<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981</atom:id><lastBuildDate>Wed, 06 Jul 2011 12:41:32 +0000</lastBuildDate><title>Marina G</title><description></description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/</link><managingEditor>marina.ag@gmail.com (Marina G)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-699533601799643172</guid><pubDate>Wed, 06 Jul 2011 12:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-06T14:41:32.928+02:00</atom:updated><title>Resposta</title><description>Se amor, morrem os dois. Abraçados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-699533601799643172?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/07/resposta.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-577027753051385924</guid><pubDate>Tue, 05 Jul 2011 18:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-05T20:36:00.630+02:00</atom:updated><title>Catarse</title><description>Comecei a ler um livro que me lembrou de você, daquela sua mania chata de não ler autores novos, porque não tinha lido tudo de Tolstói ou Dostoiévski. Aí me lembrei daquele livro que você mandou trazer de não sei onde, com  a dedicatória que achei outro dia e me fez chorar, embora fosse feliz e falasse de uma coisa que acho que não acredito mais, de fins e recomeços e da roleta russa que é voltar a acreditar no amor. Desculpa roubar essa sua frase, mas é que eu acho lindo e prolixo tudo que você escreve, até nas informalidades você é formal, apesar de todo aquele teu fogo apaixonante, de toda a tua pressa, sempre  tem um "por favor" antes de se dirigir a alguém, mesmo que seja o frentista do posto de gasolina; por favor, obrigado e desculpas, você nunca teve medo de pedir desculpas, nem quando achava que estava certo, e quase sempre você achava, mas sempre se desculpava talvez por educação ou pra alcalmar a minha insegurança. A verdade é que eu só não te desculpei daquela vez, eu juro mesmo que eu tentei, mas eu sabia que nunca mais poderia te amar do jeito que eu sonhava, daquele jeito idealizado de melhor amigo, daquele jeito cúmplice de se olhar e se achar no outro. Depois daquela vez eu não podia mais te amar assim, então não havia o que desculpar, porque o você que eu queria tinha morrido de vez, só sobrou aquele amor que está aí até hoje, que se manifesta nas pessoas que eu amo pra reencontrar você, aquele amor que me arranca lágrimas no meio do almoço, lendo um livro que não é de Dostoiévski, mas que me faz lembrar de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-577027753051385924?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/07/catarse.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-1364466567832381360</guid><pubDate>Mon, 04 Jul 2011 22:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-05T16:40:05.337+02:00</atom:updated><title>Morreu, o nosso amor morreu</title><description>Enquanto todo mundo  chamava ele de covarde, ela defendia: é a vida, depois passa, ele está mesmo numa fase esquisita. Ela olhava pra dentro e sabia que se enganava, mas insistia na ladainha de que tudo ia passar, que ele voltaria atrás, que ele se daria conta da mulher maravilhosa que iria perder, que tudo seria resolvido logo logo. Ele olhava cada vez menos pra ela, mesmo quando olhava, só sabia fazer aquela cara de não te amo mais que ela tanto odiava, aquele pedido de desculpas estampado na testa, eu desisto, eu desisto, não  quero mais a gente. Ela olhava pra fora e era tudo muito claro, sabia que em algum momento ele deixaria de ser tão pouco homem, que um dia ele assumiria tudo, que não queria mais assumir nada, que se assustava com tantas coisas em comum, que se pelava de medo daquela certeza dela, que não sabia nada de futuro, nem de certezas, que era mesmo hora de ir. Ela sabia de tudo e esperava que estivesse errada, mesmo sabendo que nunca errava nessas horas, que mulher nenhuma erra nessas horas, o que a maioria faz é fingir que nem ela fingia, fingir que era compreensiva, fingir-se bem resolvida, indiferente até. Mas ele, ah, ele não fingia, quase esfregava a outra ou outras na cara dela, e era cada vez mais óbvio aquela escolha covarde, sim, covarde, de querer sempre a pessoa errada, com medo da felicidade óbvia. E um dia ela soube que era tarde, que ele era mesmo covarde demais, todo homem tem alguma coisa de covarde demais, e que seria ela mais uma vez quem teria que decidir pelos dois,  ela que teria que pedir a morte deles, quase um suicídio, porque ele não teria a coragem necessária para apertar o gatilho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E foi lá e matou. Ficou um restinho de sangue, mas ela saberia como limpar, novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-1364466567832381360?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/07/morreu-o-nosso-amor-morreu_05.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-3485092433166970737</guid><pubDate>Thu, 09 Jun 2011 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-09T23:30:00.159+02:00</atom:updated><title>Carpe Diem</title><description>"Não importa que sejam dez segundos &lt;br /&gt;
Indifere que durem só dois dias &lt;br /&gt;
Tanto faz se foi por uma semana &lt;br /&gt;
Que não seja, que não continue &lt;br /&gt;
