<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133</id><updated>2026-10-08T11:23:14.819-07:00</updated><category term="Posts de outros blogs"/><category term="Textos do Autor"/><category term="Texto do Autor"/><title type='text'>Mídia &amp;amp; Política - Odilon de Mattos Filho</title><subtitle type='html'>Um blog voltado para análise politica e como contraponto à &quot;mídia nativa&quot;.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>757</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-8619309003332015201</id><published>2026-10-06T16:27:36.190-07:00</published><updated>2026-10-08T11:23:14.819-07:00</updated><title type='text'>NÃO PODE HAVER DILEMA ENTRE AS REDES E AS RUAS </title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.hubspot.com/hubfs/media/diferencaentremidiassociaiseredessociais-1.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;484&quot; data-original-width=&quot;726&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://www.hubspot.com/hubfs/media/diferencaentremidiassociaiseredessociais-1.jpeg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Muitos brasileiros, especialmente aqueles que militam no campo da esquerda, vivem um momento de apreensão e descompasso diante das eleições de 2026. O primeiro grande golpe veio com a surpreendente vitória do principal candidato de oposição ao presidente Lula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Muitos — inclusive este escriba — acreditavam que o filho de Bolsonaro não seria páreo para o presidente Lula, considerando seu passado político e sua vida pregressa, com um enorme teto de vidro. Ledo engano!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Não obstante essa nossa posição, sempre procuramos fazer, neste espaço, uma análise mais crítica sobre o governo Lula 3 e, principalmente, sobre o descaso de parte da esquerda com a força do movimento bolsonarista, que encontrou nas igrejas evangélicas e também em setores da Igreja Católica uma de suas bases eleitorais mais fortes e fiéis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Aliado a isso, a extrema-direita percebeu muito antes da esquerda o enorme potencial das plataformas digitais como poderosas ferramentas políticas, eleitorais e de comunicação de massa. A extrema-direita é hoje um fenômeno das redes sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Em contrapartida, a esquerda brasileira parece continuar presa aos tempos do mimeógrafo e da tipografia — numa espécie de Segunda Revolução Industrial política e comunicacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;Enquanto abnegados militantes de esquerda continuam cumprindo a importante missão de distribuir panfletos, vender jornais e conversar com a população nos pontos de ônibus, nas praças e nos poucos portões de fábrica que ainda existem, a extrema-direita, com um simples clique, consegue, em poucos segundos, alcançar milhões de pessoas. É um abismo colossal de alcance, velocidade e eficiência comunicacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É evidente — e temos plena consciência disso — que as Big Techs desempenham um papel decisivo nesse processo, sobretudo por meio dos algoritmos que determinam o alcance e a circulação dos conteúdos nas redes sociais, muitas vezes favorecendo o impulsionamento e a disseminação de postagens alinhadas aos interesses políticos da extrema-direita. No entanto, essa constatação não pode servir de justificativa para que o campo progressista simplesmente abdique dessa poderosa ferramenta de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Por outro lado, não se trata de desprezar a militância de rua. Muito pelo contrário. A presença física, a organização popular, os sindicatos, os movimentos sociais, as reuniões comunitárias, as praças e os locais de trabalho continuam sendo fundamentais para qualquer projeto político que pretenda transformar a sociedade. O problema é imaginar que podemos disputar a consciência de milhões de brasileiros utilizando apenas ferramentas concebidas para uma realidade que já não existe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Por sinal, neste contexto, a jovem Ana Elisa, deputada federal do PT eleita por Minas Gerais com mais de 500 mil votos, mandou um recado direto para a campanha de Lula e para a esquerda brasileira:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;“Eu gostaria de deixar realmente um apelo para toda a esquerda. É o momento de nós deixarmos realmente a ignorância de lado, calçarmos a sandália da humildade e entendermos que, com a rede social, a gente precisa, sim, aprender (...). A vida está sendo pautada na tela do telefone e não na rua.” A declaração merece ser ouvida com atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Aliás, não é novidade para ninguém o descaso — e, em alguns momentos, a incompetência — dos governos petistas na área da comunicação. Imagine se o governo soubesse comunicar ao povo, de maneira inteligente, simples e eficaz, todas as conquistas e avanços obtidos para a população mais vulnerável e para a classe trabalhadora brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Certamente, a extrema-direita teria muito mais dificuldade para construir a narrativa de que tudo está errado e de que nenhum avanço aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Não se trata, portanto, apenas de fazer propaganda de governo. Trata-se de disputar narrativas, apresentar fatos, dialogar com a população e mostrar, de forma compreensível, quem ganha e quem perde com cada projeto político.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Uma pesquisa do DataSenado já havia demonstrado, há anos, a crescente influência das redes sociais como fonte de informação para o eleitor. Nas eleições de 2018, quase metade dos entrevistados — 45% — afirmou ter decidido o voto levando em consideração informações vistas em alguma rede social. Entre as 2,4 mil pessoas entrevistadas, 79% disseram utilizar as redes sociais para se informar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Aquela pesquisa já mostrava uma transformação profunda na maneira como o eleitor brasileiro se informa e forma sua opinião. Agora, em 2026, a força dessas plataformas é ainda maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;E aqui está um dos grandes problemas da esquerda: enquanto setores da extrema-direita compreenderam rapidamente o funcionamento dos algoritmos, aprenderam a produzir conteúdos curtos, emocionais e facilmente compartilháveis e construíram verdadeiras redes de comunicação política, boa parte da esquerda ainda discute se deve ou não entrar nesse terreno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A especialista em Marketing Político Martha Romano resumiu bem esse desafio ao afirmar: “Tem um pessoal da extrema-direita que é muito criativo. Eles estudam como as plataformas funcionam e usam isso dentro do discurso deles. O que a gente tem que fazer é a mesma coisa: dominar as plataformas, testar formatos e ousar.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;A questão, portanto, não é simplesmente estar nas redes sociais. É saber utilizá-las. A eficácia dessa poderosa ferramenta, inclusive para o campo progressista, pode ser observada em episódios recentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;A discussão sobre a escala 6×1, por exemplo, demonstrou que uma pauta historicamente defendida pelos movimentos sociais e pela esquerda pode alcançar enorme repercussão nas plataformas digitais quando consegue dialogar diretamente com as preocupações concretas da classe trabalhadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;O mesmo pode ser observado em outras pautas, como a defesa da democracia, a reação às medidas contra Bolsonaro e o debate sobre a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Quando a esquerda consegue transformar suas pautas em mensagens simples, compreensíveis e emocionalmente conectadas com a vida cotidiana das pessoas, o alcance pode ultrapassar — e muito — os limites de sua militância tradicional. É preciso, entretanto, reconhecer também o outro lado dessa disputa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A historiadora e youtuber Laura Sabino, em entrevista sobre a utilização das redes sociais, chamou atenção para o papel das grandes empresas de tecnologia e para a relação entre dinheiro, algoritmos e disputa política. Segundo ela, &quot;as redes sociais favorecem respostas rápidas para problemas complexos e podem beneficiar aqueles que possuem mais recursos para impulsionar suas mensagens. Essa dimensão econômica não pode ser ignorada. A esquerda não precisa se transformar na extrema-direita para vencer a extrema-direita. Precisa, sim, compreender que conteúdo verdadeiro também precisa ser interessante; política também precisa saber contar histórias; boas ideias também precisam aprender a disputar atenção&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;2&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Não temos a pretensão de colocar as plataformas digitais como uma espécie de panaceia capaz de resolver todos os problemas da esquerda brasileira. Seria um erro monumental. Temos consciência de que os ensinamentos do velho Karl Marx continuam tão presentes quanto as redes sociais. O pano de fundo de tudo isso continua sendo a luta de classes. O que mudou foram as ferramentas utilizadas para disputar a consciência da sociedade. A classe trabalhadora de hoje continua enfrentando exploração, desigualdade, precarização do trabalho e concentração de renda. Mas agora também vive, trabalha, conversa, se informa e forma sua opinião dentro de um universo digital dominado por algoritmos e plataformas privadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;É nesse novo território que a esquerda precisa estar presente. E estar presente não significa abandonar a rua. Ao contrário: precisamos construir uma verdadeira simbiose entre a militância de rua e a militância digital. O panfleto pode continuar existindo, mas precisa dialogar com o QR Code. O discurso na praça ou no Portão da fábrica pode continuar existindo, mas pode virar um vídeo de 30 segundos capaz de chegar a milhares de pessoas. Precisamos, enfim, abandonar a falsa escolha entre a rua e a tela. A esquerda brasileira não pode continuar utilizando as ferramentas do século passado para disputar a política do século XXI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Ainda há tempo para virar esse jogo, mas é preciso acordar e ter coragem...Força na luta, companheirada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;1-Fonte:&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;https://fpabramo.org.br/como-a-esquerda-avanca-na-disputa-das-redes/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;2Fonte:&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;https://www.brasildefato.com.br/podcast/visoespopulares/2026/06/10/o-algoritmo-e-obscuro-mas-ha-espaco-para-a-esquerda-diz-laura-sabino/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;background-attachment: initial; 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Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-3917066394121333785</id><published>2026-07-12T18:30:33.856-07:00</published><updated>2026-07-17T12:17:04.856-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A INFLUÊNCIA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS NA IDENTIDADE DA SELEÇÃO BRASILEIRA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTU_62PgUAOCua56XNdY2O8RvhCwo28MOkvHGKYbWZ0dCSVe6Efh_AFfapf&amp;amp;s=10&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;516&quot; data-original-width=&quot;387&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTU_62PgUAOCua56XNdY2O8RvhCwo28MOkvHGKYbWZ0dCSVe6Efh_AFfapf&amp;amp;s=10&quot; width=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sabe-se que no Brasil, os templos Evangélicos, particularmente os pentecostais e neopentecostais, deram um salto de crescimento nos últimos 30 anos e hoje, segundo o IBGE, somam 32% da população.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A força das Igrejas Evangélicas como moldadores da personalidade de seus fiéis e a disseminação de suas Doutrinas/Teologias ultrapassam fronteiras e influenciam outras Nações. No livro “Os Demônios Descem do Norte”, o autor Délcio Monteiro de Lima mostra um retrato de grande parte da população estadunidense que serve como parâmetro para entendermos o fenômeno religioso/político que acontece hoje no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E realmente esse retrato fica evidente quando se analisa o atual comportamento social e político do brasileiro e a &quot;a disputa ideológica — e não mera polarização — entre os campos progressista e ultraconservador.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Neste contexto, sabe-se que a extrema-direita utiliza a pauta de costumes como instrumento de mobilização e cooptação de seus apoiadores e seu discurso mais do que ir ao encontro do que prega a Doutrina das Igrejas Evangélicas, encontra ampla receptividade em parte dessas igrejas e nos lares dos fiéis, resultando no crescimento extraordinário da extrema-direita do país.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em tempos de Copa do Mundo de Futebol, sempre aparecem as famosas teorias da conspiração e nessa Copa não foi diferente, talvez não se trata dessa teoria, mas sim de um debate que procura analisar a vergonha do futebol brasileiro e nessa análise apareceu a tese da influência das Igrejas evangélicas na seleção brasileira de futebol.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O debate surgiu no tradicional jornal Inglês, The Times. À primeira vista parece uma discussão sem qualquer sentido e que beira a intolerância religiosa, mas que na verdade,&amp;nbsp; se aprofundarmos nas discussões pode ser considerado mais um elemento na tentativa de se explicar o fracasso da nossa seleção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se trata de afirmar que a religião dos atletas seja, por si só, responsável pelo declínio técnico da seleção e que houve a capitulação do futebol, o que está proposto é a discussão de determinadas mudanças culturais decorrentes da expansão do evangelicalismo podem ter influenciado aspectos da identidade coletiva historicamente associada ao futebol brasileiro. Aliás, o próprio jornal destaca na matéria, que as mudanças no futebol brasileiro refletem transformações culturais mais amplas, e não apenas religiosas. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam fatores como a globalização do esporte, a profissionalização precoce dos atletas, a influência do futebol europeu e mudanças no comportamento da sociedade brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo dados do referido jornal esse aumento dos números de evangélicos no Brasil refletiu, também, na seleção brasileira. De acordo com o periódico, pelo menos 20 dos 26 que foram convocados professam a fé evangélica, e no nosso entender essa mesma proporção ou quase isso, se aplica no futebol profissional do país.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As redes sociais já estão debatendo o tema e se levarmos em consideração o autor do livro “Os Demônios Descem do Norte” podemos afirmar que um dos memes que circula nas redes sociais faz total sentido. Diz o meme: “Reze como um gringo, jogue como um gringo”, fazendo alusão de que o cristianismo evangélico contemporâneo seria uma influência importada dos Estados Unidos, país sem tradição no futebol da elite mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E realmente há uma grande influência dos evangélicos no futebol brasileiro, não por acaso, surgiu no Brasil em 1984, capitaneado pelo goleiro do Atlético Mineiro, João Leite, o Movimento denominado “Atletas de Cristo”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, esse Movimento cresceu de forma exponencial e isso é muito visível quando observamos as manifestações públicas dos jogadores de religiosidade antes e depois das partidas, como orações coletivas, declarações de agradecimento a Deus e até as justificativas pelas derrotas não ficam apenas na análise do jogo, sempre vem acompanhadas do que alguns filósofos da argumentação denominam de &#39;falácia do argumento divinizado&#39;, isto é, quando uma decisão ou acontecimento é justificado exclusivamente pela vontade divina, tornando a discussão imune a qualquer contestação racional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A propósito, a entrevista concedida por Endrick após a derrota para a Noruega e justificando o gol perdido, corrobora a “Falácia do Argumento Divinizado”. Disse o atacante: “Foi um momento em que eu poderia ter feito melhor. Não consegui, mas agradeço a Deus pela oportunidade&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Neste contexto, vale ressaltar também que nessas entrevistas e até na vida pessoal desses “Atletas em Cristo”, há uma presença forte da Teologia da Prosperidade das Igrejas Neopentecostais que, como se sabe, foca no individualismo ao enfatizar experiências místicas exclusivamente individuais e vitórias pessoais imediatas e nunca no coletivo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, nesse sentido o Padre Jesuíta, Bruno Franquelli, trouxe essa discussão à baila com uma argumentação bem fundamentada e que nos leva a refletir sobre esse tema: Diz o Padre: “..Depois da eliminação do Brasil, o jornal britânico, The Times publicou um debate que está crescendo. Será que a mudança religiosa entre os jogadores também mudou a identidade da nossa seleção? Essa pergunta me lembrou imediatamente de Max Weber, este sociólogo que mostrou que o protestantismo ajudou a construir uma ética baseada na responsabilidade individual, na disciplina e na relação direta entre o indivíduo e Deus. Essa visão fortalece a autonomia pessoal e os méritos individuais...Essa é a minha hipótese, que essa é uma mudança cultural que também está chegando no futebol. Quando o valor central de uma cultura passa para um indivíduo, isso pode influenciar na maneira como o grupo trabalha, coopera e se sacrifica pelo coletivo. O futebol brasileiro sempre foi reconhecido pelo jogo coletivo...É claro que uma religião não pode explicar tudo, nem todo o desempenho da seleção. Mas como ensinou Max Weber, a religião molda valores, e valores moldam comportamentos até mesmo no campo de futebol...Talvez seja preciso olhar para a cultura que está formando essa geração de jogadores&lt;a href=&quot;#sdfootnote2sym&quot;&gt;2&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse mesmo sentido, o historiador brasileiro André Pagliarini, da Universidade Estadual da Louisiana, que foi ouvido pelo jornal The Times, disse “que o crescimento do neopentecostalismo ajudou a impulsionar mudanças estruturais na sociedade brasileira que também chegaram ao futebol….Segundo ele, as grandes seleções brasileiras surgiram em uma cultura que valorizava o coletivo acima do indivíduo, característica que estaria sendo enfraquecida paralelamente ao crescimento de correntes religiosas mais voltadas para a experiência individual...&lt;a href=&quot;#sdfootnote3sym&quot;&gt;3&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, citamos o jornalista da República Dominicana Elvin Calvino que , escreveu: “O futebol brasileiro tinha uma identidade enraizada na exuberância, festividade e colorido de uma cultura nascida do sincretismo entre o catolicismo e tradições religiosas de origem africana. Quando o Brasil dominava a Copa do Mundo, os jogadores chegavam aos estádios cantando samba e tocando tambores afro-brasileiros. Sua forma de jogar em campo era simplesmente uma extensão da celebração...Hoje, no entanto, os jogadores do Brasil são em sua maioria evangélicos. E o evangelicalismo—dadas suas raízes dispensacionalistas e escatologia rígida—rejeita todas as formas de sincretismo e diversidade. Em outras palavras, põe fim ao “futebol como celebração...Agora, tocar tambores e invocar os santos do sincretismo afro-brasileiro é visto como obra do diabo; é desaprovado. Eles se tornaram sombrios, regimentados e previsíveis—tanto em suas vidas pessoais quanto em campo&lt;a href=&quot;#sdfootnote4sym&quot;&gt;4&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dito tudo isso, o fato é que a Seleção brasileira fracassou mais uma vez e vamos completar na próxima Copa do Mundo, vinte e oito anos sem conquistar esse Torneio. As análises sobre essas derrotas são muitas, passando pela abjeta politicagem da CBF, ciclos mal feitos, globalização do esporte, profissionalização precoce dos atletas, mudanças no comportamento da sociedade brasileirae por que não, esse crescimento do Movimento Evangélico no meio dos “Atletas de Cristo”. Mas independentemente de concordarmos ou não com essa última hipótese, o debate suscitado por jornalistas, historiadores e estudiosos revela que o futebol brasileiro talvez esteja refletindo mudanças culturais profundas vividas pela sociedade. Ignorar essa discussão seria abrir mão de compreender um dos aspectos da transformação da identidade do futebol&amp;nbsp; brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 1px; margin-bottom: 0.43cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/jornal-britanico-associa-avanco-evangelico-ao-declinio-do-futebol-brasileiro/&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote2anc&quot;&gt;2&lt;/a&gt;Fonte: https://www.instagram.com/reel/DaqtfgXNZ9m/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA==&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote3anc&quot;&gt;3&lt;/a&gt;Fonte:https://www.diariodocentrodomundo.com.br/jornal-britanico-associa-avanco-evangelico-ao-declinio-do-futebol-brasileiro/&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote4anc&quot;&gt;4&lt;/a&gt;Fonte: https://radiorirbrasil.com.br/2026/07/12/jornal-diz-sobre-a-selecao-brasileira/&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/3917066394121333785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/07/a-influencia-das-igrejas-evangelicas-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3917066394121333785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3917066394121333785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/07/a-influencia-das-igrejas-evangelicas-na.html' title='A INFLUÊNCIA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS NA IDENTIDADE DA SELEÇÃO BRASILEIRA'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-1653143963661496190</id><published>2026-07-06T17:31:10.411-07:00</published><updated>2026-07-09T07:17:13.710-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A FIFA E A COPA DO MUNDO FORAM SUBJUGADAS PELO GOVERNO TRUMP</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://img.band.com.br/image/2026/07/06/donald-trump-segura-cartao-vermelho-ao-lado-de-gianni-infantino-84945.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://img.band.com.br/image/2026/07/06/donald-trump-segura-cartao-vermelho-ao-lado-de-gianni-infantino-84945.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É sabido por grande parte da população mundial que o futebol internacional é comandado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), fundada em 1904 e sediada em Zurique, na Suíça. A entidade regulamenta e supervisiona o futebol, o futsal e o futebol de areia em todo o mundo, além de ser responsável pela organização do maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo. Trata-se de um torneio que deveria representar um momento de congraçamento entre os povos, mas que, no atual &quot;padrão FIFA&quot;, vem se transformando cada vez mais em um grande negócio marcado pela exclusão social, por interesses econômicos e por conflitos políticos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mundo acompanha atualmente a 23ª edição da Copa do Mundo da FIFA. A competição é organizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, tendo os Estados Unidos como sede principal. A grande diferença desta edição em relação às anteriores, entretanto, não está apenas no fato de possuir três países-sede, mas, sobretudo, na postura da FIFA, que, na minha avaliação, tem demonstrado crescente alinhamento aos interesses políticos do presidente Donald Trump.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa percepção ganhou força com a criação do chamado &quot;Prêmio da Paz da FIFA&quot;, distinção concedida pela primeira vez ao presidente norte-americano. Segundo a justificativa apresentada pela entidade máxima do futebol mundial, a homenagem reconheceria as iniciativas diplomáticas de Trump voltadas à promoção da paz e da cooperação internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naturalmente, a premiação gerou controvérsias e levantou questionamentos acerca da crescente proximidade entre a FIFA e o governo dos Estados Unidos, além de suscitar dúvidas sobre a credibilidade da competição, preocupação que, ao longo do torneio, foi sendo reforçada por novos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como muitos acompanharam, esta Copa do Mundo, especialmente em sua principal sede, os Estados Unidos, ficou marcada por inúmeros episódios envolvendo delegações, atletas, árbitros e torcedores de países participantes, diante da omissão e da conivência da FIFA. Entre os casos noticiados estão o tratamento diferenciado dispensado à seleção do Irã e à sua torcida, a violência sofrida pelo árbitro somali Omar Artan, além de seleções submetidas a longos e rigorosos interrogatórios nos aeroportos norte-americanos, entre outros episódios já abordados em texto anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de todos esses acontecimentos, surgiu mais um episódio que, a meu ver, compromete a isonomia esportiva entre as seleções, coloca em xeque a legitimidade da FIFA e da própria competição e certamente vai&amp;nbsp; entrar para história como a maior vergonha do futebol mundial com a declarada intervenção de um presidente do país-sede na FIFA.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, vencida pelos norte-americanos por 2 X 0, o atacante Folarin Balogun foi expulso com cartão vermelho pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Pelo regulamento da competição, a suspensão para a partida seguinte seria automática.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, encerrado o jogo, o presidente Donald Trump manifestou-se publicamente contra a expulsão e afirmou ter telefonado ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, solicitando a revisão da punição, por considerá-la injusta. Segundo o próprio Trump, o pedido foi atendido. Em declaração pública, afirmou:&amp;nbsp; &quot;Sim, eu pedi uma revisão à FIFA. Falei com um homem que é muito respeitado e, por acaso, seu nível de respeito aumentou dez vezes. Fui eu quem os fez fazer isso [mudar a decisão]. Não foi o Biden. O Biden estava dormindo. Obrigado à FIFA por fazer o certo e reverter uma grande injustiça.&quot;¹&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao justificar sua posição, Trump também colocou em dúvida a atuação do árbitro brasileiro, afirmando: &quot;O árbitro é um pouco suspeito, se você verificar seu passado... Eu não quero dizer isso porque não gosto de criar controvérsia, mas ele é muito suspeito. Se você quiser, eu vou te mostrar o passado dele. Ele tomou uma decisão em que ninguém acreditou. Mesmo os adversários disseram: &#39;Nós tivemos sorte.&#39;&quot;²&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após a decisão da FIFA de rever a punição aplicada ao atleta norte-americano, sucederam-se diversas manifestações públicas de críticas à entidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em nota oficial, a CBF saiu em defesa do árbitro Raphael Claus, afirmando: &quot;A CBF refuta qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus. Trata-se de um profissional exemplar, cuja carreira é amplamente respaldada por avaliações técnicas, desempenho consistente e confiança das principais competições nacionais e internacionais.&quot;³&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) também criticou duramente a decisão da FIFA. Em seu comunicado, declarou: &quot;Uma suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer decisão de um órgão competente para entrar em vigor.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A entidade acrescentou: &quot;Esse princípio não pode ser submetido a exceções, muito menos no meio de um torneio em que vários outros jogadores estiveram na mesma situação e cumpriram normalmente suas suspensões. Quando a certeza das regras deixa de ser garantida por seus guardiões, a integridade do jogo está em risco e a credibilidade de uma competição é comprometida. Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável.&quot;⁴&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já o técnico da Bélgica, Rudi Garcia, adversário dos Estados Unidos nas oitavas de final, ironizou a decisão ao afirmar: &quot;Eu não sabia que 5 de julho era igual a 1º de abril na FIFA. É necessário lembrar nosso comunicado. Muito do que sinto está lá. Não estamos defendendo apenas a seleção ou a confederação da Bélgica; estamos defendendo o futebol, sua ética e sua história. É a primeira vez na história da Copa do Mundo que uma decisão como essa é tomada.&quot;⁵&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale registrar, ainda, a observação do jornalista Jamil Chade, segundo a qual a única lembrança histórica de uma interferência política dessa natureza remete à Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália fascista de Benito Mussolini. Naquele torneio, a influência do regime sobre a arbitragem comprometeu a credibilidade da competição e marcou negativamente a história do futebol mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esses episódios revelam semelhanças que merecem reflexão acerca da forma como governos autoritários procuram utilizar grandes eventos esportivos para fins políticos. Quando uma competição deixa de ser decidida exclusivamente dentro das quatro linhas e passa a sofrer interferências externas que relativizam a aplicação de seu próprio regulamento, enfraquecem-se os princípios da igualdade esportiva. Se decisões administrativas podem ser revistas em função da vontade política do governante do país-sede, a independência institucional da FIFA passa a ser questionada. Independentemente das preferências ideológicas de cada torcedor, preservar a autonomia das regras é condição indispensável para que a Copa do Mundo continue sendo reconhecida como a maior e mais respeitada competição do futebol mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dito tudo isso, um fato acabou se sobrepondo a todos esses episódios: dentro das quatro linhas o futebol mostrou que realmente é subversivo. No campo, instância máxima da competição onde a autoridade soberana é a bola, a justiça esportiva falou mais alto e decretou sua sentença: os Estados Unidos foram eliminados da Copa do Mundo ao serem goleados pela Bélgica por 4 a 1. Os belgas seguem na disputa, enquanto aos norte-americanos resta assistir, das arquibancadas, ao sucesso das demais seleções. No fim, prevaleceu o velho ditado da boleragem: &quot;a bola pune&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte:&lt;a href=&quot;https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/06/trump-caso-balogun-claus-fifa-copa.ghtm&quot;&gt;https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/06/trump-caso-balogun-claus-fifa-copa.ghtm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote2anc&quot;&gt;2&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/06/trump-caso-balogun-claus-fifa-copa.ghtm&quot;&gt;https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/06/trump-caso-balogun-claus-fifa-copa.ghtm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote3anc&quot;&gt;3&lt;/a&gt;Fonte:&lt;a href=&quot;https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/06/trump-caso-balogun-claus-fifa-copa.ghtm&quot;&gt;https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/06/trump-caso-balogun-claus-fifa-copa.ghtm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote4anc&quot;&gt;4&lt;/a&gt;Fonte:&lt;a href=&quot;https://www.brasil247.com/247-na-copa/uefa-se-levanta-contra-a-trapaca-de-trump-e-da-fifa-para-favorecer-os-estados-unidos-contra-belgica/&quot;&gt;https://www.brasil247.com/247-na-copa/uefa-se-levanta-contra-a-trapaca-de-trump-e-da-fifa-para-favorecer-os-estados-unidos-contra-belgica/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote5anc&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote5anc&quot;&gt;5&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/copa-do-mundo/tecnico-da-belgica-detona-fifa-apos-anular-suspensao-de-balogun-na-copa/&quot;&gt;https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/copa-do-mundo/tecnico-da-belgica-detona-fifa-apos-anular-suspensao-de-balogun-na-copa/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/1653143963661496190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/07/a-fifa-e-copa-do-mundo-subjugadas-pelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/1653143963661496190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/1653143963661496190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/07/a-fifa-e-copa-do-mundo-subjugadas-pelo.html' title='A FIFA E A COPA DO MUNDO FORAM SUBJUGADAS PELO GOVERNO TRUMP'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-8082431149868830738</id><published>2026-06-09T15:59:05.627-07:00</published><updated>2026-06-22T15:25:27.295-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A COPA DA FIFA OU A COPA DE TRUMP?