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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;CEUERX46fSp7ImA9WhRaFE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065</id><updated>2012-02-16T06:23:24.015-08:00</updated><title>MarcioHistorian, o blog da história.</title><subtitle type="html">O novo jeito de estudar história.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://marciohistorian.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/MarciohistorianOBlogDaHistria" /><feedburner:info uri="marciohistorianoblogdahistria" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;CUIHQnszfSp7ImA9WhdRFkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-3948344794712078616</id><published>2011-08-06T19:01:00.000-07:00</published><updated>2011-08-06T19:18:53.585-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-06T19:18:53.585-07:00</app:edited><title>Série bibliográfica:"Gênios que mudaram a história".Parte VII: Nicolau Maquiavel</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/Portrait_of_Niccolò_Machiavelli_by_Santi_di_Tito.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 160px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/Portrait_of_Niccolò_Machiavelli_by_Santi_di_Tito.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(em italiano Niccolò Machiavelli; Florença, 3 de maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente. Desde as primeiras críticas, feitas postumamente por um cardeal inglês, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niccolò di Bernardo dei Machiavelli viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra. Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu suas principais obras. Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto como desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade clássica de maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contexto histórico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o Renascimento, as cinco principais potências na península Itálica eram: o Ducado de Milão, a República de Veneza, a República de Florença, o Reino de Nápoles e os Estados Pontifícios. A maior parte dos Estados da península era ilegítima, tomados por mercenários chamados "condottieri".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram incapazes de se aliar durante muito tempo estando entregues à intriga diplomática e às disputas, e, por suas riquezas, eram atrativos para as demais potências europeias do período, principalmente Espanha e França. A política italiana era, portanto, muito complexa e os interesses políticos estavam sempre divididos. Batalhando entre si, ficavam à mercê das ambições estrangeiras, mas a influência de alguém como Lourenço de Médici havia impedido uma invasão. Com a morte deste em 1492, e a inaptidão política de seu filho, a Itália foi invadida por Carlos VIII, causando a expulsão dos Médici de Florença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta era palco do conflito entre duas tendências: a da exaltação pagã do indivíduo, da vida e da glória histórica, representada por Lourenço de Médici e seu irmão Juliano de Médici; e a da contemplação cristã do mundo, voltada para o além, que se formava como resposta ao ressurgimento da primeira nos mais variados aspectos da vida como a arte e até na Igreja, representada por religiosos como Girolamo Savonarola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciando a chegada de Carlos VIII como a de um salvador, contrário aos Médici e com grande apoio popular, o pregador Girolamo Savonarola tornou-se a figura mais importante da cidade dando ao governo um viés teocrático-democrático. Com sua crescente autoridade e influência, Savonarola passou a criticar os padres de Roma como corruptos e o Papa Alexandre VI por seu nepotismo e imoralidade. O Papa excomungou o frade, mas a excomunhão foi declarada inválida por ele. No entanto, Savonarola acabou preso e executado pelo governo provisório em 23 de maio de 1498. Com a demissão de seus simpatizantes, cinco dias depois da morte do frade, Maquiavel, com 29 anos, foi nomeado para o cargo de secretário da Segunda Chancelaria de Florença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juventude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se conhece da biografia de Maquiavel antes de entrar para a vida pública. Ele era o terceiro de quatro filhos de Bernardo e Bartolomea de' Nelli. Sua família era toscana, antiga e empobrecida. Iniciou seus estudos de latim com sete anos e, posteriormente, estudou também o ábaco, bem como os fundamentos da língua grega antiga. Comparada com a de outros humanistas sua educação foi fraca, principalmente por causa dos poucos recursos da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe ao certo o que teria levado à escolha de Maquiavel para a chancelaria em 19 de junho de 1498. Alguns autores afirmam que ele teria trabalhado aí como auxiliar em 1494 ou 1495, hipótese contestada atualmente. Outros preferem atribuir a sua entrada à escolha de um antigo professor seu, Marcelo Virgilio Adriani, o qual ele teria conhecido em aulas na Universidade Pública de Florença e naquele momento era Secretário da Primeira Chancelaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda Chancelaria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal instituição de Florença nesse período era a Senhoria[4] com diversos órgãos auxiliares como as duas chancelarias. A primeira chancelaria era responsável pela política externa e pela correspondência com o exterior. A segunda ocupava-se com as guerras e a política interna. No entanto, essas funções muitas vezes se sobrepunham e a autoridade da primeira chancelaria prevalecia sobre a da segunda. Entre as funções exercidas por Maquiavel, estavam tarefas burocráticas e de assessoria política, de diplomacia e de comando no Conselho dos Dez, um outro órgão auxiliar da Senhoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiras missões diplomáticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira de suas missões[6] foi a de convencer um condottiero a continuar recebendo o mesmo soldo. Nesse momento, o governo da República de Florença desejava reaver o controle de Pisa que havia aproveitado a passagem de Carlos VIII para rebelar-se, de forma que, ao realizar essa primeira missão de forma satisfatória, foi enviado em julho de 1499 para negociar com Catarina Sforza, duquesa de Ímola e Forlì a renovação da "condotta" de seu filho Otaviano e para tentar conseguir o auxílio dela com soldados e artilharia para a tomada de Pisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Florença contratara o filho da duquesa por 15 mil ducados sabendo-o mau estrategista militar e Maquiavel tinha como instruções, diminuir o soldo e conseguir tropas e munição para a retomada de Pisa. Ele conseguiu de forma satisfatória reduzir o soldo a 12 mil ducados e não comprometeu a cidade na defesa de Ímola e Forlì como queria Catarina.[6] A partir dessa primeira missão, escreveu o Discorso fatto al Magistrato dei Dieci sopra le cose di Pisa, de 1499, seu primeiro escrito político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Missão à corte francesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois Luís XII, sucessor de Carlos VIII, conquistou o Ducado de Milão a Ludovico Sforza e, em troca de seu apoio, a República de Florença solicitou o auxílio deste na guerra contra a República de Pisa. Luís XII enviou um exército mercenário que se mostrou indisciplinado e desinteressado pela luta, tendo até mesmo prendido um comissário de Florença. Logo foi necessário enviar representantes à corte francesa em Nevers para relatar a situação e encontrar uma solução sem, entretanto, irritar o rei. Para isso, foram enviados Francisco della Casa e Maquiavel. Pouco antes de ir, seu pai morreu e ficou só com o irmão Totto, que em breve se dedicaria à vida eclesiástica, pois as duas irmãs já haviam se casado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dois, o rei respondeu que parte da culpa pelo fracasso era de Florença e inclusive insistiu para que o ataque a Pisa continuasse às custas da cidade para reparar a honra do rei. Sem poderes para negociar, Maquiavel limitou-se a aconselhar a Senhoria durante o período em que acompanhou a corte através de França e a solicitar o envio de embaixadores que pudessem tratar destes assuntos com mais autoridade. Aí pôde conhecer um pouco mais sobre uma nação que se havia unificado em torno de um rei, diferentemente da Itália. Depois de mais duas viagens à França anos depois, reuniria suas observações sobre a política francesa em dois textos: "Ritrati delle cose di Francia" (1510) e "De natura gallorum".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à cidade, casou-se com Marietta Corsini, com quem teria quatro filhos e duas filhas (Bernardo, Ludovico, Piero, Guido, Bartolomea e outra menina morta na primeira infância), mas teve logo que viajar de novo, pois os partidos políticos de Pistoia, outra cidade submetida a Florença, haviam se unido e ameaçavam rebelar-se. Maquiavel foi de opinião que se deveria dar fim e proibir tais partidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Bórgia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1501, César Bórgia, como condottiero da Igreja e filho do papa Alexandre VI, vinha conquistando territórios na Toscana, como Faenza. Acercou-se de Florença com seus exércitos e exigiu que a cidade se aliasse a ele, pagasse-lhe um tributo e mudasse seu governo para um mais favorável a si. Quando os florentinos, sem opção, estavam prestes a ceder, Luís XII de França pressionou César Bórgia que foi obrigado a levantar acampamento. Dirigiu-se para Piombino, conquistando-a facilmente e também Pesaro e Rimini, após o quê voltou para Roma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;César Bórgia ou Duque Valentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Bórgia percebeu que, com a aliança francesa, Florença seria um empecilho a seu plano de expansão e por isso solicitou o envio de representantes com os quais tratar de seus interesses. Para essa missão foi enviado Francisco Soderini, tendo Maquiavel como secretário e auxílio. Durante a ida, surpreendeu-os a notícia da conquista do ducado de Urbino pelo Duque Valentino: ele pediu um reforço de artilharia para a cidade e quando este lhe foi enviado, voltou-se contra o ducado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegadas tropas francesas, os enviados puderam retornar. Após a retirada das tropas de Bórgia da Toscana, Maquiavel escreveu o Del modo di trattare i popoli della Valdichiana ribellati (1502) sua primeira obra sem relação com as atividades da Chancelaria,[8] e foi neste período que ocorreu uma reforma na constituição florentina tornando o cargo de gonfaloneiro vitalício. Ele era ocupado por Piero Soderini, de quem Maquiavel tornou-se próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, César Bórgia conquistou a seus próprios condottieri Città di Castello e Bolonha. Temendo o duque, estes se reuniram em Mangione para conspirar contra ele. César Bórgia solicitou a Florença um embaixador para negociar uma aliança e enviaram-lhe Maquiavel, sem poderes de embaixador, em 5 de outubro de 1502, apenas com a incumbência de entregar os conjurados, afirmando que eles haviam convidado Florença para participar da conspiração, mas que esta havia se negado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 9 de dezembro, César Bórgia marchou para Cesena com a intenção de dar fim ao conluio. Lá, mandou prender seu lugar-tenente, Ramiro de Lorque, que apareceu morto no dia seguinte. Dirigiu-se para Pesaro e depois, para Fano, ordenando que Orsini e Vitellozzo Vitelli, dois de seus subordinados, conquistassem Sinagaglia aonde, juntamente com Oliverotto de Fermo deveriam aguardá-lo. Foi aí que, ao chegar com suas tropas, mandou prender e, mais tarde, executar os três. Desse acontecimento deu Maquiavel sua análise no escrito: "Descrizione Del modo tenuto dal duca Valentino nell' ammazzare Vitellozzo Vitelli, Oliverotto da Fermo, il Signor Paolo e il Duca di Gravina Orsini" (1502).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedindo ajuda florentina, mas sem esperá-la, partiu para conquistar Città di Castello, Perugia, Corinaldo, Sassoferrato e Gualdo, de onde Maquiavel foi chamado de volta por ter sido nomeado um embaixador. Chegou a Florença em 23 de janeiro de 1508. Com a morte de Alexandre VI e tendo Júlio II se tornado Papa, César Bórgia perdeu seu apoio e veio a se enfraquecer. Feito prisioneiro duas vezes, morreu lutando pelo exército de Navarra, mas a figura de César Bórgia ficaria marcada para Maquiavel como a do perfeito representante de seu príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarda florentina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de César Bórgia, surgiu um novo problema: a expansão da República de Veneza pela Romanha que surpreendeu o Papa, os florentinos e o imperador Maximiliano. Sentindo os perigos externos se avolumarem e, por outro lado, conhecendo a ineficiência das tropas mercenárias, Maquiavel solicitou a Soderini a permissão para criar um exército formado por cidadãos de Florença. Recebida a autorização após alguma resistência, iniciou imediatamente seus trabalhos e apenas cinco meses depois, em 15 de fevereiro de 1506 as novas tropas desfilaram na Piazza della Signoria. Pouco antes havia terminado o Decennale primo, poema de 550 versos em "terça rima" que narravam os últimos dez anos e ao qual se seguiria o Decennale secondo (em 1509).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa época, o Papa Júlio II decidiu retomar os domínios da Igreja conquistados por Veneza e pelos homens de Bórgia: Baglioni e Bentivoglio. Marchando contra eles, pediu ajuda de Florença mediante envio de tropas. Sem querer desguarnecer Pisa ou desgostar o Papa, decidiu-se enviar Maquiavel para ganhar tempo. Ele acompanhou o papa até Perugia, onde assistiu espantado à rendição de Baglioni, pois não compreendia como ele havia deixado passar a oportunidade de prender o Papa, na sua visão, um príncipe invadindo seus domínios como outro qualquer.[11] Não estava presente a tomada da Bolonha por que Florença finalmente enviou as tropas solicitadas, bem como um embaixador para substituí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queda de Soderini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período, Maximiliano I declarou ter a intenção de conquistar a Itália para restaurar o antigo Sacro Império Romano-Germânico fazendo-se coroar em Roma. Com isso, os florentinos decidiram enviar representantes para saber a que custo poderiam preservar a cidade. Maquiavel e Francesco Vettori — que se tornariam amigos daí em diante — foram encarregados dessa negociação e chegaram à corte em janeiro de 1508.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não permaneceram durante muito tempo, pois Maximiliano seria derrotado pela República de Veneza. Maquiavel retornou em junho do mesmo ano e passou a organizar as operações contra a República de Pisa, vencida em 4 de junho de 1509, após 15 anos de guerra. Da experiência com a viagem ao império, Maquiavel escreveria o "Ritratti delle cose dell'Alemagna" (1508-1512).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrementes as hostilidades entre o papa e Veneza chegaram ao máximo e a última acabou derrotada pela Liga de Cambrai. Por outro lado, decidindo que não poderia deixar a Itália cair em mãos estrangeiras, o papa formou uma aliança com a Espanha e Veneza contra a França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os florentinos que sempre contaram com a ajuda do rei francês e que não queriam desagradar o papa viram-se divididos. Maquiavel foi enviado à corte francesa para explicar a prudência dos florentinos apesar da exigência do rei de que esta se declarasse a seu favor. Sem sucesso, retornou em outubro de 1510 com a certeza de que haveria uma guerra entre a França e os Estados da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após Luís XII ter convocado um concílio cismático e este decidido reunir-se em Pisa, domínio florentino, o papa ameaçou Florença com a excomunhão e Maquiavel teve que negociar o afastamento da reunião. Apesar do sucesso da missão — os padres dirigiram-se para Milão — o papa resolveu dar fim ao governo de Soderini. Uniu-se ao rei de Aragão contra a França e como Florença se recusou a apoiá-lo, a Dieta de Mântua atacou a cidade e destituiu Soderini, trazendo os Médici de volta ao poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrita das principais obras&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Papa Júlio II, retrato de Rafael Sanzio, 1512, National Gallery, Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 7 de novembro de 1512, Maquiavel foi demitido sob a acusação de ser um dos responsáveis por uma política anti-Médici e grande colaborador do governo anterior. Foi multado em mil florins de ouro e proibido de se retirar da Toscana durante um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar sua situação, no ano seguinte dois jovens, Agostino Capponi e Pietropolo Boscoli, foram presos e acusados de conspirarem contra o governo. Um deles deixou cair involuntariamente uma lista de possíveis adeptos do movimento republicano, entre os quais estava o de Maquiavel, que foi preso e torturado. Para sua sorte, com a morte do papa Júlio II em 21 de fevereiro de 1513 e a eleição de João de Médici, um florentino, como Leão X, todos os suspeitos de conspiração foram anistiados como sinal de regozijo e com eles Maquiavel, depois de passar 22 dias na prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libertado, seguiu para uma propriedade em Sant'Andrea in Percussina distante sete quilômetros de San Casciano. Foi durante esse ostracismo e inatividade, o qual duraria até sua morte, que ele escreveu suas obras mais conhecidas: "O Príncipe" e os "Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio" (1512-1517). Foi também nesse período que conheceu vários escritores no Jardim Rucellai, círculo de literatos, e se aproximou de Francesco Guicciardini apesar de já conhecê-lo há tempos. Entre os escritos desse período estão o poema Asino d'oro (1517), a peça A Mandrágora (1518), considerada uma obra prima da comédia italiana,[13] e Novella di Belfagor (romance, 1515), além de vários tratados histórico-político, poemas e sua correspondência particular (organizada pelos descendentes) como Dialogo intorno alla nostra língua (1514), Andria (1517), Discorso sopra il riformare lo stato di Firenze (1520), Sommario delle cose della citta di Lucca (1520), Discorso delle cose florentine dopo la morte di Lorenzo (1520), Clizia, comédia em prosa (1525), Frammenti storici (1525) e outros poemas como Sonetti, Canzoni, Ottave, e Canti carnascialeschi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de Lourenço II em 1520, Júlio de Médici assumiu o poder em Florença. Ele via Maquiavel com melhores olhos que seus antecessores e o contratou como historiador da república para escrever uma História de Florença, obra a qual dedicaria os sete últimos anos de sua vida. Nesse mesmo ano, ele estava ocupado escrevendo A Arte da Guerra (1519-1520). E é a partir de uma viagem a trabalho a Lucca que ele escreveu a "Vita di Castruccio Castracani da Lucca" (1520).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a queda dos Médici em 1527 com a invasão e saque de Roma por tropas espanholas, a república instalou-se novamente na cidade, mas Maquiavel viu mais uma vez suas esperanças de voltar a servir à cidade serem desfeitas pois havia trabalhado para os Médici e foi tratado com desconfiança pela nova república. Poucos dias depois, ficou doente, sentindo dores intestinais, e morreu obscuramente sendo enterrado no túmulo da família na Igreja de Santa Croce em Florença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Príncipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha de rosto da edição de 1550 de O Príncipe e de A vida de Castruccio Castracani da Lucca, de Nicolau Maquiavel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Príncipe" é provavelmente o livro mais conhecido de Maquiavel e foi completamente escrito em 1513, apesar de publicado postumamente, em 1532. Teve origem com a união de Juliano de Médici e do Papa Leão X, com a qual Maquiavel viu a possibilidade de um príncipe finalmente unificar a Itália e defendê-la contra os estrangeiros, apesar de dedicar a obra a Lourenço de Médici II, mais jovem, de forma a estimulá-lo a realizar esta empreitada. Outra versão sobre a origem do livro, diz que ele o teria escrito em uma tentativa de obter favores dos Médici, contudo ambas as versões não são excludentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está dividido em 26 capítulos. No início ele apresenta os tipos de principado existentes e expõe as características de cada um deles. A partir daí, defende a necessidade do príncipe de basear suas forças em exércitos próprios, não em mercenários e, após tratar do governo propriamente dito e dos motivos por trás da fraqueza dos Estados italianos, conclui a obra fazendo uma exortação a que um novo príncipe conquiste e liberte a Itália. Em uma carta ao amigo Francesco Vettori, datada de 10 de dezembro de 1513, Maquiavel comenta sobre o escrito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como Dante diz que não se faz ciência sem registrar o que se aprende, eu tenho anotado tudo nas conversas que me parece essencial, e compus um pequeno livro chamado De principatibus, onde investigo profundamente o quanto posso cogitar desse assunto, debatendo o que é um principado, que tipos de principado existem, como são conquistados, mantidos, e como se perdem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Carta de Nicolau Maquiavel a Francesco Vettori de 10 de Dezembro de 1513.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio" opõem-se a "O Príncipe" pelo tema, apesar de ambos compartilharem alguns conceitos. Foram pensados como análise e comentário a toda a obra de Tito Lívio, mas permaneceram incompletos, não passando da primeira década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta obra surgiu da vontade do autor de comparar as instituições da antiguidade, em especial as da Roma clássica, com as de Florença no período. Assim, seguindo a obra de Tito Lívio, analisa como surgem, se mantém e se extinguem os Estados. Ficou assim dividido em três partes, estudando na primeira a fundação e a organização, em seguida o enriquecimento e a expansão e por fim sua decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpretações comuns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Maquiavel relaciona-se diretamente com o tempo no qual foi produzida. O método utilizado por ele rompe com a tradição medieval ao fundamentar-se no empirismo e na análise dos fatos recorrendo a experiência histórica da Roma Antiga ganha por ele em seus estudos. Além disso, ele foi o primeiro a propor uma ética para a política diferente da ética religiosa, ou seja, a finalidade da política seria a manutenção do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro a se pronunciar sobre sua obra foi o cardeal inglês Reginald Pole, se dizendo horrorizado com a influência que ela teria sobre Thomas Cromwell. Os jesuítas o acusaram de ser contra a Igreja e convenceram o Papa Paulo IV a colocá-lo no Index Librorum Prohibitorum em 1559. Na França, um huguenote chamado Innocent Gentillet escreveu uma obra na qual o acusou de ateísmo e, seus métodos, de causadores do Massacre da noite de São Bartolomeu. Esta obra foi muito difundida na Inglaterra, contribuindo para a visão apresentada no teatro do século XVI. Em geral seus críticos se basearam em O Príncipe, analisando a obra isoladamente das demais obras de Maquiavel e sem levar em conta o contexto no qual foi produzida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve também aqueles que quiseram conciliar seu pensamento com a Igreja ou torná-lo um nacionalista; sem muito sucesso, pois manipulavam seu pensamento da mesma forma. No presente, as análises feitas procuram levar em conta principalmente os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio e sua A Arte da Guerra, contextualizando seus escritos e declarando que Maquiavel não inventou uma teoria política, apenas descreveu as práticas que viu refletindo sobre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselheiro de tiranos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Busto de Maquiavel em Florença no Palazzo Vecchio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa análise começou a difundir-se com a Reforma e a Contra-Reforma. Se até então suas obras eram ignoradas, a partir daí, o autor e suas obras passaram a ser vistos como perniciosos, sendo forjada a expressão "os fins justificam os meios", não encontrada em sua obra.[20]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa interpretação está ligada também a visão de seus escritos como base teórica do absolutismo, ao lado de Thomas Hobbes e Jacques-Bénigne Bossuet, sem, no entanto, contemplar-se os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio em que faz elogios à forma republicana de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua obra O Príncipe, defendeu a centralização do poder político e não propriamente o absolutismo. Suas considerações e recomendações aos governantes sobre a melhor maneira de administrar o governo caracterizam a obra como uma teoria do Estado moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma leitura apressada ou enviesada de Maquiavel poderia levar-nos a entendê-lo como um defensor da falta de ética na política, em que "os fins justificam os meios". Para entender sua teoria é necessário colocá-lo no contexto da Itália renascentista, em que se lutava contra os particularismos locais. Durante o século XVI, a península Itálica estava dividida em diversos pequenos Estados, entre repúblicas, reinos, ducados, além dos Estados da Igreja. As disputas de poder entre esses territórios era constante, a ponto de os governantes contratarem os serviços do condottieri (mercenários) com o intuito de obter conquistas territoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito difundida no século XVI e encontram-se aproximadamente 400 peças que citam Maquiavel, todas vinculando seu nome à maldade, a ardilosidade e a falta de escrúpulos. William Shakespeare, por exemplo, o coloca em uma fala de Ricardo, Duque de Gloucester na sua peça Henrique VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselheiro do povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda interpretação diz que ao escrever O Príncipe, Maquiavel tentava alertar o povo sobre os perigos da tirania, tendo entre seus adeptos, Baruch de Espinoza e Jean-Jacques Rousseau. Este último escreveu "(…) é o que Maquiavel fez ver com evidência. Fingindo dar lições aos reis, deu-as, e grandes, aos povos." Foi defendida recentemente por estudiosos da obra dele como Garret Mattingly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os que afirmam ser "O Príncipe" uma sátira dos costumes dos governantes ou que o autor não acreditaria no que escreveu, baseando esta afirmação na preferência que teria Maquiavel pela República como forma de governo. Contudo o autor também faz críticas a República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nacionalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cenário da Europa do século XIX, durante as Guerras Napoleônicas, com a Alemanha e a Itália fragmentadas e com os nacionalismos internos surgindo, forma-se a visão de Maquiavel como um nacionalista exaltado, disposto a tudo pela união e defesa da Itália. A obra de Maquiavel revela a consciência diante do perigo da divisão política da península em vários estados, que estariam expostos à mercê das grandes potências européias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hegel, Herder, Macaulay e Burd foram alguns de seus defensores, certamente fundamentando sua interpretação no capítulo final de O Príncipe em que Maquiavel faz uma apaixonada defesa de uma Itália unificada, afirmando que um povo só pode ser feliz e próspero se estiver unido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel não foi um pensador sistemático. Ele utiliza o empirismo para escrever através de um método indutivo e pensa em seus escritos como conselhos práticos, sendo além disso antiutópico e realista. A teoria não se separa da prática em Maquiavel.Os conceitos desenvolvidos por ele rompem com a tradição medieval teológica e também com a prática, comum durante o Renascimento, de propor Estados imaginários perfeitos, os quais os príncipes deveriam ter sempre em mente. A partir da observação da política de seu tempo e da comparação desta com a da Antiguidade vai formular o seu pensamento por acreditar na imutabilidade da natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virtù e fortuna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conceitos de virtù e fortuna são empregados várias vezes por Maquiavel em suas obras. Para ele, a virtù seria a capacidade de adaptação aos acontecimentos políticos que levaria à permanência no poder. A virtù seria como uma barragem que deteria os desígnios do destino. Mas segundo o autor, em geral, os seres humanos tendem a manter a mesma conduta quando esta frutifica e assim acabam perdendo o poder quando a situação muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de fortuna em Maquiavel vem da deusa romana da sorte e representa as coisas inevitáveis que acontecem aos seres humanos. Não se pode saber a quem ela vai fazer bens ou males e ela pode tanto levar alguém ao poder como tirá-lo de lá, embora não se manifeste apenas na política. Como sua vontade é desconhecida, não se pode afirmar que ela nunca lhe favorecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maquiavel escreve história mais como pensador político do que como historiador. Assim ele não se preocupa tanto com a referência precisa de afirmações contidas nas suas obras, ainda que tenha ido aos arquivos de Florença - prática incomum na época - e deixa transparecer nas suas obras históricas a defesa de algumas das suas ideias através da narração dos factos históricos. Ele também acredita que a história se repete, tornando a sua escrita útil como exemplo para que os homens, tentados a agir sempre da mesma maneira, evitassem cometer os mesmos erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, enquanto alguns dos seus biógrafos atribuem-lhe os fundamentos da escrita moderna da história, outros admitem que ele não possuía uma visão crítica o suficiente para poder separar os factos históricos dos mitos e aceitou como verdade, por exemplo, a fundação mitológica de Roma, Outros, ainda, atribuem-lhe uma "concepção dogmática e ingénua da história".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ética em Maquiavel se contrapõe à ética cristã herdada por ele da Idade Média. Para a ética cristã, as atitudes dos governantes e os Estados em si estavam subordinados a uma lei superior e a vida humana destinava-se à salvação da alma. Com Maquiavel a finalidade das ações dos governantes passa a ser a manutenção da pátria e o bem geral da comunidade, não o próprio, de forma que uma atitude não pode ser chamada de boa ou má a não ser sob uma perspectiva histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reside aí um ponto de crítica ao pensamento maquiavélico, pois com essa justificativa, o Estado pode praticar todo tipo de violência, seja aos seus cidadãos, seja a outros Estados. Ao mesmo tempo, o julgamento posterior de uma atitude que parecia boa, pode mostrá-la má.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natureza humana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, a natureza humana seria essencialmente má e os seres humanos querem obter os máximos ganhos a partir do menor esforço, apenas fazendo o bem quando forçados a isso. A natureza humana também não se alteraria ao longo da história fazendo com que seus contemporâneos agissem da mesma maneira que os antigos romanos e que a história dessa e de outras civilizações servissem de exemplo. Falta-lhe um senso das mudanças históricas.“ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mesmo as leis mais bem ordenadas são impotentes diante dos costumes"&lt;br /&gt;— Nicolau Maquiavel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como consequência acha inútil imaginar Estados utópicos, visto que nunca antes postos em prática e prefere pensar no real. Sem querer com isso dizer que os seres humanos ajam sempre de forma má, pois isso causaria o fim da sociedade, baseada em um acordo entre os cidadãos. Ele quer dizer que o governante não pode esperar o melhor dos homens ou que estes ajam segundo o que se espera deles.&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro. Introdução ao pensamento político de Maquiavel. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1979. p. 19.&lt;br /&gt;↑ RIDOLFI, Roberto. Biografia de Nicolau Maquiavel. São Paulo: Musa Editora, 2003. p.19. ISBN 85-85653-67-1&lt;br /&gt;↑ RIDOLFI, Roberto., op. cit., pp. 31-37&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 25.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 26.&lt;br /&gt;↑ a b c ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 27.&lt;br /&gt;↑ RIDOLFI, Roberto., op. cit., p.51&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 34.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 33.&lt;br /&gt;↑ BIGNOTTO, Newton. Maquiavel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 20. ISBN 85-7110-743-2&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 41.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 46.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 51.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 66.&lt;br /&gt;↑ Niccolò Machiavelli. Lettere. Acessado em 23 de Setembro de 2006.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 48.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 71-72.&lt;br /&gt;↑ a b c ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 62.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 64.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 97&lt;br /&gt;↑ BIGNOTTO, Newton., op. cit., p. 25&lt;br /&gt;↑ BARROS, Vinícios Soares de Campos. Introdução a Maquiavel – Uma teoria do Estado ou uma Teoria do Poder?. São Paulo: Edicamp, 2004. p. 15. ISBN 85-88513-45-5&lt;br /&gt;↑ BARROS, Vinícios Soares de Campos., op. cit., p. 94.&lt;br /&gt;↑ BARROS, Vinícios Soares de Campos., op. cit., p. 18&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 48-49.&lt;br /&gt;↑ a b c ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 74.