<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0">

<channel>
	<title>Malva Mauvais</title>
	
	<link>http://malvamauvais.wordpress.com</link>
	<description>Todas as flores da Malva, que não são de se cheirar.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 22 May 2012 15:25:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain="malvamauvais.wordpress.com" port="80" path="/?rsscloud=notify" registerProcedure="" protocol="http-post" />
<image>
		<url>http://0.gravatar.com/blavatar/8d520e4157025516c3975aae8c02ec97?s=96&amp;d=http%3A%2F%2Fs2.wp.com%2Fi%2Fbuttonw-com.png</url>
		<title>Malva Mauvais</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://malvamauvais.wordpress.com/osd.xml" title="Malva Mauvais" />
	
		<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/MalvaMauvais" /><feedburner:info uri="malvamauvais" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://malvamauvais.wordpress.com/?pushpress=hub" /><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><item>
		<title>Ano bom, ano ruim: praia, democracia, USP, Sócrates e caretice</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/12/29/ano-bom-ano-ruim-praia-usp-socrates-e-caretice/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/12/29/ano-bom-ano-ruim-praia-usp-socrates-e-caretice/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 02:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[repressão]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=894</guid>
		<description><![CDATA[Pode um ano ter sido tão bom para mim e, ao mesmo tempo, tão ruim? Pode. Explico: tou construindo uma bela casa na praia, na cidade, aliás, em que estou morando nos últimos 10, 11 meses, com raríssimas idas ao inferno paulistano. Com o pé na areia, tirei um ano sabático, em que a única preocupação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=894&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_900" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/12/alice.jpg"><img class="size-full wp-image-900" title="Alice" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/12/alice.jpg?w=450&h=257" alt="Alice e o gato" width="450" height="257" /></a><p class="wp-caption-text">Ilustração de John Tenniel.</p></div>
<p>Pode um ano ter sido tão bom para mim e, ao mesmo tempo, tão ruim? Pode.</p>
<p>Explico: tou construindo uma bela casa na praia, na cidade, aliás, em que estou morando nos últimos 10, 11 meses, com raríssimas idas ao inferno paulistano. Com o pé na areia, tirei um ano sabático, em que a única preocupação foi escrever três livrinhos de filosofia para ensino médio no primeiro trimestre. E escolher azulejos e pisos e torneiras e a parte bela da obra.</p>
<p>Por outro lado, uma  atenção dispersa como a minha teve de lidar com a inquietação acorrentada ao tornozelo, que a sucessão de acontecimentos só fez garantir seu peso. Dou um exemplo: a morte do doutor Sócrates Brasileiro tornou mais delineada a sensação de que a caretice, a ignorância atrevida, o pragmatismo instrumental mais rastaquera e o rancor reacionário tomaram conta do país, talvez do mundo (bota na conta do efeito dramático), justamente no momento em que o sistema econômico e ideológico que lhe servem de base se esfarela a olhos vistos.</p>
<p>Da minha juventude, guardo uma noção que era partilhada de que estudantes deveriam ser rebeldes. Ou revolucionários, vá lá. Esperava-se deles que protestassem, que fizessem greve, invadissem reitorias e outros lugares &#8220;sagrados&#8221;, pichassem paredes, carregassem cartazes desaforados em passeatas, que chacoalhassem a calmaria aparente das coisas. Um cigarrinho de maconha? Ah, qualé&#8230; era até esperado e, na pior das hipóteses, dava margem a discursos edificantes paternos e mal disfarçados risinhos por conta de um logro relativamente inofensivo à lei.</p>
<p>Pois veja-se lá o que rendeu um cigarrinho de maconha na USP no ano de 2011. A coisa beirou a uma unanimidade conservadora que assusta. Um dos argumentos mais utilizados foi a legalidade da coisa, como se fumar um baseado fosse crime (e não é), como se a universidade não pudesse escapar à furia normatizadora, normalizadora e &#8220;produtiva&#8221; que tomou conta de quase tudo. Os legalistas esquecem-se ou desconhecem que a lei não é absoluta, caso contrário ainda estaríamos no tempo em que bruxas eram queimadas ou nobres poderiam matar pobretões por caçarem em suas terras. A lei muda e a mudança geralmente vem em decorrência da contravenção e da discordância. Pior: posso apostar meu dedo mindinho que as mais violentas reações (&#8220;reacionário&#8221; vem daí, não custa lembrar) vieram de gente que sonega impostos, fura fila, suborna guarda de trânsito, não registra em carteira a empregada doméstica ou pratica placidamente outros pecadilhos que fazem parte da cultura nacional. Sem falar naquele súbito apreço pela ação da PM no campus, a mesma PM que mata a rodo por aí, que é uma caixa de Pandora de ilegalidades, herdada de uma ditadura militar.</p>
<p>Me parece tão óbvio: não é com ordem e silêncio que se faz democracia. A democracia é uma &#8220;opera aperta&#8221;, um debate sem fim, uma colisão de interesses, uma mutação permanente. <strong>Não se chega à democracia, mas se caminha relutante e barulhentamente sobre ela.</strong> Resisto ao pessimismo (careta, claro) de achar que antigamente era melhor. Prefiro acreditar que seja apenas um recorte meu, um certo olhar torto que me faz ver o reacionarismo batendo à porta; até porque este foi o ano dos protestos, do Chile à Síria, do Egito à Espanha, de Wall Street ao Xingu. Prefiro pensar que vai mudar. Para onde, pouco importa, porque assistir a uma ordem ruir, ter o caminho pela frente &#8211; e a briga &#8211; e ver as tensões soltando faísca é o que há de interessante no mundo, a despeito do choro e do ranger de dentes dos que se agarram ao corpo do falecido.</p>
<p>P.S.: este post é uma <em>opera aperta</em> também. Ainda quero acrescentar coisas, à medida em que tiver vontade. Nem falei ainda da má qualidade intelectual do discurso dos conservadores!</p>
<p>P.S. 2: Havia pensando em escrever sobre a má qualidade  intelectual do discurso dos conservadores, mas já o fizeram &#8211; e muito bemn feito! Dá pra ler aqui: <a title="O diálogo impossível com o conservadorismo antidemocrático" href="http://ddd.opsblog.org/2011/12/21/o-dialogo-impossivel-com-o-conservadorismo-antidemocratico/" target="_blank">&#8220;O diálogo impossível com o conservadorismo antidemocrático&#8221;</a>, no Dispersões, Delírios e Divagações, blog do Fabiano Camilo.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/coisas-da-vida/'>coisas da vida</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cultura/'>cultura</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/historia/'>história</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/midia/'>mídia</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/politica/'>política</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/894/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=894&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/12/29/ano-bom-ano-ruim-praia-usp-socrates-e-caretice/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/12/alice.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Alice</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Primeiras impressões litorâneas</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/02/01/primeiras-impressoes-litoraneas/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/02/01/primeiras-impressoes-litoraneas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 21:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=873</guid>
		<description><![CDATA[A primeira coisa estranha numa pequena cidade litorânea é o tempo. Seja porque as areias que o marcam estejam em casa, ou porque não há aquela piracema incessante de automóveis (cópirraite do fenômeno automobilístico: AA), o fato é que o tempo é outro, em que os afazeres compactam-se na virtualidade desse escorrer de horas, minutos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=873&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/02/pegadasblog2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-874" title="PegadasBlog2" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/02/pegadasblog2.jpg?w=450" alt=""   /></a>A primeira coisa estranha numa pequena cidade litorânea é o tempo. Seja porque as areias que o marcam estejam em casa, ou porque não há aquela piracema incessante de automóveis (cópirraite do fenômeno automobilístico: AA), o fato é que o tempo é outro, em que os afazeres compactam-se na virtualidade desse escorrer de horas, minutos e segundos. Não, segundos, não. Segundos não são contados na minha praia.</p>
<p>Faço compras no mercado, bebo um refrigerante desaforadamente cosmopolita em frente ao mar, compro um chapelão na lojinha pra turistas, pago umas contas no banco (argh! síndrome de abstinência de internet!), saio à cata de plugs-e-fios-e-coisas nos armazéns de tudo-um-pouco, mais um sorvete lento de banana no Rochinha, volto à casa cansada pela avenida da praia e&#8230; apenas uma hora e meia se passou.</p>
<p>O que houve com o tempo paulistano? Não quero nem saber.</p>
<p>Outra de minhas preocupações é estética, por assim dizer. Estava morrendo de medo de largar saltos altos e anéis gigantes e batom e a dignidade indumentária, mas me pego zanzando pelas ruas de bermuda e chinelos. Pra não ficar totalmente no à-vontade que enfeia, reforcei o estoque de vestidos leves, largos, longos, moles e finos que voam com o vento sem fim desta terra. Os cabelos? Quem os tem ondulados, como eu, que esqueça os pudores e se deixe descabelar/molhar/secar várias vezes ao dia.</p>
<p>A casa está no reino do provisório e assim ficará por um bom tempo, enquanto espero pela construção do meu <em>château. </em>Imóvel alugado em cidade praiana já vem mobiliada e é algo entre ofensiva e confortável a sua decoração de beliches e restos descombinados de outros lares e outras gentes. Uma mão de tinta nas paredes, um empilhamento básico de móveis na indefectível edícula e mais ou menos passa a ser a &#8220;minha&#8221; casa, com meus sofás ainda tão urbanos&#8230;</p>
<p>Ah, sabe o chapelão? Também voa e me faz correr atrás dele daqui pra lá. Dá umas paradinhas na areia pra me enganar e &#8211; vupt! &#8211; lá se vai de novo. Será que se eu amarrar com uma fita ficarei muito parecida com uma camponesa vietnamita?</p>
<p>Hoje voltei para São Paulo, com a gatinha miando sem parar dentro do carro. Voltei para três dias paulistanos, em que nem o trânsito chega a incomodar, porque já tou quase com pé na areia de novo. Iludo-me pensando que a gata irá feliz serra abaixo, mas sei que a miadeira será igualmente pungente. Já eu irei feliz.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/coisas-da-vida/'>coisas da vida</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/873/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/873/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/873/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/873/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/873/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/873/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/873/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/873/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/873/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/873/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/873/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/873/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/873/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/873/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=873&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/02/01/primeiras-impressoes-litoraneas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>23</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/02/pegadasblog2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">PegadasBlog2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Coisa de mulherzinha: o “cocktail ring”</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/01/03/coisa-de-mulherzinha/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/01/03/coisa-de-mulherzinha/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 02:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisa de mulherzinha]]></category>
		<category><![CDATA[acessórios]]></category>
		<category><![CDATA[anel de coquetel]]></category>
		<category><![CDATA[cocktail ring]]></category>
		<category><![CDATA[jóias e bijouterias]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=791</guid>
		<description><![CDATA[Anéis gigantescos são meu vício há muitos anos e não saio de casa nem para ir à padaria se não estiver com um deles na mão esquerda (sei lá o porquê de preferir esse lado). Ano novo, casa nova, cidade nova, start no primeiro dos três livros encomendados. Não deu pra resistir e reforcei minha arca do tesouro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=791&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_870" class="wp-caption alignleft" style="width: 259px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anelmariposaa.jpg"><img class="size-full wp-image-870" title="AnelMariposa" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anelmariposaa.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Anel de coquetel: o primeiro do ano já está na minha mão.</p></div>
<p>Anéis gigantescos são meu vício há muitos anos e não saio de casa nem para ir à padaria se não estiver com um deles na mão esquerda (sei lá o porquê de preferir esse lado).</p>
<p>Ano novo, casa nova, cidade nova, <em>start</em> no primeiro dos três livros encomendados. Não deu pra resistir e reforcei minha arca do tesouro me presenteando com o exemplar aí à esquerda, que tem uma enorme mariposa de 5 x 3,5 cm. Foi comprado na <a href="http://www.etsy.com/shop/FernStreetDesigns">FernStreet Design</a>, que vende bijouterias no estilo <em>steampunk</em> e <em>vintage</em>. Dou o link sossegada (clica no nome da loja) porque o atendimento foi ótimo e chegou direitinho.</p>
<p>O <em>cocktail ring </em>virou moda nos anos 40 e 50, mas li por aí que o nome surgiu durante a Lei Seca nos Estados Unidos, quando as mulheres seguravam seus drinks ilegais com estilo, ostentando uma jóia imensa e valiosa na mão, em festas onde eram servidas bebidas alcoólicas clandestinamente. Teatral, não?</p>
<div id="attachment_846" class="wp-caption alignright" style="width: 208px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anel_c3banico4.jpg"><img class="size-full wp-image-846" title="Anel_Único4" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anel_c3banico4.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Eu prefiro um só....</p></div>
<p><strong>Como usar?</strong></p>
<p>Não há regra rígida. Só não se pode descuidar das unhas, porque o acessório chama a atenção. Esses anéis portentosos e cheios de <em>glamour</em> dão um <em>up</em> na autoestima e em qualquer produção basiquinha. Dispensam outro adereço, ainda mais se forem peças preciosas, muito grandes ou de design que valha a pena valorizar. Mas quem gostar, que use com pulseira &#8211; e, nesse caso, só não dá pra engolir tudo &#8220;combinandinho&#8221;, tipo &#8220;conjuntinho&#8221;.</p>
<p>Dá para usar <strong>vários anéis na mesma mão</strong>, tomando cuidado para que fique um jogo legal em proporção e estilo.</p>
<div id="attachment_830" class="wp-caption alignleft" style="width: 204px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anc3a9is11.jpg"><img class="size-full wp-image-830" title="Anéis1" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anc3a9is11.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">... mas podem ser vários.</p></div>
<p>Repare na foto à esquerda: anéis de diferentes formas, num conjunto equilibrado pela ausência de cor e pelo uso de peças com mesmo tamanho, material e acabamento. Um toque de brilho, leveza e contraste sutil foi dado pela única peça de vidro incolor. Harmonia na diferença é o truque.</p>
<p>Abaixo, modelos bem parecidos com alguns dos que tenho (o incolor e o vermelho são idênticos). Minha coleção inclui dois <em>poison ring</em>, com caixinhas que se abrem para veneno. Ou adoçante em pó, dependendo do humor ou da companhia.</p>
<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anc3a9is.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-804" title="Anéis" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anc3a9is.jpg?w=450&h=112" alt="" width="450" height="112" /></a></p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/coisa-de-mulherzinha/'>coisa de mulherzinha</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/791/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=791&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2011/01/03/coisa-de-mulherzinha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>24</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anelmariposaa.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">AnelMariposa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anel_c3banico4.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Anel_Único4</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anc3a9is11.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Anéis1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2011/01/anc3a9is.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Anéis</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Adiós, sampa. Olá, mar.</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/12/10/adios-sampa-ola-mar/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/12/10/adios-sampa-ola-mar/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Dec 2010 01:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=773</guid>