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://s2-oglobo.glbimg.com/CPTVoQdaTHi3yX4lPePJ2uoryWM=/0x0:6233x3953/888x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/e/U/9OVjGCRwO85OCJjjl9Rw/113193041-files-fifa-president-gianni-infantino-r-hands-the-world-cup-trophy-to-us-president-donald.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;563&quot; data-original-width=&quot;888&quot; height=&quot;254&quot; src=&quot;https://s2-oglobo.glbimg.com/CPTVoQdaTHi3yX4lPePJ2uoryWM=/0x0:6233x3953/888x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/e/U/9OVjGCRwO85OCJjjl9Rw/113193041-files-fifa-president-gianni-infantino-r-hands-the-world-cup-trophy-to-us-president-donald.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Por Odilon de Mattos Filho:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É consenso que o futebol é um dos esportes mais populares do mundo e um dos maiores mobilizadores de questões socioculturais e políticas, especialmente no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na esfera internacional, o futebol é comandado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), fundada em 1904 e sediada em Zurique, na Suíça. A entidade regulamenta e supervisiona o futebol, o futsal e o futebol de areia em todo o mundo, além de ser responsável pela organização do maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo. Um torneio que deveria representar um momento de congraçamento entre os povos, mas que, no atual &quot;padrão FIFA&quot;, tem se transformado cada vez mais em um grande negócio marcado pela exclusão e por conflitos de interesses.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O orçamento financeiro da FIFA é estruturado em ciclos de quatro anos. Estima-se que, no ciclo de 2023 a 2026, a receita da entidade alcance um recorde superior a US$ 11 bilhões, enquanto o orçamento global de despesas operacionais da Copa do Mundo de 2026 está estimado em US$ 3,75 bilhões. Mas isso não causa espanto, a FIFA se transformou numa enorme indústria do entretenimento que visa apenas o lucro. Os preços dos ingressos para essa Copa do Mundo corroboram essa afirmativa. No final do mês de maio deste ano, o ingresso mais barato para a final da Copa custava, no site da Fifa, 8.625 dólares (R$ 44,7 mil). Para um(a) cadeirante o preço estava estimado em 10.350 dólares (R$ 53,7 mil). Esse é o “padrão FIFA&quot; de esclusão social, assistir a Copa do Mundo é para para poucos imortais, somente a burguesia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na organização das Copas do Mundo, a FIFA costuma se agigantar e, muitas vezes, chega a impor uma espécie de legislação própria aos países-sede. Muitos brasileiros ainda se lembram das expressões, &quot;padrão FIFA&quot;,&amp;nbsp; &quot;Lei Geral da FIFA&quot; ou o &quot;caderno de encargos da FIFa, todas amplamente utilizadas durante a preparação para a Copa de 2014. E foi por imposição dessa &quot;legislação&quot; da FIFA que os nossos tradicionais estádios populares foram transformados em modernas arenas e o futebol brasileiro passou por um intenso processo de financeirização. Foi mais uma demonstração de como a lógica do mercado se apropria do esporte mais popular do planeta.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naquele período, difundiu-se a ideia da chamada &quot;arenização&quot;. Segundo seus defensores, a substituição dos antigos estádios por arenas modernas proporcionaria mais conforto e segurança aos torcedores. Embora esses objetivos sejam legítimos e desejáveis, o resultado prático também foi uma profunda exclusão social. O futebol brasileiro tornou-se mais elitizado, uma vez que os elevados preços dos ingressos passaram a afastar grande parte da população dos estádios, restringindo o acesso a uma parcela mais abastada dos torcedores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Passados 12 anos da Copa do Mundo realizada no Brasil, chega, com toda pompa e circunstância, a Copa do Mundo de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, tendo os Estados Unidos como sede principal. Desta vez, porém, diferentemente do que ocorreu no Brasil, a FIFA se apresenta ao mundo como uma entidade totalmente submissa aos desejos do presidente Donald Trump.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa postura começou a ficar evidente com a criação do chamado &quot;Prêmio da Paz da FIFA&quot;, distinção concedida pela primeira vez ao presidente norte-americano. Segundo a justificativa apresentada, a homenagem teria sido um reconhecimento por suas iniciativas diplomáticas voltadas para a promoção da paz e da cooperação internacional. A premiação gerou controvérsias e levantou questionamentos sobre a crescente proximidade entre a entidade máxima do futebol e o governo dos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir daí, sucederam-se diversos episódios envolvendo delegações, atletas, árbitros e torcedores de países que participarão da Copa do Mundo, sem que a FIFA demonstrasse a firmeza que costuma adotar em outras circunstâncias.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro caso envolve o Irã. O país conquistou sua vaga na Copa do Mundo dentro de campo, assim como a grande maioria das seleções participantes. No entanto, os Estados Unidos alegaram não poder garantir plenamente a segurança da delegação iraniana em seu território. Além disso, houve demora na emissão dos vistos para integrantes da delegação, o que acabou levando à transferência de sua base para Tijuana, no México.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo informações divulgadas pela imprensa, os jogadores iranianos também terão de entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia das partidas, realizando viagens de ida e volta em jornadas extremamente desgastantes, situação que, evidentemente, compromete a isonomia esportiva entre as seleções.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda em relação ao Irã, surgiu outra controvérsia envolvendo os torcedores. A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) afirmou que sua cota de ingressos para a Copa do Mundo foi retirada poucos dias antes do início da competição. A medida foi considerada arbitrária pelas autoridades esportivas iranianas e causou prejuízos aos torcedores que planejavam acompanhar a seleção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se isso não bastasse, Omar Artan, da Somália, considerado um dos mais respeitados árbitros do continente africano e escalado para atuar na Copa do Mundo, não conseguiu ingressar nos Estados Unidos, tendo sido barrado pelas autoridades migratórias sem justificativas amplamente esclarecidas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A reação do governo somali foi imediata. Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, declarou: : &quot;Artan é um dos árbitros mais respeitados da África. Impedi-lo de entrar nos Estados Unidos e de exercer sua função prejudica não apenas sua carreira, mas também os princípios de equidade, mérito, imparcialidade e fair play que deveriam orientar o futebol internacional.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante das críticas, a FIFA limitou-se a afirmar que não interfere nos processos migratórios conduzidos pelos países-sede.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os problemas não se limitaram às delegações e à arbitragem. O atacante iraquiano Aymen Hussein, uma das principais estrelas de sua seleção, foi submetido a um longo interrogatório ao desembarcar nos Estados Unidos. Também foram relatadas dificuldades enfrentadas por profissionais da imprensa ligados à delegação iraquiana, o que ampliou as críticas sobre o tratamento dispensado a determinados países.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Imagina o frisson e os editoriais da mídia corporativa se todas essas barbáries cometidas por Trump fossem praticadas numa Copa do Mundo na China ou na Rússia? Pois é, mas o fato é que está acontecendo na dita maior democracia do mundo, porém, com uma importante observação: a questão central não é apenas Donald Trump. O que está em debate, também, é a postura da FIFA diante do poder político e econômico. Quando os interesses da entidade exigiram mudanças profundas em países como Brasil, África do Sul e Catar, a FIFA não hesitou em exercer toda a sua influência e impor suas condições. Entretanto, diante das decisões unilaterais do governo dos EUA, a entidade parece ter abdicado da autonomia que sempre reivindicou.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas se todas essas sandices autoritárias do governo estadunidense não bastassem, a própria FIFA teve, também, seu momento de déspota. A entidade obrigou a seleção do Haiti a modificar o seu uniforme alegando violação das regras do torneio que proíbe mensagens de cunho político. Esse absurdo foi cometido porque a fornecedora de material esportivo, Saet fez um tributo à Batalha de Veriéres, um conflito decisivo da Revolução Haitiana que marcou o fim do colonialismo francês e a criação da primeira república negra do mundo. A intenção foi unicamente celebrar a história e a resiliência do povo haitiano, sem qualquer viés ideológico atual, mas a “zelosa” FIFA, não entendeu assim e no caso dessa pequena Nação fez valer o seu poder, o mesmo que nega aplicar aos EUA.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Copa do Mundo deveria ser um espaço de integração entre povos e culturas. Quando barreiras políticas, discriminações e restrições seletivas passam a determinar quem pode participar plenamente do evento, o futebol perde parte de sua essência universal. E, quando a FIFA aceita passivamente tais limitações, coloca em xeque não apenas sua independência institucional, mas também os valores que afirma defender.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Finalizando, vale citar parte do texto do grande jornalista, Leonardo Sakamoto que descreveu com a costumeira precisão o que representa essa Copa para o presidente dos EUA: “Trump quer a Copa como peça de sua agenda dos 250 anos da independência americana [e como propaganda para as Eleições de novembro 2026]. O mundial é para ele um troféu de prestígio internacional. O problema é que troféus não jogam futebol. Árbitros africanos, atacantes iraquianos e meias haitianos, sim. Mas esses, ao que tudo indica, não têm a origem ou a cor certas”.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/8082431149868830738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/06/a-copa-da-fifa-ou-copa-de-donald-trump.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/8082431149868830738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/8082431149868830738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/06/a-copa-da-fifa-ou-copa-de-donald-trump.html' title='A COPA DA FIFA OU A COPA DE TRUMP?'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-1807187972997439010</id><published>2026-05-04T15:51:00.000-07:00</published><updated>2026-05-06T17:34:43.134-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A REJEIÇÃO DE JORGE MESSIAS É REFLEXO DA POLÍTICA DE CONCILIAÇÃO</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.camara.leg.br/midias/image/2022/10/esquerda-volver-768x432.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;432&quot; data-original-width=&quot;768&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://www.camara.leg.br/midias/image/2022/10/esquerda-volver-768x432.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;Segundo o professor Paulo Adib, “as origens do Supremo Tribunal Federal remontam à Proclamação da República. Com efeito, em 11 de outubro de 1890, mediante o Decreto nº 848, instituiu-se o STF, criado para suceder o antigo Supremo Tribunal de Justiça do Império. Dispunha a Constituição de 1891, em seu art. 56, que o Supremo Tribunal Federal seria composto por quinze juízes, nomeados pelo Presidente da República dentre cidadãos de notável saber e reputação, elegíveis para o Senado.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;A Constituição de 1934 alterou a denominação do Supremo Tribunal Federal para Corte Suprema e reduziu o número de ministros de quinze para onze, podendo esse número ser ampliado por lei até dezesseis, mediante proposta da própria Corte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1946, a Constituição resgatou o modelo da Primeira República, estabelecendo que os ministros do STF seriam nomeados pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal, por maioria simples, dentre brasileiros maiores de 35 anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O presidente Lula foi, depois de Getúlio Vargas, o mandatário que mais indicou ministros para a Corte, totalizando dez indicações. Neste mês, indicou o então Advogado-Geral da União, Jorge Messias. No entanto, seu nome foi rejeitado pelo Senado Federal por 42 votos contrários e 32 favoráveis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa derrota, ao contrário do que sustentam setores do governo, não pode ser tratada como um episódio rotineiro. Trata-se de um fato político relevante, que sinaliza tensões profundas entre o Executivo e o Congresso Nacional. Fizeram da sabadina de Jorge Messias uma disputa política por baixo objetivando, unica e exclusivamente, atingir o governo, especialmente, o presidente Lula.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A rejeição de um indicado ao STF pelo Senado é raríssima na história brasileira, tendo ocorrido anteriormente apenas em 1894, quando o Senado rejeitou indicações do presidente Floriano Peixoto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O episódio não é isolado. Ele expressa a natureza de um Congresso Nacional cada vez mais conservador e desconectado de amplos setores da sociedade, além de evidenciar os limites de uma política de conciliação que não altera substantivamente a correlação de forças.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro fator que pode ter influenciado o resultado é a disputa política interna no Senado. Parte da Casa defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco ao STF, o que ampliaria sua influência na Corte. Além disso, investigações envolvendo parlamentares, como no caso do Banco Master, contribuem para tensionar ainda mais o ambiente político.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A eleição de 2022 evidenciou as contradições do sistema político brasileiro. Embora tenha garantido a eleição de Lula para um terceiro mandato, também produziu um Congresso com forte presença conservadora. Isso revela os limites da representação política e os efeitos de um sistema eleitoral que favorece o personalismo, o poder econômico e a fragmentação partidária.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os dados são ilustrativos: na Câmara dos Deputados, 72,12% dos parlamentares são brancos, 82% são homens e 357 possuem patrimônio superior a R$ 1 milhão. No Senado, o cenário é semelhante, evidenciando o distanciamento entre representantes e a composição social da população.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais do que uma questão de diversidade e representatividade, trata-se de um problema estrutural. O Congresso, hegemonizado por forças conservadoras, representa majoritariamente interesses do capital e concentra poder de forma crescente, especialmente na presidência da Câmara dos Deputados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cabe ao presidente da Câmara definir a pauta legislativa, influenciar o orçamento e exercer papel central em processos de impedimento presidencial, o que lhe confere grande poder político.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse contexto, mecanismos como o chamado “orçamento secreto” reforçam práticas clientelistas e ampliam distorções na alocação de recursos públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No plano político, esse cenário evidencia os limites do presidencialismo de coalizão, que frequentemente opera como instrumento de acomodação de interesses, dificultando avanços estruturais e favorecendo agendas de austeridade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os desdobramentos são claros: a rejeição de Jorge Messias, a derrubada de vetos presidenciais e as dificuldades na aprovação de medidas relevantes indicam a força de um bloco parlamentar que atua de forma organizada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se trata de traição, mas de correlação de forças. Os parlamentares que rejeitaram a indicação já se posicionavam como oposição, e suas ações refletem interesses políticos e disputas de poder.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Às vésperas de novas eleições, esse movimento também expressa uma estratégia de afirmação política da oposição.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante desse quadro, o governo enfrenta o desafio de fortalecer sua base social e ampliar sua capacidade de articulação política.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história demonstra que estabilidade institucional sem sustentação social organizada tende a produzir impasses e derrotas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como afirmou Simón Bolívar: “a arte de vencer se aprende nas derrotas”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/1807187972997439010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/05/a-rejeicao-de-jorge-messias-e-um-claro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/1807187972997439010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/1807187972997439010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/05/a-rejeicao-de-jorge-messias-e-um-claro.html' title='A REJEIÇÃO DE JORGE MESSIAS É REFLEXO DA POLÍTICA DE CONCILIAÇÃO'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-8965602525707204386</id><published>2026-04-27T10:09:00.000-07:00</published><updated>2026-05-06T14:47:23.387-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>FIM DA ESCALA 6X1 E A GRITARIA DA BURGUESIA </title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.org.br/wp-content/uploads/2025/07/fim-escala-6x1-divulgacao-1.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;500&quot; data-original-width=&quot;750&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://pt.org.br/wp-content/uploads/2025/07/fim-escala-6x1-divulgacao-1.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;Segundo a literatura, trabalho é uma atividade desenvolvida para alcançar um objetivo final, podendo ser realizada de forma individual ou coletiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A palavra trabalho, conforme explica o professor Thiago Souza, deriva do latim tripalium, que significa “três paus”, instrumento de tortura formado por três estacas de madeira cruzadas. A origem do termo revela, simbolicamente, o caráter penoso que historicamente marcou o trabalho humano.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao longo da história, a humanidade vivenciou diferentes formas de organização do trabalho: trabalho primitivo, escravo, feudal, capitalista e socialista.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, destaca-se a Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que descreve como os diferentes países se inserem no sistema produtivo global, especialmente no capitalismo, estabelecendo relações desiguais entre nações centrais e periféricas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, consolida-se o poder econômico e político da burguesia. Esse período marca a transição da produção artesanal para a maquinofatura e aprofunda a divisão entre os detentores dos meios de produção (burguesia) e aqueles que vendem sua força de trabalho (proletariado), dando origem também à divisão social do trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de seu impacto no desenvolvimento das forças produtivas, a Revolução Industrial ficou marcada pela intensa exploração da classe trabalhadora, sobretudo por jornadas exaustivas e condições precárias de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao longo do tempo, por meio de intensa organização e luta — especialmente via sindicatos e movimentos operários — os trabalhadores conquistaram direitos fundamentais, entre eles a redução da jornada de trabalho. Essas conquistas não foram concessões espontâneas, mas resultado de uma luta histórica contra os interesses da classe dominante.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Atualmente, os trabalhadores brasileiros enfrentam mais uma importante batalha: o fim da escala 6x1. Trata-se de uma reivindicação histórica, que encontra forte resistência da burguesia nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tramita na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe não apenas o fim da escala 6x1, mas também a implementação de uma jornada de quatro dias semanais (escala 4x3), com possibilidade de compensação por meio de negociação coletiva. Posteriormente, o governo Lula encampou a pauta e finalmente defende de maneira concreta a PEC e abandonou o discurso hesitante que jogava a discussão para negociação em acordos e convenções coletivas de trabalho, enviando uma proposta alternativa que prevê o fim da escala 6x1 sem redução salarial, garantindo cinco dias de trabalho e dois de descanso.  A PEC já foi aprovada pela CCJ da Câmara dos Deputados e agora deve passar por ima Comissão Especial e depois vai ao Plenário para votação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como em outras pautas sociais, a reação da burguesia tem sido imediata, baseada na disseminação de um suposto “pânico econômico”: aumento de custos, risco de inflação e redução de salários. Em essência, trata-se da defesa da manutenção das taxas de lucro — ou seja, da preservação da mais-valia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto, experiências internacionais demonstram que jornadas reduzidas não comprometem a economia. Em diversos países europeus, a jornada de cinco dias semanais já é realidade há décadas, sem prejuízos estruturais. Pelo contrário, estudos indicam que jornadas mais equilibradas melhoram a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzem afastamentos, aumentam a produtividade e diminuem a rotatividade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, vale registrar a corajosa e oportuna Nota divulgada pela CNBB no dia 24/04/2026, intitulada &quot;Mensagem ao Povo Brasileiro&quot;. Nesse documento a Entidade faz uma enfática defesa da classe trabalhadora, denunciando a precarização das relações de trabalho no Brasil e a escala 6X1. Diz parte do documento: “...Preocupa-nos a discussão no STF sobre a substituição dos contratos de trabalhos regidos pela CLT por vínculos precários de prestação de serviço, conhecidos por “pejotização. Onde desaparece o Estado, vigora a lei do mais forte. Da mesma forma, é necessário reafirmar o direito sagrado ao repouso oferecendo escala de atividades que permitam aos trabalhadores melhor qualidade de vida e mais tempo com suas família”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante desse cenário, torna-se fundamental a mobilização da classe trabalhadora. O 1º de Maio deve ser um momento de unidade e luta, com manifestações em todo o país para pressionar o Congresso inimigo do povo a aprovar o fim da escala 6x1.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É urgente recolocar a classe trabalhadora no centro do debate político e manter a ofensiva nas ruas, afirmando que o tempo de vida, o lazer e a saúde não podem estar subordinados à lógica da exploração. Como bem sintetizou o sociólogo Antonio Candido: “Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida. A luta pela justiça social começa por uma reivindicação do tempo.”&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/8965602525707204386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/04/a-luta-da-burguesia-contra-o-fim-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/8965602525707204386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/8965602525707204386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/04/a-luta-da-burguesia-contra-o-fim-da.html' title='FIM DA ESCALA 6X1 E A GRITARIA DA BURGUESIA '/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-7016251742343935801</id><published>2026-03-24T18:49:00.000-07:00</published><updated>2026-05-12T13:43:09.110-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>ELEIÇÕES 2026: A TEMPORADA DE ATAQUES CONTRA O GOVERNO LULA ESTÁ ABERTA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://pensarpiaui.com/storage/17770/67bdc8fd73312-pig-7.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; height=&quot;180&quot; src=&quot;https://pensarpiaui.com/storage/17770/67bdc8fd73312-pig-7.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje já não há mais dúvidas — como bem explica o professor João Cezar de Castro Rocha — de que o bolsonarismo se consolidou como um movimento político de massas, com viés fascista e forte tendência autoritária.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;A base, ou melhor, o motor desse movimento, encontra-se nas igrejas evangélicas — sobretudo entre pentecostais e neopentecostais — além de setores da Igreja Católica, em especial o conservador Movimento Carismático. A chamada “pauta de costumes” foi a principal narrativa responsável por aproximar e unificar esse campo religioso e político.&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;As igrejas evangélicas somam hoje mais de 130 mil templos espalhados por todo o território nacional e atingem, segundo o IBGE, cerca de 48 milhões de pessoas — o que representa aproximadamente 23% da população brasileira. É razoável afirmar que uma parcela significativa desses fiéis atua como base militante desse movimento, muitas vezes mobilizada por um fenômeno de dissonância cognitiva coletiva.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Sabe-se que, atualmente, setores do pentecostalismo e do neopentecostalismo utilizam a chamada Teologia da Prosperidade como instrumento para a consolidação de uma outra concepção: a Teologia do Domínio, que visa à ocupação de espaços de poder político e institucional. A chamada “bancada da Bíblia”, com cerca de 100 parlamentares, e o governo Bolsonaro corroboram essa análise.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, o saudoso governador Leonel Brizola já alertava: “Se os evangélicos entrarem na política, o Brasil irá para o fundo do poço; o país retrocederá vergonhosamente e matarão em nome de Deus.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;A força dessas igrejas é imensurável. Reportagem da Revista Fórum informa que a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada por Edir Macedo, pretende realizar, na Sexta-feira da Paixão, eventos simultâneos em nove estádios de futebol pelo Brasil. Trata-se de uma demonstração de força com evidente dimensão política e alvo definido: o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores. O evento foi descrito por Renato Cardoso, genro de Macedo, em tom irônico, como uma “grande lata de conservas da família&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”, em referência crítica a manifestações culturais que confrontam o conservadorismo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Segundo o jornalista Zé Barbosa, autor da matéria, a escolha da Sexta-feira da Paixão amplia o impacto emocional do evento, enquanto o discurso em defesa da “família” se conecta diretamente às pautas conservadoras que mobilizam essa base. Ao mesmo tempo, críticas indiretas ao governo transformam o ato em um verdadeiro movimento político de massa, com potencial de influenciar o cenário eleitoral — inclusive em benefício de lideranças como Flávio Bolsonaro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Esse será, ao que tudo indica, apenas o primeiro de uma série de ataques organizados por setores das igrejas evangélicas alinhados à extrema-direita contra o presidente Lula e seu governo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Além desse expressivo contingente de “soldados de Deus”, que sustenta a extrema-direita no Brasil nos últimos anos, retorna à cena político-eleitoral a velha e conservadora imprensa brasileira — historicamente vinculada aos interesses das elites econômicas do país.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Sabe-se que a sustentação das políticas alinhadas ao imperialismo internacional só tem sido possível graças a essa retaguarda estratégica, responsável pela difusão massiva de ideias, pela formação de opinião pública e pela neutralização de qualquer reação que possa ameaçar seus interesses. Trata-se, também, de um instrumento importante na desorganização do movimento popular e na despolitização da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;A atuação dessa mídia e seu modus operandi ficaram evidentes recentemente, em uma matéria veiculada pela GloboNews, de conteúdo claramente manipulador. O episódio já figura como um dos mais graves escândalos jornalísticos da mídia brasileira contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;No dia 6 de março de 2026, a jornalista Andréia Sadi apresentou, em seu programa, um PowerPoint que remete diretamente ao método utilizado pelo ex-procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. Na peça, de forma simplista, deliberada e tendenciosa, foram apresentados supostos envolvidos no escândalo financeiro relacionado ao Banco Master e ao seu proprietário, o banqueiro Daniel Vorcaro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;De maneira premeditada e irresponsável, o material incluiu o presidente Lula, o PT e ministros do governo entre os supostos envolvidos, enquanto nomes efetivamente ligados ao caso — de conhecimento público — foram simplesmente omitidos. A repercussão foi imediata: a matéria foi duramente criticada nas redes sociais e por diversos jornalistas independentes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;O analista Jeferson Miola afirmou que “a Globo retomou a construção de narrativas típicas do período da Lava Jato, utilizando recursos gráficos de forte apelo simbólico para influenciar a opinião pública. Destacou ainda a ausência, na apresentação, de nomes relevantes como Jair Bolsonaro, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, representantes do mercado financeiro e até mesmo a própria Globo, que teria mantido relações com o empresário investigado...