<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917</id><updated>2026-04-04T15:40:26.029-07:00</updated><title type='text'>Madeira Hoje</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>492</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-5418236362091878647</id><published>2023-02-20T04:46:00.002-08:00</published><updated>2023-02-20T04:46:38.506-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Conflitos da Autonomia – Primavera Marcelista
(5)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Em entrevista de Marcelo
Caetano ao «Jornal da Madeira», publicada do dia 23 de setembro de 1971, refere
o momento em que foi convidado pelo Presidente da República para exercer
funções de Presidente do Conselho: “Eu estava, então, completamente afastado da
vida pública. Tinha uma vida profissional muito ocupada e, pelos motivos que
sabe, uma vida particular preocupante. Foi com surpresa que vi o meu nome
começar a ser citado quando a doença do prof. Salazar se agravou. O sr.
Presidente da República reuniu o Conselho de Estado, de que era – e sou – um
dos membros vitalícios, o qual, em vista do parecer dos médicos que assistiam
ao doente, foi de opinião de que era preciso substituí-lo das suas funções,
pois não havia esperanças&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de que pudesse
retomá-las. E o Chefe do Estado começou as suas consultas, meticulosamente,
ouvindo sugestões, apreciando o que lhe era dito, tirando sensatamente as suas
conclusões. Mais de quarenta individualidades foram ouvidas. Nunca, em qualquer
país, houve certamente tanto cuidado e tanta ponderação numa escolha. E, um
dia, chamou-me para me dizer que uma grande maioria esmagadora das pessoas
consultadas era de opinião de que deveria ser eu o encarregado de formar
Governo. Depois, tanta gente me disse que não poderia escusar-me ao convite que
o aceitei. Nem pus a minha candidatura, nem me furtei ao cumprimento do meu
dever”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Em 28 de março de 1974, Marcelo
Caetano proferiu a última «Conversa em Família» através da rádio e da
televisão. A última porque vinte e oito dias depois, a revolução do 25 de Abril
motivou o seu exílio no Brasil, depois de ter passado alguns dias instalado no
Palácio de São Loureço no Funchal:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;“Desde meados de Fevereiro
até agora de todos os recantos do País, de aquém e além-mar, milhares de
mensagens de apoio, de incitamento, de estímulo. Tantas que não é possível
acusar aos remetentes a sua recepção. Nem sequer responder às centenas de
cartas de pessoas amigas, algumas delas tão comoventes. Fica aqui o meu
agradecimento a todos. Deus permita que eu seja sempre digno da confiança dos
bons portugueses. Por isso me tenho esforçado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Olhando para o trabalho
realizado nos cinco anos e meio de governo, fazendo exame de consciência sobre
as intenções que me têm norteado, fica-me a tranquilidade de ter sempre
procurado cumprir retamente o meu dever para com o País, que o mesmo é dizer,
para com o Povo Português (…) a vida em sociedade implica numa atitude de
solidariedade e de colaboração que exige dádiva de si próprio, sacrifício de
interesses, espírito de serviços, integração em planos coletivos. Mas o egoísmo
materialista desfaz tudo isso (…) Quantas vezes as pessoas se queixam de
injustiças, por não lhes ser feita a vontade! Para muitos justiça é o que lhes
convém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Estamos perante a
invasão de uma mentalidade que grassa já na maior parte dos países e que,
infelizmente, está longe de ser um sinal de progresso. Por este caminho
progride-se sim, mas para a anarquia (…) Poucos se aperceberão do esforço
titânico que tem sido realizado pelos homens do Governo para, no meio de tantos
obstáculos, com serviços administrativos inadequados às circunstâncias, tendo
de vencer hostilidades incontáveis e de, a cada passo, ocorrer a situações
inesperadamente graves, ir prosseguindo no caminho traçado de proporcionar&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ao País, com a rapidez necessária, os meios indispensáveis
à valorização da nossa gente (…)” (Marcelo Caetano Depoimento, pag.240 e 241, distribuidora
Record de Serviços de Imprensa, S.A., Rio de Janeiro-São Paulo. 1974).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/5418236362091878647/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/02/conflitos-da-autonomia-primavera_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/5418236362091878647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/5418236362091878647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/02/conflitos-da-autonomia-primavera_20.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-6413215205866675014</id><published>2023-02-11T13:10:00.002-08:00</published><updated>2023-02-11T13:10:19.093-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Conflitos da Autonomia – Primavera Marcelista
(4)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Em dezembro de 1970,
Marcelo Caetano proferiu um discurso na Assembleia Nacional, baseado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;essencialmente de
revisão constitucional e na política ultramarina: “Os vários movimentos
chamados libertadores que nos dão combate na Guiné, em Angola e Moçambique
foram formados no estrageiro, com dirigentes que o estrangeiro&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sustenta e apoia e é de territórios
estrangeiros que nos desferem os ataques e enviam os guerrilheiros (…) o ataque
desencadeado contra Portugal pela construção de Cabora Bassa é bem
significativo do carácter da guerra que nos movem (…) o apelo à tirania não
pode acobertar-se decentemente com o manto da Democracia (…) na revisão actual
procura-se ampliar as atribuições legislativas da Assembleia Nacional pela
extensão da lista das matérias reservadas à sua competência exclusiva,
mantendo-se a estrutura política da Constituição de&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;1933 (…) .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O Governo tem de estar,
nestes casos de subversão grave, apetrechado com os poderes necessários para
lhe fazer face onde quer que, de uma maneira ou outra, ela se manifeste”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;(in Diário de Notícias,
Madeira, 04/12/1970).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O discurso de Marcelo
Caetano, transcrito no Jornal da Madeira do dia 15 de fevereiro de 1971, trata
de matérias&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e problemas relevantes
do&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;País, os quais merecem ser aqui
referidos: “Quando se pensa uma questão, logo mais dez surgem. Umas vezes é a
natureza que não ajuda, a chuva que escasseia, os pastos que não rebentam, a
carne que escasseia, a energia que tem de se importar, outras vezes é a
impaciência dos homens que desejam ver todas as suas aspirações satisfeitas ou
todas as deficiências acumuladas ao longo dos anos supridas sem demora e
quotidianamente apresentam listas de reclamações regionais ou profissionais que
só por milagre ou se o Governo dispusesse de uma varinha de condão poderiam ser
atendidas&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;com a urgência&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;requerida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Vivendo num mundo onde
as nações estão cada vez mais ligadas umas às outras e solidárias entre si, não
podemos evitar os reflexos na nossa vida do que se passa nas casas alheias: o
problema dos preços, por exemplo, é hoje universal, e não há governo europeu
que neste momento não esteja preocupado&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;com as exigências dos países&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;produtores de petróleo, do petróleo bruto donde, como se sabe se extraem
a gasolina, o gasóleo e o fuel (…) A Nação tem vencido nos tempos modernos
gigantescos obstáculos e realizado cometimentos em todos os campos que são de
molde&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a inspirar-nos fé na nossa
capacidade presente e mais firme esperança do êxito no futuro (…) e não é tanto
o dinheiro que, embora não nademos na abundância dele: É gente para dar conta
de tanta coisa a fazer ao mesmo tempo. Não há engenheiros que cheguem para
projectar obras, não há operários que bastam para os executar, não há médicos
nem enfermeiros suficientes para as necessidades rurais (…) a reforma
administrativa está a andar, vai ganhando terreno todos os dias, e progredirá
cada vez mais à medida que a mentalidade dos dirigentes se vá impregnando do
seu espírito e que seja possível estudar o que convém em cada serviço e para
cada lugar (…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Uma das preocupações do
Governo é a de facultar, ampla e livremente, o acesso de quantos o mereçam aos
mais altos graus da cultura e do saber (…) as palavras que o País me tem
escutado sobre o valor e a defesa do Ultramar Português, o modo como
afincadamente me tenho devotado a continuar a defesa militar, políticas e
diplomática&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;da integridade da Nação,
trudo isso seria suficiente para afastar da mente das pessoas de boa fé
qualquer dúvida acerca das minhas intenções (…)”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/6413215205866675014/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/02/conflitos-da-autonomia-primavera_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/6413215205866675014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/6413215205866675014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/02/conflitos-da-autonomia-primavera_11.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-2910307327624911463</id><published>2023-02-04T13:54:00.001-08:00</published><updated>2023-02-04T13:54:19.121-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia –
Primavera Marcelista (3)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;A iniciativa de Marcelo
Caetano de deixar a política ativa, informando Oliveira Salazar, este, no mesmo
dia, 14 de agosto de 1958, respondeu a agradecer os préstimos de Marcelo
Caetano, informando que: “de todos os desgostos que tivera nos últimos anos,
ver-se privado da companhia e colaboração de Marcelo Caetano era o maior. Mas
encerrava reafirmando a intenção de ver Caetano continuar, de alguma forma, a
colaborar com o Estado Novo: «Espero que, feito o necessário repouso, continue
a dar ao regime&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que tanto lhe deve a
colaboração que será sempre possível prestar a quem dispõe de tantos dotes». A
última carta entre ambos, ainda do quadro de episódio da demissão de Marcelo
Caetano foi aquela em que este lhe agradeceu os elogios que Oliveira Salazar
lhe fez aquando da posse de Pedro Teotónio Pereira como novo ministro da
Presidência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Em Agosto de 1959 o
governo procedeu a uma revisão constitucional com o objectivo de reduzir o
colégio eleitoral para a Presidência da República. A eleição do Presidente
ficava doravante restrita a procuradores, deputados e representantes das
câmaras municipais de cada distrito, além dos representantes das províncias
ultramarinas (…) Em 1966, Marcelo Caetano foi chamado para escrever um texto a
respeito dos jornais «A Época» e «A Voz», este último sucessor do primeiro a
seguir à sua proibição pelo regime republicano. Trata-se, como se vê, de um
texto memorialístico a respeito de temas marcantes para a sua juventude. Lembra
no texto que a década de 1920 foi um período de tomada de posições, de moções
apaixonadas, de alianças e rupturas efémeras, típico das paixões da época. Para
os católicos portugueses aquela era uma época difícil, de perseguições
constantes impostas pelo regime de 1910.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Assim, os jornais
referidos militavam no campo da resistência e da defesa da causa católica (…)
Para o Dr. Salazar era indispensável que os católicos levassem a sua actividade
ao terreno político, pois só através do exercício do Poder, ou da influência
nele, poderiam obter as liberdades almejadas (…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Desde o início do seu
governo, Marcelo Caetano procurou adoptar medidas de impacto que demonstrassem,
na prática, a ideia de uma nova marca. Mesmo que fosse mais na forma do que no
conteúdo. Uma das mudanças foi a utilização dos meios disponíveis de difusão. A
rádio e a televisão eram, pois, os meios mais fáceis para chegar aos Portugueses,
do Minho ao Algarve, do Funchal a Ponta Delgada. Da mesma forma que foi o
primeiro político a falar para todo o país pela televisão, quando ministro da
Presidência, Marcelo Caetano passou a utilizar a rádio e a televisão
semanalmente”. (In Marcelo Caetano Uma Biografia, 1906-1980, Francisco C. P
Martinho&lt;u&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;A 7 de novembro de 1973,
Marcelo Caetano, presidente do Conselho de Ministros, remodelou o seu Governo
“entregando, pela primeira vez, a pasta da Defesa a um civil, Joaquim Silva
Cunha, ministro do Ultramar desde 1965, é o novo Ministro. Para o Ultramar, o
eixo desta última remodelação política, Caetano chama um firme adepto da rota
autonómica para as colónias, ministro e ex-governador de Moçambique, Baltazar
Rebelo de Sousa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O outro eixo da
remodelação, e onde a questão ultramarina é ainda central, é a área militar. O
general Andrade e Silva é escolhido para novo ministro do Exército.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O regime herdado de
Salazar oscilava entre a liberalização e conservadorismo, entre Caetano e um
homem que personifique um outro caminho. (Diário de Notícias-Lisboa,
07/11/1998).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/2910307327624911463/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/02/conflitos-da-autonomia-primavera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/2910307327624911463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/2910307327624911463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/02/conflitos-da-autonomia-primavera.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-5729735250790211377</id><published>2023-01-29T11:48:00.002-08:00</published><updated>2023-01-29T11:48:50.726-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia –
Primavera Marcelista (2)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;“Em Setembro de 1944 as
crises interna e externa misturavam-se de modo a tornar pouco nítido qual delas
era&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a mais grave. O problema externo, a
curto e médio prazo, consistia na maior ou menor capacidade de permanência&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;do regime num quadro de vitória das forças
democráticas e ocidentais. Internamente, as dificuldades provocadas pelo
conflito, sobretudo no que dizia respeito ao abastecimento, à descida dos
salários e ao aumento dos preços, geravam um clima de insatisfação bastante
significativo. A oposição, parcialmente consentida, alastrava aos bairros
operários dos grandes centros urbanos e ao latifúndio alentejano. Foi nestas
circunstâncias difíceis que Oliveira Salazar optou por uma remodelação
ministerial. De entre os novos personagens que passaram a compor o Executivo
destacavam-se as figuras de Júlio Botelho Moniz, indicado para ministro do
Interior, Fernando dos Santos Costa para ministro da Guerra e, por fim, Marcelo
Caetano para Ministro das Colónias. De certo modo, correspondia à proposta
apresentada pelo então comissário nacional da MP de remodelação do quadro
governativo (…) A indicação de Caetano para as Colónias indicava que, pelo
menos na esfera privada, o presidente do Conselho estava disposto a ouvir
críticas e sugestões contrárias à condução da política ultramarina adoptada até
àquele momento. A conduta de gestão de Caetano no Ministério incentivava uma
certa margem de autonomia dos seus subordinados, desde que por autonomia não se
entendesse insubordinação ou ruptura com os preceitos do regime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Caetano criticava, por
exemplo, a eventualidade da demissão do então governador de Moçambique, José
Tristão de Bettencourt. (…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;No dia 7 de Julho de
1955, Marcelo Caetano era empossado como o novo ministro da Presidência em
substituição de João Pinto da Costa Leite, conde de Lumbrales. A decisão de
Oliveira Salazar de convidar Marcelo Caetano para o Ministério da Presidência
evidencia a sua firme perspectiva e decisão de manter o seu mais crítico e duro
aliado por perto. O Presidente do Conselho acreditava que manter Caetano à
distância constituía um sério risco de criar um campo político. O fenómeno
Humberto Delgado também teve repercussões na imprensa e na comunidade política
internacionais. E grupos oposicionistas tomaram consciência do aumento da
opinião contrária ao regime (…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Livre de Craveiro Lopes
e garantida a eleição de Américo Thomaz, Salazar ficou à vontade para realizar
uma reforma ministerial, em Agosto de 1958, na sequência da qual pôde afastar o
sempre incómodo Marcelo Caetano. O lugar de Caetano foi ocupado pelo seu amigo,
Pedro Teotónio Pereira. A fim de manter o equilíbrio entre conservadores&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;modernizadores no regime, Santos Costa também
foi deposto e substituído pelo general Júlio Botelho Moniz (…) No dia 14 de
Agosto Marcelo Caetano enviou uma carta a Salazar a despedir-se dos cargos que
ocupava e a reafirmar a sua fidelidade para com o presidente do Conselho, (…)
pela primeira vez, afirmou que saía definitivamente da vida pública: Ao
encerrar-se a minha vida política venho agradecer a V.ª Exª tantos favores e
atenções de que, ao longo de quase 30 anos, lhe sou devedor. Nunca os
esquecerei e recordarei sempre com orgulho a colaboração que tive a honra de
lhe prestar. Considero-me a partir desse momento exonerado da Comissão Central
da União Nacional; quanto ao Conselho de Estado, tratarei do assunto com o
Senhor Presidente da República (…)”. (In Marcelo Caetano Uma Biografia,
1906-1980, Francisco C. P Martinho).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/5729735250790211377/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/01/conflitos-da-autonomia-primavera_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/5729735250790211377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/5729735250790211377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/01/conflitos-da-autonomia-primavera_29.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-2092422358348720927</id><published>2023-01-29T11:45:00.002-08:00</published><updated>2023-01-29T11:45:22.525-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia –
Primavera Marcelista (1)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Com a doença acentuada de
Salazar e consequente exoneração do cargo de Presidente do Conselho no dia 27
de setembro de 1968, foi escolhido como seu substituto o Prof, Marcelo Caetano.