		<description><![CDATA[Este blog nunca teve personalidade. Ou, talvez, tenha muitas. Defeito de nascença. Começou falando sobre sexo, mas sexo, como foco ou eixo da escrita, logo se mostrou desinteressante, pouco, limitado e limitante. Depois, passei para as críticas de cinema, sempre relacionadas à literatura, um quebra-cabeça muito mais exigente e divertido, mas que demanda um certo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=773&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/12/peixemudandodeaquc3a1rio2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-781" title="peixemudandodeaquário" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/12/peixemudandodeaquc3a1rio2.jpg?w=450" alt=""   /></a>Este blog nunca teve personalidade. Ou, talvez, tenha muitas. Defeito de nascença. Começou falando sobre sexo, mas sexo, como foco ou eixo da escrita, logo se mostrou desinteressante, pouco, limitado e limitante.</p>
<p>Depois, passei para as críticas de cinema, sempre relacionadas à literatura, um quebra-cabeça muito mais exigente e divertido, mas que demanda um certo esforço de pesquisa que nem sempre tenho saco pra fazer.</p>
<p>Muito provavelmente, essa instabilidade do blog se deva às incertezas desses últimos quatro anos, período babélico em que  tive que lidar, tudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora com a reinvenção total da vida profissional (numa idade em que o senso comum consideraria o da colheita dos frutos da estabilidade), um mergulho mais profundo na vida acadêmica, um acidente na vida amorosa (o que considero o de menos, disparado) e, sobretudo, com um jeito diferente de olhar para mim mesma, de ir serenando em meio ao caos. O que não quer dizer que tenha sido fácil.</p>
<p>Agora, deixo São Paulo pra viver no meu paraíso particular junto ao mar. A bem da verdade, nem tão particular assim, já que praticamente estamos, eu, amigos e familiares, montando uma colônia de paulistanos desgarrados na cidade. Resolvi que, vivendo das letras mesmo antes de as escrever (bendito adiantamento da editora!), não tenho a menor necessidade de ficar cercada de congestionamento, barulho incessante e poluição.</p>
<p>É até esquisito o blog permanecer inabalável e &#8220;silencioso&#8221;, enquanto despacho móveis, embalo livros, brigo com os pedreiros que estarão construindo a casa nova e rodo o mundo atrás da porta de entrada dos sonhos (literalmente, porta de madeira mesmo. Meus sonhos estão bem concretos. E cimento. E cal).</p>
<p>Tanta coisa a dizer&#8230; e eu de novo sem saber por onde (re)começar.</p>
<p>Desconfio que este espaço aqui continuará mutante. E, agora, cheio de areia. Da praia, não da obra.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/coisas-da-vida/'>coisas da vida</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/773/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=773&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/12/10/adios-sampa-ola-mar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/12/peixemudandodeaquc3a1rio2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">peixemudandodeaquário</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>“A Origem”: o mergulho no sonho prosaico</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/08/26/inception-o-mergulho-no-sonho-prosaico/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/08/26/inception-o-mergulho-no-sonho-prosaico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 02:55:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>
		<category><![CDATA[Inception]]></category>
		<category><![CDATA[indústria cultural]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=712</guid>
		<description><![CDATA[Em "A Origem", os sonhos são desconfortavelmente semelhantes à realidade das personagens. É o reinado do prosaico.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=712&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception1a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-720" title="inception1a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception1a.jpg?w=450&h=175" alt="" width="450" height="175" /></a></p>
<p>Sonho e poesia são irmãos milenares que ganharam um caçulinha temporão, o cinema. Na virada do século XX, Freud mostrou como certos processos de elaboração dos sonhos criam uma espécie de quebra-cabeça feito de alianças, dissimulações e revela/esconde das imagens, mascarando o seu significado. Esse <em>tour de force</em> das combinações imagéticas é o próprio mecanismo da imaginação em funcionamento. A matéria-prima da criação artística, portanto.</p>
<p>As evidências de parentesco são várias: o jogo de significados faz do sonho uma metáfora, do mesmo modo que faz da poesia e do cinema linguagens metafóricas. O devaneio, aquele “sonhar acordado” em que nos deleitamos com pensamentos errantes vagueando em espaços indefinidos, tem uma linha direta com a ficção e a arte. Durante os sonhos, é como se a mente nos apresentasse um “filme” que nos mantém em estado de suspensão da vigília, como ocorre quando viramos espectadores de cinema ou leitores de poesia ou romance –  há uma espécie de privação temporária do tempo e do espaço, acontecem deslizamentos de significados, abre-se espaço para epifanias, enlevos e enigmas.</p>
<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception4a1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-724" title="inception4a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception4a1.jpg?w=450" alt=""   /></a>Inúmeros livros e trabalhos acadêmicos tratam das relações entre sonho, poesia e cinema e muitos deles abordam os pontos que apenas pincelei ligeiramente acima, o suficiente para justificar meu incômodo com o filme <em>A Origem</em> (“Inception”). Não que <em>A Origem</em> seja um filme ruim, se o tomarmos como entretenimento. É uma bem elaborada espécie de <em>Missão Impossível</em> (des)onírica, cujos pontos fortes são ação vertiginosa, muitos efeitos especiais e montagem intrincada. Em relação a essa última característica, o diretor Christopher Nolan repete o artifício que usou em <em>Amnésia</em> (“Memento”), de 2000, em que a montagem tentava atribuir alguma complexidade ao enredo. Desta vez, acrescentou-se à fórmula o questionamento da realidade (tema muito explorado pelo cinema de uns anos pra cá), para dar um toque filosófico à correria e às explosões.</p>
<p>Exatamente por conta da montagem, a narrativa balança um pouco ao cair num “expliquismo”. As falas das personagens tentam tornar didático um roteiro que coloca sonhos dentro de sonhos dentro de sonhos, cujo fio que os liga é o cumprimento da tarefa atribuída ao grupo de falsificadores de pensamentos chefiada por Don Cobb, personagem de Leonardo Di Caprio. Aliás, muito parecido com aquele que interpretou no recentíssimo <em>Ilha do Medo</em> (&#8220;Shutter Island&#8221;) – se bem que personagens de Leonardo DiCaprio são sempre parecidos por vício de origem.</p>
<p>Voltemos ao incômodo: em <em>A Origem</em>, os sonhos e os sonhos-dentro-dos-sonhos são insipidamente semelhantes à realidade da narrativa. Sonhos de <em>business</em>, de lógica cartesiana, de agenda, de missão a cumprir, em que o prosaísmo impera (claro, o tanto quanto pode ser prosaica uma avalanche de neve). Prosaico no sentido de <em>déjà-vu </em>e também no de ausência de dimensão poética. No mundo onírico do filme, praticamente inexistem os aspectos da representação dos sonhos como habitualmente vemos nas artes, herdados do surrealismo.</p>
<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception5a1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-728" title="inception5a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception5a1.jpg?w=450" alt=""   /></a>É pouco para os sonhos, que amargaram oito séculos de ostracismo. A partir do século XVI, os modernos varreram o onírico para o território do sobrenatural e da ignorância popular, desqualificando sua linguagem como sem sentido, numa época de afirmação da mentalidade científica e racional em contraposição ao que foi entendido como misticismo medieval. Descartes chegou mesmo a considerar o sonho um “erro”. Os freudianos recuperaram o valor da imaginação simbólica como fonte de conhecimento, embora outros trabalhos já apontassem para isso, inclusive nas artes e na literatura. Os escritores românticos, por exemplo, com suas naturezas tempestuosas e narrativas góticas, já indicavam para algo que, posteriormente, viria a ser chamado de inconsciente.</p>
<p>Faltou arrebatamento, faltou surpresa, faltou linguagem simbólica, faltou arte. É o que me deixa perplexa diante da fartura de elogios que filmes como <em>A Origem</em> e <em>Avatar</em> têm arrancado da crítica especializada. São divertidos? Sim. São bem feitinhos? Sim. Mas é matéria de menos para tanto louvor.</p>
<p>____________________________________________</p>
<p><strong>Nota: </strong>É claro que a escolha do “sonho prosaico” não se deu por acaso. Sobre as implicações ideológicas de <em>A Origem</em>, há um excelente texto do Rodrigo Cássio, no blog <em><span style="color:#3366ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://vistoseescritos.opsblog.org/">Vistos e Escritos</a></span></span></em>, intitulado &#8220;A impotência do homem e do mundo&#8221;. Vale a pena ler <a href="http://vistoseescritos.opsblog.org/2010/08/12/a-impotencia-do-homem-e-do-mundo-a-origem-christopher-nolan-2010/comment-page-1/#comment-835"><span style="color:#3366ff;">aqui</span></a>.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cinema/'>cinema</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cultura/'>cultura</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/literatura/'>literatura</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/712/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=712&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/08/26/inception-o-mergulho-no-sonho-prosaico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>41</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception1a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">inception1a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception4a1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">inception4a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/inception5a1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">inception5a</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Dr. Parnassus: pacto com o demônio e elogio à literatura</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/08/09/665/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/08/09/665/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 00:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Parnassus]]></category>
		<category><![CDATA[Fausto]]></category>
		<category><![CDATA[Goethe]]></category>
		<category><![CDATA[Terry Gilliam]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=665</guid>
		<description><![CDATA[O filme "O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus" é uma releitura do mito de Fausto num mundo que mistura surrealismo ao barroco. É muito mais do que o "último filme de Heath Ledger". <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=665&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">“Saciemo-nos no efêmero momento,<br />
No giro rápido do evento!”<br />
<em> Fausto</em>, Goethe</p>
<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus9a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-670" title="Parnassus9a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus9a.jpg?w=450&h=187" alt="" width="450" height="187" /></a></p>
<p>Filmes do Terry Gilliam são uma festa para um crítico que conheça alguma coisa de literatura e arte. Há um sem-número de referências a obras e períodos artísticos, de modo que fica complicado escolher um caminho para o texto. Surrealismo, pacto fáustico, poética, linguagem, barroco renascentista, relações com ocultismo, crítica social, crítica de viés psicanalítico, contraponto ao cinemão de efeitos especiais&#8230; tanta coisa pra se ver e comentar!</p>
<p>É uma pena que <em>O Mundo Imaginário de dr. Parnassus</em> tenha sido pouco visto – e mais: dá para imaginar o que Terry Gilliam e o excelente roteirista Charles McKeown teriam feito com <em><a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/05/16/no-pais-das-maravilhas-domadas/">Alice no País das Maravilhas</a></em>, cuja matéria-prima é a própria literatura do romantismo, e que Tim Burton não logrou fazer.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-671" title="Parnassus2a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus2a.jpg?w=450" alt=""   /></p>
<p>Escolhi dois pontos para comentar: a relação do filme com <em>Fausto</em> de Goethe e o indisfarçável elogio à palavra poética.</p>
<p>Antes, uma resenha: o milenar Dr. Parnassus (Christopher Plummer) lidera uma pequena e miserável trupe de teatro mambembe, que vaga por uma Londres sombria. Para ganhar a imortalidade, fez um pacto com Nick, o diabo (Tom Waits, que praticamente se especializou em personagens estranhos). Entram em cena duas premissas clássicas do pacto fáustico: o prazo e o preço. O pactário, no caso, deve entregar sua filha quando a menina completar 16 anos. Nas vésperas do dia de pagamento do pacto, a trupe salva de um enforcamento o desmemoriado Tony (o falecido Heath Ledger) e Parnassus vê nisso um sinal de ajuda para salvar a filha, ao mesmo tempo em que a narrativa insinua que há algum tipo de ligação entre  o estranho misterioso e o diabo. A interpretação ambígua de Ledger e sua substituição por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell em determinadas cenas contribuem para manter a incerteza (uma solução que salvou a produção após a morte do ator).</p>
<p>Pois bem. O tema do pacto fáustico é recorrente na literatura. Uma das primeiras aparições do mito está no Evangelho de Mateus, quando Satanás diz a Jesus algo como “se me adorares, tudo isso será teu”. Mais recentemente, Fernando Pessoa escreveu seu <em>Fausto</em> e Guimarães Rosa fez do “pauto” de Riobaldo com o demônio um dos fundamentos de <em>Grande Sertão: Veredas</em>. A versão mais famosa é o drama <strong><em>Fausto</em></strong>, de Goethe, escrito em pleno romantismo, entre o final do século XVIII e começo do XIX; e quando se fala em romantismo e <em>ottocento</em>, não tem como não lembrar de industrialização, consumo, ciência e ética do trabalho. Terry Gilliam sabe disso.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-673" title="Parnassus5a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus5a.jpg?w=450" alt=""   /></p>
<p>O Dr. Parnassus do filme é uma releitura do Dr. Fausto. Mais precisamente, <strong>trata-se de uma inversão</strong>. O traje de cavalheiro vitoriano usado pelo diabo Nick nos remete diretamente ao Fausto goethiano, encarnação da modernidade, ávido pelo progresso, pela velocidade, pela produção, pelo devir – a própria negação do que é permanente. Bem longe daqueles tempos de utopia moderna, Gilliam e McKeown criaram o avesso disso: Dr. Parnassus é a representação da perenidade e do arcaico, daquilo que é fundamental, incluindo aí (e principalmente) toda a tradição literária que herdamos da Antiguidade. Não é à toa que “Parnassus” é a versão em língua inglesa para “Parnaso”, nome do monte onde habitariam o deus Apolo e as musas, aquelas que falam pela boca dos poetas. A fonte da poesia, portanto. Vale lembrar ainda que o teatro também era considerado poesia pelos antigos, de modo que o grupo ambulante do milenar doutor é também uma alusão à literatura. Como se não bastasse, no começo do filme, durante o primeiro encontro com o diabo em um templo oriental, no qual monges suspensos em tapetes voadores falam sem parar, Parnassus diz, respondendo qual seria a sua função ali: <strong>“Nós contamos a história eterna. A história que sustenta o universo. A história que sem ser ouvida nada existiria”</strong>. O que me lembra a frase de Fiorin, um renomado linguista brasileiro: “Só existe no mundo o que nossa língua nomeia”.</p>
