniano, ao ritmo da música e menos voos acrobáticos, qual Cirque du Soleil satânico.<br>Errado, claro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/bd99aa2ecf7056ff759bd1c7fe83d629-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Behemoth" class="wp-image-6715" title="Behemoth" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/bd99aa2ecf7056ff759bd1c7fe83d629-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/bd99aa2ecf7056ff759bd1c7fe83d629-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/bd99aa2ecf7056ff759bd1c7fe83d629-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/bd99aa2ecf7056ff759bd1c7fe83d629-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/bd99aa2ecf7056ff759bd1c7fe83d629-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/bd99aa2ecf7056ff759bd1c7fe83d629-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Behemoth</figcaption></figure>



<p>Os <a href="https://www.behemoth.pl/">Behemoth</a>, polacos do death metal, avançaram com uma entrada pausada e teatral, mas assim que arrancou o &#8220;Ora Pro Nobis Lucifer&#8221; foi a loucura total.<br>Já se percebeu que levei porrada, muita porrada. Mas mais uma vez se percebeu, também, que esta malta do metal é uma irmandade curiosa: sedentos de sangue metafórico, mas umas jóias de moços (e algumas moças). A única vez que acabei por cair nos vai-vem de empurrões multitudinais, dei por mim levantado, quase de imediato, por uns quatro pares de braços. In nomine metallum!<br>Na última música, Nergal e seus co-conspiradores assomaram-se da boca de cena e cuspiram sangue sobre a multidão. Estava fechada a terceira actuação e, mais uma vez, a malta convenceu-se que a natureza mais melódica da última banda levaria í  acalmia das hostes e algum descanso para a frente de combate. A minha t-shirt estava absolutamente ensopada em suor e a cara e as mãos devidamente marcadas pelo sangue ante-mencionado.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ac88513ec16f3b4fd97ff1fd06381c7f-scaled.jpeg?resize=1920%2C2560&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6716" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ac88513ec16f3b4fd97ff1fd06381c7f-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ac88513ec16f3b4fd97ff1fd06381c7f-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ac88513ec16f3b4fd97ff1fd06381c7f-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ac88513ec16f3b4fd97ff1fd06381c7f-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/ac88513ec16f3b4fd97ff1fd06381c7f-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Behemoth</figcaption></figure>



<p>A cortina entre bandas anunciava &#8220;pure fucking metal&#8221; e, confesso, as minhas costas já ardiam mais do que depois de uma sessão de treino com o Dorian Yates, mas tinha ido para ver Arch Enemy e não ia deixar acabar a noite sem ver a Alyssa White Gluz de perto.<br>Dito e feito.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/eb167512d6b901241cd1053ea9f57788-scaled.jpeg?resize=2560%2C1920&#038;ssl=1" alt="Arch Enemy" class="wp-image-6717" title="Arch Enemy" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/eb167512d6b901241cd1053ea9f57788-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/eb167512d6b901241cd1053ea9f57788-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/eb167512d6b901241cd1053ea9f57788-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/eb167512d6b901241cd1053ea9f57788-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/eb167512d6b901241cd1053ea9f57788-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/eb167512d6b901241cd1053ea9f57788-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption>Arch Enemy</figcaption></figure>



<p>Já sem surpresa, aguentei as primeiras 3 ou 4 músicas dos Arch Enemy, sob um mar de encontrões e navegadores de multidão até, finalmente ceder. Lamentavelmente, a banda não tocou nenhuma das minhas três músicas preferidas, todas do álbum &#8220;Anthems of Rebellion&#8221;, a saber: &#8220;We Will Rise&#8221;, &#8220;Dead Eyes See No Future&#8221; e &#8220;Marching On a Dead End Road&#8221;. Uma pena, mas não se podia pedir tanto, suponho, são músicas com quase 20 anos.No final, trouxe a t-shirt da praxe e encontrei dois amigos, com quem acabei por estar na conversa até í  uma e tal, já na rua.</p>