Nascido em Lisboa no dia 17 de agosto de 1906, veio a falecer a 26 de outubro
de 1980 na situação de exilado no Brasil. Na sequência da morte de Marcelo
Caetano, “Marcelo Rebelo de Sousa evoca no seu depoimento a lembrança do
professor de Direito Constitucional. Ao mesmo tempo recorda-se das relações e
proximidades familiares. Caetano foi padrinho de casamento do pai de Marcelo,
Baltazar Rebelo de Sousa governador de Moçambique entre 1968 e 1970. E também
esteve para ser padrinho de baptismo de Marcelo. Entretanto, apesar da amizade
e das relações familiares, Rebelo de Sousa afirma que, entre 1971 e 1973, assim
como Freitas do Amaral, afastou-se de Caetano devido a divergências políticas
(…) a sua inicial militância católica com evidente sentido social e
comunitário, de carácter neotomista. Cita, como exemplo, a Conferência de São
Vicente de Paulo, ministrada por Caetano em Março de 1928 (…) faz uma homenagem
ao político. Enaltece o doutrinador da Mocidade Portuguesa num sentido anglófilo
(…)”. (in «MARCELO CAETANO UMA BIOGRAFIA 1906-1980» Francisco Carlos Palomanes
Martinho, Rio de Janeiro, ed. FGV 2010).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O referido autor refere
na página 106: “O primeiro texto de Marcelo Caetano publicado na Ordem Nova
intitula-se «A falência do Senhor dos Passos» e refere-se à procissão da
Quaresma, evento tradicional no bairro onde viveu a maior parte da sua
juventude, o bairro dos Anjos. No seu texto lamenta a banalização do ritual e o
seu aburguesamento. Para ele, tratava-se de uma cerimónia morta desde «o
embarque do Sr. D. Manuel na Ericeira», ou seja, desde o exílio do último e
desafortunado representante dos Bragança, em 1910. Caetano escreve: «Uma alma
que, levada pela sêde do Divino, peregrina do Absoluto, quisesse aí descansar o
seu caminho doloroso, não encontraria no meio desses burgueses nenhuma paz…» E
arremata afirmando a necessidade de um novo renascimento. De Cristo,
entenda-se. «Não nos chega, a nós, almas cristãs do século XX, a exibição do
caiado sepulcro de Jesus: quem nós hoje queremos é Cristo vivo no meio de nós,
a sua palavra sem plágios do Pe António Vieira, nem retórica de mau gosto».
Assim, ao que parece, do ponto de vista ortodoxo do jovem Caetano os Sermões
daquele sacerdote que um dia se viu obrigado a explicar-se perante o Tribunal
do Santo Ofício talvez fossem demasiado sofistas, superficiais e destituídos de
sentido.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;E na página 203, refere:
“No dia 6 de setembro de 1944, Marcelo Caetano era nomeado, em substituição do
interino Francisco José Caeiro, ministro das Colónias. Permaneceu neste cargo
até ao dia 4 de Fevereiro de 1947. Portanto, durante dois anos e cinco meses
Caetano ocuparia pela primeira vez um cargo de primeiro escalão no regime do
Estado Novo. É possível afirmar que a gestão de Marcelo Caetano na pasta das
Colónias foi determinante para o resto da sua vida. Não só porque foi a
primeira participação num argo de grande importância e visibilidade nacional. Mais
do que isso, a conjuntura de guerra e a necessidade de arregimentar argumentos
em defesa&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;do Ultramar, em parte
relativizaram o autonomismo defendido com tanto vigor na década de 1930. É
verdade que Marcelo Caetano voltou a falar em autonomia. Mas o processo viria
acompanhado de tantas contingências que, no mínimo, se pode dizer que não se
tratava de uma tarefa para a sua geração e nem mesmo para as gerações
seguintes”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/2092422358348720927/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/01/conflitos-da-autonomia-primavera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/2092422358348720927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/2092422358348720927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/01/conflitos-da-autonomia-primavera.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-7391243391639895998</id><published>2023-01-16T08:46:00.002-08:00</published><updated>2023-01-16T08:46:13.993-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h1 align=&quot;center&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,serif; font-size: 16.0pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Mocidade Portuguesa
(2)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;“O segundo comissário nacional
foi Marcello Caetano, de 1940 a 1944. Fiel à política portuguesa de
neutralidade no conflito mundial, procedeu a grandes reformas que afastaram a
MP do modelo inicial militarista, aproximando-a da Igreja Católica e de outras
organizações de juventude como os escuteiros. A sua acção marcou de maneira
significativa a orientação da organização por muito tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Marcello Caetano foi substituído
interinamente por José Porto Soares Franco, antigo secretário-inspector da
Mocidade Portuguesa, até à nomeação de Luís Pinto Coelho, um professor
universitário de Direito e também antigo secretário-inspector da MP, que ocupou
o cargo de 1946 a 1951. Este dirigiu a organização de modo a adaptá-la às
realidades do pós-guerra e de melhor a coordenar com as actividades
circum-escolares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Seguiram-se António Augusto
Gonçalves Rodrigues, um catedrático de Letras, e Baltasar Rebelo de Sousa, que
ocupou interinamente o cargo, desde 1956, enquanto subsecretário de Estado da
Educação Nacional. Neste período Rebelo de Sousa procurou reanimar a
organização e implantá-la nos territórios africanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Desde 1960, foram comissários
nacionais, o general Raul Pereira de Castro, substituído interinamente por
Leopoldino de Almeida, em 1961 o tenente-coronel Carlos Gomes Bessa, a partir
de 1965 o arquitecto Melo Raposo, sucedido pelo tenente-coronel Fonseca Dores
e, por último, desde 1971 (ano em que a filiação na MP se tornou voluntária), o
engenheiro Manuel da Silva Lourenço Antunes, até 25 de abril de 1974.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;As reorganizações&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Parque Florestal de Monsanto 1938:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Pelo Decreto-Lei n.º 47 311, de
12 de novembro de 1966, o Governo procedeu à reorganização da Mocidade
Portuguesa, no que foi então denominada uma «actualização (…) no intuito de
renovar a Organização, de a adaptar melhor às circunstâncias dos tempos
presentes e lhe permitir, assim rejuvenescida, servir cada vez melhor o alto
ideal da formação da juventude à luz dos imperecíveis princípios e valores da
civilização cristã, que sempre têm presidido, e continuarão a presidir, aos
destinos de Portugal.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Em 1971, através do Decreto-Lei
n.º 446/71, de 25 de outubro, foi criado o Secretariado para a Juventude do
Ministério da Educação Nacional que assumiu a função de organismo de execução
da política de juventude do Governo, sendo-lhe atribuídas a maioria das
competências até aí a cargo da Mocidade Portuguesa e da Mocidade Portuguesa
Feminina, prevendo-se inclusive que transitassem para aquele Secretariado os
bens destas que fossem necessários para o seu funcionamento. Paralelamente e
através do Decreto-Lei n.º 486/71, de 8 de novembro, a Mocidade Portuguesa e a
Mocidade Portuguesa Feminina foram transformadas em simples associações
nacionais de juventude, passando a ter um carácter não obrigatório.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Esta remodelação conduziu a uma
diminuição acentuada da importância destas organizações do Estado Novo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/25_de_abril_de_1974&quot; title=&quot;25 de abril de 1974&quot;&gt;25 de abril de 1974&lt;/a&gt;, a&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Junta_de_Salva%C3%A7%C3%A3o_Nacional&quot; title=&quot;Junta de Salvação Nacional&quot;&gt;Junta de Salvação Nacional&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;procedeu à sua extinção imediata através do
Decreto-Lei n.º 171/74,&amp;nbsp;da mesma data. Os arquivos das duas organizações
estão depositados na Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência, e no
Arquivo Nacional da Torre do Tombo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Mocidade_Portuguesa#cite_note-25&quot;&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style=&quot;color: #3366cc;&quot;&gt;[25]&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;onde
podem ser consultados”.&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,serif;&quot;&gt;(Wikipedia livre).&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Curiosidade: muitos
jovens faziam lengalengas com o “S” da fivela do cinto do uniforme:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;- “Sou soldado socialista
sem Salazar saber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;- Se Salazar soubesse,
seria sério sarilho”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/7391243391639895998/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/01/conflitos-da-autonomia-mocidade_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/7391243391639895998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/7391243391639895998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/01/conflitos-da-autonomia-mocidade_16.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-2156114953794391626</id><published>2023-01-16T08:37:00.003-08:00</published><updated>2023-01-16T08:37:53.717-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h1 align=&quot;center&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,serif; font-size: 16.0pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Mocidade Portuguesa
(1)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,serif; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;“A Organização Nacional Mocidade Portuguesa foi criada pelo Decreto-Lei
n.º 26 611, de 19 de maio de 1936, em cumprimento do disposto na Base XI da Lei
n.º 1941, de 19 de abril de 1936.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Pretendia abranger toda a juventude, escolar ou não, e destinava-se a
«estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do
carácter e a devoção à Pátria, no sentimento da ordem, no gosto da disciplina e
no culto do dever militar.».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;O seu Regulamento foi aprovado em 4 de Dezembro de 1936, pelo Decreto n.º
27 301.]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;A ela deveriam pertencer, obrigatoriamente, os jovens dos sete aos
catorze anos. Os seus membros encontravam-se divididos por quatro escalões
etários:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;•Lusitos, dos 7 aos 10 anos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;•Infantes, dos 10 aos 14 anos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;•Vanguardistas, dos 14 aos 17 anos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;•Cadetes, dos 17 aos 25 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;O hino e os uniformes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;A Mocidade Portuguesa estava dotada de um hino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;O seu primeiro plano de uniformes foi aprovado pelo Decreto n.º 27 301,
de 4 de dezembro de 1936. Este plano foi substituído, cerca de um ano depois,
pelo que foi aprovado pelo Decreto n.º 28 410, de 7 de janeiro de 1938.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;A Mocidade Portuguesa Feminina:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Emblema da Mocidade Portuguesa
Feminina (baseado nas armas de D. João I colocadas numa lisonja, forma
tradicional dos escudos femininos na heráldica portuguesa).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Através do Decreto-Lei n.º 28 262, de 8 de dezembro de 1937, foi aprovado
o regulamento da Mocidade Portuguesa Feminina (MPF) MH IP, definida como
«secção feminina da organização nacional Mocidade Portuguesa (M.P.F.) a cargo
da Obra das Mães pela Educação Nacional (O.M.E.N.)». Por esse motivo, a
Condessa de Rilvas, dirigente máxima da O.M.E.N., tornar-se-ia também na
primeira dirigente da Mocidade Portuguesa Feminina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;De acordo com o texto deste diploma, esta organização «cultivará nas
filiadas a previdência, o trabalho colectivo, o gosto da vida doméstica e as
várias formas do espírito social próprias do sexo, orientando para o cabal
desempenho da missão da mulher na família, no meio a que pertence e na vida do
Estado».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Entre 1939 e 1947 o Comissariado Nacional da Mocidade Portuguesa dirigiu
a publicação mensal Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;A 6 de Julho de 1966 foi feita Membro-Honorário da Ordem da Instrução
Pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;A extensão às colónias:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Um grupo de aspirantes da Mocidade
Portuguesa em Timor Português&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Pelo Decreto n.º 29 453, de 17 de fevereiro de 1939, a Organização foi
alargada «à Mocidade Portuguesa das colónias, de origem europeia, e à juventude
indígena assimilada» a quem é «dada (…) uma organização nacional e pré-militar
que estimule a sua devoção à Pátria, o desenvolvimento integral da sua
capacidade física e a formação de carácter, e que, incutindo-lhes o sentimento
da ordem, o gosto pela disciplina e o culto do dever militar, as coloque em
condições de concorrer eficazmente para a defesa da Nação.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Os comissários nacionais:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;A Mocidade Portuguesa tinha no topo da hierarquia um comissário nacional,
nomeado pelo ministro da Educação Nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;O primeiro comissário nacional a dirigir a Mocidade Portuguesa foi
Francisco José Nobre Guedes, de 1936 a 1940. Simpatizante do III Reich,
procurou criar uma organização de juventude nacional inspirada no modelo alemão
da Juventude Hitleriana”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;(Vikipedia Livre)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;mw-page-title-main&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;

&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: #F8F9FA; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,sans-serif; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/2156114953794391626/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/01/conflitos-da-autonomia-mocidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/2156114953794391626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/2156114953794391626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2023/01/conflitos-da-autonomia-mocidade.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-2144539266848213352</id><published>2022-12-16T14:16:00.002-08:00</published><updated>2022-12-16T14:16:32.503-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Legião
Portuguesa (3)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;“No âmbito
da defesa civil, a milícia da LP continua a ser encarregue de vigiar as
instalações sensíveis que pudessem vir a ser alvo de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Sabotagem&quot; title=&quot;Sabotagem&quot;&gt;sabotagem&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. A orgânica da LP previa que a organização e a
actividade desta se estendesse a todo o Território Português, inclusive
ao&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Ultramar_Portugu%C3%AAs&quot; title=&quot;Ultramar Português&quot;&gt;Ultramar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Em
cada província ultramarina existiria uma junta provincial da LP — com
organização e competência ajustadas às características peculiares de cada
província — e um comando próprio subordinado ao Comando-Geral. No entanto, a
organização da LP no Ultramar acabou por nunca se efectivar. Com a necessidade
de autodefesa das populações decorrentes do começo da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Ultramar&quot; title=&quot;Guerra do Ultramar&quot;&gt;Guerra do Ultramar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, acabaram por ser criadas &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;em&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Angola&quot; title=&quot;Angola&quot;&gt;Angola&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e outras
províncias ultramarinas, organizações de voluntários que se transformariam com
funções quase idênticas às que a LP desempenhava na&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Metr%C3%B3pole&quot; title=&quot;Metrópole&quot;&gt;Metrópole&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;No campo político,
os membros da LP são parte activa no apoio à&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Nacional&quot; title=&quot;União Nacional&quot;&gt;União
Nacional (UN)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e aos candidatos por
ela apoiados nas diversas eleições. Cabe também a elementos da LP a protecção
das sedes da UN e a segurança pessoal de alguns dos seus dirigentes. As forças
legionárias também são ocasionalmente empregues na dispersão de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesta%C3%A7%C3%A3o&quot; title=&quot;Manifestação&quot;&gt;manifestações&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;não autorizadas e no fecho de organizações tidas
como&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Subvers%C3%A3o&quot; title=&quot;Subversão&quot;&gt;subversivas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, colaborando com a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_de_Seguran%C3%A7a_P%C3%BAblica&quot; title=&quot;Polícia de Segurança Pública&quot;&gt;Polícia de Segurança Pública&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e com a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Guarda_Nacional_Republicana&quot; title=&quot;Guarda Nacional Republicana&quot;&gt;Guarda Nacional Republicana&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Estas actividades são desenvolvidas essencialmente pela