&lt;a href=&quot;#sdfootnote2sym&quot;&gt;2&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;No mesmo sentido, o jornalista Florestan Fernandes Jr. avaliou que “a emissora volta a exercer um “jornalismo de resultado”, com o objetivo de tutelar o processo eleitoral. Segundo ele, caso não consiga viabilizar uma candidatura de “terceira via”, como Tarcísio de Freitas ou Ratinho Júnior, a Globo pode voltar a flertar com o bolsonarismo&lt;a href=&quot;#sdfootnote3sym&quot;&gt;3&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Diante da repercussão negativa, a jornalista apresentou um pedido de desculpas que, longe de reparar os danos, agravou ainda mais a situação. A retratação foi considerada insuficiente e evasiva e também recebeu inúmeras críticas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;O jornalista Bernardo Cotrim do ICL, escreveu que “...um pedido de desculpas é uma expressão sincera de arrependimento e tentativa de mitigar o dano produzido, assumindo a responsabilidade pelo ato, mesmo que não exista a intenção; já uma errata é a correção de uma obra, assinalando cada um dos erros cometidos e apontando a forma correta..O texto apresentado no Estúdio i não é nem uma coisa, nem outra. O parágrafo claudicante não estabelece de quem foi a responsabilidade pela exibição de algo tão aberrante, não cita os nomes de quem devia figurar na “arte”, não informa quem apareceu na peça por engano. Ficou explícito que a “autocrítica” capenga visa única e exclusivamente minimizar o dano causado à imagem da própria emissora. Uma ação tardia de “vacina”, tão patética quanto desonesta&lt;a href=&quot;#sdfootnote4sym&quot;&gt;4&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Diante desse cenário, torna-se evidente a necessidade de uma reação política e institucional firme por parte do governo. Está em curso um processo articulado por setores das elites financeiras nacional e internacional que visa prostituir e influenciar o processo e o resultado das eleições de 2026.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Parte da burguesia aposta na construção de uma “terceira via” (Eduardo Leite ex-governador do RS), No entanto, caso essa alternativa não se viabilize, não há dúvidas de que esses setores poderão novamente se alinhar à extrema-direita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Se a esquerda não retomar o debate ideológico, não ganhar as ruas e fortalecer o diálogo com os movimentos sociais, sindicais e com a sociedade em geral, não entender o bolsonarismo como movimento de massas,&amp;nbsp; e por fim, não enxergar o peso das Igrejas Evangélicas na política e na transformação da sociedade brasileira contemporânea, a reeleição do presidente Lula corre sério risco.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Toda atenção é pouco, o ovo da serpente está prestes a se romper e se isso ocorrer, o Brasi será, docilmente recolonizado e a sociedade poderá mergulhar em um novo ciclo de retrocessos político, econômico, social e cultural semelhante aos anos de chumbo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; font-family: &amp;quot;Liberation Serif&amp;quot;, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; font-family: &amp;quot;Liberation Serif&amp;quot;, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; font-family: &amp;quot;Liberation Serif&amp;quot;, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; font-family: &amp;quot;Liberation Serif&amp;quot;, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; font-family: &amp;quot;Liberation Serif&amp;quot;, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; font-family: &amp;quot;Liberation Serif&amp;quot;, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; font-family: &amp;quot;Liberation Serif&amp;quot;, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; direction: ltr; font-family: &amp;quot;Liberation Serif&amp;quot;, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 16px; margin-bottom: 0.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte: https://revistaforum.com.br/brasil/familia-ao-pe-da-cruz-edir-marcedo-fara-ato-contra-lula-e-alugou-9-estadios-de-futebol-pra-isso/&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote2anc&quot;&gt;2&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.brasil247.com/blog/bem-vindos-voltamos-a-2015-2016-ua3302pb&quot;&gt;https://www.brasil247.com/blog/bem-vindos-voltamos-a-2015-2016-ua3302pb&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote3anc&quot;&gt;3&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.brasil247.com/blog/entre-a-delacao-e-a-eleicao-o-novo-roteiro-da-globo&quot;&gt;https://www.brasil247.com/blog/entre-a-delacao-e-a-eleicao-o-novo-roteiro-da-globo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote4anc&quot;&gt;4&lt;/a&gt;Fonte: https://iclnoticias.com.br/entre-a-errata-e-o-pedido-de-desculpas-a-globo-escolheu-o-caminho-do-meio/ttps://revistaforum.com.br/brasil/familia-ao-pe-da-cruz-edir-marcedo-fara-ato-contra-lula-e-alugou-9-estadios-de-futebol-pra-isso/&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/7016251742343935801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/03/eleicoes-2026-temporada-de-ataques.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/7016251742343935801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/7016251742343935801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/03/eleicoes-2026-temporada-de-ataques.html' title='ELEIÇÕES 2026: A TEMPORADA DE ATAQUES CONTRA O GOVERNO LULA ESTÁ ABERTA'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-4490494771536758728</id><published>2026-03-16T17:06:00.000-07:00</published><updated>2026-03-20T09:40:50.568-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>O PAPEL DA EXTREMA-DIREITA INTERNACIONAL NAS ELEIÇÕES DE 2026</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTtuXMchmjfkZ0LgKRpSc52YdyWW497ZE2ibg&amp;amp;s&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;251&quot; data-original-width=&quot;201&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTtuXMchmjfkZ0LgKRpSc52YdyWW497ZE2ibg&amp;amp;s&quot; width=&quot;256&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;O grande escritor uruguaio Eduardo Galeano escreveu que “nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia; nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante das barbáries cometidas pelo imperialismo do Norte — em especial na América do Sul — impressiona a atualidade dessa reflexão de Galeano.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É sabido que essa postura beligerante e esse falso comportamento de tutores do mundo dos EUA está diretamente ligada aos objetivos da Doutrina Monroe, formulada em 1823. Essa doutrina, aparentemente protetiva para as nações do hemisfério ocidental, serviu, na prática, como álibi para a interferência dos Estados Unidos nos países do continente. Tornou-se terreno fértil para consolidar uma cultura expansionista baseada na pilhagem e em mecanismos de espoliação. E essa conduta ganha mais visibilidade com o segundo governo de Donald Trump e suas incursões mundo afora, em especial na América do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sabe-se que o Brasil é o principal país Sul-americano, considerando sua dimensão territorial e populacional — ou seja, um enorme mercado consumidor — além de suas vastas riquezas naturais. Esses fatores, por si só, despertam a cobiça dos mercados internacionais e das potências imperialistas, em particular dos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Partindo dessa premissa, há basicamente duas formas históricas de efetivar essa cobiça sobre nossas riquezas: por meio da intervenção militar ou pela condescendência de governos subalternos. A segunda hipótese, neste momento, parece improvável diante do discurso firme do governo Lula em defesa da soberania nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, estamos em um ano eleitoral, e as pesquisas de opinião apontam para uma nítida divisão ideológica no país: de um lado, setores progressistas que apoiam o governo Lula; de outro, uma oposição alinhada à extrema-direita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É evidente que os Estados Unidos encabeçam essa cobiça pelas riquezas brasileiras. O governo de Donald Trump, atento a esse cenário, teria interesse direto nas eleições brasileiras, dada sua afinidade ideológica com a extrema-direita nacional e com governos alinhados na região.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há dúvida de que o Brasil se tornou alvo prioritário de setores da extrema-direita mundial. E, por mais paradoxal que pareça, parte significativa da extrema-direita brasileira encontra-se profundamente comprometida com interesses internacionais, especialmente os dos Estados Unidos. Hoje, já não se percebe qualquer projeto nacional consistente por parte do bolsonarismo, principal vertente da extrema-direita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse contexto, chama atenção o grau de ousadia desses setores. Informações veiculadas pela imprensa indicam que os Estados Unidos, por meio da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, estariam organizando eventos em São Paulo, sem a participação do governo federal, para discutir minerais críticos em território brasileiro. Há também relatos de que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teria firmado entendimentos com representantes norte-americanos sobre a exploração de terras raras no estado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tais iniciativas, se confirmadas, afrontam diretamente a Constituição Federal (artigos 20, 21 e 176), que estabelece o controle estratégico desses recursos pela União. Ainda assim, como aponta o deputado federal Glauber Braga, a estratégia adotada seria a da “política do fato consumado”: avançar na apropriação e, posteriormente, transferir a disputa para o campo jurídico, quando os efeitos já estiverem consolidados, e aí, &quot;Inês é morta&quot;. Trata-se de uma velha e conhecida política de pressão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se pode ignorar, também, que a extrema-direita brasileira tem utilizado de maneira muito eficaz a chamada guerra cultural e nossa herança maniqueísta para impor suas narrativas, levando milhões de brasileiros a uma dissonância cognitiva coletiva sem precedentes na história do país.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse sentido, não se pode esquecer, por exemplo, da continência prestada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro à bandeira dos Estados Unidos, dos apelos para que o governo Trump elevasse tarifas sobre produtos brasileiros exportados para aquele país e até mesmo de manifestações que chegaram a pedir intervenção militar estrangeira no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse contexto, escreveu o jornalista Jamil Chade que “a extrema-direita latino-americana e o governo de Donald Trump iniciam uma ofensiva contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no que está sendo interpretado como um ensaio geral para uma ingerência nas eleições brasileiras&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo Jamil Chade, atos recentes nos Estados Unidos, na Argentina e no Chile acenderam o alerta no Palácio do Planalto e no Ministério das Relações Exteriores sobre uma articulação que poderia buscar desestabilizar o processo eleitoral brasileiro. Nesse cenário, a ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas teria sido interpretada por setores ultraconservadores como um sinal de viabilidade eleitoral, mesmo diante da condenação de Jair Bolsonaro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Corroborando essa interpretação — e talvez como parte de uma estratégia —, vale lembrar que, passados mais de um ano da posse de Donald Trump, os Estados Unidos ainda não possuem embaixador em Brasília. Isso abre espaço para interlocuções paralelas, fora dos canais diplomáticos tradicionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aproveitando-se dessa situação atípica, o governo Trump tentou enviar ao Brasil um de seus representantes mais extremistas, Darren Beattie, ideólogo de extrema-direita próximo ao clã Bolsonaro e responsável por supervisionar assuntos relacionados ao país.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo informações divulgadas, esse assessor pretendia visitar, na chamada “Papudinha”, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF,  além de manter contatos com autoridades do Judiciário, como o futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Cássio Nunes Marques.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esses movimentos geraram forte mal-estar no governo Lula e no Itamaraty, uma vez que o pedido de visto teria omitido deliberadamente essas intenções. Diante disso, o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores e em um gesto de afirmação da soberania nacional, cancelou o visto de Darren Beattie.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse episódio constitui apenas um exemplo das possíveis intenções intervencionistas de setores da extrema-direita internacional no processo eleitoral brasileiro de 2026. Caso não consigam eleger um presidente alinhado aos seus interesses, não se pode descartar a tentativa de justificar outras formas de pressão ou intervenção, inclusive sob o pretexto do combate ao terrorismo ou ao narcotráfico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por essas razões, todo cuidado é pouco. Não há espaço para descuido. Os sinais de articulação da extrema-direita latino-americana e de setores do governo Trump contra o Brasil exigem vigilância permanente. Cabe ao governo e às instituições republicanas estabelecer como prioridade absoluta a preservação da integridade do processo eleitoral brasileiro, impedindo, com todos os instrumentos legais e institucionais disponíveis, qualquer tentativa de ingerência externa nas eleições de 2026.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O sinal amarelo está aceso!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;1-Fonte: https://iclnoticias.com.br/brasil-revoga-visto-de-enviado-de-trump-e-fala-em-ma-fe/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; 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font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/4490494771536758728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/03/a-possivel-ingerencia-da-extrema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/4490494771536758728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/4490494771536758728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/03/a-possivel-ingerencia-da-extrema.html' title='O PAPEL DA EXTREMA-DIREITA INTERNACIONAL NAS ELEIÇÕES DE 2026'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-3505872969871346919</id><published>2026-02-07T14:00:00.000-08:00</published><updated>2026-02-10T14:56:07.392-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>STF PODE LEGALIZAR A PEJOTIZAÇÃO IRRESTRITA E APROFUNDAR A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhDhWlo4H9XOvRTL04GBfBRS-I-LzTDe63W3asYNmdzqet9p6tfCHwvdp1zJm-gPEztcowfY7BYXgWDpyquVcVNhN7DXYHYEWIUGKiMpGNVxoVgd-V6t8ObkvM0eLnVZI2HdRXGv7oTPG014wiYBySM8YrMQugfjsXPhefuWu32H0T-g8qweUGvbHlNkvb8&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;183&quot; data-original-width=&quot;275&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhDhWlo4H9XOvRTL04GBfBRS-I-LzTDe63W3asYNmdzqet9p6tfCHwvdp1zJm-gPEztcowfY7BYXgWDpyquVcVNhN7DXYHYEWIUGKiMpGNVxoVgd-V6t8ObkvM0eLnVZI2HdRXGv7oTPG014wiYBySM8YrMQugfjsXPhefuWu32H0T-g8qweUGvbHlNkvb8=w400-h266&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é novidade para ninguém a força avassaladora do capital sobre o trabalho e o papel do Estado como instrumento a serviço dos interesses capitalistas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Brasil é um dos países em desenvolvimento onde os direitos e as conquistas da classe trabalhadora mais sofrem ataques do capital, amplamente representado nos três Poderes da República.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Limitando-nos aos últimos dez anos, podemos citar como brutais ataques aos trabalhadores a Reforma da Previdência no governo Bolsonaro — um duro golpe — e, especialmente, as consequências da Reforma Trabalhista do governo Temer, que é o objeto central deste texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todos se lembram do programa que o golpista Temer tentou impor à presidenta Dilma Rousseff, categoricamente rejeitado, e que talvez tenha sido um dos elementos que contribuíram para o seu impeachment. O programa, denominado “Ponte. Em linhas gerais, o programa previa menos direitos aos trabalhadores, mais anos de trabalho para os idosos e medidas que, na prática, poderiam inviabilizar direitos universais de acesso a serviços públicos. Incluía ainda a reforma da Previdência com idade mínima para aposentadoria, a PEC 241 — que limitou os gastos públicos por 20 anos — e mudanças profundas na CLT.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A reforma trabalhista que fazia parte desse Programa e foi cantada em prosa e verso pela elite política e reverberada pela grande mídia como a panaceia para eliminar o desemprego no Brasil, transformou-se, na verdade, em uma catastrófica e covarde precarização das relações de trabalho. O que se viu foi:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Terceirização ilimitada nas atividades-fim;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fragmentação dos vínculos e redução da proteção social;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Trabalho intermitente, instituindo contratos em que o trabalhador fica à disposição sem garantia de horas ou renda fixa, gerando instabilidade financeira;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enfraquecimento sindical, com redução do poder de negociação coletiva e, consequentemente, da capacidade de resistência contra condições precárias;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Prevalência do negociado sobre o legislado, permitindo que acordos individuais ou coletivos se sobreponham à CLT, frequentemente em prejuízo do trabalhador;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Novas modalidades de rescisão, que facilitaram demissões e reduziram custos para empregadores, como a rescisão por comum acordo, que retira direitos como o seguro-desemprego.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os efeitos dessa nefasta reforma são sentidos até hoje pela classe trabalhadora. Sua dimensão foi tão profunda que o trabalho análogo à escravidão apresentou crescimento alarmante no Brasil, nos três setores da economia, especialmente no setor primário.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a vitória do presidente Lula, a classe trabalhadora esperava que o governo ao menos tentasse revogar essas duas reformas. No entanto, até o momento, isso não ocorreu. Além disso, com um Congresso majoritariamente patronal, essa revogação dificilmente avançaria e se no Legislativo a correlação de forças é desfavorável, agora é no Judiciário que se abre uma frente ainda mais perigosa de retirada de direitos&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o passar do tempo, como já era de se esperar, inúmeras ações foram impetradas pelo setor patronal e por sindicatos junto à Justiça do Trabalho e à Justiça Comum, questionando vários pontos da Lei nº 13.467/2017, que trata da reforma trabalhista, notadamente a questão da pejodização.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse contexto, tramita no STF, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, o Tema 1389 da Repercussão Geral, que discute a legalidade da contratação de trabalhadores autônomos ou por meio de pessoa jurídica — a chamada pejotização. A discussão gira em três eixos principais: a validade da contratação por PJ/autônomo, a competência da Justiça do Trabalho para apurar fraudes e a distribuição do ônus da prova.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conforme nota da CUT, “esses pontos definem o tabuleiro em que milhões de vínculos são reconhecidos (ou não). Desde a CLT, o Brasil adota a primazia da realidade: se há pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e subordinação, há relação de emprego, independentemente do rótulo no papel. Enfraquecer esse princípio é abrir a porta para a legalização da fraude”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além dos aspectos da relação de trabalho, está em jogo também, nesse julgamento, o risco de legalização da fraude com a ampliação de contratos precários e da uberização; a redução drástica das contribuições para a Previdência — o que pode ameaçar aposentadorias e benefícios sociais —; a erosão do FGTS; impactos nas políticas públicas de habitação; restrições ao acesso à Justiça do Trabalho, com deslocamento de casos para a Justiça Comum; e até mesmo perdas indiretas de financiamento para o SUS. Podemos assistir, portanto, ao aumento da desigualdade e ao retrocesso no pacto social de 1988.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A CUT tem razão: esse julgamento é decisivo para o futuro do Direito do Trabalho no Brasil. Caso o STF entenda que a pejotização é válida de forma ampla, isso poderá enfraquecer a proteção coletiva, reduzir a segurança financeira e ampliar a vulnerabilidade dos trabalhadores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa matéria em tramitação no STF é de tamanha gravidade que o simples fato de o ministro relator, Gilmar Mendes, ter suspendido a tramitação, em todo o país, de todos os processos que discutem a legalidade da chamada pejotização geral — ou seja, que têm como objeto a discussão sobre a legalidade dessa modalidade de contratação — já produziu efeitos concretos. A medida, por exemplo, paralisou uma ação civil pública contra uma empresa flagrada por trabalho análogo à escravidão no estado do Pará. Com essa decisão, trabalhadoras e trabalhadores resgatados dessa situação terão que aguardar ainda mais tempo para ver suas ações de indenização julgadas pelo plenário da Corte. Isso para ficar em apenas um exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em nota, o Ministério Público do Trabalho afirma que são preocupantes os desdobramentos do reconhecimento da repercussão geral do Tema 1389 e da decisão monocrática de suspender a tramitação de todos os processos trabalhistas que discutem a existência de fraude em contratos civis ou comerciais de prestação de serviços. A medida impõe severos prejuízos ao trabalhador brasileiro, que fica à margem de inúmeros direitos trabalhistas, como férias anuais remuneradas, 13º salário, aviso prévio, FGTS, horas extras, descanso semanal remunerado, seguro-desemprego e garantia de emprego em caso de acidente de trabalho, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante da magnitude dessa ação, que deve ser votada na Suprema Corte ainda este ano, faz-se imperioso que o campo progressista no Congresso Nacional apresente propostas e promova o debate com a sociedade, inclusive sobre a revogação das Reformas Trabalhista e da Previdência. Paralelamente, é fundamental que os sindicatos e as centrais sindicais mobilizem a classe trabalhadora e ocupem as ruas do país com grandes manifestações em defesa de direitos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se pode esquecer que o está em jogo é o modelo de sociedade que almejamos: uma sociedade justa, com direitos, ou uma sociedade em que o trabalho é tratado como mera mercadoria? Esse julgamento não se resume a um debate jurídico distante — trata-se do futuro do emprego, da aposentadoria e da dignidade de milhões de trabalhadores brasileiros. Pela revogação das Reformas Trabalhista e da Previdência !&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/3505872969871346919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/02/tema-1389-o-stf-pode-legalizar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3505872969871346919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3505872969871346919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2026/02/tema-1389-o-stf-pode-legalizar.html' title='STF PODE LEGALIZAR A PEJOTIZAÇÃO IRRESTRITA E APROFUNDAR A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhDhWlo4H9XOvRTL04GBfBRS-I-LzTDe63W3asYNmdzqet9p6tfCHwvdp1zJm-gPEztcowfY7BYXgWDpyquVcVNhN7DXYHYEWIUGKiMpGNVxoVgd-V6t8ObkvM0eLnVZI2HdRXGv7oTPG014wiYBySM8YrMQugfjsXPhefuWu32H0T-g8qweUGvbHlNkvb8=s72-w400-h266-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-2788701538819717248</id><published>2026-01-04T20:25:00.000-08:00</published><updated>2026-05-12T13:30:27.833-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>O ESPÍRITO DE SIMÓN BOLÍVAR PAIRA SOBRE A VENEZUELA</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://cdn.pixabay.com/photo/2021/03/04/22/25/statue-6069747_640.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;416&quot; data-original-width=&quot;640&quot; height=&quot;260&quot; src=&quot;https://cdn.pixabay.com/photo/2021/03/04/22/25/statue-6069747_640.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por: Odilon de Mattos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No dia 17 de dezembro de 2025 publicamos, neste espaço, um texto no qual analisamos e buscamos projetar os possíveis desdobramentos das manobras militares dos imperialistas do Norte no Mar do Caribe. À época, sustentamos que tais ações tinham como objetivo coagir a Venezuela, provocar uma crise política e desestabilizar o governo do presidente Nicolás Maduro, abrindo caminho para sua derrubada e para a apropriação, pelos Estados Unidos, das maiores reservas de petróleo do mundo, além de outras riquezas naturais pertencentes ao povo venezuelano.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Passados apenas 17 dias daquela análise, o mundo foi sacudido pela notícia de mais uma barbárie cometida pelo presidente Donald Trump contra o povo venezuelano. Em 3 de janeiro de 2026, Trump afirmou publicamente que os Estados Unidos teriam realizado um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro fora capturado (sequestrado), juntamente com sua esposa, sendo retirado do país por via aérea. Tal declaração configura, na prática, o sequestro de um chefe de Estado em pleno exercício de seu mandato — uma ação flagrantemente ilegal sob a ótica do Direito Internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A justificativa apresentada por Trump para essa “captura” foi a acusação de que o presidente Maduro chefiaria um cartel de drogas e estaria envolvido em atos de terrorismo. Na visão estreita, seletiva e profundamente hipócrita da extrema-direita mundial, essa ação seria parte da política de combate ao narcotráfico levada a cabo pelos Estados Unidos. Contudo, aqui se estabelece um evidente paradoxo. Em dezembro de 2025, o próprio Trump concedeu indulto ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão por tráfico de drogas, após ter sido responsabilizado por facilitar o envio de mais de 400 toneladas de cocaína para os Estados Unidos. Dois pesos, duas medidas: como justificar esse perdão diante de uma proclamada cruzada contra os narcotraficantes?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, essa pseuda justificativa da Casa Branca - assim como tantas outras, nos fazem lembrar de uma frase do brilhante escritor moçambicano, Mia Couto que diz: “Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos. Para fabricar inimigos é imperioso se sustentar fantasmas. A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que em segredo tomam decisões em nossos nomes”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Posteriormente, em entrevista coletiva, de forma cínica e sádica, Trump declarou ter assistido ao vivo à captura de Maduro, comparando o ato a “um programa de televisão”. Em seguida, afirmou: “Nós vamos administrar o país até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”, acrescentando ainda que os Estados Unidos passariam a estar fortemente envolvidos com a indústria petrolífera da Venezuela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na mesma linha autoritária, expansionista e imperialista, o chefe do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou expressamente, na página oficial da pasta, que os Estados Unidos pretendem “limpar e erradicar todas as ameaças do nosso quintal” (our backyard). A expressão não é casual: ela explicita a visão de que a América Latina constitui uma esfera de influência direta e estratégica dos EUA, onde se arrogam o direito de intervir para proteger seus interesses e sua chamada “segurança nacional”. Trata-se de mais uma referência direta à Doutrina Monroe, comprovando, como já apontamos no texto anterior, que Trump busca reeditá-la como instrumento explícito de ameaça e dominação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto ao covarde ato contra a Venezuela, é praticamente unânime, nos meios acadêmico e jurídico internacionais, o entendimento de que essa barbárie cometida por Donald Trump configura um ataque frontal ao Direito Internacional, aos tratados multilaterais e até mesmo à própria Constituição dos Estados Unidos. Ao agir dessa forma, Trump, dentro da lógica imperial, tenta impor abertamente uma política baseada na intimidação e na coerção, em detrimento da civilidade, do respeito às normas internacionais e do multilateralismo cooperativo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, para além das questões jurídicas e das manifestações de alguns chefes de Estado e governos ao redor do mundo, um fato de extrema relevância vem ocorrendo na Venezuela — especialmente em sua capital, Caracas — após o sequestro do presidente Nicolás Maduro, e que tem sido deliberadamente ocultado pela grande mídia internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como bem observou o jornalista investigativo independente Pepe Escobar, após a retirada forçada de Maduro do país, a Presidência da República ficou formalmente vaga. Contudo, de maneira imediata, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela tomou uma decisão histórica: declarou a ausência involuntária do presidente e transferiu, de forma constitucional, todos os poderes presidenciais à vice-presidenta Delcy Rodríguez. Trata-se da primeira mulher a assumir interinamente a Presidência da Venezuela, não por meio de eleições, mas como resultado de um ato de resistência institucional frente à maior operação de mudança de regime desde a invasão do Panamá, em 1989. Não foi um golpe, mas um antigolpe — uma manobra jurídica que deixou Washington em completo estado de choque¹.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A primeira declaração da presidenta Delcy Rodríguez foi, simbolicamente, um reencontro com o espírito de Simón Bolívar: “A Venezuela não será colônia de nenhum outro país”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com essa afirmação, Delcy resgatou mais de duzentos anos de luta anticolonial do povo venezuelano e a coragem do Libertador.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em resposta à declaração de Trump de que os Estados Unidos administrariam o país, a presidenta foi direta e firme: “O senhor Trump pode governar seus campos de golfe. A Venezuela será governada pelos venezuelanos”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo Pepe Escobar, diversas ações e estratégias foram imediatamente implementadas pela presidenta Delcy Rodríguez para proteger o povo venezuelano do saque planejado pelos imperialistas do Norte. Destacamos aqui algumas dessas medidas, recomendando ao leitor o acesso direto ao material de Escobar para informações mais detalhadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Logo após assumir a Presidência, Delcy foi à televisão nacional e transmitiu a última mensagem enviada por Maduro antes de ser sequestrado: “Povo às ruas, milícias em movimento, todos os planos em ação”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa mensagem, veiculada em 4 de janeiro de 2026, ativou uma rede de cerca de 4,5 milhões de milicianos populares — trabalhadores, donas de casa, estudantes e aposentados — que conhecem cada rua, cada viela e cada território de suas comunidades.