&lt;br /&gt;↑ BARROS, Vinícios Soares de Campos., op. cit., pp. 19-20.&lt;br /&gt;↑ a b ESCOREL, Lauro., op. cit., pp. 11-14.&lt;br /&gt;↑ a b PINZANI, Alessandro. Maquiavel &amp; O Príncipe. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004. pp. 16-19. ISBN 85-7110-801-3&lt;br /&gt;↑ BIGNOTTO, Newton., op. cit., pp. 23-26&lt;br /&gt;↑ BIGNOTTO, Newton., op. cit., pp. 26-28&lt;br /&gt;↑ a b RIDOLFI, Roberto., op. cit., p. 226&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 53.&lt;br /&gt;↑ BIGNOTTO, Newton., op. cit., pp. 18-19&lt;br /&gt;↑ a b c ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 73.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., pp. 93-101.&lt;br /&gt;↑ ESCOREL, Lauro., op. cit., p. 107.&lt;br /&gt;↑ a b c BIGNOTTO, Newton., op. cit., p. 19-20&lt;br /&gt;↑ jornal O Estado de São Paulo, edição de 8 de março de 2009 (Caderno 1), pag 2, Gaudêncio Torquato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABRAHÃO, Miguel M.. O Strip do Diabo. São Paulo: Agbook, 2009. ISBN&lt;br /&gt;BATH, Sérgio. Maquiavelismo: a prática política segundo Nicolau Maquiavel. São Paulo: Editora Ática, 1992. ISBN&lt;br /&gt;CORTINA, Arnaldo. O príncipe de Maquiavel e seus leitores: uma investigação sobre o processo de leitura. São Paulo: Unesp, 2000. ISBN&lt;br /&gt;DE GRAZIA, Sebastian. Maquiavel no inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. ISBN&lt;br /&gt;LARIVAILLE, Paul. A Itália no tempo de Maquiavel:: Roma e Florença.. São Paulo: Companhia das Letras, 1979. ISBN 85-85095-99-7&lt;br /&gt;LEDEEN, Michael A.. Maquiavel e a liderança moderna. [S.l.]: Cultrix. ISBN 853160737X, 9788531607370&lt;br /&gt;NEDEL, José.. Maquiavel: concepção antropológica e ética. Porto Alegre: EDIPUCRS. ISBN&lt;br /&gt;NIVALDO, José. Maquiavel, o Poder. São Paulo: Martin Claret, 2004. ISBN&lt;br /&gt;RIDOLFI, Roberto. Biografia de Nicolau Maquiavel. [S.l.]: Musa, 2003. ISBN&lt;br /&gt;TENENTI, Alberto. . Florença na época dos Médici: Da cidade ao Estado.. São Paulo: Perspectiva, 1973. ISBN&lt;br /&gt;VIROLI, Maurizio. O sorriso de Nicolau. São Paulo: Estação Liberdade, 2002. ISBN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-3948344794712078616?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cnJv4_Fpz2YdEIq2MXY4llguJfs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cnJv4_Fpz2YdEIq2MXY4llguJfs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Todo o seu trabalho foi desenvolvido em uma arqueologia do saber filosófico, da experiência literária e da análise do discurso. Seu trabalho também se concentrou sobre a relação entre poder e governamentalidade, e das práticas de subjetivação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em 1954, Foucault publicou seu primeiro livro, a "Doença mental e personalidade", um trabalho encomendado por Althusser. Rapidamente se tornou evidente que ele não estava interessado em uma carreira de professor, de modo que empreendeu um longo exílio da França. Porém, no mesmo ano, ele aceitou uma posição na Universidade de Uppsala, na Suécia como professor e conselheiro cultural, uma posição que foi arranjada para ele por George Dumézil, que mais tarde se tornou um amigo e mentor. Em 1958, ele saiu da Suécia para Varsóvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault voltou à França, em 1960, para concluir a sua tese e uma posição em filosofia na Universidade de Clermont-Ferrand, a convite de Jules Vuillemin, diretor do departamento de filosofia. Foi colega de Michel Serres. Em 1961, doutorou-se com a tradução e uma introdução com notas sobre "Antropologia do ponto de vista pragmático", de Kant orientado por Jean Hyppolite. Sua tese intitulada "História da loucura na idade clássica", foi orientada por Georges Canguilhem. Filho de um médico, ele estava interessado na epistemologia da Medicina e publica nesta área, "Nascimento da clínica: uma arqueologia do saber médico", "Raymond Roussel", além de uma reedição de seu livro de 1954 (no âmbito de um novo título, "Doença e psicologia mental".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência da atribuição de Defert para a Tunísia, para o período de serviço militar, Foucault se mudou para lá também e tomou uma posição na Universidade de Túnis, em 1965. Em janeiro, ele foi nomeado para a Comissão para a reforma das universidades estabelecido pelo Ministro da Educação da época, Christian Fouchet, no entanto, um inquérito sobre a sua privacidade é apontado por alguns estudiosos como a causa de sua não-nomeação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1966 ele publicou As Palavras e as Coisas, que tem um enorme sucesso imediato. Ao mesmo tempo, a popularidade do estruturalismo está em seu auge, e Foucault rapidamente é agrupado com estudiosos e filósofos como Jacques Derrida, Claude Lévi-Strauss e Roland Barthes, então visto como a nova onda de pensadores contrários ao existencialismo desempenhado por Jean-Paul Sartre. Inúmeras discussões e entrevistas envolvendo Foucault são então colocadas em oposição ao humanismo e ao existencialismo, pelo estudo dos sistemas e estruturas. Foucault, logo se cansou do o rótulo de "estruturalista". O ano de 1966 é uma emoção sem igual na área de humanas: Lacan, Lévi-Strauss, Benveniste, Genette, Greimas, Dubrovsky, Todorov e Barthes publicam algumas das suas obras mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault ainda está em Túnis, durante os acontecimentos de maio de 1968, onde ele estava profundamente envolvido com a revolta estudantil na Tunísia, no mesmo ano. No outono de 1968, ele retornou à França e publicou "A arqueologia do saber", como uma resposta a seus críticos, em 1969.&lt;br /&gt;                                     &lt;br /&gt;                                   Temas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault é amplamente conhecido pelas suas críticas às instituições sociais, especialmente à psiquiatria, à medicina, às prisões, e por suas ideias e da evolução da história da sexualidade, as suas teorias gerais relativas à energia e à complexa relação entre poder e conhecimento, bem como para estudar a expressão do discurso em relação à história do pensamento ocidental, e tem sido amplamente discutido, a imagem da "morte do homem" anunciada em "As Palavras e Coisas", ou a ideia de subjetivação, reativada no interesse próprio de uma forma ainda problemática para a filosofia clássica do sujeito. Parece então que mais do que em análises da "identidade", por definição, estáticas e objetivadas, Foucault centra-se na "vida" e nos diferentes processos de subjetivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             Filiação Filosófica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seu trabalho é muitas vezes descrito como pós-moderno ou pós-estruturalista, por comentadores e críticos contemporâneos, ele foi mais frequentemente associado com o movimento estruturalista, especialmente nos primeiros anos após a publicação de "As Palavras e as Coisas". Inicialmente aceitou a filiação, posteriormente, ele marcou a sua distância à abordagem estruturalista, explicando que ao contrário desta última, não tinha adaptado uma abordagem formalista. Ele aceitou não ver o rótulo de pós-modernista aplicado ao seu trabalho, dizendo que preferia discutir como a definição de "modernidade" em si. Sua filiação intelectual pode estar relacionada ao modo como ele próprio definiu as funções do intelectual não garante certos valores, mas em questão de ver e dizer, seguindo um modelo de resposta intuitiva para o "intolerável .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual é considerado por certos autores, contrariando a própria opinião de si mesmo, um pós-moderno. Os primeiros trabalhos (História da Loucura, O Nascimento da Clínica, As Palavras e as Coisas, A Arqueologia do Saber) seguem uma linha pós-estruturalista, o que não impede que seja considerado geralmente como um estruturalista devido a obras posteriores como Vigiar e Punir e A História da Sexualidade. Além desses livros, são publicadas hoje em dia transcrições de seus cursos realizados no Collège de France e inúmeras entrevistas, que auxiliam na introdução ao pensamento deste autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michel Foucault é mais conhecido por ter destacado as formas de certas práticas das intituições em relação aos indivíduos. Ele destacou a grande semelhança nos modos de tratamento dado ou infligidos aos grandes grupos de indivíduos que constituem os limites do grupo social: os loucos, prisioneiros, alguns grupos de estrangeiros, soldados e crianças. Ele acredita que, em última análise, eles têm em comum a ser vistos com desconfiança e excluídos por uma regra em confinamento em instalações seguras, especializada, construída e organizada em modelos semelhantes (asilos, presídios, quartéis, escolas), inspirado no modelo monástico o que ele chamou de "instituição disciplinar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             História da Loucura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michel Foucault procurou, na grande maioria das suas obras, abordar problemas concretos como a insanidade (a prisão, a clínica ...); em um contexto muito específico geográfica e historicamente (a França, na Europa ou no Ocidente); (idade do clássica, do século XVIII, ou na Grécia antiga, etc.). No entanto, as suas observações ajudam a identificar os conceitos superiores a esses limites no tempo e no espaço. Elas conservam, assim, uma grande abrangência, tantos intelectuais - em uma variedade de áreas. Estuda a transferência, por exemplo, das técnicas de punição penal no final do século XVIII, sugerindo o surgimento de uma nova forma de subjectividade constituída pelo governo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biopoder. Essa perspectiva histórica não tem mal. A Ontologia de Foucault é uma experiência, a prudência, um exercício sobre as paragens do nosso presente, o teste de nossos limites, o paciente como "a nossa impaciência pela liberdade", o que explica o seu interesse é o tema da relação entre o poder institucional e individual -, bem como alguma ideia de subjectivação. Esta Constituição estabelece o poder do conhecimento e é por sua vez fundada por eles: o conceito de "poder do conhecimento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há relação de poder sem constituição correlativa de um campo de conhecimento, ou que não pressupõe e constitui, ao mesmo tempo relações de poder ... Estes relatórios de "poder-saber" não estão a ser analisados a partir de um conhecimento sobre o que seria livre ou não do sistema de poder, mas em vez disso, devemos considerar que o sujeito sabe, os objectos são como os efeitos dessas implicações fundamentais do poder-saber ... "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            Em defesa da sociedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta ontologia simultaneamente genealógicos e arqueológicos de revisão, o trabalho sobre problemas muito específicos são inseparáveis dos da "formações discursivas" (As palavras e as Coisas, A Arqueologia do Conhecimento e A Ordem dos discursos), como o significado de racismo, além de seus significados particularizados, é inseparável do advento das ciências humanas - que nos diz: "Temos de defender a sociedade" (1975-1976) [13 ].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lema da Ordem do discurso - "Desafiando o nosso compromisso com a verdade, restituir ao discurso seu caráter de evento; finalmente eliminar a soberania do significante" - aplica-se também como uma advertência contra os perigos da psicologização bi problematização -- face do próprio relatório e do presente. Problematização não é a continuação da espécie ou origem, mas "bolsas de unificação, nós de totalização, processos, arquiteturas, sempre relativa, nas palavras de Gilles Deleuze em que Foucault foi, intelectualmente como embora, pessoalmente, fechar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo semestre de 1970, ele estava tão interessado no que parecia uma nova forma de exercício do poder (de vida), ele chamou de "biopoder" (um conceito tirado e desenvolvido por François Ewald Giorgio Agamben, Judith Revel e Antonio Negri, entre outros), indicando quando, não em torno da vida do século XVIII - apenas biológico, mas entendida como toda a vida: a de indivíduos e povos como a sexualidade, como afeta, alimentos como a saúde, a recreação como produtividade econômica - como entre os mecanismos de poder e se torna uma questão-chave para a política:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem há milênios, permaneceu o que era para Aristóteles: um animal vivo, e mais capaz de existência política, o homem moderno é um animal cuja política coloca sua vida para estar vivo está em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de 1980, em suas palestras no Colègge de France, do Governo da vida, Foucault inicia uma nova linha de investigação: os atos que o sujeito pode e deve operar livremente em si para chegar à verdade. Este novo eixo, o conhecimento do domínio irredutível de domínio e de poder, é chamado de "regime de verdade" e pode isolar a parte livre e decisão deliberada do sujeito na sua própria actividade. Os exercícios cristão ascético fornecem o primeiro campo de exploração desses sistemas na sua diferença com os exercícios ascéticos greco-romanos. Seu pensamento visa ligar em conjunto, sem confundí-las, estas três áreas: conhecimento, poder e discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua obra, a partir da perspectiva do todo, aparece como uma vasta história dos limites estabelecidos no âmbito da empresa, que define o limite no qual um é louco, doente, criminal, desviante. As divisões internas da empresa têm uma história, fez a formação lenta e constantemente questionada, esses limites. Em ambos os lados dessas áreas de exclusão e inclusão irá fornecer "formas de subjetividade" diferente, e assim o assunto é uma concreção histórico e político, e não uma droga típica livre, como pretende a tradição e senso comum: não percebo a mim mesmo como os critérios que se formou pela história. O poder não é uma autoridade exercida sobre questões de direito, mas acima de tudo um poder imanente na sociedade, que se reflecte na produção de normas e valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema político é, portanto, aquele que investe sobre o corpo aparelhos de micropoder e, silenciosamente, inventam formas de dominação, mas que pode também oferecer a oportunidade para novas possibilidades de vida. "Não há relação de poder entre sujeitos livres", ele gostava de dizer. Assim, Foucault o utilitário em sua relação recíproca de docilidade, abre um vasto campo de considerações para além do utilitarismo, do lado da indústria, trabalho, produtividade, criatividade, autonomia, auto-governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O problema de uma vez políticos, éticos, sociais e filosóficas que enfrentamos hoje não é para tentar libertar o indivíduo do Estado e suas instituições, mas libertar-nos, nós, Estado e do tipo de individualização que se refere. Temos que promover novas formas de subjetividade. " - O Sujeito eo Poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebido no desejo de conhecer a hipótese repressiva para explicar as mudanças de atitudes e comportamento no campo da sexualidade, o ceticismo sobre a verdadeira extensão da liberação sexual, mas ainda atraídos pelos Estados Unidos (estada em Berkeley) e descobrindo novas formas relacionais que ele tem em suas últimas entrevistas, em relação à sua história de homossexualidade discutidos sexualidade (mas raramente a sua própria) e, mais genericamente, emocional e estabelecer tal seu nome, uma distinção entre o amor e a paixão que ele não teve tempo de explicar mais detalhadamente [15]. O problema do desejo e objecto de controle são o cerne da questão da subjetividade [16] desenvolvido pela então que alguns se permitem chamar o "segundo" Foucault, o de "cuidado de si (1984) emancipado o sistema disciplinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault (1979) renega os modos tradicionais de analisar o poder e procura realizar suas análises não de forma dedutiva e sim indutiva, por isso passou a ter como objeto de análise não categorias superiores e abstratas de análise tal como questões do que é o poder, o que o origina e tantos outros elementos teóricos, voltando-se para elementos mais periféricos do sistema total, isto, é, passou-se a interessar-se pelos locais onde a lei é efetivada realmente. Hospitais psiquiátricos, forças policiais, etc, sãos os locais preferidos do pensador para a compreensão das forças reais em ação e as quais devemos realmente nos preocupar, compreender e buscar renovar constantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo este pensamento, devemos compreender que a lei é uma verdade "construída" de acordo com as necessidades do poder, em suma, do sistema econômico vigente, sistema, atualmente, preocupado principalmente com a produção de mais-valia econômica e mais-valia cultural, tal como explicado por Guattari (1993). O poder em qualquer sociedade precisa de um delimitação formal, precisa ser justificado de forma abstrata o suficiente para que seja introjetada psicologicamente, a nível macro social, como uma verdade a priori, universal. Desta necessidade, desenvolvem-se a regras do direito, surgindo, portanto, os elementos necessários para a produção, transmissão e oficialização de "verdades". "O poder precisa da produção de discursos de verdade (p.180), como diria Foucault (1979). O poder não é fechado, ele estabelece relações múltiplas de poder, caracterizando e constituindo o corpo social e, para que não desmorone, necessita de uma produção, acumulação, uma circulação e um funcionamento de um discurso sólido e convincente. "Somos obrigados pelo poder a produzir verdade", nos confessa o pensador, "somos obrigados ou condenados a confessar a verdade ou encontrá-la (…) Estamos submetidos à verdade também no sentido em que ela é a lei, e produz o discurso da verdade que decide, transmite e reproduz, pelo menos em parte, efeitos de poder (p.180)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                              Pontos importantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Foucault nos séculos XVIII e XIX, a população se torna um objeto de estudo e de gestão política. Passagem da norma da lei. Em uma sociedade centrada sobre a lei mudou para uma empresa de gestão com foco no padrão. Esta é uma conseqüência da grande revolução liberal.&lt;br /&gt;Conceito de micro-geração de forças discurso para controlar quem está na norma ou não.&lt;br /&gt;Conceito de biopoder: o poder de morrer e deixar viver foi substituído pelo biopoder que é Viver e deixar morrer, do estado de bem-estar: segurança social, seguros, etc.).&lt;br /&gt;Figura do panóptico (prisão projeto arquitetônico inventado por Bentham e destinada a garantir que todos os prisioneiros podem ser vistos a partir de uma torre central) como um paradigma da evolução da nossa sociedade, ou o que já é bastante ( ver o conceito deleuziano de "sociedade de controle", na discussão com a obra de Foucault).&lt;br /&gt;As relações de poder permeiam toda a sociedade. Um discurso diz que o paradigma da sociedade da guerra civil, que todas as interações sociais são versões derivadas da guerra civil. Podemos inverter a proposta de Clausewitz e dizer que a política é a continuação da guerra por outros meios.&lt;br /&gt;Conceito grego de Cuidado de Si, como base para a ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Recepção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de que a filosofia de Foucault influenciou (como ele foi influenciado por) o número de movimentos de protesto em França e no mundo anglo-saxão desde 1970 (o movimento anti-psiquiatria de prisioneiros através do movimento feminista. Este vasto campo capas de Estudos de Gênero (Judith Butler, David Halperin, Leo Bersani) e análise da subjetivação "minoria" (Didier Eribon) na história do direito e arqueologia "outros" do Estado bem-estar (François Ewald, Paolo de Nápoles) e / ou teorias sociais (sobre ética seu lado: Bruno Karsenti Mariapaola Fimiani) ou social (no seu lado político: Paul Rabinow, Eric Fassin), através da revisão do economia política (Giorgio Agamben, Antonio Negri, Judith Revel, Maurizio Lazzarato).&lt;br /&gt;E apesar de alguns mal-estar da sociologia, enquanto que o método permite que o sociólogo que visa a abordagem de Foucault concepção construtivista fundamental nesse sentido, como o indivíduo é criado no "social".&lt;br /&gt;A concepção de que Foucault defendeu intelectuais contra os poderes, avançando figura do 'intelectual específico', e sua relação com o marxismo, continuam a alimentar a controvérsia.&lt;br /&gt;"O heroísmo de identidade política teve seu dia. Este é, estamos a procura, e como a extensão dos problemas com que se debate a forma de participar e saiu sem ficar presa. Experiência com ... em vez de voluntários com ... As identidades são definidas pelas trajetórias ... trinta anos de experiência nos levam "para confiar em qualquer revolução, ainda que pode" compreender cada revolta "... dispensa da forma vazia de uma revolução universal deve, sob pena do capital total, acompanhado por uma lágrima conservadorismo. E com tudo o mais urgente que a sociedade está ameaçada em sua existência por esse conservadorismo seja pela inércia inerente ao seu desenvolvimento. " - Para um desconforto moral&lt;br /&gt;Portanto a análise das relações de poder não devem ser centradas no estudo dos seus mecanismos gerais e seus efeitos constantes, e sim realizar sua analise pelos "elementos periféricos" do sistema do poder. Devemos estudar onde estão as,&lt;br /&gt;"práticas reais e efetivas; estudar o poder em sua face externa, onde ele se relaciona direta e imediatamente com aquilo que podemos chamar provisoriamente de seu objeto (…) onde ele se implanta e produz efeitos reais (…) como funcionam as coisas ao nível do processo de sujeição ou dos processos contínuos e ininterruptos que sujeitam corpos, dirigem gestos, regem os comportamentos (Foucault, 1979, p.182)".&lt;br /&gt;"Trata-se (…) de captar o poder em suas extremidades, em suas últimas ramificações (…) captar o poder nas suas formas e instituições mais regionais e locais, principalmente no ponto em que ultrapassando as regras de direito que o organizam e delimitam (…) Em outras palavras, captar o poder na extremidade de cada vez menos jurídica de seu exercício (Foucault, 1979, p.182)."&lt;br /&gt;Michel Foucault viveu sua homossexualidade ao lado do companheiro Daniel Defert, seu amante de longos vinte anos, dez anos mais novo que o filósofo, mas de fôlego intelectual intenso. Defert ainda vive e milita contra a AIDS ou SIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências bibliográficas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;FOUCAULT, M. "Soberania e disciplina". In: Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.&lt;br /&gt;GUATTARI, F.; ROLNIK, S. "Cultura: um conceito reacionário?". In: Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    Obras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doença Mental e Psicologia, (1954);&lt;br /&gt;História da loucura na idade clássica, (1961);&lt;br /&gt;Nascimento da clínica, (1963);&lt;br /&gt;As palavras e as coisas, (1966);&lt;br /&gt;Arqueologia do saber, (1969);&lt;br /&gt;Vigiar e punir, (1975);&lt;br /&gt;História da sexualidade: &lt;br /&gt;A vontade de saber, (1976);&lt;br /&gt;O uso dos prazeres, (1984);&lt;br /&gt;O Cuidado de Si, 1984;&lt;br /&gt;Ditos e escritos; (2006);&lt;br /&gt;Teorias e instituições penais; (1971-1972)&lt;br /&gt;A sociedade punitiva; (1972-1973)&lt;br /&gt;O poder psiquiátrico; (1973-1974)&lt;br /&gt;Os anormais; (1974-1975)&lt;br /&gt;Em defesa da sociedade; (1975-1976)&lt;br /&gt;Segurança, território e população; (1977-1978)&lt;br /&gt;Nascimento da biopolítica; (1978-1979)&lt;br /&gt;Microfísica do Poder; (1979)&lt;br /&gt;Do governo dos vivos; (1979-1980)&lt;br /&gt;Subjetividade e verdade; (1980-1981)&lt;br /&gt;A hermenêutica do sujeito; (1981-1982)&lt;br /&gt;Le gouvernement de soi et des autres; (1983)&lt;br /&gt;Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la vérité; (1984)&lt;br /&gt;A Verdade e as Formas Jurídicas; (1996)&lt;br /&gt;A ordem do discurso; (1970)&lt;br /&gt;O que é um autor?; (1983)&lt;br /&gt;Coleção Ditos e escritos;(5 livros),(2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-4745361818602524187?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uQSL1qnyE0f-C5dFWccC5SLNr3M/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uQSL1qnyE0f-C5dFWccC5SLNr3M/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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É uma dentre muitas figuras do Iluminismo cujas obras e idéias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana. Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos. Foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo.Voltaire é o patriarca de Ferney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      Idéias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaire foi um pensador que se opôs à intolerância religiosa, intolerância de opinião etc. existentes na Europa no período em que viveu. Trata-se de ideias extremamente revolucionárias, que acabaram por fazer com que Voltaire fosse exilado de seu país de origem, a França.&lt;br /&gt;Além de apoiar a liberdade de expressão, Voltaire também defendia a criação de leis para todos da população.&lt;br /&gt;O conjunto de ideias de Voltaire constitui uma tendência de pensamento conhecida como Liberalismo (que não deve ser confundido com o sistema elaborado por Adam Smith, chamado de Liberalismo Econômico)&lt;br /&gt;Por fim, destacamos que Voltaire, em sua vida, também foi "conselheiro" de alguns reis, como é o caso de Frederico II, o grande, da Prússia, um déspota esclarecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                 Carreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciado maçom no dia 7 de março de 1778, mesmo ano de sua morte, numa das cerimônias mais brilhantes da história da maçonaria mundial, a Loja Les Neuf Sœurs, Paris, inicia ao octogenário Voltaire, que ingressa no Templo apoiado no braço de Benjamin Franklin, embaixador dos EUA na França nessa data. A sessão foi dirigida pelo Venerável Mestre Lalande na presença de 250 irmãos. O venerável ancião, orgulho da Europa, foi revestido com o avental que pertenceu a Helvetius e que fora cedido, para a ocasião, pela sua viúva.&lt;br /&gt;Voltaire foi um teórico sistemático, mas um propagandista e polemista, que atacou com veemência todos os abusos praticados pelo Antigo Regime. Tinha a visão de que não importava o tamanho de um monarca, deveria, antes de punir um servo, passar por todos os processos legais, e só então executar a pena, se assim consentido por lei. Se um príncipe simplesmente punisse e regesse de acordo com o seu bem-estar, seria apenas mais um "salteador de estrada ao qual se chama de 'Sua Majestade'".&lt;br /&gt;As idéias presentes nos escritos de Voltaire estruturam uma teoria coerente, que em muitos aspectos expressa a perspectiva do Iluminismo.&lt;br /&gt;Defendia a submissão ao domínio da lei, baseava-se em sua convicção de que o poder devia ser exercido de maneira racional e benéfica.&lt;br /&gt;Por ter convivido com a liberdade inglesa, não acreditava que um governo e um Estado ideais, justos e tolerantes fossem utópicos. Não era um democrata, e acreditava que as pessoas comuns estavam curvadas ao fanatismo e à superstição. Para ele, a sociedade deveria ser reformada mediante o progresso da razão e o incentivo à ciência e tecnologia. Assim, Voltaire transformou-se num perseguidor ácido dos dogmas, sobretudo os da Igreja católica. Sobre essa postura, o catedrático de filosofia Carlos Valverde escreve um surpreendente artigo, no qual documenta uma suposta mudança de comportamento do filósofo francês em relação à fé cristã, registrada no tomo XII da famosa revista francesa Correpondance Littérairer, Philosophique et Critique (1753-1793). Tal texto traz, no número de abril de 1778, páginas 87-88, o seguinte relato literal de Voltaire:&lt;br /&gt;"Eu, o que escreve, declaro que havendo sofrido um vômito de sangue faz quatro dias, na idade de oitenta e quatro anos e não havendo podido ir à igreja, o pároco de São Suplício quis de bom grado me enviar a M. Gautier, sacerdote. Eu me confessei com ele, se Deus me perdoava, morro na santa religião católica em que nasci esperando a misericórdia divina que se dignará a perdoar todas minhas faltas, e que se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela. Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marqués de Villete, na presença do senhor abade Mignot, meu sobrinho e do senhor marqués de Villevielle. Meu amigo."&lt;br /&gt;Este relato foi reconhecido como autêntico por alguns, pois estaria confirmado por outros documentos que se encontram no número de junho da mesma revista, esta de cunho laico, decerto, uma vez que editada por Grimm, Diderot e outros enciclopedistas. Já outros questionam a necessidade de alguém que já acredita em Deus ter que converter-se a uma religião específica, como o catolicismo.&lt;br /&gt;Voltaire morreu em 30 de maio de 1778. A revista lhe exalta como "o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição".&lt;br /&gt;A família quis que seus restos repousassem na abadia de Scellieres. Em 2 de junho, o bispo de Troyes, em uma breve nota, proíbe severamente ao prior da abadia que enterre no sagrado o corpo de Voltaire. Mas no dia seguinte, o prior responde ao bispo que seu aviso chegara tarde, porque - efetivamente - o corpo do filósofo já tinha sido enterrado na abadia.Livros historicos afirmam que ele tentou destruir a igreja a favor maçom&lt;br /&gt;A Revolução trouxe em triunfo os restos de Voltaire ao panteão de Paris - antiga igreja de Santa Genoveva- , dedicada aos grandes homens. Na escura cripta, frente a de seu inimigo Rousseau, permanece até hoje a tumba de Voltaire com este epitáfio:&lt;br /&gt;"Aos louros de Voltaire. A Assembléia Nacional decretou em 30 de maio de 1791 que havia merecido as honras dadas aos grandes homens".&lt;br /&gt;Voltaire introduziu várias reformas na França, como a liberdade de imprensa, um sistema imparcial de justiça criminal, tolerância religiosa, tributação proporcional e redução dos privilégios da nobreza e do clero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Édipo, 1718&lt;br /&gt;Mariamne (ou Hérode et Mariamne), 1724&lt;br /&gt;La Henriade, 1728&lt;br /&gt;História de Charles XII, 1730&lt;br /&gt;Brutus, 1730&lt;br /&gt;Zaire, 1732&lt;br /&gt;Le temple du goût, 1733&lt;br /&gt;Cartas filosóficas, 1734&lt;br /&gt;Adélaïde du Guesclin, 1734&lt;br /&gt;Le fanatisme ou Mahomet, (escrita em 1736, representada em 1741)&lt;br /&gt;Mondain, 1736&lt;br /&gt;Epître sur Newton, 1736&lt;br /&gt;Tratado de Matafísica, 1736&lt;br /&gt;L'Enfant prodigue, 1736&lt;br /&gt;Essai sur la nature du feu, 1738&lt;br /&gt;Elementos da Filosofia de Newton, 1738&lt;br /&gt;Zulime, 1740&lt;br /&gt;Mérope, 1743&lt;br /&gt;Zadig ou o destino, 1748, [ebook][1]&lt;br /&gt;Sémiramis 1748&lt;br /&gt;Le monde comme il va, 1748&lt;br /&gt;Nanine, ou le Péjugé vaincu, 1749&lt;br /&gt;Le Siècle de Louis XIV, 1751&lt;br /&gt;Micrômegas, 1752, [ebook][2]&lt;br /&gt;Rome sauvée, 1752&lt;br /&gt;Poème sur le désastre de Lisbonne, 1756&lt;br /&gt;Essai sur les mœurs et l'esprit des Nations, 1756&lt;br /&gt;Histoire des voyages de Scarmentado écrite par lui-même, 1756&lt;br /&gt;Cândido ou o otimismo, 1759, [ebook][3]&lt;br /&gt;Le Caffé ou l'Ecossaise, 1760&lt;br /&gt;Tancredo, 1760&lt;br /&gt;Histoire d'un bon bramin, 1761&lt;br /&gt;La Pucelle d'Orléans, 1762&lt;br /&gt;Tratado sobre a tolerância, 1763&lt;br /&gt;Ce qui plait aux dames, 1764&lt;br /&gt;Dictionnaire philosophique portatif, 1764&lt;br /&gt;Jeannot et Colin, 1764&lt;br /&gt;De l'horrible danger de la lecture, 1765&lt;br /&gt;Petite digression, 1766&lt;br /&gt;Le Philosophe ignorant, 1766&lt;br /&gt;L'ingénu, 1767&lt;br /&gt;L'homme aux 40 écus, 1768&lt;br /&gt;A princesa da Babilônia, 1768, [ebook][4]&lt;br /&gt;Canonisation de saint Cucufin, 1769&lt;br /&gt;Questions sur l'Encyclopédie, 1770&lt;br /&gt;Les lettres de Memmius, 1771&lt;br /&gt;Il faut prendre un parti, 1772&lt;br /&gt;Le Cri du Sang Innocent, 1775&lt;br /&gt;De l'âme, 1776&lt;br /&gt;Dialogues d'Euhémère, 1777&lt;br /&gt;Irene, 1778&lt;br /&gt;Agathocle, 1779&lt;br /&gt;Correspondance avec Vauvenargues, établie en 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligações externas&lt;br /&gt;Société Voltaire&lt;br /&gt;Bibliografia de Voltaire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;↑ UOL Biografias: Voltaire&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-4167683898210207019?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0BoBtLxSFl78zZsQ3Mn_ml_9Hok/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0BoBtLxSFl78zZsQ3Mn_ml_9Hok/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0BoBtLxSFl78zZsQ3Mn_ml_9Hok/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0BoBtLxSFl78zZsQ3Mn_ml_9Hok/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/ExKov8OxyMc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/4167683898210207019/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=4167683898210207019" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/4167683898210207019?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/4167683898210207019?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/ExKov8OxyMc/serie-bibliograficagenios-que-mudaram.html" title="Série bibliográfica:&quot;Gênios que mudaram a história&quot;.Parte V: Voltaire." /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TMXQfhPz3AI/AAAAAAAAAPo/0i9_69_PazA/s72-c/6a00d83451586c69e2011168ef79ca970c-800wi.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/10/serie-bibliograficagenios-que-mudaram.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEACSXgzeip7ImA9WxFbEE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-924145587976328666</id><published>2010-07-01T15:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-01T15:19:28.682-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-07-01T15:19:28.682-07:00</app:edited><title>Série bibliográfica:"Gênios que mudaram a história".Parte IV: Thomas Hobbes.</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TC0Svw7khCI/AAAAAAAAAOs/Wn7KiFH_42A/s1600/569px-Thomas_Hobbes_(portrait).