<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus6a.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-680" title="Parnassus6a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus6a.jpg?w=450" alt=""   /></a>Parnassus não é “bom” (chega mesmo a ser um tanto amoral, alheio e passivo), assim como o diabo não é “mau”. Forçando um pouco a barra, dá para ver também nisso a representação da indiferença da literatura ao que pode ser considerado o bem, o justo e o belo – razão pela qual Platão expulsou os poetas da <em>polis</em>. Mas Parnassus é indiferente também a dinheiro, glória ou poder mundano; o que ele ganha com o pacto é a imortalidade, que segue vivendo da mesma maneira arcaica como sempre viveu. O diabo sugere viagens, curso de idioma, compras&#8230; em vão. Também não é por acaso que <em>O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus</em> seja o filme de Gilliam mais parecido com o injustamente esquecido <em>As Aventuras do Barão de Munchausen</em>, de 1988, cujo enredo conta igualmente com uma companhia teatral itinerante e faz uma bem-humorada crítica ao racionalismo rastaquera da modernidade (a tal razão instrumental da escola de Frankfurt).</p>
<p>Quem entra no espelho do Dr. Parnassus tem acesso a um mundo (mais) onírico, que mistura a mente do velho doutor aos desejos do visitante, o que pode render uma <em>bad trip</em> de vez em quando. Ou uma visão do paraíso. Também aqui há uma alusão à literatura, mais especificamente à epopéia <em>Paraíso Perdido</em>, do poeta neoclássico inglês John Milton, publicada no século XVII, que conta a queda de Lúcifer e a expulsão dos homens do paraíso. No poema, após a sua queda, Lúcifer percebe que, apesar de tudo, sua mente permanecia inalterada, ao mesmo tempo em que detinha o poder transformador, não importando onde estivesse. Para Milton, portanto, paraíso e inferno estão na mente – só na mente – e no filme o diabo interfere nas “viagens” que acontecem ali.</p>
<p>Se o inferno está na mente, isso explica porque Parnassus e Nick não podem viver separadamente, passando o tempo com apostas por almas, eternidade afora. Mas não é o único motivo: se nada existe sem a palavra, nem mesmo o diabo existiria se o guardião da história que sustenta o universo não o tivesse inventado.</p>
<p>_______________________</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Nota</strong></span>: Em seu <a href="http://sombras-eletricas.blogspot.com/2010/05/o-mundo-imaginario-do-dr-parnassus.html">blog</a>, o <strong>André Renato</strong> fez uma belíssima análise do filme relacionando-o à teoria dos sonhos de Jung. Também abordou o surrealismo, típico de Terry Gilliam (e penso até que a estética do diretor seja uma espécie de surrealismo <em>mezzo</em> barroco renascentista). Por fim, falou sobre a caracterização de Tony, personagem de Heath Ledger, como um <em>trickster</em>, um tipo de ser mitológico “malandro”, tal como Loki, saci, exu ou bufões medievais. Vale a pena ler <a href="http://sombras-eletricas.blogspot.com/2010/05/o-mundo-imaginario-do-dr-parnassus.html"><strong><span style="color:#0000ff;">aqui</span></strong></a>.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cinema/'>cinema</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cultura/'>cultura</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/literatura/'>literatura</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/665/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/665/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/665/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=665&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/08/09/665/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus9a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Parnassus9a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus2a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Parnassus2a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus5a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Parnassus5a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/08/parnassus6a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Parnassus6a</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Em “Mary e Max”, os monstros somos nós</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/07/20/644/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/07/20/644/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 01:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[grotesco]]></category>
		<category><![CDATA[stop motion]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=644</guid>
		<description><![CDATA[Na animação "Mary e Max", o humor agridoce e a “monstrificação” do que é normal tratam do refinamento da exclusão social.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=644&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/marymax1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-648" title="MaryMax1" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/marymax1.jpg?w=450" alt=""   /></a>Vou lá no blog <a href="http://quadradodosloucos.blogspot.com/2010/05/critica-mary-e-max-adam-elliot-2009.html">Quadrado dos Loucos</a> e volto sempre ruminando umas ideias. Li a crítica a <em>Mary e Max</em>, longa-metragem australiano em <em>stop-motion</em> de massinha, escrito e dirigido por Adam Elliot.</p>
<p>Em seu texto, o Bruno Cava bateu na tecla do <strong>estilo grotesco</strong> usado na animação. De fato, é a sua mais evidente característica e o grande charme visual do filme. Como diz o Bruno, “tudo em <em>Mary e Max</em> é grotesco. As feições, os trejeitos, os animais de estimação, os cenários, a fotografia: do marrom-barrento das cenas na Austrália (Melbourne?) ao preto-e-branco sujo de Manhattan”.</p>
<p>É precisamente sobre o grotesco que me estendo um pouco mais aqui, porque a escolha do estilo não é fortuita. Pelo contrário, tem tudo a ver com o filme.</p>
<p>O grotesco é tudo o que na arte aparece como ridículo, deformado, assustador, escatológico, abjeto, animalesco, inumano ou monstruoso. Pode estar em coisas tão distintas quanto gárgulas no alto de torres, paredes de igrejas medievais repletas de esqueletos, quadros de Goya retratando sabá das bruxas, poemas de Baudelaire, vampiros, monstros e fantasmas de romances e filmes de terror, fotografias de matéria putrefata e vômito de Cindy Sherman e até mesmo na mulher arroto do Pânico na TV e crimes sangrentos nos telejornais, se incluirmos a indústria cultural. Simplificando, a ideia do grotesco é situar o mal no outro, naquilo que é diferente.</p>
<p>A animação de massinha e o <em>stop-motion</em> foram uma opção perfeita neste filme: têm um jeitão inacabado, disforme e descontínuo, adjetivos que podem ser igualmente aplicados ao grotesco. Também foram ótimas escolhas as cores branco sujo, cinzas e marrons, perfeitas para esse universo tão &#8220;terroso&#8221;.</p>
<p>Há uma esquisitice geral, da aparência das pessoas e animais à bizarrice do comportamento, não só da dupla central de excluídos, a menina feiosa Mary e o quarentão problemático e obeso Max, mas também dos “normais”. Como todo produto vinculado à estética grotesca, o filme é ambíguo: incomoda pela sensação de estranheza, ao mesmo tempo em que é incomodamente familiar.</p>
<p>O humor do filme não serve de alívio pelo riso, ao contrário de <em>Shrek</em>, por exemplo, em que as escatologias são suavizadas por serem paródias da vida “normal” transformadas em “coisa de ogro”. O diferente é mais diferente do que nunca em <em>Shrek</em>. O cômico em <em>Mary e Max</em> é feito de ironias, sarcasmo e compassiva identificação, de modo que o enredo consegue abordar com delicadeza e graça temas incomuns em animações, como doenças mentais, alcoolismo, solidão, religião, homossexualidade, <em>bullying</em>, cleptomania, compulsão por comida e outros.<a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/marymax2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-649" title="MaryMax2" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/marymax2.jpg?w=450" alt=""   /></a></p>
<p>Esse tratamento agridoce às esquisitices está aliado à “monstrificação” daquilo que é normal, na contramão do que frequentemente comete-se na modernidade, em que a regra é tratar as diferenças cultural, racial, ideológica, sexual etc. como aberrações – os exemplos disso são a perseguição aos judeus pelo nazismo, o <em>apartheid</em>, o epíteto de “comedores de criancinha” dado aos comunistas ou a demonização dos islamitas.</p>
<p>Em <em>Mary e Max</em>, o normal não existe. Ainda assim, há os “mais anormais”, como os protagonistas: uma menina que não é bela e um homem que não é produtivo, dois pecados capitais no mundo contemporâneo. Dessa forma, o filme desnuda uma exclusão mais “refinada” e menos palpável, em que ser branco, classe média e ocidental não são (e talvez nunca tenham sido) garantias de entrada no paraíso da normalidade.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cinema/'>cinema</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cultura/'>cultura</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/literatura/'>literatura</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/644/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/644/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/644/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/644/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/644/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/644/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/644/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/644/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/644/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/644/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/644/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/644/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/644/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/644/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=644&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/07/20/644/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>22</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/marymax1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">MaryMax1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/marymax2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">MaryMax2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Polêmica religiosa como estratégia de marketing. Isso ainda funciona?</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/07/09/revista-playboy-e-fabrica-de-lingerie-tropecam-na-igreja-catolica/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/07/09/revista-playboy-e-fabrica-de-lingerie-tropecam-na-igreja-catolica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 03:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=595</guid>
		<description><![CDATA[Revista Playboy portuguesa fecha as portas e fábrica de lingerie suspende campanha publicitária depois de polêmicas envolvendo a Igreja Católica.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=595&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/playboysaramago.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-596" title="PlayboySaramago" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/playboysaramago.jpg?w=450" alt=""   /></a>Antes de mais nada, convém dizer que não sou católica, nem cristã; sequer sou adepta qualquer tipo de crença religiosa ou deísta.</p>
<p>Mas quero comentar uma &#8220;polêmica&#8221; que andou na mídia por esses dias: a Igreja Católica acabou envolvida com um anúncio publicitário de <em>lingerie</em>, com a revista Playboy e com o mau gosto, tudo ao mesmo tempo.</p>
<p>No caso da revista, trata-se da versão portuguesa da Playboy, que está saindo de circulação por conta de capa e ensaio fotográfico que &#8220;homenageavam&#8221; o escritor Saramago. Nas fotos, um modelo representando Jesus Cristo junto a belas mulheres nuas. O pessoal da revista teria pretendido fazer uma releitura <em>soft</em> pornô da obra &#8220;O  Evangelho Segundo Jesus Cristo&#8221;, do falecido autor português. Ao menos, essa é a argumentação destinada ao público. Evidentemente, a ideia que não se diz era a de inventar uma polêmica marqueteira travestida de <a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/28/o-sexo-e-a-fantasia-de-transgressor/">transgressão sexual</a>. Simplório.</p>
<p>O castigo veio a galope e teve a ver com a hierarquia corporativa &#8211; tal como  na igreja, hierarquia é tudo nas empresas. Deu na mídia: &#8220;A Playboy Enterprises, que controla os direitos da marca no mundo todo, anunciou em comunicado enviado à imprensa hoje, que a filial portuguesa vai perder sua licença e terá que fechar as portas&#8221;. A revista Playboy, com todos os defeitos que se possa apontar em relação ao seu&#8230; ahn&#8230; jornalismo, tem um padrão que segue com entediante constância, de apreço ao bom-gostismo e que não costuma envolver polêmicas religiosas.</p>
<p>Já o <em>imbroglio</em> com a fábrica de <em>lingerie</em> é de outra cepa. O anúncio coloca uma mulher de calcinha e <em>soutien</em> em plena praça de São Pedro, no Vaticano, mostrando um crucifixo, à moda espanta-vampiro, a um homem de costas, vestido para lembrar um padre. No alto, a cereja deste bolo de mau gosto: a frase &#8220;Pedofilia, não&#8221;. Tosco na estratégia. Vulgar na realização. Uma apelação hipócrita que mistura apelo a sexo com bom mocismo de ocasião e um toque do vampirismo <em>light</em> que anda na moda.</p>
<p>A fábrica de <em>lingerie</em> soltou um comunicado repisando a velha ladainha de que &#8220;não teve intenção de ofender a Igreja Católica&#8221; e que a Itália (eles evitaram dizer &#8220;Vaticano&#8221;) teria sido escolhida &#8220;devido à beleza das locações&#8221;. Balela. O anúncio é claramente ofensivo &#8211; e não precisa ser um fiel de crença alguma para reparar. Há intenção nisso: tal como no exemplo da Playboy, o intuito era gerar polêmica, devidamente alimentada por <em>press releases</em> enviados aos jornalistas.</p>
<p>Os donos da marca e o povo da agência dizem agora que estão suspendendo a veiculação do anúncio. Pode até parecer que estão tentando remediar ou atender a um clamor da opinião pública (que não houve). Mas não se trata disso: a campanha pode sair do ar porque a visibilidade da marca foi mais do que garantida, tanto no lançamento dos anúncios, quanto durante a &#8220;polêmica&#8221; e também agora, na suposta retratação. Falem mal, mas falem de mim. Aliás, quem não se lembra do slogan da marca? &#8220;Você não sabe do que uma D&#8230; é capaz&#8221;. Por lucro? Sim, sabemos.</p>
<p>Vergonha alheia de publicitários e jornalistas&#8230; E aposto que haverá quem veja &#8220;<a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/28/o-sexo-e-a-fantasia-de-transgressor/">repressão ao sexo</a>&#8221; no desfecho desses casos de puro marketing. É a grana que conta, meus caros.</p>
<p>Fontes:<br />
<a href="http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/duloren-divulga-comunicado-anuncio-pedofilia-577335.html"><em>Exame</em></a><br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/763967-playboy-portuguesa-sera-fechada-apos-publicar-ensaio-porno-com-jesus.shtml"><em>Folha Uol</em><strong> </strong></a><strong><br />
<a href="http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Duloren_prepara_campanha_ousada"><em> </em></a></strong><a href="http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Duloren_prepara_campanha_ousada"><em>Meio&amp;Mensagem</em></a></p>
<div id="attachment_597" class="wp-caption aligncenter" style="width: 424px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/duloren.jpg"><img class="size-full wp-image-597" title="Duloren" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/duloren.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Anúncio da fábrica de lingerie: mau gosto e má fé</p></div>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/midia/'>mídia</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/negocios/'>negócios</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/595/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/595/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/595/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=595&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/07/09/revista-playboy-e-fabrica-de-lingerie-tropecam-na-igreja-catolica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>21</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/playboysaramago.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">PlayboySaramago</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/07/duloren.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Duloren</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>No país das maravilhas domadas</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/05/16/no-pais-das-maravilhas-domadas/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/05/16/no-pais-das-maravilhas-domadas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 May 2010 01:29:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Alice]]></category>
		<category><![CDATA[anfiguri]]></category>
		<category><![CDATA[Chapeleiro Louco]]></category>
		<category><![CDATA[gótico]]></category>
		<category><![CDATA[grotesco]]></category>
		<category><![CDATA[Lewis Carroll]]></category>
		<category><![CDATA[nonsense]]></category>
		<category><![CDATA[romantismo]]></category>
