<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037</id><updated>2025-08-12T06:09:07.334-07:00</updated><category term="mãe solteira"/><category term="mãe"/><category term="amamentar"/><category term="amamentação"/><category term="bullyng materno"/><category term="culpabilidade materna"/><category term="profissão mãe"/><category term="bebê"/><category term="blogagem coletiva"/><category term="filhos"/><category term="gravidez"/><category term="maternidade consciente"/><category term="mãe de merda e mãe perfeita"/><category term="relacionamento"/><category term="amor"/><category term="desmame"/><category term="desmame noturno"/><category term="doula"/><category term="leite materno"/><category term="maternidade"/><category term="medo de parto normal"/><category term="parto"/><category term="parto normal"/><category term="pergunta cretina"/><category term="presa por amamentar"/><category term="reportagem"/><category term="terceirização da educação"/><category term="RevistaPais&amp;Filhos"/><category term="bater"/><category term="blogagem"/><category term="cesarina"/><category term="choro de bebê"/><category term="depressão"/><category term="depressão pos parto"/><category term="escolhas"/><category term="facebook"/><category term="hora de dormir"/><category term="intervenção no parto"/><category term="machismo"/><category term="morte"/><category term="pai grávido"/><category term="perda"/><category term="racismo"/><category term="sono"/><category term="dia das mãesfilhos"/><category term="GHUAPA"/><category term="angustia da separação"/><category term="aniversário"/><category term="aumentar produção de leite materno"/><category term="cabelo crespo"/><category term="cama compartilhada"/><category term="coleira para crianças"/><category term="dia dos pais"/><category term="doente"/><category term="educação"/><category term="escola"/><category term="filha doente"/><category term="gravidez conturbada"/><category term="gravidez na adolescência"/><category term="guia da mãe solteira"/><category term="habitos noturnos"/><category term="hábito"/><category term="mulher negra"/><category term="negra"/><category term="pediatra não manda em mim"/><category term="recomeço"/><category term="selinho bebê"/><category term="solidão materna"/><category term="sono do bebê"/><category term="superação"/><category term="violência infantil"/><title type='text'>Maternidade e o Feminismo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>75</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-4646661475255834665</id><published>2017-09-06T09:48:00.000-07:00</published><updated>2017-09-06T09:48:14.202-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="culpabilidade materna"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe solteira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="solidão materna"/><title type='text'>Eu desisto</title><content type='html'>Eu preciso me distanciar deste blog,&lt;br /&gt;
confesso que com o passar dos anos se torna cada dia mais difícil ler o que já escrevi.&lt;br /&gt;
Ser mãe é muito difícil, não há receita e não tenho como escrever de forma pública, sem que influencie outras mães, e essa é uma responsabilidade muito difícil.&lt;br /&gt;
Tenho enfrentando, ao longo desses pouco mais de sete anos, situações que não se preveem e que não consigo enfrentar.&lt;br /&gt;
Se você enfrenta a maternidade sozinha, entende o que quero dizer.&lt;br /&gt;
Não posso falar pelas mulheres que são mães e que se encontram dentro de um relacionamento; a solidão materna a qual me refiro aqui é na condição de mulher solteira.&lt;br /&gt;
Sou constantemente julgada, recriminada, CALADA. Querem falar por nós.&lt;br /&gt;
As pessoas se sentem realmente na autoridade de falar por nós.&lt;br /&gt;
Elas se sentem verdadeiramente à vontade em falar por nós.&lt;br /&gt;
Mas vocês não podem, esse não é um espaço de quem não participa.&lt;br /&gt;
E não que antes não falavam, falavam sim. Mas isso me esgotou. Essa luta me esgotou.&lt;br /&gt;
Carrego comigo tantas lutas, mas fui calada. Vocês venceram.&lt;br /&gt;
Eu finalmente prefiro me calar.&lt;br /&gt;
Não consigo mais, não é mais saudável para mim lutar.&lt;br /&gt;
Eu desisti de lutar.&lt;br /&gt;
Nossa voz sempre será abafada, sempre será ruído, enquanto gritam conosco, olhando nos nossos olhos, gritam suas certezas, gritam seus julgamentos, gritam suas verdades nunca vividas e nem experienciadas, gritam sobre nós. Gritam, e gritam, e gritam de novo.&lt;br /&gt;
É um exercício constante de sofrimento e de frustrações querer denunciar a nossa realidade.&lt;br /&gt;
Eu cansei.&lt;br /&gt;
Mas não me cansei por tanto dizer, cansei de ser sufocada.&lt;br /&gt;
Meus dedos não conseguem mais engatilhar uma história, minha cabeça já não consegue mais lidar com isso.&lt;br /&gt;
Eu, que tanto já lutei, que tanto já me dediquei às nossas lutas, venho aqui exausta, só para dizer, eu não posso mais.&lt;br /&gt;
Mas não desistam de mim. Não desistam de nós. Por favor, não se calem.&lt;br /&gt;
Você, mãe, mãe que luta, mãe que vive a solidão materna, mãe que vive o preconceito, o julgamento, as certezas externas, não desista de mim.&lt;br /&gt;
Não que minha luta tenha cessado, eu só não aguento mais.&lt;br /&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/4646661475255834665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2017/09/eu-desisto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/4646661475255834665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/4646661475255834665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2017/09/eu-desisto.html' title='Eu desisto'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-3438327131719777142</id><published>2016-08-28T08:02:00.000-07:00</published><updated>2016-08-28T08:02:55.345-07:00</updated><title type='text'>A maternidade é ilusão</title><content type='html'>Eu acredito que eu já deva ter tocado nesse assunto, que falarei aqui, antes.&lt;br /&gt;
Devido a um vídeo que está circulando esta semana, nas redes sociais, de uma menina de cabelo azul, falando sobre a maternidade, eu preciso me posicionar.&lt;br /&gt;
Minha filha fez 6 anos este mês.... Sim, há seis anos escrevo nesse blog...&lt;br /&gt;
Lembro-me de quando me vi grávida da Julia e todos me obrigavam a amar ela. Nunca esqueço das palavras de uma amiga que, na época, disse que ma ajudaria a cuidar dela, quando ela nascesse e até antes. &quot;Você nem ama a sua filha!&quot;.&lt;br /&gt;
Moça, &#39;péra&#39; lá. Ela se quer havia nascido. Eu estava em uma gestação indesejada, num momento inesperado e eu nunca, nunca planejei ser mãe em toda a minha vida.&lt;br /&gt;
Por que nos forçam sentimentos que deveriam ser construídos?&lt;br /&gt;
De qualquer maneira, não é sobre isso que eu queria falar, pois aqui já tem um texto sobre isso e, ironicamente, é o texto mais acessado e comentado, o que mais recebo mensagens, o que mais tem comentários no facebook e o que mais me retornam por e-mail... E, olha, eu não sabia da dimensão e da responsabilidade deste blog.&lt;br /&gt;
Enfim, no vídeo a moça fala o quanto é difícil ser mãe, em especial, sendo solteira. Ela explica que ama o filho, mas preferiria ser tia, seria bem mais fácil. Que abrir mão ou adiar planos é muito difícil. Que gostaria de fazer inúmeras coisas, mas não pode. Que seria muito mais satisfatório ver o filho nos tempos livres do que se responsabilizar o tempo todo.&lt;br /&gt;
Se você não entende o que ela quer dizer, ótimo, parabéns, você realmente deve ser extremamente satisfeita com a maternidade, mas se você entende sabe que ser mãe é cruel sim!&lt;br /&gt;
Ser mãe, na verdade, não tem muitos pontos positivos, não!&lt;br /&gt;
Nós somos julgadas constantemente, diga-se de passagem, pela repercussão desse vídeo.&lt;br /&gt;
Não é fácil ter que abrir mão de uma vida que você planejou, não é fácil ter que implorar para alguém te ajudar e a pessoa ainda reclamar dizendo não ser dela a responsabilidade. Você não pode pedir um tempo para si que já é apedrejada, já é a folgada, já reclamam que não dão conta. Mas você tem que dar conta sempre!&lt;br /&gt;
O pai? Ah, ele não consegue criar, vai ter que deixar com a avó, se for pra ficar com o pai (oi?), mas tudo bem, ele trabalha, ele é homem. Nós não, nós não trabalhamos, né? Não trabalhamos, não estudamos, não saímos. E, no fim das contas, nós não fazemos mesmo nada disso, porque o salário não compensa, porque não temos quem fique com nosso filho, porque não podemos.&lt;br /&gt;
Temos sempre que estarmos satisfeitas, felizes, nunca reclamar do quanto é difícil ser mãe.&lt;br /&gt;
Querer viajar e não poder. Querer assistir um filme e não poder. Querer simplesmente ver um programa de televisão e não conseguir.&lt;br /&gt;
Não vamos prolongar as abdicações, porque depois ainda nos chamarão de egoístas.&lt;br /&gt;
Você precisa ser perfeita em tudo. Na escola, se eu não tenho tempo para fazer a lição de casa com minha filha, a reunião de pais e professores se torna a reunião de crítica a tudo o que você é como mãe, até o que você escreve no seu próprio facebook é criticado pela diretora.&lt;br /&gt;
Você tem que estar presente em todas as apresentações, te forçam a isso, mesmo que sua própria filha não queira participar.&lt;br /&gt;
Você é obrigada a levar e buscar a criança, você é obrigada a estar em todas as reuniões escolares, você é obrigada a ser a mãe perfeita. Cadê a chinela limpa? Por que ela está sem o uniforme? Como assim o uniforme está manchado?&lt;br /&gt;
Nunca, nunca você serve. É impressionante.&lt;br /&gt;
Esses dias levei minha filha na natação e eu coloquei a touca torta... Ela não ficou retinha. Uma mãe falou &quot;tem vezes que a gente não está com paciência, né?&quot;, eu respondi &quot;mas eu estou com super paciência, estou ótima, super tranquila&quot;, ela me olhou com aquele olhar do tipo: então, como assim você não deixa a menina perfeita para a aula de natação?&lt;br /&gt;
Essa exigência que recai sobre nós, mães, é cruel!&lt;br /&gt;
Egoístas? Egoístas por termos vontades próprias?&lt;br /&gt;
Nós, mulheres, não nascemos para sermos mães, assim como os homens não nasceram para serem pais. Filhos deveriam ser uma escolha e, mesmo sendo, ainda assim não é fácil. Não é!&lt;br /&gt;
A realidade é essa, ter filhos é difícil. Não é fácil educar e criar uma criança. Se fosse, não existiram tantos livros, tantos programas de televisão e tantos projetos de lei, etc, etc. Tudo para tentar entender como criar uma criança e o que seria o certo e melhor para elas.&lt;br /&gt;
A maternidade não é um conto de fadas.&lt;br /&gt;
É tão absurda a forma como as mulheres são tratadas, em relação aos homens, que o homem busca e &quot;fica&quot; com o filho (na verdade, fica com a avó) somente no final de semana, mas tudo bem. Ele abre mão de ficar com a criança, mas tudo bem também. O homem não gosta de trocar fralda, mas tranquilo, normal. O homem não gosta de acordar a noite para ficar com o filho, mas é tranquilo. O homem não gosta de ter que colocar a criança para dormir, mas natural, não é sua obrigação. O homem, que gracinha, tem paciência para brincar com o filhão no sábado ou domingo, por algumas horas, mas a mãe não tem a semana toda porque é uma folgada. O homem não abre mão da cerveja no bar, mas o que é que tem?&lt;br /&gt;
Ele não precisa fazer um vídeo dizendo o quanto é difícil ter um filho, porque ele nunca entende o quão difícil é criar um filho.&lt;br /&gt;
Blá, blá, não generaliza. Tudo bem, paizão, fica de boa aí que não é contigo que estou falando, não é você quem estão condenando.&lt;br /&gt;
Eu não nasci para ser mãe. Se querem saber, me senti super representada pelas palavras daquela moça do vídeo.&lt;br /&gt;
Nós mulheres, mães, também temos sonhos. Nós também temos planos. Nós também temos expectativas.&lt;br /&gt;
Ninguém nos ajuda, ninguém fica com nossos filhos para que possamos sair (como se isso fosse crime), ninguém fica com nossos filhos para que possamos viajar, para que possamos estudar, ninguém nos oferece ajuda e ainda querem que estejamos sorrindo e agradecendo o tempo todo.&lt;br /&gt;
Nós também somos filhas. Se eles tem seus direitos, nós também deveríamos ter, porque nós também somos filhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/3438327131719777142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2016/08/a-maternidade-e-ilusao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/3438327131719777142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/3438327131719777142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2016/08/a-maternidade-e-ilusao.html' title='A maternidade é ilusão'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-168230610838912776</id><published>2015-12-07T04:43:00.001-08:00</published><updated>2015-12-07T04:43:32.464-08:00</updated><title type='text'>A invisibilidade materna no mercado de trabalho</title><content type='html'>Somos mulheres antes de tudo, isso é certo, mas também somos mães.&lt;br /&gt;
Esqueceram de nos incluir na exclusão dos incluídos, para que pudéssemos sermos tratadas de forma diferentes.&lt;br /&gt;
Uma mulher, que é mãe, sabe as dificuldades de se assumir em grandes ou em qualquer posição, no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;
Ser mãe, dentro de um ambiente profissional, é quase um tabu.&lt;br /&gt;
Você tem um filho, mas também não pode falar dele ou sobre ele e, se falar, escutará apenas um &quot;que gracinha&quot;, &quot;que bonitinho&quot;, &quot;que legal&quot;.&lt;br /&gt;
Alguma mãe já teve um momento em que foi chamada em uma conversa apenas para que pudessem escutar suas dificuldades e encontrar soluções?&lt;br /&gt;
Eu nunca.&lt;br /&gt;
Aliás, se percebe bem o contrário. Na tentativa de inclusão das mulheres no mercado de trabalho, esqueceram de questionar se as mães deveriam ser ou não tratadas de forma igualitárias àquelas mulheres que não tem filhos.&lt;br /&gt;
E, antes que eu prossiga, me resumo aqui às mulheres e não aos homens, porque não consigo falar por eles, apenas por mim.&lt;br /&gt;
Prosseguindo então, quais foram, afinal, as tentativas de entender a mãe no mercado de trabalho? Eu diria que nenhuma.&lt;br /&gt;
Essa é a nossa realidade, somos vistas apenas como mais-valia, esquecem que nós somos profissionais sim, mas nós temos prioridades maiores.&lt;br /&gt;