Força Automóvel de Choque e, posteriormente, pelo Grupo de Intervenção
Imediata, as únicas unidades de milícia da LP que mantêm ainda uma capacidade
operacional relevante. No campo da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7o_de_intelig%C3%AAncia&quot; title=&quot;Serviço de inteligência&quot;&gt;recolha de informação de segurança&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, a LP actua, através do seu Serviço de Informações,
colaborando com a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Internacional_e_de_Defesa_do_Estado&quot; title=&quot;Polícia Internacional e de Defesa do Estado&quot;&gt;Polícia Internacional e de
Defesa do Estado&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Quando
ocorre o 25 de Abril de 1974, existem cerca de 80 000 legionários inscritos,
mas destes apenas uma pequena parte desempenha funções activas na milícia
legionária. A Legião Portuguesa é extinta no próprio dia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/25_de_Abril&quot; title=&quot;25 de Abril&quot;&gt;25 de
Abril&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, através do Decreto-Lei n.º
171/74.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Podiam
pertencer à LP todos os Portugueses, com mais de 18 anos de idade que tomassem,
sob juramento, o compromisso de servir a Nação de harmonia com os intuitos do
movimento gerador da Legião. A admissão à LP era permitida apenas aos homens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Os membros
da LP dividiam-se em três escalões:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-bottom: 1.2pt; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Escalão das Actividade Militares — incluía os legionários com idades entre
os 18 e os 45 anos. Em casos excepcionais podia integrar legionários de idade
superior;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-bottom: 1.2pt; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Escalão Privativo da DCT — integrava os legionários com idade superior a
45 anos, os de menor idade que tivessem sido autorizados a passar a este
escalão e, a título provisório, os legionários especializados em DCT ainda que
pertencessem ao 1º Escalão;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-bottom: 1.2pt; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Escalão de Serviços Moderados — integrava os legionários com idade
superior a 60 anos que tivessem solicitado e sido autorizados a passar a este
escalão e os legionários com idade superior a 50 anos que tivessem sido
autorizados a ingressar directamente neste escalão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;O
juramento dos membros do movimento nacional legionário era o Compromisso do
Legionário que consistia no seguinte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;«Como legionário, juro obediência
aos meus chefes na defesa da Pátria e da ordem social&lt;br /&gt;
e afirmo solenemente pela minha honra que tudo sacrificarei, incluindo a
própria vida, se tanto for necessário ao serviço da Nação, do seu património
espiritual, da moral cristã e da liberdade da terra portuguesa»”. Além dos
legionários, existiam os subscritores que, não sendo membros da LP, contribuíam
para o seu financiamento”. (Wikipedia).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/2144539266848213352/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/12/conflitos-da-autonomia-legiaoportuguesa_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/2144539266848213352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/2144539266848213352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/12/conflitos-da-autonomia-legiaoportuguesa_16.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-3770353871258476309</id><published>2022-12-10T14:50:00.002-08:00</published><updated>2022-12-10T14:50:34.078-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Legião
Portuguesa (2)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;“Além das
forças distritais da Legião Portuguesa (LP), estava prevista a existência de
forças e serviços autónomos legionários que ficariam na directa dependência do
Comando-Geral da LP. Os primeiros destes a serem criados foram o Serviço de
Informações e a Brigada dos Correios e Telégrafos, ainda em 1936. Seguir-se-iam,
em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/1937&quot; title=&quot;1937&quot;&gt;1937&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, a Brigada Naval e a Brigada Automóvel — que incluía as
forças motorizadas legionárias independentes. Seria também criado, na
dependência da Junta Central, o Serviços de Acção Política e Social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Durante a
Guerra Civil Espanhola, a LP apoia os milhares de voluntários portugueses,
os&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Viriatos&quot; title=&quot;Viriatos&quot;&gt;viriatos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, muitos deles membros da LP — que combatem ao lado
dos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Espanha_Nacionalista&quot; title=&quot;Espanha Nacionalista&quot;&gt;Nacionalistas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;,
incluindo-se neles o próprio Jorge Botelho Moniz. Alguns «viriatos»
manter-se-iam ao serviço da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Legi%C3%A3o_Estrangeira_Espanhola&quot; title=&quot;Legião Estrangeira Espanhola&quot;&gt;Legião Estrangeira Espanhola&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e ainda viriam a combater na&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Frente_russa&quot; title=&quot;Frente russa&quot;&gt;Frente
Russa&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, durante a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial&quot; title=&quot;Segunda Guerra Mundial&quot;&gt;Segunda Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, integrados na&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Divis%C3%A3o_Azul&quot; title=&quot;Divisão Azul&quot;&gt;Divisão
Azul&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/1939&quot; title=&quot;1939&quot;&gt;1939&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, ano que acaba a Guerra Civil Espanhola e começa a
Segunda Guerra Mundial, a LP atinge o seu auge registando cerca de 53 000
membros espalhados por todos os&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Distrito&quot; title=&quot;Distrito&quot;&gt;distritos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;do
Continente e ilhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Com o
início da Segunda Guerra Mundial, a LP é a única organização portuguesa que
apoia abertamente as&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Pot%C3%AAncias_do_Eixo&quot; title=&quot;Potências do Eixo&quot;&gt;Potências do Eixo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;,
contrariando a posição do governo de Salazar que havia declarado a neutralidade
e cujas posições iriam tender cada vez mais para o apoio aos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Aliados_da_Segunda_Guerra_Mundial&quot; title=&quot;Aliados da Segunda Guerra Mundial&quot;&gt;Aliados&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. As posições de forte apoio à Alemanha por parte da LP —
defendendo a entrada de Portugal na guerra ao lado do Eixo — iriam mesmo causar
alguns inconvenientes à política diplomática do Estado Novo, prejudicando
ocasionalmente a relação entre este e os Aliados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Entretanto,
a LP mantém uma relação pouco pacífica com a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Mocidade_Portuguesa&quot; title=&quot;Mocidade Portuguesa&quot;&gt;Mocidade Portuguesa (MP)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Os principais pontos de discórdia são o facto da MP não
obrigar os seus filiados a saudar os graduados da LP e o facto da Mocidade
também manter uma milícia composta por filiados de idade superior a 17 anos. As
divergências acabaram por ser mitigadas através da intervenção de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcello_Caetano&quot; title=&quot;Marcello Caetano&quot;&gt;Marcello
Caetano&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;(Comissário Nacional da MP
entre&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/1940&quot; title=&quot;1940&quot;&gt;1940&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/1944&quot; title=&quot;1944&quot;&gt;1944&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;) e de Humberto Delgado (simultaneamente dirigente da LP
e da MP). Segundo o acordo obtido, os membros da MP passariam a saudar os
graduados da Legião e os jovens de idade superior a 21 anos só poderiam
manter-se na Milícia da MP se fossem estudantes do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Ensino_superior&quot; title=&quot;Ensino superior&quot;&gt;ensino
superior&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e nunca para além dos 26
anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Desde a
sua criação, o Governo nunca permite uma distribuição alargada de armas e
munições à LP, impedindo-a de se tornar numa força com capacidade militar
relevante. Em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/1942&quot; title=&quot;1942&quot;&gt;1942&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e perante a possibilidade de uma invasão alemã de
Portugal com apoio espanhol, o governo de Salazar decide organizar a Defesa
Civil do Território (DCT), cuja responsabilidade é atribuída à LP. Junto à LP
passa a funcionar o Comando da DCT, cujo comandante é o próprio
comandante-geral da Legião. A partir de então, a defesa civil irá passar a
constituir a principal função da LP até à sua extinção em 1974.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Depois do
final da Segunda Guerra Mundial e, sobretudo, a partir da entrada de Portugal
na&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/OTAN&quot; title=&quot;OTAN&quot;&gt;OTAN&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, as funções de defesa civil da Legião Portuguesa ocupam
um espaço cada vez mais importante no seio desta. Com o início da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Fria&quot; title=&quot;Guerra Fria&quot;&gt;Guerra
Fria&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, a Organização Nacional da Defesa
Civil do Território funcionando agregada à LP ocupa-se da instrução e
doutrinação da população civil para a defesa civil, incluindo a preparação de
medidas de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Defesa_passiva&quot; title=&quot;Defesa passiva&quot;&gt;defesa
passiva&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;contra eventuais&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_nuclear&quot; title=&quot;Guerra nuclear&quot;&gt;ataques
nucleares&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;MsoHyperlink&quot;&gt; (...) (&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Wikipedia)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/3770353871258476309/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/12/conflitos-da-autonomia-legiaoportuguesa_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/3770353871258476309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/3770353871258476309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/12/conflitos-da-autonomia-legiaoportuguesa_10.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-1755904274126303234</id><published>2022-12-03T15:36:00.002-08:00</published><updated>2022-12-03T15:36:38.142-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-size: 18pt; text-align: center;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Legião
Portuguesa (1)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;A Legião
Portuguesa (LP) era um organismo do Estado, de serviço público, normalmente
dependente do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_do_Interior_(Portugal)&quot; title=&quot;Ministério do Interior (Portugal)&quot;&gt;Ministério do Interior&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. A sua missão era f&lt;/span&gt;omentar a resistência moral da Nação e cooperar na
sua defesa. &lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Em caso de guerra ou de
emergência grave poderia passar para a dependência do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Defesa_Nacional&quot; title=&quot;Ministério da Defesa Nacional&quot;&gt;ministro da Defesa Nacional&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Foi criada
pelo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://dre.pt/pdfgratis/1936/09/23000.pdf&quot;&gt;Decreto-Lei n.º 27&amp;nbsp;058,
de 30 de setembro de 1936&lt;/a&gt;&lt;span class=&quot;MsoHyperlink&quot;&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;com o objetivo de &quot;defender o património espiritual
da Nação e combater a ameaça comunista e o anarquismo&quot;. A partir da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1940&quot; title=&quot;Década de 1940&quot;&gt;década
de 1940&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;a LP passou a ser
essencialmente uma organização de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Defesa_civil&quot; title=&quot;Defesa civil&quot;&gt;defesa civil&lt;/a&gt;&lt;span class=&quot;MsoHyperlink&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;“Podiam pertencer à LP os portugueses, de
ambos os sexos, com mais de 18 anos de idade que tomassem, sob juramento, o
compromisso de servir a Nação de harmonia com os intuitos do movimento gerador
da organização. Os membros da LP formavam o movimento nacional legionário. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;No início
do Estado Novo, os membros de antigos movimentos considerados mais radicais
como o&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Integralismo_Lusitano&quot; title=&quot;Integralismo Lusitano&quot;&gt;Integralismo Lusitano&lt;/a&gt;, o&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Nacional-Sindicalista&quot; title=&quot;Movimento Nacional-Sindicalista&quot;&gt;Movimento Nacional-Sindicalista&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, a Cruzada Nacional Nuno Álvares Pereira e a Liga 28 de
Maio, propuseram a criação de uma milícia popular, inspirada em organizações
como a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Sturmabteilung&quot; title=&quot;Sturmabteilung&quot;&gt;SA&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;(camisas castanhas)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha&quot; title=&quot;Alemanha&quot;&gt;alemã&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;ou a MVSN (camisas negras)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia&quot; title=&quot;Itália&quot;&gt;italiana&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Oliveira_Salazar&quot; title=&quot;António de Oliveira Salazar&quot;&gt;Salazar&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;opôs-se
à criação de uma organização desse tipo porque nunca sentiu que o Estado Novo
tivesse necessidade de se apoiar numa milícia para se afirmar, ao contrário do
que tinha acontecido com os&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Nazi&quot; title=&quot;Nazi&quot;&gt;Nazis&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;na&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha&quot; title=&quot;Alemanha&quot;&gt;Alemanha&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Fascismo&quot; title=&quot;Fascismo&quot;&gt;Fascistas&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia&quot; title=&quot;Itália&quot;&gt;Itália&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;, cujas milícias tinham sido determinantes para a sua
chegada ao poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;Perante a
necessidade de canalizar os ânimos daqueles elementos mais radicais e ainda
perante a ameaça que constituía para o país o início da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Espanhola&quot; title=&quot;Guerra Civil Espanhola&quot;&gt;Guerra Civil Espanhola&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e a hostilidade de alguns movimentos políticos
espanhóis que pretendiam incorporar Portugal numa futura União Soviética
Ibérica, sob proposta do major Jorge Botelho Moniz, o governo de Salazar decide
a criação da Legião Portuguesa. A LP não seria uma milícia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_pol%C3%ADtico&quot; title=&quot;Partido político&quot;&gt;partidária&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;como
a SA ou a MVSN, mas sim um organismo do Estado, dependente dos ministérios do
Interior e da Guerra. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,sans-serif;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;A orgânica
estabelecida para a LP determinava que a mesma fosse superiormente dirigida por
uma junta central, cujos membros — nomeados pelo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_da_Rep%C3%BAblica_Portuguesa&quot; title=&quot;Governo da República Portuguesa&quot;&gt;Governo&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;— deveriam ser &quot;pessoas de formação e espírito
nacionalista&quot;. A Junta Central incluía o presidente, o comandante-geral da
LP e mais quatro membros. O órgão superior de execução seria o Comando-Geral,
do qual estariam dependentes os comandos distritais e as forças da LP. A
primeira junta central foi presidida por&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pinto_da_Costa_Leite&quot; title=&quot;João Pinto da Costa Leite&quot;&gt;Pinto Leite&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;(Lumbrales) e o primeiro comandante-geral foi&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Jo%C3%A3o_Nepomuceno_Namorado_de_Aguiar&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; title=&quot;João Nepomuceno Namorado de Aguiar (página não existe)&quot;&gt;Namorado de