		<category><![CDATA[tim burton]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=527</guid>
		<description><![CDATA[Filme de Tim Burton aposta no clichê do bem contra o mal, dilui personagens e abandona o nonsense de Lewis Carroll.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=527&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/aliceinwonderland1a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-535" title="AliceInWonderland1a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/aliceinwonderland1a.jpg?w=450&h=210" alt="" width="450" height="210" /></a><em><span style="color:#000000;">&#8220;E onde está a Alice original? Não está. &#8216;Eu não queria ser a Alice errada&#8217;, desculpa-se a personagem principal, ré confessa&#8221;</span></em><span style="color:#000000;">. </span></p>
<p><span style="color:#000000;">Pincei essa pérola acima da crítica do <strong><span style="color:#3366ff;"><a href="http://quadradodosloucos.blogspot.com/2010/04/critica-alice-no-pais-das-maravilhas.html">Bruno Cava</a></span></strong></span><span style="color:#000000;"> ao filme </span><em><span style="color:#000000;">Alice no País das Maravilhas</span></em><span style="color:#000000;">, de Tim Burton. Aí está uma boa síntese de um trabalho que tem muito mais de Disney do que de Lewis Carroll.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O Bruno discorreu acertadamente sobre o descompasso entre efeitos visuais e a proposta do filme, as obviedades e clichês do roteiro, o gosto de plástico do resultado e a sensaboria das interpretações. Concordo com tudinho, mas serei um pouco menos má, admitindo que dá pra tomar o filme como passatempo, se a gente não perder de vista que se trata de uma aventura típica de </span><em><span style="color:#000000;">blockbuster</span></em><span style="color:#000000;"> com mocinhos e malfeitores. Ou seja, tudo que a obra de Lewis Carroll </span><strong><span style="color:#000000;">não é</span></strong><span style="color:#000000;">. E quando se trata de Tim Burton pegando como matéria-prima um clássico da literatura fantástica e do nonsense, espera-se mais do que isso.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Publicado em 1865, </span><em><strong><span style="color:#000000;">Alice no País das Maravilhas</span></strong><span style="font-style:normal;"><span style="color:#000000;"> foi mergulhado e enxaguado nas águas do Romantismo, movimento que surgiu lá pela metade do século XVIII tanto como reação ao classicismo, quanto à ética do trabalho, ao racionalismo e aos valores burgueses.<br />
</span></span></em></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="color:#000000;"> </span></span></p>
<div id="attachment_548" class="wp-caption alignright" style="width: 198px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/john-tenniel6a.jpg"><img class="size-full wp-image-548" title="john tenniel6a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/john-tenniel6a.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Alice e a Rainha Vermelha, ilustração de John Tenniel para &quot;Alice através do Espelho&quot; (1872)</p></div>
<p>Uma das vertentes do Romantismo lançou mão do terror, do sobrenatural e do monstruoso para se contrapor a uma sociedade baseada na normalidade e na razão. Parte desta produção desembocou no romance gótico, muito em voga na época de Lewis Carroll<span style="font-style:normal;"><span style="color:#000000;">. Sente só o espírito da coisa na listinha de obras inglesas que segue: </span><em><span style="color:#000000;">O Castelo de Otranto</span></em><span style="color:#000000;"> (1764), de Horace Walpole, </span><em><span style="color:#000000;">Frankenstein</span></em><span style="color:#000000;"> (1820), de Mary Shelley, </span><em><span style="color:#000000;">O Morro dos Ventos Uivantes</span></em><span style="color:#000000;"> (1847), de Emily Brontë, </span><em><span style="color:#000000;">Carmilla</span></em><span style="color:#000000;"> (1872), de Sheridan le Fanu, </span><em><span style="color:#000000;">O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde</span></em><span style="color:#000000;"> (1886), de Robert Louis Stevenson, </span><em><span style="color:#000000;">O Retrato de Dorian Gray</span></em><span style="color:#000000;"> (1891), de Oscar Wilde, </span><em><span style="color:#000000;">A Ilha do Dr. Moreau</span></em><span style="color:#000000;"> (1896), de H. G. Wells, </span><em><span style="color:#000000;">Drácula</span></em><span style="color:#000000;"> (1897), de Bram Stoker. A lista é muito maior (apontei apenas alguns dos mais conhecidos) e inclui ainda os contos e novelas do norte-americano Edgar Allan Poe, publicados postumamente na Europa de 1852 a 1865, graças a Baudelaire.</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="color:#000000;">Outro modo de bater de frente no racionalismo foi o nonsense, uma vertente muito explorada pelo Romantismo até mesmo no Brasil. Bernardo Guimarães &#8211; sim, aquele mesmo da cândida Escrava Isaura -, foi mestre na poesia pantagruélica, grotesca e obscena. Esse gênero, chamado de bestialógico ou poesia do </span><em><span style="color:#000000;">anfiguri</span></em><span style="color:#000000;">, apostava em jogo de palavras, livre associação de idéias e no absurdo. Cito aqui a pesquisadora brasileira Myriam Ávila, explicando que o nonsense “reside em algo que deixa o leitor suspenso entre o riso e a perplexidade, entre a estranheza e a identificação, como se aquilo ao mesmo tempo lhe dissesse respeito e não dissesse respeito a coisa alguma”.</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="color:#000000;">Um doce pra quem adivinhar quem bebeu dessas fontes! Ele mesmo, Lewis Carroll. Infelizmente, diante de tanto bom mocismo, atos de heroísmo, luta do bem contra o mal, vilão de preto e rainha bondosa de branco, o pouco que restou no filme do nonsense do livro <em>Alice no País das Maravilhas</em> foi o poema &#8220;Jabberwocky&#8221;, recitado pelo Chapeleiro de Johnny Depp (que, aliás, estava a cara do Gato de Botas de Shreck se fazendo de meigo):</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><em><span style="color:#000000;"> </span></em></span></p>
<div id="attachment_549" class="wp-caption alignleft" style="width: 188px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/john-tenniel3a.jpg"><img class="size-full wp-image-549" title="john tenniel3a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/john-tenniel3a.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Desenho de John Tenniel para “Alice no País das Maravilhas” (1865)</p></div>
<p><em>&#8220;Era briluz. As lesmolisas touvas<br />
Roldavam e relviam nos gramilvos.<br />
Estavam mimsicais as pintalouvas,<br />
E os momirratos davam grilvos. (&#8230;)&#8221;<br />
<span style="font-style:normal;"> </span></em><span style="color:#000000;"><br />
(na célebre tradução de Augusto de Campos).</span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="color:#000000;">Lancei mão das referências literárias da época para deixar mais evidente a distorção do clássico de Lewis Carroll que surge nas telas. Não se trata, evidentemente, de exigir fidelidade total na adaptação de uma obra literária para o cinema, mas não dá aplaudir uma traição, como no caso desta versão de Tim Burton. Ainda mais coroada com a grande heresia final de transformar Alice numa aprendiz de capitalista. Os autores românticos todos se reviraram na tumba.</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="color:#ffffff;">***</span></strong></span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="color:#ffffff;">***</span></strong></span></span><br />
<strong><span style="color:#000000;">Nota:</span></strong><span style="color:#008080;"><strong><span style="color:#000000;"> No site da Ciência Hoje, há uma crítica muito boa da historiadora<span style="color:#3366ff;"> </span></span><span style="color:#3366ff;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/e-se-alice-resolvesse-ficar/"><span style="color:#3366ff;">Keila Grinberg</span></a></span></span><span style="color:#000000;">, que também faz objeções ao filme do ponto de vista histórico: &#8220;a Alice de Burton é a própria imagem do progresso no século 19&#8243;, diz ela.</span></strong></span></p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cinema/'>cinema</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cultura/'>cultura</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/literatura/'>literatura</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/527/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=527&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/05/16/no-pais-das-maravilhas-domadas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/aliceinwonderland1a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">AliceInWonderland1a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/john-tenniel6a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">john tenniel6a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/john-tenniel3a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">john tenniel3a</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ervas Daninhas, o filme</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/05/12/ervas-daninhas/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/05/12/ervas-daninhas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 May 2010 22:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ervas Daninhas]]></category>
		<category><![CDATA[Les Herbes Folles]]></category>
		<category><![CDATA[Resnais]]></category>
		<category><![CDATA[transgressão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=483</guid>
		<description><![CDATA[O filme "Ervas Daninhas", de Alain Resnais, mostra o que pode haver de indomável na vida prosaica burguesa e, ao mesmo tempo, revela a impossibilidade da transgressão.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=483&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/les-herbes-follesa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-487" title="les-herbes-follesA" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/les-herbes-follesa.jpg?w=450" alt=""   /></a>Sei lá por que cargas d&#8217;água, a conversa nos comentários da<em> </em>postagem<em> </em><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/28/o-sexo-e-a-fantasia-de-transgressor/"> &#8220;O sexo e a fantasia de transgressor&#8221;</a></span> acabou em cinema e eu, perplexa momentaneamente logo após assistir ao filme &#8220;Les Herbes Folles&#8221; (Ervas Daninhas), do Alain Resnais, não fazia a menor idéia do que dizer sobre ele. Aliás, sabia, sim: odiei e fiquei resmungando sobre as chatices do cinema deliberadamente produzido para ser <em>cult</em>.</p>
<p>Mas era tudo bobagem. &#8220;Não gostei&#8221; é a primeira coisa que me vem à cabeça e chega à ponta da língua toda vez que me deparo com algo que me inquieta. No fim das contas, ter assistido a &#8220;Les Herbes Folles&#8221; e sentir o desagrado está diretamente ligado ao post anterior, em que falo da impossibilidade de se achar algum fiapo de transgressão no sexo, no amor ou em outra esfera da subjetividade nos dias que correm.</p>
<p>Afinal de contas, em que fenda ainda se dá a transgressão? Esta pergunta não me abandona desde que escrevi o <em>post</em> anterior.</p>
<p>Em relação a “Les Herbes Folles”, concordo com o Bruno Cava, do <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://quadradodosloucos.blogspot.com/">Quadrado dos Loucos</a></span>, quando diz que o filme revela “a estupefação do homem diante do tempo que resta”. Mas quero ir além: estupefação também diante da impossibilidade de transgredir.</p>
<p>Enredo: uma mulher cinquentona, dentista e que tem como <em>hobby</em> pilotar aviões, tem sua bolsa roubada. Um homem aposentado, já na terceira idade, encontra a carteira da mulher jogada no estacionamento de um <em>shopping center</em> e desenvolve uma obsessão pela proprietária, que se agrava a partir do momento em que ela se recusa a encontrá-lo. Lá pelas tantas, ele desiste de assediá-la e a situação se inverte: ela o procura e passa a seguí-lo pelas ruas. Basicamente, é isso, apresentado de maneira fragmentada, multicolorida, <em>fake</em>, entrecortada por memórias e referências ao cinema e oscilando entre drama e comédia sutil.</p>
<p>Brinquei nos comentários que eu estava quase fazendo cara de intelectual e falando sobre a associação da braguilha aberta com as ervas daninhas que brotam das fendas. Nem era tão brincadeira assim.</p>
<p>O filme se faz a partir do que há de incontrolável ou indomável na vida prosaica burguesa dos protagonistas, seja a imensa cabeleira vermelha dela ou o ar por vezes assustador dele. Não é à toa que ambos tenham a idade que têm, ele na terceira idade e ela, quase lá. O desconforto começa daí, do desajuste entre o comportamento dos dois protagonistas e o que se esperaria de pessoas daquela faixa etária e estrato social.</p>
<p>Ambos fazem uma aposta no que lhes resta de desejo e de “indomesticável” (que se mostra nas memórias que insistentemente aparecem). Vale o mesmo para a mulher dele, que vê com indisfarçável interesse a obsessão do marido e a aproximação da outra. E o que resta, no fim das contas, é pouco: a saudade da paixão por uma pessoa ou por qualquer coisa (paixão entendida aqui numa acepção mais ampla, de excesso, de desmedida). Essa aposta os leva a uma fugidinha da rotina no aeroclube e ao fim desastroso da aventura, não por conta de qualquer ousadia que poderia haver nisso, mas pelo constrangimento que a quebra da norma e do decoro provocou. Não lhes resta, portanto, nem mesmo um fim trágico, porque o filme recusa todas as convenções do gênero tragédia; até no final.</p>
<p>Esse (des)encontro dos dois me remete à comédia ou à poesia iâmbica da literatura clássica grega, em que o desejo e o amor nos mais velhos eram sempre motivo do riso e escárnio pelo ridículo ou grotesco da situação. A expressão dele quando se lembra da braguilha aberta lá no avião é tuuuudo!!! É quase como se dissesse: “que pena, não dá”. É o retrato da impossibilidade &#8211; e eu amo as impossibilidades.</p>
<p><strong><span style="color:#3366ff;">Agora, lá vem SPOILER. Não leia se não quiser saber como o filme termina.</span></strong></p>
<p>Por que morrem? Porque morrem. Porque a chegada da morte é arbitrária e não espera por final feliz, redenção, reviravolta, arrependimento, retorno, acerto de contas ou até mesmo uma apreensão do significado de qualquer coisa. O fim está sempre “fora do lugar”, tanto quanto o letreiro &#8220;<em>fin</em>&#8221; que aparece deslocado, antes do término do filme.</p>
<p><strong><em><span style="color:#3366ff;">Nota de 16/05: Vale a pena ler o texto do Bruno Cava em seu brilhante blog, </span></em></strong><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://quadradodosloucos.blogspot.com/2010/05/ainda-ervas-daninhas-alain-resnais-2009.html"><strong><em><span style="color:#3366ff;">O Quadrado dos Loucos</span></em></strong></a></span><strong><em><span style="color:#3366ff;">. A discussão que rolou por aqui sobre o filme (inclusive nos comentários, em que a coisa foi caudalosa e boa) continua por lá. As ervas daninhas estão se espalhando pra todo lado! </span></em><span style="color:#3366ff;">: )</span></strong></p>
<p><em><strong>Les Herbes Folles (2009)<br />
<span style="font-weight:normal;"> Direção: Alain Resnais<br />
Com Sabine Azéma, André Dussolier, Mathieu Amalric, Emmanuelle Devos, Sara Forestier, Anne Consigny, Nicolas Duvauchelle, Edouard Baer e Vladimir Consigny</span></strong></em></p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/cinema/'>cinema</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/literatura/'>literatura</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/483/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=483&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/05/12/ervas-daninhas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/05/les-herbes-follesa.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">les-herbes-follesA</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O sexo e a fantasia de transgressor</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/28/o-sexo-e-a-fantasia-de-transgressor/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/28/o-sexo-e-a-fantasia-de-transgressor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 22:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[indústria pornográfica]]></category>
		<category><![CDATA[perversão]]></category>
		<category><![CDATA[repressão]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[transgressão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=414</guid>
		<description><![CDATA[Fantasia de transgressor depende de repressão de mentirinha