E, quando se trata de conversas, não há perguntas afim de concordar com soluções, mas sim apontamentos do tipo &quot;você sabia que precisamos de você do início ao fim?&quot; ou então &quot;agora se seu filho tiver uma dor no dedo você vai faltar ao trabalho de novo?&quot;, também se escuta coisas um pouco absurdas como &quot;não queremos problemas para a empresa, se for para gerar problemas e fazer com que os colegas considere que você tem privilégios porque precisou sair mais cedo, então é melhor que repensemos o seu lugar aqui na empresa&quot;.&lt;br /&gt;
Sim, nós precisamos de &quot;privilégios&quot;, e sim, nós precisamos ser tratadas de forma desigual ao resto da equipe sim. Sim, somos mães. Sim, temos filhos! Sim, nós criamos eles e mesmo que tenhamos alguém para ajudar, ainda assim a ajuda não significa substituição do nosso papel!&lt;br /&gt;
Já está na hora de o feminismo entender que as mães precisam sim serem tratadas de maneira diferenciadas, já está na hora de nós mulheres nos posicionarmos em relação a isso.&lt;br /&gt;
Não é justo que com tudo que tenhamos que passar para criarmos nossos filhos, ainda nos reduzam a um problema por que temos sim nossas limitações!&lt;br /&gt;
Já chegou num momento em que ser mãe no mercado de trabalho deve parar de ser um tabu e ser conversado abertamente, de que os representantes das empresas repensem o modo como nos tratar e como isso pode ser benéfico a empresa.&lt;br /&gt;
Se esse assunto não for questionado e priorizado no mercado de trabalho, continuaremos sendo lentamente excluídas, abruptamente desprivilegiadas, substituídas ou se quer cogitadas.&lt;br /&gt;
Estamos há anos perdendo nossas oportunidades por sermos diferentes, estamos há séculos sendo hostilizadas por não termos opções, soluções ou por não sermos tratadas como mães, humanas e dignas.&lt;br /&gt;
Eu sempre soube que não seria fácil ser mãe nessa selva comercial, mas o capitalismo é mesmo selvagem, ele não dá chances, ao contrário, nos encoraja a pular, mas cortam nossas pernas.&lt;br /&gt;
Nós estamos pedindo, por favor, nos acolha, nos escutem, nos permita, mas não nos tratem como iguais, pois nós não somos.&amp;nbsp; </content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/168230610838912776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/12/a-invisibilidade-materna-no-mercado-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/168230610838912776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/168230610838912776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/12/a-invisibilidade-materna-no-mercado-de.html' title='A invisibilidade materna no mercado de trabalho'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-2919429618748687375</id><published>2015-06-14T09:58:00.001-07:00</published><updated>2015-06-14T09:58:12.877-07:00</updated><title type='text'>Vem curtir!</title><content type='html'>Oi!&lt;br /&gt;
Para facilitar as atualizações, Maternidade e o Feminismo também conta com uma página&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/maternidadeeofeminino?fref=photo&quot;&gt;Clique aqui e conheça mais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/2919429618748687375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/06/vem-curtir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/2919429618748687375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/2919429618748687375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/06/vem-curtir.html' title='Vem curtir!'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-3898729051638596228</id><published>2015-05-05T12:44:00.000-07:00</published><updated>2015-05-05T12:44:30.836-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="machismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe solteira"/><title type='text'>Ser mãe é um atestado de inutilidade</title><content type='html'>Ser mãe é um atestado de inutilidade nessa sociedade em que vivemos.&lt;br /&gt;
O preconceito que temos que passar é constrangedor, esmagador e nos humilha, além de nos impossibilitar de viver.&lt;br /&gt;
Eu nunca vivenciei um preconceito de cor, por racismo, nunca passei por uma situação constrangedora ou perdi um emprego por conta da minha cor, não posso dizer nada pelos negros, porque não sou, mas acredito que ser mãe, mais ainda, mãe solteira, nos faz passar por preconceitos e fazer com que sejamos limitadas de alguma forma e foi então que comecei a pensar &quot;meu Deus, viver numa sociedade tão preconceituosa é realmente perverso&quot; e, apesar de comparar os sofrimentos, posso dizer que nunca saberei como é passar por uma situação racista, mas acredito que seja tão doloroso quanto.&lt;br /&gt;
A gente não consegue pensar direito, parece que todos estão nos julgando, se somos descartadas em uma entrevista de emprego já sabemos o motivo, se queremos sair para algum bar e nos divertimos já somos subjulgados. Nós não temos direitos.&lt;br /&gt;
Somos criaturas rejeitadas, somos mulheres renegadas que não deveríamos sair de nossas tocas. Somos chorume e nada mais.&lt;br /&gt;
Certa vez vi uma mulher correndo na estrada que ia para as cachoeiras de Pirenópolis, eu logo exclamei: ela não deve ter filhos. Até porque, como mãe e sem auxílio, eu sei que é impossível eu sair a qualquer horário num final de semana para correr ou fazer o que eu bem entender, e logo fui repreendida dizendo que eu não sabia da realidade dela, que isso não tem nada a ver. Nossa, a resposta daquela pessoa, que não era mulher e certamente não é mãe, nunca será e com certeza muito menos na condição de mulher solteira, nossa.... aquela resposta me doeu e dói até hoje&lt;br /&gt;
Mas, nada mais me deixou tão abalada quanto aquilo que ouvi neste final de semana.&lt;br /&gt;
Ao sair com uma pessoa escutei várias coisas que me deixaram mal, e me deixaram mal pelo simples fato de eu ser mãe... Desculpe... mãe solteira, porque é incrível, ao nos tornarmos mãe, deixamos de ser mulher, somos mãe-solteira, e esse título me dá vontade de vomitar.&lt;br /&gt;
Ele me disse que se fosse qualquer amigo dele que soubesse que a mulher que ele está saindo é mãe ele não arriscaria a sair com ela. Ele também me disse que há dois tipos de mãe solteira, a que faz sexo logo para não perder a oportunidade e a que se finge de &quot;pra casar&quot;. E a mais escrota: Se minha mãe souber que estou saindo com uma mãe solteira e que a filha dela é negra ainda....&lt;br /&gt;
No dia não me dei conta do preconceito absurdo que sofri, foi doloroso, eu respondia mas ainda assim não tinha me batido aquele choque de realidade.&lt;br /&gt;
Hoje, já tendo refletido um pouco mais sobre o que aconteceu, eu não sei se me sinto horrível por ser mãe, se me sinto uma inútil descartável e apenas uma espécie de boneca inflável ou se sou apenas uma mulher, que tem uma filha, e que certamente tem um pai.&lt;br /&gt;
Uma mulher que tem vontades, que tem sonhos, que sabe amar a si mesma, que luta pelo seu sustento e que o faz mais pela sua própria cria.&lt;br /&gt;
Não sou objeto.&lt;br /&gt;
E gostaria de dizer alguma palavras a esse &quot;homem&quot;&lt;br /&gt;
Não preciso da aprovação de sua mãe, eu sou mãe e teria vergonha de criar um filho assim ou de ser como a sua mãe.&lt;br /&gt;
Se você conhecer uma mulher que cria seu(s) filho(s) sozinha, se você conhecer essa mulher, essa mulher que batalha e que tem sonhos e que merece o mínimo de respeito, saiba que ela é melhor do que você.&lt;br /&gt;
Eu não preciso da sua permissão para ser livre, e nem da sua permissão para ser mãe e nem mulher.&lt;br /&gt;
Não estou procurando um homem e não me finjo de &quot;pra casar&quot; (que na sua concepção deve ser uma mulher-verme), não estou louca para fazer sexo com qualquer um e mesmo se quisesse isso, não me faz ser diferente de qualquer outra mulher.&lt;br /&gt;
Cara, não me classifique, você não é ninguém para isso, reconheça seus privilégios e respeite aqueles que lutam para ter o mínimo do mínimo do que você tem.&lt;br /&gt;
Eu sinto vergonha por você e pelos seus amigos, e espero que sua mãe esteja lendo isso, mas do fundo do coração, espero que ela não precise passar pela situação constrangedora de ser classifica como a &quot;que finge que é pra casar&quot; ou a que &quot;quer fazer sexo logo pra prender o cara&quot; afinal, ela é solteira, né.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/3898729051638596228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/05/ser-mae-e-um-atestado-de-inutilidade.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/3898729051638596228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/3898729051638596228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/05/ser-mae-e-um-atestado-de-inutilidade.html' title='Ser mãe é um atestado de inutilidade'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-8016047740997336162</id><published>2015-04-06T08:36:00.002-07:00</published><updated>2015-04-06T08:47:48.106-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="machismo"/><title type='text'>O machismo, a maternidade e a solidão</title><content type='html'>&quot;Pare de se fazer de vítima, eu nunca me pergunto, quando vou sentar numa mesa de festa de criança, se a mãe que tá lá é solteira&quot;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Quem nunca escutou frases intimando-a como vítima não sabe o que é sofrer duas vezes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Esse final de semana senti na pele, e acho que pela primeira vez e descaradamente o preconceito e o machismo contra uma m~e solteira.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Fui com mais uma amiga viajar para Pirenópolis, nos hospedamos em um camping que também havia quartos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Chegamos, instalamos nossa barraca e fomos às cachoeiras e trilhas da cidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ao retornar a dona do camping nos recebeu dizendo para que esperássemos um momento para que ela pedisse aos hóspedes que lá estavam para abaixar o som.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Era por volta de nove horas da noite e estávamos cansadas, eu, minha amiga e minha filha de 4 anos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Do lado de fora escutei os hóspedes abaixando o som e, assim que entramos o preconceito e desrespeito foi notório.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Eram &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/764047540324176/photos/pcb.847617125300550/847616961967233/?type=1&amp;amp;theater&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;dois casais de Brasília,&amp;nbsp;&lt;/a&gt;uma das mulheres logo falaram que não iria abaixar o volume e que além disso ainda fariam mais churrasco e que estavam lá para curtir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Os homens nos intimidaram e riram da nossa cara.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Passou um tempo e eles decidiram sair, pensamos que talvez fosse por o mínimo de bom senso e empatia, mas não, por volta de uma hora da manhã eles retornaram, uma delas tocou a buzina do carro por pura implicância e salientou que estávamos pagando para ficar em barraca, que eramos pobres e que ela estava pagando por um quarto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
A falta de respeito dominou aquela noite.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Acordamos e resolvemos ir embora de lá, estava arrumando a minha filha, chamando ela e um dos homens que estavam lá saiu do quarto e ficou observando-nos e tomando cerveja, logo às 7 da manhã.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Então eu chamei minha filha para irmos embora, e então, ao passar por ele ele disse que eu tinha uma voz horrível. O ignorei.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ao chegar no portão, o qual tinhamos que abrir manualmente, ele veio em nossa direção, nos intimidando, e começou a falar que eramos inconvenientes, dentre outras coisas, nos expulsando do local.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Olha, nunca me senti tão oprimida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Sou mãe e estava sozinha com a minha filha, e definitivamente isso não teria acontecido se eu estivesse acompanhada de um homem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ser mulher, na nossa sociedade, já é um crime por si só. Mas ser mulher e estar sozinha é um pretexto para sermos condenadas sem qualquer julgamento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Não me surpreende a vontade de certas mulheres andarem com algum tipo de arma para se defender, a defesa do oprimido não pode ser julgada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Sinto muito pelas minhas irmãs que tem que passar por situações muito piores e intimidadoras do que essa, foi a primeira vez que me senti prisioneira da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PS: Só para constar, o nome do camping é Rio das Pedras. A Dona da pousada, além de não fazer nada por nós, vendo tudo, ainda justificou dizendo: Eles queriam se hospedar,não poderia recursar. O local não tem regras, ela informou: Ah, eles estão pagando, não posso evitar que façam &quot;zoeira&quot; de madrugada.&lt;br /&gt;
Não indico o local e nunca mais irei, porque NEUTRALIDADE NÃO EXISTE! QUEM NÃO SE POSICIONA ESTÁ A FAVOR DA OPRESSÃO!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/8016047740997336162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/04/o-machismo-maternidade-e-solidao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/8016047740997336162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/8016047740997336162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/04/o-machismo-maternidade-e-solidao.html' title='O machismo, a maternidade e a solidão'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-159728745264029783</id><published>2015-04-01T08:42:00.003-07:00</published><updated>2015-04-01T08:44:03.957-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="bullyng materno"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="culpabilidade materna"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="depressão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe solteira"/><title type='text'>O que castiga (a mãe) são os outros</title><content type='html'>Acabei de fazer 25 anos.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Parece que foi ontem, mas faz pouco mais de 10 dias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