Aguiar&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Viriam a fazer parte da Junta
Central, do Comando-Geral e de outros órgãos superiores da LP, pessoas que se
iriam mais tarde notabilizar politicamente como&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Tenreiro&quot; title=&quot;Henrique Tenreiro&quot;&gt;Henrique
Tenreiro&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Delgado&quot; title=&quot;Humberto Delgado&quot;&gt;Humberto Delgado&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Sp%C3%ADnola&quot; title=&quot;António de Spínola&quot;&gt;António de Spínola&lt;/a&gt;&amp;nbsp;ou&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Evangelista&quot; title=&quot;Júlio Evangelista&quot;&gt;Júlio Evangelista&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;&quot;&gt;As forças da LP,
dependentes dos diversos comandos distritais, form&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;ariam
batalhões, terços — equivalentes a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_(militar)&quot; title=&quot;Companhia (militar)&quot;&gt;companhia&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;—
lanças — equivalentes a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Pelot%C3%A3o&quot; title=&quot;Pelotão&quot;&gt;pelotão&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;— secções e quinas de cinco legionários —
equivalentes a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Esquadra&quot; title=&quot;Esquadra&quot;&gt;esquadra&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. As designações
&quot;terço&quot; e &quot;lança&quot; deverão ter-se baseado nas de tipos de
unidades da antiga organização militar portuguesa. O&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Ter%C3%A7o_(militar)&quot; title=&quot;Terço (militar)&quot;&gt;terço&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;era a
unidade correspondente ao&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Regimento&quot; title=&quot;Regimento&quot;&gt;regimento&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;no&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%A9rcito_Portugu%C3%AAs&quot; title=&quot;Exército Português&quot;&gt;Exército Português&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;dos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XVI&quot; title=&quot;Século XVI&quot;&gt;séculos
XVI&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XVII&quot; title=&quot;Século XVII&quot;&gt;XVII&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Já a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Lan%C3%A7a_(unidade)&quot; title=&quot;Lança (unidade)&quot;&gt;lança&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;era uma
unidade do exército medieval que incluía um&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaleiro&quot; title=&quot;Cavaleiro&quot;&gt;cavaleiro&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e os seus auxiliares a cavalo (&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Escudeiro&quot; title=&quot;Escudeiro&quot;&gt;escudeiro&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Pajem&quot; title=&quot;Pajem&quot;&gt;pajem&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;e dois&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Besteiro&quot; title=&quot;Besteiro&quot;&gt;besteiros&lt;/a&gt;&amp;nbsp;ou&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Arqueiro&quot; title=&quot;Arqueiro&quot;&gt;arqueiros&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;). Já &quot;quina&quot; é a designação tradicional de
cada um dos cinco escudetes das&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%A3o_de_Portugal&quot; title=&quot;Brasão de Portugal&quot;&gt;Armas de Portugal&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;”.&amp;nbsp; (Wikipedia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/1755904274126303234/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/12/conflitos-da-autonomia-legiaoportuguesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/1755904274126303234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/1755904274126303234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/12/conflitos-da-autonomia-legiaoportuguesa.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-453737076711027758</id><published>2022-11-26T15:25:00.002-08:00</published><updated>2022-11-26T15:25:22.114-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-size: 18pt; text-align: center;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Polícia
Política (E)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;A
PIDE-Polícia Internacional e de Defesa do Estado era uma polícia iminentemente
política. Prendeu e mandou executar um sem número de pessoas que se opunham ao
regime ditatorial do Estado Novo, ultrapassando assim as funções de simples
segurança do Estado. A sua presença, algumas vezes camuflada, estendeu-se a
todos os espaços da metrópole, das ilhas e do ultramar. Estarem três pessoas,
numa qualquer rua, a conversar poderia ser motivo de suspeita por parte da PIDE
e dos seus agentes informadores. Tudo indicava que estes “bufos” estavam em
quase todas as estruturas e serviços. A conotação negativa da PIDE era de tal
ordem que o Prof. Marcelo Caetano, uma vez Presidente do Conselho, mudou-lhe o
nome para DGS-Direcção Geral de Segurança, pelo &lt;st1:legixlinks no_context=&quot;DL 49&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;Decreto-Lei nº 49&lt;/st1:legixlinks&gt;.401, de 24 de novembro
de 1969. Mas foi apenas o nome que mudou! A estrutura e as funções
mantiveram-se tal como Salazar as tinha deixado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;Com o «25
de Abril de 1974», o Programa do Movimento das Forças Armadas previu “A
extinção imediata da DGS”, acrescentando ainda a “Legião Portuguesa e
organizações políticas da juventude”. Previa ainda, na alínea c) do nº 2 da
Medidas Imediatas: “No ultramar a DGS será reestruturada e saneada,
organizando-se como Polícia de Informação Militar enquanto as operações
militares o exigirem”.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;No dia 25
de Abril de &lt;st2:metricconverter productid=&quot;1974, a&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;1974, a&lt;/st2:metricconverter&gt;
DGS foi extinta pelo &lt;st1:legixlinks no_context=&quot;DL 171/74&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;Decreto-Lei
 nº 171/74&lt;/st1:legixlinks&gt;. A investigação dos “crimes contra a segurança
interior e exterior do Estado” passou para a competência da Polícia
Judiciária.&amp;nbsp; Para a Guarda Fiscal ficaram
as atribuições de “vigiar e fiscalizar as fronteiras terrestres, marítimas e
aéreas”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;Na
dependência e à custódia das Forças Armadas ficou todo o equipamento
pertencente à DGS: “material mecânico, veículos, armamento e munições,
mobiliário, livros, papéis de escrituração, documentos e demais elementos”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;As
instalações da PIDE/DGS no Funchal foram abertas à comunicação social no dia 29
de maio de 1974. Esse acontecimento teve relevância política não só por ter
sido possível a quem lá entrou consultar os arquivos, como até pelo facto de,
posteriormente, o seu equipamento, constituído por mobiliário e máquinas de
escrever ter sido distribuído pelos partidos políticos com delegações nesta
Região que pretendessem usá-los. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;O
Brigadeiro Carlos Azeredo deu a ordem. Alguns partidos assim o fizeram:
secretárias e máquinas de escrever faziam falta para as imensas tarefas que
estes iriam empreender. Até porque as estruturas partidárias partiram do nada
em relação a equipamentos. Daí não faltar à verdade se considerar que o
primeiro equipamento utilizado por alguns partidos foi o mesmo que, durante
muitos anos, os PIDES usaram na sua ação persecutória, nas inscrições e
averbamentos em fichas onde descreveram a atividade política das pessoas que
não estavam claramente do lado do regime deposto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; tab-stops: 446.55pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; style=&quot;color: #202122; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;A Legião
Portuguesa era um organismo do Estado, normalmente dependente do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_do_Interior_(Portugal)&quot; title=&quot;Ministério do Interior (Portugal)&quot;&gt;Ministério do Interior&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Em caso de guerra ou de emergência grave poderia passar
para a dependência do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Defesa_Nacional&quot; title=&quot;Ministério da Defesa Nacional&quot;&gt;ministro da Defesa Nacional&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Criada em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/1936&quot; title=&quot;1936&quot;&gt;1936&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;com o objetivo de &quot;defender o património
espiritual da Nação e combater a ameaça comunista e o anarquismo&quot;. A
partir da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1940&quot; title=&quot;Década de 1940&quot;&gt;década
de 1940&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;&amp;nbsp;a LP passou a ser essencialmente
uma organização de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Defesa_civil&quot; title=&quot;Defesa civil&quot;&gt;defesa
civil&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122;&quot;&gt;. Podiam pertencer à LP os portugueses, de
ambos os sexos, com mais de 18 anos de idade que tomassem, sob juramento, o
compromisso de servir a Nação de harmonia com os intuitos do movimento gerador
da organização. Os membros da LP formavam o movimento nacional legionário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/453737076711027758/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/453737076711027758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/453737076711027758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica_26.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-4176829308039016107</id><published>2022-11-19T13:28:00.002-08:00</published><updated>2022-11-19T13:28:18.385-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Polícia
Política (D)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;“De uma maneira geral os Arquivos da PIDE/DGS reflectem a estrutura
orgânico-funcional dos serviços de origem. Algumas séries documentais
apresentam uma continuidade, não obstante as alterações orgânicas verificadas.
A centralização da informação era feita ao nível dos registos de
correspondência e dos ficheiros de referência comuns a todos os serviços,
embora existam também ficheiros de referência para serviços específicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O Arquivo da PIDE/DGS está à consulta no IAN/TT desde o dia 26 de Abril de
1994, obedecendo o respectivo regime de comunicabilidade ao disposto no artigo
nº 17, do Decreto-Lei nº16, de 23 de Janeiro de 1993. Estas restrições legais
significam que &quot;não são comunicáveis os documentos que contenham dados
pessoais de carácter judicial, policial ou clínico, bem como os que contenham
dados pessoais que não sejam públicos, ou de qualquer índole que possa afectar
a segurança das pessoas, a sua honra ou a intimidade da sua vida privada e
familiar e a sua própria imagem, salvo se os dados pessoais puderem ser
expurgados do documento que os contém sem perigo de fácil identificação, se
houver consentimento unânime dos titulares dos interesses legítimos a
salvaguardar ou desde que decorridos 50 anos sobre a data da morte da pessoa a
que respeitam os documentos ou, não sendo esta data conhecida, decorridos 75
anos sobre a data dos documentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Os dados sensíveis respeitantes a pessoas colectivas, como tal definidos
por lei, gozam de protecção prevista no número anterior, sendo comunicáveis
decorridos 50 anos sobre a data da extinção da pessoa colectiva, caso a lei não
determine prazo mais curto.&quot; Deste modo, o acesso àquela documentação não
pode ser imediato, uma vez que está legalmente condicionado pela complexa
operação do expurgo e pela grande afluência de pedidos. Os negativos em chapa
de vidro, para além dos condicionalismos acima referido, estão também sujeitos
a autorização especial e a horário restrito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Os instrumentos de descrição existentes foram elaborados em momentos e
circunstâncias muito diferentes. Assim, os serviços da PIDE/DGS produziram os registos
de processos e os ficheiros nominativos e temáticos, o Serviço de Coordenação
da Extinção da PIDE/DGS e LP elaborou uma listagem e guias de remessa e o
IANT/TT elaborou uma guia de remessa que acompanhou a transferência do Arquivo
do Forte de Caxias para as suas instalações (L 629 a L 642).&lt;br /&gt;
Subsequentemente, têm vindo a produzir-se inventários preliminares, catálogos
de séries dos Serviços Centrais, das Delegações e dos Postos e ainda, uma base
de dados nominativa com informações de algumas séries dos Serviços Centrais,
designadamente, dos boletins de informação (parte), dos cadastros, do registo
geral de presos e dos processos crime (parte, até 1941).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Portugal, Torre do Tombo: Presidência do Conselho de Ministros; Arquivo
Oliveira Salazar; Direcção dos Serviços de Censura; Ministério do Interior;
(Legião Portuguesa;&lt;br /&gt;
Portugal, Arquivo Distrital de Lisboa: Tribunal da Boa Hora (processos crime
dos 1º, 2º e 3º)”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Wikipedia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/4176829308039016107/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/4176829308039016107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/4176829308039016107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica_19.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-7611926195996151245</id><published>2022-11-12T13:47:00.002-08:00</published><updated>2022-11-12T13:47:11.157-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Polícia
Política (C)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; text-align: left;&quot;&gt;A DGS - Direção Geral de Segurança
foi extinta a 25 de Abril de 1974. “No entanto em Angola os serviços desta
Polícia continuaram a funcionar até à independência daquele território em 1975,
embora sob a designação de Polícia de Informação Militar e de Gabinete Especial
de Informação, e com outras atribuições.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Com a
extinção da DGS, pelo Decreto-Lei nº 171/74, de 25 de Abril de 1974, o
património documental das polícias políticas e de outras instituições do Estado
Novo passou a estar à guarda das Forças Armadas. A 7 de Julho de 1974, por
Despacho do Comandante do Estado Maior General das Forças Armadas,
regulamentado a 28 de Julho do mesmo ano, foi criado o Serviço de Coordenação
da Extinção da PIDE/DGS e LP -Legião Portuguesas, que manteve a custódia
daquela documentação, que ficou instalada no reduto Sul do Forte de Caxias, até
17 de Janeiro de 1991. Nesta data, o Serviço de Coordenação e Extinção da
PIDE/DGS e LP findou a sua acção e os Arquivos que se encontravam na sua
dependência foram incorporados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Coube a
esta entidade tomar as medidas necessárias para esse processo de transferência,
que ficou concluído a 30 de Junho de 1992.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
No Ultramar, a PIDE/DGS foi reestruturada, saneada e organizada como Polícia de
Informação Militar, enquanto decorreram as operações militares. Parte da
documentação da PIDE/DGS das ex-colónias portuguesas entrou em Caxias no final de1975.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Quanto à integridade do Arquivo, são de
assinalar os efeitos negativos das destruições e anulações de processos
efectuadas pela própria PIDE/DGS, as destruições ou desvios ocorridos entre
1974 e 1990, e o desmembramento de algumas séries de processos, levado a cabo
pelo Serviço de Coordenação da Extinção da PIDE/DGS e Legião Portuguesa,
seguido da integração desses processos noutras séries do Arquivo da PIDE/DGS ou
em séries do próprio Arquivo dos Serviços de Extinção. A 20 de Janeiro de 1997,
foram entregues pelo Museu da Assembleia 144 u.i.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O Arquivo
da PIDE/DGS faculta informação sobre a acção das outras polícias que as
precederam, designadamente, a Polícia de Segurança do Estado, a Polícia de
Informações, a Polícia Internacional Portuguesa, a Polícia de Defesa Política e
Social e a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O acervo
da PIDE/DGS é basicamente composto pelos Arquivos dos Serviços Centrais, das
Delegações, designadamente, do Porto, de Coimbra, de Angola, de Cabo Verde e da
Guiné Bissau, das Subdelegações, entre outras, do continente, ilhas adjacentes
e ultramar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da documentação da Delegação de Moçambique restam apenas 21 unidades de
instalação, das Subdelegações da Beira, de Nampula e de Vila Cabral. Não existe
no Arquivo da PIDE/DGS documentação das Subdelegações que funcionaram em São
Tomé e Príncipe e em Timor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integram ainda o acervo da PIDE os Arquivos da Escola Técnica e dos
estabelecimentos prisionais de Caxias e do Aljube, bem como a documentação
proveniente da Colónia Penal do Tarrafal, em Cabo Verde, que passou a ser designada
por Campo de Trabalho de Chão Bom, a partir de 1961. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Cada um
destes Arquivos é constituído, predominantemente, por ficheiros, com informação
por vezes incompleta e não isenta de erros, por processos individuais de
informação, de multas, de pedidos de passaporte, de informação relativos a
pessoas colectivas, por processos crime, por registos de diversos actos, de que
são exemplo as detenções, e por registos de correspondência expedida e recebida”.
