<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183</atom:id><lastBuildDate>Wed, 11 Sep 2024 23:34:37 +0000</lastBuildDate><title>.: MachadismO :. Café, História e Reflexões</title><description></description><link>http://machadismo.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-3586164100957549447</guid><pubDate>Mon, 29 Jun 2020 00:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-06-28T22:07:29.018-03:00</atom:updated><title>Os meninos que criamos</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnVp0htrM8eBU-22TrICck_raFrLnG1Kd-KzdTs-eAdeV8yELOfwf1J_9i8HR49bYRDFWRMfFaSZSwsVl6IvJ5VJlt0RuKp4k_t9ockxfn41GAxo0VOP8et4GJ96SrHzx379zYN69NLhgi/s1600/The-Mask-You-Live-In-Document%25C3%25A1rio-800x445.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;445&quot; data-original-width=&quot;800&quot; height=&quot;222&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnVp0htrM8eBU-22TrICck_raFrLnG1Kd-KzdTs-eAdeV8yELOfwf1J_9i8HR49bYRDFWRMfFaSZSwsVl6IvJ5VJlt0RuKp4k_t9ockxfn41GAxo0VOP8et4GJ96SrHzx379zYN69NLhgi/s400/The-Mask-You-Live-In-Document%25C3%25A1rio-800x445.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;The Mask You Live In / Divulgação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O assunto não é novo, mas está longe de ser esgotado. Uma importante amiga essa semana me convidou para assistir um documentário chamado “The Mask You Live In”, de Jennifer Siebel Newsom . Esse é um filme que fala sobre mim, sobre todos os homens que eu conheço, e todos aqueles que eu não conheço. Trata sobre os efeitos da masculinidade tóxica nos meninos que um dia se tornarão homens, e de homens que um dia foram meninos. Essa toxidade é nefasta tanto no ponto de vista emocional, quanto físico. Trata-se do momento em que o homem perde a humanidade, se esconde, e ataca o que é socialmente descrito como diferente dele. Como é fortemente discutido no documentário, a masculinidade não é orgânica, é reativa... e se força a ser contrário de tudo aquilo que é feminino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito do que somos hoje aprendemos quando crianças. Nos ensinaram que homem não chora, não demonstra fraqueza, que temos que ter sempre o controle da situação, que devemos saber jogar futebol (e sermos bons nisso), que devemos pegar todas as meninas possíveis e pensar sempre de pau duro batendo no teto (aí daqueles que não conseguem segurar a ereção), não devemos ser amigos das meninas, não podemos ser íntimos dos meninos. Enfim! Há uma série de barreiras que nos são impostas ao longo de nossa formação que determina o que é ser homem. Mas a figura do macho alfa é difícil de alcançar. No perfil do homem perfeito quem se encaixa? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os meninos sofrem. Sofrem por serem criados sob violência. Afinal, um homem duro, casca grossa, forte e destemido não se faz passando a mão na cabeça diante de um erro. A frustração diante da rejeição do pai, do amor não correspondido, do trabalho não conquistado, do gol perdido, do futuro que parece nunca se realizar engole o garoto que se fecha e se transforma em uma bomba-relógio. Como lidar com isso? Procurando a causa das frustrações e trabalhar para transformá-las? Claro que não! Reage-se! O menino é ensinado na porrada. E quando se aprende com violência, age com violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a violência se manifesta de diversas formas. Primeiro contra si mesmo. É notável no homem comportamentos excessivos. Bebe muito ou usa drogas (as vezes as duas coisas ao mesmo tempo), isola-se diante das pessoas e do mundo, a ponto de se comprimir tanto que não dá conta de sua própria existência. Segundo a OMS, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens entre 15 e 29 anos no mundo. Segundo contra aquilo que ameaça a sua masculinidade e o seu posto como ser superior, principalmente mulheres e homossexuais. O assédio aqui é destruidor. Seja moral ou físico, a masculinidade põe em risco a integridade de todos. O homem é sim um agressor em potencial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela se manifesta nas pequenas coisas, e todos nós somos responsáveis. Não adianta me considerar “desconstruído” se na primeira oportunidade eu fizer uma piadinha para o meu amigo do lado sobre o “rabo daquela novinha”, ou sobre o quão “bicha é o cara ali com aquele monte de maquiagem”; se eu não me constranger quando, mesmo aparentemente sem intenção interrompo uma mulher quando ela fala, ou para “enfatizar” uma fala dela repito a mesma coisa para que a minha voz seja a última a ser ouvida. Isso não pode ser tratado como se fosse normal... é só pedir desculpa e está tudo bem! Não está. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos nós vivemos em uma sociedade onde o machismo é estrutural. Em maior ou menor grau todos nós somos. No entanto, o machismo é feito para glorificar o menino e secundarizar a menina. Somos criados para ser os fodas, os picas-das-galáxias. O órgão genital masculino é motivo de orgulho, tanto que se não funcionar como se espera pode ter um efeito psicológico devastador. A menina, não! Elogiar uma garota pelo seu sucesso de “bucetuda” é escandaloso. O órgão genital feminino é um xingamento, não elogio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A indústria midiática molda a segregação. Os meninos são os heróis destemidos, as meninas as princesas delicadas. Os meninos têm os maiores brinquedos e os mais violentos, as meninas ficam com as bonecas realistas. Os meninos vestem azul, as meninas rosa. Tudo isso tem uma hierarquia.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje é 28 de junho, dia do orgulho LGBTI. Uma data simbólica que fere os princípios bíblicos da masculinidade, assim como 8 de março. Essas datas são simbólicas por marcarem lutas por justiça e equidade, pela não-violência e por princípios básicos de humanidade. Além disso, são datas pedagógicas. É a partir da existência dessas datas é que devemos aprender a construir um mundo para que elas não sejam necessárias. Levantar a bandeira do orgulho hétero, ou do dia do homem é patético.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já me estendo demais! Mas quero fechar minha reflexão falando sobre um vídeo que outra pessoa que estimo muito me enviou recentemente. Se trata da leitura do livro infantil “A parte que falta”, de Shel Silverstein. É sobre um ente que vai rolando e rolando em busca da parte que lhe falta. No meio do caminho vai acontecendo um monte de coisa... brinca com a borboleta, ultrapassa e é ultrapassado por um besouro, encontra pedaços que encaixam e não encaixam... pedaços que querem se encaixar e outros que não querem... quebra alguns, perde outros... as vezes acha, mas mesmo assim não parece ser aquilo que procura. Entende que sempre terá buracos, e que por mais que tente tapá-los não necessariamente ele estará completo, e mais! Os buracos nem sempre precisam ser tapados. Está tudo bem! É isso que precisamos ensinar para os meninos. Os homens devem chorar quando quiserem chorar; devem ficar em casa quando não quiserem sair para conhecer mulheres e ficar com elas... não querer tá tudo bem; não precisa saber jogar futebol ou ser impecável no truco. Não tem que impressionar ninguém, não tem que ser o melhor... mas deve aprender que só se torna humano quando se compartilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mundo não é assim, foi construído assim. Cabe a nós, principalmente os homens, criarmos meninos diferentes.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2020/06/os-meninos-que-criamos.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnVp0htrM8eBU-22TrICck_raFrLnG1Kd-KzdTs-eAdeV8yELOfwf1J_9i8HR49bYRDFWRMfFaSZSwsVl6IvJ5VJlt0RuKp4k_t9ockxfn41GAxo0VOP8et4GJ96SrHzx379zYN69NLhgi/s72-c/The-Mask-You-Live-In-Document%25C3%25A1rio-800x445.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-2955584604048549568</guid><pubDate>Tue, 04 Dec 2018 14:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-12-04T12:33:47.458-02:00</atom:updated><title>As faces do oportunismo: o Palmeiras, o vexame e o ódio</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibiJHTPKJvS_SE5onZdVlF8N5WCap3YghYF_BDzWR4tSHMuX1Nd-8-jb7-flfwfxP9eTVPD34JxlBIyJGOqKfU7GEtMNkAeT4DP4P8okdBF-qx2OxuABMcMzuBZ1BpY2-AWlHoTEMKi-J0/s1600/biroliro+oportunista.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;311&quot; data-original-width=&quot;472&quot; height=&quot;210&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibiJHTPKJvS_SE5onZdVlF8N5WCap3YghYF_BDzWR4tSHMuX1Nd-8-jb7-flfwfxP9eTVPD34JxlBIyJGOqKfU7GEtMNkAeT4DP4P8okdBF-qx2OxuABMcMzuBZ1BpY2-AWlHoTEMKi-J0/s320/biroliro+oportunista.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O oportunismo veste a face de Janus. Sobre a continuação da polêmica de domingo na entrega da taça de deca campeão brasileiro ao Palmeiras. A ação promovida pelo clube e pela CBF de oferecer ao presidente eleito palanque foi a mancha mais terrível da história do Verdão. Nada justifica o convite e a imagem que se tirou daquilo. Como palmeirense estou absolutamente envergonhado pela posição tomada pela instituição que sou fã desde 1993. Envergonhado por ver um clube com tamanha tradição, de origem operária, de histórico apelo popular virar as costas para o legado do time e cuspir na cara de seus torcedores ao flertar com populista que troca a camisa de acordo com a conveniência. O Biroliro não é palmeirense, não é flamenguista, não é gremista... ele não é nada. Ele torce para o seu próprio brilho, e Palmeiras erra de maneira execrável ao permitir que isso ocorresse em seu solo. Se fosse outro presidente eleito ou exercício em campo seria igualmente um erro. Comemoração de um título nacional como esse não é de cunho político-partidário. Ao contrário do que disse a múmia, de valor competitivo de um esporte amado pelo brasileiro, o título palmeirense não é de todo torcedor brasileiro. Ele era para ser só nosso, mas nos foi roubado. Roubaram a graça de ser o maior campeão de todos. Abre-se a partir daí a crítica. A diretoria palmeirense tem que ser duramente repudiada por isso. É a falência moral de um clube que cada vez mais tem se afastado de seu torcedor popular e se aproximado de uma camada que só o enxerga como mercadoria. No entanto, entre as legítimas e aqui apoiadas críticas tenho lido postagens impressionantes nas redes sociais em relação a isso. O grau de animosidade e bestialidade é assustador, com isso vem o outro lado do oportunismo. A racionalidade é seletiva. Os mesmos que vestiram a roupa do “sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada”, que ficou pop durante as eleições, são os que hoje postam que todo o palmeirense é fascista por “comemorar o título com quem acabou com o ministério do esporte”. Não existe virgem no puteiro. Estão se valendo de clubismo, e não engajamento político (porque sinceramente acho que não tem nenhum) para não só deslegitimar o título (que é normal, esse é o papel do perdedor), ou para criticar a postura deplorável do clube nesse episódio (de novo, tem meu total e irrestrito apoio), mas também para aproveitar todo aquela ponta de ódio ao outro que todo brasileiro tem para eleger mais uma casta fascista: agora todos os palmeirenses. Pessoas essas que eu até reconhecia a inteligência e a razoabilidade, mas pelas manifestações recentes temo ter me enganado rudemente. Quando a “Gaviões da Fiel” lançou a sua nota contrária a candidatura do, agora, presidente eleito, fiquei receoso para o que se confirmou imediatamente, ou seja, a “Macha Verde” não embarcou. Um erro! Porém, esquece-se que a torcida do Palmeiras é muito maior do que isso. Há entre nós comunistas, antifascistas, progressistas. Homens e mulheres que lutam pelo bem do futebol e pelo bem do alvi-verde de Palestra Italia. Mas na busca pelos likes desejados e para a creditar a si mesmos como paladinos da moral de esquerda atacam agora todo uma torcida de futebol. Não me envergonho de ser palmeirense. Me envergonho do episódio lamentável que a diretoria do meu time protagonizou no dia 02 de dezembro de 2018. Comemoro o título esportivamente legítimo do Palmeiras, mas o deca estará eternamente manchado pela traição.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2018/12/as-faces-do-oportunismo-o-palmeiras-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibiJHTPKJvS_SE5onZdVlF8N5WCap3YghYF_BDzWR4tSHMuX1Nd-8-jb7-flfwfxP9eTVPD34JxlBIyJGOqKfU7GEtMNkAeT4DP4P8okdBF-qx2OxuABMcMzuBZ1BpY2-AWlHoTEMKi-J0/s72-c/biroliro+oportunista.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-6627692459814530180</guid><pubDate>Sun, 16 Sep 2018 13:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-09-16T10:54:06.543-03:00</atom:updated><title>O voto útil e o caminho da vala</title><description>&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg8OeA_6_hVfQC3MmqGTB6X3WL3PZMWeFzxKEk5HYaqsntTlt-DLGab13lMvJYVB5YHPvrUPdVjBecY_OYjwjy7BSSuNGc8sqtVjz-4fwROlqmbgNHOUWMOWvcOlMMOg8ujk1DjseIKrcsi/s1600/presidenciaveis-novo-haddad-infografia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;423&quot; data-original-width=&quot;750&quot; height=&quot;180&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg8OeA_6_hVfQC3MmqGTB6X3WL3PZMWeFzxKEk5HYaqsntTlt-DLGab13lMvJYVB5YHPvrUPdVjBecY_OYjwjy7BSSuNGc8sqtVjz-4fwROlqmbgNHOUWMOWvcOlMMOg8ujk1DjseIKrcsi/s320/presidenciaveis-novo-haddad-infografia.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px 0px 11px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot; , sans-serif; line-height: 107%; margin: 0px;&quot;&gt;Política é bizarra em
todo lugar. No Brasil não é diferente. Em ano de eleições por aqui a coisa fica
bem divertida. Isso, é claro, não é necessariamente bom. Sem sombra de dúvidas
essas eleições estão cheias de possibilidades e está difícil de cravar quem vai
para segundo turno, para disputar com o coiso, o que potencializa a bizarrice
deste pleito. Acompanhando os acalorados debates é possível perceber pelo menos
quatro elementos que estão conduzindo as campanhas: 1) Há um forte sentimento
de necessidade do combate ao candidato na extrema direita, que une certa
esquerda e aqueles que sabiamente o enxerga como uma ameaça verdadeira à
democracia; 2) Há os eleitores do PT que confiam vorazmente na capacidade do
partido em colar na imagem do Lula e convencer aqueles que não querem ser
convencidos que o ex-presidente é (e é mesmo) preso político e que o PT sofre um
forte boicote (+ ou -). Tem o Haddad agora como candidato, mas que prejudicado
pela estratégia kamikaze do partido não conseguirá emplacar identidade própria
(poste? Não... despeito dos adversários; 3) Há também um fenômeno novo: o
cirismo. Candidato desde 1998 o novo paladino da eficiência enxergou nesse
atual cenário de caos político a oportunidade de finalmente se eleger
presidente da república. Não conseguiu a coligação que queria e conseguiu
angariar uma militância rancorosa que devolve aos amiguinhos abandonados toda a
desconfiança que se tem do seu candidato desconfiável... com Kátia Abreu e tudo;
4) A sombra Marina Silva, um câncer que aparece de quatro em quatro anos para
tumultuar ainda mais a coisa e embolar a corrida por fora. O maior perigo do
segundo turno. Geraldão e o resto poderia ser um quinto elemento, mas tô deboa.