<p>E assim sendo, este ano já vi José González, Skunk Anansie, New Pagans, Russian Circles, Helms Alee, Process of Guilt, The Ocean, Psychonaut, PG.Lost, The Smile, Sigur Rós, Unto Others, Carcass, Behemoth e Arch Enemy. O que se segue?</p>
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		<title>Eu não estou bem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jan 2022 16:53:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[cartoon]]></category>
		<category><![CDATA[cartoons]]></category>
		<category><![CDATA[depressÃ£o]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Fiz um cartoon. Chama-se &#8220;Eu não estou bem&#8221;. É um novelo de ironia.]]></description>
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<p>Fiz um cartoon. Chama-se &#8220;Eu não estou bem&#8221;. É um novelo de ironia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0855.jpeg?resize=1024%2C1024&#038;ssl=1" alt="Eu não estou bem" class="wp-image-6698" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0855-scaled.jpeg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0855-scaled.jpeg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0855-scaled.jpeg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0855-scaled.jpeg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0855-scaled.jpeg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_0855-scaled.jpeg?resize=2048%2C2048&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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		<title>Saucony Liberty ISO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2021 16:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[corrida]]></category>
		<category><![CDATA[desporto]]></category>
		<category><![CDATA[sapatilhas]]></category>
		<category><![CDATA[sapatos]]></category>
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					<description><![CDATA[De há umas semanas para cá, não conseguia correr sem voltar com os pés todos esfacelados, na parte interior. Embora tenha feito, há muitos anos, uma análise de passada que me definiu como neutro, desconfio que haja uma pronação, mesmo que subtil, que acaba por causar este problema. Quando me queixei do assunto, a Dalila [&#8230;]]]></description>
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<p>De há umas semanas para cá, não conseguia correr sem voltar com os pés todos esfacelados, na parte interior. Embora tenha feito, há muitos anos, uma análise de passada que me definiu como neutro, desconfio que haja uma pronação, mesmo que subtil, que acaba por causar este problema.</p>



<p>Quando me queixei do assunto, a Dalila sugeriu que os meus sapatos actuais estivessem velhos. Não parecem estar, de facto, porque têm ainda óptimo aspecto. Mas a verdade é que os Nike Air Zoom Pegasus 36 Hakone (granda nome), já ultrapassaram os 600 km. Isto da durabilidade dos sapatos de corrida tem muito pouco a ver com o aspecto com que ficam e muito mais a ver com o desgaste que não se nota, nomeadamente no que toca í  perda de elasticidade ou de amortecimento da sola.</p>



<p>Bom, altura de encontrar substitutos. Como não sou nenhum pro, gosto de procurar sapatos bem cotados, que me pareçam adequados a mim e não custem 200 euros. Isto porque gastei 160 e picos em cada um de dois pares de Asics, um rendeu-me 1000 km, mas o outro era insuportável para correr, dando-me sempre dores nos tornozelos e só consegui fazer 98 km com eles.</p>



<p>Decidi também, desta vez, optar por uns sapatos com mais suporte interno, para tentar compensar a ligeira pronação de que suspeito. Foi assim que cheguei aos Saucony Liberty ISO.</p>



<p>Eize-lios:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2110.jpeg?resize=1024%2C768&#038;ssl=1" alt="Foto dos Saucony Liberty ISO" class="wp-image-6683" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2110-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2110-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2110-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2110-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2110-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Existe uma nova versão destes sapatos, os ISO 2, mas este é um dos melhores truques para comprar sapatos mais baratos: esperar pela versão nova e comprar a anterior. Estes Saucony custaram €95, na Amazon espanhola e chegaram num instante.</p>



<p>O que mais me surpreendeu nestes sapatos foi o conforto imediato, quer ao calçá-los, quer a começar a correr. Assim que arranquei, foi quase como se sempre tivesse corrido com eles e embora tenha sentido diferença para os Nike, não foi um choque.</p>



<p>Senti bastante apoio em todo o pé, bem como uma resposta simpática, na passada. Sem dúvida, fruto de serem novos, mas também por serem leves e simples. A tracção é excelente, o que me ajudou a fazer mudanças de direcção e subidas com mais facilidade a que tenho estado habituado.</p>



<p>Os atacadores são, talvez, um pouco curtos, sobretudo usando o nó do corredor, mas como tenho pés muito estreitos, não me incomodou. Poderá ser um problema para quem tenha patinhas mais largas. Finalmente, pareceu-me ter corrido com menos pronação, com o pé a assentar mais direito, graças ao apoio mais rí­gido no arco do pé, mas não garanto que não tenha sido placebo.</p>