Que seja eterno enquanto for" &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-3485092433166970737?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/06/carpe-diem.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-4802878210311859731</guid><pubDate>Fri, 27 May 2011 03:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-27T05:40:50.643+02:00</atom:updated><title>Não tenho nada pra dizer</title><description>Começou e apagou aquelas linhas tantas vezes que parecia até que não sabia o que dizer. Logo ela que inventava tantos diálogos, que escrevia tantas linhas, sérias ou de conversa fiada, logo ela que adorava a dissertação, a confrontação, a discussão. Logo ela que tinha tanto a dizer, não sabia o que dizer. Na verdade não é que não soubesse, ela sabia exatamente o que dizer a ele. E sabia exatamente o que ele deveria dizer a ela. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, e se ele não dissesse? E se todas aquelas linhas não-ditas fossem mesmo não-ditas, se todas aquelas entrelinhas nunca tivessem passado de apenas isso, de entrelinhas, e se tudo não passasse de um devaneio, inventado, criado, repetido e repetido e repetido, até se tornar uma verdade mentirosa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela não queria, ou não aguentaria, ou não suportaria saber a resposta errada. E preferia fingir que não tinha nada a dizer. E escrevia e apagava as linhas, e inventava tantos diálogos, tantas palavras, dissertava e confrontava e discutia. Postergando uma resposta que não saberia mais esperar, mas que continuava intocada. Adiando um não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-4802878210311859731?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/05/nao-tenho-nada-pra-dizer.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-383893856977843493</guid><pubDate>Sat, 07 May 2011 20:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-07T23:00:54.579+02:00</atom:updated><title>É que eu preciso dizer que eu te amo</title><description>Porque eu sei que você nunca vai ler, posso escrever que ainda te amo escondido e sem você saber e que fantasiei tantas vezes que você também me ama escondido e sem eu saber. Que cada vez que o telefone toca eu penso que podia, pelo menos podia, ser você. Ou porque eu sei que você nunca vai ler, eu escrevo sobre o dia que eu te esperei ingenuamente, aquele dia que você desmarcou em cima da hora por causa de outra, pelas tantas vezes que você preferiu insistir que ela era mais interessante que eu. Posso escrever até que eu torço secretamente pra que ela te esqueça, pra que as outras todas te esqueçam, e que assim, quem sabe, você perceba que eu te amo escondida e sem você saber. Porque eu sei que você nunca vai ler, posso ser cruel e querer que nenhuma delas te responda nunca mais nenhuma mensagem, que todas elas percebam seu medo gigantesco de se comprometer, que todas descubram que você é um canalha perdido, do seu medo do mundo de gente grande e da sua falta de ambição. Que você não sabe dizer eu te amo, que você detesta aliança e que tem pavor de casamento e qualquer palavra que remeta a ele. Porque eu sei que você nunca vai ler, posso então contar que eu não aguento mais ouvir todas as suas histórias malsucedidas, nem lamentar todas as suas frustrações, nem satisfazer todas os seus egos e machismos, nem fingir que acho graça de todos os seus deboches. Só porque eu sei que você nunca vai ler, posso escrever que duvido que alguém te queira tanto apesar dos seus defeitos, que tenho certeza que nenhuma delas suportaria, até de bom grado, todos seus erros. Porque eu sei que você nunca vai ler, eu escrevo como se você fosse ler, disfarçando e aumentando cada linha pra você não entender que, na verdade, você é você, me escondendo até dentro de uma declaração pública, me enganando até dentro do meu próprio verso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque, no fundo, eu sei que você vai ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-383893856977843493?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/05/e-que-eu-preciso-dizer-que-eu-te-amo_2637.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-8020609170885850689</guid><pubDate>Wed, 06 Apr 2011 03:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-06T05:35:43.274+02:00</atom:updated><title>Chorava todo mundo, mas agora ninguém chora mais</title><description>Com o primeiro aprendeu a chorar escondida no banheiro; com o segundo, que chorar até virar água pode emagrecer. Com o terceiro, aprendeu que dói mesmo quando a lágrima seca; com o quarto conheceu o choro da culpa de não amar tanto quanto podia. Com o quinto, soube o que era o choro covarde. Com o sexto, aprendeu a engolir lágrima em seco. Com o último, chorou &lt;a href="http://www.marinag.blogger.com.br/2008_01_01_archive.html#40095292"&gt;temporal&lt;/a&gt;, e aprendeu a não chorar nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-8020609170885850689?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/04/chorava-todo-mundo-mas-agora-ninguem.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-2950955924570419592</guid><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 02:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-01T04:38:06.445+02:00</atom:updated><title>Não sabendo que era impossível</title><description>Eu podia ter falado eu te amo antes dele ir. Podia ter pedido pra ele ficar. Podia ter dito que queria mais do que ele me dava. Podia ter ligado de volta quando vi a ligação perdida. Podia ter convidado ele pra subir e tomar uma cerveja. Podia ter deixado ele me levar em casa de manhã.  