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em Maracaibo, berço da indústria petrolífera venezuelana, refinarias passaram a adotar protocolos de defesa patrimonial, incluindo a paralisação controlada das instalações caso tropas estrangeiras tentem ocupá-las.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nas primeiras 30 horas após o sequestro de Maduro, cerca de 500 assembleias populares foram realizadas em Caracas, com o objetivo de coordenar o que passou a ser chamado de “resistência bairro por bairro”. Não se trata de guerrilha urbana convencional, mas de organização popular baseada em greves rotativas, paralisações comerciais, sabotagens não violentas de infraestrutura e na criação de redes paralelas de comunicação, transformando qualquer tentativa de ocupação em um pesadelo logístico para os invasores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse mesmo período, foi implementada uma estratégia de negação econômica: o controle das principais reservas petrolíferas foi transferido para conselhos locais, impedindo que empresas estrangeiras, mesmo sob ocupação militar, consigam explorar uma única gota de petróleo sem a cooperação dos técnicos venezuelanos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro passo decisivo foi a ativação do sistema financeiro paralelo desenvolvido ao longo de anos de sanções. Em apenas 30 horas, as transações governamentais fundamentais migraram para plataformas baseadas no yuan chinês e no rublo russo, reduzindo drasticamente a dependência do dólar. Trata-se de um dos primeiros experimentos de desdolarização de emergência da história recente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em sua análise, Pepe Escobar destaca que Delcy Rodríguez conseguiu transformar uma tentativa de decapitação política em uma oportunidade de radicalização democrática. Em vez de centralizar o poder, optou por descentralizá-lo ainda mais, transferindo atribuições executivas aos conselhos comunais, fortalecendo as assembleias populares e instituindo o que denominou de “presidência distribuída” — um sistema no qual a autoridade depende da legitimação permanente das bases populares. Uma experiência política sem precedentes na América Latina contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não temos dúvidas de que essas e outras supostas medidas, implementadas com rapidez pela presidenta Delcy Rodríguez  - e que foram devidamente omitidas pela grande mídia - caíram como uma bomba na Casa Branca e deixaram claro para Donald Trump que a Venezuela não é o Iraque de 2003 — um país artificialmente fragmentado por divisões sectárias e tribais. A Venezuela é uma nação soberana, cujo povo possui raízes históricas profundas, solidamente fincadas na figura do grande líder Simón Bolívar e em seus ideais de independência, liberdade e unidade sul-americana, pilares fundamentais da identidade nacional venezuelana.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro lado, não se descarta também, a possibilidade de que a presidenta Delcy esteja conversando e até negociando com o governo Trump como estratégia para ganhar tempo até que os organismos intencionais tomem alguma medida contra os EUA e reestabeleça a normalidade na Venezuela, inclusive, com a soltura do presidente Maduro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, fica igualmente evidente que, mesmo com essas medidas, a situação na Venezuela permanece extremamente grave e ainda muito favorável aos interesses dos Estados Unidos, sobretudo quando se considera a permanente coação e pressão exercidas por meio de seu poderio bélico e até a utilização da vida do presidente Maduro como instrumento de chantagem e como bem afirmou o professor Leonardo Trevisan &quot;é o retorno da paz pela força&quot;!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante de tudo isso, resta-nos aguardar os desdobramentos de mais essa barbárie cometida pelo imperialismo norte-americano, que, diga-se de passagem, historicamente recorre à guerra como mecanismo de sobrevivência, evidenciando, mais uma vez, a crise estrutural e terminal do capitalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O caso da Venezuela é emblemático para nós, latino-americanos. Por essa razão, impõe-se novamente o alerta: o momento exige consciência, firmeza e ação coletiva. A história da América Latina não permite neutralidade. Torna-se fundamental fortalecer a unidade regional, a resistência e a articulação do Sul Global diante das evidentes ameaças à nossa soberania. Ou nos unimos para enfrentar as investidas do Norte, ou seremos condenados a repetir um passado marcado pela violência e pela submissão, como bem retratou o grande escritor uruguaio Eduardo Galeano: “Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia; nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza, para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;No dia 17 de dezembro de 2025 publicamos, neste espaço, um texto no qual analisamos e buscamos projetar os possíveis desdobramentos das manobras militares dos imperialistas do Norte no Mar do Caribe. À época, sustentamos que tais ações tinham como objetivo coagir a Venezuela, provocar uma crise política e desestabilizar o governo do presidente Nicolás Maduro, abrindo caminho para sua derrubada e para a apropriação, pelos Estados Unidos, das maiores reservas de petróleo do mundo, além de outras riquezas naturais pertencentes ao povo venezuelano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Passados apenas 17 dias daquela análise, o mundo foi sacudido pela notícia de mais uma barbárie cometida pelo presidente Donald Trump contra o povo venezuelano. Em 3 de janeiro de 2026, Trump afirmou publicamente que os Estados Unidos teriam realizado um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro fora capturado (sequestrado), juntamente com sua esposa, sendo retirado do país por via aérea. Tal declaração configura, na prática, o sequestro de um chefe de Estado em pleno exercício de seu mandato — uma ação flagrantemente ilegal sob a ótica do Direito Internacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A justificativa apresentada por Trump para essa “captura” foi a acusação de que o presidente Maduro chefiaria um cartel de drogas e estaria envolvido em atos de terrorismo. Na visão estreita, seletiva e profundamente hipócrita da extrema-direita mundial, essa ação seria parte da política de combate ao narcotráfico levada a cabo pelos Estados Unidos. Contudo, aqui se estabelece um evidente paradoxo. Em dezembro de 2025, o próprio Trump concedeu indulto ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão por tráfico de drogas, após ter sido responsabilizado por facilitar o envio de mais de 400 toneladas de cocaína para os Estados Unidos. Dois pesos, duas medidas: como justificar esse perdão diante de uma proclamada cruzada contra os narcotraficantes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Aliás, essa pseuda justificativa da Casa Branca - assim como tantas outras, nos fazem lembrar de uma frase do brilhante escritor moçambicano, Mia Couto que diz: “Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos. Para fabricar inimigos é imperioso se sustentar fantasmas. A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que em segredo tomam decisões em nossos nomes”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Posteriormente, em entrevista coletiva, de forma cínica e sádica, Trump declarou ter assistido ao vivo à captura de Maduro, comparando o ato a “um programa de televisão”. Em seguida, afirmou: “Nós vamos administrar o país até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”, acrescentando ainda que os Estados Unidos passariam a estar fortemente envolvidos com a indústria petrolífera da Venezuela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Na mesma linha autoritária, expansionista e imperialista, o chefe do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou expressamente, na página oficial da pasta, que os Estados Unidos pretendem “limpar e erradicar todas as ameaças do nosso quintal” (our backyard). A expressão não é casual: ela explicita a visão de que a América Latina constitui uma esfera de influência direta e estratégica dos EUA, onde se arrogam o direito de intervir para proteger seus interesses e sua chamada “segurança nacional”. Trata-se de mais uma referência direta à Doutrina Monroe, comprovando, como já apontamos no texto anterior, que Trump busca reeditá-la como instrumento explícito de ameaça e dominação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Quanto ao covarde ato contra a Venezuela, é praticamente unânime, nos meios acadêmico e jurídico internacionais, o entendimento de que essa barbárie cometida por Donald Trump configura um ataque frontal ao Direito Internacional, aos tratados multilaterais e até mesmo à própria Constituição dos Estados Unidos. Ao agir dessa forma, Trump, dentro da lógica imperial, tenta impor abertamente uma política baseada na intimidação e na coerção, em detrimento da civilidade, do respeito às normas internacionais e do multilateralismo cooperativo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;No entanto, para além das questões jurídicas e das manifestações de alguns chefes de Estado e governos ao redor do mundo, um fato de extrema relevância vem ocorrendo na Venezuela — especialmente em sua capital, Caracas — após o sequestro do presidente Nicolás Maduro, e que tem sido deliberadamente ocultado pela grande mídia internacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Como bem observou o jornalista investigativo independente Pepe Escobar, após a retirada forçada de Maduro do país, a Presidência da República ficou formalmente vaga. Contudo, de maneira imediata, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela tomou uma decisão histórica: declarou a ausência involuntária do presidente e transferiu, de forma constitucional, todos os poderes presidenciais à vice-presidenta Delcy Rodríguez. Trata-se da primeira mulher a assumir interinamente a Presidência da Venezuela, não por meio de eleições, mas como resultado de um ato de resistência institucional frente à maior operação de mudança de regime desde a invasão do Panamá, em 1989. Não foi um golpe, mas um antigolpe — uma manobra jurídica que deixou Washington em completo estado de choque¹.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A primeira declaração da presidenta Delcy Rodríguez foi, simbolicamente, um reencontro com o espírito de Simón Bolívar: “A Venezuela não será colônia de nenhum outro país”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Com essa afirmação, Delcy resgatou mais de duzentos anos de luta anticolonial do povo venezuelano e a coragem do Libertador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Em resposta à declaração de Trump de que os Estados Unidos administrariam o país, a presidenta foi direta e firme: “O senhor Trump pode governar seus campos de golfe. A Venezuela será governada pelos venezuelanos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Segundo Pepe Escobar, diversas ações e estratégias foram imediatamente implementadas pela presidenta Delcy Rodríguez para proteger o povo venezuelano do saque planejado pelos imperialistas do Norte. Destacamos aqui algumas dessas medidas, recomendando ao leitor o acesso direto ao material de Escobar para informações mais detalhadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Logo após assumir a Presidência, Delcy foi à televisão nacional e transmitiu a última mensagem enviada por Maduro antes de ser sequestrado: “Povo às ruas, milícias em movimento, todos os planos em ação”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Essa mensagem, veiculada em 4 de janeiro de 2026, ativou uma rede de cerca de 4,5 milhões de milicianos populares — trabalhadores, donas de casa, estudantes e aposentados — que conhecem cada rua, cada viela e cada território de suas comunidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Em Maracaibo, berço da indústria petrolífera venezuelana, refinarias passaram a adotar protocolos de defesa patrimonial, incluindo a paralisação controlada das instalações caso tropas estrangeiras tentem ocupá-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Nas primeiras 30 horas após o sequestro de Maduro, cerca de 500 assembleias populares foram realizadas em Caracas, com o objetivo de coordenar o que passou a ser chamado de “resistência bairro por bairro”. Não se trata de guerrilha urbana convencional, mas de organização popular baseada em greves rotativas, paralisações comerciais, sabotagens não violentas de infraestrutura e na criação de redes paralelas de comunicação, transformando qualquer tentativa de ocupação em um pesadelo logístico para os invasores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Nesse mesmo período, foi implementada uma estratégia de negação econômica: o controle das principais reservas petrolíferas foi transferido para conselhos locais, impedindo que empresas estrangeiras, mesmo sob ocupação militar, consigam explorar uma única gota de petróleo sem a cooperação dos técnicos venezuelanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Outro passo decisivo foi a ativação do sistema financeiro paralelo desenvolvido ao longo de anos de sanções. Em apenas 30 horas, as transações governamentais fundamentais migraram para plataformas baseadas no yuan chinês e no rublo russo, reduzindo drasticamente a dependência do dólar. Trata-se de um dos primeiros experimentos de desdolarização de emergência da história recente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Em sua análise, Pepe Escobar destaca que Delcy Rodríguez conseguiu transformar uma tentativa de decapitação política em uma oportunidade de radicalização democrática. Em vez de centralizar o poder, optou por descentralizá-lo ainda mais, transferindo atribuições executivas aos conselhos comunais, fortalecendo as assembleias populares e instituindo o que denominou de “presidência distribuída” — um sistema no qual a autoridade depende da legitimação permanente das bases populares. Uma experiência política sem precedentes na América Latina contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não temos dúvidas de que essas e outras supostas medidas, implementadas com rapidez pela presidenta Delcy Rodríguez - e que foram devidamente omitidas pela grande mídia - caíram como uma bomba na Casa Branca e deixaram claro para Donald Trump que a Venezuela não é o Iraque de 2003 — um país artificialmente fragmentado por divisões sectárias e tribais. A Venezuela é uma nação soberana, cujo povo possui raízes históricas profundas, solidamente fincadas na figura do grande líder Simón Bolívar e em seus ideais de independência, liberdade e unidade sul-americana, pilares fundamentais da identidade nacional venezuelana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Por outro lado, não se descarta também, a possibilidade de que a presidenta Delcy esteja conversando e até negociando com o governo Trump como estratégia para ganhar tempo até que os organismos intencionais tomem alguma medida contra os EUA e reestabeleça a normalidade na Venezuela, inclusive, com a soltura do presidente Maduro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;No entanto, fica igualmente evidente que, mesmo com essas medidas, a situação na Venezuela permanece extremamente grave e ainda muito favorável aos interesses dos Estados Unidos, sobretudo quando se considera a permanente coação e pressão exercidas por meio de seu poderio bélico e até a utilização da vida do presidente Maduro como instrumento de chantagem e como bem afirmou o professor Leonardo Trevisan &quot;é o retorno da paz pela força&quot;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Diante de tudo isso, resta-nos aguardar os desdobramentos de mais essa barbárie cometida pelo imperialismo norte-americano, que, diga-se de passagem, historicamente recorre à guerra como mecanismo de sobrevivência, evidenciando, mais uma vez, a crise estrutural e terminal do capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O caso da Venezuela é emblemático para nós, latino-americanos. Por essa razão, impõe-se novamente o alerta: o momento exige consciência, firmeza e ação coletiva. A história da América Latina não permite neutralidade. Torna-se fundamental fortalecer a unidade regional, a resistência e a articulação do Sul Global diante das evidentes ameaças à nossa soberania. Ou nos unimos para enfrentar as investidas do Norte, ou seremos condenados a repetir um passado marcado pela violência e pela submissão, como bem retratou o grande escritor uruguaio Eduardo Galeano: “Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia; nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza, para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; 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Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-1114237603557798255</id><published>2025-12-17T06:45:00.000-08:00</published><updated>2026-01-04T13:07:20.661-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A REEDIÇÃO DA DOUTRINA MONROE COMO INSTRUMENTO DE DOMINAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://i.ytimg.com/vi/MmGFqg7UaGw/maxresdefault.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/MmGFqg7UaGw/maxresdefault.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por: &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Odilon+de+Mattos+Filho&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Odilon de Mattos Filho&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos&quot; &lt;/i&gt;&lt;b&gt;(&lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Eduardo+Galeano&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Eduardo Galeano&lt;/a&gt;).&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Mais precisamente após o fim da chamada &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Guerra+Fria+definition&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Guerra Fria&lt;/a&gt;, os &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=EUA+United+States&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;EUA&lt;/a&gt; se arvoraram tutores do mundo e, convictos disso, foram impondo essa posição à maioria dos países e organismos multilaterais, sempre sustentando a narrativa de defesa do seu povo e da democracia mundo afora.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Essa sanha está ligada aos objetivos da velha &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Doutrina+Monroe+definition&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Doutrina Monroe&lt;/a&gt;, criada em 1823 pelo então presidente dos Estados Unidos, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=James+Monroe+biography&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;James Monroe&lt;/a&gt;, cujo objetivo declarado era “impedir a recolonização europeia na América”. Foi também um marco para reforçar a ideia do &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Destino+Manifesto+definition&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Destino Manifesto&lt;/a&gt; — a crença de que os EUA seriam chamados pela providência a liderar o continente — resumida na presunçosa frase: “América para os Americanos”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Essa doutrina, aparentemente protetiva para as nações do &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Hemisf%C3%A9rio+Ocidental&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Hemisfério Ocidental&lt;/a&gt;, serviu, na prática, como álibi para a interferência dos EUA nos países americanos, tornando-se terreno fértil para consolidar a cultura expansionista com a pilhagem e mecanismos de espoliação. O restante dessa história — marcada por golpes, invasões e ingerências — é amplamente conhecido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Passados mais de 200 anos, surge em 05/12/2025 uma reedição da Doutrina Monroe. E, como era de se esperar, ela renasce sob um governo de extrema-direita comandado pelo presidente Donald Trump, com sua volúpia e empáfia de restaurar o papel dos EUA como centro incontestável do poder mundial e estabelecer Estados vassalos submetidos aos interesses de Washington. Como não poderia ser diferente, o documento traz a insolência como marca registrada do presidente, que intitulou a nova doutrina de “Corolário Trump à Doutrina Monroe”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Essa nova Doutrina Monroe apresenta, de forma clara e peremptória, seus objetivos, deixando nítida também a forte presença do &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Deep+State+definition&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Deep State&lt;/a&gt; na formulação do documento. Trata-se de um texto que aborda todos os continentes e acusa, por exemplo, a Europa de bloquear um acordo de paz na Ucrânia. Prevê ainda o “reforço e fortalecimento da presença militar dos EUA na região oeste da Ásia”, onde está localizada &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Taiwan+chip+production&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Taiwan&lt;/a&gt; — maior produtora mundial de chips para modelos de IA (LLM) — num recado direto à China.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;É evidente que essa nova estratégia de segurança nacional mira igualmente a &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Am%C3%A9rica+Latina&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;América Latina&lt;/a&gt;, e particularmente a &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Am%C3%A9rica+do+Sul&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;América do Sul&lt;/a&gt;, como principal foco geopolítico nas Américas. Diferentemente do discurso oficial, o alvo dos EUA não é o narcotráfico. O objetivo central — e isso está cristalino — são as riquezas naturais sul-americanas, como as &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=terras+raras+brasileiras&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;terras raras brasileiras&lt;/a&gt; e o &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=petr%C3%B3leo+venezuelano&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;petróleo venezuelano&lt;/a&gt;. O documento deixa isso explícito ao afirmar que o Hemisfério Ocidental deve “permanecer livre de incursões estrangeiras hostis e da posse estrangeira de ativos essenciais, e que apoie cadeias de suprimentos críticas; queremos garantir nosso acesso contínuo a locais estratégicos importantes”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Corroborando essa interpretação, o respeitado jornalista &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Jamil+Chade+jornalista&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Jamil Chade&lt;/a&gt; pontua: “pela primeira vez estamos lendo um documento que afirma explicitamente: nós, americanos, queremos o controle sobre a América Latina, e ponto final. São 33 páginas absolutamente claras sobre a estratégia dos EUA para serem hegemônicos no século XXI — e essa hegemonia passa por controlar a América Latina.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;O referido documento fala abertamente sobre a necessidade de militarizar a América do Sul para “expulsar potências estrangeiras” da região — leia-se: frear a influência europeia, chinesa e russa no Hemisfério Ocidental. Vai além: determina que o governo americano instruirá a CIA a identificar pontos estratégicos de recursos naturais na América Latina. Em outro trecho, afirma que os EUA querem ser “os únicos fornecedores de tecnologia” na região — isto é, monopolizar o setor tecnológico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Embora o texto não mencione interferência direta na política interna dos países latino-americanos — o que nem seria necessário, dada a longa tradição de intervenções sempre que os interesses de Washington estão em jogo —, os exemplos recentes são eloquentes. A &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Opera%C3%A7%C3%A3o+Lava+Jato&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Operação Lava Jato&lt;/a&gt;, com seus desdobramentos geopolíticos, e a tentativa de coagir ministros do STF por meio da &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Lei+Magnitsky&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lei Magnitsky&lt;/a&gt; — numa manobra evidente para tentar salvar Bolsonaro da prisão, fiel aliado de Donald Trump — revelam que essa prática permanece viva e operante.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Nesse contexto, vale destacar, ainda, que já estamos assistimos a novos movimentos de ingerência política em outras nações pela Casa Branca, tais como nas eleições de Honduras, nas legislativas da Argentina e mesmo no Chile, onde há denúncias de atuação do governo Trump nas eleições de 2025, em que a candidata de extrema-direita lidera as pesquisas no segundo turno. Some-se a isso o Prêmio Nobel da Paz concedido a &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Mar%C3%ADa+Corina+Machado+Pr%C3%AAmio+Nobel+da+Paz&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;María Corina Machado&lt;/a&gt;, com evidente ingerência norte-americana e os criminosos ataques as embarcações civis da Venezuela como parte de uma estratégia para desestabilizar o país e preparar a rendição e a substituição do presidente Maduro e chegar aao principal objetivo, apropriar das riquezas nnaturais da Venezuela, em especial, das maiores reservas de petróleo do mundo&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;No caso específico do Brasil, a posição do governo frente a esse documento da Casa Branca deve ser a continuada defesa da soberania nacional e regional. Outro ponto a destacar é o fato de que em 2026 teremos eleições, e é evidente o interesse do governo Trump na vitória de um campo político submisso aos seus objetivos. Para isso, não deve medir esforços para apoiar a direita e a extrema-direita. Caberá ao PT e ao campo progressista redobrarem sua atenção, o que implica, por exemplo, recuperar uma estratégia política baseada na experiência histórica da &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Frente+%C3%9Anica+Brasil&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Frente Única&lt;/a&gt; de esquerda, operária e popular. Não há espaço para repetir erros, como a armadilha da Frente Ampla, cujos resultados estamos assistindo na relação do Congresso Nacional com o governo &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Lula&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=1114237603557798255&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lula&lt;/a&gt;. O campo progressista tem que deixar bem claro nas eleições de 2026 o seu antagonismo com a direita neoliberal, para isso é imperioso apresentar e demonstrar que o projeto da esquerda e a sua aliança política são aqueles que, verdadeiramente, representam os interesses da classe trabalhadora e do povo brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, e frente a esse cenário sombrio, entendemos que o mundo não pode “pagar para ver”. A reedição da Doutrina Monroe representa uma intimidação real por parte dos EUA, cujo objetivo central é dar curso ao seu projeto de tutela e dominação. Assim, é necessário ficar atento aos movimentos do governo Trump. Para nós, latino-americanos, torna-se fundamental fortalecer a unidade regional e a articulação do Sul Global frente às claras ameaças dos imperialistas do Norte à nossa soberania. Ou nos unimos para enfrentar as ameaças do Norte, ou seremos condenados a repetir um passado de violência e submissão. O momento exige consciência, firmeza e ação coletiva. A história da América Latina não permite neutralidade!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/1114237603557798255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/12/a-reedicao-da-doutrina-monroe-como.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/1114237603557798255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/1114237603557798255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/12/a-reedicao-da-doutrina-monroe-como.html' title='A REEDIÇÃO DA DOUTRINA MONROE COMO INSTRUMENTO DE DOMINAÇÃO'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-7874365736950919211</id><published>2025-11-02T13:20:00.000-08:00</published><updated>2025-11-06T09:52:26.431-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A PENA DE MORTE  FOI ESTABELECIDA   PELO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO </title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com/estadao/GU3ZSYTVE5H7XJVYQU4KXPGPXU.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1353&quot; data-original-width=&quot;2048&quot; height=&quot;264&quot; src=&quot;https://cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com/estadao/GU3ZSYTVE5H7XJVYQU4KXPGPXU.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;As favelas surgiram no Brasil na transição do século XIX para o XX. O termo nasceu após a Guerra de Canudos, onde havia o Morro da Favela, batizado em referência a uma planta da região, a faveleira. Quando o conflito terminou, muitos soldados retornaram ao Rio de Janeiro. Sem condições de moradia e convivendo com os negros recém-“libertos” pela Lei Áurea — igualmente abandonados pelo Estado —, começaram a erguer barracos nas encostas e periferias da cidade. Assim nasceram as primeiras favelas brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo estimativa do IBGE (2019), havia no Brasil 5,1 milhões de domicílios em 13 mil aglomerados subnormais, distribuídos por 734 municípios, em todos os estados do país, incluindo o Distrito Federal. Esses números revelam a dimensão de uma realidade historicamente negligenciada pelo poder público.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde suas formações, as favelas foram abandonadas pelos governos. Essa ausência permitiu que o crime organizado ocupasse o espaço do Estado, oferecendo o que este negava: alguma forma de poder e pertencimento. Mas é fundamental lembrar: a imensa maioria dos moradores das favelas não é criminosa. São trabalhadores — formais ou informais — que lutam todos os dias por sobrevivência e dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No imaginário coletivo, a palavra favela remete quase sempre ao Rio de Janeiro. Não é à toa que mais de dois milhões de pessoas vivem nas comunidades cariocas — população que, isoladamente, seria o sétimo maior município do Brasil. E talvez o que mais sofre com uma violência crônica, patrocinada tanto pelo crime quanto, paradoxalmente, pelo próprio Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No dia 28 de outubro de 2025, comunidades da “Cidade Maravilhosa” foi palco de mais uma tragédia. Desta vez, a operação ocorreu nos complexos da Penha e do Alemão, resultando em 121 mortes — entre supostos integrantes do Comando Vermelho, quatro policiais e civis inocentes. Foi a maior chacina da história do Rio de Janeiro.. Mas o dado que chama atenção é o fato de que mais de cinquenta vítimas fatais não eram procurados pela Justiça ou não tinham registros que indicassem envolvimento com crimes. Alias, sobre essas vitimas sem antecedentes criminais o governador disse que são &quot;danos colaterais&quot;, só faltou usar o bordão do personagem Chaves:&amp;nbsp; &quot;foi sem querer querendo!&quot;. Fala mais cruel e desumana impossível!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A propósito, essa chacina se somada a de Jacarezinho em 2021, com 27 execuções, o número de mortos chega a 148, todas sob o comando do governador Cláudio Castro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Neste contexto, segundo o “Instituto Fogo Cruzado”, nos 54 meses de governo de Cláudio Castro, foram 753 vítimas em 150 chacinas. No governo anterior de Wilson Witzel, proporcionalmente o mais letal, foram 120 chacinas com 457 vítimas em 28 meses. Estes números, afora a fundamental questão humanitária, mostra o ineficiente modus operandi da política de segurança dos governos da extrema-direita: a política da morte como espetáculo. Lembrando, ainda, que os governadores e parlamentares da extrema-direita são contra a PEC da Segurança Pública. Talvez isso explica essa política de extermínio.