25 anos e o que eu conquistei na minha vida?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Sinceramente, me sinto uma fracassada nesse momento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Busco realizações profissionais e nunca tenho uma oportunidade, me considero uma ridícula.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
A vida vai passando e a gente vê todos aqueles planos irem embora, rindo de mim, zombando de mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Eu não tive e nem tenho as oportunidades que queria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Tive uma filha &quot;forçada&quot; pelo estado - não importa o que ela significa para mim hoje, não vou entrar nesse mérito - nenhuma mulher deveria ser obrigada a ter um filho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
E ter uma filha me impediu de seguir todos os meus planos, todos e até hoje não consegui refazê-los.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Não vá pensando que quem decide prosseguir com uma gestação é tratada de forma diferente de quem opta por intervir, não é!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Somos ridicularizadas, julgadas e hostilizadas durante toda a gravidez e quando seu filho nasce sua oportunidade de crescimento profissionais se torna oportunidade de decréscimo profissional.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Você que é mãe solteira, sozinha mesmo, sozinha de tudo, vai me entender.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Eu crio minha filha sozinha, e isso nunca foi opção, foi imposto. E é difícil sim, não é vitimização, é quase que uma prisão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Quem me apoio tanto nem se quer sabe como é o rosto dela, nem mesmo o pai dela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
As empresas nos recriminam, tratam-nos como incompetentes: Mas quem fica com ela? Você recebe pensão para ela? E se ela ficar doente? E se você ficar mais tarde na empresa?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
São perguntas que ofendem e que até nem dizem respeito a empresa, se eu estou procurando um emprego é porque eu pensei em tudo isso e mais um pouco já, e mais, algum homem sofre esse tipo de pergunta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Quando eu questionei: por que vocês querem saber se eu recebo pensão do pai dela? A resposta foi simples: para saber se você tem mesmo necessidade de ganhar salário.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Estou numa prisão? Se ele me paga pensão não preciso de emprego e se não paga eu posso ser subordinada a tudo!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Pai, eu fracassei... Eu fracassei em tudo e ainda sou julgada ou impedida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&quot;Ah, mas você teve filho porque quis&quot;, &quot;você não estuda porque não quer&quot;, &quot;você ganha bem, tá reclamando atoa&quot;, &quot;se quiser sair saia com ela&quot;, &quot;você não pode ser amiga de mulher casada porque você é mãe solteira, os maridos delas não gostam e nem elas&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ter tido minha filha não me dói, o que me dói é o que a sociedade faz comigo que tive uma filha sozinha e vivo sozinha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O que dói mais são as respostas daqueles que nunca viveram o que eu vivo e nunca viverão, o que me dói é nunca ter tido opção, o que me dói é me ver abandonada e não ter como fugir, ou não ter maturidade suficiente para pensar numa fuga.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Eu tenho quase 30 e o que eu fiz? O que eu vivi? Quais são as minhas oportunidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Escrevo isso chorando, porque a única coisa que eu queria era poder ser compreendida ou ao menos não ser julgada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O que eu quero profissionalmente, são oportunidades, aquelas as quais eu nunca tive porque... porque não tenho opção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/159728745264029783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/04/o-que-castiga-mae-sao-os-outros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/159728745264029783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/159728745264029783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/04/o-que-castiga-mae-sao-os-outros.html' title='O que castiga (a mãe) são os outros'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-1167206069276884748</id><published>2015-03-13T18:23:00.004-07:00</published><updated>2015-03-13T18:23:49.103-07:00</updated><title type='text'>Não! Eu não sumi!</title><content type='html'>Nem posso sumir,&lt;br /&gt;
mas fiquei 6 meses sem computador, sem meses sem poder escrever, e isso estava me corroendo.&lt;br /&gt;
Tinha meu antigo notebook há 5 anos, infelizmente o deixei ficar na chuva, e lá se foram 6 meses.&lt;br /&gt;
Agora sim, posso voltar a escrever, algo que tanto amo.&lt;br /&gt;
Meu blog querido, estou de volta!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/1167206069276884748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/03/nao-eu-nao-sumi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1167206069276884748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1167206069276884748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2015/03/nao-eu-nao-sumi.html' title='Não! Eu não sumi!'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-1393772396730657522</id><published>2014-07-26T08:51:00.002-07:00</published><updated>2014-07-28T10:13:19.099-07:00</updated><title type='text'>Eu mereço me tornar?</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;Me perguntaram se eu queria ser mãe novamente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;Ora, que pergunta engraçada, não? Já que como mãe, não tenho como deixar de ser algo que já sou para sê-la novamente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;Por outro lado, eu entendo muito bem o que essa dúvida quer falar de verd&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; display: inline; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;ade.&lt;br /&gt;Ser mãe novamente,&lt;br /&gt;Claro que quero, quero sim e muito.&lt;br /&gt;Quero sentir cada contração, mas quero sentir acompanhada.&lt;br /&gt;Não quero mais ter medo de acordar sozinha, após cada contração.&lt;br /&gt;Quero alguém que durante cada minuto possa segurar minha mão, possa me embalar nos braços, me tranquilizar e que no fim, eu possa agradecer.&lt;br /&gt;Mas, agradecer não pelo apoio, não, não somente por isso.&lt;br /&gt;Quero agradecê-lo por ter me permitido gerar uma das raras e únicas jóias do mundo, NOSSO filho.&lt;br /&gt;Se quero ser mãe novamente? Ser mãe novamente significa, na obviedade, ter mais um filho e, com isso, me tornar responsável por gerar, criar e eternizar mais um ser perante à humanidade.&lt;br /&gt;Quero muito, e mais do que ser mãe novamente, quero um pai que oriente, que me ajude. Portanto, antes de tudo acontecer, é preciso primeiro que aquele homem mereça.&lt;br /&gt;E o mérito, meus caros, é algo raro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/73YA12D0MzM?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; display: inline; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/1393772396730657522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/07/eu-mereco-me-tornar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1393772396730657522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1393772396730657522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/07/eu-mereco-me-tornar.html' title='Eu mereço me tornar?'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-1155646990127271782</id><published>2014-07-14T08:53:00.000-07:00</published><updated>2014-07-14T09:04:27.198-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="guia da mãe solteira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe de merda e mãe perfeita"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe solteira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="profissão mãe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="RevistaPais&amp;Filhos"/><title type='text'>Guia da mãe o que?</title><content type='html'>Uma revista de grandes proporções, diga-se de passagem aquela cujas capas demonstram que só os brancos nascem, divulgou uma nova matéria.&lt;br /&gt;
O tema era: Guia da mãe Solteira.&lt;br /&gt;
Sinceramente, não sabia se ria, se chorava ou se me sentia extremamente ferida e ofendida com isso.&lt;br /&gt;
Podemos ler várias dicas, e vários depoimentos de mães solteiras em relação a vida amorosa, mas convenhamos, Guia da Mãe Solteira? Isso me soa como ofensa.&lt;br /&gt;
A começar por querer nos orientar quanto ao tipo de homem que devemos escolher a nos relacionar, quando devemos nos relacionar, quando devemos apresentar o namorado aos filhos e por aí vai.&lt;br /&gt;
Não era tão completa assim, a reportagem é bem vazia, e uma das coisas que me chamou a atenção foi quando na reportagem dizia que tudo bem os pais terem várias namoradas e apresentarem a qualquer momento aos filhos mas, quanto às mães, as mães não!&lt;br /&gt;
Para mim aquilo foi absurdo.&lt;br /&gt;
Não é essa a educação que devemos passar aos nossos filhos, cara revista, a educação é de que ambos, tanto o pai quanto a mãe, tem os mesmos direitos e deveres. Sim, deveres iguais.&lt;br /&gt;
Além da matérias ser extremamente específica.&lt;br /&gt;
Destinada às mães solteiras (título ridículo), cujos pais dos filhos são presentes.&lt;br /&gt;
Aquelas que adotaram os filhos não se aplicam ao caso, também não se aplicam ao caso mães solteiras cujos pais nunca foram presentes, ou não assumiram a paternidade.&lt;br /&gt;
Mães, que não são casadas, não se deixem enganar, não levem em consideração o que essa matéria fala. Assim como criar um filho é algo que se determina na naturalidade da convivência, um relacionamento nessa posição é algo que você, e só você, saberá controlar.&lt;br /&gt;
A hora certa de apresentar a pessoa, a naturalização da convivência, o término.&lt;br /&gt;
Sim, o término. Você pode sofrer sim! Você tem o direito de sofrer, ao contrário do que a matéria diz, é algo que você tem sim que vivenciar, o sofrimento do término (se para você for sofrido, claro). Nós mães não somos rochas, temos sentimentos e nossos filhos sabem disso, ao menos devem saber.&lt;br /&gt;
Devem saber que relacionamento podem vir a acabar (na maioria dos casos) e que esse rompimento gera sofrimento, e sofrer é normal.&lt;br /&gt;
Todos querem nos convencer a não sofrer perante nossos filhos. Quantos de nós já disseram nunca ver o pai ou a mãe chorar ou sofrer, e quando viram se abismaram?&lt;br /&gt;
Sinceramente, não vejo naturalidade nisso, é natural que soframos. Já me cansei dessas revistas quererem dizer que não!&lt;br /&gt;
Ah, quanto ao tipo de homem ideal. Deve ser solteiro (claro) porém, pai. Ou seja, homens sem filhos não entendem as mulheres que tem filhos.&lt;br /&gt;
Discordo, acredito que os que não tem filhos compreendam tanto quanto aos que tem filhos. Isso é questão de criação, de educação, de conceitos que se formam a medida que se dão conta da realidade da mulher ao qual se dispôs a se relacionar.&lt;br /&gt;
Não importa se o homem tem filhos ou não, isso não determina se ele irá prestar ou não.&lt;br /&gt;
Gostaria de poder prosseguir, mas vou resumir a história.&lt;br /&gt;
Por que não vemos um Guia da mãe Casada por aí?&lt;br /&gt;
Esse Guia é sexismo puro. É demonstrar que mulheres que não são casadas com os pais dos seus filhos (ou não), precisam de ajuda em qualquer situação, inclusive - coitadas- no quesito relacionamento amoroso.&lt;br /&gt;
Quanto às casadas, essas são dignas de tudo. Se o relacionamento está um fracasso, as brigas em frente aos filhos são constantes, bem como os desrespeitos, não importa. Elas não precisam de Guia, nem eles.&lt;br /&gt;
Aliás, nunca li uma reportagem em que dita como o pai deve agir, sendo solteiro, casado ou o que quer que seja.&lt;br /&gt;
Não, isso não existe, porque é um roteiro que somente a mulher deve seguir.&lt;br /&gt;
Obrigada Revista Pais&amp;amp;Filhos, mas não precisamos de normas para vivermos de acordo com regras socialmente impostas. A vida não se baseia em dicas, a realidade é diferente em cada esfera familiar e essas normas não deveriam existir.&lt;br /&gt;
São sempre direcionadas ao lado mais fraco, mulher, mãe e solteira.&lt;br /&gt;
Nos deixem em paz com suas ditaduras! Parem de querer ditar como devemos agir e em que momento devemos agir.&lt;br /&gt;
Como mãe, e como mulher, eu estou em constante aprendizagem e não é lendo uma reportagem como esta que irei aprender alguma coisa, ainda mais uma reportagem em que o título é tão estúpido quanto ao conteúdo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/1155646990127271782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/07/guia-da-mae-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1155646990127271782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1155646990127271782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/07/guia-da-mae-o-que.html' title='Guia da mãe o que?'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-2938665655423196889</id><published>2014-06-13T12:49:00.000-07:00</published><updated>2014-06-13T12:51:54.677-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cabelo crespo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mulher negra"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="negra"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="racismo"/><title type='text'>Cabelo crespo é cabelo ruim?</title><content type='html'>É inacreditável, é revoltante ver uma matéria como esta e, ainda pior, ver sites de grandes proporções apoiando isso.&lt;br /&gt;
Aliás, pior ainda, ver que uma pessoa conhecida publicou algo do gênero para o mundo inteiro ver e ninguém fez nada!&lt;br /&gt;
Meus olhos não podem acreditar no que está lendo.&lt;br /&gt;
A matéria tem como título: Abaixo assinado para que Beyoncè penteie o cabelo de sua filha.&lt;br /&gt;