<p>Seja como for, senti-me super estável e cheguei a casa, em cada uma das três saí­das que já fiz com eles, sem qualquer dor, bolhas ou feridas na parte interna dos pés, como já era hábito. Por menos de 100 euros e para um corredor como eu, que corre nas ruas, 2/3 vezes, 10/20 km por semana, não podia ter pedido melhor.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2137-2.jpeg?resize=1024%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6690" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2137-2-scaled.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2137-2-scaled.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2137-2-scaled.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2137-2-scaled.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/IMG_2137-2-scaled.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p></p>
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		<title>Throwing Rocks at a Wall</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 10:02:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[the insolent]]></category>
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					<description><![CDATA[Lembro-me, vagamente, de ter começado a fazer música no meu computador, em casa dos meus pais, usando o Cakewalk e uma SoundBlaster AWE32. Antes disso, umas experiências com Amiga mods, mas sem nunca ter tido um Commodore&#8230; Ao longo dos anos, fui sempre brincando com música e as ideias foram-se acumulando e sendo transferidas de [&#8230;]]]></description>
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<p>Lembro-me, vagamente, de ter começado a fazer música no meu computador, em casa dos meus pais, usando o Cakewalk e uma SoundBlaster AWE32. Antes disso, umas experiências com Amiga mods, mas sem nunca ter tido um Commodore&#8230; Ao longo dos anos, fui sempre brincando com música e as ideias foram-se acumulando e sendo transferidas de computador para computador, de software para software, sem grande objectivo.</p>



<p>Algures nos finais de 2019, decidi investir mais a sério em terminar e lançar músicas. Comprei a versão 11 do Reason, o meu software de eleição para produzir música e, ao longo dos meses de 2020 fui também adicionando í  minha colecção vários plug-ins da Waves. A certa altura, tinha 25 músicas em diversos estados de desenvolvimento e comecei a pensar seriamente em lançar um álbum.</p>



<p>Hoje em dia, é fácil lançar um álbum para os serviços de streaming. Coisas como o <a href="http://distrokid.com" data-type="URL" data-id="distrokid.com">Distrokid</a> (que acabei por usar), pegam na nossa música, descrições, letras, capa e disponibilizam a milhões de pessoas, praticamente de um dia para o outro. No fundo, tal como publicamos fotos ou textos, podemos publicar música com o mundo, sem agentes, representantes e editoras. É óbvio que o alcance é muito diferente, mas se eu fazia música para partilhar com três amigos e agora consigo partilhar com 100&#8230; já é bastante entusiasmante.</p>



<p>O álbum chama-se, então, &#8220;Throwing Rocks at a Wall&#8221; e está publicado sob o nome &#8220;The Insolent&#8221;, um throwback aos anos 90 e ao cognome que o meu amigo Paco me pí´s e do qual me lembrei quando comecei a <a href="https://opensea.io/accounts/the_insolent">publicar NFTs</a> (uso o mesmo nome para arte digital). O tí­tulo surgiu como a música: por acaso, a brincar; começo quase sempre com acordes, depois vou experimentando melodias, í s vezes adiciono guitarra, outras, não chego a sair do computador. Mas foram todas feitas com muito gozo, muitas horas passadas a experimentar coisas, muitas mais a misturar e remisturar, a ouvir no telemóvel, no carro e nas colunas da sala a tentar aprender vários novos skills para tentar que tudo ficasse a soar bem.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/3000x3000px_cover.jpg?resize=1024%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6673" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/3000x3000px_cover-scaled.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/3000x3000px_cover-scaled.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/3000x3000px_cover-scaled.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/3000x3000px_cover-scaled.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/3000x3000px_cover-scaled.jpg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/3000x3000px_cover-scaled.jpg?resize=2048%2C2048&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Acho que consegui, gosto de ouvir a minha própria música e acho bestial que algumas pessoas me digam que gostaram muito da Lost Abilities (parece a preferida até agora), ou de outra música que lhes saltou mais ao ouvido. Mas também acho piada a receber dislikes no YouTube, ou haver pessoas que não gostem particularmente de nada. Sinto uma ligação muito pessoal com estas músicas e sei que vieram todas do prazer de as fazer. Literalmente, amadoras.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As músicas</h2>