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), com lucidez e coragem, denunciou: “Essa é uma operação que remonta o que tem sido a prática no Estado do Rio de Janeiro, mas esse governo, em especial, tem um contorno que não podemos negar: o das grandes operações com uma lógica de espetáculo. Há uma tentativa deliberada de dar visibilidade à barbárie cometida pelo próprio Estado... A lógica do sucesso nas operações policiais é a quantidade de corpos deixados no chão, e não a prevenção ou o respeito à Constituição.&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O governador Cláudio Castro e outros líderes da extrema-direita buscando politizar e jutificar a matança. articulam a mesma narrativa de Trump para classificar facções criminosas como “narco-terroristas”. Essa retórica serve para legitimar práticas autoritárias e abrir caminho a possíveis intervenções internacionais, especialmente sob influência dos &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; line-height: 1px; margin-bottom: 0.25cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa estratégia também visa colocar a segurança pública no centro do debate eleitoral de 2026. Como afirmou o professor João Cezar de Castro Rocha, da UERJ, vivemos a “bukelização” da segurança pública — referência ao ditador de El Salvador, Nayib Bukele, que construiu sua popularidade sobre o discurso de ódio, o encarceramento em massa e o desprezo pelos direitos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo o Datafolha, 57% dos moradores do Rio de Janeiro aprovam a operação policial que resultou na chacina. Esse dado, estarrecedor, confirma a tese de João Cezar: a violência de Estado se converteu em política pública com apoio popular.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A deputada Renata Souza observa com precisão que “...a aceitação social das operações letais é parte de uma estrutura que elege governadores e parlamentares. Há um julgamento social de que o inimigo está na favela — e isso legitima a barbárie.&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;2&lt;/span&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por sua vez, o mestre Pierre Monteiro traduz o fenômeno com rara clareza: “O preto, o pobre e o favelado são o fetiche do branco dominador. Numa relação metonímica, a parte insuportável do gozo humano é comprimida na diferença racial e sexual que se busca eliminar. Esses algozes, reprimidos e negacionistas de seu próprio desejo, extravasam de forma violenta e inaceitável sobre aqueles que lhes negam legitimidade. A favela, desde sempre, e cada vez mais, desafia a supremacia branca, homofóbica e autoritária. E eles odeiam isso. A marca de nosso racismo e a razão da chacina é o ódio à existência do outro.&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;3&lt;/span&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A chacina, portanto, é a expressão do racismo estrutural. É o ódio institucionalizado contra os corpos negros, pobres e periféricos. E longe de qualquer defesa ao crime, é preciso dizer com clareza: a política de segurança pública do Rio de Janeiro e de outros Estados, baseada na truculência e no uso desproporcional da força, fracassou. Os dados comprovam que o aumento das operações letais não reduziu o poder do crime organizado nas comunidades periféricas..&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Ademais, as autoridades não podem naturalizar as chacinas e apenas contar os corpos tomados ao chão como se contasse garrafinhas, isso é coisa da imprensa sadista, trata-se de muitas vidas humanas, de histórias de sofrimentos, de resiliência e de luta pela sobrevivência. São muitos os inocentes que perderam suas vidas nesses bárbaros confrontos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Mas, realmente a situação das facções criminosas no Brasil é muito grave: mais de um quarto do território urbano do país é controlado por essas facções. Mas diferente do que já é aplicado para tentar debelar essa estrutura criminosa, a única saída real é o Estado ocupar as favelas com políticas públicas — saúde, educação, saneamento, cultura, lazer, acesso digital e infraestrutura digna. É preciso transformar as comunidades em bairros com CEP, direitos e cidadania. A segurança pública deve se basear em inteligência, integração e prevenção, não em extermínio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante de mais uma barbárie cometida pelas mãos do Estado do Rio de Janeiro, restam perguntas inevitáveis: Por que não se realizam operações deste porte na Zona Sul, onde vivem e circulam os grandes financiadores do tráfico?&amp;nbsp;Por que não se investiga o sistema financeiro que lava o dinheiro do crime?&amp;nbsp;Como as armas e drogas entram nas favelas?&amp;nbsp; Quem vai investigar e punir este crime de guerra sem guerra, a Corregedoria do próprio governador que deu aval à operação&amp;nbsp;?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entendo que a melhor decisão para elucidar essa chacina de maneira clara, definitiva e independente é a federalização das investigações, o caso da saudosa Marille Frnaco corrobora tal afirmativa. Com a palavra o governo federal e o Sistema Judiciário brasileiro!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte:https://www.geledes.org.br/uma-chacina-permanente/&lt;br /&gt;2 Fonte: https://www.geledes.org.br/jacarezinho-por-antonia-quintao/&lt;br /&gt;3Fonte: https://www.geledes.org.br/jacarezinho-por-antonia-quintao/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/7874365736950919211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/11/a-pena-de-morte-foi-estabelecida-pelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/7874365736950919211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/7874365736950919211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/11/a-pena-de-morte-foi-estabelecida-pelo.html' title='A PENA DE MORTE  FOI ESTABELECIDA   PELO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO '/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-6201045361008157120</id><published>2025-10-12T18:16:00.000-07:00</published><updated>2025-10-20T08:14:00.733-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>ESTARÁ A FUNDAÇÃO NOBEL TUTELADA PELO IMPERIALISMO?</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-nobel-medalha.png?fit=1200%2C800&amp;amp;quality=70&amp;amp;strip=all&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;800&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-nobel-medalha.png?fit=1200%2C800&amp;amp;quality=70&amp;amp;strip=all&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;O Prêmio Nobel, símbolo máximo da honra e da paz mundial, parece ter perdido seu princípio moral e sua independência ética. Vejamos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sabe-se que o Prêmio Nobel é uma das mais importantes premiações mundiais destinadas ao reconhecimento de pessoas que desenvolvem trabalhos, ações e pesquisas em benefício da humanidade. O título é entregue anualmente nas cidades de Estocolmo e Oslo.O criador dessa premiação foi o sueco Alfred Nobel, químico que trabalhou com o pai, Immanuel Nobel, na cidade de São Petersburgo. Seu pai era proprietário de uma fábrica de ferramentas e explosivos, e foi nela que Alfred teve contato com o composto químico chamado nitroglicerina, principal material de sua mais célebre invenção: a dinamite. Essa descoberta o tornou milionário.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alfred Nobel faleceu em 1895. Antes de morrer, deixou um testamento destinando 94% de sua fortuna à criação do Prêmio Nobel. A Fundação Nobel foi instituída em 1900, e a primeira edição da premiação ocorreu em 1901. O próprio Nobel determinou a formação de um Conselho responsável por selecionar os indicados e definir os laureados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde a sua criação, o Prêmio Nobel raramente foi alvo de críticas contundentes ou de contestação quanto aos seus premiados. No entanto, cento e vinte e quatro anos após a primeira premiação, o Prêmio Nobel da Paz de 2025 provocou forte polêmica e grande decepção na comunidade acadêmica e política internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Comitê Norueguês do Nobel deliberou que o Nobel da Paz de 2025 fosse concedido à venezuelana María Corina Machado. Engenheira e ex-deputada, María Corina é uma ferrenha opositora do governo de Nicolás Maduro e uma das principais lideranças que defenderam abertamente um golpe de Estado em seu país. Essa “cidadã” integra o eixo internacional da extrema-direita, sendo conhecida apoiadora do genocida Benjamin Netanyahu e colaboradora do partido espanhol Vox, de orientação ultradireitista. Corina é uma reconhecida golpista e é parte de uma aliança global entre o fascismo, o sionismo e o neoliberalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A escritora e analista Michelle Ellner, em artigo publicado no importante site CodePink, foi uma das vozes que criticaram duramente a concessão do Nobel da Paz de 2025.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo ela: “A escolha de María Corina representa a perda total do significado da palavra paz, pois premiar uma figura que defende intervenções estrangeiras, sanções econômicas e políticas de exclusão social é um insulto aos povos que sofrem as consequências dessas decisões travestidas de diplomacia. Não há nada de pacífico em suas ideias ou ações&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E continua Michelle Ellner: “Corina é o rosto sorridente da máquina de mudança de regime de Washington — uma política imperialista travestida de promoção da democracia. É a porta-voz polida das sanções, da privatização e da intervenção estrangeira, todas apresentadas sob o falso manto da liberdade.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não restam dúvidas de que essa premiação faz parte de uma estratégia dos Estados Unidos para gerar instabilidade política na Venezuela. Não á toa, que há relatos fidedignos de que María Corina foi indicada ao Nobel da Paz pelo então senador Marco Rubio, hoje Secretário de Estado e homem de total confiança de Donald Trump, o que reforça a tese de que essa premiação é mais um instrumento para se criar instabilidade, coação política e a ampliar o risco de uma intervenção militar dos impherialistas do norte na Venezuela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessa mesma linha, o ex-presidente do PT, José Genoíno afirmou:,“...esse prêmio está vinculado à pretensão do imperialismo americano de recuperar sua influência na América Latina. Não há neutralidade nisso; tudo atende a um projeto político e geopolítico. Estamos vendo uma América Latina sendo colocada como território de disputa, onde os interesses das grandes potências se sobrepõem à autodeterminação dos povos2”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim e nesse mesmo diapasão, vale citar as palavras do Nobel da Paz de 1980, o Argentino, Adolfo Pérez Esquiavel sobre o prêmio concedido a Maria Corina: &quot;Corina, pergunto-lhe: por que você pediu aos Estados Unidos que invadissem a Venezuela? Quando recebeu o anúncio de que havia recebido o Prêmio Nobel da Paz, você o dedicou a Trump, agressor de seu país. A pior forma de violência é a mentira3”. E em carta enderaçada a Maria Corina Esquiavel escrveu: “Preocupa-me que você não tenha dedicado o Prêmio Nobel ao seu povo, mas sim ao agressor da Venezuela. Acho, Corina, que você precisa analisar e entender sua posição: se você é apenas mais uma engrenagem no sistema colonial dos Estados Unidos, nunca poderá ser para o bem do seu povo4”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E realmente assiste razão ao grande Esquiavel, pois, é sabido que María Corina defende, publicamente, o envio de navios militares dos EUA em direção à Venezuela, além de apoiar a criminosa estratégia de abater barcos e matar civis que o governo estadunidense — sem qualquer prova — considera pertencentes a cartéis de drogas, mas que na verdade, não passa de álibi para instigar uma reação bélica do governo Venezuelano e assim criar as condições para uma invasão militar e a deposição do presidente Nicolás Maduro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Aliás, as ilegais interveções do presidente estadunidense na Venezuela estão a todo vapor. Segundo o jornal “The New York Times”, a CIA foi autorizada pelo presidente Trump para conduzir operações letais, de maneira unilateral ou junto com os militares, contra Nicolás Maduro e o governo. Aliás, este fato é&amp;nbsp; extremamente inusitado: avisar publicamente uma ação de espionagem. Só mesmo um fanfarrão como Drump!&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;Neste contexto e por mais paradoxal que possa pareçer, Maria Corina “Nobel da Paz” aprova tais ações e vai mais longe: afirma que Trump “com certeza merece um Nobel da Paz pelos esforços que tem realizado, com eventos incríveis que estão ocorrendo atualmente no mundo5”. A propósito, cabe para Maria Corina a célebre frase do grande Libertador Revolucioário, Simón Bolívar: &quot;Maldito é o soldado que aponta sua arma contra seu povo&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, ao conceder o Prêmio Nobel da Paz a María Corina Machado, o Comitê do Nobel legitima a posição de sua agraciada, que publicamente, apoia o atentado do governo estadunidense contra a autodeterminação e a soberania do povo venezuelano — e como sempre, com a cumplicidade dos meios de comunicação que silenciam e se associam às falas de Corina e às falsas justificativas de&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Washington&lt;/span&gt;&amp;nbsp;para uma nova intervenção militar na Venezuela, cujo objetivo está longe de ser o combate aos cartéis do narcotráfico e tampouco a defesa da democracia, o foco principal de Donald Trump e isso até o homem da caverna sabe, são os 300 bilhões de barris de petróleo que fazem parte da maior reserva de óleo natural do mundo que está em solo venezuelano. Esse sim é o único objetivo do governo Trump.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante de tudo e tendo o genocídio do povo palestino como um triste exempo, não cabe mais a passividade das forças progressistas do mundo. É imperiosa a unidade para o enfrentamento, pois estamos diante de mais uma possível atrocidade. Urge a mobilização em defesa da soberania venezuelana contra essa abjeta, ilegal e covarde ameaça de invasão. O governo brasileiro, por representar o maior país da América do Sul, tem o dever histórico de liderar essa mobilização contra a barbárie perpetrada pelos EUA antes que se alastre por outros países da Amérca do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fica, portanto, claro que a “honraria” concedida a María Corina Machado não passa de mais uma estratégia dos Estados Unidos contra a Venezuela — e constitui mais uma prova da deformidade da atual desordem internacional, na qual organismos globais estão sendo tutelados e aparelhados pelos interesses das potências ocidentais, em especial dos Estados Unidos da América.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte: https://www.brasil247.com/entrevistas/o-nobel-da-paz-foi-dado-a-uma-defensora-de-golpe-de-estado-diz-genoino&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;&lt;u&gt;2&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;Fonte: completamente-o-sentido&lt;a href=&quot;https://www.brasil247.com/sul-global/quando-maria-corina-vence-o-nobel-da-paz-a-palavra-paz-perdeu&quot;&gt;https://www.brasil247.com/sul-global/quando-maria-corina-vence-o-nobel-da-paz-a-palavra-p&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;3&lt;/span&gt;Fonte:https://vermelho.org.br/2025/10/13/perez-esquivel-confronta-nobel-de-maria-corina-machado/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;&lt;u&gt;4&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;Fonte:https://vermelho.org.br/2025/10/13/perez-esquivel-confronta-nobel-de-maria-corina-machado/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;&lt;u&gt;5&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;Fonte :&amp;nbsp;https://cbn.globo.com/mundo/noticia/2025/10/16/nobel-da-paz-pede-ajuda-a-trump-para-tirar-maduro-do-poder-na-venezuela.ghtml&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/6201045361008157120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/10/estara-fundacao-nobel-tutelada-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/6201045361008157120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/6201045361008157120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/10/estara-fundacao-nobel-tutelada-e.html' title='ESTARÁ A FUNDAÇÃO NOBEL TUTELADA PELO IMPERIALISMO?'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-2866157953651772770</id><published>2025-09-15T16:51:00.000-07:00</published><updated>2025-09-22T05:19:55.778-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>ENFIM, MILITARES GOLPISTAS SÃO CONDENADOS </title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQayMVyIVvZ-wjt9pyD5xUORWpgBowzutmvdq7QQpI0GUuw6nvUE8CzTWrTATQMnUDSIDk&amp;amp;usqp=CAU&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;251&quot; data-original-width=&quot;201&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQayMVyIVvZ-wjt9pyD5xUORWpgBowzutmvdq7QQpI0GUuw6nvUE8CzTWrTATQMnUDSIDk&amp;amp;usqp=CAU&quot; width=&quot;256&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Segundo alguns historiadores, entre tentativas e consumação, o Brasil passou por catorze golpes de Estado desde a sua independência. A esse número, soma-se a deposição da presidenta Dilma Rousseff, que claramente se tratou de um golpe de Estado perpetrado pela elite brasileira por meio do Congresso Nacional — ainda que essa mesma elite não reconheça o episódio como uma ruptura institucional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;O curioso, ou melhor, a vergonha desses períodos sombrios é o fato de que, na maioria dos golpes ou tentativas, os militares das três Forças estiveram envolvidos. O mais chocante é que, até o dia 12 de setembro de 2025, nenhum militar havia sido punido por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Talvez essa impunidade explique a recorrente intrepidez dos ocupantes das casernas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Não há como negar a transcendência histórica do julgamento da tentativa de golpe iniciada em 2022 e culminada no fatídico dia 8 de janeiro de 2023. Encerrado no dia 12 de setembro de 2025 no STF, esse julgamento colocou, pela primeira vez, no banco dos réus o núcleo central da conspiração golpista e todos foram devidamente condenados: um ex-presidente da República (capitão da reserva), três generais de quatro estrelas e um almirante de esquadra, ex-comandante da Marinha.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Certamente, a maioria dos brasileiros e a comunidade internacional acompanharam todo o processo, observando a lisura e legalidade do julgamento. Houve farta produção de provas — paradoxalmente, muitas delas produzidas pelos próprios réus — devidamente juntadas ao inquérito da Polícia Federal e que embasaram a denúncia do Procurador-Geral da República.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;É evidente que os defensores dos golpistas não compartilham dessa visão. Um exemplo é o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que abandonou o mandato e buscou abrigo nos Estados Unidos. O governo Trump, sensível ao discurso antipatriótico do deputado, tentou interferir no julgamento por meio de pressões comerciais e chantagens dirigidas a ministros da Suprema Corte. Mas nenhuma dessas ações produziram efeitos concretos: simplesmente os ministros ignoraram os ultimatos dos imperialistas do norte e conduziram o julgamento de forma transparente, legal, soberana e independente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Conforme dispõe o Regimento Interno do STF, o julgamento coube à Primeira Turma, composta por cinco ministros. O relator, Alexandre de Moraes, foi o primeiro a votar, seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por fim, Cristiano Zanin, presidente da Turma.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Houve apenas um voto divergente, o do ministro Luiz Fux. Para espanto da comunidade jurídica, Fux levou mais de 12 horas para ler seu voto, que se mostrou contraditório com posições anteriores e soou mais como a peça de um advogado de defesa. Enquanto os réus não negaram a tentativa de golpe, apenas buscaram se desvincular dela, Fux foi além: sustentou a tese de que não houve golpe e questionou a prerrogativa de foro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;A propósito, sobre o voto do ministro, Fux, o jurista Lenio Streck afirmou: “A democracia brasileira continua sob forte ataque, tanto interno quanto externo, e o Supremo enfrenta um momento inédito de tensão. Parte da comunidade jurídica considera a decisão de Fux um erro grave, pois não altera o resultado do julgamento, mas expõe o colegiado a ataques da extrema direita. (...) Nós não estamos conseguindo compreender que escapamos de uma tentativa de golpe de Estado e não de um furto de supermercado. Quando é que nós vamos entender isso?&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Na mesma linha, o professor e constitucionalista Pedro Estevam Serrano destacou: “Com todo o respeito e admiração que Fux merece como grande jurista que é, a realidade é que, neste momento, ele foi extremamente contraditório. Foi um voto com baixo grau de fundamentação técnica e cheio de contradições. Não só internas, mas também em relação a decisões anteriores do próprio ministro.&lt;a href=&quot;#sdfootnote2sym&quot;&gt;2&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Já o jurista Fábio Tofic pontuou: “A divergência é saudável, pois enriquece o julgamento. Mas, quanto à prerrogativa de foro, vale lembrar que o Supremo tem a prerrogativa de errar por último. A jurisprudência atual é clara, e Fux destoou não só do colegiado, mas de si mesmo em decisões anteriores.&lt;a href=&quot;#sdfootnote3sym&quot;&gt;3&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, o ministro Gilmar Mendes em pouquíssimas palavras mostra a desconexão e desmonta parte do voto do ministro Fux. Diz o Decano: &quot;O voto do ministro Fux está cheio de incoerência. Se não houve golpe, não deveria ter havido condenação de outros nomes. Condenar o tenente-coronel Mauro Cid e o general Braga Netto parece uma contradição nos próprios termos4&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Agora, tudo indica que virá um novo embate no STF, desta vez sobre a constitucionalidade do Projeto de Anistia em tramitação na Câmara dos Deputados, com reais chances de aprovação. Aqui vale alertar que a&lt;span face=&quot;ARial, sans-serif&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&amp;nbsp;anistia não serve para pacificar a sociedade, ao contrário, essa impunidade enfraquece a democracia e fortalece e encoraja golpistas para novas aventuras de rupturas institucionais. Mas, não satifeitos com &lt;/span&gt;esse Projeto, a direita e a extrema-direita se articulam para aprovar a PEC da &quot;Bandidagem&quot; e o mais inusitado foi o fato do líder do governo, deputado Odair Cunha e mais 9 deputados do PT terem votado favoráveis ao Projeto.&amp;nbsp; Essa PEC nada mais é do que um instrumento que dificulta que parlamentares sejam investigados pelo STF sem a aprovação do Plenária da Câmara dos Deputados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Espermaos que o Senado Federal rejeite essa excrescência!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Evidente que tudo isso faz parte de um arcabouço de impunidade para proteger parlamentares crimosos e a tentativa de livrar da condenação essa organização crimonoso formada por militares e civis já punidos por atentarem contra a democracia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;De tudo isso e mesmo ciente da importante vitória da democracia - neste caso com um atraso de 21 anos - o momento exige cautela e firmeza, não se pode baixar a guarda, é imperioso que as massas ocupem as ruas para frear a sanha golpista do Congresso, defender a democracia, exigir a prisão dos conenados pelo STF e repudiar qualquer tentativa de anistia. Não podemos perder de vista a célebre e sempre atual frase do dramaturgo alemão Bertolt Brecht: “A cadela do fascismo está sempre no cio.”&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte: https://www.brasil247.com/entrevistas/quando-entenderao-que-escapamos-de-um-golpe-nao-de-um-furto-de-supermercado-questiona-lenio-streck&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote2anc&quot;&gt;2&lt;/a&gt;Fonte:https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-09/fux-foi-contraditorio-e-seletivo-nas-provas-do-golpe-dizem-juristas&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote3anc&quot;&gt;3&lt;/a&gt;Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/juristas-discutem-o-peso-da-divergencia-de-fux-na-condenacao-de-bolsonaro/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;4-Fonte:https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/09/15/gilmar-aponta-incoerencia-em-voto-de-fux-afirma-confiar-que-congresso-barre-anistia.ghtml&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/2866157953651772770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/09/demorou-mas-enfim-militares-golpistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/2866157953651772770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/2866157953651772770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/09/demorou-mas-enfim-militares-golpistas.html' title='ENFIM, MILITARES GOLPISTAS SÃO CONDENADOS '/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-9064770877222356423</id><published>2025-08-08T16:29:00.000-07:00</published><updated>2025-09-09T13:38:59.529-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Textos do Autor"/><title type='text'>O BRASIL É SOBERANO E NÃO COLÔNIA DOS EUA</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; font-size: large; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS0wcz5pWFzKuV_llAZOTI9YGPxDyoyHeH74I5i2gOErkAdMphmwDpCzDS2y2qHUyK4o9w&amp;amp;usqp=CAU&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;251&quot; data-original-width=&quot;201&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS0wcz5pWFzKuV_llAZOTI9YGPxDyoyHeH74I5i2gOErkAdMphmwDpCzDS2y2qHUyK4o9w&amp;amp;usqp=CAU&quot; width=&quot;256&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por: &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Odilon+de+Mattos+Filho&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Odilon de Mattos Filho&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante do descalabro da taxação comercial imposta pelo presidente dos EUA, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Donald+Trump+trade+policies+Brazil&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Donald Trump&lt;/a&gt;, a vários países — especialmente ao&amp;nbsp;&lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Brasil+economy+trade+Donald+Trump+tariffs&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Brasil&lt;/a&gt; —, lembrei-me de uma das maiores obras sobre a história da América Latina: &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=As+Veias+Abertas+da+Am%C3%A9rica+Latina+Eduardo+Galeano&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;As Veias Abertas da América Latina&lt;/a&gt;, do grande escritor uruguaio &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Eduardo+Galeano+author&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Eduardo Galeano&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e comcei a reler essa importante obra que, contextualizando, nos ajuda a entender o atual momento político.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O livro, revela com riqueza de detalhes como os colonizadores e imperialistas dominaram e saquearam as riquezas dos povos latino-americanos, e apoiaram golpes e instalaram ditaduras sangrentas como foi feito pelos EUA para moldar a política de toda a região.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Logo no início, Galeano sintetiza a essência da &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=define+Teoria+da+Depend%C3%AAncia&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Teoria da Dependência&lt;/a&gt;: “A divisão internacional do trabalho consiste em que alguns países se especializam em ganhar e outros em perder. Nossa comarca no mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os tempos remotos.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E prossegue: “Segundo a voz de quem manda, os países do sul do mundo devem acreditar na liberdade de comércio (embora não exista), honrar a dívida (embora seja desonrosa), atrair investimentos (embora sejam indignos) e entrar no mundo (embora pela porta de serviço).”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o fim da &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Guerra+Fria+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Guerra Fria&lt;/a&gt;, os EUA consolidaram uma hegemonia que os fez se enxergar como “tutores do mundo”, acima do bem e do mal. Para sustentar esse status, participaram e iniciaram guerras, promoveram golpes e patrocinaram barbáries mundo afora, sempre em defesa de seus interesses — muitas vezes com o silêncio cúmplice de organismos internacionais e até de governos aliados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale lembrar, que o saque imperialista começou com o &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=ouro+e+a+prata+Am%C3%A9rica+Latina+colonial+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ouro e a prata&lt;/a&gt;; passou pelo &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=a%C3%A7%C3%BAcar+Am%C3%A9rica+Latina+colonial+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;açúcar&lt;/a&gt;, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=tabaco+Am%C3%A9rica+Latina+colonial+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;tabaco&lt;/a&gt;, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=guano+uses+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;guano&lt;/a&gt;, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=salitre+uses+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;salitre&lt;/a&gt;, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=cobre+Am%C3%A9rica+Latina+colonial+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;cobre&lt;/a&gt;, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=estanho+Am%C3%A9rica+Latina+colonial+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;estanho&lt;/a&gt;, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=borracha+Am%C3%A9rica+Latina+colonial+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;borracha&lt;/a&gt;, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=cacau+Am%C3%A9rica+Latina+colonial+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;cacau&lt;/a&gt;, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=banana+Am%C3%A9rica+Latina+colonial+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;banana&lt;/a&gt;, café e &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=petr%C3%B3leo+Am%C3%A9rica+Latina+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;petróleo&lt;/a&gt;; e hoje mira as chamadas “&lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=terras+raras+Brasil&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;terras raras&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A nova tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil é mais que uma medida econômica: é uma tentativa de intervir na política nacional e atacar nossa soberania. Por trás, está o interesse em se apoderar das reservas brasileiras de terras raras — especialmente nas &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=regi%C3%B5es+Centro-Oeste+e+Norte+Brasil+map&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;regiões Centro-Oeste e Norte&lt;/a&gt; —, essenciais para baterias, armas de precisão, satélites e chips. Aliás, o Brasil foi agraciado geográfica e geologicamente, pois o país possui as maiores áreas agricultáveis do mundo, uma potência em água doce, vastas reservas de petróleo, as terras raras, etc. e tudo isso instiga a cobiça de outras Nações, como, por exemplo, o império decadente dos EUA, como estamos assistindo nesse momento. Aqui não se pode esquecer que até o PIX está sendo alvo dos imperialistas do norte, que vê nessa popular ferramenta financeira uma ameaça aos cartões de créditos cuja bandeiras são estadunidense.