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	<title>Me Livro</title>
	
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	<description>Só me livro de ser apenas um acaso porque escrevo (Lispector)</description>
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		<title>Emílio, o eminho</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 02:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clique para ampliar google.load('orkut.share', '1'); google.setOnLoadCallback(function() { new google.orkut.share.Button({ lang: 'pt_BR', style: google.orkut.share.Button.STYLE_REGULAR, title: 'Emílio, o eminho',summary: ('Clique para ampliar'), thumbnail: ('http://livrariadothiago.com/wp-content/uploads/2010/07/digitalizar0001_thumb.jpg'), destination: 'http://melivro.com/emilio-o-eminho/' }).draw('orkut-button-124'); });]]></description>
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<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 468px"><a href="http://livrariadothiago.com/wp-content/uploads/2010/07/digitalizar0001.jpg"><img class=" " src="http://livrariadothiago.com/wp-content/uploads/2010/07/digitalizar0001_thumb.jpg" alt="Primeira tirinha do Emílio, o eminho" width="458" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Primeira tirinha do Emílio, o eminho</p></div>
<p>Clique para ampliar</p>

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		<title>O Sexto Sentido</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 20:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capítulo II - Sexto Sentido]]></category>
		<category><![CDATA[O apóstolo]]></category>
		<category><![CDATA[capítulo II]]></category>
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		<category><![CDATA[o apóstolo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[
<p>Muito se critica a superstição da gente simples. Não irei defendê-los, pois a voz narrativa não me dá liberdade para julgamentos e opiniões explícitas. Mas é de se pensar : se esta gente não se apoia em seu universo de sonho e mágica, o que lhe resta para se agarrar na realidade? Talvez seja  a escolha mais racional fugir para o mundo de brinquedo. Aquele homem de trás da tribuna, após cantar o que não sabia, começou a pregar o que desconhecia ainda mais: alguma coisa sobre Deus. Dizia que ele era bom, justo e coisas do tipo. Não dizia novidades para os que lá estavam, pois como já foi dito, aquela celebração era a mesma da semana passada.<br />
Estranha era a reação dos que ouviam: aplaudiam e choravam como se estivessem a ouvir a mais boa notícia que já fora divulgada. As crianças  dormiam e eram cutucadas pelos pais quando flagradas em tal ato. Resmungavam, enchiam os olhos de água e voltavam a dormir. E o ciclo se repetia até o final daquela reunião: flagra, choro, sono.</p>
<p>Recolheu-se algum dinheiro, pouca coisa: nem o suficiente para pagar aluguel e demais despesas daquele lugar a que chamavam templo.</p>
<p>Fizeram uma reza qualquer para terminar a reunião. O homem com o seu traje de sempre agora suado, antes de poder abandonar o local, foi abordado por várias senhoras reumáticas que pediam orações para as dores que achavam incomum para a idade avançada que já ostentavam. Não se conformavam com o tempo e ignoravam o destino comum de todas as mulheres à sua idade. Talvez estas, quando choravam na reunião, choravam por alguma dor, qualquer uma delas, que já fazia parte de seus sentimentos fixos. É irônico como a velhice enfraquece em nós os sentidos que nos acompanharam a vida toda: a visão fica embaçada, os ouvidos se confundem, os cheiros são todos ruins, os gostos insuportáveis e a pele enrugada torna grosseiro o mais fino tecido. Entretanto, um sentido novo e constante resolve despertar quando todos os demais falham: o da dor. Sentar torna-se cansativo e o dormir doloroso. Não há conforto que alivie. Não há sentido mais aguçado que o da dor constante.</p>
<p>O pastor orou e, aliviado pelo placebo distribuído, foi para casa que ali mesmo atrás do pequeno salão alugado ficava.</p>