Frente a esse cenário a impressão que dá é que a partir do próximo ano não
teremos um presidente que realmente queremos. O voto útil, aquele que vai
barrar o candidato do PSL (sim! PSL) não está carregado de ideologia, crença ou
militância. Isso é mentira. O medo de ter um presidente merda está conduzindo
grande parte do eleitorado brasileira a apenas votar “estrategicamente”. Isso seria
maravilhoso se estivéssemos em um cenário democrático ideal, mas não estamos. A
briguinha que se instaurou entre as campanhas de Ciro e Haddad além de patética
reforça um campo de indecisão que é ótimo para o outro lá. O tempo da união já
acabou, cada um no seu quadrado, mas o voto do “não” o “útil” vai eleger o
presidente que a gente não quer. O golpe de 2016 minou profundamente a nossa política.
Fez com que Henrique Meirelles, Álvaro Dias e CABO DACIOLO fossem a debates
presidenciais. O Brasil ainda vai sofrer muito com a incapacidade de produzir
políticos. Independentemente de quem ganhar... ou não leva ou empurra gente pra
vala de vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px 0px 11px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 107%; margin: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px 0px 11px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;sub&gt;&lt;/sub&gt;&lt;sup&gt;&lt;/sup&gt;&lt;strike&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2018/09/o-voto-util-e-o-caminha-da-vala.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg8OeA_6_hVfQC3MmqGTB6X3WL3PZMWeFzxKEk5HYaqsntTlt-DLGab13lMvJYVB5YHPvrUPdVjBecY_OYjwjy7BSSuNGc8sqtVjz-4fwROlqmbgNHOUWMOWvcOlMMOg8ujk1DjseIKrcsi/s72-c/presidenciaveis-novo-haddad-infografia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-7329024412414197412</guid><pubDate>Sat, 13 Jan 2018 14:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-01-13T12:30:43.383-02:00</atom:updated><title>Futebol x Política: lados tão opostos?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT8WF3bTh1iGxZtmRJ7CKgrJqPMxl_7HmH2LVt2KCwzJMysDRI9i58uXjo0L9VqoeLDRwOgSFoQueESzBQKCX1acznu6ChMe19xz6fgGbV96URMmSAcw6cLzpefSXb2ZjDgq0MbjA10MdY/s1600/camisa+corinthians.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;691&quot; data-original-width=&quot;1158&quot; height=&quot;236&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT8WF3bTh1iGxZtmRJ7CKgrJqPMxl_7HmH2LVt2KCwzJMysDRI9i58uXjo0L9VqoeLDRwOgSFoQueESzBQKCX1acznu6ChMe19xz6fgGbV96URMmSAcw6cLzpefSXb2ZjDgq0MbjA10MdY/s400/camisa+corinthians.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em ano de eleições ser aficionado por futebol se torna, imediatamente, um crime hediondo. Isso se dá, principalmente, por ser ano de Copa do Mundo. Muitos se inflamam, compram álbuns de figurinhas, pregam a tabela na porta do guarda-roupa... se tornam os mais ativos comentaristas do esporte bretão. É claro que isso é intensificado de quatro em quatro anos, mas já há muito nossas quartas e domingos são reservados para que em 2 duas horas se possa ter uma miscelânea de sentimentos assistindo 22 pessoas correndo atrás de uma bola tentando coloca-la dentro de retângulo consideravelmente grande. Mas isso é uma cretinice!! É absurdo que frente a um cenário de desmonte das instituições públicas, constantes casos de corrupção no governo, de golpes em prática e retorno do país aos piores índices econômicos (embora o Planalto diga o contrário), se preocupar com que jogador foi comprado ou vendido por um clube é o mais nojento ato de alienação. Estamos todos perfeitamente aptos a falar sobre música, artes plásticas, literatura, cinema, etc, somos críticos por natureza e definição. Afinal, deixar ligado o Spotify durante uma sessão da Câmara dos Deputados enquanto leio as ótimas resenhas do Omelete é muito mais politizado do que comemorar um gol do Palmeiras, isso não! Sabemos que as redes sociais são, e o Facebook encabeça isso de longe, os melhores lugares para destacar a incompatibilidade ideológica de ser militante político e torcedor de futebol... rende muitos “likes”! Incontáveis vezes já li posts que criticavam profundamente não o esporte, mas aqueles que o amam. Na visão daqueles que não gostam, de fato, o futebol é o “ópio do povo”... acreditam que há uma mágica que cega as pessoas e não as permitem que vejam as mazelas do mundo. Como se o futebol fosse o culpado disso. O esporte, esso sim, faz parte disso. Os estádios brasileiros, que já foram os maiores e mais cheios do mundo, democráticos, que ninguém se importava se o cara do seu lado na “geral” era rico ou pobre, preto ou branco, hétero ou homossexual... ali todo mundo tinha um só coração. Com as transformações do país, com as novas políticas, novos públicos, novos estádios o povo pobre, que sempre foi a maioria, está cada vez mais afastado da vida do futebol. Ingressos caros, obrigatoriedades em ser sócio torcedor, uniformes inacessíveis... isso é imagem de um cenário político grave. O esporte, esse não tem nada a ver com isso. O torcedor, muito menos. Quem dirá que o senhor com essa camisa improvisado do Corinthians realmente não está preocupado com os rumos que a sua vida está tomando e não entenda que isso é resultado de políticas públicas que não o inclui. Mas o amor que ele tem pelo Timão não muda, não faz dele uma pessoa ruim e desinteressada. Como tudo nesse mundo, o futebol (não o esporte, mas o seu gerenciamento) é um negócio e que dá muito dinheiro. Mas assim como em tudo nessa vida, cada vez mais menos pessoas podem usufruir disso da forma que gostaria. Comprar uma camisa de R$250? Não é a camisa que fará a diferença. Voltar-se fervorosamente contra o futebol? Muito menos... estão matando o futebol, isso já é sabido... mas, quem jogará a pá de cal?&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2018/01/futebol-x-politica-lados-tao-opostos.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT8WF3bTh1iGxZtmRJ7CKgrJqPMxl_7HmH2LVt2KCwzJMysDRI9i58uXjo0L9VqoeLDRwOgSFoQueESzBQKCX1acznu6ChMe19xz6fgGbV96URMmSAcw6cLzpefSXb2ZjDgq0MbjA10MdY/s72-c/camisa+corinthians.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-4986825522743762825</guid><pubDate>Fri, 07 Apr 2017 12:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-04-07T09:12:36.869-03:00</atom:updated><title>E quem ganha a guerra?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGRoJ9Bwpx1RcsyFJgcF-7tHxh6LOJTEB-jZuaLpFmbFjq9kVsKLunUYJVn3uVWDu0v0dM7nAeJ_EjGnukKzoF26oWXmM47wfnJEpbhs09WeNvaf-N7502Wff7JYBfYyTb_8JQw_jumddE/s1600/ataque+a+s%25C3%25ADria.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;195&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGRoJ9Bwpx1RcsyFJgcF-7tHxh6LOJTEB-jZuaLpFmbFjq9kVsKLunUYJVn3uVWDu0v0dM7nAeJ_EjGnukKzoF26oWXmM47wfnJEpbhs09WeNvaf-N7502Wff7JYBfYyTb_8JQw_jumddE/s400/ataque+a+s%25C3%25ADria.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Imagem fornecida pela Marinha norte-americana mostra lançamento de míssil &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;a partir destroyer americano em ataque a base aérea síria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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No colégio ao estudar História aprendi que no percurso da humanidade o conflito bélico sempre teve significativa presença. As grandes conquistas, os maiores homens, as incríveis expansões foram frutos do desespero, da violência e de sangue. Fosse em nome de Deus ou da Nação, sobrepujar o inimigo apresentava-se como o caminho mais rápido para a glória. Os dias de paz tornavam-se engodo. Aumento da população, necessidade de abastecimento, possibilidade do fim do acúmulo, falta de espaço, etc. A paz não é um bom negócio. A paz deixa o ser humano invisível. É difícil saber o nome daquele vizinho que fica deboas, acorda cedo e vai trabalhar, passa na padaria antes de ir para casa e quando chega toda seu banho, vai jantar assistindo um filme ou uma série sem causar grande alarde. Talvez nem saibamos o nome desse vizinho. Mas quem nunca esquecerá do “Seu Asteriovaldo” (nome fictício), aquele que furava a bola das crianças quando caia em seu quintal, que soltava o cachorro para afastar o vendedor de enciclopédia, que ficava xingando o outro vizinho que colocava Raça Negra alto para fazer o faxinão de sábado e fiscalizava a vida de todo mundo naquele pedaço de rua? Esse a gente nunca esquece. Esse entra para a História! Afinal de contas, quem não gosta de mandar indireta “pras inimiga” no facebook? Há alguns dias eu estava na praça da cidade arrebatando um taio, quando começou uma briga de adolescente ao lado do coreto. A coisa parece que estava feia, pois chamou muita atenção, sobretudo de um pessoal que estava sentado ao meu lado, em que um dos membros abriu um sorriso de todo tamanho e disse algo como: “Nossa!! Vamos lá gente... isso é a melhor coisa”. A violência diverte! Em maior escala, ela faz o mundo girar. Síria, EUA e Rússia estão abrindo um novo capítulo da história sem fim. A barbárie deve ser combatida com firmeza nas ações. Custe as vidas que custar! Foram apenas os 100 primeiros mortos por gás, só 50 mísseis lançados! Céu e Inferno fazem parte de um conjunto habitacional popular. Muros baixos e casas semelhantes demais para distinguirmos só de olhar.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2017/04/imagem-fornecida-pela-marinha-norte.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGRoJ9Bwpx1RcsyFJgcF-7tHxh6LOJTEB-jZuaLpFmbFjq9kVsKLunUYJVn3uVWDu0v0dM7nAeJ_EjGnukKzoF26oWXmM47wfnJEpbhs09WeNvaf-N7502Wff7JYBfYyTb_8JQw_jumddE/s72-c/ataque+a+s%25C3%25ADria.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-5100797221862723321</guid><pubDate>Wed, 23 Mar 2016 19:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-03-23T16:49:25.131-03:00</atom:updated><title>Nos escombros da política todos se soterram</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAF2LKibDgyK_T0e69RM1IgENMYscq-x4w8sxQsMtuW7sv-SjPM69iRkRt8VhpP96PqD9cBk36iKabXtj1p-iDYF-x-m5kh6xSXemEH8A1VHIyxbuoeSiAQXhT8DhyphenhyphenAZocWqbJXLSRH4_1/s1600/campanha+2014+rio+2+-+Ricardo+Moraes+Reuters+-+25102014.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;248&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAF2LKibDgyK_T0e69RM1IgENMYscq-x4w8sxQsMtuW7sv-SjPM69iRkRt8VhpP96PqD9cBk36iKabXtj1p-iDYF-x-m5kh6xSXemEH8A1VHIyxbuoeSiAQXhT8DhyphenhyphenAZocWqbJXLSRH4_1/s400/campanha+2014+rio+2+-+Ricardo+Moraes+Reuters+-+25102014.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Foto: Ricardo Moraes, Reuters - (25/10/2014)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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A ferida político-social escancarada no Brasil após a vitória legal e democrática da presidenta Dilma Rousseff pode ser fechada? Os posicionamentos políticos dos cidadãos estão se tornando cada vez mais intensos e falsamente polarizados &amp;nbsp;sem ao menos termos a real dimensão desses polos... e velhos conceitos estão sendo empregados com convicção e o habitual esvaziamento de sentido: direita e esquerda; golpistas e legalistas; tucanos e petistas (parece que só existem dois partidos no Brasil), etc. Discursos de ódio têm tomado as ruas, os bares, os concertos de heavy metal com muita naturalidade... espaços públicos onde a ofensa onde até pouco tempo existia mas era contida e envergonhada, agora é mais explicita e corajosa... Há também os arautos do liberdade, paladinos da democracia que para acreditarem demais nas instituições e acabam por defender o indefensável... convenhamos é necessário. O ensaísta uruguaio Hugo Achugar já apontou que as gerações pós Ditadura Militar (ele fala sobre o caso de nossos vizinhos, mas arrisco dizer que não somos diferentes), ao contrário da geração pré Ditadura acreditam muito mais na real possibilidade de seu retorno, do que os mais velhos acreditam um dia ter uma ditadura daquele porte. Em hipótese alguma acredito no retorno aos tempos sombrios, mas ao ver a tentativa de golpe jurídico-parlamentar em voga é de se imaginar que nosso futuro será duríssimo. Estou lendo e ouvindo muito sobre o acovardamento do STF, que tem força para julgar uns e não outros. Não acho que o STF esteja atuando de forma covarde – de maneira alguma -, acredito que esteja agindo de má fé. O Supremo tem condições de garantir o funcionamento do governo ao mesmo tempo que pode deixar a Lava-Jato continuar, desde que seja conduzida de maneira que não provoque incêndios e que seja de fato justa. Mas enfim, do juiz Sérgio Moro, o passe-livre (esse tem) do deputado Eduardo Cunha, bem como o coquetel molotov chamado PSDB têm impossibilitado o funcionamento do já previamente complicado governo de Dilma. Incitado pela Globo e outros grandes meios de comunicação a onda fascista tirou as camisas verdes (agora com detalhes em amarelo) do armário. Atualmente pode ser extremamente perigoso sair de camisa vermelha na rua e levar uma pedrada na nuca... é preciso escolher bem o que falar e em que lugar. As manifestações populares (algumas nem tão populares assim) têm gerado uma tensão que ao explodir pode instaurar um estado de violência perigosíssimo. As famílias que em 2015 até conseguiram almoçar juntas no natal, esse ano pode ser que não consigam... e depois? E se Dilma cair? A velada paz brasileira voltará? Independentemente do que escolher... quando o muro for demolido os escombros cairão dos dois lados.