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, o governo dos EUA, acostumados a tutelar parte do mundo e &quot;negociar&quot; com governos submissos, desta feita, quebrou a cara, pois, encontrou no Brasil uma forte resistência do governo Lula à pressão de Trump para tentar espoliar essas riquezas e assim, reduzir sua dependência da China, transformando o Brasil em ativo geoestratégico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A propósito, o momento remete ao governo João Goulart (1961-1964) quando interesses minerários estrangeiros também se chocaram com um projeto nacionalista. Outro&amp;nbsp; período similar ao de agora, foi de 1951 a 1954, quando o presidente Getúlio Vargas criou a Petrobras e implementou políticas nacionalistas, despertando a sanha dos imperialistas do norte, que pouco tempo depois colaboraram com o golpe militar de 1964. Aliás, qualquer semelhança não é mera coincidência como bem pontua o destemido jornalista, Xico Sá ao relembrar a obra &quot;Aos Trancos e Barrancos&quot; do grande mestre Darcy Ribeiro: “Em 1962, o presidente João Goulart cancela o registro das jazidas de minério de ferro do &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Quadril%C3%A1tero+Ferr%C3%ADfero+min%C3%A9rio+de+ferro&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Quadrilátero Ferrífero&lt;/a&gt;, concedidas ilegalmente à &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Hanna+Corporation+Brazil+history&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Hanna Corporation&lt;/a&gt;. O Brasil recupera, assim, a massa principal dos seus minérios de ferro. Com essa decisão, empresas dos EUA se juntaram a militares e empresários brasileiros no financiamento do golpe de 1964. Logo que assumiu, &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Castelo+Branco+president+Brazil&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Castelo Branco&lt;/a&gt; devolveu as minas à multinacional norte-americana.&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É exatamente isso que Trump desejava com a vitória do antipatriota &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Jair+Bolsonaro+political+views&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt; e sua camarilha, o Brasil voltar a ser um país periférico e submisso. Felizmente, quem venceu foi &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Lula+policies+Brazil&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lula&lt;/a&gt; e a democracia e neste contexto é preciso reconhecer a postura firme e soberana do presidente Lula que saiu da defensiva e retomou o diálogo com sua base, defendendo de forma intransigente os interesses do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-alternates: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-alternates: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Afora a pressão comercial, vale destacar outro ponto: Trump, induzido pelas mentiras de Eduardo Bolsonaro, faz o confronto ideológico para tentar proteger Jair Bolsonaro da condenação que certamente virá, e para isso, busca, também, intervir, pressionar e atacar o STF na pessoa do ministro, Alexandre de Moares aplicando-lhe, sem fundamento jurídico e factual, a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-alternates: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Lei Magnitsky,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-alternates: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt; conhecida como “morte financeira” do sancionado. Mas isso não é tudo: Trump começou, também, avançar contra autoridades brasileiras e seus familiares com cassações de vistos de entrada nos EUA e outras medidas restritivas. Mas não sejamos ingênuos, com a proximidade do julgamento de Bolsonaro outras decisões poderão ser aplicadas ao Brasil e as autoridades brasileiras, como forma de presssionar os ministros da Suprema Corte no julgamento de Jair Bolsonaro e sua &quot;facção&quot; golpista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-alternates: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-alternates: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Trocando em miúdos, o Brasil nunca viveu na sua história, tamanho ataque à sua soberania.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Espera-se que os ministros do STF não se intimidem e façam o devido julgamento dos golpistas, e por outro lado, aguardamos que o governo Lula suporte as pressões externas e não se curve às chantagens do imperialismo estadunidense. Nossa soberania exige que se respeite as nossas instituições e as riquezas naturais do país que pertencem única e exclusivamente ao povo brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse contexto, vale lembrar, que o Brasil possui um instrumento valioso para se defender desses ataques, o país integra o &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=BRICS+economic+alliance&amp;amp;bbid=4608819898612026133&amp;amp;bpid=9064770877222356423&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;BRICS&lt;/a&gt;, bloco que detém quase 40% do PIB mundial, o que lhe garante retaguarda econômica, política e estratégica, ou seja, os imperialistas do norte não estão emparedando ou hostilizando uma republiqueta, o buraco é mais embaixo, o Brasil é uma Nação forte, democrática, independente e soberana.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E para encerrar, recorro a um trecho do poema &quot;Rio Doce&quot;, de Carlos Drummond de Andrade: “Quantas toneladas exportamos? Quantas lágrimas disfarçamos sem berros?”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para que não se esqueça. Para que nunca mais aconteça!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte: https://iclnoticias.com.br/cobica-mineral-liga-tarifaco-de-trump-a-golpe-de-1964/</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/9064770877222356423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/08/por-odilon-de-mattos-filho-diante-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/9064770877222356423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/9064770877222356423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/08/por-odilon-de-mattos-filho-diante-do.html' title='O BRASIL É SOBERANO E NÃO COLÔNIA DOS EUA'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-2615489909177431519</id><published>2025-07-11T17:45:00.000-07:00</published><updated>2025-08-08T20:51:27.584-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A PALAVRA DE ORDEM É VIRAR À ESQUERDA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://imagens.ebc.com.br/6Rr_VlIv_UN9E0s6ccUtyqmpVhg=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/07/03/frente_povo_sem_medo_ocuparam_hoje_a_sede_do_itau_01.jpg?itok=uli--IrX&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;509&quot; data-original-width=&quot;754&quot; height=&quot;216&quot; src=&quot;https://imagens.ebc.com.br/6Rr_VlIv_UN9E0s6ccUtyqmpVhg=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/07/03/frente_povo_sem_medo_ocuparam_hoje_a_sede_do_itau_01.jpg?itok=uli--IrX&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Sabe-se que, apesar da miopia de algumas lideranças do campo progressista, a Frente Ampla articulada por Lula e pelo Partido dos Trabalhadores foi uma estratégia eleitoral bem-sucedida em 2022. Diante da ameaça bolsonarista, era necessário construir uma aliança tática para derrotar o fascismo nas urnas. Mas o custo político dessa composição está se tornando insustentável para o governo e para a esquerda brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje, assistimos a um Congresso Nacional dominado por forças conservadoras, neoliberais e bolsonaristas que atuam como linha auxiliar da extrema-direita. O governo é diariamente chantageado, travado e sabotado. E o principal instrumento dessa chantagem são as chamadas emendas PIX e o legado criminoso do orçamento secreto, criados no desgoverno Bolsonaro e perpetuados por um Congresso fisiológico que deseja implantar um parlamentarismo orçamentário de fato — sem responsabilidade, sem transparência e sem voto popular.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo dados oficiais, o valores dessas emendas ultrapassam a casa dos R$ 50 bilhões de reais. São recursos usados não para o bem público, mas para irrigar bases eleitorais, comprar apoios e alimentar esquemas. A transparência passa longe. A moralidade administrativa, exigida pelo artigo 37 da Constituição Federal, é rasgada diariamente nos bastidores do Congresso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante desse assalto ao orçamento, o caso foi parar no STF, sob relatoria do ministro Flávio Dino. E a resposta dos presidentes da Câmara, Hugo Mota e do Senado, Davi Alcolumbre — ambos bolsonaristas de carteirinha — foi endurecer ainda mais esse jogo sujo, lembrando, porém, que os dois presidentes foram eleitos com apoio do governo e hoje lideram o cerco ao Executivo&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A derrubada do decreto que aumentava a alíquota do IOF — o que garantiria R$ 30 bilhões em arrecadação até 2026 — é emblemática. Foi uma retaliação direta à atuação do Judiciário. E o mais grave: o Congresso também sentou sobre projetos centrais do governo, como a isenção do IRPF para quem ganha até R$ 7 mil e a taxação dos super-ricos, pilares da justiça tributária..&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o tiro saiu pela culatra. O governo e os movimentos sociais reagiram com firmeza, inundando as redes sociais com denúncias e revelando quem são os verdadeiros defensores dos super-ricos e das elites rentistas. A campanha ganhou as ruas, com manifestações em diversos estados, deixando claro que o povo não aceita ser governado por chantagistas e corruptos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em meio a isso, veio o “presente” dos imperialistas do Norte: os Estados Unidos impuseram taxações abusivas contra as exportações brasileiras, e Donald Trump — em campanha — atacou o Judiciário brasileiro e saiu em defesa de Bolsonaro. Foi um ataque frontal à nossa soberania.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais uma vez, a extrema-direita deu munição ao campo progressista. O povo viu quem está ao lado do Brasil e quem atua como serviçal de interesses estrangeiros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em menos de duas semanas, o governo Lula — que enfrentava dificuldades em sua popularidade — teve em mãos as armas políticas e simbólicas para expor os inimigos da democracia. A narrativa golpista foi desmontada. A máscara dos &quot;patriotas&quot; caiu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante desse cenário, torna-se urgente o enfrentamento ideológico. O campo progressista e o governo Lula precisam dar nome aos bois, apontar os responsáveis pelo sequestro do orçamento e convocar as massas para defender aquilo que os elegeu: os programas sociais, a valorização do trabalho, a justiça fiscal, a soberania nacional, a rvogação das reformas trabalhista e previdenciária e o fim da escala 6X1.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É hora de devolver ao povo o protagonismo da luta política. É ele — e só ele — quem tem legitimidade para garantir a governabilidade. Foi o povo que deu a vitória a Lula. Foi o povo que referendou o projeto progressista e popular apresentado nas eleições.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, o Brasil — e o mundo — enfrentam uma crise sistêmica. O modelo capitalista e imperialista revela suas contradições e suas debilidades marcadas por um processo de acumulação de capital e com uma brutal concentração de renda, exclusão social e esgotamento ambiental. Estamos diante de um colapso civilizatório — e o campo progressista precisa reagir para estar à altura do desafio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, não há mais espaço para recuo. O Congresso atual, capturado por interesses fisiológicos, pode a qualquer momento enterrar o futuro do Brasil. Por isso, o governo e o PT devem virar à esquerda e se colocar na defesa dos interesses da classe trabalhadora. Com coragem. Com o povo. Com a firmeza de quem sabe que sem luta, não há mudança.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/2615489909177431519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/07/a-palavra-de-ordem-e-virar-esquerda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/2615489909177431519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/2615489909177431519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/07/a-palavra-de-ordem-e-virar-esquerda.html' title='A PALAVRA DE ORDEM É VIRAR À ESQUERDA'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-3674371461825409618</id><published>2025-05-14T13:08:00.000-07:00</published><updated>2025-05-16T14:08:43.857-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A PÁTRIA GRANDE PERDE UM DOS SEUS MAIORES LÍDERES, PEPE MUJ́ÍÍCA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lula2-1024x681.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;681&quot; data-original-width=&quot;1024&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lula2-1024x681.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;José Alberto Mujica Cordano, mais conhecido como Pepe Mujica, nasceu em Montevidéu no dia 20 de maio de 1935. Filho de agricultores, Mujica recebeu educação primária e secundária na escola nº 150 de Paso de la Arena. Após concluir o liceu, matriculou-se no Instituto Alfredo Vásquez Acevedo (IAVA) para cursar Direito, mas não concluiu o curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a juventude, embalado e empolgado pela vitoriosa Revolução Cubana e ciente das mazelas que o Uruguai enfrentava, juntou-se a outros camaradas e fundaram o Movimento de Libertação Nacional — Tupamaros, um dos principais grupos guerrilheiros do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em virtude de sua militância, Mujica foi preso quatro vezes e passou catorze anos nas prisões da ditadura uruguaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde os anos 1970, viveu com sua companheira e também guerrilheira, Lúcia Topolansky, com quem oficializou o casamento em 2005. O casal viveu sempre em um pequeno sítio na zona rural de Montevidéu, de onde tirava o sustento com o trabalho no campo. Uma vida de humildade e simplicidade — um franciscano dos tempos modernos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Com o retorno à democracia, Mujica foi libertado em 8 de março de 1985, por meio da anistia aos delitos políticos cometidos a partir de 1º de janeiro de 1962.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após a abertura democrática, Mujica criou, junto a outras lideranças do MLN e de partidos de esquerda, o Movimento de Participação Popular (MPP), dentro da Frente Ampla. Já nas eleições de 1994, foi eleito deputado por Montevidéu e, diante de sua atuação parlamentar e política, tornou-se o senador mais votado da história do Uruguai em 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 1º de março de 2005, com a eleição de Tabaré Vázquez pela Frente Ampla, Mujica foi nomeado ministro da Agricultura. Em 25 de outubro de 2009, venceu as eleições presidenciais com cerca de metade dos votos válidos e foi ao segundo turno contra Luis Alberto Lacalle, vencendo com mais de 52% dos votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como presidente, iniciou seu mandato com vigor e atenção total ao povo mais pobre do Uruguai, implantando, aos poucos, políticas antes enterradas nos porões das elites conservadoras. Destacam-se três políticas corajosas e fundamentais para o povo uruguaio: a legalização do aborto, a regulamentação do mercado da maconha e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Essas medidas colocaram o Uruguai na vanguarda mundial das políticas sociais progressistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os avanços não se restringiram apenas nessas pautas de costumes, durante seu mandato, a economia do país cresceu uma média anual de 5,4%, o índice de pobreza caiu, e o desemprego foi mantido em níveis baixos. Além disso, houve crescimento dos programas de transferência de renda, aumento do salário mínimo, além da distribuição de laptops para estudantes e professores e políticas habitacionais para famílias de baixa renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua eleição como deputado, Mujica doava 70% de seus rendimentos à Frente Ampla e a um fundo de construção de moradias populares e mesmo como presidente, continuou vivendo em sua chácara na zona rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pepe Mujica viveu o exemplo que prega e colocou em prática seus ideais e pensamentos de vida, deixando um legado sem precedentes na história do povo uruguaio. O presidente Lula sintetizou bem quem foi Mujica ao dizer: “Mujica não foi apenas um militante de esquerda, deputado, senador ou presidente — foi um exemplo de ser humano com muita dignidade, respeito, solidariedade e coragem. Eu conheço muita gente, mas ninguém se iguala à grandeza da alma do meu amigo Pepe Mujica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para a eternidade um dos maiores líderes da “Pátria Grande”, mas seu legado e suas ideias seguirão vivos em nossas lutas, corações e mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pepe Mujica, presente!&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/3674371461825409618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/05/a-patria-grande-perde-o-grande-lider.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3674371461825409618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3674371461825409618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/05/a-patria-grande-perde-o-grande-lider.html' title='A PÁTRIA GRANDE PERDE UM DOS SEUS MAIORES LÍDERES, PEPE MUJ́ÍÍCA'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-2354496793278258336</id><published>2025-04-27T16:58:00.000-07:00</published><updated>2026-01-19T13:53:53.132-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>QUAL O FUTURO DA IGREJA CATÓLICA PÓS PAPA  FRANCISCO ?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; font-size: large; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://diarionline.com.br/i.php?i=static/arquivo/2025-04/7c9ec69f-43f3-492f-927c-3d14807d1e46-0c29.jpg&amp;amp;w=753&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;font-weight: bold; margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;463&quot; data-original-width=&quot;753&quot; height=&quot;246&quot; src=&quot;https://diarionline.com.br/i.php?i=static/arquivo/2025-04/7c9ec69f-43f3-492f-927c-3d14807d1e46-0c29.jpg&amp;amp;w=753&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Estado do Vaticano foi criado em 1929, pelo “Tratado de Latrão”, um acordo realizado entre o Papa Pio XI e o Presidente fascista da Itália, Benito Mussolini. Após o surgimento desse monastério absolutista, cercado de conspirações, segredos e silêncios quase obsequiosos, começam aparecer também os problemas comuns de um País, sobretudo as disputas políticas, a corrupção, a falta de transparência e os interesses financeiros, tanto, que é célebre a frase do arcebispo Paul Marcinkus, Secretário do Banco do Vaticano em 1971, que disse: “Pode-se viver nesse mundo sem se preocupar com o dinheiro? Não se pode dirigir a Igreja com ave-marias”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No livro “Vaticano S.A.”, o jornalista Italiano, Gianluigi Nuzzi, demonstra como é sombrio a vida política e administrativa desse pequeno País. Diz o autor:“...O Vaticano desenvolve seus negócios em absoluto sigilo, protegendo a delicada relação entre a teocracia e o dinheiro... As intensas atividades da holding da Santa Sé representa um dos segredos mais bem guardados do mundo....A falta de informações alimenta lendas, mas continua sendo uma das regras dos banqueiros de longa batina, muito mais reservados que de seus esquivos colegas leigos&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E foi neste nebuloso contexto político que Pontífice Francisco encontrou a “Igreja de Pedro”, especialmente, o Estado do Vaticano, mas se isso não bastasse, havia pela frente muitas e ncessárias “Reformas”, notadamente, com relação aos dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante deste cenário cercado de mistério, dogmas retrógrados, corrupção e intrigas, imaginávamos à época, que com o Papa Francisco, um Pastor progressista, humano, generoso e corajoso seria possível realizar as mudanças e o reencontro dessa milenar instituição com os anseios de um povo muita à frente dessa Igreja ultrapassada e estagnada&amp;nbsp; no tempo. Poderia ser a oportunidade de se deflagar uma Nova Primavera e uma releitura do Concílio Vaticano II e mesmo diante de todos esses desafios, somos de opinião que houve avanços consideráveis no Papado do Pontífice de Francisco.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A propósito, vale destacar as sábias palavras do brilhante Teólogo, Leonardo Boff sobre a indicação do Cardeal Jorge Mario Bergoglio: “...Este é o Papa de que a Igreja precisava. Isto fica claro na escolha do seu nome: trata-se de um jesuíta com alma franciscana. O nome Francisco [é por si só uma encíclica, como bem assinala Dom Cláudio Hummes]. O novo Papa nasce com a inspiração franciscana de simplicidade, ética, solidariedade com os pobres, amor à natureza e liberdade de criação...O centro não é a Igreja, mas a humanidade. Certamente não será um Papa doutrinador, mas um Pastor... Importa que o Papa Francisco seja um João XXIII dos novos tempos, um “Papa buono”, como já o mostrou. Só assim poderá resgatar a credibilidade perdida e ser um luzeiro de espiritualidade e de esperança para todos. O Papa Francisco vem de uma experiência pastoral, não é um espelho de Roma, ele tem autonomia, tem capacidade de falar para o centro do poder da Igreja. O Papa Frnacisco não é apenas um nome, mas um Projeto de Igreja&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;2&lt;/span&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E realmente com o Papa Francisco a “Igreja de Pedro” passou a ter uma abordagem pastoral mais acolhedora, com um conceito de sinodalidade e comprometida com o Povo Pobre do nosso Planeta, trazendo também para o centro dos debates temas sensíveis que estavam escondidos, a séculos, nos subterrâneos do Vaticano, como, por exemplo, as questões ambientais, moralidade sexual e conjugal, questões econômicas globais, crise migratória e até uma contundente denúncia sobre o sistema financeiro/capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No contexto geopolítico “a Igreja do Papa Francisco entendeu os eventos globais marcados pela ascensão da extrema direita, a ascensão das igrejas evangélicas, o declínio da Europa e o crescente multilateralismo. Nesse contexto, o papa Francisco expandiu a presença da Igreja Católica no Sul Global com novos cardeais. Ele também negociou com a China e promoveu o diálogo com a Igreja Ortodoxa Russa e outras religiões. Entre seus marcos estão sua mediação entre Cuba e os Estados Unidos e seu reconhecimento do Estado palestino&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;3&lt;/span&gt;&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a morte do papa Francisco uma pergunta peregrina pelas mentes dos católicos e até dos não católicos: quais serão os rumos e o futuro da Igreja pós Papa Francisco? Evidente que a resposta a essa pergunta dependerá da escolha do nome do novo Pontífice que saberemos depois que a fumaça branca sair sobre a Capela Sistina. A Igreja Católica estará diante de dois caminhos: o retrocesso com os setores conservadores ou o avanço com os setores progressista da Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sabemos que o Conclave será formado por 80% de Cardeais nomeados pelo Papa Francisco, porém, muitos especialistas entendem que, apesar deste perfil progressista, será difícil combater a maquinaria historicamente conservadora e eurocêntrica que dominou a estrutura clerical e que tantas vezes foi criticada pelo Papa Francisco.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo alguns vaticanólogos, os progressistas que mais se aproxima do legado deixado pelo Papa Francisco, são: Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha, o cardeal filipino Luis Antonio Tagle, cujas origens representam a expansão global da Igreja, o italiano Pietro Parolin, braço direito de Bergoglio, todos estes podem consolidar a mudança em direção ao “Sul Global”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pelo lado dos conservadores há um poderoso lobby ultraconservador que busca líderes eclesiásticos que possam defender as pautas de costumes como, por exemplo, a anti-imigrante, anti-LGBT e anti-reforma social progressista, o enfraquecimento das agendas climáticas, a comunhão para divorciados ou bênçãos, etc. Dentre os candidatos que defendem essas pautas pode-se destacar figuras como os Cardeais conservadores, Raymond Leo Burke(EUA), Gerhard Ludwig Müller (Alemanha), Péter Erdő(Hungria) e Fridolin Ambongo(República Democrática do Congo).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não temos dúvidas de que este Conclave, dado o momento geopolítico com o avanço da extrema-direita mundo afora e o crescimento vertiginoso dos Evangélicos, em especial, das Igrejas Neopentecostais fundamentalistas, será o mais disputado, mais importante e decisivo para o futuro da Igreja Católica, pois, a morte do Papa Francisco não impacta apenas a Igreja, foi uma perda para a humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O fato é que a Igreja Católica Apostólica Romana está diante de uma decisão que pode definir os seus rumos para os próxmos anos. A escolha de um Papa de linha conservadora pode levar a Igreja para um perigoso retrocesso, enquanto a escolha de um Papa progressista significará a continuidade do legado deixado pelo Papa Francisco no sentido de levar a Igreja para as periferias do mundo promovendo o respeito a diversidade, a tolerância, o acolhimento, a fé, a paz, a ternura, e a fraternidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que seja um Pontífice com o vigor e a ternura do Papa Francisco e que seja um Papado que possa desencadear a esperança e uma Nova Primavera na Igreja Católica. Paz e Bem!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2025/04/23/sucessao-do-papa-francisco-a-extrema-direita-e-o-sul-global-na-disputa-do-vaticano/&lt;br /&gt;2 Fonte: &lt;a href=&quot;http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/blogs-amigos/boff-fala-do-seu-entusiasmo-com-a-escolha-do-novo-papa&quot;&gt;http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/blogs-amigos/boff-fala-do-seu-entusiasmo-com-a-escolha-do-novo-papa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3- Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2025/04/23/sucessao-do-papa-francisco-a-extrema-direita-e-o-sul-global-na-disputa-do-vaticano/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/2354496793278258336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/04/quais-serao-os-rumos-da-igreja-pos-papa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/2354496793278258336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/2354496793278258336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/04/quais-serao-os-rumos-da-igreja-pos-papa.html' title='QUAL O FUTURO DA IGREJA CATÓLICA PÓS PAPA  FRANCISCO ?'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-2953406837883234126</id><published>2025-03-15T14:11:00.000-07:00</published><updated>2025-03-17T06:24:14.721-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>SERÁ QUE EU TENHO &quot;LUGAR DE FALA&quot;?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; font-size: large; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://cdn.pensador.com/img/frase/ne/iv/neiva_chemite_lugar_de_fala_e_de_quem_nao_cala_trf_nl07ql9r.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;450&quot; data-original-width=&quot;600&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://cdn.pensador.com/img/frase/ne/iv/neiva_chemite_lugar_de_fala_e_de_quem_nao_cala_trf_nl07ql9r.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As informações mostram que as políticas identitárias remontam à década de 70. O termo surgiu com o coletivo de mulheres negras e lésbicas denominado Combahee River Collective. O coletivo surgiu em Chicago e atuou entre os anos de 1974 e 1980 em Boston. Era um movimento de mulheres negras e lésbicas que não se sentiam apropriadamente representadas pelo movimento feminista — predominantemente branco — em suas demandas específicas&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”. Já outros estudos apontam que este “fenômeno parece ter surgido de movimentos como o Occupy Wall Street, o Me Too e o Black Lives Matter, mas tem raízes muito anteriores. As sementes dessa militância puramente identitária germinaram no pós-guerra, desenvolveram-se nos movimentos americanos e europeus da década de 1960 e se consolidaram com o fim da Guerra Fria&lt;a href=&quot;#sdfootnote2sym&quot;&gt;2&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Política identitária, segundo o professor Wilson Gomes, é “...uma forma de politização das contraposições entre determinados grupos sociais cujos membros reconhecem que o seu pertencimento é compelido por aspectos da sua identidade..”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil, esse fenômeno das políticas identitárias ou do identitarismo surgiu recentemente no meio de alguns movimentos sociais e é apoiado por alguns partidos políticos de esquerda, notadamente pelo PSOL. Mas, apesar da grande visibilidade e força desse movimento, ele começa a ser debatido, ainda que timidamente e com certa hesitação, por intelectuais, políticos e grupos representantes desse movimento sobre sua eficiência política, social e seus resultados coletivos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É evidente que não há como negar o desprezo, o desrespeito e o preconceito da sociedade e do próprio Estado contra os chamados grupos minoritários, sejam eles étnicos, religiosos, de gênero, de orientação sexual ou por outras características. E certamente foi por isso que surgiu essa luta dos distintos grupos contra toda essa opressão. As discussões a favor ou contra o identitarismo trafegam hoje por várias correntes de pensamento, inclusive no meio da direita conservadora e da extrema-direita, que se aproveitam de maneira sarcástica desse fenômeno para dialogar diretamente com sua bolha, como exemplificado por Bolsonaro, Donald Trump e outras lideranças da extrema-direita mundo afora.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No nosso modesto entendimento, não temos dúvidas da importância desse movimento identitário enquanto luta por direitos e reconhecimento social. Por outro lado, é sabido que esses movimentos se apresentam de maneira fragmentada, ou seja, cada grupo defende seus interesses específicos, mas essa luta está desconectada dos interesses de outros grupos, esquecendo-se que, no fundo, as reivindicações colocadas são comuns e interseccionais, já que a raiz de tudo é a desigualdade social e a luta de classes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, nesse sentido, Marcel Coelho defende que “...a história testemunha a tentativa, bem-sucedida, em desagregar grupos com interesses comuns, confrontando-os através de pequenos privilégios, oferecidos a um dos lados e minando suas forças contra o inimigo comum. Nesse caso, os patrões...”