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		<title>Cotidiano</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 14:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capítulo I - Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[O apóstolo]]></category>
		<category><![CDATA[capítulo I]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Acordou com o microondas alertando que algum composto alimentício requentado estava pronto para o seu desjejum. O lado vazio da cama era a prova de que a mulher já acordara para preparar o seu manjar dos mortais: algum pão comprado pela tarde e que agora prontamente, às seis da manhã, viraria alguma coisa com margarina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Acordou com o microondas alertando que algum composto alimentício requentado estava pronto para o seu desjejum. O lado vazio da cama era a prova de que a mulher já acordara para preparar o seu manjar dos mortais: algum pão comprado pela tarde e que agora prontamente, às seis da manhã, viraria alguma coisa com margarina diluída por cima.</p>
<p>Estava a acostumado a este tipo de domingo em que, numa sequência mecânica, acordava mulher, depois ele, e por fim os três filhos. Escovou os dentes com aquilo que lhe restava de uma escova de dentes, vestiu o terno que era seu como a pele: acompanhava-o aos enterros, festas, filas de banco, atendimentos do governo e onde quer que fosse necessária alguma cobertura de pele com aparência superior a de um trapo velho.</p>
<p>Gritou pelas crianças que apareceram com os corpos e cabelos desgrenhados da noite de sono e da vida. Comeram o pão, pegaram a porção de papel que lhes cabia: ele a bíblia de capa preta e o caderno velho, a mulher a bíblia e a bolsa, o filho mais velho a bíblia e um caderno velho, o do meio a bíblia apenas e a menina mais nova uma boneca a quem chamava Marina. É estranho como temos que recorrer ao pronome &#8220;quem&#8221; e não &#8220;que&#8221; quando nos referimos a certos objetos de estimação, por exemplo as bonecas: não possuem vida própria, inanimadas, inúteis ao grandes, amigas dos pequenos. Dão a estes o melhor conselho que se pode dar que é o conselho silencioso, livre de culpa e de responsabilidades.</p>
<p>Entraram no cubículo onde outras pessoas já os esperavam: velhos, mancos, doentes, feios, pobres e acidentalmente um homem de  algumas posses com suas filhas de beleza que não passava de cuidado privado aos demais. Não eram belas, mas o pouco de aparência que lhes fora presentado não tinha sofrido muitos danos como a dos outros. Loiras, limpas, alimentadas e com roupas compradas ainda este ano: é dessa beleza que falo.</p>
<p>A família ainda com o cheiro de mofo, da margarina do pão amanhecido e com o hálito de café era esperada no lugar como a convidados de honra. Mas é engano pensar deles dessa maneira: eram na verdade anfitriões que chegavam sempre depois dos primeiros convidados. O homem foi sentar-se atrás do lugar que era seu: uma tribuna de madeira com um pano bem limpo que era, como se supunha, ornamento para a madeira velha e suja, recém lavado e alvejado. A mulher escolheu a primeira fileira dos bancos para se abrigar com a sua filha, os rapazes foram para um canto em que uma guitarra e uma bateria se apertavam. Aos poucos o lugar se encheu e começaram a celebração do culto que era o mesmo da semana passada, e que seria o mesmo da próxima semana, a menos que fosse incomodado por um velório ou casamento.</p>
<p>Uma série de cânticos religiosos com métrica bem elaborada, léxico arcaico dos primeiros missionários, e acompanhamento de guitarra e bateria insuficientes, começaram a ser entoados. Vozes pigarreadas, gritadas, silenciosas, analfabetas: todas juntas nesta celebração que era como um gemido de sofrimento para um inferno terrestre que só o céu impossível remediaria ou a morte aliviaria. Choravam neste ato. De alegria, de raiva, de angústia? Estranhamente choravam pelo primeiro motivo: eram felizes com o que tinham pois não sabiam o que era ter mais.</p>

