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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093</atom:id><lastBuildDate>Fri, 08 Jul 2011 12:05:08 +0000</lastBuildDate><title>Menstruação</title><description>Menstruação é a perpétua penitência. É a dor que chora sangue. É a tristeza que lava alma. Menstruar é além de tudo, vida.</description><link>http://menstruacao.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Temporal)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/Menstruacao" /><feedburner:info uri="menstruacao" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-7483828024122817025</guid><pubDate>Fri, 11 Jun 2010 14:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-12T12:58:34.879-07:00</atom:updated><title>Ao³</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4WX3WE3D0Q0/TBJFpKIka2I/AAAAAAAAAbA/PTSUajXI2-o/s1600/texto+bar.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4WX3WE3D0Q0/TBJFpKIka2I/AAAAAAAAAbA/PTSUajXI2-o/s320/texto+bar.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481520269860563810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4WX3WE3D0Q0/TBJFo3NNiqI/AAAAAAAAAa4/SW0YBTHwF6k/s1600/cubos.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4WX3WE3D0Q0/TBJFo3NNiqI/AAAAAAAAAa4/SW0YBTHwF6k/s320/cubos.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481520264779762338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;     O meu vazio não me preenche mais. E sinceramente não entendo essa capacidade do mundo de ficar sempre tão cheio. Mesmo que de nada. Eu só quero um motivo, uma vontade, mas não entendo porque existe essa necessidade - que não crio e nem controlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ainda tenho que vê-la assim tão suave. Até consegue assobiar. O que é o assobio, meu Deus, se não uma afronta? Logo pra mim, que nunca aprendi. Também não me lembro de ter tentado. Não conseguiria mesmo. A desistência precoce, me resumo a isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Tenho o vício de desenhar cubos. O tempo todo. Certamente não são perfeitos. Não soam bem aos ouvidos de um ilustrador ou de um arquiteto. Mas continuo desenhando. É tão fácil. Nem assim me livro da sombra que desenha traços mais elaborados. Por que não deixar a caneta escorrer? Escorre ela, escorro eu, quem sabe, escorre a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota 1: Mesa de bar pé sujo mesmo. Cerveja barata, linguiça dois reais. Ela pega o papel e sugere "vai, escreve uma frase". Um desabafo meu, um pensamento dela, uma dor minha, um comentário dela, uma busca minha, o apoio dela... O texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota 2: Ela é Lina Cavalcante e sempre pede porção de coração - Mais dela em www.debailarina.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-7483828024122817025?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/5xZCyqiGzu4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/5xZCyqiGzu4/ao.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_4WX3WE3D0Q0/TBJFpKIka2I/AAAAAAAAAbA/PTSUajXI2-o/s72-c/texto+bar.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2010/06/ao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-2450265543215331685</guid><pubDate>Sun, 09 Aug 2009 05:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-08T22:42:54.701-07:00</atom:updated><title>Eclipse</title><description>É quando um deixa de existir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-2450265543215331685?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/65e1X0iNeik" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/65e1X0iNeik/eclipse.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2009/08/eclipse.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-7790792207036713888</guid><pubDate>Sun, 12 Jul 2009 21:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-12T14:43:39.638-07:00</atom:updated><title>Para onde?</title><description>Onde será que eu tropecei?&lt;br /&gt;Que caminho foi esse que eu andei?&lt;br /&gt;Onde deixei escapar minha coragem?&lt;br /&gt;A esperança reside no medo.&lt;br /&gt;Ando em passos curtos sem vontade de chegar.&lt;br /&gt;Onde será que eu deixei?&lt;br /&gt;E tu, covardia, onde foi que te achei?&lt;br /&gt;Me veio aconchegante,&lt;br /&gt;Em tuas águas mergulhei.&lt;br /&gt;Agora só me sustenta a vaidade.&lt;br /&gt;E quando chega a noite&lt;br /&gt;Me escondo em liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-7790792207036713888?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/yWqU_hUe1L0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/yWqU_hUe1L0/para-onde.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>7</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2009/07/para-onde.