No momento, minha indignação é tão grande que não consigo, definitivamente não consigo escrever nada.&lt;br /&gt;
Eu gostaria que todas as mães, cujos filhos sejam afros, ou tenham características afros, como o cabelo, peçam para que&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;&quot;&gt;Jasmine Toliver, peça desculpas públicas e internacional para nós.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Só queria fazer uma observação à Jasmine, cabelos afros não se penteiam, simplesmente porque não tem como penteá-los, eles são crespos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Além do mais, um cabelo afro é afro e ponto. Da mesma maneira que um cabelo liso é liso, o ondulado é ondulado e por aí vai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Ter um cabelo afro não significa desleixo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Ou você acha que por ter uma característica negra já significa ser sujo e desleixada?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Porque não se adequar a moda do alisamento, significa ser desleixada?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Olha, eu fico pensando que, se fazem isso com a mulher mais rica do mundo, feminista, negra, imagina o que pensam sobre a minha filha, sobre a sua.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;&quot;Filha de preto&quot;, &quot;cabelo ruim&quot;, &quot;cabelo de pobre&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;&quot;Preta do cabelo duro&quot; sabe qual é o pente que deve te pentear? Nenhum!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Porque a &quot;preta do cabelo duro&quot;, ao contrário das &quot;normais&quot; não precisa de pente, seu cabelo já se molda sozinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Aliás, sozinho nada, cuidar e ter um cabelo crespo exige muito trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Ah! Lembrei de várias pessoas que falam que não existe mais racismo, lembrei também daquele ator famoso que disse que não deveria existir o dia da consciência negra e que só assim acabaria o racismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Queria mandar um recado. Se não há visibilidade, não há mudança.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;O racismo é constante, é frequente, degradante, humilhante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Há uma situação que queria postar aqui no Blog, mas até hoje não consegui escrever, o dia em que me chamaram a polícia porque minha filha era negra.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;Não existe racismo no Brasil e nem no mundo, afinal, né? A questão do cabelo é um mero detalhe do reflexo obrigatório que devemos ver no espelho!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Helvetica, Helvetica, Arial, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14.166666030883789px; line-height: 21px;&quot;&gt;E, para quem não viu, segue o link&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2014/06/12/abaixo-assinado-para-filha-de-beyonce-pentear-cabelo-539221.asp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;página da globo: Abaixo assinado &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/2938665655423196889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/06/cabelo-crespo-e-cabelo-ruim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/2938665655423196889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/2938665655423196889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/06/cabelo-crespo-e-cabelo-ruim.html' title='Cabelo crespo é cabelo ruim?'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-7218630362847935053</id><published>2014-06-04T07:52:00.001-07:00</published><updated>2014-06-04T09:52:05.533-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="maternidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="perda"/><title type='text'>Afinal, como eu me vejo?</title><content type='html'>Ontem eu recebi uma mensagem de uma amiga,&lt;br /&gt;
à primeira vista realmente achei impactante, mas depois fui entendendo aos poucos o que essa mensagem (que mais parecia um poema) queria dizer.&lt;br /&gt;
Na verdade, ela quer dizer o que nós sentimos constantemente, mesmo sem entender e sem conseguirmos expressar. Ela quer dizer aquilo que nos acomete quando tomamos conta de que o tempo passou, de que nossos filhos estão crescendo e de que estamos nos aproximando cada vez mais da imagem de &quot;mãe&quot;, socialmente dita.&lt;br /&gt;
Porém, o que esta mensagem realmente quis dizer, isso somente a autora saberá falar, no entanto ela nos acomete de maneira diferente, a cada um que a ler.&lt;br /&gt;
&quot;Sem nomes&quot;, disse ela.&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 13px; line-height: 17.940000534057617px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Um novo setênio começou e ele me trouxe muitas reflexões.
Me trouxe lugares e sensações que jamais imaginei estar ou sentir. Mesmo sem sair do lugar.
Coisas que me faziam feliz perderam o encanto. Assim como coisas que nunca me interessaram, agora brilham diante dos meus olhos.
Tomei um susto ao estar dentro de uma loja de roupas e ao tentar escolher algo pra mim. 
Me vi olhando para algo que vestiria a minha mãe... Combinaria com o jeito dela, com suas sandálias de salto e calças. Combinaria com o jeito de mulher.
E não mais jeans e tênis...
Não me vejo mais menina. 
Meu espelho mudou.
Meus olhos mudaram.
Mas não me reconheço.
Não me tornei meu sonho.
Não vejo minha luz.
Meus caminhos não estão iluminados como imaginei que estariam.
A voz que ouço não é a minha.
Minha voz, meus olhos estão presos.
Presos a algo que querem que eu diga e veja.
Meus pensamentos estão presos também.
Dentro da minha cabeça que lateja. Como se meus pensamentos estivessem pedindo para a porta se abrir...
Mas ela não abre.
Cada vez se tranca mais.
Tenho medo.
Medo dos pensamentos saírem numa explosão, numa queda da muralha.
E eu olhar pra mim.
E me reconhecer...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/7218630362847935053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/06/afinal-como-eu-me-vejo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/7218630362847935053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/7218630362847935053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/06/afinal-como-eu-me-vejo.html' title='Afinal, como eu me vejo?'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-7469550515085953564</id><published>2014-05-23T13:53:00.001-07:00</published><updated>2014-06-04T09:52:53.459-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="bater"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="culpabilidade materna"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="maternidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="maternidade consciente"/><title type='text'>A surra e suas consequências</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #37404e; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;Foi aprovada, em primeira estância, a Lei Menino Bernardo, ou a lei da palmada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #37404e; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;No mesmo dia em que isso aconteceu uma mãe teve a guarda do filho transferida aos avós, por ter dado um tapa na cara da criança de 6 anos, no meio de um restaurante.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #37404e; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;Se a atitude foi drástica eu não sei, mas também não quero imaginar o que essa criança passava em casa, pois se em lugar público isso aconteceu, imagine&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;background-color: white; color: #37404e; display: inline; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;&amp;nbsp;num lugar onde a mãe reina?&lt;br /&gt;O fato é que bem como estupro, bater em alguém é ilegal, imoral e hediondo. Até que ponto vai o limite dos pais ou responsáveis em relação ao corpo daquela criança ou daquele adolescente?&lt;br /&gt;Observar e entender isso é também buscar novas alternativas de educação para com seus filhos.&lt;br /&gt;Qual será a nova forma de educação aplicada pelos pais diante dessa nova lei? Afinal, será que somente as surras se enquadram aí?&lt;br /&gt;Diante dessa dúvida me lembrei do caso de um menino de 5 anos que foi deixado no sol, nu e na porta de casa, ao lado de seu colchão molhado pela sua própria urina.&lt;br /&gt;Afinal, um castigo como esse não merece atenção?&lt;br /&gt;Definitivamente não são só as surras que causam traumas quase que, se não de fato, irreversíveis, mas também castigos que geram humilhação, que submetam nossas crianças a situações vexatórias.&lt;br /&gt;A vergonha é uma das disciplinas punitivas mais graves e traumáticas que existem, praticamente inesquecíveis e difíceis de se entender e aceitar.&lt;br /&gt;Bater no próprio filho é sinal de descontrole, de não saber como lidar com determinada situação e como sair daquela situação e é aí que devemos praticar reflexões acerca dos moldes que fomos criados, e como evitar que façamos isso com essas novas gerações.&lt;br /&gt;Criaremos a partir de então novas crianças, que saberão o valor das palavras.&lt;br /&gt;Me choca muito o fato de que não percebamos como as agressões são prejudiciais ao ser humano. Vemos constantemente jovens espancando outros na escola, como forma de humilhar aquele colega, como forma de se mostrar superior. Isso vem de casa, da educação dos nossos pais.&lt;br /&gt;Quando eles, por quererem mostrar sua superioridade batem nos seus filhos e perpetuam esse pensamento de que ser superior significa ser o mais forte, significa conseguir dominar o outro. E isso reflete em todos os tipos de relacionamentos futuros!&lt;br /&gt;Há pais que não entendem, mas ao colocar o filho em uma situação de humilhação ele está trazendo a tona pensamentos de vingança, estão mostrando que daquela maneira a dominação é possível.&lt;br /&gt;E dessa maneira observamos comportamentos agressivos na sociedade. Justiça com as próprias mãos, homens batendo em mulheres, relacionamentos dominadores, e por aí vai.&lt;br /&gt;Não me surpreende que há crimes próprios contra as mulheres, pois o ato de submissão fica mais claro ao ser &quot;inferior&quot;, mais frágil, mais fraco. E por isso vemos casos como o divulgado recentemente, em que a enteada foi sequestrada pelo padrasto e viveu por 10 anos como se fossem casados, sem que ela falasse nada para ninguém, por medo. Pois ele sabia que ela, sendo a parte mais fraca, de uma forma manipuladora, o obedeceria.&lt;br /&gt;Seria muita prepotência minha afirmar que castigos recebidos na infância reflete na fase adulta, ainda mais dessas maneiras citadas?&lt;br /&gt;Verdadeiramente acredito que não, e vou além, a maioria dos traumas que temos foram adquiridos por conta de uma forma de disciplina destrutiva a qual fomos criados.&lt;br /&gt;Para alguns isso seria motivo de piada, mas para outros motivos de suas maiores frustrações e desvios de comportamento.&lt;br /&gt;Pense bem antes de ter e criar um filho, ter um filho definitivamente, não é para qualquer um, é para quem pode e saber criá-lo. Para quem está disposto a procurar informações, a mudar sua forma de pensar, a se arriscar, quem está disposto a criar um cidadão livre de traumas, cético, amoroso.&lt;br /&gt;Enfim, ter um filho vai muito além de colocá-lo no mundo.&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/7469550515085953564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/a-surra-e-suas-consequencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/7469550515085953564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/7469550515085953564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/a-surra-e-suas-consequencias.html' title='A surra e suas consequências'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-9219475753780545646</id><published>2014-05-21T19:26:00.002-07:00</published><updated>2014-06-04T09:53:46.890-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cesarina"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="doula"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escolhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gravidez"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="medo de parto normal"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="parto"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="parto normal"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="relacionamento"/><title type='text'>Parir</title><content type='html'>Parir,&lt;br /&gt;
uma arte tão maravilhosa e que diz tanto em relação à mulher&lt;br /&gt;
São poucas as que se empoderam, e por diversos motivos, particulares ou não.&lt;br /&gt;
Mas, quando uma mulher toma a decisão de ter autoridade sobre seu próprio corpo, quando a mulher permite se passar por esse ritual de passagem tão importante, quando ela permite que seu companheiro participe desse processo de maneira gradativa e natural, então ela dignamente pari!&lt;br /&gt;
O homem, parte tão coadjuvante durante a gestação, por não saber como é estar grávida e por não entender muito bem as mudanças psicológicas e que ocorrem no corpo da mulher, as vezes também não entende muito bem o que está por vir.&lt;br /&gt;
Se nós mulheres, que somos mães ou não, mas que estamos gravidas podemos prever, mas não podemos afirmar o que está por vir, imagina eles, nossos companheiros?&lt;br /&gt;
Participar de todo o momento do trabalho de parto e parto da mulher é realmente deslumbrante. Isso permite que ele entenda toda a transformação que está acontecendo e, mais do que isso, participe a cada minuto da chegada de seu próprio filho.&lt;br /&gt;
Somos mamíferas uivantes! Somos mulheres que guarda no corpo os instintos mais primitivos da humanidade.&lt;br /&gt;
O ato de parir é tão natural quanto fundamental para a percepção materna.&lt;br /&gt;
Dar à luz: tirar aquele ser de nós, da escuridão em que está, no aconchego do útero, para trazer pela primeira vez à luz!&lt;br /&gt;
Que papel divino.&lt;br /&gt;
Como deusas trazemos um novo pertencente da terra.&lt;br /&gt;
Como entender isso? Precisamos parir para saber, precisamos parir para vivenciarmos, sentirmos, entendermos... O que é: dar à luz!&lt;br /&gt;