Podia ter ido conhecer a casa dele. Podia ter falado a verdade quando ele me perguntou. Podia ter sido mais direta naquele dia na festa. Podia ter pedido pra ele não atender o telefone. Podia ter dançado só mais aquela música. Podia ter ficado pra dormir. Podia ter contado que sentia saudade. Podia ter comprado aquele vôo em cima da hora. Podia ter atendido a ligação no dia seguinte. Podia ter escutado mais uma vez a nossa música. Podia ter perdoado aquela vez. Podia ter ficado até a festa acabar. Podia ter chorado em vez de ter esquecido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E isso tudo me passou pela cabeça vendo uma cena de 5 segundos de um filme. Mas ela foi lá e fez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-2950955924570419592?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/04/nao-sabendo-que-era-impossivel.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-7277580392145329926</guid><pubDate>Tue, 15 Mar 2011 21:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-01T04:09:12.286+02:00</atom:updated><title>Eu fui às touradas em Madri</title><description>Ela nunca acreditou em inferno astral, quarta-feira de cinzas, essas coisas inventadas pra justificar mau humor até que viveu uma quarta-feira de cinzas de dois meses. Justo. O ano longe tinha sido um carnaval de 365 dias. E ela sabia que outro daqueles seria difícil de acontecer. Quando chegou, na neve e no frio, ela não imaginava o que lhe esperava. Não teve tempo de sentir medo. Em outra língua dá pra sentir medo? Ela nunca chegou a descobrir. Sabendo que sua folia tinha prazo de validade e que sua máscara de colombina não seria tirada pelo menos pelos próximos 12 meses, ela aproveitou cada segundo, cada dança, cada pierrô, cada gole. Que não a levassem a mal, por favor. Era carnaval. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim foi até a última noite, quando Madri se esquentou depois da chuva pra lhe dizer adeus. E ela não se deu conta que além da casa, dos amigos, dos amores, deixava ali ela mesma. Uma foliona corajosa que se pintou sem medo (em outra língua dá pra sentir medo?), se fantasiou do que queria ser e se perdeu na sua própria fantasia. Que não cansou de brincar carnaval por 365 dias. Mas não esperava a ressaca da quarta-feira interminável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De vez em quando ela tenta encontrar a fantasia perdida no armário e se veste de espanhola, mas é tudo da boca pra fora. Ela foi às touradas em Madri e não voltou mais aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-7277580392145329926?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/03/eu-fui-as-touradas-em-madri.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-4342126060351072387</guid><pubDate>Tue, 01 Mar 2011 21:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-01T22:51:42.966+01:00</atom:updated><title>Um cantinho de céu e o Redentor</title><description>Há dois dias de ir embora de Madri, quando voltava pra casa com um amigo de uma noite interminável às 6h da manhã, andando na chuva de um inverno adiantado, escutei a pergunta fatídica: 'você tá triste de voltar?' Meu amigo mesmo pensou melhor e respondeu: 'Claro que não, né, você tá voltando pro Rio'. Assim como eu, ele, de Palma de Mallorca, sabia o que dizia: tem gente que não nasceu pra viver longe do mar. E quando voltei, na primeira vez que pisei na areia branca da praia de Ipanema, lembrei dos dias que chorei ouvindo Vinícius (ou Roberto Carlos, ou Arlindo Cruz, porque meu amor é por cada canto da cidade) a caminho de uma piscina pública. Fiz as pazes com o mar, com a vista mais linda do mundo e percebi que não existia qualquer outro lugar no mundo que fosse mais meu. E eu dele. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu confesso que ainda fico meio embasbacada com a beleza dessa cidade, mesmo tendo passado por quatro anos todos os dias pela Baía de Guanabara a caminho do trabalho. Ainda arrepio quando vejo o Cristo, e fico olhando feito criança como se fosse a primeira vez. Ainda tenho vontade de chorar vendo a mesma velhinha sentada na calçada de casa, todos os dias, na rua em que cresci. E amo mesmo, incondicionalmente, como todo amor que se preze. Mesmo tendo sido roubada umas quantas vezes, mesmo tendo que pegar um metrô caro e mal construído, que liga a cidade a quase lugar nenhum, mesmo demorando duas horas em pé num ônibus que balança mais que montanha russa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Lobão disse dia desses que não nasceu pra aplaudir pôr-do-sol e por isso mora em São Paulo. Minha amiga disse que prefere o show do pôr-do-sol no Arpoador que um show do Lobão. Vinícius e Cesar Maia disseram que beleza é fundamental. E eu digo que a felicidade que eu sinto cada vez que eu vejo o Rio de cima de uma janela de avião não se explica. Se sente e fim de papo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-4342126060351072387?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/03/um-cantinho-de-ceu-e-o-redentor.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-2713917090155339206</guid><pubDate>Tue, 01 Feb 2011 04:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-01T04:10:10.280+02:00</atom:updated><title>Psicografia</title><description>Pipoca me dá dor de cabeça, eu ligo o computador antes de escovar os dentes, falo sozinha quando ninguém me olha. Amo ir no cinema sozinha e chorar sem constrangimentos, porque chorar pra mim é uma das coisas mais constrangedoras do mundo. Quando eu rio demais meu ombro dói. Abandonei recentemente meu único toc, não odeio ninguém na vida e amo pouquíssimas pessoas. Não falo eu te amo sem ouvir, mas ligo depois da primeira vez. Poucas coisas me deixam tão feliz quanto convencer a alguém dos meus argumentos, mas não sou de brigar por coisa séria, só por desimportâncias. Falo pouco de mim e muito dos outros, não vejo novela, mas decorei diálogos de Friends. Quero aprender a coreografia de Dirty Dancing e conhecer a Àfrica. Sou de câncer, aprendi a gostar de azeitona e queijo depois de velha, não consigo ignorar uma criança me pedindo dinheiro. Não engulo gente que se faz de coitada. Nem de santa. Certamente sou menos interessante e inteligente do que acho que eu sou. Tenho medo de fazer análise e descobrir que não me conheço. Ou que me conheço demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-2713917090155339206?