(Wikipedia – enciclopédia livre).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/7611926195996151245/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/7611926195996151245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/7611926195996151245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica_12.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-405933806222468831</id><published>2022-11-05T13:48:00.002-07:00</published><updated>2022-11-05T13:48:49.975-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Polícia
Política (B)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;A partir
de 1935, a polícia política passou a dispôr de uma rede de serviços regionais,
que veio a ser ampliada em 1951 (…) constituída por Postos de Vigilância (…)
ligados à Directoria da zona onde eram instalados, e Postos de Fronteira, com
funções específicas de verificação e controlo das saídas e entradas no País, de
nacionais ou estrangeiros. &lt;br /&gt;
Na falta de serviços locais da PIDE e sem prejuízo das suas competências, as
suas atribuições eram exercidas pelos Comandos Distritais da Polícia de
Segurança Pública. Esta foi uma situação comum nas ex-colónias portuguesas, até
à criação de Delegações e Subdelegações nesses territórios. No que respeita ao
Estado da Índia e a Macau, a Polícia de Segurança Pública manteve as funções
que a PIDE veio a desenvolver nos outros territórios ultramarinos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pela revisão da orgânica dos serviços da PIDE, efectuada em 1954, aquele
organismo viu alargada a sua competência ao Ultramar, com a criação das
Delegações de Angola e de Moçambique, na dependência do Ministério do Ultramar,
embora só tivesse passado a exercer funções efectivas nesses territórios a
partir de 1957. No que respeitava aos assuntos das Subdelegações e Postos
ultramarinos que não careciam de despacho ministerial, o Governador da Província
tinha competência para os despachar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Os serviços da PIDE, (…), a Secção Central, as
Divisões, o Gabinete de Investigação e Polícia Cientifica, os Serviços de
Contencioso, os Serviços Administrativos, de Delegações, as Subdelegações e
Postos de Fronteira ou de Vigilância, foram objecto de uma revisão orgânica em
1954. A Secção Central estava incumbida do arquivamento dos processos, da
coordenação do trabalho de segurança e investigação e do funcionamento dos
cursos destinados à preparação, especialização e aperfeiçoamento dos agentes e
funcionários da PIDE. O Gabinete de Investigação e Polícia Cientifica
assegurava a cooperação técnica nas pesquisas policiais. Os Serviços de
Contencioso emitiam parecer sobre assuntos de natureza jurídica, elaboravam
informações sobre processos relativos à disciplina do pessoal e realizavam os
inquéritos e sindicâncias que lhes eram confiadas. Por sua vez os Postos
fiscalizavam não só as fronteiras mas quaisquer outros locais que fossem
estabelecidos como objecto de vigilância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1962 foi revisto o funcionamento de alguns órgãos executivos dos Serviços de
Segurança, na Sede, visando os circuitos da informação recebida, a convergência
das actividades das Divisões e foram criados alguns Serviços, nomeadamente, o
Gabinete do Ultramar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1962, o território metropolitano ficou dividido em grandes zonas de actuação
da PIDE, (…)&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alcobaça, Batalha,
Bombarral, Caldas da Rainha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Óbidos, Peniche e
Porto de Mós, do distrito de Leiria, em todos os concelhos do distritos de
Beja, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal e ainda, nos
arquipélagos da Madeira e dos Açores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A transição da PIDE para a Direcção Geral de
Segurança, em 1969, foi a continuidade funcional. A orgânica da DGS sofreu
alterações na Direcção e Serviços. Assim, o Director Geral passou a ter o apoio
de um Gabinete, a cargo de um inspector superior, por ele escolhido, para além
de outros funcionários. Deste Gabinete dependiam os Serviços de Cifra e de
Registo, dando entrada à correspondência confidencial. Por sua vez, o Gabinete
Nacional da Interpol, junto da Direcção de Serviços de Investigação e Contencioso,
passou a depender do Director Geral”.&lt;br /&gt;
(Wikipédia – enciclopédia livre)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/405933806222468831/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica_5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/405933806222468831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/405933806222468831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica_5.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-6464811784375171719</id><published>2022-11-05T12:49:00.002-07:00</published><updated>2022-11-05T12:49:33.194-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-size: 18pt; text-align: center;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Polícia
Política (A)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;A «Polícia
Política» em Portugal teve uma evolução temporal quanto ao nome e função, e com
o evoluir da ditadura, a repressão aumentou sempre… Citando a «&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Wikipédia,
a enciclopédia livre», em 29/10/2022: “E&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;m 1933, as funções de vigilância
político-social eram exercidas pela Polícia de Defesa Política e Social,
dependente do Ministério do Interior, e pela Secção da Polícia Internacional
Portuguesa, da Polícia de Investigação Criminal de Lisboa, tutelada pelo
Ministério da Justiça e Cultos. A primeira fazia-o dentro do País, mais
especialmente sobre nacionais, enquanto a segunda actuava sobre estrangeiros,
nas fronteiras terrestre e marítima. A complementaridade dessa acção, a
conveniência de submeter ao mesmo organismo a vigilância de estrangeiros nas
fronteiras e a necessidade de dar às duas Polícias um comando único
directamente subordinado ao Ministério do Interior, foram as principais razões
que levaram à criação da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, ainda em 1933.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;A PVDE,
cuja actividade se estendeu a todo o território português, funcionava com uma
Secção Política e Social e uma Secção Internacional. À Secção Política e Social
competia a prevenção e a repressão contra os crimes considerados de natureza
política e social. A Secção Internacional tinha por incumbência, verificar nos
Postos da fronteira terrestre e marítima a legalidade dos passaportes dos
nacionais que pretendiam entrar ou sair do País, apreciar nos mesmos Postos a
regularidade dos passaportes dos estrangeiros à sua entrada e saída do País,
deter na fronteira terrestre e marítima os nacionais que pretendiam sair do
País sem os documentos legais, impedir a entrada no País de estrangeiros
indocumentados ou &quot;indesejáveis&quot;, organizar o registo geral e
cadastro dos estrangeiros com residência permanente ou eventual no País,
exercer sobre os estrangeiros que residiam ou transitavam pelo País a acção
policial considerada necessária, aplicar as multas cominadas pela legislação em
vigor, combater a acção dos indivíduos que exerciam espionagem no País e contra
ele, efectuar a repressão do comunismo, organizar os processos respeitantes a
estrangeiros e respectivas diligências, e colaborar directamente com os
organismos policiais estrangeiros em delitos de direito comum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;span style=&quot;color: #666666; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;&quot;&gt;A colaboração da Polícia de Investigação Criminal e a
Polícia de Segurança Pública com a PVDE era obrigatória, sempre que esta a
solicitasse. Do mesmo modo, todas as autoridades e repartições públicas, incluindo
os representantes diplomáticos e consulares de Portugal no estrangeiro, estavam
obrigados a colaborar com a PVDE, existindo mesmo para esse efeito &quot;uma
íntima ligação entre esta polícia e o Ministério dos Negócios
Estrangeiros&quot;.&lt;br /&gt;
A Polícia Internacional e de Defesa do Estado, igualmente criada na dependência
do Ministério do Interior, em 1945, manteve de facto os poderes e as funções da
PVDE, embora na lei o seu objecto e competência fossem os de uma polícia
judiciária. A PIDE tinha, para além de funções administrativas, funções de
prevenção criminal e de repressão. Deste modo, eram da sua competência tudo
aquilo que dissesse respeito ao controlo da fronteira terrestre, marítima e
aérea, à emigração, à emissão de passaportes, à fiscalização do regime legal de
permanência e trânsito de estrangeiros no País e à defesa da ordem e da
tranquilidade públicas. Para esse efeito, desenvolvia acções de vigilância e
repressão sobre &quot;os terroristas, os suspeitos de actividades contra a
segurança interior e exterior do Estado e as associações, organizações ou
bandos destinados à prática de crimes&quot;, sendo a instrução preparatória
desses processos uma atribuição”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/6464811784375171719/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/6464811784375171719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/6464811784375171719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/11/conflitos-da-autonomia-policiapolitica.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-6897513058912338988</id><published>2022-10-22T15:56:00.002-07:00</published><updated>2022-10-22T15:56:23.434-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos
da Autonomia – Quirino de Jesus escreve a Salazar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 460.7pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;A «Comissão do Livro Negro Sobre o Fascismo», no livro intitulado «Cartas e
Relatórios de Quirino de Jesus a Oliveira Salazar, de março de 1987, relata
vária correspondência e relatórios de um madeirense que teve um papel
importante na implementação do regime consolidado por Salazar: Quirino Avelino
de Jesus. “é uma personagem tão importante quanto enigmático na história
económica e política dos primeiros anos da Ditadura Militar instalada em 1926 e
do período de implantação do Estado Novo, no início dos anos trinta. E no
entanto chega ao «28 de Maio» com a provecta idade de 71 anos, culminar de uma
multifacetada carreira de publicista, doutrinador e político que se iniciara
por volta da crise de 1890/91. Teorizador do «terceiro império» e do novo ciclo
colonial africano que então desponta; organizador e ideólogo percursor do que
ele próprio chamou o «nacionalismo católico» desde 1892 – o que o leva ao
convívio com Salazar e os jovens animadores da nova militância católica
redesperta a partir de 1912,&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;nomeadamente no Centro Católico reorganizado em 1917, economista especializado
em problemas financeiros e coloniais; advogado com estreitas ligações à alta
finança; político adepto de um Estado «tradicionalista e progressivo», isto é,
avesso à desordem ao «falso liberalismo», ao socialismo e ao comunismo, mas
simultaneamente dinamizador do fomento económico e demarcado dos «impulsos hitlerianos»
decorrentes do «desenvolvimento excessivo do poder público – eis a traços
grossos o perfil de um dos mais destacados pensadores do conservadorismo
português na transição do século, e quiçá do mais influente e discreto
conselheiro de Salazar (…)”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 460.7pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Na carta enviada a Salazar no dia 9 de setembro de 1930, Quirino de Jesus
refere: “O Presidente da Associação Comercial do Funchal falou-me na
necessidade de estender aos algodões de determinada espécie o regime pautal dos
linhos para salvar o que seja ainda susceptivel de salvação nos bordados,
conforme reclamação existente no Ministério das Finanças. Não estudei o caso,
mas se a técnica alfandegária, fazendo o estudo, achar possível tal solução sem
perigo de descaminhos, conviria salvar-se o que pode ainda subsistir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 460.7pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Vão ser fixados naturalmente agora os direitos do trigo e das farinhas dos
Açores. Peço-lhe que não deixe subsistir o absurdo a que se refere a nota
junta, devendo a Madeira ser igualada ao distrito da Horta neste assunto, se
não for possível restabelecer pela forma apropriada o antigo regime contrário à
importação da farinha como lhe disse por nota de ha duas semanas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 460.7pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 460.7pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;“Quirino Avelino de
Jesus nasceu no Funchal a 10 de novembro de 1865 e faleceu em Lisboa a 3 de
abril de 1935&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-left: -14.2pt;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; style=&quot;color: black; display: none; mso-color-alt: windowtext; mso-hide: all;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://fist.toolforge.org/fist.php?doit=1&amp;amp;language=pt&amp;amp;project=wikipedia&amp;amp;data=Quirino_Avelino_de_Jesus&amp;amp;datatype=articles&amp;amp;params%5Bcatdepth%5D=3&amp;amp;params%5Brandom%5D=50&amp;amp;params%5Bll_max%5D=5&amp;amp;params%5Bfree_only%5D=1&amp;amp;params%5Bcommons_max%5D=5&amp;amp;params%5Bflickr_max%5D=5&amp;amp;params%5Binclude_flickr_id%5D=1&amp;amp;params%5Bflickr_new_name_from_article%5D=1&amp;amp;params%5Bwts_max%5D=5&amp;amp;params%5Bgimp_max%5D=5&amp;amp;params%5Besp_max%5D=5&amp;amp;params%5Besp_skip_flickr%5D=1&amp;amp;params%5Bgeograph_max%5D=5&amp;amp;params%5Bforarticles%5D=noimage&amp;amp;params%5Blessthan_images%5D=3&amp;amp;params%5Bdefault_thumbnail_size%5D=250&amp;amp;params%5Bjpeg%5D=1&amp;amp;params%5Bpng%5D=1&amp;amp;params%5Bgif%5D=1&amp;amp;params%5Bsvg%5D=1&amp;amp;params%5Bmin_width%5D=80&amp;amp;params%5Bmin_height%5D=80&amp;amp;sources%5Blanguagelinks%5D=1&amp;amp;sources%5Bcommons%5D=1&amp;amp;sources%5Bflickr%5D=1&quot; title=&quot;Procurar imagens disponíveis&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;&quot;&gt;&lt;v:shapetype coordsize=&quot;21600,21600&quot; filled=&quot;f&quot; id=&quot;_x0000_t75&quot; o:preferrelative=&quot;t&quot; o:spt=&quot;75&quot; path=&quot;m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe&quot; stroked=&quot;f&quot;&gt;
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&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: -14.2pt; margin-right: -4.95pt; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;Inicialmente destinado a seguir o sacerdócio,
frequentou o&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Semin%C3%A1rio_do_Funchal&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; title=&quot;Seminário do Funchal (página não existe)&quot;&gt;Seminário do Funchal&lt;/a&gt;, mas
desistiu quando se preparava para tomar&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Ordens_menores&quot; title=&quot;Ordens menores&quot;&gt;ordens
menores&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: -14.2pt; margin-right: -4.95pt; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;Em 1887 matriculou-se no curso de&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Direito&quot; title=&quot;Direito&quot;&gt;Direito&lt;/a&gt;&amp;nbsp;da&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Coimbra&quot; title=&quot;Universidade de Coimbra&quot;&gt;Universidade de Coimbra&lt;/a&gt;, formando-se em