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2016/03/nos-escombros-da-politica-todos-se.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAF2LKibDgyK_T0e69RM1IgENMYscq-x4w8sxQsMtuW7sv-SjPM69iRkRt8VhpP96PqD9cBk36iKabXtj1p-iDYF-x-m5kh6xSXemEH8A1VHIyxbuoeSiAQXhT8DhyphenhyphenAZocWqbJXLSRH4_1/s72-c/campanha+2014+rio+2+-+Ricardo+Moraes+Reuters+-+25102014.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-7463075786143538405</guid><pubDate>Mon, 21 Mar 2016 23:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-03-21T20:19:19.213-03:00</atom:updated><title>Vermelho é a cor mais perigosa</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYcbwsaTXGNQTsz34X2kkBygRDHEKjm002U98kZTLT82IfdNb7oz7E021QxYdCv3jc3bQ_tpoyoKQlwH_rIaZd1JyL6aj2sYz8xzQQ0ckzhF1IS9RmK_haWYb6aFCa0V566dUkhtAnv_Gn/s1600/e229d6ed-9a32-4f05-bf3d-fac43161cd4e.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYcbwsaTXGNQTsz34X2kkBygRDHEKjm002U98kZTLT82IfdNb7oz7E021QxYdCv3jc3bQ_tpoyoKQlwH_rIaZd1JyL6aj2sYz8xzQQ0ckzhF1IS9RmK_haWYb6aFCa0V566dUkhtAnv_Gn/s320/e229d6ed-9a32-4f05-bf3d-fac43161cd4e.jpeg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;
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Assim como tantas outras coisas, uma simples cor pode, em determinada situação, se tornar um vigoroso símbolo. As cores da bandeira nacional, de um estilo musical, da sinalização de trânsito, do escudo do time do coração, etc... as cores são mais do que cores. Com elas pintamos o mundo, de tons variados de acordo com nosso estado de espíritos e paixões. Em tempos sombrios um feixe de luz é o suficiente para iluminar uma câmara escura e projetar na parede imagens que não dão a noção do que está lá fora. Mas afinal, o que está lá fora? Nas disputas pelas cores em nossa atual e insana guerra política o verde e o amarelo, motivos de orgulho esportivos e nacionalismo seletivo, é diariamente banalizado ao ser mobilizado pelo um enorme grupo de pessoas que ao se posicionarem em um perigoso lado político usam as cores como um escudo da moral, dos bons costumes e da idoneidade. Em contraposição o vermelho, a cor de tudo que há de mau no mundo, o pomo da discórdia a ponto de até bebês (sim, crianças... os malvados bebês de Rosemary) serem hostilizadas por que suas mamães quiseram enfeitá-las com os desenhos da Minnie e Homem-de-Ferro (ambos terríveis comunistas). O vermelho que traz em si mesmo todo o colorido, a cor do nosso sangue, do desejo e da paixão, a mais sedutora e que desperta no ser humano as mais profundas idealizações se torna ao mesmo tempo um sinal de perigo ao que ousam ostentá-lo em praça pública. A culpa é do vermelho, que ousou estampar a bandeira de um (de vários, na verdade) partido fundado por trabalhadores e que um dia ameaçou a ordem e o progresso instaurado pelos democráticos verde e amarelo. O outono chegou para anunciar o iminente e gélido inverno, que pode demorar décadas para passar... e o quente e aconchegante vermelho, o mesmo que poderia nos trazer um alento será o mesmo imã do medo e da violência. Pobre vermelho... não se preocupe, não deixarei você mofar no fundo do armário.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2016/03/vermelho-e-cor-mais-perigosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYcbwsaTXGNQTsz34X2kkBygRDHEKjm002U98kZTLT82IfdNb7oz7E021QxYdCv3jc3bQ_tpoyoKQlwH_rIaZd1JyL6aj2sYz8xzQQ0ckzhF1IS9RmK_haWYb6aFCa0V566dUkhtAnv_Gn/s72-c/e229d6ed-9a32-4f05-bf3d-fac43161cd4e.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-4615801669211315684</guid><pubDate>Thu, 02 Jul 2015 01:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-07-01T22:20:36.375-03:00</atom:updated><title>A polêmica PEC171/1993 - Redução da Maioridade Penal</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBCj__tAj1g7LUVreFcYheDzH_V5i67AT3KfUHYqJrVrm0pbqi8XRQ74FWGPwJCKfj9ILFvGyKLa9KJrwDzaBEkA-yopmlfSKzIBJsIlz05iLZxfjTUsVd9s04TO2l9bPB1Yno4hs0Le1l/s1600/eduardocunhasabotador.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;226&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBCj__tAj1g7LUVreFcYheDzH_V5i67AT3KfUHYqJrVrm0pbqi8XRQ74FWGPwJCKfj9ILFvGyKLa9KJrwDzaBEkA-yopmlfSKzIBJsIlz05iLZxfjTUsVd9s04TO2l9bPB1Yno4hs0Le1l/s400/eduardocunhasabotador.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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O problema da redução da maioridade penal é muito mais complexo do que simplesmente comprarmos o argumento da ditadura em que a máxima do bandido bom é bandido morto. Reduzir a maioridade penal não diminui o crime. O Estado altamente violento, como é o Brasil, não assegura políticas de segurança pública capazes de coibir a criminalidade sem apelar para o rigor da punição. No discurso do deputado Ivan Valente na sessão da câmara na madrugada de ontem pra hoje durante os encaminhamentos para a votação ele disse algo, pra mim, emblemático, algo do tipo: Um Estado que não acolhe e não protege o cidadão não tem a capacidade de punir. Essa é a verdadeira questão, e está longe de passar por demagogia. Demagogia é o Nilson Leitão subir no parlatório, iniciar seu discurso pró-moralidade e dizer que a questão da PEC171 não é partidária e terminar dizendo que a culpa é do PT (chavão padrão), sem contar o papo de que “não gostaríamos de estar aqui votando a redução da maioridade penal, mas em nome da família brasileira voto sim!!” isso é demagogia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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O deputado Eduardo Cunha colocou isso em pauta na Câmara por questões partidárias sim! O que não é saudável para o debate complexo como esse. A primeira derrubada da PEC171 deveria reabrir as discussões para a reforma do Estatuto da Criança e do Adolescente, repensar as formas de inclusão dos jovens e adolescentes nas escolas e centros educativos, prevenir que entrem na marginalidade a partir de medidas sócio-inclusivas. Os que são, porventura, recolhidos às casas de reabilitação devem passar por um processo mais moderno de re-inserção na sociedade. A Fundação Casa não pode ser um mini-presídio. Essa questão é outro problema. Há de se discutir o sistema carcerário, que é superlotado e o sistema judiciário não dá conta (pelo inchaço do código penal) de controlar sua comunidade carcerária. Encher de adolescente em presídios vai agravar ainda mais o problema. E depois que saírem da cadeia? Qual é o acompanhamento do Estado? Nenhum!! o Estado pune e abandona!! A sociedade o que faz? Simplesmente o que sempre fez... finge que não é com ela. A questão da criminalidade é um problema sério, complexo e constante, e que não pode ser debatido pela sociedade civil apenas quando lhe convém. É perigoso, também, usar da representatividade e deixar para um Congresso conservador, raivoso e vingativo decidir tal questão. Ontem na sessão da câmara isso ficou claro. O legislador não pode votar por mera subjetividade e paixão. A “Casa do Povo” deve servir ao povo, e o que os 303 que votaram “sim” ontem, certamente não estão. Reduzir não resolve. É necessário por em prática que se pede há anos... o Brasil precisa de uma reforma geral: política, educacional, penal, etc.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Cadeia não é exemplo... se fosse não teríamos 70% de reincidência. Como foi lembrado pela própria deputada Jandira Feghali ontem... não é votar contra a reclusão, mas repensar e adequar as formas de reclusão. Não sou contra em prender menor infrator, essa não é a questão real. Mas sou contra métodos arcaicos de punição. Nosso código penal é de 1941. Ele é falho com adulto e será desumano com adolescentes. Os centros reformatórios precisam ser um ambiente sócio-educativo e de re-inserção na sociedade. Não um centro de tortura e medo, que não tem interesse em &quot;salvar&quot; ninguém. O moleque é preso... cumpre pena em presídio... não tem nenhum acompanhamento... é solto (se for solto, porque há milhares de casos de presos que já cumpriram suas penas, mas que ainda se encontram encarcerados)... completamente desamparados pelo Estado e pela sociedade civil... o que acontece?? entra pra criminalidade novamente... de quem é a culpa? só dele?&lt;/div&gt;
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Fala-se em cumprimento da justiça. Há uma tênue linha entre justiça e vingança. Justiça é talvez um dos princípios básicos de um estado democrático de direito. A justiça deve ser realizada em todos os âmbitos... justiça penal, social, e, porque não, intelectual. Ninguém em sã consciência ignora a dor das famílias que perdem seus entes queridos. Os debates ontem na câmara foram muito emocionados e inflamados. A deputada Keiko Ota inclusive estava vestindo uma camiseta de seu filho, assassinado em 1997 por dois adultos, sendo um policial (arauto da justiça) e defendia com “”lágrimas”” a redução da maioridade penal. Silas Freire ainda teve a coragem de minimizar (e quase desqualificar) a participação de um adulto em um estupro coletivo, no Piauí, porque havia a participação de dois menores, acusados pelo deputado de serem os mentores da ação e o adulto um “mero” cooptado. Critiquei a postura do deputado no Twitter e um de seus defensores me chamou de “PORCO PEDÓFILO”. A deputada Benedita da Silva, estuprada aos 7 anos sem qualquer direito de defesa, vítima também de uma sociedade injusta, defendia o contrário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Solidarizo-me sim com a dor das duas e de tantas outras vítimas por aí. Não há um desmerecimento em relação à dor das famílias, pelo contrário, não há humanidade ao virarmos as costas para essa realidade. O que não podemos ser ingênuos e desconsiderar que essas “comoções” são seletivas. Todos os dias casos de violência são registrados, e por quem vestimos camisetas brancas e saímos nas ruas pedindo paz? Certamente não é para todo mundo. Porque criança favelada quando é morta por policial, a primeira coisa que vem em nossa cabeça é: “se foi morto é porque era culpado”! Essas conclusões não podem ser feitas de maneira superficial. Concordo que nossos sistemas estão falidos, isso não há a menor sombra de dúvida. E é por isso a necessidade de uma reforma ampla e geral. Emendas constitucionais substitutivas... emendas aglutinativas que regridem os termos na constituição (e por isso são inconstitucionais) não devem ser, nesse caso grave e de interesse público generalizado, os meios últimos para a reforma. Estamos em meio a uma grande discussão sobre a PL6840/2013. Quais são os moldes para a escola e, principalmente, para o Ensino Médio. De que maneira os currículos devem ser reformulados, quais são os reais impactos da escola integral, como associais o espaço escolar com a vida social. Pensar uma nova escola e novos espaços de sociabilidade são as maneiras de se obter justiça. E isso tem que ser intimamente ligado a uma reforma do ECA e das medidas de reclusão de jovens infratores.