É algo tão importante e fundamental da raça humana e de qualquer relacionamento que é natural que a mulher só queira ter esse momento ao lado de quem e com quem realmente acredite ter o privilégio de participar disso.&lt;br /&gt;
Ninguém nasce mãe, ninguém nasce pai. Se torna.&lt;br /&gt;
E sair da posição de fruto para árvore frutífera é algo que vai além da compressão falada, escrita, somente saberemos o que é isso se soubermos vivenciarmos.&lt;br /&gt;
Portanto, pari mulher, se empodera, você é mais do que capaz, você é plena, viva e se liberta!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/9219475753780545646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/parir.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/9219475753780545646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/9219475753780545646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/parir.html' title='Parir'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-1339103772773216647</id><published>2014-05-11T08:35:00.001-07:00</published><updated>2014-06-04T09:53:59.712-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="facebook"/><title type='text'>Mais um meio de atualização</title><content type='html'>Leitoras e leitores queridos&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Criei uma página no Facebook onde, além de divulgar os blogs, ainda publico algumas coisas a mais. Que por vezes tão breves não caibam ao blog.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Poemas, quadrinhos, sentimentos&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Dá uma olhadinha, divulgue também para quem se identifica!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/maternidadeeofeminino&quot;&gt;https://www.facebook.com/maternidadeeofeminino&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/1339103772773216647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/mais-um-meio-de-atualizacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1339103772773216647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1339103772773216647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/mais-um-meio-de-atualizacao.html' title='Mais um meio de atualização'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-8785050338253269543</id><published>2014-05-07T18:44:00.000-07:00</published><updated>2014-05-07T18:44:14.557-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escolhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gravidez conturbada"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gravidez na adolescência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="maternidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="maternidade consciente"/><title type='text'>Quando me tornei mãe</title><content type='html'>Minha primeira postagem neste blog foi em janeiro de 2011.&lt;br /&gt;
Eu tinha 20 anos, minha filha, Julia valentina, apenas 5 meses.&lt;br /&gt;
Hoje, se passaram quase 4 anos em que me tornei mãe. Observar minha vida quatro anos após uma gravidez inesperada é mesmo surpreendente.&lt;br /&gt;
Lembro-me exatamente do dia em que descobri estar grávida e do pânico que senti. Aos 19 anos me tornei mãe. Não de fato, pois ela ainda não havia nascido, mas estava gestando ali uma mãe.&lt;br /&gt;
Não foi fácil, devo dizer, não foi. Acredito eu, tenha sido o momento mais difícil da minha vida. Porém, não sabia ao certo o que viria, então também foi um momento de espera daquilo que eu não poderia prever.&lt;br /&gt;
Como seria minha vida a partir daquele momento?&lt;br /&gt;
Fiz escolhas, tive que fazer escolhas e foram escolhas muito difíceis. Acho que a palavra que mais poderia usar é: dificuldade.&lt;br /&gt;
Não foi bem uma opção, mas tive que abandonar minha faculdade. Foi realmente muito penoso ter que sair de lá, me vi indo embora de Brasília e me vi sentindo-me completamente humilhada.&lt;br /&gt;
Pensei em tantas coisas e em uma delas no quanto meu corpo iria mudar. Olhava as mulheres na televisão e pensava: nunca mais terei um corpo como este. Pode parecer ridículo, mas foi aterrorizante na época.&lt;br /&gt;
Meus vinte e poucos anos. Definitivamente não foi uma opção.&lt;br /&gt;
Tive que aguentar insultos e julgamentos. O pior deles e o que me dói até hoje foi: engravidou porque quis.&lt;br /&gt;
Isso me faz chorar até hoje, agora, enquanto escrevo. A dor de escutar uma frase como este é indescritível. E não importa o quanto você se justifica, a culpa é sempre sua.&lt;br /&gt;
E, é incrível, &amp;nbsp;ao se julgar uma mulher ninguém tem pena, acredite, ninguém tem. Mas na hora de apoiar, de estender a mão, isso ninguém quer.&lt;br /&gt;
Eu não tive escolha a não ser levar a gestação adiante. Mas, foi a partir daí que fiz minhas escolhas.&lt;br /&gt;
Ao perceber-me como grávida e naquela situação de completo abandono, sem ninguém para conversar a respeito (nem ao menos dentro de casa), sem nenhum apoio masculino, sem ninguém para me orientar, decidi buscar por conta própria orientações, mesmo que externas.&lt;br /&gt;
Estava ali me transformando na mulher que hoje viria a ser.&lt;br /&gt;
Ao buscar informações e descobrir que poderia ser autora da minha própria história, não desisti. Decidi que, apesar de tudo, iria parir. Mesmo (confesso) não querendo aquela gestação ou aquela criança, eu iria parir. Eu iria fazer a minha parte, eu iria fazer isso por aquela criança que estava dentro de mim. Não iria permitir que, além de enfrentar uma gestação completamente conturbada, essa criança ainda nascesse nas mãos de uma pessoa que não tinha nada haver com a minha vida, que se que entendesse tudo o que eu passei e sofri, e que não sabia o menor significado que aquele momento tinha na vida minha!&lt;br /&gt;
Caramba! Eu estava me tornando mãe, e como eu poderia, depois de tudo, permitir que uma pessoa fizesse meu papel? Não, jamais!&lt;br /&gt;
Chegou a hora, no quarto, durante o meu trabalho de parto, me vi completamente sozinha. Não vi apoio de ninguém, ninguém... eu estava só, novamente só. Fui levada ao centro cirúrgico completamente só.&lt;br /&gt;
Eu não via ninguém, ninguém que eu pudesse reconhecer, ninguém! Eu continuava sozinha.&lt;br /&gt;
Chegou um ponto, que após duas horas de expulsivo, eu estava tão exausta... Foi quando eu ouvi o médico falar que não havia nada que ele pudesse fazer, ouvi ele se questionar por que eu estava gritando, ouvi muitas coisas. Eu já não aguentava ouvir mais nada, eu queria falar! Foi quando, foi a única vez que eu não gritei, apenas fiz força, a força que fiz foi tão forte e tão interna, que ela nasceu.&lt;br /&gt;
Eu me lembro até hoje e com perfeição seu rosto, o modo como ela a segurou, quando ela veio para o meu colo, junto ao meu peito e eu pude dizer: não chora filha, a mamãe está aqui.&lt;br /&gt;
Minha filha parou de chorar na hora, e eu me lembro em detalhes, como ela era e estava. Me lembro de tudo. Foi neste momento, neste exato momento, que parei. Não me questionei mais, eu era mãe.&lt;br /&gt;
Me vi ali, novamente, sozinha. Diante de uma situação que nunca havia vivenciado, claro, e nem imaginado viver.&lt;br /&gt;
Sem amigos, sem uma figura paterna. Desamparada, mas mãe.&lt;br /&gt;
Foi então que meus conceitos mudaram. Comecei a pesquisar sobre maternidade. Livre demanda, cama compartilhada, soluções para noites sem choro, pediatria radical, o lado obscuro das vacinas.&lt;br /&gt;
A maternidade foi tomando conta de mim de tal forma que, quando vi, havia se passado um ano.&lt;br /&gt;
Sim, me isolei por um ano, e nesses um ano e nove meses (de gestação), não havia visto ninguém, conversado com ninguém. A minha vida de jovem, adolescente, caloura, foi embora...&lt;br /&gt;
Fiz amizades que nunca imaginaria fazer, mulheres-mães e mais velhas do que eu.&lt;br /&gt;
Apesar de parecer uma crítica, não é. Me identifiquei muito com elas e com essa vida, me identifico até hoje e guardo essas amizades como se fosse o Diamante de Sangue.&lt;br /&gt;
A maternidade definitivamente mudou a minha vida. Felizmente ou não, não consigo mais me envolver no mundo dos jovens da minha idade, na verdade, nem sinto que tenho a idade que de fato tenho. E honestamente, não sei se isso é bom ou ruim, mas eu simplesmente sou assim.&lt;br /&gt;
Tenho uma amiga que ao mesmo tempo que me disse: aos 50 anos você irá se arrepender de viver como se tivesse 50 anos; também diz: querendo ou não, você só tem 24 anos.&lt;br /&gt;
É verdade, querendo ou não eu tenho 24 anos. E por ter largado tudo aos 19 anos, não vivi o que muita gente viver dos 19 aos 24 anos. E com isso, deixei de aprender muitas coisas.&lt;br /&gt;
Mas não foi uma opção minha, entendam, eu não tive escolha.&lt;br /&gt;
Tive que batalhar, eu entendi que eu teria que fazer a minha história, porque se não, ninguém a faria por mim. Iniciei e terminei uma faculdade nesse meio tempo, enquanto trabalhava durante o dia, a noite eu estudava.&lt;br /&gt;
Sim! Eu me formei! Oh, pode parecer ridículo ou grande coisa para a maioria, mas caramba, só eu sei a luta que foi e quantas e quantas vezes eu pensei em desistir. Foi muito difícil. Cara, foi muito difícil.&lt;br /&gt;
As vezes eu fico brava, eu vejo mulheres que são mães e, apesar de já estarem estabilizadas em um casamento e terem mais de 30, saem por aí e deixam seus filhos nas costas dos avós. E eu não... Eu não posso me dar a esse luxo. Nossa, que raiva que me dá tem vezes.&lt;br /&gt;
Tem vezes que vejo algumas mães, da minha idade, solteiras, que vivem na casa dos pais e saem todos os finais de semana, nossa, como é fácil ter filho assim!&lt;br /&gt;
Me sinto ridícula escrevendo isso....&lt;br /&gt;
Não me importa, eu faço a minha parte.&lt;br /&gt;
O que eu queria mesmo é que as pessoas entendessem, não é que eu sou chata, não é que eu sou exigente, não é que eu não veja graça na vida e não faça nada por mim! Não é isso!&lt;br /&gt;
Mas eu tenho prioridades inadiáveis e que me impossibilitam de viver Meus Vinte e Poucos Anos.&lt;br /&gt;
Estou vendo eles irem embora e não foi uma opção minha, por outro lado minha filha é o que me mantém viva. É ela que me ensinou o valor de um sacrifício, o valor de lutar por uma qualidade de vida melhor.&lt;br /&gt;
É por ela que eu não desisto, que eu me esforço na vida, que eu quero me tornar um exemplo.&lt;br /&gt;
Hoje, me vejo aqui, buscando uma qualidade de vida melhor, e sem desistir de lutar, e isso tudo é por causa da minha filha.&lt;br /&gt;
O que seria de mim se eu não fosse mãe? Mas mãe, mãe de verdade?&lt;br /&gt;
Sinceramente, quando eu penso nisso, eu me imagino com uma realidade muito pior do que eu imaginava aos 19 anos. Isso porque eu não sabia nessa idade o quanto a vida exigiria de mim. A única coisa que imaginamos nessa idade é o quanto é legal estar numa faculdade e quando eu me formar eu vejo o que faço.&lt;br /&gt;
Hoje eu vejo que se tivesse me formado lá este ano, para então eu começar uma vida, nossa, eu estaria muito atrasada.&lt;br /&gt;
é.... Se passaram quase 4 anos e o que eu posso dizer é que a maternidade me tornou uma pessoa muito melhor do que eu imaginava, e que muito do que eu sou hoje é reflexo do fato de que eu sou mãe. Coisa que poucos entendem.&lt;br /&gt;
Tem gente que me vê e me considera exagerada. Tolos!&lt;br /&gt;
Um dia entenderão por que eu sou assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/8785050338253269543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/quando-me-tornei-mae.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/8785050338253269543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/8785050338253269543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/quando-me-tornei-mae.html' title='Quando me tornei mãe'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-823691587838499890</id><published>2014-05-03T07:38:00.002-07:00</published><updated>2014-06-04T09:54:34.930-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="medo de parto normal"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="parto"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="parto normal"/><title type='text'>Parto não estraga Parque!</title><content type='html'>Como todos que me conhecem já sabem, sou defensora da humanização do parto.&lt;br /&gt;
É óbvio que apresentar evidências é fundamental para que as mulheres possam argumentar e defender este momento tão importante na vida delas e das suas pessoas queridas, que tanto esperam por aquele momento.&lt;br /&gt;
Mas, definitivamente isso não é o suficiente.&lt;br /&gt;
O que vemos são mulheres que simplesmente se recusam a enxergar qualquer realidade posta diante de si, jogar total responsabilidade sobre o médico e dizer que não está preparada, e que apesar de apoiar quem quer um parto normal, não teria coragem nunca.&lt;br /&gt;
Eu não entendo isso, como entender alguém que diz defender algo, porém não fazê-lo. É como dizer não ter preconceito com homossexuais, mas não aceita que eles visitem sua casa ou sejam seus amigos.&lt;br /&gt;
Acho que para mudar a realidade do cenário, devemos pesquisar mais além. Entender os reais motivos para que leve uma mulher a dizer: eu não quero parir.&lt;br /&gt;
Porque convenhamos, sabemos que não querer passar dor não é justificativa. Apesar de eu ser contra, há anestesia que pode ser aplicada no parto normal.&lt;br /&gt;
Estive em uma maternidade pública há poucos dias atrás, lá escutei as gestantes que estavam no fim da gestação, elas conversavam exatamente sobre parto. Enquanto uma delas afirmou que gostaria de ter parto normal as outras, cerca de 3 gestantes, acharam um verdadeiro absurdo, e afirmaram que não &quot;estragariam o parque de diversões&quot; por causa de um parto.&lt;br /&gt;
Nesse momento eu quis enfiar minha cara no vaso sanitário...&lt;br /&gt;
Acredito que informação é fundamental, se vivermos escondidos no mundo da ignorância para que não assumamos nenhuma responsabilidade, então como iremos descobrir o poder que temos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/823691587838499890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/parto-nao-estraga-parque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/823691587838499890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/823691587838499890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/parto-nao-estraga-parque.html' title='Parto não estraga Parque!'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-1265902426705730996</id><published>2014-05-01T08:49:00.002-07:00</published><updated>2014-06-04T09:54:53.775-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="blogagem"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="facebook"/><title type='text'>Blog Novo</title><content type='html'>Bom dia!&lt;br /&gt;