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-6403952398662097248</guid><pubDate>Mon, 22 Jun 2009 20:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-22T13:05:35.908-07:00</atom:updated><title>Coma</title><description>Era uma mancha roxa em sua perna. Uma dor pequena, mas dor.&lt;br /&gt;Andava mancando pelas pancadas que a vida oferecia fazendo sempre questão de aceitar. Ele nunca disse não. Quando tentava vinha ela novamente e roubava a sua voz.&lt;br /&gt;   Mais um roxo, na garganta.&lt;br /&gt;Enquanto gaguejava o discurso e engasgava o copo de café, pensava no alívio que um dia havia de chegar. Mas lá estava ela lhe roubando o direito de pensar.&lt;br /&gt;   Usava seus pincéis na parede e cantava emocionado. Ela mostrava o traço torto e lhe tirava o prazer de chorar. Olhava pra cachaça e ansiava mergulhar. Ela servia o seu leite e ele em vida-morta nem podia se afogar.&lt;br /&gt;   E lá estava ele com seu corpo à pintar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-6403952398662097248?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/DdgGhyLZN3Q" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/DdgGhyLZN3Q/coma.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2009/06/coma.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-42662734412162185</guid><pubDate>Mon, 22 Jun 2009 19:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-03T07:11:37.368-07:00</atom:updated><title>O Lobo e a Rosa</title><description>Era o Lobo pensando em como seria se não tivesse acontecido. Andava por entre flores ao chão e nuvens ao céu. Em meio a seu calmo e curioso caminhar, surge em sua frente um lindo Girassol. Linda e frágil, brilhava intensamente sem a companhia das sombras que pintavam o percurso do Lobo. Ele a desejava mas não chegava muito perto, não se permitia. Era o Lobo pensando em como será se o Sol mais uma vez decidir não voltar. E as nuvens continuam no céu esperando o luto terminar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-42662734412162185?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/A9MgPu2uAJQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/A9MgPu2uAJQ/o-lobo-e-rosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2009/06/o-lobo-e-rosa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-1118212729105884167</guid><pubDate>Wed, 08 Apr 2009 20:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-09T08:45:53.125-07:00</atom:updated><title>Ejaculação precoce</title><description>Igor é um homem apaixonado por sua mulher. Romântico, adora agradá-la.&lt;br /&gt;Ele é calmo, carinhoso, sensato, mas também se deixa levar pelas emoções e às vezes faz dessas loucuras que chamamos quando gastamos o que não podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recém casado, estava completando 6 meses de união. Igor resolveu, então, fazer uma surpresa. E só de ter a idéia a calma virou ansiedade, euforia, excitação. Pensou em como ela ficaria admirada, em fazer um ambiente sugestivo, no que ela gostaria de comer e beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu do trabalho e comprou sushis. Ele olhava e escolhia com muita ansiedade, já imaginando a felicidade dela ao ver a surpresa que ele preparava. Abria um sorriso só de pensar no dela, parecia até uma criança. Comprou um belo vinho pensando na noite romântica e, ao chegar em casa, preparou uma mesa linda à luz de velas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele escuta os passos na escada. É ela que está chegando, imagina. O coração acelera, o sorriso ansioso estampa o rosto. A chave gira a maçaneta, a porta vai abrindo aos poucos e ele sente um frio na barriga e um calafrio repentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela entra, abre um meio sorriso e pergunta o que está acontecendo. Ele dá os parabéns pelos 6 meses de casamento, explicando a situação. Ela agradece, diz que ele é um marido lindo. Coloca a bolsa no sofá e vai para o quarto dizendo estar cansada do trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-1118212729105884167?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/pxqf3N4k-Ao" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/pxqf3N4k-Ao/ejaculacao-precoce.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2009/04/ejaculacao-precoce.