<p>O álbum tem nove faixas, embora originalmente tivesse 11. Achei que ficava mais composto com estas nove, que me parecem fazer um bom fluxo de umas para as outras. Passei algum tempo a ordená-las e reordená-las para me fazerem sentido em sequência. São 57 minutos de música instrumental, com algumas samples de voz e duas intervenções minhas. Mas não se preocupem, não canto.</p>



<p>As três primeiras músicas, Handmade, Rising e I Walk Alone incluem guitarra e um final de bateria tocada por mim (com horas e horas de correcções í  unha :P). Rising é também a faixa mais recente de todas, sendo que já tinha 10 músicas alinhadas quando uma manhã de um fim de semana qualquer comecei a produzir esta, que acabou por ficar no álbum em detrimento de outras duas.</p>



<p>Na faixa I Walk Alone, o breakdown de piano é acompanhado por uma gravação que fiz num passeio a pé e í  chuva, no dia 20 de Agosto de 2020, na Serra da Estrela.</p>



<p>De férias com a famí­lia, em pleno Agosto, choveu o tempo quase todo e a certa altura já ninguém queria ir a lado nenhum. Portanto, eu fui fazer uma caminhada pelos montes em redor de Linhares da Beira. A certa altura, lembrei-me de pegar no telefone e gravar o som dos meus passos e da chuva.  É mais uma demonstração de como, nos nossos tempos, basta ter um telemóvel no bolso para capturar som que pode servir para um projecto. Não é uma gravação super mega profissional, mas funciona.</p>



<p>Da mesma forma, a faixa Silver Dust termina com passarinhos. Foram gravados há não muito tempo, dia 7 de Março de 2021, num passeio a pé por Almada. Já o discurso de Sir Winston Churchill é mais famoso que qualquer passarinho.</p>



<p>Em Lost Abilities e The Female Form, ouve-se a minha voz. No primeiro, um discurso improvisado, com tudo o que isso implica de pensamentos cruzados e hesitações; no segundo, um poema de Walt Whitman, retirado da sua obra &#8220;The Body Electric&#8221; e livre de copyright (ajuda).</p>



<p>Para The Female Form, tinha uma melodia de trompete, tocada num sampler, mesmo para dar aquele toquezinho chique-piroso, mas soava tão falso que me irritava, sempre que o ouvia. Então decidi ir até ao Fiverr, mais um serviço incrí­vel dos tempos modernos. Aí­, o trompetista Oli Parker gravou-me umas melodias que acabei por usar de forma completamente diferente, na música. Por pouco mais de €30, tinha trompete na música.</p>



<p>This Here Drum Machine nasceu de ter comprado uns packs de samples e não saber o que fazer com eles. Comecei a brincar e acabei por fazer uma coisa í  volta de sons de bateria programados. Nenhum deles veio do sample pack, mas o break de flauta sim!</p>



<p>Finalmente, as duas últimas faixas fazem uma espécie de conjunto para fechar o álbum: Black Stone e Walk. A primeira refere-se ao voo até í  Lua e a segunda, aos primeiros passos na mesma. São faixas mais &#8220;espaciais&#8221; e incluem gravações dos astronautas, disponibilizadas pela NASA no seu arquivo. Tal como no caso do discurso de Churchill, fiz os contactos possí­veis para me certificar que as samples podiam ser usadas, mas não obtive resposta. </p>



<p>Resta-me convidar-vos a ouvir a música, partilhar com amigos, deixar likes, ou mesmo dislikes. Espero que algumas pessoas por aí­ achem piada porque a mim deu-me muito gozo fazer e, sobretudo, publicar.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://open.spotify.com/album/2H1fxdup8lEjDtmT9t53yo?si=foBfXSrDRQWg9VOxvlrggQ" data-type="URL" data-id="https://open.spotify.com/album/2H1fxdup8lEjDtmT9t53yo?si=foBfXSrDRQWg9VOxvlrggQ">Spotify</a></li><li><a href="https://music.apple.com/pt/album/throwing-rocks-at-a-wall/1561559778?l=en">Apple Music</a></li><li><a href="https://music.apple.com/pt/album/throwing-rocks-at-a-wall/1561559778?l=en">Apple Store</a> (€8,91)</li><li><a href="https://tidal.com/browse/album/179411956" data-type="URL" data-id="https://tidal.com/browse/album/179411956">Tidal</a></li><li><a href="https://www.deezer.com/en/album/220343422">Deezer</a></li><li><a href="https://music.amazon.com/albums/B091PCF81G">Amazon Music</a></li><li><a href="https://music.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_mVoI3ws4lPvIhFWDi1OKETbfdMp-CN-_k">YouTube Music</a></li></ul>