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Encarcerando por vingança e se sensibilizar seletivamente pela dor de famílias que perdem pessoas que amam não resolve. Não há ironia na questão. Claro que essa ideia de que os jovens não podem ser presos e agem de forma criminosa alegando isso é revoltante. Compreendo esse tipo de indignação e não tiro o mérito disso. Não obstante, nossa ação civil não pode ser baseada nesse tipo de paixão. Em hipótese alguma desqualifico seus argumentos, eles são importantes para a promoção do debate, mas há muitos pontos que são oprimidos e que não podemos desprezar. Desculpe-me por essa postagem longa, confesso que não tenho muito mais para acrescentar, mas gostaria de deixar claro que não estou desprezando sentimento de ninguém. Eu como historiador e educador tenho um compromisso ético com a humanidade, e não me sentiria confortável convivendo comigo mesmo desprezando essa postura.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desculpe-me se falei alguma besteira, mas é isso que eu penso hoje.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2015/07/a-polemica-pec1711993-reducao-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBCj__tAj1g7LUVreFcYheDzH_V5i67AT3KfUHYqJrVrm0pbqi8XRQ74FWGPwJCKfj9ILFvGyKLa9KJrwDzaBEkA-yopmlfSKzIBJsIlz05iLZxfjTUsVd9s04TO2l9bPB1Yno4hs0Le1l/s72-c/eduardocunhasabotador.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-3457630143514651267</guid><pubDate>Tue, 10 Mar 2015 04:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-03-10T01:12:44.086-03:00</atom:updated><title>O xingamento à Dilma é um tapa na cara de toda mulher</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyz9WmVUvV98a5_HCvLxJQn8druXzKflNSWSFIb0Q3by4Hwrmv3_5L5zS6JtRqsY7KmE-EUIRZjVOQIgDybt8YLaNlJYGZgw4VrjQ-Sxn_aPfZVrUp2zqnHAAHX3SQZnURhMVq8WGbb1-7/s1600/1425911342_272443_1425912335_noticia_normal.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyz9WmVUvV98a5_HCvLxJQn8druXzKflNSWSFIb0Q3by4Hwrmv3_5L5zS6JtRqsY7KmE-EUIRZjVOQIgDybt8YLaNlJYGZgw4VrjQ-Sxn_aPfZVrUp2zqnHAAHX3SQZnURhMVq8WGbb1-7/s1600/1425911342_272443_1425912335_noticia_normal.jpg&quot; height=&quot;287&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Dilma, no dia 1 de março no Rio. / MARIO TAMA (GETTY IMAGES)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Todos nós temos o direito de indignarmos pelos desmazelos do governo, denúncias de corrupção, medidas impopulares com interesses partidários, etc. Mas nossas manifestações devem ser feitas a partir de uma série de dados, leitura e compreensão mínima do cenário político que vivemos. As manifestações desrespeitosas contra a presidenta Dilma no último domingo, articulada pela classe média de apartamento (e de casa também), tem mostrado que o conhecimento (talvez “educação” seja melhor) não é uma máxima verdadeira. No dia internacional da mulher, uma presidenta, mulher que venceu toda uma sociedade machista e patriarcal e se elegeu de forma democrática ao cargo de Chefe do Executivo Nacional, ao falar com a Nação, ser xingada aos berros por milhões de pessoas de “vaca”, “vagabunda”, “piranha”, e por aí vai é uma ignomínia. Ali não estava sendo desrespeitada a nossa Chefe de Governo e de Estado, estava sendo xingada uma mulher, um ser humano. Há poucos dias me manifestai aqui nas redes sociais dizendo que nunca fomos tão republicanos, mas a custa de quê? O avanço democrático gera o seu próprio antagonista. Estamos ainda hoje reproduzindo uma cultura política identificada por Oliveira Viana na década de 1930 onde ele identificava que no Brasil o povo não sabe diferenciar o cargo público daquele que o ocupa? Na minha Timeline hoje tinha muita gente (amigos de infância sobretudo) que vociferavam contra a Dilma... mulheres (sim, &amp;nbsp;mulheres) indignadas com o pronunciamento da presidenta (não tenho certeza se assistiram, deveriam estar batendo panela na varanda de suas casas) dizendo que ela não as representa. Outras diziam que era LAVAGEM CEREBRAL (pessoal assistindo muito o filme Laranja Mecânica) e que aquela “filha da puta” não deveria estar ali. Isso não é apenas histeria, desespero, revanchismo e ignorância... é a mostra que nossa sociedade pouco aprendeu com as desventuras da história de nosso país, principalmente das mulheres que o compõe. Pouco se aprende com a violência diária contra as mães de família em casa, meninas indo para a escola, mulheres em seus ambientes de trabalhos, travestis e transexuais sofrendo para ter uma vida digna. Cada xingo nas varandas e sacadas não foi direcionado para a Dilma apenas, mas como irrefutabilidade do machismo, foi um tapa em cada mulher no dia que simboliza a luta pela igualdade dos gêneros. Um retrocesso... uma pena!&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2015/03/o-xingamento-dilma-e-um-tapa-na-cara-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyz9WmVUvV98a5_HCvLxJQn8druXzKflNSWSFIb0Q3by4Hwrmv3_5L5zS6JtRqsY7KmE-EUIRZjVOQIgDybt8YLaNlJYGZgw4VrjQ-Sxn_aPfZVrUp2zqnHAAHX3SQZnURhMVq8WGbb1-7/s72-c/1425911342_272443_1425912335_noticia_normal.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-6744050468785561392</guid><pubDate>Thu, 05 Mar 2015 13:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-03-05T10:40:37.387-03:00</atom:updated><title>Nunca fomos tão republicanos</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPlBFmrVaRUmuHvvkwUvBF4dKinIJcsbmpjRHuLnak22U50x02j9rgFg6cJyWJk59orpXeQjoMC2KnTgeWzA6gkl3kFuIQEuY78canTL1PNkvelPLeono0wDpcoAiKDmLLB35_d9l9cK1a/s1600/11021254_934022766650731_5998251927594084486_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPlBFmrVaRUmuHvvkwUvBF4dKinIJcsbmpjRHuLnak22U50x02j9rgFg6cJyWJk59orpXeQjoMC2KnTgeWzA6gkl3kFuIQEuY78canTL1PNkvelPLeono0wDpcoAiKDmLLB35_d9l9cK1a/s1600/11021254_934022766650731_5998251927594084486_n.jpg&quot; height=&quot;142&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Montagem: &lt;a href=&quot;https://www.brasil247.com/pt/247/poder/171982/Um-Congresso-sob-suspeita-pode-afastar-a-presidente.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Brasil 247&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O noticiário político no Brasil nos últimos tempos tem ficado cada vez mais em evidência. Os intensos debates e disputas políticas, sobretudo as partidárias, revelam que nosso país está atingindo um patamar de seu período democrático em que múltiplas vozes de fato se fazem ouvir. No entanto, a coabitação de vozes não significa o entendimento entre elas. É saudável para a esfera pública que grupos distintos (ou não tão distintos assim) ponham suas cartas na mesa e estimulem o jogo. A instauração da “desordem” que tem por fim a contestação de possíveis discursos unilaterais, que podem levar ao autoritarismo, é um movimento que naturalmente faz valer as possibilidades de transformações do tempo e da política. Se temos um governo de situação forte é bom para o país que também tenhamos uma oposição igualmente forte. O que não podemos confundir, e usualmente confundimos, é que tais não devem se degladiar por tomada de poder movido por interesses meramente particulares em detrimento do bem do povo. Ser oposição não significa ser necessariamente o tempo todo contra, nem ser situação significa aceitar passivelmente quais atos impopulares. A sangrenta disputa entre Planalto x Congresso demonstra que as esferas que comandam o país travaram uma guerra interna que ultrapassa os interesses do país e colocam em xeque o processo de consolidação de nosso republicanismo democrático. Mesmo que os motivos sejam questionáveis, o resultado apertado das eleições presidenciais de 2014 é um indicativo de mudanças na cultura política brasileira. Não obstante, as manifestações pró-impeachment da presidenta Dilma é um ato meramente revanchista, irracional, e antidemocrático. É a ridicularização e infantilização de nossas próprias posturas políticas, que em boa parte da população contrária ao atual governo é guiada apenas por desinformações e mêmes compartilhados nas redes sociais. Hoje a cada 1 passo dado “para frente”, 10 são dados “para trás”. As novas oligarquias (as bancadas evangélicas, ruralistas, conservadoras, etc.), que são cada vez maiores, impedem que os nossos direitos sejam assegurados e se baseiam por interesses econômicos e ideológicos (muito questionáveis). Reforço a ideia que estamos nos tornando cada vez mais republicanos, mas sabemos ser de fato republicanos? A “desordem” democrática está se tornando “bagunça” escandalosa? A “divisão” do Brasil é boa, faz parte do amadurecimento político... mas quando nos jogamos uns contra os outros sem fundo minimamente racionalizável (não entrarei na discussão sobre sensibilidades&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2015/03/nunca-fomos-tao-republicanos.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPlBFmrVaRUmuHvvkwUvBF4dKinIJcsbmpjRHuLnak22U50x02j9rgFg6cJyWJk59orpXeQjoMC2KnTgeWzA6gkl3kFuIQEuY78canTL1PNkvelPLeono0wDpcoAiKDmLLB35_d9l9cK1a/s72-c/11021254_934022766650731_5998251927594084486_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-2814490719698015116</guid><pubDate>Tue, 21 Oct 2014 13:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-10-21T19:51:45.419-02:00</atom:updated><title>Em qual Brasil queremos viver?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqwB9dczy5VUZVS-l_ExLudLOGwWbai8oeKM1NA6udB8DFp9qxeuC4iPKMlPTG717NadQxXU7XcRdmUYjEjx7hsbcW4A5yFc0l6Z0pbLeUlgA0S39ToNXL9U4jyyswxxsbEyRXsCVNr1AV/s1600/dilmais_aocio.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqwB9dczy5VUZVS-l_ExLudLOGwWbai8oeKM1NA6udB8DFp9qxeuC4iPKMlPTG717NadQxXU7XcRdmUYjEjx7hsbcW4A5yFc0l6Z0pbLeUlgA0S39ToNXL9U4jyyswxxsbEyRXsCVNr1AV/s1600/dilmais_aocio.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2014 têm sido significativas para mim. Historicamente sabemos que o PT e o PSDB sempre proporcionaram intensos debates, mostrando-se bem diferentes, sobretudo no início dos anos 1990, e que ao avançar dos anos 2000 as diferenças pareciam ser cada vez mais atenuadas. PARECIAM!!! Nos últimos anos, ainda, questionávamos se ainda é possível pensar em esquerda, direita, centro, etc. O descrédito com a política em nosso país fazia com que colocássemos tudo no mesmo saco, e ridicularizássemos os extremos. Os grandes partidos, encabeçados pelos dois supracitados é que de uma forma ou de outra é que concentram as forças ideológicas (vou usar essa palavra, não tenho outra) no país. No entanto, a positiva campanha de Luciana Genro do PSOL mostrou que existe sim possibilidades de se pensar de maneira diferente, de propor caminhos que de fato mudaria a cara do Brasil (nota-se que disse Luciana Genro, não Marina Silva). Não obstante, não é apenas de propostas boas que se faz política. Outros candidatos, os ditos “nanicos” ficaram de fora da linha de frente. Tirando os folclóricos candidatos Levy Fidélix, Everaldo e Eduardo Jorge, que apareciam na televisão, não tínhamos a oportunidade sequer de ouvir Zé Maria, Eymael, Mauro Iasi e Rui Costa Pimenta, candidatos de esquerda e direita.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas voltemos ao meu argumento inicial. Podemos dizer que o PT mudou de postura ao longo dos anos? Evidentemente que sim. Parafraseado o candidato da oposição, seria uma leviandade, não admitirmos isso, ou desserviço. O Brasil mudou, as formas de agir também precisariam de alguma forma mudar, mesmo não sendo da forma que a grande maioria esperava. Mas ao mesmo tempo, é de uma ingenuidade acreditar que em seu “adireitamento” (destaco novamente as ressalvas), o PT se tornara irmão de sangue do PSDB. Liberais por natureza, defensores de um estado mínimo, guardiões da saúde dos bancos (e dos cavalos); os líderes históricos da direita brasileira sempre deixou o povo em segundo plano. Educação, saúde, saneamento básico (alô São Paulo!!), moradia, qualidade de vida do cidadão. Essas entre outras coisas não eram prioridade dos tucanos. Estabilidade econômica?? Não! Mesmo com o plano real, que trouxe a ilusão de grande melhoria, passamos grandes períodos de crise nos anos 90, precisando recorrer algumas vezes ao FMI, aumento significativamente a dívida que já era grande. Mas veio o século XXI e o Brasil MUDOU!!! Com os governos do eterno presidente Lula e da atual candidata à reeleição ‪#‎Dilma13‬, o nosso país cresceu e junto dele as nossas esperanças de um futuro melhor, nas apenas de promessas, mas de reais possibilidades. Os programas sociais permitiram de milhões de famílias saíssem da condição de extrema miséria; que quase todas as crianças pudessem ir para a escola e sonhassem com a entrada REAL na universidade; o mercado se aqueceu gerando mais empregos (é a tal &quot;pescaria&quot; que costumam cobrar os contrários ao Bolsa Família); a casa própria deixou de ser um desejo, e passou a ser um planejamento; estamos deixando de ser endividados para sermos credores. O Brasil mudou, e pra melhor!! Há ainda muitos problemas a serem resolvidos, não vivemos ainda no Brasil ideal, mas diferente da era Fernando Henrique Cardoso, estamos a passos largos de chegar lá.