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/02/psicografia.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-823439638215342569</guid><pubDate>Wed, 05 Jan 2011 02:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-05T03:58:08.458+01:00</atom:updated><title>É como se o amor doesse em paz</title><description>Quando chegou, no inverno e na neve, ela só sentia saudade. Da praia, da samba, do suor, do flanelinha, do camelô, do trocador. Sentia saudade do pior, também. Mas sentia, acima de tudo, saudade da gente. Até que conheceu nova gente, que aos poucos, ou 'poco a poco', foi tratando de amenizar a dor. E aí ficou mesmo só a saudade. Mas "sem dor?", perguntavam. Ela explicava que não era nada disso que eles conheciam. Era uma coisa nossa, que mais ninguém sabia sentir. "Era como se o amor doesse em paz", se apoderou das palavras do poeta pra tentar explicar. "E pode o amor doer em paz?", questionaram outra vez. Ela não sabia responder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E depois, quando voltou, também no inverno, foi tanta chuva que virou água de dentro pra fora, e ela sentiu outra vez aquela coisa doída. Saudade do parque, do rock, do ventinho frio, do chinês, da fila da boate de madrugada. Sentia saudade do pior, também. Mas, acima de tudo, sentia saudade da nova gente. E perguntaram, do outro lado do oceano, "saudade, mas já?". Parece que a gente nasceu pra sentir saudade. Pode ser que a exclusividade da palavra tenha mesmo um motivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-823439638215342569?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2011/01/e-como-se-o-amor-doesse-em-paz.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-4076725772676369174</guid><pubDate>Tue, 16 Nov 2010 17:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-16T18:36:04.440+01:00</atom:updated><title>He estado queriendo escribir</title><description>He estado queriendo escribir. De cómo quería conocer el mundo, sin dirección, si dinero, si destino, si futuro. De cómo quería vivir en Argentina, o en Chile, o en México. He estado queriendo escribir un libro que comencé el primer año de universidad, para terminar la historia de la poeta joven que fue a España y se enamoró. He estado queriendo escribir de como el sol me hace cosquillas en la cara, de cómo me hace sonreír, de cómo me da ganas de bailar. He estado queriendo escribir sobre la lluvia, sobre la primavera, sobre la nieve. He estado queriendo escribir sobre la pasión, sobre cómo me enamoro por estar enamorada, de cómo creo un amor perfecto cada semana, de cómo planeo mi vida y deshago todos los planes. He estado queriendo escribir acerca de mi primer amor, de mi último, del siguiente, de los próximos. He estado queriendo escribir sobre las sonrisas, de las miradas, de las conversaciones que invento en mi cabeza, de los sueños que traduzco. He estado queriendo escribir sobre el día que descubrí que el infinito tiene fecha de caducidad. He estado queriendo escribir frases al azar, sin rimas en los versos, obras de teatro y guiones de cine. He estado queriendo escribir sobre cualquier cosa que se mueve, sobre cualquiera brisa, sobre cualquier árbol, sobre cualquier puesta del sol. He estado queriendo escribir en varios idiomas, para las personas que se han ido, para mi madre, para mis abuelos. He estado queriendo escribir mil palabras para mis amigos de la infancia, para contarles cómo mi vida ha cambiado desde la última vez que nos vimos. He estado queriendo escribir sobre mis vacaciones en Porto Seguro en 1990, sobre el día que vi por primera vez a Brasil ganar la Copa del Mundo, sobre la primera vez que lloré por un hombre. He estado queriendo escribir sobre el día en que aprobé las pruebas para la facultad y el día en que he fallado. He estado queriendo escribir historias, entrevistas, cuentos, noticias, poemas. He estado queriendo escribir hasta que me canse el dedo, de líneas que no dicen nada a nadie. He estado queriendo escribir para expresarme, para tratar de encontrarme en las letras y para tratar de perderme en ellas. He estado queriendo escribir sobre todos los hombres que amé, y sobre todas las mujeres que fui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
He estado queriendo escribir y por eso sigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-4076725772676369174?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/11/he-estado-queriendo-escribir.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-7039982496338172264</guid><pubDate>Tue, 16 Nov 2010 16:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-16T17:29:04.433+01:00</atom:updated><title>Meu primeiro amor</title><description>Ela só tinha 17 anos e não tinha ideia do que fazer da vida. Nem do quanto era capaz de se apaixonar. Se conheceram num dia de namorados. Ela tinha acabado de perder o primeiro. Alguns dias depois soube que não havia como voltar atrás. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele seria o primeiro em quase tudo. Primeiro que a fez mentir pros pais. Primeiro que a fez matar aula. Primeiro que a fez chorar no meio da rua. Primeiro que a traiu. Primeiro de todas as loucuras adolescentes que se vê nos filmes. Foi o primeiro homem que ela teve. Não o primeiro na verdade, mas o primeiro pra ela - o que na verdade ele nunca suportou. Também tinha 18 anos e também não tinha ideia do que fazer na vida. Também não sabia o quanto era capaz de se apaixonar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas acabou que ela também foi a primeira em quase tudo. A primeira que ele levou pra casa dos sonhos, a primeira que ele quis passar o reveillon. A primeira que o fez dizer eu te amo. A primeira que ele se arrependeu de ter traído. E como eram jovens, imaturos e apaixonados, não deu certo. Um dia ele viajou sem ela saber. Ela entendeu que depois de tantos fins, tantos choros, tantos risos e tantas loucuras, era hora de ir. Foi a primeira vez que ela foi recional no amor. E desde então nunca mais deixou de ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-7039982496338172264?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/11/meu-primeiro-amor.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-4143403673895114941</guid><pubDate>Sun, 14 Nov 2010 13:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-14T14:38:11.811+01:00</atom:updated><title>Só flerte, só affair</title><description>As regras da noite são muitas e cada um tem o seu manual particular. Mas há dicas gerais que costumam funcionar: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Não chegue se ela não tiver mantido o mínimo contato visual. "Esbarrar" o olhar pode acontecer e não necessariamente ela tá te dando mole. Se você insistiu, olhou e nada, é sinal que ela não quer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Se ela passou metade da noite conversando (animadamente) com você, das duas uma: ou ela se perdeu dos amigos ou está afim. Dificilmente a primeira opção é a correta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Vale também pra ida ao banheiro. É o momento decisivo. Se ela não quer nada, vai aproveitar pra fugir. Se ela voltar, vai fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Uma piada inteligente vale mais que mil olhares sedutores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Dançar não é sinônimo de nada. Eu pelo menos danço com as pessoas mais esdrúxulas possíveis, simplesmente porque gosto de dançar. Mas é um bom começo, sem dúvida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Existem as mulheres que passam a noite de bate papo e só querem seduzir; as que detestam gracinhas; as que odeiam dançar e as que realmente se perdem das amigas. Ninguém disse que era fácil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-4143403673895114941?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/11/so-flerte-so-affair.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-4274539886325147924</guid><pubDate>Sat, 09 Oct 2010 18:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-09T20:38:57.042+02:00</atom:updated><title>Yo me bajo en Atocha</title><description>Acordou com aquele gosto forte da noite anterior, o que para muitos era algo desagradável, e às vezes até pra ela. Mas naquele dia o gosto da noite anterior era o gosto de Madri. E ela sentiu que pela primeira vez tinha se apaixonado de verdade por uma cidade sem mar. E por algumas horas, o amor pela cidade que guardava a praia dentro de um copo de gim ultrapassava o amor pela cidade que tinha uma praia de verdade. E não costumava ter gim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como assim de volúvel era, com o passar das horas a paixão se foi esvaindo. O sol deu lugar às nuvens e choveu toda a noite na cidade que não chove. E durante todo o dia seguinte ela não conseguiu deixar o guarda chuva, como se os céus dissessem que estava traindo a sua própria cidade ao escolher a outra. Como se existisse isso no amor. Não se ama mais uma coisa que outra, nem uma pessoa que outra, nem uma cidade que outra. Se ama e pronto. E ela percebeu que finalmente amava as duas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-4274539886325147924?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/10/yo-me-bajo-en-atocha.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-8487950867580615766</guid><pubDate>Tue, 28 Sep 2010 21:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-28T23:53:21.108+02:00</atom:updated><title>Eu me recuso, faço hora, vou na valsa</title><description>Sentada no banco do metrô, ela esperava o próximo trem e não entendia o que sentia. Podia ser que a saudade tivesse lhe dado uma trégua de algumas horas. A verdade é que ela se sentia tão em paz sentada naquele banco de concreto daquela estação de metrô que não se importou quando viu no mostrador que ainda demorariam dez minutos para o próximo trem. Não lhe importava  esperar porque ela não tinha pressa. Ela que sempre havia tido pressa, entendeu que pela primeira vez o tempo lhe dava tempo. Espaço aos minutos, às horas, aos dias e aos meses que ainda lhe faltavam para decidir. Ela esperaria o momento certo e aí saberia o que deveria saber. Enquanto isso, aproveitaria tudo o que o tempo ainda podia lhe oferecer. Pelo menos até a chegada do próximo trem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-8487950867580615766?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/09/eu-me-recuso-faco-hora-vou-na-valsa.