Estou com um novo blog, direcionado apenas à relacionamentos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://dilemasderelacionamentos.blogspot.com.br/&quot;&gt;http://dilemasderelacionamentos.blogspot.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, né? rs Assim fica tudo no seu devido lugar!&lt;br /&gt;
Abraços</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/1265902426705730996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/blog-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1265902426705730996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1265902426705730996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2014/05/blog-novo.html' title='Blog Novo'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-6598714026209194389</id><published>2013-12-27T12:25:00.002-08:00</published><updated>2014-06-04T09:55:18.463-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pergunta cretina"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="terceirização da educação"/><title type='text'>O Papai Noel existe, filho?</title><content type='html'>Não consigo ficar inquieta em relação a um assunto que vem me acompanhando durante todo o mês de dezembro.&lt;br /&gt;
Papai Noel e seu papel social, ou pseudo-social.&lt;br /&gt;
Hoje, o que me estimulou a escrever aqui foi uma matéria no site Yahoo! com o seguinte título: O Papai Noel existe, filho!&lt;br /&gt;
Resumindo bem o texto, a autora afirma que o natal de seus filhos foi maravilhoso, pois eles acreditam em papai noel, já o dos filhos de sua amiga foi horrível e triste, simplesmente porque eles não acreditam em papai noel.&lt;br /&gt;
Sem contar os argumentos sem qualquer fundamento respaldado em que ela afirma que todos, digo todos, unanimidade entre os psicólogos que a figura do Papai Noel é Fundamental para as crianças, sendo ainda mais específica e o que me deixou mais encabulada: Além do Natal, segundo a autora, ser um fracasso porque não existe Papai Noel, este mesmo velhinho é o sinônimo da formação familiar e cultural, e é ele, segundo a autora, que transforma a criança no ser civilizado.&quot;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Georgia, Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 14px; line-height: 22.453125px;&quot;&gt;O velhinho barbudo e simpático &lt;i&gt;é o valor da família&lt;/i&gt;, da fraternidade e da bondade.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Georgia, Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 14px; line-height: 22.453125px;&quot;&gt;&amp;nbsp;&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Me desculpe, mas não consigo concordar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Há culturas em que se quer Papai Noel é comentado. O sinônimo de Natal definitivamente não é troca de presentes caros, e o &quot;bom velhinho&quot; não pode ser o valor da família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Crianças que começam a se comportar bem pouco antes do Natal por conta de que querem ganhar o presente do Papai Noel, e pais que só estimulam o bom comportamento em troca de presentes (que serão entregues pelo Papai Noel), estão errados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Além disso, vamos ser honestos, quantas e quantas crianças insistem em fingir que acreditam no Papai Noel para continuar ganhando os presentes de Natal.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Quantas e quantas crianças se sentem tristes e frustradas quando percebem que seus pais mentiram todo o tempo para elas sobre o Papai Noel.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Se formos pensar ele é uma figura bem egoísta aos pais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Depois disso, se esquece o sentido do Natal. Dia 25 de dezembro, dia em que a Virgem Maria, e seu esposo José, após serem avisados pelo Anjo Gabriel de que Maria daria à Luz ao filho de Deus, Jesus, vão até Belém e nasce Jesus Cristo de Nazaré, filho de Deus. Os três Reis Magos oferecem seus presentes e os pastores vão louvar ao Senhor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Gente, o Natal é isso. Uma criança não é frustrada por ter o VERDADEIRO espírito natalino. Não é um Natal infeliz pela comemoração ser fundamentada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Mas, suponhamos também, que a família seja atéia, então o Natal será mais representativo. Será momento de união, de rever o ano, pensar em coisas boas e positivas para o futuro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;A criança ela deve exercer sua imaginação, é claro, mas ela exerce de diversas maneira que a gente nem imagina. Não será representações como estas que tirarão seu poder de imaginação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.166666030883789px; line-height: 22.44791603088379px;&quot;&gt;Patati Patatá é uma representação que mexe com a imaginação da criança, a Galinha Pintadinha, Os três porquinhos, o Mickey Mouse e por aí vai. Mas a magia é algo muito além do que nós, adultos, podemos imaginar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/6598714026209194389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/12/o-papai-noel-existe-filho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/6598714026209194389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/6598714026209194389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/12/o-papai-noel-existe-filho.html' title='O Papai Noel existe, filho?'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-1049693407932545638</id><published>2013-11-27T05:23:00.000-08:00</published><updated>2014-07-14T09:04:20.690-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe de merda e mãe perfeita"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pergunta cretina"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reportagem"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="RevistaPais&amp;Filhos"/><title type='text'>Há um ano: Leite em pó - Leia AQUI!</title><content type='html'>Olá Leitores, leitoras, olá!&lt;br /&gt;
Hoje eu não vou escrever nada com as minhas próprias palavras. Não posso, não consigo.&lt;br /&gt;
Simplesmente fiquei sem palavras quando li o que eu li.&lt;br /&gt;
O choque foi tamanho que eu não tenho o que falar, apenas li e, a cada palavra que lia, ficava com a boca cada vez mais aberta.&lt;br /&gt;
A Revista Pais &amp;amp; Filhos já é medíocre por si só, mas dessa vez chocou o mundo todo. Além de ser uma revistinha de quinta, ainda tem o adicional de ter profissionais de quinta. Concluindo, ela é feita para pessoas ignorantes e que não querem aprender, ou querem aprender ignorância junto aos ignorantes.&lt;br /&gt;
Mas também podemos resumir que ela é uma revista feita para pessoas informadas que querem identificar os idiotas no mundo. Até porque, como diria meu pai: Se não fossem os idiotas como saberíamos que somos inteligentes?&lt;br /&gt;
Enfim, segue o texto e meu choro:&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #f4f4f4; color: #959595; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; margin-bottom: 1em; margin-top: 20px; width: 617px;&quot;&gt;
Estou deixando minha mãe meio apavorada. É porque eu choro muito.&lt;br /&gt;
E ela continua não entendendo. Vou contar a verdade: Minha mãe está com pouco leite...&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Acontece nas melhores famílias. Mas como eu nasci no século 21 -&lt;br /&gt;
em uma família que pode ir ao supermercado - existe uma solução incrível chamada&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;LEITE EM PÓ. Os cientistas – são os homens que inventam as coisas novas -&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;conseguiram inventar um leite bem parecido ao leite da minha mãe, é uma maravilha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #f4f4f4; color: #959595; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; margin-bottom: 1em; margin-top: 20px; width: 617px;&quot;&gt;
O problema é o de sempre: minha mãe não me ouve. Ela fica achando que eu&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;tô chorando de cólica, e eu tô chorando de fome! Cólica é uma coisa que eles&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;dizem para todos os problemas que a gente tem. Quando não sabe o que é, é&lt;br /&gt;
só dizer que é cólica! Mas pra vocês entenderem a cólica e o leite em pó vou ter&lt;br /&gt;
que falar de outro assunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui na Terra tem uma coisa chamada “moda”. Todo mundo se influencia por ela.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A moda faz as pessoas mudarem de ideia e acreditarem no extremo oposto do&lt;br /&gt;
que acreditavam antes. É assim, dependendo da moda você logo muda de idéia.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A moda depende do lugar, da época e não sei mais do quê, mas serve pra tudo:&lt;br /&gt;
eu já vi para comida, roupa, educação. Isso só em três semanas, então é seguro&lt;br /&gt;
que sirva pra mais coisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tô dizendo isso porque aqui onde nasci, no Brasil, está super na moda amamentar!&lt;br /&gt;
Então a maravilhosa invenção do leite em pó anda malvista... E nem passa&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;pela cabeça da minha mãe – que, infelizmente, se influencia pelo o que pensa a&lt;br /&gt;
maioria - que eu seria muito mais feliz se ganhasse, depois do peito, um pouquinho&lt;br /&gt;
de leite em pó.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem uma senhora muito simpática que vem quase todo dia aqui em casa. Ainda&lt;br /&gt;
não entendi porque ela passa tanto tempo aqui – e ninguém me explicou. O nome&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;dela é Maria. Uma visita diferente porque as outras visitam costumam ficar paradas&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;e ela fica de um lado pro outro levando coisas, arrumando, limpando. De vez em&lt;br /&gt;
quando, ela fala para alguém: “Ah, se a mãe dela saísse um pouquinho, eu bem que&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;dava uma mamadeira bem grande, aposto que esse bebê está chorando de fome”.&lt;br /&gt;
A Maria, que não liga pra moda, tem boa intuição. Mas nada da minha mamãe sair&lt;br /&gt;
de casa...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o problema de sempre... Os adultos basicamente só entendem as palavras.&lt;br /&gt;
No resto da comunicação eles não vão muito bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ai que fome, quero mais leite e o da minha mãe já acabou... É difícil mesmo&lt;br /&gt;
essa vida na Terra...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #f4f4f4; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; margin-bottom: 1em; margin-top: 20px; width: 617px;&quot;&gt;
Eu havia postado o link da coluna, mas eles retiraram do ar.&lt;br /&gt;
No lugar do mesmo colocaram o pedido de desculpas, que um&lt;br /&gt;
dia antes, quando várias mães reclamaram, segundo&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;a leitora Janine Fonseca: &quot;&lt;span style=&quot;color: #1a1a1a; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;&quot;&gt;Eles se negaram. Disseram que aquela era&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #1a1a1a; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;&quot;&gt;&amp;nbsp;a opinião da colunista, e ia contra a filosofia da revista interferir.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #1a1a1a; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://revistapaisefilhos.uol.com.br/na-midia/erramos&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;LINK&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das nossas leitoras deixou um link&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:LHCYqt8MgvEJ:revistapaisefilhos.uol.com.br/blogs-e-colunistas/bebe-blogando/ha-um-ano-atras-leite-em-po+&amp;amp;cd=2&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;client=safari&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;da reportagem&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/1049693407932545638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/11/ha-um-ano-leite-em-po-leia-aqui.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1049693407932545638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1049693407932545638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/11/ha-um-ano-leite-em-po-leia-aqui.html' title='Há um ano: Leite em pó - Leia AQUI!'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-6641114797918423126</id><published>2013-08-12T14:41:00.000-07:00</published><updated>2013-08-12T14:41:59.059-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="culpabilidade materna"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dia dos pais"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe solteira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pai grávido"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="profissão mãe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="relacionamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="terceirização da educação"/><title type='text'>Um apelo solitário</title><content type='html'>Um dia de profunda tristeza, esse foi o tão famoso Dia dos Pais, que se dependesse somente de mim e da minha família isso não teria acontecido.&lt;br /&gt;
Dia dos pais, dia das mães, esses dias são dias exclusivos da família. Quantas e quantas vezes eu falei isso. Neste final de semana eu senti na própria pele o que eu tanto previa, e passei a defender não somente em teoria, mas também na prática, a não comemoração dos dias familiares na escola.&lt;br /&gt;
Escolinha, essa não é sua função. Isso propaga tristeza, isso provoca mágoa, isso gera solidão.&lt;br /&gt;
Tudo começou na segunda-feira, 6 dias antes do domingo de comemoração de dia dos pais. A dona da escola me liga perguntando como era a relação entre minha filha e seu &quot;pai&quot;. Bom, no telefone ele é presente sempre que convém a ele mesmo, então não tinha nada a me abster. Ela me explica que como nunca o viu não sabia se eles se relacionavam. Que seja...&lt;br /&gt;