.Continuando Marcel acrescenta: &quot;no Brasil, o tema das pautas identitárias ingressou com uma força descomunal e potência desagregadora de ordem nuclear. Com dinheiro de fundações internacionais e de setores da burguesia nacional, como a família Setúbal, Marinho e a emergente Fundação RENOVA, são formados e pautados nos mesmos princípios liberais. Temas progressistas são colocados na ponta do discurso desde que as lutas de classes, base da subversão dos males do capitalismo e do neocolonialismo, não sejam questionadas. De pautas ambientais, corrupção, educação, até as lutas identitárias, tudo é discutido com ares progressistas e até de esquerda, desde que princípios neoliberais não sejam ameaçados. Esta tomada de pauta, desconectada com as lutas universais, tem um impacto sem precedentes no desenvolvimento econômico do Brasil. Alguém acredita que a Rede Globo tem compromisso com nosso povo? Enquanto líderes destas políticas são “perseguidos” por defendê-las e colocá-las no centro do debate, nossos “supremacistas brancos”, penalizados por mazelas sociais similares, como a famigerada reforma da previdência, posicionam-se em trincheiras opostas. Dividida, a sociedade brasileira não tem discutido um projeto de desenvolvimento universal e generoso...&lt;a href=&quot;#sdfootnote3sym&quot;&gt;3&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, não temos a pretensão de demonizar os grupos identitários. Ao contrário, reconhecemos suas lutas, bandeiras e os avanços conquistados no sentido da efetivação da cidadania. No entanto, entendemos que os movimentos e as políticas identitárias não podem esquecer que a raiz dessas distorções é a desigualdade social. Assim, para que este movimento seja mais abrangente e verdadeiramente vitorioso, não pode se desconectar da luta de classes, até porque todas as representações de minoria estão ligadas, umbilicalmente, ao processo de manutenção da exploração capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dito isso, fica claro que não cabe aos identitários criticar aqueles que querem debater o tema como sujeitos “sem lugar de fala” e, por outro lado, não se pode simplesmente, como alguns querem, demonizar esse movimento como responsável pelas mazelas eleitorais, sociais e políticas que nassolam o país.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dessa forma e considerando o melindroso momento político que vivemos, é imperioso a unidade da esquerda e de setores progressistas da sociedade&amp;nbsp; para se preservar direitos e avançar em conquistas.&amp;nbsp;Não se deve esquecer do ensinamento de Bertold Brecht: &quot;a cadela do fascismo está sempre no cio&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.politize.com.br/identitarismo/&quot;&gt;https://www.politize.com.br/identitarismo/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote2anc&quot;&gt;2&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.brasildefato.com.br/2021/09/17/artigo-como-surgiu-a-politica-identitaria-e-qual-sua-relacao-com-a-ideologia-liberal/&quot;&gt;https://www.brasildefato.com.br/2021/09/17/artigo-como-surgiu-a-politica-identitaria-e-qual-sua-relacao-com-a-ideologia-liberal/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote3anc&quot;&gt;3&lt;/a&gt;Fonte: https://disparada.com.br/pautas-identitarias/</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/2953406837883234126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/03/sera-que-eu-tenho-o-lugar-de-fala.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/2953406837883234126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/2953406837883234126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/03/sera-que-eu-tenho-o-lugar-de-fala.html' title='SERÁ QUE EU TENHO &quot;LUGAR DE FALA&quot;?'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-7925361307183180292</id><published>2025-01-29T06:43:00.000-08:00</published><updated>2026-05-06T17:43:31.260-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>GOVERNO TRUMP A GRANDE AMEAÇA AO PLANETA</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://neofeed.com.br/wp-content/uploads/2026/01/trump-groenlandia.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;484&quot; data-original-width=&quot;860&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://neofeed.com.br/wp-content/uploads/2026/01/trump-groenlandia.jpeg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Não é novidade para ninguém a soberba e o status de &quot;tutores do mundo&quot; que os estadunidenses se autoproclamam desde o fim da chamada Guerra Fria. Convictos dessa posição, impuseram sua influência à maioria dos países e organismos multilaterais. O que mais chama atenção nessa postura é o desplante com que os imperialistas do Norte impõem a narrativa de que tal posição visa apenas à defesa do seu povo e da democracia mundo afora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Esses imperialistas já aniquilaram nações, prenderam, torturaram e assassinaram cidadãos e presos políticos, invadiram países, colaboraram e participaram de golpes de Estado e de todo tipo de barbárie, sempre acompanhados do falso discurso da defesa da democracia. Os exemplos são fartos e envolvem tanto republicanos quanto democratas, pois ambos dependem da guerra para sustentar um dos pilares do capitalismo estadunidense: a indústria armamentista. As intervenções dos EUA não visam apenas ao domínio das riquezas naturais, mas também ao controle das tecnologias mais avançadas e de contratos internacionais. Para isso, utilizam uma nova modalidade de ataque: a guerra híbrida, cuja principal arma é o lawfare. Essa estratégia é amplamente utilizada em países onde as instituições estão fracas, corrompidas e tuteladas por uma elite submissa, como foi o caso do Brasil com a vergonhosa Operação Lava Jato, comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro, declarado suspeito e parcial pela Suprema Corte e intimamente ligado ao Departamento de Estado dos EUA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Frédéric Pierucci, grande executivo da Alstom, apontou recentemente em seu livro: “Qualquer que seja o ocupante da cadeira de Presidente dos EUA, seja democrata, seja republicano, carismático ou detestável, o governo em Washington sempre atende aos interesses do mesmo grupo de industriais... Os Estados Unidos, que se arvoram em dar lições de moral a todo o planeta, são os primeiros a fechar negócios fraudulentos nos diversos países sob sua zona de influência, a começar pela Arábia Saudita e o Iraque&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Hoje, não é mais novidade nem teoria da conspiração a existência do Deep State (Estado Profundo) nos EUA. Segundo alguns historiadores, essa entidade existe desde o início do século XX e é formada por grandes empresários da indústria armamentista, farmacêutica, do entretenimento, da mídia, do sistema financeiro e de parte da estrutura do próprio governo estadunidense. Esse grupo controla e manipula praticamente todas as ações governamentais, impondo uma agenda voltada a seus próprios interesses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Segundo a jornalista Kalee Brown, o Deep State “é uma entidade que controla o governo e que se esconde nas sombras, tomando todas as decisões importantes em segredo. Sua agenda política e seus verdadeiros motivos estão completamente escondidos do público, sendo capazes de manter o controle sobre a população ao alimentar a ilusão da ‘democracia’... O Estado Profundo refere-se a um Estado dentro de um Estado, um grupo de pessoas que tem tanto controle dentro de um Estado que não precisa realmente obedecer às mesmas leis – em grande parte porque são elas que as criam de acordo com seus interesses e agendas, inclusive indicando e controlando juízes nas altas cortes&lt;a href=&quot;#sdfootnote2sym&quot;&gt;2&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Após a posse de Donald Trump, ficou claro que ele tentou demonstrar o poder do império sem disfarces, expondo a existência do Estado Profundo. Nesse governo, não houve pudor em esconder essa estrutura: a participação do bilionário Elon Musk no governo central é prova disso, assim como o engajamento e apoio de outros bilionários como Mark Zuckerberg, Jeff Bezos dentre outos magnatas. Coincidentemente, todos são proprietários das chamadas Big Techs, empresas tecnológicas que emergiram como figuras dominantes na economia global e no cotidiano de bilhões de pessoas. Essa é uma nova forma de guerra cultural da extrema-direita, que agora se junta às Big Pharmas e às indústrias armamentistas, tornando-se uma grande ameaça ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;O cientista Miguel Nicolelis afirmou que “Houve um casamento do Big Money com o Big Oil e o Big Tech. E eles basicamente decidiram que não precisam mais do Estado Nacional. Eles não veem barreiras para exercer o seu poder nas fronteiras nacionais ou na Constituição&lt;a href=&quot;#sdfootnote3sym&quot;&gt;3&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Como já vimos no Brasil, essa nova guerra cultural, impulsionada pelas redes sociais e financiada pelas Big Techs, fez surgir milhões de pessoas tomadas pela imbecilidade que o escritor e juiz de direito do TJRJ Rubens Casara chama de idiossubjetivação que é &quot;uma ferramenta usada pelo neoliberalismo para formatar pessoas que naturalizam o absurdo... O sujeito idiossubjetivo se torna incapaz de perceber que está atuando contra seus próprios interesses e os de seus filhos. Esse fenômeno global está associado a uma mudança subjetiva provocada pela ‘racionalidade hegemônica neoliberal&lt;a href=&quot;#sdfootnote4sym&quot;&gt;4&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Aliás, o Cientista Miguel Nicolelis, em entrevista disse que “Trump significa um fenômeno que eu descrevi nos meus livros, o último em 2020, de como um vírus informacional é capaz de infectar milhões de mentes e fazer com que essas mentes criem um supracérebro coletivo, que eu chamo de brain net, que passa a acreditar em coisas que desafiam a realidade tangível, a realidade concreta&lt;a href=&quot;#sdfootnote5sym&quot;&gt;5&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;As medidas tomadas no início do governo Trump contra imigrantes ilegais e seu discurso misógino, homofóbico, xenófobo e negacionista demonstram o grau de crueldade e incivilidade desse governo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Se tudo isso não bastasse, Trump propoõe que os EUA assumam a Faixa de Gaza, expulsando os mais de 2 milhões Palestinos de suas Terras e transformando aquela região numa espécie de “Riviera do Oriente Médio&quot; comandada pelo império do norte, ou seja, na verdade o que o desumano presidente “cesarista” pretende é realizar uma limpeza étnica dos Palestinos o que caracterizaria crime contra a humanidade e certamente haveria um levante do mundo civilizado contra essa barbárie.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;Acredita-se, também, que Trump quer ser um novo Reagan, aquele presidente que levou ao desmonte da União Soviética, e agora tentaria o mesmo contra a China. No entanto, resta saber se as condições geopolíticas permitirão tal empreitada, pois certamente encontrará resistência de outras nações, a começar pela Europa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Sabe-se que o crescimento econômico chinês e suas parcerias globais colocaram os EUA contra a parede, aumentando a preocupação do império do Norte. Esse cenário pode beneficiar a América do Sul, especialmente o Brasil, mas é fundamental a unidade da América Latina e do Sul Global contra as ameaças de Trump, que certamente virão na forma de ataques econômicos e políticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Portanto, todo cuidado é pouco. O primeiro passo que os países democráticos deveriam fazer é a regulamentação do uso das redes sociais, visando ao combate à desinformação. Como alertou Bertolt Brecht, “A cadela do fascismo está sempre no cio.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte:https://outraspalavras.net/crise-brasileira/as-entranhas-expostas-de-uma-lavajato-global/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote2anc&quot;&gt;2&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.blogger.com/blog/post/edit/4608819898612026133/7925361307183180292?hl=pt-BR#&quot;&gt;https://thoth3126.com.br/visao-profunda-sobre-quem-realmente-controla-os-eua-deep-state-porque-nao-e-o-povo/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote3anc&quot;&gt;3&lt;/a&gt;Fonte: https://jornalggn.com.br/internacional/miguel-nicolelis-e-os-multiplos-furacoes-que-avassalam-o-sonho-americano/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote4anc&quot;&gt;4&lt;/a&gt;Finte: &lt;a href=&quot;https://www.blogger.com/blog/post/edit/4608819898612026133/7925361307183180292?hl=pt-BR#&quot;&gt;https://www.brasil247.com/entrevistas/a-idiossubjetivacao-e-uma-ferramenta-usada-pelo-neoliberalismo-para-formatar-pessoas-que-naturalizam-o-absurdo-diz-juiz&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote5anc&quot;&gt;5&lt;/a&gt;Fonte: https://jornalggn.com.br/internacional/miguel-nicolelis-e-os-multiplos-furacoes-que-avassalam-o-sonho-americano/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/7925361307183180292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/01/governo-trump-grande-ameaca-ao-planeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/7925361307183180292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/7925361307183180292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2025/01/governo-trump-grande-ameaca-ao-planeta.html' title='GOVERNO TRUMP A GRANDE AMEAÇA AO PLANETA'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-1935828696872133844</id><published>2024-12-16T13:05:00.000-08:00</published><updated>2024-12-24T04:16:18.674-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>LULA SENDO LULA E SÔNIA BRIDI SENDO A GLOBO</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://cdn.brasil247.com/pb-b247gcp/swp/jtjeq9/media/2024121607124_f3613596-dff4-40b4-8cdc-fb9324f9306c.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;600&quot; data-original-width=&quot;1250&quot; height=&quot;193&quot; src=&quot;https://cdn.brasil247.com/pb-b247gcp/swp/jtjeq9/media/2024121607124_f3613596-dff4-40b4-8cdc-fb9324f9306c.webp&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Já é sabido por todos a postura partidarizada e de odiosidade da mídia comercial, em especial da Rede Globo, quando o assunto ou a matéria jornalística se refere ao Partido dos Trabalhadores e/ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, sobre essa postura da grande mídia, encabeçada pela Rede Globo, o grande professor de Teoria Política da UFRJ Wanderley Guilherme dos Santos, com sua costumeira precisão, explica didaticamente por que a mídia age dessa forma. Diz o professor:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;...tem uma circunstância peculiar que é o fato de que as empresas jornalísticas têm os interesses empresariais também fora do circuito de informação. E isso cria uma situação muito particular, porque, afinal de contas, os interesses econômicos e empresariais de proprietários de jornais deviam ter suas instâncias de defesa e não utilizar a imprensa para isso. Mas esta é a peculiaridade do Brasil. E é isso o que se mistura com frequência no Brasil: as campanhas políticas desenvolvidas pela imprensa, sob o pretexto de que são questões sequer públicas, mas, na verdade, são interesses privados dos próprios empresários jornalísticos.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;E realmente assiste razão ao professor Wanderley Guilherme. A empresa dos Marinhos, por meio da Globo Ventures, consegue indicar investimentos milionários para o Grupo. Segundo o Portal Terra, o jornal que cobre o mercado publicitário &quot;Meio &amp;amp; Mensagem&quot; divulgou o ranking “Brand DX” de 2024, e o maior grupo de mídia do país, a Rede Globo, foi avaliado em R$ 9,14 bilhões. Por isso, o Grupo Globo pressiona governos para aplicar as políticas econômicas que interessam aos seus negócios e, para tal, é capaz de tudo, inclusive derrubar governos e liquidar politicamente lideranças que ameacem seus interesses.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;A propósito, não se deve perder de vista o que a Rede Globo fez com o presidente Lula durante a Operação Lava-Jato. Esse período é exemplar para demonstrar o modus operandi que a mídia burguesa utiliza para detratar aqueles que se opõem ou tentam colocar em risco seu projeto de hegemonia. Uma edição do Jornal Nacional na época da Lava-Jato durou um total de 53 minutos e 18 segundos, enquanto uma edição normal do programa dura, em média, 30 minutos. Desse total, 42 minutos e 32 segundos foram gastos com material sobre Lula, ou seja, 80% do tempo total do jornal. Somente a narrativa do depoimento tomou 60% da edição, um total de 31 minutos e 41 segundos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;É sabido que o juíz Sérgio Moro foi elevado, pela mídia burguesa, à categoria de grande salvador da pátria e o maior caçador de corruptos de todos os tempos. A Operação Lava-Jato foi tida pela imprensa tupiniquim, especialmente pela Rede Globo, como a “bala de prata” que poderia liquidar a reputação e a vida política do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores. Contudo, o resultado todos nós sabemos: a Lava-Jato revelou-se a maior farsa jurídica da história do país, e a cobertura jornalística do caso, em especial da Globo, mostrou-se o maior exemplo do jornalismo esgoto praticado no país. Mas, ainda assim, a Rede Globo insiste em legitimar a malfadada operação sempre que possível.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Recentemente, assistimos a mais um drama de saúde envolvendo o presidente Lula. Uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada resultou em duas cirurgias neurológicas. Passado o susto e com alta hospitalar no dia 15/12/2024, o presidente Lula, erroneamente e de certa forma sob pressão emocional, resolveu conceder uma entrevista à experiente jornalista Sônia Bridi, exibida durante o decadente programa dominical Fantástico. Nessa entrevista, vimos um Lula sendo Lula, emotivo e sincero, e a jornalista Sônia Bridi sendo Globo, covarde e sagaz, como de costume.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Em um trecho da entrevista, ou melhor, da emboscada ardilosamente montada pela Globo, Lula relembrou o caso da Lava-Jato e afirmou:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;...Eu vou te dizer uma coisa. Eu defendo que eles [golpistas] tenham a presunção de inocência que eu não tive. Eu quero que eles tenham todo o direito de defesa. Mas, se for verdade as acusações, essa gente tem que ser punida severamente pra que sirva de exemplo ao Brasil...&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;2&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Nesse momento, entra em cena a conhecida sagacidade da Rede Globo, representada pela sua jornalista, que de imediato contradiz o presidente, dizendo:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Presidente, se o senhor me permite, quando o senhor foi preso e condenado, o senhor passou por várias instâncias da Justiça. O senhor considera que nesse processo todo da Justiça, todas as instâncias, o senhor não teve um direito de defesa?&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;3&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;E com um estratégico corte na entrevista, o Fantástico, buscando reforçar a fala de sua jornalista, exibiu imagens das audiências de Lula com o juiz Sérgio Moro como &quot;prova&quot; do direito de defesa, mostrando em seguida outras imagens da famigerada operação Lava-Jato. Com esse corte, o presidente Lula foi impedido de contestar a narrativa da “judiciosa” jornalista.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Em outro momento da entrevista, Lula se exaltou ao criticar as obscenas taxas de juros impostas pelo Banco Central, que claramente jogam contra o crescimento do país. Ao responder sobre a regulamentação da Reforma Tributária, foi surpreendido novamente. Como já era de se esperar, a jornalista, a serviço dos barões da mídia, emendou outra pergunta em tom opinativo:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;O pacote de cortes de gastos foi muito mal recebido nessa semana, né? Subiu o dólar, caiu a bolsa e há uma percepção de alguns analistas de que, com a inflação e sem controlar as contas públicas, isso pode afetar os mais pobres. O senhor acha que o pacote deixou alguma coisa de fora que pode ser incluída? Pode haver algum tipo de ajuste nesse pacote?&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;4&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Evidente que, nas entrelinhas, a pergunta da jornalista expõe o pensamento dos barões da mídia e dos agiotas de plantão que defendem um maior arrocho nos cortes de gastos às custas dos trabalhadores, como sempre fizeram. Nesse contexto, ainda, a Globo, em mais uma edição, censurou o presidente Lula na parte em que ele fala da taxação dos mais ricos. É a Globo sendo a Globo, ou seja, é o PIG (Partido da Imprensa Golpista) a serviço das elites dominantes do país, como diria o saudoso jornalista Paulo Henrique Amorim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Esse fato demonstra, mais uma vez, que a política de conciliação com o inimigo apenas fortalece o adversário. Lula não precisava passar por esse constrangimento, especialmente no momento em que a entrevista ocorreu. Aliás, assiste razão à jornalista Hildegard Angel quando afirmou:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;A falta que faz uma assessoria de comunicação técnica e responsável para agendar e definir as entrevistas a serem concedidas por Lula.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;5&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, algumas reflexões se impõem nesse caso: como uma concessão pública (TV Globo) edita uma entrevista exclusiva com um Presidente da República de maneira a prejudicá-lo e não há nenhuma nota oficial do governo ou qualquer tipo de reação contra essa abjeta postura? A resposta aqui é falta de regulamentação dos meios de comunicação e o medo de enfrentar os barões da mídia. Por outro lado, por que o presidente Lula concedeu essa entrevista em um momento delicado de sua saúde, sabendo o reiterado posicionamento malevolente da Rede Globo e da grande mídia em geral contra a sua pessoa e o seu governo? Com relação a essa pergunta, a resposta pode ser a seguinte: há tempos que o presidente Lula e parte da esquerda brasileira estão tomados pela &quot;Síndrome de Estocolmo&quot; frente a seus algozes midiáticos. Todos para o divã, imediatamente!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-size: large; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; line-height: 1px; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; line-height: 1px; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte: www.fup.org.br/entrevista.php?id.=10&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote2anc&quot;&gt;2&lt;/a&gt;Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-midia/globo-usa-tom-critico-e-questiona-lula-sobre-lava-jato-e-juros/https://www.poder360.com.br/poder-midia/globo-usa-tom-critico-e-questiona-lula-sobre-lava-jato-e-juros/&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote3anc&quot;&gt;3&lt;/a&gt;Fonte: ttps://www.poder360.com.br/poder-midia/globo-usa-tom-critico-e-questiona-lula-sobre-lava-jato-e-juros/https://www.poder360.com.br/poder-midia/globo-usa-tom-critico-e-questiona-lula-sobre-lava-jato-e-juros/&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote4anc&quot;&gt;4&lt;/a&gt;Fonte: ttps://www.poder360.com.br/poder-midia/globo-usa-tom-critico-e-questiona-lula-sobre-lava-jato-e-juros/https://www.poder360.com.br/poder-midia/globo-usa-tom-critico-e-questiona-lula-sobre-lava-jato-e-juros/&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote5anc&quot;&gt;5&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.brasil247.com/midia/o-coiso-e-que-estava-certo-ignorando-a-globo-diz-hildegard-apos-emboscada-contra-lula&quot;&gt;https://www.brasil247.com/midia/o-coiso-e-que-estava-certo-ignorando-a-globo-diz-hildegard-apos-emboscada-contra-lula&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/1935828696872133844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/12/lula-sendo-lula-e-globo-sendo-globo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/1935828696872133844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/1935828696872133844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/12/lula-sendo-lula-e-globo-sendo-globo.html' title='LULA SENDO LULA E SÔNIA BRIDI SENDO A GLOBO'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-3229528070472722118</id><published>2024-10-29T17:11:00.000-07:00</published><updated>2024-10-30T18:06:16.763-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>A BOLA DE OURO DOS COLONIZADORES </title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTR27rS_nkqt_0MTdU8K8dyU5WD6p-76gQ-pWDJRyPDzr0kLn3oEM0T7nOW9KcoRXrUQ0c&amp;amp;usqp=CAU&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;225&quot; data-original-width=&quot;225&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTR27rS_nkqt_0MTdU8K8dyU5WD6p-76gQ-pWDJRyPDzr0kLn3oEM0T7nOW9KcoRXrUQ0c&amp;amp;usqp=CAU&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É consenso que o futebol é o esporte mais popular no Brasil e um dos principais mobilizadores de pautas socioculturais e políticas no país.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Brasil já foi conhecido como a &quot;pátria de chuteiras&quot; e, por décadas, dominou o cenário do futebol mundial. Não à toa, é a única nação pentacampeã e, ainda hoje, o maior celeiro de craques, sendo o maior exportador de jogadores para o exterior, especialmente para a Europa. Atualmente, praticamente todos os grandes clubes europeus têm, no mínimo, um jogador brasileiro titular em suas equipes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o passar do tempo, a financeirização exacerbada do futebol, especialmente na Europa, fez com que o Brasil perdesse seu protagonismo tanto em seleções quanto em clubes. Os clubes brasileiros, ao longo dos anos, sofreram uma acentuada queda técnica devido à transferência frequente de seus principais jogadores para clubes estrangeiros, especialmente europeus, que concentram os maiores e mais bem pagos jogadores e treinadores do mundo. Nesses Clubes os jogadores brasileiros sempre se destacam e nas finais de temporadas aparecem em listas de premiações.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1956, a renomada revista francesa France Football criou o cobiçado prêmio &quot;Bola de Ouro&quot;, que reconhece anualmente o &quot;melhor jogador do mundo&quot;. Contudo, a premiação tende a restringir seus vencedores a atletas que atuam na Europa, revelando um viés que privilegia o Velho Continente. O ultimo brasileiro a vencer esse prêmio foi Kaka quando atuava pelo Milan da Itália.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A escolha do vencedor da &quot;Bola de Ouro&quot; é feita por 100 jornalistas, um de cada país do top 100 do ranking da FIFA. Este ano, o eleito como o melhor jogador da temporada 2023/2024 foi o espanhol Rodri, do Manchester City. Entre os quatro finalistas estavam Rodri, Vini Jr. (Brasil/Real Madrid), Bellingham (Inglaterra/Real Madrid) e Carvajal (Espanha/Real Madrid).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vinícius Júnior era amplamente cotado para vencer o prêmio, com suas atuações destacadas e a conquista de quatro títulos com o Real Madrid: Supercopa da UEFA, La Liga, Supercopa da Espanha e UEFA Champions League, em que foi eleito o melhor jogador. Além disso, sua corajosa e quase solitária luta contra o racismo estrutural na Espanha pesava a seu favor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde que chegou à Espanha, Vinícius Jr. sofreu inúmeros ataques racistas, mas, para desgosto dos racistas, ele se manteve firme e rebelde e sempre pronto para levantar a voz contra esses atos, tornando-se uma figura pública que desafia o preconceito racial e a xenofobia no futebol europeu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A propósito, Marcelo Carvalho, do Observatório da Discriminação Racial, destacou a tentativa de silenciar Vinícius Jr.: &quot;O silenciamento é uma das maneiras mais perversas de atacar pessoas negras. Racismo, embora intangível, não é algo não violento. Negros e negras se silenciam com medo de perder a vida, o emprego, a saúde mental...&quot;. Rodrigo Mattos complementa: “O que se espera de uma pessoa negra? Submissão, bom comportamento, que ela faça o que dizem que ela deve fazer. Quando Vinícius rompe essa barreira, ele se torna uma figura indesejada para grande parte da sociedade, inclusive no meio do futebol.1&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No dia da revelação do vencedor da &quot;Bola de Ouro&quot;, a escolha de Rodri causou espanto e reação negativa no mundo do futebol. Embora excelente meio-campista, suas atuações na temporada 2023/2024 não se equipararam às de Vinícius Júnior. Isso leva a crer que a postura e as denúncias de Vini Jr. contra o racismo na Europa, especialmente na Espanha, foram determinantes para que ele não fosse premiado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Inclusive, o próprio Rodri, em seu discurso de premiação, declarou que “o futebol venceu”. Como apontou o jornalista Rodrigo Mattos, &quot;essa frase é repetida por muitos europeus para justificar a escolha. A lógica parece sugerir que seria uma &#39;derrota do futebol&#39; se Vinícius Jr. vencesse, revelando muito sobre o tipo de futebol que desejam&quot;. Mattos ainda comenta: &quot;Vini Jr. perdeu a Bola de Ouro por algo subjetivo e extracampo. Se as opções eram ficar calado e ganhar ou se manifestar e perder, ele fez a escolha mais altruísta.2&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após a repercussão negativa, autoridades e dirigentes esportivos europeus se apressaram em afirmar que &quot;não há provas&quot; de que as denúncias de Vini Jr. tenham influenciado a escolha dos jornalistas, alegando que apenas os aspectos técnicos foram considerados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sobre essa narrativa dos dirigentes, a jornalista Mily Lacombe fez uma análise incisiva: “Não podemos provar que foi racismo, mas podemos contar quantos jogadores africanos já ganharam a Bola de Ouro... Não podemos provar que foi racismo, mas podemos estudar o impacto do colonialismo europeu sobre as sociedades ao redor do mundo... Não podemos provar que foi racismo, mas podemos observar como a França trata seus atletas negros quando perde... Não podemos provar que foi racismo, mas podemos contar quantos atletas europeus se solidarizaram com Vinícius Jr. em momentos de ataques de ódio.3”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Assim, não surpreende o resultado da premiação, pois ele reflete a visão eurocêntrica, preconceituosa e colonizadora que ainda permeia o futebol e outros aspectos cu&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;lturais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;A propósito, a letra da música, “Preto Demais”, de Hugo Ojuara traduz muito bem o que a elite europeia espera de Vinícios Júnior. Diz parte da letra: “...