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-6435380859376574345</guid><pubDate>Tue, 24 Aug 2010 01:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-24T03:52:28.853+02:00</atom:updated><title>Se eu não tenho o meu amor,  eu tenho a minha dor</title><description>Estou pensando em você não porque ainda te ame ou porque tenha te amado mais que aos outros, mas porque você foi o último homem que amei. E talvez por isso, ou pela ausência de qualquer pessoa que me ame num raio de milhares de quilômetros, eu tenha pensado em você. E chorado. Não pela saudade do que vivemos, mas por uma saudade maior de tudo que já vivi com todos os outros, e por esses pequenos momentos de intimidade únicos daqueles que se amam, por essa felicidade partilhada. Que não partilhei só com você, mas que me permiti partilhar pela última vez contigo. Estou pensando em você, porque me dói a dificuldade adquirida de não pensar em mais ninguém. Não pense que é uma carta endereçada a você unicamente, e nem se desespere por isso. É sim uma carta de amor, pra mim mesma, para e de alguém que não soube amar a mais ninguém, mas que ainda tem, apesar de toda racionalidade acumulada no peito, uma enorme vontade de amar outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-6435380859376574345?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/08/se-eu-nao-tenho-o-meu-amor-eu-tenho.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-7143520383260744544</guid><pubDate>Mon, 23 Aug 2010 23:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-24T01:10:26.862+02:00</atom:updated><title>Alô Alô Realengo</title><description>Já foram quase 8 meses e eu em nenhum momento eu reclamei da Espanha. Não tenho mesmo do que reclamar. Fui bem recebida, dei sorte com todos os espanhóis que conheci, até com os bascos e catalães. Aprendi espanhol, escrevi no jornal mais importante daqui, viajei horrores. Já sei cozinhar e beber cava e gim tônica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas hoje (e nas últimas semanas) a vontade de voltar pro Brasil me cutuca pelo menos a cada dois dias. Pode ser o calor insuportável e a ausência de uma praia a menos de 3h de viagem. Podem ser as visitas recentes de pessoas tão cariocas e tão queridas. Pode ser o cansaço de três meses sem finais de semana decentes, com carga de trabalho de 10h diárias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou pode ser que simplesmente eu não pertença à Espanha. Nem ao mundo. Entendo quem vai morar em Londres ou Nova Iorque e se acha. Mas eu, creio, tive a sorte de já nascer no meu lugar. Com todos os defeitos que esse lugar possa ter, com o medo de sair na rua ouvindo música, com seu jeitinho e malandragem, com a tristeza diária de ver tanta beleza e tanta miséria juntas. Eu não sou de nenhum outro lugar que não seja o meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-7143520383260744544?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/08/alo-alo-realengo.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-3676813543170790449</guid><pubDate>Fri, 13 Aug 2010 15:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-13T17:27:46.319+02:00</atom:updated><title>A orgia assim não vou deixar</title><description>Esse post não pretende ser um ode à solteirice, até porque sempre gostei bastante da vida de casal. É simplesmente uma compilação dos meus melhores momentos nos últimos dois anos. A ideia de escrevê-lo veio dia desses, quando passei três horas divertidíssimas vendo Sex and the City com uma garrafa de vinho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem, vamos a lista dos meus 20 bons motivos para estar solteira: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. O cara que você olhou a noite toda vir falar com você;&lt;br /&gt;
2. Tomar a saideira, depois a saideira, depois a saideira. Sem ter o telefone tocando o tempo todo ou alguém esperando de cara feia em casa;&lt;br /&gt;
3. Ter um monte de amigos homens divertidíssimos;&lt;br /&gt;
4. Não sentir ciúme;&lt;br /&gt;
5. Ter a cama inteira pra você (e nada daquele blá blá blá de dormir de conchinha);&lt;br /&gt;
6. Decidir viajar de um dia pro outro;&lt;br /&gt;
7. O primeiro beijo;&lt;br /&gt;
8. O primeiro torpedo no dia seguinte;&lt;br /&gt;
9. Se apaixonar 5 vezes em uma noite;&lt;br /&gt;
10. Se desapaixonar 5 vezes em uma noite.&lt;br /&gt;
11. Ter novidades pra contar pra suas amigas toda semana;&lt;br /&gt;
12. Escrever o que você quiser no facebook;&lt;br /&gt;
13. Não ter que conciliar programas que você não está a fim de fazer;&lt;br /&gt;
14. Não ter que ceder;&lt;br /&gt;
15. Dançar em todos os palcos que te der vontade;&lt;br /&gt;
16. Mentir a idade;&lt;br /&gt;
17. Mentir a nacionalidade;&lt;br /&gt;
18. Mentir o nome;&lt;br /&gt;
19. Poder enlouquecer em paz;&lt;br /&gt;
20. Fazer um post sobre isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-3676813543170790449?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/08/orgia-assim-nao-vou-deixar.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-7977909118863017400</guid><pubDate>Thu, 05 Aug 2010 18:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-05T20:10:41.358+02:00</atom:updated><title>Já tive mulheres de todas as cores</title><description>Não é nada disso que você está pensando. As mulheres que tive sempre foram só amigas. E de muitos tipos, assim como as do Martinho: sinceras, santinhas, abusadas, invejosas, fura-olhos, mentirosas, pegadoras, alcoólatras. Cheias de qualidades e defeitos, como têm que ser. E como somos todos nós. Algumas totalmente diferentes de mim: politicamente, religiosamente, moralmente. Outras tão parecidas que chega a assustar. De todas elas, as que passaram e as que ficaram, só uma coisa ainda não soube suportar: a falta de vergonha na cara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Explico. Me