Há repressão sexual? Basta olhar a TV e a internet para ver que não. Então por que tanta gente tem a necessidade de anunciar ao mundo seu status sexual e posar de transgressor?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=414&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/bailarina32.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-422" title="Bailarina3" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/bailarina32.jpg?w=450" alt=""   /></a><span style="color:#000000;">Não é o caso aqui de condenar ou aplaudir o que cada um faz na cama – ou no chão, na </span><em><span style="color:#000000;">dark room</span></em><span style="color:#000000;">, em cima da mesa do escritório, na cadeira erótica, encostado na parede do beco.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O que me cutuca a curiosidade é entender por que tanta gente tem a necessidade imperiosa de anunciar ao mundo seu</span><em><span style="color:#000000;"> status</span></em><span style="color:#000000;"> sexual. </span><span style="color:#000000;">Em outras palavras, queria saber por que </span><span style="color:#000000;">a vida sexual se confundiu com a própria identidade – aquela coisa de mostrar o RG, bater no peito e gritar “eu sou bissexual, piranha, insaciável e/ou pervertido e já tou de pau duro e molhadinha”.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Também não interessa saber se alguém é ou tem algo contra bissexuais, piranhas, insaciáveis ou pervertidos. A questão é o discurso, o que se diz, ou melhor, se grita aos quatro ventos. </span><strong><span style="color:#000000;">Vai ver, essas declarações orgulhosas de condição sexual talvez sejam uma tentativa de atribuir à sexualidade um ar de rebeldia perdida, à falta de outra inquietação</span></strong><span style="color:#000000;"> (sabe como é: existência prosaica, apê suburbano, busão sempre cheio, trabalho que tá mais pra biscate, vida cultural inexistente e social pífia&#8230;). Mas o fato é que sexo como sinônimo de transgressão fazia sentido no século XVII, nos tempos de Sade, em que os iluministas estavam apostando todas as fichas na racionalidade e afrontando a religião. De lá pra cá, a razão perdeu parte de seu charme e virou instituição.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Apenas como exemplo, vou citar vários fatos relacionados a sexo, que são de conhecimento público e aceitos, ou ao menos tolerados, mesmo com nariz torcido: tem mãe que se faz filmar pelada beijando filho adolescente seminu, patricinha loura milionária que se “vende” ao mundo como devassa, casais unidos pelo laço nem tão mais sagrado do matrimônio colocando anúncio em classificados sexuais, donas de casa aprendendo pompoarismo, matronas posando para fotos eróticas que serão presente de bodas de prata ao marido, casa de </span><em><span style="color:#000000;">swing</span></em><span style="color:#000000;"> virando balada de final de semana da classe média, filme pornô caseiro que se disponibiliza e se baixa aos baldes na internet, uma poderosa indústria de pornografia ao alcance de todos (mais pulverizada hoje e, talvez por isso mesmo, muito maior), </span><em><span style="color:#000000;">sex shops</span></em><span style="color:#000000;"> de todos os padrões e em todos os lugares e um sem número de </span><em><span style="color:#000000;">sites</span></em><span style="color:#000000;">, revistas, livros e vídeos discutindo, mostrando e ensinando a fazer todo tipo de sexo. Alguém ficou surpreso com algo? Se ficou, veio de Marte.</span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;">Essa simples listinha detona de uma só vez dois mitos: o de que existe repressão sexual e o de que sexo é transgressor. Não tem nem cheiro de rebeldia no sexo. Na melhor das hipóteses,  há uma tentativa de vestir o uniforme do transgressor de plantão e valorizar a pose apelando para a retórica esgarçada do discursinho da repressão sexual, da qual não aparece nem sombra.</span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;">E por que se fala compulsivamente sobre sexo? Há palpites. Um deles é que o discurso sobre sexo saiu das detalhadíssimas e purificadoras confissões de pecados do cristianismo; passou pela trangressão dos libertinos no começo da era moderna, quando foi usado como meio de reafirmar a razão, acima de Deus e de qualquer moral. A seguir, fez baldeação na ciência (incluindo aqui a psicanálise), quando ganhou nome científico, o de “sexualidade”, foi catalogado em minuciosas descrições de patologias e viu o corpo “picotado” em partes analisáveis e acometidas por males. Vale aqui o registro: as descrições com apego aos detalhes, a obsessão por imagens de partes do corpo, o caráter asséptico e o pique de ordem unida ou ginástica olímpica das narrativas pornográficas deve muito a esse estágio científico.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Finalmente, o sexo chegou ao seu oposto: a confissão, que era obrigatória, virou uma necessidade e se espalhou por todos os lados, acompanhada da exposição do corpo e da intimidade. Junte-se a isso o fato de que o sexo é também (talvez em grande medida) </span><em><span style="color:#000000;">b</span></em><em><span style="color:#000000;">usiness </span></em><span style="color:#000000;">e temos uma marca tão poderosa que “pula” no carrinho de compras sem que a gente nem perceba. A ironia é que a privacidade, conquista tão cara à era moderna, está ruindo.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">E sexo deixa de ser bom por causa disso? Foi e continua sendo ótimo, fantástico, assim como foi e continua sendo feito há milênios, de modo que ninguém consegue inventar algo novo na mecânica da coisa. O que me parece igualmente bom, porém, é entender que se discurso sobre sexo aparece explicitamente e aos borbotões, se há uma estética, um gênero ou um comportamento coletivo, é porque houve institucionalização. É sempre oportuno entender como se constróem nossas “certezas”, em vez de continuar pagando mico ao posar de transgressor.</span></p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/414/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=414&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/28/o-sexo-e-a-fantasia-de-transgressor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>27</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/bailarina32.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Bailarina3</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Snap da lei nas “pulseiras do sexo”</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/21/snap-ou-a-arte-de-se-meter-na-fantasia-alheia/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/21/snap-ou-a-arte-de-se-meter-na-fantasia-alheia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 22:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[pulseiras do sexo]]></category>
		<category><![CDATA[sexo casual]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[snap]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=377</guid>
		<description><![CDATA[O joguinho das tais “pulseiras do sexo” continua rendendo. Recentemente, alguns casos de estupro e violência contra meninas, que supostamente teriam relação com o uso das pulseirinhas, levaram legisladores e autoridades a banirem o adereço das escolas em diversas cidades, inclusive no Rio de Janeiro. Em Londrina, uma nova lei municipal proibiu até mesmo a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=377&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo8a1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-388" title="PulseirasSexo8a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo8a1.jpg?w=450" alt=""   /></a><span style="color:#000000;">O joguinho das tais “pulseiras do sexo” continua rendendo. Recentemente, alguns casos de estupro e violência contra meninas, que supostamente teriam relação com o uso das pulseirinhas, levaram legisladores e autoridades a banirem o adereço das escolas em diversas cidades, inclusive no Rio de Janeiro. Em Londrina, uma nova lei municipal proibiu até mesmo a venda. Na cidade de São Paulo, foi protocolado na Câmara dos Vereadores um projeto de lei que proíbe não só o uso nas escolas municipais e particulares, como a comercialização do acessório. Também está tramitando na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo algo nesse sentido.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Não é de hoje que se atribui a um objeto do cotidiano o </span><em><span style="color:#000000;">status</span></em><span style="color:#000000;"> de “cupom sexual”. Há trinta anos, nos Estados Unidos e Canadá, a aba com anel que se puxa para abrir latas de refrigerante virou “passaporte” para que os meninos tentassem obter das meninas beijo ou algum tipo de sexo. A mesma coisa valia para rótulos de cerveja retirados intactos das garrafas.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Nos anos 70, os gays de San Francisco usavam lenços nos bolsos traseiros das calças para sinalizar algum tipo de interesse sexual, cujo significado dependia da cor do lenço e de qual lado (bolso esquerdo ou direito) ele fosse colocado. Na mesma linha, foi mania entre adolescentes brasileiros jogos do tipo “beijo, abraço e aperto de mão”, que incluiam modalidades menos pudicas, ou “salada mista”, em que a moeda eram frutas.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Portanto, as pulseirinhas coloridas de silicone já não seriam novidade nesse ponto – e muito menos o são como modismo. Elas estão por aí desde os anos 80, quando foram lançadas por Madonna; voltaram a aparecer nos 90; ressurgiram nos 2000. Em algum ponto da última década, o uso dos adereços virou um jogo sexual de regras simples: quem puxa e arrebenta a pulseirinha de outra pessoa pode cobrar o que a cor da pulseira significa. Todo mundo já deve estar careca de saber, mas coloquei a “cotação” lááááá no fim do texto.</span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;">Proibição ilógica, inócua, hipócrita e inconstitucional</span></strong></p>
<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo4b.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-402" title="PulseirasSexo4b" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo4b.jpg?w=450" alt=""   /></a></p>
<p><span style="color:#000000;">A proibição das pulseiras é bobagem pura, sob qualquer ângulo que se analise o assunto. Em primeiro lugar, tarados, abusadores e canalhas em geral não precisam de desculpas para agir. Eles simplesmente atacam suas vítimas e pronto. O argumento de que pulseirinhas coloridas provocam agressões é rigorosamente o mesmo que culpar a vítima pelo crime. É tão idiota quanto atribuir a saias curtas, blusas justas, decotes ou cós baixo das calças a causa de uma violência, sexual ou não. Dependendo de quem olha, qualquer coisa pode ser insinuação sexual, até mesmo brilho nos lábios, unhas vermelhas, salto alto e – vejam só – uniformes escolares (ou não haveriam fantasias de estudante à venda nos </span><em><span style="color:#000000;">sex shops</span></em><span style="color:#000000;">).</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Ainda que se argumente que as pulseiras insinuem a possibilidade de sexo, agressão continua sendo agressão. Acenar com disponibilidade sexual não autoriza qualquer um a se sentir o dono do pedaço; não tira da portadora da pulseira o direito de recusar ou escolher parceiros. O significado dessas brincadeiras é inventar possibilidades, fantasiar, “colorir” o cotidiano com o desejo, com meninas brincando de seduzir e meninos sonhando com um “sim”.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Há psicólogas falando à imprensa que os usuários das pulseiras não respeitariam a própria sexualidade ou o próprio corpo. Besteira. </span><strong><span style="color:#000000;">O desrespeito vem de quem se atreve a exigir ou a forçar a satisfação do próprio desejo passando por cima do consentimento ou dos limites do outro.</span></strong><span style="color:#000000;"> Também desrespeita quem proíbe o uso sem se preocupar em discutir com a garotada não só a questão da pulseirinha, como também a da sexualidade.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Aqui e ali, surgiram lamentações do tipo &#8220;é o fim da inocência&#8221;, argumento que em geral apela para a banalização do sexo e a erotização precoce. Trata-se de uma hipocrisia sem fim numa sociedade em que sexo serve para vender de tudo e em que loiras apresentadoras de programas infantis já apelavam para a sensualidade muito antes do Snap. Ou em que pais não se constrangem quando menininhas pequenas dançam o </span><em><span style="color:#000000;">rebolation</span></em><span style="color:#000000;"> ou imitam as cachorras do </span><em><span style="color:#000000;">funk</span></em><span style="color:#000000;"> nas festas. Há mães com fotos sensuais no perfil do Orkut adicionando os amiguinhos da filha. Há passistas mirins nas escolas de samba. Há sexo nas novelas. Há modelos de 13 anos fazendo caras, bocas e poses nas passarelas e editoriais de moda. Há maquiadoras especializadas em  crianças. Há festas infantis que se dão no salão de beleza. É certo? É errado? Nem vou tentar responder a isso. O que importa é a incoerência e hipocrisia, quando tudo ocorre simultaneamente à conversa mole sobre as “pulseiras do sexo”.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Além disso, o alegado “fim da inocência” é mandatório na adolescência. É exatamente nesta fase em que rolam as primeiras baladas, hormônios saindo pelo nariz , os primeiros namoros, o “ficar” e os primeiros contatos sexuais. Quase toda a atenção da meninada está dirigida ao sexo nessa faixa etária.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Pode-se também alegar que muitas das crianças usam as pulseiras sem conhecer o significado das cores. Ora, é próprio de crianças não saberem o significado de muitas outras coisas, inclusive do </span><em><span style="color:#000000;">rebolation</span></em><span style="color:#000000;"> que dançam para orgulho dos pais. Também não conhecem a violência que aparece nos jogos e mangás, ou o significado das letras de música que cantam; nem por isso essas coisas devem ser proibidas por lei. Aliás, muitas meninas deixaram de usar as pulseiras por medo, assim como outras tantas devem ter passado a usá-las exatamente porque dão “friozinho na barriga”.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Por fim, há um último argumento, o legal. </span><strong><span style="color:#000000;">As leis municipais que proíbem a venda das pulseirinhas de silicone são inconstitucionais.</span></strong><span style="color:#000000;"> Pois é. O doutor Egon Bockmann, professor de Direito Constitucional na Universidade Federal do Paraná, diz que os municípios não podem legislar sobre esse assunto porque, segundo o artigo 22 “compete privativamente à União legislar sobre direito civil, comercial, penal, processual (&#8230;)”. É impressionante a pressa com que se pede ingerência da lei para resolver todo tipo de problema, até mesmo os da educação familiar.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O professor toca no ponto com que eu gostaria de terminar esse texto: os casos de violência relacionados ao uso das pulseiras devem ser tratados por alunos, pais, professores e diretores das escolas, numa ampla discussão sobre o tema. Quando uma escola proíbe pulseiras, bonés, celulares, </span><em><span style="color:#000000;">piercing</span></em><span style="color:#000000;">, tinta roxa nos cabelos ou seja lá qual for o adereço, apenas o faz para transformar os estudantes uma massa indistinta e amorfa, em que não se veja nenhuma manifestação de individualidade. A proibição do uso das pulseiras, se houver, é coisa para se decidir em casa, com os pais.</span></p>
<p><strong><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo5a2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-408" title="PulseirasSexo5a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo5a2.jpg?w=450" alt=""   /></a><span style="color:#000000;">Pra não dizer que não falei das cores</span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;">Há uma certa controvérsia sobre quando as coloridas pulseiras de silicone foram promovidas a “pulseiras do sexo”. Sabe-se foram banidas da Flórida (EUA) em 2003, após casos de coação sexual, mas a informação que rola na internet é a de que o jogo das pulseiras, conhecido como “Snap” (“estouro”, em inglês), teria surgido em 2006, na Inglaterra. O significado das cores é o seguinte:</span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;">Amarela</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; abraço<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Rosa</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; mostrar os seios<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Laranja</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; dentadinha de amor (essa deve ser pra vampiros)<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Roxa</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; beijo de língua ou possibilidade de sexo ou, ainda, identificaria lésbicas<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Vermelha</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; dança erótica bem pertinho (</span><em><span style="color:#000000;">lap dance</span></em><span style="color:#000000;">)<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Verde</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; sexo oral feito pelo rapaz ou chupada no pescoço<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Azul</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; boquete<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Preta </span></strong><span style="color:#000000;">- sexo (alguns restringem a papai-mamãe)<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Branca</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; a menina escolhe o que quiser<br />