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A campanha eleitoral deste ano tem apontado muito para o clareamento de posições. Há de um lado os apoiadores de um projeto social definido e democrático. Que tem realizado uma militância nos últimos meses baseados argumentos reais, dados de estudos, com respeito a si e ao povo brasileiro. Os apoiadores da #Dilma13 constataram que o Brasil está melhor, e quer contribuir para que fique ainda mais. É com espírito de solidariedade que se luta para um país para todos. Enquanto isso, os apoiadores do candidato da oposição, Aécio, não apresentam argumentos válidos. Apenas compartilhamento de memes esdrúxulos aquele mesmo papo &quot;petralhas&quot;; &quot;fora PT&quot;; &quot;comunistas&quot; (essa é dureza); entre outros. Não são desinformados, os dados estão aí... são adeptos ao desserviço, a desinformação, ao regresso. Uma militância agressiva, que fere a cidadania e inteligência do povo brasileiro. Esse ano estamos vivendo uma campanha eleitoral violenta. De um lado aqueles que querem o Brasil ainda mais forte, do outro lado aqueles que negam o avanço e sonham com o passado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Domingo, dia 26 de outubro não podemos votar em um candidato que está na política a passeio. Temos que votar na candidata que mesmo não sendo carismática, cheia de pompa (afim, presidência da república é coisa séria) tem mostrado que é extremamente capaz de gerencial nosso país. Não teremos nenhuma revolução bolivariana (aquela loirinha do Alphaville foi bem engraçada), não corremos risco de perdermos a nossa democracia e liberdade, muito pelo contrário!! Com #Dilma13 vamos fortificar nosso republicanismo, e teremos a oportunidade de ver o Brasil crescer ainda mais e não temer mais o futuro catastrófico como foi o passado PSDBista! Há, como já destaquei, muitas deficiências... mas só com a continuidade do atual governo é que essas deficiências poderão ser sanadas. É nesse Brasil que estamos hoje que você quer viver, ou aquele &quot;fantástico&quot; (ou fantasioso) dos anos 90?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2014/10/em-qual-brasil-queremos-viver.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqwB9dczy5VUZVS-l_ExLudLOGwWbai8oeKM1NA6udB8DFp9qxeuC4iPKMlPTG717NadQxXU7XcRdmUYjEjx7hsbcW4A5yFc0l6Z0pbLeUlgA0S39ToNXL9U4jyyswxxsbEyRXsCVNr1AV/s72-c/dilmais_aocio.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-3812165448240731373</guid><pubDate>Mon, 20 Oct 2014 13:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-10-20T11:31:23.686-02:00</atom:updated><title>Escrutínio do dia 26 de outubro de 2014</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3mwq9oaCqpRVLY8kmsw0HjSvf6d7UuoFMqftGhm66Cl1ZalsQ_s08MoCixeMqTId2UW81z2N0HvrbxAARPSv3t1ZJJa4q7SQ3EeZy4BjGPn6HPbt2oRJQEfGLdyuQmXRXPSrlHQywoOxD/s1600/O+PIG+-+dilma+urna+eletronica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3mwq9oaCqpRVLY8kmsw0HjSvf6d7UuoFMqftGhm66Cl1ZalsQ_s08MoCixeMqTId2UW81z2N0HvrbxAARPSv3t1ZJJa4q7SQ3EeZy4BjGPn6HPbt2oRJQEfGLdyuQmXRXPSrlHQywoOxD/s1600/O+PIG+-+dilma+urna+eletronica.jpg&quot; height=&quot;226&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
NO PRÓXIMO DOMINGO, dia 26 de outubro de 2014, eu e outros 142 milhões de eleitores escolheremos o presidente da república que governará nosso país pelos próximos 4 anos. Não considero apenas como um ato obrigatório de “cumprimento do dever”, mas um ato cívico de respeito a mim, aos meus pares, conterrâneos e à pátria. Está em jogo muito mais do que a figura política que administrará o Brasil, mas o tipo de país em que nós brasileiros queremos viver. Estamos evidentemente longe de estarmos no país mais desenvolvido do mundo, e ainda passamos por problemas notórias em diversas frentes (educação, saúde, distribuição de renda, corrupção, etc.), mas uma nação do tamanho do Brasil que passou 502 anos de sua existência preso nos grilhões de grupos expropriadores, não seria em 12 anos se tornaria a maior potência mundial. Porém, nesses últimos 12 anos o Brasil avançou e avançou muito. Cada vez mais deixamos a esperança romântica do futuro redentor para trás, e com os pés no chão vivemos categoricamente o presente. Presente este que parecia irreal em meus tempos de criança. O acesso à universidade e às escolas técnicas estão progressivamente mais democráticos; houve uma redução em dois terços da mortalidade infantil, cumprindo com antecedências as metas estabelecidas pela ONU; reduziu-se em um quarto a pobreza extrema no Brasil se comparado aos indicadores do início dos anos 1990,retirando pela primeira vez o país do “mapa da fome” mundial; isso foi possível pela ampliação dos programas sociais do governo que permitiu uma restruturação das famílias mais pobres, que puderam colocar seus filhos na escola, o que fez com que o número de crianças entre 7 e 14 anos matriculadas no ensino básico atingisse 97%, permitindo que seus país pudessem “pescar” com maior tranquilidade; entre uma outra série de melhorias que me faz cada vez mais acreditar em meu país, e na forma que ele é gerido. Já disse e repito, o fato de ser bem gerido não quer dizer que ele seja perfeito, e nem conseguiria ser. Governar um país requer muito mais do que uma boa retórica e um sorriso irônico no canto da boca. É necessário alguém que tenha firmeza (não mão-de-ferro),visão de futuro e espírito de presente, e a coragem de enterrar no passado aquilo que precisa ser superado. E nós como cidadãos brasileiros devemos nos unir para superar as máculas do conservadorismo, preconceito, desigualdade, desrespeito e atraso. Devemos contribuir para que nós e nossos filhos vivamos em um país onde o negro não seja expulso de uma loja ao tentar comprar um tênis para seu filho, que as mulheres não sejam rebaixadas, violentas e impedidas de controlarem seus corpos de acordo com seus diretos, que os homossexuais possam viver suas vidas calmamente com as pessoas que amam sem terem medo de sair às ruas ser agredidos por brigadas defensoras da moral e dos bons costumes; para que o Brasil seja de fato um país para os brasileiros, TODOS. Temos nossas diferenças regionais que devem ser respeitadas e, sobretudo, valorizadas. São pelas diferenças que vemos o quanto nosso país é culturalmente rico, e é a autoconsciência disso ajudará o nosso próprio progresso (com todas as ressalvas para o termo).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por isso, neste domingo, dia 26 de outubro de 2014, eu voto na reeleição da presidenta Dilma para a manutenção de um governo que notoriamente tem trabalhado para o crescimento e fortalecimento do Brasil, consolidando o espirito democrático e republicano em que o país ao longo de sua história foi diversamente privado. Com a força do povo o Brasil alcançará a vitória e a possibilidade de uma positiva continuidade.&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2014/10/escrutinio-do-dia-26-de-outubro-de-2014.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3mwq9oaCqpRVLY8kmsw0HjSvf6d7UuoFMqftGhm66Cl1ZalsQ_s08MoCixeMqTId2UW81z2N0HvrbxAARPSv3t1ZJJa4q7SQ3EeZy4BjGPn6HPbt2oRJQEfGLdyuQmXRXPSrlHQywoOxD/s72-c/O+PIG+-+dilma+urna+eletronica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-5029128316929975654</guid><pubDate>Mon, 31 Mar 2014 13:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-31T10:37:27.521-03:00</atom:updated><title>50 anos da Ditadura Militar: a memória da miséria humana</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjst84jy9n38YvE94TEbzG0MDujitChjqPSia-qcLtWWCa_uOlxQY60gyRw692SKsPHVF41HR-QCv1iTsX4A7y8TQcnv6LWwQT2IJm291imAS9BhM4Hfm8QloMKyMw00oTWFDydOabRedJG/s1600/1970466_711665552218472_696309153_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjst84jy9n38YvE94TEbzG0MDujitChjqPSia-qcLtWWCa_uOlxQY60gyRw692SKsPHVF41HR-QCv1iTsX4A7y8TQcnv6LWwQT2IJm291imAS9BhM4Hfm8QloMKyMw00oTWFDydOabRedJG/s1600/1970466_711665552218472_696309153_n.jpg&quot; height=&quot;255&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em clássico estudo, Maurice Halbwachs diz que a memória constitui-se da interação dos indivíduos entre si ou entre grupos, tendo as lembranças como resultado dessa interação. Mesmo que a princípio se considere a memória uma produção individual, seu meio de elaboração é fundamentalmente coletivo, visto que o indivíduo está imerso em constantes interações sociais. Narrar a experiência está unido ao corpo e à voz, a uma presença que se faz real, do sujeito no passado. Para Beatriz Sarlo, não há testemunho sem experiência, muito menos experiência sem narração. A linguagem, dessa maneira, liberta certo aspecto mudo da experiência, redimindo-a do imediatismo e do esquecimento, e traduzindo-a para algo que pudesse ser comunicável. Nesta semana estamos re-memorando uma das piores fases de nossa história: o início do vergonhoso golpe militar de 1964 que instaurou a sangrenta ditadura militar no Brasil. Foram 21 anos de sufocamento e barbárie, um verdadeiro passo para o regresso da humanidade. Como historiadores ou como cidadãos não podemos perder de vista o que aconteceu, nem minimizar os efeitos devastadores que os anos de repressão proporcionaram a milhares de pessoas torturadas, mortas e desaparecidas. O passado não deve ser escondido, as feridas não podem ser curadas. A onda neofascista que assolado nossa sociedade hoje é um desserviço para a história e para uma democracia que ainda hoje tenta sofridamente dar voz aos silenciados. Reavivar a memória da ditadura não é recolocar os militares no poder novamente, mas lembrar constantemente da dor das famílias de todos aqueles que perderam suas vidas lutando por nossa liberdade e garantir que o medo e sangue não faça mais parte de nosso presente, e o que de fato isso verdadeiramente não acontece. Tal exercício é uma forma de nos colocarmos em relação ao mundo e nossa comunidade. Não há glória e nem honra na ditadura, apenas a triste certeza da miséria humana.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2014/03/50-anos-da-ditadura-militar-memoria-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjst84jy9n38YvE94TEbzG0MDujitChjqPSia-qcLtWWCa_uOlxQY60gyRw692SKsPHVF41HR-QCv1iTsX4A7y8TQcnv6LWwQT2IJm291imAS9BhM4Hfm8QloMKyMw00oTWFDydOabRedJG/s72-c/1970466_711665552218472_696309153_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-7484350616550045291</guid><pubDate>Sat, 28 Dec 2013 04:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-28T02:17:35.986-02:00</atom:updated><title>Androides sonham com ovelhas elétricas?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLoFc-DFIMfOFb6xNmWGnCHpWwHc3icM4aUCVD9_0RftUOa9YEFE_ArRee7yL0lWrZAs-0SNBYvNleMEWYw18RdT4soAAC3QAwQ8E3OlHyMDpi7qYBPEqpPwMzWaAQ3ZPSWcdj2arhlWat/s1600/Mesmo-sem-crimes-rolezinho-causou-p%C3%A2nico-e-levou-pol%C3%ADcia-a-shopping.