considero uma boa amiga (como acho que se considera todo mundo). Aceito traição, aceito mentira, aceito arrependimento e pedido de desculpa. Aceito levar amiga bêbada pra casa e perder a festa. Aceito que peguem meu ex. Aceito que continuem pegando. Mas não aceito, e nunca vou aceitar, cara de pau. Fez merda? Vamos lá, quem nunca fez (fiz)? Assuma o erro. Encha a cara e me conte. Mas não me deixe saber depois de todo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não foi a primeira vez, nem a última. E pra não dizer que é só coisa de brasileira, delato que meu caso recente é internacional. A verdade é que por mais que a gente sempre ache que homem é mentiroso, fraco e covarde, não conheço um caso de falta de vergonha na cara entre amigos homens. Eles fazem as merdas todas que têm que fazer. Mas assumem. Elas (me ponho fora dessa, com orgulho), em geral não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-7977909118863017400?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/08/ja-tive-mulheres-de-todas-as-cores.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-1637716599814454683</guid><pubDate>Mon, 02 Aug 2010 12:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-02T21:34:52.469+02:00</atom:updated><title>Quem é você que não sabe o que diz (parte 2)</title><description>&lt;a href="http://www.marinag.blogger.com.br/2008_12_01_archive.html#40528111"&gt;Mais uma vez&lt;/a&gt;, as frases que fomos obrigadas a ouvir, dessa vez em espanhol. E com direito de resposta em alguns casos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Minha mãe me chamava de vagabundo. Tentava explicar pra ela que não sou vagabundo, eu só não gosto de trabalhar"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Hum, você é brasileira. E faz aquela depilação tipicamente brasileira? (Resposta: Você acaba de perder a chance de descobrir)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Eu tenho namorada, mas somos relaxados"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Vamos lá pra casa, tem um colchão, comida, bebida. É quase um hotel" (Resposta: Então da próxima vez que amigos vierem passar as férias aqui, indico a sua casa)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Você samba rebolando em círculo ou em formato de 8, tipo aquele símbolo do infinito?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Do Brasil: &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Você quer ser minha gatinha?" (Resposta: Não, obrigada)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Podemos marcar para quinta-feira? Depois de amanhã fica melhor pra mim, porque hoje vou sair com outra pessoa. Isso não quer dizer que eu vá comer a menina. Aliás, se eu não comer, podemos marcar logo pra amanhã?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Então, que sabor de pizza você quer? Pode ser meio mussarela, meio sexo?" (de um argentino, citando o que muito tempo depois eu descobri ser o título de um filme brasileiro)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Se você ficar comigo, eu coloco o meu amigo na sua fita. Olha lá, ele é bem mais bonito do que eu. Faz assim: pensa que eu sou a entrada e ele é a sobremesa. O almoço pode ser você"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E via gtalk: "Ser solteiro é estado de espírito, não estado civil"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-1637716599814454683?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/08/quem-e-voce-que-nao-sabe-o-que-diz.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-6074417510295282352</guid><pubDate>Sun, 25 Jul 2010 20:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-25T22:22:20.544+02:00</atom:updated><title>E metade quer madrugar na bodeguita</title><description>No meu aniversário, há umas duas semanas, num samba ótimo e com todos os meus amigos no Rio, me perguntaram se eu sentia que algo havia mudado. E eu me dei conta que não. Tudo estava em sua perfeita ordem. Parecia que eu havia deixado o Brasil há poucos dias, que na semana anterior tinha estado no mesmo samba, com os mesmos amigos de sempre. Voltei pra Madri e me fizeram a mesma pergunta: como foi ver seus pais no aeroporto? Normal, como se eu tivesse ido passar uma semana de férias e voltado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só aí me dei conta de que tenho duas vidas. A vida de lá permanece intacta. Os amigos de sempre, os sambas de sempre, a casa de sempre (que nem é mais a minha, mas me senti como se fosse). Aqui, a Marina é outra. Os amigos, o clima, a língua, claro, influenciam. Mas o fato de estar tão longe  de qualquer tipo de julgamento (de quem me importa, claro, porque se julga quase, eu disse quase, da mesma maneira) me dão uma liberdade que nunca havia vivido na vida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somada a liberdade, morar longe também torna tudo mais volátil. Planos para longo prazo não existem (eu deixo a vida me levar, mas a certeza de voltar pro Brasil é plena). Laços, por isso mesmo, também não. E eis que aos quase 30 descubro uma outra pessoa em mim que eu mesma desconhecia. Sem preconceitos, sem prazos, sem amarras, sem pre-julgamentos. Pode ser que eu volte para o Brasil e deixe a outra Marina aqui. Mas sinceramente espero que pelo menos parte dela vá comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-6074417510295282352?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/07/e-metade-quer-madrugar-na-bodeguita.