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-3015956121136309187</guid><pubDate>Fri, 13 Feb 2009 17:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-20T05:36:57.645-08:00</atom:updated><title>Interseção</title><description>Família grande. Irmãos de sangue, de casa, quarto, de camas e até de roupas. Abria a porta para tentar fugir e encontrava uma divisão ainda maior. Sem intimidade alguma com os números, Otávio subtraia querendo somar e dividia querendo multiplicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em como seria bom conseguir comer apenas um biscoito do pacote, em como acha bonito o sol se pondo e em como a vontade de guardar um boné, que nem cabe em sua cabeça, é uma necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otávio sofre. Sabe a resposta mas erra o cálculo – de forma calculada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouve o mar e sorri. Nem se preocupa em contar as ondas, apenas observa e sente uma felicidade que não sabe explicar de onde. É forte como o mar e ele se deixa levar pela correnteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conjunto, oito divisões e nenhuma solução. [Silêncio]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estojo colorido e infinitas canetas de cores diferentes. Otávio pinta bem a felicidade ao ouvir Vinícius, ao aprender literatura e ao ver um sorriso ingênuo de criança. Essas coisas sem moeda de troca. Otávio gosta mesmo é disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otávio come brigadeiros escondido no banheiro, mas  paga R$5,00 para o guardador de carros que cobra R$1,00. Exige um cobertor só dele, mas cede a vez no banheiro do bar para um mais apressado. Otávio conta cada cerveja que tomou na hora de pagar a conta, mas sai de casa só para levar um coco à namorada para satisfazer o seu desejo. Não empresta dinheiro mesmo tendo na carteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra no quarto de sua avó – que parece ter todas as respostas –  e pede implorando:&lt;br /&gt;– Me ensina matemática?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-3015956121136309187?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/ZBfeBVg2Sx8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/ZBfeBVg2Sx8/intersecao.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2009/02/intersecao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-2820778992701238382</guid><pubDate>Tue, 29 Jul 2008 19:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-29T13:51:10.338-07:00</atom:updated><title>Deserto</title><description>Andando pelo deserto numa estrada em solidão que parece não ter fim, a sede é cada vez mais desesperadora. Água, muita água. Sonho com uma saída ao lado onde haja uma janela aberta e a chuva alivie toda minha garganta arranhada e seca. Ao meu redor não há vida. A não ser umas cobras traiçoeiras que rastejam desapercebidas esperando o momento certo para injetar seu veneno, e alguns cactos inocentes que não sabem o porquê de seus espinhos.&lt;br /&gt;Não lembro mais da minha varanda florida nem das tardes que regava e conversava com minhas plantas. Talvez por isso minhas pegadas somem a cada passo. Acelero a caminhada com minha camisa amarrada no rosto, uma garrafa vazia e os pés calejados, numa busca interminável por sombra e água fresca. A camisa protege e me esconde, a garrafa é sempre uma esperança que acaba quando abro a tampa e os pés são as marcas dessa busca incessante cheias de angústia e dor.&lt;br /&gt;Caio desfalecido. O vento enche meu rosto de areia, o corpo exposto ao sol e a garganta clamam por água. Estou desacordado sem saber quando acordar ou, até mesmo, se vou. Ah, mas como está gostoso aqui. Um alívio calculado. Não sinto sede, calor, sofrimento ou angústia. Não quero mais cactos e cobras, nem janelas e chuva. Um grito vazio que ecoa sem destino.&lt;br /&gt;Acordo e o mar não molha mais os meus pés. Alguns segundos passam enquanto abro os olhos lentamente até sentir o sol cada vez mais intenso. O desespero aumenta e minha busca agora é por alguma cobra que me deseje ou algum cacto para me jogar em seus macios e aconchegantes espinhos.&lt;br /&gt;O desespero me leva ao primeiro passo. Caminho de cabeça baixa, coluna corcunda e as pernas fracas já não me sustentam. O cacto não me abraça, mas uma cobra descansa ao seu lado. Aproximo, peço um gole do seu doce veneno e ela se afasta. Perde a vontade ao sentir que o meu desejo por ela é maior do que o dela por mim. Caio novamente. Choro em agonia puxando os cabelos como um viciado em abstinência implorando uma dose. Exausto, durmo e a vontade de permanecer no escuro não finda. Uma nuvem parada no céu me protege com sua sombra, o vento frio me conforta e hoje só consigo pensar em como seria bom nunca mais acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-2820778992701238382?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/onOjHReK_Bk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/onOjHReK_Bk/deserto_29.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2008/07/deserto_29.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-449125260300280981</guid><pubDate>Fri, 27 Jun 2008 16:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-27T09:23:11.509-07:00</atom:updated><title>Inércia</title><description>Em meio a tantas palavras tragadas e cuspidas, a roupa e o corpo impregnam-se por completo. A fumaça tem forma, cor, cheiro, fuga e mentira. Não há escolha, gostando ou não ela se faz sempre presente. Respiração, pele, ardor nos olhos, suor, alívio e prisão. Tudo isso a veste de desencontro, e sem quebrar as palavras nunca chega a um ponto final.