</span> <strong><span style="color:#000000;">Dourada</span></strong><span style="color:#000000;"> &#8211; vale tudo ou &#8220;serviço completo&#8221;</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Achei essas variações: pulseira com </span><em><span style="color:#000000;">glitter</span></em><span style="color:#000000;"> sinalizaria disponibilidade para “ficar&#8221;; a cinza, para mostrar o pênis; e bege, para dar selinho.</span></p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/377/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/377/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/377/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/377/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/377/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/377/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/377/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/377/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/377/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/377/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/377/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/377/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/377/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/377/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=377&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/21/snap-ou-a-arte-de-se-meter-na-fantasia-alheia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>21</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo8a1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">PulseirasSexo8a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo4b.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">PulseirasSexo4b</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/pulseirassexo5a2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">PulseirasSexo5a</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Dez curiosidades sobre sexo na Idade Média – 3</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/11/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-idade-media/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/11/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-idade-media/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 02:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Idade Média]]></category>
		<category><![CDATA[pecado]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=361</guid>
		<description><![CDATA[Não é muito fácil falar da sexualidade na Idade Média, em parte porque o controle de igreja forçou o assunto a ficar “oculto” – o que implica em dificuldade de levantar material fora da literatura ou dos documentos clericais. Assim, temos duas abordagens: a oficial, da repressão e do pecado, e a informal, de como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=361&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_362" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/anna2a.jpg"><img class="size-full wp-image-362" title="anna2A" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/anna2a.jpg?w=450&h=232" alt="" width="450" height="232" /></a><p class="wp-caption-text">Tapeçaria medieval</p></div>
<p>Não é muito fácil falar da sexualidade na Idade Média, em parte porque o controle de igreja forçou o assunto a ficar “oculto” – o que implica em dificuldade de levantar material fora da literatura ou dos documentos clericais. Assim, temos duas abordagens: a oficial, da repressão e do pecado, e a informal, de como as pessoas deram o seu jeitinho. A maior parte do que segue foi retirado de “A História da Vida Privada”, de Duby e Ariès.</p>
<p>Posts anteriores da série:<br />
&gt; Dez curiosidades sobre sexo na <a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/28/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-antiga-grecia-2/"><strong>Grécia Antiga</strong></a><br />
&gt; Dez curiosidades sobre sexo na <a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/25/305/"><strong>Roma Antiga</strong></a></p>
<p><strong>Corpo, território do pecado</strong><br />
Para a igreja, o gozo físico na Idade Média não tinha nada a ver com um prazer racional; era considerado uma força incontrolável, um furor. O corpo feminino era considerado mais suscetível ao pecado e à corrupção, necessitando da vigilância maculina. Não se costumava ficar completamente nu, nem para fazer sexo.</p>
<p><strong>Bendito o fruto entre as mulheres<br />
</strong> O centro de uma casa nobre era um casal procriador, cercado de filhos solteiros, parentes e agregados. Porém, o adultério era comum nas famílias nobres e a poligamia era praticada e até admitida. Segundo a literatura, numa casa repletas de irmãs, sogras, tias, primas, cunhadas e outras parentas, só podia rolar incesto. Muitas seriam bastardas (filhas do senhor ou de tios cônegos) e as mais ativas acabavam gerando outras concubinas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/amor4a.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-363" title="amor4A" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/amor4a.jpg?w=450" alt=""   /></a>Lua-de-mel antecipada</strong><br />
A noite de núpcias poderia acontecer antes da cerimônia oficial do casamento (mas isso não era regra geral), porque os noivos já estavam comprometidos pelo <em>desponsatio</em>, a partir do qual a noiva se tornava responsabilidade do marido e se mudava para o novo lar.</p>
<p><strong>King size é fichinha</strong><br />
Um único leito não servia apenas ao casal, mas também a filhos, irmãs e irmãos, amigos, criados a serviço de um mesmo senhor e até desconhecidos, se calhasse. Ou seja, era cama famliar e não de casal, o que causava grandes preocupações morais. Cortinas podiam isolar a área destinada ao senhor. Quem tinha mais riqueza e poder, mantinha seus criados íntimos numa caminha à parte ou num quarto vizinho.</p>
<p><strong>Quarto das damas</strong><br />
As mulheres de uma casa viviam confinadas e vigiadas, encerradas no quarto das damas, onde estavam sempre ocupadas para não pensarem em bobagem. O senhor tinha acesso a este quarto, para uma espécie de relax. Pensou em sacanagem? Que nada. Elas faziam cafuné e tiravam-lhe piolhos, por exemplo. Outros homens podiam entrar para divertimentos como canto e leitura, mas somente se fossem escolhidos pelo dono da casa. À prova de sexo, porém, o quarto das damas não era: rolava entre as mulheres mesmo.</p>
<p><strong>Sem dar bandeira</strong><br />
Encontros amorosos e sexuais aconteciam no meio dessa balbúrdia familiar vigiada, mas a regra era a discrição absoluta, porque a preocupação com a honra do senhor era a grande obsessão e dependia do comportamento da mulherada da casa. O que rolava era escondidinho, nos cantos, no porão, no celeiro, no pomar&#8230;</p>
<p><strong>Desonra que vem a calhar</strong><br />
Um escândalo poderia ser bem vindo, porém, quando um homem queria se livrar de uma esposa infértil ou quando havia risco de uma irmã reclamar herança, por exemplo. Daí, a malfeitora era denunciada pelo dono da casa, expulsa, castigada e até mesmo queimada viva.</p>
<p><strong>Raptada, pero no mucho</strong><br />
O rapto de solteiras ou casadas era corriqueiro até o século XII. Frequentemente, era feito com a concordância da mulher ou instigado por ela. Tratava-se de um modo de fazer valer a vontade dos pombinhos contra um casamento arranjado ou um meio de uma mulher se livrar de um marido que a maltratava. Havia muito de encenação e ritual no rapto; posteriormente, a união era aceita como fato consumado. Exemplo: Eleonor de Aquitânia, mãe de Ricardo Coração de Leão, era casada com o rei de França; foi sequestrada por Henrique Plantageneta, e o casal reinou na Inglaterra.</p>
<p><strong>Preliminares medicinais<a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/midevilsexa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-364" title="midevilsexA" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/midevilsexa.jpg?w=450" alt=""   /></a></strong><br />
Lá pelo século XV, os médicos italianos relacionavam a boa gravidez ao desejo da mulher e recomendavam que os homens caprichassem nas preliminares para que fossem “desejados ardentemente”. Recomendavam que tocassem as esposas “com a boca, com as mãos”. Na mesma época, a sodomia conjugal difundiu-se amplamente entre as cidades toscanas.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Cabeleira obrigatória, porém coberta</strong><br />
Os cabelos longos eram obrigatórios para as mulheres; porém, como as longas madeixas tinham grande poder erótico, deveriam sempre ser trançadas. Além disso, todas as mulheres que não fossem prostitutas, nem meninas ou que se arriscassem a sair à rua, bem como as casadas quando saíam do quarto, deveriam cobrir as tranças com touca.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/historia/'>história</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/361/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=361&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/04/11/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-idade-media/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>24</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/anna2a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">anna2A</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/amor4a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">amor4A</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/04/midevilsexa.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">midevilsexA</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Dez curiosidades sobre sexo na antiga Grécia – 2</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/28/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-antiga-grecia-2/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/28/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-antiga-grecia-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 20:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Antiguidade]]></category>
		<category><![CDATA[Atenas]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[pederastia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=325</guid>
		<description><![CDATA[No post anterior, falei sobre sexo na Roma da antiguidade. Agora, é a vez de invadir a intimidade dos gregos. Quando se junta &#8220;sexo&#8221; e &#8220;Grécia antiga&#8221;, automaticamente vem à cabeça de muita gente a velha crença de que os gregos eram todos chegados em traçar garotinhos. Esse é um dos grandes equívocos perpetuados pela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=325&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/sexogrego2a.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-328" title="SexoGrego2a" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/sexogrego2a.jpg?w=450" alt=""   /></a><strong>No <a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/25/305/"><span style="color:#0000ff;">post anterior</span></a></strong><strong>, falei sobre sexo na <a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/25/305/"><span style="color:#0000ff;">Roma</span></a> da antiguidade. Agora, é a vez de invadir a intimidade dos gregos.<br />
Quando se junta &#8220;sexo&#8221; e &#8220;Grécia antiga&#8221;, automaticamente vem à cabeça de muita gente a velha crença de que os gregos eram todos chegados em traçar garotinhos.<br />
Esse é um dos grandes equívocos perpetuados pela história.<br />
As informações abaixo foram recolhidas do livro &#8220;Amor, Sexo e Casamento na Grécia Antiga&#8221;, de Nikos Vrissimtzis. Referem-se basicamente aos atenienses da elite e algumas de suas afirmações, como a total submissão da mulher na antiguidade grega, são questionadas por outros autores. E, cá entre nós, na vida cotidiana as coisas nunca são tão simples quanto nas páginas dos livros, némesmo?</strong></p>
<p><strong>SER PASSIVO ERA VERGONHOSO</strong><br />
A homossexualidade masculina entre dois homens adultos era inaceitável socialmente, o que não quer dizer que não existia. Tal como no caso dos romanos, o passivo era o alvo da condenação  e da vergonha, porque ser penetrado remetia a um papel feminino de submissão (e a sociedade grega era tremendamente machista). Aliás, entre as piores ofensas que se poderia fazer a um cidadão estavam “depravado” e “ânus largo”.</p>
<p><strong>PEDERASTIA NÃO TINHA NADA A VER COM SEXO</strong><br />
Há uma tremenda confusão a respeito da pederastia entre os gregos, que mereceria uma postagem específica, por ser cheia de sutilezas e regras. A pederastia não tinha nada a ver diretamente com homossexualidade nem com pedofilia, do modo como as entendemos atualmente. Era uma ligação de afeto de um homem adulto livre e da elite por um garoto, que tinha função pedagógica na formação de um cidadão da aristocracia. É claro que às vezes rolava sexo e paixão, mas nem por isso a prática era aceita socialmente ou tolerada pelo Estado. Seria inaceitável submeter um filho de família importante à penetração, por exemplo, porque era considerada um ato de violência. Fosse na vagina, no ânus ou na boca, só às mulheres a submissão de serem penetradas seria apropriada.</p>
<p><strong>DILDO, PRODUTO DE EXPORTAÇÃO</strong><br />
As gregas usavam um pênis artificial feito de couro macio, o <em>ólisbos</em>, fabricado na próspera cidade de Mileto e exportado para várias regiões. Não se sabe se o dildo era usado nas relações homossexuais femininas, mas com certeza era usado pelas hetairas, prostitutas de luxo, durante suas apresentações de danças eróticas nos banquetes.</p>
<p><strong>SURUBA SÓ NOS BANQUETES</strong></p>
<div id="attachment_329" class="wp-caption alignright" style="width: 249px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/sexogrego7b.jpg"><img class="size-full wp-image-329" title="SexoGrego7b" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/sexogrego7b.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Hetaira dançando com dois dildos</p></div>
<p>Falando nos banquetes, a partir do século VI a.C. começaram a aparecer nos vasos e relevos cenas de orgias com sexo oral, anal, <em>ménage à trois</em>, sado-masoquismo, envolvendo homens adultos e hetairas.<br />
Essas surubas não eram amplas, gerais e irrestritas; ao contrário, eram praticadas nos banquetes, no meio da bebedeira, e tinham lá suas regras. Por exemplo, não há uma única cena de homossexualismo e nos chegou apenas uma única cena de um homem fazendo sexo oral em uma mulher.</p>
<p><strong>ESTUPRO DAVA MULTA</strong><br />
Mulheres e crianças, fossem livres ou escravas, eram protegidas do estupro por lei. O agressor pagava multa duplamente, à vítima e ao Estado.</p>
<p><strong>CIRCUNCISÃO ERA MAL VISTA</strong><br />
A circuncisão era considerada grotesca e vergonhosa por gregos e romanos. Os romanos tinhas até um “apelido” mimoso para estrangeiros circuncidados: “esfolados”.</p>
<p><strong>PROSTÍBULOS PAGAVAM TRIBUTO</strong><br />
Os primeiros prostíbulos “oficiais” foram instituídos em Atenas por Sólon, que usou os tributos recolhidos para construir um templo para Afrodite Pandemia, deusa que velava pela prostituição. A idéia era deixar o sexo à disposição dos jovens para preservar as mulheres respeitáveis do adultério.<br />
Essa prostitutas comuns eram escravas, ex-escravas, estrangeiras livres e meninas abandonadas pelos pais, bem como filhas de prostitutas. Era crime alguém incitar uma mulher ateniense à prostituição, bem como vender filhas ou irmãs que fossem cidadãs atenienses. Em grego, a palavra “prostituta” é <em>pórn<span style="text-decoration:underline;">e</span></em>, que significa “aquela que está à venda”. Daí derivam as palavras “pornografia” e “pornográfico”.</p>
<p><strong>HAVIA PROSTITUIÇÃO SAGRADA</strong><br />
Na rica cidade de Corinto, havia a prostituição sagrada, prática que vinha de sociedades agrárias. As servas sagradas pertenciam a templos dedicados à deusa do amor por toda a vida. Sua função era fazer sexo com quem pagasse, sendo que o dinheiro ficava para o templo. Acreditava-se que assim estaria garantida a fertilidade das mulheres e da terra. Num templo de Afrodite havia mais de mil servas sagradas. E era um serviço caro.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>HETAIRAS, AS GUEIXAS DOS GREGOS</strong><br />
As hetairas eram prostitutas de luxo, consideradas companheiras dos homens nas ocasiões em que esposas, filhas e irmãs eram excluídas, devido à rigidez dos costumes em relação às mulheres.<br />
Aliás, ao contrário das hetairas, esposas, filhas e irmãs de cidadãos livres eram pouco instruídas. As prostitutas de luxo eram belas, educadas, tocavam instrumentos musicais e dançavam.<br />