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		<title>A composição do pecado</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 18:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Goles]]></category>
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		<description><![CDATA[Tenho pecado Pecados ambíguos Que mesmo não pecando A todos tenho Tenho pecado Pecados compostos Transgressões auxiliares Que me possuem Mas minto, por isso peco: Não é o mal que me possui Eu sou quem o guio Para o caudaloso rio E me afogo em pecado Que fantasiado em alegria Uma vez cometido Desmascara-se em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Tenho pecado<br />
Pecados ambíguos<br />
Que mesmo não pecando<br />
A todos tenho</p>
<p>Tenho pecado<br />
Pecados compostos<br />
Transgressões auxiliares<br />
Que me possuem</p>
<p>Mas minto, por isso peco:<br />
Não é o mal que me possui<br />
Eu sou quem o guio<br />
Para o caudaloso rio</p>
<p>E me afogo em pecado<br />
Que fantasiado em alegria<br />
Uma vez cometido<br />
Desmascara-se em mera euforia</p>

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Pecados ambíguos
Que mesmo não pecando
A todos tenho

Tenho pecado
Pecados compostos
Transgressões auxiliares
Que me possuem

Mas minto, por isso peco:
Não é o mal que me possui
Eu sou quem o guio
Para o caudaloso rio

E'), 
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		<title>Pedro pedra no sapato</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 16:47:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagobomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[“O ramo imobiliário anda bem. Anda tão bem que o complemento “imobiliário” não lhe combina. Vende-se casa e apartamento como se vende banana nanica na feira”. Era desse modo que Paulo introduzia a reunião com seus subordinados. Os trabalhadores reclamavam do salário, da distância, da comida e de tudo que lhes vinha à mente: filhos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>“O ramo imobiliário anda bem. Anda tão bem que o complemento “imobiliário” não lhe combina. Vende-se casa e apartamento como se vende banana nanica na feira”. Era desse modo que Paulo introduzia a reunião com seus subordinados.</p>
<p>Os trabalhadores reclamavam do salário, da distância, da comida e de tudo que lhes vinha à mente: filhos, esposas, vira-lata&#8230;</p>
<p>-Contamos com o apoio de vocês para que os negócios continuem indo bem. Melhor do que uma boa remuneração é um emprego sólido, duradouro, numa companhia estável – discursou Paulo.</p>
<p>Aplaudiram automaticamente, contentes  e contidos por um discurso bem ensaiado. Pedro pediu para falar com o engenheiro em particular:</p>
<p>- Gostou do meu discurso, Pedro?</p>
<p>-Bonito, seu dotô. Mas mermo bonito, ele não me ajuda: preciso mermo do aumento, dotô.</p>
<p>- Ora, Pedro! Como podes ser tão egoísta! Terei que aumentar os vencimentos dos outros pedreiros, se aumentar o seu.</p>
<p>-Mas não é justo, seu dotô? Todo mundo aqui ganha tão pouco.</p>
<p>- Justo até é, mas assim a empresa vai à falência. E não é melhor ganhar pouco do que ganhar nada, Pedro?</p>
<p>-Mas seu Paulo&#8230; Parece que o que eu ganho docês eu gasto tudo aqui mermo. Pago duas condução e ocês me dão dinheiro só pra uma!</p>
<p>-É a política da empresa. O contrato diz “auxílio transporte” e não “transporte”. Por que você não vem de ônibus?</p>
<p>-Demoro três horas de ônibus. De trem é só duas hora.</p>
<p>-Ora, Pedro! Não lestes o contrato? Só pagamos uma.</p>
<p>-Não sei lê, seu dotô.</p>
<p>-Tudo bem, Pedro. O próximo acordo coletivo é no semestre que vem. Aguarde até lá para que a empresa revise seus vencimentos e benefícios, ok?</p>
<p>-Mas a barriga dos meus fio não vai esperar, dotô.</p>
<p>-Nem o progresso, Pedro! Vá trabalhar um pouco. Temos prazo para a entrega do condomínio.</p>