&lt;br /&gt;Mergulha na cama todas as noites, chove com o cabelo bagunçado e tira a roupa na tentativa de ficar nua. Passa o cabelo sobre o ombro, olha de canto e acende um cigarro. A fumaça tem forma, cor, cheiro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-449125260300280981?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/dOGCZVyZcIY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/dOGCZVyZcIY/inrcia.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>7</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2008/06/inrcia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-7400670021594413150</guid><pubDate>Wed, 11 Jun 2008 15:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-11T10:35:36.059-07:00</atom:updated><title>O vocalista</title><description>Sem saber o porquê comecei essa bulimia. Talvez saiba e preferi fingir que não. Vontade de vomitar me faz saber que não estou vazio, sinto sua mão encostando na minha e, com o toque, a segurança. A gargalhada cessa e leva consigo o desespero.&lt;br /&gt;Todos os pássaros enjaulados, todos os peixes em aquários, a cadeira me dá as costas e giro desesperadamente olhando para todos os lados sem nada enxergar.&lt;br /&gt;Os outros riram. Riram porque escolhi morar no outro lado do rio. O cigarro que eu nem gosto, rasga a minha garganta e tem sido meu melhor amigo. Não! Não fale nada, só fale se for para melhorar o silêncio. Entro no banheiro e me fecho. Me olho no espelho e pego o shampoo para tirar todas as sujeiras impregnadas em meu corpo.&lt;br /&gt;Pego um copo de cerveja, sempre vazio e sem colarinho que é pra esquentar logo.&lt;br /&gt;- Vamos embora?&lt;br /&gt;E eu me calei pensando: Só fale se for para melhorar o silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-7400670021594413150?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/mXOMXpBo34A" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/mXOMXpBo34A/o-vocalista.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2008/06/o-vocalista.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-6977992301011430813</guid><pubDate>Tue, 19 Feb 2008 13:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-29T06:14:14.120-07:00</atom:updated><title>Óbito</title><description>O relógio não marca compromissos&lt;br /&gt;O telefone não tem voz&lt;br /&gt;Os óculos não me escondem mais&lt;br /&gt;E a boca não estica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho não decifra&lt;br /&gt;O remédio não cura&lt;br /&gt;O travesseiro não salva&lt;br /&gt;E no teatro não há cena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faca não corta mais&lt;br /&gt;O olho já não chora&lt;br /&gt;A agonia não dói&lt;br /&gt;E o amor não jorra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música não acalma&lt;br /&gt;A praia não molha os pés&lt;br /&gt;O céu não tem cor&lt;br /&gt;E o livro não tem poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta já não abre&lt;br /&gt;A tela não tem arte&lt;br /&gt;O pincel não desespera&lt;br /&gt;Os olhos não abrem mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a distância existe&lt;br /&gt;porque compartilhamos a mesma dor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-6977992301011430813?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/JT9D5WdZ4sk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/JT9D5WdZ4sk/masmorra.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>16</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2008/02/masmorra.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-2161443717946448169</guid><pubDate>Fri, 01 Feb 2008 20:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-12T06:29:38.800-08:00</atom:updated><title>Dissonante</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem tive um sonho que não quero lembrar. Não quero porque me faz mal, então melhor deixar guardado mesmo. É que algumas coisas não consigo entender. Como só pintar quando estou triste, melancólico. Talvez se acordasse com mais quadros no meu quarto falaria das coisas boas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é que ela sabia, sabia que ia me machucar. Eu não queria escutar aquilo e ela bem sabia que ia desafinar meu violão, e mesmo assim foi lá e amassou o dia. O papel pode ser amassado, jogado no lixo e reciclado. O dia, não. E fico amassado lutando para voltar à forma inicial, mas parece uma dor de dente que não sai até o dia acabar. Melhor mesmo é dormir e esquecer a tal dor.&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A cada novo samba me vem uma angústia de não conseguir tocar mais meu violão. Talvez por isso eu não consiga falar de coisas boas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ela percebeu a dor que me trouxe ao ver meus dedos errando as cordas. Comprou um perfume novo e me esperou depois do trabalho. Abri a porta e nem consegui fechar a cortina. Quando menos percebi já estava deitado na cama cheio de amor e carícias. Ah, que lindas notas tem este samba.