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLoFc-DFIMfOFb6xNmWGnCHpWwHc3icM4aUCVD9_0RftUOa9YEFE_ArRee7yL0lWrZAs-0SNBYvNleMEWYw18RdT4soAAC3QAwQ8E3OlHyMDpi7qYBPEqpPwMzWaAQ3ZPSWcdj2arhlWat/s400/Mesmo-sem-crimes-rolezinho-causou-p%C3%A2nico-e-levou-pol%C3%ADcia-a-shopping.jpeg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Seguranças armados de um Shopping tentam &quot;filtrar&quot; os consumidores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Seriam deuses os astronauras ou profetas os escritores de ficção científica? Enquanto os primeiros parecem ser mais plausíveis aos programadores do History Channel, os segundos me surpreendem a cada leitura. Não apenas os supercarros ou os computadores ultramodernos que estão saindo das páginas dos livros, mas as pessoas estão cada vez mais parecidas com as distopias futuristas. Assim como em “O Caçador de Androides”, a dependência da máquina simulando vida é uma realidade cotidiana, as relações humanas estão cada vez mais distantes, a reclusão e individualização é uma opção. No clássico de Phillip K. Dick, basta apertarmos alguns botõeszinhos na “Caixa de Empatia”, ou seguir os ensinamentos de Wilbur Mercer, ou assistir o programa de Buster Amigão – que nunca sai do ar -, para que as pessoas resolvessem seus problemas voltando-se para si mesmos ainda mais. Não muito diferente do que estamos fazendo hoje. O futuro caótico está cada vez mais perto, o tempo está desordenado e a modernidade é um grande catalizador da desintegração. Nas últimas semanas vimos – e ainda estamos vendo -, a questão dos “rolezinhos” nos shoppings de São Paulo. Uma grande expressão daquilo que há décadas têm se tentado combater, mas que está claro que nunca terá uma solução: a segregação deliberada do diferente. Rick Deckard “aposentava” androides além do perigo que alguns representavam ou do trabalho que exercia. Os aposentava simplesmente pelo fato de não sentir absolutamente nada por eles. Hoje a mídia e a classe média emergente elege seus androides dos quais não podemos ter nenhuma empatia. Deturpamos o que é e o que não politicamente correto e simplificamos em um discurso de autoproteção, de nos reservar frente ao perigo do vandalismo iminente. Estamos com medo do quê? Por que ficar em casa é a melhor das opções? Nossos vizinhos são realmente tão perigosos assim, mesmo com a grama deles bem mais verde? O mundo está cada vez mais individualista, e as relações pessoas mais políticas. O futuro não será ameaçado por isso – outra coisa deve destruir a terra -, mas e a nossa humanidade? Logo logo precisaremos de testes Voigt-Kampff diariamente para ter certeza se não passamos de androides antipáticos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/12/androides-sonham-com-ovelhas-eletricas.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLoFc-DFIMfOFb6xNmWGnCHpWwHc3icM4aUCVD9_0RftUOa9YEFE_ArRee7yL0lWrZAs-0SNBYvNleMEWYw18RdT4soAAC3QAwQ8E3OlHyMDpi7qYBPEqpPwMzWaAQ3ZPSWcdj2arhlWat/s72-c/Mesmo-sem-crimes-rolezinho-causou-p%C3%A2nico-e-levou-pol%C3%ADcia-a-shopping.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-1621280636702501227</guid><pubDate>Fri, 23 Aug 2013 22:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-23T19:16:41.692-03:00</atom:updated><title>Somos causadores de nossa própria extinção</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOsINxpq-lUcm1oE-GYYt8zQP88TK-AqvuaxjyC_ZkTZ-WJOxqv95SZmNDoRPT0x9z1n36HhO16w0ADYue3s27kN9qraKKXo8NyaQaSLHyfHO0uwMc21JU7urGoKxF4vxPfKJ3WhJnk0SV/s1600/SYRIA-CRISIS.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOsINxpq-lUcm1oE-GYYt8zQP88TK-AqvuaxjyC_ZkTZ-WJOxqv95SZmNDoRPT0x9z1n36HhO16w0ADYue3s27kN9qraKKXo8NyaQaSLHyfHO0uwMc21JU7urGoKxF4vxPfKJ3WhJnk0SV/s400/SYRIA-CRISIS.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Homem usa máscara na área de Zamalk, onde oposição acusa&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;governo sírio de ter usado armas químicas&lt;/b&gt; REUTERS/ Bassam Khabieh&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nos últimos dias nos deparamos com uma das maiores tragédias da história da humanidade. Mais uma tragédia artificial provocada pelo espetacular, e perverso, intelecto do Homem. Os ataques com armas químicas na Síria mais uma vez mostra que estamos caminhando para o caos. Mesmo sendo &lt;i&gt;homo politicus&lt;/i&gt;, não sabemos utilizar essa condição em benéfico de todos. A guerra acontece a partir do momento em que o ego/interesse de poucos ultrapassa o bem estar de muitos, ou melhor dizendo, quando uma minoria põe em jogo a vida de povos inteiros a fim de manter ativo seus interesses particulares ou de grupos ao seu redor. Não importa – a princípio - se estamos ao lado de Bashar al-Assad ou dos rebeldes. É necessário sempre colocar em primeiro plano o povo sírio. Homens, mulheres e crianças que estão todos os dias lutando para viver em um país soberano, em um ambiente que possam viver – não sobreviver – em paz, nem utilizar do artifício da guerra para isso. Tal situação não se alcança com o diálogo, não é atingida através da democracia, nem de longe. A resistência, neste sentido, é justificável como instrumento para se alcançar a paz roubada pela ditadura. O grande ideal é que não tivesse a necessidade de embate bélico, mas acordos políticos benéficos. Que ingenuidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Frente a não possibilidade do grande diálogo vemos as notícias sobre ataques de armas químicas em pleno 2013. Imagens chocantes de crianças mortas, pessoas passando mal e desespero por parte de todos. Quem se beneficia com tais ataques? Em quais reais circunstâncias eles ocorreram? Prudentemente os órgãos noticiosos falam em “supostos” ataques com armas químicas por não terem como confirmar se são mesmo ou não. No entanto, os corpos enterrados em valas comuns, em Damasco, esses sim são verdadeiros. O grande fato é que centenas de seres humanos, a devassa maioria de crianças inocentes, pereceram graças ao poder destruidor do Homem. Somos causadores de nossa própria extinção. O auge do poder tecnológico é mesmo o início da catástrofe. É difícil imaginar um futuro melhor. Nunca pudemos aprender com a história, mas mais do que nunca os historiadores não conseguem imputar sentido a ela, e isso não atinge positivamente a humanidade e seus gestores. Não espero dias melhores... não mais!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/08/somos-causadores-de-nossa-propria.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOsINxpq-lUcm1oE-GYYt8zQP88TK-AqvuaxjyC_ZkTZ-WJOxqv95SZmNDoRPT0x9z1n36HhO16w0ADYue3s27kN9qraKKXo8NyaQaSLHyfHO0uwMc21JU7urGoKxF4vxPfKJ3WhJnk0SV/s72-c/SYRIA-CRISIS.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-356082035123171316</guid><pubDate>Wed, 19 Jun 2013 03:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-19T00:12:51.088-03:00</atom:updated><title>O povo grita por um novo Brasil!</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8hZbq7VBA1Q0oS00KRFVEFgeKhoNCgY83Vx47mgF4O3XBgbpoCt0ZWCjdBBlMLfStvlR293Q8oORe2438hMlKHDAMEZoms_ok2TN1kZ5nXPTQZtxk7Z4TzmK3hvGo5P6s-EwJ2Kg5DZqU/s1600/protestos.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;302&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8hZbq7VBA1Q0oS00KRFVEFgeKhoNCgY83Vx47mgF4O3XBgbpoCt0ZWCjdBBlMLfStvlR293Q8oORe2438hMlKHDAMEZoms_ok2TN1kZ5nXPTQZtxk7Z4TzmK3hvGo5P6s-EwJ2Kg5DZqU/s400/protestos.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Manifestação na av. Paulista, São Paulo-SP, 18 de junho de 2013&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É possível, como pretenso historiador, ficar calado frente à onda de manifestações ao redor do Brasil? Evidentemente que não. Como observado pelo terror dos primeiros períodos, Marc Bloch, ao se referir a uma conversa que teve Henri Pirenne, o historiador é por excelência um observador de seu tempo. Tem sido constantemente lembrando nas redes sociais que os protestos não são apenas pelo aumento abusivo do preço das passagens de ônibus, ele aparece como pretexto... afinal, os protestos na Turquia são apenas pelas árvores a serem derrubadas para a construção de um shopping Center? Claro que não... mas é também, assim como os famigerados 20 centavos. Isso de fato não é, PARA MIM, a coisa mais importante nisso tudo. O que é primordialmente relevante é o grito, até mesmo inesperado, da população. Um grito de desespero e alerta: o Brasil está doente! Está ferido por uma elite autoproclamada que abastecida pela máquina do Estado usurpa do cidadão o direito de viver em um país justo. A injustiça está em todas as esferas, e aquilo que para uns é trocado de pinga, é para muitos o fragmento de sua miséria. Nos últimos dias, maravilhosamente, as ruas estão sendo ocupadas não por “punks” (como insiste em taxar a mídia), não por vândalos ou marginais... mas por uma massa que não aguenta mais viver em um país falido. Porque só agora? A pergunta é porque não agora? Do que importa se uma cidade leva 100 milhões e outra leva apenas 200? O que importa é o verdadeiro despertar de um povo cansado. O Brasil está caminhando bem, e isso graças aos governos Lula e Dilma... a evolução é nítida, o que irrita demasiadamente os reacionários e órfãos da ditadura militar. As reivindicações são para garantir que o crescimento do país apareça nos livros das escolas, nos leitos dos hospitais, no transporte dos trabalhadores, nas árvores das praças, no prato do povo. Hoje não estamos vivendo uma “festa da democracia”, pois não há democracia sem o mútuo cumprimento de deveres e direitos (do Estado e do Povo); somente quando tivermos um país verdadeiramente soberano poderemos comemorar uma era em que a voz do povo é a voz de Deus.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/06/o-povo-grita-por-um-novo-brasil.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8hZbq7VBA1Q0oS00KRFVEFgeKhoNCgY83Vx47mgF4O3XBgbpoCt0ZWCjdBBlMLfStvlR293Q8oORe2438hMlKHDAMEZoms_ok2TN1kZ5nXPTQZtxk7Z4TzmK3hvGo5P6s-EwJ2Kg5DZqU/s72-c/protestos.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-9150872677618044737</guid><pubDate>Sun, 26 May 2013 14:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-26T11:35:00.289-03:00</atom:updated><title>não há nada mais verdadeiro que café extra-forte e prosa boa com gente que vale a pena</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizjaXGwDvG6cZO6IGFmysYzqnvOZfRthsajHFHmzzdtCYLDJg622JRtwr0-ih463vz7WgPG4dB7QPngRPTr1K-BQJloWUqBe7E9fmbrVzmG-dq-F51ib4tpDqH40sGWDDbqlYWSv-46qPF/s1600/248014_488918471180104_533948312_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizjaXGwDvG6cZO6IGFmysYzqnvOZfRthsajHFHmzzdtCYLDJg622JRtwr0-ih463vz7WgPG4dB7QPngRPTr1K-BQJloWUqBe7E9fmbrVzmG-dq-F51ib4tpDqH40sGWDDbqlYWSv-46qPF/s400/248014_488918471180104_533948312_n.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/05/nao-ha-nada-mais-verdadeiro-que-cafe.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizjaXGwDvG6cZO6IGFmysYzqnvOZfRthsajHFHmzzdtCYLDJg622JRtwr0-ih463vz7WgPG4dB7QPngRPTr1K-BQJloWUqBe7E9fmbrVzmG-dq-F51ib4tpDqH40sGWDDbqlYWSv-46qPF/s72-c/248014_488918471180104_533948312_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-785861855976964071</guid><pubDate>Mon, 20 May 2013 23:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-20T20:18:57.435-03:00</atom:updated><title>O triste sorriso de uma piada inacabada</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiiDDyRTFmSarOOLXYtO399nuMTbBfVT5YFOoNgiAg_P8G3pT8CJ8GkE-1WzEWTRNUpVMmACYOoEur4Fd0_-TxqhSy3A8NByIDc_-S54NvyodjHcngtllqWYM-ZNZ3xuOqVEl3THeHGGq0J/s1600/palha%C3%A7o+triste.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;287&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiiDDyRTFmSarOOLXYtO399nuMTbBfVT5YFOoNgiAg_P8G3pT8CJ8GkE-1WzEWTRNUpVMmACYOoEur4Fd0_-TxqhSy3A8NByIDc_-S54NvyodjHcngtllqWYM-ZNZ3xuOqVEl3THeHGGq0J/s320/palha%C3%A7o+triste.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
RIR DE UMA PIADA é por vezes inevitável. Escutamos, assistimos ou lemos uma história engraçada e instintivamente o botãozinho do humor é acionado. A piada é a fuga magistral da verossimilhança, o mergulho para o paradoxo, a exaltação do inacreditável. Ela (a piada) pode ter tom crítico, ser apenas uma brincadeira, uma leitura do mundo e não precisa ter compromisso algum com a verdade. Isso me parece aceitável pelo simples e ridículo fato de não sabermos onde está a verdade que todos nós filosoficamente clamamos. A mentira (irmã da piada) surge muitas vezes para encobrir as verdades que não queremos mais mostrar, e há mentiras que acreditamos tanto que passa a ter caráter de verdade, tornando-se assim uma piada sem graça. Qual é o efeito que queremos ao contarmos uma piada? Queremos fazer o mundo rir, queremos fazer o mundo chorar? Estamos verbalizando nossa felicidade ou escondendo as fracas batidas de nossos corações? Ridicularizamos o mundo, rimos das pessoas, fazemos piadas conosco, mas no final não sabemos o porquê. As verdades que acreditamos ou as mentiras que contamos fazem parte de um mundo de fantasias que todos nós criamos e negar isso é fazer uma piada de mau gosto. É necessário esconder palavras para realmente dizer o que eu gostaria, mas refutar o egoísmo é igualmente um ato de se fechar em um mundo só nosso, inventar verdades falsas e acreditar que uma piada é apenas uma piada. Cada um acredita na verdade que lhe convém.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/05/o-triste-sorriso-de-uma-piada-inacabada.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiiDDyRTFmSarOOLXYtO399nuMTbBfVT5YFOoNgiAg_P8G3pT8CJ8GkE-1WzEWTRNUpVMmACYOoEur4Fd0_-TxqhSy3A8NByIDc_-S54NvyodjHcngtllqWYM-ZNZ3xuOqVEl3THeHGGq0J/s72-c/palha%C3%A7o+triste.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-768948775533008544</guid><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 01:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-04-25T22:46:19.135-03:00</atom:updated><title>O drama de Medeia</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLsQweQOhrmAP5SUltz1azJ-iCmN601Au4vi-uHxa6YguXxPZmgKmVIqpVcBXoQfWLDh-NffQ7DCfVO-ImDoaTT4Ia6SvCdDkJ2dvXtSqT9c9tAkk4pBYKNdBK-ahPOLNaxT0DL2F2Xxd0/s1600/medeia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLsQweQOhrmAP5SUltz1azJ-iCmN601Au4vi-uHxa6YguXxPZmgKmVIqpVcBXoQfWLDh-NffQ7DCfVO-ImDoaTT4Ia6SvCdDkJ2dvXtSqT9c9tAkk4pBYKNdBK-ahPOLNaxT0DL2F2Xxd0/s400/medeia.jpg&quot; width=&quot;265&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Medeia, por Eugène Delacroix&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