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Os trabalhadores'), 
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		<title>Rotina de um ancião</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 03:43:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[rotina]]></category>
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		<description><![CDATA[Cícero acordou bem cedo, como era o seu costume. O sol acordava inchado e vermelho, denunciando o dia quente que os céus preparavam como um presente de péssimo gosto para a Terra. Acostumado ao silêncio matinal da casa, calçou o sapato de couro sofrido, botou enxada nos ombros e seguiu para a plantação. Quatro horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Cícero acordou bem cedo, como era o seu costume. O sol acordava inchado e vermelho, denunciando o dia quente que os céus preparavam como um presente de péssimo gosto para a Terra.</p>
<p>Acostumado ao silêncio matinal da casa, calçou o sapato de couro sofrido, botou enxada nos ombros e seguiu para a plantação.</p>
<p>Quatro horas depois, às oito da manhã, seu estômago, com espantosa precisão, alertava que já era a hora do desjejum. Estranhou que Rute, sua mulher, ainda não o tivesse chamado para o ritual das manhãs, celebrado com pães, mandioca e um café travando de forte. Mas que mal havia! Era domingo! Que dormisse mais; afinal a noite anterior reservara à Rute fortes dores no estômago e, por consequência, um sono tardio.</p>
<p>Ao meio dia, aquele sepulcral silêncio havia se prolongado demais. Cícero, com temor e tremor, correu à cama onde a esposa morta e fria silenciava. Sentou-se numa cadeira ao canto e, com a face repousadas entre as mãos, chorou.</p>
<p>Sabia que o momento viria, cedo ou tarde, mais pra cedo que pra tarde. Mas não cogitava que viesse tão silencioso e sorrateiro, disfarçado em rotina, pondo frio um corpo febril em dia tão calorento.</p>

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		<title>A natureza selvagem</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 16:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[into the wild]]></category>
		<category><![CDATA[na natureza selvagem]]></category>
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		<description><![CDATA[Um desejo selvagem é despertado pela música do vento que me convida às coisas simples. Um primitivo som que, ignorando toda a barreira das pedras verticais moldadas de concreto, ecoa avassaladoramente invadindo meus ouvidos. As águas cantam e correm no seu balé sensual rumo ao infinito destino me convidando para retornar a elas, pois sou [...]]]></description>
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<p><a title="Bagagem" href="http://www.flickr.com/photos/nhanusek/243880596/"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 5px 5px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Bagagem" border="0" alt="Bagagem" align="right" src="http://melivro.com/wp-content/uploads/2010/03/Bagagem.jpg" width="240" height="213" /></a> Um desejo selvagem é despertado pela música do vento que me convida às coisas simples. Um primitivo som que, ignorando toda a barreira das pedras verticais moldadas de concreto, ecoa avassaladoramente invadindo meus ouvidos.</p>
<p>As águas cantam e correm no seu balé sensual rumo ao infinito destino me convidando para retornar a elas, pois sou só corpo emprestado ao mundo. E o mundo é casa emprestada ao meu corpo, mas esta massa de músculos, ossos e alma sabe que não dorme bem como hóspede, em cama dos outros, longe de casa. </p>
<p>Os animais uivam, coaxam, serpenteiam e banham-se da simples e confortável existência e convidam-me ao mesmo ritual. E eu aceito! Vou-me para a natureza!</p>
<p><em>Mas terminarei antes a prestação do meu carro, a faculdade… Esperarei que o meu chefe me dispense das minhas atividades e me pague tudo o que me é de direito. Quitarei as dívidas do cartão de crédito, dominarei o piano, assistirei os filmes que estão em cartaz. Viajarei a Nova York, visitarei os parentes do nordeste e do sul. Roupas novas: afinal o inverno está logo aí! E, se vou para a natureza, comprarei malas de couro resistente. São caras, mas parcelarei no cartão ou darei um cheque para 30 dias.</em></p>
<p><em>O chamado da selva ecoa! Atenderei nas próximas férias de final de ano, Pra poder viajar com o décimo terceiro.</em></p>