Muitas acompanhavam os debates filosóficos com perspicácia e competência e algumas foram companheiras e/ou discípulas de filósofos, políticos e pessoas influentes. Eram tremendamente bem pagas, viviam em mansões e acumulavam fortunas. Sua origem, porém, era a mesma das prostitutas comuns.</p>
<p><strong>SAFO DE LESBOS NÃO ERA LÉSBICA</strong><br />
Não há indícios de que Safo, atualmente considerada quase que a sacerdotisa do amor homossexual feminino, fosse lésbica, a não ser que usemos a palavra para desginar sua origem (a ilha de Lesbos). A poesia de Safo nos chegou de forma muito fragmentária, mas sabe-se que fazia poemas em homenagem a cada aluna que entrava ou saía da escola para meninas que mantinha (ao contrário do restante da Grécia, havia uma relativa liberdade para mulheres naquela região). Esses fragmentos de poemas podem ter dado origem à crença de que Safo tinha relacionamentos amorosos com mulheres, mas ela também escreveu sobre solidão, velhice, amor e separação. O que se sabe é que Safo foi casada, provavelmente teve uma filha e se matou por causa da rejeição de um homem.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/historia/'>história</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/325/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=325&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/28/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-antiga-grecia-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>20</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/sexogrego2a.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">SexoGrego2a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/sexogrego7b.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">SexoGrego7b</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Dez curiosidades sobre sexo na antiga Roma – 1</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/25/305/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/25/305/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 16:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Antiguidade]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Roma]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=305</guid>
		<description><![CDATA[Afresco de Herculano (séc. I DC) * Há algum tempo, andei pesquisando práticas sexuais de diversas latitudes, longitudes e épocas. Aqui vai o que levantei sobre os romanos da antiguidade &#8211; e não tem nada do vale-tudo surubístico que muita gente imagina. As informações foram extraídas do meu material de estudo sobre literatura latina e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=305&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft">
<h1><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/herculano1.jpg"><img class="size-full wp-image-306" title="Herculano" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/herculano1.jpg?w=450" alt=""   /></a></h1>
<dd class="wp-caption-dd">Afresco de Herculano (séc. I DC)</dd>
</dl>
</div>
<h3 style="text-align:left;"><span style="color:#ffffff;">*</span></h3>
<p style="text-align:left;"><strong>Há algum tempo, andei pesquisando práticas sexuais de diversas latitudes, longitudes e épocas. Aqui vai o que levantei sobre os romanos da antiguidade &#8211; e não tem nada do vale-tudo surubístico que muita gente imagina. As informações foram extraídas do meu material de estudo sobre literatura latina e da coleção &#8220;História da Vida Privada&#8221;, de Duby e Ariès.<br />
No <a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/28/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-antiga-grecia-2/"><span style="color:#0000ff;">próximo post</span></a>, vou falar sobre sexo entre os <a href="http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/28/dez-curiosidades-sobre-sexo-na-antiga-grecia-2/"><span style="color:#0000ff;">gregos</span></a></strong><strong>.</strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><br />
</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>POR RESPEITO, SÓ ANAL</strong><br />
Entre os antigos romanos, era comum que o marido evitasse fazer sexo vaginal com a sua esposa na noite de núpcias, em respeito à sua (dela) natural timidez de moça virgem. Como compensação, ele poderia sodomizá-la. Aí, tudo bem.</p>
<p><strong>NO ESCURINHO</strong><br />
Também entre romanos, não se deveria fazer sexo antes do anoitecer. Durante o dia, era privilégio de recém-casados, logo após as núpcias. Além de só se poder transar à noite, era de bom tom que fosse na penumbra. Um homem honesto só teria a possibilidade de vislumbrar a nudez da amada se a lua passasse na hra certa pela janela aberta.</p>
<p><strong>SÓ VESTIDA</strong><br />
As mulheres honestas da Roma antiga nunca tiravam toda a roupa na hora do sexo. Só as mulheres perdidas transavam sem sutiã; nas pinturas dos bordéis, as prostitutas eram representadas sempre usando essa peça.</p>
<p><strong>COM ESSAS, NUNCA</strong><br />
Era proibido fazer sexo com damas casadas, virgens de boa família, adolescentes de nascimento livre, vestais e com a própria irmã. Rolavam fofocas de que Nero, Calígula e outros haviam transgredido essas regras.</p>
<p><strong>MÃO BOBA? SÓ A ESQUERDA</strong><br />
Antes do cair da noite, eram permitidas as carícias, desde que feitas pela mão esquerda.</p>
<p><strong>PRA SER MACHO, É SÓ SER ATIVO</strong><br />
Entre os gregos e romanos, ser macho era ser ativo, independentemente do sexo do parceiro passivo. Um homem livre cometeria uma infâmia caso fosse passivo numa relação homossexual. A relação homo entre homens adultos livres não era bem vista. No entanto, as pessoas divertiam-se no teatro ou se vangloriavam na alta sociedade de relações homo entre um homem livre (sempre ativo) e um escravo ou um outro homem de condição social inferior. Aí, era considerado um &#8220;pecadilho&#8221;.</p>
<p><strong>INFÂMIA ERA DAR PRAZER À MULHER</strong><br />
Um homem livre também cometeria uma infâmia caso se colocasse a serviço do prazer feminino.</p>
<p><strong>MENINOS? PRAZER TRANQUILO</strong><br />
Como se sabe, era comum que homens fizessem sexo com meninos. Dizia-se que os meninos propiciavam um prazer tranqüilo, que não &#8220;agitava a alma&#8221;, enquanto a paixão por mulheres era considerada um mergulho na &#8220;escravidão&#8221;.</p>
<p><strong>PAIXÃO É QUASE DOENÇA</strong><br />
A paixão amorosa era temida e era vergonhosa. Quando um romano se apaixonava loucamente, seus amigos e até ele mesmo consideravam que moralmente o sujeito caíra na escravidão ou perdera a cabeça por excesso de sensualidade.</p>
<p><strong>AMOR E SEXO ERA PARA JOVENS</strong><br />
Não que os mais velhos não se apaixonassem ou não fizessem sexo, mas era de bom tom mostrar decoro. A literatura latina nos mostra que o amor e o sexo eram considerados próprios aos jovens. A personagem da mulher velha libidinosa era sempre motivo de riso e escárnio na literatura latina, sempre na comédia ou em um gênero poético chamado iambo.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/historia/'>história</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/305/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=305&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/25/305/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>27</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/herculano1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Herculano</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Rapina</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/14/rapina/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/14/rapina/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 03:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[cafajeste]]></category>
		<category><![CDATA[canalha]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=242</guid>
		<description><![CDATA[Sou feio. Não há outro adjetivo mais brando ou preciso para descrever-me a aparência. Baixo, franzino, a cabeça semi-engolida por ombros sempre tensos e soterrada por uma cabeleira desgrenhada, moldura de uma cara cujo nariz grande e adunco e os olhos estreitos dão ares de pássaro rapineiro. Sempre achei evidente à primeira vista a minha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=242&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/golluma.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-261" title="GollumA" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/golluma.jpg?w=450" alt=""   /></a>Sou feio. Não há outro adjetivo mais brando ou preciso para descrever-me a aparência. Baixo, franzino, a cabeça semi-engolida por ombros sempre tensos e soterrada por uma cabeleira desgrenhada, moldura de uma cara cujo nariz grande e adunco e os olhos estreitos dão ares de pássaro rapineiro.</p>
<p>Sempre achei evidente à primeira vista a minha vocação, mas também sempre soube que haveria quem se recusasse a ver. Especialmente mulheres. Para essas, guardo o segundo olhar encantatório, alguma escrita bem alinhavada, mãos pegajosas e pau duro, que elas invariavelmente entendem como amor, por mais improvável que pareça.</p>
<p>Por me saber feio e áspero, aprendi a despertar um senso de missão evangelizadora às avessas nos corações femininos. Um feio não desperta interesse nas outras. Um feio carente e pobre não atiça inseguranças. Um feio devasso desperta fantasias sem incendiar o medo. Sobretudo, um feio silencioso não denuncia a sordidez que carrega e muito menos o raso da cultura. Há algumas vantagens nisso – e desde sempre tive poucas vantagens na vida. Mas muitas mulheres.</p>
<p>Não tenho especial apreço pelos encantos femininos e despreocupa-me a forma e conteúdo da dama. Moças, velhas, magras, gordas, de pele áspera ou macia, com muitas dobras ou peito tipo tábua, cabelo mal tratado ou caprichado, tanto faz. Deleito-me, quando muito, com uma boceta, um cu, uma boca calada pelo meu pau e algum conforto. Cu de homem, não gosto. Aos homens e travecos prefiro deixar que me fodam na suruba, porque deles não temo uma breve e eventual dominação. É até bom para me lembrar de onde vim e o que sou e reforça a máscara da vulnerabilidade. Além disso, ser bissexual é promessa de bônus no prazer, é virar para o mundo um sátiro encarnado, um espírito evoluído, quase uma santidade.</p>
<p>Não escolho. Rumino a mulher que me surge porque devo agarrar o menor acaso que se apresenta. Mas não colho as mulheres com que o destino me brinda sem algum pesar. Nunca tive escolhas na vida e nem por isso me é fácil a digestão; o que é vantajoso, porque o desgosto aumenta a graça da vingança, o prazer de cada foda: “geme muito agora, puta, goza dez vezes pra chorar mil amanhã”.</p>
<p>Faço, pois, com que as mulheres que me tocam paguem por ter de comê-las. Não em dinheiro vivo, que seria por demais evidente. Não toco em dinheiro; elas é que sempre cuidam das contas. Garanto que se perdessem apenas a grana sairia baratinho.</p>
<p>Dia após dia, às vezes por anos, dependendo da falta de inteligência ou amor próprio da criatura, vou articulando o desengano em fogo lento, os descasos repetidos, as traições reiteradas e negadas, mesmo quando a evidência é grande. Tudo amaciado pelo ar de criança jogada e avivado eventualmente com o que me escapa de agressividade verbal; quando não, de porrada mesmo. Esse <em>modus operandi</em> deixa sempre dúvida e faz durar mais o meu prazer.</p>
<p>Posso mesmo dizer, sem remorso ou culpa – porque não posso me dar ao luxo de sentir remorso ou culpa neste infortúnio involuntariamente divertido a que chamamos de existência – que de mulher sempre esperei o pior. E o pior não é controle. Misoginia ansiosa por deixar seus cornos de fora à primeira oportunidade? E daí? Eu nunca devo deixar sem proveito as poucas oportunidades que me surgem na vida, nem que seja acenar o desamor nas fuças delas, esporrar desamor nas bocetas e cus, berrar desamor pela casa, traí-las miseravelmente no melhor da coisa e antes que me façam a desfeita. Por fim,  ser abandonado e ficar gozando e amaldiçoando o vaticínio.</p>
<p>Ainda assim, dizem que me amam, as desavisadas. Pagam caro por isso e pagarão, todas. Faço questão de mandar a fatura por toda a miséria com que me receberam no mundo, filho de uma puta que sou e criado por ninguém que fui.</p>
<p>É o meu talento. Um deus distraído ou qualquer demônio relapso haveria de me dar algum.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/contos/'>contos</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/242/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=242&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/03/14/rapina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>28</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/03/golluma.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">GollumA</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Tu és pedra</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/23/pedra/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/23/pedra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 02:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[portador de deficiência]]></category>
		<category><![CDATA[sexo casual]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/23/pedra/</guid>
		<description><![CDATA[O encabulamento e a atrapalhação dela foram-se com o primeiro beijo, sugestão que ele aceitou de imediato, &#8221;pra quebrar o gelo, Pedro&#8221;. Só então ela sossegou o suficiente para notar a decoração discreta e anônima aquele quarto, suavizada ainda mais pelas meias luzes. Reparou também na inquietude dele, quinze anos mais velho, três décadas de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=205&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_215" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/aaronbohrodbirdandgauntlet23.jpg"><img class="size-full wp-image-215" title="AaronBohrodBirdandGauntlet2" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/aaronbohrodbirdandgauntlet23.jpg?w=450&h=178" alt="" width="450" height="178" /></a><p class="wp-caption-text">Aaron Bohrod, &quot;Pássaro e Luva&quot; (1956)</p></div>
<p>O encabulamento e a atrapalhação dela foram-se com o primeiro beijo, sugestão que ele aceitou de imediato, &#8221;pra quebrar o gelo, Pedro&#8221;. Só então ela sossegou o suficiente para notar a decoração discreta e anônima aquele quarto, suavizada ainda mais pelas meias luzes. Reparou também na inquietude dele, quinze anos mais velho, três décadas de casamento e supostamente mais safo. &#8221;Estou apavorado&#8221;, sussurrou Pedro entre um beijo e outro, como se adivinhasse a adivinhação.</p>
<p>A confissão teve para ela ar de ironia e tornou tudo surpreendentemente simples e leve. Livrou-se das roupas. Desfilou de <em>soutien</em> e calcinha pelo quarto, pedacinhos de renda preta cheios de intenções, usados de modo tão <em>blasé</em> que brigavam com qualquer ritual que ele tivesse imaginado.</p>
<p>Ela abriu o frigobar à procura de água &#8221;com bolinha&#8221;. Pulou no colchão, &#8221;vem cá, Pedro&#8221; (ele estava ali, de pé, olhando, meio sem saber o que fazer). Fuçou a <em>nécessaire</em> cheia de coisinhas, cortesia da casa logo abandonada sobre a pia do banheiro. Pensou na bobagem do decorador, que pretendeu imprimir alguma sensualidade ao ambiente dispensando portas e abusando de vidros. Em vão.</p>
<p>Reconhecido o terreno, deitou-se e esperou que ele se desvencilhasse do aparelho ortopédico. &#8221;Eu uso aparelho, já disse a você, não é?&#8221;. &#8221;Um monte de vezes&#8221;, comentou desinteressada, mexendo em todos os botões da cabeceira da cama. Curiosa, debruçou sobre ele para olhar aquela espécie de contorno de perna prateado, caído no chão. &#8221;Parece <em>cyborg</em> meu bem. Muito <em>hi-tech</em> esse negócio&#8221;. Riram. Deitaram-se.</p>
<p>&#8221;Você é toda bonita&#8221;. Rosto queimando. Nunca soubera o que fazer com elogios. Mais fácil ficar nua na frente do quase desconhecido que ele era, botar-se de quatro, chupá-lo, tudo isso faria &#8211; e fez &#8211; sem pejo. Afundou o rosto no travesseiro, &#8221;tá me deixando com sem graça&#8221;, para em seguida submeter-se à minuciosa exploração dele, já livre da proclamada vergonha.</p>
<p>Há algum tempo havia descoberto que era portadora de uma peculiar beleza e algum encanto no jeito de ser, que junto com a aguda inteligência formavam argamassa densa o suficiente para despertar interesse em homens e à sedução somava o prazer adicional de julgá-los um tanto rudimentares e transitórios.</p>
<p>Não que desgostasse de Pedro. Era sólido, estável, de uma honestidade bovina, doce e apaixonado, e pouca coisa mais poderia dizer sobre ele, a não ser que abusava do direito de ser banal. Não esperava nada além disso. Não queria romance. Nem amor. Nem palavras. Nas conversas com ele, era apenas paciente e cordial. Queria o sexo, que a fazia esquecer momentaneamente da precariedade do viver e do sentir. Por isso tolerava os elogios e as discretas manifestações sentimentais dele, sem encorajá-lo demasiadamente.</p>