Então ela diz que a semana seria toda dedicada aos pais e que preparariam as crianças para uma recepção que teria no sábado para eles.&lt;br /&gt;
Para começar devo dizer que me senti ofendida, mais do que isso, senti mal pela minha filha. Ela sugeriu que talvez não seria interessante levá-la durante esta semana, já que poderia se tratar de um assunto que poderia ser incomodo a ela.&lt;br /&gt;
Então eu levanto uma questão. Quem é que está errado? Eu, que digo que a escola não deveria se intervir nisso ou a escola que me sugere que retire minha filha das aulas durante uma semana para.... Bom, nem sei dizer para que.&lt;br /&gt;
Depois disso eu falei com ele, que disse que sim, que iria sim. Falei com ele durante toda semana, na sexta-feira a noite, por volta de 23:40 ele me liga e confirma que irá, peço que esteja presente às 07:00 porque teria o café da manhã do dia dos pais na escola. Novamente ela confirma.&lt;br /&gt;
É sábado de manhã, coloco o despertador cedo, às 07:00, acordo minha filha que estava dormindo e não queria acordar. O tempo todo falei: filha, hoje você verá o papai, hoje você vai ver o papai. Ela super feliz.&lt;br /&gt;
Dou banho, visto minha filha com uma roupa nova, uma roupinha linda que ela nunca usou, arrumo o cabelinho de lado. Ela estava linda, simplesmente uma princesa.&lt;br /&gt;
São 08:29 da manhã, era para ela estar na escolinha neste mesmo horário para se preparar para o café que começaria às 09:00. Resolvo não levá-la de cara. Ligo para ele. &quot;Aonde você está? Já está chegando?&quot;&lt;br /&gt;
Sabe o que ele me responde: Estou saindo daqui agora. Que hora que acaba aí?&lt;br /&gt;
Só de lembrar, só de escrever isso consigo sentir tudo o que senti naquele momento. Foi ódio. Puro ódio.&lt;br /&gt;
Escrevo aqui as palavras que escrevi no domingo:&lt;br /&gt;
Eu não vejo a hora desse dia acabar.&lt;br /&gt;
Para uma mãe solteira, cujo pai da sua própria filha é um destruidor de sonhos, esse dia é um desafio.&lt;br /&gt;
Não sei se dói mais nela ou em mium, mas hoje esqueci até que tinha um pai.&lt;br /&gt;
Essa é minha filha, arrumada ontem por volta das 08 da manhã, pronta para ir à escola aproveitar o dia dos pais com o pai, que prometeu vir a semana inteira e no próprio dia a deixou sozinha.&lt;br /&gt;
Não sei se a dor foi maior nela ou em mim, mas a única que chorou fui eu.&lt;br /&gt;
Feliz dia de quem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu chorei, me desesperei, nunca me senti tão humilhada na minha vida, mas a dor foi provocada não somente por ele ser quem é, um traste, mas também por quererem me obrigar, me submeter a isso.&lt;br /&gt;
Há famílias e famílias. Há filhos cujos pais são a escória, e assim digo sobre mães também. Submeter uma criança a isso é ofensivo.&lt;br /&gt;
Eu não tenho como mudar o destino da minha filha, ela tem um pai ausente, um pai desprezível, mas ela não precisa passar por isso.&lt;br /&gt;
Escolas, deixem as próprias famílias lidarem com esses dias! Eu acredito sim que essas datas devam ser comemoradas, nossa, como eu amo o dia das mães. Mas não interfiram!&lt;br /&gt;
Eu achei este texto péssimo, de verdade, péssimo. Estou me sentindo tonta, nada bem, e ainda tive que digitá-lo rápido por estar no trabalho, mas hoje eu não queria fazer um post bonito, minha intenção aqui era um desabafo.&lt;br /&gt;
Um desabafo de uma mãe solteira que ficou completamente cega, perdida num dia em que eu não precisava ficar assim. Isso aqui é um apelo a todas as escolas e todos os pais e mães que entendem o que eu quero dizer.&lt;br /&gt;
É uma suplica para aqueles pais e aquelas mães que criaram você que é um filho ou filha de alguém, e criaram sozinhos, e sabem o que eu quero dizer.&lt;br /&gt;
Isso aqui é um grito desesperado de socorro, porque eu não sei como agir nessa sociedade que não me entende.&lt;br /&gt;
É para você que escreveu: parabéns paizão na página social do &quot;pai&quot; da minha filha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/6641114797918423126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/08/um-apelo-solitario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/6641114797918423126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/6641114797918423126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/08/um-apelo-solitario.html' title='Um apelo solitário'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-1655468422521527875</id><published>2013-08-06T20:44:00.001-07:00</published><updated>2015-06-04T11:58:16.316-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="culpabilidade materna"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe solteira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="profissão mãe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reportagem"/><title type='text'>&amp;#39;Mãe Solteira&amp;#39;, universitária de Goiânia cuida sozinha de bebê de 3 anos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
“Tem três anos que não sei o que é uma noite inteira de sono”, brincou a mãe de primeira viagem, Elisa Pimentel Barbosa, de 23 anos, moradora de Goiânia&amp;nbsp;(GO). Mas apesar da nova rotina, a última coisa que a nova mamãe pensa é reclamar. “Todo o esforço é recompensado quando vejo que consigo tranquilizar minha filha, quando me descubro como mãe”, disse.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;frase-materia componente_materia&quot; style=&quot;background-color: white; background-image: url(http://s.glbimg.com/jo/g1/static/live/materia/img/double_quote.gif?517f8d0dc1cf); background-position: 0px 19px; background-repeat: no-repeat no-repeat; border-top-color: rgb(204, 204, 204); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: #666666; float: left; font-family: Georgia; line-height: 24px; margin: 5px 20px 40px 0px; outline: 0px; padding: 80px 0px 0px; width: 140px; word-wrap: break-word;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;frase&quot; style=&quot;background-color: transparent; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; width: 140px;&quot;&gt;
O pai não&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;frase&quot; style=&quot;background-color: transparent; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; width: 140px;&quot;&gt;
tinha condições de ficar com ela, por questões particulares, e então eu teria que ficar com a guarda dela&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;autor&quot; style=&quot;background-image: url(http://s.glbimg.com/jo/g1/static/live/materia/img/dash.gif?517f8d0dc1cf); background-position: 0px 7px; background-repeat: no-repeat no-repeat; float: right; font-family: arial; font-weight: bold; letter-spacing: -0.02em; line-height: 14px; margin: 23px 0px 0px; outline: 0px; padding: 0px 0px 0px 36px; text-align: right;&quot;&gt;
Elisa Pimentel, a mãe&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
Aos três anos, a pequena Julia Valentina passará o primeiro Dia dos Pais ao lado de Elisa. O momento é de grande expectativa para a mamãe de primeira viagem. “É estranho ser mãe e pai ao mesmo tempo da minha pequena, mas sei que de forma natural conseguiremos passar por isso”, contou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
Depois de um relacionamento curto, Elisa descobriu que seria mãe no final de 2009. “O pai não tinha condições de ficar com a Julia por questões particulares, e então eu teria que ficar com a guarda e a total responsabilidade sobre ela”, contou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;background-color: transparent; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Apoio familiar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Apesar das dificuldades e do medo, Elisa diz que nunca pensou em não assumir a filha. “Não foi fácil, em muitos momentos pensei que poderia interromper a gravidez, mas mesmo sem nenhuma apoio psicológico eu prossegui. Tive minha filha sozinha, o medo foi imenso e os julgamentos da sociedade foram enormes, não foi fácil.” explicou a jovem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
Elisa teve que largar a faculdade de seus sonhos, Serviço Social na UnB, a jovem está se preparando para o Trabalho de Conclusão de Curso de Gestão de Recursos Humanos no momento, pois voltou a estudar. Para conseguir conciliar todas as tarefas, Elisa recebe apoio incondicional da creche e do pai. “Não foi fácil, para eu conseguir voltar a estudar, tive que voltar a trabalhar primeiro, ninguém iria me ajudar a pagar a escola da Julia, quanto menos minha faculdade que agora é particular”, disse.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;foto componente_materia midia-largura-300&quot; style=&quot;background-color: white; float: left; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 12px; margin: 0px 1.75em 2.5em 0px; outline: 0px; overflow: hidden; padding: 0px; zoom: 1;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXR3dQ1OoUbUVVSam3VPRVtdK7DYP1mXcEvbTsP7UWQTOQ9jtWWm5XirvqlO0I4cxzMfzNJjucNoaeou7DCFmJfhjEmx8uiugwaXc8pQGwAv0T1bJj-hmKBQjeRgeYchaUI1svGvQYjF6V/s1600/100_0179.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXR3dQ1OoUbUVVSam3VPRVtdK7DYP1mXcEvbTsP7UWQTOQ9jtWWm5XirvqlO0I4cxzMfzNJjucNoaeou7DCFmJfhjEmx8uiugwaXc8pQGwAv0T1bJj-hmKBQjeRgeYchaUI1svGvQYjF6V/s320/100_0179.JPG&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: #eeeeee; display: block; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0.67em;&quot;&gt;Jovem conta desde cedo com o apoio da família&lt;br style=&quot;background-color: transparent; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px;&quot; /&gt;(Foto: Elisa Pimentel/Arquivo Pessoal)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
Para o pai de Elisa, José Carlos, de 76 anos, que é aposentado, o sentimento é de orgulho. “A gente sempre cria os filhos falando de valores e nem imagina que eles realmente entenderam. A atitude que minha filha tomou, de assumir uma maternidade aos 20 anos, sendo universitária e desempregada, é motivo de imenso orgulho para mim”, contou José Carlos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
Ela também garante que Elisa tem desempenhado bem a função de mãe. “Minha filha é uma super mãe, o que ela fez por essa criança, desde o início, desde ter tomado a decisão de tê-la, criá-la, educá-la. Abdicou de tudo o que tinha para tomar rumo a essa nova jornada, se entregou totalmente a maternidade e teve de amadurecer de uma forma como nunca imaginei, mesmo sem poder continuar os estudos, nunca deixou de correr atrás, e hoje se tornou uma vitoriosa. Isso me emociona”, disse.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
Elisa garante que tenta se esforçar para acompanhar todas as fases de Julia Valentina, e diz que realiza todas as tarefas com prazer. “Quando vejo mães que, assim como eu, desempenham esta tarefa sozinha, mesmo temdo um companheiro, meu coração dói. Os homens nunca exercem de fato a paternidade, e quando um faz isso parece que é motivo de vanglória. Tiro o chapéu para as mães que criam sozinhas, mesmo que não estando sós, seus filhos. E para aquelas que, assim como eu, são mães solteiras”, disse a mãe de primeira viagem.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;foto componente_materia midia-largura-620&quot; style=&quot;background-color: white; float: left; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 12px; margin: 0px 1.75em 2.5em 0px; outline: 0px; overflow: hidden; padding: 0px; zoom: 1;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgajqrHRKJZmbWsKyrvgqBAuTl-xJ2j5d84DEll6xKemLckbRLS9KYv6ur2TjbQBqoC2h-GXXFYhFRXW2Hd6HtCRVoL_z9fhb6ZVdf8ArROkmy_bmdvHE_D8_ELG6VOrBGFy1YJHHwZ_0/s1600/100_0365.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgajqrHRKJZmbWsKyrvgqBAuTl-xJ2j5d84DEll6xKemLckbRLS9KYv6ur2TjbQBqoC2h-GXXFYhFRXW2Hd6HtCRVoL_z9fhb6ZVdf8ArROkmy_bmdvHE_D8_ELG6VOrBGFy1YJHHwZ_0/s320/100_0365.JPG&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: #eeeeee; display: block; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0.67em;&quot;&gt;Primeiro Dia das Mães foi esperado com expectativa (Foto: César Elisa Pimentel/Arquivo Pessoal)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
A jovem também conta que cada nova tarefa realizada é um grande aprendizado, mas quando procura dicas pela internet, ainda tem dificuldade. “Quando se trata de internet, os sites tentar nos ditar o que fazer, e como descobrir ou como agir com seu filho. A verdade é que parece que tudo é focado só para mães, só para mulheres e como se fosse uma ditadura. Naturaliza-se o fato de que os pais não devem ter responsabilidades sobres seus filhos, triste”, contou Elisa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;background-color: transparent; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Chá de bebê&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Enquanto Elisa esperava a chegada da nova integrante da família também se preocupou com detalhes importantes: o nome e o quarto do bebê! &quot;Não consegui escolher o nome, na verdade ela nasceu e eu não havia determinado um nome, ficou uns dias 15 ainda sem ser registrada, mas o quarto foi apenas adicionado um berço junto ao meu&quot;, disse.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;foto componente_materia midia-largura-300&quot; style=&quot;background-color: white; float: left; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 12px; margin: 0px 1.75em 2.5em 0px; outline: 0px; overflow: hidden; padding: 0px; zoom: 1;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhieBKBf6zN-yuNdwJDubXbvRYIS7QFKLeP3TKjcuFnhphlmD5KsoxoHdvQZnaEXY2OMClwU6BCDMhSK-b47TgF8mBsC51OoL0iwHcLnx3OTdQV6X13JFjDkmCZ59VmQn1IE2WknuTqXlQl/s1600/000_0026.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;282&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhieBKBf6zN-yuNdwJDubXbvRYIS7QFKLeP3TKjcuFnhphlmD5KsoxoHdvQZnaEXY2OMClwU6BCDMhSK-b47TgF8mBsC51OoL0iwHcLnx3OTdQV6X13JFjDkmCZ59VmQn1IE2WknuTqXlQl/s320/000_0026.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: #eeeeee; display: block; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0.67em;&quot;&gt;Elisa de 8 meses&lt;br style=&quot;background-color: transparent; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px;&quot; /&gt;(Foto: César Augusto/Arquivo Pessoal)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