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TC0Svw7khCI/AAAAAAAAAOs/Wn7KiFH_42A/s200/569px-Thomas_Hobbes_(portrait).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489064132632413218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Hobbes (Malmesbury, 5 de abril de 1588 — Hardwick Hall, 4 de dezembro de 1679) foi um matemático, teórico político, e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651) e Do cidadão (1651).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Hobbes nasceu em Malmesbury, Inglaterra, em 5 de abril 1588. Como ele mesmo alegou em sua autobiografia, "ao nascer sua mãe teria dado a luz a gêmeos: Hobbes e o medo", já que a mãe de Hobbes havia entrado em trabalho de parto prematuro com medo da Armada Espanhola (a Invencível Armada) que estava prestes a atacar a Inglaterra. Embora o tema do medo e do seu poder avassalador fossem aparecer mais tarde em suas obras, os primeiros anos de vida de Hobbes foram em grande parte livres da ansiedade. Seu pai era o vigário de Charlton e Westport, cidades próximas de Malmesbury, mas uma disputa com outro vigário, o levou a se mudar para Londres. Como resultado, aos sete anos de idade, Thomas Hobbes, ficou sob a tutela de seu tio Francisco. Hobbes fez seus primeiros estudos em Malmesbury e mais tarde em Westport, onde exibiu seus dotes intelectuais em estudos clássicos. Aos quatorze anos, em 1603, seu tio Francisco financiou os seus estudos, entrando na Magdalen Hall, Oxford, onde predominava o ensino da escolástica de inspiração aristotélica, mas a que Hobbes não demonstrou grande interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1610 ele empreendeu uma viagem à Europa, acompanhando William Cavendish, indo para França, Itália e Alemanha. Pode observar em primeira mão a pouca apreciação da escolástica na época - que já estava em claro declínio. As muitas tentativas de abrir portas para desenvolvimento de outros conhecimentos fez com que ele decidisse retornar à Inglaterra para aprofundar o estudo dos clássicos. Nesse período, já de volta à Inglaterra, suas relações com Francis Bacon irão reforçar a linha de seu próprio pensamento, bem fora do aristotelismo e da escolástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1631 a família de nobres ingleses Cavendish novamente pede seus serviços como guardião do terceiro Duque de Devonshire, e Hobbes irá ocupar este cargo até 1642. Durante este período, faz outra viagem ao continente, lá permanecendo de 1634 a 1637. Na França, entra em contato com o círculo intelectual do Padre Mersenne, mentor de Descartes - com quem estabeleceu uma forte amizade. Em geral, Hobbes era a favor da explicação mecanicista do universo (que predominava na época), em oposição à teleológica defendida por Aristóteles e a escolástica. Também teve a oportunidade de conhecer Galileu, durante uma viagem à Itália em 1636 (6 anos antes de Galileu morrer), sob cuja influência Hobbes desenvolveu a sua filosofia social, baseando-se nos princípios da geometria e ciências naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1640, quando a possibilidade de uma guerra civil na Inglaterra já era clara, Hobbes, temendo por sua vida por ser um conhecido defensor da monarquia, viaja de volta para Paris, onde, mais uma vez, foi recebido pelo círculo de intelectuais francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1646, ainda em Paris, vira professor de matemática do Príncipe de Gales, o futuro Carlos II, que também se encontrava exilado em Paris devido a Guerra Civil Inglesa. Em 1651, dois anos após a decapitação do rei Carlos I, Hobbes decide voltar para a Inglaterra com o fim da Guerra Civil e o começo da “Ditadura de Cromwell”. Neste ano também publica “Leviatã”, que provoca o início de sua disputa com John Bramall, bispo de Derry, o principal acusador de Hobbes como sendo um “materialista ateu”.&lt;br /&gt;A publicação do “De Corpore”, em 1665, irá resultar em uma polêmica com os principais membros da Royal Society, que criticaram suas contribuições para a matemática bem como as posições ateístas defendidas por Hobbes. Na Inglaterra, o "anti-Hobbismo" atingiu um pico em 1666 quando seus livros foram queimados na sua alma mater, Oxford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hobbes manteve-se um escritor extremamente produtivo na velhice, mesmo sendo prejudicado pela oposição generalizada de seu trabalho. Ele viveu até os 91 anos durante uma época em que a expectativa média de vida não era muito mais do que quarenta anos. Aos 80 anos Hobbes produziu novas traduções para o inglês, tanto da Ilíada e da Odisseia e escreveu, em 1672, uma autobiografia em latim. Apesar da polêmica que causou, ele foi uma espécie de símbolo na Inglaterra até o final de sua vida. Seu ponto de vista pode ser considerado abominável ou atraente; suas teorias brilhantemente articuladas são lidas por pessoas de todos os espectros políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades. No estado natural, enquanto que alguns homens possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais por forma a estar além do medo de que outro homem lhe possa fazer mal. Por isso, cada um de nós tem direito a tudo, e uma vez que todas as coisas são escassas, existe uma constante guerra de todos contra todos (Bellum omnia omnes). No entanto, os homens têm um desejo, que é também em interesse próprio, de acabar com a guerra, e por isso formam sociedades entrando num contrato social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TC0UIl79-uI/AAAAAAAAAO0/9xEAKKl34Ww/s1600/390px-Leviathan_gr.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TC0UIl79-uI/AAAAAAAAAO0/9xEAKKl34Ww/s200/390px-Leviathan_gr.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489065658689649378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Capa da edição original do Leviatã (1651).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Hobbes, tal sociedade necessita de uma autoridade à qual todos os membros devem render o suficiente da sua liberdade natural, por forma a que a autoridade possa assegurar a paz interna e a defesa comum. Este soberano, quer seja um monarca ou uma assembleia (que pode até mesmo ser composta de todos, caso em que seria uma democracia), deveria ser o Leviatã, uma autoridade inquestionável. A teoria política do Leviatã mantém no essencial as ideias de suas duas obras anteriores, Os elementos da lei e Do cidadão (em que tratou a questão das relações entre Igreja e Estado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Hobbes defendia a ideia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado. Para ele, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto. Neste sentido, critica a livre-interpretação da Bíblia na Reforma Protestante por, de certa forma, enfraquecer o monarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua filosofia política foi analisada pelo estudioso Richard Tuck como uma resposta para os problemas que o método cartesiano introduziu para a filosofia moral. Hobbes argumenta, assim como os céticos e como René Descartes, que não podemos conhecer nada sobre o mundo exterior a partir das impressões sensoriais que temos dele. Esta filosofia é vista como uma tentativa para embasar uma teoria coerente de uma formação social puramente no fato das impressões por si, a partir da tese de que as impressões sensoriais são suficientes para o homem agir em sentido de preservar sua própria vida, e construir toda sua filosofia política a partir desse imperativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hobbes ainda escreveu muitos outros livros falando sobre filosofia política e outros assuntos, oferecendo uma descrição da natureza humana como cooperação em interesse próprio. Ele foi contemporâneo de Descartes e escreveu uma das respostas para a obra Meditações sobre filosofia primeira, deste último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contexto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em 1588, na Inglaterra dos Tudor, Thomas Hobbes foi influenciado pela reforma anglicana que ocorrera cinco décadas antes. A cisão com a Igreja Católica fez com que a Espanha interviesse nos assuntos ingleses enviando a Invencível Armada (“Grande y Felicíssima Armada”) fato que mais tarde seria relatado por Hobbes em sua autobiografia e terá grandes influências sobre sua obra. O século XVII foi de grande importância para a Inglaterra pois marca o começo do expansionismo colonialista ultramarino inglês, com a fundação de Jamestown, a primeira colônia inglesa nas Américas, em 1607. É também no século XVII que são lançadas as bases do capitalismo industrial na Inglaterra com a Revolução Gloriosa já na década de 80 do século XVII. É durante esse período que a Marinha Inglesa irá se consolidar como a maior e mais bem equipada marinha do mundo, só perdendo a posição para os EUA no pós-2a. Guerra Mundial. A poderosa marinha irá contribuir para o acúmulo de capitais que irá financiar o expansionismo colonial e, mais tarde, industrial inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século XVII na Europa continental é o marco do absolutismo monárquico, tendo seu expoente máximo o Luis XIV, o Rei Sol que ficou famoso pela frase “L’État c’est moi” (O Estado sou eu). O Barroco também marcou o período e tinha influência da Contra-reforma (representado na Inglaterra pela revolução anglicana). A filosofia do barroco se baseava no dualismo existente entre o hedonismo e o medo do pecado ou fervor religioso – enquanto que a busca pelo essencialmente humano já havia começado no Renascimento; havia o receio do divino sobrenatural que poderia punir o terreno e transitório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Hobbes tinha 30 anos e já havia visitado a Europa continental pela primeira vez, uma revolta na Boêmia daria início à Guerra dos Trinta Anos, fato que irá reforçar para Hobbes a sua própria visão pessimista acerca da natureza humana destrutiva. Apenas 12 anos após o início da guerra no continente europeu, disputas políticas entre o Parlamento e o Rei inglês dão início a uma guerra civil na Inglaterra que perdurará por 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;Curso de Teoria Política Moderna da Universidade de Brasília &lt;http://www.arcos.org.br/cursos/teoria-politica-moderna/thomas-hobbes&gt;. Acessado em 8 de Dezembro de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-924145587976328666?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F8TuGkQCilnQqOFNkSZ04M8SHHM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F8TuGkQCilnQqOFNkSZ04M8SHHM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F8TuGkQCilnQqOFNkSZ04M8SHHM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F8TuGkQCilnQqOFNkSZ04M8SHHM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/M8-EpSXQS0Q" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/924145587976328666/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=924145587976328666" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/924145587976328666?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/924145587976328666?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/M8-EpSXQS0Q/serie-bibliograficagenios-que-mudaram.html" title="Série bibliográfica:&quot;Gênios que mudaram a história&quot;.Parte IV: Thomas Hobbes." /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TC0Svw7khCI/AAAAAAAAAOs/Wn7KiFH_42A/s72-c/569px-Thomas_Hobbes_(portrait).jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/07/serie-bibliograficagenios-que-mudaram.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEINSHc-fyp7ImA9WxFbEEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-2777154031707400518</id><published>2010-07-01T13:09:00.000-07:00</published><updated>2010-07-01T13:36:39.957-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-07-01T13:36:39.957-07:00</app:edited><title>Museus de Belém.</title><content type="html">A cidade de Belém possui vários museus, mas, infelizmente, não há uma divulgação adequada, que acaba ocorrendo um número muito baixo de visitas, mas agora, com a supervalorização da cultura e de ciências como a história, que por sinal, deveriam ser supervalorizadas sempre por uma civilização que se preze. Com o intuíto de divulgar, O blog Marciohistorian irá fornecer informações de alguns mais conhecidos e tradicionais da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MABE&lt;br /&gt;Museu de Arte de Belém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz6lTbEDVI/AAAAAAAAAN8/aBdSaPy3hAQ/s1600/palacio_mabe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 117px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz6lTbEDVI/AAAAAAAAAN8/aBdSaPy3hAQ/s200/palacio_mabe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489037564633681234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praça D. Pedro II, s/n - Cidade Velha&lt;br /&gt;tel: (91) 3242-3344 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hor. visitas: &lt;br /&gt;3ª a 6ª feira das 10h às 12h e das 14h às 17h.&lt;br /&gt;sábados e domingos. das 9h às 13h.&lt;br /&gt;O Palácio Antônio Lemos foi construído no Século XIX para ser a sede do poder municipal. Ao longo de seus 117 anos de existência abrigou o Tribunal de Relação, a Junta Comercial, o Conselho Municipal e a Câmara de Deputados. Idealizado pelo projetista José Coelho da Gama e Abreu, possui linhas do Neoclássico Tardio, estilo introduzido no Brasil com a Missão Artística Francesa e que no país ganhou a denominação de "Imperial Brasileiro". O prédio sedia o Gabinete do Prefeito Municipal de Belém, a Coordenadoria de Comunicação Social e o Museu de Arte de Belém. Está localizado no bairro da Cidade Velha, Centro Histórico da capital paraense, entre as praças Felipe Patroni e D.Pedro II. O Palácio é tombado pelas esferas federal, estadual e municipal, constituindo-se em um dos raros patrimônios edificados que mantém sua função pública original. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu de Arte de Belém foi instituído a partir de 1991 como um Departamento da Fundação Cultural do Município de Belém, que por sua vez pertence à Prefeitura Municipal de Belém. Em 1994, com a reinauguração do Palácio Antônio Lemos, passou a acolher as coleções oriundas respectivamente, da Pinacoteca Municipal e Museu da Cidade de Belém, do qual é originário. O Museu reúne um conjunto significativo de obras européias e brasileiras, que referem o período áureo da borracha na cidade e um acervo contemporâneo em expansão. Esse acervo é composto por um conjunto de obras denominado Iconografia Paraense, que retrata através de pinturas, e fotografias, cenas de Belém e seus habitantes e ainda, do ambiente amazônico. Inclui também peças do mobiliário brasileiro, objetos de interior e esculturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possui salas para exposições, cujas denominações homenageiam artistas, que possuem obras no acervo ou são de reconhecido valor no cenário das artes; um auditório para solenidade; uma biblioteca especializada em artes visuais, museologia e correlatos e as Divisões de Conservação e Documentação, de Museografia e de Ação Educativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MABE também possui outros espaços expositivos: a Galeria Municipal de Arte e o Museu de Arte Popular, situado no Distrito de Icoaraci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEP&lt;br /&gt;Museu do Estado do Pará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz60dvwcOI/AAAAAAAAAOE/cWuF5JgAlH4/s1600/palacio_mep.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz60dvwcOI/AAAAAAAAAOE/cWuF5JgAlH4/s200/palacio_mep.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489037825102868706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praça D. Pedro II, s/n - C.Velha&lt;br /&gt;tel: (91) 4009-8838 &lt;br /&gt;hor. visitas: &lt;br /&gt;3ª a 6ª feira das 10h às 18h.&lt;br /&gt;sáb. dom. fer. das 09h às 13h. Palácio Lauro Sodré, sede do Museu do Estado do Pará a partir de 1994, é imponente prédio neoclássico, construído segundo as plantas do arquiteto italiano Antonio Landi, no século XVIII. Foi erigido para ser a sede do poder público estadual e, concomitantemente, abrigar o Governador Geral da Província e sua família. Dentre as muitas reformas, adptações e/ou acréscimos por que passou, foi determinante a empreendiada pelo governador Augusto Montenegro, no início do século XX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No apogeu do ciclo da borracha quando a Amazônia vive os costumes e valores da Belle Époque, Montenegro imprimi ao prédio e 'a decoração de seu interior os cânones da época. Parte do mobiliário é trazido da Europa e a outra parte é confeccionada nas oficinas da antiga Escola de Artífices. Belíssimos lustres em cristal são colocados nos Salões Nobres e é contratado o pintor francês J.Casse para decorá-los. Estas peças e mais as telas de renomados pintores como Antonio Parreiras, Décio Vilares, Benedicto Calixto, passaram a constituir o núcleo nais significativo do acervo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é comum aos museus históricos, o MEP reúne em seu acervo exemplares de natureza, época e estilos diversos, estando os objetos agrupados nas mais diferentes categorias. Destaca-se o acervo arqueológico incorporado a partir de 2001 e o acervo de Artes Visuais, resultado de aquisições e doações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS&lt;br /&gt;Museu de Arte Sacra do Pará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz7NfZw6nI/AAAAAAAAAOM/BuP2Ar5kZas/s1600/igreja_stoalexande.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 123px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz7NfZw6nI/AAAAAAAAAOM/BuP2Ar5kZas/s200/igreja_stoalexande.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489038255044225650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pça. Frei Caetano Brandão, s/n &lt;br /&gt;Arcebispado - Cidade Velha&lt;br /&gt;tel: (91) 4009-8802 &lt;br /&gt;hor. visitas: &lt;br /&gt;3ª feira a domingo das 10h às 18h.O Museu de Arte Sacra é composto pela Igreja de Santo Alexandre e pelo antigo palácio episcopal (originalmente Colégio de Santo Alexandre). Os dois edifícios foram construídos para compor um conjunto, no qual a igreja era o centro irradiador, como foi exemplar da arquitetura jesuítica no Brasil. A igreja teve o início da sua construção por volta de 1698 e inauguração a 21 de março de 1719. É composta por nave única, transepto e oito capelas laterais. A sacristia localiza-se no braço esquerdo da nave. A decoração é caracterizada pela arte barroca, com forte acento tropical, destacando-se as peças produzidas pelos jesuítas e pelos índios. Além da função litúrgica, a igreja também funciona como espaço cênico-musical para espetáculos teatrais e recitais, além de ser objeto museal, fazendo parte do roteiro de visitação do museu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acervo do Museu de Arte Sacra do Pará compõe-se por imaginárias datadas dos séculos 18 e 19 e objetos litúrgicos, somando cerca de 320 peças expostas no primeiro pavimento do palácio episcopal e no corpo da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa das Onze Janelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz7Xcd3ZUI/AAAAAAAAAOU/uO7qW92YcTU/s1600/mus_casaonzejan2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 123px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz7Xcd3ZUI/AAAAAAAAAOU/uO7qW92YcTU/s200/mus_casaonzejan2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489038426054812994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pça. Frei Caetano Brandão, s/n &lt;br /&gt;Arcebispado - Cidade Velha&lt;br /&gt;tel: 55 91 4009-8821 &lt;br /&gt;hor. visitas: &lt;br /&gt;3ª feira a domingo das 10h às 18h.A Casa das Onze Janelas foi construída no século 18 como residência de Domingos da Costa Bacelar, proprietário de engenho de açúcar. Em 1768, a casa foi adquirida pelo governo do Grão-Pará para abrigar o Hospital Real. O projeto de adaptação é do arquiteto bolonhês José Antônio Landi. O hospital funcionou até 1870 e depois a casa passou a ter várias funções militares. Em 2001, o Governo do Estado do Pará assinou com o Exército Brasileiro um convênio, alienando os terrenos da Casa das Onze Janelas e do Forte do Presépio em favor do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, pôde ser projetado o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, referência em arte comtemporânea para as regiões Norte e Nordeste. O espaço possui duas exposições principais: "Traços e Transições - Arte Contemporânea Brasileira" e "Fotografia Contemporânea Paraense - Panorama 80/90".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição "Traços e Transições - Arte Contemporânea Brasileira" é formada pelo acervo do Museu do Estado do Pará, no qual se destacam a coleção doada à Secult pela Fundação Nacional de Arte (Funarte) e as obras doadas pelos próprios artistas e seus familiares, e por particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição: "Fotografia Contemporânea Paraense - Panorama 80/90" (Sala Gratuliano Bibas) é formada pelo acervo patrocinado pela Petrobrás, composto por obras de 26 fotógrafos profissionais que atuaram no Pará entre os anos 80 e 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Museu do Forte do Presépio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz7npmF3nI/AAAAAAAAAOc/uT-SHoPAbZI/s1600/mus_fortepresep.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 123px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz7npmF3nI/AAAAAAAAAOc/uT-SHoPAbZI/s200/mus_fortepresep.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489038704456883826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pça. Frei Caetano Brandão, s/n &lt;br /&gt;Cidade Velha - Belém/PA&lt;br /&gt;tel: (91) 4009-8802 &lt;br /&gt;hor. visitas: &lt;br /&gt;3ª feira a domingo das 10hàs 18h. O Forte do Presépio está na origem da fundação de Belém e da colonização da Amazônia, no século XVII. O Museu do Forte do Presépio presentifica essa história, reatando o elo do paraense com sua origem e identidade. Através do circuito expositivo é possível fazer o acompanhamento dos processos culturais, sociais e militares nos quais o forte e sua área de entorno estão imersos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O circuito externo é denominado "Sítio Histórico da Fundação da Cidade", onde estão expostos os vestígios arquitetônicos desvelados em prospecções, os canhões e metralhadoras de diversos períodos da fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O circuito interno corresponde ao Museu do Encontro na sala Guaimiaba, homenagem ao índio tupinambá Cabelo-de-velha. A exposição reúne objetos em cerâmica tapajônica e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas, moedas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a área do museu há portais, onde estão afixadas informações sobre a história da colonização da Amazônia. Os textos e mapas são uma licença poética ao escritor italiano Ítalo Calvino, autor de "As Cidades Invisíveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na concepção museográfica, Belém é uma cidade que se evidencia através da memória e se torna visível na história presente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:http://www.culturapara.art.br/museus_galerias.htm&lt;br /&gt;Fotos:Paulo Santos, Octávio Cardoso e Flavya Mutran.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-2777154031707400518?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1oiy2FI01LuHOrxQL0wq2aVsWME/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1oiy2FI01LuHOrxQL0wq2aVsWME/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1oiy2FI01LuHOrxQL0wq2aVsWME/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1oiy2FI01LuHOrxQL0wq2aVsWME/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/I5_zW311waY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/2777154031707400518/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=2777154031707400518" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/2777154031707400518?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/2777154031707400518?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/I5_zW311waY/museus-de-belem.html" title="Museus de Belém." /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/TCz6lTbEDVI/AAAAAAAAAN8/aBdSaPy3hAQ/s72-c/palacio_mabe.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/07/museus-de-belem.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMAQXY7eyp7ImA9WxFWEUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-1080822712861256234</id><published>2010-05-29T11:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-29T11:40:40.803-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-05-29T11:40:40.803-07:00</app:edited><title /><content type="html">Infelizmente, devido o site do PSDB não dispor da biografia de seu pré-candidato, iremos para a biografia da Marina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-1080822712861256234?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/TlXo0tE-6uwx_i2Vd9IIhPcPa8g/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/TlXo0tE-6uwx_i2Vd9IIhPcPa8g/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/TlXo0tE-6uwx_i2Vd9IIhPcPa8g/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/TlXo0tE-6uwx_i2Vd9IIhPcPa8g/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/dGbjtg6phcs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/1080822712861256234/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=1080822712861256234" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/1080822712861256234?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/1080822712861256234?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/dGbjtg6phcs/infelizmente-devido-o-site-do-psdb-nao.html" title="" /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/05/infelizmente-devido-o-site-do-psdb-nao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0QNQHcycSp7ImA9WxFXFUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-2967885688647816202</id><published>2010-05-22T16:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T16:36:31.999-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-05-22T16:36:31.999-07:00</app:edited><title /><content type="html">Na semana que vem, o candidato será José Serra e na conseguinte, Marina Silva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-2967885688647816202?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/d1B0hc8PlMqKSP9d-akEE73Ll6Y/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/d1B0hc8PlMqKSP9d-akEE73Ll6Y/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/d1B0hc8PlMqKSP9d-akEE73Ll6Y/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/d1B0hc8PlMqKSP9d-akEE73Ll6Y/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/3QMe9d6NcrU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/2967885688647816202/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=2967885688647816202" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/2967885688647816202?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/2967885688647816202?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/3QMe9d6NcrU/na-semana-que-vem-o-candidato-sera-jose.html" title="" /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/05/na-semana-que-vem-o-candidato-sera-jose.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0UCQ3kzfSp7ImA9WxFXFUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-5677231260434001429</id><published>2010-05-22T15:54:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T16:34:22.785-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-05-22T16:34:22.785-07:00</app:edited><title /><content type="html">ELEIÇÕES 2010: parte I: Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blogdoantonioneto.files.wordpress.com/2009/06/dilma-rindo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://blogdoantonioneto.files.wordpress.com/2009/06/dilma-rindo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro eleitor, em virtude de ser ano eleitoral, irei postar a biografia de alguns candidatos, para que vocês se identifiquem e o melhor que se encaixe em suas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://marketingmax.files.wordpress.com/2010/04/eleicoes_2010-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 249px;" src="http://marketingmax.files.wordpress.com/2010/04/eleicoes_2010-1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                               &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/01/estrelado-pt.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 308px;" src="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/01/estrelado-pt.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                Dilma Rousseff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 14 de dezembro de 1947, Dilma Vana Rousseff nasce em Belo Horizonte, filha do advogado e empreendedor Pedro Rousseff, búlgaro naturalizado brasileiro, e da professora Dilma Jane Silva. O casal teve outros dois filhos: o primogênito Igor e a caçula Zana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma cursa a pré-escola no Colégio Izabela Hendrix e as primeiras séries no Colégio Nossa Senhora de Sion, dirigido por freiras e exclusivo para moças. Já na pré-adolescência, torna-se uma ávida leitora, hábito que mantém até hoje. Seus autores preferidos são: Machado de Assis, Guimarães Rosa, Cecília Meireles e Adélia Prado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1964, ano do golpe militar, Dilma ingressa no Colégio Estadual Central. Nessa escola pública e com turmas mistas, inicia a militância na Polop (Política Operária), organização de esquerda com forte presença no meio estudantil, à qual já pertencia seu namorado, Cláudio Galeno. Eles se casariam três anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 67, Dilma inicia o curso de Ciências Econômicas na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e adere ao Colina (Comando de Libertação Nacional), organização que defende a luta armada. No final de 68, o governo militar baixa o Ato Institucional nº 5 e a situação política se radicaliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1970, Dilma é presa em São Paulo e torturada nos porões da Oban (Operação Bandeirantes) e do Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Condenada pela Justiça Militar a dois anos e um mês de prisão, ela cumpre pena de três anos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Libertada no final de 72, volta a Minas Gerais para recuperar-se junto aos seus familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 73, muda-se para Porto Alegre, onde Carlos Araújo, capturado pela repressão em julho de 70, cumpre pena de quatro anos no presídio da Ilha das Flores. Depois de um tempo com os sogros, aluga um apartamento e entra num cursinho pré-vestibular, pois a Universidade Federal de Minas Gerais havia jubilado e anulado os créditos dos alunos envolvidos com organizações de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 74, Araújo é libertado e retoma a advocacia, enquanto Dilma ingressa na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Em 75, ela começa a trabalhar na FEE (Fundação de Economia e Estatística), órgão do governo gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 76, Dilma torna-se mãe de Paula Rousseff Araújo e, no ano seguinte, conclui o curso de Economia. A essa altura, o desgaste do regime militar faz renascer a esperança na volta da democracia. Dilma engaja-se na campanha pela Anistia, organiza debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, junto com Carlos Araújo, ajuda a fundar o PDT do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1980 e 85, Dilma trabalha na assessoria da bancada estadual do PDT e exerce uma intensa militância. Ela atua decididamente no movimento pelas Diretas Já e na campanha de Carlos Araújo a deputado estadual. Ele é eleito em 82, iniciando o primeiro de seus três mandatos consecutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 90, Dilma torna-se presidente da Fundação de Economia e Estatística, a FEE, onde havia iniciado sua vida profissional. Em 93, com a eleição de Alceu Collares para o governo do Rio Grande do Sul, assume a Secretaria de Minas, Energia e Comunicação pela primeira vez, iniciando um trabalho que seria amplamente reconhecido logo mais à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 94, após 25 anos de relacionamento, separa-se de Carlos Araújo. E, em 98, inicia o curso de doutorado em ciências sociais na Unicamp, em Campinas, mas, já envolvida na sucessão estadual gaúcha, não chega a defender tese. Aliados, PDT e PT elegem o petista Olívio Dutra ao governo. Dilma, mais uma vez, ocupa a Secretaria de Minas, Energia e Comunicação. Dois anos depois, com o rompimento da aliança, Dilma filia-se ao PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma conclui sua segunda passagem pelo governo gaúcho em novembro de 2002. Um mês antes, Lula havia sido eleito presidente e, para os gaúchos, não havia dúvidas de que ela deveria ser aproveitada no ministério do novo governo. A torcida era baseada em fatos concretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma havia encontrado o setor energético gaúcho em frangalhos. Sem projetos, sem investimentos e sofrendo apagões constantes. Uma situação semelhante a do resto do país. Aliás, já em 1999, Dilma alertara o governo federal sobre o risco do país sofrer um racionamento, mas não foi ouvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul, ela vai à luta. Inicia um programa de obras emergenciais que inclui a implantação de 984 km de linhas de transmissão e a construção de usinas hidrelétricas e termelétricas. Além disso, mobiliza os setores público e privado num grande esforço pela redução do consumo, sem prejudicar a produção nem o bem estar da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas e outras medidas, Dilma aumenta em 46% a capacidade do sistema energético gaúcho e faz do Rio Grande do Sul um dos poucos estados brasileiros a não sofrer o racionamento de energia imposto pelo governo FHC, entre junho de 2001 e fevereiro de 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a esse trabalho, Lula a convoca para participar do grupo de transição e, impressionado com o seu desempenho, anuncia, em 20 de dezembro, que Dilma será a sua ministra de Minas e Energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, os principais jornais de Porto Alegre traduzem a reação dos gaúchos à notícia: "Sempre se soube que se o ministro das Minas e Energia fosse escolhido por critérios técnicos, Dilma Rousseff não teria concorrentes", publica a Zero Hora. "A escolha de Dilma Rousseff para o Ministério de Minas e Energia representa a vitória do mérito e da competência sobre os interesses políticos", complementa o Correio do Povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio&lt;br /&gt;Entre todos os ministros do novo governo, Dilma é a que recebe uma das tarefas mais complexas: afastar o risco de um novo racionamento de energia, condição fundamental para Lula colocar em prática o seu projeto de desenvolvimento econômico e social do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma enfrenta e vence esse desafio. Entre 2003 e 2005, ela comanda uma profunda reformulação, a começar pela criação de um novo marco regulatório para o setor. Novos investimentos privados são atraídos para a construção de usinas hidrelétricas, termelétricas e eólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de geração e transmissão de energia é ampliada. E a ameaça de um novo racionamento fica para trás. Em suma, Dilma garante a energia que o Brasil precisava para voltar a crescer e gerar empregos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma também introduz o biodiesel na matriz energética brasileira e cria o programa Luz para Todos, que já levou energia elétrica para 11 milhões de moradores da zona rural do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula e Dilma: uma parceria fundamental para o país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, a eficiência de Dilma já é largamente reconhecida dentro e fora do governo. Por isso, ninguém se surpreende quando, em 21 de junho, o presidente a nomeia para ocupar a chefia da Casa Civil. Consolida-se aí a parceria entre Lula e Dilma que estabeleceria novos marcos para o crescimento do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do segundo mandato, iniciado em janeiro de 2007, Dilma assume a coordenação de programas estratégicos, como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida. Ela coordena, ainda, a Comissão Interministerial encarregada de definir as regras para a exploração do Pré-Sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros projetos fundamentais, incluindo a definição do modelo de TV digital adotado pelo Brasil ou a implantação da internet de banda larga em escolas públicas, contam com a sua decisiva participação.