1892, fixando-se em&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Lisboa&quot; title=&quot;Lisboa&quot;&gt;Lisboa&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: -14.2pt; margin-right: -4.95pt; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;Para além da sua actividade como&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Advogado&quot; title=&quot;Advogado&quot;&gt;advogado&lt;/a&gt;,
dedicando a maior parte do seu tempo ao serviço da casa comercial
madeirense&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Casa_Hinton&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; title=&quot;Casa Hinton (página não existe)&quot;&gt;Casa Hinton&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(William Hinton
&amp;amp; Sons, Lda), colaborou com diversos periódicos, escrevendo
maioritariamente sobre questões sociais, económicas e religiosas. Também se
empregou na&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_Geral_de_Dep%C3%B3sitos&quot; title=&quot;Caixa Geral de Depósitos&quot;&gt;Caixa Geral de Depósitos&lt;/a&gt;, onde ascendeu a
chefe de serviços.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: -14.2pt; margin-right: -4.95pt; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; mso-color-alt: windowtext;&quot;&gt;Foi autor de diversas monografias sobre a&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Casa_Hinton&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; title=&quot;Casa Hinton (página não existe)&quot;&gt;Casa Hinton&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e sobre temática
religiosa e colonial. Foi redactor e director do jornal&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Portugal_em_%C3%81frica&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; title=&quot;Portugal em África (página não existe)&quot;&gt;&lt;i&gt;Portugal em África&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;,
do&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Economista_(jornal)&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; title=&quot;Economista (jornal) (página não existe)&quot;&gt;Economista&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e do&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Correio_Nacional&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; title=&quot;Correio Nacional (página não existe)&quot;&gt;Correio Nacional&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e
colaborou na&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Choldra&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; title=&quot;Choldra (página não existe)&quot;&gt;Choldra&lt;/a&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 460.7pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;(Wikipédia)&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/6897513058912338988/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/10/conflitosda-autonomia-quirino-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/6897513058912338988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/6897513058912338988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/10/conflitosda-autonomia-quirino-de-jesus.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-3146276576051008089</id><published>2022-10-16T16:52:00.000-07:00</published><updated>2022-10-16T16:52:14.967-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos
da Autonomia – Vícios Graves nas Eleições do Estado Novo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 460.7pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;A «Comissão do Livro Negro Sobre o Fascismo», de julho de 1979, relata
várias situações, juntando documentos, que dizem respeitos aos vícios
praticados pelos órgãos do Estado na preparação e durante os atos eleitorais,
incluindo os da eleição para Presidente da República.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; tab-stops: 460.7pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;O
documento de que destaco algumas passagens tem a data de 24 de junho de 1958 e
tem como subscritores António Sérgio (escritor) e Francisco Vieira de Almeida
(Prof. Catedrático e escritor).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; tab-stops: 460.7pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Numa nota
a seguir às assinaturas é referido: “Não houve possibilidade de submeter este
documento à assinatura de algumas individualidades que, nos últimos dias foram
detidas pela Polícia Polícia (…)”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; tab-stops: 460.7pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;“A
oposição perdeu também nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, na maioria de
cujas ilhas não houve um único voto a favor do Senhor General Humberto Delgado,
sendo que em muitas freguesias o número de votantes foi igual ao dos eleitores
– o que está desde logo denunciando a descarga a descarga pura e simples, em
lugar da votação pessoal e directa. Este fenómeno repetiu-se, aliás, em muitas
freguesias rurais da metrópole (…) Comecemos pela organização dos cadernos
eleitorais. De muitos distritos do País, desde viana do Castelo até ao de Faro,
choveram nas Comissões de candidatura do General Humberto Delgado as queixas
contra a eliminação naqueles cadernos de muitos dos cidadãos mais qualificados
como eleitores (…) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; tab-stops: 460.7pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; tab-stops: 460.7pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Uma boa
parte do País, das ilhas adjacentes e das províncias ultramarinas, ficou
privada de listas, antes de mais nada pela impossibilidade de as imprimir e
distribuir no pequeno espaço de tempo eu o governo concedeu às actividades
eleitorais; em segundo lugar, pelas dificuldades que as autoridades opuseram à
sua distribuição, não excluindo o roubo de muitos milhares de listas. Assim,
por exemplo, no Funchal, conforme notícias da respectiva comissão distrital, as
listas chegaram no dia 7, cerca das 8 horas da manhã, mas tais dificuldades
foram postas à sua entrega&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;pela
alfândega, que exigiu, inclusivamente, pagamento de direitos - impostos a
mercadoria – que os pacotes respectivos só puderam ser retirados cêrca das 3 da
tarde, o que impossibilitou a sua distribuição na ilha em tempo útil e a
dificultou na própria capital. E quando assim foi na Madeira, pode imaginar-se
o que sucedeu nos Açores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; tab-stops: 460.7pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; tab-stops: 460.7pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Nas
vésperas das eleições praticaram-se em todo o País muitas prisões para
intimidar o eleitorado, incluindo o de muitos membros mais destacados das
comissões do candidato Senhor General Humberto Delgado, com o fim, neste caso,
de desorganizar os trabalhos preparatórios do acto eleitoral. Foi-se até ao
ponto de ordenar a prisão do Presidente da Comissão Nacional, Professor Vieira
de Almeida (…) e enquanto os membros do governo, contra a mais elementar ética
política, falavam em comícios a favor do Senhor Almirante Américo Tomaz, as
sessões de propaganda contrárias eram impedidas, como sucedeu em Braga, Caldas
da Rainha e Beja, por mera arbitrariedade do Poder, impedimentos agravados pela
Censura (…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt; tab-stops: 460.7pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;É mais
que tempo de realizar as promessas, até hoje sem cumprimento, de Sua Excelência
o Presidente do Conselho, quando a 7 de Outubro de 1945, após o triunfo dos
Aliados na segunda grande guerra, anunciava aos portugueses: «”Espero,
finalmente, que haja a liberdade de imprensa suficiente para que possam ser
apreciados sem restrições &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;os actos do
Governo e seja possível a propaganda das ideias políticas e dos candidatos
apresentados ao sufrágio”».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/3146276576051008089/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/10/conflitosda-autonomia-vicios-graves-nas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/3146276576051008089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/3146276576051008089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/10/conflitosda-autonomia-vicios-graves-nas.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-4569307533227281704</id><published>2022-10-09T15:54:00.001-07:00</published><updated>2022-10-09T15:54:26.440-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-size: 18pt;&quot;&gt;Conflitos
da Autonomia – Última Eleição do Estado Novo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;O ato eleitoral de 28 de outubro de 1973 para eleger os 150 deputados para
a Assembleia Nacional foi o último das onze eleições realizadas no longo
período do regime de ditadura do «Estado Novo» de Salazar e do «Estado Social»
de Marcelo Caetano. Nem com a chamada «primavera marcelista» houve mudança na
repetida propaganda oficial invocando que as “eleições foram as mais
concorridas de sempre” ou o Ministro Silva Cunha afirmar: “Mais uma vez as
populações do Ultramar por forma inequívoca afirmam clara e firmemente que os
seus destinos não podem ser objecto de negociações”. Continuou a radicalização
da sociedade portuguesa, tendo havido apenas um incidente de rua, provocado na
Marinha Grande, por um grupo de “agitadores”, apesar de a oposição não ter
concorrido nas eleições realizadas em outubro de 1973.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;Marcelo Caetano quebrou as expetativas por não abrir o regime nem legislou
em matéria de recenseamento, de eleições, de censura, de política, de direito
de reunião e de associação, agindo sempre e só para garantir a continuidade do
fascismo implementado por Salazar. Proibiu a Comissão Promotora do Voto, criada
pela Oposição ao regime. “Caetano, tal como Salazar, não podia autorizar o
exame de recenseamento porque sabia que ele estava falsificado (…) disso é
exemplo típico o Decreto-Lei nº 49229, de 10 de Setembro de 1969, que
introduziu alterações a uma nova relação a alguns artigos do Decreto-Lei nº
37570, sobre o acto eleitoral” (José Magalhães Godinho, O Jornal, de 22 de
agosto de 1980).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;O vício do ato eleitoral nas eleições começava com o envio do Boletim de
Voto, pela Comissão Eleitoral da Acção Nacional Popular (anterior União
Nacional), para a residência dos eleitores, acompanhado de um apelo ao voto, o
qual, no que diz respeito ao círculo Eleitoral da Madeira, diz o seguinte: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;“SENHOR ELEITOR A Comissão Eleitoral da Acção Nacional Popular tem a honra
de enviar a V. Excia. a lista dos candidatos a deputados à XI Legislatura da
Assembleia Nacional, por este círculo. Constituída pelo Dr. António Manuel
Rebelo Pereira Rodrigues Quintal, Prof. Eleutério Gomes de Aguiar e Dr.
Graciano Ferreira Alves, a lista proposta dá-nos a garantia de que os legítimos
interesses e as justas aspirações da população deste Distrito serão devidamente
defendidos, pelo que se espera venha a obter a confiança de V. Excia., no firme
propósito de apoio à acção governativa do Senhor Professor Marcelo Caetano, nas
suas instantes preocupações de progresso em paz, desenvolvimento económico,
justiça social, promoção cultural, evolução sem revolução e unidade nacional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;SENHOR ELEITOR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;Participe na construção do seu próprio futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;Afirme a sua vontade, votando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;Apoie os seus representantes à nova Assembleia Nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;Funchal, Outubro de 1973”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background: #F8F9FA; color: #202122; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: -14.2pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background: #F8F9FA; color: #202122; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;A CDE desistiu
por considerar que não existiam condições para a realização de eleições livres.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;A Acção Nacional Popular obteve a totalidade dos 150 deputados na
Assembleia Nacional, com 100% dos votos, em eleição de 66,4% de votantes de
1.393.294, no total de inscritos de 2.096.020. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;Os cadernos eleitorais não tinham fiabilidade, tanto mais que não era
entregue aos recenseados prova de como estava recenseado, tal facto impedia
qualquer reclamação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;&quot;&gt;A partir de dezembro de 1968, com a lei 2137 (alterou a lei 2015, de 28
de maio de 1946) passaram a ser eleitores todos os cidadãos portugueses de
ambos os sexos, que soubessem ler e escrever português; tivessem incapacidades
legais; mesmo não sabendo ler se estivesse recenseado com base na lei 2015&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/4569307533227281704/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/10/conflitosda-autonomia-ultima-eleicao-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/4569307533227281704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/4569307533227281704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/10/conflitosda-autonomia-ultima-eleicao-do.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-5375377163311347957</id><published>2022-10-01T16:54:00.000-07:00</published><updated>2022-10-01T16:54:04.677-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos
da Autonomia – Eleições com Candidatos da Madeira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Pela quinta vez, nas eleições de 1949 a União Nacional voltou a obter a
totalidade dos 120 deputados na Assembleia Nacional, com 97,1% dos votos,
apesar de ter havido candidatos da Oposição em alguns círculos eleitorais: os
Agrários Independentes, com 2,9%, e os Regionalistas, também com 2,9%.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Nas eleições de 1953 repetiu-se a vitória do regime, com uma baixa
significativa de votantes (68,2%), obtendo a União Nacional 85,7%, elegendo a
totalidade dos 120 deputados, e a Oposição, com 14,3%. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Novas eleições tiveram lugar no dia 3 de novembro de 1957, com 70,4% de
votantes, obtendo a União Nacional 87,9%, elegendo os 120 deputados, e a
Oposição com 12,1%. A estas eleições concorreram pelo círculo do Funchal o
Padre Dr. Agostinho Gomes, o Dr. Alberto Henriques de Araújo e o Ten.-Coronel
José Freitas Soares. O padre Vigário Geral como deputado afirmou: “(…) temos
alguém a seguir no exemplo: SALAZAR!... (intervenção na sessão de campanha eleitoral
em 31/10/1957 e publicadas nos diários de 01/11/1957. O pároco da Ponta do Sol,
padre João Vieira Caetano, afirmou, para justificar a candidatura do Pe
Agostinho Gonçalves Gomes: “(…) considero absolutamente legítimo a colaboração
do clero na política superior”. Entende como “política superior”: “como cidadão
e como sacerdote não hesito em aconselhar os patrícios e paroquianos e levarem
o seu voto às urnas para a eleição dos deputados indicados pela União Nacional”
(Diário de Notícias, Madeira, 29 de outubro de 1957).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Nas eleições de 12 de novembro de 1961, a efervescência política ficou ao
rubro com o eclodir da guerra de guerrilha em Angola. Desta vez, apesar da
candidatura da Oposição, os 74% de votantes foram 100% para a União Nacional
que elegeu os 130 deputados, certamente por via de desistência da Oposição.