É que ele é preto demais; Corre demais, fala demais, sorri demais; Tá estudando demais, comprando demais e viajando demais e assim não dá mais...”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao nosso craque da bola e do ativismo político, resta agora a expectativa pelo prêmio &quot;FIFA Awards&quot;, criado pela FIFA para competir com a UEFA/France Football. Este prêmio talvez seja concedido a Vinícius Jr. como uma forma de compensação e, quem sabe, para apaziguar a &quot;consciência pesada&quot; – se é que existe – dos eurocentristas que ainda veem o futebol e os países periféricos através de uma lente colonizadora. A esses que esperam que o Vinícios Júnior silencie a sua voz, o nosso verdadeiro “Bola de Ouro” mandou uma mensagem clara, direta e corajosa: “Eu farei 10x se for preciso. Eles não estão preparados.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: 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justify;&quot;&gt;3-Fonte:&amp;nbsp;https://www.uol.com.br/esporte/colunas/milly-lacombe/2024/10/29/o-futebol-revela-a-europa-e-indefensavel.htm&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/3229528070472722118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/10/a-bola-de-ouro-dos-colonialistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3229528070472722118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3229528070472722118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/10/a-bola-de-ouro-dos-colonialistas.html' title='A BOLA DE OURO DOS COLONIZADORES '/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-3402372325842481249</id><published>2024-10-14T19:35:00.007-07:00</published><updated>2024-11-09T11:16:03.858-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>ELEIÇÕES 2024 UMA LIÇÃO PARA O PT</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://www.justicaeleitoral.jus.br/imagens/imagens/tre-ap-banner-urna-eletronica-eleicoes-2024/@@streaming/image/urna.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;543&quot; data-original-width=&quot;840&quot; height=&quot;207&quot; src=&quot;https://www.justicaeleitoral.jus.br/imagens/imagens/tre-ap-banner-urna-eletronica-eleicoes-2024/@@streaming/image/urna.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo o TSE, nas eleições de 2024, 155.912.680 eleitores e eleitoras estavam aptos a votar. As mulheres formaram a maioria, representando 52% do total, com 81.806.914 eleitoras, enquanto os homens correspondiam a 48%, somando 74.076.997 eleitores. Além disso, 28.769 pessoas (0,02%) não informaram o gênero. A divisão do eleitorado por faixa etária foi a seguinte: entre 25 e 44 anos, 62,7 milhões; entre 16 e 24 anos, 20,1 milhões; entre 45 e 69 anos, 57,8 milhões; e entre 70 e 100 anos, 15,2 milhões. O eleitorado jovem, de 16 a 17 anos, teve um aumento expressivo de 78% em relação ao último pleito municipal, totalizando 1.836.081 eleitores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Concluído o primeiro turno, com o gigantismo dos números divulgados pelo TSE e a eficiência comprovada das urnas eletrônicas, partidos, analistas e especialistas começaram a examinar os resultados em todo o país, considerando os múltiplos fatores em jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aqui, apresentamos nossa análise, levando em conta nossa perspectiva, a de outros especialistas e os resultados obtidos pelo PT, além dos desempenhos da direita e da extrema-direita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para qualquer análise, é imprescindível considerar certos fatores históricos, especialmente no que diz respeito ao PT. Esta eleição foi marcada pelo uso massivo de emendas parlamentares bilionárias, controladas por deputados e senadores da direita e extrema-direita, que fortaleceram as máquinas públicas municipais. Não por acaso, o índice de reeleição chegou a 80% nas cidades que mais receberam essas emendas. Aliás, esse pleito foi marcado pela maior intervenção do capital na história das eleições brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entre os quatro partidos que conquistaram o maior número de prefeituras no primeiro turno de 2024, o PT é o único que governou o país por 5 mandatos com bons índices de aprovação e é&amp;nbsp; também o único Pardido com trajetória histórica e uma base política e ideológica clara (ainda que, hoje, isso seja alvo de controvérsia), mas mesmo assim, esses fatores não garantiram ao Partido uma vitória robusta que refletisse seu tamanho e importância.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale lembrar que, desde a redemocratização, o PT participou de todas as eleições presidenciais com candidato próprio. Nas nove eleições realizadas, o PT venceu cinco e chegou ao segundo turno em todas elas. Esses resultados transformaram o PT no maior protagonista da política nacional, tornando-o também o principal alvo de ataques das elites dominantes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, esse protagonismo parece estar sendo cedido à direita. O PT governou em 2012 635 prefeituras, mas em 2016, caiu para 256, em 2020 183, e em 2024 foram 248 prefeituras. Nos quatro maiores Estado da Federação o PT foi um fracasso na eleição de 2024: em SP foram apenas 3 Prefeituras, em MG 35, RJ 3 e BA 49 prefeituras. Nas cidades com mais de 200 mil habitantes o PT vai governar apenas 4 prefeituras. Já a direita e a extrema-direita se fortaleceram e mostraram que o PT está perdendo o seu protagonismo político. O PSD venceu em 882 municípios, o velho MDB 857, o PP 748, o União 585 e o PL vai governar 511 prefeituras. O PT disputará o segundo turno em 13 cidades, sendo quatro capitais: Fortaleza, Porto Alegre, Cuiabá e Natal. A soma de votos em candidatos do PT subiu de 6,9 milhões para 8,8 milhões.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante desses números, e considerando quase uma década de cerco e perseguição ao PT, além do impacto das emendas parlamentares do Centrão (as chamadas &quot;emendas PIX&quot;), as lideranças do Partido avaliam que o resultado reflete, sim, um crescimento e uma recuperação eleitoral, o que dá fôlego para 2026. Argumentam também que o avanço da direita não é exclusivo do Brasil, mas parte de uma tendência global, especialmente na Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na nossa opinião, entretanto, essa análise é equivocada, pois desconsidera aspectos importantes da história recente do Partido que ajudam a explicar o desempenho modesto do PT em 2024. Em primeiro lugar, o Partido tem se deslocado para a centro-esquerda desde o segundo governo Dilma e, no atual governo Lula 3, já se apresenta como um partido de centro. Essa mudança ideológica, além de representar um erro estratégico, afastou o Partido da classe trabalhadora, pois o PT já não se diferencia tanto ideologicamente dos partidos de&amp;nbsp; direita que, inclusive, adotaram o discurso antissistema, antes típico da esquerda. A expressiva votação de 1.719.274 votos obtida pelo mequetrefe Pablo Marçal corrobora a importância do discurso antissistema.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A esse respeito, o professor Alysson Leandro Mascaro adverte: &quot;A esquerda sofreu um strike na eleição municipal... Como brota uma esquerda hoje se a que existe é liberal?... O PT, quando surgiu, estava à esquerda do Partido Democrata. Passaram-se 40 anos, e ele está agora alinhado com o Partido Democrata&quot;, referindo-se ao alinhamento do PT com políticas liberais que, segundo ele, não atendem às demandas reais da população. Ele continua: &quot;Diante da crise do capitalismo, os arruaceiros conquistam os candidatos... O liberalismo não é uma solução para os problemas estruturais da sociedade brasileira. Precisamos de uma esquerda que não tenha medo de se posicionar, desafiar o sistema e confrontar os pilares do capitalismo&quot;¹.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com uma visão diferente das lideranças do PT, o economista Markus Sokol, membro da Executiva Nacional do Partido, afirma: &quot;A explicação de que a extrema-direita está crescendo em todo o mundo não é verdadeira, é uma manipulação. Na França e no México, a esquerda venceu porque apresentou uma plataforma de reformas que dialoga com as necessidades do povo, mobilizando-o. Isso é diferente do que estamos fazendo no Brasil com a política de governabilidade, que dialoga com o Centrão e não com o povo... Por isso, é fácil constatar que essa política de alianças nacionais não contém o avanço da direita nem da extrema-direita&quot;².&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra voz crítica à atual direção do PT é José Genoino, que, com sua costumeira e certeira leitura política, afirmou: “Precisamos reformar o PT, é hora de repensar o Partido de forma estrutural... O PT precisa ser a voz da mudança. Não podemos apenas administrar o sistema; temos que apresentar uma alternativa de país que seja viável e inspiradora para as pessoas... As alianças que realmente funcionaram foram as com partidos progressistas, como PSOL e PCdoB. Precisamos construir uma frente de esquerda forte, dentro e fora do governo, para garantir avanços reais&quot;³.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante de tudo isso, podemos tirar algumas conclusões. A primeira é que o PT não evoluiu eleitoralmente como se esperava. É ilusório sustentar que o PT foi bem nas eleições, pois o crescimento foi muito tímido, considerando que o governo Lula está concluindo seu segundo ano. Aliás, as pesquisas que indicam um baixo índice de aprovação do governo podem ajudar a explicar esse resultado eleitoral modesto no primeiro turno. Por outro lado, a direita e a extrema-direita tiveram um crescimento surpreendente, apesar de todas as suas sandices.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra conclusão, tão cristalina quanto a primeira, é que a política de alianças por meio da Frente Ampla com o centro e a direita, patrocinada pela cúpula do PT, ou melhor, pela &quot;federação de Parlamentares ou de mandatos&quot; que se transformou o Partido, se mostrou totalmente desastrosa sob o ponto de vista político e de governança. Primeiro, porque desfigurou ideologicamente o Partido, que está perdendo sua capacidade de dialogar com a classe trabalhadora, segundo porque não consegue ter maioria no Congresso e finalmente, porque essas esdrúxulas alianças só serviram para criar condições políticas para a ampliação do protagonismo da direita e da extrema-direita no país. Os números desta eleição comprovam essas assertivas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante desse cenário, o PT precisa entender que essas alianças e sua política econômica de arrocho fiscal, como a revisão de gastos que pode atingir benefícios sociais, estão fazendo o Partido perder sua identidade ideológica, distanciando-o da classe trabalhadora e da população mais vulnerável. Aliás, em certa feita, Mano Brow disse alto e bom som: &quot;...s&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span&gt;e somos do Partido dos Trabalhadores, Partido do povo, tem que entender o que o povo quer, se não sabe, volta para a base e vai procurar saber...&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Portanto, é imperativo um movimento coeso e estratégico que passe pela mobilização social, a luta política/ideológica e reformas populares amplas, rejeitando a conciliação que só interessa às elites do país. Caso contrário, o PT pode estar fadado, no futuro, a se transformar em um mero coadjuvante no cenário político brasileiro. Cabe ao PT agir como o PT agia!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, nesse sentido, José Genoino, com sua costumeira precisão, alerta: &quot;A direita tenta encurralar o PT, e alguns companheiros se equivocam ao querer não polarizar, ao não resgatar suas identidades, ao não radicalizar no programa, e aí ficam domesticados... A esquerda vai precisar se reinventar. Ela precisa fazer campanha de base. Se a esquerda não apostar em sonhos, ela vai se adaptar. O adaptacionismo é a negação da política. A esquerda não pode se adaptar, ela tem que se rebelar. O caminho é o enfrentamento&quot;⁴.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, e mesmo ciente de que os resultados do segundo turno das eleições não irão alterar a nossa percepção de que a esquerda, capitaneada pelo PT, foi derrotada nas eleições 2024, vamos aguardar esses resultados para analisar melhor o tamanho das vitórias e derrotas da direita e da esquerda e, assim, tentar projetar o futuro político do Brasil e os rumos de nossa democracia, permeada por contradições, acertos e equívocos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que essa eleição seja uma lição para o PT!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Fonte: [Brasil247 - Alysson Mascaro]( &lt;a href=&quot;https://www.brasil247.com/entrevistas/alysson-mascaro-a-esquerda-sofreu-um-strike-nas-eleicoes-municipais&quot;&gt;Brasil247 - Alysson Mascaro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;²&lt;a href=&quot;https://youtu.be/jUp-3baGNqI?si=J6cfIE-s5bmHAjwV&quot;&gt;YouTube - Markus Sokol&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3-Fonte:&amp;nbsp;https://www.brasil247.com/entrevistas/precisamos-reformar-o-pt-e-hora-de-repensar-o-partido-de-forma-estrutural-diz-jose-genoino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4-https://www.brasil247.com/entrevistas/se-a-esquerda-cair-no-discurso-da-nao-polarizacao-ela-sera-liquidada-diz-jose-genoino&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/3402372325842481249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/10/eleicoes-2024-uma-licao-para-esquerda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3402372325842481249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/3402372325842481249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/10/eleicoes-2024-uma-licao-para-esquerda.html' title='ELEIÇÕES 2024 UMA LIÇÃO PARA O PT'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-509937986088835800</id><published>2024-09-17T20:28:00.000-07:00</published><updated>2024-09-20T17:08:28.210-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>GLAUBER FICA E ARTHUR LIRA FORA ..!</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://www.sindjus.com.br/wp-content/uploads/2022/06/GLAUBER-1.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1080&quot; data-original-width=&quot;1080&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://www.sindjus.com.br/wp-content/uploads/2022/06/GLAUBER-1.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É de conhecimento geral que a atual composição do Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados, é majoritariamente conservadora, fisiológica e composta, em sua maioria, por parlamentares de direita e extrema-direita. A Câmara dos Deputados é presidida pelo duputado Arthur Lira (PP), um parlamentar com as mesmas características acima citadas e cuja liderança tem sido amplamente criticada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com esse Congresso, o Brasil já assistiu inúmeras ataques às conquistas dos trabalhadores e até mesmo&amp;nbsp;&lt;strong style=&quot;color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;mudanças significativas, como por exemplo, no regime de governo, transformando o presidencialismo de coalizão em um presidencialismo de r&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;endição, ou seja, o governo central e os próprios deputados estão rendidos e submetidos à mão forte e ditatorial do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já assistimos a diversos episódios que evidenciam o &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt; desses rapinadores do orçamento público e o abjeto clientelismo que tomou conta da Câmara. Um exemplo é a pressão exercida por Arthur Lira sobre o governo central para a liberação e distribuição de emendas parlamentares, que hoje somam R$ 44,67 bilhões. Desses, R$ 25,07 bilhões são em emendas individuais, R$ 11,05 bilhões em emendas de comissões e R$ 8,56 bilhões em emendas de bancadas estaduais. Isso sem contar a promiscuidade das &quot;emendas PIX&quot; e o chamado orçamento secreto, ambos suspensos liminarmente pelo STF.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, nem todos os deputados seguem essa linha fisiológica. O campo progressista conta com cerca de 130 parlamentares, dentre os quais se destaca o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), em seu quarto mandato. Glauber é conhecido por sua coragem, lealdade à classe trabalhadora e convicções políticas, além de seus discursos incisivos em defesa dos serviços e das empresas públicas e com muita coragem, com denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, Athur Lira e contra os deputados do chamado Centrão. Mas essa sua corajosa atitude, pode resultar na cassação do seu mandato..&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Recentemente, Glauber Braga foi alvo de uma denúncia no Conselho de Ética da Câmara, após reagir a provocações de um integrante do MBL com empurrões e chutes. O conselho, atropelando trâmites regimentais, aprovou por 10 votos a 2 o parecer pela cassação de seu mandato. A propósito, nessa legislatura apenas dois casos foram pela admissibilidade da denúncia no Conselho de Ética, o caso do deputado Chiquinho Brasão, acusado de ser o mandante da morte de Mariele Franco e o caso de Glauber Braga, o que mostra a parcialidade política desse Conselho. A partir dessa deliberação, o processo vai ao Plenário para que os deputados&amp;nbsp; decidam a cassação ou não do deputado Glauber Braga.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após o parecer, iniciou-se um pequeno, mas ruidoso movimento nas redes sociais em solidariedade ao deputado, especialmente por parte de artistas, intelectuais e Entidades Classistas, No entanto, chama a atenção a omissão de muitos políticos progressistas nessa luta contra essa decisão imoral.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Confederação dos Trabalhadores em Educação foi uma das vozes que levantaram em solidariedade ao deputado Glauber Braga. Em Nota a Confederação manifestou: “Os/as educadores/as brasileiros/as, em uníssono reconhecimento à luta incansável do mandato do Deputado Glauber Braga, em defesa de uma educação pública e de qualidade, manifestam seu mais contundente apoio ao parlamentar. Os votos de mais de 78 mil eleitores do Estado do Rio de Janeiro não podem ser aviltados...Em defesa da democracia e da soberania do voto popular representado pelo mandato desse parlamentar que orgulha a todos/as os/as educadores/as brasileiros/as, bradamos em alto e bom som: Glauber fica!&lt;a href=&quot;#sdfootnote1sym&quot;&gt;1&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por sua vez, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, também, se manifestou em Nota Pública: “A Diretoria do ANDES-SN manifesta sua solidariedade ao deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) frente à tentativa arbitrária e autoritária de cassação de seu mandato parlamentar...A tentativa de cassar o mandato de Glauber é uma nítida violação às liberdades democráticas e um ataque frontal a um parlamentar democraticamente eleito, parlamentar que constrói processos amplamente democráticos de escolha e votação de emendas parlamentares, que atua em um mandato antifascista e articulado às pautas dos movimentos sociais populares e sindicatos de trabalhadores..A perseguição ao Glauber explicita o avanço da articulação entre o bolsonarismo e Arthur Lira…&lt;a href=&quot;#sdfootnote2sym&quot;&gt;2&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, vale citar a Nota do PSOL, que assim se manifestou: &quot;O PSOL manifesta todo seu repúdio a mais um episódio de perseguição da extrema-direita ao nosso deputado federal Glauber Braga, agora com um novo pedido de cassação no conselho de ética, apresentado pelo Novo...Manifestamos toda nossa solidariedade e apoio ao nosso deputado, um firme defensor da democracia em sua atuação parlamentar...Seguiremos firmes no combate aos que representam o atraso em nosso país. Atos persecutórios não irão nos intimidar em nosso caminho na luta por um país mais justo&lt;a href=&quot;#sdfootnote3sym&quot;&gt;3&lt;/a&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outras entidades e Partidos se manifestaram, também, em solidariedade ao deputado Glauber Braga, no entanto, ainda falta uma mobilização mais ampla da esquerda brasileira contra essa intimidação aos que lutam ao lado do povo trabalhador.&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;color: #333333; text-align: left;&quot;&gt;Aliás, nesse mesmo sentido o jurista Marcelo Uchôa se manifestou: &quot;É no mínimo um contrassenso, pra não dizer coisa pior, uma Casa legislativa composta por tanta gente com escândalo nas costas abrir processo de cassação contra o deputado Glauber Braga que só fez se defender. É pura perseguição e a esquerda não tem o direito de se acovardar diante do fato&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; text-align: left;&quot;&gt;&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, deve-se ter em mente que a luta contra a cassação de Glauber Braga é, antes de tudo, a defesa da democracia e a luta contra o arbítrio, o autoritarismo e o fascismo que, a passos largos, ameaça avançar no país. Glauber Fica e Arthur Lira Fora!.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote1anc&quot;&gt;1&lt;/a&gt;Fonte:https://cnte.org.br/noticias/nota-de-solidariedade-ao-deputado-glauber-braga-psol-rj-7b48&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote2anc&quot;&gt;2&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.andes.org.br/conteudos/nota/nOTA-dE-sOLIDARIEDADE-dA-dIRETORIA-dO-aNDES-sN-aO-dEPUTADO-gLAUBER-bRAGA-pSOL-rJ-fRENTE-a-tENTATIVA-aRBITRARIA-e-aUTORITARIA-dE-cASSACAO-dE-sEU-mANDATO-pARLAMENTAR1&quot;&gt;https://www.andes.org.br/conteudos/nota/nOTA-dE-sOLIDARIEDADE-dA-dIRETORIA-dO-aNDES-sN-aO-dEPUTADO-gLAUBER-bRAGA-pSOL-rJ-fRENTE-a-tENTATIVA-aRBITRARIA-e-aUTORITARIA-dE-cASSACAO-dE-sEU-mANDATO-pARLAMENTAR1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;#sdfootnote3anc&quot;&gt;3&lt;/a&gt;Fonte:https://psol50.org.br/psol-manifesta-solidariedade-a-glauber-braga-e-repudia-perseguicao-da-extrema-direita/&lt;br /&gt;4-Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/uchoa-pede-apoio-a-glauber-braga-a-esquerda-nao-pode-se-acovardar-ele-esta-sendo-perseguido&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/509937986088835800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/09/glauber-fica-e-arthur-lira-fora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/509937986088835800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/509937986088835800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/09/glauber-fica-e-arthur-lira-fora.html' title='GLAUBER FICA E ARTHUR LIRA FORA ..!'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4608819898612026133.post-8776689895989144658</id><published>2024-09-02T18:56:00.000-07:00</published><updated>2024-09-10T16:29:45.778-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto do Autor"/><title type='text'>AQUI NÃO,  ELON MUSK…!</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/ba16/live/97c0ccb0-664b-11ef-8c32-f3c2bc7494c6.png.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;640&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/ba16/live/97c0ccb0-664b-11ef-8c32-f3c2bc7494c6.png.webp&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por: Odilon de Mattos Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: large;&quot;&gt;É de conhecimento geral que Elon Musk é um grande empresário sul-africano-canadense, naturalizado estadunidense, fundador, diretor executivo e diretor técnico da SpaceX, entre outras empresas. Ele é considerado um dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em cerca de US$ 1 trilhão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 2022, Musk comprou a antiga rede social Twitter por US$ 44 bilhões, renomeando-a posteriormente para &quot;X&quot;. Este poderoso empresário é visto por alguns como um símbolo dos extremistas de direita global, com grande influência em governos de extrema-direita ao redor do mundo, com o objetivo de dominar as riquezas naturais desses países.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Musk possui um projeto denominado Starlink, cujo objetivo é &quot;o desenvolvimento de constelações de satélites pela empresa americana SpaceX, para criar uma plataforma de satélites de baixo custo e alto desempenho, além de transceptores terrestres necessários para implementar um novo sistema de comunicação baseado na internet&quot;1. Isso é o que Musk apresenta ao público, mas, na verdade, a Starlink, por meio de seus satélites, pode estar monitorando grandes jazidas minerais de interesse do magnata ao redor do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há também fortes indícios de que as eleições de Donald Trump e Jair Bolsonaro, para citar apenas esses dois exemplos, tiveram a influência de Musk. No Brasil, o empresário recebeu de Bolsonaro, como recompensa por sua vitória, o direito de instalar satélites no espaço aéreo brasileiro. Bolsonaro justificou isso afirmando que sua intenção era fornecer internet às escolas do Amazonas, mas, na realidade, esses satélites estariam mapeando as riquezas da nossa floresta, inclusive prestando serviços às Forças Armadas naquela região, comprometendo assim nossa soberania.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Neste contexto, vale lembrar, como bem afirmou o jornalista Octavio Guedes, que a narrativa de que a Starlink tirou a Amazônia do isolamento digital é parcialmente verdadeira. A empresa tirou do isolamento apenas a parcela privilegiada que pode pagar pelos serviços e equipamentos fornecidos pela Starlink, que, diga-se de passagem, oferece uma internet muito cara, especialmente para os padrões da população amazônica. Portanto, a narrativa da extrema-direita sobre a importância da empresa de Musk para a Amazônia Legal tem muitos pontos questionáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Feito esse breve comentário sobre os objetivos deste megaempresário, vamos ao núcleo do texto. Nos últimos dias, a mídia tem apontado uma suposta &quot;briga&quot; entre o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e Elon Musk. No entanto, não se trata de uma briga, mas de uma ação judicial em que o juiz está cumprindo seu dever jurisdicional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde o início de 2024, Musk, chamado pelo editor de Assuntos Internacionais do Financial Times, Gideon Rachman, de &quot;míssil geopolítico desgovernado&quot;, vem descumprindo ordens judiciais do STF, que exigem o bloqueio imediato de perfis na rede social X conhecidos por disseminar desinformação e promover ataques ao Estado Democrático de Direito. Além disso, Musk tem ignorado o pagamento das multas impostas pela Suprema Corte do Brasil como consequência dessas infrações. Para agravar a situação, ele retirou do Brasil os funcionários da rede social X, dificultando ainda mais o cumprimento das decisões judiciais. Musk, mais uma vez, criticou o ministro Alexandre de Moraes e o STF, alegando que tomou essa decisão para &quot;proteger a segurança de nossa equipe&quot;, e que &quot;a responsabilidade é exclusivamente de Alexandre de Moraes2&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em resposta às declarações de Musk, o ministro Alexandre de Moraes pontuou: &quot;Novamente, Elon Musk confunde liberdade de expressão com uma inexistente liberdade de agressão; confunde deliberadamente censura com a proibição constitucional ao discurso de ódio e à incitação de atos antidemocráticos, ignorando os ensinamentos de John Stuart Mill, um dos maiores defensores da liberdade de expressão na história&quot;3.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O ministro, amparado, entre outras legislações, na Lei 12.965/2014, que disciplina o marco civil da internet, afirmou que &quot;não é novidade a instrumentalização das redes sociais, inclusive da X BRASIL, para divulgação de discursos de ódio, atentados à democracia e incitação ao desrespeito ao Poder Judiciário nacional. O ápice dessa instrumentalização contribuiu para a tentativa de golpe de Estado e atentado contra as instituições democráticas ocorrido em 8 de janeiro de 2023&quot;4.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na tentativa de garantir que as penalidades sejam cumpridas, Alexandre de Moraes ordenou &quot;a suspensão imediata, completa e integral do funcionamento da &#39;X Brasil Internet Ltda&#39; em território nacional, até que todas as ordens judiciais sejam cumpridas, as multas pagas, e seja indicada uma pessoa física ou jurídica representante em território nacional&quot;5.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O atrevimento de Musk é tamanho que, após a decisão do STF, ele ameaçou o presidente Lula, afirmando: &quot;A não ser que o governo brasileiro devolva propriedades ilegalmente apreendidas da X e da SpaceX, nós vamos buscar reciprocidade na apreensão de ativos do governo também. Espero que Lula goste de voos comerciais6&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, vale ressaltar que o que se discute nessa ação, além dos reiterados descumprimentos de ordem judicial por parte das empresas de Musk, são os inúmeros crimes de fake news e desinformação, discursos de ódio, incitação a ataques à democracia e toda sorte de barbáries cometidas com a aquiescência de Musk por meio de sua rede social X. Portanto, não cabe aqui, como deseja o magnata do X, discutir cerceamento à liberdade de expressão. Esse princípio está sendo invocado apenas como uma cortina de fumaça para tentar encobrir os crimes deste empresário, que acredita estar lidando com um país de bananas e uma Terra sem lei. Aqui não, senhor Elon Musk, disse soberanamente o STF por meio de uma decisão bem fundamentada, corajosa e exemplar, punindo o meliante estadunidense e defendendo o Estado Democrático de Direito e a nossa frágil soberania. Esse é o papel do Estado: estar sempre vigilante e pronto para responder a qualquer ataque a nossa soberania.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1-Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Starlink&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;2-Fonte: https://static.poder360.com.br/2024/09/voto-alexandre-de-moraes-suspensao-x-stf-plenario-virtual-1.pdf&lt;br /&gt;3-Fonte: https://static.poder360.com.br/2024/09/voto-alexandre-de-moraes-suspensao-x-stf-plenario-virtual-1.pdf&lt;br /&gt;4-Fonte: https://static.poder360.com.br/2024/09/voto-alexandre-de-moraes-suspensao-x-stf-plenario-virtual-1.pdf&lt;br /&gt;5-Fonte: https://static.poder360.com.br/2024/09/voto-alexandre-de-moraes-suspensao-x-stf-plenario-virtual-1.pdf&lt;br /&gt;6-Fonte:https://www.brasil247.com/brasil/musk-ameaca-lula-e-diz-que-buscara-apreender-ativos-do-governo-brasileiro&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;font-size: 13.3333px; text-align: justify; text-indent: -22.6772px;&quot;&gt;3-&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;ARIAL, sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div id=&quot;sdfootnote1&quot;&gt;&lt;p class=&quot;sdfootnote&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; font-size: 10pt; line-height: 13.3333px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0.6cm; text-indent: -0.6cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/feeds/8776689895989144658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/09/aqui-nao-elon-musk.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/8776689895989144658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4608819898612026133/posts/default/8776689895989144658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amidiaeapolitica.blogspot.com/2024/09/aqui-nao-elon-musk.html' title='AQUI NÃO,  ELON MUSK…!'/><author><name>Mídia &amp;amp; Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06820683445299511058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>