Coitada da Medeia... acho mesmo que ela poderia ter um fim diferente, que tanto poderia ser para o bem, quanto para o mal... depende da interpretação do sujeito. A moça atravessando a linha tênue entre a razão e a paixão precisava escolher um lado e nele ficar. Quaisquer das duas opções que ela escolhesse sairia com o coração ferido. Escolher a razão ficando ao lado de seu pai e de seu povo, ou escolher a paixão e ajudar Jasão, seu amor, a completar sua missão?! A jovem escolhe a segunda opção e paga um altíssimo preço por isso. Deixou que a paixão a guiasse à tragédia. Uma escolha arriscada, que de fato ela não saberia onde a levaria. Por fatalidade do destino ela se deu mal. Mas mesmo assim ela foi, deixou ser guiada pelo seus sentimentos mais passionais. Mas e se ela tivesse escolhido ficar quieta em seu canto, usar a cabeça e se afastar de Jasão? Em tese as coisas seriam bem melhores... o cara não conseguiria cumprir as missões de Eetes, ao mandariam ele embora e a galera em Cólquida viveria feliz para sempre... Medeia não estraçalharia seu irmão, não seria trocada, não mataria seus filhos... peraí! Nessa o Eurípedes sacaneou... ele foi um pouco exagerado, talvez o desfecho não seria tão trágico... a moça poderia viver aventuras, passaria uns perrengues aqui e ali, teria dias difíceis com tempestades em alto mar, ficaria puta as vezes por conta disso, mas no fim valeria a pena... Mas se tivesse escolhido a razão, QUE CHATO!!! Ficaria a vida inteira sob os olhos vigilantes do pai, não sairia do mesmo lugar... se casaria com um jovem coxinha, desinteressante e depois descobriria que o cara é gay (que aqui no facebook todo mundo acharia um máximo), viveria uma vida de merda... só porque preferiu seguir a razão, seguir o mais prudente. Na maioria das vezes a razão é boa, faz com que a gente não quebre muito a cara... mas isso não é viver, isso é levar as coisas. Claro que nem todo mundo tem vocação pra ser Medeia, mas deixar as paixões guiarem pode ser uma aventura e tanto. Pode ser que o desfecho de Eurípedes ocorra, mas pode ser que o poeta esteja completamente errado (e provavelmente está), e fugir de um mundo certinho e seguro seja bem melhor. Mas tem gente que acha que não... então cabe cada um escolher qual lado escolher... mas depois não pode chorar o leite derramado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/04/o-drama-de-medeia.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLsQweQOhrmAP5SUltz1azJ-iCmN601Au4vi-uHxa6YguXxPZmgKmVIqpVcBXoQfWLDh-NffQ7DCfVO-ImDoaTT4Ia6SvCdDkJ2dvXtSqT9c9tAkk4pBYKNdBK-ahPOLNaxT0DL2F2Xxd0/s72-c/medeia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-5831118570480133258</guid><pubDate>Thu, 14 Mar 2013 14:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-14T12:55:58.906-03:00</atom:updated><title>HABEMUS PAPAM FRANCISCUM</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7Gm-Hefh_2wRet5t0VVdaaht45gNjNQf56_gcrz5HTps4hy5TXQ6PVZRv1c6H3I2ZC8njCP1iAdgDmJGDtASoFGaB-Ho4P06V0Tg3DieLzLUnDUfxUcInvSIWLOfWBCAFAqqZZJTGiv2-/s1600/papa-francisco-640x480-getty.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7Gm-Hefh_2wRet5t0VVdaaht45gNjNQf56_gcrz5HTps4hy5TXQ6PVZRv1c6H3I2ZC8njCP1iAdgDmJGDtASoFGaB-Ho4P06V0Tg3DieLzLUnDUfxUcInvSIWLOfWBCAFAqqZZJTGiv2-/s320/papa-francisco-640x480-getty.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Papa Francisco&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há tempos temos escutado por aí que a Igreja Católica precisa se renovar, pois está anos luz atrás das mudanças políticas e sociais do planeta, e cada mais fiéis vão deixando a Igreja Romana para adentrar a outras seitas religiosas que chamam mais atenção e dá aquilo que a pessoa quer. Mas entra Papa, sai Papa e a situação não muda. Acredito sinceramente que a tendência das coisas é piorar, e já piorou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não é pelo fato dele ser argentino (que já provoca muitas piadas), mas pela desconsideração do Colégio de Cardeais de fatores muito simples que poderiam levar a Igreja Católica para um novo caminho...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Primeiramente é desnecessário a gente ficar discutindo o conservadorismo do cardeal. Dentro da lógica hierárquica da Igreja, o que se esperar de um Cardeal senão um ultra-conservadorismo? Não! Eu sinceramente não esperava outra coisa, pois não tem nenhum nome que possa surgir no comando da Igreja que não o seja; mas certamente haviam nomes mais brandos que poderiam agregar mais para os católicos... Sim! Falo de Dom Odilo Scherer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Escolher um Papa latino-americano? Isso já deixou de ser uma impossibilidade há muito tempo. Escolher um Papa latino-americano que não é brasileiro? Esse foi um tiro no pé. Querem salvar a Igreja Católica, recuperar os fieis... parece até piada... o Brasil, que é o maior país católico do mundo e que está em um processo de perda de adeptos desenfreado era a chave para a guinada católico. Um exemplo bem pontual, mas que no todo corrobora o que quero dizer. Aqui em Mariana-MG, alguns pesquisadores do departamento de história da Universidade Federal de Ouro Preto fizeram uma pesquisa na cidade para saber dos freqüentadores de igrejas evangélicas, que antes eram católicos, o do porque se converteram para outra religião. A grande maioria das respostas estava ligada ao desconforto que a igreja (templo) causava para aquelas pessoas (ainda mais aqui que as igrejas são imponentes). A forma das pessoas se vestirem, o jeito delas se portarem, o ritual estabelecido... tudo isso afasta os fieis da Igreja. A ideia de ter seu líder máximo cada vez mais distante também é outro fator... a imagem do Papa como o Santo Padre está perdendo violentamente a sua força. Agora imagina se o comandante da Igreja é um brasileiro? O efeito que isso acarretaria seria enorme... poderia recuperar a fé católica dos brasileiros e por consequência de outros povos que acompanham a doutrina católica e têm o Brasil como referência para isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A questão do Brasil ser o país que mais vem se destacando no cenário político internacional também deveria ser levado em consideração. A Argentina não é um país que hoje tem condições de se lançar para o mundo em dialogar nas grandes mesas... o Brasil sim. Um Papa brasileiro poderia ser a melhor opção para a aproximação da Igreja com os governos... o Vaticano comeu bola...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E o passado do atual Papa? Um sujeito que colaborou rigorosamente com um dos mais violentos regimes ditatoriais da América Latina... acusado de sequestro de crianças e de ser cúmplice em assassinato... bonzinho aqui... bonzinho ali?... todo padre o é... mas o cara é homofóbico, preconceituoso, retrogrado, contra os métodos anti-contraceptivos e por aí vai... esse não é o posicionamento que a Igreja deve ter hoje. O mundo espera uma reação diferente, para que a intolerância dos povos comece a desmoronar de cima para baixo... um líder que apóia a violência forma seguidores violentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A eleição de Francisco I, mesmo quebrando com o eurocentrismo, não trará grandes mudanças para os católicos... e arrisco a dizer que a tendência é a Igreja continuar perdendo adeptos, criando polêmicas e embora ainda com grande poder político, o seu prestígio será cada vez menor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Veremos onde isso vai dar...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/03/habemus-papam-franciscum.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7Gm-Hefh_2wRet5t0VVdaaht45gNjNQf56_gcrz5HTps4hy5TXQ6PVZRv1c6H3I2ZC8njCP1iAdgDmJGDtASoFGaB-Ho4P06V0Tg3DieLzLUnDUfxUcInvSIWLOfWBCAFAqqZZJTGiv2-/s72-c/papa-francisco-640x480-getty.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-5323687363630122105</guid><pubDate>Thu, 14 Mar 2013 13:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-14T10:18:57.461-03:00</atom:updated><title>A peleja da política com o bom senso</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1sgAiuLXRy5MWlGOJRPN8bCIGqtmZrpYFC5BdziocAEfKCvD22xKBd0PsUo8r0rdXjpAwBaAeYYSxCYRvmNskqIzL9AbT5yC8ReW7wcBW-S_57BzTwgBGbpvIzLxrjpWDQAukRxzmDHis/s1600/Ruralistas.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;302&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1sgAiuLXRy5MWlGOJRPN8bCIGqtmZrpYFC5BdziocAEfKCvD22xKBd0PsUo8r0rdXjpAwBaAeYYSxCYRvmNskqIzL9AbT5yC8ReW7wcBW-S_57BzTwgBGbpvIzLxrjpWDQAukRxzmDHis/s400/Ruralistas.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A política venceu o bom senso... aliás, acredito que a política sequer um dia teve que travar alguma disputa com o bom senso. Mas hoje vivemos em um contexto que é difícil acreditar em algumas coisas. O que mais vem chamando nossas atenções é a “virada conservadora-cristã-xiita” que tem dominado as Assembleias legislativas por todo o país até alcançar, inacreditavelmente, a presidência da Comissão dos Diretos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília. Negociar-se-á por aquelas bandas questões que há muito queremos extirpar de nossa sociedade: a violência, o preconceito, a intolerância... o tal pastor Feliciano já quer criminalizar a discriminação aos heterossexuais... é muito difícil e tortuoso em nosso país, não é verdade? Além disso, existem outras frentes que agridem ainda mais a nossa cidadania. Exemplo disso é a matéria que eu compartilho aqui neste post (&lt;a href=&quot;http://www.brasildefato.com.br/node/12272#.UUCAHSedXHc.twitter&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;clique aqui para ver a reportagem&lt;/a&gt;)... a bancada ruralista quer abrandar leis trabalhistas que punem agricultores que mantêm em suas propriedades pessoas que trabalham em condições semelhantes a escravidão, alegando que se deixar de pagar um ou outro benefício de direto do trabalhador é a mesma coisa, ou seja, não é justo perder a propriedade (uma das possíveis penas) por causa disso. Cada vez mais vemos o ser humano sendo massacrado por aparelhos invisíveis corroborados pelo nosso Estado. Não estou evocando nenhum tipo de moral, mas não conseguimos alcançar o estágio de civilização (atenuando o conceito, não quero discutir isso) que a humanidade um dia pensou. A liberdade, igualdade e fraternidade que os revolucionários franceses cantaram estão longe daqui... e mesmo com a velada democracia que tem se fortificado em nosso país, os fins ainda justificam os meios.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/03/a-peleja-da-politica-com-o-bom-senso.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1sgAiuLXRy5MWlGOJRPN8bCIGqtmZrpYFC5BdziocAEfKCvD22xKBd0PsUo8r0rdXjpAwBaAeYYSxCYRvmNskqIzL9AbT5yC8ReW7wcBW-S_57BzTwgBGbpvIzLxrjpWDQAukRxzmDHis/s72-c/Ruralistas.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-7030829941803475494</guid><pubDate>Thu, 07 Mar 2013 21:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-07T18:33:38.570-03:00</atom:updated><title>O assassinato do simples Direito de ser Humano</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwH3RLYseHbVY_Q9ZZCiZhEqsuvisivQRZ7QJ9y2nmUoDosg4Qt_nC_WGiJkdfvzSlFO55zQRllWfuMuUQ5Ard3rCbehN8lu7tK0aLhDRX-rOiYuT2nTanF_S1rhcl_0-xqqdaMcrBUPSn/s1600/269156_3944429548774_1886088192_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;206&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwH3RLYseHbVY_Q9ZZCiZhEqsuvisivQRZ7QJ9y2nmUoDosg4Qt_nC_WGiJkdfvzSlFO55zQRllWfuMuUQ5Ard3rCbehN8lu7tK0aLhDRX-rOiYuT2nTanF_S1rhcl_0-xqqdaMcrBUPSn/s400/269156_3944429548774_1886088192_n.