&lt;br /&gt;parte 1 | parte 2 | parte 3 | parte 4 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril de 2009, Dilma revela corajosamente ao país que vai enfrentar outro grande desafio, desta vez no plano pessoal: vencer um câncer linfático. O tratamento não a afasta de sua rotina diária. Em setembro, os médicos anunciam que "Dilma Rousseff encontra-se livre de qualquer evidência de linfoma, com estado geral de saúde excelente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de março deste ano, ela lança, junto com o presidente Lula, o PAC 2, que amplia as metas da primeira versão do programa e incorpora uma série de ações inéditas, a maioria delas destinada ao combate dos principais problemas das grandes e médias cidades brasileiras. Em 03 de abril, Dilma se descompatibiliza do governo e inicia uma nova etapa de sua caminhada em favor de um Brasil cada vez melhor para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pré-candidatura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 20 de fevereiro deste ano, durante seu 4º Congresso, o PT lança a pré-candidatura de Dilma à presidência da República. "Sem nenhuma presunção, posso olhar na cara do meu filho, da minha mulher, dos meus netos e do povo brasileiro e dizer que não existe no Brasil ninguém mais preparado para governar o Brasil que a nossa companheira Dilma Rousseff", afirma o presidente Lula durante o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma ocasião, Dilma antecipa os seus principais compromissos:&lt;br /&gt;parte 1 | parte 2 | parte 3 | parte 4 &lt;br /&gt;Manter e aprofundar a principal marca do governo Lula - seu olhar social -, ampliando programas como o Bolsa Família e implantando novos programas com o propósito de erradicar a miséria na década que se inicia.&lt;br /&gt;Priorizar a qualidade da educação, contemplando medidas como o treinamento e a remuneração de professores; bolsas de estudo e apoio para que os alunos não sejam obrigados a abandonar a escola; e salas de aula informatizadas e com acesso a banda larga.&lt;br /&gt;Proteger as crianças e os mais jovens da violência, do assédio das drogas e da imposição do trabalho em detrimento da formação escolar e acadêmica. E, simultaneamente, oferecer aos jovens a oportunidade de começar a vida com segurança, liberdade, trabalho e a perspectiva de realização pessoal.&lt;br /&gt;Ampliar e disseminar pelo Brasil a rede de creches, pré-escolas e escolas infantis.&lt;br /&gt;Aprimorar a eficácia do sistema de saúde, garantindo mais recursos para o SUS, reforçando as redes de atenção à saúde e unificando as ações entre os diferentes níveis de governo; dedicando uma atenção ainda maior aos hospitais públicos e conveniados, as novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), ao SAMU e a programas como o Saúde da Família, o Brasil Sorridente e a Farmácia Popular.&lt;br /&gt;Colocar todo o empenho do Governo Federal, junto com estados e municípios, para promover uma profunda reforma urbana, que beneficie prioritariamente as camadas mais desprotegidas da população.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-5677231260434001429?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ob4C2j2Xp9d9xQ5sPL8E8uR56C8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ob4C2j2Xp9d9xQ5sPL8E8uR56C8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ob4C2j2Xp9d9xQ5sPL8E8uR56C8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ob4C2j2Xp9d9xQ5sPL8E8uR56C8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/XeiiUcATkOM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/5677231260434001429/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=5677231260434001429" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/5677231260434001429?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/5677231260434001429?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/XeiiUcATkOM/eleicoes-2010-parte-i-dilma-rousseff.html" title="" /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/05/eleicoes-2010-parte-i-dilma-rousseff.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak8AQns7eip7ImA9WxFXFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-5473011463198692265</id><published>2010-05-22T15:47:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T15:54:03.502-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-05-22T15:54:03.502-07:00</app:edited><title /><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/S_hfO9Y_fZI/AAAAAAAAANs/_bLhX3Zc0nc/s1600/trabalho1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 144px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/S_hfO9Y_fZI/AAAAAAAAANs/_bLhX3Zc0nc/s200/trabalho1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474230057671032210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Reformulação do blog Marciohistorian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Caros internautas, decidí reformular o site para deixá-lo mais veloz, atualizado e original, pois acredito que para o fortalecer da História como ciência, devemos discutir, debater e opinar. Espero que todos gostem da surpresa!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        Marcio Cardoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-5473011463198692265?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5xOICwrRuTZHRgwB3U_BM5NSJQQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5xOICwrRuTZHRgwB3U_BM5NSJQQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5xOICwrRuTZHRgwB3U_BM5NSJQQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5xOICwrRuTZHRgwB3U_BM5NSJQQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/YuHgrTAjsRw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/5473011463198692265/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=5473011463198692265" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/5473011463198692265?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/5473011463198692265?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/YuHgrTAjsRw/reformulacao-do-blog-marciohistorian.html" title="" /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_ao11F9ruZ1M/S_hfO9Y_fZI/AAAAAAAAANs/_bLhX3Zc0nc/s72-c/trabalho1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/05/reformulacao-do-blog-marciohistorian.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEIFQX4ycSp7ImA9WxFXEE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-4028581007078641475</id><published>2010-05-16T03:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T03:41:50.099-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-05-16T03:41:50.099-07:00</app:edited><title>Trecho do livro "O Príncipe maldito" de Mary Del Priore.</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_euTLpd8uppk/Srotk72n2tI/AAAAAAAAAoA/LEU5pW1INXk/s320/O%2Bprincipe%2Bmaldito.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 203px; height: 293px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_euTLpd8uppk/Srotk72n2tI/AAAAAAAAAoA/LEU5pW1INXk/s320/O%2Bprincipe%2Bmaldito.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo I &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino que queria ser rei &lt;br /&gt;O Pão de Açúcar velava sobre a entrada da baía, quando o Boyne cruzou a chegada. &lt;br /&gt;Eram sete horas da manhã do dia 1º de abril de 1872. O Rio de Janeiro era, ainda, &lt;br /&gt;uma cidade onde africanos fugidos eram caçados nas ruas. Onde a febre amarela e a &lt;br /&gt;varíola eram a maior causa de mortes na população, enquanto poderosos tomavam &lt;br /&gt;o vapor e atravessavam o Atlântico para tratar de seus “incômodos &lt;br /&gt;hemorroidários”. Onde se tomava leite ao pé da vaca e os perus andavam em &lt;br /&gt;bandos pelas ruas, tangidos pelo vendedor. &lt;br /&gt;A família imperial que chegava da Europa foi recebida  com entusiasmo. No &lt;br /&gt;convés, ao lado do avô, o príncipe Pedro Augusto ouvia o distante clamor vindo das &lt;br /&gt;praias. Dos vapores, escaleres e canoas que aguardavam no canal partiam saudações. &lt;br /&gt;Em torno do Arsenal da Marinha, milhares de cabeças, lenços, sombrinhas, chapéus &lt;br /&gt;pareciam lhe acenar. Eram “vivas de amor e regozijo”, diriam os jornais. Da costa, &lt;br /&gt;chegava o som de metais e tambores das bandas navais. Das janelas, choviam flores. &lt;br /&gt;O menino bebia a cena. Era assim, ser imperador? O povo aguardava a família &lt;br /&gt;imperial comprimindo-se ao longo da rua Primeiro de Março. Acenos, gritos de &lt;br /&gt;boas-vindas, e os membros do ministério e os altos funcionários em fila para o &lt;br /&gt;beija-mão informal. Tudo era alegria no rosto de D. Pedro II e D. Teresa Cristina. &lt;br /&gt;Ele mesmo também se sentia feliz. Feliz, talvez, pela primeira vez desde que a mãe &lt;br /&gt;morrera. &lt;br /&gt;O avô abraçava o neto com ternura. Afinal, era o seu menino. A sua cara. &lt;br /&gt;Durante o primeiro ano em que o pequeno estivera na Europa, como se queixara, &lt;br /&gt;com saudades. Pedro era “o neto tão bonitinho”, o neto que alegrava, o “chibante” &lt;br /&gt;netinho, “o galante que promete ser muito inteligente”. Agora em suas mãos, a &lt;br /&gt;criança de 6 anos, fluente em [pg. 13] alemão, estava prestes a ser modelada. Caso o &lt;br /&gt;organismo de Isabel não operasse um milagre, Pedrinho  substituiria Pedro. Seria &lt;br /&gt;Pedro III. Melhor prepará-lo. &lt;br /&gt;De Paris, seu pai, Luis Augusto Maria Eudes de Saxe e Coburgo, conhecido &lt;br /&gt;como Gusty, escrevia para a “querida mamãe”, ou seja, a avó Teresa Cristina: “Tive medo que os pequenos sofressem em função do calor do  Rio, mas também é &lt;br /&gt;verdade que eles devem se acostumar ao calor. Os outros dois pequenos vão muito &lt;br /&gt;bem, se desenvolvendo de maneira satisfatória. Os estudos de José um pouco mais &lt;br /&gt;adiantados do que pensei.” Assinava “Seu obediente  filho”. As cartas eram curtas, &lt;br /&gt;quase bilhetes. Contudo, ele se preocupava com a sorte dos dois filhos imigrados. &lt;br /&gt;Mas o que era ser pai na segunda metade do século XIX? Duas características se &lt;br /&gt;somavam. Na literatura, eram figuras autoritárias. A severidade era a imagem mais &lt;br /&gt;comum associada ao genitor. &lt;br /&gt;Mesmo na simplicidade doméstica, os privilégios do pai todo-poderoso não &lt;br /&gt;eram jamais abolidos. Só que o século XIX era, também, o século da &lt;br /&gt;supervalorização da afetividade. Ocorria uma espécie de proclamação da &lt;br /&gt;paternidade como forma de cidadania ao mesmo tempo em que se via a heroização &lt;br /&gt;dos papéis paternos: “Meu pai, meu herói.” São José entrava no rol do protetor da &lt;br /&gt;família. D. Pedro II não deu o exemplo, escolhendo os professores e gerenciando a &lt;br /&gt;formação moral de suas meninas? Não disse várias vezes que considerava a leitura, &lt;br /&gt;junto com a educação das filhas, o maior prazer de sua vida? A última etapa desta &lt;br /&gt;caminhada era a sucessão paterna nos negócios. Ou numa Coroa. &lt;br /&gt;Era vitoriana, época, portanto, de valorização da paternidade. Mas, muito mais &lt;br /&gt;forte, de valorização da masculinidade. Masculinidade que era o oposto da &lt;br /&gt;feminilidade da mãe. Sem o culto à mulher, que era central para a cultura vitoriana, a &lt;br /&gt;virilidade ficava incompleta. A masculinidade era celebrada com exibicionismo. &lt;br /&gt;Alguns críticos, entre eles Goethe, se queixavam da  presença de efeminados nos &lt;br /&gt;meios cultivados. Desde cedo, os meninos eram treinados para brigar, boxear, lutar, &lt;br /&gt;duelar e caçar. A [pg. 14] luta pela sobrevivência — este era o século de Darwin — &lt;br /&gt;justificava que o mundo animal servisse de exemplo para práticas que se repetiam no &lt;br /&gt;exercício burguês da acumulação. Ou no aristocrático, de acumulação de troféus. &lt;br /&gt;Gusty passava o tempo atrás de ursos, raposas e lebres. A frouxidão de gestos e de &lt;br /&gt;atos era impensável. Daí a ginástica. A mãe, princesa Leopoldina, combateu desde &lt;br /&gt;cedo as pernas de manteiga, o andar de papagaio e a  barriga de Pedro Augusto. &lt;br /&gt;Exercícios, muitos. Até os mais violentos. Nas escolas alemãs e austríacas, o duelo &lt;br /&gt;com facas e espadas era emblema de civilização. As noções de honra — “antes &lt;br /&gt;morto do que desonrado” — enchiam as cabeças e ditavam a moda. As irmandades nas universidades anglo-saxônicas eram a regra. Bem &lt;br /&gt;organizada, a camaradagem masculina estabelecia laços com conseqüências no &lt;br /&gt;mundo político e social. Um rosto marcado por cicatrizes de lutas era reconhecido &lt;br /&gt;como um rosto viril. Nesta época, Sigmund Freud inaugurou a descoberta do &lt;br /&gt;inconsciente, debruçado sobre a dupla sexo e agressão, enquanto a literatura &lt;br /&gt;romântica contava a saga de heróis másculos e bravos. Foi este misto de virilidade e &lt;br /&gt;afetividade que Pedro Augusto deixou para trás ao deixar seu pai. Foi deste ninho de &lt;br /&gt;autoridade e calor que ele alçou vôo, abandonando o palácio de colunatas brancas e &lt;br /&gt;os invernos que cobriam os parques vienenses de neve. Por seu lado, Gusty aceitou &lt;br /&gt;que os avós viessem buscar os meninos mais velhos. Afinal, com a esterilidade de &lt;br /&gt;Isabel, era preciso preparar o futuro Pedro III para assumir o trono brasileiro. Um &lt;br /&gt;Saxe e Coburgo nas Américas, no imenso império de café e açúcar, consolidava um &lt;br /&gt;sonho familiar: o de Leopoldo I da Bélgica, de Maximiliano do México, de seu pai e &lt;br /&gt;o seu próprio. &lt;br /&gt;Depois do desembarque, a boca escura da capela imperial engoliu os mais &lt;br /&gt;velhos. Mas Augustinho tinha dor de barriga e por isso os dois irmãos foram &lt;br /&gt;levados, em carro aberto, para São Cristóvão. Pedro Augusto ainda teve tempo de se &lt;br /&gt;impressionar com os dragões que sustentavam o primeiro arco, com as figuras que &lt;br /&gt;representavam o comércio, a indústria, a agricultura e as artes, com os coloridos &lt;br /&gt;emblemas marítimos. Só não  [pg. 15]  conseguiu ler as inscrições “Gratidão e &lt;br /&gt;Trabalho”, na decoração oferecida pelo banco Mauá. Os  meninos também não &lt;br /&gt;viram os coretos enfeitados pelas luminárias a gás que, à noite, se acenderam. E &lt;br /&gt;acenderam a cidade. &lt;br /&gt;A convite do imperador, o reitor do Externato D. Pedro II deixara as suas &lt;br /&gt;funções para tornar-se preceptor de Suas Altezas. Ele era o Joaquim Pacheco da &lt;br /&gt;Silva, futuro barão de Pacheco: médico sisudo e educado. “Ficaria muito grato se o &lt;br /&gt;Sr. Pacheco tomasse a seu cargo a educação de meus netos, Pedro Augusto e &lt;br /&gt;Augusto, ainda na infância e órfãos de mãe. [...] Bem sei os meninos, muito &lt;br /&gt;travessos, estão atrasados e falam pessimamente o português, apenas conhecem a &lt;br /&gt;língua alemã”, lhe dizia o avô. &lt;br /&gt;Os primeiros anos passaram rápido. Aos 9 anos incompletos, Pedro Augusto &lt;br /&gt;foi matriculado na escola. Nas fotos com uniforme, exibia um lindo rosto de anjo. Anjo de olhar triste. Na imagem não se viam as cicatrizes internas. O colégio era o &lt;br /&gt;Pedro II. Mantido pelo imperador e inspirado nos liceus franceses, era o padrão de &lt;br /&gt;ensino secundário e a única instituição que possibilitava o ingresso nos cursos &lt;br /&gt;superiores. Seus exames de admissão, tão disputados, eram publicados nos jornais. &lt;br /&gt;O aluno que completasse o curso recebia o título de Bacharel em Ciências e Letras &lt;br /&gt;— baga do carvalho e ramo de loureiro, a Bacca et laurea — e tinha acesso direto às &lt;br /&gt;Academias. D. Pedro, que costumava se referir a ele como “seu colégio”, escolhia os &lt;br /&gt;professores, sabatinava os alunos, assistia às provas e conferia as médias. &lt;br /&gt;No início orfanato, depois seminário, o colégio era a  glória do ensino na &lt;br /&gt;Corte. Cópia de Eton, na Inglaterra, do Louis-Le-Grand, em Paris, as listas de &lt;br /&gt;chamadas atestavam a elite que por ali passava. A fachada do externato dava sobre a &lt;br /&gt;rua Larga e um pouco da paralela, a Camerino. Por trás,  salas e corredores se &lt;br /&gt;espichavam em velhas construções do século XVIII. No interior do prédio, se ouvia &lt;br /&gt;o repique dos sinos da igreja de São Joaquim, anunciando a visita do imperador à &lt;br /&gt;escola. Durante [pg. 16] o recreio, os alunos acompanhavam as acrobacias do velho &lt;br /&gt;sineiro, um africano de nome Pirro, que caçava corujas na torre. &lt;br /&gt;Já o internato, onde meteram o pequeno príncipe, ficava no Engenho Velho, &lt;br /&gt;na Chácara da Mata: um sobradão com sete palmeiras na frente, próximo ao Largo &lt;br /&gt;da Segunda-feira. Pintado em azul-anil com alegorias  na platibanda e estuques &lt;br /&gt;imitando bronze, exibia um letreiro colossal: INTERNATO DO COLÉGIO &lt;br /&gt;PEDRO II. A entrada central era lavrada em cantaria em meio às nove portas, &lt;br /&gt;encimadas por nove janelas. O vestíbulo branco e cirúrgico recebia pais e filhos. As &lt;br /&gt;aulas começavam em meados de fevereiro. A entrada era solenizada. Neste dia, se &lt;br /&gt;enfeitava a palmatória, posta em lugar de destaque. Além das salas de aula, a &lt;br /&gt;biblioteca impressionava: mapas, estampas de história santa, coleções botânicas e &lt;br /&gt;zoológicas pendiam das paredes. Na sala comum de estudos, grandes armários de &lt;br /&gt;portas numeradas permitiam ao aluno guardar cadernos, livros e pertences pessoais. &lt;br /&gt;Mas, também, folhas rendadas, caveiras de passarinho, ovos vazados, cobras em &lt;br /&gt;cachaça. O pequeno príncipe gostava de pedras. Logo viu onde ia esconder as suas. &lt;br /&gt;A bagagem era pouca. Toda a roupa e as botinas eram marcadas com o &lt;br /&gt;mesmo número. Guardadas na rouparia, eram arrumadas num escaninho com o dito &lt;br /&gt;número. As camas de ferro, também numeradas, traziam plaquinhas identificando os ocupantes. Nos quartos, baldes de mijo ficavam dentro de móveis especiais, &lt;br /&gt;perto das portas e janelas. O cheiro de creolina mal disfarçava o de urina. O &lt;br /&gt;refeitório se compunha de quatro imensas mesas de mármore à volta das quais se &lt;br /&gt;sentavam cinqüenta alunos. &lt;br /&gt;Durante as refeições, um deles lia as cartas que escrevera para a família, &lt;br /&gt;maneira de entreter os demais. Guardar o pão da merenda vespertina era maneira de &lt;br /&gt;ter ração extra, frente ao magro café-da-manhã. Uma sineta estridente marcava a &lt;br /&gt;passagem do tempo. Uniformes diários eram fardas verdes, trazendo o PII do &lt;br /&gt;monarca. As provas exigiam casaca, gravata branca, punhos rendados e luvas de &lt;br /&gt;pelica. Atrás das mesas cobertas [pg. 17] de veludo bordado a ouro, nos exames de &lt;br /&gt;fim de ano, se enfileiravam as túnicas pretas do reitor e dos examinadores. Para o &lt;br /&gt;menino Pedro Augusto, a entrada no colégio foi a passagem para a vida comunitária. &lt;br /&gt;Dormir junto, comer junto, brincar junto, estudar junto. Chorar... só! &lt;br /&gt;Ele teria que estudar. E muito. A reprovação nos exames do Pedro II era &lt;br /&gt;sinônimo de luto familiar. De aluno pestiferado! Sem férias, encerrava-se o menino &lt;br /&gt;em casa, portas e janelas fechadas. Um chefe da disciplina era o senhor absoluto dos &lt;br /&gt;destinos: controlava os castigos e as saídas: “Comunico-vos que o aluno tal &lt;br /&gt;perturbou o estudo da noite com cacholetas e besouradas.” Sábado, o moleque não &lt;br /&gt;iria para casa. A cafua — prisão escolar — fora, contudo, suspensa pelo Dr. &lt;br /&gt;Pacheco. No recreio, cuidados. Nos primeiros dias não faltava o “bolo humano! &lt;br /&gt;Bolo humano!”. O novato era enterrado sobre uma montanha de nádegas. Os &lt;br /&gt;veteranos vinham correndo e se jogavam sobre ele. A chulipa era o cascudo que se &lt;br /&gt;tinha que passar adiante. Os trotes eram obrigatórios nas semanas iniciais, e, &lt;br /&gt;esquecido de que era príncipe, o menino não escapou do ritual. &lt;br /&gt;Entre as aulas, havia um recreio de dez minutos. Servia para correr às privadas, &lt;br /&gt;para o cigarrinho escondido, para matar a sede nos bebedouros. Em sala de aula, os &lt;br /&gt;ritos eram de praxe: o arrasta-pé demonstrava reação coletiva de insatisfação com o &lt;br /&gt;mestre ou de riso de um colega. O ensino era fraco. Os  alunos bocejavam, &lt;br /&gt;bestavam, sonolentos. Os professores, com honrosas exceções, eram funcionários &lt;br /&gt;mal pagos, geralmente pertencendo a um nível social e de instrução inferior aos &lt;br /&gt;próprios alunos. Tinham, portanto, que se bater contra  eles. Revidavam com &lt;br /&gt;castigos terríveis as piadas, as caricaturas nas latrinas e a gozação que fermentavam entre os jovens. E não faltavam críticas de alunos a Benjamim Constant — que &lt;br /&gt;lecionou na casa — por sabê-lo protegido de D. Pedro, mas capaz de maldizer a &lt;br /&gt;monarquia na frente da garotada. &lt;br /&gt;Havia amores platônicos. Alguns alunos veteranos sabiam ser paternais, &lt;br /&gt;fraternais, mesmo maternais. As obsessões eróticas, típicas da idade, [pg. 18] eram &lt;br /&gt;saciadas em folhetos que circulavam das mãos de funcionários para as dos alunos, &lt;br /&gt;mediante alguma propina. Saciavam-se melhor ainda nas coleções de livros de arte. &lt;br /&gt;Pinturas e esculturas prolongavam a esfera do que era possível ver ou imaginar: &lt;br /&gt;sobretudo, os quadris e seios marmóreos. As cabines óticas, nos feriados e férias, &lt;br /&gt;alimentavam a visão do corpo feminino nu. As feiras populares exibiam &lt;br /&gt;reproduções anatômicas em cera. As peças eróticas encontradas em Pompéia &lt;br /&gt;circulavam em fotografias, instruindo sobre a matéria arqueológica e, &lt;br /&gt;principalmente, sobre sexo. Completava-se a formação sexual pela contemplação de &lt;br /&gt;todas as Vênus possíveis, em mármore ou papel. Para se excitar, havia os cabelos &lt;br /&gt;femininos, tão longos que eram capazes de vestir peitos e quadris, verdadeiro fetiche &lt;br /&gt;vendido a metro na rua do Ouvidor: cabelos de meninas mortas, de meninas virgens &lt;br /&gt;com os quais os garotos sonhavam. E a lingerie? Seu perfume ou a simples exibição &lt;br /&gt;de uma peça tinha uma incrível carga erótica. &lt;br /&gt;Esta foi a época dos ladrões de lenços femininos, cujo perfume embalava o &lt;br /&gt;sono dos rapazes adolescentes e adultos. Já o lenço masculino era o companheiro &lt;br /&gt;dos punheteiros. Quase nada se dizia, mas os professores estavam alerta para o que &lt;br /&gt;consideravam uma praga. A masturbação e as perdas seminais influíam no &lt;br /&gt;rendimento escolar. Os meninos emagreciam. Cobriam-se de espinhas. O vício &lt;br /&gt;solitário degenerava em diarréias brabas. Inspecionava-se o dormitório. Investia-se &lt;br /&gt;na prática da ginástica. Era o erotismo romântico ensinado desde a puberdade. Pois &lt;br /&gt;a meninice dos netos do imperador transcorreu sem maiores problemas entre o &lt;br /&gt;colégio e a casa do avô. &lt;br /&gt;Instalados no velho Paço, os dois irmãos descobriam a casa onde as princesas &lt;br /&gt;Isabel e Leopoldina passaram a infância. Nas noites mergulhadas no silêncio do &lt;br /&gt;grande palácio, Pedro Augusto se revirava na cama. Ao lado, Augustinho ressonava, &lt;br /&gt;exausto, mas ele tinha dificuldade para dormir. Era um suplício esperar a mãe que &lt;br /&gt;não vinha mais para lhe dar o beijo noturno. Para distraí-lo da dor, os avós tinham comprado uma lanterna mágica. O aparelho era colocado sobre a luminária a gás, e, &lt;br /&gt;como [pg. 19] por encanto, as paredes cansadas se revestiam de pequenas aparições &lt;br /&gt;sobrenaturais, de luzes e cores em forma de arco-íris ou estrelas. Lutando contra o &lt;br /&gt;cansaço, o menino retroagia no tempo. &lt;br /&gt;Alguém lhe contara sobre o bigode espesso, o queixo másculo, o cabelo curto, &lt;br /&gt;a gravata fina e as mãos hábeis. Parecia um homem. Mas era Josefina Durocher, &lt;br /&gt;parteira e mulher-macho, a puxá-lo entre as coxas da mãe. Era francesa, atendia em &lt;br /&gt;casa e tinha toda a confiança da família imperial. Foi a primeira a demonstrar que &lt;br /&gt;não se provava virgindade em mulher enfiando um ovo vagina adentro. Era a tarde &lt;br /&gt;do 19 de março do ano de 1866. Os canhões das fortalezas e navios no porto da &lt;br /&gt;Mui Heróica e Leal Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro anunciaram seu nas-&lt;br /&gt;cimento. Era o primeiro neto de um avô de 40 anos que, na juventude, enterrara &lt;br /&gt;dois herdeiros. &lt;br /&gt;A luz na palmatória de níquel presa na parede avivou outra imagem: a de um &lt;br /&gt;círio esculpido e ornado de ouro com quatro peças de  dez mil-réis cravadas em &lt;br /&gt;forma de cruz. Ele iluminava um aparador coberto de veludo verde, sobre o qual &lt;br /&gt;esticaram a veste alva que o cobriria. Já tinha quase um mês quando atravessou o &lt;br /&gt;cais do Carmo que ligava o paço à capela imperial. A penugem dourada da cabeça &lt;br /&gt;sobressaía entre os membros do cortejo solene, gente morena e vestida de escuro. &lt;br /&gt;Com os pais, igualmente louros, mais pareciam uma trinca de cisnes a atravessar um &lt;br /&gt;charco de rãs pardacentas. &lt;br /&gt;A fila compenetrada de membros da família imperial caminhava sob o badalo &lt;br /&gt;dos sinos e os vivas do povo. A gente se apinhava nas janelas do hotel Pharoux ou &lt;br /&gt;nas sacadas que se enfileiravam do largo da Assembléia à rua do Cotovelo, da São &lt;br /&gt;José ao beco da Fidalga. Belo como um cromo, ia viver o cerimonial minucioso &lt;br /&gt;prescrito pelas normas das cortes. Seus padrinhos: o avô, Pedro II, e a rainha dos &lt;br /&gt;franceses, Maria Amélia de Bourbon-Nápoles, representada pela imperatriz Teresa &lt;br /&gt;Cristina. A lentidão nas comunicações — os cabos telegráficos submarinos seriam &lt;br /&gt;instalados somente em 1874 — impedia, todavia, de saber que a dinda morrera 16 &lt;br /&gt;dias antes da festa. [pg. 20] &lt;br /&gt;Emocionados, todos cruzaram a portada em lioz, vinda de Mafra, encimada &lt;br /&gt;por um medalhão, com a Virgem do Carmelo. Emocionados, sim. Afinal, a falta de herdeiros varões era um perigo para a Coroa brasileira. A jovem mãe, Leopoldina, &lt;br /&gt;perdera dois irmãos: Afonso, falecido aos 2 anos, e Pedro, antes de completar um. &lt;br /&gt;Sua irmã, Isabel, fora doente na infância e, por duas  vezes, esteve em perigo de &lt;br /&gt;morte. &lt;br /&gt;Sob a abóbada dourada da Sé, acariciando a nuca leitosa da mulher, com a &lt;br /&gt;criança no colo, Gusty não podia deixar de pensar que era este o quinto império no &lt;br /&gt;qual pisavam os Saxe e Coburgo. De um pequeno ducado, ou melhor, de dois &lt;br /&gt;pequenos ducados geminados que compreendiam, em 1867, não mais do que &lt;br /&gt;168.851 almas, contando somente duas cidades, Gotha e Coburgo, saíram, no correr &lt;br /&gt;do século, várias casas reais ou príncipes para dinastias em crise de varonia. De fato, &lt;br /&gt;seu pai, Augusto Carlos, duque de Saxe e Coburgo, era  aparentado com diversas &lt;br /&gt;cabeças coroadas; primo-irmão do príncipe consorte da  Inglaterra, o famoso &lt;br /&gt;Alberto, casado com Vitória; primo-irmão do rei honorário de Portugal, D. &lt;br /&gt;Fernando; primo do rei Ferdinando, dos búlgaros; e, finalmente, sobrinho do rei &lt;br /&gt;Leopoldo, dos belgas, um dos maiores articula-dores políticos do século. Seu sangue &lt;br /&gt;já pulsava em cinco casas reinantes. Por pouco não fora coroado, aos 19 anos, rei da &lt;br /&gt;Grécia. Se não fosse tão jovem e católico, as ilhas do mar Jônico não teriam ido &lt;br /&gt;parar nas mãos de um dinamarquês: o duque Cristiano de Sonderburg-Glücksburg. &lt;br /&gt;Por que não encontraria um trono, para si e para os seus, na longínqua América &lt;br /&gt;tropical, o Brasil do fumo e do café? &lt;br /&gt;Contida ao lado da princesa-mãe, a mana Isabel sofria. Ah! A  envidia.  A &lt;br /&gt;felicidade da irmã lhe fazia mal como um espinho enterrado no coração. Trazia &lt;br /&gt;irritação, vergonha, pois a alegria de Leopoldina era, para ela, um copo de veneno. &lt;br /&gt;O prazer de uma tornava-se ferida na outra. Inveja no olhar carregado de amargura. &lt;br /&gt;Olho gordo, olho grande sobre a pequena criatura causadora deste conflito íntimo. &lt;br /&gt;Frustração quanto a  [pg. 21] este objeto não possuído: um filho! Casara primeiro. &lt;br /&gt;Seria estéril? Maldição. Quantas vezes não fora a Caxambu e Lambari tomar banhos &lt;br /&gt;de águas milagrosas. O bidê de louça inglesa transbordando, e as abluções repetidas, &lt;br /&gt;na tentativa de tornar o solo fecundo. &lt;br /&gt;Frialdade ou frigidez era o nome que davam a esta doença. Com quantos &lt;br /&gt;remédios não tentara solucionar o problema, até os mais populares: chá de erva de &lt;br /&gt;carrapato ou de figueira-do-inferno. Novenas à santa Ana e santa Comba, padroeiras da fertilidade conjugal. Defumadouro das partes íntimas com a erva &lt;br /&gt;chamada pombinha. Não ousara pedir ao marido, Gaston,  que urinasse num &lt;br /&gt;cemitério pela argola de uma campa. Que untasse a região púbica com sebo de &lt;br /&gt;bode, ou que bebesse garrafadas de catuaba. Ele a tomaria por uma primitiva. Riria-&lt;br /&gt;se dela. Ainda assim, escrevera ao marido: “Eu quero tanto ser a mãe do teu filho, &lt;br /&gt;ter um filho de quem eu amo tanto, de quem eu amo acima de tudo, meu amor!!!”. &lt;br /&gt;O menino no seio direito da irmã, e uma serpente, no  seu seio esquerdo. Uma &lt;br /&gt;sorria, a outra sangrava. Que prazer maior do que a destruição do objeto invejado? &lt;br /&gt;“Minha maninha do coração, mana e amiga, queridinha, nariz de telha, senhora &lt;br /&gt;laranjeira.” Amigas? Desde pequenas, as desavenças entre as princesas eram feitas de &lt;br /&gt;silêncio e discrição. Leopoldina, “a bela”. Isabel, a feia, destituída de sobrancelhas, o &lt;br /&gt;que aumentava o seu já comprido nariz. Feia, mas “boa e angelical”, segundo a &lt;br /&gt;condessa de Barrai, aia das princesas. Isabel merecia toda a atenção da dita condessa &lt;br /&gt;e, também, da governanta francesa, Madame Templier. Afinal, era a sucessora do &lt;br /&gt;trono e descrita como muito inteligente. Leopoldina, a segunda na linha de sucessão, &lt;br /&gt;tinha que viver com as desvantagens de ser a mais moça. Dava o troco: era rebelde, &lt;br /&gt;irascível, difícil. Quando não se bicavam era de causar espanto, segundo conta a &lt;br /&gt;Barrai à imperatriz Teresa Cristina por ocasião da viagem  do casal imperial ao &lt;br /&gt;Nordeste. &lt;br /&gt;“A mana foi à Glória”, queixava-se ao pai Leopoldina, “é divertimento, e bom &lt;br /&gt;divertimento; eu já ouvi missa, não acha que eu devo me divertir [pg. 22] a tempo &lt;br /&gt;que ela se diverte?” E a resposta paterna: “Não tem obrigação de estudar senão &lt;br /&gt;durante o tempo que marquei; porém quem estuda mais sabe mais... Adeus, seja boa &lt;br /&gt;menina!” Pois, sim, “boa menina”. Difícil dobrar esta personalidade forte.  “Minha &lt;br /&gt;travessa Leopoldina”, a chamava a Barrai. &lt;br /&gt;Pois da mais moça viera o primeiro herdeiro. Da bela, nascera a fera. De &lt;br /&gt;sangue turingês e não francês, era o primeiro herdeiro, promessa de futuro &lt;br /&gt;imperador do Brasil. Criança gerada sob o signo de La Guerra Grande, a Guerra do &lt;br /&gt;Paraguai. Daí, talvez, ter nascido frágil. Um primeiro  batismo, sob comoção dos &lt;br /&gt;avós e pais, foi  in extremis. Depois ganhou cores e força. Gusty ainda guardava as &lt;br /&gt;impressões da partida, nove meses antes, com o sogro para Porto Alegre. Viajaram &lt;br /&gt;na segunda quinzena de julho, logo depois que a notícia da invasão inimiga chegara à Corte: Uruguaiana fora ocupada a mando de Solano Lopez. A saída no vapor Santa &lt;br /&gt;Maria,  comboiado por dois transportes cheios de tropas e o povo a acenar das &lt;br /&gt;praias: inesquecível. Mas, se perguntava, quando teriam concebido este filho? Os &lt;br /&gt;anjos na talha do altar-mor da Sé fizeram-no pensar nos outros. Naqueles outros &lt;br /&gt;que os vigiavam entalhados na cama de casal, quando ele a procurara, tão formosa e &lt;br /&gt;doce, de quatro, sob metros de pano do camisolão. &lt;br /&gt;E a cruz, a toda-poderosa cruz do altar-mor, lembrava as missas a céu aberto, &lt;br /&gt;celebradas nos hospitais de campanha para os combatentes, ou as pequenas igrejas &lt;br /&gt;caiadas de branco, tão pobrezinhas em comparação com a Sé da capital, igrejas que &lt;br /&gt;serviam de hospitais aos feridos nos campos de batalha. Lembrou-se de si mesmo, &lt;br /&gt;um europeu em contraste com os morenos voluntários da pátria, os zuavos da &lt;br /&gt;Bahia, negros vestidos com o fardamento do Exército francês na Argélia, os &lt;br /&gt;gaúchos peludos que compunham os Guardas Nacionais da cavalaria ligeira. Já os &lt;br /&gt;fogos que estouravam do lado de fora da catedral para saudar seu menino &lt;br /&gt;lembravam o espocar das espingardas a minié, das clavinas e das pistolas usadas pela &lt;br /&gt;cavalaria no cerco de Uruguaiana. &lt;br /&gt;O casamento no qual nascera esta criança se realizara um ano antes. Duas &lt;br /&gt;irmãs unidas a dois primos, direto do interior da família real para o [pg. 23] noivado &lt;br /&gt;e o casamento. Uniões dinásticas eram planejadas com anos de antecedência. &lt;br /&gt;Quando Isabel e Leopoldina tinham apenas 9 e 8 anos, D. Pedro especulava sobre &lt;br /&gt;seus maridos. Um português? Nem pensar. Teria a oposição dos brasileiros. Seria &lt;br /&gt;como voltar aos tempos da colonização. Não havendo  nobres brasileiros, os &lt;br /&gt;maridos tinham que vir de casas reais européias de religião católica. O importante é &lt;br /&gt;que, dentro dos limites de um casamento arranjado, houvesse pelo menos simpatia &lt;br /&gt;entre os companheiros escolhidos. &lt;br /&gt;Escrevendo ao cunhado, o príncipe de Joinville, casado com Francisca, sua &lt;br /&gt;irmã mais moça, a quem encarregara de arranjar maridos para as meninas, D. Pedro &lt;br /&gt;afirmava que não as obrigaria a casar contra a vontade. Ele jamais esquecera sua &lt;br /&gt;decepção ao ser apresentado a Teresa Cristina: feia, sem graça e coxa. Diante da &lt;br /&gt;decepcionante visão, ele passou mal. Quase desmaiou. E ela, por seu lado, chorou &lt;br /&gt;desesperadamente. Envergonhava-se, pois sabia que não correspondia, nem de &lt;br /&gt;longe, à imagem na miniatura que da corte napolitana  tinham enviado ao noivo no Brasil. &lt;br /&gt;Em maio de 1864, a fala do trono anunciou o casamento das princesas. Já &lt;br /&gt;estavam ambas, como se dizia, então, “colocadas”. Nenhuma palavra sobre os &lt;br /&gt;possíveis pretendentes. Uma lei foi baixada, assegurando às duas irmãs dotes e &lt;br /&gt;rendas. Na mira, os sobrinhos do cunhado Joinville. Um filho de sua irmã, &lt;br /&gt;Clementina, e outro do irmão, príncipe de Nemours. Para sorte das duas jovens, as &lt;br /&gt;descrições e fotografias mais aproximavam os rapazes da imagem de príncipes de &lt;br /&gt;contos de fadas do que de sapos. Gusty, “belo, bem  batido, um pouco frívolo”. &lt;br /&gt;Gaston, o futuro conde d’Eu, como sua futura noiva,  aliás, “bom, amigável, &lt;br /&gt;inteligente”. E, como ninguém é perfeito, um pouco surdo. Não se sabia quem &lt;br /&gt;ficaria com quem. &lt;br /&gt;Pois “a 2 de setembro de 1864 chegavam ao Rio o conde d’Eu e o duque de &lt;br /&gt;Saxe. Meu pai desejava essa viagem tendo em vista nossos casamentos. Pensava-se &lt;br /&gt;no conde d’Eu para minha irmã e no duque de Saxe para mim. Deus e nossos &lt;br /&gt;corações decidiram diferentemente”, escreveu  [pg. 24]  Isabel em seu diário. &lt;br /&gt;Enquanto isto, Gaston se correspondia com a irmã, preparando-a para conhecer a &lt;br /&gt;noiva: “nada tem de bonito no rosto, mas o conjunto”, afirmava, “é gracioso”. &lt;br /&gt;Isabel estaria mais apta do que Leopoldina para assegurar-lhe “a felicidade &lt;br /&gt;doméstica”. Em resumo: os bonitos, entre eles. E os feios, entre eles. A 15 de &lt;br /&gt;outubro deste mesmo ano, Isabel se casava com o conde d’Eu, elevado a marechal &lt;br /&gt;do Exército brasileiro. Em 15 de dezembro, na mesma capela real, os sinos tocavam &lt;br /&gt;para Leopoldina e Gusty, nomeado almirante da Esquadra Imperial. Eram duas &lt;br /&gt;crianças: ela, com 17 anos, e ele, com 20. Ele, nem maioridade possuía. Foi mesmo &lt;br /&gt;preciso enviar um diplomata a Viena, a fim de obter “do chefe da família do jovem &lt;br /&gt;príncipe os plenos poderes necessários”. &lt;br /&gt;“Incumbindo-me Sua Majestade o imperador de convidar  para assistir de &lt;br /&gt;grande gala, em uma das tribunas da imperial capela,  ao ato solene do feliz &lt;br /&gt;consórcio... Deus guarde V. Exa.”, dizia o convite. &lt;br /&gt;Para as irmãs, o casamento significava o adeus à Quinta da Boa Vista, com sua &lt;br /&gt;alameda de bambus e mangueiras onde brincavam de esconde-esconde e de &lt;br /&gt;bonecas. Mas, também, adeus às aulas de história do Brasil, inglês, alemão, música, &lt;br /&gt;filosofia, botânica, bordado, caligrafia, desenho, fotografia e dança. Era o fim das “festas de meninas” que rompiam o clima carrancudo do  palácio, festas que &lt;br /&gt;excluíam políticos e nas quais encenavam com amigos peças de teatro escolhidas de &lt;br /&gt;um livro francês — o  Théàtre des Petits Chatêaux,  alternando-se em vários papéis: &lt;br /&gt;flores falantes, fadas, bruxas. Era o adeus à canja de galinha quase diária, à &lt;br /&gt;carruagem de gala fora de moda, à voz bem timbrada da imperatriz, que, cada vez &lt;br /&gt;menos, solfejava Una Voce Poco Fá de Rossini. &lt;br /&gt;Deixavam para trás o velho palácio, quase um convento, onde tinham &lt;br /&gt;crescido, com suas plantas, pássaros, animais favoritos. Era preciso deixar o ninho &lt;br /&gt;onde se sacrificavam aos ritos familiares. Deixar-se uma à outra. Deixar os pais. &lt;br /&gt;Deixar os quartos e as camas onde sonharam com estes companheiros prometidos. &lt;br /&gt;Percorriam as peças da casa onde passaram a infância, que abandonariam para &lt;br /&gt;sempre. Diziam adeus a cada objeto, ao  [pg. 25]  piano, aos livros, às caixas de &lt;br /&gt;costura, aos velhos brinquedos. Em pouco tempo, o assunto tornou-se o cuidado &lt;br /&gt;com a futura casa, os filhos que viriam, o amor aos maridos. Agora, depois de &lt;br /&gt;casadas, poderiam, também, ir a bailes e teatros que nunca freqüentaram. Escutavam &lt;br /&gt;de olhos baixos, dóceis, submissas, tudo o que dizia respeito a tais questões. Sabiam, &lt;br /&gt;contudo, que estavam sendo empurradas para uma vida nova. E para o único &lt;br /&gt;exercício que dava então sentido à vida das mulheres: a maternidade. O que era, &lt;br /&gt;então, uma mulher casada? Alguém que desejasse ser mãe, amar seu marido e &lt;br /&gt;praticar a arte de agradar. &lt;br /&gt;Tudo o que se ensinava a respeito da maternidade era  contraditório. Sim, a &lt;br /&gt;criança era uma graça de Deus. Mas era, igualmente, o comprovante de atos &lt;br /&gt;grosseiros. Atos quase que repreensíveis, mesmo entre esposos, se a procriação não &lt;br /&gt;os justificasse. A moral ditava as regras para as mulheres. Em vez de lhes ensinar &lt;br /&gt;apenas o pudor, se lhes impunha a inocência. Ou seja, a absoluta ignorância do sexo &lt;br /&gt;físico. Eram privadas de qualquer olhar sobre o próprio corpo. Fechar os olhos para &lt;br /&gt;trocar de roupa era obrigatório. E a toalete íntima? Esta era tida por algo próximo à &lt;br /&gt;libertinagem. Para estimular o instinto materno, ganhavam bonecas, pequenos &lt;br /&gt;cachorros e gatos. Encarnavam todo o frescor do mundo,  toda a pureza, &lt;br /&gt;comparadas a lírios, pombas, anjos. Branco era o vestido da primeira comunhão, da &lt;br /&gt;primeira festa e do casamento. Branco era o enxoval. A rosa branca era símbolo de &lt;br /&gt;virtude, castidade e abnegação, flor da mocidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-4028581007078641475?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Aristóteles prestou contribuições fundantes em diversas áreas do conhecimento humano, destacando-se: ética, política, física, metafísica, lógica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia, história natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É considerado por muitos o filósofo que mais influenciou o pensamento ocidental, a exemplo das palavras que ele criou e que passaram para quase todas as línguas modernas (atualidade, axioma, categoria, energia, essência, potencial, potência, tópico, virtualidade e muitas outras). Sua influência também pode ser percebida na obra "A Divina Comédia" de Dante Alighieri já que toda a astronomia dantesca se funda em Aristóteles e seus comentadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi chamado por Augusto Comte de "o príncipe eterno dos verdadeiros filósofos", por Platão de "o leitor" (pela avidez com que lia e por se ter cercado dos livros dos poetas, filósofos e homens da ciência contemporâneos e anteriores) e, pelos pensadores árabes, de o "preceptor da inteligência humana". Por ter estudado uma variada gama de assuntos, e por ter sido também um discípulo que em muito sentidos ultrapassou o mestre, Platão, é conhecido também como O Filósofo. Aristóteles também &lt;br /&gt;foi chamado de o estagirita, pela terra natal, Estagira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Nicômaco, amigo e médico pessoal do rei macedônio Amintas III, pai de Filipe II. É provável que o interesse de Aristóteles por biologia e fisiologia decorra da atividade médica exercida pelo pai e pelo tio, e que remontava há dez gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cerca de 16 ou 17 anos partiu para Atenas, maior centro intelectual e artístico da Grécia. Como muitos outros jovens da época, foi para lá prosseguir os estudos. Duas grandes instituições disputavam a preferência dos jovens: a escola de Isócrates, que visava preparar o aluno para a vida política, e Platão e sua Academia, com preferência à ciência (episteme) como fundamento da realidade. Apesar do aviso de que, quem não conhecesse Geometria ali não deveria entrar, Aristóteles decidiu-se pela Academia platônica e nela permaneceu 20 anos, até 347 a.C., ano que morreu Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte do grande mestre e com a escolha do sobrinho de Platão, Espeusipo, para a chefia da Academia, Aristóteles partiu para Assos com alguns ex-alunos. Dois fatos parecem se relacionar com esse episódio: Espeusipo representava uma tendência que desagradava imensamente Aristóteles, isto é, a matematização da filosofia; e Aristóteles ter-se sentido preterido (ou rejeitado), já que se julgava o mais apto para assumir a direção da Academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Assos, Aristóteles fundou um pequeno círculo filosófico com a ajuda de Hérmias, tirano local e eventual ouvinte de Platão. Lá ficou por três anos e casou-se com Pítias, sobrinha de Hérmias. Assassinado Hérmias, Aristóteles partiu para Mitilene, na ilha de Lesbos, onde realizou a maior parte das famosas investigações biológicas. No ano de 343 a.C. chamado por Filipe II, tornou-se preceptor de Alexandre, função que exerceu até 336 a.C., quando Alexandre subiu ao trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o «Lykeion», origem da palavra Liceu cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais. Alexandre mesmo enviava ao mestre exemplares da fauna e flora das regiões conquistadas. O trabalho cobria os campos do conhecimento clássico de então, filosofia, metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina e estabeleceu as bases de tais disciplinas quanto a metodologia científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles dirigiu a escola até 324 a.C., pouco depois da morte de Alexandre. Os sentimentos antimacedônicos~ dos atenienses voltaram-se contra ele que, sentindo-se ameaçado, deixou Atenas afirmando não permitir que a cidade cometesse um segundo crime contra a filosofia (alusão ao julgamento de Sócrates). Deixou a escola aos cuidados do principal discípulo, Teofrasto (372 a.C. - 288 a.C.) e retirou-se para Cálcis, na Eubéia. Nessa época, Aristóteles já era casado com Hérpiles, uma vez que Pítias havia falecido pouco tempo depois do assassinato de Hérmias, seu protetor. Com Hérpiles, teve uma filha e o filho Nicômaco. Morreu a 322 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento aristotélico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição representa um elemento vital para a compreensão da filosofia aristotélica. Em certo sentido, Aristóteles via o próprio pensamento como o ponto culminante do processo desencadeado por Tales de Mileto. A filosofia pretendia não apenas rever como também corrigir as falhas e imperfeições das filosofias anteriores. Ao mesmo tempo, trilhou novos caminhos para fundamentar as críticas, revisões e novas proposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aluno de Platão, Aristóteles discorda de uma parte fundamental da filosofia. Platão concebia dois mundos existentes: aquele que é apreendido por nossos sentidos, o mundo concreto -, em constante mutação; e outro mundo - abstrato -, o das ideias, acessível somente pelo intelecto, imutável e independente do tempo e do espaço material. Aristóteles, ao contrário, defende a existência de um único mundo: este em que vivemos. O que está além de nossa experiência sensível não pode ser nada para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Aristóteles, a Lógica é um instrumento, uma introdução para as ciências e para o conhecimento e baseia-se no silogismo, o raciocínio formalmente estruturado que supõe certas premissas colocadas previamente para que haja uma conclusão necessária. O silogismo é dedutivo, parte do universal para o particular; a indução, ao contrário, parte do particular para o universal. Dessa forma, se forem verdadeiras as premissas, a conclusão, logicamente, também será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Física&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção aristotélica de Física parte do movimento, elucidando-o nas análises dos conceitos de crescimento, alteração e mudança. A teoria do ato e potência, com implicações metafísicas, é o fundamento do sistema. Ato e potência relacionam-se com o movimento enquanto que a matéria e forma com a ausência de movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Aristóteles, os objetos caíam para se localizarem corretamente de acordo com a natureza: o éter, acima de tudo; logo abaixo, o fogo; depois o ar; depois a água e, por último, a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Psicologia é a teoria da alma e baseia-se nos conceitos de alma (psykhé) e intelecto (noûs). A alma é a forma primordial de um corpo que possui vida em potência, sendo a essência do corpo. O intelecto, por sua vez, não se restringe a uma relação específica com o corpo; sua atividade vai além dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O organismo, uma vez desenvolvido, recebe a forma que lhe possibilitará perfeição maior, fazendo passar suas potências a ato. Essa forma é alma. Ela faz com que vegetem, cresçam e se reproduzam os animais e plantas e também faz com que os animais sintam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No homem, a alma, além de suas características vegetativas e sensitivas, há também a característica da inteligência, que é capaz de apreender as essências de modo independente da condição orgânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acreditava que a mulher era um ser incompleto, um meio homem. Seria passiva, ao passo que o homem seria ativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biologia é a ciência da vida e situa-se no âmbito da física (como a própria psicologia), pois está centrada na relação entre ato e potência. Aristóteles foi o verdadeiro fundador da zoologia - levando-se em conta o sentido etimológico da palavra. A ele se deve a primeira divisão do reino animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles é o pai da teoria da abiogênese, que durou até séculos mais recentes, segundo a qual um ser nascia de um germe da vida, sem que um outro ser precisasse gerá-lo (exceto os humanos): um exemplo é o das aves que vivem à beira das lagoas, cujo germe da vida estaria nas plantas próximas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no campo da biologia, Aristóteles foi quem iniciou os estudos científicos documentados sobre peixes sendo o precursor da ictiologia (a ciência que estuda os peixes), catalogou mais de cem espécies de peixes marinhos e descreveu seu comportamento. É considerado como elemento histórico da evolução da piscicultura e da aquariofilia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metafísica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "Metafísica" não é aristotélico; o que hoje chamamos de metafísica era chamado por Aristóteles de filosofia primeira. Esta é a ciência que se ocupa com realidades que estão além das realidades físicas que possuem fácil e imediata apreensão sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de metafísica em Aristóteles é extremamente complexo e não há uma definição única. O filósofo deu quatro definições para metafísica:&lt;br /&gt;a ciência que indaga causas e princípios;&lt;br /&gt;a ciência que indaga o ser enquanto ser;&lt;br /&gt;a ciência que investiga a substância;&lt;br /&gt;a ciência que investiga a substância supra-sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conceitos de ato e potência, matéria e forma, substância e acidente possuem especial importância na metafísica aristotélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quatro causas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Aristóteles, existem quatro causas implicadas na existência de algo:&lt;br /&gt;A causa material (aquilo do qual é feita alguma coisa, a argila, por exemplo);&lt;br /&gt;A causa formal (a coisa em si, como um vaso de argila);&lt;br /&gt;A causa eficiente (aquilo que dá origem ao processo em que a coisa surge, como as mãos de quem trabalha a argila);&lt;br /&gt;A causa final (aquilo para o qual a coisa é feita, cite-se portar arranjos para enfeitar um ambiente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria aristotélica sobre as causas estende-se sobre toda a Natureza, que é como um artista que age no interior das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essência e acidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles distingue, também, a essência e os acidentes em alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essência é algo sem o qual aquilo não pode ser o que é; é o que dá identidade a um ser, e sem a qual aquele ser não pode ser reconhecido como sendo ele mesmo (por exemplo: um livro sem nenhum tipo de estória ou informações estruturadas, no caso de um livro técnico, não pode ser considerado um livro, pois o fato de ter uma estória ou informações é o que permite-o ser identificado como "livro" e não como "caderno" ou meramente "maço de papel").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acidente é algo que pode ser inerente ou não ao ser, mas que, mesmo assim, não descaracteriza-se o ser por sua falta (o tamanho de uma flor, por exemplo, é um acidente, pois uma flor grande não deixará de ser flor por ser grande; a sua cor, também, pois, por mais que uma flor tenha que ter, necessariamente, alguma cor, ainda assim tal característica não faz de uma flor o que ela é).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Potência, ato e movimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as coisas são em potência e ato. Uma coisa em potência é uma coisa que tende a ser outra, como uma semente (uma árvore em potência). Uma coisa em ato é algo que já está realizado, como uma árvore (uma semente em ato). É interessante notar que todas as coisas, mesmo em ato, também são em potência (pois uma árvore - uma semente em ato - também é uma folha de papel ou uma mesa em potência). A única coisa totalmente em ato é o Ato Puro, que Aristóteles identifica com o Bem. Esse Ato não é nada em potência, nem é a realização de potência alguma. Ele é sempre igual a si mesmo, e não é um antecedente de coisa alguma. Desse conceito Tomás de Aquino derivou sua noção de Deus em que Deus seria "Ato Puro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser em potência só pode tornar-se um ser em ato mediante algum movimento. O movimento vai sempre da potência ao ato, da privação à posse. É por isso que o movimento pode ser definido como ato de um ser em potência enquanto está em potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato é portanto, a realização da potência, e essa realização pode ocorrer através da ação (gerada pela potência ativa) e perfeição (gerada pela potência passiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sistema aristotélico, a ética é a ciência das condutas, menos exata na medida em que se ocupa com assuntos passíveis de modificação. Ela não se ocupa com aquilo que no homem é essencial e imutável, mas daquilo que pode ser obtido por ações repetidas, disposições adquiridas ou de hábitos que constituem as virtudes e os vícios. Seu objetivo último é garantir ou possibilitar a conquista da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo das disposições naturais do homem (disposições particulares a cada um e que constituem o caráter), a moral mostra como essas disposições devem ser modificadas para que se ajustem à razão. Estas disposições costumam estar afastadas do meio-termo, estado que Aristóteles considera o ideal. Assim, algumas pessoas são muito tímidas, outras muito audaciosas. A virtude é o meio-termo e o vício se dá ou na falta ou no excesso. Por exemplo: coragem é uma virtude e seus contrários são a temeridade (excesso de coragem) e a covardia (ausência de coragem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As virtudes se realizam sempre no âmbito humano e não têm mais sentido quando as relações humanas desaparecem, como, por exemplo, em relação a Deus. Totalmente diferente é a virtude especulativa ou intelectual, que pertence apenas a alguns (geralmente os filósofos) que, fora da vida moral, buscam o conhecimento pelo conhecimento. É assim que a contemplação aproxima o homem de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na filosofia aristotélica a política é um desdobramento natural da ética. Ambas, na verdade, compõem a unidade do que Aristóteles chamava de filosofia prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a ética está preocupada com a felicidade individual do homem, a política se preocupa com a felicidade coletiva da pólis. Desse modo, é tarefa da política investigar e descobrir quais são as formas de governo e as instituições capazes de assegurar a felicidade coletiva. Trata-se, portanto, de investigar a constituição do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita-se que as reflexões aristotélicas sobre a política originam-se da época em que ele era preceptor de Alexandre, o Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Aristóteles, assim como a política, o direito também é um desdobramento da ética. O direito para Aristóteles é uma ciência dialética, por ser fruto de teses ou hipóteses, não necessariamente verdadeiras, validadas principalmente pela aprovação da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retórica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles considerava importante o conhecimento da retórica, já que ela se constituiu em uma técnica (por habilitar a estruturação e exposição de argumentos) e por relacionar-se com a vida pública. O fundamento da retórica é o entimema (silogismo truncado, incompleto), um silogismo no qual se subentende uma premissa ou uma conclusão. O discurso retórico opera em três campos ou gêneros: gênero deliberativo, gênero judicial e gênero epidítico (ostentoso, demonstrativo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poética é imitação (mimesis) e abrange a poesia épica, a lírica e a dramática: (tragédia e comédia). A imitação visa a recriação e a recriação visa aquilo que pode ser. Desse modo, a poética tem por fim o possível. O homem apresenta-se de diferentes modos em cada gênero poético: a poesia épica apresenta o homem como maior do que realmente é, idealizando-o; a tragédia apresenta o homem exaltando suas virtudes e a comédia apresenta o homem ressaltando seus vícios ou defeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astronomia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cosmos aristotélico é apresentado como uma esfera gigantesca, porém finita, à qual se prendiam as estrelas, e dentro da qual se verificava uma rigorosa subordinação de outras esferas, que pertenciam aos planetas então conhecidos e que giravam em torno da Terra, que se manteria imóvel no centro do sistema (sistema geocêntrico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os corpos celestes não seriam formados por nenhum dos chamados quatro elementos transformáveis (terra, água, ar, fogo), mas por um elemento não transformável designado "quinta essência". Os movimentos circulares dos objetos celestes seriam, além de naturais, eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia aristotélica é um sistema, ou seja, a relação e conexão entre as várias áreas pensadas pelo filósofo. Seus escritos versam sobre praticamente todos os ramos do conhecimento de sua época (menos as matemáticas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora sua produção tenha sido excepcional, apenas uma parcela foi conservada. Seus escritos dividiam-se em duas espécies: as 'exotéricas' e as 'acroamáticas'. As exotéricas eram destinadas ao público em geral e, por isso, eram obras de caráter introdutório e geralmente compostas na forma de diálogo. As acroamáticas, eram destinadas apenas aos discípulos do Liceu e compostas na forma de tratados. Praticamente tudo que se conservou de Aristóteles faz parte das obras acroamáticas. Da exotéricas, restaram apenas fragmentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto das obras de Aristóteles é conhecido entre os especialistas como corpus aristotelicum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Organon, que é a reunião dos escritos lógicos, abre o corpus e é assim composto:&lt;br /&gt;Categorias: análise dos elementos do discurso;&lt;br /&gt;Sobre a interpretação: análise do juízo e das proposições;&lt;br /&gt;Analíticos (Primeiros e Segundos): análise do raciocínio formal através do silogismo e da demonstração científica;&lt;br /&gt;Tópicos: análise da argumentação em geral;&lt;br /&gt;Elencos sofísticos: tido como apêndice dos Tópicos, analisa os argumentos capciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, aparecem os estudos sobre a Natureza e o mundo físico. Temos:&lt;br /&gt;Física;&lt;br /&gt;Sobre o céu;&lt;br /&gt;Sobre a geração e a corrupção;&lt;br /&gt;Meteorológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue-se a Parva naturalia, conjunto de investigações sobre temas relacionados.&lt;br /&gt;Da alma;&lt;br /&gt;Da sensação e o sensível;&lt;br /&gt;Da memória e reminiscência;&lt;br /&gt;Do sono e a vigília;&lt;br /&gt;Dos sonhos;&lt;br /&gt;Da adivinhação pelo sonho;&lt;br /&gt;Da longevidade e brevidade da vida;&lt;br /&gt;Da Juventude e Senilidade;&lt;br /&gt;Da Respiração;&lt;br /&gt;História dos Animais;&lt;br /&gt;Das Partes dos Animais;&lt;br /&gt;Do Movimento dos Animais;&lt;br /&gt;Da Geração dos Animais;&lt;br /&gt;Da Origem dos Animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os tratados que versam sobre o mundo físico, temos a obra dedicada à filosofia primeira, isto é, a Metafísica. Não se deve necessariamente entender que 'metafísica' signifique uma investigação sobre um plano de realidade fora do mundo físico. Esta é uma interpretação neoplatônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À filosofia primeira, seguem-se as obras de filosofia prática, que versam sobre Ética e Política. Estas reflexões têm lugar em quatro textos:&lt;br /&gt;Ética a Nicômaco;&lt;br /&gt;Ética a Eudemo (atualmente considerada como uma primeira versão da Ética a Nicômaco);&lt;br /&gt;Grande Moral ou Magna Moralia (resumo das concepções éticas de Aristóteles);&lt;br /&gt;Política (a política, para Aristóteles, é o desdobramento natural da ética)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem, finalmente, mais duas obras:&lt;br /&gt;Retórica;&lt;br /&gt;Poética (desta obra conservam-se apenas os tratados sobre a tragédia e a poesia épica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpus aristotelicum ainda inclui outros escritos sobre temas semelhantes, mas hoje sabe-se que são textos apócrifos. Aristóteles havia registrado as constituições de todas as cidades gregas, mas julgava-se que esses escritos haviam se perdido. No século XIX, contudo, foi descoberta a Constituição de Atenas, única remanescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perda dos seus escritos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a distinção que se origina com o próprio Aristóteles, seus escritos são divididas em dois grupos: os "exotéricos" e os esotéricos". A maioria dos estudiosos tem entendido isso como uma distinção entre as obras de Aristóteles destinadas ao público (exotéricas), e os trabalhos mais técnicos (esotéricos) destinados ao público mais restrito de estudantes de Aristóteles e outros filósofos que estavam familiarizados com o jargão e as questões típicas das escolas platônica e aristotélica. Outra suposição comum é que nenhuma das obras exotéricas sobreviveu - todos os escritos de Aristóteles existentes são do tipo esotérico. O conhecimento atual sobre o que exatamente os escritos exotéricos eram é escasso e duvidoso, apesar de muitos deles poderem ter sido em forma de diálogo. (Fragmentos de alguns dos diálogos de Aristóteles sobreviveram.) Talvez seja a esses que Cícero refere-se quando ele caracteriza o estilo de escrita de Aristóteles como "um rio de ouro"; é difícil para muitos leitores modernos aceitar que alguém poderia tão seriamente admirar o estilo daquelas obras atualmente disponíveis para nós. No entanto, alguns estudiosos modernos têm advertido que não podemos saber ao certo se o elogio de Cícero foi dirigido especificamente para as obras exotéricas; alguns estudiosos modernos têm realmente admirado o estilo de escrita concisa encontrado nas obras existentes de Aristóteles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-357583104570773175?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0fb81Pi0n8dFVA_hv8qttIHA388/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0fb81Pi0n8dFVA_hv8qttIHA388/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0fb81Pi0n8dFVA_hv8qttIHA388/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0fb81Pi0n8dFVA_hv8qttIHA388/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/yIU2rZSFdqM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/357583104570773175/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=357583104570773175" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/357583104570773175?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/357583104570773175?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/yIU2rZSFdqM/serie-bibliograficagenios-que-mudaram.html" title="Série bibliográfica:&quot;Gênios que mudaram a história&quot;.Parte III: Aristóteles." /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/05/serie-bibliograficagenios-que-mudaram.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UBRncyeSp7ImA9WxFTFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-6689842622707467708</id><published>2010-04-05T13:16:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T13:27:37.991-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-04-05T13:27:37.991-07:00</app:edited><title>Série bibliográfica:"Gênios que mudaram a história.Parte II: Napoleão Bonaparte.</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/28/Ingres%2C_Napoleon_on_his_Imperial_throne.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 464px; height: 700px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/28/Ingres%2C_Napoleon_on_his_Imperial_throne.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores mitos da França de todos os tempos, Napoleão Bonaparte escreveu o seu nome na história pelas conquistas que realizou. Durante quase dez anos (de 18 de maio de 1804 a 6 de abril de 1814), foi o imperador da França, adotando o nome de Napoleão 1º. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a sua subida ao poder aconteceu bem antes: em 1799. Além disso, conquistou e governou grande parte da Europa central e ocidental. Os seus biógrafos têm uma explicação para o sucesso militar empreendido por Napoleão: o seu talento de estrategista, a sua facilidade para empolgar soldados com promessas de glória e riqueza e o seu grande espírito de liderança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Napoleão contou com a ajuda do governo para cursar a Escola Real de Brienne e, depois, a Escola Militar Real de Paris. Nas duas instituições, a sua habilidade em lidar com a matemática ficou conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1793, a Inglaterra invadiu a Córsega, uma ilha mediterrânea, e a família do futuro imperador foi exilada em Toulon, cidade que também foi tomada pelos ingleses. Foi aí que o talento de estrategista, que mais tarde assombraria o mundo, começou a aparecer. Após a invasão, Napoleão propôs (e o governo aceitou) um plano de contra-ataque para expulsar os invasores de Toulon. Com a reconquista da cidade, Napoleão Bonaparte passou a ser conhecido como um general com grandes méritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em março de 1796, quando tinha apenas 26 anos, Napoleão Bonaparte recebeu a primeira grande tarefa de sua longa carreira militar: comandar o Exército francês que lutava na Itália. No país, o futuro imperador da França venceu muitas batalhas, mas foi somente com a vitória contra a Áustria, em Lodi, ele passou a se considerar um homem predestinado, superior aos demais, destinado a realizar grandes feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Itália e Áustria, seguiu para o Egito, onde fez um dos seus mais famosos discursos, ao lado das pirâmides milenares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os franceses foram derrotados, Napoleão e o seu exército voltaram para a França, mas a popularidade do general não parava de crescer. Os franceses demonstravam descontentamento com os governos totalitários e queriam mais estabilidade. Finalmente, sob o comando de Napoleão Bonaparte, os governantes do país foram derrubados e começou no país o que os historiadores chamam de "A Era Napoleônica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu governo era centralizado e controlado por militares. No executivo, três pessoas ditavam as cartas: Roger Ducos, Emmanuel Sieyès e o próprio Napoleão Bonaparte, que tinha a maior influência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal revolucionário, "liberdade, igualdade e fraternidade" foi ignorado. Com uma forte censura à imprensa e ação repressora dos órgãos policiais, o general conseguiu praticamente acabar com a oposição na França. A sua interferência nos assuntos do país era tão grande que Napoleão assinou um acordo entre a Igreja Católica e o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo possibilitava o governo francês confiscar as propriedades da igreja desde que amparasse o clero. Depois de mais de uma década de caos social, as medidas aplicadas por Napoleão Bonaparte agradaram principalmente à elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sua popularidade em alta, não demorou para que o general assumisse o novo regime monárquico, implantado no país em 1804. Na festa, realizada na Catedral de Notre -Dame, um detalhe do poderio de Napoleão Bonaparte. Em um ato surpreendente, o imperador retirou a coroa das mãos do papa Pio 7º, que tinha viajado exclusivamente para a cerimônia, e a colocou em sua cabeça. Em seguida, também coroou a sua esposa, Josefina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França não parava de anexar novos territórios sob o comando do imperador e a fama do general já tinha conquistado o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1806, Napoleão Bonaparte decreta o bloqueio continental contra a Inglaterra. Para enfraquecer os seus "inimigos", a França proíbe que qualquer país europeu abra seus portos para realizar transações comerciais com a Inglaterra. Com uma disposição fora do comum para as batalhas, Napoleão Bonaparte foi colhendo inimigos. O seu poder começou a ruir quando deu ordens para invadir a Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tento ocupado a capital Moscou, os russos não se entregaram ao Exército napoleônico porque contavam com o "rigoroso inverno". Com o frio, os soldados franceses foram ficando sem abastecimento e não tiveram outra alternativa a não ser o recuo. Alguns historiadores contam que, de um total de 600 mil homens, apenas 37 mil sobreviveram nesta invasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fragilizado, o general viu os seus inimigos invadirem a França e Napoleão Bonaparte foi obrigado a renunciar ao trono de imperador em abril de 1814, e ficou exilado na ilha de Elba. Depois, ainda tentou voltar ao poder, mas foi derrotado na célebre Batalha de Waterllo, no dia 18 de junho de 1815. Três dias depois, Napoleão Bonaparte seguiu para outro exílio, na ilha de Santa Helena, onde morreu no dia 5 de maio de 1821. O mito agora fazia parte da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u153.jhtm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-6689842622707467708?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Fundador do comunismo científico, grande educador e guia do proletariado mundial, inspirador e organizador da I Internacional ("Associação Internacional dos Trabalhadores"). Marx nasceu a 5 de maio de 1818 em Trévers, Alemanha. Seu pai era advogado. Depois do liceu cursado na cidade natal, Marx prosseguiu os estudos na Universidade de Bonn, e mais tarde, na de Berlim, onde ingressou no grupo 'hegelianos de esquerda" de tendência revolucionária. Dedicou sua tese de doutoramento à filosofia de Epícuro e de Demócrito, defendendo aí concepções idealistas. Após ter brilhantemente a tese na Faculdade de Filosofia de Hiena, Marx voltou a Bonn; mas abandonou-a em 1842 para dirigir-se a Colônia, onde exerceu a função de chefe de redação da "Gazeta do Reno, órgão da burguesia radical" da Renânia. Lênin refere-se ao período de trabalho de Marx na "Gazeta do Reno" como de um período de transição do idealismo para o materialismo, do democraticismo revolucionário para o comunismo. Em princípios de 1843, a "Gazeta do Reno", que sob a direção de Marx era um órgão democrático-revolucionário e achava-se submetida a rigorosa censura foi proibida de circular. Em junho de 1843, Marx casou-se com Jenny de Wastfália, sua amiga de infância. Em fins de outubro de 1843 fixou residência em Paris, onde fundou, com Arnold Ruge, os "Anais franco-alemães". Aí foram publicados seus notáveis artigos "Contribuição à crítica da filosofia do direito de Hegel" e "A questão judaica". "Nos artigos publicados nessa revista, Marx aparece-nos já como revolucionário que proclama "a crítica implacável de tudo o que existe" e, particularmente "a crítica das armas", apelando para as massas e o proletariado" (Lênin, Marx e Engels). Em setembro de 1844, deu-se o encontro de Marx e Engels em Paris, encontro que foi o início de sua luta comum pela causa operária. Foram eles os primeiros a revelar o papel histórico do proletariado como coveiro do capitalismo e construtor do comunismo, e converteram-se em educadores e dirigentes do proletariado, em campeões da luta pela emancipação dos trabalhadores da escravidão capitalista. "As lendas antigas", escreve Lênin "oferecem exemplos comovedores de amizade. O proletariado europeu pode dizer que sua ciência foi criada por dois sábios e militantes cujas relações pessoais empalidecem as mais comovedoras lendas antigas sobre a amizade entre homens" . Em 1845. Marx e Engels escreveram "A .Sagrada Família" , contra as chefes dos "Jovens hegelianos" , Bruno Bauer, e companhia, livro que desempenhou importante papel na elaboração do marxismo. Marx e Engels expuseram sua teoria do comunismo científico na obra "A ideologia alemã" . Em Paris, Marx consagrou-se ao estudo da economia política e da história da Revolução Francesa, sem deixar por isso de prosseguir na atividade revolucionária. Em 1845, ante a insistência do governo prussiano, Marx foi expulso de Paris como perigoso revolucionário. Tendo fixado residência em Bruxelas, Marx, em 1847, publicou sua obra "Miséria da. Filosofia" , resposta à "Filosofia da Miséria", do anarquista e socialista pequeno-burguês Proudhon. Em Bruxelas. Marx aderiu a uma sociedade secreta de propaganda, a "Liga dos Comunistas", e tomou parte dirigente no II Congresso da Liga, que encomendou a Marx e Engels a redação do programa dessa associação. Dessa forma foi como em fevereiro de 1848 apareceu o célebre "Manifesto do Partido Comunista" , com sua grande palavra de ordem internacional: "Proletários de todos os países, uni-vos!" "Esse pequeno livro vale tomos inteiros, escreveu Lênin, e seu espírito faz viver e marchar, até nossos dias, todo o proletariado organizado e combatente do mundo civilizado" . Em Bruxelas, Marx continuou sua luta contra o governo prussiano. Quando estourou a revolução de fevereiro de 1848 na F rança, o governo belga, à vista do movimento popular que se iniciava em Bruxelas. Expulsou Marx, que foi levado, sob escolta policial, à fronteira francesa. Marx voltou a Paris. Mas depois da revolução de março de 1848 na Alemanha, rumou para Colônia, para ali fundar a "Nova Gazeta do Reno". Depois da vitória da contra-revolução na Alemanha, Marx foi processado e em seguida expulso também de Paris, após as manifestações de junho de 1849, a: do que refugiar-se em Londres, onde viveu até o fim de seus dias. Depois do golpe de Estado na França, Marx publicou a "Luta de classes na França" e "O 18 Brumário de Luís Bonaparte", obras nas quais faz o balanço da revolução de 1848-1851. Os anos seguintes foram consagrados à sua principal obra científica, "O capital" . Após prolongadas pesquisas econômicas, Marx publicou em 1859 a "Contribuição à crítica da Economia Política", primeira exposição de sua teoria do valor e do dinheiro. Oito anos mais tarde, em 1867, apareceu em Hamburgo o livro primeiro de "O Capital", contendo os princípios essenciais das concepções econômicas e socialistas de Marx, assim como as bases de sua crítica da sociedade contemporânea, do modo de produção capitalista e de suas conseqüências. Durante os anos que Marx dedicou a "O Capital", desempenhou, concomitantemente, desbordante atividade. Perante a ascensão do movimento operário, no começo da década de 60, Marx dedicou-se à realização de sua idéia: criar uma associação de trabalhadores para elaborar uma tática única para a luta proletária. Em 1864, foi fundada em Londres a ,"Associação Internacional dos Trabalhadores", e I Internacional, da qual foi Marx o animador e chefe ideológico. Redigiu o Manifesto inaugural da Internacional e quase todos seus principais documentos. Ao criar a I Internacional, Marx lançara os alicerces da organização proletária internacional para a luta revolucionária pelo socialismo. A testa da Internacional, Marx empreendeu a luta para dar fim à dispersão do movimento operário. "A Internacional havia sido fundada para substituir as seitas socialistas e semi-socialistas por uma efetiva organização da classe operária" (Marx-Engels, Obras). Numa luta implacável contra o oportunismo dentro do movimento operário, contra os anarquistas (proudhonianos, bakuninistas, etc.), Marx elaborou a tática revolucionária para a luta da classe operária. Em 1871 escreveu sua célebre obra " A guerra civil na França", na qual analisa a experiência da Comuna de Paris, dando dela uma apreciação "profunda, exata, brilhante, eficaz, revolucionária" (Lênin). Em virtude da reação que se seguiu à queda da Comuna de Paris, o Conselho Geral da Internacional, por uma decisão do Congresso de Haia (1872), foi transferido para os Estados Unidos, onde, posteriormente, declarou-se dissolvido. Marx consagrou-se novamente a "O Capital", plenamente consciente do alcance dessa obra para a revolução proletária, para a classe operária internacional. Em 1875, escreveu sua célebre "Crítica do Programa de Gotha" . A partir do começo da década de 60, Marx foi seguindo com a maior atenção o movimento de libertação social na Rússia. Estudou a língua russa para poder ler no original as obras de literatura que espelhavam as relações sociais na Rússia. Inteirou-se com alegria de que seu livro "O Capital" havia sido já traduzido em russo... "na Rússia, onde se le e aprecia "O Capital" mais do que em qualquer outro pais, nosso êxito é ainda mais considerável" . Tinha alta estima pelos grandes revolucionários democráticos russos Chernishevsky , Dobroliubov. O profundo exame das mudanças econômicas e políticas ocorridas na Rússia permitiu a Marx e Engels prever logo no fim de Comuna de Paris de 1871 a iminência da primeira grande revolução russa. "Quando a Comuna de Paris foi esmagada pelos massacres organizados pelos defensores da ordem", escreveram Marx e Engels em 21 de março de 1881, "os vencedores não podiam nem sequer supor que apenas dez anos mais tarde, lá longe, em Petroburgo. produzir-se-ia um acontecimento que deverá levar inevitavelmente, mesmo que a luta tenha que ser longa e cruel, à Comuna Russa.... Dessa forma, a Comuna que as potências do velho mundo julgavam ter varrido da face da terra, vive ainda!". Lênin frisou que Marx e Engels haviam tido fé na revolução russa, que estavam convencidos de seu imenso alcance mundial. As Medidas de expulsão de que foi objeto Marx em numerosas ocasiões por parte de governos reacionários, a miséria de que padeceu toda a sua. vida, e que o apoio financeiro de Engels apenas atenuou parcialmente, a luta implacável que manteve contra as correntes não-proletárias e anti-proletárias de toda espécie, o trabalho intensivo que exigiam suas obras teóricas, tudo isso aniquilou a saúde de Marx e no dia 14 de março de 1883, este homem genial faleceu. Foi o cérebro e o coração do proletariado, da classe mais progressista, chamada a realizar uma reviravolta na história da humanidade. "E morreu, diz Engels, venerado, querido, chorado por milhões de operários da causa revolucionária, como ele, disseminados por toda Europa e América, desde as minas da Sibéria até a Califórnia". ("Discurso diante da tumba de Marx", em Marx-Engels, Obras Escolhidas).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-2357424637238277647?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zhN-FlmLNO4TAW5g_dfBBzp2WOg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zhN-FlmLNO4TAW5g_dfBBzp2WOg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zhN-FlmLNO4TAW5g_dfBBzp2WOg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zhN-FlmLNO4TAW5g_dfBBzp2WOg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/_yTkTzcsD_E" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/5395155314094659377/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=5395155314094659377" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/5395155314094659377?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/5395155314094659377?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/_yTkTzcsD_E/livros-sobre-historia-de-eric-hobsbawn.html" title="" /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2010/01/livros-sobre-historia-de-eric-hobsbawn.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4HRnk5fyp7ImA9WxNVGU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-6453351476944881541</id><published>2009-10-30T06:14:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T06:22:17.727-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-30T06:22:17.727-07:00</app:edited><title>O Brasil e a nanotecnologia:   rumo à quarta revolução industrial.</title><content type="html">Por PAULO ROBERTO DE ALMEIDA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Doutor em Ciências Sociais, diplomata, autor de vários trabalhos sobre relações internacionais e política externa do Brasil). Publicado na revista "Espaço acadêmico" Nº:52 Setembro de 2005. ISSN 1519.6186.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O mundo encontra-se no limiar de uma nova revolução industrial, ou melhor, ele já está, de fato, mergulhado nela: trata-se, obviamente, da transformação radical dos processos e produtos de nossa atual civilização industrial por meio da aplicação do infinitamente pequeno às mais diferentes utilidades da vida diária. Essa revolução é bem mais importante, e mais desafiadora, do que aquelas que presidiram ao domínio do homem sobre as forças da natureza nas três revoluções anteriores ou etapas precedentes de progressos materiais e tecnológicos desta nossa civilização industrial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Com efeito, a primeira revolução industrial, iniciada na Grã-Bretanha há pouco mais de dois séculos, assistiu à transformação da energia em força mecânica, sob a forma de caldeiras e máquinas a vapor, o que redundou, entre outros avanços materiais, no impulso dado às indústrias manufatureiras (com destaque para o setor têxtil) e aos transportes aquaviários e ferroviários. Ao mesmo tempo, começou a funcionar o primeiro instrumento verdadeiramente universal de comunicação quase instantânea, o telégrafo (ainda funcionando à base de fios e de cabos submarinos), que representou uma espécie de internet da era vitoriana. Já na segunda revolução industrial, um século após, o destaque ficou com a eletricidade e a química, resultando em novos tipos de motores (elétricos e à explosão), em novos materiais e processos inéditos de fabricação, paralelamente ao surgimento das grandes empresas (algumas vezes organizadas em cartéis), do telégrafo sem fio e, logo mais adiante, do rádio, difundindo instantaneamente a informação pelos ares. A terceira revolução industrial, nossa contemporânea por sua vez, mobilizou circuitos eletrônicos e, logo em seguida, os circuitos integrados, os famosos microchips, que transformaram irremediavelmente as formas de comunicação e de informação, com a explosão da internet e do comércio eletrônico e voltada crescentemente para o lazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A quarta revolução industrial, na qual estamos ingressando neste momento histórico, mobiliza, fundamentalmente, as ciências da vida, sob a forma da biotecnologia, bem como uma gama multidisciplinar de ciências exatas e cognitivas que responde pelo nome de nanociência. Esta, por sua vez, se confunde praticamente com suas materializações práticas, sob a forma da nanotecnologia. Desde várias décadas, senão há mais de um século, os cientistas tentam domar o infinitamente pequeno, plenamente conscientes de que é ao nível das moléculas, das partículas e dos átomos que se joga parte importante do jogo da vida e da própria composição e funcionamento do infinitamente grande, isto é, do universo. Essa busca resultou em enormes avanços científicos e materiais para a humanidade, assim como no deslanchar de forças que chegaram a ameaçar a própria sobrevivência da civilização sobre o planeta, tanto sob a forma do holocausto nuclear como na perspectiva de uma guerra biológica ou química. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Agora, quando os novos equilíbrios estratégicos e a diminuição das tensões permitida pela relativa convergência de valores e de sistemas econômico-sociais atribuem um sentido positivo às pesquisas científicas nas áreas da energia atômica, dos novos materiais, dos elementos químicos e da biologia, as possibilidades abertas pela inovação tecnológica e pela cooperação internacional nessas áreas de fronteira do conhecimento humano abrem um potencial imenso de realizações, para a humanidade em geral, e também para o Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O Brasil logrou, com efeito, construir um sistema de ciência e tecnologia que se caracteriza pela quase excelência, do ponto de vista dos padrões conhecidos nos países em desenvolvimento, inclusive não ficando a dever, em certas áreas de pesquisa, quase nada aos países desenvolvidos. O desempenho do Brasil é menos satisfatório no que se refere à transposição das descobertas, inovações e resultados do saber científico para o campo da pesquisa aplicada e no terreno prático de suas derivações tecnológicas e industriais mais imediatas. Ambas as insuficiências resultam de uma deficiente cultura patentária e de um preconceito ainda latente na academia ‑ felizmente cada vez mais residual ‑ contra aplicações instrumentais ou “utilitárias” da pesquisa científica. Ainda assim, pode-se dizer que os resultados já alcançados nessa área, inclusive a partir da “marcha forçada” em direção dos últimos gargalos nos ramos intermediários e de insumos, bem como os investimentos estatais em alguns setores de ponta, oportunamente revertidos ao setor privado, permitem classificar o Brasil como uma economia industrializada e plenamente inserida na terceira revolução industrial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas, esse “acabamento” relativamente satisfatório do processo industrializador no Brasil pode doravante estar sendo ameaçado, justamente, pelos novos processos, métodos e materiais inéditos que estão emergindo como resultado da revolução da nanociência e da nanotecnologia aplicadas ao complexo e diversificado setor industrial ou manufatureiro. De fato, a nanociência permite, impulsiona e praticamente obriga à geração de conhecimentos avançados, que se revelam convergentes em vários setores da arte e do engenho humanos, em biotecnologia, nos novos materiais, na instrumentação técnica, assim como nas próprias formas de organização social da produção e do trabalho humano. A nanotecnologia, por sua vez, leva, quase que naturalmente, ao surgimento de novos ramos industriais e de novos mercados que, ao configurarem um novo padrão, superior, de produção fabril e manufatureira, não tardarão a se impor, doravante, como a mais nova fronteira da civilização industrial, um paradigma incontornável de concepção, desenho e fabricação de novos produtos e insumos que modificarão, de forma substancial e irremediavelmente, as características da sociedade atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  As tendências que já apontam para uma situação de ruptura tecnológica e de mudança profunda na configuração de procedimentos industriais afetarão a produtividade relativa das indústrias, o jogo das vantagens comparativas entre os países, bem como a própria composição do comércio internacional, condenando os países que não se alinharem aos novos padrões a perdas gradativas de competitividade ou até mesmo à esclerose precoce de parques industriais inteiros. Não há nenhum exagero na afirmação precedente: o lado científico e, a fortiori, o lado prático da nanotecnologia chegaram para alterar definitivamente velhos padrões industriais e correntes tradicionais de comércio internacional. Uma coisa precisa ficar clara, desde já: os países que não se decidirem por incorporar, por adotar ou que, simplesmente, não se adaptarem ao novo paradigma correm o sério risco de serem alijados dessa nova face da civilização industrial emergente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Trata-se, portanto, de uma questão de sobrevivência e de preservação dos níveis de bem-estar. Não se deve estranhar, assim, que os níveis de investimentos financeiros nessa área, tanto em países desenvolvidos (como EUA, Alemanha e França), como em países em desenvolvimento (com destaque para a China, Índia e Coréia), sejam, desde já, significativos e crescentes. As perspectivas, de certa forma, são comensuráveis com as altas expectativas de mercado para produtos da nanotecnologia: cerca de 1 trilhão de dólares nos próximos 10 a 15 anos, com a possibilidade, segundo estimativas, de que o Brasil ocupe talvez 1% deste faturamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Essa personagem central da nova revolução industrial de nosso tempo, que é a nanotecnologia, apresenta a potencialidade de acoplar e introduzir novas sinergias ao esforço brasileiro de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico. Existem, claramente, oportunidades abertas ao Brasil, enquanto economia que possui uma competência identificada (ainda que não de forma inteiramente sistemática) numa área que vai modificar de forma irremediável o padrão de desenvolvimento industrial e tecnológico no futuro próximo. Vale mencionar, neste particular, a existência de um grupo de trabalho criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em 2003, ao qual foi atribuída a responsabilidade da elaboração de Plano Trienal de Nanociência e Nanotecnologia, e de uma comissão responsável pela Organização da Oficina de Nanociência e Tecnologia, na Unicamp, também em 2003 (os relatórios podem ser conferidos nos seguintes links: http://www.mct.gov.br/Temas/Nano/prog_nanotec.pdf e http://www.prp.rei.unicamp.br/nano/resumos.pdf). O Brasil possui pequeno (mas ativo) número de universidades ocupadas nessa nova área de conhecimento. Duas universidades brasileiras, a USP e a Unicamp, respondem por cerca da metade da produção científica publicada em nanotecnologia, seguidas em quase igualdade de condições pela Universidade Federal de São Carlos, pela UFMG e pela UnB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A gama de atividades classificadas como nanotecnologia cobre áreas de pesquisa tradicionais como a química e a física, chegando às atividades que envolvem ciências dos materiais, biotecnologia, etc., o que demonstra o caráter altamente abrangente da nanociência e da nanotecnologia (N&amp;N). De fato, uma das particularidades da N&amp;N é que ela requer competências científicas com os mais variados horizontes. A N&amp;N sendo uma área altamente interdisciplinar não permite que se tenha uma idéia exata dos aspectos relacionados a cada uma das disciplinas implicadas. Como todas as áreas, ela está baseada em noções fundamentais conhecidas dos cientistas e engenheiros. Aliás, a separação entre nanociência e nanotecnologia não tem nenhum significado na prática: é exatamente por esta razão que na maioria do tempo o termo nanotecnologia acaba por recobrir nanociência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Todos os países inovadores estabeleceram e apóiam ativamente programas de nanotecnologia, com orçamentos crescentes e do mesmo nível que a biotecnologia, tecnologias da informação e meio ambiente. Os programas de nanotecnologia analisados estão vinculados às estratégias nacionais de desenvolvimento econômico e de competitividade e todos têm alvos econômicos definidos. Todos os setores industriais estão desenvolvendo produtos nanotecnológicos, embora algumas empresas optem por não identificá-los como tal, por razões, provavelmente, de imagem pública, ou talvez para diminuir resistências do tipo das que se manifestaram em relação a produtos da biotecnologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O crescimento previsto pelos especialistas para os mercados de produtos nanotecnológicos é muito superior ao crescimento de outros mercados dinâmicos, como o de computadores e telefones celulares. Estima-se que as aplicações de nanotecnologia e as que estarão atingindo os mercados nos próximos anos são evolucionárias, mais do que revolucionárias, estando concentradas nas áreas de determinação de propriedades de materiais, produção química, manufatura de precisão e computação. Não existe, no momento, nenhuma possibilidade razoavelmente definida para o uso de nanomáquinas capazes de fabricar materiais montando-os átomo por átomo. Apesar delas ocuparem espaço na imaginação de escritores, elas não estão nas cogitações de estrategistas das empresas inovadoras a não ser nas formas de síntese química/bioquímica e auto-organização. No entanto, é muito provável o aparecimento – praticamente inevitável - de aplicações revolucionárias da nanotecnologia, a médio e longo prazo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-6453351476944881541?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cJ_DPF-6LzZVt0544aobIy1h3eo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cJ_DPF-6LzZVt0544aobIy1h3eo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/SyQ0dszQb3k" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/1411826516706996003/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=1411826516706996003" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/1411826516706996003?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/1411826516706996003?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/SyQ0dszQb3k/march-of-democracy.html" title="March - of - Democracy" /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2009/10/march-of-democracy.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEICRn85fCp7ImA9WxNWFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1623910708817743065.post-367174740711870069</id><published>2009-10-15T15:42:00.001-07:00</published><updated>2009-10-15T15:42:47.124-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-15T15:42:47.124-07:00</app:edited><title>History - of - Religion</title><content type="html">&lt;object width="600" height="300"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mapsofwar.com/images/Religion.swf"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.mapsofwar.com/images/Religion.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-367174740711870069?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Essa guerra criou uma multidão de pro¬blemas novos, alimentou atitudes de cinismo e desilusão e levantou sérias dúvidas quanto ao futuro da civilização moderna. Ao invés de minorar certos males como o nacionalismo e o militarismo, intensificou-os e fêz com que se ulcerassem e se tornassem mais malignos do que nunca. Além disso, a guerra transtornou o equilíbrio econômico das nações industrializadas, alimentou a in¬flação e a expansão exagerada e abriu caminho para crises e depressões. Conquanto a vitória dos Aliados tenha encorajado temporariamente a democracia, seu fruto final foi uma série de ditadores que se alçaram ao poder nas nações deirotadas e insatisfeitas. Por fim, em 1939, os ressentimentos acumulados durante duas décadas explodiram numa nova guerra, cujas consequên¬cias derradeiras para a civilização moderna ninguém pode ainda prever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira guerra mundial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gloriosa era de ciência, democracia e reforma social discutida nos capítulos precedentes terminou  numa das mais horrorosas guerras de toda a história.    À primeira vista isso pode parecer um paradoxo.    Não obstante,  devemos lembrar que o período compreendido entre 1830 e 1914 tinha certos   característicos   absolutamente   alheios   ao   progresso  político,  social ou intelectual.    Sendo  uma  época de democracia, o foi também de imperialismo. Se é verdade que nunca se despendeu tanto dinheiro no interesse do bem-estar social, as verbas militares e navais também aumentaram   enormemente.    A   despeito   dos   notáveis   avanços   no campo da ciência e da educação, superstições cruéis e insensatas con¬tinuaram a medrar onde menos seria de esperar.    O  nacionalismo agressivo e belicoso alastrou-se como uma peste.    Líderes intelectuais da França, inclusive o romancista Zola, instigaram um ódio apaixo¬nado contra a Alemanha.    Do  outro lado do Reno,  poetas e professores divinizavam o  espírito  alemão  e cultivavam um arrogante desprezo pelos  eslavos.    Ensinava-se aos  ingleses  que eles  eram o povo mais civilizado da terra e que o seu direito de estabelecer "o domínio sobre palmeiras e  pinheiros" provinha de uma autoridade nada menos que divina.    Diante disso, não parecerá talvez estranho que os Jovens Turcos, educados nas universidades da Europa Oci¬dental, tivessem, de volta à sua pátria, massacrado o "gado cristão" do sultão na Macedônia.&lt;br /&gt;1.   As  CAUSAS  SUBJACENTES  DA  GUERRA&lt;br /&gt;Desde que Tucídides escreveu a sua narrativa clássica da luta entre  Esparta e Atenas, tornou-se  hábito  dos historiadores  dividir os   fatores  responsáveis  pela guerra em  causas  imediatas  e causas subjacentes.    Algumas  das  causas  subjacentes  ou  remotas  da  Pri¬meira Guerra Mundial remontam à história européia de um século atrás. A maioria delas, porém, data de cerca de 1870.    Isto se aplica particularmente às causas econômicas, que muitos historiadores consideram como bases de todas as  demais.    A  causa econômica que geralmente colocam no cabeçalho da lista é a rivalidade industrial e comercial entre a Alemanha e a Inglaterra. No capítulo sobre a Revolução Industrial mostramos que a Alemanha, após a fundação do império em 1871, atravessou um período de desenvolvimento econômico pouco menos que milagroso. Em 1914, estava produzindo mais ferro e aço do que a Inglaterra e a França juntas. Em produtos químicos, corantes de anilina e na manufatura de instrumentos científicos acha¬va-se à frente do mundo inteiro. Os produtos da sua indústria desalojavam os congêneres ingleses de quase todos os mercados da Europa continental, bem como do Extremo Oriente e da própria Inglaterra. Talheres com o dístico "Made in Germany" eram ven¬didos até em Sheffield, o maior centro de cutelaria inglesa, e lápis fabricados na Baviera eram encontrados sobre a mesa da Câmara dos Comuns. Além disso, o império dos kaisers tinha começado a desa¬fiar a supremacia britânica nos transportes. Em 1914 a Hamburg-Amerika Linie e o Lloyd Norte-Alemão contavam-se entre as maiores linhas de navegação do mundo. Dois de seus navios tinham arreba¬tado sucessivamente o campeonato de velocidade do Atlântico aos barcos britânicos e o Imperator, lançado à água em 1912, era o maior navio do mundo.&lt;br /&gt;Há indícios de que certos interesses britânicos começavam a alarmar-se seriamente com a ameaça da competição alemã. Esse sentimento chegou ao paroxismo por volta do fim do século, quando a Saturday Review de Londres estampou a seguinte opinião: "Se a Alemanha fosse extinta amanhã, não haveria depois de amanhã um só inglês no mundo que não fosse mais rico do que é hoje. Nações lutaram durante anos por uma cidade ou por um direito de su¬cessão ; e não se deve lutar por um comércio de duzentos e cin¬quenta milhões de esterlinos?... A Inglaterra despertou afinal para o que é inevitável e constitui ao mesmo tempo a sua mais grata esperança de prosperidade. Germaniam esse delendam". Conquanto essa opinião não fosse nem oficial nem representativa do pensamento da nação como um todo, refletia a exasperação de alguns cidadãos influentes. Depois de 1900 o ressentimento diminuiu por algum tempo, mas tornou a inflamar-se nos anos que precederam o deflagrar da guerra. Parecia reinar a forte convicção de que a Alemanha estava movendo à Inglaterra uma guerra econômica deli¬berada e implacável, visando tomar-lhe os mercados por meios fraudulentos e escorraçar os seus navios dos mares. Permitir que a Alemanha saísse vitoriosa dessa luta significaria para a Inglaterra o fim da sua prosperidade e uma grave ameaça à sua existência nacional. Os cidadãos britânicos que se preocupavam com tais assuntos viam a sua pátria como vítima inocente da agressividade  alemã e sentiam-se plenamente justificados em tomar quaisquer me¬didas que se fizessem necessárias para defender a sua posição.&lt;br /&gt;Também os franceses estavam alarmados com a expansão indus¬trial alemã.  Em 1870 a França fora despojada dos extenso depó¬sitos de ferro e carvão da Lorena, que passaram&lt;br /&gt;a contribuir para o crescimento industrial da Alemanha.  É verdade que os franceses ainda tinham  ferro em abundância nas ricas jazidas de Briey, na  fronteira oriental, mas receavam que a sua inimiga viesse um dia a arrebatar-lhes também isso. Acresce que a França se via na necessidade de importar carvão, o que lhe feria o orgulho quase tanto quanto a perda do ferro. Havia ainda várias outras causas de atrito econômico que muito contribuíram para provocar a guerra. A ambição russa de obter o controle de Constantinopla e de outras porções do território turco entrava em conflito com os planos dos alemães e austríacos, que queriam para si o Império Oto¬mano como um paraíso de privilégios comerciais. Rússia e Áustria também rivalizavam entre si na obtenção do monopólio comer¬cial dos reinos balcânicos da Sérvia, da Rumânia, da Bulgária e da Grécia. A Áustria estava tão ansiosa de evitar que esses países caíssem na órbita russa quanto desejosa estava a Rússia de estender o seu poder a todos os eslavos da Europa Oriental. Havia, por fim, um agudo antagonismo econômico entre a Alemanha e a França com respeito ao direito de explorar os recursos minerais e as oportunidades comerciais do Marrocos.&lt;br /&gt;Até certo ponto, a construção da estrada de ferro Berlim-Bagdá&lt;br /&gt;foi uma causa econômica da guerra, embora tivesse efeitos políticos não menos importantes.    A conclusão dessa estra-da envolvia, como é de ver, o assentamento de uma Iinha do Bósforo a Bagdá pelo rio  Tigre, uma vez que já existia a ligação ferroviária entre Berlim e Constantinopla.    De Bagdá talvez pudesse ser estendida até o Golfo Pérsico, abrindo assim um caminho mais curto para a Índia.   