Pelo círculo eleitoral da Madeira concorreram duas listas: a da União Nacional,
composta pelo Dr. Agostinho Cardoso, Padre Agostinho Gonçalves Gomes e Dr.
Alberto Henriques de Araújo, e a lista da Oposição era composta pelo Dr.
António Manual Sales Caldeira, Dr. João Brito Câmara e Dr. Manuel Gregório
Pestana Júnior. “(…) o padre Agostinho Gomes referiu: “quando há quatro anos,
aqui falava, em ocasião idêntica a esta, dizia ser meu programa de acção,
adentro da representação que me seria confiada na Assembleia Nacional,
SERVIR…(…) e assim, apesar da minha insatisfação, aceitei o honroso convite da
União Nacional para candidatar-me mais uma vez a deputado; e vou com o mesmo
entusiasmo do primeiro momento,,,”. (campanha eleitoral de 10/11/1961,
publicada em 11/11/1961 no Jornal da Madeira, órgão da diocese, cujo diretor
era o então deputado Agostinho Gomes). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Nas eleições de 1965, com a «guerra Colonial» cada vez mais intensificada
pelos movimentos de libertação e ainda o assassinato de Humberto Delgado, o
cerco do regime tornava impensável qualquer abertura, antes pelo contrário, a
falta de democracia e de liberdade para a Oposição concorrer estava cada vez
mais firme. Dos 73,6% de votantes, a União Nacional arrebatou os 130 deputados.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;-Nas eleições de 1969 votaram 62,5%, e para além do partido do regime, com
88%, concorreram a CDE, com 10,3%, CEUD, com 1,5%, e a CEM, com 0,1%, mas os
130 deputados foram para a União Nacional. Pelo círculo da Madeira a lista da
União Nacional era composta pelo Dr. Agostinho Cardoso, Eng. Pinto Eliseu e
prof Eleutério de Aguiar; a lista da CED-Comissão Eleitoral Democrática era
composta por José Manuel Barroso, Dr. Fernando Rebelo a Dr. António Loja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/5375377163311347957/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/10/conflitosda-autonomia-eleicoes-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/5375377163311347957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/5375377163311347957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/10/conflitosda-autonomia-eleicoes-com.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-6562881310167285499</id><published>2022-09-25T15:05:00.002-07:00</published><updated>2022-09-25T15:05:37.036-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Eleições
com a União Nacional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Um ano após as
primeiras eleições legislativas pós Constituição de 1933, realizadas em
dezembro de 1934, todos os partidos políticos e associações secretas foram
proibidos, impondo-se apenas uma «união de todos os portugueses», o chamado
partido único «União Nacional», que tinha sido criado em 30 de julho de 1930, com
estatutos aprovados pelo Decreto nº 21608, de 20 de agosto de 1932. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Até 1945 apenas a
União Nacional propunha candidatos à Assembleia Nacional e à Presidência da
República, o que criou um desincentivo e bloqueio aos cidadãos que pretendessem
votar noutra alternativa política. Além disso, durante o Estado Novo o número
de votantes não aumentou significativamente, as mulheres diplomadas e chefes de
família votavam desde 1930. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;“Em 1933 o
eleitorado era constituído por 1 milhão e trezentas mil pessoas e na década de
60 por 1 milhão e 500 mil pessoas. No entanto, no mesmo período, a população
total do país aumentou em dois milhões de indivíduos e o número de analfabetos
(que não podiam votar) desceu para metade” (Jornal da Madeira, 05/10/1985).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;As segundas
eleições do Estado Novo realizaram-se no dia 30 de outubro de 1938, em que a
abstenção atingiu 80 por cento da totalidade do eleitorado. “Na data das
eleições, grupos da Legião Portuguesa distribuíram manifestos em toda a cidade.
Liam-se num deles: «Em 1925, Portugalizar era palavra que, no estrangeiro,
significava desordem e descalabro. Agora, essa mesma palavra significa
Progresso, Ordem, Disciplina. Eleitor: medita e cumpre o teu dever votando em
Salazar” (Diário de Notícias – Funchal, 04/12/1979).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;As terceiras eleições
tiveram lugar em 1942, mantendo-se concorrente o partido único – a União
Nacional, com elevada abstenção. “No dia 1 de Novembro, João Amaral candidato
por Lisboa, exortou ao voto em massa, pelo regime, aos microfones da Emissora
Nacional. «Foi a política de paz realizada por Salazar, depois de 1928, que
tornou possível a sua política de guerra». O Ministro do Interior afirmou que
as percentagens de votantes foram maiores do que em 1938 (…)”. Os sindicatos,
como o dos Caixeiros, chamaram os associados a «cerrar fileiras» em volta do
Governo. (Diário de Notícias – Funchal, 04/12/1979).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;As quartas eleições
realizaram-se em 1945, num período especial da vida nacional e mundial com a
derrota do regime nazista no fim da II Guerra Mundial, tendo sido aproveitado
aquele facto para a realização de manifestações pró-democracia e pró-socialista
em todo o país. Em setembro daquele ano, a Assembleia Nacional foi dissolvida,
tendo o Governo anunciado a realização de eleições livres em novembro. Com a
esperança de mudar o rumo político, foi criado o MUD – Movimento de Unidade
Democrática em 8 de outubro do mesmo ano, tendo em vista enfrentar o regime de
Salazar. Nas eleições presidenciais de 1949, o MUD apresentou como candidato
Norton de Matos, que fez uma campanha vigorosa prometendo instalar um regime
democrático se fosse eleito. Mas o regime do Estado Novo tudo fez para não
criar as condições democráticas de liberdade e renovação dos cadernos
eleitorais. Por isso, uns dias antes do ato eleitoral Norton de Matos desistiu.
O anúncio de eleições livres foi uma farsa, pois a oposição não teve tempo de
se organizar para concorrer (apenas o PCP estava organizado como organização
política clandestina). A União Nacional foi a única a concorrer, e o MUD foi
ilegalizado em janeiro de 1948 por Salazar, com o argumento de ter fortes
ligações ao PCP.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Tudo não passou de
uma artimanha política de Salazar…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/6562881310167285499/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/09/conflitos-da-autonomia-eleicoescom.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/6562881310167285499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/6562881310167285499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/09/conflitos-da-autonomia-eleicoescom.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-1327787505602228445</id><published>2022-09-18T11:14:00.002-07:00</published><updated>2022-09-18T11:14:36.198-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Antecedentes
à Constituição de 1933&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;“À beira do abismo,
Portugal não era mais do que um país perturbado pelas insurreições, pelas
greves, pelos assassinatos. A incapacidade de governos instáveis e de um
Parlamento dividido para elaborar reformas e para as aplicar agravava o atraso
cultural e técnico. O analfabetismo era geral, as estruturas sociais estavam
estagnadas. Num estado essencialmente rural e agrícola, a subprodução mantinha
uma fome latente e um nível de vida muito baixo, face aos quais a emigração
para o Brasil e para a Venezuela não constituía senão um remédio provisório
(Albert-Alain Bourdon, «História de Portugal», pag. 177, Livraria Almedina,
Coimbra, 1973).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Já tinha sido
reconhecida a urgência de promover uma reforma profunda dos hábitos políticos,
dentro de um esquema democrático. No entanto, os militares do Exército e da
Marinha adiantaram-se a qualquer reforma e promoveram, em 28 de maio de 1926, à
destituição do Chefe do Estado e do Governo, instalando uma ditadura militar.
Pelo Decreto de 9 de junho de 1926, dissolveram o Congresso da República, pondo
fim à Constituição de 1911 e revisões parcelares que se seguiram. A «Ditadura
Militar» concentrou no seu Governo todos os poderes que antes pertenciam ao Congresso
e ao Governo, passando o novo Governo a legislar mediante decretos com força de
lei até abril de 1933, mês em que foi aprovada a «Constituição de 11 de Abril
de 1933». O presidente do Governo passou a exercer as funções de Presidente da
República até 25 de março de 1928, data em que o general António Óscar de
Fragoso Carmona foi eleito Presidente da República, em eleição por sufrágio
universal e direto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Uma vez eleito,
Óscar Carmona nomeou em 18 de abril desse ano o presidente do Ministério (hoje
designado Primeiro-Ministro) José Vicente de Freitas. Para Ministro das
Finanças, veio de Coimbra o dr. Oliveira Salazar que, apesar de ter voltado à
origem em 5 de julho de 1932, também como Ministro das Finanças assume a
Presidência do Ministério, e em fevereiro do ano seguinte é publicado o Decreto
nº 22&amp;nbsp;229, pelo qual o projeto de Constituição da República Portuguesa foi
submetido a plebiscito nacional em 19 de março de 1933, depois de ter sido
publicado em toda a imprensa diária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;O Projeto da
Constituição “foi aprovado com 1&amp;nbsp;292&amp;nbsp;864 votos a favor, 6&amp;nbsp;190
votos contra e 666 votos nulos, contando as abstenções como votos concordantes
(…) o autor do projecto da Constituição de 1933 fundamentou-se particularmente
na experiência da Ditadura Militar (…) e nos programas anteriormente
apresentados pelos governos da Ditadura, com o compromisso da formação de um
regime corporativo. Baseou-se também na Carta Constitucional da Monarquia, na
Constituição de 1911 e ainda na Constituição da República Federal Alemã votada em
Weimar em 1919. A Constituição de 1933 compreendia 181 artigos, dos quais 38
pertenciam ao Acto Colonial promulgado pelo Decreto nº 18&amp;nbsp;570, de 8 de
Julho de 1930, e que posteriormente foi considerado parte integrante da
Constituição Política da República Portuguesa” (António José Fernandes,
«Introdução à Política», As Constituições Portuguesas e os Pactos
MFA-Partidos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;A Constituição da
República de 1933 teve 10 leis de revisão, sendo 3 leis em março e maio de
1935, 1 em dezembro de 1936, 1 em dezembro de 1937, 1 em abril de 1938, 1 em
setembro de 1945, 1 em junho de 1951, 1 em agosto de 1959 e 1 em agosto de
1971.&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Até 1959 o Chefe do Estado era
eleito por sufrágio direto dos cidadãos eleitores. A partir da revisão
constitucional daquele ano passou a ser eleito por um «Colégio Eleitoral»&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/1327787505602228445/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/09/conflitos-da-autonomia-antecedentesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/1327787505602228445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/1327787505602228445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/09/conflitos-da-autonomia-antecedentesa.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-4062922886447503147</id><published>2022-09-11T15:08:00.003-07:00</published><updated>2022-09-11T15:08:47.057-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Hlk94300858&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos
da Autonomia – &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,serif; font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Constituição
da República de 1933&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Constituição da República de 1933 introduziu o
regime corporativo, em que a soberania reside na Nação, tendo sido criadas duas
assembleias: Assembleia Nacional e a Câmara Corporativa. A primeira é composta
de 90 deputados eleitos por sufrágio direto dos cidadãos eleitores para o
mandato de 4 anos. A segunda é composta de representantes de autarquias locais
e dos interesses sociais, “considerados estes nos seus ramos fundamentais de
ordem administrativa, moral, cultural e económica, designando a lei aqueles a
quem incumbe tal representação ou o modo como serão escolhidos e a duração do
seu mandato” (artigo 102º). Com a lei da revisão nº 2&amp;nbsp;009, de 17 de
setembro de 1945, a Assembleia Nacional passou a ser composta de 120 deputados,
e com a Lei nº 3/71, de 16 de agosto, passou a ter 150 deputados. Esta lei
define que a “Nação portuguesa constitui um Estado independente, cuja
soberania, una e indivisível, só reconhece como limites a moral e o direito”
(artigo 4º). O artigo 5º estabelece que “o Estado Português é unitário, podendo
compreender regiões autónomas com organização politico-administrativa adequada
à sua situação geográfica e às condições do respectivo meio social”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;As primeiras eleições legislativas após a entrada
em vigor da Constituição de 1933 realizaram-se em dezembro de 1934. Foi
concorrente um único partido – a União Nacional – que tinha sido criado em 30
de julho de 1930, através de um manifesto lido pelo presidente do Ministério,
general Domingos de Oliveira, e por um discurso do Ministro das Finanças,
António de Oliveira Salazar. Os estatutos da União Nacional foram aprovados
pelo Decreto nº 21608, de 20 de agosto de 1932. Por decisão do V Congresso da
União Nacional, realizado em fevereiro de 1970, no Estoril, já com Marcelo
Caetano como Presidente do Conselho, houve uma reestruturação do partido,
passando a designar-se Acção Nacional Popular, realizando o I Congresso no dia
3 maio de 1973.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Os resultados oficiais revelaram ter havido
377&amp;nbsp;792 votos na União Nacional, dos 478&amp;nbsp;121 inscritos nos cadernos
eleitorais. A abstenção foi de 80% em todo o território nacional, “mas os
abstencionistas eram considerados votantes a favor”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Apesar de existir o MUD – Movimento de Unidade
Democrática, herdeiro do MUNAF, aquele não concorreu àquelas eleições. O MUD
foi criado após o final da II Guerra Mundial, em 8 de outubro de 1945, com a
autorização do governo, tendo em vista reorganizar a oposição, prepará-la para
as eleições e proporcionar um debate público. O MUD foi ilegalizado em janeiro
de 1948 por Salazar, com o argumento de ter fortes ligações ao PCP.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;“Pedro Teotónio Pereira, Ulisses Cortez e Henrique
Galvão eram alguns dos candidatos oficiais. Uma definição lapidar do acto eleitoral
coube ao ministro do Interior, tenente-coronel Linhares de Lima: «Quem votar,
vota pela Nação; quem não votar, vota contra a Nação». Esta frase encerra
obviamente uma pouco subtil contradição:&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;se as abstenções eram votos a favor, como acusar os indiferentes de
votarem «contra a Nação»? (José Freire Antunes, Diário de Notícias – Funchal, 4
de Dezembro se 1979).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: -14.2pt; margin-right: -2.7pt; margin-top: 0cm; tab-stops: 432.0pt 459.0pt 467.8pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;“O que nelas há de relevante é a sua própria
ocorrência formal num quadro de um sistema institucional que preveria a
existência de uma assembleia parlamentar eleita por sufrágio direto, na linha
da tradição liberal-democrática, já então objeto de acerbo ataque por parte da
doutrina oficial do regime, que se proclama antidemocrático, antiliberal (…)” &lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;(Fernando Rosas, DN-Lisboa, 06/10/1985).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/4062922886447503147/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/09/conflitosda-autonomia-constituicaoda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/4062922886447503147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/4062922886447503147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/09/conflitosda-autonomia-constituicaoda.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-387949323252712645</id><published>2022-09-04T15:06:00.002-07:00</published><updated>2022-09-04T15:06:40.387-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Hlk94300858&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos
da Autonomia – Água Revolta Povo da Calheta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoFootnoteText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Eram dez
horas da manhã do dia 20 de junho de 1953 quando repicou o sino da capela de S.