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas a felicidade parece sempre existir e por isso perde força, parece irreal, cotidiano, normal. As pessoas escutam com desdém e acabam não dando atenção. Melhor falar das tristezas mesmo, porque estas são escutadas e ganham corpo. As pessoas dividem e sentem. É que dor todo mundo tem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Eu não consigo entender como ela pôde arrancar uma das minhas cordas. Eu tento acertar a nota, mas sem uma corda não tem música. E música é poesia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Eu tento arrumar as coisas na minha cabeça, mas quando as tiro da gaveta ficam ainda mais bagunçadas, espalhadas na cama. E eu continuo sem uma das cordas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ela decidiu sambar. Dançou toda a noite e me fez tocar. Até trouxe um violão novo de 12 cordas que eu tanto queria. Lindo e curvas tão perfeitas que parecia ter vida. Toquei samba de uma maneira nova e excitante. Impossível tocar violão sem desejo. Tão forte e tão grande que consegui fazer música sem encostar meus dedos em uma corda sequer. Foi uma noite linda e inesquecível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Acordei e a tal dor de dente que sempre saía, hoje me deu bom dia. É que eu queria mesmo era a corda do meu violão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-2161443717946448169?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/RzVvAHdNLuw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/RzVvAHdNLuw/dissonante.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2008/02/dissonante.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-3685254967087129753</guid><pubDate>Mon, 14 Jan 2008 13:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-16T09:03:34.996-08:00</atom:updated><title>Jantar em família</title><description>A casa está vazia, lotada.&lt;br /&gt;Eu fico calada e só, mas o jantar é de festa.&lt;br /&gt;As pessoas na sala conversam, e eu procuro minha casa.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;A mãe chama pela filha e oferece carinho. Ela pega o copo e dá um gole na cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O irmão anda com a boca cheia e o prato vazio. A tia com a boca vazia e o prato cheio.&lt;br /&gt;A irmã que não se vê e deita no sofá esperando o dia acabar.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A televisão ligada sem dizer nada. O cachorro esconde algumas soluções e lambe a pata.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;O pai mais uma vez não está. A avó que de longe enxerga tudo, chora sorrindo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continua andando pela casa visitando cada cômodo.&lt;br /&gt;Leva consigo a chave do armário sempre trancado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O abraço que não vem, o beijo que não vai.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;A conversa que não começa, o pedido que não termina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A toalha jogada na cama. Roupa suja no chão. A xícara de café na estante.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O espelho embaçado, a janela fechada, o chinelo na gaveta, o sapato apertado.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Teto quebrado, paredes cinza, banheiro sem porta, todos no mesmo quarto. (Socorro!)&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Ela nunca saiu de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A mãe acolhe e encolhe. A filha já não tem braços e pernas. E a saída está sempre fechada.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;O jantar na mesa, a festa continua, as pessoas riem, conversam, se divertem.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Ela está lá e escreve só. A página continua em branco.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;A chave sempre com ela. Mas nunca acha um que aceite suas roupas ou que faça as perguntas certas. Por não ter onde guardá-las, nunca consegue ficar nua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A varanda está iluminada. Música, cigarros e cerveja.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Perambula em meio à selva despretensiosa. Sozinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O jantar continua na mesa e eu - com fome - não consigo me servir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-3685254967087129753?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/wdITOPGYWf8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/wdITOPGYWf8/jantar-em-famlia.