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quem é ser humano e pode gritar com pulmões cheios que o é? Para nossos representantes políticos são poucos os que podem gozar de tal privilégio. A minoria dominante, que historicamente agrilhoa nossa sociedade, são os que têm seus direitos assegurados pelo Estado brasileiro. Para os olhos de alguns essa minoria forma a verdadeira maioria de nossa sociedade. Como foi muito bem exposto pelo deputado Domingos Dutra, que ao discursar pela última vez na Comissão dos Direitos Humanos disse que na verdade aquela comissão tinha como grande característica assegurar os direitos (e não privilégios) da maioria da população. Mulheres, negros, pobres, homossexuais, crianças, índios, escravos, etc., que são tratados pela maioria da população como minoria compõem o maior quadro de brasileiros. Mas aos olhos do Congresso isso não é importante. O importante não é construir um espaço de debate e ação para erradicação dos males causados por outros seres humanos, mas de alinhar bases políticas internas e externas às tribunas. A eleição de um fascista evangélico, preconceituoso, homofóbico, estelionatário, e por aí vai (o tal do Marco Feliciano), para novo presidente da CDH não é apenas um voo pra trás, mas é mais um resultado sintomático de uma situação que já há algum tempo temos discutido: “a virada reacionária”. Não precisamos voltar à discussão que o Estado é laico e a constituição cobre a todos... isso NUNCA foi posto em prática. Mas a forma que isso se deu desta vez fere todo projeto de democratização e progresso de nosso país. A ordem será imposta de forma unilateral, conservadora e moralmente religiosa, mesmo que a moralidade da religião já tenha se dissipado ao vento há muito tempo. O Parlamento brinca com o povo, e nos leva à barbárie, pois esse é o verdadeiro fim da história... uma história que não se procurava reparar, mas pagar suas dívidas... e que agora declara moratória. Sim! o CDH torna-se uma das piores excrescências de nossa política atual. É o início de um fim melancólico de um projeto que se não estava consolidado (acredito que esteja longe disso), estava encontrando o seu caminho. Agora não é o momento de lamentação, mas um tempo para avaliarmos o que está sendo feito do Brasil e agir para interromper um engessamento ainda maior de nossa situação. Não é o fim, um revés talvez, mas para que os Direitos Humanos continuem soberanos... aqueles que são contrários a tais direitos não podem jamais assumirem o poder.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/03/o-assassinato-do-simples-direito-de-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwH3RLYseHbVY_Q9ZZCiZhEqsuvisivQRZ7QJ9y2nmUoDosg4Qt_nC_WGiJkdfvzSlFO55zQRllWfuMuUQ5Ard3rCbehN8lu7tK0aLhDRX-rOiYuT2nTanF_S1rhcl_0-xqqdaMcrBUPSn/s72-c/269156_3944429548774_1886088192_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-6154187290919151419</guid><pubDate>Tue, 19 Feb 2013 13:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-19T10:14:32.393-03:00</atom:updated><title>O falso cânone literário como fuga do não pertencimento</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjngDX60yLqNSwBDB451HRNW-O7U79JYGSRTagAucrQf-eHpnwNuP9e2Fq1NJr5pc99Y0PwPhcwgu4waPOuBTPNmX4yI5mHGtGVrTEh2J59W0-dQ_dCvqc-39jb0NwCajeviBSCFCl4MMV/s1600/350px-Canons_of_medicine.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjngDX60yLqNSwBDB451HRNW-O7U79JYGSRTagAucrQf-eHpnwNuP9e2Fq1NJr5pc99Y0PwPhcwgu4waPOuBTPNmX4yI5mHGtGVrTEh2J59W0-dQ_dCvqc-39jb0NwCajeviBSCFCl4MMV/s400/350px-Canons_of_medicine.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O famigerado cânone... eu acho que isso não existe mais. Em tempos de modernidade líquida e sua hiper-relativização do tempo, espaço, conceitos, valores e doutrinas está cada vez mais difícil de fazer uma listinha do que é bom e do que não é. Aliás, na era da informação em tempo real, da altíssima produção acadêmica e literária está cada vez mais difícil não seguir o tal cânone. Há poucos dias li uma reportagem dizendo que o professor do ensino básico lê pouco, e quando lê são sempre os mesmos “clássicos”, muitas vezes por obrigação que os currículos impõem ao docente e que acaba afetando os alunos que também só leem aquilo que são obrigados. O que há de novo? Quais são os grandes nomes da literatura atual? (esquerda, direita, frente, retaguarda...) Vejo hoje um enorme medo do não pertencimento, de ler as coisas erradas, ou ficar fora do grupo que acha que lê a coisa certa. Não acredito de modo algum que Dostoievski, Baudelaire e Machado de Assis não devam ser lidos, muito pelo contrário, só não entendo porque eu necessariamente tenho que achá-los melhores do que Philip K. Dick, Isaac Asimov ou Michael Crichton. A ideia de erudição fica cada vez mais restrita aos que assistem Jean Renoir, mesmo não conhecendo absolutamente nada de cinema francês da década de 1930, do que aqueles que preferem Robert Zemeckis e conhecem todas as referências do universo “De Volta Para o Futuro”. A cultura do “parecer ser” é, em tempos de conservadorismo político, tão forte que se acredita piamente que Goethe resolve os problemas de nossa contemporaneidade. Reafirmo que os grandes clássicos são chamados assim não é à toa, têm seu enorme valor dentro da história mundial, devem e merecem ser estudados. No entanto, em pleno ano de 2013 devemos ainda ter uma visão cristã para definir os cânones de nosso tempo?! Para sermos diferentes e começarmos a aprender pra que servimos no mundo hoje temos que parar de construir uma erudição vazia de sentido e inserir no cânone (se é que ele existe, eu acho que não) o que Também é bom fora do óbvio, mesmo que seja popular, afinal... nem tudo que é produzido pela e para a elite tem qualidade garantida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/02/o-falso-canone-literario-como-fuga-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjngDX60yLqNSwBDB451HRNW-O7U79JYGSRTagAucrQf-eHpnwNuP9e2Fq1NJr5pc99Y0PwPhcwgu4waPOuBTPNmX4yI5mHGtGVrTEh2J59W0-dQ_dCvqc-39jb0NwCajeviBSCFCl4MMV/s72-c/350px-Canons_of_medicine.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-9171266887483072464</guid><pubDate>Tue, 19 Feb 2013 00:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-18T23:06:48.133-03:00</atom:updated><title>O historiador e o  que é importante para a historiografia</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkCcmm7x8meAMLUtFKrVRjOs6cLZ_LADIPYOMG0HffEtSAlGLkk0vV_Zdmsb8ZK9_oLEdrs2F945RO3t8NbDtp9-MopPfu-dIZXDF2WCBBEY3Ogb_3JNfPTS04k_-5l7C_rAkmiRngn-Ix/s1600/9E519CA6C35B1D33F16A81A2FB915.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;256&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkCcmm7x8meAMLUtFKrVRjOs6cLZ_LADIPYOMG0HffEtSAlGLkk0vV_Zdmsb8ZK9_oLEdrs2F945RO3t8NbDtp9-MopPfu-dIZXDF2WCBBEY3Ogb_3JNfPTS04k_-5l7C_rAkmiRngn-Ix/s400/9E519CA6C35B1D33F16A81A2FB915.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Pesquisadora examina corpo exumado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez essa afirmação tenha lá o seu grande peso de verdade, mas é só isso?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nós historiadores hoje estamos criando uma gigantesca massa crítica que não critica absolutamente nada. Crítica aqui eu estou considerando a capacidade de leitura e análise de uma determinada questão a ser debatida. Temos cada vez a tendência enfadonha de classificar aquilo que é ou não é relevante para a historiografia. A partir daí construímos um cânone imaginário para um monte de tema que classificamos como politicamente elegante de ser estudado e aquilo que é perda de tempo, e o grande crime... perda de dinheiro!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje foi divulgada uma pesquisa que está dividindo a opinião dos historiadores. Uma pesquisadora da USP, Valdirene do Carmo Ambiel, desenvolveu nos últimos três anos uma investigação que convergiu estudos históricos, arqueológicos e médicos ao exumar os corpos do ex-Imperador do Brasil, Dom Pedro I, e de suas duas esposas, as ex-Imperatrizes D. Leopoldina e D. Amélia. (&lt;a href=&quot;http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/sob-sigilo-d-pedro-i-e-suas-duas-mulheres-s%C3%A3o-exumados-pela-primeira-vez-1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;a matéria saiu no portal do Estadão&lt;/a&gt;). Embora a matéria, e a entrevista com a pesquisadora apontem para descobertas pouco conclusivas em alguns aspectos, em outros é possível derrubar algumas teses há muito tempo difundidas pela historiografia, tal como a possível causa da morte de d. Leopoldina (veja a matéria para compreender melhor o caso).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Qual é o meu ponto?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há uma série de pesquisadores sérios (que eu conheço) que viram com bons olhos para esse inédito método de pesquisa, bem como há outros pesquisadores que também são sérios (e que eu também conheço) que consideram a pesquisa uma babaquice e um enorme desperdício de dinheiro. Agora eu não entendo porque a pesquisa é realmente tão insignificante. Será porque se trata de um tipo de investigação que está muito mais interessada em criar novas possibilidades de leitura, e até mesmo de divulgação da disciplina, ou porque foge dos padrões canônicos acadêmicos positivistas de pesquisa historiográfica?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Concordo que não podemos festejar ainda o resultado dessa pesquisa, que tem seus pontos falhos (me diga alguém que já realizou uma pesquisa historiográfica sem NENHUM furo), mas nós sequer lemos o resultado. Desqualificar um trabalho como esse é apenas propagar o conservadorismo que faz com que o historiador seja olhada pela sociedade como um profissional fechado em seu próprio mundo (espera aí, a sociedade conhece os historiadores), ou estamos promovendo o debate sobre o que é História e o que não é?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Acredito que nós historiadores temos que começar a reaprender a olhar para o tempo. Simplesmente jogar uma pesquisa no lixo em prol a uma “história a contrapelo” é desconsiderar muito trabalho e grandes possibilidades para a própria reinvenção da disciplina. Temos que ser mais críticos conosco mesmo, e promover um debate sério acerca daquilo que nos propomos a fazer. A História está cada vez mais está perdendo sentido, e são os próprios historiadores, que não confiam em seus pares, os principais responsáveis para isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/02/o-historiador-e-o-que-e-importante-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkCcmm7x8meAMLUtFKrVRjOs6cLZ_LADIPYOMG0HffEtSAlGLkk0vV_Zdmsb8ZK9_oLEdrs2F945RO3t8NbDtp9-MopPfu-dIZXDF2WCBBEY3Ogb_3JNfPTS04k_-5l7C_rAkmiRngn-Ix/s72-c/9E519CA6C35B1D33F16A81A2FB915.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6023974895656718183.post-1051377401796659497</guid><pubDate>Mon, 28 Jan 2013 16:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-01-28T14:13:47.524-02:00</atom:updated><title>seria o café um ser divino?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOM79uBlhoVLHafix7L8cYR9tFJA4HSbH1nRFbGgaIVPThajyTVf707IL9A7it6mJgD77G8Vm7iDAwneEUdN2vRP6zlub-lE2uIhYx3KfUm3DnYPpMqeBUQo2gPEb4Z1r19otxJ4oW-X_p/s1600/acid_picdump_85.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOM79uBlhoVLHafix7L8cYR9tFJA4HSbH1nRFbGgaIVPThajyTVf707IL9A7it6mJgD77G8Vm7iDAwneEUdN2vRP6zlub-lE2uIhYx3KfUm3DnYPpMqeBUQo2gPEb4Z1r19otxJ4oW-X_p/s640/acid_picdump_85.jpg&quot; width=&quot;435&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://machadismo.blogspot.com/2013/01/seria-o-cafe-um-ser-divino.html</link><author>noreply@blogger.com (Rodrigo Machado)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOM79uBlhoVLHafix7L8cYR9tFJA4HSbH1nRFbGgaIVPThajyTVf707IL9A7it6mJgD77G8Vm7iDAwneEUdN2vRP6zlub-lE2uIhYx3KfUm3DnYPpMqeBUQo2gPEb4Z1r19otxJ4oW-X_p/s72-c/acid_picdump_85.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>