Pedro, no Lombo do Atouguia (Calheta). Não se tratava de sinal de qualquer
cerimónia religiosa, mas para &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Revolta
Popular&lt;/span&gt; contra a usurpação de água por parte da Comissão Administrativa
dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira (CAAHM). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;A Revolta
desenrolou-se junto da Ribeira do Luís, onde passava a nova levada que conduzia
água da Central Hidroelétrica para irrigar a parte leste do concelho da
Calheta. A água da revolta era a que corria no leito da Ribeira, mas que tinha
sido desviada pelos serviços públicos para a nova levada que fazia parte do
primeiro ciclo do Plano de Fomento da Madeira (Plano Hidroagrícola).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Passados sessenta
e nove anos, parece irrealista admitir que, em plena pujança do regime salazarista,
algumas dezenas de pacíficas pessoas se tivessem revoltado contra o Poder
instituído, cuja rebelião causou a prisão de meia dúzia de mulheres, de entre
as quais a que tocou o sino. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Se as
revoltas populares parecem desenrolar-se sempre nas cidades, o certo é que o
povo, ao sentir-se lesado, não escolhe lugar nem regime político para agir em
defesa dos seus direitos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Primeiro
no calaboiço e depois, durante cerca de um mês, a cadeia dos Viveiros
encarcerou aquelas mulheres que mais ativamente destruíram a levada que desviou
a água da ribeira para a outra levada do grande empreendimento da época: uma
central hidroelétrica e uma grandiosa conduta. Mas não havia plano público, por
mais importante que fosse, que tivesse mais interesse do que a sua água. E o
povo acabou por perder a “batalha”, cujas armas foram as enxadas com que cavavam
a terra! Mas, apesar disso, aquele facto ficou na história daquele sítio da
Calheta, e que merece relembrar sempre, até pelo local da revolta era tão
natural como naturais eram as necessidades de água para a agricultura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;O regime
hidroagrícola da Madeira nunca foi pacífico. A água, aparentemente abundante,
sempre criou conflitos pelo direito de propriedade e utilização. Nascentes
várias brotavam água que motivou a construção de levadas que passaram por
locais inacreditáveis. Foi uma obra útil e necessária para a realidade agrícola
de então e para o consumo domiciliário, neste caso retirada dos fontenários
públicos ou diretamente das nascentes. Ainda hoje se discute, investiga,
projeta e constrói obras com vista à captação e condução de tão precioso
líquido. E cada vez mais ela é escassa! A luta pela água de rega é cada vez
mais acentuada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;A questão
das águas foi de tal ordem complexa que já D. João II tomou medidas de caráter
legislativo fixando princípios de direito que serviram de orientação para as
entidades públicas que vieram a ser as Levadas. Pelos séculos adiante, nunca
mais pararam as medidas reguladoras desta matéria, mesmo reconhecendo direitos
adquiridos em épocas passadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;A Revolta
tem a sua mais direta relação na criação, em 1943, da CAAHM que ficou com a
competência de promover e orientar a execução dos novos empreendimentos
hidroagrícolas e hidroelétricos da Madeira.&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;Legislação de 1947 e de 1952 completou o regime jurídico daquele plano
que incluía a construção das centrais hidroelétricas e levadas de maior dimensão
e capacidade, cuja despesa seria suportada metade pelo Estado e metade pela
Junta Geral. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;A levada
em questão ficou incluída na primeira fase do grande projeto e foi classificada
“Levada da Calheta-Ponta do Pargo”, irrigando os terrenos a partir da Madalena
do Mar até a Ponta do Pargo, numa extensão de &lt;st1:metricconverter productid=&quot;67 km&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;67 km&lt;/st1:metricconverter&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;/span&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/387949323252712645/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/09/conflitosda-autonomia-agua-revolta-povo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/387949323252712645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/387949323252712645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/09/conflitosda-autonomia-agua-revolta-povo.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-8424663215190354041</id><published>2022-08-27T11:48:00.001-07:00</published><updated>2022-08-27T11:48:16.052-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoFootnoteText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da
Autonomia – Abastecimento de Leite à Cidade do Funchal &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Em 1970 a Junta dos Lacticínios da Madeira
relatava a existência de difícil situação em que os lacticínios atravessavam
“expressa no relatório de actividades da Junta no ano transacto, vem suscitando
o interesse das entidades responsáveis , bem como do público em geral, dada a
sua natural repercussão na economia do Distrito (…) a publicação do Relatório
da Junta dos Lacticínios da Madeira referente a 1969, põe-nos ao corrente da
actividade desenvolvida no ano transacto e da posição da produção e da
industria o enquadramento agro-pecuário distrital, de directas incidências na
economia insular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conforme se acentua no referido documento, muito
objectivo e claro, o sector que a Junta dos Lacticínos coordena atravessa um
período particularmente difícil, constituindo preocupação da gerência, e
atentas as condições em que sobrevive a lavoura madeirense, empregar esforços
para que a crise se não avigore. Isto não impede que se verifique visível
progresso nalguns aspectos, como seja a melhoria da qualidade higiénica do
leite, para a qual concorreu de forma decisiva a acção dos serviços de
fiscalização e laboratórios, na intensificação da campanha da vulgarização,
fiscalização e classificação, que permitiu continuar a pagar a dotação de
fomento de $40 por litro”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Como tem sido acentuado, um dos factores que mais
concorrem para a baixa produção de leite que se vem registando nesta Ilha é, sem
dúvida, a desactualização dos preços pagos à lavoura. De tal forma se faz
sentir essa desactualização, agravada ainda pela valorização das carnes, pois o
proprietário de gado vem procurando no abate das suas reses uma maior
compensação para os sacrifícios de vária ordem exigidos pela respectiva
exploração, que, apesar dos estímulos concedidos pelo Governo, não se tem
conseguido sustar a queda da produção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Para se modificar o statu quo, depositam-se as
melhores esperanças na entrada em funcionamento da unidade fabril da Paria
Formosa, que possibilitará o pagamento do leite inteiro e uma melhoria nos
preços, além de que se tornará realidade o abastecimento em natureza à cidade
do Funchal, satisfazendo os requisitos de ordem higio-sanitária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;À data da publicação deste número do «Serviço
Informativo» (107-1970), já a União das Cooperativas Agrícolas e de Lacticínios
da Ilha da Madeira terá adquirido, para a sua frota de recolha de leite, dois
camiões munidos de depósitos isotérmicos com a capacidade de 6000 litros cada.
Estes depósitos, compostos de 3 tanques independentes de 2000 litros de
capacidade, destinam-se ao transporte do leite entregue pelos produtores nos
postos de recepção e refrigerado nos cinco postos de concentração, que estão
projectados, para a estação de tratamento, de onde após a pasteurização e o
empacotamento será distribuído aos consumidores (…).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Uma das grandes e legítimas aspirações da
população local, em matéria de produtos pecuários, acaba de entrar em vias de
plena satisfação: abastecimento de leite higienizado e outros produtos
complementares, cuja importância, quer do ponto de vista do consumo, quer da
produção, desnecessário se torna esclarecer, até porque várias vezes acentuada
neste «serviço Informativo».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;No dia 6 de Junho findo, foi assinalada, em
cerimónia simples, a abertura do primeiro posto de venda de leite classificado,
seleccionado e refrigerado, natas frescas, batidos e iogurtos da União de
Cooperativas de Produtores de Leite da Ilha da Madeira, a quem foi concedido o
exclusivo do abastecimento público (…)”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/8424663215190354041/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/08/conflitos-daautonomia-abastecimento-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/8424663215190354041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/8424663215190354041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/08/conflitos-daautonomia-abastecimento-de.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8074448830968411917.post-5759424980739442654</id><published>2022-08-22T01:22:00.000-07:00</published><updated>2022-08-22T01:22:07.570-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoFootnoteText&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: center; text-indent: 36.0pt;&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Hlk94300858&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.0pt; mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Conflitos da Autonomia – Feiras de Gado &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;No âmbito
das competências da Junta de Lacticínios da Madeira (JLM) cabe a assistência
técnica à produção e à indústria e defender a qualidade do leite. Era
importante o apoio que a JLM prestava na realização das diferentes feiras de
gado já realizadas em algumas localidades da Madeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Desde a
primeira «Feira do Gado» nas «Portas da Vila», Santa, Porto Moniz, por volta de
1955, outras tiveram lugar, tais como:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;- «I Feira
de Gado de Santana», no dia 19 de agosto de 1962, da iniciativa do município e sob
o patrocínio da Junta Geral do Distrito e com colaboração da Junta dos
Lacticínios, do Grémio da Lavoura, da Cooperativa anexa, e da Circunscrição
Florestal do Funchal. A organização da feira esteve especialmente a cargo dos
técnicos e funcionários da Junta Geral e da Junta de Lacticínios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;A concentração
do gado efetuou-se no sítio da Ribeira do Eixo, “num vasto recinto arborizado,
artisticamente embandeirado, oferecendo ao visitante um cenário deveras
surpreendente. Ali se encontravam expostos 784 bovinos, 90 caprinos, 46 ovinos,
31 suínos e ainda patos, pombos, cobaios e furões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;No local,
foram montados vários «Stands» de propaganda de produtos destinados à lavoura,
entre os quais um do Grémio da Lavoura, onde figuravam farinhas alimentares
para gado e sementes para forragens, e, ainda, outros de algumas firmas
comerciais. Viam-se também expostos em lugar próprio diversos artigos de
indústria caseira, como tapetes, panos de linho, cobertores, utensílios de
madeira etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;É de
frisar que pela primeira vez na Madeira se realizou um certame desta natureza,
com carácter de feira pròpriamente dito. Com efeito, além e figurarem
diferentes espécies de animais, não houve apenas o objectivo de se apresentar
gado para exposição, mas sim o de transação comercial dos animais e dos
produtos expostos” (in boletim «Serviço Informativo da Junta os Lacticínios da
Madeira», nº 75, Terceiro Trimestre, 1962).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;No dia 21
de julho de 1963, realizou-se a «II Feira de Gado de Santana», no mesmo lugar
da anterior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;span style=&quot;mso-bookmark: _Hlk94300858;&quot;&gt;&lt;/span&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;- «I Feira de Gado de Ponta do Sol», realizada no
dia 7 de julho de 1963, no sítio do Lanço de Água, freguesia dos Canhas. Ali
deu-se a concentração do gado e a instalação de «Stands» da Cooperativa
Agrícola, anexa ao Grémio da Lavoura e de algumas firmas comerciais. Foram
apresentados 1.010 animais de várias espécies entre os quais 838 bovinos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;- «I Feira de Gado de São Vicente», da iniciativa
do Dr. Alcino Júlio Drumond, Presidente da Câmara Municipal de São Vicente. Foi
instalada no sítio das Feiteiras, com cerca de 1.058 animais dos quais 747
bovinos, representando diversos sítios. Foram instalados diversos pavilhões que
estiveram a funcionar durante os dias 10, 11, e 12 de Agosto de 1963.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Na sua intervenção, o Presidente da Câmara
Municipal de São Vicente salientou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;“A I Feira de São Vicente foi concebida e nasceu
de vários factores que impunham a sua realização, sendo um dos principais o
facto de a freguesia constituir , desde há muito, um dos mais importantes
centros abastecedores de vacas leiteiras da costa oeste da Ilha. É nesta freguesia
que se pratica, em grande escala, a recria de vitelas para esse fim. Só por
esta circunstância se impunha, efectivamente, a realização da Feira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-right: -4.95pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-ansi-language: PT;&quot;&gt;Mas, além disso, existem ouros motivos de
justificada importância, como sejam o facto de São Vicente e Boa Ventura terem
outrora constituído grandes centros de artesanato, onde ainda hoje encontramos
(…)”. (in boletim «Serviço Informativo da Junta os Lacticínios da Madeira», nº
79, Terceiros Trimestre, 1963).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/feeds/5759424980739442654/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/08/conflitos-da-autonomia-feiras-de-gado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/5759424980739442654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8074448830968411917/posts/default/5759424980739442654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregoriogouveia.blogspot.com/2022/08/conflitos-da-autonomia-feiras-de-gado.html' title=''/><author><name>José Gregorio Gouveia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04766768505566960309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>