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2008/01/jantar-em-famlia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-960994699799061544</guid><pubDate>Fri, 28 Dec 2007 13:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-28T12:49:41.748-08:00</atom:updated><title>Rubra Erupção</title><description>Por ter direito à TPM&lt;br /&gt;Por anteceder o sofrer&lt;br /&gt;Sem ter que justificar&lt;br /&gt;Por ter o direito de chorar&lt;br /&gt;E permitir ao menos uma vez&lt;br /&gt;Um dia para só em mim pensar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menstruo por ser dor&lt;br /&gt;Sangue em veia&lt;br /&gt;Distúrbio emocional&lt;br /&gt;Tristeza (in)definida&lt;br /&gt;Abatimento (ir)racional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tormento&lt;br /&gt;Pesar&lt;br /&gt;Mágoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À flor da pele&lt;br /&gt;Homem também menstrua&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-960994699799061544?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/QqeydsoFBuQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/QqeydsoFBuQ/menstruao-por-ter-direito-tpm-por.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2007/12/menstruao-por-ter-direito-tpm-por.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-8441807489888210445</guid><pubDate>Wed, 19 Dec 2007 19:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-20T03:31:29.486-08:00</atom:updated><title>Quarto Escuro</title><description>Eu só queria entender meu lugar nesse mundo que desejo tão meu.&lt;br /&gt;Percebo as janelas abertas, mas o quarto continua escuro.&lt;br /&gt;Engano achar que com pouca luz não dá pra enxergar.&lt;br /&gt;Eu só queria entender onde há meu lugar nesse mundo que desejo tão meu e que às vezes, é somente mundo.&lt;br /&gt;De olhos fechados é mais fácil observar a porta apenas encostada e na mesa, o jantar.&lt;br /&gt;Eu só queria entender meu lugar nesse mundo, mudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-8441807489888210445?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/wAGqatflkaw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/wAGqatflkaw/quarto-escuro.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2007/12/quarto-escuro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-3559768545472593221</guid><pubDate>Tue, 11 Dec 2007 20:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-12T03:46:59.540-08:00</atom:updated><title>Mascarar(-se)</title><description>&lt;p&gt;A licença poética poda o artista. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Parece singela e confortante &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Mas quando finges uma saída &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Ficaste preso no instante. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Simulacro em uma vida &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;És desbriado e estagnante. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-3559768545472593221?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/RU2QAg4rL4E" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/RU2QAg4rL4E/mscara.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2007/12/mscara.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-6029629217057725020</guid><pubDate>Tue, 04 Dec 2007 14:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-05T12:51:51.014-08:00</atom:updated><title>Amor sem fim</title><description>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu bem vi quando tudo começou. O sol reverberava intensamente e ofuscava os eventuais. Ela tinha brilho maior. Perdi o controle das minhas vontades, impossível evitar o olhar atento e seduzido ainda sem entender por que a fitava sem cogitar mudar o cenário. Olhava atentamente cada curva, cada movimento, cada poesia. Fui andando lentamente, com a certeza de quem já sabe que ganhou antes mesmo de começar a partida. Meus pés já não sentiam a areia queimando, o coração acelerado sem saber por que ela – que eu nunca vira antes - despertava tantas sensações. Minha mão já sentia a falta da dela sem nunca tê-la tocado, meu sorriso não cessava diante tantos pincéis e cores novas. Aproximo com muita convicção, sorriso solto, e digo: “de mim você vai gostar”. Ah, eles nem imaginavam o quanto. Ela ainda sem entender, mas já sentiu diferença ali. Acharia petulância essa afirmação de um desconhecido. Mas não dessa vez, e até se questionou sem achar resposta. Ela fica linda de branco.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dizem que fidelidade é utopia. Dizem que amor eterno não existe. E até virou clichê essa tal sabedoria: "que seja eterno enquanto dure". Ora, aí mesmo já colocamos um final na história que está apenas começando. Mudei isso no exato momento que ouvi o samba  tocar.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela me ensinou a ser homem especial. Me preencheu de tal maneira que é impossível esvaziar, e além de tudo isso trouxe amor eterno, sem data de validade.