<p>De tanta ansiedade, Pedro acabou sendo rápido demais. Tentou desculpar-se. Ela o proibiu e encerrou assunto com um pedido: &#8221;Conta de novo aquela história do gato?&#8221;. A história bem contada e alinhavada com carícias e beijos não a comoveu tanto quanto o esmero dele em dedilhar seu corpo até arrancar a conhecida e estridente melodia. Esse grito solto era o que ela esperava naquela tarde e talvez em algumas outras tardes com ele. Talvez.</p>
<p>&#8221;Seu corpo agora é conhecido e você continua ainda puro mistério&#8221;, viria a dizer-lhe Pedro uns dias depois. Sorrindo, ela evitou uma resposta. Não havia mistérios, nem intenções veladas pela renda, nem (como talvez ele imaginasse ou quisesse) paixão florescente, nem mesmo a fantasia da identificação, como antes já houvera sem ao menos existirem corpos ao meio.</p>
<p>&#8221;Tu és <em>cepha</em>. Sobre ti edificarei o templo precário do meu desejo e, nele, um altar para mim; ali postando-me poderei escancarar as portas do meu inferno com violência e alegria, prazer e dor. E grata pela primeira pedrinha sobre a sepultura dos desejos que irão renascer logo ali, dar-te-ei as chaves do meu reino por algumas horas, <em>petros</em>&#8221;, ela escreveria mais tarde para nunca enviar.</p>
<p>Sempre soube que não havia salvação no outro.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/contos/'>contos</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/205/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=205&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/23/pedra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/aaronbohrodbirdandgauntlet23.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">AaronBohrodBirdandGauntlet2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sexo verde (e brochante)</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/20/sexo-ecologicamente-correto-e-brochante/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/20/sexo-ecologicamente-correto-e-brochante/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 18:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[BDSM]]></category>
		<category><![CDATA[brinquedos sexuais]]></category>
		<category><![CDATA[camisinha]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[guia ecossexual]]></category>
		<category><![CDATA[preservativo]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[roupa de vinil]]></category>
		<category><![CDATA[sexo verde]]></category>
		<category><![CDATA[spanking]]></category>
		<category><![CDATA[vibradores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=179</guid>
		<description><![CDATA[Ficou a suspirar, pensando no tamanho do pau do Hulk? Que nada&#8230; Vou falar desse povo que parece que fuma orégano estragado – mas só do orgânico. A onda ecologicamente correta também afogou o sexo, claro. O assunto me chamou a atenção inicialmente por conta da reciclagem de brinquedos eróticos oferecida pela empresa britânica Love Honey, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=179&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/sexo-verde-2-300x2391.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-190" title="sexo-verde-2-300x239" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/sexo-verde-2-300x2391.jpg?w=450" alt=""   /></a>Ficou a suspirar, pensando no tamanho do pau do Hulk? Que nada&#8230; Vou falar desse povo que parece que fuma orégano estragado – mas só do orgânico.</p>
<p>A onda ecologicamente correta também afogou o sexo, claro. O assunto me chamou a atenção inicialmente por conta da reciclagem de brinquedos eróticos oferecida pela empresa britânica Love Honey, que de quebra dá 50% de desconto na compra de um substituto novinho em folha. Não custa avisar: eles pedem que as pessoas enviem o treco devidamente higienizado, tá?</p>
<p>A idéia é boa porque, dependendo da&#8230; ahn&#8230; intensidade e frequência de uso, essas quinquilharias não duram muito mesmo. Nem as importadas, diga-se de passagem.</p>
<p>Essa iniciativa da Love Honey é simpática e a empresa ainda promete doar um dinheirinho a instituições de caridade pra cada traquitana destinada à reciclagem. Consciência social, ecológica e sexual limpinhas, portanto.</p>
<p>O diabo é que tem gente que surta. Um exemplo disso são as regrinhas ecologicamente corretas criadas pelo Greenpeace mexicano ou pelo o site americano Treehugger. Se você for levar a coisa ao pé da letra, é brochada na certa.</p>
<p>Os ecochatos recomendam a substituição da camisinha de látex (as de poliuretano são expressamente proibidas) por similares de pele ou tripa de carneiro, como antigamente. Tá certo que a gente curte um clássico, só que, além de ser quase impossível achar o produto nas prateleiras da farmácia, ele não protege contra DST. Vai ver, a idéia é preservar vírus, bactérias, fungos e outras espécies.</p>
<p>As regras recomendam apagar as luzes pra economizar energia elétrica. Se você for romântico, pode apelar para velas, desde que não contenham derivados de petróleo como matéria-prima! Se você gostar de ver o corpo do parceiro, tudo bem: é só trepar durante o dia (como ninguém pensou nisso antes?).</p>
<p>Afrodisíacos? Se forem vegetais, só os orgânicos e não transgênicos, tá combinado? Ostras, mariscos e camarão, exclusivamente os que vierem de projetos sustentáveis. Ou você quer ter seu tesão às custas da detonação do mar, ahn, ahn?</p>
<p>Lembre-se: embalagens de preservativo, lubrificante e outras podem ser encapadinhas, pintadas e usadas na &#8220;decoração&#8221;, tão lindinhas quanto vasos de garrafa PET. E, falando em lubrificante, só use os ecológicos, como azeite. Bem, essa idéia até dá o que pensar. Sei lá, se você juntar umas <span style="font-style:italic;">fines herbes</span>, há de ficar mais saboroso&#8230;</p>
<p>A turma do fetiche tá fodida. Ou não, dependendo da acepção do &#8220;foder&#8221;. Roupa de vinil? Nem pensar. “Seja escravo da paixão, não do petróleo”, reza o manual. No <em>spanking, </em>não pode usar varas, cacetetes e cabos de açoite feitos de madeira sem certificação de origem  – ou você jamais baterá em alguém de consciência tranquila novamente!</p>
<p>E tem mais, muito mais, envolvendo cama, colchão, lençol, água&#8230; Vou parar por aqui porque o dogmatismo não costuma ter limites, mas a paciência dos leitores, sim.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Links:</strong></p>
<p><a href="http://www.lovehoney.co.uk/rabbit-amnesty/"><em>Love Honey</em></a><span style="font-style:normal;"><a href="http://www.greenpeace.org/mexico/news/c-mo-enverdecer-tu-vida-sexu"><em><br />
Greenpeace México</em></a><a href="http://planetgreen.discovery.com/go-green/sex/"><em><br />
Treehugger</em></a></span></p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/midia/'>mídia</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/negocios/'>negócios</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/179/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=179&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/20/sexo-ecologicamente-correto-e-brochante/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/sexo-verde-2-300x2391.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">sexo-verde-2-300x239</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Tamanho dos seios X pedofilia. Ahn?!</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/11/o-tamanho-dos-seios-tem-relacao-direta-com-a-pedofilia/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/11/o-tamanho-dos-seios-tem-relacao-direta-com-a-pedofilia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 05:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[indústria pornográfica]]></category>
		<category><![CDATA[pedofilia]]></category>
		<category><![CDATA[seios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/?p=150</guid>
		<description><![CDATA[Há alguns dias, o Australian Classification Board (ACB) proibiu imagens de mulheres com seios pequenos em filmes e revistas pornôs na terra dos cangurus sob a alegação de que seriam um incentivo à pedofilia. A indústria está de cabelos em pé porque a regra tem barrado filmes com atrizes acima dos 20 anos. Os representantes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=150&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias, o Australian Classification Board (ACB) proibiu imagens de mulheres com seios pequenos em filmes e revistas pornôs na terra dos cangurus sob a alegação de que seriam um incentivo à pedofilia.</p>
<p>A indústria está de cabelos em pé porque a regra tem barrado filmes com atrizes acima dos 20 anos. Os representantes do governo, no entanto, explicaram tudo bem direitinho: não pretendem passar a tesoura em qualquer muxibinha sem analisar o contexto (como pose, texto, cenário, figurino&#8230; ahn, figurino, acho que não precisa) e avaliar se a dama em questão “aparenta” ser “dimenor”. Tudo muito objetivo e com critérios claros, como se pode ver. Ou não ver, no caso.</p>
<p>Infelizmente, o diretor do Conselho perdeu a oportunidade de dar parâmetros mais rigorosos para a regra quando se recusou a responder aos jornalistas quais tamanhos de seios, especificamente, corresponderiam a determinadas faixas etárias.</p>
<p>Fiquei pensando aqui em outros pontos igualmente preocupantes. Por exemplo, moças de cabelos enroladinhos podem lembrar Shirley Temple. Xavasquinhas depiladas a zero representam um risco irrefutável. E o que dizer de saias curtas com preguinhas de estudante?</p>
<p>O perigo ronda por toda a parte, némesmo?</p>
<p>Parece piada, mas esse tipo de controle desafia a lógica porque pretende combater um crime (a exploração sexual de menores ou o ataque de um tarado a uma criança) tentando adivinhar sua motivação a partir de um palpite totalmente subjetivo, que vale tanto quanto os cabelos enroladinhos ou a depilação total. Além disso, proíbe imagens que supostamente, mas não necessariamente, poderiam vir a despertar fantasias pedófilas – e, a menos que eu tenha perdido algo por esses dias, fantasiar com um ato criminoso não é o mesmo que cometê-lo.</p>
<p>Não se trata de uma medida isolada. Há poucos dias, o ACB já havia banido imagens de ejaculação feminina porque o ato seria “repugnante” e teria semelhança com <em>golden shower</em>, cujas fotos ou cenas já haviam sido proibidas.</p>
<p>O governo australiano também está testando um filtro compulsório contra pornografia e material ofensivo na internet. Por conta disso, sofreu um ataque coordenado de <em>hackers</em> ontem (10/02) que tiraram do ar o site do Parlamento, como forma de protesto contra a censura.</p>
<p>E tudo por obra e graça de um governo de centro-esquerda.</p>
<p>_____________________</p>
<p><em>Bizarri, obrigada pelo link!</em></p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/150/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=150&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/11/o-tamanho-dos-seios-tem-relacao-direta-com-a-pedofilia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O excesso e a falta</title>
		<link>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/09/o-excesso-e-a-falta/</link>
		<comments>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/09/o-excesso-e-a-falta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 02:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Malva Mauvais</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[ménage]]></category>
		<category><![CDATA[orgia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[sexo casual]]></category>
		<category><![CDATA[swing]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/09/o-excesso-e-a-falta/</guid>
		<description><![CDATA[Sabe aquele cara lindo, alto, moreno de lábios grossos, cabelos cortados à máquina, bem rentes, com jeito de garotão a quem a calvície incipiente dá um charme? Edu era desses. Perfeito. Até sexo ia bem, provavelmente porque meu tesão por ele compensava qualquer derrapadinha técnica. No fim, a conta fechava. Um dia, ele me disse: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=117&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/orgia-estatuasa3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-146" title="orgia-estatuasA" src="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/orgia-estatuasa3.jpg?w=450" alt=""   /></a>Sabe aquele cara lindo, alto, moreno de lábios grossos, cabelos cortados à máquina, bem rentes, com jeito de garotão a quem a calvície incipiente dá um charme?</p>
<p>Edu era desses. Perfeito. Até sexo ia bem, provavelmente porque meu tesão por ele compensava qualquer derrapadinha técnica. No fim, a conta fechava.</p>
<p>Um dia, ele me disse: “Tenho uma fantasia que só com você pode rolar”.</p>
<p>Previsível. “Já sei, já sei, quer transar com duas mulheres”, respondi.</p>
<p>Edu negou: “Não me interesso por outra mulher”.</p>
<p>“Oba! Inversão? Dois homens? E você vai dar pro outro cara também?”, perguntei já com sorrisão escancarado no meio da cara, indisfarçável.</p>
<p>“Não! Quero ser só seu”, afirmou categórico.</p>
<p>Pausa breve para perplexidade. Não digo que a frase “quero ser só seu” parecia suspeita, porque, vamos combinar, o papo não era exatamente do tipo que gerava necessidade de declarações derramadas de fidelidade. Dava é medo. Esse tipo de afirmação, vinda de homem, assusta.</p>
<p>Antes mesmo que eu cuspisse o sapo do susto, ele explicou: “Quero que você saia com outro cara. Com mais de um. Com quantos você quiser. Tem mais: quero saber quando e onde será o encontro, quero esperar você na saída. E pago”.</p>
<p>“Como é que é? Me paga?!”, perguntei indignada. Indignada por conta do pagamento, não da proposta, que fique claro.</p>
<p>“Não! Pago a conta. Te dou a grana pra você gastar quando for sair com o cara”, esclareceu, zeloso de minha saúde financeira.</p>
<p>“Menino, tá me parecendo o paraíso”, foi a minha resposta.</p>
<p>Eu gostava do Eduardo. Nosso relacionamento estava virando namoro ou algo semelhante a isso na estabilidade. Juntar namoro com fidelidade (dele) e putaria (minha)&#8230; ah, era o melhor dos mundos.</p>
<p>E foi, por um tempo. Era fácil arranjar parceiros avulsos. Internet serve pra que, afinal? Era gostoso saber que ele estaria lá pra me pegar depois. Era o máximo trepar em seguida, Edu na maior loucura, enquanto eu ia contando tim-tim por tim-tim como havia sido a transa com o outro, caprichando nos detalhes, inventando coisas, aumentando outras.</p>
<p>Então, ele quis mais. Dois homens, fácil. Um grupo, logística mais complicada. Ele queria estar na porta do quarto, ver o movimento, ver um cara saindo e outro entrando, ouvir os gritos, gemidos e rangidos, sentir os cheiros, ali plantado, como se fosse uma catraca humana de pau duro.</p>
<p>Certa vez, eu estava com quatro caras no quarto. Rolaram várias das combinações possíveis nessa circunstância e o que havia começado com tesão estava virando, para mim, um razoável esforço físico. Maxilar doendo, outras partes ardendo, joelhos vermelhos, músculos doloridos. E – coisa que eu jamais poderia imaginar – o tédio. Estava quase propondo: “E aí, meninos, alguém joga buraco?”. Foi quando um deles me perguntou: “Depois você ainda vai dar pra ele?”.</p>
<p>A frase fatal. Definitiva. Expulsa do paraíso por uma pergunta. Não, mais que isso: foi o exato momento da queda do meu anjo moreno. Dei bilhete azul para o Edu por cansaço e por conta de um paradoxo: o excesso e a falta, “tudo ao mesmo tempo agora”.</p>
<br />Filed under: <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/contos/'>contos</a>, <a href='http://malvamauvais.wordpress.com/category/sexo/'>sexo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/malvamauvais.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/malvamauvais.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/malvamauvais.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/malvamauvais.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/malvamauvais.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/malvamauvais.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/malvamauvais.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/malvamauvais.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/malvamauvais.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/malvamauvais.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/malvamauvais.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/malvamauvais.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/malvamauvais.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/malvamauvais.wordpress.com/117/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=malvamauvais.wordpress.com&#038;blog=11767329&#038;post=117&#038;subd=malvamauvais&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://malvamauvais.wordpress.com/2010/02/09/o-excesso-e-a-falta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fa6f05806d79d974e20126d37d902176?s=96&amp;d=monsterid&amp;r=PG" medium="image">
			<media:title type="html">malvamauvais</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://malvamauvais.files.wordpress.com/2010/02/orgia-estatuasa3.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">orgia-estatuasA</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>