Os planos da estrada de ferro tinham sido traçados por uma companhia alemã desde 1890. Considerando os riscos demasiadamente grandes para ser empreendidos por eles sós, os capitalistas alemães convidaram, banqueiros ingleses e franceses para cooperarem. O capital seria dividido igualmente entre os três países e a Inglaterra e a França teriam a mesma representação que a Alemanha na diretoria. O ciúme e a desconfiança, contudo, fizeram com que a proposta fosse rejei¬tada pelos governos britânico e francês. Os ingleses parecem ter receado que as linhas vitais do seu império corressem perigo, bem assim como os seus interesses econômicos na Pérsia e na Mesopotamia. Os políticos franceses, por seu lado, parecem ter cedido à pressão por parte da Rússia, a qual temia que uma estrada de ferro a atra¬vessar a Turquia ressuscitasse a "enferma do Levante" e adiasse indefinidamente a partilha dos seus bens. Em 1913-14 foi concluída uma série de acordos entre ingleses, franceses e alemães para a construção de ferrovias turcas sobre a base de uma divisão do Império Otomano em esferas de influência. A essas alturas, porém, a ami¬zade internacional estava ferida de morte, sobretudo porque a Ale¬manha já havia completado cerca de 600 quilômetros da linha de Bagdá.&lt;br /&gt;É impossível aquilatar o verdadeiro valor das causas econômicas subjacentes da guerra. Tiveram certamente influência, mas não tão importante,   talvez,   quanto   em   geral   se   acredita. Para começar, a rivalidade entre a Inglaterra e a Alemanha tem sido provavelmente exagerada.    Em 1914 a Inglaterra não corria perigo de ser reduzida ao nível de uma potência industrial de terceira cate¬goria. É verdade que o seu comércio exterior já não crescia tão rapidamente como o da Alemanha, mas assim mesmo crescia. Du¬rante os quarenta anos subsequentes à guerra franco-prussiana o comércio alemão expandiu-se na proporção de 130%, enquanto para a sua rival o crescimento não passou de 40%. Ainda em 1913 os ingleses exportaram mercadorias no valor de 525 milhões de libras e os alemães, de 495 milhões. Do mesmo modo, devemos abster-nos de atribuir demasiada gravidade à competição entre a Rússia e a Alemanha. A Rússia não era ainda uma grande nação capitalista, com um excesso de produtos que tivesse necessidade de vender no exterior. Dependia muito mais da importação. Em 1912, por exemplo, seus embarques de produtos acabados constituí¬ram apenas 2% do total das exportações, ao passo que o volume das mercadorias manufaturadas foi mais de dez vezes maior. E é significativo que proviesse da Alemanha uma porção considerável destas últimas. Por outro lado, não devemos esquecer que sempre há indivíduos poderosos que são prejudicados pela concorrência es¬trangeira.    Tais  pessoas  invariavelmente  exercem  a  maior  pressão possível para forçarem os seus governos a uma ação agressiva. Convém lembrar também que as rivalidades econômicas resultam amiúde em atrito político. Os ingleses temiam, por exemplo, que o gigantesco desenvolvimento industrial da Alemanha ocidental tor¬nasse indispensável ao império do kaiser o controle de Antuérpia e Amsterdã. O resultado final seria a anexação da Bélgica e da Ho¬landa pela Alemanha, com sério prejuízo para a posição estratégicas da Inglaterra.&lt;br /&gt;Entre as causas políticas da Primeira Guerra Mundial desempenhou papel proeminente o nacionalismo. Esse fator, como explicamos anteriormente,   tinha   raízes   que remontavam   pelo menos à Revolução Francesa.    Nos começos do século XX, porém, ele passou a assumir uma variedade de formas particularmente perigosas. As principais dentre elas eram o plano da Grande Sérvia, o pan-eslavismo na Rússia, o movimento de révanche na França e o movi¬mento pangermânico. Os dois primeiros relacionavam-se intimamente entre si. Pelo menos desde o começo do século XX a pequena Sérvia sonhava estender a sua jurisdição sobre todos os povos que passavam por ser da mesma raça e cultura que os seus próprios cidadãos. Alguns desses povos habitavam as então províncias turcas da Bósnia e da Herzegovina. Outros incluíam os croatas e eslovenos das províncias meridionais da Áustria-Hungria. Depois de 1908, quando a Áustria repentinamente anexou a Bósnia e a Herzegovina, o plano da Grande Sérvia dirigiu-se exclusivamente contra o império dos Habsburgos. Assumiu a forma de uma agitação para provocar o descontentamento entre os súditos eslavos da Áustria, na esperança de afastá-los desta e unir à Sérvia os territórios que eles habitavam. Daí adveio uma série de perigosas conspirações contra a paz e a integridade da Monarquia Dual, e o clímax fatídico dessas conspirações foi o assassínio do her¬deiro do trono austríaco em 28 de junho de 1914.&lt;br /&gt;Em muitas de suas atividades os nacionalistas sérvios foram auxi-liados e instigados pelos pan-eslavistas da Rússia.    O pan-eslavismo baseava-se  na  teoria  de   que  todos  os  eslavos  da Europa  Oriental  constituíam  uma grande   família.       Argumentava-se   por   conseguinte   que   a   Rússia, como o mais poderoso dos estados eslavos, deveria ser guia e protetora  das  suas  pequenas  irmãs  dos  Balcãs.    Era  preciso  encorajar estas últimas a voltar os olhos para a Rússia sempre que os  seus interesses corressem perigo.    Os sérvios, búlgaros e montenegrinos, nas suas lutas contra a Áustria ou a Turquia, deviam  saber que sempre teriam um amigo poderoso e simpatizante no outro lado dos Cárpatos.    O pan-eslavismo não era apenas o ideal interessado alguns nacionalistas ardentes, mas  fazia verdadeiramente   parte  da política oficial do governo russo. Muito contribui  para   explicar a atitude agressiva da Rússia em todas as disputas que surgiram entre a Sérvia e a Áustria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra  das  formas  malignas  de  nacionalismo  que  contribuíram para a guerra de 1914 foi o movimento francês pela revanche.   Desde 1870 os patriotas exaltados da França vinham alme¬jando um ensejo de vingar a derrota sofrida na     guerra franco-prussiana.    É quase impossível, para quem não é europeu, formar uma concepção justa do ascendente que tinha essa idéia sobre o espírito de milhões de franceses. Era cuidadosamente cultivada pela imprensa amarela e servida aos escolares como iguaria cotidiana da sua nutrição intelectual. O conhecido político Raymond Poincare dizia não ver razão para que a sua geração continuasse a viver, a não ser a de reaver as províncias perdidas da Alsácia e da Lorena. Deve-se compreen¬der, no entanto, que essa idéia nunca passou, provavelmente, da opi¬nião de uma minoria do povo francês. Por volta de 1914, era for-temente combatida pelos socialistas e por muitos líderes liberais.&lt;br /&gt;É difícil avaliar a influência do pangermanismo como uma moda-lidade de nacionalismo antes de 1914. O nome do movimento passa, em geral, por derivar da Liga Pangermânica, fun¬dada por volta de 1895. Essa liga advogava particularmente a expansão da Alemanha, que deveria incorporar todos os povos teutônicos da Europa Central. Os limites do império seriam estendidos até abranger a Dinamarca, a Holanda, o Luxemburgo, a Suíça; a Áustria e a Polônia até Varsóvia. Alguns líderes não se contentavam sequer com isso, exigindo também um grande império colonial e uma ampla expansão para leste, até os Balcãs e a Ásia Ocidental. Faziam questão de que povos como os búlgaros e turcos se tornassem pelo menos satélites do Reich. Em¬bora a Liga Pangermânica fizesse muito ruído, dificilmente poderia alimentar a pretensão de representar a nação alemã. Ainda em 1912 não contava mais de 17.000 membros e as suas violentas crí¬ticas ao governo eram mal recebidas por muita gente. Não obstante, certas doutrinas suas tinham vivido em estado latente por mais de um século no pensamento alemão. O filósofo Fichte ensinara que os alemães, em virtude da sua superioridade espiritual, tinham a missão de impor a paz ao resto da Europa. Conceitos de arianismo e de supremacia nórdica também contribuíram para a idéia de que os alemães eram divinamente predestinados a persuadir ou obrigar as "raças inferiores" a aceitarem a sua cultura. Por fim, os esforços de filósofos como Heinrich von Treitschke para divinizar o estado e glorificar o poder como instrumento de política nacional ajudaram a incutir no espírito de muitos alemães das classes média e superior a intolerância para com as outras nações e a crença no direito da Ale¬manha a dominar os seus vizinhos mais fracos.&lt;br /&gt;O nacionalismo dos tipos que acabamos de descrever teria sido quase suficiente de per si para mergulhar um número considerável de nações  européias  na voragem  da  guerra.    Mas  o conflito  dificilmente teria assumido  as proporções que assumiu se não fosse o sistema de alianças múltiplas. Foi esse sistema que transformou a contenda local entre a Áustria e a Sérvia numa guerra geral. Quando a Rússia interveio em favor da Sérvia, a Alemanha sentiu-se obrigada a acudir em defesa da Áustria. A França estava ligada à Rússia por laços estreitos e a Inglaterra foi arrastada ao conflito de¬vido, pelo menos em parte, aos seus compromissos com a França. O  sistema de alianças, além disso, era uma fonte de suspeita e de&lt;br /&gt;medo.    Impossível   esperar   que   a   Europa   continuasse  indefinidamente dividida em campos opostos de força mais ou menos igual. As  condições  não  podiam  deixar  de mudar  com  a  passagem  do tempo.    Os   motivos   que   originalmente   tinham   levado   determinadas nações a associar-se a outras perdiam a sua importância, desaparecendo assim a base da aliança.    Veremos, por exemplo, a Itália abandonar praticamente a aliança com a Alemanha e a Áustria, às quais parecera, de começo, tão ansiosa por juntar-se.    O  resultado foi unir mais fortemente as suas antigas aliadas e aumentar-lhes a obsessão de estarem cercadas por um anel de potências hostis.&lt;br /&gt;A evolução do sistema de alianças múltiplas  remonta  à  década de 1870 e seu arquiteto inicial foi Bismarck.    Em essência, os objetivos   do   Chanceler   de  Ferro   eram   pacíficos.    A Prússia e os seus aliados alemães tinham saído vitoriosos da guerra com a França e o recem-criado império germânico era o estado mais poderoso do Continente. Almejava Bismarck, acima de tudo, preservar os frutos dessa vitória; nada indica que ele estivesse a planejar novas con¬quistas. Não obstante, perturbava-o o receio de que a França pu¬desse iniciar uma guerra de desforra. Era pouco provável que tentasse sozinha uma tal coisa, mas podia fazê-lo auxiliada por uma outra potência. Conseqüentemente, Bismarck resolveu isolar a França ligan¬do todos os seus possíveis amigos à Alemanha. Em 1873 conseguiu formar uma aliança simultânea com a Áustria e a Rússia — a cha¬mada Liga dos Três Imperadores. Essa combinação era entretanto de caráter precário.    Desfez-se depois do Congresso de Berlim, em 1878, quando a Rússia acusou a Alemanha e a Áustria de escamotear-lhe os  frutos da guerra que acabava de ter com a Turquia. Extinta a Liga dos Três Imperadores, Bismarck cimentou uma nova aliança, agora muito mais forte, com a Áustria.    Em 1882 essa parceria expandiu-se na célebre Tripla Aliança, com a adesão da Itália. Os italianos não aderiram por amor aos alemães ou aos austríacos, mas sim levados pela cólera e pelo medo.   Despeitava-os o fato de ter a França anexado a Tunísia (1881), um território que consi¬deravam como legitimamente seu. Além disso, os políticos italianos ainda andavam às testilhas com a igreja e receavam que os clericais da França subissem ao poder e enviassem um exército francês para defender o papa. Nesse meio tempo foi ressuscitada a Liga dos Três Imperadores. Conquanto durasse apenas seis anos (1881-87), a Alemanha conseguiu manter a amizade com a Rússia até 1890!&lt;br /&gt;Destarte, ao cabo de pouco mais de uma década de manobras políticas Bismarck lograra realizar as suas ambições. Por volta de 1882 a França estava praticamente impossibilitada de obter o auxílio de amigos poderosos. A Áustria e a Itália achavam-se unidas à Alemanha pela Tríplice Aliança e a Rússia, após três anos de ausência, havia retornado ao arraial bismarckiano. O único auxílio possível era o da Inglaterra; mas, com respeito aos assuntos continentais, os ingleses tinham voltado à sua política tradicional de "esplêndido isolamento". Por conseguinte, no que dizia respeito ao perigo de uma guerra de vingança a Alemanha pouco tinha a temer. Mas, se Bismarck ou qualquer outra pessoa imaginava que tal segurança era permanente, estava-lhe reservada uma triste decepção. Entre 1890 e 1907 a Europa passou por uma revolução diplomática que aniquilou praticamente a obra de Bismarck. É verdade que a Alemanha ainda tinha a Áustria ao seu lado, mas perdera a amizade tanto da Rússia como da Itália, ao mesmo tempo que a Inglaterra saíra do sen isola¬mento para entrar em ajustes com a Rússia e a França. Esse deslo¬camento do equilíbrio de poderes teve resultados fatídicos. Conven¬ceu os alemães de que estavam rodeados por um anel de inimigos e, portanto, tinham de fazer o que estivesse ao seu alcance para conser¬var a lealdade da Áustria, ainda mesmo que fosse preciso prestar apoio às temerárias aventuras desta no estrangeiro. Seria difícil encontrar melhor ilustração da futilidade de se confiar num sistema de alianças para preservar a paz.&lt;br /&gt;Não é necessário procurar muito longe as causas dessa revolução diplomática. Em primeiro lugar, desavenças entre Bismarck e o novo kaiser, Guilherme II, determinaram o afastamento do chanceler em 1890. Seu sucessor, o Conde Caprivi, estava interessado principal¬mente numa tentativa de cultivar a amizade da Inglaterra e por isso deixou caducar o tratado com a Rússia. Em segundo lugar, o desen¬volvimento do pan-eslavismo na Rússia colocou o império do czar em conflito com a Áustria. Na contingência de escolher entre a Áustria e a Rússia, a Alemanha muito naturalmente preferiu a primeira. Em terceiro lugar, o estabelecimento de laços financeiros entre a França e a Rússia abriu caminho inevitavelmente para uma aliança política. Em 1888-89 tinham sido lançados, na Bolsa de Paris, empréstimos russos no valor  aproximado de 500 milhões de dólares.    As obrigações, oferecidas a preço convidativo, foram prontamente compradas pelos capitalistas franceses. A partir de então, grande número de cidadãos influentes da França passaram a ter um interesse direto nos destinos políticos da Rússia. Uma quarta causa foi o abandono do isolacionismo pela Inglaterra, mudança essa devida a várias razões: uma delas foi a preocupação causada pelo crescente poder econômico da Alemanha; outra, o fato de terem os ingleses e os franceses des-coberto, por volta de 1900, uma base de cooperação para a partilha da África do Norte. Uma última causa da revolução diplomática foi a mudança de atitude da Itália em relação à Tríplice Aliança. Pelas alturas de 1900 estavam os republicanos franceses consolidados no poder, não tendo pois a Itália mais que temer uma intervenção monárquico-clerical em favor do papa. Além disso, a maioria dos ita¬lianos tinha-se conformado com a perda da Tunísia e tratava apenas de reaver os territórios em poder da Áustria e de ganhar o apoio da França para a conquista de Trípoli. Por essas razões a Itália perdeu o interesse em manter a lealdade à Tríplice Aliança.&lt;br /&gt;O primeiro resultado importante da revolução diplomática foi a Triple Entente.    Chegou-se a ela por uma série de estágios. Em 1890 a Rússia e a França iniciaram uma aproximação  política que aos  poucos  amadureceu  numa aliança. O convênio militar secreto assinado pelos dois países em 1894 estabelecia que uma das partes iria em auxílio da outra em  caso de ataque pela Alemanha, ou pela Áustria ou Itália apoiada pela Alemanha; e que, em caso de mobilização por parte de qualquer dos componentes da Tríplice Aliança, tanto a Rússia como a França mo¬bilizariam imediatamente todas as suas forças e as colocariam tão próximo das fronteiras quanto possível. Essa Aliança Dual entre a Rússia e a França foi seguida pela Entente Cordiale entre a França e a Inglaterra. Durante as duas últimas décadas do século XIX, ingleses e franceses haviam tido amiudadas e sérias altercações a respeito de colônias e comércio. As duas nações quase chegaram às vias de fato em 1898, em Fachoda, no Sudão Egípcio. Subitamente, porém, a França abandonou todas as suas pretensões a essa parte da África e iniciou negociações para um entendimento amplo em relação a outras contendas. O resultado foi a conclusão, em 1904, da En¬tente Cordiale. Não era uma aliança formal, mas um acordo amigá¬vel sobre muitos assuntos. O que continha de mais importante eram certos artigos secretos referentes à partilha do Norte da África. A França concordava em dar carta branca à Inglaterra no Egito, e em troca a Inglaterra consentia na aquisição de quase todo o Mar¬rocos pelos franceses. O passo final na formação da Triple Entente foi a conclusão de um entendimento mútuo entre a Inglaterra e a Rússia.    Também aqui não houve aliança formal.    As duas potências chegaram simplesmente, em 1907, a um acordo relativo às suas ambições na Ásia. O núcleo desse acordo consistia na divisão da Pérsia em esferas de influência. A Rússia ficaria com a parte do norte e a Inglaterra, com a do sul. Uma porção mediana seria conservada, pelo menos temporariamente, como zona neutra sob o governo do seu soberano legítimo, o xá.&lt;br /&gt;Destarte, em  1907 as grandes potências da Europa achavam-se alinhadas em dois campos hostis — a Tríplice Aliança e a  Triple Entente.    Enquanto, porém, esta última ia em vias de desenvolvimento, a primeira foi muitíssimo enfraquecida pela defecção da Itália.    Já vimos que por volta de 1900 os motivos que levaram a Itália a juntar-se à Tríplice Aliança haviam perdido a sua importância.    Não  somente   se  observava  uma  decidida  frieza  nas relações ítalo-austríacas mas também os nacionalistas italianos clama¬vam incessantemente por um império na África.    Por isso, em 1900 o governo firmou um acordo secreto com a França, estipulando que em troca da plena liberdade de ação em Trípoli a Itália se absteria de qualquer interferência nas ambições francesas sobre o Marrocos.   Em 1902 os dois países concluíram outro pacto secreto, pelo qual cada um se comprometia a manter a neutralidade em caso de ataque por uma terceira potência.  A obrigação subsistia mesmo que alguma das partes, por motivo de uma ameaça à sua honra ou à sua segurança, se visse obrigada a "tomar a iniciativa da declaração  de guerra". Sendo os termos "honra" e "segurança" suscetíveis de ampla inter¬pretação, é evidente que a Itália estava, na realidade, comprometen¬do-se a permanecer neutra em quase qualquer guerra que viesse a estalar entre a França e a Alemanha.    Sua obrigação anterior, decor¬rente  da Tríplice Aliança,  de ajudar a Alemanha no caso  de um ataque francês ficava assim praticamente anulada.    O auge da des¬lealdade foi alcançado pela Itália no "Acordo de Racconigi" de 1909, com a Rússia.    Por esse acordo o governo de Roma prometia "en¬carar com benevolência" as pretensões russas ao controle dos Estrei¬tos e de Constantinopla, em troca do apoio diplomático à conquista de Trípoli.&lt;br /&gt;A fortuna da Triple Entente esteve também sujeita a flutuações. Foi ela um tanto fortalecida entre 1905 e 1912 por uma série de "conversações" militares e de acordos não-oficiais entre  a Inglaterra  e  a  França.    Consistiam  estes mormente em planos pormenorizados  dos estados-maiores britânico e francês para uma ação conjunta dos dois exércitos, na eventualidade de ser a França atacada pela Alemanha.    Mais  tarde   foram assumidos   certos   compromissos   de cooperação naval entre a Inglaterra e a França,  de um lado,  e a Inglaterra e a Rússia do outro.   Mas a coalizão foi seriamente enfraquecida em 1909, em consequência da recusa da Inglaterra e da França a apoiar a Rússia na sua disputa com a Áustria em torno da anexação da Bósnia-Herzegovina por esta última. Outra ameaça à integridade da Triple Entente surgiu em 1913, quando a Inglaterra colaborou com a Alemanha e a Áustria no desígnio de forçar a Sérvia a abandonar suas pretensões à Albânia. Embora as Potências Centrais pretendessem ver na Triple Entente uma poderosa coligação contra elas, na realidade era tão instável quanto a Tríplice Aliança. As ambições russas sobre Constantinopla entravam em conflito com os interesses britânicos na mesma localidade. Os próprios ingleses pareciam por vezes afagar a idéia de lançar as potências continentais umas contra as outras. Daí a sua tendência a vacilar entre o  apaziguamento da Alemanha e o encorajamento à França. Até quase os fins de julho de 1914, nem os inimigos da Inglaterra nem os seus aliados podiam ter absoluta certeza sobre a decisão que ela tomaria. A última das causas subjacentes da Primeira Guerra Mundial a ser considerada foi uma série de crises internacionais que puseram em perigo a paz européia entre 1905 e 1913. Houve, ao todo, cinco crises de grave importância: três suscitadas pela questão marroquina e duas relacionadas com disputas na Europa Oriental. Con¬quanto a maioria delas tivesse sido afastada por meio de compro¬missos, todas deixaram um legado de suspeita e ressentimento. Em alguns casos, a guerra só foi evitada por estar na ocasião demasia¬damente fraca uma das partes para oferecer resistência. Daí o sen¬timento de humilhação, o rancor reprimido que em ocasião futura teria de explodir. Outro efeito dessas crises foi lançar alguma luz sobre as verdadeiras simpatias das grandes potências. Destarte se evidenciou, durante a terceira crise marroquina, que a Inglaterra reconhecia uma comunhão de interesses com a França. Do mesmo modo, a atitude assumida pela Itália mostrou que esse país estava longe de ser um membro seguro da Tríplice Aliança.&lt;br /&gt;A crise marroquina nasceu de um entrechoque de interesses econômicos franceses e alemães.    No começo do século XX era o Mar¬rocos um país independente, governado por um sultão. Seu território, porém, era relativamente rico em minerais e produtos  agrícolas,  que  as  nações européias cobiçavam. O que despertava principal¬mente a cupidez dos franceses e alemães eram as jazidas de ferro e manganês e as excelentes oportunidades de comércio. Em 1880 as principais potências do mundo haviam assinado a Convenção de Madrid, estabelecendo que os representantes de todas as nações teriam privilégios econômicos iguais no Marrocos. Mas os franceses não se satisfizeram por muito tempo com tal combinação. Em 1903 o seu comércio marroquino ultrapassava o de qualquer outro país e a França almejava nada menos que um monopólio. Além disso, cobiçavam o Marrocos como uma reserva de tropas e como um baluarte na defesa da Argélia. Por conseguinte, em 1904 a França entrou em acordo com a Inglaterra para estabelecer uma nova ordem no território do sultão. Os artigos do acordo que foram dados à publicidade enun¬ciavam a louvável resolução das potências signatárias de manter a independência do Marrocos. Os artigos secretos prescreviam justa¬mente o contrário. Em época oportuna, o Marrocos seria desmem-brado. Uma pequena porção fronteira a Gibraltar seria dada à Espanha e o resto caberia à França. A Grã-Bretanha, como vimos, tinha como recompensa a liberdade de ação no Egito.&lt;br /&gt;Foi esse acordo de 1904 que precipitou a encarniçada disputa entre a França e a Alemanha. Em 1905, alguns funcionários do governo alemão farejaram a trapaça. Resolveram obrigar a França a desistir de suas pretensões sobre Marrocos, ou então oferecer compensações. Em 1905 o chanceler von Bülow induziu o kaiser a desembarcar no porto marroquino de Tânger e pronunciar ali um discurso declarando que a Alemanha estava pronta a defender a independência de sultão. O resultado foi uma crise que levou a Euro¬pa a dois passos da guerra. A fim de resolver a disputa reuniu-se em 1906, na localidade espanhola de Algeciras, um congresso internacio¬nal. Embora confirmasse a soberania do sultão, a conferência reco¬nhecia ao mesmo tempo os interesses especiais da França nos domí¬nios daquele. Esse resultado convinha admiravelmente aos franceses, que podiam agora penetrar na terra dos mouros sob o manto da legalidade. Em 1908 deu-se uma segunda crise e em 1911 uma ter¬ceira, ambas resultantes de tentativas dos alemães para proteger o que consideravam seus legítimos direitos no Marrocos. A terceira crise revestiu-se de particular importância por causa da atitude po¬sitiva assumida pelos ingleses. Em julho de 1911 David Lloyd George, no seu célebre discurso da Mansion House (Prefeitura de Londres), virtualmente ameaçou de guerra a Alemanha se esta ten¬tasse estabelecer uma base na costa marroquina. A controvérsia em torno de Marrocos foi resolvida nos fins de 1911, quando a França concordou em ceder uma porção do Congo Francês à Alemanha. O governo do kaiser abandonou então todas as pretensões sobre Marrocos e informou os franceses de que podiam fazer o que en¬tendessem com esse país. Pouco depois todo o território, com exceção da estreita nesga concedida à Espanha, foi adicionado ao império colonial da França. Nenhuma das partes, todavia, esqueceu os res¬sentimentos nascidos da contenda. Os franceses afirmavam ter sido vítimas de uma chantagem pela qual lhe fora arrebatado um território valioso. Os alemães alegavam que a porção do Congo cedida pela França não era compensação suficiente para a perda de privilégios econômicos em  Marrocos.&lt;br /&gt;Mais sérias ainda que o caso marroquino foram as duas crises balcânicas.    A primeira foi a crise da Bósnia, em 1908.    Pelo Con¬gresso de Berlim, em 1878, as duas províncias turcas da Bósnia e da Herzegovina tinham sido colocadas sob o controle administrativo da Áustria, se bem que o Império Otomano conservasse ainda a posse legitima. A Sérvia também cobiçava esses territórios, que duplicariam a extensão do seu reino e lhe colocariam as fronteiras nas imediações do Adriático. Subitamente, em 5 de outubro de 1908, a Áustria anexa as duas províncias, numa franca violação ao Tratado de Berlim. Os sérvios ficaram furiosos e apelaram para a Rússia. O governo do czar ameaçou com a guerra até que a Alemanha enviou uma áspera nota a S. Petersburgo, anunciando a sua firme intenção de apoiar a Áustria. Como a Rússia ainda não se houvesse refeito inteiramente da guerra com o Japão e não estivesse em condições de guerrear com a Alemanha e a Áustria unidas, acabou por informar os sérvios de que eles teriam de esperar um momento mais favorável. A opinião dominante na Europa Oci-dental era de crítica veemente à Áustria. Censuravam-na por ter violado o direito internacional e por perturbar temerariamente o equi¬líbrio de poderes. Não se sabia então que a responsabilidade da crise também recaía, em boa parte, sobre os ombros do ministro russo do Exterior, Alexandre Izvolski. Em setembro de 1908 Izvolski fir¬mara um acordo secreto com o Conde Aerenthal, seu colega austríaco, no castelo deste em Buchlau, prometendo a não-interferência da Rússia na anexação das duas províncias se a Áustria desse seu apoio à ambição russa de abrir os Estreitos. Izvolski foi, porém, impedido de levar a efeito a sua parte do pacto pela oposição da Inglaterra e da França. Quando Aerenthal consumou a anexação, Izvolski vol¬tou-se contra ele numa atitude de inocência ofendida. A crise da Bósnia foi, indubitavelmente, uma das causas mais importantes da Primeira Guerra Mundial. Seria quase impossível mencionar um outro fator isolado que tivesse provocado tanta malquerença entre as nações. Insuflou a ira dos sérvios contra a Áustria e encora¬jou-os a solicitar o apoio da Rússia. Convenceu os imperialistas de S. Petersburgo de que teriam de lutar eventualmente não só contra a Áustria, mas também contra a Alemanha. Efeito não menos impor¬tante foi o de levar a França a uma aproximação mais estreita com a Rússia. Depois de ver frustrados os seus planos em 1908, Isvolski renunciou ao cargo de ministro e aceitou a sua nomeação como em¬baixador em Paris. Ali, de 1910 a 1914, trabalhou com magistral habilidade para fazer da França uma aliada leal da Rússia. Parece ter exercido considerável influência junto a Poincaré.&lt;br /&gt;A inimizade austro-sérvia foi ainda mais intensificada pelas guerras dos Balcãs.   A primeira dessas guerras foi, em parte, um fruto do programa de otomanização posto em prática pelos Jovens Turcos. Re¬latos de atrocidades cometidas pelo governo do sultão contra os eslavos da Macedônia despertaram as simpatias dos povos balcânicos da mesma raça e serviram de pretexto para um ataque ao território turco. Em 1912 a Sérvia, a Bulgária, o Montenegro e a Grécia, com o encorajamento da Rússia, formaram a Liga Balcânica para a conquista da Mace¬dônia. A guerra iniciou-se em outubro de 1912 e em menos de dois meses a resistência turca foi completamente desmantelada. Sur¬giu então o problema da divisão dos despojos. Por tratados se¬cretos, negociados antes do início das hostilidades, fora prometida à Sérvia a Albânia, além de uma generosa fatia da Macedônia ociden¬tal. Mas então a Áustria, receosa como sempre de qualquer aumento do poder sérvio, interveio na conferência de paz e obteve o apoio da Inglaterra e da França para o reconhecimento da Albânia como estado independente. Para os sérvios isso foi a última gota. Dir-se-ia que o governo dos Habsburgos estava disposto a bloquear-lhes sistematicamente todas as tentativas de expansão, pelo menos na direção de oeste. Desde então tornou-se ainda mais rancorosa a agi¬tação anti-austríaca na Sérvia e na província vizinha da Bósnia. Conquanto os sérvios tivessem conseguido forçar os búlgaros a ceder uma porção das suas conquistas na Macedônia, isso não era compen¬sação suficiente para a perda da Albânia, que teria oferecido uma saída para o mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-976325883279208207?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Sem nenhuma reserva de&lt;br /&gt;vitaminas, os camponeses das terras secas realizavam a longa viagem para a selva úmida.&lt;br /&gt;Ali os aguardava, nos pantanosos seringais, a febre. Iam amontados nos porões dos barcos,&lt;br /&gt;em tais condições que muitos sucumbiam antes de chegar; antecipavam, assim, o próxi-&lt;br /&gt;mo destino. Outros nem sequer conseguiam embarcar. Em  1878, dos oitocentos mil habi-&lt;br /&gt;tantes do Ceará, 120 mil marchavam rumo ao rio Amazonas, porém menos da metade&lt;br /&gt;pôde chegar; os restantes foram caindo, abatidos pela fome ou pela doença, nos caminhos&lt;br /&gt;do sertão ou nos subúrbios de Fortaleza57. Um anos antes, havia começado uma das sete&lt;br /&gt;maiores secas de quantas açoitaram o Nordeste durante o século passado.&lt;br /&gt;Não só a febre; também aguardava, na selva, um regime de trabalho bastante pare-&lt;br /&gt;cido com a escravidão. O trabalho pagava-se em espécies - carne seca, farinha de mandi-&lt;br /&gt;oca, rapadura, aguardente - até que o seringueiro saldasse suas dívidas, milagre que raras&lt;br /&gt;vezes ocorria. Havia um acordo entre os empresários para não dar trabalho aos operários&lt;br /&gt;que tivessem dívidas pendentes; os guardas rurais, postados nas margens dos rios, dispa-&lt;br /&gt;ravam contra os fugitivos. As dívidas somavam-se às dívidas. À dívida original, pelo trans-&lt;br /&gt;porte do trabalhador do Nordeste, se agregava a dívida pelos instrumentos de trabalhos,facão, faca, baldes, e como o trabalhador comia, e sobretudo bebia, quanto maior era a&lt;br /&gt;antigüidade do operário maior se fazia a dívida por ele acumulada. Analfabetos, os nordes-&lt;br /&gt;tinos sofriam sem defesas os passes de prestidigitação da contabilidade dos administrado-&lt;br /&gt;r e s .&lt;br /&gt;Priestly observou, por volta de 1770, que a borracha servia para apagar os traços do&lt;br /&gt;lápis sobre o papel. Setenta anos depois, Charles Goodyear descobriu, ao mesmo tempo&lt;br /&gt;que o inglês Hancock, o processo de vulcanização da borracha, que lhe dava flexibilidade e&lt;br /&gt;o tornava inalterável às mudanças de temperatura. Já em 1850, revestiam-se de borracha&lt;br /&gt;as rodas dos veículos. No fim do século, surgiu a indústria do automóvel nos Estados&lt;br /&gt;Unidos e na Europa, e com ela nasceu o consumo de pneumáticos em grandes quantida-&lt;br /&gt;des. A demanda mundial de borracha cresceu verticalmente. A seringueira proporcionava&lt;br /&gt;ao Brasil, em 1890, uma décima parte de suas rendas por exportações; vinte anos depois,&lt;br /&gt;a proporção subia a 40%, com as vendas quase alcançando o nível do café, apesar de o café&lt;br /&gt;estar, por volta de 1910, no zênite de sua prosperidade. A maior parte da produção de&lt;br /&gt;borracha provinha então do território do Acre, que o Brasil havia arrancado à Bolívia ao&lt;br /&gt;cabo de fulminante campanha militar58.&lt;br /&gt;Conquistado o Acre, o Brasil dispunha da quase totalidade das reservas mundiais de&lt;br /&gt;borracha; a cotação internacional estava nos picos e os bons tempos pareciam infinitos;&lt;br /&gt;mas os seringueiros não os desfrutavam, embora fossem eles que saíam a cada madruga-&lt;br /&gt;da de suas choças, com vários recipientes amarrados às costas, e se enganchavam nas&lt;br /&gt;árvores,  as Hevea  brasiliensis gigantescas, para sangrá-las. Faziam várias incisões, no tronco&lt;br /&gt;e nos ramos grossos próximos à copa; da ferida brotava o látex, suco leitoso e pegajoso que&lt;br /&gt;enchia os jarros em algumas horas. À noite, cozinhavam os discos planos da goma, que se&lt;br /&gt;acumulariam na administração da propriedade. O cheiro ácido e repelente da borracha&lt;br /&gt;impregnava a cidade de Manaus, capital mundial do comércio do produto. Em 1849,&lt;br /&gt;Manaus tinha cinco mil habitantes; em pouco mais de meio século cresceu em setenta&lt;br /&gt;mil. Os magnatas da borracha edificaram ali suas mansões de arquitetura extravagante e&lt;br /&gt;decoração suntuosa, com madeiras preciosas do Oriente, azulejos de Portugal, colunas de&lt;br /&gt;mármore de Carrara e móveis de ebanistas franceses. Os novos ricos da selva mandavam&lt;br /&gt;trazer os alimentos mais caros do Rio de Janeiro; as melhores modistas da Europa corta-&lt;br /&gt;vam seus trajes e vestidos; enviavam seus filhos para estudar em colégios ingleses. O&lt;br /&gt;Teatro Amazonas, monumento barroco de bastante mau gosto, é o símbolo maior da&lt;br /&gt;vertigem daquelas fortunas do princípio do século. O tenor Caruso cantou para os habitan-&lt;br /&gt;tes de Manaus na noite de inauguração, por uma soma fabulosa, depois de subir o rio&lt;br /&gt;através da selva. Pavlova, que devia dançar,  não pôde passar da cidade de Belém, porém&lt;br /&gt;enviou suas desculpas.