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-5332240094490552226</guid><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 14:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-22T16:21:14.747+02:00</atom:updated><title>Nostalgia (que no es la mía)</title><description>La noche que entra por la ventana y las luces de la calle que se mezclan en la oscuridad de mi habitación. La puerta está abierta, para que el viento ahuyente el calor, pero el ruido de la gente que entra en casa también se permite el lujo de pasar, aunque hace el camino inverso. Así como el fresco recorre la casa desde mi ventana, el ruido lo hace entrando desde la puerta, torciendo a la izquierda porque no le queda otro remedio, recorriendo el pasillo y bifurcándose por todas las estancias. Así entra en mi habitación y me susurra roces y voces, hace las veces (o los roces) de un suave despertador que me lleva de aquí a allá, desde los sueños extraños de esta noche a la realidad nebulosa de este día. Aún hago un mínimo gesto por volver a dormir, pero lo deshecho cuando miro la hora, las seis de la mañana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Así que sin demasiados esfuerzos me levanto y hago café, que tomo mientras una voz me pregunta si ellas, las voces, me han despertado al tiempo que coge una botella de agua (para las meninas) y yo le contesto que sí pero que no importa y la voz dice que lo siente y se lleva la botella de la nevera y yo termino el café. Me lavo la cara, me cepillo los dientes, me limpio el poco sueño que aún me queda, me pongo los pantalones, cojo una camiseta y un libro para leer en el metro. Antes de salir, me despido de las voces que están en la sala de estar, junto a mi dormitorio, hablando animadamente. Hay una botella de vino medio llena en la mesa. A las voces les encanta el vino tinto, lo cual es bastante comprensible. Una de ellas está delante del ordenador, bebiendo cerveza. La otra, sentada en el sofá, se vuelve a disculpar por haberme despertado. No pasa nada, vuelvo a decir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
La voz que observa la pantalla llena un vaso con cerveza. Vamos, me dice, es la hora de la cerveza. Acabo de tomar un café, le respondo, tengo que ir a trabajar. Tómate una cerveza, insiste, son las seis de la mañana, no es hora de trabajar, es la hora de la cerveza y yo sonrío y pienso que quizá sea la hora de la cerveza y que esta voz tenga razón. Pero no, me digo, el horario de las voces es diferente del mío, es algo que sé porque fui voz antes que fraile (en realidad todos lo fuimos), pero que las voces desconocen porque han sido voces desde que tienen uso de razón. Me despido de ellas con cierta nostalgia quizá recordando viejos tiempos, un eco (de una voz) de lo que fui no hace tanto y, sin que me dé tiempo, me cruzo con una última voz en el pasillo, que lleva un vestido negro de tirantes a la que, para despedirme, le digo hola. Y ella responde hola con una voz sorprendentemente grave, consecuencia o bien de la fiesta de la noche anterior (mejor dicho, de este mismo día, de hace unos minutos) o bien de su genética. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decir hola para despedirse no es muy normal, lo sé, medito mientras voy al trabajo, mientras me siento delante del ordenador, mientras escribo todo esto y la luz del sol arrasa las calles, mientras las voces seguramente ya duermen tranquilas, satisfechas por otra noche de fiesta, sin voces que las despierten.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-5332240094490552226?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/07/nostalgia.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9120669129964210981.post-8258448608534283278</guid><pubDate>Mon, 19 Jul 2010 20:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-19T22:19:53.977+02:00</atom:updated><title>¡Salud!</title><description>Foi em janeiro, na primeira semana em terras madrilenhas, que minha amiga de outros carnavais Luciana Brum me convidou para uma caña. Ela, por aqui desde setembro do ano passado e mais entendida que eu nos assuntos etílicos espanhóis, me levou para um barzinho pós-aula, com bebida barata e tapas generosas, e terminamos de bar em bar por Malasaña ou Chueca, não lembro bem. Assim começava meu primeiro (e interminável) porre em Madri. Pois eis que seis meses depois assumo a tarefa de substituí-la na prazerosa e bem servida tarefa de descrever o que há de melhor na noite madrilenha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde janeiro posso dizer que tive outros instrutores noturnos tão bons quanto a Luciana, mas que também me aventurei a descobrir por mim mesma os melhores bares e restaurantes da cidade. Do mais cutre (ao melhor estijo &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/juarez/"&gt;Juarez Becoza&lt;/a&gt;) ao mais pijo (o bar tipicamente mauricinho). De fato, é com orgulho que chego a dar dicas a alguns amigos espanhóis e vejo o olhar de aprovação do meu companheiro de piso, que aos 30 e muitos não tem mais o mesmo pique que eu, embora adore saber por onde andei na noite anterior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora, com o mesmo orgulho, tentarei me esforçar para lembrar os melhores detalhes das noites da capital espanhola. E dividir com vocês minhas melhores cañas. &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/madrilenha/"&gt;Salud!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9120669129964210981-8258448608534283278?l=marinagnaespanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://marinagnaespanha.blogspot.com/2010/07/salud.html</link><author>marina.ag@gmail.com (Marina G)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>