<p>Está também disponí­vel em vários outros serviços que nem conheço, portanto se não usam nenhum dos acima, é pesquisar pelo tí­tulo e ver o que aparece. :-) Também me podem seguir nas novas contas The Insolent, no <a href="https://twitter.com/insolent_music">Twitter</a> e <a href="https://www.instagram.com/the_insolent.official/">Instagram</a>.</p>



<p>Já comecei o próximo álbum&#8230;</p>
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		<title>As Melhores Batatas Fritas Na Actifry</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Couto e Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2021 17:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[actifry]]></category>
		<category><![CDATA[batatas]]></category>
		<category><![CDATA[batatas fritas]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
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					<description><![CDATA[Há um truque muito simples, mas muito eficaz para fazer melhores batatas fritas na Actifry: cozer as batatas primeiro numa mistura especial, é ler.]]></description>
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<p>Há muitos anos que uso a Actifry, da Tefal, para várias coisas. Mas, sobretudo, para fazer batatas fritas congeladas sem ser preciso lidar com uma fritadeira cheia de óleo — onde a guardar, onde deitar fora o óleo velho, etc. Mas nunca tinha realmente investido em fazer as melhores batatas fritas na Actifry&#8230; usando batatas cruas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/batatas_fritas-scaled.jpeg?w=960&#038;ssl=1" alt="As Melhores Batatas Fritas Na Actifry" class="wp-image-6659"   title="As Melhores Batatas Fritas Na Actifry" srcset="https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/batatas_fritas-scaled.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/batatas_fritas-scaled.jpeg?resize=300%2C205&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/batatas_fritas-scaled.jpeg?resize=1024%2C699&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/batatas_fritas-scaled.jpeg?resize=768%2C524&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/batatas_fritas-scaled.jpeg?resize=1536%2C1048&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/macacos.com/wp-content/uploads/batatas_fritas-scaled.jpeg?resize=2048%2C1398&amp;ssl=1 2048w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Não quero estar com demoras, portanto o truque é este: cozer as batatas primeiro. Mas não é só cozer, í  balda, o processo é o seguinte:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Lavar e/ou descascar as batatas (eu gosto com casca e ainda por cima, poupo tempo).</li><li>Cortar as batatas em palitos, o mais consistentes possí­vel em termos de grossura.</li><li>Lavar as batatas até a água deixar de ficar turva.</li><li>Ferver uma panela de água com sal (eu ponho três &#8220;montinhos&#8221;) e uma ou duas colheres de sopa de vinagre (eu vou para o mais do que para o menos). — O sal vai salgar as batatas &#8220;por dentro&#8221;, em vez de só superficialmente e o vinagre vai ajudar as batatas a ficarem flexí­veis, em vez de se esborracharem todas.</li><li>Deitar as batatas na água e, quando levantar fervura novamente, contar 8 minutos. Tirar uma batata e verificar se se consegue pegar numa ponta e abanar levemente, sem partir — quando estiverem assim, estão boas.</li><li>Escorrer as batatas e deixar evaporar o máximo possí­vel de água (enquanto estiver a sair vapor í  bruta&#8230; esperar).</li><li>Colocar as batatas na cuba da Actifry e regar generosamente com óleo. As batatas cruas não têm óleo nenhum ao contrário das congeladas/pré-fritas, portanto convém que tenham o suficiente para as envolver todas e ainda deixar um filmezinho no fundo da cuba.</li><li>Ligar a Actifry e ir vigiando. Varia muito consoante a quantidade, mas uns bons 20 minutos a meia hora, costuma ser o mí­nimo.</li></ol>



<p>E pronto, tá feito. No fim é secar com papel de cozinha, pí´r sal por cima e comer. Claro que há muitas variantes a considerar, tanto depois de cozinhadas, ou quando são colocadas na fritadeira, as batatas vão bem com alho em pó e paprika fumada, por exemplo. Ou com alho esmagado e alecrim. Ou com o que vos apetecer experimentar!</p>



<p>Bom apetite.</p>
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