&lt;br /&gt;Em 1913, de um só golpe, o desastre abateu-se sobre a borracha brasileira. O preço&lt;br /&gt;mundial, que havia alcançado os doze xelins três anos antes, reduziu-se à quarta parte. Em&lt;br /&gt;1900, o Oriente só havia exportado quatro toneladas de borracha; em 1914, as plantações&lt;br /&gt;do Ceilão e da Malásia jogaram mais de setenta mil toneladas no mercado mundial, e&lt;br /&gt;cinco anos mais tarde suas exportações já estavam arranhando as quatrocentos mil tone-&lt;br /&gt;ladas. Em 1919, o Brasil, que havia desfrutado o virtual monopólio da borracha, só abastecia a&lt;br /&gt;oitava parte do consumo mundial. Meio século depois, o Brasil compra no estrangeiro mais da&lt;br /&gt;metade da borracha de que necessita.&lt;br /&gt;O que aconteceu? Lá por 1873, Henry Wickham, um inglês que possuía matas de&lt;br /&gt;caucho no rio Tapajós e era conhecido por suas manias de botânico, tinha enviado dese-&lt;br /&gt;nhos e folhas da seringueira ao diretor do jardim de Ke w, em Londres. Recebeu a ordem de obter boa quantidade de sementes, as pepitas que a Hevea brasiliensis abrigava em seus&lt;br /&gt;frutos amarelos. Tinha de tirá-las de contrabando, porque o Brasil castigava severamente&lt;br /&gt;a evasão de sementes, e não era fácil: as autoridades revistavam, com muito cuidado, os&lt;br /&gt;barcos. Então, como por encanto, um navio da Inman Line internou-se dois mil quilôme-&lt;br /&gt;tros além do habitual rumo ao interior do Brasil. No regresso, Henry Wickham estava entre&lt;br /&gt;seus tripulantes. Tinha escolhido as melhores sementes, depois de pôr os frutos a secar&lt;br /&gt;numa aldeia indígena, e as trazia dentro de um camarote fechado, enroladas em folhas de&lt;br /&gt;banana e suspensas por cordas no ar para que os ratos a bordo não as alcançassem. Todo o&lt;br /&gt;resto do barco ia vazio. Em Belém do Pará, frente à desembocadura do rio, Wickham&lt;br /&gt;convidou as autoridades para um grande banquete. O inglês tinha fama de maníaco;&lt;br /&gt;sabia-se em toda a Amazônica que colecionava orquídeas. Explicou que levava, por enco-&lt;br /&gt;menda do rei da Inglaterra, uma série de mudas de orquídeas raras para o jardim de Ke w.&lt;br /&gt;Como eram plantas delicadíssimas, explicou, as tinha num gabinete hermeticamente&lt;br /&gt;fechado, numa temperatura especial: se o abria, arruinavam-se as flores. Assim, as se-&lt;br /&gt;mentes chegaram, intactas, ao porto de Liverpool. Quarenta anos mais tarde, os ingleses&lt;br /&gt;invadiam o mercado mundial com a borracha malaia. As plantações asiáticas, racional-&lt;br /&gt;mente organizadas a partir dos brotos verdes de Ke w, desbancaram sem dificuldade a&lt;br /&gt;produção extrativa do Brasil.&lt;br /&gt;A prosperidade amazônica virou fumaça. A selva voltou a fechar-se sobre si mesma.&lt;br /&gt;Os caçadores de fortunas emigraram para outras bandas; o luxuoso acampamento&lt;br /&gt;desintegrou-se. Ficaram, sim, sobrevivendo como podiam, os trabalhadores, que tinha&lt;br /&gt;sido trazidos de muito longe para serem postos a serviço da aventura alheia. Alheia,&lt;br /&gt;inclusive, para o próprio Brasil, que não tinha feito outra coisa senão responder aos cantos&lt;br /&gt;de sereia da demanda mundial de matéria-prima, mas sem participar na menor parcela&lt;br /&gt;do verdadeiro negócio da borracha: o financiamento, a comercialização, a industrialização&lt;br /&gt;e a distribuição. E a sereia ficou muda. Até que, durante a Segunda Guerra Mundial, a&lt;br /&gt;borracha da Amazônica recobrou um novo impulso transitório. Os japoneses tinham ocu-&lt;br /&gt;pado a Malásia e as potências aliadas necessitavam desesperadamente abastecer-se de&lt;br /&gt;borracha. Também a selva peruana foi sacudida, naqueles anos 40, pelas urgências da&lt;br /&gt;borracha59. No Brasil, a chamada “batalha da borracha” mobilizou novamente os campo-&lt;br /&gt;neses do Nordeste. Segundo denúncia formulada no Congresso, ao fim da batalha, foram&lt;br /&gt;cinqüenta mil os mortos que, derrotados pelas pestes e fome, ficaram apodrecendo entre os  seringais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-5011360781911939680?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média. Segundo o teórico escocês do iluminismo, Lord Kames, o feudalismo é geralmente precedido pelo nomadismo e em certas zonas do mundo pode ser sucedido pelo capitalismo. Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei dava-as para eles. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e em troca recebiam o direito a um pedaço de terra para morar e também estavam protegidos dos bárbaros. Quando os servos iam para o manso senhorial, atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando iam cuidar das terras do Senhor Feudal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feudalismo tem início com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder centralizado nas mãos dos senhores feudais, economia baseada na agricultura (feudos) e utilização do trabalho dos servos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Feudo na Idade Média&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os feudos na Idade Média eram inicialmente os primeiros refúgios dos nobres romanos que fugiam de ondas de ataque bárbaras. Com o tempo, formou-se o que chamamos de Sistema feudal, onde havia um Senhor Feudal que seria "superior" ao seu vassalo, o servo (o qual representa a população que também fugiu das cidades em busca de segurança). Isso se via em toda esta região da Europa. Os bárbaros passaram a adotar costumes romanos, e acabaram por aderir a este tipo de Sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feudo caracterizava-se por ser uma extensão de terras de um nobre, que possuía uma moradia (talvez um castelo) que tinha em volta várias áreas de plantio, que eram cultivadas pelos servos. Pelo contrato entre eles, o servo deveria trabalhar nas terras do Senhor Feudal, dando-lhe em troca parte da colheita, enquanto que o Senhor Feudal lhe permitia usar suas terras e lhe dava proteção quando ocorriam ataques ao feudo. Isso tudo se manteve por muito tempo, pois a Igreja e o Rei tinham relações muito fortes: o Rei dava toda liberdade para o clero, enquanto que a Igreja dizia que "o rei é um enviado de Deus". Como ela tinha muita liberdade, ela infiltrou-se em todo feudo, tornado-se um laço de união entre todos. Segundo ela, tudo ocorria pela vontade Deus, o que influenciou muito para que houvesse a sociedade estamental(característica de uma sociedade em que não se muda de classe social), afirmando assim ainda mais o Sistema Feudal. Tudo isso só começa a mudar com os primeiros indícios das Revoluções Burguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a decadência e a destruição do Império Romano do Ocidente, por volta do século V d.C. (de 401 a 500), como conseqüência das inúmeras invasões dos povos bárbaros e das más políticas econômicas dos imperadores, várias regiões da Europa passaram a apresentar baixa densidade populacional e baixo desenvolvimento urbano. Isso ocorria devido às mortes provocadas pelas guerras, às doenças e à insegurança existentes logo após o fim do Império Romano. A partir do século V d.C., entra-se na chamada Idade Média, mas o sistema feudal (Feudalismo) somente passa a vigorar em alguns países da Europa Ocidental a partir do século IX d.C., aproximadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esfacelamento do Império Romano do Ocidente e as invasões bárbaras que estavam em diversas regiões da Europa favoreceram sensivelmente as mudanças econômicas e sociais que vão sendo introduzidas, principalmente na Europa Ocidental, e que alteram completamente o sistema de propriedade e de produção característicos da Antigüidade. Essas mudanças acabam revelando um novo sistema econômico, político e social que veio a se chamar Feudalismo. O Feudalismo não coincide com o início da Idade Média (século V d.C.), porque esse sistema começa a ser delineado alguns séculos antes do início dessa etapa histórica (mais precisamente, durante o início do século IV), consolidando-se definitivamente ao término do Império Carolíngio, no século IX d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo camponeses (com medo de serem saqueados ou escravizados). Já na Idade Média, com vários povos bárbaros dominando a Europa Medieval, foi impossível unirem-se entre si e entre os descendentes de nobres romanos, que eram donos de pequenos agrupamentos de terra. E com as reformas culturais ocorridas nesse meio-tempo, começou a surgir a idéia de uma nova economia: o feudalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade feudal era composta por três estamentos (três grupos sociais com status fixo): o Lord, a nobreza, os camponeses e os Vassalos. Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade).&lt;br /&gt;O clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas.&lt;br /&gt;A nobreza (também chamados de senhores feudais) principal função guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem).&lt;br /&gt;Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa, eles eram presos à terra e sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, assim como entre nobres e reis, juravam-lhe fidelidade e trabalho.&lt;br /&gt;Os Vassalos oferecem ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economia e prosperidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção feudal própria do Ocidente europeu tinha por base a economia agrária, de escassa circulação monetária, auto-suficiente. A propriedade feudal pertencia a uma camada privilegiada, composta pelos senhores feudais, altos dignitários da Igreja (o clero) e longínquos descendentes dos chefes tribais germânicos. As estimativas de renda per capita da europa feudal a colocam em um nível muito próximo ao minímo de subsistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal unidade econômica de produção era o feudo, que se dividia em três partes distintas: a propriedade individual do senhor, chamada manso senhorial ou domínio, em cujo interior se erigia um castelo fortificado; o manso servil, que correspondia à porção de terras arrendadas aos camponeses e era dividido em lotes denominados tenências; e ainda o manso comunal, constituído por terras coletivas –-- pastos e bosques --- , usadas tanto pelo senhor quanto pelos servos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao caráter expropriador do sistema feudal, o servo não se sentia estimulado a aumentar a produção com inovações tecnológicas, uma vez que tudo que produzia de excedente era tomado pelo senhor. Por isso, o desenvolvimento técnico foi pequeno, limitando aumentos de produtividade. A principal técnica adaptada foi a de rotação trienal de culturas, que evitava o esgotamento do solo, mantendo a fertilidade da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o economista anarco-capitalista Hans Hermann Hoppe, como os feudos são supostamente propriedade do Estado (neste caso, representado pelos senhores feudais), feudalismo é, conseqüentemente, considerado por ele como sendo uma forma de socialismo, o socialismo aristocrático. (servismo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tributos e impostos da época&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais obrigações dos servos consistiam em:&lt;br /&gt;Corvéia: trabalho compulsório nas terras do senhor em alguns dias da semana;&lt;br /&gt;Talha: Parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre&lt;br /&gt;Banalidade: tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moinho, o forno, o celeiro, as pontes;&lt;br /&gt;Capitação: imposto pago por cada membro da família (por cabeça);&lt;br /&gt;Tostão de Pedro ou dízimo: 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local;&lt;br /&gt;Censo: tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza;&lt;br /&gt;Taxa de Justiça: os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre;&lt;br /&gt;Formariage: quando o nobre resolvia se casar, todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, era também válida para quando um parente do nobre iria casar.&lt;br /&gt;Mão Morta: Era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai da família.&lt;br /&gt;Albermagem: Obrigação do servo em hospedar o senhor feudal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas cidades européias da Idade Média tornaram-se livres das relações servis e do predomínio dos nobres. Essas cidades chamavam-se burgos. Por motivos políticos, os "burgueses" (habitantes dos burgos) recebiam freqüentemente o apoio dos reis, que muitas vezes estavam em conflito com os nobres. Na língua alemã, o ditado Stadtluft macht frei ("O ar da cidade liberta") ilustra este fenômeno. Em Bruges, por exemplo, conta-se que uma certa vez um servo escapou da comitiva do conde de Flandres e fugiu por entre a multidão. Ao tentar reagir e ordenar que perseguissem o fugitivo, o conde foi vaiado pelos "burgueses" e obrigado a sair da cidade, em defesa do servo, que se tornou livre deste modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divisão do Feudo&lt;br /&gt;Manso senhorial (domínio): uso exclusivo do senhor feudal.&lt;br /&gt;Manso servil: arrendada aos servos e dividida em tenências.&lt;br /&gt;Manso comunal: terras comuns (pastos, bosques, florestas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ascensão e queda do sistema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feudalismo europeu apresenta, portanto, fases bem diversas entre o século IX, quando os pequenos agricultores são impelidos a se proteger dos inimigos junto aos castelos, e o século XIII, quando o mundo feudal conhece seu apogeu, para declinar a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século X, o sistema ainda está em formação e os laços feudais unem apenas os proprietários rurais e os antigos altos funcionários Carolíngios. Entre os camponeses ainda há numerosos grupos livres, com propriedades independentes. A hierarquia social não apresenta a rigidez que a caracterizaria posteriormente, e a ética feudal não está plenamente estabelecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a partir do ano 1000, até cerca de 1150, o Feudalismo entra em ascensão. O sistema define seus elementos básicos. A exploração camponesa torna-se intensa, concentrada em certas regiões superpovoadas, deixando áreas extensas de espaços vazios. Surgem novas técnicas de cultivo, novas formas de utilização dos animais e das carroças. Com as inovações no campo, a produção agrícola teve um aumento significativo e surgiu a necessidade de comercialização dos produtos excedentes, então a partir do século XI, também há um renascimento do comércio e um aumento da circulação monetária, o que valoriza a importância social das cidades e suas comunas. E, com as Cruzadas, esboça-se uma abertura para o mundo, quebrando-se o isolamento do feudo. Com o restabelecimento do comércio com o Oriente próximo e o desenvolvimento das grandes cidades, começam a ser minadas as bases da organização feudal, na medida em que aumenta a demanda de produtos agrícolas para o abastecimento da população urbana. Isso eleva o preço dessas mercadorias, permitindo aos camponeses maiores fundos para a compra de sua liberdade. Não que os servos fossem escravos; com o excedente produzido, poderiam comprar de seus senhores lotes de terras e, assim, deixar de cumprir suas obrigações junto ao senhor feudal. É claro que esta situação poderia gerar problemas já que, bem ou mal, o servo vivia protegido dentro do feudo. A solução encontrada, quando não se tornavam comerciantes, eram morar em burgos, dominados por outros tipos de senhores, desta vez, comerciais. Ao mesmo tempo, a expansão do comércio cria novas oportunidades de trabalho, atraindo os camponeses para as cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses acontecimentos, aliados à formação dos exércitos profissionais — o Rei, agora, não dependeria mais dos serviços militares prestados por seus vassalos —, à insurreição camponesa, à peste, à falta de alimentos decorrente do aumento populacional e baixa produtividade agrária, contribuíram para o declínio do feudalismo europeu. Na França, nos Países Baixos e na Itália, seu desaparecimento começa a se manifestar no final do século XIII. Na Alemanha e na Inglaterra, entretanto, ele ainda permanece mais tempo, extinguindo-se totalmente na Europa ocidental por volta de 1500. Em partes da Europa central e oriental, porém, alguns remanescentes resistiram até meados do século XX, como, por exemplo, a Rússia, que só viria a se libertar dos resquícios feudais com a Revolução de 1917.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-2092176847918047926?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Os aqueus eram nômades e se deslocavam em busca de melhores pastagens para seus rebanhos. Quando chegaram à Grécia, ocuparam as terras mais férteis e assimilaram os grupos nativos. A sedentarização provocou a formação dos primeiros núcleos urbanos na Hélade, como Tirinto, Argos e Micenas. Com o tempo, Micenas transformou-se no principal centro político, econômico e cultural dos aqueus.&lt;br /&gt;Por volta de 1700 a.c., outros dois povos arianos chegaram à Grécia: os jônios e os eólios. Pacíficos, acabaram integrados às sociedades locais sem conflito. Nessa mesma época, a cidade de Micenas mantinha intenso intercâmbio com Creta, dando origem à cultura creto-micênica.&lt;br /&gt;O contato com os cretenses, que dominavam todo o mar Egeu, possibilitou aos aqueus o desenvolvimento de novas técnicas agrícolas e navais. Por fim, acabaram superando seus mestres: por volta de 1400 a.c., conquistaram Cnossos e destruíram parte da sociedade cretense.&lt;br /&gt;A conquista permitiu aos aqueus expandirem suas atividades comerciais e de pirataria por todo o Mediterrâneo oriental. Por volta de 1150 a.c., dominaram a cidade de Tróia, na estratégica passagem entre o mar Egeu e o mar de Mármara. Com isso, Micenas passou a controlar o tráfico marítimo na região, ampliando ainda mais suas atividades na Ásia Menor.&lt;br /&gt;Enquanto a sociedade micênica se expandia pela Ásia, chegavam à Hélade os dórios, último grupo de arianos a ocupar a região. Nômades, aguerridos e conhecedores de armas de ferro, os dórios arrasaram as cidades da Hélade e provocaram a dispersão da população local em direção ao interior do continente, à Ásia Menor e a outras regiões do Mediterrâneo. O fato acabou favorecendo a formação de inúmeras colônias gregas. Esse processo de dispersão e colonização ficou co­nhecido como Primeira Diáspora Grega.&lt;br /&gt;A chegada dos dórios marca o início de outro período da história da Grécia Antiga, o Homérico, que se estendeu até o século VIII a.c. No decorrer desse período, a vida urbana na Hélade diminuiu, dando lugar a pequenas comunidades formadas por grandes famílias: os genos.&lt;br /&gt;Esse período recebe o nome de Homérico porque as fontes para seu estudo são duas obras atribuídas ao poeta Homero: a Illíada, que narra a tomada de Tróia, e a Odisséia, que conta o retorno de Ulisses ao reino de Ítaca.&lt;br /&gt;Com a diminuição da vida urbana, desapareceram em grande parte os traços culturais mantidos até então pelos povos da Hélade. A escrita, por exemplo, deixou de existir. Três séculos depois, surgiria uma nova forma de registro escrito, baseado no alfabeto fenício. Só então os versos cantados por Homero ganhariam forma definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Período Homérico: os genos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base social da Grécia após o século XII a.C. passou a ser o genos, ou seja, a reunião em um mesmo lar de todos os descendentes de um único antepassado, normalmente um herói ou semideus. O genos, muitas vezes constituído por centenas de pessoas, era comandado por um único chefe. O poder era transmitido do pai para o filho mais velho. Mantinha-se um culto aos antepassados e uma justiça própria, baseada nos costumes. Cada membro, chamado de gens, dependia da unidade familiar, e o grupo, como um todo, gozava de grande autonomia política.&lt;br /&gt;Essa autonomia política era sustentada por uma certa independência econômica. Nessa época, a economia grega se resumia à arte de administrar os bens da casa. A família era auto-suficiente, espécie de organização fechada que pouco necessitava de contatos exteriores.&lt;br /&gt;A propriedade dos bens de produção era centralizada na figura do chefe do genos. O trabalho era coletivo; quem se recusasse a trabalhar era expulso da família. Todas as tarefas eram, por isso, valorizadas e nenhuma considerada humilhante. A produção era distribuída igualitariamente, o que impedia a diferenciação econômica dos membros do genos. Só se recorria ao trabalho de escravos ou de artesãos em casos excepcionais: quando a família era pouco numerosa ou não dominava determinada técnica de produção.&lt;br /&gt;A economia do genos era basicamente agropastoril. Família rica era família com terra fértil, pois garantia o sustento cotidiano e ainda conseguia armazenar produtos para tempos difíceis. O excedente possibilitava ainda contratar artesãos, comprar escravos e mercadorias de valor, que eram acrescidas ao tesouro da família. Uma forma de aumentar as riquezas era dedicar-se às guerras, à pirataria e aos saques. Geralmente, eram os mais jovens que se dedicavam a essas atividades.&lt;br /&gt;Apesar de uma distribuição igualitária dos bens produzidos, a organização social do genos perpetuava certa diferenciação, determinada pelo grau de parentesco com o chefe do genos: quanto mais distante o grau de parentesco, menor a importância social.&lt;br /&gt;No plano político, o poder do chefe do genos estava fundamentado no monopólio de fórmulas secretas, que permitiam contato com os ancestrais e os deuses protetores da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – As transformações nos genos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, o genos começou a encontrar dificuldades para manter sua organização econômica e social. Por causa de técnicas rudimentares, a produção passou a crescer em ritmo menor que o da população. A utilização de terras menos férteis, a especialização das áreas de produção, o uso de mão-de-obra suplementar e a busca de produtos específicos foram alternativas para o problema, mas não conseguiram evitar por muito tempo a diminuição da renda familiar e o surgimento de manifestações de descontentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema que surgiu foi a tendência do genos em dividir-se em núcleos menores. Ao romper os laços familiares, o genos tornava-se mais frágil. A divisão acontecia em virtude da pressão dos parentes mais distantes por melhores condições de vida e também do descontentamento de alguns com a rotina do genos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas condições somadas levaram à desagregação do genos. Nesse processo, os parentes mais próximos do chefe do genos foram beneficiados e os mais afastados acabaram preteridos. Primeiro foram desmembrados os bens móveis, como gado, escravos, metais, vasos e armas. Depois, o local de moradia: a casa, antes espaçosa para abrigar toda a família, começou a dar lugar a habitações menores. Por fim, começou a ser dividido o bem principal: a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUERREIRO HOMÉRICO&lt;br /&gt;A passagem para uma nova organização esbarrava, no entanto, em alguns limites. Em certas regiões, a terra não podia ser dividida ou repassada para quem não tivesse pertencido ao antigo genos; em diversas propriedades, os membros do genos preservavam o sistema de rodízio da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – A origem de Esparta (séculos IX-VII a.C.)&lt;br /&gt;A cidade de Esparta foi fundada pelos invasores dórios no século IX a.C., na fértil planície da Lacônia, às margens do rio Eurotas. Foi uma das primeiras pólis a surgir na Grécia. Parte dos aqueus que habitavam a região, desde o século XVIII a.C., aceitou pacificamente a invasão e foi absorvida pelos dórios. As terras conquistadas foram divididas entre os guerreiros, dando início ao genos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Esparta era regida por um conjunto de leis chamado Grande Retra. Segundo a lenda, essas leis foram elaboradas por Licurgo, patriarca lendário associado ao deus Apolo. Após a sua conclusão, Licurgo exilou-se, mas antes de partir proibiu que as leis fossem alteradas na sua ausência. Esse mito deu à Grande Retra um caráter divino e imutável - servia, assim, para os dórios justificarem sua dominação sobre grande parte da população espartana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo da cidade, segundo a Grande Retra, deveria ser exercido por dois reis (Diarquia), um Conselho (Gerúsia) e uma Assembléia (Apela). Os reis eram responsáveis pelo comando da cidade em tempo de guerra e pelas cerimônias religiosas que precediam os combates. O Conselho, formado pelos mais velhos, tinha caráter consultivo. A Assembléia era o órgão mais importante. Formada por todos os cidadãos dórios, dava a palavra final sobre assuntos políticos e administrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – As transformações do século VII a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento da população e o esgotamento das terras levaram os espartanos a empreender, em fins do século VIII a.C., novas campanhas de conquista a oeste do Peloponeso, dominando a Messênia. Em 650 a.C., os messênios revoltaram-se contra Esparta, numa guerra que durou cerca de trinta anos. Ao final, vencidos, foram reduzidos ao trabalho compulsório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande número de hilotas passou a representar para Esparta um perigo permanente. Com medo de revoltas, os dórios voltaram-se inteiramente para o controle dessa população. As guerras de conquista foram interrompidas e as intervenções externas limitadas às cidades próximas, apenas para garantir a hegemonia na região. O crescimento do número de hilotas, entretanto, provocaria ainda inúmeras transformações em Esparta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Mudanças sociais e econômicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia e a sociedade espartana sofreram profundas transformações. A propriedade coletiva do genos cedeu lugar à grande propriedade estatal, organizada em lotes denominados terra cívica. Os lotes foram distribuídos para os guerreiros dórios da antiga aristocracia, conhecidos como esparciatas. Não podiam ser cedidos nem divididos: o Estado detinha sua posse legal e o cidadão apenas seu usufruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hilotas, passaram a ser propriedade do Estado e foram distribuídos à razão aproximada de seis por lote. Eles eram obrigados a pagar uma renda fixa a quem detinha o usufruto do lote. Essa renda era composta por cevada, frutas, vinho, azeite e produtos artesanais de uso diário (Apófora). Com o tempo, passaram a ter de entregar metade da produção do lote. Os dórios não podiam matá-los nem mutilá-los, a não ser por ordem do Estado. Com pequena proteção da lei, as condições de vida desse grupo social eram das mais miseráveis do mundo antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excedente da renda paga aos dórios era utilizado na aquisição de armas. Sem ter de trabalhar diretamente para o sustento, os dórios podiam dedicar-se à atividade militar. Combatiam assim seus inimigos e garantiam a ordem social na cidade. Essa prática bélica era sustentada também por uma rígida educação militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os periecos, habitantes das terras periféricas. Esse grupo social era formado pelos aqueus que não ofereceram resistência à ocupação dória e, por isso, puderam tornar-se proprietários de terras na periferia da cidade. Eram quase quatro vezes mais numerosos que os dórios e dedicavam-se basicamente à agricultura e, em menor escala, à criação de carneiros e porcos, ao artesanato, à mineração de ferro e ao comércio. Entre eles, predominava o regime da propriedade privada, ou seja, suas terras podiam ser divididas ou vendidas. Aos periecos não era permitido participar da vida política, privilégio exclusivo dos dórios. Serviam no exército, formando um regimento levemente armado, sempre comandado pelos dórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – A nova organização política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para manter os privilégios e a dominação dos esparciatas, as leis e a organização política da cidade foram reformuladas diversas vezes. O poder da Diarquia (composta por dois reis) e da Gerúsia (integrada pelos reis e por 28 cidadãos com idade superior a 60 anos) foi limitado pelo surgimento dos Éforos: cinco magistrados escolhidos pela Gerúsia e aprovados pela Assembléia. Os éforos tinham mandato de um ano; suas funções eram vigiar os reis, cuidar da educação das crianças, fiscalizar a vida pública dos cidadãos e julgar os processos civis.&lt;br /&gt;Os gerontes, vitalícios e escolhidos na Assembléia de Esparta, tinham papel decisivo nos assuntos de política externa. Os reis, por sua vez, perderam parte de seu poder, mas conservaram as atribuições militares e sacerdotais. As atribuições da Assembléia foram bastante reduzidas; tornou-se apenas um órgão consultivo, cujas decisões eram manifestadas por aplausos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diminuição do poder dos reis (Diarquia) e dos cidadãos (Assembléia) fez de Esparta uma cidade oligárquica. O poder era controlado por um grupo restrito e fechado, que se fazia representar pela Gerúsia e pelos Éforos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – A “vida cultural” em Esparta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a preocupação de manter a ordem social, os esparciatas mantiveram rígido controle sobre as atividades culturais da cidade. O governo estimulou o laconismo, a xenofobia e a xenelasia. O laconismo consistia em falar tudo em poucas palavras, o que dificultou o desen­volvimento da crítica entre os espartanos. A xenofobia e a xenelasia, aversão e expulsão de estrangeiros, dificultaram o intercâmbio com culturas estrangeiras, consideradas muitas vezes subversivas ao sistema.&lt;br /&gt;Uma educação especial - que incentivava os esparciatas a servir à pátria como soldados - ajudava a manter a ordem social. Ao nascer, uma criança esparciata era examinada pelos anciãos. Se fosse fraca ou apresentasse algum defeito, era lança da para a morte do alto do monte Taigeto. Caso fosse aprovada no exame, ficava com a mãe até os 7 anos, - quando era entregue ao Estado para receber uma educação cívica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 12 anos, os meninos eram enviados para o campo, onde deviam sustentar-se por conta própria. Dormiam ao ar livre, em camas de bambu, construídas com as próprias mãos, pois não recebiam nenhum instrumento. Aprendiam também a roubar parte de seus alimentos. Caso fossem apanhados nesse ato, eram severamente castigados, não pelo roubo, mas pela demonstração de inabilidade. O objetivo dessa etapa da educação era fortalecer o físico e desenvolver uma destreza considerada indispensável ao bom soldado.&lt;br /&gt;Aos 17 anos, os rapazes passavam por um ritual de iniciação - no qual deviam mostrar suas habilidades chamado Criptia, ou brincadeira de esconde-esconde: de dia espalhavam-se pelos campos, munidos de punhais, e à noite deviam degolar quantos hilotas fossem capazes. Quem passasse pela prova recebia um lote de terra, era considerado adulto e passava a viver como soldado no quartel, tomando uma única refeição ao dia (Sicitia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 30 anos, o soldado tornava-se cidadão. Podia então casar-se e participar da Assembléia. Aos 60 anos, podia aposentar-se do exército e tomar parte no Conselho de Anciãos.&lt;br /&gt;Essa educação, ao mesmo tempo que formava o cidadão espartano, tinha diversos objetivos. Ela difundia o terror entre os hilotas e eliminava parte dessa população. Servia também para fazer o controle popu­lacional dos próprios esparciatas. Apesar do incentivo à natalidade, muitas crianças dórias morriam logo ao nascer, recusadas pelos velhos. Podiam ainda morrer durante a educação militar de fome, frio, castigos ou na luta contra os hilotas. Em outras palavras, a educação espartana garantia o controle populacional e a estabilidade social ao impedir que a população hilotas ou de cidadãos aumentasse em demasia e pressionasse por liberdade ou terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA UTILIZADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIAKOV, V., KOVALEV, S. História da antiguidade: a Grécia. 3.ed. Lisboa: Estampa, 1976.&lt;br /&gt;FERREIRA, José Roberto Martins. História. 5.ed. São Paulo: FTD, 1997, v.1.&lt;br /&gt;FINLEY, M. I. A economia antiga. 2.ed. Porto: Afrontamento, 1986.&lt;br /&gt;JAGUARIBE, Hélio. Um estudo crítico da história. São Paulo: Paz e Terra, 2001. V.1.&lt;br /&gt;MARROU, Henri Irénée. História da educação na antiguidade. 4.ed. São Paulo: E.P.U, 1975.&lt;br /&gt;MATTOSO, Antonio G. História da civilização: antiguidade. 2.ed. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1940.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1623910708817743065-1533813243198501597?l=marciohistorian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-In_tXJdkAD80XYUEWCauc_N6OE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-In_tXJdkAD80XYUEWCauc_N6OE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-In_tXJdkAD80XYUEWCauc_N6OE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-In_tXJdkAD80XYUEWCauc_N6OE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~4/0xWq2dLIMmc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://marciohistorian.blogspot.com/feeds/1533813243198501597/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1623910708817743065&amp;postID=1533813243198501597" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/1533813243198501597?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1623910708817743065/posts/default/1533813243198501597?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/MarciohistorianOBlogDaHistria/~3/0xWq2dLIMmc/grecia-antiga.html" title="Grécia antiga." /><author><name>MARCIO CARDOSO.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05331543505526206008</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-iqNcj37Akk4/Txh2OS5hJMI/AAAAAAAAAQs/vAbnbcn3KAA/s220/P050611_11.48.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://marciohistorian.blogspot.com/2009/02/grecia-antiga.html</feedburner:origLink></entry></feed>