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;O amor que começou antes mesmo de começar. E o segredo é apaixonar-se todos os dias pela mesma mulher.&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-6029629217057725020?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/JWIukEbIcOE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/JWIukEbIcOE/amor-de-muito.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2007/12/amor-de-muito.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-3169137054557952684</guid><pubDate>Mon, 19 Nov 2007 21:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-06T06:13:42.884-08:00</atom:updated><title>O Batismo</title><description>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem nome é um refém brilhante de si mesmo e talvez por isso não sabia que tinha um. Acordava toda manhã e sempre ouvia da família “Bom dia, Gil”, apelido que herdou da ausência. Os amigos preferiram “Beto”. E Gilberto mais uma vez não era.&lt;br /&gt;Sempre ia aos armários dos irmãos, porque não sabia se vestir. Antes de sair sempre tentava, lutava, buscava e não conseguia. Ao olhar-se no espelho enxergava vampiro, que suga e não tem reflexo.&lt;br /&gt;A verdade é que ninguém o via, ou melhor, viam apenas Gil e Beto.&lt;br /&gt;Não se mostrava e nem se permitia. Ficou invisível para o mundo, e como se andasse numa sala de espelhos, ficou invisível para si também. Gilberto nunca se despia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Elisa parece ter vindo do mar. Afunda e afoga, segura com força que é pra não deixar fugir. E quanto mais longe da superfície, mais ar lhe chega aos pulmões. Uma onda enorme que engole e chacoalha ferozmente como um liquidificador e, depois que tritura, leva até a beira e salva.&lt;br /&gt;De mente forte e inquieta, é capaz de transformar poeira em ouro pelo seu poder de persuasão. E tão rara que, como se não bastasse, é defensora da espécie humana.&lt;br /&gt;Elisa é aquela que acrescenta, pergunta e mostra o caminho.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;- Tens um lindo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como sabe meu nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu? Nunca lhe vi antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E nem a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afogar-te.&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Não fugiu e deixou-se afogar. Levado à parte rasa, as ondas batiam em seus pés e subia o corpo como um batismo do mar.  E Gilberto finalmente ganhara nome...&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-3169137054557952684?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/C45Mdl4uRkc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/C45Mdl4uRkc/o-batismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2007/11/o-batismo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6827079202013519093.post-4052877740850503610</guid><pubDate>Wed, 07 Nov 2007 12:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-07T04:26:50.651-08:00</atom:updated><title>Medo de Elevador</title><description>Engraçado como fugimos de alguma coisa todos os dias. Alguma coisinha que        nos mete medo, que nos faz atravessar a calçada pra não passar nem perto.        Lembro de quando fiquei preso no elevador pela primeira vez. Tinha nove anos        quando estive nu. Fiquei tão apavorado que abracei uma senhora que nunca        tinha visto, como se fosse minha mãe. Ela, parada meio sem saber o que        fazer. Mas não importava, já me senti seguro ali, naquele abraço só meu.        Mesmo morando no quinto andar e tendo amigos em andares mais altos, subia e        descia as escadas quantas vezes fossem necessárias. Só pra não ter que ficar nu.&lt;br /&gt;     Já perdi a conta de quantas vezes e em quantos elevadores estive preso.        Fiquei com a porta pela metade, com os botões acesos e ele sem sair do        lugar, com muita gente e também sozinho.        Hoje quando estava chegando em casa, faltou energia e fiquei muito tranqüilo        apenas esperando os cinco segundos que antecedem o gerador. E como se tivesse o        tal gerador também em minha cabeça, percebi que esse medo não me pertence mais.&lt;br /&gt;     Agora os medos são outros e nem percebo que fujo destes também. Mas é        que continuo usando a escada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6827079202013519093-4052877740850503610?l=menstruacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Menstruacao/~4/inIxm1UGJeo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Menstruacao/~3/inIxm1UGJeo/medo-de-elevador.html</link><author>noreply@blogger.com (Temporal)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://menstruacao.blogspot.com/2007/11/medo-de-elevador.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