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<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nl3M_43fnifjuGKBNzbQ5KSXdcc/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nl3M_43fnifjuGKBNzbQ5KSXdcc/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MeLivro/~4/t-v-eks7LYo" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Desesperadamente eu grito em português</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 15:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livrando]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[00's I miss you]]></category>
		<category><![CDATA[A palo seco]]></category>
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		<description><![CDATA[Los Hermanos interpretando Belchior: Eu quero que esse canto torto Feito faca corte a carne de vocês &#160; google.load('orkut.share', '1'); google.setOnLoadCallback(function() { new google.orkut.share.Button({ lang: 'pt_BR', style: google.orkut.share.Button.STYLE_REGULAR, title: 'Desesperadamente eu grito em portugu&#234;s',summary: ('Los Hermanos interpretando Belchior: Eu quero que esse canto torto Feito faca corte a carne de vocês &#160;'), destination: 'http://melivro.com/desesperadamente-eu-grito-em-portugus/' }).draw('orkut-button-86'); [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Los Hermanos interpretando Belchior:</p>
<blockquote><p>Eu quero que esse canto torto     <br />Feito faca corte a carne de vocês</p>
</blockquote>
<p>&#160;</p>
<div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:0aef1134-5ff7-405c-bb17-0f534fcec617" class="wlWriterEditableSmartContent">
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		<title>A pobreza é uma benção hereditária</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 01:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ai isso dói]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>
		<category><![CDATA[são francisco de assis]]></category>
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		<description><![CDATA[Deus parece querer a maioria das pessoas no céu. Segundo Jesus, é difícil que um homem rico entre no lar celestial e, no mundo, rico é minoria. E contrariando a tão bem sucedida teologia da prosperidade, cada dia a gente dessa Terra fica mais pobre, com mais escassez de recursos, com mais dívidas, com mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a title="Papo animal de Francisco de Assis" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Assis"><img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 0px 5px 5px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Papo animal de Francisco de Assis" border="0" alt="Papo animal de Francisco de Assis" align="right" src="http://melivro.com/wp-content/uploads/2010/03/PapoAnimal.jpg" width="190" height="320" /></a> Deus parece querer a maioria das pessoas no céu. Segundo Jesus, é difícil que um homem rico entre no lar celestial e, no mundo, rico é minoria.</p>
<p>E contrariando a tão bem sucedida teologia da prosperidade, cada dia a gente dessa Terra fica mais pobre, com mais escassez de recursos, com mais dívidas, com mais fome.</p>
<p>Mesmo seguindo toda a ética de trabalhadores corretos e eficientes, com os dízimos e ofertas bem calculados e doados, o povo, se antes de posses tinha pouco, passa a chegar bem perto do não ter nada.</p>
<p>São inúteis todos os métodos: manuais e bíblias de prosperidade, unção específica para negócios que corram bem, ou estudos dedicados em universidades renomadas. Conforme-se: você, se faz parte da maioria, é mais pobre que seu pai, que é mais pobre que seu avô. </p>
<p>Entretanto, alegre-se com a notícia pois estás incluído naquela maioria que atravessará o buraco da agulha que dá acesso ao paraíso sem grandes dificuldades.</p>

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<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gxkf9Ex5CHzr3oxOqJfxDBn-vXk/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gxkf9Ex5CHzr3oxOqJfxDBn-vXk/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/MeLivro/~4/Pqt7u3yCWgs" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>O outro lado</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 16:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Goles]]></category>
		<category><![CDATA[Livrando]]></category>

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		<description><![CDATA[O sóbrio nada mais é que um bêbado com autocontrole e etiqueta, pois, mesmo que não esteja embrigado pelo alcool, está completamente embebedado pelo seu autocontrole, ideias e etiqueta. Se alguém diz que o outro é louco, apenas diz que o outro não se porta da maneira que ele pensa ser o adequado. Ao ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<ul>
<li>O sóbrio nada mais é que um bêbado com autocontrole e etiqueta, pois, mesmo que não esteja embrigado pelo alcool, está completamente embebedado pelo seu autocontrole, ideias e etiqueta.</li>
</ul>
<p>
<ul>
<li>Se alguém diz que o outro é louco, apenas diz que o outro não se porta da maneira que ele pensa ser o adequado.</li>
</ul>
<p>
<ul>
<li>Ao ver um padre o pastor diz que aquele prega a mentira e o padre diz o mesmo sobre o pastor.</li>
</ul>
<p></p>

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