Para celebrar a espera da filha Julia, também decidiu organizar um Chá de Bebê junto com as amigas. “É tudo tão esperado, que não poderia deixar de fazer”, contou. Ninguém da minha família compareceu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
“Foi ótimo ter minhas amigas e amigos ao meu lado”, lembrou Elisa.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;frase-materia componente_materia&quot; style=&quot;background-color: white; background-image: url(http://s.glbimg.com/jo/g1/static/live/materia/img/double_quote.gif?517f8d0dc1cf); background-position: 0px 19px; background-repeat: no-repeat no-repeat; border-top-color: rgb(204, 204, 204); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: #666666; float: left; margin: 5px 20px 40px 0px; outline: 0px; padding: 80px 0px 0px; width: 140px; word-wrap: break-word;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;frase&quot; style=&quot;background-color: transparent; font-family: inherit; line-height: 24px; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; width: 140px;&quot;&gt;
Ele nasceu exatamente no dia 17 de agosto&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 13.997395515441895px;&quot;&gt;&lt;b&gt;Elisa Pimentel, mãe&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;background-color: transparent; font-family: inherit; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Presente de Deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Durante a gravidez Elisa contou que fez todos os exames do pré-natal, e o dia do nascimento da Julia foi de grande surpresa. “Ela nasceu no dia 17 de agosto, foi surpresa, esperava para o dia 21”, disse.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; line-height: 1.45em; outline: 0px; padding: 0px 0px 1.5em;&quot;&gt;
Julia Valentina foi morar com Elisa no mesmo dia após o nascimento. Desde então, elas nunca se desgrudaram. “Tenho medo do meu futuro, das consequências de uma maternidade tão recente, mas confesso que cada dia mais sinto que minha filha me tras uma sentido à vida e um enxergar da vida como eu nunca vi, e definitivamente nunca veria”, concluiu Elisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOSTARIA DE DIZER QUE TODA ESSA &quot;REPORTAGEM&quot; É EM RESPOSTA A&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2013/08/pai-solteiro-universitario-do-sul-do-rj-cuida-sozinho-de-bebe-de-2-meses.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ESTA REPORTAGEM RIDÍCULA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/1655468422521527875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/08/mae-solteira-universitaria-de-goiania.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1655468422521527875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/1655468422521527875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/08/mae-solteira-universitaria-de-goiania.html' title='&amp;#39;Mãe Solteira&amp;#39;, universitária de Goiânia cuida sozinha de bebê de 3 anos'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXR3dQ1OoUbUVVSam3VPRVtdK7DYP1mXcEvbTsP7UWQTOQ9jtWWm5XirvqlO0I4cxzMfzNJjucNoaeou7DCFmJfhjEmx8uiugwaXc8pQGwAv0T1bJj-hmKBQjeRgeYchaUI1svGvQYjF6V/s72-c/100_0179.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-6128791725299971277</id><published>2013-08-04T11:31:00.000-07:00</published><updated>2015-06-01T13:24:56.179-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="culpabilidade materna"/><title type='text'>Ser mãe é tomar a culpa</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT4srvlYd0GKZMNA75jSNv3-KTAFl9lOZMCeOrrOdpL3g2zWEBZX1ydK30NF8gyaUEI6VcDuHW0Y2ZWkWjfxlgg4nkIJtQ0BQzPGJlE0TfSee7H1Id5yADARDXiBx4OmZtZiZbPqCBJTZF/s1600/1470210_582416601813988_1281868786_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT4srvlYd0GKZMNA75jSNv3-KTAFl9lOZMCeOrrOdpL3g2zWEBZX1ydK30NF8gyaUEI6VcDuHW0Y2ZWkWjfxlgg4nkIJtQ0BQzPGJlE0TfSee7H1Id5yADARDXiBx4OmZtZiZbPqCBJTZF/s320/1470210_582416601813988_1281868786_n.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Hoje vi esta imagem no Facebook, não que não a tenha visto antes, na verdade já havia visto sim, no entanto hoje me deu uma necessidade enorme de escrever sobre ela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
É absurda a mente da sociedade. Estamos em pleno século XXI, mas quando nos tratamos das mulheres perante à sociedade é como se estivéssemos no século XVIII, quando as mulheres, na Revolução Francesa, foram condenadas, massacradas e até condenadas a morte por quererem se equiparar aos homens.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Não me surpreende uma sociedade tão sexista, já que até mesmo Rousseau ou Descarts, grandes filósofos, baseavam suas pesquisas e seus estudos acreditando que a Natureza feminina é tão desigual psicologicamente quanto fisicamente, sendo portanto tão desequilibrada que exige-se que seja controlada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
A sociedade naturaliza tanto a maternidade e ao mesmo tempo a condena. Desde bebês as meninas são condicionadas a criar de seus próprios bebês, mesmo que de plástico. A não sair da condição de mãe, como se a função biológica da mulher de gerar um filho, determinasse sua função perante à sociedade. Sendo geradora, a mulher portanto não poderia ser mais nada além de mãe?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Por favor... o século XIX, da descoberta da obstetrícia e, portanto, da determinação da ambiguidade do caráter feminino, já acabou; nós o superamos e evoluímos. Não temos tempo de ficarmos parados no tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Acho incrível onde ao mesmo tempo em que vê-se no ventre a capacidade brilhante de reprodução, também se vê a fonte de todos os males.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Continuando meu raciocínio sobre esta imagem, me lembrei de Sant&#39;Anna, que em seu livro &quot;Canibalismo Amoroso&quot;, mostra o quanto as mulheres são vista apenas como comida. Na cultura brasileira isso é tão naturalizado que nem se percebe. Somos vistas como gostosas, extremamente palpáveis e feitas para a satisfação masculina.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Quem ensina isso aos seus filhos? Certamente uma mãe omissa e um pai que teve esse mesmo conceito como herança.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Seria absurdo criar a filha para satisfazer o homem, realizar trabalhos domésticos, ser mãe e, assumir tudo isso, mesmo sendo uma trabalhadora e/ou estudiosa. Exige-se e culpa-se apenas a mulher pela consequência da gravidez. Quanto ao homem, este nunca é digno de cuidar de uma família e dividir os trabalhos domésticos, mas único e exclusivamente &quot;colocar dinheiro em casa&quot;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Não me surpreende portanto que a mulher seja a única responsabilizada, desmoralizada, massacrada, julgada, condenada, ridicularizada, Culpada por uma gravidez indesejada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Por último, gostaria de salientar as palavras da nossa querida Ana Paula Vosne Martins (a qual sou apaixonada por seus estudos);&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;&quot;&gt;O problema maior para as mulheres do século 21 é a permanência de uma visão naturalizada da maternidade e mesmo da mulher, que contribui para a falta de tempo, a frustração em não conseguir fazer tudo ao mesmo tempo e a insegurança em não se adequar aos padrões culturais da mulher que trabalha, é competente e ainda por cima e por baixo é uma mãe maravilhosa.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/6128791725299971277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/08/ser-mae-e-tomar-culpa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/6128791725299971277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/6128791725299971277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/08/ser-mae-e-tomar-culpa.html' title='Ser mãe é tomar a culpa'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT4srvlYd0GKZMNA75jSNv3-KTAFl9lOZMCeOrrOdpL3g2zWEBZX1ydK30NF8gyaUEI6VcDuHW0Y2ZWkWjfxlgg4nkIJtQ0BQzPGJlE0TfSee7H1Id5yADARDXiBx4OmZtZiZbPqCBJTZF/s72-c/1470210_582416601813988_1281868786_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-6523553420932373766</id><published>2013-07-25T08:42:00.004-07:00</published><updated>2014-06-04T09:56:24.389-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="coleira para crianças"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mãe de merda e mãe perfeita"/><title type='text'>Pega a coleira, filha. Vamos passear!</title><content type='html'>Inacreditável,&lt;br /&gt;
é a palavra que encontrei para descrever o que vi no shopping. Sim, local público e em plena luz do dia.&lt;br /&gt;
Uma mãe levava sua filha, juntamente com a avó, para passear no shopping, de coleira!&lt;br /&gt;
Era exatamente aquela coleira de cachorro que passa pelo peito, só que tinha um bichinho nas costas para disfarçar.&lt;br /&gt;
Honestamente, não acredito que isso seja vendido. Para mim é algo imoral e quem usa isso no próprio filho não deve imaginar o significado disso.&lt;br /&gt;
A gente mal toca nos nossos filhos quando eles nascem. Mesmo pesando pouquíssimos quilos os pais preferem andar com eles no bebê conforto em cima do carrinho. Nem pegar para colocar no carrinho pega. Tudo questão de &quot;facilidade&quot;.&lt;br /&gt;
Aonde está o toque? Aonde fica a questão de acompanhamento, de aconchego, de andar ao lado das nossas crianças? Elas são obrigadas desde cedo a se confortarem com uma pedaço de pano, ao invés de ser no colo da mãe, do pai, da pessoa que o cria.&lt;br /&gt;
Nossos filhos não podem ser criados dessa forma.&lt;br /&gt;
Essa cena foi tão chocante, que simplesmente não sei o que dizer, fiquei sem palavras, mas não poderia deixar de escrever sobre isso, mas no momento, me faltam palavras.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/6523553420932373766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/07/pega-coleira-filha-vamos-passear.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/6523553420932373766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/6523553420932373766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/07/pega-coleira-filha-vamos-passear.html' title='Pega a coleira, filha. Vamos passear!'/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1229467028887093037.post-5860611022405242385</id><published>2013-05-27T10:56:00.002-07:00</published><updated>2013-05-28T05:43:55.924-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="morte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="perda"/><title type='text'>Aquela dor doída </title><content type='html'>Hoje o que eu sinto é dor.&lt;br /&gt;
Uma dor irremediável, uma dor incurável e que não vai passar, não vai, eu sei que não. Essa dor só aumenta, ela é sentida em todas as datas comemorativas, em todos os aniversários, a todo momento em que queremos dividir.&lt;br /&gt;
Essa dor que sinto hoje é um misto. Misto de raiva, tristeza, de revolta.&lt;br /&gt;
Isso não vai passar, eu sei, mas com o tempo eu acho que a gente controla e passa a não chorar mais, nem se lamentar, apenas entender, compreender e se acalmar com mais facilidade.&lt;br /&gt;
Essa é a dor da perda, do Luto, aquela tristeza de que nunca mais, mas nunca mais mesmo, eu conseguirei te abraçar e nem escutar sua voz.&lt;br /&gt;
Me encho de lágrimas porque meu homem, meu único homem foi embora, você agora é meu anjo, meu guia, mas nunca deixará de ser meu irmão.&lt;br /&gt;
Poxa cara, por que você fez isso? Por que você nos deixou? Essa não é a ordem natural, não tá certo, por que você deixou o papai e a sua mãe?&lt;br /&gt;
Eu to revoltada! Você deveria estar aqui agora! É aqui aonde você deveria estar.&lt;br /&gt;
Meu Deus, eu quero o meu irmão.&lt;br /&gt;
Quem é que vai falar &quot;Cadê a feinha do tio&quot;? Quem é aquele cara que inventa do nada apelido em todo mundo, aquele irmão que me chamava de &quot;filinha&quot;, que chamava sua esposa de &quot;bella&quot;, onde ele esta?&lt;br /&gt;
Ê Vlader, você se foi cedo demais, mas cumpriu seu legado. O meu sobrinho, que antes eu via com aquele olhar delicado, aquela criança, que nada, engano meu, hoje ele é um homem. Ele segurou mano, ele não se abalou, se manteve firme e recordou do que você sempre dizia a ele.&lt;br /&gt;
Meu sobrinho me chamou: Elisa, ele sempre falava &quot;se algo acontecer comigo, não para a vida por causa de mim não, olha pra frente e continua sua vida&quot;, ela continua, mas não precisava ser sem você.&lt;br /&gt;
Eu sinto muito Vlader, eu sinto mesmo. A dor é forte demais, o sofrimento é inevitável, não foi fácil.&lt;br /&gt;
Não foi fácil, não foi fácil ver meu pai tão firme, mas ao levá-lo, vê-lo segurar com todas as forças seu choro, ele não chorou, ele não quis chorar, até se dar conta de que não teria mais volta.&lt;br /&gt;
Eu perdi mais que um irmão, eu perdi meu protetor, meu fiel companheiro, meu amigo para todas as horas, meu briguento com coração mole, aquele cara que só queria saber da família, o único tio da minha filha, o único homem da família, o maior torcedor da fiel, o churrasco de todo domingo, o passeio para a chácara, o aniversário de 13 de maio, &lt;i&gt;o filho, o pai, o irmão, o tio, o esposo, o padrasto.&lt;/i&gt; Hoje é o primeiro dia sem você, para toda uma vida, mas tudo o que você fez não foi para você, foi pela sua família, e é isso que vai ficar de você, a família que você formou e que eu não vou abandonar nunca, e que será lembrada para sempre, junto com a sua memória.&lt;br /&gt;
Adeus meu irmão, adeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maemulhers.blogspot.com/feeds/5860611022405242385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/05/aquela-dor-doida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/5860611022405242385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1229467028887093037/posts/default/5860611022405242385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maemulhers.blogspot.com/2013/05/aquela-dor-doida.html' title='Aquela dor doída '/><author><name>Elisa Pimentel Barbosa </name><uri>http://www.blogger.com/profile/16916943605993046190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdxZFZ1iJRZ1uOsB1XimrLk3gLGlnMBrQaROvDl8oWGTxgjZwKezq7C2288Lozpvgj1akGM1zmtr_YYmx_QNWIMudBTyYSGB6xeSMIOPvKA_TAYfBMLL_OSNnYl91dAw4/s85/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>